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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO SALARIAL.
LEI ESTADUAL N. 10.395/95. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DO ACÓRDÃO RECORRIDO POR
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA
SÚMULA N. 280 DO STF.
1. O artigo 93, IX, da Constituição Federal não resta violado nas
hipóteses em que a decisão mercê de fundamentada não se apoia na tese
da recorrente. Precedente: AI 791.292 QO-RG, Plenário, Rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe de 13.08.2010.
2. O direito local acaso violado por decisão judicial não autoriza a
interposição de recurso extraordinário.
3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como
os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa
do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa
indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a
abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1ª
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. POLÍTICA
SALARIAL. LEI Nº 10.395/95. COISA JULGADA.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759866.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 831.466 AGR / RS
ISONOMIA.
A coisa julgada, tema de ordem pública, pode ser
reconhecida inclusive de ofício, em qualquer grau de
jurisdição. Tramitou anterior ação idêntica, transitada em
julgado com análise do mérito. Impossibilidade de rediscutir
a questão por mudança de entendimento de órgão fracionário
da Corte sobre a matéria.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES ACOLHIDA.
PROCESSO EXTINTO PELA COISA JULGADA. APELO
PREJUDICADO .
5. NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759866.
Supremo Tribunal Federal
AI 831.466 AGR / RS
ISONOMIA.
A coisa julgada, tema de ordem pública, pode ser
reconhecida inclusive de ofício, em qualquer grau de
jurisdição. Tramitou anterior ação idêntica, transitada em
julgado com análise do mérito. Impossibilidade de rediscutir
a questão por mudança de entendimento de órgão fracionário
da Corte sobre a matéria.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES ACOLHIDA.
PROCESSO EXTINTO PELA COISA JULGADA. APELO
PREJUDICADO .
5. NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo de
instrumento de minha lavra cujo teor é o seguinte:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO
EXAMINADA.
AUSÊNCIA
DE
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, §
3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ADMINISTRATIVO.
EQUIPARAÇÃO SALARIAL. LEI ESTADUAL N. 10.395/95.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO DA SÚMULA N. 280 DO STF.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. O direito local acaso violado por decisão judicial não
autoriza a interposição de recurso extraordinário .
3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões
judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a
verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo de
instrumento de minha lavra cujo teor é o seguinte:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO
EXAMINADA.
AUSÊNCIA
DE
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, §
3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ADMINISTRATIVO.
EQUIPARAÇÃO SALARIAL. LEI ESTADUAL N. 10.395/95.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO DA SÚMULA N. 280 DO STF.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. O direito local acaso violado por decisão judicial não
autoriza a interposição de recurso extraordinário .
3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões
judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a
verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 831.466 AGR / RS
à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura
da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1ª
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-
AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. POLÍTICA
SALARIAL. LEI Nº 10.395/95. COISA JULGADA. ISONOMIA.
A coisa julgada, tema de ordem pública, pode ser
reconhecida inclusive de ofício, em qualquer grau de jurisdição.
Tramitou anterior ação idêntica, transitada em julgado com
análise do mérito. Impossibilidade de rediscutir a questão por
mudança de entendimento de órgão fracionário da Corte sobre
a matéria.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES ACOLHIDA.
PROCESSO EXTINO PELA COISA JULGADA. APELO
PREJUDICADO’
5. NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.”
Nas razões do regimental, MARIA LURDES GARCIA LANES alega
que: i) não houve apreciação da preliminar da parte em relação a alegada
nulidade do acórdão recorrido por negativa de prestação jurisdicional; ii)
a inaplicabilidade da Súmula 280/STF, uma vez que busca tão somente a
equiparação de seus vencimentos a de outros servidores ocupantes de
cargos idênticos que obtiveram reajustes pela via judicial.
Requer o provimento do regimental para que o extraordinário tenha
regular seguimento.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.466 AGR / RS
à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura
da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1ª
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-
AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. POLÍTICA
SALARIAL. LEI Nº 10.395/95. COISA JULGADA. ISONOMIA.
A coisa julgada, tema de ordem pública, pode ser
reconhecida inclusive de ofício, em qualquer grau de jurisdição.
Tramitou anterior ação idêntica, transitada em julgado com
análise do mérito. Impossibilidade de rediscutir a questão por
mudança de entendimento de órgão fracionário da Corte sobre
a matéria.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES ACOLHIDA.
PROCESSO EXTINO PELA COISA JULGADA. APELO
PREJUDICADO’
5. NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.”
Nas razões do regimental, MARIA LURDES GARCIA LANES alega
que: i) não houve apreciação da preliminar da parte em relação a alegada
nulidade do acórdão recorrido por negativa de prestação jurisdicional; ii)
a inaplicabilidade da Súmula 280/STF, uma vez que busca tão somente a
equiparação de seus vencimentos a de outros servidores ocupantes de
cargos idênticos que obtiveram reajustes pela via judicial.
Requer o provimento do regimental para que o extraordinário tenha
regular seguimento.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O agravo não merece
prosperar.
Em primeiro lugar, quanto à alegada negativa de prestação
jurisdicional, a parte recorrente alegou a nulidade do acórdão de
embargos de declaração, uma vez que este teria permanecido silente em
relação aos artigos da Constituição os quais havia suscitado violação.
Da leitura do acórdão recorrido verifica-se que os embargos foram
desacolhidos por que o Tribunal a quo entendeu que não havia
obscuridade, contradição ou omissão para serem sanadas. Ora, o art. 93,
IX, da CF, determina que as decisões judiciais sejam fundamentadas, não
servindo para confirmar a tese suscitada por qualquer das partes. Sobre o
assunto, eis o entendimento pacificado desta Corte Suprema:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.” (AI 791.292 QO-RG, Plenário, Rel. Min.
Gilmar Mendes, DJe de 13.08.2010).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O agravo não merece
prosperar.
Em primeiro lugar, quanto à alegada negativa de prestação
jurisdicional, a parte recorrente alegou a nulidade do acórdão de
embargos de declaração, uma vez que este teria permanecido silente em
relação aos artigos da Constituição os quais havia suscitado violação.
Da leitura do acórdão recorrido verifica-se que os embargos foram
desacolhidos por que o Tribunal a quo entendeu que não havia
obscuridade, contradição ou omissão para serem sanadas. Ora, o art. 93,
IX, da CF, determina que as decisões judiciais sejam fundamentadas, não
servindo para confirmar a tese suscitada por qualquer das partes. Sobre o
assunto, eis o entendimento pacificado desta Corte Suprema:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.” (AI 791.292 QO-RG, Plenário, Rel. Min.
Gilmar Mendes, DJe de 13.08.2010).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 831.466 AGR / RS
No mérito, neguei seguimento ao agravo com fundamento nas
seguintes razões:
“É que a controvérsia foi decidida à luz de interpretação
de norma local, no caso sub examine, a Lei Estadual n. 10.395/95.
Incide, in casu, o óbice erigido pelo enunciado da Súmula n. 280
do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, verbis: "Por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário".
A respeito do enunciado da Súmula n. 280, traz-se a lume
as lições do ilustre professor Roberto Rosas, verbis:
‘A interpretação do direito local ou então a violação de
direito local para possibilitar o recurso extraordinário é
impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do
STF são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei
federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo
nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe
recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais
conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito
federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei
federal (RE 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963).
Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente
às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais,
estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão
de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem
problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal
a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos: juízes
impedidos, convocação de juízes etc. (RE 66.149, RTJ 49/356).’
(in, Direito Sumular. 12ª ed. São Paulo: Malheiros, 2004).
Demais disso, esta Suprema Corte firmou jurisprudência
no termos da qual a verificação de ofensa aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como
aos limites da coisa julgada, quando dependente do reexame
prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou
reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a
instância extraordinária. Nesse sentido são os seguintes
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759868.
Supremo Tribunal Federal
AI 831.466 AGR / RS
No mérito, neguei seguimento ao agravo com fundamento nas
seguintes razões:
“É que a controvérsia foi decidida à luz de interpretação
de norma local, no caso sub examine, a Lei Estadual n. 10.395/95.
Incide, in casu, o óbice erigido pelo enunciado da Súmula n. 280
do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, verbis: "Por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário".
A respeito do enunciado da Súmula n. 280, traz-se a lume
as lições do ilustre professor Roberto Rosas, verbis:
‘A interpretação do direito local ou então a violação de
direito local para possibilitar o recurso extraordinário é
impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do
STF são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei
federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo
nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe
recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais
conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito
federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei
federal (RE 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963).
Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente
às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais,
estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão
de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem
problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal
a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos: juízes
impedidos, convocação de juízes etc. (RE 66.149, RTJ 49/356).’
(in, Direito Sumular. 12ª ed. São Paulo: Malheiros, 2004).
Demais disso, esta Suprema Corte firmou jurisprudência
no termos da qual a verificação de ofensa aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como
aos limites da coisa julgada, quando dependente do reexame
prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou
reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a
instância extraordinária. Nesse sentido são os seguintes
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 831.466 AGR / RS
julgados:
‘AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO
DE ADESÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A
jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de
que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
dependentes de exame de legislação infraconstitucional,
configurariam ofensa constitucional indireta.’ (AI 804.854-
AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010)
(grifo nosso).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. OFENSA REFLEXA AO
ARTIGO 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, DA CF. DECISÃO
CONTRÁRIA AOS INTERESSES DA PARTE NÃO
CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. SÚMULA STF
279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a
quo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório
dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279).
2. A ofensa aos postulados constitucionais da legalidade, da
ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal, da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se existente, seria,
segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente
reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Decisão fundamentada
contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao
artigo 93, IX, da CF. 4. Agravo regimental improvido.’ (AI
756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de
22/10/2010) (grifo nosso).
Demais disso, diversas decisões desta Suprema Corte
negaram provimento a recursos em matéria análoga a tratada
nos presentes autos, conforme se depreende dos seguintes
arestos:
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759868.
Supremo Tribunal Federal
AI 831.466 AGR / RS
julgados:
‘AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO
DE ADESÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A
jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de
que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
dependentes de exame de legislação infraconstitucional,
configurariam ofensa constitucional indireta.’ (AI 804.854-
AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010)
(grifo nosso).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. OFENSA REFLEXA AO
ARTIGO 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, DA CF. DECISÃO
CONTRÁRIA AOS INTERESSES DA PARTE NÃO
CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. SÚMULA STF
279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a
quo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório
dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279).
2. A ofensa aos postulados constitucionais da legalidade, da
ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal, da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se existente, seria,
segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente
reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Decisão fundamentada
contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao
artigo 93, IX, da CF. 4. Agravo regimental improvido.’ (AI
756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de
22/10/2010) (grifo nosso).
Demais disso, diversas decisões desta Suprema Corte
negaram provimento a recursos em matéria análoga a tratada
nos presentes autos, conforme se depreende dos seguintes
arestos:
3
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 831.466 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REEXAME
DE
NORMA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 280 DO STF. AUMENTO DE VENCIMENTOS.
ISONOMIA. SÚMULA 339 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à
Constituição,
faz-se
necessário
analisar
normas
infraconstitucionais locais (Leis 6.672/74 e 10.395/95 do Estado
do Rio Grande do Sul), o que inviabiliza o extraordinário, a teor
da Súmula 280 do STF. Precedente. II - Não cabe ao Poder
Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar
vencimentos de servidores públicos sob fundamento de
isonomia (Súmula 339 do STF). Precedentes. III - Agravo
regimental improvido.’ (AI 782.803-AgR, Primeira Turma, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10.11.2010).
‘AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS: LEI CAMATA E
LEI
ESTADUAL
N.
10.395/95.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido
da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17,
inc. VII, do Código de Processo Civil.’ (AI 692.917, AgR,
Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 17.04.2009).”
Da leitura das razões do regimental verifica-se que a parte não
trouxe nenhum argumento capaz de modificar esse entendimento.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É o voto.
4
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AI 831.466 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REEXAME
DE
NORMA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 280 DO STF. AUMENTO DE VENCIMENTOS.
ISONOMIA. SÚMULA 339 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à
Constituição,
faz-se
necessário
analisar
normas
infraconstitucionais locais (Leis 6.672/74 e 10.395/95 do Estado
do Rio Grande do Sul), o que inviabiliza o extraordinário, a teor
da Súmula 280 do STF. Precedente. II - Não cabe ao Poder
Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar
vencimentos de servidores públicos sob fundamento de
isonomia (Súmula 339 do STF). Precedentes. III - Agravo
regimental improvido.’ (AI 782.803-AgR, Primeira Turma, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10.11.2010).
‘AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS: LEI CAMATA E
LEI
ESTADUAL
N.
10.395/95.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido
da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17,
inc. VII, do Código de Processo Civil.’ (AI 692.917, AgR,
Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 17.04.2009).”
Da leitura das razões do regimental verifica-se que a parte não
trouxe nenhum argumento capaz de modificar esse entendimento.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É o voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1778027
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-02-29T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. LEI ESTADUAL N. 10.395/95. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DO ACÓRDÃO RECORRIDO POR AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 280 DO STF.
1. O artigo 93, IX, da Constituição Federal não resta violado nas hipóteses em que a decisão mercê de fundamentada não se apoia na tese da recorrente. Precedente: AI 791.292 QO-RG, Plenário, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 13.08.2010.
2. O direito local acaso violado por decisão judicial não autoriza a interposição de recurso extraordinário.
3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. POLÍTICA SALARIAL. LEI Nº 10.395/95. COISA JULGADA. ISONOMIA.
A coisa julgada, tema de ordem pública, pode ser reconhecida inclusive de ofício, em qualquer grau de jurisdição. Tramitou anterior ação idêntica, transitada em julgado com análise do mérito. Impossibilidade de rediscutir a questão por mudança de entendimento de órgão fracionário da Corte sobre a matéria.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES ACOLHIDA. PROCESSO EXTINTO PELA COISA JULGADA. APELO PREJUDICADO .
5. NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
|
sjur205147
|
- Acórdãos citados: AI 791292 QO-RG, AI 804854 AgR, AI 756336 AgR,
AI 782803 AgR, AI 692917 AgR,
Número de páginas: 9.
Análise: 28/03/2012, LLD.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
831466
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-EST LEI-010395 ANO-1995\r\n LEI ORDINÁRIA, RS"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 831466 AgR
|
[
""
] |
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGTE.(S) : MARIA LURDES GARCIA LANES
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO SALARIAL.
LEI ESTADUAL N. 10.395/95. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DO ACÓRDÃO RECORRIDO POR
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA
SÚMULA N. 280 DO Supremo Tribunal Federal.
1. O artigo 93, IX, da Constituição Federal não resta violado nas
hipóteses em que a decisão mercê de fundamentada não se apoia na tese
da recorrente. Precedente: AI 791.292 QO-RG, Plenário, Rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe de 13.08.2010.
2. O direito local acaso violado por decisão judicial não autoriza a
interposição de recurso extraordinário.
3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como
os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa
do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa
indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a
abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1...
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. POLÍTICA
SALARIAL. LEI n 10.395/95. COISA JULGADA.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 29/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 831.466 AGR / RS
ISONOMIA.
A coisa julgada, tema de ordem pública, pode ser
reconhecida inclusive de ofício, em qualquer grau de
jurisdição. Tramitou anterior ação idêntica, transitada em
julgado com análise do mérito. Impossibilidade de rediscutir
a questão por mudança de entendimento de órgão fracionário
da Corte sobre a matéria.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES ACOLHIDA.
PROCESSO EXTINTO PELA COISA JULGADA. APELO
PREJUDICADO .
5. NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.466 AGR / RS
ISONOMIA.
A coisa julgada, tema de ordem pública, pode ser
reconhecida inclusive de ofício, em qualquer grau de
jurisdição. Tramitou anterior ação idêntica, transitada em
julgado com análise do mérito. Impossibilidade de rediscutir
a questão por mudança de entendimento de órgão fracionário
da Corte sobre a matéria.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES ACOLHIDA.
PROCESSO EXTINTO PELA COISA JULGADA. APELO
PREJUDICADO .
5. NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo de
instrumento de minha lavra cujo teor é o seguinte:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO
EXAMINADA.
AUSÊNCIA
DE
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, §
3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ADMINISTRATIVO.
EQUIPARAÇÃO SALARIAL. LEI ESTADUAL N. 10.395/95.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO DA SÚMULA N. 280 DO Supremo Tribunal Federal.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. O direito local acaso violado por decisão judicial não
autoriza a interposição de recurso extraordinário .
3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões
judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a
verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo de
instrumento de minha lavra cujo teor é o seguinte:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO
EXAMINADA.
AUSÊNCIA
DE
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, §
3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ADMINISTRATIVO.
EQUIPARAÇÃO SALARIAL. LEI ESTADUAL N. 10.395/95.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO DA SÚMULA N. 280 DO Supremo Tribunal Federal.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. O direito local acaso violado por decisão judicial não
autoriza a interposição de recurso extraordinário .
3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões
judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a
verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 831.466 AGR / RS
à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura
da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1...
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-
AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. POLÍTICA
SALARIAL. LEI n 10.395/95. COISA JULGADA. ISONOMIA.
A coisa julgada, tema de ordem pública, pode ser
reconhecida inclusive de ofício, em qualquer grau de jurisdição.
Tramitou anterior ação idêntica, transitada em julgado com
análise do mérito. Impossibilidade de rediscutir a questão por
mudança de entendimento de órgão fracionário da Corte sobre
a matéria.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES ACOLHIDA.
PROCESSO EXTINO PELA COISA JULGADA. APELO
PREJUDICADO’
5. NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.”
Nas razões do regimental, MARIA LURDES GARCIA LANES alega
que: i) não houve apreciação da preliminar da parte em relação a alegada
nulidade do acórdão recorrido por negativa de prestação jurisdicional; ii)
a inaplicabilidade da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, uma vez que busca tão somente a
equiparação de seus vencimentos a de outros servidores ocupantes de
cargos idênticos que obtiveram reajustes pela via judicial.
Requer o provimento do regimental para que o extraordinário tenha
regular seguimento.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.466 AGR / RS
à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura
da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1...
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-
AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. POLÍTICA
SALARIAL. LEI n 10.395/95. COISA JULGADA. ISONOMIA.
A coisa julgada, tema de ordem pública, pode ser
reconhecida inclusive de ofício, em qualquer grau de jurisdição.
Tramitou anterior ação idêntica, transitada em julgado com
análise do mérito. Impossibilidade de rediscutir a questão por
mudança de entendimento de órgão fracionário da Corte sobre
a matéria.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES ACOLHIDA.
PROCESSO EXTINO PELA COISA JULGADA. APELO
PREJUDICADO’
5. NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.”
Nas razões do regimental, MARIA LURDES GARCIA LANES alega
que: i) não houve apreciação da preliminar da parte em relação a alegada
nulidade do acórdão recorrido por negativa de prestação jurisdicional; ii)
a inaplicabilidade da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, uma vez que busca tão somente a
equiparação de seus vencimentos a de outros servidores ocupantes de
cargos idênticos que obtiveram reajustes pela via judicial.
Requer o provimento do regimental para que o extraordinário tenha
regular seguimento.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O agravo não merece
prosperar.
Em primeiro lugar, quanto à alegada negativa de prestação
jurisdicional, a parte recorrente alegou a nulidade do acórdão de
embargos de declaração, uma vez que este teria permanecido silente em
relação aos artigos da Constituição os quais havia suscitado violação.
Da leitura do acórdão recorrido verifica-se que os embargos foram
desacolhidos por que o Tribunal a quo entendeu que não havia
obscuridade, contradição ou omissão para serem sanadas. Ora, o art. 93,
IX, da Constituição Federal de 1988, determina que as decisões judiciais sejam fundamentadas, não
servindo para confirmar a tese suscitada por qualquer das partes. Sobre o
assunto, eis o entendimento pacificado desta Corte Suprema:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.” (AI 791.292 QO-RG, Plenário, Rel. Min.
Gilmar Mendes, DJe de 13.08.2010).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O agravo não merece
prosperar.
Em primeiro lugar, quanto à alegada negativa de prestação
jurisdicional, a parte recorrente alegou a nulidade do acórdão de
embargos de declaração, uma vez que este teria permanecido silente em
relação aos artigos da Constituição os quais havia suscitado violação.
Da leitura do acórdão recorrido verifica-se que os embargos foram
desacolhidos por que o Tribunal a quo entendeu que não havia
obscuridade, contradição ou omissão para serem sanadas. Ora, o art. 93,
IX, da Constituição Federal de 1988, determina que as decisões judiciais sejam fundamentadas, não
servindo para confirmar a tese suscitada por qualquer das partes. Sobre o
assunto, eis o entendimento pacificado desta Corte Suprema:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.” (AI 791.292 QO-RG, Plenário, Rel. Min.
Gilmar Mendes, DJe de 13.08.2010).
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 831.466 AGR / RS
No mérito, neguei seguimento ao agravo com fundamento nas
seguintes razões:
“É que a controvérsia foi decidida à luz de interpretação
de norma local, no caso sub examine, a Lei Estadual n. 10.395/95.
Incide, in casu, o óbice erigido pelo enunciado da Súmula n. 280
do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, verbis: "Por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário".
A respeito do enunciado da Súmula n. 280, traz-se a lume
as lições do ilustre professor Roberto Rosas, verbis:
‘A interpretação do direito local ou então a violação de
direito local para possibilitar o recurso extraordinário é
impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do
Supremo Tribunal Federal são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei
federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo
nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe
recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais
conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito
federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei
federal (Recurso Extraordinário 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963).
Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente
às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais,
estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão
de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem
problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal
a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos: juízes
impedidos, convocação de juízes etc. (Recurso Extraordinário 66.149, RTJ 49/356).’
(in, Direito Sumular. 12... ed. São Paulo: Malheiros, 2004).
Demais disso, esta Suprema Corte firmou jurisprudência
no termos da qual a verificação de ofensa aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como
aos limites da coisa julgada, quando dependente do reexame
prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou
reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a
instância extraordinária. Nesse sentido são os seguintes
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.466 AGR / RS
No mérito, neguei seguimento ao agravo com fundamento nas
seguintes razões:
“É que a controvérsia foi decidida à luz de interpretação
de norma local, no caso sub examine, a Lei Estadual n. 10.395/95.
Incide, in casu, o óbice erigido pelo enunciado da Súmula n. 280
do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, verbis: "Por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário".
A respeito do enunciado da Súmula n. 280, traz-se a lume
as lições do ilustre professor Roberto Rosas, verbis:
‘A interpretação do direito local ou então a violação de
direito local para possibilitar o recurso extraordinário é
impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do
Supremo Tribunal Federal são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei
federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo
nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe
recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais
conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito
federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei
federal (Recurso Extraordinário 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963).
Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente
às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais,
estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão
de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem
problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal
a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos: juízes
impedidos, convocação de juízes etc. (Recurso Extraordinário 66.149, RTJ 49/356).’
(in, Direito Sumular. 12... ed. São Paulo: Malheiros, 2004).
Demais disso, esta Suprema Corte firmou jurisprudência
no termos da qual a verificação de ofensa aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como
aos limites da coisa julgada, quando dependente do reexame
prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou
reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a
instância extraordinária. Nesse sentido são os seguintes
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 831.466 AGR / RS
julgados:
‘AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO
DE ADESÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A
jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de
que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
dependentes de exame de legislação infraconstitucional,
configurariam ofensa constitucional indireta.’ (AI 804.854-
AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010)
(grifo nosso).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. OFENSA REFLEXA AO
ARTIGO 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, DA Constituição Federal de 1988. DECISÃO
CONTRÁRIA AOS INTERESSES DA PARTE NÃO
CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. SÚMULA Supremo Tribunal Federal
279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a
quo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório
dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula Supremo Tribunal Federal 279).
2. A ofensa aos postulados constitucionais da legalidade, da
ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal, da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se existente, seria,
segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente
reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Decisão fundamentada
contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. 4. Agravo regimental improvido.’ (AI
756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de
22/10/2010) (grifo nosso).
Demais disso, diversas decisões desta Suprema Corte
negaram provimento a recursos em matéria análoga a tratada
nos presentes autos, conforme se depreende dos seguintes
arestos:
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.466 AGR / RS
julgados:
‘AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO
DE ADESÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A
jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de
que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
dependentes de exame de legislação infraconstitucional,
configurariam ofensa constitucional indireta.’ (AI 804.854-
AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010)
(grifo nosso).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. OFENSA REFLEXA AO
ARTIGO 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, DA Constituição Federal de 1988. DECISÃO
CONTRÁRIA AOS INTERESSES DA PARTE NÃO
CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. SÚMULA Supremo Tribunal Federal
279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a
quo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório
dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula Supremo Tribunal Federal 279).
2. A ofensa aos postulados constitucionais da legalidade, da
ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal, da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se existente, seria,
segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente
reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Decisão fundamentada
contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. 4. Agravo regimental improvido.’ (AI
756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de
22/10/2010) (grifo nosso).
Demais disso, diversas decisões desta Suprema Corte
negaram provimento a recursos em matéria análoga a tratada
nos presentes autos, conforme se depreende dos seguintes
arestos:
3
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 831.466 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REEXAME
DE
NORMA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUMENTO DE VENCIMENTOS.
ISONOMIA. SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à
Constituição,
faz-se
necessário
analisar
normas
infraconstitucionais locais (Leis 6.672/74 e 10.395/95 do Estado
do Rio Grande do Sul), o que inviabiliza o extraordinário, a teor
da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedente. II - Não cabe ao Poder
Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar
vencimentos de servidores públicos sob fundamento de
isonomia (Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. III - Agravo
regimental improvido.’ (AI 782.803-AgR, Primeira Turma, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10.11.2010).
‘AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS: LEI CAMATA E
LEI
ESTADUAL
N.
10.395/95.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido
da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17,
inc. VII, do Código de Processo Civil.’ (AI 692.917, AgR,
Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 17.04.2009).”
Da leitura das razões do regimental verifica-se que a parte não
trouxe nenhum argumento capaz de modificar esse entendimento.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É o voto.
4
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AI 831.466 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REEXAME
DE
NORMA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUMENTO DE VENCIMENTOS.
ISONOMIA. SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à
Constituição,
faz-se
necessário
analisar
normas
infraconstitucionais locais (Leis 6.672/74 e 10.395/95 do Estado
do Rio Grande do Sul), o que inviabiliza o extraordinário, a teor
da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedente. II - Não cabe ao Poder
Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar
vencimentos de servidores públicos sob fundamento de
isonomia (Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. III - Agravo
regimental improvido.’ (AI 782.803-AgR, Primeira Turma, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10.11.2010).
‘AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS: LEI CAMATA E
LEI
ESTADUAL
N.
10.395/95.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido
da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17,
inc. VII, do Código de Processo Civil.’ (AI 692.917, AgR,
Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 17.04.2009).”
Da leitura das razões do regimental verifica-se que a parte não
trouxe nenhum argumento capaz de modificar esse entendimento.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É o voto.
4
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.466
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MARIA LURDES GARCIA LANES
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 466",
"SÚMULA N . 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"AI 831 . 466 AGR / RS",
"AI 831 . 466 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 466",
"SÚMULA N . 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 831 . 466 AGR / RS",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 831 . 466 AGR / RS",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 466",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"AI 831 . 466 AGR / RS",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 280",
"Recurso Extraordinário 51 . 680",
"Recurso Extraordinário 66 . 149",
"RTJ 49 / 356",
"AI 831 . 466 AGR / RS",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 51 . 680",
"Recurso Extraordinário 66 . 149",
"RTJ 49 / 356",
"AI 831 . 466 AGR",
"SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 804 . 854 - AgR",
"Súmula",
"AI 756 . 336 - AgR",
"AI 831 . 466",
"SÚMULA N . 282 DO SUPREMO",
"AI 804 . 854 - AgR",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279",
"AI 756 . 336 - AgR",
"AI 831 . 466 AGR / RS",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 782 . 803 - AgR",
"AI 692 . 917 , AgR",
"AI 831 . 466 AGR / RS",
"SÚMULA 280 DO Supremo",
"SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 782 . 803 - AgR",
"AI 692 . 917 , AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 466",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 ."
],
"LEGISLACAO": [
"LEI ESTADUAL N . 10 . 395 / 95",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"LEI n 10 . 395 / 95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 323 DO RISTF",
"ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"LEI ESTADUAL N . 10 . 395 / 95",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART",
"LEI ESTADUAL N . 10 . 395 / 95",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"LEI n 10 . 395 / 95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"LEI n 10 . 395 / 95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e",
"incisos XXXV",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n . 10 . 395 / 95",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Lei Estadual n . 10 . 395 / 95",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV , DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV , DA Constituição Federal de 1988",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Leis 6 . 672 / 74",
"10",
".",
"395",
"/",
"95 do Estado do Rio",
"LEI CAMATA",
"LEI ESTADUAL N . 10 . 395 / 95",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Leis 6 . 672 / 74",
"10",
".",
"395",
"LEI CAMATA",
"LEI ESTADUAL N . 10 . 395 / 95",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"São Paulo",
"São Paulo",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"1",
"2",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RS",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Malheiros",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"2",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"MARIA LURDES GARCIA LANES",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARIA LURDES GARCIA LANES",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARIA LURDES GARCIA LANES",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"MARIA LURDES GARCIA LANES",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"MARIA LURDES GARCIA LANES",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"Roberto Rosas",
"Luiz Gallotti",
"Roberto Rosas",
"Luiz Gallotti",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"MARIA LURDES GARCIA LANES",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"MARIA LURDES GARCIA LANES",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"13",
".",
"08",
".",
"2010",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"13",
".",
"08",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"13",
".",
"08",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
"8",
".",
"1963",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
"8",
".",
"1963",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"11",
".",
"2010",
"17",
".",
"04",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"11",
".",
"2010",
"17",
".",
"04",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS E SIMILARES OU
CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S)
:JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE POCAI PEREIRA
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Banco de horas.
Necessidade de reexame de fatos, provas e da convenção coletiva de
trabalho para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão
recorrido. Óbice dos enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. 3.
Pressupostos de admissibilidade de recurso da competência de outro
tribunal. Matéria infraconstitucional. Precedente. AI-RG 598.365. 4.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, desprover o agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1739961.
Supremo Tribunal Federal
DJe 23/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS E SIMILARES OU
CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S)
:JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE POCAI PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão de fls. 206-
208 que negou seguimento ao recurso, com fundamento no Verbete 454
da Súmula desta Corte.
O agravante sustenta, em síntese, que a afronta à Constituição
Federal deu-se de forma direta. Ademais, alega a desnecessidade de
reexame das cláusulas contratuais e de fatos e provas.
Além disso, defende ser inválida a aplicação de convenção coletiva
para compensação de jornada de trabalho sem a participação do
sindicato.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1739962.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS E SIMILARES OU
CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S)
:JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE POCAI PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão de fls. 206-
208 que negou seguimento ao recurso, com fundamento no Verbete 454
da Súmula desta Corte.
O agravante sustenta, em síntese, que a afronta à Constituição
Federal deu-se de forma direta. Ademais, alega a desnecessidade de
reexame das cláusulas contratuais e de fatos e provas.
Além disso, defende ser inválida a aplicação de convenção coletiva
para compensação de jornada de trabalho sem a participação do
sindicato.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1739962.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero
inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão, mas visa, apenas, à rediscussão da matéria já decidida conforme
a jurisprudência sumulada desta Corte.
Consoante ficou consignado na decisão agravada, o acórdão decidiu
a causa interpretando a convenção coletiva de trabalho. Assim, para
concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a
análise das cláusulas constantes da convenção, providência vedada em
via excepcional, conforme Enunciado 454 da Súmula desta Corte. Nesse
sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas desta Corte,
assim ementados:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
EM INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO
COLETIVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. 1. Caso
em que entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria a análise de cláusulas contratuais.
Providência vedada na instância extraordinária. 2. Agravo
regimental desprovido”. (AI-AgR 636.691/PA, Rel. Min. Carlos
Britto, Primeira Turma, DJe 9.10.2009)
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO
COLETIVA.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1739963.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero
inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão, mas visa, apenas, à rediscussão da matéria já decidida conforme
a jurisprudência sumulada desta Corte.
Consoante ficou consignado na decisão agravada, o acórdão decidiu
a causa interpretando a convenção coletiva de trabalho. Assim, para
concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a
análise das cláusulas constantes da convenção, providência vedada em
via excepcional, conforme Enunciado 454 da Súmula desta Corte. Nesse
sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas desta Corte,
assim ementados:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
EM INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO
COLETIVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. 1. Caso
em que entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria a análise de cláusulas contratuais.
Providência vedada na instância extraordinária. 2. Agravo
regimental desprovido”. (AI-AgR 636.691/PA, Rel. Min. Carlos
Britto, Primeira Turma, DJe 9.10.2009)
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO
COLETIVA.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 828.144 AGR / PR
A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de
violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa
julgada situa-se no campo infraconstitucional. 3. Reexame de
fatos e provas e de cláusulas de convenção coletiva.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento. (AI-AgR 648.990/RJ, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 17.8.2007)
Ademais, rever a participação do sindicato recorrente na convenção
coletiva aplicada ao caso demanda o reexame dos fatos e provas dos
autos, providência vedada em sede de recurso extraordinário, nos termos
do Enunciado 279 da Súmula desta Corte.
Além disso, esta Corte, sob a sistemática da repercussão geral – RE-
RG 598.965, rel. Min. Ayres Britto, DJe 26.3.2010 –, firmou o entendimento
no sentido de que não compete ao Supremo Tribunal Federal analisar a
existência dos requisitos de admissibilidade de recursos interpostos
perante outros tribunais, tendo em vista a natureza infraconstitucional da
questão.
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 828.144 AGR / PR
A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de
violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa
julgada situa-se no campo infraconstitucional. 3. Reexame de
fatos e provas e de cláusulas de convenção coletiva.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento. (AI-AgR 648.990/RJ, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 17.8.2007)
Ademais, rever a participação do sindicato recorrente na convenção
coletiva aplicada ao caso demanda o reexame dos fatos e provas dos
autos, providência vedada em sede de recurso extraordinário, nos termos
do Enunciado 279 da Súmula desta Corte.
Além disso, esta Corte, sob a sistemática da repercussão geral – RE-
RG 598.965, rel. Min. Ayres Britto, DJe 26.3.2010 –, firmou o entendimento
no sentido de que não compete ao Supremo Tribunal Federal analisar a
existência dos requisitos de admissibilidade de recursos interpostos
perante outros tribunais, tendo em vista a natureza infraconstitucional da
questão.
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
E SIMILARES OU CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE POCAI PEREIRA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745649
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
E SIMILARES OU CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE POCAI PEREIRA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745649
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1748544
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-02-23T00:00:00
|
Agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Banco de horas. Necessidade de reexame de fatos, provas e da convenção coletiva de trabalho para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão recorrido. Óbice dos enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. 3. Pressupostos de admissibilidade de recurso da competência de outro tribunal. Matéria infraconstitucional. Precedente. AI-RG 598.365. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur204880
|
- Acórdãos citados: AI 598365 RG, AI 636691 AgR, AI 648990 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 14/03/2012, AMS.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
828144
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 828144 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS E SIMILARES OU CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
ADV.(A/S) : ALEXANDRE POCAI PEREIRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS E SIMILARES OU
CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S)
:JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE POCAI PEREIRA
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Banco de horas.
Necessidade de reexame de fatos, provas e da convenção coletiva de
trabalho para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão
recorrido. Óbice dos enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3.
Pressupostos de admissibilidade de recurso da competência de outro
tribunal. Matéria infraconstitucional. Precedente. AI-RG 598.365. 4.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, desprover o agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1739961.
Supremo Tribunal Federal
DJe 23/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS E SIMILARES OU
CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S)
:JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE POCAI PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão de fls. 206-
208 que negou seguimento ao recurso, com fundamento no Verbete 454
da Súmula desta Corte.
O agravante sustenta, em síntese, que a afronta à Constituição
Federal deu-se de forma direta. Ademais, alega a desnecessidade de
reexame das cláusulas contratuais e de fatos e provas.
Além disso, defende ser inválida a aplicação de convenção coletiva
para compensação de jornada de trabalho sem a participação do
sindicato.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1739962.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS E SIMILARES OU
CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S)
:JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE POCAI PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão de fls. 206-
208 que negou seguimento ao recurso, com fundamento no Verbete 454
da Súmula desta Corte.
O agravante sustenta, em síntese, que a afronta à Constituição
Federal deu-se de forma direta. Ademais, alega a desnecessidade de
reexame das cláusulas contratuais e de fatos e provas.
Além disso, defende ser inválida a aplicação de convenção coletiva
para compensação de jornada de trabalho sem a participação do
sindicato.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero
inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão, mas visa, apenas, à rediscussão da matéria já decidida conforme
a jurisprudência sumulada desta Corte.
Consoante ficou consignado na decisão agravada, o acórdão decidiu
a causa interpretando a convenção coletiva de trabalho. Assim, para
concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a
análise das cláusulas constantes da convenção, providência vedada em
via excepcional, conforme Enunciado 454 da Súmula desta Corte. Nesse
sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas desta Corte,
assim ementados:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
EM INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO
COLETIVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Caso
em que entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria a análise de cláusulas contratuais.
Providência vedada na instância extraordinária. 2. Agravo
regimental desprovido”. (AI-AgR 636.691/PA, Rel. Min. Carlos
Britto, Primeira Turma, DJe 9.10.2009)
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO
COLETIVA.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero
inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão, mas visa, apenas, à rediscussão da matéria já decidida conforme
a jurisprudência sumulada desta Corte.
Consoante ficou consignado na decisão agravada, o acórdão decidiu
a causa interpretando a convenção coletiva de trabalho. Assim, para
concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a
análise das cláusulas constantes da convenção, providência vedada em
via excepcional, conforme Enunciado 454 da Súmula desta Corte. Nesse
sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas desta Corte,
assim ementados:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
EM INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO
COLETIVA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Caso
em que entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria a análise de cláusulas contratuais.
Providência vedada na instância extraordinária. 2. Agravo
regimental desprovido”. (AI-AgR 636.691/PA, Rel. Min. Carlos
Britto, Primeira Turma, DJe 9.10.2009)
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO
COLETIVA.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 828.144 AGR / PR
A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de
violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa
julgada situa-se no campo infraconstitucional. 3. Reexame de
fatos e provas e de cláusulas de convenção coletiva.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento. (AI-AgR 648.990/RJ, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 17.8.2007)
Ademais, rever a participação do sindicato recorrente na convenção
coletiva aplicada ao caso demanda o reexame dos fatos e provas dos
autos, providência vedada em sede de recurso extraordinário, nos termos
do Enunciado 279 da Súmula desta Corte.
Além disso, esta Corte, sob a sistemática da repercussão geral – Recurso Extraordinário-
RG 598.965, rel. Min. Ayres Britto, DJe 26.3.2010 –, firmou o entendimento
no sentido de que não compete ao Supremo Tribunal Federal analisar a
existência dos requisitos de admissibilidade de recursos interpostos
perante outros tribunais, tendo em vista a natureza infraconstitucional da
questão.
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 828.144 AGR / PR
A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de
violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa
julgada situa-se no campo infraconstitucional. 3. Reexame de
fatos e provas e de cláusulas de convenção coletiva.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento. (AI-AgR 648.990/RJ, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 17.8.2007)
Ademais, rever a participação do sindicato recorrente na convenção
coletiva aplicada ao caso demanda o reexame dos fatos e provas dos
autos, providência vedada em sede de recurso extraordinário, nos termos
do Enunciado 279 da Súmula desta Corte.
Além disso, esta Corte, sob a sistemática da repercussão geral – Recurso Extraordinário-
RG 598.965, rel. Min. Ayres Britto, DJe 26.3.2010 –, firmou o entendimento
no sentido de que não compete ao Supremo Tribunal Federal analisar a
existência dos requisitos de admissibilidade de recursos interpostos
perante outros tribunais, tendo em vista a natureza infraconstitucional da
questão.
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
E SIMILARES OU CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE POCAI PEREIRA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745649
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.144
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
E SIMILARES OU CONEXOS DE LONDRINA
ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE POCAI PEREIRA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745649
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 144",
"enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 144",
"Enunciado 454 da Súmula desta Corte",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 636 . 691 / PA",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 144",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 636 . 691 / PA",
"AI 828 . 144 AGR / PR",
"Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 648 . 990 / RJ",
"Recurso Extraordinário - RG 598 . 965",
"AI 828 . 144 AGR / PR",
"Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 648 . 990 / RJ",
"Recurso Extraordinário - RG 598 . 965",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 144",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"LONDRINA",
"Brasília",
"PARANÁ",
"LONDRINA",
"PARANÁ",
"LONDRINA",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS EM",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS",
"BANCO DO BRASIL S / A",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ EYMARD LOGUERCIO",
"ALEXANDRE POCAI PEREIRA",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ EYMARD LOGUERCIO",
"ALEXANDRE POCAI PEREIRA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ EYMARD LOGUERCIO",
"ALEXANDRE POCAI PEREIRA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Carlos Britto",
"GILMAR MENDES",
"Carlos Britto",
"GILMAR MENDES",
"Eros Grau",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ EYMARD LOGUERCIO",
"ALEXANDRE POCAI PEREIRA",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi .",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ EYMARD LOGUERCIO",
"ALEXANDRE POCAI PEREIRA",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"8",
".",
"2007",
"26",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"8",
".",
"2007",
"26",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MÁRIO
JORGE
FERNANDES
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de
prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo
legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos
e provas dos autos.
1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante
decisão suficientemente fundamentada.
2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República.
3. O recurso extraordinário não se presta ao reexame da legislação
infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas
nºs 636 e 279/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1840829.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
AI 818.856 AGR / RJ
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1840829.
Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MÁRIO
JORGE
FERNANDES
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Mário Jorge Fernandes Gonçalves e outros interpõem tempestivo
agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo
de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Mário Jorge Fernandes Gonçalves interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, inciso
II, 7º, incisos XXX, XXXI e XXXII, e 93, inciso IX, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO DE
REVISTA
INADMISSÍVEL
DESPROVIMENTO.
Agravo de instrumento a que se nega provimento,
porquanto o recurso de revista, versando sobre nulidade
do julgado por negativa de prestação jurisdicional e
diferenças salariais decorrentes do cômputo do reajuste
concedido apenas aos empregados comissionados, não
reúne condições de admissibilidade, tropeçando no óbice
da Orientação Jurisprudencial 115 da SBDI-1 do TST e do
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MÁRIO
JORGE
FERNANDES
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Mário Jorge Fernandes Gonçalves e outros interpõem tempestivo
agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo
de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Mário Jorge Fernandes Gonçalves interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, inciso
II, 7º, incisos XXX, XXXI e XXXII, e 93, inciso IX, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO DE
REVISTA
INADMISSÍVEL
DESPROVIMENTO.
Agravo de instrumento a que se nega provimento,
porquanto o recurso de revista, versando sobre nulidade
do julgado por negativa de prestação jurisdicional e
diferenças salariais decorrentes do cômputo do reajuste
concedido apenas aos empregados comissionados, não
reúne condições de admissibilidade, tropeçando no óbice
da Orientação Jurisprudencial 115 da SBDI-1 do TST e do
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Relatório
AI 818.856 AGR / RJ
art. 896, ‘c’, da CLT.
Agravo de instrumento desprovido’ (fl. 86).
Opostos embargos de declaração (fls. 91 a 98), foram
rejeitados (fls. 101 a 105).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
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AI 818.856 AGR / RJ
art. 896, ‘c’, da CLT.
Agravo de instrumento desprovido’ (fl. 86).
Opostos embargos de declaração (fls. 91 a 98), foram
rejeitados (fls. 101 a 105).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
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Relatório
AI 818.856 AGR / RJ
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
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legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
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Relatório
AI 818.856 AGR / RJ
Por fim, para ultrapassar o entendimento firmado pelo
Tribunal de origem e acolher a pretensão do recorrente, seria
necessário o reexame da legislação infraconstitucional invocada
(Plano Único de Cargos e Salários e CLT) e dos fatos e provas
que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso
extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PENSÃO POR MORTE. OFICIAL DE
REGISTRO. EQUIPARAÇÃO DE PROVENTOS.
ESCRIVÃO JUDICIAL. LEGISLAÇÃO LOCAL. FATOS E
PROVAS. 1. Pensão por Morte de servidor do foro
extrajudicial decidida com fundamento na legislação local
[decreto estadual n. 21.204/81]. Incidência da Súmula n.
280-STF. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI
nº 676.392/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJE de 14/3/08).
‘1. Recurso extraordinário: descabimento: ausência
de prequestionamento dos temas dos artigos 37, XV, 40, §§
2º e 8º (redação da EC 20/98); e 201, V, § 3º, da Constituição
Federal, dados por violados (Súmula 282). 2. Recurso
extraordinário: inadmissibilidade: controvérsia relativa a
equiparação de proventos de Oficial de Registro e
Escrivão decidida à luz da legislação infraconstitucional
local (L. est. 11.660/94 e Dec.Est. 21.204/81), cuja
apreciação é inviável em recurso extraordinário (Súmula
280)’ (AI nº 603.268/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07).
Nego provimento ao agravo.”
Sustentam os agravantes, in verbis, que:
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Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
Por fim, para ultrapassar o entendimento firmado pelo
Tribunal de origem e acolher a pretensão do recorrente, seria
necessário o reexame da legislação infraconstitucional invocada
(Plano Único de Cargos e Salários e CLT) e dos fatos e provas
que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso
extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PENSÃO POR MORTE. OFICIAL DE
REGISTRO. EQUIPARAÇÃO DE PROVENTOS.
ESCRIVÃO JUDICIAL. LEGISLAÇÃO LOCAL. FATOS E
PROVAS. 1. Pensão por Morte de servidor do foro
extrajudicial decidida com fundamento na legislação local
[decreto estadual n. 21.204/81]. Incidência da Súmula n.
280-STF. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI
nº 676.392/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJE de 14/3/08).
‘1. Recurso extraordinário: descabimento: ausência
de prequestionamento dos temas dos artigos 37, XV, 40, §§
2º e 8º (redação da EC 20/98); e 201, V, § 3º, da Constituição
Federal, dados por violados (Súmula 282). 2. Recurso
extraordinário: inadmissibilidade: controvérsia relativa a
equiparação de proventos de Oficial de Registro e
Escrivão decidida à luz da legislação infraconstitucional
local (L. est. 11.660/94 e Dec.Est. 21.204/81), cuja
apreciação é inviável em recurso extraordinário (Súmula
280)’ (AI nº 603.268/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07).
Nego provimento ao agravo.”
Sustentam os agravantes, in verbis, que:
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Relatório
AI 818.856 AGR / RJ
“Efetivamente, defende-se que o salário básico dos
integrantes de um mesmo plano de cargos e salários deve ser
reajustado sempre com igual percentual de atualização
monetária, sob pena de ofensa ao princípio da isonomia. Assim,
a questão de os empregados serem ou não ocupantes de cargos
comissionados é irrelevante, na medida em que o reajuste não
se deu na gratificação de função e, sim, na matriz remuneratória
global.”
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
“Efetivamente, defende-se que o salário básico dos
integrantes de um mesmo plano de cargos e salários deve ser
reajustado sempre com igual percentual de atualização
monetária, sob pena de ofensa ao princípio da isonomia. Assim,
a questão de os empregados serem ou não ocupantes de cargos
comissionados é irrelevante, na medida em que o reajuste não
se deu na gratificação de função e, sim, na matriz remuneratória
global.”
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Conforme consignado na decisão agravada, o julgado recorrido
encontra-se devidamente fundamentado, não estando caracterizada a
alegada afronta ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Sobre o tema, os seguintes precedentes:
“PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser
contrária aos interesses da parte não configura negativa de
prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 20/6/11).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL,
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados
constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e
contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Conforme consignado na decisão agravada, o julgado recorrido
encontra-se devidamente fundamentado, não estando caracterizada a
alegada afronta ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Sobre o tema, os seguintes precedentes:
“PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser
contrária aos interesses da parte não configura negativa de
prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 20/6/11).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL,
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados
constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e
contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 818.856 AGR / RJ
constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada,
bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as
razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela.
III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que
envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo
regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
29/8/08).
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da
matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF.
INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS
ARTS. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CF. OFENSA REFLEXA.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA.
SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Não há
negativa de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao
art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido
encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – A
orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência,
é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV, LIV e
LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. III - Incumbe ao agravante
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada,
bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as
razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela.
III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que
envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo
regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
29/8/08).
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da
matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF.
INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS
ARTS. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CF. OFENSA REFLEXA.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA.
SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Não há
negativa de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao
art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido
encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – A
orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência,
é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV, LIV e
LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. III - Incumbe ao agravante
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 818.856 AGR / RJ
o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF.
Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (RE nº
326.742/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 12/4/11).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem assentou que ”o
simples fato de todos os empregados da Reclamada estarem vinculados ao mesmo
PCS não impede a concessão de reajuste diferenciado aos comissionados, pois,
como frisado no acórdão embargado e já registrado acima, ‘o Regional consignou
que o aumento outorgado aos ocupantes de cargos comissionados visava
recompensar as maiores responsabilidades atribuídas a esses empregados,
consoante o previsto no Plano Único de Cargos e Salários (PUCS) da Reclamada’
(fl. 348)”.
Desse modo, para ultrapassar esse entendimento, seria necessário
reexaminar a legislação infraconstitucional pertinente e o conjunto fático-
probatório dos autos, o que é inviável no recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF.
Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (RE nº
326.742/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 12/4/11).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem assentou que ”o
simples fato de todos os empregados da Reclamada estarem vinculados ao mesmo
PCS não impede a concessão de reajuste diferenciado aos comissionados, pois,
como frisado no acórdão embargado e já registrado acima, ‘o Regional consignou
que o aumento outorgado aos ocupantes de cargos comissionados visava
recompensar as maiores responsabilidades atribuídas a esses empregados,
consoante o previsto no Plano Único de Cargos e Salários (PUCS) da Reclamada’
(fl. 348)”.
Desse modo, para ultrapassar esse entendimento, seria necessário
reexaminar a legislação infraconstitucional pertinente e o conjunto fático-
probatório dos autos, o que é inviável no recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 818.856 AGR / RJ
INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. EQUIPARAÇÃO
SALARIAL.
CARGOS
COMISSIONADOS.
CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL. 1. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
CENTRALMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 2. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AOS INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5º E AO
INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INSUBSISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do
adotado pelo Tribunal Superior do Trabalho demandaria o
reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência
vedada neste momento processual. 2. A jurisdição foi prestada
de forma completa, em acórdão devidamente fundamentado,
embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente,
o que não configura o alegado cerceamento de defesa. Agravo
regimental desprovido” (AI nº 840.129/RN-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 30/8/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
EQUIPARAÇÃO
SALARIAL.
CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI nº 838.920/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/5/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. EQUIPARAÇÃO
SALARIAL.
CARGOS
COMISSIONADOS.
CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL. 1. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
CENTRALMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 2. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AOS INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5º E AO
INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INSUBSISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do
adotado pelo Tribunal Superior do Trabalho demandaria o
reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência
vedada neste momento processual. 2. A jurisdição foi prestada
de forma completa, em acórdão devidamente fundamentado,
embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente,
o que não configura o alegado cerceamento de defesa. Agravo
regimental desprovido” (AI nº 840.129/RN-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 30/8/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
EQUIPARAÇÃO
SALARIAL.
CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI nº 838.920/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/5/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MÁRIO JORGE FERNANDES GONÇALVES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MÁRIO JORGE FERNANDES GONÇALVES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1863225
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-29T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos.
1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada.
2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
3. O recurso extraordinário não se presta ao reexame da legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur206772
|
- Acórdãos citados: AI 809411 AgR, AI 653010 AgR, RE 326742 AgR, AI 643654 AgR.
Número de páginas: 12.
Análise: 19/04/2012, MLM.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
818856
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\r\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 818856 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
AGTE.(S) : MÁRIO JORGE FERNANDES GONÇALVES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MÁRIO
JORGE
FERNANDES
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de
prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo
legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos
e provas dos autos.
1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante
decisão suficientemente fundamentada.
2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República.
3. O recurso extraordinário não se presta ao reexame da legislação
infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas
ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
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Supremo Tribunal Federal
DJe 29/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
AI 818.856 AGR / RJ
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MÁRIO
JORGE
FERNANDES
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Mário Jorge Fernandes Gonçalves e outros interpõem tempestivo
agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo
de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Mário Jorge Fernandes Gonçalves interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., inciso
II, 7..., incisos XXX, XXXI e XXXII, e 93, inciso IX, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO DE
REVISTA
INADMISSÍVEL
DESPROVIMENTO.
Agravo de instrumento a que se nega provimento,
porquanto o recurso de revista, versando sobre nulidade
do julgado por negativa de prestação jurisdicional e
diferenças salariais decorrentes do cômputo do reajuste
concedido apenas aos empregados comissionados, não
reúne condições de admissibilidade, tropeçando no óbice
da Orientação Jurisprudencial 115 da SBDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho e do
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MÁRIO
JORGE
FERNANDES
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Mário Jorge Fernandes Gonçalves e outros interpõem tempestivo
agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo
de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Mário Jorge Fernandes Gonçalves interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., inciso
II, 7..., incisos XXX, XXXI e XXXII, e 93, inciso IX, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO DE
REVISTA
INADMISSÍVEL
DESPROVIMENTO.
Agravo de instrumento a que se nega provimento,
porquanto o recurso de revista, versando sobre nulidade
do julgado por negativa de prestação jurisdicional e
diferenças salariais decorrentes do cômputo do reajuste
concedido apenas aos empregados comissionados, não
reúne condições de admissibilidade, tropeçando no óbice
da Orientação Jurisprudencial 115 da SBDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho e do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
AI 818.856 AGR / RJ
art. 896, ‘c’, da Consolidação das Leis do Trabalho.
Agravo de instrumento desprovido’ (fl. 86).
Opostos embargos de declaração (fls. 91 a 98), foram
rejeitados (fls. 101 a 105).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
art. 896, ‘c’, da Consolidação das Leis do Trabalho.
Agravo de instrumento desprovido’ (fl. 86).
Opostos embargos de declaração (fls. 91 a 98), foram
rejeitados (fls. 101 a 105).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
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Relatório
AI 818.856 AGR / RJ
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
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legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
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Relatório
AI 818.856 AGR / RJ
Por fim, para ultrapassar o entendimento firmado pelo
Tribunal de origem e acolher a pretensão do recorrente, seria
necessário o reexame da legislação infraconstitucional invocada
(Plano Único de Cargos e Salários e Consolidação das Leis do Trabalho) e dos fatos e provas
que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso
extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PENSÃO POR MORTE. OFICIAL DE
REGISTRO. EQUIPARAÇÃO DE PROVENTOS.
ESCRIVÃO JUDICIAL. LEGISLAÇÃO LOCAL. FATOS E
PROVAS. 1. Pensão por Morte de servidor do foro
extrajudicial decidida com fundamento na legislação local
[decreto estadual n. 21.204/81]. Incidência da Súmula n.
280-Supremo Tribunal Federal. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI
n 676.392/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJE de 14/3/08).
‘1. Recurso extraordinário: descabimento: ausência
de prequestionamento dos temas dos artigos 37, XV, 40, §§
2... e 8... (redação da EC 20/98); e 201, V, § 3..., da Constituição
Federal, dados por violados (Súmula 282). 2. Recurso
extraordinário: inadmissibilidade: controvérsia relativa a
equiparação de proventos de Oficial de Registro e
Escrivão decidida à luz da legislação infraconstitucional
local (L. est. 11.660/94 e Dec.Est. 21.204/81), cuja
apreciação é inviável em recurso extraordinário (Súmula
280)’ (AI n 603.268/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07).
Nego provimento ao agravo.”
Sustentam os agravantes, in verbis, que:
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Por fim, para ultrapassar o entendimento firmado pelo
Tribunal de origem e acolher a pretensão do recorrente, seria
necessário o reexame da legislação infraconstitucional invocada
(Plano Único de Cargos e Salários e Consolidação das Leis do Trabalho) e dos fatos e provas
que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso
extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PENSÃO POR MORTE. OFICIAL DE
REGISTRO. EQUIPARAÇÃO DE PROVENTOS.
ESCRIVÃO JUDICIAL. LEGISLAÇÃO LOCAL. FATOS E
PROVAS. 1. Pensão por Morte de servidor do foro
extrajudicial decidida com fundamento na legislação local
[decreto estadual n. 21.204/81]. Incidência da Súmula n.
280-Supremo Tribunal Federal. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI
n 676.392/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJE de 14/3/08).
‘1. Recurso extraordinário: descabimento: ausência
de prequestionamento dos temas dos artigos 37, XV, 40, §§
2... e 8... (redação da EC 20/98); e 201, V, § 3..., da Constituição
Federal, dados por violados (Súmula 282). 2. Recurso
extraordinário: inadmissibilidade: controvérsia relativa a
equiparação de proventos de Oficial de Registro e
Escrivão decidida à luz da legislação infraconstitucional
local (L. est. 11.660/94 e Dec.Est. 21.204/81), cuja
apreciação é inviável em recurso extraordinário (Súmula
280)’ (AI n 603.268/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07).
Nego provimento ao agravo.”
Sustentam os agravantes, in verbis, que:
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Relatório
AI 818.856 AGR / RJ
“Efetivamente, defende-se que o salário básico dos
integrantes de um mesmo plano de cargos e salários deve ser
reajustado sempre com igual percentual de atualização
monetária, sob pena de ofensa ao princípio da isonomia. Assim,
a questão de os empregados serem ou não ocupantes de cargos
comissionados é irrelevante, na medida em que o reajuste não
se deu na gratificação de função e, sim, na matriz remuneratória
global.”
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
“Efetivamente, defende-se que o salário básico dos
integrantes de um mesmo plano de cargos e salários deve ser
reajustado sempre com igual percentual de atualização
monetária, sob pena de ofensa ao princípio da isonomia. Assim,
a questão de os empregados serem ou não ocupantes de cargos
comissionados é irrelevante, na medida em que o reajuste não
se deu na gratificação de função e, sim, na matriz remuneratória
global.”
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Conforme consignado na decisão agravada, o julgado recorrido
encontra-se devidamente fundamentado, não estando caracterizada a
alegada afronta ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Sobre o tema, os seguintes precedentes:
“PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser
contrária aos interesses da parte não configura negativa de
prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 20/6/11).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL,
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados
constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e
contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Conforme consignado na decisão agravada, o julgado recorrido
encontra-se devidamente fundamentado, não estando caracterizada a
alegada afronta ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Sobre o tema, os seguintes precedentes:
“PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser
contrária aos interesses da parte não configura negativa de
prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 20/6/11).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL,
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados
constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e
contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 818.856 AGR / RJ
constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada,
bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as
razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela.
III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que
envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo
regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
29/8/08).
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da
matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988.
INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS
ARTS. 5..., XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA.
SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Não há
negativa de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao
art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido
encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – A
orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência,
é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., XXXV, LIV e
LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. III - Incumbe ao agravante
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Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada,
bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as
razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela.
III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que
envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo
regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
29/8/08).
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da
matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988.
INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS
ARTS. 5..., XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA.
SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Não há
negativa de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao
art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido
encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – A
orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência,
é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., XXXV, LIV e
LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. III - Incumbe ao agravante
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AI 818.856 AGR / RJ
o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n
326.742/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 12/4/11).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem assentou que ”o
simples fato de todos os empregados da Reclamada estarem vinculados ao mesmo
PCS não impede a concessão de reajuste diferenciado aos comissionados, pois,
como frisado no acórdão embargado e já registrado acima, ‘o Regional consignou
que o aumento outorgado aos ocupantes de cargos comissionados visava
recompensar as maiores responsabilidades atribuídas a esses empregados,
consoante o previsto no Plano Único de Cargos e Salários (PUCS) da Reclamada’
(fl. 348)”.
Desse modo, para ultrapassar esse entendimento, seria necessário
reexaminar a legislação infraconstitucional pertinente e o conjunto fático-
probatório dos autos, o que é inviável no recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
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o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n
326.742/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 12/4/11).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem assentou que ”o
simples fato de todos os empregados da Reclamada estarem vinculados ao mesmo
PCS não impede a concessão de reajuste diferenciado aos comissionados, pois,
como frisado no acórdão embargado e já registrado acima, ‘o Regional consignou
que o aumento outorgado aos ocupantes de cargos comissionados visava
recompensar as maiores responsabilidades atribuídas a esses empregados,
consoante o previsto no Plano Único de Cargos e Salários (PUCS) da Reclamada’
(fl. 348)”.
Desse modo, para ultrapassar esse entendimento, seria necessário
reexaminar a legislação infraconstitucional pertinente e o conjunto fático-
probatório dos autos, o que é inviável no recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1840826.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 818.856 AGR / RJ
INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. EQUIPARAÇÃO
SALARIAL.
CARGOS
COMISSIONADOS.
CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL. 1. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
CENTRALMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 2. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AOS INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5... E AO
INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INSUBSISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do
adotado pelo Tribunal Superior do Trabalho demandaria o
reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência
vedada neste momento processual. 2. A jurisdição foi prestada
de forma completa, em acórdão devidamente fundamentado,
embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente,
o que não configura o alegado cerceamento de defesa. Agravo
regimental desprovido” (AI n 840.129/RN-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 30/8/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
EQUIPARAÇÃO
SALARIAL.
CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI n 838.920/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/5/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1840826.
Supremo Tribunal Federal
AI 818.856 AGR / RJ
INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. EQUIPARAÇÃO
SALARIAL.
CARGOS
COMISSIONADOS.
CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL. 1. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
CENTRALMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 2. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AOS INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5... E AO
INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INSUBSISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do
adotado pelo Tribunal Superior do Trabalho demandaria o
reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência
vedada neste momento processual. 2. A jurisdição foi prestada
de forma completa, em acórdão devidamente fundamentado,
embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente,
o que não configura o alegado cerceamento de defesa. Agravo
regimental desprovido” (AI n 840.129/RN-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 30/8/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
EQUIPARAÇÃO
SALARIAL.
CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI n 838.920/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/5/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MÁRIO JORGE FERNANDES GONÇALVES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810924
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 818.856
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MÁRIO JORGE FERNANDES GONÇALVES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO - CDRJ
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 818 . 856",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 818 . 856 AGR",
"AI 818 . 856 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 818 . 856",
"Orientação Jurisprudencial 115 da SBDI - 1 do Tribunal Superior do Trabalho",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 818 .",
"Orientação Jurisprudencial 115 da SBDI - 1 do Tribunal Superior",
"AI 818 . 856 AGR",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AI 818 . 856",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AI 818 . 856 AGR",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"AI 818 . 856 AGR",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"AI 818 . 856 AGR /",
"Súmula n 279 desta Corte",
"Súmula n . 280 - Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 676 . 392 / MG - AgR",
"AI n 603 . 268 / MG - AgR",
"AI 818 . 856",
"Súmula n 279 desta Corte",
"Súmula n . 280 - Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 676 . 392 / MG - AgR",
"AI n 603 . 268 / MG - AgR",
"AI 818 . 856 AGR / RJ",
"AI 818 . 856 AGR / RJ",
"AI n 809 . 411 / SP - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 818 . 856",
"AI n 809 . 411 / SP - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 818 . 856 AGR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 653 . 010 / DF - AgR",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 818 . 856",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 653 . 010 / DF - AgR",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 818 . 856 AGR",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 326 . 742 / SP - AgR",
"AI n 643 . 654 / RJ - AgR",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 818 . 856 AGR",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 326 . 742 / SP - AgR",
"AI n 643 . 654 / RJ - AgR",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 818 . 856 AGR / RJ",
"AI n 840 . 129 / RN - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 838 . 920 / RS - AgR",
"AI 818 . 856 AGR / RJ",
"AI n 840 . 129 / RN - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 818 . 856",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 818 . 856"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , inciso II , 7 . . . , incisos XXX , XXXI e XXXII , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"AGR",
"/",
"RJ",
"art . 896 , ‘ c ’ , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Plano",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"decreto estadual n . 21 . 204 / 81",
"artigos 37 , XV , 40 , § § 2 . . . e 8 . . .",
"EC 20 / 98",
"201 , V , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"L",
".",
"est",
". 11 .",
"660 /",
"94",
"Dec",
".",
"Est",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Plano Único",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"decreto estadual n . 21 . 204 / 81",
"artigos 37 , XV , 40 , § § 2 . . . e 8 . . . ( redação da",
"EC 20 / 98 )",
"201 , V , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"L",
".",
"est . 11 . 660 / 94",
"Dec",
".",
"Est .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição da República",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"ARTS . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição da República",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"ARTS . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISOS XXXV , LIV E LV DO ART . 5 . . .",
"INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n",
"INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"CDRJ",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO",
"CDRJ",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DOCAS DO RIO",
"Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO",
"CDRJ",
"Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RJ",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO",
"CDRJ",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO",
"CDRJ",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"MÁRIO JORGE FERNANDES GONÇALVES",
"DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS",
"LYCURGO LEITE NETO",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MÁRIO JORGE FERNANDES GONÇALVES",
"DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS",
"LYCURGO LEITE NETO",
"DIAS TOFFOLI",
"Mário Jorge Fernandes Gonçalves",
"Mário Jorge Fernandes Gonçalves",
"DIAS TOFFOLI",
"JORGE FERNANDES GONÇALVES",
"DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS",
"LYCURGO LEITE NETO",
"DIAS TOFFOLI",
"Mário Jorge Fernandes Gonçalves",
"Mário Jorge Fernandes Gonçalves",
"Sepúlveda Pertence",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"MÁRIO JORGE FERNANDES GONÇALVES",
"DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS",
"LYCURGO LEITE NETO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"MÁRIO JORGE FERNANDES GONÇALVES",
"DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS",
"LYCURGO LEITE NETO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"18",
"/",
"5",
"/",
"01",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"18",
"/",
"5",
"/",
"01",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"11",
"/",
"07",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"3",
"/",
"08",
"10",
"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"3",
"/",
"08",
"10",
"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
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"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
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"02",
"/",
"2012",
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"/",
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"/",
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"24",
"/",
"08",
"/",
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"29",
"/",
"8",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"8",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"11",
"22",
"/",
"6",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"4",
"/",
"11",
"22",
"/",
"6",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"8",
"/",
"11",
"5",
"/",
"5",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"8",
"/",
"11",
"5",
"/",
"5",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
LONDRINA
AGDO.(A/S)
:AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
DESAPROPRIAÇÃO
INDIRETA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 100 DA CF,
QUE CUIDA DA OBRIGATORIEDADE DA EMISSÃO DE
PRECATÓRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
ALEGAÇÃO DE QUE O IMÓVEL FOI SOBREVALORIZADO PELO
JUÍZO DE ORIGEM. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279
DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
1. O prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo
que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de
declaração.
2. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão
recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento.”
3. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário.
4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou:
Supremo Tribunal Federal
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DJe 01/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 842.673 AGR / PR
‘APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO
DE INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA.
VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO COM BASE EM LAUDO
PERICIAL FUNDAMENTADO. JUROS COMPENSATÓRIOS
FIXADOS A PARTIR DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NO
PERCENTUAL DE 12% AO ANO. JUROS MORATÓRIOS EM
6% AO ANO A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DO EXERCÍCIO
SEGUINTE ÀQUELE EM QUE O PAGAMENTO DEVERIA
SER FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS
CONFORME § 1º, INCISO II, DO ARTIGO 27 DO DL Nº
3365/41, COM A REDAÇÃO QUE LHE DEU A MP Nº 2183-
56/01.
SUCUMBÊNCIA
RECÍPROCA.
RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE
PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA EM
GRAU DE REEXAME NECESSÁRIO’.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 842.673 AGR / PR
‘APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO
DE INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA.
VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO COM BASE EM LAUDO
PERICIAL FUNDAMENTADO. JUROS COMPENSATÓRIOS
FIXADOS A PARTIR DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NO
PERCENTUAL DE 12% AO ANO. JUROS MORATÓRIOS EM
6% AO ANO A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DO EXERCÍCIO
SEGUINTE ÀQUELE EM QUE O PAGAMENTO DEVERIA
SER FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS
CONFORME § 1º, INCISO II, DO ARTIGO 27 DO DL Nº
3365/41, COM A REDAÇÃO QUE LHE DEU A MP Nº 2183-
56/01.
SUCUMBÊNCIA
RECÍPROCA.
RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE
PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA EM
GRAU DE REEXAME NECESSÁRIO’.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
LONDRINA
AGDO.(A/S)
:AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra de
seguinte teor:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO.
DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
AO ARTIGO 100 DA CF, QUE CUIDA DA
OBRIGATORIEDADE DA EMISSÃO DE PRECATÓRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO
IMPROVIDO.
1. O prequestionamento explícito da questão
constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso
extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão
recorrido reclama embargos de declaração.
2. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente,
verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso
extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.’
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO
DE INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA.
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07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
LONDRINA
AGDO.(A/S)
:AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra de
seguinte teor:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO.
DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
AO ARTIGO 100 DA CF, QUE CUIDA DA
OBRIGATORIEDADE DA EMISSÃO DE PRECATÓRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO
IMPROVIDO.
1. O prequestionamento explícito da questão
constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso
extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão
recorrido reclama embargos de declaração.
2. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente,
verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso
extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.’
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO
DE INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA.
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
AI 842.673 AGR / PR
VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO COM BASE EM LAUDO
PERICIAL FUNDAMENTADO. JUROS COMPENSATÓRIOS
FIXADOS A PARTIR DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NO
PERCENTUAL DE 12% AO ANO. JUROS MORATÓRIOS EM
6% AO ANO A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DO EXERCÍCIO
SEGUINTE ÀQUELE EM QUE O PAGAMENTO DEVERIA
SER FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS
CONFORME § 1º, INCISO II, DO ARTIGO 27 DO DL Nº
3365/41, COM A REDAÇÃO QUE LHE DEU A MP Nº 2183-
56/01.
SUCUMBÊNCIA
RECÍPROCA.
RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE
PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA EM
GRAU DE REEXAME NECESSÁRIO’.
4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento (art.
557 c.c art. 544 do CPC).”
Nas razões do regimental, o MUNICÍPIO DE LONDRINA sustenta
que: i) o valor da avaliação do imóvel desapropriado teria sido
supervalorizado, infringindo o princípio constitucional da justa
indenização; ii) haveria sido prequestionada a questão referente ao
pagamento da desapropriação via precatórios, pois toda execução conta
ente estatal deve obedecer essa via, nos termos do art. 100 da CF e do art.
730 do CPC. Cita jurisprudência do C.STJ.
Por fim, requer o provimento do presente regimental para que o
extraordinário tenha regular seguimento.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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AI 842.673 AGR / PR
VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO COM BASE EM LAUDO
PERICIAL FUNDAMENTADO. JUROS COMPENSATÓRIOS
FIXADOS A PARTIR DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NO
PERCENTUAL DE 12% AO ANO. JUROS MORATÓRIOS EM
6% AO ANO A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DO EXERCÍCIO
SEGUINTE ÀQUELE EM QUE O PAGAMENTO DEVERIA
SER FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS
CONFORME § 1º, INCISO II, DO ARTIGO 27 DO DL Nº
3365/41, COM A REDAÇÃO QUE LHE DEU A MP Nº 2183-
56/01.
SUCUMBÊNCIA
RECÍPROCA.
RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE
PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA EM
GRAU DE REEXAME NECESSÁRIO’.
4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento (art.
557 c.c art. 544 do CPC).”
Nas razões do regimental, o MUNICÍPIO DE LONDRINA sustenta
que: i) o valor da avaliação do imóvel desapropriado teria sido
supervalorizado, infringindo o princípio constitucional da justa
indenização; ii) haveria sido prequestionada a questão referente ao
pagamento da desapropriação via precatórios, pois toda execução conta
ente estatal deve obedecer essa via, nos termos do art. 100 da CF e do art.
730 do CPC. Cita jurisprudência do C.STJ.
Por fim, requer o provimento do presente regimental para que o
extraordinário tenha regular seguimento.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O agravo regimental não
merece prosperar.
O município agravante não conseguiu demonstrar o desacerto da
decisão agravada, já que da leitura do acórdão recorrido resta claro não
ter havido qualquer consideração a respeito da questão constitucional
suscitada, qual seja, o pagamento da desapropriação efetuada por meio
de precatórios. Ressalte-se que não houve sequer a oposição de embargos
de declaração para sanar eventual omissão pelo Tribunal a quo. Incide,
portanto, o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF, verbis: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão
federal suscitada.” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o
requisito do prequestionamento.”
A respeito da aplicação das referidas súmulas assim discorre Roberto
Rosas:
“A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: 'quando se
questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e
leis federais, e a decisão for contra ela'.
De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art.
76, III, a: “quando a decisão for contra literal disposição de
tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado”.
Essas Constituições eram mais explícitas a respeito do
âmbito do recurso extraordinário. Limita-se este às questões
apreciadas na decisão recorrida. Se foi omissa em relação a
determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios.
Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada
na decisão recorrida (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do STF e Súmula
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O agravo regimental não
merece prosperar.
O município agravante não conseguiu demonstrar o desacerto da
decisão agravada, já que da leitura do acórdão recorrido resta claro não
ter havido qualquer consideração a respeito da questão constitucional
suscitada, qual seja, o pagamento da desapropriação efetuada por meio
de precatórios. Ressalte-se que não houve sequer a oposição de embargos
de declaração para sanar eventual omissão pelo Tribunal a quo. Incide,
portanto, o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF, verbis: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão
federal suscitada.” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o
requisito do prequestionamento.”
A respeito da aplicação das referidas súmulas assim discorre Roberto
Rosas:
“A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: 'quando se
questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e
leis federais, e a decisão for contra ela'.
De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art.
76, III, a: “quando a decisão for contra literal disposição de
tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado”.
Essas Constituições eram mais explícitas a respeito do
âmbito do recurso extraordinário. Limita-se este às questões
apreciadas na decisão recorrida. Se foi omissa em relação a
determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios.
Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada
na decisão recorrida (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do STF e Súmula
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 842.673 AGR / PR
211 do STJ; Nelson Luiz Pinto, Manual dos Recursos Cíveis,
Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas de
Direito Público, p. 236).”
E:
“Os embargos declaratórios visam a pedir ao juiz ou juízes
prolatores da decisão que espanquem dúvidas, supram
omissões ou eliminem contradições. Se esse possível ponto
omisso não foi aventado, nada há que se alegar posteriormente
no recurso extraordinário. Falta o prequestionamento da
matéria.
A parte não considerou a existência de omissão, por isso
não opôs os embargos declaratórios no devido tempo, por não
existir matéria a discutir no recurso extraordinário sobre essa
questão (RE 77.128, RTJ 79/162; v. Súmula 282).
O STF interpretou o teor da Súmula no sentido da
desnecessidade de nova provocação, se a parte opôs os
embargos, e o tribunal se recusou a suprir a omissão (RE
176.626, RTJ 168/305; v. Súmula 211 do STJ).” (ROSAS, Roberto,
in Direito Sumular, Malheiros).
Ainda nesse sentido:
“Recurso extraordinário: prequestionamento explícito:
exigibilidade. O requisito do prequestionamento assenta no fato
de não ser aplicável à fase de conhecimento do recurso
extraordinário o princípio jura novit curia: instrumento de
revisão in jure das decisões proferidas em única ou última
instância, o RE não investe o Supremo de competência para
vasculhar o acórdão recorrido, à procura de uma norma que
poderia ser pertinente ao caso, mas da qual não se cogitou. Daí
a necessidade de pronunciamento explícito do Tribunal a quo
sobre a questão suscitada no recurso extraordinário: Sendo o
prequestionamento, por definição, necessariamente explícito, o
chamado prequestionamento implícito não é mais do que uma
simples e inconcebível contradição em termos”. (AI 253.566-
AgR, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 03/03/00).
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.673 AGR / PR
211 do STJ; Nelson Luiz Pinto, Manual dos Recursos Cíveis,
Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas de
Direito Público, p. 236).”
E:
“Os embargos declaratórios visam a pedir ao juiz ou juízes
prolatores da decisão que espanquem dúvidas, supram
omissões ou eliminem contradições. Se esse possível ponto
omisso não foi aventado, nada há que se alegar posteriormente
no recurso extraordinário. Falta o prequestionamento da
matéria.
A parte não considerou a existência de omissão, por isso
não opôs os embargos declaratórios no devido tempo, por não
existir matéria a discutir no recurso extraordinário sobre essa
questão (RE 77.128, RTJ 79/162; v. Súmula 282).
O STF interpretou o teor da Súmula no sentido da
desnecessidade de nova provocação, se a parte opôs os
embargos, e o tribunal se recusou a suprir a omissão (RE
176.626, RTJ 168/305; v. Súmula 211 do STJ).” (ROSAS, Roberto,
in Direito Sumular, Malheiros).
Ainda nesse sentido:
“Recurso extraordinário: prequestionamento explícito:
exigibilidade. O requisito do prequestionamento assenta no fato
de não ser aplicável à fase de conhecimento do recurso
extraordinário o princípio jura novit curia: instrumento de
revisão in jure das decisões proferidas em única ou última
instância, o RE não investe o Supremo de competência para
vasculhar o acórdão recorrido, à procura de uma norma que
poderia ser pertinente ao caso, mas da qual não se cogitou. Daí
a necessidade de pronunciamento explícito do Tribunal a quo
sobre a questão suscitada no recurso extraordinário: Sendo o
prequestionamento, por definição, necessariamente explícito, o
chamado prequestionamento implícito não é mais do que uma
simples e inconcebível contradição em termos”. (AI 253.566-
AgR, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 03/03/00).
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 842.673 AGR / PR
Em relação ao inconformismo quanto ao valor arbitrado pelo Juízo
de origem pelo imóvel desapropriado, tal controvérsia refoge à
competência desta Suprema Corte, uma vez que para dissentir do
acórdão recorrido a respeito do valor de mercado do imóvel para
determinar se foi observada à justa indenização, seria necessário o
reexame da matéria fático-probatória, o que também é vedado nessa
instância em face do óbice da Súmula 279 do STF.
Acerca do verbete sumular discorre Roberto Rosas:
Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de
fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar
se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de
acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos
concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata ( Instituições de Direito Processual , 2 a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.673 AGR / PR
Em relação ao inconformismo quanto ao valor arbitrado pelo Juízo
de origem pelo imóvel desapropriado, tal controvérsia refoge à
competência desta Suprema Corte, uma vez que para dissentir do
acórdão recorrido a respeito do valor de mercado do imóvel para
determinar se foi observada à justa indenização, seria necessário o
reexame da matéria fático-probatória, o que também é vedado nessa
instância em face do óbice da Súmula 279 do STF.
Acerca do verbete sumular discorre Roberto Rosas:
Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de
fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar
se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de
acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos
concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata ( Instituições de Direito Processual , 2 a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 842.673 AGR / PR
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova ( RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
Processo Civil , 2 a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário , 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ.
(ROSAS, Roberto, in Direito Sumular, 12ª edição, ed.
Malheiros).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É o voto.
4
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AI 842.673 AGR / PR
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova ( RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
Processo Civil , 2 a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário , 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ.
(ROSAS, Roberto, in Direito Sumular, 12ª edição, ed.
Malheiros).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É o voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA
AGDO.(A/S) : AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA
AGDO.(A/S) : AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1783095
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-01T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 100 DA CF, QUE CUIDA DA OBRIGATORIEDADE DA EMISSÃO DE PRECATÓRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ALEGAÇÃO DE QUE O IMÓVEL FOI SOBREVALORIZADO PELO JUÍZO DE ORIGEM. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
1. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração.
2. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.”
3. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.
4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou:
‘APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO COM BASE EM LAUDO PERICIAL FUNDAMENTADO. JUROS COMPENSATÓRIOS FIXADOS A PARTIR DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NO PERCENTUAL DE 12% AO ANO. JUROS MORATÓRIOS EM 6% AO ANO A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DO EXERCÍCIO SEGUINTE ÀQUELE EM QUE O PAGAMENTO DEVERIA SER FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS CONFORME § 1º, INCISO II, DO ARTIGO 27 DO DL Nº 3365/41, COM A REDAÇÃO QUE LHE DEU A MP Nº 2183-56/01. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA EM GRAU DE REEXAME NECESSÁRIO’.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205198
|
- Acórdão citado: AI 253566 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 28/03/2012, LLD.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
842673
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00100 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-003365 ANO-1941\r\n ART-00027 PAR-00001 INC-00002 REDAÇÃO DADA PELA MPR-2183/2001\r\n LDUP-1941 LEI DE DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA\r\n\r\n",
"LEG-FED MPR-002183 ANO-2001\r\n REEDIÇÃO Nº 56\r\n MEDIDA PROVISÓRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 842673 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E OUTRO(A/S)
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
LONDRINA
AGDO.(A/S)
:AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
DESAPROPRIAÇÃO
INDIRETA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 100 DA Constituição Federal de 1988,
QUE CUIDA DA OBRIGATORIEDADE DA EMISSÃO DE
PRECATÓRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
ALEGAÇÃO DE QUE O IMÓVEL FOI SOBREVALORIZADO PELO
JUÍZO DE ORIGEM. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279
DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO.
1. O prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo
que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de
declaração.
2. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão
recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão,
sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser
objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento.”
3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário.
4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 01/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 842.673 AGR / PR
‘APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO
DE INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA.
VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO COM BASE EM LAUDO
PERICIAL FUNDAMENTADO. JUROS COMPENSATÓRIOS
FIXADOS A PARTIR DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NO
PERCENTUAL DE 12% AO ANO. JUROS MORATÓRIOS EM
6% AO ANO A PARTIR DE 1... DE JANEIRO DO EXERCÍCIO
SEGUINTE ÀQUELE EM QUE O PAGAMENTO DEVERIA
SER FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS
CONFORME § 1..., INCISO II, DO ARTIGO 27 DO DL n
3365/41, COM A REDAÇÃO QUE LHE DEU A Medida Provisória n 2183-
56/01.
SUCUMBÊNCIA
RECÍPROCA.
RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE
PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA EM
GRAU DE REEXAME NECESSÁRIO’.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.673 AGR / PR
‘APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO
DE INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA.
VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO COM BASE EM LAUDO
PERICIAL FUNDAMENTADO. JUROS COMPENSATÓRIOS
FIXADOS A PARTIR DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NO
PERCENTUAL DE 12% AO ANO. JUROS MORATÓRIOS EM
6% AO ANO A PARTIR DE 1... DE JANEIRO DO EXERCÍCIO
SEGUINTE ÀQUELE EM QUE O PAGAMENTO DEVERIA
SER FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS
CONFORME § 1..., INCISO II, DO ARTIGO 27 DO DL n
3365/41, COM A REDAÇÃO QUE LHE DEU A Medida Provisória n 2183-
56/01.
SUCUMBÊNCIA
RECÍPROCA.
RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE
PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA EM
GRAU DE REEXAME NECESSÁRIO’.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
LONDRINA
AGDO.(A/S)
:AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra de
seguinte teor:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO.
DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
AO ARTIGO 100 DA Constituição Federal de 1988, QUE CUIDA DA
OBRIGATORIEDADE DA EMISSÃO DE PRECATÓRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO
IMPROVIDO.
1. O prequestionamento explícito da questão
constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso
extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão
recorrido reclama embargos de declaração.
2. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente,
verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso
extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.’
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO
DE INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
LONDRINA
AGDO.(A/S)
:AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra de
seguinte teor:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO.
DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
AO ARTIGO 100 DA Constituição Federal de 1988, QUE CUIDA DA
OBRIGATORIEDADE DA EMISSÃO DE PRECATÓRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO
IMPROVIDO.
1. O prequestionamento explícito da questão
constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso
extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão
recorrido reclama embargos de declaração.
2. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente,
verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso
extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.’
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO
DE INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759876.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 842.673 AGR / PR
VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO COM BASE EM LAUDO
PERICIAL FUNDAMENTADO. JUROS COMPENSATÓRIOS
FIXADOS A PARTIR DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NO
PERCENTUAL DE 12% AO ANO. JUROS MORATÓRIOS EM
6% AO ANO A PARTIR DE 1... DE JANEIRO DO EXERCÍCIO
SEGUINTE ÀQUELE EM QUE O PAGAMENTO DEVERIA
SER FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS
CONFORME § 1..., INCISO II, DO ARTIGO 27 DO DL n
3365/41, COM A REDAÇÃO QUE LHE DEU A Medida Provisória n 2183-
56/01.
SUCUMBÊNCIA
RECÍPROCA.
RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE
PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA EM
GRAU DE REEXAME NECESSÁRIO’.
4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento (art.
557 c.c art. 544 do Código de Processo Civil).”
Nas razões do regimental, o MUNICÍPIO DE LONDRINA sustenta
que: i) o valor da avaliação do imóvel desapropriado teria sido
supervalorizado, infringindo o princípio constitucional da justa
indenização; ii) haveria sido prequestionada a questão referente ao
pagamento da desapropriação via precatórios, pois toda execução conta
ente estatal deve obedecer essa via, nos termos do art. 100 da Constituição Federal de 1988 e do art.
730 do Código de Processo Civil. Cita jurisprudência do C.Superior Tribunal de Justiça.
Por fim, requer o provimento do presente regimental para que o
extraordinário tenha regular seguimento.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.673 AGR / PR
VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO COM BASE EM LAUDO
PERICIAL FUNDAMENTADO. JUROS COMPENSATÓRIOS
FIXADOS A PARTIR DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA NO
PERCENTUAL DE 12% AO ANO. JUROS MORATÓRIOS EM
6% AO ANO A PARTIR DE 1... DE JANEIRO DO EXERCÍCIO
SEGUINTE ÀQUELE EM QUE O PAGAMENTO DEVERIA
SER FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS
CONFORME § 1..., INCISO II, DO ARTIGO 27 DO DL n
3365/41, COM A REDAÇÃO QUE LHE DEU A Medida Provisória n 2183-
56/01.
SUCUMBÊNCIA
RECÍPROCA.
RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE
PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA EM
GRAU DE REEXAME NECESSÁRIO’.
4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento (art.
557 c.c art. 544 do Código de Processo Civil).”
Nas razões do regimental, o MUNICÍPIO DE LONDRINA sustenta
que: i) o valor da avaliação do imóvel desapropriado teria sido
supervalorizado, infringindo o princípio constitucional da justa
indenização; ii) haveria sido prequestionada a questão referente ao
pagamento da desapropriação via precatórios, pois toda execução conta
ente estatal deve obedecer essa via, nos termos do art. 100 da Constituição Federal de 1988 e do art.
730 do Código de Processo Civil. Cita jurisprudência do C.Superior Tribunal de Justiça.
Por fim, requer o provimento do presente regimental para que o
extraordinário tenha regular seguimento.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O agravo regimental não
merece prosperar.
O município agravante não conseguiu demonstrar o desacerto da
decisão agravada, já que da leitura do acórdão recorrido resta claro não
ter havido qualquer consideração a respeito da questão constitucional
suscitada, qual seja, o pagamento da desapropriação efetuada por meio
de precatórios. Ressalte-se que não houve sequer a oposição de embargos
de declaração para sanar eventual omissão pelo Tribunal a quo. Incide,
portanto, o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão
federal suscitada.” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o
requisito do prequestionamento.”
A respeito da aplicação das referidas súmulas assim discorre Roberto
Rosas:
“A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: 'quando se
questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e
leis federais, e a decisão for contra ela'.
De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art.
76, III, a: “quando a decisão for contra literal disposição de
tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado”.
Essas Constituições eram mais explícitas a respeito do
âmbito do recurso extraordinário. Limita-se este às questões
apreciadas na decisão recorrida. Se foi omissa em relação a
determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios.
Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada
na decisão recorrida (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal e Súmula
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O agravo regimental não
merece prosperar.
O município agravante não conseguiu demonstrar o desacerto da
decisão agravada, já que da leitura do acórdão recorrido resta claro não
ter havido qualquer consideração a respeito da questão constitucional
suscitada, qual seja, o pagamento da desapropriação efetuada por meio
de precatórios. Ressalte-se que não houve sequer a oposição de embargos
de declaração para sanar eventual omissão pelo Tribunal a quo. Incide,
portanto, o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão
federal suscitada.” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o
requisito do prequestionamento.”
A respeito da aplicação das referidas súmulas assim discorre Roberto
Rosas:
“A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: 'quando se
questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e
leis federais, e a decisão for contra ela'.
De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art.
76, III, a: “quando a decisão for contra literal disposição de
tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado”.
Essas Constituições eram mais explícitas a respeito do
âmbito do recurso extraordinário. Limita-se este às questões
apreciadas na decisão recorrida. Se foi omissa em relação a
determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios.
Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada
na decisão recorrida (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal e Súmula
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 842.673 AGR / PR
211 do Superior Tribunal de Justiça; Nelson Luiz Pinto, Manual dos Recursos Cíveis,
Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas de
Direito Público, p. 236).”
E:
“Os embargos declaratórios visam a pedir ao juiz ou juízes
prolatores da decisão que espanquem dúvidas, supram
omissões ou eliminem contradições. Se esse possível ponto
omisso não foi aventado, nada há que se alegar posteriormente
no recurso extraordinário. Falta o prequestionamento da
matéria.
A parte não considerou a existência de omissão, por isso
não opôs os embargos declaratórios no devido tempo, por não
existir matéria a discutir no recurso extraordinário sobre essa
questão (Recurso Extraordinário 77.128, RTJ 79/162; v. Súmula 282).
O Supremo Tribunal Federal interpretou o teor da Súmula no sentido da
desnecessidade de nova provocação, se a parte opôs os
embargos, e o tribunal se recusou a suprir a omissão (Recurso Extraordinário
176.626, RTJ 168/305; v. Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça).” (ROSAS, Roberto,
in Direito Sumular, Malheiros).
Ainda nesse sentido:
“Recurso extraordinário: prequestionamento explícito:
exigibilidade. O requisito do prequestionamento assenta no fato
de não ser aplicável à fase de conhecimento do recurso
extraordinário o princípio jura novit curia: instrumento de
revisão in jure das decisões proferidas em única ou última
instância, o Recurso Extraordinário não investe o Supremo de competência para
vasculhar o acórdão recorrido, à procura de uma norma que
poderia ser pertinente ao caso, mas da qual não se cogitou. Daí
a necessidade de pronunciamento explícito do Tribunal a quo
sobre a questão suscitada no recurso extraordinário: Sendo o
prequestionamento, por definição, necessariamente explícito, o
chamado prequestionamento implícito não é mais do que uma
simples e inconcebível contradição em termos”. (AI 253.566-
AgR, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 03/03/00).
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AI 842.673 AGR / PR
211 do Superior Tribunal de Justiça; Nelson Luiz Pinto, Manual dos Recursos Cíveis,
Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas de
Direito Público, p. 236).”
E:
“Os embargos declaratórios visam a pedir ao juiz ou juízes
prolatores da decisão que espanquem dúvidas, supram
omissões ou eliminem contradições. Se esse possível ponto
omisso não foi aventado, nada há que se alegar posteriormente
no recurso extraordinário. Falta o prequestionamento da
matéria.
A parte não considerou a existência de omissão, por isso
não opôs os embargos declaratórios no devido tempo, por não
existir matéria a discutir no recurso extraordinário sobre essa
questão (Recurso Extraordinário 77.128, RTJ 79/162; v. Súmula 282).
O Supremo Tribunal Federal interpretou o teor da Súmula no sentido da
desnecessidade de nova provocação, se a parte opôs os
embargos, e o tribunal se recusou a suprir a omissão (Recurso Extraordinário
176.626, RTJ 168/305; v. Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça).” (ROSAS, Roberto,
in Direito Sumular, Malheiros).
Ainda nesse sentido:
“Recurso extraordinário: prequestionamento explícito:
exigibilidade. O requisito do prequestionamento assenta no fato
de não ser aplicável à fase de conhecimento do recurso
extraordinário o princípio jura novit curia: instrumento de
revisão in jure das decisões proferidas em única ou última
instância, o Recurso Extraordinário não investe o Supremo de competência para
vasculhar o acórdão recorrido, à procura de uma norma que
poderia ser pertinente ao caso, mas da qual não se cogitou. Daí
a necessidade de pronunciamento explícito do Tribunal a quo
sobre a questão suscitada no recurso extraordinário: Sendo o
prequestionamento, por definição, necessariamente explícito, o
chamado prequestionamento implícito não é mais do que uma
simples e inconcebível contradição em termos”. (AI 253.566-
AgR, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 03/03/00).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 842.673 AGR / PR
Em relação ao inconformismo quanto ao valor arbitrado pelo Juízo
de origem pelo imóvel desapropriado, tal controvérsia refoge à
competência desta Suprema Corte, uma vez que para dissentir do
acórdão recorrido a respeito do valor de mercado do imóvel para
determinar se foi observada à justa indenização, seria necessário o
reexame da matéria fático-probatória, o que também é vedado nessa
instância em face do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Acerca do verbete sumular discorre Roberto Rosas:
Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de
fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar
se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de
acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos
concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata ( Instituições de Direito Processual , 2 a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.673 AGR / PR
Em relação ao inconformismo quanto ao valor arbitrado pelo Juízo
de origem pelo imóvel desapropriado, tal controvérsia refoge à
competência desta Suprema Corte, uma vez que para dissentir do
acórdão recorrido a respeito do valor de mercado do imóvel para
determinar se foi observada à justa indenização, seria necessário o
reexame da matéria fático-probatória, o que também é vedado nessa
instância em face do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Acerca do verbete sumular discorre Roberto Rosas:
Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de
fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar
se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de
acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos
concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata ( Instituições de Direito Processual , 2 a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 842.673 AGR / PR
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova ( RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
Processo Civil , 2 a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário , 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça.
(ROSAS, Roberto, in Direito Sumular, 12... edição, ed.
Malheiros).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É o voto.
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AI 842.673 AGR / PR
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova ( RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
Processo Civil , 2 a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário , 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça.
(ROSAS, Roberto, in Direito Sumular, 12... edição, ed.
Malheiros).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É o voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA
AGDO.(A/S) : AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.673
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA
AGDO.(A/S) : AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 673",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 842 . 673 AGR / PR",
"AI 842 . 673 AGR / PR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 .",
"Súmulas 282",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 673",
"Súmulas 282",
"AI 842 . 673 AGR / PR",
"AI 842 . 673 AGR",
"Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"RTJ 56 / 70",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"RTJ 56 / 70",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 842 . 673 AGR",
"Recurso Extraordinário 77 . 128",
"RTJ",
"Recurso Extraordinário 176 . 626",
"Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça",
"AI 253 . 566 - AgR",
"AI 842 . 673 AGR / PR 211 do Superior Tribunal de Justiça",
"Recurso Extraordinário 77 . 128",
"RTJ 79 /",
"Recurso Extraordinário 176 . 626",
"Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça",
"AI 253 . 566 - AgR",
"AI 842 . 673 AGR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"RT 275 / 884",
"226",
"/",
"583",
"Recurso Extraordinário 64 . 051",
"RTJ 47 / 276",
"RTJ",
"Recurso Extraordinário 63 . 226",
"RTJ 46 / 666",
"AI 842 . 673 AGR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"RT 275 / 884",
"226",
"/",
"583",
"Recurso Extraordinário 64 . 051",
"RTJ 47 / 276",
"ERE 58 . 714",
"RTJ 46 / 821",
"Recurso Extraordinário 63 . 226",
"AI 842 . 673 AGR",
"RTJ",
"Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"AI 842 . 673 AGR",
"RTJ 37 / 480",
"Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 673",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 673"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 100 DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2183 - 56 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO II , DO",
"ARTIGO 27 DO DL n 3365 / 41",
"Medida Provisória n 2183 - 56 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 100 DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 100 DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO II , DO ARTIGO 27 DO DL n 3365 / 41",
"Medida Provisória n 2183 - 56 / 01",
"art . 557 c . c art . 544 do Código de Processo Civil",
"art . 100 da Constituição Federal de 1988",
"art . 730 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2183 - 56 / 01",
"art . 557 c . c art . 544 do Código de Processo Civil",
"art . 100 da Constituição Federal de 1988",
"art . 730 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1891",
"Constituição de 1934",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1891",
"Constituição de 1934",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de",
"Medida Provisória n",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"MUNICÍPIO DE LONDRINA",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"MUNICÍPIO DE LONDRINA",
"PARANÁ",
"MUNICÍPIO DE LONDRINA",
"MUNICÍPIO DE LONDRINA",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"MUNICÍPIO",
"LONDRINA",
"MUNICÍPIO DE",
"LONDRINA",
"PARANÁ",
"MUNICÍPIO DE LONDRINA",
"MUNICÍPIO DE",
"LONDRINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"MUNICÍPIO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"C",
".",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PR",
"Malheiros Editores",
"Supremo Tribunal Federal",
"Malheiros",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Malheiros Editores",
"Supremo Tribunal Federal",
"Malheiros",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"PR",
"RT",
"Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"AGENOR ALVES DE OLIVEIRA",
"MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"AGENOR ALVES DE OLIVEIRA",
"MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"AGENOR ALVES DE OLIVEIRA",
"MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Roberto Rosas",
"LUIZ FUX",
"Roberto Rosas",
"LUIZ FUX",
"Nelson Luiz Pinto",
"Carlos Mário Velloso",
"ROSAS , Roberto",
"Sepúlveda Pertence",
"Nelson Luiz Pinto",
"Carlos Mário Velloso",
"ROSAS , Roberto",
"Sepúlveda Pertence",
"LUIZ FUX",
"Roberto Rosas",
"Djaci Falcão",
"Amaral Santos",
"Eloy da Rocha",
"Roberto Rosas",
"Djaci Falcão",
"Amaral Santos",
"Eloy da Rocha",
"LUIZ FUX",
"Pestana de Aguiar",
"Castro Nunes",
"ROSAS , Roberto",
"Pestana de Aguiar",
"Castro Nunes",
"ROSAS , Roberto",
"LUIZ FUX",
"AGENOR ALVES DE OLIVEIRA",
"MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"AGENOR ALVES DE OLIVEIRA",
"MARCO ANTONIO DE ANDRADE CAMPANELLI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo",
"Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"1",
".",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . DE",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1999",
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"/",
"03",
"/",
"00",
"24",
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"08",
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"2001",
"1999",
"03",
"/",
"03",
"/",
"00",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"1943",
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"/",
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"/",
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"7",
".",
"2",
".",
"2012",
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"2001",
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".",
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".",
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"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JURACI PEREZ MAGALHÃES
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820156.
Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JURACI PEREZ MAGALHÃES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 562 a 564, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. Eis a síntese do decidido pelo Superior Tribunal de
Justiça (folha 500):
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO
– EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA –
CONCURSO PÚBLICO ERRO DA
ADMINISTRAÇÃO – DECISÃO JUDICIAL
– CORREÇÃO – DIREITO À NOMEAÇÃO
DE CANDIDATO APROVADO EM
CONCURSO PÚBLICO – INDENIZAÇÃO
– ESTIMATIVA – PRECEDENTES DO STF.
1. Divergência jurisprudencial entre as Primeira e
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JURACI PEREZ MAGALHÃES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 562 a 564, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. Eis a síntese do decidido pelo Superior Tribunal de
Justiça (folha 500):
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO
– EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA –
CONCURSO PÚBLICO ERRO DA
ADMINISTRAÇÃO – DECISÃO JUDICIAL
– CORREÇÃO – DIREITO À NOMEAÇÃO
DE CANDIDATO APROVADO EM
CONCURSO PÚBLICO – INDENIZAÇÃO
– ESTIMATIVA – PRECEDENTES DO STF.
1. Divergência jurisprudencial entre as Primeira e
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Relatório
ARE 645.332 AGR / DF
Terceira Seções do STJ, em torno do cabimento de
indenização em favor de candidato que, impedido de
continuar as provas do concurso pela administração,
continuou com sucesso no certame por decisão do
Judiciário, que reconheceu haver ilegalidade no ato da
administração.
2. Nos termos do art. 37, § 6°, da Constituição da
República, a responsabilidade civil do Estado por ato
praticado por seus agentes é, em regra geral, objetiva,
bastando para a sua configuração a prática de ato e o nexo
de causalidade com o dano sofrido.
3. Indenização que, na esteira de entendimento
doutrinário e jurisprudencial do STF, pode ser estimado
pelo valor da remuneração do respectivo cargo público,
com as deduções do que já foi recebido pelos embargados.
4. Embargos de divergência não providos.
A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 645.332 AGR / DF
Terceira Seções do STJ, em torno do cabimento de
indenização em favor de candidato que, impedido de
continuar as provas do concurso pela administração,
continuou com sucesso no certame por decisão do
Judiciário, que reconheceu haver ilegalidade no ato da
administração.
2. Nos termos do art. 37, § 6°, da Constituição da
República, a responsabilidade civil do Estado por ato
praticado por seus agentes é, em regra geral, objetiva,
bastando para a sua configuração a prática de ato e o nexo
de causalidade com o dano sofrido.
3. Indenização que, na esteira de entendimento
doutrinário e jurisprudencial do STF, pode ser estimado
pelo valor da remuneração do respectivo cargo público,
com as deduções do que já foi recebido pelos embargados.
4. Embargos de divergência não providos.
A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
2
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Relatório
ARE 645.332 AGR / DF
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 567 a 570, insiste na demonstração
de ofensa ao artigo 37, § 6º, da Constituição Federal. Afirma ser a
discussão apenas constitucional, não havendo no acórdão recorrido
referência a normas legais e sendo os fatos incontroversos.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 574).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 645.332 AGR / DF
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 567 a 570, insiste na demonstração
de ofensa ao artigo 37, § 6º, da Constituição Federal. Afirma ser a
discussão apenas constitucional, não havendo no acórdão recorrido
referência a normas legais e sendo os fatos incontroversos.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 574).
É o relatório.
3
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Subprocurador-Geral do Distrito
Federal, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Duplo mostrou-se o óbice ao trânsito do extraordinário: o primeiro,
ligado à faticidade da matéria – o Tribunal de origem, analisando os
autos, conclui pelo direito à indenização do candidato impedido de tomar
posse em cargo público por ato administrativo reconhecido ilegítimo por
decisão judicial transitada em julgado, motivo pelo qual o processamento
do extraordinário esbarra no óbice do Verbete nº 279 da Súmula deste
Tribunal –, o segundo, à ausência de envergadura constitucional do tema
discutido no processo.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. Está-se diante de conflito de
interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso
ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Subprocurador-Geral do Distrito
Federal, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Duplo mostrou-se o óbice ao trânsito do extraordinário: o primeiro,
ligado à faticidade da matéria – o Tribunal de origem, analisando os
autos, conclui pelo direito à indenização do candidato impedido de tomar
posse em cargo público por ato administrativo reconhecido ilegítimo por
decisão judicial transitada em julgado, motivo pelo qual o processamento
do extraordinário esbarra no óbice do Verbete nº 279 da Súmula deste
Tribunal –, o segundo, à ausência de envergadura constitucional do tema
discutido no processo.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. Está-se diante de conflito de
interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso
ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 645.332 AGR / DF
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 645.332 AGR / DF
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JURACI PEREZ MAGALHÃES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810856
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JURACI PEREZ MAGALHÃES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1836212
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-22T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur206473
|
Número de páginas: 7.
Análise: 30/03/2012, BMB.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
645332
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 645332 AgR
|
[
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] |
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JURACI PEREZ MAGALHÃES
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] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JURACI PEREZ MAGALHÃES
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820156.
Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JURACI PEREZ MAGALHÃES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 562 a 564, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. Eis a síntese do decidido pelo Superior Tribunal de
Justiça (folha 500):
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO
– EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA –
CONCURSO PÚBLICO ERRO DA
ADMINISTRAÇÃO – DECISÃO JUDICIAL
– CORREÇÃO – DIREITO À NOMEAÇÃO
DE CANDIDATO APROVADO EM
CONCURSO PÚBLICO – INDENIZAÇÃO
– ESTIMATIVA – PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal.
1. Divergência jurisprudencial entre as Primeira e
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820157.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JURACI PEREZ MAGALHÃES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 562 a 564, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. Eis a síntese do decidido pelo Superior Tribunal de
Justiça (folha 500):
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO
– EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA –
CONCURSO PÚBLICO ERRO DA
ADMINISTRAÇÃO – DECISÃO JUDICIAL
– CORREÇÃO – DIREITO À NOMEAÇÃO
DE CANDIDATO APROVADO EM
CONCURSO PÚBLICO – INDENIZAÇÃO
– ESTIMATIVA – PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal.
1. Divergência jurisprudencial entre as Primeira e
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820157.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
ARE 645.332 AGR / DF
Terceira Seções do Superior Tribunal de Justiça, em torno do cabimento de
indenização em favor de candidato que, impedido de
continuar as provas do concurso pela administração,
continuou com sucesso no certame por decisão do
Judiciário, que reconheceu haver ilegalidade no ato da
administração.
2. Nos termos do art. 37, § 6..., da Constituição da
República, a responsabilidade civil do Estado por ato
praticado por seus agentes é, em regra geral, objetiva,
bastando para a sua configuração a prática de ato e o nexo
de causalidade com o dano sofrido.
3. Indenização que, na esteira de entendimento
doutrinário e jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, pode ser estimado
pelo valor da remuneração do respectivo cargo público,
com as deduções do que já foi recebido pelos embargados.
4. Embargos de divergência não providos.
A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820157.
Supremo Tribunal Federal
ARE 645.332 AGR / DF
Terceira Seções do Superior Tribunal de Justiça, em torno do cabimento de
indenização em favor de candidato que, impedido de
continuar as provas do concurso pela administração,
continuou com sucesso no certame por decisão do
Judiciário, que reconheceu haver ilegalidade no ato da
administração.
2. Nos termos do art. 37, § 6..., da Constituição da
República, a responsabilidade civil do Estado por ato
praticado por seus agentes é, em regra geral, objetiva,
bastando para a sua configuração a prática de ato e o nexo
de causalidade com o dano sofrido.
3. Indenização que, na esteira de entendimento
doutrinário e jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, pode ser estimado
pelo valor da remuneração do respectivo cargo público,
com as deduções do que já foi recebido pelos embargados.
4. Embargos de divergência não providos.
A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 645.332 AGR / DF
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 567 a 570, insiste na demonstração
de ofensa ao artigo 37, § 6..., da Constituição Federal. Afirma ser a
discussão apenas constitucional, não havendo no acórdão recorrido
referência a normas legais e sendo os fatos incontroversos.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 574).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 645.332 AGR / DF
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 567 a 570, insiste na demonstração
de ofensa ao artigo 37, § 6..., da Constituição Federal. Afirma ser a
discussão apenas constitucional, não havendo no acórdão recorrido
referência a normas legais e sendo os fatos incontroversos.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 574).
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Subprocurador-Geral do Distrito
Federal, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Duplo mostrou-se o óbice ao trânsito do extraordinário: o primeiro,
ligado à faticidade da matéria – o Tribunal de origem, analisando os
autos, conclui pelo direito à indenização do candidato impedido de tomar
posse em cargo público por ato administrativo reconhecido ilegítimo por
decisão judicial transitada em julgado, motivo pelo qual o processamento
do extraordinário esbarra no óbice do Verbete n 279 da Súmula deste
Tribunal –, o segundo, à ausência de envergadura constitucional do tema
discutido no processo.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. Está-se diante de conflito de
interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso
ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Subprocurador-Geral do Distrito
Federal, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Duplo mostrou-se o óbice ao trânsito do extraordinário: o primeiro,
ligado à faticidade da matéria – o Tribunal de origem, analisando os
autos, conclui pelo direito à indenização do candidato impedido de tomar
posse em cargo público por ato administrativo reconhecido ilegítimo por
decisão judicial transitada em julgado, motivo pelo qual o processamento
do extraordinário esbarra no óbice do Verbete n 279 da Súmula deste
Tribunal –, o segundo, à ausência de envergadura constitucional do tema
discutido no processo.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. Está-se diante de conflito de
interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso
ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 645.332 AGR / DF
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 645.332 AGR / DF
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JURACI PEREZ MAGALHÃES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.332
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JURACI PEREZ MAGALHÃES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645 . 332",
"ARE 645 . 332 AGR / DF",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"ARE 645 . 332 AGR / DF Terceira Seções do Superior",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"ARE 645 . 332 AGR / DF",
"ARE 645 . 332 AGR / DF",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"ARE 645 . 332 AGR / DF",
"ARE 645 . 332"
],
"LEGISLACAO": [
"CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Distrito Federal",
"DISTRITO FEDERAL",
"Distrito Federal",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Terceira Seções do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA",
"JURACI PEREZ MAGALHÃES",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA",
"JURACI PEREZ MAGALHÃES",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA",
"JURACI PEREZ MAGALHÃES",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA",
"JURACI PEREZ MAGALHÃES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"CLOVIS EMILIO COSTA NOGUEIRA",
"JURACI PEREZ MAGALHÃES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S)
:CÂMARA
MUNICIPAL
DE
VEREADORES
DE
SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
administrativo. 3. Criação de cargos em comissão por leis municipais.
Declaração de inconstitucionalidade pelo TJRS por violação à disposição
da Constituição estadual em simetria com a Constituição Federal. 3. É
necessário que a legislação demonstre, de forma efetiva, que as
atribuições dos cargos a serem criados se harmonizam com o princípio da
livre nomeação e exoneração. Caráter de direção, chefia e assessoramento.
Precedentes do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar
a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 05/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 656.666 AGR / RS
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
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Supremo Tribunal Federal
ARE 656.666 AGR / RS
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S)
:CÂMARA
MUNICIPAL
DE
VEREADORES
DE
SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso (fls.
250-252) com fundamento na jurisprudência dominante desta Corte.
O agravante sustenta que não ficou demonstrado no julgamento do
acórdão recorrido de que forma as leis municipais em questão violariam
as constituições estadual e Federal.
Aduz, ainda, a impossibilidade de apreciação da constitucionalidade
de lei municipal em face da Constituição Federal. Por fim, afirma que a
criação dos cargos ter-se-ia ocorrido em sintonia com as disposições
constitucionais.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1748335.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S)
:CÂMARA
MUNICIPAL
DE
VEREADORES
DE
SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso (fls.
250-252) com fundamento na jurisprudência dominante desta Corte.
O agravante sustenta que não ficou demonstrado no julgamento do
acórdão recorrido de que forma as leis municipais em questão violariam
as constituições estadual e Federal.
Aduz, ainda, a impossibilidade de apreciação da constitucionalidade
de lei municipal em face da Constituição Federal. Por fim, afirma que a
criação dos cargos ter-se-ia ocorrido em sintonia com as disposições
constitucionais.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
O acórdão recorrido assentou que as leis municipais, alvo do
controle de constitucionalidade pelo TJRS, criavam cargos em comissão
sem especificar as respectivas atribuições, bem como não tratavam de
funções típicas de direção, chefia e assessoramento.
Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou
entendimento no sentido de ser inconstitucional a criação de cargos em
comissão que não possuam caráter de assessoramento, chefia ou direção e
que não demandem relação de confiança entre o servidor nomeado e o
seu superior hierárquico.
Para justificar a criação de cargos em comissão como exceção à regra
ao concurso público, é necessário que a legislação demonstre, de forma
efetiva, que as atribuições dos cargos a serem criados se harmonizam com
o princípio da livre nomeação e exoneração o que, conforme assentado
pelo TJRS, não se verificou no caso em comento.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes:
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART.
37, II E V. CRIAÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO. LEI
15.224/2005
DO
ESTADO
DE
GOIÁS.
INCONSTITUCIONALIDADE. É inconstitucional a criação de
cargos em comissão que não possuem caráter de
assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação
de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior
hierárquico, tais como os cargos de Perito Médico-Psiquiátrico,
Perito Médico-Clínico, Auditor de Controle Interno, Produtor
Jornalístico, Repórter Fotográfico, Perito Psicológico,
Enfermeiro e Motorista de Representação. Ofensa ao artigo 37,
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
O acórdão recorrido assentou que as leis municipais, alvo do
controle de constitucionalidade pelo TJRS, criavam cargos em comissão
sem especificar as respectivas atribuições, bem como não tratavam de
funções típicas de direção, chefia e assessoramento.
Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou
entendimento no sentido de ser inconstitucional a criação de cargos em
comissão que não possuam caráter de assessoramento, chefia ou direção e
que não demandem relação de confiança entre o servidor nomeado e o
seu superior hierárquico.
Para justificar a criação de cargos em comissão como exceção à regra
ao concurso público, é necessário que a legislação demonstre, de forma
efetiva, que as atribuições dos cargos a serem criados se harmonizam com
o princípio da livre nomeação e exoneração o que, conforme assentado
pelo TJRS, não se verificou no caso em comento.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes:
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART.
37, II E V. CRIAÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO. LEI
15.224/2005
DO
ESTADO
DE
GOIÁS.
INCONSTITUCIONALIDADE. É inconstitucional a criação de
cargos em comissão que não possuem caráter de
assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação
de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior
hierárquico, tais como os cargos de Perito Médico-Psiquiátrico,
Perito Médico-Clínico, Auditor de Controle Interno, Produtor
Jornalístico, Repórter Fotográfico, Perito Psicológico,
Enfermeiro e Motorista de Representação. Ofensa ao artigo 37,
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 656.666 AGR / RS
II e V da Constituição Federal. Ação julgada procedente para
declarar a inconstitucionalidade dos incisos XI, XII, XIII, XVIII,
XIX, XX, XXIV e XXV do art. 16-A da lei 15.224/2005 do Estado
de Goiás, bem como do Anexo I da mesma lei, na parte em que
cria os cargos em comissão mencionados. (ADI 3602, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe 7.6.2011)
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS
6.600/1998 (ART. 1º, CAPUT E INCISOS I E II), 7.679/2004 E
7.696/2004 E LEI COMPLEMENTAR 57/2003 (ART. 5º), DO
ESTADO DA PARAÍBA. CRIAÇÃO DE CARGOS EM
COMISSÃO. I - Admissibilidade de aditamento do pedido na
ação direta de inconstitucionalidade para declarar
inconstitucional norma editada durante o curso da ação.
Circunstância em que se constata a alteração da norma
impugnada por outra apenas para alterar a denominação de
cargos na administração judicial estadual; alteração legislativa
que não torna prejudicado o pedido na ação direta. II - Ofende
o disposto no art. 37, II, da Constituição Federal norma que cria
cargos em comissão cujas atribuições não se harmonizam com o
princípio da livre nomeação e exoneração, que informa a
investidura em comissão. Necessidade de demonstração efetiva,
pelo legislador estadual, da adequação da norma aos fins
pretendidos, de modo a justificar a exceção à regra do concurso
público para a investidura em cargo público. Precedentes. Ação
julgada procedente. (ADI 3233, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe 14.9.2007)
Concurso público: plausibilidade da alegação de ofensa da
exigência constitucional por lei que define cargos de Oficial de
Justiça como de provimento em comissão e permite a
substituição do titular mediante livre designação de servidor ou
credenciamento de particulares: suspensão cautelar deferida. 1.
A exigência constitucional do concurso público não pode ser
contornada pela criação arbitraria de cargos em comissão para o
exercício de funções que não pressuponham o vinculo de
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 656.666 AGR / RS
II e V da Constituição Federal. Ação julgada procedente para
declarar a inconstitucionalidade dos incisos XI, XII, XIII, XVIII,
XIX, XX, XXIV e XXV do art. 16-A da lei 15.224/2005 do Estado
de Goiás, bem como do Anexo I da mesma lei, na parte em que
cria os cargos em comissão mencionados. (ADI 3602, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe 7.6.2011)
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS
6.600/1998 (ART. 1º, CAPUT E INCISOS I E II), 7.679/2004 E
7.696/2004 E LEI COMPLEMENTAR 57/2003 (ART. 5º), DO
ESTADO DA PARAÍBA. CRIAÇÃO DE CARGOS EM
COMISSÃO. I - Admissibilidade de aditamento do pedido na
ação direta de inconstitucionalidade para declarar
inconstitucional norma editada durante o curso da ação.
Circunstância em que se constata a alteração da norma
impugnada por outra apenas para alterar a denominação de
cargos na administração judicial estadual; alteração legislativa
que não torna prejudicado o pedido na ação direta. II - Ofende
o disposto no art. 37, II, da Constituição Federal norma que cria
cargos em comissão cujas atribuições não se harmonizam com o
princípio da livre nomeação e exoneração, que informa a
investidura em comissão. Necessidade de demonstração efetiva,
pelo legislador estadual, da adequação da norma aos fins
pretendidos, de modo a justificar a exceção à regra do concurso
público para a investidura em cargo público. Precedentes. Ação
julgada procedente. (ADI 3233, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe 14.9.2007)
Concurso público: plausibilidade da alegação de ofensa da
exigência constitucional por lei que define cargos de Oficial de
Justiça como de provimento em comissão e permite a
substituição do titular mediante livre designação de servidor ou
credenciamento de particulares: suspensão cautelar deferida. 1.
A exigência constitucional do concurso público não pode ser
contornada pela criação arbitraria de cargos em comissão para o
exercício de funções que não pressuponham o vinculo de
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 656.666 AGR / RS
confiança que explica o regime de livre nomeação e exoneração
que os caracteriza; precedentes. 2. Também não e de admitir-se
que, a título de preenchimento provisório de vaga ou
substituição do titular do cargo - que deve ser de provimento
efetivo, mediante concurso público -, se proceda, por tempo
indeterminado, a livre designação de servidores ou ao
credenciamento de estranhos ao serviço público. (ADI nº 1.141,
Tribunal Pleno, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 4.11.94)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 656.666 AGR / RS
confiança que explica o regime de livre nomeação e exoneração
que os caracteriza; precedentes. 2. Também não e de admitir-se
que, a título de preenchimento provisório de vaga ou
substituição do titular do cargo - que deve ser de provimento
efetivo, mediante concurso público -, se proceda, por tempo
indeterminado, a livre designação de servidores ou ao
credenciamento de estranhos ao serviço público. (ADI nº 1.141,
Tribunal Pleno, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 4.11.94)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1791615
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-05T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito administrativo. 3. Criação de cargos em comissão por leis municipais. Declaração de inconstitucionalidade pelo TJRS por violação à disposição da Constituição estadual em simetria com a Constituição Federal. 3. É necessário que a legislação demonstre, de forma efetiva, que as atribuições dos cargos a serem criados se harmonizam com o princípio da livre nomeação e exoneração. Caráter de direção, chefia e assessoramento. Precedentes do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205294
|
- Acórdãos citados: ADI 3602, ADI 3233, ADI 1141.
Número de páginas: 7.
Análise: 29/03/2011, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
656666
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 656666 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S)
:CÂMARA
MUNICIPAL
DE
VEREADORES
DE
SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
administrativo. 3. Criação de cargos em comissão por leis municipais.
Declaração de inconstitucionalidade pelo TJRS por violação à disposição
da Constituição estadual em simetria com a Constituição Federal. 3. É
necessário que a legislação demonstre, de forma efetiva, que as
atribuições dos cargos a serem criados se harmonizam com o princípio da
livre nomeação e exoneração. Caráter de direção, chefia e assessoramento.
Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar
a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 05/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 656.666 AGR / RS
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 656.666 AGR / RS
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S)
:CÂMARA
MUNICIPAL
DE
VEREADORES
DE
SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso (fls.
250-252) com fundamento na jurisprudência dominante desta Corte.
O agravante sustenta que não ficou demonstrado no julgamento do
acórdão recorrido de que forma as leis municipais em questão violariam
as constituições estadual e Federal.
Aduz, ainda, a impossibilidade de apreciação da constitucionalidade
de lei municipal em face da Constituição Federal. Por fim, afirma que a
criação dos cargos ter-se-ia ocorrido em sintonia com as disposições
constitucionais.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S)
:CÂMARA
MUNICIPAL
DE
VEREADORES
DE
SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S)
:JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso (fls.
250-252) com fundamento na jurisprudência dominante desta Corte.
O agravante sustenta que não ficou demonstrado no julgamento do
acórdão recorrido de que forma as leis municipais em questão violariam
as constituições estadual e Federal.
Aduz, ainda, a impossibilidade de apreciação da constitucionalidade
de lei municipal em face da Constituição Federal. Por fim, afirma que a
criação dos cargos ter-se-ia ocorrido em sintonia com as disposições
constitucionais.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
O acórdão recorrido assentou que as leis municipais, alvo do
controle de constitucionalidade pelo TJRS, criavam cargos em comissão
sem especificar as respectivas atribuições, bem como não tratavam de
funções típicas de direção, chefia e assessoramento.
Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou
entendimento no sentido de ser inconstitucional a criação de cargos em
comissão que não possuam caráter de assessoramento, chefia ou direção e
que não demandem relação de confiança entre o servidor nomeado e o
seu superior hierárquico.
Para justificar a criação de cargos em comissão como exceção à regra
ao concurso público, é necessário que a legislação demonstre, de forma
efetiva, que as atribuições dos cargos a serem criados se harmonizam com
o princípio da livre nomeação e exoneração o que, conforme assentado
pelo TJRS, não se verificou no caso em comento.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes:
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART.
37, II E V. CRIAÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO. LEI
15.224/2005
DO
ESTADO
DE
GOIÁS.
INCONSTITUCIONALIDADE. É inconstitucional a criação de
cargos em comissão que não possuem caráter de
assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação
de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior
hierárquico, tais como os cargos de Perito Médico-Psiquiátrico,
Perito Médico-Clínico, Auditor de Controle Interno, Produtor
Jornalístico, Repórter Fotográfico, Perito Psicológico,
Enfermeiro e Motorista de Representação. Ofensa ao artigo 37,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1748336.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
O acórdão recorrido assentou que as leis municipais, alvo do
controle de constitucionalidade pelo TJRS, criavam cargos em comissão
sem especificar as respectivas atribuições, bem como não tratavam de
funções típicas de direção, chefia e assessoramento.
Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou
entendimento no sentido de ser inconstitucional a criação de cargos em
comissão que não possuam caráter de assessoramento, chefia ou direção e
que não demandem relação de confiança entre o servidor nomeado e o
seu superior hierárquico.
Para justificar a criação de cargos em comissão como exceção à regra
ao concurso público, é necessário que a legislação demonstre, de forma
efetiva, que as atribuições dos cargos a serem criados se harmonizam com
o princípio da livre nomeação e exoneração o que, conforme assentado
pelo TJRS, não se verificou no caso em comento.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes:
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART.
37, II E V. CRIAÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO. LEI
15.224/2005
DO
ESTADO
DE
GOIÁS.
INCONSTITUCIONALIDADE. É inconstitucional a criação de
cargos em comissão que não possuem caráter de
assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação
de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior
hierárquico, tais como os cargos de Perito Médico-Psiquiátrico,
Perito Médico-Clínico, Auditor de Controle Interno, Produtor
Jornalístico, Repórter Fotográfico, Perito Psicológico,
Enfermeiro e Motorista de Representação. Ofensa ao artigo 37,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 656.666 AGR / RS
II e V da Constituição Federal. Ação julgada procedente para
declarar a inconstitucionalidade dos incisos XI, XII, XIII, XVIII,
XIX, XX, XXIV e XXV do art. 16-A da lei 15.224/2005 do Estado
de Goiás, bem como do Anexo I da mesma lei, na parte em que
cria os cargos em comissão mencionados. (ADI 3602, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe 7.6.2011)
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS
6.600/1998 (ART. 1..., CAPUT E INCISOS I E II), 7.679/2004 E
7.696/2004 E LEI COMPLEMENTAR 57/2003 (ART. 5...), DO
ESTADO DA PARAÍBA. CRIAÇÃO DE CARGOS EM
COMISSÃO. I - Admissibilidade de aditamento do pedido na
ação direta de inconstitucionalidade para declarar
inconstitucional norma editada durante o curso da ação.
Circunstância em que se constata a alteração da norma
impugnada por outra apenas para alterar a denominação de
cargos na administração judicial estadual; alteração legislativa
que não torna prejudicado o pedido na ação direta. II - Ofende
o disposto no art. 37, II, da Constituição Federal norma que cria
cargos em comissão cujas atribuições não se harmonizam com o
princípio da livre nomeação e exoneração, que informa a
investidura em comissão. Necessidade de demonstração efetiva,
pelo legislador estadual, da adequação da norma aos fins
pretendidos, de modo a justificar a exceção à regra do concurso
público para a investidura em cargo público. Precedentes. Ação
julgada procedente. (ADI 3233, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe 14.9.2007)
Concurso público: plausibilidade da alegação de ofensa da
exigência constitucional por lei que define cargos de Oficial de
Justiça como de provimento em comissão e permite a
substituição do titular mediante livre designação de servidor ou
credenciamento de particulares: suspensão cautelar deferida. 1.
A exigência constitucional do concurso público não pode ser
contornada pela criação arbitraria de cargos em comissão para o
exercício de funções que não pressuponham o vinculo de
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 656.666 AGR / RS
II e V da Constituição Federal. Ação julgada procedente para
declarar a inconstitucionalidade dos incisos XI, XII, XIII, XVIII,
XIX, XX, XXIV e XXV do art. 16-A da lei 15.224/2005 do Estado
de Goiás, bem como do Anexo I da mesma lei, na parte em que
cria os cargos em comissão mencionados. (ADI 3602, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe 7.6.2011)
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS
6.600/1998 (ART. 1..., CAPUT E INCISOS I E II), 7.679/2004 E
7.696/2004 E LEI COMPLEMENTAR 57/2003 (ART. 5...), DO
ESTADO DA PARAÍBA. CRIAÇÃO DE CARGOS EM
COMISSÃO. I - Admissibilidade de aditamento do pedido na
ação direta de inconstitucionalidade para declarar
inconstitucional norma editada durante o curso da ação.
Circunstância em que se constata a alteração da norma
impugnada por outra apenas para alterar a denominação de
cargos na administração judicial estadual; alteração legislativa
que não torna prejudicado o pedido na ação direta. II - Ofende
o disposto no art. 37, II, da Constituição Federal norma que cria
cargos em comissão cujas atribuições não se harmonizam com o
princípio da livre nomeação e exoneração, que informa a
investidura em comissão. Necessidade de demonstração efetiva,
pelo legislador estadual, da adequação da norma aos fins
pretendidos, de modo a justificar a exceção à regra do concurso
público para a investidura em cargo público. Precedentes. Ação
julgada procedente. (ADI 3233, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Tribunal Pleno, DJe 14.9.2007)
Concurso público: plausibilidade da alegação de ofensa da
exigência constitucional por lei que define cargos de Oficial de
Justiça como de provimento em comissão e permite a
substituição do titular mediante livre designação de servidor ou
credenciamento de particulares: suspensão cautelar deferida. 1.
A exigência constitucional do concurso público não pode ser
contornada pela criação arbitraria de cargos em comissão para o
exercício de funções que não pressuponham o vinculo de
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 656.666 AGR / RS
confiança que explica o regime de livre nomeação e exoneração
que os caracteriza; precedentes. 2. Também não e de admitir-se
que, a título de preenchimento provisório de vaga ou
substituição do titular do cargo - que deve ser de provimento
efetivo, mediante concurso público -, se proceda, por tempo
indeterminado, a livre designação de servidores ou ao
credenciamento de estranhos ao serviço público. (ADI n 1.141,
Tribunal Pleno, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 4.11.94)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 656.666 AGR / RS
confiança que explica o regime de livre nomeação e exoneração
que os caracteriza; precedentes. 2. Também não e de admitir-se
que, a título de preenchimento provisório de vaga ou
substituição do titular do cargo - que deve ser de provimento
efetivo, mediante concurso público -, se proceda, por tempo
indeterminado, a livre designação de servidores ou ao
credenciamento de estranhos ao serviço público. (ADI n 1.141,
Tribunal Pleno, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 4.11.94)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656.666
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE SALDANHA MARINHO
ADV.(A/S) : JAIME KARTABIL
INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 656 . 666",
"ARE 656 . 666",
"ARE 656 . 666",
"ARE 656 . 666 AGR / RS",
"ADI 3602",
"ADI 3233",
"ADI 3602",
"ADI 3233",
"ARE 656 . 666 AGR / RS",
"ADI n 1 . 141",
"ARE 656 . 666 AGR",
"ADI n 1 . 141",
"AGRAVO 656 . 666"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 15 . 224 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 15 . 224 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"II",
"e",
"V da",
"Constituição Federal",
"incisos XI , XII , XIII , XVIII , XIX , XX , XXIV e XXV do art . 16 - A da lei 15 . 224 / 2005",
"LEIS 6 . 600 / 1998",
"7",
".",
"679",
"/",
"2004",
"7",
".",
"696",
"/",
"2004",
"LEI COMPLEMENTAR 57 / 2003",
"art . 37 , II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARE",
"incisos XI , XII , XIII , XVIII , XIX , XX , XXIV e XXV do art . 16 - A da lei 15 . 224 / 2005",
"LEIS 6 . 600 / 1998",
"7",
".",
"679",
"/",
"2004",
"7",
".",
"696",
"/",
"2004",
"LEI COMPLEMENTAR 57 / 2003 ( ART . 5 . . . )",
"art . 37 , II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE SALDANHA",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"SALDANHA MARINHO",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DE GOIÁS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DE GOIÁS",
"Estado de Goiás",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"Estado de Goiás",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"SALDANHA MARINHO",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE SALDANHA MARINHO",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE SALDANHA MARINHO",
"TJRS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO",
"CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO",
"CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"TJRS",
"TJRS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TJRS",
"TJRS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"CÂMARA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE SALDANHA MARINHO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"MARINHO",
"GLADIMIR CHIELE",
"JAIME KARTABIL",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GLADIMIR CHIELE",
"JAIME KARTABIL",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GLADIMIR CHIELE",
"JAIME KARTABIL",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"GILMAR MENDES",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"GILMAR MENDES",
"GLADIMIR CHIELE",
"JAIME KARTABIL",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"GLADIMIR CHIELE",
"JAIME KARTABIL",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"6",
".",
"2011",
"14",
".",
"9",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"6",
".",
"2011",
"14",
".",
"9",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"11",
".",
"94",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"11",
".",
"94",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S)
:DESIRÈE
LOBO
MUNIZ
SANTOS GOMES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S)
:RODRIGO HEIDI CAMILOTI
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO -
CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1864618.
Supremo Tribunal Federal
DJe 03/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 844.916 AGR / PR
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1864618.
Supremo Tribunal Federal
AI 844.916 AGR / PR
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S)
:DESIRÈE
LOBO
MUNIZ
SANTOS GOMES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S)
:RODRIGO HEIDI CAMILOTI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 485 e 486,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S)
:DESIRÈE
LOBO
MUNIZ
SANTOS GOMES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S)
:RODRIGO HEIDI CAMILOTI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 485 e 486,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
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Relatório
AI 844.916 AGR / PR
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 498 a 504, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta não ser necessário o reexame de provas.
Defende estar a matéria devidamente prequestionada, em virtude da
interposição de embargos declaratórios.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 508).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 844.916 AGR / PR
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 498 a 504, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta não ser necessário o reexame de provas.
Defende estar a matéria devidamente prequestionada, em virtude da
interposição de embargos declaratórios.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 508).
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídas (folha 12), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal deu
provimento ao recurso, majorando o valor da indenização fixada em
sentença, ao considerar inexpressiva a quantia nela atribuída.
Anoto que, em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática
delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as
premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
A par deste aspecto, o Órgão de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídas (folha 12), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal deu
provimento ao recurso, majorando o valor da indenização fixada em
sentença, ao considerar inexpressiva a quantia nela atribuída.
Anoto que, em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática
delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as
premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
A par deste aspecto, o Órgão de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 844.916 AGR / PR
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
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Supremo Tribunal Federal
AI 844.916 AGR / PR
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S) : DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S) : RODRIGO HEIDI CAMILOTI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S) : DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S) : RODRIGO HEIDI CAMILOTI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1878632
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-04-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO - CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur206960
|
- Acórdão citado: AI 541696 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 20/04/2012, AMS.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
844916
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 844916 AgR
|
[
""
] |
ADV.(A/S) : DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S) : RODRIGO HEIDI CAMILOTI
AGDO.(A/S) : ARMELINDO LOPES
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S)
:DESIRÈE
LOBO
MUNIZ
SANTOS GOMES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S)
:RODRIGO HEIDI CAMILOTI
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO -
CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 844.916 AGR / PR
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 844.916 AGR / PR
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S)
:DESIRÈE
LOBO
MUNIZ
SANTOS GOMES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S)
:RODRIGO HEIDI CAMILOTI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 485 e 486,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S)
:DESIRÈE
LOBO
MUNIZ
SANTOS GOMES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S)
:RODRIGO HEIDI CAMILOTI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 485 e 486,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
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Relatório
AI 844.916 AGR / PR
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 498 a 504, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta não ser necessário o reexame de provas.
Defende estar a matéria devidamente prequestionada, em virtude da
interposição de embargos declaratórios.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 508).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 844.916 AGR / PR
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 498 a 504, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta não ser necessário o reexame de provas.
Defende estar a matéria devidamente prequestionada, em virtude da
interposição de embargos declaratórios.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 508).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídas (folha 12), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal deu
provimento ao recurso, majorando o valor da indenização fixada em
sentença, ao considerar inexpressiva a quantia nela atribuída.
Anoto que, em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática
delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as
premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
A par deste aspecto, o Órgão de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídas (folha 12), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal deu
provimento ao recurso, majorando o valor da indenização fixada em
sentença, ao considerar inexpressiva a quantia nela atribuída.
Anoto que, em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática
delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as
premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
A par deste aspecto, o Órgão de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 844.916 AGR / PR
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 844.916 AGR / PR
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S) : DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S) : RODRIGO HEIDI CAMILOTI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.916
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO
ADV.(A/S) : DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ARMELINDO LOPES
ADV.(A/S) : RODRIGO HEIDI CAMILOTI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 916",
"AI 844 . 916 AGR",
"AI 844 . 916",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 916",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"AI 844 . 916 AGR / PR",
"Verbetes n 282",
"AI 844 . 916 AGR / PR",
"Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 916",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"Verbete n 282",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 916",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"AI 844 . 916 AGR",
"AI 844 . 916 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 916",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 916"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO",
"DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES",
"ARMELINDO LOPES",
"RODRIGO HEIDI CAMILOTI",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANDRÉ LUIZ VARGAS",
"DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES",
"ARMELINDO LOPES",
"RODRIGO HEIDI CAMILOTI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO",
"DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES",
"ARMELINDO LOPES",
"RODRIGO HEIDI CAMILOTI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO",
"DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES",
"ARMELINDO LOPES",
"RODRIGO HEIDI CAMILOTI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ANDRÉ LUIZ VARGAS ILÁRIO",
"DESIRÈE LOBO MUNIZ SANTOS GOMES",
"ARMELINDO LOPES",
"RODRIGO HEIDI CAMILOTI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
PROFESSORES
DO
ENSINO
OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S)
:CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
VOTUPORANGA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS
282 E 356 DO STF. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE CONVÊNIO
CELEBRADO ENTRE ESTADO E MUNICÍPIO. REEXAME DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA
REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 211
DA CF. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I – É inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido.
Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a
finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula
356 do STF.
II – A verificação da alegada ofensa ao texto constitucional envolve o
reexame da interpretação dada pelo juízo a quo à legislação
infraconstitucional aplicável ao caso. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do STF.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes.
III - É deficiente a fundamentação do recurso que não particulariza
de que forma ocorreu a alegada ofensa à Constituição. Incidência da
Súmula 284 do STF.
IV - Agravo regimental improvido.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 12/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 766.163 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 766.163 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792374.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
PROFESSORES
DO
ENSINO
OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S)
:CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
VOTUPORANGA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita, no que importa:
‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA – EDUCAÇÃO -
INCONSTITUCIONALIDADE - PRETENSÃO BÁSICA –
PRESERVAÇÃO DE FUNÇÕES – DESCABIMENTO
A questão da inconstitucionalidade de convênio celebrado
entre entes públicos, a respeito de ensino, sob o risco de infringir
regras que incumbem ao Município a prestação exclusiva do
ensino, deve ser sopesada também com previsões que implicam a
reciprocidade e a finalidade de cada ente. Descabe o
reconhecimento de inconstitucionalidade a partir da análise de
um aspecto em desconsideração aos demais.
Recurso negado’ (fl. 977).
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 5º, II, 18, 37, 165, 211 e 241 da mesma Carta.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
PROFESSORES
DO
ENSINO
OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S)
:CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
VOTUPORANGA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita, no que importa:
‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA – EDUCAÇÃO -
INCONSTITUCIONALIDADE - PRETENSÃO BÁSICA –
PRESERVAÇÃO DE FUNÇÕES – DESCABIMENTO
A questão da inconstitucionalidade de convênio celebrado
entre entes públicos, a respeito de ensino, sob o risco de infringir
regras que incumbem ao Município a prestação exclusiva do
ensino, deve ser sopesada também com previsões que implicam a
reciprocidade e a finalidade de cada ente. Descabe o
reconhecimento de inconstitucionalidade a partir da análise de
um aspecto em desconsideração aos demais.
Recurso negado’ (fl. 977).
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 5º, II, 18, 37, 165, 211 e 241 da mesma Carta.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 766.163 AGR / SP
O agravo não merece acolhida. Ressalte-se, inicialmente, que os
arts. 5º, II, 18, 37, 165 da Constituição, não foram objeto de debate e
análise prévios pelo Tribunal de origem. Assim, como tem consignado
este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso
extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido
apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios
não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso, a teor da Súmula 356 do STF. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. LEI DE USURA. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem
consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível
o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada
não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os
embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de
suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356
do STF. II – Agravo regimental improvido’ (AI 808.698-
AgR/MS, de minha relatoria, Primeira Turma).
Outrossim, no que se refere à suposta violação ao art. 211 da
CF/88, observa-se que o recorrente não demonstrou de que forma o
acórdão recorrido teria violado o indigitado dispositivo. Assim, a
deficiência na fundamentação do recurso não permite a exata
compreensão da controvérsia. Inviável, portanto, o presente recurso, a
teor da súmula 284 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes
decisões, entre outras: AI 313.051/DF, Rel. Min. Maurício Corrêa; AI
532.651/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 519.396/SP, Rel. Min.
Gilmar Mendes.
É certo, ainda, que o acórdão recorrido decidiu a questão posta
nos autos com fundamento na interpretação da legislação
infraconstitucional, federal e local, aplicável à espécie (Lei 9.424/1996
e Lei Municipal 2.972/1997). Dessa forma, o exame da alegada ofensa
ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada
àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do
STF. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Com esse
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 766.163 AGR / SP
O agravo não merece acolhida. Ressalte-se, inicialmente, que os
arts. 5º, II, 18, 37, 165 da Constituição, não foram objeto de debate e
análise prévios pelo Tribunal de origem. Assim, como tem consignado
este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso
extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido
apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios
não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso, a teor da Súmula 356 do STF. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. LEI DE USURA. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem
consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível
o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada
não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os
embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de
suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356
do STF. II – Agravo regimental improvido’ (AI 808.698-
AgR/MS, de minha relatoria, Primeira Turma).
Outrossim, no que se refere à suposta violação ao art. 211 da
CF/88, observa-se que o recorrente não demonstrou de que forma o
acórdão recorrido teria violado o indigitado dispositivo. Assim, a
deficiência na fundamentação do recurso não permite a exata
compreensão da controvérsia. Inviável, portanto, o presente recurso, a
teor da súmula 284 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes
decisões, entre outras: AI 313.051/DF, Rel. Min. Maurício Corrêa; AI
532.651/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 519.396/SP, Rel. Min.
Gilmar Mendes.
É certo, ainda, que o acórdão recorrido decidiu a questão posta
nos autos com fundamento na interpretação da legislação
infraconstitucional, federal e local, aplicável à espécie (Lei 9.424/1996
e Lei Municipal 2.972/1997). Dessa forma, o exame da alegada ofensa
ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada
àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do
STF. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Com esse
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
AI 766.163 AGR / SP
raciocínio, destaco as seguintes decisões: AI 835.481/SP, de minha
relatoria; e ARE 652.024/SP, Rel. Min. Ayres Britto.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”
(fls. 1.091-1.093).
O agravante sustenta, em suma, que
“Portanto, imprescindível o provimento do presente Agravo
Regimental para que se permita o processamento, julgamento e
provimento do Agravo de Instrumento e do Recurso Extraordinário
manejados, à luz da apontada violação ao artigo 241 da constituição
Federal.
Não fosse suficiente, igualmente necessária a reforma da decisão
ora agravada ao assentar que não houve precisa fundamentação
acerca da violação ao artigo 211, da CF, a permitir-se a exata
compreensão da controvérsia.
Ora, desde o julgamento do Recurso de Apelação e reafirmado
no Recurso Extraordinário, registrou-se que o objetivo da
municipalização do ensino é possibilitar ao município saques do
FUNDEF que empatem com a retenção compulsória ou que a
ultrapasse..
E, com base justamente no artigo 211, da CF e na
inconstitucionalidade da EC 41/96, registrou-se que a educação
infantil é responsabilidade municipal, sendo tal responsabilidade
concorrente com a dos Estados quando se tratar de educação
fundamental”. (fls. 1.097-1.098).
É o relatório.
3
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AI 766.163 AGR / SP
raciocínio, destaco as seguintes decisões: AI 835.481/SP, de minha
relatoria; e ARE 652.024/SP, Rel. Min. Ayres Britto.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”
(fls. 1.091-1.093).
O agravante sustenta, em suma, que
“Portanto, imprescindível o provimento do presente Agravo
Regimental para que se permita o processamento, julgamento e
provimento do Agravo de Instrumento e do Recurso Extraordinário
manejados, à luz da apontada violação ao artigo 241 da constituição
Federal.
Não fosse suficiente, igualmente necessária a reforma da decisão
ora agravada ao assentar que não houve precisa fundamentação
acerca da violação ao artigo 211, da CF, a permitir-se a exata
compreensão da controvérsia.
Ora, desde o julgamento do Recurso de Apelação e reafirmado
no Recurso Extraordinário, registrou-se que o objetivo da
municipalização do ensino é possibilitar ao município saques do
FUNDEF que empatem com a retenção compulsória ou que a
ultrapasse..
E, com base justamente no artigo 211, da CF e na
inconstitucionalidade da EC 41/96, registrou-se que a educação
infantil é responsabilidade municipal, sendo tal responsabilidade
concorrente com a dos Estados quando se tratar de educação
fundamental”. (fls. 1.097-1.098).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios
fundamentos.
Ressalte-se, inicialmente, que, ao contrário do que alegado pelo
recorrente, os artigos tidos como não prequestionados na decisão
agravada foram os arts. 5º, II, 18, 37 e 165 da Constituição, os quais não
foram suscitados nas razões dos embargos de declaração.
Cumpre destacar, por oportuno, que os embargos de declaração
servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite
na apreciação da questão constitucional suscitada. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL
SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. INTERPOSIÇÃO DO
APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA 'C' DO INCISO III
DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-
CONFIGURAÇÃO. SÚMULA 284 DO STF. 1. O acórdão recorrido
não tratou dos dispositivos constitucionais tidos por violados, nem
foram opostos embargos de declaração para suprir eventual omissão.
Caso em que o recurso não tem condições de apreciação. 2. O Tribunal
de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados
ante a Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário
no tocante à alínea 'c' do inciso III do art. 102 da Carta Magna.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios
fundamentos.
Ressalte-se, inicialmente, que, ao contrário do que alegado pelo
recorrente, os artigos tidos como não prequestionados na decisão
agravada foram os arts. 5º, II, 18, 37 e 165 da Constituição, os quais não
foram suscitados nas razões dos embargos de declaração.
Cumpre destacar, por oportuno, que os embargos de declaração
servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite
na apreciação da questão constitucional suscitada. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL
SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. INTERPOSIÇÃO DO
APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA 'C' DO INCISO III
DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-
CONFIGURAÇÃO. SÚMULA 284 DO STF. 1. O acórdão recorrido
não tratou dos dispositivos constitucionais tidos por violados, nem
foram opostos embargos de declaração para suprir eventual omissão.
Caso em que o recurso não tem condições de apreciação. 2. O Tribunal
de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados
ante a Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário
no tocante à alínea 'c' do inciso III do art. 102 da Carta Magna.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 766.163 AGR / SP
Agravo desprovido” (AI 228.270-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma).
“PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS STF 282 E 356.
1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões
constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a
oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento.
Súmulas STF 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o
'prequestionamento implícito' da questão constitucional. AI 413.963-
AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1º.04.2005. 3. Não há negativa
de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não
atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a
preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo
regimental improvido” (RE 353.514-AgR/MG, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma).
Ademais, o Tribunal de origem dirimiu a matéria acerca da
pretendida nulidade do convênio celebrado entre o Estado e o Município
com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente
(Lei 9.424/1996 e Lei Municipal 2.972/1997), conforme se observa do
seguinte trecho da decisão a quo:
“Na sequência, é válido o comentário para as Leis municipal e
federal (2.972/97 e 9.424/96, respectivamente), inocorrendo situação
ensejadora de nulidade de convênio firmado entre os entes públicos”
(fl. 979).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria revisão da
interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária.
Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente
reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido:
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 766.163 AGR / SP
Agravo desprovido” (AI 228.270-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma).
“PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS STF 282 E 356.
1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões
constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a
oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento.
Súmulas STF 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o
'prequestionamento implícito' da questão constitucional. AI 413.963-
AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1º.04.2005. 3. Não há negativa
de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não
atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a
preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo
regimental improvido” (RE 353.514-AgR/MG, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma).
Ademais, o Tribunal de origem dirimiu a matéria acerca da
pretendida nulidade do convênio celebrado entre o Estado e o Município
com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente
(Lei 9.424/1996 e Lei Municipal 2.972/1997), conforme se observa do
seguinte trecho da decisão a quo:
“Na sequência, é válido o comentário para as Leis municipal e
federal (2.972/97 e 9.424/96, respectivamente), inocorrendo situação
ensejadora de nulidade de convênio firmado entre os entes públicos”
(fl. 979).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria revisão da
interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária.
Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente
reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 766.163 AGR / SP
AI 835.481/SP, de minha relatoria; e ARE 652.024/SP, Rel. Min. Ayres
Britto.
Por fim, como já asseverado na decisão agravada, o recorrente, ao
interpor o recurso extraordinário, limitou-se a afirmar que o acórdão de
origem teria ofendido o art. 211 da Constituição. Contudo não se
desincumbiu do ônus de demonstrar como teria ocorrido, na espécie, a
violação ao texto constitucional. Ante a deficiência na sua
fundamentação, inviável o recurso, nos termos da Súmula 284 desta
Corte.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 766.163 AGR / SP
AI 835.481/SP, de minha relatoria; e ARE 652.024/SP, Rel. Min. Ayres
Britto.
Por fim, como já asseverado na decisão agravada, o recorrente, ao
interpor o recurso extraordinário, limitou-se a afirmar que o acórdão de
origem teria ofendido o art. 211 da Constituição. Contudo não se
desincumbiu do ônus de demonstrar como teria ocorrido, na espécie, a
violação ao texto constitucional. Ante a deficiência na sua
fundamentação, inviável o recurso, nos termos da Súmula 284 desta
Corte.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO
DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S) : CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO
DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S) : CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1810598
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-12T00:00:00
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recurso improvido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
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Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE CONVÊNIO CELEBRADO ENTRE ESTADO E MUNICÍPIO. REEXAME DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 211 DA CF. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I – É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF.
II – A verificação da alegada ofensa ao texto constitucional envolve o reexame da interpretação dada pelo juízo a quo à legislação infraconstitucional aplicável ao caso. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do STF. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes.
III - É deficiente a fundamentação do recurso que não particulariza de que forma ocorreu a alegada ofensa à Constituição. Incidência da Súmula 284 do STF.
IV - Agravo regimental improvido.
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sjur205726
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- Acórdãos citados: AI 228270 AgR, RE 353514 AgR.
- Decisão monocrática citada: ARE 652024 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 16/03/2012, BMB.
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RICARDO LEWANDOWSKI
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Segunda Turma
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766163
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[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00211 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-009424 ANO-1996\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-MUN LEI-002972 ANO-1997\r\n LEI ORDINÁRIA, DO MUNICÍPIO DE VOTUPOPRANGA, SP\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000284 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
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acordaos
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AI 766163 AgR
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""
] |
AGTE.(S) : SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S) : CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
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""
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Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
PROFESSORES
DO
ENSINO
OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S)
:CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
VOTUPORANGA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS
282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE CONVÊNIO
CELEBRADO ENTRE ESTADO E MUNICÍPIO. REEXAME DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA
REFLEXA. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 211
DA Constituição Federal de 1988. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO.
I – É inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido.
Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a
finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula
356 do Supremo Tribunal Federal.
II – A verificação da alegada ofensa ao texto constitucional envolve o
reexame da interpretação dada pelo juízo a quo à legislação
infraconstitucional aplicável ao caso. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes.
III - É deficiente a fundamentação do recurso que não particulariza
de que forma ocorreu a alegada ofensa à Constituição. Incidência da
Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal.
IV - Agravo regimental improvido.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 12/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 766.163 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 766.163 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
PROFESSORES
DO
ENSINO
OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S)
:CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
VOTUPORANGA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita, no que importa:
‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA – EDUCAÇÃO -
INCONSTITUCIONALIDADE - PRETENSÃO BÁSICA –
PRESERVAÇÃO DE FUNÇÕES – DESCABIMENTO
A questão da inconstitucionalidade de convênio celebrado
entre entes públicos, a respeito de ensino, sob o risco de infringir
regras que incumbem ao Município a prestação exclusiva do
ensino, deve ser sopesada também com previsões que implicam a
reciprocidade e a finalidade de cada ente. Descabe o
reconhecimento de inconstitucionalidade a partir da análise de
um aspecto em desconsideração aos demais.
Recurso negado’ (fl. 977).
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 5..., II, 18, 37, 165, 211 e 241 da mesma Carta.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
PROFESSORES
DO
ENSINO
OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S)
:CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
VOTUPORANGA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita, no que importa:
‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA – EDUCAÇÃO -
INCONSTITUCIONALIDADE - PRETENSÃO BÁSICA –
PRESERVAÇÃO DE FUNÇÕES – DESCABIMENTO
A questão da inconstitucionalidade de convênio celebrado
entre entes públicos, a respeito de ensino, sob o risco de infringir
regras que incumbem ao Município a prestação exclusiva do
ensino, deve ser sopesada também com previsões que implicam a
reciprocidade e a finalidade de cada ente. Descabe o
reconhecimento de inconstitucionalidade a partir da análise de
um aspecto em desconsideração aos demais.
Recurso negado’ (fl. 977).
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 5..., II, 18, 37, 165, 211 e 241 da mesma Carta.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 766.163 AGR / SP
O agravo não merece acolhida. Ressalte-se, inicialmente, que os
arts. 5..., II, 18, 37, 165 da Constituição, não foram objeto de debate e
análise prévios pelo Tribunal de origem. Assim, como tem consignado
este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso
extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido
apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios
não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. LEI DE USURA. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem
consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível
o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada
não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os
embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de
suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356
do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental improvido’ (AI 808.698-
AgR/MS, de minha relatoria, Primeira Turma).
Outrossim, no que se refere à suposta violação ao art. 211 da
Constituição Federal de 1988/88, observa-se que o recorrente não demonstrou de que forma o
acórdão recorrido teria violado o indigitado dispositivo. Assim, a
deficiência na fundamentação do recurso não permite a exata
compreensão da controvérsia. Inviável, portanto, o presente recurso, a
teor da súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes
decisões, entre outras: AI 313.051/DF, Rel. Min. Maurício Corrêa; AI
532.651/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 519.396/SP, Rel. Min.
Gilmar Mendes.
É certo, ainda, que o acórdão recorrido decidiu a questão posta
nos autos com fundamento na interpretação da legislação
infraconstitucional, federal e local, aplicável à espécie (Lei 9.424/1996
e Lei Municipal 2.972/1997). Dessa forma, o exame da alegada ofensa
ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada
àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do
Supremo Tribunal Federal. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Com esse
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 766.163 AGR / SP
O agravo não merece acolhida. Ressalte-se, inicialmente, que os
arts. 5..., II, 18, 37, 165 da Constituição, não foram objeto de debate e
análise prévios pelo Tribunal de origem. Assim, como tem consignado
este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso
extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido
apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios
não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. LEI DE USURA. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem
consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível
o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada
não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os
embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de
suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356
do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental improvido’ (AI 808.698-
AgR/MS, de minha relatoria, Primeira Turma).
Outrossim, no que se refere à suposta violação ao art. 211 da
Constituição Federal de 1988/88, observa-se que o recorrente não demonstrou de que forma o
acórdão recorrido teria violado o indigitado dispositivo. Assim, a
deficiência na fundamentação do recurso não permite a exata
compreensão da controvérsia. Inviável, portanto, o presente recurso, a
teor da súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes
decisões, entre outras: AI 313.051/DF, Rel. Min. Maurício Corrêa; AI
532.651/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 519.396/SP, Rel. Min.
Gilmar Mendes.
É certo, ainda, que o acórdão recorrido decidiu a questão posta
nos autos com fundamento na interpretação da legislação
infraconstitucional, federal e local, aplicável à espécie (Lei 9.424/1996
e Lei Municipal 2.972/1997). Dessa forma, o exame da alegada ofensa
ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada
àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do
Supremo Tribunal Federal. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Com esse
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
AI 766.163 AGR / SP
raciocínio, destaco as seguintes decisões: AI 835.481/SP, de minha
relatoria; e ARE 652.024/SP, Rel. Min. Ayres Britto.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”
(fls. 1.091-1.093).
O agravante sustenta, em suma, que
“Portanto, imprescindível o provimento do presente Agravo
Regimental para que se permita o processamento, julgamento e
provimento do Agravo de Instrumento e do Recurso Extraordinário
manejados, à luz da apontada violação ao artigo 241 da constituição
Federal.
Não fosse suficiente, igualmente necessária a reforma da decisão
ora agravada ao assentar que não houve precisa fundamentação
acerca da violação ao artigo 211, da Constituição Federal de 1988, a permitir-se a exata
compreensão da controvérsia.
Ora, desde o julgamento do Recurso de Apelação e reafirmado
no Recurso Extraordinário, registrou-se que o objetivo da
municipalização do ensino é possibilitar ao município saques do
FUNDEF que empatem com a retenção compulsória ou que a
ultrapasse..
E, com base justamente no artigo 211, da Constituição Federal de 1988 e na
inconstitucionalidade da EC 41/96, registrou-se que a educação
infantil é responsabilidade municipal, sendo tal responsabilidade
concorrente com a dos Estados quando se tratar de educação
fundamental”. (fls. 1.097-1.098).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 766.163 AGR / SP
raciocínio, destaco as seguintes decisões: AI 835.481/SP, de minha
relatoria; e ARE 652.024/SP, Rel. Min. Ayres Britto.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”
(fls. 1.091-1.093).
O agravante sustenta, em suma, que
“Portanto, imprescindível o provimento do presente Agravo
Regimental para que se permita o processamento, julgamento e
provimento do Agravo de Instrumento e do Recurso Extraordinário
manejados, à luz da apontada violação ao artigo 241 da constituição
Federal.
Não fosse suficiente, igualmente necessária a reforma da decisão
ora agravada ao assentar que não houve precisa fundamentação
acerca da violação ao artigo 211, da Constituição Federal de 1988, a permitir-se a exata
compreensão da controvérsia.
Ora, desde o julgamento do Recurso de Apelação e reafirmado
no Recurso Extraordinário, registrou-se que o objetivo da
municipalização do ensino é possibilitar ao município saques do
FUNDEF que empatem com a retenção compulsória ou que a
ultrapasse..
E, com base justamente no artigo 211, da Constituição Federal de 1988 e na
inconstitucionalidade da EC 41/96, registrou-se que a educação
infantil é responsabilidade municipal, sendo tal responsabilidade
concorrente com a dos Estados quando se tratar de educação
fundamental”. (fls. 1.097-1.098).
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios
fundamentos.
Ressalte-se, inicialmente, que, ao contrário do que alegado pelo
recorrente, os artigos tidos como não prequestionados na decisão
agravada foram os arts. 5..., II, 18, 37 e 165 da Constituição, os quais não
foram suscitados nas razões dos embargos de declaração.
Cumpre destacar, por oportuno, que os embargos de declaração
servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite
na apreciação da questão constitucional suscitada. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL
SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. INTERPOSIÇÃO DO
APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA 'C' DO INCISO III
DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-
CONFIGURAÇÃO. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão recorrido
não tratou dos dispositivos constitucionais tidos por violados, nem
foram opostos embargos de declaração para suprir eventual omissão.
Caso em que o recurso não tem condições de apreciação. 2. O Tribunal
de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados
ante a Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário
no tocante à alínea 'c' do inciso III do art. 102 da Carta Magna.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios
fundamentos.
Ressalte-se, inicialmente, que, ao contrário do que alegado pelo
recorrente, os artigos tidos como não prequestionados na decisão
agravada foram os arts. 5..., II, 18, 37 e 165 da Constituição, os quais não
foram suscitados nas razões dos embargos de declaração.
Cumpre destacar, por oportuno, que os embargos de declaração
servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite
na apreciação da questão constitucional suscitada. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL
SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. INTERPOSIÇÃO DO
APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA 'C' DO INCISO III
DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-
CONFIGURAÇÃO. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão recorrido
não tratou dos dispositivos constitucionais tidos por violados, nem
foram opostos embargos de declaração para suprir eventual omissão.
Caso em que o recurso não tem condições de apreciação. 2. O Tribunal
de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados
ante a Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário
no tocante à alínea 'c' do inciso III do art. 102 da Carta Magna.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792376.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 766.163 AGR / SP
Agravo desprovido” (AI 228.270-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma).
“PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356.
1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões
constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a
oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento.
Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o
'prequestionamento implícito' da questão constitucional. AI 413.963-
AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1....04.2005. 3. Não há negativa
de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não
atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a
preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário 353.514-AgR/MG, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma).
Ademais, o Tribunal de origem dirimiu a matéria acerca da
pretendida nulidade do convênio celebrado entre o Estado e o Município
com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente
(Lei 9.424/1996 e Lei Municipal 2.972/1997), conforme se observa do
seguinte trecho da decisão a quo:
“Na sequência, é válido o comentário para as Leis municipal e
federal (2.972/97 e 9.424/96, respectivamente), inocorrendo situação
ensejadora de nulidade de convênio firmado entre os entes públicos”
(fl. 979).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria revisão da
interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária.
Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente
reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792376.
Supremo Tribunal Federal
AI 766.163 AGR / SP
Agravo desprovido” (AI 228.270-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma).
“PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356.
1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões
constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a
oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento.
Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o
'prequestionamento implícito' da questão constitucional. AI 413.963-
AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1....04.2005. 3. Não há negativa
de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não
atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a
preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário 353.514-AgR/MG, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma).
Ademais, o Tribunal de origem dirimiu a matéria acerca da
pretendida nulidade do convênio celebrado entre o Estado e o Município
com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente
(Lei 9.424/1996 e Lei Municipal 2.972/1997), conforme se observa do
seguinte trecho da decisão a quo:
“Na sequência, é válido o comentário para as Leis municipal e
federal (2.972/97 e 9.424/96, respectivamente), inocorrendo situação
ensejadora de nulidade de convênio firmado entre os entes públicos”
(fl. 979).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria revisão da
interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária.
Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente
reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 766.163 AGR / SP
AI 835.481/SP, de minha relatoria; e ARE 652.024/SP, Rel. Min. Ayres
Britto.
Por fim, como já asseverado na decisão agravada, o recorrente, ao
interpor o recurso extraordinário, limitou-se a afirmar que o acórdão de
origem teria ofendido o art. 211 da Constituição. Contudo não se
desincumbiu do ônus de demonstrar como teria ocorrido, na espécie, a
violação ao texto constitucional. Ante a deficiência na sua
fundamentação, inviável o recurso, nos termos da Súmula 284 desta
Corte.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 766.163 AGR / SP
AI 835.481/SP, de minha relatoria; e ARE 652.024/SP, Rel. Min. Ayres
Britto.
Por fim, como já asseverado na decisão agravada, o recorrente, ao
interpor o recurso extraordinário, limitou-se a afirmar que o acórdão de
origem teria ofendido o art. 211 da Constituição. Contudo não se
desincumbiu do ônus de demonstrar como teria ocorrido, na espécie, a
violação ao texto constitucional. Ante a deficiência na sua
fundamentação, inviável o recurso, nos termos da Súmula 284 desta
Corte.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO
DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S) : CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.163
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO
DE SÃO PAULO - APEOESP
ADV.(A/S) : CLAUDISMAR ZUPIROLI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 163",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 766 . 163 AGR / SP",
"AI 766 . 163 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 163 SÃO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 163",
"AI 766 . 163 AGR / SP",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 282",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 808 . 698 - AgR / MS",
"súmula 284 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 313 . 051 / DF",
"AI 532 . 651 / MG",
"AI 519 . 396 / SP",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 766 . 163 AGR / SP",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 282",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 808 . 698 - AgR / MS",
"súmula 284 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 313 . 051 / DF",
"AI 532 . 651 / MG",
"AI 519 . 396 / SP",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 766 . 163 AGR / SP",
"AI 835 . 481 / SP",
"ARE 652 . 024 / SP",
"AI 766 . 163 AGR / SP",
"AI 835 . 481 / SP",
"ARE 652 . 024 / SP",
"AGRAVO",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 163",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 766 . 163 AGR / SP",
"AI 228 . 270 - AgR / SP",
"AI 413 . 963 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário 353 . 514 - AgR / MG",
"AI 766 . 163 AGR / SP",
"AI 228 . 270 - AgR / SP",
"AI 413 . 963 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário 353 . 514 - AgR / MG",
"AI 766 . 163 AGR",
"AI 835 . 481 / SP",
"ARE 652 . 024 / SP",
"AI 766 . 163 AGR / SP",
"AI 835 . 481 / SP",
"ARE 652 . 024 / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 163",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 163"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 211 DA Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , II , 18 , 37 , 165 da Constituição",
"art . 211 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei 9 . 424 / 1996",
"Lei Municipal 2 . 972 / 1997",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , II , 18 , 37 , 165 da Constituição",
"art . 211 da Constituição Federal de 1988",
"Lei 9 . 424 / 1996",
"Lei Municipal 2 . 972 / 1997",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"artigo 241 da constituição Federal",
"artigo 211 , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 211 , da Constituição Federal de 1988",
"EC 41 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art",
"artigo 241 da constituição Federal",
"artigo 211 , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 211 , da Constituição Federal de 1988",
"EC 41 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , II , 18 , 37 e 165 da Constituição",
"ALÍNEA ' C ' DO INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"alínea ' c ' do inciso III do art . 102 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , II , 18 , 37 e 165 da Constituição",
"ALÍNEA ' C ' DO INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"alínea ' c ' do inciso III do art . 102 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9 . 424 / 1996",
"Lei Municipal 2 . 972 / 1997",
"2",
".",
"972",
"/",
"97",
"9",
".",
"424",
"/",
"96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9 . 424 / 1996",
"Lei Municipal 2 . 972 / 1997",
"2",
".",
"972",
"/",
"97",
"9",
".",
"424",
"/",
"96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 211 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 211 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA",
"MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA",
"Brasília",
"Brasília",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA",
"MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA",
"MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"APEOESP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO",
"APEOESP",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"APEOESP",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"FUNDEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"FUNDEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS PROFESSORES",
"APEOESP",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO",
"APEOESP",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLAUDISMAR ZUPIROLI",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLAUDISMAR ZUPIROLI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLAUDISMAR ZUPIROLI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Maurício Corrêa",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Maurício Corrêa",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLAUDISMAR ZUPIROLI",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLAUDISMAR ZUPIROLI",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
".",
"04",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"04",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820249.
Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 306 e 307, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No caso, as razões do extraordinário partem de
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820250.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 306 e 307, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No caso, as razões do extraordinário partem de
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Relatório
RE 635.379 AGR / RS
pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-
se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 309 a 314, defende a natureza
constitucional do tema. Sustenta a desnecessidade do reexame do
conjunto fático-probatório. Requer a aplicação à espécie, dos princípios
da presunção de inocência e da proporcionalidade.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folhas 320 e 321,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 635.379 AGR / RS
pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-
se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 309 a 314, defende a natureza
constitucional do tema. Sustenta a desnecessidade do reexame do
conjunto fático-probatório. Requer a aplicação à espécie, dos princípios
da presunção de inocência e da proporcionalidade.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folhas 320 e 321,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por defensor público federal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 4ª Região assentou, em síntese (folha 237):
PENAL. GUARDA E UTILIZAÇÃO DE MOEDA FALSA.
ARTIGO 289, §1º DO CÓDIGO PENAL. AUTORIA E DOLO
DEMONSTRADOS. AUSÊNCIA DE PROVAS DEFENSIVAS.
PERSONALIDADE. AÇÕES PENAIS EM CURSO.
DESCABIMENTO. SÚMULA 444 DO STJ. SUBSTITUIÇÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE
DIREITOS.
Comprovada a autoria e a materialidade delitiva, nas
modalidades de "guardar" e de introduzir em circulação moeda
falsa, bem como a ciência do falso pelo réu, que tentou adquirir
mercadoria de pequeno valor, oferecendo, nessas ocasiões, uma
nota de R$ 50,00 (cinquenta reais), falsa, em pagamento, para
obter, como troco, moeda verdadeira, perfectibilizando a
conduta prevista no art. 289 , § 1º, do Código Penal.
Afastada a alegação de ausência de dolo diante da prova
testemunhal de que os corréus fugiram após serem informados
de que era falsa a cédula apresentada em pagamento.
"É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações
penais em curso para agravar a pena-base." (Súmula 444 do
Superior Tribunal de Justiça).
O exame dos requisitos elencados no inciso III do artigo 44
do Código Penal deve ser feito com base no critério da
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por defensor público federal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 4ª Região assentou, em síntese (folha 237):
PENAL. GUARDA E UTILIZAÇÃO DE MOEDA FALSA.
ARTIGO 289, §1º DO CÓDIGO PENAL. AUTORIA E DOLO
DEMONSTRADOS. AUSÊNCIA DE PROVAS DEFENSIVAS.
PERSONALIDADE. AÇÕES PENAIS EM CURSO.
DESCABIMENTO. SÚMULA 444 DO STJ. SUBSTITUIÇÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE
DIREITOS.
Comprovada a autoria e a materialidade delitiva, nas
modalidades de "guardar" e de introduzir em circulação moeda
falsa, bem como a ciência do falso pelo réu, que tentou adquirir
mercadoria de pequeno valor, oferecendo, nessas ocasiões, uma
nota de R$ 50,00 (cinquenta reais), falsa, em pagamento, para
obter, como troco, moeda verdadeira, perfectibilizando a
conduta prevista no art. 289 , § 1º, do Código Penal.
Afastada a alegação de ausência de dolo diante da prova
testemunhal de que os corréus fugiram após serem informados
de que era falsa a cédula apresentada em pagamento.
"É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações
penais em curso para agravar a pena-base." (Súmula 444 do
Superior Tribunal de Justiça).
O exame dos requisitos elencados no inciso III do artigo 44
do Código Penal deve ser feito com base no critério da
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 635.379 AGR / RS
suficiência, substituindo-se a sanção corporal quando as
medidas alternativas forem adequadas para prevenção e
repressão ao crime, ainda que nem todas as circunstâncias ali
previstas sejam favoráveis ao réu.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Acresce que o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão fez-se alicerçada em interpretação conferida ao
Código Penal. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho
no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 635.379 AGR / RS
suficiência, substituindo-se a sanção corporal quando as
medidas alternativas forem adequadas para prevenção e
repressão ao crime, ainda que nem todas as circunstâncias ali
previstas sejam favoráveis ao réu.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Acresce que o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão fez-se alicerçada em interpretação conferida ao
Código Penal. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho
no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1836665
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-22T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur206471
|
Número de páginas: 6.
Análise: 30/03/2012, BMB.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
635379
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00044 INC-00003 ART-00289 PAR-00001\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTJ-000444 \r\n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 635379 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 306 e 307, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No caso, as razões do extraordinário partem de
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820250.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 306 e 307, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No caso, as razões do extraordinário partem de
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
Recurso Extraordinário 635.379 AGR / RS
pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-
se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 309 a 314, defende a natureza
constitucional do tema. Sustenta a desnecessidade do reexame do
conjunto fático-probatório. Requer a aplicação à espécie, dos princípios
da presunção de inocência e da proporcionalidade.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folhas 320 e 321,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 635.379 AGR / RS
pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-
se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 309 a 314, defende a natureza
constitucional do tema. Sustenta a desnecessidade do reexame do
conjunto fático-probatório. Requer a aplicação à espécie, dos princípios
da presunção de inocência e da proporcionalidade.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folhas 320 e 321,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820250.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por defensor público federal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 4... Região assentou, em síntese (folha 237):
PENAL. GUARDA E UTILIZAÇÃO DE MOEDA FALSA.
ARTIGO 289, §1... DO CÓDIGO PENAL. AUTORIA E DOLO
DEMONSTRADOS. AUSÊNCIA DE PROVAS DEFENSIVAS.
PERSONALIDADE. AÇÕES PENAIS EM CURSO.
DESCABIMENTO. SÚMULA 444 DO Superior Tribunal de Justiça. SUBSTITUIÇÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE
DIREITOS.
Comprovada a autoria e a materialidade delitiva, nas
modalidades de "guardar" e de introduzir em circulação moeda
falsa, bem como a ciência do falso pelo réu, que tentou adquirir
mercadoria de pequeno valor, oferecendo, nessas ocasiões, uma
nota de R$ 50,00 (cinquenta reais), falsa, em pagamento, para
obter, como troco, moeda verdadeira, perfectibilizando a
conduta prevista no art. 289 , § 1..., do Código Penal.
Afastada a alegação de ausência de dolo diante da prova
testemunhal de que os corréus fugiram após serem informados
de que era falsa a cédula apresentada em pagamento.
"É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações
penais em curso para agravar a pena-base." (Súmula 444 do
Superior Tribunal de Justiça).
O exame dos requisitos elencados no inciso III do artigo 44
do Código Penal deve ser feito com base no critério da
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820251.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por defensor público federal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 4... Região assentou, em síntese (folha 237):
PENAL. GUARDA E UTILIZAÇÃO DE MOEDA FALSA.
ARTIGO 289, §1... DO CÓDIGO PENAL. AUTORIA E DOLO
DEMONSTRADOS. AUSÊNCIA DE PROVAS DEFENSIVAS.
PERSONALIDADE. AÇÕES PENAIS EM CURSO.
DESCABIMENTO. SÚMULA 444 DO Superior Tribunal de Justiça. SUBSTITUIÇÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE
DIREITOS.
Comprovada a autoria e a materialidade delitiva, nas
modalidades de "guardar" e de introduzir em circulação moeda
falsa, bem como a ciência do falso pelo réu, que tentou adquirir
mercadoria de pequeno valor, oferecendo, nessas ocasiões, uma
nota de R$ 50,00 (cinquenta reais), falsa, em pagamento, para
obter, como troco, moeda verdadeira, perfectibilizando a
conduta prevista no art. 289 , § 1..., do Código Penal.
Afastada a alegação de ausência de dolo diante da prova
testemunhal de que os corréus fugiram após serem informados
de que era falsa a cédula apresentada em pagamento.
"É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações
penais em curso para agravar a pena-base." (Súmula 444 do
Superior Tribunal de Justiça).
O exame dos requisitos elencados no inciso III do artigo 44
do Código Penal deve ser feito com base no critério da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 635.379 AGR / RS
suficiência, substituindo-se a sanção corporal quando as
medidas alternativas forem adequadas para prevenção e
repressão ao crime, ainda que nem todas as circunstâncias ali
previstas sejam favoráveis ao réu.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Acresce que o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão fez-se alicerçada em interpretação conferida ao
Código Penal. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho
no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820251.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 635.379 AGR / RS
suficiência, substituindo-se a sanção corporal quando as
medidas alternativas forem adequadas para prevenção e
repressão ao crime, ainda que nem todas as circunstâncias ali
previstas sejam favoráveis ao réu.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Acresce que o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão fez-se alicerçada em interpretação conferida ao
Código Penal. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho
no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.379
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANDERSON LEAL NEUBERT
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 379",
"RECURSO",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Recurso Extraordinário 635 . 379",
"Recurso Extraordinário 635 . 379 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 379",
"SÚMULA 444 DO Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 379",
"SÚMULA 444 DO Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça",
"Recurso Extraordinário 635 . 379 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 635 . 379 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 379"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 289 , § 1 . . . DO CÓDIGO PENAL",
"art . 289 , § 1 . . . , do Código Penal",
"inciso III do artigo 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 289 ,",
"CÓDIGO PENAL",
"art . 289 , § 1 . . . , do Código Penal",
"inciso III do artigo 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma do",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"/",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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".",
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],
"PESSOA": [
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"ANDERSON LEAL NEUBERT",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANDERSON LEAL NEUBERT",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANDERSON LEAL NEUBERT",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANDERSON LEAL NEUBERT",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
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"Dias Toffoli",
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"TEMPO": [
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"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"22",
"/",
"03",
"/",
"2012",
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"2012",
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"2001",
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".",
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}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN
CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 101752 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
DEMORA NO JULGAMENTO PELO STJ. CONSTRANGIMENTO
ILEGAL CARACTERIZADO. ORDEM CONCEDIDA.
1.
A grande quantidade de processos nos Tribunais
Superiores tem inviabilizado a prestação jurisdicional em prazo razoável,
garantia constitucional do art. 5º, inciso LXXVIII, da Constituição da
República.
2.
Apesar dos números substanciais, o habeas corpus merece
preferência e deve ser julgado em prazo razoável, uma vez em jogo o
status libertatis. Por esse motivo, é que esta Corte tem, em casos
excepcionais, determinado ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento
da ação constitucional (v.g. HC 103.793 e HC 110.383).
3.
Tratando-se de habeas corpus com paciente preso, ainda
sem julgamento de mérito após sucessivas redistribuições, o decurso de
quase quatro anos da impetração caracteriza demora apta a ensejar a
concessão da ordem.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811495.
Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 107.960 / MS
conceder a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811495.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.960 / MS
conceder a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN
CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 101752 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União contra conduta
omissiva do Relator do HC 101.752/MS, Ministro Og Fernandes, do
Superior Tribunal de Justiça, após redistribuições.
Narra a inicial que, distribuído o referido writ em
04.3.2008, ainda não foi apreciado o mérito da impetração pelo Superior
Tribunal de Justiça. Requer a impetrante a concessão da ordem, para que
se determine o imediato julgamento do habeas corpus.
Em 12.4.2010, a eminente Ministra Ellen Gracie solicitou
informações ao Relator do HC 101.752/MS acerca das circunstâncias que
estariam a provocar a demora do julgamento. Apesar de reiterado o
pedido, as informações não foram prestadas.
Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de
Justiça na internet (www.stj.jus.br), verifico que, até a presente data, não
houve julgamento do writ em questão.
Solicitação da defesa quanto à sua intimação para fins de
realização de sustentação oral.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
ilustre Subprocuradora-Geral Cláudia Sampaio Marques, opinou pela
denegação da ordem.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811496.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN
CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 101752 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União contra conduta
omissiva do Relator do HC 101.752/MS, Ministro Og Fernandes, do
Superior Tribunal de Justiça, após redistribuições.
Narra a inicial que, distribuído o referido writ em
04.3.2008, ainda não foi apreciado o mérito da impetração pelo Superior
Tribunal de Justiça. Requer a impetrante a concessão da ordem, para que
se determine o imediato julgamento do habeas corpus.
Em 12.4.2010, a eminente Ministra Ellen Gracie solicitou
informações ao Relator do HC 101.752/MS acerca das circunstâncias que
estariam a provocar a demora do julgamento. Apesar de reiterado o
pedido, as informações não foram prestadas.
Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de
Justiça na internet (www.stj.jus.br), verifico que, até a presente data, não
houve julgamento do writ em questão.
Solicitação da defesa quanto à sua intimação para fins de
realização de sustentação oral.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
ilustre Subprocuradora-Geral Cláudia Sampaio Marques, opinou pela
denegação da ordem.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811496.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A impetração
deste habeas corpus tem como motivação suposta conduta omissiva do
relator do HC 101.752/MS do Superior Tribunal de Justiça, após
redistribuições.
Sustenta-se que, apesar de distribuído em 04.3.2008, até
hoje ainda não julgado o mérito do habeas corpus pela Sexta Turma do STJ.
Aparentemente o writ envolve acusado preso, irresignado
com a pena fixada em apelação, valendo o registro de que não prestadas
as informações solicitadas, a despeito de reiterado o pedido.
Conforme já apontado em outros julgados desta Corte, “a
grande quantidade de processos nos Tribunais Superiores inviabiliza a prestação
jurisdicional em prazo razoável, como asseverado no art. 5º, inciso LXXVIII, da
Constituição Federal” (HC 101726/ES – Rel. Min. Ellen Gracie, 2.ª Turma,
julgamento unânime em 22.6.2010, DJE-173 de 17.9.2010).
Em consulta às estatísticas disponíveis do Superior
Tribunal de Justiça, constato que somente no ano de 2011 foram
distribuídos 290.901 processos àquela Corte, que recebeu no ano de 2010
35.820 habeas corpus.
Prodigalidade recursal, ausência de filtros legislativos
apropriados para os recursos e ações de competência originária e mesmo
a banalização do instituto do habeas corpus encontram-se entre as causas
dessa carga imensa de processos, inviabilizadora de seu julgamento em
prazo razoável no Superior Tribunal de Justiça e em outras Cortes, em
dissonância com o preconizado no artigo 5º, LXXVIII, da Constituição da
República.
Ainda assim, apesar dos números substanciais, inolvidável
que o habeas corpus merece preferência e há de ser apreciado em prazo
razoável, em jogo o status libertatis.
Por esse motivo, é que esta Corte tem, em casos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811497.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A impetração
deste habeas corpus tem como motivação suposta conduta omissiva do
relator do HC 101.752/MS do Superior Tribunal de Justiça, após
redistribuições.
Sustenta-se que, apesar de distribuído em 04.3.2008, até
hoje ainda não julgado o mérito do habeas corpus pela Sexta Turma do STJ.
Aparentemente o writ envolve acusado preso, irresignado
com a pena fixada em apelação, valendo o registro de que não prestadas
as informações solicitadas, a despeito de reiterado o pedido.
Conforme já apontado em outros julgados desta Corte, “a
grande quantidade de processos nos Tribunais Superiores inviabiliza a prestação
jurisdicional em prazo razoável, como asseverado no art. 5º, inciso LXXVIII, da
Constituição Federal” (HC 101726/ES – Rel. Min. Ellen Gracie, 2.ª Turma,
julgamento unânime em 22.6.2010, DJE-173 de 17.9.2010).
Em consulta às estatísticas disponíveis do Superior
Tribunal de Justiça, constato que somente no ano de 2011 foram
distribuídos 290.901 processos àquela Corte, que recebeu no ano de 2010
35.820 habeas corpus.
Prodigalidade recursal, ausência de filtros legislativos
apropriados para os recursos e ações de competência originária e mesmo
a banalização do instituto do habeas corpus encontram-se entre as causas
dessa carga imensa de processos, inviabilizadora de seu julgamento em
prazo razoável no Superior Tribunal de Justiça e em outras Cortes, em
dissonância com o preconizado no artigo 5º, LXXVIII, da Constituição da
República.
Ainda assim, apesar dos números substanciais, inolvidável
que o habeas corpus merece preferência e há de ser apreciado em prazo
razoável, em jogo o status libertatis.
Por esse motivo, é que esta Corte tem, em casos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811497.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.960 / MS
excepcionais, concedido a ordem em hipóteses similares, determinando
ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento da ação constitucional (v.g.:
HC 103.793/RS – Rel. Min. Celso de Mello- 2.ª Turma – julgamento em
22.6.2010 – DJE-145 de 06.8.2010; e HC 110.383/SP – Rel. Min. Carmen
Lúcia – 1.ª Turma – unânime – julgamento em 08.11.2011 – DJE de
29.11.2011)
No presente caso, considerando estar, o paciente,
aparentemente, preso, e já terem transcorrido quase quatro anos da
impetração – ao que se alia o fato de não haverem sido apresentadas
justificativas para a demora-, tenho por caracterizado excesso de prazo
para julgamento do habeas corpus suscetível de ensejar sua excepcional
concessão.
Ante o exposto, concedo a presente ordem de habeas
corpus, para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que dê
preferência ao HC 101.752/MS, que deverá ser julgado na primeira sessão
da Turma subsequente à comunicação da presente decisão.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.960 / MS
excepcionais, concedido a ordem em hipóteses similares, determinando
ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento da ação constitucional (v.g.:
HC 103.793/RS – Rel. Min. Celso de Mello- 2.ª Turma – julgamento em
22.6.2010 – DJE-145 de 06.8.2010; e HC 110.383/SP – Rel. Min. Carmen
Lúcia – 1.ª Turma – unânime – julgamento em 08.11.2011 – DJE de
29.11.2011)
No presente caso, considerando estar, o paciente,
aparentemente, preso, e já terem transcorrido quase quatro anos da
impetração – ao que se alia o fato de não haverem sido apresentadas
justificativas para a demora-, tenho por caracterizado excesso de prazo
para julgamento do habeas corpus suscetível de ensejar sua excepcional
concessão.
Ante o exposto, concedo a presente ordem de habeas
corpus, para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que dê
preferência ao HC 101.752/MS, que deverá ser julgado na primeira sessão
da Turma subsequente à comunicação da presente decisão.
É como voto.
2
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Explicação
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
E X P L I C A Ç Ã O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Senhor Presidente, confesso a Vossas Excelências que, vendo a
jurisprudência da Primeira e da Segunda Turma, tendi, perdoem-me, a
um prazo mais elástico do que o que está sendo fixado pela Primeira
Turma para o julgamento pelo STJ.
Se a questão comportar um reexame, eu sugiro que se
conceda a ordem para determinar o julgamento num prazo, quem sabe,
um pouco mais dilatado do que aqui tem sido cominado, que é na
primeira sessão - pelo menos os precedentes que encontrei - subsequente
ao recebimento da determinação da ordem por nós concedida.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas o
processo está devidamente aparelhado para julgamento lá? Estão
conclusos já com informações?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
Sim.
O
SENHOR
MINISTRO
DIAS
TOFFOLI
(PRESIDENTE):
Ele tem Relator?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Tem novo Relator desde março de 2008. Foram solicitadas informações
ainda pela Ministra Ellen, em abril ou maio de 2008, e houve reiteração
do pedido de informações. E até hoje não veio qualquer informação.
O
SENHOR
MINISTRO
DIAS
TOFFOLI
(PRESIDENTE):
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
E X P L I C A Ç Ã O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Senhor Presidente, confesso a Vossas Excelências que, vendo a
jurisprudência da Primeira e da Segunda Turma, tendi, perdoem-me, a
um prazo mais elástico do que o que está sendo fixado pela Primeira
Turma para o julgamento pelo STJ.
Se a questão comportar um reexame, eu sugiro que se
conceda a ordem para determinar o julgamento num prazo, quem sabe,
um pouco mais dilatado do que aqui tem sido cominado, que é na
primeira sessão - pelo menos os precedentes que encontrei - subsequente
ao recebimento da determinação da ordem por nós concedida.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas o
processo está devidamente aparelhado para julgamento lá? Estão
conclusos já com informações?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
Sim.
O
SENHOR
MINISTRO
DIAS
TOFFOLI
(PRESIDENTE):
Ele tem Relator?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Tem novo Relator desde março de 2008. Foram solicitadas informações
ainda pela Ministra Ellen, em abril ou maio de 2008, e houve reiteração
do pedido de informações. E até hoje não veio qualquer informação.
O
SENHOR
MINISTRO
DIAS
TOFFOLI
(PRESIDENTE):
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Explicação
HC 107.960 / MS
Acho que o prazo uma sessão se impõe no presente caso.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas é
preciso saber, Presidente, Vossa Excelência me perdoe, se nós teremos
informações sobre a situação do processo lá, porque digamos que nós
determinemos que seja na primeira sessão, mas que não tenha tido, por
exemplo, parecer do Ministério Público, nós iríamos dar um prazo que
não vai ser cumprido por absoluta impossibilidade processual.
Então, essa informação é que seria necessária, talvez.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas se o Superior
Tribunal de Justiça não presta informação, a parte pode ser prejudicada
por uma falha imputável à Justiça.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, mas
aí também não adianta o Supremo Tribunal dar uma ordem de habeas
corpus que não pode ser cumprida, porque eles não podem julgar...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, mas o
Advogado vem e reclama, dizendo que as informações...
Acho que a ordem tem uma capacidade de persuasão
melhor.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Quero só fazer uma ponderação. Esse habeas corpus foi impetrado aqui,
perante o Supremo, em abril de 2011. Em consulta ao sítio do STJ, ainda
não houve o julgamento e não houve informações. Vou reiterar o pedido
de informações? Não me parece adequado.
Eu sugeriria o prazo da Segunda Turma: é até dez sessões.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.960 / MS
Acho que o prazo uma sessão se impõe no presente caso.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas é
preciso saber, Presidente, Vossa Excelência me perdoe, se nós teremos
informações sobre a situação do processo lá, porque digamos que nós
determinemos que seja na primeira sessão, mas que não tenha tido, por
exemplo, parecer do Ministério Público, nós iríamos dar um prazo que
não vai ser cumprido por absoluta impossibilidade processual.
Então, essa informação é que seria necessária, talvez.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas se o Superior
Tribunal de Justiça não presta informação, a parte pode ser prejudicada
por uma falha imputável à Justiça.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, mas
aí também não adianta o Supremo Tribunal dar uma ordem de habeas
corpus que não pode ser cumprida, porque eles não podem julgar...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, mas o
Advogado vem e reclama, dizendo que as informações...
Acho que a ordem tem uma capacidade de persuasão
melhor.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Quero só fazer uma ponderação. Esse habeas corpus foi impetrado aqui,
perante o Supremo, em abril de 2011. Em consulta ao sítio do STJ, ainda
não houve o julgamento e não houve informações. Vou reiterar o pedido
de informações? Não me parece adequado.
Eu sugeriria o prazo da Segunda Turma: é até dez sessões.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, até trago
uma informação de cunho pessoal que, numa das últimas sessões,
quando eu saía do Superior Tribunal de Justiça, uma densa reforma
regimental foi ali efetivada exatamente para concentrar a competência
criminal nessas Turmas do STJ, repassando para a Turma de Direito
Público toda a matéria remanescente - funcionários, servidores. E agora
eu soube que houve uma ampliação dessa modificação regimental.
De sorte que entendo ser pedagógica essa orientação da Primeira
Turma, porque efetivamente vai se julgar na primeira sessão possível.
Evidentemente, se isso não estiver instruído, o Advogado também
não entrará com outro habeas corpus aqui, tendo a instrução do processo.
Então, ele irá providenciar lá, e acho que a ordem vai surtir efeito.
Vou prestigiar a nossa jurisprudência que é mais ou menos baseada
naquela máxima de que "quem pede tem preferência". Enfim, vou manter
a nossa jurisprudência aqui: primeira sessão seguinte.
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, até trago
uma informação de cunho pessoal que, numa das últimas sessões,
quando eu saía do Superior Tribunal de Justiça, uma densa reforma
regimental foi ali efetivada exatamente para concentrar a competência
criminal nessas Turmas do STJ, repassando para a Turma de Direito
Público toda a matéria remanescente - funcionários, servidores. E agora
eu soube que houve uma ampliação dessa modificação regimental.
De sorte que entendo ser pedagógica essa orientação da Primeira
Turma, porque efetivamente vai se julgar na primeira sessão possível.
Evidentemente, se isso não estiver instruído, o Advogado também
não entrará com outro habeas corpus aqui, tendo a instrução do processo.
Então, ele irá providenciar lá, e acho que a ordem vai surtir efeito.
Vou prestigiar a nossa jurisprudência que é mais ou menos baseada
naquela máxima de que "quem pede tem preferência". Enfim, vou manter
a nossa jurisprudência aqui: primeira sessão seguinte.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, a
Ministra Rosa me comunica que já há, inclusive, parecer da Procuradoria.
Neste caso, está devidamente instruído, razão pela qual, com este
esclarecimento, peço vênia a Ministra Rosa apenas quanto ao prazo, mas
não quanto à concessão da ordem, ou seja, mantenho o que temos
decidido que, considerando que há quatro anos se está a aguardar o
processo concluso ao Relator para julgamento, ele precisa de ser julgado
na próxima primeira sessão após o comunicado da decisão, se vier a ser
essa a conclusão da Turma.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, a
Ministra Rosa me comunica que já há, inclusive, parecer da Procuradoria.
Neste caso, está devidamente instruído, razão pela qual, com este
esclarecimento, peço vênia a Ministra Rosa apenas quanto ao prazo, mas
não quanto à concessão da ordem, ou seja, mantenho o que temos
decidido que, considerando que há quatro anos se está a aguardar o
processo concluso ao Relator para julgamento, ele precisa de ser julgado
na próxima primeira sessão após o comunicado da decisão, se vier a ser
essa a conclusão da Turma.
* * * * *
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Esclarecimento
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
E S C L A R E C I M E N T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Senhor Presidente, se me permite: eu trago exatamente para que seja
julgado na primeira sessão da Turma subsequente à comunicação da
presente decisão.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O caso é
emblemático, Presidente. Tarda a ampliação, em termos de integrantes,
em termos de cadeiras, do Superior Tribunal de Justiça. Nem mesmo o
pedido de informações emanado do Supremo mereceu resposta.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Duas vezes
a Ministra Ellen Gracie requisitou; não foi atendida.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A
indelicadeza envolve não apenas a instituição, mas também o gênero
feminino.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é,
graças a Deus nós temos a Lei Maria da Penha. Vou começar a interpretar
extensivamente esse negócio.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sou um
arauto dos direitos do gênero feminino.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa
Excelência, verdadeiramente, nisso aí, tem sido um nosso garantidor.
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
E S C L A R E C I M E N T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Senhor Presidente, se me permite: eu trago exatamente para que seja
julgado na primeira sessão da Turma subsequente à comunicação da
presente decisão.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O caso é
emblemático, Presidente. Tarda a ampliação, em termos de integrantes,
em termos de cadeiras, do Superior Tribunal de Justiça. Nem mesmo o
pedido de informações emanado do Supremo mereceu resposta.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Duas vezes
a Ministra Ellen Gracie requisitou; não foi atendida.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A
indelicadeza envolve não apenas a instituição, mas também o gênero
feminino.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é,
graças a Deus nós temos a Lei Maria da Penha. Vou começar a interpretar
extensivamente esse negócio.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sou um
arauto dos direitos do gênero feminino.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa
Excelência, verdadeiramente, nisso aí, tem sido um nosso garantidor.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.960
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 101752 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791134
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.960
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 101752 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1836927
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-22T00:00:00
|
A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. DEMORA NO JULGAMENTO PELO STJ. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. ORDEM CONCEDIDA.
1. A grande quantidade de processos nos Tribunais Superiores tem inviabilizado a prestação jurisdicional em prazo razoável, garantia constitucional do art. 5º, inciso LXXVIII, da Constituição da República.
2. Apesar dos números substanciais, o habeas corpus merece preferência e deve ser julgado em prazo razoável, uma vez em jogo o status libertatis. Por esse motivo, é que esta Corte tem, em casos excepcionais, determinado ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento da ação constitucional (v.g. HC 103.793 e HC 110.383).
3. Tratando-se de habeas corpus com paciente preso, ainda sem julgamento de mérito após sucessivas redistribuições, o decurso de quase quatro anos da impetração caracteriza demora apta a ensejar a concessão da ordem.
|
sjur206455
|
- Acórdãos citados: HC 101726, HC 103793, HC 110383.
Número de páginas: 11.
Análise: 29/03/2012, MMR.
Revisão: 10/04/2012, SEV.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
107960
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00078 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 107960
|
[
""
] |
PACTE.(S) : JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 101752 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN
CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 101752 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
DEMORA NO JULGAMENTO PELO Superior Tribunal de Justiça. CONSTRANGIMENTO
ILEGAL CARACTERIZADO. ORDEM CONCEDIDA.
1.
A grande quantidade de processos nos Tribunais
Superiores tem inviabilizado a prestação jurisdicional em prazo razoável,
garantia constitucional do art. 5..., inciso LXXVIII, da Constituição da
República.
2.
Apesar dos números substanciais, o habeas corpus merece
preferência e deve ser julgado em prazo razoável, uma vez em jogo o
status libertatis. Por esse motivo, é que esta Corte tem, em casos
excepcionais, determinado ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento
da ação constitucional (v.g. HC 103.793 e HC 110.383).
3.
Tratando-se de habeas corpus com paciente preso, ainda
sem julgamento de mérito após sucessivas redistribuições, o decurso de
quase quatro anos da impetração caracteriza demora apta a ensejar a
concessão da ordem.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 107.960 / MS
conceder a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.960 / MS
conceder a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN
CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 101752 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União contra conduta
omissiva do Relator do HC 101.752/MS, Ministro Og Fernandes, do
Superior Tribunal de Justiça, após redistribuições.
Narra a inicial que, distribuído o referido writ em
04.3.2008, ainda não foi apreciado o mérito da impetração pelo Superior
Tribunal de Justiça. Requer a impetrante a concessão da ordem, para que
se determine o imediato julgamento do habeas corpus.
Em 12.4.2010, a eminente Ministra Ellen Gracie solicitou
informações ao Relator do HC 101.752/MS acerca das circunstâncias que
estariam a provocar a demora do julgamento. Apesar de reiterado o
pedido, as informações não foram prestadas.
Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de
Justiça na internet (www.stj.jus.br), verifico que, até a presente data, não
houve julgamento do writ em questão.
Solicitação da defesa quanto à sua intimação para fins de
realização de sustentação oral.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
ilustre Subprocuradora-Geral Cláudia Sampaio Marques, opinou pela
denegação da ordem.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN
CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 101752 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União contra conduta
omissiva do Relator do HC 101.752/MS, Ministro Og Fernandes, do
Superior Tribunal de Justiça, após redistribuições.
Narra a inicial que, distribuído o referido writ em
04.3.2008, ainda não foi apreciado o mérito da impetração pelo Superior
Tribunal de Justiça. Requer a impetrante a concessão da ordem, para que
se determine o imediato julgamento do habeas corpus.
Em 12.4.2010, a eminente Ministra Ellen Gracie solicitou
informações ao Relator do HC 101.752/MS acerca das circunstâncias que
estariam a provocar a demora do julgamento. Apesar de reiterado o
pedido, as informações não foram prestadas.
Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de
Justiça na internet (www.stj.jus.br), verifico que, até a presente data, não
houve julgamento do writ em questão.
Solicitação da defesa quanto à sua intimação para fins de
realização de sustentação oral.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
ilustre Subprocuradora-Geral Cláudia Sampaio Marques, opinou pela
denegação da ordem.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A impetração
deste habeas corpus tem como motivação suposta conduta omissiva do
relator do HC 101.752/MS do Superior Tribunal de Justiça, após
redistribuições.
Sustenta-se que, apesar de distribuído em 04.3.2008, até
hoje ainda não julgado o mérito do habeas corpus pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça.
Aparentemente o writ envolve acusado preso, irresignado
com a pena fixada em apelação, valendo o registro de que não prestadas
as informações solicitadas, a despeito de reiterado o pedido.
Conforme já apontado em outros julgados desta Corte, “a
grande quantidade de processos nos Tribunais Superiores inviabiliza a prestação
jurisdicional em prazo razoável, como asseverado no art. 5..., inciso LXXVIII, da
Constituição Federal” (HC 101726/ES – Rel. Min. Ellen Gracie, 2. Turma,
julgamento unânime em 22.6.2010, DJE-173 de 17.9.2010).
Em consulta às estatísticas disponíveis do Superior
Tribunal de Justiça, constato que somente no ano de 2011 foram
distribuídos 290.901 processos àquela Corte, que recebeu no ano de 2010
35.820 habeas corpus.
Prodigalidade recursal, ausência de filtros legislativos
apropriados para os recursos e ações de competência originária e mesmo
a banalização do instituto do habeas corpus encontram-se entre as causas
dessa carga imensa de processos, inviabilizadora de seu julgamento em
prazo razoável no Superior Tribunal de Justiça e em outras Cortes, em
dissonância com o preconizado no artigo 5..., LXXVIII, da Constituição da
República.
Ainda assim, apesar dos números substanciais, inolvidável
que o habeas corpus merece preferência e há de ser apreciado em prazo
razoável, em jogo o status libertatis.
Por esse motivo, é que esta Corte tem, em casos
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A impetração
deste habeas corpus tem como motivação suposta conduta omissiva do
relator do HC 101.752/MS do Superior Tribunal de Justiça, após
redistribuições.
Sustenta-se que, apesar de distribuído em 04.3.2008, até
hoje ainda não julgado o mérito do habeas corpus pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça.
Aparentemente o writ envolve acusado preso, irresignado
com a pena fixada em apelação, valendo o registro de que não prestadas
as informações solicitadas, a despeito de reiterado o pedido.
Conforme já apontado em outros julgados desta Corte, “a
grande quantidade de processos nos Tribunais Superiores inviabiliza a prestação
jurisdicional em prazo razoável, como asseverado no art. 5..., inciso LXXVIII, da
Constituição Federal” (HC 101726/ES – Rel. Min. Ellen Gracie, 2. Turma,
julgamento unânime em 22.6.2010, DJE-173 de 17.9.2010).
Em consulta às estatísticas disponíveis do Superior
Tribunal de Justiça, constato que somente no ano de 2011 foram
distribuídos 290.901 processos àquela Corte, que recebeu no ano de 2010
35.820 habeas corpus.
Prodigalidade recursal, ausência de filtros legislativos
apropriados para os recursos e ações de competência originária e mesmo
a banalização do instituto do habeas corpus encontram-se entre as causas
dessa carga imensa de processos, inviabilizadora de seu julgamento em
prazo razoável no Superior Tribunal de Justiça e em outras Cortes, em
dissonância com o preconizado no artigo 5..., LXXVIII, da Constituição da
República.
Ainda assim, apesar dos números substanciais, inolvidável
que o habeas corpus merece preferência e há de ser apreciado em prazo
razoável, em jogo o status libertatis.
Por esse motivo, é que esta Corte tem, em casos
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.960 / MS
excepcionais, concedido a ordem em hipóteses similares, determinando
ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento da ação constitucional (v.g.:
HC 103.793/RS – Rel. Min. Celso de Mello- 2. Turma – julgamento em
22.6.2010 – DJE-145 de 06.8.2010; e HC 110.383/SP – Rel. Min. Carmen
Lúcia – 1. Turma – unânime – julgamento em 08.11.2011 – DJE de
29.11.2011)
No presente caso, considerando estar, o paciente,
aparentemente, preso, e já terem transcorrido quase quatro anos da
impetração – ao que se alia o fato de não haverem sido apresentadas
justificativas para a demora-, tenho por caracterizado excesso de prazo
para julgamento do habeas corpus suscetível de ensejar sua excepcional
concessão.
Ante o exposto, concedo a presente ordem de habeas
corpus, para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que dê
preferência ao HC 101.752/MS, que deverá ser julgado na primeira sessão
da Turma subsequente à comunicação da presente decisão.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.960 / MS
excepcionais, concedido a ordem em hipóteses similares, determinando
ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento da ação constitucional (v.g.:
HC 103.793/RS – Rel. Min. Celso de Mello- 2. Turma – julgamento em
22.6.2010 – DJE-145 de 06.8.2010; e HC 110.383/SP – Rel. Min. Carmen
Lúcia – 1. Turma – unânime – julgamento em 08.11.2011 – DJE de
29.11.2011)
No presente caso, considerando estar, o paciente,
aparentemente, preso, e já terem transcorrido quase quatro anos da
impetração – ao que se alia o fato de não haverem sido apresentadas
justificativas para a demora-, tenho por caracterizado excesso de prazo
para julgamento do habeas corpus suscetível de ensejar sua excepcional
concessão.
Ante o exposto, concedo a presente ordem de habeas
corpus, para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que dê
preferência ao HC 101.752/MS, que deverá ser julgado na primeira sessão
da Turma subsequente à comunicação da presente decisão.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Explicação
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
E X P L I C A Ç Ã O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Senhor Presidente, confesso a Vossas Excelências que, vendo a
jurisprudência da Primeira e da Segunda Turma, tendi, perdoem-me, a
um prazo mais elástico do que o que está sendo fixado pela Primeira
Turma para o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça.
Se a questão comportar um reexame, eu sugiro que se
conceda a ordem para determinar o julgamento num prazo, quem sabe,
um pouco mais dilatado do que aqui tem sido cominado, que é na
primeira sessão - pelo menos os precedentes que encontrei - subsequente
ao recebimento da determinação da ordem por nós concedida.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas o
processo está devidamente aparelhado para julgamento lá? Estão
conclusos já com informações?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
Sim.
O
SENHOR
MINISTRO
DIAS
TOFFOLI
(PRESIDENTE):
Ele tem Relator?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Tem novo Relator desde março de 2008. Foram solicitadas informações
ainda pela Ministra Ellen, em abril ou maio de 2008, e houve reiteração
do pedido de informações. E até hoje não veio qualquer informação.
O
SENHOR
MINISTRO
DIAS
TOFFOLI
(PRESIDENTE):
Supremo Tribunal Federal
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PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
E X P L I C A Ç Ã O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Senhor Presidente, confesso a Vossas Excelências que, vendo a
jurisprudência da Primeira e da Segunda Turma, tendi, perdoem-me, a
um prazo mais elástico do que o que está sendo fixado pela Primeira
Turma para o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça.
Se a questão comportar um reexame, eu sugiro que se
conceda a ordem para determinar o julgamento num prazo, quem sabe,
um pouco mais dilatado do que aqui tem sido cominado, que é na
primeira sessão - pelo menos os precedentes que encontrei - subsequente
ao recebimento da determinação da ordem por nós concedida.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas o
processo está devidamente aparelhado para julgamento lá? Estão
conclusos já com informações?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
Sim.
O
SENHOR
MINISTRO
DIAS
TOFFOLI
(PRESIDENTE):
Ele tem Relator?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Tem novo Relator desde março de 2008. Foram solicitadas informações
ainda pela Ministra Ellen, em abril ou maio de 2008, e houve reiteração
do pedido de informações. E até hoje não veio qualquer informação.
O
SENHOR
MINISTRO
DIAS
TOFFOLI
(PRESIDENTE):
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Explicação
HC 107.960 / MS
Acho que o prazo uma sessão se impõe no presente caso.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas é
preciso saber, Presidente, Vossa Excelência me perdoe, se nós teremos
informações sobre a situação do processo lá, porque digamos que nós
determinemos que seja na primeira sessão, mas que não tenha tido, por
exemplo, parecer do Ministério Público, nós iríamos dar um prazo que
não vai ser cumprido por absoluta impossibilidade processual.
Então, essa informação é que seria necessária, talvez.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas se o Superior
Tribunal de Justiça não presta informação, a parte pode ser prejudicada
por uma falha imputável à Justiça.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, mas
aí também não adianta o Supremo Tribunal dar uma ordem de habeas
corpus que não pode ser cumprida, porque eles não podem julgar...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, mas o
Advogado vem e reclama, dizendo que as informações...
Acho que a ordem tem uma capacidade de persuasão
melhor.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Quero só fazer uma ponderação. Esse habeas corpus foi impetrado aqui,
perante o Supremo, em abril de 2011. Em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, ainda
não houve o julgamento e não houve informações. Vou reiterar o pedido
de informações? Não me parece adequado.
Eu sugeriria o prazo da Segunda Turma: é até dez sessões.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.960 / MS
Acho que o prazo uma sessão se impõe no presente caso.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas é
preciso saber, Presidente, Vossa Excelência me perdoe, se nós teremos
informações sobre a situação do processo lá, porque digamos que nós
determinemos que seja na primeira sessão, mas que não tenha tido, por
exemplo, parecer do Ministério Público, nós iríamos dar um prazo que
não vai ser cumprido por absoluta impossibilidade processual.
Então, essa informação é que seria necessária, talvez.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas se o Superior
Tribunal de Justiça não presta informação, a parte pode ser prejudicada
por uma falha imputável à Justiça.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, mas
aí também não adianta o Supremo Tribunal dar uma ordem de habeas
corpus que não pode ser cumprida, porque eles não podem julgar...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, mas o
Advogado vem e reclama, dizendo que as informações...
Acho que a ordem tem uma capacidade de persuasão
melhor.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Quero só fazer uma ponderação. Esse habeas corpus foi impetrado aqui,
perante o Supremo, em abril de 2011. Em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, ainda
não houve o julgamento e não houve informações. Vou reiterar o pedido
de informações? Não me parece adequado.
Eu sugeriria o prazo da Segunda Turma: é até dez sessões.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, até trago
uma informação de cunho pessoal que, numa das últimas sessões,
quando eu saía do Superior Tribunal de Justiça, uma densa reforma
regimental foi ali efetivada exatamente para concentrar a competência
criminal nessas Turmas do Superior Tribunal de Justiça, repassando para a Turma de Direito
Público toda a matéria remanescente - funcionários, servidores. E agora
eu soube que houve uma ampliação dessa modificação regimental.
De sorte que entendo ser pedagógica essa orientação da Primeira
Turma, porque efetivamente vai se julgar na primeira sessão possível.
Evidentemente, se isso não estiver instruído, o Advogado também
não entrará com outro habeas corpus aqui, tendo a instrução do processo.
Então, ele irá providenciar lá, e acho que a ordem vai surtir efeito.
Vou prestigiar a nossa jurisprudência que é mais ou menos baseada
naquela máxima de que "quem pede tem preferência". Enfim, vou manter
a nossa jurisprudência aqui: primeira sessão seguinte.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, até trago
uma informação de cunho pessoal que, numa das últimas sessões,
quando eu saía do Superior Tribunal de Justiça, uma densa reforma
regimental foi ali efetivada exatamente para concentrar a competência
criminal nessas Turmas do Superior Tribunal de Justiça, repassando para a Turma de Direito
Público toda a matéria remanescente - funcionários, servidores. E agora
eu soube que houve uma ampliação dessa modificação regimental.
De sorte que entendo ser pedagógica essa orientação da Primeira
Turma, porque efetivamente vai se julgar na primeira sessão possível.
Evidentemente, se isso não estiver instruído, o Advogado também
não entrará com outro habeas corpus aqui, tendo a instrução do processo.
Então, ele irá providenciar lá, e acho que a ordem vai surtir efeito.
Vou prestigiar a nossa jurisprudência que é mais ou menos baseada
naquela máxima de que "quem pede tem preferência". Enfim, vou manter
a nossa jurisprudência aqui: primeira sessão seguinte.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, a
Ministra Rosa me comunica que já há, inclusive, parecer da Procuradoria.
Neste caso, está devidamente instruído, razão pela qual, com este
esclarecimento, peço vênia a Ministra Rosa apenas quanto ao prazo, mas
não quanto à concessão da ordem, ou seja, mantenho o que temos
decidido que, considerando que há quatro anos se está a aguardar o
processo concluso ao Relator para julgamento, ele precisa de ser julgado
na próxima primeira sessão após o comunicado da decisão, se vier a ser
essa a conclusão da Turma.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, a
Ministra Rosa me comunica que já há, inclusive, parecer da Procuradoria.
Neste caso, está devidamente instruído, razão pela qual, com este
esclarecimento, peço vênia a Ministra Rosa apenas quanto ao prazo, mas
não quanto à concessão da ordem, ou seja, mantenho o que temos
decidido que, considerando que há quatro anos se está a aguardar o
processo concluso ao Relator para julgamento, ele precisa de ser julgado
na próxima primeira sessão após o comunicado da decisão, se vier a ser
essa a conclusão da Turma.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Esclarecimento
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
E S C L A R E C I M E N T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Senhor Presidente, se me permite: eu trago exatamente para que seja
julgado na primeira sessão da Turma subsequente à comunicação da
presente decisão.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O caso é
emblemático, Presidente. Tarda a ampliação, em termos de integrantes,
em termos de cadeiras, do Superior Tribunal de Justiça. Nem mesmo o
pedido de informações emanado do Supremo mereceu resposta.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Duas vezes
a Ministra Ellen Gracie requisitou; não foi atendida.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A
indelicadeza envolve não apenas a instituição, mas também o gênero
feminino.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é,
graças a Deus nós temos a Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher). Vou começar a interpretar
extensivamente esse negócio.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sou um
arauto dos direitos do gênero feminino.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa
Excelência, verdadeiramente, nisso aí, tem sido um nosso garantidor.
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 107.960 MATO GROSSO DO SUL
E S C L A R E C I M E N T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Senhor Presidente, se me permite: eu trago exatamente para que seja
julgado na primeira sessão da Turma subsequente à comunicação da
presente decisão.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O caso é
emblemático, Presidente. Tarda a ampliação, em termos de integrantes,
em termos de cadeiras, do Superior Tribunal de Justiça. Nem mesmo o
pedido de informações emanado do Supremo mereceu resposta.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Duas vezes
a Ministra Ellen Gracie requisitou; não foi atendida.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A
indelicadeza envolve não apenas a instituição, mas também o gênero
feminino.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é,
graças a Deus nós temos a Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher). Vou começar a interpretar
extensivamente esse negócio.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sou um
arauto dos direitos do gênero feminino.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa
Excelência, verdadeiramente, nisso aí, tem sido um nosso garantidor.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.960
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 101752 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.960
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO OU JEAN CARLOS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 101752 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791134
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HC n 101752 DO SUPERIOR TRIBUNAL",
"HC 103 . 793",
"HC 110 . 383",
"HC 107 . 960 / MS",
"HC 107 . 960 / MS",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HC n 101752 DO SUPERIOR",
"HC 101 . 752 / MS",
"HC 101 . 752 / MS",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HC n 101752 DO SUPERIOR",
"HC 101 . 752 / MS",
"HC 101 . 752 / MS",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HC 101 . 752 / MS",
"HC 101726 / ES",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HC 101 . 752 / MS",
"HC 101726 / ES",
"HC 107 . 960 / MS",
"HC 103 . 793 / RS",
"HC 110 . 383 / SP",
"HC 101 . 752 / MS",
"HC 107 . 960 / MS",
"HC 103",
".",
"793",
"/",
"RS",
"HC 110 . 383 / SP",
"HC 101 . 752 / MS",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HC 107 . 960 / MS",
"HC 107 . 960 / MS",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HC n 101752 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 107 . 960",
"HC n 101752 DO SUPERIOR"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 5 . . . , inciso LXXVIII , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXXVIII , da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , LXXVIII , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXXVIII , da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , LXXVIII , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei [UNK] 11 . 340 / 2006",
"Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei [UNK] 11 . 340 / 2006",
"Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"2",
". Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"2",
". Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
"1",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
"1",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO",
"JEAN CARLOS DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO",
"JEAN CARLOS DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Og Fernandes",
"Ellen Gracie",
"Cláudia Sampaio Marques",
"ROSA WEBER",
"JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO",
"JEAN CARLOS DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Og Fernandes",
"Ellen Gracie",
"Cláudia Sampaio Marques",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"Celso de Mello",
"Carmen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Carmen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"Ellen",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"Ellen",
"DIAS TOFFOLI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Rosa",
"Rosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Rosa",
"Rosa",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ellen Gracie",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ellen Gracie",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSA WEBER",
"JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO",
"JEAN CARLOS DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"JEAN CARLOS DA SILVA CAETANO",
"JEAN CARLOS DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"04",
".",
"3",
".",
"2008",
"12",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"04",
".",
"3",
".",
"2008",
"12",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"04",
".",
"3",
".",
"2008",
"22",
".",
"6",
".",
"2010",
"17",
".",
"9",
".",
"2010",
"2011",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"04",
".",
"3",
".",
"2008",
"22",
".",
"6",
".",
"2010",
"17",
".",
"9",
".",
"2010",
"2011",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2010",
"06",
".",
"8",
".",
"2010",
"08",
".",
"11",
".",
"2011",
"29",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2010",
"06",
".",
"8",
".",
"2010",
"08",
".",
"11",
".",
"2011",
"29",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"março de 2008",
"abril ou maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"março de 2008",
"abril ou maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"abril de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"abril de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:EDMUR PRADELA
ADV.(A/S)
:ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S)
:HILDO MAXIMO
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JECSON SILVEIRA LIMA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1837380.
Supremo Tribunal Federal
DJe 03/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 661.546 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1837380.
Supremo Tribunal Federal
ARE 661.546 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1837380.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:EDMUR PRADELA
ADV.(A/S)
:ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S)
:HILDO MAXIMO
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JECSON SILVEIRA LIMA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 284 e 285,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1837381.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:EDMUR PRADELA
ADV.(A/S)
:ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S)
:HILDO MAXIMO
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JECSON SILVEIRA LIMA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 284 e 285,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1837381.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 661.546 AGR / SP
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 296 a 301, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta ter a matéria natureza constitucional e estar
devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de provas.
Aduz estar configurada a ofensa ao artigo 7º, inciso X, do Diploma Maior.
Evoca o artigo 649, inciso IV, do Código de Processo Civil. Discorre sobre
o tema de fundo e alega terem sido indevidamente bloqueados recursos
financeiros correspondentes aos subsídios percebidos na condição de
prefeito e destinados à subsistência dele próprio, bem como de seus
familiares.
A parte agravada, apesar de instada a manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 305).
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.546 AGR / SP
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 296 a 301, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta ter a matéria natureza constitucional e estar
devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de provas.
Aduz estar configurada a ofensa ao artigo 7º, inciso X, do Diploma Maior.
Evoca o artigo 649, inciso IV, do Código de Processo Civil. Discorre sobre
o tema de fundo e alega terem sido indevidamente bloqueados recursos
financeiros correspondentes aos subsídios percebidos na condição de
prefeito e destinados à subsistência dele próprio, bem como de seus
familiares.
A parte agravada, apesar de instada a manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 305).
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Relatório
ARE 661.546 AGR / SP
É o relatório.
3
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 153), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido na origem (folha 212):
Condenação em dinheiro em fase de cumprimento de
sentença – desconsideração da personalidade jurídica feita –
bloqueio de valores em conta corrente de sócio da empresa
requerida – manifestação por ele lançada em face do bloqueio
havido, tomada por embargos à execução – possibilidade –
inteligência do art. 52, IX, da Lei nº 9.099/95 – recurso
improvido.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 153), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido na origem (folha 212):
Condenação em dinheiro em fase de cumprimento de
sentença – desconsideração da personalidade jurídica feita –
bloqueio de valores em conta corrente de sócio da empresa
requerida – manifestação por ele lançada em face do bloqueio
havido, tomada por embargos à execução – possibilidade –
inteligência do art. 52, IX, da Lei nº 9.099/95 – recurso
improvido.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 661.546 AGR / SP
regência do tema.
A par deste aspecto, o Colegiado de origem não examinou os
preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o
recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à
literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão
de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282
da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e
a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se
o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
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regência do tema.
A par deste aspecto, o Colegiado de origem não examinou os
preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o
recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à
literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão
de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282
da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e
a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se
o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 661.546 AGR / SP
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : EDMUR PRADELA
ADV.(A/S) : ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S) : HILDO MAXIMO
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JECSON SILVEIRA LIMA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : EDMUR PRADELA
ADV.(A/S) : ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S) : HILDO MAXIMO
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JECSON SILVEIRA LIMA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1878630
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-04-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur206933
|
- Acórdão citado: AI 541696 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 23/04/2012, AMS.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
661546
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-009099 ANO-1995\r\n ART-00052 INC-00009 \r\n LJE-1995 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 661546 AgR
|
[
""
] |
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
ADV.(A/S) : ANGELO APARECIDO BIAZI
AGTE.(S) : EDMUR PRADELA
AGDO.(A/S) : HILDO MAXIMO
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JECSON SILVEIRA LIMA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:EDMUR PRADELA
ADV.(A/S)
:ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S)
:HILDO MAXIMO
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JECSON SILVEIRA LIMA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 661.546 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.546 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:EDMUR PRADELA
ADV.(A/S)
:ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S)
:HILDO MAXIMO
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JECSON SILVEIRA LIMA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 284 e 285,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:EDMUR PRADELA
ADV.(A/S)
:ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S)
:HILDO MAXIMO
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JECSON SILVEIRA LIMA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 284 e 285,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 661.546 AGR / SP
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 296 a 301, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta ter a matéria natureza constitucional e estar
devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de provas.
Aduz estar configurada a ofensa ao artigo 7..., inciso X, do Diploma Maior.
Evoca o artigo 649, inciso IV, do Código de Processo Civil. Discorre sobre
o tema de fundo e alega terem sido indevidamente bloqueados recursos
financeiros correspondentes aos subsídios percebidos na condição de
prefeito e destinados à subsistência dele próprio, bem como de seus
familiares.
A parte agravada, apesar de instada a manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 305).
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.546 AGR / SP
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 296 a 301, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta ter a matéria natureza constitucional e estar
devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de provas.
Aduz estar configurada a ofensa ao artigo 7..., inciso X, do Diploma Maior.
Evoca o artigo 649, inciso IV, do Código de Processo Civil. Discorre sobre
o tema de fundo e alega terem sido indevidamente bloqueados recursos
financeiros correspondentes aos subsídios percebidos na condição de
prefeito e destinados à subsistência dele próprio, bem como de seus
familiares.
A parte agravada, apesar de instada a manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 305).
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Relatório
ARE 661.546 AGR / SP
É o relatório.
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ARE 661.546 AGR / SP
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 153), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido na origem (folha 212):
Condenação em dinheiro em fase de cumprimento de
sentença – desconsideração da personalidade jurídica feita –
bloqueio de valores em conta corrente de sócio da empresa
requerida – manifestação por ele lançada em face do bloqueio
havido, tomada por embargos à execução – possibilidade –
inteligência do art. 52, IX, da Lei n 9.099/95 – recurso
improvido.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 153), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido na origem (folha 212):
Condenação em dinheiro em fase de cumprimento de
sentença – desconsideração da personalidade jurídica feita –
bloqueio de valores em conta corrente de sócio da empresa
requerida – manifestação por ele lançada em face do bloqueio
havido, tomada por embargos à execução – possibilidade –
inteligência do art. 52, IX, da Lei n 9.099/95 – recurso
improvido.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 661.546 AGR / SP
regência do tema.
A par deste aspecto, o Colegiado de origem não examinou os
preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o
recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à
literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão
de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282
da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e
a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se
o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
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ARE 661.546 AGR / SP
regência do tema.
A par deste aspecto, o Colegiado de origem não examinou os
preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o
recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à
literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão
de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282
da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e
a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se
o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 661.546 AGR / SP
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.546 AGR / SP
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : EDMUR PRADELA
ADV.(A/S) : ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S) : HILDO MAXIMO
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JECSON SILVEIRA LIMA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.546
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : EDMUR PRADELA
ADV.(A/S) : ANGELO APARECIDO BIAZI
AGDO.(A/S) : HILDO MAXIMO
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JECSON SILVEIRA LIMA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661 . 546",
"ARE 661 . 546 AGR / SP",
"ARE 661 . 546 AGR / SP",
"AGRAVO 661 . 546",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"ARE 661 . 546 AGR / SP",
"Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo",
"ARE 661 . 546 AGR / SP",
"Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo",
"ARE 661 . 546 AGR / SP",
"ARE 661 . 546 AGR / SP",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"Verbete n 279 da Súmula deste",
"ARE 661 . 546 AGR / SP",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"ARE 661 . 546 AGR / SP",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"ARE 661 . 546 AGR"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 7 . . . , inciso X , do Diploma Maior",
"artigo 649 , inciso IV , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 7 . . . , inciso X , do Diploma Maior",
"artigo 649 , inciso IV , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 , IX , da Lei n 9 . 099 / 95",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 52 , IX , da Lei n 9 . 099 / 95",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"EDMUR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ANGELO APARECIDO BIAZI",
"HILDO MAXIMO",
"FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE",
"LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY",
"JECSON SILVEIRA LIMA",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EDMUR",
"ANGELO APARECIDO BIAZI",
"HILDO MAXIMO",
"FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE",
"LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY",
"JECSON SILVEIRA LIMA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANGELO APARECIDO BIAZI",
"HILDO MAXIMO",
"FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO",
"LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY",
"JECSON SILVEIRA LIMA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EDMUR PRADELA",
"ANGELO APARECIDO BIAZI",
"HILDO MAXIMO",
"FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO",
"LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY",
"JECSON SILVEIRA LIMA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"EDMUR PRADELA",
"ANGELO APARECIDO BIAZI",
"HILDO MAXIMO",
"FERNANDO AUGUSTO CÂNDIDO LEPE",
"LUIZ CARLOS ASTURIANO GAY",
"JECSON SILVEIRA LIMA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"08",
"/",
"2001",
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"02",
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"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"28",
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"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
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"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
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"24",
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"24",
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"2012",
"24",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO -
POUPEX
ADV.(A/S)
:PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1864610.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
AI 836.874 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1864610.
Supremo Tribunal Federal
AI 836.874 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO -
POUPEX
ADV.(A/S)
:PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 305 e 306,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO -
POUPEX
ADV.(A/S)
:PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 305 e 306,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
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Relatório
AI 836.874 AGR / RS
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 309 a 314, insiste no processamento
do extraordinário. Afirma não ser necessário o reexame do conjunto
probatório e assevera estar configurada a ofensa ao artigo 5º, incisos II e
XXXVI, do Diploma Maior. Evoca os artigos 6º, § 1º, da Lei de Introdução
às normas do Direito Brasileiro e o artigo 485, inciso V, do Código de
Processo Civil, bem como precedentes do Supremo. No mais, discorre
sobre o tema de fundo e defende a aplicabilidade meramente prospectiva
do Código de Defesa do Consumidor.
Os agravados apresentaram a contraminuta de folha 324 a 347,
apontando o acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1864611.
Supremo Tribunal Federal
AI 836.874 AGR / RS
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 309 a 314, insiste no processamento
do extraordinário. Afirma não ser necessário o reexame do conjunto
probatório e assevera estar configurada a ofensa ao artigo 5º, incisos II e
XXXVI, do Diploma Maior. Evoca os artigos 6º, § 1º, da Lei de Introdução
às normas do Direito Brasileiro e o artigo 485, inciso V, do Código de
Processo Civil, bem como precedentes do Supremo. No mais, discorre
sobre o tema de fundo e defende a aplicabilidade meramente prospectiva
do Código de Defesa do Consumidor.
Os agravados apresentaram a contraminuta de folha 324 a 347,
apontando o acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 14), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folha 20):
AÇÃO
RESCISÓRIA.
MEDIDA
CAUTELAR
INCIDENTAL. CONTRATO DO SISTEMA FINANCEIRO DA
HABITAÇÃO. DECADÊNCIA. ILEGITIMIDADE PASSIVA.
INÉPCIA DA INICIAL. PRELIMINARES. AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS DO ART. 485 DO CPC. IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO RESCISÓRIA E DA MEDIDA CAUTELAR. Preenchido o
requisito exigido pelo art. 495 do CPC, não há declarar a
decadência do direito de ajuizar ação rescisória, com base na
intempestividade. O terceiro juridicamente interessado tem
legitimidade para figurar no pólo passivo de ação rescisória.
Cabe ao juiz, dentro da instrumentalidade dos ritos, que serve à
efetividade e à realização dos direitos e da justiça, reconhecer
qual a natureza jurídica da pretensão deduzida e decidir
segundo tal natureza: cautelar ou antecipação de tutela. O que
define a natureza jurídica da postulação é a essência da
pretensão deduzida em juízo e não o eventual nomem juris que
a parte circunstancialmente tenha atribuído em sua petição. No
Direito brasileiro não há a chamada tipicidade de ações. É
segundo a causa de pedir e segundo o pedido que o julgador
definirá, em cada caso, o tipo de ação e também o tipo de
provimento postulado, se cautelar ou se de antecipação de
tutela. Não se pode bloquear justa pretensão de direito material
por um simples equívoco processual, quando se sabe que o
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 14), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folha 20):
AÇÃO
RESCISÓRIA.
MEDIDA
CAUTELAR
INCIDENTAL. CONTRATO DO SISTEMA FINANCEIRO DA
HABITAÇÃO. DECADÊNCIA. ILEGITIMIDADE PASSIVA.
INÉPCIA DA INICIAL. PRELIMINARES. AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS DO ART. 485 DO CPC. IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO RESCISÓRIA E DA MEDIDA CAUTELAR. Preenchido o
requisito exigido pelo art. 495 do CPC, não há declarar a
decadência do direito de ajuizar ação rescisória, com base na
intempestividade. O terceiro juridicamente interessado tem
legitimidade para figurar no pólo passivo de ação rescisória.
Cabe ao juiz, dentro da instrumentalidade dos ritos, que serve à
efetividade e à realização dos direitos e da justiça, reconhecer
qual a natureza jurídica da pretensão deduzida e decidir
segundo tal natureza: cautelar ou antecipação de tutela. O que
define a natureza jurídica da postulação é a essência da
pretensão deduzida em juízo e não o eventual nomem juris que
a parte circunstancialmente tenha atribuído em sua petição. No
Direito brasileiro não há a chamada tipicidade de ações. É
segundo a causa de pedir e segundo o pedido que o julgador
definirá, em cada caso, o tipo de ação e também o tipo de
provimento postulado, se cautelar ou se de antecipação de
tutela. Não se pode bloquear justa pretensão de direito material
por um simples equívoco processual, quando se sabe que o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 836.874 AGR / RS
processo somente se justifica na exata medida em que serve à
efetividade e à realização dos direitos materiais das partes e,
para o Estado-Juiz, serve à realização da justiça do caso
concreto, finalidade última e superior da atividade
jurisdicional. Se há fungibilidade entre cautelar e antecipação
de tutela (CPC, art. 273, parágrafo 7º), pelas mesmas razões há
de se admitir a fungibilidade inversa, ausente qualquer
fundamento jurídico prestante para assim não se entender.
Preliminares rejeitadas. Não se verificando na sentença
rescindenda violação a literal disposição de lei, não há como
acolher pretensão de desconstituição da decisão monocrática
com base no art. 485, inciso V, do CPC. Ausentes os requisitos
previstos no art. 485 do CPC, deve ser julgada improcedente a
ação rescisória e a medida cautelar incidental.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se
alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 836.874 AGR / RS
processo somente se justifica na exata medida em que serve à
efetividade e à realização dos direitos materiais das partes e,
para o Estado-Juiz, serve à realização da justiça do caso
concreto, finalidade última e superior da atividade
jurisdicional. Se há fungibilidade entre cautelar e antecipação
de tutela (CPC, art. 273, parágrafo 7º), pelas mesmas razões há
de se admitir a fungibilidade inversa, ausente qualquer
fundamento jurídico prestante para assim não se entender.
Preliminares rejeitadas. Não se verificando na sentença
rescindenda violação a literal disposição de lei, não há como
acolher pretensão de desconstituição da decisão monocrática
com base no art. 485, inciso V, do CPC. Ausentes os requisitos
previstos no art. 485 do CPC, deve ser julgada improcedente a
ação rescisória e a medida cautelar incidental.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se
alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 836.874 AGR / RS
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício dos
agravados.
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Supremo Tribunal Federal
AI 836.874 AGR / RS
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício dos
agravados.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX
ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810932
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX
ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1885611
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-04-09T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur207068
|
Número de páginas: 8.
Análise: 23/04/2012, AMS.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
836874
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
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AI 836874 AgR
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AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX
ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
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Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO -
POUPEX
ADV.(A/S)
:PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1864610.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
AI 836.874 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 836.874 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO -
POUPEX
ADV.(A/S)
:PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 305 e 306,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO -
POUPEX
ADV.(A/S)
:PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 305 e 306,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
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Relatório
AI 836.874 AGR / RS
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 309 a 314, insiste no processamento
do extraordinário. Afirma não ser necessário o reexame do conjunto
probatório e assevera estar configurada a ofensa ao artigo 5..., incisos II e
XXXVI, do Diploma Maior. Evoca os artigos 6..., § 1..., da Lei de Introdução
às normas do Direito Brasileiro e o artigo 485, inciso V, do Código de
Processo Civil, bem como precedentes do Supremo. No mais, discorre
sobre o tema de fundo e defende a aplicabilidade meramente prospectiva
do Código de Defesa do Consumidor.
Os agravados apresentaram a contraminuta de folha 324 a 347,
apontando o acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 836.874 AGR / RS
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 309 a 314, insiste no processamento
do extraordinário. Afirma não ser necessário o reexame do conjunto
probatório e assevera estar configurada a ofensa ao artigo 5..., incisos II e
XXXVI, do Diploma Maior. Evoca os artigos 6..., § 1..., da Lei de Introdução
às normas do Direito Brasileiro e o artigo 485, inciso V, do Código de
Processo Civil, bem como precedentes do Supremo. No mais, discorre
sobre o tema de fundo e defende a aplicabilidade meramente prospectiva
do Código de Defesa do Consumidor.
Os agravados apresentaram a contraminuta de folha 324 a 347,
apontando o acerto do ato impugnado.
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 14), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folha 20):
AÇÃO
RESCISÓRIA.
MEDIDA
CAUTELAR
INCIDENTAL. CONTRATO DO SISTEMA FINANCEIRO DA
HABITAÇÃO. DECADÊNCIA. ILEGITIMIDADE PASSIVA.
INÉPCIA DA INICIAL. PRELIMINARES. AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS DO ART. 485 DO Código de Processo Civil. IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO RESCISÓRIA E DA MEDIDA CAUTELAR. Preenchido o
requisito exigido pelo art. 495 do Código de Processo Civil, não há declarar a
decadência do direito de ajuizar ação rescisória, com base na
intempestividade. O terceiro juridicamente interessado tem
legitimidade para figurar no pólo passivo de ação rescisória.
Cabe ao juiz, dentro da instrumentalidade dos ritos, que serve à
efetividade e à realização dos direitos e da justiça, reconhecer
qual a natureza jurídica da pretensão deduzida e decidir
segundo tal natureza: cautelar ou antecipação de tutela. O que
define a natureza jurídica da postulação é a essência da
pretensão deduzida em juízo e não o eventual nomem juris que
a parte circunstancialmente tenha atribuído em sua petição. No
Direito brasileiro não há a chamada tipicidade de ações. É
segundo a causa de pedir e segundo o pedido que o julgador
definirá, em cada caso, o tipo de ação e também o tipo de
provimento postulado, se cautelar ou se de antecipação de
tutela. Não se pode bloquear justa pretensão de direito material
por um simples equívoco processual, quando se sabe que o
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 14), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folha 20):
AÇÃO
RESCISÓRIA.
MEDIDA
CAUTELAR
INCIDENTAL. CONTRATO DO SISTEMA FINANCEIRO DA
HABITAÇÃO. DECADÊNCIA. ILEGITIMIDADE PASSIVA.
INÉPCIA DA INICIAL. PRELIMINARES. AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS DO ART. 485 DO Código de Processo Civil. IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO RESCISÓRIA E DA MEDIDA CAUTELAR. Preenchido o
requisito exigido pelo art. 495 do Código de Processo Civil, não há declarar a
decadência do direito de ajuizar ação rescisória, com base na
intempestividade. O terceiro juridicamente interessado tem
legitimidade para figurar no pólo passivo de ação rescisória.
Cabe ao juiz, dentro da instrumentalidade dos ritos, que serve à
efetividade e à realização dos direitos e da justiça, reconhecer
qual a natureza jurídica da pretensão deduzida e decidir
segundo tal natureza: cautelar ou antecipação de tutela. O que
define a natureza jurídica da postulação é a essência da
pretensão deduzida em juízo e não o eventual nomem juris que
a parte circunstancialmente tenha atribuído em sua petição. No
Direito brasileiro não há a chamada tipicidade de ações. É
segundo a causa de pedir e segundo o pedido que o julgador
definirá, em cada caso, o tipo de ação e também o tipo de
provimento postulado, se cautelar ou se de antecipação de
tutela. Não se pode bloquear justa pretensão de direito material
por um simples equívoco processual, quando se sabe que o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 836.874 AGR / RS
processo somente se justifica na exata medida em que serve à
efetividade e à realização dos direitos materiais das partes e,
para o Estado-Juiz, serve à realização da justiça do caso
concreto, finalidade última e superior da atividade
jurisdicional. Se há fungibilidade entre cautelar e antecipação
de tutela (Código de Processo Civil, art. 273, parágrafo 7...), pelas mesmas razões há
de se admitir a fungibilidade inversa, ausente qualquer
fundamento jurídico prestante para assim não se entender.
Preliminares rejeitadas. Não se verificando na sentença
rescindenda violação a literal disposição de lei, não há como
acolher pretensão de desconstituição da decisão monocrática
com base no art. 485, inciso V, do Código de Processo Civil. Ausentes os requisitos
previstos no art. 485 do Código de Processo Civil, deve ser julgada improcedente a
ação rescisória e a medida cautelar incidental.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se
alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 836.874 AGR / RS
processo somente se justifica na exata medida em que serve à
efetividade e à realização dos direitos materiais das partes e,
para o Estado-Juiz, serve à realização da justiça do caso
concreto, finalidade última e superior da atividade
jurisdicional. Se há fungibilidade entre cautelar e antecipação
de tutela (Código de Processo Civil, art. 273, parágrafo 7...), pelas mesmas razões há
de se admitir a fungibilidade inversa, ausente qualquer
fundamento jurídico prestante para assim não se entender.
Preliminares rejeitadas. Não se verificando na sentença
rescindenda violação a literal disposição de lei, não há como
acolher pretensão de desconstituição da decisão monocrática
com base no art. 485, inciso V, do Código de Processo Civil. Ausentes os requisitos
previstos no art. 485 do Código de Processo Civil, deve ser julgada improcedente a
ação rescisória e a medida cautelar incidental.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se
alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 836.874 AGR / RS
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício dos
agravados.
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Supremo Tribunal Federal
AI 836.874 AGR / RS
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício dos
agravados.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX
ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810932
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 836.874
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX
ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 874",
"AI 836 . 874 AGR / RS",
"AI 836 . 874 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 874",
"AI 836 . 874 AGR",
"AI 836 . 874",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 874",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 874",
"AI 836 . 874 AGR / RS",
"AI 836 . 874 AGR / RS",
"AI 836 . 874 AGR / RS",
"AI 836 . 874 AGR /",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 836 . 874"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , incisos II e XXXVI , do Diploma Maior",
"artigos 6 . . . , § 1 . . . , da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro",
"artigo 485 , inciso V , do Código de Processo Civil",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , incisos II e XXXVI , do Diploma Maior",
"artigos 6 . . . , § 1 . . . , da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro",
"artigo 485 , inciso V , do Código de Processo Civil",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 485 DO Código de Processo Civil",
"art . 495 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 485 DO Código de Processo Civil",
"art . 495 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 273 , parágrafo 7 . . .",
"art . 485 , inciso V , do Código de Processo Civil",
"art . 485 do Código de Processo Civil",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 273 , parágrafo 7 . . .",
"art . 485 , inciso V , do Código de Processo Civil",
"art . 485 do Código de Processo Civil",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO",
"POUPEX",
"ESMÉRIO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RS",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO",
"POUPEX",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO",
"POUPEX",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO",
"POUPEX",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA",
"PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO",
"ROSELAINE DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA",
"PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO",
"ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA",
"PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO",
"ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA",
"PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO",
"ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"PAULO DE TARSO DRESCH DA SILVEIRA",
"PAULO ROBERTO TAVARES DO NASCIMENTO",
"ROSELAINE DOS SANTOS ESMÉRIO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S)
:ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. ICMS. Correção
monetária. Afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal
meramente reflexa. Cerceamento de defesa não caracterizado.
Precedentes.
1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura, como no presente
caso, mera ofensa indireta ou reflexa à Constituição.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777389.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S)
:ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Dismacal Comercio e Representacoes Ltda. interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo
de instrumento (fls. 758 a 761), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Dismacal Comércio e Representações Ltda. e Admir
Guilherme Bradbury interpõem agravo de instrumento contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade ao artigo 5º, incisos LIV e LV, da Constituição
Federal.
Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão da
Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO CÍVEL. TRIBUTÁRIO E FISCAL.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. MATÉRIA DE DIREITO.
DESNECESSIDADE
DE
PROVA
PERICIAL.
INEXISTÊNCIA DE DISSOLUÇÃO IRREGULAR E
INFRAÇÃO A LEI. NÃO CABIMENTO DO
REDIRECIONAMENTO AO SÓCIO. ICMS. CRÉDITOS
EXCEDENTES.
INCIDÊNCIA
DE
CORREÇÃO
MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
IMPOSSIBILIDADE. REVISÃO DOS HONORÁRIOS.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777387.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S)
:ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Dismacal Comercio e Representacoes Ltda. interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo
de instrumento (fls. 758 a 761), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Dismacal Comércio e Representações Ltda. e Admir
Guilherme Bradbury interpõem agravo de instrumento contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade ao artigo 5º, incisos LIV e LV, da Constituição
Federal.
Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão da
Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO CÍVEL. TRIBUTÁRIO E FISCAL.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. MATÉRIA DE DIREITO.
DESNECESSIDADE
DE
PROVA
PERICIAL.
INEXISTÊNCIA DE DISSOLUÇÃO IRREGULAR E
INFRAÇÃO A LEI. NÃO CABIMENTO DO
REDIRECIONAMENTO AO SÓCIO. ICMS. CRÉDITOS
EXCEDENTES.
INCIDÊNCIA
DE
CORREÇÃO
MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
IMPOSSIBILIDADE. REVISÃO DOS HONORÁRIOS.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
AI 781.271 AGR / RS
- Versando a demanda exclusivamente sobre matéria
de direito não há falar em produção de prova pericial.
Feito que comporta o julgamento antecipado da lide.
- Sendo, no caso concreto, os direitos do Estado
indisponíveis, os efeitos da revelia não o atingem, por
força do artigo 320, inciso II, do Código de Processo Civil.
- Os sócios-gerentes respondem, pessoalmente,
quando agem com excesso de mandato ou, dentro de suas
atribuições, procedem com dolo ou culpa ou com violação
da lei, ou do estatuto ou do contrato. Inteligência dos
artigos 10 do Decreto 3.708/19 e 135, III, do Código
Tributário Nacional.
- Não é simples persistência de débitos quando do
encerramento das atividades da empresa que levam ao
reconhecimento da responsabilidade pessoal do sócio-
gerente e sim a sonegação fiscal.
- Correção dos créditos de ICMS, efetuada pela
empresa, com base em Súmula do Tribunal de Justiça
vigente à época. Sonegação não caracterizada.
- A existência de créditos excedentes do ICMS não
importa na incidência da correção monetária. Não há falar
em princípio da isonomia quando ausente previsão legal
que ampare a pretensão do embargante. Jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. Cancelamento da súmula 16
do Tribunal de Justiça.
- Majoração da verba advocatícia. Honorários fixados
consoante apreciação que deve considerar o julgamento de
três feitos (ação cautelar, processo principal e embargos),
bem como o julgamento antecipado da lide.
- Agravos retidos não providos. Recurso de apelação
dos embargantes parcialmente provido. Apelo do Estado
provido’ (fl. 25).
Opostos embargos de declaração (fls. 34 a 37), foram
rejeitados (fls. 40 a 42).
Decido.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 781.271 AGR / RS
- Versando a demanda exclusivamente sobre matéria
de direito não há falar em produção de prova pericial.
Feito que comporta o julgamento antecipado da lide.
- Sendo, no caso concreto, os direitos do Estado
indisponíveis, os efeitos da revelia não o atingem, por
força do artigo 320, inciso II, do Código de Processo Civil.
- Os sócios-gerentes respondem, pessoalmente,
quando agem com excesso de mandato ou, dentro de suas
atribuições, procedem com dolo ou culpa ou com violação
da lei, ou do estatuto ou do contrato. Inteligência dos
artigos 10 do Decreto 3.708/19 e 135, III, do Código
Tributário Nacional.
- Não é simples persistência de débitos quando do
encerramento das atividades da empresa que levam ao
reconhecimento da responsabilidade pessoal do sócio-
gerente e sim a sonegação fiscal.
- Correção dos créditos de ICMS, efetuada pela
empresa, com base em Súmula do Tribunal de Justiça
vigente à época. Sonegação não caracterizada.
- A existência de créditos excedentes do ICMS não
importa na incidência da correção monetária. Não há falar
em princípio da isonomia quando ausente previsão legal
que ampare a pretensão do embargante. Jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. Cancelamento da súmula 16
do Tribunal de Justiça.
- Majoração da verba advocatícia. Honorários fixados
consoante apreciação que deve considerar o julgamento de
três feitos (ação cautelar, processo principal e embargos),
bem como o julgamento antecipado da lide.
- Agravos retidos não providos. Recurso de apelação
dos embargantes parcialmente provido. Apelo do Estado
provido’ (fl. 25).
Opostos embargos de declaração (fls. 34 a 37), foram
rejeitados (fls. 40 a 42).
Decido.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 781.271 AGR / RS
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 11/11/05, conforme expresso na
certidão de folha 44, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da
legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do
recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de
afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à
Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado
que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 781.271 AGR / RS
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 11/11/05, conforme expresso na
certidão de folha 44, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da
legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do
recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de
afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à
Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado
que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
AI 781.271 AGR / RS
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que o indeferimento de diligência
probatória, tida por desnecessária pelas instâncias ordinárias,
não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Nesse sentido, anote-se:
‘Agravo regimental. Recurso extraordinário. Ação de
indenização por dano causado por acidente de trânsito.
Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de
defesa. Inocorrência.
1. Não incorre em ofensa à ampla defesa o
indeferimento de diligência probatória tida por
desnecessária.
2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o
reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279
desta Corte.
3. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 631.856/AM-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 7/12/07).
‘PROCESSUAL CIVIL. CERCEAMENTO DE
DEFESA.
INDEFERIMENTO
DE
DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA.
OFENSA
REFLEXA.
AGRAVO
IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio
de remansosa jurisprudência, a alegada violação ao art. 5º, LIV e
LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de
ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de
legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 781.271 AGR / RS
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que o indeferimento de diligência
probatória, tida por desnecessária pelas instâncias ordinárias,
não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Nesse sentido, anote-se:
‘Agravo regimental. Recurso extraordinário. Ação de
indenização por dano causado por acidente de trânsito.
Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de
defesa. Inocorrência.
1. Não incorre em ofensa à ampla defesa o
indeferimento de diligência probatória tida por
desnecessária.
2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o
reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279
desta Corte.
3. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 631.856/AM-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 7/12/07).
‘PROCESSUAL CIVIL. CERCEAMENTO DE
DEFESA.
INDEFERIMENTO
DE
DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA.
OFENSA
REFLEXA.
AGRAVO
IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio
de remansosa jurisprudência, a alegada violação ao art. 5º, LIV e
LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de
ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de
legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Relatório
AI 781.271 AGR / RS
do recurso extraordinário. II - Este Tribunal tem decidido no
sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por
desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do
contraditório e da ampla defesa. III - Agravo regimental
improvido’ (AI nº 616.277/MG-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se
Brasília, 10 de março de 2010.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“o indeferimento da produção da prova pericial contábil,
infringe de forma direta e grave o direito à prova e o Devido
Processo Legal, igualmente exercitável por ambas as partes,
restando impossível o exercício do Contraditório efetivo,
tornando ilusória a proteção jurisdicional dos direitos
substanciais através do mecanismo processual, além de
caracterizar o cerceamento de defesa dos recorrentes, devendo a
decisão ser reformada e a prova pericial realizada, para
auferirmos o real e exato valor do suposto débito que o Fisco
está imputando aos Agravantes” (fl. 777 – grifo nosso).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 781.271 AGR / RS
do recurso extraordinário. II - Este Tribunal tem decidido no
sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por
desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do
contraditório e da ampla defesa. III - Agravo regimental
improvido’ (AI nº 616.277/MG-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se
Brasília, 10 de março de 2010.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“o indeferimento da produção da prova pericial contábil,
infringe de forma direta e grave o direito à prova e o Devido
Processo Legal, igualmente exercitável por ambas as partes,
restando impossível o exercício do Contraditório efetivo,
tornando ilusória a proteção jurisdicional dos direitos
substanciais através do mecanismo processual, além de
caracterizar o cerceamento de defesa dos recorrentes, devendo a
decisão ser reformada e a prova pericial realizada, para
auferirmos o real e exato valor do suposto débito que o Fisco
está imputando aos Agravantes” (fl. 777 – grifo nosso).
É o relatório.
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, vez que, conforme expresso
na decisão agravada, aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta
Corte no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura, como no presente caso, mera ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX,
DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de
que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação processual
ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas
sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu
convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental
improvido” (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe de 31/1/11).
Nesse mesmo sentido, veja-se ainda os seguintes julgados: RE nº
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, vez que, conforme expresso
na decisão agravada, aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta
Corte no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura, como no presente caso, mera ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX,
DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de
que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação processual
ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas
sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu
convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental
improvido” (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe de 31/1/11).
Nesse mesmo sentido, veja-se ainda os seguintes julgados: RE nº
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 781.271 AGR / RS
555.257/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16/5/11; e AI
nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJ de 30/11/07.
Ademais, ainda que assim não fosse, esta Corte entende que não há
afronta ao princípio da ampla defesa quando houver o indeferimento de
diligência probatória pelo juízo a quo, pacificada sua jurisprudência
nesse sentido. Veja-se:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. DILIGÊNCIA PROBATÓRIA
TIDA POR DESNECESSÁRIA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM.
CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURADO.
EFETIVA CONTRAPRESTAÇÃO DO SERVIÇO PRESTADO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – O
indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária
pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da
ampla defesa. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à
controvérsia em torno da efetiva contraprestação do serviço,
necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do
STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 776.139-AgR,
Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe
de 9/3/11).
Nesse mesmo sentido, cito ainda as seguintes decisões: AI nº
631.856/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito,
DJ de 7/12/07; e AI nº 616.277/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08.
Nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 781.271 AGR / RS
555.257/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16/5/11; e AI
nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJ de 30/11/07.
Ademais, ainda que assim não fosse, esta Corte entende que não há
afronta ao princípio da ampla defesa quando houver o indeferimento de
diligência probatória pelo juízo a quo, pacificada sua jurisprudência
nesse sentido. Veja-se:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. DILIGÊNCIA PROBATÓRIA
TIDA POR DESNECESSÁRIA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM.
CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURADO.
EFETIVA CONTRAPRESTAÇÃO DO SERVIÇO PRESTADO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – O
indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária
pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da
ampla defesa. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à
controvérsia em torno da efetiva contraprestação do serviço,
necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do
STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 776.139-AgR,
Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe
de 9/3/11).
Nesse mesmo sentido, cito ainda as seguintes decisões: AI nº
631.856/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito,
DJ de 7/12/07; e AI nº 616.277/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08.
Nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1804320
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-09T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. ICMS. Correção monetária. Afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal meramente reflexa. Cerceamento de defesa não caracterizado. Precedentes.
1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura, como no presente caso, mera ofensa indireta ou reflexa à Constituição.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur205653
|
- Acórdãos citados: AI 812481 AgR, RE 555257, AI 594887 AgR, AI 776139 AgR, AI 631856 AgR, AI 616277 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 28/03/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
781271
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 781271 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S)
:ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. ICMS. Correção
monetária. Afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal
meramente reflexa. Cerceamento de defesa não caracterizado.
Precedentes.
1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura, como no presente
caso, mera ofensa indireta ou reflexa à Constituição.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S)
:ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Dismacal Comercio e Representacoes Ltda. interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo
de instrumento (fls. 758 a 761), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Dismacal Comércio e Representações Ltda. e Admir
Guilherme Bradbury interpõem agravo de instrumento contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade ao artigo 5..., incisos LIV e LV, da Constituição
Federal.
Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão da
Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO CÍVEL. TRIBUTÁRIO E FISCAL.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. MATÉRIA DE DIREITO.
DESNECESSIDADE
DE
PROVA
PERICIAL.
INEXISTÊNCIA DE DISSOLUÇÃO IRREGULAR E
INFRAÇÃO A LEI. NÃO CABIMENTO DO
REDIRECIONAMENTO AO SÓCIO. ICMS. CRÉDITOS
EXCEDENTES.
INCIDÊNCIA
DE
CORREÇÃO
MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
IMPOSSIBILIDADE. REVISÃO DOS HONORÁRIOS.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S)
:ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Dismacal Comercio e Representacoes Ltda. interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo
de instrumento (fls. 758 a 761), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Dismacal Comércio e Representações Ltda. e Admir
Guilherme Bradbury interpõem agravo de instrumento contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade ao artigo 5..., incisos LIV e LV, da Constituição
Federal.
Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão da
Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO CÍVEL. TRIBUTÁRIO E FISCAL.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. MATÉRIA DE DIREITO.
DESNECESSIDADE
DE
PROVA
PERICIAL.
INEXISTÊNCIA DE DISSOLUÇÃO IRREGULAR E
INFRAÇÃO A LEI. NÃO CABIMENTO DO
REDIRECIONAMENTO AO SÓCIO. ICMS. CRÉDITOS
EXCEDENTES.
INCIDÊNCIA
DE
CORREÇÃO
MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
IMPOSSIBILIDADE. REVISÃO DOS HONORÁRIOS.
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Relatório
AI 781.271 AGR / RS
- Versando a demanda exclusivamente sobre matéria
de direito não há falar em produção de prova pericial.
Feito que comporta o julgamento antecipado da lide.
- Sendo, no caso concreto, os direitos do Estado
indisponíveis, os efeitos da revelia não o atingem, por
força do artigo 320, inciso II, do Código de Processo Civil.
- Os sócios-gerentes respondem, pessoalmente,
quando agem com excesso de mandato ou, dentro de suas
atribuições, procedem com dolo ou culpa ou com violação
da lei, ou do estatuto ou do contrato. Inteligência dos
artigos 10 do Decreto 3.708/19 e 135, III, do Código
Tributário Nacional.
- Não é simples persistência de débitos quando do
encerramento das atividades da empresa que levam ao
reconhecimento da responsabilidade pessoal do sócio-
gerente e sim a sonegação fiscal.
- Correção dos créditos de ICMS, efetuada pela
empresa, com base em Súmula do Tribunal de Justiça
vigente à época. Sonegação não caracterizada.
- A existência de créditos excedentes do ICMS não
importa na incidência da correção monetária. Não há falar
em princípio da isonomia quando ausente previsão legal
que ampare a pretensão do embargante. Jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. Cancelamento da súmula 16
do Tribunal de Justiça.
- Majoração da verba advocatícia. Honorários fixados
consoante apreciação que deve considerar o julgamento de
três feitos (ação cautelar, processo principal e embargos),
bem como o julgamento antecipado da lide.
- Agravos retidos não providos. Recurso de apelação
dos embargantes parcialmente provido. Apelo do Estado
provido’ (fl. 25).
Opostos embargos de declaração (fls. 34 a 37), foram
rejeitados (fls. 40 a 42).
Decido.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 781.271 AGR / RS
- Versando a demanda exclusivamente sobre matéria
de direito não há falar em produção de prova pericial.
Feito que comporta o julgamento antecipado da lide.
- Sendo, no caso concreto, os direitos do Estado
indisponíveis, os efeitos da revelia não o atingem, por
força do artigo 320, inciso II, do Código de Processo Civil.
- Os sócios-gerentes respondem, pessoalmente,
quando agem com excesso de mandato ou, dentro de suas
atribuições, procedem com dolo ou culpa ou com violação
da lei, ou do estatuto ou do contrato. Inteligência dos
artigos 10 do Decreto 3.708/19 e 135, III, do Código
Tributário Nacional.
- Não é simples persistência de débitos quando do
encerramento das atividades da empresa que levam ao
reconhecimento da responsabilidade pessoal do sócio-
gerente e sim a sonegação fiscal.
- Correção dos créditos de ICMS, efetuada pela
empresa, com base em Súmula do Tribunal de Justiça
vigente à época. Sonegação não caracterizada.
- A existência de créditos excedentes do ICMS não
importa na incidência da correção monetária. Não há falar
em princípio da isonomia quando ausente previsão legal
que ampare a pretensão do embargante. Jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. Cancelamento da súmula 16
do Tribunal de Justiça.
- Majoração da verba advocatícia. Honorários fixados
consoante apreciação que deve considerar o julgamento de
três feitos (ação cautelar, processo principal e embargos),
bem como o julgamento antecipado da lide.
- Agravos retidos não providos. Recurso de apelação
dos embargantes parcialmente provido. Apelo do Estado
provido’ (fl. 25).
Opostos embargos de declaração (fls. 34 a 37), foram
rejeitados (fls. 40 a 42).
Decido.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 781.271 AGR / RS
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 11/11/05, conforme expresso na
certidão de folha 44, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da
legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do
recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de
afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à
Constituição da República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado
que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777387.
Supremo Tribunal Federal
AI 781.271 AGR / RS
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 11/11/05, conforme expresso na
certidão de folha 44, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da
legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do
recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de
afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à
Constituição da República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado
que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
AI 781.271 AGR / RS
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que o indeferimento de diligência
probatória, tida por desnecessária pelas instâncias ordinárias,
não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Nesse sentido, anote-se:
‘Agravo regimental. Recurso extraordinário. Ação de
indenização por dano causado por acidente de trânsito.
Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de
defesa. Inocorrência.
1. Não incorre em ofensa à ampla defesa o
indeferimento de diligência probatória tida por
desnecessária.
2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o
reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n 279
desta Corte.
3. Agravo regimental desprovido’ (AI n 631.856/AM-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 7/12/07).
‘PROCESSUAL CIVIL. CERCEAMENTO DE
DEFESA.
INDEFERIMENTO
DE
DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA.
OFENSA
REFLEXA.
AGRAVO
IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio
de remansosa jurisprudência, a alegada violação ao art. 5..., LIV e
LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de
ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de
legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento
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Supremo Tribunal Federal
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legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que o indeferimento de diligência
probatória, tida por desnecessária pelas instâncias ordinárias,
não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Nesse sentido, anote-se:
‘Agravo regimental. Recurso extraordinário. Ação de
indenização por dano causado por acidente de trânsito.
Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de
defesa. Inocorrência.
1. Não incorre em ofensa à ampla defesa o
indeferimento de diligência probatória tida por
desnecessária.
2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o
reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n 279
desta Corte.
3. Agravo regimental desprovido’ (AI n 631.856/AM-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 7/12/07).
‘PROCESSUAL CIVIL. CERCEAMENTO DE
DEFESA.
INDEFERIMENTO
DE
DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA.
OFENSA
REFLEXA.
AGRAVO
IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio
de remansosa jurisprudência, a alegada violação ao art. 5..., LIV e
LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de
ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de
legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento
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Relatório
AI 781.271 AGR / RS
do recurso extraordinário. II - Este Tribunal tem decidido no
sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por
desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do
contraditório e da ampla defesa. III - Agravo regimental
improvido’ (AI n 616.277/MG-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se
Brasília, 10 de março de 2010.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“o indeferimento da produção da prova pericial contábil,
infringe de forma direta e grave o direito à prova e o Devido
Processo Legal, igualmente exercitável por ambas as partes,
restando impossível o exercício do Contraditório efetivo,
tornando ilusória a proteção jurisdicional dos direitos
substanciais através do mecanismo processual, além de
caracterizar o cerceamento de defesa dos recorrentes, devendo a
decisão ser reformada e a prova pericial realizada, para
auferirmos o real e exato valor do suposto débito que o Fisco
está imputando aos Agravantes” (fl. 777 – grifo nosso).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
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do recurso extraordinário. II - Este Tribunal tem decidido no
sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por
desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do
contraditório e da ampla defesa. III - Agravo regimental
improvido’ (AI n 616.277/MG-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se
Brasília, 10 de março de 2010.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“o indeferimento da produção da prova pericial contábil,
infringe de forma direta e grave o direito à prova e o Devido
Processo Legal, igualmente exercitável por ambas as partes,
restando impossível o exercício do Contraditório efetivo,
tornando ilusória a proteção jurisdicional dos direitos
substanciais através do mecanismo processual, além de
caracterizar o cerceamento de defesa dos recorrentes, devendo a
decisão ser reformada e a prova pericial realizada, para
auferirmos o real e exato valor do suposto débito que o Fisco
está imputando aos Agravantes” (fl. 777 – grifo nosso).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, vez que, conforme expresso
na decisão agravada, aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta
Corte no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura, como no presente caso, mera ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX,
DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de
que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação processual
ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas
sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu
convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental
improvido” (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe de 31/1/11).
Nesse mesmo sentido, veja-se ainda os seguintes julgados: Recurso Extraordinário n
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, vez que, conforme expresso
na decisão agravada, aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta
Corte no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura, como no presente caso, mera ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX,
DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de
que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação processual
ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas
sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu
convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental
improvido” (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe de 31/1/11).
Nesse mesmo sentido, veja-se ainda os seguintes julgados: Recurso Extraordinário n
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 781.271 AGR / RS
555.257/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16/5/11; e AI
n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJ de 30/11/07.
Ademais, ainda que assim não fosse, esta Corte entende que não há
afronta ao princípio da ampla defesa quando houver o indeferimento de
diligência probatória pelo juízo a quo, pacificada sua jurisprudência
nesse sentido. Veja-se:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. DILIGÊNCIA PROBATÓRIA
TIDA POR DESNECESSÁRIA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM.
CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURADO.
EFETIVA CONTRAPRESTAÇÃO DO SERVIÇO PRESTADO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – O
indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária
pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da
ampla defesa. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à
controvérsia em torno da efetiva contraprestação do serviço,
necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 776.139-AgR,
Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe
de 9/3/11).
Nesse mesmo sentido, cito ainda as seguintes decisões: AI n
631.856/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito,
DJ de 7/12/07; e AI n 616.277/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08.
Nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 781.271 AGR / RS
555.257/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16/5/11; e AI
n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJ de 30/11/07.
Ademais, ainda que assim não fosse, esta Corte entende que não há
afronta ao princípio da ampla defesa quando houver o indeferimento de
diligência probatória pelo juízo a quo, pacificada sua jurisprudência
nesse sentido. Veja-se:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. DILIGÊNCIA PROBATÓRIA
TIDA POR DESNECESSÁRIA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM.
CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURADO.
EFETIVA CONTRAPRESTAÇÃO DO SERVIÇO PRESTADO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – O
indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária
pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da
ampla defesa. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à
controvérsia em torno da efetiva contraprestação do serviço,
necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 776.139-AgR,
Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe
de 9/3/11).
Nesse mesmo sentido, cito ainda as seguintes decisões: AI n
631.856/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito,
DJ de 7/12/07; e AI n 616.277/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08.
Nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 781.271
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA
ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747061
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 781 . 271",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 781 . 271",
"AI 781 . 271 AGR / RS",
"súmula 16 do Tribunal de Justiça",
"AI 781 . 271 AGR / RS",
"súmula 16 do Tribunal de Justiça",
"AI 781 . 271 AGR / RS",
"Questão",
"AI n 594 . 887 / SP",
"AI 781 . 271 AGR /",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"AI 781 . 271 AGR / RS",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"AI n 631 . 856 / AM - AgR",
"AI 781 . 271 AGR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Súmula n 279 desta Corte",
"AI n 631 . 856 / AM - AgR",
"AI 781 . 271 AGR / RS",
"AI n 616 . 277 / MG - AgR",
"AI 781 . 271 AGR / RS",
"AI n 616 . 277 / MG - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 781 . 271",
"AI n 812 . 481 / RJ -",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 781 . 271",
"AI n 812 . 481 / RJ - AgR",
"AI 781 . 271 AGR / RS 555 . 257 / PR",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 776 . 139 - AgR",
"AI n 631 . 856 / AM - AgR",
"AI n 616 . 277 / MG - AgR",
"AI 781 . 271 AGR / RS 555 . 257 / PR",
"AI n 594 . 887 / SP",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 776 . 139 - AgR",
"AI n 631 . 856 / AM - AgR",
"AI n 616 . 277 / MG - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 781 . 271",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 781 . 271"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 320 , inciso II , do Código de Processo Civil",
"artigos 10 do Decreto 3 . 708 / 19",
"135 , III , do Código Tributário Nacional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 320 , inciso II , do Código de Processo Civil",
"artigos 10 do Decreto 3 . 708 / 19",
"135 , III , do Código Tributário Nacional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA",
"Dismacal Comercio e Representacoes Ltda .",
"Dismacal Comércio e Representações Ltda .",
"Vigésima Segunda Câmara Cível",
"Tribunal de Justiça do Estado do",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA",
"Dismacal Comercio e Representacoes Ltda .",
"Dismacal Comércio e Representações Ltda .",
"Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DISMACAL COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Admir Guilherme Bradbury",
"DIAS TOFFOLI",
"ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Admir Guilherme Bradbury",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Menezes Direito",
"Celso de Mello",
"Menezes Direito",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Menezes Direito",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Menezes Direito",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"11",
"/",
"05",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"11",
"/",
"05",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"7",
"/",
"12",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"7",
"/",
"12",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"9",
"/",
"08",
"10 de março de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
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"9",
"/",
"08",
"10 de março de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
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"/",
"1",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"31",
"/",
"1",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"5",
"/",
"11",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"9",
"/",
"3",
"/",
"11",
"7",
"/",
"12",
"/",
"07",
"19",
"/",
"9",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"5",
"/",
"11",
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"07",
"9",
"/",
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"/",
"11",
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"/",
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"/",
"07",
"19",
"/",
"9",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S)
:RAUL
TAVARES
DA
CUNHA
MELLO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Prescrição. Ato administrativo. Ofensa reflexa. Serventuária da Justiça.
Oficial de Registro. Concurso público. Necessidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República.
2. A questão relativa à incidência da prescrição está restrita à
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das
provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte.
3. Inviabilidade de efetivação em cargo de oficial de registro de
serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de
1988, sem a realização de concurso público.
Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1840852.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
AI 769.553 AGR / SC
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S)
:RAUL
TAVARES
DA
CUNHA
MELLO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rosita Porto Batista interpõe tempestivo agravo regimental contra a
decisão pela qual neguei provimento ao agravo de instrumento (fls. 684 a
686), com a seguinte fundamentação:
“Rosita Porto Batista interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 5º, caput e incisos I,
XXXV, XXXVI, XLI e LV, da Constituição Federal e, também,
com fundamento na alínea “c” do permissivo constitucional.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira
Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
Santa Catarina, assim ementado:
‘AGRAVO CONTRA DECISÃO DO RELATOR QUE
NEGA SEGUIMENTO A RECURSO - LEI ESTADUAL
DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL - EXPRESSA DISPOSIÇÃO DA LEI
PROCESSUAL CIVIL.
Nos termos da legislação processual civil vigente
(art. 557, CPC), com redação na forma imperativa
negativa, bem como da jurisprudência, o relator do
recurso manifestamente inadmissível, improcedente,
prejudicado ou contrário à jurisprudência, deve negar-lhe
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S)
:RAUL
TAVARES
DA
CUNHA
MELLO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rosita Porto Batista interpõe tempestivo agravo regimental contra a
decisão pela qual neguei provimento ao agravo de instrumento (fls. 684 a
686), com a seguinte fundamentação:
“Rosita Porto Batista interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 5º, caput e incisos I,
XXXV, XXXVI, XLI e LV, da Constituição Federal e, também,
com fundamento na alínea “c” do permissivo constitucional.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira
Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
Santa Catarina, assim ementado:
‘AGRAVO CONTRA DECISÃO DO RELATOR QUE
NEGA SEGUIMENTO A RECURSO - LEI ESTADUAL
DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL - EXPRESSA DISPOSIÇÃO DA LEI
PROCESSUAL CIVIL.
Nos termos da legislação processual civil vigente
(art. 557, CPC), com redação na forma imperativa
negativa, bem como da jurisprudência, o relator do
recurso manifestamente inadmissível, improcedente,
prejudicado ou contrário à jurisprudência, deve negar-lhe
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
AI 769.553 AGR / SC
seguimento.
APELAÇÃO CÍVEL - SERVENTIA EXTRAJUDICIAL
- EFETIVAÇÃO EM CARGO PÚBLICO - PREVISÃO DO
ART.
14
DO
ATO
DAS
DISPOSIÇÕES
CONSTITUCIONAIS
TRANSITÓRIAS
DA
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL - AUSÊNCIA DE
CONCURSO PÚBLICO - INCONSTITUCIONALIDADE -
DECLARAÇÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
- ADIN N. 1573.
Na ação direta de inconstitucionalidade (ADIn)
julga-se, por meio de um processo objetivo, a validade da
norma in abstrato, sem se levar em consideração as
particularidades dos casos concretos. Nela não se discute
interesse próprio, a sua finalidade é tutelar a Constituição
da República, garantindo-se a sua supremacia.
Conforme preceitua o art. 37, II, da Constituição da
República Federativa do Brasil, a investidura em cargo ou
emprego público depende de prévia aprovação em
concurso público, o que era previsto de forma diversa
pelas Leis Estaduais que foram declaradas nulas pela
Corte Suprema. Assim, tendo a ação declaratória de
inconstitucionalidade efeito erga omnes e ex tunc, não há
como se reconhecer a súplica da recorrente’ (fl. 346).
Opostos embargos de declaração (fls. 358 a 364), foram
rejeitados (fls. 368 a 372).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 10/4/06, conforme expresso na
certidão de folha 374, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a
jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de não admitir,
em recurso extraordinário, alegação de ofensa indireta à
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
seguimento.
APELAÇÃO CÍVEL - SERVENTIA EXTRAJUDICIAL
- EFETIVAÇÃO EM CARGO PÚBLICO - PREVISÃO DO
ART.
14
DO
ATO
DAS
DISPOSIÇÕES
CONSTITUCIONAIS
TRANSITÓRIAS
DA
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL - AUSÊNCIA DE
CONCURSO PÚBLICO - INCONSTITUCIONALIDADE -
DECLARAÇÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
- ADIN N. 1573.
Na ação direta de inconstitucionalidade (ADIn)
julga-se, por meio de um processo objetivo, a validade da
norma in abstrato, sem se levar em consideração as
particularidades dos casos concretos. Nela não se discute
interesse próprio, a sua finalidade é tutelar a Constituição
da República, garantindo-se a sua supremacia.
Conforme preceitua o art. 37, II, da Constituição da
República Federativa do Brasil, a investidura em cargo ou
emprego público depende de prévia aprovação em
concurso público, o que era previsto de forma diversa
pelas Leis Estaduais que foram declaradas nulas pela
Corte Suprema. Assim, tendo a ação declaratória de
inconstitucionalidade efeito erga omnes e ex tunc, não há
como se reconhecer a súplica da recorrente’ (fl. 346).
Opostos embargos de declaração (fls. 358 a 364), foram
rejeitados (fls. 368 a 372).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 10/4/06, conforme expresso na
certidão de folha 374, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a
jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de não admitir,
em recurso extraordinário, alegação de ofensa indireta à
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
AI 769.553 AGR / SC
Constituição Federal, por má interpretação, aplicação ou
mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. No caso
em tela, para que se pudesse decidir de forma diversa do
acórdão recorrido, quanto aos limites objetivos da coisa julgada,
aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal e da ampla defesa e ao prazo decadencial da
administração rever seus atos, seria necessário o reexame da
legislação infraconstitucional, a que não se presta o recurso
extraordinário. Sobre os temas, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA
NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA.
OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão
recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação
infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da
Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no
sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da
coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à
abertura da via extraordinária. III - Agravo regimental
improvido’ (AI nº 601.325/PR-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
Constituição Federal, por má interpretação, aplicação ou
mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. No caso
em tela, para que se pudesse decidir de forma diversa do
acórdão recorrido, quanto aos limites objetivos da coisa julgada,
aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal e da ampla defesa e ao prazo decadencial da
administração rever seus atos, seria necessário o reexame da
legislação infraconstitucional, a que não se presta o recurso
extraordinário. Sobre os temas, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA
NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA.
OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão
recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação
infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da
Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no
sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da
coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à
abertura da via extraordinária. III - Agravo regimental
improvido’ (AI nº 601.325/PR-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
AI 769.553 AGR / SC
‘ADMINISTRATIVO. PRAZO DECADENCIAL
PARA A ADMINISTRAÇÃO ANULAR SEUS PRÓPRIOS
ATOS.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O
acórdão recorrido decidiu a questão dos autos prazo de
decadência para a Administração anular seus próprios
atos à luz da legislação ordinária. A afronta à Constituição,
se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Agravo
regimental improvido’ (RE nº 490.850/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo LewandowskI, DJe de
4/6/9).
Com relação à alínea ‘c’ do permissivo constitucional,
igualmente, não prospera o apelo, uma vez que o acórdão
recorrido não julgou válida lei local contestada em face da
Constituição Federal, razão pela qual fica inviabilizado o
processamento do recurso extremo.
Nego provimento ao agravo de instrumento”.
Sustenta a agravante, em síntese, que “se o fundamento central da
demanda originária foi justamente a ofensa ao direito da Agravante às referidas
garantias constitucionais, ainda que para isso, teve-se que demonstrar
pormenorizadamente os comandos infraconstitucionais violados, não há que se
falar em ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Ao contrário, a
desconsideração do transcurso do lapso prescricional violou frontal e diretamente
os dispositivos legais invocados no recurso extraordinário inadmitido na origem”
(fl. 704).
Aduz, também, que “o ato de efetivação da Agravante se deu por força de
dispositivo legal vigente e, para tanto, se desenvolveu o devido e regular processo
administrativo de outorga pelo e. Tribunal de Justiça Estadual, sendo
indiscutível que o referido órgão público deixou transcorrer in albis o lapso
prescricional de cinco anos, para, somente depois, anular o indigitado ato, sendo,
também, inconteste a boa-fé da Agravante e, mediante tais fatos, não há que se
falar em negar o direito por ela pleiteado” (fl. 705).
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
‘ADMINISTRATIVO. PRAZO DECADENCIAL
PARA A ADMINISTRAÇÃO ANULAR SEUS PRÓPRIOS
ATOS.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O
acórdão recorrido decidiu a questão dos autos prazo de
decadência para a Administração anular seus próprios
atos à luz da legislação ordinária. A afronta à Constituição,
se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Agravo
regimental improvido’ (RE nº 490.850/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo LewandowskI, DJe de
4/6/9).
Com relação à alínea ‘c’ do permissivo constitucional,
igualmente, não prospera o apelo, uma vez que o acórdão
recorrido não julgou válida lei local contestada em face da
Constituição Federal, razão pela qual fica inviabilizado o
processamento do recurso extremo.
Nego provimento ao agravo de instrumento”.
Sustenta a agravante, em síntese, que “se o fundamento central da
demanda originária foi justamente a ofensa ao direito da Agravante às referidas
garantias constitucionais, ainda que para isso, teve-se que demonstrar
pormenorizadamente os comandos infraconstitucionais violados, não há que se
falar em ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Ao contrário, a
desconsideração do transcurso do lapso prescricional violou frontal e diretamente
os dispositivos legais invocados no recurso extraordinário inadmitido na origem”
(fl. 704).
Aduz, também, que “o ato de efetivação da Agravante se deu por força de
dispositivo legal vigente e, para tanto, se desenvolveu o devido e regular processo
administrativo de outorga pelo e. Tribunal de Justiça Estadual, sendo
indiscutível que o referido órgão público deixou transcorrer in albis o lapso
prescricional de cinco anos, para, somente depois, anular o indigitado ato, sendo,
também, inconteste a boa-fé da Agravante e, mediante tais fatos, não há que se
falar em negar o direito por ela pleiteado” (fl. 705).
É o relatório.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República,
o que não enseja reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º,
XXXV,
LV,
DA
CONSTITUIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A
jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta
aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI
nº 821.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 4/3/11).
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 5º, XXXV E LV, E 93, IX,
CF/1988. OFENSA REFLEXA. 1. Alegação de ofensa aos
princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do
devido processo legal configura, quando muito, ofensa
meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento”(AI nº
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República,
o que não enseja reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º,
XXXV,
LV,
DA
CONSTITUIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A
jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta
aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI
nº 821.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 4/3/11).
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 5º, XXXV E LV, E 93, IX,
CF/1988. OFENSA REFLEXA. 1. Alegação de ofensa aos
princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do
devido processo legal configura, quando muito, ofensa
meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento”(AI nº
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
785.461/PE-AgR , Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 29/6/11)
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
22/6/07).
Também não prospera a irresignação no tocante à alegada prescrição
quinquenal do ato administrativo que declarou a nulidade da efetivação
da agravante como oficial de registro, uma vez que a jurisprudência desta
Corte está orientada no sentido de que a questão relativa à incidência da
prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta
Corte. No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N.
20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(ARE nº
651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 7/10/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. QUESTÃO AFETA À OCORRÊNCIA DA
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
785.461/PE-AgR , Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 29/6/11)
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
22/6/07).
Também não prospera a irresignação no tocante à alegada prescrição
quinquenal do ato administrativo que declarou a nulidade da efetivação
da agravante como oficial de registro, uma vez que a jurisprudência desta
Corte está orientada no sentido de que a questão relativa à incidência da
prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta
Corte. No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N.
20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(ARE nº
651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 7/10/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. QUESTÃO AFETA À OCORRÊNCIA DA
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
PRESCRIÇÃO.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental
desprovido”(RE nº 612.799/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO
ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA
SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega
provimento”(AI nº 732.208/SP- AgR-segundo, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11).
Ademais, o acórdão recorrido está em perfeita sintonia com a
jurisprudência já pacificada nesta Suprema Corte a respeito do tema, que
considera inviável efetivar-se alguém em cargo de oficial de registro de
serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de
1988, sem a realização de concurso público.
Destaco sobre o tema, a ementa do seguinte acórdão, recentemente
preferido pelo Plenário da Corte, que bem se amolda à solução da
controvérsia aqui instaurada:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL.
DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA
IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE.
SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA
APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
3
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AI 769.553 AGR / SC
PRESCRIÇÃO.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental
desprovido”(RE nº 612.799/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO
ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA
SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega
provimento”(AI nº 732.208/SP- AgR-segundo, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11).
Ademais, o acórdão recorrido está em perfeita sintonia com a
jurisprudência já pacificada nesta Suprema Corte a respeito do tema, que
considera inviável efetivar-se alguém em cargo de oficial de registro de
serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de
1988, sem a realização de concurso público.
Destaco sobre o tema, a ementa do seguinte acórdão, recentemente
preferido pelo Plenário da Corte, que bem se amolda à solução da
controvérsia aqui instaurada:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL.
DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA
IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE.
SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA
APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3º,
da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos
da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a
concurso público para o devido provimento de serventias
extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3.
Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994
teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4.
Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo
Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso
público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade
126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992;
363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ
03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa,
Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário,
DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida
submissão a concurso público não podem e não devem ser
superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei
9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas
na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência
consolidada da Suprema Corte no sentido de que não há direito
adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na
redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando
a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de
1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio
Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min.
Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP,
rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-
AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG,
rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-AgR/MG, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP,
rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e
566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de
Instrumento 654.228-AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes,
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3º,
da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos
da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a
concurso público para o devido provimento de serventias
extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3.
Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994
teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4.
Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo
Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso
público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade
126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992;
363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ
03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa,
Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário,
DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida
submissão a concurso público não podem e não devem ser
superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei
9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas
na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência
consolidada da Suprema Corte no sentido de que não há direito
adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na
redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando
a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de
1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio
Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min.
Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP,
rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-
AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG,
rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-AgR/MG, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP,
rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e
566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de
Instrumento 654.228-AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes,
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de
direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da
Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3º, exige
expressamente a realização de concurso público de provas e
títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os
princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da
impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas.
9. Segurança denegada” (MS nº 28.279/DF, Relatora a Ministra
Ellen Gracie , DJe de 29/4/11).
Ressalte-se, por fim, que casos similares a este ora em discussão
nestes autos já foram submetidos à apreciação desta Corte, que
igualmente reconheceu a inexistência do apontado direito adquirido, bem
como a perfeita legalidade do ato emanado do Tribunal de Justiça de
origem, ao anular nomeação efetuada sem o respeito às normas da
vigente Constituição Federal a respeito do tema. Vide, para exemplificar,
o seguinte:
“1. Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão
proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e assim ementado:
‘RMS - ADMINISTRATIVO - SERVENTUÁRIO DA
JUSTIÇA - SUBSTITUTO - TITULARIDADE -
CONSTITUIÇÃO DE 1967 E CONSTITUIÇÃO DE 1988 -
DIREITO ADQUIRIDO - A Constituição de 1967
reconhecia direito ao substituto, após cinco anos de obter a
titularidade da serventia, ocorrida a vacância. A
Constituição de 1988 modificou o critério de provimento.
Essas Cartas, todavia, embora diferentes, não são
contrastantes. A segunda não se tornou, nessa parte,
inconciliável com a primeira. Chega-se a essa conclusão
porque inexistente comando expresso e não são
inconciliáveis. O direito se diz adquirido quando ocorrer a
causa da respectiva relação jurídica. Na hipótese - ser
substituto. O exercício do direito, isso sim (não se
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de
direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da
Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3º, exige
expressamente a realização de concurso público de provas e
títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os
princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da
impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas.
9. Segurança denegada” (MS nº 28.279/DF, Relatora a Ministra
Ellen Gracie , DJe de 29/4/11).
Ressalte-se, por fim, que casos similares a este ora em discussão
nestes autos já foram submetidos à apreciação desta Corte, que
igualmente reconheceu a inexistência do apontado direito adquirido, bem
como a perfeita legalidade do ato emanado do Tribunal de Justiça de
origem, ao anular nomeação efetuada sem o respeito às normas da
vigente Constituição Federal a respeito do tema. Vide, para exemplificar,
o seguinte:
“1. Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão
proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e assim ementado:
‘RMS - ADMINISTRATIVO - SERVENTUÁRIO DA
JUSTIÇA - SUBSTITUTO - TITULARIDADE -
CONSTITUIÇÃO DE 1967 E CONSTITUIÇÃO DE 1988 -
DIREITO ADQUIRIDO - A Constituição de 1967
reconhecia direito ao substituto, após cinco anos de obter a
titularidade da serventia, ocorrida a vacância. A
Constituição de 1988 modificou o critério de provimento.
Essas Cartas, todavia, embora diferentes, não são
contrastantes. A segunda não se tornou, nessa parte,
inconciliável com a primeira. Chega-se a essa conclusão
porque inexistente comando expresso e não são
inconciliáveis. O direito se diz adquirido quando ocorrer a
causa da respectiva relação jurídica. Na hipótese - ser
substituto. O exercício do direito, isso sim (não se
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
confunde com a expectativa de direito) pode estar
submetido a condição, ou termo. A vacância, no caso, e
termo certo com data certa (afastamento compulsório por
implemento de idade), ou termo certo com data incerta
(falecimento). Nesse sentido, LICC, art. 6º, § 2º.’
Sustenta o recorrente, com base no art. 102, III, a, ter
havido violação ao art. 236, § 3º, da Constituição Federal.
2. E tem razão.
É assente na Corte que não há direito adquirido à
efetivação no cargo de titular de cartório extrajudicial, em vaga
ocorrida após a promulgação da Carta Magna, sem sujeição a
concurso público. Especificamente em relação ao Estado de
Santa Catarina, o Supremo Tribunal decidiu pela
inconstitucionalidade do art. 14, do Dispositivo Transitório da
Constituição Estadual, na ADI nº 1.573, Rel. Min. SYDNEY
SANCHES, DJ 22.05.03. Está na ementa:
‘DIREITO CONSTITUCIONAL. SERVENTIAS
JUDICIAIS E EXTRAJUDICIAIS: EFETIVAÇÃO DE
SUBSTITUTOS.
AÇÃO
DIRETA
DE
INCONSTITUCIONALIDADE: ART. 14 DO ADCT DA
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA.
RECLAMAÇÃO. 1. O art. 14 do ADCT da Constituição do
Estado de Santa Catarina, em sua redação original,
estabelecia: "Fica assegurado aos substitutos das
serventias, na vacância, a efetivação no cargo de titular,
desde que, investidos na forma da lei, estejam em efetivo
exercício, pelo prazo de três anos". 2. Esse dispositivo, por
votação unânime do Plenário do Supremo Tribunal
Federal, foi declarado inconstitucional na ADI nº 363 (DJ
03.05.96, Ementário nº 1.826-01), "por violar o princípio
que exige concurso público de provas ou de provas e
títulos, para a investidura em cargo público, como é o caso
do Titular de serventias judiciais" (art. 37, II, da
Constituição Federal), e também para o ingresso na
atividade notarial e de registro (art. 236, § 3º). 3. A pretexto
de dar cumprimento a essa decisão do S.T.F. , que, por ser
6
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Supremo Tribunal Federal
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confunde com a expectativa de direito) pode estar
submetido a condição, ou termo. A vacância, no caso, e
termo certo com data certa (afastamento compulsório por
implemento de idade), ou termo certo com data incerta
(falecimento). Nesse sentido, LICC, art. 6º, § 2º.’
Sustenta o recorrente, com base no art. 102, III, a, ter
havido violação ao art. 236, § 3º, da Constituição Federal.
2. E tem razão.
É assente na Corte que não há direito adquirido à
efetivação no cargo de titular de cartório extrajudicial, em vaga
ocorrida após a promulgação da Carta Magna, sem sujeição a
concurso público. Especificamente em relação ao Estado de
Santa Catarina, o Supremo Tribunal decidiu pela
inconstitucionalidade do art. 14, do Dispositivo Transitório da
Constituição Estadual, na ADI nº 1.573, Rel. Min. SYDNEY
SANCHES, DJ 22.05.03. Está na ementa:
‘DIREITO CONSTITUCIONAL. SERVENTIAS
JUDICIAIS E EXTRAJUDICIAIS: EFETIVAÇÃO DE
SUBSTITUTOS.
AÇÃO
DIRETA
DE
INCONSTITUCIONALIDADE: ART. 14 DO ADCT DA
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA.
RECLAMAÇÃO. 1. O art. 14 do ADCT da Constituição do
Estado de Santa Catarina, em sua redação original,
estabelecia: "Fica assegurado aos substitutos das
serventias, na vacância, a efetivação no cargo de titular,
desde que, investidos na forma da lei, estejam em efetivo
exercício, pelo prazo de três anos". 2. Esse dispositivo, por
votação unânime do Plenário do Supremo Tribunal
Federal, foi declarado inconstitucional na ADI nº 363 (DJ
03.05.96, Ementário nº 1.826-01), "por violar o princípio
que exige concurso público de provas ou de provas e
títulos, para a investidura em cargo público, como é o caso
do Titular de serventias judiciais" (art. 37, II, da
Constituição Federal), e também para o ingresso na
atividade notarial e de registro (art. 236, § 3º). 3. A pretexto
de dar cumprimento a essa decisão do S.T.F. , que, por ser
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
declaratória e com eficácia ‘erga omnes’, independia de
execução, a Assembléia Legislativa do Estado de Santa
Catarina, em data de 18.06.1996, promulgou a Emenda nº
10 à Constituição Estadual, com este "Artigo único":
‘Artigo único - Respeitadas as situações consolidadas, fica
suspensa a execução do artigo 14 do Atos das Disposições
Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de
Santa Catarina’. 4. Com isso, o que fez a Assembléia
Legislativa foi conferir eficácia ao art. 14 do ADCT, em sua
redação original, ao menos para amparar as ‘situações
consolidadas’ até 18.06.1996, data de sua promulgação. 5.
Vale dizer, pretendeu retirar do acórdão do S.T.F., que
declarara a inconstitucionalidade do art. 14 do ADCT, em
sua redação original, sua eficácia ‘ex tunc’, para só admiti-
la a partir de 18.06.1996. 6. E como se valeu de um outro
ato normativo, consubstanciado na referida E.C. nº 10/96,
podia ela ser impugnada, mediante nova ADI, como foi,
não sendo o caso de se examinar o pedido como
Reclamação, prevista nos artigos 156 e seguintes do RISTF,
como alvitrado na inicial. 7. Assim, a ação foi corretamente
distribuída como ADI e como tal é admitida. 8. Ação
Direta julgada procedente para a declaração de
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional nº 10, de
18.06.1996, do Estado de Santa Catarina. 9. Decisão
unânime.’
3. Adotando, pois, os fundamentos dos precedentes, e
valendo-me do disposto no art. 557, §1º-A, do Código de
Processo Civil, com a redação dada pela Lei nº 9.756 e pela Lei
nº 8.950/94, conheço do recurso extraordinário e dou-lhe
provimento.
Publique-se. Int..
Brasília, 09 de setembro de 2005” (RE nº 252.313/SP,
Relator o Ministro Cezar Peluso , DJ de 5/10/05).
Saliente-se que tal decisão foi objeto de agravo regimental rejeitado
pela primeira Turma da Corte, por meio de acórdão assim ementado:
7
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declaratória e com eficácia ‘erga omnes’, independia de
execução, a Assembléia Legislativa do Estado de Santa
Catarina, em data de 18.06.1996, promulgou a Emenda nº
10 à Constituição Estadual, com este "Artigo único":
‘Artigo único - Respeitadas as situações consolidadas, fica
suspensa a execução do artigo 14 do Atos das Disposições
Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de
Santa Catarina’. 4. Com isso, o que fez a Assembléia
Legislativa foi conferir eficácia ao art. 14 do ADCT, em sua
redação original, ao menos para amparar as ‘situações
consolidadas’ até 18.06.1996, data de sua promulgação. 5.
Vale dizer, pretendeu retirar do acórdão do S.T.F., que
declarara a inconstitucionalidade do art. 14 do ADCT, em
sua redação original, sua eficácia ‘ex tunc’, para só admiti-
la a partir de 18.06.1996. 6. E como se valeu de um outro
ato normativo, consubstanciado na referida E.C. nº 10/96,
podia ela ser impugnada, mediante nova ADI, como foi,
não sendo o caso de se examinar o pedido como
Reclamação, prevista nos artigos 156 e seguintes do RISTF,
como alvitrado na inicial. 7. Assim, a ação foi corretamente
distribuída como ADI e como tal é admitida. 8. Ação
Direta julgada procedente para a declaração de
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional nº 10, de
18.06.1996, do Estado de Santa Catarina. 9. Decisão
unânime.’
3. Adotando, pois, os fundamentos dos precedentes, e
valendo-me do disposto no art. 557, §1º-A, do Código de
Processo Civil, com a redação dada pela Lei nº 9.756 e pela Lei
nº 8.950/94, conheço do recurso extraordinário e dou-lhe
provimento.
Publique-se. Int..
Brasília, 09 de setembro de 2005” (RE nº 252.313/SP,
Relator o Ministro Cezar Peluso , DJ de 5/10/05).
Saliente-se que tal decisão foi objeto de agravo regimental rejeitado
pela primeira Turma da Corte, por meio de acórdão assim ementado:
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
“RECURSO. Extraordinário. Provimento. Efetivação na
titularidade do Cartório de Registro de Imóveis e Anexos da
Comarca de Pacaembu. Vacância ocorrida na vigência da
Constituição Federal de 1988. Violação do artigo 236, § 3º.
Precedentes. Agravo regimental não provido. A investidura na
titularidade de serventia cuja vaga tenha ocorrido após a
promulgação da Constituição de 1988 depende de concurso
público de provas e títulos” (DJ de 2/6/06).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
8
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
“RECURSO. Extraordinário. Provimento. Efetivação na
titularidade do Cartório de Registro de Imóveis e Anexos da
Comarca de Pacaembu. Vacância ocorrida na vigência da
Constituição Federal de 1988. Violação do artigo 236, § 3º.
Precedentes. Agravo regimental não provido. A investidura na
titularidade de serventia cuja vaga tenha ocorrido após a
promulgação da Constituição de 1988 depende de concurso
público de provas e títulos” (DJ de 2/6/06).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S) : RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S) : RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1863756
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-29T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Prescrição. Ato administrativo. Ofensa reflexa. Serventuária da Justiça. Oficial de Registro. Concurso público. Necessidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. A questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte.
3. Inviabilidade de efetivação em cargo de oficial de registro de serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de 1988, sem a realização de concurso público.
Agravo regimental não provido.
|
sjur206766
|
- Acórdãos citados: MS 28279 - Tribunal Pleno, AI 821029 AgR, AI 785461 AgR, AI 643654 AgR, ARE 651130 AgR, RE 612799 AgR.
Número de páginas: 15.
Análise: 19/04/2012, MLM.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
769553
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00236 PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 769553 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
ADV.(A/S) : RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : ROSITA PORTO BATISTA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S)
:RAUL
TAVARES
DA
CUNHA
MELLO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Prescrição. Ato administrativo. Ofensa reflexa. Serventuária da Justiça.
Oficial de Registro. Concurso público. Necessidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República.
2. A questão relativa à incidência da prescrição está restrita à
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das
provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta Corte.
3. Inviabilidade de efetivação em cargo de oficial de registro de
serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de
1988, sem a realização de concurso público.
Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
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Supremo Tribunal Federal
DJe 29/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
AI 769.553 AGR / SC
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S)
:RAUL
TAVARES
DA
CUNHA
MELLO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rosita Porto Batista interpõe tempestivo agravo regimental contra a
decisão pela qual neguei provimento ao agravo de instrumento (fls. 684 a
686), com a seguinte fundamentação:
“Rosita Porto Batista interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 5..., caput e incisos I,
XXXV, XXXVI, XLI e LV, da Constituição Federal e, também,
com fundamento na alínea “c” do permissivo constitucional.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira
Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
Santa Catarina, assim ementado:
‘AGRAVO CONTRA DECISÃO DO RELATOR QUE
NEGA SEGUIMENTO A RECURSO - LEI ESTADUAL
DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL - EXPRESSA DISPOSIÇÃO DA LEI
PROCESSUAL CIVIL.
Nos termos da legislação processual civil vigente
(art. 557, Código de Processo Civil), com redação na forma imperativa
negativa, bem como da jurisprudência, o relator do
recurso manifestamente inadmissível, improcedente,
prejudicado ou contrário à jurisprudência, deve negar-lhe
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S)
:RAUL
TAVARES
DA
CUNHA
MELLO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rosita Porto Batista interpõe tempestivo agravo regimental contra a
decisão pela qual neguei provimento ao agravo de instrumento (fls. 684 a
686), com a seguinte fundamentação:
“Rosita Porto Batista interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 5..., caput e incisos I,
XXXV, XXXVI, XLI e LV, da Constituição Federal e, também,
com fundamento na alínea “c” do permissivo constitucional.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira
Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
Santa Catarina, assim ementado:
‘AGRAVO CONTRA DECISÃO DO RELATOR QUE
NEGA SEGUIMENTO A RECURSO - LEI ESTADUAL
DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL - EXPRESSA DISPOSIÇÃO DA LEI
PROCESSUAL CIVIL.
Nos termos da legislação processual civil vigente
(art. 557, Código de Processo Civil), com redação na forma imperativa
negativa, bem como da jurisprudência, o relator do
recurso manifestamente inadmissível, improcedente,
prejudicado ou contrário à jurisprudência, deve negar-lhe
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
AI 769.553 AGR / SC
seguimento.
APELAÇÃO CÍVEL - SERVENTIA EXTRAJUDICIAL
- EFETIVAÇÃO EM CARGO PÚBLICO - PREVISÃO DO
ART.
14
DO
ATO
DAS
DISPOSIÇÕES
CONSTITUCIONAIS
TRANSITÓRIAS
DA
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL - AUSÊNCIA DE
CONCURSO PÚBLICO - INCONSTITUCIONALIDADE -
DECLARAÇÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
- ADIN N. 1573.
Na ação direta de inconstitucionalidade (ADIn)
julga-se, por meio de um processo objetivo, a validade da
norma in abstrato, sem se levar em consideração as
particularidades dos casos concretos. Nela não se discute
interesse próprio, a sua finalidade é tutelar a Constituição
da República, garantindo-se a sua supremacia.
Conforme preceitua o art. 37, II, da Constituição da
República Federativa do Brasil, a investidura em cargo ou
emprego público depende de prévia aprovação em
concurso público, o que era previsto de forma diversa
pelas Leis Estaduais que foram declaradas nulas pela
Corte Suprema. Assim, tendo a ação declaratória de
inconstitucionalidade efeito erga omnes e ex tunc, não há
como se reconhecer a súplica da recorrente’ (fl. 346).
Opostos embargos de declaração (fls. 358 a 364), foram
rejeitados (fls. 368 a 372).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 10/4/06, conforme expresso na
certidão de folha 374, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a
jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de não admitir,
em recurso extraordinário, alegação de ofensa indireta à
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
seguimento.
APELAÇÃO CÍVEL - SERVENTIA EXTRAJUDICIAL
- EFETIVAÇÃO EM CARGO PÚBLICO - PREVISÃO DO
ART.
14
DO
ATO
DAS
DISPOSIÇÕES
CONSTITUCIONAIS
TRANSITÓRIAS
DA
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL - AUSÊNCIA DE
CONCURSO PÚBLICO - INCONSTITUCIONALIDADE -
DECLARAÇÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
- ADIN N. 1573.
Na ação direta de inconstitucionalidade (ADIn)
julga-se, por meio de um processo objetivo, a validade da
norma in abstrato, sem se levar em consideração as
particularidades dos casos concretos. Nela não se discute
interesse próprio, a sua finalidade é tutelar a Constituição
da República, garantindo-se a sua supremacia.
Conforme preceitua o art. 37, II, da Constituição da
República Federativa do Brasil, a investidura em cargo ou
emprego público depende de prévia aprovação em
concurso público, o que era previsto de forma diversa
pelas Leis Estaduais que foram declaradas nulas pela
Corte Suprema. Assim, tendo a ação declaratória de
inconstitucionalidade efeito erga omnes e ex tunc, não há
como se reconhecer a súplica da recorrente’ (fl. 346).
Opostos embargos de declaração (fls. 358 a 364), foram
rejeitados (fls. 368 a 372).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 10/4/06, conforme expresso na
certidão de folha 374, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a
jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de não admitir,
em recurso extraordinário, alegação de ofensa indireta à
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Relatório
AI 769.553 AGR / SC
Constituição Federal, por má interpretação, aplicação ou
mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. No caso
em tela, para que se pudesse decidir de forma diversa do
acórdão recorrido, quanto aos limites objetivos da coisa julgada,
aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal e da ampla defesa e ao prazo decadencial da
administração rever seus atos, seria necessário o reexame da
legislação infraconstitucional, a que não se presta o recurso
extraordinário. Sobre os temas, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA
NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA.
OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão
recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação
infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da
Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no
sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da
coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à
abertura da via extraordinária. III - Agravo regimental
improvido’ (AI n 601.325/PR-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
Constituição Federal, por má interpretação, aplicação ou
mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. No caso
em tela, para que se pudesse decidir de forma diversa do
acórdão recorrido, quanto aos limites objetivos da coisa julgada,
aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal e da ampla defesa e ao prazo decadencial da
administração rever seus atos, seria necessário o reexame da
legislação infraconstitucional, a que não se presta o recurso
extraordinário. Sobre os temas, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA
NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA.
OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão
recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação
infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da
Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no
sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da
coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à
abertura da via extraordinária. III - Agravo regimental
improvido’ (AI n 601.325/PR-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
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Relatório
AI 769.553 AGR / SC
‘ADMINISTRATIVO. PRAZO DECADENCIAL
PARA A ADMINISTRAÇÃO ANULAR SEUS PRÓPRIOS
ATOS.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O
acórdão recorrido decidiu a questão dos autos prazo de
decadência para a Administração anular seus próprios
atos à luz da legislação ordinária. A afronta à Constituição,
se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Agravo
regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 490.850/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo LewandowskI, DJe de
4/6/9).
Com relação à alínea ‘c’ do permissivo constitucional,
igualmente, não prospera o apelo, uma vez que o acórdão
recorrido não julgou válida lei local contestada em face da
Constituição Federal, razão pela qual fica inviabilizado o
processamento do recurso extremo.
Nego provimento ao agravo de instrumento”.
Sustenta a agravante, em síntese, que “se o fundamento central da
demanda originária foi justamente a ofensa ao direito da Agravante às referidas
garantias constitucionais, ainda que para isso, teve-se que demonstrar
pormenorizadamente os comandos infraconstitucionais violados, não há que se
falar em ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Ao contrário, a
desconsideração do transcurso do lapso prescricional violou frontal e diretamente
os dispositivos legais invocados no recurso extraordinário inadmitido na origem”
(fl. 704).
Aduz, também, que “o ato de efetivação da Agravante se deu por força de
dispositivo legal vigente e, para tanto, se desenvolveu o devido e regular processo
administrativo de outorga pelo e. Tribunal de Justiça Estadual, sendo
indiscutível que o referido órgão público deixou transcorrer in albis o lapso
prescricional de cinco anos, para, somente depois, anular o indigitado ato, sendo,
também, inconteste a boa-fé da Agravante e, mediante tais fatos, não há que se
falar em negar o direito por ela pleiteado” (fl. 705).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
‘ADMINISTRATIVO. PRAZO DECADENCIAL
PARA A ADMINISTRAÇÃO ANULAR SEUS PRÓPRIOS
ATOS.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O
acórdão recorrido decidiu a questão dos autos prazo de
decadência para a Administração anular seus próprios
atos à luz da legislação ordinária. A afronta à Constituição,
se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Agravo
regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 490.850/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo LewandowskI, DJe de
4/6/9).
Com relação à alínea ‘c’ do permissivo constitucional,
igualmente, não prospera o apelo, uma vez que o acórdão
recorrido não julgou válida lei local contestada em face da
Constituição Federal, razão pela qual fica inviabilizado o
processamento do recurso extremo.
Nego provimento ao agravo de instrumento”.
Sustenta a agravante, em síntese, que “se o fundamento central da
demanda originária foi justamente a ofensa ao direito da Agravante às referidas
garantias constitucionais, ainda que para isso, teve-se que demonstrar
pormenorizadamente os comandos infraconstitucionais violados, não há que se
falar em ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Ao contrário, a
desconsideração do transcurso do lapso prescricional violou frontal e diretamente
os dispositivos legais invocados no recurso extraordinário inadmitido na origem”
(fl. 704).
Aduz, também, que “o ato de efetivação da Agravante se deu por força de
dispositivo legal vigente e, para tanto, se desenvolveu o devido e regular processo
administrativo de outorga pelo e. Tribunal de Justiça Estadual, sendo
indiscutível que o referido órgão público deixou transcorrer in albis o lapso
prescricional de cinco anos, para, somente depois, anular o indigitado ato, sendo,
também, inconteste a boa-fé da Agravante e, mediante tais fatos, não há que se
falar em negar o direito por ela pleiteado” (fl. 705).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República,
o que não enseja reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5...,
XXXV,
LV,
DA
CONSTITUIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A
jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta
aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI
n 821.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 4/3/11).
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 5..., XXXV E LV, E 93, IX,
Constituição Federal de 1988/1988. OFENSA REFLEXA. 1. Alegação de ofensa aos
princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do
devido processo legal configura, quando muito, ofensa
meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento”(AI n
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República,
o que não enseja reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5...,
XXXV,
LV,
DA
CONSTITUIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A
jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta
aos princípios constitucionais da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI
n 821.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 4/3/11).
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 5..., XXXV E LV, E 93, IX,
Constituição Federal de 1988/1988. OFENSA REFLEXA. 1. Alegação de ofensa aos
princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do
devido processo legal configura, quando muito, ofensa
meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento”(AI n
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
785.461/PE-AgR , Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 29/6/11)
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
22/6/07).
Também não prospera a irresignação no tocante à alegada prescrição
quinquenal do ato administrativo que declarou a nulidade da efetivação
da agravante como oficial de registro, uma vez que a jurisprudência desta
Corte está orientada no sentido de que a questão relativa à incidência da
prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta
Corte. No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N.
20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(ARE n
651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 7/10/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. QUESTÃO AFETA À OCORRÊNCIA DA
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
785.461/PE-AgR , Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 29/6/11)
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
22/6/07).
Também não prospera a irresignação no tocante à alegada prescrição
quinquenal do ato administrativo que declarou a nulidade da efetivação
da agravante como oficial de registro, uma vez que a jurisprudência desta
Corte está orientada no sentido de que a questão relativa à incidência da
prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta
Corte. No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N.
20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(ARE n
651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 7/10/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. QUESTÃO AFETA À OCORRÊNCIA DA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
PRESCRIÇÃO.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental
desprovido”(Recurso Extraordinário n 612.799/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO
ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA
SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento”(AI n 732.208/SP- AgR-segundo, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11).
Ademais, o acórdão recorrido está em perfeita sintonia com a
jurisprudência já pacificada nesta Suprema Corte a respeito do tema, que
considera inviável efetivar-se alguém em cargo de oficial de registro de
serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de
1988, sem a realização de concurso público.
Destaco sobre o tema, a ementa do seguinte acórdão, recentemente
preferido pelo Plenário da Corte, que bem se amolda à solução da
controvérsia aqui instaurada:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL.
DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA
IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE.
SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA
APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
PRESCRIÇÃO.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental
desprovido”(Recurso Extraordinário n 612.799/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO
ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA
SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento”(AI n 732.208/SP- AgR-segundo, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11).
Ademais, o acórdão recorrido está em perfeita sintonia com a
jurisprudência já pacificada nesta Suprema Corte a respeito do tema, que
considera inviável efetivar-se alguém em cargo de oficial de registro de
serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de
1988, sem a realização de concurso público.
Destaco sobre o tema, a ementa do seguinte acórdão, recentemente
preferido pelo Plenário da Corte, que bem se amolda à solução da
controvérsia aqui instaurada:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL.
DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA
IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE.
SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA
APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3...,
da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos
da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a
concurso público para o devido provimento de serventias
extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3.
Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994
teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4.
Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo
Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso
público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade
126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992;
363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ
03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa,
Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário,
DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida
submissão a concurso público não podem e não devem ser
superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei
9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas
na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência
consolidada da Suprema Corte no sentido de que não há direito
adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na
redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando
a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de
1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio
Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min.
Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP,
rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-
AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG,
rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-AgR/MG, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP,
rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e
566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de
Instrumento 654.228-AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes,
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3...,
da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos
da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a
concurso público para o devido provimento de serventias
extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3.
Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994
teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4.
Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo
Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso
público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade
126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992;
363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ
03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa,
Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário,
DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida
submissão a concurso público não podem e não devem ser
superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei
9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas
na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência
consolidada da Suprema Corte no sentido de que não há direito
adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na
redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando
a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de
1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio
Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min.
Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP,
rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-
AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG,
rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-AgR/MG, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP,
rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e
566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de
Instrumento 654.228-AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes,
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AI 769.553 AGR / SC
Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de
direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da
Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3..., exige
expressamente a realização de concurso público de provas e
títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os
princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da
impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas.
9. Segurança denegada” (MS n 28.279/DF, Relatora a Ministra
Ellen Gracie , DJe de 29/4/11).
Ressalte-se, por fim, que casos similares a este ora em discussão
nestes autos já foram submetidos à apreciação desta Corte, que
igualmente reconheceu a inexistência do apontado direito adquirido, bem
como a perfeita legalidade do ato emanado do Tribunal de Justiça de
origem, ao anular nomeação efetuada sem o respeito às normas da
vigente Constituição Federal a respeito do tema. Vide, para exemplificar,
o seguinte:
“1. Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão
proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e assim ementado:
‘RMS - ADMINISTRATIVO - SERVENTUÁRIO DA
JUSTIÇA - SUBSTITUTO - TITULARIDADE -
CONSTITUIÇÃO DE 1967 E CONSTITUIÇÃO DE 1988 -
DIREITO ADQUIRIDO - A Constituição de 1967
reconhecia direito ao substituto, após cinco anos de obter a
titularidade da serventia, ocorrida a vacância. A
Constituição de 1988 modificou o critério de provimento.
Essas Cartas, todavia, embora diferentes, não são
contrastantes. A segunda não se tornou, nessa parte,
inconciliável com a primeira. Chega-se a essa conclusão
porque inexistente comando expresso e não são
inconciliáveis. O direito se diz adquirido quando ocorrer a
causa da respectiva relação jurídica. Na hipótese - ser
substituto. O exercício do direito, isso sim (não se
5
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Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de
direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da
Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3..., exige
expressamente a realização de concurso público de provas e
títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os
princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da
impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas.
9. Segurança denegada” (MS n 28.279/DF, Relatora a Ministra
Ellen Gracie , DJe de 29/4/11).
Ressalte-se, por fim, que casos similares a este ora em discussão
nestes autos já foram submetidos à apreciação desta Corte, que
igualmente reconheceu a inexistência do apontado direito adquirido, bem
como a perfeita legalidade do ato emanado do Tribunal de Justiça de
origem, ao anular nomeação efetuada sem o respeito às normas da
vigente Constituição Federal a respeito do tema. Vide, para exemplificar,
o seguinte:
“1. Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão
proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e assim ementado:
‘RMS - ADMINISTRATIVO - SERVENTUÁRIO DA
JUSTIÇA - SUBSTITUTO - TITULARIDADE -
CONSTITUIÇÃO DE 1967 E CONSTITUIÇÃO DE 1988 -
DIREITO ADQUIRIDO - A Constituição de 1967
reconhecia direito ao substituto, após cinco anos de obter a
titularidade da serventia, ocorrida a vacância. A
Constituição de 1988 modificou o critério de provimento.
Essas Cartas, todavia, embora diferentes, não são
contrastantes. A segunda não se tornou, nessa parte,
inconciliável com a primeira. Chega-se a essa conclusão
porque inexistente comando expresso e não são
inconciliáveis. O direito se diz adquirido quando ocorrer a
causa da respectiva relação jurídica. Na hipótese - ser
substituto. O exercício do direito, isso sim (não se
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AI 769.553 AGR / SC
confunde com a expectativa de direito) pode estar
submetido a condição, ou termo. A vacância, no caso, e
termo certo com data certa (afastamento compulsório por
implemento de idade), ou termo certo com data incerta
(falecimento). Nesse sentido, LICC, art. 6..., § 2....’
Sustenta o recorrente, com base no art. 102, III, a, ter
havido violação ao art. 236, § 3..., da Constituição Federal.
2. E tem razão.
É assente na Corte que não há direito adquirido à
efetivação no cargo de titular de cartório extrajudicial, em vaga
ocorrida após a promulgação da Carta Magna, sem sujeição a
concurso público. Especificamente em relação ao Estado de
Santa Catarina, o Supremo Tribunal decidiu pela
inconstitucionalidade do art. 14, do Dispositivo Transitório da
Constituição Estadual, na ADI n 1.573, Rel. Min. SYDNEY
SANCHES, DJ 22.05.03. Está na ementa:
‘DIREITO CONSTITUCIONAL. SERVENTIAS
JUDICIAIS E EXTRAJUDICIAIS: EFETIVAÇÃO DE
SUBSTITUTOS.
AÇÃO
DIRETA
DE
INCONSTITUCIONALIDADE: ART. 14 DO ADCT DA
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA.
RECLAMAÇÃO. 1. O art. 14 do ADCT da Constituição do
Estado de Santa Catarina, em sua redação original,
estabelecia: "Fica assegurado aos substitutos das
serventias, na vacância, a efetivação no cargo de titular,
desde que, investidos na forma da lei, estejam em efetivo
exercício, pelo prazo de três anos". 2. Esse dispositivo, por
votação unânime do Plenário do Supremo Tribunal
Federal, foi declarado inconstitucional na ADI n 363 (DJ
03.05.96, Ementário n 1.826-01), "por violar o princípio
que exige concurso público de provas ou de provas e
títulos, para a investidura em cargo público, como é o caso
do Titular de serventias judiciais" (art. 37, II, da
Constituição Federal), e também para o ingresso na
atividade notarial e de registro (art. 236, § 3...). 3. A pretexto
de dar cumprimento a essa decisão do S.T.F. , que, por ser
6
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Supremo Tribunal Federal
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confunde com a expectativa de direito) pode estar
submetido a condição, ou termo. A vacância, no caso, e
termo certo com data certa (afastamento compulsório por
implemento de idade), ou termo certo com data incerta
(falecimento). Nesse sentido, LICC, art. 6..., § 2....’
Sustenta o recorrente, com base no art. 102, III, a, ter
havido violação ao art. 236, § 3..., da Constituição Federal.
2. E tem razão.
É assente na Corte que não há direito adquirido à
efetivação no cargo de titular de cartório extrajudicial, em vaga
ocorrida após a promulgação da Carta Magna, sem sujeição a
concurso público. Especificamente em relação ao Estado de
Santa Catarina, o Supremo Tribunal decidiu pela
inconstitucionalidade do art. 14, do Dispositivo Transitório da
Constituição Estadual, na ADI n 1.573, Rel. Min. SYDNEY
SANCHES, DJ 22.05.03. Está na ementa:
‘DIREITO CONSTITUCIONAL. SERVENTIAS
JUDICIAIS E EXTRAJUDICIAIS: EFETIVAÇÃO DE
SUBSTITUTOS.
AÇÃO
DIRETA
DE
INCONSTITUCIONALIDADE: ART. 14 DO ADCT DA
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA.
RECLAMAÇÃO. 1. O art. 14 do ADCT da Constituição do
Estado de Santa Catarina, em sua redação original,
estabelecia: "Fica assegurado aos substitutos das
serventias, na vacância, a efetivação no cargo de titular,
desde que, investidos na forma da lei, estejam em efetivo
exercício, pelo prazo de três anos". 2. Esse dispositivo, por
votação unânime do Plenário do Supremo Tribunal
Federal, foi declarado inconstitucional na ADI n 363 (DJ
03.05.96, Ementário n 1.826-01), "por violar o princípio
que exige concurso público de provas ou de provas e
títulos, para a investidura em cargo público, como é o caso
do Titular de serventias judiciais" (art. 37, II, da
Constituição Federal), e também para o ingresso na
atividade notarial e de registro (art. 236, § 3...). 3. A pretexto
de dar cumprimento a essa decisão do S.T.F. , que, por ser
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
declaratória e com eficácia ‘erga omnes’, independia de
execução, a Assembléia Legislativa do Estado de Santa
Catarina, em data de 18.06.1996, promulgou a Emenda n
10 à Constituição Estadual, com este "Artigo único":
‘Artigo único - Respeitadas as situações consolidadas, fica
suspensa a execução do artigo 14 do Atos das Disposições
Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de
Santa Catarina’. 4. Com isso, o que fez a Assembléia
Legislativa foi conferir eficácia ao art. 14 do ADCT, em sua
redação original, ao menos para amparar as ‘situações
consolidadas’ até 18.06.1996, data de sua promulgação. 5.
Vale dizer, pretendeu retirar do acórdão do S.T.F., que
declarara a inconstitucionalidade do art. 14 do ADCT, em
sua redação original, sua eficácia ‘ex tunc’, para só admiti-
la a partir de 18.06.1996. 6. E como se valeu de um outro
ato normativo, consubstanciado na referida E.C. n 10/96,
podia ela ser impugnada, mediante nova ADI, como foi,
não sendo o caso de se examinar o pedido como
Reclamação, prevista nos artigos 156 e seguintes do RISTF,
como alvitrado na inicial. 7. Assim, a ação foi corretamente
distribuída como ADI e como tal é admitida. 8. Ação
Direta julgada procedente para a declaração de
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n 10, de
18.06.1996, do Estado de Santa Catarina. 9. Decisão
unânime.’
3. Adotando, pois, os fundamentos dos precedentes, e
valendo-me do disposto no art. 557, §1...-A, do Código de
Processo Civil, com a redação dada pela Lei n 9.756 e pela Lei
n 8.950/94, conheço do recurso extraordinário e dou-lhe
provimento.
Publique-se. Int..
Brasília, 09 de setembro de 2005” (Recurso Extraordinário n 252.313/SP,
Relator o Ministro Cezar Peluso , DJ de 5/10/05).
Saliente-se que tal decisão foi objeto de agravo regimental rejeitado
pela primeira Turma da Corte, por meio de acórdão assim ementado:
7
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
declaratória e com eficácia ‘erga omnes’, independia de
execução, a Assembléia Legislativa do Estado de Santa
Catarina, em data de 18.06.1996, promulgou a Emenda n
10 à Constituição Estadual, com este "Artigo único":
‘Artigo único - Respeitadas as situações consolidadas, fica
suspensa a execução do artigo 14 do Atos das Disposições
Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de
Santa Catarina’. 4. Com isso, o que fez a Assembléia
Legislativa foi conferir eficácia ao art. 14 do ADCT, em sua
redação original, ao menos para amparar as ‘situações
consolidadas’ até 18.06.1996, data de sua promulgação. 5.
Vale dizer, pretendeu retirar do acórdão do S.T.F., que
declarara a inconstitucionalidade do art. 14 do ADCT, em
sua redação original, sua eficácia ‘ex tunc’, para só admiti-
la a partir de 18.06.1996. 6. E como se valeu de um outro
ato normativo, consubstanciado na referida E.C. n 10/96,
podia ela ser impugnada, mediante nova ADI, como foi,
não sendo o caso de se examinar o pedido como
Reclamação, prevista nos artigos 156 e seguintes do RISTF,
como alvitrado na inicial. 7. Assim, a ação foi corretamente
distribuída como ADI e como tal é admitida. 8. Ação
Direta julgada procedente para a declaração de
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n 10, de
18.06.1996, do Estado de Santa Catarina. 9. Decisão
unânime.’
3. Adotando, pois, os fundamentos dos precedentes, e
valendo-me do disposto no art. 557, §1...-A, do Código de
Processo Civil, com a redação dada pela Lei n 9.756 e pela Lei
n 8.950/94, conheço do recurso extraordinário e dou-lhe
provimento.
Publique-se. Int..
Brasília, 09 de setembro de 2005” (Recurso Extraordinário n 252.313/SP,
Relator o Ministro Cezar Peluso , DJ de 5/10/05).
Saliente-se que tal decisão foi objeto de agravo regimental rejeitado
pela primeira Turma da Corte, por meio de acórdão assim ementado:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 769.553 AGR / SC
“RECURSO. Extraordinário. Provimento. Efetivação na
titularidade do Cartório de Registro de Imóveis e Anexos da
Comarca de Pacaembu. Vacância ocorrida na vigência da
Constituição Federal de 1988. Violação do artigo 236, § 3....
Precedentes. Agravo regimental não provido. A investidura na
titularidade de serventia cuja vaga tenha ocorrido após a
promulgação da Constituição de 1988 depende de concurso
público de provas e títulos” (DJ de 2/6/06).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
8
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Supremo Tribunal Federal
AI 769.553 AGR / SC
“RECURSO. Extraordinário. Provimento. Efetivação na
titularidade do Cartório de Registro de Imóveis e Anexos da
Comarca de Pacaembu. Vacância ocorrida na vigência da
Constituição Federal de 1988. Violação do artigo 236, § 3....
Precedentes. Agravo regimental não provido. A investidura na
titularidade de serventia cuja vaga tenha ocorrido após a
promulgação da Constituição de 1988 depende de concurso
público de provas e títulos” (DJ de 2/6/06).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S) : RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 769.553
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ROSITA PORTO BATISTA
ADV.(A/S) : RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 769 . 553",
"AI 769 . 553 AGR",
"AI 769 . 553 AGR /",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 769 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 769 . 553",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"AI 769 . 553",
"ADIN N . 1573",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"Súmula 280 desta Corte",
"AI n 601 . 325 / PR - AgR",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI n 601 . 325 / PR - AgR",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"AI 769 . 553 AGR",
"Recurso Extraordinário n 490 . 850 / DF - AgR",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário n 490 . 850 / DF - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 769 . 553",
"AI n 821 . 029 / SP - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 769 . 553",
"AI n 821 . 029 / SP - AgR",
"AI 769 . 553",
"AGR",
"/",
"SC 785 . 461 / PE - AgR",
"AI n 643 . 654 / RJ - AgR",
"ARE n 651 . 130 / DF - AgR",
"AI 769 . 553 AGR",
"/",
"SC 785 . 461 / PE - AgR",
"AI n 643 . 654 / RJ - AgR",
"ARE n 651 . 130 / DF - AgR",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário n 612 . 799 / RS - AgR",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA /",
"AI n 732 . 208 / SP - AgR - segundo",
"AI 769 . 553",
"Recurso Extraordinário n 612 . 799 / RS - AgR",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 732 . 208 / SP - AgR - segundo",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126 / RO",
"417",
"/",
"ES",
"3",
".",
"978",
"/",
"SC",
"Recursos Extraordinários 182 . 641 / SP",
"191",
".",
"794",
"/",
"RS",
"252",
".",
"313",
"-",
"AgR",
"/",
"SP",
"302",
".",
"739",
"-",
"AgR",
"/",
"RS",
"335",
".",
"286",
"/",
"SC",
"378",
".",
"347",
"/",
"MG",
"383",
".",
"408",
"-",
"AgR",
"/",
"MG",
"413",
".",
"082",
"-",
"AgR",
"/",
"SP",
"566",
".",
"314",
"/",
"GO",
"Agravo de Instrumento 654 . 228 - AgR / MG",
"AI 769 . 553",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126 / RO",
"363",
"/",
"DF",
"552",
"/",
"RJ",
"690",
"/",
"GO",
"417",
"/",
"ES",
"3",
".",
"978",
"/",
"SC",
"Recursos Extraordinários 182 . 641 / SP",
"191",
".",
"794",
"/",
"RS",
"252",
".",
"313",
"-",
"AgR",
"/",
"SP",
"302",
".",
"739",
"-",
"AgR",
"/",
"RS",
"335",
".",
"286",
"/",
"SC",
"378",
".",
"347",
"/",
"MG",
"383",
".",
"408",
"-",
"AgR",
"/",
"MG",
"413",
".",
"082",
"-",
"AgR",
"/",
"SP",
"566",
".",
"314",
"/",
"GO",
"Agravo de Instrumento 654 . 228 - AgR / MG",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"MS n 28 . 279 / DF",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"MS n 28 . 279 / DF",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"ADI n 1 . 573",
"ADI n 363",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"ADI n 1 . 573",
"ADI n 363",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário n 252 . 313 / SP",
"AI 769 . 553 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário n 252 . 313 / SP",
"AI 769 . 553",
"AI 769 . 553",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 769 . 553",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 769 . 553"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição da República",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , caput e incisos I , XXXV , XXXVI , XLI e LV , da Constituição Federal",
"art . 557 , Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , caput e incisos I , XXXV , XXXVI , XLI e LV , da Constituição Federal",
"art . 557 , Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 37 , II , da Constituição da República Federativa do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 37 , II , da Constituição da República Federativa do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"ARTS . 5 . . . , XXXV , LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"ART . 5 . . . , XXXV E LV , E 93 , IX , Constituição Federal de 1988 / 1988",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"ARTS . 5 . . . , XXXV , LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"ART . 5 . . . , XXXV E LV , E",
"93 , IX , Constituição Federal de 1988 / 1988",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"DECRETO N . 20 . 910 / 1932",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"DECRETO N . 20 . 910 / 1932",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"ARTIGO 236 , PARÁGRAFO 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"ARTIGO 236 , PARÁGRAFO 3 . .",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Lei 8 . 935 / 1994",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"art . 208 da Constituição",
"Emenda Constitucional 22 / 1983",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Lei 8 . 935 / 1994",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"art . 208 da Constituição pretérita",
"Emenda Constitucional 22 / 1983",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1988",
"Constituição Federal",
"CONSTITUIÇÃO",
"1967",
"CONSTITUIÇÃO",
"1988",
"Constituição de 1967",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1988",
"Constituição Federal",
"CONSTITUIÇÃO",
"1967",
"CONSTITUIÇÃO",
"Constituição de 1967",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LICC , art . 6 . . .",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Carta Magna",
"art . 14 , do Dispositivo Transitório da Constituição Estadual",
"ART . 14 DO ADCT DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO",
"art . 14 do ADCT da Constituição do Estado de Santa Catarina",
"art . 37 , II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LICC , art .",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Carta Magna",
"art . 14 , do Dispositivo Transitório da Constituição Estadual",
"ART . 14 DO ADCT DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO",
"art . 14 do ADCT da Constituição do Estado de Santa Catarina",
"art . 37 , II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda n 10 à",
"Constituição Estadual",
"artigo 14 do Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de Santa Catarina",
"E",
".",
"C",
". n 10 /",
"artigos 156 e seguintes do RISTF",
"Emenda Constitucional",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Lei n 9 . 756",
"Lei n 8 . 950 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda n 10 à Constituição Estadual",
"artigo",
"art . 14 do ADCT",
"E",
".",
"C",
". n 10 / 96",
"artigos 156 e seguintes do RISTF",
"Emenda Constitucional n 10",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Lei n 9 . 756",
"Lei n 8 . 950 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"Estado de Santa Catarina",
"Estado de Santa Catarina",
"Estado de Santa Catarina",
"Brasília",
"Estado de Santa Catarina",
"Brasília",
"Comarca de Pacaembu",
"Comarca de Pacaembu",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Câmara de Direito Público",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Corte Suprema",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Corte Suprema",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Tribunal de Justiça Estadual",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Tribunal de Justiça Estadual",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário da Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SC",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário da Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"S",
".",
"T",
".",
"F .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina",
"Assembléia Legislativa",
"S",
".",
"T",
".",
"F .",
"primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina",
"Assembléia Legislativa",
"S",
".",
"T",
"primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ROSITA PORTO BATISTA",
"RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSITA PORTO BATISTA",
"RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosita Porto Batista",
"Rosita Porto Batista",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSITA PORTO BATISTA",
"RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosita Porto Batista",
"Rosita Porto Batista",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo LewandowskI",
"Ricardo LewandowskI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"Octavio Gallotti",
"Sydney Sanches",
"Maurício Corrêa",
"Eros Grau",
"Octavio Gallotti",
"Maurício Corrêa",
"Cezar Peluso",
"Nelson Jobim",
"Carlos Britto",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Octavio Gallotti",
"Sydney Sanches",
"Maurício Corrêa",
"Eros Grau",
"Octavio Gallotti",
"Maurício Corrêa",
"Cezar Peluso",
"Nelson Jobim",
"Carlos Britto",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"SYDNEY SANCHES",
"SYDNEY SANCHES",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSITA PORTO BATISTA",
"RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSITA PORTO BATISTA",
"RAUL TAVARES DA CUNHA MELLO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"03",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
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"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"06",
"6",
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"07",
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"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"4",
"/",
"06",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"07",
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"/",
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"/",
"07",
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"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"8",
"/",
"07",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"6",
"/",
"9",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"6",
"/",
"9",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
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"2012",
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"/",
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"/",
"2001",
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"/",
"2012",
"4",
"/",
"3",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"11",
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"/",
"6",
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"07",
"7",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"6",
"/",
"11",
"22",
"/",
"6",
"/",
"07",
"7",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"10",
"7",
"/",
"6",
"/",
"11",
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"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
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"/",
"10",
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"/",
"6",
"/",
"11",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"6",
".",
"1992",
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".",
"5",
".",
"1996",
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".",
"8",
".",
"1995",
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".",
"5",
".",
"1998",
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".",
"10",
".",
"2009",
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".",
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".",
"1996",
"06",
".",
"3",
".",
"1998",
"02",
".",
"6",
".",
"2006",
"26",
".",
"4",
".",
"2002",
"15",
".",
"6",
".",
"2004",
"29",
".",
"4",
".",
"2005",
"19",
".",
"12",
".",
"2003",
"05",
".",
"5",
".",
"2006",
"19",
".",
"12",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"6",
".",
"1992",
"03",
".",
"5",
".",
"1996",
"25",
".",
"8",
".",
"1995",
"05",
".",
"5",
".",
"1998",
"29",
".",
"10",
".",
"2009",
"15",
".",
"3",
".",
"1996",
"06",
".",
"3",
".",
"1998",
"02",
".",
"6",
".",
"2006",
"26",
".",
"4",
".",
"2002",
"15",
".",
"6",
".",
"2004",
"29",
".",
"4",
".",
"2005",
"19",
".",
"12",
".",
"2003",
"05",
".",
"5",
".",
"2006",
"19",
".",
"12",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"4",
".",
"2008",
"29",
"/",
"4",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"4",
".",
"2008",
"29",
"/",
"4",
"/",
"11",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"05",
".",
"03",
"03",
".",
"05",
".",
"96",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"05",
".",
"03",
"03",
".",
"05",
".",
"96",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"06",
".",
"1996",
"18",
".",
"06",
".",
"1996",
"18",
".",
"06",
".",
"1996",
"18",
".",
"06",
".",
"1996",
"09 de setembro de 2005",
"5",
"/",
"10",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"06",
".",
"1996",
"18",
".",
"06",
".",
"1996",
"18",
".",
"06",
".",
"1996",
"18",
".",
"06",
".",
"1996",
"09 de setembro de 2005",
"5",
"/",
"10",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"6",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"6",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO
SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Repercussão geral.
Decisão que determina o retorno dos autos à origem. Irrecorribilidade.
Precedentes.
1. Consoante a jurisprudência desta Corte, é irrecorrível a decisão
que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, determina a devolução dos autos ao Tribunal
de origem, para observância do disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil.
2. Agravo regimental não conhecido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1787933.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO
SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Alvarino Rosa e outros interpõem tempestivo agravo regimental
contra decisão (fls. 252/253) em que se determinou a devolução dos autos
à origem, para fins do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil,
com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluiu, no exame do RE nº 586.068/PR, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, pela existência da repercussão geral da
matéria constitucional versada nestes autos. Trata-se da
discussão acerca da aplicabilidade do parágrafo único do artigo
741 do Código de Processo Civil, que possui a mesma redação
do § 1º do art. 475-L do CPC, que obsta a execução de título
judicial fundado em lei ou ato normativo declarados
inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou fundado
em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas
pelo Supremo Tribunal Federal como incompatíveis com a
Constituição Federal.
Na Questão de Ordem suscitada pelo Ministro Gilmar
Mendes, Presidente, no Agravo de Instrumento nº 715.423/RS, o
Plenário deste Supremo Tribunal Federal, na sessão de 11/6/08,
decidiu que o regime previsto no artigo 543-B, §§ 1º e 3º, do
Código de Processo Civil, na hipótese de já ter sido reconhecida
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO
SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Alvarino Rosa e outros interpõem tempestivo agravo regimental
contra decisão (fls. 252/253) em que se determinou a devolução dos autos
à origem, para fins do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil,
com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluiu, no exame do RE nº 586.068/PR, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, pela existência da repercussão geral da
matéria constitucional versada nestes autos. Trata-se da
discussão acerca da aplicabilidade do parágrafo único do artigo
741 do Código de Processo Civil, que possui a mesma redação
do § 1º do art. 475-L do CPC, que obsta a execução de título
judicial fundado em lei ou ato normativo declarados
inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou fundado
em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas
pelo Supremo Tribunal Federal como incompatíveis com a
Constituição Federal.
Na Questão de Ordem suscitada pelo Ministro Gilmar
Mendes, Presidente, no Agravo de Instrumento nº 715.423/RS, o
Plenário deste Supremo Tribunal Federal, na sessão de 11/6/08,
decidiu que o regime previsto no artigo 543-B, §§ 1º e 3º, do
Código de Processo Civil, na hipótese de já ter sido reconhecida
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Relatório
RE 595.251 AGR / RS
por esta Corte a repercussão da matéria constitucional discutida
nos autos, aplica-se, também, aos recursos extraordinários
interpostos de acórdãos publicados anteriormente a 3 de maio
de 2007 e aos agravos de instrumentos respectivos.
Na sessão do Pleno de 20/8/08, no julgamento da Questão
de Ordem suscitada pelo Ministro Cezar Peluso, Relator, no
Recurso Extraordinário nº 540.410/RS, este Tribunal decidiu, em
situação similar à anterior, pela devolução dos autos ao
Tribunal local para os fins do disposto no artigo 543-B do
Código de Processo Civil.
Assim, nos termos do artigo 328 do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, determino a devolução dos autos ao
Tribunal de origem para que seja aplicado o disposto no artigo
543-B do Código de Processo Civil.
Publique-se.”
Em suas razões, os agravantes afirmam que a discussão travada no
RE nº 586.068/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, difere da questão
tratada nos presentes autos, uma vez que, naquele recurso, discute-se
demanda de índole previdenciária, enquanto, no presente processo,
discute-se matéria trabalhista.
Aduzem, também, que “é patente que o precedente referido não
aborda ou discute as particularidades deste caso concreto e sequer
examina o ponto nodal de se tratar de título executivo cujo trânsito em
julgado se perfectibilizou antes da alteração havida no artigo 741 do
CPC, por força da MP 2.180-35/2001” (fl. 263).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 595.251 AGR / RS
por esta Corte a repercussão da matéria constitucional discutida
nos autos, aplica-se, também, aos recursos extraordinários
interpostos de acórdãos publicados anteriormente a 3 de maio
de 2007 e aos agravos de instrumentos respectivos.
Na sessão do Pleno de 20/8/08, no julgamento da Questão
de Ordem suscitada pelo Ministro Cezar Peluso, Relator, no
Recurso Extraordinário nº 540.410/RS, este Tribunal decidiu, em
situação similar à anterior, pela devolução dos autos ao
Tribunal local para os fins do disposto no artigo 543-B do
Código de Processo Civil.
Assim, nos termos do artigo 328 do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, determino a devolução dos autos ao
Tribunal de origem para que seja aplicado o disposto no artigo
543-B do Código de Processo Civil.
Publique-se.”
Em suas razões, os agravantes afirmam que a discussão travada no
RE nº 586.068/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, difere da questão
tratada nos presentes autos, uma vez que, naquele recurso, discute-se
demanda de índole previdenciária, enquanto, no presente processo,
discute-se matéria trabalhista.
Aduzem, também, que “é patente que o precedente referido não
aborda ou discute as particularidades deste caso concreto e sequer
examina o ponto nodal de se tratar de título executivo cujo trânsito em
julgado se perfectibilizou antes da alteração havida no artigo 741 do
CPC, por força da MP 2.180-35/2001” (fl. 263).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, o Supremo Tribunal
Federal reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à aplicação do
art. 741, parágrafo único, do Código de Processo Civil - que possui a
mesma redação do art. 475-L, § 1º, desse diploma normativo - e à
possibilidade de desconstituição de título executivo judicial fundado em
norma posteriormente declarada inconstitucional, sendo esse o tema
debatido no recurso extraordinário ora em exame.
Ressalte-se que, independentemente das matérias de fundo
debatidas no processo paradigma e nos presentes autos, há plena
identidade do tema versado em ambos os feitos. Aplica-se, portanto, a
jurisprudência desta Corte no sentido de ser irrecorrível a decisão que,
com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem,
para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
Nesse sentido, os seguintes precedentes:
“RECURSO. Agravo Regimental. Despacho que determina
devolução dos autos ao tribunal a quo para aplicação da
sistemática da repercussão geral. Ato de mero expediente.
Incidência do art. 504 do CPC. Agravo não conhecido. É
inadmissível agravo regimental contra ato de mero expediente
que determina a devolução do feito ao tribunal de origem para
aplicação da sistemática da repercussão geral” (AI nº
778.643/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJe de 7/12/11).
“ATO DO RELATOR QUE, ADMITINDO O RECURSO
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, o Supremo Tribunal
Federal reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à aplicação do
art. 741, parágrafo único, do Código de Processo Civil - que possui a
mesma redação do art. 475-L, § 1º, desse diploma normativo - e à
possibilidade de desconstituição de título executivo judicial fundado em
norma posteriormente declarada inconstitucional, sendo esse o tema
debatido no recurso extraordinário ora em exame.
Ressalte-se que, independentemente das matérias de fundo
debatidas no processo paradigma e nos presentes autos, há plena
identidade do tema versado em ambos os feitos. Aplica-se, portanto, a
jurisprudência desta Corte no sentido de ser irrecorrível a decisão que,
com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem,
para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
Nesse sentido, os seguintes precedentes:
“RECURSO. Agravo Regimental. Despacho que determina
devolução dos autos ao tribunal a quo para aplicação da
sistemática da repercussão geral. Ato de mero expediente.
Incidência do art. 504 do CPC. Agravo não conhecido. É
inadmissível agravo regimental contra ato de mero expediente
que determina a devolução do feito ao tribunal de origem para
aplicação da sistemática da repercussão geral” (AI nº
778.643/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJe de 7/12/11).
“ATO DO RELATOR QUE, ADMITINDO O RECURSO
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 595.251 AGR / RS
EXTRAORDINÁRIO, DETERMINA A DEVOLUÇÃO DOS
AUTOS RESPECTIVOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA
QUE, NESTE, SEJA OBSERVADO O QUE DISPÕE O ART. 543-
B DO CPC - ATO JUDICIAL QUE NÃO POSSUI CONTEÚDO
DECISÓRIO NEM SE REVESTE DE LESIVIDADE -
IRRECORRIBILIDADE
-
CONSEQÜENTE
NÃO-
CONHECIMENTO DO PRIMEIRO RECURSO DE AGRAVO -
INCONFORMISMO DA PARTE INTERESSADA QUE
DEDUZIU NOVO RECURSO DE AGRAVO ("AGRAVO
INTERNO"), DESTA VEZ CONTRA A DECISÃO QUE NÃO
CONHECEU DO PRIMEIRO RECURSO DE AGRAVO -
IMPROVIMENTO DESSE NOVO RECURSO, COM
DETERMINAÇÃO DE
DEVOLUÇÃO
IMEDIATA DOS
AUTOS
AO
TRIBUNAL
DE
ORIGEM,
INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO
REFERENTE AO PRESENTE JULGAMENTO” (AI nº
503.064/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de
Mello, DJe de 26/3/10).
Ademais, no tocante à aplicabilidade do art. 741 do CPC às causas
cujo trânsito em julgado se deu antes de sua modificação pela MP nº
2.180-35/2001, é certo que o Tribunal de origem manifestou-se
expressamente sobre essa questão, conforme se colhe do voto vencedor
do acórdão recorrido, que, no ponto, consignou:
“Não procede, ainda, o argumento de que o art. 884, § 5º,
da CLT (acrescentado pela MP nº 2.158-35, de 24/08/2001) e o
art. 741, § único, do CPC (acrescentado pela MP nº 2.102-26, de
27/12/2000), que consideram inexigível o título judicial fundado
em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo
Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação
tidas por incompatíveis com a Constituição Federal, impedem a
execução da sentença. Esses dispositivos não têm aplicação ao
caso vertente, porquanto o trânsito em julgado ocorreu
anteriormente à edição dessas Medidas Provisórias. A coisa
julgada torna a decisão judicial imutável e indiscutível, entre as
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 595.251 AGR / RS
EXTRAORDINÁRIO, DETERMINA A DEVOLUÇÃO DOS
AUTOS RESPECTIVOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA
QUE, NESTE, SEJA OBSERVADO O QUE DISPÕE O ART. 543-
B DO CPC - ATO JUDICIAL QUE NÃO POSSUI CONTEÚDO
DECISÓRIO NEM SE REVESTE DE LESIVIDADE -
IRRECORRIBILIDADE
-
CONSEQÜENTE
NÃO-
CONHECIMENTO DO PRIMEIRO RECURSO DE AGRAVO -
INCONFORMISMO DA PARTE INTERESSADA QUE
DEDUZIU NOVO RECURSO DE AGRAVO ("AGRAVO
INTERNO"), DESTA VEZ CONTRA A DECISÃO QUE NÃO
CONHECEU DO PRIMEIRO RECURSO DE AGRAVO -
IMPROVIMENTO DESSE NOVO RECURSO, COM
DETERMINAÇÃO DE
DEVOLUÇÃO
IMEDIATA DOS
AUTOS
AO
TRIBUNAL
DE
ORIGEM,
INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO
REFERENTE AO PRESENTE JULGAMENTO” (AI nº
503.064/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de
Mello, DJe de 26/3/10).
Ademais, no tocante à aplicabilidade do art. 741 do CPC às causas
cujo trânsito em julgado se deu antes de sua modificação pela MP nº
2.180-35/2001, é certo que o Tribunal de origem manifestou-se
expressamente sobre essa questão, conforme se colhe do voto vencedor
do acórdão recorrido, que, no ponto, consignou:
“Não procede, ainda, o argumento de que o art. 884, § 5º,
da CLT (acrescentado pela MP nº 2.158-35, de 24/08/2001) e o
art. 741, § único, do CPC (acrescentado pela MP nº 2.102-26, de
27/12/2000), que consideram inexigível o título judicial fundado
em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo
Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação
tidas por incompatíveis com a Constituição Federal, impedem a
execução da sentença. Esses dispositivos não têm aplicação ao
caso vertente, porquanto o trânsito em julgado ocorreu
anteriormente à edição dessas Medidas Provisórias. A coisa
julgada torna a decisão judicial imutável e indiscutível, entre as
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 595.251 AGR / RS
partes e nos limites da lide e das questões decididas, sendo
possível a sua modificação somente nas hipóteses excepcionais
que ensejam a ação rescisória” (fl. 156).
Consoante afirmou a Ministra Cármen Lúcia, em decisão
monocrática proferida no RE nº 595.629/PE, publicada no DJe de 1º/6/10, a
matéria discutida no RE nº 586.068/PR, no qual foi reconhecida a
repercussão geral, abrange: “a) a constitucionalidade do mencionado
artigo em face da coisa julgada; b) a possibilidade de aplicação retroativa
do dispositivo; e c) a necessidade de declaração de inconstitucionalidade
de norma pelo Supremo Tribunal em controle concentrado”. Assim, ao
contrário do que afirmam os agravantes, a decisão a ser proferida no
processo paradigma poderá refletir na orientação a ser adotada no
presente recurso extraordinário.
Por fim, no julgamento do RE nº 587.144/SP-ED, publicado no DJe de
10/6/10, a Ministra Cármen Lúcia elucida também que “a pretensa
existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para
obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão
geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único
julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema”.
Não conheço do agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 595.251 AGR / RS
partes e nos limites da lide e das questões decididas, sendo
possível a sua modificação somente nas hipóteses excepcionais
que ensejam a ação rescisória” (fl. 156).
Consoante afirmou a Ministra Cármen Lúcia, em decisão
monocrática proferida no RE nº 595.629/PE, publicada no DJe de 1º/6/10, a
matéria discutida no RE nº 586.068/PR, no qual foi reconhecida a
repercussão geral, abrange: “a) a constitucionalidade do mencionado
artigo em face da coisa julgada; b) a possibilidade de aplicação retroativa
do dispositivo; e c) a necessidade de declaração de inconstitucionalidade
de norma pelo Supremo Tribunal em controle concentrado”. Assim, ao
contrário do que afirmam os agravantes, a decisão a ser proferida no
processo paradigma poderá refletir na orientação a ser adotada no
presente recurso extraordinário.
Por fim, no julgamento do RE nº 587.144/SP-ED, publicado no DJe de
10/6/10, a Ministra Cármen Lúcia elucida também que “a pretensa
existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para
obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão
geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único
julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema”.
Não conheço do agravo regimental.
3
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia
a Vossa Excelência, para, no caso, conhecer dos processos que estão nos
itens 5 e 6: Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 595.251/RS e
Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 717.247/AL.
A premissa é única: todo pronunciamento judicial, com carga
decisória, que se mostre prejudicial à parte desafia o regimental.
Então, se o relator, mesmo no âmbito do Supremo, já que não temos
semideuses, claudica, no modo de ver da parte, na determinação de baixa
de um processo, ou de autos, presente repercussão geral, essa decisão, de
início, desafia o regimental, não sendo irrecorrível, porque o erro é
sempre possível.
Por isso, peço vênia para prover esses agravos.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia
a Vossa Excelência, para, no caso, conhecer dos processos que estão nos
itens 5 e 6: Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 595.251/RS e
Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 717.247/AL.
A premissa é única: todo pronunciamento judicial, com carga
decisória, que se mostre prejudicial à parte desafia o regimental.
Então, se o relator, mesmo no âmbito do Supremo, já que não temos
semideuses, claudica, no modo de ver da parte, na determinação de baixa
de um processo, ou de autos, presente repercussão geral, essa decisão, de
início, desafia o regimental, não sendo irrecorrível, porque o erro é
sempre possível.
Por isso, peço vênia para prover esses agravos.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1803962
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-09T00:00:00
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Por maioria de votos, a Turma não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
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EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Repercussão geral. Decisão que determina o retorno dos autos à origem. Irrecorribilidade. Precedentes.
1. Consoante a jurisprudência desta Corte, é irrecorrível a decisão que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
2. Agravo regimental não conhecido.
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sjur205605
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- Acórdãos citados: AI 778643 AgR - Tribunal Pleno, AI 503064 AgR, RE 586068 RG, RE 587144 ED.
- Decisão monocrática citada: RE 595629.
Número de páginas: 8.
Análise: 28/03/2012, LLD.
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DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
595251
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0475L PAR-00001 ART-0543B ART-00741\r\n PAR-ÚNICO \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED MPR-002180 ANO-2001\r\n REEDIÇÃO Nº 35\r\n MEDIDA PROVISÓRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00328 PAR-ÚNICO \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 595251 AgR
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""
] |
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGTE.(S) : ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
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""
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Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO
SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Repercussão geral.
Decisão que determina o retorno dos autos à origem. Irrecorribilidade.
Precedentes.
1. Consoante a jurisprudência desta Corte, é irrecorrível a decisão
que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, determina a devolução dos autos ao Tribunal
de origem, para observância do disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil.
2. Agravo regimental não conhecido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO
SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Alvarino Rosa e outros interpõem tempestivo agravo regimental
contra decisão (fls. 252/253) em que se determinou a devolução dos autos
à origem, para fins do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil,
com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluiu, no exame do Recurso Extraordinário n 586.068/PR, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, pela existência da repercussão geral da
matéria constitucional versada nestes autos. Trata-se da
discussão acerca da aplicabilidade do parágrafo único do artigo
741 do Código de Processo Civil, que possui a mesma redação
do § 1... do art. 475-L do Código de Processo Civil, que obsta a execução de título
judicial fundado em lei ou ato normativo declarados
inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou fundado
em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas
pelo Supremo Tribunal Federal como incompatíveis com a
Constituição Federal.
Na Questão de Ordem suscitada pelo Ministro Gilmar
Mendes, Presidente, no Agravo de Instrumento n 715.423/RS, o
Plenário deste Supremo Tribunal Federal, na sessão de 11/6/08,
decidiu que o regime previsto no artigo 543-B, §§ 1... e 3..., do
Código de Processo Civil, na hipótese de já ter sido reconhecida
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO
SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Alvarino Rosa e outros interpõem tempestivo agravo regimental
contra decisão (fls. 252/253) em que se determinou a devolução dos autos
à origem, para fins do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil,
com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluiu, no exame do Recurso Extraordinário n 586.068/PR, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, pela existência da repercussão geral da
matéria constitucional versada nestes autos. Trata-se da
discussão acerca da aplicabilidade do parágrafo único do artigo
741 do Código de Processo Civil, que possui a mesma redação
do § 1... do art. 475-L do Código de Processo Civil, que obsta a execução de título
judicial fundado em lei ou ato normativo declarados
inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou fundado
em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas
pelo Supremo Tribunal Federal como incompatíveis com a
Constituição Federal.
Na Questão de Ordem suscitada pelo Ministro Gilmar
Mendes, Presidente, no Agravo de Instrumento n 715.423/RS, o
Plenário deste Supremo Tribunal Federal, na sessão de 11/6/08,
decidiu que o regime previsto no artigo 543-B, §§ 1... e 3..., do
Código de Processo Civil, na hipótese de já ter sido reconhecida
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 595.251 AGR / RS
por esta Corte a repercussão da matéria constitucional discutida
nos autos, aplica-se, também, aos recursos extraordinários
interpostos de acórdãos publicados anteriormente a 3 de maio
de 2007 e aos agravos de instrumentos respectivos.
Na sessão do Pleno de 20/8/08, no julgamento da Questão
de Ordem suscitada pelo Ministro Cezar Peluso, Relator, no
Recurso Extraordinário n 540.410/RS, este Tribunal decidiu, em
situação similar à anterior, pela devolução dos autos ao
Tribunal local para os fins do disposto no artigo 543-B do
Código de Processo Civil.
Assim, nos termos do artigo 328 do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, determino a devolução dos autos ao
Tribunal de origem para que seja aplicado o disposto no artigo
543-B do Código de Processo Civil.
Publique-se.”
Em suas razões, os agravantes afirmam que a discussão travada no
Recurso Extraordinário n 586.068/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, difere da questão
tratada nos presentes autos, uma vez que, naquele recurso, discute-se
demanda de índole previdenciária, enquanto, no presente processo,
discute-se matéria trabalhista.
Aduzem, também, que “é patente que o precedente referido não
aborda ou discute as particularidades deste caso concreto e sequer
examina o ponto nodal de se tratar de título executivo cujo trânsito em
julgado se perfectibilizou antes da alteração havida no artigo 741 do
Código de Processo Civil, por força da Medida Provisória 2.180-35/2001” (fl. 263).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 595.251 AGR / RS
por esta Corte a repercussão da matéria constitucional discutida
nos autos, aplica-se, também, aos recursos extraordinários
interpostos de acórdãos publicados anteriormente a 3 de maio
de 2007 e aos agravos de instrumentos respectivos.
Na sessão do Pleno de 20/8/08, no julgamento da Questão
de Ordem suscitada pelo Ministro Cezar Peluso, Relator, no
Recurso Extraordinário n 540.410/RS, este Tribunal decidiu, em
situação similar à anterior, pela devolução dos autos ao
Tribunal local para os fins do disposto no artigo 543-B do
Código de Processo Civil.
Assim, nos termos do artigo 328 do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, determino a devolução dos autos ao
Tribunal de origem para que seja aplicado o disposto no artigo
543-B do Código de Processo Civil.
Publique-se.”
Em suas razões, os agravantes afirmam que a discussão travada no
Recurso Extraordinário n 586.068/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, difere da questão
tratada nos presentes autos, uma vez que, naquele recurso, discute-se
demanda de índole previdenciária, enquanto, no presente processo,
discute-se matéria trabalhista.
Aduzem, também, que “é patente que o precedente referido não
aborda ou discute as particularidades deste caso concreto e sequer
examina o ponto nodal de se tratar de título executivo cujo trânsito em
julgado se perfectibilizou antes da alteração havida no artigo 741 do
Código de Processo Civil, por força da Medida Provisória 2.180-35/2001” (fl. 263).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, o Supremo Tribunal
Federal reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à aplicação do
art. 741, parágrafo único, do Código de Processo Civil - que possui a
mesma redação do art. 475-L, § 1..., desse diploma normativo - e à
possibilidade de desconstituição de título executivo judicial fundado em
norma posteriormente declarada inconstitucional, sendo esse o tema
debatido no recurso extraordinário ora em exame.
Ressalte-se que, independentemente das matérias de fundo
debatidas no processo paradigma e nos presentes autos, há plena
identidade do tema versado em ambos os feitos. Aplica-se, portanto, a
jurisprudência desta Corte no sentido de ser irrecorrível a decisão que,
com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem,
para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
Nesse sentido, os seguintes precedentes:
“RECURSO. Agravo Regimental. Despacho que determina
devolução dos autos ao tribunal a quo para aplicação da
sistemática da repercussão geral. Ato de mero expediente.
Incidência do art. 504 do Código de Processo Civil. Agravo não conhecido. É
inadmissível agravo regimental contra ato de mero expediente
que determina a devolução do feito ao tribunal de origem para
aplicação da sistemática da repercussão geral” (AI n
778.643/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJe de 7/12/11).
“ATO DO RELATOR QUE, ADMITINDO O RECURSO
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1787931.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, o Supremo Tribunal
Federal reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à aplicação do
art. 741, parágrafo único, do Código de Processo Civil - que possui a
mesma redação do art. 475-L, § 1..., desse diploma normativo - e à
possibilidade de desconstituição de título executivo judicial fundado em
norma posteriormente declarada inconstitucional, sendo esse o tema
debatido no recurso extraordinário ora em exame.
Ressalte-se que, independentemente das matérias de fundo
debatidas no processo paradigma e nos presentes autos, há plena
identidade do tema versado em ambos os feitos. Aplica-se, portanto, a
jurisprudência desta Corte no sentido de ser irrecorrível a decisão que,
com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem,
para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
Nesse sentido, os seguintes precedentes:
“RECURSO. Agravo Regimental. Despacho que determina
devolução dos autos ao tribunal a quo para aplicação da
sistemática da repercussão geral. Ato de mero expediente.
Incidência do art. 504 do Código de Processo Civil. Agravo não conhecido. É
inadmissível agravo regimental contra ato de mero expediente
que determina a devolução do feito ao tribunal de origem para
aplicação da sistemática da repercussão geral” (AI n
778.643/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJe de 7/12/11).
“ATO DO RELATOR QUE, ADMITINDO O RECURSO
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 595.251 AGR / RS
EXTRAORDINÁRIO, DETERMINA A DEVOLUÇÃO DOS
AUTOS RESPECTIVOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA
QUE, NESTE, SEJA OBSERVADO O QUE DISPÕE O ART. 543-
B DO Código de Processo Civil - ATO JUDICIAL QUE NÃO POSSUI CONTEÚDO
DECISÓRIO NEM SE REVESTE DE LESIVIDADE -
IRRECORRIBILIDADE
-
CONSEQÜENTE
NÃO-
CONHECIMENTO DO PRIMEIRO RECURSO DE AGRAVO -
INCONFORMISMO DA PARTE INTERESSADA QUE
DEDUZIU NOVO RECURSO DE AGRAVO ("AGRAVO
INTERNO"), DESTA VEZ CONTRA A DECISÃO QUE NÃO
CONHECEU DO PRIMEIRO RECURSO DE AGRAVO -
IMPROVIMENTO DESSE NOVO RECURSO, COM
DETERMINAÇÃO DE
DEVOLUÇÃO
IMEDIATA DOS
AUTOS
AO
TRIBUNAL
DE
ORIGEM,
INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO
REFERENTE AO PRESENTE JULGAMENTO” (AI n
503.064/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de
Mello, DJe de 26/3/10).
Ademais, no tocante à aplicabilidade do art. 741 do Código de Processo Civil às causas
cujo trânsito em julgado se deu antes de sua modificação pela Medida Provisória n
2.180-35/2001, é certo que o Tribunal de origem manifestou-se
expressamente sobre essa questão, conforme se colhe do voto vencedor
do acórdão recorrido, que, no ponto, consignou:
“Não procede, ainda, o argumento de que o art. 884, § 5...,
da Consolidação das Leis do Trabalho (acrescentado pela Medida Provisória n 2.158-35, de 24/08/2001) e o
art. 741, § único, do Código de Processo Civil (acrescentado pela Medida Provisória n 2.102-26, de
27/12/2000), que consideram inexigível o título judicial fundado
em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo
Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação
tidas por incompatíveis com a Constituição Federal, impedem a
execução da sentença. Esses dispositivos não têm aplicação ao
caso vertente, porquanto o trânsito em julgado ocorreu
anteriormente à edição dessas Medidas Provisórias. A coisa
julgada torna a decisão judicial imutável e indiscutível, entre as
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 595.251 AGR / RS
EXTRAORDINÁRIO, DETERMINA A DEVOLUÇÃO DOS
AUTOS RESPECTIVOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA
QUE, NESTE, SEJA OBSERVADO O QUE DISPÕE O ART. 543-
B DO Código de Processo Civil - ATO JUDICIAL QUE NÃO POSSUI CONTEÚDO
DECISÓRIO NEM SE REVESTE DE LESIVIDADE -
IRRECORRIBILIDADE
-
CONSEQÜENTE
NÃO-
CONHECIMENTO DO PRIMEIRO RECURSO DE AGRAVO -
INCONFORMISMO DA PARTE INTERESSADA QUE
DEDUZIU NOVO RECURSO DE AGRAVO ("AGRAVO
INTERNO"), DESTA VEZ CONTRA A DECISÃO QUE NÃO
CONHECEU DO PRIMEIRO RECURSO DE AGRAVO -
IMPROVIMENTO DESSE NOVO RECURSO, COM
DETERMINAÇÃO DE
DEVOLUÇÃO
IMEDIATA DOS
AUTOS
AO
TRIBUNAL
DE
ORIGEM,
INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO
REFERENTE AO PRESENTE JULGAMENTO” (AI n
503.064/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de
Mello, DJe de 26/3/10).
Ademais, no tocante à aplicabilidade do art. 741 do Código de Processo Civil às causas
cujo trânsito em julgado se deu antes de sua modificação pela Medida Provisória n
2.180-35/2001, é certo que o Tribunal de origem manifestou-se
expressamente sobre essa questão, conforme se colhe do voto vencedor
do acórdão recorrido, que, no ponto, consignou:
“Não procede, ainda, o argumento de que o art. 884, § 5...,
da Consolidação das Leis do Trabalho (acrescentado pela Medida Provisória n 2.158-35, de 24/08/2001) e o
art. 741, § único, do Código de Processo Civil (acrescentado pela Medida Provisória n 2.102-26, de
27/12/2000), que consideram inexigível o título judicial fundado
em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo
Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação
tidas por incompatíveis com a Constituição Federal, impedem a
execução da sentença. Esses dispositivos não têm aplicação ao
caso vertente, porquanto o trânsito em julgado ocorreu
anteriormente à edição dessas Medidas Provisórias. A coisa
julgada torna a decisão judicial imutável e indiscutível, entre as
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 595.251 AGR / RS
partes e nos limites da lide e das questões decididas, sendo
possível a sua modificação somente nas hipóteses excepcionais
que ensejam a ação rescisória” (fl. 156).
Consoante afirmou a Ministra Cármen Lúcia, em decisão
monocrática proferida no Recurso Extraordinário n 595.629/PE, publicada no DJe de 1.../6/10, a
matéria discutida no Recurso Extraordinário n 586.068/PR, no qual foi reconhecida a
repercussão geral, abrange: “a) a constitucionalidade do mencionado
artigo em face da coisa julgada; b) a possibilidade de aplicação retroativa
do dispositivo; e c) a necessidade de declaração de inconstitucionalidade
de norma pelo Supremo Tribunal em controle concentrado”. Assim, ao
contrário do que afirmam os agravantes, a decisão a ser proferida no
processo paradigma poderá refletir na orientação a ser adotada no
presente recurso extraordinário.
Por fim, no julgamento do Recurso Extraordinário n 587.144/SP-ED, publicado no DJe de
10/6/10, a Ministra Cármen Lúcia elucida também que “a pretensa
existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para
obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão
geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único
julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema”.
Não conheço do agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 595.251 AGR / RS
partes e nos limites da lide e das questões decididas, sendo
possível a sua modificação somente nas hipóteses excepcionais
que ensejam a ação rescisória” (fl. 156).
Consoante afirmou a Ministra Cármen Lúcia, em decisão
monocrática proferida no Recurso Extraordinário n 595.629/PE, publicada no DJe de 1.../6/10, a
matéria discutida no Recurso Extraordinário n 586.068/PR, no qual foi reconhecida a
repercussão geral, abrange: “a) a constitucionalidade do mencionado
artigo em face da coisa julgada; b) a possibilidade de aplicação retroativa
do dispositivo; e c) a necessidade de declaração de inconstitucionalidade
de norma pelo Supremo Tribunal em controle concentrado”. Assim, ao
contrário do que afirmam os agravantes, a decisão a ser proferida no
processo paradigma poderá refletir na orientação a ser adotada no
presente recurso extraordinário.
Por fim, no julgamento do Recurso Extraordinário n 587.144/SP-ED, publicado no DJe de
10/6/10, a Ministra Cármen Lúcia elucida também que “a pretensa
existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para
obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão
geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único
julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema”.
Não conheço do agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia
a Vossa Excelência, para, no caso, conhecer dos processos que estão nos
itens 5 e 6: Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 595.251/RS e
Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 717.247/AL.
A premissa é única: todo pronunciamento judicial, com carga
decisória, que se mostre prejudicial à parte desafia o regimental.
Então, se o relator, mesmo no âmbito do Supremo, já que não temos
semideuses, claudica, no modo de ver da parte, na determinação de baixa
de um processo, ou de autos, presente repercussão geral, essa decisão, de
início, desafia o regimental, não sendo irrecorrível, porque o erro é
sempre possível.
Por isso, peço vênia para prover esses agravos.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia
a Vossa Excelência, para, no caso, conhecer dos processos que estão nos
itens 5 e 6: Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 595.251/RS e
Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 717.247/AL.
A premissa é única: todo pronunciamento judicial, com carga
decisória, que se mostre prejudicial à parte desafia o regimental.
Então, se o relator, mesmo no âmbito do Supremo, já que não temos
semideuses, claudica, no modo de ver da parte, na determinação de baixa
de um processo, ou de autos, presente repercussão geral, essa decisão, de
início, desafia o regimental, não sendo irrecorrível, porque o erro é
sempre possível.
Por isso, peço vênia para prover esses agravos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.251
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ALVARINO ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu do agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 251",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 251",
"Recurso Extraordinário n 586 . 068 / PR",
"Agravo de Instrumento n 715 . 423 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 251",
"Recurso Extraordinário n 586 . 068 / PR",
"Agravo de Instrumento n 715 . 423 / RS",
"Recurso Extraordinário 595 . 251 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 540 . 410 / RS",
"Recurso Extraordinário n 586 . 068 / PR",
"Recurso Extraordinário 595 . 251 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 540 . 410 / RS",
"Recurso Extraordinário n 586 . 068 / PR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 251",
"AI n 778 . 643 / MG - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 251",
"AI n 778 . 643 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário 595 . 251 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO",
"AI n 503 . 064 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário 595 . 251 AGR / RS",
"AI n 503 . 064 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário 595 . 251 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 595 . 629 / PE",
"Recurso Extraordinário n 586 . 068 / PR",
"Recurso Extraordinário n 587 . 144 /",
"Recurso Extraordinário 595 . 251 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário",
"Recurso Extraordinário n 586 . 068 / PR",
"Recurso Extraordinário n 587 . 144 / SP - ED",
"Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 595 . 251 / RS",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 717 . 247 / AL",
"RECURSO",
"Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 595 . 251 / RS",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 717 . 247 / AL",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 251",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 251"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"artigo 741 do Código de Processo Civil",
"§",
"art . 475 - L do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"artigo 741 do Código de Processo Civil",
"art . 475 - L do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal",
"artigo 543 - B , § § 1 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - B do Código de Processo Civil",
"artigo 328 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigo 543 - B do Código de Processo Civil",
"artigo 741 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória 2 . 180 - 35 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - B do Código de Processo Civil",
"artigo 328 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigo 543 - B do Código de Processo Civil",
"artigo 741 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 741 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 504 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 741 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"art",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 504 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 543 - B DO Código de Processo Civil",
"art . 741 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001",
"art . 884 , § 5 . . . , da",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 158 - 35",
"art . 741 , § único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 102 - 26",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 543 - B DO Código de Processo Civil",
"art . 741 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 158 - 35",
"art . 741 , § único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 102 - 26",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL",
"UFRGS",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL",
"UFRGS",
"Plenário desta Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL",
"UFRGS",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL",
"UFRGS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL",
"UFRGS",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ALVARINO ROSA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ALVARINO ROSA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"DIAS TOFFOLI",
"Alvarino Rosa",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"ALVARINO ROSA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"DIAS TOFFOLI",
"Alvarino Rosa",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"ALVARINO ROSA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ALVARINO ROSA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"2001"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11",
"/",
"6",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11",
"/",
"6",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de maio de 2007",
"20",
"/",
"8",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de maio de 2007",
"20",
"/",
"8",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"3",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"12",
"/",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"3",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"12",
"/",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"6",
"/",
"10",
"10",
"/",
"6",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"6",
"/",
"10",
"10",
"/",
"6",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de
prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da ampla defesa e do
contraditório. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Controle
judicial. Ato administrativo. Possibilidade. Precedentes.
1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante
decisão suficientemente fundamentada.
2. A afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República.
3. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
4. Não viola o princípio da separação dos poderes o controle de
legalidade exercido pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos.
5. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1787980.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
AI 596.830 AGR / SP
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1787980.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O Estado de São Paulo interpõe tempestivo agravo regimental (fls.
116 a 118 – fax e 126 a 128 – original) contra decisão em que se negou
provimento ao agravo de instrumento (fls. 106 a 109), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Estado de São Paulo interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade aos artigos 2º, 5º, inciso LV, 18, 93,
inciso IX, 37, incisos I e II, e 39, § 2º, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Sétima
Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, assim ementado:
'EMBARGOS INFRINGENTES - Reintegração ao cargo
de investigador de polícia - Sentença de improcedência
reformada em sede de apelação - Prevalência do r. voto dissidente
- Inadmissibilidade - Pedido baseado na nulidade do
procedimento administrativo, apontando cerceamento de defesa -
Ação em que se questiona os fundamentos do ato de demissão,
considerando-o inteiramente desgarrado da prova -
Envolvimento do autor no crime de concussão não comprovado,
sendo incabível se cogitar de resíduo infracionário
administrativo - Demissão dos investigadores que ficou limitada
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O Estado de São Paulo interpõe tempestivo agravo regimental (fls.
116 a 118 – fax e 126 a 128 – original) contra decisão em que se negou
provimento ao agravo de instrumento (fls. 106 a 109), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Estado de São Paulo interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade aos artigos 2º, 5º, inciso LV, 18, 93,
inciso IX, 37, incisos I e II, e 39, § 2º, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Sétima
Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, assim ementado:
'EMBARGOS INFRINGENTES - Reintegração ao cargo
de investigador de polícia - Sentença de improcedência
reformada em sede de apelação - Prevalência do r. voto dissidente
- Inadmissibilidade - Pedido baseado na nulidade do
procedimento administrativo, apontando cerceamento de defesa -
Ação em que se questiona os fundamentos do ato de demissão,
considerando-o inteiramente desgarrado da prova -
Envolvimento do autor no crime de concussão não comprovado,
sendo incabível se cogitar de resíduo infracionário
administrativo - Demissão dos investigadores que ficou limitada
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
AI 596.830 AGR / SP
à participação no fato investigado - Envolvimento do autor
nesse ato não demonstrado - Ilegalidade do ato impugnado -
Embargos Infringentes rejeitados, nos termos da orientação
adotada pela d. maioria explicitada no voto do Desembargador
Guerrieri Rezende' (fls. 48).
Opostos embargos de declaração (fls. 52 a 54), foram
rejeitados (fls. 60 a 62).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a preliminar
sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência,
uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela
Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento
acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá
'quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra
razão'.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
à participação no fato investigado - Envolvimento do autor
nesse ato não demonstrado - Ilegalidade do ato impugnado -
Embargos Infringentes rejeitados, nos termos da orientação
adotada pela d. maioria explicitada no voto do Desembargador
Guerrieri Rezende' (fls. 48).
Opostos embargos de declaração (fls. 52 a 54), foram
rejeitados (fls. 60 a 62).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a preliminar
sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência,
uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela
Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento
acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá
'quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra
razão'.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
AI 596.830 AGR / SP
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos
decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da
legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do
recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de
afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à
Constituição da República' (AI nº 594.887/SP-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
'AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado
que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
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AI 596.830 AGR / SP
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos
decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da
legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do
recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de
afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à
Constituição da República' (AI nº 594.887/SP-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
'AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado
que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
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Relatório
AI 596.830 AGR / SP
extraordinário. Precedentes' (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
No tocante à alegação de que 'o acórdão viola a Constituição,
ao prever ascensão funcional 'automática', sem certame prévio,
ocasionando o provimento de cargos mais elevados que poderiam e
deveriam ser disputados, em princípio, com todos os demais
integrantes da carreira, no mesmo nível desta última' (fl. 66),
igualmente, não merece prosperar o apelo, haja vista que essa
questão não foi objeto de discussão pelo acórdão recorrido,
assim como também não foi analisada a questão da aplicação
dos juros de mora, conforme se extrai do julgamento dos
embargos de declaração:
'As questões submetidas a exame pela embargante
não integraram o tema em análise nos Embargos
Infringentes. Não compuseram a área de divergência,
ficando, por isso, fora da apreciação no julgamento
daquele.
Dizem respeito ao Acórdão submetido a reexame nos
Embargos Infringentes e dele deveria a embargante interpôs, se
o quisesse, os Embargos de declaração' (fl. 62).
Anote-se que o fato do recorrente ter trazido a questão
constitucional no bojo dos embargos de declaração não é
bastante para suprir o requisito do prequestionamento, a teor
da Súmula nº 356/STF. Com efeito, as referidas questões
trazidas no apelo extremo constituem inovação, hipótese em
que já não se prestam os embargos declaratórios opostos ao
acórdão de segundo grau a suscitá-la pela primeira vez.
Incidência da Súmula nºs 282 desta Corte Nesse sentido:
'1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo
constitucional dado por violado (CF, art. 5º, II) não analisado
pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2.
Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
extraordinário. Precedentes' (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
No tocante à alegação de que 'o acórdão viola a Constituição,
ao prever ascensão funcional 'automática', sem certame prévio,
ocasionando o provimento de cargos mais elevados que poderiam e
deveriam ser disputados, em princípio, com todos os demais
integrantes da carreira, no mesmo nível desta última' (fl. 66),
igualmente, não merece prosperar o apelo, haja vista que essa
questão não foi objeto de discussão pelo acórdão recorrido,
assim como também não foi analisada a questão da aplicação
dos juros de mora, conforme se extrai do julgamento dos
embargos de declaração:
'As questões submetidas a exame pela embargante
não integraram o tema em análise nos Embargos
Infringentes. Não compuseram a área de divergência,
ficando, por isso, fora da apreciação no julgamento
daquele.
Dizem respeito ao Acórdão submetido a reexame nos
Embargos Infringentes e dele deveria a embargante interpôs, se
o quisesse, os Embargos de declaração' (fl. 62).
Anote-se que o fato do recorrente ter trazido a questão
constitucional no bojo dos embargos de declaração não é
bastante para suprir o requisito do prequestionamento, a teor
da Súmula nº 356/STF. Com efeito, as referidas questões
trazidas no apelo extremo constituem inovação, hipótese em
que já não se prestam os embargos declaratórios opostos ao
acórdão de segundo grau a suscitá-la pela primeira vez.
Incidência da Súmula nºs 282 desta Corte Nesse sentido:
'1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo
constitucional dado por violado (CF, art. 5º, II) não analisado
pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2.
Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os
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Relatório
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embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento
quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a
respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: alegada violação a dispositivo constitucional
que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame
no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da
Súmula 636' (AI nº 596.757/RS-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06).
'RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o
agravante, os embargos de declaração, para fins de
prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão
recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou
nas contra-razões e não para inovar matéria constitucional não
debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129,
III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde
desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza
extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad
causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3.
Agravo regimental improvido' (RE nº 434.420/DF-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de
14/6/05).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 2º; 5º, inciso LV; 37,
incisos I e II; 39, § 2º; e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Em relação ao art. 93, inciso IX, alega que a fundamentação do
acórdão recorrido teria “se limitado tão-só à desconstrução do processo
administrativo para culminar com a recondução do recorrido ao seu
cargo. Basta que se atente aos pedidos alternativos e sucessivos, em
relação aos quais não houve pronunciamento” (fl. 127).
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embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento
quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a
respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: alegada violação a dispositivo constitucional
que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame
no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da
Súmula 636' (AI nº 596.757/RS-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06).
'RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o
agravante, os embargos de declaração, para fins de
prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão
recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou
nas contra-razões e não para inovar matéria constitucional não
debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129,
III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde
desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza
extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad
causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3.
Agravo regimental improvido' (RE nº 434.420/DF-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de
14/6/05).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 2º; 5º, inciso LV; 37,
incisos I e II; 39, § 2º; e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Em relação ao art. 93, inciso IX, alega que a fundamentação do
acórdão recorrido teria “se limitado tão-só à desconstrução do processo
administrativo para culminar com a recondução do recorrido ao seu
cargo. Basta que se atente aos pedidos alternativos e sucessivos, em
relação aos quais não houve pronunciamento” (fl. 127).
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Relatório
AI 596.830 AGR / SP
Afirma também que “a ofensa aos artigos 37, I e II e 39, § 2º em sua
redação anterior ocorrem como consequência desse não pronunciamento,
supondo que como corolário do julgado, venha a ocorrer a promoção
automática ou a aplicação de juros moratórios sem definição expressa ou
mesmo de seu termo inicial” (fl. 127/128).
Aduz, por fim, in verbis, que:
“A ofensa ao art. 5º, LV se evidencia em sua inteireza
porque, como o acórdão que julgou a apelação limitou-se
exclusivamente ao reconhecimento do direito à reintegração ao
cargo e como os embargos infringentes dirigiram-se também
contra esse único tópico de decisão do primeiro acórdão, resulta
que os embargos declaratórios só poderiam mesmo ser
apresentados após o julgamento dos embargos infringentes...
(...)
Por fim, há que se reconhecer a afronta ao artigo 2º, CF,
pois a revisão do resultado do processo administrativo que
resultou na exclusão do recorrido do serviço público constitui
indevida invasão de Poderes, para além do controle salutar” (fl.
128).
É o relatório.
6
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Afirma também que “a ofensa aos artigos 37, I e II e 39, § 2º em sua
redação anterior ocorrem como consequência desse não pronunciamento,
supondo que como corolário do julgado, venha a ocorrer a promoção
automática ou a aplicação de juros moratórios sem definição expressa ou
mesmo de seu termo inicial” (fl. 127/128).
Aduz, por fim, in verbis, que:
“A ofensa ao art. 5º, LV se evidencia em sua inteireza
porque, como o acórdão que julgou a apelação limitou-se
exclusivamente ao reconhecimento do direito à reintegração ao
cargo e como os embargos infringentes dirigiram-se também
contra esse único tópico de decisão do primeiro acórdão, resulta
que os embargos declaratórios só poderiam mesmo ser
apresentados após o julgamento dos embargos infringentes...
(...)
Por fim, há que se reconhecer a afronta ao artigo 2º, CF,
pois a revisão do resultado do processo administrativo que
resultou na exclusão do recorrido do serviço público constitui
indevida invasão de Poderes, para além do controle salutar” (fl.
128).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, não houve negativa de
prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido,
uma vez que a decisão está suficientemente fundamentada, não obstante
contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem
explicitado suas razões de decidir.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Sobre o tema, os seguintes precedentes:
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL,
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados
constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e
contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto
constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada,
bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as
razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela.
III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que
envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo
regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, não houve negativa de
prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido,
uma vez que a decisão está suficientemente fundamentada, não obstante
contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem
explicitado suas razões de decidir.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Sobre o tema, os seguintes precedentes:
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL,
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados
constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e
contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto
constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada,
bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as
razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela.
III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que
envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo
regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 596.830 AGR / SP
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
29/8/08).
“AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA
CF/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra
devidamente fundamentado, ainda que com sua
fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão
judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses
apresentadas pela defesa, bastando que aponte
fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 463.139/RJ-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de
3/2/06).
No tocante à alegada violação do art. 5º, inciso LV, a jurisprudência
desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios
da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1.
O acórdão que mantém o indeferimento de diligência
probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de
desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma,
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
29/8/08).
“AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA
CF/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra
devidamente fundamentado, ainda que com sua
fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão
judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses
apresentadas pela defesa, bastando que aponte
fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 463.139/RJ-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de
3/2/06).
No tocante à alegada violação do art. 5º, inciso LV, a jurisprudência
desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios
da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1.
O acórdão que mantém o indeferimento de diligência
probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de
desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma,
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 596.830 AGR / SP
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ademais, os arts. 37, incisos I e II; e 39, § 2º, da Constituição Federal,
indicados como violados no recurso extraordinário, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se
que não prequestiona a matéria constitucional a sua suscitação, pela
primeira vez, em embargos declaratórios opostos ao acórdão de segundo
grau. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
Por fim, quanto à suposta afronta ao art. 2º da Constituição Federal,
colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“O autor sustentou no pedido de reintegração no cargo a
nulidade do procedimento administrativo, apontando
cerceamento de defesa.
No recurso de Apelação, interposto da sentença de
improcedência da ação, reafirmou o cerceamento de defesa, e
questionou os fundamentos do ato de demissão, considerando-
o inteiramente desgarrado da prova.
Examina a controvérsia por esse prisma, evidencia-se o
debate sobre a legalidade, submetida ao Judiciário a sua análise.
(...)
Efetivamente, do estudo pormenorizado da prova nele
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ademais, os arts. 37, incisos I e II; e 39, § 2º, da Constituição Federal,
indicados como violados no recurso extraordinário, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se
que não prequestiona a matéria constitucional a sua suscitação, pela
primeira vez, em embargos declaratórios opostos ao acórdão de segundo
grau. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
Por fim, quanto à suposta afronta ao art. 2º da Constituição Federal,
colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“O autor sustentou no pedido de reintegração no cargo a
nulidade do procedimento administrativo, apontando
cerceamento de defesa.
No recurso de Apelação, interposto da sentença de
improcedência da ação, reafirmou o cerceamento de defesa, e
questionou os fundamentos do ato de demissão, considerando-
o inteiramente desgarrado da prova.
Examina a controvérsia por esse prisma, evidencia-se o
debate sobre a legalidade, submetida ao Judiciário a sua análise.
(...)
Efetivamente, do estudo pormenorizado da prova nele
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 596.830 AGR / SP
consignado, conclui-se que à Administração Pública incumbia,
para justificar a demissão do autor, a comprovação do seu
envolvimento no delito de concussão e disso não se
desincumbiu. Não ficou provado o seu envolvimento na
concussão e não há cogitar, na espécie, de resíduo infracionário
administrativo. Não se questionou a legalidade da prisão do
investigador Osmar, e a demissão dos investigadores ficou
limitada à participação no ato de concussão. Não demonstrado
envolvimento do autor nesse ato, forçoso concluir pela
ilegalidade do ato impugnado” (fls. 49/50).
Desse modo, é certo que o Tribunal de origem, examinando a causa,
concluiu que a administração praticou um ato ilegal, razão pela qual
determinou a reintegração do ora agravado ao cargo. Assim, o acórdão
recorrido não se afastou da jurisprudência desta Corte no sentido de que
não viola o princípio da separação dos poderes o controle de legalidade
exercido pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS
PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE
CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA
EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É
TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO
PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte
possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder
Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não
viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II –
Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o
enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo
diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
consignado, conclui-se que à Administração Pública incumbia,
para justificar a demissão do autor, a comprovação do seu
envolvimento no delito de concussão e disso não se
desincumbiu. Não ficou provado o seu envolvimento na
concussão e não há cogitar, na espécie, de resíduo infracionário
administrativo. Não se questionou a legalidade da prisão do
investigador Osmar, e a demissão dos investigadores ficou
limitada à participação no ato de concussão. Não demonstrado
envolvimento do autor nesse ato, forçoso concluir pela
ilegalidade do ato impugnado” (fls. 49/50).
Desse modo, é certo que o Tribunal de origem, examinando a causa,
concluiu que a administração praticou um ato ilegal, razão pela qual
determinou a reintegração do ora agravado ao cargo. Assim, o acórdão
recorrido não se afastou da jurisprudência desta Corte no sentido de que
não viola o princípio da separação dos poderes o controle de legalidade
exercido pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS
PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE
CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA
EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É
TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO
PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte
possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder
Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não
viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II –
Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o
enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo
diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 596.830 AGR / SP
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo
regimental improvido” (RE nº 559.114/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
14/4/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ATO ADMINISTRATIVO: POSSIBILIDADE
DE CONTROLE DA LEGALIDADE PELO PODER
JUDICIÁRIO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 796.832/CE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
23/2/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO FEDERAL. PENA DE DEMISSÃO. CONFRONTO
ENTRE AS CONDUTAS IMPUTADAS E AS TIPIFICAÇÕES
PREVISTAS NA LEI Nº 8.112/90. AUSÊNCIA DE PREVISÃO
LEGAL PARA A APLICAÇÃO DA PENALIDADE MÁXIMA,
DETECTADA PELO TRIBUNAL A QUO. NECESSIDADE DE
REVOLVER MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAR DIREITO
INFRACONSTITUCIONAL. EXAME DE LEGALIDADE DO
ATO ADMINISTRATIVO. A controvérsia cuja solução depende
do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as
tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar
se situa no mundo dos fatos e no campo infraconstitucional, o
que impede a abertura da via extraordinária. No exercício do
controle de legalidade do ato administrativo, incumbe ao
Judiciário observar, além da competência de quem o praticou e
do cumprimento das formalidades legais que lhe são
intrínsecas, também os respectivos pressupostos de fato e de
direito. O exame desses aspectos implica a verificação da
existência de previsão legal da causa apontada como
motivadora da demissão do servidor público; isto é, a
verificação da previsibilidade legal da sanção que lhe foi
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo
regimental improvido” (RE nº 559.114/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
14/4/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ATO ADMINISTRATIVO: POSSIBILIDADE
DE CONTROLE DA LEGALIDADE PELO PODER
JUDICIÁRIO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 796.832/CE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
23/2/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO FEDERAL. PENA DE DEMISSÃO. CONFRONTO
ENTRE AS CONDUTAS IMPUTADAS E AS TIPIFICAÇÕES
PREVISTAS NA LEI Nº 8.112/90. AUSÊNCIA DE PREVISÃO
LEGAL PARA A APLICAÇÃO DA PENALIDADE MÁXIMA,
DETECTADA PELO TRIBUNAL A QUO. NECESSIDADE DE
REVOLVER MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAR DIREITO
INFRACONSTITUCIONAL. EXAME DE LEGALIDADE DO
ATO ADMINISTRATIVO. A controvérsia cuja solução depende
do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as
tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar
se situa no mundo dos fatos e no campo infraconstitucional, o
que impede a abertura da via extraordinária. No exercício do
controle de legalidade do ato administrativo, incumbe ao
Judiciário observar, além da competência de quem o praticou e
do cumprimento das formalidades legais que lhe são
intrínsecas, também os respectivos pressupostos de fato e de
direito. O exame desses aspectos implica a verificação da
existência de previsão legal da causa apontada como
motivadora da demissão do servidor público; isto é, a
verificação da previsibilidade legal da sanção que lhe foi
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 596.830 AGR / SP
aplicada. Precedentes: RE 75.421-EDv, Relator Ministro Xavier
de Albuquerque. RE 88.121, Relator Ministro Rafael Mayer; AR
976, Relator Ministro Moreira Alves; e MS 20.999, Relator
Ministro Celso de Mello. Agravo Regimental desprovido” (RE
nº 395.831/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJ de 18/11/05).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE
INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR
NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO
PRINCÍPIO
DA
SEPARAÇÃO
DOS
PODERES.
INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado.
Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na
Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os
direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição
Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder
Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes.
Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a
função precípua de controlar os excessos cometidos em
qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem
em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente.
Agravo regimental não provido” (RE nº 259.335/RJ, Segunda
Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
aplicada. Precedentes: RE 75.421-EDv, Relator Ministro Xavier
de Albuquerque. RE 88.121, Relator Ministro Rafael Mayer; AR
976, Relator Ministro Moreira Alves; e MS 20.999, Relator
Ministro Celso de Mello. Agravo Regimental desprovido” (RE
nº 395.831/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJ de 18/11/05).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE
INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR
NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO
PRINCÍPIO
DA
SEPARAÇÃO
DOS
PODERES.
INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado.
Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na
Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os
direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição
Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder
Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes.
Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a
função precípua de controlar os excessos cometidos em
qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem
em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente.
Agravo regimental não provido” (RE nº 259.335/RJ, Segunda
Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1804578
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-09T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Controle judicial. Ato administrativo. Possibilidade. Precedentes.
1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada.
2. A afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
3. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
4. Não viola o princípio da separação dos poderes o controle de legalidade exercido pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos.
5. Agravo regimental não provido.
|
sjur205607
|
- Acórdãos citados: AI 653010 AgR, RE 463139 AgR, AI 531906 AgR, AI 643654 AgR, RE 559114 AgR, AI 796832 AgR, RE 395831 AgR.
- Decisão monocrática citada: RE 259335.
Número de páginas: 15.
Análise: 30/03/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
596830
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00055 ART-00037 INC-00001\r\n INC-00002 ART-00039 PAR-00002 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 596830 AgR
|
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""
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AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de
prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da ampla defesa e do
contraditório. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Controle
judicial. Ato administrativo. Possibilidade. Precedentes.
1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante
decisão suficientemente fundamentada.
2. A afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República.
3. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
4. Não viola o princípio da separação dos poderes o controle de
legalidade exercido pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos.
5. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1787980.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
AI 596.830 AGR / SP
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O Estado de São Paulo interpõe tempestivo agravo regimental (fls.
116 a 118 – fax e 126 a 128 – original) contra decisão em que se negou
provimento ao agravo de instrumento (fls. 106 a 109), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Estado de São Paulo interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade aos artigos 2..., 5..., inciso LV, 18, 93,
inciso IX, 37, incisos I e II, e 39, § 2..., da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Sétima
Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, assim ementado:
'EMBARGOS INFRINGENTES - Reintegração ao cargo
de investigador de polícia - Sentença de improcedência
reformada em sede de apelação - Prevalência do r. voto dissidente
- Inadmissibilidade - Pedido baseado na nulidade do
procedimento administrativo, apontando cerceamento de defesa -
Ação em que se questiona os fundamentos do ato de demissão,
considerando-o inteiramente desgarrado da prova -
Envolvimento do autor no crime de concussão não comprovado,
sendo incabível se cogitar de resíduo infracionário
administrativo - Demissão dos investigadores que ficou limitada
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1787977.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O Estado de São Paulo interpõe tempestivo agravo regimental (fls.
116 a 118 – fax e 126 a 128 – original) contra decisão em que se negou
provimento ao agravo de instrumento (fls. 106 a 109), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Estado de São Paulo interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade aos artigos 2..., 5..., inciso LV, 18, 93,
inciso IX, 37, incisos I e II, e 39, § 2..., da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Sétima
Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, assim ementado:
'EMBARGOS INFRINGENTES - Reintegração ao cargo
de investigador de polícia - Sentença de improcedência
reformada em sede de apelação - Prevalência do r. voto dissidente
- Inadmissibilidade - Pedido baseado na nulidade do
procedimento administrativo, apontando cerceamento de defesa -
Ação em que se questiona os fundamentos do ato de demissão,
considerando-o inteiramente desgarrado da prova -
Envolvimento do autor no crime de concussão não comprovado,
sendo incabível se cogitar de resíduo infracionário
administrativo - Demissão dos investigadores que ficou limitada
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
AI 596.830 AGR / SP
à participação no fato investigado - Envolvimento do autor
nesse ato não demonstrado - Ilegalidade do ato impugnado -
Embargos Infringentes rejeitados, nos termos da orientação
adotada pela d. maioria explicitada no voto do Desembargador
Guerrieri Rezende' (fls. 48).
Opostos embargos de declaração (fls. 52 a 54), foram
rejeitados (fls. 60 a 62).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a preliminar
sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência,
uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela
Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento
acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá
'quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra
razão'.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
à participação no fato investigado - Envolvimento do autor
nesse ato não demonstrado - Ilegalidade do ato impugnado -
Embargos Infringentes rejeitados, nos termos da orientação
adotada pela d. maioria explicitada no voto do Desembargador
Guerrieri Rezende' (fls. 48).
Opostos embargos de declaração (fls. 52 a 54), foram
rejeitados (fls. 60 a 62).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a preliminar
sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência,
uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela
Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento
acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá
'quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra
razão'.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
AI 596.830 AGR / SP
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos
decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da
legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do
recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de
afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à
Constituição da República' (AI n 594.887/SP-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
'AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado
que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos
decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da
legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do
recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de
afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à
Constituição da República' (AI n 594.887/SP-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
'AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado
que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
AI 596.830 AGR / SP
extraordinário. Precedentes' (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
No tocante à alegação de que 'o acórdão viola a Constituição,
ao prever ascensão funcional 'automática', sem certame prévio,
ocasionando o provimento de cargos mais elevados que poderiam e
deveriam ser disputados, em princípio, com todos os demais
integrantes da carreira, no mesmo nível desta última' (fl. 66),
igualmente, não merece prosperar o apelo, haja vista que essa
questão não foi objeto de discussão pelo acórdão recorrido,
assim como também não foi analisada a questão da aplicação
dos juros de mora, conforme se extrai do julgamento dos
embargos de declaração:
'As questões submetidas a exame pela embargante
não integraram o tema em análise nos Embargos
Infringentes. Não compuseram a área de divergência,
ficando, por isso, fora da apreciação no julgamento
daquele.
Dizem respeito ao Acórdão submetido a reexame nos
Embargos Infringentes e dele deveria a embargante interpôs, se
o quisesse, os Embargos de declaração' (fl. 62).
Anote-se que o fato do recorrente ter trazido a questão
constitucional no bojo dos embargos de declaração não é
bastante para suprir o requisito do prequestionamento, a teor
da Súmula n 356/Supremo Tribunal Federal. Com efeito, as referidas questões
trazidas no apelo extremo constituem inovação, hipótese em
que já não se prestam os embargos declaratórios opostos ao
acórdão de segundo grau a suscitá-la pela primeira vez.
Incidência da Súmula ns 282 desta Corte Nesse sentido:
'1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo
constitucional dado por violado (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II) não analisado
pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2.
Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
extraordinário. Precedentes' (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
No tocante à alegação de que 'o acórdão viola a Constituição,
ao prever ascensão funcional 'automática', sem certame prévio,
ocasionando o provimento de cargos mais elevados que poderiam e
deveriam ser disputados, em princípio, com todos os demais
integrantes da carreira, no mesmo nível desta última' (fl. 66),
igualmente, não merece prosperar o apelo, haja vista que essa
questão não foi objeto de discussão pelo acórdão recorrido,
assim como também não foi analisada a questão da aplicação
dos juros de mora, conforme se extrai do julgamento dos
embargos de declaração:
'As questões submetidas a exame pela embargante
não integraram o tema em análise nos Embargos
Infringentes. Não compuseram a área de divergência,
ficando, por isso, fora da apreciação no julgamento
daquele.
Dizem respeito ao Acórdão submetido a reexame nos
Embargos Infringentes e dele deveria a embargante interpôs, se
o quisesse, os Embargos de declaração' (fl. 62).
Anote-se que o fato do recorrente ter trazido a questão
constitucional no bojo dos embargos de declaração não é
bastante para suprir o requisito do prequestionamento, a teor
da Súmula n 356/Supremo Tribunal Federal. Com efeito, as referidas questões
trazidas no apelo extremo constituem inovação, hipótese em
que já não se prestam os embargos declaratórios opostos ao
acórdão de segundo grau a suscitá-la pela primeira vez.
Incidência da Súmula ns 282 desta Corte Nesse sentido:
'1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo
constitucional dado por violado (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II) não analisado
pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2.
Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Relatório
AI 596.830 AGR / SP
embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento
quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a
respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: alegada violação a dispositivo constitucional
que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame
no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da
Súmula 636' (AI n 596.757/RS-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06).
'RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o
agravante, os embargos de declaração, para fins de
prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão
recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou
nas contra-razões e não para inovar matéria constitucional não
debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129,
III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde
desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza
extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad
causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3.
Agravo regimental improvido' (Recurso Extraordinário n 434.420/DF-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de
14/6/05).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 2...; 5..., inciso LV; 37,
incisos I e II; 39, § 2...; e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Em relação ao art. 93, inciso IX, alega que a fundamentação do
acórdão recorrido teria “se limitado tão-só à desconstrução do processo
administrativo para culminar com a recondução do recorrido ao seu
cargo. Basta que se atente aos pedidos alternativos e sucessivos, em
relação aos quais não houve pronunciamento” (fl. 127).
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento
quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a
respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: alegada violação a dispositivo constitucional
que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame
no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da
Súmula 636' (AI n 596.757/RS-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06).
'RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o
agravante, os embargos de declaração, para fins de
prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão
recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou
nas contra-razões e não para inovar matéria constitucional não
debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129,
III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde
desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza
extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad
causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3.
Agravo regimental improvido' (Recurso Extraordinário n 434.420/DF-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de
14/6/05).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 2...; 5..., inciso LV; 37,
incisos I e II; 39, § 2...; e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Em relação ao art. 93, inciso IX, alega que a fundamentação do
acórdão recorrido teria “se limitado tão-só à desconstrução do processo
administrativo para culminar com a recondução do recorrido ao seu
cargo. Basta que se atente aos pedidos alternativos e sucessivos, em
relação aos quais não houve pronunciamento” (fl. 127).
5
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1787977.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15
Relatório
AI 596.830 AGR / SP
Afirma também que “a ofensa aos artigos 37, I e II e 39, § 2... em sua
redação anterior ocorrem como consequência desse não pronunciamento,
supondo que como corolário do julgado, venha a ocorrer a promoção
automática ou a aplicação de juros moratórios sem definição expressa ou
mesmo de seu termo inicial” (fl. 127/128).
Aduz, por fim, in verbis, que:
“A ofensa ao art. 5..., LV se evidencia em sua inteireza
porque, como o acórdão que julgou a apelação limitou-se
exclusivamente ao reconhecimento do direito à reintegração ao
cargo e como os embargos infringentes dirigiram-se também
contra esse único tópico de decisão do primeiro acórdão, resulta
que os embargos declaratórios só poderiam mesmo ser
apresentados após o julgamento dos embargos infringentes...
(...)
Por fim, há que se reconhecer a afronta ao artigo 2..., Constituição Federal de 1988,
pois a revisão do resultado do processo administrativo que
resultou na exclusão do recorrido do serviço público constitui
indevida invasão de Poderes, para além do controle salutar” (fl.
128).
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
Afirma também que “a ofensa aos artigos 37, I e II e 39, § 2... em sua
redação anterior ocorrem como consequência desse não pronunciamento,
supondo que como corolário do julgado, venha a ocorrer a promoção
automática ou a aplicação de juros moratórios sem definição expressa ou
mesmo de seu termo inicial” (fl. 127/128).
Aduz, por fim, in verbis, que:
“A ofensa ao art. 5..., LV se evidencia em sua inteireza
porque, como o acórdão que julgou a apelação limitou-se
exclusivamente ao reconhecimento do direito à reintegração ao
cargo e como os embargos infringentes dirigiram-se também
contra esse único tópico de decisão do primeiro acórdão, resulta
que os embargos declaratórios só poderiam mesmo ser
apresentados após o julgamento dos embargos infringentes...
(...)
Por fim, há que se reconhecer a afronta ao artigo 2..., Constituição Federal de 1988,
pois a revisão do resultado do processo administrativo que
resultou na exclusão do recorrido do serviço público constitui
indevida invasão de Poderes, para além do controle salutar” (fl.
128).
É o relatório.
6
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, não houve negativa de
prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido,
uma vez que a decisão está suficientemente fundamentada, não obstante
contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem
explicitado suas razões de decidir.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Sobre o tema, os seguintes precedentes:
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL,
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados
constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e
contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto
constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada,
bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as
razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela.
III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que
envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo
regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, não houve negativa de
prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido,
uma vez que a decisão está suficientemente fundamentada, não obstante
contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem
explicitado suas razões de decidir.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Sobre o tema, os seguintes precedentes:
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL,
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados
constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e
contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto
constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada,
bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as
razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela.
III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que
envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo
regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 596.830 AGR / SP
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
29/8/08).
“AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA
Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra
devidamente fundamentado, ainda que com sua
fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão
judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses
apresentadas pela defesa, bastando que aponte
fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de
3/2/06).
No tocante à alegada violação do art. 5..., inciso LV, a jurisprudência
desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios
da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1.
O acórdão que mantém o indeferimento de diligência
probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de
desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma,
2
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AI 596.830 AGR / SP
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
29/8/08).
“AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA
Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra
devidamente fundamentado, ainda que com sua
fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão
judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses
apresentadas pela defesa, bastando que aponte
fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de
3/2/06).
No tocante à alegada violação do art. 5..., inciso LV, a jurisprudência
desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios
da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1.
O acórdão que mantém o indeferimento de diligência
probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de
desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma,
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 596.830 AGR / SP
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ademais, os arts. 37, incisos I e II; e 39, § 2..., da Constituição Federal,
indicados como violados no recurso extraordinário, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se
que não prequestiona a matéria constitucional a sua suscitação, pela
primeira vez, em embargos declaratórios opostos ao acórdão de segundo
grau. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Por fim, quanto à suposta afronta ao art. 2... da Constituição Federal,
colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“O autor sustentou no pedido de reintegração no cargo a
nulidade do procedimento administrativo, apontando
cerceamento de defesa.
No recurso de Apelação, interposto da sentença de
improcedência da ação, reafirmou o cerceamento de defesa, e
questionou os fundamentos do ato de demissão, considerando-
o inteiramente desgarrado da prova.
Examina a controvérsia por esse prisma, evidencia-se o
debate sobre a legalidade, submetida ao Judiciário a sua análise.
(...)
Efetivamente, do estudo pormenorizado da prova nele
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ademais, os arts. 37, incisos I e II; e 39, § 2..., da Constituição Federal,
indicados como violados no recurso extraordinário, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se
que não prequestiona a matéria constitucional a sua suscitação, pela
primeira vez, em embargos declaratórios opostos ao acórdão de segundo
grau. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Por fim, quanto à suposta afronta ao art. 2... da Constituição Federal,
colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“O autor sustentou no pedido de reintegração no cargo a
nulidade do procedimento administrativo, apontando
cerceamento de defesa.
No recurso de Apelação, interposto da sentença de
improcedência da ação, reafirmou o cerceamento de defesa, e
questionou os fundamentos do ato de demissão, considerando-
o inteiramente desgarrado da prova.
Examina a controvérsia por esse prisma, evidencia-se o
debate sobre a legalidade, submetida ao Judiciário a sua análise.
(...)
Efetivamente, do estudo pormenorizado da prova nele
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 596.830 AGR / SP
consignado, conclui-se que à Administração Pública incumbia,
para justificar a demissão do autor, a comprovação do seu
envolvimento no delito de concussão e disso não se
desincumbiu. Não ficou provado o seu envolvimento na
concussão e não há cogitar, na espécie, de resíduo infracionário
administrativo. Não se questionou a legalidade da prisão do
investigador Osmar, e a demissão dos investigadores ficou
limitada à participação no ato de concussão. Não demonstrado
envolvimento do autor nesse ato, forçoso concluir pela
ilegalidade do ato impugnado” (fls. 49/50).
Desse modo, é certo que o Tribunal de origem, examinando a causa,
concluiu que a administração praticou um ato ilegal, razão pela qual
determinou a reintegração do ora agravado ao cargo. Assim, o acórdão
recorrido não se afastou da jurisprudência desta Corte no sentido de que
não viola o princípio da separação dos poderes o controle de legalidade
exercido pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS
PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE
CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA
EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É
TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO
PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte
possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder
Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não
viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II –
Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o
enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo
diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 596.830 AGR / SP
consignado, conclui-se que à Administração Pública incumbia,
para justificar a demissão do autor, a comprovação do seu
envolvimento no delito de concussão e disso não se
desincumbiu. Não ficou provado o seu envolvimento na
concussão e não há cogitar, na espécie, de resíduo infracionário
administrativo. Não se questionou a legalidade da prisão do
investigador Osmar, e a demissão dos investigadores ficou
limitada à participação no ato de concussão. Não demonstrado
envolvimento do autor nesse ato, forçoso concluir pela
ilegalidade do ato impugnado” (fls. 49/50).
Desse modo, é certo que o Tribunal de origem, examinando a causa,
concluiu que a administração praticou um ato ilegal, razão pela qual
determinou a reintegração do ora agravado ao cargo. Assim, o acórdão
recorrido não se afastou da jurisprudência desta Corte no sentido de que
não viola o princípio da separação dos poderes o controle de legalidade
exercido pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS
PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE
CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA
EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É
TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO
PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte
possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder
Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não
viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II –
Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o
enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo
diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
4
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AI 596.830 AGR / SP
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 559.114/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
14/4/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ATO ADMINISTRATIVO: POSSIBILIDADE
DE CONTROLE DA LEGALIDADE PELO PODER
JUDICIÁRIO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 796.832/CE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
23/2/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO FEDERAL. PENA DE DEMISSÃO. CONFRONTO
ENTRE AS CONDUTAS IMPUTADAS E AS TIPIFICAÇÕES
PREVISTAS NA LEI n 8.112/90. AUSÊNCIA DE PREVISÃO
LEGAL PARA A APLICAÇÃO DA PENALIDADE MÁXIMA,
DETECTADA PELO TRIBUNAL A QUO. NECESSIDADE DE
REVOLVER MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAR DIREITO
INFRACONSTITUCIONAL. EXAME DE LEGALIDADE DO
ATO ADMINISTRATIVO. A controvérsia cuja solução depende
do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as
tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar
se situa no mundo dos fatos e no campo infraconstitucional, o
que impede a abertura da via extraordinária. No exercício do
controle de legalidade do ato administrativo, incumbe ao
Judiciário observar, além da competência de quem o praticou e
do cumprimento das formalidades legais que lhe são
intrínsecas, também os respectivos pressupostos de fato e de
direito. O exame desses aspectos implica a verificação da
existência de previsão legal da causa apontada como
motivadora da demissão do servidor público; isto é, a
verificação da previsibilidade legal da sanção que lhe foi
5
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reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 559.114/DF-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
14/4/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ATO ADMINISTRATIVO: POSSIBILIDADE
DE CONTROLE DA LEGALIDADE PELO PODER
JUDICIÁRIO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 796.832/CE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
23/2/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO FEDERAL. PENA DE DEMISSÃO. CONFRONTO
ENTRE AS CONDUTAS IMPUTADAS E AS TIPIFICAÇÕES
PREVISTAS NA LEI n 8.112/90. AUSÊNCIA DE PREVISÃO
LEGAL PARA A APLICAÇÃO DA PENALIDADE MÁXIMA,
DETECTADA PELO TRIBUNAL A QUO. NECESSIDADE DE
REVOLVER MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAR DIREITO
INFRACONSTITUCIONAL. EXAME DE LEGALIDADE DO
ATO ADMINISTRATIVO. A controvérsia cuja solução depende
do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as
tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar
se situa no mundo dos fatos e no campo infraconstitucional, o
que impede a abertura da via extraordinária. No exercício do
controle de legalidade do ato administrativo, incumbe ao
Judiciário observar, além da competência de quem o praticou e
do cumprimento das formalidades legais que lhe são
intrínsecas, também os respectivos pressupostos de fato e de
direito. O exame desses aspectos implica a verificação da
existência de previsão legal da causa apontada como
motivadora da demissão do servidor público; isto é, a
verificação da previsibilidade legal da sanção que lhe foi
5
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AI 596.830 AGR / SP
aplicada. Precedentes: Recurso Extraordinário 75.421-EDv, Relator Ministro Xavier
de Albuquerque. Recurso Extraordinário 88.121, Relator Ministro Rafael Mayer; AR
976, Relator Ministro Moreira Alves; e MS 20.999, Relator
Ministro Celso de Mello. Agravo Regimental desprovido” (Recurso Extraordinário
n 395.831/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJ de 18/11/05).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE
INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR
NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO
PRINCÍPIO
DA
SEPARAÇÃO
DOS
PODERES.
INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado.
Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na
Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os
direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição
Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder
Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes.
Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a
função precípua de controlar os excessos cometidos em
qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem
em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente.
Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 259.335/RJ, Segunda
Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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aplicada. Precedentes: Recurso Extraordinário 75.421-EDv, Relator Ministro Xavier
de Albuquerque. Recurso Extraordinário 88.121, Relator Ministro Rafael Mayer; AR
976, Relator Ministro Moreira Alves; e MS 20.999, Relator
Ministro Celso de Mello. Agravo Regimental desprovido” (Recurso Extraordinário
n 395.831/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJ de 18/11/05).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE
INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR
NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO
PRINCÍPIO
DA
SEPARAÇÃO
DOS
PODERES.
INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado.
Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na
Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os
direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição
Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder
Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes.
Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a
função precípua de controlar os excessos cometidos em
qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem
em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente.
Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 259.335/RJ, Segunda
Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1787978.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1746938
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 596.830
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : CARLOS CÉSAR FERREIRA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO INOCÊNCIO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1746938
Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 596 . 830",
"Súmulas ns 282",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"AI 596 . 830 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 596 . 830",
"AI 596 . 830 AGR",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"AI n 594 . 887 / SP - AgR",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"AI n 594 . 887 / SP - AgR",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Súmula n 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula ns 282 desta Corte",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Súmula n 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula ns 282 desta Corte",
"AI 596 . 830 AGR",
"AI n 596 . 757 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 434 . 420 / DF - AgR",
"AI 596 . 830",
"AI n 596 . 757 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 434 . 420 / DF - AgR",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"AI 596 . 830 AGR /",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 596 . 830",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 653 . 010 / DF - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 653 . 010 / DF - AgR",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"AI n 531 . 906 / RJ - AgR",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"AI n 531 . 906 / RJ - AgR",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"AI n 643 . 654 / RJ - AgR",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 596 . 830 AGR",
"AI n 643 . 654 / RJ - AgR",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"AI 596 . 830 AGR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 596 . 830 AGR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 559 . 114 / DF - AgR",
"AI n 796 . 832 / CE - AgR",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 559 . 114 / DF - AgR",
"AI n 796 . 832 / CE - AgR",
"AI 596 . 830 AGR",
"Recurso Extraordinário 75 . 421 - EDv",
"Recurso Extraordinário 88 . 121",
"AR 976",
"MS 20 . 999",
"Recurso Extraordinário n 395 . 831 / AL - AgR",
"Recurso Extraordinário n 259 . 335 / RJ",
"AI 596 . 830 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 75 . 421 - EDv",
"Recurso Extraordinário 88 . 121",
"MS 20 . 999",
"Recurso Extraordinário n 395 . 831 / AL - AgR",
"Recurso Extraordinário n 259 . 335 / RJ",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 596 . 830",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 596 . 830"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , inciso LV , 18 , 93 , inciso IX , 37 , incisos I e II , e 39 , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , inciso LV , 18 , 93 , inciso IX , 37 , incisos I e II , e 39 , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 129 , III , da Constituição",
"93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 129 , III , da Constituição",
"arts",
"93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 2 . . . , Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 2 . . . , Constituição Federal de 1988",
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"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição da República",
"artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Constituição da República",
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"Constituição",
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"arts . 37 , incisos I e II ; e 39 , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"art . 2 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"arts . 37 , incisos I e II ; e 39 , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"art . 2 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"LEI n 8 . 112 / 90",
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],
"LOCAL": [
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"ORGANIZACAO": [
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],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
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"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
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"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS CÉSAR FERREIRA",
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"DIAS TOFFOLI",
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"Guerrieri Rezende",
"Sepúlveda Pertence",
"Joaquim Barbosa",
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"Ellen Gracie",
"Cármen",
"Lúcia",
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"Celso de Mello",
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"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
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"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
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"Eros Grau",
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"Xavier de Albuquerque",
"Rafael Mayer",
"Moreira Alves",
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"Maurício Corrêa",
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"Dias Toffoli",
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"CARLOS CÉSAR FERREIRA",
"PAULO ROBERTO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
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"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
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"/",
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".",
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]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. HOSPITAL VINCULADO À ESTRUTURA
ESTADUAL. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO QUE OCASIONOU
PERMANENTE
ESTADO
VEGETATIVO
À
AGRAVADA.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
À
LUZ
DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS
GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise dos fatos e provas constantes
dos autos. Providência vedada neste momento processual, conforme a
Súmula 279/STF.
2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente,
ocorreria de modo reflexo ou indireto.
3. Agravo regimental desprovido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785274.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 802.331 AGR / PE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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AI 802.331 AGR / PE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
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Ementa
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. HOSPITAL VINCULADO À ESTRUTURA
ESTADUAL. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO QUE OCASIONOU
PERMANENTE
ESTADO
VEGETATIVO
À
AGRAVADA.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
À
LUZ
DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS
GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise dos fatos e provas constantes
dos autos. Providência vedada neste momento processual, conforme a
Súmula 279/STF.
2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente,
ocorreria de modo reflexo ou indireto.
3. Agravo regimental desprovido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. HOSPITAL VINCULADO À ESTRUTURA
ESTADUAL. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO QUE OCASIONOU
PERMANENTE
ESTADO
VEGETATIVO
À
AGRAVADA.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
À
LUZ
DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS
GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise dos fatos e provas constantes
dos autos. Providência vedada neste momento processual, conforme a
Súmula 279/STF.
2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente,
ocorreria de modo reflexo ou indireto.
3. Agravo regimental desprovido.
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao agravo de instrumento porque: a) a análise de fatos e
provas é incompatível com a via recursal extraordinária; b) eventual
ofensa às garantias constitucionais do processo apenas se daria de modo
reflexo ou indireto; c) não ocorreu, no caso, vinculação ao salário mínimo.
Pelo que é de ser afastada a alegação de afronta ao inciso IV do art. 7º do
Magno Texto.
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que o deslinde da
controvérsia não exige o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,
mas apenas a valoração jurídica da prova. Insiste na tese defendida nas
razões do apelo extremo de violação direta às garantias do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
TF/mom
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao agravo de instrumento porque: a) a análise de fatos e
provas é incompatível com a via recursal extraordinária; b) eventual
ofensa às garantias constitucionais do processo apenas se daria de modo
reflexo ou indireto; c) não ocorreu, no caso, vinculação ao salário mínimo.
Pelo que é de ser afastada a alegação de afronta ao inciso IV do art. 7º do
Magno Texto.
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que o deslinde da
controvérsia não exige o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,
mas apenas a valoração jurídica da prova. Insiste na tese defendida nas
razões do apelo extremo de violação direta às garantias do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
TF/mom
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. É que a instância
judicante de origem, soberana na apreciação dos contornos factuais da
causa, reconheceu a presença dos elementos configuradores da
responsabilidade objetiva do Estado, tendo em conta as particularidades
do caso concreto. Leia-se o seguinte trecho do julgado (fls. 568/569):
“O deferimento da reparação em exame está condicionado
exclusivamente à demonstração do dano e da conduta, sendo
que aquele deve ser necessária e diretamente ocasionado por
esta. A propósito, confiram-se excertos de julgados pertinentes
ao tema:
[...]
No caso concreto, os elementos configuradores da
responsabilidade Administrativa restam demonstrados,
consubstanciando-se a conduta comissiva na realização da
cirurgia e nos procedimentos adotados no pós-operatório; o
dano, mais que evidente, é revelado pelas fotografias acostadas
aos autos e que tentam manifestar o sofrimento ocasionado a
uma adolescente de 17 (dezessete) anos que entrou num
hospital público gozando de todas as faculdades físicas e
mentais e de lá saiu em irreversível estado vegetativo, e o nexo,
não menos patente, demonstra-se na medida que o estado
vegetativo decorreu direta e imediatamente dos procedimentos
adotados no nosocômio.
A Administração Pública, portanto, é sim responsável pelo
dano em análise e deve arcar com a respectiva reparação.”
6. Nessa contextura, entendo que não se poderia dar solução diversa
ao recurso, pois entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria o reexame do acervo fático-probatório dos autos.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. É que a instância
judicante de origem, soberana na apreciação dos contornos factuais da
causa, reconheceu a presença dos elementos configuradores da
responsabilidade objetiva do Estado, tendo em conta as particularidades
do caso concreto. Leia-se o seguinte trecho do julgado (fls. 568/569):
“O deferimento da reparação em exame está condicionado
exclusivamente à demonstração do dano e da conduta, sendo
que aquele deve ser necessária e diretamente ocasionado por
esta. A propósito, confiram-se excertos de julgados pertinentes
ao tema:
[...]
No caso concreto, os elementos configuradores da
responsabilidade Administrativa restam demonstrados,
consubstanciando-se a conduta comissiva na realização da
cirurgia e nos procedimentos adotados no pós-operatório; o
dano, mais que evidente, é revelado pelas fotografias acostadas
aos autos e que tentam manifestar o sofrimento ocasionado a
uma adolescente de 17 (dezessete) anos que entrou num
hospital público gozando de todas as faculdades físicas e
mentais e de lá saiu em irreversível estado vegetativo, e o nexo,
não menos patente, demonstra-se na medida que o estado
vegetativo decorreu direta e imediatamente dos procedimentos
adotados no nosocômio.
A Administração Pública, portanto, é sim responsável pelo
dano em análise e deve arcar com a respectiva reparação.”
6. Nessa contextura, entendo que não se poderia dar solução diversa
ao recurso, pois entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria o reexame do acervo fático-probatório dos autos.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 802.331 AGR / PE
Providência vedada neste momento processual, conforme a Súmula
279/STF.
7. De mais a mais, é firme a jurisprudência desta nossa Casa de
Justiça no sentido de que, para se concluir pela suposta afronta às
garantias constitucionais do processo, faz-se necessária a apreciação de
normas infraconstitucionais. A propósito, leia-se a ementa do AI
517.643-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO
AOS PRECEITOS INSCRITOS NO ART. 5º, XXXV E LV, E NO
ART. 93, IX, TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA -
AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO -
CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO
IMPROVIDO.
- As alegações de desrespeito aos postulados da
inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios e da plenitude de
defesa, por dependerem de exame prévio e necessário da
legislação comum, podem configurar, quando muito, situações
caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da
Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o
acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.”
8. Vejam-se, no mesmo sentido, os AIs 546.068-AgR, da relatoria do
ministro Eros Grau; e 556.165-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso;
bem como os REs 425.734-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; e
491.923-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.
9. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 802.331 AGR / PE
Providência vedada neste momento processual, conforme a Súmula
279/STF.
7. De mais a mais, é firme a jurisprudência desta nossa Casa de
Justiça no sentido de que, para se concluir pela suposta afronta às
garantias constitucionais do processo, faz-se necessária a apreciação de
normas infraconstitucionais. A propósito, leia-se a ementa do AI
517.643-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO
AOS PRECEITOS INSCRITOS NO ART. 5º, XXXV E LV, E NO
ART. 93, IX, TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA -
AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO -
CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO
IMPROVIDO.
- As alegações de desrespeito aos postulados da
inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios e da plenitude de
defesa, por dependerem de exame prévio e necessário da
legislação comum, podem configurar, quando muito, situações
caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da
Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o
acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.”
8. Vejam-se, no mesmo sentido, os AIs 546.068-AgR, da relatoria do
ministro Eros Grau; e 556.165-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso;
bem como os REs 425.734-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; e
491.923-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.
9. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA (REPRESENTADA POR SUA
CURADORA MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S) : MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745638
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA (REPRESENTADA POR SUA
CURADORA MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S) : MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1802655
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-09T00:00:00
|
agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANOS MORAIS E ESTÉTICOS. HOSPITAL VINCULADO À ESTRUTURA ESTADUAL. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO QUE OCASIONOU PERMANENTE ESTADO VEGETATIVO À AGRAVADA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada neste momento processual, conforme a Súmula 279/STF.
2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto.
3. Agravo regimental desprovido.
|
sjur205655
|
- Acórdãos citados: AI 517643 AgR, AI 546068 AgR, AI 556165
AgR, RE 425734 AgR, RE 491923 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 16/03/2012, BMB.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
802331
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 802331 AgR
|
[
""
] |
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA (REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S) : MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. HOSPITAL VINCULADO À ESTRUTURA
ESTADUAL. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO QUE OCASIONOU
PERMANENTE
ESTADO
VEGETATIVO
À
AGRAVADA.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
À
LUZ
DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS
GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise dos fatos e provas constantes
dos autos. Providência vedada neste momento processual, conforme a
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente,
ocorreria de modo reflexo ou indireto.
3. Agravo regimental desprovido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785274.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 802.331 AGR / PE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785274.
Supremo Tribunal Federal
AI 802.331 AGR / PE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Ementa
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. HOSPITAL VINCULADO À ESTRUTURA
ESTADUAL. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO QUE OCASIONOU
PERMANENTE
ESTADO
VEGETATIVO
À
AGRAVADA.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
À
LUZ
DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS
GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise dos fatos e provas constantes
dos autos. Providência vedada neste momento processual, conforme a
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente,
ocorreria de modo reflexo ou indireto.
3. Agravo regimental desprovido.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. HOSPITAL VINCULADO À ESTRUTURA
ESTADUAL. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO QUE OCASIONOU
PERMANENTE
ESTADO
VEGETATIVO
À
AGRAVADA.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
À
LUZ
DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS
GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise dos fatos e provas constantes
dos autos. Providência vedada neste momento processual, conforme a
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente,
ocorreria de modo reflexo ou indireto.
3. Agravo regimental desprovido.
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Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao agravo de instrumento porque: a) a análise de fatos e
provas é incompatível com a via recursal extraordinária; b) eventual
ofensa às garantias constitucionais do processo apenas se daria de modo
reflexo ou indireto; c) não ocorreu, no caso, vinculação ao salário mínimo.
Pelo que é de ser afastada a alegação de afronta ao inciso IV do art. 7... do
Magno Texto.
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que o deslinde da
controvérsia não exige o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,
mas apenas a valoração jurídica da prova. Insiste na tese defendida nas
razões do apelo extremo de violação direta às garantias do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
TF/mom
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:SANDRA
CRISTINA
SANTOS
DA
SILVA
(REPRESENTADA POR SUA CURADORA MARIA
JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S)
:MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao agravo de instrumento porque: a) a análise de fatos e
provas é incompatível com a via recursal extraordinária; b) eventual
ofensa às garantias constitucionais do processo apenas se daria de modo
reflexo ou indireto; c) não ocorreu, no caso, vinculação ao salário mínimo.
Pelo que é de ser afastada a alegação de afronta ao inciso IV do art. 7... do
Magno Texto.
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que o deslinde da
controvérsia não exige o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,
mas apenas a valoração jurídica da prova. Insiste na tese defendida nas
razões do apelo extremo de violação direta às garantias do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
TF/mom
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. É que a instância
judicante de origem, soberana na apreciação dos contornos factuais da
causa, reconheceu a presença dos elementos configuradores da
responsabilidade objetiva do Estado, tendo em conta as particularidades
do caso concreto. Leia-se o seguinte trecho do julgado (fls. 568/569):
“O deferimento da reparação em exame está condicionado
exclusivamente à demonstração do dano e da conduta, sendo
que aquele deve ser necessária e diretamente ocasionado por
esta. A propósito, confiram-se excertos de julgados pertinentes
ao tema:
[...]
No caso concreto, os elementos configuradores da
responsabilidade Administrativa restam demonstrados,
consubstanciando-se a conduta comissiva na realização da
cirurgia e nos procedimentos adotados no pós-operatório; o
dano, mais que evidente, é revelado pelas fotografias acostadas
aos autos e que tentam manifestar o sofrimento ocasionado a
uma adolescente de 17 (dezessete) anos que entrou num
hospital público gozando de todas as faculdades físicas e
mentais e de lá saiu em irreversível estado vegetativo, e o nexo,
não menos patente, demonstra-se na medida que o estado
vegetativo decorreu direta e imediatamente dos procedimentos
adotados no nosocômio.
A Administração Pública, portanto, é sim responsável pelo
dano em análise e deve arcar com a respectiva reparação.”
6. Nessa contextura, entendo que não se poderia dar solução diversa
ao recurso, pois entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria o reexame do acervo fático-probatório dos autos.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. É que a instância
judicante de origem, soberana na apreciação dos contornos factuais da
causa, reconheceu a presença dos elementos configuradores da
responsabilidade objetiva do Estado, tendo em conta as particularidades
do caso concreto. Leia-se o seguinte trecho do julgado (fls. 568/569):
“O deferimento da reparação em exame está condicionado
exclusivamente à demonstração do dano e da conduta, sendo
que aquele deve ser necessária e diretamente ocasionado por
esta. A propósito, confiram-se excertos de julgados pertinentes
ao tema:
[...]
No caso concreto, os elementos configuradores da
responsabilidade Administrativa restam demonstrados,
consubstanciando-se a conduta comissiva na realização da
cirurgia e nos procedimentos adotados no pós-operatório; o
dano, mais que evidente, é revelado pelas fotografias acostadas
aos autos e que tentam manifestar o sofrimento ocasionado a
uma adolescente de 17 (dezessete) anos que entrou num
hospital público gozando de todas as faculdades físicas e
mentais e de lá saiu em irreversível estado vegetativo, e o nexo,
não menos patente, demonstra-se na medida que o estado
vegetativo decorreu direta e imediatamente dos procedimentos
adotados no nosocômio.
A Administração Pública, portanto, é sim responsável pelo
dano em análise e deve arcar com a respectiva reparação.”
6. Nessa contextura, entendo que não se poderia dar solução diversa
ao recurso, pois entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria o reexame do acervo fático-probatório dos autos.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 802.331 AGR / PE
Providência vedada neste momento processual, conforme a Súmula
279/Supremo Tribunal Federal.
7. De mais a mais, é firme a jurisprudência desta nossa Casa de
Justiça no sentido de que, para se concluir pela suposta afronta às
garantias constitucionais do processo, faz-se necessária a apreciação de
normas infraconstitucionais. A propósito, leia-se a ementa do AI
517.643-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO
AOS PRECEITOS INSCRITOS NO ART. 5..., XXXV E LV, E NO
ART. 93, IX, TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA -
AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO -
CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO
IMPROVIDO.
- As alegações de desrespeito aos postulados da
inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios e da plenitude de
defesa, por dependerem de exame prévio e necessário da
legislação comum, podem configurar, quando muito, situações
caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da
Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o
acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.”
8. Vejam-se, no mesmo sentido, os AIs 546.068-AgR, da relatoria do
ministro Eros Grau; e 556.165-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso;
bem como os REs 425.734-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; e
491.923-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.
9. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 802.331 AGR / PE
Providência vedada neste momento processual, conforme a Súmula
279/Supremo Tribunal Federal.
7. De mais a mais, é firme a jurisprudência desta nossa Casa de
Justiça no sentido de que, para se concluir pela suposta afronta às
garantias constitucionais do processo, faz-se necessária a apreciação de
normas infraconstitucionais. A propósito, leia-se a ementa do AI
517.643-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO
AOS PRECEITOS INSCRITOS NO ART. 5..., XXXV E LV, E NO
ART. 93, IX, TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA -
AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO -
CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO
IMPROVIDO.
- As alegações de desrespeito aos postulados da
inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios e da plenitude de
defesa, por dependerem de exame prévio e necessário da
legislação comum, podem configurar, quando muito, situações
caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da
Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o
acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.”
8. Vejam-se, no mesmo sentido, os AIs 546.068-AgR, da relatoria do
ministro Eros Grau; e 556.165-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso;
bem como os REs 425.734-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; e
491.923-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.
9. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA (REPRESENTADA POR SUA
CURADORA MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S) : MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.331
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA (REPRESENTADA POR SUA
CURADORA MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA)
ADV.(A/S) : MARIA DAS DORES DA SILVA MELO
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 331",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 802 . 331 AGR / PE",
"AI 802 . 331 AGR / PE",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 331",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 331",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 331",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 331",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 331",
"AI 802 . 331 AGR / PE",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 517 . 643 - AgR",
"AIs 546 . 068 - AgR",
"556",
".",
"165",
"-",
"AgR",
"REs 425 . 734 - AgR",
"491",
".",
"923",
"-",
"AgR",
"AI 802 . 331 AGR / PE",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 517 . 643 - AgR",
"AIs 546 . 068 - AgR",
"556",
". 165 -",
"AgR",
"REs 425 . 734 - AgR",
"491",
".",
"923",
"-",
"AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 331",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 331"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXV E LV ,",
"ART . 93 , IX , TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
".",
"93 , IX , TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA",
"MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA",
"MARIA DAS DORES DA SILVA MELO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA",
"MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA",
"MARIA DAS DORES DA SILVA MELO",
"AYRES BRITTO",
"SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA",
"MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA",
"MARIA DAS DORES DA SILVA MELO",
"AYRES BRITTO",
"SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA",
"MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA",
"MARIA DAS DORES DA SILVA MELO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA",
"MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA",
"MARIA DAS DORES DA SILVA MELO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Celso de Mello",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"AYRES BRITTO",
"SANDRA CRISTINA SANTOS DA SILVA",
"MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA",
"MARIA DAS DORES DA SILVA MELO",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"SANDRA CRISTINA SANTOS DA",
"MARIA JOSÉ SANTOS DA SILVA",
"MARIA DAS DORES DA SILVA MELO",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
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"2001",
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"02",
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"/",
"2012",
"24",
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"08",
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"24",
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"2001",
"24",
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"24",
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"24",
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"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 188.421 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. DECISÃO
DE RELATOR, DO STJ, QUE INDEFERIU PEDIDO DE LIMINAR EM
IDÊNTICA VIA PROCESSUAL. FURTO. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO-INCIDÊNCIA:
AUSÊNCIA
DE
CUMULATIVIDADE DE SEUS REQUISITOS. RES FURTIVA DE
PEQUENO VALOR (SEIS BARRAS DE CHOCOLATE AVALIADAS
EM R$ 31,80). SUBTRAÇÃO DOS BENS PARA COMPRAR DROGAS:
CONDUTA DE CONSIDERÁVEL OFENSIBILIDADE. ACENTUADO
GRAU DE REPROVABILIDADE DO COMPORTAMENTO DO
PACIENTE. FURTO PRIVILEGIADO (CP, ART. 155, § 2º): PACIENTE
REINCIDENTE. NÃO-CABIMENTO. SÚMULA 691-STF: AUSÊNCIA
DE TERATOLOGIA OU DE PATENTE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
2.
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode, obviamente,
ser tida como de mínima ofensividade, nem o comportamento do
paciente pode ser considerado como de reduzido grau de
reprovabilidade. Precedente: HC 101144/RS, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª
Turma, DJ de 22/10/2010.
3. O princípio da insignificância não se aplica quando se trata de
paciente reincidente, porquanto não há que se falar em reduzido grau de
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759945.
Supremo Tribunal Federal
DJe 08/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21
Ementa e Acórdão
HC 107.733 AGR / MG
reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel.
Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010; HC 100367, 1ªTurma, rel. Min. Luiz
Fux, DJ de 8/9/2011;
4. O § 2º do artigo 155 do Código Penal (“§ 2º. Se o criminoso é
primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de
reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a
pena de multa.” - grifei), ao admitir o reconhecimento do furto privilegiado
a réu primário, traz ínsita a vedação do benefício a reincidentes.
5. In casu, em que pese o ínfimo valor dos bens furtados, a rejeição da
tese da insignificância restou plenamente fundamentado pelo Juízo na
existência de duas sentenças transitadas em julgado contra o paciente por
crimes contra o patrimônio.
6. O paciente duplamente reincidente não tem direito ao privilégio
do art. 155, § 2º, do Código Penal, benefício reservado a réus primários.
7. Parecer do MPF pelo desprovimento do agravo regimental.
8. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel.
Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010; HC 100367, 1ªTurma, rel. Min. Luiz
Fux, DJ de 8/9/2011;
4. O § 2º do artigo 155 do Código Penal (“§ 2º. Se o criminoso é
primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de
reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a
pena de multa.” - grifei), ao admitir o reconhecimento do furto privilegiado
a réu primário, traz ínsita a vedação do benefício a reincidentes.
5. In casu, em que pese o ínfimo valor dos bens furtados, a rejeição da
tese da insignificância restou plenamente fundamentado pelo Juízo na
existência de duas sentenças transitadas em julgado contra o paciente por
crimes contra o patrimônio.
6. O paciente duplamente reincidente não tem direito ao privilégio
do art. 155, § 2º, do Código Penal, benefício reservado a réus primários.
7. Parecer do MPF pelo desprovimento do agravo regimental.
8. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 188.421 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento
ao habeas corpus ante a incidência da Súmula nº 691/STF. Eis o teor do ato
ora impugnado:
DECISÃO: Trata-se de habeas corpus, com pedido de
liminar, impetrado contra ato do Ministro Napoleão Nunes
Maia Filho, consubstanciado em decisão que indeferiu pedido
de liminar em idêntica via processual, cujo teor é o seguinte:
“1. A concessão de tutela de eficácia imediata
(liminar) em Habeas Corpus constitui medida de extrema
excepcionalidade, somente admitida nos casos em que
demonstrada de forma manifesta a necessidade e urgência
da ordem, bem como o abuso de poder ou a ilegalidade do
ato impugnado.
2. Na hipótese vertente, tais circunstâncias não
restaram evidenciadas de plano, razão pela qual
INDEFIRO, por agora, o pedido de provimento
emergencial postulado.
3. Dispensadas as informações, abra-se vista dos
autos ao Ministério Público Federal, para o parecer de
estilo.
(...).”
O paciente foi preso em flagrante e condenado a 1 (um)
Supremo Tribunal Federal
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07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 188.421 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento
ao habeas corpus ante a incidência da Súmula nº 691/STF. Eis o teor do ato
ora impugnado:
DECISÃO: Trata-se de habeas corpus, com pedido de
liminar, impetrado contra ato do Ministro Napoleão Nunes
Maia Filho, consubstanciado em decisão que indeferiu pedido
de liminar em idêntica via processual, cujo teor é o seguinte:
“1. A concessão de tutela de eficácia imediata
(liminar) em Habeas Corpus constitui medida de extrema
excepcionalidade, somente admitida nos casos em que
demonstrada de forma manifesta a necessidade e urgência
da ordem, bem como o abuso de poder ou a ilegalidade do
ato impugnado.
2. Na hipótese vertente, tais circunstâncias não
restaram evidenciadas de plano, razão pela qual
INDEFIRO, por agora, o pedido de provimento
emergencial postulado.
3. Dispensadas as informações, abra-se vista dos
autos ao Ministério Público Federal, para o parecer de
estilo.
(...).”
O paciente foi preso em flagrante e condenado a 1 (um)
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21
Relatório
HC 107.733 AGR / MG
ano e 3 (três) meses de reclusão, em regime semi-aberto, pela
prática do crime descrito no artigo 155, caput, do Código Penal
(furto de seis barras de chocolate avaliadas em R$ 31,80).
A Defensoria Pública de Minas Gerais interpôs recurso de
apelação, que restou não provido pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais.
Iniciada a execução da pena, a Defensoria Pública
impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça
requerendo “... a concessão de liminar para assegurar ao paciente o
direito de aguardar em liberdade o julgamento da impetração, bem
como o sobrestamento da ação penal. No mérito, pleiteou-se a
concessão da ordem para reconhecer a atipicidade da conduta em
razão do princípio da insignificância, ou, subsidiariamente, a
concessão de habeas corpus de ofício para reconhecer a incidência do
artigo 155, § 2º, do Código Penal, para reduzir a reprimenda, ante o
preenchimento dos requisitos previstos em lei.
A impetrante reitera as razões expostas ao Superior
Tribunal de Justiça, requer a flexibilização da Súmula 691-STF e
a concessão de liminar para determinar “a suspensão dos efeitos
do decreto condenatório (...), até o julgamento final da presente
impetração”. Postula, no mérito, a concessão da ordem “para
determinar a absolvição do paciente em razão da atipicidade material
da conduta, em razão do princípio da insignificância”.
É o relatório.
DECIDO.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente,
(b)
nenhuma
periculosidade social da ação, (c)
grau reduzido de
reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da
lesão jurídica provocada.
In casu, não resta dúvida de que o valor dos bens furtados
é ínfimo. Contudo, o desacolhimento da tese da insignificância,
na sentença, restou plenamente fundamentado na contumácia
do paciente em crimes contra o patrimônio, havendo contra ele
duas sentenças transitadas em julgado, ou seja, é duplamente
2
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HC 107.733 AGR / MG
ano e 3 (três) meses de reclusão, em regime semi-aberto, pela
prática do crime descrito no artigo 155, caput, do Código Penal
(furto de seis barras de chocolate avaliadas em R$ 31,80).
A Defensoria Pública de Minas Gerais interpôs recurso de
apelação, que restou não provido pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais.
Iniciada a execução da pena, a Defensoria Pública
impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça
requerendo “... a concessão de liminar para assegurar ao paciente o
direito de aguardar em liberdade o julgamento da impetração, bem
como o sobrestamento da ação penal. No mérito, pleiteou-se a
concessão da ordem para reconhecer a atipicidade da conduta em
razão do princípio da insignificância, ou, subsidiariamente, a
concessão de habeas corpus de ofício para reconhecer a incidência do
artigo 155, § 2º, do Código Penal, para reduzir a reprimenda, ante o
preenchimento dos requisitos previstos em lei.
A impetrante reitera as razões expostas ao Superior
Tribunal de Justiça, requer a flexibilização da Súmula 691-STF e
a concessão de liminar para determinar “a suspensão dos efeitos
do decreto condenatório (...), até o julgamento final da presente
impetração”. Postula, no mérito, a concessão da ordem “para
determinar a absolvição do paciente em razão da atipicidade material
da conduta, em razão do princípio da insignificância”.
É o relatório.
DECIDO.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente,
(b)
nenhuma
periculosidade social da ação, (c)
grau reduzido de
reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da
lesão jurídica provocada.
In casu, não resta dúvida de que o valor dos bens furtados
é ínfimo. Contudo, o desacolhimento da tese da insignificância,
na sentença, restou plenamente fundamentado na contumácia
do paciente em crimes contra o patrimônio, havendo contra ele
duas sentenças transitadas em julgado, ou seja, é duplamente
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21
Relatório
HC 107.733 AGR / MG
reincidente, verbis:
“às fls. 35/36, certidão dando conta da condenação
do réu à pena de 08 (oito) meses, com trânsito em julgado
em 10/09/2004 e à pena de 04 (quatro) meses e 20 (vinte)
dias, transitada em julgado em 03/10/2007).
A consideração isolada do valor da res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que
seriam vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto
famélico) e porque se trata de réu useiro e vezeiro na
prática de furtos, o que impede o reconhecimento da
bagatela para não se estimular a profissão de furtador
contumaz. De se observar por último que a aplicação
desse princípio ainda não é pacífica na jurisprudência
brasileira sob o argumento de ausência de previsão legal.”
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode,
obviamente, ser tida como de mínima ofensividade, nem o
comportamento do paciente pode ser considerado como de
reduzido grau de reprovabilidade.
A aplicação do princípio da insignificância somente tem
cabimento, repita-se, quando presentes cumulativamente as
condições acima referidas, consoante entendimento firmado por
ambas as Turmas desta Corte:
Habeas corpus. Furto de barras de chocolate. Res
furtiva e de pequeno valor. Mínimo grau de lesividade.
Alegada incidência do postulado da insignificância penal.
Inaplicabilidade. Paciente reincidente específico em delitos
contra o patrimônio, conforme certidão de antecedentes
criminais. Ordem denegada. 1. Embora seja reduzida a
expressividade financeira dos produtos subtraídos pelo
paciente, não há como acatar a tese de irrelevância
material da conduta por ele praticada, tendo em vista ser
ele reincidente específico em delitos contra o patrimônio.
Esses aspectos dão claras demonstrações de ser um
infrator contumaz e com personalidade voltada à prática
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
reincidente, verbis:
“às fls. 35/36, certidão dando conta da condenação
do réu à pena de 08 (oito) meses, com trânsito em julgado
em 10/09/2004 e à pena de 04 (quatro) meses e 20 (vinte)
dias, transitada em julgado em 03/10/2007).
A consideração isolada do valor da res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que
seriam vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto
famélico) e porque se trata de réu useiro e vezeiro na
prática de furtos, o que impede o reconhecimento da
bagatela para não se estimular a profissão de furtador
contumaz. De se observar por último que a aplicação
desse princípio ainda não é pacífica na jurisprudência
brasileira sob o argumento de ausência de previsão legal.”
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode,
obviamente, ser tida como de mínima ofensividade, nem o
comportamento do paciente pode ser considerado como de
reduzido grau de reprovabilidade.
A aplicação do princípio da insignificância somente tem
cabimento, repita-se, quando presentes cumulativamente as
condições acima referidas, consoante entendimento firmado por
ambas as Turmas desta Corte:
Habeas corpus. Furto de barras de chocolate. Res
furtiva e de pequeno valor. Mínimo grau de lesividade.
Alegada incidência do postulado da insignificância penal.
Inaplicabilidade. Paciente reincidente específico em delitos
contra o patrimônio, conforme certidão de antecedentes
criminais. Ordem denegada. 1. Embora seja reduzida a
expressividade financeira dos produtos subtraídos pelo
paciente, não há como acatar a tese de irrelevância
material da conduta por ele praticada, tendo em vista ser
ele reincidente específico em delitos contra o patrimônio.
Esses aspectos dão claras demonstrações de ser um
infrator contumaz e com personalidade voltada à prática
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21
Relatório
HC 107.733 AGR / MG
delitiva. 2. Conforme a jurisprudência desta Corte, 'o
reconhecimento da insignificância material da conduta
increpada ao paciente serviria muito mais como um
deletério incentivo ao cometimento de novos delitos do
que propriamente uma injustificada mobilização do Poder
Judiciário' (HC nº 96.202/RS, DJe de 28/5/20. 3. Ordem
denegada. (HC 101.998/MG, Rel. Min. Dias Toffoli,
Primeira Turma, DJe de 22/03/2011)
DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-INCIDÊNCIA
NO CASO. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. A questão de
direito tratada neste writ, consoante a tese exposta pela
impetrante na petição inicial, é a suposta atipicidade da
conduta realizada pelos pacientes com base no princípio
da insignificância. 2. O fato insignificante (ou irrelevante
penal) é excluído de tipicidade penal, podendo, por óbvio,
ser objeto de tratamento mais adequado em outras áreas
do Direito, como ilícito civil ou falta administrativa. 3. Não
considero apenas e tão-somente o valor subtraído (ou
pretendido à subtração) como parâmetro para aplicação
do princípio da insignificância. Do contrário, por óbvio,
deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (CP, art. 155, § 2º). 4. Habeas corpus
denegado. (HC 104.401/MA, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe de 08/02/2011)
A impetrante, não obstante a ausência de pedido a
respeito, cogitou da possibilidade de concessão da ordem, ex
officio, para que seja reconhecido o furto privilegiado (§ 2º do
art. 155 do Código Penal), com a consequente redução da pena.
O § 2º do artigo 155 do Código Penal, ao admitir o
reconhecimento do furto privilegiado a réu primário, veda-o,
contrario sensu, a reincidentes:
“Art. 155. (...).
§ 2º. Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
delitiva. 2. Conforme a jurisprudência desta Corte, 'o
reconhecimento da insignificância material da conduta
increpada ao paciente serviria muito mais como um
deletério incentivo ao cometimento de novos delitos do
que propriamente uma injustificada mobilização do Poder
Judiciário' (HC nº 96.202/RS, DJe de 28/5/20. 3. Ordem
denegada. (HC 101.998/MG, Rel. Min. Dias Toffoli,
Primeira Turma, DJe de 22/03/2011)
DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-INCIDÊNCIA
NO CASO. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. A questão de
direito tratada neste writ, consoante a tese exposta pela
impetrante na petição inicial, é a suposta atipicidade da
conduta realizada pelos pacientes com base no princípio
da insignificância. 2. O fato insignificante (ou irrelevante
penal) é excluído de tipicidade penal, podendo, por óbvio,
ser objeto de tratamento mais adequado em outras áreas
do Direito, como ilícito civil ou falta administrativa. 3. Não
considero apenas e tão-somente o valor subtraído (ou
pretendido à subtração) como parâmetro para aplicação
do princípio da insignificância. Do contrário, por óbvio,
deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (CP, art. 155, § 2º). 4. Habeas corpus
denegado. (HC 104.401/MA, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe de 08/02/2011)
A impetrante, não obstante a ausência de pedido a
respeito, cogitou da possibilidade de concessão da ordem, ex
officio, para que seja reconhecido o furto privilegiado (§ 2º do
art. 155 do Código Penal), com a consequente redução da pena.
O § 2º do artigo 155 do Código Penal, ao admitir o
reconhecimento do furto privilegiado a réu primário, veda-o,
contrario sensu, a reincidentes:
“Art. 155. (...).
§ 2º. Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor
4
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759946.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21
Relatório
HC 107.733 AGR / MG
a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.”
Consta dos autos que o paciente é duplamente
reincidente.
Ante o exposto, não visualizando no ato impugnado
teratologia ou flagrante constrangimento ilegal, nego
seguimento ao presente writ, com fundamento na Súmula 691-
STF, ficando, em consequência, prejudicado o exame do pedido
de liminar.
Alega a agravante que a utilização do bem furtado para comprar
drogas não deve gerar maior reprimenda estatal ou conduzir à tipicidade
de fato que considera materialmente atípico.
Aduz que “a conduta do agente deve ser analisada objetivamente, sem
quaisquer considerações sobre a sua personalidade e/ou vida pregressa”, pelo que
a reincidência não gera a tipicidade material do fato imputado ao
paciente.
Tais ilegalidades, segundo sustenta, seriam suficientes para abrandar
o rigor da Súmula nº 691/STF.
Requer o provimento do agravo regimental a fim de conceder-se a
ordem, afastando o constrangimento ilegal apontado.
O parecer do Ministério Público Federal opina pelo desprovimento
do agravo.
É o relatório.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.”
Consta dos autos que o paciente é duplamente
reincidente.
Ante o exposto, não visualizando no ato impugnado
teratologia ou flagrante constrangimento ilegal, nego
seguimento ao presente writ, com fundamento na Súmula 691-
STF, ficando, em consequência, prejudicado o exame do pedido
de liminar.
Alega a agravante que a utilização do bem furtado para comprar
drogas não deve gerar maior reprimenda estatal ou conduzir à tipicidade
de fato que considera materialmente atípico.
Aduz que “a conduta do agente deve ser analisada objetivamente, sem
quaisquer considerações sobre a sua personalidade e/ou vida pregressa”, pelo que
a reincidência não gera a tipicidade material do fato imputado ao
paciente.
Tais ilegalidades, segundo sustenta, seriam suficientes para abrandar
o rigor da Súmula nº 691/STF.
Requer o provimento do agravo regimental a fim de conceder-se a
ordem, afastando o constrangimento ilegal apontado.
O parecer do Ministério Público Federal opina pelo desprovimento
do agravo.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente,
conheço do agravo, porquanto preenchidos os requisitos de
admissibilidade.
No mérito, reitero as razões pelas quais neguei seguimento ao habeas
corpus, porquanto continuo convencido de não haver qualquer teratologia
a afastar a incidência da Súmula nº 691/STF no caso concreto.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode, obviamente,
ser tida como de mínima ofensividade, nem o comportamento do
paciente pode ser considerado como de reduzido grau de
reprovabilidade. Nesse sentido, confira-se os seguintes precedente:
PENAL. HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E
DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO
FURTO. BICICLETA NO VALOR DE R$ 120,00. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO-CONFIGURAÇÃO.
ORDEM
DENEGADA. 1. A questão de direito tratada neste writ é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente,
adolescente, com base no princípio da insignificância. 2. O fato
de o valor subtraído pelo paciente ser inferior ao valor do
salário mínimo, por si só, não autoriza a aplicação do princípio
Supremo Tribunal Federal
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07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente,
conheço do agravo, porquanto preenchidos os requisitos de
admissibilidade.
No mérito, reitero as razões pelas quais neguei seguimento ao habeas
corpus, porquanto continuo convencido de não haver qualquer teratologia
a afastar a incidência da Súmula nº 691/STF no caso concreto.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode, obviamente,
ser tida como de mínima ofensividade, nem o comportamento do
paciente pode ser considerado como de reduzido grau de
reprovabilidade. Nesse sentido, confira-se os seguintes precedente:
PENAL. HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E
DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO
FURTO. BICICLETA NO VALOR DE R$ 120,00. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO-CONFIGURAÇÃO.
ORDEM
DENEGADA. 1. A questão de direito tratada neste writ é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente,
adolescente, com base no princípio da insignificância. 2. O fato
de o valor subtraído pelo paciente ser inferior ao valor do
salário mínimo, por si só, não autoriza a aplicação do princípio
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
da insignificância, já que não se pode confundir o pequeno
valor do objeto material do delito com a irrelevância da conduta
do agente. 3. No caso em tela, o argumento da defesa de que a
bicicleta foi devidamente restituída ao dono não merece ser
considerado, pois, conforme se extrai dos autos, o bem foi
restituído por circunstâncias alheias à vontade do paciente, no
dia seguinte ao fato, quando este "foi abordado por policiais
militares em via pública na posse do objeto furtado" (fl. 143,
apenso). 4. O paciente possui envolvimento com drogas e vem
praticando assaltos para manter o vício. E, segundo
informações fornecidas pela responsável do menor, sua
genitora, "só este ano apareceram umas trinta bicicletas em sua
residência", o que demonstra a prática reiterada de atos contra o
patrimônio (fl. 143, apenso). 5. A aplicação da medida
socioeducativa de prestação de serviços à comunidade pelo
período de sessenta dias, com carga horária de quatro horas
semanais, encontra fundamentos sólidos, providos de suporte
fático e aliados aos requisitos previstos em lei. Tal medida
mostra-se não só proporcional ao ato infracional praticado, mas,
também, imperiosa à reintegração plena do menor à sociedade,
que é a finalidade precípua do Estatuto da Criança e do
Adolescente 6. Ordem denegada. (HC 101144/RS, rel. Min. Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJ de 22/10/2010).
Outrossim, é cediço na Corte que não se aplica o princípio da
insignificância quando se trata de paciente reincidente, porquanto não há
que se falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
lesivo, sendo certo que o uso indiscriminado do postulado poderia
incentivar a prática de pequenos delitos e, em última análise, gerar a
impunidade e a insegurança da coletividade. Citem-se,
exemplificativamente, os seguintes julgados nesse sentido:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
2
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HC 107.733 AGR / MG
da insignificância, já que não se pode confundir o pequeno
valor do objeto material do delito com a irrelevância da conduta
do agente. 3. No caso em tela, o argumento da defesa de que a
bicicleta foi devidamente restituída ao dono não merece ser
considerado, pois, conforme se extrai dos autos, o bem foi
restituído por circunstâncias alheias à vontade do paciente, no
dia seguinte ao fato, quando este "foi abordado por policiais
militares em via pública na posse do objeto furtado" (fl. 143,
apenso). 4. O paciente possui envolvimento com drogas e vem
praticando assaltos para manter o vício. E, segundo
informações fornecidas pela responsável do menor, sua
genitora, "só este ano apareceram umas trinta bicicletas em sua
residência", o que demonstra a prática reiterada de atos contra o
patrimônio (fl. 143, apenso). 5. A aplicação da medida
socioeducativa de prestação de serviços à comunidade pelo
período de sessenta dias, com carga horária de quatro horas
semanais, encontra fundamentos sólidos, providos de suporte
fático e aliados aos requisitos previstos em lei. Tal medida
mostra-se não só proporcional ao ato infracional praticado, mas,
também, imperiosa à reintegração plena do menor à sociedade,
que é a finalidade precípua do Estatuto da Criança e do
Adolescente 6. Ordem denegada. (HC 101144/RS, rel. Min. Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJ de 22/10/2010).
Outrossim, é cediço na Corte que não se aplica o princípio da
insignificância quando se trata de paciente reincidente, porquanto não há
que se falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
lesivo, sendo certo que o uso indiscriminado do postulado poderia
incentivar a prática de pequenos delitos e, em última análise, gerar a
impunidade e a insegurança da coletividade. Citem-se,
exemplificativamente, os seguintes julgados nesse sentido:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 26/5/2011)
PENAL. HABEAS CORPUS. CONTRABANDO (ART. 334,
CAPUT, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-
INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS
REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE
DO COMPORTAMENTO LESIVO. DELITO NÃO
PURAMENTE FISCAL. TIPICIDADE MATERIAL DA
CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma
periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de
3
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HC 107.733 AGR / MG
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 26/5/2011)
PENAL. HABEAS CORPUS. CONTRABANDO (ART. 334,
CAPUT, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-
INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS
REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE
DO COMPORTAMENTO LESIVO. DELITO NÃO
PURAMENTE FISCAL. TIPICIDADE MATERIAL DA
CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma
periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da
lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 26/10/2010; HC
96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 4/12/2009; RHC
96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se
trata de paciente reincidente, porquanto não há que se falar
em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
lesivo. Precedentes: HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia,
1ªTurma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010.
[…]
(HC 100367, 1ªTurma, rel. Min. Luiz Fux, DJ de 8/9/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da
lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 26/10/2010; HC
96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 4/12/2009; RHC
96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se
trata de paciente reincidente, porquanto não há que se falar
em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
lesivo. Precedentes: HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia,
1ªTurma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010.
[…]
(HC 100367, 1ªTurma, rel. Min. Luiz Fux, DJ de 8/9/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Habeas corpus. Furto de barras de chocolate. Res furtivae
de pequeno valor. Mínimo grau de lesividade. Alegada
incidência do postulado da insignificância penal.
Inaplicabilidade. Paciente reincidente específico em delitos
contra o patrimônio, conforme certidão de antecedentes
criminais. Ordem denegada. 1. Embora seja reduzida a
expressividade financeira dos produtos subtraídos pelo
paciente, não há como acatar a tese de irrelevância material da
conduta por ele praticada, tendo em vista ser ele reincidente
específico em delitos contra o patrimônio. Esses aspectos dão
claras demonstrações de ser um infrator contumaz e com
personalidade voltada à prática delitiva. 2. Conforme a
jurisprudência desta Corte, 'o reconhecimento da
insignificância material da conduta increpada ao paciente
serviria muito mais como um deletério incentivo ao
cometimento de novos delitos do que propriamente uma
injustificada mobilização do Poder Judiciário' (HC nº
96.202/RS, DJe de 28/5/20. 3. Ordem denegada. (HC
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Habeas corpus. Furto de barras de chocolate. Res furtivae
de pequeno valor. Mínimo grau de lesividade. Alegada
incidência do postulado da insignificância penal.
Inaplicabilidade. Paciente reincidente específico em delitos
contra o patrimônio, conforme certidão de antecedentes
criminais. Ordem denegada. 1. Embora seja reduzida a
expressividade financeira dos produtos subtraídos pelo
paciente, não há como acatar a tese de irrelevância material da
conduta por ele praticada, tendo em vista ser ele reincidente
específico em delitos contra o patrimônio. Esses aspectos dão
claras demonstrações de ser um infrator contumaz e com
personalidade voltada à prática delitiva. 2. Conforme a
jurisprudência desta Corte, 'o reconhecimento da
insignificância material da conduta increpada ao paciente
serviria muito mais como um deletério incentivo ao
cometimento de novos delitos do que propriamente uma
injustificada mobilização do Poder Judiciário' (HC nº
96.202/RS, DJe de 28/5/20. 3. Ordem denegada. (HC
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
101.998/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de
22/03/2011)
(grifos adicionados)
In casu, não resta dúvida de que o valor dos bens furtados é ínfimo.
Contudo, a rejeição da tese da insignificância restou plenamente
fundamentado na contumácia do paciente em crimes contra o patrimônio,
havendo contra ele duas sentenças transitadas em julgado. Confira-se o
que consignado pelo Juízo sobre o tema, in litteris:
[…] às fls. 35/36, certidão dando conta da condenação do
réu à pena de 08 (oito) meses, com trânsito em julgado em
10/09/2004 e à pena de 04 (quatro) meses e 20 (vinte) dias,
transitada em julgado em 03/10/2007).
A consideração isolada do valor da res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que seriam
vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto famélico) e
porque se trata de réu useiro e vezeiro na prática de furtos, o
que impede o reconhecimento da bagatela para não se
estimular a profissão de furtador contumaz. De se observar por
último que a aplicação desse princípio ainda não é pacífica na
jurisprudência brasileira sob o argumento de ausência de
previsão legal.
Corroborando os fundamentos ora declinados é o parecer do
Ministério Público Federal, formalizado nos seguintes termos, in verbis:
[…]
Sabidamente, o princípio da insignificância, que não se
encontra agasalhado em nosso Direito Positivo, surgiu como
instrumento de interpretação restritiva do Direito Penal, com
base nos postulados da fragmentariedade e da intervenção
mínima do Estado em matéria penal, sendo reservado aos casos
em que o conteúdo do injusto é tão irrelevante que a
reprimenda, ainda que no mínimo legal, se afigura
desproporcional.
7
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HC 107.733 AGR / MG
101.998/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de
22/03/2011)
(grifos adicionados)
In casu, não resta dúvida de que o valor dos bens furtados é ínfimo.
Contudo, a rejeição da tese da insignificância restou plenamente
fundamentado na contumácia do paciente em crimes contra o patrimônio,
havendo contra ele duas sentenças transitadas em julgado. Confira-se o
que consignado pelo Juízo sobre o tema, in litteris:
[…] às fls. 35/36, certidão dando conta da condenação do
réu à pena de 08 (oito) meses, com trânsito em julgado em
10/09/2004 e à pena de 04 (quatro) meses e 20 (vinte) dias,
transitada em julgado em 03/10/2007).
A consideração isolada do valor da res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que seriam
vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto famélico) e
porque se trata de réu useiro e vezeiro na prática de furtos, o
que impede o reconhecimento da bagatela para não se
estimular a profissão de furtador contumaz. De se observar por
último que a aplicação desse princípio ainda não é pacífica na
jurisprudência brasileira sob o argumento de ausência de
previsão legal.
Corroborando os fundamentos ora declinados é o parecer do
Ministério Público Federal, formalizado nos seguintes termos, in verbis:
[…]
Sabidamente, o princípio da insignificância, que não se
encontra agasalhado em nosso Direito Positivo, surgiu como
instrumento de interpretação restritiva do Direito Penal, com
base nos postulados da fragmentariedade e da intervenção
mínima do Estado em matéria penal, sendo reservado aos casos
em que o conteúdo do injusto é tão irrelevante que a
reprimenda, ainda que no mínimo legal, se afigura
desproporcional.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
Com efeito, não se olvida o papel relevante da tese da
bagatela como forma de limitar eventuais excessos que a norma
penalizadora possar causar ao ser rigidamente aplicada ao caso
concreto.
Contudo, importa destacar, por outro lado, que o
postulado permissivo não pode ser aplicado indistintamente,
sob pena de incentivar a prática de pequenos delitos e, em
última análise, gerar a impunidade e a insegurança da
coletividade.
O caso em apreço, como bem destacou o Superior Tribunal
de Justiça, “(...) não merece a aplicação do postulado
permissivo, eis que o paciente possui farto rol de maus
antecedentes, além de ser reincidente, conforme destacado no
acórdão recorrido (fls.201), denotando a reiteração ou a
habitualidade no cometimento de crimes, o que revela a
periculosidade social da ação e o alto grau de reprovabilidade
da conduta”.
Em reforço, vale conferirmos as ponderações do Juízo
Sentenciante, cujo decisum deve permanecer incólume por seus
próprios e sólidos fundamentos, in verbis:
“A consideração isolada do valor das res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que
seriam vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto
famélico) e porque se trata de réu useiro e vezeiro na
prática de furtos, o que impede o afastamento da bagatela
para não se estimular a profissão de furtador contumaz.
(...).
'O crime, como fato social que é, deve ser apreciado em
sua inteireza, devendo a aplicação do princípio da
bagatela nortear-se não só pela afetação do bem jurídico
ou desvalor do resultado, mas também pelo desvalor da
ação, pelas circunstâncias do crime, pela repercussão na
esfera da vítima e pelos antecedentes do acusado' (TJMG –
Apel. Nº 1.0017.05.014957/001(1) – 16/01/2009)” (grifos
8
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HC 107.733 AGR / MG
Com efeito, não se olvida o papel relevante da tese da
bagatela como forma de limitar eventuais excessos que a norma
penalizadora possar causar ao ser rigidamente aplicada ao caso
concreto.
Contudo, importa destacar, por outro lado, que o
postulado permissivo não pode ser aplicado indistintamente,
sob pena de incentivar a prática de pequenos delitos e, em
última análise, gerar a impunidade e a insegurança da
coletividade.
O caso em apreço, como bem destacou o Superior Tribunal
de Justiça, “(...) não merece a aplicação do postulado
permissivo, eis que o paciente possui farto rol de maus
antecedentes, além de ser reincidente, conforme destacado no
acórdão recorrido (fls.201), denotando a reiteração ou a
habitualidade no cometimento de crimes, o que revela a
periculosidade social da ação e o alto grau de reprovabilidade
da conduta”.
Em reforço, vale conferirmos as ponderações do Juízo
Sentenciante, cujo decisum deve permanecer incólume por seus
próprios e sólidos fundamentos, in verbis:
“A consideração isolada do valor das res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que
seriam vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto
famélico) e porque se trata de réu useiro e vezeiro na
prática de furtos, o que impede o afastamento da bagatela
para não se estimular a profissão de furtador contumaz.
(...).
'O crime, como fato social que é, deve ser apreciado em
sua inteireza, devendo a aplicação do princípio da
bagatela nortear-se não só pela afetação do bem jurídico
ou desvalor do resultado, mas também pelo desvalor da
ação, pelas circunstâncias do crime, pela repercussão na
esfera da vítima e pelos antecedentes do acusado' (TJMG –
Apel. Nº 1.0017.05.014957/001(1) – 16/01/2009)” (grifos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
originais - INSTRUÇÃO V – fls. 39/40).
A bem da verdade, caso acolhido o princípio da bagatela,
o Sr. ELIAS SOARES PEREIRA, que já ostenta péssimos
antecedentes por crimes contra o patrimônio, especialmente
pelo delito de furto, não encontrará freios que o inibam da
prática de pequenos furtos, ante a certeza de impunidade dos
ilícitos, pois, afinal de contas, estará ancorado no princípio da
insignificância.
Em caso similar ao de que tratam os autos, e no mesmo
sentido ao que ora propomos, foi a decisão dessa Excelsa Corte,
in verbis:
“EMENTA : Habeas Corpus. Penal e Processual
Penal. Furto. Incidência do princípio da insignificância.
Inviabilidade. Reincidência e habitualidade delitiva
comprovadas. Ordem denegada. Reconhecidas a
reincidência e a habitualidade da prática delituosa, a
reprovabilidade do comportamento do agente é
significativamente agravada, sendo suficiente para
inviabilizar a incidência do princípio da insignificância.
Precedentes. Ordem denegada.” (HC 97007, Relator(a):
Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em
01/02/2011, DJe-061 DIVULG 30-03-2011 PUBLIC 31- 03-
2011 EMENT VOL-02493-01 PP-00010)
Registre-se, por fim, a partir de uma análise
contextualizada das circunstâncias em que se deram os fatos,
que a reprimenda imposta ao paciente (01 ano e 03 meses de
reclusão a ser cumprida em regime inicial semiaberto) foi bem
medida, donde se extrai que o direito penal não é insensível às
variáveis que cercam o fato delituoso, a ponto de ensejar uma
equânime e apropriada resposta penal, que, de alguma forma,
apresenta algum teor educativo, intimidador e mesmo
prenunciador de outras consequências mais graves, caso insista
o recorrente em delinquir.
9
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HC 107.733 AGR / MG
originais - INSTRUÇÃO V – fls. 39/40).
A bem da verdade, caso acolhido o princípio da bagatela,
o Sr. ELIAS SOARES PEREIRA, que já ostenta péssimos
antecedentes por crimes contra o patrimônio, especialmente
pelo delito de furto, não encontrará freios que o inibam da
prática de pequenos furtos, ante a certeza de impunidade dos
ilícitos, pois, afinal de contas, estará ancorado no princípio da
insignificância.
Em caso similar ao de que tratam os autos, e no mesmo
sentido ao que ora propomos, foi a decisão dessa Excelsa Corte,
in verbis:
“EMENTA : Habeas Corpus. Penal e Processual
Penal. Furto. Incidência do princípio da insignificância.
Inviabilidade. Reincidência e habitualidade delitiva
comprovadas. Ordem denegada. Reconhecidas a
reincidência e a habitualidade da prática delituosa, a
reprovabilidade do comportamento do agente é
significativamente agravada, sendo suficiente para
inviabilizar a incidência do princípio da insignificância.
Precedentes. Ordem denegada.” (HC 97007, Relator(a):
Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em
01/02/2011, DJe-061 DIVULG 30-03-2011 PUBLIC 31- 03-
2011 EMENT VOL-02493-01 PP-00010)
Registre-se, por fim, a partir de uma análise
contextualizada das circunstâncias em que se deram os fatos,
que a reprimenda imposta ao paciente (01 ano e 03 meses de
reclusão a ser cumprida em regime inicial semiaberto) foi bem
medida, donde se extrai que o direito penal não é insensível às
variáveis que cercam o fato delituoso, a ponto de ensejar uma
equânime e apropriada resposta penal, que, de alguma forma,
apresenta algum teor educativo, intimidador e mesmo
prenunciador de outras consequências mais graves, caso insista
o recorrente em delinquir.
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
Inexistindo, pois, qualquer ilegalidade na decisão
monocrática impugnada, requeremos o desprovimento do
agravo regimental.
A impetrante, não obstante a ausência de pedido a respeito, cogitou
da possibilidade de concessão da ordem, ex officio, para que seja
reconhecido o furto privilegiado (§ 2º do art. 155 do Código Penal), com a
consequente redução da pena.
O § 2º do artigo 155 do Código Penal, ao admitir o reconhecimento
do furto privilegiado a réu primário, traz ínsita a vedação do benefício a
reincidentes:
“Art. 155. (...)
§ 2º. Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a
coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de
detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a
pena de multa.”
Consta dos autos que o paciente é duplamente reincidente, o que
impede a observância também do privilégio do art. 155, § 2º, do Código
Penal no caso concreto.
Ex positis, voto pelo desprovimento do agravo regimental.
10
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
Inexistindo, pois, qualquer ilegalidade na decisão
monocrática impugnada, requeremos o desprovimento do
agravo regimental.
A impetrante, não obstante a ausência de pedido a respeito, cogitou
da possibilidade de concessão da ordem, ex officio, para que seja
reconhecido o furto privilegiado (§ 2º do art. 155 do Código Penal), com a
consequente redução da pena.
O § 2º do artigo 155 do Código Penal, ao admitir o reconhecimento
do furto privilegiado a réu primário, traz ínsita a vedação do benefício a
reincidentes:
“Art. 155. (...)
§ 2º. Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a
coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de
detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a
pena de multa.”
Consta dos autos que o paciente é duplamente reincidente, o que
impede a observância também do privilégio do art. 155, § 2º, do Código
Penal no caso concreto.
Ex positis, voto pelo desprovimento do agravo regimental.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, vou fazer
um apelo ao relator: que fique, Vossa Excelência, no desprovimento do
agravo. O voto lido sinaliza ao Superior Tribunal de Justiça, que ainda
não examinou o habeas corpus, no que se conclui pela improcedência do
inconformismo que lá está posto. Ora, se não admitimos o habeas, como é
que podemos adentrar a matéria de fundo desse mesmo habeas?
Provejo, de qualquer forma, o agravo, para que o habeas venha a
julgamento e a Turma diga se há, ou não, excepcionalidade.
Agora, penso que não podemos avançar, porque senão estaremos
adentrando o campo da incongruência, ou seja, não admitimos a
impetração, mas, mesmo assim, julgamos o mérito de forma contrária aos
interesses do paciente, antecipando um crivo que se proclama, de início,
que terá que ocorrer lá no Superior Tribunal de Justiça.
Por isso, faço a ponderação ao relator, mas provejo, de qualquer
forma, o agravo.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, vou fazer
um apelo ao relator: que fique, Vossa Excelência, no desprovimento do
agravo. O voto lido sinaliza ao Superior Tribunal de Justiça, que ainda
não examinou o habeas corpus, no que se conclui pela improcedência do
inconformismo que lá está posto. Ora, se não admitimos o habeas, como é
que podemos adentrar a matéria de fundo desse mesmo habeas?
Provejo, de qualquer forma, o agravo, para que o habeas venha a
julgamento e a Turma diga se há, ou não, excepcionalidade.
Agora, penso que não podemos avançar, porque senão estaremos
adentrando o campo da incongruência, ou seja, não admitimos a
impetração, mas, mesmo assim, julgamos o mérito de forma contrária aos
interesses do paciente, antecipando um crivo que se proclama, de início,
que terá que ocorrer lá no Superior Tribunal de Justiça.
Por isso, faço a ponderação ao relator, mas provejo, de qualquer
forma, o agravo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu também vou
acompanhar o Relator, em que pese considerar que, do que eu li,
realmente, não há um óbice a que continue, que persista o julgamento lá.
Não é isso, Ministro?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Essa abordagem foi
a pretexto de não haver teratologia nenhuma.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim.
# # # # # #
Supremo Tribunal Federal
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07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu também vou
acompanhar o Relator, em que pese considerar que, do que eu li,
realmente, não há um óbice a que continue, que persista o julgamento lá.
Não é isso, Ministro?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Essa abordagem foi
a pretexto de não haver teratologia nenhuma.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim.
# # # # # #
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Vossa excelência havia indeferido a tramitação do habeas em razão
da Súmula 691?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É a 691, porque eu
havia entendido que não havia motivo para mitigar, que não era o caso de
se aplicar a insignificância. E a decisão liminar do STJ está fundamentada
no princípio da insignificância, por isso que, liminarmente, não se
atendeu ao pleito de suspensão do processo.
É, praticamente, um transporte para cá das razões do STJ.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou acompanhar Vossa Excelência, exclusivamente, quanto ao
fundamento na Súmula 691, sem adentrar na análise do tema de fundo.
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07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Vossa excelência havia indeferido a tramitação do habeas em razão
da Súmula 691?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É a 691, porque eu
havia entendido que não havia motivo para mitigar, que não era o caso de
se aplicar a insignificância. E a decisão liminar do STJ está fundamentada
no princípio da insignificância, por isso que, liminarmente, não se
atendeu ao pleito de suspensão do processo.
É, praticamente, um transporte para cá das razões do STJ.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou acompanhar Vossa Excelência, exclusivamente, quanto ao
fundamento na Súmula 691, sem adentrar na análise do tema de fundo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 188.421 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1746862
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 188.421 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1799268
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-08T00:00:00
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Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. DECISÃO DE RELATOR, DO STJ, QUE INDEFERIU PEDIDO DE LIMINAR EM IDÊNTICA VIA PROCESSUAL. FURTO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS REQUISITOS. RES FURTIVA DE PEQUENO VALOR (SEIS BARRAS DE CHOCOLATE AVALIADAS EM R$ 31,80). SUBTRAÇÃO DOS BENS PARA COMPRAR DROGAS: CONDUTA DE CONSIDERÁVEL OFENSIBILIDADE. ACENTUADO GRAU DE REPROVABILIDADE DO COMPORTAMENTO DO PACIENTE. FURTO PRIVILEGIADO (CP, ART. 155, § 2º): PACIENTE REINCIDENTE. NÃO-CABIMENTO. SÚMULA 691-STF: AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA OU DE PATENTE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada.
2. A prática reiterada de furtos para comprar drogas, independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode, obviamente, ser tida como de mínima ofensividade, nem o comportamento do paciente pode ser considerado como de reduzido grau de reprovabilidade. Precedente: HC 101144/RS, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 22/10/2010.
3. O princípio da insignificância não se aplica quando se trata de paciente reincidente, porquanto não há que se falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010; HC 100367, 1ªTurma, rel. Min. Luiz Fux, DJ de 8/9/2011;
4. O § 2º do artigo 155 do Código Penal (“§ 2º. Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa.” - grifei), ao admitir o reconhecimento do furto privilegiado a réu primário, traz ínsita a vedação do benefício a reincidentes.
5. In casu, em que pese o ínfimo valor dos bens furtados, a rejeição da tese da insignificância restou plenamente fundamentado pelo Juízo na existência de duas sentenças transitadas em julgado contra o paciente por crimes contra o patrimônio.
6. O paciente duplamente reincidente não tem direito ao privilégio do art. 155, § 2º, do Código Penal, benefício reservado a réus primários.
7. Parecer do MPF pelo desprovimento do agravo regimental.
8. Agravo regimental desprovido.
|
sjur205501
|
- Acórdãos citados: HC 96684, HC 100367, HC 101144, HC
101998, HC 103359, HC 107067.
Número de páginas: 21.
Análise: 14/03/2012, ACG.
Revisão: 21/03/2012, IMC.
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LUIZ FUX
|
Primeira Turma
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107733
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00155 PAR-00002 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 107733 AgR
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""
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AGTE.(S) : ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 188.421 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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""
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Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 188.421 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. DECISÃO
DE RELATOR, DO Superior Tribunal de Justiça, QUE INDEFERIU PEDIDO DE LIMINAR EM
IDÊNTICA VIA PROCESSUAL. FURTO. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO-INCIDÊNCIA:
AUSÊNCIA
DE
CUMULATIVIDADE DE SEUS REQUISITOS. RES FURTIVA DE
PEQUENO VALOR (SEIS BARRAS DE CHOCOLATE AVALIADAS
EM R$ 31,80). SUBTRAÇÃO DOS BENS PARA COMPRAR DROGAS:
CONDUTA DE CONSIDERÁVEL OFENSIBILIDADE. ACENTUADO
GRAU DE REPROVABILIDADE DO COMPORTAMENTO DO
PACIENTE. FURTO PRIVILEGIADO (Código Penal Brasileiro, ART. 155, § 2...): PACIENTE
REINCIDENTE. NÃO-CABIMENTO. SÚMULA 691-Supremo Tribunal Federal: AUSÊNCIA
DE TERATOLOGIA OU DE PATENTE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
2.
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode, obviamente,
ser tida como de mínima ofensividade, nem o comportamento do
paciente pode ser considerado como de reduzido grau de
reprovabilidade. Precedente: HC 101144/RS, rel. Min. Ellen Gracie, 2...
Turma, DJ de 22/10/2010.
3. O princípio da insignificância não se aplica quando se trata de
paciente reincidente, porquanto não há que se falar em reduzido grau de
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Supremo Tribunal Federal
DJe 08/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21
Ementa e Acórdão
HC 107.733 AGR / MG
reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel.
Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010; HC 100367, 1...Turma, rel. Min. Luiz
Fux, DJ de 8/9/2011;
4. O § 2... do artigo 155 do Código Penal (“§ 2.... Se o criminoso é
primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de
reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a
pena de multa.” - grifei), ao admitir o reconhecimento do furto privilegiado
a réu primário, traz ínsita a vedação do benefício a reincidentes.
5. In casu, em que pese o ínfimo valor dos bens furtados, a rejeição da
tese da insignificância restou plenamente fundamentado pelo Juízo na
existência de duas sentenças transitadas em julgado contra o paciente por
crimes contra o patrimônio.
6. O paciente duplamente reincidente não tem direito ao privilégio
do art. 155, § 2..., do Código Penal, benefício reservado a réus primários.
7. Parecer do MPF pelo desprovimento do agravo regimental.
8. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel.
Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010; HC 100367, 1...Turma, rel. Min. Luiz
Fux, DJ de 8/9/2011;
4. O § 2... do artigo 155 do Código Penal (“§ 2.... Se o criminoso é
primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de
reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a
pena de multa.” - grifei), ao admitir o reconhecimento do furto privilegiado
a réu primário, traz ínsita a vedação do benefício a reincidentes.
5. In casu, em que pese o ínfimo valor dos bens furtados, a rejeição da
tese da insignificância restou plenamente fundamentado pelo Juízo na
existência de duas sentenças transitadas em julgado contra o paciente por
crimes contra o patrimônio.
6. O paciente duplamente reincidente não tem direito ao privilégio
do art. 155, § 2..., do Código Penal, benefício reservado a réus primários.
7. Parecer do MPF pelo desprovimento do agravo regimental.
8. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 188.421 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento
ao habeas corpus ante a incidência da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal. Eis o teor do ato
ora impugnado:
DECISÃO: Trata-se de habeas corpus, com pedido de
liminar, impetrado contra ato do Ministro Napoleão Nunes
Maia Filho, consubstanciado em decisão que indeferiu pedido
de liminar em idêntica via processual, cujo teor é o seguinte:
“1. A concessão de tutela de eficácia imediata
(liminar) em Habeas Corpus constitui medida de extrema
excepcionalidade, somente admitida nos casos em que
demonstrada de forma manifesta a necessidade e urgência
da ordem, bem como o abuso de poder ou a ilegalidade do
ato impugnado.
2. Na hipótese vertente, tais circunstâncias não
restaram evidenciadas de plano, razão pela qual
INDEFIRO, por agora, o pedido de provimento
emergencial postulado.
3. Dispensadas as informações, abra-se vista dos
autos ao Ministério Público Federal, para o parecer de
estilo.
(...).”
O paciente foi preso em flagrante e condenado a 1 (um)
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 188.421 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento
ao habeas corpus ante a incidência da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal. Eis o teor do ato
ora impugnado:
DECISÃO: Trata-se de habeas corpus, com pedido de
liminar, impetrado contra ato do Ministro Napoleão Nunes
Maia Filho, consubstanciado em decisão que indeferiu pedido
de liminar em idêntica via processual, cujo teor é o seguinte:
“1. A concessão de tutela de eficácia imediata
(liminar) em Habeas Corpus constitui medida de extrema
excepcionalidade, somente admitida nos casos em que
demonstrada de forma manifesta a necessidade e urgência
da ordem, bem como o abuso de poder ou a ilegalidade do
ato impugnado.
2. Na hipótese vertente, tais circunstâncias não
restaram evidenciadas de plano, razão pela qual
INDEFIRO, por agora, o pedido de provimento
emergencial postulado.
3. Dispensadas as informações, abra-se vista dos
autos ao Ministério Público Federal, para o parecer de
estilo.
(...).”
O paciente foi preso em flagrante e condenado a 1 (um)
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21
Relatório
HC 107.733 AGR / MG
ano e 3 (três) meses de reclusão, em regime semi-aberto, pela
prática do crime descrito no artigo 155, caput, do Código Penal
(furto de seis barras de chocolate avaliadas em R$ 31,80).
A Defensoria Pública de Minas Gerais interpôs recurso de
apelação, que restou não provido pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais.
Iniciada a execução da pena, a Defensoria Pública
impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça
requerendo “... a concessão de liminar para assegurar ao paciente o
direito de aguardar em liberdade o julgamento da impetração, bem
como o sobrestamento da ação penal. No mérito, pleiteou-se a
concessão da ordem para reconhecer a atipicidade da conduta em
razão do princípio da insignificância, ou, subsidiariamente, a
concessão de habeas corpus de ofício para reconhecer a incidência do
artigo 155, § 2..., do Código Penal, para reduzir a reprimenda, ante o
preenchimento dos requisitos previstos em lei.
A impetrante reitera as razões expostas ao Superior
Tribunal de Justiça, requer a flexibilização da Súmula 691-Supremo Tribunal Federal e
a concessão de liminar para determinar “a suspensão dos efeitos
do decreto condenatório (...), até o julgamento final da presente
impetração”. Postula, no mérito, a concessão da ordem “para
determinar a absolvição do paciente em razão da atipicidade material
da conduta, em razão do princípio da insignificância”.
É o relatório.
DECIDO.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente,
(b)
nenhuma
periculosidade social da ação, (c)
grau reduzido de
reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da
lesão jurídica provocada.
In casu, não resta dúvida de que o valor dos bens furtados
é ínfimo. Contudo, o desacolhimento da tese da insignificância,
na sentença, restou plenamente fundamentado na contumácia
do paciente em crimes contra o patrimônio, havendo contra ele
duas sentenças transitadas em julgado, ou seja, é duplamente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
ano e 3 (três) meses de reclusão, em regime semi-aberto, pela
prática do crime descrito no artigo 155, caput, do Código Penal
(furto de seis barras de chocolate avaliadas em R$ 31,80).
A Defensoria Pública de Minas Gerais interpôs recurso de
apelação, que restou não provido pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais.
Iniciada a execução da pena, a Defensoria Pública
impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça
requerendo “... a concessão de liminar para assegurar ao paciente o
direito de aguardar em liberdade o julgamento da impetração, bem
como o sobrestamento da ação penal. No mérito, pleiteou-se a
concessão da ordem para reconhecer a atipicidade da conduta em
razão do princípio da insignificância, ou, subsidiariamente, a
concessão de habeas corpus de ofício para reconhecer a incidência do
artigo 155, § 2..., do Código Penal, para reduzir a reprimenda, ante o
preenchimento dos requisitos previstos em lei.
A impetrante reitera as razões expostas ao Superior
Tribunal de Justiça, requer a flexibilização da Súmula 691-Supremo Tribunal Federal e
a concessão de liminar para determinar “a suspensão dos efeitos
do decreto condenatório (...), até o julgamento final da presente
impetração”. Postula, no mérito, a concessão da ordem “para
determinar a absolvição do paciente em razão da atipicidade material
da conduta, em razão do princípio da insignificância”.
É o relatório.
DECIDO.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente,
(b)
nenhuma
periculosidade social da ação, (c)
grau reduzido de
reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da
lesão jurídica provocada.
In casu, não resta dúvida de que o valor dos bens furtados
é ínfimo. Contudo, o desacolhimento da tese da insignificância,
na sentença, restou plenamente fundamentado na contumácia
do paciente em crimes contra o patrimônio, havendo contra ele
duas sentenças transitadas em julgado, ou seja, é duplamente
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21
Relatório
HC 107.733 AGR / MG
reincidente, verbis:
“às fls. 35/36, certidão dando conta da condenação
do réu à pena de 08 (oito) meses, com trânsito em julgado
em 10/09/2004 e à pena de 04 (quatro) meses e 20 (vinte)
dias, transitada em julgado em 03/10/2007).
A consideração isolada do valor da res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que
seriam vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto
famélico) e porque se trata de réu useiro e vezeiro na
prática de furtos, o que impede o reconhecimento da
bagatela para não se estimular a profissão de furtador
contumaz. De se observar por último que a aplicação
desse princípio ainda não é pacífica na jurisprudência
brasileira sob o argumento de ausência de previsão legal.”
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode,
obviamente, ser tida como de mínima ofensividade, nem o
comportamento do paciente pode ser considerado como de
reduzido grau de reprovabilidade.
A aplicação do princípio da insignificância somente tem
cabimento, repita-se, quando presentes cumulativamente as
condições acima referidas, consoante entendimento firmado por
ambas as Turmas desta Corte:
Habeas corpus. Furto de barras de chocolate. Res
furtiva e de pequeno valor. Mínimo grau de lesividade.
Alegada incidência do postulado da insignificância penal.
Inaplicabilidade. Paciente reincidente específico em delitos
contra o patrimônio, conforme certidão de antecedentes
criminais. Ordem denegada. 1. Embora seja reduzida a
expressividade financeira dos produtos subtraídos pelo
paciente, não há como acatar a tese de irrelevância
material da conduta por ele praticada, tendo em vista ser
ele reincidente específico em delitos contra o patrimônio.
Esses aspectos dão claras demonstrações de ser um
infrator contumaz e com personalidade voltada à prática
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
reincidente, verbis:
“às fls. 35/36, certidão dando conta da condenação
do réu à pena de 08 (oito) meses, com trânsito em julgado
em 10/09/2004 e à pena de 04 (quatro) meses e 20 (vinte)
dias, transitada em julgado em 03/10/2007).
A consideração isolada do valor da res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que
seriam vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto
famélico) e porque se trata de réu useiro e vezeiro na
prática de furtos, o que impede o reconhecimento da
bagatela para não se estimular a profissão de furtador
contumaz. De se observar por último que a aplicação
desse princípio ainda não é pacífica na jurisprudência
brasileira sob o argumento de ausência de previsão legal.”
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode,
obviamente, ser tida como de mínima ofensividade, nem o
comportamento do paciente pode ser considerado como de
reduzido grau de reprovabilidade.
A aplicação do princípio da insignificância somente tem
cabimento, repita-se, quando presentes cumulativamente as
condições acima referidas, consoante entendimento firmado por
ambas as Turmas desta Corte:
Habeas corpus. Furto de barras de chocolate. Res
furtiva e de pequeno valor. Mínimo grau de lesividade.
Alegada incidência do postulado da insignificância penal.
Inaplicabilidade. Paciente reincidente específico em delitos
contra o patrimônio, conforme certidão de antecedentes
criminais. Ordem denegada. 1. Embora seja reduzida a
expressividade financeira dos produtos subtraídos pelo
paciente, não há como acatar a tese de irrelevância
material da conduta por ele praticada, tendo em vista ser
ele reincidente específico em delitos contra o patrimônio.
Esses aspectos dão claras demonstrações de ser um
infrator contumaz e com personalidade voltada à prática
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21
Relatório
HC 107.733 AGR / MG
delitiva. 2. Conforme a jurisprudência desta Corte, 'o
reconhecimento da insignificância material da conduta
increpada ao paciente serviria muito mais como um
deletério incentivo ao cometimento de novos delitos do
que propriamente uma injustificada mobilização do Poder
Judiciário' (HC n 96.202/RS, DJe de 28/5/20. 3. Ordem
denegada. (HC 101.998/MG, Rel. Min. Dias Toffoli,
Primeira Turma, DJe de 22/03/2011)
DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-INCIDÊNCIA
NO CASO. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. A questão de
direito tratada neste writ, consoante a tese exposta pela
impetrante na petição inicial, é a suposta atipicidade da
conduta realizada pelos pacientes com base no princípio
da insignificância. 2. O fato insignificante (ou irrelevante
penal) é excluído de tipicidade penal, podendo, por óbvio,
ser objeto de tratamento mais adequado em outras áreas
do Direito, como ilícito civil ou falta administrativa. 3. Não
considero apenas e tão-somente o valor subtraído (ou
pretendido à subtração) como parâmetro para aplicação
do princípio da insignificância. Do contrário, por óbvio,
deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...). 4. Habeas corpus
denegado. (HC 104.401/MA, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe de 08/02/2011)
A impetrante, não obstante a ausência de pedido a
respeito, cogitou da possibilidade de concessão da ordem, ex
officio, para que seja reconhecido o furto privilegiado (§ 2... do
art. 155 do Código Penal), com a consequente redução da pena.
O § 2... do artigo 155 do Código Penal, ao admitir o
reconhecimento do furto privilegiado a réu primário, veda-o,
contrario sensu, a reincidentes:
“Art. 155. (...).
§ 2.... Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759946.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
delitiva. 2. Conforme a jurisprudência desta Corte, 'o
reconhecimento da insignificância material da conduta
increpada ao paciente serviria muito mais como um
deletério incentivo ao cometimento de novos delitos do
que propriamente uma injustificada mobilização do Poder
Judiciário' (HC n 96.202/RS, DJe de 28/5/20. 3. Ordem
denegada. (HC 101.998/MG, Rel. Min. Dias Toffoli,
Primeira Turma, DJe de 22/03/2011)
DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-INCIDÊNCIA
NO CASO. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. A questão de
direito tratada neste writ, consoante a tese exposta pela
impetrante na petição inicial, é a suposta atipicidade da
conduta realizada pelos pacientes com base no princípio
da insignificância. 2. O fato insignificante (ou irrelevante
penal) é excluído de tipicidade penal, podendo, por óbvio,
ser objeto de tratamento mais adequado em outras áreas
do Direito, como ilícito civil ou falta administrativa. 3. Não
considero apenas e tão-somente o valor subtraído (ou
pretendido à subtração) como parâmetro para aplicação
do princípio da insignificância. Do contrário, por óbvio,
deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...). 4. Habeas corpus
denegado. (HC 104.401/MA, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe de 08/02/2011)
A impetrante, não obstante a ausência de pedido a
respeito, cogitou da possibilidade de concessão da ordem, ex
officio, para que seja reconhecido o furto privilegiado (§ 2... do
art. 155 do Código Penal), com a consequente redução da pena.
O § 2... do artigo 155 do Código Penal, ao admitir o
reconhecimento do furto privilegiado a réu primário, veda-o,
contrario sensu, a reincidentes:
“Art. 155. (...).
§ 2.... Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21
Relatório
HC 107.733 AGR / MG
a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.”
Consta dos autos que o paciente é duplamente
reincidente.
Ante o exposto, não visualizando no ato impugnado
teratologia ou flagrante constrangimento ilegal, nego
seguimento ao presente writ, com fundamento na Súmula 691-
Supremo Tribunal Federal, ficando, em consequência, prejudicado o exame do pedido
de liminar.
Alega a agravante que a utilização do bem furtado para comprar
drogas não deve gerar maior reprimenda estatal ou conduzir à tipicidade
de fato que considera materialmente atípico.
Aduz que “a conduta do agente deve ser analisada objetivamente, sem
quaisquer considerações sobre a sua personalidade e/ou vida pregressa”, pelo que
a reincidência não gera a tipicidade material do fato imputado ao
paciente.
Tais ilegalidades, segundo sustenta, seriam suficientes para abrandar
o rigor da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal.
Requer o provimento do agravo regimental a fim de conceder-se a
ordem, afastando o constrangimento ilegal apontado.
O parecer do Ministério Público Federal opina pelo desprovimento
do agravo.
É o relatório.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.”
Consta dos autos que o paciente é duplamente
reincidente.
Ante o exposto, não visualizando no ato impugnado
teratologia ou flagrante constrangimento ilegal, nego
seguimento ao presente writ, com fundamento na Súmula 691-
Supremo Tribunal Federal, ficando, em consequência, prejudicado o exame do pedido
de liminar.
Alega a agravante que a utilização do bem furtado para comprar
drogas não deve gerar maior reprimenda estatal ou conduzir à tipicidade
de fato que considera materialmente atípico.
Aduz que “a conduta do agente deve ser analisada objetivamente, sem
quaisquer considerações sobre a sua personalidade e/ou vida pregressa”, pelo que
a reincidência não gera a tipicidade material do fato imputado ao
paciente.
Tais ilegalidades, segundo sustenta, seriam suficientes para abrandar
o rigor da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal.
Requer o provimento do agravo regimental a fim de conceder-se a
ordem, afastando o constrangimento ilegal apontado.
O parecer do Ministério Público Federal opina pelo desprovimento
do agravo.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. LUIZ FUX
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente,
conheço do agravo, porquanto preenchidos os requisitos de
admissibilidade.
No mérito, reitero as razões pelas quais neguei seguimento ao habeas
corpus, porquanto continuo convencido de não haver qualquer teratologia
a afastar a incidência da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal no caso concreto.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode, obviamente,
ser tida como de mínima ofensividade, nem o comportamento do
paciente pode ser considerado como de reduzido grau de
reprovabilidade. Nesse sentido, confira-se os seguintes precedente:
PENAL. HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E
DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO
FURTO. BICICLETA NO VALOR DE R$ 120,00. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO-CONFIGURAÇÃO.
ORDEM
DENEGADA. 1. A questão de direito tratada neste writ é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente,
adolescente, com base no princípio da insignificância. 2. O fato
de o valor subtraído pelo paciente ser inferior ao valor do
salário mínimo, por si só, não autoriza a aplicação do princípio
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente,
conheço do agravo, porquanto preenchidos os requisitos de
admissibilidade.
No mérito, reitero as razões pelas quais neguei seguimento ao habeas
corpus, porquanto continuo convencido de não haver qualquer teratologia
a afastar a incidência da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal no caso concreto.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
A prática reiterada de furtos para comprar drogas,
independentemente do valor dos bens envolvidos, não pode, obviamente,
ser tida como de mínima ofensividade, nem o comportamento do
paciente pode ser considerado como de reduzido grau de
reprovabilidade. Nesse sentido, confira-se os seguintes precedente:
PENAL. HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E
DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO
FURTO. BICICLETA NO VALOR DE R$ 120,00. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO-CONFIGURAÇÃO.
ORDEM
DENEGADA. 1. A questão de direito tratada neste writ é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente,
adolescente, com base no princípio da insignificância. 2. O fato
de o valor subtraído pelo paciente ser inferior ao valor do
salário mínimo, por si só, não autoriza a aplicação do princípio
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
da insignificância, já que não se pode confundir o pequeno
valor do objeto material do delito com a irrelevância da conduta
do agente. 3. No caso em tela, o argumento da defesa de que a
bicicleta foi devidamente restituída ao dono não merece ser
considerado, pois, conforme se extrai dos autos, o bem foi
restituído por circunstâncias alheias à vontade do paciente, no
dia seguinte ao fato, quando este "foi abordado por policiais
militares em via pública na posse do objeto furtado" (fl. 143,
apenso). 4. O paciente possui envolvimento com drogas e vem
praticando assaltos para manter o vício. E, segundo
informações fornecidas pela responsável do menor, sua
genitora, "só este ano apareceram umas trinta bicicletas em sua
residência", o que demonstra a prática reiterada de atos contra o
patrimônio (fl. 143, apenso). 5. A aplicação da medida
socioeducativa de prestação de serviços à comunidade pelo
período de sessenta dias, com carga horária de quatro horas
semanais, encontra fundamentos sólidos, providos de suporte
fático e aliados aos requisitos previstos em lei. Tal medida
mostra-se não só proporcional ao ato infracional praticado, mas,
também, imperiosa à reintegração plena do menor à sociedade,
que é a finalidade precípua do Estatuto da Criança e do
Adolescente 6. Ordem denegada. (HC 101144/RS, rel. Min. Ellen
Gracie, 2... Turma, DJ de 22/10/2010).
Outrossim, é cediço na Corte que não se aplica o princípio da
insignificância quando se trata de paciente reincidente, porquanto não há
que se falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
lesivo, sendo certo que o uso indiscriminado do postulado poderia
incentivar a prática de pequenos delitos e, em última análise, gerar a
impunidade e a insegurança da coletividade. Citem-se,
exemplificativamente, os seguintes julgados nesse sentido:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.733 AGR / MG
da insignificância, já que não se pode confundir o pequeno
valor do objeto material do delito com a irrelevância da conduta
do agente. 3. No caso em tela, o argumento da defesa de que a
bicicleta foi devidamente restituída ao dono não merece ser
considerado, pois, conforme se extrai dos autos, o bem foi
restituído por circunstâncias alheias à vontade do paciente, no
dia seguinte ao fato, quando este "foi abordado por policiais
militares em via pública na posse do objeto furtado" (fl. 143,
apenso). 4. O paciente possui envolvimento com drogas e vem
praticando assaltos para manter o vício. E, segundo
informações fornecidas pela responsável do menor, sua
genitora, "só este ano apareceram umas trinta bicicletas em sua
residência", o que demonstra a prática reiterada de atos contra o
patrimônio (fl. 143, apenso). 5. A aplicação da medida
socioeducativa de prestação de serviços à comunidade pelo
período de sessenta dias, com carga horária de quatro horas
semanais, encontra fundamentos sólidos, providos de suporte
fático e aliados aos requisitos previstos em lei. Tal medida
mostra-se não só proporcional ao ato infracional praticado, mas,
também, imperiosa à reintegração plena do menor à sociedade,
que é a finalidade precípua do Estatuto da Criança e do
Adolescente 6. Ordem denegada. (HC 101144/RS, rel. Min. Ellen
Gracie, 2... Turma, DJ de 22/10/2010).
Outrossim, é cediço na Corte que não se aplica o princípio da
insignificância quando se trata de paciente reincidente, porquanto não há
que se falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
lesivo, sendo certo que o uso indiscriminado do postulado poderia
incentivar a prática de pequenos delitos e, em última análise, gerar a
impunidade e a insegurança da coletividade. Citem-se,
exemplificativamente, os seguintes julgados nesse sentido:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 26/5/2011)
PENAL. HABEAS CORPUS. CONTRABANDO (ART. 334,
CAPUT, DO Código Penal Brasileiro). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-
INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS
REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE
DO COMPORTAMENTO LESIVO. DELITO NÃO
PURAMENTE FISCAL. TIPICIDADE MATERIAL DA
CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma
periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de
3
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HC 107.733 AGR / MG
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 26/5/2011)
PENAL. HABEAS CORPUS. CONTRABANDO (ART. 334,
CAPUT, DO Código Penal Brasileiro). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-
INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS
REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE
DO COMPORTAMENTO LESIVO. DELITO NÃO
PURAMENTE FISCAL. TIPICIDADE MATERIAL DA
CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma
periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de
3
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da
lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJ de 26/10/2010; HC
96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 4/12/2009; RHC
96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se
trata de paciente reincidente, porquanto não há que se falar
em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
lesivo. Precedentes: HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia,
1...Turma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010.
[…]
(HC 100367, 1...Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJ de 8/9/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
4
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759947.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da
lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJ de 26/10/2010; HC
96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 4/12/2009; RHC
96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se
trata de paciente reincidente, porquanto não há que se falar
em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
lesivo. Precedentes: HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia,
1...Turma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010.
[…]
(HC 100367, 1...Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJ de 8/9/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759947.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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HC 107.733 AGR / MG
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
5
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Habeas corpus. Furto de barras de chocolate. Res furtivae
de pequeno valor. Mínimo grau de lesividade. Alegada
incidência do postulado da insignificância penal.
Inaplicabilidade. Paciente reincidente específico em delitos
contra o patrimônio, conforme certidão de antecedentes
criminais. Ordem denegada. 1. Embora seja reduzida a
expressividade financeira dos produtos subtraídos pelo
paciente, não há como acatar a tese de irrelevância material da
conduta por ele praticada, tendo em vista ser ele reincidente
específico em delitos contra o patrimônio. Esses aspectos dão
claras demonstrações de ser um infrator contumaz e com
personalidade voltada à prática delitiva. 2. Conforme a
jurisprudência desta Corte, 'o reconhecimento da
insignificância material da conduta increpada ao paciente
serviria muito mais como um deletério incentivo ao
cometimento de novos delitos do que propriamente uma
injustificada mobilização do Poder Judiciário' (HC n
96.202/RS, DJe de 28/5/20. 3. Ordem denegada. (HC
6
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e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Habeas corpus. Furto de barras de chocolate. Res furtivae
de pequeno valor. Mínimo grau de lesividade. Alegada
incidência do postulado da insignificância penal.
Inaplicabilidade. Paciente reincidente específico em delitos
contra o patrimônio, conforme certidão de antecedentes
criminais. Ordem denegada. 1. Embora seja reduzida a
expressividade financeira dos produtos subtraídos pelo
paciente, não há como acatar a tese de irrelevância material da
conduta por ele praticada, tendo em vista ser ele reincidente
específico em delitos contra o patrimônio. Esses aspectos dão
claras demonstrações de ser um infrator contumaz e com
personalidade voltada à prática delitiva. 2. Conforme a
jurisprudência desta Corte, 'o reconhecimento da
insignificância material da conduta increpada ao paciente
serviria muito mais como um deletério incentivo ao
cometimento de novos delitos do que propriamente uma
injustificada mobilização do Poder Judiciário' (HC n
96.202/RS, DJe de 28/5/20. 3. Ordem denegada. (HC
6
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
101.998/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de
22/03/2011)
(grifos adicionados)
In casu, não resta dúvida de que o valor dos bens furtados é ínfimo.
Contudo, a rejeição da tese da insignificância restou plenamente
fundamentado na contumácia do paciente em crimes contra o patrimônio,
havendo contra ele duas sentenças transitadas em julgado. Confira-se o
que consignado pelo Juízo sobre o tema, in litteris:
[…] às fls. 35/36, certidão dando conta da condenação do
réu à pena de 08 (oito) meses, com trânsito em julgado em
10/09/2004 e à pena de 04 (quatro) meses e 20 (vinte) dias,
transitada em julgado em 03/10/2007).
A consideração isolada do valor da res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que seriam
vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto famélico) e
porque se trata de réu useiro e vezeiro na prática de furtos, o
que impede o reconhecimento da bagatela para não se
estimular a profissão de furtador contumaz. De se observar por
último que a aplicação desse princípio ainda não é pacífica na
jurisprudência brasileira sob o argumento de ausência de
previsão legal.
Corroborando os fundamentos ora declinados é o parecer do
Ministério Público Federal, formalizado nos seguintes termos, in verbis:
[…]
Sabidamente, o princípio da insignificância, que não se
encontra agasalhado em nosso Direito Positivo, surgiu como
instrumento de interpretação restritiva do Direito Penal, com
base nos postulados da fragmentariedade e da intervenção
mínima do Estado em matéria penal, sendo reservado aos casos
em que o conteúdo do injusto é tão irrelevante que a
reprimenda, ainda que no mínimo legal, se afigura
desproporcional.
7
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HC 107.733 AGR / MG
101.998/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de
22/03/2011)
(grifos adicionados)
In casu, não resta dúvida de que o valor dos bens furtados é ínfimo.
Contudo, a rejeição da tese da insignificância restou plenamente
fundamentado na contumácia do paciente em crimes contra o patrimônio,
havendo contra ele duas sentenças transitadas em julgado. Confira-se o
que consignado pelo Juízo sobre o tema, in litteris:
[…] às fls. 35/36, certidão dando conta da condenação do
réu à pena de 08 (oito) meses, com trânsito em julgado em
10/09/2004 e à pena de 04 (quatro) meses e 20 (vinte) dias,
transitada em julgado em 03/10/2007).
A consideração isolada do valor da res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que seriam
vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto famélico) e
porque se trata de réu useiro e vezeiro na prática de furtos, o
que impede o reconhecimento da bagatela para não se
estimular a profissão de furtador contumaz. De se observar por
último que a aplicação desse princípio ainda não é pacífica na
jurisprudência brasileira sob o argumento de ausência de
previsão legal.
Corroborando os fundamentos ora declinados é o parecer do
Ministério Público Federal, formalizado nos seguintes termos, in verbis:
[…]
Sabidamente, o princípio da insignificância, que não se
encontra agasalhado em nosso Direito Positivo, surgiu como
instrumento de interpretação restritiva do Direito Penal, com
base nos postulados da fragmentariedade e da intervenção
mínima do Estado em matéria penal, sendo reservado aos casos
em que o conteúdo do injusto é tão irrelevante que a
reprimenda, ainda que no mínimo legal, se afigura
desproporcional.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
Com efeito, não se olvida o papel relevante da tese da
bagatela como forma de limitar eventuais excessos que a norma
penalizadora possar causar ao ser rigidamente aplicada ao caso
concreto.
Contudo, importa destacar, por outro lado, que o
postulado permissivo não pode ser aplicado indistintamente,
sob pena de incentivar a prática de pequenos delitos e, em
última análise, gerar a impunidade e a insegurança da
coletividade.
O caso em apreço, como bem destacou o Superior Tribunal
de Justiça, “(...) não merece a aplicação do postulado
permissivo, eis que o paciente possui farto rol de maus
antecedentes, além de ser reincidente, conforme destacado no
acórdão recorrido (fls.201), denotando a reiteração ou a
habitualidade no cometimento de crimes, o que revela a
periculosidade social da ação e o alto grau de reprovabilidade
da conduta”.
Em reforço, vale conferirmos as ponderações do Juízo
Sentenciante, cujo decisum deve permanecer incólume por seus
próprios e sólidos fundamentos, in verbis:
“A consideração isolada do valor das res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que
seriam vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto
famélico) e porque se trata de réu useiro e vezeiro na
prática de furtos, o que impede o afastamento da bagatela
para não se estimular a profissão de furtador contumaz.
(...).
'O crime, como fato social que é, deve ser apreciado em
sua inteireza, devendo a aplicação do princípio da
bagatela nortear-se não só pela afetação do bem jurídico
ou desvalor do resultado, mas também pelo desvalor da
ação, pelas circunstâncias do crime, pela repercussão na
esfera da vítima e pelos antecedentes do acusado' (TJMG –
Apel. n 1.0017.05.014957/001(1) – 16/01/2009)” (grifos
8
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HC 107.733 AGR / MG
Com efeito, não se olvida o papel relevante da tese da
bagatela como forma de limitar eventuais excessos que a norma
penalizadora possar causar ao ser rigidamente aplicada ao caso
concreto.
Contudo, importa destacar, por outro lado, que o
postulado permissivo não pode ser aplicado indistintamente,
sob pena de incentivar a prática de pequenos delitos e, em
última análise, gerar a impunidade e a insegurança da
coletividade.
O caso em apreço, como bem destacou o Superior Tribunal
de Justiça, “(...) não merece a aplicação do postulado
permissivo, eis que o paciente possui farto rol de maus
antecedentes, além de ser reincidente, conforme destacado no
acórdão recorrido (fls.201), denotando a reiteração ou a
habitualidade no cometimento de crimes, o que revela a
periculosidade social da ação e o alto grau de reprovabilidade
da conduta”.
Em reforço, vale conferirmos as ponderações do Juízo
Sentenciante, cujo decisum deve permanecer incólume por seus
próprios e sólidos fundamentos, in verbis:
“A consideração isolada do valor das res furtiva não é
suficiente para não se aplicar a lei penal, pois o fato típico
existiu, embora envolvendo seis barras de chocolate que
seriam vendidas para comprar drogas (o que afasta o furto
famélico) e porque se trata de réu useiro e vezeiro na
prática de furtos, o que impede o afastamento da bagatela
para não se estimular a profissão de furtador contumaz.
(...).
'O crime, como fato social que é, deve ser apreciado em
sua inteireza, devendo a aplicação do princípio da
bagatela nortear-se não só pela afetação do bem jurídico
ou desvalor do resultado, mas também pelo desvalor da
ação, pelas circunstâncias do crime, pela repercussão na
esfera da vítima e pelos antecedentes do acusado' (TJMG –
Apel. n 1.0017.05.014957/001(1) – 16/01/2009)” (grifos
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
originais - INSTRUÇÃO V – fls. 39/40).
A bem da verdade, caso acolhido o princípio da bagatela,
o Sr. ELIAS SOARES PEREIRA, que já ostenta péssimos
antecedentes por crimes contra o patrimônio, especialmente
pelo delito de furto, não encontrará freios que o inibam da
prática de pequenos furtos, ante a certeza de impunidade dos
ilícitos, pois, afinal de contas, estará ancorado no princípio da
insignificância.
Em caso similar ao de que tratam os autos, e no mesmo
sentido ao que ora propomos, foi a decisão dessa Excelsa Corte,
in verbis:
“EMENTA : Habeas Corpus. Penal e Processual
Penal. Furto. Incidência do princípio da insignificância.
Inviabilidade. Reincidência e habitualidade delitiva
comprovadas. Ordem denegada. Reconhecidas a
reincidência e a habitualidade da prática delituosa, a
reprovabilidade do comportamento do agente é
significativamente agravada, sendo suficiente para
inviabilizar a incidência do princípio da insignificância.
Precedentes. Ordem denegada.” (HC 97007, Relator(a):
Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em
01/02/2011, DJe-061 DIVULG 30-03-2011 PUBLIC 31- 03-
2011 EMENT VOL-02493-01 PP-00010)
Registre-se, por fim, a partir de uma análise
contextualizada das circunstâncias em que se deram os fatos,
que a reprimenda imposta ao paciente (01 ano e 03 meses de
reclusão a ser cumprida em regime inicial semiaberto) foi bem
medida, donde se extrai que o direito penal não é insensível às
variáveis que cercam o fato delituoso, a ponto de ensejar uma
equânime e apropriada resposta penal, que, de alguma forma,
apresenta algum teor educativo, intimidador e mesmo
prenunciador de outras consequências mais graves, caso insista
o recorrente em delinquir.
9
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HC 107.733 AGR / MG
originais - INSTRUÇÃO V – fls. 39/40).
A bem da verdade, caso acolhido o princípio da bagatela,
o Sr. ELIAS SOARES PEREIRA, que já ostenta péssimos
antecedentes por crimes contra o patrimônio, especialmente
pelo delito de furto, não encontrará freios que o inibam da
prática de pequenos furtos, ante a certeza de impunidade dos
ilícitos, pois, afinal de contas, estará ancorado no princípio da
insignificância.
Em caso similar ao de que tratam os autos, e no mesmo
sentido ao que ora propomos, foi a decisão dessa Excelsa Corte,
in verbis:
“EMENTA : Habeas Corpus. Penal e Processual
Penal. Furto. Incidência do princípio da insignificância.
Inviabilidade. Reincidência e habitualidade delitiva
comprovadas. Ordem denegada. Reconhecidas a
reincidência e a habitualidade da prática delituosa, a
reprovabilidade do comportamento do agente é
significativamente agravada, sendo suficiente para
inviabilizar a incidência do princípio da insignificância.
Precedentes. Ordem denegada.” (HC 97007, Relator(a):
Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em
01/02/2011, DJe-061 DIVULG 30-03-2011 PUBLIC 31- 03-
2011 EMENT VOL-02493-01 PP-00010)
Registre-se, por fim, a partir de uma análise
contextualizada das circunstâncias em que se deram os fatos,
que a reprimenda imposta ao paciente (01 ano e 03 meses de
reclusão a ser cumprida em regime inicial semiaberto) foi bem
medida, donde se extrai que o direito penal não é insensível às
variáveis que cercam o fato delituoso, a ponto de ensejar uma
equânime e apropriada resposta penal, que, de alguma forma,
apresenta algum teor educativo, intimidador e mesmo
prenunciador de outras consequências mais graves, caso insista
o recorrente em delinquir.
9
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.733 AGR / MG
Inexistindo, pois, qualquer ilegalidade na decisão
monocrática impugnada, requeremos o desprovimento do
agravo regimental.
A impetrante, não obstante a ausência de pedido a respeito, cogitou
da possibilidade de concessão da ordem, ex officio, para que seja
reconhecido o furto privilegiado (§ 2... do art. 155 do Código Penal), com a
consequente redução da pena.
O § 2... do artigo 155 do Código Penal, ao admitir o reconhecimento
do furto privilegiado a réu primário, traz ínsita a vedação do benefício a
reincidentes:
“Art. 155. (...)
§ 2.... Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a
coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de
detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a
pena de multa.”
Consta dos autos que o paciente é duplamente reincidente, o que
impede a observância também do privilégio do art. 155, § 2..., do Código
Penal no caso concreto.
Ex positis, voto pelo desprovimento do agravo regimental.
10
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.733 AGR / MG
Inexistindo, pois, qualquer ilegalidade na decisão
monocrática impugnada, requeremos o desprovimento do
agravo regimental.
A impetrante, não obstante a ausência de pedido a respeito, cogitou
da possibilidade de concessão da ordem, ex officio, para que seja
reconhecido o furto privilegiado (§ 2... do art. 155 do Código Penal), com a
consequente redução da pena.
O § 2... do artigo 155 do Código Penal, ao admitir o reconhecimento
do furto privilegiado a réu primário, traz ínsita a vedação do benefício a
reincidentes:
“Art. 155. (...)
§ 2.... Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a
coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de
detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a
pena de multa.”
Consta dos autos que o paciente é duplamente reincidente, o que
impede a observância também do privilégio do art. 155, § 2..., do Código
Penal no caso concreto.
Ex positis, voto pelo desprovimento do agravo regimental.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, vou fazer
um apelo ao relator: que fique, Vossa Excelência, no desprovimento do
agravo. O voto lido sinaliza ao Superior Tribunal de Justiça, que ainda
não examinou o habeas corpus, no que se conclui pela improcedência do
inconformismo que lá está posto. Ora, se não admitimos o habeas, como é
que podemos adentrar a matéria de fundo desse mesmo habeas?
Provejo, de qualquer forma, o agravo, para que o habeas venha a
julgamento e a Turma diga se há, ou não, excepcionalidade.
Agora, penso que não podemos avançar, porque senão estaremos
adentrando o campo da incongruência, ou seja, não admitimos a
impetração, mas, mesmo assim, julgamos o mérito de forma contrária aos
interesses do paciente, antecipando um crivo que se proclama, de início,
que terá que ocorrer lá no Superior Tribunal de Justiça.
Por isso, faço a ponderação ao relator, mas provejo, de qualquer
forma, o agravo.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, vou fazer
um apelo ao relator: que fique, Vossa Excelência, no desprovimento do
agravo. O voto lido sinaliza ao Superior Tribunal de Justiça, que ainda
não examinou o habeas corpus, no que se conclui pela improcedência do
inconformismo que lá está posto. Ora, se não admitimos o habeas, como é
que podemos adentrar a matéria de fundo desse mesmo habeas?
Provejo, de qualquer forma, o agravo, para que o habeas venha a
julgamento e a Turma diga se há, ou não, excepcionalidade.
Agora, penso que não podemos avançar, porque senão estaremos
adentrando o campo da incongruência, ou seja, não admitimos a
impetração, mas, mesmo assim, julgamos o mérito de forma contrária aos
interesses do paciente, antecipando um crivo que se proclama, de início,
que terá que ocorrer lá no Superior Tribunal de Justiça.
Por isso, faço a ponderação ao relator, mas provejo, de qualquer
forma, o agravo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu também vou
acompanhar o Relator, em que pese considerar que, do que eu li,
realmente, não há um óbice a que continue, que persista o julgamento lá.
Não é isso, Ministro?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Essa abordagem foi
a pretexto de não haver teratologia nenhuma.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim.
# # # # # #
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu também vou
acompanhar o Relator, em que pese considerar que, do que eu li,
realmente, não há um óbice a que continue, que persista o julgamento lá.
Não é isso, Ministro?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Essa abordagem foi
a pretexto de não haver teratologia nenhuma.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim.
# # # # # #
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Vossa excelência havia indeferido a tramitação do habeas em razão
da Súmula 691?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É a 691, porque eu
havia entendido que não havia motivo para mitigar, que não era o caso de
se aplicar a insignificância. E a decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça está fundamentada
no princípio da insignificância, por isso que, liminarmente, não se
atendeu ao pleito de suspensão do processo.
É, praticamente, um transporte para cá das razões do Superior Tribunal de Justiça.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou acompanhar Vossa Excelência, exclusivamente, quanto ao
fundamento na Súmula 691, sem adentrar na análise do tema de fundo.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Vossa excelência havia indeferido a tramitação do habeas em razão
da Súmula 691?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É a 691, porque eu
havia entendido que não havia motivo para mitigar, que não era o caso de
se aplicar a insignificância. E a decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça está fundamentada
no princípio da insignificância, por isso que, liminarmente, não se
atendeu ao pleito de suspensão do processo.
É, praticamente, um transporte para cá das razões do Superior Tribunal de Justiça.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou acompanhar Vossa Excelência, exclusivamente, quanto ao
fundamento na Súmula 691, sem adentrar na análise do tema de fundo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 188.421 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.733
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ELIAS SOARES PEREIRA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 188.421 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HC n 188 . 421 DO SUPERIOR",
"SÚMULA 691 -",
"HC 101144 / RS",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 107067",
"HC 96684 / MS",
"HC 103359 / RS",
"HC 100367",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 107067",
"HC 96684 / MS",
"HC 103359 / RS",
"HC 100367",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HC n 188 . 421",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HC n 188 . 421 DO SUPERIOR TRIBUNAL",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 107 . 733 AGR /",
"Súmula 691 - Supremo Tribunal Federal",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"Súmula 691 - Supremo Tribunal Federal",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 107 . 733 AGR",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC n 96 . 202 / RS",
"HC 101 . 998 / MG",
"HC 104 . 401 / MA",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC n 96 . 202 / RS",
"HC 101 . 998 / MG",
"HC 104 . 401 / MA",
"HC 107 . 733 AGR",
"Súmula 691 - Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"Súmula 691 - Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 101144 / RS",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 101144 / RS",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 107067",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 107067",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 104403 / SP",
"HC 104117 / MT",
"HC 96757 / RS",
"RHC 96813 / RJ",
"HC 107067",
"HC 96684 / MS",
"HC 103359 / RS",
"HC 100367",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 104403 / SP",
"HC 104117 / MT",
"HC 96757 / RS",
"RHC 96813 / RJ",
"HC 107067",
"HC 96684 / MS",
"HC 103359 / RS",
"HC 100367",
"HC 107 . 733 AGR",
"HC 96684 / MS",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 96684 / MS",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 103359 / RS",
"HC n 96 . 202 / RS",
"HC 6 Supremo Tribunal Federal",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 103359 / RS",
"HC n 96 . 202 / RS",
"HC 6 Supremo Tribunal Federal",
"HC 107 . 733 AGR / MG 101 . 998 / MG",
"HC 107 . 733 AGR / MG 101 . 998 / MG",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"Apel",
". n 1 . 0017 . 05 . 014957 / 001",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"Apel",
". n 1 . 0017 . 05 . 014957 / 001",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 97007",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 97007",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HC 107 . 733 AGR / MG",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HABEAS CORPUS 107 . 733 MINAS",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HC n 188 . 421",
"HABEAS CORPUS 107 . 733",
"HC n 188 . 421 DO SUPERIOR"
],
"LEGISLACAO": [
"Código Penal Brasileiro , ART . 155 , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 155 do Código Penal",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"artigo 155 do Código Penal",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 155 , caput , do Código Penal",
"artigo 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 155 , caput , do Código Penal",
"artigo 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 2 . . .",
"§ 2 . . . do art . 155 do Código Penal",
"§ 2 .",
"artigo 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 2 . . .",
"§ 2 . . . do artigo 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 334 , CAPUT , DO Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 334 , CAPUT , DO Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 do Código Penal",
"§",
"artigo 155 do Código Penal",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 do Código Penal",
"artigo 155 do Código Penal",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
"1",
"MPF",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"1",
"MPF",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Defensoria Pública de Minas Gerais",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Defensoria Pública de Minas Gerais",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Defensoria Pública",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"MG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"/",
"MG",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"1",
"1",
"2",
".",
".",
".",
"1",
"1",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"/",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
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"TJMG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"TJMG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Superior Tribunal de Justiça",
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"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Infra",
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"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"ELIAS SOARES PEREIRA",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"ELIAS SOARES PEREIRA",
"LUIZ FUX",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"LUIZ FUX",
"ELIAS SOARES PEREIRA",
"LUIZ FUX",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"ELIAS SOARES PEREIRA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ELIAS SOARES PEREIRA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"ELIAS SOARES PEREIRA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz",
"Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"ELIAS SOARES PEREIRA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
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"7 de fevereiro de 2012",
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"2010",
"6",
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"/",
"2010",
"8",
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"2010",
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"2001",
"23",
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"2010",
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"2001",
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"2010",
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"/",
"5",
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"24",
"/",
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"/",
"2001",
"6",
"/",
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"/",
"2010",
"28",
"/",
"5",
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"/",
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"/",
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"22",
"/",
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"/",
"2011",
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"/",
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"/",
"2004",
"03",
"/",
"10",
"/",
"2007",
"24",
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"2001",
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"2011",
"10",
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"09",
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"2004",
"03",
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"10",
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"2007",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"01",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"01",
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"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"30",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"31",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"30",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"31",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
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".",
"2012",
"24",
"/",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS
CORPUS.
CABIMENTO.
NÃO-CONHECIMENTO DA IMPETRAÇÃO DEDUZIDA NO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSIÇÃO DE CONDIÇÃO
PROCESSUAL PARA O TRÂMITE DA AÇÃO CONSTITUCIONAL DE
HABEAS CORPUS. ORDEM CONCEDIDA.
1. Não se pode estabelecer, como uma espécie de condição
processual para o conhecimento do HC ajuizado no STJ, a prévia
interposição de recurso especial contra o acórdão proferido pelo tribunal
de segundo grau, em sede de apelação. Condição processual, essa, que
não ressai do art. 105 da Constituição Federal de 1988, no sentido de que
é da competência da Casa Superior de Justiça processar e julgar,
originariamente, “os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer
das pessoas mencionadas na alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à
sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou
da Aeronáutica, ressalvada a competência da justiça Eleitoral” (alínea “c” do
inciso I do art. 105 da Constituição Federal de 1988). Precedentes.
2. Ordem concedida para determinar que a autoridade impetrada
conheça e julgue, como entender de direito, o pedido veiculado nos autos
do HC 186.140.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem para
determinar que a autoridade impetrada conheça e julgue, como entender
de direito, o pedido veiculado nos autos do HC 186.140, o que fazem nos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167872.
Supremo Tribunal Federal
DJe 18/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
HC 112.186 / PE
termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167872.
Supremo Tribunal Federal
HC 112.186 / PE
termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167872.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não
conheceu da impetração ali ajuizada, nos termos da seguinte ementa:
“PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO
DE RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL
CULPOSOS NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR.
INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIAS SUSCITADAS PELA
DEFESA. CARÁTER PROCRASTINATÓRIO. DECRETO
CONDENATÓRIO
TRANSITADO
EM
JULGADO.
IMPETRAÇÃO QUE DEVE SER COMPREENDIDA DENTRO
DOS LIMITES RECURSAIS. ORDEM NÃO CONHECIDA.
I. Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos
recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de
possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua
inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais,
há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria
Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro
dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente
para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos
ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida
banalização e vulgarização do habeas corpus.
II. Na hipótese, a condenação transitou em julgado e os
impetrantes não se insurgiram quanto à eventual ofensa aos
dispositivos da legislação federal, em sede de recurso especial,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não
conheceu da impetração ali ajuizada, nos termos da seguinte ementa:
“PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO
DE RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL
CULPOSOS NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR.
INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIAS SUSCITADAS PELA
DEFESA. CARÁTER PROCRASTINATÓRIO. DECRETO
CONDENATÓRIO
TRANSITADO
EM
JULGADO.
IMPETRAÇÃO QUE DEVE SER COMPREENDIDA DENTRO
DOS LIMITES RECURSAIS. ORDEM NÃO CONHECIDA.
I. Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos
recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de
possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua
inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais,
há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria
Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro
dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente
para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos
ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida
banalização e vulgarização do habeas corpus.
II. Na hipótese, a condenação transitou em julgado e os
impetrantes não se insurgiram quanto à eventual ofensa aos
dispositivos da legislação federal, em sede de recurso especial,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
HC 112.186 / PE
buscando o revolvimento dos fundamentos exarados nas
instâncias ordinária quanto à condenação imposta, - questão
que, ademais, demandaria o revolvimento do contexto
fático-probatório -, preferindo a utilização do writ, em
substituição aos recursos ordinariamente previstos no
ordenamento jurídico.
III. Ordem não conhecida, nos termos do voto do Relator.”
2. Pois bem, o impetrante argúi que a previsão de recurso para o
Superior Tribunal de Justiça não tem a força para obstar o manejo da ação
constitucional de habeas corpus. Nos dizeres da impetração:
“Não se pode trazer como limite para a impetração do
habeas corpus a simples condição de que haveria recurso cabível,
pois, desta forma, tolher-se-á o direito a garantias postas e
sobretudo ao status libertatis, haja vista que esse remédio serve
justamente para combater ilegalidades que irão atingir a
liberdade do ser humano, ainda mais necessário quando se
constata, como no presente, caso, o defenestrar de normas e
princípios básicos.”
3. Nessa ambiência, o acionante requer a concessão da ordem para
que se determine ao Superior Tribunal de Justiça o conhecimento da
impetração ali ajuizada. Liminarmente, o pedido é de suspensão dos
efeitos do trânsito em julgado da condenação.
4. Já me encaminhando para o desfecho deste relato, averbo que a
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal já enfrentou o tema
deduzido na inicial por reiteradas vezes. Razão pela qual, de logo,
submeto este habeas corpus para julgamento colegiado.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.186 / PE
buscando o revolvimento dos fundamentos exarados nas
instâncias ordinária quanto à condenação imposta, - questão
que, ademais, demandaria o revolvimento do contexto
fático-probatório -, preferindo a utilização do writ, em
substituição aos recursos ordinariamente previstos no
ordenamento jurídico.
III. Ordem não conhecida, nos termos do voto do Relator.”
2. Pois bem, o impetrante argúi que a previsão de recurso para o
Superior Tribunal de Justiça não tem a força para obstar o manejo da ação
constitucional de habeas corpus. Nos dizeres da impetração:
“Não se pode trazer como limite para a impetração do
habeas corpus a simples condição de que haveria recurso cabível,
pois, desta forma, tolher-se-á o direito a garantias postas e
sobretudo ao status libertatis, haja vista que esse remédio serve
justamente para combater ilegalidades que irão atingir a
liberdade do ser humano, ainda mais necessário quando se
constata, como no presente, caso, o defenestrar de normas e
princípios básicos.”
3. Nessa ambiência, o acionante requer a concessão da ordem para
que se determine ao Superior Tribunal de Justiça o conhecimento da
impetração ali ajuizada. Liminarmente, o pedido é de suspensão dos
efeitos do trânsito em julgado da condenação.
4. Já me encaminhando para o desfecho deste relato, averbo que a
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal já enfrentou o tema
deduzido na inicial por reiteradas vezes. Razão pela qual, de logo,
submeto este habeas corpus para julgamento colegiado.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167873.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, reproduzo, de saída, os fundamentos lançados pela
autoridade impetrada para não conhecer da ordem ali ajuizada:
“Não obstante, deve-se prestigiar a função constitucional
excepcional do
mandamus, evitando sua utilização
indiscriminada e desmerecendo as funções das instâncias
regulares de processo e julgamento, sob pena de se
desmoralizar o sistema ordinário de recursos.
Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos
recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de
possíveis liberdades em perigo, crescentemente fora de sua
inspiração originária - tenha sido muito alargado pelos
Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em
homenagem à própria Constituição.”
7. Presente essa moldura, e sem maiores delongas, tenho que a
ordem é de ser concedida. É que, na concreta situação dos autos, agiu mal
o Superior Tribunal de Justiça, ao não conhecer do pedido veiculado nos
autos da ação constitucional ali ajuizada. De saída, averbo que não se
pode estabelecer, como uma espécie de condição processual para o
conhecimento do HC ajuizado no STJ, a prévia interposição de recurso
especial contra o acórdão proferido pelo tribunal de segundo grau, em
sede de apelação. Condição processual, essa, que não ressai do art. 105 da
Constituição Federal de 1988, no sentido de que é da competência da
Casa superior de justiça processar e julgar, originariamente, “os habeas
corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na
alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de
Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a
competência da justiça Eleitoral” (alínea “c” do inciso I do art. 105 da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, reproduzo, de saída, os fundamentos lançados pela
autoridade impetrada para não conhecer da ordem ali ajuizada:
“Não obstante, deve-se prestigiar a função constitucional
excepcional do
mandamus, evitando sua utilização
indiscriminada e desmerecendo as funções das instâncias
regulares de processo e julgamento, sob pena de se
desmoralizar o sistema ordinário de recursos.
Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos
recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de
possíveis liberdades em perigo, crescentemente fora de sua
inspiração originária - tenha sido muito alargado pelos
Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em
homenagem à própria Constituição.”
7. Presente essa moldura, e sem maiores delongas, tenho que a
ordem é de ser concedida. É que, na concreta situação dos autos, agiu mal
o Superior Tribunal de Justiça, ao não conhecer do pedido veiculado nos
autos da ação constitucional ali ajuizada. De saída, averbo que não se
pode estabelecer, como uma espécie de condição processual para o
conhecimento do HC ajuizado no STJ, a prévia interposição de recurso
especial contra o acórdão proferido pelo tribunal de segundo grau, em
sede de apelação. Condição processual, essa, que não ressai do art. 105 da
Constituição Federal de 1988, no sentido de que é da competência da
Casa superior de justiça processar e julgar, originariamente, “os habeas
corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na
alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de
Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a
competência da justiça Eleitoral” (alínea “c” do inciso I do art. 105 da
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 112.186 / PE
Constituição Federal de 1988). Entendimento que afina com a
jurisprudência do Supremo tribunal Federal. Leiam-se, a propósito, as
seguintes ementas:
“HABEAS CORPUS. ACÓRDÃO DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE INDEFERIU MEDIDA
ANÁLOGA POR NÃO SER POSSÍVEL A UTILIZAÇÃO DO
WRIT COMO SUCEDÂNEO DO RECURSO ESPECIAL OU
COMO MEIO DE REVISÃO CRIMINAL DE DECISÃO DE
TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU.
Fundamento que não se sustenta, porquanto a decisão de
tribunal que conhece da apelação, em sentido amplo, interposta
pela defesa, substitui a sentença condenatória, tornando-se a
referida Corte coatora para todos os efeitos, na medida em que
houve a devolução plena da matéria relativa à ação penal.
habeas corpus concedido em parte para determinar que,
afastados os óbices suscitados, prossiga a Corte impetrada no
julgamento do writ.”
(HC 82.561, da relatoria do ministro Ilmar Galvão.)
“I. habeas corpus: competência do STJ e do STF:
pressupostos.
1. Cuidando-se de habeas corpus contra decisão de
apelação - que, em princípio, devolve ao tribunal o
conhecimento integral da causa - reputa-se competente
originariamente o STJ, ainda quando o fundamento da
impetração nem haja sido aventado no recurso ordinário, nem
dele se haja ocupado a decisão impugnada (v.g., HHCC 76.182,
23.6.98, 1ª T., Pertence, DJ 28.8.98; 75.090, 1ª T., 1º.8.97, Pertence,
RTJ 165/258).
[...]”
(HC 85.702, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence.)
“[...]
1. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal no sentido de que não se sujeita o habeas corpus 'ao
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.186 / PE
Constituição Federal de 1988). Entendimento que afina com a
jurisprudência do Supremo tribunal Federal. Leiam-se, a propósito, as
seguintes ementas:
“HABEAS CORPUS. ACÓRDÃO DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE INDEFERIU MEDIDA
ANÁLOGA POR NÃO SER POSSÍVEL A UTILIZAÇÃO DO
WRIT COMO SUCEDÂNEO DO RECURSO ESPECIAL OU
COMO MEIO DE REVISÃO CRIMINAL DE DECISÃO DE
TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU.
Fundamento que não se sustenta, porquanto a decisão de
tribunal que conhece da apelação, em sentido amplo, interposta
pela defesa, substitui a sentença condenatória, tornando-se a
referida Corte coatora para todos os efeitos, na medida em que
houve a devolução plena da matéria relativa à ação penal.
habeas corpus concedido em parte para determinar que,
afastados os óbices suscitados, prossiga a Corte impetrada no
julgamento do writ.”
(HC 82.561, da relatoria do ministro Ilmar Galvão.)
“I. habeas corpus: competência do STJ e do STF:
pressupostos.
1. Cuidando-se de habeas corpus contra decisão de
apelação - que, em princípio, devolve ao tribunal o
conhecimento integral da causa - reputa-se competente
originariamente o STJ, ainda quando o fundamento da
impetração nem haja sido aventado no recurso ordinário, nem
dele se haja ocupado a decisão impugnada (v.g., HHCC 76.182,
23.6.98, 1ª T., Pertence, DJ 28.8.98; 75.090, 1ª T., 1º.8.97, Pertence,
RTJ 165/258).
[...]”
(HC 85.702, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence.)
“[...]
1. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal no sentido de que não se sujeita o habeas corpus 'ao
2
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 112.186 / PE
requisito do prequestionamento na decisão impugnada',
bastando para o seu conhecimento 'que a coação seja imputável
ao órgão de gradação jurisdicional inferior, o que tanto ocorre
quando esse haja examinado e repelido a ilegalidade aventada,
quanto se se omite de decidir sobre a alegação do impetrante ou
sobre matéria sobre a qual, no âmbito de conhecimento da
causa a ele devolvida, se devesse pronunciar de ofício' (habeas
corpus n. 85.702, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 7.10.2005).
[...]”
(RHC 93.469, da relatoria da ministra Cármen Lúcia.)
8. Já me encaminhando para o desfecho deste voto, lembro que essa
forma de equacionar o tema também foi perfilhada por este nosso
Colegiado. Refiro-me ao HC 110.118, relator originário o ministro Ricardo
Lewandowski. Oportunidade em que a Turma acolheu pedido
semelhante da Defensoria Pública da União para determinar que a
superior instância conheça da impetração e se pronuncie quanto ao
mérito do pedido.
9. Por tudo quanto posto, concedo de logo a ordem, ficando
prejudicado o pedido de medida liminar. O que faço tão-somente para
determinar que a autoridade impetrada conheça e julgue, como entender
de direito, o pedido veiculado nos autos do HC 186.140.
10. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 112.186 / PE
requisito do prequestionamento na decisão impugnada',
bastando para o seu conhecimento 'que a coação seja imputável
ao órgão de gradação jurisdicional inferior, o que tanto ocorre
quando esse haja examinado e repelido a ilegalidade aventada,
quanto se se omite de decidir sobre a alegação do impetrante ou
sobre matéria sobre a qual, no âmbito de conhecimento da
causa a ele devolvida, se devesse pronunciar de ofício' (habeas
corpus n. 85.702, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 7.10.2005).
[...]”
(RHC 93.469, da relatoria da ministra Cármen Lúcia.)
8. Já me encaminhando para o desfecho deste voto, lembro que essa
forma de equacionar o tema também foi perfilhada por este nosso
Colegiado. Refiro-me ao HC 110.118, relator originário o ministro Ricardo
Lewandowski. Oportunidade em que a Turma acolheu pedido
semelhante da Defensoria Pública da União para determinar que a
superior instância conheça da impetração e se pronuncie quanto ao
mérito do pedido.
9. Por tudo quanto posto, concedo de logo a ordem, ficando
prejudicado o pedido de medida liminar. O que faço tão-somente para
determinar que a autoridade impetrada conheça e julgue, como entender
de direito, o pedido veiculado nos autos do HC 186.140.
10. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
3
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.186
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem concedida para determinar que a autoridade
impetrada conheça e julgue, como entender de direito, o pedido
veiculado nos autos do HC 186.140, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.186
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem concedida para determinar que a autoridade
impetrada conheça e julgue, como entender de direito, o pedido
veiculado nos autos do HC 186.140, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2187358
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-06-18T00:00:00
|
Ordem concedida para determinar que a autoridade impetrada conheça e julgue, como entender de direito, o pedido veiculado nos autos do HC 186.140, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. CABIMENTO. NÃO-CONHECIMENTO DA IMPETRAÇÃO DEDUZIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSIÇÃO DE CONDIÇÃO PROCESSUAL PARA O TRÂMITE DA AÇÃO CONSTITUCIONAL DE HABEAS CORPUS. ORDEM CONCEDIDA.
1. Não se pode estabelecer, como uma espécie de condição processual para o conhecimento do HC ajuizado no STJ, a prévia interposição de recurso especial contra o acórdão proferido pelo tribunal de segundo grau, em sede de apelação. Condição processual, essa, que não ressai do art. 105 da Constituição Federal de 1988, no sentido de que é da competência da Casa Superior de Justiça processar e julgar, originariamente, “os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da justiça Eleitoral” (alínea “c” do inciso I do art. 105 da Constituição Federal de 1988). Precedentes.
2. Ordem concedida para determinar que a autoridade impetrada conheça e julgue, como entender de direito, o pedido veiculado nos autos do HC 186.140.
|
sjur210735
|
- Acórdãos citados: RHC 93469, HC 82561, HC 85702, HC 110118; HC 186140 - STJ.
Número de páginas: 8.
Análise: 03/07/2012, AMS.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
112186
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00105 INC-00001 LET-C \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 112186
|
[
""
] |
PACTE.(S) : ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS
CORPUS.
CABIMENTO.
NÃO-CONHECIMENTO DA IMPETRAÇÃO DEDUZIDA NO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSIÇÃO DE CONDIÇÃO
PROCESSUAL PARA O TRÂMITE DA AÇÃO CONSTITUCIONAL DE
HABEAS CORPUS. ORDEM CONCEDIDA.
1. Não se pode estabelecer, como uma espécie de condição
processual para o conhecimento do HC ajuizado no Superior Tribunal de Justiça, a prévia
interposição de recurso especial contra o acórdão proferido pelo tribunal
de segundo grau, em sede de apelação. Condição processual, essa, que
não ressai do art. 105 da Constituição Federal de 1988, no sentido de que
é da competência da Casa Superior de Justiça processar e julgar,
originariamente, “os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer
das pessoas mencionadas na alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à
sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou
da Aeronáutica, ressalvada a competência da justiça Eleitoral” (alínea “c” do
inciso I do art. 105 da Constituição Federal de 1988). Precedentes.
2. Ordem concedida para determinar que a autoridade impetrada
conheça e julgue, como entender de direito, o pedido veiculado nos autos
do HC 186.140.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem para
determinar que a autoridade impetrada conheça e julgue, como entender
de direito, o pedido veiculado nos autos do HC 186.140, o que fazem nos
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Supremo Tribunal Federal
DJe 18/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
HC 112.186 / PE
termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 112.186 / PE
termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não
conheceu da impetração ali ajuizada, nos termos da seguinte ementa:
“PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO
DE RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL
CULPOSOS NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR.
INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIAS SUSCITADAS PELA
DEFESA. CARÁTER PROCRASTINATÓRIO. DECRETO
CONDENATÓRIO
TRANSITADO
EM
JULGADO.
IMPETRAÇÃO QUE DEVE SER COMPREENDIDA DENTRO
DOS LIMITES RECURSAIS. ORDEM NÃO CONHECIDA.
I. Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos
recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de
possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua
inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais,
há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria
Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro
dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente
para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos
ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida
banalização e vulgarização do habeas corpus.
II. Na hipótese, a condenação transitou em julgado e os
impetrantes não se insurgiram quanto à eventual ofensa aos
dispositivos da legislação federal, em sede de recurso especial,
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não
conheceu da impetração ali ajuizada, nos termos da seguinte ementa:
“PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO
DE RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL
CULPOSOS NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR.
INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIAS SUSCITADAS PELA
DEFESA. CARÁTER PROCRASTINATÓRIO. DECRETO
CONDENATÓRIO
TRANSITADO
EM
JULGADO.
IMPETRAÇÃO QUE DEVE SER COMPREENDIDA DENTRO
DOS LIMITES RECURSAIS. ORDEM NÃO CONHECIDA.
I. Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos
recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de
possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua
inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais,
há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria
Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro
dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente
para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos
ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida
banalização e vulgarização do habeas corpus.
II. Na hipótese, a condenação transitou em julgado e os
impetrantes não se insurgiram quanto à eventual ofensa aos
dispositivos da legislação federal, em sede de recurso especial,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
HC 112.186 / PE
buscando o revolvimento dos fundamentos exarados nas
instâncias ordinária quanto à condenação imposta, - questão
que, ademais, demandaria o revolvimento do contexto
fático-probatório -, preferindo a utilização do writ, em
substituição aos recursos ordinariamente previstos no
ordenamento jurídico.
III. Ordem não conhecida, nos termos do voto do Relator.”
2. Pois bem, o impetrante argúi que a previsão de recurso para o
Superior Tribunal de Justiça não tem a força para obstar o manejo da ação
constitucional de habeas corpus. Nos dizeres da impetração:
“Não se pode trazer como limite para a impetração do
habeas corpus a simples condição de que haveria recurso cabível,
pois, desta forma, tolher-se-á o direito a garantias postas e
sobretudo ao status libertatis, haja vista que esse remédio serve
justamente para combater ilegalidades que irão atingir a
liberdade do ser humano, ainda mais necessário quando se
constata, como no presente, caso, o defenestrar de normas e
princípios básicos.”
3. Nessa ambiência, o acionante requer a concessão da ordem para
que se determine ao Superior Tribunal de Justiça o conhecimento da
impetração ali ajuizada. Liminarmente, o pedido é de suspensão dos
efeitos do trânsito em julgado da condenação.
4. Já me encaminhando para o desfecho deste relato, averbo que a
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal já enfrentou o tema
deduzido na inicial por reiteradas vezes. Razão pela qual, de logo,
submeto este habeas corpus para julgamento colegiado.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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buscando o revolvimento dos fundamentos exarados nas
instâncias ordinária quanto à condenação imposta, - questão
que, ademais, demandaria o revolvimento do contexto
fático-probatório -, preferindo a utilização do writ, em
substituição aos recursos ordinariamente previstos no
ordenamento jurídico.
III. Ordem não conhecida, nos termos do voto do Relator.”
2. Pois bem, o impetrante argúi que a previsão de recurso para o
Superior Tribunal de Justiça não tem a força para obstar o manejo da ação
constitucional de habeas corpus. Nos dizeres da impetração:
“Não se pode trazer como limite para a impetração do
habeas corpus a simples condição de que haveria recurso cabível,
pois, desta forma, tolher-se-á o direito a garantias postas e
sobretudo ao status libertatis, haja vista que esse remédio serve
justamente para combater ilegalidades que irão atingir a
liberdade do ser humano, ainda mais necessário quando se
constata, como no presente, caso, o defenestrar de normas e
princípios básicos.”
3. Nessa ambiência, o acionante requer a concessão da ordem para
que se determine ao Superior Tribunal de Justiça o conhecimento da
impetração ali ajuizada. Liminarmente, o pedido é de suspensão dos
efeitos do trânsito em julgado da condenação.
4. Já me encaminhando para o desfecho deste relato, averbo que a
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal já enfrentou o tema
deduzido na inicial por reiteradas vezes. Razão pela qual, de logo,
submeto este habeas corpus para julgamento colegiado.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, reproduzo, de saída, os fundamentos lançados pela
autoridade impetrada para não conhecer da ordem ali ajuizada:
“Não obstante, deve-se prestigiar a função constitucional
excepcional do
mandamus, evitando sua utilização
indiscriminada e desmerecendo as funções das instâncias
regulares de processo e julgamento, sob pena de se
desmoralizar o sistema ordinário de recursos.
Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos
recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de
possíveis liberdades em perigo, crescentemente fora de sua
inspiração originária - tenha sido muito alargado pelos
Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em
homenagem à própria Constituição.”
7. Presente essa moldura, e sem maiores delongas, tenho que a
ordem é de ser concedida. É que, na concreta situação dos autos, agiu mal
o Superior Tribunal de Justiça, ao não conhecer do pedido veiculado nos
autos da ação constitucional ali ajuizada. De saída, averbo que não se
pode estabelecer, como uma espécie de condição processual para o
conhecimento do HC ajuizado no Superior Tribunal de Justiça, a prévia interposição de recurso
especial contra o acórdão proferido pelo tribunal de segundo grau, em
sede de apelação. Condição processual, essa, que não ressai do art. 105 da
Constituição Federal de 1988, no sentido de que é da competência da
Casa superior de justiça processar e julgar, originariamente, “os habeas
corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na
alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de
Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a
competência da justiça Eleitoral” (alínea “c” do inciso I do art. 105 da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.186 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, reproduzo, de saída, os fundamentos lançados pela
autoridade impetrada para não conhecer da ordem ali ajuizada:
“Não obstante, deve-se prestigiar a função constitucional
excepcional do
mandamus, evitando sua utilização
indiscriminada e desmerecendo as funções das instâncias
regulares de processo e julgamento, sob pena de se
desmoralizar o sistema ordinário de recursos.
Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos
recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de
possíveis liberdades em perigo, crescentemente fora de sua
inspiração originária - tenha sido muito alargado pelos
Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em
homenagem à própria Constituição.”
7. Presente essa moldura, e sem maiores delongas, tenho que a
ordem é de ser concedida. É que, na concreta situação dos autos, agiu mal
o Superior Tribunal de Justiça, ao não conhecer do pedido veiculado nos
autos da ação constitucional ali ajuizada. De saída, averbo que não se
pode estabelecer, como uma espécie de condição processual para o
conhecimento do HC ajuizado no Superior Tribunal de Justiça, a prévia interposição de recurso
especial contra o acórdão proferido pelo tribunal de segundo grau, em
sede de apelação. Condição processual, essa, que não ressai do art. 105 da
Constituição Federal de 1988, no sentido de que é da competência da
Casa superior de justiça processar e julgar, originariamente, “os habeas
corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na
alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de
Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a
competência da justiça Eleitoral” (alínea “c” do inciso I do art. 105 da
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 112.186 / PE
Constituição Federal de 1988). Entendimento que afina com a
jurisprudência do Supremo tribunal Federal. Leiam-se, a propósito, as
seguintes ementas:
“HABEAS CORPUS. ACÓRDÃO DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE INDEFERIU MEDIDA
ANÁLOGA POR NÃO SER POSSÍVEL A UTILIZAÇÃO DO
WRIT COMO SUCEDÂNEO DO RECURSO ESPECIAL OU
COMO MEIO DE REVISÃO CRIMINAL DE DECISÃO DE
TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU.
Fundamento que não se sustenta, porquanto a decisão de
tribunal que conhece da apelação, em sentido amplo, interposta
pela defesa, substitui a sentença condenatória, tornando-se a
referida Corte coatora para todos os efeitos, na medida em que
houve a devolução plena da matéria relativa à ação penal.
habeas corpus concedido em parte para determinar que,
afastados os óbices suscitados, prossiga a Corte impetrada no
julgamento do writ.”
(HC 82.561, da relatoria do ministro Ilmar Galvão.)
“I. habeas corpus: competência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal:
pressupostos.
1. Cuidando-se de habeas corpus contra decisão de
apelação - que, em princípio, devolve ao tribunal o
conhecimento integral da causa - reputa-se competente
originariamente o Superior Tribunal de Justiça, ainda quando o fundamento da
impetração nem haja sido aventado no recurso ordinário, nem
dele se haja ocupado a decisão impugnada (v.g., HHCC 76.182,
23.6.98, 1... T., Pertence, DJ 28.8.98; 75.090, 1... T., 1....8.97, Pertence,
RTJ 165/258).
[...]”
(HC 85.702, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence.)
“[...]
1. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal no sentido de que não se sujeita o habeas corpus 'ao
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.186 / PE
Constituição Federal de 1988). Entendimento que afina com a
jurisprudência do Supremo tribunal Federal. Leiam-se, a propósito, as
seguintes ementas:
“HABEAS CORPUS. ACÓRDÃO DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE INDEFERIU MEDIDA
ANÁLOGA POR NÃO SER POSSÍVEL A UTILIZAÇÃO DO
WRIT COMO SUCEDÂNEO DO RECURSO ESPECIAL OU
COMO MEIO DE REVISÃO CRIMINAL DE DECISÃO DE
TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU.
Fundamento que não se sustenta, porquanto a decisão de
tribunal que conhece da apelação, em sentido amplo, interposta
pela defesa, substitui a sentença condenatória, tornando-se a
referida Corte coatora para todos os efeitos, na medida em que
houve a devolução plena da matéria relativa à ação penal.
habeas corpus concedido em parte para determinar que,
afastados os óbices suscitados, prossiga a Corte impetrada no
julgamento do writ.”
(HC 82.561, da relatoria do ministro Ilmar Galvão.)
“I. habeas corpus: competência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal:
pressupostos.
1. Cuidando-se de habeas corpus contra decisão de
apelação - que, em princípio, devolve ao tribunal o
conhecimento integral da causa - reputa-se competente
originariamente o Superior Tribunal de Justiça, ainda quando o fundamento da
impetração nem haja sido aventado no recurso ordinário, nem
dele se haja ocupado a decisão impugnada (v.g., HHCC 76.182,
23.6.98, 1... T., Pertence, DJ 28.8.98; 75.090, 1... T., 1....8.97, Pertence,
RTJ 165/258).
[...]”
(HC 85.702, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence.)
“[...]
1. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal no sentido de que não se sujeita o habeas corpus 'ao
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 112.186 / PE
requisito do prequestionamento na decisão impugnada',
bastando para o seu conhecimento 'que a coação seja imputável
ao órgão de gradação jurisdicional inferior, o que tanto ocorre
quando esse haja examinado e repelido a ilegalidade aventada,
quanto se se omite de decidir sobre a alegação do impetrante ou
sobre matéria sobre a qual, no âmbito de conhecimento da
causa a ele devolvida, se devesse pronunciar de ofício' (habeas
corpus n. 85.702, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 7.10.2005).
[...]”
(RHC 93.469, da relatoria da ministra Cármen Lúcia.)
8. Já me encaminhando para o desfecho deste voto, lembro que essa
forma de equacionar o tema também foi perfilhada por este nosso
Colegiado. Refiro-me ao HC 110.118, relator originário o ministro Ricardo
Lewandowski. Oportunidade em que a Turma acolheu pedido
semelhante da Defensoria Pública da União para determinar que a
superior instância conheça da impetração e se pronuncie quanto ao
mérito do pedido.
9. Por tudo quanto posto, concedo de logo a ordem, ficando
prejudicado o pedido de medida liminar. O que faço tão-somente para
determinar que a autoridade impetrada conheça e julgue, como entender
de direito, o pedido veiculado nos autos do HC 186.140.
10. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.186 / PE
requisito do prequestionamento na decisão impugnada',
bastando para o seu conhecimento 'que a coação seja imputável
ao órgão de gradação jurisdicional inferior, o que tanto ocorre
quando esse haja examinado e repelido a ilegalidade aventada,
quanto se se omite de decidir sobre a alegação do impetrante ou
sobre matéria sobre a qual, no âmbito de conhecimento da
causa a ele devolvida, se devesse pronunciar de ofício' (habeas
corpus n. 85.702, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 7.10.2005).
[...]”
(RHC 93.469, da relatoria da ministra Cármen Lúcia.)
8. Já me encaminhando para o desfecho deste voto, lembro que essa
forma de equacionar o tema também foi perfilhada por este nosso
Colegiado. Refiro-me ao HC 110.118, relator originário o ministro Ricardo
Lewandowski. Oportunidade em que a Turma acolheu pedido
semelhante da Defensoria Pública da União para determinar que a
superior instância conheça da impetração e se pronuncie quanto ao
mérito do pedido.
9. Por tudo quanto posto, concedo de logo a ordem, ficando
prejudicado o pedido de medida liminar. O que faço tão-somente para
determinar que a autoridade impetrada conheça e julgue, como entender
de direito, o pedido veiculado nos autos do HC 186.140.
10. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.186
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem concedida para determinar que a autoridade
impetrada conheça e julgue, como entender de direito, o pedido
veiculado nos autos do HC 186.140, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.186
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : ERONILDES MENDES DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE AUGUSTO BRANCO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem concedida para determinar que a autoridade
impetrada conheça e julgue, como entender de direito, o pedido
veiculado nos autos do HC 186.140, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 112 . 186",
"HC 186 . 140 .",
"HC 186 . 140",
"HC 112 . 186 / PE",
"HC 112 . 186 / PE",
"HABEAS CORPUS 112 . 186",
"HABEAS CORPUS 112 . 186",
"HC 112 . 186 / PE",
"HC 112 . 186 / PE",
"HABEAS CORPUS 112 . 186",
"HABEAS CORPUS 112 . 186",
"HC 112 . 186 / PE",
"HC 82 . 561",
"HHCC 76 . 182 ,",
"HC 85 . 702",
"HC 112 . 186 / PE",
"HC 82 . 561",
"HHCC 76 . 182 , 23 .",
"HC 85 . 702",
"HC 112 . 186 / PE",
"habeas corpus n . 85 . 702",
"RHC 93 . 469",
"HC 110 . 118",
"HC 186 . 140 . 10",
"HC 112 . 186 / PE",
"habeas corpus n . 85 . 702",
"RHC 93 . 469",
"HC 110 . 118",
"HC 186 . 140 . 10",
"HABEAS CORPUS 112 . 186",
"HABEAS CORPUS 112 . 186",
"HC 186 . 140"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 105 da Constituição Federal de 1988",
"alínea “ c ” do inciso I do art . 105 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição .",
"art . 105 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 105 da Constituição Federal de 1988",
"alínea “ c ” do inciso I do art . 105 da Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Casa Superior de Justiça",
"Marinha",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Casa superior de justiça",
"Marinha",
"Exército",
"Aeronáutica",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Casa superior de justiça",
"Marinha",
"Exército",
"Aeronáutica",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo tribunal Federal",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo tribunal Federal",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Defensoria Pública da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Defensoria Pública da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"ERONILDES MENDES DA SILVA",
"JOSE AUGUSTO BRANCO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"ERONILDES MENDES DA SILVA",
"JOSE AUGUSTO BRANCO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"ERONILDES MENDES DA SILVA",
"JOSE AUGUSTO BRANCO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Ilmar Galvão",
"Sepúlveda Pertence",
"Ilmar Galvão .",
"Sepúlveda Pertence",
"AYRES BRITTO",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"AYRES BRITTO",
"ERONILDES MENDES DA SILVA",
"JOSE AUGUSTO BRANCO",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"ERONILDES MENDES DA SILVA",
"JOSE AUGUSTO BRANCO",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"98",
"28",
".",
"8",
".",
"98",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"98",
"28",
".",
"8",
".",
"98",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"10",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"10",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S)
:AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S)
:MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. 3.
Compensação de tributos federais com apólices da dívida pública.
Prescrição. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750130.
Supremo Tribunal Federal
DJe 05/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S)
:AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S)
:MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de fls. 200-201, que negou seguimento a
agravo de instrumento, com fundamento na jurisprudência da Corte
segundo a qual a controvérsia relativa à compensação de tributos federais
com apólices da dívida pública reveste-se de índole infraconstitucional.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, violação aos artigos
5º, caput, XXIII e XXXVI; 37; e 179, XXII e XXIII, do texto constitucional.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750131.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S)
:AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S)
:MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de fls. 200-201, que negou seguimento a
agravo de instrumento, com fundamento na jurisprudência da Corte
segundo a qual a controvérsia relativa à compensação de tributos federais
com apólices da dívida pública reveste-se de índole infraconstitucional.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, violação aos artigos
5º, caput, XXIII e XXXVI; 37; e 179, XXII e XXIII, do texto constitucional.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte segundo a qual a
controvérsia relativa à compensação de tributos federais com apólices da
dívida pública reveste-se de índole infraconstitucional. Isso porque o
Tribunal de origem decidiu pela ocorrência da prescrição de apólices da
dívida pública à luz dos decretos-leis 236/67 e 396/68, donde se conclui
que eventual ofensa à Constituição Federal, acaso existente, dar-se-ia de
maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Cito, a propósito, os seguintes precedentes: AI-AgR 762.987, rel. Min.
Eros Grau, Segunda Turma, DJe 11.12.2009; AI-AgR 639.000, rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 8.5.2009; RE-AgR 405.320, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 6.8.2004; e o AI-AgR 765.297, rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 5.2.2010, este último com acórdão
assim ementado:
AGRAVO REGIMENTAL. RESGATE DE TÍTULOS DA
DÍVIDA PÚBLICA EMITIDOS NO INÍCIO DO SÉCULO XX.
PRESCRIÇÃO.
REEXAME
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/STF. Para se chegar a conclusão diversa daquela a
que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os
fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279/STF. Necessidade
de exame prévio de norma infraconstitucional para a
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte segundo a qual a
controvérsia relativa à compensação de tributos federais com apólices da
dívida pública reveste-se de índole infraconstitucional. Isso porque o
Tribunal de origem decidiu pela ocorrência da prescrição de apólices da
dívida pública à luz dos decretos-leis 236/67 e 396/68, donde se conclui
que eventual ofensa à Constituição Federal, acaso existente, dar-se-ia de
maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Cito, a propósito, os seguintes precedentes: AI-AgR 762.987, rel. Min.
Eros Grau, Segunda Turma, DJe 11.12.2009; AI-AgR 639.000, rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 8.5.2009; RE-AgR 405.320, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 6.8.2004; e o AI-AgR 765.297, rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 5.2.2010, este último com acórdão
assim ementado:
AGRAVO REGIMENTAL. RESGATE DE TÍTULOS DA
DÍVIDA PÚBLICA EMITIDOS NO INÍCIO DO SÉCULO XX.
PRESCRIÇÃO.
REEXAME
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/STF. Para se chegar a conclusão diversa daquela a
que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os
fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279/STF. Necessidade
de exame prévio de norma infraconstitucional para a
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 834.353 AGR / DF
verificação de contrariedade ao Texto Maior. Ofensa reflexa ou
indireta à Constituição. Inexistência de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, porquanto o acórdão recorrido está devidamente
fundamentado, ainda que com sua fundamentação não
concorde a parte ora agravante. Agravo regimental a que se
nega provimento.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 834.353 AGR / DF
verificação de contrariedade ao Texto Maior. Ofensa reflexa ou
indireta à Constituição. Inexistência de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, porquanto o acórdão recorrido está devidamente
fundamentado, ainda que com sua fundamentação não
concorde a parte ora agravante. Agravo regimental a que se
nega provimento.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S) : AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S) : MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S) : AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S) : MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1791829
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-05T00:00:00
|
negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. 3. Compensação de tributos federais com apólices da dívida pública. Prescrição. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205302
|
- Acórdãos citados: AI 762987 AgR, AI 639000 AgR, RE 405320 AgR, AI 765297 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 29/03/2012, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
834353
|
[
"LEG-FED DEL-000236 ANO-1967\r\n DECRETO-LEI\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-000396 ANO-1668\r\n DECRETO-LEI"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 834353 AgR
|
[
""
] |
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
AGTE.(S) : SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S) : AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
ADV.(A/S) : MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S)
:AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S)
:MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. 3.
Compensação de tributos federais com apólices da dívida pública.
Prescrição. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 05/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S)
:AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S)
:MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de fls. 200-201, que negou seguimento a
agravo de instrumento, com fundamento na jurisprudência da Corte
segundo a qual a controvérsia relativa à compensação de tributos federais
com apólices da dívida pública reveste-se de índole infraconstitucional.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, violação aos artigos
5..., caput, XXIII e XXXVI; 37; e 179, XXII e XXIII, do texto constitucional.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S)
:AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S)
:MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de fls. 200-201, que negou seguimento a
agravo de instrumento, com fundamento na jurisprudência da Corte
segundo a qual a controvérsia relativa à compensação de tributos federais
com apólices da dívida pública reveste-se de índole infraconstitucional.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, violação aos artigos
5..., caput, XXIII e XXXVI; 37; e 179, XXII e XXIII, do texto constitucional.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte segundo a qual a
controvérsia relativa à compensação de tributos federais com apólices da
dívida pública reveste-se de índole infraconstitucional. Isso porque o
Tribunal de origem decidiu pela ocorrência da prescrição de apólices da
dívida pública à luz dos decretos-leis 236/67 e 396/68, donde se conclui
que eventual ofensa à Constituição Federal, acaso existente, dar-se-ia de
maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Cito, a propósito, os seguintes precedentes: AI-AgR 762.987, rel. Min.
Eros Grau, Segunda Turma, DJe 11.12.2009; AI-AgR 639.000, rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 8.5.2009; Recurso Extraordinário-AgR 405.320, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 6.8.2004; e o AI-AgR 765.297, rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 5.2.2010, este último com acórdão
assim ementado:
AGRAVO REGIMENTAL. RESGATE DE TÍTULOS DA
DÍVIDA PÚBLICA EMITIDOS NO INÍCIO DO SÉCULO XX.
PRESCRIÇÃO.
REEXAME
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Para se chegar a conclusão diversa daquela a
que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os
fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Necessidade
de exame prévio de norma infraconstitucional para a
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750132.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte segundo a qual a
controvérsia relativa à compensação de tributos federais com apólices da
dívida pública reveste-se de índole infraconstitucional. Isso porque o
Tribunal de origem decidiu pela ocorrência da prescrição de apólices da
dívida pública à luz dos decretos-leis 236/67 e 396/68, donde se conclui
que eventual ofensa à Constituição Federal, acaso existente, dar-se-ia de
maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Cito, a propósito, os seguintes precedentes: AI-AgR 762.987, rel. Min.
Eros Grau, Segunda Turma, DJe 11.12.2009; AI-AgR 639.000, rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 8.5.2009; Recurso Extraordinário-AgR 405.320, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 6.8.2004; e o AI-AgR 765.297, rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 5.2.2010, este último com acórdão
assim ementado:
AGRAVO REGIMENTAL. RESGATE DE TÍTULOS DA
DÍVIDA PÚBLICA EMITIDOS NO INÍCIO DO SÉCULO XX.
PRESCRIÇÃO.
REEXAME
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Para se chegar a conclusão diversa daquela a
que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os
fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Necessidade
de exame prévio de norma infraconstitucional para a
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 834.353 AGR / DF
verificação de contrariedade ao Texto Maior. Ofensa reflexa ou
indireta à Constituição. Inexistência de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, porquanto o acórdão recorrido está devidamente
fundamentado, ainda que com sua fundamentação não
concorde a parte ora agravante. Agravo regimental a que se
nega provimento.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750132.
Supremo Tribunal Federal
AI 834.353 AGR / DF
verificação de contrariedade ao Texto Maior. Ofensa reflexa ou
indireta à Constituição. Inexistência de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, porquanto o acórdão recorrido está devidamente
fundamentado, ainda que com sua fundamentação não
concorde a parte ora agravante. Agravo regimental a que se
nega provimento.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750132.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S) : AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S) : MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787800
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.353
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S/A
ADV.(A/S) : AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO
ADV.(A/S) : MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 353",
"AI",
"-",
"AgR 762 . 987",
"AI",
"-",
"AgR 639 . 000",
"Recurso Extraordinário - AgR 405 . 320",
"AI",
"-",
"AgR 765 . 297",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 353",
"AI",
"-",
"AgR 762 . 987",
"AI",
"-",
"AgR 639 . 000",
"Recurso Extraordinário - AgR 405 . 320",
"AI",
"-",
"AgR 765 . 297",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 834 . 353 AGR",
"AI 834 . 353 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 353",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 353"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput , XXIII e XXXVI ; 37 ; e 179 , XXII e XXIII , do texto constitucional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"decretos",
"-",
"leis 236 / 67",
"396",
"/",
"68",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"decretos",
"-",
"leis 236 / 67",
"396",
"/",
"68",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Texto",
"Maior",
"Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Texto Maior",
"Constituição",
".",
"93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S / A",
"UNIÃO",
"FAZENDA NACIONAL",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S / A",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SÃO",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S / A",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SÃO LUIZ AGROINDUSTRIAL S / A",
"UNIÃO",
"FAZENDA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO",
"MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO",
"MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO",
"MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"GILMAR MENDES",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO",
"MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"MÔNICA AUGUSTA FLORENTINO",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"8",
".",
"5",
".",
"2009",
"6",
".",
"8",
".",
"2004",
"5",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"8",
".",
"5",
".",
"2009",
"6",
".",
"8",
".",
"2004",
"5",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS CORPUS. DOSIMETRIA DA PENA.
CONCURSOS DE CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E AGRAVANTES.
PREPONDERÂNCIA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. COMPENSAÇÃO
COM A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. ORDEM CONCEDIDA.
1. A Constituição Federal assegura aos presos o direito ao silêncio
(inciso LXIII do art. 5º). Nessa mesma linha de orientação, o Pacto
Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (Pacto de São José da Costa
Rica) institucionaliza o princípio da “não-auto-incriminação” (nemo
tenetur se detegere). Esse direito subjetivo de não se auto-incriminar
constitui uma das mais eminentes formas de densificação da garantia do
devido processo penal e do direito à presunção de não-culpabilidade
(inciso LVII do art. 5º da Constituição Federal). A revelar, primeiro, que o
processo penal é o espaço de atuação apropriada para o órgão de
acusação demonstrar por modo robusto a autoria e a materialidade do
delito. Órgão que não pode se esquivar da incumbência de fazer da
instrução criminal a sua estratégia oportunidade de produzir material
probatório substancialmente sólido em termos de comprovação da
existência de fato típico e ilícito, além da culpabilidade do acusado.
2. A presunção de não-culpabilidade trata, mais do que de uma
garantia, de um direito substantivo. Direito material que tem por
conteúdo a presunção de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico
substantivamente tutelado pela Constituição; ou seja, a presunção de
não-culpabilidade como o próprio conteúdo de um direito substantivo de
matriz constitucional. Logo, o direito à presunção de não-culpabilidade é
situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva
do que a simples presunção de inocência.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 19/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
HC 101.909 / MG
3. O Supremo Tribunal Federal tem entendido que não se pode
relacionar a personalidade do agente (ou toda uma crônica de vida) com
a descrição, por esse mesmo agente, dos fatos delitivos que lhe são
debitados (HC 102.486, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; HC 99.446,
da relatoria da ministra Ellen Gracie). Por outra volta, não se pode perder
de vista o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em
matéria penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou
insimilar, irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um
universo à parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique
– pena, prisão, progressão de regime penitenciário, liberdade provisória,
conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de
exibir o timbre da personalização. Quero dizer: tudo tem que ser
personalizado na concreta aplicação do direito constitucional-penal,
porque a própria Constituição é que se deseja assim orteguianamente
aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou
Ortega Y Gasset). E como estamos a cuidar de dosimetria da pena, mais
fortemente se deve falar em personalização.
4. Nessa ampla moldura, a assunção da responsabilidade pelo
fato-crime, por aquele que tem a seu favor o direito a não se
auto-incriminar, revela a consciência do descumprimento de uma norma
social (e de suas consequências), não podendo, portanto, ser dissociada
da noção de personalidade.
5. No caso concreto, a leitura da sentença penal condenatória revela
que a confissão do paciente, em conjunto com as provas apuradas sob o
contraditório, embasou o juízo condenatório. Mais do que isso: as
palavras dos acusados (entre eles o ora paciente) foram usadas pelo
magistrado sentenciante para rechaçar a tese defensiva de delito
meramente tentado. É dizer: a confissão do paciente contribuiu
efetivamente para sua condenação e afastou as chances de
reconhecimento da tese alinhavada pela própria defesa técnica (tese de
não consumação do crime). O que reforça a necessidade de desembaraçar
o usufruto máximo à sanção premial da atenuante. Assumindo para com
ele, paciente, uma postura de lealdade (esse vívido conteúdo do princípio
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.909 / MG
3. O Supremo Tribunal Federal tem entendido que não se pode
relacionar a personalidade do agente (ou toda uma crônica de vida) com
a descrição, por esse mesmo agente, dos fatos delitivos que lhe são
debitados (HC 102.486, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; HC 99.446,
da relatoria da ministra Ellen Gracie). Por outra volta, não se pode perder
de vista o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em
matéria penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou
insimilar, irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um
universo à parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique
– pena, prisão, progressão de regime penitenciário, liberdade provisória,
conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de
exibir o timbre da personalização. Quero dizer: tudo tem que ser
personalizado na concreta aplicação do direito constitucional-penal,
porque a própria Constituição é que se deseja assim orteguianamente
aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou
Ortega Y Gasset). E como estamos a cuidar de dosimetria da pena, mais
fortemente se deve falar em personalização.
4. Nessa ampla moldura, a assunção da responsabilidade pelo
fato-crime, por aquele que tem a seu favor o direito a não se
auto-incriminar, revela a consciência do descumprimento de uma norma
social (e de suas consequências), não podendo, portanto, ser dissociada
da noção de personalidade.
5. No caso concreto, a leitura da sentença penal condenatória revela
que a confissão do paciente, em conjunto com as provas apuradas sob o
contraditório, embasou o juízo condenatório. Mais do que isso: as
palavras dos acusados (entre eles o ora paciente) foram usadas pelo
magistrado sentenciante para rechaçar a tese defensiva de delito
meramente tentado. É dizer: a confissão do paciente contribuiu
efetivamente para sua condenação e afastou as chances de
reconhecimento da tese alinhavada pela própria defesa técnica (tese de
não consumação do crime). O que reforça a necessidade de desembaraçar
o usufruto máximo à sanção premial da atenuante. Assumindo para com
ele, paciente, uma postura de lealdade (esse vívido conteúdo do princípio
2
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
HC 101.909 / MG
que, na cabeça do art. 37 da Constituição, toma o explícito nome de
moralidade).
6. Ordem concedida para reconhecer o caráter preponderante da
confissão espontânea e determinar ao Juízo Processante que
redimensione a pena imposta ao paciente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder o habeas
corpus para reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e
determinar ao Juízo Processante que, nestes termos, redimensione a pena
imposta ao paciente. O que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.909 / MG
que, na cabeça do art. 37 da Constituição, toma o explícito nome de
moralidade).
6. Ordem concedida para reconhecer o caráter preponderante da
confissão espontânea e determinar ao Juízo Processante que
redimensione a pena imposta ao paciente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder o habeas
corpus para reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e
determinar ao Juízo Processante que, nestes termos, redimensione a pena
imposta ao paciente. O que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus contra acórdão do Superior Tribunal de
Justiça. Acórdão que exibe a seguinte ementa:
“PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ROUBO
CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA. REINCIDÊNCIA.
PREPONDERÂNCIA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO
ESPONTÂNEA. ORDEM DENEGADA.
1. Eventual constrangimento ilegal na aplicação da pena,
passível de ser sanado por meio de habeas corpus, depende,
necessariamente, da demonstração inequívoca de ofensa aos
critérios legais que regem a dosimetria da resposta penal, de
ausência de fundamentação ou de flagrante injustiça.
2. A agravante da reincidência deve ser considerada como
circunstância preponderante, atendendo ao disposto no art. 67
do Código Penal, quando em concurso com a atenuante da
confissão espontânea. Precedentes do STJ.
3. Ordem denegada.”
2. Pois bem, a Defensoria Pública da União postula a “compensação da
agravante da reincidência com a atenuante da confissão”. Isto sob a alegação
de que a confissão espontânea é indicativa de traço da personalidade do
agente e, por isso, é de ser considerada circunstância preponderante, nos
termos do art. 67 do Código Penal. Daí o pedido de concessão da ordem
para reduzir a pena imposta ao paciente pelo delito de roubo
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus contra acórdão do Superior Tribunal de
Justiça. Acórdão que exibe a seguinte ementa:
“PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ROUBO
CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA. REINCIDÊNCIA.
PREPONDERÂNCIA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO
ESPONTÂNEA. ORDEM DENEGADA.
1. Eventual constrangimento ilegal na aplicação da pena,
passível de ser sanado por meio de habeas corpus, depende,
necessariamente, da demonstração inequívoca de ofensa aos
critérios legais que regem a dosimetria da resposta penal, de
ausência de fundamentação ou de flagrante injustiça.
2. A agravante da reincidência deve ser considerada como
circunstância preponderante, atendendo ao disposto no art. 67
do Código Penal, quando em concurso com a atenuante da
confissão espontânea. Precedentes do STJ.
3. Ordem denegada.”
2. Pois bem, a Defensoria Pública da União postula a “compensação da
agravante da reincidência com a atenuante da confissão”. Isto sob a alegação
de que a confissão espontânea é indicativa de traço da personalidade do
agente e, por isso, é de ser considerada circunstância preponderante, nos
termos do art. 67 do Código Penal. Daí o pedido de concessão da ordem
para reduzir a pena imposta ao paciente pelo delito de roubo
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
HC 101.909 / MG
circunstanciado.
3. Para encerrar este relato da causa, anoto que, à falta de pedido de
medida liminar, e estando o processo devidamente instruído, abri vista
dos autos à Procuradoria-Geral da República. Órgão que opinou pelo
indeferimento da ordem.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.909 / MG
circunstanciado.
3. Para encerrar este relato da causa, anoto que, à falta de pedido de
medida liminar, e estando o processo devidamente instruído, abri vista
dos autos à Procuradoria-Geral da República. Órgão que opinou pelo
indeferimento da ordem.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. AYRES BRITTO
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Consoante relatado, o caso é saber se a confissão espontânea é, ou
não, circunstância atenuante relacionada à personalidade do agente e,
portanto, preponderante, nos termos do art. 67 do Código Penal, in verbis:
“Art. 67 - No concurso de agravantes e atenuantes, a pena
deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias
preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos
motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e
da reincidência.”
6. Na busca por uma consistente resposta, lembro que a Constituição
Federal assegura aos presos o direito ao silêncio: “o preso será informado de
seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência da família e de advogado” (inciso LXIII do art. 5º). Nessa mesma
linha de orientação, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos
(Pacto de São José da Costa Rica) institucionaliza o princípio da
“não-auto-incriminação” (nemo tenetur se detegere). Confira-se:
“Toda pessoa acusada de um delito terá direito, em plena
igualdade, a, pelo menos, as seguintes garantias:
[...]
g) de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a
declarar-se culpada”.
(Artigo 8, 2, g.)
7. Esse direito subjetivo de não se auto-incriminar constitui uma das
mais eminentes formas de densificação da garantia do devido processo
penal e do direito à presunção de não-culpabilidade (inciso LVII do art. 5º
da Constituição Federal). A revelar, primeiro, que o processo penal é o
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Consoante relatado, o caso é saber se a confissão espontânea é, ou
não, circunstância atenuante relacionada à personalidade do agente e,
portanto, preponderante, nos termos do art. 67 do Código Penal, in verbis:
“Art. 67 - No concurso de agravantes e atenuantes, a pena
deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias
preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos
motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e
da reincidência.”
6. Na busca por uma consistente resposta, lembro que a Constituição
Federal assegura aos presos o direito ao silêncio: “o preso será informado de
seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência da família e de advogado” (inciso LXIII do art. 5º). Nessa mesma
linha de orientação, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos
(Pacto de São José da Costa Rica) institucionaliza o princípio da
“não-auto-incriminação” (nemo tenetur se detegere). Confira-se:
“Toda pessoa acusada de um delito terá direito, em plena
igualdade, a, pelo menos, as seguintes garantias:
[...]
g) de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a
declarar-se culpada”.
(Artigo 8, 2, g.)
7. Esse direito subjetivo de não se auto-incriminar constitui uma das
mais eminentes formas de densificação da garantia do devido processo
penal e do direito à presunção de não-culpabilidade (inciso LVII do art. 5º
da Constituição Federal). A revelar, primeiro, que o processo penal é o
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espaço de atuação apropriada para o órgão de acusação demonstrar por
modo robusto a autoria e a materialidade do delito. Órgão que não pode
se esquivar da incumbência de fazer da instrução criminal a sua estratégia
oportunidade de produzir material probatório substancialmente sólido
em termos de comprovação da existência de fato típico e ilícito, além da
culpabilidade do acusado.
8. Como já afirmei em outras oportunidades, penso que esse
dispositivo constitucional trata, mais do que de uma garantia, de um
direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção
de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela
Constituição; ou seja, a presunção de não-culpabilidade como o próprio
conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo,
enquanto não sobrevém o trânsito em julgado de sentença penal
condenatória, o indivíduo permanece investido nesse direito material à
presunção de não-culpabilidade. Não foi por acaso que a Constituição
preferiu a locução presunção de não-culpabilidade ao fraseado presunção
de inocência. É que a presunção de inocência é muito carregada de
sentido coloquial. Todos nós dizemos assim prosaicamente: “o homem é
inocente até prova em contrário”. A Constituição não se contentou com isso.
O indivíduo é inocente, não só até prova em contrário. Para que ele deixe
de ser inocente é necessário que a prova contra sua não-culpabilidade seja
validamente produzida em Juízo, debaixo do devido processo legal, a
incorporar as garantias do contraditório e da ampla defesa e, afinal,
acolhida, na sua robustez, por uma sentença penal que alcance essa fase
última do trânsito em julgado. Tudo isso conjugadamente, para vitalizar o
encarecido direito à presunção de não culpabilidade. Portanto, esse
direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda
mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção
de inocência.
9. Nessa contextura, o chamado réu confesso assume uma postura
sobremodo incomum: afasta-se do próprio instinto do
auto-acobertamento individual e, eventualmente grupal, para colaborar
com a elucidação dos fatos. Donde a previsão legal de atenuação da pena
2
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espaço de atuação apropriada para o órgão de acusação demonstrar por
modo robusto a autoria e a materialidade do delito. Órgão que não pode
se esquivar da incumbência de fazer da instrução criminal a sua estratégia
oportunidade de produzir material probatório substancialmente sólido
em termos de comprovação da existência de fato típico e ilícito, além da
culpabilidade do acusado.
8. Como já afirmei em outras oportunidades, penso que esse
dispositivo constitucional trata, mais do que de uma garantia, de um
direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção
de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela
Constituição; ou seja, a presunção de não-culpabilidade como o próprio
conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo,
enquanto não sobrevém o trânsito em julgado de sentença penal
condenatória, o indivíduo permanece investido nesse direito material à
presunção de não-culpabilidade. Não foi por acaso que a Constituição
preferiu a locução presunção de não-culpabilidade ao fraseado presunção
de inocência. É que a presunção de inocência é muito carregada de
sentido coloquial. Todos nós dizemos assim prosaicamente: “o homem é
inocente até prova em contrário”. A Constituição não se contentou com isso.
O indivíduo é inocente, não só até prova em contrário. Para que ele deixe
de ser inocente é necessário que a prova contra sua não-culpabilidade seja
validamente produzida em Juízo, debaixo do devido processo legal, a
incorporar as garantias do contraditório e da ampla defesa e, afinal,
acolhida, na sua robustez, por uma sentença penal que alcance essa fase
última do trânsito em julgado. Tudo isso conjugadamente, para vitalizar o
encarecido direito à presunção de não culpabilidade. Portanto, esse
direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda
mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção
de inocência.
9. Nessa contextura, o chamado réu confesso assume uma postura
sobremodo incomum: afasta-se do próprio instinto do
auto-acobertamento individual e, eventualmente grupal, para colaborar
com a elucidação dos fatos. Donde a previsão legal de atenuação da pena
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daquele que, espontaneamente, confessa o delito. Confira-se, a propósito,
a alínea “d” do inciso III do art. 65 do Código Penal, in verbis:
“São circunstâncias que sempre atenuam a pena:
[...]
III- ter o agente:
[...]
d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a
autoria do crime.”
10. Dito isso, avanço para anotar que o art. 67 do Código Penal
define as chamadas circunstâncias legais (atenuantes e agravantes)
preponderantes, a saber: a reincidência, os motivos determinantes do
crime e aquelas relacionadas à personalidade do agente. Vetores, esses,
que, no concurso de agravantes e atenuantes, terão maior importância na
fixação da chamada pena provisória.
11. E o que diz a impetrante? Fala que a confissão espontânea indica
lado positivo da personalidade do agente, sendo, portanto, englobada
pela letra do art. 67 do Código Penal.
12. Muito bem. Encontrei na jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal decisões em sentido diametralmente oposto ao pedido defensivo.
Ambas as Turmas julgadoras têm entendido que não se pode relacionar a
personalidade do agente (ou toda uma crônica de vida) com a descrição,
por esse mesmo agente, dos fatos delitivos que lhe são debitados. Eu
mesmo, ainda na Primeira Turma, acompanhei esse posicionamento, ao
votar com a relatora do HC 102.4861, ministra Cármen Lúcia. Na
oportunidade, disse Sua Excelência:
“A confissão espontânea é ato posterior ao cometimento
do crime e não tem nenhuma relação com ele, mas, tão somente,
com o interesse pessoal e a conveniência do réu durante o
desenvolvimento do processo penal, motivo pelo qual não se
inclui no caráter subjetivo dos motivos determinantes do crime
ou na personalidade do agente.”
1
Julgamento no qual acompanhei o voto de Sua Excelência.
3
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daquele que, espontaneamente, confessa o delito. Confira-se, a propósito,
a alínea “d” do inciso III do art. 65 do Código Penal, in verbis:
“São circunstâncias que sempre atenuam a pena:
[...]
III- ter o agente:
[...]
d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a
autoria do crime.”
10. Dito isso, avanço para anotar que o art. 67 do Código Penal
define as chamadas circunstâncias legais (atenuantes e agravantes)
preponderantes, a saber: a reincidência, os motivos determinantes do
crime e aquelas relacionadas à personalidade do agente. Vetores, esses,
que, no concurso de agravantes e atenuantes, terão maior importância na
fixação da chamada pena provisória.
11. E o que diz a impetrante? Fala que a confissão espontânea indica
lado positivo da personalidade do agente, sendo, portanto, englobada
pela letra do art. 67 do Código Penal.
12. Muito bem. Encontrei na jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal decisões em sentido diametralmente oposto ao pedido defensivo.
Ambas as Turmas julgadoras têm entendido que não se pode relacionar a
personalidade do agente (ou toda uma crônica de vida) com a descrição,
por esse mesmo agente, dos fatos delitivos que lhe são debitados. Eu
mesmo, ainda na Primeira Turma, acompanhei esse posicionamento, ao
votar com a relatora do HC 102.4861, ministra Cármen Lúcia. Na
oportunidade, disse Sua Excelência:
“A confissão espontânea é ato posterior ao cometimento
do crime e não tem nenhuma relação com ele, mas, tão somente,
com o interesse pessoal e a conveniência do réu durante o
desenvolvimento do processo penal, motivo pelo qual não se
inclui no caráter subjetivo dos motivos determinantes do crime
ou na personalidade do agente.”
1
Julgamento no qual acompanhei o voto de Sua Excelência.
3
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 101.909 / MG
(Trecho do voto condutor do acórdão.)
13. Nesse ritmo interpretativo, encontrei também o HC 99.446, da
relatoria da ministra Ellen Gracie. Julgado de cuja ementa reproduzo o
seguinte:
“[...] Corretas as razões do parecer da Procuradoria-Geral
da República ao concluir que o artigo 67 do Código Penal é
claro 'ao dispor sobre a preponderância da reincidência sobre
outras circunstâncias, dentre as quais enquadram-se a confissão
espontânea. Afinal, a confissão não está associada aos motivos
determinantes do crime, e - por diferir em muito do
arrependimento - também não está relacionada à personalidade
do agente, tratando-se apenas de postura adotada pelo réu de
acordo com a conveniência e estratégia para sua defesa'. 5. Não
há ilegalidade quando a circunstância agravante da reincidência
prevalece sobre a atenuante da confissão espontânea na
aplicação da pena. Nestes termos, HC 71.094/SP, rel. Min.
Francisco Rezek, Segunda Turma, unânime, DJ 04.08.95. 6.
Habeas corpus denegado.”
14. Nada obstante, prossegui meditando sobre o tema e hoje alcanço
uma diferente compreensão das coisas. É que não se pode perder de vista
o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria
penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar,
irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à
parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão,
progressão de regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da
pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o
timbre da personalização. Quero dizer: tudo tem que ser personalizado
na concreta aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria
Constituição é que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do
“Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset). E
como estamos a cuidar de dosimetria da pena, mais fortemente se deve
falar em personalização.
4
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(Trecho do voto condutor do acórdão.)
13. Nesse ritmo interpretativo, encontrei também o HC 99.446, da
relatoria da ministra Ellen Gracie. Julgado de cuja ementa reproduzo o
seguinte:
“[...] Corretas as razões do parecer da Procuradoria-Geral
da República ao concluir que o artigo 67 do Código Penal é
claro 'ao dispor sobre a preponderância da reincidência sobre
outras circunstâncias, dentre as quais enquadram-se a confissão
espontânea. Afinal, a confissão não está associada aos motivos
determinantes do crime, e - por diferir em muito do
arrependimento - também não está relacionada à personalidade
do agente, tratando-se apenas de postura adotada pelo réu de
acordo com a conveniência e estratégia para sua defesa'. 5. Não
há ilegalidade quando a circunstância agravante da reincidência
prevalece sobre a atenuante da confissão espontânea na
aplicação da pena. Nestes termos, HC 71.094/SP, rel. Min.
Francisco Rezek, Segunda Turma, unânime, DJ 04.08.95. 6.
Habeas corpus denegado.”
14. Nada obstante, prossegui meditando sobre o tema e hoje alcanço
uma diferente compreensão das coisas. É que não se pode perder de vista
o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria
penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar,
irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à
parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão,
progressão de regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da
pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o
timbre da personalização. Quero dizer: tudo tem que ser personalizado
na concreta aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria
Constituição é que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do
“Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset). E
como estamos a cuidar de dosimetria da pena, mais fortemente se deve
falar em personalização.
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 101.909 / MG
15. Nessa moldura, penso que a assunção da responsabilidade pelo
fato-crime, por aquele que tem a seu favor o direito a não se
auto-incriminar, revela a consciência do descumprimento de uma norma
social (e de suas consequências), não podendo, portanto, ser dissociada
da noção de personalidade. Até porque, segundo ponderou Basileu
Garcia (Instituições de Direito Penal, vol. I, tomo II, p. 487):
“O agente que confessa, espontaneamente, perante a
autoridade, a autoria do crime que praticou […] denota, em
regra, possuir sentimentos morais que o distinguem da massa
comum dos criminosos. Ou quer evitar que um inocente seja
imerecidamente castigado, ou se arrependeu sinceramente, ou,
mesmo não arrependido, reconhece a soberania da ação da
justiça – à qual se sujeita, colaborando com ela.”
16. Essa maneira de parametrar a questão não é estranha à
jurisprudência do próprio Superior de Justiça, que, por sua Sexta Turma,
no julgamento do HC 94.051, inaugurou uma série de julgados no sentido
da preponderância da atenuante da confissão espontânea. Eis a ementa
desse leading case:
“PENAL – HABEAS CORPUS – ROUBO MAJORADO –
PENA-BASE FIXADA ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO –
EXAME
DESFAVORÁVEL DAS
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS REFERENTES AO AGENTE – REINCIDÊNCIA –
CONFISSÃO ESPONTÂNEA – COMPENSAÇÃO –
POSSIBILIDADE
–
CIRCUNSTÂNCIAS
LEGAIS
IGUALMENTE PREPONDERANTES – TENTATIVA –
REDUÇÃO MÍNIMA – EXECUÇÃO DO DELITO QUE SE
APROXIMOU
DA
CONSUMAÇÃO
–
ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA PARA COMPENSAR A
AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA COM A ATENUANTE DA
CONFISSÃO ESPONTÂNEA, EXCLUINDO O AUMENTO
PELA PRIMEIRA, DETERMINANDO A REESTRUTURAÇÃO
DA PENA IMPOSTA.
5
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15. Nessa moldura, penso que a assunção da responsabilidade pelo
fato-crime, por aquele que tem a seu favor o direito a não se
auto-incriminar, revela a consciência do descumprimento de uma norma
social (e de suas consequências), não podendo, portanto, ser dissociada
da noção de personalidade. Até porque, segundo ponderou Basileu
Garcia (Instituições de Direito Penal, vol. I, tomo II, p. 487):
“O agente que confessa, espontaneamente, perante a
autoridade, a autoria do crime que praticou […] denota, em
regra, possuir sentimentos morais que o distinguem da massa
comum dos criminosos. Ou quer evitar que um inocente seja
imerecidamente castigado, ou se arrependeu sinceramente, ou,
mesmo não arrependido, reconhece a soberania da ação da
justiça – à qual se sujeita, colaborando com ela.”
16. Essa maneira de parametrar a questão não é estranha à
jurisprudência do próprio Superior de Justiça, que, por sua Sexta Turma,
no julgamento do HC 94.051, inaugurou uma série de julgados no sentido
da preponderância da atenuante da confissão espontânea. Eis a ementa
desse leading case:
“PENAL – HABEAS CORPUS – ROUBO MAJORADO –
PENA-BASE FIXADA ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO –
EXAME
DESFAVORÁVEL DAS
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS REFERENTES AO AGENTE – REINCIDÊNCIA –
CONFISSÃO ESPONTÂNEA – COMPENSAÇÃO –
POSSIBILIDADE
–
CIRCUNSTÂNCIAS
LEGAIS
IGUALMENTE PREPONDERANTES – TENTATIVA –
REDUÇÃO MÍNIMA – EXECUÇÃO DO DELITO QUE SE
APROXIMOU
DA
CONSUMAÇÃO
–
ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA PARA COMPENSAR A
AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA COM A ATENUANTE DA
CONFISSÃO ESPONTÂNEA, EXCLUINDO O AUMENTO
PELA PRIMEIRA, DETERMINANDO A REESTRUTURAÇÃO
DA PENA IMPOSTA.
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HC 101.909 / MG
I. A análise em boa parte desfavorável das circunstâncias
judiciais referentes ao acusado permite a fixação de sua
pena-base acima do patamar mínimo.
II. A atenuante genérica da confissão espontânea e a
agravante genérica da reincidência são igualmente
preponderantes, nos termos do artigo 67, do Código Penal,
porquanto a primeira diz respeito à personalidade (capacidade
do agente assumir seus erros e suas conseqüências) e a segunda
é assim prevista expressamente.
III. Evidenciando-se que a execução do crime se
aproximou bastante de sua consumação, a redução da
reprimenda pela tentativa deve ser feita no mínimo legal.
IV. Ordem parcialmente concedida para compensar a
agravante da reincidência com a atenuante da confissão
espontânea, excluindo o aumento feito pela primeira,
determinando a reestruturação da pena imposta.”
17. Há mais a dizer: no caso concreto, a leitura da sentença penal
condenatória de fls. 19-43 revela que a confissão do paciente, em conjunto
com as provas apuradas sob o contraditório, embasou o juízo
condenatório. Mais do que isso: as palavras dos acusados (entre eles o ora
paciente) foram usadas pelo magistrado sentenciante para rechaçar a tese
defensiva de delito meramente tentado. Leia-se:
“Como se não bastasse, os próprios réus disseram em seus
depoimentos em juízo que deixaram a vítima sair do carro após
02 ou 03 quarteirões e seguiram em direção ao Ceasa, tendo a
caminhonete estragado na BR-040, oportunidade em que os
policiais chegaram e efetuaram a prisão dos mesmos. Assim,
não há falar em tentativa. Os objetos pertencentes à vítima
saíram, conforme já dito, mesmo que por pouco tempo, de sua
esfera de vigilância.”
18. Como se vê, na concreta situação dos autos, a confissão do
paciente contribuiu efetivamente para sua condenação e afastou as
6
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I. A análise em boa parte desfavorável das circunstâncias
judiciais referentes ao acusado permite a fixação de sua
pena-base acima do patamar mínimo.
II. A atenuante genérica da confissão espontânea e a
agravante genérica da reincidência são igualmente
preponderantes, nos termos do artigo 67, do Código Penal,
porquanto a primeira diz respeito à personalidade (capacidade
do agente assumir seus erros e suas conseqüências) e a segunda
é assim prevista expressamente.
III. Evidenciando-se que a execução do crime se
aproximou bastante de sua consumação, a redução da
reprimenda pela tentativa deve ser feita no mínimo legal.
IV. Ordem parcialmente concedida para compensar a
agravante da reincidência com a atenuante da confissão
espontânea, excluindo o aumento feito pela primeira,
determinando a reestruturação da pena imposta.”
17. Há mais a dizer: no caso concreto, a leitura da sentença penal
condenatória de fls. 19-43 revela que a confissão do paciente, em conjunto
com as provas apuradas sob o contraditório, embasou o juízo
condenatório. Mais do que isso: as palavras dos acusados (entre eles o ora
paciente) foram usadas pelo magistrado sentenciante para rechaçar a tese
defensiva de delito meramente tentado. Leia-se:
“Como se não bastasse, os próprios réus disseram em seus
depoimentos em juízo que deixaram a vítima sair do carro após
02 ou 03 quarteirões e seguiram em direção ao Ceasa, tendo a
caminhonete estragado na BR-040, oportunidade em que os
policiais chegaram e efetuaram a prisão dos mesmos. Assim,
não há falar em tentativa. Os objetos pertencentes à vítima
saíram, conforme já dito, mesmo que por pouco tempo, de sua
esfera de vigilância.”
18. Como se vê, na concreta situação dos autos, a confissão do
paciente contribuiu efetivamente para sua condenação e afastou as
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 101.909 / MG
chances de reconhecimento da tese alinhavada pela própria defesa técnica
(tese de não consumação do crime). O que reforça, penso, a necessidade
de desembaraçar o usufruto máximo à sanção premial da atenuante.
Assumindo para com ele, paciente, uma postura de lealdade (esse vívido
conteúdo do princípio que, na cabeça do art. 37 da Constituição, toma o
explícito nome de moralidade).
19. Por tudo quanto posto, concedo a ordem. O que faço para
reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e determinar
ao Juízo Processante que, nesses termos, redimensione a pena imposta ao
paciente.
20. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
7
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chances de reconhecimento da tese alinhavada pela própria defesa técnica
(tese de não consumação do crime). O que reforça, penso, a necessidade
de desembaraçar o usufruto máximo à sanção premial da atenuante.
Assumindo para com ele, paciente, uma postura de lealdade (esse vívido
conteúdo do princípio que, na cabeça do art. 37 da Constituição, toma o
explícito nome de moralidade).
19. Por tudo quanto posto, concedo a ordem. O que faço para
reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e determinar
ao Juízo Processante que, nesses termos, redimensione a pena imposta ao
paciente.
20. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, Vossa Excelência, enquanto Relator, examinou o caso concreto
e avaliou que a confissão espontânea prepondera sobre outros fatores.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Que serviu de fundamento para a própria decisão, foi
considerado.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Tendo em
conta esse argumento e esse exame que Vossa Excelência fez da sentença,
eu acompanho para deferir a ordem.
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28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, Vossa Excelência, enquanto Relator, examinou o caso concreto
e avaliou que a confissão espontânea prepondera sobre outros fatores.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Que serviu de fundamento para a própria decisão, foi
considerado.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Tendo em
conta esse argumento e esse exame que Vossa Excelência fez da sentença,
eu acompanho para deferir a ordem.
Supremo Tribunal Federal
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Debate
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
DEBATE
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Vossa Excelência
confere máxima eficácia à confissão espontânea como circunstância de
necessária mitigação da pena.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Da atenuação.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente.
Circunstância atenuante obrigatória que, considerada, pode, inclusive,
viabilizar a própria compensação de circunstâncias eventualmente
adversas.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - No caso, a reincidência.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente. E
ordenando, portanto, a reestruturação da dosimetria.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Eu até
ressaltei o fato de que Vossa Excelência examinou os autos, porque nem
sempre esta confissão é a que tem peso e que realmente elucida o caso
antes das autoridades policiais, ou judiciárias, ou membro do Ministério
Público, fazerem a investigação e chegarem às próprias conclusões.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Eu acho que usei até o verbo "elucidar" aqui.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Estou
frisando exatamente esse aspecto de que Vossa Excelência examinou.
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28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
DEBATE
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Vossa Excelência
confere máxima eficácia à confissão espontânea como circunstância de
necessária mitigação da pena.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Da atenuação.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente.
Circunstância atenuante obrigatória que, considerada, pode, inclusive,
viabilizar a própria compensação de circunstâncias eventualmente
adversas.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - No caso, a reincidência.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente. E
ordenando, portanto, a reestruturação da dosimetria.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Eu até
ressaltei o fato de que Vossa Excelência examinou os autos, porque nem
sempre esta confissão é a que tem peso e que realmente elucida o caso
antes das autoridades policiais, ou judiciárias, ou membro do Ministério
Público, fazerem a investigação e chegarem às próprias conclusões.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Eu acho que usei até o verbo "elucidar" aqui.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Estou
frisando exatamente esse aspecto de que Vossa Excelência examinou.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 101.909
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido para reconhecer o caráter
preponderante da confissão espontânea e determinar ao Juízo
Processante que, nestes termos, redimensione a pena imposta ao
paciente, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2ª
Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 101.909
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido para reconhecer o caráter
preponderante da confissão espontânea e determinar ao Juízo
Processante que, nestes termos, redimensione a pena imposta ao
paciente, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2ª
Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2193156
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-06-19T00:00:00
|
Habeas corpus concedido para reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e determinar ao Juízo Processante que, nestes termos, redimensione a pena imposta ao paciente, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. DOSIMETRIA DA PENA. CONCURSOS DE CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E AGRAVANTES. PREPONDERÂNCIA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. COMPENSAÇÃO COM A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. ORDEM CONCEDIDA.
1. A Constituição Federal assegura aos presos o direito ao silêncio (inciso LXIII do art. 5º). Nessa mesma linha de orientação, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (Pacto de São José da Costa Rica) institucionaliza o princípio da “não-auto-incriminação” (nemo tenetur se detegere). Esse direito subjetivo de não se auto-incriminar constitui uma das mais eminentes formas de densificação da garantia do devido processo penal e do direito à presunção de não-culpabilidade (inciso LVII do art. 5º da Constituição Federal). A revelar, primeiro, que o processo penal é o espaço de atuação apropriada para o órgão de acusação demonstrar por modo robusto a autoria e a materialidade do delito. Órgão que não pode se esquivar da incumbência de fazer da instrução criminal a sua estratégia oportunidade de produzir material probatório substancialmente sólido em termos de comprovação da existência de fato típico e ilícito, além da culpabilidade do acusado.
2. A presunção de não-culpabilidade trata, mais do que de uma garantia, de um direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela Constituição; ou seja, a presunção de não-culpabilidade como o próprio conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo, o direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção de inocência.
3. O Supremo Tribunal Federal tem entendido que não se pode relacionar a personalidade do agente (ou toda uma crônica de vida) com a descrição, por esse mesmo agente, dos fatos delitivos que lhe são debitados (HC 102.486, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; HC 99.446, da relatoria da ministra Ellen Gracie). Por outra volta, não se pode perder de vista o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar, irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão, progressão de regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o timbre da personalização. Quero dizer: tudo tem que ser personalizado na concreta aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria Constituição é que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset). E como estamos a cuidar de dosimetria da pena, mais fortemente se deve falar em personalização.
4. Nessa ampla moldura, a assunção da responsabilidade pelo fato-crime, por aquele que tem a seu favor o direito a não se auto-incriminar, revela a consciência do descumprimento de uma norma social (e de suas consequências), não podendo, portanto, ser dissociada da noção de personalidade.
5. No caso concreto, a leitura da sentença penal condenatória revela que a confissão do paciente, em conjunto com as provas apuradas sob o contraditório, embasou o juízo condenatório. Mais do que isso: as palavras dos acusados (entre eles o ora paciente) foram usadas pelo magistrado sentenciante para rechaçar a tese defensiva de delito meramente tentado. É dizer: a confissão do paciente contribuiu efetivamente para sua condenação e afastou as chances de reconhecimento da tese alinhavada pela própria defesa técnica (tese de não consumação do crime). O que reforça a necessidade de desembaraçar o usufruto máximo à sanção premial da atenuante. Assumindo para com ele, paciente, uma postura de lealdade (esse vívido conteúdo do princípio que, na cabeça do art. 37 da Constituição, toma o explícito nome de moralidade).
6. Ordem concedida para reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e determinar ao Juízo Processante que redimensione a pena imposta ao paciente.
|
sjur210804
|
- Acórdãos citados: HC 99446, HC 102486, STJ: HC 94051.
Número de páginas: 15.
Análise: 26/06/2012, KBP.
Revisão: 07/02/2012, MMR.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
101909
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00057 INC-00063 ART-00037\r\n \"CAPUT\"\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00065 INC-00003 LET-D ART-00067 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-INT CVC ANO-1969\r\n ART-00008 ITEM-2 LET-G\r\n PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS ASSINADA\r\n EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, OEA\r\n",
"LEG-FED DLG-000027 ANO-1992\r\n APROVA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS\r\n HUMANOS ASSINADA EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, OEA\r\n DECRETO LEGISLATIVO\r\n",
"LEG-FED DEC-000678 ANO-1992\r\n PROMULGA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS\r\n HUMANOS ASSINADA EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, OEA\r\n DECRETO"
] |
HC
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acordaos
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HC 101909
|
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""
] |
PACTE.(S) : DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS CORPUS. DOSIMETRIA DA PENA.
CONCURSOS DE CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E AGRAVANTES.
PREPONDERÂNCIA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. COMPENSAÇÃO
COM A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. ORDEM CONCEDIDA.
1. A Constituição Federal assegura aos presos o direito ao silêncio
(inciso LXIII do art. 5...). Nessa mesma linha de orientação, o Pacto
Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (Pacto de São José da Costa
Rica) institucionaliza o princípio da “não-auto-incriminação” (nemo
tenetur se detegere). Esse direito subjetivo de não se auto-incriminar
constitui uma das mais eminentes formas de densificação da garantia do
devido processo penal e do direito à presunção de não-culpabilidade
(inciso LVII do art. 5... da Constituição Federal). A revelar, primeiro, que o
processo penal é o espaço de atuação apropriada para o órgão de
acusação demonstrar por modo robusto a autoria e a materialidade do
delito. Órgão que não pode se esquivar da incumbência de fazer da
instrução criminal a sua estratégia oportunidade de produzir material
probatório substancialmente sólido em termos de comprovação da
existência de fato típico e ilícito, além da culpabilidade do acusado.
2. A presunção de não-culpabilidade trata, mais do que de uma
garantia, de um direito substantivo. Direito material que tem por
conteúdo a presunção de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico
substantivamente tutelado pela Constituição; ou seja, a presunção de
não-culpabilidade como o próprio conteúdo de um direito substantivo de
matriz constitucional. Logo, o direito à presunção de não-culpabilidade é
situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva
do que a simples presunção de inocência.
Supremo Tribunal Federal
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DJe 19/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
HC 101.909 / MG
3. O Supremo Tribunal Federal tem entendido que não se pode
relacionar a personalidade do agente (ou toda uma crônica de vida) com
a descrição, por esse mesmo agente, dos fatos delitivos que lhe são
debitados (HC 102.486, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; HC 99.446,
da relatoria da ministra Ellen Gracie). Por outra volta, não se pode perder
de vista o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em
matéria penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou
insimilar, irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um
universo à parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique
– pena, prisão, progressão de regime penitenciário, liberdade provisória,
conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de
exibir o timbre da personalização. Quero dizer: tudo tem que ser
personalizado na concreta aplicação do direito constitucional-penal,
porque a própria Constituição é que se deseja assim orteguianamente
aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou
Ortega Y Gasset). E como estamos a cuidar de dosimetria da pena, mais
fortemente se deve falar em personalização.
4. Nessa ampla moldura, a assunção da responsabilidade pelo
fato-crime, por aquele que tem a seu favor o direito a não se
auto-incriminar, revela a consciência do descumprimento de uma norma
social (e de suas consequências), não podendo, portanto, ser dissociada
da noção de personalidade.
5. No caso concreto, a leitura da sentença penal condenatória revela
que a confissão do paciente, em conjunto com as provas apuradas sob o
contraditório, embasou o juízo condenatório. Mais do que isso: as
palavras dos acusados (entre eles o ora paciente) foram usadas pelo
magistrado sentenciante para rechaçar a tese defensiva de delito
meramente tentado. É dizer: a confissão do paciente contribuiu
efetivamente para sua condenação e afastou as chances de
reconhecimento da tese alinhavada pela própria defesa técnica (tese de
não consumação do crime). O que reforça a necessidade de desembaraçar
o usufruto máximo à sanção premial da atenuante. Assumindo para com
ele, paciente, uma postura de lealdade (esse vívido conteúdo do princípio
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.909 / MG
3. O Supremo Tribunal Federal tem entendido que não se pode
relacionar a personalidade do agente (ou toda uma crônica de vida) com
a descrição, por esse mesmo agente, dos fatos delitivos que lhe são
debitados (HC 102.486, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; HC 99.446,
da relatoria da ministra Ellen Gracie). Por outra volta, não se pode perder
de vista o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em
matéria penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou
insimilar, irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um
universo à parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique
– pena, prisão, progressão de regime penitenciário, liberdade provisória,
conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de
exibir o timbre da personalização. Quero dizer: tudo tem que ser
personalizado na concreta aplicação do direito constitucional-penal,
porque a própria Constituição é que se deseja assim orteguianamente
aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou
Ortega Y Gasset). E como estamos a cuidar de dosimetria da pena, mais
fortemente se deve falar em personalização.
4. Nessa ampla moldura, a assunção da responsabilidade pelo
fato-crime, por aquele que tem a seu favor o direito a não se
auto-incriminar, revela a consciência do descumprimento de uma norma
social (e de suas consequências), não podendo, portanto, ser dissociada
da noção de personalidade.
5. No caso concreto, a leitura da sentença penal condenatória revela
que a confissão do paciente, em conjunto com as provas apuradas sob o
contraditório, embasou o juízo condenatório. Mais do que isso: as
palavras dos acusados (entre eles o ora paciente) foram usadas pelo
magistrado sentenciante para rechaçar a tese defensiva de delito
meramente tentado. É dizer: a confissão do paciente contribuiu
efetivamente para sua condenação e afastou as chances de
reconhecimento da tese alinhavada pela própria defesa técnica (tese de
não consumação do crime). O que reforça a necessidade de desembaraçar
o usufruto máximo à sanção premial da atenuante. Assumindo para com
ele, paciente, uma postura de lealdade (esse vívido conteúdo do princípio
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Ementa e Acórdão
HC 101.909 / MG
que, na cabeça do art. 37 da Constituição, toma o explícito nome de
moralidade).
6. Ordem concedida para reconhecer o caráter preponderante da
confissão espontânea e determinar ao Juízo Processante que
redimensione a pena imposta ao paciente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder o habeas
corpus para reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e
determinar ao Juízo Processante que, nestes termos, redimensione a pena
imposta ao paciente. O que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.909 / MG
que, na cabeça do art. 37 da Constituição, toma o explícito nome de
moralidade).
6. Ordem concedida para reconhecer o caráter preponderante da
confissão espontânea e determinar ao Juízo Processante que
redimensione a pena imposta ao paciente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder o habeas
corpus para reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e
determinar ao Juízo Processante que, nestes termos, redimensione a pena
imposta ao paciente. O que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus contra acórdão do Superior Tribunal de
Justiça. Acórdão que exibe a seguinte ementa:
“PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ROUBO
CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA. REINCIDÊNCIA.
PREPONDERÂNCIA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO
ESPONTÂNEA. ORDEM DENEGADA.
1. Eventual constrangimento ilegal na aplicação da pena,
passível de ser sanado por meio de habeas corpus, depende,
necessariamente, da demonstração inequívoca de ofensa aos
critérios legais que regem a dosimetria da resposta penal, de
ausência de fundamentação ou de flagrante injustiça.
2. A agravante da reincidência deve ser considerada como
circunstância preponderante, atendendo ao disposto no art. 67
do Código Penal, quando em concurso com a atenuante da
confissão espontânea. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça.
3. Ordem denegada.”
2. Pois bem, a Defensoria Pública da União postula a “compensação da
agravante da reincidência com a atenuante da confissão”. Isto sob a alegação
de que a confissão espontânea é indicativa de traço da personalidade do
agente e, por isso, é de ser considerada circunstância preponderante, nos
termos do art. 67 do Código Penal. Daí o pedido de concessão da ordem
para reduzir a pena imposta ao paciente pelo delito de roubo
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus contra acórdão do Superior Tribunal de
Justiça. Acórdão que exibe a seguinte ementa:
“PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ROUBO
CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA. REINCIDÊNCIA.
PREPONDERÂNCIA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO
ESPONTÂNEA. ORDEM DENEGADA.
1. Eventual constrangimento ilegal na aplicação da pena,
passível de ser sanado por meio de habeas corpus, depende,
necessariamente, da demonstração inequívoca de ofensa aos
critérios legais que regem a dosimetria da resposta penal, de
ausência de fundamentação ou de flagrante injustiça.
2. A agravante da reincidência deve ser considerada como
circunstância preponderante, atendendo ao disposto no art. 67
do Código Penal, quando em concurso com a atenuante da
confissão espontânea. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça.
3. Ordem denegada.”
2. Pois bem, a Defensoria Pública da União postula a “compensação da
agravante da reincidência com a atenuante da confissão”. Isto sob a alegação
de que a confissão espontânea é indicativa de traço da personalidade do
agente e, por isso, é de ser considerada circunstância preponderante, nos
termos do art. 67 do Código Penal. Daí o pedido de concessão da ordem
para reduzir a pena imposta ao paciente pelo delito de roubo
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925812.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
HC 101.909 / MG
circunstanciado.
3. Para encerrar este relato da causa, anoto que, à falta de pedido de
medida liminar, e estando o processo devidamente instruído, abri vista
dos autos à Procuradoria-Geral da República. Órgão que opinou pelo
indeferimento da ordem.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.909 / MG
circunstanciado.
3. Para encerrar este relato da causa, anoto que, à falta de pedido de
medida liminar, e estando o processo devidamente instruído, abri vista
dos autos à Procuradoria-Geral da República. Órgão que opinou pelo
indeferimento da ordem.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Consoante relatado, o caso é saber se a confissão espontânea é, ou
não, circunstância atenuante relacionada à personalidade do agente e,
portanto, preponderante, nos termos do art. 67 do Código Penal, in verbis:
“Art. 67 - No concurso de agravantes e atenuantes, a pena
deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias
preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos
motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e
da reincidência.”
6. Na busca por uma consistente resposta, lembro que a Constituição
Federal assegura aos presos o direito ao silêncio: “o preso será informado de
seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência da família e de advogado” (inciso LXIII do art. 5...). Nessa mesma
linha de orientação, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos
(Pacto de São José da Costa Rica) institucionaliza o princípio da
“não-auto-incriminação” (nemo tenetur se detegere). Confira-se:
“Toda pessoa acusada de um delito terá direito, em plena
igualdade, a, pelo menos, as seguintes garantias:
[...]
g) de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a
declarar-se culpada”.
(Artigo 8, 2, g.)
7. Esse direito subjetivo de não se auto-incriminar constitui uma das
mais eminentes formas de densificação da garantia do devido processo
penal e do direito à presunção de não-culpabilidade (inciso LVII do art. 5...
da Constituição Federal). A revelar, primeiro, que o processo penal é o
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SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Consoante relatado, o caso é saber se a confissão espontânea é, ou
não, circunstância atenuante relacionada à personalidade do agente e,
portanto, preponderante, nos termos do art. 67 do Código Penal, in verbis:
“Art. 67 - No concurso de agravantes e atenuantes, a pena
deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias
preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos
motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e
da reincidência.”
6. Na busca por uma consistente resposta, lembro que a Constituição
Federal assegura aos presos o direito ao silêncio: “o preso será informado de
seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência da família e de advogado” (inciso LXIII do art. 5...). Nessa mesma
linha de orientação, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos
(Pacto de São José da Costa Rica) institucionaliza o princípio da
“não-auto-incriminação” (nemo tenetur se detegere). Confira-se:
“Toda pessoa acusada de um delito terá direito, em plena
igualdade, a, pelo menos, as seguintes garantias:
[...]
g) de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a
declarar-se culpada”.
(Artigo 8, 2, g.)
7. Esse direito subjetivo de não se auto-incriminar constitui uma das
mais eminentes formas de densificação da garantia do devido processo
penal e do direito à presunção de não-culpabilidade (inciso LVII do art. 5...
da Constituição Federal). A revelar, primeiro, que o processo penal é o
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 101.909 / MG
espaço de atuação apropriada para o órgão de acusação demonstrar por
modo robusto a autoria e a materialidade do delito. Órgão que não pode
se esquivar da incumbência de fazer da instrução criminal a sua estratégia
oportunidade de produzir material probatório substancialmente sólido
em termos de comprovação da existência de fato típico e ilícito, além da
culpabilidade do acusado.
8. Como já afirmei em outras oportunidades, penso que esse
dispositivo constitucional trata, mais do que de uma garantia, de um
direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção
de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela
Constituição; ou seja, a presunção de não-culpabilidade como o próprio
conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo,
enquanto não sobrevém o trânsito em julgado de sentença penal
condenatória, o indivíduo permanece investido nesse direito material à
presunção de não-culpabilidade. Não foi por acaso que a Constituição
preferiu a locução presunção de não-culpabilidade ao fraseado presunção
de inocência. É que a presunção de inocência é muito carregada de
sentido coloquial. Todos nós dizemos assim prosaicamente: “o homem é
inocente até prova em contrário”. A Constituição não se contentou com isso.
O indivíduo é inocente, não só até prova em contrário. Para que ele deixe
de ser inocente é necessário que a prova contra sua não-culpabilidade seja
validamente produzida em Juízo, debaixo do devido processo legal, a
incorporar as garantias do contraditório e da ampla defesa e, afinal,
acolhida, na sua robustez, por uma sentença penal que alcance essa fase
última do trânsito em julgado. Tudo isso conjugadamente, para vitalizar o
encarecido direito à presunção de não culpabilidade. Portanto, esse
direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda
mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção
de inocência.
9. Nessa contextura, o chamado réu confesso assume uma postura
sobremodo incomum: afasta-se do próprio instinto do
auto-acobertamento individual e, eventualmente grupal, para colaborar
com a elucidação dos fatos. Donde a previsão legal de atenuação da pena
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espaço de atuação apropriada para o órgão de acusação demonstrar por
modo robusto a autoria e a materialidade do delito. Órgão que não pode
se esquivar da incumbência de fazer da instrução criminal a sua estratégia
oportunidade de produzir material probatório substancialmente sólido
em termos de comprovação da existência de fato típico e ilícito, além da
culpabilidade do acusado.
8. Como já afirmei em outras oportunidades, penso que esse
dispositivo constitucional trata, mais do que de uma garantia, de um
direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção
de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela
Constituição; ou seja, a presunção de não-culpabilidade como o próprio
conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo,
enquanto não sobrevém o trânsito em julgado de sentença penal
condenatória, o indivíduo permanece investido nesse direito material à
presunção de não-culpabilidade. Não foi por acaso que a Constituição
preferiu a locução presunção de não-culpabilidade ao fraseado presunção
de inocência. É que a presunção de inocência é muito carregada de
sentido coloquial. Todos nós dizemos assim prosaicamente: “o homem é
inocente até prova em contrário”. A Constituição não se contentou com isso.
O indivíduo é inocente, não só até prova em contrário. Para que ele deixe
de ser inocente é necessário que a prova contra sua não-culpabilidade seja
validamente produzida em Juízo, debaixo do devido processo legal, a
incorporar as garantias do contraditório e da ampla defesa e, afinal,
acolhida, na sua robustez, por uma sentença penal que alcance essa fase
última do trânsito em julgado. Tudo isso conjugadamente, para vitalizar o
encarecido direito à presunção de não culpabilidade. Portanto, esse
direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda
mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção
de inocência.
9. Nessa contextura, o chamado réu confesso assume uma postura
sobremodo incomum: afasta-se do próprio instinto do
auto-acobertamento individual e, eventualmente grupal, para colaborar
com a elucidação dos fatos. Donde a previsão legal de atenuação da pena
2
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 101.909 / MG
daquele que, espontaneamente, confessa o delito. Confira-se, a propósito,
a alínea “d” do inciso III do art. 65 do Código Penal, in verbis:
“São circunstâncias que sempre atenuam a pena:
[...]
III- ter o agente:
[...]
d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a
autoria do crime.”
10. Dito isso, avanço para anotar que o art. 67 do Código Penal
define as chamadas circunstâncias legais (atenuantes e agravantes)
preponderantes, a saber: a reincidência, os motivos determinantes do
crime e aquelas relacionadas à personalidade do agente. Vetores, esses,
que, no concurso de agravantes e atenuantes, terão maior importância na
fixação da chamada pena provisória.
11. E o que diz a impetrante? Fala que a confissão espontânea indica
lado positivo da personalidade do agente, sendo, portanto, englobada
pela letra do art. 67 do Código Penal.
12. Muito bem. Encontrei na jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal decisões em sentido diametralmente oposto ao pedido defensivo.
Ambas as Turmas julgadoras têm entendido que não se pode relacionar a
personalidade do agente (ou toda uma crônica de vida) com a descrição,
por esse mesmo agente, dos fatos delitivos que lhe são debitados. Eu
mesmo, ainda na Primeira Turma, acompanhei esse posicionamento, ao
votar com a relatora do HC 102.4861, ministra Cármen Lúcia. Na
oportunidade, disse Sua Excelência:
“A confissão espontânea é ato posterior ao cometimento
do crime e não tem nenhuma relação com ele, mas, tão somente,
com o interesse pessoal e a conveniência do réu durante o
desenvolvimento do processo penal, motivo pelo qual não se
inclui no caráter subjetivo dos motivos determinantes do crime
ou na personalidade do agente.”
1
Julgamento no qual acompanhei o voto de Sua Excelência.
3
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daquele que, espontaneamente, confessa o delito. Confira-se, a propósito,
a alínea “d” do inciso III do art. 65 do Código Penal, in verbis:
“São circunstâncias que sempre atenuam a pena:
[...]
III- ter o agente:
[...]
d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a
autoria do crime.”
10. Dito isso, avanço para anotar que o art. 67 do Código Penal
define as chamadas circunstâncias legais (atenuantes e agravantes)
preponderantes, a saber: a reincidência, os motivos determinantes do
crime e aquelas relacionadas à personalidade do agente. Vetores, esses,
que, no concurso de agravantes e atenuantes, terão maior importância na
fixação da chamada pena provisória.
11. E o que diz a impetrante? Fala que a confissão espontânea indica
lado positivo da personalidade do agente, sendo, portanto, englobada
pela letra do art. 67 do Código Penal.
12. Muito bem. Encontrei na jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal decisões em sentido diametralmente oposto ao pedido defensivo.
Ambas as Turmas julgadoras têm entendido que não se pode relacionar a
personalidade do agente (ou toda uma crônica de vida) com a descrição,
por esse mesmo agente, dos fatos delitivos que lhe são debitados. Eu
mesmo, ainda na Primeira Turma, acompanhei esse posicionamento, ao
votar com a relatora do HC 102.4861, ministra Cármen Lúcia. Na
oportunidade, disse Sua Excelência:
“A confissão espontânea é ato posterior ao cometimento
do crime e não tem nenhuma relação com ele, mas, tão somente,
com o interesse pessoal e a conveniência do réu durante o
desenvolvimento do processo penal, motivo pelo qual não se
inclui no caráter subjetivo dos motivos determinantes do crime
ou na personalidade do agente.”
1
Julgamento no qual acompanhei o voto de Sua Excelência.
3
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 101.909 / MG
(Trecho do voto condutor do acórdão.)
13. Nesse ritmo interpretativo, encontrei também o HC 99.446, da
relatoria da ministra Ellen Gracie. Julgado de cuja ementa reproduzo o
seguinte:
“[...] Corretas as razões do parecer da Procuradoria-Geral
da República ao concluir que o artigo 67 do Código Penal é
claro 'ao dispor sobre a preponderância da reincidência sobre
outras circunstâncias, dentre as quais enquadram-se a confissão
espontânea. Afinal, a confissão não está associada aos motivos
determinantes do crime, e - por diferir em muito do
arrependimento - também não está relacionada à personalidade
do agente, tratando-se apenas de postura adotada pelo réu de
acordo com a conveniência e estratégia para sua defesa'. 5. Não
há ilegalidade quando a circunstância agravante da reincidência
prevalece sobre a atenuante da confissão espontânea na
aplicação da pena. Nestes termos, HC 71.094/SP, rel. Min.
Francisco Rezek, Segunda Turma, unânime, DJ 04.08.95. 6.
Habeas corpus denegado.”
14. Nada obstante, prossegui meditando sobre o tema e hoje alcanço
uma diferente compreensão das coisas. É que não se pode perder de vista
o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria
penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar,
irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à
parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão,
progressão de regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da
pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o
timbre da personalização. Quero dizer: tudo tem que ser personalizado
na concreta aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria
Constituição é que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do
“Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset). E
como estamos a cuidar de dosimetria da pena, mais fortemente se deve
falar em personalização.
4
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(Trecho do voto condutor do acórdão.)
13. Nesse ritmo interpretativo, encontrei também o HC 99.446, da
relatoria da ministra Ellen Gracie. Julgado de cuja ementa reproduzo o
seguinte:
“[...] Corretas as razões do parecer da Procuradoria-Geral
da República ao concluir que o artigo 67 do Código Penal é
claro 'ao dispor sobre a preponderância da reincidência sobre
outras circunstâncias, dentre as quais enquadram-se a confissão
espontânea. Afinal, a confissão não está associada aos motivos
determinantes do crime, e - por diferir em muito do
arrependimento - também não está relacionada à personalidade
do agente, tratando-se apenas de postura adotada pelo réu de
acordo com a conveniência e estratégia para sua defesa'. 5. Não
há ilegalidade quando a circunstância agravante da reincidência
prevalece sobre a atenuante da confissão espontânea na
aplicação da pena. Nestes termos, HC 71.094/SP, rel. Min.
Francisco Rezek, Segunda Turma, unânime, DJ 04.08.95. 6.
Habeas corpus denegado.”
14. Nada obstante, prossegui meditando sobre o tema e hoje alcanço
uma diferente compreensão das coisas. É que não se pode perder de vista
o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria
penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar,
irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à
parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão,
progressão de regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da
pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o
timbre da personalização. Quero dizer: tudo tem que ser personalizado
na concreta aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria
Constituição é que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do
“Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset). E
como estamos a cuidar de dosimetria da pena, mais fortemente se deve
falar em personalização.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 101.909 / MG
15. Nessa moldura, penso que a assunção da responsabilidade pelo
fato-crime, por aquele que tem a seu favor o direito a não se
auto-incriminar, revela a consciência do descumprimento de uma norma
social (e de suas consequências), não podendo, portanto, ser dissociada
da noção de personalidade. Até porque, segundo ponderou Basileu
Garcia (Instituições de Direito Penal, vol. I, tomo II, p. 487):
“O agente que confessa, espontaneamente, perante a
autoridade, a autoria do crime que praticou […] denota, em
regra, possuir sentimentos morais que o distinguem da massa
comum dos criminosos. Ou quer evitar que um inocente seja
imerecidamente castigado, ou se arrependeu sinceramente, ou,
mesmo não arrependido, reconhece a soberania da ação da
justiça – à qual se sujeita, colaborando com ela.”
16. Essa maneira de parametrar a questão não é estranha à
jurisprudência do próprio Superior de Justiça, que, por sua Sexta Turma,
no julgamento do HC 94.051, inaugurou uma série de julgados no sentido
da preponderância da atenuante da confissão espontânea. Eis a ementa
desse leading case:
“PENAL – HABEAS CORPUS – ROUBO MAJORADO –
PENA-BASE FIXADA ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO –
EXAME
DESFAVORÁVEL DAS
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS REFERENTES AO AGENTE – REINCIDÊNCIA –
CONFISSÃO ESPONTÂNEA – COMPENSAÇÃO –
POSSIBILIDADE
–
CIRCUNSTÂNCIAS
LEGAIS
IGUALMENTE PREPONDERANTES – TENTATIVA –
REDUÇÃO MÍNIMA – EXECUÇÃO DO DELITO QUE SE
APROXIMOU
DA
CONSUMAÇÃO
–
ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA PARA COMPENSAR A
AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA COM A ATENUANTE DA
CONFISSÃO ESPONTÂNEA, EXCLUINDO O AUMENTO
PELA PRIMEIRA, DETERMINANDO A REESTRUTURAÇÃO
DA PENA IMPOSTA.
5
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15. Nessa moldura, penso que a assunção da responsabilidade pelo
fato-crime, por aquele que tem a seu favor o direito a não se
auto-incriminar, revela a consciência do descumprimento de uma norma
social (e de suas consequências), não podendo, portanto, ser dissociada
da noção de personalidade. Até porque, segundo ponderou Basileu
Garcia (Instituições de Direito Penal, vol. I, tomo II, p. 487):
“O agente que confessa, espontaneamente, perante a
autoridade, a autoria do crime que praticou […] denota, em
regra, possuir sentimentos morais que o distinguem da massa
comum dos criminosos. Ou quer evitar que um inocente seja
imerecidamente castigado, ou se arrependeu sinceramente, ou,
mesmo não arrependido, reconhece a soberania da ação da
justiça – à qual se sujeita, colaborando com ela.”
16. Essa maneira de parametrar a questão não é estranha à
jurisprudência do próprio Superior de Justiça, que, por sua Sexta Turma,
no julgamento do HC 94.051, inaugurou uma série de julgados no sentido
da preponderância da atenuante da confissão espontânea. Eis a ementa
desse leading case:
“PENAL – HABEAS CORPUS – ROUBO MAJORADO –
PENA-BASE FIXADA ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO –
EXAME
DESFAVORÁVEL DAS
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS REFERENTES AO AGENTE – REINCIDÊNCIA –
CONFISSÃO ESPONTÂNEA – COMPENSAÇÃO –
POSSIBILIDADE
–
CIRCUNSTÂNCIAS
LEGAIS
IGUALMENTE PREPONDERANTES – TENTATIVA –
REDUÇÃO MÍNIMA – EXECUÇÃO DO DELITO QUE SE
APROXIMOU
DA
CONSUMAÇÃO
–
ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA PARA COMPENSAR A
AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA COM A ATENUANTE DA
CONFISSÃO ESPONTÂNEA, EXCLUINDO O AUMENTO
PELA PRIMEIRA, DETERMINANDO A REESTRUTURAÇÃO
DA PENA IMPOSTA.
5
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HC 101.909 / MG
I. A análise em boa parte desfavorável das circunstâncias
judiciais referentes ao acusado permite a fixação de sua
pena-base acima do patamar mínimo.
II. A atenuante genérica da confissão espontânea e a
agravante genérica da reincidência são igualmente
preponderantes, nos termos do artigo 67, do Código Penal,
porquanto a primeira diz respeito à personalidade (capacidade
do agente assumir seus erros e suas conseqüências) e a segunda
é assim prevista expressamente.
III. Evidenciando-se que a execução do crime se
aproximou bastante de sua consumação, a redução da
reprimenda pela tentativa deve ser feita no mínimo legal.
IV. Ordem parcialmente concedida para compensar a
agravante da reincidência com a atenuante da confissão
espontânea, excluindo o aumento feito pela primeira,
determinando a reestruturação da pena imposta.”
17. Há mais a dizer: no caso concreto, a leitura da sentença penal
condenatória de fls. 19-43 revela que a confissão do paciente, em conjunto
com as provas apuradas sob o contraditório, embasou o juízo
condenatório. Mais do que isso: as palavras dos acusados (entre eles o ora
paciente) foram usadas pelo magistrado sentenciante para rechaçar a tese
defensiva de delito meramente tentado. Leia-se:
“Como se não bastasse, os próprios réus disseram em seus
depoimentos em juízo que deixaram a vítima sair do carro após
02 ou 03 quarteirões e seguiram em direção ao Ceasa, tendo a
caminhonete estragado na BR-040, oportunidade em que os
policiais chegaram e efetuaram a prisão dos mesmos. Assim,
não há falar em tentativa. Os objetos pertencentes à vítima
saíram, conforme já dito, mesmo que por pouco tempo, de sua
esfera de vigilância.”
18. Como se vê, na concreta situação dos autos, a confissão do
paciente contribuiu efetivamente para sua condenação e afastou as
6
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I. A análise em boa parte desfavorável das circunstâncias
judiciais referentes ao acusado permite a fixação de sua
pena-base acima do patamar mínimo.
II. A atenuante genérica da confissão espontânea e a
agravante genérica da reincidência são igualmente
preponderantes, nos termos do artigo 67, do Código Penal,
porquanto a primeira diz respeito à personalidade (capacidade
do agente assumir seus erros e suas conseqüências) e a segunda
é assim prevista expressamente.
III. Evidenciando-se que a execução do crime se
aproximou bastante de sua consumação, a redução da
reprimenda pela tentativa deve ser feita no mínimo legal.
IV. Ordem parcialmente concedida para compensar a
agravante da reincidência com a atenuante da confissão
espontânea, excluindo o aumento feito pela primeira,
determinando a reestruturação da pena imposta.”
17. Há mais a dizer: no caso concreto, a leitura da sentença penal
condenatória de fls. 19-43 revela que a confissão do paciente, em conjunto
com as provas apuradas sob o contraditório, embasou o juízo
condenatório. Mais do que isso: as palavras dos acusados (entre eles o ora
paciente) foram usadas pelo magistrado sentenciante para rechaçar a tese
defensiva de delito meramente tentado. Leia-se:
“Como se não bastasse, os próprios réus disseram em seus
depoimentos em juízo que deixaram a vítima sair do carro após
02 ou 03 quarteirões e seguiram em direção ao Ceasa, tendo a
caminhonete estragado na BR-040, oportunidade em que os
policiais chegaram e efetuaram a prisão dos mesmos. Assim,
não há falar em tentativa. Os objetos pertencentes à vítima
saíram, conforme já dito, mesmo que por pouco tempo, de sua
esfera de vigilância.”
18. Como se vê, na concreta situação dos autos, a confissão do
paciente contribuiu efetivamente para sua condenação e afastou as
6
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chances de reconhecimento da tese alinhavada pela própria defesa técnica
(tese de não consumação do crime). O que reforça, penso, a necessidade
de desembaraçar o usufruto máximo à sanção premial da atenuante.
Assumindo para com ele, paciente, uma postura de lealdade (esse vívido
conteúdo do princípio que, na cabeça do art. 37 da Constituição, toma o
explícito nome de moralidade).
19. Por tudo quanto posto, concedo a ordem. O que faço para
reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e determinar
ao Juízo Processante que, nesses termos, redimensione a pena imposta ao
paciente.
20. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
7
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.909 / MG
chances de reconhecimento da tese alinhavada pela própria defesa técnica
(tese de não consumação do crime). O que reforça, penso, a necessidade
de desembaraçar o usufruto máximo à sanção premial da atenuante.
Assumindo para com ele, paciente, uma postura de lealdade (esse vívido
conteúdo do princípio que, na cabeça do art. 37 da Constituição, toma o
explícito nome de moralidade).
19. Por tudo quanto posto, concedo a ordem. O que faço para
reconhecer o caráter preponderante da confissão espontânea e determinar
ao Juízo Processante que, nesses termos, redimensione a pena imposta ao
paciente.
20. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, Vossa Excelência, enquanto Relator, examinou o caso concreto
e avaliou que a confissão espontânea prepondera sobre outros fatores.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Que serviu de fundamento para a própria decisão, foi
considerado.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Tendo em
conta esse argumento e esse exame que Vossa Excelência fez da sentença,
eu acompanho para deferir a ordem.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, Vossa Excelência, enquanto Relator, examinou o caso concreto
e avaliou que a confissão espontânea prepondera sobre outros fatores.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Que serviu de fundamento para a própria decisão, foi
considerado.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Tendo em
conta esse argumento e esse exame que Vossa Excelência fez da sentença,
eu acompanho para deferir a ordem.
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Debate
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
DEBATE
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Vossa Excelência
confere máxima eficácia à confissão espontânea como circunstância de
necessária mitigação da pena.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Da atenuação.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente.
Circunstância atenuante obrigatória que, considerada, pode, inclusive,
viabilizar a própria compensação de circunstâncias eventualmente
adversas.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - No caso, a reincidência.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente. E
ordenando, portanto, a reestruturação da dosimetria.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Eu até
ressaltei o fato de que Vossa Excelência examinou os autos, porque nem
sempre esta confissão é a que tem peso e que realmente elucida o caso
antes das autoridades policiais, ou judiciárias, ou membro do Ministério
Público, fazerem a investigação e chegarem às próprias conclusões.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Eu acho que usei até o verbo "elucidar" aqui.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Estou
frisando exatamente esse aspecto de que Vossa Excelência examinou.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 101.909 MINAS GERAIS
DEBATE
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Vossa Excelência
confere máxima eficácia à confissão espontânea como circunstância de
necessária mitigação da pena.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Da atenuação.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente.
Circunstância atenuante obrigatória que, considerada, pode, inclusive,
viabilizar a própria compensação de circunstâncias eventualmente
adversas.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - No caso, a reincidência.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente. E
ordenando, portanto, a reestruturação da dosimetria.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Eu até
ressaltei o fato de que Vossa Excelência examinou os autos, porque nem
sempre esta confissão é a que tem peso e que realmente elucida o caso
antes das autoridades policiais, ou judiciárias, ou membro do Ministério
Público, fazerem a investigação e chegarem às próprias conclusões.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Eu acho que usei até o verbo "elucidar" aqui.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Estou
frisando exatamente esse aspecto de que Vossa Excelência examinou.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 101.909
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido para reconhecer o caráter
preponderante da confissão espontânea e determinar ao Juízo
Processante que, nestes termos, redimensione a pena imposta ao
paciente, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2...
Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 101.909
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : DAVI GONÇALVES DE FREITAS
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido para reconhecer o caráter
preponderante da confissão espontânea e determinar ao Juízo
Processante que, nestes termos, redimensione a pena imposta ao
paciente, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2...
Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 102 . 486",
"HC 99 . 446",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 102 . 486",
"HC 99 . 446",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 101 . 909 / MG",
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 101 . 909 / MG",
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 102 . 4861",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 102 . 4861",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 99 . 446",
"HC 71 . 094 / SP",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 99 . 446",
"HC 71 . 094 / SP",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 94 . 051",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 94 . 051",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 101 . 909 / MG",
"HC 101 . 909 / MG",
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HABEAS CORPUS 101 . 909",
"HABEAS CORPUS 101 . 909"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal",
"Pacto",
"Pacto",
"inciso LVII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 67 do Código Penal",
"art . 67 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 67 do Código Penal",
"art . 67 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n",
"art . 67 do Código Penal",
"Constituição Federal",
"Pacto",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 67 do Código Penal",
"Constituição Federal",
"Pacto",
"Pacto",
"inciso LVII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea “ d ” do inciso III do art . 65 do Código Penal",
"art . 67 do Código Penal",
"art . 67 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea “ d ” do inciso III do art . 65 do Código Penal",
"art . 67 do Código Penal",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"artigo 67 do Código Penal",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"artigo 67 , do Código Penal",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"São José da Costa Rica",
"MINAS GERAIS",
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"- 040",
"Ceasa",
"BR",
"- 040",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"UNIÃO",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Pacto",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
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"Segunda Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"Sexta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"DAVI GONÇALVES DE FREITAS",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ortega Y Gasset",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ortega Y Gasset",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"DAVI GONÇALVES DE FREITAS",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"DAVI GONÇALVES DE FREITAS",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"AYRES BRITTO",
"Ellen Gracie",
"Francisco Rezek",
"Ortega Y Gasset",
"Ellen Gracie",
"Francisco Rezek",
"Ortega Y Gasset",
"AYRES BRITTO",
"Basileu Garcia",
"Basileu Garcia",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"DAVI GONÇALVES DE FREITAS",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"DAVI GONÇALVES DE FREITAS",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
"2012",
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"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
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"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"28",
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"02",
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"2012",
"24",
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"2001",
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"02",
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"2012",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
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"2012",
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"08",
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"2001",
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"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
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"/",
"08",
"/",
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"24",
"/",
"08",
"/",
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"04",
".",
"08",
".",
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"04",
".",
"08",
".",
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"/",
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"08",
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".",
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".",
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"/",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO
BOTTO
DE
BARROS
TOJAL
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S)
:SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Intempestividade
não comprovada. Precedentes.
1. A tempestividade do recurso extraordinário deve ser demonstrada
no momento de sua interposição, inclusive com a comprovação da
suspensão dos prazos processuais no Tribunal a quo, mediante juntada
de documento hábil, não sendo admitida sua juntada posterior.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido os Senhores
Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818979.
Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO
BOTTO
DE
BARROS
TOJAL
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S)
:SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Município de Santo André interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que o Ministro Menezes Direito negou provimento ao
agravo de instrumento (fls. 366/367), com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
Município de Santo André interpõe agravo de
instrumento contra o despacho que não admitiu recurso
extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo
constitucional.
Decido.
O agravante, no entanto, deixou de instruir os presentes
autos com cópia da certidão da intimação pessoal do
Procurador do Município referente ao acórdão dos embargos de
declaração, peça obrigatória exigida pelo § 1º do artigo 544 do
Código de Processo Civil, com a alteração da Lei nº 10.352, de
26/12/01.
Observe-se que a formação completa do instrumento deve
ser efetuada na instância ordinária, não comportando o
suprimento de eventuais falhas ou realização de diligências
perante este Tribunal. Anote-se: AI 519.466-QO, Primeira
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/10/04; AI
534.627-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818976.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO
BOTTO
DE
BARROS
TOJAL
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S)
:SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Município de Santo André interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que o Ministro Menezes Direito negou provimento ao
agravo de instrumento (fls. 366/367), com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
Município de Santo André interpõe agravo de
instrumento contra o despacho que não admitiu recurso
extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo
constitucional.
Decido.
O agravante, no entanto, deixou de instruir os presentes
autos com cópia da certidão da intimação pessoal do
Procurador do Município referente ao acórdão dos embargos de
declaração, peça obrigatória exigida pelo § 1º do artigo 544 do
Código de Processo Civil, com a alteração da Lei nº 10.352, de
26/12/01.
Observe-se que a formação completa do instrumento deve
ser efetuada na instância ordinária, não comportando o
suprimento de eventuais falhas ou realização de diligências
perante este Tribunal. Anote-se: AI 519.466-QO, Primeira
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/10/04; AI
534.627-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
AI 564.742 AGR / SP
Mendes, DJ de 8/9/06.
Ademais, ainda que se considere que a intimação do
Município ocorreu na data em que publicado o acórdão dos
embargos de declaração, o recurso extraordinário encontra-se
intempestivo. Com efeito, o acórdão dos embargos foi
publicado no dia 9/8/04, segunda-feira (fl. 120). Iniciada a
contagem do prazo - em dobro, conforme artigo 188 do Código
de Processo Civil - no primeiro dia útil seguinte, dia 10/8/04,
terça-feira, o prazo terminou no dia 8/9/04, quarta-feira. O
recurso extraordinário, todavia, foi protocolado, tão-somente,
em 9/11/04 (fl. 122). O apelo é, portanto, intempestivo.
Não conheço do agravo de instrumento.
Intime-se.
Brasília, 25 de fevereiro de 2008.”
Sustenta o agravante, in verbis, que:
“No caso em tela, realmente houve a publicação do
acórdão dos embargos de declaração em 09.08.04, período este
em que os prazos estavam suspensos em razão da inexistência
de prestação jurisdicional.
Entretanto, no dia 13.10.04, houve a republicação do
acórdão dos embargos de declaração, conforme cópia anexa do
Diário Oficial de São Paulo” (fl. 376).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818976.
Supremo Tribunal Federal
AI 564.742 AGR / SP
Mendes, DJ de 8/9/06.
Ademais, ainda que se considere que a intimação do
Município ocorreu na data em que publicado o acórdão dos
embargos de declaração, o recurso extraordinário encontra-se
intempestivo. Com efeito, o acórdão dos embargos foi
publicado no dia 9/8/04, segunda-feira (fl. 120). Iniciada a
contagem do prazo - em dobro, conforme artigo 188 do Código
de Processo Civil - no primeiro dia útil seguinte, dia 10/8/04,
terça-feira, o prazo terminou no dia 8/9/04, quarta-feira. O
recurso extraordinário, todavia, foi protocolado, tão-somente,
em 9/11/04 (fl. 122). O apelo é, portanto, intempestivo.
Não conheço do agravo de instrumento.
Intime-se.
Brasília, 25 de fevereiro de 2008.”
Sustenta o agravante, in verbis, que:
“No caso em tela, realmente houve a publicação do
acórdão dos embargos de declaração em 09.08.04, período este
em que os prazos estavam suspensos em razão da inexistência
de prestação jurisdicional.
Entretanto, no dia 13.10.04, houve a republicação do
acórdão dos embargos de declaração, conforme cópia anexa do
Diário Oficial de São Paulo” (fl. 376).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a tempestividade
do recurso extraordinário deve ser demonstrada no momento de sua
interposição, inclusive com a comprovação da suspensão dos prazos
processuais no Tribunal a quo em virtude de feriado local ou ausência de
expediente forense, mediante juntada de documento hábil, não sendo
admitida sua juntada posterior.
No caso dos autos, o agravante trouxe a referida comprovação da
suspensão dos prazos processuais na ocasião em que manejou o agravo
regimental, o que não se admite, conforme o entendimento predominante
acerca do tema neste Tribunal. Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL.
PROVA QUE SE FAZ NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO
RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - A
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de
suspensão dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não
sejam de conhecimento obrigatório da instância ad quem deve
ser comprovada no momento de sua interposição. Precedentes.
II - Agravo regimental improvido” (AI nº 526.885/MS-AgR,
Primeira Turma, Relator para o Acórdão o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 6/8/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. JUNTADA POSTERIOR
DE DOCUMENTO QUE COMPROVA A TEMPESTIVIDADE:
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818977.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a tempestividade
do recurso extraordinário deve ser demonstrada no momento de sua
interposição, inclusive com a comprovação da suspensão dos prazos
processuais no Tribunal a quo em virtude de feriado local ou ausência de
expediente forense, mediante juntada de documento hábil, não sendo
admitida sua juntada posterior.
No caso dos autos, o agravante trouxe a referida comprovação da
suspensão dos prazos processuais na ocasião em que manejou o agravo
regimental, o que não se admite, conforme o entendimento predominante
acerca do tema neste Tribunal. Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL.
PROVA QUE SE FAZ NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO
RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - A
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de
suspensão dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não
sejam de conhecimento obrigatório da instância ad quem deve
ser comprovada no momento de sua interposição. Precedentes.
II - Agravo regimental improvido” (AI nº 526.885/MS-AgR,
Primeira Turma, Relator para o Acórdão o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 6/8/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. JUNTADA POSTERIOR
DE DOCUMENTO QUE COMPROVA A TEMPESTIVIDADE:
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818977.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 564.742 AGR / SP
NEGA PROVIMENTO. A tempestividade do recurso em razão
de feriado local ou suspensão de prazos processuais pelo
Tribunal a quo deve ser demonstrada no momento da sua
interposição, não sendo possível a juntada posterior de
documento que comprova a sua tempestividade” (RE nº
568.862/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 24/4/09).
“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
INTEMPESTIVIDADE
DO
RECURSO.
PONTO
FACULTATIVO. PRECEDENTES. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental. 2. A tempestividade do
recurso em virtude de feriado local ou de suspensão dos prazos
processuais pelo Tribunal a quo, que não sejam de
conhecimento obrigatório da instancia ad quem, deve ser
comprovada no momento de sua interposição. Precedentes. 3.
Agravo regimental improvido” (RE nº 511.151/PE-ED, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 3/4/09).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TEMPESTIVIDADE. SUSPENSÃO DE
EXPEDIENTE NO TRIBUNAL A QUO. MOMENTO DA
COMPROVAÇÃO. A tempestividade do recurso extraordinário,
em face de suspensão de expediente no tribunal de origem,
deve ser comprovada no momento de sua interposição. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 496.432/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818977.
Supremo Tribunal Federal
AI 564.742 AGR / SP
NEGA PROVIMENTO. A tempestividade do recurso em razão
de feriado local ou suspensão de prazos processuais pelo
Tribunal a quo deve ser demonstrada no momento da sua
interposição, não sendo possível a juntada posterior de
documento que comprova a sua tempestividade” (RE nº
568.862/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 24/4/09).
“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
INTEMPESTIVIDADE
DO
RECURSO.
PONTO
FACULTATIVO. PRECEDENTES. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental. 2. A tempestividade do
recurso em virtude de feriado local ou de suspensão dos prazos
processuais pelo Tribunal a quo, que não sejam de
conhecimento obrigatório da instancia ad quem, deve ser
comprovada no momento de sua interposição. Precedentes. 3.
Agravo regimental improvido” (RE nº 511.151/PE-ED, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 3/4/09).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TEMPESTIVIDADE. SUSPENSÃO DE
EXPEDIENTE NO TRIBUNAL A QUO. MOMENTO DA
COMPROVAÇÃO. A tempestividade do recurso extraordinário,
em face de suspensão de expediente no tribunal de origem,
deve ser comprovada no momento de sua interposição. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 496.432/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818977.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também peço vênia
para divergir nos autos que na lista tem o número 25.
O fechamento do foro, excepcional, deve ser certificado pela
secretaria. Vindo a parte posteriormente, não sendo certificado no
processo, comprovar a oportuna interposição do recurso, não se tem
como declarar esse recurso extemporâneo.
Por isso, provejo o Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº
564.742.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792171.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também peço vênia
para divergir nos autos que na lista tem o número 25.
O fechamento do foro, excepcional, deve ser certificado pela
secretaria. Vindo a parte posteriormente, não sendo certificado no
processo, comprovar a oportuna interposição do recurso, não se tem
como declarar esse recurso extemporâneo.
Por isso, provejo o Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº
564.742.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792171.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu acompanho o Ministro
Marco Aurélio porque há vários acórdãos no STJ nesse sentido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1795937.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu acompanho o Ministro
Marco Aurélio porque há vários acórdãos no STJ nesse sentido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1795937.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS TOJAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos os
Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791267
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS TOJAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos os
Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791267
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1833805
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-21T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Intempestividade não comprovada. Precedentes.
1. A tempestividade do recurso extraordinário deve ser demonstrada no momento de sua interposição, inclusive com a comprovação da suspensão dos prazos processuais no Tribunal a quo, mediante juntada de documento hábil, não sendo admitida sua juntada posterior.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur206369
|
- Acórdãos citados: AI 526885 AgR, RE 568862 AgR, RE 511151 ED, RE 496432 AgR.
Número de páginas: 8.
Análise: 10/04/2012, AMS.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
564742
| null |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 564742 AgR
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""
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS TOJAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO
BOTTO
DE
BARROS
TOJAL
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S)
:SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Intempestividade
não comprovada. Precedentes.
1. A tempestividade do recurso extraordinário deve ser demonstrada
no momento de sua interposição, inclusive com a comprovação da
suspensão dos prazos processuais no Tribunal a quo, mediante juntada
de documento hábil, não sendo admitida sua juntada posterior.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido os Senhores
Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818979.
Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO
BOTTO
DE
BARROS
TOJAL
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S)
:SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Município de Santo André interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que o Ministro Menezes Direito negou provimento ao
agravo de instrumento (fls. 366/367), com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
Município de Santo André interpõe agravo de
instrumento contra o despacho que não admitiu recurso
extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo
constitucional.
Decido.
O agravante, no entanto, deixou de instruir os presentes
autos com cópia da certidão da intimação pessoal do
Procurador do Município referente ao acórdão dos embargos de
declaração, peça obrigatória exigida pelo § 1... do artigo 544 do
Código de Processo Civil, com a alteração da Lei n 10.352, de
26/12/01.
Observe-se que a formação completa do instrumento deve
ser efetuada na instância ordinária, não comportando o
suprimento de eventuais falhas ou realização de diligências
perante este Tribunal. Anote-se: AI 519.466-QO, Primeira
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/10/04; AI
534.627-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818976.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO
BOTTO
DE
BARROS
TOJAL
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S)
:SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Município de Santo André interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que o Ministro Menezes Direito negou provimento ao
agravo de instrumento (fls. 366/367), com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
Município de Santo André interpõe agravo de
instrumento contra o despacho que não admitiu recurso
extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo
constitucional.
Decido.
O agravante, no entanto, deixou de instruir os presentes
autos com cópia da certidão da intimação pessoal do
Procurador do Município referente ao acórdão dos embargos de
declaração, peça obrigatória exigida pelo § 1... do artigo 544 do
Código de Processo Civil, com a alteração da Lei n 10.352, de
26/12/01.
Observe-se que a formação completa do instrumento deve
ser efetuada na instância ordinária, não comportando o
suprimento de eventuais falhas ou realização de diligências
perante este Tribunal. Anote-se: AI 519.466-QO, Primeira
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/10/04; AI
534.627-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818976.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
AI 564.742 AGR / SP
Mendes, DJ de 8/9/06.
Ademais, ainda que se considere que a intimação do
Município ocorreu na data em que publicado o acórdão dos
embargos de declaração, o recurso extraordinário encontra-se
intempestivo. Com efeito, o acórdão dos embargos foi
publicado no dia 9/8/04, segunda-feira (fl. 120). Iniciada a
contagem do prazo - em dobro, conforme artigo 188 do Código
de Processo Civil - no primeiro dia útil seguinte, dia 10/8/04,
terça-feira, o prazo terminou no dia 8/9/04, quarta-feira. O
recurso extraordinário, todavia, foi protocolado, tão-somente,
em 9/11/04 (fl. 122). O apelo é, portanto, intempestivo.
Não conheço do agravo de instrumento.
Intime-se.
Brasília, 25 de fevereiro de 2008.”
Sustenta o agravante, in verbis, que:
“No caso em tela, realmente houve a publicação do
acórdão dos embargos de declaração em 09.08.04, período este
em que os prazos estavam suspensos em razão da inexistência
de prestação jurisdicional.
Entretanto, no dia 13.10.04, houve a republicação do
acórdão dos embargos de declaração, conforme cópia anexa do
Diário Oficial de São Paulo” (fl. 376).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818976.
Supremo Tribunal Federal
AI 564.742 AGR / SP
Mendes, DJ de 8/9/06.
Ademais, ainda que se considere que a intimação do
Município ocorreu na data em que publicado o acórdão dos
embargos de declaração, o recurso extraordinário encontra-se
intempestivo. Com efeito, o acórdão dos embargos foi
publicado no dia 9/8/04, segunda-feira (fl. 120). Iniciada a
contagem do prazo - em dobro, conforme artigo 188 do Código
de Processo Civil - no primeiro dia útil seguinte, dia 10/8/04,
terça-feira, o prazo terminou no dia 8/9/04, quarta-feira. O
recurso extraordinário, todavia, foi protocolado, tão-somente,
em 9/11/04 (fl. 122). O apelo é, portanto, intempestivo.
Não conheço do agravo de instrumento.
Intime-se.
Brasília, 25 de fevereiro de 2008.”
Sustenta o agravante, in verbis, que:
“No caso em tela, realmente houve a publicação do
acórdão dos embargos de declaração em 09.08.04, período este
em que os prazos estavam suspensos em razão da inexistência
de prestação jurisdicional.
Entretanto, no dia 13.10.04, houve a republicação do
acórdão dos embargos de declaração, conforme cópia anexa do
Diário Oficial de São Paulo” (fl. 376).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a tempestividade
do recurso extraordinário deve ser demonstrada no momento de sua
interposição, inclusive com a comprovação da suspensão dos prazos
processuais no Tribunal a quo em virtude de feriado local ou ausência de
expediente forense, mediante juntada de documento hábil, não sendo
admitida sua juntada posterior.
No caso dos autos, o agravante trouxe a referida comprovação da
suspensão dos prazos processuais na ocasião em que manejou o agravo
regimental, o que não se admite, conforme o entendimento predominante
acerca do tema neste Tribunal. Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL.
PROVA QUE SE FAZ NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO
RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - A
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de
suspensão dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não
sejam de conhecimento obrigatório da instância ad quem deve
ser comprovada no momento de sua interposição. Precedentes.
II - Agravo regimental improvido” (AI n 526.885/MS-AgR,
Primeira Turma, Relator para o Acórdão o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 6/8/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. JUNTADA POSTERIOR
DE DOCUMENTO QUE COMPROVA A TEMPESTIVIDADE:
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818977.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a tempestividade
do recurso extraordinário deve ser demonstrada no momento de sua
interposição, inclusive com a comprovação da suspensão dos prazos
processuais no Tribunal a quo em virtude de feriado local ou ausência de
expediente forense, mediante juntada de documento hábil, não sendo
admitida sua juntada posterior.
No caso dos autos, o agravante trouxe a referida comprovação da
suspensão dos prazos processuais na ocasião em que manejou o agravo
regimental, o que não se admite, conforme o entendimento predominante
acerca do tema neste Tribunal. Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL.
PROVA QUE SE FAZ NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO
RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - A
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de
suspensão dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não
sejam de conhecimento obrigatório da instância ad quem deve
ser comprovada no momento de sua interposição. Precedentes.
II - Agravo regimental improvido” (AI n 526.885/MS-AgR,
Primeira Turma, Relator para o Acórdão o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 6/8/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. JUNTADA POSTERIOR
DE DOCUMENTO QUE COMPROVA A TEMPESTIVIDADE:
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 564.742 AGR / SP
NEGA PROVIMENTO. A tempestividade do recurso em razão
de feriado local ou suspensão de prazos processuais pelo
Tribunal a quo deve ser demonstrada no momento da sua
interposição, não sendo possível a juntada posterior de
documento que comprova a sua tempestividade” (Recurso Extraordinário n
568.862/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 24/4/09).
“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
INTEMPESTIVIDADE
DO
RECURSO.
PONTO
FACULTATIVO. PRECEDENTES. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental. 2. A tempestividade do
recurso em virtude de feriado local ou de suspensão dos prazos
processuais pelo Tribunal a quo, que não sejam de
conhecimento obrigatório da instancia ad quem, deve ser
comprovada no momento de sua interposição. Precedentes. 3.
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 511.151/PE-ED, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 3/4/09).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TEMPESTIVIDADE. SUSPENSÃO DE
EXPEDIENTE NO TRIBUNAL A QUO. MOMENTO DA
COMPROVAÇÃO. A tempestividade do recurso extraordinário,
em face de suspensão de expediente no tribunal de origem,
deve ser comprovada no momento de sua interposição. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 496.432/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 564.742 AGR / SP
NEGA PROVIMENTO. A tempestividade do recurso em razão
de feriado local ou suspensão de prazos processuais pelo
Tribunal a quo deve ser demonstrada no momento da sua
interposição, não sendo possível a juntada posterior de
documento que comprova a sua tempestividade” (Recurso Extraordinário n
568.862/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 24/4/09).
“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
INTEMPESTIVIDADE
DO
RECURSO.
PONTO
FACULTATIVO. PRECEDENTES. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental. 2. A tempestividade do
recurso em virtude de feriado local ou de suspensão dos prazos
processuais pelo Tribunal a quo, que não sejam de
conhecimento obrigatório da instancia ad quem, deve ser
comprovada no momento de sua interposição. Precedentes. 3.
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 511.151/PE-ED, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 3/4/09).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TEMPESTIVIDADE. SUSPENSÃO DE
EXPEDIENTE NO TRIBUNAL A QUO. MOMENTO DA
COMPROVAÇÃO. A tempestividade do recurso extraordinário,
em face de suspensão de expediente no tribunal de origem,
deve ser comprovada no momento de sua interposição. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 496.432/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também peço vênia
para divergir nos autos que na lista tem o número 25.
O fechamento do foro, excepcional, deve ser certificado pela
secretaria. Vindo a parte posteriormente, não sendo certificado no
processo, comprovar a oportuna interposição do recurso, não se tem
como declarar esse recurso extemporâneo.
Por isso, provejo o Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n
564.742.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792171.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também peço vênia
para divergir nos autos que na lista tem o número 25.
O fechamento do foro, excepcional, deve ser certificado pela
secretaria. Vindo a parte posteriormente, não sendo certificado no
processo, comprovar a oportuna interposição do recurso, não se tem
como declarar esse recurso extemporâneo.
Por isso, provejo o Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n
564.742.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792171.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu acompanho o Ministro
Marco Aurélio porque há vários acórdãos no Superior Tribunal de Justiça nesse sentido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1795937.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu acompanho o Ministro
Marco Aurélio porque há vários acórdãos no Superior Tribunal de Justiça nesse sentido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1795937.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS TOJAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos os
Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791267
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 564.742
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS TOJAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARIA SAMPAIO FRANCO
ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos os
Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791267
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 564 . 742",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 564 . 742",
"AI 519 . 466 - QO",
"AI 534 . 627 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 564 . 742",
"AI 519 . 466 - QO",
"AI 534 . 627 - AgR",
"AI 564 . 742 AGR / SP",
"AI 564 . 742 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 564 . 742",
"AI n 526 . 885 / MS - AgR",
"AI n 526 . 885 / MS - AgR",
"AI 564 . 742 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário n 568 . 862 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário n 511 . 151 / PE - ED",
"Recurso Extraordinário n 496 . 432 / SP - AgR",
"AI 564 . 742",
"Recurso Extraordinário n 568 . 862 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário n 511 . 151 / PE - ED",
"Recurso Extraordinário n 496 . 432 / SP - AgR",
"AGRAVO",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 564 . 742",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 564 . 742",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 564 . 742",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 564 . 742",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 564 . 742"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 544 do Código de Processo Civil",
"Lei n 10 . 352",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 544 do Código de Processo Civil",
"Lei n 10 . 352",
"Medida Provisória n 2 .",
"artigo 188 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 188 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"Município de Santo André",
"Município de Santo André",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ",
"Município de Santo André",
"Município de Santo André",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TOFFOLI",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS",
"MARIA SAMPAIO FRANCO",
"SILVIO VALENTIM VALENTE",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS TOJAL",
"MARIA SAMPAIO FRANCO",
"SILVIO VALENTIM VALENTE",
"DIAS TOFFOLI",
"Menezes Direito",
"Eros Grau",
"Gilmar",
"DIAS TOFFOLI",
"SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS TOJAL",
"MARIA SAMPAIO FRANCO",
"SILVIO VALENTIM VALENTE",
"DIAS TOFFOLI",
"Menezes Direito",
"Eros Grau",
"Gilmar",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS TOJAL",
"MARIA SAMPAIO FRANCO",
"SILVIO VALENTIM VALENTE",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS",
"SEBASTIÃO BOTTO DE BARROS TOJAL",
"MARIA SAMPAIO FRANCO",
"SILVIO VALENTIM VALENTE",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"12",
"/",
"01",
"22",
"/",
"10",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"12",
"/",
"01",
"22",
"/",
"10",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"9",
"/",
"06",
"9",
"/",
"8",
"/",
"04",
"10",
"/",
"8",
"/",
"04",
"8",
"/",
"9",
"/",
"04",
"quarta",
"-",
"9",
"/",
"11",
"/",
"04",
"25 de fevereiro de 2008",
"09",
".",
"08",
".",
"04",
"13",
".",
"10",
".",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"9",
"/",
"06",
"9",
"/",
"8",
"/",
"04",
"10",
"/",
"8",
"/",
"04",
"terça",
"-",
"8",
"/",
"9",
"/",
"04",
"quarta",
"-",
"feira",
"9",
"/",
"11",
"/",
"04",
"25 de fevereiro de 2008",
"09",
".",
"08",
".",
"04",
"13",
".",
"10",
".",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"6",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"6",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"4",
"/",
"09",
"3",
"/",
"4",
"/",
"09",
"13",
"/",
"4",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"4",
"/",
"09",
"3",
"/",
"4",
"/",
"09",
"13",
"/",
"4",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S)
:KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO EDITAL DO
CERTAME. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. ALEGADA VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária
pertinente e o reexame de fatos e provas. Providências inviáveis neste
momento processual.
2. Aresto impugnado que, não obstante haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo,
não cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Republicana.
3. Agravo regimental desprovido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803252.
Supremo Tribunal Federal
DJe 12/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
RE 599.243 AGR / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803252.
Supremo Tribunal Federal
RE 599.243 AGR / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S)
:KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao recurso extraordinário porque: a) o reexame da legislação
infraconstitucional e a análise do conjunto fático-probatório dos autos são
incompatíveis com a via recursal extraordinária; b) o aresto impugnado
está devidamente fundamentado.
2. Pois bem, a parte agravante alega que
“demonstrou,
inequivocamente, a requisição constitucional de obediência e vinculação ao edital
do concurso, o qual apresenta exigência de aptidão física do candidato” (fls. 441).
Sustenta que as violações constitucionais se deram de forma direta e que
o deslinde da controvérsia prescinde do reexame de fatos e provas.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
MML/mom
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803253.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S)
:KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao recurso extraordinário porque: a) o reexame da legislação
infraconstitucional e a análise do conjunto fático-probatório dos autos são
incompatíveis com a via recursal extraordinária; b) o aresto impugnado
está devidamente fundamentado.
2. Pois bem, a parte agravante alega que
“demonstrou,
inequivocamente, a requisição constitucional de obediência e vinculação ao edital
do concurso, o qual apresenta exigência de aptidão física do candidato” (fls. 441).
Sustenta que as violações constitucionais se deram de forma direta e que
o deslinde da controvérsia prescinde do reexame de fatos e provas.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
MML/mom
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, a
instância judicante de origem concedeu a ordem no mandado de
segurança e afastou o fundamento utilizado pela Petróleo Brasileiro S/A –
Petrobras para eliminação do agravado no concurso público para
provimento do emprego de assistente técnico de manutenção. Leia-se o
julgado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 234):
“Apesar de constar do edital a necessidade de aptidão
plena para o exercício de cargo, não há qualquer ressalva
quanto à obesidade como fator impeditivo para a ocupação do
cargo.
O edital de convocação deve conter regras transparentes
para que sejam atendidos os princípios da legalidade e
publicidade, garantidos no art. 37 da CF.
Além do que as regras que acarretam em eliminação
devem atender ao princípio da razoabilidade, sob pena de se
promover a descriminação, o que acarretaria em violação ao
princípio da igualdade de condições entre os participantes do
certame.
Não há comprovação de que a obesidade torna o Apelado
incapaz para o exercício da função pretendida, alegando a
Apelante apenas dificuldades para o exercício do cargo em
plataformas marítimas, sendo as funções exercidas também em
refinarias e terminais marítimos, conforme item 3.1 do edital.”
6. Nessa contextura, entendo que não se poderia dar solução diversa
ao recurso. É que, para se chegar a conclusão diversa da adotada pelo
aresto extraordinariamente recorrido, seria indispensável rever a
interpretação dada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
ao edital do concurso público em questão.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785430.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, a
instância judicante de origem concedeu a ordem no mandado de
segurança e afastou o fundamento utilizado pela Petróleo Brasileiro S/A –
Petrobras para eliminação do agravado no concurso público para
provimento do emprego de assistente técnico de manutenção. Leia-se o
julgado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 234):
“Apesar de constar do edital a necessidade de aptidão
plena para o exercício de cargo, não há qualquer ressalva
quanto à obesidade como fator impeditivo para a ocupação do
cargo.
O edital de convocação deve conter regras transparentes
para que sejam atendidos os princípios da legalidade e
publicidade, garantidos no art. 37 da CF.
Além do que as regras que acarretam em eliminação
devem atender ao princípio da razoabilidade, sob pena de se
promover a descriminação, o que acarretaria em violação ao
princípio da igualdade de condições entre os participantes do
certame.
Não há comprovação de que a obesidade torna o Apelado
incapaz para o exercício da função pretendida, alegando a
Apelante apenas dificuldades para o exercício do cargo em
plataformas marítimas, sendo as funções exercidas também em
refinarias e terminais marítimos, conforme item 3.1 do edital.”
6. Nessa contextura, entendo que não se poderia dar solução diversa
ao recurso. É que, para se chegar a conclusão diversa da adotada pelo
aresto extraordinariamente recorrido, seria indispensável rever a
interpretação dada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
ao edital do concurso público em questão.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
RE 599.243 AGR / RJ
7. De mais a mais, a via recursal extraordinária não se presta para
rever premissas fáticas adotadas pelas instâncias ordinárias (Súmula
279/STF).
8. Por outra volta, ressalto que a controvérsia foi debatida em
acórdão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos
interesses da parte recorrente. Logo, não há falar em afronta à
Constituição Republicana.
9. Com efeito, “a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução
das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas,
corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está
satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence). Cito, de mais a mais, o AI 177.283-AgR, da relatoria
do ministro Carlos Velloso.
10. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785430.
Supremo Tribunal Federal
RE 599.243 AGR / RJ
7. De mais a mais, a via recursal extraordinária não se presta para
rever premissas fáticas adotadas pelas instâncias ordinárias (Súmula
279/STF).
8. Por outra volta, ressalto que a controvérsia foi debatida em
acórdão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos
interesses da parte recorrente. Logo, não há falar em afronta à
Constituição Republicana.
9. Com efeito, “a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução
das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas,
corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está
satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence). Cito, de mais a mais, o AI 177.283-AgR, da relatoria
do ministro Carlos Velloso.
10. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785430.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S) : KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1797970
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S) : KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1797970
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1810437
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-12T00:00:00
|
agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO EDITAL DO CERTAME. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGADA VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária pertinente e o reexame de fatos e provas. Providências inviáveis neste momento processual.
2. Aresto impugnado que, não obstante haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Constituição Republicana.
3. Agravo regimental desprovido.
|
sjur205689
|
- Acórdãos citados: RE 140370, AI 177283 AgR.
Número de páginas: 6.
Análise: 16/03/2012, BMB.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
599243
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 599243 AgR
|
[
""
] |
RECTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S) : KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S)
:KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO EDITAL DO
CERTAME. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. ALEGADA VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária
pertinente e o reexame de fatos e provas. Providências inviáveis neste
momento processual.
2. Aresto impugnado que, não obstante haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo,
não cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Republicana.
3. Agravo regimental desprovido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803252.
Supremo Tribunal Federal
DJe 12/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 599.243 AGR / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 599.243 AGR / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S)
:KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao recurso extraordinário porque: a) o reexame da legislação
infraconstitucional e a análise do conjunto fático-probatório dos autos são
incompatíveis com a via recursal extraordinária; b) o aresto impugnado
está devidamente fundamentado.
2. Pois bem, a parte agravante alega que
“demonstrou,
inequivocamente, a requisição constitucional de obediência e vinculação ao edital
do concurso, o qual apresenta exigência de aptidão física do candidato” (fls. 441).
Sustenta que as violações constitucionais se deram de forma direta e que
o deslinde da controvérsia prescinde do reexame de fatos e provas.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
MML/mom
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S)
:KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao recurso extraordinário porque: a) o reexame da legislação
infraconstitucional e a análise do conjunto fático-probatório dos autos são
incompatíveis com a via recursal extraordinária; b) o aresto impugnado
está devidamente fundamentado.
2. Pois bem, a parte agravante alega que
“demonstrou,
inequivocamente, a requisição constitucional de obediência e vinculação ao edital
do concurso, o qual apresenta exigência de aptidão física do candidato” (fls. 441).
Sustenta que as violações constitucionais se deram de forma direta e que
o deslinde da controvérsia prescinde do reexame de fatos e provas.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
MML/mom
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, a
instância judicante de origem concedeu a ordem no mandado de
segurança e afastou o fundamento utilizado pela Petróleo Brasileiro S/A –
Petrobras para eliminação do agravado no concurso público para
provimento do emprego de assistente técnico de manutenção. Leia-se o
julgado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 234):
“Apesar de constar do edital a necessidade de aptidão
plena para o exercício de cargo, não há qualquer ressalva
quanto à obesidade como fator impeditivo para a ocupação do
cargo.
O edital de convocação deve conter regras transparentes
para que sejam atendidos os princípios da legalidade e
publicidade, garantidos no art. 37 da Constituição Federal de 1988.
Além do que as regras que acarretam em eliminação
devem atender ao princípio da razoabilidade, sob pena de se
promover a descriminação, o que acarretaria em violação ao
princípio da igualdade de condições entre os participantes do
certame.
Não há comprovação de que a obesidade torna o Apelado
incapaz para o exercício da função pretendida, alegando a
Apelante apenas dificuldades para o exercício do cargo em
plataformas marítimas, sendo as funções exercidas também em
refinarias e terminais marítimos, conforme item 3.1 do edital.”
6. Nessa contextura, entendo que não se poderia dar solução diversa
ao recurso. É que, para se chegar a conclusão diversa da adotada pelo
aresto extraordinariamente recorrido, seria indispensável rever a
interpretação dada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
ao edital do concurso público em questão.
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, a
instância judicante de origem concedeu a ordem no mandado de
segurança e afastou o fundamento utilizado pela Petróleo Brasileiro S/A –
Petrobras para eliminação do agravado no concurso público para
provimento do emprego de assistente técnico de manutenção. Leia-se o
julgado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 234):
“Apesar de constar do edital a necessidade de aptidão
plena para o exercício de cargo, não há qualquer ressalva
quanto à obesidade como fator impeditivo para a ocupação do
cargo.
O edital de convocação deve conter regras transparentes
para que sejam atendidos os princípios da legalidade e
publicidade, garantidos no art. 37 da Constituição Federal de 1988.
Além do que as regras que acarretam em eliminação
devem atender ao princípio da razoabilidade, sob pena de se
promover a descriminação, o que acarretaria em violação ao
princípio da igualdade de condições entre os participantes do
certame.
Não há comprovação de que a obesidade torna o Apelado
incapaz para o exercício da função pretendida, alegando a
Apelante apenas dificuldades para o exercício do cargo em
plataformas marítimas, sendo as funções exercidas também em
refinarias e terminais marítimos, conforme item 3.1 do edital.”
6. Nessa contextura, entendo que não se poderia dar solução diversa
ao recurso. É que, para se chegar a conclusão diversa da adotada pelo
aresto extraordinariamente recorrido, seria indispensável rever a
interpretação dada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
ao edital do concurso público em questão.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
Recurso Extraordinário 599.243 AGR / RJ
7. De mais a mais, a via recursal extraordinária não se presta para
rever premissas fáticas adotadas pelas instâncias ordinárias (Súmula
279/Supremo Tribunal Federal).
8. Por outra volta, ressalto que a controvérsia foi debatida em
acórdão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos
interesses da parte recorrente. Logo, não há falar em afronta à
Constituição Republicana.
9. Com efeito, “a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução
das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas,
corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está
satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence). Cito, de mais a mais, o AI 177.283-AgR, da relatoria
do ministro Carlos Velloso.
10. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 599.243 AGR / RJ
7. De mais a mais, a via recursal extraordinária não se presta para
rever premissas fáticas adotadas pelas instâncias ordinárias (Súmula
279/Supremo Tribunal Federal).
8. Por outra volta, ressalto que a controvérsia foi debatida em
acórdão devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos
interesses da parte recorrente. Logo, não há falar em afronta à
Constituição Republicana.
9. Com efeito, “a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução
das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas,
corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está
satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence). Cito, de mais a mais, o AI 177.283-AgR, da relatoria
do ministro Carlos Velloso.
10. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S) : KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.243
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUNDIN
ADV.(A/S) : KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 243",
"Recurso Extraordinário 599 . 243 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 599 . 243 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 243",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 243",
"RECURSO",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário 599 . 243 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"AI 177 . 283 - AgR",
"Recurso Extraordinário 599 . 243 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"AI 177 . 283 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 243",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 243"
],
"LEGISLACAO": [
"INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Republicana",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Republicana",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRÁS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRÁS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA",
"TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRÁS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Petróleo Brasileiro S / A",
"Petrobras",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Petróleo Brasileiro S / A",
"Petrobras",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRÁS",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRÁS",
"2",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"CARLOS ALBERTO MUNDIN",
"KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"CARLOS ALBERTO MUNDIN",
"KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"CARLOS ALBERTO MUNDIN",
"KAREN CRISTINA FILATRO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"AYRES BRITTO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"CARLOS ALBERTO MUNDIN",
"KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"CARLOS ALBERTO MUNDIN",
"KAREN CRISTINA FILATRO MUNDIN",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA. COMPATIBILIDADE ENTRE O PRIVILÉGIO E A
QUALIFICADORA DO CRIME DE FURTO: POSSIBILIDADE.
PRECEDENTES. HABEAS CORPUS CONCEDIDO.
1. As causas especiais de diminuição (privilégio) são compatíveis
com as de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente,
nos parágrafos 2° e 4° do artigo 155 do Código Penal. Precedentes.
2. Habeas corpus concedido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em conceder a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2258899.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela
DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de RONALDO TEIXEIRA
GARCIA, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que, 3.5.2011, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 170.922,
Relator o Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
2. Tem-se nos autos que, em 29.10.2008, o Paciente foi condenado
pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Poços de Caldas-MG à
pena de dois anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida em regime
inicial semiaberto, por tentativa de furto (art. 155, § 4°, I e II c/c art. 14, II
do Código Penal). Na sentença penal condenatória, o juízo de primeiro
grau consignou que os os antecedentes desfavoráveis do Paciente
impediriam a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas
de direito.
3. A defesa do Paciente interpôs apelação (Proc. 1.0518.07.117569-
0/001) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, requerendo “a) a absolvição
por falta de provas; b) o decote da qualificadora referente à escalada; c)
reconhecimento do caráter privilegiado do furto, com aplicação da pena de multa;
d) a aplicação da pena em seu mínimo legal com a substituição da sanção
corporal por penas restritivas de direitos; e) a fixação do regime inicial aberto
para o desconto da pena”. Em 16.3.2010, a Quinta Câmara Criminal do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela
DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de RONALDO TEIXEIRA
GARCIA, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que, 3.5.2011, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 170.922,
Relator o Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
2. Tem-se nos autos que, em 29.10.2008, o Paciente foi condenado
pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Poços de Caldas-MG à
pena de dois anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida em regime
inicial semiaberto, por tentativa de furto (art. 155, § 4°, I e II c/c art. 14, II
do Código Penal). Na sentença penal condenatória, o juízo de primeiro
grau consignou que os os antecedentes desfavoráveis do Paciente
impediriam a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas
de direito.
3. A defesa do Paciente interpôs apelação (Proc. 1.0518.07.117569-
0/001) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, requerendo “a) a absolvição
por falta de provas; b) o decote da qualificadora referente à escalada; c)
reconhecimento do caráter privilegiado do furto, com aplicação da pena de multa;
d) a aplicação da pena em seu mínimo legal com a substituição da sanção
corporal por penas restritivas de direitos; e) a fixação do regime inicial aberto
para o desconto da pena”. Em 16.3.2010, a Quinta Câmara Criminal do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 109.527 / MG
Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento ao recurso,
nos termos seguintes:
“APELAÇÃO CRIMINAL – DELITO DE FURTO –
NEGATIVA DE AUTORIA – PROVA ROBUSTA EM SENTIDO
CONTRÁRIO – CONDENAÇÃO MANTIDA – ESCALADA –
QUALIFICADORA DEVIDAMENTE COMPROVADA PELA
PERÍCIA TÉCNICA – RECONHECIMENTO DO PRIVILÉGIO –
IMPOSSIBILIDADE – PENAS REESTRUTURADAS –
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR
RESTRITIVAS DE DIREITOS. I – Se a prova dos autos, em seu
conjunto, aponta para a autoria e a materialidade do delito em
desfavor do réu, é de se manter a sentença condenatória recorrida,
ainda que haja peremptória negativa de autoria. II – A dinâmica dos
fatos torna evidente e fora de dúvida o emprego da via anormal com
esforço físico incomum para a prática do delito de furto, o que autoriza
a incidência da qualificadora prevista no art. 155, § 4°, inciso II, do
Código Penal. III – Na esteira da iterativa jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, mostra-se
inconciliável a figura privilegiadora prevista no § 2° do artigo 155 do
Código Penal com a hipótese de furto qualificado. IV – Se as
circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do CP são favoráveis ao
réu, merece redução a pena imposta na sentença. V – Restando a pena
estabelecida no mínimo legal, sendo favoráveis ao réu as
circunstâncias judiciais, faz ele jus à substituição da mesma por penas
restritivas de direitos”.
4. Irresignada, a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 170.922 no
Superior Tribunal de Justiça, que, em 3.5.2011, denegou a ordem, verbis:
“HABEAS
CORPUS.
TETATIVA
DE
FURTO
DUPLAMENTE
QUALIFICADO
(ESCALADA
E
ARROMBAMENTO). PENA: 1 ANO E 4 MESES DE
RECLUSÃO, EM REGIME INICIAL ABERTO, SUBSTITUÍDA
POR RESTRITIVA DE DIREITO. VALOR CONSIDERÁVEL DOS
BENS SUBTRAÍDOS (R$ 205,00). INADMISSIBILIDADE DA
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 109.527 / MG
Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento ao recurso,
nos termos seguintes:
“APELAÇÃO CRIMINAL – DELITO DE FURTO –
NEGATIVA DE AUTORIA – PROVA ROBUSTA EM SENTIDO
CONTRÁRIO – CONDENAÇÃO MANTIDA – ESCALADA –
QUALIFICADORA DEVIDAMENTE COMPROVADA PELA
PERÍCIA TÉCNICA – RECONHECIMENTO DO PRIVILÉGIO –
IMPOSSIBILIDADE – PENAS REESTRUTURADAS –
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR
RESTRITIVAS DE DIREITOS. I – Se a prova dos autos, em seu
conjunto, aponta para a autoria e a materialidade do delito em
desfavor do réu, é de se manter a sentença condenatória recorrida,
ainda que haja peremptória negativa de autoria. II – A dinâmica dos
fatos torna evidente e fora de dúvida o emprego da via anormal com
esforço físico incomum para a prática do delito de furto, o que autoriza
a incidência da qualificadora prevista no art. 155, § 4°, inciso II, do
Código Penal. III – Na esteira da iterativa jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, mostra-se
inconciliável a figura privilegiadora prevista no § 2° do artigo 155 do
Código Penal com a hipótese de furto qualificado. IV – Se as
circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do CP são favoráveis ao
réu, merece redução a pena imposta na sentença. V – Restando a pena
estabelecida no mínimo legal, sendo favoráveis ao réu as
circunstâncias judiciais, faz ele jus à substituição da mesma por penas
restritivas de direitos”.
4. Irresignada, a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 170.922 no
Superior Tribunal de Justiça, que, em 3.5.2011, denegou a ordem, verbis:
“HABEAS
CORPUS.
TETATIVA
DE
FURTO
DUPLAMENTE
QUALIFICADO
(ESCALADA
E
ARROMBAMENTO). PENA: 1 ANO E 4 MESES DE
RECLUSÃO, EM REGIME INICIAL ABERTO, SUBSTITUÍDA
POR RESTRITIVA DE DIREITO. VALOR CONSIDERÁVEL DOS
BENS SUBTRAÍDOS (R$ 205,00). INADMISSIBILIDADE DA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 109.527 / MG
INCIDÊNCIA DO PRIVILÉGIO. PRECEDENTES. PARECER DO
MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. Esta 5ª. Turma, alterando entendimento majoritário anterior,
em consonância com recente orientação do STJ, tem se posicionado
pela compatibilidade da figura do furto qualificado com a do privilégio,
em casos excepcionais.
2. In casu, todavia, mostra-se de todo inaplicável a figura do
furto privilegiado ou o princípio da insignificância, em razão do
considerável valor dos bens subtraídos, o que revela ofensividade
bastante da conduta do agente e, por conseguinte, a sua evidente
reprovabilidade.
3. Parecer do MPF pela denegação da ordem.
4. Ordem denegada”.
5. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual a
Impetrante aduz que “o Tribunal local deixou de reconhecer o caráter
privilegiado do furto única e exclusivamente pela impossibilidade de coexistir
com a figura qualificadora do delito. Não houve, por parte do Tribunal local, a
invocação de qualquer óbice atinente aos valores dos bens subtraídos”.
Alega que “a autoridade coatora confirmou a possibilidade das figuras
privilegiada e qualificada do delito de furto. Todavia, inovando na fundamentação
adotada pelo Tribunal local, deixou de reconhecer a privilegiadora, por conta do
valor elevado das coisas subtraídas” e, que “a autoridade coatora promoveu
indevida inovação de fundamentação, agregando motivos que não haviam sido
invocados pelo Tribunal local para afastar a privilegiadora”.
Sustenta que “essa Supremo Corte já assentou o entendimento de que não
há qualquer óbice na coexistência das figuras privilegiada e qualificada do furto.
Assim, a partir dos parâmetros de fundamentação traçados pelo Tribunal local,
impõe-se o reconhecimento do caráter privilegiado do furto em destaque”.
Este o teor dos pedidos:
“Pelos motivos expostos, requer-se:
3
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HC 109.527 / MG
INCIDÊNCIA DO PRIVILÉGIO. PRECEDENTES. PARECER DO
MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. Esta 5ª. Turma, alterando entendimento majoritário anterior,
em consonância com recente orientação do STJ, tem se posicionado
pela compatibilidade da figura do furto qualificado com a do privilégio,
em casos excepcionais.
2. In casu, todavia, mostra-se de todo inaplicável a figura do
furto privilegiado ou o princípio da insignificância, em razão do
considerável valor dos bens subtraídos, o que revela ofensividade
bastante da conduta do agente e, por conseguinte, a sua evidente
reprovabilidade.
3. Parecer do MPF pela denegação da ordem.
4. Ordem denegada”.
5. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual a
Impetrante aduz que “o Tribunal local deixou de reconhecer o caráter
privilegiado do furto única e exclusivamente pela impossibilidade de coexistir
com a figura qualificadora do delito. Não houve, por parte do Tribunal local, a
invocação de qualquer óbice atinente aos valores dos bens subtraídos”.
Alega que “a autoridade coatora confirmou a possibilidade das figuras
privilegiada e qualificada do delito de furto. Todavia, inovando na fundamentação
adotada pelo Tribunal local, deixou de reconhecer a privilegiadora, por conta do
valor elevado das coisas subtraídas” e, que “a autoridade coatora promoveu
indevida inovação de fundamentação, agregando motivos que não haviam sido
invocados pelo Tribunal local para afastar a privilegiadora”.
Sustenta que “essa Supremo Corte já assentou o entendimento de que não
há qualquer óbice na coexistência das figuras privilegiada e qualificada do furto.
Assim, a partir dos parâmetros de fundamentação traçados pelo Tribunal local,
impõe-se o reconhecimento do caráter privilegiado do furto em destaque”.
Este o teor dos pedidos:
“Pelos motivos expostos, requer-se:
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
HC 109.527 / MG
a) a concessão de ordem de habeas corpus, promovendo-se a
aplicação do disposto no § 2° do art. 155 do Código Penal,
executando-se apenas a possibilidade de substituição da pena de
reclusão pela de detenção, hipótese que não acarretaria proveito algum
ao paciente;
b) subsidiariamente, a concessão da ordem de habeas corpus,
determinando-se ao Tribunal local que promova a aplicação do
disposto no § 2° do art. 155 do Código Penal, como entender de
direito, excetuando-se apenas a possibilidade de substituição da pena
de reclusão pela detenção, hipótese que não acarretaria proveito algum
ao paciente;
c) a intimação pessoal do Defensor Público Federal de Categoria
Especial com atuação no STF de todos os atos do processo, incluída a
sessão de julgamento, além da observância das demais prerrogativas
conferidas aos Defensores Públicos Federais”.
6. Em 24.8.2011, não havendo pedido de medida liminar, determinei
fosse dada vista do autos ao Procurador-Geral da República, que opinou
“pela concessão da ordem para que, reconhecida a figura do furto qualificado-
privilegiado, seja reajustada a pena do paciente”.
É o relatório.
4
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a) a concessão de ordem de habeas corpus, promovendo-se a
aplicação do disposto no § 2° do art. 155 do Código Penal,
executando-se apenas a possibilidade de substituição da pena de
reclusão pela de detenção, hipótese que não acarretaria proveito algum
ao paciente;
b) subsidiariamente, a concessão da ordem de habeas corpus,
determinando-se ao Tribunal local que promova a aplicação do
disposto no § 2° do art. 155 do Código Penal, como entender de
direito, excetuando-se apenas a possibilidade de substituição da pena
de reclusão pela detenção, hipótese que não acarretaria proveito algum
ao paciente;
c) a intimação pessoal do Defensor Público Federal de Categoria
Especial com atuação no STF de todos os atos do processo, incluída a
sessão de julgamento, além da observância das demais prerrogativas
conferidas aos Defensores Públicos Federais”.
6. Em 24.8.2011, não havendo pedido de medida liminar, determinei
fosse dada vista do autos ao Procurador-Geral da República, que opinou
“pela concessão da ordem para que, reconhecida a figura do furto qualificado-
privilegiado, seja reajustada a pena do paciente”.
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Conforme relatado, a Impetrante sustenta, basicamente, que
haveria de se reconhecer a compatibilidade entre as causas especiais de
diminuição (privilégio) e de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2° e 4° do artigo 155 do Código Penal.
2. Ao contrário do que asseverou a autoridade coatora, na sua
decisão, a ordem há de ser concedida, pois, conforme bem ressaltou a
Procuradoria-Geral da República em seu parecer, “[n]o caso, para negar a
forma privilegiada, o Superior Tribunal de Justiça considerou exclusivamente o
valor dos bens subtraídos, avaliados em R$ 205,00 (…), equivalente à 54% do
valor do salário mínimo vigente à época dos fato (R$ 380,00). Portanto, sendo a
avaliação inferior ao salário mínimo, caracterizado o pequeno valor para efeitos
do §2º do art. 155 do Código Penal: ‘pequeno valor’ é aproximadamente o de um
salário mínimo vigente à época do fato’ (HC nº 69.290/RJ, Rel. Min. Paulo
Brossard, DJ de 23.10.92); ‘A ausência de prejuízo a vítima, em virtude da
apreensão e restituição da coisa furtada, não é circunstância caracterizadora do
furto privilegiado, senão o pequeno valor da coisa, estimado no momento da
consumação do delito, assim entendido aquele que não ultrapassa o salário
mínimo vigente’ (RE nº 100.020/SP, Rel. Min. Rafael Mayer, DJ de 02.8.83). E,
mais, sendo o paciente primário e tendo o Tribunal de segundo grau afastado os
maus antecedentes, estão preenchidos os pressupostos do art. 155, § 2º, do
Código Penal”.
3. Embora haja jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido
adotado pelo Tribunal de origem, em julgados mais recentes vem sendo
adotada nova orientação, interpretando-se ser inconciliável o tratamento
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Conforme relatado, a Impetrante sustenta, basicamente, que
haveria de se reconhecer a compatibilidade entre as causas especiais de
diminuição (privilégio) e de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2° e 4° do artigo 155 do Código Penal.
2. Ao contrário do que asseverou a autoridade coatora, na sua
decisão, a ordem há de ser concedida, pois, conforme bem ressaltou a
Procuradoria-Geral da República em seu parecer, “[n]o caso, para negar a
forma privilegiada, o Superior Tribunal de Justiça considerou exclusivamente o
valor dos bens subtraídos, avaliados em R$ 205,00 (…), equivalente à 54% do
valor do salário mínimo vigente à época dos fato (R$ 380,00). Portanto, sendo a
avaliação inferior ao salário mínimo, caracterizado o pequeno valor para efeitos
do §2º do art. 155 do Código Penal: ‘pequeno valor’ é aproximadamente o de um
salário mínimo vigente à época do fato’ (HC nº 69.290/RJ, Rel. Min. Paulo
Brossard, DJ de 23.10.92); ‘A ausência de prejuízo a vítima, em virtude da
apreensão e restituição da coisa furtada, não é circunstância caracterizadora do
furto privilegiado, senão o pequeno valor da coisa, estimado no momento da
consumação do delito, assim entendido aquele que não ultrapassa o salário
mínimo vigente’ (RE nº 100.020/SP, Rel. Min. Rafael Mayer, DJ de 02.8.83). E,
mais, sendo o paciente primário e tendo o Tribunal de segundo grau afastado os
maus antecedentes, estão preenchidos os pressupostos do art. 155, § 2º, do
Código Penal”.
3. Embora haja jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido
adotado pelo Tribunal de origem, em julgados mais recentes vem sendo
adotada nova orientação, interpretando-se ser inconciliável o tratamento
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 109.527 / MG
privilegiado do crime de furto com suas hipóteses qualificadas.
Na sessão de 13.10.2009, ao julgar o Habeas Corpus n. 97.051, de que
fui Relatora, esta Primeira Turma acolheu o entendimento no sentido de
serem compatíveis as causas especiais de diminuição (privilégio) com as
de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente, nos
parágrafos 2° e 4° do artigo 155 do Códio Penal:
“HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO. ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. COMPATIBILIDADE ENTRE O PRIVILÉGIO
E A QUALIFICADORA DO CRIME DE FURTO:
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
HABEAS CORPUS
PARCIALMENTE CONCEDIDO.
1. A tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial
exercício de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das circunstâncias
do caso concreto, no sentido de se verificar a ocorrência de alguma
lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico
tutelado.
2. O princípio da insignificância reduz o âmbito de proibição
aparente da tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado pela
norma penal.
3. Para a incidência do princípio da insignificância, além de
serem relevados o valor do objeto do crime e os aspectos objetivos do
fato – tais como a mínima ofensividade da conduta do agente, a
ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão
jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso, de forma
cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do País e o conjunto
de valores éticos juridicamente aproveitados pelo sistema penal para
determinar se a conduta pode ou não ser considerada típica para a
configuração do delito. Precedentes.
4. No caso dos autos, em que o delito se fez por três agentes, “na
2
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HC 109.527 / MG
privilegiado do crime de furto com suas hipóteses qualificadas.
Na sessão de 13.10.2009, ao julgar o Habeas Corpus n. 97.051, de que
fui Relatora, esta Primeira Turma acolheu o entendimento no sentido de
serem compatíveis as causas especiais de diminuição (privilégio) com as
de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente, nos
parágrafos 2° e 4° do artigo 155 do Códio Penal:
“HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO. ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. COMPATIBILIDADE ENTRE O PRIVILÉGIO
E A QUALIFICADORA DO CRIME DE FURTO:
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
HABEAS CORPUS
PARCIALMENTE CONCEDIDO.
1. A tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial
exercício de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das circunstâncias
do caso concreto, no sentido de se verificar a ocorrência de alguma
lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico
tutelado.
2. O princípio da insignificância reduz o âmbito de proibição
aparente da tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado pela
norma penal.
3. Para a incidência do princípio da insignificância, além de
serem relevados o valor do objeto do crime e os aspectos objetivos do
fato – tais como a mínima ofensividade da conduta do agente, a
ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão
jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso, de forma
cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do País e o conjunto
de valores éticos juridicamente aproveitados pelo sistema penal para
determinar se a conduta pode ou não ser considerada típica para a
configuração do delito. Precedentes.
4. No caso dos autos, em que o delito se fez por três agentes, “na
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 109.527 / MG
Localidade de Lajeado Taquara, interior do Município de
Alecrim/RS”, que “subtraíram, para si, do interior da propriedade da
vítima (...), uma novilha da raça holandesa”, de pouco valor material,
é certo, porém inestimável para um agricultor de uma região na qual
predomina o minifúndio, não é de se desconhecer que não se há de
levar a efeito exame que considere mais o valor material do bem
subtraído que os valores que têm de orientar a conduta de pessoas
modestas que vivem em povoações nas cercanias de cidades
interioranas. Associados a estes valores de ético-jurídico, verificam-se,
ainda, o alto grau de reprovabilidade do comportamento dos Pacientes
e a expressividade da lesão jurídica causada à vítima na espécie em
pauta, circunstâncias suficientes para afastar a incidência do princípio
da insignificância.
5. As causas especiais de diminuição (privilégio) são
compatíveis com as de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2º e 4º do artigo 155 do Código
Penal. Precedentes.
6. Ordem parcialmente concedida, para, reconhecendo a
compatibilidade entre as causas especiais de diminuição (privilégio) e
de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente, nos
parágrafos 2º e 4º do artigo 155 do Código Penal, restabelecer a
decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul”.
Nesse sentido, ainda, o julgamento do Habeas Corpus n. 94.765, DJ
26.9.2008, no qual a Ministra Ellen Gracie consignou a sua convicção de
haver “compatibilidade entre as qualificadoras (CP, art. 155, § 4°) e o privilégio
(CP, art. 155, § 2°), desde que não haja imposição apenas da pena de multa ao
paciente”.
4. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de conceder a
ordem, reconhecendo a compatibilidade entre as causas especiais de
diminuição (privilégio) e de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2° e 4° do artigo 155 do Código Penal,
aplicáveis à espécie. Ao juízo da execução criminal competente restará
redimensionar a pena aplicada ao Paciente nos termos do presente
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 109.527 / MG
Localidade de Lajeado Taquara, interior do Município de
Alecrim/RS”, que “subtraíram, para si, do interior da propriedade da
vítima (...), uma novilha da raça holandesa”, de pouco valor material,
é certo, porém inestimável para um agricultor de uma região na qual
predomina o minifúndio, não é de se desconhecer que não se há de
levar a efeito exame que considere mais o valor material do bem
subtraído que os valores que têm de orientar a conduta de pessoas
modestas que vivem em povoações nas cercanias de cidades
interioranas. Associados a estes valores de ético-jurídico, verificam-se,
ainda, o alto grau de reprovabilidade do comportamento dos Pacientes
e a expressividade da lesão jurídica causada à vítima na espécie em
pauta, circunstâncias suficientes para afastar a incidência do princípio
da insignificância.
5. As causas especiais de diminuição (privilégio) são
compatíveis com as de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2º e 4º do artigo 155 do Código
Penal. Precedentes.
6. Ordem parcialmente concedida, para, reconhecendo a
compatibilidade entre as causas especiais de diminuição (privilégio) e
de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente, nos
parágrafos 2º e 4º do artigo 155 do Código Penal, restabelecer a
decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul”.
Nesse sentido, ainda, o julgamento do Habeas Corpus n. 94.765, DJ
26.9.2008, no qual a Ministra Ellen Gracie consignou a sua convicção de
haver “compatibilidade entre as qualificadoras (CP, art. 155, § 4°) e o privilégio
(CP, art. 155, § 2°), desde que não haja imposição apenas da pena de multa ao
paciente”.
4. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de conceder a
ordem, reconhecendo a compatibilidade entre as causas especiais de
diminuição (privilégio) e de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2° e 4° do artigo 155 do Código Penal,
aplicáveis à espécie. Ao juízo da execução criminal competente restará
redimensionar a pena aplicada ao Paciente nos termos do presente
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 109.527 / MG
habeas corpus.
É o meu voto.
4
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HC 109.527 / MG
habeas corpus.
É o meu voto.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, hoje a
própria doutrina já aceita a figura do furto qualificado privilegiado. De
sorte que a jurisprudência da Ministra Cármen está mais adequada a essa
nova orientação.
Estou acompanhando a Relatora.
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, hoje a
própria doutrina já aceita a figura do furto qualificado privilegiado. De
sorte que a jurisprudência da Ministra Cármen está mais adequada a essa
nova orientação.
Estou acompanhando a Relatora.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Nós julgamos, aqui na Primeira Turma, também, vários casos nesse
sentido; é meu posicionamento também.
Acompanho a eminente Relatora.
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Nós julgamos, aqui na Primeira Turma, também, vários casos nesse
sentido; é meu posicionamento também.
Acompanho a eminente Relatora.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.527
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.527
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2282249
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-08-01T00:00:00
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A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. COMPATIBILIDADE ENTRE O PRIVILÉGIO E A QUALIFICADORA DO CRIME DE FURTO: POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS CONCEDIDO.
1. As causas especiais de diminuição (privilégio) são compatíveis com as de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente, nos parágrafos 2° e 4° do artigo 155 do Código Penal. Precedentes.
2. Habeas corpus concedido.
|
sjur211820
|
- Acórdãos citados: HC 94765, HC 97051.
- Veja HC 170922 do STJ.
Número de páginas: 12.
Análise: 06/08/2012, KBP.
Revisão: 10/08/2012, IMC.
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CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
109527
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00155 PAR-00002 PAR-00004 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
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HC 109527
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""
] |
PACTE.(S) : RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA. COMPATIBILIDADE ENTRE O PRIVILÉGIO E A
QUALIFICADORA DO CRIME DE FURTO: POSSIBILIDADE.
PRECEDENTES. HABEAS CORPUS CONCEDIDO.
1. As causas especiais de diminuição (privilégio) são compatíveis
com as de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente,
nos parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Código Penal. Precedentes.
2. Habeas corpus concedido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em conceder a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela
DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de RONALDO TEIXEIRA
GARCIA, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que, 3.5.2011, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 170.922,
Relator o Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
2. Tem-se nos autos que, em 29.10.2008, o Paciente foi condenado
pelo Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de Poços de Caldas-MG à
pena de dois anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida em regime
inicial semiaberto, por tentativa de furto (art. 155, § 4..., I e II c/c art. 14, II
do Código Penal). Na sentença penal condenatória, o juízo de primeiro
grau consignou que os os antecedentes desfavoráveis do Paciente
impediriam a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas
de direito.
3. A defesa do Paciente interpôs apelação (Proc. 1.0518.07.117569-
0/001) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, requerendo “a) a absolvição
por falta de provas; b) o decote da qualificadora referente à escalada; c)
reconhecimento do caráter privilegiado do furto, com aplicação da pena de multa;
d) a aplicação da pena em seu mínimo legal com a substituição da sanção
corporal por penas restritivas de direitos; e) a fixação do regime inicial aberto
para o desconto da pena”. Em 16.3.2010, a Quinta Câmara Criminal do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela
DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de RONALDO TEIXEIRA
GARCIA, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que, 3.5.2011, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 170.922,
Relator o Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
2. Tem-se nos autos que, em 29.10.2008, o Paciente foi condenado
pelo Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de Poços de Caldas-MG à
pena de dois anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida em regime
inicial semiaberto, por tentativa de furto (art. 155, § 4..., I e II c/c art. 14, II
do Código Penal). Na sentença penal condenatória, o juízo de primeiro
grau consignou que os os antecedentes desfavoráveis do Paciente
impediriam a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas
de direito.
3. A defesa do Paciente interpôs apelação (Proc. 1.0518.07.117569-
0/001) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, requerendo “a) a absolvição
por falta de provas; b) o decote da qualificadora referente à escalada; c)
reconhecimento do caráter privilegiado do furto, com aplicação da pena de multa;
d) a aplicação da pena em seu mínimo legal com a substituição da sanção
corporal por penas restritivas de direitos; e) a fixação do regime inicial aberto
para o desconto da pena”. Em 16.3.2010, a Quinta Câmara Criminal do
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 109.527 / MG
Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento ao recurso,
nos termos seguintes:
“APELAÇÃO CRIMINAL – DELITO DE FURTO –
NEGATIVA DE AUTORIA – PROVA ROBUSTA EM SENTIDO
CONTRÁRIO – CONDENAÇÃO MANTIDA – ESCALADA –
QUALIFICADORA DEVIDAMENTE COMPROVADA PELA
PERÍCIA TÉCNICA – RECONHECIMENTO DO PRIVILÉGIO –
IMPOSSIBILIDADE – PENAS REESTRUTURADAS –
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR
RESTRITIVAS DE DIREITOS. I – Se a prova dos autos, em seu
conjunto, aponta para a autoria e a materialidade do delito em
desfavor do réu, é de se manter a sentença condenatória recorrida,
ainda que haja peremptória negativa de autoria. II – A dinâmica dos
fatos torna evidente e fora de dúvida o emprego da via anormal com
esforço físico incomum para a prática do delito de furto, o que autoriza
a incidência da qualificadora prevista no art. 155, § 4..., inciso II, do
Código Penal. III – Na esteira da iterativa jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, mostra-se
inconciliável a figura privilegiadora prevista no § 2... do artigo 155 do
Código Penal com a hipótese de furto qualificado. IV – Se as
circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal Brasileiro são favoráveis ao
réu, merece redução a pena imposta na sentença. V – Restando a pena
estabelecida no mínimo legal, sendo favoráveis ao réu as
circunstâncias judiciais, faz ele jus à substituição da mesma por penas
restritivas de direitos”.
4. Irresignada, a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 170.922 no
Superior Tribunal de Justiça, que, em 3.5.2011, denegou a ordem, verbis:
“HABEAS
CORPUS.
TETATIVA
DE
FURTO
DUPLAMENTE
QUALIFICADO
(ESCALADA
E
ARROMBAMENTO). PENA: 1 ANO E 4 MESES DE
RECLUSÃO, EM REGIME INICIAL ABERTO, SUBSTITUÍDA
POR RESTRITIVA DE DIREITO. VALOR CONSIDERÁVEL DOS
BENS SUBTRAÍDOS (R$ 205,00). INADMISSIBILIDADE DA
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 109.527 / MG
Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento ao recurso,
nos termos seguintes:
“APELAÇÃO CRIMINAL – DELITO DE FURTO –
NEGATIVA DE AUTORIA – PROVA ROBUSTA EM SENTIDO
CONTRÁRIO – CONDENAÇÃO MANTIDA – ESCALADA –
QUALIFICADORA DEVIDAMENTE COMPROVADA PELA
PERÍCIA TÉCNICA – RECONHECIMENTO DO PRIVILÉGIO –
IMPOSSIBILIDADE – PENAS REESTRUTURADAS –
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR
RESTRITIVAS DE DIREITOS. I – Se a prova dos autos, em seu
conjunto, aponta para a autoria e a materialidade do delito em
desfavor do réu, é de se manter a sentença condenatória recorrida,
ainda que haja peremptória negativa de autoria. II – A dinâmica dos
fatos torna evidente e fora de dúvida o emprego da via anormal com
esforço físico incomum para a prática do delito de furto, o que autoriza
a incidência da qualificadora prevista no art. 155, § 4..., inciso II, do
Código Penal. III – Na esteira da iterativa jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, mostra-se
inconciliável a figura privilegiadora prevista no § 2... do artigo 155 do
Código Penal com a hipótese de furto qualificado. IV – Se as
circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal Brasileiro são favoráveis ao
réu, merece redução a pena imposta na sentença. V – Restando a pena
estabelecida no mínimo legal, sendo favoráveis ao réu as
circunstâncias judiciais, faz ele jus à substituição da mesma por penas
restritivas de direitos”.
4. Irresignada, a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 170.922 no
Superior Tribunal de Justiça, que, em 3.5.2011, denegou a ordem, verbis:
“HABEAS
CORPUS.
TETATIVA
DE
FURTO
DUPLAMENTE
QUALIFICADO
(ESCALADA
E
ARROMBAMENTO). PENA: 1 ANO E 4 MESES DE
RECLUSÃO, EM REGIME INICIAL ABERTO, SUBSTITUÍDA
POR RESTRITIVA DE DIREITO. VALOR CONSIDERÁVEL DOS
BENS SUBTRAÍDOS (R$ 205,00). INADMISSIBILIDADE DA
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 109.527 / MG
INCIDÊNCIA DO PRIVILÉGIO. PRECEDENTES. PARECER DO
MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. Esta 5.... Turma, alterando entendimento majoritário anterior,
em consonância com recente orientação do Superior Tribunal de Justiça, tem se posicionado
pela compatibilidade da figura do furto qualificado com a do privilégio,
em casos excepcionais.
2. In casu, todavia, mostra-se de todo inaplicável a figura do
furto privilegiado ou o princípio da insignificância, em razão do
considerável valor dos bens subtraídos, o que revela ofensividade
bastante da conduta do agente e, por conseguinte, a sua evidente
reprovabilidade.
3. Parecer do MPF pela denegação da ordem.
4. Ordem denegada”.
5. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual a
Impetrante aduz que “o Tribunal local deixou de reconhecer o caráter
privilegiado do furto única e exclusivamente pela impossibilidade de coexistir
com a figura qualificadora do delito. Não houve, por parte do Tribunal local, a
invocação de qualquer óbice atinente aos valores dos bens subtraídos”.
Alega que “a autoridade coatora confirmou a possibilidade das figuras
privilegiada e qualificada do delito de furto. Todavia, inovando na fundamentação
adotada pelo Tribunal local, deixou de reconhecer a privilegiadora, por conta do
valor elevado das coisas subtraídas” e, que “a autoridade coatora promoveu
indevida inovação de fundamentação, agregando motivos que não haviam sido
invocados pelo Tribunal local para afastar a privilegiadora”.
Sustenta que “essa Supremo Corte já assentou o entendimento de que não
há qualquer óbice na coexistência das figuras privilegiada e qualificada do furto.
Assim, a partir dos parâmetros de fundamentação traçados pelo Tribunal local,
impõe-se o reconhecimento do caráter privilegiado do furto em destaque”.
Este o teor dos pedidos:
“Pelos motivos expostos, requer-se:
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 109.527 / MG
INCIDÊNCIA DO PRIVILÉGIO. PRECEDENTES. PARECER DO
MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. Esta 5.... Turma, alterando entendimento majoritário anterior,
em consonância com recente orientação do Superior Tribunal de Justiça, tem se posicionado
pela compatibilidade da figura do furto qualificado com a do privilégio,
em casos excepcionais.
2. In casu, todavia, mostra-se de todo inaplicável a figura do
furto privilegiado ou o princípio da insignificância, em razão do
considerável valor dos bens subtraídos, o que revela ofensividade
bastante da conduta do agente e, por conseguinte, a sua evidente
reprovabilidade.
3. Parecer do MPF pela denegação da ordem.
4. Ordem denegada”.
5. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual a
Impetrante aduz que “o Tribunal local deixou de reconhecer o caráter
privilegiado do furto única e exclusivamente pela impossibilidade de coexistir
com a figura qualificadora do delito. Não houve, por parte do Tribunal local, a
invocação de qualquer óbice atinente aos valores dos bens subtraídos”.
Alega que “a autoridade coatora confirmou a possibilidade das figuras
privilegiada e qualificada do delito de furto. Todavia, inovando na fundamentação
adotada pelo Tribunal local, deixou de reconhecer a privilegiadora, por conta do
valor elevado das coisas subtraídas” e, que “a autoridade coatora promoveu
indevida inovação de fundamentação, agregando motivos que não haviam sido
invocados pelo Tribunal local para afastar a privilegiadora”.
Sustenta que “essa Supremo Corte já assentou o entendimento de que não
há qualquer óbice na coexistência das figuras privilegiada e qualificada do furto.
Assim, a partir dos parâmetros de fundamentação traçados pelo Tribunal local,
impõe-se o reconhecimento do caráter privilegiado do furto em destaque”.
Este o teor dos pedidos:
“Pelos motivos expostos, requer-se:
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
HC 109.527 / MG
a) a concessão de ordem de habeas corpus, promovendo-se a
aplicação do disposto no § 2... do art. 155 do Código Penal,
executando-se apenas a possibilidade de substituição da pena de
reclusão pela de detenção, hipótese que não acarretaria proveito algum
ao paciente;
b) subsidiariamente, a concessão da ordem de habeas corpus,
determinando-se ao Tribunal local que promova a aplicação do
disposto no § 2... do art. 155 do Código Penal, como entender de
direito, excetuando-se apenas a possibilidade de substituição da pena
de reclusão pela detenção, hipótese que não acarretaria proveito algum
ao paciente;
c) a intimação pessoal do Defensor Público Federal de Categoria
Especial com atuação no Supremo Tribunal Federal de todos os atos do processo, incluída a
sessão de julgamento, além da observância das demais prerrogativas
conferidas aos Defensores Públicos Federais”.
6. Em 24.8.2011, não havendo pedido de medida liminar, determinei
fosse dada vista do autos ao Procurador-Geral da República, que opinou
“pela concessão da ordem para que, reconhecida a figura do furto qualificado-
privilegiado, seja reajustada a pena do paciente”.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 109.527 / MG
a) a concessão de ordem de habeas corpus, promovendo-se a
aplicação do disposto no § 2... do art. 155 do Código Penal,
executando-se apenas a possibilidade de substituição da pena de
reclusão pela de detenção, hipótese que não acarretaria proveito algum
ao paciente;
b) subsidiariamente, a concessão da ordem de habeas corpus,
determinando-se ao Tribunal local que promova a aplicação do
disposto no § 2... do art. 155 do Código Penal, como entender de
direito, excetuando-se apenas a possibilidade de substituição da pena
de reclusão pela detenção, hipótese que não acarretaria proveito algum
ao paciente;
c) a intimação pessoal do Defensor Público Federal de Categoria
Especial com atuação no Supremo Tribunal Federal de todos os atos do processo, incluída a
sessão de julgamento, além da observância das demais prerrogativas
conferidas aos Defensores Públicos Federais”.
6. Em 24.8.2011, não havendo pedido de medida liminar, determinei
fosse dada vista do autos ao Procurador-Geral da República, que opinou
“pela concessão da ordem para que, reconhecida a figura do furto qualificado-
privilegiado, seja reajustada a pena do paciente”.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Conforme relatado, a Impetrante sustenta, basicamente, que
haveria de se reconhecer a compatibilidade entre as causas especiais de
diminuição (privilégio) e de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Código Penal.
2. Ao contrário do que asseverou a autoridade coatora, na sua
decisão, a ordem há de ser concedida, pois, conforme bem ressaltou a
Procuradoria-Geral da República em seu parecer, “[n]o caso, para negar a
forma privilegiada, o Superior Tribunal de Justiça considerou exclusivamente o
valor dos bens subtraídos, avaliados em R$ 205,00 (…), equivalente à 54% do
valor do salário mínimo vigente à época dos fato (R$ 380,00). Portanto, sendo a
avaliação inferior ao salário mínimo, caracterizado o pequeno valor para efeitos
do §2... do art. 155 do Código Penal: ‘pequeno valor’ é aproximadamente o de um
salário mínimo vigente à época do fato’ (HC n 69.290/RJ, Rel. Min. Paulo
Brossard, DJ de 23.10.92); ‘A ausência de prejuízo a vítima, em virtude da
apreensão e restituição da coisa furtada, não é circunstância caracterizadora do
furto privilegiado, senão o pequeno valor da coisa, estimado no momento da
consumação do delito, assim entendido aquele que não ultrapassa o salário
mínimo vigente’ (Recurso Extraordinário n 100.020/SP, Rel. Min. Rafael Mayer, DJ de 02.8.83). E,
mais, sendo o paciente primário e tendo o Tribunal de segundo grau afastado os
maus antecedentes, estão preenchidos os pressupostos do art. 155, § 2..., do
Código Penal”.
3. Embora haja jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido
adotado pelo Tribunal de origem, em julgados mais recentes vem sendo
adotada nova orientação, interpretando-se ser inconciliável o tratamento
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Conforme relatado, a Impetrante sustenta, basicamente, que
haveria de se reconhecer a compatibilidade entre as causas especiais de
diminuição (privilégio) e de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Código Penal.
2. Ao contrário do que asseverou a autoridade coatora, na sua
decisão, a ordem há de ser concedida, pois, conforme bem ressaltou a
Procuradoria-Geral da República em seu parecer, “[n]o caso, para negar a
forma privilegiada, o Superior Tribunal de Justiça considerou exclusivamente o
valor dos bens subtraídos, avaliados em R$ 205,00 (…), equivalente à 54% do
valor do salário mínimo vigente à época dos fato (R$ 380,00). Portanto, sendo a
avaliação inferior ao salário mínimo, caracterizado o pequeno valor para efeitos
do §2... do art. 155 do Código Penal: ‘pequeno valor’ é aproximadamente o de um
salário mínimo vigente à época do fato’ (HC n 69.290/RJ, Rel. Min. Paulo
Brossard, DJ de 23.10.92); ‘A ausência de prejuízo a vítima, em virtude da
apreensão e restituição da coisa furtada, não é circunstância caracterizadora do
furto privilegiado, senão o pequeno valor da coisa, estimado no momento da
consumação do delito, assim entendido aquele que não ultrapassa o salário
mínimo vigente’ (Recurso Extraordinário n 100.020/SP, Rel. Min. Rafael Mayer, DJ de 02.8.83). E,
mais, sendo o paciente primário e tendo o Tribunal de segundo grau afastado os
maus antecedentes, estão preenchidos os pressupostos do art. 155, § 2..., do
Código Penal”.
3. Embora haja jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido
adotado pelo Tribunal de origem, em julgados mais recentes vem sendo
adotada nova orientação, interpretando-se ser inconciliável o tratamento
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 109.527 / MG
privilegiado do crime de furto com suas hipóteses qualificadas.
Na sessão de 13.10.2009, ao julgar o Habeas Corpus n. 97.051, de que
fui Relatora, esta Primeira Turma acolheu o entendimento no sentido de
serem compatíveis as causas especiais de diminuição (privilégio) com as
de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente, nos
parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Códio Penal:
“HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO. ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. COMPATIBILIDADE ENTRE O PRIVILÉGIO
E A QUALIFICADORA DO CRIME DE FURTO:
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
HABEAS CORPUS
PARCIALMENTE CONCEDIDO.
1. A tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial
exercício de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das circunstâncias
do caso concreto, no sentido de se verificar a ocorrência de alguma
lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico
tutelado.
2. O princípio da insignificância reduz o âmbito de proibição
aparente da tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado pela
norma penal.
3. Para a incidência do princípio da insignificância, além de
serem relevados o valor do objeto do crime e os aspectos objetivos do
fato – tais como a mínima ofensividade da conduta do agente, a
ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão
jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso, de forma
cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do País e o conjunto
de valores éticos juridicamente aproveitados pelo sistema penal para
determinar se a conduta pode ou não ser considerada típica para a
configuração do delito. Precedentes.
4. No caso dos autos, em que o delito se fez por três agentes, “na
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 109.527 / MG
privilegiado do crime de furto com suas hipóteses qualificadas.
Na sessão de 13.10.2009, ao julgar o Habeas Corpus n. 97.051, de que
fui Relatora, esta Primeira Turma acolheu o entendimento no sentido de
serem compatíveis as causas especiais de diminuição (privilégio) com as
de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente, nos
parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Códio Penal:
“HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO. ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. COMPATIBILIDADE ENTRE O PRIVILÉGIO
E A QUALIFICADORA DO CRIME DE FURTO:
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
HABEAS CORPUS
PARCIALMENTE CONCEDIDO.
1. A tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial
exercício de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das circunstâncias
do caso concreto, no sentido de se verificar a ocorrência de alguma
lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico
tutelado.
2. O princípio da insignificância reduz o âmbito de proibição
aparente da tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado pela
norma penal.
3. Para a incidência do princípio da insignificância, além de
serem relevados o valor do objeto do crime e os aspectos objetivos do
fato – tais como a mínima ofensividade da conduta do agente, a
ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão
jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso, de forma
cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do País e o conjunto
de valores éticos juridicamente aproveitados pelo sistema penal para
determinar se a conduta pode ou não ser considerada típica para a
configuração do delito. Precedentes.
4. No caso dos autos, em que o delito se fez por três agentes, “na
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 109.527 / MG
Localidade de Lajeado Taquara, interior do Município de
Alecrim/RS”, que “subtraíram, para si, do interior da propriedade da
vítima (...), uma novilha da raça holandesa”, de pouco valor material,
é certo, porém inestimável para um agricultor de uma região na qual
predomina o minifúndio, não é de se desconhecer que não se há de
levar a efeito exame que considere mais o valor material do bem
subtraído que os valores que têm de orientar a conduta de pessoas
modestas que vivem em povoações nas cercanias de cidades
interioranas. Associados a estes valores de ético-jurídico, verificam-se,
ainda, o alto grau de reprovabilidade do comportamento dos Pacientes
e a expressividade da lesão jurídica causada à vítima na espécie em
pauta, circunstâncias suficientes para afastar a incidência do princípio
da insignificância.
5. As causas especiais de diminuição (privilégio) são
compatíveis com as de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Código
Penal. Precedentes.
6. Ordem parcialmente concedida, para, reconhecendo a
compatibilidade entre as causas especiais de diminuição (privilégio) e
de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente, nos
parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Código Penal, restabelecer a
decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul”.
Nesse sentido, ainda, o julgamento do Habeas Corpus n. 94.765, DJ
26.9.2008, no qual a Ministra Ellen Gracie consignou a sua convicção de
haver “compatibilidade entre as qualificadoras (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 4...) e o privilégio
(Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...), desde que não haja imposição apenas da pena de multa ao
paciente”.
4. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de conceder a
ordem, reconhecendo a compatibilidade entre as causas especiais de
diminuição (privilégio) e de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Código Penal,
aplicáveis à espécie. Ao juízo da execução criminal competente restará
redimensionar a pena aplicada ao Paciente nos termos do presente
3
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HC 109.527 / MG
Localidade de Lajeado Taquara, interior do Município de
Alecrim/RS”, que “subtraíram, para si, do interior da propriedade da
vítima (...), uma novilha da raça holandesa”, de pouco valor material,
é certo, porém inestimável para um agricultor de uma região na qual
predomina o minifúndio, não é de se desconhecer que não se há de
levar a efeito exame que considere mais o valor material do bem
subtraído que os valores que têm de orientar a conduta de pessoas
modestas que vivem em povoações nas cercanias de cidades
interioranas. Associados a estes valores de ético-jurídico, verificam-se,
ainda, o alto grau de reprovabilidade do comportamento dos Pacientes
e a expressividade da lesão jurídica causada à vítima na espécie em
pauta, circunstâncias suficientes para afastar a incidência do princípio
da insignificância.
5. As causas especiais de diminuição (privilégio) são
compatíveis com as de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Código
Penal. Precedentes.
6. Ordem parcialmente concedida, para, reconhecendo a
compatibilidade entre as causas especiais de diminuição (privilégio) e
de aumento (qualificadora) de pena previstas, respectivamente, nos
parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Código Penal, restabelecer a
decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul”.
Nesse sentido, ainda, o julgamento do Habeas Corpus n. 94.765, DJ
26.9.2008, no qual a Ministra Ellen Gracie consignou a sua convicção de
haver “compatibilidade entre as qualificadoras (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 4...) e o privilégio
(Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...), desde que não haja imposição apenas da pena de multa ao
paciente”.
4. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de conceder a
ordem, reconhecendo a compatibilidade entre as causas especiais de
diminuição (privilégio) e de aumento (qualificadora) de pena previstas,
respectivamente, nos parágrafos 2... e 4... do artigo 155 do Código Penal,
aplicáveis à espécie. Ao juízo da execução criminal competente restará
redimensionar a pena aplicada ao Paciente nos termos do presente
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 109.527 / MG
habeas corpus.
É o meu voto.
4
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HC 109.527 / MG
habeas corpus.
É o meu voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, hoje a
própria doutrina já aceita a figura do furto qualificado privilegiado. De
sorte que a jurisprudência da Ministra Cármen está mais adequada a essa
nova orientação.
Estou acompanhando a Relatora.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838056.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, hoje a
própria doutrina já aceita a figura do furto qualificado privilegiado. De
sorte que a jurisprudência da Ministra Cármen está mais adequada a essa
nova orientação.
Estou acompanhando a Relatora.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Nós julgamos, aqui na Primeira Turma, também, vários casos nesse
sentido; é meu posicionamento também.
Acompanho a eminente Relatora.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822067.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.527 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Nós julgamos, aqui na Primeira Turma, também, vários casos nesse
sentido; é meu posicionamento também.
Acompanho a eminente Relatora.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.527
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.527
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : RONALDO TEIXEIRA GARCIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810806
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"Habeas Corpus n . 170 . 922",
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"Habeas Corpus n . 170 . 922",
"HC 109 . 527 / MG",
"Habeas Corpus n . 170 . 922",
"HC 109 . 527 / MG",
"Habeas Corpus n . 170 . 922",
"HC 109 . 527 / MG",
"HC 109 . 527 / MG",
"HC 109 . 527 / MG",
"HC 109 . 527 / MG",
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"HC n 69 . 290 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 100 . 020 / SP",
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"HC n 69 .",
"RJ",
"Recurso Extraordinário n 100 . 020 / SP",
"HC 109 . 527 / MG",
"Habeas Corpus n . 97 . 051",
"HC 109 . 527 / MG",
"Habeas Corpus n",
"HC 109 . 527 / MG",
"Habeas Corpus n . 94 . 765",
"HC 109 . 527 / MG",
"Habeas Corpus n . 94 . 765",
"HC 109 . 527 / MG",
"HC 109 . 527 / MG",
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"HABEAS CORPUS 109 . 527",
"HABEAS CORPUS 109 . 527"
],
"LEGISLACAO": [
"parágrafos",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 4 . . . , I e II c / c art . 14 , II do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 4 . . . , inciso II , do Código Penal",
"§ 2 . . . do artigo 155 do Código Penal",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 .",
"art . 155 , § 4 . . . , inciso II , do Código Penal",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2",
"art . 155 do Código Penal",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"parágrafos",
"artigo 155 do Código Penal",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 155 do Códio Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"parágrafos",
"parágrafos",
"artigo 155 do Código Penal",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 4 . . .",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 2 . . .",
"parágrafos",
"artigo 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"artigo 155 do Código Penal",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 4 . . .",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 2 . . .",
"parágrafos 2 . . . e 4 . . . do artigo 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"Lajeado Taquara",
"Município de Alecrim / RS",
"Lajeado Taquara",
"Município de Alecrim / RS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"1",
"Vara Criminal da Comarca de Poços de Caldas - MG",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Quinta Câmara Criminal do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Vara Criminal da Comarca de Poços de Caldas - MG",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Quinta Câmara Criminal do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"MPF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"MPF",
"Supremo Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MPF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"MPF",
"Supremo Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"RONALDO TEIXEIRA GARCIA",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RONALDO TEIXEIRA GARCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RONALDO TEIXEIRA GARCIA",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RONALDO TEIXEIRA GARCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RONALDO TEIXEIRA GARCIA",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Paulo Brossard",
"Rafael Mayer",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Paulo Brossard",
"Rafael Mayer",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Cármen",
"LUIZ FUX",
"Cármen",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RONALDO TEIXEIRA GARCIA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RONALDO TEIXEIRA GARCIA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"3",
".",
"5",
".",
"2011",
"29",
".",
"10",
".",
"2008",
"16",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"3",
".",
"5",
".",
"2011",
"29",
".",
"10",
".",
"2008",
"16",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"5",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"5",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"23",
".",
"10",
".",
"92",
"02",
".",
"8",
".",
"83",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"23",
".",
"10",
".",
"92",
"02",
".",
"8",
".",
"83",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"9",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"9",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. FALTA
DE
DEFESA TÉCNICA POR ADVOGADO NO PROCESSO
ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE
À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULA VINCULANTE N. 5.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1814753.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 2 de setembro de 2011, dei provimento ao recurso
extraordinário interposto pela União contra julgado do Superior Tribunal
de Justiça, o qual assentou a obrigatoriedade da presença de advogado
em todas as fases do processo administrativo. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“4. Este Supremo Tribunal Federal assentou que a falta de
defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar
não contraria a Constituição da República.
(…) Na sessão plenária de 7 de maio de 2008, o Supremo
Tribunal Federal editou a Súmula com efeito vinculante n. 5, que tem
o teor seguinte:
‘A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição’
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão recorrido.
5. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário para
denegar a segurança (art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e
art. 21, § 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).
Considerando-se a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal,
deixo de condenar ao pagamento de honorários advocatícios de
sucumbência” (fls. 521-524).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 2 de setembro de 2011, dei provimento ao recurso
extraordinário interposto pela União contra julgado do Superior Tribunal
de Justiça, o qual assentou a obrigatoriedade da presença de advogado
em todas as fases do processo administrativo. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“4. Este Supremo Tribunal Federal assentou que a falta de
defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar
não contraria a Constituição da República.
(…) Na sessão plenária de 7 de maio de 2008, o Supremo
Tribunal Federal editou a Súmula com efeito vinculante n. 5, que tem
o teor seguinte:
‘A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição’
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão recorrido.
5. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário para
denegar a segurança (art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e
art. 21, § 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).
Considerando-se a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal,
deixo de condenar ao pagamento de honorários advocatícios de
sucumbência” (fls. 521-524).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 599.808 AGR / DF
2. Publicada essa decisão no DJe de 28.9.2011 (fl. 525), interpõe Helio
Lucena Ramos da Silva, ora Agravante, em 30.9.2011, tempestivamente,
agravo regimental (fls. 529-537)
3. Sustenta o Agravante que “o poder discricionário atribuível ao
julgador autoriza, se assim entender suficientes, decidir a lide exclusivamente
com base nos argumentos de uma das partes. Todavia, não se pode imaginar que
sejam ignoradas completamente as contrarrazões apresentadas pela outra,
cabendo a autoridade julgadora expor porque as alegações contrárias ao seu
convencimento não são procedentes” (fl. 532).
Afirma que, “estando preso quando respondeu ao PAD, em face do
princípio da primazia da Constituição Federal, a assistência de advogado não
pode e nem deve ser regulada pelas Leis nº 8.112/90 e 9.784/99 e nem mesmo pela
Súmula Vinculante n° 5, porquanto todas são legislações infraconstitucionais, e o
direito que aqui se trata está insculpido na Constituição da República,
precisamente no art. 5°, inciso LXIII, assecuratório de que, ao preso, à assistência
de advogado é condição obrigatória e irrenunciável” (fl. 534).
Assevera que “a declaração de hipossuficiente consta da defesa ao
indiciamento e caberia a quem acusa produzir provas em sentido contrário, o que
não foi feito. Consequentemente, a União, na condição de acusadora e julgadora
do PAD, deveria ter nomeado um defensor público para representar o ora
Recorrido” (fl. 535).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1814754.
Supremo Tribunal Federal
RE 599.808 AGR / DF
2. Publicada essa decisão no DJe de 28.9.2011 (fl. 525), interpõe Helio
Lucena Ramos da Silva, ora Agravante, em 30.9.2011, tempestivamente,
agravo regimental (fls. 529-537)
3. Sustenta o Agravante que “o poder discricionário atribuível ao
julgador autoriza, se assim entender suficientes, decidir a lide exclusivamente
com base nos argumentos de uma das partes. Todavia, não se pode imaginar que
sejam ignoradas completamente as contrarrazões apresentadas pela outra,
cabendo a autoridade julgadora expor porque as alegações contrárias ao seu
convencimento não são procedentes” (fl. 532).
Afirma que, “estando preso quando respondeu ao PAD, em face do
princípio da primazia da Constituição Federal, a assistência de advogado não
pode e nem deve ser regulada pelas Leis nº 8.112/90 e 9.784/99 e nem mesmo pela
Súmula Vinculante n° 5, porquanto todas são legislações infraconstitucionais, e o
direito que aqui se trata está insculpido na Constituição da República,
precisamente no art. 5°, inciso LXIII, assecuratório de que, ao preso, à assistência
de advogado é condição obrigatória e irrenunciável” (fl. 534).
Assevera que “a declaração de hipossuficiente consta da defesa ao
indiciamento e caberia a quem acusa produzir provas em sentido contrário, o que
não foi feito. Consequentemente, a União, na condição de acusadora e julgadora
do PAD, deveria ter nomeado um defensor público para representar o ora
Recorrido” (fl. 535).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Agravante informa que, “em 7 de fevereiro de 2003, foi notificado
para que pessoalmente ou mediante procurador legalmente constituído nos autos
acompanhasse até o final dos trabalhos correcionais a apuração dos fatos relatados
no processo administrativo disciplinar, em conformidade com o que estabelece o
art. 156 da Lei n° 8.112/90 e o inciso LV do art. 5° da Constituição Federal” (fl.
4).
Assevera que, “mesmo sem ser assistido por advogado, ou mesmo por
defensor dativo, conforme preceituado na Lei, (…) no dia 26 de maio de 2004,
postou através dos correios a sua defesa” (fl. 5).
3. No Termo de Indiciamento consta que, “no interrogatório do
indiciado realizado por esta Comissão de Inquérito, nos moldes do art. 159 da Lei
8.112/90, a fim de propiciar-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa, o
indiciado declarou: a) que, ao receber a intimação para o interrogatório, deu
ciência dessa convocação ao Dr. Paulo Ramalho, seu advogado na instância
judicial; b) ao se iniciar a audiência do respectivo interrogatório (tal como em
juízo, em que, por orientação do seu advogado manteve-se em silêncio),
comunicou que não responderia às perguntas que lhes fossem dirigidas,
utilizando a prerrogativa de manter-se em silêncio, conforme lhe faculta a
Constituição Federal” (fls. 27-28).
4. Conclui-se que, apesar de não ter tido advogado constituído ou
defensor dativo no processo administrativo disciplinar, o ora Agravante
teve assegurado o direito à ampla defesa.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1814755.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Agravante informa que, “em 7 de fevereiro de 2003, foi notificado
para que pessoalmente ou mediante procurador legalmente constituído nos autos
acompanhasse até o final dos trabalhos correcionais a apuração dos fatos relatados
no processo administrativo disciplinar, em conformidade com o que estabelece o
art. 156 da Lei n° 8.112/90 e o inciso LV do art. 5° da Constituição Federal” (fl.
4).
Assevera que, “mesmo sem ser assistido por advogado, ou mesmo por
defensor dativo, conforme preceituado na Lei, (…) no dia 26 de maio de 2004,
postou através dos correios a sua defesa” (fl. 5).
3. No Termo de Indiciamento consta que, “no interrogatório do
indiciado realizado por esta Comissão de Inquérito, nos moldes do art. 159 da Lei
8.112/90, a fim de propiciar-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa, o
indiciado declarou: a) que, ao receber a intimação para o interrogatório, deu
ciência dessa convocação ao Dr. Paulo Ramalho, seu advogado na instância
judicial; b) ao se iniciar a audiência do respectivo interrogatório (tal como em
juízo, em que, por orientação do seu advogado manteve-se em silêncio),
comunicou que não responderia às perguntas que lhes fossem dirigidas,
utilizando a prerrogativa de manter-se em silêncio, conforme lhe faculta a
Constituição Federal” (fls. 27-28).
4. Conclui-se que, apesar de não ter tido advogado constituído ou
defensor dativo no processo administrativo disciplinar, o ora Agravante
teve assegurado o direito à ampla defesa.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 599.808 AGR / DF
5. Este Supremo Tribunal assentou que a falta de advogado
constituído ou de defensor dativo no processo administrativo disciplinar
não contraria a Constituição da República, se assegurado o direito à
informação, à manifestação e à consideração dos argumentos
manifestados, como ocorreu na espécie vertente. Nesse sentido:
“Se devidamente garantido o direito (i) à informação. (ii) à
manifestação e (iii) à consideração dos argumentos manifestados, a
ampla defesa foi exercida em sua plenitude, inexistindo ofensa ao art.
5°, LV, da Constituição Federal.
Por si só, a ausência de advogado constituído ou de defensor
dativo com habilitação não importa nulidade de processo
administrativo disciplinar” (RE 434.059, Rel. Min. Gilmar Mendes,
Plenário, DJe 12.9.2008).
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO DISCIPLINAR.
DIREITO DE DEFESA TÉCNICA. 1. O exercício da ampla defesa e
do contraditório em Processo Administrativo Disciplinar prescinde da
presença de advogado. Precedentes. 2. A falta de defesa técnica por
advogado habilitado no processo administrativo disciplinar não ofende
a Constituição Federal. RE 434.059/DF. Súmula Vinculante STF 5. 3.
Agravo regimental improvido” (AI 473.883-AgR, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma, DJe 21.5.2010).
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição: Súmula
Vinculante n. 5. 3. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da
causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc.
VII, do Código de Processo Civil” (RE 518.452-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 17.4.2009).
6. Na sessão plenária de 7 de maio de 2008, o Supremo Tribunal
Federal editou a Súmula Vinculante n. 5, que tem o teor seguinte:
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 599.808 AGR / DF
5. Este Supremo Tribunal assentou que a falta de advogado
constituído ou de defensor dativo no processo administrativo disciplinar
não contraria a Constituição da República, se assegurado o direito à
informação, à manifestação e à consideração dos argumentos
manifestados, como ocorreu na espécie vertente. Nesse sentido:
“Se devidamente garantido o direito (i) à informação. (ii) à
manifestação e (iii) à consideração dos argumentos manifestados, a
ampla defesa foi exercida em sua plenitude, inexistindo ofensa ao art.
5°, LV, da Constituição Federal.
Por si só, a ausência de advogado constituído ou de defensor
dativo com habilitação não importa nulidade de processo
administrativo disciplinar” (RE 434.059, Rel. Min. Gilmar Mendes,
Plenário, DJe 12.9.2008).
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO DISCIPLINAR.
DIREITO DE DEFESA TÉCNICA. 1. O exercício da ampla defesa e
do contraditório em Processo Administrativo Disciplinar prescinde da
presença de advogado. Precedentes. 2. A falta de defesa técnica por
advogado habilitado no processo administrativo disciplinar não ofende
a Constituição Federal. RE 434.059/DF. Súmula Vinculante STF 5. 3.
Agravo regimental improvido” (AI 473.883-AgR, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma, DJe 21.5.2010).
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição: Súmula
Vinculante n. 5. 3. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da
causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc.
VII, do Código de Processo Civil” (RE 518.452-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 17.4.2009).
6. Na sessão plenária de 7 de maio de 2008, o Supremo Tribunal
Federal editou a Súmula Vinculante n. 5, que tem o teor seguinte:
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 599.808 AGR / DF
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição”.
7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 599.808 AGR / DF
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição”.
7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S) : VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S) : VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1819806
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. FALTA DE DEFESA TÉCNICA POR ADVOGADO NO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULA VINCULANTE N. 5. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur205982
|
- Acórdãos citados: RE 434059 - Tribunal Pleno, AI 473883 AgR, RE 518452 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 30/03/2012, LLD.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
599808
|
[
"LEG-FED SUV-000005 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 599808 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S) : VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. FALTA
DE
DEFESA TÉCNICA POR ADVOGADO NO PROCESSO
ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE
À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULA VINCULANTE N. 5.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 2 de setembro de 2011, dei provimento ao recurso
extraordinário interposto pela União contra julgado do Superior Tribunal
de Justiça, o qual assentou a obrigatoriedade da presença de advogado
em todas as fases do processo administrativo. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“4. Este Supremo Tribunal Federal assentou que a falta de
defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar
não contraria a Constituição da República.
(…) Na sessão plenária de 7 de maio de 2008, o Supremo
Tribunal Federal editou a Súmula com efeito vinculante n. 5, que tem
o teor seguinte:
‘A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição’
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão recorrido.
5. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário para
denegar a segurança (art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e
art. 21, § 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).
Considerando-se a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal,
deixo de condenar ao pagamento de honorários advocatícios de
sucumbência” (fls. 521-524).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 2 de setembro de 2011, dei provimento ao recurso
extraordinário interposto pela União contra julgado do Superior Tribunal
de Justiça, o qual assentou a obrigatoriedade da presença de advogado
em todas as fases do processo administrativo. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“4. Este Supremo Tribunal Federal assentou que a falta de
defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar
não contraria a Constituição da República.
(…) Na sessão plenária de 7 de maio de 2008, o Supremo
Tribunal Federal editou a Súmula com efeito vinculante n. 5, que tem
o teor seguinte:
‘A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição’
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão recorrido.
5. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário para
denegar a segurança (art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e
art. 21, § 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).
Considerando-se a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal,
deixo de condenar ao pagamento de honorários advocatícios de
sucumbência” (fls. 521-524).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 599.808 AGR / DF
2. Publicada essa decisão no DJe de 28.9.2011 (fl. 525), interpõe Helio
Lucena Ramos da Silva, ora Agravante, em 30.9.2011, tempestivamente,
agravo regimental (fls. 529-537)
3. Sustenta o Agravante que “o poder discricionário atribuível ao
julgador autoriza, se assim entender suficientes, decidir a lide exclusivamente
com base nos argumentos de uma das partes. Todavia, não se pode imaginar que
sejam ignoradas completamente as contrarrazões apresentadas pela outra,
cabendo a autoridade julgadora expor porque as alegações contrárias ao seu
convencimento não são procedentes” (fl. 532).
Afirma que, “estando preso quando respondeu ao PAD, em face do
princípio da primazia da Constituição Federal, a assistência de advogado não
pode e nem deve ser regulada pelas Leis n 8.112/90 e 9.784/99 e nem mesmo pela
Súmula Vinculante n 5, porquanto todas são legislações infraconstitucionais, e o
direito que aqui se trata está insculpido na Constituição da República,
precisamente no art. 5..., inciso LXIII, assecuratório de que, ao preso, à assistência
de advogado é condição obrigatória e irrenunciável” (fl. 534).
Assevera que “a declaração de hipossuficiente consta da defesa ao
indiciamento e caberia a quem acusa produzir provas em sentido contrário, o que
não foi feito. Consequentemente, a União, na condição de acusadora e julgadora
do PAD, deveria ter nomeado um defensor público para representar o ora
Recorrido” (fl. 535).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 599.808 AGR / DF
2. Publicada essa decisão no DJe de 28.9.2011 (fl. 525), interpõe Helio
Lucena Ramos da Silva, ora Agravante, em 30.9.2011, tempestivamente,
agravo regimental (fls. 529-537)
3. Sustenta o Agravante que “o poder discricionário atribuível ao
julgador autoriza, se assim entender suficientes, decidir a lide exclusivamente
com base nos argumentos de uma das partes. Todavia, não se pode imaginar que
sejam ignoradas completamente as contrarrazões apresentadas pela outra,
cabendo a autoridade julgadora expor porque as alegações contrárias ao seu
convencimento não são procedentes” (fl. 532).
Afirma que, “estando preso quando respondeu ao PAD, em face do
princípio da primazia da Constituição Federal, a assistência de advogado não
pode e nem deve ser regulada pelas Leis n 8.112/90 e 9.784/99 e nem mesmo pela
Súmula Vinculante n 5, porquanto todas são legislações infraconstitucionais, e o
direito que aqui se trata está insculpido na Constituição da República,
precisamente no art. 5..., inciso LXIII, assecuratório de que, ao preso, à assistência
de advogado é condição obrigatória e irrenunciável” (fl. 534).
Assevera que “a declaração de hipossuficiente consta da defesa ao
indiciamento e caberia a quem acusa produzir provas em sentido contrário, o que
não foi feito. Consequentemente, a União, na condição de acusadora e julgadora
do PAD, deveria ter nomeado um defensor público para representar o ora
Recorrido” (fl. 535).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Agravante informa que, “em 7 de fevereiro de 2003, foi notificado
para que pessoalmente ou mediante procurador legalmente constituído nos autos
acompanhasse até o final dos trabalhos correcionais a apuração dos fatos relatados
no processo administrativo disciplinar, em conformidade com o que estabelece o
art. 156 da Lei n 8.112/90 e o inciso LV do art. 5... da Constituição Federal” (fl.
4).
Assevera que, “mesmo sem ser assistido por advogado, ou mesmo por
defensor dativo, conforme preceituado na Lei, (…) no dia 26 de maio de 2004,
postou através dos correios a sua defesa” (fl. 5).
3. No Termo de Indiciamento consta que, “no interrogatório do
indiciado realizado por esta Comissão de Inquérito, nos moldes do art. 159 da Lei
8.112/90, a fim de propiciar-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa, o
indiciado declarou: a) que, ao receber a intimação para o interrogatório, deu
ciência dessa convocação ao Dr. Paulo Ramalho, seu advogado na instância
judicial; b) ao se iniciar a audiência do respectivo interrogatório (tal como em
juízo, em que, por orientação do seu advogado manteve-se em silêncio),
comunicou que não responderia às perguntas que lhes fossem dirigidas,
utilizando a prerrogativa de manter-se em silêncio, conforme lhe faculta a
Constituição Federal” (fls. 27-28).
4. Conclui-se que, apesar de não ter tido advogado constituído ou
defensor dativo no processo administrativo disciplinar, o ora Agravante
teve assegurado o direito à ampla defesa.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Agravante informa que, “em 7 de fevereiro de 2003, foi notificado
para que pessoalmente ou mediante procurador legalmente constituído nos autos
acompanhasse até o final dos trabalhos correcionais a apuração dos fatos relatados
no processo administrativo disciplinar, em conformidade com o que estabelece o
art. 156 da Lei n 8.112/90 e o inciso LV do art. 5... da Constituição Federal” (fl.
4).
Assevera que, “mesmo sem ser assistido por advogado, ou mesmo por
defensor dativo, conforme preceituado na Lei, (…) no dia 26 de maio de 2004,
postou através dos correios a sua defesa” (fl. 5).
3. No Termo de Indiciamento consta que, “no interrogatório do
indiciado realizado por esta Comissão de Inquérito, nos moldes do art. 159 da Lei
8.112/90, a fim de propiciar-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa, o
indiciado declarou: a) que, ao receber a intimação para o interrogatório, deu
ciência dessa convocação ao Dr. Paulo Ramalho, seu advogado na instância
judicial; b) ao se iniciar a audiência do respectivo interrogatório (tal como em
juízo, em que, por orientação do seu advogado manteve-se em silêncio),
comunicou que não responderia às perguntas que lhes fossem dirigidas,
utilizando a prerrogativa de manter-se em silêncio, conforme lhe faculta a
Constituição Federal” (fls. 27-28).
4. Conclui-se que, apesar de não ter tido advogado constituído ou
defensor dativo no processo administrativo disciplinar, o ora Agravante
teve assegurado o direito à ampla defesa.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1814755.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 599.808 AGR / DF
5. Este Supremo Tribunal assentou que a falta de advogado
constituído ou de defensor dativo no processo administrativo disciplinar
não contraria a Constituição da República, se assegurado o direito à
informação, à manifestação e à consideração dos argumentos
manifestados, como ocorreu na espécie vertente. Nesse sentido:
“Se devidamente garantido o direito (i) à informação. (ii) à
manifestação e (iii) à consideração dos argumentos manifestados, a
ampla defesa foi exercida em sua plenitude, inexistindo ofensa ao art.
5..., LV, da Constituição Federal.
Por si só, a ausência de advogado constituído ou de defensor
dativo com habilitação não importa nulidade de processo
administrativo disciplinar” (Recurso Extraordinário 434.059, Rel. Min. Gilmar Mendes,
Plenário, DJe 12.9.2008).
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO DISCIPLINAR.
DIREITO DE DEFESA TÉCNICA. 1. O exercício da ampla defesa e
do contraditório em Processo Administrativo Disciplinar prescinde da
presença de advogado. Precedentes. 2. A falta de defesa técnica por
advogado habilitado no processo administrativo disciplinar não ofende
a Constituição Federal. Recurso Extraordinário 434.059/DF. Súmula Vinculante Supremo Tribunal Federal 5. 3.
Agravo regimental improvido” (AI 473.883-AgR, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma, DJe 21.5.2010).
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição: Súmula
Vinculante n. 5. 3. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da
causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc.
VII, do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário 518.452-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 17.4.2009).
6. Na sessão plenária de 7 de maio de 2008, o Supremo Tribunal
Federal editou a Súmula Vinculante n. 5, que tem o teor seguinte:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1814755.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 599.808 AGR / DF
5. Este Supremo Tribunal assentou que a falta de advogado
constituído ou de defensor dativo no processo administrativo disciplinar
não contraria a Constituição da República, se assegurado o direito à
informação, à manifestação e à consideração dos argumentos
manifestados, como ocorreu na espécie vertente. Nesse sentido:
“Se devidamente garantido o direito (i) à informação. (ii) à
manifestação e (iii) à consideração dos argumentos manifestados, a
ampla defesa foi exercida em sua plenitude, inexistindo ofensa ao art.
5..., LV, da Constituição Federal.
Por si só, a ausência de advogado constituído ou de defensor
dativo com habilitação não importa nulidade de processo
administrativo disciplinar” (Recurso Extraordinário 434.059, Rel. Min. Gilmar Mendes,
Plenário, DJe 12.9.2008).
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO DISCIPLINAR.
DIREITO DE DEFESA TÉCNICA. 1. O exercício da ampla defesa e
do contraditório em Processo Administrativo Disciplinar prescinde da
presença de advogado. Precedentes. 2. A falta de defesa técnica por
advogado habilitado no processo administrativo disciplinar não ofende
a Constituição Federal. Recurso Extraordinário 434.059/DF. Súmula Vinculante Supremo Tribunal Federal 5. 3.
Agravo regimental improvido” (AI 473.883-AgR, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma, DJe 21.5.2010).
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição: Súmula
Vinculante n. 5. 3. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da
causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc.
VII, do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário 518.452-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 17.4.2009).
6. Na sessão plenária de 7 de maio de 2008, o Supremo Tribunal
Federal editou a Súmula Vinculante n. 5, que tem o teor seguinte:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 599.808 AGR / DF
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição”.
7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 599.808 AGR / DF
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição”.
7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S) : VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.808
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA
ADV.(A/S) : VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 808",
"SÚMULA VINCULANTE N . 5",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 808",
"Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 808",
"Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 599 . 808 AGR / DF",
"Súmula Vinculante n 5",
"Recurso Extraordinário 599 . 808 AGR / DF",
"Súmula Vinculante n 5",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 808",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 808",
"Recurso Extraordinário 599 . 808 AGR",
"Recurso Extraordinário 434 . 059",
"Recurso Extraordinário 434 . 059 / DF",
"AI 473 . 883 - AgR",
"Recurso Extraordinário 518 . 452 - AgR",
"Recurso Extraordinário 599 . 808 AGR",
"Recurso Extraordinário 434 . 059",
"Recurso Extraordinário 434 . 059 / DF",
"AI 473 . 883 - AgR",
"Recurso Extraordinário 518 . 452 - AgR",
"Recurso Extraordinário 599 . 808 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 599 . 808",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 21 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Leis n 8 . 112 / 90",
"9",
".",
"784",
"/",
"99",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Leis n 8 . 112 / 90",
"9",
".",
"784",
"/",
"99",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 156 da Lei n 8 . 112 / 90",
"inciso LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"art . 159 da Lei 8 . 112 / 90",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 156 da Lei n 8 . 112 / 90",
"inciso LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"art . 159 da Lei 8 . 112 / 90",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA",
"VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA",
"VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA",
"VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Helio Lucena Ramos da Silva",
"Helio Lucena Ramos da Silva",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Paulo Ramalho",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Paulo Ramalho",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA",
"VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"HÉLIO LUCENA RAMOS DA SILVA",
"VALENTIM THEÓPHILO DOS SANTOS FILHO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"2 de setembro de 2011",
"7 de maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"2 de setembro de 2011",
"7 de maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"9",
".",
"2011",
"30",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"9",
".",
"2011",
"30",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2003",
"26 de maio de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2003",
"26 de maio de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2008",
"21",
".",
"5",
".",
"2010",
"17",
".",
"4",
".",
"2009",
"7 de maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2008",
"21",
".",
"5",
".",
"2010",
"17",
".",
"4",
".",
"2009",
"7 de maio de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Agravo regimental em reclamação. 2. Inexistência de novos
elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada. 3. Alegação de
descumprimento da decisão proferida no AI-AgR-ED-ED-ED-ED-ED-ED
691.859. Inconsistência. A decisão-paradigma indicada não conheceu do
recurso, sem adentrar o mérito da causa. 4. Nulidade no julgamento. Erro
na distribuição. Art. 70, § 2º, do RISTF. Alegação improcedente.
Interpretação sistemática com o Art. 9º, I, “c”, do RISTF. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1793551.
Supremo Tribunal Federal
DJe 16/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
reclamação constitucional na qual se alega descumprimento, pelas
instâncias inferiores, de decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal consistente na determinação de imediato cumprimento do
acórdão proferido no AI-AgR-ED-ED-ED-ED-ED-ED 691.859. Consoante
depreende-se da inicial, a ofensa à autoridade do STF estaria configurada
no fato de o juiz de primeira instância ter condicionado a imissão na
posse à prestação de caução.
Na decisão agravada, neguei seguimento à ação, tendo em vista que
a decisão-paradigma indicada apenas negou seguimento ao recurso, sem
adentrar o mérito da causa.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há incompetência
absoluta pela má distribuição do feito. Afirma-se que este processo
deveria ser distribuído ao sucessor do antigo relator, hoje aposentado, do
processo em que foi proferida a decisão-paradigma (art. 70, § 2º, do
RISTF). Ademais, insiste-se no cabimento da reclamação por entender
haver ofensa, por juiz de primeiro grau, ao acórdão proferido no AI-AgR-
ED-ED-ED-ED-ED-ED 691.859.
É o breve relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798757.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
reclamação constitucional na qual se alega descumprimento, pelas
instâncias inferiores, de decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal consistente na determinação de imediato cumprimento do
acórdão proferido no AI-AgR-ED-ED-ED-ED-ED-ED 691.859. Consoante
depreende-se da inicial, a ofensa à autoridade do STF estaria configurada
no fato de o juiz de primeira instância ter condicionado a imissão na
posse à prestação de caução.
Na decisão agravada, neguei seguimento à ação, tendo em vista que
a decisão-paradigma indicada apenas negou seguimento ao recurso, sem
adentrar o mérito da causa.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há incompetência
absoluta pela má distribuição do feito. Afirma-se que este processo
deveria ser distribuído ao sucessor do antigo relator, hoje aposentado, do
processo em que foi proferida a decisão-paradigma (art. 70, § 2º, do
RISTF). Ademais, insiste-se no cabimento da reclamação por entender
haver ofensa, por juiz de primeiro grau, ao acórdão proferido no AI-AgR-
ED-ED-ED-ED-ED-ED 691.859.
É o breve relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798757.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4
Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não
trouxe novos elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada.
Conforme consignado na decisão agravada, o Supremo Tribunal
Federal, por meio de sua Segunda Turma, no julgamento do Agravo de
Instrumento 691.859, limitou-se a não conhecer do recurso, sem emitir,
em consequência, juízo algum sobre o mérito da causa discutida nas
demais instâncias judiciais. A menção ao imediato cumprimento da decisão
proferida, constante do acórdão da Segunda Turma, refere-se à multa por
litigância de má-fé e ao condicionamento da interposição de novos
recursos ao prévio depósito dos valores fixados (10% sobre o valor
corrigido da causa), bem como à certificação do trânsito em julgado da
decisão que houve por bem não conhecer do agravo de instrumento.
Assim posta a questão, percebe-se que a decisão do juiz de primeira
instância, embora sujeita às impugnações recursais pertinentes, não
contrariou o que restou decidido pelo Supremo Tribunal Federal,
inexistindo, em consequência, ofensa a sua autoridade.
Ademais, o artigo 70, § 2º, do RISTF, não se aplica ao presente caso,
tendo em vista a necessidade de interpretação sistemática do referido
dispositivo com o artigo 9º, I, alínea “c”, do Regimento Interno desta
Corte, segundo o qual compete à Turma julgar reclamação constitucional
em que se alegue descumprimento de sua decisão.
No presente caso, em que se alega descumprimento de decisão
proferida pela Segunda Turma desta Corte, consigno que o ministro que
sucedeu o relator do processo em que foi proferida a decisão-paradigma
não integra este Órgão fracionário, razão por que não participou da
distribuição desta ação.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798758.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não
trouxe novos elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada.
Conforme consignado na decisão agravada, o Supremo Tribunal
Federal, por meio de sua Segunda Turma, no julgamento do Agravo de
Instrumento 691.859, limitou-se a não conhecer do recurso, sem emitir,
em consequência, juízo algum sobre o mérito da causa discutida nas
demais instâncias judiciais. A menção ao imediato cumprimento da decisão
proferida, constante do acórdão da Segunda Turma, refere-se à multa por
litigância de má-fé e ao condicionamento da interposição de novos
recursos ao prévio depósito dos valores fixados (10% sobre o valor
corrigido da causa), bem como à certificação do trânsito em julgado da
decisão que houve por bem não conhecer do agravo de instrumento.
Assim posta a questão, percebe-se que a decisão do juiz de primeira
instância, embora sujeita às impugnações recursais pertinentes, não
contrariou o que restou decidido pelo Supremo Tribunal Federal,
inexistindo, em consequência, ofensa a sua autoridade.
Ademais, o artigo 70, § 2º, do RISTF, não se aplica ao presente caso,
tendo em vista a necessidade de interpretação sistemática do referido
dispositivo com o artigo 9º, I, alínea “c”, do Regimento Interno desta
Corte, segundo o qual compete à Turma julgar reclamação constitucional
em que se alegue descumprimento de sua decisão.
No presente caso, em que se alega descumprimento de decisão
proferida pela Segunda Turma desta Corte, consigno que o ministro que
sucedeu o relator do processo em que foi proferida a decisão-paradigma
não integra este Órgão fracionário, razão por que não participou da
distribuição desta ação.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
Decisão: agravo regimental improvido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
P/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1823589
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
Decisão: agravo regimental improvido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
P/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1823768
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-16T00:00:00
|
Agravo regimental improvido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
Agravo regimental em reclamação. 2. Inexistência de novos elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada. 3. Alegação de descumprimento da decisão proferida no AI-AgR-ED-ED-ED-ED-ED-ED 691.859. Inconsistência. A decisão-paradigma indicada não conheceu do recurso, sem adentrar o mérito da causa. 4. Nulidade no julgamento. Erro na distribuição. Art. 70, § 2º, do RISTF. Alegação improcedente. Interpretação sistemática com o Art. 9º, I, “c”, do RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur206103
|
- Acórdão citado: AI 691859 AgR-ED-ED-ED-ED-ED-ED.
Número de páginas: 4.
Análise: 29/03/2012, SOF.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
11041
|
[
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00009 INC-00001 LET-C ART-00070\r\n PAR-00002 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
Rcl-AgR
|
acordaos
|
Rcl 11041 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Agravo regimental em reclamação. 2. Inexistência de novos
elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada. 3. Alegação de
descumprimento da decisão proferida no AI-AgR-ED-ED-ED-ED-ED-ED
691.859. Inconsistência. A decisão-paradigma indicada não conheceu do
recurso, sem adentrar o mérito da causa. 4. Nulidade no julgamento. Erro
na distribuição. Art. 70, § 2..., do RISTF. Alegação improcedente.
Interpretação sistemática com o Art. 9..., I, “c”, do RISTF. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
reclamação constitucional na qual se alega descumprimento, pelas
instâncias inferiores, de decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal consistente na determinação de imediato cumprimento do
acórdão proferido no AI-AgR-ED-ED-ED-ED-ED-ED 691.859. Consoante
depreende-se da inicial, a ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal estaria configurada
no fato de o juiz de primeira instância ter condicionado a imissão na
posse à prestação de caução.
Na decisão agravada, neguei seguimento à ação, tendo em vista que
a decisão-paradigma indicada apenas negou seguimento ao recurso, sem
adentrar o mérito da causa.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há incompetência
absoluta pela má distribuição do feito. Afirma-se que este processo
deveria ser distribuído ao sucessor do antigo relator, hoje aposentado, do
processo em que foi proferida a decisão-paradigma (art. 70, § 2..., do
RISTF). Ademais, insiste-se no cabimento da reclamação por entender
haver ofensa, por juiz de primeiro grau, ao acórdão proferido no AI-AgR-
ED-ED-ED-ED-ED-ED 691.859.
É o breve relatório.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S)
:LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
reclamação constitucional na qual se alega descumprimento, pelas
instâncias inferiores, de decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal consistente na determinação de imediato cumprimento do
acórdão proferido no AI-AgR-ED-ED-ED-ED-ED-ED 691.859. Consoante
depreende-se da inicial, a ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal estaria configurada
no fato de o juiz de primeira instância ter condicionado a imissão na
posse à prestação de caução.
Na decisão agravada, neguei seguimento à ação, tendo em vista que
a decisão-paradigma indicada apenas negou seguimento ao recurso, sem
adentrar o mérito da causa.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há incompetência
absoluta pela má distribuição do feito. Afirma-se que este processo
deveria ser distribuído ao sucessor do antigo relator, hoje aposentado, do
processo em que foi proferida a decisão-paradigma (art. 70, § 2..., do
RISTF). Ademais, insiste-se no cabimento da reclamação por entender
haver ofensa, por juiz de primeiro grau, ao acórdão proferido no AI-AgR-
ED-ED-ED-ED-ED-ED 691.859.
É o breve relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não
trouxe novos elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada.
Conforme consignado na decisão agravada, o Supremo Tribunal
Federal, por meio de sua Segunda Turma, no julgamento do Agravo de
Instrumento 691.859, limitou-se a não conhecer do recurso, sem emitir,
em consequência, juízo algum sobre o mérito da causa discutida nas
demais instâncias judiciais. A menção ao imediato cumprimento da decisão
proferida, constante do acórdão da Segunda Turma, refere-se à multa por
litigância de má-fé e ao condicionamento da interposição de novos
recursos ao prévio depósito dos valores fixados (10% sobre o valor
corrigido da causa), bem como à certificação do trânsito em julgado da
decisão que houve por bem não conhecer do agravo de instrumento.
Assim posta a questão, percebe-se que a decisão do juiz de primeira
instância, embora sujeita às impugnações recursais pertinentes, não
contrariou o que restou decidido pelo Supremo Tribunal Federal,
inexistindo, em consequência, ofensa a sua autoridade.
Ademais, o artigo 70, § 2..., do RISTF, não se aplica ao presente caso,
tendo em vista a necessidade de interpretação sistemática do referido
dispositivo com o artigo 9..., I, alínea “c”, do Regimento Interno desta
Corte, segundo o qual compete à Turma julgar reclamação constitucional
em que se alegue descumprimento de sua decisão.
No presente caso, em que se alega descumprimento de decisão
proferida pela Segunda Turma desta Corte, consigno que o ministro que
sucedeu o relator do processo em que foi proferida a decisão-paradigma
não integra este Órgão fracionário, razão por que não participou da
distribuição desta ação.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não
trouxe novos elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada.
Conforme consignado na decisão agravada, o Supremo Tribunal
Federal, por meio de sua Segunda Turma, no julgamento do Agravo de
Instrumento 691.859, limitou-se a não conhecer do recurso, sem emitir,
em consequência, juízo algum sobre o mérito da causa discutida nas
demais instâncias judiciais. A menção ao imediato cumprimento da decisão
proferida, constante do acórdão da Segunda Turma, refere-se à multa por
litigância de má-fé e ao condicionamento da interposição de novos
recursos ao prévio depósito dos valores fixados (10% sobre o valor
corrigido da causa), bem como à certificação do trânsito em julgado da
decisão que houve por bem não conhecer do agravo de instrumento.
Assim posta a questão, percebe-se que a decisão do juiz de primeira
instância, embora sujeita às impugnações recursais pertinentes, não
contrariou o que restou decidido pelo Supremo Tribunal Federal,
inexistindo, em consequência, ofensa a sua autoridade.
Ademais, o artigo 70, § 2..., do RISTF, não se aplica ao presente caso,
tendo em vista a necessidade de interpretação sistemática do referido
dispositivo com o artigo 9..., I, alínea “c”, do Regimento Interno desta
Corte, segundo o qual compete à Turma julgar reclamação constitucional
em que se alegue descumprimento de sua decisão.
No presente caso, em que se alega descumprimento de decisão
proferida pela Segunda Turma desta Corte, consigno que o ministro que
sucedeu o relator do processo em que foi proferida a decisão-paradigma
não integra este Órgão fracionário, razão por que não participou da
distribuição desta ação.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
Decisão: agravo regimental improvido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
P/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1823589
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.041
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : FERNANDO VIEIRA SERTÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALGEMIR TONELLO
ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO
INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
Decisão: agravo regimental improvido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
P/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1823589
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECLAMAÇÃO 11 . 041",
"RECLAMAÇÃO 11 . 041",
"AI",
"-",
"AgR",
"ED",
"AI",
"-",
"AgR",
"RECLAMAÇÃO 11 . 041",
"AgR",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"-",
"Agravo de Instrumento 691 . 859",
"RECLAMAÇÃO 11 . 041",
"Agravo de Instrumento 691 . 859",
"RECLAMAÇÃO 11 . 041"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 70 , § 2 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 70 , § 2 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 70 , § 2 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO",
"Brasília",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO",
"FERNANDO VIEIRA SERTÃO",
"ALGEMIR TONELLO",
"LYCURGO LEITE NETO",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO",
"FERNANDO VIEIRA SERTÃO",
"ALGEMIR TONELLO",
"LYCURGO LEITE NETO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO",
"FERNANDO VIEIRA SERTÃO",
"ALGEMIR TONELLO",
"LYCURGO LEITE NETO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO",
"FERNANDO VIEIRA SERTÃO",
"ALGEMIR TONELLO",
"LYCURGO LEITE NETO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi .",
"GILMAR MENDES",
"SEBASTIÃO PEREIRA DO LAGO",
"FERNANDO VIEIRA SERTÃO",
"ALGEMIR TONELLO",
"LYCURGO LEITE NETO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
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"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"02",
"/",
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"/",
"08",
"/",
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"/",
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"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
DESVIO
DE
FUNÇÃO.
DIREITO
ÀS
DIFERENÇAS
REMUNERATÓRIAS. POSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO RECORRIDO
CALÇADO EM PREMISSA AFASTADA PELA JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. A adoção explícita, pela instância judicante de origem, de tese
constitucional divergente da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
evidencia que a afronta ao Magno Texto ocorreu de forma direta.
2. O reexame do acervo probatório dos autos, no caso, é
desnecessário, dado que o provimento do apelo extremo se deu nos
limites da moldura fática delineada pelo acórdão recorrido.
3. Agravo regimental desprovido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785402.
Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
RE 576.394 AGR / MA
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 576.394 AGR / MA
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual dei
provimento ao recurso extraordinário porque o aresto impugnado
diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Jurisprudência,
essa, no sentido de que o desvio de função, embora não autorize o
reenquadramento do servidor, ante a ausência de concurso público, dá
ensejo ao pagamento da diferença remuneratória entre os vencimentos do
cargo efetivo e os do cargo exercido de fato.
2. Pois bem, o Estado do Maranhão alega que o apelo extremo não
desafiava conhecimento, sob os seguintes fundamentos: a) a matéria em
análise é de índole infraconstitucional. Logo, ofensa à Constituição
Republicana apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto; b) para se
chegar a entendimento diverso do adotado pela instância judicante de
origem, seria indispensável rever fatos e provas, providência vedada pela
Súmula 279/STF.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
MOM/
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785403.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual dei
provimento ao recurso extraordinário porque o aresto impugnado
diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Jurisprudência,
essa, no sentido de que o desvio de função, embora não autorize o
reenquadramento do servidor, ante a ausência de concurso público, dá
ensejo ao pagamento da diferença remuneratória entre os vencimentos do
cargo efetivo e os do cargo exercido de fato.
2. Pois bem, o Estado do Maranhão alega que o apelo extremo não
desafiava conhecimento, sob os seguintes fundamentos: a) a matéria em
análise é de índole infraconstitucional. Logo, ofensa à Constituição
Republicana apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto; b) para se
chegar a entendimento diverso do adotado pela instância judicante de
origem, seria indispensável rever fatos e provas, providência vedada pela
Súmula 279/STF.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
MOM/
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a insurgência não merece acolhida. No caso, a instância
judicante de origem apreciou a controvérsia em acórdão assim
fundamentado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 819):
“Comungo do entendimento disposto na sentença
monocrática e no parecer ministerial de 1º grau, contidos,
respectivamente, às fls. 799/683 e 669/67, segundo o qual
embora inequívoco o exercício dos Apelantes em funções
inerentes ao pessoal do grupo TAF (Tributação, Arrecadação e
Fiscalização), ainda assim não têm direito de receber os
vencimentos conferidos a esse Grupo de servidores.
A concessão do direito ora pleiteado, ou seja, o pagamento
das diferenças pecuniárias, referentes aos cargos ocupados e
aos cargos efetivamente desempenhados configura afronta à
norma constitucional previsível da acessibilidade dos cargos
públicos cujo desvio de função com remuneração do cargo
que passou a exercer de fato constitui forma de acesso a cargo
público, sem prévio concurso público.
Admitir-se tal benefício – pagamento das diferenças -
‘significa abrir a possibilidade de violação da norma
constitucional’.”
(Sem destaques no original.)
6. Muito bem, entendo que não se poderia dar solução diversa ao
processo. Isso porque o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão
decidiu de forma diametralmente oposta à jurisprudência que se firmou
nesta Casa de Justiça.
7. Com efeito, segundo consignei na decisão ora agravada, o desvio
de função, embora não autorize o reenquadramento do servidor, ante a
ausência de concurso público, dá ensejo ao pagamento da diferença
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785404.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a insurgência não merece acolhida. No caso, a instância
judicante de origem apreciou a controvérsia em acórdão assim
fundamentado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 819):
“Comungo do entendimento disposto na sentença
monocrática e no parecer ministerial de 1º grau, contidos,
respectivamente, às fls. 799/683 e 669/67, segundo o qual
embora inequívoco o exercício dos Apelantes em funções
inerentes ao pessoal do grupo TAF (Tributação, Arrecadação e
Fiscalização), ainda assim não têm direito de receber os
vencimentos conferidos a esse Grupo de servidores.
A concessão do direito ora pleiteado, ou seja, o pagamento
das diferenças pecuniárias, referentes aos cargos ocupados e
aos cargos efetivamente desempenhados configura afronta à
norma constitucional previsível da acessibilidade dos cargos
públicos cujo desvio de função com remuneração do cargo
que passou a exercer de fato constitui forma de acesso a cargo
público, sem prévio concurso público.
Admitir-se tal benefício – pagamento das diferenças -
‘significa abrir a possibilidade de violação da norma
constitucional’.”
(Sem destaques no original.)
6. Muito bem, entendo que não se poderia dar solução diversa ao
processo. Isso porque o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão
decidiu de forma diametralmente oposta à jurisprudência que se firmou
nesta Casa de Justiça.
7. Com efeito, segundo consignei na decisão ora agravada, o desvio
de função, embora não autorize o reenquadramento do servidor, ante a
ausência de concurso público, dá ensejo ao pagamento da diferença
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. AYRES BRITTO
RE 576.394 AGR / MA
remuneratória entre os vencimentos do cargo efetivo e os do cargo
exercido de fato.
8. Vale frisar que não se trata de conceder equiparação ou aumento
de vencimentos a servidor, tampouco de determinar incorporação de
vantagem à sua remuneração. Cuida-se, tão-somente, de remunerá-lo
pelos serviços prestados – ainda que em desvio de função –, porque deles
não se pode beneficiar o Estado, sem a devida contraprestação
pecuniária, pena de enriquecimento ilícito.
9. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: AIs
339.234-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 601.125, da
relatoria do ministro Celso de Mello; e 743.886-AgR, da relatoria da
ministra Cármen Lúcia; bem como REs 275.840, relator para o acórdão o
ministro Marco Aurélio; 433.578-AgR, da minha relatoria;
595.566-AgR-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello; e 646.769, da
relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.
10. Nessa contextura, a adoção explícita, pela instância judicante de
origem, de tese constitucional divergente da jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal evidencia que a afronta ao Magno Texto, no
particularizado caso dos autos, ocorreu de forma direta.
11. À derradeira, pontuo que o reexame do acervo fático-probatório
dos autos é desnecessário, dado que o provimento do apelo extremo se
deu nos limites da moldura fática delineada pelo acórdão recorrido.
12. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 576.394 AGR / MA
remuneratória entre os vencimentos do cargo efetivo e os do cargo
exercido de fato.
8. Vale frisar que não se trata de conceder equiparação ou aumento
de vencimentos a servidor, tampouco de determinar incorporação de
vantagem à sua remuneração. Cuida-se, tão-somente, de remunerá-lo
pelos serviços prestados – ainda que em desvio de função –, porque deles
não se pode beneficiar o Estado, sem a devida contraprestação
pecuniária, pena de enriquecimento ilícito.
9. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: AIs
339.234-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 601.125, da
relatoria do ministro Celso de Mello; e 743.886-AgR, da relatoria da
ministra Cármen Lúcia; bem como REs 275.840, relator para o acórdão o
ministro Marco Aurélio; 433.578-AgR, da minha relatoria;
595.566-AgR-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello; e 646.769, da
relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.
10. Nessa contextura, a adoção explícita, pela instância judicante de
origem, de tese constitucional divergente da jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal evidencia que a afronta ao Magno Texto, no
particularizado caso dos autos, ocorreu de forma direta.
11. À derradeira, pontuo que o reexame do acervo fático-probatório
dos autos é desnecessário, dado que o provimento do apelo extremo se
deu nos limites da moldura fática delineada pelo acórdão recorrido.
12. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
AGDO.(A/S) : ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787745
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
AGDO.(A/S) : ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1797249
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-07T00:00:00
|
Agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DESVIO DE FUNÇÃO. DIREITO ÀS DIFERENÇAS REMUNERATÓRIAS. POSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO CALÇADO EM PREMISSA AFASTADA PELA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. A adoção explícita, pela instância judicante de origem, de tese constitucional divergente da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal evidencia que a afronta ao Magno Texto ocorreu de forma direta.
2. O reexame do acervo probatório dos autos, no caso, é desnecessário, dado que o provimento do apelo extremo se deu nos limites da moldura fática delineada pelo acórdão recorrido.
3. Agravo regimental desprovido.
|
sjur205428
|
- Acórdãos citados: AI 339234 AgR, AI 743886 AgR, RE 433578 AgR,
RE 595566 AgR-AgR.
- Decisões monocráticas citadas: AI 601125, RE 275840.
Número de páginas: 6.
Análise: 16/03/2012, AMS.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
576394
| null |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 576394 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
ADV.(A/S) : ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
DESVIO
DE
FUNÇÃO.
DIREITO
ÀS
DIFERENÇAS
REMUNERATÓRIAS. POSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO RECORRIDO
CALÇADO EM PREMISSA AFASTADA PELA JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. A adoção explícita, pela instância judicante de origem, de tese
constitucional divergente da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
evidencia que a afronta ao Magno Texto ocorreu de forma direta.
2. O reexame do acervo probatório dos autos, no caso, é
desnecessário, dado que o provimento do apelo extremo se deu nos
limites da moldura fática delineada pelo acórdão recorrido.
3. Agravo regimental desprovido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785402.
Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 576.394 AGR / MA
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785402.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 576.394 AGR / MA
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785402.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual dei
provimento ao recurso extraordinário porque o aresto impugnado
diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Jurisprudência,
essa, no sentido de que o desvio de função, embora não autorize o
reenquadramento do servidor, ante a ausência de concurso público, dá
ensejo ao pagamento da diferença remuneratória entre os vencimentos do
cargo efetivo e os do cargo exercido de fato.
2. Pois bem, o Estado do Maranhão alega que o apelo extremo não
desafiava conhecimento, sob os seguintes fundamentos: a) a matéria em
análise é de índole infraconstitucional. Logo, ofensa à Constituição
Republicana apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto; b) para se
chegar a entendimento diverso do adotado pela instância judicante de
origem, seria indispensável rever fatos e provas, providência vedada pela
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
MOM/
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785403.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual dei
provimento ao recurso extraordinário porque o aresto impugnado
diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Jurisprudência,
essa, no sentido de que o desvio de função, embora não autorize o
reenquadramento do servidor, ante a ausência de concurso público, dá
ensejo ao pagamento da diferença remuneratória entre os vencimentos do
cargo efetivo e os do cargo exercido de fato.
2. Pois bem, o Estado do Maranhão alega que o apelo extremo não
desafiava conhecimento, sob os seguintes fundamentos: a) a matéria em
análise é de índole infraconstitucional. Logo, ofensa à Constituição
Republicana apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto; b) para se
chegar a entendimento diverso do adotado pela instância judicante de
origem, seria indispensável rever fatos e provas, providência vedada pela
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
MOM/
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a insurgência não merece acolhida. No caso, a instância
judicante de origem apreciou a controvérsia em acórdão assim
fundamentado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 819):
“Comungo do entendimento disposto na sentença
monocrática e no parecer ministerial de 1... grau, contidos,
respectivamente, às fls. 799/683 e 669/67, segundo o qual
embora inequívoco o exercício dos Apelantes em funções
inerentes ao pessoal do grupo TAF (Tributação, Arrecadação e
Fiscalização), ainda assim não têm direito de receber os
vencimentos conferidos a esse Grupo de servidores.
A concessão do direito ora pleiteado, ou seja, o pagamento
das diferenças pecuniárias, referentes aos cargos ocupados e
aos cargos efetivamente desempenhados configura afronta à
norma constitucional previsível da acessibilidade dos cargos
públicos cujo desvio de função com remuneração do cargo
que passou a exercer de fato constitui forma de acesso a cargo
público, sem prévio concurso público.
Admitir-se tal benefício – pagamento das diferenças -
‘significa abrir a possibilidade de violação da norma
constitucional’.”
(Sem destaques no original.)
6. Muito bem, entendo que não se poderia dar solução diversa ao
processo. Isso porque o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão
decidiu de forma diametralmente oposta à jurisprudência que se firmou
nesta Casa de Justiça.
7. Com efeito, segundo consignei na decisão ora agravada, o desvio
de função, embora não autorize o reenquadramento do servidor, ante a
ausência de concurso público, dá ensejo ao pagamento da diferença
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a insurgência não merece acolhida. No caso, a instância
judicante de origem apreciou a controvérsia em acórdão assim
fundamentado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 819):
“Comungo do entendimento disposto na sentença
monocrática e no parecer ministerial de 1... grau, contidos,
respectivamente, às fls. 799/683 e 669/67, segundo o qual
embora inequívoco o exercício dos Apelantes em funções
inerentes ao pessoal do grupo TAF (Tributação, Arrecadação e
Fiscalização), ainda assim não têm direito de receber os
vencimentos conferidos a esse Grupo de servidores.
A concessão do direito ora pleiteado, ou seja, o pagamento
das diferenças pecuniárias, referentes aos cargos ocupados e
aos cargos efetivamente desempenhados configura afronta à
norma constitucional previsível da acessibilidade dos cargos
públicos cujo desvio de função com remuneração do cargo
que passou a exercer de fato constitui forma de acesso a cargo
público, sem prévio concurso público.
Admitir-se tal benefício – pagamento das diferenças -
‘significa abrir a possibilidade de violação da norma
constitucional’.”
(Sem destaques no original.)
6. Muito bem, entendo que não se poderia dar solução diversa ao
processo. Isso porque o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão
decidiu de forma diametralmente oposta à jurisprudência que se firmou
nesta Casa de Justiça.
7. Com efeito, segundo consignei na decisão ora agravada, o desvio
de função, embora não autorize o reenquadramento do servidor, ante a
ausência de concurso público, dá ensejo ao pagamento da diferença
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. AYRES BRITTO
Recurso Extraordinário 576.394 AGR / MA
remuneratória entre os vencimentos do cargo efetivo e os do cargo
exercido de fato.
8. Vale frisar que não se trata de conceder equiparação ou aumento
de vencimentos a servidor, tampouco de determinar incorporação de
vantagem à sua remuneração. Cuida-se, tão-somente, de remunerá-lo
pelos serviços prestados – ainda que em desvio de função –, porque deles
não se pode beneficiar o Estado, sem a devida contraprestação
pecuniária, pena de enriquecimento ilícito.
9. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: AIs
339.234-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 601.125, da
relatoria do ministro Celso de Mello; e 743.886-AgR, da relatoria da
ministra Cármen Lúcia; bem como REs 275.840, relator para o acórdão o
ministro Marco Aurélio; 433.578-AgR, da minha relatoria;
595.566-AgR-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello; e 646.769, da
relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.
10. Nessa contextura, a adoção explícita, pela instância judicante de
origem, de tese constitucional divergente da jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal evidencia que a afronta ao Magno Texto, no
particularizado caso dos autos, ocorreu de forma direta.
11. À derradeira, pontuo que o reexame do acervo fático-probatório
dos autos é desnecessário, dado que o provimento do apelo extremo se
deu nos limites da moldura fática delineada pelo acórdão recorrido.
12. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 576.394 AGR / MA
remuneratória entre os vencimentos do cargo efetivo e os do cargo
exercido de fato.
8. Vale frisar que não se trata de conceder equiparação ou aumento
de vencimentos a servidor, tampouco de determinar incorporação de
vantagem à sua remuneração. Cuida-se, tão-somente, de remunerá-lo
pelos serviços prestados – ainda que em desvio de função –, porque deles
não se pode beneficiar o Estado, sem a devida contraprestação
pecuniária, pena de enriquecimento ilícito.
9. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: AIs
339.234-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 601.125, da
relatoria do ministro Celso de Mello; e 743.886-AgR, da relatoria da
ministra Cármen Lúcia; bem como REs 275.840, relator para o acórdão o
ministro Marco Aurélio; 433.578-AgR, da minha relatoria;
595.566-AgR-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello; e 646.769, da
relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.
10. Nessa contextura, a adoção explícita, pela instância judicante de
origem, de tese constitucional divergente da jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal evidencia que a afronta ao Magno Texto, no
particularizado caso dos autos, ocorreu de forma direta.
11. À derradeira, pontuo que o reexame do acervo fático-probatório
dos autos é desnecessário, dado que o provimento do apelo extremo se
deu nos limites da moldura fática delineada pelo acórdão recorrido.
12. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
AGDO.(A/S) : ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.394
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
AGDO.(A/S) : ADAILTON BENTO ABREU E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALBERTO LURINE GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576 . 394",
"Recurso Extraordinário 576 . 394 AGR",
"Recurso Extraordinário 576 . 394",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576 . 394",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576 . 394",
"Recurso Extraordinário 576 . 394 AGR / MA",
"AIs 339 . 234 - AgR",
"601",
".",
"125",
"743",
".",
"886",
"-",
"AgR",
"REs 275 . 840",
"433",
".",
"578",
"-",
"AgR",
"595",
".",
"566",
"-",
"AgR",
"-",
"AgR",
"646",
".",
"769",
"Recurso Extraordinário 576 . 394 AGR / MA",
"AIs 339 . 234 - AgR",
"601",
".",
"125",
"743",
".",
"886",
"-",
"AgR",
"REs 275 . 840",
"433",
".",
"578",
"-",
"AgR",
"595",
".",
"566",
"-",
"AgR",
"-",
"AgR",
"646",
".",
"769",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576 . 394",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576 . 394"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"Brasília",
"Brasília",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"Estado do Maranhão",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"Estado do Maranhão",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"MOM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"grupo",
"TAF ( Tributação , Arrecadação e Fiscalização",
"Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"grupo",
"TAF ( Tributação , Arrecadação e Fiscalização",
"Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"ADAILTON BENTO ABREU",
"ALBERTO LURINE GUIMARÃES",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"ADAILTON BENTO ABREU",
"ALBERTO LURINE GUIMARÃES",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"ADAILTON BENTO ABREU",
"ALBERTO LURINE GUIMARÃES",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"AYRES BRITTO",
"ADAILTON BENTO ABREU",
"ALBERTO LURINE GUIMARÃES",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"ADAILTON BENTO ABREU",
"ALBERTO LURINE GUIMARÃES",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:JAIR MIOTTO
ADV.(A/S)
:ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. De acordo com a orientação firmada neste
Tribunal, é inviável o recurso extraordinário em que não haja preliminar
específica de repercussão geral. Cabe à parte recorrente apontar de forma
expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância
do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões
constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§
1º e 2º).
IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE
ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. Não cabe
reexame das premissas concretas utilizadas pelo tribunal de origem na
análise da admissibilidade recursal em matéria de sua competência,
presente disposição normativa específica de ordem infraconstitucional (§
1º do art. 276 do Código Eleitoral).
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 08/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:JAIR MIOTTO
ADV.(A/S)
:ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental de decisão em que neguei seguimento a agravo de
instrumento interposto de decisão do presidente do Tribunal Superior
Eleitoral.
Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada (fls. 497):
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do AI 664.567-QO, rel. min. Sepúlveda Pertence, estabeleceu
que “(...) a exigência da demonstração formal e fundamentada
no recurso extraordinário da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas só incide quando a intimação do
acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 3.5.2007, data da
publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de
2007.” (DJ de 06.09.2007).
Verifico que a publicação da decisão impugnada no
recurso extraordinário deu-se em 16.10.2009 (fls. 143) e a
interposição do recurso extraordinário não se fez acompanhar
da devida demonstração, nas razões recursais, da existência de
repercussão geral, o que inviabiliza o apelo extraordinário que
este agravo de instrumento pretende destrancar.
Ademais, inexiste a alegada violação do art. 5º, LIV e LV,
da Constituição, pois o acórdão recorrido, ao julgar o recurso
interposto, inequivocamente prestou jurisdição, em observância
aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:JAIR MIOTTO
ADV.(A/S)
:ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental de decisão em que neguei seguimento a agravo de
instrumento interposto de decisão do presidente do Tribunal Superior
Eleitoral.
Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada (fls. 497):
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do AI 664.567-QO, rel. min. Sepúlveda Pertence, estabeleceu
que “(...) a exigência da demonstração formal e fundamentada
no recurso extraordinário da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas só incide quando a intimação do
acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 3.5.2007, data da
publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de
2007.” (DJ de 06.09.2007).
Verifico que a publicação da decisão impugnada no
recurso extraordinário deu-se em 16.10.2009 (fls. 143) e a
interposição do recurso extraordinário não se fez acompanhar
da devida demonstração, nas razões recursais, da existência de
repercussão geral, o que inviabiliza o apelo extraordinário que
este agravo de instrumento pretende destrancar.
Ademais, inexiste a alegada violação do art. 5º, LIV e LV,
da Constituição, pois o acórdão recorrido, ao julgar o recurso
interposto, inequivocamente prestou jurisdição, em observância
aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da
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Relatório
AI 780.477 AGR / RO
ampla defesa.
Do exposto, nego seguimento ao agravo.
No presente agravo regimental, o agravante reitera a suposta
repercussão geral da matéria.
O agravante também alega que, ao interpor agravo de instrumento
em recurso especial eleitoral, teria sido surpreendido com decisão do
relator do processo no TSE, que concluiu pela intempestividade do
recurso com fundamento no prazo previsto no Código Eleitoral (3 dias),
quando, segundo o agravante, deveria ter sido aplicado o prazo de 15
dias, previsto na Lei 8.038/1990, aplicável ao caso em virtude de se tratar
de ação penal contra deputado estadual por crime previsto no art. 299 do
Código Eleitoral (corrupção ativa eleitoral).
Em 24.06.2010, o agravante aditou o agravo regimental com
fundamento na prerrogativa outorgada pelo art. 3º da Lei Complementar
135/2010. Na mesma oportunidade, requereu a concessão de medida
cautelar sob o argumento de existência de periculum in mora diante da
aproximação, à época, da data para apresentação de candidatura à eleição
realizada em 2010, evento que, considerada a condenação penal eleitoral
impugnada neste processo, poderia provocar o indeferimento do registro.
A medida cautelar requerida pelo agravante foi indeferida pelo min.
Ayres Britto, em decisão proferida no exercício da presidência (art. 37, I,
RISTF) (fls. 513-518).
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do
agravo regimental (fls. 569-571).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 780.477 AGR / RO
ampla defesa.
Do exposto, nego seguimento ao agravo.
No presente agravo regimental, o agravante reitera a suposta
repercussão geral da matéria.
O agravante também alega que, ao interpor agravo de instrumento
em recurso especial eleitoral, teria sido surpreendido com decisão do
relator do processo no TSE, que concluiu pela intempestividade do
recurso com fundamento no prazo previsto no Código Eleitoral (3 dias),
quando, segundo o agravante, deveria ter sido aplicado o prazo de 15
dias, previsto na Lei 8.038/1990, aplicável ao caso em virtude de se tratar
de ação penal contra deputado estadual por crime previsto no art. 299 do
Código Eleitoral (corrupção ativa eleitoral).
Em 24.06.2010, o agravante aditou o agravo regimental com
fundamento na prerrogativa outorgada pelo art. 3º da Lei Complementar
135/2010. Na mesma oportunidade, requereu a concessão de medida
cautelar sob o argumento de existência de periculum in mora diante da
aproximação, à época, da data para apresentação de candidatura à eleição
realizada em 2010, evento que, considerada a condenação penal eleitoral
impugnada neste processo, poderia provocar o indeferimento do registro.
A medida cautelar requerida pelo agravante foi indeferida pelo min.
Ayres Britto, em decisão proferida no exercício da presidência (art. 37, I,
RISTF) (fls. 513-518).
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do
agravo regimental (fls. 569-571).
É o relatório.
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão o
agravante.
Com efeito, a demonstração da existência de repercussão geral
passou a ser exigida, nos termos da jurisprudência desta Corte, nos
recursos extraordinários interpostos de acórdãos publicados a partir de
03 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental
21/07 ao RISTF (cf. QO AI 664.567).
No presente caso, verifica-se que o acórdão recorrido foi publicado
após o marco inicial fixado pela Corte e que esse requisito não foi
observado, uma vez que não existe, no recurso extraordinário interposto,
a preliminar específica e delimitada a respeito da repercussão geral do
tema.
Quanto à suposta má-aplicação do prazo para interposição do
recurso especial eleitoral, tenho que a alegação foi adequadamente
tratada no acórdão recorrido.
Com efeito, o acórdão contra o qual foi interposto o recurso
extraordinário registra a existência de previsão legal específica quanto ao
prazo para interposição do recurso especial eleitoral, sejam em matéria
cível, seja em matéria criminal (§ 1º do art. 276 do Código Eleitoral).
Nesse sentido, observo que existe firme jurisprudência do STF no
sentido de não caber reexame das premissas concretas de que haja
partido o Tribunal de origem na análise da admissibilidade recursal em
matéria de sua competência, presente disposição normativa específica de
ordem infraconstitucional (cf. RE 283.337, rel. min. Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ de 23.03.2001; AI 270.109-AgR, rel. min. Ilmar Galvão,
Primeira Turma, DJ de 20.10.2000; AI 547.417, rel. min. Cezar Peluso,
Primeira Turma, DJ 07.10.2005).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão o
agravante.
Com efeito, a demonstração da existência de repercussão geral
passou a ser exigida, nos termos da jurisprudência desta Corte, nos
recursos extraordinários interpostos de acórdãos publicados a partir de
03 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental
21/07 ao RISTF (cf. QO AI 664.567).
No presente caso, verifica-se que o acórdão recorrido foi publicado
após o marco inicial fixado pela Corte e que esse requisito não foi
observado, uma vez que não existe, no recurso extraordinário interposto,
a preliminar específica e delimitada a respeito da repercussão geral do
tema.
Quanto à suposta má-aplicação do prazo para interposição do
recurso especial eleitoral, tenho que a alegação foi adequadamente
tratada no acórdão recorrido.
Com efeito, o acórdão contra o qual foi interposto o recurso
extraordinário registra a existência de previsão legal específica quanto ao
prazo para interposição do recurso especial eleitoral, sejam em matéria
cível, seja em matéria criminal (§ 1º do art. 276 do Código Eleitoral).
Nesse sentido, observo que existe firme jurisprudência do STF no
sentido de não caber reexame das premissas concretas de que haja
partido o Tribunal de origem na análise da admissibilidade recursal em
matéria de sua competência, presente disposição normativa específica de
ordem infraconstitucional (cf. RE 283.337, rel. min. Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ de 23.03.2001; AI 270.109-AgR, rel. min. Ilmar Galvão,
Primeira Turma, DJ de 20.10.2000; AI 547.417, rel. min. Cezar Peluso,
Primeira Turma, DJ 07.10.2005).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : JAIR MIOTTO
ADV.(A/S) : ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : JAIR MIOTTO
ADV.(A/S) : ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1801926
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-08T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 07.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é inviável o recurso extraordinário em que não haja preliminar específica de repercussão geral. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§ 1º e 2º).
IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. Não cabe reexame das premissas concretas utilizadas pelo tribunal de origem na análise da admissibilidade recursal em matéria de sua competência, presente disposição normativa específica de ordem infraconstitucional (§ 1º do art. 276 do Código Eleitoral).
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205529
|
- Acórdãos citados: AI 664567, RE 283337, AI 270109 AgR, AI 547417.
Número de páginas: 5.
Análise: 19/03/2012, BMB.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
780477
|
[
"LEG-FED LEI-004737 ANO-1965\r\n ART-00276 PAR-00001 \r\n CEL-1965 CÓDIGO ELEITORAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00001 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\r\n EMENDA REGIMENTAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 780477 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JAIR MIOTTO
ADV.(A/S) : ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:JAIR MIOTTO
ADV.(A/S)
:ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. De acordo com a orientação firmada neste
Tribunal, é inviável o recurso extraordinário em que não haja preliminar
específica de repercussão geral. Cabe à parte recorrente apontar de forma
expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância
do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões
constitucionais invocadas no recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 543-A, §§
1... e 2...).
IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE
ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. Não cabe
reexame das premissas concretas utilizadas pelo tribunal de origem na
análise da admissibilidade recursal em matéria de sua competência,
presente disposição normativa específica de ordem infraconstitucional (§
1... do art. 276 do Código Eleitoral Brasileiro).
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 08/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:JAIR MIOTTO
ADV.(A/S)
:ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental de decisão em que neguei seguimento a agravo de
instrumento interposto de decisão do presidente do Tribunal Superior
Eleitoral.
Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada (fls. 497):
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do AI 664.567-QO, rel. min. Sepúlveda Pertence, estabeleceu
que “(...) a exigência da demonstração formal e fundamentada
no recurso extraordinário da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas só incide quando a intimação do
acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 3.5.2007, data da
publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de
2007.” (DJ de 06.09.2007).
Verifico que a publicação da decisão impugnada no
recurso extraordinário deu-se em 16.10.2009 (fls. 143) e a
interposição do recurso extraordinário não se fez acompanhar
da devida demonstração, nas razões recursais, da existência de
repercussão geral, o que inviabiliza o apelo extraordinário que
este agravo de instrumento pretende destrancar.
Ademais, inexiste a alegada violação do art. 5..., LIV e LV,
da Constituição, pois o acórdão recorrido, ao julgar o recurso
interposto, inequivocamente prestou jurisdição, em observância
aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:JAIR MIOTTO
ADV.(A/S)
:ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental de decisão em que neguei seguimento a agravo de
instrumento interposto de decisão do presidente do Tribunal Superior
Eleitoral.
Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada (fls. 497):
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do AI 664.567-QO, rel. min. Sepúlveda Pertence, estabeleceu
que “(...) a exigência da demonstração formal e fundamentada
no recurso extraordinário da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas só incide quando a intimação do
acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 3.5.2007, data da
publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de
2007.” (DJ de 06.09.2007).
Verifico que a publicação da decisão impugnada no
recurso extraordinário deu-se em 16.10.2009 (fls. 143) e a
interposição do recurso extraordinário não se fez acompanhar
da devida demonstração, nas razões recursais, da existência de
repercussão geral, o que inviabiliza o apelo extraordinário que
este agravo de instrumento pretende destrancar.
Ademais, inexiste a alegada violação do art. 5..., LIV e LV,
da Constituição, pois o acórdão recorrido, ao julgar o recurso
interposto, inequivocamente prestou jurisdição, em observância
aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 780.477 AGR / RO
ampla defesa.
Do exposto, nego seguimento ao agravo.
No presente agravo regimental, o agravante reitera a suposta
repercussão geral da matéria.
O agravante também alega que, ao interpor agravo de instrumento
em recurso especial eleitoral, teria sido surpreendido com decisão do
relator do processo no TSE, que concluiu pela intempestividade do
recurso com fundamento no prazo previsto no Código Eleitoral Brasileiro (3 dias),
quando, segundo o agravante, deveria ter sido aplicado o prazo de 15
dias, previsto na Lei 8.038/1990, aplicável ao caso em virtude de se tratar
de ação penal contra deputado estadual por crime previsto no art. 299 do
Código Eleitoral Brasileiro (corrupção ativa eleitoral).
Em 24.06.2010, o agravante aditou o agravo regimental com
fundamento na prerrogativa outorgada pelo art. 3... da Lei Complementar
135/2010. Na mesma oportunidade, requereu a concessão de medida
cautelar sob o argumento de existência de periculum in mora diante da
aproximação, à época, da data para apresentação de candidatura à eleição
realizada em 2010, evento que, considerada a condenação penal eleitoral
impugnada neste processo, poderia provocar o indeferimento do registro.
A medida cautelar requerida pelo agravante foi indeferida pelo min.
Ayres Britto, em decisão proferida no exercício da presidência (art. 37, I,
RISTF) (fls. 513-518).
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do
agravo regimental (fls. 569-571).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 780.477 AGR / RO
ampla defesa.
Do exposto, nego seguimento ao agravo.
No presente agravo regimental, o agravante reitera a suposta
repercussão geral da matéria.
O agravante também alega que, ao interpor agravo de instrumento
em recurso especial eleitoral, teria sido surpreendido com decisão do
relator do processo no TSE, que concluiu pela intempestividade do
recurso com fundamento no prazo previsto no Código Eleitoral Brasileiro (3 dias),
quando, segundo o agravante, deveria ter sido aplicado o prazo de 15
dias, previsto na Lei 8.038/1990, aplicável ao caso em virtude de se tratar
de ação penal contra deputado estadual por crime previsto no art. 299 do
Código Eleitoral Brasileiro (corrupção ativa eleitoral).
Em 24.06.2010, o agravante aditou o agravo regimental com
fundamento na prerrogativa outorgada pelo art. 3... da Lei Complementar
135/2010. Na mesma oportunidade, requereu a concessão de medida
cautelar sob o argumento de existência de periculum in mora diante da
aproximação, à época, da data para apresentação de candidatura à eleição
realizada em 2010, evento que, considerada a condenação penal eleitoral
impugnada neste processo, poderia provocar o indeferimento do registro.
A medida cautelar requerida pelo agravante foi indeferida pelo min.
Ayres Britto, em decisão proferida no exercício da presidência (art. 37, I,
RISTF) (fls. 513-518).
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do
agravo regimental (fls. 569-571).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão o
agravante.
Com efeito, a demonstração da existência de repercussão geral
passou a ser exigida, nos termos da jurisprudência desta Corte, nos
recursos extraordinários interpostos de acórdãos publicados a partir de
03 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental
21/07 ao RISTF (cf. QO AI 664.567).
No presente caso, verifica-se que o acórdão recorrido foi publicado
após o marco inicial fixado pela Corte e que esse requisito não foi
observado, uma vez que não existe, no recurso extraordinário interposto,
a preliminar específica e delimitada a respeito da repercussão geral do
tema.
Quanto à suposta má-aplicação do prazo para interposição do
recurso especial eleitoral, tenho que a alegação foi adequadamente
tratada no acórdão recorrido.
Com efeito, o acórdão contra o qual foi interposto o recurso
extraordinário registra a existência de previsão legal específica quanto ao
prazo para interposição do recurso especial eleitoral, sejam em matéria
cível, seja em matéria criminal (§ 1... do art. 276 do Código Eleitoral Brasileiro).
Nesse sentido, observo que existe firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido de não caber reexame das premissas concretas de que haja
partido o Tribunal de origem na análise da admissibilidade recursal em
matéria de sua competência, presente disposição normativa específica de
ordem infraconstitucional (cf. Recurso Extraordinário 283.337, rel. min. Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ de 23.03.2001; AI 270.109-AgR, rel. min. Ilmar Galvão,
Primeira Turma, DJ de 20.10.2000; AI 547.417, rel. min. Cezar Peluso,
Primeira Turma, DJ 07.10.2005).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1772968.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477 RONDÔNIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão o
agravante.
Com efeito, a demonstração da existência de repercussão geral
passou a ser exigida, nos termos da jurisprudência desta Corte, nos
recursos extraordinários interpostos de acórdãos publicados a partir de
03 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental
21/07 ao RISTF (cf. QO AI 664.567).
No presente caso, verifica-se que o acórdão recorrido foi publicado
após o marco inicial fixado pela Corte e que esse requisito não foi
observado, uma vez que não existe, no recurso extraordinário interposto,
a preliminar específica e delimitada a respeito da repercussão geral do
tema.
Quanto à suposta má-aplicação do prazo para interposição do
recurso especial eleitoral, tenho que a alegação foi adequadamente
tratada no acórdão recorrido.
Com efeito, o acórdão contra o qual foi interposto o recurso
extraordinário registra a existência de previsão legal específica quanto ao
prazo para interposição do recurso especial eleitoral, sejam em matéria
cível, seja em matéria criminal (§ 1... do art. 276 do Código Eleitoral Brasileiro).
Nesse sentido, observo que existe firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido de não caber reexame das premissas concretas de que haja
partido o Tribunal de origem na análise da admissibilidade recursal em
matéria de sua competência, presente disposição normativa específica de
ordem infraconstitucional (cf. Recurso Extraordinário 283.337, rel. min. Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ de 23.03.2001; AI 270.109-AgR, rel. min. Ilmar Galvão,
Primeira Turma, DJ de 20.10.2000; AI 547.417, rel. min. Cezar Peluso,
Primeira Turma, DJ 07.10.2005).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : JAIR MIOTTO
ADV.(A/S) : ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.477
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : JAIR MIOTTO
ADV.(A/S) : ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 780 . 477",
"AI 664 . 567 - QO",
"AI 664 . 567 - QO",
"AI 780 . 477 AGR / RO",
"AI 780 . 477 AGR /",
"AI 664 . 567",
"Recurso Extraordinário 283 . 337",
"AI 270 . 109 - AgR",
"AI 547 . 417",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 780 . 477",
"Recurso Extraordinário 283 . 337",
"AI 270 . 109 - AgR",
"AI 547 . 417",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 780 . 477"
],
"LEGISLACAO": [
"Código de Processo Civil , art . 543 - A , § § 1 . . . e 2 . . .",
"§ 1 . . . do art . 276 do Código Eleitoral Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 21",
"art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 21",
"art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Eleitoral Brasileiro",
"Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 299 do Código Eleitoral Brasileiro",
"art . 3 . . . da Lei Complementar 135 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Eleitoral Brasileiro",
"Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 299 do Código Eleitoral Brasileiro",
"art . 3 . . . da Lei Complementar 135 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental 21 / 07",
"§ 1 . . . do art . 276 do Código Eleitoral Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental 21 / 07",
"§ 1 . . . do art . 276 do Código Eleitoral Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Página",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RONDÔNIA",
"Brasília",
"RONDÔNIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TSE",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TSE",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"RISTF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"RONDÔNIA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"JAIR MIOTTO",
"ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS",
"Ayres Britto",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JAIR MIOTTO",
"ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Sepúlveda Pertence",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JAIR MIOTTO",
"ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Sepúlveda Pertence",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Sepúlveda Pertence",
"Ilmar Galvão",
"Cezar Peluso",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Sepúlveda Pertence",
"Ilmar Galvão",
"Cezar Peluso",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JAIR MIOTTO",
"ITAPUÃ PRESTES DE MESSIAS",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JAIR MIOTTO",
"ITAPUÃ",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"3",
".",
"5",
".",
"2007",
"30 de abril de 2007",
"06",
".",
"09",
".",
"2007",
"16",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"3",
".",
"5",
".",
"2007",
"30 de abril de 2007",
"06",
".",
"09",
".",
"2007",
"16",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"06",
".",
"2010",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"06",
".",
"2010",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"03 de maio de 2007",
"23",
".",
"03",
".",
"2001",
"20",
".",
"10",
".",
"2000",
"07",
".",
"10",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"03 de maio de 2007",
"23",
".",
"03",
".",
"2001",
"20",
".",
"10",
".",
"2000",
"07",
".",
"10",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
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"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S)
: CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: JOÃO BATISTA GONÇALVES
E M E N T A: FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA - LEI ORGÂNICA
MUNICIPAL - REGRAS LEGAIS QUE EXPLICITAM, EM FAVOR DA CÂMARA DE
VEREADORES, O PODER DE REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES EXERCIDO EM FACE DO
PODER EXECUTIVO LOCAL - PRERROGATIVA POLÍTICO-JURÍDICA QUE SE
INCLUI, CONSTITUCIONALMENTE, NA ESFERA DE ATRIBUIÇÕES DO PODER
LEGISLATIVO
MUNICIPAL
-
INSTRUMENTOS
CONSTITUCIONAIS,
COMO
A
PRERROGATIVA DE REQUISITAR INFORMAÇÕES, QUE VIABILIZAM O EXERCÍCIO,
PELA CÂMARA DE VEREADORES, DE SEU PODER DE CONTROLE SOBRE ATOS DO
PODER EXECUTIVO, EXCLUÍDA, NO ENTANTO, A POSSIBILIDADE DE O
LEGISLATIVO DETERMINAR O COMPARECIMENTO DO PREFEITO MUNICIPAL
(ADI 687/PA, REL. MIN. CELSO DE MELLO, PLENO) - INEXISTÊNCIA, NAS
REGRAS LEGAIS IMPUGNADAS, DESSA OBRIGAÇÃO DE COMPARECIMENTO - LEI
ORGÂNICA QUE SE CONFORMA, NO PONTO, AO QUE PRESCREVE, EM TEMA DE
CONTROLE PARLAMENTAR DO EXECUTIVO, A PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1744975
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S)
: CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: JOÃO BATISTA GONÇALVES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora agravante (fls. 172/177).
Postula-se, nesta sede recursal, seja dado provimento
ao apelo extremo que a parte ora recorrente interpôs (fls. 181/183).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1744989
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S)
: CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: JOÃO BATISTA GONÇALVES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora agravante (fls. 172/177).
Postula-se, nesta sede recursal, seja dado provimento
ao apelo extremo que a parte ora recorrente interpôs (fls. 181/183).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1744989
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 632.895 AgR / MG
2
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em exame.
Com efeito, tal como ressaltado no ato decisório ora
impugnado,
a
pretensão
deduzida
no
apelo
extremo
revela-se
inacolhível, eis que as regras legais nele questionadas, mantidas
pelo Tribunal “a quo” em sede de fiscalização normativa abstrata,
veiculam conteúdo material que se ajusta à orientação que o Supremo
Tribunal Federal firmou no tema em causa.
É que esta Suprema Corte reconhece, ao Legislativo, em
qualquer dos níveis da Federação, a titularidade do poder de
controle sobre os atos do Executivo, enfatizando que a atividade de
fiscalização parlamentar permite, ao órgão dela incumbido (como
sucede com as Câmaras Municipais), o acesso a diversos instrumentos
viabilizadores do desempenho dessa especial prerrogativa de ordem
institucional, como o poder de requisição de informações, que
legitima a solicitação de esclarecimentos dirigida ao próprio Poder
Executivo.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1744990
Supremo Tribunal Federal
RE 632.895 AgR / MG
2
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em exame.
Com efeito, tal como ressaltado no ato decisório ora
impugnado,
a
pretensão
deduzida
no
apelo
extremo
revela-se
inacolhível, eis que as regras legais nele questionadas, mantidas
pelo Tribunal “a quo” em sede de fiscalização normativa abstrata,
veiculam conteúdo material que se ajusta à orientação que o Supremo
Tribunal Federal firmou no tema em causa.
É que esta Suprema Corte reconhece, ao Legislativo, em
qualquer dos níveis da Federação, a titularidade do poder de
controle sobre os atos do Executivo, enfatizando que a atividade de
fiscalização parlamentar permite, ao órgão dela incumbido (como
sucede com as Câmaras Municipais), o acesso a diversos instrumentos
viabilizadores do desempenho dessa especial prerrogativa de ordem
institucional, como o poder de requisição de informações, que
legitima a solicitação de esclarecimentos dirigida ao próprio Poder
Executivo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 632.895 AgR / MG
3
Daí o correto julgamento do E. Tribunal de Justiça do
Estado
de
Minas
Gerais,
que
decidiu
que
as
normas
legais
questionadas nesta sede recursal, “estruturadas na Lei Orgânica, não
violam a separação de poderes (...)” (fls. 103 - grifei), pois o
ordenamento constitucional brasileiro estabelece, em favor da
instituição legislativa, mecanismos destinados a conferir concreção
ao “controle político que o Poder Legislativo deve exercer sobre os
atos de administração praticados pelo Poder Executivo” (fls. 104).
É importante ter presente que o Parlamento, nas três
instâncias de poder em que se pluraliza o Estado Federal, recebeu,
dos cidadãos, não só o poder de representação política e a
competência para legislar, mas, também, o mandato para fiscalizar os
órgãos e agentes do Poder Executivo, desde que respeitados os
limites materiais e as exigências formais estabelecidas pela
Constituição Federal.
O Poder Legislativo, em qualquer dos níveis de governo
da Federação, ao desempenhar a sua tríplice função – a de
representar o Povo, a de formular a legislação e a de controlar as
instâncias governamentais de poder – jamais poderá ser acoimado de
transgressor da ordem constitucional, pois, na realidade, estará
exercendo, com plena legitimidade, os graves encargos que lhe
conferiu a cidadania.
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Supremo Tribunal Federal
RE 632.895 AgR / MG
3
Daí o correto julgamento do E. Tribunal de Justiça do
Estado
de
Minas
Gerais,
que
decidiu
que
as
normas
legais
questionadas nesta sede recursal, “estruturadas na Lei Orgânica, não
violam a separação de poderes (...)” (fls. 103 - grifei), pois o
ordenamento constitucional brasileiro estabelece, em favor da
instituição legislativa, mecanismos destinados a conferir concreção
ao “controle político que o Poder Legislativo deve exercer sobre os
atos de administração praticados pelo Poder Executivo” (fls. 104).
É importante ter presente que o Parlamento, nas três
instâncias de poder em que se pluraliza o Estado Federal, recebeu,
dos cidadãos, não só o poder de representação política e a
competência para legislar, mas, também, o mandato para fiscalizar os
órgãos e agentes do Poder Executivo, desde que respeitados os
limites materiais e as exigências formais estabelecidas pela
Constituição Federal.
O Poder Legislativo, em qualquer dos níveis de governo
da Federação, ao desempenhar a sua tríplice função – a de
representar o Povo, a de formular a legislação e a de controlar as
instâncias governamentais de poder – jamais poderá ser acoimado de
transgressor da ordem constitucional, pois, na realidade, estará
exercendo, com plena legitimidade, os graves encargos que lhe
conferiu a cidadania.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 632.895 AgR / MG
4
O exame dessa questão impõe algumas considerações
prévias em torno da alta missão institucional de que se acha
investido, em nosso sistema constitucional, o Poder Legislativo,
tanto o da União quanto o dos Estados-membros, o do Distrito Federal
e, também, o dos Municípios.
Como
se
sabe,
dentre
as
funções
constitucionais
inerentes ao Poder Legislativo, como órgão da soberania estatal e
delegado
da
vontade
popular,
avulta,
por
sua
significativa
importância, a atribuição de fiscalizar os órgãos e agentes do
Estado.
Os meios de que se vale o Poder Legislativo, para
exercer as atribuições de fiscalização que lhe são próprias,
correspondem, basicamente, em nosso ordenamento jurídico, a três
instrumentos
de
extração
constitucional:
(a)
a
interpelação
parlamentar, (b) o pedido de informações e (c) o inquérito
parlamentar.
A interpelação parlamentar decorre da prerrogativa de
provocar o comparecimento de Ministros e Secretários de Estado (ou
de
Secretários
Municipais,
onde
houver)
perante
as
Casas
Legislativas ou qualquer de suas comissões.
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Supremo Tribunal Federal
RE 632.895 AgR / MG
4
O exame dessa questão impõe algumas considerações
prévias em torno da alta missão institucional de que se acha
investido, em nosso sistema constitucional, o Poder Legislativo,
tanto o da União quanto o dos Estados-membros, o do Distrito Federal
e, também, o dos Municípios.
Como
se
sabe,
dentre
as
funções
constitucionais
inerentes ao Poder Legislativo, como órgão da soberania estatal e
delegado
da
vontade
popular,
avulta,
por
sua
significativa
importância, a atribuição de fiscalizar os órgãos e agentes do
Estado.
Os meios de que se vale o Poder Legislativo, para
exercer as atribuições de fiscalização que lhe são próprias,
correspondem, basicamente, em nosso ordenamento jurídico, a três
instrumentos
de
extração
constitucional:
(a)
a
interpelação
parlamentar, (b) o pedido de informações e (c) o inquérito
parlamentar.
A interpelação parlamentar decorre da prerrogativa de
provocar o comparecimento de Ministros e Secretários de Estado (ou
de
Secretários
Municipais,
onde
houver)
perante
as
Casas
Legislativas ou qualquer de suas comissões.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 632.895 AgR / MG
5
Outro meio de investigação, igualmente valioso, apóia-se
nos pedidos de informação dirigidos ao Poder Executivo, inclusive ao
seu Chefe, sobre fato relacionado com matéria legislativa em trâmite
ou sujeito à fiscalização do Congresso Nacional, das Assembléias
Legislativas,
da
Câmara
Legislativa
e,
ainda,
das
Câmaras
Municipais.
O direito de investigar, por sua vez – que a
Constituição da República atribuiu ao Poder Legislativo (art. 58,
§ 3º) – tem, no inquérito parlamentar, o instrumento mais expressivo
de
concretização
desse
relevantíssimo
encargo
constitucional,
consistente no desempenho, pela instância legislativa, do seu
essencial poder de controle.
O que não se revelaria lícito à Câmara de Vereadores,
contudo,
seria
impor,
ao
Prefeito
Municipal,
o
dever
de
comparecimento à própria Câmara local, sob pena de semelhante regra,
se eventualmente inscrita na Lei Orgânica do Município (o que não
ocorre na espécie), transgredir o postulado da separação de poderes.
É que tal prescrição normativa exporia o Chefe do
Executivo
a
um
estado
de
submissão
institucional
ao
Poder
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Supremo Tribunal Federal
RE 632.895 AgR / MG
5
Outro meio de investigação, igualmente valioso, apóia-se
nos pedidos de informação dirigidos ao Poder Executivo, inclusive ao
seu Chefe, sobre fato relacionado com matéria legislativa em trâmite
ou sujeito à fiscalização do Congresso Nacional, das Assembléias
Legislativas,
da
Câmara
Legislativa
e,
ainda,
das
Câmaras
Municipais.
O direito de investigar, por sua vez – que a
Constituição da República atribuiu ao Poder Legislativo (art. 58,
§ 3º) – tem, no inquérito parlamentar, o instrumento mais expressivo
de
concretização
desse
relevantíssimo
encargo
constitucional,
consistente no desempenho, pela instância legislativa, do seu
essencial poder de controle.
O que não se revelaria lícito à Câmara de Vereadores,
contudo,
seria
impor,
ao
Prefeito
Municipal,
o
dever
de
comparecimento à própria Câmara local, sob pena de semelhante regra,
se eventualmente inscrita na Lei Orgânica do Município (o que não
ocorre na espécie), transgredir o postulado da separação de poderes.
É que tal prescrição normativa exporia o Chefe do
Executivo
a
um
estado
de
submissão
institucional
ao
Poder
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 632.895 AgR / MG
6
Legislativo municipal, sem guardar qualquer correspondência com o
modelo positivado na própria Constituição da República.
À semelhança do Presidente da República e do Governador
do Estado, que não podem ser constrangidos a comparecer perante órgãos
parlamentares, também o Prefeito do Município não se submete – em
obséquio ao postulado da divisão funcional do poder – ao dever de
apresentar-se, compulsoriamente, mediante convocação do Legislativo
local, à Câmara de Vereadores, como esta Corte já teve o ensejo de
decidir (ADI 687/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno).
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
RE 632.895 AgR / MG
6
Legislativo municipal, sem guardar qualquer correspondência com o
modelo positivado na própria Constituição da República.
À semelhança do Presidente da República e do Governador
do Estado, que não podem ser constrangidos a comparecer perante órgãos
parlamentares, também o Prefeito do Município não se submete – em
obséquio ao postulado da divisão funcional do poder – ao dever de
apresentar-se, compulsoriamente, mediante convocação do Legislativo
local, à Câmara de Vereadores, como esta Corte já teve o ensejo de
decidir (ADI 687/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno).
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S) : CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA GONÇALVES
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S) : CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA GONÇALVES
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1759217
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-02-27T00:00:00
|
Negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
E M E N T A: FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA - LEI ORGÂNICA MUNICIPAL - REGRAS LEGAIS QUE EXPLICITAM, EM FAVOR DA CÂMARA DE VEREADORES, O PODER DE REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES EXERCIDO EM FACE DO PODER EXECUTIVO LOCAL - PRERROGATIVA POLÍTICO-JURÍDICA QUE SE INCLUI, CONSTITUCIONALMENTE, NA ESFERA DE ATRIBUIÇÕES DO PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL - INSTRUMENTOS CONSTITUCIONAIS, COMO A PRERROGATIVA DE REQUISITAR INFORMAÇÕES, QUE VIABILIZAM O EXERCÍCIO, PELA CÂMARA DE VEREADORES, DE SEU PODER DE CONTROLE SOBRE ATOS DO PODER EXECUTIVO, EXCLUÍDA, NO ENTANTO, A POSSIBILIDADE DE O LEGISLATIVO DETERMINAR O COMPARECIMENTO DO PREFEITO MUNICIPAL (ADI 687/PA, REL. MIN. CELSO DE MELLO, PLENO) - INEXISTÊNCIA, NAS REGRAS LEGAIS IMPUGNADAS, DESSA OBRIGAÇÃO DE COMPARECIMENTO - LEI ORGÂNICA QUE SE CONFORMA, NO PONTO, AO QUE PRESCREVE, EM TEMA DE CONTROLE PARLAMENTAR DO EXECUTIVO, A PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
|
sjur204979
|
- Acórdão citado: ADI 687.
Número de páginas: 8.
Análise: 23/03/2012, MJC.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
632895
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00058 PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 632895 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S) : CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA GONÇALVES
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S)
: CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: JOÃO BATISTA GONÇALVES
E M E N T A: FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA - LEI ORGÂNICA
MUNICIPAL - REGRAS LEGAIS QUE EXPLICITAM, EM FAVOR DA CÂMARA DE
VEREADORES, O PODER DE REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES EXERCIDO EM FACE DO
PODER EXECUTIVO LOCAL - PRERROGATIVA POLÍTICO-JURÍDICA QUE SE
INCLUI, CONSTITUCIONALMENTE, NA ESFERA DE ATRIBUIÇÕES DO PODER
LEGISLATIVO
MUNICIPAL
-
INSTRUMENTOS
CONSTITUCIONAIS,
COMO
A
PRERROGATIVA DE REQUISITAR INFORMAÇÕES, QUE VIABILIZAM O EXERCÍCIO,
PELA CÂMARA DE VEREADORES, DE SEU PODER DE CONTROLE SOBRE ATOS DO
PODER EXECUTIVO, EXCLUÍDA, NO ENTANTO, A POSSIBILIDADE DE O
LEGISLATIVO DETERMINAR O COMPARECIMENTO DO PREFEITO MUNICIPAL
(ADI 687/PA, REL. MIN. CELSO DE MELLO, PLENO) - INEXISTÊNCIA, NAS
REGRAS LEGAIS IMPUGNADAS, DESSA OBRIGAÇÃO DE COMPARECIMENTO - LEI
ORGÂNICA QUE SE CONFORMA, NO PONTO, AO QUE PRESCREVE, EM TEMA DE
CONTROLE PARLAMENTAR DO EXECUTIVO, A PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 27/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S)
: CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: JOÃO BATISTA GONÇALVES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora agravante (fls. 172/177).
Postula-se, nesta sede recursal, seja dado provimento
ao apelo extremo que a parte ora recorrente interpôs (fls. 181/183).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S)
: CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S)
: JOÃO BATISTA GONÇALVES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora agravante (fls. 172/177).
Postula-se, nesta sede recursal, seja dado provimento
ao apelo extremo que a parte ora recorrente interpôs (fls. 181/183).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
2
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em exame.
Com efeito, tal como ressaltado no ato decisório ora
impugnado,
a
pretensão
deduzida
no
apelo
extremo
revela-se
inacolhível, eis que as regras legais nele questionadas, mantidas
pelo Tribunal “a quo” em sede de fiscalização normativa abstrata,
veiculam conteúdo material que se ajusta à orientação que o Supremo
Tribunal Federal firmou no tema em causa.
É que esta Suprema Corte reconhece, ao Legislativo, em
qualquer dos níveis da Federação, a titularidade do poder de
controle sobre os atos do Executivo, enfatizando que a atividade de
fiscalização parlamentar permite, ao órgão dela incumbido (como
sucede com as Câmaras Municipais), o acesso a diversos instrumentos
viabilizadores do desempenho dessa especial prerrogativa de ordem
institucional, como o poder de requisição de informações, que
legitima a solicitação de esclarecimentos dirigida ao próprio Poder
Executivo.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
2
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em exame.
Com efeito, tal como ressaltado no ato decisório ora
impugnado,
a
pretensão
deduzida
no
apelo
extremo
revela-se
inacolhível, eis que as regras legais nele questionadas, mantidas
pelo Tribunal “a quo” em sede de fiscalização normativa abstrata,
veiculam conteúdo material que se ajusta à orientação que o Supremo
Tribunal Federal firmou no tema em causa.
É que esta Suprema Corte reconhece, ao Legislativo, em
qualquer dos níveis da Federação, a titularidade do poder de
controle sobre os atos do Executivo, enfatizando que a atividade de
fiscalização parlamentar permite, ao órgão dela incumbido (como
sucede com as Câmaras Municipais), o acesso a diversos instrumentos
viabilizadores do desempenho dessa especial prerrogativa de ordem
institucional, como o poder de requisição de informações, que
legitima a solicitação de esclarecimentos dirigida ao próprio Poder
Executivo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
3
Daí o correto julgamento do E. Tribunal de Justiça do
Estado
de
Minas
Gerais,
que
decidiu
que
as
normas
legais
questionadas nesta sede recursal, “estruturadas na Lei Orgânica, não
violam a separação de poderes (...)” (fls. 103 - grifei), pois o
ordenamento constitucional brasileiro estabelece, em favor da
instituição legislativa, mecanismos destinados a conferir concreção
ao “controle político que o Poder Legislativo deve exercer sobre os
atos de administração praticados pelo Poder Executivo” (fls. 104).
É importante ter presente que o Parlamento, nas três
instâncias de poder em que se pluraliza o Estado Federal, recebeu,
dos cidadãos, não só o poder de representação política e a
competência para legislar, mas, também, o mandato para fiscalizar os
órgãos e agentes do Poder Executivo, desde que respeitados os
limites materiais e as exigências formais estabelecidas pela
Constituição Federal.
O Poder Legislativo, em qualquer dos níveis de governo
da Federação, ao desempenhar a sua tríplice função – a de
representar o Povo, a de formular a legislação e a de controlar as
instâncias governamentais de poder – jamais poderá ser acoimado de
transgressor da ordem constitucional, pois, na realidade, estará
exercendo, com plena legitimidade, os graves encargos que lhe
conferiu a cidadania.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
3
Daí o correto julgamento do E. Tribunal de Justiça do
Estado
de
Minas
Gerais,
que
decidiu
que
as
normas
legais
questionadas nesta sede recursal, “estruturadas na Lei Orgânica, não
violam a separação de poderes (...)” (fls. 103 - grifei), pois o
ordenamento constitucional brasileiro estabelece, em favor da
instituição legislativa, mecanismos destinados a conferir concreção
ao “controle político que o Poder Legislativo deve exercer sobre os
atos de administração praticados pelo Poder Executivo” (fls. 104).
É importante ter presente que o Parlamento, nas três
instâncias de poder em que se pluraliza o Estado Federal, recebeu,
dos cidadãos, não só o poder de representação política e a
competência para legislar, mas, também, o mandato para fiscalizar os
órgãos e agentes do Poder Executivo, desde que respeitados os
limites materiais e as exigências formais estabelecidas pela
Constituição Federal.
O Poder Legislativo, em qualquer dos níveis de governo
da Federação, ao desempenhar a sua tríplice função – a de
representar o Povo, a de formular a legislação e a de controlar as
instâncias governamentais de poder – jamais poderá ser acoimado de
transgressor da ordem constitucional, pois, na realidade, estará
exercendo, com plena legitimidade, os graves encargos que lhe
conferiu a cidadania.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
4
O exame dessa questão impõe algumas considerações
prévias em torno da alta missão institucional de que se acha
investido, em nosso sistema constitucional, o Poder Legislativo,
tanto o da União quanto o dos Estados-membros, o do Distrito Federal
e, também, o dos Municípios.
Como
se
sabe,
dentre
as
funções
constitucionais
inerentes ao Poder Legislativo, como órgão da soberania estatal e
delegado
da
vontade
popular,
avulta,
por
sua
significativa
importância, a atribuição de fiscalizar os órgãos e agentes do
Estado.
Os meios de que se vale o Poder Legislativo, para
exercer as atribuições de fiscalização que lhe são próprias,
correspondem, basicamente, em nosso ordenamento jurídico, a três
instrumentos
de
extração
constitucional:
(a)
a
interpelação
parlamentar, (b) o pedido de informações e (c) o inquérito
parlamentar.
A interpelação parlamentar decorre da prerrogativa de
provocar o comparecimento de Ministros e Secretários de Estado (ou
de
Secretários
Municipais,
onde
houver)
perante
as
Casas
Legislativas ou qualquer de suas comissões.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
4
O exame dessa questão impõe algumas considerações
prévias em torno da alta missão institucional de que se acha
investido, em nosso sistema constitucional, o Poder Legislativo,
tanto o da União quanto o dos Estados-membros, o do Distrito Federal
e, também, o dos Municípios.
Como
se
sabe,
dentre
as
funções
constitucionais
inerentes ao Poder Legislativo, como órgão da soberania estatal e
delegado
da
vontade
popular,
avulta,
por
sua
significativa
importância, a atribuição de fiscalizar os órgãos e agentes do
Estado.
Os meios de que se vale o Poder Legislativo, para
exercer as atribuições de fiscalização que lhe são próprias,
correspondem, basicamente, em nosso ordenamento jurídico, a três
instrumentos
de
extração
constitucional:
(a)
a
interpelação
parlamentar, (b) o pedido de informações e (c) o inquérito
parlamentar.
A interpelação parlamentar decorre da prerrogativa de
provocar o comparecimento de Ministros e Secretários de Estado (ou
de
Secretários
Municipais,
onde
houver)
perante
as
Casas
Legislativas ou qualquer de suas comissões.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1744990
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
5
Outro meio de investigação, igualmente valioso, apóia-se
nos pedidos de informação dirigidos ao Poder Executivo, inclusive ao
seu Chefe, sobre fato relacionado com matéria legislativa em trâmite
ou sujeito à fiscalização do Congresso Nacional, das Assembléias
Legislativas,
da
Câmara
Legislativa
e,
ainda,
das
Câmaras
Municipais.
O direito de investigar, por sua vez – que a
Constituição da República atribuiu ao Poder Legislativo (art. 58,
§ 3...) – tem, no inquérito parlamentar, o instrumento mais expressivo
de
concretização
desse
relevantíssimo
encargo
constitucional,
consistente no desempenho, pela instância legislativa, do seu
essencial poder de controle.
O que não se revelaria lícito à Câmara de Vereadores,
contudo,
seria
impor,
ao
Prefeito
Municipal,
o
dever
de
comparecimento à própria Câmara local, sob pena de semelhante regra,
se eventualmente inscrita na Lei Orgânica do Município (o que não
ocorre na espécie), transgredir o postulado da separação de poderes.
É que tal prescrição normativa exporia o Chefe do
Executivo
a
um
estado
de
submissão
institucional
ao
Poder
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
5
Outro meio de investigação, igualmente valioso, apóia-se
nos pedidos de informação dirigidos ao Poder Executivo, inclusive ao
seu Chefe, sobre fato relacionado com matéria legislativa em trâmite
ou sujeito à fiscalização do Congresso Nacional, das Assembléias
Legislativas,
da
Câmara
Legislativa
e,
ainda,
das
Câmaras
Municipais.
O direito de investigar, por sua vez – que a
Constituição da República atribuiu ao Poder Legislativo (art. 58,
§ 3...) – tem, no inquérito parlamentar, o instrumento mais expressivo
de
concretização
desse
relevantíssimo
encargo
constitucional,
consistente no desempenho, pela instância legislativa, do seu
essencial poder de controle.
O que não se revelaria lícito à Câmara de Vereadores,
contudo,
seria
impor,
ao
Prefeito
Municipal,
o
dever
de
comparecimento à própria Câmara local, sob pena de semelhante regra,
se eventualmente inscrita na Lei Orgânica do Município (o que não
ocorre na espécie), transgredir o postulado da separação de poderes.
É que tal prescrição normativa exporia o Chefe do
Executivo
a
um
estado
de
submissão
institucional
ao
Poder
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
6
Legislativo municipal, sem guardar qualquer correspondência com o
modelo positivado na própria Constituição da República.
À semelhança do Presidente da República e do Governador
do Estado, que não podem ser constrangidos a comparecer perante órgãos
parlamentares, também o Prefeito do Município não se submete – em
obséquio ao postulado da divisão funcional do poder – ao dever de
apresentar-se, compulsoriamente, mediante convocação do Legislativo
local, à Câmara de Vereadores, como esta Corte já teve o ensejo de
decidir (ADI 687/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno).
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 632.895 AgR / MG
6
Legislativo municipal, sem guardar qualquer correspondência com o
modelo positivado na própria Constituição da República.
À semelhança do Presidente da República e do Governador
do Estado, que não podem ser constrangidos a comparecer perante órgãos
parlamentares, também o Prefeito do Município não se submete – em
obséquio ao postulado da divisão funcional do poder – ao dever de
apresentar-se, compulsoriamente, mediante convocação do Legislativo
local, à Câmara de Vereadores, como esta Corte já teve o ensejo de
decidir (ADI 687/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno).
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S) : CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA GONÇALVES
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.895
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
AGDO.(A/S) : CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA GONÇALVES
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 895",
"ADI 687 / PA",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 895",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"ADI 687 / PA",
"Recurso Extraordinário 632 . 895 AgR / MG",
"ADI 687 / PA",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 895",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 ."
],
"LEGISLACAO": [
"LEI ORGÂNICA MUNICIPAL",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Lei Orgânica do Município",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Lei Orgânica do Município",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MUNICÍPIO DE CAXAMBU",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"CAXAMBU",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU",
"CÂMARA DE VEREADORES",
"CÂMARA DE VEREADORES",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"E",
".",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Parlamento",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Distrito Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Distrito Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Congresso Nacional",
"Câmara Legislativa",
"Câmara de Vereadores",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Congresso Nacional",
"Câmara Legislativa",
"Câmara de Vereadores",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Câmara de Vereadores",
"Pleno",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara de Vereadores",
"Pleno",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"CAMARA DE VEREADORES DE CAXAMBU",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA",
"JOÃO BATISTA GONÇALVES",
"CELSO DE MELLO",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE",
"ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA",
"JOÃO BATISTA GONÇALVES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA",
"JOÃO BATISTA GONÇALVES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA",
"JOÃO BATISTA GONÇALVES",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA",
"JOÃO BATISTA GONÇALVES",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES (ART. 155,
CAPUT, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-
INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS
REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE DO
COMPORTAMENTO LESIVO. TIPICIDADE MATERIAL DA
CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP,
rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 26/10/2010; HC 96757/RS,
rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 4/12/2009; RHC 96813/RJ, rel. Min.
Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se trata de
paciente reincidente, porquanto não há que se falar em reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel.
Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010.
3. In casu, a res furtiva (o relógio) teve o valor estimado em R$ 50,00
(cinquenta reais) no ano de 2005, ultrapassando o percentual de 10% do
salário mínimo vigente à época dos fatos, que era de R$ 300,00 (trezentos
reais), e cuida-se de paciente reincidente, porquanto ostenta condenação
pelo delito de homicídio, razão por que não há falar em aplicação do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
HC 108.969 / MG
princípio da insignificância.
4. Anote-se a insubsistência do argumento de ter o paciente
restituído o bem à vítima e, por isso, pouca implicação teria o fato de
tratar-se de agente reincidente ou portador de maus antecedentes para
aplicação do princípio da insignificância. Consta do inquérito que o
acusado foi localizado pela autoridade policial, com parte da res furtiva,
minutos após ter subtraído o relógio de pulso, e, tendo a vítima
reconhecido a propriedade do bem e a pessoa que praticou o furto, foi
efetuada a prisão em flagrante delito.
5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.969 / MG
princípio da insignificância.
4. Anote-se a insubsistência do argumento de ter o paciente
restituído o bem à vítima e, por isso, pouca implicação teria o fato de
tratar-se de agente reincidente ou portador de maus antecedentes para
aplicação do princípio da insignificância. Consta do inquérito que o
acusado foi localizado pela autoridade policial, com parte da res furtiva,
minutos após ter subtraído o relógio de pulso, e, tendo a vítima
reconhecido a propriedade do bem e a pessoa que praticou o furto, foi
efetuada a prisão em flagrante delito.
5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de MARIO
ARLINDO MOREIRA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
cuja ementa tem o seguinte teor:
HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES DE UM RELÓGIO
DE PULSO AVALIADO EM R$ 50,00. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE, IN CASU. ALTO
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. BEM
ARRANCADO DO BRAÇO DA VÍTIMA, EMBORA
CLASSIFICADA A CONDUTA COMO FURTO. PACIENTE
CONDENADO POR DIVERSOS CRIMES, INCLUSIVE
HOMICÍDIO. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO
WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância, que está diretamente
ligado aos postulados da fragmentariedade e intervenção
mínima do Estado em matéria penal, tem sido acolhido pelo
magistério doutrinário e jurisprudencial tando desta Corte,
quanto do colendo Supremo Tribunal Federal, como causa
supra-legal de exclusão da tipicidade. Vale dizer, uma conduta
que se subsuma perfeitamente ao modelo abstrato previsto na
legislação penal pode vir a ser considerada atípica por força
deste postulado.
2. Entretanto, é imprescindível que a aplicação do referido
princípio se dê de forma prudente e criteriosa, razão pela qual é
necessária a presença de certos elementos, tais como (a) a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de MARIO
ARLINDO MOREIRA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
cuja ementa tem o seguinte teor:
HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES DE UM RELÓGIO
DE PULSO AVALIADO EM R$ 50,00. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE, IN CASU. ALTO
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. BEM
ARRANCADO DO BRAÇO DA VÍTIMA, EMBORA
CLASSIFICADA A CONDUTA COMO FURTO. PACIENTE
CONDENADO POR DIVERSOS CRIMES, INCLUSIVE
HOMICÍDIO. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO
WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância, que está diretamente
ligado aos postulados da fragmentariedade e intervenção
mínima do Estado em matéria penal, tem sido acolhido pelo
magistério doutrinário e jurisprudencial tando desta Corte,
quanto do colendo Supremo Tribunal Federal, como causa
supra-legal de exclusão da tipicidade. Vale dizer, uma conduta
que se subsuma perfeitamente ao modelo abstrato previsto na
legislação penal pode vir a ser considerada atípica por força
deste postulado.
2. Entretanto, é imprescindível que a aplicação do referido
princípio se dê de forma prudente e criteriosa, razão pela qual é
necessária a presença de certos elementos, tais como (a) a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
HC 108.969 / MG
mínima ofensividade da conduta do agente; (b) a ausência de
total periculosidade social da ação; (c) o ínfimo grau de
reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da
lesão jurídica ocasionada, consoante já assentado pelo colendo
Pretório Excelso (HC 84.412/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
DJU 19.04.04).
3. O valor do bem furtado não é o único parâmetro a ser
considerado para a aplicação do referido princípio; no caso
concreto, muito embora a conduta tenha sido classificada como
furto, o fato é que o relógio foi arrancado do braço da vítima,
sendo certo que o paciente, não obstante ostentar maus
antecedentes e ser reincidente, pesando contra ele, inclusive,
uma condenação por homicídio, continua da senda delitiva, o
que, considerando o modus operandi do delito em questão,
demonstra alto grau de reprovabilidade de sua conduta, a
afastar a possibilidade de incidência do princípio da bagatelar.
Ordem denegada, em conformidade com o parecer
ministerial.
A impetrante, Defensoria Pública da União, alega estarem presentes
os requisitos necessários ao reconhecimento do princípio da
insignificância, a saber: o valor ínfimo da res, a mínima ofensividade da
conduta, a ausência de total periculosidade social da ação, o desprezível
grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressiva lesão ao bem
juridicamente tutelado.
Sustenta, de outro lado, que sendo a conduta penalmente irrelevante
a atípica, e tendo o paciente restituído o bem à vítima, pouco importa seja
reincidente ou portador de maus antecedentes.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.969 / MG
mínima ofensividade da conduta do agente; (b) a ausência de
total periculosidade social da ação; (c) o ínfimo grau de
reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da
lesão jurídica ocasionada, consoante já assentado pelo colendo
Pretório Excelso (HC 84.412/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
DJU 19.04.04).
3. O valor do bem furtado não é o único parâmetro a ser
considerado para a aplicação do referido princípio; no caso
concreto, muito embora a conduta tenha sido classificada como
furto, o fato é que o relógio foi arrancado do braço da vítima,
sendo certo que o paciente, não obstante ostentar maus
antecedentes e ser reincidente, pesando contra ele, inclusive,
uma condenação por homicídio, continua da senda delitiva, o
que, considerando o modus operandi do delito em questão,
demonstra alto grau de reprovabilidade de sua conduta, a
afastar a possibilidade de incidência do princípio da bagatelar.
Ordem denegada, em conformidade com o parecer
ministerial.
A impetrante, Defensoria Pública da União, alega estarem presentes
os requisitos necessários ao reconhecimento do princípio da
insignificância, a saber: o valor ínfimo da res, a mínima ofensividade da
conduta, a ausência de total periculosidade social da ação, o desprezível
grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressiva lesão ao bem
juridicamente tutelado.
Sustenta, de outro lado, que sendo a conduta penalmente irrelevante
a atípica, e tendo o paciente restituído o bem à vítima, pouco importa seja
reincidente ou portador de maus antecedentes.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
em que se discute a incidência do princípio da insignificância ao crime
assim descrito na denúncia:
Consta do IP incluso que no dia 25 de setembro de 2005 por
volta das 04h10m na cidade de Rio Espera, na Praça do Rosário, o
acusado subtraiu, para si, um relógio de pulso da vítima, Raimundo
Miguel Arcanjo.
Apurou-se que o acusado passou, rapidamente, próximo à
vítima e puxou-lhe o relógio do pulso.
Na ocasião, a vítima acionou a Polícia Militar que passava pelo
local, a qual, minutos depois, localizou o acusado com parte da ‘res
furtiva’, tendo efetuado a prisão em flagrante delito do mesmo.
A vítima reconheceu a pulseira do relógio encontrada com o
acusado como sendo de sua propriedade. Além disso reconheceu o
denunciado como sendo pessoa que praticou o furto.
Ao desprover a apelação criminal, destacou o Tribunal de Justiça do
Estado de Minas Gerais:
Por todo o exposto, tem-se que a autoria e a materialidade do
crime encontram-se nitidamente demonstradas na prova coligida para
os autos, razão pela qual não merece guarida o pleito absolutório.
O delito restou praticado na forma consumada, de sorte que o
réu obteve a posse desvigiada da res, tanto que parte do bem subtraído
pelo increpado nunca foi restituída à vítima.
O réu não faz jus ao benefício do privilégio, eis que
multirreincidente em crime doloso, com faz certo CAC de f. 83/84.
De igual sorte, não há falar-se, in haec specie, em aplicação do
princípio da insignificância, eis que o valor da res furtiva (R$50,00 –
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
em que se discute a incidência do princípio da insignificância ao crime
assim descrito na denúncia:
Consta do IP incluso que no dia 25 de setembro de 2005 por
volta das 04h10m na cidade de Rio Espera, na Praça do Rosário, o
acusado subtraiu, para si, um relógio de pulso da vítima, Raimundo
Miguel Arcanjo.
Apurou-se que o acusado passou, rapidamente, próximo à
vítima e puxou-lhe o relógio do pulso.
Na ocasião, a vítima acionou a Polícia Militar que passava pelo
local, a qual, minutos depois, localizou o acusado com parte da ‘res
furtiva’, tendo efetuado a prisão em flagrante delito do mesmo.
A vítima reconheceu a pulseira do relógio encontrada com o
acusado como sendo de sua propriedade. Além disso reconheceu o
denunciado como sendo pessoa que praticou o furto.
Ao desprover a apelação criminal, destacou o Tribunal de Justiça do
Estado de Minas Gerais:
Por todo o exposto, tem-se que a autoria e a materialidade do
crime encontram-se nitidamente demonstradas na prova coligida para
os autos, razão pela qual não merece guarida o pleito absolutório.
O delito restou praticado na forma consumada, de sorte que o
réu obteve a posse desvigiada da res, tanto que parte do bem subtraído
pelo increpado nunca foi restituída à vítima.
O réu não faz jus ao benefício do privilégio, eis que
multirreincidente em crime doloso, com faz certo CAC de f. 83/84.
De igual sorte, não há falar-se, in haec specie, em aplicação do
princípio da insignificância, eis que o valor da res furtiva (R$50,00 –
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
FL. 09) ultrapassava os 10% do salário mínimo vigente à época dos
fatos que era de R$300,00, eis porque, tem-se que a conduta do réu
enconrava-se revestida de tipicidade material.
Feitas essas considerações, tem-se que o princípio da insignificância
incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições
objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma
periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do
comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada,
consoante entendimento firmado por ambas as Turmas do Supremo:
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO DE APROXIMADAMENTE 50 METROS DE
FIO DE COBRE UTILIZADOS EM REDE ELÉTRICA.
ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por conseqüência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, além de serem relevados o valor do objeto do
crime e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso,
de forma cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do
País e o conjunto de valores éticos juridicamente aproveitados
pelo sistema penal para determinar se a conduta pode ou não
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Supremo Tribunal Federal
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HC 108.969 / MG
FL. 09) ultrapassava os 10% do salário mínimo vigente à época dos
fatos que era de R$300,00, eis porque, tem-se que a conduta do réu
enconrava-se revestida de tipicidade material.
Feitas essas considerações, tem-se que o princípio da insignificância
incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições
objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma
periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do
comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada,
consoante entendimento firmado por ambas as Turmas do Supremo:
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO DE APROXIMADAMENTE 50 METROS DE
FIO DE COBRE UTILIZADOS EM REDE ELÉTRICA.
ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por conseqüência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, além de serem relevados o valor do objeto do
crime e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso,
de forma cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do
País e o conjunto de valores éticos juridicamente aproveitados
pelo sistema penal para determinar se a conduta pode ou não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
ser considerada típica para a configuração do delito.
Precedentes. 4. Na espécie, embora o objeto da tentativa de
furto qualificado tenha sido avaliado em R$ 150,00 reais, de
pouco valor material, é certo, houve prejuízo para a vítima, que
teve que reparar a rede elétrica danificada, e a interrupção do
serviço de iluminação pública para os usuários da respectiva
localidade. 5. Ordem denegada. (HC 104403/SP, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FURTO
SIMPLES. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. RAZOÁVEL
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. FURTO
INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO.
PRESCRIÇÃO. MATÉRIA NÃO EXAMINDA NO ACÓRDÃO
QUESTIONADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E DENEGADO. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DECLARAR A PRESCRIÇÃO.
I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a
tornar a conduta atípica exige a ocorrência de conduta
minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade do
agente, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Convém
distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de
pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o
reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do
princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno
valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao
furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2º, do Código Penal. III
– A alegada prescrição da pretensão punitiva não foi tratada no
acordão do Superior Tribunal, o que impede que a matéria seja
conhecida por este Tribunal, sob pena de incorrer-se em
supressão de instância, com evidente extravasamento dos
limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição
Federal. IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado. V – Ordem concedida, de ofício, para declarar
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 108.969 / MG
ser considerada típica para a configuração do delito.
Precedentes. 4. Na espécie, embora o objeto da tentativa de
furto qualificado tenha sido avaliado em R$ 150,00 reais, de
pouco valor material, é certo, houve prejuízo para a vítima, que
teve que reparar a rede elétrica danificada, e a interrupção do
serviço de iluminação pública para os usuários da respectiva
localidade. 5. Ordem denegada. (HC 104403/SP, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FURTO
SIMPLES. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. RAZOÁVEL
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. FURTO
INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO.
PRESCRIÇÃO. MATÉRIA NÃO EXAMINDA NO ACÓRDÃO
QUESTIONADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E DENEGADO. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DECLARAR A PRESCRIÇÃO.
I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a
tornar a conduta atípica exige a ocorrência de conduta
minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade do
agente, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Convém
distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de
pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o
reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do
princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno
valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao
furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2º, do Código Penal. III
– A alegada prescrição da pretensão punitiva não foi tratada no
acordão do Superior Tribunal, o que impede que a matéria seja
conhecida por este Tribunal, sob pena de incorrer-se em
supressão de instância, com evidente extravasamento dos
limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição
Federal. IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado. V – Ordem concedida, de ofício, para declarar
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
a extinção da punibilidade do paciente, pela ocorrência da
prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 107, IV, do
Código Penal. (HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski,
1ª Turma, DJ de 26/10/2010)
Habeas corpus. Penal. Crime de furto (art. 155, caput, do
CP). Princípio da insignificância. Hipótese de não aplicação.
Precedentes da Corte. 1. A jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal assentou algumas circunstâncias que devem
orientar a aferição do relevo material da tipicidade penal, tais
como: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b)
nenhuma periculosidade social da ação, (c) reduzidíssimo
grau de reprovabilidade do comportamento e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. 2. Ainda que o
valor dos bens subtraídos seja de pequena monta, não há como
se aplicar o princípio da insignificância ao caso concreto, tendo
em vista a relevância da quantia subtraída à situação econômica
da vítima. Por esse motivo, não há como concluir pela
inexpressividade da lesão ao bem juridicamente protegido. 3.
Habeas corpus denegado. (HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
1ª Turma, DJ de 4/12/2009)
DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PARÂMETROS
E
CRITÉRIOS.
INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA.
AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste writ,
consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com
base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou
ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2.
Registro que não considero apenas e tão somente o valor
subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para
aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por
óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
4
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HC 108.969 / MG
a extinção da punibilidade do paciente, pela ocorrência da
prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 107, IV, do
Código Penal. (HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski,
1ª Turma, DJ de 26/10/2010)
Habeas corpus. Penal. Crime de furto (art. 155, caput, do
CP). Princípio da insignificância. Hipótese de não aplicação.
Precedentes da Corte. 1. A jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal assentou algumas circunstâncias que devem
orientar a aferição do relevo material da tipicidade penal, tais
como: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b)
nenhuma periculosidade social da ação, (c) reduzidíssimo
grau de reprovabilidade do comportamento e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. 2. Ainda que o
valor dos bens subtraídos seja de pequena monta, não há como
se aplicar o princípio da insignificância ao caso concreto, tendo
em vista a relevância da quantia subtraída à situação econômica
da vítima. Por esse motivo, não há como concluir pela
inexpressividade da lesão ao bem juridicamente protegido. 3.
Habeas corpus denegado. (HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
1ª Turma, DJ de 4/12/2009)
DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PARÂMETROS
E
CRITÉRIOS.
INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA.
AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste writ,
consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com
base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou
ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2.
Registro que não considero apenas e tão somente o valor
subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para
aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por
óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (CP, art. 155, § 2°). Como já analisou o Min. Celso
de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da
insignificância tem como vetores "a mínima ofensividade da
conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação,
o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica provocada." (HC 84.412/SP).
3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem
simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade
material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e
comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm
perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da
tipicidade material deverá levar em consideração a importância
do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No
caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem
subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar,
que há informação nos autos de que o valor "subtraído
representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo
fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda
mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência
honesta." Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso
concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão
jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de
habeas corpus. (RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma,
DJ de 24/4/2009)
(grifos adicionados)
Por outro lado, esta Corte tem repelido a aplicação do princípio da
insignificância quando se trata de reincidente, porquanto não há que se
falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo.
Confiram-se os seguintes julgados:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
5
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HC 108.969 / MG
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (CP, art. 155, § 2°). Como já analisou o Min. Celso
de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da
insignificância tem como vetores "a mínima ofensividade da
conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação,
o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica provocada." (HC 84.412/SP).
3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem
simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade
material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e
comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm
perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da
tipicidade material deverá levar em consideração a importância
do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No
caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem
subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar,
que há informação nos autos de que o valor "subtraído
representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo
fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda
mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência
honesta." Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso
concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão
jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de
habeas corpus. (RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma,
DJ de 24/4/2009)
(grifos adicionados)
Por outro lado, esta Corte tem repelido a aplicação do princípio da
insignificância quando se trata de reincidente, porquanto não há que se
falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo.
Confiram-se os seguintes julgados:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
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HC 108.969 / MG
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 26/5/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
6
Supremo Tribunal Federal
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HC 108.969 / MG
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 26/5/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
6
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
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verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Nesse sentido, aliás, o parecer do Ministério Público, cujo teor é o
seguinte:
4. Não há lugar, no caso, para aplicação do princípio da
insignificância. Além de ser imprescindível a distinção entre
valor ínfimo e pequeno valor, importante, também, distinguir o
desvalor do resultado do desvalor da ação, mormente diante
das circunstâncias concretas do cometimento do delito.
Reporto-me ao voto do Ministro Carlos Britto, no Habeas Corpus
nº 84.424/SP, que fez a correta distinção entre valor ínfimo e
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necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Nesse sentido, aliás, o parecer do Ministério Público, cujo teor é o
seguinte:
4. Não há lugar, no caso, para aplicação do princípio da
insignificância. Além de ser imprescindível a distinção entre
valor ínfimo e pequeno valor, importante, também, distinguir o
desvalor do resultado do desvalor da ação, mormente diante
das circunstâncias concretas do cometimento do delito.
Reporto-me ao voto do Ministro Carlos Britto, no Habeas Corpus
nº 84.424/SP, que fez a correta distinção entre valor ínfimo e
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
pequeno valor. E também o seguinte acórdão, da lavra da
Ministra Ellen Gracie: “O fato de o valor subtraído pelo paciente ser
inferior ao valor do salário mínimo, por si só, não autoriza a aplicação
do princípio da insignificância, já que não se pode confundir o
pequeno valor do objeto material do delito com a irrelevância da
conduta do agente.” (HC nº 101.144/RS, Rel. Min. Ellen Gracie,
DJe de 22.10.2010).
5. Também nesse sentido a jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça: “não basta o valor ínfimo da res furtiva para a
configuração do princípio da insignificância, devendo haver
observância de outros fatores, como as condições financeiras da vítima,
a lesividade da conduta e a vida pregressa do acusado” (Resp
751.156/RS, rel. Min. Laurita Vaz, DJ de 13.11.2006).
6. A subtração de bens alheios, ainda que de pequeno
valor, por si só, não pode ser tida como um indiferente penal,
na medida em que a falta de repressão de tais condutas
representaria verdadeiro incentivo à prática de pequenos
delitos: “O reconhecimento da insignificância material da conduta
increpada ao paciente serviria muito mais como um temerário
incentivo ao cometimento de novos delitos do que propriamente uma
injustificada mobilização do Poder Judiciário. É dizer: o quadro
empírico desenhado pelas instâncias de origem impossibilita a adoção
do princípio da insignificância penal e, ao mesmo tempo, justifica a
mobilização do aparato de poder em que o Judiciário consiste. Poder
que só é de ser acionado para a apuração de condutas que afetem, em
substância, os bens jurídicos tutelados pelas normas incriminadoras.
Que é o caso dos autos.” (HC nº 104.586/RS, Rel. Min. Ayres Britto,
DJe de 24.9.2010).
7. Ressalta-se, por fim, que o paciente é reincidente:
“Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a reincidência remete a
critério objetivo e deve ser excepcionada da regra para análise do
princípio da insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias. O
criminoso reincidente apresenta comportamento reprovável, e sua
conduta deve ser considerada materialmente típica.” (HC 103.359/RS,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06.08.2010); “Reconhecida a
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pequeno valor. E também o seguinte acórdão, da lavra da
Ministra Ellen Gracie: “O fato de o valor subtraído pelo paciente ser
inferior ao valor do salário mínimo, por si só, não autoriza a aplicação
do princípio da insignificância, já que não se pode confundir o
pequeno valor do objeto material do delito com a irrelevância da
conduta do agente.” (HC nº 101.144/RS, Rel. Min. Ellen Gracie,
DJe de 22.10.2010).
5. Também nesse sentido a jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça: “não basta o valor ínfimo da res furtiva para a
configuração do princípio da insignificância, devendo haver
observância de outros fatores, como as condições financeiras da vítima,
a lesividade da conduta e a vida pregressa do acusado” (Resp
751.156/RS, rel. Min. Laurita Vaz, DJ de 13.11.2006).
6. A subtração de bens alheios, ainda que de pequeno
valor, por si só, não pode ser tida como um indiferente penal,
na medida em que a falta de repressão de tais condutas
representaria verdadeiro incentivo à prática de pequenos
delitos: “O reconhecimento da insignificância material da conduta
increpada ao paciente serviria muito mais como um temerário
incentivo ao cometimento de novos delitos do que propriamente uma
injustificada mobilização do Poder Judiciário. É dizer: o quadro
empírico desenhado pelas instâncias de origem impossibilita a adoção
do princípio da insignificância penal e, ao mesmo tempo, justifica a
mobilização do aparato de poder em que o Judiciário consiste. Poder
que só é de ser acionado para a apuração de condutas que afetem, em
substância, os bens jurídicos tutelados pelas normas incriminadoras.
Que é o caso dos autos.” (HC nº 104.586/RS, Rel. Min. Ayres Britto,
DJe de 24.9.2010).
7. Ressalta-se, por fim, que o paciente é reincidente:
“Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a reincidência remete a
critério objetivo e deve ser excepcionada da regra para análise do
princípio da insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias. O
criminoso reincidente apresenta comportamento reprovável, e sua
conduta deve ser considerada materialmente típica.” (HC 103.359/RS,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06.08.2010); “Reconhecida a
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
reincidência, a reprovabilidade do comportamento do agente é
significativamente agravada, sendo suficiente para inviabilizar a
incidência do princípio da insignificância. Precedentes.” (HC
97.007/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 31.3.2011);
“Embora o paciente não seja tecnicamente reincidente, tem
personalidade voltada para a prática de crimes, o que impede o
atendimento de um dos requisitos exigidos por esta Corte para a
configuração do princípio da insignificância, qual seja, a ausência de
periculosidade do agente” (HC 107.138/SP, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJe de 30.5.2011).
8. Isso posto, opino pelo indeferimento da ordem.
Ex positis, o voto é pela denegação da ordem.
10
Supremo Tribunal Federal
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reincidência, a reprovabilidade do comportamento do agente é
significativamente agravada, sendo suficiente para inviabilizar a
incidência do princípio da insignificância. Precedentes.” (HC
97.007/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 31.3.2011);
“Embora o paciente não seja tecnicamente reincidente, tem
personalidade voltada para a prática de crimes, o que impede o
atendimento de um dos requisitos exigidos por esta Corte para a
configuração do princípio da insignificância, qual seja, a ausência de
periculosidade do agente” (HC 107.138/SP, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJe de 30.5.2011).
8. Isso posto, opino pelo indeferimento da ordem.
Ex positis, o voto é pela denegação da ordem.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.969
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791237
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.969
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791237
Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1797967
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-07T00:00:00
|
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES (ART. 155, CAPUT, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE DO COMPORTAMENTO LESIVO. TIPICIDADE MATERIAL DA CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 26/10/2010; HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 4/12/2009; RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se trata de paciente reincidente, porquanto não há que se falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010.
3. In casu, a res furtiva (o relógio) teve o valor estimado em R$ 50,00 (cinquenta reais) no ano de 2005, ultrapassando o percentual de 10% do salário mínimo vigente à época dos fatos, que era de R$ 300,00 (trezentos reais), e cuida-se de paciente reincidente, porquanto ostenta condenação pelo delito de homicídio, razão por que não há falar em aplicação do princípio da insignificância.
4. Anote-se a insubsistência do argumento de ter o paciente restituído o bem à vítima e, por isso, pouca implicação teria o fato de tratar-se de agente reincidente ou portador de maus antecedentes para aplicação do princípio da insignificância. Consta do inquérito que o acusado foi localizado pela autoridade policial, com parte da res furtiva, minutos após ter subtraído o relógio de pulso, e, tendo a vítima reconhecido a propriedade do bem e a pessoa que praticou o furto, foi efetuada a prisão em flagrante delito.
5. Ordem denegada.
|
sjur205419
|
- Acórdãos citados: HC 96684, HC 96757, RHC 96813, HC
103359, HC 104117, HC 104403, HC 107067.
Número de páginas: 15.
Análise: 13/03/2012, KBP.
Revisão: 15/03/2012, SEV.
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LUIZ FUX
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Primeira Turma
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108969
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"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00155 \"CAPUT\" \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
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HC
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acordaos
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HC 108969
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PACTE.(S) : MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES (ART. 155,
CAPUT, DO Código Penal Brasileiro). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-
INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS
REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE DO
COMPORTAMENTO LESIVO. TIPICIDADE MATERIAL DA
CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP,
rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJ de 26/10/2010; HC 96757/RS,
rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 4/12/2009; RHC 96813/RJ, rel. Min.
Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se trata de
paciente reincidente, porquanto não há que se falar em reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel.
Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010.
3. In casu, a res furtiva (o relógio) teve o valor estimado em R$ 50,00
(cinquenta reais) no ano de 2005, ultrapassando o percentual de 10% do
salário mínimo vigente à época dos fatos, que era de R$ 300,00 (trezentos
reais), e cuida-se de paciente reincidente, porquanto ostenta condenação
pelo delito de homicídio, razão por que não há falar em aplicação do
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1795955.
Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
HC 108.969 / MG
princípio da insignificância.
4. Anote-se a insubsistência do argumento de ter o paciente
restituído o bem à vítima e, por isso, pouca implicação teria o fato de
tratar-se de agente reincidente ou portador de maus antecedentes para
aplicação do princípio da insignificância. Consta do inquérito que o
acusado foi localizado pela autoridade policial, com parte da res furtiva,
minutos após ter subtraído o relógio de pulso, e, tendo a vítima
reconhecido a propriedade do bem e a pessoa que praticou o furto, foi
efetuada a prisão em flagrante delito.
5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 108.969 / MG
princípio da insignificância.
4. Anote-se a insubsistência do argumento de ter o paciente
restituído o bem à vítima e, por isso, pouca implicação teria o fato de
tratar-se de agente reincidente ou portador de maus antecedentes para
aplicação do princípio da insignificância. Consta do inquérito que o
acusado foi localizado pela autoridade policial, com parte da res furtiva,
minutos após ter subtraído o relógio de pulso, e, tendo a vítima
reconhecido a propriedade do bem e a pessoa que praticou o furto, foi
efetuada a prisão em flagrante delito.
5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de MARIO
ARLINDO MOREIRA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
cuja ementa tem o seguinte teor:
HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES DE UM RELÓGIO
DE PULSO AVALIADO EM R$ 50,00. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE, IN CASU. ALTO
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. BEM
ARRANCADO DO BRAÇO DA VÍTIMA, EMBORA
CLASSIFICADA A CONDUTA COMO FURTO. PACIENTE
CONDENADO POR DIVERSOS CRIMES, INCLUSIVE
HOMICÍDIO. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO
WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância, que está diretamente
ligado aos postulados da fragmentariedade e intervenção
mínima do Estado em matéria penal, tem sido acolhido pelo
magistério doutrinário e jurisprudencial tando desta Corte,
quanto do colendo Supremo Tribunal Federal, como causa
supra-legal de exclusão da tipicidade. Vale dizer, uma conduta
que se subsuma perfeitamente ao modelo abstrato previsto na
legislação penal pode vir a ser considerada atípica por força
deste postulado.
2. Entretanto, é imprescindível que a aplicação do referido
princípio se dê de forma prudente e criteriosa, razão pela qual é
necessária a presença de certos elementos, tais como (a) a
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de MARIO
ARLINDO MOREIRA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
cuja ementa tem o seguinte teor:
HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES DE UM RELÓGIO
DE PULSO AVALIADO EM R$ 50,00. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE, IN CASU. ALTO
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. BEM
ARRANCADO DO BRAÇO DA VÍTIMA, EMBORA
CLASSIFICADA A CONDUTA COMO FURTO. PACIENTE
CONDENADO POR DIVERSOS CRIMES, INCLUSIVE
HOMICÍDIO. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO
WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância, que está diretamente
ligado aos postulados da fragmentariedade e intervenção
mínima do Estado em matéria penal, tem sido acolhido pelo
magistério doutrinário e jurisprudencial tando desta Corte,
quanto do colendo Supremo Tribunal Federal, como causa
supra-legal de exclusão da tipicidade. Vale dizer, uma conduta
que se subsuma perfeitamente ao modelo abstrato previsto na
legislação penal pode vir a ser considerada atípica por força
deste postulado.
2. Entretanto, é imprescindível que a aplicação do referido
princípio se dê de forma prudente e criteriosa, razão pela qual é
necessária a presença de certos elementos, tais como (a) a
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
HC 108.969 / MG
mínima ofensividade da conduta do agente; (b) a ausência de
total periculosidade social da ação; (c) o ínfimo grau de
reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da
lesão jurídica ocasionada, consoante já assentado pelo colendo
Pretório Excelso (HC 84.412/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
DJU 19.04.04).
3. O valor do bem furtado não é o único parâmetro a ser
considerado para a aplicação do referido princípio; no caso
concreto, muito embora a conduta tenha sido classificada como
furto, o fato é que o relógio foi arrancado do braço da vítima,
sendo certo que o paciente, não obstante ostentar maus
antecedentes e ser reincidente, pesando contra ele, inclusive,
uma condenação por homicídio, continua da senda delitiva, o
que, considerando o modus operandi do delito em questão,
demonstra alto grau de reprovabilidade de sua conduta, a
afastar a possibilidade de incidência do princípio da bagatelar.
Ordem denegada, em conformidade com o parecer
ministerial.
A impetrante, Defensoria Pública da União, alega estarem presentes
os requisitos necessários ao reconhecimento do princípio da
insignificância, a saber: o valor ínfimo da res, a mínima ofensividade da
conduta, a ausência de total periculosidade social da ação, o desprezível
grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressiva lesão ao bem
juridicamente tutelado.
Sustenta, de outro lado, que sendo a conduta penalmente irrelevante
a atípica, e tendo o paciente restituído o bem à vítima, pouco importa seja
reincidente ou portador de maus antecedentes.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.969 / MG
mínima ofensividade da conduta do agente; (b) a ausência de
total periculosidade social da ação; (c) o ínfimo grau de
reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da
lesão jurídica ocasionada, consoante já assentado pelo colendo
Pretório Excelso (HC 84.412/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
DJU 19.04.04).
3. O valor do bem furtado não é o único parâmetro a ser
considerado para a aplicação do referido princípio; no caso
concreto, muito embora a conduta tenha sido classificada como
furto, o fato é que o relógio foi arrancado do braço da vítima,
sendo certo que o paciente, não obstante ostentar maus
antecedentes e ser reincidente, pesando contra ele, inclusive,
uma condenação por homicídio, continua da senda delitiva, o
que, considerando o modus operandi do delito em questão,
demonstra alto grau de reprovabilidade de sua conduta, a
afastar a possibilidade de incidência do princípio da bagatelar.
Ordem denegada, em conformidade com o parecer
ministerial.
A impetrante, Defensoria Pública da União, alega estarem presentes
os requisitos necessários ao reconhecimento do princípio da
insignificância, a saber: o valor ínfimo da res, a mínima ofensividade da
conduta, a ausência de total periculosidade social da ação, o desprezível
grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressiva lesão ao bem
juridicamente tutelado.
Sustenta, de outro lado, que sendo a conduta penalmente irrelevante
a atípica, e tendo o paciente restituído o bem à vítima, pouco importa seja
reincidente ou portador de maus antecedentes.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
em que se discute a incidência do princípio da insignificância ao crime
assim descrito na denúncia:
Consta do IP incluso que no dia 25 de setembro de 2005 por
volta das 04h10m na cidade de Rio Espera, na Praça do Rosário, o
acusado subtraiu, para si, um relógio de pulso da vítima, Raimundo
Miguel Arcanjo.
Apurou-se que o acusado passou, rapidamente, próximo à
vítima e puxou-lhe o relógio do pulso.
Na ocasião, a vítima acionou a Polícia Militar que passava pelo
local, a qual, minutos depois, localizou o acusado com parte da ‘res
furtiva’, tendo efetuado a prisão em flagrante delito do mesmo.
A vítima reconheceu a pulseira do relógio encontrada com o
acusado como sendo de sua propriedade. Além disso reconheceu o
denunciado como sendo pessoa que praticou o furto.
Ao desprover a apelação criminal, destacou o Tribunal de Justiça do
Estado de Minas Gerais:
Por todo o exposto, tem-se que a autoria e a materialidade do
crime encontram-se nitidamente demonstradas na prova coligida para
os autos, razão pela qual não merece guarida o pleito absolutório.
O delito restou praticado na forma consumada, de sorte que o
réu obteve a posse desvigiada da res, tanto que parte do bem subtraído
pelo increpado nunca foi restituída à vítima.
O réu não faz jus ao benefício do privilégio, eis que
multirreincidente em crime doloso, com faz certo CAC de f. 83/84.
De igual sorte, não há falar-se, in haec specie, em aplicação do
princípio da insignificância, eis que o valor da res furtiva (R$50,00 –
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.969 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
em que se discute a incidência do princípio da insignificância ao crime
assim descrito na denúncia:
Consta do IP incluso que no dia 25 de setembro de 2005 por
volta das 04h10m na cidade de Rio Espera, na Praça do Rosário, o
acusado subtraiu, para si, um relógio de pulso da vítima, Raimundo
Miguel Arcanjo.
Apurou-se que o acusado passou, rapidamente, próximo à
vítima e puxou-lhe o relógio do pulso.
Na ocasião, a vítima acionou a Polícia Militar que passava pelo
local, a qual, minutos depois, localizou o acusado com parte da ‘res
furtiva’, tendo efetuado a prisão em flagrante delito do mesmo.
A vítima reconheceu a pulseira do relógio encontrada com o
acusado como sendo de sua propriedade. Além disso reconheceu o
denunciado como sendo pessoa que praticou o furto.
Ao desprover a apelação criminal, destacou o Tribunal de Justiça do
Estado de Minas Gerais:
Por todo o exposto, tem-se que a autoria e a materialidade do
crime encontram-se nitidamente demonstradas na prova coligida para
os autos, razão pela qual não merece guarida o pleito absolutório.
O delito restou praticado na forma consumada, de sorte que o
réu obteve a posse desvigiada da res, tanto que parte do bem subtraído
pelo increpado nunca foi restituída à vítima.
O réu não faz jus ao benefício do privilégio, eis que
multirreincidente em crime doloso, com faz certo CAC de f. 83/84.
De igual sorte, não há falar-se, in haec specie, em aplicação do
princípio da insignificância, eis que o valor da res furtiva (R$50,00 –
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
FL. 09) ultrapassava os 10% do salário mínimo vigente à época dos
fatos que era de R$300,00, eis porque, tem-se que a conduta do réu
enconrava-se revestida de tipicidade material.
Feitas essas considerações, tem-se que o princípio da insignificância
incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições
objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma
periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do
comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada,
consoante entendimento firmado por ambas as Turmas do Supremo:
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO DE APROXIMADAMENTE 50 METROS DE
FIO DE COBRE UTILIZADOS EM REDE ELÉTRICA.
ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por conseqüência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, além de serem relevados o valor do objeto do
crime e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso,
de forma cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do
País e o conjunto de valores éticos juridicamente aproveitados
pelo sistema penal para determinar se a conduta pode ou não
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 108.969 / MG
FL. 09) ultrapassava os 10% do salário mínimo vigente à época dos
fatos que era de R$300,00, eis porque, tem-se que a conduta do réu
enconrava-se revestida de tipicidade material.
Feitas essas considerações, tem-se que o princípio da insignificância
incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições
objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma
periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do
comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada,
consoante entendimento firmado por ambas as Turmas do Supremo:
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO DE APROXIMADAMENTE 50 METROS DE
FIO DE COBRE UTILIZADOS EM REDE ELÉTRICA.
ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por conseqüência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, além de serem relevados o valor do objeto do
crime e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso,
de forma cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do
País e o conjunto de valores éticos juridicamente aproveitados
pelo sistema penal para determinar se a conduta pode ou não
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
ser considerada típica para a configuração do delito.
Precedentes. 4. Na espécie, embora o objeto da tentativa de
furto qualificado tenha sido avaliado em R$ 150,00 reais, de
pouco valor material, é certo, houve prejuízo para a vítima, que
teve que reparar a rede elétrica danificada, e a interrupção do
serviço de iluminação pública para os usuários da respectiva
localidade. 5. Ordem denegada. (HC 104403/SP, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 1/2/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FURTO
SIMPLES. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. RAZOÁVEL
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. FURTO
INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO.
PRESCRIÇÃO. MATÉRIA NÃO EXAMINDA NO ACÓRDÃO
QUESTIONADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E DENEGADO. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DECLARAR A PRESCRIÇÃO.
I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a
tornar a conduta atípica exige a ocorrência de conduta
minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade do
agente, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Convém
distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de
pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o
reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do
princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno
valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao
furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2..., do Código Penal. III
– A alegada prescrição da pretensão punitiva não foi tratada no
acordão do Superior Tribunal, o que impede que a matéria seja
conhecida por este Tribunal, sob pena de incorrer-se em
supressão de instância, com evidente extravasamento dos
limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição
Federal. IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado. V – Ordem concedida, de ofício, para declarar
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.969 / MG
ser considerada típica para a configuração do delito.
Precedentes. 4. Na espécie, embora o objeto da tentativa de
furto qualificado tenha sido avaliado em R$ 150,00 reais, de
pouco valor material, é certo, houve prejuízo para a vítima, que
teve que reparar a rede elétrica danificada, e a interrupção do
serviço de iluminação pública para os usuários da respectiva
localidade. 5. Ordem denegada. (HC 104403/SP, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 1/2/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FURTO
SIMPLES. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. RAZOÁVEL
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. FURTO
INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO.
PRESCRIÇÃO. MATÉRIA NÃO EXAMINDA NO ACÓRDÃO
QUESTIONADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E DENEGADO. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DECLARAR A PRESCRIÇÃO.
I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a
tornar a conduta atípica exige a ocorrência de conduta
minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade do
agente, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Convém
distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de
pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o
reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do
princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno
valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao
furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2..., do Código Penal. III
– A alegada prescrição da pretensão punitiva não foi tratada no
acordão do Superior Tribunal, o que impede que a matéria seja
conhecida por este Tribunal, sob pena de incorrer-se em
supressão de instância, com evidente extravasamento dos
limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição
Federal. IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado. V – Ordem concedida, de ofício, para declarar
3
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
a extinção da punibilidade do paciente, pela ocorrência da
prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 107, IV, do
Código Penal. (HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski,
1... Turma, DJ de 26/10/2010)
Habeas corpus. Penal. Crime de furto (art. 155, caput, do
Código Penal Brasileiro). Princípio da insignificância. Hipótese de não aplicação.
Precedentes da Corte. 1. A jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal assentou algumas circunstâncias que devem
orientar a aferição do relevo material da tipicidade penal, tais
como: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b)
nenhuma periculosidade social da ação, (c) reduzidíssimo
grau de reprovabilidade do comportamento e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. 2. Ainda que o
valor dos bens subtraídos seja de pequena monta, não há como
se aplicar o princípio da insignificância ao caso concreto, tendo
em vista a relevância da quantia subtraída à situação econômica
da vítima. Por esse motivo, não há como concluir pela
inexpressividade da lesão ao bem juridicamente protegido. 3.
Habeas corpus denegado. (HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
1... Turma, DJ de 4/12/2009)
DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PARÂMETROS
E
CRITÉRIOS.
INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA.
AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste writ,
consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com
base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou
ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2.
Registro que não considero apenas e tão somente o valor
subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para
aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por
óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
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a extinção da punibilidade do paciente, pela ocorrência da
prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 107, IV, do
Código Penal. (HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski,
1... Turma, DJ de 26/10/2010)
Habeas corpus. Penal. Crime de furto (art. 155, caput, do
Código Penal Brasileiro). Princípio da insignificância. Hipótese de não aplicação.
Precedentes da Corte. 1. A jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal assentou algumas circunstâncias que devem
orientar a aferição do relevo material da tipicidade penal, tais
como: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b)
nenhuma periculosidade social da ação, (c) reduzidíssimo
grau de reprovabilidade do comportamento e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. 2. Ainda que o
valor dos bens subtraídos seja de pequena monta, não há como
se aplicar o princípio da insignificância ao caso concreto, tendo
em vista a relevância da quantia subtraída à situação econômica
da vítima. Por esse motivo, não há como concluir pela
inexpressividade da lesão ao bem juridicamente protegido. 3.
Habeas corpus denegado. (HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
1... Turma, DJ de 4/12/2009)
DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PARÂMETROS
E
CRITÉRIOS.
INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA.
AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste writ,
consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com
base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou
ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2.
Registro que não considero apenas e tão somente o valor
subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para
aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por
óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...). Como já analisou o Min. Celso
de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da
insignificância tem como vetores "a mínima ofensividade da
conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação,
o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica provocada." (HC 84.412/SP).
3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem
simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade
material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e
comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm
perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da
tipicidade material deverá levar em consideração a importância
do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No
caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem
subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar,
que há informação nos autos de que o valor "subtraído
representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo
fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda
mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência
honesta." Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso
concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão
jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de
habeas corpus. (RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma,
DJ de 24/4/2009)
(grifos adicionados)
Por outro lado, esta Corte tem repelido a aplicação do princípio da
insignificância quando se trata de reincidente, porquanto não há que se
falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo.
Confiram-se os seguintes julgados:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
5
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desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...). Como já analisou o Min. Celso
de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da
insignificância tem como vetores "a mínima ofensividade da
conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação,
o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica provocada." (HC 84.412/SP).
3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem
simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade
material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e
comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm
perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da
tipicidade material deverá levar em consideração a importância
do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No
caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem
subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar,
que há informação nos autos de que o valor "subtraído
representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo
fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda
mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência
honesta." Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso
concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão
jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de
habeas corpus. (RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma,
DJ de 24/4/2009)
(grifos adicionados)
Por outro lado, esta Corte tem repelido a aplicação do princípio da
insignificância quando se trata de reincidente, porquanto não há que se
falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo.
Confiram-se os seguintes julgados:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
5
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HC 108.969 / MG
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 26/5/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
6
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GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 26/5/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
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verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
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verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
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necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Nesse sentido, aliás, o parecer do Ministério Público, cujo teor é o
seguinte:
4. Não há lugar, no caso, para aplicação do princípio da
insignificância. Além de ser imprescindível a distinção entre
valor ínfimo e pequeno valor, importante, também, distinguir o
desvalor do resultado do desvalor da ação, mormente diante
das circunstâncias concretas do cometimento do delito.
Reporto-me ao voto do Ministro Carlos Britto, no Habeas Corpus
n 84.424/SP, que fez a correta distinção entre valor ínfimo e
8
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necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Nesse sentido, aliás, o parecer do Ministério Público, cujo teor é o
seguinte:
4. Não há lugar, no caso, para aplicação do princípio da
insignificância. Além de ser imprescindível a distinção entre
valor ínfimo e pequeno valor, importante, também, distinguir o
desvalor do resultado do desvalor da ação, mormente diante
das circunstâncias concretas do cometimento do delito.
Reporto-me ao voto do Ministro Carlos Britto, no Habeas Corpus
n 84.424/SP, que fez a correta distinção entre valor ínfimo e
8
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HC 108.969 / MG
pequeno valor. E também o seguinte acórdão, da lavra da
Ministra Ellen Gracie: “O fato de o valor subtraído pelo paciente ser
inferior ao valor do salário mínimo, por si só, não autoriza a aplicação
do princípio da insignificância, já que não se pode confundir o
pequeno valor do objeto material do delito com a irrelevância da
conduta do agente.” (HC n 101.144/RS, Rel. Min. Ellen Gracie,
DJe de 22.10.2010).
5. Também nesse sentido a jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça: “não basta o valor ínfimo da res furtiva para a
configuração do princípio da insignificância, devendo haver
observância de outros fatores, como as condições financeiras da vítima,
a lesividade da conduta e a vida pregressa do acusado” (Resp
751.156/RS, rel. Min. Laurita Vaz, DJ de 13.11.2006).
6. A subtração de bens alheios, ainda que de pequeno
valor, por si só, não pode ser tida como um indiferente penal,
na medida em que a falta de repressão de tais condutas
representaria verdadeiro incentivo à prática de pequenos
delitos: “O reconhecimento da insignificância material da conduta
increpada ao paciente serviria muito mais como um temerário
incentivo ao cometimento de novos delitos do que propriamente uma
injustificada mobilização do Poder Judiciário. É dizer: o quadro
empírico desenhado pelas instâncias de origem impossibilita a adoção
do princípio da insignificância penal e, ao mesmo tempo, justifica a
mobilização do aparato de poder em que o Judiciário consiste. Poder
que só é de ser acionado para a apuração de condutas que afetem, em
substância, os bens jurídicos tutelados pelas normas incriminadoras.
Que é o caso dos autos.” (HC n 104.586/RS, Rel. Min. Ayres Britto,
DJe de 24.9.2010).
7. Ressalta-se, por fim, que o paciente é reincidente:
“Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a reincidência remete a
critério objetivo e deve ser excepcionada da regra para análise do
princípio da insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias. O
criminoso reincidente apresenta comportamento reprovável, e sua
conduta deve ser considerada materialmente típica.” (HC 103.359/RS,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06.08.2010); “Reconhecida a
9
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1795957.
Supremo Tribunal Federal
HC 108.969 / MG
pequeno valor. E também o seguinte acórdão, da lavra da
Ministra Ellen Gracie: “O fato de o valor subtraído pelo paciente ser
inferior ao valor do salário mínimo, por si só, não autoriza a aplicação
do princípio da insignificância, já que não se pode confundir o
pequeno valor do objeto material do delito com a irrelevância da
conduta do agente.” (HC n 101.144/RS, Rel. Min. Ellen Gracie,
DJe de 22.10.2010).
5. Também nesse sentido a jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça: “não basta o valor ínfimo da res furtiva para a
configuração do princípio da insignificância, devendo haver
observância de outros fatores, como as condições financeiras da vítima,
a lesividade da conduta e a vida pregressa do acusado” (Resp
751.156/RS, rel. Min. Laurita Vaz, DJ de 13.11.2006).
6. A subtração de bens alheios, ainda que de pequeno
valor, por si só, não pode ser tida como um indiferente penal,
na medida em que a falta de repressão de tais condutas
representaria verdadeiro incentivo à prática de pequenos
delitos: “O reconhecimento da insignificância material da conduta
increpada ao paciente serviria muito mais como um temerário
incentivo ao cometimento de novos delitos do que propriamente uma
injustificada mobilização do Poder Judiciário. É dizer: o quadro
empírico desenhado pelas instâncias de origem impossibilita a adoção
do princípio da insignificância penal e, ao mesmo tempo, justifica a
mobilização do aparato de poder em que o Judiciário consiste. Poder
que só é de ser acionado para a apuração de condutas que afetem, em
substância, os bens jurídicos tutelados pelas normas incriminadoras.
Que é o caso dos autos.” (HC n 104.586/RS, Rel. Min. Ayres Britto,
DJe de 24.9.2010).
7. Ressalta-se, por fim, que o paciente é reincidente:
“Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a reincidência remete a
critério objetivo e deve ser excepcionada da regra para análise do
princípio da insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias. O
criminoso reincidente apresenta comportamento reprovável, e sua
conduta deve ser considerada materialmente típica.” (HC 103.359/RS,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06.08.2010); “Reconhecida a
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.969 / MG
reincidência, a reprovabilidade do comportamento do agente é
significativamente agravada, sendo suficiente para inviabilizar a
incidência do princípio da insignificância. Precedentes.” (HC
97.007/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 31.3.2011);
“Embora o paciente não seja tecnicamente reincidente, tem
personalidade voltada para a prática de crimes, o que impede o
atendimento de um dos requisitos exigidos por esta Corte para a
configuração do princípio da insignificância, qual seja, a ausência de
periculosidade do agente” (HC 107.138/SP, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJe de 30.5.2011).
8. Isso posto, opino pelo indeferimento da ordem.
Ex positis, o voto é pela denegação da ordem.
10
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.969 / MG
reincidência, a reprovabilidade do comportamento do agente é
significativamente agravada, sendo suficiente para inviabilizar a
incidência do princípio da insignificância. Precedentes.” (HC
97.007/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 31.3.2011);
“Embora o paciente não seja tecnicamente reincidente, tem
personalidade voltada para a prática de crimes, o que impede o
atendimento de um dos requisitos exigidos por esta Corte para a
configuração do princípio da insignificância, qual seja, a ausência de
periculosidade do agente” (HC 107.138/SP, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJe de 30.5.2011).
8. Isso posto, opino pelo indeferimento da ordem.
Ex positis, o voto é pela denegação da ordem.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.969
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791237
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.969
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : MARIO ARLINDO MOREIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 108 . 969",
"HC 104403 / SP",
"HC 104117 / MT",
"HC 96757 / RS",
"RHC 96813 / RJ",
"HC 107067",
"HC 96684 / MS",
"HC 103359 / RS",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 108 . 969 / MG",
"HABEAS CORPUS 108 . 969 MINAS",
"HABEAS CORPUS 108 . 969",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 84 . 412 / SP",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 84 . 412 / SP",
"HABEAS CORPUS 108 . 969",
"HABEAS CORPUS 108 . 969",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 104403 / SP",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 104403 / SP",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 104117 / MT",
"HC 96757 / RS",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 104117 / MT",
"HC 96757 / RS",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 84 . 412 / SP",
"RHC 96813 / RJ",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 84 . 412 / SP",
"RHC 96813 / RJ",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 107067",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 107067",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 96684 / MS",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 96684 / MS",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 103359 / RS",
"Habeas Corpus n 84 . 424 / SP",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 103359 / RS",
"Habeas Corpus n 84 . 424 / SP",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC n 101 . 144 / RS",
"Resp 751 . 156 / RS",
"HC n 104 . 586 / RS",
"HC 103 . 359 / RS",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC n 101 . 144 / RS",
"Resp 751 . 156 / RS",
"HC n 104 . 586 / RS",
"HC 103 . 359 / RS",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 97 . 007 / SP",
"HC 107 . 138 / SP",
"HC 108 . 969 / MG",
"HC 97 . 007 / SP",
"HC 107 . 138 / SP",
"HABEAS CORPUS 108 . 969",
"HABEAS CORPUS 108 . 969"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 155 , CAPUT , DO Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 107 , IV , do Código Penal",
"art . 155 , caput , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 107 , IV , do Código Penal",
"art . 155 , caput , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"Rio Espera",
"Praça do Rosário",
"MINAS GERAIS",
"cidade",
"Rio Espera",
"Praça do Rosário"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
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".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
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"1",
".",
"1",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pretório Excelso",
"Defensoria Pública da União",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Polícia Militar",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Polícia Militar",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
"Superior Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Superior Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
". . . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Ministério Público",
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"-",
"Brasil",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
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"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"MARIO ARLINDO MOREIRA",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARIO ARLINDO MOREIRA",
"LUIZ FUX",
"MARIO ARLINDO MOREIRA",
"LUIZ FUX",
"MARIO ARLINDO MOREIRA",
"LUIZ FUX",
"MARIO ARLINDO MOREIRA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Raimundo Miguel Arcanjo",
"LUIZ FUX",
"Raimundo Miguel Arcanjo",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
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"Cármen Lúcia",
"Carlos Britto",
"LUIZ FUX",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Laurita Vaz",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Laurita Vaz",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"MARIO ARLINDO MOREIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
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"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"MARIO ARLINDO MOREIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
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"2009",
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"/",
"4",
"/",
"2009",
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"2010",
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"14 de fevereiro de 2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
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"08",
"/",
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"2012",
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"2001",
"14",
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"02",
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".",
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".",
"04",
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"/",
"2001",
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".",
"04",
".",
"04",
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"2012",
"25 de setembro de 2005",
"24",
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"2001",
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"2012",
"25 de setembro de 2005",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"08",
"/",
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"/",
"5",
"/",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"5",
"/",
"2011",
"24",
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"08",
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".",
"10",
".",
"2010",
"13",
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"11",
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"2006",
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"9",
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"06",
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"08",
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"24",
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"2001",
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"08",
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"14",
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"24",
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"08",
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"14",
".",
"2",
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"24",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S)
:CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CRIME DE ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO. RÉU
BENEFICIÁRIO DAS PARCELAS INDEVIDAS. CRIME PERMANENTE.
PRESCRIÇÃO. NÃO-OCORRÊNCIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/STF.
1. O crime de estelionato contra a Previdência Social, quando
praticado pelo próprio beneficiário das prestações, tem caráter
permanente, o que fixa como termo inicial do prazo prescricional a data
da cessão da permanência.
2. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária
pertinente e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos.
Providências vedadas neste momento processual.
3. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820334.
Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
AI 695.319 AGR / RJ
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820334.
Supremo Tribunal Federal
AI 695.319 AGR / RJ
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S)
:CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao recurso extraordinário porque: a) o aresto impugnado
afina com a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, no sentido de que
o crime de estelionato contra a Previdência Social, em caso como o destes
autos, tem caráter permanente, o que fixa como termo inicial do prazo
prescricional a data da cessação da permanência; b) para se chegar à
conclusão pretendida pela parte recorrente, se faz necessário o reexame
da legislação infraconstitucional pertinente; c) o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos é incompatível com a via recursal
extraordinária (Súmula 279/STF).
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que “o caso do agravante é de
pessoa que não se confunde com o beneficiário da aposentadoria, mas ser
equiparado ao do particular que tenha dado causa à inserção fraudulenta
de dados no sistema do INSS visando beneficiar terceiro” (fls. 178).
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1816531.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S)
:CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao recurso extraordinário porque: a) o aresto impugnado
afina com a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, no sentido de que
o crime de estelionato contra a Previdência Social, em caso como o destes
autos, tem caráter permanente, o que fixa como termo inicial do prazo
prescricional a data da cessação da permanência; b) para se chegar à
conclusão pretendida pela parte recorrente, se faz necessário o reexame
da legislação infraconstitucional pertinente; c) o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos é incompatível com a via recursal
extraordinária (Súmula 279/STF).
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que “o caso do agravante é de
pessoa que não se confunde com o beneficiário da aposentadoria, mas ser
equiparado ao do particular que tenha dado causa à inserção fraudulenta
de dados no sistema do INSS visando beneficiar terceiro” (fls. 178).
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o agravo não merece acolhida. Isso porque a
jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, que me parece juridicamente
correta, é firme no sentido de que naquelas situações em que a conduta é
cometida pelo próprio beneficiário e renovada mensalmente, o crime
assume a natureza permanente, dado que, para além de o delito se
protrair no tempo, o agente tem o poder de, a qualquer tempo, fazer
cessar a ação delitiva.
6. Nesse mesmo sentido: HC 99.112, da relatoria do ministro Marco
Aurélio; HC 102.774, da relatoria da ministra Ellen Gracie; e RHC 105.761,
da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, este assim ementado:
“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS .
PENAL. CRIME DE ESTELIONATO CONTRA A
PREVIDÊNCIA SOCIAL. ART. 171, § 3º, DO CÓDIGO PENAL.
AÇÃO PENAL. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO.
INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS CRIMINAL E
ADMINISTRATIVA.
PRESCRIÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
TRANCAMENTO
DA
AÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA.
IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.
I Nos crimes de estelionato previdenciário, a instauração
da ação penal independe da conclusão do procedimento
administrativo. Precedentes.
II O crime de estelionato contra a Previdência Social,
quando praticado pelo próprio beneficiário das prestações, tem
caráter permanente, o que fixa como termo inicial do prazo
prescricional a data da cessão da permanência.
III O trancamento da ação penal é medida excepcional,
que somente tem lugar quando exsurge indiscutível a ausência
de justa causa para a ação penal, o que não se tem na espécie.
IV Recurso desprovido”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o agravo não merece acolhida. Isso porque a
jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, que me parece juridicamente
correta, é firme no sentido de que naquelas situações em que a conduta é
cometida pelo próprio beneficiário e renovada mensalmente, o crime
assume a natureza permanente, dado que, para além de o delito se
protrair no tempo, o agente tem o poder de, a qualquer tempo, fazer
cessar a ação delitiva.
6. Nesse mesmo sentido: HC 99.112, da relatoria do ministro Marco
Aurélio; HC 102.774, da relatoria da ministra Ellen Gracie; e RHC 105.761,
da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, este assim ementado:
“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS .
PENAL. CRIME DE ESTELIONATO CONTRA A
PREVIDÊNCIA SOCIAL. ART. 171, § 3º, DO CÓDIGO PENAL.
AÇÃO PENAL. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO.
INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS CRIMINAL E
ADMINISTRATIVA.
PRESCRIÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
TRANCAMENTO
DA
AÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA.
IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.
I Nos crimes de estelionato previdenciário, a instauração
da ação penal independe da conclusão do procedimento
administrativo. Precedentes.
II O crime de estelionato contra a Previdência Social,
quando praticado pelo próprio beneficiário das prestações, tem
caráter permanente, o que fixa como termo inicial do prazo
prescricional a data da cessão da permanência.
III O trancamento da ação penal é medida excepcional,
que somente tem lugar quando exsurge indiscutível a ausência
de justa causa para a ação penal, o que não se tem na espécie.
IV Recurso desprovido”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 695.319 AGR / RJ
7. De mais a mais, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu
a controvérsia em acórdão assim ementado (fls. 65):
“FRAUDE NA OBTENÇÃO DE BENEFÍCIO
PREVIDENCIÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
SUSPEIÇÃO DE INTÉRPRETE. PRECLUSÃO. AUTORIA.
COMPROVAÇÃO.
1. Não sendo o réu servidor do INSS, o dies a quo para a
contagem do prazo prescricional deve ser a data em que a
autarquia previdenciária deixou de ser induzida em erro, tendo
em vista que a ação tipificada no crime de estelionato é a
obtenção de vantagem ilícita (para si ou para outrem), em
prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro
(mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.
2. O estelionato é crime comum - que pode ser praticado
por qualquer pessoa -, não exigindo qualquer condição especial
do sujeito ativo, podendo ser praticado por quem não seja
servidor do INSS.
3 O art. 29 do Código Penal, ao tratar do concurso de
agentes, prevê a responsabilidade penal daquele que, de
qualquer modo, concorre para o crime, incidindo nas mesmas
penas cominadas ao delito, na medida de sua culpabilidade.
4. A exceção de suspeição não pode ficar à disposição do
réu, no tocante ao momento de suscitá-la, pois, em se tratando
de nulidade relativa, sujeita-se à preclusão.
5. Apelação não provida”.
8. Nessa contextura, entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem implicaria rever a interpretação da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie (Código Penal) e do conjunto
fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF). Circunstâncias que
inviabilizam o recurso extraordinário.
9. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
10. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1816532.
Supremo Tribunal Federal
AI 695.319 AGR / RJ
7. De mais a mais, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu
a controvérsia em acórdão assim ementado (fls. 65):
“FRAUDE NA OBTENÇÃO DE BENEFÍCIO
PREVIDENCIÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
SUSPEIÇÃO DE INTÉRPRETE. PRECLUSÃO. AUTORIA.
COMPROVAÇÃO.
1. Não sendo o réu servidor do INSS, o dies a quo para a
contagem do prazo prescricional deve ser a data em que a
autarquia previdenciária deixou de ser induzida em erro, tendo
em vista que a ação tipificada no crime de estelionato é a
obtenção de vantagem ilícita (para si ou para outrem), em
prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro
(mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.
2. O estelionato é crime comum - que pode ser praticado
por qualquer pessoa -, não exigindo qualquer condição especial
do sujeito ativo, podendo ser praticado por quem não seja
servidor do INSS.
3 O art. 29 do Código Penal, ao tratar do concurso de
agentes, prevê a responsabilidade penal daquele que, de
qualquer modo, concorre para o crime, incidindo nas mesmas
penas cominadas ao delito, na medida de sua culpabilidade.
4. A exceção de suspeição não pode ficar à disposição do
réu, no tocante ao momento de suscitá-la, pois, em se tratando
de nulidade relativa, sujeita-se à preclusão.
5. Apelação não provida”.
8. Nessa contextura, entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem implicaria rever a interpretação da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie (Código Penal) e do conjunto
fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF). Circunstâncias que
inviabilizam o recurso extraordinário.
9. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
10. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745610
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745610
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1833985
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-21T00:00:00
|
Agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRIME DE ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO. RÉU BENEFICIÁRIO DAS PARCELAS INDEVIDAS. CRIME PERMANENTE. PRESCRIÇÃO. NÃO-OCORRÊNCIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
1. O crime de estelionato contra a Previdência Social, quando praticado pelo próprio beneficiário das prestações, tem caráter permanente, o que fixa como termo inicial do prazo prescricional a data da cessão da permanência.
2. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária pertinente e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual.
3. Agravo regimental desprovido.
|
sjur206432
|
-Acórdãos citados:HC 99112, HC 102774, RHC 105761.
Número de páginas: 6.
Análise: 29/03/2012, AMS.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
695319
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 695319 AgR
|
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AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
AGTE.(S) : PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S)
:CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CRIME DE ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO. RÉU
BENEFICIÁRIO DAS PARCELAS INDEVIDAS. CRIME PERMANENTE.
PRESCRIÇÃO. NÃO-OCORRÊNCIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1. O crime de estelionato contra a Previdência Social, quando
praticado pelo próprio beneficiário das prestações, tem caráter
permanente, o que fixa como termo inicial do prazo prescricional a data
da cessão da permanência.
2. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária
pertinente e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos.
Providências vedadas neste momento processual.
3. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820334.
Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
AI 695.319 AGR / RJ
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820334.
Supremo Tribunal Federal
AI 695.319 AGR / RJ
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1820334.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S)
:CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao recurso extraordinário porque: a) o aresto impugnado
afina com a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, no sentido de que
o crime de estelionato contra a Previdência Social, em caso como o destes
autos, tem caráter permanente, o que fixa como termo inicial do prazo
prescricional a data da cessação da permanência; b) para se chegar à
conclusão pretendida pela parte recorrente, se faz necessário o reexame
da legislação infraconstitucional pertinente; c) o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos é incompatível com a via recursal
extraordinária (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal).
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que “o caso do agravante é de
pessoa que não se confunde com o beneficiário da aposentadoria, mas ser
equiparado ao do particular que tenha dado causa à inserção fraudulenta
de dados no sistema do INSS visando beneficiar terceiro” (fls. 178).
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1816531.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S)
:CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao recurso extraordinário porque: a) o aresto impugnado
afina com a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, no sentido de que
o crime de estelionato contra a Previdência Social, em caso como o destes
autos, tem caráter permanente, o que fixa como termo inicial do prazo
prescricional a data da cessação da permanência; b) para se chegar à
conclusão pretendida pela parte recorrente, se faz necessário o reexame
da legislação infraconstitucional pertinente; c) o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos é incompatível com a via recursal
extraordinária (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal).
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que “o caso do agravante é de
pessoa que não se confunde com o beneficiário da aposentadoria, mas ser
equiparado ao do particular que tenha dado causa à inserção fraudulenta
de dados no sistema do INSS visando beneficiar terceiro” (fls. 178).
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o agravo não merece acolhida. Isso porque a
jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, que me parece juridicamente
correta, é firme no sentido de que naquelas situações em que a conduta é
cometida pelo próprio beneficiário e renovada mensalmente, o crime
assume a natureza permanente, dado que, para além de o delito se
protrair no tempo, o agente tem o poder de, a qualquer tempo, fazer
cessar a ação delitiva.
6. Nesse mesmo sentido: HC 99.112, da relatoria do ministro Marco
Aurélio; HC 102.774, da relatoria da ministra Ellen Gracie; e RHC 105.761,
da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, este assim ementado:
“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS .
PENAL. CRIME DE ESTELIONATO CONTRA A
PREVIDÊNCIA SOCIAL. ART. 171, § 3..., DO CÓDIGO PENAL.
AÇÃO PENAL. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO.
INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS CRIMINAL E
ADMINISTRATIVA.
PRESCRIÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
TRANCAMENTO
DA
AÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA.
IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.
I Nos crimes de estelionato previdenciário, a instauração
da ação penal independe da conclusão do procedimento
administrativo. Precedentes.
II O crime de estelionato contra a Previdência Social,
quando praticado pelo próprio beneficiário das prestações, tem
caráter permanente, o que fixa como termo inicial do prazo
prescricional a data da cessão da permanência.
III O trancamento da ação penal é medida excepcional,
que somente tem lugar quando exsurge indiscutível a ausência
de justa causa para a ação penal, o que não se tem na espécie.
IV Recurso desprovido”.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o agravo não merece acolhida. Isso porque a
jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, que me parece juridicamente
correta, é firme no sentido de que naquelas situações em que a conduta é
cometida pelo próprio beneficiário e renovada mensalmente, o crime
assume a natureza permanente, dado que, para além de o delito se
protrair no tempo, o agente tem o poder de, a qualquer tempo, fazer
cessar a ação delitiva.
6. Nesse mesmo sentido: HC 99.112, da relatoria do ministro Marco
Aurélio; HC 102.774, da relatoria da ministra Ellen Gracie; e RHC 105.761,
da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, este assim ementado:
“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS .
PENAL. CRIME DE ESTELIONATO CONTRA A
PREVIDÊNCIA SOCIAL. ART. 171, § 3..., DO CÓDIGO PENAL.
AÇÃO PENAL. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO.
INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS CRIMINAL E
ADMINISTRATIVA.
PRESCRIÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
TRANCAMENTO
DA
AÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA.
IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.
I Nos crimes de estelionato previdenciário, a instauração
da ação penal independe da conclusão do procedimento
administrativo. Precedentes.
II O crime de estelionato contra a Previdência Social,
quando praticado pelo próprio beneficiário das prestações, tem
caráter permanente, o que fixa como termo inicial do prazo
prescricional a data da cessão da permanência.
III O trancamento da ação penal é medida excepcional,
que somente tem lugar quando exsurge indiscutível a ausência
de justa causa para a ação penal, o que não se tem na espécie.
IV Recurso desprovido”.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 695.319 AGR / RJ
7. De mais a mais, o Tribunal Regional Federal da 2... Região decidiu
a controvérsia em acórdão assim ementado (fls. 65):
“FRAUDE NA OBTENÇÃO DE BENEFÍCIO
PREVIDENCIÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
SUSPEIÇÃO DE INTÉRPRETE. PRECLUSÃO. AUTORIA.
COMPROVAÇÃO.
1. Não sendo o réu servidor do INSS, o dies a quo para a
contagem do prazo prescricional deve ser a data em que a
autarquia previdenciária deixou de ser induzida em erro, tendo
em vista que a ação tipificada no crime de estelionato é a
obtenção de vantagem ilícita (para si ou para outrem), em
prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro
(mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.
2. O estelionato é crime comum - que pode ser praticado
por qualquer pessoa -, não exigindo qualquer condição especial
do sujeito ativo, podendo ser praticado por quem não seja
servidor do INSS.
3 O art. 29 do Código Penal, ao tratar do concurso de
agentes, prevê a responsabilidade penal daquele que, de
qualquer modo, concorre para o crime, incidindo nas mesmas
penas cominadas ao delito, na medida de sua culpabilidade.
4. A exceção de suspeição não pode ficar à disposição do
réu, no tocante ao momento de suscitá-la, pois, em se tratando
de nulidade relativa, sujeita-se à preclusão.
5. Apelação não provida”.
8. Nessa contextura, entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem implicaria rever a interpretação da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie (Código Penal) e do conjunto
fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Circunstâncias que
inviabilizam o recurso extraordinário.
9. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
10. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 695.319 AGR / RJ
7. De mais a mais, o Tribunal Regional Federal da 2... Região decidiu
a controvérsia em acórdão assim ementado (fls. 65):
“FRAUDE NA OBTENÇÃO DE BENEFÍCIO
PREVIDENCIÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
SUSPEIÇÃO DE INTÉRPRETE. PRECLUSÃO. AUTORIA.
COMPROVAÇÃO.
1. Não sendo o réu servidor do INSS, o dies a quo para a
contagem do prazo prescricional deve ser a data em que a
autarquia previdenciária deixou de ser induzida em erro, tendo
em vista que a ação tipificada no crime de estelionato é a
obtenção de vantagem ilícita (para si ou para outrem), em
prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro
(mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.
2. O estelionato é crime comum - que pode ser praticado
por qualquer pessoa -, não exigindo qualquer condição especial
do sujeito ativo, podendo ser praticado por quem não seja
servidor do INSS.
3 O art. 29 do Código Penal, ao tratar do concurso de
agentes, prevê a responsabilidade penal daquele que, de
qualquer modo, concorre para o crime, incidindo nas mesmas
penas cominadas ao delito, na medida de sua culpabilidade.
4. A exceção de suspeição não pode ficar à disposição do
réu, no tocante ao momento de suscitá-la, pois, em se tratando
de nulidade relativa, sujeita-se à preclusão.
5. Apelação não provida”.
8. Nessa contextura, entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem implicaria rever a interpretação da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie (Código Penal) e do conjunto
fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Circunstâncias que
inviabilizam o recurso extraordinário.
9. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
10. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 695.319
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : PEDRO CRISTIANO PAGUNG
ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745610
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 695 . 319",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 695 . 319",
"AI 695 . 319 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 695 . 319",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 695 . 319",
"HC 99 . 112",
"HC 102 . 774",
"RHC 105 . 761",
"HC 99 . 112",
"HC 102 . 774",
"RHC 105 . 761",
"AI 695 . 319 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 695 . 319 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 695 . 319"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 171 , § 3 . . . , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 171 , § 3 . . . , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 29 do Código Penal",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 29 do Código Penal",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"INSS",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"INSS",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"PEDRO CRISTIANO PAGUNG",
"CAMILA MARIA DIAS PAGUNG",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"PEDRO CRISTIANO PAGUNG",
"CAMILA MARIA DIAS PAGUNG",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"PEDRO CRISTIANO PAGUNG",
"CAMILA MARIA DIAS PAGUNG",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"AYRES BRITTO",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"PEDRO CRISTIANO PAGUNG",
"CAMILA MARIA DIAS PAGUNG",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"PEDRO CRISTIANO PAGUNG",
"CAMILA MARIA DIAS PAGUNG",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S)
:DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES)
:TERCEIRA AUDITORIA DA 1ª CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
Habeas corpus. 2. Nulidade da sentença condenatória. Ausência de
análise da tese defensiva de absorção do crime de uso indevido de
uniforme pelo delito de estelionato. Não ocorrência. 3. Fixação da pena-
base acima do mínimo legal. Decisão devidamente fundamentada. 4.
Suspensão condicional da pena. Impossibilidade. 5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S)
:DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES)
:TERCEIRA AUDITORIA DA 1ª CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Dennis
Robert Sá, em favor de Roberson Davis Sá, contra acórdão formalizado
pelo Superior Tribunal Militar, nos autos da Apelação n. 2007.01.050742-
6/RJ. Eis o teor da ementa desse julgado:
APELAÇÃO. USO INDEVIDO DE UNIFORME. CRIME
DE MERA CONDUTA. TESE DE CONSUNÇÃO REJEITADA.
DELITO AUTONÔMO.
O uso indevido de uniforme é crime de mera conduta e,
no caso de agente civil, atinge a autoridade e a ordem
administrativa militar – bens jurídicos tutelados pela lei –
independentemente da finalidade do sujeito ativo.
Arguição preliminar de nulidade da sentença, por ofensa
ao direito constitucional à ampla defesa, vez que o decisum não
teria examinado a tese da absorção do crime de uso indevido de
uniforme pelo delito de estelionato.
Ainda que o crime de estelionato contra a Administração
Militar tivesse ocorrido, o delito de uso indevido de uniforme
permaneceria como delito autônomo.
Preliminar de nulidade do processo rejeitada.
Recurso improvido. Decisão unânime.
Conforme consta dos autos, o paciente foi denunciado pela suposta
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1742740.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S)
:DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES)
:TERCEIRA AUDITORIA DA 1ª CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Dennis
Robert Sá, em favor de Roberson Davis Sá, contra acórdão formalizado
pelo Superior Tribunal Militar, nos autos da Apelação n. 2007.01.050742-
6/RJ. Eis o teor da ementa desse julgado:
APELAÇÃO. USO INDEVIDO DE UNIFORME. CRIME
DE MERA CONDUTA. TESE DE CONSUNÇÃO REJEITADA.
DELITO AUTONÔMO.
O uso indevido de uniforme é crime de mera conduta e,
no caso de agente civil, atinge a autoridade e a ordem
administrativa militar – bens jurídicos tutelados pela lei –
independentemente da finalidade do sujeito ativo.
Arguição preliminar de nulidade da sentença, por ofensa
ao direito constitucional à ampla defesa, vez que o decisum não
teria examinado a tese da absorção do crime de uso indevido de
uniforme pelo delito de estelionato.
Ainda que o crime de estelionato contra a Administração
Militar tivesse ocorrido, o delito de uso indevido de uniforme
permaneceria como delito autônomo.
Preliminar de nulidade do processo rejeitada.
Recurso improvido. Decisão unânime.
Conforme consta dos autos, o paciente foi denunciado pela suposta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
HC 98.165 / RJ
prática dos delitos tipificados nos artigos 172 (uso indevido de uniforme)
e 251 (estelionato), ambos do Código Penal Militar.
O Conselho Permanente de Justiça da 3ª Auditoria da
1ª Circunscrição Judiciária Militar absolveu o paciente do delito tipificado
no art. 251 (estelionato), tendo em vista a ausência de obtenção de
vantagem ilícita em detrimento da Administração Militar, uma vez que o
denunciado tinha apenas a intenção de transportar, sem ser incomodado,
200 kg de maconha, juntamente com corréu que integrava a corporação.
Contudo, o paciente restou condenado à pena de 6 (seis) meses de
detenção, em regime aberto, como incurso no art. 172 (uso indevido de
uniforme) do Código Penal Militar.
Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso de apelação, ao qual
foi negado provimento, consoante se depreende da ementa transcrita.
Neste writ, a defesa reitera os fundamentos submetidos a exame do
Superior Tribunal Militar para requerer, liminarmente, a cassação do
mandado de prisão expedido contra o paciente.
No mérito, sustenta a nulidade da sentença condenatória, ao
fundamento de que o Juízo não teria analisado a tese defensiva da
absorção do crime de uso indevido de uniforme pelo delito de
estelionato.
Alega que descabe a capitulação referente ao art. 172 do CPM como crime
isolado, uma vez que a conduta está inserida no contexto do crime de estelionato
que se pretendia cometer. É de aplicar-se, portanto, a teoria da consunção,
absorvendo-se o crime de uso indevido de uniforme pelo de estelionato para, por
fim, absolver o recorrente também da capitulação do art. 172 do CPM (fl.47).
Requer, ainda, a fixação da pena-base no mínimo legal, bem como
seja concedida a suspensão condicional da pena, nos termos do art. 84 do
Código Penal Militar.
No que concerne aos crimes de tráfico de entorpecentes, porte ilegal
e tráfico internacional de armas de fogo, o paciente foi condenado pela
Justiça Federal a 20 anos de reclusão.
A medida liminar foi indeferida pelo Min. Cezar Peluso, então
relator, às fls.66/67.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
prática dos delitos tipificados nos artigos 172 (uso indevido de uniforme)
e 251 (estelionato), ambos do Código Penal Militar.
O Conselho Permanente de Justiça da 3ª Auditoria da
1ª Circunscrição Judiciária Militar absolveu o paciente do delito tipificado
no art. 251 (estelionato), tendo em vista a ausência de obtenção de
vantagem ilícita em detrimento da Administração Militar, uma vez que o
denunciado tinha apenas a intenção de transportar, sem ser incomodado,
200 kg de maconha, juntamente com corréu que integrava a corporação.
Contudo, o paciente restou condenado à pena de 6 (seis) meses de
detenção, em regime aberto, como incurso no art. 172 (uso indevido de
uniforme) do Código Penal Militar.
Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso de apelação, ao qual
foi negado provimento, consoante se depreende da ementa transcrita.
Neste writ, a defesa reitera os fundamentos submetidos a exame do
Superior Tribunal Militar para requerer, liminarmente, a cassação do
mandado de prisão expedido contra o paciente.
No mérito, sustenta a nulidade da sentença condenatória, ao
fundamento de que o Juízo não teria analisado a tese defensiva da
absorção do crime de uso indevido de uniforme pelo delito de
estelionato.
Alega que descabe a capitulação referente ao art. 172 do CPM como crime
isolado, uma vez que a conduta está inserida no contexto do crime de estelionato
que se pretendia cometer. É de aplicar-se, portanto, a teoria da consunção,
absorvendo-se o crime de uso indevido de uniforme pelo de estelionato para, por
fim, absolver o recorrente também da capitulação do art. 172 do CPM (fl.47).
Requer, ainda, a fixação da pena-base no mínimo legal, bem como
seja concedida a suspensão condicional da pena, nos termos do art. 84 do
Código Penal Militar.
No que concerne aos crimes de tráfico de entorpecentes, porte ilegal
e tráfico internacional de armas de fogo, o paciente foi condenado pela
Justiça Federal a 20 anos de reclusão.
A medida liminar foi indeferida pelo Min. Cezar Peluso, então
relator, às fls.66/67.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
HC 98.165 / RJ
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, a defesa sustenta a nulidade da sentença condenatória, ao
fundamento de que o Juízo não teria analisado a tese defensiva de
absorção do crime de uso indevido de uniforme pelo delito de
estelionato. Com tal fundamento, pleiteia a absolvição do paciente do
delito de uso indevido de uniforme.
Pleiteia, ainda, a fixação da pena-base no mínimo legal, bem como
seja concedida a suspensão condicional da pena, nos termos do art. 84 do
Código Penal Militar.
Entendo não assistir razão à defesa.
Conforme consta dos autos, o paciente foi denunciado pela suposta
prática dos delitos tipificados nos artigos 172 (uso indevido de uniforme)
e 251 (estelionato), ambos do Código Penal Militar.
O Conselho Permanente de Justiça da 3ª Auditoria da
1ª Circunscrição Judiciária Militar absolveu o paciente do delito tipificado
no art. 251 (estelionato), tendo em vista a ausência de obtenção de
vantagem ilícita em detrimento da Administração Militar. Contudo, o
paciente restou condenado à pena de 6 (seis) meses de detenção, em
regime aberto, como incurso no art. 172 (uso indevido de uniforme) do
Código Penal Militar, com os seguintes fundamentos:
Os acusados (...) foram presos em flagrante no dia
06.07.2004, na Via Dutra, próximo ao Município de Nova
Iguaçu-RJ, por estarem transportando 200 kg de maconha. No
intuito de alcançarem o intento criminoso, facilitando o
deslocamento sem serem incomodados em eventuais 'batidas
policiais', os acusados vestiram uniformes militares e clonaram
um veículo veraneio, pertencente ao Exército, visto que a
numeração da placa e o RENAVAM, constantes do certificado
de registro e licenciamento, correspondem à de uma viatura do
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, a defesa sustenta a nulidade da sentença condenatória, ao
fundamento de que o Juízo não teria analisado a tese defensiva de
absorção do crime de uso indevido de uniforme pelo delito de
estelionato. Com tal fundamento, pleiteia a absolvição do paciente do
delito de uso indevido de uniforme.
Pleiteia, ainda, a fixação da pena-base no mínimo legal, bem como
seja concedida a suspensão condicional da pena, nos termos do art. 84 do
Código Penal Militar.
Entendo não assistir razão à defesa.
Conforme consta dos autos, o paciente foi denunciado pela suposta
prática dos delitos tipificados nos artigos 172 (uso indevido de uniforme)
e 251 (estelionato), ambos do Código Penal Militar.
O Conselho Permanente de Justiça da 3ª Auditoria da
1ª Circunscrição Judiciária Militar absolveu o paciente do delito tipificado
no art. 251 (estelionato), tendo em vista a ausência de obtenção de
vantagem ilícita em detrimento da Administração Militar. Contudo, o
paciente restou condenado à pena de 6 (seis) meses de detenção, em
regime aberto, como incurso no art. 172 (uso indevido de uniforme) do
Código Penal Militar, com os seguintes fundamentos:
Os acusados (...) foram presos em flagrante no dia
06.07.2004, na Via Dutra, próximo ao Município de Nova
Iguaçu-RJ, por estarem transportando 200 kg de maconha. No
intuito de alcançarem o intento criminoso, facilitando o
deslocamento sem serem incomodados em eventuais 'batidas
policiais', os acusados vestiram uniformes militares e clonaram
um veículo veraneio, pertencente ao Exército, visto que a
numeração da placa e o RENAVAM, constantes do certificado
de registro e licenciamento, correspondem à de uma viatura do
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
Exército e não a daquela apreendida, conforme laudo pericial e
de exame documentoscópico, anexados, respectivamente, às fls.
250/257 e 273/274.
Tais condutas foram tipificadas pelo Ministério Público
Militar como estelionato e uso indevido de uniforme,
respectivamente, os artigos 251 e 172, ambos do Código Penal
Militar.
Inicialmente, por restar demasiadamente claro, não há que
se admitir a prática de estelionato, pois trata-se de delito de
natureza patrimonial e que exige, para a sua configuração, a
obtenção de vantagem ilícita, em prejuízo alheio, mediante
fraude. No caso, o uso de veículo clonado do Exército não
atingiu de forma direta aquela instituição militar, apenas
secundariamente, visto que o objetivo seria de transportar a
substância entorpecente, iludindo a vigilância das Polícias
Federal, Civil, Militar ou Rodoviária Militar, responsáveis pela
investigação e repressão dessas espécies de delitos, de acordo,
evidentemente, com as circunstâncias de cada caso que
determinarão as respectivas atribuições.
A vantagem ilícita, citada pelo Ministério Público, diz
respeito ao transporte da substância entorpecente que, de
maneira alguma, atinge os bens tutelados pelo Código Penal
Militar. De igual forma, nenhum prejuízo direto foi causado ao
Exército Brasileiro.
Desse modo, o simples fato de a imagem do Exército ter
sido eventualmente prejudicada, como menciona o MPM, não é
suficiente para o reconhecimento da prática do delito de
estelionato, pois – repita-se – nenhum prejuízo de natureza
patrimonial poderia ser causado ao Exército.
No que tange ao uso indevido de uniforme, constata-se
que tal delito somente foi praticado pelo acusado ROBSON
DAVIS SÁ, por ser militar de reserva e não ter, portanto, direito
de usar uniforme militar naquelas circunstâncias. Verifica-se
que ROBSON assume a autoria do referido delito, como se vê às
fls. 456/459:
'(...) que já estava na reserva e usou uniforme de
2
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HC 98.165 / RJ
Exército e não a daquela apreendida, conforme laudo pericial e
de exame documentoscópico, anexados, respectivamente, às fls.
250/257 e 273/274.
Tais condutas foram tipificadas pelo Ministério Público
Militar como estelionato e uso indevido de uniforme,
respectivamente, os artigos 251 e 172, ambos do Código Penal
Militar.
Inicialmente, por restar demasiadamente claro, não há que
se admitir a prática de estelionato, pois trata-se de delito de
natureza patrimonial e que exige, para a sua configuração, a
obtenção de vantagem ilícita, em prejuízo alheio, mediante
fraude. No caso, o uso de veículo clonado do Exército não
atingiu de forma direta aquela instituição militar, apenas
secundariamente, visto que o objetivo seria de transportar a
substância entorpecente, iludindo a vigilância das Polícias
Federal, Civil, Militar ou Rodoviária Militar, responsáveis pela
investigação e repressão dessas espécies de delitos, de acordo,
evidentemente, com as circunstâncias de cada caso que
determinarão as respectivas atribuições.
A vantagem ilícita, citada pelo Ministério Público, diz
respeito ao transporte da substância entorpecente que, de
maneira alguma, atinge os bens tutelados pelo Código Penal
Militar. De igual forma, nenhum prejuízo direto foi causado ao
Exército Brasileiro.
Desse modo, o simples fato de a imagem do Exército ter
sido eventualmente prejudicada, como menciona o MPM, não é
suficiente para o reconhecimento da prática do delito de
estelionato, pois – repita-se – nenhum prejuízo de natureza
patrimonial poderia ser causado ao Exército.
No que tange ao uso indevido de uniforme, constata-se
que tal delito somente foi praticado pelo acusado ROBSON
DAVIS SÁ, por ser militar de reserva e não ter, portanto, direito
de usar uniforme militar naquelas circunstâncias. Verifica-se
que ROBSON assume a autoria do referido delito, como se vê às
fls. 456/459:
'(...) que já estava na reserva e usou uniforme de
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
sargento (de instrução); que tranquilamente se fazia
passar por militar da ativa; que usou este artifício para
poder conduzir o veículo descrito na denúncia até o Rio
de Janeiro; que usou o uniforme voluntariamente; que o
acusado e seu irmão iriam receber uma determinada
quantia para transportar maconha em Curitiba para o Rio
de Janeiro(...); que conseguiram um veículo clonado que se
fazia passar por viatura militar (…)'
Desse modo, ao usar indevidamente uniforme, em
condições de iludir terceiros, atingiu o bem jurídico tutelado
pelo artigo 172 do CPM, usurpando autoridade que não lhe era
atribuída. É de se destacar que o delito é classificado como de
mera conduta que se perfaz com o simples uso indevido de
uniforme, independente da finalidade. Constata-se, ainda, que
o tipo penal não exige que o fato atente diretamente contra a
administração militar, pois o bem jurídico tutelado
– autoridade militar – é atingido no momento em que o agente
veste a farda militar, ao contrário dos delitos de falsidade que
exigem que o fato atente contra a administração ou o serviço
militar diretamente, como se vê nos respectivos tipos penais.
(...).
Contra essa decisão, a defesa interpôs apelação no Superior Tribunal
Militar, requerendo, em síntese, a aplicação do princípio da absorção ou a
fixação da pena-base no mínimo legal. O Tribunal, por unanimidade,
negou provimento ao recurso. Confira-se trecho do voto condutor do
acórdão:
(...) A defesa arguiu preliminar de nulidade por entender
que a sentença, ao não examinar a tese defensiva da consunção,
teria ofendido o princípio constitucional da ampla defesa.
(...)
Ao esclarecer que não houve o crime de estelionato e que
o uso indevido de uniforme é de mera conduta, consumando-se
independentemente da finalidade do agente, a sentença afastou,
ainda que de forma implícita, a tese da consunção, posto que
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
sargento (de instrução); que tranquilamente se fazia
passar por militar da ativa; que usou este artifício para
poder conduzir o veículo descrito na denúncia até o Rio
de Janeiro; que usou o uniforme voluntariamente; que o
acusado e seu irmão iriam receber uma determinada
quantia para transportar maconha em Curitiba para o Rio
de Janeiro(...); que conseguiram um veículo clonado que se
fazia passar por viatura militar (…)'
Desse modo, ao usar indevidamente uniforme, em
condições de iludir terceiros, atingiu o bem jurídico tutelado
pelo artigo 172 do CPM, usurpando autoridade que não lhe era
atribuída. É de se destacar que o delito é classificado como de
mera conduta que se perfaz com o simples uso indevido de
uniforme, independente da finalidade. Constata-se, ainda, que
o tipo penal não exige que o fato atente diretamente contra a
administração militar, pois o bem jurídico tutelado
– autoridade militar – é atingido no momento em que o agente
veste a farda militar, ao contrário dos delitos de falsidade que
exigem que o fato atente contra a administração ou o serviço
militar diretamente, como se vê nos respectivos tipos penais.
(...).
Contra essa decisão, a defesa interpôs apelação no Superior Tribunal
Militar, requerendo, em síntese, a aplicação do princípio da absorção ou a
fixação da pena-base no mínimo legal. O Tribunal, por unanimidade,
negou provimento ao recurso. Confira-se trecho do voto condutor do
acórdão:
(...) A defesa arguiu preliminar de nulidade por entender
que a sentença, ao não examinar a tese defensiva da consunção,
teria ofendido o princípio constitucional da ampla defesa.
(...)
Ao esclarecer que não houve o crime de estelionato e que
o uso indevido de uniforme é de mera conduta, consumando-se
independentemente da finalidade do agente, a sentença afastou,
ainda que de forma implícita, a tese da consunção, posto que
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
incompatível a sua admissão com os fundamentos ali
esposados.
Portanto, rejeita-se a preliminar de nulidade de processo.
No mérito, a Defesa requer novamente a aplicação da
teoria da consunção, considerando que o crime de uso indevido
de uniforme restaria absorvido pelo de estelionato, não cabendo
sua capitulação como crime isolado. Dessa forma, a absolvição
quanto a um delito (estelionato) levaria à outro (uso indevido
de uniforme).
Ora, a aplicabilidade desa tese ao presente caso não se
sustenta.
(...)
O uso indevido de uniforme é crime de mera conduta e,
no caso de agente civil, atinge a autoridade e a ordem
administrativa militar- bens jurídicos tutelados pela lei-
independentemente da finalidade do sujeito ativo.
(...)
Assim, ainda que o crime de estelionato contra a
Administração Militar tivesse ocorrido, o delito de uso indevido
de uniforme permaneceria como delito autônomo.
Ademais, sequer caberia digressionar sobre a absorção de
um crime por outro se o estelionato não se perfez.
Certo é que, em uma relação consuntiva, os fatos se
apresentam de minus a plus, prevalecendo o princípio de que
major absorbet minorem.
Todavia, quando a conduta mais grave não se concretizou
ou, como no caso sub examine, sequer se realizaria, por falta de
elementos constitutivos do crime, o delito menor permanece.
Portanto, se nem mesmo existiu o crime-fim de
estelionato, não há que se falar em crime-meio.
Na verdade, a autoria e a materialidade do delito de uso
indevido de uniforme restaram incontroversas diante do
flagrante, corroborado pela confissão do Apelante (fls.456/459),
pelos depoimentos das testemunhas (fls.460/462) e pelas
fotografias (fls.136).
No mais, como referência às alegações de que a pena
4
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HC 98.165 / RJ
incompatível a sua admissão com os fundamentos ali
esposados.
Portanto, rejeita-se a preliminar de nulidade de processo.
No mérito, a Defesa requer novamente a aplicação da
teoria da consunção, considerando que o crime de uso indevido
de uniforme restaria absorvido pelo de estelionato, não cabendo
sua capitulação como crime isolado. Dessa forma, a absolvição
quanto a um delito (estelionato) levaria à outro (uso indevido
de uniforme).
Ora, a aplicabilidade desa tese ao presente caso não se
sustenta.
(...)
O uso indevido de uniforme é crime de mera conduta e,
no caso de agente civil, atinge a autoridade e a ordem
administrativa militar- bens jurídicos tutelados pela lei-
independentemente da finalidade do sujeito ativo.
(...)
Assim, ainda que o crime de estelionato contra a
Administração Militar tivesse ocorrido, o delito de uso indevido
de uniforme permaneceria como delito autônomo.
Ademais, sequer caberia digressionar sobre a absorção de
um crime por outro se o estelionato não se perfez.
Certo é que, em uma relação consuntiva, os fatos se
apresentam de minus a plus, prevalecendo o princípio de que
major absorbet minorem.
Todavia, quando a conduta mais grave não se concretizou
ou, como no caso sub examine, sequer se realizaria, por falta de
elementos constitutivos do crime, o delito menor permanece.
Portanto, se nem mesmo existiu o crime-fim de
estelionato, não há que se falar em crime-meio.
Na verdade, a autoria e a materialidade do delito de uso
indevido de uniforme restaram incontroversas diante do
flagrante, corroborado pela confissão do Apelante (fls.456/459),
pelos depoimentos das testemunhas (fls.460/462) e pelas
fotografias (fls.136).
No mais, como referência às alegações de que a pena
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
aplicada encontra-se exacerbada, a decisão a quo é irreparável.
Não há falar em ausência de fundamentação, haja vista ter
a sentença justificado a aplicação de uma pena elevada
considerando a finalidade do crime e a periculosidade do
agente.
(...)
Certo é que o motivo determinante da prática do crime,
qual seja, o transporte de 280 kg de maconha, revela igualmente
a periculosidade do acusado e a intensidade do dolo em atingir
a autoridade e a ordem administrativa militar, aproveitando-se
de qualificação que não mais ostentava para praticar outro
crime, ofendendo a dignidade da classe.
Com isso, a extensão do dano e o perigo de dano
igualmente se evidenciam de forma exacerbada, vez que, com a
sua conduta, além de ofender a imagem do Exército,
viabilizaria o tráfico de drogas em favelas do Rio de Janeiro,
diferentemente daquele agente que somente faz uso indevido
de uniforme sem causar qualquer outro prejuízo secundário.
Os meios empregados, o modo de execução e as
circunstâncias de tempo e lugar também são desfavoráveis ao
agente, pois, durante o dia, viajou trajando fardamento,
sabendo que seria fiscalizado. Aliás, este era o propósito do
acusado: iludir a fiscalização.
Em seu interrogatório, o Apelante não demonstrou
qualquer arrependimento. Sua indiferença pode ser
constatada na afirmação de que tranquilamente se fazia
passar por militar da ativa (fls. 457) ao utilizar a farda como
artifício para o tráfico de entorpecentes (...).
Da leitura das decisões transcritas, entendo que não há qualquer
omissão a ensejar a pretendida nulidade da sentença condenatória.
Ao contrário do que tenta fazer crer a defesa, ressalto que não se
pode confundir fundamentação contrária aos interesses subjetivos da
parte com ausência de fundamentação. No ponto, vale recordar julgado-
paradigma da lavra do ministro Sepúlveda Pertence:
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
aplicada encontra-se exacerbada, a decisão a quo é irreparável.
Não há falar em ausência de fundamentação, haja vista ter
a sentença justificado a aplicação de uma pena elevada
considerando a finalidade do crime e a periculosidade do
agente.
(...)
Certo é que o motivo determinante da prática do crime,
qual seja, o transporte de 280 kg de maconha, revela igualmente
a periculosidade do acusado e a intensidade do dolo em atingir
a autoridade e a ordem administrativa militar, aproveitando-se
de qualificação que não mais ostentava para praticar outro
crime, ofendendo a dignidade da classe.
Com isso, a extensão do dano e o perigo de dano
igualmente se evidenciam de forma exacerbada, vez que, com a
sua conduta, além de ofender a imagem do Exército,
viabilizaria o tráfico de drogas em favelas do Rio de Janeiro,
diferentemente daquele agente que somente faz uso indevido
de uniforme sem causar qualquer outro prejuízo secundário.
Os meios empregados, o modo de execução e as
circunstâncias de tempo e lugar também são desfavoráveis ao
agente, pois, durante o dia, viajou trajando fardamento,
sabendo que seria fiscalizado. Aliás, este era o propósito do
acusado: iludir a fiscalização.
Em seu interrogatório, o Apelante não demonstrou
qualquer arrependimento. Sua indiferença pode ser
constatada na afirmação de que tranquilamente se fazia
passar por militar da ativa (fls. 457) ao utilizar a farda como
artifício para o tráfico de entorpecentes (...).
Da leitura das decisões transcritas, entendo que não há qualquer
omissão a ensejar a pretendida nulidade da sentença condenatória.
Ao contrário do que tenta fazer crer a defesa, ressalto que não se
pode confundir fundamentação contrária aos interesses subjetivos da
parte com ausência de fundamentação. No ponto, vale recordar julgado-
paradigma da lavra do ministro Sepúlveda Pertence:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
Sentença: exigência constitucional de fundamentação:
inteligência.
O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional. (RE 140.370, 1ª Turma, Min.
Sepúlveda Pertence, DJ 21.5.1993)
Com efeito, como bem consignado no acórdão atacado, a decisão de
primeiro grau, ao absolver o paciente da imputação do delito de
estelionato, afastou, ainda que implicitamente, a possibilidade da
aplicação do princípio da absorção, porquanto não há como se chegar a
conclusão de que o delito de uso indevido de uniforme figura como
elemento constitutivo de tipo delituoso que sequer se concretizou.
Por oportuno, na fixação dos contornos do referido princípio, valho-
me, da lição de Zaffaroni e Pierangeli, in verbis:
Em função do princípio da consunção, um tipo descarta
outro porque consome ou exaure o seu conteúdo proibitivo, isto
é, porque há um fechamento material. É um caso de consunção, o
do fato posterior que resulta consumido pelo delito prévio, como
na hipótese em que a apropriação indébita (art. 168 do CP)
ocorre quando a coisa é obtida mediante um ardil (estelionato,
art. 171): em tal caso, a tipicidade do estelionato descarta a da
apropriação indébita. Outra hipótese é a do fato co-apenado,
ou, fato típico acompanhante, que é o que tem lugar quando
um resultado eventual já está abarcado pelo desvalor que da
conduta faz outro tipo legal, como é o caso das lesões leves,
resultantes da violência exercida em ações cuja tipicidade
requer a violência (roubo, estupro etc.). Outra hipótese acontece
quando uma tipicidade é acompanhada de um eventual
resultado que é insignificante, diante da magnitude do injusto
principal: tal é o caso do dano que sofrem as roupas das vítimas
num homicídio ou que sofre o vinho que foi envenenado.
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
Sentença: exigência constitucional de fundamentação:
inteligência.
O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional. (RE 140.370, 1ª Turma, Min.
Sepúlveda Pertence, DJ 21.5.1993)
Com efeito, como bem consignado no acórdão atacado, a decisão de
primeiro grau, ao absolver o paciente da imputação do delito de
estelionato, afastou, ainda que implicitamente, a possibilidade da
aplicação do princípio da absorção, porquanto não há como se chegar a
conclusão de que o delito de uso indevido de uniforme figura como
elemento constitutivo de tipo delituoso que sequer se concretizou.
Por oportuno, na fixação dos contornos do referido princípio, valho-
me, da lição de Zaffaroni e Pierangeli, in verbis:
Em função do princípio da consunção, um tipo descarta
outro porque consome ou exaure o seu conteúdo proibitivo, isto
é, porque há um fechamento material. É um caso de consunção, o
do fato posterior que resulta consumido pelo delito prévio, como
na hipótese em que a apropriação indébita (art. 168 do CP)
ocorre quando a coisa é obtida mediante um ardil (estelionato,
art. 171): em tal caso, a tipicidade do estelionato descarta a da
apropriação indébita. Outra hipótese é a do fato co-apenado,
ou, fato típico acompanhante, que é o que tem lugar quando
um resultado eventual já está abarcado pelo desvalor que da
conduta faz outro tipo legal, como é o caso das lesões leves,
resultantes da violência exercida em ações cuja tipicidade
requer a violência (roubo, estupro etc.). Outra hipótese acontece
quando uma tipicidade é acompanhada de um eventual
resultado que é insignificante, diante da magnitude do injusto
principal: tal é o caso do dano que sofrem as roupas das vítimas
num homicídio ou que sofre o vinho que foi envenenado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
(Manual de Direito Penal, 4ª ed., São Paulo, RT, 2002, fl. 735).
Na mesma linha é a doutrina de Cezar Roberto Bitencourt, ao dispor
que a aplicação do princípio da consunção, ou absorção, pressupõe que a
norma definidora de um crime constitua meio necessário ou fase normal de
preparação ou execução de outro crime. Em termos bem esquemáticos, há
consunção quando o fato previsto em determinada norma é compreendido em
outra, mais abrangente, aplicando-se somente esta. Na relação consuntiva, os
fatos não se apresentam em relação de gênero e espécie, mas de minus e plus, de
continente e conteúdo, de todo e parte, de inteiro e fração. (Tratado de Direito
Penal: parte geral 1. 15 ed. São Paulo: Saraiva, 2010).
Feitos esses registros doutrinários, ressalto que, com a aplicação do
princípio da absorção, ou da consunção, busca-se evitar a dupla punição
pelo mesmo fato.
Contudo, no caso dos autos, reitero que o delito de estelionato
sequer se perfez nem era a intenção do paciente, razão pela qual não há
concurso de crimes a justificar a aplicação do mencionado princípio.
Ademais, mesmo que o estelionato tivesse ocorrido, o uso indevido
de uniforme restaria configurado, porquanto o crime descrito no art. 172 do
Código Penal Militar é de mera conduta e visa à tutela de bens jurídicos
importantes e necessários ao regular funcionamento das instituições militares
(…) (HC 108512, relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe
20.10.2011).
No que concerne à fixação da pena acima do mínimo legal, ressalto,
inicialmente, o disposto no artigo 69 do Código Penal Militar:
Art. 69. Para fixação da pena privativa de liberdade, o juiz
aprecia a gravidade do crime praticado e a personalidade do
réu, devendo ter em conta a intensidade do dolo ou grau da
culpa, a maior ou menor extensão do dano ou perigo de dano,
os meios empregados, o modo de execução, os motivos
determinantes, as circunstâncias de tempo e lugar, os
antecedentes do réu e sua atitude de insensibilidade,
indiferença ou arrependimento após o crime.
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
(Manual de Direito Penal, 4ª ed., São Paulo, RT, 2002, fl. 735).
Na mesma linha é a doutrina de Cezar Roberto Bitencourt, ao dispor
que a aplicação do princípio da consunção, ou absorção, pressupõe que a
norma definidora de um crime constitua meio necessário ou fase normal de
preparação ou execução de outro crime. Em termos bem esquemáticos, há
consunção quando o fato previsto em determinada norma é compreendido em
outra, mais abrangente, aplicando-se somente esta. Na relação consuntiva, os
fatos não se apresentam em relação de gênero e espécie, mas de minus e plus, de
continente e conteúdo, de todo e parte, de inteiro e fração. (Tratado de Direito
Penal: parte geral 1. 15 ed. São Paulo: Saraiva, 2010).
Feitos esses registros doutrinários, ressalto que, com a aplicação do
princípio da absorção, ou da consunção, busca-se evitar a dupla punição
pelo mesmo fato.
Contudo, no caso dos autos, reitero que o delito de estelionato
sequer se perfez nem era a intenção do paciente, razão pela qual não há
concurso de crimes a justificar a aplicação do mencionado princípio.
Ademais, mesmo que o estelionato tivesse ocorrido, o uso indevido
de uniforme restaria configurado, porquanto o crime descrito no art. 172 do
Código Penal Militar é de mera conduta e visa à tutela de bens jurídicos
importantes e necessários ao regular funcionamento das instituições militares
(…) (HC 108512, relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe
20.10.2011).
No que concerne à fixação da pena acima do mínimo legal, ressalto,
inicialmente, o disposto no artigo 69 do Código Penal Militar:
Art. 69. Para fixação da pena privativa de liberdade, o juiz
aprecia a gravidade do crime praticado e a personalidade do
réu, devendo ter em conta a intensidade do dolo ou grau da
culpa, a maior ou menor extensão do dano ou perigo de dano,
os meios empregados, o modo de execução, os motivos
determinantes, as circunstâncias de tempo e lugar, os
antecedentes do réu e sua atitude de insensibilidade,
indiferença ou arrependimento após o crime.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
No caso concreto, a sentença condenatória motivou a aplicação da
pena acima do mínimo legal, respeitando as circunstâncias judiciais
determinadas pelo art. 69 do Código Penal Militar.
Com efeito, avaliou-se como desfavorável ao paciente o motivo
determinante para a prática do uso indevido de uniforme, tipificado no
art. 172 do Código Penal Militar, qual seja, conseguir transportar 200 kg
de maconha e armas sem ser incomodado pelas polícias Federal e
Rodoviária Federal.
Assim, em razão da presença de circunstância judicial desfavorável,
mostra-se devidamente fundamentada a decisão que fixou a pena-base
acima do mínimo legal.
Impõe dizer, portanto, que a exasperação da sanção obedeceu ao
rigor explanado nos princípios da individualização da pena e da
fundamentação das decisões judiciais.
A propósito, destaco o entendimento desta Corte:
HABEAS CORPUS . DOSIMETRIA DA PENA. SISTEMA
TRIFÁSICO. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO
LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AOS
PACIENTES. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE
PODER. 1. É válida a pena-base fixada acima do mínimo legal,
quando o aumento é fundamentado no quadro fático-
probatório da causa. 2. Circunstâncias judiciais desfavoráveis
aos pacientes. Aumento motivado. Ordem denegada. (HC
92396, Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJe 11.04.2008).
DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS
CORPUS . ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA DOSIMETRIA DA
PENA-BASE.
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS. DENEGAÇÃO. 1. Remanesce, neste writ , a
questão de suposta nulidade do julgado referente à dosimetria
da pena imposta ao paciente por força da condenação no art. 16,
da Lei nº 7.492/86. 2. O Código Penal, contempla oito
circunstâncias judiciais que devem ser consideradas para fins
8
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
No caso concreto, a sentença condenatória motivou a aplicação da
pena acima do mínimo legal, respeitando as circunstâncias judiciais
determinadas pelo art. 69 do Código Penal Militar.
Com efeito, avaliou-se como desfavorável ao paciente o motivo
determinante para a prática do uso indevido de uniforme, tipificado no
art. 172 do Código Penal Militar, qual seja, conseguir transportar 200 kg
de maconha e armas sem ser incomodado pelas polícias Federal e
Rodoviária Federal.
Assim, em razão da presença de circunstância judicial desfavorável,
mostra-se devidamente fundamentada a decisão que fixou a pena-base
acima do mínimo legal.
Impõe dizer, portanto, que a exasperação da sanção obedeceu ao
rigor explanado nos princípios da individualização da pena e da
fundamentação das decisões judiciais.
A propósito, destaco o entendimento desta Corte:
HABEAS CORPUS . DOSIMETRIA DA PENA. SISTEMA
TRIFÁSICO. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO
LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AOS
PACIENTES. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE
PODER. 1. É válida a pena-base fixada acima do mínimo legal,
quando o aumento é fundamentado no quadro fático-
probatório da causa. 2. Circunstâncias judiciais desfavoráveis
aos pacientes. Aumento motivado. Ordem denegada. (HC
92396, Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJe 11.04.2008).
DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS
CORPUS . ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA DOSIMETRIA DA
PENA-BASE.
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS. DENEGAÇÃO. 1. Remanesce, neste writ , a
questão de suposta nulidade do julgado referente à dosimetria
da pena imposta ao paciente por força da condenação no art. 16,
da Lei nº 7.492/86. 2. O Código Penal, contempla oito
circunstâncias judiciais que devem ser consideradas para fins
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
de fixação da pena-base (CP, arts. 59, I, c/c art. 68), e o regime
inicial de cumprimento da pena (CP, art. 59, II). 3. Esta Corte
tem adotado orientação pacífica segundo a qual "não há
nulidade na decisão que majora a pena-base e fixa o regime
inicial mais gravoso, considerando-se as circunstâncias judiciais
desfavoráveis" (HC 93.818/RJ, rel. Min. Cármen Lúcia, DJ
16.05.2008), não servindo o habeas corpus como instrumento
idôneo para realizar a ponderação, em concreto, das
circunstâncias judiciais do art. 59, do Código Penal. No mesmo
sentido: HC 92.396/PR, rel. Carlos Britto, 1ª Turma, DJ
11.04.2008. 4. Habeas corpus denegado. (HC 94557, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 26.09.2008).
Individualização da pena: motivação idônea para a fixação
de pena-base acima do mínimo: inviabilidade, em habeas corpus,
de decidir sobre a justiça do quanto da exacerbação.
Fundada a mensuração da pena-base acima do mínimo
cominado ao crime, à base de circunstâncias objetivas e
subjetivas idôneas a motivá-lo, é inviável, na via do habeas
corpus , reavaliar todo o contexto do fato para saber se seriam
elas bastantes a justificar, em concreto, a exacerbação imposta,
quiçá com exagero. (HC nº 80.822/RJ, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence, 1ª Turma, unânime, DJ 10.08.2001).
Do mesmo modo, não cabe a concessão da suspensão condicional da
pena.
Consoante o disposto no art. 84 do Código Penal Militar, são
requisitos para a concessão do benefício do sursis:
Art. 84 - A execução da pena privativa da liberdade, não
superior a 2 (dois) anos, pode ser suspensa, por 2 (dois) anos a 6
(seis) anos, desde que:
I - o sentenciado não haja sofrido no País ou no
estrangeiro, condenação irrecorrível por outro crime a pena
privativa da liberdade, salvo o disposto no 1º do art. 71;
9
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
de fixação da pena-base (CP, arts. 59, I, c/c art. 68), e o regime
inicial de cumprimento da pena (CP, art. 59, II). 3. Esta Corte
tem adotado orientação pacífica segundo a qual "não há
nulidade na decisão que majora a pena-base e fixa o regime
inicial mais gravoso, considerando-se as circunstâncias judiciais
desfavoráveis" (HC 93.818/RJ, rel. Min. Cármen Lúcia, DJ
16.05.2008), não servindo o habeas corpus como instrumento
idôneo para realizar a ponderação, em concreto, das
circunstâncias judiciais do art. 59, do Código Penal. No mesmo
sentido: HC 92.396/PR, rel. Carlos Britto, 1ª Turma, DJ
11.04.2008. 4. Habeas corpus denegado. (HC 94557, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 26.09.2008).
Individualização da pena: motivação idônea para a fixação
de pena-base acima do mínimo: inviabilidade, em habeas corpus,
de decidir sobre a justiça do quanto da exacerbação.
Fundada a mensuração da pena-base acima do mínimo
cominado ao crime, à base de circunstâncias objetivas e
subjetivas idôneas a motivá-lo, é inviável, na via do habeas
corpus , reavaliar todo o contexto do fato para saber se seriam
elas bastantes a justificar, em concreto, a exacerbação imposta,
quiçá com exagero. (HC nº 80.822/RJ, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence, 1ª Turma, unânime, DJ 10.08.2001).
Do mesmo modo, não cabe a concessão da suspensão condicional da
pena.
Consoante o disposto no art. 84 do Código Penal Militar, são
requisitos para a concessão do benefício do sursis:
Art. 84 - A execução da pena privativa da liberdade, não
superior a 2 (dois) anos, pode ser suspensa, por 2 (dois) anos a 6
(seis) anos, desde que:
I - o sentenciado não haja sofrido no País ou no
estrangeiro, condenação irrecorrível por outro crime a pena
privativa da liberdade, salvo o disposto no 1º do art. 71;
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
II - os seus antecedentes e personalidade, os motivos e as
circunstâncias do crime, bem como sua conduta posterior,
autorizem a presunção de que não tornará a delinqüir.
Bem compulsados os autos, verifico que tanto a sentença de primeira
instância quanto o acórdão do Superior Tribunal Militar, apresentaram
fundamento idôneo a ensejar a não concessão do benefício da suspensão
condicional da pena, porquanto uma circunstância judicial foi
desfavoravelmente considerada, qual seja, o motivo determinante para a
prática do uso indevido de uniforme.
Assim, entendo pela legitimidade das decisões que indeferiram o
referido benefício, uma vez que o paciente não preenche o requisito
disposto no inciso II, do artigo 84, do CPM.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
10
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
II - os seus antecedentes e personalidade, os motivos e as
circunstâncias do crime, bem como sua conduta posterior,
autorizem a presunção de que não tornará a delinqüir.
Bem compulsados os autos, verifico que tanto a sentença de primeira
instância quanto o acórdão do Superior Tribunal Militar, apresentaram
fundamento idôneo a ensejar a não concessão do benefício da suspensão
condicional da pena, porquanto uma circunstância judicial foi
desfavoravelmente considerada, qual seja, o motivo determinante para a
prática do uso indevido de uniforme.
Assim, entendo pela legitimidade das decisões que indeferiram o
referido benefício, uma vez que o paciente não preenche o requisito
disposto no inciso II, do artigo 84, do CPM.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 98.165
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S) : DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES) : TERCEIRA AUDITORIA DA 1ª CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
Decisão: ordem denegada, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 98.165
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S) : DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES) : TERCEIRA AUDITORIA DA 1ª CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
Decisão: ordem denegada, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1746844
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-02-22T00:00:00
|
Ordem denegada, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Habeas corpus. 2. Nulidade da sentença condenatória. Ausência de análise da tese defensiva de absorção do crime de uso indevido de uniforme pelo delito de estelionato. Não ocorrência. 3. Fixação da pena-base acima do mínimo legal. Decisão devidamente fundamentada. 4. Suspensão condicional da pena. Impossibilidade. 5. Ordem denegada.
|
sjur204781
|
- Acórdãos citados: HC 80822, HC 92396, HC 94557, HC 108512, RE 140370.
- Veja Apelação 2007.01.050742-6 do STM.
Número de páginas: 15.
Análise: 05/03/2012, MMR.
Revisão: 07/03/2012, KBP.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
98165
|
[
"LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\r\n ART-00069 ART-00172 ART-00084 INC-00001\r\n INC-00002 ART-00172 ART-00251 \r\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 98165
|
[
""
] |
PACTE.(S) : ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S) : DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES) : TERCEIRA AUDITORIA DA 1ª CIRCUNSCRIÇÃO JUDICIÁRIA MILITAR
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S)
:DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES)
:TERCEIRA AUDITORIA DA 1... CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
Habeas corpus. 2. Nulidade da sentença condenatória. Ausência de
análise da tese defensiva de absorção do crime de uso indevido de
uniforme pelo delito de estelionato. Não ocorrência. 3. Fixação da pena-
base acima do mínimo legal. Decisão devidamente fundamentada. 4.
Suspensão condicional da pena. Impossibilidade. 5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S)
:DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES)
:TERCEIRA AUDITORIA DA 1... CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Dennis
Robert Sá, em favor de Roberson Davis Sá, contra acórdão formalizado
pelo Superior Tribunal Militar, nos autos da Apelação n. 2007.01.050742-
6/RJ. Eis o teor da ementa desse julgado:
APELAÇÃO. USO INDEVIDO DE UNIFORME. CRIME
DE MERA CONDUTA. TESE DE CONSUNÇÃO REJEITADA.
DELITO AUTONÔMO.
O uso indevido de uniforme é crime de mera conduta e,
no caso de agente civil, atinge a autoridade e a ordem
administrativa militar – bens jurídicos tutelados pela lei –
independentemente da finalidade do sujeito ativo.
Arguição preliminar de nulidade da sentença, por ofensa
ao direito constitucional à ampla defesa, vez que o decisum não
teria examinado a tese da absorção do crime de uso indevido de
uniforme pelo delito de estelionato.
Ainda que o crime de estelionato contra a Administração
Militar tivesse ocorrido, o delito de uso indevido de uniforme
permaneceria como delito autônomo.
Preliminar de nulidade do processo rejeitada.
Recurso improvido. Decisão unânime.
Conforme consta dos autos, o paciente foi denunciado pela suposta
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S)
:DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES)
:TERCEIRA AUDITORIA DA 1... CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Dennis
Robert Sá, em favor de Roberson Davis Sá, contra acórdão formalizado
pelo Superior Tribunal Militar, nos autos da Apelação n. 2007.01.050742-
6/RJ. Eis o teor da ementa desse julgado:
APELAÇÃO. USO INDEVIDO DE UNIFORME. CRIME
DE MERA CONDUTA. TESE DE CONSUNÇÃO REJEITADA.
DELITO AUTONÔMO.
O uso indevido de uniforme é crime de mera conduta e,
no caso de agente civil, atinge a autoridade e a ordem
administrativa militar – bens jurídicos tutelados pela lei –
independentemente da finalidade do sujeito ativo.
Arguição preliminar de nulidade da sentença, por ofensa
ao direito constitucional à ampla defesa, vez que o decisum não
teria examinado a tese da absorção do crime de uso indevido de
uniforme pelo delito de estelionato.
Ainda que o crime de estelionato contra a Administração
Militar tivesse ocorrido, o delito de uso indevido de uniforme
permaneceria como delito autônomo.
Preliminar de nulidade do processo rejeitada.
Recurso improvido. Decisão unânime.
Conforme consta dos autos, o paciente foi denunciado pela suposta
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Relatório
HC 98.165 / RJ
prática dos delitos tipificados nos artigos 172 (uso indevido de uniforme)
e 251 (estelionato), ambos do Código Penal Militar.
O Conselho Permanente de Justiça da 3... Auditoria da
1... Circunscrição Judiciária Militar absolveu o paciente do delito tipificado
no art. 251 (estelionato), tendo em vista a ausência de obtenção de
vantagem ilícita em detrimento da Administração Militar, uma vez que o
denunciado tinha apenas a intenção de transportar, sem ser incomodado,
200 kg de maconha, juntamente com corréu que integrava a corporação.
Contudo, o paciente restou condenado à pena de 6 (seis) meses de
detenção, em regime aberto, como incurso no art. 172 (uso indevido de
uniforme) do Código Penal Militar.
Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso de apelação, ao qual
foi negado provimento, consoante se depreende da ementa transcrita.
Neste writ, a defesa reitera os fundamentos submetidos a exame do
Superior Tribunal Militar para requerer, liminarmente, a cassação do
mandado de prisão expedido contra o paciente.
No mérito, sustenta a nulidade da sentença condenatória, ao
fundamento de que o Juízo não teria analisado a tese defensiva da
absorção do crime de uso indevido de uniforme pelo delito de
estelionato.
Alega que descabe a capitulação referente ao art. 172 do CPM como crime
isolado, uma vez que a conduta está inserida no contexto do crime de estelionato
que se pretendia cometer. É de aplicar-se, portanto, a teoria da consunção,
absorvendo-se o crime de uso indevido de uniforme pelo de estelionato para, por
fim, absolver o recorrente também da capitulação do art. 172 do CPM (fl.47).
Requer, ainda, a fixação da pena-base no mínimo legal, bem como
seja concedida a suspensão condicional da pena, nos termos do art. 84 do
Código Penal Militar.
No que concerne aos crimes de tráfico de entorpecentes, porte ilegal
e tráfico internacional de armas de fogo, o paciente foi condenado pela
Justiça Federal a 20 anos de reclusão.
A medida liminar foi indeferida pelo Min. Cezar Peluso, então
relator, às fls.66/67.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
prática dos delitos tipificados nos artigos 172 (uso indevido de uniforme)
e 251 (estelionato), ambos do Código Penal Militar.
O Conselho Permanente de Justiça da 3... Auditoria da
1... Circunscrição Judiciária Militar absolveu o paciente do delito tipificado
no art. 251 (estelionato), tendo em vista a ausência de obtenção de
vantagem ilícita em detrimento da Administração Militar, uma vez que o
denunciado tinha apenas a intenção de transportar, sem ser incomodado,
200 kg de maconha, juntamente com corréu que integrava a corporação.
Contudo, o paciente restou condenado à pena de 6 (seis) meses de
detenção, em regime aberto, como incurso no art. 172 (uso indevido de
uniforme) do Código Penal Militar.
Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso de apelação, ao qual
foi negado provimento, consoante se depreende da ementa transcrita.
Neste writ, a defesa reitera os fundamentos submetidos a exame do
Superior Tribunal Militar para requerer, liminarmente, a cassação do
mandado de prisão expedido contra o paciente.
No mérito, sustenta a nulidade da sentença condenatória, ao
fundamento de que o Juízo não teria analisado a tese defensiva da
absorção do crime de uso indevido de uniforme pelo delito de
estelionato.
Alega que descabe a capitulação referente ao art. 172 do CPM como crime
isolado, uma vez que a conduta está inserida no contexto do crime de estelionato
que se pretendia cometer. É de aplicar-se, portanto, a teoria da consunção,
absorvendo-se o crime de uso indevido de uniforme pelo de estelionato para, por
fim, absolver o recorrente também da capitulação do art. 172 do CPM (fl.47).
Requer, ainda, a fixação da pena-base no mínimo legal, bem como
seja concedida a suspensão condicional da pena, nos termos do art. 84 do
Código Penal Militar.
No que concerne aos crimes de tráfico de entorpecentes, porte ilegal
e tráfico internacional de armas de fogo, o paciente foi condenado pela
Justiça Federal a 20 anos de reclusão.
A medida liminar foi indeferida pelo Min. Cezar Peluso, então
relator, às fls.66/67.
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Relatório
HC 98.165 / RJ
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, a defesa sustenta a nulidade da sentença condenatória, ao
fundamento de que o Juízo não teria analisado a tese defensiva de
absorção do crime de uso indevido de uniforme pelo delito de
estelionato. Com tal fundamento, pleiteia a absolvição do paciente do
delito de uso indevido de uniforme.
Pleiteia, ainda, a fixação da pena-base no mínimo legal, bem como
seja concedida a suspensão condicional da pena, nos termos do art. 84 do
Código Penal Militar.
Entendo não assistir razão à defesa.
Conforme consta dos autos, o paciente foi denunciado pela suposta
prática dos delitos tipificados nos artigos 172 (uso indevido de uniforme)
e 251 (estelionato), ambos do Código Penal Militar.
O Conselho Permanente de Justiça da 3... Auditoria da
1... Circunscrição Judiciária Militar absolveu o paciente do delito tipificado
no art. 251 (estelionato), tendo em vista a ausência de obtenção de
vantagem ilícita em detrimento da Administração Militar. Contudo, o
paciente restou condenado à pena de 6 (seis) meses de detenção, em
regime aberto, como incurso no art. 172 (uso indevido de uniforme) do
Código Penal Militar, com os seguintes fundamentos:
Os acusados (...) foram presos em flagrante no dia
06.07.2004, na Via Dutra, próximo ao Município de Nova
Iguaçu-RJ, por estarem transportando 200 kg de maconha. No
intuito de alcançarem o intento criminoso, facilitando o
deslocamento sem serem incomodados em eventuais 'batidas
policiais', os acusados vestiram uniformes militares e clonaram
um veículo veraneio, pertencente ao Exército, visto que a
numeração da placa e o RENAVAM, constantes do certificado
de registro e licenciamento, correspondem à de uma viatura do
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 98.165 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, a defesa sustenta a nulidade da sentença condenatória, ao
fundamento de que o Juízo não teria analisado a tese defensiva de
absorção do crime de uso indevido de uniforme pelo delito de
estelionato. Com tal fundamento, pleiteia a absolvição do paciente do
delito de uso indevido de uniforme.
Pleiteia, ainda, a fixação da pena-base no mínimo legal, bem como
seja concedida a suspensão condicional da pena, nos termos do art. 84 do
Código Penal Militar.
Entendo não assistir razão à defesa.
Conforme consta dos autos, o paciente foi denunciado pela suposta
prática dos delitos tipificados nos artigos 172 (uso indevido de uniforme)
e 251 (estelionato), ambos do Código Penal Militar.
O Conselho Permanente de Justiça da 3... Auditoria da
1... Circunscrição Judiciária Militar absolveu o paciente do delito tipificado
no art. 251 (estelionato), tendo em vista a ausência de obtenção de
vantagem ilícita em detrimento da Administração Militar. Contudo, o
paciente restou condenado à pena de 6 (seis) meses de detenção, em
regime aberto, como incurso no art. 172 (uso indevido de uniforme) do
Código Penal Militar, com os seguintes fundamentos:
Os acusados (...) foram presos em flagrante no dia
06.07.2004, na Via Dutra, próximo ao Município de Nova
Iguaçu-RJ, por estarem transportando 200 kg de maconha. No
intuito de alcançarem o intento criminoso, facilitando o
deslocamento sem serem incomodados em eventuais 'batidas
policiais', os acusados vestiram uniformes militares e clonaram
um veículo veraneio, pertencente ao Exército, visto que a
numeração da placa e o RENAVAM, constantes do certificado
de registro e licenciamento, correspondem à de uma viatura do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
Exército e não a daquela apreendida, conforme laudo pericial e
de exame documentoscópico, anexados, respectivamente, às fls.
250/257 e 273/274.
Tais condutas foram tipificadas pelo Ministério Público
Militar como estelionato e uso indevido de uniforme,
respectivamente, os artigos 251 e 172, ambos do Código Penal
Militar.
Inicialmente, por restar demasiadamente claro, não há que
se admitir a prática de estelionato, pois trata-se de delito de
natureza patrimonial e que exige, para a sua configuração, a
obtenção de vantagem ilícita, em prejuízo alheio, mediante
fraude. No caso, o uso de veículo clonado do Exército não
atingiu de forma direta aquela instituição militar, apenas
secundariamente, visto que o objetivo seria de transportar a
substância entorpecente, iludindo a vigilância das Polícias
Federal, Civil, Militar ou Rodoviária Militar, responsáveis pela
investigação e repressão dessas espécies de delitos, de acordo,
evidentemente, com as circunstâncias de cada caso que
determinarão as respectivas atribuições.
A vantagem ilícita, citada pelo Ministério Público, diz
respeito ao transporte da substância entorpecente que, de
maneira alguma, atinge os bens tutelados pelo Código Penal
Militar. De igual forma, nenhum prejuízo direto foi causado ao
Exército Brasileiro.
Desse modo, o simples fato de a imagem do Exército ter
sido eventualmente prejudicada, como menciona o MPM, não é
suficiente para o reconhecimento da prática do delito de
estelionato, pois – repita-se – nenhum prejuízo de natureza
patrimonial poderia ser causado ao Exército.
No que tange ao uso indevido de uniforme, constata-se
que tal delito somente foi praticado pelo acusado ROBSON
DAVIS SÁ, por ser militar de reserva e não ter, portanto, direito
de usar uniforme militar naquelas circunstâncias. Verifica-se
que ROBSON assume a autoria do referido delito, como se vê às
fls. 456/459:
'(...) que já estava na reserva e usou uniforme de
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
Exército e não a daquela apreendida, conforme laudo pericial e
de exame documentoscópico, anexados, respectivamente, às fls.
250/257 e 273/274.
Tais condutas foram tipificadas pelo Ministério Público
Militar como estelionato e uso indevido de uniforme,
respectivamente, os artigos 251 e 172, ambos do Código Penal
Militar.
Inicialmente, por restar demasiadamente claro, não há que
se admitir a prática de estelionato, pois trata-se de delito de
natureza patrimonial e que exige, para a sua configuração, a
obtenção de vantagem ilícita, em prejuízo alheio, mediante
fraude. No caso, o uso de veículo clonado do Exército não
atingiu de forma direta aquela instituição militar, apenas
secundariamente, visto que o objetivo seria de transportar a
substância entorpecente, iludindo a vigilância das Polícias
Federal, Civil, Militar ou Rodoviária Militar, responsáveis pela
investigação e repressão dessas espécies de delitos, de acordo,
evidentemente, com as circunstâncias de cada caso que
determinarão as respectivas atribuições.
A vantagem ilícita, citada pelo Ministério Público, diz
respeito ao transporte da substância entorpecente que, de
maneira alguma, atinge os bens tutelados pelo Código Penal
Militar. De igual forma, nenhum prejuízo direto foi causado ao
Exército Brasileiro.
Desse modo, o simples fato de a imagem do Exército ter
sido eventualmente prejudicada, como menciona o MPM, não é
suficiente para o reconhecimento da prática do delito de
estelionato, pois – repita-se – nenhum prejuízo de natureza
patrimonial poderia ser causado ao Exército.
No que tange ao uso indevido de uniforme, constata-se
que tal delito somente foi praticado pelo acusado ROBSON
DAVIS SÁ, por ser militar de reserva e não ter, portanto, direito
de usar uniforme militar naquelas circunstâncias. Verifica-se
que ROBSON assume a autoria do referido delito, como se vê às
fls. 456/459:
'(...) que já estava na reserva e usou uniforme de
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
sargento (de instrução); que tranquilamente se fazia
passar por militar da ativa; que usou este artifício para
poder conduzir o veículo descrito na denúncia até o Rio
de Janeiro; que usou o uniforme voluntariamente; que o
acusado e seu irmão iriam receber uma determinada
quantia para transportar maconha em Curitiba para o Rio
de Janeiro(...); que conseguiram um veículo clonado que se
fazia passar por viatura militar (…)'
Desse modo, ao usar indevidamente uniforme, em
condições de iludir terceiros, atingiu o bem jurídico tutelado
pelo artigo 172 do CPM, usurpando autoridade que não lhe era
atribuída. É de se destacar que o delito é classificado como de
mera conduta que se perfaz com o simples uso indevido de
uniforme, independente da finalidade. Constata-se, ainda, que
o tipo penal não exige que o fato atente diretamente contra a
administração militar, pois o bem jurídico tutelado
– autoridade militar – é atingido no momento em que o agente
veste a farda militar, ao contrário dos delitos de falsidade que
exigem que o fato atente contra a administração ou o serviço
militar diretamente, como se vê nos respectivos tipos penais.
(...).
Contra essa decisão, a defesa interpôs apelação no Superior Tribunal
Militar, requerendo, em síntese, a aplicação do princípio da absorção ou a
fixação da pena-base no mínimo legal. O Tribunal, por unanimidade,
negou provimento ao recurso. Confira-se trecho do voto condutor do
acórdão:
(...) A defesa arguiu preliminar de nulidade por entender
que a sentença, ao não examinar a tese defensiva da consunção,
teria ofendido o princípio constitucional da ampla defesa.
(...)
Ao esclarecer que não houve o crime de estelionato e que
o uso indevido de uniforme é de mera conduta, consumando-se
independentemente da finalidade do agente, a sentença afastou,
ainda que de forma implícita, a tese da consunção, posto que
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
sargento (de instrução); que tranquilamente se fazia
passar por militar da ativa; que usou este artifício para
poder conduzir o veículo descrito na denúncia até o Rio
de Janeiro; que usou o uniforme voluntariamente; que o
acusado e seu irmão iriam receber uma determinada
quantia para transportar maconha em Curitiba para o Rio
de Janeiro(...); que conseguiram um veículo clonado que se
fazia passar por viatura militar (…)'
Desse modo, ao usar indevidamente uniforme, em
condições de iludir terceiros, atingiu o bem jurídico tutelado
pelo artigo 172 do CPM, usurpando autoridade que não lhe era
atribuída. É de se destacar que o delito é classificado como de
mera conduta que se perfaz com o simples uso indevido de
uniforme, independente da finalidade. Constata-se, ainda, que
o tipo penal não exige que o fato atente diretamente contra a
administração militar, pois o bem jurídico tutelado
– autoridade militar – é atingido no momento em que o agente
veste a farda militar, ao contrário dos delitos de falsidade que
exigem que o fato atente contra a administração ou o serviço
militar diretamente, como se vê nos respectivos tipos penais.
(...).
Contra essa decisão, a defesa interpôs apelação no Superior Tribunal
Militar, requerendo, em síntese, a aplicação do princípio da absorção ou a
fixação da pena-base no mínimo legal. O Tribunal, por unanimidade,
negou provimento ao recurso. Confira-se trecho do voto condutor do
acórdão:
(...) A defesa arguiu preliminar de nulidade por entender
que a sentença, ao não examinar a tese defensiva da consunção,
teria ofendido o princípio constitucional da ampla defesa.
(...)
Ao esclarecer que não houve o crime de estelionato e que
o uso indevido de uniforme é de mera conduta, consumando-se
independentemente da finalidade do agente, a sentença afastou,
ainda que de forma implícita, a tese da consunção, posto que
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
incompatível a sua admissão com os fundamentos ali
esposados.
Portanto, rejeita-se a preliminar de nulidade de processo.
No mérito, a Defesa requer novamente a aplicação da
teoria da consunção, considerando que o crime de uso indevido
de uniforme restaria absorvido pelo de estelionato, não cabendo
sua capitulação como crime isolado. Dessa forma, a absolvição
quanto a um delito (estelionato) levaria à outro (uso indevido
de uniforme).
Ora, a aplicabilidade desa tese ao presente caso não se
sustenta.
(...)
O uso indevido de uniforme é crime de mera conduta e,
no caso de agente civil, atinge a autoridade e a ordem
administrativa militar- bens jurídicos tutelados pela lei-
independentemente da finalidade do sujeito ativo.
(...)
Assim, ainda que o crime de estelionato contra a
Administração Militar tivesse ocorrido, o delito de uso indevido
de uniforme permaneceria como delito autônomo.
Ademais, sequer caberia digressionar sobre a absorção de
um crime por outro se o estelionato não se perfez.
Certo é que, em uma relação consuntiva, os fatos se
apresentam de minus a plus, prevalecendo o princípio de que
major absorbet minorem.
Todavia, quando a conduta mais grave não se concretizou
ou, como no caso sub examine, sequer se realizaria, por falta de
elementos constitutivos do crime, o delito menor permanece.
Portanto, se nem mesmo existiu o crime-fim de
estelionato, não há que se falar em crime-meio.
Na verdade, a autoria e a materialidade do delito de uso
indevido de uniforme restaram incontroversas diante do
flagrante, corroborado pela confissão do Apelante (fls.456/459),
pelos depoimentos das testemunhas (fls.460/462) e pelas
fotografias (fls.136).
No mais, como referência às alegações de que a pena
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
incompatível a sua admissão com os fundamentos ali
esposados.
Portanto, rejeita-se a preliminar de nulidade de processo.
No mérito, a Defesa requer novamente a aplicação da
teoria da consunção, considerando que o crime de uso indevido
de uniforme restaria absorvido pelo de estelionato, não cabendo
sua capitulação como crime isolado. Dessa forma, a absolvição
quanto a um delito (estelionato) levaria à outro (uso indevido
de uniforme).
Ora, a aplicabilidade desa tese ao presente caso não se
sustenta.
(...)
O uso indevido de uniforme é crime de mera conduta e,
no caso de agente civil, atinge a autoridade e a ordem
administrativa militar- bens jurídicos tutelados pela lei-
independentemente da finalidade do sujeito ativo.
(...)
Assim, ainda que o crime de estelionato contra a
Administração Militar tivesse ocorrido, o delito de uso indevido
de uniforme permaneceria como delito autônomo.
Ademais, sequer caberia digressionar sobre a absorção de
um crime por outro se o estelionato não se perfez.
Certo é que, em uma relação consuntiva, os fatos se
apresentam de minus a plus, prevalecendo o princípio de que
major absorbet minorem.
Todavia, quando a conduta mais grave não se concretizou
ou, como no caso sub examine, sequer se realizaria, por falta de
elementos constitutivos do crime, o delito menor permanece.
Portanto, se nem mesmo existiu o crime-fim de
estelionato, não há que se falar em crime-meio.
Na verdade, a autoria e a materialidade do delito de uso
indevido de uniforme restaram incontroversas diante do
flagrante, corroborado pela confissão do Apelante (fls.456/459),
pelos depoimentos das testemunhas (fls.460/462) e pelas
fotografias (fls.136).
No mais, como referência às alegações de que a pena
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
aplicada encontra-se exacerbada, a decisão a quo é irreparável.
Não há falar em ausência de fundamentação, haja vista ter
a sentença justificado a aplicação de uma pena elevada
considerando a finalidade do crime e a periculosidade do
agente.
(...)
Certo é que o motivo determinante da prática do crime,
qual seja, o transporte de 280 kg de maconha, revela igualmente
a periculosidade do acusado e a intensidade do dolo em atingir
a autoridade e a ordem administrativa militar, aproveitando-se
de qualificação que não mais ostentava para praticar outro
crime, ofendendo a dignidade da classe.
Com isso, a extensão do dano e o perigo de dano
igualmente se evidenciam de forma exacerbada, vez que, com a
sua conduta, além de ofender a imagem do Exército,
viabilizaria o tráfico de drogas em favelas do Rio de Janeiro,
diferentemente daquele agente que somente faz uso indevido
de uniforme sem causar qualquer outro prejuízo secundário.
Os meios empregados, o modo de execução e as
circunstâncias de tempo e lugar também são desfavoráveis ao
agente, pois, durante o dia, viajou trajando fardamento,
sabendo que seria fiscalizado. Aliás, este era o propósito do
acusado: iludir a fiscalização.
Em seu interrogatório, o Apelante não demonstrou
qualquer arrependimento. Sua indiferença pode ser
constatada na afirmação de que tranquilamente se fazia
passar por militar da ativa (fls. 457) ao utilizar a farda como
artifício para o tráfico de entorpecentes (...).
Da leitura das decisões transcritas, entendo que não há qualquer
omissão a ensejar a pretendida nulidade da sentença condenatória.
Ao contrário do que tenta fazer crer a defesa, ressalto que não se
pode confundir fundamentação contrária aos interesses subjetivos da
parte com ausência de fundamentação. No ponto, vale recordar julgado-
paradigma da lavra do ministro Sepúlveda Pertence:
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
aplicada encontra-se exacerbada, a decisão a quo é irreparável.
Não há falar em ausência de fundamentação, haja vista ter
a sentença justificado a aplicação de uma pena elevada
considerando a finalidade do crime e a periculosidade do
agente.
(...)
Certo é que o motivo determinante da prática do crime,
qual seja, o transporte de 280 kg de maconha, revela igualmente
a periculosidade do acusado e a intensidade do dolo em atingir
a autoridade e a ordem administrativa militar, aproveitando-se
de qualificação que não mais ostentava para praticar outro
crime, ofendendo a dignidade da classe.
Com isso, a extensão do dano e o perigo de dano
igualmente se evidenciam de forma exacerbada, vez que, com a
sua conduta, além de ofender a imagem do Exército,
viabilizaria o tráfico de drogas em favelas do Rio de Janeiro,
diferentemente daquele agente que somente faz uso indevido
de uniforme sem causar qualquer outro prejuízo secundário.
Os meios empregados, o modo de execução e as
circunstâncias de tempo e lugar também são desfavoráveis ao
agente, pois, durante o dia, viajou trajando fardamento,
sabendo que seria fiscalizado. Aliás, este era o propósito do
acusado: iludir a fiscalização.
Em seu interrogatório, o Apelante não demonstrou
qualquer arrependimento. Sua indiferença pode ser
constatada na afirmação de que tranquilamente se fazia
passar por militar da ativa (fls. 457) ao utilizar a farda como
artifício para o tráfico de entorpecentes (...).
Da leitura das decisões transcritas, entendo que não há qualquer
omissão a ensejar a pretendida nulidade da sentença condenatória.
Ao contrário do que tenta fazer crer a defesa, ressalto que não se
pode confundir fundamentação contrária aos interesses subjetivos da
parte com ausência de fundamentação. No ponto, vale recordar julgado-
paradigma da lavra do ministro Sepúlveda Pertence:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
Sentença: exigência constitucional de fundamentação:
inteligência.
O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional. (Recurso Extraordinário 140.370, 1... Turma, Min.
Sepúlveda Pertence, DJ 21.5.1993)
Com efeito, como bem consignado no acórdão atacado, a decisão de
primeiro grau, ao absolver o paciente da imputação do delito de
estelionato, afastou, ainda que implicitamente, a possibilidade da
aplicação do princípio da absorção, porquanto não há como se chegar a
conclusão de que o delito de uso indevido de uniforme figura como
elemento constitutivo de tipo delituoso que sequer se concretizou.
Por oportuno, na fixação dos contornos do referido princípio, valho-
me, da lição de Zaffaroni e Pierangeli, in verbis:
Em função do princípio da consunção, um tipo descarta
outro porque consome ou exaure o seu conteúdo proibitivo, isto
é, porque há um fechamento material. É um caso de consunção, o
do fato posterior que resulta consumido pelo delito prévio, como
na hipótese em que a apropriação indébita (art. 168 do Código Penal Brasileiro)
ocorre quando a coisa é obtida mediante um ardil (estelionato,
art. 171): em tal caso, a tipicidade do estelionato descarta a da
apropriação indébita. Outra hipótese é a do fato co-apenado,
ou, fato típico acompanhante, que é o que tem lugar quando
um resultado eventual já está abarcado pelo desvalor que da
conduta faz outro tipo legal, como é o caso das lesões leves,
resultantes da violência exercida em ações cuja tipicidade
requer a violência (roubo, estupro etc.). Outra hipótese acontece
quando uma tipicidade é acompanhada de um eventual
resultado que é insignificante, diante da magnitude do injusto
principal: tal é o caso do dano que sofrem as roupas das vítimas
num homicídio ou que sofre o vinho que foi envenenado.
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
Sentença: exigência constitucional de fundamentação:
inteligência.
O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional. (Recurso Extraordinário 140.370, 1... Turma, Min.
Sepúlveda Pertence, DJ 21.5.1993)
Com efeito, como bem consignado no acórdão atacado, a decisão de
primeiro grau, ao absolver o paciente da imputação do delito de
estelionato, afastou, ainda que implicitamente, a possibilidade da
aplicação do princípio da absorção, porquanto não há como se chegar a
conclusão de que o delito de uso indevido de uniforme figura como
elemento constitutivo de tipo delituoso que sequer se concretizou.
Por oportuno, na fixação dos contornos do referido princípio, valho-
me, da lição de Zaffaroni e Pierangeli, in verbis:
Em função do princípio da consunção, um tipo descarta
outro porque consome ou exaure o seu conteúdo proibitivo, isto
é, porque há um fechamento material. É um caso de consunção, o
do fato posterior que resulta consumido pelo delito prévio, como
na hipótese em que a apropriação indébita (art. 168 do Código Penal Brasileiro)
ocorre quando a coisa é obtida mediante um ardil (estelionato,
art. 171): em tal caso, a tipicidade do estelionato descarta a da
apropriação indébita. Outra hipótese é a do fato co-apenado,
ou, fato típico acompanhante, que é o que tem lugar quando
um resultado eventual já está abarcado pelo desvalor que da
conduta faz outro tipo legal, como é o caso das lesões leves,
resultantes da violência exercida em ações cuja tipicidade
requer a violência (roubo, estupro etc.). Outra hipótese acontece
quando uma tipicidade é acompanhada de um eventual
resultado que é insignificante, diante da magnitude do injusto
principal: tal é o caso do dano que sofrem as roupas das vítimas
num homicídio ou que sofre o vinho que foi envenenado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
(Manual de Direito Penal, 4... ed., São Paulo, RT, 2002, fl. 735).
Na mesma linha é a doutrina de Cezar Roberto Bitencourt, ao dispor
que a aplicação do princípio da consunção, ou absorção, pressupõe que a
norma definidora de um crime constitua meio necessário ou fase normal de
preparação ou execução de outro crime. Em termos bem esquemáticos, há
consunção quando o fato previsto em determinada norma é compreendido em
outra, mais abrangente, aplicando-se somente esta. Na relação consuntiva, os
fatos não se apresentam em relação de gênero e espécie, mas de minus e plus, de
continente e conteúdo, de todo e parte, de inteiro e fração. (Tratado de Direito
Penal: parte geral 1. 15 ed. São Paulo: Saraiva, 2010).
Feitos esses registros doutrinários, ressalto que, com a aplicação do
princípio da absorção, ou da consunção, busca-se evitar a dupla punição
pelo mesmo fato.
Contudo, no caso dos autos, reitero que o delito de estelionato
sequer se perfez nem era a intenção do paciente, razão pela qual não há
concurso de crimes a justificar a aplicação do mencionado princípio.
Ademais, mesmo que o estelionato tivesse ocorrido, o uso indevido
de uniforme restaria configurado, porquanto o crime descrito no art. 172 do
Código Penal Militar é de mera conduta e visa à tutela de bens jurídicos
importantes e necessários ao regular funcionamento das instituições militares
(…) (HC 108512, relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe
20.10.2011).
No que concerne à fixação da pena acima do mínimo legal, ressalto,
inicialmente, o disposto no artigo 69 do Código Penal Militar:
Art. 69. Para fixação da pena privativa de liberdade, o juiz
aprecia a gravidade do crime praticado e a personalidade do
réu, devendo ter em conta a intensidade do dolo ou grau da
culpa, a maior ou menor extensão do dano ou perigo de dano,
os meios empregados, o modo de execução, os motivos
determinantes, as circunstâncias de tempo e lugar, os
antecedentes do réu e sua atitude de insensibilidade,
indiferença ou arrependimento após o crime.
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
(Manual de Direito Penal, 4... ed., São Paulo, RT, 2002, fl. 735).
Na mesma linha é a doutrina de Cezar Roberto Bitencourt, ao dispor
que a aplicação do princípio da consunção, ou absorção, pressupõe que a
norma definidora de um crime constitua meio necessário ou fase normal de
preparação ou execução de outro crime. Em termos bem esquemáticos, há
consunção quando o fato previsto em determinada norma é compreendido em
outra, mais abrangente, aplicando-se somente esta. Na relação consuntiva, os
fatos não se apresentam em relação de gênero e espécie, mas de minus e plus, de
continente e conteúdo, de todo e parte, de inteiro e fração. (Tratado de Direito
Penal: parte geral 1. 15 ed. São Paulo: Saraiva, 2010).
Feitos esses registros doutrinários, ressalto que, com a aplicação do
princípio da absorção, ou da consunção, busca-se evitar a dupla punição
pelo mesmo fato.
Contudo, no caso dos autos, reitero que o delito de estelionato
sequer se perfez nem era a intenção do paciente, razão pela qual não há
concurso de crimes a justificar a aplicação do mencionado princípio.
Ademais, mesmo que o estelionato tivesse ocorrido, o uso indevido
de uniforme restaria configurado, porquanto o crime descrito no art. 172 do
Código Penal Militar é de mera conduta e visa à tutela de bens jurídicos
importantes e necessários ao regular funcionamento das instituições militares
(…) (HC 108512, relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe
20.10.2011).
No que concerne à fixação da pena acima do mínimo legal, ressalto,
inicialmente, o disposto no artigo 69 do Código Penal Militar:
Art. 69. Para fixação da pena privativa de liberdade, o juiz
aprecia a gravidade do crime praticado e a personalidade do
réu, devendo ter em conta a intensidade do dolo ou grau da
culpa, a maior ou menor extensão do dano ou perigo de dano,
os meios empregados, o modo de execução, os motivos
determinantes, as circunstâncias de tempo e lugar, os
antecedentes do réu e sua atitude de insensibilidade,
indiferença ou arrependimento após o crime.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
No caso concreto, a sentença condenatória motivou a aplicação da
pena acima do mínimo legal, respeitando as circunstâncias judiciais
determinadas pelo art. 69 do Código Penal Militar.
Com efeito, avaliou-se como desfavorável ao paciente o motivo
determinante para a prática do uso indevido de uniforme, tipificado no
art. 172 do Código Penal Militar, qual seja, conseguir transportar 200 kg
de maconha e armas sem ser incomodado pelas polícias Federal e
Rodoviária Federal.
Assim, em razão da presença de circunstância judicial desfavorável,
mostra-se devidamente fundamentada a decisão que fixou a pena-base
acima do mínimo legal.
Impõe dizer, portanto, que a exasperação da sanção obedeceu ao
rigor explanado nos princípios da individualização da pena e da
fundamentação das decisões judiciais.
A propósito, destaco o entendimento desta Corte:
HABEAS CORPUS . DOSIMETRIA DA PENA. SISTEMA
TRIFÁSICO. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO
LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AOS
PACIENTES. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE
PODER. 1. É válida a pena-base fixada acima do mínimo legal,
quando o aumento é fundamentado no quadro fático-
probatório da causa. 2. Circunstâncias judiciais desfavoráveis
aos pacientes. Aumento motivado. Ordem denegada. (HC
92396, Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJe 11.04.2008).
DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS
CORPUS . ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA DOSIMETRIA DA
PENA-BASE.
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS. DENEGAÇÃO. 1. Remanesce, neste writ , a
questão de suposta nulidade do julgado referente à dosimetria
da pena imposta ao paciente por força da condenação no art. 16,
da Lei n 7.492/86. 2. O Código Penal, contempla oito
circunstâncias judiciais que devem ser consideradas para fins
8
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
No caso concreto, a sentença condenatória motivou a aplicação da
pena acima do mínimo legal, respeitando as circunstâncias judiciais
determinadas pelo art. 69 do Código Penal Militar.
Com efeito, avaliou-se como desfavorável ao paciente o motivo
determinante para a prática do uso indevido de uniforme, tipificado no
art. 172 do Código Penal Militar, qual seja, conseguir transportar 200 kg
de maconha e armas sem ser incomodado pelas polícias Federal e
Rodoviária Federal.
Assim, em razão da presença de circunstância judicial desfavorável,
mostra-se devidamente fundamentada a decisão que fixou a pena-base
acima do mínimo legal.
Impõe dizer, portanto, que a exasperação da sanção obedeceu ao
rigor explanado nos princípios da individualização da pena e da
fundamentação das decisões judiciais.
A propósito, destaco o entendimento desta Corte:
HABEAS CORPUS . DOSIMETRIA DA PENA. SISTEMA
TRIFÁSICO. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO
LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AOS
PACIENTES. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE
PODER. 1. É válida a pena-base fixada acima do mínimo legal,
quando o aumento é fundamentado no quadro fático-
probatório da causa. 2. Circunstâncias judiciais desfavoráveis
aos pacientes. Aumento motivado. Ordem denegada. (HC
92396, Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJe 11.04.2008).
DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS
CORPUS . ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA DOSIMETRIA DA
PENA-BASE.
CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS. DENEGAÇÃO. 1. Remanesce, neste writ , a
questão de suposta nulidade do julgado referente à dosimetria
da pena imposta ao paciente por força da condenação no art. 16,
da Lei n 7.492/86. 2. O Código Penal, contempla oito
circunstâncias judiciais que devem ser consideradas para fins
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
de fixação da pena-base (Código Penal Brasileiro, arts. 59, I, c/c art. 68), e o regime
inicial de cumprimento da pena (Código Penal Brasileiro, art. 59, II). 3. Esta Corte
tem adotado orientação pacífica segundo a qual "não há
nulidade na decisão que majora a pena-base e fixa o regime
inicial mais gravoso, considerando-se as circunstâncias judiciais
desfavoráveis" (HC 93.818/RJ, rel. Min. Cármen Lúcia, DJ
16.05.2008), não servindo o habeas corpus como instrumento
idôneo para realizar a ponderação, em concreto, das
circunstâncias judiciais do art. 59, do Código Penal. No mesmo
sentido: HC 92.396/PR, rel. Carlos Britto, 1... Turma, DJ
11.04.2008. 4. Habeas corpus denegado. (HC 94557, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 26.09.2008).
Individualização da pena: motivação idônea para a fixação
de pena-base acima do mínimo: inviabilidade, em habeas corpus,
de decidir sobre a justiça do quanto da exacerbação.
Fundada a mensuração da pena-base acima do mínimo
cominado ao crime, à base de circunstâncias objetivas e
subjetivas idôneas a motivá-lo, é inviável, na via do habeas
corpus , reavaliar todo o contexto do fato para saber se seriam
elas bastantes a justificar, em concreto, a exacerbação imposta,
quiçá com exagero. (HC n 80.822/RJ, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence, 1... Turma, unânime, DJ 10.08.2001).
Do mesmo modo, não cabe a concessão da suspensão condicional da
pena.
Consoante o disposto no art. 84 do Código Penal Militar, são
requisitos para a concessão do benefício do sursis:
Art. 84 - A execução da pena privativa da liberdade, não
superior a 2 (dois) anos, pode ser suspensa, por 2 (dois) anos a 6
(seis) anos, desde que:
I - o sentenciado não haja sofrido no País ou no
estrangeiro, condenação irrecorrível por outro crime a pena
privativa da liberdade, salvo o disposto no 1... do art. 71;
9
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
de fixação da pena-base (Código Penal Brasileiro, arts. 59, I, c/c art. 68), e o regime
inicial de cumprimento da pena (Código Penal Brasileiro, art. 59, II). 3. Esta Corte
tem adotado orientação pacífica segundo a qual "não há
nulidade na decisão que majora a pena-base e fixa o regime
inicial mais gravoso, considerando-se as circunstâncias judiciais
desfavoráveis" (HC 93.818/RJ, rel. Min. Cármen Lúcia, DJ
16.05.2008), não servindo o habeas corpus como instrumento
idôneo para realizar a ponderação, em concreto, das
circunstâncias judiciais do art. 59, do Código Penal. No mesmo
sentido: HC 92.396/PR, rel. Carlos Britto, 1... Turma, DJ
11.04.2008. 4. Habeas corpus denegado. (HC 94557, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 26.09.2008).
Individualização da pena: motivação idônea para a fixação
de pena-base acima do mínimo: inviabilidade, em habeas corpus,
de decidir sobre a justiça do quanto da exacerbação.
Fundada a mensuração da pena-base acima do mínimo
cominado ao crime, à base de circunstâncias objetivas e
subjetivas idôneas a motivá-lo, é inviável, na via do habeas
corpus , reavaliar todo o contexto do fato para saber se seriam
elas bastantes a justificar, em concreto, a exacerbação imposta,
quiçá com exagero. (HC n 80.822/RJ, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence, 1... Turma, unânime, DJ 10.08.2001).
Do mesmo modo, não cabe a concessão da suspensão condicional da
pena.
Consoante o disposto no art. 84 do Código Penal Militar, são
requisitos para a concessão do benefício do sursis:
Art. 84 - A execução da pena privativa da liberdade, não
superior a 2 (dois) anos, pode ser suspensa, por 2 (dois) anos a 6
(seis) anos, desde que:
I - o sentenciado não haja sofrido no País ou no
estrangeiro, condenação irrecorrível por outro crime a pena
privativa da liberdade, salvo o disposto no 1... do art. 71;
9
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 98.165 / RJ
II - os seus antecedentes e personalidade, os motivos e as
circunstâncias do crime, bem como sua conduta posterior,
autorizem a presunção de que não tornará a delinqüir.
Bem compulsados os autos, verifico que tanto a sentença de primeira
instância quanto o acórdão do Superior Tribunal Militar, apresentaram
fundamento idôneo a ensejar a não concessão do benefício da suspensão
condicional da pena, porquanto uma circunstância judicial foi
desfavoravelmente considerada, qual seja, o motivo determinante para a
prática do uso indevido de uniforme.
Assim, entendo pela legitimidade das decisões que indeferiram o
referido benefício, uma vez que o paciente não preenche o requisito
disposto no inciso II, do artigo 84, do CPM.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
10
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Supremo Tribunal Federal
HC 98.165 / RJ
II - os seus antecedentes e personalidade, os motivos e as
circunstâncias do crime, bem como sua conduta posterior,
autorizem a presunção de que não tornará a delinqüir.
Bem compulsados os autos, verifico que tanto a sentença de primeira
instância quanto o acórdão do Superior Tribunal Militar, apresentaram
fundamento idôneo a ensejar a não concessão do benefício da suspensão
condicional da pena, porquanto uma circunstância judicial foi
desfavoravelmente considerada, qual seja, o motivo determinante para a
prática do uso indevido de uniforme.
Assim, entendo pela legitimidade das decisões que indeferiram o
referido benefício, uma vez que o paciente não preenche o requisito
disposto no inciso II, do artigo 84, do CPM.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 98.165
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S) : DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES) : TERCEIRA AUDITORIA DA 1... CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
Decisão: ordem denegada, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745482
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 98.165
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : ROBERSON DAVIS SÁ
IMPTE.(S) : DENNIS ROBERT SÁ
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
COATOR(A/S)(ES) : TERCEIRA AUDITORIA DA 1... CIRCUNSCRIÇÃO
JUDICIÁRIA MILITAR
Decisão: ordem denegada, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 98 . 165",
"HABEAS CORPUS 98 . 165",
"Apelação n . 2007 . 01 . 050742 - 6 / RJ",
"HABEAS CORPUS 98 . 165",
"Apelação n . 2007 . 01 . 050742 - 6 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HABEAS CORPUS 98 . 165",
"HABEAS CORPUS 98 . 165",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"HC 98 . 165 / RJ",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 108512",
"HC 98 . 165",
"HC 108512",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 92396",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 92396",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 93 . 818 / RJ",
"HC 92 . 396 / PR",
"HC 94557",
"HC n 80 . 822 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 93 . 818 / RJ",
"HC 92 . 396 / PR",
"HC 94557",
"HC n 80 . 822 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HC 98 . 165 / RJ",
"HABEAS CORPUS 98 . 165",
"HABEAS CORPUS 98 . 165"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 172",
"art . 172 (",
"art . 172 do CPM",
"art . 172 do CPM",
"art . 84 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 172 (",
"art . 172 (",
"art . 172 do CPM",
"art . 172 do CPM",
"art . 84 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 84 do Código Penal Militar",
"artigos 172",
"art . 172 (",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 84 do Código Penal Militar",
"artigos 172",
"Código Penal Militar",
"art . 172 (",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"artigos 251 e 172 , ambos do Código Penal Militar",
"Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 251 e 172 , ambos do Código Penal Militar",
"Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 172 do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 172 do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 168 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 168 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 172 do Código Penal Militar",
"artigo 69 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 172 do Código Penal Militar",
"artigo 69 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 69 do Código Penal Militar",
"art . 172 do Código Penal Militar",
"art . 16 , da Lei n 7 . 492 / 86",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 69 do Código Penal Militar",
"art . 172 do Código Penal Militar",
"art . 16 , da Lei n 7 . 492 / 86",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , arts . 59 , I , c / c art . 68",
"Código Penal Brasileiro , art . 59 , II",
"art . 59 , do Código Penal",
"art . 84 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , arts . 59 , I , c / c art . 68",
"Código Penal Brasileiro , art . 59 , II",
"art . 59 , do Código Penal",
"art . 84 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso II , do artigo 84 , do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso II , do artigo 84 , do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Via Dutra",
"Município de Nova Iguaçu - RJ",
"RIO DE JANEIRO",
"Via Dutra",
"Município de",
"Nova Iguaçu - RJ",
"Rio de Janeiro",
"Curitiba",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"Curitiba",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"São Paulo",
"São Paulo",
"São Paulo",
"São Paulo",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"TERCEIRA AUDITORIA DA 1 .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"TERCEIRA AUDITORIA DA 1 . .",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"TERCEIRA AUDITORIA DA 1 . . .",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Conselho Permanente de Justiça da 3",
"1",
".",
". . Circunscrição Judiciária Militar",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Permanente de Justiça da 3",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Conselho Permanente de Justiça",
"3",
"1",
"Circunscrição Judiciária Militar",
"Exército",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Conselho Permanente de Justiça da 3",
"1",
"Exército",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Exército",
"Ministério Público Militar",
"Exército",
"Ministério Público",
"Exército Brasileiro",
"Exército",
"MPM",
"Exército",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Militar",
"Exército",
"Ministério Público",
"Exército Brasileiro",
"Exército",
"MPM",
"Exército",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Exército",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Exército",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RT",
"Saraiva",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"RT",
"Saraiva",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
"Segunda Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Segunda Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"CIRCUNSCRIÇÃO",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"TERCEIRA AUDITORIA DA 1 .",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"ROBERSON DAVIS SÁ",
"DENNIS ROBERT SÁ",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ROBERSON DAVIS SÁ",
"DENNIS ROBERT SÁ",
"GILMAR MENDES",
"Dennis Robert Sá",
"Roberson Davis Sá",
"GILMAR MENDES",
"ROBERSON DAVIS SÁ",
"DENNIS ROBERT SÁ",
"GILMAR MENDES",
"Dennis Robert Sá",
"Roberson Davis Sá",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ROBSON DAVIS SÁ",
"ROBSON",
"ROBSON DAVIS SÁ",
"ROBSON",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"GILMAR MENDES",
"Sepúlveda Pertence",
"Zaffaroni",
"Pierangeli",
"Sepúlveda Pertence",
"Zaffaroni",
"Pierangeli",
"GILMAR MENDES",
"Cezar Roberto Bitencourt",
"LUIZ FUX",
"Cezar Roberto Bitencourt",
"LUIZ FUX",
"GILMAR MENDES",
"Carlos Britto",
"Carlos Britto",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Carlos Britto",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Carlos Britto",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ROBERSON DAVIS SÁ",
"DENNIS ROBERT SÁ",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"ROBERSON DAVIS SÁ",
"DENNIS ROBERT SÁ",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"06",
".",
"07",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"06",
".",
"07",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2002",
"2010",
"20",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2002",
"2010",
"20",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"04",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"04",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
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".",
"2008",
"11",
".",
"04",
"26",
".",
"09",
".",
"2008",
"10",
".",
"08",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2008",
"11",
".",
"04",
".",
"2008",
"26",
".",
"09",
".",
"2008",
"10",
".",
"08",
".",
"2001",
"24",
"/",
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"/",
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"24",
"/",
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"07",
".",
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"2012",
"24",
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"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S)
:ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
Nos termos da orientação firmada neste Tribunal, cabe à parte
agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada. No
presente caso, a agravante não impugnou especificamente a assertiva de
que as questões invocadas no recurso extraordinário não foram
prequestionadas.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1773002.
Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S)
:ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da
decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário com
agravo (fls. 238/239):
“DECISÃO: É firme a orientação do Supremo Tribunal Federal
no sentido de que constitui ônus da parte agravante infirmar todos os
fundamentos em que se baseou a decisão agravada para negar
seguimento ao recurso extraordinário. Confira-se, a título
exemplificativo, o seguinte julgado:
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO
ADMITIU
O
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INVIABILIDADE DO AGRAVO. ARTIGO 317, § 1º DO
RISTF.
1. Incumbe ao recorrente o dever de impugnar os
fundamentos da decisão recorrida.
2. Inviável, diante da regra do § 1º do artigo 317 do
RISTF, o agravo de instrumento que se limita a reiterar as
razões do recurso extraordinário sem abordar o
fundamento da decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1773003.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S)
:ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da
decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário com
agravo (fls. 238/239):
“DECISÃO: É firme a orientação do Supremo Tribunal Federal
no sentido de que constitui ônus da parte agravante infirmar todos os
fundamentos em que se baseou a decisão agravada para negar
seguimento ao recurso extraordinário. Confira-se, a título
exemplificativo, o seguinte julgado:
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO
ADMITIU
O
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INVIABILIDADE DO AGRAVO. ARTIGO 317, § 1º DO
RISTF.
1. Incumbe ao recorrente o dever de impugnar os
fundamentos da decisão recorrida.
2. Inviável, diante da regra do § 1º do artigo 317 do
RISTF, o agravo de instrumento que se limita a reiterar as
razões do recurso extraordinário sem abordar o
fundamento da decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 649.241 AGR / SP
330.535-AgR, rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma,
DJ de 21.09.2001)
No mesmo sentido, os seguintes precedentes: AI 488.369 (rel.
min. Sepúlveda Pertence, DJ de 02.04.2004), AI 488.975 (rel. min.
Gilmar Mendes, DJ de 31.05.2004), AI 482.984 (rel. min. Cezar
Peluso, DJ de 20.05.2004) e AI 503.582 (rel. min. Nelson Jobim, DJ
de 25.05.2004).
No presente caso, o agravante não impugnou a assertiva de que
o recurso extraordinário incide no óbice da Súmula 282 do STF. Disso
decorre que a parte agravante não logrou desincumbir-se do ônus que
lhe cabia.
Do exposto, nego seguimento ao agravo. ”
Em síntese, alega-se no agravo regimental que o fundamento
atinente à Súmula 282/STF foi devidamente impugnado.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente agravo à apreciação
da Turma.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1773003.
Supremo Tribunal Federal
ARE 649.241 AGR / SP
330.535-AgR, rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma,
DJ de 21.09.2001)
No mesmo sentido, os seguintes precedentes: AI 488.369 (rel.
min. Sepúlveda Pertence, DJ de 02.04.2004), AI 488.975 (rel. min.
Gilmar Mendes, DJ de 31.05.2004), AI 482.984 (rel. min. Cezar
Peluso, DJ de 20.05.2004) e AI 503.582 (rel. min. Nelson Jobim, DJ
de 25.05.2004).
No presente caso, o agravante não impugnou a assertiva de que
o recurso extraordinário incide no óbice da Súmula 282 do STF. Disso
decorre que a parte agravante não logrou desincumbir-se do ônus que
lhe cabia.
Do exposto, nego seguimento ao agravo. ”
Em síntese, alega-se no agravo regimental que o fundamento
atinente à Súmula 282/STF foi devidamente impugnado.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente agravo à apreciação
da Turma.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR):
Inconsistente o recurso.
Para negar seguimento ao recurso extraordinário, a decisão agravada
entendeu que a matéria em questão não foi prequestionada, razão por
que incidiria, na espécie, o disposto nas Súmulas 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal. Esse fundamento não foi impugnado especificamente
pela parte agravante, que se limitou a reproduzir, com falhas (v. fls. 210),
os termos do recurso extraordinário. Por conseguinte, é inadmíssivel o
recurso extraordinário. (Cf. RE 422.850-AgR, rel. min. Celso de Mello, DJ
03.12.2004; AI 466.376-AgR, rel. min. Cezar Peluso, DJ 03.09.2004, e AI
468.433-AgR, rel. min. Gilmar Mendes, DJ 03.12.2004).
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR):
Inconsistente o recurso.
Para negar seguimento ao recurso extraordinário, a decisão agravada
entendeu que a matéria em questão não foi prequestionada, razão por
que incidiria, na espécie, o disposto nas Súmulas 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal. Esse fundamento não foi impugnado especificamente
pela parte agravante, que se limitou a reproduzir, com falhas (v. fls. 210),
os termos do recurso extraordinário. Por conseguinte, é inadmíssivel o
recurso extraordinário. (Cf. RE 422.850-AgR, rel. min. Celso de Mello, DJ
03.12.2004; AI 466.376-AgR, rel. min. Cezar Peluso, DJ 03.09.2004, e AI
468.433-AgR, rel. min. Gilmar Mendes, DJ 03.12.2004).
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S) : ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787764
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S) : ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1797785
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-07T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
Nos termos da orientação firmada neste Tribunal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada. No presente caso, a agravante não impugnou especificamente a assertiva de que as questões invocadas no recurso extraordinário não foram prequestionadas.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.
|
sjur205435
|
- Acórdãos citados: RE 422850 AgR, AI 466376 AgR, AI 468433 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 20/03/2012, BMB.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
649241
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 649241 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S) : ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S)
:ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
Nos termos da orientação firmada neste Tribunal, cabe à parte
agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada. No
presente caso, a agravante não impugnou especificamente a assertiva de
que as questões invocadas no recurso extraordinário não foram
prequestionadas.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S)
:ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da
decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário com
agravo (fls. 238/239):
“DECISÃO: É firme a orientação do Supremo Tribunal Federal
no sentido de que constitui ônus da parte agravante infirmar todos os
fundamentos em que se baseou a decisão agravada para negar
seguimento ao recurso extraordinário. Confira-se, a título
exemplificativo, o seguinte julgado:
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO
ADMITIU
O
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INVIABILIDADE DO AGRAVO. ARTIGO 317, § 1... DO
RISTF.
1. Incumbe ao recorrente o dever de impugnar os
fundamentos da decisão recorrida.
2. Inviável, diante da regra do § 1... do artigo 317 do
RISTF, o agravo de instrumento que se limita a reiterar as
razões do recurso extraordinário sem abordar o
fundamento da decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S)
:ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da
decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário com
agravo (fls. 238/239):
“DECISÃO: É firme a orientação do Supremo Tribunal Federal
no sentido de que constitui ônus da parte agravante infirmar todos os
fundamentos em que se baseou a decisão agravada para negar
seguimento ao recurso extraordinário. Confira-se, a título
exemplificativo, o seguinte julgado:
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO
ADMITIU
O
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INVIABILIDADE DO AGRAVO. ARTIGO 317, § 1... DO
RISTF.
1. Incumbe ao recorrente o dever de impugnar os
fundamentos da decisão recorrida.
2. Inviável, diante da regra do § 1... do artigo 317 do
RISTF, o agravo de instrumento que se limita a reiterar as
razões do recurso extraordinário sem abordar o
fundamento da decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 649.241 AGR / SP
330.535-AgR, rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma,
DJ de 21.09.2001)
No mesmo sentido, os seguintes precedentes: AI 488.369 (rel.
min. Sepúlveda Pertence, DJ de 02.04.2004), AI 488.975 (rel. min.
Gilmar Mendes, DJ de 31.05.2004), AI 482.984 (rel. min. Cezar
Peluso, DJ de 20.05.2004) e AI 503.582 (rel. min. Nelson Jobim, DJ
de 25.05.2004).
No presente caso, o agravante não impugnou a assertiva de que
o recurso extraordinário incide no óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Disso
decorre que a parte agravante não logrou desincumbir-se do ônus que
lhe cabia.
Do exposto, nego seguimento ao agravo. ”
Em síntese, alega-se no agravo regimental que o fundamento
atinente à Súmula 282/Supremo Tribunal Federal foi devidamente impugnado.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente agravo à apreciação
da Turma.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 649.241 AGR / SP
330.535-AgR, rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma,
DJ de 21.09.2001)
No mesmo sentido, os seguintes precedentes: AI 488.369 (rel.
min. Sepúlveda Pertence, DJ de 02.04.2004), AI 488.975 (rel. min.
Gilmar Mendes, DJ de 31.05.2004), AI 482.984 (rel. min. Cezar
Peluso, DJ de 20.05.2004) e AI 503.582 (rel. min. Nelson Jobim, DJ
de 25.05.2004).
No presente caso, o agravante não impugnou a assertiva de que
o recurso extraordinário incide no óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Disso
decorre que a parte agravante não logrou desincumbir-se do ônus que
lhe cabia.
Do exposto, nego seguimento ao agravo. ”
Em síntese, alega-se no agravo regimental que o fundamento
atinente à Súmula 282/Supremo Tribunal Federal foi devidamente impugnado.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente agravo à apreciação
da Turma.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR):
Inconsistente o recurso.
Para negar seguimento ao recurso extraordinário, a decisão agravada
entendeu que a matéria em questão não foi prequestionada, razão por
que incidiria, na espécie, o disposto nas Súmulas 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal. Esse fundamento não foi impugnado especificamente
pela parte agravante, que se limitou a reproduzir, com falhas (v. fls. 210),
os termos do recurso extraordinário. Por conseguinte, é inadmíssivel o
recurso extraordinário. (Cf. Recurso Extraordinário 422.850-AgR, rel. min. Celso de Mello, DJ
03.12.2004; AI 466.376-AgR, rel. min. Cezar Peluso, DJ 03.09.2004, e AI
468.433-AgR, rel. min. Gilmar Mendes, DJ 03.12.2004).
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR):
Inconsistente o recurso.
Para negar seguimento ao recurso extraordinário, a decisão agravada
entendeu que a matéria em questão não foi prequestionada, razão por
que incidiria, na espécie, o disposto nas Súmulas 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal. Esse fundamento não foi impugnado especificamente
pela parte agravante, que se limitou a reproduzir, com falhas (v. fls. 210),
os termos do recurso extraordinário. Por conseguinte, é inadmíssivel o
recurso extraordinário. (Cf. Recurso Extraordinário 422.850-AgR, rel. min. Celso de Mello, DJ
03.12.2004; AI 466.376-AgR, rel. min. Cezar Peluso, DJ 03.09.2004, e AI
468.433-AgR, rel. min. Gilmar Mendes, DJ 03.12.2004).
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S) : ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787764
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.241
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : KATIA BERTOLINI
ADV.(A/S) : ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787764
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649 . 241",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649 . 241",
"RECURSO",
"ARE 649 . 241 AGR / SP 330 . 535 - AgR",
"AI 488 . 369",
"AI 488 . 975",
"AI 482 . 984",
"AI 503 . 582",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 649 . 241 AGR",
"/",
"SP 330 . 535 -",
"AgR",
"AI 488 . 369",
"AI 488 . 975",
"AI 482 . 984",
"AI 503 . 582",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282",
"Recurso Extraordinário 422 . 850 - AgR",
"AI 466 . 376 - AgR",
"AI 468 . 433 - AgR",
"Súmulas 282",
"Recurso Extraordinário 422 . 850 - AgR",
"AI 466 . 376 - AgR",
"AI 468 . 433 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 317 , § 1 . . . DO RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A",
"2",
".",
".",
"Infra",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"KATIA BERTOLINI",
"ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH",
"Ayres Britto",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES",
"PAIXÃO CÔRTES",
"KATIA BERTOLINI",
"ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"KATIA BERTOLINI",
"ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Maurício Corrêa",
"Sepúlveda Pertence",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Nelson Jobim",
"Maurício Corrêa",
"Sepúlveda Pertence",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Nelson Jobim",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"KATIA BERTOLINI",
"ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"KATIA BERTOLINI",
"ANA LIGIA VIOLANTE BRATFISCH",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"09",
".",
"2001",
"02",
".",
"04",
".",
"2004",
"31",
".",
"05",
".",
"2004",
"20",
".",
"05",
".",
"2004",
"25",
".",
"05",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"09",
".",
"2001",
"02",
".",
"04",
".",
"2004",
"31",
".",
"05",
".",
"2004",
"20",
".",
"05",
".",
"2004",
"25",
".",
"05",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"03",
".",
"12",
".",
"2004",
"03",
".",
"09",
".",
"2004",
"03",
".",
"12",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"03",
".",
"12",
".",
"2004",
"03",
".",
"09",
".",
"2004",
"03",
".",
"12",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S)
:ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801952.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S)
:ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 541, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – IMPROPRIEDADE.
1. A decisão impugnada mediante o recurso extraordinário
a que este agravo objetiva imprimir processamento consigna
que a controvérsia diz respeito a direito que não decorre da
relação de trabalho, estando em jogo a legalidade de cláusulas
contratuais de plano de saúde. Somente com o reexame do
contrato de trabalho seria dado concluir pela violência ao artigo
114 da Constituição Federal. O recurso extraordinário não é
meio hábil ao revolvimento da prova, conforme Verbete nº 279
da Súmula desta Corte:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
2. Ante o quadro, conheço do pedido formulado neste
agravo e o desacolho.
3. Publiquem.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801953.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S)
:ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 541, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – IMPROPRIEDADE.
1. A decisão impugnada mediante o recurso extraordinário
a que este agravo objetiva imprimir processamento consigna
que a controvérsia diz respeito a direito que não decorre da
relação de trabalho, estando em jogo a legalidade de cláusulas
contratuais de plano de saúde. Somente com o reexame do
contrato de trabalho seria dado concluir pela violência ao artigo
114 da Constituição Federal. O recurso extraordinário não é
meio hábil ao revolvimento da prova, conforme Verbete nº 279
da Súmula desta Corte:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
2. Ante o quadro, conheço do pedido formulado neste
agravo e o desacolho.
3. Publiquem.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801953.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 764.912 AGR / RJ
A agravante, na minuta de folha 544 a 546, insiste no processamento
do recurso e sustenta a insubsistência do ato impugnado, em que apontei
a impossibilidade de analisar os elementos fático-probatórios do processo
para concluir pelo eventual desacerto da decisão do Tribunal de Justiça
do Estado de Minas Gerais.
A agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta
(certidão da folha 520).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801953.
Supremo Tribunal Federal
AI 764.912 AGR / RJ
A agravante, na minuta de folha 544 a 546, insiste no processamento
do recurso e sustenta a insubsistência do ato impugnado, em que apontei
a impossibilidade de analisar os elementos fático-probatórios do processo
para concluir pelo eventual desacerto da decisão do Tribunal de Justiça
do Estado de Minas Gerais.
A agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta
(certidão da folha 520).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801953.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 206), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
A Turma Recursal manteve o entendimento constante na sentença,
cujo teor é o seguinte (folha 443):
[...]
Afasto a preliminar de incompetência do Juízo em razão
da matéria discutida nos autos envolver direito do trabalho, vez
que não se está a analisar direitos trabalhistas, mas sim
cláusulas contratuais do plano de saúde contratado pela autora.
Ademais, a autora é aposentada não havendo mais qualquer
vínculo empregatício com a segunda ré, o que afasta a
competência da Justiça do Trabalho.
[...]
A agravante sustenta não ser necessária a análise “do conjunto
probatório, mas tão somente da petição inicial” a fim de concluir-se pela
competência da Justiça do Trabalho (folha 545).
Ora, em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801954.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 206), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
A Turma Recursal manteve o entendimento constante na sentença,
cujo teor é o seguinte (folha 443):
[...]
Afasto a preliminar de incompetência do Juízo em razão
da matéria discutida nos autos envolver direito do trabalho, vez
que não se está a analisar direitos trabalhistas, mas sim
cláusulas contratuais do plano de saúde contratado pela autora.
Ademais, a autora é aposentada não havendo mais qualquer
vínculo empregatício com a segunda ré, o que afasta a
competência da Justiça do Trabalho.
[...]
A agravante sustenta não ser necessária a análise “do conjunto
probatório, mas tão somente da petição inicial” a fim de concluir-se pela
competência da Justiça do Trabalho (folha 545).
Ora, em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 764.912 AGR / RJ
extraordinário.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Reporto-me ao que
venho consignando a respeito:
Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância
de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental
hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias.
Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado
por número de processos estranho à ordem natural das
coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira
resistência democrática ao que vem acontecendo, compete
ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de
tornar-se o responsável pela falência do Judiciário.
Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao
dever de preservar o direito de defesa das partes,
examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual.
Assim
procedendo,
honrará
a
responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria
toga.
Ante o quadro, conheço do agravo regimental e o desprovejo.
Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de
Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente
corrigido, a reverter em benefício da agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 764.912 AGR / RJ
extraordinário.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Reporto-me ao que
venho consignando a respeito:
Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância
de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental
hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias.
Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado
por número de processos estranho à ordem natural das
coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira
resistência democrática ao que vem acontecendo, compete
ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de
tornar-se o responsável pela falência do Judiciário.
Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao
dever de preservar o direito de defesa das partes,
examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual.
Assim
procedendo,
honrará
a
responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria
toga.
Ante o quadro, conheço do agravo regimental e o desprovejo.
Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de
Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente
corrigido, a reverter em benefício da agravada.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801954.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S) : ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791334
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S) : ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791334
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1819265
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur206023
|
Número de páginas: 6.
Análise: 30/03/2012, MJC.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
764912
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 764912 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S) : ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S)
:ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801952.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S)
:ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 541, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – IMPROPRIEDADE.
1. A decisão impugnada mediante o recurso extraordinário
a que este agravo objetiva imprimir processamento consigna
que a controvérsia diz respeito a direito que não decorre da
relação de trabalho, estando em jogo a legalidade de cláusulas
contratuais de plano de saúde. Somente com o reexame do
contrato de trabalho seria dado concluir pela violência ao artigo
114 da Constituição Federal. O recurso extraordinário não é
meio hábil ao revolvimento da prova, conforme Verbete n 279
da Súmula desta Corte:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
2. Ante o quadro, conheço do pedido formulado neste
agravo e o desacolho.
3. Publiquem.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801953.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S)
:ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 541, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – IMPROPRIEDADE.
1. A decisão impugnada mediante o recurso extraordinário
a que este agravo objetiva imprimir processamento consigna
que a controvérsia diz respeito a direito que não decorre da
relação de trabalho, estando em jogo a legalidade de cláusulas
contratuais de plano de saúde. Somente com o reexame do
contrato de trabalho seria dado concluir pela violência ao artigo
114 da Constituição Federal. O recurso extraordinário não é
meio hábil ao revolvimento da prova, conforme Verbete n 279
da Súmula desta Corte:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
2. Ante o quadro, conheço do pedido formulado neste
agravo e o desacolho.
3. Publiquem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 764.912 AGR / RJ
A agravante, na minuta de folha 544 a 546, insiste no processamento
do recurso e sustenta a insubsistência do ato impugnado, em que apontei
a impossibilidade de analisar os elementos fático-probatórios do processo
para concluir pelo eventual desacerto da decisão do Tribunal de Justiça
do Estado de Minas Gerais.
A agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta
(certidão da folha 520).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 764.912 AGR / RJ
A agravante, na minuta de folha 544 a 546, insiste no processamento
do recurso e sustenta a insubsistência do ato impugnado, em que apontei
a impossibilidade de analisar os elementos fático-probatórios do processo
para concluir pelo eventual desacerto da decisão do Tribunal de Justiça
do Estado de Minas Gerais.
A agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta
(certidão da folha 520).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 206), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
A Turma Recursal manteve o entendimento constante na sentença,
cujo teor é o seguinte (folha 443):
[...]
Afasto a preliminar de incompetência do Juízo em razão
da matéria discutida nos autos envolver direito do trabalho, vez
que não se está a analisar direitos trabalhistas, mas sim
cláusulas contratuais do plano de saúde contratado pela autora.
Ademais, a autora é aposentada não havendo mais qualquer
vínculo empregatício com a segunda ré, o que afasta a
competência da Justiça do Trabalho.
[...]
A agravante sustenta não ser necessária a análise “do conjunto
probatório, mas tão somente da petição inicial” a fim de concluir-se pela
competência da Justiça do Trabalho (folha 545).
Ora, em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 206), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
A Turma Recursal manteve o entendimento constante na sentença,
cujo teor é o seguinte (folha 443):
[...]
Afasto a preliminar de incompetência do Juízo em razão
da matéria discutida nos autos envolver direito do trabalho, vez
que não se está a analisar direitos trabalhistas, mas sim
cláusulas contratuais do plano de saúde contratado pela autora.
Ademais, a autora é aposentada não havendo mais qualquer
vínculo empregatício com a segunda ré, o que afasta a
competência da Justiça do Trabalho.
[...]
A agravante sustenta não ser necessária a análise “do conjunto
probatório, mas tão somente da petição inicial” a fim de concluir-se pela
competência da Justiça do Trabalho (folha 545).
Ora, em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 764.912 AGR / RJ
extraordinário.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Reporto-me ao que
venho consignando a respeito:
Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância
de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental
hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias.
Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado
por número de processos estranho à ordem natural das
coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira
resistência democrática ao que vem acontecendo, compete
ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de
tornar-se o responsável pela falência do Judiciário.
Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao
dever de preservar o direito de defesa das partes,
examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual.
Assim
procedendo,
honrará
a
responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria
toga.
Ante o quadro, conheço do agravo regimental e o desprovejo.
Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de
Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente
corrigido, a reverter em benefício da agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 764.912 AGR / RJ
extraordinário.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Reporto-me ao que
venho consignando a respeito:
Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância
de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental
hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias.
Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado
por número de processos estranho à ordem natural das
coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira
resistência democrática ao que vem acontecendo, compete
ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de
tornar-se o responsável pela falência do Judiciário.
Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao
dever de preservar o direito de defesa das partes,
examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual.
Assim
procedendo,
honrará
a
responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria
toga.
Ante o quadro, conheço do agravo regimental e o desprovejo.
Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de
Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente
corrigido, a reverter em benefício da agravada.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S) : ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791334
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.912
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
ADV.(A/S) : ELIZABETH HOMSI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEUSA ISRAEL BRANDÃO
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764 . 912",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764 .",
"AI 764 . 912 AGR / RJ",
"AI 764 . 912 AGR",
"Verbete n 279 da Súmula deste",
"AI 764 . 912 AGR / RJ",
"AI 764 . 912 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764 . 912",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 114 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 114 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA",
"CNI",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA",
"CNI",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO",
"CNI",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA",
"CNI",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA",
"CNI",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ELIZABETH HOMSI",
"DEUSA ISRAEL BRANDÃO",
"JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ELIZABETH HOMSI",
"DEUSA ISRAEL BRANDÃO",
"JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ELIZABETH HOMSI",
"DEUSA ISRAEL BRANDÃO",
"JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ELIZABETH HOMSI",
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"JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ELIZABETH HOMSI",
"DEUSA ISRAEL BRANDÃO",
"JORGE LUIZ DE AZEVEDO DA CUNHA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
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"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S)
:EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Exercício arbitrário das próprias razões. 3. Pleito de
trancamento da ação penal, ao argumento de: I) inconstitucionalidade da
parte final do art. 346 do CP, por estabelecer hipótese de prisão civil por
dívida; II) que a conduta imputada não é materialmente típica, pois não
violou o bem jurídico tutelado e não havia convenção válida entre o
paciente e a vítima; III) que a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo
cível, que deferiu medida de busca e apreensão do bem em ação cautelar
de produção antecipada de provas; e IV) ilegalidade da remessa dos
autos ao Juízo comum, porquanto não houve a devida fundamentação. 4.
Hipóteses não verificadas. 5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 25/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S)
:EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Eduardo Pizarro
Carnelós e outros, em favor de Rodrigo Albuquerque Sá Menezes, contra
decisão proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no
HC 128.937/SP.
Na espécie, o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime
previsto no artigo 346 do CP, porquanto teria, juntamente com outros
corréus, tirado coisa própria, no caso um laptop, que se achava em poder
da vítima por convenção, cedido pela Invision Comunicação Interativa
Ltda., a quem se obrigou a prestar determinados serviços.
Narra a exordial acusatória que a vítima foi contratada pela empresa
Invision Comunicação Interativa Ltda., da qual o paciente é sócio, para
prestar-lhe serviços de assessoria, consultoria e planejamento no
desenvolvimento de programas, sistemas e projetos de comunicação,
tendo-lhe sido oferecido, entre outros equipamentos, um laptop. Segundo
a acusação, dois corréus, cumprindo ordem do paciente e sem ordem
judicial de busca e apreensão, procederam à retirada do laptop, objeto
que se encontrava em poder da vítima, lacrando o equipamento logo em
seguida, sem permitir que a vítima pudesse retirar suas informações de
ordem pessoal.
O processo foi instaurado, de início, nos juizados especiais criminais,
todavia, diante da impossibilidade de citar o paciente nos endereços
designados, foi remetido ao juízo comum.
A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, pleiteando o trancamento da ação penal ou a anulação do feito
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805819.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S)
:EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Eduardo Pizarro
Carnelós e outros, em favor de Rodrigo Albuquerque Sá Menezes, contra
decisão proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no
HC 128.937/SP.
Na espécie, o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime
previsto no artigo 346 do CP, porquanto teria, juntamente com outros
corréus, tirado coisa própria, no caso um laptop, que se achava em poder
da vítima por convenção, cedido pela Invision Comunicação Interativa
Ltda., a quem se obrigou a prestar determinados serviços.
Narra a exordial acusatória que a vítima foi contratada pela empresa
Invision Comunicação Interativa Ltda., da qual o paciente é sócio, para
prestar-lhe serviços de assessoria, consultoria e planejamento no
desenvolvimento de programas, sistemas e projetos de comunicação,
tendo-lhe sido oferecido, entre outros equipamentos, um laptop. Segundo
a acusação, dois corréus, cumprindo ordem do paciente e sem ordem
judicial de busca e apreensão, procederam à retirada do laptop, objeto
que se encontrava em poder da vítima, lacrando o equipamento logo em
seguida, sem permitir que a vítima pudesse retirar suas informações de
ordem pessoal.
O processo foi instaurado, de início, nos juizados especiais criminais,
todavia, diante da impossibilidade de citar o paciente nos endereços
designados, foi remetido ao juízo comum.
A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, pleiteando o trancamento da ação penal ou a anulação do feito
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805819.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 100.459 / SP
desde a remessa dos autos ao juízo comum. A ordem foi denegada.
Irresignada, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem.
Daí, o presente habeas corpus neste Tribunal.
Alega que os fatos que levaram à instauração da ação penal são
formal e materialmente atípicos, motivo pelo qual a denúncia deveria ter
sido rejeitada de plano pelo Juízo de primeiro grau.
Sustenta a inconstitucionalidade da parte final do artigo 346, por
estabelecer indevida hipótese de prisão civil por dívida. Aduz a
impossibilidade de a conduta ter causado vulneração ao bem jurídico
tutelado pelo art. 346 do CP, “administração da justiça”, o que resultaria
em atipicidade material, por se tratar de mera violação de acordo de
vontades entre particulares, que não possui dignidade penal.
Ressalta que — à luz do disposto no art. 7º, n. 7, do Pacto de São José
da Costa Rica, elevado a dogma constitucional pela EC n. 45, a partir da
qual somente se admite prisão civil por dívida de devedores de alimentos
— não há ilícito penal, mas mera violação de convenção.
Adverte que, na retirada de coisa própria de terceiro, há infração à
cláusula contratual, geradora, na pior das hipóteses, de direito à
indenização.
Atesta que a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo cível, que
deferiu medida de busca e apreensão em ação cautelar de produção
antecipada de provas. Frisa que os fatos se deram no dia 5 de janeiro de 2006,
penúltimo dia antes do final do recesso do Judiciário paulista, depois do anúncio
da saída de Bauléo, que ocorreu no dia 2 de janeiro, sendo certo que, no primeiro
dia de funcionamento da justiça, dia 9, os fatos e o laptop foram submetidos à
Vara Cível de Barueri que, entendendo presentes os requisitos da fumaça do bom
direito e do perigo da demora, deferiu a liminar requerida, chancelando a licitude
de todo o proceder havido no dia 5 de janeiro (fl. 21).
Assevera a inadequação típica da conduta do paciente, pois jamais
houve contrato, convenção ou acordo entre Rogério Faria Lima Bauléo
(suposta vítima) e o paciente ou a empresa Invision. Esclarece que o
contrato de prestação de serviços referido na inicial acusatória foi firmado
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 100.459 / SP
desde a remessa dos autos ao juízo comum. A ordem foi denegada.
Irresignada, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem.
Daí, o presente habeas corpus neste Tribunal.
Alega que os fatos que levaram à instauração da ação penal são
formal e materialmente atípicos, motivo pelo qual a denúncia deveria ter
sido rejeitada de plano pelo Juízo de primeiro grau.
Sustenta a inconstitucionalidade da parte final do artigo 346, por
estabelecer indevida hipótese de prisão civil por dívida. Aduz a
impossibilidade de a conduta ter causado vulneração ao bem jurídico
tutelado pelo art. 346 do CP, “administração da justiça”, o que resultaria
em atipicidade material, por se tratar de mera violação de acordo de
vontades entre particulares, que não possui dignidade penal.
Ressalta que — à luz do disposto no art. 7º, n. 7, do Pacto de São José
da Costa Rica, elevado a dogma constitucional pela EC n. 45, a partir da
qual somente se admite prisão civil por dívida de devedores de alimentos
— não há ilícito penal, mas mera violação de convenção.
Adverte que, na retirada de coisa própria de terceiro, há infração à
cláusula contratual, geradora, na pior das hipóteses, de direito à
indenização.
Atesta que a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo cível, que
deferiu medida de busca e apreensão em ação cautelar de produção
antecipada de provas. Frisa que os fatos se deram no dia 5 de janeiro de 2006,
penúltimo dia antes do final do recesso do Judiciário paulista, depois do anúncio
da saída de Bauléo, que ocorreu no dia 2 de janeiro, sendo certo que, no primeiro
dia de funcionamento da justiça, dia 9, os fatos e o laptop foram submetidos à
Vara Cível de Barueri que, entendendo presentes os requisitos da fumaça do bom
direito e do perigo da demora, deferiu a liminar requerida, chancelando a licitude
de todo o proceder havido no dia 5 de janeiro (fl. 21).
Assevera a inadequação típica da conduta do paciente, pois jamais
houve contrato, convenção ou acordo entre Rogério Faria Lima Bauléo
(suposta vítima) e o paciente ou a empresa Invision. Esclarece que o
contrato de prestação de serviços referido na inicial acusatória foi firmado
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Relatório
HC 100.459 / SP
entre a Invision Comunicação Interativa Ltda. e a Mídia Instantânea S/C
Ltda, que foi representada por Rogério, indicado para a realização dos
serviços contratados.
Registra também a inexistência de tutela específica para o laptop,
porque o contrato, em nenhum momento, confere à contratada Mídia
Instantânea ou à representante próprio o direito ao uso do computador
portátil de propriedade da contrate.
Destaca a ilegalidade da remessa dos autos do Juizado Especial de
Santo Amaro para o Juízo comum, pois a competência para processar e
julgar os crimes de menor potencial é do Juizado Especial.
Diante desse quadro, conclui pela violação do devido processo legal,
na medida em que não fora precedida a remessa de devida intimação em
todos os endereços do paciente constantes nos autos, a fim de que
participasse da audiência preliminar, na tentativa de conciliação ou
proposta de transação penal, antes do oferecimento da denúncia.
Nesse sentido, requer a concessão da ordem, a fim de determinar o
trancamento da ação penal instaurada em desfavor do paciente, ante a
patente falta de justa causa para o seu prosseguimento.
A liminar foi indeferida pelo Min. Cezar Peluso, então relator.
A Procuradoria-Geral da República opina pela denegação da ordem.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 100.459 / SP
entre a Invision Comunicação Interativa Ltda. e a Mídia Instantânea S/C
Ltda, que foi representada por Rogério, indicado para a realização dos
serviços contratados.
Registra também a inexistência de tutela específica para o laptop,
porque o contrato, em nenhum momento, confere à contratada Mídia
Instantânea ou à representante próprio o direito ao uso do computador
portátil de propriedade da contrate.
Destaca a ilegalidade da remessa dos autos do Juizado Especial de
Santo Amaro para o Juízo comum, pois a competência para processar e
julgar os crimes de menor potencial é do Juizado Especial.
Diante desse quadro, conclui pela violação do devido processo legal,
na medida em que não fora precedida a remessa de devida intimação em
todos os endereços do paciente constantes nos autos, a fim de que
participasse da audiência preliminar, na tentativa de conciliação ou
proposta de transação penal, antes do oferecimento da denúncia.
Nesse sentido, requer a concessão da ordem, a fim de determinar o
trancamento da ação penal instaurada em desfavor do paciente, ante a
patente falta de justa causa para o seu prosseguimento.
A liminar foi indeferida pelo Min. Cezar Peluso, então relator.
A Procuradoria-Geral da República opina pela denegação da ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): No
presente habeas corpus, a defesa requer o trancamento da ação penal, ao
argumento de: 1) inconstitucionalidade da parte final do art. 346 do CP,
por estabelecer hipótese de prisão civil por dívida; 2) que a conduta
imputada não é materialmente típica, pois não violou o bem jurídico
tutelado e não havia convenção válida entre o paciente e a vítima; 3) que
a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo cível, que deferiu medida de
busca e apreensão em ação cautelar de produção antecipada de provas; e
4) ilegalidade da remessa dos autos ao Juízo comum, porquanto não
houve a devida fundamentação.
Preliminarmente, ressalto que é firme o entendimento desta Corte no
sentido de que o trancamento de ação penal ou de inquérito policial é
medida de caráter excepcional, sobretudo na via estreita do habeas corpus.
Diante disso, se não restar comprovada, de plano, a atipicidade da
conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência
de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da
persecução criminal (HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma,
DJe 18.9.2009; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe
26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJe 1.7.2009;
HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJ 5.9.2008).
Sustenta o impetrante a inconstitucionalidade da parte final do
artigo 346 do CP, por estabelecer indevida hipótese de prisão civil por
dívida. Aduz que — à luz do disposto no art. 7º, n. 7, do Pacto de São
José da Costa Rica, elevado a dogma constitucional pela EC n. 45 — não
há que se falar de ilícito penal, mas de mera violação de convenção.
Adverte que o tipo penal em comento existe em nosso ordenamento
jurídico desde o Código Penal do Império, ocasião em que foi inserido no
Título “dos crimes contra a propriedade”, estando ligado, precipuamente,
a uma ideia de tutela penal do patrimônio. Finaliza, por destacar, que o
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): No
presente habeas corpus, a defesa requer o trancamento da ação penal, ao
argumento de: 1) inconstitucionalidade da parte final do art. 346 do CP,
por estabelecer hipótese de prisão civil por dívida; 2) que a conduta
imputada não é materialmente típica, pois não violou o bem jurídico
tutelado e não havia convenção válida entre o paciente e a vítima; 3) que
a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo cível, que deferiu medida de
busca e apreensão em ação cautelar de produção antecipada de provas; e
4) ilegalidade da remessa dos autos ao Juízo comum, porquanto não
houve a devida fundamentação.
Preliminarmente, ressalto que é firme o entendimento desta Corte no
sentido de que o trancamento de ação penal ou de inquérito policial é
medida de caráter excepcional, sobretudo na via estreita do habeas corpus.
Diante disso, se não restar comprovada, de plano, a atipicidade da
conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência
de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da
persecução criminal (HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma,
DJe 18.9.2009; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe
26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJe 1.7.2009;
HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJ 5.9.2008).
Sustenta o impetrante a inconstitucionalidade da parte final do
artigo 346 do CP, por estabelecer indevida hipótese de prisão civil por
dívida. Aduz que — à luz do disposto no art. 7º, n. 7, do Pacto de São
José da Costa Rica, elevado a dogma constitucional pela EC n. 45 — não
há que se falar de ilícito penal, mas de mera violação de convenção.
Adverte que o tipo penal em comento existe em nosso ordenamento
jurídico desde o Código Penal do Império, ocasião em que foi inserido no
Título “dos crimes contra a propriedade”, estando ligado, precipuamente,
a uma ideia de tutela penal do patrimônio. Finaliza, por destacar, que o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
tipo mencionado somente passou a integrar os crimes “contra a
administração da justiça no atual Código Penal”.
Postas essas balizas, atesto que o art. 345 do CP pune a conduta de
fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima,
salvo quando a lei o permite. Por sua vez, o art. 346 do CP dispõe: tirar,
suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por
determinação judicial ou convenção.
No ponto, diferentemente do que quer fazer crer a defesa, tenho
para mim que o bem jurídico tutelado, tanto pelo art. 345 do CP como
pelo art. 346 do CP, é a administração da justiça e não o patrimônio, não
havendo que se falar, portanto, de uma suposta inconstitucionalidade em
razão de indevida prisão civil por dívida.
Trata a figura prevista no art. 346 do CP de espécie peculiar de
exercício arbitrário das próprias razões (CP, art. 345), caracterizada pelo
fato de o objeto material estar em poder de terceiro por determinação
judicial ou prévia convenção, tendo por escopo, como afirmado, colocar a
salvo a administração da justiça, atividade exercida sob o monopólio
estatal. Quer se evitar, com isso, que o agente substitua-se ao estado-juiz,
decidindo de acordo com a sua pretensão.
Nesse sentido, adverte Cezar Roberto Bitencourt: o bem jurídico
protegido, a exemplo do artigo anterior, é a Administração da Justiça na sua
função essencial, qual seja a incumbência de exercitar o monopólio assumido pelo
Estado de resolver os conflitos sociais distribuindo justiça. Quando o particular
arvora-se em ‘justiceiro’ dos seus próprios interesses, coloca-se acima da lei e
despreza o poder jurisdicional ao qual é atribuída a missão de solucionar os
conflitos sociais e dar a cada um o que é seu. – (BITENCOURT, Cezar Roberto.
Código Penal Comentado. 6ª ed., pg. 1330. São Paulo: Saraiva, 2010).
Descabida, também, a alegação de inadequação típica formal da
conduta imputada, uma vez que não havia convenção válida entre o
paciente e a vítima, pois o contrato de prestação de serviços na inicial
acusatória foi firmado entre a Invision Comunicação Interativa Ltda. e a
Mídia Instantânea S/C Ltda.
Por oportuno, transcrevo a cláusula 3.3, ‘b’, do contrato de prestação
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Supremo Tribunal Federal
HC 100.459 / SP
tipo mencionado somente passou a integrar os crimes “contra a
administração da justiça no atual Código Penal”.
Postas essas balizas, atesto que o art. 345 do CP pune a conduta de
fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima,
salvo quando a lei o permite. Por sua vez, o art. 346 do CP dispõe: tirar,
suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por
determinação judicial ou convenção.
No ponto, diferentemente do que quer fazer crer a defesa, tenho
para mim que o bem jurídico tutelado, tanto pelo art. 345 do CP como
pelo art. 346 do CP, é a administração da justiça e não o patrimônio, não
havendo que se falar, portanto, de uma suposta inconstitucionalidade em
razão de indevida prisão civil por dívida.
Trata a figura prevista no art. 346 do CP de espécie peculiar de
exercício arbitrário das próprias razões (CP, art. 345), caracterizada pelo
fato de o objeto material estar em poder de terceiro por determinação
judicial ou prévia convenção, tendo por escopo, como afirmado, colocar a
salvo a administração da justiça, atividade exercida sob o monopólio
estatal. Quer se evitar, com isso, que o agente substitua-se ao estado-juiz,
decidindo de acordo com a sua pretensão.
Nesse sentido, adverte Cezar Roberto Bitencourt: o bem jurídico
protegido, a exemplo do artigo anterior, é a Administração da Justiça na sua
função essencial, qual seja a incumbência de exercitar o monopólio assumido pelo
Estado de resolver os conflitos sociais distribuindo justiça. Quando o particular
arvora-se em ‘justiceiro’ dos seus próprios interesses, coloca-se acima da lei e
despreza o poder jurisdicional ao qual é atribuída a missão de solucionar os
conflitos sociais e dar a cada um o que é seu. – (BITENCOURT, Cezar Roberto.
Código Penal Comentado. 6ª ed., pg. 1330. São Paulo: Saraiva, 2010).
Descabida, também, a alegação de inadequação típica formal da
conduta imputada, uma vez que não havia convenção válida entre o
paciente e a vítima, pois o contrato de prestação de serviços na inicial
acusatória foi firmado entre a Invision Comunicação Interativa Ltda. e a
Mídia Instantânea S/C Ltda.
Por oportuno, transcrevo a cláusula 3.3, ‘b’, do contrato de prestação
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
de serviços: 3.3. Para a melhor execução dos serviços ora contratados: (...) a
contratante poderá disponibilizar, em suas instalações – a seu próprio critério e
respeitadas suas limitações –, espaço e equipamentos, para o uso do(s) sócio(s),
empregado(s) ou prepostos(s) colocado(s) pela contratada à disposição deste
contrato.
É fato que o contrato de prestação de serviços firmado entre as duas
empresas contou com a representação do paciente e da vítima. Válido
destacar, também, que a vítima, nos termos do disposto na cláusula 3.3,
‘b’, para a melhor execução do serviço, poderia utilizar-se do espaço e de
equipamentos disponibilizados pela Invision.
Dessarte, partindo-se da premissa de que a vítima encontrava-se na
posse do laptop e que este lhe fora retirado por dois corréus,
supostamente a mando do paciente, completamente desarrazoada
alegação de inadequação formal da conduta praticada, na medida em que
se subsume, ao menos hipoteticamente, na figura prevista no art. 346 do
CP.
Nem se diga, por outro lado, que o fato de a retomada do bem ter
sido chancelada, posteriormente, pelo Juízo cível, ao deferir medida de
busca e apreensão do bem em ação cautelar de produção antecipada de
provas, tem o condão de tornar hígida a conduta perpetrada.
É que, levando-se em conta que os fatos ocorreram no dia 5 de
janeiro de 2006 e que a medida judicial apenas foi possível no dia 9 de
janeiro de 2006, em razão do recesso Judiciário paulista — ou seja, a
retomada do bem se deu antes da autorização judicial —, é certo que a
consumação do delito previsto no art. 346 do CP, ao menos em tese, já
teria ocorrido, porquanto, nesta espécie de delito, a consumação se dá
com a efetiva retirada, supressão, destruição ou danificação da coisa
própria.
Ademais, escorreito o entendimento fixado pelo Superior Tribunal
de justiça ao assentar que o recesso do Judiciário não obsta, como é de todos
sabido, a tomada de providências consideradas urgentes, não se justificando a
tomada precipitada de atitude pelo próprio paciente.
Por fim, passo à análise da suposta ilegalidade da remessa dos autos
3
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HC 100.459 / SP
de serviços: 3.3. Para a melhor execução dos serviços ora contratados: (...) a
contratante poderá disponibilizar, em suas instalações – a seu próprio critério e
respeitadas suas limitações –, espaço e equipamentos, para o uso do(s) sócio(s),
empregado(s) ou prepostos(s) colocado(s) pela contratada à disposição deste
contrato.
É fato que o contrato de prestação de serviços firmado entre as duas
empresas contou com a representação do paciente e da vítima. Válido
destacar, também, que a vítima, nos termos do disposto na cláusula 3.3,
‘b’, para a melhor execução do serviço, poderia utilizar-se do espaço e de
equipamentos disponibilizados pela Invision.
Dessarte, partindo-se da premissa de que a vítima encontrava-se na
posse do laptop e que este lhe fora retirado por dois corréus,
supostamente a mando do paciente, completamente desarrazoada
alegação de inadequação formal da conduta praticada, na medida em que
se subsume, ao menos hipoteticamente, na figura prevista no art. 346 do
CP.
Nem se diga, por outro lado, que o fato de a retomada do bem ter
sido chancelada, posteriormente, pelo Juízo cível, ao deferir medida de
busca e apreensão do bem em ação cautelar de produção antecipada de
provas, tem o condão de tornar hígida a conduta perpetrada.
É que, levando-se em conta que os fatos ocorreram no dia 5 de
janeiro de 2006 e que a medida judicial apenas foi possível no dia 9 de
janeiro de 2006, em razão do recesso Judiciário paulista — ou seja, a
retomada do bem se deu antes da autorização judicial —, é certo que a
consumação do delito previsto no art. 346 do CP, ao menos em tese, já
teria ocorrido, porquanto, nesta espécie de delito, a consumação se dá
com a efetiva retirada, supressão, destruição ou danificação da coisa
própria.
Ademais, escorreito o entendimento fixado pelo Superior Tribunal
de justiça ao assentar que o recesso do Judiciário não obsta, como é de todos
sabido, a tomada de providências consideradas urgentes, não se justificando a
tomada precipitada de atitude pelo próprio paciente.
Por fim, passo à análise da suposta ilegalidade da remessa dos autos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
ao Juízo comum, ao argumento de ausência de devida fundamentação
para tanto e de ofensa aos postulados do juiz natural e do devido
processo legal.
Preliminarmente, destaco que um dos princípios fundamentais do
direito constitucional diz respeito ao postulado do juiz natural, que se
expressa pelos enunciados normativos não haverá juízo ou tribunal de
exceção e ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade
competente, respectivamente incisos XXXVII e LIII do art. 5º da Carta
Magna.
Tal como ressaltado pelo Min. Celso de Mello o princípio da
naturalidade do juízo representa uma das mais importantes matrizes político-
ideológicas que conformam a própria atividade legislativa do Estado e
condicionam o desempenho, por parte do Poder Público, das funções de caráter
penal-persecutório, notadamente quando exercidas em sede judicial. – (HC
79.865/RS, rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 6.4.2001)
Dessarte, entende-se que o juiz natural é aquele regular e
legitimamente investido de poderes de jurisdição, munido de todas as
garantias inerentes ao exercício do seu cargo (vitaliciedade,
inamovibilidade, irredutibilidade de vencimentos – CF, art. 95, I, II, III),
que decide consoante regras de competência fixadas com base em
critérios gerais vigentes ao tempo do fato. – (Mendes, Gilmar Ferreira;
Branco, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional. 6ª ed., pg.
522. São Paulo: Saraiva, 2011).
O sentido maior da existência deste princípio é o da negação da
constitucionalidade de juízos ou tribunais de exceção, impedindo-se que
cortes sejam formadas ex post facto, ou que juízes específicos sejam
designados para processamento e julgamento de casos específicos, sem
que as normas que disciplinam o exercício da jurisdição assim
determinem.
O que se propugna com a constitucionalização do princípio é a
determinação da existência de um juiz constitucionalmente indicado para
processamento e julgamento de cada ato/fato que venha a ser apreciado
pelo Poder Judiciário. Em outras palavras, o mandamento constitucional
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ao Juízo comum, ao argumento de ausência de devida fundamentação
para tanto e de ofensa aos postulados do juiz natural e do devido
processo legal.
Preliminarmente, destaco que um dos princípios fundamentais do
direito constitucional diz respeito ao postulado do juiz natural, que se
expressa pelos enunciados normativos não haverá juízo ou tribunal de
exceção e ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade
competente, respectivamente incisos XXXVII e LIII do art. 5º da Carta
Magna.
Tal como ressaltado pelo Min. Celso de Mello o princípio da
naturalidade do juízo representa uma das mais importantes matrizes político-
ideológicas que conformam a própria atividade legislativa do Estado e
condicionam o desempenho, por parte do Poder Público, das funções de caráter
penal-persecutório, notadamente quando exercidas em sede judicial. – (HC
79.865/RS, rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 6.4.2001)
Dessarte, entende-se que o juiz natural é aquele regular e
legitimamente investido de poderes de jurisdição, munido de todas as
garantias inerentes ao exercício do seu cargo (vitaliciedade,
inamovibilidade, irredutibilidade de vencimentos – CF, art. 95, I, II, III),
que decide consoante regras de competência fixadas com base em
critérios gerais vigentes ao tempo do fato. – (Mendes, Gilmar Ferreira;
Branco, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional. 6ª ed., pg.
522. São Paulo: Saraiva, 2011).
O sentido maior da existência deste princípio é o da negação da
constitucionalidade de juízos ou tribunais de exceção, impedindo-se que
cortes sejam formadas ex post facto, ou que juízes específicos sejam
designados para processamento e julgamento de casos específicos, sem
que as normas que disciplinam o exercício da jurisdição assim
determinem.
O que se propugna com a constitucionalização do princípio é a
determinação da existência de um juiz constitucionalmente indicado para
processamento e julgamento de cada ato/fato que venha a ser apreciado
pelo Poder Judiciário. Em outras palavras, o mandamento constitucional
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
impõe a existência de um juiz com jurisdição, competente e prévio.
Feita essa incursão doutrinária, transcrevo trecho da decisão que
determinou, a pedido do Ministério Público, o deslocamento do Juizado
Especial para o Juízo Comum:
Dada a palavra à Dra. Promotora de Justiça, por ela foi
dito: ‘MM. Juiz, o autor dos fatos novamente não foi intimado
porque seu endereço nunca é encontrado, embora tenha
advogados presentes na audiência, assim por estar evidente que
o mesmo encontra-se se ocultando para não comparecer a este
juízo e forçando a prescrição dos fatos, ante a complexidade dos
fatos, requeiro: 1 - seja o feito redistribuído ao juízo comum
ante a ocultação do réu. 2 - uma vez juntados os documentos de
fls. 319 e seguintes, requeiro, após a redistribuição do feito ao
juízo comum, vista dos autos ao Ministério Público, inclusive
quanto à possível usurpação de função pública ante a
verdadeira busca e apreensão retratada no doc. de fls. 29/30,
sem que exista, para tanto, qualquer ordem judicial, no que
consiste em tese, em crime punido com reclusão’. Após, pela
advogada do autor do fato foi requerida a juntada de
substabelecimento e informou que o endereço no qual o autor
do fato não foi localizado, seja qual Alameda Rio Negro, 1090,
foi fornecido por Rogério Faria Bauléo, conf. petição de fls 218.
Pelo MM. Juiz foi dito: ‘Defiro. Encaminhem-se os autos para o
Distribuidor Criminal para redistribuição para Vara comum’.
Nada mais.
No ponto, cumpre observar que o art. 66 da Lei 9.099/95 prevê a
seguinte hipótese em que se impõe o deslocamento da competência:
Art. 66. A citação será pessoal e far-se-á no próprio
Juizado, sempre que possível, ou por mandado.
Parágrafo único. Não encontrado o acusado para ser
citado, o Juiz encaminhará as peças existentes ao Juízo comum
para adoção do procedimento previsto em lei”.
5
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 100.459 / SP
impõe a existência de um juiz com jurisdição, competente e prévio.
Feita essa incursão doutrinária, transcrevo trecho da decisão que
determinou, a pedido do Ministério Público, o deslocamento do Juizado
Especial para o Juízo Comum:
Dada a palavra à Dra. Promotora de Justiça, por ela foi
dito: ‘MM. Juiz, o autor dos fatos novamente não foi intimado
porque seu endereço nunca é encontrado, embora tenha
advogados presentes na audiência, assim por estar evidente que
o mesmo encontra-se se ocultando para não comparecer a este
juízo e forçando a prescrição dos fatos, ante a complexidade dos
fatos, requeiro: 1 - seja o feito redistribuído ao juízo comum
ante a ocultação do réu. 2 - uma vez juntados os documentos de
fls. 319 e seguintes, requeiro, após a redistribuição do feito ao
juízo comum, vista dos autos ao Ministério Público, inclusive
quanto à possível usurpação de função pública ante a
verdadeira busca e apreensão retratada no doc. de fls. 29/30,
sem que exista, para tanto, qualquer ordem judicial, no que
consiste em tese, em crime punido com reclusão’. Após, pela
advogada do autor do fato foi requerida a juntada de
substabelecimento e informou que o endereço no qual o autor
do fato não foi localizado, seja qual Alameda Rio Negro, 1090,
foi fornecido por Rogério Faria Bauléo, conf. petição de fls 218.
Pelo MM. Juiz foi dito: ‘Defiro. Encaminhem-se os autos para o
Distribuidor Criminal para redistribuição para Vara comum’.
Nada mais.
No ponto, cumpre observar que o art. 66 da Lei 9.099/95 prevê a
seguinte hipótese em que se impõe o deslocamento da competência:
Art. 66. A citação será pessoal e far-se-á no próprio
Juizado, sempre que possível, ou por mandado.
Parágrafo único. Não encontrado o acusado para ser
citado, o Juiz encaminhará as peças existentes ao Juízo comum
para adoção do procedimento previsto em lei”.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
Por oportuno, transcrevo trecho das informações prestadas pelo
Juízo da 2ª Vara Criminal e do Juizado de Violência Doméstica e Familiar
contra a Mulher: É correto que foi procurado nos endereços da Rua Arizona e
da Alameda Rio Negro, onde declarou ter residência e não foi localizado, e não
nos demais, referentes à Invision. Mas não era razoável que, fazendo-se
representar nas audiências preliminares por advogados, houvesse o juiz de
mandar procurá-lo nos endereços da sua empresa nos municípios de Barueri,
Santana do Paraíba, Curitiba e Rio de Janeiro, como pretendem os impetrantes.
Nesse sentido, ante a dificuldade de localizar o autor do fato, correto
o procedimento adotado — deslocamento da competência para o juízo
comum —, diante da literal aplicação do disposto no parágrafo único do
art. 66 da Lei 9.099/95.
Pelo exposto, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas
corpus.
É como voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 100.459 / SP
Por oportuno, transcrevo trecho das informações prestadas pelo
Juízo da 2ª Vara Criminal e do Juizado de Violência Doméstica e Familiar
contra a Mulher: É correto que foi procurado nos endereços da Rua Arizona e
da Alameda Rio Negro, onde declarou ter residência e não foi localizado, e não
nos demais, referentes à Invision. Mas não era razoável que, fazendo-se
representar nas audiências preliminares por advogados, houvesse o juiz de
mandar procurá-lo nos endereços da sua empresa nos municípios de Barueri,
Santana do Paraíba, Curitiba e Rio de Janeiro, como pretendem os impetrantes.
Nesse sentido, ante a dificuldade de localizar o autor do fato, correto
o procedimento adotado — deslocamento da competência para o juízo
comum —, diante da literal aplicação do disposto no parágrafo único do
art. 66 da Lei 9.099/95.
Pelo exposto, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas
corpus.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Concordo.
O exercício arbitrário das próprias razões está bem caracterizado nos
autos.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Concordo.
O exercício arbitrário das próprias razões está bem caracterizado nos
autos.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 100.459
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S) : EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus denegado, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 100.459
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S) : EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus denegado, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2056806
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-05-25T00:00:00
|
Habeas corpus denegado, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Habeas corpus. 2. Exercício arbitrário das próprias razões. 3. Pleito de trancamento da ação penal, ao argumento de: I) inconstitucionalidade da parte final do art. 346 do CP, por estabelecer hipótese de prisão civil por dívida; II) que a conduta imputada não é materialmente típica, pois não violou o bem jurídico tutelado e não havia convenção válida entre o paciente e a vítima; III) que a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo cível, que deferiu medida de busca e apreensão do bem em ação cautelar de produção antecipada de provas; e IV) ilegalidade da remessa dos autos ao Juízo comum, porquanto não houve a devida fundamentação. 4. Hipóteses não verificadas. 5. Ordem denegada.
|
sjur209826
|
- Acórdãos citados: HC 79865, HC 91603, HC 93224, HC 95761, HC 98631.
Número de páginas: 12.
Análise: 11/06/2012, LLD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
100459
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00037 INC-00053 ART-00095\r\n INC-00001 INC-00002 INC-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00345 ART-00346 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-009099 ANO-1995\r\n ART-00066 \r\n LJE-1995 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS\r\n\r\n",
"LEG-INT CVC ANO-1969\r\n ART-00007 ITEM-7\r\n PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS ASSINADA\r\n EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, OEA\r\n\r\n",
"LEG-FED DLG-000027 ANO-1992\r\n APROVA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS\r\n HUMANOS ASSINADA EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n DECRETO LEGISLATIVO, OEA\r\n\r\n",
"LEG-FED DEC-000678 ANO-1992\r\n PROMULGA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS\r\n HUMANOS ASSINADA EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n DECRETO, OEA"
] |
HC
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acordaos
|
HC 100459
|
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""
] |
PACTE.(S) : RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S) : EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S)
:EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Exercício arbitrário das próprias razões. 3. Pleito de
trancamento da ação penal, ao argumento de: I) inconstitucionalidade da
parte final do art. 346 do Código Penal Brasileiro, por estabelecer hipótese de prisão civil por
dívida; II) que a conduta imputada não é materialmente típica, pois não
violou o bem jurídico tutelado e não havia convenção válida entre o
paciente e a vítima; III) que a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo
cível, que deferiu medida de busca e apreensão do bem em ação cautelar
de produção antecipada de provas; e IV) ilegalidade da remessa dos
autos ao Juízo comum, porquanto não houve a devida fundamentação. 4.
Hipóteses não verificadas. 5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 25/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S)
:EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Eduardo Pizarro
Carnelós e outros, em favor de Rodrigo Albuquerque Sá Menezes, contra
decisão proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no
HC 128.937/SP.
Na espécie, o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime
previsto no artigo 346 do Código Penal Brasileiro, porquanto teria, juntamente com outros
corréus, tirado coisa própria, no caso um laptop, que se achava em poder
da vítima por convenção, cedido pela Invision Comunicação Interativa
Ltda., a quem se obrigou a prestar determinados serviços.
Narra a exordial acusatória que a vítima foi contratada pela empresa
Invision Comunicação Interativa Ltda., da qual o paciente é sócio, para
prestar-lhe serviços de assessoria, consultoria e planejamento no
desenvolvimento de programas, sistemas e projetos de comunicação,
tendo-lhe sido oferecido, entre outros equipamentos, um laptop. Segundo
a acusação, dois corréus, cumprindo ordem do paciente e sem ordem
judicial de busca e apreensão, procederam à retirada do laptop, objeto
que se encontrava em poder da vítima, lacrando o equipamento logo em
seguida, sem permitir que a vítima pudesse retirar suas informações de
ordem pessoal.
O processo foi instaurado, de início, nos juizados especiais criminais,
todavia, diante da impossibilidade de citar o paciente nos endereços
designados, foi remetido ao juízo comum.
A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, pleiteando o trancamento da ação penal ou a anulação do feito
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S)
:EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Eduardo Pizarro
Carnelós e outros, em favor de Rodrigo Albuquerque Sá Menezes, contra
decisão proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no
HC 128.937/SP.
Na espécie, o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime
previsto no artigo 346 do Código Penal Brasileiro, porquanto teria, juntamente com outros
corréus, tirado coisa própria, no caso um laptop, que se achava em poder
da vítima por convenção, cedido pela Invision Comunicação Interativa
Ltda., a quem se obrigou a prestar determinados serviços.
Narra a exordial acusatória que a vítima foi contratada pela empresa
Invision Comunicação Interativa Ltda., da qual o paciente é sócio, para
prestar-lhe serviços de assessoria, consultoria e planejamento no
desenvolvimento de programas, sistemas e projetos de comunicação,
tendo-lhe sido oferecido, entre outros equipamentos, um laptop. Segundo
a acusação, dois corréus, cumprindo ordem do paciente e sem ordem
judicial de busca e apreensão, procederam à retirada do laptop, objeto
que se encontrava em poder da vítima, lacrando o equipamento logo em
seguida, sem permitir que a vítima pudesse retirar suas informações de
ordem pessoal.
O processo foi instaurado, de início, nos juizados especiais criminais,
todavia, diante da impossibilidade de citar o paciente nos endereços
designados, foi remetido ao juízo comum.
A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, pleiteando o trancamento da ação penal ou a anulação do feito
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 100.459 / SP
desde a remessa dos autos ao juízo comum. A ordem foi denegada.
Irresignada, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem.
Daí, o presente habeas corpus neste Tribunal.
Alega que os fatos que levaram à instauração da ação penal são
formal e materialmente atípicos, motivo pelo qual a denúncia deveria ter
sido rejeitada de plano pelo Juízo de primeiro grau.
Sustenta a inconstitucionalidade da parte final do artigo 346, por
estabelecer indevida hipótese de prisão civil por dívida. Aduz a
impossibilidade de a conduta ter causado vulneração ao bem jurídico
tutelado pelo art. 346 do Código Penal Brasileiro, “administração da justiça”, o que resultaria
em atipicidade material, por se tratar de mera violação de acordo de
vontades entre particulares, que não possui dignidade penal.
Ressalta que — à luz do disposto no art. 7..., n. 7, do Pacto de São José
da Costa Rica, elevado a dogma constitucional pela EC n. 45, a partir da
qual somente se admite prisão civil por dívida de devedores de alimentos
— não há ilícito penal, mas mera violação de convenção.
Adverte que, na retirada de coisa própria de terceiro, há infração à
cláusula contratual, geradora, na pior das hipóteses, de direito à
indenização.
Atesta que a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo cível, que
deferiu medida de busca e apreensão em ação cautelar de produção
antecipada de provas. Frisa que os fatos se deram no dia 5 de janeiro de 2006,
penúltimo dia antes do final do recesso do Judiciário paulista, depois do anúncio
da saída de Bauléo, que ocorreu no dia 2 de janeiro, sendo certo que, no primeiro
dia de funcionamento da justiça, dia 9, os fatos e o laptop foram submetidos à
Vara Cível de Barueri que, entendendo presentes os requisitos da fumaça do bom
direito e do perigo da demora, deferiu a liminar requerida, chancelando a licitude
de todo o proceder havido no dia 5 de janeiro (fl. 21).
Assevera a inadequação típica da conduta do paciente, pois jamais
houve contrato, convenção ou acordo entre Rogério Faria Lima Bauléo
(suposta vítima) e o paciente ou a empresa Invision. Esclarece que o
contrato de prestação de serviços referido na inicial acusatória foi firmado
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 100.459 / SP
desde a remessa dos autos ao juízo comum. A ordem foi denegada.
Irresignada, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem.
Daí, o presente habeas corpus neste Tribunal.
Alega que os fatos que levaram à instauração da ação penal são
formal e materialmente atípicos, motivo pelo qual a denúncia deveria ter
sido rejeitada de plano pelo Juízo de primeiro grau.
Sustenta a inconstitucionalidade da parte final do artigo 346, por
estabelecer indevida hipótese de prisão civil por dívida. Aduz a
impossibilidade de a conduta ter causado vulneração ao bem jurídico
tutelado pelo art. 346 do Código Penal Brasileiro, “administração da justiça”, o que resultaria
em atipicidade material, por se tratar de mera violação de acordo de
vontades entre particulares, que não possui dignidade penal.
Ressalta que — à luz do disposto no art. 7..., n. 7, do Pacto de São José
da Costa Rica, elevado a dogma constitucional pela EC n. 45, a partir da
qual somente se admite prisão civil por dívida de devedores de alimentos
— não há ilícito penal, mas mera violação de convenção.
Adverte que, na retirada de coisa própria de terceiro, há infração à
cláusula contratual, geradora, na pior das hipóteses, de direito à
indenização.
Atesta que a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo cível, que
deferiu medida de busca e apreensão em ação cautelar de produção
antecipada de provas. Frisa que os fatos se deram no dia 5 de janeiro de 2006,
penúltimo dia antes do final do recesso do Judiciário paulista, depois do anúncio
da saída de Bauléo, que ocorreu no dia 2 de janeiro, sendo certo que, no primeiro
dia de funcionamento da justiça, dia 9, os fatos e o laptop foram submetidos à
Vara Cível de Barueri que, entendendo presentes os requisitos da fumaça do bom
direito e do perigo da demora, deferiu a liminar requerida, chancelando a licitude
de todo o proceder havido no dia 5 de janeiro (fl. 21).
Assevera a inadequação típica da conduta do paciente, pois jamais
houve contrato, convenção ou acordo entre Rogério Faria Lima Bauléo
(suposta vítima) e o paciente ou a empresa Invision. Esclarece que o
contrato de prestação de serviços referido na inicial acusatória foi firmado
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 100.459 / SP
entre a Invision Comunicação Interativa Ltda. e a Mídia Instantânea S/C
Ltda, que foi representada por Rogério, indicado para a realização dos
serviços contratados.
Registra também a inexistência de tutela específica para o laptop,
porque o contrato, em nenhum momento, confere à contratada Mídia
Instantânea ou à representante próprio o direito ao uso do computador
portátil de propriedade da contrate.
Destaca a ilegalidade da remessa dos autos do Juizado Especial de
Santo Amaro para o Juízo comum, pois a competência para processar e
julgar os crimes de menor potencial é do Juizado Especial.
Diante desse quadro, conclui pela violação do devido processo legal,
na medida em que não fora precedida a remessa de devida intimação em
todos os endereços do paciente constantes nos autos, a fim de que
participasse da audiência preliminar, na tentativa de conciliação ou
proposta de transação penal, antes do oferecimento da denúncia.
Nesse sentido, requer a concessão da ordem, a fim de determinar o
trancamento da ação penal instaurada em desfavor do paciente, ante a
patente falta de justa causa para o seu prosseguimento.
A liminar foi indeferida pelo Min. Cezar Peluso, então relator.
A Procuradoria-Geral da República opina pela denegação da ordem.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 100.459 / SP
entre a Invision Comunicação Interativa Ltda. e a Mídia Instantânea S/C
Ltda, que foi representada por Rogério, indicado para a realização dos
serviços contratados.
Registra também a inexistência de tutela específica para o laptop,
porque o contrato, em nenhum momento, confere à contratada Mídia
Instantânea ou à representante próprio o direito ao uso do computador
portátil de propriedade da contrate.
Destaca a ilegalidade da remessa dos autos do Juizado Especial de
Santo Amaro para o Juízo comum, pois a competência para processar e
julgar os crimes de menor potencial é do Juizado Especial.
Diante desse quadro, conclui pela violação do devido processo legal,
na medida em que não fora precedida a remessa de devida intimação em
todos os endereços do paciente constantes nos autos, a fim de que
participasse da audiência preliminar, na tentativa de conciliação ou
proposta de transação penal, antes do oferecimento da denúncia.
Nesse sentido, requer a concessão da ordem, a fim de determinar o
trancamento da ação penal instaurada em desfavor do paciente, ante a
patente falta de justa causa para o seu prosseguimento.
A liminar foi indeferida pelo Min. Cezar Peluso, então relator.
A Procuradoria-Geral da República opina pela denegação da ordem.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): No
presente habeas corpus, a defesa requer o trancamento da ação penal, ao
argumento de: 1) inconstitucionalidade da parte final do art. 346 do Código Penal Brasileiro,
por estabelecer hipótese de prisão civil por dívida; 2) que a conduta
imputada não é materialmente típica, pois não violou o bem jurídico
tutelado e não havia convenção válida entre o paciente e a vítima; 3) que
a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo cível, que deferiu medida de
busca e apreensão em ação cautelar de produção antecipada de provas; e
4) ilegalidade da remessa dos autos ao Juízo comum, porquanto não
houve a devida fundamentação.
Preliminarmente, ressalto que é firme o entendimento desta Corte no
sentido de que o trancamento de ação penal ou de inquérito policial é
medida de caráter excepcional, sobretudo na via estreita do habeas corpus.
Diante disso, se não restar comprovada, de plano, a atipicidade da
conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência
de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da
persecução criminal (HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma,
DJe 18.9.2009; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe
26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJe 1.7.2009;
HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJ 5.9.2008).
Sustenta o impetrante a inconstitucionalidade da parte final do
artigo 346 do Código Penal Brasileiro, por estabelecer indevida hipótese de prisão civil por
dívida. Aduz que — à luz do disposto no art. 7..., n. 7, do Pacto de São
José da Costa Rica, elevado a dogma constitucional pela EC n. 45 — não
há que se falar de ilícito penal, mas de mera violação de convenção.
Adverte que o tipo penal em comento existe em nosso ordenamento
jurídico desde o Código Penal do Império, ocasião em que foi inserido no
Título “dos crimes contra a propriedade”, estando ligado, precipuamente,
a uma ideia de tutela penal do patrimônio. Finaliza, por destacar, que o
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): No
presente habeas corpus, a defesa requer o trancamento da ação penal, ao
argumento de: 1) inconstitucionalidade da parte final do art. 346 do Código Penal Brasileiro,
por estabelecer hipótese de prisão civil por dívida; 2) que a conduta
imputada não é materialmente típica, pois não violou o bem jurídico
tutelado e não havia convenção válida entre o paciente e a vítima; 3) que
a retomada do bem foi chancelada pelo Juízo cível, que deferiu medida de
busca e apreensão em ação cautelar de produção antecipada de provas; e
4) ilegalidade da remessa dos autos ao Juízo comum, porquanto não
houve a devida fundamentação.
Preliminarmente, ressalto que é firme o entendimento desta Corte no
sentido de que o trancamento de ação penal ou de inquérito policial é
medida de caráter excepcional, sobretudo na via estreita do habeas corpus.
Diante disso, se não restar comprovada, de plano, a atipicidade da
conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência
de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da
persecução criminal (HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma,
DJe 18.9.2009; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe
26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJe 1.7.2009;
HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJ 5.9.2008).
Sustenta o impetrante a inconstitucionalidade da parte final do
artigo 346 do Código Penal Brasileiro, por estabelecer indevida hipótese de prisão civil por
dívida. Aduz que — à luz do disposto no art. 7..., n. 7, do Pacto de São
José da Costa Rica, elevado a dogma constitucional pela EC n. 45 — não
há que se falar de ilícito penal, mas de mera violação de convenção.
Adverte que o tipo penal em comento existe em nosso ordenamento
jurídico desde o Código Penal do Império, ocasião em que foi inserido no
Título “dos crimes contra a propriedade”, estando ligado, precipuamente,
a uma ideia de tutela penal do patrimônio. Finaliza, por destacar, que o
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
tipo mencionado somente passou a integrar os crimes “contra a
administração da justiça no atual Código Penal”.
Postas essas balizas, atesto que o art. 345 do Código Penal Brasileiro pune a conduta de
fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima,
salvo quando a lei o permite. Por sua vez, o art. 346 do Código Penal Brasileiro dispõe: tirar,
suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por
determinação judicial ou convenção.
No ponto, diferentemente do que quer fazer crer a defesa, tenho
para mim que o bem jurídico tutelado, tanto pelo art. 345 do Código Penal Brasileiro como
pelo art. 346 do Código Penal Brasileiro, é a administração da justiça e não o patrimônio, não
havendo que se falar, portanto, de uma suposta inconstitucionalidade em
razão de indevida prisão civil por dívida.
Trata a figura prevista no art. 346 do Código Penal Brasileiro de espécie peculiar de
exercício arbitrário das próprias razões (Código Penal Brasileiro, art. 345), caracterizada pelo
fato de o objeto material estar em poder de terceiro por determinação
judicial ou prévia convenção, tendo por escopo, como afirmado, colocar a
salvo a administração da justiça, atividade exercida sob o monopólio
estatal. Quer se evitar, com isso, que o agente substitua-se ao estado-juiz,
decidindo de acordo com a sua pretensão.
Nesse sentido, adverte Cezar Roberto Bitencourt: o bem jurídico
protegido, a exemplo do artigo anterior, é a Administração da Justiça na sua
função essencial, qual seja a incumbência de exercitar o monopólio assumido pelo
Estado de resolver os conflitos sociais distribuindo justiça. Quando o particular
arvora-se em ‘justiceiro’ dos seus próprios interesses, coloca-se acima da lei e
despreza o poder jurisdicional ao qual é atribuída a missão de solucionar os
conflitos sociais e dar a cada um o que é seu. – (BITENCOURT, Cezar Roberto.
Código Penal Comentado. 6... ed., pg. 1330. São Paulo: Saraiva, 2010).
Descabida, também, a alegação de inadequação típica formal da
conduta imputada, uma vez que não havia convenção válida entre o
paciente e a vítima, pois o contrato de prestação de serviços na inicial
acusatória foi firmado entre a Invision Comunicação Interativa Ltda. e a
Mídia Instantânea S/C Ltda.
Por oportuno, transcrevo a cláusula 3.3, ‘b’, do contrato de prestação
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 100.459 / SP
tipo mencionado somente passou a integrar os crimes “contra a
administração da justiça no atual Código Penal”.
Postas essas balizas, atesto que o art. 345 do Código Penal Brasileiro pune a conduta de
fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima,
salvo quando a lei o permite. Por sua vez, o art. 346 do Código Penal Brasileiro dispõe: tirar,
suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por
determinação judicial ou convenção.
No ponto, diferentemente do que quer fazer crer a defesa, tenho
para mim que o bem jurídico tutelado, tanto pelo art. 345 do Código Penal Brasileiro como
pelo art. 346 do Código Penal Brasileiro, é a administração da justiça e não o patrimônio, não
havendo que se falar, portanto, de uma suposta inconstitucionalidade em
razão de indevida prisão civil por dívida.
Trata a figura prevista no art. 346 do Código Penal Brasileiro de espécie peculiar de
exercício arbitrário das próprias razões (Código Penal Brasileiro, art. 345), caracterizada pelo
fato de o objeto material estar em poder de terceiro por determinação
judicial ou prévia convenção, tendo por escopo, como afirmado, colocar a
salvo a administração da justiça, atividade exercida sob o monopólio
estatal. Quer se evitar, com isso, que o agente substitua-se ao estado-juiz,
decidindo de acordo com a sua pretensão.
Nesse sentido, adverte Cezar Roberto Bitencourt: o bem jurídico
protegido, a exemplo do artigo anterior, é a Administração da Justiça na sua
função essencial, qual seja a incumbência de exercitar o monopólio assumido pelo
Estado de resolver os conflitos sociais distribuindo justiça. Quando o particular
arvora-se em ‘justiceiro’ dos seus próprios interesses, coloca-se acima da lei e
despreza o poder jurisdicional ao qual é atribuída a missão de solucionar os
conflitos sociais e dar a cada um o que é seu. – (BITENCOURT, Cezar Roberto.
Código Penal Comentado. 6... ed., pg. 1330. São Paulo: Saraiva, 2010).
Descabida, também, a alegação de inadequação típica formal da
conduta imputada, uma vez que não havia convenção válida entre o
paciente e a vítima, pois o contrato de prestação de serviços na inicial
acusatória foi firmado entre a Invision Comunicação Interativa Ltda. e a
Mídia Instantânea S/C Ltda.
Por oportuno, transcrevo a cláusula 3.3, ‘b’, do contrato de prestação
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
de serviços: 3.3. Para a melhor execução dos serviços ora contratados: (...) a
contratante poderá disponibilizar, em suas instalações – a seu próprio critério e
respeitadas suas limitações –, espaço e equipamentos, para o uso do(s) sócio(s),
empregado(s) ou prepostos(s) colocado(s) pela contratada à disposição deste
contrato.
É fato que o contrato de prestação de serviços firmado entre as duas
empresas contou com a representação do paciente e da vítima. Válido
destacar, também, que a vítima, nos termos do disposto na cláusula 3.3,
‘b’, para a melhor execução do serviço, poderia utilizar-se do espaço e de
equipamentos disponibilizados pela Invision.
Dessarte, partindo-se da premissa de que a vítima encontrava-se na
posse do laptop e que este lhe fora retirado por dois corréus,
supostamente a mando do paciente, completamente desarrazoada
alegação de inadequação formal da conduta praticada, na medida em que
se subsume, ao menos hipoteticamente, na figura prevista no art. 346 do
Código Penal Brasileiro.
Nem se diga, por outro lado, que o fato de a retomada do bem ter
sido chancelada, posteriormente, pelo Juízo cível, ao deferir medida de
busca e apreensão do bem em ação cautelar de produção antecipada de
provas, tem o condão de tornar hígida a conduta perpetrada.
É que, levando-se em conta que os fatos ocorreram no dia 5 de
janeiro de 2006 e que a medida judicial apenas foi possível no dia 9 de
janeiro de 2006, em razão do recesso Judiciário paulista — ou seja, a
retomada do bem se deu antes da autorização judicial —, é certo que a
consumação do delito previsto no art. 346 do Código Penal Brasileiro, ao menos em tese, já
teria ocorrido, porquanto, nesta espécie de delito, a consumação se dá
com a efetiva retirada, supressão, destruição ou danificação da coisa
própria.
Ademais, escorreito o entendimento fixado pelo Superior Tribunal
de justiça ao assentar que o recesso do Judiciário não obsta, como é de todos
sabido, a tomada de providências consideradas urgentes, não se justificando a
tomada precipitada de atitude pelo próprio paciente.
Por fim, passo à análise da suposta ilegalidade da remessa dos autos
3
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Supremo Tribunal Federal
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de serviços: 3.3. Para a melhor execução dos serviços ora contratados: (...) a
contratante poderá disponibilizar, em suas instalações – a seu próprio critério e
respeitadas suas limitações –, espaço e equipamentos, para o uso do(s) sócio(s),
empregado(s) ou prepostos(s) colocado(s) pela contratada à disposição deste
contrato.
É fato que o contrato de prestação de serviços firmado entre as duas
empresas contou com a representação do paciente e da vítima. Válido
destacar, também, que a vítima, nos termos do disposto na cláusula 3.3,
‘b’, para a melhor execução do serviço, poderia utilizar-se do espaço e de
equipamentos disponibilizados pela Invision.
Dessarte, partindo-se da premissa de que a vítima encontrava-se na
posse do laptop e que este lhe fora retirado por dois corréus,
supostamente a mando do paciente, completamente desarrazoada
alegação de inadequação formal da conduta praticada, na medida em que
se subsume, ao menos hipoteticamente, na figura prevista no art. 346 do
Código Penal Brasileiro.
Nem se diga, por outro lado, que o fato de a retomada do bem ter
sido chancelada, posteriormente, pelo Juízo cível, ao deferir medida de
busca e apreensão do bem em ação cautelar de produção antecipada de
provas, tem o condão de tornar hígida a conduta perpetrada.
É que, levando-se em conta que os fatos ocorreram no dia 5 de
janeiro de 2006 e que a medida judicial apenas foi possível no dia 9 de
janeiro de 2006, em razão do recesso Judiciário paulista — ou seja, a
retomada do bem se deu antes da autorização judicial —, é certo que a
consumação do delito previsto no art. 346 do Código Penal Brasileiro, ao menos em tese, já
teria ocorrido, porquanto, nesta espécie de delito, a consumação se dá
com a efetiva retirada, supressão, destruição ou danificação da coisa
própria.
Ademais, escorreito o entendimento fixado pelo Superior Tribunal
de justiça ao assentar que o recesso do Judiciário não obsta, como é de todos
sabido, a tomada de providências consideradas urgentes, não se justificando a
tomada precipitada de atitude pelo próprio paciente.
Por fim, passo à análise da suposta ilegalidade da remessa dos autos
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
ao Juízo comum, ao argumento de ausência de devida fundamentação
para tanto e de ofensa aos postulados do juiz natural e do devido
processo legal.
Preliminarmente, destaco que um dos princípios fundamentais do
direito constitucional diz respeito ao postulado do juiz natural, que se
expressa pelos enunciados normativos não haverá juízo ou tribunal de
exceção e ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade
competente, respectivamente incisos XXXVII e LIII do art. 5... da Carta
Magna.
Tal como ressaltado pelo Min. Celso de Mello o princípio da
naturalidade do juízo representa uma das mais importantes matrizes político-
ideológicas que conformam a própria atividade legislativa do Estado e
condicionam o desempenho, por parte do Poder Público, das funções de caráter
penal-persecutório, notadamente quando exercidas em sede judicial. – (HC
79.865/RS, rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 6.4.2001)
Dessarte, entende-se que o juiz natural é aquele regular e
legitimamente investido de poderes de jurisdição, munido de todas as
garantias inerentes ao exercício do seu cargo (vitaliciedade,
inamovibilidade, irredutibilidade de vencimentos – Constituição Federal de 1988, art. 95, I, II, III),
que decide consoante regras de competência fixadas com base em
critérios gerais vigentes ao tempo do fato. – (Mendes, Gilmar Ferreira;
Branco, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional. 6... ed., pg.
522. São Paulo: Saraiva, 2011).
O sentido maior da existência deste princípio é o da negação da
constitucionalidade de juízos ou tribunais de exceção, impedindo-se que
cortes sejam formadas ex post facto, ou que juízes específicos sejam
designados para processamento e julgamento de casos específicos, sem
que as normas que disciplinam o exercício da jurisdição assim
determinem.
O que se propugna com a constitucionalização do princípio é a
determinação da existência de um juiz constitucionalmente indicado para
processamento e julgamento de cada ato/fato que venha a ser apreciado
pelo Poder Judiciário. Em outras palavras, o mandamento constitucional
4
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HC 100.459 / SP
ao Juízo comum, ao argumento de ausência de devida fundamentação
para tanto e de ofensa aos postulados do juiz natural e do devido
processo legal.
Preliminarmente, destaco que um dos princípios fundamentais do
direito constitucional diz respeito ao postulado do juiz natural, que se
expressa pelos enunciados normativos não haverá juízo ou tribunal de
exceção e ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade
competente, respectivamente incisos XXXVII e LIII do art. 5... da Carta
Magna.
Tal como ressaltado pelo Min. Celso de Mello o princípio da
naturalidade do juízo representa uma das mais importantes matrizes político-
ideológicas que conformam a própria atividade legislativa do Estado e
condicionam o desempenho, por parte do Poder Público, das funções de caráter
penal-persecutório, notadamente quando exercidas em sede judicial. – (HC
79.865/RS, rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 6.4.2001)
Dessarte, entende-se que o juiz natural é aquele regular e
legitimamente investido de poderes de jurisdição, munido de todas as
garantias inerentes ao exercício do seu cargo (vitaliciedade,
inamovibilidade, irredutibilidade de vencimentos – Constituição Federal de 1988, art. 95, I, II, III),
que decide consoante regras de competência fixadas com base em
critérios gerais vigentes ao tempo do fato. – (Mendes, Gilmar Ferreira;
Branco, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional. 6... ed., pg.
522. São Paulo: Saraiva, 2011).
O sentido maior da existência deste princípio é o da negação da
constitucionalidade de juízos ou tribunais de exceção, impedindo-se que
cortes sejam formadas ex post facto, ou que juízes específicos sejam
designados para processamento e julgamento de casos específicos, sem
que as normas que disciplinam o exercício da jurisdição assim
determinem.
O que se propugna com a constitucionalização do princípio é a
determinação da existência de um juiz constitucionalmente indicado para
processamento e julgamento de cada ato/fato que venha a ser apreciado
pelo Poder Judiciário. Em outras palavras, o mandamento constitucional
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
impõe a existência de um juiz com jurisdição, competente e prévio.
Feita essa incursão doutrinária, transcrevo trecho da decisão que
determinou, a pedido do Ministério Público, o deslocamento do Juizado
Especial para o Juízo Comum:
Dada a palavra à Dra. Promotora de Justiça, por ela foi
dito: ‘MM. Juiz, o autor dos fatos novamente não foi intimado
porque seu endereço nunca é encontrado, embora tenha
advogados presentes na audiência, assim por estar evidente que
o mesmo encontra-se se ocultando para não comparecer a este
juízo e forçando a prescrição dos fatos, ante a complexidade dos
fatos, requeiro: 1 - seja o feito redistribuído ao juízo comum
ante a ocultação do réu. 2 - uma vez juntados os documentos de
fls. 319 e seguintes, requeiro, após a redistribuição do feito ao
juízo comum, vista dos autos ao Ministério Público, inclusive
quanto à possível usurpação de função pública ante a
verdadeira busca e apreensão retratada no doc. de fls. 29/30,
sem que exista, para tanto, qualquer ordem judicial, no que
consiste em tese, em crime punido com reclusão’. Após, pela
advogada do autor do fato foi requerida a juntada de
substabelecimento e informou que o endereço no qual o autor
do fato não foi localizado, seja qual Alameda Rio Negro, 1090,
foi fornecido por Rogério Faria Bauléo, conf. petição de fls 218.
Pelo MM. Juiz foi dito: ‘Defiro. Encaminhem-se os autos para o
Distribuidor Criminal para redistribuição para Vara comum’.
Nada mais.
No ponto, cumpre observar que o art. 66 da Lei 9.099/95 prevê a
seguinte hipótese em que se impõe o deslocamento da competência:
Art. 66. A citação será pessoal e far-se-á no próprio
Juizado, sempre que possível, ou por mandado.
Parágrafo único. Não encontrado o acusado para ser
citado, o Juiz encaminhará as peças existentes ao Juízo comum
para adoção do procedimento previsto em lei”.
5
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HC 100.459 / SP
impõe a existência de um juiz com jurisdição, competente e prévio.
Feita essa incursão doutrinária, transcrevo trecho da decisão que
determinou, a pedido do Ministério Público, o deslocamento do Juizado
Especial para o Juízo Comum:
Dada a palavra à Dra. Promotora de Justiça, por ela foi
dito: ‘MM. Juiz, o autor dos fatos novamente não foi intimado
porque seu endereço nunca é encontrado, embora tenha
advogados presentes na audiência, assim por estar evidente que
o mesmo encontra-se se ocultando para não comparecer a este
juízo e forçando a prescrição dos fatos, ante a complexidade dos
fatos, requeiro: 1 - seja o feito redistribuído ao juízo comum
ante a ocultação do réu. 2 - uma vez juntados os documentos de
fls. 319 e seguintes, requeiro, após a redistribuição do feito ao
juízo comum, vista dos autos ao Ministério Público, inclusive
quanto à possível usurpação de função pública ante a
verdadeira busca e apreensão retratada no doc. de fls. 29/30,
sem que exista, para tanto, qualquer ordem judicial, no que
consiste em tese, em crime punido com reclusão’. Após, pela
advogada do autor do fato foi requerida a juntada de
substabelecimento e informou que o endereço no qual o autor
do fato não foi localizado, seja qual Alameda Rio Negro, 1090,
foi fornecido por Rogério Faria Bauléo, conf. petição de fls 218.
Pelo MM. Juiz foi dito: ‘Defiro. Encaminhem-se os autos para o
Distribuidor Criminal para redistribuição para Vara comum’.
Nada mais.
No ponto, cumpre observar que o art. 66 da Lei 9.099/95 prevê a
seguinte hipótese em que se impõe o deslocamento da competência:
Art. 66. A citação será pessoal e far-se-á no próprio
Juizado, sempre que possível, ou por mandado.
Parágrafo único. Não encontrado o acusado para ser
citado, o Juiz encaminhará as peças existentes ao Juízo comum
para adoção do procedimento previsto em lei”.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 100.459 / SP
Por oportuno, transcrevo trecho das informações prestadas pelo
Juízo da 2... Vara Criminal e do Juizado de Violência Doméstica e Familiar
contra a Mulher: É correto que foi procurado nos endereços da Rua Arizona e
da Alameda Rio Negro, onde declarou ter residência e não foi localizado, e não
nos demais, referentes à Invision. Mas não era razoável que, fazendo-se
representar nas audiências preliminares por advogados, houvesse o juiz de
mandar procurá-lo nos endereços da sua empresa nos municípios de Barueri,
Santana do Paraíba, Curitiba e Rio de Janeiro, como pretendem os impetrantes.
Nesse sentido, ante a dificuldade de localizar o autor do fato, correto
o procedimento adotado — deslocamento da competência para o juízo
comum —, diante da literal aplicação do disposto no parágrafo único do
art. 66 da Lei 9.099/95.
Pelo exposto, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas
corpus.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
HC 100.459 / SP
Por oportuno, transcrevo trecho das informações prestadas pelo
Juízo da 2... Vara Criminal e do Juizado de Violência Doméstica e Familiar
contra a Mulher: É correto que foi procurado nos endereços da Rua Arizona e
da Alameda Rio Negro, onde declarou ter residência e não foi localizado, e não
nos demais, referentes à Invision. Mas não era razoável que, fazendo-se
representar nas audiências preliminares por advogados, houvesse o juiz de
mandar procurá-lo nos endereços da sua empresa nos municípios de Barueri,
Santana do Paraíba, Curitiba e Rio de Janeiro, como pretendem os impetrantes.
Nesse sentido, ante a dificuldade de localizar o autor do fato, correto
o procedimento adotado — deslocamento da competência para o juízo
comum —, diante da literal aplicação do disposto no parágrafo único do
art. 66 da Lei 9.099/95.
Pelo exposto, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas
corpus.
É como voto.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Concordo.
O exercício arbitrário das próprias razões está bem caracterizado nos
autos.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1802168.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 100.459 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Concordo.
O exercício arbitrário das próprias razões está bem caracterizado nos
autos.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1802168.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 100.459
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S) : EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus denegado, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 100.459
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES
IMPTE.(S) : EDUARDO PIZARRO CARNELÓS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus denegado, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805217
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 100 . 459",
"HABEAS CORPUS 100 . 459",
"HC 128 . 937 / SP",
"HABEAS CORPUS 100 . 459",
"HC 128 . 937 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HABEAS CORPUS 100 . 459",
"HC 95 . 761 / PE",
"HC 91 . 603 / DF",
"HC 98 . 631 / BA",
"HC 93 . 224 / SP",
"HABEAS CORPUS 100 . 459",
"HC 95 . 761 / PE",
"HC 91 . 603 / DF",
"HC 98 . 631 / BA",
"HC 93 . 224 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 79 . 865 / RS",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 79 . 865 / RS",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HC 100 . 459 / SP",
"HABEAS CORPUS 100 . 459",
"HABEAS CORPUS 100 . 459",
"HABEAS CORPUS 100 . 459",
"HABEAS CORPUS 100 . 459"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 346 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 346 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"Pacto",
"EC n . 45",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"art",
"Pacto de São José da Costa Rica",
"EC n . 45",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"artigo 346 do Código Penal Brasileiro",
"art . 7 . . . , n . 7 , do",
"Pacto de São José da Costa Rica",
"EC n . 45",
"Código Penal do Império",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"artigo 346 do Código Penal Brasileiro",
"Pacto de São José da Costa Rica",
"EC n . 45",
"Código Penal do Império",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal ”",
"art . 345 do Código Penal Brasileiro",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"art . 345 do Código Penal Brasileiro",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"Código Penal Brasileiro , art . 345",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal ”",
"art . 345 do Código Penal Brasileiro",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"art",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"art .",
"Código Penal Brasileiro , art . 345",
"Código",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"art . 346 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XXXVII e LIII do art . 5 . . . da Carta Magna",
"Constituição Federal de 1988 , art . 95 , I , II , III",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XXXVII e LIII do art . 5 . . . da Carta Magna",
"Constituição Federal de 1988 , art . 95 , I , II , III",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 66 da Lei 9 . 099 / 95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 66 da Lei 9 . 099 / 95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 66 da Lei 9 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"parágrafo único do art . 66 da Lei 9 . 099 / 95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"São Paulo",
"São Paulo",
"São Paulo",
"São Paulo",
"Alameda Rio Negro",
"Alameda Rio Negro",
"Rua Arizona",
"Alameda Rio Negro",
"Barueri",
"Santana do Paraíba",
"Curitiba",
"Rio de Janeiro",
"Rua Arizona",
"Alameda Rio Negro",
"Barueri",
"Santana do Paraíba",
"Curitiba",
"Rio de Janeiro",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Invision Comunicação Interativa Ltda .",
"Invision Comunicação Interativa Ltda .",
"de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Invision Comunicação Interativa Ltda .",
"Invision Comunicação Interativa Ltda .",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Vara Cível de Barueri",
"Invision",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Vara Cível de Barueri",
"Invision",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Invision Comunicação Interativa Ltda .",
"Mídia Instantânea S / C Ltda",
"Juizado Especial de Santo Amaro",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Invision Comunicação Interativa Ltda .",
"Mídia Instantânea S / C Ltda",
"Juizado Especial de Santo Amaro",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Saraiva",
"Invision Comunicação Interativa Ltda .",
"Mídia Instantânea S / C Ltda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Saraiva",
"Invision Comunicação Interativa Ltda .",
"Mídia Instantânea S / C Ltda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Invision",
"Superior Tribunal de justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Invision",
"Superior Tribunal de justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Juizado Especial",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"Vara Criminal",
"Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Vara Criminal e",
"Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES",
"EDUARDO PIZARRO CARNELÓS",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES",
"EDUARDO PIZARRO CARNELÓS",
"GILMAR MENDES",
"Eduardo Pizarro Carnelós",
"Rodrigo Albuquerque Sá Menezes",
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES",
"EDUARDO PIZARRO CARNELÓS",
"GILMAR MENDES",
"Eduardo Pizarro Carnelós",
"Rodrigo Albuquerque Sá Menezes",
"Bauléo",
"Rogério Faria Lima Bauléo",
"Bauléo",
"Rogério Faria Lima Bauléo",
"Rogério",
"Cezar Peluso",
"Rogério",
"Cezar Peluso",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"GILMAR MENDES",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"GILMAR MENDES",
"Cezar Roberto Bitencourt",
"BITENCOURT , Cezar Roberto",
"Cezar Roberto Bitencourt",
"BITENCOURT , Cezar Roberto",
"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Mendes , Gilmar Ferreira",
"Branco , Paulo Gustavo Gonet",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Mendes ,",
"Gilmar Ferreira",
"Branco ,",
"Paulo Gustavo Gonet",
"GILMAR MENDES",
"Rogério Faria Bauléo",
"Rogério Faria Bauléo",
"GILMAR MENDES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES",
"EDUARDO PIZARRO CARNELÓS",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO ALBUQUERQUE SÁ MENEZES",
"EDUARDO PIZARRO CARNELÓS",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de janeiro de 2006",
"2 de janeiro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de janeiro de 2006",
"2 de janeiro",
"5 de janeiro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"18",
".",
"9",
".",
"2009",
"26",
".",
"9",
".",
"2008",
"1",
".",
"7",
".",
"2009",
"5",
".",
"9",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"18",
".",
"9",
".",
"2009",
"26",
".",
"9",
".",
"2008",
"1",
".",
"7",
".",
"2009",
"5",
".",
"9",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de janeiro de 2006",
"9 de janeiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de janeiro de 2006",
"9 de janeiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"4",
".",
"2001",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"4",
".",
"2001",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BESSA
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Militar ex-
combatente. Limitação de pensão. Verificação. Legislação
infraconstitucional. Impossibilidade. Teto remuneratório que não é
autoaplicável.
1. A discussão acerca da limitação pecuniária da pensão de ex-
combatente demandaria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente. Incidência da Súmula nº 636/STF.
2. Este Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de
que o teto remuneratório disposto no art. 37, inciso XI, da Constituição
Federal, na redação conferida pela Emenda Constitucional nº 19/98, não é
autoaplicável.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BESSA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) interpõe tempestivo
agravo regimental contra a decisão pela qual neguei seguimento ao
recurso extraordinário (fls. 245 a 247), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe
recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do
permissivo constitucional, contra acórdão da Segunda Turma
do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim ementado:
‘PREVIDENCIÁRIO.
AGRAVO
INTERNO.
APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EX-
COMBATENTE. TETO CONSTITUCIONAL. ART. 37, XI,
CF/88. LIMITAÇÃO.
I – Deve prevalecer a decisão que deu parcial
provimento ao recurso para determinar a aplicabilidade
da norma contida no artigo 37, XI, da Constituição
Federal, à aposentadoria recebida pelo ex-combatente, a
partir da entrada em vigor da Emenda Constitucional nº
20, de 16 de dezembro de 1998.
II - Quando o Decreto 2172/97 limitou o valor das
pensões concedidas aos ex-combatentes ao teto
remuneratório previsto no artigo 37, XI, da Constituição
Federal agiu em contrariedade ao disposto no artigo 149
da Lei nº 8.213/91, que reservou a regulamentação desta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BESSA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) interpõe tempestivo
agravo regimental contra a decisão pela qual neguei seguimento ao
recurso extraordinário (fls. 245 a 247), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe
recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do
permissivo constitucional, contra acórdão da Segunda Turma
do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim ementado:
‘PREVIDENCIÁRIO.
AGRAVO
INTERNO.
APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EX-
COMBATENTE. TETO CONSTITUCIONAL. ART. 37, XI,
CF/88. LIMITAÇÃO.
I – Deve prevalecer a decisão que deu parcial
provimento ao recurso para determinar a aplicabilidade
da norma contida no artigo 37, XI, da Constituição
Federal, à aposentadoria recebida pelo ex-combatente, a
partir da entrada em vigor da Emenda Constitucional nº
20, de 16 de dezembro de 1998.
II - Quando o Decreto 2172/97 limitou o valor das
pensões concedidas aos ex-combatentes ao teto
remuneratório previsto no artigo 37, XI, da Constituição
Federal agiu em contrariedade ao disposto no artigo 149
da Lei nº 8.213/91, que reservou a regulamentação desta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
RE 596.576 AGR / RJ
matéria a legislação específica, excedendo de forma
evidente sua atribuição delimitada no artigo 84, IV, da
Carta Magna.
III – O artigo 248, da Constituição Federal, incluído
pela Emenda Constitucional nº 20 de 1998, determinou
que os benefícios pagos, a qualquer título, pelo órgão
responsável pelo regime geral de previdência social, ainda
que à conta do Tesouro Nacional, e os não sujeitos ao
limite máximo de valor fixado para os benefícios
concedidos por esse regime observarão os limites fixados
no art. 37, XI, da Constituição da República.
IV – Agravo Interno não provido’ (fl. 203)
Alega o recorrente violação dos artigos 37, inciso XI, da
Constituição Federal, e 17 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, uma vez que o teto remuneratório
previsto na Constituição Federa era auto-aplicável, deve ser
ressaltado que a leitura do art. 37, inciso XI, da Carta Magna,
não pode ser feita isoladamente, mas, sim, conjugada com o
disposto no art. 17,
caput, do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias (fl. 229).
Sem contrarazões (fl. 234v), o recurso extraordinário (fls.
222 a 231) foi admitido (fls. 237/238).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.576 AGR / RJ
matéria a legislação específica, excedendo de forma
evidente sua atribuição delimitada no artigo 84, IV, da
Carta Magna.
III – O artigo 248, da Constituição Federal, incluído
pela Emenda Constitucional nº 20 de 1998, determinou
que os benefícios pagos, a qualquer título, pelo órgão
responsável pelo regime geral de previdência social, ainda
que à conta do Tesouro Nacional, e os não sujeitos ao
limite máximo de valor fixado para os benefícios
concedidos por esse regime observarão os limites fixados
no art. 37, XI, da Constituição da República.
IV – Agravo Interno não provido’ (fl. 203)
Alega o recorrente violação dos artigos 37, inciso XI, da
Constituição Federal, e 17 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, uma vez que o teto remuneratório
previsto na Constituição Federa era auto-aplicável, deve ser
ressaltado que a leitura do art. 37, inciso XI, da Carta Magna,
não pode ser feita isoladamente, mas, sim, conjugada com o
disposto no art. 17,
caput, do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias (fl. 229).
Sem contrarazões (fl. 234v), o recurso extraordinário (fls.
222 a 231) foi admitido (fls. 237/238).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade
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Relatório
RE 596.576 AGR / RJ
do recurso por outra razão.
Não merece trânsito a irresignação.
O Tribunal de origem decidiu a controvérsia relativa à
limitação dos proventos do ex-combatente com fundamento na
legislação infraconstitucional. Sobre o tema o acórdão recorrido
assim consignou:
Destarte, quando o Decreto 2172/97 limitou o valor das
pensões concedidas aos ex-combatentes ao teto remuneratório
previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal agiu em
contrariedade ao disposto no artigo 149 da Lei 8213/91, que
reservou a regulamentação desta matéria a legislação específica,
excedendo de forma evidente sua atribuição delimitada no
artigo 84, IV, da Carta Magna (fl. 136).
Nesse caso, a alegada violação do dispositivo
constitucional invocado seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o
que não enseja reexame em recurso extraordinário. Anote-se:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. MILITAR. EX-COMBATENTE. TETO
REMUNERATÓRIO
NÃO
AUTO-APLICÁVEL.
MATÉRIA DE ORDEM INFRACONSTITUCIONAL. 1. A
questão tratada nos autos diz respeito à aplicação das Leis
4.297/63 e 5.698/71 e Decreto 2.172/97 sendo de índole
infraconstitucional, não autorizando a apreciação por esta
Corte. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou
entendimento no sentido de que o art. 37, XI, da Carta
Magna, com a redação dada pela EC 19/98, na parte que
trata do teto remuneratório, não é auto-aplicável. 3.
Agravo regimental improvido’ (RE nº 436.944/PR-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
24/4/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
EX-
COMBATENTE.
TETO
DE
REMUNERAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.576 AGR / RJ
do recurso por outra razão.
Não merece trânsito a irresignação.
O Tribunal de origem decidiu a controvérsia relativa à
limitação dos proventos do ex-combatente com fundamento na
legislação infraconstitucional. Sobre o tema o acórdão recorrido
assim consignou:
Destarte, quando o Decreto 2172/97 limitou o valor das
pensões concedidas aos ex-combatentes ao teto remuneratório
previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal agiu em
contrariedade ao disposto no artigo 149 da Lei 8213/91, que
reservou a regulamentação desta matéria a legislação específica,
excedendo de forma evidente sua atribuição delimitada no
artigo 84, IV, da Carta Magna (fl. 136).
Nesse caso, a alegada violação do dispositivo
constitucional invocado seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o
que não enseja reexame em recurso extraordinário. Anote-se:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. MILITAR. EX-COMBATENTE. TETO
REMUNERATÓRIO
NÃO
AUTO-APLICÁVEL.
MATÉRIA DE ORDEM INFRACONSTITUCIONAL. 1. A
questão tratada nos autos diz respeito à aplicação das Leis
4.297/63 e 5.698/71 e Decreto 2.172/97 sendo de índole
infraconstitucional, não autorizando a apreciação por esta
Corte. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou
entendimento no sentido de que o art. 37, XI, da Carta
Magna, com a redação dada pela EC 19/98, na parte que
trata do teto remuneratório, não é auto-aplicável. 3.
Agravo regimental improvido’ (RE nº 436.944/PR-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
24/4/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
EX-
COMBATENTE.
TETO
DE
REMUNERAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
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Relatório
RE 596.576 AGR / RJ
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (RE nº 372.711/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
PENSÃO ESPECIAL. EX-COMBATENTE. TETO DE
REMUNERAÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 2. Ex-combatente. Pensão
especial. Teto de remuneração. Constituição do Brasil,
artigo 37, XI. Fixação de subsídio. Inexistência de lei
específica. Vulneração do preceito constitucional.
Impossibilidade. 3. Leis n. 4.297/63 e n. 5.698/71 e Decreto
n. 2.172/97. Fixação do teto remuneratório. Violação do
dispositivo da Constituição do Brasil a partir da
interpretação
de
disposições
de
legislação
infraconstitucional.
Inviabilidade
do
recurso
extraordinário. Agravo regimental não provido’ (RE nº
433.478/RJ-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJe de 5/6/06).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
Sustenta o agravante, em suma, que “discute-se nos autos a
possibilidade ou não de aplicação do teto constitucional de remuneração dos
servidores públicos federais (art. 37, XI) às aposentadorias e pensões de ex-
combatente (...). Dessa forma, é evidente a violação direta ao texto da Carta
Magna” (fl. 253).
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.576 AGR / RJ
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (RE nº 372.711/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
PENSÃO ESPECIAL. EX-COMBATENTE. TETO DE
REMUNERAÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 2. Ex-combatente. Pensão
especial. Teto de remuneração. Constituição do Brasil,
artigo 37, XI. Fixação de subsídio. Inexistência de lei
específica. Vulneração do preceito constitucional.
Impossibilidade. 3. Leis n. 4.297/63 e n. 5.698/71 e Decreto
n. 2.172/97. Fixação do teto remuneratório. Violação do
dispositivo da Constituição do Brasil a partir da
interpretação
de
disposições
de
legislação
infraconstitucional.
Inviabilidade
do
recurso
extraordinário. Agravo regimental não provido’ (RE nº
433.478/RJ-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJe de 5/6/06).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
Sustenta o agravante, em suma, que “discute-se nos autos a
possibilidade ou não de aplicação do teto constitucional de remuneração dos
servidores públicos federais (art. 37, XI) às aposentadorias e pensões de ex-
combatente (...). Dessa forma, é evidente a violação direta ao texto da Carta
Magna” (fl. 253).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme salientado na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte entende que a controvérsia acerca da limitação pecuniária da
pensão especial de ex-combatente envolve a análise da legislação
infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se
ocorresse, seria apenas indireta.
Ademais, inviável é a pretensão do INSS para que seja determinada,
quanto à aposentadoria dos recorridos, a aplicação do disposto no inciso
XI do art. 37 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda
Constitucional nº 20/98.
É que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
fixação do teto remuneratório, conforme previsão do inciso XI do art. 37
da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº
19/98, não é autoaplicável, dependendo da edição de lei fixando os
subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, o que veio a
ocorrer somente com a edição da Lei nº 11.143/2005. Nesse sentido, anote-
se:
“PREVIDENCIÁRIO.
EX-COMBATENTE.
APOSENTADORIA. LIMITE. TETO REMUNERATÓRIO NÃO
AUTOAPLICÁVEL. ART. 37, XI, DA CF/88. EMENDA
CONSTITUCIONAL Nº 19/98. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 1. A fixação do teto
remuneratório em virtude do disposto no artigo 37, XI, da
Constituição do Brasil, na redação dada pela EC 19/98, não
encontra respaldo na jurisprudência deste Tribunal.
Precedentes: RE nº 560.332-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 25/11/2010; RE nº 590.674-AgR,
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme salientado na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte entende que a controvérsia acerca da limitação pecuniária da
pensão especial de ex-combatente envolve a análise da legislação
infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se
ocorresse, seria apenas indireta.
Ademais, inviável é a pretensão do INSS para que seja determinada,
quanto à aposentadoria dos recorridos, a aplicação do disposto no inciso
XI do art. 37 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda
Constitucional nº 20/98.
É que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
fixação do teto remuneratório, conforme previsão do inciso XI do art. 37
da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº
19/98, não é autoaplicável, dependendo da edição de lei fixando os
subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, o que veio a
ocorrer somente com a edição da Lei nº 11.143/2005. Nesse sentido, anote-
se:
“PREVIDENCIÁRIO.
EX-COMBATENTE.
APOSENTADORIA. LIMITE. TETO REMUNERATÓRIO NÃO
AUTOAPLICÁVEL. ART. 37, XI, DA CF/88. EMENDA
CONSTITUCIONAL Nº 19/98. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 1. A fixação do teto
remuneratório em virtude do disposto no artigo 37, XI, da
Constituição do Brasil, na redação dada pela EC 19/98, não
encontra respaldo na jurisprudência deste Tribunal.
Precedentes: RE nº 560.332-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 25/11/2010; RE nº 590.674-AgR,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 596.576 AGR / RJ
Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJe de 14/05/2010; RE
nº 447.761-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, 1ª Turma,
DJe de 25/09/2009; RE nº 436.944-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJe de 24/04/2009. 2. O sistema
remuneratório instituído pelo art. 37, XI, da Constituição da
República dependeria, para sua plena eficácia, da edição de lei
fixando os subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal
Federal, o que veio a ocorrer, efetivamente, com a edição da Lei
nº 11.143/2005. 3. In casu, a apreciação das alegadas ofensas à
Constituição Federal demandaria a análise de normas
infraconstitucionais (Leis nº 4.297/63 e nº 5.698/71 e Decreto nº
2.172/97). Eventual violação à Constituição o foi de forma
indireta ou reflexa, o que inviabiliza a admissibilidade do
recurso extraordinário. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 609.666/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJ de 5/10/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO REMUNERATÓRIO. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal entende que a discussão acerca da
limitação pecuniária da pensão especial de ex-combatente e
anistiado envolve a análise de normas infraconstitucionais,
sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria
apenas indireta. II - Ademais, também é assente nesta Corte que
o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação dada pela EC
19/98, na parte que trata do teto remuneratório, não é
autoaplicável, por depender da promulgação da lei de fixação
do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal. III –
Agravo regimental improvido” (RE nº 435.597/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 21/2/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.576 AGR / RJ
Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJe de 14/05/2010; RE
nº 447.761-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, 1ª Turma,
DJe de 25/09/2009; RE nº 436.944-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJe de 24/04/2009. 2. O sistema
remuneratório instituído pelo art. 37, XI, da Constituição da
República dependeria, para sua plena eficácia, da edição de lei
fixando os subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal
Federal, o que veio a ocorrer, efetivamente, com a edição da Lei
nº 11.143/2005. 3. In casu, a apreciação das alegadas ofensas à
Constituição Federal demandaria a análise de normas
infraconstitucionais (Leis nº 4.297/63 e nº 5.698/71 e Decreto nº
2.172/97). Eventual violação à Constituição o foi de forma
indireta ou reflexa, o que inviabiliza a admissibilidade do
recurso extraordinário. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 609.666/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJ de 5/10/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO REMUNERATÓRIO. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal entende que a discussão acerca da
limitação pecuniária da pensão especial de ex-combatente e
anistiado envolve a análise de normas infraconstitucionais,
sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria
apenas indireta. II - Ademais, também é assente nesta Corte que
o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação dada pela EC
19/98, na parte que trata do teto remuneratório, não é
autoaplicável, por depender da promulgação da lei de fixação
do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal. III –
Agravo regimental improvido” (RE nº 435.597/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 21/2/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 596.576 AGR / RJ
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO DE REMUNERAÇÃO. 1. A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU-SE NO SENTIDO
DE QUE O ART. 37, INC. XI, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA, COM A ALTERAÇÃO DA EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 19/98, NÃO ERA AUTOAPLICÁVEL.
PRECEDENTES. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 447.761/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
25/9/09).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.576 AGR / RJ
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO DE REMUNERAÇÃO. 1. A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU-SE NO SENTIDO
DE QUE O ART. 37, INC. XI, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA, COM A ALTERAÇÃO DA EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 19/98, NÃO ERA AUTOAPLICÁVEL.
PRECEDENTES. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 447.761/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
25/9/09).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BESSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BESSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1833990
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-21T00:00:00
|
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Militar ex-combatente. Limitação de pensão. Verificação. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade. Teto remuneratório que não é autoaplicável.
1. A discussão acerca da limitação pecuniária da pensão de ex-combatente demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência da Súmula nº 636/STF.
2. Este Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que o teto remuneratório disposto no art. 37, inciso XI, da Constituição Federal, na redação conferida pela Emenda Constitucional nº 19/98, não é autoaplicável.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur206376
|
- Acórdãos citados: RE 609666 AgR, RE 435597 AgR, RE 447761 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 12/04/2012, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
596576
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00037 INC-00011 REDAÇÃO DADA PELA EMC-19/1998.\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED EMC-000019 ANO-1998\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n\r\n",
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-011143 ANO-2005\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 596576 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BESSA
AGDO.(A/S) : JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BESSA
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Militar ex-
combatente. Limitação de pensão. Verificação. Legislação
infraconstitucional. Impossibilidade. Teto remuneratório que não é
autoaplicável.
1. A discussão acerca da limitação pecuniária da pensão de ex-
combatente demandaria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal.
2. Este Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de
que o teto remuneratório disposto no art. 37, inciso XI, da Constituição
Federal, na redação conferida pela Emenda Constitucional n 19/98, não é
autoaplicável.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BESSA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) interpõe tempestivo
agravo regimental contra a decisão pela qual neguei seguimento ao
recurso extraordinário (fls. 245 a 247), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe
recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do
permissivo constitucional, contra acórdão da Segunda Turma
do Tribunal Regional Federal da 2... Região, assim ementado:
‘PREVIDENCIÁRIO.
AGRAVO
INTERNO.
APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EX-
COMBATENTE. TETO CONSTITUCIONAL. ART. 37, XI,
Constituição Federal de 1988/88. LIMITAÇÃO.
I – Deve prevalecer a decisão que deu parcial
provimento ao recurso para determinar a aplicabilidade
da norma contida no artigo 37, XI, da Constituição
Federal, à aposentadoria recebida pelo ex-combatente, a
partir da entrada em vigor da Emenda Constitucional n
20, de 16 de dezembro de 1998.
II - Quando o Decreto 2172/97 limitou o valor das
pensões concedidas aos ex-combatentes ao teto
remuneratório previsto no artigo 37, XI, da Constituição
Federal agiu em contrariedade ao disposto no artigo 149
da Lei n 8.213/91, que reservou a regulamentação desta
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BESSA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) interpõe tempestivo
agravo regimental contra a decisão pela qual neguei seguimento ao
recurso extraordinário (fls. 245 a 247), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe
recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do
permissivo constitucional, contra acórdão da Segunda Turma
do Tribunal Regional Federal da 2... Região, assim ementado:
‘PREVIDENCIÁRIO.
AGRAVO
INTERNO.
APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EX-
COMBATENTE. TETO CONSTITUCIONAL. ART. 37, XI,
Constituição Federal de 1988/88. LIMITAÇÃO.
I – Deve prevalecer a decisão que deu parcial
provimento ao recurso para determinar a aplicabilidade
da norma contida no artigo 37, XI, da Constituição
Federal, à aposentadoria recebida pelo ex-combatente, a
partir da entrada em vigor da Emenda Constitucional n
20, de 16 de dezembro de 1998.
II - Quando o Decreto 2172/97 limitou o valor das
pensões concedidas aos ex-combatentes ao teto
remuneratório previsto no artigo 37, XI, da Constituição
Federal agiu em contrariedade ao disposto no artigo 149
da Lei n 8.213/91, que reservou a regulamentação desta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
matéria a legislação específica, excedendo de forma
evidente sua atribuição delimitada no artigo 84, IV, da
Carta Magna.
III – O artigo 248, da Constituição Federal, incluído
pela Emenda Constitucional n 20 de 1998, determinou
que os benefícios pagos, a qualquer título, pelo órgão
responsável pelo regime geral de previdência social, ainda
que à conta do Tesouro Nacional, e os não sujeitos ao
limite máximo de valor fixado para os benefícios
concedidos por esse regime observarão os limites fixados
no art. 37, XI, da Constituição da República.
IV – Agravo Interno não provido’ (fl. 203)
Alega o recorrente violação dos artigos 37, inciso XI, da
Constituição Federal, e 17 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, uma vez que o teto remuneratório
previsto na Constituição Federa era auto-aplicável, deve ser
ressaltado que a leitura do art. 37, inciso XI, da Carta Magna,
não pode ser feita isoladamente, mas, sim, conjugada com o
disposto no art. 17,
caput, do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias (fl. 229).
Sem contrarazões (fl. 234v), o recurso extraordinário (fls.
222 a 231) foi admitido (fls. 237/238).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
matéria a legislação específica, excedendo de forma
evidente sua atribuição delimitada no artigo 84, IV, da
Carta Magna.
III – O artigo 248, da Constituição Federal, incluído
pela Emenda Constitucional n 20 de 1998, determinou
que os benefícios pagos, a qualquer título, pelo órgão
responsável pelo regime geral de previdência social, ainda
que à conta do Tesouro Nacional, e os não sujeitos ao
limite máximo de valor fixado para os benefícios
concedidos por esse regime observarão os limites fixados
no art. 37, XI, da Constituição da República.
IV – Agravo Interno não provido’ (fl. 203)
Alega o recorrente violação dos artigos 37, inciso XI, da
Constituição Federal, e 17 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, uma vez que o teto remuneratório
previsto na Constituição Federa era auto-aplicável, deve ser
ressaltado que a leitura do art. 37, inciso XI, da Carta Magna,
não pode ser feita isoladamente, mas, sim, conjugada com o
disposto no art. 17,
caput, do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias (fl. 229).
Sem contrarazões (fl. 234v), o recurso extraordinário (fls.
222 a 231) foi admitido (fls. 237/238).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
do recurso por outra razão.
Não merece trânsito a irresignação.
O Tribunal de origem decidiu a controvérsia relativa à
limitação dos proventos do ex-combatente com fundamento na
legislação infraconstitucional. Sobre o tema o acórdão recorrido
assim consignou:
Destarte, quando o Decreto 2172/97 limitou o valor das
pensões concedidas aos ex-combatentes ao teto remuneratório
previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal agiu em
contrariedade ao disposto no artigo 149 da Lei 8213/91, que
reservou a regulamentação desta matéria a legislação específica,
excedendo de forma evidente sua atribuição delimitada no
artigo 84, IV, da Carta Magna (fl. 136).
Nesse caso, a alegada violação do dispositivo
constitucional invocado seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o
que não enseja reexame em recurso extraordinário. Anote-se:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. MILITAR. EX-COMBATENTE. TETO
REMUNERATÓRIO
NÃO
AUTO-APLICÁVEL.
MATÉRIA DE ORDEM INFRACONSTITUCIONAL. 1. A
questão tratada nos autos diz respeito à aplicação das Leis
4.297/63 e 5.698/71 e Decreto 2.172/97 sendo de índole
infraconstitucional, não autorizando a apreciação por esta
Corte. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou
entendimento no sentido de que o art. 37, XI, da Carta
Magna, com a redação dada pela EC 19/98, na parte que
trata do teto remuneratório, não é auto-aplicável. 3.
Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 436.944/PR-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
24/4/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
EX-
COMBATENTE.
TETO
DE
REMUNERAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
do recurso por outra razão.
Não merece trânsito a irresignação.
O Tribunal de origem decidiu a controvérsia relativa à
limitação dos proventos do ex-combatente com fundamento na
legislação infraconstitucional. Sobre o tema o acórdão recorrido
assim consignou:
Destarte, quando o Decreto 2172/97 limitou o valor das
pensões concedidas aos ex-combatentes ao teto remuneratório
previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal agiu em
contrariedade ao disposto no artigo 149 da Lei 8213/91, que
reservou a regulamentação desta matéria a legislação específica,
excedendo de forma evidente sua atribuição delimitada no
artigo 84, IV, da Carta Magna (fl. 136).
Nesse caso, a alegada violação do dispositivo
constitucional invocado seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o
que não enseja reexame em recurso extraordinário. Anote-se:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. MILITAR. EX-COMBATENTE. TETO
REMUNERATÓRIO
NÃO
AUTO-APLICÁVEL.
MATÉRIA DE ORDEM INFRACONSTITUCIONAL. 1. A
questão tratada nos autos diz respeito à aplicação das Leis
4.297/63 e 5.698/71 e Decreto 2.172/97 sendo de índole
infraconstitucional, não autorizando a apreciação por esta
Corte. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou
entendimento no sentido de que o art. 37, XI, da Carta
Magna, com a redação dada pela EC 19/98, na parte que
trata do teto remuneratório, não é auto-aplicável. 3.
Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 436.944/PR-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
24/4/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
EX-
COMBATENTE.
TETO
DE
REMUNERAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 372.711/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
PENSÃO ESPECIAL. EX-COMBATENTE. TETO DE
REMUNERAÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 2. Ex-combatente. Pensão
especial. Teto de remuneração. Constituição do Brasil,
artigo 37, XI. Fixação de subsídio. Inexistência de lei
específica. Vulneração do preceito constitucional.
Impossibilidade. 3. Leis n. 4.297/63 e n. 5.698/71 e Decreto
n. 2.172/97. Fixação do teto remuneratório. Violação do
dispositivo da Constituição do Brasil a partir da
interpretação
de
disposições
de
legislação
infraconstitucional.
Inviabilidade
do
recurso
extraordinário. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n
433.478/RJ-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJe de 5/6/06).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
Sustenta o agravante, em suma, que “discute-se nos autos a
possibilidade ou não de aplicação do teto constitucional de remuneração dos
servidores públicos federais (art. 37, XI) às aposentadorias e pensões de ex-
combatente (...). Dessa forma, é evidente a violação direta ao texto da Carta
Magna” (fl. 253).
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 372.711/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
PENSÃO ESPECIAL. EX-COMBATENTE. TETO DE
REMUNERAÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 2. Ex-combatente. Pensão
especial. Teto de remuneração. Constituição do Brasil,
artigo 37, XI. Fixação de subsídio. Inexistência de lei
específica. Vulneração do preceito constitucional.
Impossibilidade. 3. Leis n. 4.297/63 e n. 5.698/71 e Decreto
n. 2.172/97. Fixação do teto remuneratório. Violação do
dispositivo da Constituição do Brasil a partir da
interpretação
de
disposições
de
legislação
infraconstitucional.
Inviabilidade
do
recurso
extraordinário. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n
433.478/RJ-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJe de 5/6/06).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
Sustenta o agravante, em suma, que “discute-se nos autos a
possibilidade ou não de aplicação do teto constitucional de remuneração dos
servidores públicos federais (art. 37, XI) às aposentadorias e pensões de ex-
combatente (...). Dessa forma, é evidente a violação direta ao texto da Carta
Magna” (fl. 253).
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme salientado na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte entende que a controvérsia acerca da limitação pecuniária da
pensão especial de ex-combatente envolve a análise da legislação
infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se
ocorresse, seria apenas indireta.
Ademais, inviável é a pretensão do INSS para que seja determinada,
quanto à aposentadoria dos recorridos, a aplicação do disposto no inciso
XI do art. 37 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda
Constitucional n 20/98.
É que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
fixação do teto remuneratório, conforme previsão do inciso XI do art. 37
da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional n
19/98, não é autoaplicável, dependendo da edição de lei fixando os
subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, o que veio a
ocorrer somente com a edição da Lei n 11.143/2005. Nesse sentido, anote-
se:
“PREVIDENCIÁRIO.
EX-COMBATENTE.
APOSENTADORIA. LIMITE. TETO REMUNERATÓRIO NÃO
AUTOAPLICÁVEL. ART. 37, XI, DA Constituição Federal de 1988/88. EMENDA
CONSTITUCIONAL n 19/98. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 1. A fixação do teto
remuneratório em virtude do disposto no artigo 37, XI, da
Constituição do Brasil, na redação dada pela EC 19/98, não
encontra respaldo na jurisprudência deste Tribunal.
Precedentes: Recurso Extraordinário n 560.332-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe de 25/11/2010; Recurso Extraordinário n 590.674-AgR,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1827807.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme salientado na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte entende que a controvérsia acerca da limitação pecuniária da
pensão especial de ex-combatente envolve a análise da legislação
infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se
ocorresse, seria apenas indireta.
Ademais, inviável é a pretensão do INSS para que seja determinada,
quanto à aposentadoria dos recorridos, a aplicação do disposto no inciso
XI do art. 37 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda
Constitucional n 20/98.
É que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
fixação do teto remuneratório, conforme previsão do inciso XI do art. 37
da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional n
19/98, não é autoaplicável, dependendo da edição de lei fixando os
subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, o que veio a
ocorrer somente com a edição da Lei n 11.143/2005. Nesse sentido, anote-
se:
“PREVIDENCIÁRIO.
EX-COMBATENTE.
APOSENTADORIA. LIMITE. TETO REMUNERATÓRIO NÃO
AUTOAPLICÁVEL. ART. 37, XI, DA Constituição Federal de 1988/88. EMENDA
CONSTITUCIONAL n 19/98. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 1. A fixação do teto
remuneratório em virtude do disposto no artigo 37, XI, da
Constituição do Brasil, na redação dada pela EC 19/98, não
encontra respaldo na jurisprudência deste Tribunal.
Precedentes: Recurso Extraordinário n 560.332-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe de 25/11/2010; Recurso Extraordinário n 590.674-AgR,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1827807.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma, DJe de 14/05/2010; Recurso Extraordinário
n 447.761-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, 1... Turma,
DJe de 25/09/2009; Recurso Extraordinário n 436.944-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2... Turma, DJe de 24/04/2009. 2. O sistema
remuneratório instituído pelo art. 37, XI, da Constituição da
República dependeria, para sua plena eficácia, da edição de lei
fixando os subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal
Federal, o que veio a ocorrer, efetivamente, com a edição da Lei
n 11.143/2005. 3. In casu, a apreciação das alegadas ofensas à
Constituição Federal demandaria a análise de normas
infraconstitucionais (Leis n 4.297/63 e n 5.698/71 e Decreto n
2.172/97). Eventual violação à Constituição o foi de forma
indireta ou reflexa, o que inviabiliza a admissibilidade do
recurso extraordinário. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 609.666/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJ de 5/10/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO REMUNERATÓRIO. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal entende que a discussão acerca da
limitação pecuniária da pensão especial de ex-combatente e
anistiado envolve a análise de normas infraconstitucionais,
sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria
apenas indireta. II - Ademais, também é assente nesta Corte que
o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação dada pela EC
19/98, na parte que trata do teto remuneratório, não é
autoaplicável, por depender da promulgação da lei de fixação
do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal. III –
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 435.597/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 21/2/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma, DJe de 14/05/2010; Recurso Extraordinário
n 447.761-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, 1... Turma,
DJe de 25/09/2009; Recurso Extraordinário n 436.944-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2... Turma, DJe de 24/04/2009. 2. O sistema
remuneratório instituído pelo art. 37, XI, da Constituição da
República dependeria, para sua plena eficácia, da edição de lei
fixando os subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal
Federal, o que veio a ocorrer, efetivamente, com a edição da Lei
n 11.143/2005. 3. In casu, a apreciação das alegadas ofensas à
Constituição Federal demandaria a análise de normas
infraconstitucionais (Leis n 4.297/63 e n 5.698/71 e Decreto n
2.172/97). Eventual violação à Constituição o foi de forma
indireta ou reflexa, o que inviabiliza a admissibilidade do
recurso extraordinário. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 609.666/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJ de 5/10/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO REMUNERATÓRIO. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal entende que a discussão acerca da
limitação pecuniária da pensão especial de ex-combatente e
anistiado envolve a análise de normas infraconstitucionais,
sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria
apenas indireta. II - Ademais, também é assente nesta Corte que
o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação dada pela EC
19/98, na parte que trata do teto remuneratório, não é
autoaplicável, por depender da promulgação da lei de fixação
do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal. III –
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 435.597/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 21/2/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO DE REMUNERAÇÃO. 1. A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU-SE NO SENTIDO
DE QUE O ART. 37, INC. XI, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA, COM A ALTERAÇÃO DA EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 19/98, NÃO ERA AUTOAPLICÁVEL.
PRECEDENTES. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 447.761/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
25/9/09).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.576 AGR / RJ
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO DE REMUNERAÇÃO. 1. A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU-SE NO SENTIDO
DE QUE O ART. 37, INC. XI, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA, COM A ALTERAÇÃO DA EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 19/98, NÃO ERA AUTOAPLICÁVEL.
PRECEDENTES. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 447.761/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
25/9/09).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BESSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.576
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : JANDIRA MENDEZ SILVEIRO
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BESSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 576",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 576",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 576",
"Recurso Extraordinário 596 . 576 AGR / RJ",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 576 AGR / RJ",
"Questão",
"Recurso Extraordinário 596 . 576 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 436 . 944 / PR - AgR",
"Recurso Extraordinário 596 . 576",
"Recurso Extraordinário n 436 . 944 / PR - AgR",
"Recurso Extraordinário 596 . 576 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 372 . 711 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 433 . 478 / RJ - AgR - AgR",
"Recurso Extraordinário 596 . 576 AGR",
"Recurso Extraordinário n 372 . 711 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 433 . 478 / RJ -",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 576",
"Recurso Extraordinário n 560 . 332 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 590 . 674 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 576",
"Recurso Extraordinário n 560 . 332 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 590 . 674 - AgR",
"Recurso Extraordinário 596 . 576",
"Recurso Extraordinário n 447 . 761 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 436 . 944 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 609 . 666 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 435 . 597 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 596 . 576 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 447 . 761 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 436 . 944 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 609 . 666 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 435 . 597 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 596 . 576",
"Recurso Extraordinário n 447 . 761 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário 596 . 576 AGR",
"Recurso Extraordinário n 447 . 761 / RS - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 576"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 37 , inciso XI , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 37 , XI , Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigo 37 , XI , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 20",
"Decreto 2172 / 97",
"artigo 37 , XI , da Constituição Federal",
"artigo 149 da Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 37 , XI , Constituição Federal de 1988 / 88",
"37 , XI , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 20",
"Decreto 2172 / 97",
"artigo 37 , XI , da Constituição Federal",
"artigo 149 da Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 84 , IV , da Carta Magna",
"artigo 248 , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 20 de 1998",
"art . 37 , XI , da Constituição da República",
"artigos 37 , inciso XI , da Constituição Federal",
"17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"Constituição Federa",
"art . 37 , inciso XI , da Carta Magna",
"art . 17 , caput , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 84 , IV , da Carta Magna",
"artigo 248 , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 20 de 1998",
"art . 37 , XI , da Constituição da República",
"artigos 37 , inciso XI , da Constituição Federal",
"17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"Constituição Federa",
"art . 37 , inciso XI , da Carta Magna",
"art . 17 , caput , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto 2172 / 97",
"artigo 37 , XI , da Constituição Federal",
"artigo 149 da Lei 8213 / 91",
"artigo 84 , IV , da Carta Magna",
"Leis 4 . 297 / 63",
"5",
".",
"698",
"/",
"71",
"Decreto 2 . 172 / 97",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto 2172 / 97",
"artigo 37 , XI , da Constituição Federal",
"artigo 149 da Lei 8213 / 91",
"artigo 84 , IV , da Carta Magna",
"Leis 4 . 297 / 63",
"5",
".",
"698",
"/",
"71",
"Decreto 2 . 172 / 97",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil , artigo 37 , XI",
"Leis n . 4 . 297 / 63",
"n",
".",
"5",
".",
"698",
"/",
"71",
"Decreto n . 2 . 172 / 97",
"Constituição do Brasil",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil , artigo 37 , XI",
"Leis n . 4 . 297 / 63",
"n",
". 5 . 698 /",
"71",
"Decreto n . 2 . 172 / 97",
"Constituição do Brasil",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"inciso XI do art . 37 da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 20 / 98",
"inciso XI do art . 37 da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 19 / 98",
"Lei n 11 .",
"ART . 37 , XI , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"EMENDA",
"artigo 37 , XI , da Constituição do Brasil",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"inciso XI do art . 37 da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 20 / 98",
"inciso XI do art . 37 da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 19 / 98",
"Lei n 11 . 143 / 2005",
"ART . 37 , XI , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"EMENDA",
"artigo 37 , XI , da Constituição do Brasil",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XI , da Constituição da República",
"Lei n 11 . 143 / 2005",
"Constituição Federal",
"Leis n 4 . 297 / 63",
"n 5 . 698 / 71",
"Decreto n 2 . 172 / 97",
"Constituição",
"Constituição",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XI , da Constituição da República",
"Lei n 11 . 143 / 2005",
"Constituição Federal",
"Leis n 4 . 297 / 63",
"n 5 . 698 / 71",
"Decreto n 2 . 172 / 97",
"Constituição",
"Constituição",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 37 , INC . XI , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 37 , INC . XI , DA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Instituto Nacional de Seguro Social",
"INSS",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Instituto Nacional de Seguro Social",
"INSS",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tesouro Nacional",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tesouro Nacional",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"JANDIRA MENDEZ SILVEIRO",
"CARLOS ALBERTO BESSA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JANDIRA MENDEZ SILVEIRO",
"CARLOS ALBERTO BESSA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JANDIRA MENDEZ SILVEIRO",
"CARLOS ALBERTO BESSA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"JANDIRA MENDEZ SILVEIRO",
"CARLOS ALBERTO BESSA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"JANDIRA MENDEZ SILVEIRO",
"CARLOS ALBERTO BESSA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"16 de dezembro de 1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"16 de dezembro de 1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
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"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
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"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"4",
"/",
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"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"4",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"24",
"/",
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"/",
"2001",
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"/",
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"/",
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"/",
"06",
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"/",
"08",
"/",
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"/",
"02",
"/",
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"/",
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"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"25",
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"11",
"/",
"2010",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"14",
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"05",
"/",
"2010",
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"/",
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"/",
"2009",
"24",
"/",
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"/",
"2009",
"5",
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"/",
"11",
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"/",
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"/",
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"/",
"08",
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"2001",
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"/",
"05",
"/",
"2010",
"25",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"04",
"/",
"2009",
"5",
"/",
"10",
"/",
"11",
"21",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
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"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"9",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S)
:DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Concurso público.
Norma de edital. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da
apresentação do diploma de bacharel em direito por parte do recorrido
no ato da inscrição para concurso, seria necessário o reexame das provas
dos autos e das normas do edital.
2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise de ofensa reflexa
à Constituição Federal e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1779919.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S)
:DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento
(fls. 155 a 158), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Estado do Rio Grande do Sul interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, caput
e 37, caput, e incisos I e II, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Segundo
Grupo Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim
ementado:
‘ADMINSITRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
EXIGÊNCIA DO EDITAL. DESCUMPRIMENTO.
PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE.
1. Embora prevista a comprovação da condição de
bacharel em direito, admite-se a inscrição de candidato
que, concluído o programa do curso, colará grau em
poucos dias, à luz do princípio da razoabilidade.
2. Segurança concedida’ (fl. 71).
Opostos embargos de declaração (fls. 82 a 87), foram
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S)
:DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento
(fls. 155 a 158), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Estado do Rio Grande do Sul interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, caput
e 37, caput, e incisos I e II, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Segundo
Grupo Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim
ementado:
‘ADMINSITRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
EXIGÊNCIA DO EDITAL. DESCUMPRIMENTO.
PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE.
1. Embora prevista a comprovação da condição de
bacharel em direito, admite-se a inscrição de candidato
que, concluído o programa do curso, colará grau em
poucos dias, à luz do princípio da razoabilidade.
2. Segurança concedida’ (fl. 71).
Opostos embargos de declaração (fls. 82 a 87), foram
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Relatório
AI 642.699 AGR / RS
acolhidos para fins de prequestionamento (fls. 90 a 94).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recorrente foi intimado do
acórdão dos embargos de declaração em 13/6/06, conforme
expresso na certidão de fl. 95, não sendo exigível a
demonstração da repercussão geral das questões
constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme
decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº
664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ
de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
O Tribunal de origem, ao decidir acerca da apresentação
do diploma de bacharel em direito por parte do recorrido, no
ato da inscrição para concurso, ateve-se, essencialmente, aos
fatos relativos ao caso concreto e às normas do edital que
regulava o certame, o que foi feito nos seguintes termos:
‘Todavia, o caso exibe uma peculiaridade. É que, de
acordo com a certidão de fl. 11, o impetrante conclui o
curso em 15.07.05, colando grau em 28.09.05, ou seja,
somente nesta última data adquiriu a condição exigida
pelo edital. As inscrições se encerravam em 13.09.05. Não
parece razoável, considerando o princípio da
proporcionalidade, que poucos dias impeçam a inscrição,
assente que a apresentação do diploma só cabe
posteriormente (Súmula do STJ, n.º 266).
(…)
Tenho que, efetivamente, o tema discutido aqui, que
diz respeito ao momento oportuno para a apresentação da
titulação que se exige, o edital na espécie, não pode ser
considerado como causa impeditiva de habilitação do
candidato ao certame, observada a dicção do Verbete n.
266, do Superior Tribunal de Justiça. Esta interpretação
impressa pelo STJ, a meu sentir, na verdade, vem ratificar
de forma até ampliativa o princípio constitucional da
igualdade, da isonomia, e mesmo do acesso à atividade
2
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AI 642.699 AGR / RS
acolhidos para fins de prequestionamento (fls. 90 a 94).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recorrente foi intimado do
acórdão dos embargos de declaração em 13/6/06, conforme
expresso na certidão de fl. 95, não sendo exigível a
demonstração da repercussão geral das questões
constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme
decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº
664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ
de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
O Tribunal de origem, ao decidir acerca da apresentação
do diploma de bacharel em direito por parte do recorrido, no
ato da inscrição para concurso, ateve-se, essencialmente, aos
fatos relativos ao caso concreto e às normas do edital que
regulava o certame, o que foi feito nos seguintes termos:
‘Todavia, o caso exibe uma peculiaridade. É que, de
acordo com a certidão de fl. 11, o impetrante conclui o
curso em 15.07.05, colando grau em 28.09.05, ou seja,
somente nesta última data adquiriu a condição exigida
pelo edital. As inscrições se encerravam em 13.09.05. Não
parece razoável, considerando o princípio da
proporcionalidade, que poucos dias impeçam a inscrição,
assente que a apresentação do diploma só cabe
posteriormente (Súmula do STJ, n.º 266).
(…)
Tenho que, efetivamente, o tema discutido aqui, que
diz respeito ao momento oportuno para a apresentação da
titulação que se exige, o edital na espécie, não pode ser
considerado como causa impeditiva de habilitação do
candidato ao certame, observada a dicção do Verbete n.
266, do Superior Tribunal de Justiça. Esta interpretação
impressa pelo STJ, a meu sentir, na verdade, vem ratificar
de forma até ampliativa o princípio constitucional da
igualdade, da isonomia, e mesmo do acesso à atividade
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
AI 642.699 AGR / RS
pública pela via do concurso, uma vez que, pelo voto
conducente de uma decisão promanada pelo Ministro
Félix Fischer, da 5ª Turma, julgado em 05-05-2005,
efetivamente o requisito da apresentação desse título tem
a função de habilitar o candidato para o exercício da
função, que é um momento posterior ao do certame, do
seu resultado e do chamamento à posse, extremamente
diferenciado daquele destinado tão-somente à inscrição do
concurso’ (fls. 75 a 77).
Nesse caso, para acolher as alegações recursais e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessário o reexame das provas dos autos e das cláusulas do
edital que rege o certame, o que se mostra incabível em sede de
recurso extraordinário.
Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema, anotem-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA EDITALÍCIA. ANÁLISE DE
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
E
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. AGRAVO IMPROVIDO. I –
Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos e a interpretação de
cláusulas editalícias. Súmulas 279 e 454 do STF.
Precedentes. II – Agravo regimental improvido’ (AI nº
835.757/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 8/4/11).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.699 AGR / RS
pública pela via do concurso, uma vez que, pelo voto
conducente de uma decisão promanada pelo Ministro
Félix Fischer, da 5ª Turma, julgado em 05-05-2005,
efetivamente o requisito da apresentação desse título tem
a função de habilitar o candidato para o exercício da
função, que é um momento posterior ao do certame, do
seu resultado e do chamamento à posse, extremamente
diferenciado daquele destinado tão-somente à inscrição do
concurso’ (fls. 75 a 77).
Nesse caso, para acolher as alegações recursais e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessário o reexame das provas dos autos e das cláusulas do
edital que rege o certame, o que se mostra incabível em sede de
recurso extraordinário.
Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema, anotem-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA EDITALÍCIA. ANÁLISE DE
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
E
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. AGRAVO IMPROVIDO. I –
Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos e a interpretação de
cláusulas editalícias. Súmulas 279 e 454 do STF.
Precedentes. II – Agravo regimental improvido’ (AI nº
835.757/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 8/4/11).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE
3
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Relatório
AI 642.699 AGR / RS
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 829.036/MG-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cámen Lúcia, DJe de 24/3/11).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. PREVISÃO
EDITALÍCIA DESCUMPRIDA PELA ADMINISTRAÇÃO.
CONTROVÉRSIA CIRCUNSCRITA AO ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. 1. Caso
em que
entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça
do Estado do Piauí demandaria o reexame do edital do
concurso em questão. Providência vedada na instância
recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’
(RE nº 599.127/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 28/4/11).
‘Agravo regimental em recurso extraordinário 2.
Concurso público. Comprovação dos requisitos previstos
em edital. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto
fático-probatório. Súmula 279/STF. 4. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (RE nº 584.885/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
2/12/10).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 5º, caput; e 37, caput e
incisos I e II, da Constituição Federal. Alega que “não se trata aqui de
reexame de fatos e provas e nem de análise de cláusulas editalícias” (fl.
162).
Aduz, in verbis, que:
“(...)
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.699 AGR / RS
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 829.036/MG-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cámen Lúcia, DJe de 24/3/11).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. PREVISÃO
EDITALÍCIA DESCUMPRIDA PELA ADMINISTRAÇÃO.
CONTROVÉRSIA CIRCUNSCRITA AO ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. 1. Caso
em que
entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça
do Estado do Piauí demandaria o reexame do edital do
concurso em questão. Providência vedada na instância
recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’
(RE nº 599.127/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 28/4/11).
‘Agravo regimental em recurso extraordinário 2.
Concurso público. Comprovação dos requisitos previstos
em edital. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto
fático-probatório. Súmula 279/STF. 4. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (RE nº 584.885/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
2/12/10).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 5º, caput; e 37, caput e
incisos I e II, da Constituição Federal. Alega que “não se trata aqui de
reexame de fatos e provas e nem de análise de cláusulas editalícias” (fl.
162).
Aduz, in verbis, que:
“(...)
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
AI 642.699 AGR / RS
Se há lei complementar estadual específica a tratar do
assunto de forma a cumprir ditames constitucionais aceca da
matéria, bem como o edital que a seguiu, inexiste mácula ao
texto constitucional e legal a autorizar a anulação do ato
administrativo que indeferiu o pedido de inscrição de estudante
ainda não formado.
O ato da autoridade ao exigir para inscrição a
apresentação de comprovação de ser bacharel em Direito,
estava amparado na previsão legal constante no art. 37, inciso
II, da Lei Complementar Estadual nº 11.742/01, requisito este
repetido no edital do concurso.
Porém, a concessão de segurança que permitiu a inscrição
no concurso público, acabou por violar o princípio da
legalidade e da isonomia, pois ultrapassou a exigência da lei e
deu tratamento diferenciado ao impetrante.
(...)
A pretensão do Estado é demonstrar que a exigência do
art. 37, I, da Lei 11.742/2002, mostra-se consentânea com os
princípios estabelecidos a Constituição Federal, que regem a
Administração Pública, o que, para tanto, prescinde da análise
de fatos e provas” (fls. 166/167).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.699 AGR / RS
Se há lei complementar estadual específica a tratar do
assunto de forma a cumprir ditames constitucionais aceca da
matéria, bem como o edital que a seguiu, inexiste mácula ao
texto constitucional e legal a autorizar a anulação do ato
administrativo que indeferiu o pedido de inscrição de estudante
ainda não formado.
O ato da autoridade ao exigir para inscrição a
apresentação de comprovação de ser bacharel em Direito,
estava amparado na previsão legal constante no art. 37, inciso
II, da Lei Complementar Estadual nº 11.742/01, requisito este
repetido no edital do concurso.
Porém, a concessão de segurança que permitiu a inscrição
no concurso público, acabou por violar o princípio da
legalidade e da isonomia, pois ultrapassou a exigência da lei e
deu tratamento diferenciado ao impetrante.
(...)
A pretensão do Estado é demonstrar que a exigência do
art. 37, I, da Lei 11.742/2002, mostra-se consentânea com os
princípios estabelecidos a Constituição Federal, que regem a
Administração Pública, o que, para tanto, prescinde da análise
de fatos e provas” (fls. 166/167).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, para ultrapassar o
entendimento do Tribunal de origem acerca da necessidade da
apresentação do diploma de bacharel em direito por parte do agravado
no ato da inscrição para o concurso, seria necessário o reexame das
provas dos autos e das normas do edital que rege o certame. Incidência
das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, anote-se:
“ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
PRETERIÇÃO DA ORDEM DE NOMEAÇÃO. INOVAÇÃO DA
MATÉRIA NO AGRAVO REGIMENTAL: IMPOSSIBILIDADE.
ATENDIMENTO A REQUISITOS DO EDITAL. PRAZO DE
VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA. INCIDÊNCIA DAS SUMULAS STF 279 E 454. 1. A
inexistência de preterição na ordem de classificação do
concurso não foi alegada no recurso extraordinário. É defeso à
parte inovar em sede de agravo regimental. Precedentes. 2.
Inviável o recurso extraordinário nos casos em que se impõe o
reexame do quadro fático-probatório e de cláusulas de edital de
concurso público para apreciar a apontada ofensa à
Constituição Federal. Incidência das Súmulas STF 279 e 454. 3.
O recurso extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à
Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a
depender da prévia análise da legislação infraconstitucional. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento”(AI nº
830.779/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 9/5/11).
“1. Concurso para ingresso na carreira de defensor
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, para ultrapassar o
entendimento do Tribunal de origem acerca da necessidade da
apresentação do diploma de bacharel em direito por parte do agravado
no ato da inscrição para o concurso, seria necessário o reexame das
provas dos autos e das normas do edital que rege o certame. Incidência
das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, anote-se:
“ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
PRETERIÇÃO DA ORDEM DE NOMEAÇÃO. INOVAÇÃO DA
MATÉRIA NO AGRAVO REGIMENTAL: IMPOSSIBILIDADE.
ATENDIMENTO A REQUISITOS DO EDITAL. PRAZO DE
VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA. INCIDÊNCIA DAS SUMULAS STF 279 E 454. 1. A
inexistência de preterição na ordem de classificação do
concurso não foi alegada no recurso extraordinário. É defeso à
parte inovar em sede de agravo regimental. Precedentes. 2.
Inviável o recurso extraordinário nos casos em que se impõe o
reexame do quadro fático-probatório e de cláusulas de edital de
concurso público para apreciar a apontada ofensa à
Constituição Federal. Incidência das Súmulas STF 279 e 454. 3.
O recurso extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à
Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a
depender da prévia análise da legislação infraconstitucional. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento”(AI nº
830.779/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 9/5/11).
“1. Concurso para ingresso na carreira de defensor
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 642.699 AGR / RS
público; recurso extraordinário: descabimento: pretensão ao
exame do preenchimento dos requisitos do edital e à
interpretação de legislação infraconstitucional ( Súmulas 279 e
636). 2. Recurso extraordinário: deficiência da fundamentação:
incidência da Súmula 284” (RE nº 464.104/RS- AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 16/6/06).
“AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO PARA
O CARGO DE PROFESSOR. DISCUSSÃO SOBRE O
PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS ESTABELECIDOS NO
EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. A questão referente à análise do preenchimento dos
requisitos estabelecidos em edital de concurso público
encontra-se no âmbito infraconstitucional. Por essa razão,
incabível o recurso extraordinário, visto que não há ofensa
direta à Constituição federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento”(AI nº 511.972/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
16/3/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
EXIGÊNCIA EDITALÍCIA. NÃO ATENDIMENTO. ANÁLISE
DE CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E INTERPRETAÇÃO
DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a
interpretação de cláusulas editalícias. Súmulas 279 e 454 do STF.
Precedentes. II – A alegada inconstitucionalidade da regra de
edital que exige experiência profissional sem prévia previsão
legal traduz inovação recursal, posto que a alegada afronta à
Constituição não foi mencionada nas razões do apelo extremo.
III - Agravo regimental improvido” (AI nº 807.362/RN-AgR,
2
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AI 642.699 AGR / RS
público; recurso extraordinário: descabimento: pretensão ao
exame do preenchimento dos requisitos do edital e à
interpretação de legislação infraconstitucional ( Súmulas 279 e
636). 2. Recurso extraordinário: deficiência da fundamentação:
incidência da Súmula 284” (RE nº 464.104/RS- AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 16/6/06).
“AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO PARA
O CARGO DE PROFESSOR. DISCUSSÃO SOBRE O
PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS ESTABELECIDOS NO
EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. A questão referente à análise do preenchimento dos
requisitos estabelecidos em edital de concurso público
encontra-se no âmbito infraconstitucional. Por essa razão,
incabível o recurso extraordinário, visto que não há ofensa
direta à Constituição federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento”(AI nº 511.972/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
16/3/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
EXIGÊNCIA EDITALÍCIA. NÃO ATENDIMENTO. ANÁLISE
DE CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E INTERPRETAÇÃO
DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a
interpretação de cláusulas editalícias. Súmulas 279 e 454 do STF.
Precedentes. II – A alegada inconstitucionalidade da regra de
edital que exige experiência profissional sem prévia previsão
legal traduz inovação recursal, posto que a alegada afronta à
Constituição não foi mencionada nas razões do apelo extremo.
III - Agravo regimental improvido” (AI nº 807.362/RN-AgR,
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 642.699 AGR / RS
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 1/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.699 AGR / RS
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 1/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S) : DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S) : DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1803994
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-09T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Concurso público. Norma de edital. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da apresentação do diploma de bacharel em direito por parte do recorrido no ato da inscrição para concurso, seria necessário o reexame das provas dos autos e das normas do edital.
2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur205617
|
- Acórdãos citados: AI 830779 AgR, RE 464104 AgR, AI 511972 AgR, AI 807362 AgR.
Número de páginas: 10.
Análise: 30/03/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
642699
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 642699 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S) : DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S)
:DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Concurso público.
Norma de edital. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da
apresentação do diploma de bacharel em direito por parte do recorrido
no ato da inscrição para concurso, seria necessário o reexame das provas
dos autos e das normas do edital.
2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise de ofensa reflexa
à Constituição Federal e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1779919.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S)
:DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento
(fls. 155 a 158), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Estado do Rio Grande do Sul interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., caput
e 37, caput, e incisos I e II, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Segundo
Grupo Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim
ementado:
‘ADMINSITRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
EXIGÊNCIA DO EDITAL. DESCUMPRIMENTO.
PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE.
1. Embora prevista a comprovação da condição de
bacharel em direito, admite-se a inscrição de candidato
que, concluído o programa do curso, colará grau em
poucos dias, à luz do princípio da razoabilidade.
2. Segurança concedida’ (fl. 71).
Opostos embargos de declaração (fls. 82 a 87), foram
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1779920.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S)
:DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento
(fls. 155 a 158), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Estado do Rio Grande do Sul interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., caput
e 37, caput, e incisos I e II, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Segundo
Grupo Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim
ementado:
‘ADMINSITRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
EXIGÊNCIA DO EDITAL. DESCUMPRIMENTO.
PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE.
1. Embora prevista a comprovação da condição de
bacharel em direito, admite-se a inscrição de candidato
que, concluído o programa do curso, colará grau em
poucos dias, à luz do princípio da razoabilidade.
2. Segurança concedida’ (fl. 71).
Opostos embargos de declaração (fls. 82 a 87), foram
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
AI 642.699 AGR / RS
acolhidos para fins de prequestionamento (fls. 90 a 94).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recorrente foi intimado do
acórdão dos embargos de declaração em 13/6/06, conforme
expresso na certidão de fl. 95, não sendo exigível a
demonstração da repercussão geral das questões
constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme
decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n
664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ
de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
O Tribunal de origem, ao decidir acerca da apresentação
do diploma de bacharel em direito por parte do recorrido, no
ato da inscrição para concurso, ateve-se, essencialmente, aos
fatos relativos ao caso concreto e às normas do edital que
regulava o certame, o que foi feito nos seguintes termos:
‘Todavia, o caso exibe uma peculiaridade. É que, de
acordo com a certidão de fl. 11, o impetrante conclui o
curso em 15.07.05, colando grau em 28.09.05, ou seja,
somente nesta última data adquiriu a condição exigida
pelo edital. As inscrições se encerravam em 13.09.05. Não
parece razoável, considerando o princípio da
proporcionalidade, que poucos dias impeçam a inscrição,
assente que a apresentação do diploma só cabe
posteriormente (Súmula do Superior Tribunal de Justiça, n. 266).
(…)
Tenho que, efetivamente, o tema discutido aqui, que
diz respeito ao momento oportuno para a apresentação da
titulação que se exige, o edital na espécie, não pode ser
considerado como causa impeditiva de habilitação do
candidato ao certame, observada a dicção do Verbete n.
266, do Superior Tribunal de Justiça. Esta interpretação
impressa pelo Superior Tribunal de Justiça, a meu sentir, na verdade, vem ratificar
de forma até ampliativa o princípio constitucional da
igualdade, da isonomia, e mesmo do acesso à atividade
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.699 AGR / RS
acolhidos para fins de prequestionamento (fls. 90 a 94).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recorrente foi intimado do
acórdão dos embargos de declaração em 13/6/06, conforme
expresso na certidão de fl. 95, não sendo exigível a
demonstração da repercussão geral das questões
constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme
decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n
664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ
de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
O Tribunal de origem, ao decidir acerca da apresentação
do diploma de bacharel em direito por parte do recorrido, no
ato da inscrição para concurso, ateve-se, essencialmente, aos
fatos relativos ao caso concreto e às normas do edital que
regulava o certame, o que foi feito nos seguintes termos:
‘Todavia, o caso exibe uma peculiaridade. É que, de
acordo com a certidão de fl. 11, o impetrante conclui o
curso em 15.07.05, colando grau em 28.09.05, ou seja,
somente nesta última data adquiriu a condição exigida
pelo edital. As inscrições se encerravam em 13.09.05. Não
parece razoável, considerando o princípio da
proporcionalidade, que poucos dias impeçam a inscrição,
assente que a apresentação do diploma só cabe
posteriormente (Súmula do Superior Tribunal de Justiça, n. 266).
(…)
Tenho que, efetivamente, o tema discutido aqui, que
diz respeito ao momento oportuno para a apresentação da
titulação que se exige, o edital na espécie, não pode ser
considerado como causa impeditiva de habilitação do
candidato ao certame, observada a dicção do Verbete n.
266, do Superior Tribunal de Justiça. Esta interpretação
impressa pelo Superior Tribunal de Justiça, a meu sentir, na verdade, vem ratificar
de forma até ampliativa o princípio constitucional da
igualdade, da isonomia, e mesmo do acesso à atividade
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
AI 642.699 AGR / RS
pública pela via do concurso, uma vez que, pelo voto
conducente de uma decisão promanada pelo Ministro
Félix Fischer, da 5... Turma, julgado em 05-05-2005,
efetivamente o requisito da apresentação desse título tem
a função de habilitar o candidato para o exercício da
função, que é um momento posterior ao do certame, do
seu resultado e do chamamento à posse, extremamente
diferenciado daquele destinado tão-somente à inscrição do
concurso’ (fls. 75 a 77).
Nesse caso, para acolher as alegações recursais e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessário o reexame das provas dos autos e das cláusulas do
edital que rege o certame, o que se mostra incabível em sede de
recurso extraordinário.
Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anotem-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA EDITALÍCIA. ANÁLISE DE
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
E
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. AGRAVO IMPROVIDO. I –
Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos e a interpretação de
cláusulas editalícias. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II – Agravo regimental improvido’ (AI n
835.757/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 8/4/11).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE
3
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Supremo Tribunal Federal
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pública pela via do concurso, uma vez que, pelo voto
conducente de uma decisão promanada pelo Ministro
Félix Fischer, da 5... Turma, julgado em 05-05-2005,
efetivamente o requisito da apresentação desse título tem
a função de habilitar o candidato para o exercício da
função, que é um momento posterior ao do certame, do
seu resultado e do chamamento à posse, extremamente
diferenciado daquele destinado tão-somente à inscrição do
concurso’ (fls. 75 a 77).
Nesse caso, para acolher as alegações recursais e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessário o reexame das provas dos autos e das cláusulas do
edital que rege o certame, o que se mostra incabível em sede de
recurso extraordinário.
Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anotem-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA EDITALÍCIA. ANÁLISE DE
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
E
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. AGRAVO IMPROVIDO. I –
Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos e a interpretação de
cláusulas editalícias. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II – Agravo regimental improvido’ (AI n
835.757/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 8/4/11).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE
3
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Relatório
AI 642.699 AGR / RS
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 829.036/MG-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cámen Lúcia, DJe de 24/3/11).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. PREVISÃO
EDITALÍCIA DESCUMPRIDA PELA ADMINISTRAÇÃO.
CONTROVÉRSIA CIRCUNSCRITA AO ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. 1. Caso
em que
entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça
do Estado do Piauí demandaria o reexame do edital do
concurso em questão. Providência vedada na instância
recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’
(Recurso Extraordinário n 599.127/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 28/4/11).
‘Agravo regimental em recurso extraordinário 2.
Concurso público. Comprovação dos requisitos previstos
em edital. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto
fático-probatório. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 584.885/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
2/12/10).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 5..., caput; e 37, caput e
incisos I e II, da Constituição Federal. Alega que “não se trata aqui de
reexame de fatos e provas e nem de análise de cláusulas editalícias” (fl.
162).
Aduz, in verbis, que:
“(...)
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.699 AGR / RS
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 829.036/MG-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cámen Lúcia, DJe de 24/3/11).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. PREVISÃO
EDITALÍCIA DESCUMPRIDA PELA ADMINISTRAÇÃO.
CONTROVÉRSIA CIRCUNSCRITA AO ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. 1. Caso
em que
entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça
do Estado do Piauí demandaria o reexame do edital do
concurso em questão. Providência vedada na instância
recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’
(Recurso Extraordinário n 599.127/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 28/4/11).
‘Agravo regimental em recurso extraordinário 2.
Concurso público. Comprovação dos requisitos previstos
em edital. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto
fático-probatório. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 584.885/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
2/12/10).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 5..., caput; e 37, caput e
incisos I e II, da Constituição Federal. Alega que “não se trata aqui de
reexame de fatos e provas e nem de análise de cláusulas editalícias” (fl.
162).
Aduz, in verbis, que:
“(...)
4
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Relatório
AI 642.699 AGR / RS
Se há lei complementar estadual específica a tratar do
assunto de forma a cumprir ditames constitucionais aceca da
matéria, bem como o edital que a seguiu, inexiste mácula ao
texto constitucional e legal a autorizar a anulação do ato
administrativo que indeferiu o pedido de inscrição de estudante
ainda não formado.
O ato da autoridade ao exigir para inscrição a
apresentação de comprovação de ser bacharel em Direito,
estava amparado na previsão legal constante no art. 37, inciso
II, da Lei Complementar Estadual n 11.742/01, requisito este
repetido no edital do concurso.
Porém, a concessão de segurança que permitiu a inscrição
no concurso público, acabou por violar o princípio da
legalidade e da isonomia, pois ultrapassou a exigência da lei e
deu tratamento diferenciado ao impetrante.
(...)
A pretensão do Estado é demonstrar que a exigência do
art. 37, I, da Lei 11.742/2002, mostra-se consentânea com os
princípios estabelecidos a Constituição Federal, que regem a
Administração Pública, o que, para tanto, prescinde da análise
de fatos e provas” (fls. 166/167).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.699 AGR / RS
Se há lei complementar estadual específica a tratar do
assunto de forma a cumprir ditames constitucionais aceca da
matéria, bem como o edital que a seguiu, inexiste mácula ao
texto constitucional e legal a autorizar a anulação do ato
administrativo que indeferiu o pedido de inscrição de estudante
ainda não formado.
O ato da autoridade ao exigir para inscrição a
apresentação de comprovação de ser bacharel em Direito,
estava amparado na previsão legal constante no art. 37, inciso
II, da Lei Complementar Estadual n 11.742/01, requisito este
repetido no edital do concurso.
Porém, a concessão de segurança que permitiu a inscrição
no concurso público, acabou por violar o princípio da
legalidade e da isonomia, pois ultrapassou a exigência da lei e
deu tratamento diferenciado ao impetrante.
(...)
A pretensão do Estado é demonstrar que a exigência do
art. 37, I, da Lei 11.742/2002, mostra-se consentânea com os
princípios estabelecidos a Constituição Federal, que regem a
Administração Pública, o que, para tanto, prescinde da análise
de fatos e provas” (fls. 166/167).
É o relatório.
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, para ultrapassar o
entendimento do Tribunal de origem acerca da necessidade da
apresentação do diploma de bacharel em direito por parte do agravado
no ato da inscrição para o concurso, seria necessário o reexame das
provas dos autos e das normas do edital que rege o certame. Incidência
das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
PRETERIÇÃO DA ORDEM DE NOMEAÇÃO. INOVAÇÃO DA
MATÉRIA NO AGRAVO REGIMENTAL: IMPOSSIBILIDADE.
ATENDIMENTO A REQUISITOS DO EDITAL. PRAZO DE
VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA. INCIDÊNCIA DAS SUMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 454. 1. A
inexistência de preterição na ordem de classificação do
concurso não foi alegada no recurso extraordinário. É defeso à
parte inovar em sede de agravo regimental. Precedentes. 2.
Inviável o recurso extraordinário nos casos em que se impõe o
reexame do quadro fático-probatório e de cláusulas de edital de
concurso público para apreciar a apontada ofensa à
Constituição Federal. Incidência das Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 454. 3.
O recurso extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à
Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a
depender da prévia análise da legislação infraconstitucional. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento”(AI n
830.779/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 9/5/11).
“1. Concurso para ingresso na carreira de defensor
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, para ultrapassar o
entendimento do Tribunal de origem acerca da necessidade da
apresentação do diploma de bacharel em direito por parte do agravado
no ato da inscrição para o concurso, seria necessário o reexame das
provas dos autos e das normas do edital que rege o certame. Incidência
das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
PRETERIÇÃO DA ORDEM DE NOMEAÇÃO. INOVAÇÃO DA
MATÉRIA NO AGRAVO REGIMENTAL: IMPOSSIBILIDADE.
ATENDIMENTO A REQUISITOS DO EDITAL. PRAZO DE
VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA. INCIDÊNCIA DAS SUMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 454. 1. A
inexistência de preterição na ordem de classificação do
concurso não foi alegada no recurso extraordinário. É defeso à
parte inovar em sede de agravo regimental. Precedentes. 2.
Inviável o recurso extraordinário nos casos em que se impõe o
reexame do quadro fático-probatório e de cláusulas de edital de
concurso público para apreciar a apontada ofensa à
Constituição Federal. Incidência das Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 454. 3.
O recurso extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à
Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a
depender da prévia análise da legislação infraconstitucional. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento”(AI n
830.779/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 9/5/11).
“1. Concurso para ingresso na carreira de defensor
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 642.699 AGR / RS
público; recurso extraordinário: descabimento: pretensão ao
exame do preenchimento dos requisitos do edital e à
interpretação de legislação infraconstitucional ( Súmulas 279 e
636). 2. Recurso extraordinário: deficiência da fundamentação:
incidência da Súmula 284” (Recurso Extraordinário n 464.104/RS- AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 16/6/06).
“AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO PARA
O CARGO DE PROFESSOR. DISCUSSÃO SOBRE O
PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS ESTABELECIDOS NO
EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. A questão referente à análise do preenchimento dos
requisitos estabelecidos em edital de concurso público
encontra-se no âmbito infraconstitucional. Por essa razão,
incabível o recurso extraordinário, visto que não há ofensa
direta à Constituição federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento”(AI n 511.972/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
16/3/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
EXIGÊNCIA EDITALÍCIA. NÃO ATENDIMENTO. ANÁLISE
DE CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E INTERPRETAÇÃO
DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a
interpretação de cláusulas editalícias. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II – A alegada inconstitucionalidade da regra de
edital que exige experiência profissional sem prévia previsão
legal traduz inovação recursal, posto que a alegada afronta à
Constituição não foi mencionada nas razões do apelo extremo.
III - Agravo regimental improvido” (AI n 807.362/RN-AgR,
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.699 AGR / RS
público; recurso extraordinário: descabimento: pretensão ao
exame do preenchimento dos requisitos do edital e à
interpretação de legislação infraconstitucional ( Súmulas 279 e
636). 2. Recurso extraordinário: deficiência da fundamentação:
incidência da Súmula 284” (Recurso Extraordinário n 464.104/RS- AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 16/6/06).
“AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO PARA
O CARGO DE PROFESSOR. DISCUSSÃO SOBRE O
PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS ESTABELECIDOS NO
EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. A questão referente à análise do preenchimento dos
requisitos estabelecidos em edital de concurso público
encontra-se no âmbito infraconstitucional. Por essa razão,
incabível o recurso extraordinário, visto que não há ofensa
direta à Constituição federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento”(AI n 511.972/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
16/3/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
EXIGÊNCIA EDITALÍCIA. NÃO ATENDIMENTO. ANÁLISE
DE CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E INTERPRETAÇÃO
DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a
interpretação de cláusulas editalícias. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II – A alegada inconstitucionalidade da regra de
edital que exige experiência profissional sem prévia previsão
legal traduz inovação recursal, posto que a alegada afronta à
Constituição não foi mencionada nas razões do apelo extremo.
III - Agravo regimental improvido” (AI n 807.362/RN-AgR,
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 642.699 AGR / RS
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 1/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.699 AGR / RS
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 1/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S) : DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1746978
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.699
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES
ADV.(A/S) : DIEGO DETONI PAVONI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1746978
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 699",
"Súmulas ns 636",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 699",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 699",
"AI 642 . 699 AGR / RS",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Súmula do Superior Tribunal de Justiça , n . 266",
"Verbete n . 266 , do Superior Tribunal de Justiça",
"AI 642 . 699 AGR / RS",
"Súmula do Superior Tribunal de Justiça , n . 266",
"Verbete n . 266 , do Superior Tribunal de Justiça",
"AI 642 . 699 AGR / RS",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 835 . 757 / RJ - AgR",
"AI 642 . 699 AGR / RS",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279",
"AI n 835 . 757 / RJ - AgR",
"AI 642 . 699 AGR",
"SÚMULAS N . 279",
"AI n 829 . 036 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário n 599 . 127 / PI - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 584 . 885 / RJ - AgR",
"AI 642 . 699 AGR",
"SÚMULAS N . 279",
"AI n 829 . 036 / MG - AgR",
"AGRAVO",
"Recurso Extraordinário n 599 . 127 / PI - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Extraordinário n 584 . 885 / RJ - AgR",
"AI 642 . 699 AGR / RS",
"AI 642 . 699",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 699",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas",
"AI n 830 . 779 / DF - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 699",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 830 . 779 / DF - AgR",
"AI 642 . 699 AGR",
"Recurso Extraordinário n 464 . 104 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 511 . 972 / SP - AgR",
"SÚMULAS 279 E 454 DO SFT",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 807 . 362 / RN - AgR",
"AI 642 . 699",
"Recurso Extraordinário n 464 . 104 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 511 . 972 / SP - AgR",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279",
"AI n 807 . 362 / RN - AgR",
"AI 642 . 699 AGR",
"AI 642 . 699",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 699",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 699"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput e 37 , caput , e incisos I e II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput e 37 , caput , e incisos I e II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"arts . 5 . . . , caput ; e 37 , caput e incisos I e II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , caput ; e 37 , caput e incisos I e II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , inciso II , da Lei Complementar Estadual n 11 . 742 / 01",
"art . 37 , I , da Lei 11 . 742 / 2002",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 .",
"art . 37 , inciso II , da Lei Complementar Estadual n 11 . 742 / 01",
"art . 37 , I , da Lei 11 . 742 / 2002",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segundo Grupo Cível do Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segundo Grupo Cível do Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"5",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"5",
".",
". . Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Tribunal de Justiça do Estado do Piauí",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Tribunal de Justiça do Estado do Piauí",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RS",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES",
"DIEGO DETONI PAVONI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES",
"DIEGO DETONI PAVONI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES",
"DIEGO DETONI PAVONI",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Félix Fischer",
"Ricardo Lewandowski",
"Félix Fischer",
"Ricardo Lewandowski",
"Cámen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Cámen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Joaquim Barbosa",
"Sepúlveda Pertence",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES",
"DIEGO DETONI PAVONI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"FÁBIO LEAL DE ARAÚJO LOPES",
"DIEGO DETONI PAVONI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"6",
"/",
"06",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"15",
".",
"07",
".",
"05",
"28",
".",
"09",
".",
"05",
"13",
".",
"09",
".",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"6",
"/",
"06",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"15",
".",
"07",
".",
"05",
"28",
".",
"09",
".",
"05",
"13",
".",
"09",
".",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"-",
"05",
"-",
"2005",
"8",
"/",
"4",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"-",
"05",
"-",
"2005",
"8",
"/",
"4",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"3",
"/",
"11",
"28",
"/",
"4",
"/",
"11",
"2",
"/",
"12",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"3",
"/",
"11",
"28",
"/",
"4",
"/",
"11",
"2",
"/",
"12",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9",
"/",
"5",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9",
"/",
"5",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"6",
"/",
"06",
"16",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"6",
"/",
"06",
"16",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S)
:CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE POLICIAL –
GAP. LEI 7.145/1997, DO ESTADO DA BAHIA. EXTENSÃO PARA
INATIVOS. SÚMULA STF 280.
O Tribunal de origem, interpretando legislação estadual que trata da
matéria (Lei 7.145/97), entendeu ser devida a extensão aos servidores
inativos da Gratificação de Atividade Policial – GAP.
Impossibilidade de reexame de legislação local em recurso
extraordinário (Súmula 280). Precedentes.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811450.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S)
:CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
agravo regimental, interposto pelo Estado da Bahia, contra decisão de
minha antecessora Ministra Ellen Gracie, que negou seguimento ao
agravo de instrumento com a seguinte fundamentação (fls. 192-195):
“O recurso não merece prosperar. Verifica-se que, para divergir
da conclusão a que chegou o Tribunal a quo quanto à natureza
jurídica da Gratificação de Atividade Policial Militar GAP e a
extensão dessa aos inativos, necessário se faria o exame da legislação
local (Lei 7.145/97), o que é defeso nesta fase recursal, nos termos da
Súmula STF 280.”
2.
A parte agravante sustenta, em síntese, afronta direta aos
artigos 37, XIV, e 40, § 8º, da Constituição Federal, uma vez que “não há
direito adquirido a regime jurídico, sequer previsão legal para o reajuste da
Gratificação de Atividade Policial com base em soldo superior ao previsto em lei”
(fl. 200).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811459.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S)
:CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
agravo regimental, interposto pelo Estado da Bahia, contra decisão de
minha antecessora Ministra Ellen Gracie, que negou seguimento ao
agravo de instrumento com a seguinte fundamentação (fls. 192-195):
“O recurso não merece prosperar. Verifica-se que, para divergir
da conclusão a que chegou o Tribunal a quo quanto à natureza
jurídica da Gratificação de Atividade Policial Militar GAP e a
extensão dessa aos inativos, necessário se faria o exame da legislação
local (Lei 7.145/97), o que é defeso nesta fase recursal, nos termos da
Súmula STF 280.”
2.
A parte agravante sustenta, em síntese, afronta direta aos
artigos 37, XIV, e 40, § 8º, da Constituição Federal, uma vez que “não há
direito adquirido a regime jurídico, sequer previsão legal para o reajuste da
Gratificação de Atividade Policial com base em soldo superior ao previsto em lei”
(fl. 200).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811459.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4
Voto - MIN. ROSA WEBER
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Esta Corte já
pacificou sua jurisprudência no sentido de que a análise da extensão da
Gratificação de Atividade Policial – GAP, prevista na Lei 7.145/97, do
Estado da Bahia, para os inativos depende de exame da Legislação local,
o que é inviável nesta sede recursal, conforme Súmula STF 280 (“Por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.”).
Nesse sentido, cito o AI 820.428-AgR, 2ª Turma, rel. Min.
Ayres Britto, DJe 21.3.2011; AI 775.479-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJe 01.02.2011; AI 828.746-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Marco
Aurélio, DJe 19.12.1011; AI 764.235-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 02.12.2010; AI 708.713-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
05.02.2009; AI 810.716-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
03.11.2010; e AI 459.418-AgR, 2ª Turma. Ressalte-se que no julgamento do
AI 846.912, rel. Ministro Presidente, DJe 15.9.2011, este Tribunal
reconheceu a inexistência de repercussão geral da matéria, cuja ementa
transcrevo:
“RECURSO. Agravo de Instrumento convertido em
Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Gratificação de Atividade
Policial Militar GAPM. Extensão. Servidores públicos inativos e
pensionistas. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não
apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por
objeto extensão, em relação aos servidores públicos inativos, da
Gratificação de Atividade Policial Militar - GAPM, instituída pela
Lei Estadual 7.145/1997, versa sobre tema infraconstitucional.”
2.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811460.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Esta Corte já
pacificou sua jurisprudência no sentido de que a análise da extensão da
Gratificação de Atividade Policial – GAP, prevista na Lei 7.145/97, do
Estado da Bahia, para os inativos depende de exame da Legislação local,
o que é inviável nesta sede recursal, conforme Súmula STF 280 (“Por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.”).
Nesse sentido, cito o AI 820.428-AgR, 2ª Turma, rel. Min.
Ayres Britto, DJe 21.3.2011; AI 775.479-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJe 01.02.2011; AI 828.746-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Marco
Aurélio, DJe 19.12.1011; AI 764.235-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 02.12.2010; AI 708.713-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
05.02.2009; AI 810.716-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
03.11.2010; e AI 459.418-AgR, 2ª Turma. Ressalte-se que no julgamento do
AI 846.912, rel. Ministro Presidente, DJe 15.9.2011, este Tribunal
reconheceu a inexistência de repercussão geral da matéria, cuja ementa
transcrevo:
“RECURSO. Agravo de Instrumento convertido em
Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Gratificação de Atividade
Policial Militar GAPM. Extensão. Servidores públicos inativos e
pensionistas. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não
apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por
objeto extensão, em relação aos servidores públicos inativos, da
Gratificação de Atividade Policial Militar - GAPM, instituída pela
Lei Estadual 7.145/1997, versa sobre tema infraconstitucional.”
2.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811460.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727
PROCED. : BAHIA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S) : CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810931
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727
PROCED. : BAHIA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S) : CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810931
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1819698
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE POLICIAL – GAP. LEI 7.145/1997, DO ESTADO DA BAHIA. EXTENSÃO PARA INATIVOS. SÚMULA STF 280.
O Tribunal de origem, interpretando legislação estadual que trata da matéria (Lei 7.145/97), entendeu ser devida a extensão aos servidores inativos da Gratificação de Atividade Policial – GAP.
Impossibilidade de reexame de legislação local em recurso extraordinário (Súmula 280). Precedentes.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur206032
|
- Acórdãos citados: AI 820428 AgR, AI 775479 AgR, AI 828746 AgR, AI 764235 AgR, AI 708713 AgR, AI 810716 AgR, AI 459418 AgR, AI 846912 RG.
Número de páginas: 4.
Análise: 28/03/2012, AMS.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
834727
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-EST LEI-007145 ANO-1997\r\n LEI ORDINÁRIA, BA"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 834727 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ANTONIO PILÉ DA COSTA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
ADV.(A/S) : CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S)
:CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE POLICIAL –
GAP. LEI 7.145/1997, DO ESTADO DA BAHIA. EXTENSÃO PARA
INATIVOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280.
O Tribunal de origem, interpretando legislação estadual que trata da
matéria (Lei 7.145/97), entendeu ser devida a extensão aos servidores
inativos da Gratificação de Atividade Policial – GAP.
Impossibilidade de reexame de legislação local em recurso
extraordinário (Súmula 280). Precedentes.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S)
:CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
agravo regimental, interposto pelo Estado da Bahia, contra decisão de
minha antecessora Ministra Ellen Gracie, que negou seguimento ao
agravo de instrumento com a seguinte fundamentação (fls. 192-195):
“O recurso não merece prosperar. Verifica-se que, para divergir
da conclusão a que chegou o Tribunal a quo quanto à natureza
jurídica da Gratificação de Atividade Policial Militar GAP e a
extensão dessa aos inativos, necessário se faria o exame da legislação
local (Lei 7.145/97), o que é defeso nesta fase recursal, nos termos da
Súmula Supremo Tribunal Federal 280.”
2.
A parte agravante sustenta, em síntese, afronta direta aos
artigos 37, XIV, e 40, § 8..., da Constituição Federal, uma vez que “não há
direito adquirido a regime jurídico, sequer previsão legal para o reajuste da
Gratificação de Atividade Policial com base em soldo superior ao previsto em lei”
(fl. 200).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S)
:CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
agravo regimental, interposto pelo Estado da Bahia, contra decisão de
minha antecessora Ministra Ellen Gracie, que negou seguimento ao
agravo de instrumento com a seguinte fundamentação (fls. 192-195):
“O recurso não merece prosperar. Verifica-se que, para divergir
da conclusão a que chegou o Tribunal a quo quanto à natureza
jurídica da Gratificação de Atividade Policial Militar GAP e a
extensão dessa aos inativos, necessário se faria o exame da legislação
local (Lei 7.145/97), o que é defeso nesta fase recursal, nos termos da
Súmula Supremo Tribunal Federal 280.”
2.
A parte agravante sustenta, em síntese, afronta direta aos
artigos 37, XIV, e 40, § 8..., da Constituição Federal, uma vez que “não há
direito adquirido a regime jurídico, sequer previsão legal para o reajuste da
Gratificação de Atividade Policial com base em soldo superior ao previsto em lei”
(fl. 200).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Esta Corte já
pacificou sua jurisprudência no sentido de que a análise da extensão da
Gratificação de Atividade Policial – GAP, prevista na Lei 7.145/97, do
Estado da Bahia, para os inativos depende de exame da Legislação local,
o que é inviável nesta sede recursal, conforme Súmula Supremo Tribunal Federal 280 (“Por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.”).
Nesse sentido, cito o AI 820.428-AgR, 2... Turma, rel. Min.
Ayres Britto, DJe 21.3.2011; AI 775.479-AgR, 1... Turma, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJe 01.02.2011; AI 828.746-AgR, 1... Turma, rel. Min. Marco
Aurélio, DJe 19.12.1011; AI 764.235-AgR, 1... Turma, rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 02.12.2010; AI 708.713-AgR, 1... Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
05.02.2009; AI 810.716-AgR, 2... Turma, rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
03.11.2010; e AI 459.418-AgR, 2... Turma. Ressalte-se que no julgamento do
AI 846.912, rel. Ministro Presidente, DJe 15.9.2011, este Tribunal
reconheceu a inexistência de repercussão geral da matéria, cuja ementa
transcrevo:
“RECURSO. Agravo de Instrumento convertido em
Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Gratificação de Atividade
Policial Militar GAPM. Extensão. Servidores públicos inativos e
pensionistas. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não
apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por
objeto extensão, em relação aos servidores públicos inativos, da
Gratificação de Atividade Policial Militar - GAPM, instituída pela
Lei Estadual 7.145/1997, versa sobre tema infraconstitucional.”
2.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727 BAHIA
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Esta Corte já
pacificou sua jurisprudência no sentido de que a análise da extensão da
Gratificação de Atividade Policial – GAP, prevista na Lei 7.145/97, do
Estado da Bahia, para os inativos depende de exame da Legislação local,
o que é inviável nesta sede recursal, conforme Súmula Supremo Tribunal Federal 280 (“Por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.”).
Nesse sentido, cito o AI 820.428-AgR, 2... Turma, rel. Min.
Ayres Britto, DJe 21.3.2011; AI 775.479-AgR, 1... Turma, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJe 01.02.2011; AI 828.746-AgR, 1... Turma, rel. Min. Marco
Aurélio, DJe 19.12.1011; AI 764.235-AgR, 1... Turma, rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 02.12.2010; AI 708.713-AgR, 1... Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
05.02.2009; AI 810.716-AgR, 2... Turma, rel. Min. Gilmar Mendes, DJe
03.11.2010; e AI 459.418-AgR, 2... Turma. Ressalte-se que no julgamento do
AI 846.912, rel. Ministro Presidente, DJe 15.9.2011, este Tribunal
reconheceu a inexistência de repercussão geral da matéria, cuja ementa
transcrevo:
“RECURSO. Agravo de Instrumento convertido em
Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Gratificação de Atividade
Policial Militar GAPM. Extensão. Servidores públicos inativos e
pensionistas. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não
apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por
objeto extensão, em relação aos servidores públicos inativos, da
Gratificação de Atividade Policial Militar - GAPM, instituída pela
Lei Estadual 7.145/1997, versa sobre tema infraconstitucional.”
2.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727
PROCED. : BAHIA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S) : CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.727
PROCED. : BAHIA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ANTONIO PILÉ DA COSTA
ADV.(A/S) : CARLA FERREIRA VIANA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 727",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 727",
"Súmula",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 727",
"Súmula",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 727",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 280",
"AI 820 . 428 - AgR",
"AI 775 . 479 - AgR",
"AI 828 . 746 - AgR",
"AI 764 . 235 - AgR",
"AI 708 . 713 - AgR",
"AI 810 . 716 - AgR",
"AI 459 . 418 - AgR",
"AI 846 . 912",
"AGRAVO",
"Súmula",
"AI 820 . 428 - AgR",
"AI 775 . 479 - AgR",
"AI 828 . 746 - AgR",
"AI 764 . 235 - AgR",
"AI 708 . 713 - AgR",
"AI 810 . 716 - AgR",
"AI 459 . 418 - AgR",
"AI 846 . 912",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 ."
],
"LEGISLACAO": [
"LEI 7 . 145 / 1997",
"Lei 7 . 145 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 7 . 145 / 97",
"artigos 37 , XIV , e 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 7 . 145 / 97",
"artigos 37 , XIV , e 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 7 . 145 / 97",
"Lei Estadual 7 . 145 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 7 . 145 / 97",
"Lei Estadual 7 . 145 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Brasília",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Estado da Bahia",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Estado da Bahia",
"BAHIA",
"Estado da Bahia",
"Estado da Bahia",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BAHIA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BAHIA",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BAHIA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ANTONIO PILÉ DA COSTA",
"CARLA FERREIRA VIANA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ANTONIO PILÉ DA COSTA",
"CARLA FERREIRA VIANA",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"ANTONIO PILÉ DA COSTA",
"CARLA FERREIRA VIANA",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"ANTONIO PILÉ DA COSTA",
"CARLA FERREIRA VIANA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ANTONIO PILÉ DA COSTA",
"CARLA FERREIRA VIANA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"21",
".",
"3",
".",
"2011",
"01",
".",
"02",
".",
"2011",
"19",
".",
"12",
".",
"1011",
"02",
".",
"12",
".",
"2010",
"05",
".",
"02",
".",
"2009",
"03",
".",
"11",
".",
"2010",
"15",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"21",
".",
"3",
".",
"2011",
"01",
".",
"02",
".",
"2011",
"19",
".",
"12",
".",
"1011",
"02",
".",
"12",
".",
"2010",
"05",
".",
"02",
".",
"2009",
"03",
".",
"11",
".",
"2010",
"15",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
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"08",
"/",
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"28",
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"2",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO DE MATERIAL UTILIZADO COMO INSUMO EM OBRA
DE CONSTRUÇÃO CIVIL. DIFERENCIAL DA ALÍQUOTA. NÃO
CABIMENTO.
1. A jurisprudência a do Supremo Tribunal Federal entende que as
empresas de construção civil não estão compelidas à satisfação do
diferencial de alíquota de ICMS do Estado destinatário, quando
adquirem, em Estado que pratique alíquota mais favorável, material a ser
utilizado como insumo em suas obras.
2. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1835223.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Cuida-se de agravo regimental contra decisão singular em que
neguei seguimento a agravo de instrumento porque: a) jurisprudência a
do Supremo Tribunal Federal entende que as empresas de construção
civil não estão compelidas à satisfação do diferencial de alíquota de ICMS
do Estado destinatário, quando adquirem, em Estado que pratique
alíquota mais favorável, material a ser utilizado como insumo em suas
obras; b) incidem as Súmulas 282 e 356/STF.
2. Pois bem, a parte agravante reitera as razões do apelo extremo e
afirma que a matéria está devidamente prequestionada.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o recurso à apreciação desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Cuida-se de agravo regimental contra decisão singular em que
neguei seguimento a agravo de instrumento porque: a) jurisprudência a
do Supremo Tribunal Federal entende que as empresas de construção
civil não estão compelidas à satisfação do diferencial de alíquota de ICMS
do Estado destinatário, quando adquirem, em Estado que pratique
alíquota mais favorável, material a ser utilizado como insumo em suas
obras; b) incidem as Súmulas 282 e 356/STF.
2. Pois bem, a parte agravante reitera as razões do apelo extremo e
afirma que a matéria está devidamente prequestionada.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o recurso à apreciação desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, o
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia decidiu a controvérsia em acórdão
assim ementado (fls. 65):
“AÇÃO ORDINÁRIA DECLARATÓRIA. IMPOSTO
SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS – ICMS.
CONSTRUÇÃO CIVIL. NÃO INCIDÊNCIA. AS EMPRESAS
DE CONSTRUÇÃO CIVIL NÃO ESTÃO SUJEITAS AO
PAGAMENTO DO ICMS QUANDO ADQUIREM PRODUTOS
PARA UTILIZAÇÃO EM SUA PRÓPRIA OBRA, EXCETO
QUANDO PRODUZAM BENS E COM ELES PRATIQUE ATOS
DE COMÉRCIO. IMPROVIMENTO DO APELO.”
6. Ora, sucede que o entendimento da instância judicante de origem
afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece
juridicamente correta. Confira-se, a propósito, a ementa do RE
397.079-AgR, da relatoria do ministro Eros Grau:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS.
MERCADORIAS ADQUIRIDAS POR CONSTRUTORA PARA
EMPREGO EM OBRA. IMPROPRIEDADE DA COBRANÇA
DO DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA. APREENSÃO DE
MERCADORIAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 323 DO STF.
1.
As construtoras que adquirem material em
Estado-membro instituidor de alíquota de ICMS mais favorável
não estão compelidas, ao utilizarem essas mercadorias como
insumos em suas obras, à satisfação do diferencial de alíquota
de ICMS do Estado destinatário, uma vez que são, de regra,
contribuintes do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, o
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia decidiu a controvérsia em acórdão
assim ementado (fls. 65):
“AÇÃO ORDINÁRIA DECLARATÓRIA. IMPOSTO
SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS – ICMS.
CONSTRUÇÃO CIVIL. NÃO INCIDÊNCIA. AS EMPRESAS
DE CONSTRUÇÃO CIVIL NÃO ESTÃO SUJEITAS AO
PAGAMENTO DO ICMS QUANDO ADQUIREM PRODUTOS
PARA UTILIZAÇÃO EM SUA PRÓPRIA OBRA, EXCETO
QUANDO PRODUZAM BENS E COM ELES PRATIQUE ATOS
DE COMÉRCIO. IMPROVIMENTO DO APELO.”
6. Ora, sucede que o entendimento da instância judicante de origem
afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece
juridicamente correta. Confira-se, a propósito, a ementa do RE
397.079-AgR, da relatoria do ministro Eros Grau:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS.
MERCADORIAS ADQUIRIDAS POR CONSTRUTORA PARA
EMPREGO EM OBRA. IMPROPRIEDADE DA COBRANÇA
DO DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA. APREENSÃO DE
MERCADORIAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 323 DO STF.
1.
As construtoras que adquirem material em
Estado-membro instituidor de alíquota de ICMS mais favorável
não estão compelidas, ao utilizarem essas mercadorias como
insumos em suas obras, à satisfação do diferencial de alíquota
de ICMS do Estado destinatário, uma vez que são, de regra,
contribuintes do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza,
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 557.373 AGR / BA
de competência dos Municípios.
2.
É inadmissível a apreensão de mercadorias com o
propósito de coagir o contribuinte ao pagamento de tributos
(Súmula n. 323 do Supremo Tribunal Federal).
Agravo regimental a que se nega provimento.”
7. Outros precedentes: REs 356.335-AgR, da relatoria da ministra
Ellen Gracie; 527.820-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes;
559.936-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e
579.084-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia.
8. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 557.373 AGR / BA
de competência dos Municípios.
2.
É inadmissível a apreensão de mercadorias com o
propósito de coagir o contribuinte ao pagamento de tributos
(Súmula n. 323 do Supremo Tribunal Federal).
Agravo regimental a que se nega provimento.”
7. Outros precedentes: REs 356.335-AgR, da relatoria da ministra
Ellen Gracie; 527.820-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes;
559.936-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e
579.084-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia.
8. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1863465
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-29T00:00:00
|
Agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. AQUISIÇÃO DE MATERIAL UTILIZADO COMO INSUMO EM OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. DIFERENCIAL DA ALÍQUOTA. NÃO CABIMENTO.
1. A jurisprudência a do Supremo Tribunal Federal entende que as empresas de construção civil não estão compelidas à satisfação do diferencial de alíquota de ICMS do Estado destinatário, quando adquirem, em Estado que pratique alíquota mais favorável, material a ser utilizado como insumo em suas obras.
2. Agravo regimental desprovido.
|
sjur206739
|
- Acórdãos citados: RE 356335 AgR, RE 397079 AgR,
RE 527820 AgR, RE 559936 AgR, RE 579084 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 11/04/2012, LLD.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
557373
| null |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 557373 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO.
ICMS.
AQUISIÇÃO DE MATERIAL UTILIZADO COMO INSUMO EM OBRA
DE CONSTRUÇÃO CIVIL. DIFERENCIAL DA ALÍQUOTA. NÃO
CABIMENTO.
1. A jurisprudência a do Supremo Tribunal Federal entende que as
empresas de construção civil não estão compelidas à satisfação do
diferencial de alíquota de ICMS do Estado destinatário, quando
adquirem, em Estado que pratique alíquota mais favorável, material a ser
utilizado como insumo em suas obras.
2. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 29/03/2012
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Cuida-se de agravo regimental contra decisão singular em que
neguei seguimento a agravo de instrumento porque: a) jurisprudência a
do Supremo Tribunal Federal entende que as empresas de construção
civil não estão compelidas à satisfação do diferencial de alíquota de ICMS
do Estado destinatário, quando adquirem, em Estado que pratique
alíquota mais favorável, material a ser utilizado como insumo em suas
obras; b) incidem as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
2. Pois bem, a parte agravante reitera as razões do apelo extremo e
afirma que a matéria está devidamente prequestionada.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o recurso à apreciação desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S)
:ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Cuida-se de agravo regimental contra decisão singular em que
neguei seguimento a agravo de instrumento porque: a) jurisprudência a
do Supremo Tribunal Federal entende que as empresas de construção
civil não estão compelidas à satisfação do diferencial de alíquota de ICMS
do Estado destinatário, quando adquirem, em Estado que pratique
alíquota mais favorável, material a ser utilizado como insumo em suas
obras; b) incidem as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
2. Pois bem, a parte agravante reitera as razões do apelo extremo e
afirma que a matéria está devidamente prequestionada.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o recurso à apreciação desta
nossa Turma.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, o
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia decidiu a controvérsia em acórdão
assim ementado (fls. 65):
“AÇÃO ORDINÁRIA DECLARATÓRIA. IMPOSTO
SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS – ICMS.
CONSTRUÇÃO CIVIL. NÃO INCIDÊNCIA. AS EMPRESAS
DE CONSTRUÇÃO CIVIL NÃO ESTÃO SUJEITAS AO
PAGAMENTO DO ICMS QUANDO ADQUIREM PRODUTOS
PARA UTILIZAÇÃO EM SUA PRÓPRIA OBRA, EXCETO
QUANDO PRODUZAM BENS E COM ELES PRATIQUE ATOS
DE COMÉRCIO. IMPROVIMENTO DO APELO.”
6. Ora, sucede que o entendimento da instância judicante de origem
afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece
juridicamente correta. Confira-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário
397.079-AgR, da relatoria do ministro Eros Grau:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS.
MERCADORIAS ADQUIRIDAS POR CONSTRUTORA PARA
EMPREGO EM OBRA. IMPROPRIEDADE DA COBRANÇA
DO DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA. APREENSÃO DE
MERCADORIAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 323 DO Supremo Tribunal Federal.
1.
As construtoras que adquirem material em
Estado-membro instituidor de alíquota de ICMS mais favorável
não estão compelidas, ao utilizarem essas mercadorias como
insumos em suas obras, à satisfação do diferencial de alíquota
de ICMS do Estado destinatário, uma vez que são, de regra,
contribuintes do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, o
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia decidiu a controvérsia em acórdão
assim ementado (fls. 65):
“AÇÃO ORDINÁRIA DECLARATÓRIA. IMPOSTO
SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS – ICMS.
CONSTRUÇÃO CIVIL. NÃO INCIDÊNCIA. AS EMPRESAS
DE CONSTRUÇÃO CIVIL NÃO ESTÃO SUJEITAS AO
PAGAMENTO DO ICMS QUANDO ADQUIREM PRODUTOS
PARA UTILIZAÇÃO EM SUA PRÓPRIA OBRA, EXCETO
QUANDO PRODUZAM BENS E COM ELES PRATIQUE ATOS
DE COMÉRCIO. IMPROVIMENTO DO APELO.”
6. Ora, sucede que o entendimento da instância judicante de origem
afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece
juridicamente correta. Confira-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário
397.079-AgR, da relatoria do ministro Eros Grau:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS.
MERCADORIAS ADQUIRIDAS POR CONSTRUTORA PARA
EMPREGO EM OBRA. IMPROPRIEDADE DA COBRANÇA
DO DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA. APREENSÃO DE
MERCADORIAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 323 DO Supremo Tribunal Federal.
1.
As construtoras que adquirem material em
Estado-membro instituidor de alíquota de ICMS mais favorável
não estão compelidas, ao utilizarem essas mercadorias como
insumos em suas obras, à satisfação do diferencial de alíquota
de ICMS do Estado destinatário, uma vez que são, de regra,
contribuintes do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1835225.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 557.373 AGR / BA
de competência dos Municípios.
2.
É inadmissível a apreensão de mercadorias com o
propósito de coagir o contribuinte ao pagamento de tributos
(Súmula n. 323 do Supremo Tribunal Federal).
Agravo regimental a que se nega provimento.”
7. Outros precedentes: REs 356.335-AgR, da relatoria da ministra
Ellen Gracie; 527.820-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes;
559.936-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e
579.084-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia.
8. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 557.373 AGR / BA
de competência dos Municípios.
2.
É inadmissível a apreensão de mercadorias com o
propósito de coagir o contribuinte ao pagamento de tributos
(Súmula n. 323 do Supremo Tribunal Federal).
Agravo regimental a que se nega provimento.”
7. Outros precedentes: REs 356.335-AgR, da relatoria da ministra
Ellen Gracie; 527.820-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes;
559.936-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e
579.084-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia.
8. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805273
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 557.373
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : ARCLIMA ENGENHARIA LTDA
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805273
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 557 . 373",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 557 . 373",
"Súmulas 282",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 557 . 373",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 397 . 079 - AgR",
"SÚMULA 323 DO Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 557 . 373",
"Recurso Extraordinário 397 . 079 - AgR",
"SÚMULA 323 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 557 . 373 AGR / BA",
"Súmula n . 323 do Supremo Tribunal Federal",
"REs 356 . 335 - AgR",
"527",
".",
"820",
"-",
"AgR",
"559",
".",
"936",
"-",
"AgR",
"579",
".",
"084",
"-",
"AgR",
"AI 557 . 373 AGR",
"/",
"BA",
"Súmula n . 323 do Supremo Tribunal Federal",
"REs 356 . 335 - AgR",
"527",
".",
"820",
"-",
"AgR",
"559",
".",
"936",
"-",
"AgR",
"579",
".",
"084",
"-",
"AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 557 . 373",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 557 . 373"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Brasília",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"ARCLIMA ENGENHARIA LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ARCLIMA ENGENHARIA LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ARCLIMA ENGENHARIA LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"ARCLIMA ENGENHARIA LTDA",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Eros Grau",
"AYRES BRITTO",
"Eros Grau",
"AYRES BRITTO",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"AYRES BRITTO",
"ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"ANTONIO CARLOS NOGUEIRA REIS",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário",
"José Gisi .",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
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"02",
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"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
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"24",
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"2001",
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".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON
LUIS CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Habeas corpus. 2. Penal militar. Crime de deserção. Extinção da
punibilidade pela prescrição. 3. Iniciado julgamento. 4. Questão de ordem
para assentar o prejuízo da impetração. 5. Ordem prejudicada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, julgar prejudicada a
ordem, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 18/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS
CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de
Wellington Luiz Correia, contra acórdão formalizado pelo Superior
Tribunal Militar, nos autos da Apelação n. 2008.01.051036-4. Eis o teor da
ementa desse julgado:
“DESERÇÃO. PRELIMINAR DE EXTINÇÃO DE
PUNIBILIDADE. INOCORRÊNCIA. PERMANÊNCIA DO
DELITO QUE PERDURA ATÉ A APRESENTAÇÃO OU
CAPTURA DO DESERTOR. INTELIGÊNCIA DO ART. 243 DO
CPPM. NO MÉRITO, AFIGURA-SE ESTÉRIL A TESE
DEFENSIVA. MANTIDA A CONDENAÇÃO 'a quo'. 'In casu',
insuficientes as provas das alegações do Apelante relativas à
exclusão da culpabilidade, as quais cabem à Defesa. Preliminar
rejeitada por maioria. No mérito, improvido o apelo defensivo
por decisão unânime”.
Conforme consta dos autos, o paciente foi condenado à pena de 6
(seis) meses de detenção, convertida em prisão (art. 59 do CPM), pela
prática do delito tipificado no art. 187 do Código Penal Militar.
Inconformada, a defesa interpôs recurso de apelação.
O Superior Tribunal Militar, por maioria, rejeitou a preliminar de
extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva,
arguida pelo Ministério Público Militar e, no mérito, por unanimidade,
negou provimento ao apelo, mantendo incólume o decreto condenatório.
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Supremo Tribunal Federal
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS
CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de
Wellington Luiz Correia, contra acórdão formalizado pelo Superior
Tribunal Militar, nos autos da Apelação n. 2008.01.051036-4. Eis o teor da
ementa desse julgado:
“DESERÇÃO. PRELIMINAR DE EXTINÇÃO DE
PUNIBILIDADE. INOCORRÊNCIA. PERMANÊNCIA DO
DELITO QUE PERDURA ATÉ A APRESENTAÇÃO OU
CAPTURA DO DESERTOR. INTELIGÊNCIA DO ART. 243 DO
CPPM. NO MÉRITO, AFIGURA-SE ESTÉRIL A TESE
DEFENSIVA. MANTIDA A CONDENAÇÃO 'a quo'. 'In casu',
insuficientes as provas das alegações do Apelante relativas à
exclusão da culpabilidade, as quais cabem à Defesa. Preliminar
rejeitada por maioria. No mérito, improvido o apelo defensivo
por decisão unânime”.
Conforme consta dos autos, o paciente foi condenado à pena de 6
(seis) meses de detenção, convertida em prisão (art. 59 do CPM), pela
prática do delito tipificado no art. 187 do Código Penal Militar.
Inconformada, a defesa interpôs recurso de apelação.
O Superior Tribunal Militar, por maioria, rejeitou a preliminar de
extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva,
arguida pelo Ministério Público Militar e, no mérito, por unanimidade,
negou provimento ao apelo, mantendo incólume o decreto condenatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 105.017 / PR
Contra essa decisão a defesa opôs embargos infringentes, os quais
foram rejeitados, em decisão assim ementada:
“EMBARGOS INFRINGENTES DO JULGADO.
O Embargante passou à condição de desertor e, quando da
apresentação voluntária, já tinha mais de 21 (vinte e um) anos.
A divergência no Acórdão embargado, cinge-se ao
reconhecimento ou não da menoridade do Réu ao tempo do
crime, de forma a declarar-se extinta a punibilidade pela
prescrição.
Conforme entendimento dominante desta Corte e pacífico
do Supremo Tribunal Federal, corroborado pela doutrina, o
crime de deserção é permanente, ou seja, sua consumação se
prorroga no tempo e cessa com a apresentação voluntária ou
captura do desertor.
Em face da inexistência da prescrição, resta prejudicada a
análise do momento de sua declaração, se antes ou depois do
julgamento de mérito.
Embargos rejeitados. Maioria”.
Nesse writ, a defesa requer a concessão da ordem para que seja
declarada a extinção da punibilidade do paciente, em virtude da
prescrição da pretensão punitiva.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.017 / PR
Contra essa decisão a defesa opôs embargos infringentes, os quais
foram rejeitados, em decisão assim ementada:
“EMBARGOS INFRINGENTES DO JULGADO.
O Embargante passou à condição de desertor e, quando da
apresentação voluntária, já tinha mais de 21 (vinte e um) anos.
A divergência no Acórdão embargado, cinge-se ao
reconhecimento ou não da menoridade do Réu ao tempo do
crime, de forma a declarar-se extinta a punibilidade pela
prescrição.
Conforme entendimento dominante desta Corte e pacífico
do Supremo Tribunal Federal, corroborado pela doutrina, o
crime de deserção é permanente, ou seja, sua consumação se
prorroga no tempo e cessa com a apresentação voluntária ou
captura do desertor.
Em face da inexistência da prescrição, resta prejudicada a
análise do momento de sua declaração, se antes ou depois do
julgamento de mérito.
Embargos rejeitados. Maioria”.
Nesse writ, a defesa requer a concessão da ordem para que seja
declarada a extinção da punibilidade do paciente, em virtude da
prescrição da pretensão punitiva.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a
defesa requer a concessão da ordem para que seja declarada a extinção da
punibilidade do paciente em razão da prescrição da pretensão punitiva.
Aduz que o delito de deserção, tipificado no art. 187 do Código
Penal Militar, é crime de mera conduta, que se consuma no nono dia de
ausência do militar. Assim, sustenta que o prazo prescricional de dois
anos (art.125, VII do CPM) – que deve ser reduzido à metade, em virtude
de o paciente ser menor de 21 anos na data da consumação (art. 129 CPM)
– transcorreu entre a data do recebimento da denúncia (16.4.2007) e a data
da sentença condenatória (28.4.2008).
Entendo não assistir razão à defesa.
Em que pese aos argumentos da defesa, é assente nesta Corte o
entendimento de que a deserção é crime permanente, cuja consumação se
prolonga no tempo e cessa quando o desertor se apresenta ou é
capturado.
Com efeito, consta dos autos que o paciente tornou-se desertor em 4
de outubro de 2006 e apresentou-se, voluntariamente, em 7 de março de
2007, data em que cessou a permanência da prática do delito, passando
daí a correr o prazo prescricional, a teor do que determina o art. 125, §2º,
'c' do CPM.
Assim, tendo o paciente nascido em 2 de novembro de 1985, contava
com mais de 21 anos na data em que se apresentou (7.3.2007), razão pela
qual não se aplica a redução do prazo prescricional do art. 129 do Código
Penal Militar.
Por oportuno, confiram-se os seguintes julgados desta Corte,
perfilhados nas seguintes ementas:
I. Conflito de leis penais no tempo: cuidando-se de crime
permanente - qual o delito militar de deserção - aplica-se- lhe a
lei vigente ao tempo em que cessou a permanência, ainda que
mais severa que a anterior, vigente ao tempo do seu início. II.
Suspensão condicional do processo, tornada inaplicável no
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Supremo Tribunal Federal
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a
defesa requer a concessão da ordem para que seja declarada a extinção da
punibilidade do paciente em razão da prescrição da pretensão punitiva.
Aduz que o delito de deserção, tipificado no art. 187 do Código
Penal Militar, é crime de mera conduta, que se consuma no nono dia de
ausência do militar. Assim, sustenta que o prazo prescricional de dois
anos (art.125, VII do CPM) – que deve ser reduzido à metade, em virtude
de o paciente ser menor de 21 anos na data da consumação (art. 129 CPM)
– transcorreu entre a data do recebimento da denúncia (16.4.2007) e a data
da sentença condenatória (28.4.2008).
Entendo não assistir razão à defesa.
Em que pese aos argumentos da defesa, é assente nesta Corte o
entendimento de que a deserção é crime permanente, cuja consumação se
prolonga no tempo e cessa quando o desertor se apresenta ou é
capturado.
Com efeito, consta dos autos que o paciente tornou-se desertor em 4
de outubro de 2006 e apresentou-se, voluntariamente, em 7 de março de
2007, data em que cessou a permanência da prática do delito, passando
daí a correr o prazo prescricional, a teor do que determina o art. 125, §2º,
'c' do CPM.
Assim, tendo o paciente nascido em 2 de novembro de 1985, contava
com mais de 21 anos na data em que se apresentou (7.3.2007), razão pela
qual não se aplica a redução do prazo prescricional do art. 129 do Código
Penal Militar.
Por oportuno, confiram-se os seguintes julgados desta Corte,
perfilhados nas seguintes ementas:
I. Conflito de leis penais no tempo: cuidando-se de crime
permanente - qual o delito militar de deserção - aplica-se- lhe a
lei vigente ao tempo em que cessou a permanência, ainda que
mais severa que a anterior, vigente ao tempo do seu início. II.
Suspensão condicional do processo, tornada inaplicável no
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 105.017 / PR
âmbito da Justiça Militar (L. 9.839/99): sua aplicação ao processo
por deserção, quando só na vigência da lei nova cessou a
permanência do crime, pela apresentação ou a captura do
Militar desertor. (HC 80540, Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,
Primeira Turma, DJ 2.2.2001).
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL MILITAR.
CRIME DE DESERÇÃO. INAPLICABILIDADE DA LEI N.
9.099/95 À ESPÉCIE PELA PROIBIÇÃO DA LEI N. 9.839/99,
VIGENTE NO MOMENTO DA CAPTURA DO PACIENTE.
PROCEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. Não há nulidade da
ação penal em decorrência do não-oferecimento da proposta de
suspensão condicional do processo, prevista na Lei n. 9.099/95,
uma vez que, por ter o crime de deserção natureza permanente,
aplica-se ao caso a norma em vigor ao tempo da captura do
Paciente (9.3.2006), a dizer, a Lei n. 9.839/99, que inseriu o art.
90-A na Lei n. 9.099/95, que afasta expressamente a aplicação
dos preceitos dos Juizados Especiais no âmbito da Justiça
Militar.
2.
Habeas
Corpus
denegado.
(HC 90105, Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJ
2.3.2007).
PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR.
APELAÇÃO. PRESCRIÇÃO. ARTS. 125, 129, 132 E 187,
TODOS DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ARTS. 451 E
SEGUINTES DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR.
DESERÇÃO. CRIME PERMANENTE. ORDEM DENEGADA. I
- O crime de deserção é crime permanente. II - A permanência
cessa com a apresentação voluntária ou a captura do agente. III
- Capturado o agente após completos seus vinte e um anos,
não há falar na aplicação da redução do art. 129 do Código
Penal Militar. IV - Ordem denegada. (HC 91873, Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJ 19.12.2007).
HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. DESERÇÃO.
PRESCRIÇÃO. O sistema do CPM configura duas hipóteses
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.017 / PR
âmbito da Justiça Militar (L. 9.839/99): sua aplicação ao processo
por deserção, quando só na vigência da lei nova cessou a
permanência do crime, pela apresentação ou a captura do
Militar desertor. (HC 80540, Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,
Primeira Turma, DJ 2.2.2001).
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL MILITAR.
CRIME DE DESERÇÃO. INAPLICABILIDADE DA LEI N.
9.099/95 À ESPÉCIE PELA PROIBIÇÃO DA LEI N. 9.839/99,
VIGENTE NO MOMENTO DA CAPTURA DO PACIENTE.
PROCEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. Não há nulidade da
ação penal em decorrência do não-oferecimento da proposta de
suspensão condicional do processo, prevista na Lei n. 9.099/95,
uma vez que, por ter o crime de deserção natureza permanente,
aplica-se ao caso a norma em vigor ao tempo da captura do
Paciente (9.3.2006), a dizer, a Lei n. 9.839/99, que inseriu o art.
90-A na Lei n. 9.099/95, que afasta expressamente a aplicação
dos preceitos dos Juizados Especiais no âmbito da Justiça
Militar.
2.
Habeas
Corpus
denegado.
(HC 90105, Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJ
2.3.2007).
PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR.
APELAÇÃO. PRESCRIÇÃO. ARTS. 125, 129, 132 E 187,
TODOS DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ARTS. 451 E
SEGUINTES DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR.
DESERÇÃO. CRIME PERMANENTE. ORDEM DENEGADA. I
- O crime de deserção é crime permanente. II - A permanência
cessa com a apresentação voluntária ou a captura do agente. III
- Capturado o agente após completos seus vinte e um anos,
não há falar na aplicação da redução do art. 129 do Código
Penal Militar. IV - Ordem denegada. (HC 91873, Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJ 19.12.2007).
HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. DESERÇÃO.
PRESCRIÇÃO. O sistema do CPM configura duas hipóteses
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 105.017 / PR
para a questão da prescrição, em caso de deserção. A primeira
se refere ao militar que deserta e posteriormente é
reincorporado, porque se apresentou voluntariamente ou foi
preso. A este é aplicável uma norma geral relativa à prescrição
prevista no CPM, art. 125. A segunda, é dirigida ao trânsfuga,
ou seja, aquele que permanece no estado de deserção. A ele é
aplicável a norma especial do CPM, art. 132. Nessa situação, só
gozará a extinção da punibilidade ao atingir os limites de idade.
O prazo prescricional só se configura com o advento dos 45
anos para os praças e 60 anos para os oficiais. Habeas Corpus
deferido. (HC 79432, Min. NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ
15.10.1999).
PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
MILITAR. DESERÇÃO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE PELA
PRESCRIÇÃO: INOCORRÊNCIA. I. - Delito militar de
deserção: crime permanente. Precedente: HC 80.540-AM,
Ministro S. Pertence, 1ª T, 28.11.2000, "DJ" de 02.02.2001. II. - A
norma geral do art. 125 do CPM é aplicável ao militar desertor
que se apresenta ou é capturado, contando-se daí o prazo
prescricional . Precedente: HC 79.432-PR, Ministro N. Jobim,
2ªT, 14.11.99, "DJ" de 15 .10.99. III. - Inocorrência da prescrição,
no caso, porque não decorridos 4 (quatro) anos da data da
captura
do
paciente.
IV
-
H.C.
indeferido.
(HC 82075, Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ
11.10.2002).
Nesse mesmo sentido, esclarece Jorge Alberto Romeiro que, “sendo a
deserção crime permanente, enquanto não cessa sua permanência não corre o
prazo da prescrição (...) E a permanência do crime de deserção só cessa com a
captura ou a voluntária apresentação do desertor à sua unidade militar (...)”.
(Curso de Direito Penal Militar- Parte Geral, Ed. Saraiva, 1994, p.310).
A corroborar esse entendimento, ressalto trecho do parecer
ministerial, que assim consignou:
“(...) Tal o quadro, diante da pena de seis meses de
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.017 / PR
para a questão da prescrição, em caso de deserção. A primeira
se refere ao militar que deserta e posteriormente é
reincorporado, porque se apresentou voluntariamente ou foi
preso. A este é aplicável uma norma geral relativa à prescrição
prevista no CPM, art. 125. A segunda, é dirigida ao trânsfuga,
ou seja, aquele que permanece no estado de deserção. A ele é
aplicável a norma especial do CPM, art. 132. Nessa situação, só
gozará a extinção da punibilidade ao atingir os limites de idade.
O prazo prescricional só se configura com o advento dos 45
anos para os praças e 60 anos para os oficiais. Habeas Corpus
deferido. (HC 79432, Min. NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ
15.10.1999).
PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
MILITAR. DESERÇÃO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE PELA
PRESCRIÇÃO: INOCORRÊNCIA. I. - Delito militar de
deserção: crime permanente. Precedente: HC 80.540-AM,
Ministro S. Pertence, 1ª T, 28.11.2000, "DJ" de 02.02.2001. II. - A
norma geral do art. 125 do CPM é aplicável ao militar desertor
que se apresenta ou é capturado, contando-se daí o prazo
prescricional . Precedente: HC 79.432-PR, Ministro N. Jobim,
2ªT, 14.11.99, "DJ" de 15 .10.99. III. - Inocorrência da prescrição,
no caso, porque não decorridos 4 (quatro) anos da data da
captura
do
paciente.
IV
-
H.C.
indeferido.
(HC 82075, Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ
11.10.2002).
Nesse mesmo sentido, esclarece Jorge Alberto Romeiro que, “sendo a
deserção crime permanente, enquanto não cessa sua permanência não corre o
prazo da prescrição (...) E a permanência do crime de deserção só cessa com a
captura ou a voluntária apresentação do desertor à sua unidade militar (...)”.
(Curso de Direito Penal Militar- Parte Geral, Ed. Saraiva, 1994, p.310).
A corroborar esse entendimento, ressalto trecho do parecer
ministerial, que assim consignou:
“(...) Tal o quadro, diante da pena de seis meses de
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 105.017 / PR
detenção, tem-se que a prescrição da pretensão punitiva, com
prazo de 02 (dois) anos, teve início com a captura do desertor
em 07.03.2007, sendo interrompida com o recebimento da
denúncia (16.04.2007) e com a sentença condenatória
(28.04.2008). Quanto à contagem por metade do prazo de
prescrição, em razão da menoridade (CPM art. 129), tem-se que
nos crimes permanentes a prescrição somente começa a correr
na data da cessação da permanência (Código Penal Militar art.
125, §2º,'c'). Sendo assim, o paciente, nascido em 02.11.1985, era
maior de vinte e um anos na data da captura (07.03.2007),
donde não lhe ser aplicável a contagem do prazo por metade.
(...)”.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
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HC 105.017 / PR
detenção, tem-se que a prescrição da pretensão punitiva, com
prazo de 02 (dois) anos, teve início com a captura do desertor
em 07.03.2007, sendo interrompida com o recebimento da
denúncia (16.04.2007) e com a sentença condenatória
(28.04.2008). Quanto à contagem por metade do prazo de
prescrição, em razão da menoridade (CPM art. 129), tem-se que
nos crimes permanentes a prescrição somente começa a correr
na data da cessação da permanência (Código Penal Militar art.
125, §2º,'c'). Sendo assim, o paciente, nascido em 02.11.1985, era
maior de vinte e um anos na data da captura (07.03.2007),
donde não lhe ser aplicável a contagem do prazo por metade.
(...)”.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
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Vista
05/04/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON
LUIS CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017
VISTA
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO - A despeito do excelente
voto do Ministro-Relator Gilmar Mendes, a defesa me pareceu muito
instigante quanto a esta discussão técnica: se o crime de deserção
caracteriza um crime instantâneo, embora de efeito permanente, ou um
crime permanente. E a tese me pareceu interessante, porque se for crime
instantâneo, configurada a deserção antes dos 21 anos, a prescrição opera
pela metade e, se opera pela metade, a esta altura já se configura a
extinção da punibilidade pela prescrição punitiva.
Então, Ministro-Relator, se Vossa Excelência compreende nesses
termos também, eu vou pedir vista.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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05/04/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON
LUIS CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017
VISTA
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO - A despeito do excelente
voto do Ministro-Relator Gilmar Mendes, a defesa me pareceu muito
instigante quanto a esta discussão técnica: se o crime de deserção
caracteriza um crime instantâneo, embora de efeito permanente, ou um
crime permanente. E a tese me pareceu interessante, porque se for crime
instantâneo, configurada a deserção antes dos 21 anos, a prescrição opera
pela metade e, se opera pela metade, a esta altura já se configura a
extinção da punibilidade pela prescrição punitiva.
Então, Ministro-Relator, se Vossa Excelência compreende nesses
termos também, eu vou pedir vista.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.017
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS CORREIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Após o voto do Relator que indeferia a ordem, pediu
vista o Senhor Ministro Ayres Britto. Falou, pelo paciente, o Dr.
Gustavo de Almeida Ribeiro. Ausentes, justificadamente, neste
julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 05.04.2011.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres
Britto e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Carlos Alberto Cantanhede
Coordenador
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.017
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS CORREIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Após o voto do Relator que indeferia a ordem, pediu
vista o Senhor Ministro Ayres Britto. Falou, pelo paciente, o Dr.
Gustavo de Almeida Ribeiro. Ausentes, justificadamente, neste
julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 05.04.2011.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres
Britto e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Carlos Alberto Cantanhede
Coordenador
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto Vista
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
V O T O – V I S T A
O SENHOR MINISTRO CARLOS AYRES BRITTO
Cuida-se de habeas corpus, impetrado contra acórdão proferido pelo
Superior Tribunal Militar, que recusou a tese de extinção da punibilidade
do paciente, acusado do crime de deserção (art. 187 do Código Penal
Militar).
2. Pois bem, o ministro Gilmar Mendes (relator) votou pela
denegação da ordem. E o fez com apoio nos reiterados pronunciamentos
deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a deserção é crime
permanente, cuja consumação se prolonga no tempo e cessa quando o desertor se
apresenta ou é capturado”.
3. Pedi vista dos autos para um mais detido exame da matéria,
notadamente porque fiquei bem impressionado com os fundamentos
adotados no voto divergente da ministra Maria Elizabeth Guimarães
Teixeira Rocha no seu voto divergente no STM, in verbis:
“[...]
Destarte, entendo ser o delito previsto no art. 187 do CPM
um crime instantâneo de efeitos permanentes. Instantâneo por
se consumar a zero hora do nono dia, sendo lavrado de
imediato o termo de deserção, não podendo continuar a se
consumar se o militar, em se tratando de praça especial ou sem
estabilidade, é excluído e passa à situação de civil. E de efeitos
permanentes, pois a ausência permanece, sujeitando o agente à
condição de trânsfuga, podendo ser preso por disposição
expressa do art. 243 (e não por estar em flagrante).
[...]”
4. Sem embargo, e ainda instigado a um acurado exame da matéria,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
V O T O – V I S T A
O SENHOR MINISTRO CARLOS AYRES BRITTO
Cuida-se de habeas corpus, impetrado contra acórdão proferido pelo
Superior Tribunal Militar, que recusou a tese de extinção da punibilidade
do paciente, acusado do crime de deserção (art. 187 do Código Penal
Militar).
2. Pois bem, o ministro Gilmar Mendes (relator) votou pela
denegação da ordem. E o fez com apoio nos reiterados pronunciamentos
deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a deserção é crime
permanente, cuja consumação se prolonga no tempo e cessa quando o desertor se
apresenta ou é capturado”.
3. Pedi vista dos autos para um mais detido exame da matéria,
notadamente porque fiquei bem impressionado com os fundamentos
adotados no voto divergente da ministra Maria Elizabeth Guimarães
Teixeira Rocha no seu voto divergente no STM, in verbis:
“[...]
Destarte, entendo ser o delito previsto no art. 187 do CPM
um crime instantâneo de efeitos permanentes. Instantâneo por
se consumar a zero hora do nono dia, sendo lavrado de
imediato o termo de deserção, não podendo continuar a se
consumar se o militar, em se tratando de praça especial ou sem
estabilidade, é excluído e passa à situação de civil. E de efeitos
permanentes, pois a ausência permanece, sujeitando o agente à
condição de trânsfuga, podendo ser preso por disposição
expressa do art. 243 (e não por estar em flagrante).
[...]”
4. Sem embargo, e ainda instigado a um acurado exame da matéria,
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto Vista
HC 105.017 / PR
trago o feito em questão de ordem para que a Turma examine a
ocorrência de fato superveniente, potencialmente prejudicial ao exame da
impetração. É que a página oficial do Superior Tribunal Militar na
internet dá conta da extinção da pena privativa de liberdade aplicada ao
paciente (seis meses), pelo respectivo cumprimento. Extinção, essa,
ocorrida ainda em 20 de setembro de 2010; ou seja, antes mesmo de
regularmente instruído este processo.
5. Ante o exposto, resolvo a presente questão de ordem para assentar
o prejuízo da impetração.
6. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 105.017 / PR
trago o feito em questão de ordem para que a Turma examine a
ocorrência de fato superveniente, potencialmente prejudicial ao exame da
impetração. É que a página oficial do Superior Tribunal Militar na
internet dá conta da extinção da pena privativa de liberdade aplicada ao
paciente (seis meses), pelo respectivo cumprimento. Extinção, essa,
ocorrida ainda em 20 de setembro de 2010; ou seja, antes mesmo de
regularmente instruído este processo.
5. Ante o exposto, resolvo a presente questão de ordem para assentar
o prejuízo da impetração.
6. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.017
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS CORREIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Após o voto do Relator que indeferia a ordem, pediu
vista o Senhor Ministro Ayres Britto. Falou, pelo paciente, o Dr.
Gustavo de Almeida Ribeiro. Ausentes, justificadamente, neste
julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 05.04.2011.
Decisão: prejudicada a ordem, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.017
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS CORREIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Após o voto do Relator que indeferia a ordem, pediu
vista o Senhor Ministro Ayres Britto. Falou, pelo paciente, o Dr.
Gustavo de Almeida Ribeiro. Ausentes, justificadamente, neste
julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 05.04.2011.
Decisão: prejudicada a ordem, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2014963
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-05-18T00:00:00
|
Após o voto do Relator que indeferia a ordem, pediu vista o Senhor Ministro Ayres Britto. Falou, pelo paciente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 05.04.2011.
Decisão: prejudicada a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Habeas corpus. 2. Penal militar. Crime de deserção. Extinção da punibilidade pela prescrição. 3. Iniciado julgamento. 4. Questão de ordem para assentar o prejuízo da impetração. 5. Ordem prejudicada.
|
sjur209500
|
- Acórdãos citados:
(EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, CRIME DE DESERÇÃO)
HC 79432, HC 82075.
(CONFLITO DE NORMAS, CRIME DE DESERÇÃO, CRIME PERMANENTE)
HC 80540, HC 90105.
(CRIME DE DESERÇÃO, REDUÇÃO, PRAZO PRESCRICIONAL)
HC 91873
- Veja Apelação 2008.01.051036-4 do STM.
Número de páginas: 12.
Análise: 24/05/2012, SEV.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
105017
|
[
"LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\r\n ART-00125 INC-00007 PAR-00002 LET-C\r\n ART-00129 ART-00187 \r\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 105017
|
[
""
] |
PACTE.(S) : WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS CORREIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON
LUIS CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Habeas corpus. 2. Penal militar. Crime de deserção. Extinção da
punibilidade pela prescrição. 3. Iniciado julgamento. 4. Questão de ordem
para assentar o prejuízo da impetração. 5. Ordem prejudicada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, julgar prejudicada a
ordem, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811576.
Supremo Tribunal Federal
DJe 18/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS
CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de
Wellington Luiz Correia, contra acórdão formalizado pelo Superior
Tribunal Militar, nos autos da Apelação n. 2008.01.051036-4. Eis o teor da
ementa desse julgado:
“DESERÇÃO. PRELIMINAR DE EXTINÇÃO DE
PUNIBILIDADE. INOCORRÊNCIA. PERMANÊNCIA DO
DELITO QUE PERDURA ATÉ A APRESENTAÇÃO OU
CAPTURA DO DESERTOR. INTELIGÊNCIA DO ART. 243 DO
CPPM. NO MÉRITO, AFIGURA-SE ESTÉRIL A TESE
DEFENSIVA. MANTIDA A CONDENAÇÃO 'a quo'. 'In casu',
insuficientes as provas das alegações do Apelante relativas à
exclusão da culpabilidade, as quais cabem à Defesa. Preliminar
rejeitada por maioria. No mérito, improvido o apelo defensivo
por decisão unânime”.
Conforme consta dos autos, o paciente foi condenado à pena de 6
(seis) meses de detenção, convertida em prisão (art. 59 do CPM), pela
prática do delito tipificado no art. 187 do Código Penal Militar.
Inconformada, a defesa interpôs recurso de apelação.
O Superior Tribunal Militar, por maioria, rejeitou a preliminar de
extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva,
arguida pelo Ministério Público Militar e, no mérito, por unanimidade,
negou provimento ao apelo, mantendo incólume o decreto condenatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1083570.
Supremo Tribunal Federal
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS
CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de
Wellington Luiz Correia, contra acórdão formalizado pelo Superior
Tribunal Militar, nos autos da Apelação n. 2008.01.051036-4. Eis o teor da
ementa desse julgado:
“DESERÇÃO. PRELIMINAR DE EXTINÇÃO DE
PUNIBILIDADE. INOCORRÊNCIA. PERMANÊNCIA DO
DELITO QUE PERDURA ATÉ A APRESENTAÇÃO OU
CAPTURA DO DESERTOR. INTELIGÊNCIA DO ART. 243 DO
CPPM. NO MÉRITO, AFIGURA-SE ESTÉRIL A TESE
DEFENSIVA. MANTIDA A CONDENAÇÃO 'a quo'. 'In casu',
insuficientes as provas das alegações do Apelante relativas à
exclusão da culpabilidade, as quais cabem à Defesa. Preliminar
rejeitada por maioria. No mérito, improvido o apelo defensivo
por decisão unânime”.
Conforme consta dos autos, o paciente foi condenado à pena de 6
(seis) meses de detenção, convertida em prisão (art. 59 do CPM), pela
prática do delito tipificado no art. 187 do Código Penal Militar.
Inconformada, a defesa interpôs recurso de apelação.
O Superior Tribunal Militar, por maioria, rejeitou a preliminar de
extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva,
arguida pelo Ministério Público Militar e, no mérito, por unanimidade,
negou provimento ao apelo, mantendo incólume o decreto condenatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 105.017 / PR
Contra essa decisão a defesa opôs embargos infringentes, os quais
foram rejeitados, em decisão assim ementada:
“EMBARGOS INFRINGENTES DO JULGADO.
O Embargante passou à condição de desertor e, quando da
apresentação voluntária, já tinha mais de 21 (vinte e um) anos.
A divergência no Acórdão embargado, cinge-se ao
reconhecimento ou não da menoridade do Réu ao tempo do
crime, de forma a declarar-se extinta a punibilidade pela
prescrição.
Conforme entendimento dominante desta Corte e pacífico
do Supremo Tribunal Federal, corroborado pela doutrina, o
crime de deserção é permanente, ou seja, sua consumação se
prorroga no tempo e cessa com a apresentação voluntária ou
captura do desertor.
Em face da inexistência da prescrição, resta prejudicada a
análise do momento de sua declaração, se antes ou depois do
julgamento de mérito.
Embargos rejeitados. Maioria”.
Nesse writ, a defesa requer a concessão da ordem para que seja
declarada a extinção da punibilidade do paciente, em virtude da
prescrição da pretensão punitiva.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.017 / PR
Contra essa decisão a defesa opôs embargos infringentes, os quais
foram rejeitados, em decisão assim ementada:
“EMBARGOS INFRINGENTES DO JULGADO.
O Embargante passou à condição de desertor e, quando da
apresentação voluntária, já tinha mais de 21 (vinte e um) anos.
A divergência no Acórdão embargado, cinge-se ao
reconhecimento ou não da menoridade do Réu ao tempo do
crime, de forma a declarar-se extinta a punibilidade pela
prescrição.
Conforme entendimento dominante desta Corte e pacífico
do Supremo Tribunal Federal, corroborado pela doutrina, o
crime de deserção é permanente, ou seja, sua consumação se
prorroga no tempo e cessa com a apresentação voluntária ou
captura do desertor.
Em face da inexistência da prescrição, resta prejudicada a
análise do momento de sua declaração, se antes ou depois do
julgamento de mérito.
Embargos rejeitados. Maioria”.
Nesse writ, a defesa requer a concessão da ordem para que seja
declarada a extinção da punibilidade do paciente, em virtude da
prescrição da pretensão punitiva.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a
defesa requer a concessão da ordem para que seja declarada a extinção da
punibilidade do paciente em razão da prescrição da pretensão punitiva.
Aduz que o delito de deserção, tipificado no art. 187 do Código
Penal Militar, é crime de mera conduta, que se consuma no nono dia de
ausência do militar. Assim, sustenta que o prazo prescricional de dois
anos (art.125, VII do CPM) – que deve ser reduzido à metade, em virtude
de o paciente ser menor de 21 anos na data da consumação (art. 129 CPM)
– transcorreu entre a data do recebimento da denúncia (16.4.2007) e a data
da sentença condenatória (28.4.2008).
Entendo não assistir razão à defesa.
Em que pese aos argumentos da defesa, é assente nesta Corte o
entendimento de que a deserção é crime permanente, cuja consumação se
prolonga no tempo e cessa quando o desertor se apresenta ou é
capturado.
Com efeito, consta dos autos que o paciente tornou-se desertor em 4
de outubro de 2006 e apresentou-se, voluntariamente, em 7 de março de
2007, data em que cessou a permanência da prática do delito, passando
daí a correr o prazo prescricional, a teor do que determina o art. 125, §2...,
'c' do CPM.
Assim, tendo o paciente nascido em 2 de novembro de 1985, contava
com mais de 21 anos na data em que se apresentou (7.3.2007), razão pela
qual não se aplica a redução do prazo prescricional do art. 129 do Código
Penal Militar.
Por oportuno, confiram-se os seguintes julgados desta Corte,
perfilhados nas seguintes ementas:
I. Conflito de leis penais no tempo: cuidando-se de crime
permanente - qual o delito militar de deserção - aplica-se- lhe a
lei vigente ao tempo em que cessou a permanência, ainda que
mais severa que a anterior, vigente ao tempo do seu início. II.
Suspensão condicional do processo, tornada inaplicável no
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Supremo Tribunal Federal
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a
defesa requer a concessão da ordem para que seja declarada a extinção da
punibilidade do paciente em razão da prescrição da pretensão punitiva.
Aduz que o delito de deserção, tipificado no art. 187 do Código
Penal Militar, é crime de mera conduta, que se consuma no nono dia de
ausência do militar. Assim, sustenta que o prazo prescricional de dois
anos (art.125, VII do CPM) – que deve ser reduzido à metade, em virtude
de o paciente ser menor de 21 anos na data da consumação (art. 129 CPM)
– transcorreu entre a data do recebimento da denúncia (16.4.2007) e a data
da sentença condenatória (28.4.2008).
Entendo não assistir razão à defesa.
Em que pese aos argumentos da defesa, é assente nesta Corte o
entendimento de que a deserção é crime permanente, cuja consumação se
prolonga no tempo e cessa quando o desertor se apresenta ou é
capturado.
Com efeito, consta dos autos que o paciente tornou-se desertor em 4
de outubro de 2006 e apresentou-se, voluntariamente, em 7 de março de
2007, data em que cessou a permanência da prática do delito, passando
daí a correr o prazo prescricional, a teor do que determina o art. 125, §2...,
'c' do CPM.
Assim, tendo o paciente nascido em 2 de novembro de 1985, contava
com mais de 21 anos na data em que se apresentou (7.3.2007), razão pela
qual não se aplica a redução do prazo prescricional do art. 129 do Código
Penal Militar.
Por oportuno, confiram-se os seguintes julgados desta Corte,
perfilhados nas seguintes ementas:
I. Conflito de leis penais no tempo: cuidando-se de crime
permanente - qual o delito militar de deserção - aplica-se- lhe a
lei vigente ao tempo em que cessou a permanência, ainda que
mais severa que a anterior, vigente ao tempo do seu início. II.
Suspensão condicional do processo, tornada inaplicável no
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 105.017 / PR
âmbito da Justiça Militar (L. 9.839/99): sua aplicação ao processo
por deserção, quando só na vigência da lei nova cessou a
permanência do crime, pela apresentação ou a captura do
Militar desertor. (HC 80540, Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,
Primeira Turma, DJ 2.2.2001).
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL MILITAR.
CRIME DE DESERÇÃO. INAPLICABILIDADE DA LEI N.
9.099/95 À ESPÉCIE PELA PROIBIÇÃO DA LEI N. 9.839/99,
VIGENTE NO MOMENTO DA CAPTURA DO PACIENTE.
PROCEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. Não há nulidade da
ação penal em decorrência do não-oferecimento da proposta de
suspensão condicional do processo, prevista na Lei n. 9.099/95,
uma vez que, por ter o crime de deserção natureza permanente,
aplica-se ao caso a norma em vigor ao tempo da captura do
Paciente (9.3.2006), a dizer, a Lei n. 9.839/99, que inseriu o art.
90-A na Lei n. 9.099/95, que afasta expressamente a aplicação
dos preceitos dos Juizados Especiais no âmbito da Justiça
Militar.
2.
Habeas
Corpus
denegado.
(HC 90105, Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJ
2.3.2007).
PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR.
APELAÇÃO. PRESCRIÇÃO. ARTS. 125, 129, 132 E 187,
TODOS DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ARTS. 451 E
SEGUINTES DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR.
DESERÇÃO. CRIME PERMANENTE. ORDEM DENEGADA. I
- O crime de deserção é crime permanente. II - A permanência
cessa com a apresentação voluntária ou a captura do agente. III
- Capturado o agente após completos seus vinte e um anos,
não há falar na aplicação da redução do art. 129 do Código
Penal Militar. IV - Ordem denegada. (HC 91873, Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJ 19.12.2007).
HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. DESERÇÃO.
PRESCRIÇÃO. O sistema do CPM configura duas hipóteses
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.017 / PR
âmbito da Justiça Militar (L. 9.839/99): sua aplicação ao processo
por deserção, quando só na vigência da lei nova cessou a
permanência do crime, pela apresentação ou a captura do
Militar desertor. (HC 80540, Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,
Primeira Turma, DJ 2.2.2001).
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL MILITAR.
CRIME DE DESERÇÃO. INAPLICABILIDADE DA LEI N.
9.099/95 À ESPÉCIE PELA PROIBIÇÃO DA LEI N. 9.839/99,
VIGENTE NO MOMENTO DA CAPTURA DO PACIENTE.
PROCEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. Não há nulidade da
ação penal em decorrência do não-oferecimento da proposta de
suspensão condicional do processo, prevista na Lei n. 9.099/95,
uma vez que, por ter o crime de deserção natureza permanente,
aplica-se ao caso a norma em vigor ao tempo da captura do
Paciente (9.3.2006), a dizer, a Lei n. 9.839/99, que inseriu o art.
90-A na Lei n. 9.099/95, que afasta expressamente a aplicação
dos preceitos dos Juizados Especiais no âmbito da Justiça
Militar.
2.
Habeas
Corpus
denegado.
(HC 90105, Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJ
2.3.2007).
PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR.
APELAÇÃO. PRESCRIÇÃO. ARTS. 125, 129, 132 E 187,
TODOS DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ARTS. 451 E
SEGUINTES DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR.
DESERÇÃO. CRIME PERMANENTE. ORDEM DENEGADA. I
- O crime de deserção é crime permanente. II - A permanência
cessa com a apresentação voluntária ou a captura do agente. III
- Capturado o agente após completos seus vinte e um anos,
não há falar na aplicação da redução do art. 129 do Código
Penal Militar. IV - Ordem denegada. (HC 91873, Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJ 19.12.2007).
HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. DESERÇÃO.
PRESCRIÇÃO. O sistema do CPM configura duas hipóteses
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 105.017 / PR
para a questão da prescrição, em caso de deserção. A primeira
se refere ao militar que deserta e posteriormente é
reincorporado, porque se apresentou voluntariamente ou foi
preso. A este é aplicável uma norma geral relativa à prescrição
prevista no CPM, art. 125. A segunda, é dirigida ao trânsfuga,
ou seja, aquele que permanece no estado de deserção. A ele é
aplicável a norma especial do CPM, art. 132. Nessa situação, só
gozará a extinção da punibilidade ao atingir os limites de idade.
O prazo prescricional só se configura com o advento dos 45
anos para os praças e 60 anos para os oficiais. Habeas Corpus
deferido. (HC 79432, Min. NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ
15.10.1999).
PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
MILITAR. DESERÇÃO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE PELA
PRESCRIÇÃO: INOCORRÊNCIA. I. - Delito militar de
deserção: crime permanente. Precedente: HC 80.540-AM,
Ministro S. Pertence, 1... T, 28.11.2000, "DJ" de 02.02.2001. II. - A
norma geral do art. 125 do CPM é aplicável ao militar desertor
que se apresenta ou é capturado, contando-se daí o prazo
prescricional . Precedente: HC 79.432-PR, Ministro N. Jobim,
2...T, 14.11.99, "DJ" de 15 .10.99. III. - Inocorrência da prescrição,
no caso, porque não decorridos 4 (quatro) anos da data da
captura
do
paciente.
IV
-
H.C.
indeferido.
(HC 82075, Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ
11.10.2002).
Nesse mesmo sentido, esclarece Jorge Alberto Romeiro que, “sendo a
deserção crime permanente, enquanto não cessa sua permanência não corre o
prazo da prescrição (...) E a permanência do crime de deserção só cessa com a
captura ou a voluntária apresentação do desertor à sua unidade militar (...)”.
(Curso de Direito Penal Militar- Parte Geral, Ed. Saraiva, 1994, p.310).
A corroborar esse entendimento, ressalto trecho do parecer
ministerial, que assim consignou:
“(...) Tal o quadro, diante da pena de seis meses de
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.017 / PR
para a questão da prescrição, em caso de deserção. A primeira
se refere ao militar que deserta e posteriormente é
reincorporado, porque se apresentou voluntariamente ou foi
preso. A este é aplicável uma norma geral relativa à prescrição
prevista no CPM, art. 125. A segunda, é dirigida ao trânsfuga,
ou seja, aquele que permanece no estado de deserção. A ele é
aplicável a norma especial do CPM, art. 132. Nessa situação, só
gozará a extinção da punibilidade ao atingir os limites de idade.
O prazo prescricional só se configura com o advento dos 45
anos para os praças e 60 anos para os oficiais. Habeas Corpus
deferido. (HC 79432, Min. NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ
15.10.1999).
PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
MILITAR. DESERÇÃO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE PELA
PRESCRIÇÃO: INOCORRÊNCIA. I. - Delito militar de
deserção: crime permanente. Precedente: HC 80.540-AM,
Ministro S. Pertence, 1... T, 28.11.2000, "DJ" de 02.02.2001. II. - A
norma geral do art. 125 do CPM é aplicável ao militar desertor
que se apresenta ou é capturado, contando-se daí o prazo
prescricional . Precedente: HC 79.432-PR, Ministro N. Jobim,
2...T, 14.11.99, "DJ" de 15 .10.99. III. - Inocorrência da prescrição,
no caso, porque não decorridos 4 (quatro) anos da data da
captura
do
paciente.
IV
-
H.C.
indeferido.
(HC 82075, Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ
11.10.2002).
Nesse mesmo sentido, esclarece Jorge Alberto Romeiro que, “sendo a
deserção crime permanente, enquanto não cessa sua permanência não corre o
prazo da prescrição (...) E a permanência do crime de deserção só cessa com a
captura ou a voluntária apresentação do desertor à sua unidade militar (...)”.
(Curso de Direito Penal Militar- Parte Geral, Ed. Saraiva, 1994, p.310).
A corroborar esse entendimento, ressalto trecho do parecer
ministerial, que assim consignou:
“(...) Tal o quadro, diante da pena de seis meses de
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 105.017 / PR
detenção, tem-se que a prescrição da pretensão punitiva, com
prazo de 02 (dois) anos, teve início com a captura do desertor
em 07.03.2007, sendo interrompida com o recebimento da
denúncia (16.04.2007) e com a sentença condenatória
(28.04.2008). Quanto à contagem por metade do prazo de
prescrição, em razão da menoridade (CPM art. 129), tem-se que
nos crimes permanentes a prescrição somente começa a correr
na data da cessação da permanência (Código Penal Militar art.
125, §2...,'c'). Sendo assim, o paciente, nascido em 02.11.1985, era
maior de vinte e um anos na data da captura (07.03.2007),
donde não lhe ser aplicável a contagem do prazo por metade.
(...)”.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.017 / PR
detenção, tem-se que a prescrição da pretensão punitiva, com
prazo de 02 (dois) anos, teve início com a captura do desertor
em 07.03.2007, sendo interrompida com o recebimento da
denúncia (16.04.2007) e com a sentença condenatória
(28.04.2008). Quanto à contagem por metade do prazo de
prescrição, em razão da menoridade (CPM art. 129), tem-se que
nos crimes permanentes a prescrição somente começa a correr
na data da cessação da permanência (Código Penal Militar art.
125, §2...,'c'). Sendo assim, o paciente, nascido em 02.11.1985, era
maior de vinte e um anos na data da captura (07.03.2007),
donde não lhe ser aplicável a contagem do prazo por metade.
(...)”.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
4
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Vista
05/04/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON
LUIS CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017
VISTA
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO - A despeito do excelente
voto do Ministro-Relator Gilmar Mendes, a defesa me pareceu muito
instigante quanto a esta discussão técnica: se o crime de deserção
caracteriza um crime instantâneo, embora de efeito permanente, ou um
crime permanente. E a tese me pareceu interessante, porque se for crime
instantâneo, configurada a deserção antes dos 21 anos, a prescrição opera
pela metade e, se opera pela metade, a esta altura já se configura a
extinção da punibilidade pela prescrição punitiva.
Então, Ministro-Relator, se Vossa Excelência compreende nesses
termos também, eu vou pedir vista.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/04/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON
LUIS CORREIA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017
VISTA
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO - A despeito do excelente
voto do Ministro-Relator Gilmar Mendes, a defesa me pareceu muito
instigante quanto a esta discussão técnica: se o crime de deserção
caracteriza um crime instantâneo, embora de efeito permanente, ou um
crime permanente. E a tese me pareceu interessante, porque se for crime
instantâneo, configurada a deserção antes dos 21 anos, a prescrição opera
pela metade e, se opera pela metade, a esta altura já se configura a
extinção da punibilidade pela prescrição punitiva.
Então, Ministro-Relator, se Vossa Excelência compreende nesses
termos também, eu vou pedir vista.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.017
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS CORREIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Após o voto do Relator que indeferia a ordem, pediu
vista o Senhor Ministro Ayres Britto. Falou, pelo paciente, o Dr.
Gustavo de Almeida Ribeiro. Ausentes, justificadamente, neste
julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 05.04.2011.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres
Britto e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Carlos Alberto Cantanhede
Coordenador
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.017
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS CORREIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Após o voto do Relator que indeferia a ordem, pediu
vista o Senhor Ministro Ayres Britto. Falou, pelo paciente, o Dr.
Gustavo de Almeida Ribeiro. Ausentes, justificadamente, neste
julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 05.04.2011.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres
Britto e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Carlos Alberto Cantanhede
Coordenador
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Voto Vista
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
V O T O – V I S T A
O SENHOR MINISTRO CARLOS AYRES BRITTO
Cuida-se de habeas corpus, impetrado contra acórdão proferido pelo
Superior Tribunal Militar, que recusou a tese de extinção da punibilidade
do paciente, acusado do crime de deserção (art. 187 do Código Penal
Militar).
2. Pois bem, o ministro Gilmar Mendes (relator) votou pela
denegação da ordem. E o fez com apoio nos reiterados pronunciamentos
deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a deserção é crime
permanente, cuja consumação se prolonga no tempo e cessa quando o desertor se
apresenta ou é capturado”.
3. Pedi vista dos autos para um mais detido exame da matéria,
notadamente porque fiquei bem impressionado com os fundamentos
adotados no voto divergente da ministra Maria Elizabeth Guimarães
Teixeira Rocha no seu voto divergente no STM, in verbis:
“[...]
Destarte, entendo ser o delito previsto no art. 187 do CPM
um crime instantâneo de efeitos permanentes. Instantâneo por
se consumar a zero hora do nono dia, sendo lavrado de
imediato o termo de deserção, não podendo continuar a se
consumar se o militar, em se tratando de praça especial ou sem
estabilidade, é excluído e passa à situação de civil. E de efeitos
permanentes, pois a ausência permanece, sujeitando o agente à
condição de trânsfuga, podendo ser preso por disposição
expressa do art. 243 (e não por estar em flagrante).
[...]”
4. Sem embargo, e ainda instigado a um acurado exame da matéria,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 105.017 PARANÁ
V O T O – V I S T A
O SENHOR MINISTRO CARLOS AYRES BRITTO
Cuida-se de habeas corpus, impetrado contra acórdão proferido pelo
Superior Tribunal Militar, que recusou a tese de extinção da punibilidade
do paciente, acusado do crime de deserção (art. 187 do Código Penal
Militar).
2. Pois bem, o ministro Gilmar Mendes (relator) votou pela
denegação da ordem. E o fez com apoio nos reiterados pronunciamentos
deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a deserção é crime
permanente, cuja consumação se prolonga no tempo e cessa quando o desertor se
apresenta ou é capturado”.
3. Pedi vista dos autos para um mais detido exame da matéria,
notadamente porque fiquei bem impressionado com os fundamentos
adotados no voto divergente da ministra Maria Elizabeth Guimarães
Teixeira Rocha no seu voto divergente no STM, in verbis:
“[...]
Destarte, entendo ser o delito previsto no art. 187 do CPM
um crime instantâneo de efeitos permanentes. Instantâneo por
se consumar a zero hora do nono dia, sendo lavrado de
imediato o termo de deserção, não podendo continuar a se
consumar se o militar, em se tratando de praça especial ou sem
estabilidade, é excluído e passa à situação de civil. E de efeitos
permanentes, pois a ausência permanece, sujeitando o agente à
condição de trânsfuga, podendo ser preso por disposição
expressa do art. 243 (e não por estar em flagrante).
[...]”
4. Sem embargo, e ainda instigado a um acurado exame da matéria,
Supremo Tribunal Federal
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Voto Vista
HC 105.017 / PR
trago o feito em questão de ordem para que a Turma examine a
ocorrência de fato superveniente, potencialmente prejudicial ao exame da
impetração. É que a página oficial do Superior Tribunal Militar na
internet dá conta da extinção da pena privativa de liberdade aplicada ao
paciente (seis meses), pelo respectivo cumprimento. Extinção, essa,
ocorrida ainda em 20 de setembro de 2010; ou seja, antes mesmo de
regularmente instruído este processo.
5. Ante o exposto, resolvo a presente questão de ordem para assentar
o prejuízo da impetração.
6. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.017 / PR
trago o feito em questão de ordem para que a Turma examine a
ocorrência de fato superveniente, potencialmente prejudicial ao exame da
impetração. É que a página oficial do Superior Tribunal Militar na
internet dá conta da extinção da pena privativa de liberdade aplicada ao
paciente (seis meses), pelo respectivo cumprimento. Extinção, essa,
ocorrida ainda em 20 de setembro de 2010; ou seja, antes mesmo de
regularmente instruído este processo.
5. Ante o exposto, resolvo a presente questão de ordem para assentar
o prejuízo da impetração.
6. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.017
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS CORREIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Após o voto do Relator que indeferia a ordem, pediu
vista o Senhor Ministro Ayres Britto. Falou, pelo paciente, o Dr.
Gustavo de Almeida Ribeiro. Ausentes, justificadamente, neste
julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 05.04.2011.
Decisão: prejudicada a ordem, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.017
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : WELLINGTON LUIZ CORREIA OU WELLINGTON LUIS CORREIA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Após o voto do Relator que indeferia a ordem, pediu
vista o Senhor Ministro Ayres Britto. Falou, pelo paciente, o Dr.
Gustavo de Almeida Ribeiro. Ausentes, justificadamente, neste
julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 05.04.2011.
Decisão: prejudicada a ordem, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"Apelação n . 2008 . 01 . 051036 - 4",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"Apelação n . 2008 . 01 . 051036 - 4",
"HC 105 . 017 / PR",
"HC 105 . 017 / PR",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HC 105 . 017 / PR",
"HC 80540",
"HC 90105",
"HC 91873",
"HC 105 . 017 / PR",
"HC 80540",
"HC 90105",
"HC 91873",
"HC 105 . 017 / PR",
"HC 79432",
"HC 80 . 540 - AM",
"HC 79 . 432 - PR",
"HC 82075",
"HC 105 . 017 / PR",
"HC 79432",
"HC 80 . 540",
"HC 79 . 432 - PR",
"HC 82075",
"HC 105 . 017 / PR",
"HC 105 . 017 / PR",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HC 105 . 017 / PR",
"HC 105 . 017 / PR",
"HABEAS CORPUS 105 . 017",
"HABEAS CORPUS 105 . 017"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 243 DO CPPM",
"art . 59 do CPM",
"art . 187 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"ART . 243 DO CPPM",
"art . 59 do CPM",
"art . 187 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 187 do Código Penal Militar",
"art . 125 , VII do CPM",
"art . 129 CPM",
"art . 125 , § 2 . . . , ' c ' do CPM",
"art . 129 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 187 do Código Penal Militar",
"art . 125 , VII do CPM",
"art . 129 CPM",
"art . 125 , § 2 . . . , ' c ' do CPM",
"art . 129 do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"L",
".",
"9 .",
"839",
"/",
"99",
"LEI N . 9 . 099 / 95",
"LEI N . 9 . 839 / 99",
"Lei n . 9 . 099 / 95",
"Lei n . 9 . 839 / 99",
"Lei n . 9 . 099 / 95",
"APELAÇÃO",
"ARTS . 125 , 129 , 132 E 187 , TODOS DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"ARTS . 451 E SEGUINTES DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR",
"art . 129 do Código Penal Militar",
"CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"L",
".",
"9",
".",
"839",
"/",
"99",
"LEI N . 9 . 099 / 95",
"LEI N . 9 . 839 / 99",
"Lei n . 9 . 099 / 95",
"Lei n . 9 . 839 / 99",
"art . 90 - A na",
"Lei n . 9 . 099 / 95",
"ARTS . 125 , 129 , 132 E 187 , TODOS DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"ARTS",
"art . 129 do Código Penal Militar",
"CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPM , art . 125",
"CPM , art",
"art . 125 do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPM , art",
"CPM ,",
"art . 125 do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPM art . 129",
"Código Penal Militar art . 125 , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPM art . 129",
"Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 187 do Código Penal Militar",
"art . 187 do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 187 do Código Penal Militar",
"art . 187 do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal Militar",
"Superior Tribunal Militar",
"Ministério Público Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal Militar",
"Superior Tribunal Militar",
"Ministério Público Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda",
"Ed",
".",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Ed",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"STM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"STM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"WELLINGTON LUIZ CORREIA",
"WELLINGTON LUIS CORREIA",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"WELLINGTON LUIZ CORREIA",
"WELLINGTON LUIS CORREIA",
"GILMAR MENDES",
"Wellington Luiz Correia",
"GILMAR MENDES",
"WELLINGTON LUIZ CORREIA",
"WELLINGTON LUIS CORREIA",
"GILMAR MENDES",
"Wellington Luiz Correia",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"NELSON JOBIM",
"S",
".",
"N",
".",
"Jobim",
"CARLOS VELLOSO",
"Jorge Alberto Romeiro",
"NELSON JOBIM",
"Ministro",
"S",
".",
"Pertence",
"N",
".",
"Jobim",
"CARLOS VELLOSO",
"Jorge Alberto Romeiro",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"WELLINGTON LUIZ CORREIA",
"WELLINGTON LUIS CORREIA",
"AYRES BRITTO",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"WELLINGTON LUIZ CORREIA",
"WELLINGTON LUIS CORREIA",
"AYRES BRITTO",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"WELLINGTON LUIZ CORREIA",
"WELLINGTON LUIS CORREIA",
"Ayres Britto",
"Gustavo de Almeida Ribeiro",
"Ellen Gracie",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Carlos Alberto Cantanhede",
"GILMAR MENDES",
"WELLINGTON LUIZ CORREIA",
"WELLINGTON LUIS CORREIA",
"Ayres Britto",
"Gustavo de Almeida Ribeiro",
"Ellen Gracie",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Carlos Alberto Cantanhede",
"CARLOS AYRES BRITTO",
"Gilmar Mendes",
"Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha",
"CARLOS AYRES BRITTO",
"Gilmar Mendes",
"Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha",
"GILMAR MENDES",
"WELLINGTON LUIZ CORREIA",
"WELLINGTON LUIS CORREIA",
"Ayres Britto",
"Gustavo de Almeida Ribeiro",
"Ellen Gracie",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"WELLINGTON LUIZ CORREIA",
"WELLINGTON LUIS CORREIA",
"Ayres Britto",
"Gustavo de Almeida Ribeiro",
"Ellen Gracie",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"4",
".",
"2007",
"28",
".",
"4",
".",
"2008",
"4 de outubro de 2006",
"7 de março de 2007",
"2 de novembro de 1985",
"7",
".",
"3",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"4",
".",
"2007",
"28",
".",
"4",
".",
"2008",
"4 de outubro de 2006",
"7 de março de 2007",
"2 de novembro de 1985",
"7",
".",
"3",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
".",
"2",
".",
"2001",
"9",
".",
"3",
".",
"2006",
"2",
".",
"3",
".",
"2007",
"19",
".",
"12",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
".",
"2",
".",
"2001",
"9",
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"3",
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"2006",
"2",
".",
"3",
".",
"2007",
"19",
".",
"12",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
".",
"1999",
"28",
".",
"11",
".",
"2000",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"14",
".",
"11",
".",
"99",
"15",
".",
"10",
".",
"99",
"11",
".",
"10",
".",
"2002",
"1994",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
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"1999",
"28",
".",
"11",
".",
"2000",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"14",
".",
"11",
".",
"99",
"15",
".",
"10",
".",
"99",
"11",
".",
"10",
".",
"2002",
"1994",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"03",
".",
"2007",
"16",
".",
"04",
".",
"2007",
"28",
".",
"04",
".",
"2008",
"02",
".",
"11",
".",
"1985",
"07",
".",
"03",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"03",
".",
"2007",
"16",
".",
"04",
".",
"2007",
"28",
".",
"04",
".",
"2008",
"02",
".",
"11",
".",
"1985",
"07",
".",
"03",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"04",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"04",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de setembro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de setembro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"04",
".",
"2011",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"04",
".",
"2011",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108 GOIÁS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
: LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO – DECISÃO QUE SE AJUSTA
À
JURISPRUDÊNCIA
PREVALECENTE
NO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL
–
CONSEQÜENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA
DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – INCORPORAÇÃO,
AO ACÓRDÃO, DAS RAZÕES EXPOSTAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL –
MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL
DESSA TÉCNICA DE FUNDAMENTAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 20/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108 GOIÁS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
: LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra ato
decisório, que, proferido em sede de agravo de instrumento, conheceu
e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora
agravada.
Eis o teor da decisão, que, por mim proferida, sofreu a
interposição do presente recurso de agravo (fls. 147/148):
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a
propósito da controvérsia suscitada nos presentes
autos, firmou orientação que restou consubstanciada na
Súmula
681
desta
Corte,
que
possui
o
seguinte
enunciado:
‘É inconstitucional a vinculação do reajuste de
vencimentos de servidores estaduais ou municipais a
índices federais de correção monetária.’
Impende
registrar,
por
relevante,
que
esta
Suprema Corte, em sucessivas decisões proferidas por
eminentes
Juízes
que
a compõem,
reafirmou
essa
orientação (AI 401.448/GO, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108 GOIÁS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
: LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra ato
decisório, que, proferido em sede de agravo de instrumento, conheceu
e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora
agravada.
Eis o teor da decisão, que, por mim proferida, sofreu a
interposição do presente recurso de agravo (fls. 147/148):
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a
propósito da controvérsia suscitada nos presentes
autos, firmou orientação que restou consubstanciada na
Súmula
681
desta
Corte,
que
possui
o
seguinte
enunciado:
‘É inconstitucional a vinculação do reajuste de
vencimentos de servidores estaduais ou municipais a
índices federais de correção monetária.’
Impende
registrar,
por
relevante,
que
esta
Suprema Corte, em sucessivas decisões proferidas por
eminentes
Juízes
que
a compõem,
reafirmou
essa
orientação (AI 401.448/GO, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 821.108 AgR / GO
2
RE
381.975-AgR/PR,
Rel.
Min.
CARLOS
VELLOSO
–
RE 558.388/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.):
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREQUESTIONAMENTO.
REAJUSTE DE VENCIMENTOS VINCULADO A ÍNDICE FEDERAL
CONCEDIDO POR LEI ESTADUAL. VIOLAÇÃO AO POSTULADO DA
AUTONOMIA DOS ESTADOS-MEMBROS. PRECEDENTES.
1.
O
prequestionamento
da
questão
constitucional suscitada no apelo extremo se deu no
julgamento dos embargos de declaração interpostos
contra o acórdão proferido na remessa necessária.
Foram atendidos, portanto, os ditames das Súmulas
STF nºs 282 e 356.
2. A controvérsia foi corretamente dirimida à
luz dos precedentes desta Corte, que tem afirmado
serem
inconstitucionais
as
normas
locais
que
estabelecem o reajuste automático da remuneração
dos servidores públicos estaduais pela variação de
índice federal (IPC), por violarem o princípio da
autonomia dos Estados-Membros.
3. Agravo regimental improvido.’
(RE 368.650-AgR/AL, Rel. Min. ELLEN GRACIE)
O exame da presente causa evidencia que o acórdão
questionado em sede recursal extraordinária diverge da
diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou
na análise da matéria em referência.
Sendo assim, e tendo presentes as razões expostas,
conheço do presente agravo, para, desde logo, conhecer
e dar provimento ao recurso extraordinário (CPC,
art. 544, § 4º), em ordem a denegar o mandado de
segurança impetrado pela parte ora recorrida. No que
concerne à verba honorária, revela-se aplicável a
Súmula 512/STF.
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o não provimento
do apelo extremo deduzido pela parte ora agravada (fls. 151/160).
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Supremo Tribunal Federal
AI 821.108 AgR / GO
2
RE
381.975-AgR/PR,
Rel.
Min.
CARLOS
VELLOSO
–
RE 558.388/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.):
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREQUESTIONAMENTO.
REAJUSTE DE VENCIMENTOS VINCULADO A ÍNDICE FEDERAL
CONCEDIDO POR LEI ESTADUAL. VIOLAÇÃO AO POSTULADO DA
AUTONOMIA DOS ESTADOS-MEMBROS. PRECEDENTES.
1.
O
prequestionamento
da
questão
constitucional suscitada no apelo extremo se deu no
julgamento dos embargos de declaração interpostos
contra o acórdão proferido na remessa necessária.
Foram atendidos, portanto, os ditames das Súmulas
STF nºs 282 e 356.
2. A controvérsia foi corretamente dirimida à
luz dos precedentes desta Corte, que tem afirmado
serem
inconstitucionais
as
normas
locais
que
estabelecem o reajuste automático da remuneração
dos servidores públicos estaduais pela variação de
índice federal (IPC), por violarem o princípio da
autonomia dos Estados-Membros.
3. Agravo regimental improvido.’
(RE 368.650-AgR/AL, Rel. Min. ELLEN GRACIE)
O exame da presente causa evidencia que o acórdão
questionado em sede recursal extraordinária diverge da
diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou
na análise da matéria em referência.
Sendo assim, e tendo presentes as razões expostas,
conheço do presente agravo, para, desde logo, conhecer
e dar provimento ao recurso extraordinário (CPC,
art. 544, § 4º), em ordem a denegar o mandado de
segurança impetrado pela parte ora recorrida. No que
concerne à verba honorária, revela-se aplicável a
Súmula 512/STF.
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o não provimento
do apelo extremo deduzido pela parte ora agravada (fls. 151/160).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 821.108 AgR / GO
3
Sendo esse o contexto, submeto, à apreciação desta
colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
AI 821.108 AgR / GO
3
Sendo esse o contexto, submeto, à apreciação desta
colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 821.108 AgR / GO
4
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não assiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por
isso mesmo, motivo que justifique o acolhimento da postulação
recursal em causa.
Observo, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral
da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à
parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos
evidenciadores da viabilidade processual do recurso extraordinário
em questão.
Acolho, integralmente, por seus próprios fundamentos,
essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República.
Registro,
no
ponto,
que
se
reveste
de
plena
legitimidade jurídico-constitucional a adoção, no caso, da técnica
da motivação “per relationem” (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE
MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
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Supremo Tribunal Federal
AI 821.108 AgR / GO
4
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não assiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por
isso mesmo, motivo que justifique o acolhimento da postulação
recursal em causa.
Observo, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral
da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à
parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos
evidenciadores da viabilidade processual do recurso extraordinário
em questão.
Acolho, integralmente, por seus próprios fundamentos,
essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República.
Registro,
no
ponto,
que
se
reveste
de
plena
legitimidade jurídico-constitucional a adoção, no caso, da técnica
da motivação “per relationem” (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE
MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 821.108 AgR / GO
5
Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se
a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão,
reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da
Constituição da República, como resulta de diversos precedentes
firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA
ALVES – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel.
Min. LUIZ GALLOTTI):
“Reveste-se
de
plena
legitimidade
jurídico-
-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da
técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra
compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da
Constituição da República. A remissão feita pelo
magistrado
–
referindo-se,
expressamente,
aos
fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte
a
anterior
decisão
(ou,
então,
a
pareceres
do
Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas
por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a
promover a formal incorporação, ao ato decisório, da
motivação a que o juiz se reportou como razão de
decidir. Precedentes.”
(AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Sendo assim, e em face das razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em conseqüência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
AI 821.108 AgR / GO
5
Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se
a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão,
reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da
Constituição da República, como resulta de diversos precedentes
firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA
ALVES – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel.
Min. LUIZ GALLOTTI):
“Reveste-se
de
plena
legitimidade
jurídico-
-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da
técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra
compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da
Constituição da República. A remissão feita pelo
magistrado
–
referindo-se,
expressamente,
aos
fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte
a
anterior
decisão
(ou,
então,
a
pareceres
do
Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas
por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a
promover a formal incorporação, ao ato decisório, da
motivação a que o juiz se reportou como razão de
decidir. Precedentes.”
(AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Sendo assim, e em face das razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em conseqüência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S) : LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S) : LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1831032
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-20T00:00:00
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Negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
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E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO - DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CONSEQÜENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA - SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA - INCORPORAÇÃO, AO ACÓRDÃO, DAS RAZÕES EXPOSTAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” - LEGITIMIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE FUNDAMENTAÇÃO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
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sjur206288
|
- Acórdãos citados: HC 69438, HC 69987, HC 54513, RE 37879,
RE 49074, AI 825520 AgR-ED.
Número de páginas: 7.
Análise: 27/03/2012, AMS.
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CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
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821108
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000681 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
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acordaos
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AI 821108 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S) : LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108 GOIÁS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
: LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO – DECISÃO QUE SE AJUSTA
À
JURISPRUDÊNCIA
PREVALECENTE
NO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL
–
CONSEQÜENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA
DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – INCORPORAÇÃO,
AO ACÓRDÃO, DAS RAZÕES EXPOSTAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL –
MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL
DESSA TÉCNICA DE FUNDAMENTAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 20/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108 GOIÁS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
: LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra ato
decisório, que, proferido em sede de agravo de instrumento, conheceu
e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora
agravada.
Eis o teor da decisão, que, por mim proferida, sofreu a
interposição do presente recurso de agravo (fls. 147/148):
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a
propósito da controvérsia suscitada nos presentes
autos, firmou orientação que restou consubstanciada na
Súmula
681
desta
Corte,
que
possui
o
seguinte
enunciado:
‘É inconstitucional a vinculação do reajuste de
vencimentos de servidores estaduais ou municipais a
índices federais de correção monetária.’
Impende
registrar,
por
relevante,
que
esta
Suprema Corte, em sucessivas decisões proferidas por
eminentes
Juízes
que
a compõem,
reafirmou
essa
orientação (AI 401.448/GO, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108 GOIÁS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
: LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra ato
decisório, que, proferido em sede de agravo de instrumento, conheceu
e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora
agravada.
Eis o teor da decisão, que, por mim proferida, sofreu a
interposição do presente recurso de agravo (fls. 147/148):
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a
propósito da controvérsia suscitada nos presentes
autos, firmou orientação que restou consubstanciada na
Súmula
681
desta
Corte,
que
possui
o
seguinte
enunciado:
‘É inconstitucional a vinculação do reajuste de
vencimentos de servidores estaduais ou municipais a
índices federais de correção monetária.’
Impende
registrar,
por
relevante,
que
esta
Suprema Corte, em sucessivas decisões proferidas por
eminentes
Juízes
que
a compõem,
reafirmou
essa
orientação (AI 401.448/GO, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 821.108 AgR / GO
2
Recurso Extraordinário
381.975-AgR/PR,
Rel.
Min.
CARLOS
VELLOSO
–
Recurso Extraordinário 558.388/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.):
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREQUESTIONAMENTO.
REAJUSTE DE VENCIMENTOS VINCULADO A ÍNDICE FEDERAL
CONCEDIDO POR LEI ESTADUAL. VIOLAÇÃO AO POSTULADO DA
AUTONOMIA DOS ESTADOS-MEMBROS. PRECEDENTES.
1.
O
prequestionamento
da
questão
constitucional suscitada no apelo extremo se deu no
julgamento dos embargos de declaração interpostos
contra o acórdão proferido na remessa necessária.
Foram atendidos, portanto, os ditames das Súmulas
Supremo Tribunal Federal ns 282 e 356.
2. A controvérsia foi corretamente dirimida à
luz dos precedentes desta Corte, que tem afirmado
serem
inconstitucionais
as
normas
locais
que
estabelecem o reajuste automático da remuneração
dos servidores públicos estaduais pela variação de
índice federal (IPC), por violarem o princípio da
autonomia dos Estados-Membros.
3. Agravo regimental improvido.’
(Recurso Extraordinário 368.650-AgR/AL, Rel. Min. ELLEN GRACIE)
O exame da presente causa evidencia que o acórdão
questionado em sede recursal extraordinária diverge da
diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou
na análise da matéria em referência.
Sendo assim, e tendo presentes as razões expostas,
conheço do presente agravo, para, desde logo, conhecer
e dar provimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil,
art. 544, § 4...), em ordem a denegar o mandado de
segurança impetrado pela parte ora recorrida. No que
concerne à verba honorária, revela-se aplicável a
Súmula 512/Supremo Tribunal Federal.
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o não provimento
do apelo extremo deduzido pela parte ora agravada (fls. 151/160).
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Supremo Tribunal Federal
AI 821.108 AgR / GO
2
Recurso Extraordinário
381.975-AgR/PR,
Rel.
Min.
CARLOS
VELLOSO
–
Recurso Extraordinário 558.388/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.):
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREQUESTIONAMENTO.
REAJUSTE DE VENCIMENTOS VINCULADO A ÍNDICE FEDERAL
CONCEDIDO POR LEI ESTADUAL. VIOLAÇÃO AO POSTULADO DA
AUTONOMIA DOS ESTADOS-MEMBROS. PRECEDENTES.
1.
O
prequestionamento
da
questão
constitucional suscitada no apelo extremo se deu no
julgamento dos embargos de declaração interpostos
contra o acórdão proferido na remessa necessária.
Foram atendidos, portanto, os ditames das Súmulas
Supremo Tribunal Federal ns 282 e 356.
2. A controvérsia foi corretamente dirimida à
luz dos precedentes desta Corte, que tem afirmado
serem
inconstitucionais
as
normas
locais
que
estabelecem o reajuste automático da remuneração
dos servidores públicos estaduais pela variação de
índice federal (IPC), por violarem o princípio da
autonomia dos Estados-Membros.
3. Agravo regimental improvido.’
(Recurso Extraordinário 368.650-AgR/AL, Rel. Min. ELLEN GRACIE)
O exame da presente causa evidencia que o acórdão
questionado em sede recursal extraordinária diverge da
diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou
na análise da matéria em referência.
Sendo assim, e tendo presentes as razões expostas,
conheço do presente agravo, para, desde logo, conhecer
e dar provimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil,
art. 544, § 4...), em ordem a denegar o mandado de
segurança impetrado pela parte ora recorrida. No que
concerne à verba honorária, revela-se aplicável a
Súmula 512/Supremo Tribunal Federal.
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o não provimento
do apelo extremo deduzido pela parte ora agravada (fls. 151/160).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 821.108 AgR / GO
3
Sendo esse o contexto, submeto, à apreciação desta
colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
AI 821.108 AgR / GO
3
Sendo esse o contexto, submeto, à apreciação desta
colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 821.108 AgR / GO
4
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não assiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por
isso mesmo, motivo que justifique o acolhimento da postulação
recursal em causa.
Observo, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral
da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à
parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos
evidenciadores da viabilidade processual do recurso extraordinário
em questão.
Acolho, integralmente, por seus próprios fundamentos,
essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República.
Registro,
no
ponto,
que
se
reveste
de
plena
legitimidade jurídico-constitucional a adoção, no caso, da técnica
da motivação “per relationem” (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE
MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
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Supremo Tribunal Federal
AI 821.108 AgR / GO
4
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não assiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por
isso mesmo, motivo que justifique o acolhimento da postulação
recursal em causa.
Observo, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral
da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à
parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos
evidenciadores da viabilidade processual do recurso extraordinário
em questão.
Acolho, integralmente, por seus próprios fundamentos,
essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República.
Registro,
no
ponto,
que
se
reveste
de
plena
legitimidade jurídico-constitucional a adoção, no caso, da técnica
da motivação “per relationem” (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE
MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 821.108 AgR / GO
5
Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se
a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão,
reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da
Constituição da República, como resulta de diversos precedentes
firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA
ALVES – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel.
Min. LUIZ GALLOTTI):
“Reveste-se
de
plena
legitimidade
jurídico-
-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da
técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra
compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da
Constituição da República. A remissão feita pelo
magistrado
–
referindo-se,
expressamente,
aos
fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte
a
anterior
decisão
(ou,
então,
a
pareceres
do
Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas
por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a
promover a formal incorporação, ao ato decisório, da
motivação a que o juiz se reportou como razão de
decidir. Precedentes.”
(AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Sendo assim, e em face das razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em conseqüência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
AI 821.108 AgR / GO
5
Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se
a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão,
reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da
Constituição da República, como resulta de diversos precedentes
firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA
ALVES – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel.
Min. LUIZ GALLOTTI):
“Reveste-se
de
plena
legitimidade
jurídico-
-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da
técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra
compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da
Constituição da República. A remissão feita pelo
magistrado
–
referindo-se,
expressamente,
aos
fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte
a
anterior
decisão
(ou,
então,
a
pareceres
do
Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas
por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a
promover a formal incorporação, ao ato decisório, da
motivação a que o juiz se reportou como razão de
decidir. Precedentes.”
(AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Sendo assim, e em face das razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em conseqüência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S) : LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 821.108
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S) : LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : SILVIO MESQUITA E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805372
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 821 . 108 GOIÁS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 821 . 108",
"Súmula 681 desta Corte",
"AI 401 . 448 / GO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 821 . 108",
"AI 401 . 448 / GO",
"AI 821 . 108 AgR / GO",
"Recurso Extraordinário 381 . 975 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 558 . 388 / SP",
"Súmulas",
"Recurso Extraordinário 368 . 650 - AgR / AL",
"Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 821 . 108 AgR / GO",
"Recurso Extraordinário 381 . 975 -",
"Recurso Extraordinário 558 . 388 / SP",
"Súmulas",
"Recurso Extraordinário 368 . 650 - AgR / AL",
"Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 821 . 108 AgR",
"AI 821 . 108 AgR / GO",
"AI 821 . 108 AgR / GO",
"HC 69 . 438 / SP",
"HC 69",
".",
"987",
"/",
"SP",
"AI 821 . 108 AgR / GO",
"HC 69 . 438 / SP",
"HC 69 . 987 / SP",
"AI 821 . 108 AgR / GO",
"HC 54 . 513 / DF",
"Recurso Extraordinário 37 . 879 / MG",
"Recurso Extraordinário 49 . 074 / MA",
"AI 825 . 520 - AgR - ED / SP",
"AI 821 . 108 AgR / GO",
"HC 54 . 513 / DF",
"Recurso Extraordinário 37 . 879 / MG",
"Recurso Extraordinário 49 . 074 / MA",
"AI 825 . 520 - AgR - ED / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 821 . 108",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 821 . 108"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § 4 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição da República",
"art . 93 , IX , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição da República",
"art . 93 , IX , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"Brasília",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO",
"SILVIO MESQUITA",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO",
"SILVIO MESQUITA",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO",
"SILVIO MESQUITA",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CARLOS VELLOSO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"LUIZ GALLOTTI",
"LUIZ GALLOTTI",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"LUIZ GALLOTTI",
"LUIZ GALLOTTI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO",
"SILVIO MESQUITA",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"CELSO DE MELLO",
"LEONOR RIBEIRO DA SILVA MELO",
"SILVIO MESQUITA",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
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"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
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"24",
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"02",
".",
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"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S)
:DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Concurso público.
MPU. 3. Teste de direção veicular. Discussão acerca de erro na indicação,
em resposta a recurso administrativo, de parte do trajeto em que o
candidato foi avaliado. Configuração de erro material. 4. Não contestação,
pelo candidato, da ocorrência das faltas que ensejaram a sua reprovação
5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798754.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S)
:DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em mandado de segurança interposto contra decisão
que negou seguimento à ação mandamental ante a ausência de violação a
direito líquido e certo. Confira-se trecho da decisão agravada:
Da análise dos autos, mais especificamente da ficha de
avaliação da prova prática de direção veicular, no campo
reservado para observações da banca examinadora, verifica-se
que o impetrante “incorreu na falta ‘G-11’ ao sair da Rua Sena
Madureira e inverteu a seta na última curva, ao final do percurso”.
Contudo, na resposta ao recurso administrativo interposto
em face de sua eliminação, consta que a falta teria se dado na
Rua Felix Alexandria
RECURSO INDEFERIDO: QUESITO 1.3 – A
ARGUMENTAÇÃO DO RECORRENTE NÃO PROCEDE,
POIS FOI OBSERVADO PELOS AVALIADORES, QUE NA
ÚLTIMA CURVA DO PERCUSSO, AVANÇOU PARA
CORTAR O FLUXO.
QUESITO N. 1.11 – FOI OBSERVADO PELOS
AVALIADORES QUE O CANDIDATO DEIXOU DE
SINALIZAR AO SAIR DA RUA FELIX ALEXANDRIA E
INVERTEU A SETA (LADO CONTRÁRIO), NA
ÚLTIMA CURVA AO FINAL DO PERCUSSO (grifei).
Tudo indica que apenas houve mero erro material nessa
parte específica da decisão no recurso administrativo. De toda
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S)
:DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em mandado de segurança interposto contra decisão
que negou seguimento à ação mandamental ante a ausência de violação a
direito líquido e certo. Confira-se trecho da decisão agravada:
Da análise dos autos, mais especificamente da ficha de
avaliação da prova prática de direção veicular, no campo
reservado para observações da banca examinadora, verifica-se
que o impetrante “incorreu na falta ‘G-11’ ao sair da Rua Sena
Madureira e inverteu a seta na última curva, ao final do percurso”.
Contudo, na resposta ao recurso administrativo interposto
em face de sua eliminação, consta que a falta teria se dado na
Rua Felix Alexandria
RECURSO INDEFERIDO: QUESITO 1.3 – A
ARGUMENTAÇÃO DO RECORRENTE NÃO PROCEDE,
POIS FOI OBSERVADO PELOS AVALIADORES, QUE NA
ÚLTIMA CURVA DO PERCUSSO, AVANÇOU PARA
CORTAR O FLUXO.
QUESITO N. 1.11 – FOI OBSERVADO PELOS
AVALIADORES QUE O CANDIDATO DEIXOU DE
SINALIZAR AO SAIR DA RUA FELIX ALEXANDRIA E
INVERTEU A SETA (LADO CONTRÁRIO), NA
ÚLTIMA CURVA AO FINAL DO PERCUSSO (grifei).
Tudo indica que apenas houve mero erro material nessa
parte específica da decisão no recurso administrativo. De toda
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Relatório
MS 30.450 AGR / DF
forma, é preciso enfatizar que em momento algum o impetrante
insurge-se contra a ocorrência da falta, a qual teria sido
cometida na rua descrita na ficha de avaliação, cingindo-se
apenas a questionar o nome da rua mencionada na resposta ao
recurso administrativo. Ora, independentemente do nome da
rua, o fato comprovado nos autos é que a falta foi realmente
cometida, tal como atestado pela autoridade coatora, o que
justifica a reprovação do impetrante no referido teste de direção
veicular.
Ademais, ressalte-se que o mandado de segurança não é a
via adequada para a discussão acerca da existência ou não de
determinada rua.
Portanto, não é possível vislumbrar qualquer violação a
direito líquido e certo do impetrante a dar ensejo ao
prosseguimento da presente demanda.
Ante o exposto, nego seguimento ao mandado de
segurança (art. 10 da Lei 12.016/09).
O agravante sustenta que o motivo determinante da sua reprovação
é nulo, logo, não se podem levar a cabo os efeitos do ato administrativo
impugnado.
Aduz ainda a ausência de previsão legal para aplicação da prova
prática de direção veicular no certame em questão.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.450 AGR / DF
forma, é preciso enfatizar que em momento algum o impetrante
insurge-se contra a ocorrência da falta, a qual teria sido
cometida na rua descrita na ficha de avaliação, cingindo-se
apenas a questionar o nome da rua mencionada na resposta ao
recurso administrativo. Ora, independentemente do nome da
rua, o fato comprovado nos autos é que a falta foi realmente
cometida, tal como atestado pela autoridade coatora, o que
justifica a reprovação do impetrante no referido teste de direção
veicular.
Ademais, ressalte-se que o mandado de segurança não é a
via adequada para a discussão acerca da existência ou não de
determinada rua.
Portanto, não é possível vislumbrar qualquer violação a
direito líquido e certo do impetrante a dar ensejo ao
prosseguimento da presente demanda.
Ante o exposto, nego seguimento ao mandado de
segurança (art. 10 da Lei 12.016/09).
O agravante sustenta que o motivo determinante da sua reprovação
é nulo, logo, não se podem levar a cabo os efeitos do ato administrativo
impugnado.
Aduz ainda a ausência de previsão legal para aplicação da prova
prática de direção veicular no certame em questão.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não
trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
Registro que o motivo determinante para a eliminação do impetrante
do certame foi o cometimento de faltas para além da quantidade
permitida pelo edital regulamentador do concurso em questão.
Ademais, verifico que, na folha de avaliação do candidato, há correta
indicação da rua em que a falta foi cometida. No caso, a indicação de
outra somente ocorreu no corpo da resposta do recurso administrativo, o
que indica a ocorrência de erro material.
De qualquer forma, a discussão sobre a rua em que as referidas faltas
teriam sido cometidas não interfere na validade da eliminação, já que o
impetrante não se insurgiu contra o cometimento das faltas apontadas.
Assim, como já demonstrado pela decisão ora agravada, a possível
ocorrência de erro material na resposta do recurso administrativo não
tem o condão de tornar nula, no caso concreto, a avaliação do candidato.
Ademais, conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a exigência
do teste de direção veicular para ingresso nos cargos de Técnico de Apoio
Especializado do MPU não afronta o texto constitucional (princípio da
legalidade), uma vez que a Lei 11.415/2006, ao estabelecer a necessidade
de realização de “provas” para ingresso no MPU, sem as especificar e
determinar que as atribuições dos cargos seriam fixadas por regulamento,
permitiu que elas fossem elaboradas de acordo com a natureza e
complexidade de cada cargo. Nesse sentido, confira-se:
Mandado de segurança. 2. Concurso público. MPU 3.
Técnico de Apoio Especializado/Transporte. 4. Exigência de
teste de direção veicular. Legalidade. A Lei 11.415/2006, ao
estabelecer a necessidade de realização de “provas” para
ingresso no MPU, sem as especificar e determinar que as
atribuições dos cargos seriam fixadas por regulamento,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798756.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não
trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
Registro que o motivo determinante para a eliminação do impetrante
do certame foi o cometimento de faltas para além da quantidade
permitida pelo edital regulamentador do concurso em questão.
Ademais, verifico que, na folha de avaliação do candidato, há correta
indicação da rua em que a falta foi cometida. No caso, a indicação de
outra somente ocorreu no corpo da resposta do recurso administrativo, o
que indica a ocorrência de erro material.
De qualquer forma, a discussão sobre a rua em que as referidas faltas
teriam sido cometidas não interfere na validade da eliminação, já que o
impetrante não se insurgiu contra o cometimento das faltas apontadas.
Assim, como já demonstrado pela decisão ora agravada, a possível
ocorrência de erro material na resposta do recurso administrativo não
tem o condão de tornar nula, no caso concreto, a avaliação do candidato.
Ademais, conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a exigência
do teste de direção veicular para ingresso nos cargos de Técnico de Apoio
Especializado do MPU não afronta o texto constitucional (princípio da
legalidade), uma vez que a Lei 11.415/2006, ao estabelecer a necessidade
de realização de “provas” para ingresso no MPU, sem as especificar e
determinar que as atribuições dos cargos seriam fixadas por regulamento,
permitiu que elas fossem elaboradas de acordo com a natureza e
complexidade de cada cargo. Nesse sentido, confira-se:
Mandado de segurança. 2. Concurso público. MPU 3.
Técnico de Apoio Especializado/Transporte. 4. Exigência de
teste de direção veicular. Legalidade. A Lei 11.415/2006, ao
estabelecer a necessidade de realização de “provas” para
ingresso no MPU, sem as especificar e determinar que as
atribuições dos cargos seriam fixadas por regulamento,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798756.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
MS 30.450 AGR / DF
permitiu que elas fossem elaboradas de acordo com a natureza
e complexidade de cada cargo, o que atende de forma direta aos
ditames constitucionais (art. 37, II, da CF). 5. Segurança
denegada. (MS 30.186, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe
26.09.2011)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.450 AGR / DF
permitiu que elas fossem elaboradas de acordo com a natureza
e complexidade de cada cargo, o que atende de forma direta aos
ditames constitucionais (art. 37, II, da CF). 5. Segurança
denegada. (MS 30.186, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe
26.09.2011)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S) : DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805214
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S) : DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805214
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1819148
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-15T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
|
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Concurso público. MPU. 3. Teste de direção veicular. Discussão acerca de erro na indicação, em resposta a recurso administrativo, de parte do trajeto em que o candidato foi avaliado. Configuração de erro material. 4. Não contestação, pelo candidato, da ocorrência das faltas que ensejaram a sua reprovação 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205941
|
- Acórdão citado: MS 30186.
Número de páginas: 7.
Análise: 27/03/2012, AMS.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
30450
| null |
MS-AgR
|
acordaos
|
MS 30450 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S) : DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S)
:DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Concurso público.
MPU. 3. Teste de direção veicular. Discussão acerca de erro na indicação,
em resposta a recurso administrativo, de parte do trajeto em que o
candidato foi avaliado. Configuração de erro material. 4. Não contestação,
pelo candidato, da ocorrência das faltas que ensejaram a sua reprovação
5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798754.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S)
:DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em mandado de segurança interposto contra decisão
que negou seguimento à ação mandamental ante a ausência de violação a
direito líquido e certo. Confira-se trecho da decisão agravada:
Da análise dos autos, mais especificamente da ficha de
avaliação da prova prática de direção veicular, no campo
reservado para observações da banca examinadora, verifica-se
que o impetrante “incorreu na falta ‘G-11’ ao sair da Rua Sena
Madureira e inverteu a seta na última curva, ao final do percurso”.
Contudo, na resposta ao recurso administrativo interposto
em face de sua eliminação, consta que a falta teria se dado na
Rua Felix Alexandria
RECURSO INDEFERIDO: QUESITO 1.3 – A
ARGUMENTAÇÃO DO RECORRENTE NÃO PROCEDE,
POIS FOI OBSERVADO PELOS AVALIADORES, QUE NA
ÚLTIMA CURVA DO PERCUSSO, AVANÇOU PARA
CORTAR O FLUXO.
QUESITO N. 1.11 – FOI OBSERVADO PELOS
AVALIADORES QUE O CANDIDATO DEIXOU DE
SINALIZAR AO SAIR DA RUA FELIX ALEXANDRIA E
INVERTEU A SETA (LADO CONTRÁRIO), NA
ÚLTIMA CURVA AO FINAL DO PERCUSSO (grifei).
Tudo indica que apenas houve mero erro material nessa
parte específica da decisão no recurso administrativo. De toda
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798755.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S)
:DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em mandado de segurança interposto contra decisão
que negou seguimento à ação mandamental ante a ausência de violação a
direito líquido e certo. Confira-se trecho da decisão agravada:
Da análise dos autos, mais especificamente da ficha de
avaliação da prova prática de direção veicular, no campo
reservado para observações da banca examinadora, verifica-se
que o impetrante “incorreu na falta ‘G-11’ ao sair da Rua Sena
Madureira e inverteu a seta na última curva, ao final do percurso”.
Contudo, na resposta ao recurso administrativo interposto
em face de sua eliminação, consta que a falta teria se dado na
Rua Felix Alexandria
RECURSO INDEFERIDO: QUESITO 1.3 – A
ARGUMENTAÇÃO DO RECORRENTE NÃO PROCEDE,
POIS FOI OBSERVADO PELOS AVALIADORES, QUE NA
ÚLTIMA CURVA DO PERCUSSO, AVANÇOU PARA
CORTAR O FLUXO.
QUESITO N. 1.11 – FOI OBSERVADO PELOS
AVALIADORES QUE O CANDIDATO DEIXOU DE
SINALIZAR AO SAIR DA RUA FELIX ALEXANDRIA E
INVERTEU A SETA (LADO CONTRÁRIO), NA
ÚLTIMA CURVA AO FINAL DO PERCUSSO (grifei).
Tudo indica que apenas houve mero erro material nessa
parte específica da decisão no recurso administrativo. De toda
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
MS 30.450 AGR / DF
forma, é preciso enfatizar que em momento algum o impetrante
insurge-se contra a ocorrência da falta, a qual teria sido
cometida na rua descrita na ficha de avaliação, cingindo-se
apenas a questionar o nome da rua mencionada na resposta ao
recurso administrativo. Ora, independentemente do nome da
rua, o fato comprovado nos autos é que a falta foi realmente
cometida, tal como atestado pela autoridade coatora, o que
justifica a reprovação do impetrante no referido teste de direção
veicular.
Ademais, ressalte-se que o mandado de segurança não é a
via adequada para a discussão acerca da existência ou não de
determinada rua.
Portanto, não é possível vislumbrar qualquer violação a
direito líquido e certo do impetrante a dar ensejo ao
prosseguimento da presente demanda.
Ante o exposto, nego seguimento ao mandado de
segurança (art. 10 da Lei 12.016/09).
O agravante sustenta que o motivo determinante da sua reprovação
é nulo, logo, não se podem levar a cabo os efeitos do ato administrativo
impugnado.
Aduz ainda a ausência de previsão legal para aplicação da prova
prática de direção veicular no certame em questão.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.450 AGR / DF
forma, é preciso enfatizar que em momento algum o impetrante
insurge-se contra a ocorrência da falta, a qual teria sido
cometida na rua descrita na ficha de avaliação, cingindo-se
apenas a questionar o nome da rua mencionada na resposta ao
recurso administrativo. Ora, independentemente do nome da
rua, o fato comprovado nos autos é que a falta foi realmente
cometida, tal como atestado pela autoridade coatora, o que
justifica a reprovação do impetrante no referido teste de direção
veicular.
Ademais, ressalte-se que o mandado de segurança não é a
via adequada para a discussão acerca da existência ou não de
determinada rua.
Portanto, não é possível vislumbrar qualquer violação a
direito líquido e certo do impetrante a dar ensejo ao
prosseguimento da presente demanda.
Ante o exposto, nego seguimento ao mandado de
segurança (art. 10 da Lei 12.016/09).
O agravante sustenta que o motivo determinante da sua reprovação
é nulo, logo, não se podem levar a cabo os efeitos do ato administrativo
impugnado.
Aduz ainda a ausência de previsão legal para aplicação da prova
prática de direção veicular no certame em questão.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não
trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
Registro que o motivo determinante para a eliminação do impetrante
do certame foi o cometimento de faltas para além da quantidade
permitida pelo edital regulamentador do concurso em questão.
Ademais, verifico que, na folha de avaliação do candidato, há correta
indicação da rua em que a falta foi cometida. No caso, a indicação de
outra somente ocorreu no corpo da resposta do recurso administrativo, o
que indica a ocorrência de erro material.
De qualquer forma, a discussão sobre a rua em que as referidas faltas
teriam sido cometidas não interfere na validade da eliminação, já que o
impetrante não se insurgiu contra o cometimento das faltas apontadas.
Assim, como já demonstrado pela decisão ora agravada, a possível
ocorrência de erro material na resposta do recurso administrativo não
tem o condão de tornar nula, no caso concreto, a avaliação do candidato.
Ademais, conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a exigência
do teste de direção veicular para ingresso nos cargos de Técnico de Apoio
Especializado do MPU não afronta o texto constitucional (princípio da
legalidade), uma vez que a Lei 11.415/2006, ao estabelecer a necessidade
de realização de “provas” para ingresso no MPU, sem as especificar e
determinar que as atribuições dos cargos seriam fixadas por regulamento,
permitiu que elas fossem elaboradas de acordo com a natureza e
complexidade de cada cargo. Nesse sentido, confira-se:
Mandado de segurança. 2. Concurso público. MPU 3.
Técnico de Apoio Especializado/Transporte. 4. Exigência de
teste de direção veicular. Legalidade. A Lei 11.415/2006, ao
estabelecer a necessidade de realização de “provas” para
ingresso no MPU, sem as especificar e determinar que as
atribuições dos cargos seriam fixadas por regulamento,
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798756.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não
trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
Registro que o motivo determinante para a eliminação do impetrante
do certame foi o cometimento de faltas para além da quantidade
permitida pelo edital regulamentador do concurso em questão.
Ademais, verifico que, na folha de avaliação do candidato, há correta
indicação da rua em que a falta foi cometida. No caso, a indicação de
outra somente ocorreu no corpo da resposta do recurso administrativo, o
que indica a ocorrência de erro material.
De qualquer forma, a discussão sobre a rua em que as referidas faltas
teriam sido cometidas não interfere na validade da eliminação, já que o
impetrante não se insurgiu contra o cometimento das faltas apontadas.
Assim, como já demonstrado pela decisão ora agravada, a possível
ocorrência de erro material na resposta do recurso administrativo não
tem o condão de tornar nula, no caso concreto, a avaliação do candidato.
Ademais, conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a exigência
do teste de direção veicular para ingresso nos cargos de Técnico de Apoio
Especializado do MPU não afronta o texto constitucional (princípio da
legalidade), uma vez que a Lei 11.415/2006, ao estabelecer a necessidade
de realização de “provas” para ingresso no MPU, sem as especificar e
determinar que as atribuições dos cargos seriam fixadas por regulamento,
permitiu que elas fossem elaboradas de acordo com a natureza e
complexidade de cada cargo. Nesse sentido, confira-se:
Mandado de segurança. 2. Concurso público. MPU 3.
Técnico de Apoio Especializado/Transporte. 4. Exigência de
teste de direção veicular. Legalidade. A Lei 11.415/2006, ao
estabelecer a necessidade de realização de “provas” para
ingresso no MPU, sem as especificar e determinar que as
atribuições dos cargos seriam fixadas por regulamento,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
MS 30.450 AGR / DF
permitiu que elas fossem elaboradas de acordo com a natureza
e complexidade de cada cargo, o que atende de forma direta aos
ditames constitucionais (art. 37, II, da Constituição Federal de 1988). 5. Segurança
denegada. (MS 30.186, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe
26.09.2011)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.450 AGR / DF
permitiu que elas fossem elaboradas de acordo com a natureza
e complexidade de cada cargo, o que atende de forma direta aos
ditames constitucionais (art. 37, II, da Constituição Federal de 1988). 5. Segurança
denegada. (MS 30.186, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe
26.09.2011)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S) : DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.450
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : EDER DUARTE NUNES
ADV.(A/S) : DENIZ GOULO VECCHIO
AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MANDADO DE SEGURANÇA 30 . 450",
"MS 30 . 450",
"MS 30 . 450 AGR",
"MS 30 . 450",
"MS 30 . 186",
"MS 30 . 450",
"MS 30 . 186"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 10 da Lei 12 . 016 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 10 da Lei 12 . 016 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 11 . 415 / 2006",
"Lei 11 . 415 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 11 . 415 / 2006",
"Lei 11 . 415 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , II , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , II , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"Rua Sena Madureira",
"Rua Felix Alexandria",
"RUA FELIX ALEXANDRIA",
"DISTRITO FEDERAL",
"Rua Sena Madureira",
"Rua Felix Alexandria",
"RUA FELIX ALEXANDRIA",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MPU",
"MPU",
"MPU",
"MPU",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MPU",
"MPU",
"MPU",
"MPU",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"AG",
".",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"EDER DUARTE NUNES",
"DENIZ GOULO VECCHIO",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"EDER DUARTE NUNES",
"DENIZ GOULO VECCHIO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"EDER DUARTE NUNES",
"DENIZ GOULO VECCHIO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"EDER DUARTE NUNES",
"GOULO VECCHIO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"EDER DUARTE NUNES",
"DENIZ GOULO VECCHIO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"09",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"09",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S)
:LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento.
Ausência de omissão no acórdão dos embargos de declaração.
Precedentes.
1. Os embargos declaratórios só suprem a falta de
prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente
omissa a respeito da questão antes suscitada.
2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a
decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência
em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777423.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S)
:LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro Menezes Direito negou provimento ao agravo de
instrumento, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
União interpõe agravo de instrumento contra a decisão
que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade ao artigo 146, inciso III, alínea b, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim
ementado:
‘AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO CONTRA O
SÓCIO-GERENTE. NECESSIDADE DE PROVA DE
ATUAÇÃO DOLOSA OU CULPOSA. CTN, ART. 135, III.
1. A legislação comercial afasta a responsabilidade objetiva
do sócio ou administrador, merecendo interpretação sistemática
o art. 135, III, do CTN, que trata da responsabilidade tributária
subsidiária.
2. Para que a execução seja redirecionada contra o sócio-
gerente ou diretor com fulcro no art. 135, III, do CTN, deve o
exeqüente comprovar que o não-recolhimento do tributo resultou
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777420.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S)
:LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro Menezes Direito negou provimento ao agravo de
instrumento, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
União interpõe agravo de instrumento contra a decisão
que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade ao artigo 146, inciso III, alínea b, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim
ementado:
‘AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO CONTRA O
SÓCIO-GERENTE. NECESSIDADE DE PROVA DE
ATUAÇÃO DOLOSA OU CULPOSA. CTN, ART. 135, III.
1. A legislação comercial afasta a responsabilidade objetiva
do sócio ou administrador, merecendo interpretação sistemática
o art. 135, III, do CTN, que trata da responsabilidade tributária
subsidiária.
2. Para que a execução seja redirecionada contra o sócio-
gerente ou diretor com fulcro no art. 135, III, do CTN, deve o
exeqüente comprovar que o não-recolhimento do tributo resultou
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AI 647.106 AGR / SC
da atuação dolosa ou culposa destas pessoas, que, com o seu
procedimento, causaram violação à lei, ao contrato ou ao
estatuto’ (fl. 72).
Opostos embargos de declaração (fls. 75 a 81), foram
rejeitados (fls. 82 a 86).
No recurso extraordinário a União sustenta a
constitucionalidade do artigo 13 da Lei nº 8.620/93.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 23/5/06, conforme expresso na
certidão de folha 87, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que a
questão acerca da constitucionalidade do artigo 13 da Lei nº
8.620/93 carece do necessário prequestionamento, sendo certo
que o acórdão dos embargos declaratórios, nesse ponto,
concluiu, nos termos do voto do Relator, que, Quanto à alegação
de que não houve menção da aplicabilidade do art. 13 da Lei 8.620/93
tenho por afastá-la, já que não houve referência da mesma em sede de
agravo legal (fl. 83). Incidência da Súmula n° 282 desta Corte.
Anote-se que o fato da recorrente ter trazido a questão
constitucional no bojo dos embargos de declaração não é
bastante para suprir o requisito do prequestionamento, a teor
da Súmula nº 356/STF. Nesse sentido:
‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo
constitucional dado por violado (CF, art. 5º, II) não analisado
pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2.
Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os
embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento
quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a
respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: alegada violação a dispositivo constitucional
que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame
2
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da atuação dolosa ou culposa destas pessoas, que, com o seu
procedimento, causaram violação à lei, ao contrato ou ao
estatuto’ (fl. 72).
Opostos embargos de declaração (fls. 75 a 81), foram
rejeitados (fls. 82 a 86).
No recurso extraordinário a União sustenta a
constitucionalidade do artigo 13 da Lei nº 8.620/93.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 23/5/06, conforme expresso na
certidão de folha 87, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que a
questão acerca da constitucionalidade do artigo 13 da Lei nº
8.620/93 carece do necessário prequestionamento, sendo certo
que o acórdão dos embargos declaratórios, nesse ponto,
concluiu, nos termos do voto do Relator, que, Quanto à alegação
de que não houve menção da aplicabilidade do art. 13 da Lei 8.620/93
tenho por afastá-la, já que não houve referência da mesma em sede de
agravo legal (fl. 83). Incidência da Súmula n° 282 desta Corte.
Anote-se que o fato da recorrente ter trazido a questão
constitucional no bojo dos embargos de declaração não é
bastante para suprir o requisito do prequestionamento, a teor
da Súmula nº 356/STF. Nesse sentido:
‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo
constitucional dado por violado (CF, art. 5º, II) não analisado
pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2.
Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os
embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento
quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a
respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: alegada violação a dispositivo constitucional
que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame
2
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Relatório
AI 647.106 AGR / SC
no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis , da
Súmula 636’ (AI nº 596.757/RS-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06).
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o
agravante, os embargos de declaração, para fins de
prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão
recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou
nas contra-razões e não para inovar matéria constitucional não
debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129,
III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde
desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza
extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad
causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3.
Agravo regimental improvido’ (RE nº 434.420/DF-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJ de
14/6/05).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 17 de fevereiro de 2009.
Ministro MENEZES DIREITO
Relator“
Sustenta a agravante que houve prequestionamento da matéria
que embasa o apelo extremo, pois, mesmo que não tenha ocorrido de
forma expressa, o acórdão recorrido e o agravo legal interpostos trataram
do “conteúdo jurídico posto no art. 13 da Lei 8.620/93”.
É o relatório.
3
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no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis , da
Súmula 636’ (AI nº 596.757/RS-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06).
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o
agravante, os embargos de declaração, para fins de
prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão
recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou
nas contra-razões e não para inovar matéria constitucional não
debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129,
III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde
desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza
extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad
causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3.
Agravo regimental improvido’ (RE nº 434.420/DF-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJ de
14/6/05).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 17 de fevereiro de 2009.
Ministro MENEZES DIREITO
Relator“
Sustenta a agravante que houve prequestionamento da matéria
que embasa o apelo extremo, pois, mesmo que não tenha ocorrido de
forma expressa, o acórdão recorrido e o agravo legal interpostos trataram
do “conteúdo jurídico posto no art. 13 da Lei 8.620/93”.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Reitero que a questão acerca da constitucionalidade do art. 13 da Lei
nº 8.620/93 carece do necessário prequestionamento, sendo certo que o
acórdão dos embargos declaratórios afastou a alegação de que não houve
menção da aplicabilidade do art. 13 da Lei 8.620/93, exatamente por não
ter ocorrido referência da mesma em sede de agravo legal. Nesse
entendimento: AI nº 596.757/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06 e RE nº 434.420/DF-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14/6/05.
Registro, ademais, que é incabível o recurso extraordinário com base
na alínea b do permissivo constitucional. Não consta dos autos a arguição
de inconstitucionalidade citada no recurso.
Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão
ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Reitero que a questão acerca da constitucionalidade do art. 13 da Lei
nº 8.620/93 carece do necessário prequestionamento, sendo certo que o
acórdão dos embargos declaratórios afastou a alegação de que não houve
menção da aplicabilidade do art. 13 da Lei 8.620/93, exatamente por não
ter ocorrido referência da mesma em sede de agravo legal. Nesse
entendimento: AI nº 596.757/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06 e RE nº 434.420/DF-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14/6/05.
Registro, ademais, que é incabível o recurso extraordinário com base
na alínea b do permissivo constitucional. Não consta dos autos a arguição
de inconstitucionalidade citada no recurso.
Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão
ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S) : LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S) : LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1804340
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-09T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência de omissão no acórdão dos embargos de declaração. Precedentes.
1. Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada.
2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur205619
|
- Acórdãos citados: AI 596757 AgR, RE 434420 AgR.
Número de páginas: 6.
Análise: 28/03/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
647106
|
[
"LEG-FED LEI-008620 ANO-1993\r\n ART-00013 \r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 647106 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S) : LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S)
:LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento.
Ausência de omissão no acórdão dos embargos de declaração.
Precedentes.
1. Os embargos declaratórios só suprem a falta de
prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente
omissa a respeito da questão antes suscitada.
2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a
decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência
em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S)
:LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro Menezes Direito negou provimento ao agravo de
instrumento, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
União interpõe agravo de instrumento contra a decisão
que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade ao artigo 146, inciso III, alínea b, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira
Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim
ementado:
‘AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO CONTRA O
SÓCIO-GERENTE. NECESSIDADE DE PROVA DE
ATUAÇÃO DOLOSA OU CULPOSA. CTN, ART. 135, III.
1. A legislação comercial afasta a responsabilidade objetiva
do sócio ou administrador, merecendo interpretação sistemática
o art. 135, III, do CTN, que trata da responsabilidade tributária
subsidiária.
2. Para que a execução seja redirecionada contra o sócio-
gerente ou diretor com fulcro no art. 135, III, do CTN, deve o
exeqüente comprovar que o não-recolhimento do tributo resultou
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S)
:LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro Menezes Direito negou provimento ao agravo de
instrumento, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
União interpõe agravo de instrumento contra a decisão
que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade ao artigo 146, inciso III, alínea b, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira
Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim
ementado:
‘AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO CONTRA O
SÓCIO-GERENTE. NECESSIDADE DE PROVA DE
ATUAÇÃO DOLOSA OU CULPOSA. CTN, ART. 135, III.
1. A legislação comercial afasta a responsabilidade objetiva
do sócio ou administrador, merecendo interpretação sistemática
o art. 135, III, do CTN, que trata da responsabilidade tributária
subsidiária.
2. Para que a execução seja redirecionada contra o sócio-
gerente ou diretor com fulcro no art. 135, III, do CTN, deve o
exeqüente comprovar que o não-recolhimento do tributo resultou
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
AI 647.106 AGR / SC
da atuação dolosa ou culposa destas pessoas, que, com o seu
procedimento, causaram violação à lei, ao contrato ou ao
estatuto’ (fl. 72).
Opostos embargos de declaração (fls. 75 a 81), foram
rejeitados (fls. 82 a 86).
No recurso extraordinário a União sustenta a
constitucionalidade do artigo 13 da Lei n 8.620/93.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 23/5/06, conforme expresso na
certidão de folha 87, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que a
questão acerca da constitucionalidade do artigo 13 da Lei n
8.620/93 carece do necessário prequestionamento, sendo certo
que o acórdão dos embargos declaratórios, nesse ponto,
concluiu, nos termos do voto do Relator, que, Quanto à alegação
de que não houve menção da aplicabilidade do art. 13 da Lei 8.620/93
tenho por afastá-la, já que não houve referência da mesma em sede de
agravo legal (fl. 83). Incidência da Súmula n 282 desta Corte.
Anote-se que o fato da recorrente ter trazido a questão
constitucional no bojo dos embargos de declaração não é
bastante para suprir o requisito do prequestionamento, a teor
da Súmula n 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo
constitucional dado por violado (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II) não analisado
pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2.
Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os
embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento
quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a
respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: alegada violação a dispositivo constitucional
que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777420.
Supremo Tribunal Federal
AI 647.106 AGR / SC
da atuação dolosa ou culposa destas pessoas, que, com o seu
procedimento, causaram violação à lei, ao contrato ou ao
estatuto’ (fl. 72).
Opostos embargos de declaração (fls. 75 a 81), foram
rejeitados (fls. 82 a 86).
No recurso extraordinário a União sustenta a
constitucionalidade do artigo 13 da Lei n 8.620/93.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 23/5/06, conforme expresso na
certidão de folha 87, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que a
questão acerca da constitucionalidade do artigo 13 da Lei n
8.620/93 carece do necessário prequestionamento, sendo certo
que o acórdão dos embargos declaratórios, nesse ponto,
concluiu, nos termos do voto do Relator, que, Quanto à alegação
de que não houve menção da aplicabilidade do art. 13 da Lei 8.620/93
tenho por afastá-la, já que não houve referência da mesma em sede de
agravo legal (fl. 83). Incidência da Súmula n 282 desta Corte.
Anote-se que o fato da recorrente ter trazido a questão
constitucional no bojo dos embargos de declaração não é
bastante para suprir o requisito do prequestionamento, a teor
da Súmula n 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo
constitucional dado por violado (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II) não analisado
pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2.
Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os
embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento
quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a
respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: alegada violação a dispositivo constitucional
que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Relatório
AI 647.106 AGR / SC
no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis , da
Súmula 636’ (AI n 596.757/RS-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06).
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o
agravante, os embargos de declaração, para fins de
prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão
recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou
nas contra-razões e não para inovar matéria constitucional não
debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129,
III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde
desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza
extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad
causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3.
Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 434.420/DF-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJ de
14/6/05).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 17 de fevereiro de 2009.
Ministro MENEZES DIREITO
Relator“
Sustenta a agravante que houve prequestionamento da matéria
que embasa o apelo extremo, pois, mesmo que não tenha ocorrido de
forma expressa, o acórdão recorrido e o agravo legal interpostos trataram
do “conteúdo jurídico posto no art. 13 da Lei 8.620/93”.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 647.106 AGR / SC
no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis , da
Súmula 636’ (AI n 596.757/RS-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06).
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o
agravante, os embargos de declaração, para fins de
prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão
recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou
nas contra-razões e não para inovar matéria constitucional não
debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129,
III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde
desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza
extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad
causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3.
Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 434.420/DF-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJ de
14/6/05).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 17 de fevereiro de 2009.
Ministro MENEZES DIREITO
Relator“
Sustenta a agravante que houve prequestionamento da matéria
que embasa o apelo extremo, pois, mesmo que não tenha ocorrido de
forma expressa, o acórdão recorrido e o agravo legal interpostos trataram
do “conteúdo jurídico posto no art. 13 da Lei 8.620/93”.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Reitero que a questão acerca da constitucionalidade do art. 13 da Lei
n 8.620/93 carece do necessário prequestionamento, sendo certo que o
acórdão dos embargos declaratórios afastou a alegação de que não houve
menção da aplicabilidade do art. 13 da Lei 8.620/93, exatamente por não
ter ocorrido referência da mesma em sede de agravo legal. Nesse
entendimento: AI n 596.757/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06 e Recurso Extraordinário n 434.420/DF-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14/6/05.
Registro, ademais, que é incabível o recurso extraordinário com base
na alínea b do permissivo constitucional. Não consta dos autos a arguição
de inconstitucionalidade citada no recurso.
Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão
ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Reitero que a questão acerca da constitucionalidade do art. 13 da Lei
n 8.620/93 carece do necessário prequestionamento, sendo certo que o
acórdão dos embargos declaratórios afastou a alegação de que não houve
menção da aplicabilidade do art. 13 da Lei 8.620/93, exatamente por não
ter ocorrido referência da mesma em sede de agravo legal. Nesse
entendimento: AI n 596.757/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06 e Recurso Extraordinário n 434.420/DF-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14/6/05.
Registro, ademais, que é incabível o recurso extraordinário com base
na alínea b do permissivo constitucional. Não consta dos autos a arguição
de inconstitucionalidade citada no recurso.
Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão
ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S) : LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 647.106
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : EDMUNDO COMELLI
ADV.(A/S) : LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 647 . 106",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 647 . 106",
"AI 647 . 106 AGR / SC",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Súmula n 282 desta Corte",
"Súmula n 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 647 . 106 AGR",
"Súmula n 282 desta Corte",
"Súmula n 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 647 . 106 AGR / SC",
"AI n 596 . 757 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 434 . 420 / DF - AgR",
"AI 647 . 106 AGR / SC",
"Súmula 636 ’",
"AI n 596 . 757 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 434 . 420 / DF - AgR",
"AI n 596 . 757 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 434 . 420 / DF - AgR",
"AI n 596 . 757 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 434 . 420 / DF - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 647 . 106",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 647 . 106"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 146 , inciso III , alínea b , da Constituição Federal",
"CTN , ART . 135 , III",
"art . 135 , III , do CTN",
"art . 135 , III , do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 146 , inciso III , alínea b , da Constituição Federal",
"CTN , ART . 135 , III",
"art . 135 , III , do CTN",
"art . 135 , III , do CTN",
"Medida Provisória",
"artigo 13 da Lei n 8 . 620 / 93",
"artigo 13 da Lei n 8 . 620 / 93",
"art . 13 da Lei 8 . 620 / 93",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 13 da Lei n 8 . 620 / 93",
"artigo 13 da Lei n 8 . 620 / 93",
"art . 13 da Lei 8 . 620 / 93",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 129 , III , da Constituição",
"art . 13 da Lei 8 . 620 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 129 , III , da Constituição",
"art . 13 da Lei 8 . 620 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 13 da Lei n 8 . 620 / 93",
"art . 13 da Lei 8 . 620 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 13 da Lei n 8 . 620 / 93",
"art . 13 da Lei 8 . 620 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"União",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"EDMUNDO COMELLI",
"LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"EDMUNDO COMELLI",
"LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS",
"DIAS TOFFOLI",
"Menezes Direito",
"DIAS TOFFOLI",
"EDMUNDO COMELLI",
"LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS",
"DIAS TOFFOLI",
"Menezes Direito",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"MENEZES",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"MENEZES",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"EDMUNDO COMELLI",
"LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"EDMUNDO COMELLI",
"LAÉRCIO ALCÂNTARA DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"5",
"/",
"06",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"5",
"/",
"06",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"11",
"/",
"06",
"14",
"/",
"6",
"/",
"05",
"17 de fevereiro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"11",
"/",
"06",
"14",
"/",
"6",
"/",
"05",
"17 de fevereiro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"10",
"/",
"11",
"/",
"06",
"14",
"/",
"6",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"10",
"/",
"11",
"/",
"06",
"14",
"/",
"6",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S)
:FRANCISCO
ANTONIO
TORRECILHAS
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 165146 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. RÉU
PRESO EM FLAGRANTE.
SENTENÇA CONDENATÓRIA.
MANUTENÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. FUNDAMENTAÇÃO
INIDÔNEA. ÓBICE À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR PENAS RESTRITIVAS DE DIREIROS AFASTADO NO
JULGAMENTO DO HC 97.256. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
ÓBICE DA SÚMULA 691/STF. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.
1. Em tema de prisão cautelar, a garantia da fundamentação importa
o dever judicante da real ou efetiva demonstração de que a segregação
atende a pelo menos um dos requisitos do art. 312 do Código de Processo
Penal. Pelo que a vedação legal à concessão da liberdade provisória,
mesmo em caso de crimes hediondos (ou equiparados), opera uma
patente inversão da lógica elementar da Constituição, segundo a qual a
presunção de não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do
trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
2. A mera alusão à gravidade do delito ou a expressões de simples
apelo retórico não valida a ordem de prisão cautelar; sendo certo que a
proibição abstrata de liberdade provisória também se mostra
incompatível com tal presunção constitucional de não-culpabilidade.
3. Não se pode perder de vista o caráter individual dos direitos
subjetivo-constitucionais em matéria penal. E como o indivíduo é sempre
uma realidade única ou insimilar, irrepetível mesmo na sua condição de
microcosmo ou de um universo à parte, todo instituto de direito penal
que se lhe aplique – pena, prisão, progressão de regime penitenciário,
liberdade provisória, conversão da pena privativa de liberdade em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
HC 103.595 / SP
restritiva de direitos – há de exibir o timbre da personalização. Tudo tem
que ser personalizado na concreta aplicação do direito
constitucional-penal, porque a própria Constituição é que se deseja assim
orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas
circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset).
4. O flagrante há de incidir por modo coerente com o seu próprio
nome: situação de ardência ou calor da ação penalmente vedada.
Ardência ou calor que se dissipa com a prisão de quem lhe deu causa.
Não é algo destinado a vigorar para além do aprisionamento físico do
agente, mas, ao contrário, algo que instantaneamente se esvai como
específico efeito desse trancafiamento; ou seja, a prisão em flagrante é ao
mesmo tempo a conseqüência e o dobre de sinos da própria ardência
(flagrância) da ação descrita como crime. A continuidade desse tipo de
custódia passa a exigir fundamentação judicial.
5. O fato em si da inafiançabilidade dos crimes hediondos e dos que
lhe sejam equiparados parece não ter a antecipada força de impedir a
concessão judicial da liberdade provisória, conforme abstratamente
estabelecido no art. 44 da Lei 11.343/2006, jungido que está o juiz à
imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da individualização
da prisão (não somente da pena). Pelo que a inafiançabilidade da prisão,
mesmo em flagrante (inciso XLIII do art. 5º da CF), quer apenas significar
que a lei infraconstitucional não pode prever como condição suficiente
para a concessão da liberdade provisória o mero pagamento de uma
fiança. A prisão em flagrante não pré-exclui o benefício da liberdade
provisória, mas, tão-só, a fiança como ferramenta da sua obtenção (dela,
liberdade provisória). Se é vedado levar à prisão ou nela manter alguém
legalmente beneficiado com a cláusula da afiançabilidade, a recíproca não
é verdadeira: a inafiançabilidade de um crime não implica,
necessariamente, vedação do benefício à liberdade provisória, mas apenas
sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens
materiais. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da
periculosidade do agente, atento o juiz aos vetores do art. 312 do Código
de Processo Penal.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.595 / SP
restritiva de direitos – há de exibir o timbre da personalização. Tudo tem
que ser personalizado na concreta aplicação do direito
constitucional-penal, porque a própria Constituição é que se deseja assim
orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas
circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset).
4. O flagrante há de incidir por modo coerente com o seu próprio
nome: situação de ardência ou calor da ação penalmente vedada.
Ardência ou calor que se dissipa com a prisão de quem lhe deu causa.
Não é algo destinado a vigorar para além do aprisionamento físico do
agente, mas, ao contrário, algo que instantaneamente se esvai como
específico efeito desse trancafiamento; ou seja, a prisão em flagrante é ao
mesmo tempo a conseqüência e o dobre de sinos da própria ardência
(flagrância) da ação descrita como crime. A continuidade desse tipo de
custódia passa a exigir fundamentação judicial.
5. O fato em si da inafiançabilidade dos crimes hediondos e dos que
lhe sejam equiparados parece não ter a antecipada força de impedir a
concessão judicial da liberdade provisória, conforme abstratamente
estabelecido no art. 44 da Lei 11.343/2006, jungido que está o juiz à
imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da individualização
da prisão (não somente da pena). Pelo que a inafiançabilidade da prisão,
mesmo em flagrante (inciso XLIII do art. 5º da CF), quer apenas significar
que a lei infraconstitucional não pode prever como condição suficiente
para a concessão da liberdade provisória o mero pagamento de uma
fiança. A prisão em flagrante não pré-exclui o benefício da liberdade
provisória, mas, tão-só, a fiança como ferramenta da sua obtenção (dela,
liberdade provisória). Se é vedado levar à prisão ou nela manter alguém
legalmente beneficiado com a cláusula da afiançabilidade, a recíproca não
é verdadeira: a inafiançabilidade de um crime não implica,
necessariamente, vedação do benefício à liberdade provisória, mas apenas
sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens
materiais. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da
periculosidade do agente, atento o juiz aos vetores do art. 312 do Código
de Processo Penal.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13
Ementa e Acórdão
HC 103.595 / SP
6. Nem a inafiançabilidade exclui a liberdade provisória nem o
flagrante pré-exclui a necessidade de fundamentação judicial para a
continuidade da prisão. Pelo que, nada obstante a maior severidade da
Constituição para com os delitos em causa, tal resposta normativa de
maior rigor penal não tem a força de minimizar e muito menos excluir a
participação verdadeiramente central do Poder Judiciário em tema de
privação da liberdade corporal do indivíduo. Em suma: a liberdade de
locomoção do ser humano é bem jurídico tão superlativamente
prestigiado pela Constituição que até mesmo a prisão em flagrante delito
há de ser imediatamente comunicada ao juiz para decidir tanto sobre a
regularidade do respectivo auto quanto a respeito da necessidade da sua
prossecução. Para o que disporá das hipóteses de incidência do art. 312
do CPP, nelas embutido o bem jurídico da Ordem Pública, um dos
explícitos fins dessa tão genuína quanto essencial atividade estatal que
atende pelo nome de Segurança Pública (art. 144 da CF/88).
7. No julgamento do HC 97.256 (da relatoria do ministro Ayres
Britto), o Supremo Tribunal Federal declarou, incidentalmente, a
inconstitucionalidade da vedação à substituição da pena privativa por
penas restritivas de direitos.
8. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem de
ofício apenas para assegurar ao paciente o direito de aguardar, em
liberdade, o trânsito em julgado da condenação (ressalvando, é claro, a
expedição de novo título prisional embasado em fundamentação válida) e
afastar o óbice à substituição da pena privativa de liberdade, para
determinar ao Juízo processante que refaça, no ponto, a individualização
da pena, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade
de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
3
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HC 103.595 / SP
6. Nem a inafiançabilidade exclui a liberdade provisória nem o
flagrante pré-exclui a necessidade de fundamentação judicial para a
continuidade da prisão. Pelo que, nada obstante a maior severidade da
Constituição para com os delitos em causa, tal resposta normativa de
maior rigor penal não tem a força de minimizar e muito menos excluir a
participação verdadeiramente central do Poder Judiciário em tema de
privação da liberdade corporal do indivíduo. Em suma: a liberdade de
locomoção do ser humano é bem jurídico tão superlativamente
prestigiado pela Constituição que até mesmo a prisão em flagrante delito
há de ser imediatamente comunicada ao juiz para decidir tanto sobre a
regularidade do respectivo auto quanto a respeito da necessidade da sua
prossecução. Para o que disporá das hipóteses de incidência do art. 312
do CPP, nelas embutido o bem jurídico da Ordem Pública, um dos
explícitos fins dessa tão genuína quanto essencial atividade estatal que
atende pelo nome de Segurança Pública (art. 144 da CF/88).
7. No julgamento do HC 97.256 (da relatoria do ministro Ayres
Britto), o Supremo Tribunal Federal declarou, incidentalmente, a
inconstitucionalidade da vedação à substituição da pena privativa por
penas restritivas de direitos.
8. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem de
ofício apenas para assegurar ao paciente o direito de aguardar, em
liberdade, o trânsito em julgado da condenação (ressalvando, é claro, a
expedição de novo título prisional embasado em fundamentação válida) e
afastar o óbice à substituição da pena privativa de liberdade, para
determinar ao Juízo processante que refaça, no ponto, a individualização
da pena, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade
de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
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Ementa e Acórdão
HC 103.595 / SP
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 103.595 / SP
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MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S)
:FRANCISCO
ANTONIO
TORRECILHAS
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 165146 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra decisão singular de Ministro do Superior Tribunal de
Justiça (relator do HC 165.146). Decisão singular que indeferiu,
liminarmente, o pedido ali formalizado.
2. Pois bem, o impetrante, antes mesmo de um pronunciamento de
mérito tanto do Tribunal de Justiça de São Paulo quanto do Superior
Tribunal de Justiça, renova a tese de patente ilegalidade da prisão cautelar
do paciente. Paciente preso em flagrante delito, desde o dia 26 de junho
de 2009, condenado a um ano e oito meses de reclusão por tráfico ilícito
de substância entorpecente (art. 33 da Lei 11.343/2006), em regime
inicialmente fechado.
3. Prossegue a defesa para anotar que o paciente preenche os
requisitos do art. 59 do Código Penal. Logo, faz jus ao regime prisional
aberto para o início do cumprimento da pena. Mais: argumenta que
também é possível a substituição da pena privativa de liberdade por uma
pena restritiva de direitos, até mesmo porque não se trata de acusado
reincidente. Aduz que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar as
medidas liminares requestadas nos autos dos HCs 98.769 e 101.291 (da
relatoria do ministro Eros Grau), suspendeu os respectivos mandados
prisionais nas mesmas condições destes autos. Daí pugnar pela imediata
expedição de alvará de soltura do acionante, apesar do conteúdo da
Súmula 691/STF. No mérito, o pedido é de concessão da ordem para
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S)
:FRANCISCO
ANTONIO
TORRECILHAS
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 165146 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra decisão singular de Ministro do Superior Tribunal de
Justiça (relator do HC 165.146). Decisão singular que indeferiu,
liminarmente, o pedido ali formalizado.
2. Pois bem, o impetrante, antes mesmo de um pronunciamento de
mérito tanto do Tribunal de Justiça de São Paulo quanto do Superior
Tribunal de Justiça, renova a tese de patente ilegalidade da prisão cautelar
do paciente. Paciente preso em flagrante delito, desde o dia 26 de junho
de 2009, condenado a um ano e oito meses de reclusão por tráfico ilícito
de substância entorpecente (art. 33 da Lei 11.343/2006), em regime
inicialmente fechado.
3. Prossegue a defesa para anotar que o paciente preenche os
requisitos do art. 59 do Código Penal. Logo, faz jus ao regime prisional
aberto para o início do cumprimento da pena. Mais: argumenta que
também é possível a substituição da pena privativa de liberdade por uma
pena restritiva de direitos, até mesmo porque não se trata de acusado
reincidente. Aduz que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar as
medidas liminares requestadas nos autos dos HCs 98.769 e 101.291 (da
relatoria do ministro Eros Grau), suspendeu os respectivos mandados
prisionais nas mesmas condições destes autos. Daí pugnar pela imediata
expedição de alvará de soltura do acionante, apesar do conteúdo da
Súmula 691/STF. No mérito, o pedido é de concessão da ordem para
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Relatório
HC 103.595 / SP
“confirmar a antecipação do mérito antes concedida” (fls. 07).
4. Avanço para anotar que deferi a medida liminar requestada. O que
fiz por enxergar nas peças que instruem a inicial a plausibilidade jurídica
do pedido.
5. Na seqüência, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da
República. Órgão que opinou pela “concessão parcial da ordem, apenas para
que o Juízo das Execuções aprecie se o paciente faz jus à substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos”; requerendo, ainda, a
“cassação da liminar deferida”.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 103.595 / SP
“confirmar a antecipação do mérito antes concedida” (fls. 07).
4. Avanço para anotar que deferi a medida liminar requestada. O que
fiz por enxergar nas peças que instruem a inicial a plausibilidade jurídica
do pedido.
5. Na seqüência, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da
República. Órgão que opinou pela “concessão parcial da ordem, apenas para
que o Juízo das Execuções aprecie se o paciente faz jus à substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos”; requerendo, ainda, a
“cassação da liminar deferida”.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feita esta síntese do pedido, passo ao voto. Fazendo-o, anoto, de
saída, que o paciente foi preso em flagrante delito, acusado de tráfico de
substâncias entorpecentes (art. 33 da Lei 11.343/2006). Paciente afinal
condenado a um ano e oito meses de reclusão, além do pagamento de 166
dias-multa, na forma do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Na
oportunidade, o magistrado manteve a custódia cautelar nos termos
seguintes:
“[...]
Mantenho o réu no cárcere, onde já estava desde a prisão
em flagrante, porque agora, condenado, poderá evadir-se, e o
faço para assegurar a aplicação da lei penal, com fundamento
no art. 312 do Código de Processo Penal.
[...]”
8. Presente essa moldura, antecipo que os fundamentos lançados
pelo magistrado sentenciante para a manutenção da prisão instrumental
não preenchem a finalidade da garantia que se lê na segunda parte do
inciso LXI do art. 5º e na parte inicial do inciso IX do art. 93 da
Constituição e sem a qual não se viabiliza a ampla defesa nem se afere o
dever do juiz de se manter eqüidistante das partes processuais em litígio.
Garantia processual que circunscreve o magistrado a coordenadas
objetivas de imparcialidade e possibilita às partes conhecer os motivos
que levaram o julgador a decidir neste ou naquele sentido. Entendimento
que Aury Lopes Júnior bem endossa (In: Introdução Crítica ao Processo
Penal: fundamentos da instrumentalidade garantista. 2. ed. Rio de Janeiro:
Lumen Juris, 2005, p. 256), in verbis:
“[...] o poder judicial somente está legitimado enquanto
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07/02/2012
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HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feita esta síntese do pedido, passo ao voto. Fazendo-o, anoto, de
saída, que o paciente foi preso em flagrante delito, acusado de tráfico de
substâncias entorpecentes (art. 33 da Lei 11.343/2006). Paciente afinal
condenado a um ano e oito meses de reclusão, além do pagamento de 166
dias-multa, na forma do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Na
oportunidade, o magistrado manteve a custódia cautelar nos termos
seguintes:
“[...]
Mantenho o réu no cárcere, onde já estava desde a prisão
em flagrante, porque agora, condenado, poderá evadir-se, e o
faço para assegurar a aplicação da lei penal, com fundamento
no art. 312 do Código de Processo Penal.
[...]”
8. Presente essa moldura, antecipo que os fundamentos lançados
pelo magistrado sentenciante para a manutenção da prisão instrumental
não preenchem a finalidade da garantia que se lê na segunda parte do
inciso LXI do art. 5º e na parte inicial do inciso IX do art. 93 da
Constituição e sem a qual não se viabiliza a ampla defesa nem se afere o
dever do juiz de se manter eqüidistante das partes processuais em litígio.
Garantia processual que circunscreve o magistrado a coordenadas
objetivas de imparcialidade e possibilita às partes conhecer os motivos
que levaram o julgador a decidir neste ou naquele sentido. Entendimento
que Aury Lopes Júnior bem endossa (In: Introdução Crítica ao Processo
Penal: fundamentos da instrumentalidade garantista. 2. ed. Rio de Janeiro:
Lumen Juris, 2005, p. 256), in verbis:
“[...] o poder judicial somente está legitimado enquanto
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 103.595 / SP
amparado por argumentos cognoscitivos seguros e válidos (não
basta apenas boa argumentação), submetidos ao contraditório e
refutáveis. A fundamentação das decisões é instrumento de
controle da racionalidade e do sentir do julgador, num
assumido anticartesianismo. Mas também serve para controlar
o poder, e nisso reside o núcleo da garantia.”
9. É isto mesmo: em tema de prisão cautelar, a garantia da
fundamentação importa o dever judicante da real ou efetiva
demonstração de que a segregação atende a pelo menos um dos
requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal. O que já significa
dizer que a vedação legal à concessão da liberdade provisória, mesmo em
caso de crimes hediondos (ou equiparados), opera uma patente inversão
da lógica elementar da Constituição, segundo a qual a presunção de
não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito em julgado
de sentença penal condenatória. Daí entender o STF que a mera alusão à
gravidade do delito ou a expressões de simples apelo retórico não valida
a ordem de prisão cautelar; sendo certo que a proibição abstrata de
liberdade provisória também se mostra incompatível com tal presunção
constitucional de não-culpabilidade.
10. Nessa vertente de idéias, não se pode perder de vista o caráter
individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria penal. E
como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar, irrepetível
mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à parte, todo
instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão, progressão de
regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o timbre da
personalização. Quero dizer: tudo tem que ser personalizado na concreta
aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria Constituição é
que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e
minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset). E como
estamos a cuidar de prisão por crime equiparado a hediondo, claro que
ela também se encaixa no princípio da personalização; tirante, lógico, a
hipótese do flagrante delito. Mas o flagrante enquanto instituto que há de
2
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HC 103.595 / SP
amparado por argumentos cognoscitivos seguros e válidos (não
basta apenas boa argumentação), submetidos ao contraditório e
refutáveis. A fundamentação das decisões é instrumento de
controle da racionalidade e do sentir do julgador, num
assumido anticartesianismo. Mas também serve para controlar
o poder, e nisso reside o núcleo da garantia.”
9. É isto mesmo: em tema de prisão cautelar, a garantia da
fundamentação importa o dever judicante da real ou efetiva
demonstração de que a segregação atende a pelo menos um dos
requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal. O que já significa
dizer que a vedação legal à concessão da liberdade provisória, mesmo em
caso de crimes hediondos (ou equiparados), opera uma patente inversão
da lógica elementar da Constituição, segundo a qual a presunção de
não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito em julgado
de sentença penal condenatória. Daí entender o STF que a mera alusão à
gravidade do delito ou a expressões de simples apelo retórico não valida
a ordem de prisão cautelar; sendo certo que a proibição abstrata de
liberdade provisória também se mostra incompatível com tal presunção
constitucional de não-culpabilidade.
10. Nessa vertente de idéias, não se pode perder de vista o caráter
individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria penal. E
como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar, irrepetível
mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à parte, todo
instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão, progressão de
regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o timbre da
personalização. Quero dizer: tudo tem que ser personalizado na concreta
aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria Constituição é
que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e
minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset). E como
estamos a cuidar de prisão por crime equiparado a hediondo, claro que
ela também se encaixa no princípio da personalização; tirante, lógico, a
hipótese do flagrante delito. Mas o flagrante enquanto instituto que há de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 103.595 / SP
incidir por modo coerente com o seu próprio nome: situação de ardência
ou calor da ação penalmente vedada. Ardência ou calor que se dissipa
com a prisão de quem lhe deu causa. Não é algo destinado a vigorar para
além do aprisionamento físico do agente, mas, ao contrário, algo que
instantaneamente se esvai como específico efeito desse trancafiamento; ou
seja, a prisão em flagrante é ao mesmo tempo a conseqüência e o dobre de
sinos da própria ardência (flagrância) da ação descrita como crime. Por
isso que a continuidade desse tipo de custódia passa a exigir
fundamentação judicial. O que explica as normas constitucionais de que:
a) “a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada” (inciso LXII do art. 5º); b) “a prisão ilegal será imediatamente
relaxada pela autoridade judiciária” (inciso LXV do art. 5º); c) “ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou
crime propriamente militar, definidos em lei” (inciso LXI do art. 5º); d)
“ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade
provisória, com ou seu fiança” (inciso LXVI do art. 5º). Tudo a revelar a
idéia-força de que o instituto da prisão opera como excepcional
afastamento da regra da liberdade de locomoção do indivíduo. Donde a
necessidade do seu permanente controle por órgão do Poder Judiciário,
quer para determiná-la, quer para autorizar a sua continuidade (quando
resultante do flagrante delito).
11. Com efeito, a regra geral que a nossa Lei Maior consigna é a da
liberdade de locomoção. Regra geral que se desprende do altissonante
princípio da dignidade da pessoa humana (inciso III do art. 1º) e assim
duplamente vocalizado pelo art. 5º dela própria, Constituição: a) “é livre a
locomoção no território nacional em tempo de paz” (inciso XV); b) “ninguém
será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” (inciso
LIV). Daí o instituto da prisão comparecer no mesmo corpo normativo da
Constituição como explícita medida de exceção, a saber: “ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou
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incidir por modo coerente com o seu próprio nome: situação de ardência
ou calor da ação penalmente vedada. Ardência ou calor que se dissipa
com a prisão de quem lhe deu causa. Não é algo destinado a vigorar para
além do aprisionamento físico do agente, mas, ao contrário, algo que
instantaneamente se esvai como específico efeito desse trancafiamento; ou
seja, a prisão em flagrante é ao mesmo tempo a conseqüência e o dobre de
sinos da própria ardência (flagrância) da ação descrita como crime. Por
isso que a continuidade desse tipo de custódia passa a exigir
fundamentação judicial. O que explica as normas constitucionais de que:
a) “a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada” (inciso LXII do art. 5º); b) “a prisão ilegal será imediatamente
relaxada pela autoridade judiciária” (inciso LXV do art. 5º); c) “ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou
crime propriamente militar, definidos em lei” (inciso LXI do art. 5º); d)
“ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade
provisória, com ou seu fiança” (inciso LXVI do art. 5º). Tudo a revelar a
idéia-força de que o instituto da prisão opera como excepcional
afastamento da regra da liberdade de locomoção do indivíduo. Donde a
necessidade do seu permanente controle por órgão do Poder Judiciário,
quer para determiná-la, quer para autorizar a sua continuidade (quando
resultante do flagrante delito).
11. Com efeito, a regra geral que a nossa Lei Maior consigna é a da
liberdade de locomoção. Regra geral que se desprende do altissonante
princípio da dignidade da pessoa humana (inciso III do art. 1º) e assim
duplamente vocalizado pelo art. 5º dela própria, Constituição: a) “é livre a
locomoção no território nacional em tempo de paz” (inciso XV); b) “ninguém
será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” (inciso
LIV). Daí o instituto da prisão comparecer no mesmo corpo normativo da
Constituição como explícita medida de exceção, a saber: “ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou
3
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 103.595 / SP
crime propriamente militar, definidos em lei” (inciso LXI do art. 5º da CF/88).
Mais ainda, desse último dispositivo ressai o duplo caráter excepcional da
prisão em flagrante: primeiro, por se contrapor à regra geral da liberdade
física ou espacial (liberdade de locomoção, na linguagem da nossa Lex
Maxima); segundo, por também se contrapor àquela decretada por ordem
escrita e fundamentada da autoridade judicial competente. Daí a
imprescindibilidade de sua interpretação restrita, até porque, já o
dissemos, a flagrância é acontecimento fugaz do mundo do ser. Existe
para se esfumar com o máximo de rapidez, de modo a legitimar o cânone
interpretativo da distinção entre ela, prisão em flagrante, e a necessidade
de sua continuação.
12. Nesse rumo teórico, o fato em si da inafiançabilidade dos crimes
hediondos e dos que lhe sejam equiparados parece não ter a antecipada
força de impedir a concessão judicial da liberdade provisória, conforme
abstratamente estabelecido no art. 44 da Lei 11.343/2006, jungido que está
o juiz à imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da
individualização da prisão (não somente da pena). Pelo que a
inafiançabilidade da prisão, mesmo em flagrante (inciso XLIII do art. 5º
da CF), quer apenas significar que a lei infraconstitucional não pode
prever como condição suficiente para a concessão da liberdade provisória
o mero pagamento de uma fiança. Noutros termos, a prisão em flagrante
não pré-exclui o benefício da liberdade provisória, mas, tão-só, a fiança
como ferramenta da sua obtenção (dela, liberdade provisória). Equivale
ainda a dizer: se é vedado levar à prisão ou nela manter alguém
legalmente beneficiado com a cláusula da afiançabilidade, a recíproca não
é verdadeira: a inafiançabilidade de um crime não implica,
necessariamente, vedação do benefício à liberdade provisória, mas apenas
sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens
materiais. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da
periculosidade do agente, atento o juiz aos vetores do art. 312 do Código
de Processo Penal.
13. Daqui se segue que nem a inafiançabilidade exclui a liberdade
provisória nem o flagrante pré-exclui a necessidade de fundamentação
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crime propriamente militar, definidos em lei” (inciso LXI do art. 5º da CF/88).
Mais ainda, desse último dispositivo ressai o duplo caráter excepcional da
prisão em flagrante: primeiro, por se contrapor à regra geral da liberdade
física ou espacial (liberdade de locomoção, na linguagem da nossa Lex
Maxima); segundo, por também se contrapor àquela decretada por ordem
escrita e fundamentada da autoridade judicial competente. Daí a
imprescindibilidade de sua interpretação restrita, até porque, já o
dissemos, a flagrância é acontecimento fugaz do mundo do ser. Existe
para se esfumar com o máximo de rapidez, de modo a legitimar o cânone
interpretativo da distinção entre ela, prisão em flagrante, e a necessidade
de sua continuação.
12. Nesse rumo teórico, o fato em si da inafiançabilidade dos crimes
hediondos e dos que lhe sejam equiparados parece não ter a antecipada
força de impedir a concessão judicial da liberdade provisória, conforme
abstratamente estabelecido no art. 44 da Lei 11.343/2006, jungido que está
o juiz à imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da
individualização da prisão (não somente da pena). Pelo que a
inafiançabilidade da prisão, mesmo em flagrante (inciso XLIII do art. 5º
da CF), quer apenas significar que a lei infraconstitucional não pode
prever como condição suficiente para a concessão da liberdade provisória
o mero pagamento de uma fiança. Noutros termos, a prisão em flagrante
não pré-exclui o benefício da liberdade provisória, mas, tão-só, a fiança
como ferramenta da sua obtenção (dela, liberdade provisória). Equivale
ainda a dizer: se é vedado levar à prisão ou nela manter alguém
legalmente beneficiado com a cláusula da afiançabilidade, a recíproca não
é verdadeira: a inafiançabilidade de um crime não implica,
necessariamente, vedação do benefício à liberdade provisória, mas apenas
sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens
materiais. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da
periculosidade do agente, atento o juiz aos vetores do art. 312 do Código
de Processo Penal.
13. Daqui se segue que nem a inafiançabilidade exclui a liberdade
provisória nem o flagrante pré-exclui a necessidade de fundamentação
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HC 103.595 / SP
judicial para a continuidade da prisão. Pelo que, nada obstante a maior
severidade da Constituição para com os delitos em causa, só posso
concluir que tal resposta normativa de maior rigor penal não tem a força
de minimizar e muito menos excluir a participação verdadeiramente
central do Poder Judiciário em tema de privação da liberdade corporal do
indivíduo. Em suma: a liberdade de locomoção do ser humano é bem
jurídico tão superlativamente prestigiado pela Constituição que até
mesmo a prisão em flagrante delito há de ser imediatamente comunicada
ao juiz para decidir tanto sobre a regularidade do respectivo auto quanto
a respeito da necessidade da sua prossecução. Para o que disporá das
hipóteses de incidência do art. 312 do CPP, nelas embutido o bem jurídico
da Ordem Pública, um dos explícitos fins dessa tão genuína quanto
essencial atividade estatal que atende pelo nome de Segurança Pública
(art. 144 da CF/88). Ordem Pública, por sinal, que está a exigir do
Supremo Tribunal Federal uma interpretação que lhe dê claro teor
semântico e franca operatividade.
14. Já me encaminhando para o desfecho deste voto, consigno que,
no julgamento do HC 97.256, da minha relatoria, esta nossa Casa de
Justiça declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade da vedação
legal à substituição da pena privativa por penas restritivas de direitos,
contida no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. A desautorizar, assim, a
conclusão do magistrado sentenciante, in verbis:
“[...]
Por se tratar de crime relacionado na Lei 8.072/90, a
equiparação a hediondo é incompatível com os benefícios do
art. 44 do Código Penal, razão pela qual deixo de substituir a
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
[...]”
15. Esse o quadro, não conheço do habeas corpus, ante o óbice da
Súmula 691 do STF. Todavia, concedo a ordem de ofício apenas para
assegurar ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em
julgado da condenação (ressalvada, é claro, a expedição de novo título
5
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judicial para a continuidade da prisão. Pelo que, nada obstante a maior
severidade da Constituição para com os delitos em causa, só posso
concluir que tal resposta normativa de maior rigor penal não tem a força
de minimizar e muito menos excluir a participação verdadeiramente
central do Poder Judiciário em tema de privação da liberdade corporal do
indivíduo. Em suma: a liberdade de locomoção do ser humano é bem
jurídico tão superlativamente prestigiado pela Constituição que até
mesmo a prisão em flagrante delito há de ser imediatamente comunicada
ao juiz para decidir tanto sobre a regularidade do respectivo auto quanto
a respeito da necessidade da sua prossecução. Para o que disporá das
hipóteses de incidência do art. 312 do CPP, nelas embutido o bem jurídico
da Ordem Pública, um dos explícitos fins dessa tão genuína quanto
essencial atividade estatal que atende pelo nome de Segurança Pública
(art. 144 da CF/88). Ordem Pública, por sinal, que está a exigir do
Supremo Tribunal Federal uma interpretação que lhe dê claro teor
semântico e franca operatividade.
14. Já me encaminhando para o desfecho deste voto, consigno que,
no julgamento do HC 97.256, da minha relatoria, esta nossa Casa de
Justiça declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade da vedação
legal à substituição da pena privativa por penas restritivas de direitos,
contida no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. A desautorizar, assim, a
conclusão do magistrado sentenciante, in verbis:
“[...]
Por se tratar de crime relacionado na Lei 8.072/90, a
equiparação a hediondo é incompatível com os benefícios do
art. 44 do Código Penal, razão pela qual deixo de substituir a
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
[...]”
15. Esse o quadro, não conheço do habeas corpus, ante o óbice da
Súmula 691 do STF. Todavia, concedo a ordem de ofício apenas para
assegurar ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em
julgado da condenação (ressalvada, é claro, a expedição de novo título
5
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HC 103.595 / SP
prisional embasado em fundamentação válida) e, afastado o óbice à
substituição da pena privativa de liberdade, para determinar ao Juízo
processante que refaça, no ponto, a individualização da pena.
16. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
6
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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prisional embasado em fundamentação válida) e, afastado o óbice à
substituição da pena privativa de liberdade, para determinar ao Juízo
processante que refaça, no ponto, a individualização da pena.
16. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
6
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.595
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S) : FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 165146 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: ordem concedida de ofício apenas para assegurar ao
paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em
julgado da condenação (ressalvada, é claro, a expedição de novo
título prisional embasado em fundamentação válida) e, afastado o
óbice à substituição da pena privativa de liberdade, para
determinar ao Juízo processante que refaça, no ponto, a
individualização da pena, nos termos do voto do Relator. Decisão
unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.595
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S) : FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 165146 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: ordem concedida de ofício apenas para assegurar ao
paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em
julgado da condenação (ressalvada, é claro, a expedição de novo
título prisional embasado em fundamentação válida) e, afastado o
óbice à substituição da pena privativa de liberdade, para
determinar ao Juízo processante que refaça, no ponto, a
individualização da pena, nos termos do voto do Relator. Decisão
unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1906407
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-04-13T00:00:00
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Ordem concedida de ofício apenas para assegurar ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em julgado da condenação (ressalvada, é claro, a expedição de novo título prisional embasado em fundamentação válida) e, afastado o óbice à substituição da pena privativa de liberdade, para determinar ao Juízo processante que refaça, no ponto, a individualização da pena, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
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HABEAS CORPUS
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Ementa: HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. RÉU PRESO EM FLAGRANTE. SENTENÇA CONDENATÓRIA. MANUTENÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. ÓBICE À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR PENAS RESTRITIVAS DE DIREIROS AFASTADO NO JULGAMENTO DO HC 97.256. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. ÓBICE DA SÚMULA 691/STF. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.
1. Em tema de prisão cautelar, a garantia da fundamentação importa o dever judicante da real ou efetiva demonstração de que a segregação atende a pelo menos um dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal. Pelo que a vedação legal à concessão da liberdade provisória, mesmo em caso de crimes hediondos (ou equiparados), opera uma patente inversão da lógica elementar da Constituição, segundo a qual a presunção de não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
2. A mera alusão à gravidade do delito ou a expressões de simples apelo retórico não valida a ordem de prisão cautelar; sendo certo que a proibição abstrata de liberdade provisória também se mostra incompatível com tal presunção constitucional de não-culpabilidade.
3. Não se pode perder de vista o caráter individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria penal. E como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar, irrepetível mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à parte, todo instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão, progressão de regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o timbre da personalização. Tudo tem que ser personalizado na concreta aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria Constituição é que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset).
4. O flagrante há de incidir por modo coerente com o seu próprio nome: situação de ardência ou calor da ação penalmente vedada. Ardência ou calor que se dissipa com a prisão de quem lhe deu causa. Não é algo destinado a vigorar para além do aprisionamento físico do agente, mas, ao contrário, algo que instantaneamente se esvai como específico efeito desse trancafiamento; ou seja, a prisão em flagrante é ao mesmo tempo a conseqüência e o dobre de sinos da própria ardência (flagrância) da ação descrita como crime. A continuidade desse tipo de custódia passa a exigir fundamentação judicial.
5. O fato em si da inafiançabilidade dos crimes hediondos e dos que lhe sejam equiparados parece não ter a antecipada força de impedir a concessão judicial da liberdade provisória, conforme abstratamente estabelecido no art. 44 da Lei 11.343/2006, jungido que está o juiz à imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da individualização da prisão (não somente da pena). Pelo que a inafiançabilidade da prisão, mesmo em flagrante (inciso XLIII do art. 5º da CF), quer apenas significar que a lei infraconstitucional não pode prever como condição suficiente para a concessão da liberdade provisória o mero pagamento de uma fiança. A prisão em flagrante não pré-exclui o benefício da liberdade provisória, mas, tão-só, a fiança como ferramenta da sua obtenção (dela, liberdade provisória). Se é vedado levar à prisão ou nela manter alguém legalmente beneficiado com a cláusula da afiançabilidade, a recíproca não é verdadeira: a inafiançabilidade de um crime não implica, necessariamente, vedação do benefício à liberdade provisória, mas apenas sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens materiais. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da periculosidade do agente, atento o juiz aos vetores do art. 312 do Código de Processo Penal.
6. Nem a inafiançabilidade exclui a liberdade provisória nem o flagrante pré-exclui a necessidade de fundamentação judicial para a continuidade da prisão. Pelo que, nada obstante a maior severidade da Constituição para com os delitos em causa, tal resposta normativa de maior rigor penal não tem a força de minimizar e muito menos excluir a participação verdadeiramente central do Poder Judiciário em tema de privação da liberdade corporal do indivíduo. Em suma: a liberdade de locomoção do ser humano é bem jurídico tão superlativamente prestigiado pela Constituição que até mesmo a prisão em flagrante delito há de ser imediatamente comunicada ao juiz para decidir tanto sobre a regularidade do respectivo auto quanto a respeito da necessidade da sua prossecução. Para o que disporá das hipóteses de incidência do art. 312 do CPP, nelas embutido o bem jurídico da Ordem Pública, um dos explícitos fins dessa tão genuína quanto essencial atividade estatal que atende pelo nome de Segurança Pública (art. 144 da CF/88).
7. No julgamento do HC 97.256 (da relatoria do ministro Ayres Britto), o Supremo Tribunal Federal declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade da vedação à substituição da pena privativa por penas restritivas de direitos.
8. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício.
|
sjur207301
|
- Acórdão citado: HC 97256.
Número de páginas: 13.
Análise: 24/04/2012, IMC.
Revisão: 26/04/2012, KBP.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
103595
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 INC-00015\r\n INC-00043 INC-00054 INC-00061 INC-00062\r\n INC-00065 INC-00066 ART-00093 INC-00009\r\n ART-00144 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00312 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 ART-00044 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
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acordaos
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HC 103595
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PACTE.(S) : MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S) : FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 165146 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
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] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S)
:FRANCISCO
ANTONIO
TORRECILHAS
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 165146 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. RÉU
PRESO EM FLAGRANTE.
SENTENÇA CONDENATÓRIA.
MANUTENÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. FUNDAMENTAÇÃO
INIDÔNEA. ÓBICE À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR PENAS RESTRITIVAS DE DIREIROS AFASTADO NO
JULGAMENTO DO HC 97.256. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
ÓBICE DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.
1. Em tema de prisão cautelar, a garantia da fundamentação importa
o dever judicante da real ou efetiva demonstração de que a segregação
atende a pelo menos um dos requisitos do art. 312 do Código de Processo
Penal. Pelo que a vedação legal à concessão da liberdade provisória,
mesmo em caso de crimes hediondos (ou equiparados), opera uma
patente inversão da lógica elementar da Constituição, segundo a qual a
presunção de não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do
trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
2. A mera alusão à gravidade do delito ou a expressões de simples
apelo retórico não valida a ordem de prisão cautelar; sendo certo que a
proibição abstrata de liberdade provisória também se mostra
incompatível com tal presunção constitucional de não-culpabilidade.
3. Não se pode perder de vista o caráter individual dos direitos
subjetivo-constitucionais em matéria penal. E como o indivíduo é sempre
uma realidade única ou insimilar, irrepetível mesmo na sua condição de
microcosmo ou de um universo à parte, todo instituto de direito penal
que se lhe aplique – pena, prisão, progressão de regime penitenciário,
liberdade provisória, conversão da pena privativa de liberdade em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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DJe 13/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
HC 103.595 / SP
restritiva de direitos – há de exibir o timbre da personalização. Tudo tem
que ser personalizado na concreta aplicação do direito
constitucional-penal, porque a própria Constituição é que se deseja assim
orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas
circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset).
4. O flagrante há de incidir por modo coerente com o seu próprio
nome: situação de ardência ou calor da ação penalmente vedada.
Ardência ou calor que se dissipa com a prisão de quem lhe deu causa.
Não é algo destinado a vigorar para além do aprisionamento físico do
agente, mas, ao contrário, algo que instantaneamente se esvai como
específico efeito desse trancafiamento; ou seja, a prisão em flagrante é ao
mesmo tempo a conseqüência e o dobre de sinos da própria ardência
(flagrância) da ação descrita como crime. A continuidade desse tipo de
custódia passa a exigir fundamentação judicial.
5. O fato em si da inafiançabilidade dos crimes hediondos e dos que
lhe sejam equiparados parece não ter a antecipada força de impedir a
concessão judicial da liberdade provisória, conforme abstratamente
estabelecido no art. 44 da Lei 11.343/2006, jungido que está o juiz à
imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da individualização
da prisão (não somente da pena). Pelo que a inafiançabilidade da prisão,
mesmo em flagrante (inciso XLIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988), quer apenas significar
que a lei infraconstitucional não pode prever como condição suficiente
para a concessão da liberdade provisória o mero pagamento de uma
fiança. A prisão em flagrante não pré-exclui o benefício da liberdade
provisória, mas, tão-só, a fiança como ferramenta da sua obtenção (dela,
liberdade provisória). Se é vedado levar à prisão ou nela manter alguém
legalmente beneficiado com a cláusula da afiançabilidade, a recíproca não
é verdadeira: a inafiançabilidade de um crime não implica,
necessariamente, vedação do benefício à liberdade provisória, mas apenas
sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens
materiais. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da
periculosidade do agente, atento o juiz aos vetores do art. 312 do Código
de Processo Penal.
2
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.595 / SP
restritiva de direitos – há de exibir o timbre da personalização. Tudo tem
que ser personalizado na concreta aplicação do direito
constitucional-penal, porque a própria Constituição é que se deseja assim
orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e minhas
circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset).
4. O flagrante há de incidir por modo coerente com o seu próprio
nome: situação de ardência ou calor da ação penalmente vedada.
Ardência ou calor que se dissipa com a prisão de quem lhe deu causa.
Não é algo destinado a vigorar para além do aprisionamento físico do
agente, mas, ao contrário, algo que instantaneamente se esvai como
específico efeito desse trancafiamento; ou seja, a prisão em flagrante é ao
mesmo tempo a conseqüência e o dobre de sinos da própria ardência
(flagrância) da ação descrita como crime. A continuidade desse tipo de
custódia passa a exigir fundamentação judicial.
5. O fato em si da inafiançabilidade dos crimes hediondos e dos que
lhe sejam equiparados parece não ter a antecipada força de impedir a
concessão judicial da liberdade provisória, conforme abstratamente
estabelecido no art. 44 da Lei 11.343/2006, jungido que está o juiz à
imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da individualização
da prisão (não somente da pena). Pelo que a inafiançabilidade da prisão,
mesmo em flagrante (inciso XLIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988), quer apenas significar
que a lei infraconstitucional não pode prever como condição suficiente
para a concessão da liberdade provisória o mero pagamento de uma
fiança. A prisão em flagrante não pré-exclui o benefício da liberdade
provisória, mas, tão-só, a fiança como ferramenta da sua obtenção (dela,
liberdade provisória). Se é vedado levar à prisão ou nela manter alguém
legalmente beneficiado com a cláusula da afiançabilidade, a recíproca não
é verdadeira: a inafiançabilidade de um crime não implica,
necessariamente, vedação do benefício à liberdade provisória, mas apenas
sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens
materiais. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da
periculosidade do agente, atento o juiz aos vetores do art. 312 do Código
de Processo Penal.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13
Ementa e Acórdão
HC 103.595 / SP
6. Nem a inafiançabilidade exclui a liberdade provisória nem o
flagrante pré-exclui a necessidade de fundamentação judicial para a
continuidade da prisão. Pelo que, nada obstante a maior severidade da
Constituição para com os delitos em causa, tal resposta normativa de
maior rigor penal não tem a força de minimizar e muito menos excluir a
participação verdadeiramente central do Poder Judiciário em tema de
privação da liberdade corporal do indivíduo. Em suma: a liberdade de
locomoção do ser humano é bem jurídico tão superlativamente
prestigiado pela Constituição que até mesmo a prisão em flagrante delito
há de ser imediatamente comunicada ao juiz para decidir tanto sobre a
regularidade do respectivo auto quanto a respeito da necessidade da sua
prossecução. Para o que disporá das hipóteses de incidência do art. 312
do CPP, nelas embutido o bem jurídico da Ordem Pública, um dos
explícitos fins dessa tão genuína quanto essencial atividade estatal que
atende pelo nome de Segurança Pública (art. 144 da Constituição Federal de 1988/88).
7. No julgamento do HC 97.256 (da relatoria do ministro Ayres
Britto), o Supremo Tribunal Federal declarou, incidentalmente, a
inconstitucionalidade da vedação à substituição da pena privativa por
penas restritivas de direitos.
8. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem de
ofício apenas para assegurar ao paciente o direito de aguardar, em
liberdade, o trânsito em julgado da condenação (ressalvando, é claro, a
expedição de novo título prisional embasado em fundamentação válida) e
afastar o óbice à substituição da pena privativa de liberdade, para
determinar ao Juízo processante que refaça, no ponto, a individualização
da pena, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade
de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
3
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HC 103.595 / SP
6. Nem a inafiançabilidade exclui a liberdade provisória nem o
flagrante pré-exclui a necessidade de fundamentação judicial para a
continuidade da prisão. Pelo que, nada obstante a maior severidade da
Constituição para com os delitos em causa, tal resposta normativa de
maior rigor penal não tem a força de minimizar e muito menos excluir a
participação verdadeiramente central do Poder Judiciário em tema de
privação da liberdade corporal do indivíduo. Em suma: a liberdade de
locomoção do ser humano é bem jurídico tão superlativamente
prestigiado pela Constituição que até mesmo a prisão em flagrante delito
há de ser imediatamente comunicada ao juiz para decidir tanto sobre a
regularidade do respectivo auto quanto a respeito da necessidade da sua
prossecução. Para o que disporá das hipóteses de incidência do art. 312
do CPP, nelas embutido o bem jurídico da Ordem Pública, um dos
explícitos fins dessa tão genuína quanto essencial atividade estatal que
atende pelo nome de Segurança Pública (art. 144 da Constituição Federal de 1988/88).
7. No julgamento do HC 97.256 (da relatoria do ministro Ayres
Britto), o Supremo Tribunal Federal declarou, incidentalmente, a
inconstitucionalidade da vedação à substituição da pena privativa por
penas restritivas de direitos.
8. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem de
ofício apenas para assegurar ao paciente o direito de aguardar, em
liberdade, o trânsito em julgado da condenação (ressalvando, é claro, a
expedição de novo título prisional embasado em fundamentação válida) e
afastar o óbice à substituição da pena privativa de liberdade, para
determinar ao Juízo processante que refaça, no ponto, a individualização
da pena, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade
de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
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Ementa e Acórdão
HC 103.595 / SP
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
4
Supremo Tribunal Federal
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Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
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Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S)
:FRANCISCO
ANTONIO
TORRECILHAS
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 165146 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra decisão singular de Ministro do Superior Tribunal de
Justiça (relator do HC 165.146). Decisão singular que indeferiu,
liminarmente, o pedido ali formalizado.
2. Pois bem, o impetrante, antes mesmo de um pronunciamento de
mérito tanto do Tribunal de Justiça de São Paulo quanto do Superior
Tribunal de Justiça, renova a tese de patente ilegalidade da prisão cautelar
do paciente. Paciente preso em flagrante delito, desde o dia 26 de junho
de 2009, condenado a um ano e oito meses de reclusão por tráfico ilícito
de substância entorpecente (art. 33 da Lei 11.343/2006), em regime
inicialmente fechado.
3. Prossegue a defesa para anotar que o paciente preenche os
requisitos do art. 59 do Código Penal. Logo, faz jus ao regime prisional
aberto para o início do cumprimento da pena. Mais: argumenta que
também é possível a substituição da pena privativa de liberdade por uma
pena restritiva de direitos, até mesmo porque não se trata de acusado
reincidente. Aduz que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar as
medidas liminares requestadas nos autos dos HCs 98.769 e 101.291 (da
relatoria do ministro Eros Grau), suspendeu os respectivos mandados
prisionais nas mesmas condições destes autos. Daí pugnar pela imediata
expedição de alvará de soltura do acionante, apesar do conteúdo da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. No mérito, o pedido é de concessão da ordem para
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S)
:FRANCISCO
ANTONIO
TORRECILHAS
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 165146 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra decisão singular de Ministro do Superior Tribunal de
Justiça (relator do HC 165.146). Decisão singular que indeferiu,
liminarmente, o pedido ali formalizado.
2. Pois bem, o impetrante, antes mesmo de um pronunciamento de
mérito tanto do Tribunal de Justiça de São Paulo quanto do Superior
Tribunal de Justiça, renova a tese de patente ilegalidade da prisão cautelar
do paciente. Paciente preso em flagrante delito, desde o dia 26 de junho
de 2009, condenado a um ano e oito meses de reclusão por tráfico ilícito
de substância entorpecente (art. 33 da Lei 11.343/2006), em regime
inicialmente fechado.
3. Prossegue a defesa para anotar que o paciente preenche os
requisitos do art. 59 do Código Penal. Logo, faz jus ao regime prisional
aberto para o início do cumprimento da pena. Mais: argumenta que
também é possível a substituição da pena privativa de liberdade por uma
pena restritiva de direitos, até mesmo porque não se trata de acusado
reincidente. Aduz que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar as
medidas liminares requestadas nos autos dos HCs 98.769 e 101.291 (da
relatoria do ministro Eros Grau), suspendeu os respectivos mandados
prisionais nas mesmas condições destes autos. Daí pugnar pela imediata
expedição de alvará de soltura do acionante, apesar do conteúdo da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. No mérito, o pedido é de concessão da ordem para
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Relatório
HC 103.595 / SP
“confirmar a antecipação do mérito antes concedida” (fls. 07).
4. Avanço para anotar que deferi a medida liminar requestada. O que
fiz por enxergar nas peças que instruem a inicial a plausibilidade jurídica
do pedido.
5. Na seqüência, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da
República. Órgão que opinou pela “concessão parcial da ordem, apenas para
que o Juízo das Execuções aprecie se o paciente faz jus à substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos”; requerendo, ainda, a
“cassação da liminar deferida”.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 103.595 / SP
“confirmar a antecipação do mérito antes concedida” (fls. 07).
4. Avanço para anotar que deferi a medida liminar requestada. O que
fiz por enxergar nas peças que instruem a inicial a plausibilidade jurídica
do pedido.
5. Na seqüência, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da
República. Órgão que opinou pela “concessão parcial da ordem, apenas para
que o Juízo das Execuções aprecie se o paciente faz jus à substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos”; requerendo, ainda, a
“cassação da liminar deferida”.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feita esta síntese do pedido, passo ao voto. Fazendo-o, anoto, de
saída, que o paciente foi preso em flagrante delito, acusado de tráfico de
substâncias entorpecentes (art. 33 da Lei 11.343/2006). Paciente afinal
condenado a um ano e oito meses de reclusão, além do pagamento de 166
dias-multa, na forma do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Na
oportunidade, o magistrado manteve a custódia cautelar nos termos
seguintes:
“[...]
Mantenho o réu no cárcere, onde já estava desde a prisão
em flagrante, porque agora, condenado, poderá evadir-se, e o
faço para assegurar a aplicação da lei penal, com fundamento
no art. 312 do Código de Processo Penal.
[...]”
8. Presente essa moldura, antecipo que os fundamentos lançados
pelo magistrado sentenciante para a manutenção da prisão instrumental
não preenchem a finalidade da garantia que se lê na segunda parte do
inciso LXI do art. 5... e na parte inicial do inciso IX do art. 93 da
Constituição e sem a qual não se viabiliza a ampla defesa nem se afere o
dever do juiz de se manter eqüidistante das partes processuais em litígio.
Garantia processual que circunscreve o magistrado a coordenadas
objetivas de imparcialidade e possibilita às partes conhecer os motivos
que levaram o julgador a decidir neste ou naquele sentido. Entendimento
que Aury Lopes Júnior bem endossa (In: Introdução Crítica ao Processo
Penal: fundamentos da instrumentalidade garantista. 2. ed. Rio de Janeiro:
Lumen Juris, 2005, p. 256), in verbis:
“[...] o poder judicial somente está legitimado enquanto
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 103.595 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feita esta síntese do pedido, passo ao voto. Fazendo-o, anoto, de
saída, que o paciente foi preso em flagrante delito, acusado de tráfico de
substâncias entorpecentes (art. 33 da Lei 11.343/2006). Paciente afinal
condenado a um ano e oito meses de reclusão, além do pagamento de 166
dias-multa, na forma do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Na
oportunidade, o magistrado manteve a custódia cautelar nos termos
seguintes:
“[...]
Mantenho o réu no cárcere, onde já estava desde a prisão
em flagrante, porque agora, condenado, poderá evadir-se, e o
faço para assegurar a aplicação da lei penal, com fundamento
no art. 312 do Código de Processo Penal.
[...]”
8. Presente essa moldura, antecipo que os fundamentos lançados
pelo magistrado sentenciante para a manutenção da prisão instrumental
não preenchem a finalidade da garantia que se lê na segunda parte do
inciso LXI do art. 5... e na parte inicial do inciso IX do art. 93 da
Constituição e sem a qual não se viabiliza a ampla defesa nem se afere o
dever do juiz de se manter eqüidistante das partes processuais em litígio.
Garantia processual que circunscreve o magistrado a coordenadas
objetivas de imparcialidade e possibilita às partes conhecer os motivos
que levaram o julgador a decidir neste ou naquele sentido. Entendimento
que Aury Lopes Júnior bem endossa (In: Introdução Crítica ao Processo
Penal: fundamentos da instrumentalidade garantista. 2. ed. Rio de Janeiro:
Lumen Juris, 2005, p. 256), in verbis:
“[...] o poder judicial somente está legitimado enquanto
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 103.595 / SP
amparado por argumentos cognoscitivos seguros e válidos (não
basta apenas boa argumentação), submetidos ao contraditório e
refutáveis. A fundamentação das decisões é instrumento de
controle da racionalidade e do sentir do julgador, num
assumido anticartesianismo. Mas também serve para controlar
o poder, e nisso reside o núcleo da garantia.”
9. É isto mesmo: em tema de prisão cautelar, a garantia da
fundamentação importa o dever judicante da real ou efetiva
demonstração de que a segregação atende a pelo menos um dos
requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal. O que já significa
dizer que a vedação legal à concessão da liberdade provisória, mesmo em
caso de crimes hediondos (ou equiparados), opera uma patente inversão
da lógica elementar da Constituição, segundo a qual a presunção de
não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito em julgado
de sentença penal condenatória. Daí entender o Supremo Tribunal Federal que a mera alusão à
gravidade do delito ou a expressões de simples apelo retórico não valida
a ordem de prisão cautelar; sendo certo que a proibição abstrata de
liberdade provisória também se mostra incompatível com tal presunção
constitucional de não-culpabilidade.
10. Nessa vertente de idéias, não se pode perder de vista o caráter
individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria penal. E
como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar, irrepetível
mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à parte, todo
instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão, progressão de
regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o timbre da
personalização. Quero dizer: tudo tem que ser personalizado na concreta
aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria Constituição é
que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e
minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset). E como
estamos a cuidar de prisão por crime equiparado a hediondo, claro que
ela também se encaixa no princípio da personalização; tirante, lógico, a
hipótese do flagrante delito. Mas o flagrante enquanto instituto que há de
2
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HC 103.595 / SP
amparado por argumentos cognoscitivos seguros e válidos (não
basta apenas boa argumentação), submetidos ao contraditório e
refutáveis. A fundamentação das decisões é instrumento de
controle da racionalidade e do sentir do julgador, num
assumido anticartesianismo. Mas também serve para controlar
o poder, e nisso reside o núcleo da garantia.”
9. É isto mesmo: em tema de prisão cautelar, a garantia da
fundamentação importa o dever judicante da real ou efetiva
demonstração de que a segregação atende a pelo menos um dos
requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal. O que já significa
dizer que a vedação legal à concessão da liberdade provisória, mesmo em
caso de crimes hediondos (ou equiparados), opera uma patente inversão
da lógica elementar da Constituição, segundo a qual a presunção de
não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito em julgado
de sentença penal condenatória. Daí entender o Supremo Tribunal Federal que a mera alusão à
gravidade do delito ou a expressões de simples apelo retórico não valida
a ordem de prisão cautelar; sendo certo que a proibição abstrata de
liberdade provisória também se mostra incompatível com tal presunção
constitucional de não-culpabilidade.
10. Nessa vertente de idéias, não se pode perder de vista o caráter
individual dos direitos subjetivo-constitucionais em matéria penal. E
como o indivíduo é sempre uma realidade única ou insimilar, irrepetível
mesmo na sua condição de microcosmo ou de um universo à parte, todo
instituto de direito penal que se lhe aplique – pena, prisão, progressão de
regime penitenciário, liberdade provisória, conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o timbre da
personalização. Quero dizer: tudo tem que ser personalizado na concreta
aplicação do direito constitucional-penal, porque a própria Constituição é
que se deseja assim orteguianamente aplicada (na linha do “Eu sou eu e
minhas circunstâncias”, como sentenciou Ortega Y Gasset). E como
estamos a cuidar de prisão por crime equiparado a hediondo, claro que
ela também se encaixa no princípio da personalização; tirante, lógico, a
hipótese do flagrante delito. Mas o flagrante enquanto instituto que há de
2
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 103.595 / SP
incidir por modo coerente com o seu próprio nome: situação de ardência
ou calor da ação penalmente vedada. Ardência ou calor que se dissipa
com a prisão de quem lhe deu causa. Não é algo destinado a vigorar para
além do aprisionamento físico do agente, mas, ao contrário, algo que
instantaneamente se esvai como específico efeito desse trancafiamento; ou
seja, a prisão em flagrante é ao mesmo tempo a conseqüência e o dobre de
sinos da própria ardência (flagrância) da ação descrita como crime. Por
isso que a continuidade desse tipo de custódia passa a exigir
fundamentação judicial. O que explica as normas constitucionais de que:
a) “a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada” (inciso LXII do art. 5...); b) “a prisão ilegal será imediatamente
relaxada pela autoridade judiciária” (inciso LXV do art. 5...); c) “ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou
crime propriamente militar, definidos em lei” (inciso LXI do art. 5...); d)
“ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade
provisória, com ou seu fiança” (inciso LXVI do art. 5...). Tudo a revelar a
idéia-força de que o instituto da prisão opera como excepcional
afastamento da regra da liberdade de locomoção do indivíduo. Donde a
necessidade do seu permanente controle por órgão do Poder Judiciário,
quer para determiná-la, quer para autorizar a sua continuidade (quando
resultante do flagrante delito).
11. Com efeito, a regra geral que a nossa Lei Maior consigna é a da
liberdade de locomoção. Regra geral que se desprende do altissonante
princípio da dignidade da pessoa humana (inciso III do art. 1...) e assim
duplamente vocalizado pelo art. 5... dela própria, Constituição: a) “é livre a
locomoção no território nacional em tempo de paz” (inciso XV); b) “ninguém
será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” (inciso
LIV). Daí o instituto da prisão comparecer no mesmo corpo normativo da
Constituição como explícita medida de exceção, a saber: “ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou
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HC 103.595 / SP
incidir por modo coerente com o seu próprio nome: situação de ardência
ou calor da ação penalmente vedada. Ardência ou calor que se dissipa
com a prisão de quem lhe deu causa. Não é algo destinado a vigorar para
além do aprisionamento físico do agente, mas, ao contrário, algo que
instantaneamente se esvai como específico efeito desse trancafiamento; ou
seja, a prisão em flagrante é ao mesmo tempo a conseqüência e o dobre de
sinos da própria ardência (flagrância) da ação descrita como crime. Por
isso que a continuidade desse tipo de custódia passa a exigir
fundamentação judicial. O que explica as normas constitucionais de que:
a) “a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada” (inciso LXII do art. 5...); b) “a prisão ilegal será imediatamente
relaxada pela autoridade judiciária” (inciso LXV do art. 5...); c) “ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou
crime propriamente militar, definidos em lei” (inciso LXI do art. 5...); d)
“ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade
provisória, com ou seu fiança” (inciso LXVI do art. 5...). Tudo a revelar a
idéia-força de que o instituto da prisão opera como excepcional
afastamento da regra da liberdade de locomoção do indivíduo. Donde a
necessidade do seu permanente controle por órgão do Poder Judiciário,
quer para determiná-la, quer para autorizar a sua continuidade (quando
resultante do flagrante delito).
11. Com efeito, a regra geral que a nossa Lei Maior consigna é a da
liberdade de locomoção. Regra geral que se desprende do altissonante
princípio da dignidade da pessoa humana (inciso III do art. 1...) e assim
duplamente vocalizado pelo art. 5... dela própria, Constituição: a) “é livre a
locomoção no território nacional em tempo de paz” (inciso XV); b) “ninguém
será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” (inciso
LIV). Daí o instituto da prisão comparecer no mesmo corpo normativo da
Constituição como explícita medida de exceção, a saber: “ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou
3
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 103.595 / SP
crime propriamente militar, definidos em lei” (inciso LXI do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88).
Mais ainda, desse último dispositivo ressai o duplo caráter excepcional da
prisão em flagrante: primeiro, por se contrapor à regra geral da liberdade
física ou espacial (liberdade de locomoção, na linguagem da nossa Lex
Maxima); segundo, por também se contrapor àquela decretada por ordem
escrita e fundamentada da autoridade judicial competente. Daí a
imprescindibilidade de sua interpretação restrita, até porque, já o
dissemos, a flagrância é acontecimento fugaz do mundo do ser. Existe
para se esfumar com o máximo de rapidez, de modo a legitimar o cânone
interpretativo da distinção entre ela, prisão em flagrante, e a necessidade
de sua continuação.
12. Nesse rumo teórico, o fato em si da inafiançabilidade dos crimes
hediondos e dos que lhe sejam equiparados parece não ter a antecipada
força de impedir a concessão judicial da liberdade provisória, conforme
abstratamente estabelecido no art. 44 da Lei 11.343/2006, jungido que está
o juiz à imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da
individualização da prisão (não somente da pena). Pelo que a
inafiançabilidade da prisão, mesmo em flagrante (inciso XLIII do art. 5...
da Constituição Federal de 1988), quer apenas significar que a lei infraconstitucional não pode
prever como condição suficiente para a concessão da liberdade provisória
o mero pagamento de uma fiança. Noutros termos, a prisão em flagrante
não pré-exclui o benefício da liberdade provisória, mas, tão-só, a fiança
como ferramenta da sua obtenção (dela, liberdade provisória). Equivale
ainda a dizer: se é vedado levar à prisão ou nela manter alguém
legalmente beneficiado com a cláusula da afiançabilidade, a recíproca não
é verdadeira: a inafiançabilidade de um crime não implica,
necessariamente, vedação do benefício à liberdade provisória, mas apenas
sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens
materiais. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da
periculosidade do agente, atento o juiz aos vetores do art. 312 do Código
de Processo Penal.
13. Daqui se segue que nem a inafiançabilidade exclui a liberdade
provisória nem o flagrante pré-exclui a necessidade de fundamentação
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crime propriamente militar, definidos em lei” (inciso LXI do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88).
Mais ainda, desse último dispositivo ressai o duplo caráter excepcional da
prisão em flagrante: primeiro, por se contrapor à regra geral da liberdade
física ou espacial (liberdade de locomoção, na linguagem da nossa Lex
Maxima); segundo, por também se contrapor àquela decretada por ordem
escrita e fundamentada da autoridade judicial competente. Daí a
imprescindibilidade de sua interpretação restrita, até porque, já o
dissemos, a flagrância é acontecimento fugaz do mundo do ser. Existe
para se esfumar com o máximo de rapidez, de modo a legitimar o cânone
interpretativo da distinção entre ela, prisão em flagrante, e a necessidade
de sua continuação.
12. Nesse rumo teórico, o fato em si da inafiançabilidade dos crimes
hediondos e dos que lhe sejam equiparados parece não ter a antecipada
força de impedir a concessão judicial da liberdade provisória, conforme
abstratamente estabelecido no art. 44 da Lei 11.343/2006, jungido que está
o juiz à imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da
individualização da prisão (não somente da pena). Pelo que a
inafiançabilidade da prisão, mesmo em flagrante (inciso XLIII do art. 5...
da Constituição Federal de 1988), quer apenas significar que a lei infraconstitucional não pode
prever como condição suficiente para a concessão da liberdade provisória
o mero pagamento de uma fiança. Noutros termos, a prisão em flagrante
não pré-exclui o benefício da liberdade provisória, mas, tão-só, a fiança
como ferramenta da sua obtenção (dela, liberdade provisória). Equivale
ainda a dizer: se é vedado levar à prisão ou nela manter alguém
legalmente beneficiado com a cláusula da afiançabilidade, a recíproca não
é verdadeira: a inafiançabilidade de um crime não implica,
necessariamente, vedação do benefício à liberdade provisória, mas apenas
sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens
materiais. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da
periculosidade do agente, atento o juiz aos vetores do art. 312 do Código
de Processo Penal.
13. Daqui se segue que nem a inafiançabilidade exclui a liberdade
provisória nem o flagrante pré-exclui a necessidade de fundamentação
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 103.595 / SP
judicial para a continuidade da prisão. Pelo que, nada obstante a maior
severidade da Constituição para com os delitos em causa, só posso
concluir que tal resposta normativa de maior rigor penal não tem a força
de minimizar e muito menos excluir a participação verdadeiramente
central do Poder Judiciário em tema de privação da liberdade corporal do
indivíduo. Em suma: a liberdade de locomoção do ser humano é bem
jurídico tão superlativamente prestigiado pela Constituição que até
mesmo a prisão em flagrante delito há de ser imediatamente comunicada
ao juiz para decidir tanto sobre a regularidade do respectivo auto quanto
a respeito da necessidade da sua prossecução. Para o que disporá das
hipóteses de incidência do art. 312 do CPP, nelas embutido o bem jurídico
da Ordem Pública, um dos explícitos fins dessa tão genuína quanto
essencial atividade estatal que atende pelo nome de Segurança Pública
(art. 144 da Constituição Federal de 1988/88). Ordem Pública, por sinal, que está a exigir do
Supremo Tribunal Federal uma interpretação que lhe dê claro teor
semântico e franca operatividade.
14. Já me encaminhando para o desfecho deste voto, consigno que,
no julgamento do HC 97.256, da minha relatoria, esta nossa Casa de
Justiça declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade da vedação
legal à substituição da pena privativa por penas restritivas de direitos,
contida no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). A desautorizar, assim, a
conclusão do magistrado sentenciante, in verbis:
“[...]
Por se tratar de crime relacionado na Lei 8.072/90, a
equiparação a hediondo é incompatível com os benefícios do
art. 44 do Código Penal, razão pela qual deixo de substituir a
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
[...]”
15. Esse o quadro, não conheço do habeas corpus, ante o óbice da
Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Todavia, concedo a ordem de ofício apenas para
assegurar ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em
julgado da condenação (ressalvada, é claro, a expedição de novo título
5
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HC 103.595 / SP
judicial para a continuidade da prisão. Pelo que, nada obstante a maior
severidade da Constituição para com os delitos em causa, só posso
concluir que tal resposta normativa de maior rigor penal não tem a força
de minimizar e muito menos excluir a participação verdadeiramente
central do Poder Judiciário em tema de privação da liberdade corporal do
indivíduo. Em suma: a liberdade de locomoção do ser humano é bem
jurídico tão superlativamente prestigiado pela Constituição que até
mesmo a prisão em flagrante delito há de ser imediatamente comunicada
ao juiz para decidir tanto sobre a regularidade do respectivo auto quanto
a respeito da necessidade da sua prossecução. Para o que disporá das
hipóteses de incidência do art. 312 do CPP, nelas embutido o bem jurídico
da Ordem Pública, um dos explícitos fins dessa tão genuína quanto
essencial atividade estatal que atende pelo nome de Segurança Pública
(art. 144 da Constituição Federal de 1988/88). Ordem Pública, por sinal, que está a exigir do
Supremo Tribunal Federal uma interpretação que lhe dê claro teor
semântico e franca operatividade.
14. Já me encaminhando para o desfecho deste voto, consigno que,
no julgamento do HC 97.256, da minha relatoria, esta nossa Casa de
Justiça declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade da vedação
legal à substituição da pena privativa por penas restritivas de direitos,
contida no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). A desautorizar, assim, a
conclusão do magistrado sentenciante, in verbis:
“[...]
Por se tratar de crime relacionado na Lei 8.072/90, a
equiparação a hediondo é incompatível com os benefícios do
art. 44 do Código Penal, razão pela qual deixo de substituir a
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
[...]”
15. Esse o quadro, não conheço do habeas corpus, ante o óbice da
Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Todavia, concedo a ordem de ofício apenas para
assegurar ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em
julgado da condenação (ressalvada, é claro, a expedição de novo título
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 103.595 / SP
prisional embasado em fundamentação válida) e, afastado o óbice à
substituição da pena privativa de liberdade, para determinar ao Juízo
processante que refaça, no ponto, a individualização da pena.
16. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
6
Supremo Tribunal Federal
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HC 103.595 / SP
prisional embasado em fundamentação válida) e, afastado o óbice à
substituição da pena privativa de liberdade, para determinar ao Juízo
processante que refaça, no ponto, a individualização da pena.
16. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.595
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S) : FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 165146 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: ordem concedida de ofício apenas para assegurar ao
paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em
julgado da condenação (ressalvada, é claro, a expedição de novo
título prisional embasado em fundamentação válida) e, afastado o
óbice à substituição da pena privativa de liberdade, para
determinar ao Juízo processante que refaça, no ponto, a
individualização da pena, nos termos do voto do Relator. Decisão
unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.595
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS
IMPTE.(S) : FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 165146 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: ordem concedida de ofício apenas para assegurar ao
paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em
julgado da condenação (ressalvada, é claro, a expedição de novo
título prisional embasado em fundamentação válida) e, afastado o
óbice à substituição da pena privativa de liberdade, para
determinar ao Juízo processante que refaça, no ponto, a
individualização da pena, nos termos do voto do Relator. Decisão
unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 103 . 595",
"HC n 165146 DO SUPERIOR TRIBUNAL",
"HC 97 . 256",
"SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 97 . 256",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 97 . 256",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HABEAS CORPUS 103 . 595",
"HC n 165146",
"HC 165 . 146",
"HCs 98 . 769",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 103 . 595",
"HC n 165146 DO SUPERIOR TRIBUNAL",
"HC 165 . 146",
"HCs 98 . 769",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HABEAS CORPUS 103 . 595",
"HABEAS CORPUS 103 . 595",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 97 . 256",
"Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 103 . 595 / SP",
"HC 97 . 256",
"Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 103 . 595 /",
"HC 103 . 595 / SP",
"HABEAS",
"HC n 165146",
"HABEAS CORPUS 103 . 595",
"HC n 165146"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006",
"inciso XLIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 312 do Código de Processo Penal .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006",
"inciso XLIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição",
"art . 312 do CPP",
"art . 144 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição",
"art . 312 do CPP",
"art . 144 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 59 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 59 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"inciso IX do art . 93 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Maior",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2",
"inciso LXI do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006",
"inciso XLIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso LXI do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006",
"inciso XLIII do art .",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 312 do CPP",
"art . 144 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei",
"Lei 8 . 072 / 90",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 312 do CPP",
"art . 144 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei",
"Lei 8 . 072 / 90",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Rio de Janeiro",
"SÃO PAULO",
"Rio de Janeiro",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Lumen Juris",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Lumen Juris",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS",
"FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS",
"Ortega Y Gasset",
"Ortega",
"Y Gasset",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS",
"FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS",
"AYRES BRITTO",
"Eros Grau",
"AYRES BRITTO",
"MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS",
"FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS",
"AYRES BRITTO",
"Eros Grau",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Aury Lopes Júnior",
"AYRES BRITTO",
"Aury Lopes Júnior",
"AYRES BRITTO",
"Ortega Y Gasset",
"Ortega Y Gasset",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS",
"FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"MAICON ANDRÉ DOMINGUES DOS SANTOS",
"FRANCISCO ANTONIO TORRECILHAS",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S)
:GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONTRATO
DE
EMPRÉSTIMO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS
282 E 356 DO STF. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454.
A questão referente ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, não foi
prequestionada. Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria
prosperar o presente recurso, uma vez que, para se chegar a conclusão
diversa daquela a que chegou o Colégio Recursal de origem seria
necessário o reexame de cláusulas contratuais e de matéria fática, o que é
vedado em recurso extraordinário.
Inexistência de ofensa aos arts. 5º, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição,
visto que o Colégio Recursal de origem prestou jurisdição por acórdão
devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 653.283 AGR / SP
Documento assinado digitalmente
2
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ARE 653.283 AGR / SP
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S)
:GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o
teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls.
202/203):
“Trata-se de recurso extraordinário com agravo (art. 102, III, a e
b, da Constituição) no qual se alega ofensa aos artigos 5º, XXXVI,
LIV, LV e 93, IX, da Constituição federal.
O acórdão recorrido, proferido por Colégio Recursal dos Juizados
Especiais e fundado na prova, mantivera sentença que condenara a
parte ora recorrente a se abster de descontar parcelas de empréstimo
concedido à recorrida e na compensação do dano moral decorrente da
lesão do desconto ilegal.
Não prospera o recurso.
Verifico, inicialmente, que não foi prequestionada a suposta
ofensa ao art. 5º, XXXVI. Incide, no ponto, o óbice das Súmulas 282 e
356 desta Corte.
Observo, ademais, que a análise das supostas ofensas
demandaria análise prévia das cláusulas do contrato de empréstimo
bancário, circunstância que inviabiliza o processamento do recurso
ante a vedação contida no enunciado da Súmula 454 desta Corte.
Ademais, para afastar as conclusões da decisão impugnada
imprescindível reexame do contexto fático-probatório que a orientara,
circunstância que inviabiliza o processamento do recurso ante a
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S)
:GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o
teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls.
202/203):
“Trata-se de recurso extraordinário com agravo (art. 102, III, a e
b, da Constituição) no qual se alega ofensa aos artigos 5º, XXXVI,
LIV, LV e 93, IX, da Constituição federal.
O acórdão recorrido, proferido por Colégio Recursal dos Juizados
Especiais e fundado na prova, mantivera sentença que condenara a
parte ora recorrente a se abster de descontar parcelas de empréstimo
concedido à recorrida e na compensação do dano moral decorrente da
lesão do desconto ilegal.
Não prospera o recurso.
Verifico, inicialmente, que não foi prequestionada a suposta
ofensa ao art. 5º, XXXVI. Incide, no ponto, o óbice das Súmulas 282 e
356 desta Corte.
Observo, ademais, que a análise das supostas ofensas
demandaria análise prévia das cláusulas do contrato de empréstimo
bancário, circunstância que inviabiliza o processamento do recurso
ante a vedação contida no enunciado da Súmula 454 desta Corte.
Ademais, para afastar as conclusões da decisão impugnada
imprescindível reexame do contexto fático-probatório que a orientara,
circunstância que inviabiliza o processamento do recurso ante a
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Relatório
ARE 653.283 AGR / SP
vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte.
Por fim, observo que não houve vulneração às garantias do
devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da
fundamentação das decisões, pois a parte ora agravante teve acesso a
todos os meios de impugnação previstos na legislação processual e o
acórdão recorrido examinou todos os argumentos e inequivocamente
motivou de forma suficiente suas conclusões.
Do exposto, nego seguimento ao recurso. “
Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que
todas as questões invocadas no recurso extraordinário foram
prequestionadas. Ademais, reitera-se a alegação de ofensa aos
dispositivos constitucionais indicados no recurso extraordinário.
Sustenta-se, ainda, a inaplicabilidade das Súmulas 279, 282, 356 e 454 do
Supremo Tribunal Federal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o agravo à apreciação da
Turma.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.283 AGR / SP
vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte.
Por fim, observo que não houve vulneração às garantias do
devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da
fundamentação das decisões, pois a parte ora agravante teve acesso a
todos os meios de impugnação previstos na legislação processual e o
acórdão recorrido examinou todos os argumentos e inequivocamente
motivou de forma suficiente suas conclusões.
Do exposto, nego seguimento ao recurso. “
Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que
todas as questões invocadas no recurso extraordinário foram
prequestionadas. Ademais, reitera-se a alegação de ofensa aos
dispositivos constitucionais indicados no recurso extraordinário.
Sustenta-se, ainda, a inaplicabilidade das Súmulas 279, 282, 356 e 454 do
Supremo Tribunal Federal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o agravo à apreciação da
Turma.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
V OTO
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator):
Inconsistente o recurso, uma vez que a questão invocada no recurso
extraordinário não foi devidamente prequestionada.
Com efeito, para que a matéria seja considerada prequestionada,
deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão
recorrido, ou, caso omisso o acórdão recorrido, suscitada em embargos de
declaração. Nesse sentido:
“- Agravo regimental.
- Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão
constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão
recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e,
se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu
prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de
declaração para possibilitar ao Tribunal ‘a quo’ pronunciar-se sobre
ela. Nada disso ocorreu no caso sob julgamento.
Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 28.03.1993)
Observo que, no caso em exame, a questão referente ao art. 5º,
XXXVI, da Constituição, não foi debatida no acórdão recorrido e nem foi
objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, assim, o indispensável
prequestionamento.
Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria prosperar o
presente recurso, visto que o acórdão recorrido tratou de matéria de
natureza infraconstitucional. Assim, para se chegar a conclusão diversa
daquela a que chegou o Colégio Recursal de origem, seria necessário o
reexame das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que é
inviável nesta esfera.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
V OTO
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator):
Inconsistente o recurso, uma vez que a questão invocada no recurso
extraordinário não foi devidamente prequestionada.
Com efeito, para que a matéria seja considerada prequestionada,
deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão
recorrido, ou, caso omisso o acórdão recorrido, suscitada em embargos de
declaração. Nesse sentido:
“- Agravo regimental.
- Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão
constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão
recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e,
se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu
prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de
declaração para possibilitar ao Tribunal ‘a quo’ pronunciar-se sobre
ela. Nada disso ocorreu no caso sob julgamento.
Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 28.03.1993)
Observo que, no caso em exame, a questão referente ao art. 5º,
XXXVI, da Constituição, não foi debatida no acórdão recorrido e nem foi
objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, assim, o indispensável
prequestionamento.
Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria prosperar o
presente recurso, visto que o acórdão recorrido tratou de matéria de
natureza infraconstitucional. Assim, para se chegar a conclusão diversa
daquela a que chegou o Colégio Recursal de origem, seria necessário o
reexame das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que é
inviável nesta esfera.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
ARE 653.283 AGR / SP
No que diz respeito ao art. 5º, LIV e LV, e art. 93, IX da CF/1988, o
Tribunal de origem prestou jurisdição, por meio de acórdão devidamente
fundamentado, sem ofensa aos princípios do contraditório, da ampla
defesa e do devido processo legal.
Ainda que assim não fosse, esta Corte já firmou entendimento no
sentido de que “em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo
legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar,
quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto
da Constituição, hipóteses em que também não se revelará cabível o recurso
extraordinário” (AI 477.645-AgR, rel. min. Celso de Mello).
Do exposto, nego provimento ao presente agravo.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.283 AGR / SP
No que diz respeito ao art. 5º, LIV e LV, e art. 93, IX da CF/1988, o
Tribunal de origem prestou jurisdição, por meio de acórdão devidamente
fundamentado, sem ofensa aos princípios do contraditório, da ampla
defesa e do devido processo legal.
Ainda que assim não fosse, esta Corte já firmou entendimento no
sentido de que “em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo
legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar,
quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto
da Constituição, hipóteses em que também não se revelará cabível o recurso
extraordinário” (AI 477.645-AgR, rel. min. Celso de Mello).
Do exposto, nego provimento ao presente agravo.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1773008.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S) : GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787765
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S) : GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787765
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1797670
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-07T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454.
A questão referente ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, não foi prequestionada. Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria prosperar o presente recurso, uma vez que, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Colégio Recursal de origem seria necessário o reexame de cláusulas contratuais e de matéria fática, o que é vedado em recurso extraordinário.
Inexistência de ofensa aos arts. 5º, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição, visto que o Colégio Recursal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205437
|
- Acórdãos citados: AI 392689 AgR, AI 477645 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 19/03/2012, BMB.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
653283
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00036 INC-00054 INC-00055\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 653283 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
AGDO.(A/S) : DORALICE APARECIDA DA SILVA
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""
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Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S)
:GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONTRATO
DE
EMPRÉSTIMO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA
CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS
282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454.
A questão referente ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, não foi
prequestionada. Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria
prosperar o presente recurso, uma vez que, para se chegar a conclusão
diversa daquela a que chegou o Colégio Recursal de origem seria
necessário o reexame de cláusulas contratuais e de matéria fática, o que é
vedado em recurso extraordinário.
Inexistência de ofensa aos arts. 5..., LIV e LV, e 93, IX, da Constituição,
visto que o Colégio Recursal de origem prestou jurisdição por acórdão
devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 653.283 AGR / SP
Documento assinado digitalmente
2
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ARE 653.283 AGR / SP
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S)
:GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o
teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls.
202/203):
“Trata-se de recurso extraordinário com agravo (art. 102, III, a e
b, da Constituição) no qual se alega ofensa aos artigos 5..., XXXVI,
LIV, LV e 93, IX, da Constituição federal.
O acórdão recorrido, proferido por Colégio Recursal dos Juizados
Especiais e fundado na prova, mantivera sentença que condenara a
parte ora recorrente a se abster de descontar parcelas de empréstimo
concedido à recorrida e na compensação do dano moral decorrente da
lesão do desconto ilegal.
Não prospera o recurso.
Verifico, inicialmente, que não foi prequestionada a suposta
ofensa ao art. 5..., XXXVI. Incide, no ponto, o óbice das Súmulas 282 e
356 desta Corte.
Observo, ademais, que a análise das supostas ofensas
demandaria análise prévia das cláusulas do contrato de empréstimo
bancário, circunstância que inviabiliza o processamento do recurso
ante a vedação contida no enunciado da Súmula 454 desta Corte.
Ademais, para afastar as conclusões da decisão impugnada
imprescindível reexame do contexto fático-probatório que a orientara,
circunstância que inviabiliza o processamento do recurso ante a
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S)
:GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o
teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls.
202/203):
“Trata-se de recurso extraordinário com agravo (art. 102, III, a e
b, da Constituição) no qual se alega ofensa aos artigos 5..., XXXVI,
LIV, LV e 93, IX, da Constituição federal.
O acórdão recorrido, proferido por Colégio Recursal dos Juizados
Especiais e fundado na prova, mantivera sentença que condenara a
parte ora recorrente a se abster de descontar parcelas de empréstimo
concedido à recorrida e na compensação do dano moral decorrente da
lesão do desconto ilegal.
Não prospera o recurso.
Verifico, inicialmente, que não foi prequestionada a suposta
ofensa ao art. 5..., XXXVI. Incide, no ponto, o óbice das Súmulas 282 e
356 desta Corte.
Observo, ademais, que a análise das supostas ofensas
demandaria análise prévia das cláusulas do contrato de empréstimo
bancário, circunstância que inviabiliza o processamento do recurso
ante a vedação contida no enunciado da Súmula 454 desta Corte.
Ademais, para afastar as conclusões da decisão impugnada
imprescindível reexame do contexto fático-probatório que a orientara,
circunstância que inviabiliza o processamento do recurso ante a
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Relatório
ARE 653.283 AGR / SP
vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte.
Por fim, observo que não houve vulneração às garantias do
devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da
fundamentação das decisões, pois a parte ora agravante teve acesso a
todos os meios de impugnação previstos na legislação processual e o
acórdão recorrido examinou todos os argumentos e inequivocamente
motivou de forma suficiente suas conclusões.
Do exposto, nego seguimento ao recurso. “
Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que
todas as questões invocadas no recurso extraordinário foram
prequestionadas. Ademais, reitera-se a alegação de ofensa aos
dispositivos constitucionais indicados no recurso extraordinário.
Sustenta-se, ainda, a inaplicabilidade das Súmulas 279, 282, 356 e 454 do
Supremo Tribunal Federal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o agravo à apreciação da
Turma.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.283 AGR / SP
vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte.
Por fim, observo que não houve vulneração às garantias do
devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da
fundamentação das decisões, pois a parte ora agravante teve acesso a
todos os meios de impugnação previstos na legislação processual e o
acórdão recorrido examinou todos os argumentos e inequivocamente
motivou de forma suficiente suas conclusões.
Do exposto, nego seguimento ao recurso. “
Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que
todas as questões invocadas no recurso extraordinário foram
prequestionadas. Ademais, reitera-se a alegação de ofensa aos
dispositivos constitucionais indicados no recurso extraordinário.
Sustenta-se, ainda, a inaplicabilidade das Súmulas 279, 282, 356 e 454 do
Supremo Tribunal Federal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o agravo à apreciação da
Turma.
É o relatório.
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
V OTO
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator):
Inconsistente o recurso, uma vez que a questão invocada no recurso
extraordinário não foi devidamente prequestionada.
Com efeito, para que a matéria seja considerada prequestionada,
deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão
recorrido, ou, caso omisso o acórdão recorrido, suscitada em embargos de
declaração. Nesse sentido:
“- Agravo regimental.
- Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão
constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão
recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e,
se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu
prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de
declaração para possibilitar ao Tribunal ‘a quo’ pronunciar-se sobre
ela. Nada disso ocorreu no caso sob julgamento.
Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 28.03.1993)
Observo que, no caso em exame, a questão referente ao art. 5...,
XXXVI, da Constituição, não foi debatida no acórdão recorrido e nem foi
objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, assim, o indispensável
prequestionamento.
Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria prosperar o
presente recurso, visto que o acórdão recorrido tratou de matéria de
natureza infraconstitucional. Assim, para se chegar a conclusão diversa
daquela a que chegou o Colégio Recursal de origem, seria necessário o
reexame das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que é
inviável nesta esfera.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283 SÃO
PAULO
V OTO
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator):
Inconsistente o recurso, uma vez que a questão invocada no recurso
extraordinário não foi devidamente prequestionada.
Com efeito, para que a matéria seja considerada prequestionada,
deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão
recorrido, ou, caso omisso o acórdão recorrido, suscitada em embargos de
declaração. Nesse sentido:
“- Agravo regimental.
- Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão
constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão
recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e,
se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu
prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de
declaração para possibilitar ao Tribunal ‘a quo’ pronunciar-se sobre
ela. Nada disso ocorreu no caso sob julgamento.
Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 28.03.1993)
Observo que, no caso em exame, a questão referente ao art. 5...,
XXXVI, da Constituição, não foi debatida no acórdão recorrido e nem foi
objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, assim, o indispensável
prequestionamento.
Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria prosperar o
presente recurso, visto que o acórdão recorrido tratou de matéria de
natureza infraconstitucional. Assim, para se chegar a conclusão diversa
daquela a que chegou o Colégio Recursal de origem, seria necessário o
reexame das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que é
inviável nesta esfera.
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
ARE 653.283 AGR / SP
No que diz respeito ao art. 5..., LIV e LV, e art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/1988, o
Tribunal de origem prestou jurisdição, por meio de acórdão devidamente
fundamentado, sem ofensa aos princípios do contraditório, da ampla
defesa e do devido processo legal.
Ainda que assim não fosse, esta Corte já firmou entendimento no
sentido de que “em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo
legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar,
quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto
da Constituição, hipóteses em que também não se revelará cabível o recurso
extraordinário” (AI 477.645-AgR, rel. min. Celso de Mello).
Do exposto, nego provimento ao presente agravo.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.283 AGR / SP
No que diz respeito ao art. 5..., LIV e LV, e art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/1988, o
Tribunal de origem prestou jurisdição, por meio de acórdão devidamente
fundamentado, sem ofensa aos princípios do contraditório, da ampla
defesa e do devido processo legal.
Ainda que assim não fosse, esta Corte já firmou entendimento no
sentido de que “em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo
legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar,
quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto
da Constituição, hipóteses em que também não se revelará cabível o recurso
extraordinário” (AI 477.645-AgR, rel. min. Celso de Mello).
Do exposto, nego provimento ao presente agravo.
2
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S) : GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.283
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DORALICE APARECIDA DA SILVA
ADV.(A/S) : GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653 . 283",
"SÚMULAS 282",
"ARE 653 . 283",
"ARE 653 . 283",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653 . 283",
"ARE 653 . 283 AGR / SP",
"Súmulas 279 , 282 , 356 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 653 . 283 AGR / SP",
"Súmulas 279 , 282 , 356 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 392 . 689 - AgR",
"AI 392 . 689 - AgR",
"ARE 653 . 283 AGR / SP",
"AI 477 . 645 - AgR",
"ARE 653 . 283 AGR",
"AI 477 . 645 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição",
"arts . 5 . . . , LIV e LV , e 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a e b , da Constituição",
"artigos 5 . . . , XXXVI , LIV , LV e 93 , IX , da Constituição federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a e b , da Constituição",
"artigos 5 . . . , XXXVI , LIV , LV e 93 , IX , da Constituição federal",
"art . 5 . . . ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LIV e LV , e art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 1988",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LIV e LV , e",
"art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 1988",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"Colégio Recursal dos Juizados Especiais",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"Colégio Recursal dos Juizados Especiais",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES",
"PAIXÃO",
"DORALICE APARECIDA DA SILVA",
"GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA",
"Ayres Britto",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR",
"MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"DORALICE APARECIDA DA SILVA",
"GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"DORALICE APARECIDA DA SILVA",
"GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Moreira Alves",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Moreira Alves",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"DORALICE APARECIDA DA SILVA",
"GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"DORALICE APARECIDA DA SILVA",
"GUSTAVO JANUÁRIO PEREIRA",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28",
".",
"03",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28",
".",
"03",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
:BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. APOSENTADORIA. CONVERSÃO DOS PROVENTOS
PROPORCIONAIS EM INTEGRAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À
LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação
estadual aplicada ao caso (Súmula 280/STF).
2. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785261.
Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
:BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao agravo de instrumento porque o reexame da legislação
estadual é incompatível com a via recursal extraordinária (Súmula
280/STF).
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que as ofensas ao Magno
Texto ocorreram de forma direta.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
TF/mom
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
:BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao agravo de instrumento porque o reexame da legislação
estadual é incompatível com a via recursal extraordinária (Súmula
280/STF).
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que as ofensas ao Magno
Texto ocorreram de forma direta.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
TF/mom
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Eis o teor da
decisão agravada (fls. 156/157):
“Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual
neguei seguimento ao agravo de instrumento, ante a
constatação de que as suas razões não se voltaram contra todos
os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso
extraordinário.
2. Pois bem, a parte agravante reitera a alegação de que o
‘Acórdão recorrido afrontou flagrantemente o Dispositivo
Constitucional estampado no art. 40, § 1º, da Lei Maior’ (fls. 151).
3. Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Isso
porque a instância judicante de origem, ao conceder a ordem no
mandado de segurança, entendeu que a situação fática
apresentada pelo recorrido, servidor público aposentado,
autoriza a conversão de seus proventos proporcionais em
integrais com amparo nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do inciso I do art. 264
da Lei estadual 10.460/1988.
4. Nessa contextura, entendimento diverso do adotado
implicaria rever a interpretação dada pelo Tribunal de Justiça
do Estado de Goiás à referida norma. Pelo que eventual ofensa
ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o
que não enseja a abertura da via recursal extraordinária, nos
termos da Súmula 280/STF.
5. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados,
todos oriundos do mesmo ente federado e relacionados à
mesma questão: ARE 639.958-AgR, da relatoria da ministra
Cármen Lúcia; AIs 762.729-AgR e 835.266, ambos da relatoria
do ministro Ricardo Lewandowski; 818.468-AgR, da relatoria
da ministra Cármen Lúcia; e 598.694-AgR, da minha relatoria.
Ante o exposto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785263.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Eis o teor da
decisão agravada (fls. 156/157):
“Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual
neguei seguimento ao agravo de instrumento, ante a
constatação de que as suas razões não se voltaram contra todos
os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso
extraordinário.
2. Pois bem, a parte agravante reitera a alegação de que o
‘Acórdão recorrido afrontou flagrantemente o Dispositivo
Constitucional estampado no art. 40, § 1º, da Lei Maior’ (fls. 151).
3. Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Isso
porque a instância judicante de origem, ao conceder a ordem no
mandado de segurança, entendeu que a situação fática
apresentada pelo recorrido, servidor público aposentado,
autoriza a conversão de seus proventos proporcionais em
integrais com amparo nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do inciso I do art. 264
da Lei estadual 10.460/1988.
4. Nessa contextura, entendimento diverso do adotado
implicaria rever a interpretação dada pelo Tribunal de Justiça
do Estado de Goiás à referida norma. Pelo que eventual ofensa
ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o
que não enseja a abertura da via recursal extraordinária, nos
termos da Súmula 280/STF.
5. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados,
todos oriundos do mesmo ente federado e relacionados à
mesma questão: ARE 639.958-AgR, da relatoria da ministra
Cármen Lúcia; AIs 762.729-AgR e 835.266, ambos da relatoria
do ministro Ricardo Lewandowski; 818.468-AgR, da relatoria
da ministra Cármen Lúcia; e 598.694-AgR, da minha relatoria.
Ante o exposto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 764.428 AGR-SEGUNDO / GO
21 do RI/STF, reconsidero a decisão de fls. 134 e nego
seguimento ao agravo de instrumento.”
6. Muito bem. Após reexaminar a controvérsia, concluo que as
razões recursais não se mostram aptas à alteração do equacionamento
jurídico dado ao caso.
7. Nessa contextura, confirmando a adequação da decisão agravada
à jurisprudência firmada por esta nossa Casa de Justiça, nego provimento
ao agravo regimental.
8. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 764.428 AGR-SEGUNDO / GO
21 do RI/STF, reconsidero a decisão de fls. 134 e nego
seguimento ao agravo de instrumento.”
6. Muito bem. Após reexaminar a controvérsia, concluo que as
razões recursais não se mostram aptas à alteração do equacionamento
jurídico dado ao caso.
7. Nessa contextura, confirmando a adequação da decisão agravada
à jurisprudência firmada por esta nossa Casa de Justiça, nego provimento
ao agravo regimental.
8. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S) : BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787788
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S) : BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787788
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1797775
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-07T00:00:00
|
Agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APOSENTADORIA. CONVERSÃO DOS PROVENTOS PROPORCIONAIS EM INTEGRAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação estadual aplicada ao caso (Súmula 280/STF).
2. Agravo regimental desprovido.
|
sjur205449
|
Número de páginas: 5.
Análise: 30/03/2012, AMS.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
764428
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-EST LEI-010460 ANO-1988\r\n ART-00264 INC-00001 LET-C LET-D\r\n LEI ORDINÁRIA, GO"
] |
AI-AgR-segundo
|
acordaos
|
AI 764428 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BELGIDES PEREIRA DO PRADO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
:BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. APOSENTADORIA. CONVERSÃO DOS PROVENTOS
PROPORCIONAIS EM INTEGRAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À
LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação
estadual aplicada ao caso (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal).
2. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
:BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao agravo de instrumento porque o reexame da legislação
estadual é incompatível com a via recursal extraordinária (Súmula
280/Supremo Tribunal Federal).
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que as ofensas ao Magno
Texto ocorreram de forma direta.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
TF/mom
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S)
:BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual neguei
seguimento ao agravo de instrumento porque o reexame da legislação
estadual é incompatível com a via recursal extraordinária (Súmula
280/Supremo Tribunal Federal).
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que as ofensas ao Magno
Texto ocorreram de forma direta.
3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
TF/mom
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Eis o teor da
decisão agravada (fls. 156/157):
“Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual
neguei seguimento ao agravo de instrumento, ante a
constatação de que as suas razões não se voltaram contra todos
os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso
extraordinário.
2. Pois bem, a parte agravante reitera a alegação de que o
‘Acórdão recorrido afrontou flagrantemente o Dispositivo
Constitucional estampado no art. 40, § 1..., da Lei Maior’ (fls. 151).
3. Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Isso
porque a instância judicante de origem, ao conceder a ordem no
mandado de segurança, entendeu que a situação fática
apresentada pelo recorrido, servidor público aposentado,
autoriza a conversão de seus proventos proporcionais em
integrais com amparo nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do inciso I do art. 264
da Lei estadual 10.460/1988.
4. Nessa contextura, entendimento diverso do adotado
implicaria rever a interpretação dada pelo Tribunal de Justiça
do Estado de Goiás à referida norma. Pelo que eventual ofensa
ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o
que não enseja a abertura da via recursal extraordinária, nos
termos da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal.
5. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados,
todos oriundos do mesmo ente federado e relacionados à
mesma questão: ARE 639.958-AgR, da relatoria da ministra
Cármen Lúcia; AIs 762.729-AgR e 835.266, ambos da relatoria
do ministro Ricardo Lewandowski; 818.468-AgR, da relatoria
da ministra Cármen Lúcia; e 598.694-AgR, da minha relatoria.
Ante o exposto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Eis o teor da
decisão agravada (fls. 156/157):
“Trata-se de agravo regimental contra decisão pela qual
neguei seguimento ao agravo de instrumento, ante a
constatação de que as suas razões não se voltaram contra todos
os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso
extraordinário.
2. Pois bem, a parte agravante reitera a alegação de que o
‘Acórdão recorrido afrontou flagrantemente o Dispositivo
Constitucional estampado no art. 40, § 1..., da Lei Maior’ (fls. 151).
3. Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Isso
porque a instância judicante de origem, ao conceder a ordem no
mandado de segurança, entendeu que a situação fática
apresentada pelo recorrido, servidor público aposentado,
autoriza a conversão de seus proventos proporcionais em
integrais com amparo nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do inciso I do art. 264
da Lei estadual 10.460/1988.
4. Nessa contextura, entendimento diverso do adotado
implicaria rever a interpretação dada pelo Tribunal de Justiça
do Estado de Goiás à referida norma. Pelo que eventual ofensa
ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o
que não enseja a abertura da via recursal extraordinária, nos
termos da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal.
5. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados,
todos oriundos do mesmo ente federado e relacionados à
mesma questão: ARE 639.958-AgR, da relatoria da ministra
Cármen Lúcia; AIs 762.729-AgR e 835.266, ambos da relatoria
do ministro Ricardo Lewandowski; 818.468-AgR, da relatoria
da ministra Cármen Lúcia; e 598.694-AgR, da minha relatoria.
Ante o exposto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785263.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 764.428 AGR-SEGUNDO / GO
21 do RI/Supremo Tribunal Federal, reconsidero a decisão de fls. 134 e nego
seguimento ao agravo de instrumento.”
6. Muito bem. Após reexaminar a controvérsia, concluo que as
razões recursais não se mostram aptas à alteração do equacionamento
jurídico dado ao caso.
7. Nessa contextura, confirmando a adequação da decisão agravada
à jurisprudência firmada por esta nossa Casa de Justiça, nego provimento
ao agravo regimental.
8. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1785263.
Supremo Tribunal Federal
AI 764.428 AGR-SEGUNDO / GO
21 do RI/Supremo Tribunal Federal, reconsidero a decisão de fls. 134 e nego
seguimento ao agravo de instrumento.”
6. Muito bem. Após reexaminar a controvérsia, concluo que as
razões recursais não se mostram aptas à alteração do equacionamento
jurídico dado ao caso.
7. Nessa contextura, confirmando a adequação da decisão agravada
à jurisprudência firmada por esta nossa Casa de Justiça, nego provimento
ao agravo regimental.
8. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S) : BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 764.428
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
AGDO.(A/S) : BELGIDES PEREIRA DO PRADO
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ E OUTRO(A/S)
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764 . 428",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764 . 428",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764 . 428",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 639 . 958 - AgR",
"AIs 762 . 729 - AgR",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 639 . 958 - AgR",
"AIs 762 . 729 - AgR",
"835",
".",
"266",
"818",
".",
"468",
"-",
"AgR",
"598",
".",
"694",
"-",
"AgR",
"AI 764 . 428 AGR",
"AI 764 . 428 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 764"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 1 . . . , da Lei Maior",
"alíneas ‘ c ’ e ‘ d ’ do inciso I do art . 264 da Lei estadual 10 . 460 / 1988",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 1 . . . , da Lei Maior",
"alíneas ‘ c ’ e ‘ d ’ do inciso I do art . 264 da Lei estadual 10 . 460 / 1988",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"Brasília",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS",
"GOIÁS",
"ESTADO DE",
"GOIÁS",
"ESTADO DE GOIÁS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"Tribunal de Justiça do Estado de Goiás",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Goiás",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"-",
"SEGUNDO",
"/",
"GO",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDO",
"/",
"GO",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"BELGIDES PEREIRA DO PRADO",
"CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"BELGIDES PEREIRA DO PRADO",
"CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"BELGIDES PEREIRA DO PRADO",
"CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"AYRES BRITTO",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"BELGIDES PEREIRA DO PRADO",
"CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"BELGIDES PEREIRA DO PRADO",
"CARLOS EDUARDO RAMOS JUBÉ",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S)
:BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Agravo regimental em carta testemunhável autuada como petição.
2. Não cabimento de carta testemunhável contra decisão que aplica a
sistemática da repercussão geral. 3. Ausência de argumentos suficientes
para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, desprover o agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S)
:BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento à carta
testemunhável, autuada como petição.
A decisão de fls. 230-232 negou seguimento à petição com base nos
artigos 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do RISTF e na
jurisprudência do Pleno desta Corte no sentido de que o próprio tribunal
a quo é a autoridade competente para fazer o juízo de admissibilidade do
agravo quando o Supremo Tribunal Federal decide se o tema em
discussão possui ou não repercussão geral.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que a decisão ofende ao
princípio constitucional da ampla defesa a evidente limitação imposta na decisão,
embora arrimada em outros precedentes do STF (fl. 240).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S)
:BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento à carta
testemunhável, autuada como petição.
A decisão de fls. 230-232 negou seguimento à petição com base nos
artigos 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do RISTF e na
jurisprudência do Pleno desta Corte no sentido de que o próprio tribunal
a quo é a autoridade competente para fazer o juízo de admissibilidade do
agravo quando o Supremo Tribunal Federal decide se o tema em
discussão possui ou não repercussão geral.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que a decisão ofende ao
princípio constitucional da ampla defesa a evidente limitação imposta na decisão,
embora arrimada em outros precedentes do STF (fl. 240).
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Com efeito, não é cabível carta testemunhável a esta Suprema Corte
contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral.
No caso, o Presidente do Superior Tribunal de Justiça limitou-se a
negar seguimento a recurso extraordinário e a aplicar o art. 328-A, § 1º,
do RISTF, tendo em vista que o tema contido no apelo extremo,
admissibilidade de recurso especial interposto para o Superior Tribunal
de Justiça, teve repercussão geral negada pelo STF no julgamento do RE
598.365/MG, rel. Min. Ayres Britto, DJe 26.3.2010.
Nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil e consoante a
jurisprudência do Pleno desta Corte, com a inclusão da sistemática da
repercussão geral pela Emenda Constitucional 45/2004, o próprio tribunal
a quo é a autoridade competente para aplicar a jurisprudência do STF
fixada em paradigmas da repercussão geral.
Não faria sentido que, mesmo depois de rejeitada ou reconhecida a
repercussão geral da matéria, esta Suprema Corte tivesse a obrigação de
reanalisar a matéria a cada processo interposto, pois o mister do novel
sistema é justamente fazer com que o Supremo Tribunal Federal julgue
apenas as matérias constitucionais e de cunho relevante do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses
subjetivos da causa.
Portanto, a alegação do regimental é manifestamente improcedente,
porquanto a decisão ora impugnada, ao negar seguimento à presente
carta testemunhável, fundamentou-se de acordo com a jurisprudência
pacífica desta Corte.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Com efeito, não é cabível carta testemunhável a esta Suprema Corte
contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral.
No caso, o Presidente do Superior Tribunal de Justiça limitou-se a
negar seguimento a recurso extraordinário e a aplicar o art. 328-A, § 1º,
do RISTF, tendo em vista que o tema contido no apelo extremo,
admissibilidade de recurso especial interposto para o Superior Tribunal
de Justiça, teve repercussão geral negada pelo STF no julgamento do RE
598.365/MG, rel. Min. Ayres Britto, DJe 26.3.2010.
Nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil e consoante a
jurisprudência do Pleno desta Corte, com a inclusão da sistemática da
repercussão geral pela Emenda Constitucional 45/2004, o próprio tribunal
a quo é a autoridade competente para aplicar a jurisprudência do STF
fixada em paradigmas da repercussão geral.
Não faria sentido que, mesmo depois de rejeitada ou reconhecida a
repercussão geral da matéria, esta Suprema Corte tivesse a obrigação de
reanalisar a matéria a cada processo interposto, pois o mister do novel
sistema é justamente fazer com que o Supremo Tribunal Federal julgue
apenas as matérias constitucionais e de cunho relevante do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses
subjetivos da causa.
Portanto, a alegação do regimental é manifestamente improcedente,
porquanto a decisão ora impugnada, ao negar seguimento à presente
carta testemunhável, fundamentou-se de acordo com a jurisprudência
pacífica desta Corte.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1740008.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745477
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745477
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1747590
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-02-22T00:00:00
|
Agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.02.2012.
|
AG.REG. NA PETIÇÃO
|
Agravo regimental em carta testemunhável autuada como petição. 2. Não cabimento de carta testemunhável contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur204778
|
- Acórdão citado: RE 598365 RG.
Número de páginas: 4.
Análise: 14/03/2012, AMS.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
4894
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543B \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-0328A \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
Pet-AgR
|
acordaos
|
Pet 4894 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S)
:BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Agravo regimental em carta testemunhável autuada como petição.
2. Não cabimento de carta testemunhável contra decisão que aplica a
sistemática da repercussão geral. 3. Ausência de argumentos suficientes
para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, desprover o agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S)
:BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento à carta
testemunhável, autuada como petição.
A decisão de fls. 230-232 negou seguimento à petição com base nos
artigos 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do RISTF e na
jurisprudência do Pleno desta Corte no sentido de que o próprio tribunal
a quo é a autoridade competente para fazer o juízo de admissibilidade do
agravo quando o Supremo Tribunal Federal decide se o tema em
discussão possui ou não repercussão geral.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que a decisão ofende ao
princípio constitucional da ampla defesa a evidente limitação imposta na decisão,
embora arrimada em outros precedentes do Supremo Tribunal Federal (fl. 240).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S)
:BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento à carta
testemunhável, autuada como petição.
A decisão de fls. 230-232 negou seguimento à petição com base nos
artigos 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do RISTF e na
jurisprudência do Pleno desta Corte no sentido de que o próprio tribunal
a quo é a autoridade competente para fazer o juízo de admissibilidade do
agravo quando o Supremo Tribunal Federal decide se o tema em
discussão possui ou não repercussão geral.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que a decisão ofende ao
princípio constitucional da ampla defesa a evidente limitação imposta na decisão,
embora arrimada em outros precedentes do Supremo Tribunal Federal (fl. 240).
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Com efeito, não é cabível carta testemunhável a esta Suprema Corte
contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral.
No caso, o Presidente do Superior Tribunal de Justiça limitou-se a
negar seguimento a recurso extraordinário e a aplicar o art. 328-A, § 1...,
do RISTF, tendo em vista que o tema contido no apelo extremo,
admissibilidade de recurso especial interposto para o Superior Tribunal
de Justiça, teve repercussão geral negada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário
598.365/MG, rel. Min. Ayres Britto, DJe 26.3.2010.
Nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil e consoante a
jurisprudência do Pleno desta Corte, com a inclusão da sistemática da
repercussão geral pela Emenda Constitucional 45/2004, o próprio tribunal
a quo é a autoridade competente para aplicar a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
fixada em paradigmas da repercussão geral.
Não faria sentido que, mesmo depois de rejeitada ou reconhecida a
repercussão geral da matéria, esta Suprema Corte tivesse a obrigação de
reanalisar a matéria a cada processo interposto, pois o mister do novel
sistema é justamente fazer com que o Supremo Tribunal Federal julgue
apenas as matérias constitucionais e de cunho relevante do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses
subjetivos da causa.
Portanto, a alegação do regimental é manifestamente improcedente,
porquanto a decisão ora impugnada, ao negar seguimento à presente
carta testemunhável, fundamentou-se de acordo com a jurisprudência
pacífica desta Corte.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Com efeito, não é cabível carta testemunhável a esta Suprema Corte
contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral.
No caso, o Presidente do Superior Tribunal de Justiça limitou-se a
negar seguimento a recurso extraordinário e a aplicar o art. 328-A, § 1...,
do RISTF, tendo em vista que o tema contido no apelo extremo,
admissibilidade de recurso especial interposto para o Superior Tribunal
de Justiça, teve repercussão geral negada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário
598.365/MG, rel. Min. Ayres Britto, DJe 26.3.2010.
Nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil e consoante a
jurisprudência do Pleno desta Corte, com a inclusão da sistemática da
repercussão geral pela Emenda Constitucional 45/2004, o próprio tribunal
a quo é a autoridade competente para aplicar a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
fixada em paradigmas da repercussão geral.
Não faria sentido que, mesmo depois de rejeitada ou reconhecida a
repercussão geral da matéria, esta Suprema Corte tivesse a obrigação de
reanalisar a matéria a cada processo interposto, pois o mister do novel
sistema é justamente fazer com que o Supremo Tribunal Federal julgue
apenas as matérias constitucionais e de cunho relevante do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses
subjetivos da causa.
Portanto, a alegação do regimental é manifestamente improcedente,
porquanto a decisão ora impugnada, ao negar seguimento à presente
carta testemunhável, fundamentou-se de acordo com a jurisprudência
pacífica desta Corte.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.894
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ADEMAR PESSOA CARDOSO
ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 543 - B do Código de Processo Civil",
"328",
"-",
"A do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 543 - B do Código de Processo Civil",
"328",
"-",
"A do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 - A , § 1 . . . , do",
"RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Emenda Constitucional 45 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 - A , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Emenda Constitucional 45 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"ADEMAR PESSOA CARDOSO",
"BRUNO RODRIGUES",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ADEMAR PESSOA CARDOSO",
"BRUNO RODRIGUES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ADEMAR PESSOA CARDOSO",
"BRUNO RODRIGUES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"ADEMAR PESSOA CARDOSO",
"BRUNO RODRIGUES",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"ADEMAR PESSOA CARDOSO",
"BRUNO RODRIGUES",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"26",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"26",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MASCARENHAS
BARBOSA
ROSCOE
S/A
CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S)
:MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. ISSQN.
Possibilidade de dedução da base de cálculo veiculada pelo Decreto-lei
nº 406/68. Falta de prequestionamento. Ofensa ao art. 5º, II, LIV, LV e
XXXV. Reflexa. Multa de 50%. Fatos e provas. Súmula nº 279/STF.
1. Os arts. 5º, incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso
IX, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento.
2. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que eventual
contrariedade ao art. 5º, II, LV, LIV e XXXV, caso ocorresse, seria
meramente reflexa ou indireta.
3. O acórdão recorrido decidiu pela inexistência de provas nos autos
a comprovar que a situação da agravante se enquadrava na situação
descrita no Decreto-lei nº 406/68, o qual prevê a possibilidade de dedução
de certos valores dos materiais e subempreitadas no cálculo do preço do
serviço, para fins de ISS. Revolvimento de fatos e provas. Incidência da
Súmula nº 279/STF.
4. Razões insuficientes para caracterizar, de plano, a irrazoabilidade
e a desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em relação à hipótese
dos autos, sendo certo que, no caso dos autos, eventual efeito
confiscatório da multa somente seria aferível mediante averiguação do
quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso
extraordinário (Súmula nº 279/STF).
5. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
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Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
AI 687.642 AGR / MG
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 687.642 AGR / MG
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MASCARENHAS
BARBOSA
ROSCOE
S/A
CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S)
:MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Mascarenhas Barbosa Roscoe S.A. Construções interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que o Ministro Menezes Direito
negou provimento ao agravo de instrumento (fl. 328), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Mascarenhas Barbosa Roscoe S.A. Construções interpõe
agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos
5º, incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV, 37, caput, 93, inciso IX, e 150,
inciso IV, da Constituição Federal.
Decido.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário, também, ao fundamento de que, ’na forma
como postas as questões as razões recursais, dúvida não há que
eventual reforma do acórdão recorrido implicaria,
necessariamente, reexame dos fatos e provas dos autos,
providência que não se adequa aos estreitos limites da via
escolhida, a teor da orientação contida no verbete nº 279 da
Súmula do Tribunal de destino’ (fl. 303).
O entendimento da Corte é no sentido de que deve a parte
impugnar todos os fundamentos da decisão que não admitiu o
apelo extremo, o que não ocorreu na espécie, já que mantida
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MASCARENHAS
BARBOSA
ROSCOE
S/A
CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S)
:MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Mascarenhas Barbosa Roscoe S.A. Construções interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que o Ministro Menezes Direito
negou provimento ao agravo de instrumento (fl. 328), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Mascarenhas Barbosa Roscoe S.A. Construções interpõe
agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos
5º, incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV, 37, caput, 93, inciso IX, e 150,
inciso IV, da Constituição Federal.
Decido.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário, também, ao fundamento de que, ’na forma
como postas as questões as razões recursais, dúvida não há que
eventual reforma do acórdão recorrido implicaria,
necessariamente, reexame dos fatos e provas dos autos,
providência que não se adequa aos estreitos limites da via
escolhida, a teor da orientação contida no verbete nº 279 da
Súmula do Tribunal de destino’ (fl. 303).
O entendimento da Corte é no sentido de que deve a parte
impugnar todos os fundamentos da decisão que não admitiu o
apelo extremo, o que não ocorreu na espécie, já que mantida
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
AI 687.642 AGR / MG
incólume a motivação acima reproduzida. A jurisprudência de
ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de negar
provimento ao agravo de instrumento quando, como no caso,
não são atacados os fundamentos da decisão que obsta o
processamento do apelo extraordinário. Nesse sentido: AI
488.369–AgR, 4/5/04, Primeira Turma, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 28/5/04, e AI 330.535-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 21/9/01.
Nego provimento ao agravo.
Intime-se.
Brasília, 13 de fevereiro de 2008.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“(...) não deve prosperar o entendimento de que um novo
pronunciamento sobre a questão em comento implicaria em
reexame de prova, visto que a questão tradada é, desde o início,
MATÉRIA DE DIREITO.
(...)
O r. Acórdão a quo violou e direta e expressamente o
artigo 5º, incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV da Constituição
Federal.
(...)
É preciso ter em voga a inquestionável
inconstitucionalidade da multa aplicada nos moldes propostos
pelo Agravante, fixada absurdamente em 50% (cinquenta por
cento) sobre o montante corrigido do tributo supostamente
devido, dado o seu evidente caráter confiscatório” (fls. 334 a
338).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 687.642 AGR / MG
incólume a motivação acima reproduzida. A jurisprudência de
ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de negar
provimento ao agravo de instrumento quando, como no caso,
não são atacados os fundamentos da decisão que obsta o
processamento do apelo extraordinário. Nesse sentido: AI
488.369–AgR, 4/5/04, Primeira Turma, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 28/5/04, e AI 330.535-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 21/9/01.
Nego provimento ao agravo.
Intime-se.
Brasília, 13 de fevereiro de 2008.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“(...) não deve prosperar o entendimento de que um novo
pronunciamento sobre a questão em comento implicaria em
reexame de prova, visto que a questão tradada é, desde o início,
MATÉRIA DE DIREITO.
(...)
O r. Acórdão a quo violou e direta e expressamente o
artigo 5º, incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV da Constituição
Federal.
(...)
É preciso ter em voga a inquestionável
inconstitucionalidade da multa aplicada nos moldes propostos
pelo Agravante, fixada absurdamente em 50% (cinquenta por
cento) sobre o montante corrigido do tributo supostamente
devido, dado o seu evidente caráter confiscatório” (fls. 334 a
338).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O recurso não merece prosperar.
Com efeito, verifico que a ora agravante impugnou o fundamento da
decisão atacada de que, no caso, seria necessário reexaminar os fatos e as
provas dos autos para o deslinde da controvérsia, argumento esse
consignado na decisão que não admitiu o recurso extraordinário.
Todavia, o inconformismo não merece prosperar.
Os arts. 5º, incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso IX,
apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos
embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem, na espécie, as
Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da
matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX,
DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O recurso não merece prosperar.
Com efeito, verifico que a ora agravante impugnou o fundamento da
decisão atacada de que, no caso, seria necessário reexaminar os fatos e as
provas dos autos para o deslinde da controvérsia, argumento esse
consignado na decisão que não admitiu o recurso extraordinário.
Todavia, o inconformismo não merece prosperar.
Os arts. 5º, incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso IX,
apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos
embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem, na espécie, as
Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da
matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX,
DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 687.642 AGR / MG
que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação processual
ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas
sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu
convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental
improvido” (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 31/1/11).
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O
Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do
devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de
ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes” (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, note-se que o acórdão recorrido (fls. 219 a 223) reconheceu
a recepção, pela atual ordem constitucional, do art. 9º, § 2º, a, do Decreto-
lei nº 406/68, que permite a dedução de certos valores dos materiais e
subempreitadas no cálculo do preço do serviço, o que está em
consonância com a jurisprudência desta Corte.
Entretanto, dadas as balizas traçadas pelo Tribunal de origem,
observo que o julgado recorrido entendeu pela inexistência de provas nos
autos a comprovar que a situação da agravante se enquadrava na situação
descrita naquele dispositivo, dispondo da seguinte forma:
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 687.642 AGR / MG
que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação processual
ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas
sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu
convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental
improvido” (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 31/1/11).
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O
Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do
devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de
ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes” (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, note-se que o acórdão recorrido (fls. 219 a 223) reconheceu
a recepção, pela atual ordem constitucional, do art. 9º, § 2º, a, do Decreto-
lei nº 406/68, que permite a dedução de certos valores dos materiais e
subempreitadas no cálculo do preço do serviço, o que está em
consonância com a jurisprudência desta Corte.
Entretanto, dadas as balizas traçadas pelo Tribunal de origem,
observo que o julgado recorrido entendeu pela inexistência de provas nos
autos a comprovar que a situação da agravante se enquadrava na situação
descrita naquele dispositivo, dispondo da seguinte forma:
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 687.642 AGR / MG
“Reconhecida, portanto, a possibilidade de aplicação do
art. 9º, §2º, a, que permite a dedução dos materiais utilizados na
prestação dos serviços, haveria de se perquirir se a então
embargante demonstrou que se enquadrava na situação
descrita naquele dispositivo e, ainda, que os créditos objetos da
execução embargada foram constituídos sem as deduções por
ela pretendidas.
A meu sentir, tais provas não se encontram nos autos, e,
por isso, não há como se afirmar a imprestabilidade da CDA
objeto da execução” (fl. 222).
Esse entendimento foi reiterado no julgamento dos embargos de
declaração (fls. 324 a 327), o qual dispôs que:
“(...) o acórdão foi claro sobre a questão ao transcrever
inclusive trecho do apelo aforado pelo Município embargado
no sentido de que ‘a embargante não comprovou nos autos para
quais firmas prestou serviços, como foi feita a dedução do
material e quais foram os materiais deduzidos, limitou-se
simplesmente a informar que o valor cobrado pelo município é
dedução de material e que é a empresa do ramo da construção
civil’.
(...)
Ante ao que foi acima novamente transcrito, não há que se
falar tratar-se de questão puramente de direito ou que não
houvesse questionamento pelo fisco acerca do tema, de forma a
serem superadas as presunções de certeza, exigibilidade e
liquidez acerca dos valores cobrados” (fls. 325/326).
Por esta razão, inviável o provimento do apelo extremo, uma vez
que, para superar o entendimento disposto no acórdão recorrido, seria
necessário a reapreciação de fatos e provas, pelo que incide, na espécie, o
verbete da Súmula nº 279 deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ISS. MATERIAIS EMPREGADOS NO
3
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Supremo Tribunal Federal
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“Reconhecida, portanto, a possibilidade de aplicação do
art. 9º, §2º, a, que permite a dedução dos materiais utilizados na
prestação dos serviços, haveria de se perquirir se a então
embargante demonstrou que se enquadrava na situação
descrita naquele dispositivo e, ainda, que os créditos objetos da
execução embargada foram constituídos sem as deduções por
ela pretendidas.
A meu sentir, tais provas não se encontram nos autos, e,
por isso, não há como se afirmar a imprestabilidade da CDA
objeto da execução” (fl. 222).
Esse entendimento foi reiterado no julgamento dos embargos de
declaração (fls. 324 a 327), o qual dispôs que:
“(...) o acórdão foi claro sobre a questão ao transcrever
inclusive trecho do apelo aforado pelo Município embargado
no sentido de que ‘a embargante não comprovou nos autos para
quais firmas prestou serviços, como foi feita a dedução do
material e quais foram os materiais deduzidos, limitou-se
simplesmente a informar que o valor cobrado pelo município é
dedução de material e que é a empresa do ramo da construção
civil’.
(...)
Ante ao que foi acima novamente transcrito, não há que se
falar tratar-se de questão puramente de direito ou que não
houvesse questionamento pelo fisco acerca do tema, de forma a
serem superadas as presunções de certeza, exigibilidade e
liquidez acerca dos valores cobrados” (fls. 325/326).
Por esta razão, inviável o provimento do apelo extremo, uma vez
que, para superar o entendimento disposto no acórdão recorrido, seria
necessário a reapreciação de fatos e provas, pelo que incide, na espécie, o
verbete da Súmula nº 279 deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ISS. MATERIAIS EMPREGADOS NO
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
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SERVIÇO DE CONCRETAGEM. SÚMULA 279/STF. Embora o
Supremo Tribunal Federal tenha jurisprudência a respeito do
tema em debate, na hipótese é necessário o reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 594.376/MG-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Eros Grau, DJe de 19/06/09).
“TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL
LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. EXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA
279 DO STF. TRÂNSITO EM JULGADO DE RECURSO
ESPECIAL. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I-
O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Inadmissibilidade do RE, ante a incidência da Súmula 280 do
STF. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão
recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. III - Com a negativa de provimento ao
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se
definitivos os fundamentos infraconstitucionais que amparam o
acórdão recorrido (Súmula 283 do STF) IV - Agravo regimental
improvido” (AI nº 678.639/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/09).
No que se refere à multa, na qual foi utilizado o percentual de 50%, e
à alegação de seu efeito confiscatório, observo que, no julgamento da ADI
nº 2.010-MC (Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 12/4/02), a Corte
estabeleceu alguns parâmetros pelos quais poderia ser identificado o
efeito confiscatório, nenhum dos quais se verifica no caso em tela. Extraio
trecho pertinente da ementa:
“A proibição constitucional do confisco em matéria
tributária nada mais representa senão a interdição, pela Carta
4
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Supremo Tribunal Federal
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SERVIÇO DE CONCRETAGEM. SÚMULA 279/STF. Embora o
Supremo Tribunal Federal tenha jurisprudência a respeito do
tema em debate, na hipótese é necessário o reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 594.376/MG-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Eros Grau, DJe de 19/06/09).
“TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL
LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. EXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA
279 DO STF. TRÂNSITO EM JULGADO DE RECURSO
ESPECIAL. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I-
O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Inadmissibilidade do RE, ante a incidência da Súmula 280 do
STF. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão
recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. III - Com a negativa de provimento ao
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se
definitivos os fundamentos infraconstitucionais que amparam o
acórdão recorrido (Súmula 283 do STF) IV - Agravo regimental
improvido” (AI nº 678.639/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/09).
No que se refere à multa, na qual foi utilizado o percentual de 50%, e
à alegação de seu efeito confiscatório, observo que, no julgamento da ADI
nº 2.010-MC (Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 12/4/02), a Corte
estabeleceu alguns parâmetros pelos quais poderia ser identificado o
efeito confiscatório, nenhum dos quais se verifica no caso em tela. Extraio
trecho pertinente da ementa:
“A proibição constitucional do confisco em matéria
tributária nada mais representa senão a interdição, pela Carta
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AI 687.642 AGR / MG
Política, de qualquer pretensão governamental que possa
conduzir, no campo da fiscalidade, à injusta apropriação
estatal, no todo ou em parte, do patrimônio ou dos rendimentos
dos
contribuintes,
comprometendo-lhes,
pela
insuportabilidade da carga tributária, o exercício do direito a
uma existência digna, ou a prática de atividade profissional
lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas necessidades vitais
(educação, saúde e habitação, por exemplo).
A identificação do efeito confiscatório deve ser feita em
função da totalidade da carga tributária, mediante verificação
da capacidade de que dispõe o contribuinte - considerado o
montante de sua riqueza (renda e capital) - para suportar e
sofrer a incidência de todos os tributos que ele deverá pagar,
dentro de determinado período, à mesma pessoa política que os
houver instituído (a União Federal, no caso), condicionando-se,
ainda, a aferição do grau de insuportabilidade econômico-
financeira, à observância, pelo legislador, de padrões de
razoabilidade destinados a neutralizar excessos de ordem fiscal
eventualmente praticados pelo Poder Público.
Resulta configurado o caráter confiscatório de
determinado tributo, sempre que o efeito cumulativo -
resultante das múltiplas incidências tributárias estabelecidas
pela mesma entidade estatal - afetar, substancialmente, de
maneira irrazoável, o patrimônio e/ou os rendimentos do
contribuinte.
- O Poder Público, especialmente em sede de tributação
[...] não pode agir imoderadamente, pois a atividade estatal
acha-se essencialmente condicionada pelo princípio da
razoabilidade” (Grifos conforme o original).
Nas razões do presente recurso, no entanto, a contribuinte limita-se a
afirmar, de forma genérica, que a multa em percentual de 50% teria
caráter confiscatório, não trazendo, contudo, argumentos adequados a
caracterizar, de plano, a irrazoabilidade e a desproporcionalidade da
multa fiscal aplicada em relação à hipótese dos autos. Tampouco se
buscou equacionar a natureza da multa em discussão (se moratória ou
5
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Política, de qualquer pretensão governamental que possa
conduzir, no campo da fiscalidade, à injusta apropriação
estatal, no todo ou em parte, do patrimônio ou dos rendimentos
dos
contribuintes,
comprometendo-lhes,
pela
insuportabilidade da carga tributária, o exercício do direito a
uma existência digna, ou a prática de atividade profissional
lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas necessidades vitais
(educação, saúde e habitação, por exemplo).
A identificação do efeito confiscatório deve ser feita em
função da totalidade da carga tributária, mediante verificação
da capacidade de que dispõe o contribuinte - considerado o
montante de sua riqueza (renda e capital) - para suportar e
sofrer a incidência de todos os tributos que ele deverá pagar,
dentro de determinado período, à mesma pessoa política que os
houver instituído (a União Federal, no caso), condicionando-se,
ainda, a aferição do grau de insuportabilidade econômico-
financeira, à observância, pelo legislador, de padrões de
razoabilidade destinados a neutralizar excessos de ordem fiscal
eventualmente praticados pelo Poder Público.
Resulta configurado o caráter confiscatório de
determinado tributo, sempre que o efeito cumulativo -
resultante das múltiplas incidências tributárias estabelecidas
pela mesma entidade estatal - afetar, substancialmente, de
maneira irrazoável, o patrimônio e/ou os rendimentos do
contribuinte.
- O Poder Público, especialmente em sede de tributação
[...] não pode agir imoderadamente, pois a atividade estatal
acha-se essencialmente condicionada pelo princípio da
razoabilidade” (Grifos conforme o original).
Nas razões do presente recurso, no entanto, a contribuinte limita-se a
afirmar, de forma genérica, que a multa em percentual de 50% teria
caráter confiscatório, não trazendo, contudo, argumentos adequados a
caracterizar, de plano, a irrazoabilidade e a desproporcionalidade da
multa fiscal aplicada em relação à hipótese dos autos. Tampouco se
buscou equacionar a natureza da multa em discussão (se moratória ou
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punitiva), sendo insuficientes, pois, as razões para se estabelecer a relação
de calibração e ponderação necessárias entre a gravidade da conduta e o
peso da punição.
Portanto, para analisar a alegada violação constitucional, seria
necessário o exame das circunstâncias específicas existentes no caso em
tela. Desse modo, eventual efeito confiscatório da multa somente seria
aferível mediante averiguação do quadro fático-probatório, o que é
vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279/STF).
No mesmo sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA
SOBRE
DÉBITOS
TRIBUTÁRIOS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSIÇÃO DE
MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO
TRIBUTÁRIA. ALEGAÇÃO DE EFEITO CONFISCATÓRIO E
DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA CAPACIDADE
CONTRIBUTIVA. SÚMULA 279 DO STF. De acordo com a
orientação firmada neste Tribunal, a controvérsia relativa à
aplicação da taxa SELIC como índice de atualização de débitos
tributários encontra-se no âmbito infraconstitucional. Por essa
razão, incabível o recurso extraordinário, visto que não há
ofensa direta à Constituição Federal. Para se chegar a conclusão
diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, quanto à
alegada ofensa aos princípios da capacidade contributiva e da
vedação ao confisco, seria necessário o reexame de fatos e
provas, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 505.908/MG-AgR,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/8/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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punitiva), sendo insuficientes, pois, as razões para se estabelecer a relação
de calibração e ponderação necessárias entre a gravidade da conduta e o
peso da punição.
Portanto, para analisar a alegada violação constitucional, seria
necessário o exame das circunstâncias específicas existentes no caso em
tela. Desse modo, eventual efeito confiscatório da multa somente seria
aferível mediante averiguação do quadro fático-probatório, o que é
vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279/STF).
No mesmo sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA
SOBRE
DÉBITOS
TRIBUTÁRIOS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSIÇÃO DE
MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO
TRIBUTÁRIA. ALEGAÇÃO DE EFEITO CONFISCATÓRIO E
DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA CAPACIDADE
CONTRIBUTIVA. SÚMULA 279 DO STF. De acordo com a
orientação firmada neste Tribunal, a controvérsia relativa à
aplicação da taxa SELIC como índice de atualização de débitos
tributários encontra-se no âmbito infraconstitucional. Por essa
razão, incabível o recurso extraordinário, visto que não há
ofensa direta à Constituição Federal. Para se chegar a conclusão
diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, quanto à
alegada ofensa aos princípios da capacidade contributiva e da
vedação ao confisco, seria necessário o reexame de fatos e
provas, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 505.908/MG-AgR,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/8/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MASCARENHAS BARBOSA ROSCOE S/A CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S) : MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S) : MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MASCARENHAS BARBOSA ROSCOE S/A CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S) : MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S) : MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1804264
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-09T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
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EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. ISSQN. Possibilidade de dedução da base de cálculo veiculada pelo Decreto-lei nº 406/68. Falta de prequestionamento. Ofensa ao art. 5º, II, LIV, LV e XXXV. Reflexa. Multa de 50%. Fatos e provas. Súmula nº 279/STF.
1. Os arts. 5º, incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso IX, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento.
2. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que eventual contrariedade ao art. 5º, II, LV, LIV e XXXV, caso ocorresse, seria meramente reflexa ou indireta.
3. O acórdão recorrido decidiu pela inexistência de provas nos autos a comprovar que a situação da agravante se enquadrava na situação descrita no Decreto-lei nº 406/68, o qual prevê a possibilidade de dedução de certos valores dos materiais e subempreitadas no cálculo do preço do serviço, para fins de ISS. Revolvimento de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279/STF.
4. Razões insuficientes para caracterizar, de plano, a irrazoabilidade e a desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em relação à hipótese dos autos, sendo certo que, no caso dos autos, eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante averiguação do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279/STF).
5. Agravo regimental não provido.
|
sjur205631
|
- Acórdãos citados: ADI 2010 MC, AI 812481 AgR, AI 360265 AgR, RE 594376 AgR, AI 678639 AgR, AI 505908 AgR.
Número de páginas: 11.
Análise: 28/03/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
687642
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00002 INC-00035 INC-00053\r\n INC-00054 INC-00055 ART-00037 \"CAPUT\"\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-000406 ANO-1968\r\n ART-00009 PAR-00002 LET-A\r\n DECRETO-LEI\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 687642 AgR
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""
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AGTE.(S) : MASCARENHAS BARBOSA ROSCOE S/A CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S) : MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S) : MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MASCARENHAS
BARBOSA
ROSCOE
S/A
CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S)
:MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. ISSQN.
Possibilidade de dedução da base de cálculo veiculada pelo Decreto-lei
n 406/68. Falta de prequestionamento. Ofensa ao art. 5..., II, LIV, LV e
XXXV. Reflexa. Multa de 50%. Fatos e provas. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
1. Os arts. 5..., incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso
IX, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento.
2. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que eventual
contrariedade ao art. 5..., II, LV, LIV e XXXV, caso ocorresse, seria
meramente reflexa ou indireta.
3. O acórdão recorrido decidiu pela inexistência de provas nos autos
a comprovar que a situação da agravante se enquadrava na situação
descrita no Decreto-lei n 406/68, o qual prevê a possibilidade de dedução
de certos valores dos materiais e subempreitadas no cálculo do preço do
serviço, para fins de ISS. Revolvimento de fatos e provas. Incidência da
Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
4. Razões insuficientes para caracterizar, de plano, a irrazoabilidade
e a desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em relação à hipótese
dos autos, sendo certo que, no caso dos autos, eventual efeito
confiscatório da multa somente seria aferível mediante averiguação do
quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso
extraordinário (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal).
5. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
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Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
AI 687.642 AGR / MG
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 687.642 AGR / MG
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MASCARENHAS
BARBOSA
ROSCOE
S/A
CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S)
:MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Mascarenhas Barbosa Roscoe S.A. Construções interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que o Ministro Menezes Direito
negou provimento ao agravo de instrumento (fl. 328), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Mascarenhas Barbosa Roscoe S.A. Construções interpõe
agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos
5..., incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV, 37, caput, 93, inciso IX, e 150,
inciso IV, da Constituição Federal.
Decido.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário, também, ao fundamento de que, ’na forma
como postas as questões as razões recursais, dúvida não há que
eventual reforma do acórdão recorrido implicaria,
necessariamente, reexame dos fatos e provas dos autos,
providência que não se adequa aos estreitos limites da via
escolhida, a teor da orientação contida no verbete n 279 da
Súmula do Tribunal de destino’ (fl. 303).
O entendimento da Corte é no sentido de que deve a parte
impugnar todos os fundamentos da decisão que não admitiu o
apelo extremo, o que não ocorreu na espécie, já que mantida
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MASCARENHAS
BARBOSA
ROSCOE
S/A
CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S)
:MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Mascarenhas Barbosa Roscoe S.A. Construções interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que o Ministro Menezes Direito
negou provimento ao agravo de instrumento (fl. 328), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Mascarenhas Barbosa Roscoe S.A. Construções interpõe
agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos
5..., incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV, 37, caput, 93, inciso IX, e 150,
inciso IV, da Constituição Federal.
Decido.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário, também, ao fundamento de que, ’na forma
como postas as questões as razões recursais, dúvida não há que
eventual reforma do acórdão recorrido implicaria,
necessariamente, reexame dos fatos e provas dos autos,
providência que não se adequa aos estreitos limites da via
escolhida, a teor da orientação contida no verbete n 279 da
Súmula do Tribunal de destino’ (fl. 303).
O entendimento da Corte é no sentido de que deve a parte
impugnar todos os fundamentos da decisão que não admitiu o
apelo extremo, o que não ocorreu na espécie, já que mantida
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
AI 687.642 AGR / MG
incólume a motivação acima reproduzida. A jurisprudência de
ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de negar
provimento ao agravo de instrumento quando, como no caso,
não são atacados os fundamentos da decisão que obsta o
processamento do apelo extraordinário. Nesse sentido: AI
488.369–AgR, 4/5/04, Primeira Turma, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 28/5/04, e AI 330.535-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 21/9/01.
Nego provimento ao agravo.
Intime-se.
Brasília, 13 de fevereiro de 2008.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“(...) não deve prosperar o entendimento de que um novo
pronunciamento sobre a questão em comento implicaria em
reexame de prova, visto que a questão tradada é, desde o início,
MATÉRIA DE DIREITO.
(...)
O r. Acórdão a quo violou e direta e expressamente o
artigo 5..., incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV da Constituição
Federal.
(...)
É preciso ter em voga a inquestionável
inconstitucionalidade da multa aplicada nos moldes propostos
pelo Agravante, fixada absurdamente em 50% (cinquenta por
cento) sobre o montante corrigido do tributo supostamente
devido, dado o seu evidente caráter confiscatório” (fls. 334 a
338).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 687.642 AGR / MG
incólume a motivação acima reproduzida. A jurisprudência de
ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de negar
provimento ao agravo de instrumento quando, como no caso,
não são atacados os fundamentos da decisão que obsta o
processamento do apelo extraordinário. Nesse sentido: AI
488.369–AgR, 4/5/04, Primeira Turma, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 28/5/04, e AI 330.535-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 21/9/01.
Nego provimento ao agravo.
Intime-se.
Brasília, 13 de fevereiro de 2008.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“(...) não deve prosperar o entendimento de que um novo
pronunciamento sobre a questão em comento implicaria em
reexame de prova, visto que a questão tradada é, desde o início,
MATÉRIA DE DIREITO.
(...)
O r. Acórdão a quo violou e direta e expressamente o
artigo 5..., incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV da Constituição
Federal.
(...)
É preciso ter em voga a inquestionável
inconstitucionalidade da multa aplicada nos moldes propostos
pelo Agravante, fixada absurdamente em 50% (cinquenta por
cento) sobre o montante corrigido do tributo supostamente
devido, dado o seu evidente caráter confiscatório” (fls. 334 a
338).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O recurso não merece prosperar.
Com efeito, verifico que a ora agravante impugnou o fundamento da
decisão atacada de que, no caso, seria necessário reexaminar os fatos e as
provas dos autos para o deslinde da controvérsia, argumento esse
consignado na decisão que não admitiu o recurso extraordinário.
Todavia, o inconformismo não merece prosperar.
Os arts. 5..., incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso IX,
apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos
embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem, na espécie, as
Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da
matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX,
DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O recurso não merece prosperar.
Com efeito, verifico que a ora agravante impugnou o fundamento da
decisão atacada de que, no caso, seria necessário reexaminar os fatos e as
provas dos autos para o deslinde da controvérsia, argumento esse
consignado na decisão que não admitiu o recurso extraordinário.
Todavia, o inconformismo não merece prosperar.
Os arts. 5..., incisos II, XXXV, LIII, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso IX,
apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos
embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem, na espécie, as
Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da
matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX,
DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 687.642 AGR / MG
que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação processual
ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas
sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu
convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental
improvido” (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 31/1/11).
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O
Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do
devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de
ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes” (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, note-se que o acórdão recorrido (fls. 219 a 223) reconheceu
a recepção, pela atual ordem constitucional, do art. 9..., § 2..., a, do Decreto-
lei n 406/68, que permite a dedução de certos valores dos materiais e
subempreitadas no cálculo do preço do serviço, o que está em
consonância com a jurisprudência desta Corte.
Entretanto, dadas as balizas traçadas pelo Tribunal de origem,
observo que o julgado recorrido entendeu pela inexistência de provas nos
autos a comprovar que a situação da agravante se enquadrava na situação
descrita naquele dispositivo, dispondo da seguinte forma:
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1786491.
Supremo Tribunal Federal
AI 687.642 AGR / MG
que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação processual
ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição,
não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas
sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu
convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental
improvido” (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 31/1/11).
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O
Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do
devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de
ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
circunstância essa que impede a utilização do recurso
extraordinário. Precedentes” (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, note-se que o acórdão recorrido (fls. 219 a 223) reconheceu
a recepção, pela atual ordem constitucional, do art. 9..., § 2..., a, do Decreto-
lei n 406/68, que permite a dedução de certos valores dos materiais e
subempreitadas no cálculo do preço do serviço, o que está em
consonância com a jurisprudência desta Corte.
Entretanto, dadas as balizas traçadas pelo Tribunal de origem,
observo que o julgado recorrido entendeu pela inexistência de provas nos
autos a comprovar que a situação da agravante se enquadrava na situação
descrita naquele dispositivo, dispondo da seguinte forma:
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 687.642 AGR / MG
“Reconhecida, portanto, a possibilidade de aplicação do
art. 9..., §2..., a, que permite a dedução dos materiais utilizados na
prestação dos serviços, haveria de se perquirir se a então
embargante demonstrou que se enquadrava na situação
descrita naquele dispositivo e, ainda, que os créditos objetos da
execução embargada foram constituídos sem as deduções por
ela pretendidas.
A meu sentir, tais provas não se encontram nos autos, e,
por isso, não há como se afirmar a imprestabilidade da CDA
objeto da execução” (fl. 222).
Esse entendimento foi reiterado no julgamento dos embargos de
declaração (fls. 324 a 327), o qual dispôs que:
“(...) o acórdão foi claro sobre a questão ao transcrever
inclusive trecho do apelo aforado pelo Município embargado
no sentido de que ‘a embargante não comprovou nos autos para
quais firmas prestou serviços, como foi feita a dedução do
material e quais foram os materiais deduzidos, limitou-se
simplesmente a informar que o valor cobrado pelo município é
dedução de material e que é a empresa do ramo da construção
civil’.
(...)
Ante ao que foi acima novamente transcrito, não há que se
falar tratar-se de questão puramente de direito ou que não
houvesse questionamento pelo fisco acerca do tema, de forma a
serem superadas as presunções de certeza, exigibilidade e
liquidez acerca dos valores cobrados” (fls. 325/326).
Por esta razão, inviável o provimento do apelo extremo, uma vez
que, para superar o entendimento disposto no acórdão recorrido, seria
necessário a reapreciação de fatos e provas, pelo que incide, na espécie, o
verbete da Súmula n 279 deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ISS. MATERIAIS EMPREGADOS NO
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 687.642 AGR / MG
“Reconhecida, portanto, a possibilidade de aplicação do
art. 9..., §2..., a, que permite a dedução dos materiais utilizados na
prestação dos serviços, haveria de se perquirir se a então
embargante demonstrou que se enquadrava na situação
descrita naquele dispositivo e, ainda, que os créditos objetos da
execução embargada foram constituídos sem as deduções por
ela pretendidas.
A meu sentir, tais provas não se encontram nos autos, e,
por isso, não há como se afirmar a imprestabilidade da CDA
objeto da execução” (fl. 222).
Esse entendimento foi reiterado no julgamento dos embargos de
declaração (fls. 324 a 327), o qual dispôs que:
“(...) o acórdão foi claro sobre a questão ao transcrever
inclusive trecho do apelo aforado pelo Município embargado
no sentido de que ‘a embargante não comprovou nos autos para
quais firmas prestou serviços, como foi feita a dedução do
material e quais foram os materiais deduzidos, limitou-se
simplesmente a informar que o valor cobrado pelo município é
dedução de material e que é a empresa do ramo da construção
civil’.
(...)
Ante ao que foi acima novamente transcrito, não há que se
falar tratar-se de questão puramente de direito ou que não
houvesse questionamento pelo fisco acerca do tema, de forma a
serem superadas as presunções de certeza, exigibilidade e
liquidez acerca dos valores cobrados” (fls. 325/326).
Por esta razão, inviável o provimento do apelo extremo, uma vez
que, para superar o entendimento disposto no acórdão recorrido, seria
necessário a reapreciação de fatos e provas, pelo que incide, na espécie, o
verbete da Súmula n 279 deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ISS. MATERIAIS EMPREGADOS NO
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AI 687.642 AGR / MG
SERVIÇO DE CONCRETAGEM. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Embora o
Supremo Tribunal Federal tenha jurisprudência a respeito do
tema em debate, na hipótese é necessário o reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 594.376/MG-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Eros Grau, DJe de 19/06/09).
“TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL
LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. EXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA
279 DO Supremo Tribunal Federal. TRÂNSITO EM JULGADO DE RECURSO
ESPECIAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I-
O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do
Supremo Tribunal Federal. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão
recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Com a negativa de provimento ao
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se
definitivos os fundamentos infraconstitucionais que amparam o
acórdão recorrido (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal) IV - Agravo regimental
improvido” (AI n 678.639/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/09).
No que se refere à multa, na qual foi utilizado o percentual de 50%, e
à alegação de seu efeito confiscatório, observo que, no julgamento da ADI
n 2.010-MC (Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 12/4/02), a Corte
estabeleceu alguns parâmetros pelos quais poderia ser identificado o
efeito confiscatório, nenhum dos quais se verifica no caso em tela. Extraio
trecho pertinente da ementa:
“A proibição constitucional do confisco em matéria
tributária nada mais representa senão a interdição, pela Carta
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Supremo Tribunal Federal
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SERVIÇO DE CONCRETAGEM. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Embora o
Supremo Tribunal Federal tenha jurisprudência a respeito do
tema em debate, na hipótese é necessário o reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 594.376/MG-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Eros Grau, DJe de 19/06/09).
“TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL
LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. EXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA
279 DO Supremo Tribunal Federal. TRÂNSITO EM JULGADO DE RECURSO
ESPECIAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I-
O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do
Supremo Tribunal Federal. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão
recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Com a negativa de provimento ao
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se
definitivos os fundamentos infraconstitucionais que amparam o
acórdão recorrido (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal) IV - Agravo regimental
improvido” (AI n 678.639/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/09).
No que se refere à multa, na qual foi utilizado o percentual de 50%, e
à alegação de seu efeito confiscatório, observo que, no julgamento da ADI
n 2.010-MC (Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 12/4/02), a Corte
estabeleceu alguns parâmetros pelos quais poderia ser identificado o
efeito confiscatório, nenhum dos quais se verifica no caso em tela. Extraio
trecho pertinente da ementa:
“A proibição constitucional do confisco em matéria
tributária nada mais representa senão a interdição, pela Carta
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AI 687.642 AGR / MG
Política, de qualquer pretensão governamental que possa
conduzir, no campo da fiscalidade, à injusta apropriação
estatal, no todo ou em parte, do patrimônio ou dos rendimentos
dos
contribuintes,
comprometendo-lhes,
pela
insuportabilidade da carga tributária, o exercício do direito a
uma existência digna, ou a prática de atividade profissional
lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas necessidades vitais
(educação, saúde e habitação, por exemplo).
A identificação do efeito confiscatório deve ser feita em
função da totalidade da carga tributária, mediante verificação
da capacidade de que dispõe o contribuinte - considerado o
montante de sua riqueza (renda e capital) - para suportar e
sofrer a incidência de todos os tributos que ele deverá pagar,
dentro de determinado período, à mesma pessoa política que os
houver instituído (a União Federal, no caso), condicionando-se,
ainda, a aferição do grau de insuportabilidade econômico-
financeira, à observância, pelo legislador, de padrões de
razoabilidade destinados a neutralizar excessos de ordem fiscal
eventualmente praticados pelo Poder Público.
Resulta configurado o caráter confiscatório de
determinado tributo, sempre que o efeito cumulativo -
resultante das múltiplas incidências tributárias estabelecidas
pela mesma entidade estatal - afetar, substancialmente, de
maneira irrazoável, o patrimônio e/ou os rendimentos do
contribuinte.
- O Poder Público, especialmente em sede de tributação
[...] não pode agir imoderadamente, pois a atividade estatal
acha-se essencialmente condicionada pelo princípio da
razoabilidade” (Grifos conforme o original).
Nas razões do presente recurso, no entanto, a contribuinte limita-se a
afirmar, de forma genérica, que a multa em percentual de 50% teria
caráter confiscatório, não trazendo, contudo, argumentos adequados a
caracterizar, de plano, a irrazoabilidade e a desproporcionalidade da
multa fiscal aplicada em relação à hipótese dos autos. Tampouco se
buscou equacionar a natureza da multa em discussão (se moratória ou
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Política, de qualquer pretensão governamental que possa
conduzir, no campo da fiscalidade, à injusta apropriação
estatal, no todo ou em parte, do patrimônio ou dos rendimentos
dos
contribuintes,
comprometendo-lhes,
pela
insuportabilidade da carga tributária, o exercício do direito a
uma existência digna, ou a prática de atividade profissional
lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas necessidades vitais
(educação, saúde e habitação, por exemplo).
A identificação do efeito confiscatório deve ser feita em
função da totalidade da carga tributária, mediante verificação
da capacidade de que dispõe o contribuinte - considerado o
montante de sua riqueza (renda e capital) - para suportar e
sofrer a incidência de todos os tributos que ele deverá pagar,
dentro de determinado período, à mesma pessoa política que os
houver instituído (a União Federal, no caso), condicionando-se,
ainda, a aferição do grau de insuportabilidade econômico-
financeira, à observância, pelo legislador, de padrões de
razoabilidade destinados a neutralizar excessos de ordem fiscal
eventualmente praticados pelo Poder Público.
Resulta configurado o caráter confiscatório de
determinado tributo, sempre que o efeito cumulativo -
resultante das múltiplas incidências tributárias estabelecidas
pela mesma entidade estatal - afetar, substancialmente, de
maneira irrazoável, o patrimônio e/ou os rendimentos do
contribuinte.
- O Poder Público, especialmente em sede de tributação
[...] não pode agir imoderadamente, pois a atividade estatal
acha-se essencialmente condicionada pelo princípio da
razoabilidade” (Grifos conforme o original).
Nas razões do presente recurso, no entanto, a contribuinte limita-se a
afirmar, de forma genérica, que a multa em percentual de 50% teria
caráter confiscatório, não trazendo, contudo, argumentos adequados a
caracterizar, de plano, a irrazoabilidade e a desproporcionalidade da
multa fiscal aplicada em relação à hipótese dos autos. Tampouco se
buscou equacionar a natureza da multa em discussão (se moratória ou
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AI 687.642 AGR / MG
punitiva), sendo insuficientes, pois, as razões para se estabelecer a relação
de calibração e ponderação necessárias entre a gravidade da conduta e o
peso da punição.
Portanto, para analisar a alegada violação constitucional, seria
necessário o exame das circunstâncias específicas existentes no caso em
tela. Desse modo, eventual efeito confiscatório da multa somente seria
aferível mediante averiguação do quadro fático-probatório, o que é
vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal).
No mesmo sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA
SOBRE
DÉBITOS
TRIBUTÁRIOS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSIÇÃO DE
MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO
TRIBUTÁRIA. ALEGAÇÃO DE EFEITO CONFISCATÓRIO E
DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA CAPACIDADE
CONTRIBUTIVA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. De acordo com a
orientação firmada neste Tribunal, a controvérsia relativa à
aplicação da taxa SELIC como índice de atualização de débitos
tributários encontra-se no âmbito infraconstitucional. Por essa
razão, incabível o recurso extraordinário, visto que não há
ofensa direta à Constituição Federal. Para se chegar a conclusão
diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, quanto à
alegada ofensa aos princípios da capacidade contributiva e da
vedação ao confisco, seria necessário o reexame de fatos e
provas, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 505.908/MG-AgR,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/8/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 687.642 AGR / MG
punitiva), sendo insuficientes, pois, as razões para se estabelecer a relação
de calibração e ponderação necessárias entre a gravidade da conduta e o
peso da punição.
Portanto, para analisar a alegada violação constitucional, seria
necessário o exame das circunstâncias específicas existentes no caso em
tela. Desse modo, eventual efeito confiscatório da multa somente seria
aferível mediante averiguação do quadro fático-probatório, o que é
vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal).
No mesmo sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA
SOBRE
DÉBITOS
TRIBUTÁRIOS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSIÇÃO DE
MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO
TRIBUTÁRIA. ALEGAÇÃO DE EFEITO CONFISCATÓRIO E
DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA CAPACIDADE
CONTRIBUTIVA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. De acordo com a
orientação firmada neste Tribunal, a controvérsia relativa à
aplicação da taxa SELIC como índice de atualização de débitos
tributários encontra-se no âmbito infraconstitucional. Por essa
razão, incabível o recurso extraordinário, visto que não há
ofensa direta à Constituição Federal. Para se chegar a conclusão
diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, quanto à
alegada ofensa aos princípios da capacidade contributiva e da
vedação ao confisco, seria necessário o reexame de fatos e
provas, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 505.908/MG-AgR,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/8/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MASCARENHAS BARBOSA ROSCOE S/A CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S) : MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S) : MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747031
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 687.642
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MASCARENHAS BARBOSA ROSCOE S/A CONSTRUÇÕES
ADV.(A/S) : MARIA INÊS MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BETIM
ADV.(A/S) : MARIA DO ROSÁRIO DINIZ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747031
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 687 . 642",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 687 . 642",
"verbete n 279 da Súmula",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 687 . 642",
"verbete n 279 da Súmula do Tribunal de destino ’",
"AI 687 . 642 AGR",
"AI 488 . 369 – AgR",
"AI 330 . 535 - AgR",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"AI 488 . 369 – AgR",
"AI 330 . 535 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 687 .",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"AI n 812 . 481 / RJ - AgR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"AI n 812 . 481 / RJ - AgR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"verbete da Súmula n 279 deste Supremo Tribunal Federal",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"Súmula n 279 deste Supremo Tribunal Federal",
"AI 687 . 642 AGR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 594 . 376 / MG - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 678 . 639 / SP - AgR",
"ADI n 2 . 010 - MC",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 594 . 376 / MG - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 678 . 639 / SP - AgR",
"ADI n 2 . 010 - MC",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 505 . 908 / MG - AgR",
"AI 687 . 642 AGR / MG",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 505 . 908 / MG - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 687 . 642",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 687 . 642"
],
"LEGISLACAO": [
"Decreto",
"-",
"lei n 406 / 68",
"Decreto",
"-",
"lei n 406 / 68",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"artigos 5 . . . , incisos II , XXXV , LIII , LIV e LV , 37 , caput , 93 , inciso IX , e 150 , inciso IV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , incisos II , XXXV , LIII , LIV e LV da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , incisos II , XXXV , LIII , LIV e LV da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição",
"art . 9 . . . , § 2 . . . , a , do",
"Decreto -",
"lei n 406 / 68",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição",
"art . 9 . . . , § 2 . . . , a , do",
"Decreto -",
"lei n 406 / 68",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BETIM",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"BETIM",
"MINAS GERAIS",
"BETIM"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MASCARENHAS BARBOSA ROSCOE S / A CONSTRUÇÕES",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Primeira Turma",
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"Brasil",
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"Brasil",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"-",
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"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA INÊS MURGEL",
"MARIA DO ROSÁRIO DINIZ",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA INÊS MURGEL",
"MARIA DO ROSÁRIO",
"DIAS TOFFOLI",
"Mascarenhas Barbosa Roscoe S",
"Menezes Direito",
"Mascarenhas Barbosa Roscoe",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA INÊS MURGEL",
"MARIA DO ROSÁRIO DINIZ",
"DIAS TOFFOLI",
"Mascarenhas Barbosa Roscoe",
"Menezes Direito",
"Mascarenhas Barbosa Roscoe",
"Sepúlveda Pertence",
"Maurício Corrêa",
"Sepúlveda Pertence",
"Maurício Corrêa",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
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"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"MASCARENHAS BARBOSA ROSCOE",
"MARIA INÊS MURGEL",
"MARIA DO ROSÁRIO DINIZ",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
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"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA INÊS MURGEL",
"MARIA DO ROSÁRIO DINIZ",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso",
"Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"5",
"/",
"04",
"28",
"/",
"5",
"/",
"04",
"21",
"/",
"9",
"/",
"01",
"13 de fevereiro de 2008",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"4",
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"5",
"/",
"04",
"28",
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"5",
"/",
"04",
"21",
"/",
"9",
"/",
"01",
"13 de fevereiro de 2008",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"07",
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"2012",
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"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"1",
"/",
"11",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"1",
"/",
"11",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"09",
"6",
"/",
"3",
"/",
"09",
"12",
"/",
"4",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"09",
"6",
"/",
"3",
"/",
"09",
"12",
"/",
"4",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Utilização de
transporte público. Incidência da causa de aumento prevista no art. 40,
inc. III, da Lei nº 11.343/06. Fixação do quantum relativo à causa de
diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º da Lei nº 11.343/06.
Necessidade de fundamentação idônea. Inocorrência. Ordem
parcialmente concedida.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a simples
utilização de transporte público para a circulação da substância
entorpecente ilícita já é motivo suficiente para a aplicação da causa de
aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/2006 (dentre
outros, HC 107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de
25.04.2011).
O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição
prevista no § 4° do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo
quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo
plena autonomia para aplicar a redução no ‘quantum’ reputado
adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto” (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011).
Contudo, a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente
fundamentada e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em
outras fases da dosimetria da pena.
Como se sabe, “a quantidade e a qualidade de droga apreendida são
circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo
impróprio invocá-las por ocasião de escolha do fator de redução previsto
no § 4º do art. 33, sob pena de bis in idem” (HC 108.513/RS, rel. min.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796158.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1815356
Ementa e Acórdão
HC 108.523 / MS
Gilmar Mendes, DJe nº 171, publicado em 06.09.2011).
Ordem parcialmente concedida para determinar ao TRF da 3ª
Região que realize nova dosimetria da pena, reaprecie o regime inicial de
cumprimento de pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 3º,
do Código Penal, e avalie a possibilidade de conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos previstos no
art. 44 do CP.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder parcialmente, a
ordem de habeas corpus, para determinar ao Tribunal Regional Federal da
3ª Região que proceda a nova individualização da pena observando-se a
adequada motivação do quantum de redução da pena previsto no art. 33, §
4º, da Lei n. 11.343/2006. Determinando ainda, de ofício, que, fixada a
pena definitiva, o TRF da 3ª Região delibere sobre o regime inicial de
cumprimento da pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 3º,
do Código Penal, bem como sobre a possibilidade de conversão da pena
privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos
dispostos no art. 44 do CP, nos termos do voto do relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796158.
Supremo Tribunal Federal
HC 108.523 / MS
Gilmar Mendes, DJe nº 171, publicado em 06.09.2011).
Ordem parcialmente concedida para determinar ao TRF da 3ª
Região que realize nova dosimetria da pena, reaprecie o regime inicial de
cumprimento de pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 3º,
do Código Penal, e avalie a possibilidade de conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos previstos no
art. 44 do CP.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder parcialmente, a
ordem de habeas corpus, para determinar ao Tribunal Regional Federal da
3ª Região que proceda a nova individualização da pena observando-se a
adequada motivação do quantum de redução da pena previsto no art. 33, §
4º, da Lei n. 11.343/2006. Determinando ainda, de ofício, que, fixada a
pena definitiva, o TRF da 3ª Região delibere sobre o regime inicial de
cumprimento da pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 3º,
do Código Penal, bem como sobre a possibilidade de conversão da pena
privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos
dispostos no art. 44 do CP, nos termos do voto do relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de MIGUEL
ANDRES ARAUZ MANJON contra acórdão proferido pelo Superior
Tribunal de Justiça nos autos do Agravo Regimental no Recurso Especial
nº 1.134.513-MS.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante e,
posteriormente, condenado à pena de 3 anos e 9 meses de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33,
caput, da Lei 11.343/06).
Em sede de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região
negou provimento ao recurso defensivo e deu provimento ao apelo
ministerial para “reconhecer as causas de aumento de pena previstas no artigo
40, incisos I e III, da Lei 11.343/2006, bem como para fixar a fração da causa de
diminuição da pena prevista no artigo 33, §4º, da mesma Lei, no mínimo legal,
restando a pena ao final fixada em 5 (cinco) anos de reclusão, a ser cumprida no
regime inicialmente fechado”.
Inconformada, a defesa interpôs recurso especial, que foi desprovido
pelo STJ.
Sobreveio então o presente habeas corpus, no qual a impetrante
requer: (a) a fixação da pena-base no mínimo legal; (b) o afastamento da
causa de aumento de pena decorrente do uso de transporte público para
o tráfico (art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006); e (c) a aplicação da minorante
prevista do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo.
Para tanto, alega que “para a configuração da causa de aumento em
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798527.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de MIGUEL
ANDRES ARAUZ MANJON contra acórdão proferido pelo Superior
Tribunal de Justiça nos autos do Agravo Regimental no Recurso Especial
nº 1.134.513-MS.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante e,
posteriormente, condenado à pena de 3 anos e 9 meses de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33,
caput, da Lei 11.343/06).
Em sede de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região
negou provimento ao recurso defensivo e deu provimento ao apelo
ministerial para “reconhecer as causas de aumento de pena previstas no artigo
40, incisos I e III, da Lei 11.343/2006, bem como para fixar a fração da causa de
diminuição da pena prevista no artigo 33, §4º, da mesma Lei, no mínimo legal,
restando a pena ao final fixada em 5 (cinco) anos de reclusão, a ser cumprida no
regime inicialmente fechado”.
Inconformada, a defesa interpôs recurso especial, que foi desprovido
pelo STJ.
Sobreveio então o presente habeas corpus, no qual a impetrante
requer: (a) a fixação da pena-base no mínimo legal; (b) o afastamento da
causa de aumento de pena decorrente do uso de transporte público para
o tráfico (art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006); e (c) a aplicação da minorante
prevista do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo.
Para tanto, alega que “para a configuração da causa de aumento em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
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Relatório
HC 108.523 / MS
questão [art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/2006] deve estar presente a
manifestação livre e consciente da vontade do agente – dolo direto - nos termos do
art. 18 do Código Penal, o que não restou demonstrado posto que o paciente não
tinha no momento da ação conhecimento de que o transporte da empresa
andorinha tratava-se de transporte público”.
Sustenta, ainda, que o paciente preenche todos os requisitos
previstos no art. 33, §4º, da Lei nº 11.343/2006, razão pela qual a causa de
diminuição de pena deveria ter sido aplicada em seu patamar máximo.
Indeferi o pedido de liminar e o Ministério Público Federal opinou
pela concessão parcial da ordem.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798527.
Supremo Tribunal Federal
HC 108.523 / MS
questão [art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/2006] deve estar presente a
manifestação livre e consciente da vontade do agente – dolo direto - nos termos do
art. 18 do Código Penal, o que não restou demonstrado posto que o paciente não
tinha no momento da ação conhecimento de que o transporte da empresa
andorinha tratava-se de transporte público”.
Sustenta, ainda, que o paciente preenche todos os requisitos
previstos no art. 33, §4º, da Lei nº 11.343/2006, razão pela qual a causa de
diminuição de pena deveria ter sido aplicada em seu patamar máximo.
Indeferi o pedido de liminar e o Ministério Público Federal opinou
pela concessão parcial da ordem.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798527.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): No que diz
respeito ao estabelecimento da pena-base, verifico que a fixação acima do
mínimo legal decorreu da quantidade e da natureza da droga apreendida
na posse do ora paciente, fundamentação esta suficiente à majoração da
pena.
Já no tocante à causa de pedir relativa à majorante prevista no art.
40, inc. III, da Lei nº 11.343/2006, é sedimentado o entendimento desta
Corte no sentido de que a simples utilização de transporte público para a
circulação da substância entorpecente ilícita é motivo suficiente para a
aplicação da referida causa de aumento de pena (dentre outros, HC
107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de 25.04.2011).
Assim, tendo em vista que está consignado nos autos que “as drogas
estavam acondicionadas na bagagem do réu (...), conforme bilhete de passagem
rodoviário, comprovante de bagagem e da própria declaração do réu, que
embarcou na Bolívia com destino a São Paulo”, é imperiosa a incidência da
causa de aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/06.
Em relação ao pleito inerente à aplicação da causa de diminuição
prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, é da jurisprudência deste
Tribunal que “o magistrado não está obrigado a aplicar tal causa de diminuição
em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal
benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no ‘quantum’ reputado
adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto” (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011).
Não obstante a referida autonomia do magistrado, é indubitável que
a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente fundamentada
e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em outras fases da
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798528.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): No que diz
respeito ao estabelecimento da pena-base, verifico que a fixação acima do
mínimo legal decorreu da quantidade e da natureza da droga apreendida
na posse do ora paciente, fundamentação esta suficiente à majoração da
pena.
Já no tocante à causa de pedir relativa à majorante prevista no art.
40, inc. III, da Lei nº 11.343/2006, é sedimentado o entendimento desta
Corte no sentido de que a simples utilização de transporte público para a
circulação da substância entorpecente ilícita é motivo suficiente para a
aplicação da referida causa de aumento de pena (dentre outros, HC
107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de 25.04.2011).
Assim, tendo em vista que está consignado nos autos que “as drogas
estavam acondicionadas na bagagem do réu (...), conforme bilhete de passagem
rodoviário, comprovante de bagagem e da própria declaração do réu, que
embarcou na Bolívia com destino a São Paulo”, é imperiosa a incidência da
causa de aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/06.
Em relação ao pleito inerente à aplicação da causa de diminuição
prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, é da jurisprudência deste
Tribunal que “o magistrado não está obrigado a aplicar tal causa de diminuição
em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal
benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no ‘quantum’ reputado
adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto” (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011).
Não obstante a referida autonomia do magistrado, é indubitável que
a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente fundamentada
e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em outras fases da
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
HC 108.523 / MS
dosimetria da pena.
Nesse ponto, verifico que o magistrado sentenciante e o TRF da 3ª
Região utilizaram a quantidade (2,128 kg) e a natureza da droga traficada
(cocaína) como fundamentos tanto para a fixação da pena-base acima do
mínimo legal (1ª fase da dosimetria) quanto para deixar de aplicar a causa
de diminuição no patamar máximo, motivação esta considerada inidônea
pela jurisprudência desta Segunda Turma, da qual destaco:
“A quantidade e a qualidade de droga apreendida são
circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei
11.343/2006, sendo impróprio invocá-las por ocasião de escolha
do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de bis
in idem” (HC 108.513/RS, rel. min. Gilmar Mendes, DJe nº 171,
publicado em 06.09.2011).
Por todo o exposto, voto pela concessão parcial da ordem para
determinar ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região que proceda a nova
individualização da pena observando-se a adequada motivação do
quantum de redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei n.
11.343/2006.
Determino ainda, de ofício, que, fixada a pena definitiva, o TRF da 3ª
Região delibere sobre o regime inicial de cumprimento da pena segundo
os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, bem como
sobre a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em
restritiva de direito conforme os requisitos dispostos no art. 44 do CP.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.523 / MS
dosimetria da pena.
Nesse ponto, verifico que o magistrado sentenciante e o TRF da 3ª
Região utilizaram a quantidade (2,128 kg) e a natureza da droga traficada
(cocaína) como fundamentos tanto para a fixação da pena-base acima do
mínimo legal (1ª fase da dosimetria) quanto para deixar de aplicar a causa
de diminuição no patamar máximo, motivação esta considerada inidônea
pela jurisprudência desta Segunda Turma, da qual destaco:
“A quantidade e a qualidade de droga apreendida são
circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei
11.343/2006, sendo impróprio invocá-las por ocasião de escolha
do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de bis
in idem” (HC 108.513/RS, rel. min. Gilmar Mendes, DJe nº 171,
publicado em 06.09.2011).
Por todo o exposto, voto pela concessão parcial da ordem para
determinar ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região que proceda a nova
individualização da pena observando-se a adequada motivação do
quantum de redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei n.
11.343/2006.
Determino ainda, de ofício, que, fixada a pena definitiva, o TRF da 3ª
Região delibere sobre o regime inicial de cumprimento da pena segundo
os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, bem como
sobre a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em
restritiva de direito conforme os requisitos dispostos no art. 44 do CP.
É como voto.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu acompanho o Relator e entendo, também, que a dosimetria
relativa ao artigo 33, § 4º, da Lei 11.343 integra-se no poder discricionário
do magistrado, salvo quando haja um equívoco como foi apontado pelo
eminente Relator neste caso.
Acompanho, portanto, Sua Excelência para deferir parcialmente a
ordem com os consectários que o Ministro Joaquim assentou em seu voto.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu acompanho o Relator e entendo, também, que a dosimetria
relativa ao artigo 33, § 4º, da Lei 11.343 integra-se no poder discricionário
do magistrado, salvo quando haja um equívoco como foi apontado pelo
eminente Relator neste caso.
Acompanho, portanto, Sua Excelência para deferir parcialmente a
ordem com os consectários que o Ministro Joaquim assentou em seu voto.
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.523
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S) : MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem parcialmente concedida para determinar ao
Tribunal Regional Federal da 3ª Região que proceda a nova
individualização da pena observando-se a adequada motivação do
quantum de redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei n.
11.343/2006. Determinado ainda, de ofício, que, fixada a pena
definitiva, o TRF da 3ª Região delibere sobre o regime inicial de
cumprimento da pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§
2º e 3º, do Código Penal, bem como sobre a possibilidade de
conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito
conforme os requisitos dispostos no art. 44 do CP, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.523
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S) : MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem parcialmente concedida para determinar ao
Tribunal Regional Federal da 3ª Região que proceda a nova
individualização da pena observando-se a adequada motivação do
quantum de redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei n.
11.343/2006. Determinado ainda, de ofício, que, fixada a pena
definitiva, o TRF da 3ª Região delibere sobre o regime inicial de
cumprimento da pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§
2º e 3º, do Código Penal, bem como sobre a possibilidade de
conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito
conforme os requisitos dispostos no art. 44 do CP, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1815356
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-14T00:00:00
|
Ordem parcialmente concedida para determinar ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região que proceda a nova individualização da pena observando-se a adequada motivação do quantum de redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. Determinado ainda, de ofício, que, fixada a pena definitiva, o TRF da 3ª Região delibere sobre o regime inicial de cumprimento da pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, bem como sobre a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos dispostos no art. 44 do CP, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Utilização de transporte público. Incidência da causa de aumento prevista no art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/06. Fixação do quantum relativo à causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º da Lei nº 11.343/06. Necessidade de fundamentação idônea. Inocorrência. Ordem parcialmente concedida.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a simples utilização de transporte público para a circulação da substância entorpecente ilícita já é motivo suficiente para a aplicação da causa de aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei nº 11.343/2006 (dentre outros, HC 107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de 25.04.2011).
O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4° do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena autonomia para aplicar a redução no ‘quantum’ reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto” (HC 99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011).
Contudo, a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente fundamentada e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em outras fases da dosimetria da pena.
Como se sabe, “a quantidade e a qualidade de droga apreendida são circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá-las por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de bis in idem” (HC 108.513/RS, rel. min. Gilmar Mendes, DJe nº 171, publicado em 06.09.2011).
Ordem parcialmente concedida para determinar ao TRF da 3ª Região que realize nova dosimetria da pena, reaprecie o regime inicial de cumprimento de pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, e avalie a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos previstos no art. 44 do CP.
|
sjur205868
|
- Acórdãos citados: HC 99440, HC 107274, HC 108513.
- Veja REsp 1134513 AgR do STJ.
Número de páginas: 8.
Análise: 19/03/2012, MMR.
Revisão: 20/03/2012, KBP.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
108523
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00033 PAR-00002 PAR-00003 ART-00044\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 ART-00040 INC-00003\r\n ART-00042 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 108523
|
[
""
] |
PACTE.(S) : MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Utilização de
transporte público. Incidência da causa de aumento prevista no art. 40,
inc. III, da Lei n 11.343/06. Fixação do quantum relativo à causa de
diminuição de pena prevista no art. 33, § 4... da Lei n 11.343/06.
Necessidade de fundamentação idônea. Inocorrência. Ordem
parcialmente concedida.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a simples
utilização de transporte público para a circulação da substância
entorpecente ilícita já é motivo suficiente para a aplicação da causa de
aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei n 11.343/2006 (dentre
outros, HC 107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de
25.04.2011).
O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição
prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 em seu patamar máximo
quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo
plena autonomia para aplicar a redução no ‘quantum’ reputado
adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto” (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011).
Contudo, a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente
fundamentada e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em
outras fases da dosimetria da pena.
Como se sabe, “a quantidade e a qualidade de droga apreendida são
circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo
impróprio invocá-las por ocasião de escolha do fator de redução previsto
no § 4... do art. 33, sob pena de bis in idem” (HC 108.513/RS, rel. min.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
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Ementa e Acórdão
HC 108.523 / MS
Gilmar Mendes, DJe n 171, publicado em 06.09.2011).
Ordem parcialmente concedida para determinar ao TRF da 3...
Região que realize nova dosimetria da pena, reaprecie o regime inicial de
cumprimento de pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2... e 3...,
do Código Penal, e avalie a possibilidade de conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos previstos no
art. 44 do Código Penal Brasileiro.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder parcialmente, a
ordem de habeas corpus, para determinar ao Tribunal Regional Federal da
3... Região que proceda a nova individualização da pena observando-se a
adequada motivação do quantum de redução da pena previsto no art. 33, §
4..., da Lei n. 11.343/2006. Determinando ainda, de ofício, que, fixada a
pena definitiva, o TRF da 3... Região delibere sobre o regime inicial de
cumprimento da pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2... e 3...,
do Código Penal, bem como sobre a possibilidade de conversão da pena
privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos
dispostos no art. 44 do Código Penal Brasileiro, nos termos do voto do relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.523 / MS
Gilmar Mendes, DJe n 171, publicado em 06.09.2011).
Ordem parcialmente concedida para determinar ao TRF da 3...
Região que realize nova dosimetria da pena, reaprecie o regime inicial de
cumprimento de pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2... e 3...,
do Código Penal, e avalie a possibilidade de conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos previstos no
art. 44 do Código Penal Brasileiro.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder parcialmente, a
ordem de habeas corpus, para determinar ao Tribunal Regional Federal da
3... Região que proceda a nova individualização da pena observando-se a
adequada motivação do quantum de redução da pena previsto no art. 33, §
4..., da Lei n. 11.343/2006. Determinando ainda, de ofício, que, fixada a
pena definitiva, o TRF da 3... Região delibere sobre o regime inicial de
cumprimento da pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§ 2... e 3...,
do Código Penal, bem como sobre a possibilidade de conversão da pena
privativa de liberdade em restritiva de direito conforme os requisitos
dispostos no art. 44 do Código Penal Brasileiro, nos termos do voto do relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de MIGUEL
ANDRES ARAUZ MANJON contra acórdão proferido pelo Superior
Tribunal de Justiça nos autos do Agravo Regimental no Recurso Especial
n 1.134.513-MS.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante e,
posteriormente, condenado à pena de 3 anos e 9 meses de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33,
caput, da Lei 11.343/06).
Em sede de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3... Região
negou provimento ao recurso defensivo e deu provimento ao apelo
ministerial para “reconhecer as causas de aumento de pena previstas no artigo
40, incisos I e III, da Lei 11.343/2006, bem como para fixar a fração da causa de
diminuição da pena prevista no artigo 33, §4..., da mesma Lei, no mínimo legal,
restando a pena ao final fixada em 5 (cinco) anos de reclusão, a ser cumprida no
regime inicialmente fechado”.
Inconformada, a defesa interpôs recurso especial, que foi desprovido
pelo Superior Tribunal de Justiça.
Sobreveio então o presente habeas corpus, no qual a impetrante
requer: (a) a fixação da pena-base no mínimo legal; (b) o afastamento da
causa de aumento de pena decorrente do uso de transporte público para
o tráfico (art. 40, III, da Lei n 11.343/2006); e (c) a aplicação da minorante
prevista do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 em seu patamar máximo.
Para tanto, alega que “para a configuração da causa de aumento em
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798527.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de MIGUEL
ANDRES ARAUZ MANJON contra acórdão proferido pelo Superior
Tribunal de Justiça nos autos do Agravo Regimental no Recurso Especial
n 1.134.513-MS.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante e,
posteriormente, condenado à pena de 3 anos e 9 meses de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33,
caput, da Lei 11.343/06).
Em sede de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3... Região
negou provimento ao recurso defensivo e deu provimento ao apelo
ministerial para “reconhecer as causas de aumento de pena previstas no artigo
40, incisos I e III, da Lei 11.343/2006, bem como para fixar a fração da causa de
diminuição da pena prevista no artigo 33, §4..., da mesma Lei, no mínimo legal,
restando a pena ao final fixada em 5 (cinco) anos de reclusão, a ser cumprida no
regime inicialmente fechado”.
Inconformada, a defesa interpôs recurso especial, que foi desprovido
pelo Superior Tribunal de Justiça.
Sobreveio então o presente habeas corpus, no qual a impetrante
requer: (a) a fixação da pena-base no mínimo legal; (b) o afastamento da
causa de aumento de pena decorrente do uso de transporte público para
o tráfico (art. 40, III, da Lei n 11.343/2006); e (c) a aplicação da minorante
prevista do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 em seu patamar máximo.
Para tanto, alega que “para a configuração da causa de aumento em
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Relatório
HC 108.523 / MS
questão [art. 40, inc. III, da Lei n 11.343/2006] deve estar presente a
manifestação livre e consciente da vontade do agente – dolo direto - nos termos do
art. 18 do Código Penal, o que não restou demonstrado posto que o paciente não
tinha no momento da ação conhecimento de que o transporte da empresa
andorinha tratava-se de transporte público”.
Sustenta, ainda, que o paciente preenche todos os requisitos
previstos no art. 33, §4..., da Lei n 11.343/2006, razão pela qual a causa de
diminuição de pena deveria ter sido aplicada em seu patamar máximo.
Indeferi o pedido de liminar e o Ministério Público Federal opinou
pela concessão parcial da ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.523 / MS
questão [art. 40, inc. III, da Lei n 11.343/2006] deve estar presente a
manifestação livre e consciente da vontade do agente – dolo direto - nos termos do
art. 18 do Código Penal, o que não restou demonstrado posto que o paciente não
tinha no momento da ação conhecimento de que o transporte da empresa
andorinha tratava-se de transporte público”.
Sustenta, ainda, que o paciente preenche todos os requisitos
previstos no art. 33, §4..., da Lei n 11.343/2006, razão pela qual a causa de
diminuição de pena deveria ter sido aplicada em seu patamar máximo.
Indeferi o pedido de liminar e o Ministério Público Federal opinou
pela concessão parcial da ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): No que diz
respeito ao estabelecimento da pena-base, verifico que a fixação acima do
mínimo legal decorreu da quantidade e da natureza da droga apreendida
na posse do ora paciente, fundamentação esta suficiente à majoração da
pena.
Já no tocante à causa de pedir relativa à majorante prevista no art.
40, inc. III, da Lei n 11.343/2006, é sedimentado o entendimento desta
Corte no sentido de que a simples utilização de transporte público para a
circulação da substância entorpecente ilícita é motivo suficiente para a
aplicação da referida causa de aumento de pena (dentre outros, HC
107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de 25.04.2011).
Assim, tendo em vista que está consignado nos autos que “as drogas
estavam acondicionadas na bagagem do réu (...), conforme bilhete de passagem
rodoviário, comprovante de bagagem e da própria declaração do réu, que
embarcou na Bolívia com destino a São Paulo”, é imperiosa a incidência da
causa de aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei n 11.343/06.
Em relação ao pleito inerente à aplicação da causa de diminuição
prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, é da jurisprudência deste
Tribunal que “o magistrado não está obrigado a aplicar tal causa de diminuição
em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal
benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no ‘quantum’ reputado
adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto” (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011).
Não obstante a referida autonomia do magistrado, é indubitável que
a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente fundamentada
e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em outras fases da
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): No que diz
respeito ao estabelecimento da pena-base, verifico que a fixação acima do
mínimo legal decorreu da quantidade e da natureza da droga apreendida
na posse do ora paciente, fundamentação esta suficiente à majoração da
pena.
Já no tocante à causa de pedir relativa à majorante prevista no art.
40, inc. III, da Lei n 11.343/2006, é sedimentado o entendimento desta
Corte no sentido de que a simples utilização de transporte público para a
circulação da substância entorpecente ilícita é motivo suficiente para a
aplicação da referida causa de aumento de pena (dentre outros, HC
107.274/MS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe-075 de 25.04.2011).
Assim, tendo em vista que está consignado nos autos que “as drogas
estavam acondicionadas na bagagem do réu (...), conforme bilhete de passagem
rodoviário, comprovante de bagagem e da própria declaração do réu, que
embarcou na Bolívia com destino a São Paulo”, é imperiosa a incidência da
causa de aumento de pena prevista no art. 40, inc. III, da Lei n 11.343/06.
Em relação ao pleito inerente à aplicação da causa de diminuição
prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, é da jurisprudência deste
Tribunal que “o magistrado não está obrigado a aplicar tal causa de diminuição
em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal
benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no ‘quantum’ reputado
adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto” (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe-090 de 16.05.2011).
Não obstante a referida autonomia do magistrado, é indubitável que
a fixação do quantum de redução deve ser suficientemente fundamentada
e não pode utilizar os mesmos argumentos adotados em outras fases da
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
HC 108.523 / MS
dosimetria da pena.
Nesse ponto, verifico que o magistrado sentenciante e o TRF da 3...
Região utilizaram a quantidade (2,128 kg) e a natureza da droga traficada
(cocaína) como fundamentos tanto para a fixação da pena-base acima do
mínimo legal (1... fase da dosimetria) quanto para deixar de aplicar a causa
de diminuição no patamar máximo, motivação esta considerada inidônea
pela jurisprudência desta Segunda Turma, da qual destaco:
“A quantidade e a qualidade de droga apreendida são
circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei
11.343/2006, sendo impróprio invocá-las por ocasião de escolha
do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de bis
in idem” (HC 108.513/RS, rel. min. Gilmar Mendes, DJe n 171,
publicado em 06.09.2011).
Por todo o exposto, voto pela concessão parcial da ordem para
determinar ao Tribunal Regional Federal da 3... Região que proceda a nova
individualização da pena observando-se a adequada motivação do
quantum de redução da pena previsto no art. 33, § 4..., da Lei n.
11.343/2006.
Determino ainda, de ofício, que, fixada a pena definitiva, o TRF da 3...
Região delibere sobre o regime inicial de cumprimento da pena segundo
os critérios previstos no art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, bem como
sobre a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em
restritiva de direito conforme os requisitos dispostos no art. 44 do Código Penal Brasileiro.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.523 / MS
dosimetria da pena.
Nesse ponto, verifico que o magistrado sentenciante e o TRF da 3...
Região utilizaram a quantidade (2,128 kg) e a natureza da droga traficada
(cocaína) como fundamentos tanto para a fixação da pena-base acima do
mínimo legal (1... fase da dosimetria) quanto para deixar de aplicar a causa
de diminuição no patamar máximo, motivação esta considerada inidônea
pela jurisprudência desta Segunda Turma, da qual destaco:
“A quantidade e a qualidade de droga apreendida são
circunstâncias que devem ser sopesadas na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei
11.343/2006, sendo impróprio invocá-las por ocasião de escolha
do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de bis
in idem” (HC 108.513/RS, rel. min. Gilmar Mendes, DJe n 171,
publicado em 06.09.2011).
Por todo o exposto, voto pela concessão parcial da ordem para
determinar ao Tribunal Regional Federal da 3... Região que proceda a nova
individualização da pena observando-se a adequada motivação do
quantum de redução da pena previsto no art. 33, § 4..., da Lei n.
11.343/2006.
Determino ainda, de ofício, que, fixada a pena definitiva, o TRF da 3...
Região delibere sobre o regime inicial de cumprimento da pena segundo
os critérios previstos no art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, bem como
sobre a possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em
restritiva de direito conforme os requisitos dispostos no art. 44 do Código Penal Brasileiro.
É como voto.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu acompanho o Relator e entendo, também, que a dosimetria
relativa ao artigo 33, § 4..., da Lei 11.343 integra-se no poder discricionário
do magistrado, salvo quando haja um equívoco como foi apontado pelo
eminente Relator neste caso.
Acompanho, portanto, Sua Excelência para deferir parcialmente a
ordem com os consectários que o Ministro Joaquim assentou em seu voto.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.523 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu acompanho o Relator e entendo, também, que a dosimetria
relativa ao artigo 33, § 4..., da Lei 11.343 integra-se no poder discricionário
do magistrado, salvo quando haja um equívoco como foi apontado pelo
eminente Relator neste caso.
Acompanho, portanto, Sua Excelência para deferir parcialmente a
ordem com os consectários que o Ministro Joaquim assentou em seu voto.
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.523
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S) : MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem parcialmente concedida para determinar ao
Tribunal Regional Federal da 3... Região que proceda a nova
individualização da pena observando-se a adequada motivação do
quantum de redução da pena previsto no art. 33, § 4..., da Lei n.
11.343/2006. Determinado ainda, de ofício, que, fixada a pena
definitiva, o TRF da 3... Região delibere sobre o regime inicial de
cumprimento da pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§
2... e 3..., do Código Penal, bem como sobre a possibilidade de
conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito
conforme os requisitos dispostos no art. 44 do Código Penal Brasileiro, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.523
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S) : MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem parcialmente concedida para determinar ao
Tribunal Regional Federal da 3... Região que proceda a nova
individualização da pena observando-se a adequada motivação do
quantum de redução da pena previsto no art. 33, § 4..., da Lei n.
11.343/2006. Determinado ainda, de ofício, que, fixada a pena
definitiva, o TRF da 3... Região delibere sobre o regime inicial de
cumprimento da pena segundo os critérios previstos no art. 33, §§
2... e 3..., do Código Penal, bem como sobre a possibilidade de
conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito
conforme os requisitos dispostos no art. 44 do Código Penal Brasileiro, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1815356
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 108 . 523",
"HC 107 . 274 / MS",
"HC 99 . 440 / SP",
"HC 108 . 513 / RS",
"HC 108 . 523 / MS",
"HC 108 . 523 / MS",
"HABEAS CORPUS 108 . 523",
"Agravo Regimental no Recurso Especial n 1 . 134 . 513 - MS",
"HABEAS CORPUS 108 . 523",
"Agravo Regimental no Recurso Especial n 1 . 134 . 513 - MS",
"HC 108 . 523 / MS",
"HC 108 . 523 / MS",
"HABEAS CORPUS 108 . 523",
"HC 107 . 274 / MS",
"HC 99 . 440 / SP",
"HABEAS CORPUS 108 . 523",
"HC 107 . 274 / MS",
"HC 99 . 440 / SP",
"HC 108 . 523 / MS",
"HC 108 . 513 / RS",
"HC 108 . 523 / MS",
"HC 108 . 513 / RS",
"HABEAS CORPUS 108 . 523",
"HABEAS CORPUS 108 . 523",
"HABEAS CORPUS 108 . 523",
"HABEAS CORPUS 108 . 523"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 40 , inc . III , da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 33 , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 40 , inc . III , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § § 2 . . . e",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 06",
"artigo 40 , incisos I e III , da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 40 , III , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 06",
"artigo 40 , incisos I e III , da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 40 , III , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"§ 4 . . . do",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , inc . III , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 18 do Código Penal",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , inc . III , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 18 do Código Penal",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , inc . III , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 40 , inc . III , da Lei n 11 . 343 / 06",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , inc . III , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 40 , inc . III , da Lei n 11 . 343 / 06",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"2",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"Bolívia",
"São Paulo",
"MATO GROSSO DO SUL",
"Bolívia",
"São Paulo",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRF da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"TRF da 3 . . . Região",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
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"TRF da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal",
"Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
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"-",
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"ICP",
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"Brasil",
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"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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".",
".",
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"-",
"Brasil",
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"2",
".",
".",
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"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"ANDRES ARAUZ MANJON",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Ricardo Lewandowski",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Ricardo Lewandowski",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MIGUEL ANDRES ARAUZ",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MIGUEL ANDRES ARAUZ MANJON",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"25",
".",
"04",
".",
"2011",
"16",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"09",
".",
"2011",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"09",
".",
"2011",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
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"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"02",
"/",
"2012",
"25",
".",
"04",
".",
"2011",
"16",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"25",
".",
"04",
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"2011",
".",
"343",
"/",
"2006",
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".",
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"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
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"2001",
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"2012",
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"/",
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"24",
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"24",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S)
:FUNAI
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Reserva Indígena do
Vale do Javari. Desocupação. Indenização. Danos moral e material.
Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos
e provas dos autos. Precedentes.
1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame da legislação
infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas
nºs 636 e 279 desta Corte.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1846858.
Supremo Tribunal Federal
DJe 10/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S)
:FUNAI
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro
Sepúlveda Pertence
negou seguimento ao recurso
extraordinário da ora agravante, (fls. 179 a 182), com a seguinte
fundamentação:
“Cuida-se, na origem, de ação de indenização por danos
morais e materiais proposta contra a Fundação Nacional do
Índio-FUNAI e a União.
O autor alegou que fora expulso do Vale do Javari pela
FUNAI, sem que esta lhe ressarcisse o prejuízo gerado pelo
abandono forçado do seu lar.
A FUNAI apresentou contestação em que sustenta que a
Portaria 818, de 11 de dezembro de 1998, declarou a Posse
Permanente indígena da Terra Indígena Vale do Javari.
A partir daquela portaria, a FUNAI iniciou o
cadastramento dos ocupantes que moravam no local, no
entanto, ‘mesmo após todas essas tentativas, não houve possibilidade
de encontrar todos os ocupantes’.
Após, discorre sobre o histórico das disposições
normativas que garantem aos índios a posse sobre as terras que
ocupam.
A sentença de primeiro grau julgou procedente o pedido
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1878118.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S)
:FUNAI
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro
Sepúlveda Pertence
negou seguimento ao recurso
extraordinário da ora agravante, (fls. 179 a 182), com a seguinte
fundamentação:
“Cuida-se, na origem, de ação de indenização por danos
morais e materiais proposta contra a Fundação Nacional do
Índio-FUNAI e a União.
O autor alegou que fora expulso do Vale do Javari pela
FUNAI, sem que esta lhe ressarcisse o prejuízo gerado pelo
abandono forçado do seu lar.
A FUNAI apresentou contestação em que sustenta que a
Portaria 818, de 11 de dezembro de 1998, declarou a Posse
Permanente indígena da Terra Indígena Vale do Javari.
A partir daquela portaria, a FUNAI iniciou o
cadastramento dos ocupantes que moravam no local, no
entanto, ‘mesmo após todas essas tentativas, não houve possibilidade
de encontrar todos os ocupantes’.
Após, discorre sobre o histórico das disposições
normativas que garantem aos índios a posse sobre as terras que
ocupam.
A sentença de primeiro grau julgou procedente o pedido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
RE 472.106 AGR / AM
formulado pelo autor por entender que este sofreu danos
materiais, ao ser obrigado a abandonar os bens que tinha no
local da desocupação, e dano morais, relativos ao modo como
foi obrigado a abandonar a sua moradia.
O juiz ainda reconheceu que o autor ocupava o terreno
indígena de boa-fé, razão pela qual teria direito à indenização,
na forma do § 6º do art. 231 da Constituição Federal.
A FUNAI e a União interpuseram recursos para a Turma
Recursal que proferiu julgamento nos termos da ementa que
segue (f.123):
‘CONSTITUCIONAL E CIVIL. COMPETÊNCIA
DOS JUIZADOS ESPECIAIS. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS. RIBEIRINHOS.
VALE DO JAVARI. FUNAI E UNIÃO FEDERAL.
ABALO
PSICOLÓGICO.
SITUAÇÃO
DE
DESAMPARO. CABÍVEL A INDENIZAÇÃO. VALOR
MÁXIMO DOS JUIZADOS ESPECIAIS. JUROS
MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICABILIDADE.
1. Não merece acolhida a alegação de incompetência
dos Juizados Especiais Federais, pois a vedação ao
conhecimento de direitos individuais homogêneos trazida
no art. 3º, § 1º, I, da Lei n 10.259/01 é restrita às ações
coletivas.
2. O dano moral sofrido por essas pessoas é
incomensurável, especialmente quando se considera o
abalo psicológico ao deixar o local onde estavam
acostumados a viver e retirar seu sustento, ou pior, a
situação de desamparo que sofreram ao se mudar para
uma cidade grande, sem emprego, sem moradia e sem
qualquer condição digna de refazerem suas vidas.
3. Cabível, também o dano material.
4. A aplicação da taxa SELIC, que já era assente na
jurisprudência, agora está legalmente consolidada, nos
termos do artigo 406 do Código Civil.
5. Condenação em honorários advocatícios em 1% do
valor da condenação.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 472.106 AGR / AM
formulado pelo autor por entender que este sofreu danos
materiais, ao ser obrigado a abandonar os bens que tinha no
local da desocupação, e dano morais, relativos ao modo como
foi obrigado a abandonar a sua moradia.
O juiz ainda reconheceu que o autor ocupava o terreno
indígena de boa-fé, razão pela qual teria direito à indenização,
na forma do § 6º do art. 231 da Constituição Federal.
A FUNAI e a União interpuseram recursos para a Turma
Recursal que proferiu julgamento nos termos da ementa que
segue (f.123):
‘CONSTITUCIONAL E CIVIL. COMPETÊNCIA
DOS JUIZADOS ESPECIAIS. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS. RIBEIRINHOS.
VALE DO JAVARI. FUNAI E UNIÃO FEDERAL.
ABALO
PSICOLÓGICO.
SITUAÇÃO
DE
DESAMPARO. CABÍVEL A INDENIZAÇÃO. VALOR
MÁXIMO DOS JUIZADOS ESPECIAIS. JUROS
MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICABILIDADE.
1. Não merece acolhida a alegação de incompetência
dos Juizados Especiais Federais, pois a vedação ao
conhecimento de direitos individuais homogêneos trazida
no art. 3º, § 1º, I, da Lei n 10.259/01 é restrita às ações
coletivas.
2. O dano moral sofrido por essas pessoas é
incomensurável, especialmente quando se considera o
abalo psicológico ao deixar o local onde estavam
acostumados a viver e retirar seu sustento, ou pior, a
situação de desamparo que sofreram ao se mudar para
uma cidade grande, sem emprego, sem moradia e sem
qualquer condição digna de refazerem suas vidas.
3. Cabível, também o dano material.
4. A aplicação da taxa SELIC, que já era assente na
jurisprudência, agora está legalmente consolidada, nos
termos do artigo 406 do Código Civil.
5. Condenação em honorários advocatícios em 1% do
valor da condenação.
2
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Relatório
RE 472.106 AGR / AM
6. Negado provimento ao recurso da Funai e União.
7. Recurso da parte a que se dá provimento.’
FUNAI e União interpõem recursos extraordinários, a e b,
idênticos com pedido de concessão de efeito suspensivo aos
mesmos, nos termos do art. 15 da Lei 10.259/01 (o recurso
extraordinário, para os efeitos desta Lei, será processado e
julgado segundo o estabelecido nos §§ 4º e 9º do art. 14, além da
observância do Regimento).
Alegam os RREE, em suma, violação dos arts. 5º, I e II; 6º;
20, I; 37, caput; e 231, §§ 1º e 2º, todos da Constituição Federal,
além de diversos dispositivos infraconstitucionais.
Decido.
Os fundamentos dos RREE são os que seguem:
‘a) prescrição da indenização requerida, conforme o
disposto no art. 1º do Decreto 20.910/32 e no art. 1º-C da
Lei 9.494/97, uma vez que a declaração de que as terras
ocupadas pertenceriam aos povos indígenas ocorreu em
abril de 1985 e somente em julho de 2004 foi ajuizada a
ação;
b) incompetência do juizado especial federal, nos
termos do art. 301, II, do C.Pr.Civil c/c art. 3º, § 1º, I e II, da
Lei 10.259/01;
c) caracterização de direitos individuais
homogêneos, nos termos do art. 81, parágrafo único, III,
do Código de Defesa do Consumidor, o que afastaria,
também, a competência do juizado especial federal para
analisar o feito (art. 3º, § 1º, I, da Lei 10.259/01);
d) a impossibilidade jurídica do pedido, uma vez que
as terras sempre pertenceram aos povos indígenas,
podendo o autor pleitear, apenas, indenização pelas
benfeitorias;
e) incompatibilidade entre a indenização fixada e a
realidade dos fatos e ausência de dano moral;
f) os juros moratórios, quando devidos pela Fazenda
Pública, estão limitados a 6% ao ano, nos termos do art. 1º-
F da Lei 9.494/97.’
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1878118.
Supremo Tribunal Federal
RE 472.106 AGR / AM
6. Negado provimento ao recurso da Funai e União.
7. Recurso da parte a que se dá provimento.’
FUNAI e União interpõem recursos extraordinários, a e b,
idênticos com pedido de concessão de efeito suspensivo aos
mesmos, nos termos do art. 15 da Lei 10.259/01 (o recurso
extraordinário, para os efeitos desta Lei, será processado e
julgado segundo o estabelecido nos §§ 4º e 9º do art. 14, além da
observância do Regimento).
Alegam os RREE, em suma, violação dos arts. 5º, I e II; 6º;
20, I; 37, caput; e 231, §§ 1º e 2º, todos da Constituição Federal,
além de diversos dispositivos infraconstitucionais.
Decido.
Os fundamentos dos RREE são os que seguem:
‘a) prescrição da indenização requerida, conforme o
disposto no art. 1º do Decreto 20.910/32 e no art. 1º-C da
Lei 9.494/97, uma vez que a declaração de que as terras
ocupadas pertenceriam aos povos indígenas ocorreu em
abril de 1985 e somente em julho de 2004 foi ajuizada a
ação;
b) incompetência do juizado especial federal, nos
termos do art. 301, II, do C.Pr.Civil c/c art. 3º, § 1º, I e II, da
Lei 10.259/01;
c) caracterização de direitos individuais
homogêneos, nos termos do art. 81, parágrafo único, III,
do Código de Defesa do Consumidor, o que afastaria,
também, a competência do juizado especial federal para
analisar o feito (art. 3º, § 1º, I, da Lei 10.259/01);
d) a impossibilidade jurídica do pedido, uma vez que
as terras sempre pertenceram aos povos indígenas,
podendo o autor pleitear, apenas, indenização pelas
benfeitorias;
e) incompatibilidade entre a indenização fixada e a
realidade dos fatos e ausência de dano moral;
f) os juros moratórios, quando devidos pela Fazenda
Pública, estão limitados a 6% ao ano, nos termos do art. 1º-
F da Lei 9.494/97.’
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1878118.
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Relatório
RE 472.106 AGR / AM
Os temas invocados pelos recorrentes são relativos à
legislação infraconstitucional; a alegada violação dos
dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse,
indireta ou reflexa, que não enseja reexame na via do recurso
extraordinário: incide, mutatis mutandis, o princípio da
Súmula 636.
Ademais, não se questiona nos autos o fato de as terras
pertencerem a povo indígena ou de pertencer à União a
competência para fazer a demarcação das terras indígenas;
independentemente disso, o que se questiona é o direito do
recorrido de ser ressarcido pelos danos que lhe foram infligidos
pela ação da Administração Pública.
Por fim, relativamente ao item f, não houve declaração de
inconstitucionalidade de lei federal a justificar a interposição de
recurso extraordinário com fundamento na alínea b do
permissivo constitucional; o acórdão recorrido fez incidir
disposição legal posterior ao art. 1º-F da Lei 9.494/97, qual seja,
o art. 406 do Código Civil de 2002, por considerar que este
revogou aquele.
Nego seguimento aos recursos extraordinários (art. 557,
caput, C.Pr.Civil).”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“Ao contrário do que afirmou a decisão agravada, a
matéria aqui discutida prescinde da análise de legislação
infraconstitucional. Com efeito, o pedido de indenização pelos
danos sofridos em razão da desocupação das terras indígenas
tem conteúdo exclusivamente constitucional, uma vez que
previsto no artigo 231, § 6º da Lei Maior.
Assim, considerando que o mencionado dispositivo
constitucional fixa, como único bem jurídico indenizável, as
benfeitorias decorrentes da ocupação de boa-fé, excluindo-se
todos os demais, o decisum que entende ser cabível
indenização por danos morais afronta diretamente a Carta
Magna, em seu artigo 231, § 6º” (fl. 200).
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1878118.
Supremo Tribunal Federal
RE 472.106 AGR / AM
Os temas invocados pelos recorrentes são relativos à
legislação infraconstitucional; a alegada violação dos
dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse,
indireta ou reflexa, que não enseja reexame na via do recurso
extraordinário: incide, mutatis mutandis, o princípio da
Súmula 636.
Ademais, não se questiona nos autos o fato de as terras
pertencerem a povo indígena ou de pertencer à União a
competência para fazer a demarcação das terras indígenas;
independentemente disso, o que se questiona é o direito do
recorrido de ser ressarcido pelos danos que lhe foram infligidos
pela ação da Administração Pública.
Por fim, relativamente ao item f, não houve declaração de
inconstitucionalidade de lei federal a justificar a interposição de
recurso extraordinário com fundamento na alínea b do
permissivo constitucional; o acórdão recorrido fez incidir
disposição legal posterior ao art. 1º-F da Lei 9.494/97, qual seja,
o art. 406 do Código Civil de 2002, por considerar que este
revogou aquele.
Nego seguimento aos recursos extraordinários (art. 557,
caput, C.Pr.Civil).”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“Ao contrário do que afirmou a decisão agravada, a
matéria aqui discutida prescinde da análise de legislação
infraconstitucional. Com efeito, o pedido de indenização pelos
danos sofridos em razão da desocupação das terras indígenas
tem conteúdo exclusivamente constitucional, uma vez que
previsto no artigo 231, § 6º da Lei Maior.
Assim, considerando que o mencionado dispositivo
constitucional fixa, como único bem jurídico indenizável, as
benfeitorias decorrentes da ocupação de boa-fé, excluindo-se
todos os demais, o decisum que entende ser cabível
indenização por danos morais afronta diretamente a Carta
Magna, em seu artigo 231, § 6º” (fl. 200).
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Relatório
RE 472.106 AGR / AM
Aduz, também, o que se segue:
“Como visto supra, busca a parte autora indenização por
supostos danos sofridos em virtude da criação da Reserva
Indígena do Vale do Javari, que ocasionou a retirada dos
ocupantes não-índios das terras indígenas.
Tal pleito, contudo, não encontra respaldo na Carta da
República diante do que estabelece o art. 231, § 4º. Referido
dispositivo prevê, expressamente, que as terras indígenas são
inalienáveis e indisponíveis, e que os direitos sobre elas são
imprescritíveis. Denota-se, portanto, que a parte autora não
possui – nem poderá possuir – qualquer direito sobre as terras
que ocupava, visto que referido bem imóvel integra o
patrimônio indígena.
(...)
Da análise o dispositivo supramencionado, verifica-se que
o único direito advindo da ocupação de terras indígenas é a
indenização pelas benfeitorias decorrentes da posse de boa-fé,
não havendo nenhuma possibilidade de direito à indenização
por dano moral.
Frise-se que, mesmo em caso de boa-fé, a Constituição de
1988 limitou-se a reconhecer a possibilidade da existência de
dano material, pois não há como vislumbrar ofensa moral numa
relação em que o não-índio agiu de forma contrária a direitos
originários entre o índio e as terras que tradicionalmente
ocupavam” (fls. 200/201).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 472.106 AGR / AM
Aduz, também, o que se segue:
“Como visto supra, busca a parte autora indenização por
supostos danos sofridos em virtude da criação da Reserva
Indígena do Vale do Javari, que ocasionou a retirada dos
ocupantes não-índios das terras indígenas.
Tal pleito, contudo, não encontra respaldo na Carta da
República diante do que estabelece o art. 231, § 4º. Referido
dispositivo prevê, expressamente, que as terras indígenas são
inalienáveis e indisponíveis, e que os direitos sobre elas são
imprescritíveis. Denota-se, portanto, que a parte autora não
possui – nem poderá possuir – qualquer direito sobre as terras
que ocupava, visto que referido bem imóvel integra o
patrimônio indígena.
(...)
Da análise o dispositivo supramencionado, verifica-se que
o único direito advindo da ocupação de terras indígenas é a
indenização pelas benfeitorias decorrentes da posse de boa-fé,
não havendo nenhuma possibilidade de direito à indenização
por dano moral.
Frise-se que, mesmo em caso de boa-fé, a Constituição de
1988 limitou-se a reconhecer a possibilidade da existência de
dano material, pois não há como vislumbrar ofensa moral numa
relação em que o não-índio agiu de forma contrária a direitos
originários entre o índio e as terras que tradicionalmente
ocupavam” (fls. 200/201).
É o relatório.
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Ressalte-se que, em casos idênticos ao dos presentes autos, no que
tange às questões referentes à prescrição e à competência dos Juizados
Especiais, bem como no tocante ao entendimento do Tribunal de origem
acerca dos fatos ensejadores dos danos ora indenizados, a jurisprudência
desta Corte entende que esses pontos estão restritos à interpretação da
legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos,
operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes
precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ATO
DA
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA.
PRESCRIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 752.561/SC-AgR, de
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de
23/10/09).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESERVA INDÍGENA. EXCLUÍDOS DO
VALE DO JAVARI. INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAL E
MORAL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. OFENSA
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Ressalte-se que, em casos idênticos ao dos presentes autos, no que
tange às questões referentes à prescrição e à competência dos Juizados
Especiais, bem como no tocante ao entendimento do Tribunal de origem
acerca dos fatos ensejadores dos danos ora indenizados, a jurisprudência
desta Corte entende que esses pontos estão restritos à interpretação da
legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos,
operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes
precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ATO
DA
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA.
PRESCRIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 752.561/SC-AgR, de
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de
23/10/09).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESERVA INDÍGENA. EXCLUÍDOS DO
VALE DO JAVARI. INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAL E
MORAL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. OFENSA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 472.106 AGR / AM
INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
REEXAME DE PROVA. Os temas constitucionais suscitados no
apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva
pela Turma Recursal. Pelo que incidem as Súmulas 282 e 356
desta colenda Corte. Ainda que assim não fosse, haveria óbices
à apreciação do apelo extremo: Súmulas 279 e 636 do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento. Condenação da parte agravante a pagar à parte
agravada multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da
causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito do respectivo valor. Isso com lastro
no § 2º do art. 557 do Código de Processo Civil” (RE nº 473.507-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de
30/11/07).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESERVA INDÍGENA.
DESOCUPAÇÃO. DANO MATERIAL E MORAL. AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (RE nº 475.928/AM-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
15/12/06).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE
ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO - RECURSO
IMPROVIDO. - O recurso de agravo a que se referem os arts.
545 e 557, § 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os
fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O
descumprimento dessa obrigação processual, por parte do
recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele
interposto. Precedentes. - VALE DO JAVARI - Interposição de
recursos extraordinários pela União Federal e pela FUNAI -
Incognoscibilidade - Ofensa reflexa e Súmula 279/STF - Acórdão
recorrido que julgou a controvérsia com apoio em legislação
meramente ordinária e, ainda, à luz dos fatos e das provas
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 472.106 AGR / AM
INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
REEXAME DE PROVA. Os temas constitucionais suscitados no
apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva
pela Turma Recursal. Pelo que incidem as Súmulas 282 e 356
desta colenda Corte. Ainda que assim não fosse, haveria óbices
à apreciação do apelo extremo: Súmulas 279 e 636 do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento. Condenação da parte agravante a pagar à parte
agravada multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da
causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito do respectivo valor. Isso com lastro
no § 2º do art. 557 do Código de Processo Civil” (RE nº 473.507-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de
30/11/07).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESERVA INDÍGENA.
DESOCUPAÇÃO. DANO MATERIAL E MORAL. AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (RE nº 475.928/AM-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
15/12/06).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE
ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO - RECURSO
IMPROVIDO. - O recurso de agravo a que se referem os arts.
545 e 557, § 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os
fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O
descumprimento dessa obrigação processual, por parte do
recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele
interposto. Precedentes. - VALE DO JAVARI - Interposição de
recursos extraordinários pela União Federal e pela FUNAI -
Incognoscibilidade - Ofensa reflexa e Súmula 279/STF - Acórdão
recorrido que julgou a controvérsia com apoio em legislação
meramente ordinária e, ainda, à luz dos fatos e das provas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 472.106 AGR / AM
existentes nos autos” (RE nº 472.555/AM-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/06).
No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: RE nº
487.716/AM, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/6/10; RE nº
603.204/AM, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 9/3/10; RE
nº 603.207, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/11/09; e RE nº
475.893/AM, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/3/09.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 472.106 AGR / AM
existentes nos autos” (RE nº 472.555/AM-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/06).
No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: RE nº
487.716/AM, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/6/10; RE nº
603.204/AM, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 9/3/10; RE
nº 603.207, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/11/09; e RE nº
475.893/AM, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/3/09.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S) : MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S) : FUNAI
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S) : MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S) : FUNAI
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1888031
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-04-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Reserva Indígena do Vale do Javari. Desocupação. Indenização. Danos moral e material. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Precedentes.
1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame da legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur207095
|
Acórdãos citados: AI 752561 AgR, RE 473507 AgR, RE 475928 AgR, RE 472555 AgR.
Decisões monocráticas citadas: RE 487716, RE 603204, RE
603207, RE 475893.
Número de páginas: 10.
Análise: 16/04/2012, BMB.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
472106
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 472106 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S) : MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S) : FUNAI
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S)
:FUNAI
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Reserva Indígena do
Vale do Javari. Desocupação. Indenização. Danos moral e material.
Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos
e provas dos autos. Precedentes.
1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame da legislação
infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas
ns 636 e 279 desta Corte.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1846858.
Supremo Tribunal Federal
DJe 10/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S)
:FUNAI
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro
Sepúlveda Pertence
negou seguimento ao recurso
extraordinário da ora agravante, (fls. 179 a 182), com a seguinte
fundamentação:
“Cuida-se, na origem, de ação de indenização por danos
morais e materiais proposta contra a Fundação Nacional do
Índio-FUNAI e a União.
O autor alegou que fora expulso do Vale do Javari pela
FUNAI, sem que esta lhe ressarcisse o prejuízo gerado pelo
abandono forçado do seu lar.
A FUNAI apresentou contestação em que sustenta que a
Portaria 818, de 11 de dezembro de 1998, declarou a Posse
Permanente indígena da Terra Indígena Vale do Javari.
A partir daquela portaria, a FUNAI iniciou o
cadastramento dos ocupantes que moravam no local, no
entanto, ‘mesmo após todas essas tentativas, não houve possibilidade
de encontrar todos os ocupantes’.
Após, discorre sobre o histórico das disposições
normativas que garantem aos índios a posse sobre as terras que
ocupam.
A sentença de primeiro grau julgou procedente o pedido
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S)
:FUNAI
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro
Sepúlveda Pertence
negou seguimento ao recurso
extraordinário da ora agravante, (fls. 179 a 182), com a seguinte
fundamentação:
“Cuida-se, na origem, de ação de indenização por danos
morais e materiais proposta contra a Fundação Nacional do
Índio-FUNAI e a União.
O autor alegou que fora expulso do Vale do Javari pela
FUNAI, sem que esta lhe ressarcisse o prejuízo gerado pelo
abandono forçado do seu lar.
A FUNAI apresentou contestação em que sustenta que a
Portaria 818, de 11 de dezembro de 1998, declarou a Posse
Permanente indígena da Terra Indígena Vale do Javari.
A partir daquela portaria, a FUNAI iniciou o
cadastramento dos ocupantes que moravam no local, no
entanto, ‘mesmo após todas essas tentativas, não houve possibilidade
de encontrar todos os ocupantes’.
Após, discorre sobre o histórico das disposições
normativas que garantem aos índios a posse sobre as terras que
ocupam.
A sentença de primeiro grau julgou procedente o pedido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
formulado pelo autor por entender que este sofreu danos
materiais, ao ser obrigado a abandonar os bens que tinha no
local da desocupação, e dano morais, relativos ao modo como
foi obrigado a abandonar a sua moradia.
O juiz ainda reconheceu que o autor ocupava o terreno
indígena de boa-fé, razão pela qual teria direito à indenização,
na forma do § 6... do art. 231 da Constituição Federal.
A FUNAI e a União interpuseram recursos para a Turma
Recursal que proferiu julgamento nos termos da ementa que
segue (f.123):
‘CONSTITUCIONAL E CIVIL. COMPETÊNCIA
DOS JUIZADOS ESPECIAIS. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS. RIBEIRINHOS.
VALE DO JAVARI. FUNAI E UNIÃO FEDERAL.
ABALO
PSICOLÓGICO.
SITUAÇÃO
DE
DESAMPARO. CABÍVEL A INDENIZAÇÃO. VALOR
MÁXIMO DOS JUIZADOS ESPECIAIS. JUROS
MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICABILIDADE.
1. Não merece acolhida a alegação de incompetência
dos Juizados Especiais Federais, pois a vedação ao
conhecimento de direitos individuais homogêneos trazida
no art. 3..., § 1..., I, da Lei n 10.259/01 é restrita às ações
coletivas.
2. O dano moral sofrido por essas pessoas é
incomensurável, especialmente quando se considera o
abalo psicológico ao deixar o local onde estavam
acostumados a viver e retirar seu sustento, ou pior, a
situação de desamparo que sofreram ao se mudar para
uma cidade grande, sem emprego, sem moradia e sem
qualquer condição digna de refazerem suas vidas.
3. Cabível, também o dano material.
4. A aplicação da taxa SELIC, que já era assente na
jurisprudência, agora está legalmente consolidada, nos
termos do artigo 406 do Código Civil.
5. Condenação em honorários advocatícios em 1% do
valor da condenação.
2
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Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
formulado pelo autor por entender que este sofreu danos
materiais, ao ser obrigado a abandonar os bens que tinha no
local da desocupação, e dano morais, relativos ao modo como
foi obrigado a abandonar a sua moradia.
O juiz ainda reconheceu que o autor ocupava o terreno
indígena de boa-fé, razão pela qual teria direito à indenização,
na forma do § 6... do art. 231 da Constituição Federal.
A FUNAI e a União interpuseram recursos para a Turma
Recursal que proferiu julgamento nos termos da ementa que
segue (f.123):
‘CONSTITUCIONAL E CIVIL. COMPETÊNCIA
DOS JUIZADOS ESPECIAIS. INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS. RIBEIRINHOS.
VALE DO JAVARI. FUNAI E UNIÃO FEDERAL.
ABALO
PSICOLÓGICO.
SITUAÇÃO
DE
DESAMPARO. CABÍVEL A INDENIZAÇÃO. VALOR
MÁXIMO DOS JUIZADOS ESPECIAIS. JUROS
MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICABILIDADE.
1. Não merece acolhida a alegação de incompetência
dos Juizados Especiais Federais, pois a vedação ao
conhecimento de direitos individuais homogêneos trazida
no art. 3..., § 1..., I, da Lei n 10.259/01 é restrita às ações
coletivas.
2. O dano moral sofrido por essas pessoas é
incomensurável, especialmente quando se considera o
abalo psicológico ao deixar o local onde estavam
acostumados a viver e retirar seu sustento, ou pior, a
situação de desamparo que sofreram ao se mudar para
uma cidade grande, sem emprego, sem moradia e sem
qualquer condição digna de refazerem suas vidas.
3. Cabível, também o dano material.
4. A aplicação da taxa SELIC, que já era assente na
jurisprudência, agora está legalmente consolidada, nos
termos do artigo 406 do Código Civil.
5. Condenação em honorários advocatícios em 1% do
valor da condenação.
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Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
6. Negado provimento ao recurso da Funai e União.
7. Recurso da parte a que se dá provimento.’
FUNAI e União interpõem recursos extraordinários, a e b,
idênticos com pedido de concessão de efeito suspensivo aos
mesmos, nos termos do art. 15 da Lei 10.259/01 (o recurso
extraordinário, para os efeitos desta Lei, será processado e
julgado segundo o estabelecido nos §§ 4... e 9... do art. 14, além da
observância do Regimento).
Alegam os RREE, em suma, violação dos arts. 5..., I e II; 6...;
20, I; 37, caput; e 231, §§ 1... e 2..., todos da Constituição Federal,
além de diversos dispositivos infraconstitucionais.
Decido.
Os fundamentos dos RREE são os que seguem:
‘a) prescrição da indenização requerida, conforme o
disposto no art. 1... do Decreto 20.910/32 e no art. 1...-C da
Lei 9.494/97, uma vez que a declaração de que as terras
ocupadas pertenceriam aos povos indígenas ocorreu em
abril de 1985 e somente em julho de 2004 foi ajuizada a
ação;
b) incompetência do juizado especial federal, nos
termos do art. 301, II, do C.Pr.Civil c/c art. 3..., § 1..., I e II, da
Lei 10.259/01;
c) caracterização de direitos individuais
homogêneos, nos termos do art. 81, parágrafo único, III,
do Código de Defesa do Consumidor, o que afastaria,
também, a competência do juizado especial federal para
analisar o feito (art. 3..., § 1..., I, da Lei 10.259/01);
d) a impossibilidade jurídica do pedido, uma vez que
as terras sempre pertenceram aos povos indígenas,
podendo o autor pleitear, apenas, indenização pelas
benfeitorias;
e) incompatibilidade entre a indenização fixada e a
realidade dos fatos e ausência de dano moral;
f) os juros moratórios, quando devidos pela Fazenda
Pública, estão limitados a 6% ao ano, nos termos do art. 1...-
F da Lei 9.494/97.’
3
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6. Negado provimento ao recurso da Funai e União.
7. Recurso da parte a que se dá provimento.’
FUNAI e União interpõem recursos extraordinários, a e b,
idênticos com pedido de concessão de efeito suspensivo aos
mesmos, nos termos do art. 15 da Lei 10.259/01 (o recurso
extraordinário, para os efeitos desta Lei, será processado e
julgado segundo o estabelecido nos §§ 4... e 9... do art. 14, além da
observância do Regimento).
Alegam os RREE, em suma, violação dos arts. 5..., I e II; 6...;
20, I; 37, caput; e 231, §§ 1... e 2..., todos da Constituição Federal,
além de diversos dispositivos infraconstitucionais.
Decido.
Os fundamentos dos RREE são os que seguem:
‘a) prescrição da indenização requerida, conforme o
disposto no art. 1... do Decreto 20.910/32 e no art. 1...-C da
Lei 9.494/97, uma vez que a declaração de que as terras
ocupadas pertenceriam aos povos indígenas ocorreu em
abril de 1985 e somente em julho de 2004 foi ajuizada a
ação;
b) incompetência do juizado especial federal, nos
termos do art. 301, II, do C.Pr.Civil c/c art. 3..., § 1..., I e II, da
Lei 10.259/01;
c) caracterização de direitos individuais
homogêneos, nos termos do art. 81, parágrafo único, III,
do Código de Defesa do Consumidor, o que afastaria,
também, a competência do juizado especial federal para
analisar o feito (art. 3..., § 1..., I, da Lei 10.259/01);
d) a impossibilidade jurídica do pedido, uma vez que
as terras sempre pertenceram aos povos indígenas,
podendo o autor pleitear, apenas, indenização pelas
benfeitorias;
e) incompatibilidade entre a indenização fixada e a
realidade dos fatos e ausência de dano moral;
f) os juros moratórios, quando devidos pela Fazenda
Pública, estão limitados a 6% ao ano, nos termos do art. 1...-
F da Lei 9.494/97.’
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
Os temas invocados pelos recorrentes são relativos à
legislação infraconstitucional; a alegada violação dos
dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse,
indireta ou reflexa, que não enseja reexame na via do recurso
extraordinário: incide, mutatis mutandis, o princípio da
Súmula 636.
Ademais, não se questiona nos autos o fato de as terras
pertencerem a povo indígena ou de pertencer à União a
competência para fazer a demarcação das terras indígenas;
independentemente disso, o que se questiona é o direito do
recorrido de ser ressarcido pelos danos que lhe foram infligidos
pela ação da Administração Pública.
Por fim, relativamente ao item f, não houve declaração de
inconstitucionalidade de lei federal a justificar a interposição de
recurso extraordinário com fundamento na alínea b do
permissivo constitucional; o acórdão recorrido fez incidir
disposição legal posterior ao art. 1...-F da Lei 9.494/97, qual seja,
o art. 406 do Código Civil de 2002, por considerar que este
revogou aquele.
Nego seguimento aos recursos extraordinários (art. 557,
caput, C.Pr.Civil).”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“Ao contrário do que afirmou a decisão agravada, a
matéria aqui discutida prescinde da análise de legislação
infraconstitucional. Com efeito, o pedido de indenização pelos
danos sofridos em razão da desocupação das terras indígenas
tem conteúdo exclusivamente constitucional, uma vez que
previsto no artigo 231, § 6... da Lei Maior.
Assim, considerando que o mencionado dispositivo
constitucional fixa, como único bem jurídico indenizável, as
benfeitorias decorrentes da ocupação de boa-fé, excluindo-se
todos os demais, o decisum que entende ser cabível
indenização por danos morais afronta diretamente a Carta
Magna, em seu artigo 231, § 6...” (fl. 200).
4
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Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
Os temas invocados pelos recorrentes são relativos à
legislação infraconstitucional; a alegada violação dos
dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse,
indireta ou reflexa, que não enseja reexame na via do recurso
extraordinário: incide, mutatis mutandis, o princípio da
Súmula 636.
Ademais, não se questiona nos autos o fato de as terras
pertencerem a povo indígena ou de pertencer à União a
competência para fazer a demarcação das terras indígenas;
independentemente disso, o que se questiona é o direito do
recorrido de ser ressarcido pelos danos que lhe foram infligidos
pela ação da Administração Pública.
Por fim, relativamente ao item f, não houve declaração de
inconstitucionalidade de lei federal a justificar a interposição de
recurso extraordinário com fundamento na alínea b do
permissivo constitucional; o acórdão recorrido fez incidir
disposição legal posterior ao art. 1...-F da Lei 9.494/97, qual seja,
o art. 406 do Código Civil de 2002, por considerar que este
revogou aquele.
Nego seguimento aos recursos extraordinários (art. 557,
caput, C.Pr.Civil).”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“Ao contrário do que afirmou a decisão agravada, a
matéria aqui discutida prescinde da análise de legislação
infraconstitucional. Com efeito, o pedido de indenização pelos
danos sofridos em razão da desocupação das terras indígenas
tem conteúdo exclusivamente constitucional, uma vez que
previsto no artigo 231, § 6... da Lei Maior.
Assim, considerando que o mencionado dispositivo
constitucional fixa, como único bem jurídico indenizável, as
benfeitorias decorrentes da ocupação de boa-fé, excluindo-se
todos os demais, o decisum que entende ser cabível
indenização por danos morais afronta diretamente a Carta
Magna, em seu artigo 231, § 6...” (fl. 200).
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
Aduz, também, o que se segue:
“Como visto supra, busca a parte autora indenização por
supostos danos sofridos em virtude da criação da Reserva
Indígena do Vale do Javari, que ocasionou a retirada dos
ocupantes não-índios das terras indígenas.
Tal pleito, contudo, não encontra respaldo na Carta da
República diante do que estabelece o art. 231, § 4.... Referido
dispositivo prevê, expressamente, que as terras indígenas são
inalienáveis e indisponíveis, e que os direitos sobre elas são
imprescritíveis. Denota-se, portanto, que a parte autora não
possui – nem poderá possuir – qualquer direito sobre as terras
que ocupava, visto que referido bem imóvel integra o
patrimônio indígena.
(...)
Da análise o dispositivo supramencionado, verifica-se que
o único direito advindo da ocupação de terras indígenas é a
indenização pelas benfeitorias decorrentes da posse de boa-fé,
não havendo nenhuma possibilidade de direito à indenização
por dano moral.
Frise-se que, mesmo em caso de boa-fé, a Constituição de
1988 limitou-se a reconhecer a possibilidade da existência de
dano material, pois não há como vislumbrar ofensa moral numa
relação em que o não-índio agiu de forma contrária a direitos
originários entre o índio e as terras que tradicionalmente
ocupavam” (fls. 200/201).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
Aduz, também, o que se segue:
“Como visto supra, busca a parte autora indenização por
supostos danos sofridos em virtude da criação da Reserva
Indígena do Vale do Javari, que ocasionou a retirada dos
ocupantes não-índios das terras indígenas.
Tal pleito, contudo, não encontra respaldo na Carta da
República diante do que estabelece o art. 231, § 4.... Referido
dispositivo prevê, expressamente, que as terras indígenas são
inalienáveis e indisponíveis, e que os direitos sobre elas são
imprescritíveis. Denota-se, portanto, que a parte autora não
possui – nem poderá possuir – qualquer direito sobre as terras
que ocupava, visto que referido bem imóvel integra o
patrimônio indígena.
(...)
Da análise o dispositivo supramencionado, verifica-se que
o único direito advindo da ocupação de terras indígenas é a
indenização pelas benfeitorias decorrentes da posse de boa-fé,
não havendo nenhuma possibilidade de direito à indenização
por dano moral.
Frise-se que, mesmo em caso de boa-fé, a Constituição de
1988 limitou-se a reconhecer a possibilidade da existência de
dano material, pois não há como vislumbrar ofensa moral numa
relação em que o não-índio agiu de forma contrária a direitos
originários entre o índio e as terras que tradicionalmente
ocupavam” (fls. 200/201).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Ressalte-se que, em casos idênticos ao dos presentes autos, no que
tange às questões referentes à prescrição e à competência dos Juizados
Especiais, bem como no tocante ao entendimento do Tribunal de origem
acerca dos fatos ensejadores dos danos ora indenizados, a jurisprudência
desta Corte entende que esses pontos estão restritos à interpretação da
legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos,
operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes
precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ATO
DA
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA.
PRESCRIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 752.561/SC-AgR, de
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de
23/10/09).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESERVA INDÍGENA. EXCLUÍDOS DO
VALE DO JAVARI. INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAL E
MORAL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. OFENSA
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1846855.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106 AMAZONAS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Ressalte-se que, em casos idênticos ao dos presentes autos, no que
tange às questões referentes à prescrição e à competência dos Juizados
Especiais, bem como no tocante ao entendimento do Tribunal de origem
acerca dos fatos ensejadores dos danos ora indenizados, a jurisprudência
desta Corte entende que esses pontos estão restritos à interpretação da
legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos,
operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes
precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ATO
DA
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA.
PRESCRIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 752.561/SC-AgR, de
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de
23/10/09).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESERVA INDÍGENA. EXCLUÍDOS DO
VALE DO JAVARI. INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAL E
MORAL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. OFENSA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
REEXAME DE PROVA. Os temas constitucionais suscitados no
apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva
pela Turma Recursal. Pelo que incidem as Súmulas 282 e 356
desta colenda Corte. Ainda que assim não fosse, haveria óbices
à apreciação do apelo extremo: Súmulas 279 e 636 do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento. Condenação da parte agravante a pagar à parte
agravada multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da
causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito do respectivo valor. Isso com lastro
no § 2... do art. 557 do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n 473.507-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de
30/11/07).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESERVA INDÍGENA.
DESOCUPAÇÃO. DANO MATERIAL E MORAL. AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 475.928/AM-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
15/12/06).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE
ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO - RECURSO
IMPROVIDO. - O recurso de agravo a que se referem os arts.
545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, deve infirmar todos os
fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O
descumprimento dessa obrigação processual, por parte do
recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele
interposto. Precedentes. - VALE DO JAVARI - Interposição de
recursos extraordinários pela União Federal e pela FUNAI -
Incognoscibilidade - Ofensa reflexa e Súmula 279/Supremo Tribunal Federal - Acórdão
recorrido que julgou a controvérsia com apoio em legislação
meramente ordinária e, ainda, à luz dos fatos e das provas
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1846855.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
REEXAME DE PROVA. Os temas constitucionais suscitados no
apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva
pela Turma Recursal. Pelo que incidem as Súmulas 282 e 356
desta colenda Corte. Ainda que assim não fosse, haveria óbices
à apreciação do apelo extremo: Súmulas 279 e 636 do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento. Condenação da parte agravante a pagar à parte
agravada multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da
causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito do respectivo valor. Isso com lastro
no § 2... do art. 557 do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n 473.507-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de
30/11/07).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESERVA INDÍGENA.
DESOCUPAÇÃO. DANO MATERIAL E MORAL. AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 475.928/AM-
AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
15/12/06).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE
ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO - RECURSO
IMPROVIDO. - O recurso de agravo a que se referem os arts.
545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, deve infirmar todos os
fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O
descumprimento dessa obrigação processual, por parte do
recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele
interposto. Precedentes. - VALE DO JAVARI - Interposição de
recursos extraordinários pela União Federal e pela FUNAI -
Incognoscibilidade - Ofensa reflexa e Súmula 279/Supremo Tribunal Federal - Acórdão
recorrido que julgou a controvérsia com apoio em legislação
meramente ordinária e, ainda, à luz dos fatos e das provas
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
existentes nos autos” (Recurso Extraordinário n 472.555/AM-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/06).
No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário n
487.716/AM, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/6/10; Recurso Extraordinário n
603.204/AM, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 9/3/10; Recurso Extraordinário
n 603.207, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/11/09; e Recurso Extraordinário n
475.893/AM, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/3/09.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 472.106 AGR / AM
existentes nos autos” (Recurso Extraordinário n 472.555/AM-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/06).
No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário n
487.716/AM, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/6/10; Recurso Extraordinário n
603.204/AM, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 9/3/10; Recurso Extraordinário
n 603.207, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/11/09; e Recurso Extraordinário n
475.893/AM, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/3/09.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S) : MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S) : FUNAI
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.106
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO
ADV.(A/S) : MARIA IRACEMA PEDROSA
INTDO.(A/S) : FUNAI
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472 . 106 AMAZONAS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472 . 106 AMAZONAS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472 . 106 AMAZONAS",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário 472 . 106",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"RECURSO",
"AI n 752 . 561 / SC - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472 . 106 AMAZONAS",
"AI n 752 . 561 / SC - AgR",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"Súmulas 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 473 . 507 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 475 . 928 / AM - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"Súmulas 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 473 . 507 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 475 . 928 / AM - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário n 472 . 555 / AM - AgR",
"Recurso Extraordinário n 487 . 716 / AM",
"Recurso Extraordinário n 603 . 204 / AM",
"Recurso Extraordinário n 603 . 207",
"Recurso Extraordinário n 475 . 893 / AM",
"Recurso Extraordinário 472 . 106 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário n 472 . 555 / AM - AgR",
"Recurso Extraordinário n 487 . 716 / AM",
"Recurso Extraordinário n 603 . 204 / AM",
"Recurso Extraordinário n 603 . 207",
"Recurso Extraordinário n 475 . 893 / AM",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472 . 106",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472 . 106"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria 818",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria 818",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"§ 6 . . . do art . 231 da Constituição Federal",
"art . 3 . . . , § 1 . . . , I , da Lei n 10 . 259 / 01",
"artigo 406 do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 6 . . . do art . 231 da Constituição Federal",
"art . 3 . . . , § 1 . . . , I , da Lei n 10 . 259 / 01",
"artigo 406 do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 15 da Lei 10 . 259 / 01",
"arts",
"Constituição Federal",
"art . 1 . . . do Decreto 20 . 910 / 32",
"art . 1 . . . - C da Lei 9 . 494 / 97",
"art . 301 , II , do C . Pr . Civil",
"art . 81 , parágrafo único , III , do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 3 . . . , § 1 . . . , I , da Lei 10 . 259 / 01",
"art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 15 da Lei 10 . 259 / 01",
"arts . 5 . . . , I e II ; 6 . . . ; 20 , I ; 37 , caput ; e 231 , § § 1 . . . e 2 . . . , todos da Constituição Federal",
"art . 1 . . . do Decreto 20 . 910 / 32",
"art . 1 . . . - C da Lei 9 . 494 / 97",
"art . 301 , II , do C . Pr . Civil",
"art . 3 . . . , § 1 . . . , I e II , da Lei 10 . 259 / 01",
"art . 81 , parágrafo único , III , do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 3 . . . , § 1 . . . , I , da Lei 10 . 259 / 01",
"art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97",
"art . 406 do Código Civil de 2002",
"artigo 231 , § 6 . . . da Lei Maior",
"Carta Magna",
"artigo 231 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97",
"art . 406 do Código Civil de 2002",
"artigo 231 , § 6 . . . da Lei Maior",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2",
"arts . 545 e 557 , § 1 . . . , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2 . . . do art . 557 do Código de Processo Civil",
"arts . 545 e 557 , § 1 . . . , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Reserva Indígena do Vale do Javari",
"Brasília",
"Vale do Javari",
"Terra Indígena",
"Vale do Javari",
"Vale do Javari",
"Terra Indígena Vale do Javari",
"Reserva Indígena do Vale do Javari",
"Reserva Indígena do Vale do Javari",
"AMAZONAS",
"AMAZONAS",
"AMAZONAS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNAI",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNAI",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL",
"União",
"Fundação Nacional do Índio",
"FUNAI",
"União",
"FUNAI",
"FUNAI",
"FUNAI",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNAI",
"União",
"Fundação Nacional do Índio",
"FUNAI",
"União",
"FUNAI",
"FUNAI",
"FUNAI",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"FUNAI",
"União",
"FUNAI",
"UNIÃO FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"FUNAI",
"União",
"FUNAI",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Funai",
"União",
"FUNAI",
"União",
"Fazenda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Funai",
"União",
"FUNAI",
"União",
"Fazenda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"AM",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"União",
"FUNAI",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"União Federal",
"FUNAI",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNAI",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNAI",
"PROCURADORIA",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO",
"MARIA IRACEMA PEDROSA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO",
"MARIA IRACEMA PEDROSA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO",
"MARIA IRACEMA PEDROSA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO",
"MARIA IRACEMA PEDROSA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"EDNA MAURÍCIO DO NASCIMENTO",
"MARIA IRACEMA PEDROSA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11 de dezembro de 1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11 de dezembro de 1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"abril de 1985",
"julho de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"abril de 1985",
"julho de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"23",
"/",
"10",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"23",
"/",
"10",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"15",
"/",
"12",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"15",
"/",
"12",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"9",
"/",
"06",
"24",
"/",
"6",
"/",
"10",
"9",
"/",
"3",
"/",
"10",
"17",
"/",
"11",
"/",
"09",
"25",
"/",
"3",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"9",
"24",
"/",
"6",
"/",
"10",
"9",
"/",
"3",
"/",
"10",
"17",
"/",
"11",
"/",
"09",
"25",
"/",
"3",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL
CIVIL. PRETENSÃO RECURSAL ATENDIDA PELO TRIBUNAL A QUO.
AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. PRECEDENTES. EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer dos embargos de
declaração no agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos
do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 11 de maio de 2011, dei provimento ao agravo de instrumento
e ao recurso extraordinário interpostos por Idalva Oliveira Monte Santo e
outro contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que determinou
a expedição de precatório complementar para o pagamento de valor
faltante. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“Razão jurídica assiste, em parte, ao Agravante.
10. Na espécie vertente, o Tribunal de Justiça de São Paulo
manteve decisão interlocutória proferida em execução de saldo
remanescente apurado em ação de desapropriação, que determinara “a
expedição de precatório para requisição de valor faltante” (fl. 9).
Constou no acórdão recorrido a seguinte informação:
“Processou-se o requisitório perante a Presidência do Tribunal
de Justiça de São Paulo em razão do Assento Regimental n. 195/91,
até 19.6.2000, quando publicada, no DOE, a intimação de v. decisão
normativa (de 11.5.2000), segundo a qual ‘as contas relativas à
insuficiência e complementação de depósitos deveriam ser realizadas
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 11 de maio de 2011, dei provimento ao agravo de instrumento
e ao recurso extraordinário interpostos por Idalva Oliveira Monte Santo e
outro contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que determinou
a expedição de precatório complementar para o pagamento de valor
faltante. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“Razão jurídica assiste, em parte, ao Agravante.
10. Na espécie vertente, o Tribunal de Justiça de São Paulo
manteve decisão interlocutória proferida em execução de saldo
remanescente apurado em ação de desapropriação, que determinara “a
expedição de precatório para requisição de valor faltante” (fl. 9).
Constou no acórdão recorrido a seguinte informação:
“Processou-se o requisitório perante a Presidência do Tribunal
de Justiça de São Paulo em razão do Assento Regimental n. 195/91,
até 19.6.2000, quando publicada, no DOE, a intimação de v. decisão
normativa (de 11.5.2000), segundo a qual ‘as contas relativas à
insuficiência e complementação de depósitos deveriam ser realizadas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
AI 545.790 AGR-ED / SP
no Juízo de Execução.
(...)
A r. decisão homologando cálculos com a manutenção dos juros,
determinando pagamento e expedição de precatório complementar
afinou-se com a orientação pacífica desta Eg. 6ª Câmara de Direito
Público” (grifos nossos).
O caso dos autos é anterior à edição da Emenda Constitucional
n. 37/2002, que veda a expedição de precatório complementar ou
suplementar de valor pago.
11. Quanto à alegada ofensa ao art. 100 da Constituição, o
acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que o pagamento de valor
remanescente de precatórios judiciais deve obedecer ao rito previsto no
art. 100 da Constituição, sendo indispensável a expedição de novo
precatório.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
CÁLCULO COMPLEMENTAR. Indispensabilidade de expedição de
precatório, a ser processado na forma prevista no art. 100 e parágrafos,
da Constituição, não havendo cabimento para notificação, ao Poder
Público, no sentido de que promova a complementação do pagamento
em prazo assinado pelo Juiz. Recurso extraordinário conhecido e
provido” (RE 168.019, rel. min. Ilmar Galvão, DJ de 02.08.1996).
(...)
12. Quanto aos juros fixados nos autos de desapropriação, o
acórdão recorrido divergiu parcialmente da jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal.
Este Supremo Tribunal assentou que não incidem juros
compensatórios sobre os valores parcelados com base no art. 33 do Ato
2
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AI 545.790 AGR-ED / SP
no Juízo de Execução.
(...)
A r. decisão homologando cálculos com a manutenção dos juros,
determinando pagamento e expedição de precatório complementar
afinou-se com a orientação pacífica desta Eg. 6ª Câmara de Direito
Público” (grifos nossos).
O caso dos autos é anterior à edição da Emenda Constitucional
n. 37/2002, que veda a expedição de precatório complementar ou
suplementar de valor pago.
11. Quanto à alegada ofensa ao art. 100 da Constituição, o
acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que o pagamento de valor
remanescente de precatórios judiciais deve obedecer ao rito previsto no
art. 100 da Constituição, sendo indispensável a expedição de novo
precatório.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
CÁLCULO COMPLEMENTAR. Indispensabilidade de expedição de
precatório, a ser processado na forma prevista no art. 100 e parágrafos,
da Constituição, não havendo cabimento para notificação, ao Poder
Público, no sentido de que promova a complementação do pagamento
em prazo assinado pelo Juiz. Recurso extraordinário conhecido e
provido” (RE 168.019, rel. min. Ilmar Galvão, DJ de 02.08.1996).
(...)
12. Quanto aos juros fixados nos autos de desapropriação, o
acórdão recorrido divergiu parcialmente da jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal.
Este Supremo Tribunal assentou que não incidem juros
compensatórios sobre os valores parcelados com base no art. 33 do Ato
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
AI 545.790 AGR-ED / SP
das Disposições Constitucionais Transitórias e que os juros de mora
somente são cabíveis se ocorrer atraso no pagamento das parcelas, sem
distinção quanto ao tempo de atraso.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ART. 33 DO ATO
DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS.
PARCELAMENTO DE PRECATÓRIO. NÃO INCIDÊNCIA DE
JUROS COMPENSATÓRIOS. INCIDÊNCIA DE JUROS DE
MORA NO CASO DE ATRASO NO PAGAMENTO DAS
PARCELAS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 463.349-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 18.3.2011).
(...)
13. Pelo exposto, dou provimento a este agravo, na forma art.
544, §§ 3º e 4º, do Código de Processo Civil, e, desde logo, parcial
provimento ao recurso extraordinário (art. 557, 1º-A, do Código de
Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal), para excluir da condenação a incidência dos juros
compensatórios e moratórios, salvo, em relação a esses últimos, no
caso de pagamento das parcelas sem a observância do disposto no art.
33 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Invertidos,
nesse ponto, os ônus da sucumbência, ressalvada a concessão do
benefício da justiça gratuita” (fls. 138-145).
2. Publicada essa decisão no DJe 19.5.2011 (fl. 146), opõe o Estado de
São Paulo, ora Embargante, em 27.5.2011, tempestivamente, embargos de
declaração (fls. 148-161).
3. Alega o Embargante que “a decisão embargada apresenta contradição e
obscuridade no tópico relativo à fundamentação e conclusão do tema precatório
3
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AI 545.790 AGR-ED / SP
das Disposições Constitucionais Transitórias e que os juros de mora
somente são cabíveis se ocorrer atraso no pagamento das parcelas, sem
distinção quanto ao tempo de atraso.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ART. 33 DO ATO
DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS.
PARCELAMENTO DE PRECATÓRIO. NÃO INCIDÊNCIA DE
JUROS COMPENSATÓRIOS. INCIDÊNCIA DE JUROS DE
MORA NO CASO DE ATRASO NO PAGAMENTO DAS
PARCELAS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 463.349-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 18.3.2011).
(...)
13. Pelo exposto, dou provimento a este agravo, na forma art.
544, §§ 3º e 4º, do Código de Processo Civil, e, desde logo, parcial
provimento ao recurso extraordinário (art. 557, 1º-A, do Código de
Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal), para excluir da condenação a incidência dos juros
compensatórios e moratórios, salvo, em relação a esses últimos, no
caso de pagamento das parcelas sem a observância do disposto no art.
33 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Invertidos,
nesse ponto, os ônus da sucumbência, ressalvada a concessão do
benefício da justiça gratuita” (fls. 138-145).
2. Publicada essa decisão no DJe 19.5.2011 (fl. 146), opõe o Estado de
São Paulo, ora Embargante, em 27.5.2011, tempestivamente, embargos de
declaração (fls. 148-161).
3. Alega o Embargante que “a decisão embargada apresenta contradição e
obscuridade no tópico relativo à fundamentação e conclusão do tema precatório
3
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Relatório
AI 545.790 AGR-ED / SP
complementar” (fl. 149).
Afirma que, “embora os precedentes colacionados na fundamentação sejam
no sentido da necessidade de expedição de novo precatório, na forma do artigo
100 da Constituição Federal, o recurso extraordinário não foi provido para esse
fim” e que “o provimento do recurso extraordinário também nesse ponto é
indispensável, pois o acórdão estadual está em confronto com a jurisprudência
desse Colendo Supremo Tribunal Federal” (fl. 151).
Assevera, ainda, que “a decisão agravada deve ser aclarada para que do
seu dispositivo também fique constando o provimento do recurso extraordinário
para determinar que se expeça novo precatório na forma do artigo 100 da
Constituição Federal” (fl. 160).
Requer o provimento do recurso.
É o relatório.
4
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AI 545.790 AGR-ED / SP
complementar” (fl. 149).
Afirma que, “embora os precedentes colacionados na fundamentação sejam
no sentido da necessidade de expedição de novo precatório, na forma do artigo
100 da Constituição Federal, o recurso extraordinário não foi provido para esse
fim” e que “o provimento do recurso extraordinário também nesse ponto é
indispensável, pois o acórdão estadual está em confronto com a jurisprudência
desse Colendo Supremo Tribunal Federal” (fl. 151).
Assevera, ainda, que “a decisão agravada deve ser aclarada para que do
seu dispositivo também fique constando o provimento do recurso extraordinário
para determinar que se expeça novo precatório na forma do artigo 100 da
Constituição Federal” (fl. 160).
Requer o provimento do recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Embargante.
2. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou:
“A regra nova, introduzida pela Emenda Constitucional nº 37,
de 12.06.02, não tem, em que pesem as doutas opiniões em contrário, a
amplitude que lhe empresta a Fazenda. (…) As proibições de a.
expedição de precatório complementar ou suplementar, e de b.
fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução, só têm
aplicação, portanto, para impedir a cobrança de obrigação
concomitantemente mediante expedição de precatório e sem essa
providência. (…) Como, no caso dos autos, não se dá ensejo à dupla
forma de execução (com e sem expedição de precatório, ao mesmo
tempo), possível (e necessária) a expedição de precatório
complementar” (fls. 14-16 – grifos nossos).
3. Tem-se, portanto, que a providência reclamada pelo Agravante
(expedição de precatório complementar) foi objeto de deliberação do
Tribunal a quo, que determinou de forma expressa sua realização. Assim,
por ter sido atendida sua pretensão, ao Agravante carece o interesse
recursal necessário à interposição de recurso.
Nesse sentido, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO AGRAVADA. INTERPOSIÇÃO
DE RECURSO PELA PARTE, EM FAVOR DA QUAL FOI
PROFERIDA A DECISÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Embargante.
2. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou:
“A regra nova, introduzida pela Emenda Constitucional nº 37,
de 12.06.02, não tem, em que pesem as doutas opiniões em contrário, a
amplitude que lhe empresta a Fazenda. (…) As proibições de a.
expedição de precatório complementar ou suplementar, e de b.
fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução, só têm
aplicação, portanto, para impedir a cobrança de obrigação
concomitantemente mediante expedição de precatório e sem essa
providência. (…) Como, no caso dos autos, não se dá ensejo à dupla
forma de execução (com e sem expedição de precatório, ao mesmo
tempo), possível (e necessária) a expedição de precatório
complementar” (fls. 14-16 – grifos nossos).
3. Tem-se, portanto, que a providência reclamada pelo Agravante
(expedição de precatório complementar) foi objeto de deliberação do
Tribunal a quo, que determinou de forma expressa sua realização. Assim,
por ter sido atendida sua pretensão, ao Agravante carece o interesse
recursal necessário à interposição de recurso.
Nesse sentido, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO AGRAVADA. INTERPOSIÇÃO
DE RECURSO PELA PARTE, EM FAVOR DA QUAL FOI
PROFERIDA A DECISÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 545.790 AGR-ED / SP
RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. 1. Não há interesse recursal,
quando a decisão agravada é favorável àqueles que interpõem o agravo
regimental. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
390.915-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe
30.11.2007).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A ausência de utilidade
no provimento do recurso denota a carência de interesse recursal. II -
Agravo regimental improvido” (RE 476.036-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
“Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Interesse de agir.
Ausência. Não conhecimento do recurso. Agravo regimental
improvido. É incognoscível recurso extraordinário quando falte ao
recorrente o interesse de agir” (RE 558.132-AgR, Rel. Min. Cezar
Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2009).
4. Os argumentos do Embargante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, não conheço dos embargos de declaração.
2
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AI 545.790 AGR-ED / SP
RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. 1. Não há interesse recursal,
quando a decisão agravada é favorável àqueles que interpõem o agravo
regimental. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
390.915-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe
30.11.2007).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A ausência de utilidade
no provimento do recurso denota a carência de interesse recursal. II -
Agravo regimental improvido” (RE 476.036-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
“Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Interesse de agir.
Ausência. Não conhecimento do recurso. Agravo regimental
improvido. É incognoscível recurso extraordinário quando falte ao
recorrente o interesse de agir” (RE 558.132-AgR, Rel. Min. Cezar
Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2009).
4. Os argumentos do Embargante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, não conheço dos embargos de declaração.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também peço vênia à
relatora para divergir nesses embargos declaratórios no agravo
regimental no agravo de instrumento. Descabe a conversa, mesmo porque
já houve o julgamento de agravo regimental pela Turma. Ter-se-ia a
duplicidade.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Do
regimental; é. Então, neste aqui eu mantenho como embargos.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, está bem.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Na
verdade, neste caso, eu rejeito...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eventualmente, não foi decisão monocrática de Vossa Excelência?
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Não,
mas aqui é agravo regimental.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Teríamos dois
regimentais.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas com a readequação da Ministra Cármen.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. Peço vênia
apenas para afastar a necessidade de haver prejuízo na via direta. O
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também peço vênia à
relatora para divergir nesses embargos declaratórios no agravo
regimental no agravo de instrumento. Descabe a conversa, mesmo porque
já houve o julgamento de agravo regimental pela Turma. Ter-se-ia a
duplicidade.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Do
regimental; é. Então, neste aqui eu mantenho como embargos.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, está bem.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Na
verdade, neste caso, eu rejeito...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eventualmente, não foi decisão monocrática de Vossa Excelência?
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Não,
mas aqui é agravo regimental.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Teríamos dois
regimentais.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas com a readequação da Ministra Cármen.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. Peço vênia
apenas para afastar a necessidade de haver prejuízo na via direta. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 545.790 AGR-ED / SP
vencedor também tem interesse em interpor os declaratórios para aclarar
e deixar estreme de dúvidas a decisão.
Por isso, ultrapasso a barreira de admissibilidade dos embargos.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 545.790 AGR-ED / SP
vencedor também tem interesse em interpor os declaratórios para aclarar
e deixar estreme de dúvidas a decisão.
Por isso, ultrapasso a barreira de admissibilidade dos embargos.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu dos
embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu dos
embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1812854
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-13T00:00:00
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Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu dos embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
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EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PRETENSÃO RECURSAL ATENDIDA PELO TRIBUNAL A QUO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. PRECEDENTES. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
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sjur205774
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- Acórdãos citados: RE 390915 AgR, RE 476036 AgR, RE 558132 AgR.
Número de páginas: 10.
Análise: 29/03/2012, MJC.
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CÁRMEN LÚCIA
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Primeira Turma
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545790
| null |
AI-AgR-ED
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acordaos
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AI 545790 AgR-ED
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[
""
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EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL
CIVIL. PRETENSÃO RECURSAL ATENDIDA PELO TRIBUNAL A QUO.
AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. PRECEDENTES. EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer dos embargos de
declaração no agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos
do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 11 de maio de 2011, dei provimento ao agravo de instrumento
e ao recurso extraordinário interpostos por Idalva Oliveira Monte Santo e
outro contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que determinou
a expedição de precatório complementar para o pagamento de valor
faltante. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“Razão jurídica assiste, em parte, ao Agravante.
10. Na espécie vertente, o Tribunal de Justiça de São Paulo
manteve decisão interlocutória proferida em execução de saldo
remanescente apurado em ação de desapropriação, que determinara “a
expedição de precatório para requisição de valor faltante” (fl. 9).
Constou no acórdão recorrido a seguinte informação:
“Processou-se o requisitório perante a Presidência do Tribunal
de Justiça de São Paulo em razão do Assento Regimental n. 195/91,
até 19.6.2000, quando publicada, no DOE, a intimação de v. decisão
normativa (de 11.5.2000), segundo a qual ‘as contas relativas à
insuficiência e complementação de depósitos deveriam ser realizadas
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S)
:IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 11 de maio de 2011, dei provimento ao agravo de instrumento
e ao recurso extraordinário interpostos por Idalva Oliveira Monte Santo e
outro contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que determinou
a expedição de precatório complementar para o pagamento de valor
faltante. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“Razão jurídica assiste, em parte, ao Agravante.
10. Na espécie vertente, o Tribunal de Justiça de São Paulo
manteve decisão interlocutória proferida em execução de saldo
remanescente apurado em ação de desapropriação, que determinara “a
expedição de precatório para requisição de valor faltante” (fl. 9).
Constou no acórdão recorrido a seguinte informação:
“Processou-se o requisitório perante a Presidência do Tribunal
de Justiça de São Paulo em razão do Assento Regimental n. 195/91,
até 19.6.2000, quando publicada, no DOE, a intimação de v. decisão
normativa (de 11.5.2000), segundo a qual ‘as contas relativas à
insuficiência e complementação de depósitos deveriam ser realizadas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
AI 545.790 AGR-ED / SP
no Juízo de Execução.
(...)
A r. decisão homologando cálculos com a manutenção dos juros,
determinando pagamento e expedição de precatório complementar
afinou-se com a orientação pacífica desta Eg. 6... Câmara de Direito
Público” (grifos nossos).
O caso dos autos é anterior à edição da Emenda Constitucional
n. 37/2002, que veda a expedição de precatório complementar ou
suplementar de valor pago.
11. Quanto à alegada ofensa ao art. 100 da Constituição, o
acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que o pagamento de valor
remanescente de precatórios judiciais deve obedecer ao rito previsto no
art. 100 da Constituição, sendo indispensável a expedição de novo
precatório.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
CÁLCULO COMPLEMENTAR. Indispensabilidade de expedição de
precatório, a ser processado na forma prevista no art. 100 e parágrafos,
da Constituição, não havendo cabimento para notificação, ao Poder
Público, no sentido de que promova a complementação do pagamento
em prazo assinado pelo Juiz. Recurso extraordinário conhecido e
provido” (Recurso Extraordinário 168.019, rel. min. Ilmar Galvão, DJ de 02.08.1996).
(...)
12. Quanto aos juros fixados nos autos de desapropriação, o
acórdão recorrido divergiu parcialmente da jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal.
Este Supremo Tribunal assentou que não incidem juros
compensatórios sobre os valores parcelados com base no art. 33 do Ato
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 545.790 AGR-ED / SP
no Juízo de Execução.
(...)
A r. decisão homologando cálculos com a manutenção dos juros,
determinando pagamento e expedição de precatório complementar
afinou-se com a orientação pacífica desta Eg. 6... Câmara de Direito
Público” (grifos nossos).
O caso dos autos é anterior à edição da Emenda Constitucional
n. 37/2002, que veda a expedição de precatório complementar ou
suplementar de valor pago.
11. Quanto à alegada ofensa ao art. 100 da Constituição, o
acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de que o pagamento de valor
remanescente de precatórios judiciais deve obedecer ao rito previsto no
art. 100 da Constituição, sendo indispensável a expedição de novo
precatório.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
CÁLCULO COMPLEMENTAR. Indispensabilidade de expedição de
precatório, a ser processado na forma prevista no art. 100 e parágrafos,
da Constituição, não havendo cabimento para notificação, ao Poder
Público, no sentido de que promova a complementação do pagamento
em prazo assinado pelo Juiz. Recurso extraordinário conhecido e
provido” (Recurso Extraordinário 168.019, rel. min. Ilmar Galvão, DJ de 02.08.1996).
(...)
12. Quanto aos juros fixados nos autos de desapropriação, o
acórdão recorrido divergiu parcialmente da jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal.
Este Supremo Tribunal assentou que não incidem juros
compensatórios sobre os valores parcelados com base no art. 33 do Ato
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
AI 545.790 AGR-ED / SP
das Disposições Constitucionais Transitórias e que os juros de mora
somente são cabíveis se ocorrer atraso no pagamento das parcelas, sem
distinção quanto ao tempo de atraso.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ART. 33 DO ATO
DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS.
PARCELAMENTO DE PRECATÓRIO. NÃO INCIDÊNCIA DE
JUROS COMPENSATÓRIOS. INCIDÊNCIA DE JUROS DE
MORA NO CASO DE ATRASO NO PAGAMENTO DAS
PARCELAS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 463.349-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 18.3.2011).
(...)
13. Pelo exposto, dou provimento a este agravo, na forma art.
544, §§ 3... e 4..., do Código de Processo Civil, e, desde logo, parcial
provimento ao recurso extraordinário (art. 557, 1...-A, do Código de
Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal), para excluir da condenação a incidência dos juros
compensatórios e moratórios, salvo, em relação a esses últimos, no
caso de pagamento das parcelas sem a observância do disposto no art.
33 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Invertidos,
nesse ponto, os ônus da sucumbência, ressalvada a concessão do
benefício da justiça gratuita” (fls. 138-145).
2. Publicada essa decisão no DJe 19.5.2011 (fl. 146), opõe o Estado de
São Paulo, ora Embargante, em 27.5.2011, tempestivamente, embargos de
declaração (fls. 148-161).
3. Alega o Embargante que “a decisão embargada apresenta contradição e
obscuridade no tópico relativo à fundamentação e conclusão do tema precatório
3
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AI 545.790 AGR-ED / SP
das Disposições Constitucionais Transitórias e que os juros de mora
somente são cabíveis se ocorrer atraso no pagamento das parcelas, sem
distinção quanto ao tempo de atraso.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ART. 33 DO ATO
DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS.
PARCELAMENTO DE PRECATÓRIO. NÃO INCIDÊNCIA DE
JUROS COMPENSATÓRIOS. INCIDÊNCIA DE JUROS DE
MORA NO CASO DE ATRASO NO PAGAMENTO DAS
PARCELAS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 463.349-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 18.3.2011).
(...)
13. Pelo exposto, dou provimento a este agravo, na forma art.
544, §§ 3... e 4..., do Código de Processo Civil, e, desde logo, parcial
provimento ao recurso extraordinário (art. 557, 1...-A, do Código de
Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal), para excluir da condenação a incidência dos juros
compensatórios e moratórios, salvo, em relação a esses últimos, no
caso de pagamento das parcelas sem a observância do disposto no art.
33 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Invertidos,
nesse ponto, os ônus da sucumbência, ressalvada a concessão do
benefício da justiça gratuita” (fls. 138-145).
2. Publicada essa decisão no DJe 19.5.2011 (fl. 146), opõe o Estado de
São Paulo, ora Embargante, em 27.5.2011, tempestivamente, embargos de
declaração (fls. 148-161).
3. Alega o Embargante que “a decisão embargada apresenta contradição e
obscuridade no tópico relativo à fundamentação e conclusão do tema precatório
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
AI 545.790 AGR-ED / SP
complementar” (fl. 149).
Afirma que, “embora os precedentes colacionados na fundamentação sejam
no sentido da necessidade de expedição de novo precatório, na forma do artigo
100 da Constituição Federal, o recurso extraordinário não foi provido para esse
fim” e que “o provimento do recurso extraordinário também nesse ponto é
indispensável, pois o acórdão estadual está em confronto com a jurisprudência
desse Colendo Supremo Tribunal Federal” (fl. 151).
Assevera, ainda, que “a decisão agravada deve ser aclarada para que do
seu dispositivo também fique constando o provimento do recurso extraordinário
para determinar que se expeça novo precatório na forma do artigo 100 da
Constituição Federal” (fl. 160).
Requer o provimento do recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 545.790 AGR-ED / SP
complementar” (fl. 149).
Afirma que, “embora os precedentes colacionados na fundamentação sejam
no sentido da necessidade de expedição de novo precatório, na forma do artigo
100 da Constituição Federal, o recurso extraordinário não foi provido para esse
fim” e que “o provimento do recurso extraordinário também nesse ponto é
indispensável, pois o acórdão estadual está em confronto com a jurisprudência
desse Colendo Supremo Tribunal Federal” (fl. 151).
Assevera, ainda, que “a decisão agravada deve ser aclarada para que do
seu dispositivo também fique constando o provimento do recurso extraordinário
para determinar que se expeça novo precatório na forma do artigo 100 da
Constituição Federal” (fl. 160).
Requer o provimento do recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Embargante.
2. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou:
“A regra nova, introduzida pela Emenda Constitucional n 37,
de 12.06.02, não tem, em que pesem as doutas opiniões em contrário, a
amplitude que lhe empresta a Fazenda. (…) As proibições de a.
expedição de precatório complementar ou suplementar, e de b.
fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução, só têm
aplicação, portanto, para impedir a cobrança de obrigação
concomitantemente mediante expedição de precatório e sem essa
providência. (…) Como, no caso dos autos, não se dá ensejo à dupla
forma de execução (com e sem expedição de precatório, ao mesmo
tempo), possível (e necessária) a expedição de precatório
complementar” (fls. 14-16 – grifos nossos).
3. Tem-se, portanto, que a providência reclamada pelo Agravante
(expedição de precatório complementar) foi objeto de deliberação do
Tribunal a quo, que determinou de forma expressa sua realização. Assim,
por ter sido atendida sua pretensão, ao Agravante carece o interesse
recursal necessário à interposição de recurso.
Nesse sentido, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO AGRAVADA. INTERPOSIÇÃO
DE RECURSO PELA PARTE, EM FAVOR DA QUAL FOI
PROFERIDA A DECISÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Embargante.
2. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou:
“A regra nova, introduzida pela Emenda Constitucional n 37,
de 12.06.02, não tem, em que pesem as doutas opiniões em contrário, a
amplitude que lhe empresta a Fazenda. (…) As proibições de a.
expedição de precatório complementar ou suplementar, e de b.
fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução, só têm
aplicação, portanto, para impedir a cobrança de obrigação
concomitantemente mediante expedição de precatório e sem essa
providência. (…) Como, no caso dos autos, não se dá ensejo à dupla
forma de execução (com e sem expedição de precatório, ao mesmo
tempo), possível (e necessária) a expedição de precatório
complementar” (fls. 14-16 – grifos nossos).
3. Tem-se, portanto, que a providência reclamada pelo Agravante
(expedição de precatório complementar) foi objeto de deliberação do
Tribunal a quo, que determinou de forma expressa sua realização. Assim,
por ter sido atendida sua pretensão, ao Agravante carece o interesse
recursal necessário à interposição de recurso.
Nesse sentido, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO AGRAVADA. INTERPOSIÇÃO
DE RECURSO PELA PARTE, EM FAVOR DA QUAL FOI
PROFERIDA A DECISÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 545.790 AGR-ED / SP
RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. 1. Não há interesse recursal,
quando a decisão agravada é favorável àqueles que interpõem o agravo
regimental. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
390.915-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe
30.11.2007).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A ausência de utilidade
no provimento do recurso denota a carência de interesse recursal. II -
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 476.036-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
“Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Interesse de agir.
Ausência. Não conhecimento do recurso. Agravo regimental
improvido. É incognoscível recurso extraordinário quando falte ao
recorrente o interesse de agir” (Recurso Extraordinário 558.132-AgR, Rel. Min. Cezar
Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2009).
4. Os argumentos do Embargante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, não conheço dos embargos de declaração.
2
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AI 545.790 AGR-ED / SP
RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. 1. Não há interesse recursal,
quando a decisão agravada é favorável àqueles que interpõem o agravo
regimental. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
390.915-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe
30.11.2007).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A ausência de utilidade
no provimento do recurso denota a carência de interesse recursal. II -
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 476.036-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
“Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Interesse de agir.
Ausência. Não conhecimento do recurso. Agravo regimental
improvido. É incognoscível recurso extraordinário quando falte ao
recorrente o interesse de agir” (Recurso Extraordinário 558.132-AgR, Rel. Min. Cezar
Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2009).
4. Os argumentos do Embargante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, não conheço dos embargos de declaração.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também peço vênia à
relatora para divergir nesses embargos declaratórios no agravo
regimental no agravo de instrumento. Descabe a conversa, mesmo porque
já houve o julgamento de agravo regimental pela Turma. Ter-se-ia a
duplicidade.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Do
regimental; é. Então, neste aqui eu mantenho como embargos.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, está bem.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Na
verdade, neste caso, eu rejeito...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eventualmente, não foi decisão monocrática de Vossa Excelência?
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Não,
mas aqui é agravo regimental.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Teríamos dois
regimentais.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas com a readequação da Ministra Cármen.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. Peço vênia
apenas para afastar a necessidade de haver prejuízo na via direta. O
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1801947.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790 SÃO
PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também peço vênia à
relatora para divergir nesses embargos declaratórios no agravo
regimental no agravo de instrumento. Descabe a conversa, mesmo porque
já houve o julgamento de agravo regimental pela Turma. Ter-se-ia a
duplicidade.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Do
regimental; é. Então, neste aqui eu mantenho como embargos.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, está bem.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Na
verdade, neste caso, eu rejeito...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eventualmente, não foi decisão monocrática de Vossa Excelência?
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Não,
mas aqui é agravo regimental.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Teríamos dois
regimentais.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas com a readequação da Ministra Cármen.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. Peço vênia
apenas para afastar a necessidade de haver prejuízo na via direta. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 545.790 AGR-ED / SP
vencedor também tem interesse em interpor os declaratórios para aclarar
e deixar estreme de dúvidas a decisão.
Por isso, ultrapasso a barreira de admissibilidade dos embargos.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 545.790 AGR-ED / SP
vencedor também tem interesse em interpor os declaratórios para aclarar
e deixar estreme de dúvidas a decisão.
Por isso, ultrapasso a barreira de admissibilidade dos embargos.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu dos
embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791263
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 545.790
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBDO.(A/S) : IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu dos
embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 545 . 790",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 545 . 790",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 545 . 790",
"AI 545 . 790 AGR -",
"Recurso Extraordinário 168 . 019",
"AI 545 . 790 AGR",
"Recurso Extraordinário 168 . 019",
"AI 545 . 790 AGR - ED",
"Recurso Extraordinário 463 . 349 - AgR",
"AI 545 . 790 AGR",
"Recurso Extraordinário 463 . 349 - AgR",
"AI 545 . 790 AGR",
"-",
"/",
"AI 545 . 790 AGR - ED / SP",
"AI 545 . 790",
"Recurso Extraordinário 390 . 915 - AgR",
"Recurso Extraordinário 476 . 036 - AgR",
"Recurso Extraordinário 558 . 132 - AgR",
"AI 545 . 790",
"Recurso Extraordinário 390 . 915 - AgR",
"Recurso Extraordinário 476 . 036 - AgR",
"Recurso Extraordinário 558 . 132 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 545 . 790",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 545 . 790",
"AI 545 . 790",
"AI 545 . 790 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 545 . 790"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n . 37 / 2002",
"art . 100 da Constituição",
"art . 100 da Constituição",
"art . 100 e parágrafos , da Constituição",
"art . 33 do Ato 2 Supremo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n . 37 / 2002",
"art . 100 da Constituição",
"art . 100 da Constituição",
"art . 100 e parágrafos , da Constituição",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS",
"art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 557 , 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 33 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 557 , 1 . . . - A , do Código",
"de Processo Civil",
"art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 33 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 100 da Constituição Federal",
"artigo 100 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 100 da Constituição Federal",
"artigo 100 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 37",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 37",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Presidência",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"ED",
".",
"Câmara de Direito Público ”",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Estado de",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"-",
"ED",
"/",
"SP",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"-",
"ED",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO",
"ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO",
"ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Idalva Oliveira Monte Santo",
"CÁRMEN LÚCIA",
"IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO",
"ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Idalva Oliveira Monte Santo",
"Ilmar Galvão",
"Ilmar Galvão",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO",
"ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"IDALVA OLIVEIRA MONTE SANTO",
"ALESSANDRA CRISTINA DE PAULA KASTEN",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11 de maio de 2011",
"19",
".",
"6",
".",
"2000",
"11",
".",
"5",
".",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11 de maio de 2011",
"19",
".",
"6",
".",
"2000",
"11",
".",
"5",
".",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"08",
".",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"08",
".",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"3",
".",
"2011",
"19",
".",
"5",
".",
"2011",
"27",
".",
"5",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"3",
".",
"2011",
"19",
".",
"5",
".",
"2011",
"27",
".",
"5",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"12",
".",
"06",
".",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"12",
".",
"06",
".",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"11",
".",
"2007",
"8",
".",
"4",
".",
"2011",
"5",
".",
"6",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"11",
".",
"2007",
"8",
".",
"4",
".",
"2011",
"5",
".",
"6",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RESP Nº 1181136 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ESTELIONATO (ART. 171,
CAPUT, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-
INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS
REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE DO
COMPORTAMENTO LESIVO. TIPICIDADE MATERIAL DA
CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP,
rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 26/10/2010; HC 96757/RS,
rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 4/12/2009; RHC 96813/RJ, rel. Min.
Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se trata de
paciente reincidente, porquanto não há que se falar em reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel.
Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010.
3. In casu, a vantagem ilicitamente obtida mediante a utilização de
cheque furtado tinha valor próximo à metade do salário mínimo, que era
de R$ 300,00 conforme Lei 11.164/2005, mercê de o paciente ser
reincidente em crimes contra o patrimônio, consoante afirmado na
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Ementa e Acórdão
HC 108.056 / RS
sentença condenatória, e ostentar extensa ficha criminal na qual arrolados
vários processos e inquéritos policiais instaurados com o fito de apurar
crimes de estelionato, falsificação de documentos, recepção e delitos de
trânsito, tudo a evidenciar que a aplicação do princípio da insignificância
no caso concreto servirá de estímulo à contumácia delituosa.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.056 / RS
sentença condenatória, e ostentar extensa ficha criminal na qual arrolados
vários processos e inquéritos policiais instaurados com o fito de apurar
crimes de estelionato, falsificação de documentos, recepção e delitos de
trânsito, tudo a evidenciar que a aplicação do princípio da insignificância
no caso concreto servirá de estímulo à contumácia delituosa.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RESP Nº 1181136 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de EVERTON
AUGUSTO DE CARLI KERBER contra decisão monocrática do Ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, do STJ, dando provimento ao recurso
especial, cujo teor é o seguinte:
“1. Trata-se de Recurso Especial interposto pelo
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL, com fulcro nas alíneas a do art. 105, III da Carta Magna,
em adversidade ao acórdão proferido pelo TJRS, assim
ementado:
Estelionato. Bagatela: ínfimo valor que não autoriza o
ingresso da pendenga na seara penal, ultima ratio da ingerência
punitiva estatal. Materialidade: indispensável perícia.
Absolvição. À unanimidade, deram provimento ao apelo
defensivo. (fls. 271)
2. À ementa, acrescente-se que a conduta apurada nestes
autos foi estelionato, em que o denunciado fez uso de cheque
furtado no valor de R$ 149,00 (cento e quarenta e nove reais).
3. O recorrente afirma violados os arts. 171, caput do CPB e
563 do CPP. Argúi, para tanto, que a conduta é penalmente
relevante, enquadrando-se perfeitamente no tipo penal estelionato; não
sendo possível, então, fazer uso do princípio bagatelar. (fls. 293)
4. Com Contrarrazões (fls. 324/334), o Recurso Especial foi
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RESP Nº 1181136 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de EVERTON
AUGUSTO DE CARLI KERBER contra decisão monocrática do Ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, do STJ, dando provimento ao recurso
especial, cujo teor é o seguinte:
“1. Trata-se de Recurso Especial interposto pelo
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL, com fulcro nas alíneas a do art. 105, III da Carta Magna,
em adversidade ao acórdão proferido pelo TJRS, assim
ementado:
Estelionato. Bagatela: ínfimo valor que não autoriza o
ingresso da pendenga na seara penal, ultima ratio da ingerência
punitiva estatal. Materialidade: indispensável perícia.
Absolvição. À unanimidade, deram provimento ao apelo
defensivo. (fls. 271)
2. À ementa, acrescente-se que a conduta apurada nestes
autos foi estelionato, em que o denunciado fez uso de cheque
furtado no valor de R$ 149,00 (cento e quarenta e nove reais).
3. O recorrente afirma violados os arts. 171, caput do CPB e
563 do CPP. Argúi, para tanto, que a conduta é penalmente
relevante, enquadrando-se perfeitamente no tipo penal estelionato; não
sendo possível, então, fazer uso do princípio bagatelar. (fls. 293)
4. Com Contrarrazões (fls. 324/334), o Recurso Especial foi
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
HC 108.056 / RS
admitido (fls. 336/339).
5. O MPF, em parecer subscrito pelo ilustre
Subprocurador-Geral da República MAURICIO VIEIRA
BRACKS, manifestou-se pelo provimento do recurso (fls.
353/356).
6. É o relatório.
7. A irresignação deve prosperar.
8. A sentença que terminou por condenar o réu asseverou
ser autêntica a descrição dos fatos assim formulada na
denúncia:
No dia 02 de julho de 2005, em horário comercial, na Rua
Rmiro Barcelos, 1994, loja 02, nesta capital, o denunciado
obteve para si vantagem ilícita no valor de R$ 149,00 (cento e
quarenta e nove reais) em prejuízo da loja O Boticário,
induzindo SUS funcionários em erro, mediante fraude. (fls. 227)
9. A absolvição veio em segunda instância, ao fundamento
de que o fato não passava de um crime de bagatela, um
insignificante penal, indigno de repressão pelo estatuto
punitivo.
10. Ocorre que a jurisprudência desta Corte, ao avaliar a
aplicação do princípio da insignificância nos crimes de
estelionato, valoriza a distinção entre ínfimo e pequeno valor,
atribuindo apenas às condutas que tiveram aquele por objeto
material a atipicidade. A propósito, confiram-se os seguintes
precedentes:
HABEAS CORPUS. PENAL. ESTELIONATO. BENS
SUBTRAÍDOS
AVALIADOS
EM
R$
150,00.
INAPLICABILIDADE
DO
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PRECEDENTES.
ORDEM
DENEGADA.
1. A conduta perpetrada pelo agente não pode ser
considerada irrelevante para o direito penal. Com efeito, obter,
mediante meio fraudulento, roupas íntimas femininas, avaliadas
em R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) não se insere na
concepção doutrinária e jurisprudencial de crime de bagatela.
2. "A tipicidade penal não pode ser percebida como o
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 108.056 / RS
admitido (fls. 336/339).
5. O MPF, em parecer subscrito pelo ilustre
Subprocurador-Geral da República MAURICIO VIEIRA
BRACKS, manifestou-se pelo provimento do recurso (fls.
353/356).
6. É o relatório.
7. A irresignação deve prosperar.
8. A sentença que terminou por condenar o réu asseverou
ser autêntica a descrição dos fatos assim formulada na
denúncia:
No dia 02 de julho de 2005, em horário comercial, na Rua
Rmiro Barcelos, 1994, loja 02, nesta capital, o denunciado
obteve para si vantagem ilícita no valor de R$ 149,00 (cento e
quarenta e nove reais) em prejuízo da loja O Boticário,
induzindo SUS funcionários em erro, mediante fraude. (fls. 227)
9. A absolvição veio em segunda instância, ao fundamento
de que o fato não passava de um crime de bagatela, um
insignificante penal, indigno de repressão pelo estatuto
punitivo.
10. Ocorre que a jurisprudência desta Corte, ao avaliar a
aplicação do princípio da insignificância nos crimes de
estelionato, valoriza a distinção entre ínfimo e pequeno valor,
atribuindo apenas às condutas que tiveram aquele por objeto
material a atipicidade. A propósito, confiram-se os seguintes
precedentes:
HABEAS CORPUS. PENAL. ESTELIONATO. BENS
SUBTRAÍDOS
AVALIADOS
EM
R$
150,00.
INAPLICABILIDADE
DO
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PRECEDENTES.
ORDEM
DENEGADA.
1. A conduta perpetrada pelo agente não pode ser
considerada irrelevante para o direito penal. Com efeito, obter,
mediante meio fraudulento, roupas íntimas femininas, avaliadas
em R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) não se insere na
concepção doutrinária e jurisprudencial de crime de bagatela.
2. "A tipicidade penal não pode ser percebida como o
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17
Relatório
HC 108.056 / RS
trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a
configuração da tipicidade, é necessária uma análise
materialmente valorativa das circunstâncias do caso
concreto, no sentido de se verificar a ocorrência de alguma
lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem
jurídico tutelado" (STF, HC n.º 97.772/RS, 1.ª Turma, Rel.
Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 19/11/2009.) 3. Não se
pode confundir bem de pequeno valor com o de valor
insignificante. Quando não há outro bem jurídico tutelado
pela norma penal, apenas o segundo, necessariamente,
enseja a aplicação do princípio da insignificância,
excluindo o crime.
4. Ordem denegada. (HC 160.916/SP, Rel. Ministra
LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 16/09/2010,
DJe 11/10/2010)
HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. UTILIZAÇÃO
DE CHEQUE FALSIFICADO. PREJUÍZO QUE BEIRA UM
SALÁRIO MÍNIMO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE. FIXAÇÃO DA PENA-BASE
ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO. EXISTÊNCIA DE
CIRCUNSTÂNCIAS
DESFAVORÁVEIS.
MULTIPLICIDADE
DE
CONDENAÇÕES.
EXASPERAÇÃO NA PRIMEIRA E SEGUNDA ETAPAS
DO CRITÉRIO TRIFÁSICO. BIS IN IDEM.
INEXISTÊNCIA.
1. Para a aplicação do referido postulado, devem ser
obedecidos quatro requisitos, a saber: a) mínima
ofensividade da conduta do agente; b) nenhuma
periculosidade social da ação; c) reduzidíssimo grau de
reprovabilidade do comportamento; e d) inexpressividade
da lesão jurídica provocada.
2. Na hipótese, o prejuízo causado com a ação do
paciente foi avaliado em R$ 220,00 (duzentos e vinte reais).
Tal valor não pode ser taxado de insignificante,
3
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HC 108.056 / RS
trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a
configuração da tipicidade, é necessária uma análise
materialmente valorativa das circunstâncias do caso
concreto, no sentido de se verificar a ocorrência de alguma
lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem
jurídico tutelado" (STF, HC n.º 97.772/RS, 1.ª Turma, Rel.
Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 19/11/2009.) 3. Não se
pode confundir bem de pequeno valor com o de valor
insignificante. Quando não há outro bem jurídico tutelado
pela norma penal, apenas o segundo, necessariamente,
enseja a aplicação do princípio da insignificância,
excluindo o crime.
4. Ordem denegada. (HC 160.916/SP, Rel. Ministra
LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 16/09/2010,
DJe 11/10/2010)
HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. UTILIZAÇÃO
DE CHEQUE FALSIFICADO. PREJUÍZO QUE BEIRA UM
SALÁRIO MÍNIMO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE. FIXAÇÃO DA PENA-BASE
ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO. EXISTÊNCIA DE
CIRCUNSTÂNCIAS
DESFAVORÁVEIS.
MULTIPLICIDADE
DE
CONDENAÇÕES.
EXASPERAÇÃO NA PRIMEIRA E SEGUNDA ETAPAS
DO CRITÉRIO TRIFÁSICO. BIS IN IDEM.
INEXISTÊNCIA.
1. Para a aplicação do referido postulado, devem ser
obedecidos quatro requisitos, a saber: a) mínima
ofensividade da conduta do agente; b) nenhuma
periculosidade social da ação; c) reduzidíssimo grau de
reprovabilidade do comportamento; e d) inexpressividade
da lesão jurídica provocada.
2. Na hipótese, o prejuízo causado com a ação do
paciente foi avaliado em R$ 220,00 (duzentos e vinte reais).
Tal valor não pode ser taxado de insignificante,
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17
Relatório
HC 108.056 / RS
principalmente se considerado que à época dos fatos
(5.5.02), ele se aproximava a 1 (um) salário mínimo.
3. De mais a mais, a utilização de cheque falsificado
evidencia a presença de periculosidade social da ação,
afastando a incidência do referido princípio.
4. A existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis
autoriza a fixação da pena-base acima do patamar mínimo e o
estabelecimento de regime prisional mais gravoso.
5. No caso, a Juíza do processo fixou a pena-base em
5 (cinco) meses acima do piso legal, apontando como
desfavoráveis a personalidade do agente e as
consequências dos crime. Assim, não há falar em
constrangimento ilegal.
6. Além disso, havendo multiplicidade de
condenações, nada obsta a exasperação da sanção na
primeira e na segunda etapas do critério trifásico de
aplicação da reprimenda, sem que isso configure bis in
idem.
7. Ordem denegada. (HC 83.144/DF, Rel. Ministro
OG FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em
25/05/2010, DJe 21/06/2010)
11. Na hipótese, o valor do estelionato foi de R$ 149,00
(cento e quarenta e nove reais), valor que, embora parco, não é
ninharia a ponto de ser tido como um indiferente penal. Daí
porque, correta a condenação levada a efeito na primeira
instância.
12. Ante o exposto, com base no art. 557, § 1o.-A do CPC
c/c o art. 3o. do CPP, dá-se provimento ao Recurso Especial para
restabelecer o decisum de primeiro grau.
13. Publique-se.
14. Intimações necessárias.”
Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática de
estelionato (art. 171 do Código Penal), por ter adquirido, com cheque
furtado, dois frascos de perfume avaliados em R$ 150,00, em uma
perfumaria da rede O Boticário.
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 108.056 / RS
principalmente se considerado que à época dos fatos
(5.5.02), ele se aproximava a 1 (um) salário mínimo.
3. De mais a mais, a utilização de cheque falsificado
evidencia a presença de periculosidade social da ação,
afastando a incidência do referido princípio.
4. A existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis
autoriza a fixação da pena-base acima do patamar mínimo e o
estabelecimento de regime prisional mais gravoso.
5. No caso, a Juíza do processo fixou a pena-base em
5 (cinco) meses acima do piso legal, apontando como
desfavoráveis a personalidade do agente e as
consequências dos crime. Assim, não há falar em
constrangimento ilegal.
6. Além disso, havendo multiplicidade de
condenações, nada obsta a exasperação da sanção na
primeira e na segunda etapas do critério trifásico de
aplicação da reprimenda, sem que isso configure bis in
idem.
7. Ordem denegada. (HC 83.144/DF, Rel. Ministro
OG FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em
25/05/2010, DJe 21/06/2010)
11. Na hipótese, o valor do estelionato foi de R$ 149,00
(cento e quarenta e nove reais), valor que, embora parco, não é
ninharia a ponto de ser tido como um indiferente penal. Daí
porque, correta a condenação levada a efeito na primeira
instância.
12. Ante o exposto, com base no art. 557, § 1o.-A do CPC
c/c o art. 3o. do CPP, dá-se provimento ao Recurso Especial para
restabelecer o decisum de primeiro grau.
13. Publique-se.
14. Intimações necessárias.”
Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática de
estelionato (art. 171 do Código Penal), por ter adquirido, com cheque
furtado, dois frascos de perfume avaliados em R$ 150,00, em uma
perfumaria da rede O Boticário.
4
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Relatório
HC 108.056 / RS
A apelação interposta pela defesa foi provida pelo Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul para reconhecer a incidência do
princípio da insignificância.
Daí a interposição de recurso especial pelo Ministério Público, alfim
provido para afastar a incidência do referido princípio, reconhecendo a
tipicidade material da conduta.
Nesta impetração, sustenta-se a presença dos requisitos
estabelecidos pelo STF para a incidência do princípio da insignificância,
pois não existiu ofensividade da conduta, não tendo o paciente obrigado
a vendedora a aceitar o cheque, e o valor seria de pequena relevância em
se tratando de uma franquia de marca reconhecida em todo o território
nacional.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.056 / RS
A apelação interposta pela defesa foi provida pelo Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul para reconhecer a incidência do
princípio da insignificância.
Daí a interposição de recurso especial pelo Ministério Público, alfim
provido para afastar a incidência do referido princípio, reconhecendo a
tipicidade material da conduta.
Nesta impetração, sustenta-se a presença dos requisitos
estabelecidos pelo STF para a incidência do princípio da insignificância,
pois não existiu ofensividade da conduta, não tendo o paciente obrigado
a vendedora a aceitar o cheque, e o valor seria de pequena relevância em
se tratando de uma franquia de marca reconhecida em todo o território
nacional.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17
Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
em que se discute a incidência do princípio da insignificância ao crime
assim descrito na denúncia:
No dia 02 de julho de 2005, em horário comercial, na Rua
Ramiro Barcelos, nº 1994, loja 02, nesta capital, o denunciado obteve
para si vantagem ilícita no valor de R$149,00 (cento e quarenta e nove
reais) em prejuízo da loja O BOTICÁRIO, induzindo os seus
funcionários em erro, mediante fraude.
Na ocasião, o denunciado compareceu na loja acima referida,
identificando-se como filho do proprietário da farmácia vizinha e
adquiriu dois perfumes, pagando-os com o cheque nº 003263, conta
corrente 023015, Banco Bradesco (fl. 08), em nome de Plaza Imóveis
Ltda, previamente furtado.
Percebendo que o imputado havia esquecido seu aparelho celular
na loja, uma funcionária do estabelecimento compareceu na farmácia a
fim de devolvê-lo, mas neste local o acusado era desconhecido.
Realizada a consulta do cheque, foi verificado que o cheque era
furtado. A vítima arcou com o prejuízo.
Assim agindo, o denunciado está incurso nas sanções do art.
171, caput, do Código Penal (…)
In casu, colho da sentença que a vantagem ilicitamente obtida tinha
valor próximo à metade do salário mínimo nacional, que era de R$ 300,00
conforme Lei 11.164/2005, sendo o crime cometido com cheque furtado.
Consta dos autos também que o réu é reincidente em crimes contra o
patrimônio, elemento que foi utilizado para agravar a pena.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
em que se discute a incidência do princípio da insignificância ao crime
assim descrito na denúncia:
No dia 02 de julho de 2005, em horário comercial, na Rua
Ramiro Barcelos, nº 1994, loja 02, nesta capital, o denunciado obteve
para si vantagem ilícita no valor de R$149,00 (cento e quarenta e nove
reais) em prejuízo da loja O BOTICÁRIO, induzindo os seus
funcionários em erro, mediante fraude.
Na ocasião, o denunciado compareceu na loja acima referida,
identificando-se como filho do proprietário da farmácia vizinha e
adquiriu dois perfumes, pagando-os com o cheque nº 003263, conta
corrente 023015, Banco Bradesco (fl. 08), em nome de Plaza Imóveis
Ltda, previamente furtado.
Percebendo que o imputado havia esquecido seu aparelho celular
na loja, uma funcionária do estabelecimento compareceu na farmácia a
fim de devolvê-lo, mas neste local o acusado era desconhecido.
Realizada a consulta do cheque, foi verificado que o cheque era
furtado. A vítima arcou com o prejuízo.
Assim agindo, o denunciado está incurso nas sanções do art.
171, caput, do Código Penal (…)
In casu, colho da sentença que a vantagem ilicitamente obtida tinha
valor próximo à metade do salário mínimo nacional, que era de R$ 300,00
conforme Lei 11.164/2005, sendo o crime cometido com cheque furtado.
Consta dos autos também que o réu é reincidente em crimes contra o
patrimônio, elemento que foi utilizado para agravar a pena.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada, consoante entendimento
firmado por ambas as Turmas do Supremo:
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO DE APROXIMADAMENTE 50 METROS DE
FIO DE COBRE UTILIZADOS EM REDE ELÉTRICA.
ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por conseqüência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, além de serem relevados o valor do objeto do
crime e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso,
de forma cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do
País e o conjunto de valores éticos juridicamente aproveitados
pelo sistema penal para determinar se a conduta pode ou não
ser considerada típica para a configuração do delito.
Precedentes. 4. Na espécie, embora o objeto da tentativa de
furto qualificado tenha sido avaliado em R$ 150,00 reais, de
pouco valor material, é certo, houve prejuízo para a vítima, que
teve que reparar a rede elétrica danificada, e a interrupção do
serviço de iluminação pública para os usuários da respectiva
localidade. 5. Ordem denegada. (HC 104403/SP, rel. Min.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 108.056 / RS
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada, consoante entendimento
firmado por ambas as Turmas do Supremo:
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO DE APROXIMADAMENTE 50 METROS DE
FIO DE COBRE UTILIZADOS EM REDE ELÉTRICA.
ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por conseqüência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, além de serem relevados o valor do objeto do
crime e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso,
de forma cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do
País e o conjunto de valores éticos juridicamente aproveitados
pelo sistema penal para determinar se a conduta pode ou não
ser considerada típica para a configuração do delito.
Precedentes. 4. Na espécie, embora o objeto da tentativa de
furto qualificado tenha sido avaliado em R$ 150,00 reais, de
pouco valor material, é certo, houve prejuízo para a vítima, que
teve que reparar a rede elétrica danificada, e a interrupção do
serviço de iluminação pública para os usuários da respectiva
localidade. 5. Ordem denegada. (HC 104403/SP, rel. Min.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FURTO
SIMPLES. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. RAZOÁVEL
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. FURTO
INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO.
PRESCRIÇÃO. MATÉRIA NÃO EXAMINDA NO ACÓRDÃO
QUESTIONADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E DENEGADO. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DECLARAR A PRESCRIÇÃO.
I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a
tornar a conduta atípica exige a ocorrência de conduta
minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade do
agente, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Convém
distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de
pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o
reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do
princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno
valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao
furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2º, do Código Penal. III
– A alegada prescrição da pretensão punitiva não foi tratada no
acordão do Superior Tribunal, o que impede que a matéria seja
conhecida por este Tribunal, sob pena de incorrer-se em
supressão de instância, com evidente extravasamento dos
limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição
Federal. IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado. V – Ordem concedida, de ofício, para declarar
a extinção da punibilidade do paciente, pela ocorrência da
prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 107, IV, do
Código Penal. (HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski,
1ª Turma, DJ de 26/10/2010)
Habeas corpus. Penal. Crime de furto (art. 155, caput, do
CP). Princípio da insignificância. Hipótese de não aplicação.
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HC 108.056 / RS
Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FURTO
SIMPLES. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. RAZOÁVEL
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. FURTO
INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO.
PRESCRIÇÃO. MATÉRIA NÃO EXAMINDA NO ACÓRDÃO
QUESTIONADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E DENEGADO. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DECLARAR A PRESCRIÇÃO.
I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a
tornar a conduta atípica exige a ocorrência de conduta
minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade do
agente, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Convém
distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de
pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o
reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do
princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno
valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao
furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2º, do Código Penal. III
– A alegada prescrição da pretensão punitiva não foi tratada no
acordão do Superior Tribunal, o que impede que a matéria seja
conhecida por este Tribunal, sob pena de incorrer-se em
supressão de instância, com evidente extravasamento dos
limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição
Federal. IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado. V – Ordem concedida, de ofício, para declarar
a extinção da punibilidade do paciente, pela ocorrência da
prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 107, IV, do
Código Penal. (HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski,
1ª Turma, DJ de 26/10/2010)
Habeas corpus. Penal. Crime de furto (art. 155, caput, do
CP). Princípio da insignificância. Hipótese de não aplicação.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
Precedentes da Corte. 1. A jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal assentou algumas circunstâncias que devem
orientar a aferição do relevo material da tipicidade penal, tais
como: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b)
nenhuma periculosidade social da ação, (c) reduzidíssimo
grau de reprovabilidade do comportamento e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. 2. Ainda que o
valor dos bens subtraídos seja de pequena monta, não há como
se aplicar o princípio da insignificância ao caso concreto, tendo
em vista a relevância da quantia subtraída à situação econômica
da vítima. Por esse motivo, não há como concluir pela
inexpressividade da lesão ao bem juridicamente protegido. 3.
Habeas corpus denegado. (HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
1ª Turma, DJ de 4/12/2009)
DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PARÂMETROS
E
CRITÉRIOS.
INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA.
AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste writ,
consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com
base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou
ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2.
Registro que não considero apenas e tão somente o valor
subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para
aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por
óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (CP, art. 155, § 2°). Como já analisou o Min. Celso
de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da
insignificância tem como vetores "a mínima ofensividade da
conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação,
o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica provocada." (HC 84.412/SP).
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HC 108.056 / RS
Precedentes da Corte. 1. A jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal assentou algumas circunstâncias que devem
orientar a aferição do relevo material da tipicidade penal, tais
como: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b)
nenhuma periculosidade social da ação, (c) reduzidíssimo
grau de reprovabilidade do comportamento e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. 2. Ainda que o
valor dos bens subtraídos seja de pequena monta, não há como
se aplicar o princípio da insignificância ao caso concreto, tendo
em vista a relevância da quantia subtraída à situação econômica
da vítima. Por esse motivo, não há como concluir pela
inexpressividade da lesão ao bem juridicamente protegido. 3.
Habeas corpus denegado. (HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
1ª Turma, DJ de 4/12/2009)
DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PARÂMETROS
E
CRITÉRIOS.
INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA.
AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste writ,
consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com
base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou
ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2.
Registro que não considero apenas e tão somente o valor
subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para
aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por
óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (CP, art. 155, § 2°). Como já analisou o Min. Celso
de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da
insignificância tem como vetores "a mínima ofensividade da
conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação,
o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica provocada." (HC 84.412/SP).
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem
simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade
material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e
comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm
perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da
tipicidade material deverá levar em consideração a importância
do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No
caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem
subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar,
que há informação nos autos de que o valor "subtraído
representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo
fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda
mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência
honesta." Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso
concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão
jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de
habeas corpus. (RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma,
DJ de 24/4/2009)
(grifos adicionados)
Esta Corte tem repelido a aplicação do princípio da insignificância
quando se trata de reincidente, porquanto não há que se falar em
reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo. Confiram-se
os seguintes julgados:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
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3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem
simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade
material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e
comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm
perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da
tipicidade material deverá levar em consideração a importância
do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No
caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem
subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar,
que há informação nos autos de que o valor "subtraído
representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo
fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda
mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência
honesta." Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso
concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão
jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de
habeas corpus. (RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma,
DJ de 24/4/2009)
(grifos adicionados)
Esta Corte tem repelido a aplicação do princípio da insignificância
quando se trata de reincidente, porquanto não há que se falar em
reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo. Confiram-se
os seguintes julgados:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
5
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penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 26/5/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
6
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penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 26/5/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
6
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
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HC 108.056 / RS
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
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pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Nesse sentido, aliás, o parecer do Ministério Público, cujo teor é o
seguinte:
In casu, a composição dos autos revela que a conduta
imputada ao paciente não se encaixa nos parâmetros fornecidos
por esse Pretório Excelso para a incidência do princípio da
insignificância: o dano causado – R$ 149,00 (cento e quarenta e
nove reais) – não pode ser tido como ínfimo, pois representava
quase a metade do salário mínimo nacional vigente à época dos
fatos2, evidenciando a expressividade da lesão jurídica
provocada e a acentuada ofensividade da conduta.
Observe-se ainda que delito foi perpetrado por meio de
cheques roubados. Embora não se possa atribuir ao Paciente o
roubo, o fato é que seu uso foi consciente e deliberado,
demonstrando, no mínimo, a receptação das cártulas.
Pondere-se ainda, que o direito penal é dotado de
8
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.056 / RS
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Nesse sentido, aliás, o parecer do Ministério Público, cujo teor é o
seguinte:
In casu, a composição dos autos revela que a conduta
imputada ao paciente não se encaixa nos parâmetros fornecidos
por esse Pretório Excelso para a incidência do princípio da
insignificância: o dano causado – R$ 149,00 (cento e quarenta e
nove reais) – não pode ser tido como ínfimo, pois representava
quase a metade do salário mínimo nacional vigente à época dos
fatos2, evidenciando a expressividade da lesão jurídica
provocada e a acentuada ofensividade da conduta.
Observe-se ainda que delito foi perpetrado por meio de
cheques roubados. Embora não se possa atribuir ao Paciente o
roubo, o fato é que seu uso foi consciente e deliberado,
demonstrando, no mínimo, a receptação das cártulas.
Pondere-se ainda, que o direito penal é dotado de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
suficientes instrumentos para a adequada dosagem da
reprimenda, de acordo com o fato imputado e suas
circunstâncias, as quais são medida necessária e suficiente à
inibição da continuidade da prática delituosa.
Pelo exposto, e em vista à não satisfação cumulativa dos
vetores estabelecidos por esse Pretório Excelso para incidência
do dito princípio, somos pela denegação da ordem.
In casu, consta na sentença condenatória que o paciente teve a pena
agravada em razão da reincidência, além de possuir extensa ficha
criminal na qual arrolados inquéritos e ações penais por vários crimes de
estelionato, falsificação de documentos, receptação e delitos de trânsito,
tudo a evidenciar que a aplicação do princípio da insignificância servirá
de estímulo à contumácia delituosa.
Ex positis, o voto é pela denegação da ordem.
9
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HC 108.056 / RS
suficientes instrumentos para a adequada dosagem da
reprimenda, de acordo com o fato imputado e suas
circunstâncias, as quais são medida necessária e suficiente à
inibição da continuidade da prática delituosa.
Pelo exposto, e em vista à não satisfação cumulativa dos
vetores estabelecidos por esse Pretório Excelso para incidência
do dito princípio, somos pela denegação da ordem.
In casu, consta na sentença condenatória que o paciente teve a pena
agravada em razão da reincidência, além de possuir extensa ficha
criminal na qual arrolados inquéritos e ações penais por vários crimes de
estelionato, falsificação de documentos, receptação e delitos de trânsito,
tudo a evidenciar que a aplicação do princípio da insignificância servirá
de estímulo à contumácia delituosa.
Ex positis, o voto é pela denegação da ordem.
9
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.056
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP Nº 1181136 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.056
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP Nº 1181136 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1797823
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-07T00:00:00
|
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: PENAL. HABEAS CORPUS. ESTELIONATO (ART. 171, CAPUT, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE DO COMPORTAMENTO LESIVO. TIPICIDADE MATERIAL DA CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 26/10/2010; HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 4/12/2009; RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se trata de paciente reincidente, porquanto não há que se falar em reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ 6/8/2010.
3. In casu, a vantagem ilicitamente obtida mediante a utilização de cheque furtado tinha valor próximo à metade do salário mínimo, que era de R$ 300,00 conforme Lei 11.164/2005, mercê de o paciente ser reincidente em crimes contra o patrimônio, consoante afirmado na sentença condenatória, e ostentar extensa ficha criminal na qual arrolados vários processos e inquéritos policiais instaurados com o fito de apurar crimes de estelionato, falsificação de documentos, recepção e delitos de trânsito, tudo a evidenciar que a aplicação do princípio da insignificância no caso concreto servirá de estímulo à contumácia delituosa.
4. Ordem denegada.
|
sjur205417
|
- Acórdãos citados: HC 84412, HC 96684, HC 96757, RHC 96813, HC 103359, HC 104117, HC 104403, HC 107067.
Número de páginas: 17.
Análise: 15/03/2012, SEV.
Revisão: 16/03/2012, ACG.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
108056
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00171 \"CAPUT\"\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-011164 ANO-2005\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
HC
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acordaos
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HC 108056
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] |
PACTE.(S) : EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP Nº 1181136 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
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Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RESP n 1181136 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ESTELIONATO (ART. 171,
CAPUT, DO Código Penal Brasileiro). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO-
INCIDÊNCIA: AUSÊNCIA DE CUMULATIVIDADE DE SEUS
REQUISITOS. PACIENTE REINCIDENTE. EXPRESSIVIDADE DO
COMPORTAMENTO LESIVO. TIPICIDADE MATERIAL DA
CONDUTA. ORDEM DENEGADA.
1. O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. Precedentes: HC 104403/SP,
rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 1/2/2011; HC 104117/MT, rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJ de 26/10/2010; HC 96757/RS,
rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 4/12/2009; RHC 96813/RJ, rel. Min.
Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 24/4/2009)
2. O princípio da insignificância não se aplica quando se trata de
paciente reincidente, porquanto não há que se falar em reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento lesivo. Precedentes: HC 107067, rel.
Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ de 26/5/2011; HC 96684/MS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010; HC 103359/RS, rel. Min.
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010.
3. In casu, a vantagem ilicitamente obtida mediante a utilização de
cheque furtado tinha valor próximo à metade do salário mínimo, que era
de R$ 300,00 conforme Lei 11.164/2005, mercê de o paciente ser
reincidente em crimes contra o patrimônio, consoante afirmado na
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DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Ementa e Acórdão
HC 108.056 / RS
sentença condenatória, e ostentar extensa ficha criminal na qual arrolados
vários processos e inquéritos policiais instaurados com o fito de apurar
crimes de estelionato, falsificação de documentos, recepção e delitos de
trânsito, tudo a evidenciar que a aplicação do princípio da insignificância
no caso concreto servirá de estímulo à contumácia delituosa.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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HC 108.056 / RS
sentença condenatória, e ostentar extensa ficha criminal na qual arrolados
vários processos e inquéritos policiais instaurados com o fito de apurar
crimes de estelionato, falsificação de documentos, recepção e delitos de
trânsito, tudo a evidenciar que a aplicação do princípio da insignificância
no caso concreto servirá de estímulo à contumácia delituosa.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RESP n 1181136 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de EVERTON
AUGUSTO DE CARLI KERBER contra decisão monocrática do Ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça, dando provimento ao recurso
especial, cujo teor é o seguinte:
“1. Trata-se de Recurso Especial interposto pelo
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL, com fulcro nas alíneas a do art. 105, III da Carta Magna,
em adversidade ao acórdão proferido pelo TJRS, assim
ementado:
Estelionato. Bagatela: ínfimo valor que não autoriza o
ingresso da pendenga na seara penal, ultima ratio da ingerência
punitiva estatal. Materialidade: indispensável perícia.
Absolvição. À unanimidade, deram provimento ao apelo
defensivo. (fls. 271)
2. À ementa, acrescente-se que a conduta apurada nestes
autos foi estelionato, em que o denunciado fez uso de cheque
furtado no valor de R$ 149,00 (cento e quarenta e nove reais).
3. O recorrente afirma violados os arts. 171, caput do CPB e
563 do CPP. Argúi, para tanto, que a conduta é penalmente
relevante, enquadrando-se perfeitamente no tipo penal estelionato; não
sendo possível, então, fazer uso do princípio bagatelar. (fls. 293)
4. Com Contrarrazões (fls. 324/334), o Recurso Especial foi
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RESP n 1181136 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de EVERTON
AUGUSTO DE CARLI KERBER contra decisão monocrática do Ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça, dando provimento ao recurso
especial, cujo teor é o seguinte:
“1. Trata-se de Recurso Especial interposto pelo
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL, com fulcro nas alíneas a do art. 105, III da Carta Magna,
em adversidade ao acórdão proferido pelo TJRS, assim
ementado:
Estelionato. Bagatela: ínfimo valor que não autoriza o
ingresso da pendenga na seara penal, ultima ratio da ingerência
punitiva estatal. Materialidade: indispensável perícia.
Absolvição. À unanimidade, deram provimento ao apelo
defensivo. (fls. 271)
2. À ementa, acrescente-se que a conduta apurada nestes
autos foi estelionato, em que o denunciado fez uso de cheque
furtado no valor de R$ 149,00 (cento e quarenta e nove reais).
3. O recorrente afirma violados os arts. 171, caput do CPB e
563 do CPP. Argúi, para tanto, que a conduta é penalmente
relevante, enquadrando-se perfeitamente no tipo penal estelionato; não
sendo possível, então, fazer uso do princípio bagatelar. (fls. 293)
4. Com Contrarrazões (fls. 324/334), o Recurso Especial foi
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
HC 108.056 / RS
admitido (fls. 336/339).
5. O MPF, em parecer subscrito pelo ilustre
Subprocurador-Geral da República MAURICIO VIEIRA
BRACKS, manifestou-se pelo provimento do recurso (fls.
353/356).
6. É o relatório.
7. A irresignação deve prosperar.
8. A sentença que terminou por condenar o réu asseverou
ser autêntica a descrição dos fatos assim formulada na
denúncia:
No dia 02 de julho de 2005, em horário comercial, na Rua
Rmiro Barcelos, 1994, loja 02, nesta capital, o denunciado
obteve para si vantagem ilícita no valor de R$ 149,00 (cento e
quarenta e nove reais) em prejuízo da loja O Boticário,
induzindo SUS funcionários em erro, mediante fraude. (fls. 227)
9. A absolvição veio em segunda instância, ao fundamento
de que o fato não passava de um crime de bagatela, um
insignificante penal, indigno de repressão pelo estatuto
punitivo.
10. Ocorre que a jurisprudência desta Corte, ao avaliar a
aplicação do princípio da insignificância nos crimes de
estelionato, valoriza a distinção entre ínfimo e pequeno valor,
atribuindo apenas às condutas que tiveram aquele por objeto
material a atipicidade. A propósito, confiram-se os seguintes
precedentes:
HABEAS CORPUS. PENAL. ESTELIONATO. BENS
SUBTRAÍDOS
AVALIADOS
EM
R$
150,00.
INAPLICABILIDADE
DO
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PRECEDENTES.
ORDEM
DENEGADA.
1. A conduta perpetrada pelo agente não pode ser
considerada irrelevante para o direito penal. Com efeito, obter,
mediante meio fraudulento, roupas íntimas femininas, avaliadas
em R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) não se insere na
concepção doutrinária e jurisprudencial de crime de bagatela.
2. "A tipicidade penal não pode ser percebida como o
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.056 / RS
admitido (fls. 336/339).
5. O MPF, em parecer subscrito pelo ilustre
Subprocurador-Geral da República MAURICIO VIEIRA
BRACKS, manifestou-se pelo provimento do recurso (fls.
353/356).
6. É o relatório.
7. A irresignação deve prosperar.
8. A sentença que terminou por condenar o réu asseverou
ser autêntica a descrição dos fatos assim formulada na
denúncia:
No dia 02 de julho de 2005, em horário comercial, na Rua
Rmiro Barcelos, 1994, loja 02, nesta capital, o denunciado
obteve para si vantagem ilícita no valor de R$ 149,00 (cento e
quarenta e nove reais) em prejuízo da loja O Boticário,
induzindo SUS funcionários em erro, mediante fraude. (fls. 227)
9. A absolvição veio em segunda instância, ao fundamento
de que o fato não passava de um crime de bagatela, um
insignificante penal, indigno de repressão pelo estatuto
punitivo.
10. Ocorre que a jurisprudência desta Corte, ao avaliar a
aplicação do princípio da insignificância nos crimes de
estelionato, valoriza a distinção entre ínfimo e pequeno valor,
atribuindo apenas às condutas que tiveram aquele por objeto
material a atipicidade. A propósito, confiram-se os seguintes
precedentes:
HABEAS CORPUS. PENAL. ESTELIONATO. BENS
SUBTRAÍDOS
AVALIADOS
EM
R$
150,00.
INAPLICABILIDADE
DO
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PRECEDENTES.
ORDEM
DENEGADA.
1. A conduta perpetrada pelo agente não pode ser
considerada irrelevante para o direito penal. Com efeito, obter,
mediante meio fraudulento, roupas íntimas femininas, avaliadas
em R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) não se insere na
concepção doutrinária e jurisprudencial de crime de bagatela.
2. "A tipicidade penal não pode ser percebida como o
2
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Relatório
HC 108.056 / RS
trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a
configuração da tipicidade, é necessária uma análise
materialmente valorativa das circunstâncias do caso
concreto, no sentido de se verificar a ocorrência de alguma
lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem
jurídico tutelado" (Supremo Tribunal Federal, HC n. 97.772/RS, 1. Turma, Rel.
Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 19/11/2009.) 3. Não se
pode confundir bem de pequeno valor com o de valor
insignificante. Quando não há outro bem jurídico tutelado
pela norma penal, apenas o segundo, necessariamente,
enseja a aplicação do princípio da insignificância,
excluindo o crime.
4. Ordem denegada. (HC 160.916/SP, Rel. Ministra
LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 16/09/2010,
DJe 11/10/2010)
HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. UTILIZAÇÃO
DE CHEQUE FALSIFICADO. PREJUÍZO QUE BEIRA UM
SALÁRIO MÍNIMO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE. FIXAÇÃO DA PENA-BASE
ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO. EXISTÊNCIA DE
CIRCUNSTÂNCIAS
DESFAVORÁVEIS.
MULTIPLICIDADE
DE
CONDENAÇÕES.
EXASPERAÇÃO NA PRIMEIRA E SEGUNDA ETAPAS
DO CRITÉRIO TRIFÁSICO. BIS IN IDEM.
INEXISTÊNCIA.
1. Para a aplicação do referido postulado, devem ser
obedecidos quatro requisitos, a saber: a) mínima
ofensividade da conduta do agente; b) nenhuma
periculosidade social da ação; c) reduzidíssimo grau de
reprovabilidade do comportamento; e d) inexpressividade
da lesão jurídica provocada.
2. Na hipótese, o prejuízo causado com a ação do
paciente foi avaliado em R$ 220,00 (duzentos e vinte reais).
Tal valor não pode ser taxado de insignificante,
3
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HC 108.056 / RS
trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a
configuração da tipicidade, é necessária uma análise
materialmente valorativa das circunstâncias do caso
concreto, no sentido de se verificar a ocorrência de alguma
lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem
jurídico tutelado" (Supremo Tribunal Federal, HC n. 97.772/RS, 1. Turma, Rel.
Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 19/11/2009.) 3. Não se
pode confundir bem de pequeno valor com o de valor
insignificante. Quando não há outro bem jurídico tutelado
pela norma penal, apenas o segundo, necessariamente,
enseja a aplicação do princípio da insignificância,
excluindo o crime.
4. Ordem denegada. (HC 160.916/SP, Rel. Ministra
LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 16/09/2010,
DJe 11/10/2010)
HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. UTILIZAÇÃO
DE CHEQUE FALSIFICADO. PREJUÍZO QUE BEIRA UM
SALÁRIO MÍNIMO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE. FIXAÇÃO DA PENA-BASE
ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO. EXISTÊNCIA DE
CIRCUNSTÂNCIAS
DESFAVORÁVEIS.
MULTIPLICIDADE
DE
CONDENAÇÕES.
EXASPERAÇÃO NA PRIMEIRA E SEGUNDA ETAPAS
DO CRITÉRIO TRIFÁSICO. BIS IN IDEM.
INEXISTÊNCIA.
1. Para a aplicação do referido postulado, devem ser
obedecidos quatro requisitos, a saber: a) mínima
ofensividade da conduta do agente; b) nenhuma
periculosidade social da ação; c) reduzidíssimo grau de
reprovabilidade do comportamento; e d) inexpressividade
da lesão jurídica provocada.
2. Na hipótese, o prejuízo causado com a ação do
paciente foi avaliado em R$ 220,00 (duzentos e vinte reais).
Tal valor não pode ser taxado de insignificante,
3
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Relatório
HC 108.056 / RS
principalmente se considerado que à época dos fatos
(5.5.02), ele se aproximava a 1 (um) salário mínimo.
3. De mais a mais, a utilização de cheque falsificado
evidencia a presença de periculosidade social da ação,
afastando a incidência do referido princípio.
4. A existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis
autoriza a fixação da pena-base acima do patamar mínimo e o
estabelecimento de regime prisional mais gravoso.
5. No caso, a Juíza do processo fixou a pena-base em
5 (cinco) meses acima do piso legal, apontando como
desfavoráveis a personalidade do agente e as
consequências dos crime. Assim, não há falar em
constrangimento ilegal.
6. Além disso, havendo multiplicidade de
condenações, nada obsta a exasperação da sanção na
primeira e na segunda etapas do critério trifásico de
aplicação da reprimenda, sem que isso configure bis in
idem.
7. Ordem denegada. (HC 83.144/DF, Rel. Ministro
OG FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em
25/05/2010, DJe 21/06/2010)
11. Na hipótese, o valor do estelionato foi de R$ 149,00
(cento e quarenta e nove reais), valor que, embora parco, não é
ninharia a ponto de ser tido como um indiferente penal. Daí
porque, correta a condenação levada a efeito na primeira
instância.
12. Ante o exposto, com base no art. 557, § 1o.-A do Código de Processo Civil
c/c o art. 3o. do CPP, dá-se provimento ao Recurso Especial para
restabelecer o decisum de primeiro grau.
13. Publique-se.
14. Intimações necessárias.”
Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática de
estelionato (art. 171 do Código Penal), por ter adquirido, com cheque
furtado, dois frascos de perfume avaliados em R$ 150,00, em uma
perfumaria da rede O Boticário.
4
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HC 108.056 / RS
principalmente se considerado que à época dos fatos
(5.5.02), ele se aproximava a 1 (um) salário mínimo.
3. De mais a mais, a utilização de cheque falsificado
evidencia a presença de periculosidade social da ação,
afastando a incidência do referido princípio.
4. A existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis
autoriza a fixação da pena-base acima do patamar mínimo e o
estabelecimento de regime prisional mais gravoso.
5. No caso, a Juíza do processo fixou a pena-base em
5 (cinco) meses acima do piso legal, apontando como
desfavoráveis a personalidade do agente e as
consequências dos crime. Assim, não há falar em
constrangimento ilegal.
6. Além disso, havendo multiplicidade de
condenações, nada obsta a exasperação da sanção na
primeira e na segunda etapas do critério trifásico de
aplicação da reprimenda, sem que isso configure bis in
idem.
7. Ordem denegada. (HC 83.144/DF, Rel. Ministro
OG FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em
25/05/2010, DJe 21/06/2010)
11. Na hipótese, o valor do estelionato foi de R$ 149,00
(cento e quarenta e nove reais), valor que, embora parco, não é
ninharia a ponto de ser tido como um indiferente penal. Daí
porque, correta a condenação levada a efeito na primeira
instância.
12. Ante o exposto, com base no art. 557, § 1o.-A do Código de Processo Civil
c/c o art. 3o. do CPP, dá-se provimento ao Recurso Especial para
restabelecer o decisum de primeiro grau.
13. Publique-se.
14. Intimações necessárias.”
Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática de
estelionato (art. 171 do Código Penal), por ter adquirido, com cheque
furtado, dois frascos de perfume avaliados em R$ 150,00, em uma
perfumaria da rede O Boticário.
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Relatório
HC 108.056 / RS
A apelação interposta pela defesa foi provida pelo Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul para reconhecer a incidência do
princípio da insignificância.
Daí a interposição de recurso especial pelo Ministério Público, alfim
provido para afastar a incidência do referido princípio, reconhecendo a
tipicidade material da conduta.
Nesta impetração, sustenta-se a presença dos requisitos
estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal para a incidência do princípio da insignificância,
pois não existiu ofensividade da conduta, não tendo o paciente obrigado
a vendedora a aceitar o cheque, e o valor seria de pequena relevância em
se tratando de uma franquia de marca reconhecida em todo o território
nacional.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
5
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HC 108.056 / RS
A apelação interposta pela defesa foi provida pelo Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul para reconhecer a incidência do
princípio da insignificância.
Daí a interposição de recurso especial pelo Ministério Público, alfim
provido para afastar a incidência do referido princípio, reconhecendo a
tipicidade material da conduta.
Nesta impetração, sustenta-se a presença dos requisitos
estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal para a incidência do princípio da insignificância,
pois não existiu ofensividade da conduta, não tendo o paciente obrigado
a vendedora a aceitar o cheque, e o valor seria de pequena relevância em
se tratando de uma franquia de marca reconhecida em todo o território
nacional.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
em que se discute a incidência do princípio da insignificância ao crime
assim descrito na denúncia:
No dia 02 de julho de 2005, em horário comercial, na Rua
Ramiro Barcelos, n 1994, loja 02, nesta capital, o denunciado obteve
para si vantagem ilícita no valor de R$149,00 (cento e quarenta e nove
reais) em prejuízo da loja O BOTICÁRIO, induzindo os seus
funcionários em erro, mediante fraude.
Na ocasião, o denunciado compareceu na loja acima referida,
identificando-se como filho do proprietário da farmácia vizinha e
adquiriu dois perfumes, pagando-os com o cheque n 003263, conta
corrente 023015, Banco Bradesco (fl. 08), em nome de Plaza Imóveis
Ltda, previamente furtado.
Percebendo que o imputado havia esquecido seu aparelho celular
na loja, uma funcionária do estabelecimento compareceu na farmácia a
fim de devolvê-lo, mas neste local o acusado era desconhecido.
Realizada a consulta do cheque, foi verificado que o cheque era
furtado. A vítima arcou com o prejuízo.
Assim agindo, o denunciado está incurso nas sanções do art.
171, caput, do Código Penal (…)
In casu, colho da sentença que a vantagem ilicitamente obtida tinha
valor próximo à metade do salário mínimo nacional, que era de R$ 300,00
conforme Lei 11.164/2005, sendo o crime cometido com cheque furtado.
Consta dos autos também que o réu é reincidente em crimes contra o
patrimônio, elemento que foi utilizado para agravar a pena.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.056 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
em que se discute a incidência do princípio da insignificância ao crime
assim descrito na denúncia:
No dia 02 de julho de 2005, em horário comercial, na Rua
Ramiro Barcelos, n 1994, loja 02, nesta capital, o denunciado obteve
para si vantagem ilícita no valor de R$149,00 (cento e quarenta e nove
reais) em prejuízo da loja O BOTICÁRIO, induzindo os seus
funcionários em erro, mediante fraude.
Na ocasião, o denunciado compareceu na loja acima referida,
identificando-se como filho do proprietário da farmácia vizinha e
adquiriu dois perfumes, pagando-os com o cheque n 003263, conta
corrente 023015, Banco Bradesco (fl. 08), em nome de Plaza Imóveis
Ltda, previamente furtado.
Percebendo que o imputado havia esquecido seu aparelho celular
na loja, uma funcionária do estabelecimento compareceu na farmácia a
fim de devolvê-lo, mas neste local o acusado era desconhecido.
Realizada a consulta do cheque, foi verificado que o cheque era
furtado. A vítima arcou com o prejuízo.
Assim agindo, o denunciado está incurso nas sanções do art.
171, caput, do Código Penal (…)
In casu, colho da sentença que a vantagem ilicitamente obtida tinha
valor próximo à metade do salário mínimo nacional, que era de R$ 300,00
conforme Lei 11.164/2005, sendo o crime cometido com cheque furtado.
Consta dos autos também que o réu é reincidente em crimes contra o
patrimônio, elemento que foi utilizado para agravar a pena.
O princípio da insignificância incide quando presentes,
cumulativamente, as seguintes condições objetivas:
(a)
mínima
ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada, consoante entendimento
firmado por ambas as Turmas do Supremo:
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO DE APROXIMADAMENTE 50 METROS DE
FIO DE COBRE UTILIZADOS EM REDE ELÉTRICA.
ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por conseqüência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, além de serem relevados o valor do objeto do
crime e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso,
de forma cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do
País e o conjunto de valores éticos juridicamente aproveitados
pelo sistema penal para determinar se a conduta pode ou não
ser considerada típica para a configuração do delito.
Precedentes. 4. Na espécie, embora o objeto da tentativa de
furto qualificado tenha sido avaliado em R$ 150,00 reais, de
pouco valor material, é certo, houve prejuízo para a vítima, que
teve que reparar a rede elétrica danificada, e a interrupção do
serviço de iluminação pública para os usuários da respectiva
localidade. 5. Ordem denegada. (HC 104403/SP, rel. Min.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.056 / RS
ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada, consoante entendimento
firmado por ambas as Turmas do Supremo:
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
QUALIFICADO DE APROXIMADAMENTE 50 METROS DE
FIO DE COBRE UTILIZADOS EM REDE ELÉTRICA.
ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por conseqüência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, além de serem relevados o valor do objeto do
crime e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada -, devem ser analisados, em cada caso,
de forma cautelar e rigorosa, a realidade sócio-econômica do
País e o conjunto de valores éticos juridicamente aproveitados
pelo sistema penal para determinar se a conduta pode ou não
ser considerada típica para a configuração do delito.
Precedentes. 4. Na espécie, embora o objeto da tentativa de
furto qualificado tenha sido avaliado em R$ 150,00 reais, de
pouco valor material, é certo, houve prejuízo para a vítima, que
teve que reparar a rede elétrica danificada, e a interrupção do
serviço de iluminação pública para os usuários da respectiva
localidade. 5. Ordem denegada. (HC 104403/SP, rel. Min.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 1/2/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FURTO
SIMPLES. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. RAZOÁVEL
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. FURTO
INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO.
PRESCRIÇÃO. MATÉRIA NÃO EXAMINDA NO ACÓRDÃO
QUESTIONADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E DENEGADO. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DECLARAR A PRESCRIÇÃO.
I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a
tornar a conduta atípica exige a ocorrência de conduta
minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade do
agente, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Convém
distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de
pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o
reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do
princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno
valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao
furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2..., do Código Penal. III
– A alegada prescrição da pretensão punitiva não foi tratada no
acordão do Superior Tribunal, o que impede que a matéria seja
conhecida por este Tribunal, sob pena de incorrer-se em
supressão de instância, com evidente extravasamento dos
limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição
Federal. IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado. V – Ordem concedida, de ofício, para declarar
a extinção da punibilidade do paciente, pela ocorrência da
prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 107, IV, do
Código Penal. (HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski,
1... Turma, DJ de 26/10/2010)
Habeas corpus. Penal. Crime de furto (art. 155, caput, do
Código Penal Brasileiro). Princípio da insignificância. Hipótese de não aplicação.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.056 / RS
Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 1/2/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FURTO
SIMPLES. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. RAZOÁVEL
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. FURTO
INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO.
PRESCRIÇÃO. MATÉRIA NÃO EXAMINDA NO ACÓRDÃO
QUESTIONADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E DENEGADO. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DECLARAR A PRESCRIÇÃO.
I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a
tornar a conduta atípica exige a ocorrência de conduta
minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade do
agente, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Convém
distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de
pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o
reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do
princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno
valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao
furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2..., do Código Penal. III
– A alegada prescrição da pretensão punitiva não foi tratada no
acordão do Superior Tribunal, o que impede que a matéria seja
conhecida por este Tribunal, sob pena de incorrer-se em
supressão de instância, com evidente extravasamento dos
limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição
Federal. IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado. V – Ordem concedida, de ofício, para declarar
a extinção da punibilidade do paciente, pela ocorrência da
prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 107, IV, do
Código Penal. (HC 104117/MT, rel. Min. Ricardo Lewandowski,
1... Turma, DJ de 26/10/2010)
Habeas corpus. Penal. Crime de furto (art. 155, caput, do
Código Penal Brasileiro). Princípio da insignificância. Hipótese de não aplicação.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
Precedentes da Corte. 1. A jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal assentou algumas circunstâncias que devem
orientar a aferição do relevo material da tipicidade penal, tais
como: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b)
nenhuma periculosidade social da ação, (c) reduzidíssimo
grau de reprovabilidade do comportamento e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. 2. Ainda que o
valor dos bens subtraídos seja de pequena monta, não há como
se aplicar o princípio da insignificância ao caso concreto, tendo
em vista a relevância da quantia subtraída à situação econômica
da vítima. Por esse motivo, não há como concluir pela
inexpressividade da lesão ao bem juridicamente protegido. 3.
Habeas corpus denegado. (HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
1... Turma, DJ de 4/12/2009)
DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PARÂMETROS
E
CRITÉRIOS.
INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA.
AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste writ,
consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com
base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou
ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2.
Registro que não considero apenas e tão somente o valor
subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para
aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por
óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...). Como já analisou o Min. Celso
de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da
insignificância tem como vetores "a mínima ofensividade da
conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação,
o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica provocada." (HC 84.412/SP).
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.056 / RS
Precedentes da Corte. 1. A jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal assentou algumas circunstâncias que devem
orientar a aferição do relevo material da tipicidade penal, tais
como: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b)
nenhuma periculosidade social da ação, (c) reduzidíssimo
grau de reprovabilidade do comportamento e (d)
inexpressividade da lesão jurídica provocada. 2. Ainda que o
valor dos bens subtraídos seja de pequena monta, não há como
se aplicar o princípio da insignificância ao caso concreto, tendo
em vista a relevância da quantia subtraída à situação econômica
da vítima. Por esse motivo, não há como concluir pela
inexpressividade da lesão ao bem juridicamente protegido. 3.
Habeas corpus denegado. (HC 96757/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
1... Turma, DJ de 4/12/2009)
DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA.
PARÂMETROS
E
CRITÉRIOS.
INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA.
AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste writ,
consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a
suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com
base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou
ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2.
Registro que não considero apenas e tão somente o valor
subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para
aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por
óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes,
como no próprio exemplo do furto simples, bem como
desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto
privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...). Como já analisou o Min. Celso
de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da
insignificância tem como vetores "a mínima ofensividade da
conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação,
o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica provocada." (HC 84.412/SP).
4
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem
simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade
material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e
comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm
perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da
tipicidade material deverá levar em consideração a importância
do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No
caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem
subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar,
que há informação nos autos de que o valor "subtraído
representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo
fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda
mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência
honesta." Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso
concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão
jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de
habeas corpus. (RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma,
DJ de 24/4/2009)
(grifos adicionados)
Esta Corte tem repelido a aplicação do princípio da insignificância
quando se trata de reincidente, porquanto não há que se falar em
reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo. Confiram-se
os seguintes julgados:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
5
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HC 108.056 / RS
3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem
simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade
material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e
comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm
perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da
tipicidade material deverá levar em consideração a importância
do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No
caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem
subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar,
que há informação nos autos de que o valor "subtraído
representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo
fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda
mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência
honesta." Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso
concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão
jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de
habeas corpus. (RHC 96813/RJ, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma,
DJ de 24/4/2009)
(grifos adicionados)
Esta Corte tem repelido a aplicação do princípio da insignificância
quando se trata de reincidente, porquanto não há que se falar em
reduzido grau de reprovabilidade do comportamento lesivo. Confiram-se
os seguintes julgados:
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE
FURTO DE UM BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 120,00.
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA E ALTO
GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM
DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
5
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 26/5/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
6
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HC 108.056 / RS
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato, tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, em razão da habitualidade delitiva
e do alto grau de reprovabilidade da conduta do Paciente. 5. O
criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena
monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como tivesse
praticado condutas irrelevantes. 6. Habeas corpus denegado.
(HC 107067, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de 26/5/2011)
HABEAS CORPUS. PENAL. PORTE ILEGAL DE
MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO ALEGAÇÃO DE
INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
INVIABILIDADE. CRIME COMETIDO EM CONCURSO
MATERIAL COM O CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida
como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma
abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração
da tipicidade, é necessária uma análise materialmente
valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se
verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio
da insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
6
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HC 108.056 / RS
e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
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e os aspectos objetivos do fato – tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. Nas circunstâncias do caso, o fato não
é penalmente irrelevante, pois o delito foi praticado em
concurso com o crime de tráfico de entorpecentes, o que
configuraria, minimamente, a periculosidade social da ação do
Paciente e o descomprometimento com os valores tutelados
pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério subjetivo, a
reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 96684/MS, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ de 23/11/2010)
HABEAS CORPUS. PENAL. FURTOS E TENTATIVA DE
FURTO. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. CRIME PRATICADO
COM ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO E EM CONCURSO
COM MENOR. DESCOMPROMETIMENTO DO PACIENTE
COM OS VALORES TUTELADOS PELO DIREITO.
REINCIDÊNCIA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. A
tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício
de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é
necessária uma análise materialmente valorativa das
circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a
ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente
relevante do bem jurídico tutelado. 2. O princípio da
insignificância reduz o âmbito de proibição aparente da
tipicidade legal e, por consequência, torna atípico o fato na
seara penal, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado
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HC 108.056 / RS
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Nesse sentido, aliás, o parecer do Ministério Público, cujo teor é o
seguinte:
In casu, a composição dos autos revela que a conduta
imputada ao paciente não se encaixa nos parâmetros fornecidos
por esse Pretório Excelso para a incidência do princípio da
insignificância: o dano causado – R$ 149,00 (cento e quarenta e
nove reais) – não pode ser tido como ínfimo, pois representava
quase a metade do salário mínimo nacional vigente à época dos
fatos2, evidenciando a expressividade da lesão jurídica
provocada e a acentuada ofensividade da conduta.
Observe-se ainda que delito foi perpetrado por meio de
cheques roubados. Embora não se possa atribuir ao Paciente o
roubo, o fato é que seu uso foi consciente e deliberado,
demonstrando, no mínimo, a receptação das cártulas.
Pondere-se ainda, que o direito penal é dotado de
8
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HC 108.056 / RS
pela norma penal. 3. Para a incidência do princípio da
insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime
e os aspectos objetivos do fato - tais como a mínima
ofensividade da conduta do agente, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da
lesão jurídica causada. 4. No caso dos autos, em que o delito foi
praticado com rompimento de obstáculo e em concurso com
menor, percebe-se o descomprometimento do Paciente com os
valores tutelados pelo direito. 5. Apesar de tratar-se de critério
subjetivo, a reincidência remete a critério objetivo e deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da
insignificância, já que não está sujeita a interpretações
doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises discricionárias.
O criminoso reincidente apresenta comportamento
reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica. 6. Ordem denegada. (HC 103359/RS, rel. Min. Cármen
Lúcia, 1...Turma, DJ 6/8/2010)
(grifos adicionados)
Nesse sentido, aliás, o parecer do Ministério Público, cujo teor é o
seguinte:
In casu, a composição dos autos revela que a conduta
imputada ao paciente não se encaixa nos parâmetros fornecidos
por esse Pretório Excelso para a incidência do princípio da
insignificância: o dano causado – R$ 149,00 (cento e quarenta e
nove reais) – não pode ser tido como ínfimo, pois representava
quase a metade do salário mínimo nacional vigente à época dos
fatos2, evidenciando a expressividade da lesão jurídica
provocada e a acentuada ofensividade da conduta.
Observe-se ainda que delito foi perpetrado por meio de
cheques roubados. Embora não se possa atribuir ao Paciente o
roubo, o fato é que seu uso foi consciente e deliberado,
demonstrando, no mínimo, a receptação das cártulas.
Pondere-se ainda, que o direito penal é dotado de
8
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 108.056 / RS
suficientes instrumentos para a adequada dosagem da
reprimenda, de acordo com o fato imputado e suas
circunstâncias, as quais são medida necessária e suficiente à
inibição da continuidade da prática delituosa.
Pelo exposto, e em vista à não satisfação cumulativa dos
vetores estabelecidos por esse Pretório Excelso para incidência
do dito princípio, somos pela denegação da ordem.
In casu, consta na sentença condenatória que o paciente teve a pena
agravada em razão da reincidência, além de possuir extensa ficha
criminal na qual arrolados inquéritos e ações penais por vários crimes de
estelionato, falsificação de documentos, receptação e delitos de trânsito,
tudo a evidenciar que a aplicação do princípio da insignificância servirá
de estímulo à contumácia delituosa.
Ex positis, o voto é pela denegação da ordem.
9
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HC 108.056 / RS
suficientes instrumentos para a adequada dosagem da
reprimenda, de acordo com o fato imputado e suas
circunstâncias, as quais são medida necessária e suficiente à
inibição da continuidade da prática delituosa.
Pelo exposto, e em vista à não satisfação cumulativa dos
vetores estabelecidos por esse Pretório Excelso para incidência
do dito princípio, somos pela denegação da ordem.
In casu, consta na sentença condenatória que o paciente teve a pena
agravada em razão da reincidência, além de possuir extensa ficha
criminal na qual arrolados inquéritos e ações penais por vários crimes de
estelionato, falsificação de documentos, receptação e delitos de trânsito,
tudo a evidenciar que a aplicação do princípio da insignificância servirá
de estímulo à contumácia delituosa.
Ex positis, o voto é pela denegação da ordem.
9
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.056
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP n 1181136 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.056
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP n 1181136 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791135
Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 108 . 056",
"RESP n 1181136",
"HC 104403 / SP",
"HC 104117 / MT",
"HC 96757 / RS",
"HC 107067",
"HC 96684 / MS",
"HC 103359 / RS",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 108 . 056 / RS",
"HABEAS CORPUS 108 . 056",
"RESP n 1181136",
"HABEAS CORPUS 108 . 056",
"RESP n 1181136 DO SUPERIOR",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC n . 97 . 772 / RS",
"HC 160 . 916 / SP",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC n . 97 . 772 / RS",
"HC 160 . 916 / SP",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 83 . 144 / DF",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 83 . 144 / DF",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 108 . 056 / RS",
"HABEAS CORPUS 108 . 056",
"HABEAS CORPUS 108 . 056",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 104403 / SP",
"HC 108",
"HC 104403 / SP",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 104117 / MT",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 104117 / MT",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 96757 / RS",
"HC 84 . 412 / SP",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 96757 / RS",
"HC 84 . 412 / SP",
"HC 108 . 056 / RS",
"RHC 96813 / RJ",
"HC 108 . 056 / RS",
"RHC 96813 / RJ",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 107067",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 107067",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 96684 / MS",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 96684 / MS",
"108",
"056",
"RS",
"HC 103359 / RS",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 103359 / RS",
"HC 108 . 056 / RS",
"HC 108 . 056 / RS",
"HABEAS CORPUS 108 . 056",
"RESP n 1181136",
"HABEAS CORPUS 108 . 056",
"RESP n 1181136"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 171 , CAPUT , DO Código Penal Brasileiro",
"Lei 11 . 164 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alíneas a do art . 105 , III da Carta Magna",
"arts . 171 , caput do CPB",
"563 do CPP",
"Medida Provisória",
"alíneas a do art . 105 , III da Carta Magna",
"arts . 171 , caput do CPB",
"563 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 3o . do CPP",
"art . 171 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 1o . - A do Código de Processo Civil",
"art . 3o . do CPP",
"art . 171 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 171 , caput , do Código Penal",
"Lei 11 . 164 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 171 , caput , do Código Penal",
"Lei 11 . 164 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"art . 107 , IV , do Código Penal",
"art . 155 , caput , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 2 . . . , do Código Penal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"art . 107 , IV , do Código Penal",
"art . 155 , caput , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Rua Rmiro Barcelos",
"Rua Rmiro Barcelos",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Rua Ramiro Barcelos",
"capital",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Rua Ramiro Barcelos",
"capital",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
"1",
"1",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"TJRS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"MINISTÉRIO",
"TJRS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"MPF",
"O Boticário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MPF",
"O Boticário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"QUINTA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"QUINTA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEXTA TURMA",
"rede",
"O Boticário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEXTA TURMA",
"rede",
"O Boticário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"O BOTICÁRIO",
"Banco Bradesco",
"Plaza Imóveis Ltda",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"O BOTICÁRIO",
"Banco Bradesco",
"Plaza Imóveis Ltda",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
"Superior Tribunal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
". . . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER",
"LUIZ FUX",
"EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"LUIZ FUX",
"EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER",
"LUIZ FUX",
"EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"MAURICIO VIEIRA BRACKS",
"MAURICIO VIEIRA BRACKS",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LAURITA VAZ",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LAURITA VAZ",
"OG FERNANDES",
"OG FERNANDES",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"LUIZ FUX",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"EVERTON AUGUSTO DE CARLI KERBER",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"1",
"/",
"2",
"/",
"2011",
"26",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"4",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"4",
"/",
"2009",
"26",
"/",
"5",
"/",
"2011",
"23",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"6",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"14",
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"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02 de julho de 2005",
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"08",
"/",
"2001",
"02 de julho de 2005",
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"08",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"2010",
"11",
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"/",
"2010",
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"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"16",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"11",
"/",
"10",
"/",
"2010",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"5",
".",
"02",
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"/",
"05",
"/",
"2010",
"21",
"/",
"06",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"5",
".",
"02",
"25",
"/",
"05",
"/",
"2010",
"21",
"/",
"06",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"02",
"/",
"2012",
"02 de julho de 2005",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"02 de julho de 2005",
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"/",
"08",
"/",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
"2",
"/",
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"/",
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"/",
"2011",
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"/",
"10",
"/",
"2010",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"2009",
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"/",
"2001",
"4",
"/",
"12",
"/",
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"08",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"2011",
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"26",
"/",
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"/",
"2011",
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"/",
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"/",
"2001",
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"/",
"2001",
"23",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
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"/",
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"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S)
:ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S)
:RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, E 93, IX,
DA CF. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – Quanto ao art. 5º, XXXV, da Constituição, observe-se que
julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da
negativa de prestação jurisdicional.
II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o
acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado.
III - Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1747181.
Supremo Tribunal Federal
DJe 05/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S)
:ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S)
:RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo. Eis o teor do julgado impugnado:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita:
'AÇÃO DE COBRANÇA - CORRETAGEM -
COMISSÃO DEVIDA - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS -
APLICAÇÃO DO ARTIGO 20, § 3º, DO CPC - CORREÇÃO
MONETÁRIA - JUROS DE MORA - TAXA. É devido o
pagamento da comissão de corretagem, se comprovado que o
negócio só se concretizou em razão de efetiva atuação do
corretor, aproximando as partes e tomando todas as providências
para que o negócio se realizasse. Havendo condenação, os
honorários advocatícios devem ser impostos com a observância
do artigo 20, § 3º, do CPC e não nos termos do § 4º, do mesmo
artigo, inadmitindo-se a fixação da referida verba em quantia
inferior a 10% do valor da condenação, por ser este o percentual
mínimo previsto em lei. São partes integrantes da condenação a
correção monetária, por disposição legal, e os juros de mora, que
tem a finalidade de evitar o enriquecimento sem causa da parte
devedora. Os juros legais são cobrados à taxa de 6% ao ano (art.
1.062 do CC/1916, até a vigência do Novo Código Civil,
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S)
:ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S)
:RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo. Eis o teor do julgado impugnado:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita:
'AÇÃO DE COBRANÇA - CORRETAGEM -
COMISSÃO DEVIDA - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS -
APLICAÇÃO DO ARTIGO 20, § 3º, DO CPC - CORREÇÃO
MONETÁRIA - JUROS DE MORA - TAXA. É devido o
pagamento da comissão de corretagem, se comprovado que o
negócio só se concretizou em razão de efetiva atuação do
corretor, aproximando as partes e tomando todas as providências
para que o negócio se realizasse. Havendo condenação, os
honorários advocatícios devem ser impostos com a observância
do artigo 20, § 3º, do CPC e não nos termos do § 4º, do mesmo
artigo, inadmitindo-se a fixação da referida verba em quantia
inferior a 10% do valor da condenação, por ser este o percentual
mínimo previsto em lei. São partes integrantes da condenação a
correção monetária, por disposição legal, e os juros de mora, que
tem a finalidade de evitar o enriquecimento sem causa da parte
devedora. Os juros legais são cobrados à taxa de 6% ao ano (art.
1.062 do CC/1916, até a vigência do Novo Código Civil,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
AI 851.596 AGR / MG
jan/2003, quando a taxa legal passa a ser de 1% ao mês (art. 406
do NCC). V.v. - Não convencionada pelas partes a taxa de juros
moratórios, deve a mesma ser de 0,5% ao mês (Art. 1062, Cód.
Civil de 1916)' (fl. 1.290)
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da mesma Carta.
Argumentou-se, para tanto, que 'violado o artigo 5º, XXXV, da
Lei Maior, dada a manifesta negativa de prestação jurisdicional. Tal
constatação decorre da circunstância de os declaratórios terem
renovado as teses jurídicas postas apelação, que examinadas,
ensejariam diferente desfecho para a ação' (fl. 1.410)
Sustentou-se, ainda, que 'não restam dúvidas, portanto, da
violação ao art. 93, IX, da Lei Maior, já que a decisão recorrida se
apartou, injustificavelmente, do contexto probatório' (fls. 1.417).
O agravo não merece acolhida.
Quanto à suposta violação ao art. 5º, XXXV, da Constituição, o
Tribunal de origem rejeitou os embargos declaratórios, por entender
inexistir contradição, omissão ou obscuridade no julgado embargado.
Por oportuno, destaco trecho do voto do relator proferido nos embargos
declaratórios:
'Quanto á alegação da segunda embargante de que a
Turma Julgadora não se manifestou a respeito dos diversos
tópicos por ela aventados, nem pormenorizadamente sobre a
prova produzida, como é sabido, a decisão judicial não se
constitui em uma resposta a questionário proposto pelas partes,
sendo certo, contudo, que no caso em tela, todas as questões
postas pelo litigantes, como se constata do acórdão embargado,
foram devidamente apreciadas' (fl. 1.361).
Observe-se que o entendimento desta Corte orienta-se no sentido
de que o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à
configuração da negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido,
cito os seguintes precedentes, entre outros: AI 747.611-AgR/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia; AI 657.164-AgR/AM, Rel. Min. Menezes
Direito; AI 648.551-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI
469.341-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 690.551-AgR/RJ, de
minha relatoria. Este último assim ementado:
2
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jan/2003, quando a taxa legal passa a ser de 1% ao mês (art. 406
do NCC). V.v. - Não convencionada pelas partes a taxa de juros
moratórios, deve a mesma ser de 0,5% ao mês (Art. 1062, Cód.
Civil de 1916)' (fl. 1.290)
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da mesma Carta.
Argumentou-se, para tanto, que 'violado o artigo 5º, XXXV, da
Lei Maior, dada a manifesta negativa de prestação jurisdicional. Tal
constatação decorre da circunstância de os declaratórios terem
renovado as teses jurídicas postas apelação, que examinadas,
ensejariam diferente desfecho para a ação' (fl. 1.410)
Sustentou-se, ainda, que 'não restam dúvidas, portanto, da
violação ao art. 93, IX, da Lei Maior, já que a decisão recorrida se
apartou, injustificavelmente, do contexto probatório' (fls. 1.417).
O agravo não merece acolhida.
Quanto à suposta violação ao art. 5º, XXXV, da Constituição, o
Tribunal de origem rejeitou os embargos declaratórios, por entender
inexistir contradição, omissão ou obscuridade no julgado embargado.
Por oportuno, destaco trecho do voto do relator proferido nos embargos
declaratórios:
'Quanto á alegação da segunda embargante de que a
Turma Julgadora não se manifestou a respeito dos diversos
tópicos por ela aventados, nem pormenorizadamente sobre a
prova produzida, como é sabido, a decisão judicial não se
constitui em uma resposta a questionário proposto pelas partes,
sendo certo, contudo, que no caso em tela, todas as questões
postas pelo litigantes, como se constata do acórdão embargado,
foram devidamente apreciadas' (fl. 1.361).
Observe-se que o entendimento desta Corte orienta-se no sentido
de que o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à
configuração da negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido,
cito os seguintes precedentes, entre outros: AI 747.611-AgR/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia; AI 657.164-AgR/AM, Rel. Min. Menezes
Direito; AI 648.551-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI
469.341-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 690.551-AgR/RJ, de
minha relatoria. Este último assim ementado:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
AI 851.596 AGR / MG
'PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO EXTEMPORÂNEO. CONSTITUCIONAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXXV, E 93, IX,
DA CF/88. I - Os embargos de declaração opostos à decisão
monocrática que inadmitiu o extraordinário não suspendem ou
interrompem o prazo para interposição de outro recurso. II -
Julgamento contrário aos interesses da parte não basta à
configuração da negativa de prestação jurisdicional. III - Não há
contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão
recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. IV -
Agravo regimental improvido'.
Ademais, quanto à suposta violação ao art. 93, IX, da
Constituição, assim se manifestou o acórdão recorrido quando do
julgamento da matéria:
'Todavia, pelo que se verifica do documento de f. 23-24,
foram cedidos à apelada todos os direitos atinentes ao contrato
celebrado entre a apelante e as empresas acima mencionadas,
sendo certo ainda, que outros documentos dos autos, já
mencionados pelo sentenciante, mostram de forma induvidosa, a
efetiva participação da apelada na realização do negócio.
Destaco entre esses documentos, o fax enviado para a
autora, ora apelada, pela apelante (f. 802) remetendo certidões
negativas de débitos estaduais. Pergunta-se, qual objetivo dessa
remessa de certidões negativas à autora? Creio ser óbvia a
resposta.
As afirmações feitas pelas testemunhas, especialmente das
testemunhas Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni, chefe de
Gabinete do Governador do Estado do Espírito Santo (f. 985-
986) e José Francisco, diretor da Microcity Computadores e
Sistemas Ltda (f. 987-988), mostram de forma clara, a decisiva
participação da apelada para que o negócio se realizasse,
afirmando esta última testemunha, entre outras coisas:
‘Todo o meu conhecimento deste negócio sempre foi por
intermédio da autora que sempre esteve à frente do negócio’.
Correto também o julgador monocrático, ao entender ser
irrelevante o prazo de 20 dias previsto para durar o contrato,
3
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'PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO EXTEMPORÂNEO. CONSTITUCIONAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXXV, E 93, IX,
DA CF/88. I - Os embargos de declaração opostos à decisão
monocrática que inadmitiu o extraordinário não suspendem ou
interrompem o prazo para interposição de outro recurso. II -
Julgamento contrário aos interesses da parte não basta à
configuração da negativa de prestação jurisdicional. III - Não há
contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão
recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. IV -
Agravo regimental improvido'.
Ademais, quanto à suposta violação ao art. 93, IX, da
Constituição, assim se manifestou o acórdão recorrido quando do
julgamento da matéria:
'Todavia, pelo que se verifica do documento de f. 23-24,
foram cedidos à apelada todos os direitos atinentes ao contrato
celebrado entre a apelante e as empresas acima mencionadas,
sendo certo ainda, que outros documentos dos autos, já
mencionados pelo sentenciante, mostram de forma induvidosa, a
efetiva participação da apelada na realização do negócio.
Destaco entre esses documentos, o fax enviado para a
autora, ora apelada, pela apelante (f. 802) remetendo certidões
negativas de débitos estaduais. Pergunta-se, qual objetivo dessa
remessa de certidões negativas à autora? Creio ser óbvia a
resposta.
As afirmações feitas pelas testemunhas, especialmente das
testemunhas Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni, chefe de
Gabinete do Governador do Estado do Espírito Santo (f. 985-
986) e José Francisco, diretor da Microcity Computadores e
Sistemas Ltda (f. 987-988), mostram de forma clara, a decisiva
participação da apelada para que o negócio se realizasse,
afirmando esta última testemunha, entre outras coisas:
‘Todo o meu conhecimento deste negócio sempre foi por
intermédio da autora que sempre esteve à frente do negócio’.
Correto também o julgador monocrático, ao entender ser
irrelevante o prazo de 20 dias previsto para durar o contrato,
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
AI 851.596 AGR / MG
uma vez que vencido o mesmo, a autora continuou trabalhando
para que se concretizasse o negócio referente a transferência de
créditos de ICMS, dúvida não havendo, de que a apelada além de
aproximar as partes, ainda tomou todas as providências
necessárias, principalmente, junto ao Governo do Estado do
Espírito Santo, para que a transferência de crédito chegasse a
bom termo' (fl. 1.297).
Assim, verifico que a decisão restou devidamente fundamentada,
Logo, destaco que o aludido dispositivo constitucional, diversamente
do que sustenta o recorrente, busca que o julgador indique de forma
clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput )
” (fls. 1.456-1.459).
A agravante sustenta, em suma, que,
“Com todo respeito, ao revés do consignado na decisão agravada,
a violação ao artigo 5º, XXV, da Lei Maior, não se dá pelo julgamento
contrário aos interesses da agravada, mas, ao contrário, pela
indiscutível circunstância de o TJMG não haver examinado essenciais
teses jurídicas de defesa, hábeis a ensejar diferente desfecho para a
ação, mesmo após a oposição de embargos declaratórios.
Com efeito, entre as diversas omissões perpetradas pelo Tribunal
Mineiro, factível destacar a inexistência de exame de processos
administrativos juntados pela agravada, que, com sobras,
demonstravam a ausência de intermediação, isto é, exatamente oposto
à pretensão deduzida em juízo. De mesmo modo, não se examinou o
paradoxal depoimento da agravada, que afirmou, textualmente, não se
lembrar com quem tenha negociado.
[…]
Acresça-se que a Corte das Alterosas também não examinou a
prova testemunhal, uníssona em registrar fatos contrários à pretensão,
em especial dos principais personagens de uma negociação desse porte
(Diretor Presidente da Escelsa e do Secretário de Fazenda do estado do
Espirito Santo), destruindo, portanto, os fundamentos da ação de
cobrança de corretagem. Ademais, o TJMG não notou, embora
4
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AI 851.596 AGR / MG
uma vez que vencido o mesmo, a autora continuou trabalhando
para que se concretizasse o negócio referente a transferência de
créditos de ICMS, dúvida não havendo, de que a apelada além de
aproximar as partes, ainda tomou todas as providências
necessárias, principalmente, junto ao Governo do Estado do
Espírito Santo, para que a transferência de crédito chegasse a
bom termo' (fl. 1.297).
Assim, verifico que a decisão restou devidamente fundamentada,
Logo, destaco que o aludido dispositivo constitucional, diversamente
do que sustenta o recorrente, busca que o julgador indique de forma
clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput )
” (fls. 1.456-1.459).
A agravante sustenta, em suma, que,
“Com todo respeito, ao revés do consignado na decisão agravada,
a violação ao artigo 5º, XXV, da Lei Maior, não se dá pelo julgamento
contrário aos interesses da agravada, mas, ao contrário, pela
indiscutível circunstância de o TJMG não haver examinado essenciais
teses jurídicas de defesa, hábeis a ensejar diferente desfecho para a
ação, mesmo após a oposição de embargos declaratórios.
Com efeito, entre as diversas omissões perpetradas pelo Tribunal
Mineiro, factível destacar a inexistência de exame de processos
administrativos juntados pela agravada, que, com sobras,
demonstravam a ausência de intermediação, isto é, exatamente oposto
à pretensão deduzida em juízo. De mesmo modo, não se examinou o
paradoxal depoimento da agravada, que afirmou, textualmente, não se
lembrar com quem tenha negociado.
[…]
Acresça-se que a Corte das Alterosas também não examinou a
prova testemunhal, uníssona em registrar fatos contrários à pretensão,
em especial dos principais personagens de uma negociação desse porte
(Diretor Presidente da Escelsa e do Secretário de Fazenda do estado do
Espirito Santo), destruindo, portanto, os fundamentos da ação de
cobrança de corretagem. Ademais, o TJMG não notou, embora
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
AI 851.596 AGR / MG
afirmado pela agravante, que a agravada sequer conseguiu indicar o
exato valor da hipotética intermediação.
[…]
Dentro de tais quadrantes, reitere-se, a violação ao artigo 5º,
XXXV, da Lei Maior, não se consubstancia pelo julgamento contrário
aos interesses da agravada, mas, ao contrário, pela indiscutível
circunstância de o TJMG – ao se limitar a copiar a sentença – não
haver examinado essenciais teses jurídicas de defesa, hábeis a ensejar
diferente desfecho para a ação, mesmo após a oposição de embargos
declaratórios.
[…]
No contexto acima declinado, vê-se, com todo o respeito, que a r.
Decisão agravada se equivocou ao mencionar que a Corte Mineira
teria fundamentado o seu veredicto, externando, de forma clara, as
razões de seu convencimento” (fls. 1473-1475).
É o relatório.
5
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AI 851.596 AGR / MG
afirmado pela agravante, que a agravada sequer conseguiu indicar o
exato valor da hipotética intermediação.
[…]
Dentro de tais quadrantes, reitere-se, a violação ao artigo 5º,
XXXV, da Lei Maior, não se consubstancia pelo julgamento contrário
aos interesses da agravada, mas, ao contrário, pela indiscutível
circunstância de o TJMG – ao se limitar a copiar a sentença – não
haver examinado essenciais teses jurídicas de defesa, hábeis a ensejar
diferente desfecho para a ação, mesmo após a oposição de embargos
declaratórios.
[…]
No contexto acima declinado, vê-se, com todo o respeito, que a r.
Decisão agravada se equivocou ao mencionar que a Corte Mineira
teria fundamentado o seu veredicto, externando, de forma clara, as
razões de seu convencimento” (fls. 1473-1475).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Ao apreciar a apelação, o Tribunal de origem assim se manifestou:
“Examinando primeiramente a apelação interposta pela ré,
razão não lhe assiste quando discorda da decisão que lhe condenou a
pagar comissão à autora, pela intermediação para transferência de
créditos de ICMS, dela apelante em favor da Escelsa, transferência
esta efetuada junto ao Governo do Estado do Espírito Santo, visto que,
pelas provas documental e testemunhal produzidas, restou
indubitavelmente demonstrado, o trabalho desenvolvido pela apelada a
fim de que o negócio se efetuasse, sendo certo que, sem a sua atuação o
negócio, positivamente, não seria concretizado.
Alega a apelante que não firmou nenhum contrato com a
apelada para que intermediasse a transferência de créditos de ICMS a
outras empresas e que firmou um contrato com Microcity
Computadores e Sistemas Ltda, Empresa Brasileira de Auditoria e
Contabilidade S/C Ltda. e Consultores Internacionais Ltda., para a
transferência dos créditos mencionados, mas que teriam como destino
a Petrobrás.
Todavia, pelo que se verifica do documento de f. 23-24, foram
cedidos à apelada todos os direitos atinentes ao contrato celebrado
entre a apelante e as empresas acima mencionadas, sendo certo ainda,
que outros documentos dos autos, já mencionados pelo sentenciante,
mostram de forma induvidosa, a efetiva participação da apelada na
realização do negócio.
Destaco entre esses documentos, o fax enviado para a autora, ora
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SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Ao apreciar a apelação, o Tribunal de origem assim se manifestou:
“Examinando primeiramente a apelação interposta pela ré,
razão não lhe assiste quando discorda da decisão que lhe condenou a
pagar comissão à autora, pela intermediação para transferência de
créditos de ICMS, dela apelante em favor da Escelsa, transferência
esta efetuada junto ao Governo do Estado do Espírito Santo, visto que,
pelas provas documental e testemunhal produzidas, restou
indubitavelmente demonstrado, o trabalho desenvolvido pela apelada a
fim de que o negócio se efetuasse, sendo certo que, sem a sua atuação o
negócio, positivamente, não seria concretizado.
Alega a apelante que não firmou nenhum contrato com a
apelada para que intermediasse a transferência de créditos de ICMS a
outras empresas e que firmou um contrato com Microcity
Computadores e Sistemas Ltda, Empresa Brasileira de Auditoria e
Contabilidade S/C Ltda. e Consultores Internacionais Ltda., para a
transferência dos créditos mencionados, mas que teriam como destino
a Petrobrás.
Todavia, pelo que se verifica do documento de f. 23-24, foram
cedidos à apelada todos os direitos atinentes ao contrato celebrado
entre a apelante e as empresas acima mencionadas, sendo certo ainda,
que outros documentos dos autos, já mencionados pelo sentenciante,
mostram de forma induvidosa, a efetiva participação da apelada na
realização do negócio.
Destaco entre esses documentos, o fax enviado para a autora, ora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 851.596 AGR / MG
apelada, pela apelante (f. 802) remetendo certidões negativas de
débitos estaduais. Pergunta-se, qual objetivo dessa remessa de
certidões negativas à autora? Creio ser óbvia a resposta.
As afirmações feitas pelas testemunhas, especialmente das
testemunhas Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni, chefe de Gabinete do
Governador do Estado do Espírito Santo (f. 985-986) e José Francisco,
diretor da Microcity Computadores e Sistemas Ltda (f. 987-988),
mostram de forma clara, a decisiva participação da apelada para que o
negócio se realizasse, afirmando esta última testemunha, entre outras
coisas:
'Todo o meu conhecimento deste negócio sempre foi por
intermédio da autora que sempre esteve à frente do negócio'.
Correto também o julgador monocrático, ao entender ser
irrelevante o prazo de 20 dias previsto para durar o contrato, uma vez
que vencido o mesmo, a autora continuou trabalhando para que se
concretizasse o negócio referente a transferência de créditos de ICMS,
dúvida não havendo, de que a apelada além de aproximar as partes,
ainda tomou todas as providências necessárias, principalmente, junto
ao Governo do Estado do Espírito Santo, para que a transferência de
crédito chegasse a bom termo.
Dessa forma, despiciente mesmo o fato do contrato estar vencido
quando o negócio se efetivou, assim como irrelevantes outros detalhes
mencionados na apelação, referentes à formalidade do contrato” (fls.
1.297-1.298).
Assim, como já afirmado na decisão agravada, não prospera o
argumento de que restou caracterizada a negativa de prestação
jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou as provas
apresentadas nos autos, embora de forma contrária aos interesses da
agravante. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 1.
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ADEQUAÇÃO.
REQUERIMENTO DE ADIAMENTO DO JULGAMENTO.
CONDENAÇÃO
POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
2
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AI 851.596 AGR / MG
apelada, pela apelante (f. 802) remetendo certidões negativas de
débitos estaduais. Pergunta-se, qual objetivo dessa remessa de
certidões negativas à autora? Creio ser óbvia a resposta.
As afirmações feitas pelas testemunhas, especialmente das
testemunhas Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni, chefe de Gabinete do
Governador do Estado do Espírito Santo (f. 985-986) e José Francisco,
diretor da Microcity Computadores e Sistemas Ltda (f. 987-988),
mostram de forma clara, a decisiva participação da apelada para que o
negócio se realizasse, afirmando esta última testemunha, entre outras
coisas:
'Todo o meu conhecimento deste negócio sempre foi por
intermédio da autora que sempre esteve à frente do negócio'.
Correto também o julgador monocrático, ao entender ser
irrelevante o prazo de 20 dias previsto para durar o contrato, uma vez
que vencido o mesmo, a autora continuou trabalhando para que se
concretizasse o negócio referente a transferência de créditos de ICMS,
dúvida não havendo, de que a apelada além de aproximar as partes,
ainda tomou todas as providências necessárias, principalmente, junto
ao Governo do Estado do Espírito Santo, para que a transferência de
crédito chegasse a bom termo.
Dessa forma, despiciente mesmo o fato do contrato estar vencido
quando o negócio se efetivou, assim como irrelevantes outros detalhes
mencionados na apelação, referentes à formalidade do contrato” (fls.
1.297-1.298).
Assim, como já afirmado na decisão agravada, não prospera o
argumento de que restou caracterizada a negativa de prestação
jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou as provas
apresentadas nos autos, embora de forma contrária aos interesses da
agravante. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 1.
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ADEQUAÇÃO.
REQUERIMENTO DE ADIAMENTO DO JULGAMENTO.
CONDENAÇÃO
POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 851.596 AGR / MG
CONTROVÉRSIAS
DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE
INFRACONSTITUCIONAL. 2. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5º E AO INCISO IX DO
ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1.
Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
discussões de índole infraconstitucional não dão ensejo à abertura da
via recursal extraordinária. 2. Se a jurisdição foi prestada de forma
completa, em acórdão devidamente fundamentado, embora em sentido
contrário aos interesses da parte recorrente, não se configura
cerceamento de defesa. Agravo regimental desprovido” (AI 832.313-
AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma)
Ademais, observa-se, ainda, que ao julgar os embargos de
declaração, o Tribunal consignou:
“Já a segunda embargante alega que a omissão se deu por não
ter a Turma Julgadora respondido os diversos pontos sobre o litígio
por ela aduzidos em suas razões de apelação.
Mas, a meu sentir, não têm as recorrentes razão alguma,
porquanto não se vislumbra na decisão recorrida, nenhuma omissão; a
bem da verdade, a pretexto de apontar defeitos no acórdão, o que as
embargantes realmente pretendem é forçar um novo julgamento, como
se tal fosse possível nos limites do recurso em exame.
[...]
Quanto à alegação da segunda embargante de que a Turma
Julgadora não se manifestou a respeito dos diversos tópicos por ela
aventados, nem pormenorizadamente sobre a prova produzida, como é
sabido, a decisão judicial não se constitui em uma resposta a
questionário proposto pelas partes, sendo certo, contudo, que no caso
em tela, todas as questões postas pelos litigantes, como se constata do
acórdão embargado, foram devidamente apreciadas.
[...]
No mister, pois, a maior responsabilidade do Estado-juiz, há de
ser a composição da demanda dentro de uma regra predeterminada,
fundamentando-a a contento, com vista à sua eficácia, mas longe de
reproduzir ponto por ponto das peças subscritas pelas partes, ainda
3
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CONTROVÉRSIAS
DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE
INFRACONSTITUCIONAL. 2. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5º E AO INCISO IX DO
ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1.
Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
discussões de índole infraconstitucional não dão ensejo à abertura da
via recursal extraordinária. 2. Se a jurisdição foi prestada de forma
completa, em acórdão devidamente fundamentado, embora em sentido
contrário aos interesses da parte recorrente, não se configura
cerceamento de defesa. Agravo regimental desprovido” (AI 832.313-
AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma)
Ademais, observa-se, ainda, que ao julgar os embargos de
declaração, o Tribunal consignou:
“Já a segunda embargante alega que a omissão se deu por não
ter a Turma Julgadora respondido os diversos pontos sobre o litígio
por ela aduzidos em suas razões de apelação.
Mas, a meu sentir, não têm as recorrentes razão alguma,
porquanto não se vislumbra na decisão recorrida, nenhuma omissão; a
bem da verdade, a pretexto de apontar defeitos no acórdão, o que as
embargantes realmente pretendem é forçar um novo julgamento, como
se tal fosse possível nos limites do recurso em exame.
[...]
Quanto à alegação da segunda embargante de que a Turma
Julgadora não se manifestou a respeito dos diversos tópicos por ela
aventados, nem pormenorizadamente sobre a prova produzida, como é
sabido, a decisão judicial não se constitui em uma resposta a
questionário proposto pelas partes, sendo certo, contudo, que no caso
em tela, todas as questões postas pelos litigantes, como se constata do
acórdão embargado, foram devidamente apreciadas.
[...]
No mister, pois, a maior responsabilidade do Estado-juiz, há de
ser a composição da demanda dentro de uma regra predeterminada,
fundamentando-a a contento, com vista à sua eficácia, mas longe de
reproduzir ponto por ponto das peças subscritas pelas partes, ainda
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 851.596 AGR / MG
que para elas, possam ter estes pontos importâncias maiores” (fls.
1.361-1.362).
Esse posicionamento também se encontra corroborado com o
entendimento do STF, segundo o qual o julgador não está obrigado a
responder a todos os fundamentos alegados pelos recorrentes, conforme
afirmado pelo Plenário desta Corte, no julgamento da Pet. 4.071-AgR-
ED/DF, Rel. Eros Grau:
“EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO.
AGRAVO
REGIMENTAL. NOTIFICAÇÃL JUDICIAL. DEVER DE DAR
RESPOSTA A TODOS OS FUNDAMENTOS DO
RECORRENTE. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO.
EMBARGOS REJEITADOS. 1. O magistrado não está vinculado
pelo dever de responder todos os fundamentos alegados pela parte
recorrente [AgR-AI n. 511.581, de que fui Relator, DJe de 14.8.08 e
AI n. 281.007, Relator o Ministro OCTÁVIO GALOTTI, DJ de
18.8.00]. 2. Os embargos de declaração têm pressupostos certos [art.
535, I e II, do CPC]. Não configuram via processual adequada à
rediscussão do mérito da causa. São admissíveis em caráter
infringente somente em hipóteses, excepcionais, de omissão do julgado
ou de erro material manifesto. [ED-AgR-AI n. 177.313, Relator o
Ministro CELSO DE MELLO, DJ de 13.9.96]. Embargos de
declaração rejeitados”.
Logo, o acórdão recorrido não afrontou os dispositivos
constitucionais alegados pela agravante.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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que para elas, possam ter estes pontos importâncias maiores” (fls.
1.361-1.362).
Esse posicionamento também se encontra corroborado com o
entendimento do STF, segundo o qual o julgador não está obrigado a
responder a todos os fundamentos alegados pelos recorrentes, conforme
afirmado pelo Plenário desta Corte, no julgamento da Pet. 4.071-AgR-
ED/DF, Rel. Eros Grau:
“EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO.
AGRAVO
REGIMENTAL. NOTIFICAÇÃL JUDICIAL. DEVER DE DAR
RESPOSTA A TODOS OS FUNDAMENTOS DO
RECORRENTE. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO.
EMBARGOS REJEITADOS. 1. O magistrado não está vinculado
pelo dever de responder todos os fundamentos alegados pela parte
recorrente [AgR-AI n. 511.581, de que fui Relator, DJe de 14.8.08 e
AI n. 281.007, Relator o Ministro OCTÁVIO GALOTTI, DJ de
18.8.00]. 2. Os embargos de declaração têm pressupostos certos [art.
535, I e II, do CPC]. Não configuram via processual adequada à
rediscussão do mérito da causa. São admissíveis em caráter
infringente somente em hipóteses, excepcionais, de omissão do julgado
ou de erro material manifesto. [ED-AgR-AI n. 177.313, Relator o
Ministro CELSO DE MELLO, DJ de 13.9.96]. Embargos de
declaração rejeitados”.
Logo, o acórdão recorrido não afrontou os dispositivos
constitucionais alegados pela agravante.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S) : CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S) : ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S) : RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S) : CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S) : ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S) : RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1791692
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-05T00:00:00
|
Recurso improvido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, E 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – Quanto ao art. 5º, XXXV, da Constituição, observe-se que julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional.
II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado.
III - Agravo regimental improvido.
|
sjur205306
|
- Acórdãos citados: Pet 4071 AgR-ED, AI 832313 AgR, AI 177313 AgR-ED.
Número de páginas: 11.
Análise: 29/03/2012, MJC.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
851596
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00035 ART-00093 INC-00009\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 851596 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S) : CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S) : ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S) : RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S)
:ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S)
:RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, E 93, IX,
DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – Quanto ao art. 5..., XXXV, da Constituição, observe-se que
julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da
negativa de prestação jurisdicional.
II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o
acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado.
III - Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 05/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S)
:ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S)
:RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo. Eis o teor do julgado impugnado:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita:
'AÇÃO DE COBRANÇA - CORRETAGEM -
COMISSÃO DEVIDA - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS -
APLICAÇÃO DO ARTIGO 20, § 3..., DO Código de Processo Civil - CORREÇÃO
MONETÁRIA - JUROS DE MORA - TAXA. É devido o
pagamento da comissão de corretagem, se comprovado que o
negócio só se concretizou em razão de efetiva atuação do
corretor, aproximando as partes e tomando todas as providências
para que o negócio se realizasse. Havendo condenação, os
honorários advocatícios devem ser impostos com a observância
do artigo 20, § 3..., do Código de Processo Civil e não nos termos do § 4..., do mesmo
artigo, inadmitindo-se a fixação da referida verba em quantia
inferior a 10% do valor da condenação, por ser este o percentual
mínimo previsto em lei. São partes integrantes da condenação a
correção monetária, por disposição legal, e os juros de mora, que
tem a finalidade de evitar o enriquecimento sem causa da parte
devedora. Os juros legais são cobrados à taxa de 6% ao ano (art.
1.062 do Código Civil Brasileiro/1916, até a vigência do Novo Código Civil,
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S)
:ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S)
:RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo. Eis o teor do julgado impugnado:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita:
'AÇÃO DE COBRANÇA - CORRETAGEM -
COMISSÃO DEVIDA - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS -
APLICAÇÃO DO ARTIGO 20, § 3..., DO Código de Processo Civil - CORREÇÃO
MONETÁRIA - JUROS DE MORA - TAXA. É devido o
pagamento da comissão de corretagem, se comprovado que o
negócio só se concretizou em razão de efetiva atuação do
corretor, aproximando as partes e tomando todas as providências
para que o negócio se realizasse. Havendo condenação, os
honorários advocatícios devem ser impostos com a observância
do artigo 20, § 3..., do Código de Processo Civil e não nos termos do § 4..., do mesmo
artigo, inadmitindo-se a fixação da referida verba em quantia
inferior a 10% do valor da condenação, por ser este o percentual
mínimo previsto em lei. São partes integrantes da condenação a
correção monetária, por disposição legal, e os juros de mora, que
tem a finalidade de evitar o enriquecimento sem causa da parte
devedora. Os juros legais são cobrados à taxa de 6% ao ano (art.
1.062 do Código Civil Brasileiro/1916, até a vigência do Novo Código Civil,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
AI 851.596 AGR / MG
jan/2003, quando a taxa legal passa a ser de 1% ao mês (art. 406
do NCC). V.v. - Não convencionada pelas partes a taxa de juros
moratórios, deve a mesma ser de 0,5% ao mês (Art. 1062, Cód.
Civil de 1916)' (fl. 1.290)
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da mesma Carta.
Argumentou-se, para tanto, que 'violado o artigo 5..., XXXV, da
Lei Maior, dada a manifesta negativa de prestação jurisdicional. Tal
constatação decorre da circunstância de os declaratórios terem
renovado as teses jurídicas postas apelação, que examinadas,
ensejariam diferente desfecho para a ação' (fl. 1.410)
Sustentou-se, ainda, que 'não restam dúvidas, portanto, da
violação ao art. 93, IX, da Lei Maior, já que a decisão recorrida se
apartou, injustificavelmente, do contexto probatório' (fls. 1.417).
O agravo não merece acolhida.
Quanto à suposta violação ao art. 5..., XXXV, da Constituição, o
Tribunal de origem rejeitou os embargos declaratórios, por entender
inexistir contradição, omissão ou obscuridade no julgado embargado.
Por oportuno, destaco trecho do voto do relator proferido nos embargos
declaratórios:
'Quanto á alegação da segunda embargante de que a
Turma Julgadora não se manifestou a respeito dos diversos
tópicos por ela aventados, nem pormenorizadamente sobre a
prova produzida, como é sabido, a decisão judicial não se
constitui em uma resposta a questionário proposto pelas partes,
sendo certo, contudo, que no caso em tela, todas as questões
postas pelo litigantes, como se constata do acórdão embargado,
foram devidamente apreciadas' (fl. 1.361).
Observe-se que o entendimento desta Corte orienta-se no sentido
de que o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à
configuração da negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido,
cito os seguintes precedentes, entre outros: AI 747.611-AgR/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia; AI 657.164-AgR/AM, Rel. Min. Menezes
Direito; AI 648.551-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI
469.341-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 690.551-AgR/RJ, de
minha relatoria. Este último assim ementado:
2
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AI 851.596 AGR / MG
jan/2003, quando a taxa legal passa a ser de 1% ao mês (art. 406
do NCC). V.v. - Não convencionada pelas partes a taxa de juros
moratórios, deve a mesma ser de 0,5% ao mês (Art. 1062, Cód.
Civil de 1916)' (fl. 1.290)
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da mesma Carta.
Argumentou-se, para tanto, que 'violado o artigo 5..., XXXV, da
Lei Maior, dada a manifesta negativa de prestação jurisdicional. Tal
constatação decorre da circunstância de os declaratórios terem
renovado as teses jurídicas postas apelação, que examinadas,
ensejariam diferente desfecho para a ação' (fl. 1.410)
Sustentou-se, ainda, que 'não restam dúvidas, portanto, da
violação ao art. 93, IX, da Lei Maior, já que a decisão recorrida se
apartou, injustificavelmente, do contexto probatório' (fls. 1.417).
O agravo não merece acolhida.
Quanto à suposta violação ao art. 5..., XXXV, da Constituição, o
Tribunal de origem rejeitou os embargos declaratórios, por entender
inexistir contradição, omissão ou obscuridade no julgado embargado.
Por oportuno, destaco trecho do voto do relator proferido nos embargos
declaratórios:
'Quanto á alegação da segunda embargante de que a
Turma Julgadora não se manifestou a respeito dos diversos
tópicos por ela aventados, nem pormenorizadamente sobre a
prova produzida, como é sabido, a decisão judicial não se
constitui em uma resposta a questionário proposto pelas partes,
sendo certo, contudo, que no caso em tela, todas as questões
postas pelo litigantes, como se constata do acórdão embargado,
foram devidamente apreciadas' (fl. 1.361).
Observe-se que o entendimento desta Corte orienta-se no sentido
de que o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à
configuração da negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido,
cito os seguintes precedentes, entre outros: AI 747.611-AgR/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia; AI 657.164-AgR/AM, Rel. Min. Menezes
Direito; AI 648.551-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI
469.341-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 690.551-AgR/RJ, de
minha relatoria. Este último assim ementado:
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
AI 851.596 AGR / MG
'PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO EXTEMPORÂNEO. CONSTITUCIONAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., XXXV, E 93, IX,
DA Constituição Federal de 1988/88. I - Os embargos de declaração opostos à decisão
monocrática que inadmitiu o extraordinário não suspendem ou
interrompem o prazo para interposição de outro recurso. II -
Julgamento contrário aos interesses da parte não basta à
configuração da negativa de prestação jurisdicional. III - Não há
contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão
recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. IV -
Agravo regimental improvido'.
Ademais, quanto à suposta violação ao art. 93, IX, da
Constituição, assim se manifestou o acórdão recorrido quando do
julgamento da matéria:
'Todavia, pelo que se verifica do documento de f. 23-24,
foram cedidos à apelada todos os direitos atinentes ao contrato
celebrado entre a apelante e as empresas acima mencionadas,
sendo certo ainda, que outros documentos dos autos, já
mencionados pelo sentenciante, mostram de forma induvidosa, a
efetiva participação da apelada na realização do negócio.
Destaco entre esses documentos, o fax enviado para a
autora, ora apelada, pela apelante (f. 802) remetendo certidões
negativas de débitos estaduais. Pergunta-se, qual objetivo dessa
remessa de certidões negativas à autora? Creio ser óbvia a
resposta.
As afirmações feitas pelas testemunhas, especialmente das
testemunhas Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni, chefe de
Gabinete do Governador do Estado do Espírito Santo (f. 985-
986) e José Francisco, diretor da Microcity Computadores e
Sistemas Ltda (f. 987-988), mostram de forma clara, a decisiva
participação da apelada para que o negócio se realizasse,
afirmando esta última testemunha, entre outras coisas:
‘Todo o meu conhecimento deste negócio sempre foi por
intermédio da autora que sempre esteve à frente do negócio’.
Correto também o julgador monocrático, ao entender ser
irrelevante o prazo de 20 dias previsto para durar o contrato,
3
Supremo Tribunal Federal
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'PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO EXTEMPORÂNEO. CONSTITUCIONAL.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., XXXV, E 93, IX,
DA Constituição Federal de 1988/88. I - Os embargos de declaração opostos à decisão
monocrática que inadmitiu o extraordinário não suspendem ou
interrompem o prazo para interposição de outro recurso. II -
Julgamento contrário aos interesses da parte não basta à
configuração da negativa de prestação jurisdicional. III - Não há
contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão
recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. IV -
Agravo regimental improvido'.
Ademais, quanto à suposta violação ao art. 93, IX, da
Constituição, assim se manifestou o acórdão recorrido quando do
julgamento da matéria:
'Todavia, pelo que se verifica do documento de f. 23-24,
foram cedidos à apelada todos os direitos atinentes ao contrato
celebrado entre a apelante e as empresas acima mencionadas,
sendo certo ainda, que outros documentos dos autos, já
mencionados pelo sentenciante, mostram de forma induvidosa, a
efetiva participação da apelada na realização do negócio.
Destaco entre esses documentos, o fax enviado para a
autora, ora apelada, pela apelante (f. 802) remetendo certidões
negativas de débitos estaduais. Pergunta-se, qual objetivo dessa
remessa de certidões negativas à autora? Creio ser óbvia a
resposta.
As afirmações feitas pelas testemunhas, especialmente das
testemunhas Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni, chefe de
Gabinete do Governador do Estado do Espírito Santo (f. 985-
986) e José Francisco, diretor da Microcity Computadores e
Sistemas Ltda (f. 987-988), mostram de forma clara, a decisiva
participação da apelada para que o negócio se realizasse,
afirmando esta última testemunha, entre outras coisas:
‘Todo o meu conhecimento deste negócio sempre foi por
intermédio da autora que sempre esteve à frente do negócio’.
Correto também o julgador monocrático, ao entender ser
irrelevante o prazo de 20 dias previsto para durar o contrato,
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uma vez que vencido o mesmo, a autora continuou trabalhando
para que se concretizasse o negócio referente a transferência de
créditos de ICMS, dúvida não havendo, de que a apelada além de
aproximar as partes, ainda tomou todas as providências
necessárias, principalmente, junto ao Governo do Estado do
Espírito Santo, para que a transferência de crédito chegasse a
bom termo' (fl. 1.297).
Assim, verifico que a decisão restou devidamente fundamentada,
Logo, destaco que o aludido dispositivo constitucional, diversamente
do que sustenta o recorrente, busca que o julgador indique de forma
clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput )
” (fls. 1.456-1.459).
A agravante sustenta, em suma, que,
“Com todo respeito, ao revés do consignado na decisão agravada,
a violação ao artigo 5..., XXV, da Lei Maior, não se dá pelo julgamento
contrário aos interesses da agravada, mas, ao contrário, pela
indiscutível circunstância de o TJMG não haver examinado essenciais
teses jurídicas de defesa, hábeis a ensejar diferente desfecho para a
ação, mesmo após a oposição de embargos declaratórios.
Com efeito, entre as diversas omissões perpetradas pelo Tribunal
Mineiro, factível destacar a inexistência de exame de processos
administrativos juntados pela agravada, que, com sobras,
demonstravam a ausência de intermediação, isto é, exatamente oposto
à pretensão deduzida em juízo. De mesmo modo, não se examinou o
paradoxal depoimento da agravada, que afirmou, textualmente, não se
lembrar com quem tenha negociado.
[…]
Acresça-se que a Corte das Alterosas também não examinou a
prova testemunhal, uníssona em registrar fatos contrários à pretensão,
em especial dos principais personagens de uma negociação desse porte
(Diretor Presidente da Escelsa e do Secretário de Fazenda do estado do
Espirito Santo), destruindo, portanto, os fundamentos da ação de
cobrança de corretagem. Ademais, o TJMG não notou, embora
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uma vez que vencido o mesmo, a autora continuou trabalhando
para que se concretizasse o negócio referente a transferência de
créditos de ICMS, dúvida não havendo, de que a apelada além de
aproximar as partes, ainda tomou todas as providências
necessárias, principalmente, junto ao Governo do Estado do
Espírito Santo, para que a transferência de crédito chegasse a
bom termo' (fl. 1.297).
Assim, verifico que a decisão restou devidamente fundamentada,
Logo, destaco que o aludido dispositivo constitucional, diversamente
do que sustenta o recorrente, busca que o julgador indique de forma
clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput )
” (fls. 1.456-1.459).
A agravante sustenta, em suma, que,
“Com todo respeito, ao revés do consignado na decisão agravada,
a violação ao artigo 5..., XXV, da Lei Maior, não se dá pelo julgamento
contrário aos interesses da agravada, mas, ao contrário, pela
indiscutível circunstância de o TJMG não haver examinado essenciais
teses jurídicas de defesa, hábeis a ensejar diferente desfecho para a
ação, mesmo após a oposição de embargos declaratórios.
Com efeito, entre as diversas omissões perpetradas pelo Tribunal
Mineiro, factível destacar a inexistência de exame de processos
administrativos juntados pela agravada, que, com sobras,
demonstravam a ausência de intermediação, isto é, exatamente oposto
à pretensão deduzida em juízo. De mesmo modo, não se examinou o
paradoxal depoimento da agravada, que afirmou, textualmente, não se
lembrar com quem tenha negociado.
[…]
Acresça-se que a Corte das Alterosas também não examinou a
prova testemunhal, uníssona em registrar fatos contrários à pretensão,
em especial dos principais personagens de uma negociação desse porte
(Diretor Presidente da Escelsa e do Secretário de Fazenda do estado do
Espirito Santo), destruindo, portanto, os fundamentos da ação de
cobrança de corretagem. Ademais, o TJMG não notou, embora
4
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afirmado pela agravante, que a agravada sequer conseguiu indicar o
exato valor da hipotética intermediação.
[…]
Dentro de tais quadrantes, reitere-se, a violação ao artigo 5...,
XXXV, da Lei Maior, não se consubstancia pelo julgamento contrário
aos interesses da agravada, mas, ao contrário, pela indiscutível
circunstância de o TJMG – ao se limitar a copiar a sentença – não
haver examinado essenciais teses jurídicas de defesa, hábeis a ensejar
diferente desfecho para a ação, mesmo após a oposição de embargos
declaratórios.
[…]
No contexto acima declinado, vê-se, com todo o respeito, que a r.
Decisão agravada se equivocou ao mencionar que a Corte Mineira
teria fundamentado o seu veredicto, externando, de forma clara, as
razões de seu convencimento” (fls. 1473-1475).
É o relatório.
5
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afirmado pela agravante, que a agravada sequer conseguiu indicar o
exato valor da hipotética intermediação.
[…]
Dentro de tais quadrantes, reitere-se, a violação ao artigo 5...,
XXXV, da Lei Maior, não se consubstancia pelo julgamento contrário
aos interesses da agravada, mas, ao contrário, pela indiscutível
circunstância de o TJMG – ao se limitar a copiar a sentença – não
haver examinado essenciais teses jurídicas de defesa, hábeis a ensejar
diferente desfecho para a ação, mesmo após a oposição de embargos
declaratórios.
[…]
No contexto acima declinado, vê-se, com todo o respeito, que a r.
Decisão agravada se equivocou ao mencionar que a Corte Mineira
teria fundamentado o seu veredicto, externando, de forma clara, as
razões de seu convencimento” (fls. 1473-1475).
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Ao apreciar a apelação, o Tribunal de origem assim se manifestou:
“Examinando primeiramente a apelação interposta pela ré,
razão não lhe assiste quando discorda da decisão que lhe condenou a
pagar comissão à autora, pela intermediação para transferência de
créditos de ICMS, dela apelante em favor da Escelsa, transferência
esta efetuada junto ao Governo do Estado do Espírito Santo, visto que,
pelas provas documental e testemunhal produzidas, restou
indubitavelmente demonstrado, o trabalho desenvolvido pela apelada a
fim de que o negócio se efetuasse, sendo certo que, sem a sua atuação o
negócio, positivamente, não seria concretizado.
Alega a apelante que não firmou nenhum contrato com a
apelada para que intermediasse a transferência de créditos de ICMS a
outras empresas e que firmou um contrato com Microcity
Computadores e Sistemas Ltda, Empresa Brasileira de Auditoria e
Contabilidade S/C Ltda. e Consultores Internacionais Ltda., para a
transferência dos créditos mencionados, mas que teriam como destino
a Petrobrás.
Todavia, pelo que se verifica do documento de f. 23-24, foram
cedidos à apelada todos os direitos atinentes ao contrato celebrado
entre a apelante e as empresas acima mencionadas, sendo certo ainda,
que outros documentos dos autos, já mencionados pelo sentenciante,
mostram de forma induvidosa, a efetiva participação da apelada na
realização do negócio.
Destaco entre esses documentos, o fax enviado para a autora, ora
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Ao apreciar a apelação, o Tribunal de origem assim se manifestou:
“Examinando primeiramente a apelação interposta pela ré,
razão não lhe assiste quando discorda da decisão que lhe condenou a
pagar comissão à autora, pela intermediação para transferência de
créditos de ICMS, dela apelante em favor da Escelsa, transferência
esta efetuada junto ao Governo do Estado do Espírito Santo, visto que,
pelas provas documental e testemunhal produzidas, restou
indubitavelmente demonstrado, o trabalho desenvolvido pela apelada a
fim de que o negócio se efetuasse, sendo certo que, sem a sua atuação o
negócio, positivamente, não seria concretizado.
Alega a apelante que não firmou nenhum contrato com a
apelada para que intermediasse a transferência de créditos de ICMS a
outras empresas e que firmou um contrato com Microcity
Computadores e Sistemas Ltda, Empresa Brasileira de Auditoria e
Contabilidade S/C Ltda. e Consultores Internacionais Ltda., para a
transferência dos créditos mencionados, mas que teriam como destino
a Petrobrás.
Todavia, pelo que se verifica do documento de f. 23-24, foram
cedidos à apelada todos os direitos atinentes ao contrato celebrado
entre a apelante e as empresas acima mencionadas, sendo certo ainda,
que outros documentos dos autos, já mencionados pelo sentenciante,
mostram de forma induvidosa, a efetiva participação da apelada na
realização do negócio.
Destaco entre esses documentos, o fax enviado para a autora, ora
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 851.596 AGR / MG
apelada, pela apelante (f. 802) remetendo certidões negativas de
débitos estaduais. Pergunta-se, qual objetivo dessa remessa de
certidões negativas à autora? Creio ser óbvia a resposta.
As afirmações feitas pelas testemunhas, especialmente das
testemunhas Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni, chefe de Gabinete do
Governador do Estado do Espírito Santo (f. 985-986) e José Francisco,
diretor da Microcity Computadores e Sistemas Ltda (f. 987-988),
mostram de forma clara, a decisiva participação da apelada para que o
negócio se realizasse, afirmando esta última testemunha, entre outras
coisas:
'Todo o meu conhecimento deste negócio sempre foi por
intermédio da autora que sempre esteve à frente do negócio'.
Correto também o julgador monocrático, ao entender ser
irrelevante o prazo de 20 dias previsto para durar o contrato, uma vez
que vencido o mesmo, a autora continuou trabalhando para que se
concretizasse o negócio referente a transferência de créditos de ICMS,
dúvida não havendo, de que a apelada além de aproximar as partes,
ainda tomou todas as providências necessárias, principalmente, junto
ao Governo do Estado do Espírito Santo, para que a transferência de
crédito chegasse a bom termo.
Dessa forma, despiciente mesmo o fato do contrato estar vencido
quando o negócio se efetivou, assim como irrelevantes outros detalhes
mencionados na apelação, referentes à formalidade do contrato” (fls.
1.297-1.298).
Assim, como já afirmado na decisão agravada, não prospera o
argumento de que restou caracterizada a negativa de prestação
jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou as provas
apresentadas nos autos, embora de forma contrária aos interesses da
agravante. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 1.
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ADEQUAÇÃO.
REQUERIMENTO DE ADIAMENTO DO JULGAMENTO.
CONDENAÇÃO
POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
2
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apelada, pela apelante (f. 802) remetendo certidões negativas de
débitos estaduais. Pergunta-se, qual objetivo dessa remessa de
certidões negativas à autora? Creio ser óbvia a resposta.
As afirmações feitas pelas testemunhas, especialmente das
testemunhas Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni, chefe de Gabinete do
Governador do Estado do Espírito Santo (f. 985-986) e José Francisco,
diretor da Microcity Computadores e Sistemas Ltda (f. 987-988),
mostram de forma clara, a decisiva participação da apelada para que o
negócio se realizasse, afirmando esta última testemunha, entre outras
coisas:
'Todo o meu conhecimento deste negócio sempre foi por
intermédio da autora que sempre esteve à frente do negócio'.
Correto também o julgador monocrático, ao entender ser
irrelevante o prazo de 20 dias previsto para durar o contrato, uma vez
que vencido o mesmo, a autora continuou trabalhando para que se
concretizasse o negócio referente a transferência de créditos de ICMS,
dúvida não havendo, de que a apelada além de aproximar as partes,
ainda tomou todas as providências necessárias, principalmente, junto
ao Governo do Estado do Espírito Santo, para que a transferência de
crédito chegasse a bom termo.
Dessa forma, despiciente mesmo o fato do contrato estar vencido
quando o negócio se efetivou, assim como irrelevantes outros detalhes
mencionados na apelação, referentes à formalidade do contrato” (fls.
1.297-1.298).
Assim, como já afirmado na decisão agravada, não prospera o
argumento de que restou caracterizada a negativa de prestação
jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou as provas
apresentadas nos autos, embora de forma contrária aos interesses da
agravante. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 1.
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ADEQUAÇÃO.
REQUERIMENTO DE ADIAMENTO DO JULGAMENTO.
CONDENAÇÃO
POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
2
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CONTROVÉRSIAS
DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE
INFRACONSTITUCIONAL. 2. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5... E AO INCISO IX DO
ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1.
Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
discussões de índole infraconstitucional não dão ensejo à abertura da
via recursal extraordinária. 2. Se a jurisdição foi prestada de forma
completa, em acórdão devidamente fundamentado, embora em sentido
contrário aos interesses da parte recorrente, não se configura
cerceamento de defesa. Agravo regimental desprovido” (AI 832.313-
AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma)
Ademais, observa-se, ainda, que ao julgar os embargos de
declaração, o Tribunal consignou:
“Já a segunda embargante alega que a omissão se deu por não
ter a Turma Julgadora respondido os diversos pontos sobre o litígio
por ela aduzidos em suas razões de apelação.
Mas, a meu sentir, não têm as recorrentes razão alguma,
porquanto não se vislumbra na decisão recorrida, nenhuma omissão; a
bem da verdade, a pretexto de apontar defeitos no acórdão, o que as
embargantes realmente pretendem é forçar um novo julgamento, como
se tal fosse possível nos limites do recurso em exame.
[...]
Quanto à alegação da segunda embargante de que a Turma
Julgadora não se manifestou a respeito dos diversos tópicos por ela
aventados, nem pormenorizadamente sobre a prova produzida, como é
sabido, a decisão judicial não se constitui em uma resposta a
questionário proposto pelas partes, sendo certo, contudo, que no caso
em tela, todas as questões postas pelos litigantes, como se constata do
acórdão embargado, foram devidamente apreciadas.
[...]
No mister, pois, a maior responsabilidade do Estado-juiz, há de
ser a composição da demanda dentro de uma regra predeterminada,
fundamentando-a a contento, com vista à sua eficácia, mas longe de
reproduzir ponto por ponto das peças subscritas pelas partes, ainda
3
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CONTROVÉRSIAS
DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE
INFRACONSTITUCIONAL. 2. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5... E AO INCISO IX DO
ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1.
Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
discussões de índole infraconstitucional não dão ensejo à abertura da
via recursal extraordinária. 2. Se a jurisdição foi prestada de forma
completa, em acórdão devidamente fundamentado, embora em sentido
contrário aos interesses da parte recorrente, não se configura
cerceamento de defesa. Agravo regimental desprovido” (AI 832.313-
AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma)
Ademais, observa-se, ainda, que ao julgar os embargos de
declaração, o Tribunal consignou:
“Já a segunda embargante alega que a omissão se deu por não
ter a Turma Julgadora respondido os diversos pontos sobre o litígio
por ela aduzidos em suas razões de apelação.
Mas, a meu sentir, não têm as recorrentes razão alguma,
porquanto não se vislumbra na decisão recorrida, nenhuma omissão; a
bem da verdade, a pretexto de apontar defeitos no acórdão, o que as
embargantes realmente pretendem é forçar um novo julgamento, como
se tal fosse possível nos limites do recurso em exame.
[...]
Quanto à alegação da segunda embargante de que a Turma
Julgadora não se manifestou a respeito dos diversos tópicos por ela
aventados, nem pormenorizadamente sobre a prova produzida, como é
sabido, a decisão judicial não se constitui em uma resposta a
questionário proposto pelas partes, sendo certo, contudo, que no caso
em tela, todas as questões postas pelos litigantes, como se constata do
acórdão embargado, foram devidamente apreciadas.
[...]
No mister, pois, a maior responsabilidade do Estado-juiz, há de
ser a composição da demanda dentro de uma regra predeterminada,
fundamentando-a a contento, com vista à sua eficácia, mas longe de
reproduzir ponto por ponto das peças subscritas pelas partes, ainda
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 851.596 AGR / MG
que para elas, possam ter estes pontos importâncias maiores” (fls.
1.361-1.362).
Esse posicionamento também se encontra corroborado com o
entendimento do Supremo Tribunal Federal, segundo o qual o julgador não está obrigado a
responder a todos os fundamentos alegados pelos recorrentes, conforme
afirmado pelo Plenário desta Corte, no julgamento da Pet. 4.071-AgR-
ED/DF, Rel. Eros Grau:
“EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO.
AGRAVO
REGIMENTAL. NOTIFICAÇÃL JUDICIAL. DEVER DE DAR
RESPOSTA A TODOS OS FUNDAMENTOS DO
RECORRENTE. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO.
EMBARGOS REJEITADOS. 1. O magistrado não está vinculado
pelo dever de responder todos os fundamentos alegados pela parte
recorrente [AgR-AI n. 511.581, de que fui Relator, DJe de 14.8.08 e
AI n. 281.007, Relator o Ministro OCTÁVIO GALOTTI, DJ de
18.8.00]. 2. Os embargos de declaração têm pressupostos certos [art.
535, I e II, do Código de Processo Civil]. Não configuram via processual adequada à
rediscussão do mérito da causa. São admissíveis em caráter
infringente somente em hipóteses, excepcionais, de omissão do julgado
ou de erro material manifesto. [ED-AgR-AI n. 177.313, Relator o
Ministro CELSO DE MELLO, DJ de 13.9.96]. Embargos de
declaração rejeitados”.
Logo, o acórdão recorrido não afrontou os dispositivos
constitucionais alegados pela agravante.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 851.596 AGR / MG
que para elas, possam ter estes pontos importâncias maiores” (fls.
1.361-1.362).
Esse posicionamento também se encontra corroborado com o
entendimento do Supremo Tribunal Federal, segundo o qual o julgador não está obrigado a
responder a todos os fundamentos alegados pelos recorrentes, conforme
afirmado pelo Plenário desta Corte, no julgamento da Pet. 4.071-AgR-
ED/DF, Rel. Eros Grau:
“EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO.
AGRAVO
REGIMENTAL. NOTIFICAÇÃL JUDICIAL. DEVER DE DAR
RESPOSTA A TODOS OS FUNDAMENTOS DO
RECORRENTE. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO.
EMBARGOS REJEITADOS. 1. O magistrado não está vinculado
pelo dever de responder todos os fundamentos alegados pela parte
recorrente [AgR-AI n. 511.581, de que fui Relator, DJe de 14.8.08 e
AI n. 281.007, Relator o Ministro OCTÁVIO GALOTTI, DJ de
18.8.00]. 2. Os embargos de declaração têm pressupostos certos [art.
535, I e II, do Código de Processo Civil]. Não configuram via processual adequada à
rediscussão do mérito da causa. São admissíveis em caráter
infringente somente em hipóteses, excepcionais, de omissão do julgado
ou de erro material manifesto. [ED-AgR-AI n. 177.313, Relator o
Ministro CELSO DE MELLO, DJ de 13.9.96]. Embargos de
declaração rejeitados”.
Logo, o acórdão recorrido não afrontou os dispositivos
constitucionais alegados pela agravante.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S) : CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S) : ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S) : RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.596
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SAMARCO MINERAÇÃO S/A
ADV.(A/S) : CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO
AGDO.(A/S) : ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA
ADV.(A/S) : RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 596",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 596",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 851",
"AI 851 . 596",
"AI 747 . 611 - AgR / SP",
"AI 657 . 164 - AgR / AM",
"AI 648 . 551 - AgR / RS",
"AI 469 . 341 - AgR / SP",
"AI 690 . 551 - AgR / RJ",
"AI 851 . 596 AGR / MG",
"AI 747 . 611 - AgR / SP",
"AI 657 . 164 - AgR / AM",
"AI 648 . 551 - AgR / RS",
"AI 469 . 341 - AgR / SP",
"AI 690 . 551 - AgR / RJ",
"AI 851 . 596 AGR",
"AI 851 . 596",
"AI 851 . 596 AGR",
"AI 851 . 596 AGR / MG",
"AI 851 . 596 AGR / MG",
"AI 851 . 596 AGR /",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 596",
"AI 851 . 596 AGR / MG",
"AI 851 . 596",
"AI 851 . 596 AGR",
"AI 832 . 313 - AgR / SP",
"AI 851 . 596 AGR",
"AI 832 . 313 - AgR / SP",
"AI 851 . 596 AGR / MG",
"Pet . 4 . 071 - AgR - ED / DF",
"AgR",
"-",
"AI n . 511 . 581",
"AI n . 281 . 007",
"ED",
"-",
"AgR",
"-",
"AI n . 177 . 313",
"AI 851 . 596 AGR / MG",
"Pet . 4 . 071 - AgR - ED / DF",
"AI n . 281 . 007",
"ED",
"-",
"AgR",
"-",
"AI n . 177 . 313",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 596"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTS . 5 . . . , XXXV , E 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 20 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil",
"artigo 20 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 1 . 062 do Código Civil Brasileiro / 1916",
"Novo Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 20 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil",
"artigo 20 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 1 . 062 do Código Civil Brasileiro / 1916",
"Novo Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"Art",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"artigo 5 .",
"art . 93 , IX , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 406 do NCC",
"Art . 1062 , Cód . Civil de 1916",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"arts",
"artigo 5 . . . , XXXV , da Lei Maior",
"art . 93 , IX , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTS . 5 . . . , XXXV , E 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTS . 5 . . . , XXXV , E 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"artigo 5 . . . , XXV , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"artigo 5 . . . , XXV , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , XXXV , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , XXXV , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISOS XXXV , LIV E LV DO ART . 5 . . .",
"INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISOS XXXV , LIV E LV DO ART . 5 . . .",
"INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"Estado do Espírito Santo",
"Estado do Espírito Santo",
"estado do Espirito Santo",
"estado do Espirito Santo",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"Estado do Espírito Santo",
"Estado do Espírito Santo",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SAMARCO MINERAÇÃO S / A",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SAMARCO MINERAÇÃO S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SAMARCO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Microcity Computadores e Sistemas Ltda",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Microcity Computadores e Sistemas Ltda",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Governo do Estado do Espírito Santo",
"TJMG",
"Tribunal Mineiro",
"Corte",
"Escelsa",
"TJMG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Governo do Estado do Espírito Santo",
"TJMG",
"Escelsa",
"TJMG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TJMG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MG",
"TJMG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Escelsa",
"Governo do Estado do Espírito Santo",
"Microcity Computadores e Sistemas Ltda",
"Empresa Brasileira de Auditoria e Contabilidade S / C Ltda .",
"Consultores Internacionais Ltda .",
"Petrobrás",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Escelsa",
"Governo do Estado do Espírito Santo",
"Microcity Computadores e Sistemas Ltda",
"Empresa Brasileira de Auditoria e Contabilidade S / C Ltda .",
"Consultores Internacionais Ltda .",
"Petrobrás",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Microcity Computadores e Sistemas Ltda",
"Governo do Estado do Espírito Santo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"MG",
"Microcity Computadores e Sistemas Ltda",
"Governo do Estado do Espírito Santo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SAMARCO MINERAÇÃO S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SAMARCO MINERAÇÃO S / A",
"Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO",
"ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA",
"RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO",
"ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA",
"RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO",
"ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA",
"RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Menezes Direito",
"Sepúlveda Pertence",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Menezes Direito",
"Sepúlveda Pertence",
"Ayres Britto",
"Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni",
"José Francisco",
"Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni",
"José Francisco",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni",
"José Francisco",
"Rodrigo Fermo Vidigal Stefenoni",
"José Francisco",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Eros Grau",
"OCTÁVIO GALOTTI",
"CELSO DE MELLO",
"Eros Grau",
"OCTÁVIO GALOTTI",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO",
"ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA",
"RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO",
"ANDRÉA CÁSSIA VIEIRA SOUZA",
"RAIMUNDO CÂNDIDO JÚNIOR",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"MG",
"jan",
"/",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"jan",
"/",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"8",
".",
"08",
"18",
".",
"8",
".",
"00",
"13",
".",
"9",
".",
"96",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"8",
".",
"08",
"18",
".",
"8",
".",
"00",
"13",
".",
"9",
".",
"96",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:L C X F
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.
HABEAS CORPUS. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO CRIME
DE LATROCÍNIO (CP, ART. 157, § 3º). MEDIDA SOCIOEDUCATIVA
DE INTERNAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO. (ECA, ART. 112, §1º, E ART.
122, I). ORDEM PARCIALMENTE PREJUDICADA E, QUANTO AO
REMANESCENTE, DENEGADA.
1. A medida socioeducativa, à luz dos artigos 112, § 1º, e 122, I, da Lei
8.069/90, deve ser eleita dentre as que melhor se ajustam à conduta do
adolescente infrator. A pretensão de graduar-se a medida socioeducativa,
aplicando-se antes a menos severa para, ante a ineficácia desta, aplicar-se
a mais gravosa, deve ser conjurada posto traduzir tratamento idêntico
para situações distintas, ou seja, o jovem autor de ato infracional de
nenhuma ou menor gravidade é equiparado àquele que comete ato
infracional mais grave. (Precedentes: RHC 104.144/DF, Relator Min. Luiz
Fux, Primeira Turma, Dje de 9/8/2011; HC 97.183/SP, Rel. Min. Cármen
Lúcia, Primeira Turma, DJe de 22/05/2009; HC 98.225/SP, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma, DJe de 11/09/2009).
2. In casu: a) a pretensão de remover o paciente da cadeia pública e
transferi-lo a instituição adequada ao cumprimento de medida
socioeducativa de internação prevista no Estatuto da Criança e do
Adolescente resta prejudicada ante a informação nos autos de que o
pleito foi atendido;
b) a medida socioeducativa de internação está devidamente
fundamentada não apenas na gravidade do ato infracional equiparado ao
crime de latrocínio (CP, art.157, § 3º), mas também na violência exercida
contra a vítima, que integra o próprio tipo penal, e na desajustada
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DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 104.405 / MG
conduta social do paciente, viciado em drogas.
4. Ordem parcialmente prejudicada e, quanto à parte remanescente,
denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar parcialmente
prejudicada a impetração e, na outra parte, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.405 / MG
conduta social do paciente, viciado em drogas.
4. Ordem parcialmente prejudicada e, quanto à parte remanescente,
denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar parcialmente
prejudicada a impetração e, na outra parte, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:L C X F
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de L C X F, tendo
por autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
no qual se pleiteia aplicação de medida socioeducativa mais branda em
processo que decidiu pela internação de adolescente por tempo
indeterminado em face da prática de ato infracional equiparado ao crime
de latrocínio (CP, art. 157, § 3º)1.
Consta da representação do Ministério Público que o paciente,
nascido em 16/11/1991, adolescente ao tempo dos fatos, ocorridos em
22/4/2008, na Comarca de Rio Casca/MG, agindo em unidade de
desígnios com outro jovem, praticou ato infracional equiparado à
conduta prevista no art. 157, §3º, do Código Penal (latrocínio).
Segundo a inicial, os adolescentes fugiam da cidade de Ponte
Nova/MG, em razão de dívida de drogas, quando passaram em frente à
barraca (tipo lanchonete) de propriedade da vítima e ali adentraram,
ingeriram bebida alcoólica e ficaram conversando. Em certo momento, os
1
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência:
(…)
§ 3º Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos, além da
multa; se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:L C X F
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de L C X F, tendo
por autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
no qual se pleiteia aplicação de medida socioeducativa mais branda em
processo que decidiu pela internação de adolescente por tempo
indeterminado em face da prática de ato infracional equiparado ao crime
de latrocínio (CP, art. 157, § 3º)1.
Consta da representação do Ministério Público que o paciente,
nascido em 16/11/1991, adolescente ao tempo dos fatos, ocorridos em
22/4/2008, na Comarca de Rio Casca/MG, agindo em unidade de
desígnios com outro jovem, praticou ato infracional equiparado à
conduta prevista no art. 157, §3º, do Código Penal (latrocínio).
Segundo a inicial, os adolescentes fugiam da cidade de Ponte
Nova/MG, em razão de dívida de drogas, quando passaram em frente à
barraca (tipo lanchonete) de propriedade da vítima e ali adentraram,
ingeriram bebida alcoólica e ficaram conversando. Em certo momento, os
1
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência:
(…)
§ 3º Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos, além da
multa; se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 104.405 / MG
jovens, valendo-se de uma arma branca, ofenderam a integridade física
do proprietário do estabelecimento, que veio a falecer no local, e
subtraíram-lhe dinheiro.
Irresignada, a defesa apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais, que negou provimento ao recurso (fls. 258 do Apenso).
Diante disso, ajuizou-se o writ no Superior Tribunal de Justiça, que
decidiu a causa em acórdão assim ementado (fls. 344 do Apenso):
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. LATROCÍNIO. ATO INFRACIONAL
PRATICADO MEDIANTE VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA.
INTERNAÇÃO. POSSIBILIDADE. ART. 122, I, DA LEI N.
8.069⁄90. ORDEM DENEGADA.
1. O art. 122 do ECA prevê que a internação do
adolescente apenas será cabível quando o ato infracional for
praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, na hipótese
de reiteração no cometimento de outras infrações de natureza
grave ou por descumprimento reiterado e injustificado de
medida aplicada anteriormente.
2. A prática de ato infracional análogo ao crime previsto
no art. 157, § 3º, do CP, autoriza a segregação do paciente, por
enquadrar-se no art. 122, I, do ECA.
3. In casu, além da adequação taxativa ao dispositivo legal
de regência, a medida mais severa foi justificada na gravidade
concreta da conduta e nas condições desfavoráveis do
reeducando.
4. Ordem denegada.
Na impetração dirigida a esta Corte, alega a Defensoria Pública: i) a
medida de internação deve observar o princípio da excepcionalidade,
previsto no art. 121 do ECA2, por ter como escopo a reinserção do jovem
2
Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de
brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 104.405 / MG
jovens, valendo-se de uma arma branca, ofenderam a integridade física
do proprietário do estabelecimento, que veio a falecer no local, e
subtraíram-lhe dinheiro.
Irresignada, a defesa apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais, que negou provimento ao recurso (fls. 258 do Apenso).
Diante disso, ajuizou-se o writ no Superior Tribunal de Justiça, que
decidiu a causa em acórdão assim ementado (fls. 344 do Apenso):
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. LATROCÍNIO. ATO INFRACIONAL
PRATICADO MEDIANTE VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA.
INTERNAÇÃO. POSSIBILIDADE. ART. 122, I, DA LEI N.
8.069⁄90. ORDEM DENEGADA.
1. O art. 122 do ECA prevê que a internação do
adolescente apenas será cabível quando o ato infracional for
praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, na hipótese
de reiteração no cometimento de outras infrações de natureza
grave ou por descumprimento reiterado e injustificado de
medida aplicada anteriormente.
2. A prática de ato infracional análogo ao crime previsto
no art. 157, § 3º, do CP, autoriza a segregação do paciente, por
enquadrar-se no art. 122, I, do ECA.
3. In casu, além da adequação taxativa ao dispositivo legal
de regência, a medida mais severa foi justificada na gravidade
concreta da conduta e nas condições desfavoráveis do
reeducando.
4. Ordem denegada.
Na impetração dirigida a esta Corte, alega a Defensoria Pública: i) a
medida de internação deve observar o princípio da excepcionalidade,
previsto no art. 121 do ECA2, por ter como escopo a reinserção do jovem
2
Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de
brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
HC 104.405 / MG
na sociedade; ii) ausência de fundamentação do ato que a decretou, que
teria se baseado na gravidade genérica da conduta; iii) o jovem está
internado na cadeia pública da cidade de Rio Casca, local inadequado
para jovens infratores, em violação ao art. 123 do ECA3.
O Ministro Eros Grau indeferiu a liminar (fls. 13).
O Ministério Público Federal pugnou pela denegação da ordem em
parecer assim ementado (fls. 25):
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO
CRIME DE LATROCÍNIO – ARTIGO 157, §3º, DO CÓDIGO
PENAL. MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA DE INTERNAÇÃO
POR PRAZO INDETERMINADO, JUSTIFICADA PELO
EMPREGO DE VIOLÊNCIA À PESSOA, COM RESULTADO
MORTE. CONDIÇÕES PESSOAIS DESFAVORÁVEIS.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO.
- Parecer pelo conhecimento parcial do mandamus e pela
denegação da ordem nessa extensão.
É o relatório.
3
Art. 123. A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes,
em local distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separação por critérios de
idade, compleição física e gravidade da infração.
3
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na sociedade; ii) ausência de fundamentação do ato que a decretou, que
teria se baseado na gravidade genérica da conduta; iii) o jovem está
internado na cadeia pública da cidade de Rio Casca, local inadequado
para jovens infratores, em violação ao art. 123 do ECA3.
O Ministro Eros Grau indeferiu a liminar (fls. 13).
O Ministério Público Federal pugnou pela denegação da ordem em
parecer assim ementado (fls. 25):
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO
CRIME DE LATROCÍNIO – ARTIGO 157, §3º, DO CÓDIGO
PENAL. MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA DE INTERNAÇÃO
POR PRAZO INDETERMINADO, JUSTIFICADA PELO
EMPREGO DE VIOLÊNCIA À PESSOA, COM RESULTADO
MORTE. CONDIÇÕES PESSOAIS DESFAVORÁVEIS.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO.
- Parecer pelo conhecimento parcial do mandamus e pela
denegação da ordem nessa extensão.
É o relatório.
3
Art. 123. A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes,
em local distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separação por critérios de
idade, compleição física e gravidade da infração.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, está
prejudicada a pretensão de remover o jovem da cadeia pública e transferi-
lo a instituição adequada ao cumprimento da medida socioeducativa de
internação, visto que, ao contrário do suscitado na impetração, o Ofício
de fls. 254 do Apenso contém a informação de que em 24/10/2008 o
paciente foi encaminhado ao Centro Socioeducativo São Francisco de
Assis em Governador Valadares/MG, conforme bem ressaltado pelo
Ministério Público Federal.
A juíza de Direito da Comarca de Rio Casca/MG aplicou a medida
de internação em razão da prática de ato infracional equiparado ao crime
de latrocínio (CP, art. 157, § 3º).
O artigo 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.
8.069/90) prevê, em rol taxativo, as hipóteses que autorizam a aplicação
da medida socioeducativa de internação:
Art. 122. A medida de internação só poderá ser aplicada quando:
I - tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça
ou violência à pessoa'
II - por reiteração no cometimento de outras infrações graves;
III - por descumprimento reiterado e injustificável da medida
anteriormente imposta.
Há, pois, expressa autorização legal para a aplicação da medida de
internação quando o ato infracional for cometido, como no caso sub
examine, com grave ameaça ou violência à pessoa.
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, está
prejudicada a pretensão de remover o jovem da cadeia pública e transferi-
lo a instituição adequada ao cumprimento da medida socioeducativa de
internação, visto que, ao contrário do suscitado na impetração, o Ofício
de fls. 254 do Apenso contém a informação de que em 24/10/2008 o
paciente foi encaminhado ao Centro Socioeducativo São Francisco de
Assis em Governador Valadares/MG, conforme bem ressaltado pelo
Ministério Público Federal.
A juíza de Direito da Comarca de Rio Casca/MG aplicou a medida
de internação em razão da prática de ato infracional equiparado ao crime
de latrocínio (CP, art. 157, § 3º).
O artigo 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.
8.069/90) prevê, em rol taxativo, as hipóteses que autorizam a aplicação
da medida socioeducativa de internação:
Art. 122. A medida de internação só poderá ser aplicada quando:
I - tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça
ou violência à pessoa'
II - por reiteração no cometimento de outras infrações graves;
III - por descumprimento reiterado e injustificável da medida
anteriormente imposta.
Há, pois, expressa autorização legal para a aplicação da medida de
internação quando o ato infracional for cometido, como no caso sub
examine, com grave ameaça ou violência à pessoa.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
A simples leitura dos seguintes trechos da sentença elide a alegação
de ausência de fundamentação na aplicação da medida extrema (fls.
185/186 do Apenso):
Inicialmente, o defensor do primeiro representado [o ora
paciente] argumentou que este é matriculado em escola, reside
com os pais e seria muito temerária uma medida tão drástica
quanto à internação. Requereu a aplicação das medidas de
liberdade assistida com prestação de serviço. O segundo
representado requereu a aplicação da medida de prestação de
serviço.
A meu ver, sem razão as defesas. Os representados estão
envolvidos na prática de ato infracional revestido de extrema
violência, na qual culminou com a morte de uma pessoa e
causou grande abalo na sociedade de Rio Casca. Além do
mais, os dois representados estão envolvidos com traficantes e
principalmente, estão ameaçados de morte por causa disso.
Restou cristalinamente demonstrado nos autos que os
representados, no dia dos fatos, estavam fugindo da cidade, em
razão das ameaças sofridas. Dessa forma, a medida de
internação faz-se necessária, até mesmo para proteger a
integridade física dos representados, não obstante ser esta a
primeira condenação imposta aos mesmos.
As condutas dos ora representados, o meio onde vivem,
revelam um dado fundamental na vida deles, que é a situação
de risco criada a partir dos seus próprios comportamentos. As
circunstâncias não só do ato infracional, mas os meios de vida
dos representados demonstram que eles não têm condições de
cumprir qualquer medida em meio aberto.
O que mais preocupada é que o móbil dos representados
em última ratio é o tráfico de drogas. Nem se diga que este
desencadeia, no seio social, um ciclo de violência de
dimensões incalculáveis.
O ato infracional praticado pelos representados é grave.
Assemelha-se a delito punido com pena de reclusão, em regime
inicialmente fechado, por ser hediondo.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 104.405 / MG
A simples leitura dos seguintes trechos da sentença elide a alegação
de ausência de fundamentação na aplicação da medida extrema (fls.
185/186 do Apenso):
Inicialmente, o defensor do primeiro representado [o ora
paciente] argumentou que este é matriculado em escola, reside
com os pais e seria muito temerária uma medida tão drástica
quanto à internação. Requereu a aplicação das medidas de
liberdade assistida com prestação de serviço. O segundo
representado requereu a aplicação da medida de prestação de
serviço.
A meu ver, sem razão as defesas. Os representados estão
envolvidos na prática de ato infracional revestido de extrema
violência, na qual culminou com a morte de uma pessoa e
causou grande abalo na sociedade de Rio Casca. Além do
mais, os dois representados estão envolvidos com traficantes e
principalmente, estão ameaçados de morte por causa disso.
Restou cristalinamente demonstrado nos autos que os
representados, no dia dos fatos, estavam fugindo da cidade, em
razão das ameaças sofridas. Dessa forma, a medida de
internação faz-se necessária, até mesmo para proteger a
integridade física dos representados, não obstante ser esta a
primeira condenação imposta aos mesmos.
As condutas dos ora representados, o meio onde vivem,
revelam um dado fundamental na vida deles, que é a situação
de risco criada a partir dos seus próprios comportamentos. As
circunstâncias não só do ato infracional, mas os meios de vida
dos representados demonstram que eles não têm condições de
cumprir qualquer medida em meio aberto.
O que mais preocupada é que o móbil dos representados
em última ratio é o tráfico de drogas. Nem se diga que este
desencadeia, no seio social, um ciclo de violência de
dimensões incalculáveis.
O ato infracional praticado pelos representados é grave.
Assemelha-se a delito punido com pena de reclusão, em regime
inicialmente fechado, por ser hediondo.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
(grifos adicionados)
No acórdão de apelação, da lavra do TJ/MG, a decisão de primeiro
grau é mantida, nos seguintes termos (fls. 291/ :
No caso tela, o jovem L.C.X.F. Admitiu que ser viciado em
'crack' e 'maconha', estando ameaçado de morte por duas
pessoas a quem teria enganado, vendendo borra de asfalto
como se fosse haxixe. A veracidade das ameaças foi confirmada
pela genitora do menor [...]
Ainda foi realizado minucioso estudo social, que
esclareceu o desajuste comportamental do adolescente, em
decorrência do vício em drogas:
'Mudou de comportamento aos 14 anos em
conseqüência do consumo de substâncias
entorpecentes, período em que ficava pouco em casa,
era fugidio aos estímulos afetivos, dormia muito e
vivia com grupinhos de amigos' (fl. 96)
[...] O relatório técnico ainda foi claro à precariedade da
estrutura familiar, tornando visível impotência dos familiares
na tarefa de manter os jovens longe dos atos infracionais:
'Constata-se que ambas as famílias são
proletárias. Privadas do mínimo do conforto
essencial para se viver. São trabalhadores informais,
com limitada capacidade produtiva, o que pressupõe
destinos previamente traçados, sem espaços para
decisões, para a liberdade, para a capacitação
cultural, enfim, para a cidadania. Estão visivelmente
conturbados e patologicamente deprimidos' (fls.
96/97).
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 104.405 / MG
(grifos adicionados)
No acórdão de apelação, da lavra do TJ/MG, a decisão de primeiro
grau é mantida, nos seguintes termos (fls. 291/ :
No caso tela, o jovem L.C.X.F. Admitiu que ser viciado em
'crack' e 'maconha', estando ameaçado de morte por duas
pessoas a quem teria enganado, vendendo borra de asfalto
como se fosse haxixe. A veracidade das ameaças foi confirmada
pela genitora do menor [...]
Ainda foi realizado minucioso estudo social, que
esclareceu o desajuste comportamental do adolescente, em
decorrência do vício em drogas:
'Mudou de comportamento aos 14 anos em
conseqüência do consumo de substâncias
entorpecentes, período em que ficava pouco em casa,
era fugidio aos estímulos afetivos, dormia muito e
vivia com grupinhos de amigos' (fl. 96)
[...] O relatório técnico ainda foi claro à precariedade da
estrutura familiar, tornando visível impotência dos familiares
na tarefa de manter os jovens longe dos atos infracionais:
'Constata-se que ambas as famílias são
proletárias. Privadas do mínimo do conforto
essencial para se viver. São trabalhadores informais,
com limitada capacidade produtiva, o que pressupõe
destinos previamente traçados, sem espaços para
decisões, para a liberdade, para a capacitação
cultural, enfim, para a cidadania. Estão visivelmente
conturbados e patologicamente deprimidos' (fls.
96/97).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
Tais circunstâncias, em conjunto, são aptas a demonstrar
que os jovens necessitam de uma atenção especial, com atitudes
incisivas do Estado, para que se logre êxito na árdua tarefa de
sociabilizá-los e sensibilizá-los sobre o valor da vida humana,
objetivos que não seriam atingidos com as medidas em meio
aberto.
Em suma, aliando os aspectos subjetivos desfavoráveis
dos infratores ao elemento objetivo da gravidade do ato
praticado – latrocínio – mostra-se irretocável o decisum que
aplicou a severa, mas necessária, medida sócio-educativa de
internação em estabelecimento educacional. A primariedade
técnica, por si só, não impede a aplicação da medida extrema
se, desde já, percebe-se que nenhuma outra será capaz de
ressocializar os apelantes.
A fundamentação judicial é robusta ao demonstrar não somente a
gravidade do crime, como afirmado nas razões recursais, mas, também,
(i) a violência exercida contra a vítima, (ii) a desajustada conduta social
do jovem, viciado em drogas, e (iii) o meio social desfavorável em que
vive.
In casu, o juiz, utilizando-se das balizas legais (arts. 112, § 1º, e 122 , I,
do ECA1), aplicou, fundamentadamente, a medida socioeducativa
adequada ao jovem infrator.
A pretensão de graduar-se a medida socioeducativa, aplicando-se
antes a menos severa para, ante a ineficácia desta, aplicar-se a mais
gravosa deve ser conjurada posto traduzir tratamento idêntico para
situações distintas, ou seja, o jovem autor ato infracional de nenhuma ou
menor gravidade é equiparado àquele que comete ato infracional mais
grave.
De mais a mais, não há previsão, no Estatuto da Criança e do
1
Art. 112. (…) § 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua
capacidade de cumpri-la, as circunstâncias e a gravidade da infração.
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 104.405 / MG
Tais circunstâncias, em conjunto, são aptas a demonstrar
que os jovens necessitam de uma atenção especial, com atitudes
incisivas do Estado, para que se logre êxito na árdua tarefa de
sociabilizá-los e sensibilizá-los sobre o valor da vida humana,
objetivos que não seriam atingidos com as medidas em meio
aberto.
Em suma, aliando os aspectos subjetivos desfavoráveis
dos infratores ao elemento objetivo da gravidade do ato
praticado – latrocínio – mostra-se irretocável o decisum que
aplicou a severa, mas necessária, medida sócio-educativa de
internação em estabelecimento educacional. A primariedade
técnica, por si só, não impede a aplicação da medida extrema
se, desde já, percebe-se que nenhuma outra será capaz de
ressocializar os apelantes.
A fundamentação judicial é robusta ao demonstrar não somente a
gravidade do crime, como afirmado nas razões recursais, mas, também,
(i) a violência exercida contra a vítima, (ii) a desajustada conduta social
do jovem, viciado em drogas, e (iii) o meio social desfavorável em que
vive.
In casu, o juiz, utilizando-se das balizas legais (arts. 112, § 1º, e 122 , I,
do ECA1), aplicou, fundamentadamente, a medida socioeducativa
adequada ao jovem infrator.
A pretensão de graduar-se a medida socioeducativa, aplicando-se
antes a menos severa para, ante a ineficácia desta, aplicar-se a mais
gravosa deve ser conjurada posto traduzir tratamento idêntico para
situações distintas, ou seja, o jovem autor ato infracional de nenhuma ou
menor gravidade é equiparado àquele que comete ato infracional mais
grave.
De mais a mais, não há previsão, no Estatuto da Criança e do
1
Art. 112. (…) § 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua
capacidade de cumpri-la, as circunstâncias e a gravidade da infração.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
Adolescente, de que o juiz, ao aplicar a medida socioeducativa, deva
observar determinada ordem. A interpretação dos preceitos acima
transcritos conduz a que o juiz, em cada caso concreto, eleja,
fundamentadamente, a medida que melhor se ajuste ao adolescente
infrator.
Por fim, entendimento firmado por ambas as Turmas desta Corte
contrasta com as razões da inicial:
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL
PENAL. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO A TENTATIVA
DE LATROCÍNIO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL DECORRENTE DA APLICAÇÃO DA MEDIDA
SÓCIO-EDUCATIVA DE INTERNAÇÃO POR PRAZO
INDETERMINADO: IMPROCEDÊNCIA. PRECEDENTES.
ORDEM DENEGADA.
1. O Estatuto da Criança e do Adolescente e a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consideram o ato
infracional cometido mediante grave ameaça e violência a
pessoa como sendo passível de aplicação da medida de
internação. Precedentes.
2. Na espécie, a fundamentação da decisão proferida pelo
Juízo da Infância e da Juventude demonstra não ocorrer
constrangimento ilegal, única hipótese que autorizaria a
concessão da ordem, pois a internação imposta ao Paciente,
além de atender às garantias constitucionais da ampla defesa,
do contraditório, do devido processo legal e da
excepcionalidade, respeitou a condição peculiar de pessoa em
que justificaram a opção do magistrado pela medida extrema.
3. Habeas corpus denegado.
(HC 97.183/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma,
DJe de 22/05/2009)
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ATO
INFRACIONAL COMETIDO MEDIANTE GRAVE AMEAÇA.
5
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HC 104.405 / MG
Adolescente, de que o juiz, ao aplicar a medida socioeducativa, deva
observar determinada ordem. A interpretação dos preceitos acima
transcritos conduz a que o juiz, em cada caso concreto, eleja,
fundamentadamente, a medida que melhor se ajuste ao adolescente
infrator.
Por fim, entendimento firmado por ambas as Turmas desta Corte
contrasta com as razões da inicial:
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL
PENAL. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO A TENTATIVA
DE LATROCÍNIO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL DECORRENTE DA APLICAÇÃO DA MEDIDA
SÓCIO-EDUCATIVA DE INTERNAÇÃO POR PRAZO
INDETERMINADO: IMPROCEDÊNCIA. PRECEDENTES.
ORDEM DENEGADA.
1. O Estatuto da Criança e do Adolescente e a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consideram o ato
infracional cometido mediante grave ameaça e violência a
pessoa como sendo passível de aplicação da medida de
internação. Precedentes.
2. Na espécie, a fundamentação da decisão proferida pelo
Juízo da Infância e da Juventude demonstra não ocorrer
constrangimento ilegal, única hipótese que autorizaria a
concessão da ordem, pois a internação imposta ao Paciente,
além de atender às garantias constitucionais da ampla defesa,
do contraditório, do devido processo legal e da
excepcionalidade, respeitou a condição peculiar de pessoa em
que justificaram a opção do magistrado pela medida extrema.
3. Habeas corpus denegado.
(HC 97.183/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma,
DJe de 22/05/2009)
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ATO
INFRACIONAL COMETIDO MEDIANTE GRAVE AMEAÇA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO POR PRAZO
INDETERMINADO. ADEQUAÇÃO. ORDEM DENEGADA.
1. A questão de direito tratada nos autos deste habeas
corpus diz respeito à suposta ausência de fundamentação na
imposição da medida socioeducativa de internação por prazo
indeterminado e à desproporcionalidade entre a medida
aplicada e a infração cometida.
2. Em relação ao ato infracional correspondente à conduta
tipificada como roubo qualificado, incide, em tese, o disposto
no art. 122, I, da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do
Adolescente).
3. Estando a decisão suficientemente fundamentada, juízo
diverso acerca da adequação da medida socioeducativa imposta
ao paciente implica, necessariamente, o exame acurado dos
fatos e provas, tarefa inviável em sede de habeas corpus.
Precedentes.
4. A aplicação da medida socioeducativa de internação por
prazo indeterminado encontra fundamentos sólidos, providos
de suporte fático e aliados aos requisitos previstos em lei.
Considerando que o ato infracional foi praticado mediante
grave ameaça, a internação mostra-se não só proporcional ao
ato infracional praticado, mas, também, imperiosa à
reintegração plena do menor à sociedade, que é a finalidade
precípua do Estatuto da Criança e do Adolescente.
5. Ordem denegada.
(HC 98.225/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
11/09/2009)
Ante o exposto, a impetração está parcialmente prejudicada e,
quanto ao remanescente, o voto é pela denegação da ordem.
6
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HC 104.405 / MG
MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO POR PRAZO
INDETERMINADO. ADEQUAÇÃO. ORDEM DENEGADA.
1. A questão de direito tratada nos autos deste habeas
corpus diz respeito à suposta ausência de fundamentação na
imposição da medida socioeducativa de internação por prazo
indeterminado e à desproporcionalidade entre a medida
aplicada e a infração cometida.
2. Em relação ao ato infracional correspondente à conduta
tipificada como roubo qualificado, incide, em tese, o disposto
no art. 122, I, da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do
Adolescente).
3. Estando a decisão suficientemente fundamentada, juízo
diverso acerca da adequação da medida socioeducativa imposta
ao paciente implica, necessariamente, o exame acurado dos
fatos e provas, tarefa inviável em sede de habeas corpus.
Precedentes.
4. A aplicação da medida socioeducativa de internação por
prazo indeterminado encontra fundamentos sólidos, providos
de suporte fático e aliados aos requisitos previstos em lei.
Considerando que o ato infracional foi praticado mediante
grave ameaça, a internação mostra-se não só proporcional ao
ato infracional praticado, mas, também, imperiosa à
reintegração plena do menor à sociedade, que é a finalidade
precípua do Estatuto da Criança e do Adolescente.
5. Ordem denegada.
(HC 98.225/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
11/09/2009)
Ante o exposto, a impetração está parcialmente prejudicada e,
quanto ao remanescente, o voto é pela denegação da ordem.
6
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.405
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : L C X F
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou parcialmente prejudicada a impetração
e, na outra parte, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do
voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.405
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : L C X F
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou parcialmente prejudicada a impetração
e, na outra parte, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do
voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1797198
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-07T00:00:00
|
A Turma julgou parcialmente prejudicada a impetração e, na outra parte, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. HABEAS CORPUS. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO CRIME DE LATROCÍNIO (CP, ART. 157, § 3º). MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO. (ECA, ART. 112, §1º, E ART. 122, I). ORDEM PARCIALMENTE PREJUDICADA E, QUANTO AO REMANESCENTE, DENEGADA.
1. A medida socioeducativa, à luz dos artigos 112, § 1º, e 122, I, da Lei 8.069/90, deve ser eleita dentre as que melhor se ajustam à conduta do adolescente infrator. A pretensão de graduar-se a medida socioeducativa, aplicando-se antes a menos severa para, ante a ineficácia desta, aplicar-se a mais gravosa, deve ser conjurada posto traduzir tratamento idêntico para situações distintas, ou seja, o jovem autor de ato infracional de nenhuma ou menor gravidade é equiparado àquele que comete ato infracional mais grave. (Precedentes: RHC 104.144/DF, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje de 9/8/2011; HC 97.183/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 22/05/2009; HC 98.225/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 11/09/2009).
2. In casu: a) a pretensão de remover o paciente da cadeia pública e transferi-lo a instituição adequada ao cumprimento de medida socioeducativa de internação prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente resta prejudicada ante a informação nos autos de que o pleito foi atendido;
b) a medida socioeducativa de internação está devidamente fundamentada não apenas na gravidade do ato infracional equiparado ao crime de latrocínio (CP, art.157, § 3º), mas também na violência exercida contra a vítima, que integra o próprio tipo penal, e na desajustada conduta social do paciente, viciado em drogas.
4. Ordem parcialmente prejudicada e, quanto à parte remanescente, denegada.
|
sjur205355
|
- Acórdãos citados: HC 97183, HC 98225, RHC 104144.
Número de páginas: 12.
Análise: 14/03/2012, ACG.
Revisão: 16/03/2012, IMC.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
104405
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00157 PAR-00003 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-008069 ANO-1990\r\n ART-00112 PAR-00001 ART-00122 INC-00001\r\n INC-00002 INC-00003\r\n ECA-1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 104405
|
[
""
] |
PACTE.(S) : L C X F
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:L C X F
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.
HABEAS CORPUS. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO CRIME
DE LATROCÍNIO (Código Penal Brasileiro, ART. 157, § 3...). MEDIDA SOCIOEDUCATIVA
DE INTERNAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO. (Estatuto da Criança e do Adolescente, ART. 112, §1..., E ART.
122, I). ORDEM PARCIALMENTE PREJUDICADA E, QUANTO AO
REMANESCENTE, DENEGADA.
1. A medida socioeducativa, à luz dos artigos 112, § 1..., e 122, I, da Lei
8.069/90, deve ser eleita dentre as que melhor se ajustam à conduta do
adolescente infrator. A pretensão de graduar-se a medida socioeducativa,
aplicando-se antes a menos severa para, ante a ineficácia desta, aplicar-se
a mais gravosa, deve ser conjurada posto traduzir tratamento idêntico
para situações distintas, ou seja, o jovem autor de ato infracional de
nenhuma ou menor gravidade é equiparado àquele que comete ato
infracional mais grave. (Precedentes: RHC 104.144/DF, Relator Min. Luiz
Fux, Primeira Turma, Dje de 9/8/2011; HC 97.183/SP, Rel. Min. Cármen
Lúcia, Primeira Turma, DJe de 22/05/2009; HC 98.225/SP, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma, DJe de 11/09/2009).
2. In casu: a) a pretensão de remover o paciente da cadeia pública e
transferi-lo a instituição adequada ao cumprimento de medida
socioeducativa de internação prevista no Estatuto da Criança e do
Adolescente resta prejudicada ante a informação nos autos de que o
pleito foi atendido;
b) a medida socioeducativa de internação está devidamente
fundamentada não apenas na gravidade do ato infracional equiparado ao
crime de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art.157, § 3...), mas também na violência exercida
contra a vítima, que integra o próprio tipo penal, e na desajustada
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DJe 07/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 104.405 / MG
conduta social do paciente, viciado em drogas.
4. Ordem parcialmente prejudicada e, quanto à parte remanescente,
denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar parcialmente
prejudicada a impetração e, na outra parte, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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HC 104.405 / MG
conduta social do paciente, viciado em drogas.
4. Ordem parcialmente prejudicada e, quanto à parte remanescente,
denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar parcialmente
prejudicada a impetração e, na outra parte, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:L C X F
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de L C X F, tendo
por autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
no qual se pleiteia aplicação de medida socioeducativa mais branda em
processo que decidiu pela internação de adolescente por tempo
indeterminado em face da prática de ato infracional equiparado ao crime
de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3...)1.
Consta da representação do Ministério Público que o paciente,
nascido em 16/11/1991, adolescente ao tempo dos fatos, ocorridos em
22/4/2008, na Comarca de Rio Casca/MG, agindo em unidade de
desígnios com outro jovem, praticou ato infracional equiparado à
conduta prevista no art. 157, §3..., do Código Penal (latrocínio).
Segundo a inicial, os adolescentes fugiam da cidade de Ponte
Nova/MG, em razão de dívida de drogas, quando passaram em frente à
barraca (tipo lanchonete) de propriedade da vítima e ali adentraram,
ingeriram bebida alcoólica e ficaram conversando. Em certo momento, os
1
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência:
(…)
§ 3... Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos, além da
multa; se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:L C X F
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de L C X F, tendo
por autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
no qual se pleiteia aplicação de medida socioeducativa mais branda em
processo que decidiu pela internação de adolescente por tempo
indeterminado em face da prática de ato infracional equiparado ao crime
de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3...)1.
Consta da representação do Ministério Público que o paciente,
nascido em 16/11/1991, adolescente ao tempo dos fatos, ocorridos em
22/4/2008, na Comarca de Rio Casca/MG, agindo em unidade de
desígnios com outro jovem, praticou ato infracional equiparado à
conduta prevista no art. 157, §3..., do Código Penal (latrocínio).
Segundo a inicial, os adolescentes fugiam da cidade de Ponte
Nova/MG, em razão de dívida de drogas, quando passaram em frente à
barraca (tipo lanchonete) de propriedade da vítima e ali adentraram,
ingeriram bebida alcoólica e ficaram conversando. Em certo momento, os
1
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência:
(…)
§ 3... Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos, além da
multa; se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 104.405 / MG
jovens, valendo-se de uma arma branca, ofenderam a integridade física
do proprietário do estabelecimento, que veio a falecer no local, e
subtraíram-lhe dinheiro.
Irresignada, a defesa apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais, que negou provimento ao recurso (fls. 258 do Apenso).
Diante disso, ajuizou-se o writ no Superior Tribunal de Justiça, que
decidiu a causa em acórdão assim ementado (fls. 344 do Apenso):
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. LATROCÍNIO. ATO INFRACIONAL
PRATICADO MEDIANTE VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA.
INTERNAÇÃO. POSSIBILIDADE. ART. 122, I, DA LEI N.
8.069⁄90. ORDEM DENEGADA.
1. O art. 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que a internação do
adolescente apenas será cabível quando o ato infracional for
praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, na hipótese
de reiteração no cometimento de outras infrações de natureza
grave ou por descumprimento reiterado e injustificado de
medida aplicada anteriormente.
2. A prática de ato infracional análogo ao crime previsto
no art. 157, § 3..., do Código Penal Brasileiro, autoriza a segregação do paciente, por
enquadrar-se no art. 122, I, do Estatuto da Criança e do Adolescente.
3. In casu, além da adequação taxativa ao dispositivo legal
de regência, a medida mais severa foi justificada na gravidade
concreta da conduta e nas condições desfavoráveis do
reeducando.
4. Ordem denegada.
Na impetração dirigida a esta Corte, alega a Defensoria Pública: i) a
medida de internação deve observar o princípio da excepcionalidade,
previsto no art. 121 do ECA2, por ter como escopo a reinserção do jovem
2
Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de
brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.405 / MG
jovens, valendo-se de uma arma branca, ofenderam a integridade física
do proprietário do estabelecimento, que veio a falecer no local, e
subtraíram-lhe dinheiro.
Irresignada, a defesa apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais, que negou provimento ao recurso (fls. 258 do Apenso).
Diante disso, ajuizou-se o writ no Superior Tribunal de Justiça, que
decidiu a causa em acórdão assim ementado (fls. 344 do Apenso):
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. LATROCÍNIO. ATO INFRACIONAL
PRATICADO MEDIANTE VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA.
INTERNAÇÃO. POSSIBILIDADE. ART. 122, I, DA LEI N.
8.069⁄90. ORDEM DENEGADA.
1. O art. 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que a internação do
adolescente apenas será cabível quando o ato infracional for
praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, na hipótese
de reiteração no cometimento de outras infrações de natureza
grave ou por descumprimento reiterado e injustificado de
medida aplicada anteriormente.
2. A prática de ato infracional análogo ao crime previsto
no art. 157, § 3..., do Código Penal Brasileiro, autoriza a segregação do paciente, por
enquadrar-se no art. 122, I, do Estatuto da Criança e do Adolescente.
3. In casu, além da adequação taxativa ao dispositivo legal
de regência, a medida mais severa foi justificada na gravidade
concreta da conduta e nas condições desfavoráveis do
reeducando.
4. Ordem denegada.
Na impetração dirigida a esta Corte, alega a Defensoria Pública: i) a
medida de internação deve observar o princípio da excepcionalidade,
previsto no art. 121 do ECA2, por ter como escopo a reinserção do jovem
2
Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de
brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
HC 104.405 / MG
na sociedade; ii) ausência de fundamentação do ato que a decretou, que
teria se baseado na gravidade genérica da conduta; iii) o jovem está
internado na cadeia pública da cidade de Rio Casca, local inadequado
para jovens infratores, em violação ao art. 123 do ECA3.
O Ministro Eros Grau indeferiu a liminar (fls. 13).
O Ministério Público Federal pugnou pela denegação da ordem em
parecer assim ementado (fls. 25):
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO
CRIME DE LATROCÍNIO – ARTIGO 157, §3..., DO CÓDIGO
PENAL. MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA DE INTERNAÇÃO
POR PRAZO INDETERMINADO, JUSTIFICADA PELO
EMPREGO DE VIOLÊNCIA À PESSOA, COM RESULTADO
MORTE. CONDIÇÕES PESSOAIS DESFAVORÁVEIS.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO.
- Parecer pelo conhecimento parcial do mandamus e pela
denegação da ordem nessa extensão.
É o relatório.
3
Art. 123. A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes,
em local distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separação por critérios de
idade, compleição física e gravidade da infração.
3
Supremo Tribunal Federal
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na sociedade; ii) ausência de fundamentação do ato que a decretou, que
teria se baseado na gravidade genérica da conduta; iii) o jovem está
internado na cadeia pública da cidade de Rio Casca, local inadequado
para jovens infratores, em violação ao art. 123 do ECA3.
O Ministro Eros Grau indeferiu a liminar (fls. 13).
O Ministério Público Federal pugnou pela denegação da ordem em
parecer assim ementado (fls. 25):
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO
CRIME DE LATROCÍNIO – ARTIGO 157, §3..., DO CÓDIGO
PENAL. MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA DE INTERNAÇÃO
POR PRAZO INDETERMINADO, JUSTIFICADA PELO
EMPREGO DE VIOLÊNCIA À PESSOA, COM RESULTADO
MORTE. CONDIÇÕES PESSOAIS DESFAVORÁVEIS.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO.
- Parecer pelo conhecimento parcial do mandamus e pela
denegação da ordem nessa extensão.
É o relatório.
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Art. 123. A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes,
em local distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separação por critérios de
idade, compleição física e gravidade da infração.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, está
prejudicada a pretensão de remover o jovem da cadeia pública e transferi-
lo a instituição adequada ao cumprimento da medida socioeducativa de
internação, visto que, ao contrário do suscitado na impetração, o Ofício
de fls. 254 do Apenso contém a informação de que em 24/10/2008 o
paciente foi encaminhado ao Centro Socioeducativo São Francisco de
Assis em Governador Valadares/MG, conforme bem ressaltado pelo
Ministério Público Federal.
A juíza de Direito da Comarca de Rio Casca/MG aplicou a medida
de internação em razão da prática de ato infracional equiparado ao crime
de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3...).
O artigo 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.
8.069/90) prevê, em rol taxativo, as hipóteses que autorizam a aplicação
da medida socioeducativa de internação:
Art. 122. A medida de internação só poderá ser aplicada quando:
I - tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça
ou violência à pessoa'
II - por reiteração no cometimento de outras infrações graves;
III - por descumprimento reiterado e injustificável da medida
anteriormente imposta.
Há, pois, expressa autorização legal para a aplicação da medida de
internação quando o ato infracional for cometido, como no caso sub
examine, com grave ameaça ou violência à pessoa.
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.405 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, está
prejudicada a pretensão de remover o jovem da cadeia pública e transferi-
lo a instituição adequada ao cumprimento da medida socioeducativa de
internação, visto que, ao contrário do suscitado na impetração, o Ofício
de fls. 254 do Apenso contém a informação de que em 24/10/2008 o
paciente foi encaminhado ao Centro Socioeducativo São Francisco de
Assis em Governador Valadares/MG, conforme bem ressaltado pelo
Ministério Público Federal.
A juíza de Direito da Comarca de Rio Casca/MG aplicou a medida
de internação em razão da prática de ato infracional equiparado ao crime
de latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3...).
O artigo 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.
8.069/90) prevê, em rol taxativo, as hipóteses que autorizam a aplicação
da medida socioeducativa de internação:
Art. 122. A medida de internação só poderá ser aplicada quando:
I - tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça
ou violência à pessoa'
II - por reiteração no cometimento de outras infrações graves;
III - por descumprimento reiterado e injustificável da medida
anteriormente imposta.
Há, pois, expressa autorização legal para a aplicação da medida de
internação quando o ato infracional for cometido, como no caso sub
examine, com grave ameaça ou violência à pessoa.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
A simples leitura dos seguintes trechos da sentença elide a alegação
de ausência de fundamentação na aplicação da medida extrema (fls.
185/186 do Apenso):
Inicialmente, o defensor do primeiro representado [o ora
paciente] argumentou que este é matriculado em escola, reside
com os pais e seria muito temerária uma medida tão drástica
quanto à internação. Requereu a aplicação das medidas de
liberdade assistida com prestação de serviço. O segundo
representado requereu a aplicação da medida de prestação de
serviço.
A meu ver, sem razão as defesas. Os representados estão
envolvidos na prática de ato infracional revestido de extrema
violência, na qual culminou com a morte de uma pessoa e
causou grande abalo na sociedade de Rio Casca. Além do
mais, os dois representados estão envolvidos com traficantes e
principalmente, estão ameaçados de morte por causa disso.
Restou cristalinamente demonstrado nos autos que os
representados, no dia dos fatos, estavam fugindo da cidade, em
razão das ameaças sofridas. Dessa forma, a medida de
internação faz-se necessária, até mesmo para proteger a
integridade física dos representados, não obstante ser esta a
primeira condenação imposta aos mesmos.
As condutas dos ora representados, o meio onde vivem,
revelam um dado fundamental na vida deles, que é a situação
de risco criada a partir dos seus próprios comportamentos. As
circunstâncias não só do ato infracional, mas os meios de vida
dos representados demonstram que eles não têm condições de
cumprir qualquer medida em meio aberto.
O que mais preocupada é que o móbil dos representados
em última ratio é o tráfico de drogas. Nem se diga que este
desencadeia, no seio social, um ciclo de violência de
dimensões incalculáveis.
O ato infracional praticado pelos representados é grave.
Assemelha-se a delito punido com pena de reclusão, em regime
inicialmente fechado, por ser hediondo.
2
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HC 104.405 / MG
A simples leitura dos seguintes trechos da sentença elide a alegação
de ausência de fundamentação na aplicação da medida extrema (fls.
185/186 do Apenso):
Inicialmente, o defensor do primeiro representado [o ora
paciente] argumentou que este é matriculado em escola, reside
com os pais e seria muito temerária uma medida tão drástica
quanto à internação. Requereu a aplicação das medidas de
liberdade assistida com prestação de serviço. O segundo
representado requereu a aplicação da medida de prestação de
serviço.
A meu ver, sem razão as defesas. Os representados estão
envolvidos na prática de ato infracional revestido de extrema
violência, na qual culminou com a morte de uma pessoa e
causou grande abalo na sociedade de Rio Casca. Além do
mais, os dois representados estão envolvidos com traficantes e
principalmente, estão ameaçados de morte por causa disso.
Restou cristalinamente demonstrado nos autos que os
representados, no dia dos fatos, estavam fugindo da cidade, em
razão das ameaças sofridas. Dessa forma, a medida de
internação faz-se necessária, até mesmo para proteger a
integridade física dos representados, não obstante ser esta a
primeira condenação imposta aos mesmos.
As condutas dos ora representados, o meio onde vivem,
revelam um dado fundamental na vida deles, que é a situação
de risco criada a partir dos seus próprios comportamentos. As
circunstâncias não só do ato infracional, mas os meios de vida
dos representados demonstram que eles não têm condições de
cumprir qualquer medida em meio aberto.
O que mais preocupada é que o móbil dos representados
em última ratio é o tráfico de drogas. Nem se diga que este
desencadeia, no seio social, um ciclo de violência de
dimensões incalculáveis.
O ato infracional praticado pelos representados é grave.
Assemelha-se a delito punido com pena de reclusão, em regime
inicialmente fechado, por ser hediondo.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
(grifos adicionados)
No acórdão de apelação, da lavra do TJ/MG, a decisão de primeiro
grau é mantida, nos seguintes termos (fls. 291/ :
No caso tela, o jovem L.C.X.F. Admitiu que ser viciado em
'crack' e 'maconha', estando ameaçado de morte por duas
pessoas a quem teria enganado, vendendo borra de asfalto
como se fosse haxixe. A veracidade das ameaças foi confirmada
pela genitora do menor [...]
Ainda foi realizado minucioso estudo social, que
esclareceu o desajuste comportamental do adolescente, em
decorrência do vício em drogas:
'Mudou de comportamento aos 14 anos em
conseqüência do consumo de substâncias
entorpecentes, período em que ficava pouco em casa,
era fugidio aos estímulos afetivos, dormia muito e
vivia com grupinhos de amigos' (fl. 96)
[...] O relatório técnico ainda foi claro à precariedade da
estrutura familiar, tornando visível impotência dos familiares
na tarefa de manter os jovens longe dos atos infracionais:
'Constata-se que ambas as famílias são
proletárias. Privadas do mínimo do conforto
essencial para se viver. São trabalhadores informais,
com limitada capacidade produtiva, o que pressupõe
destinos previamente traçados, sem espaços para
decisões, para a liberdade, para a capacitação
cultural, enfim, para a cidadania. Estão visivelmente
conturbados e patologicamente deprimidos' (fls.
96/97).
3
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HC 104.405 / MG
(grifos adicionados)
No acórdão de apelação, da lavra do TJ/MG, a decisão de primeiro
grau é mantida, nos seguintes termos (fls. 291/ :
No caso tela, o jovem L.C.X.F. Admitiu que ser viciado em
'crack' e 'maconha', estando ameaçado de morte por duas
pessoas a quem teria enganado, vendendo borra de asfalto
como se fosse haxixe. A veracidade das ameaças foi confirmada
pela genitora do menor [...]
Ainda foi realizado minucioso estudo social, que
esclareceu o desajuste comportamental do adolescente, em
decorrência do vício em drogas:
'Mudou de comportamento aos 14 anos em
conseqüência do consumo de substâncias
entorpecentes, período em que ficava pouco em casa,
era fugidio aos estímulos afetivos, dormia muito e
vivia com grupinhos de amigos' (fl. 96)
[...] O relatório técnico ainda foi claro à precariedade da
estrutura familiar, tornando visível impotência dos familiares
na tarefa de manter os jovens longe dos atos infracionais:
'Constata-se que ambas as famílias são
proletárias. Privadas do mínimo do conforto
essencial para se viver. São trabalhadores informais,
com limitada capacidade produtiva, o que pressupõe
destinos previamente traçados, sem espaços para
decisões, para a liberdade, para a capacitação
cultural, enfim, para a cidadania. Estão visivelmente
conturbados e patologicamente deprimidos' (fls.
96/97).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
Tais circunstâncias, em conjunto, são aptas a demonstrar
que os jovens necessitam de uma atenção especial, com atitudes
incisivas do Estado, para que se logre êxito na árdua tarefa de
sociabilizá-los e sensibilizá-los sobre o valor da vida humana,
objetivos que não seriam atingidos com as medidas em meio
aberto.
Em suma, aliando os aspectos subjetivos desfavoráveis
dos infratores ao elemento objetivo da gravidade do ato
praticado – latrocínio – mostra-se irretocável o decisum que
aplicou a severa, mas necessária, medida sócio-educativa de
internação em estabelecimento educacional. A primariedade
técnica, por si só, não impede a aplicação da medida extrema
se, desde já, percebe-se que nenhuma outra será capaz de
ressocializar os apelantes.
A fundamentação judicial é robusta ao demonstrar não somente a
gravidade do crime, como afirmado nas razões recursais, mas, também,
(i) a violência exercida contra a vítima, (ii) a desajustada conduta social
do jovem, viciado em drogas, e (iii) o meio social desfavorável em que
vive.
In casu, o juiz, utilizando-se das balizas legais (arts. 112, § 1..., e 122 , I,
do ECA1), aplicou, fundamentadamente, a medida socioeducativa
adequada ao jovem infrator.
A pretensão de graduar-se a medida socioeducativa, aplicando-se
antes a menos severa para, ante a ineficácia desta, aplicar-se a mais
gravosa deve ser conjurada posto traduzir tratamento idêntico para
situações distintas, ou seja, o jovem autor ato infracional de nenhuma ou
menor gravidade é equiparado àquele que comete ato infracional mais
grave.
De mais a mais, não há previsão, no Estatuto da Criança e do
1
Art. 112. (…) § 1... A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua
capacidade de cumpri-la, as circunstâncias e a gravidade da infração.
4
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HC 104.405 / MG
Tais circunstâncias, em conjunto, são aptas a demonstrar
que os jovens necessitam de uma atenção especial, com atitudes
incisivas do Estado, para que se logre êxito na árdua tarefa de
sociabilizá-los e sensibilizá-los sobre o valor da vida humana,
objetivos que não seriam atingidos com as medidas em meio
aberto.
Em suma, aliando os aspectos subjetivos desfavoráveis
dos infratores ao elemento objetivo da gravidade do ato
praticado – latrocínio – mostra-se irretocável o decisum que
aplicou a severa, mas necessária, medida sócio-educativa de
internação em estabelecimento educacional. A primariedade
técnica, por si só, não impede a aplicação da medida extrema
se, desde já, percebe-se que nenhuma outra será capaz de
ressocializar os apelantes.
A fundamentação judicial é robusta ao demonstrar não somente a
gravidade do crime, como afirmado nas razões recursais, mas, também,
(i) a violência exercida contra a vítima, (ii) a desajustada conduta social
do jovem, viciado em drogas, e (iii) o meio social desfavorável em que
vive.
In casu, o juiz, utilizando-se das balizas legais (arts. 112, § 1..., e 122 , I,
do ECA1), aplicou, fundamentadamente, a medida socioeducativa
adequada ao jovem infrator.
A pretensão de graduar-se a medida socioeducativa, aplicando-se
antes a menos severa para, ante a ineficácia desta, aplicar-se a mais
gravosa deve ser conjurada posto traduzir tratamento idêntico para
situações distintas, ou seja, o jovem autor ato infracional de nenhuma ou
menor gravidade é equiparado àquele que comete ato infracional mais
grave.
De mais a mais, não há previsão, no Estatuto da Criança e do
1
Art. 112. (…) § 1... A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua
capacidade de cumpri-la, as circunstâncias e a gravidade da infração.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
Adolescente, de que o juiz, ao aplicar a medida socioeducativa, deva
observar determinada ordem. A interpretação dos preceitos acima
transcritos conduz a que o juiz, em cada caso concreto, eleja,
fundamentadamente, a medida que melhor se ajuste ao adolescente
infrator.
Por fim, entendimento firmado por ambas as Turmas desta Corte
contrasta com as razões da inicial:
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL
PENAL. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO A TENTATIVA
DE LATROCÍNIO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL DECORRENTE DA APLICAÇÃO DA MEDIDA
SÓCIO-EDUCATIVA DE INTERNAÇÃO POR PRAZO
INDETERMINADO: IMPROCEDÊNCIA. PRECEDENTES.
ORDEM DENEGADA.
1. O Estatuto da Criança e do Adolescente e a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consideram o ato
infracional cometido mediante grave ameaça e violência a
pessoa como sendo passível de aplicação da medida de
internação. Precedentes.
2. Na espécie, a fundamentação da decisão proferida pelo
Juízo da Infância e da Juventude demonstra não ocorrer
constrangimento ilegal, única hipótese que autorizaria a
concessão da ordem, pois a internação imposta ao Paciente,
além de atender às garantias constitucionais da ampla defesa,
do contraditório, do devido processo legal e da
excepcionalidade, respeitou a condição peculiar de pessoa em
que justificaram a opção do magistrado pela medida extrema.
3. Habeas corpus denegado.
(HC 97.183/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma,
DJe de 22/05/2009)
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ATO
INFRACIONAL COMETIDO MEDIANTE GRAVE AMEAÇA.
5
Supremo Tribunal Federal
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HC 104.405 / MG
Adolescente, de que o juiz, ao aplicar a medida socioeducativa, deva
observar determinada ordem. A interpretação dos preceitos acima
transcritos conduz a que o juiz, em cada caso concreto, eleja,
fundamentadamente, a medida que melhor se ajuste ao adolescente
infrator.
Por fim, entendimento firmado por ambas as Turmas desta Corte
contrasta com as razões da inicial:
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL
PENAL. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO A TENTATIVA
DE LATROCÍNIO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL DECORRENTE DA APLICAÇÃO DA MEDIDA
SÓCIO-EDUCATIVA DE INTERNAÇÃO POR PRAZO
INDETERMINADO: IMPROCEDÊNCIA. PRECEDENTES.
ORDEM DENEGADA.
1. O Estatuto da Criança e do Adolescente e a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consideram o ato
infracional cometido mediante grave ameaça e violência a
pessoa como sendo passível de aplicação da medida de
internação. Precedentes.
2. Na espécie, a fundamentação da decisão proferida pelo
Juízo da Infância e da Juventude demonstra não ocorrer
constrangimento ilegal, única hipótese que autorizaria a
concessão da ordem, pois a internação imposta ao Paciente,
além de atender às garantias constitucionais da ampla defesa,
do contraditório, do devido processo legal e da
excepcionalidade, respeitou a condição peculiar de pessoa em
que justificaram a opção do magistrado pela medida extrema.
3. Habeas corpus denegado.
(HC 97.183/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma,
DJe de 22/05/2009)
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ATO
INFRACIONAL COMETIDO MEDIANTE GRAVE AMEAÇA.
5
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 104.405 / MG
MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO POR PRAZO
INDETERMINADO. ADEQUAÇÃO. ORDEM DENEGADA.
1. A questão de direito tratada nos autos deste habeas
corpus diz respeito à suposta ausência de fundamentação na
imposição da medida socioeducativa de internação por prazo
indeterminado e à desproporcionalidade entre a medida
aplicada e a infração cometida.
2. Em relação ao ato infracional correspondente à conduta
tipificada como roubo qualificado, incide, em tese, o disposto
no art. 122, I, da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do
Adolescente).
3. Estando a decisão suficientemente fundamentada, juízo
diverso acerca da adequação da medida socioeducativa imposta
ao paciente implica, necessariamente, o exame acurado dos
fatos e provas, tarefa inviável em sede de habeas corpus.
Precedentes.
4. A aplicação da medida socioeducativa de internação por
prazo indeterminado encontra fundamentos sólidos, providos
de suporte fático e aliados aos requisitos previstos em lei.
Considerando que o ato infracional foi praticado mediante
grave ameaça, a internação mostra-se não só proporcional ao
ato infracional praticado, mas, também, imperiosa à
reintegração plena do menor à sociedade, que é a finalidade
precípua do Estatuto da Criança e do Adolescente.
5. Ordem denegada.
(HC 98.225/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
11/09/2009)
Ante o exposto, a impetração está parcialmente prejudicada e,
quanto ao remanescente, o voto é pela denegação da ordem.
6
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HC 104.405 / MG
MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO POR PRAZO
INDETERMINADO. ADEQUAÇÃO. ORDEM DENEGADA.
1. A questão de direito tratada nos autos deste habeas
corpus diz respeito à suposta ausência de fundamentação na
imposição da medida socioeducativa de internação por prazo
indeterminado e à desproporcionalidade entre a medida
aplicada e a infração cometida.
2. Em relação ao ato infracional correspondente à conduta
tipificada como roubo qualificado, incide, em tese, o disposto
no art. 122, I, da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do
Adolescente).
3. Estando a decisão suficientemente fundamentada, juízo
diverso acerca da adequação da medida socioeducativa imposta
ao paciente implica, necessariamente, o exame acurado dos
fatos e provas, tarefa inviável em sede de habeas corpus.
Precedentes.
4. A aplicação da medida socioeducativa de internação por
prazo indeterminado encontra fundamentos sólidos, providos
de suporte fático e aliados aos requisitos previstos em lei.
Considerando que o ato infracional foi praticado mediante
grave ameaça, a internação mostra-se não só proporcional ao
ato infracional praticado, mas, também, imperiosa à
reintegração plena do menor à sociedade, que é a finalidade
precípua do Estatuto da Criança e do Adolescente.
5. Ordem denegada.
(HC 98.225/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
11/09/2009)
Ante o exposto, a impetração está parcialmente prejudicada e,
quanto ao remanescente, o voto é pela denegação da ordem.
6
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.405
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : L C X F
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou parcialmente prejudicada a impetração
e, na outra parte, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do
voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791130
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.405
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : L C X F
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou parcialmente prejudicada a impetração
e, na outra parte, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do
voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 104 . 405",
"RHC 104 . 144 / DF",
"HC 97 . 183 / SP",
"HC 98 . 225 / SP",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 104 . 405 / MG",
"HABEAS CORPUS 104 . 405 MINAS",
"HABEAS CORPUS 104 . 405",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 104 . 405 / MG",
"HABEAS CORPUS 104 . 405 MINAS",
"HABEAS CORPUS 104 . 405",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 104 . 405 / MG",
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"HC 104 . 405 / MG",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 97 . 183 / SP",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 97 . 183 / SP",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 98 . 225 / SP",
"HC 104 . 405 / MG",
"HC 98 . 225 / SP",
"HABEAS CORPUS 104 . 405"
],
"LEGISLACAO": [
"Código Penal Brasileiro , ART . 157 , § 3 . . .",
"Estatuto da Criança e do Adolescente , ART",
"artigos 112 , § 1 . . . , e 122 , I , da Lei 8 . 069 / 90",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Código Penal Brasileiro , art . 157 , § 3 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 157 , § 3 . .",
"art . 157 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 157 , § 3 . . .",
"art . 157 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 122 , I , DA LEI N . 8 . 069⁄90",
"art . 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"art . 157 , § 3 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"art . 122 , I , do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"art . 121 do ECA2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 122 , I , DA LEI N . 8 . 069⁄90",
"art . 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"art . 157 , § 3 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"art . 122 , I , do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"art . 121 do ECA2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 123 do ECA3",
"ARTIGO 157 , § 3 . . . , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 123 do ECA3",
"ARTIGO 157 , § 3 . . . , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 157 , § 3 . . .",
"artigo 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Lei n . 8 . 069 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 157 , § 3 . .",
"artigo 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Lei n . 8 . 069 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 112 , § 1 . . . , e 122 , I , do ECA1",
"Estatuto da Criança e do 1 Art . 112",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 112 , § 1 . . . , e 122 , I , do ECA1",
"Estatuto da Criança e do 1 Art . 112",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Estatuto da Criança e do",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Estatuto da Criança e do",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 122 , I , da Lei 8 . 069 / 90",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 122 , I , da Lei 8 . 069 / 90",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Estatuto da",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"Comarca de Rio Casca / MG",
"Ponte Nova / MG",
"Comarca de Rio Casca / MG",
"Ponte Nova / MG",
"cadeia",
"cidade de",
"Rio Casca",
"cidade de Rio Casca",
"Governador Valadares / MG",
"Comarca de Rio Casca / MG",
"MINAS GERAIS",
"Governador Valadares / MG",
"Comarca de Rio Casca / MG",
"Rio Casca",
"Rio Casca",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Quinta Turma do",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
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"Defensoria Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Centro Socioeducativo São Francisco de Assis",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Centro Socioeducativo São Francisco de Assis",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TJ",
"/",
"MG",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJ",
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"MG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"L",
"L",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX HC",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
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"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9",
"/",
"8",
"/",
"2011",
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"/",
"05",
"/",
"2009",
"11",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
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"02",
"/",
"2012",
"16",
"/",
"11",
"/",
"1991",
"22",
"/",
"4",
"/",
"2008",
"24",
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"08",
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"2001",
"14",
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"2012",
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"4",
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"2008",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
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"02",
"/",
"2012",
"24",
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"10",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
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"2012",
"24",
"/",
"10",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
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"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"05",
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"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"09",
"/",
"2009",
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"/",
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".",
"2",
".",
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".",
"2012",
"24",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Dosimetria da pena.
Afastamento da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º da
Lei nº 11.343/06. Dedicação às atividades criminosas. Fundamentação
idônea. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos. Impossibilidade. Pena superior a quatro anos de reclusão.
No caso em análise, as instâncias inferiores foram uníssonas ao
reconhecerem que a paciente se dedicava à prática de atividades
criminosas, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4º do
art. 33 da Lei 11.343/06.
Nesse ponto, para se alcançar conclusão diversa, é necessária a
realização de aprofundado reexame das circunstâncias fáticas e do acervo
probatório dos autos de origem, o que é inadmissível na via processual
do habeas corpus.
Por fim, fixada a reprimenda em quantum superior a 4 (quatro) anos
de reclusão, inviável é substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos (art. 44, I, CP).
Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas
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Supremo Tribunal Federal
DJe 05/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
HC 108.693 / MG
corpus, nos termos do voto do relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.693 / MG
corpus, nos termos do voto do relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
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2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de
GLEICEANE SANTOS DA ROCHA contra acórdão proferido pelo
Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 183.693/MG.
Consta da peça inicial que a paciente foi condenada à pena de 6 anos
de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de
drogas (art. 33, caput, da Lei 11.343/06).
Quando da dosimetria da reprimenda, o juízo sentenciante deixou
de aplicar a causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei
nº 11.343/06 por reconhecer que a ora paciente se dedicava à prática de
atividades criminosas.
Inconformada, a defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça de
Minas Gerais, que negou provimento ao recurso.
Em seguida, impetrou habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem pretendida.
Sobreveio, então, o presente habeas corpus, no qual a impetrante
requer a aplicação da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº
11.343/06 e, com a fixação de novo quantum, pleiteia a substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Para tanto, alega que a paciente preenche todos os requisitos
previstos no art. 33, §4º, da Lei nº 11.343/2006.
Dispensei a requisição de informações ante a suficiente instrução do
feito e o Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de
GLEICEANE SANTOS DA ROCHA contra acórdão proferido pelo
Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 183.693/MG.
Consta da peça inicial que a paciente foi condenada à pena de 6 anos
de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de
drogas (art. 33, caput, da Lei 11.343/06).
Quando da dosimetria da reprimenda, o juízo sentenciante deixou
de aplicar a causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei
nº 11.343/06 por reconhecer que a ora paciente se dedicava à prática de
atividades criminosas.
Inconformada, a defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça de
Minas Gerais, que negou provimento ao recurso.
Em seguida, impetrou habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem pretendida.
Sobreveio, então, o presente habeas corpus, no qual a impetrante
requer a aplicação da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº
11.343/06 e, com a fixação de novo quantum, pleiteia a substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Para tanto, alega que a paciente preenche todos os requisitos
previstos no art. 33, §4º, da Lei nº 11.343/2006.
Dispensei a requisição de informações ante a suficiente instrução do
feito e o Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Da leitura dos
autos, verifico que tanto o acórdão impugnado como a sentença
condenatória asseveraram que a ora paciente se dedicava à prática de
atividades criminosas, não preenchendo, portanto, os requisitos
previstos no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06.
Diante dessa constatação, é certo que, para se alcançar a conclusão
pretendida pela impetrante - de modo a verificar se a paciente dedica-se
ou não à prática de atividades criminosas -, necessário se faz reexaminar
as circunstâncias fáticas e o acervo probatório oportunamente
considerados quando da prolação da sentença condenatória, o que, como
se sabe, é inadmissível na via processual do habeas corpus.
Por fim, mantida a sanção imposta à paciente, é inviável o
acolhimento do pedido relativo à substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, uma vez que a reprimenda definitiva
é superior a quatro anos de reclusão (art. 44, inc. I, CP).
Por todo o exposto, voto pela denegação da ordem.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Da leitura dos
autos, verifico que tanto o acórdão impugnado como a sentença
condenatória asseveraram que a ora paciente se dedicava à prática de
atividades criminosas, não preenchendo, portanto, os requisitos
previstos no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06.
Diante dessa constatação, é certo que, para se alcançar a conclusão
pretendida pela impetrante - de modo a verificar se a paciente dedica-se
ou não à prática de atividades criminosas -, necessário se faz reexaminar
as circunstâncias fáticas e o acervo probatório oportunamente
considerados quando da prolação da sentença condenatória, o que, como
se sabe, é inadmissível na via processual do habeas corpus.
Por fim, mantida a sanção imposta à paciente, é inviável o
acolhimento do pedido relativo à substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, uma vez que a reprimenda definitiva
é superior a quatro anos de reclusão (art. 44, inc. I, CP).
Por todo o exposto, voto pela denegação da ordem.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Senhor Presidente, o
eminente Ministro Relator demonstrou a inaplicabilidade ao caso da
regra inscrita no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas.
É interessante observar que, recentemente, na semana passada, o
Senado Federal, exercendo uma prerrogativa que a Constituição lhe dá,
suspendeu a execução da expressão normativa "vedada a substituição por
penas restritivas de direitos", declarada inconstitucional, “incidenter tantum”,
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu li
hoje, nos jornais.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - E são
quatro requisitos concomitantes.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: E um deles está
claramente desatendido no caso.
Acompanho inteiramente o eminente Relator.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Senhor Presidente, o
eminente Ministro Relator demonstrou a inaplicabilidade ao caso da
regra inscrita no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas.
É interessante observar que, recentemente, na semana passada, o
Senado Federal, exercendo uma prerrogativa que a Constituição lhe dá,
suspendeu a execução da expressão normativa "vedada a substituição por
penas restritivas de direitos", declarada inconstitucional, “incidenter tantum”,
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu li
hoje, nos jornais.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - E são
quatro requisitos concomitantes.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: E um deles está
claramente desatendido no caso.
Acompanho inteiramente o eminente Relator.
É o meu voto.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.693
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S) : GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus denegado, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.693
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S) : GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus denegado, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2137740
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-06-05T00:00:00
|
Habeas corpus denegado, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Dosimetria da pena. Afastamento da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º da Lei nº 11.343/06. Dedicação às atividades criminosas. Fundamentação idônea. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Pena superior a quatro anos de reclusão.
No caso em análise, as instâncias inferiores foram uníssonas ao reconhecerem que a paciente se dedicava à prática de atividades criminosas, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06.
Nesse ponto, para se alcançar conclusão diversa, é necessária a realização de aprofundado reexame das circunstâncias fáticas e do acervo probatório dos autos de origem, o que é inadmissível na via processual do habeas corpus.
Por fim, fixada a reprimenda em quantum superior a 4 (quatro) anos de reclusão, inviável é substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (art. 44, I, CP).
Ordem denegada.
|
sjur210167
|
- Veja HC 183693 do STJ.
Número de páginas: 6.
Análise: 12/06/2012, AAT.
Revisão: 18/06/2012, SOF.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
108693
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00044 INC-00001 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 108693
|
[
""
] |
PACTE.(S) : GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: Habeas Corpus. Tráfico de drogas. Dosimetria da pena.
Afastamento da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4... da
Lei n 11.343/06. Dedicação às atividades criminosas. Fundamentação
idônea. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos. Impossibilidade. Pena superior a quatro anos de reclusão.
No caso em análise, as instâncias inferiores foram uníssonas ao
reconhecerem que a paciente se dedicava à prática de atividades
criminosas, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4... do
art. 33 da Lei 11.343/06.
Nesse ponto, para se alcançar conclusão diversa, é necessária a
realização de aprofundado reexame das circunstâncias fáticas e do acervo
probatório dos autos de origem, o que é inadmissível na via processual
do habeas corpus.
Por fim, fixada a reprimenda em quantum superior a 4 (quatro) anos
de reclusão, inviável é substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos (art. 44, I, Código Penal Brasileiro).
Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas
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Supremo Tribunal Federal
DJe 05/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
HC 108.693 / MG
corpus, nos termos do voto do relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 108.693 / MG
corpus, nos termos do voto do relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de
GLEICEANE SANTOS DA ROCHA contra acórdão proferido pelo
Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 183.693/MG.
Consta da peça inicial que a paciente foi condenada à pena de 6 anos
de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de
drogas (art. 33, caput, da Lei 11.343/06).
Quando da dosimetria da reprimenda, o juízo sentenciante deixou
de aplicar a causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei
n 11.343/06 por reconhecer que a ora paciente se dedicava à prática de
atividades criminosas.
Inconformada, a defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça de
Minas Gerais, que negou provimento ao recurso.
Em seguida, impetrou habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem pretendida.
Sobreveio, então, o presente habeas corpus, no qual a impetrante
requer a aplicação da minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei n
11.343/06 e, com a fixação de novo quantum, pleiteia a substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Para tanto, alega que a paciente preenche todos os requisitos
previstos no art. 33, §4..., da Lei n 11.343/2006.
Dispensei a requisição de informações ante a suficiente instrução do
feito e o Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S)
:GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de
GLEICEANE SANTOS DA ROCHA contra acórdão proferido pelo
Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 183.693/MG.
Consta da peça inicial que a paciente foi condenada à pena de 6 anos
de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de
drogas (art. 33, caput, da Lei 11.343/06).
Quando da dosimetria da reprimenda, o juízo sentenciante deixou
de aplicar a causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei
n 11.343/06 por reconhecer que a ora paciente se dedicava à prática de
atividades criminosas.
Inconformada, a defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça de
Minas Gerais, que negou provimento ao recurso.
Em seguida, impetrou habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem pretendida.
Sobreveio, então, o presente habeas corpus, no qual a impetrante
requer a aplicação da minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei n
11.343/06 e, com a fixação de novo quantum, pleiteia a substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Para tanto, alega que a paciente preenche todos os requisitos
previstos no art. 33, §4..., da Lei n 11.343/2006.
Dispensei a requisição de informações ante a suficiente instrução do
feito e o Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798531.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Da leitura dos
autos, verifico que tanto o acórdão impugnado como a sentença
condenatória asseveraram que a ora paciente se dedicava à prática de
atividades criminosas, não preenchendo, portanto, os requisitos
previstos no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06.
Diante dessa constatação, é certo que, para se alcançar a conclusão
pretendida pela impetrante - de modo a verificar se a paciente dedica-se
ou não à prática de atividades criminosas -, necessário se faz reexaminar
as circunstâncias fáticas e o acervo probatório oportunamente
considerados quando da prolação da sentença condenatória, o que, como
se sabe, é inadmissível na via processual do habeas corpus.
Por fim, mantida a sanção imposta à paciente, é inviável o
acolhimento do pedido relativo à substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, uma vez que a reprimenda definitiva
é superior a quatro anos de reclusão (art. 44, inc. I, Código Penal Brasileiro).
Por todo o exposto, voto pela denegação da ordem.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798532.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Da leitura dos
autos, verifico que tanto o acórdão impugnado como a sentença
condenatória asseveraram que a ora paciente se dedicava à prática de
atividades criminosas, não preenchendo, portanto, os requisitos
previstos no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06.
Diante dessa constatação, é certo que, para se alcançar a conclusão
pretendida pela impetrante - de modo a verificar se a paciente dedica-se
ou não à prática de atividades criminosas -, necessário se faz reexaminar
as circunstâncias fáticas e o acervo probatório oportunamente
considerados quando da prolação da sentença condenatória, o que, como
se sabe, é inadmissível na via processual do habeas corpus.
Por fim, mantida a sanção imposta à paciente, é inviável o
acolhimento do pedido relativo à substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, uma vez que a reprimenda definitiva
é superior a quatro anos de reclusão (art. 44, inc. I, Código Penal Brasileiro).
Por todo o exposto, voto pela denegação da ordem.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Senhor Presidente, o
eminente Ministro Relator demonstrou a inaplicabilidade ao caso da
regra inscrita no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas).
É interessante observar que, recentemente, na semana passada, o
Senado Federal, exercendo uma prerrogativa que a Constituição lhe dá,
suspendeu a execução da expressão normativa "vedada a substituição por
penas restritivas de direitos", declarada inconstitucional, “incidenter tantum”,
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu li
hoje, nos jornais.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - E são
quatro requisitos concomitantes.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: E um deles está
claramente desatendido no caso.
Acompanho inteiramente o eminente Relator.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029814.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 108.693 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Senhor Presidente, o
eminente Ministro Relator demonstrou a inaplicabilidade ao caso da
regra inscrita no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas).
É interessante observar que, recentemente, na semana passada, o
Senado Federal, exercendo uma prerrogativa que a Constituição lhe dá,
suspendeu a execução da expressão normativa "vedada a substituição por
penas restritivas de direitos", declarada inconstitucional, “incidenter tantum”,
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu li
hoje, nos jornais.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - E são
quatro requisitos concomitantes.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: E um deles está
claramente desatendido no caso.
Acompanho inteiramente o eminente Relator.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029814.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.693
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S) : GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus denegado, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.693
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
PACTE.(S) : GLEICIANE SANTOS DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus denegado, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 108 . 693",
"HC 108 . 693 / MG",
"HC 108 . 693 / MG",
"HABEAS CORPUS 108 . 693 MINAS",
"HC 183 . 693 / MG",
"HABEAS CORPUS 108 . 693",
"HC 183 . 693 / MG",
"HABEAS CORPUS 108 . 693",
"HABEAS CORPUS 108 . 693",
"HABEAS CORPUS 108 . 693",
"HABEAS CORPUS 108 . 693",
"HABEAS CORPUS 108 . 693",
"HABEAS CORPUS 108 . 693"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 33 , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 44 , I , Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 06",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 06",
"§",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 44 , inc . I , Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 44 , inc . I , Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . do",
"art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Senado Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Senado Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"GLEICIANE SANTOS DA ROCHA",
"Ayres Britto",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GLEICIANE SANTOS DA ROCHA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GLEICEANE SANTOS DA ROCHA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GLEICIANE SANTOS DA ROCHA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GLEICEANE SANTOS DA ROCHA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GLEICIANE SANTOS DA ROCHA",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GLEICIANE SANTOS DA ROCHA",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
EXECUÇÃO
CONTRA
A
FAZENDA
PÚBLICA.
CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 1º-F DA LEI N. 9.494/1997.
APLICABILIDADE IMEDIATA DA LIMITAÇÃO DE JUROS EM 6% AO
ANO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao segundo agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 06/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 6 de novembro de 2011, dei provimento ao agravo de
instrumento e ao recurso extraordinário interpostos pela União contra
julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que manteve a
aplicação de taxa de juros em 12% ao ano, a contar da citação, em razão
de ter sido a ação proposta em período anterior à Medida Provisória n.
2.180-35, que incluiu o art. 1º-F na Lei n. 9.494/1997. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“4. Razão jurídica assiste à Agravante.
(...)
6. Em 28 de fevereiro de 2007, o Plenário do Supremo Tribunal
Federal conheceu do Recurso Extraordinário 453.740, Relator o
Ministro Gilmar Mendes, DJ 8.3.2007, e a ele deu provimento,
reconhecendo constitucional o art. 1º-F da Lei n. 9.494/97:
‘Recurso Extraordinário. Conhecimento. Provimento. 2.
Juros de Mora. 3. Art. 1º-F da Lei nº. 9.494, de 1997. 4.
Constitucionalidade’ (DJ 24.8.2007).
Em respeito ao princípio da isonomia (art. 5º, caput, da
Constituição da República), concluiu-se, naquele julgamento, que a
Fazenda Pública respeita e assegura tratamento igual dos valores
pagos e cobrados de seus servidores e empregados quanto ao
percentual de juros de mora.
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 6 de novembro de 2011, dei provimento ao agravo de
instrumento e ao recurso extraordinário interpostos pela União contra
julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que manteve a
aplicação de taxa de juros em 12% ao ano, a contar da citação, em razão
de ter sido a ação proposta em período anterior à Medida Provisória n.
2.180-35, que incluiu o art. 1º-F na Lei n. 9.494/1997. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“4. Razão jurídica assiste à Agravante.
(...)
6. Em 28 de fevereiro de 2007, o Plenário do Supremo Tribunal
Federal conheceu do Recurso Extraordinário 453.740, Relator o
Ministro Gilmar Mendes, DJ 8.3.2007, e a ele deu provimento,
reconhecendo constitucional o art. 1º-F da Lei n. 9.494/97:
‘Recurso Extraordinário. Conhecimento. Provimento. 2.
Juros de Mora. 3. Art. 1º-F da Lei nº. 9.494, de 1997. 4.
Constitucionalidade’ (DJ 24.8.2007).
Em respeito ao princípio da isonomia (art. 5º, caput, da
Constituição da República), concluiu-se, naquele julgamento, que a
Fazenda Pública respeita e assegura tratamento igual dos valores
pagos e cobrados de seus servidores e empregados quanto ao
percentual de juros de mora.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
Embora vencida naquele julgamento, adoto o que nele decidido.
7. Por se tratar de norma de direito material, a limitação dos
juros de mora deve ser aplicada desde o início de vigência do art. 1º-F
da Lei 9.494/97, alterada pela Medida Provisória n. 2.180/2001,
independentemente da data de ajuizamento da ação.
Nesse sentido, o seguinte julgado:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. JUROS DE MORA. EXECUÇÃO CONTRA
A FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI 9.494/97 COM
REDAÇÃO DA MP 2.180-35. CONSTITUCIONALIDADE.
EFICÁCIA IMEDIATA. 1. É constitucional a limitação de 6%
(seis por cento) ao ano dos juros de mora devidos em decorrência
de condenação judicial da Fazenda Pública para pagamento de
verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados
públicos. Precedentes. 2. Aplicação imediata da lei processual
aos processos em curso. 3. Agravo regimental improvido’ (RE
559.445-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
12.6.2009).
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão recorrido.
8. Pelo exposto, com fundamento no art. 544, §§ 3º e 4º, do
Código de Processo Civil, dou provimento ao agravo e, desde logo, ao
recurso extraordinário, nos termos do art. 557, § 1º-A, do Código de
Processo Civil, para determinar a incidência dos juros moratórios no
percentual de 6% ao ano, desde a data da publicação da Medida
Provisória n. 2.180/2001, que incluiu o art. 1º-F na Lei 9.494/97.
Invertidos os ônus da sucumbência, ressalvada eventual concessão da
justiça gratuita” (fls. 140-142).
2. Publicada essa decisão no DJe de 16.11.2011 (fl. 143), interpõe
Beatriz Cirelli dos Santos, ora Agravante, em 21.11.2011,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 148-161).
3. Alega a Agravante que “o recurso especial foi intentado apenas para
limitar a incidência do reajuste de 3,17% sobre as parcelas de quintos/décimos de
função gratificada, e, não, para reformar a incidência da taxa de juros” (fls. 151-
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
Embora vencida naquele julgamento, adoto o que nele decidido.
7. Por se tratar de norma de direito material, a limitação dos
juros de mora deve ser aplicada desde o início de vigência do art. 1º-F
da Lei 9.494/97, alterada pela Medida Provisória n. 2.180/2001,
independentemente da data de ajuizamento da ação.
Nesse sentido, o seguinte julgado:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. JUROS DE MORA. EXECUÇÃO CONTRA
A FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI 9.494/97 COM
REDAÇÃO DA MP 2.180-35. CONSTITUCIONALIDADE.
EFICÁCIA IMEDIATA. 1. É constitucional a limitação de 6%
(seis por cento) ao ano dos juros de mora devidos em decorrência
de condenação judicial da Fazenda Pública para pagamento de
verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados
públicos. Precedentes. 2. Aplicação imediata da lei processual
aos processos em curso. 3. Agravo regimental improvido’ (RE
559.445-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
12.6.2009).
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão recorrido.
8. Pelo exposto, com fundamento no art. 544, §§ 3º e 4º, do
Código de Processo Civil, dou provimento ao agravo e, desde logo, ao
recurso extraordinário, nos termos do art. 557, § 1º-A, do Código de
Processo Civil, para determinar a incidência dos juros moratórios no
percentual de 6% ao ano, desde a data da publicação da Medida
Provisória n. 2.180/2001, que incluiu o art. 1º-F na Lei 9.494/97.
Invertidos os ônus da sucumbência, ressalvada eventual concessão da
justiça gratuita” (fls. 140-142).
2. Publicada essa decisão no DJe de 16.11.2011 (fl. 143), interpõe
Beatriz Cirelli dos Santos, ora Agravante, em 21.11.2011,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 148-161).
3. Alega a Agravante que “o recurso especial foi intentado apenas para
limitar a incidência do reajuste de 3,17% sobre as parcelas de quintos/décimos de
função gratificada, e, não, para reformar a incidência da taxa de juros” (fls. 151-
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
152).
Sustenta que teria havido “a preclusão de fundamento
infraconstitucional suficiente” (fl. 153).
Requer a reconsideração da decisão agravada.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
152).
Sustenta que teria havido “a preclusão de fundamento
infraconstitucional suficiente” (fl. 153).
Requer a reconsideração da decisão agravada.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. A controvérsia sobre a constitucionalidade do art. 1º-F da Lei n.
9.494/1997 e a sua aplicabilidade é de natureza constitucional e objeto de
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, não houve preclusão
da matéria por ausência de impugnação no recurso especial.
3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou que o art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 é constitucional e que a
limitação dos juros de mora é norma de aplicação imediata, ou seja, desde
o início de sua vigência, independentemente da data do ajuizamento da
ação.
Nesse sentido:
“Agravo regimental. Juros de mora. 1. Constitucionalidade do
Art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997, inserido pela Medida Provisória n.
2.180-35/2001. Aplicação imediata. Precedentes: RE-AgR 479.408, de
minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.3.2008 e AI-AgR 746.268,
rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 5.2.2010. 2. Inversão,
neste ponto, dos ônus da sucumbência. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI 754.077-AgR-AgR-AgR, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“AGRAVO DE INSTRUMENTO – CONDENAÇÃO
JUDICIAL – EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA –
VERBAS REMUNERATÓRIAS DEVIDAS A SERVIDORES E
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. A controvérsia sobre a constitucionalidade do art. 1º-F da Lei n.
9.494/1997 e a sua aplicabilidade é de natureza constitucional e objeto de
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, não houve preclusão
da matéria por ausência de impugnação no recurso especial.
3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou que o art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 é constitucional e que a
limitação dos juros de mora é norma de aplicação imediata, ou seja, desde
o início de sua vigência, independentemente da data do ajuizamento da
ação.
Nesse sentido:
“Agravo regimental. Juros de mora. 1. Constitucionalidade do
Art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997, inserido pela Medida Provisória n.
2.180-35/2001. Aplicação imediata. Precedentes: RE-AgR 479.408, de
minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.3.2008 e AI-AgR 746.268,
rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 5.2.2010. 2. Inversão,
neste ponto, dos ônus da sucumbência. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI 754.077-AgR-AgR-AgR, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“AGRAVO DE INSTRUMENTO – CONDENAÇÃO
JUDICIAL – EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA –
VERBAS REMUNERATÓRIAS DEVIDAS A SERVIDORES E
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
EMPREGADOS PÚBLICOS – LIMITAÇÃO DOS JUROS DE
MORA EM 6% (SEIS POR CENTO) AO ANO – VALIDADE
JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DO ART. 1º-F DA LEI Nº
9.494/97, NA REDAÇÃO DADA PELA MP Nº 2.180-35/2001 –
POSSIBILIDADE DE SUA APLICAÇÃO IMEDIATA AOS
PROCESSOS
EM
CURSO
–
ENTENDIMENTO
PREVALECENTE NO STF – PRECEDENTES – RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO” (AI 791.897-AgR, Rel. Min. Celso de
Mello, Segunda Turma, DJe 9.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO: GRATIFICAÇÃO
DE
DESEMPENHO
DE
ATIVIDADE
TÉCNICO-
ADMINISTRATIVA - GDATA. JUROS DE MORA.
CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 1º-F DA LEI N. 9.494/97.
PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 513.082-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 27.8.2009).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
EMPREGADOS PÚBLICOS – LIMITAÇÃO DOS JUROS DE
MORA EM 6% (SEIS POR CENTO) AO ANO – VALIDADE
JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DO ART. 1º-F DA LEI Nº
9.494/97, NA REDAÇÃO DADA PELA MP Nº 2.180-35/2001 –
POSSIBILIDADE DE SUA APLICAÇÃO IMEDIATA AOS
PROCESSOS
EM
CURSO
–
ENTENDIMENTO
PREVALECENTE NO STF – PRECEDENTES – RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO” (AI 791.897-AgR, Rel. Min. Celso de
Mello, Segunda Turma, DJe 9.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO: GRATIFICAÇÃO
DE
DESEMPENHO
DE
ATIVIDADE
TÉCNICO-
ADMINISTRATIVA - GDATA. JUROS DE MORA.
CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 1º-F DA LEI N. 9.494/97.
PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 513.082-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 27.8.2009).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S) : MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao segundo agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência
do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S) : MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao segundo agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência
do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1795368
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao segundo agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 1º-F DA LEI N. 9.494/1997. APLICABILIDADE IMEDIATA DA LIMITAÇÃO DE JUROS EM 6% AO ANO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur205408
|
- Acórdãos citados: AI 754077 AgR-AgR-AgR, AI 791897 AgR, RE 513082 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 22/03/2012, MLM.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
842377
|
[
"LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\r\n ART-0001F \r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
AI-AgR-segundo
|
acordaos
|
AI 842377 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
ADV.(A/S) : MARCELO LIPERT
AGTE.(S) : BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL.
EXECUÇÃO
CONTRA
A
FAZENDA
PÚBLICA.
CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 1...-F DA LEI N. 9.494/1997.
APLICABILIDADE IMEDIATA DA LIMITAÇÃO DE JUROS EM 6% AO
ANO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao segundo agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 06/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 6 de novembro de 2011, dei provimento ao agravo de
instrumento e ao recurso extraordinário interpostos pela União contra
julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, que manteve a
aplicação de taxa de juros em 12% ao ano, a contar da citação, em razão
de ter sido a ação proposta em período anterior à Medida Provisória n.
2.180-35, que incluiu o art. 1...-F na Lei n. 9.494/1997. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“4. Razão jurídica assiste à Agravante.
(...)
6. Em 28 de fevereiro de 2007, o Plenário do Supremo Tribunal
Federal conheceu do Recurso Extraordinário 453.740, Relator o
Ministro Gilmar Mendes, DJ 8.3.2007, e a ele deu provimento,
reconhecendo constitucional o art. 1...-F da Lei n. 9.494/97:
‘Recurso Extraordinário. Conhecimento. Provimento. 2.
Juros de Mora. 3. Art. 1...-F da Lei n. 9.494, de 1997. 4.
Constitucionalidade’ (DJ 24.8.2007).
Em respeito ao princípio da isonomia (art. 5..., caput, da
Constituição da República), concluiu-se, naquele julgamento, que a
Fazenda Pública respeita e assegura tratamento igual dos valores
pagos e cobrados de seus servidores e empregados quanto ao
percentual de juros de mora.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 6 de novembro de 2011, dei provimento ao agravo de
instrumento e ao recurso extraordinário interpostos pela União contra
julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, que manteve a
aplicação de taxa de juros em 12% ao ano, a contar da citação, em razão
de ter sido a ação proposta em período anterior à Medida Provisória n.
2.180-35, que incluiu o art. 1...-F na Lei n. 9.494/1997. A decisão agravada
teve a seguinte fundamentação:
“4. Razão jurídica assiste à Agravante.
(...)
6. Em 28 de fevereiro de 2007, o Plenário do Supremo Tribunal
Federal conheceu do Recurso Extraordinário 453.740, Relator o
Ministro Gilmar Mendes, DJ 8.3.2007, e a ele deu provimento,
reconhecendo constitucional o art. 1...-F da Lei n. 9.494/97:
‘Recurso Extraordinário. Conhecimento. Provimento. 2.
Juros de Mora. 3. Art. 1...-F da Lei n. 9.494, de 1997. 4.
Constitucionalidade’ (DJ 24.8.2007).
Em respeito ao princípio da isonomia (art. 5..., caput, da
Constituição da República), concluiu-se, naquele julgamento, que a
Fazenda Pública respeita e assegura tratamento igual dos valores
pagos e cobrados de seus servidores e empregados quanto ao
percentual de juros de mora.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
Embora vencida naquele julgamento, adoto o que nele decidido.
7. Por se tratar de norma de direito material, a limitação dos
juros de mora deve ser aplicada desde o início de vigência do art. 1...-F
da Lei 9.494/97, alterada pela Medida Provisória n. 2.180/2001,
independentemente da data de ajuizamento da ação.
Nesse sentido, o seguinte julgado:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. JUROS DE MORA. EXECUÇÃO CONTRA
A FAZENDA PÚBLICA. ART. 1...-F DA LEI 9.494/97 COM
REDAÇÃO DA Medida Provisória 2.180-35. CONSTITUCIONALIDADE.
EFICÁCIA IMEDIATA. 1. É constitucional a limitação de 6%
(seis por cento) ao ano dos juros de mora devidos em decorrência
de condenação judicial da Fazenda Pública para pagamento de
verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados
públicos. Precedentes. 2. Aplicação imediata da lei processual
aos processos em curso. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário
559.445-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
12.6.2009).
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão recorrido.
8. Pelo exposto, com fundamento no art. 544, §§ 3... e 4..., do
Código de Processo Civil, dou provimento ao agravo e, desde logo, ao
recurso extraordinário, nos termos do art. 557, § 1...-A, do Código de
Processo Civil, para determinar a incidência dos juros moratórios no
percentual de 6% ao ano, desde a data da publicação da Medida
Provisória n. 2.180/2001, que incluiu o art. 1...-F na Lei 9.494/97.
Invertidos os ônus da sucumbência, ressalvada eventual concessão da
justiça gratuita” (fls. 140-142).
2. Publicada essa decisão no DJe de 16.11.2011 (fl. 143), interpõe
Beatriz Cirelli dos Santos, ora Agravante, em 21.11.2011,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 148-161).
3. Alega a Agravante que “o recurso especial foi intentado apenas para
limitar a incidência do reajuste de 3,17% sobre as parcelas de quintos/décimos de
função gratificada, e, não, para reformar a incidência da taxa de juros” (fls. 151-
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
Embora vencida naquele julgamento, adoto o que nele decidido.
7. Por se tratar de norma de direito material, a limitação dos
juros de mora deve ser aplicada desde o início de vigência do art. 1...-F
da Lei 9.494/97, alterada pela Medida Provisória n. 2.180/2001,
independentemente da data de ajuizamento da ação.
Nesse sentido, o seguinte julgado:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. JUROS DE MORA. EXECUÇÃO CONTRA
A FAZENDA PÚBLICA. ART. 1...-F DA LEI 9.494/97 COM
REDAÇÃO DA Medida Provisória 2.180-35. CONSTITUCIONALIDADE.
EFICÁCIA IMEDIATA. 1. É constitucional a limitação de 6%
(seis por cento) ao ano dos juros de mora devidos em decorrência
de condenação judicial da Fazenda Pública para pagamento de
verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados
públicos. Precedentes. 2. Aplicação imediata da lei processual
aos processos em curso. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário
559.445-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
12.6.2009).
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão recorrido.
8. Pelo exposto, com fundamento no art. 544, §§ 3... e 4..., do
Código de Processo Civil, dou provimento ao agravo e, desde logo, ao
recurso extraordinário, nos termos do art. 557, § 1...-A, do Código de
Processo Civil, para determinar a incidência dos juros moratórios no
percentual de 6% ao ano, desde a data da publicação da Medida
Provisória n. 2.180/2001, que incluiu o art. 1...-F na Lei 9.494/97.
Invertidos os ônus da sucumbência, ressalvada eventual concessão da
justiça gratuita” (fls. 140-142).
2. Publicada essa decisão no DJe de 16.11.2011 (fl. 143), interpõe
Beatriz Cirelli dos Santos, ora Agravante, em 21.11.2011,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 148-161).
3. Alega a Agravante que “o recurso especial foi intentado apenas para
limitar a incidência do reajuste de 3,17% sobre as parcelas de quintos/décimos de
função gratificada, e, não, para reformar a incidência da taxa de juros” (fls. 151-
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
152).
Sustenta que teria havido “a preclusão de fundamento
infraconstitucional suficiente” (fl. 153).
Requer a reconsideração da decisão agravada.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
152).
Sustenta que teria havido “a preclusão de fundamento
infraconstitucional suficiente” (fl. 153).
Requer a reconsideração da decisão agravada.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. A controvérsia sobre a constitucionalidade do art. 1...-F da Lei n.
9.494/1997 e a sua aplicabilidade é de natureza constitucional e objeto de
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, não houve preclusão
da matéria por ausência de impugnação no recurso especial.
3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou que o art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997 é constitucional e que a
limitação dos juros de mora é norma de aplicação imediata, ou seja, desde
o início de sua vigência, independentemente da data do ajuizamento da
ação.
Nesse sentido:
“Agravo regimental. Juros de mora. 1. Constitucionalidade do
Art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997, inserido pela Medida Provisória n.
2.180-35/2001. Aplicação imediata. Precedentes: Recurso Extraordinário-AgR 479.408, de
minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.3.2008 e AI-AgR 746.268,
rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 5.2.2010. 2. Inversão,
neste ponto, dos ônus da sucumbência. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI 754.077-AgR-AgR-AgR, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“AGRAVO DE INSTRUMENTO – CONDENAÇÃO
JUDICIAL – EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA –
VERBAS REMUNERATÓRIAS DEVIDAS A SERVIDORES E
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377 RIO GRANDE
DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. A controvérsia sobre a constitucionalidade do art. 1...-F da Lei n.
9.494/1997 e a sua aplicabilidade é de natureza constitucional e objeto de
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, não houve preclusão
da matéria por ausência de impugnação no recurso especial.
3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou que o art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997 é constitucional e que a
limitação dos juros de mora é norma de aplicação imediata, ou seja, desde
o início de sua vigência, independentemente da data do ajuizamento da
ação.
Nesse sentido:
“Agravo regimental. Juros de mora. 1. Constitucionalidade do
Art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997, inserido pela Medida Provisória n.
2.180-35/2001. Aplicação imediata. Precedentes: Recurso Extraordinário-AgR 479.408, de
minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.3.2008 e AI-AgR 746.268,
rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 5.2.2010. 2. Inversão,
neste ponto, dos ônus da sucumbência. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI 754.077-AgR-AgR-AgR, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 5.9.2011).
“AGRAVO DE INSTRUMENTO – CONDENAÇÃO
JUDICIAL – EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA –
VERBAS REMUNERATÓRIAS DEVIDAS A SERVIDORES E
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
EMPREGADOS PÚBLICOS – LIMITAÇÃO DOS JUROS DE
MORA EM 6% (SEIS POR CENTO) AO ANO – VALIDADE
JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DO ART. 1...-F DA LEI n
9.494/97, NA REDAÇÃO DADA PELA Medida Provisória n 2.180-35/2001 –
POSSIBILIDADE DE SUA APLICAÇÃO IMEDIATA AOS
PROCESSOS
EM
CURSO
–
ENTENDIMENTO
PREVALECENTE NO Supremo Tribunal Federal – PRECEDENTES – RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO” (AI 791.897-AgR, Rel. Min. Celso de
Mello, Segunda Turma, DJe 9.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO: GRATIFICAÇÃO
DE
DESEMPENHO
DE
ATIVIDADE
TÉCNICO-
ADMINISTRATIVA - GDATA. JUROS DE MORA.
CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 1...-F DA LEI N. 9.494/97.
PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 513.082-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 27.8.2009).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 842.377 AGR-SEGUNDO / RS
EMPREGADOS PÚBLICOS – LIMITAÇÃO DOS JUROS DE
MORA EM 6% (SEIS POR CENTO) AO ANO – VALIDADE
JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DO ART. 1...-F DA LEI n
9.494/97, NA REDAÇÃO DADA PELA Medida Provisória n 2.180-35/2001 –
POSSIBILIDADE DE SUA APLICAÇÃO IMEDIATA AOS
PROCESSOS
EM
CURSO
–
ENTENDIMENTO
PREVALECENTE NO Supremo Tribunal Federal – PRECEDENTES – RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO” (AI 791.897-AgR, Rel. Min. Celso de
Mello, Segunda Turma, DJe 9.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO: GRATIFICAÇÃO
DE
DESEMPENHO
DE
ATIVIDADE
TÉCNICO-
ADMINISTRATIVA - GDATA. JUROS DE MORA.
CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 1...-F DA LEI N. 9.494/97.
PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 513.082-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 27.8.2009).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S) : MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao segundo agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência
do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791350
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.377
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS
ADV.(A/S) : MARCELO LIPERT
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao segundo agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência
do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 377",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 377",
"Recurso Extraordinário 453 . 740",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 377",
"Recurso Extraordinário 453 . 740",
"AI 842 . 377",
"Recurso Extraordinário 559 . 445 - AgR",
"AI 842 . 377",
"Recurso Extraordinário 559 . 445 - AgR",
"AI 842 . 377",
"AI 842 . 377",
"Recurso Extraordinário - AgR 479 . 408",
"AI",
"-",
"AgR 746 . 268",
"AI 754 . 077 - AgR - AgR - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 377",
"“",
"Recurso Extraordinário - AgR 479 . 408",
"AI",
"-",
"AgR 746 . 268",
"AI 754 . 077 -",
"AI 842 . 377",
"AI 791 . 897 - AgR",
"Recurso Extraordinário 513 . 082 - AgR",
"AI 842 . 377",
"AI 791 . 897 - AgR",
"Recurso Extraordinário 513 . 082 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 377",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 377"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 1 . . . - F DA",
"LEI N . 9 . 494 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n . 2 . 180 - 35",
"art . 1 . . . -",
"Lei n . 9 . 494 / 1997",
"art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 97",
"Art",
"art . 5 . . . , caput , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n . 2 . 180 - 35",
"Lei n . 9 . 494 / 1997",
"art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 97",
"Art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494",
"art . 5 . . . , caput , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória n . 2 . 180 / 2001",
"ART . 1 . . . - F DA",
"LEI 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória 2 . 180 - 35",
"art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n . 2 . 180 / 2001",
"art . 1 . . . - F na",
"Lei 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art .",
"Medida Provisória n . 2 . 180",
"ART . 1 . . . - F DA LEI 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória 2 . 180 - 35",
"art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n . 2 . 180 / 2001",
"Lei 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 1997",
"art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 1997",
"Art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 1997",
"Medida Provisória n . 2 . 180 - 35 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 1997",
"art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 1997",
"Art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 1997",
"Medida Provisória n . 2 . 180 - 35 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 1 . . . - F DA LEI n 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001",
"ART . 1 . . . - F DA LEI N . 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 1 . . . - F DA LEI n 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001",
"ART . 1 . . . - F DA LEI N . 9 . 494 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Fazenda Pública",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"-",
"SEGUNDO",
"/",
"RS",
"Fazenda Pública",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDO",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS",
"MARCELO LIPERT",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS",
"MARCELO LIPERT",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS",
"MARCELO LIPERT",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"Beatriz Cirelli dos Santos",
"Ellen Gracie",
"Beatriz Cirelli dos Santos",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS",
"MARCELO LIPERT",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco",
"Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"BEATRIZ CIRELLI DOS SANTOS",
"MARCELO LIPERT",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"6 de novembro de 2011",
"28 de fevereiro de 2007",
"8",
".",
"3",
".",
"2007",
"1997",
"24",
".",
"8",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"6 de novembro de 2011",
"28 de fevereiro de 2007",
"8",
".",
"3",
".",
"2007",
"1997",
"24",
".",
"8",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"6",
".",
"2009",
"16",
".",
"11",
".",
"2011",
"21",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"/",
"2001",
"12",
".",
"6",
".",
"2009",
"16",
".",
"11",
".",
"2011",
"21",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7",
".",
"3",
".",
"2008",
"5",
".",
"2",
".",
"2010",
"5",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7",
".",
"3",
".",
"2008",
"5",
".",
"2",
".",
"2010",
"5",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"6",
".",
"2011",
"27",
".",
"8",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"6",
".",
"2011",
"27",
".",
"8",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S)
:VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
TRABALHADORES
NAS
INDÚSTRIAS
E
EMPRESAS
PETROQUÍMICAS,
QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA
BAHIA - SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Jornada de trabalho.
Turnos ininterruptos de revezamento. Caracterização. Legislação
infraconstitucional. Precedentes.
1. Controvérsia decidida à luz da legislação infraconstitucional, a
cujo exame não se presta o recurso extraordinário.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 30/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S)
:VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
TRABALHADORES
NAS
INDÚSTRIAS
E
EMPRESAS
PETROQUÍMICAS,
QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA
BAHIA - SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Norsa Refrigerantes Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental
contra a decisão em que o saudoso Ministro Menezes Direito (fls. 174 a
176) negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Norsa Refrigerantes Ltda. interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 7º, inciso XIV, da
Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Subseção
II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior
do Trabalho, assim ementado:
‘AÇÃO RESCISÓRIA – HORAS EXTRAS –
TURNO FIXO OU DE REVEZAMENTO – VIOLAÇÃO
DO ART. 7º, XIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO
CONFIGURADA.
1. A Reclamada ajuizou ação rescisória calcada
exclusivamente no inciso V (violação de lei) do art. 485 do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1836009.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S)
:VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
TRABALHADORES
NAS
INDÚSTRIAS
E
EMPRESAS
PETROQUÍMICAS,
QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA
BAHIA - SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Norsa Refrigerantes Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental
contra a decisão em que o saudoso Ministro Menezes Direito (fls. 174 a
176) negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Norsa Refrigerantes Ltda. interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 7º, inciso XIV, da
Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Subseção
II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior
do Trabalho, assim ementado:
‘AÇÃO RESCISÓRIA – HORAS EXTRAS –
TURNO FIXO OU DE REVEZAMENTO – VIOLAÇÃO
DO ART. 7º, XIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO
CONFIGURADA.
1. A Reclamada ajuizou ação rescisória calcada
exclusivamente no inciso V (violação de lei) do art. 485 do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
AI 681.065 AGR / BA
CPC, apontando como violado o art. 7º, XIV, da CF e
buscando desconstituir o acórdão do TRT, sob a alegação
de que o referido preceito deve ser interpretado
restritivamente, em face do seu caráter excepcional, e não
de forma ampla, já que, ‘in casu’, os Obreiros estavam
submetidos a variabilidade mensal do horário de trabalho,
isso em média, pois existiam meses em que o labor ocorria
integralmente em horário fixo e imutável, daí porque não
caracterizado o turno ininterrupto de revezamento.
2. A decisão rescindenda entendeu que a
circunstância de o revezamento de turno de trabalho
ocorrer de forma mensal (e não diária ou semanal) não
descaracteriza a situação do inciso XIV do art. 7º da CF,
alusiva à proteção da vida social, biológica e familiar do
trabalhador contra as adversidades oriundas do labor em
turnos diferentes, até porque a própria Reclamada, na
contestação da ação trabalhista principal, informou que
adota o regime de turnos, ali declarados fixos, das 7h30 às
14h30 horas; das 14h30 às 23h30 horas e das 23h30 às 7h30
horas, o que demonstra a não-interrupção da atividade
empresária.
3. Ora, não há que se falar em violação do art. 7º, XIV,
da CF, já que tal norma apenas institui os turnos
ininterruptos de revezamento, mas não indica, em sua
literalidade, o lapso temporal mínimo de alternância, se
seria semanal, quinzenal ou mensal, daí porque, se não
trata da periodicidade dos turnos, não há como reputar
malferido o referido preceito constitucional.
4. Ademais, a premissa fática adotada pela decisão
rescindenda quanto ao regime de turnos (até em face dos
horários de trabalho declinados pela Reclamada na
contestação da lide principal) é insuscetível de reexame
em sede de ação rescisória calcada em violação de lei
(CPC, art. 485, V), nos termos da Súmula nº 410 do TST,
daí porque não há que se falar em interpretação
ampliativa do referido preceito constitucional, a que alude
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AI 681.065 AGR / BA
CPC, apontando como violado o art. 7º, XIV, da CF e
buscando desconstituir o acórdão do TRT, sob a alegação
de que o referido preceito deve ser interpretado
restritivamente, em face do seu caráter excepcional, e não
de forma ampla, já que, ‘in casu’, os Obreiros estavam
submetidos a variabilidade mensal do horário de trabalho,
isso em média, pois existiam meses em que o labor ocorria
integralmente em horário fixo e imutável, daí porque não
caracterizado o turno ininterrupto de revezamento.
2. A decisão rescindenda entendeu que a
circunstância de o revezamento de turno de trabalho
ocorrer de forma mensal (e não diária ou semanal) não
descaracteriza a situação do inciso XIV do art. 7º da CF,
alusiva à proteção da vida social, biológica e familiar do
trabalhador contra as adversidades oriundas do labor em
turnos diferentes, até porque a própria Reclamada, na
contestação da ação trabalhista principal, informou que
adota o regime de turnos, ali declarados fixos, das 7h30 às
14h30 horas; das 14h30 às 23h30 horas e das 23h30 às 7h30
horas, o que demonstra a não-interrupção da atividade
empresária.
3. Ora, não há que se falar em violação do art. 7º, XIV,
da CF, já que tal norma apenas institui os turnos
ininterruptos de revezamento, mas não indica, em sua
literalidade, o lapso temporal mínimo de alternância, se
seria semanal, quinzenal ou mensal, daí porque, se não
trata da periodicidade dos turnos, não há como reputar
malferido o referido preceito constitucional.
4. Ademais, a premissa fática adotada pela decisão
rescindenda quanto ao regime de turnos (até em face dos
horários de trabalho declinados pela Reclamada na
contestação da lide principal) é insuscetível de reexame
em sede de ação rescisória calcada em violação de lei
(CPC, art. 485, V), nos termos da Súmula nº 410 do TST,
daí porque não há que se falar em interpretação
ampliativa do referido preceito constitucional, a que alude
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Relatório
AI 681.065 AGR / BA
a Empresa na exordial da presente ação.
Recurso ordinário desprovido’ (fls. 142/143).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 1º/11/06, conforme expresso na certidão de folha
147, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a
questão referente às horas extras de trabalhador horista
submetido à jornada em turnos ininterruptos de revezamento é
matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. A alegada
violação do artigo 7º, inciso XIV da Constituição Federal seria,
se houvesse, indireta ou reflexa, que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Sobre o tema, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. JORNADA DE
TRABALHO. TURNO DE REVEZAMENTO. OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 619.285/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/08).
‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Jornada de Trabalho. Turnos de revezamento. Petroleiros.
Lei no 5.811/72. Controvérsia infraconstitucional. 3.
Alegação de violação ao art. 7º, XIV, da Carta Magna.
Impossível inovar o feito em Agravo Regimental.
Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (RE nº 394.360/AM-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 24/2/06).
3
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a Empresa na exordial da presente ação.
Recurso ordinário desprovido’ (fls. 142/143).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 1º/11/06, conforme expresso na certidão de folha
147, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a
questão referente às horas extras de trabalhador horista
submetido à jornada em turnos ininterruptos de revezamento é
matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. A alegada
violação do artigo 7º, inciso XIV da Constituição Federal seria,
se houvesse, indireta ou reflexa, que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Sobre o tema, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. JORNADA DE
TRABALHO. TURNO DE REVEZAMENTO. OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 619.285/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/08).
‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Jornada de Trabalho. Turnos de revezamento. Petroleiros.
Lei no 5.811/72. Controvérsia infraconstitucional. 3.
Alegação de violação ao art. 7º, XIV, da Carta Magna.
Impossível inovar o feito em Agravo Regimental.
Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (RE nº 394.360/AM-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 24/2/06).
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Relatório
AI 681.065 AGR / BA
‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Turno ininterrupto de revezamento. Horas extras. Lei nº
5.811/72. Alegação de ofensa aos arts. 5º, XXXVI, e 7º, XIV,
da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 279.
Não cabe recurso extraordinário que teria por objeto
alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação,
aplicação ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição
da República, e, muito menos, de reexame de provas. 2.
RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora
contrárias à tese do recorrente’ (RE nº 248.100/BA-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
11/11/05).
Nego provimento ao agravo.”
Insiste a agravante que restou violado o art. 7º, inciso XIV, da
Constituição Federal. Alega que “a inexistência de revezamento por curto
período temporal (que é exatamente o que origina o prejuízo à saúde obreira e
configura o turno de revezamento) descaracteriza o instituto” (fl. 180) e, dessa
forma, “não havendo, no presente caso, pressuposto fático necessário à
incidência de turnos de revezamento, a v. decisão agravada acaba por incorrer em
literal, imediata e direta violação ao artigo 7º, XIV, da Constituição Federal” (fl.
181).
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 681.065 AGR / BA
‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Turno ininterrupto de revezamento. Horas extras. Lei nº
5.811/72. Alegação de ofensa aos arts. 5º, XXXVI, e 7º, XIV,
da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 279.
Não cabe recurso extraordinário que teria por objeto
alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação,
aplicação ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição
da República, e, muito menos, de reexame de provas. 2.
RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora
contrárias à tese do recorrente’ (RE nº 248.100/BA-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
11/11/05).
Nego provimento ao agravo.”
Insiste a agravante que restou violado o art. 7º, inciso XIV, da
Constituição Federal. Alega que “a inexistência de revezamento por curto
período temporal (que é exatamente o que origina o prejuízo à saúde obreira e
configura o turno de revezamento) descaracteriza o instituto” (fl. 180) e, dessa
forma, “não havendo, no presente caso, pressuposto fático necessário à
incidência de turnos de revezamento, a v. decisão agravada acaba por incorrer em
literal, imediata e direta violação ao artigo 7º, XIV, da Constituição Federal” (fl.
181).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O inconformismo não merece prosperar.
O Tribunal de origem consignou que a alternância mensal da escala
de trabalho não descaracteriza o regime em turnos ininterruptos de
revezamento.
Com efeito, a controvérsia acerca da caracterização da jornada em
turnos ininterruptos de revezamento, segundo os períodos de prestação
de serviço, é matéria restrita ao âmbito infraconstitucional e às provas dos
autos, insuscetível de exame em recurso extraordinário, conforme
expresso nos precedentes citados na decisão agravada. Ressalte-se,
também sobre o tema, os seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. TURNOS
ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. PERÍODO DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CARACTERIZAÇÃO. NO CASO,
O TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO DECIDIU A
CONTROVÉRSIA
CENTRALMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1.
Violação à Constituição Federal, se existente, apenas ocorreria
de modo reflexo ou indireto. 2. Agravo regimental desprovido”
(AI nº 690.832/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJ de 13/9/11).
“TRABALHISTA. TURNOS ININTERRUPTOS DE
REVEZAMENTO. DESCONFIGURAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. I – Para se verificar se o
sistema de produção da empresa não se caracteriza como sendo
de turnos ininterruptos de revezamento, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O inconformismo não merece prosperar.
O Tribunal de origem consignou que a alternância mensal da escala
de trabalho não descaracteriza o regime em turnos ininterruptos de
revezamento.
Com efeito, a controvérsia acerca da caracterização da jornada em
turnos ininterruptos de revezamento, segundo os períodos de prestação
de serviço, é matéria restrita ao âmbito infraconstitucional e às provas dos
autos, insuscetível de exame em recurso extraordinário, conforme
expresso nos precedentes citados na decisão agravada. Ressalte-se,
também sobre o tema, os seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. TURNOS
ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. PERÍODO DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CARACTERIZAÇÃO. NO CASO,
O TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO DECIDIU A
CONTROVÉRSIA
CENTRALMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1.
Violação à Constituição Federal, se existente, apenas ocorreria
de modo reflexo ou indireto. 2. Agravo regimental desprovido”
(AI nº 690.832/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJ de 13/9/11).
“TRABALHISTA. TURNOS ININTERRUPTOS DE
REVEZAMENTO. DESCONFIGURAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. I – Para se verificar se o
sistema de produção da empresa não se caracteriza como sendo
de turnos ininterruptos de revezamento, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 681.065 AGR / BA
que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III -
Agravo regimental improvido” (RE nº 593.694/PR-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 10/11/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRABALHISTA.
TURNOS
ININTERRUPTOS. CONFIGURAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II
e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (RE nº
584.585/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJ de 12/6/09).
Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Ademais, a premissa fática adotada pela decisão
rescindenda quanto ao regime de turnos (até em face dos
horários de trabalho declinados pela Reclamada na contestação
da lide principal) é insuscetível de reexame em sede de ação
rescisória calcada em violação de lei (CPC, art. 485, V), nos
termos da Súmula nº 410 do TST, daí porque não há que se
falar em interpretação aplicativa do referido preceito
constitucional, a que alude a Empresa na exordial da presente
ação” (fls. 145/146).
Desse modo, é certo que o Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar o
recurso ordinário em ação rescisória, ateve-se à análise das hipóteses de
cabimento da ação rescisória contidas no art. 485 do Código de Processo
Civil para concluir pelo não provimento do apelo rescisório.
Mostra-se pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que
essa questão está circunscrita à legislação infraconstitucional e não
desafia recurso extraordinário, haja vista que a afronta ao texto
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que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III -
Agravo regimental improvido” (RE nº 593.694/PR-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 10/11/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRABALHISTA.
TURNOS
ININTERRUPTOS. CONFIGURAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II
e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (RE nº
584.585/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJ de 12/6/09).
Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Ademais, a premissa fática adotada pela decisão
rescindenda quanto ao regime de turnos (até em face dos
horários de trabalho declinados pela Reclamada na contestação
da lide principal) é insuscetível de reexame em sede de ação
rescisória calcada em violação de lei (CPC, art. 485, V), nos
termos da Súmula nº 410 do TST, daí porque não há que se
falar em interpretação aplicativa do referido preceito
constitucional, a que alude a Empresa na exordial da presente
ação” (fls. 145/146).
Desse modo, é certo que o Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar o
recurso ordinário em ação rescisória, ateve-se à análise das hipóteses de
cabimento da ação rescisória contidas no art. 485 do Código de Processo
Civil para concluir pelo não provimento do apelo rescisório.
Mostra-se pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que
essa questão está circunscrita à legislação infraconstitucional e não
desafia recurso extraordinário, haja vista que a afronta ao texto
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 681.065 AGR / BA
constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O TRIBUNAL
SUPERIOR DO TRABALHO SE LIMITOU AO EXAME DE
MATÉRIA EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental
desprovido” (AI nº 714.262/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Ayres Britto, DJe de 17/12/10).
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
CABIMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
SÚMULAS 282 E 356 DO STF. I - Ausência de
prequestionamento da questão constitucional suscitada.
Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. II - É de natureza
infraconstitucional o debate acerca dos pressupostos de
admissibilidade de ação rescisória. Inadmissibilidade do RE,
porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
III - Agravo regimental improvido” (AI nº 550.889/DF-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 31/10/07).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Pressupostos de admissibilidade de ação rescisória. Matéria
restrita ao âmbito da legislação infraconstitucional. Ofensa
reflexa à Constituição. Precedentes. 3. Agravo regimental a que
se nega provimento” (AI nº 549.539/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 25/4/08).
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluída em 11/2/10, no exame do AI nº 751.478/SP, de minha
Relatoria, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a
3
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constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O TRIBUNAL
SUPERIOR DO TRABALHO SE LIMITOU AO EXAME DE
MATÉRIA EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental
desprovido” (AI nº 714.262/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Ayres Britto, DJe de 17/12/10).
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
CABIMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
SÚMULAS 282 E 356 DO STF. I - Ausência de
prequestionamento da questão constitucional suscitada.
Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. II - É de natureza
infraconstitucional o debate acerca dos pressupostos de
admissibilidade de ação rescisória. Inadmissibilidade do RE,
porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
III - Agravo regimental improvido” (AI nº 550.889/DF-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 31/10/07).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Pressupostos de admissibilidade de ação rescisória. Matéria
restrita ao âmbito da legislação infraconstitucional. Ofensa
reflexa à Constituição. Precedentes. 3. Agravo regimental a que
se nega provimento” (AI nº 549.539/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 25/4/08).
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluída em 11/2/10, no exame do AI nº 751.478/SP, de minha
Relatoria, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 681.065 AGR / BA
pressupostos de admissibilidade da ação rescisória no âmbito da Justiça
do Trabalho, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
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pressupostos de admissibilidade da ação rescisória no âmbito da Justiça
do Trabalho, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS
PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA BAHIA -
SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS
PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA BAHIA -
SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1870445
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-30T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Jornada de trabalho. Turnos ininterruptos de revezamento. Caracterização. Legislação infraconstitucional. Precedentes.
1. Controvérsia decidida à luz da legislação infraconstitucional, a cujo exame não se presta o recurso extraordinário.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur206824
|
- Acórdãos citados: AI 690832 AgR, RE 593694 AgR, RE 584585 AgR, AI 714262 AgR, AI 550889 AgR, AI 549539 AgR, AI 751478 RG.
Número de páginas: 10.
Análise: 17/04/2012, BMB.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
681065
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00485 INC-00005 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMTST-000410 \r\n SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 681065 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S)
:VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
TRABALHADORES
NAS
INDÚSTRIAS
E
EMPRESAS
PETROQUÍMICAS,
QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA
BAHIA - SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Jornada de trabalho.
Turnos ininterruptos de revezamento. Caracterização. Legislação
infraconstitucional. Precedentes.
1. Controvérsia decidida à luz da legislação infraconstitucional, a
cujo exame não se presta o recurso extraordinário.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 30/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S)
:VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
TRABALHADORES
NAS
INDÚSTRIAS
E
EMPRESAS
PETROQUÍMICAS,
QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA
BAHIA - SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Norsa Refrigerantes Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental
contra a decisão em que o saudoso Ministro Menezes Direito (fls. 174 a
176) negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Norsa Refrigerantes Ltda. interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 7..., inciso XIV, da
Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Subseção
II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior
do Trabalho, assim ementado:
‘AÇÃO RESCISÓRIA – HORAS EXTRAS –
TURNO FIXO OU DE REVEZAMENTO – VIOLAÇÃO
DO ART. 7..., XIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO
CONFIGURADA.
1. A Reclamada ajuizou ação rescisória calcada
exclusivamente no inciso V (violação de lei) do art. 485 do
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S)
:VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
TRABALHADORES
NAS
INDÚSTRIAS
E
EMPRESAS
PETROQUÍMICAS,
QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA
BAHIA - SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Norsa Refrigerantes Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental
contra a decisão em que o saudoso Ministro Menezes Direito (fls. 174 a
176) negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Norsa Refrigerantes Ltda. interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 7..., inciso XIV, da
Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Subseção
II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior
do Trabalho, assim ementado:
‘AÇÃO RESCISÓRIA – HORAS EXTRAS –
TURNO FIXO OU DE REVEZAMENTO – VIOLAÇÃO
DO ART. 7..., XIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO
CONFIGURADA.
1. A Reclamada ajuizou ação rescisória calcada
exclusivamente no inciso V (violação de lei) do art. 485 do
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Relatório
AI 681.065 AGR / BA
Código de Processo Civil, apontando como violado o art. 7..., XIV, da Constituição Federal de 1988 e
buscando desconstituir o acórdão do TRT, sob a alegação
de que o referido preceito deve ser interpretado
restritivamente, em face do seu caráter excepcional, e não
de forma ampla, já que, ‘in casu’, os Obreiros estavam
submetidos a variabilidade mensal do horário de trabalho,
isso em média, pois existiam meses em que o labor ocorria
integralmente em horário fixo e imutável, daí porque não
caracterizado o turno ininterrupto de revezamento.
2. A decisão rescindenda entendeu que a
circunstância de o revezamento de turno de trabalho
ocorrer de forma mensal (e não diária ou semanal) não
descaracteriza a situação do inciso XIV do art. 7... da Constituição Federal de 1988,
alusiva à proteção da vida social, biológica e familiar do
trabalhador contra as adversidades oriundas do labor em
turnos diferentes, até porque a própria Reclamada, na
contestação da ação trabalhista principal, informou que
adota o regime de turnos, ali declarados fixos, das 7h30 às
14h30 horas; das 14h30 às 23h30 horas e das 23h30 às 7h30
horas, o que demonstra a não-interrupção da atividade
empresária.
3. Ora, não há que se falar em violação do art. 7..., XIV,
da Constituição Federal de 1988, já que tal norma apenas institui os turnos
ininterruptos de revezamento, mas não indica, em sua
literalidade, o lapso temporal mínimo de alternância, se
seria semanal, quinzenal ou mensal, daí porque, se não
trata da periodicidade dos turnos, não há como reputar
malferido o referido preceito constitucional.
4. Ademais, a premissa fática adotada pela decisão
rescindenda quanto ao regime de turnos (até em face dos
horários de trabalho declinados pela Reclamada na
contestação da lide principal) é insuscetível de reexame
em sede de ação rescisória calcada em violação de lei
(Código de Processo Civil, art. 485, V), nos termos da Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho,
daí porque não há que se falar em interpretação
ampliativa do referido preceito constitucional, a que alude
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 681.065 AGR / BA
Código de Processo Civil, apontando como violado o art. 7..., XIV, da Constituição Federal de 1988 e
buscando desconstituir o acórdão do TRT, sob a alegação
de que o referido preceito deve ser interpretado
restritivamente, em face do seu caráter excepcional, e não
de forma ampla, já que, ‘in casu’, os Obreiros estavam
submetidos a variabilidade mensal do horário de trabalho,
isso em média, pois existiam meses em que o labor ocorria
integralmente em horário fixo e imutável, daí porque não
caracterizado o turno ininterrupto de revezamento.
2. A decisão rescindenda entendeu que a
circunstância de o revezamento de turno de trabalho
ocorrer de forma mensal (e não diária ou semanal) não
descaracteriza a situação do inciso XIV do art. 7... da Constituição Federal de 1988,
alusiva à proteção da vida social, biológica e familiar do
trabalhador contra as adversidades oriundas do labor em
turnos diferentes, até porque a própria Reclamada, na
contestação da ação trabalhista principal, informou que
adota o regime de turnos, ali declarados fixos, das 7h30 às
14h30 horas; das 14h30 às 23h30 horas e das 23h30 às 7h30
horas, o que demonstra a não-interrupção da atividade
empresária.
3. Ora, não há que se falar em violação do art. 7..., XIV,
da Constituição Federal de 1988, já que tal norma apenas institui os turnos
ininterruptos de revezamento, mas não indica, em sua
literalidade, o lapso temporal mínimo de alternância, se
seria semanal, quinzenal ou mensal, daí porque, se não
trata da periodicidade dos turnos, não há como reputar
malferido o referido preceito constitucional.
4. Ademais, a premissa fática adotada pela decisão
rescindenda quanto ao regime de turnos (até em face dos
horários de trabalho declinados pela Reclamada na
contestação da lide principal) é insuscetível de reexame
em sede de ação rescisória calcada em violação de lei
(Código de Processo Civil, art. 485, V), nos termos da Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho,
daí porque não há que se falar em interpretação
ampliativa do referido preceito constitucional, a que alude
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
AI 681.065 AGR / BA
a Empresa na exordial da presente ação.
Recurso ordinário desprovido’ (fls. 142/143).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 1.../11/06, conforme expresso na certidão de folha
147, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a
questão referente às horas extras de trabalhador horista
submetido à jornada em turnos ininterruptos de revezamento é
matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. A alegada
violação do artigo 7..., inciso XIV da Constituição Federal seria,
se houvesse, indireta ou reflexa, que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Sobre o tema, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. JORNADA DE
TRABALHO. TURNO DE REVEZAMENTO. OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 619.285/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/08).
‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Jornada de Trabalho. Turnos de revezamento. Petroleiros.
Lei no 5.811/72. Controvérsia infraconstitucional. 3.
Alegação de violação ao art. 7..., XIV, da Carta Magna.
Impossível inovar o feito em Agravo Regimental.
Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (Recurso Extraordinário n 394.360/AM-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 24/2/06).
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 681.065 AGR / BA
a Empresa na exordial da presente ação.
Recurso ordinário desprovido’ (fls. 142/143).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 1.../11/06, conforme expresso na certidão de folha
147, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a
questão referente às horas extras de trabalhador horista
submetido à jornada em turnos ininterruptos de revezamento é
matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. A alegada
violação do artigo 7..., inciso XIV da Constituição Federal seria,
se houvesse, indireta ou reflexa, que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Sobre o tema, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. JORNADA DE
TRABALHO. TURNO DE REVEZAMENTO. OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 619.285/RS-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/08).
‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Jornada de Trabalho. Turnos de revezamento. Petroleiros.
Lei no 5.811/72. Controvérsia infraconstitucional. 3.
Alegação de violação ao art. 7..., XIV, da Carta Magna.
Impossível inovar o feito em Agravo Regimental.
Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (Recurso Extraordinário n 394.360/AM-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 24/2/06).
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
AI 681.065 AGR / BA
‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Turno ininterrupto de revezamento. Horas extras. Lei n
5.811/72. Alegação de ofensa aos arts. 5..., XXXVI, e 7..., XIV,
da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 279.
Não cabe recurso extraordinário que teria por objeto
alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação,
aplicação ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição
da República, e, muito menos, de reexame de provas. 2.
RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora
contrárias à tese do recorrente’ (Recurso Extraordinário n 248.100/BA-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
11/11/05).
Nego provimento ao agravo.”
Insiste a agravante que restou violado o art. 7..., inciso XIV, da
Constituição Federal. Alega que “a inexistência de revezamento por curto
período temporal (que é exatamente o que origina o prejuízo à saúde obreira e
configura o turno de revezamento) descaracteriza o instituto” (fl. 180) e, dessa
forma, “não havendo, no presente caso, pressuposto fático necessário à
incidência de turnos de revezamento, a v. decisão agravada acaba por incorrer em
literal, imediata e direta violação ao artigo 7..., XIV, da Constituição Federal” (fl.
181).
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 681.065 AGR / BA
‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Turno ininterrupto de revezamento. Horas extras. Lei n
5.811/72. Alegação de ofensa aos arts. 5..., XXXVI, e 7..., XIV,
da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 279.
Não cabe recurso extraordinário que teria por objeto
alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação,
aplicação ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição
da República, e, muito menos, de reexame de provas. 2.
RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora
contrárias à tese do recorrente’ (Recurso Extraordinário n 248.100/BA-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
11/11/05).
Nego provimento ao agravo.”
Insiste a agravante que restou violado o art. 7..., inciso XIV, da
Constituição Federal. Alega que “a inexistência de revezamento por curto
período temporal (que é exatamente o que origina o prejuízo à saúde obreira e
configura o turno de revezamento) descaracteriza o instituto” (fl. 180) e, dessa
forma, “não havendo, no presente caso, pressuposto fático necessário à
incidência de turnos de revezamento, a v. decisão agravada acaba por incorrer em
literal, imediata e direta violação ao artigo 7..., XIV, da Constituição Federal” (fl.
181).
É o relatório.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O inconformismo não merece prosperar.
O Tribunal de origem consignou que a alternância mensal da escala
de trabalho não descaracteriza o regime em turnos ininterruptos de
revezamento.
Com efeito, a controvérsia acerca da caracterização da jornada em
turnos ininterruptos de revezamento, segundo os períodos de prestação
de serviço, é matéria restrita ao âmbito infraconstitucional e às provas dos
autos, insuscetível de exame em recurso extraordinário, conforme
expresso nos precedentes citados na decisão agravada. Ressalte-se,
também sobre o tema, os seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. TURNOS
ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. PERÍODO DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CARACTERIZAÇÃO. NO CASO,
O TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO DECIDIU A
CONTROVÉRSIA
CENTRALMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1.
Violação à Constituição Federal, se existente, apenas ocorreria
de modo reflexo ou indireto. 2. Agravo regimental desprovido”
(AI n 690.832/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJ de 13/9/11).
“TRABALHISTA. TURNOS ININTERRUPTOS DE
REVEZAMENTO. DESCONFIGURAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. I – Para se verificar se o
sistema de produção da empresa não se caracteriza como sendo
de turnos ininterruptos de revezamento, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065 BAHIA
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O inconformismo não merece prosperar.
O Tribunal de origem consignou que a alternância mensal da escala
de trabalho não descaracteriza o regime em turnos ininterruptos de
revezamento.
Com efeito, a controvérsia acerca da caracterização da jornada em
turnos ininterruptos de revezamento, segundo os períodos de prestação
de serviço, é matéria restrita ao âmbito infraconstitucional e às provas dos
autos, insuscetível de exame em recurso extraordinário, conforme
expresso nos precedentes citados na decisão agravada. Ressalte-se,
também sobre o tema, os seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. TURNOS
ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. PERÍODO DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CARACTERIZAÇÃO. NO CASO,
O TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO DECIDIU A
CONTROVÉRSIA
CENTRALMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1.
Violação à Constituição Federal, se existente, apenas ocorreria
de modo reflexo ou indireto. 2. Agravo regimental desprovido”
(AI n 690.832/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJ de 13/9/11).
“TRABALHISTA. TURNOS ININTERRUPTOS DE
REVEZAMENTO. DESCONFIGURAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. I – Para se verificar se o
sistema de produção da empresa não se caracteriza como sendo
de turnos ininterruptos de revezamento, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 681.065 AGR / BA
que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III -
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 593.694/PR-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 10/11/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRABALHISTA.
TURNOS
ININTERRUPTOS. CONFIGURAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II
e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n
584.585/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJ de 12/6/09).
Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Ademais, a premissa fática adotada pela decisão
rescindenda quanto ao regime de turnos (até em face dos
horários de trabalho declinados pela Reclamada na contestação
da lide principal) é insuscetível de reexame em sede de ação
rescisória calcada em violação de lei (Código de Processo Civil, art. 485, V), nos
termos da Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho, daí porque não há que se
falar em interpretação aplicativa do referido preceito
constitucional, a que alude a Empresa na exordial da presente
ação” (fls. 145/146).
Desse modo, é certo que o Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar o
recurso ordinário em ação rescisória, ateve-se à análise das hipóteses de
cabimento da ação rescisória contidas no art. 485 do Código de Processo
Civil para concluir pelo não provimento do apelo rescisório.
Mostra-se pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que
essa questão está circunscrita à legislação infraconstitucional e não
desafia recurso extraordinário, haja vista que a afronta ao texto
2
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que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III -
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 593.694/PR-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 10/11/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRABALHISTA.
TURNOS
ININTERRUPTOS. CONFIGURAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II
e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n
584.585/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJ de 12/6/09).
Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Ademais, a premissa fática adotada pela decisão
rescindenda quanto ao regime de turnos (até em face dos
horários de trabalho declinados pela Reclamada na contestação
da lide principal) é insuscetível de reexame em sede de ação
rescisória calcada em violação de lei (Código de Processo Civil, art. 485, V), nos
termos da Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho, daí porque não há que se
falar em interpretação aplicativa do referido preceito
constitucional, a que alude a Empresa na exordial da presente
ação” (fls. 145/146).
Desse modo, é certo que o Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar o
recurso ordinário em ação rescisória, ateve-se à análise das hipóteses de
cabimento da ação rescisória contidas no art. 485 do Código de Processo
Civil para concluir pelo não provimento do apelo rescisório.
Mostra-se pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que
essa questão está circunscrita à legislação infraconstitucional e não
desafia recurso extraordinário, haja vista que a afronta ao texto
2
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AI 681.065 AGR / BA
constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O TRIBUNAL
SUPERIOR DO TRABALHO SE LIMITOU AO EXAME DE
MATÉRIA EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental
desprovido” (AI n 714.262/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Ayres Britto, DJe de 17/12/10).
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
CABIMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. I - Ausência de
prequestionamento da questão constitucional suscitada.
Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - É de natureza
infraconstitucional o debate acerca dos pressupostos de
admissibilidade de ação rescisória. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário,
porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
III - Agravo regimental improvido” (AI n 550.889/DF-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 31/10/07).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Pressupostos de admissibilidade de ação rescisória. Matéria
restrita ao âmbito da legislação infraconstitucional. Ofensa
reflexa à Constituição. Precedentes. 3. Agravo regimental a que
se nega provimento” (AI n 549.539/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 25/4/08).
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluída em 11/2/10, no exame do AI n 751.478/SP, de minha
Relatoria, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 681.065 AGR / BA
constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O TRIBUNAL
SUPERIOR DO TRABALHO SE LIMITOU AO EXAME DE
MATÉRIA EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. 1.
Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental
desprovido” (AI n 714.262/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Ayres Britto, DJe de 17/12/10).
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
CABIMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. I - Ausência de
prequestionamento da questão constitucional suscitada.
Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - É de natureza
infraconstitucional o debate acerca dos pressupostos de
admissibilidade de ação rescisória. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário,
porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
III - Agravo regimental improvido” (AI n 550.889/DF-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 31/10/07).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Pressupostos de admissibilidade de ação rescisória. Matéria
restrita ao âmbito da legislação infraconstitucional. Ofensa
reflexa à Constituição. Precedentes. 3. Agravo regimental a que
se nega provimento” (AI n 549.539/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 25/4/08).
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluída em 11/2/10, no exame do AI n 751.478/SP, de minha
Relatoria, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 681.065 AGR / BA
pressupostos de admissibilidade da ação rescisória no âmbito da Justiça
do Trabalho, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 681.065 AGR / BA
pressupostos de admissibilidade da ação rescisória no âmbito da Justiça
do Trabalho, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS
PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA BAHIA -
SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 681.065
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : NORSA REFRIGERANTES LTDA
ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS
PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA BAHIA -
SINDIQUÍMICA
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 681 . 065",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 681 . 065",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 681 . 065",
"AI 681 . 065 AGR / BA",
"Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho",
"AI 681 . 065",
"Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho",
"AI 681 . 065",
"AI n 619 . 285 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 394 . 360 / AM - AgR",
"AI 681 . 065 AGR / BA",
"Questão",
"AI n 619 . 285 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 394 . 360 / AM - AgR",
"AI 681 . 065",
"Recurso Extraordinário n 248 . 100 / BA - AgR",
"AI 681 . 065",
"Recurso Extraordinário n 248 . 100 / BA - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 681 . 065",
"AI n 690 . 832 / PR - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 681 . 065",
"AI n 690 . 832 / PR - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 681 . 065 AGR / BA",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 593 . 694 / PR - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário n 584 . 585 / SP - AgR",
"Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho",
"AI 681 . 065 AGR / BA",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 593 . 694 / PR - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário n 584 . 585 / SP - AgR",
"Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho",
"AI 681 . 065 AGR / BA",
"AI n 714 . 262 / DF",
"SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 550 . 889 / DF - AgR",
"AI n 549 . 539 / SP - AgR",
"AI n 751 . 478 / SP",
"AI 681 . 065",
"AI n 714 . 262 / DF - AgR",
"SÚMULAS 282",
"Súmulas 282",
"AI n 550 . 889 / DF - AgR",
"AI n 549 . 539 / SP",
"AI n 751 . 478 / SP",
"AI 681 . 065",
"AI 681 . 065 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 681 . 065"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 7 . . . , inciso XIV , da Constituição Federal",
"ART . 7 . . . , XIV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 7 . . . , inciso XIV , da Constituição Federal",
"ART . 7 . . . , XIV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"art . 7 . . . , XIV , da Constituição Federal de 1988",
"inciso XIV do art . 7 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 7 . . . , XIV , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 485 , V",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"art . 7 . . . , XIV , da Constituição Federal de 1988",
"inciso XIV do art . 7 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 7 . . . , XIV , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 7 . . . , inciso XIV da Constituição Federal",
"Lei no 5 . 811 / 72",
"art . 7 . . . , XIV , da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 7 . . . , inciso XIV da Constituição Federal",
"Lei no 5 . 811 / 72",
"art . 7 . . . , XIV , da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 5 . 811 / 72",
"arts . 5 . . . , XXXVI , e 7 . . . , XIV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"art . 7 . . . , inciso XIV , da Constituição Federal",
"artigo 7 . . . , XIV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 5 . 811 / 72",
"arts . 5 . . . , XXXVI , e 7 . . . , XIV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"XIV , da Constituição Federal",
"artigo 7 . . . , XIV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , c /",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , art . 485 , V",
"art . 485 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , art . 485 , V",
"art . 485 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Brasília",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"NORSA REFRIGERANTES LTDA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS PETROQUÍMICAS , QUÍMICAS , PLÁSTICAS E AFINS",
"SINDIQUÍMICA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"NORSA REFRIGERANTES LTDA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS PETROQUÍMICAS , QUÍMICAS , PLÁSTICAS E AFINS DO",
"SINDIQUÍMICA",
"Norsa Refrigerantes Ltda .",
"Norsa Refrigerantes Ltda .",
"Subseção II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"NORSA REFRIGERANTES LTDA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS PETROQUÍMICAS , QUÍMICAS , PLÁSTICAS E AFINS",
"SINDIQUÍMICA",
"Norsa Refrigerantes Ltda .",
"Norsa Refrigerantes Ltda .",
"Subseção II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRT",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRT",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"NORSA REFRIGERANTES LTDA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS PETROQUÍMICAS , QUÍMICAS , PLÁSTICAS E AFINS",
"SINDIQUÍMICA",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"NORSA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS E EMPRESAS PETROQUÍMICAS , QUÍMICAS , PLÁSTICAS E AFINS DO ESTADO DA BAHIA",
"SINDIQUÍMICA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"VICTOR RUSSOMANO JUNIOR",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"VICTOR RUSSOMANO JUNIOR",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI",
"DIAS TOFFOLI",
"Menezes Direito",
"DIAS TOFFOLI",
"VICTOR RUSSOMANO JUNIOR",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI",
"DIAS TOFFOLI",
"Menezes Direito",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"VICTOR RUSSOMANO JUNIOR",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"VICTOR RUSSOMANO JUNIOR",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"11",
"/",
"06",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"08",
"24",
"/",
"2",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"11",
"/",
"06",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"08",
"24",
"/",
"2",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"11",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"11",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"9",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"9",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"11",
"/",
"10",
"12",
"/",
"6",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"11",
"/",
"10",
"12",
"/",
"6",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"12",
"/",
"10",
"31",
"/",
"10",
"/",
"07",
"25",
"/",
"4",
"/",
"08",
"11",
"/",
"2",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"12",
"/",
"10",
"31",
"/",
"10",
"/",
"07",
"25",
"/",
"4",
"/",
"08",
"11",
"/",
"2",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S)
:RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
EMENTA
Embargos de declaração em agravo de instrumento. Conversão em
agravo regimental, conforme pacífica orientação desta Corte.
Decisão em que se nega seguimento ao apelo. Desnecessidade de
explicitação do montante do índice de atualização monetária aplicável
ao caso.
1. A decisão ora atacada limitou-se a reconhecer a exatidão da
decisão proferida pela Corte regional, a qual fixou o BTN fiscal como
indexador aplicável ao caso.
2. Desnecessidade, destarte, de que a decisão que manteve tal
acórdão explicite qual o exato montante desse índice, por ser matéria
estranha ao pedido contido no apelo apreciado por esta Suprema Corte.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao
qual se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro
Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1786537.
Supremo Tribunal Federal
DJe 12/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
AI 624.727 ED / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S)
:RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Maria Aparecida de Barros Santos e outros interpõem tempestivos
embargos de declaração contra a decisão monocrática (fls. 122 a 127), por
meio da qual neguei provimento ao agravo de instrumento por eles
interposto, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
Maria Aparecida de Barros Santos e outros interpõe
agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos
5º, incisos XXXV, XXXVI e LIV, e 37, § 6º, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL
CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. PLANO COLLOR.
BLOQUEIO DE CADERNETAS DE POUPANÇA.
LEGITIMIDADE DO BANCO CENTRAL DO BRASIL.
IPC DE MARÇO DE 1990. ILEGITIMIDADE DO BANCO
CENTRAL DO BRASIL. CORREÇÃO MONETÁRIA
INDEVIDA.
Não conhecimento da preliminar de ilegitimidade
passiva argüida pelo Bacen, por estar superada em
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1786534.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S)
:RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Maria Aparecida de Barros Santos e outros interpõem tempestivos
embargos de declaração contra a decisão monocrática (fls. 122 a 127), por
meio da qual neguei provimento ao agravo de instrumento por eles
interposto, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
Maria Aparecida de Barros Santos e outros interpõe
agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos
5º, incisos XXXV, XXXVI e LIV, e 37, § 6º, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL
CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. PLANO COLLOR.
BLOQUEIO DE CADERNETAS DE POUPANÇA.
LEGITIMIDADE DO BANCO CENTRAL DO BRASIL.
IPC DE MARÇO DE 1990. ILEGITIMIDADE DO BANCO
CENTRAL DO BRASIL. CORREÇÃO MONETÁRIA
INDEVIDA.
Não conhecimento da preliminar de ilegitimidade
passiva argüida pelo Bacen, por estar superada em
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
AI 624.727 ED / SP
julgamento anterior da Turma.
Litisconsórcio alternativo: Banco Central do Brasil e
banco depositário.
Desconhecendo-se o responsável pela devolução da
diferença de correção monetária, nada impede o
chamamento conjunto ao pólo passivo.
Correção monetária correspondente ao mês de março
de 1990: ilegitimidade passiva do Banco Central do Brasil.
Permanência dos depósitos de cadernetas de
poupança bloqueados em poder das instituições
financeiras, no período verificado entre a data da
publicação da MP nº 168/90 e a do crédito de rendimento
seguinte.
Transferência ao Banco Central dos valores
bloqueados e não convertidos, excedentes a cinqüenta mil
cruzados novos, tão somente quando da conversão
prevista no artigo 6º da Lei n 8.024/90 (data do próximo
aniversário da conta), que se deu apenas no mês de abril
de 1990, nos termos da Lei nº 7.730/89 (arts. 10 e 17).
Ausência de obrigação do Banco Central indenizar os
autores em virtude da prática de ato ilícito ou do contrato.
Inexistente a responsabilidade civil do Estado por
danos decorrentes de atos legislativos. O Poder
Legislativo, soberano e com atuação dirigida a toda
coletividade, tem seus representantes eleitos pelo povo,
que, em tese, não poderia reclamar a ocorrência de dano.
Sendo a lei norma abstrata e geral, exercício da soberania
estatal, presume-se legitimamente expedida.
Decorrendo. Pois, o bloqueio, de ato legislativo geral
e impessoal, a abarcar toda a coletividade, não houve
dano especial ou anormal, afastando a responsabilidade
no caso de perda do poder aquisitivo da moeda em face de
medidas econômicas.
Responsabilidade contratual, de outro modo, não
configurada. Relação firmada entre o depositante, que
veio a juízo, e o banco depositário, ao qual foi transferida a
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
julgamento anterior da Turma.
Litisconsórcio alternativo: Banco Central do Brasil e
banco depositário.
Desconhecendo-se o responsável pela devolução da
diferença de correção monetária, nada impede o
chamamento conjunto ao pólo passivo.
Correção monetária correspondente ao mês de março
de 1990: ilegitimidade passiva do Banco Central do Brasil.
Permanência dos depósitos de cadernetas de
poupança bloqueados em poder das instituições
financeiras, no período verificado entre a data da
publicação da MP nº 168/90 e a do crédito de rendimento
seguinte.
Transferência ao Banco Central dos valores
bloqueados e não convertidos, excedentes a cinqüenta mil
cruzados novos, tão somente quando da conversão
prevista no artigo 6º da Lei n 8.024/90 (data do próximo
aniversário da conta), que se deu apenas no mês de abril
de 1990, nos termos da Lei nº 7.730/89 (arts. 10 e 17).
Ausência de obrigação do Banco Central indenizar os
autores em virtude da prática de ato ilícito ou do contrato.
Inexistente a responsabilidade civil do Estado por
danos decorrentes de atos legislativos. O Poder
Legislativo, soberano e com atuação dirigida a toda
coletividade, tem seus representantes eleitos pelo povo,
que, em tese, não poderia reclamar a ocorrência de dano.
Sendo a lei norma abstrata e geral, exercício da soberania
estatal, presume-se legitimamente expedida.
Decorrendo. Pois, o bloqueio, de ato legislativo geral
e impessoal, a abarcar toda a coletividade, não houve
dano especial ou anormal, afastando a responsabilidade
no caso de perda do poder aquisitivo da moeda em face de
medidas econômicas.
Responsabilidade contratual, de outro modo, não
configurada. Relação firmada entre o depositante, que
veio a juízo, e o banco depositário, ao qual foi transferida a
2
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Relatório
AI 624.727 ED / SP
propriedade do numerário, nada indicando a
responsabilidade da autarquia, que do contrato não
participou.
Transferência dos ativos financeiros ao Banco Central
do Brasil, diante da MP que originou o Plano Collor. Se a
mesma existiu, foi meramente escritural, verdadeiramente
contábil. Inocorrente à saída do dinheiro-papel dos cofres
dos bancos, passando a integrar as reservas do Banco
Central.
Também não se responsabiliza o Banco Central em
face da novação, dado o ato de império. O artigo 17 da Lei
nº 8.024/90 permitiu às instituições bancárias a
continuidade das atividades, mantendo suas operações.
O Supremo Tribunal Federal, R.E. Nº 206.048-9/RS,
em julgado de 15.08.2001, por maioria de votos, relator o
Ministro Marco Aurélio, redator p/ acórdão o Ministro
Nelson Jobim, assentou que ativos financeiros
transferidos ao Banco Central do Brasil, por ocasião do
Plano Collor, excedentes a cinqüenta mil cruzados novos,
devem ser atualizados pelo BTN Fiscal, e não pelo IPC.
Fundamentação que se acresce ao entendimento anterior.
Apelação e remessa oficial às quais se dá
provimento. Apelação dos autores a que se nega
provimento’ (fl. 16).
Opostos embargos de declaração (fls. 70 a 72), foram
rejeitados (fls. 75 a 84).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 30/6/04, conforme expresso na
certidão de folha 85, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que o
acórdão proferido pelo Tribunal de origem está em consonância
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
propriedade do numerário, nada indicando a
responsabilidade da autarquia, que do contrato não
participou.
Transferência dos ativos financeiros ao Banco Central
do Brasil, diante da MP que originou o Plano Collor. Se a
mesma existiu, foi meramente escritural, verdadeiramente
contábil. Inocorrente à saída do dinheiro-papel dos cofres
dos bancos, passando a integrar as reservas do Banco
Central.
Também não se responsabiliza o Banco Central em
face da novação, dado o ato de império. O artigo 17 da Lei
nº 8.024/90 permitiu às instituições bancárias a
continuidade das atividades, mantendo suas operações.
O Supremo Tribunal Federal, R.E. Nº 206.048-9/RS,
em julgado de 15.08.2001, por maioria de votos, relator o
Ministro Marco Aurélio, redator p/ acórdão o Ministro
Nelson Jobim, assentou que ativos financeiros
transferidos ao Banco Central do Brasil, por ocasião do
Plano Collor, excedentes a cinqüenta mil cruzados novos,
devem ser atualizados pelo BTN Fiscal, e não pelo IPC.
Fundamentação que se acresce ao entendimento anterior.
Apelação e remessa oficial às quais se dá
provimento. Apelação dos autores a que se nega
provimento’ (fl. 16).
Opostos embargos de declaração (fls. 70 a 72), foram
rejeitados (fls. 75 a 84).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 30/6/04, conforme expresso na
certidão de folha 85, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que o
acórdão proferido pelo Tribunal de origem está em consonância
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
AI 624.727 ED / SP
com a jurisprudência desta Corte no sentido de que,
relativamente ao Plano Collor, o critério imposto pela MP nº
168/90, convertida na Lei nº 8.024/90, de correção do saldo das
contas pelo BTN fiscal, não contraria os princípios
constitucionais do direito adquirido e da isonomia. Sobre o
tema, anote-se:
‘1. Caderneta de poupança: correção monetária:
Plano Verão e Plano Bresser: firmou-se a jurisprudência do
STF no sentido de reconhecer a depositantes em caderneta
de poupança direito à correção monetária do saldo de suas
contas pelo índice vigente no início do período contratual.
2.Caderneta de poupança: Plano Collor: atualização
monetária das quantias bloqueadas: critério imposto pela
Medida Provisória 168/90, convertida na L. 8.024/90, de
correção do saldo das contas pelo BTN fiscal, que,
segundo orientação firmada pelo plenário do Tribunal (RE
206.048, T. Pleno, 15.08.2001, Nelson Jobim, Inf./STF 237) -
trilhada por numerosas decisões individuais e de ambas
as Turmas -, não contraria os princípios constitucionais do
direito adquirido e da isonomia’ (AI 392.018-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
DJ de 30/4/04).
‘CONSTITUCIONAL. CIVIL. CADERNETA DE
POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. PLANO
ECONÔMICO (PLANO COLLOR). MP 168/90.
DEPÓSITOS BLOQUEADOS. CORREÇÃO DOS SALDOS
DAS
CONTAS
PELO
BTN
FISCAL.
CONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. RECURSO
INTERPOSTO COM BASE NO ART. 102, III, B.
IMPOSSIBILIDADE.
RECURSO
PROTELATÓRIO.
MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A MP 168/90,
convertida na Lei 8.024/90, observou os princípios da
isonomia e do direito adquirido. Precedentes. II -
Incidência da Súmula 725 do STF. III - O presente caso não
se trata de acórdão que tenha declarado a
inconstitucionalidade de lei federal ou tratado, o que
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
com a jurisprudência desta Corte no sentido de que,
relativamente ao Plano Collor, o critério imposto pela MP nº
168/90, convertida na Lei nº 8.024/90, de correção do saldo das
contas pelo BTN fiscal, não contraria os princípios
constitucionais do direito adquirido e da isonomia. Sobre o
tema, anote-se:
‘1. Caderneta de poupança: correção monetária:
Plano Verão e Plano Bresser: firmou-se a jurisprudência do
STF no sentido de reconhecer a depositantes em caderneta
de poupança direito à correção monetária do saldo de suas
contas pelo índice vigente no início do período contratual.
2.Caderneta de poupança: Plano Collor: atualização
monetária das quantias bloqueadas: critério imposto pela
Medida Provisória 168/90, convertida na L. 8.024/90, de
correção do saldo das contas pelo BTN fiscal, que,
segundo orientação firmada pelo plenário do Tribunal (RE
206.048, T. Pleno, 15.08.2001, Nelson Jobim, Inf./STF 237) -
trilhada por numerosas decisões individuais e de ambas
as Turmas -, não contraria os princípios constitucionais do
direito adquirido e da isonomia’ (AI 392.018-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
DJ de 30/4/04).
‘CONSTITUCIONAL. CIVIL. CADERNETA DE
POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. PLANO
ECONÔMICO (PLANO COLLOR). MP 168/90.
DEPÓSITOS BLOQUEADOS. CORREÇÃO DOS SALDOS
DAS
CONTAS
PELO
BTN
FISCAL.
CONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. RECURSO
INTERPOSTO COM BASE NO ART. 102, III, B.
IMPOSSIBILIDADE.
RECURSO
PROTELATÓRIO.
MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A MP 168/90,
convertida na Lei 8.024/90, observou os princípios da
isonomia e do direito adquirido. Precedentes. II -
Incidência da Súmula 725 do STF. III - O presente caso não
se trata de acórdão que tenha declarado a
inconstitucionalidade de lei federal ou tratado, o que
4
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Relatório
AI 624.727 ED / SP
afasta o cabimento de recurso extraordinário com base na
alínea b do art. 102, III, da Constituição. IV - Recurso
protelatório. Aplicação de multa. V - Agravo regimental
improvido’ (AI nº 551.153/SP-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/09).
Eis o teor do enunciado da Súmula nº 725 desta Corte:
‘É CONSTITUCIONAL O § 2º DO ART. 6º DA L.
8.024/90, RESULTANTE DA CONVERSÃO DA MPR
168/90, QUE FIXOU O BTN FISCAL COMO ÍNDICE DE
CORREÇÃO
MONETÁRIA
APLICÁVEL
AOS
DEPÓSITOS BLOQUEADOS PELO PLANO COLLOR I.’
Ademais, a questão relativa à legitimidade passiva de
instituição financeira para figurar em ações que versem sobre a
cobrança das diferenças dos índices de correção monetária
incidentes nas cadernetas de poupança está restrita ao plano da
legislação infraconstitucional, que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Desse modo, a alegada afronta ao texto
constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou
reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘Caderneta de poupança: controvérsia relativa à
legitimidade passiva da instituição bancária para
responder pelas diferenças de correção monetária relativas
ao período abrangido pela L. 8.024/90: questão de alçada
infraconstitucional, insuscetível de reexame no RE’ (AI nº
207.672/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 25/6/04).
‘Recurso.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Caderneta de Poupança. Correção. Lei n. 8.024/90.
Legitimidade Passiva. Questão infraconstitucional. Agravo
Regimental não provido. Precedentes. Questão da
legitimidade passiva do Banco Central, em ação sobre
correção monetária de depósito em caderneta de
poupança, quando sancionada à luz da Lei n. 8.024/90, não
envolve ofensa direta à CF e, pois, não autoriza recurso
extraordinário’ (AI nº 244.548/SP-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 24/2/04).
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
afasta o cabimento de recurso extraordinário com base na
alínea b do art. 102, III, da Constituição. IV - Recurso
protelatório. Aplicação de multa. V - Agravo regimental
improvido’ (AI nº 551.153/SP-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/09).
Eis o teor do enunciado da Súmula nº 725 desta Corte:
‘É CONSTITUCIONAL O § 2º DO ART. 6º DA L.
8.024/90, RESULTANTE DA CONVERSÃO DA MPR
168/90, QUE FIXOU O BTN FISCAL COMO ÍNDICE DE
CORREÇÃO
MONETÁRIA
APLICÁVEL
AOS
DEPÓSITOS BLOQUEADOS PELO PLANO COLLOR I.’
Ademais, a questão relativa à legitimidade passiva de
instituição financeira para figurar em ações que versem sobre a
cobrança das diferenças dos índices de correção monetária
incidentes nas cadernetas de poupança está restrita ao plano da
legislação infraconstitucional, que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Desse modo, a alegada afronta ao texto
constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou
reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘Caderneta de poupança: controvérsia relativa à
legitimidade passiva da instituição bancária para
responder pelas diferenças de correção monetária relativas
ao período abrangido pela L. 8.024/90: questão de alçada
infraconstitucional, insuscetível de reexame no RE’ (AI nº
207.672/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 25/6/04).
‘Recurso.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Caderneta de Poupança. Correção. Lei n. 8.024/90.
Legitimidade Passiva. Questão infraconstitucional. Agravo
Regimental não provido. Precedentes. Questão da
legitimidade passiva do Banco Central, em ação sobre
correção monetária de depósito em caderneta de
poupança, quando sancionada à luz da Lei n. 8.024/90, não
envolve ofensa direta à CF e, pois, não autoriza recurso
extraordinário’ (AI nº 244.548/SP-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 24/2/04).
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Relatório
AI 624.727 ED / SP
No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
nº 792.920/RS, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 19/4/10; e RE nº 500.200/SP, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 13/5/08.
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 17 de agosto de 2010.”
Asseveraram os embargantes que tal decisão padece de omissão,
pois não foi apontado qual seria o índice aplicável ao caso, fato que pode
ensejar problemas em uma futura fase de execução do julgado.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
nº 792.920/RS, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 19/4/10; e RE nº 500.200/SP, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 13/5/08.
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 17 de agosto de 2010.”
Asseveraram os embargantes que tal decisão padece de omissão,
pois não foi apontado qual seria o índice aplicável ao caso, fato que pode
ensejar problemas em uma futura fase de execução do julgado.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Recebo o presente inconformismo como agravo regimental, nos
termos da pacífica jurisprudência desta Corte acerca do tema, segundo a
qual não se admitem embargos de declaração contra decisão monocrática.
Nesses termos, passo a apreciá-lo.
Conforme ressaltado na decisão agravada, esta Suprema Corte, por
meio daquela decisão, limitou-se a manter o acórdão proferido pelo
Tribunal de origem, sem nenhuma alteração.
Aquela decisão já havia reconhecido ser o BTF fiscal o indexador
aplicável ao caso, sendo certo que os ora agravantes em nenhum
momento postularam a explicitação desse fato.
Tampouco tal questionamento constou das razões do apelo dirigido
a este Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não era mesmo caso de
serem proferidas ulteriores considerações acerca do tema.
De rigor, portanto, a rejeição deste recurso.
Ante o exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental, e a eles nego provimento.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Recebo o presente inconformismo como agravo regimental, nos
termos da pacífica jurisprudência desta Corte acerca do tema, segundo a
qual não se admitem embargos de declaração contra decisão monocrática.
Nesses termos, passo a apreciá-lo.
Conforme ressaltado na decisão agravada, esta Suprema Corte, por
meio daquela decisão, limitou-se a manter o acórdão proferido pelo
Tribunal de origem, sem nenhuma alteração.
Aquela decisão já havia reconhecido ser o BTF fiscal o indexador
aplicável ao caso, sendo certo que os ora agravantes em nenhum
momento postularam a explicitação desse fato.
Tampouco tal questionamento constou das razões do apelo dirigido
a este Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não era mesmo caso de
serem proferidas ulteriores considerações acerca do tema.
De rigor, portanto, a rejeição deste recurso.
Ante o exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental, e a eles nego provimento.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico
vencido na conversão. Faço-o ante fundamentos já consignados em
ocasiões anteriores:
Entendo que os embargos declaratórios são cabíveis, quer
direcionados a decisão definitiva, terminativa do processo,
interlocutória, de colegiado ou individual, não sofrendo,
sequer, esse recurso sui generis, as peias decorrentes da cláusula
da irrecorribilidade, já que prescinde até mesmo do gravame,
ou seja, da sucumbência.
No caso, a parte, vislumbrando não sei se omissão,
obscuridade ou contradição na decisão que implicara a
apreciação do agravo de instrumento, protocolizou os
declaratórios. A meu ver, incumbia o julgamento desses
declaratórios, não sendo possível [...] inverter o princípio da
fungibilidade, mesmo porque, caso se assentasse que não
cabem os embargos declaratórios, estaríamos diante de um erro
grosseiro, que não ensejaria, portanto, a conversão desse
recurso em agravo regimental.
Penso que há um prejuízo enorme para a parte, quando se
procede a essa conversão. É que as causas de pedir dos
embargos declaratórios são diversas e devem estar centradas
num daqueles defeitos que os respaldam – em omissão,
contradição ou dúvida –, enquanto, no agravo, a articulação é
outra: afirma-se o desacerto da decisão proferida, sob o ângulo
do vício de procedimento ou de julgamento. Por isso, peço
vênia para não conhecer do recurso interposto como agravo
inominado, agravo interno, na dicção do professor Sálvio de
Figueiredo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico
vencido na conversão. Faço-o ante fundamentos já consignados em
ocasiões anteriores:
Entendo que os embargos declaratórios são cabíveis, quer
direcionados a decisão definitiva, terminativa do processo,
interlocutória, de colegiado ou individual, não sofrendo,
sequer, esse recurso sui generis, as peias decorrentes da cláusula
da irrecorribilidade, já que prescinde até mesmo do gravame,
ou seja, da sucumbência.
No caso, a parte, vislumbrando não sei se omissão,
obscuridade ou contradição na decisão que implicara a
apreciação do agravo de instrumento, protocolizou os
declaratórios. A meu ver, incumbia o julgamento desses
declaratórios, não sendo possível [...] inverter o princípio da
fungibilidade, mesmo porque, caso se assentasse que não
cabem os embargos declaratórios, estaríamos diante de um erro
grosseiro, que não ensejaria, portanto, a conversão desse
recurso em agravo regimental.
Penso que há um prejuízo enorme para a parte, quando se
procede a essa conversão. É que as causas de pedir dos
embargos declaratórios são diversas e devem estar centradas
num daqueles defeitos que os respaldam – em omissão,
contradição ou dúvida –, enquanto, no agravo, a articulação é
outra: afirma-se o desacerto da decisão proferida, sob o ângulo
do vício de procedimento ou de julgamento. Por isso, peço
vênia para não conhecer do recurso interposto como agravo
inominado, agravo interno, na dicção do professor Sálvio de
Figueiredo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S) : RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S) : RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1810233
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-12T00:00:00
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Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Embargos de declaração em agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental, conforme pacífica orientação desta Corte.
Decisão em que se nega seguimento ao apelo. Desnecessidade de explicitação do montante do índice de atualização monetária aplicável ao caso.
1. A decisão ora atacada limitou-se a reconhecer a exatidão da decisão proferida pela Corte regional, a qual fixou o BTN fiscal como indexador aplicável ao caso.
2. Desnecessidade, destarte, de que a decisão que manteve tal acórdão explicite qual o exato montante desse índice, por ser matéria estranha ao pedido contido no apelo apreciado por esta Suprema Corte.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
|
sjur205691
|
Número de páginas: 11.
Análise: 28/03/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
624727
| null |
AI-ED
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acordaos
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AI 624727 ED
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""
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EMBDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
ADV.(A/S) : RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBTE.(S) : MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S)
:RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
EMENTA
Embargos de declaração em agravo de instrumento. Conversão em
agravo regimental, conforme pacífica orientação desta Corte.
Decisão em que se nega seguimento ao apelo. Desnecessidade de
explicitação do montante do índice de atualização monetária aplicável
ao caso.
1. A decisão ora atacada limitou-se a reconhecer a exatidão da
decisão proferida pela Corte regional, a qual fixou o BTN fiscal como
indexador aplicável ao caso.
2. Desnecessidade, destarte, de que a decisão que manteve tal
acórdão explicite qual o exato montante desse índice, por ser matéria
estranha ao pedido contido no apelo apreciado por esta Suprema Corte.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao
qual se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro
Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1786537.
Supremo Tribunal Federal
DJe 12/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
AI 624.727 ED / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1786537.
Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1786537.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S)
:RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Maria Aparecida de Barros Santos e outros interpõem tempestivos
embargos de declaração contra a decisão monocrática (fls. 122 a 127), por
meio da qual neguei provimento ao agravo de instrumento por eles
interposto, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
Maria Aparecida de Barros Santos e outros interpõe
agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos
5..., incisos XXXV, XXXVI e LIV, e 37, § 6..., da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL
CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. PLANO COLLOR.
BLOQUEIO DE CADERNETAS DE POUPANÇA.
LEGITIMIDADE DO BANCO CENTRAL DO BRASIL.
IPC DE MARÇO DE 1990. ILEGITIMIDADE DO BANCO
CENTRAL DO BRASIL. CORREÇÃO MONETÁRIA
INDEVIDA.
Não conhecimento da preliminar de ilegitimidade
passiva argüida pelo Bacen, por estar superada em
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1786534.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S)
:RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Maria Aparecida de Barros Santos e outros interpõem tempestivos
embargos de declaração contra a decisão monocrática (fls. 122 a 127), por
meio da qual neguei provimento ao agravo de instrumento por eles
interposto, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
Maria Aparecida de Barros Santos e outros interpõe
agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos
5..., incisos XXXV, XXXVI e LIV, e 37, § 6..., da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL
CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. PLANO COLLOR.
BLOQUEIO DE CADERNETAS DE POUPANÇA.
LEGITIMIDADE DO BANCO CENTRAL DO BRASIL.
IPC DE MARÇO DE 1990. ILEGITIMIDADE DO BANCO
CENTRAL DO BRASIL. CORREÇÃO MONETÁRIA
INDEVIDA.
Não conhecimento da preliminar de ilegitimidade
passiva argüida pelo Bacen, por estar superada em
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1786534.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
AI 624.727 ED / SP
julgamento anterior da Turma.
Litisconsórcio alternativo: Banco Central do Brasil e
banco depositário.
Desconhecendo-se o responsável pela devolução da
diferença de correção monetária, nada impede o
chamamento conjunto ao pólo passivo.
Correção monetária correspondente ao mês de março
de 1990: ilegitimidade passiva do Banco Central do Brasil.
Permanência dos depósitos de cadernetas de
poupança bloqueados em poder das instituições
financeiras, no período verificado entre a data da
publicação da Medida Provisória n 168/90 e a do crédito de rendimento
seguinte.
Transferência ao Banco Central dos valores
bloqueados e não convertidos, excedentes a cinqüenta mil
cruzados novos, tão somente quando da conversão
prevista no artigo 6... da Lei n 8.024/90 (data do próximo
aniversário da conta), que se deu apenas no mês de abril
de 1990, nos termos da Lei n 7.730/89 (arts. 10 e 17).
Ausência de obrigação do Banco Central indenizar os
autores em virtude da prática de ato ilícito ou do contrato.
Inexistente a responsabilidade civil do Estado por
danos decorrentes de atos legislativos. O Poder
Legislativo, soberano e com atuação dirigida a toda
coletividade, tem seus representantes eleitos pelo povo,
que, em tese, não poderia reclamar a ocorrência de dano.
Sendo a lei norma abstrata e geral, exercício da soberania
estatal, presume-se legitimamente expedida.
Decorrendo. Pois, o bloqueio, de ato legislativo geral
e impessoal, a abarcar toda a coletividade, não houve
dano especial ou anormal, afastando a responsabilidade
no caso de perda do poder aquisitivo da moeda em face de
medidas econômicas.
Responsabilidade contratual, de outro modo, não
configurada. Relação firmada entre o depositante, que
veio a juízo, e o banco depositário, ao qual foi transferida a
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1786534.
Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
julgamento anterior da Turma.
Litisconsórcio alternativo: Banco Central do Brasil e
banco depositário.
Desconhecendo-se o responsável pela devolução da
diferença de correção monetária, nada impede o
chamamento conjunto ao pólo passivo.
Correção monetária correspondente ao mês de março
de 1990: ilegitimidade passiva do Banco Central do Brasil.
Permanência dos depósitos de cadernetas de
poupança bloqueados em poder das instituições
financeiras, no período verificado entre a data da
publicação da Medida Provisória n 168/90 e a do crédito de rendimento
seguinte.
Transferência ao Banco Central dos valores
bloqueados e não convertidos, excedentes a cinqüenta mil
cruzados novos, tão somente quando da conversão
prevista no artigo 6... da Lei n 8.024/90 (data do próximo
aniversário da conta), que se deu apenas no mês de abril
de 1990, nos termos da Lei n 7.730/89 (arts. 10 e 17).
Ausência de obrigação do Banco Central indenizar os
autores em virtude da prática de ato ilícito ou do contrato.
Inexistente a responsabilidade civil do Estado por
danos decorrentes de atos legislativos. O Poder
Legislativo, soberano e com atuação dirigida a toda
coletividade, tem seus representantes eleitos pelo povo,
que, em tese, não poderia reclamar a ocorrência de dano.
Sendo a lei norma abstrata e geral, exercício da soberania
estatal, presume-se legitimamente expedida.
Decorrendo. Pois, o bloqueio, de ato legislativo geral
e impessoal, a abarcar toda a coletividade, não houve
dano especial ou anormal, afastando a responsabilidade
no caso de perda do poder aquisitivo da moeda em face de
medidas econômicas.
Responsabilidade contratual, de outro modo, não
configurada. Relação firmada entre o depositante, que
veio a juízo, e o banco depositário, ao qual foi transferida a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
AI 624.727 ED / SP
propriedade do numerário, nada indicando a
responsabilidade da autarquia, que do contrato não
participou.
Transferência dos ativos financeiros ao Banco Central
do Brasil, diante da Medida Provisória que originou o Plano Collor. Se a
mesma existiu, foi meramente escritural, verdadeiramente
contábil. Inocorrente à saída do dinheiro-papel dos cofres
dos bancos, passando a integrar as reservas do Banco
Central.
Também não se responsabiliza o Banco Central em
face da novação, dado o ato de império. O artigo 17 da Lei
n 8.024/90 permitiu às instituições bancárias a
continuidade das atividades, mantendo suas operações.
O Supremo Tribunal Federal, R.E. n 206.048-9/RS,
em julgado de 15.08.2001, por maioria de votos, relator o
Ministro Marco Aurélio, redator p/ acórdão o Ministro
Nelson Jobim, assentou que ativos financeiros
transferidos ao Banco Central do Brasil, por ocasião do
Plano Collor, excedentes a cinqüenta mil cruzados novos,
devem ser atualizados pelo BTN Fiscal, e não pelo IPC.
Fundamentação que se acresce ao entendimento anterior.
Apelação e remessa oficial às quais se dá
provimento. Apelação dos autores a que se nega
provimento’ (fl. 16).
Opostos embargos de declaração (fls. 70 a 72), foram
rejeitados (fls. 75 a 84).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 30/6/04, conforme expresso na
certidão de folha 85, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que o
acórdão proferido pelo Tribunal de origem está em consonância
3
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Supremo Tribunal Federal
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propriedade do numerário, nada indicando a
responsabilidade da autarquia, que do contrato não
participou.
Transferência dos ativos financeiros ao Banco Central
do Brasil, diante da Medida Provisória que originou o Plano Collor. Se a
mesma existiu, foi meramente escritural, verdadeiramente
contábil. Inocorrente à saída do dinheiro-papel dos cofres
dos bancos, passando a integrar as reservas do Banco
Central.
Também não se responsabiliza o Banco Central em
face da novação, dado o ato de império. O artigo 17 da Lei
n 8.024/90 permitiu às instituições bancárias a
continuidade das atividades, mantendo suas operações.
O Supremo Tribunal Federal, R.E. n 206.048-9/RS,
em julgado de 15.08.2001, por maioria de votos, relator o
Ministro Marco Aurélio, redator p/ acórdão o Ministro
Nelson Jobim, assentou que ativos financeiros
transferidos ao Banco Central do Brasil, por ocasião do
Plano Collor, excedentes a cinqüenta mil cruzados novos,
devem ser atualizados pelo BTN Fiscal, e não pelo IPC.
Fundamentação que se acresce ao entendimento anterior.
Apelação e remessa oficial às quais se dá
provimento. Apelação dos autores a que se nega
provimento’ (fl. 16).
Opostos embargos de declaração (fls. 70 a 72), foram
rejeitados (fls. 75 a 84).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 30/6/04, conforme expresso na
certidão de folha 85, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que o
acórdão proferido pelo Tribunal de origem está em consonância
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
AI 624.727 ED / SP
com a jurisprudência desta Corte no sentido de que,
relativamente ao Plano Collor, o critério imposto pela Medida Provisória n
168/90, convertida na Lei n 8.024/90, de correção do saldo das
contas pelo BTN fiscal, não contraria os princípios
constitucionais do direito adquirido e da isonomia. Sobre o
tema, anote-se:
‘1. Caderneta de poupança: correção monetária:
Plano Verão e Plano Bresser: firmou-se a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal no sentido de reconhecer a depositantes em caderneta
de poupança direito à correção monetária do saldo de suas
contas pelo índice vigente no início do período contratual.
2.Caderneta de poupança: Plano Collor: atualização
monetária das quantias bloqueadas: critério imposto pela
Medida Provisória 168/90, convertida na L. 8.024/90, de
correção do saldo das contas pelo BTN fiscal, que,
segundo orientação firmada pelo plenário do Tribunal (Recurso Extraordinário
206.048, T. Pleno, 15.08.2001, Nelson Jobim, Inf./Supremo Tribunal Federal 237) -
trilhada por numerosas decisões individuais e de ambas
as Turmas -, não contraria os princípios constitucionais do
direito adquirido e da isonomia’ (AI 392.018-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
DJ de 30/4/04).
‘CONSTITUCIONAL. CIVIL. CADERNETA DE
POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. PLANO
ECONÔMICO (PLANO COLLOR). Medida Provisória 168/90.
DEPÓSITOS BLOQUEADOS. CORREÇÃO DOS SALDOS
DAS
CONTAS
PELO
BTN
FISCAL.
CONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. RECURSO
INTERPOSTO COM BASE NO ART. 102, III, B.
IMPOSSIBILIDADE.
RECURSO
PROTELATÓRIO.
MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A Medida Provisória 168/90,
convertida na Lei 8.024/90, observou os princípios da
isonomia e do direito adquirido. Precedentes. II -
Incidência da Súmula 725 do Supremo Tribunal Federal. III - O presente caso não
se trata de acórdão que tenha declarado a
inconstitucionalidade de lei federal ou tratado, o que
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Supremo Tribunal Federal
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com a jurisprudência desta Corte no sentido de que,
relativamente ao Plano Collor, o critério imposto pela Medida Provisória n
168/90, convertida na Lei n 8.024/90, de correção do saldo das
contas pelo BTN fiscal, não contraria os princípios
constitucionais do direito adquirido e da isonomia. Sobre o
tema, anote-se:
‘1. Caderneta de poupança: correção monetária:
Plano Verão e Plano Bresser: firmou-se a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal no sentido de reconhecer a depositantes em caderneta
de poupança direito à correção monetária do saldo de suas
contas pelo índice vigente no início do período contratual.
2.Caderneta de poupança: Plano Collor: atualização
monetária das quantias bloqueadas: critério imposto pela
Medida Provisória 168/90, convertida na L. 8.024/90, de
correção do saldo das contas pelo BTN fiscal, que,
segundo orientação firmada pelo plenário do Tribunal (Recurso Extraordinário
206.048, T. Pleno, 15.08.2001, Nelson Jobim, Inf./Supremo Tribunal Federal 237) -
trilhada por numerosas decisões individuais e de ambas
as Turmas -, não contraria os princípios constitucionais do
direito adquirido e da isonomia’ (AI 392.018-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
DJ de 30/4/04).
‘CONSTITUCIONAL. CIVIL. CADERNETA DE
POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. PLANO
ECONÔMICO (PLANO COLLOR). Medida Provisória 168/90.
DEPÓSITOS BLOQUEADOS. CORREÇÃO DOS SALDOS
DAS
CONTAS
PELO
BTN
FISCAL.
CONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. RECURSO
INTERPOSTO COM BASE NO ART. 102, III, B.
IMPOSSIBILIDADE.
RECURSO
PROTELATÓRIO.
MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A Medida Provisória 168/90,
convertida na Lei 8.024/90, observou os princípios da
isonomia e do direito adquirido. Precedentes. II -
Incidência da Súmula 725 do Supremo Tribunal Federal. III - O presente caso não
se trata de acórdão que tenha declarado a
inconstitucionalidade de lei federal ou tratado, o que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Relatório
AI 624.727 ED / SP
afasta o cabimento de recurso extraordinário com base na
alínea b do art. 102, III, da Constituição. IV - Recurso
protelatório. Aplicação de multa. V - Agravo regimental
improvido’ (AI n 551.153/SP-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/09).
Eis o teor do enunciado da Súmula n 725 desta Corte:
‘É CONSTITUCIONAL O § 2... DO ART. 6... DA L.
8.024/90, RESULTANTE DA CONVERSÃO DA MPR
168/90, QUE FIXOU O BTN FISCAL COMO ÍNDICE DE
CORREÇÃO
MONETÁRIA
APLICÁVEL
AOS
DEPÓSITOS BLOQUEADOS PELO PLANO COLLOR I.’
Ademais, a questão relativa à legitimidade passiva de
instituição financeira para figurar em ações que versem sobre a
cobrança das diferenças dos índices de correção monetária
incidentes nas cadernetas de poupança está restrita ao plano da
legislação infraconstitucional, que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Desse modo, a alegada afronta ao texto
constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou
reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘Caderneta de poupança: controvérsia relativa à
legitimidade passiva da instituição bancária para
responder pelas diferenças de correção monetária relativas
ao período abrangido pela L. 8.024/90: questão de alçada
infraconstitucional, insuscetível de reexame no Recurso Extraordinário’ (AI n
207.672/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 25/6/04).
‘Recurso.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Caderneta de Poupança. Correção. Lei n. 8.024/90.
Legitimidade Passiva. Questão infraconstitucional. Agravo
Regimental não provido. Precedentes. Questão da
legitimidade passiva do Banco Central, em ação sobre
correção monetária de depósito em caderneta de
poupança, quando sancionada à luz da Lei n. 8.024/90, não
envolve ofensa direta à Constituição Federal de 1988 e, pois, não autoriza recurso
extraordinário’ (AI n 244.548/SP-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 24/2/04).
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
afasta o cabimento de recurso extraordinário com base na
alínea b do art. 102, III, da Constituição. IV - Recurso
protelatório. Aplicação de multa. V - Agravo regimental
improvido’ (AI n 551.153/SP-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/09).
Eis o teor do enunciado da Súmula n 725 desta Corte:
‘É CONSTITUCIONAL O § 2... DO ART. 6... DA L.
8.024/90, RESULTANTE DA CONVERSÃO DA MPR
168/90, QUE FIXOU O BTN FISCAL COMO ÍNDICE DE
CORREÇÃO
MONETÁRIA
APLICÁVEL
AOS
DEPÓSITOS BLOQUEADOS PELO PLANO COLLOR I.’
Ademais, a questão relativa à legitimidade passiva de
instituição financeira para figurar em ações que versem sobre a
cobrança das diferenças dos índices de correção monetária
incidentes nas cadernetas de poupança está restrita ao plano da
legislação infraconstitucional, que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Desse modo, a alegada afronta ao texto
constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou
reflexa. Nesse sentido, anote-se:
‘Caderneta de poupança: controvérsia relativa à
legitimidade passiva da instituição bancária para
responder pelas diferenças de correção monetária relativas
ao período abrangido pela L. 8.024/90: questão de alçada
infraconstitucional, insuscetível de reexame no Recurso Extraordinário’ (AI n
207.672/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 25/6/04).
‘Recurso.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Caderneta de Poupança. Correção. Lei n. 8.024/90.
Legitimidade Passiva. Questão infraconstitucional. Agravo
Regimental não provido. Precedentes. Questão da
legitimidade passiva do Banco Central, em ação sobre
correção monetária de depósito em caderneta de
poupança, quando sancionada à luz da Lei n. 8.024/90, não
envolve ofensa direta à Constituição Federal de 1988 e, pois, não autoriza recurso
extraordinário’ (AI n 244.548/SP-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 24/2/04).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Relatório
AI 624.727 ED / SP
No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
n 792.920/RS, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 19/4/10; e Recurso Extraordinário n 500.200/SP, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 13/5/08.
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 17 de agosto de 2010.”
Asseveraram os embargantes que tal decisão padece de omissão,
pois não foi apontado qual seria o índice aplicável ao caso, fato que pode
ensejar problemas em uma futura fase de execução do julgado.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.727 ED / SP
No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
n 792.920/RS, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 19/4/10; e Recurso Extraordinário n 500.200/SP, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 13/5/08.
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 17 de agosto de 2010.”
Asseveraram os embargantes que tal decisão padece de omissão,
pois não foi apontado qual seria o índice aplicável ao caso, fato que pode
ensejar problemas em uma futura fase de execução do julgado.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Recebo o presente inconformismo como agravo regimental, nos
termos da pacífica jurisprudência desta Corte acerca do tema, segundo a
qual não se admitem embargos de declaração contra decisão monocrática.
Nesses termos, passo a apreciá-lo.
Conforme ressaltado na decisão agravada, esta Suprema Corte, por
meio daquela decisão, limitou-se a manter o acórdão proferido pelo
Tribunal de origem, sem nenhuma alteração.
Aquela decisão já havia reconhecido ser o BTF fiscal o indexador
aplicável ao caso, sendo certo que os ora agravantes em nenhum
momento postularam a explicitação desse fato.
Tampouco tal questionamento constou das razões do apelo dirigido
a este Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não era mesmo caso de
serem proferidas ulteriores considerações acerca do tema.
De rigor, portanto, a rejeição deste recurso.
Ante o exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental, e a eles nego provimento.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Recebo o presente inconformismo como agravo regimental, nos
termos da pacífica jurisprudência desta Corte acerca do tema, segundo a
qual não se admitem embargos de declaração contra decisão monocrática.
Nesses termos, passo a apreciá-lo.
Conforme ressaltado na decisão agravada, esta Suprema Corte, por
meio daquela decisão, limitou-se a manter o acórdão proferido pelo
Tribunal de origem, sem nenhuma alteração.
Aquela decisão já havia reconhecido ser o BTF fiscal o indexador
aplicável ao caso, sendo certo que os ora agravantes em nenhum
momento postularam a explicitação desse fato.
Tampouco tal questionamento constou das razões do apelo dirigido
a este Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não era mesmo caso de
serem proferidas ulteriores considerações acerca do tema.
De rigor, portanto, a rejeição deste recurso.
Ante o exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental, e a eles nego provimento.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico
vencido na conversão. Faço-o ante fundamentos já consignados em
ocasiões anteriores:
Entendo que os embargos declaratórios são cabíveis, quer
direcionados a decisão definitiva, terminativa do processo,
interlocutória, de colegiado ou individual, não sofrendo,
sequer, esse recurso sui generis, as peias decorrentes da cláusula
da irrecorribilidade, já que prescinde até mesmo do gravame,
ou seja, da sucumbência.
No caso, a parte, vislumbrando não sei se omissão,
obscuridade ou contradição na decisão que implicara a
apreciação do agravo de instrumento, protocolizou os
declaratórios. A meu ver, incumbia o julgamento desses
declaratórios, não sendo possível [...] inverter o princípio da
fungibilidade, mesmo porque, caso se assentasse que não
cabem os embargos declaratórios, estaríamos diante de um erro
grosseiro, que não ensejaria, portanto, a conversão desse
recurso em agravo regimental.
Penso que há um prejuízo enorme para a parte, quando se
procede a essa conversão. É que as causas de pedir dos
embargos declaratórios são diversas e devem estar centradas
num daqueles defeitos que os respaldam – em omissão,
contradição ou dúvida –, enquanto, no agravo, a articulação é
outra: afirma-se o desacerto da decisão proferida, sob o ângulo
do vício de procedimento ou de julgamento. Por isso, peço
vênia para não conhecer do recurso interposto como agravo
inominado, agravo interno, na dicção do professor Sálvio de
Figueiredo.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759553.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico
vencido na conversão. Faço-o ante fundamentos já consignados em
ocasiões anteriores:
Entendo que os embargos declaratórios são cabíveis, quer
direcionados a decisão definitiva, terminativa do processo,
interlocutória, de colegiado ou individual, não sofrendo,
sequer, esse recurso sui generis, as peias decorrentes da cláusula
da irrecorribilidade, já que prescinde até mesmo do gravame,
ou seja, da sucumbência.
No caso, a parte, vislumbrando não sei se omissão,
obscuridade ou contradição na decisão que implicara a
apreciação do agravo de instrumento, protocolizou os
declaratórios. A meu ver, incumbia o julgamento desses
declaratórios, não sendo possível [...] inverter o princípio da
fungibilidade, mesmo porque, caso se assentasse que não
cabem os embargos declaratórios, estaríamos diante de um erro
grosseiro, que não ensejaria, portanto, a conversão desse
recurso em agravo regimental.
Penso que há um prejuízo enorme para a parte, quando se
procede a essa conversão. É que as causas de pedir dos
embargos declaratórios são diversas e devem estar centradas
num daqueles defeitos que os respaldam – em omissão,
contradição ou dúvida –, enquanto, no agravo, a articulação é
outra: afirma-se o desacerto da decisão proferida, sob o ângulo
do vício de procedimento ou de julgamento. Por isso, peço
vênia para não conhecer do recurso interposto como agravo
inominado, agravo interno, na dicção do professor Sálvio de
Figueiredo.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1759553.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S) : RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1746958
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.727
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS
ADV.(A/S) : RICARDO DI GIAIMO CABOCLO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AI 624 . 727 ED / SP",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 727 SÃO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 .",
"AI 624 . 727 ED",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"R",
".",
"E",
". n 206 . 048 - 9 / RS",
"Questão",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"R",
".",
"E",
". n 206 . 048 - 9 / RS",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"Recurso Extraordinário 206 . 048",
"AI",
"Súmula 725 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"Recurso Extraordinário 206 . 048",
"AI 392 . 018 - AgR",
"Súmula 725 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"AI n 551 . 153 / SP",
"Súmula n 725 desta Corte",
"AI n 207 . 672 / SP - AgR",
"AI n 244 . 548 / SP",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"AI n 551 . 153 / SP - AgR",
"AI n 207 . 672 / SP - AgR",
"AI n 244 . 548 / SP - AgR",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"AI n 792 . 920 / RS",
"Recurso Extraordinário n 500 . 200 / SP",
"AI 624 . 727 ED / SP",
"AI n 792 . 920 / RS",
"Recurso Extraordinário n 500 . 200 / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 727",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 727",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 727",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 727",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI e LIV , e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI e LIV , e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 168 / 90",
"artigo 6 . . . da Lei n 8 . 024 / 90",
"Lei n 7 . 730 / 89",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 168 / 90",
"artigo 6 . . . da Lei n 8 . 024 / 90",
"Lei n 7 . 730 / 89",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória",
"Plano Collor",
"artigo 17 da Lei n 8 . 024 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória",
"artigo 17 da Lei n 8 . 024 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 168 / 90",
"Lei n 8 . 024 / 90",
"Medida Provisória 168 / 90",
"L",
". 8 . 024 / 90",
"Medida Provisória 168 / 90",
"Medida Provisória 168 / 90",
"Lei 8 . 024 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 168 / 90",
"Lei n 8 . 024 / 90",
"Medida Provisória 168 / 90",
"L",
".",
"8 .",
"024 /",
"90",
"Medida Provisória 168 / 90",
"Medida Provisória 168 / 90",
"Lei 8 . 024 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea b do art . 102 , III , da Constituição",
"§ 2 . . . DO",
"ART . 6 . . . DA L . 8 . 024 / 90",
"MPR 168 / 90",
"L . 8 . 024 / 90",
"Lei n . 8 . 024 / 90",
"Lei n . 8 . 024 / 90",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea b do art . 102 , III , da Constituição",
"§ 2 . . . DO ART . 6 . . . DA",
"L",
". 8 . 024 / 90",
"MPR 168 / 90",
"L",
". 8 . 024 / 90",
"Lei n . 8 . 024 / 90",
"Lei n . 8 . 024 / 90",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"Plano Verão",
"Plano Bresser",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"BANCO CENTRAL",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"Bacen",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"BANCO CENTRAL",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"Bacen",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Banco Central do Brasil",
"Banco Central do Brasil",
"Banco Central",
"Banco Central",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Banco Central do Brasil",
"Banco Central do Brasil",
"Banco Central",
"Banco Central",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Banco Central do Brasil",
"Banco Central",
"Banco Central",
"Supremo Tribunal Federal",
"Banco Central do Brasil",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Banco Central do Brasil",
"Banco Central",
"Banco Central",
"Supremo Tribunal Federal",
"Banco Central do Brasil",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"T",
".",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"T",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Banco Central",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Banco Central",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"BANCO CENTRAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO CENTRAL DO BRASIL",
"BANCO CENTRAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS",
"RICARDO DI GIAIMO CABOCLO",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS",
"RICARDO DI GIAIMO CABOCLO",
"DIAS TOFFOLI",
"Maria Aparecida de Barros Santos",
"Maria Aparecida de Barros Santos",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS",
"RICARDO DI GIAIMO CABOCLO",
"DIAS TOFFOLI",
"Maria Aparecida de Barros Santos",
"Maria Aparecida de Barros Santos",
"Marco Aurélio",
"Nelson Jobim",
"Sepúlveda Pertence",
"Marco Aurélio",
"Nelson Jobim",
"Sepúlveda Pertence",
"Nelson Jobim",
"Sepúlveda Pertence",
"Nelson Jobim",
"Sepúlveda Pertence",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Sálvio de Figueiredo",
"MARCO AURÉLIO",
"Sálvio de Figueiredo",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS",
"RICARDO DI GIAIMO CABOCLO",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARIA APARECIDA DE BARROS SANTOS",
"RICARDO DI GIAIMO CABOCLO",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"MARÇO DE 1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"março de 1990",
"abril de 1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"março de 1990",
"abril de 1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"08",
".",
"2001",
"30",
"/",
"6",
"/",
"04",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"08",
".",
"2001",
"30",
"/",
"6",
"/",
"04",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"08",
".",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"08",
".",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
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"/",
"09",
"25",
"/",
"6",
"/",
"04",
"24",
"/",
"2",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"10",
"/",
"09",
"25",
"/",
"6",
"/",
"04",
"24",
"/",
"2",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"4",
"/",
"10",
"13",
"/",
"5",
"/",
"08",
"17 de agosto de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"4",
"/",
"10",
"13",
"/",
"5",
"/",
"08",
"17 de agosto de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
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"2012",
"24",
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".",
"2",
".",
"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRODUPLAST
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição
previdenciária. Compensação. Leis 9.032/95 e 9.129/95. Violação da
cláusula de reserva de plenário. Artigo 97 da Constituição Federal.
Súmula vinculante nº 10 do STF.
1. A agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a
decisão agravada.
2. Considera-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão
advindo de órgão fracionário que, embora sem o explicitar, afaste a
incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob
critérios alegadamente extraídos da Constituição. Ofensa ao art. 97 da
Constituição Federal. Incidência da Súmula Vinculante nº 10 desta Corte.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777427.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 722.989 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 722.989 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777427.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRODUPLAST
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Produplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda. interpõe
tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento
ao agravo de instrumento (fls. 327 a 329), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
A União interpõe agravo de instrumento contra a decisão
que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade aos artigos 5º, XXXVI e 97, da Constituição
Federal.
Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementando:
‘TRIBUTÁRIO
–
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA – COMPENSAÇÃO – PRESCRIÇÃO –
TERMO A QUO – TESE DOS "CINCO MAIS CINCO" –
ART. 45 DA LEI 8.212/91INCONSTITUCIONALIDADE
DECLARADA PELA CORTE ESPECIAL (AI NO REsp
616.348/MG) – LIMITES DAS LEIS 9.032 E 9.129/95: EREsp
189.052/SP.
1. A Primeira Seção do STJ, no julgamento dos EREsp
435.835/SC, firmou o entendimento de que, na hipótese de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRODUPLAST
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Produplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda. interpõe
tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento
ao agravo de instrumento (fls. 327 a 329), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
A União interpõe agravo de instrumento contra a decisão
que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade aos artigos 5º, XXXVI e 97, da Constituição
Federal.
Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementando:
‘TRIBUTÁRIO
–
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA – COMPENSAÇÃO – PRESCRIÇÃO –
TERMO A QUO – TESE DOS "CINCO MAIS CINCO" –
ART. 45 DA LEI 8.212/91INCONSTITUCIONALIDADE
DECLARADA PELA CORTE ESPECIAL (AI NO REsp
616.348/MG) – LIMITES DAS LEIS 9.032 E 9.129/95: EREsp
189.052/SP.
1. A Primeira Seção do STJ, no julgamento dos EREsp
435.835/SC, firmou o entendimento de que, na hipótese de
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777424.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 722.989 AGR / SP
tributo sujeito a lançamento por homologação, o prazo
para a propositura da ação de repetição de indébito é de
10 (dez) anos a contar do fato gerador, se a homologação
for tácita (tese dos ‘cinco mais cinco’), e de 5 (cinco) anos a
contar da homologação, se esta for expressa.
2. A Corte Especial do STJ, por sua vez, reconheceu a
inconstitucionalidade formal do art. 45 da Lei 8.212/91 por
ofensa ao art. 146, III, ‘b’ da Carta Magna (Arguição de
Inconstitucionalidade no REsp 616.348/MG). Em
consequência, não se operou a revogação dos arts. 150, § 4º
e 174 do CTN, que fixam em cinco anos o prazo de
decadência para o lançamento de tributos.
3. Aplicação da tese dos ‘cinco mais cinco’ nas ações
de repetição de indébito e de compensação de
contribuições previdenciárias.
4. No que diz respeito às Leis 9.032/95 e 9.129/95, a
Primeira Seção, no julgamento do EREsp 189.052/SP,
concluiu que, em se tratando de créditos advindos de
recolhimento de contribuição declarada inconstitucional
pela Suprema Corte, fica afastada a limitação. E isto
porque, com a declaração de inconstitucionalidade, surge
o direito à restituição in totum ante à ineficácia plena da
lei que instituiu o tributo.
5. Recurso especial conhecido em parte e, nessa
parte, provido.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados’ (fls.
297).
Decido.
A irresignação merece prosperar.
No julgamento do Recurso Extraordinário 240.096, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 30.3.1999, a Primeira Turma
do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de
que se considera declaratório de inconstitucionalidade o
acórdão que embora sem o explicitar afasta a incidência da
norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 722.989 AGR / SP
tributo sujeito a lançamento por homologação, o prazo
para a propositura da ação de repetição de indébito é de
10 (dez) anos a contar do fato gerador, se a homologação
for tácita (tese dos ‘cinco mais cinco’), e de 5 (cinco) anos a
contar da homologação, se esta for expressa.
2. A Corte Especial do STJ, por sua vez, reconheceu a
inconstitucionalidade formal do art. 45 da Lei 8.212/91 por
ofensa ao art. 146, III, ‘b’ da Carta Magna (Arguição de
Inconstitucionalidade no REsp 616.348/MG). Em
consequência, não se operou a revogação dos arts. 150, § 4º
e 174 do CTN, que fixam em cinco anos o prazo de
decadência para o lançamento de tributos.
3. Aplicação da tese dos ‘cinco mais cinco’ nas ações
de repetição de indébito e de compensação de
contribuições previdenciárias.
4. No que diz respeito às Leis 9.032/95 e 9.129/95, a
Primeira Seção, no julgamento do EREsp 189.052/SP,
concluiu que, em se tratando de créditos advindos de
recolhimento de contribuição declarada inconstitucional
pela Suprema Corte, fica afastada a limitação. E isto
porque, com a declaração de inconstitucionalidade, surge
o direito à restituição in totum ante à ineficácia plena da
lei que instituiu o tributo.
5. Recurso especial conhecido em parte e, nessa
parte, provido.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados’ (fls.
297).
Decido.
A irresignação merece prosperar.
No julgamento do Recurso Extraordinário 240.096, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 30.3.1999, a Primeira Turma
do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de
que se considera declaratório de inconstitucionalidade o
acórdão que embora sem o explicitar afasta a incidência da
norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios
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Relatório
AI 722.989 AGR / SP
alegadamente extraídos da Constituição, e de que, se esse tipo
de julgado for produzido por órgão fracionário de tribunal,
haverá ofensa ao art. 97 da Constituição da República.
Em 18 de junho de 2008, o Supremo Tribunal Federal
editou a Súmula com efeito vinculante 10, com o seguinte teor:
‘Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo
97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora
não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei
ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência,
no todo ou em parte.’
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o julgado
recorrido que afastou os limites de compensação estabelecidos
pelas Leis 9.032/95 e 9.125/95, sem no entanto submeter ao
órgão competente.
No mesmo sentido e tratando da mesma matéria cito o RE
nº 612.038/PE-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
7/4/11.
Diante do exposto, conheço do agravo e desde já dou
provimento ao recurso extraordinário para anular o julgado
recorrido e determino a devolução dos autos ao Superior
Tribunal de Justiça, para que decida como de direito.
Publique-se.
Brasília, 23 de novembro de 2011.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“[E]sta Suprema Corte já decidiu que o afastamento das
limitações impostas pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95 não significa
declarar a inconstitucionalidade de tais normas, seja a que título
for.
Por consequência, na questão sob exame não há falar
violação à reserva de plenário e, portanto, ao enunciado da
Súmula Vinculante nº 10, como decidiu a r. Decisão agravada.“
3
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alegadamente extraídos da Constituição, e de que, se esse tipo
de julgado for produzido por órgão fracionário de tribunal,
haverá ofensa ao art. 97 da Constituição da República.
Em 18 de junho de 2008, o Supremo Tribunal Federal
editou a Súmula com efeito vinculante 10, com o seguinte teor:
‘Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo
97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora
não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei
ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência,
no todo ou em parte.’
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o julgado
recorrido que afastou os limites de compensação estabelecidos
pelas Leis 9.032/95 e 9.125/95, sem no entanto submeter ao
órgão competente.
No mesmo sentido e tratando da mesma matéria cito o RE
nº 612.038/PE-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
7/4/11.
Diante do exposto, conheço do agravo e desde já dou
provimento ao recurso extraordinário para anular o julgado
recorrido e determino a devolução dos autos ao Superior
Tribunal de Justiça, para que decida como de direito.
Publique-se.
Brasília, 23 de novembro de 2011.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“[E]sta Suprema Corte já decidiu que o afastamento das
limitações impostas pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95 não significa
declarar a inconstitucionalidade de tais normas, seja a que título
for.
Por consequência, na questão sob exame não há falar
violação à reserva de plenário e, portanto, ao enunciado da
Súmula Vinculante nº 10, como decidiu a r. Decisão agravada.“
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Relatório
AI 722.989 AGR / SP
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 722.989 AGR / SP
É o relatório.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar uma vez que a agravante
não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a decisão agravada.
Conforme assentado na decisão agravada, o Superior Tribunal de
Justiça, ao afastar as limitações impostas pelas Leis nºs 9.032/95 e 9.129/95,
decidiu a questão “sob critérios alegadamente extraídos da Constituição”,
afastando as limitações percentuais impostas pelas referidas normas, sob
o fundamento constitucional de direito adquirido do contribuinte à
restituição in totum, visto tratar-se de “créditos advindos de contribuição
declarada inconstitucional pela Suprema Corte”. O Tribunal utilizou-se, como
razões de decidir, o quanto disposto no julgado da Primeira Seção
daquela Corte Superior, consubstanciado no EREsp 189.052/SP, do qual
transcrevo trecho:
“Diante de uma situação de normalidade, ou seja, tendo
em vista exação válida perante o ordenamento jurídico, a lei
aplicável, em matéria de compensação tributária, será aquela
vigente na data do encontro de créditos e débitos, já que neste
momento é que surge efetivamente o direito à compensação,
de acordo com os cânones traçados pelo Direito Civil a tal
instituto, que devem ser respeitados, na interpretação da lei
tributária, ex vi do art. 110 do Código Tributário Nacional.
Diversa será, no entanto, a situação quando houver
declaração de inconstitucionalidade do tributo, tendo em vista
que tal declaração expunge do mundo jurídico a norma, que
será considerada inexistente ab initio. Sua nulidade contamina,
ab ovo, a exação por ela criada, que será considerada, a partir
da declaração de inconstitucionalidade, devido aos seus efeitos
erga omnes, como se nunca tivesse existido.
O vício de inconstitucionalidade é tão grave que, no
campo dos tributos, a declaração terá o efeito de tornar, de
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar uma vez que a agravante
não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a decisão agravada.
Conforme assentado na decisão agravada, o Superior Tribunal de
Justiça, ao afastar as limitações impostas pelas Leis nºs 9.032/95 e 9.129/95,
decidiu a questão “sob critérios alegadamente extraídos da Constituição”,
afastando as limitações percentuais impostas pelas referidas normas, sob
o fundamento constitucional de direito adquirido do contribuinte à
restituição in totum, visto tratar-se de “créditos advindos de contribuição
declarada inconstitucional pela Suprema Corte”. O Tribunal utilizou-se, como
razões de decidir, o quanto disposto no julgado da Primeira Seção
daquela Corte Superior, consubstanciado no EREsp 189.052/SP, do qual
transcrevo trecho:
“Diante de uma situação de normalidade, ou seja, tendo
em vista exação válida perante o ordenamento jurídico, a lei
aplicável, em matéria de compensação tributária, será aquela
vigente na data do encontro de créditos e débitos, já que neste
momento é que surge efetivamente o direito à compensação,
de acordo com os cânones traçados pelo Direito Civil a tal
instituto, que devem ser respeitados, na interpretação da lei
tributária, ex vi do art. 110 do Código Tributário Nacional.
Diversa será, no entanto, a situação quando houver
declaração de inconstitucionalidade do tributo, tendo em vista
que tal declaração expunge do mundo jurídico a norma, que
será considerada inexistente ab initio. Sua nulidade contamina,
ab ovo, a exação por ela criada, que será considerada, a partir
da declaração de inconstitucionalidade, devido aos seus efeitos
erga omnes, como se nunca tivesse existido.
O vício de inconstitucionalidade é tão grave que, no
campo dos tributos, a declaração terá o efeito de tornar, de
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 722.989 AGR / SP
imediato, indevido qualquer pagamento realizado com base em
lei inconstitucional, pois, como salientado, o tributo é eliminado
do mundo jurídico. No mundo dos fatos, no entanto, continua
existindo um pagamento realizado pelo contribuinte de boa-fé,
o qual deverá ser restituído in totum.
O direito à restituição do indébito que emana deste ato
de pagar tributo inexistente dar-se-á, na espécie, por meio de
compensação tributária, não podendo, em hipótese alguma,
ser limitado, sob pena de ofensa ao primado da supremacia da
Constituição. E isso porque, o limite à compensação, seja de
25% ou 30%, torna parte do pagamento válido, ainda que
temporalmente, concedendo, assim, eficácia parcial à lei nula
de pleno direito.”
Evidencia-se, assim, que o Superior Tribunal de Justiça, mesmo sem
o declarar expressamente, afastou, na hipótese dos autos, as limitações
percentuais à compensação previstas nas leis em comento, sob
fundamentos constitucionais.
Configurada, pois, a afronta à Súmula Vinculante 10, a qual tem o
seguinte teor:
“Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não
declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou
em parte.”
Nego provimento ao agravo regimental.
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imediato, indevido qualquer pagamento realizado com base em
lei inconstitucional, pois, como salientado, o tributo é eliminado
do mundo jurídico. No mundo dos fatos, no entanto, continua
existindo um pagamento realizado pelo contribuinte de boa-fé,
o qual deverá ser restituído in totum.
O direito à restituição do indébito que emana deste ato
de pagar tributo inexistente dar-se-á, na espécie, por meio de
compensação tributária, não podendo, em hipótese alguma,
ser limitado, sob pena de ofensa ao primado da supremacia da
Constituição. E isso porque, o limite à compensação, seja de
25% ou 30%, torna parte do pagamento válido, ainda que
temporalmente, concedendo, assim, eficácia parcial à lei nula
de pleno direito.”
Evidencia-se, assim, que o Superior Tribunal de Justiça, mesmo sem
o declarar expressamente, afastou, na hipótese dos autos, as limitações
percentuais à compensação previstas nas leis em comento, sob
fundamentos constitucionais.
Configurada, pois, a afronta à Súmula Vinculante 10, a qual tem o
seguinte teor:
“Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não
declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou
em parte.”
Nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PRODUPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747042
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PRODUPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1803889
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-09T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição previdenciária. Compensação. Leis 9.032/95 e 9.129/95. Violação da cláusula de reserva de plenário. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula vinculante nº 10 do STF.
1. A agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a decisão agravada.
2. Considera-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão advindo de órgão fracionário que, embora sem o explicitar, afaste a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios alegadamente extraídos da Constituição. Ofensa ao art. 97 da Constituição Federal. Incidência da Súmula Vinculante nº 10 desta Corte.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur205642
|
- Acórdão citado: ERESP 189052 - STJ.
Número de páginas: 9.
Análise: 28/03/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
722989
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00097 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-009032 ANO-1995\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-009129 ANO-1995\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUV-000010 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 722989 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PRODUPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRODUPLAST
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição
previdenciária. Compensação. Leis 9.032/95 e 9.129/95. Violação da
cláusula de reserva de plenário. Artigo 97 da Constituição Federal.
Súmula vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal.
1. A agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a
decisão agravada.
2. Considera-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão
advindo de órgão fracionário que, embora sem o explicitar, afaste a
incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob
critérios alegadamente extraídos da Constituição. Ofensa ao art. 97 da
Constituição Federal. Incidência da Súmula Vinculante n 10 desta Corte.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1777427.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 722.989 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 722.989 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRODUPLAST
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Produplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda. interpõe
tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento
ao agravo de instrumento (fls. 327 a 329), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
A União interpõe agravo de instrumento contra a decisão
que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade aos artigos 5..., XXXVI e 97, da Constituição
Federal.
Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementando:
‘TRIBUTÁRIO
–
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA – COMPENSAÇÃO – PRESCRIÇÃO –
TERMO A QUO – TESE DOS "CINCO MAIS CINCO" –
ART. 45 DA LEI 8.212/91INCONSTITUCIONALIDADE
DECLARADA PELA CORTE ESPECIAL (AI NO REsp
616.348/MG) – LIMITES DAS LEIS 9.032 E 9.129/95: EREsp
189.052/SP.
1. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos EREsp
435.835/SC, firmou o entendimento de que, na hipótese de
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07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRODUPLAST
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S)
:LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Produplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda. interpõe
tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento
ao agravo de instrumento (fls. 327 a 329), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
A União interpõe agravo de instrumento contra a decisão
que não admitiu recurso extraordinário assentado em
contrariedade aos artigos 5..., XXXVI e 97, da Constituição
Federal.
Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementando:
‘TRIBUTÁRIO
–
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA – COMPENSAÇÃO – PRESCRIÇÃO –
TERMO A QUO – TESE DOS "CINCO MAIS CINCO" –
ART. 45 DA LEI 8.212/91INCONSTITUCIONALIDADE
DECLARADA PELA CORTE ESPECIAL (AI NO REsp
616.348/MG) – LIMITES DAS LEIS 9.032 E 9.129/95: EREsp
189.052/SP.
1. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos EREsp
435.835/SC, firmou o entendimento de que, na hipótese de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 722.989 AGR / SP
tributo sujeito a lançamento por homologação, o prazo
para a propositura da ação de repetição de indébito é de
10 (dez) anos a contar do fato gerador, se a homologação
for tácita (tese dos ‘cinco mais cinco’), e de 5 (cinco) anos a
contar da homologação, se esta for expressa.
2. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, reconheceu a
inconstitucionalidade formal do art. 45 da Lei 8.212/91 por
ofensa ao art. 146, III, ‘b’ da Carta Magna (Arguição de
Inconstitucionalidade no REsp 616.348/MG). Em
consequência, não se operou a revogação dos arts. 150, § 4...
e 174 do CTN, que fixam em cinco anos o prazo de
decadência para o lançamento de tributos.
3. Aplicação da tese dos ‘cinco mais cinco’ nas ações
de repetição de indébito e de compensação de
contribuições previdenciárias.
4. No que diz respeito às Leis 9.032/95 e 9.129/95, a
Primeira Seção, no julgamento do EREsp 189.052/SP,
concluiu que, em se tratando de créditos advindos de
recolhimento de contribuição declarada inconstitucional
pela Suprema Corte, fica afastada a limitação. E isto
porque, com a declaração de inconstitucionalidade, surge
o direito à restituição in totum ante à ineficácia plena da
lei que instituiu o tributo.
5. Recurso especial conhecido em parte e, nessa
parte, provido.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados’ (fls.
297).
Decido.
A irresignação merece prosperar.
No julgamento do Recurso Extraordinário 240.096, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 30.3.1999, a Primeira Turma
do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de
que se considera declaratório de inconstitucionalidade o
acórdão que embora sem o explicitar afasta a incidência da
norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios
2
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AI 722.989 AGR / SP
tributo sujeito a lançamento por homologação, o prazo
para a propositura da ação de repetição de indébito é de
10 (dez) anos a contar do fato gerador, se a homologação
for tácita (tese dos ‘cinco mais cinco’), e de 5 (cinco) anos a
contar da homologação, se esta for expressa.
2. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, reconheceu a
inconstitucionalidade formal do art. 45 da Lei 8.212/91 por
ofensa ao art. 146, III, ‘b’ da Carta Magna (Arguição de
Inconstitucionalidade no REsp 616.348/MG). Em
consequência, não se operou a revogação dos arts. 150, § 4...
e 174 do CTN, que fixam em cinco anos o prazo de
decadência para o lançamento de tributos.
3. Aplicação da tese dos ‘cinco mais cinco’ nas ações
de repetição de indébito e de compensação de
contribuições previdenciárias.
4. No que diz respeito às Leis 9.032/95 e 9.129/95, a
Primeira Seção, no julgamento do EREsp 189.052/SP,
concluiu que, em se tratando de créditos advindos de
recolhimento de contribuição declarada inconstitucional
pela Suprema Corte, fica afastada a limitação. E isto
porque, com a declaração de inconstitucionalidade, surge
o direito à restituição in totum ante à ineficácia plena da
lei que instituiu o tributo.
5. Recurso especial conhecido em parte e, nessa
parte, provido.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados’ (fls.
297).
Decido.
A irresignação merece prosperar.
No julgamento do Recurso Extraordinário 240.096, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 30.3.1999, a Primeira Turma
do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de
que se considera declaratório de inconstitucionalidade o
acórdão que embora sem o explicitar afasta a incidência da
norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios
2
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Relatório
AI 722.989 AGR / SP
alegadamente extraídos da Constituição, e de que, se esse tipo
de julgado for produzido por órgão fracionário de tribunal,
haverá ofensa ao art. 97 da Constituição da República.
Em 18 de junho de 2008, o Supremo Tribunal Federal
editou a Súmula com efeito vinculante 10, com o seguinte teor:
‘Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo
97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora
não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei
ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência,
no todo ou em parte.’
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o julgado
recorrido que afastou os limites de compensação estabelecidos
pelas Leis 9.032/95 e 9.125/95, sem no entanto submeter ao
órgão competente.
No mesmo sentido e tratando da mesma matéria cito o Recurso Extraordinário
n 612.038/PE-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
7/4/11.
Diante do exposto, conheço do agravo e desde já dou
provimento ao recurso extraordinário para anular o julgado
recorrido e determino a devolução dos autos ao Superior
Tribunal de Justiça, para que decida como de direito.
Publique-se.
Brasília, 23 de novembro de 2011.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“[E]sta Suprema Corte já decidiu que o afastamento das
limitações impostas pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95 não significa
declarar a inconstitucionalidade de tais normas, seja a que título
for.
Por consequência, na questão sob exame não há falar
violação à reserva de plenário e, portanto, ao enunciado da
Súmula Vinculante n 10, como decidiu a r. Decisão agravada.“
3
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alegadamente extraídos da Constituição, e de que, se esse tipo
de julgado for produzido por órgão fracionário de tribunal,
haverá ofensa ao art. 97 da Constituição da República.
Em 18 de junho de 2008, o Supremo Tribunal Federal
editou a Súmula com efeito vinculante 10, com o seguinte teor:
‘Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo
97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora
não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei
ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência,
no todo ou em parte.’
Dessa orientação jurisprudencial divergiu o julgado
recorrido que afastou os limites de compensação estabelecidos
pelas Leis 9.032/95 e 9.125/95, sem no entanto submeter ao
órgão competente.
No mesmo sentido e tratando da mesma matéria cito o Recurso Extraordinário
n 612.038/PE-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
7/4/11.
Diante do exposto, conheço do agravo e desde já dou
provimento ao recurso extraordinário para anular o julgado
recorrido e determino a devolução dos autos ao Superior
Tribunal de Justiça, para que decida como de direito.
Publique-se.
Brasília, 23 de novembro de 2011.”
Sustenta a agravante, in verbis, que:
“[E]sta Suprema Corte já decidiu que o afastamento das
limitações impostas pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95 não significa
declarar a inconstitucionalidade de tais normas, seja a que título
for.
Por consequência, na questão sob exame não há falar
violação à reserva de plenário e, portanto, ao enunciado da
Súmula Vinculante n 10, como decidiu a r. Decisão agravada.“
3
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Relatório
AI 722.989 AGR / SP
É o relatório.
4
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AI 722.989 AGR / SP
É o relatório.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar uma vez que a agravante
não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a decisão agravada.
Conforme assentado na decisão agravada, o Superior Tribunal de
Justiça, ao afastar as limitações impostas pelas Leis ns 9.032/95 e 9.129/95,
decidiu a questão “sob critérios alegadamente extraídos da Constituição”,
afastando as limitações percentuais impostas pelas referidas normas, sob
o fundamento constitucional de direito adquirido do contribuinte à
restituição in totum, visto tratar-se de “créditos advindos de contribuição
declarada inconstitucional pela Suprema Corte”. O Tribunal utilizou-se, como
razões de decidir, o quanto disposto no julgado da Primeira Seção
daquela Corte Superior, consubstanciado no EREsp 189.052/SP, do qual
transcrevo trecho:
“Diante de uma situação de normalidade, ou seja, tendo
em vista exação válida perante o ordenamento jurídico, a lei
aplicável, em matéria de compensação tributária, será aquela
vigente na data do encontro de créditos e débitos, já que neste
momento é que surge efetivamente o direito à compensação,
de acordo com os cânones traçados pelo Direito Civil a tal
instituto, que devem ser respeitados, na interpretação da lei
tributária, ex vi do art. 110 do Código Tributário Nacional.
Diversa será, no entanto, a situação quando houver
declaração de inconstitucionalidade do tributo, tendo em vista
que tal declaração expunge do mundo jurídico a norma, que
será considerada inexistente ab initio. Sua nulidade contamina,
ab ovo, a exação por ela criada, que será considerada, a partir
da declaração de inconstitucionalidade, devido aos seus efeitos
erga omnes, como se nunca tivesse existido.
O vício de inconstitucionalidade é tão grave que, no
campo dos tributos, a declaração terá o efeito de tornar, de
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar uma vez que a agravante
não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a decisão agravada.
Conforme assentado na decisão agravada, o Superior Tribunal de
Justiça, ao afastar as limitações impostas pelas Leis ns 9.032/95 e 9.129/95,
decidiu a questão “sob critérios alegadamente extraídos da Constituição”,
afastando as limitações percentuais impostas pelas referidas normas, sob
o fundamento constitucional de direito adquirido do contribuinte à
restituição in totum, visto tratar-se de “créditos advindos de contribuição
declarada inconstitucional pela Suprema Corte”. O Tribunal utilizou-se, como
razões de decidir, o quanto disposto no julgado da Primeira Seção
daquela Corte Superior, consubstanciado no EREsp 189.052/SP, do qual
transcrevo trecho:
“Diante de uma situação de normalidade, ou seja, tendo
em vista exação válida perante o ordenamento jurídico, a lei
aplicável, em matéria de compensação tributária, será aquela
vigente na data do encontro de créditos e débitos, já que neste
momento é que surge efetivamente o direito à compensação,
de acordo com os cânones traçados pelo Direito Civil a tal
instituto, que devem ser respeitados, na interpretação da lei
tributária, ex vi do art. 110 do Código Tributário Nacional.
Diversa será, no entanto, a situação quando houver
declaração de inconstitucionalidade do tributo, tendo em vista
que tal declaração expunge do mundo jurídico a norma, que
será considerada inexistente ab initio. Sua nulidade contamina,
ab ovo, a exação por ela criada, que será considerada, a partir
da declaração de inconstitucionalidade, devido aos seus efeitos
erga omnes, como se nunca tivesse existido.
O vício de inconstitucionalidade é tão grave que, no
campo dos tributos, a declaração terá o efeito de tornar, de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 722.989 AGR / SP
imediato, indevido qualquer pagamento realizado com base em
lei inconstitucional, pois, como salientado, o tributo é eliminado
do mundo jurídico. No mundo dos fatos, no entanto, continua
existindo um pagamento realizado pelo contribuinte de boa-fé,
o qual deverá ser restituído in totum.
O direito à restituição do indébito que emana deste ato
de pagar tributo inexistente dar-se-á, na espécie, por meio de
compensação tributária, não podendo, em hipótese alguma,
ser limitado, sob pena de ofensa ao primado da supremacia da
Constituição. E isso porque, o limite à compensação, seja de
25% ou 30%, torna parte do pagamento válido, ainda que
temporalmente, concedendo, assim, eficácia parcial à lei nula
de pleno direito.”
Evidencia-se, assim, que o Superior Tribunal de Justiça, mesmo sem
o declarar expressamente, afastou, na hipótese dos autos, as limitações
percentuais à compensação previstas nas leis em comento, sob
fundamentos constitucionais.
Configurada, pois, a afronta à Súmula Vinculante 10, a qual tem o
seguinte teor:
“Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não
declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou
em parte.”
Nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 722.989 AGR / SP
imediato, indevido qualquer pagamento realizado com base em
lei inconstitucional, pois, como salientado, o tributo é eliminado
do mundo jurídico. No mundo dos fatos, no entanto, continua
existindo um pagamento realizado pelo contribuinte de boa-fé,
o qual deverá ser restituído in totum.
O direito à restituição do indébito que emana deste ato
de pagar tributo inexistente dar-se-á, na espécie, por meio de
compensação tributária, não podendo, em hipótese alguma,
ser limitado, sob pena de ofensa ao primado da supremacia da
Constituição. E isso porque, o limite à compensação, seja de
25% ou 30%, torna parte do pagamento válido, ainda que
temporalmente, concedendo, assim, eficácia parcial à lei nula
de pleno direito.”
Evidencia-se, assim, que o Superior Tribunal de Justiça, mesmo sem
o declarar expressamente, afastou, na hipótese dos autos, as limitações
percentuais à compensação previstas nas leis em comento, sob
fundamentos constitucionais.
Configurada, pois, a afronta à Súmula Vinculante 10, a qual tem o
seguinte teor:
“Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não
declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou
em parte.”
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PRODUPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747042
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 722.989
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PRODUPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA
ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE DA SILVA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747042
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 722 . 989",
"Súmula vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante n 10",
"AI 722 . 989 AGR",
"AI 722 . 989 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 722 . 989",
"EREsp 189 . 052 / SP",
"EREsp 435 . 835 / SC",
"EREsp 189 . 052 / SP",
"EREsp 435 . 835 / SC",
"AI 722 . 989 AGR",
"EREsp 189 . 052 / SP",
"Recurso Extraordinário 240 . 096",
"AI 722 . 989 AGR",
"Arguição",
"EREsp 189 . 052 / SP",
"Recurso Extraordinário 240 . 096",
"AI 722 . 989 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário n 612 . 038 / PE - AgR",
"AI 722 . 989 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário n 612 . 038 / PE - AgR",
"Súmula Vinculante n 10",
"AI 722 . 989 AGR",
"AI 722 . 989 AGR",
"EREsp 189 . 052 / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 722 . 989",
"EREsp 189 . 052 / SP",
"AI 722 . 989 AGR / SP",
"Súmula Vinculante 10",
"AI 722 . 989 AGR",
"Súmula Vinculante 10",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 722 . 989",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 722 . 989"
],
"LEGISLACAO": [
"Leis 9 . 032 / 95",
"9",
".",
"129",
"/",
"95",
"Artigo 97 da Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 97 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , XXXVI e 97 , da Constituição Federal",
"ART . 45 DA LEI 8 . 212 / 91INCONSTITUCIONALIDADE",
"LEIS 9 . 032",
"9",
".",
"129",
"/",
"95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , XXXVI e 97 , da Constituição Federal",
"ART . 45 DA LEI 8 . 212 / 91INCONSTITUCIONALIDADE",
"LEIS 9 . 032",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 45 da Lei 8 . 212 / 91",
"art . 146 , III , ‘ b ’ da Carta Magna",
"arts . 150 , § 4 . . . e 174 do CTN",
"Leis 9 . 032 / 95",
"9",
".",
"129",
"/",
"95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 45 da Lei 8 . 212 / 91",
"art . 146 , III , ‘ b ’ da Carta Magna",
"arts . 150 , § 4 . . . e 174 do CTN",
"Leis 9 . 032 / 95",
"9",
".",
"129",
"/",
"95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 97 da Constituição da República",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 97",
"Leis 9 . 032 / 95",
"9",
".",
"125",
"/",
"95",
"Leis 9 . 032 / 95",
"9",
".",
"129",
"/",
"95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 97 da Constituição da República",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 97",
"Leis 9 . 032 / 95",
"9",
".",
"125",
"/",
"95",
"Leis 9 . 032 / 95",
"9",
".",
"129",
"/",
"95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis ns 9 . 032 / 95",
"9",
".",
"129",
"/",
"95",
"Constituição ”",
"art . 110 do Código Tributário Nacional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis ns 9",
"9",
".",
"129",
"/",
"95",
"Constituição ”",
"art . 110 do Código Tributário Nacional",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"PRODUPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PRODUPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Produplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda .",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TURMA",
"PRODUPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Produplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda .",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Seção",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Seção",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte ”",
"Primeira Seção",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte ”",
"Primeira Seção daquela",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PRODUPLAST",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PRODUPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ HENRIQUE DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ HENRIQUE DA SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ HENRIQUE DA SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ HENRIQUE DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ HENRIQUE DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"3",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"3",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18 de junho de 2008",
"7",
"/",
"4",
"/",
"23 de novembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18 de junho de 2008",
"7",
"/",
"4",
"/",
"11",
"23 de novembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792270.
Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
RE 628.811 AGR / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792270.
Supremo Tribunal Federal
RE 628.811 AGR / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792270.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 328 e 329,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792271.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 328 e 329,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792271.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
RE 628.811 AGR / RJ
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
Os agravantes, na minuta de folha 335 a 342, insistem na
configuração de ofensa aos artigos 5º, incisos XXXV, LIV e LV, 37, § 6º, 40,
§ 10, e 93, inciso IX, do Diploma Maior. Aduzem não demandar a espécie
a análise de normas infraconstitucionais. Discorrem sobre o tema de
fundo defendendo a possibilidade de proceder-se à contagem fictícia do
tempo de contribuição correspondente a período anterior à Emenda
Constitucional nº 20/98.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 349).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792271.
Supremo Tribunal Federal
RE 628.811 AGR / RJ
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
Os agravantes, na minuta de folha 335 a 342, insistem na
configuração de ofensa aos artigos 5º, incisos XXXV, LIV e LV, 37, § 6º, 40,
§ 10, e 93, inciso IX, do Diploma Maior. Aduzem não demandar a espécie
a análise de normas infraconstitucionais. Discorrem sobre o tema de
fundo defendendo a possibilidade de proceder-se à contagem fictícia do
tempo de contribuição correspondente a período anterior à Emenda
Constitucional nº 20/98.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 349).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792271.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída
(folhas 20, 22, 324 e 343), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 2ª Região consignou, em síntese (folhas 230 e 231):
ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO –
AUDITORES FISCAIS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL –
RETARDAMENTO DA POSSE – NOMEAÇÃO COM EFEITOS
RETROATIVOS – DESCABIMENTO – INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS – IMPOSSIBILIDADE – PRESCRIÇÃO
DO FUNDO DE DIREITO – DECRETO Nº 20.910/32.
1- Conforme entendimento sedimentado, na doutrina e na
jurisprudência, regulam-se os prazos prescricionais pelo
princípio da actio nata, que fixa o termo a quo destes no
momento da violação do direito à pretensão pretendida.
2- Na presente hipótese, a prescrição qüinqüenal merece
ser acolhida, especialmente no que tange ao pedido de
indenização por danos materiais. E isto porque o fato que
originou a pretensão reparatória dos autores ocorreu no
momento do trânsito em julgado da sentença que determinou
suas nomeações em seus cargos, em 23 de outubro de 1995.
Mesmo que considerássemos o fato gerador do direito subjetivo
dos autores o momento de suas posses nos respectivos cargos
públicos, ou seja, em abril de 1997, sendo este tomado como o
termo inicial do prazo prescricional qüinqüenal, à luz do
princípio da actio nata positivado no art.1º do Decreto
20.910/32, ainda assim restaria fulminada sua pretensão
indenizatória.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792272.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída
(folhas 20, 22, 324 e 343), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 2ª Região consignou, em síntese (folhas 230 e 231):
ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO –
AUDITORES FISCAIS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL –
RETARDAMENTO DA POSSE – NOMEAÇÃO COM EFEITOS
RETROATIVOS – DESCABIMENTO – INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS – IMPOSSIBILIDADE – PRESCRIÇÃO
DO FUNDO DE DIREITO – DECRETO Nº 20.910/32.
1- Conforme entendimento sedimentado, na doutrina e na
jurisprudência, regulam-se os prazos prescricionais pelo
princípio da actio nata, que fixa o termo a quo destes no
momento da violação do direito à pretensão pretendida.
2- Na presente hipótese, a prescrição qüinqüenal merece
ser acolhida, especialmente no que tange ao pedido de
indenização por danos materiais. E isto porque o fato que
originou a pretensão reparatória dos autores ocorreu no
momento do trânsito em julgado da sentença que determinou
suas nomeações em seus cargos, em 23 de outubro de 1995.
Mesmo que considerássemos o fato gerador do direito subjetivo
dos autores o momento de suas posses nos respectivos cargos
públicos, ou seja, em abril de 1997, sendo este tomado como o
termo inicial do prazo prescricional qüinqüenal, à luz do
princípio da actio nata positivado no art.1º do Decreto
20.910/32, ainda assim restaria fulminada sua pretensão
indenizatória.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 628.811 AGR / RJ
3- Deve-se acolher, pois, a prescrição do fundo de direito,
a teor do artigo 1º, do Decreto 20.910/32, uma vez que se trata
de prescrição contra a Fazenda Pública e o prazo prescricional é
de cinco anos, cujo termo a quo é o do momento em que surge o
direito violado.
4- No que se refere à questão de fundo, melhor sorte não
socorre os autores. Verifica-se que os autores objetivam seja o
réu condenado a emitir declaração referente a tempo de serviço
prestado pelo instituidor da pensão, para todos os fins de
direito", no período compreendido entre abril de 1990 e abril de
1997, bem como a condenação da autarquia previdenciária a
efetuar a retificação do tempo de serviço para fins de adicional
e aposentadoria. Entretanto, os autores somente tomaram posse
após o período em epígrafe, ou seja, em abril de 1997, o que
deságua numa contagem de tempo fictícia, como se
efetivamente tivessem entrado em exercício àquela época. A
contagem fictícia de tempo de serviço para qualquer finalidade,
é vedada pelo parágrafo 10, do art.40, da Constituição Federal.
5- Os autores não estiveram no exercício de seus cargos no
período compreendido entre 30/10/1992 (data em que seus
colegas de concurso ingressaram nos quadros da autarquia
previdenciária) e 28/4/1997 (data em que os autores foram
nomeados), não podendo ser computado o aludido período
para fins de aposentadoria. No que se refere ao pedido de novo
cálculo do adicional de tempo de serviço, a solução é a mesma,
eis que, o ATS também se encontra vinculado ao efetivo
exercício do cargo.
6- Precedente desta Egrégia 8ª Turma.
7- Apelação desprovida.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida às
normas de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 628.811 AGR / RJ
3- Deve-se acolher, pois, a prescrição do fundo de direito,
a teor do artigo 1º, do Decreto 20.910/32, uma vez que se trata
de prescrição contra a Fazenda Pública e o prazo prescricional é
de cinco anos, cujo termo a quo é o do momento em que surge o
direito violado.
4- No que se refere à questão de fundo, melhor sorte não
socorre os autores. Verifica-se que os autores objetivam seja o
réu condenado a emitir declaração referente a tempo de serviço
prestado pelo instituidor da pensão, para todos os fins de
direito", no período compreendido entre abril de 1990 e abril de
1997, bem como a condenação da autarquia previdenciária a
efetuar a retificação do tempo de serviço para fins de adicional
e aposentadoria. Entretanto, os autores somente tomaram posse
após o período em epígrafe, ou seja, em abril de 1997, o que
deságua numa contagem de tempo fictícia, como se
efetivamente tivessem entrado em exercício àquela época. A
contagem fictícia de tempo de serviço para qualquer finalidade,
é vedada pelo parágrafo 10, do art.40, da Constituição Federal.
5- Os autores não estiveram no exercício de seus cargos no
período compreendido entre 30/10/1992 (data em que seus
colegas de concurso ingressaram nos quadros da autarquia
previdenciária) e 28/4/1997 (data em que os autores foram
nomeados), não podendo ser computado o aludido período
para fins de aposentadoria. No que se refere ao pedido de novo
cálculo do adicional de tempo de serviço, a solução é a mesma,
eis que, o ATS também se encontra vinculado ao efetivo
exercício do cargo.
6- Precedente desta Egrégia 8ª Turma.
7- Apelação desprovida.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida às
normas de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 628.811 AGR / RJ
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho aos agravantes,
nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de
5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a ver erter em benefício
do agravado.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 628.811 AGR / RJ
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho aos agravantes,
nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de
5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a ver erter em benefício
do agravado.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1813219
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-13T00:00:00
|
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur205782
|
Número de páginas: 8.
Análise: 30/03/2012, MJC.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
628811
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED DEC-020910 ANO-1932\r\n DECRETO"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 628811 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 628.811 AGR / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 628.811 AGR / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 328 e 329,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 328 e 329,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 628.811 AGR / RJ
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
Os agravantes, na minuta de folha 335 a 342, insistem na
configuração de ofensa aos artigos 5..., incisos XXXV, LIV e LV, 37, § 6..., 40,
§ 10, e 93, inciso IX, do Diploma Maior. Aduzem não demandar a espécie
a análise de normas infraconstitucionais. Discorrem sobre o tema de
fundo defendendo a possibilidade de proceder-se à contagem fictícia do
tempo de contribuição correspondente a período anterior à Emenda
Constitucional n 20/98.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 349).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 628.811 AGR / RJ
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
Os agravantes, na minuta de folha 335 a 342, insistem na
configuração de ofensa aos artigos 5..., incisos XXXV, LIV e LV, 37, § 6..., 40,
§ 10, e 93, inciso IX, do Diploma Maior. Aduzem não demandar a espécie
a análise de normas infraconstitucionais. Discorrem sobre o tema de
fundo defendendo a possibilidade de proceder-se à contagem fictícia do
tempo de contribuição correspondente a período anterior à Emenda
Constitucional n 20/98.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 349).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída
(folhas 20, 22, 324 e 343), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 2... Região consignou, em síntese (folhas 230 e 231):
ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO –
AUDITORES FISCAIS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL –
RETARDAMENTO DA POSSE – NOMEAÇÃO COM EFEITOS
RETROATIVOS – DESCABIMENTO – INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS – IMPOSSIBILIDADE – PRESCRIÇÃO
DO FUNDO DE DIREITO – DECRETO n 20.910/32.
1- Conforme entendimento sedimentado, na doutrina e na
jurisprudência, regulam-se os prazos prescricionais pelo
princípio da actio nata, que fixa o termo a quo destes no
momento da violação do direito à pretensão pretendida.
2- Na presente hipótese, a prescrição qüinqüenal merece
ser acolhida, especialmente no que tange ao pedido de
indenização por danos materiais. E isto porque o fato que
originou a pretensão reparatória dos autores ocorreu no
momento do trânsito em julgado da sentença que determinou
suas nomeações em seus cargos, em 23 de outubro de 1995.
Mesmo que considerássemos o fato gerador do direito subjetivo
dos autores o momento de suas posses nos respectivos cargos
públicos, ou seja, em abril de 1997, sendo este tomado como o
termo inicial do prazo prescricional qüinqüenal, à luz do
princípio da actio nata positivado no art.1... do Decreto
20.910/32, ainda assim restaria fulminada sua pretensão
indenizatória.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792272.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída
(folhas 20, 22, 324 e 343), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 2... Região consignou, em síntese (folhas 230 e 231):
ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO –
AUDITORES FISCAIS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL –
RETARDAMENTO DA POSSE – NOMEAÇÃO COM EFEITOS
RETROATIVOS – DESCABIMENTO – INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS – IMPOSSIBILIDADE – PRESCRIÇÃO
DO FUNDO DE DIREITO – DECRETO n 20.910/32.
1- Conforme entendimento sedimentado, na doutrina e na
jurisprudência, regulam-se os prazos prescricionais pelo
princípio da actio nata, que fixa o termo a quo destes no
momento da violação do direito à pretensão pretendida.
2- Na presente hipótese, a prescrição qüinqüenal merece
ser acolhida, especialmente no que tange ao pedido de
indenização por danos materiais. E isto porque o fato que
originou a pretensão reparatória dos autores ocorreu no
momento do trânsito em julgado da sentença que determinou
suas nomeações em seus cargos, em 23 de outubro de 1995.
Mesmo que considerássemos o fato gerador do direito subjetivo
dos autores o momento de suas posses nos respectivos cargos
públicos, ou seja, em abril de 1997, sendo este tomado como o
termo inicial do prazo prescricional qüinqüenal, à luz do
princípio da actio nata positivado no art.1... do Decreto
20.910/32, ainda assim restaria fulminada sua pretensão
indenizatória.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792272.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 628.811 AGR / RJ
3- Deve-se acolher, pois, a prescrição do fundo de direito,
a teor do artigo 1..., do Decreto 20.910/32, uma vez que se trata
de prescrição contra a Fazenda Pública e o prazo prescricional é
de cinco anos, cujo termo a quo é o do momento em que surge o
direito violado.
4- No que se refere à questão de fundo, melhor sorte não
socorre os autores. Verifica-se que os autores objetivam seja o
réu condenado a emitir declaração referente a tempo de serviço
prestado pelo instituidor da pensão, para todos os fins de
direito", no período compreendido entre abril de 1990 e abril de
1997, bem como a condenação da autarquia previdenciária a
efetuar a retificação do tempo de serviço para fins de adicional
e aposentadoria. Entretanto, os autores somente tomaram posse
após o período em epígrafe, ou seja, em abril de 1997, o que
deságua numa contagem de tempo fictícia, como se
efetivamente tivessem entrado em exercício àquela época. A
contagem fictícia de tempo de serviço para qualquer finalidade,
é vedada pelo parágrafo 10, do art.40, da Constituição Federal.
5- Os autores não estiveram no exercício de seus cargos no
período compreendido entre 30/10/1992 (data em que seus
colegas de concurso ingressaram nos quadros da autarquia
previdenciária) e 28/4/1997 (data em que os autores foram
nomeados), não podendo ser computado o aludido período
para fins de aposentadoria. No que se refere ao pedido de novo
cálculo do adicional de tempo de serviço, a solução é a mesma,
eis que, o ATS também se encontra vinculado ao efetivo
exercício do cargo.
6- Precedente desta Egrégia 8... Turma.
7- Apelação desprovida.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida às
normas de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792272.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 628.811 AGR / RJ
3- Deve-se acolher, pois, a prescrição do fundo de direito,
a teor do artigo 1..., do Decreto 20.910/32, uma vez que se trata
de prescrição contra a Fazenda Pública e o prazo prescricional é
de cinco anos, cujo termo a quo é o do momento em que surge o
direito violado.
4- No que se refere à questão de fundo, melhor sorte não
socorre os autores. Verifica-se que os autores objetivam seja o
réu condenado a emitir declaração referente a tempo de serviço
prestado pelo instituidor da pensão, para todos os fins de
direito", no período compreendido entre abril de 1990 e abril de
1997, bem como a condenação da autarquia previdenciária a
efetuar a retificação do tempo de serviço para fins de adicional
e aposentadoria. Entretanto, os autores somente tomaram posse
após o período em epígrafe, ou seja, em abril de 1997, o que
deságua numa contagem de tempo fictícia, como se
efetivamente tivessem entrado em exercício àquela época. A
contagem fictícia de tempo de serviço para qualquer finalidade,
é vedada pelo parágrafo 10, do art.40, da Constituição Federal.
5- Os autores não estiveram no exercício de seus cargos no
período compreendido entre 30/10/1992 (data em que seus
colegas de concurso ingressaram nos quadros da autarquia
previdenciária) e 28/4/1997 (data em que os autores foram
nomeados), não podendo ser computado o aludido período
para fins de aposentadoria. No que se refere ao pedido de novo
cálculo do adicional de tempo de serviço, a solução é a mesma,
eis que, o ATS também se encontra vinculado ao efetivo
exercício do cargo.
6- Precedente desta Egrégia 8... Turma.
7- Apelação desprovida.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida às
normas de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 628.811 AGR / RJ
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho aos agravantes,
nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de
5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a ver erter em benefício
do agravado.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 628.811 AGR / RJ
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho aos agravantes,
nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de
5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a ver erter em benefício
do agravado.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1746960
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.811
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ALZIRO ZURITA LEÃO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628 . 811",
"Recurso Extraordinário 628 . 811 AGR",
"Recurso Extraordinário 628 . 811 AGR",
"Recurso Extraordinário 628 . 811 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 628 . 811 AGR / RJ",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628 . 811",
"Recurso Extraordinário 628 . 811 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 628 . 811 AGR",
"Recurso Extraordinário 628 . 811",
"Recurso Extraordinário 628 . 811 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628 . 811"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos",
"Emenda Constitucional n 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos",
"Emenda Constitucional n 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO n 20 . 910 / 32",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO n 20 . 910 /",
"art . 1 . . . do Decreto 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 1 . . . , do",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"parágrafo 10 , do art . 40 , da Constituição Federal",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 1 . . . , do Decreto 20 . 910 / 32",
"parágrafo 10 , do art . 40 , da Constituição Federal",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
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"Brasil",
"Fazenda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
"Infra",
"-",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ALZIRO ZURITA LEÃO",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ALZIRO ZURITA LEÃO",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ALZIRO ZURITA LEÃO",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ALZIRO ZURITA LEÃO",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ALZIRO ZURITA LEÃO",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"23 de outubro de 1995",
"abril de 1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"23 de outubro de 1995",
"abril de 1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"abril de 1990",
"abril de 1997",
"abril de 1997",
"30",
"/",
"10",
"/",
"1992",
"28",
"/",
"4",
"/",
"1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"abril de 1990",
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"abril de 1997",
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"1992",
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"08",
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"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"7",
".",
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".",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MIX
MICRO
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PRODUTOS QUÍMICOS LTDA
ADV.(A/S)
:RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1804099.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 795.050 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1804099.
Supremo Tribunal Federal
AI 795.050 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MIX
MICRO
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PRODUTOS QUÍMICOS LTDA
ADV.(A/S)
:RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 1043 e 1044,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1804100.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MIX
MICRO
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PRODUTOS QUÍMICOS LTDA
ADV.(A/S)
:RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 1043 e 1044,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
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Relatório
AI 795.050 AGR / SP
com a ordem jurídica.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 1048 a 1058, insiste no
processamento do extraordinário. Assevera estar configurada a ofensa
aos artigos 5º, incisos XXXV e LV, 93, inciso IX, e 105, inciso III, do
Diploma Maior. Discorre sobre o tema de fundo e alega não ter sido
analisado o pedido subsidiário de reconhecimento de renúncia à
prescrição.
A União apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato
impugnado (folha 1065 a 1068).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 795.050 AGR / SP
com a ordem jurídica.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 1048 a 1058, insiste no
processamento do extraordinário. Assevera estar configurada a ofensa
aos artigos 5º, incisos XXXV e LV, 93, inciso IX, e 105, inciso III, do
Diploma Maior. Discorre sobre o tema de fundo e alega não ter sido
analisado o pedido subsidiário de reconhecimento de renúncia à
prescrição.
A União apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato
impugnado (folha 1065 a 1068).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída
(folhas 47, 548 e 707), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de
Justiça assentou (folha 963):
[...]
Nesse particular, observo que o Tribunal de origem assim
se manifestou (f. 703):
A referência da autora à edição da MP 1.238/95,
igualmente, não procede. A uma, porque a prescrição,
uma vez consumada, já havia posto por terra eventuais
direitos contidos nos títulos, não havendo meios de se
compelir o credor à satisfação de obrigação prescrita
(obrigação natural). A duas, porque a norma veio a ser
oportunamente retificada, abolindo-se do ordenamento
jurídico o excerto a que alude a apelante. Dada a
retificação, a validade e eficácia do preceito jamais
existiriam efetivamente, o que se confirma à constatação
de que o dispositivo não foi convertido em lei e
tampouco repetido em edições posteriores da mesma
medida provisória. É dizer: da forma como lançado, o
disposto pela MP 1238/95 foi um nada jurídico. (grifos
nossos)
Como se vê, o acórdão recorrido afastou a tese da
renúncia à prescrição, invocada pela embargante com base no
art. 161 do Código Civil, por entender que o disposto na MP
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída
(folhas 47, 548 e 707), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de
Justiça assentou (folha 963):
[...]
Nesse particular, observo que o Tribunal de origem assim
se manifestou (f. 703):
A referência da autora à edição da MP 1.238/95,
igualmente, não procede. A uma, porque a prescrição,
uma vez consumada, já havia posto por terra eventuais
direitos contidos nos títulos, não havendo meios de se
compelir o credor à satisfação de obrigação prescrita
(obrigação natural). A duas, porque a norma veio a ser
oportunamente retificada, abolindo-se do ordenamento
jurídico o excerto a que alude a apelante. Dada a
retificação, a validade e eficácia do preceito jamais
existiriam efetivamente, o que se confirma à constatação
de que o dispositivo não foi convertido em lei e
tampouco repetido em edições posteriores da mesma
medida provisória. É dizer: da forma como lançado, o
disposto pela MP 1238/95 foi um nada jurídico. (grifos
nossos)
Como se vê, o acórdão recorrido afastou a tese da
renúncia à prescrição, invocada pela embargante com base no
art. 161 do Código Civil, por entender que o disposto na MP
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 795.050 AGR / SP
1238/95 era juridicamente inexistente.
[...]
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida às
normas de regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 795.050 AGR / SP
1238/95 era juridicamente inexistente.
[...]
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida às
normas de regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
agravada.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MIX MICRO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS
LTDA
ADV.(A/S) : RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MIX MICRO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS
LTDA
ADV.(A/S) : RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1819276
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur206024
|
Número de páginas: 7.
Análise: 30/03/2012, MJC.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
795050
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\r\n ART-00161 \r\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED MPR-001238 ANO-1995\r\n MEDIDA PROVISÓRIA"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 795050 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FARMA VI INDUSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS LTDA.
ADV.(A/S) : RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MIX
MICRO
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PRODUTOS QUÍMICOS LTDA
ADV.(A/S)
:RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 795.050 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 795.050 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MIX
MICRO
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PRODUTOS QUÍMICOS LTDA
ADV.(A/S)
:RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 1043 e 1044,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MIX
MICRO
INDÚSTRIA
E
COMÉRCIO
DE
PRODUTOS QUÍMICOS LTDA
ADV.(A/S)
:RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 1043 e 1044,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 795.050 AGR / SP
com a ordem jurídica.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 1048 a 1058, insiste no
processamento do extraordinário. Assevera estar configurada a ofensa
aos artigos 5..., incisos XXXV e LV, 93, inciso IX, e 105, inciso III, do
Diploma Maior. Discorre sobre o tema de fundo e alega não ter sido
analisado o pedido subsidiário de reconhecimento de renúncia à
prescrição.
A União apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato
impugnado (folha 1065 a 1068).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 795.050 AGR / SP
com a ordem jurídica.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 1048 a 1058, insiste no
processamento do extraordinário. Assevera estar configurada a ofensa
aos artigos 5..., incisos XXXV e LV, 93, inciso IX, e 105, inciso III, do
Diploma Maior. Discorre sobre o tema de fundo e alega não ter sido
analisado o pedido subsidiário de reconhecimento de renúncia à
prescrição.
A União apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato
impugnado (folha 1065 a 1068).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída
(folhas 47, 548 e 707), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de
Justiça assentou (folha 963):
[...]
Nesse particular, observo que o Tribunal de origem assim
se manifestou (f. 703):
A referência da autora à edição da Medida Provisória 1.238/95,
igualmente, não procede. A uma, porque a prescrição,
uma vez consumada, já havia posto por terra eventuais
direitos contidos nos títulos, não havendo meios de se
compelir o credor à satisfação de obrigação prescrita
(obrigação natural). A duas, porque a norma veio a ser
oportunamente retificada, abolindo-se do ordenamento
jurídico o excerto a que alude a apelante. Dada a
retificação, a validade e eficácia do preceito jamais
existiriam efetivamente, o que se confirma à constatação
de que o dispositivo não foi convertido em lei e
tampouco repetido em edições posteriores da mesma
medida provisória. É dizer: da forma como lançado, o
disposto pela Medida Provisória 1238/95 foi um nada jurídico. (grifos
nossos)
Como se vê, o acórdão recorrido afastou a tese da
renúncia à prescrição, invocada pela embargante com base no
art. 161 do Código Civil, por entender que o disposto na Medida Provisória
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída
(folhas 47, 548 e 707), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de
Justiça assentou (folha 963):
[...]
Nesse particular, observo que o Tribunal de origem assim
se manifestou (f. 703):
A referência da autora à edição da Medida Provisória 1.238/95,
igualmente, não procede. A uma, porque a prescrição,
uma vez consumada, já havia posto por terra eventuais
direitos contidos nos títulos, não havendo meios de se
compelir o credor à satisfação de obrigação prescrita
(obrigação natural). A duas, porque a norma veio a ser
oportunamente retificada, abolindo-se do ordenamento
jurídico o excerto a que alude a apelante. Dada a
retificação, a validade e eficácia do preceito jamais
existiriam efetivamente, o que se confirma à constatação
de que o dispositivo não foi convertido em lei e
tampouco repetido em edições posteriores da mesma
medida provisória. É dizer: da forma como lançado, o
disposto pela Medida Provisória 1238/95 foi um nada jurídico. (grifos
nossos)
Como se vê, o acórdão recorrido afastou a tese da
renúncia à prescrição, invocada pela embargante com base no
art. 161 do Código Civil, por entender que o disposto na Medida Provisória
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 795.050 AGR / SP
1238/95 era juridicamente inexistente.
[...]
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida às
normas de regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 795.050 AGR / SP
1238/95 era juridicamente inexistente.
[...]
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida às
normas de regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
agravada.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MIX MICRO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS
LTDA
ADV.(A/S) : RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.050
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MIX MICRO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS
LTDA
ADV.(A/S) : RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 795 . 050",
"AI 795 . 050 AGR",
"AI 795 . 050 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 795 . 050",
"AI 795 . 050",
"AI 795 . 050 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 795 . 050",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 795 . 050",
"AI 795 . 050 AGR / SP 1238 / 95",
"AI 795 . 050 AGR / SP 1238 / 95",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 795 . 050"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXXV e LV , 93 , inciso IX , e 105 , inciso III , do Diploma Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 1 . 238 / 95",
"Medida Provisória 1238 / 95",
"art . 161 do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 1 . 238 / 95",
"Medida Provisória 1238 / 95",
"art . 161 do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MIX MICRO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS LTDA",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MIX MICRO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS LTDA",
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"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Supremo",
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"/",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"RAFAELA OLIVEIRA DE ASSIS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU
CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S)
:PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. ART 16 DA LEI 10.826/03. PORTE DE
ARMA. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL. PROGRESSÃO DE REGIME.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELAS
INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. ORDEM NÃO CONHECIDA.
1.
Inviável o conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal,
de pedido de habeas corpus fundado em causa ainda não objeto de
apreciação pela Corte ordinária e pelo STJ, sob pena de supressão de
instância.
2.
O Superior Tribunal de Justiça sequer debateu as matérias
suscitadas no presente writ, referentes à fixação do regime inicial semi-
aberto e à pretendida progressão ao regime aberto.
3.
Desse modo, não se viabiliza a análise, pelo Supremo
Tribunal Federal, dos pedidos deduzidos, sob pena de supressão de
instância, em afronta às normas constitucionais de competência.
Precedentes.
4.
Habeas corpus não conhecido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não
conhecer a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 27/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
HC 103.663 / SP
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.663 / SP
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU
CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S)
:PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado contra decisão colegiada do Superior Tribunal de
Justiça nos autos do HC 142.421/SP, assim ementada:
“PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 16,
PARÁGRAFO ÚNICO, INCISO IV, DA LEI Nº 10.826/03.
PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. ALEGADA OCORRÊNCIA DE
EXCLUDENTE DE ILICITUDE. DILAÇÃO PROBATÓRIA.
INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. EXECUÇÃO DA PENA
ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. ORIENTAÇÃO DO PRETÓRIO EXCELSO.
I – No caso em tela, infirmar a condenação do ora paciente, ao
argumento de que sua conduta desenvolveu-se sob o manto de
excludente de ilicitude, demandaria, necessariamente, o amplo
revolvimento da matéria fático-probatória, o que é vedado em sede de
habeas corpus (Precedentes).
II – O Plenário do c. Pretório Excelso, no julgamento do HC
84.078/MG, ocorrido em 05/02/2009, concluiu que ‘ofende o princípio
da não culpabilidade a execução da pena privativa de liberdade antes
do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese
de prisão cautelar do réu, desde que presentes os requisitos
autorizadores previstos no art. 312 do CPP’ (Informativo STF nº
534).
III – Na espécie, o e. Tribunal a quo, ao apreciar o recurso de
apelação interposto pela acusação, determinou a expedição do
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811469.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU
CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S)
:PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado contra decisão colegiada do Superior Tribunal de
Justiça nos autos do HC 142.421/SP, assim ementada:
“PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 16,
PARÁGRAFO ÚNICO, INCISO IV, DA LEI Nº 10.826/03.
PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. ALEGADA OCORRÊNCIA DE
EXCLUDENTE DE ILICITUDE. DILAÇÃO PROBATÓRIA.
INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. EXECUÇÃO DA PENA
ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. ORIENTAÇÃO DO PRETÓRIO EXCELSO.
I – No caso em tela, infirmar a condenação do ora paciente, ao
argumento de que sua conduta desenvolveu-se sob o manto de
excludente de ilicitude, demandaria, necessariamente, o amplo
revolvimento da matéria fático-probatória, o que é vedado em sede de
habeas corpus (Precedentes).
II – O Plenário do c. Pretório Excelso, no julgamento do HC
84.078/MG, ocorrido em 05/02/2009, concluiu que ‘ofende o princípio
da não culpabilidade a execução da pena privativa de liberdade antes
do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese
de prisão cautelar do réu, desde que presentes os requisitos
autorizadores previstos no art. 312 do CPP’ (Informativo STF nº
534).
III – Na espécie, o e. Tribunal a quo, ao apreciar o recurso de
apelação interposto pela acusação, determinou a expedição do
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
HC 103.663 / SP
mandado de prisão em desfavor do paciente, sem indicação da
necessidade da custódia cautelar. Nesse contexto, e na linha do
magistério jurisprudencial firmado no âmbito da Suprema Corte, deve
ser reconhecido o constrangimento ilegal decorrente da execução
provisória da pena sem a demonstração dos requisitos cautelares do
art. 312 do CPP.
IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nesta parte
concedido”.
O paciente, pela prática do crime tipificado no art. 16,
parágrafo único, inciso IV, da Lei 10.826/03 – porte de arma –, foi preso
em flagrante em 24.3.2007 e solto em 05.9.2007, por força de concessão de
liberdade provisória.
O Juízo de primeiro grau o condenou às penas de 4 anos
de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 13 dias-multa.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu
provimento à apelação da defesa para reduzir as penas impostas para 3
anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 11 dias-
multa. Na mesma oportunidade, a Corte Estadual determinou a
expedição do mandado de prisão.
Inconformada, a defesa impetrou o referido HC 142.421/SP
ao Superior Tribunal de Justiça, que conheceu em parte a impetração e,
nessa extensão, concedeu a ordem para assegurar ao paciente o direito de
aguardar em liberdade o trânsito em julgado de sua condenação.
Argumenta, o impetrante, em síntese, a ocorrência de
constrangimento ilegal consubstanciado na fixação do regime
inicialmente fechado de cumprimento da pena. Alega que o paciente já
cumpriu 8 meses de pena em regime fechado e preenche os requisitos
para fixação do regime inicial semi-aberto.
Nesses termos, requer a concessão de provimento liminar
para que seja fixado o regime inicial semi-aberto e, diante do período de
cumprimento da pena, a imediata progressão de regime para o sistema
aberto.
O pedido de liminar foi indeferido (fls. 121-123).
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.663 / SP
mandado de prisão em desfavor do paciente, sem indicação da
necessidade da custódia cautelar. Nesse contexto, e na linha do
magistério jurisprudencial firmado no âmbito da Suprema Corte, deve
ser reconhecido o constrangimento ilegal decorrente da execução
provisória da pena sem a demonstração dos requisitos cautelares do
art. 312 do CPP.
IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nesta parte
concedido”.
O paciente, pela prática do crime tipificado no art. 16,
parágrafo único, inciso IV, da Lei 10.826/03 – porte de arma –, foi preso
em flagrante em 24.3.2007 e solto em 05.9.2007, por força de concessão de
liberdade provisória.
O Juízo de primeiro grau o condenou às penas de 4 anos
de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 13 dias-multa.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu
provimento à apelação da defesa para reduzir as penas impostas para 3
anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 11 dias-
multa. Na mesma oportunidade, a Corte Estadual determinou a
expedição do mandado de prisão.
Inconformada, a defesa impetrou o referido HC 142.421/SP
ao Superior Tribunal de Justiça, que conheceu em parte a impetração e,
nessa extensão, concedeu a ordem para assegurar ao paciente o direito de
aguardar em liberdade o trânsito em julgado de sua condenação.
Argumenta, o impetrante, em síntese, a ocorrência de
constrangimento ilegal consubstanciado na fixação do regime
inicialmente fechado de cumprimento da pena. Alega que o paciente já
cumpriu 8 meses de pena em regime fechado e preenche os requisitos
para fixação do regime inicial semi-aberto.
Nesses termos, requer a concessão de provimento liminar
para que seja fixado o regime inicial semi-aberto e, diante do período de
cumprimento da pena, a imediata progressão de regime para o sistema
aberto.
O pedido de liminar foi indeferido (fls. 121-123).
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
HC 103.663 / SP
Informações prestadas pela Juíza de Direito da 1ª Vara
Criminal de Poá-SP quanto ao trânsito em julgado da sentença
condenatória em 18.12.2009 e a expedição do respectivo mandado de
prisão em 19.3.2010, ainda não cumprido (fls. 69-70).
Parecer do Ministério Público Federal pelo conhecimento
parcial da ordem e, nessa extensão, pela sua denegação (fls. 125-129).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 103.663 / SP
Informações prestadas pela Juíza de Direito da 1ª Vara
Criminal de Poá-SP quanto ao trânsito em julgado da sentença
condenatória em 18.12.2009 e a expedição do respectivo mandado de
prisão em 19.3.2010, ainda não cumprido (fls. 69-70).
Parecer do Ministério Público Federal pelo conhecimento
parcial da ordem e, nessa extensão, pela sua denegação (fls. 125-129).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Registro,
inicialmente, que não cabe o Supremo Tribunal Federal conhecer e julgar
pedido de habeas corpus fundado em causas ainda não objeto de
apreciação pela Corte ordinária e pelo Superior Tribunal de Justiça, sob
pena de supressão de instância.
Analisando o feito, verifico que o STJ sequer debateu as
matérias suscitadas no presente writ, referentes à fixação do regime inicial
semi-aberto e ao pedido de progressão para o regime aberto.
Em verdade, aquela Corte Superior, à compreensão de que
o exame da tese esgrimida – conduta desenvolvida sob o manto de
excludente de ilicitude –, demandaria revolvimento de matéria fático-
probatória vedado na via eleita, conheceu apenas parcialmente do HC
142.421/SP e, nessa extensão, concedeu a ordem para tão-somente
assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade o trânsito em
julgado de sua condenação.
Desse modo, de todo inviável a análise do pedido, neste
momento, pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de dupla supressão
de instância, em afronta às normas constitucionais de competência.
Precedentes: HC 108.778/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma,
DJe 9.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 3.5.2011;
HC 105.501, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; e HC
90.902/RS, rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 22.6.2007.
Ademais, o regime de cumprimento de pena foi fixado
tendo em vista não só o quantum da pena, mas também a reincidência do
agente, segundo critérios do art. 33 do CPP, não sendo aferível de plano
eventual excesso.
De igual forma, a progressão de regime depende da
conjunção de requisitos objetivos e subjetivos, não contendo a impetração
elementos suficientes para o reconhecimento de eventual direito do
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Registro,
inicialmente, que não cabe o Supremo Tribunal Federal conhecer e julgar
pedido de habeas corpus fundado em causas ainda não objeto de
apreciação pela Corte ordinária e pelo Superior Tribunal de Justiça, sob
pena de supressão de instância.
Analisando o feito, verifico que o STJ sequer debateu as
matérias suscitadas no presente writ, referentes à fixação do regime inicial
semi-aberto e ao pedido de progressão para o regime aberto.
Em verdade, aquela Corte Superior, à compreensão de que
o exame da tese esgrimida – conduta desenvolvida sob o manto de
excludente de ilicitude –, demandaria revolvimento de matéria fático-
probatória vedado na via eleita, conheceu apenas parcialmente do HC
142.421/SP e, nessa extensão, concedeu a ordem para tão-somente
assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade o trânsito em
julgado de sua condenação.
Desse modo, de todo inviável a análise do pedido, neste
momento, pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de dupla supressão
de instância, em afronta às normas constitucionais de competência.
Precedentes: HC 108.778/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma,
DJe 9.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 3.5.2011;
HC 105.501, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; e HC
90.902/RS, rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 22.6.2007.
Ademais, o regime de cumprimento de pena foi fixado
tendo em vista não só o quantum da pena, mas também a reincidência do
agente, segundo critérios do art. 33 do CPP, não sendo aferível de plano
eventual excesso.
De igual forma, a progressão de regime depende da
conjunção de requisitos objetivos e subjetivos, não contendo a impetração
elementos suficientes para o reconhecimento de eventual direito do
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 103.663 / SP
paciente.
Ante o exposto, não conheço do habeas corpus.
É como voto.
2
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HC 103.663 / SP
paciente.
Ante o exposto, não conheço do habeas corpus.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, essa é a
jurisprudência da Casa. Estou acompanhando a Relatora.
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, essa é a
jurisprudência da Casa. Estou acompanhando a Relatora.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.663
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU CHRISTIAN AURELIO
DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S) : PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.663
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU CHRISTIAN AURELIO
DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S) : PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1850811
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-27T00:00:00
|
A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
HABEAS CORPUS. ART 16 DA LEI 10.826/03. PORTE DE ARMA. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL. PROGRESSÃO DE REGIME. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. ORDEM NÃO CONHECIDA.
1. Inviável o conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de pedido de habeas corpus fundado em causa ainda não objeto de apreciação pela Corte ordinária e pelo STJ, sob pena de supressão de instância.
2. O Superior Tribunal de Justiça sequer debateu as matérias suscitadas no presente writ, referentes à fixação do regime inicial semi-aberto e à pretendida progressão ao regime aberto.
3. Desse modo, não se viabiliza a análise, pelo Supremo Tribunal Federal, dos pedidos deduzidos, sob pena de supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Precedentes.
4. Habeas corpus não conhecido.
|
sjur206594
|
- Acórdãos citados: HC 90902, HC 104167, HC 105501, HC
108778.
- Veja HC 142421 do STJ.
Número de páginas: 9.
Análise: 10/04/2012, ACG.
Revisão: 13/04/2012, MMR.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
103663
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00033 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\r\n ART-00016 \r\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 103663
|
[
""
] |
PACTE.(S) : CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S) : PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU
CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S)
:PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. ART 16 DA LEI 10.826/03. PORTE DE
ARMA. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL. PROGRESSÃO DE REGIME.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELAS
INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. ORDEM NÃO CONHECIDA.
1.
Inviável o conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal,
de pedido de habeas corpus fundado em causa ainda não objeto de
apreciação pela Corte ordinária e pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de
instância.
2.
O Superior Tribunal de Justiça sequer debateu as matérias
suscitadas no presente writ, referentes à fixação do regime inicial semi-
aberto e à pretendida progressão ao regime aberto.
3.
Desse modo, não se viabiliza a análise, pelo Supremo
Tribunal Federal, dos pedidos deduzidos, sob pena de supressão de
instância, em afronta às normas constitucionais de competência.
Precedentes.
4.
Habeas corpus não conhecido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não
conhecer a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 27/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
HC 103.663 / SP
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.663 / SP
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU
CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S)
:PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado contra decisão colegiada do Superior Tribunal de
Justiça nos autos do HC 142.421/SP, assim ementada:
“PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 16,
PARÁGRAFO ÚNICO, INCISO IV, DA LEI n 10.826/03.
PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. ALEGADA OCORRÊNCIA DE
EXCLUDENTE DE ILICITUDE. DILAÇÃO PROBATÓRIA.
INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. EXECUÇÃO DA PENA
ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. ORIENTAÇÃO DO PRETÓRIO EXCELSO.
I – No caso em tela, infirmar a condenação do ora paciente, ao
argumento de que sua conduta desenvolveu-se sob o manto de
excludente de ilicitude, demandaria, necessariamente, o amplo
revolvimento da matéria fático-probatória, o que é vedado em sede de
habeas corpus (Precedentes).
II – O Plenário do c. Pretório Excelso, no julgamento do HC
84.078/MG, ocorrido em 05/02/2009, concluiu que ‘ofende o princípio
da não culpabilidade a execução da pena privativa de liberdade antes
do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese
de prisão cautelar do réu, desde que presentes os requisitos
autorizadores previstos no art. 312 do CPP’ (Informativo Supremo Tribunal Federal n
534).
III – Na espécie, o e. Tribunal a quo, ao apreciar o recurso de
apelação interposto pela acusação, determinou a expedição do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU
CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S)
:PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado contra decisão colegiada do Superior Tribunal de
Justiça nos autos do HC 142.421/SP, assim ementada:
“PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 16,
PARÁGRAFO ÚNICO, INCISO IV, DA LEI n 10.826/03.
PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. ALEGADA OCORRÊNCIA DE
EXCLUDENTE DE ILICITUDE. DILAÇÃO PROBATÓRIA.
INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. EXECUÇÃO DA PENA
ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. ORIENTAÇÃO DO PRETÓRIO EXCELSO.
I – No caso em tela, infirmar a condenação do ora paciente, ao
argumento de que sua conduta desenvolveu-se sob o manto de
excludente de ilicitude, demandaria, necessariamente, o amplo
revolvimento da matéria fático-probatória, o que é vedado em sede de
habeas corpus (Precedentes).
II – O Plenário do c. Pretório Excelso, no julgamento do HC
84.078/MG, ocorrido em 05/02/2009, concluiu que ‘ofende o princípio
da não culpabilidade a execução da pena privativa de liberdade antes
do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese
de prisão cautelar do réu, desde que presentes os requisitos
autorizadores previstos no art. 312 do CPP’ (Informativo Supremo Tribunal Federal n
534).
III – Na espécie, o e. Tribunal a quo, ao apreciar o recurso de
apelação interposto pela acusação, determinou a expedição do
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
HC 103.663 / SP
mandado de prisão em desfavor do paciente, sem indicação da
necessidade da custódia cautelar. Nesse contexto, e na linha do
magistério jurisprudencial firmado no âmbito da Suprema Corte, deve
ser reconhecido o constrangimento ilegal decorrente da execução
provisória da pena sem a demonstração dos requisitos cautelares do
art. 312 do CPP.
IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nesta parte
concedido”.
O paciente, pela prática do crime tipificado no art. 16,
parágrafo único, inciso IV, da Lei 10.826/03 – porte de arma –, foi preso
em flagrante em 24.3.2007 e solto em 05.9.2007, por força de concessão de
liberdade provisória.
O Juízo de primeiro grau o condenou às penas de 4 anos
de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 13 dias-multa.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu
provimento à apelação da defesa para reduzir as penas impostas para 3
anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 11 dias-
multa. Na mesma oportunidade, a Corte Estadual determinou a
expedição do mandado de prisão.
Inconformada, a defesa impetrou o referido HC 142.421/SP
ao Superior Tribunal de Justiça, que conheceu em parte a impetração e,
nessa extensão, concedeu a ordem para assegurar ao paciente o direito de
aguardar em liberdade o trânsito em julgado de sua condenação.
Argumenta, o impetrante, em síntese, a ocorrência de
constrangimento ilegal consubstanciado na fixação do regime
inicialmente fechado de cumprimento da pena. Alega que o paciente já
cumpriu 8 meses de pena em regime fechado e preenche os requisitos
para fixação do regime inicial semi-aberto.
Nesses termos, requer a concessão de provimento liminar
para que seja fixado o regime inicial semi-aberto e, diante do período de
cumprimento da pena, a imediata progressão de regime para o sistema
aberto.
O pedido de liminar foi indeferido (fls. 121-123).
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811469.
Supremo Tribunal Federal
HC 103.663 / SP
mandado de prisão em desfavor do paciente, sem indicação da
necessidade da custódia cautelar. Nesse contexto, e na linha do
magistério jurisprudencial firmado no âmbito da Suprema Corte, deve
ser reconhecido o constrangimento ilegal decorrente da execução
provisória da pena sem a demonstração dos requisitos cautelares do
art. 312 do CPP.
IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nesta parte
concedido”.
O paciente, pela prática do crime tipificado no art. 16,
parágrafo único, inciso IV, da Lei 10.826/03 – porte de arma –, foi preso
em flagrante em 24.3.2007 e solto em 05.9.2007, por força de concessão de
liberdade provisória.
O Juízo de primeiro grau o condenou às penas de 4 anos
de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 13 dias-multa.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu
provimento à apelação da defesa para reduzir as penas impostas para 3
anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 11 dias-
multa. Na mesma oportunidade, a Corte Estadual determinou a
expedição do mandado de prisão.
Inconformada, a defesa impetrou o referido HC 142.421/SP
ao Superior Tribunal de Justiça, que conheceu em parte a impetração e,
nessa extensão, concedeu a ordem para assegurar ao paciente o direito de
aguardar em liberdade o trânsito em julgado de sua condenação.
Argumenta, o impetrante, em síntese, a ocorrência de
constrangimento ilegal consubstanciado na fixação do regime
inicialmente fechado de cumprimento da pena. Alega que o paciente já
cumpriu 8 meses de pena em regime fechado e preenche os requisitos
para fixação do regime inicial semi-aberto.
Nesses termos, requer a concessão de provimento liminar
para que seja fixado o regime inicial semi-aberto e, diante do período de
cumprimento da pena, a imediata progressão de regime para o sistema
aberto.
O pedido de liminar foi indeferido (fls. 121-123).
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811469.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
HC 103.663 / SP
Informações prestadas pela Juíza de Direito da 1... Vara
Criminal de Poá-SP quanto ao trânsito em julgado da sentença
condenatória em 18.12.2009 e a expedição do respectivo mandado de
prisão em 19.3.2010, ainda não cumprido (fls. 69-70).
Parecer do Ministério Público Federal pelo conhecimento
parcial da ordem e, nessa extensão, pela sua denegação (fls. 125-129).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 103.663 / SP
Informações prestadas pela Juíza de Direito da 1... Vara
Criminal de Poá-SP quanto ao trânsito em julgado da sentença
condenatória em 18.12.2009 e a expedição do respectivo mandado de
prisão em 19.3.2010, ainda não cumprido (fls. 69-70).
Parecer do Ministério Público Federal pelo conhecimento
parcial da ordem e, nessa extensão, pela sua denegação (fls. 125-129).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Registro,
inicialmente, que não cabe o Supremo Tribunal Federal conhecer e julgar
pedido de habeas corpus fundado em causas ainda não objeto de
apreciação pela Corte ordinária e pelo Superior Tribunal de Justiça, sob
pena de supressão de instância.
Analisando o feito, verifico que o Superior Tribunal de Justiça sequer debateu as
matérias suscitadas no presente writ, referentes à fixação do regime inicial
semi-aberto e ao pedido de progressão para o regime aberto.
Em verdade, aquela Corte Superior, à compreensão de que
o exame da tese esgrimida – conduta desenvolvida sob o manto de
excludente de ilicitude –, demandaria revolvimento de matéria fático-
probatória vedado na via eleita, conheceu apenas parcialmente do HC
142.421/SP e, nessa extensão, concedeu a ordem para tão-somente
assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade o trânsito em
julgado de sua condenação.
Desse modo, de todo inviável a análise do pedido, neste
momento, pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de dupla supressão
de instância, em afronta às normas constitucionais de competência.
Precedentes: HC 108.778/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma,
DJe 9.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 3.5.2011;
HC 105.501, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; e HC
90.902/RS, rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 22.6.2007.
Ademais, o regime de cumprimento de pena foi fixado
tendo em vista não só o quantum da pena, mas também a reincidência do
agente, segundo critérios do art. 33 do CPP, não sendo aferível de plano
eventual excesso.
De igual forma, a progressão de regime depende da
conjunção de requisitos objetivos e subjetivos, não contendo a impetração
elementos suficientes para o reconhecimento de eventual direito do
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Registro,
inicialmente, que não cabe o Supremo Tribunal Federal conhecer e julgar
pedido de habeas corpus fundado em causas ainda não objeto de
apreciação pela Corte ordinária e pelo Superior Tribunal de Justiça, sob
pena de supressão de instância.
Analisando o feito, verifico que o Superior Tribunal de Justiça sequer debateu as
matérias suscitadas no presente writ, referentes à fixação do regime inicial
semi-aberto e ao pedido de progressão para o regime aberto.
Em verdade, aquela Corte Superior, à compreensão de que
o exame da tese esgrimida – conduta desenvolvida sob o manto de
excludente de ilicitude –, demandaria revolvimento de matéria fático-
probatória vedado na via eleita, conheceu apenas parcialmente do HC
142.421/SP e, nessa extensão, concedeu a ordem para tão-somente
assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade o trânsito em
julgado de sua condenação.
Desse modo, de todo inviável a análise do pedido, neste
momento, pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de dupla supressão
de instância, em afronta às normas constitucionais de competência.
Precedentes: HC 108.778/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma,
DJe 9.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 3.5.2011;
HC 105.501, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; e HC
90.902/RS, rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 22.6.2007.
Ademais, o regime de cumprimento de pena foi fixado
tendo em vista não só o quantum da pena, mas também a reincidência do
agente, segundo critérios do art. 33 do CPP, não sendo aferível de plano
eventual excesso.
De igual forma, a progressão de regime depende da
conjunção de requisitos objetivos e subjetivos, não contendo a impetração
elementos suficientes para o reconhecimento de eventual direito do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 103.663 / SP
paciente.
Ante o exposto, não conheço do habeas corpus.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 103.663 / SP
paciente.
Ante o exposto, não conheço do habeas corpus.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, essa é a
jurisprudência da Casa. Estou acompanhando a Relatora.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838044.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.663 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, essa é a
jurisprudência da Casa. Estou acompanhando a Relatora.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.663
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU CHRISTIAN AURELIO
DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S) : PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810797
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.663
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA OU CHRISTIAN AURELIO
DOS SANTOS SILVA
IMPTE.(S) : PAULO ELIAS DA SILVA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810797
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 103 . 663",
"HC 103 . 663 / SP",
"HC 103 . 663 / SP",
"HABEAS CORPUS 103 . 663 SÃO",
"HC 142 . 421 / SP",
"HC 84 . 078 / MG",
"HABEAS CORPUS 103 . 663",
"HC 142 . 421 / SP",
"HC 84 . 078 / MG",
"HC 103 . 663 / SP",
"HC 142 . 421 / SP",
"HC 103 . 663 / SP",
"HC 142 . 421 / SP",
"HC 103 . 663 / SP",
"HC 103 . 663 / SP",
"HABEAS CORPUS 103 . 663 SÃO",
"HC 142 . 421 / SP",
"HC 108 . 778 / SP",
"HC 104 . 167 / SP",
"HC 105 . 501",
"HC 90 . 902 / RS",
"HABEAS CORPUS 103 . 663 SÃO",
"HC 142 . 421 / SP",
"HC 108 .",
"778",
"/",
"SP",
"HC 104 . 167 / SP",
"HC 105 . 501",
"HC 90 . 902 / RS",
"HC 103 . 663 / SP",
"HC 103 . 663 / SP",
"HABEAS CORPUS 103 . 663",
"HABEAS CORPUS 103 . 663",
"HABEAS CORPUS 103 .",
"HABEAS CORPUS 103 . 663"
],
"LEGISLACAO": [
"ART 16 DA LEI 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 16 , PARÁGRAFO ÚNICO , INCISO IV , DA LEI n 10 . 826 / 03",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 16 , PARÁGRAFO ÚNICO , INCISO IV , DA LEI n 10 . 826 / 03",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"art . 16 , parágrafo único , inciso IV , da Lei 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP .",
"art . 16 , parágrafo único , inciso IV , da Lei 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário do c . Pretório Excelso",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário do c . Pretório Excelso",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema Corte",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
"Vara Criminal de Poá - SP",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"PAULO ELIAS DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"PAULO ELIAS DA SILVA",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"PAULO ELIAS DA SILVA",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"PAULO ELIAS DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"CRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"CHRISTIAN AURELIO DOS SANTOS SILVA",
"PAULO ELIAS DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"05",
"/",
"02",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"05",
"/",
"02",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"3",
".",
"2007",
"05",
".",
"9",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"3",
".",
"2007",
"05",
".",
"9",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2009",
"19",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2009",
"19",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9",
".",
"8",
".",
"2011",
"3",
".",
"5",
".",
"2011",
"13",
".",
"4",
".",
"2011",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9",
".",
"8",
".",
"2011",
"3",
".",
"5",
".",
"2011",
"13",
".",
"4",
".",
"2011",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS CORPUS. MEDIDA DE SEGURANÇA.
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. NÃO-OCORRÊNCIA.
DESINTERNAÇÃO PROGRESSIVA. ORDEM PARCIALMENTE
CONCEDIDA.
1. As medidas de segurança se submetem ao regime ordinariamente
normado da prescrição penal. Prescrição a ser calculada com base na
pena máxima cominada ao tipo penal debitado ao agente (no caso da
prescrição da pretensão punitiva) ou com base na duração máxima da
medida de segurança, trinta anos (no caso da prescrição da pretensão
executória). Prazos prescricionais, esses, aos quais se aplicam, por lógico,
os termos iniciais e marcos interruptivos e suspensivos dispostos no
Código Penal.
2. Não se pode falar em transcurso do prazo prescricional durante o
período de cumprimento da medida de segurança. Prazo, a toda
evidência, interrompido com o início da submissão do paciente ao
“tratamento” psiquiátrico forense (inciso V do art. 117 do Código Penal).
3. No julgamento do HC 97.621, da relatoria do ministro Cezar
Peluso, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal entendeu cabível
a adoção da desinternação progressiva de que trata a Lei 10.261/2001.
Mesmo equacionamento jurídico dado pela Primeira Turma, ao julgar o
HC 98.360, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, e, mais
recentemente, o RHC 100.383, da relatoria do ministro Luiz Fux.
4. No caso, o paciente está submetido ao controle penal estatal desde
1984 (data da internação no Instituto Psiquiátrico Forense) e se acha no
gozo da alta progressiva desde 1986. Pelo que não se pode desqualificar a
ponderação do Juízo mais próximo à realidade da causa.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
HC 107.777 / RS
5. Ordem parcialmente concedida para assegurar ao paciente a
desinternação progressiva, determinada pelo Juízo das Execuções Penais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder parcialmente
a ordem para restabelecer a desinternação progressiva, deferida ao
paciente pelo Juízo da Execução Penal de Porto Alegre, o que fazem nos
termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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HC 107.777 / RS
5. Ordem parcialmente concedida para assegurar ao paciente a
desinternação progressiva, determinada pelo Juízo das Execuções Penais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder parcialmente
a ordem para restabelecer a desinternação progressiva, deferida ao
paciente pelo Juízo da Execução Penal de Porto Alegre, o que fazem nos
termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
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Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Trata-se de habeas corpus, manejado contra acórdão do Superior
Tribunal de Justiça. Acórdão que exibe a seguinte ementa:
“HOMICÍDIO. RÉU INIMPUTÁVEL. APLICAÇÃO DE
MEDIDA DE SEGURANÇA. INTERNAÇÃO. PRESCRIÇÃO.
APLICAÇÃO DAS REGRAS DO CÓDIGO PENAL. PRAZO
PRESCRICIONAL INTERROM-PIDO PELO INÍCIO DO
CUMPRIMENTO DA MEDIDA.
1. A medida de segurança sujeita-se à prescrição.
2. O início do cumprimento da medida de segurança, no
caso internação, interrompe a contagem do prazo prescricional.
3. Afastada a prescrição, mantém-se a internação até a
superveniência de novo laudo pericial que ateste a cessação da
periculosidade do agente.
4. Agravo regimental improvido.”
2. Pois bem, a Defensoria Pública da União postula o
restabelecimento da decisão do Juízo da Execução Penal de Porto
Alegre/RS. Decisão que deu pela prescrição da medida de segurança
imposta ao paciente, nos termos seguintes:
“O paciente passou a usufruir do benefício da alta
progressiva desde 11/03/1986, consoante expediente inicial.
[…]
Supremo Tribunal Federal
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Trata-se de habeas corpus, manejado contra acórdão do Superior
Tribunal de Justiça. Acórdão que exibe a seguinte ementa:
“HOMICÍDIO. RÉU INIMPUTÁVEL. APLICAÇÃO DE
MEDIDA DE SEGURANÇA. INTERNAÇÃO. PRESCRIÇÃO.
APLICAÇÃO DAS REGRAS DO CÓDIGO PENAL. PRAZO
PRESCRICIONAL INTERROM-PIDO PELO INÍCIO DO
CUMPRIMENTO DA MEDIDA.
1. A medida de segurança sujeita-se à prescrição.
2. O início do cumprimento da medida de segurança, no
caso internação, interrompe a contagem do prazo prescricional.
3. Afastada a prescrição, mantém-se a internação até a
superveniência de novo laudo pericial que ateste a cessação da
periculosidade do agente.
4. Agravo regimental improvido.”
2. Pois bem, a Defensoria Pública da União postula o
restabelecimento da decisão do Juízo da Execução Penal de Porto
Alegre/RS. Decisão que deu pela prescrição da medida de segurança
imposta ao paciente, nos termos seguintes:
“O paciente passou a usufruir do benefício da alta
progressiva desde 11/03/1986, consoante expediente inicial.
[…]
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
HC 107.777 / RS
O prazo máximo de prescrição in abstracto no Direito
Brasileiro é de 20 anos. Está, pois, prescrita a medida de
segurança, pois o paciente está internado há 22 anos e 10 meses.
Não é dos casos que a Constituição prevê imprescritíveis.
[…]
O paciente, de qualquer modo, não poderá ficar mais no
Instituto Psiquiátrico Forense depois da transição retro
mencionada, pois o caso não é mais um caso penal. O caso é de
saúde pública e como tal deve ser tratado.
[…]
Devem ser tomadas as precauções mencionadas na Lei nº
10.216, de abril de 2001, art. 5º […].”
3. Prossigo neste relato para anotar as informações prestadas pelo
magistrado de primeiro grau, in verbis:
“O paciente JORGE ALBERTO ROHLOFF sofreu medida
de segurança por ter, no dia 14/12/1984, praticado o delito de
tentativa de homicídio, crime tipificado no art. 121 “caput” c/c
art. 61, II “f” e art. 121 “caput” c/c 61 “e” c/c art. 14, II todos do
Código Penal.
O paciente foi internado no Instituto Psiquiátrico Forense
no dia 21/12/1984, conforme termo inicial estando internado há
26 anos, 6 meses e 14 dias.
O paciente nasceu no dia 23/09/1962, e conta atualmente
com 44 anos de idade.
A medida de segurança foi julgada extinta 20/10/2007
pela prescrição e o Ministério Público agravou da decisão,
sendo, por maioria, negado provimento ao recurso.
Em cumprimento aos termos da decisão proferida o
Instituto Psiquiátrico Forense apresentou plano de
desligamento, (fls. 198/202), no qual solicitou a prorrogação do
prazo para sua efetivação, cujas informações vieram aos autos
às fls. 213/18, concluindo o plano de desligamento do paciente.
Foi expedido lavará de soltura em 13/04/2009,
encontrando-se o paciente, em sua comunidade de origem
2
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HC 107.777 / RS
O prazo máximo de prescrição in abstracto no Direito
Brasileiro é de 20 anos. Está, pois, prescrita a medida de
segurança, pois o paciente está internado há 22 anos e 10 meses.
Não é dos casos que a Constituição prevê imprescritíveis.
[…]
O paciente, de qualquer modo, não poderá ficar mais no
Instituto Psiquiátrico Forense depois da transição retro
mencionada, pois o caso não é mais um caso penal. O caso é de
saúde pública e como tal deve ser tratado.
[…]
Devem ser tomadas as precauções mencionadas na Lei nº
10.216, de abril de 2001, art. 5º […].”
3. Prossigo neste relato para anotar as informações prestadas pelo
magistrado de primeiro grau, in verbis:
“O paciente JORGE ALBERTO ROHLOFF sofreu medida
de segurança por ter, no dia 14/12/1984, praticado o delito de
tentativa de homicídio, crime tipificado no art. 121 “caput” c/c
art. 61, II “f” e art. 121 “caput” c/c 61 “e” c/c art. 14, II todos do
Código Penal.
O paciente foi internado no Instituto Psiquiátrico Forense
no dia 21/12/1984, conforme termo inicial estando internado há
26 anos, 6 meses e 14 dias.
O paciente nasceu no dia 23/09/1962, e conta atualmente
com 44 anos de idade.
A medida de segurança foi julgada extinta 20/10/2007
pela prescrição e o Ministério Público agravou da decisão,
sendo, por maioria, negado provimento ao recurso.
Em cumprimento aos termos da decisão proferida o
Instituto Psiquiátrico Forense apresentou plano de
desligamento, (fls. 198/202), no qual solicitou a prorrogação do
prazo para sua efetivação, cujas informações vieram aos autos
às fls. 213/18, concluindo o plano de desligamento do paciente.
Foi expedido lavará de soltura em 13/04/2009,
encontrando-se o paciente, em sua comunidade de origem
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
HC 107.777 / RS
desde então.”
(Sem destaques no original.)
4. À derradeira, anoto que a Procuradoria-Geral da República
opinou pela rejeição da tese defensiva da prescrição da medida de
segurança e pela concessão da ordem de ofício. Isso para o fim de
“restabelecer a decisão do Juízo de primeiro grau quanto à continuidade do
regime de desinternação progressiva fora do âmbito do Instituto Psiquiátrico
Forense”.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.777 / RS
desde então.”
(Sem destaques no original.)
4. À derradeira, anoto que a Procuradoria-Geral da República
opinou pela rejeição da tese defensiva da prescrição da medida de
segurança e pela concessão da ordem de ofício. Isso para o fim de
“restabelecer a decisão do Juízo de primeiro grau quanto à continuidade do
regime de desinternação progressiva fora do âmbito do Instituto Psiquiátrico
Forense”.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, começo pela anotação de que o tema das medidas
de segurança está a merecer do Supremo Tribunal Federal uma aturada
análise constitucional. Análise, é verdade, iniciada, por exemplo, no
julgamento do HC 84.219, da relatoria do ministro Marco Aurélio.
Oportunidade em que se reconheceu a necessidade de limitação temporal
da medida de segurança. Não é só: no julgamento do HC 97.621, da
relatoria do ministro Cezar Peluso, a Segunda Turma do Supremo
Tribunal Federal entendeu cabível a adoção da desinternação progressiva
de que trata a Lei 10.261/2001. Mesmo equacionamento jurídico dado pela
Primeira Turma, ao julgar o HC 98.360, da relatoria do ministro Ricardo
Lewandowski, e, mais recentemente, o RHC 100.383, da relatoria do
ministro Luiz Fux. Nessas oportunidades, decidimos ainda que as
medidas de segurança se submetem ao regime ordinariamente normado
da prescrição penal. Prescrição a ser calculada com base na pena máxima
cominada ao tipo penal debitado ao agente (no caso da prescrição da
pretensão punitiva) ou com base na duração máxima da medida de
segurança, 30 anos (no caso da prescrição da pretensão executória).
Prazos prescricionais, esses, aos quais se aplicam, por lógico, os termos
iniciais e marcos interruptivos e suspensivos dispostos no Código Penal.
7. Nesse mesmo rumo de idéias, ao apreciar a medida liminar no HC
107.157, avancei na possível improcedência da alegação de prescrição da
medida de segurança. Nada obstante, determinei o prosseguimento das
providências administrativas necessárias à desinternação progressiva do
paciente. O que fiz, em suma, nos termos seguintes:
“não posso deixar de observar que o paciente se acha
internado desde 22.10.1981. Há quase trinta anos, portanto.
Sendo certo, ainda, que os laudos referidos pelo magistrado
apontam para o controle medicamentoso dos sintomas
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, começo pela anotação de que o tema das medidas
de segurança está a merecer do Supremo Tribunal Federal uma aturada
análise constitucional. Análise, é verdade, iniciada, por exemplo, no
julgamento do HC 84.219, da relatoria do ministro Marco Aurélio.
Oportunidade em que se reconheceu a necessidade de limitação temporal
da medida de segurança. Não é só: no julgamento do HC 97.621, da
relatoria do ministro Cezar Peluso, a Segunda Turma do Supremo
Tribunal Federal entendeu cabível a adoção da desinternação progressiva
de que trata a Lei 10.261/2001. Mesmo equacionamento jurídico dado pela
Primeira Turma, ao julgar o HC 98.360, da relatoria do ministro Ricardo
Lewandowski, e, mais recentemente, o RHC 100.383, da relatoria do
ministro Luiz Fux. Nessas oportunidades, decidimos ainda que as
medidas de segurança se submetem ao regime ordinariamente normado
da prescrição penal. Prescrição a ser calculada com base na pena máxima
cominada ao tipo penal debitado ao agente (no caso da prescrição da
pretensão punitiva) ou com base na duração máxima da medida de
segurança, 30 anos (no caso da prescrição da pretensão executória).
Prazos prescricionais, esses, aos quais se aplicam, por lógico, os termos
iniciais e marcos interruptivos e suspensivos dispostos no Código Penal.
7. Nesse mesmo rumo de idéias, ao apreciar a medida liminar no HC
107.157, avancei na possível improcedência da alegação de prescrição da
medida de segurança. Nada obstante, determinei o prosseguimento das
providências administrativas necessárias à desinternação progressiva do
paciente. O que fiz, em suma, nos termos seguintes:
“não posso deixar de observar que o paciente se acha
internado desde 22.10.1981. Há quase trinta anos, portanto.
Sendo certo, ainda, que os laudos referidos pelo magistrado
apontam para o controle medicamentoso dos sintomas
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.777 / RS
manifestados pelo paciente. Paciente, é bom que se diga, que já
se acha ‘lotado em unidade aberta’, desde 1988.”
8. Assim postas as coisas, não tenho como encampar a tese defensiva
de extinção da punibilidade pela prescrição da medida de segurança. Isso
porque, iniciado o cumprimento dessa espécie de sanção penal, não há
como se falar em transcurso do prazo prescricional durante o período de
cumprimento da medida de segurança. Prazo, a toda evidência,
interrompido com o início da submissão do paciente ao “tratamento”
psquiátrico forense (inciso V do art. 117 do Código Penal).
9. Por outra volta, se não vejo como reconhecer o transcurso do
prazo prescricional durante o período de cumprimento da medida de
segurança, não posso deixar de observar que o paciente está submetido
ao controle penal estatal desde 1984 (data da internação no Instituto
Psiquiátrico Forense). Sendo certo que os laudos médicos referidos pelo
magistrado apontam para o controle medicamentoso dos sintomas
manifestados pelo paciente. Paciente, reitere-se, que já se acha no gozo da
alta progressiva desde 1986! Tudo a reforçar a ponderação do Juízo da
Execução de Porto Alegre, bem mais próximo à ambiência factual da
causa, no sentido de que: “o caso não é mais um caso penal. O caso é de saúde
pública e como tal deve ser tratado”.
10. Esse o quadro, concedo parcialmente a ordem. O que faço para
restabelecer a desinternação progressiva, deferida ao paciente pelo Juízo
da Execução Penal de Porto Alegre.
11. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.777 / RS
manifestados pelo paciente. Paciente, é bom que se diga, que já
se acha ‘lotado em unidade aberta’, desde 1988.”
8. Assim postas as coisas, não tenho como encampar a tese defensiva
de extinção da punibilidade pela prescrição da medida de segurança. Isso
porque, iniciado o cumprimento dessa espécie de sanção penal, não há
como se falar em transcurso do prazo prescricional durante o período de
cumprimento da medida de segurança. Prazo, a toda evidência,
interrompido com o início da submissão do paciente ao “tratamento”
psquiátrico forense (inciso V do art. 117 do Código Penal).
9. Por outra volta, se não vejo como reconhecer o transcurso do
prazo prescricional durante o período de cumprimento da medida de
segurança, não posso deixar de observar que o paciente está submetido
ao controle penal estatal desde 1984 (data da internação no Instituto
Psiquiátrico Forense). Sendo certo que os laudos médicos referidos pelo
magistrado apontam para o controle medicamentoso dos sintomas
manifestados pelo paciente. Paciente, reitere-se, que já se acha no gozo da
alta progressiva desde 1986! Tudo a reforçar a ponderação do Juízo da
Execução de Porto Alegre, bem mais próximo à ambiência factual da
causa, no sentido de que: “o caso não é mais um caso penal. O caso é de saúde
pública e como tal deve ser tratado”.
10. Esse o quadro, concedo parcialmente a ordem. O que faço para
restabelecer a desinternação progressiva, deferida ao paciente pelo Juízo
da Execução Penal de Porto Alegre.
11. É como voto.
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2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Medicamentoso.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - É, conhecedor dos fatos.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Medicamentoso.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - É, conhecedor dos fatos.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
-
Acompanho Vossa Excelência, num excelente voto, parabenizando,
inclusive, pela sua confecção e concepção.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Mais louvado, entre outros precedentes, no de Vossa
Excelência.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Obrigado.
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
-
Acompanho Vossa Excelência, num excelente voto, parabenizando,
inclusive, pela sua confecção e concepção.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Mais louvado, entre outros precedentes, no de Vossa
Excelência.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Obrigado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.777
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem parcialmente concedida para restabelecer a
desinternação progressiva, deferida ao paciente pelo Juízo da
Execução Penal de Porto Alegre, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Gilmar Mendes. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.777
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem parcialmente concedida para restabelecer a
desinternação progressiva, deferida ao paciente pelo Juízo da
Execução Penal de Porto Alegre, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Gilmar Mendes. 2ª Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1909953
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-04-16T00:00:00
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Ordem parcialmente concedida para restabelecer a desinternação progressiva, deferida ao paciente pelo Juízo da Execução Penal de Porto Alegre, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 07.02.2012.
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HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. MEDIDA DE SEGURANÇA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. NÃO-OCORRÊNCIA. DESINTERNAÇÃO PROGRESSIVA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. As medidas de segurança se submetem ao regime ordinariamente normado da prescrição penal. Prescrição a ser calculada com base na pena máxima cominada ao tipo penal debitado ao agente (no caso da prescrição da pretensão punitiva) ou com base na duração máxima da medida de segurança, trinta anos (no caso da prescrição da pretensão executória). Prazos prescricionais, esses, aos quais se aplicam, por lógico, os termos iniciais e marcos interruptivos e suspensivos dispostos no Código Penal.
2. Não se pode falar em transcurso do prazo prescricional durante o período de cumprimento da medida de segurança. Prazo, a toda evidência, interrompido com o início da submissão do paciente ao “tratamento” psiquiátrico forense (inciso V do art. 117 do Código Penal).
3. No julgamento do HC 97.621, da relatoria do ministro Cezar Peluso, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal entendeu cabível a adoção da desinternação progressiva de que trata a Lei 10.261/2001. Mesmo equacionamento jurídico dado pela Primeira Turma, ao julgar o HC 98.360, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, e, mais recentemente, o RHC 100.383, da relatoria do ministro Luiz Fux.
4. No caso, o paciente está submetido ao controle penal estatal desde 1984 (data da internação no Instituto Psiquiátrico Forense) e se acha no gozo da alta progressiva desde 1986. Pelo que não se pode desqualificar a ponderação do Juízo mais próximo à realidade da causa.
5. Ordem parcialmente concedida para assegurar ao paciente a desinternação progressiva, determinada pelo Juízo das Execuções Penais.
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sjur207345
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- Acórdãos citados: HC 84219, HC 97621, HC 98360, RHC
100383, HC 107157.
Número de páginas: 10.
Análise: 26/04/2012, ACG.
Revisão: 27/04/2012, MMR.
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AYRES BRITTO
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Segunda Turma
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107777
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[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00117 INC-00005 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-010261 ANO-2001\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
HC
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acordaos
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HC 107777
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[
""
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PACTE.(S) : JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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""
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Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS CORPUS. MEDIDA DE SEGURANÇA.
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. NÃO-OCORRÊNCIA.
DESINTERNAÇÃO PROGRESSIVA. ORDEM PARCIALMENTE
CONCEDIDA.
1. As medidas de segurança se submetem ao regime ordinariamente
normado da prescrição penal. Prescrição a ser calculada com base na
pena máxima cominada ao tipo penal debitado ao agente (no caso da
prescrição da pretensão punitiva) ou com base na duração máxima da
medida de segurança, trinta anos (no caso da prescrição da pretensão
executória). Prazos prescricionais, esses, aos quais se aplicam, por lógico,
os termos iniciais e marcos interruptivos e suspensivos dispostos no
Código Penal.
2. Não se pode falar em transcurso do prazo prescricional durante o
período de cumprimento da medida de segurança. Prazo, a toda
evidência, interrompido com o início da submissão do paciente ao
“tratamento” psiquiátrico forense (inciso V do art. 117 do Código Penal).
3. No julgamento do HC 97.621, da relatoria do ministro Cezar
Peluso, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal entendeu cabível
a adoção da desinternação progressiva de que trata a Lei 10.261/2001.
Mesmo equacionamento jurídico dado pela Primeira Turma, ao julgar o
HC 98.360, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, e, mais
recentemente, o RHC 100.383, da relatoria do ministro Luiz Fux.
4. No caso, o paciente está submetido ao controle penal estatal desde
1984 (data da internação no Instituto Psiquiátrico Forense) e se acha no
gozo da alta progressiva desde 1986. Pelo que não se pode desqualificar a
ponderação do Juízo mais próximo à realidade da causa.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
HC 107.777 / RS
5. Ordem parcialmente concedida para assegurar ao paciente a
desinternação progressiva, determinada pelo Juízo das Execuções Penais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder parcialmente
a ordem para restabelecer a desinternação progressiva, deferida ao
paciente pelo Juízo da Execução Penal de Porto Alegre, o que fazem nos
termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.777 / RS
5. Ordem parcialmente concedida para assegurar ao paciente a
desinternação progressiva, determinada pelo Juízo das Execuções Penais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder parcialmente
a ordem para restabelecer a desinternação progressiva, deferida ao
paciente pelo Juízo da Execução Penal de Porto Alegre, o que fazem nos
termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Trata-se de habeas corpus, manejado contra acórdão do Superior
Tribunal de Justiça. Acórdão que exibe a seguinte ementa:
“HOMICÍDIO. RÉU INIMPUTÁVEL. APLICAÇÃO DE
MEDIDA DE SEGURANÇA. INTERNAÇÃO. PRESCRIÇÃO.
APLICAÇÃO DAS REGRAS DO CÓDIGO PENAL. PRAZO
PRESCRICIONAL INTERROM-PIDO PELO INÍCIO DO
CUMPRIMENTO DA MEDIDA.
1. A medida de segurança sujeita-se à prescrição.
2. O início do cumprimento da medida de segurança, no
caso internação, interrompe a contagem do prazo prescricional.
3. Afastada a prescrição, mantém-se a internação até a
superveniência de novo laudo pericial que ateste a cessação da
periculosidade do agente.
4. Agravo regimental improvido.”
2. Pois bem, a Defensoria Pública da União postula o
restabelecimento da decisão do Juízo da Execução Penal de Porto
Alegre/RS. Decisão que deu pela prescrição da medida de segurança
imposta ao paciente, nos termos seguintes:
“O paciente passou a usufruir do benefício da alta
progressiva desde 11/03/1986, consoante expediente inicial.
[…]
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Trata-se de habeas corpus, manejado contra acórdão do Superior
Tribunal de Justiça. Acórdão que exibe a seguinte ementa:
“HOMICÍDIO. RÉU INIMPUTÁVEL. APLICAÇÃO DE
MEDIDA DE SEGURANÇA. INTERNAÇÃO. PRESCRIÇÃO.
APLICAÇÃO DAS REGRAS DO CÓDIGO PENAL. PRAZO
PRESCRICIONAL INTERROM-PIDO PELO INÍCIO DO
CUMPRIMENTO DA MEDIDA.
1. A medida de segurança sujeita-se à prescrição.
2. O início do cumprimento da medida de segurança, no
caso internação, interrompe a contagem do prazo prescricional.
3. Afastada a prescrição, mantém-se a internação até a
superveniência de novo laudo pericial que ateste a cessação da
periculosidade do agente.
4. Agravo regimental improvido.”
2. Pois bem, a Defensoria Pública da União postula o
restabelecimento da decisão do Juízo da Execução Penal de Porto
Alegre/RS. Decisão que deu pela prescrição da medida de segurança
imposta ao paciente, nos termos seguintes:
“O paciente passou a usufruir do benefício da alta
progressiva desde 11/03/1986, consoante expediente inicial.
[…]
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
HC 107.777 / RS
O prazo máximo de prescrição in abstracto no Direito
Brasileiro é de 20 anos. Está, pois, prescrita a medida de
segurança, pois o paciente está internado há 22 anos e 10 meses.
Não é dos casos que a Constituição prevê imprescritíveis.
[…]
O paciente, de qualquer modo, não poderá ficar mais no
Instituto Psiquiátrico Forense depois da transição retro
mencionada, pois o caso não é mais um caso penal. O caso é de
saúde pública e como tal deve ser tratado.
[…]
Devem ser tomadas as precauções mencionadas na Lei n
10.216, de abril de 2001, art. 5... […].”
3. Prossigo neste relato para anotar as informações prestadas pelo
magistrado de primeiro grau, in verbis:
“O paciente JORGE ALBERTO ROHLOFF sofreu medida
de segurança por ter, no dia 14/12/1984, praticado o delito de
tentativa de homicídio, crime tipificado no art. 121 “caput” c/c
art. 61, II “f” e art. 121 “caput” c/c 61 “e” c/c art. 14, II todos do
Código Penal.
O paciente foi internado no Instituto Psiquiátrico Forense
no dia 21/12/1984, conforme termo inicial estando internado há
26 anos, 6 meses e 14 dias.
O paciente nasceu no dia 23/09/1962, e conta atualmente
com 44 anos de idade.
A medida de segurança foi julgada extinta 20/10/2007
pela prescrição e o Ministério Público agravou da decisão,
sendo, por maioria, negado provimento ao recurso.
Em cumprimento aos termos da decisão proferida o
Instituto Psiquiátrico Forense apresentou plano de
desligamento, (fls. 198/202), no qual solicitou a prorrogação do
prazo para sua efetivação, cujas informações vieram aos autos
às fls. 213/18, concluindo o plano de desligamento do paciente.
Foi expedido lavará de soltura em 13/04/2009,
encontrando-se o paciente, em sua comunidade de origem
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.777 / RS
O prazo máximo de prescrição in abstracto no Direito
Brasileiro é de 20 anos. Está, pois, prescrita a medida de
segurança, pois o paciente está internado há 22 anos e 10 meses.
Não é dos casos que a Constituição prevê imprescritíveis.
[…]
O paciente, de qualquer modo, não poderá ficar mais no
Instituto Psiquiátrico Forense depois da transição retro
mencionada, pois o caso não é mais um caso penal. O caso é de
saúde pública e como tal deve ser tratado.
[…]
Devem ser tomadas as precauções mencionadas na Lei n
10.216, de abril de 2001, art. 5... […].”
3. Prossigo neste relato para anotar as informações prestadas pelo
magistrado de primeiro grau, in verbis:
“O paciente JORGE ALBERTO ROHLOFF sofreu medida
de segurança por ter, no dia 14/12/1984, praticado o delito de
tentativa de homicídio, crime tipificado no art. 121 “caput” c/c
art. 61, II “f” e art. 121 “caput” c/c 61 “e” c/c art. 14, II todos do
Código Penal.
O paciente foi internado no Instituto Psiquiátrico Forense
no dia 21/12/1984, conforme termo inicial estando internado há
26 anos, 6 meses e 14 dias.
O paciente nasceu no dia 23/09/1962, e conta atualmente
com 44 anos de idade.
A medida de segurança foi julgada extinta 20/10/2007
pela prescrição e o Ministério Público agravou da decisão,
sendo, por maioria, negado provimento ao recurso.
Em cumprimento aos termos da decisão proferida o
Instituto Psiquiátrico Forense apresentou plano de
desligamento, (fls. 198/202), no qual solicitou a prorrogação do
prazo para sua efetivação, cujas informações vieram aos autos
às fls. 213/18, concluindo o plano de desligamento do paciente.
Foi expedido lavará de soltura em 13/04/2009,
encontrando-se o paciente, em sua comunidade de origem
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
HC 107.777 / RS
desde então.”
(Sem destaques no original.)
4. À derradeira, anoto que a Procuradoria-Geral da República
opinou pela rejeição da tese defensiva da prescrição da medida de
segurança e pela concessão da ordem de ofício. Isso para o fim de
“restabelecer a decisão do Juízo de primeiro grau quanto à continuidade do
regime de desinternação progressiva fora do âmbito do Instituto Psiquiátrico
Forense”.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.777 / RS
desde então.”
(Sem destaques no original.)
4. À derradeira, anoto que a Procuradoria-Geral da República
opinou pela rejeição da tese defensiva da prescrição da medida de
segurança e pela concessão da ordem de ofício. Isso para o fim de
“restabelecer a decisão do Juízo de primeiro grau quanto à continuidade do
regime de desinternação progressiva fora do âmbito do Instituto Psiquiátrico
Forense”.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, começo pela anotação de que o tema das medidas
de segurança está a merecer do Supremo Tribunal Federal uma aturada
análise constitucional. Análise, é verdade, iniciada, por exemplo, no
julgamento do HC 84.219, da relatoria do ministro Marco Aurélio.
Oportunidade em que se reconheceu a necessidade de limitação temporal
da medida de segurança. Não é só: no julgamento do HC 97.621, da
relatoria do ministro Cezar Peluso, a Segunda Turma do Supremo
Tribunal Federal entendeu cabível a adoção da desinternação progressiva
de que trata a Lei 10.261/2001. Mesmo equacionamento jurídico dado pela
Primeira Turma, ao julgar o HC 98.360, da relatoria do ministro Ricardo
Lewandowski, e, mais recentemente, o RHC 100.383, da relatoria do
ministro Luiz Fux. Nessas oportunidades, decidimos ainda que as
medidas de segurança se submetem ao regime ordinariamente normado
da prescrição penal. Prescrição a ser calculada com base na pena máxima
cominada ao tipo penal debitado ao agente (no caso da prescrição da
pretensão punitiva) ou com base na duração máxima da medida de
segurança, 30 anos (no caso da prescrição da pretensão executória).
Prazos prescricionais, esses, aos quais se aplicam, por lógico, os termos
iniciais e marcos interruptivos e suspensivos dispostos no Código Penal.
7. Nesse mesmo rumo de idéias, ao apreciar a medida liminar no HC
107.157, avancei na possível improcedência da alegação de prescrição da
medida de segurança. Nada obstante, determinei o prosseguimento das
providências administrativas necessárias à desinternação progressiva do
paciente. O que fiz, em suma, nos termos seguintes:
“não posso deixar de observar que o paciente se acha
internado desde 22.10.1981. Há quase trinta anos, portanto.
Sendo certo, ainda, que os laudos referidos pelo magistrado
apontam para o controle medicamentoso dos sintomas
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, começo pela anotação de que o tema das medidas
de segurança está a merecer do Supremo Tribunal Federal uma aturada
análise constitucional. Análise, é verdade, iniciada, por exemplo, no
julgamento do HC 84.219, da relatoria do ministro Marco Aurélio.
Oportunidade em que se reconheceu a necessidade de limitação temporal
da medida de segurança. Não é só: no julgamento do HC 97.621, da
relatoria do ministro Cezar Peluso, a Segunda Turma do Supremo
Tribunal Federal entendeu cabível a adoção da desinternação progressiva
de que trata a Lei 10.261/2001. Mesmo equacionamento jurídico dado pela
Primeira Turma, ao julgar o HC 98.360, da relatoria do ministro Ricardo
Lewandowski, e, mais recentemente, o RHC 100.383, da relatoria do
ministro Luiz Fux. Nessas oportunidades, decidimos ainda que as
medidas de segurança se submetem ao regime ordinariamente normado
da prescrição penal. Prescrição a ser calculada com base na pena máxima
cominada ao tipo penal debitado ao agente (no caso da prescrição da
pretensão punitiva) ou com base na duração máxima da medida de
segurança, 30 anos (no caso da prescrição da pretensão executória).
Prazos prescricionais, esses, aos quais se aplicam, por lógico, os termos
iniciais e marcos interruptivos e suspensivos dispostos no Código Penal.
7. Nesse mesmo rumo de idéias, ao apreciar a medida liminar no HC
107.157, avancei na possível improcedência da alegação de prescrição da
medida de segurança. Nada obstante, determinei o prosseguimento das
providências administrativas necessárias à desinternação progressiva do
paciente. O que fiz, em suma, nos termos seguintes:
“não posso deixar de observar que o paciente se acha
internado desde 22.10.1981. Há quase trinta anos, portanto.
Sendo certo, ainda, que os laudos referidos pelo magistrado
apontam para o controle medicamentoso dos sintomas
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1900268.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.777 / RS
manifestados pelo paciente. Paciente, é bom que se diga, que já
se acha ‘lotado em unidade aberta’, desde 1988.”
8. Assim postas as coisas, não tenho como encampar a tese defensiva
de extinção da punibilidade pela prescrição da medida de segurança. Isso
porque, iniciado o cumprimento dessa espécie de sanção penal, não há
como se falar em transcurso do prazo prescricional durante o período de
cumprimento da medida de segurança. Prazo, a toda evidência,
interrompido com o início da submissão do paciente ao “tratamento”
psquiátrico forense (inciso V do art. 117 do Código Penal).
9. Por outra volta, se não vejo como reconhecer o transcurso do
prazo prescricional durante o período de cumprimento da medida de
segurança, não posso deixar de observar que o paciente está submetido
ao controle penal estatal desde 1984 (data da internação no Instituto
Psiquiátrico Forense). Sendo certo que os laudos médicos referidos pelo
magistrado apontam para o controle medicamentoso dos sintomas
manifestados pelo paciente. Paciente, reitere-se, que já se acha no gozo da
alta progressiva desde 1986! Tudo a reforçar a ponderação do Juízo da
Execução de Porto Alegre, bem mais próximo à ambiência factual da
causa, no sentido de que: “o caso não é mais um caso penal. O caso é de saúde
pública e como tal deve ser tratado”.
10. Esse o quadro, concedo parcialmente a ordem. O que faço para
restabelecer a desinternação progressiva, deferida ao paciente pelo Juízo
da Execução Penal de Porto Alegre.
11. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.777 / RS
manifestados pelo paciente. Paciente, é bom que se diga, que já
se acha ‘lotado em unidade aberta’, desde 1988.”
8. Assim postas as coisas, não tenho como encampar a tese defensiva
de extinção da punibilidade pela prescrição da medida de segurança. Isso
porque, iniciado o cumprimento dessa espécie de sanção penal, não há
como se falar em transcurso do prazo prescricional durante o período de
cumprimento da medida de segurança. Prazo, a toda evidência,
interrompido com o início da submissão do paciente ao “tratamento”
psquiátrico forense (inciso V do art. 117 do Código Penal).
9. Por outra volta, se não vejo como reconhecer o transcurso do
prazo prescricional durante o período de cumprimento da medida de
segurança, não posso deixar de observar que o paciente está submetido
ao controle penal estatal desde 1984 (data da internação no Instituto
Psiquiátrico Forense). Sendo certo que os laudos médicos referidos pelo
magistrado apontam para o controle medicamentoso dos sintomas
manifestados pelo paciente. Paciente, reitere-se, que já se acha no gozo da
alta progressiva desde 1986! Tudo a reforçar a ponderação do Juízo da
Execução de Porto Alegre, bem mais próximo à ambiência factual da
causa, no sentido de que: “o caso não é mais um caso penal. O caso é de saúde
pública e como tal deve ser tratado”.
10. Esse o quadro, concedo parcialmente a ordem. O que faço para
restabelecer a desinternação progressiva, deferida ao paciente pelo Juízo
da Execução Penal de Porto Alegre.
11. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. AYRES BRITTO
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Medicamentoso.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - É, conhecedor dos fatos.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Medicamentoso.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - É, conhecedor dos fatos.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (CANCELADO).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
-
Acompanho Vossa Excelência, num excelente voto, parabenizando,
inclusive, pela sua confecção e concepção.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Mais louvado, entre outros precedentes, no de Vossa
Excelência.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Obrigado.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.777 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
-
Acompanho Vossa Excelência, num excelente voto, parabenizando,
inclusive, pela sua confecção e concepção.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Mais louvado, entre outros precedentes, no de Vossa
Excelência.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Obrigado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.777
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem parcialmente concedida para restabelecer a
desinternação progressiva, deferida ao paciente pelo Juízo da
Execução Penal de Porto Alegre, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Gilmar Mendes. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.777
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : JORGE ALBERTO ROHLOFF
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem parcialmente concedida para restabelecer a
desinternação progressiva, deferida ao paciente pelo Juízo da
Execução Penal de Porto Alegre, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Gilmar Mendes. 2... Turma, 07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HC 97 . 621",
"HC 98 . 360",
"RHC 100 . 383",
"HC 107 . 777 / RS",
"HC 107 . 777 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HC 107 . 777 / RS",
"HC 107 . 777 / RS",
"HC 107 . 777 / RS",
"HC 107 . 777 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HC 84 . 219",
"HC 97 . 621",
"HC 98 . 360",
"RHC 100 . 383",
"HC 107 . 157",
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HC 84 . 219",
"HC 97 . 621",
"HC 98 . 360",
"RHC 100 . 383",
"HC 107 . 157",
"HC 107 . 777 / RS",
"HC 107 . 777 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HABEAS CORPUS 107 . 777",
"HABEAS CORPUS 107 . 777"
],
"LEGISLACAO": [
"Código Penal",
"inciso V do art . 117 do Código Penal",
"Lei 10 . 261 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei n 10 . 216",
"art . 121 “ caput ” c / c art . 61 , II “ f ” e art . 121 “ caput ” c / c 61 “ e ” c / c art . 14 , II todos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei n 10 . 216",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 10 . 261 / 2001",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 10 . 261 /",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso V do art . 117 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso V do art . 117 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Porto Alegre",
"Brasília",
"Porto Alegre",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Porto Alegre",
"RIO GRANDE DO SUL",
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"RIO GRANDE DO SUL",
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"Porto Alegre",
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"Porto Alegre",
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"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
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"RIO GRANDE DO SUL",
"Porto Alegre"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Instituto Psiquiátrico Forense",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
"Juízo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Instituto Psiquiátrico Forense",
"Instituto Psiquiátrico Forense",
"Ministério Público",
"Instituto Psiquiátrico Forense",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Instituto Psiquiátrico Forense",
"Instituto Psiquiátrico Forense",
"Ministério Público",
"Instituto Psiquiátrico Forense",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Instituto Psiquiátrico Forense ”",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Instituto Psiquiátrico Forense ”",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Instituto Psiquiátrico Forense",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Instituto Psiquiátrico Forense",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"JORGE ALBERTO ROHLOFF",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"JORGE ALBERTO ROHLOFF",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"JORGE ALBERTO ROHLOFF",
"AYRES BRITTO",
"JORGE ALBERTO ROHLOFF",
"JORGE ALBERTO ROHLOFF",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"AYRES BRITTO",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"JORGE ALBERTO ROHLOFF",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"JORGE ALBERTO ROHLOFF",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"1984",
"1986",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11",
"/",
"03",
"/",
"1986",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11",
"/",
"03",
"/",
"1986",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"abril de 2001",
"14",
"/",
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"/",
"1984",
"21",
"/",
"12",
"/",
"1984",
"23",
"/",
"09",
"/",
"1962",
"20",
"/",
"10",
"/",
"2007",
"13",
"/",
"04",
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"2009",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"abril de 2001",
"14",
"/",
"12",
"/",
"1984",
"21",
"/",
"12",
"/",
"1984",
"23",
"/",
"09",
"/",
"1962",
"20",
"/",
"10",
"/",
"2007",
"13",
"/",
"04",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"22",
".",
"10",
".",
"1981",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"22",
".",
"10",
".",
"1981",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1988",
"1984",
"1986",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1988",
"1984",
"1986",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. PIS. EC
n. 17/97. Prorrogação de alíquota. Princípio da anterioridade
nonagesimal. Inaplicabilidade. Precedentes. 4. Agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 05/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): ): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso
extraordinário, aos seguintes fundamentos:
(...)
O recurso não merece prosseguir.
Isso porque veicula pretensão que, a partir dos
dispositivos constitucionais invocados, de resto já apreciada em
sucessivos julgamentos no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, contraria iterativa orientação jurisprudencial firmada
em torno das questões nele suscitadas.
No caso, à luz dessa dominante jurisprudência, não há se
falar em vulneração das regras da anterioridade por preceito
normativo tributário que tão somente prorroga exação já
existente, mormente quando respeitado o exercício financeiro a
ela relacionada.
Sobre esse aspecto, entre outros, menciono a ADI 2.666,
Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ 6.12.2002.
Outrossim, tem-se que a limitação imposta no artigo 73 do
ADCT não se refere propriamente à espécies tributárias
destinadas ao custeio do fundo instituído no artigo 71 do
mesmo ADCT.
A propósito, confiram-se os seguintes precedentes: RE-
AgR 595.673, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 7.8.2009;
RE 546.087, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.3.2011; RE-ED
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): ): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso
extraordinário, aos seguintes fundamentos:
(...)
O recurso não merece prosseguir.
Isso porque veicula pretensão que, a partir dos
dispositivos constitucionais invocados, de resto já apreciada em
sucessivos julgamentos no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, contraria iterativa orientação jurisprudencial firmada
em torno das questões nele suscitadas.
No caso, à luz dessa dominante jurisprudência, não há se
falar em vulneração das regras da anterioridade por preceito
normativo tributário que tão somente prorroga exação já
existente, mormente quando respeitado o exercício financeiro a
ela relacionada.
Sobre esse aspecto, entre outros, menciono a ADI 2.666,
Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ 6.12.2002.
Outrossim, tem-se que a limitação imposta no artigo 73 do
ADCT não se refere propriamente à espécies tributárias
destinadas ao custeio do fundo instituído no artigo 71 do
mesmo ADCT.
A propósito, confiram-se os seguintes precedentes: RE-
AgR 595.673, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 7.8.2009;
RE 546.087, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.3.2011; RE-ED
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Relatório
RE 443.283 AGR / RS
349.920, Rel. Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 19.12.2002;
RE 346.983, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe
14.5.2010. Do voto condutor deste último julgado, extrai-se a
seguinte assertiva:
‘Com feito, o art. 73 do Dispositivo Transitório veda,
expressamente, regulamentação do Fundo Social de
Emergência mediante medida provisória. Mas o que fez a
MP nº 517/94 foi apenas regular a contribuição social para
o PIS, o que não vedado por aquele dispositivo. Aliás, a
Lei nº 9.701/98, que resultou da conversão das reedições
da MP nº 517/94, traz, já na ementa, que esse diploma
dispõe sobre a base de cálculo da Contribuição para o PIS,
sem nenhuma alusão àquele fundo’ (grifei).
Nesse sentido, destaco ainda, as seguintes decisões
monocráticas: RE 546.087, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.3.2011;
RE 500.283, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 13.9.2010; RE
382.061, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 4.8.2010; RE 410.220, Rel.
Min. Celso de Mello, DJe 14.12.2009” (fl. 215/216)”.
No recurso interno, insiste-se no provimento do apelo extremo para
se reconhecer que a prorrogação, pela EC 17/97, dos gravames tributários
relativos à CSLL, encetados pela EC 10/96, vulnera a garantia preceituada
no artigo 195, § 6º, da Constituição Federal, alusiva à anterioridade
nonagesimal.
Nesse sentido, invoca-se precedente consubstanciado no julgamento
do RE 587.008, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 6.5.2011. Dessa
forma, em suma, aduz-se:
“(...) a Emenda Constitucional n.° 17/97, questionada nesta
demanda, apesar de publicada no DOU de 25.11.97, ou seja,
quase 5 (cinco) meses após o esgotamento da vigência da
Emenda Constitucional n.° 10/96 (30.06.97), declarou-se vigente
na data de sua publicação (art. 6°), porém com efeitos
retroativos a 1º. 07.97 (art. 4°), repetindo, pois, exatamente os
vícios de sua antecessora (EC 10/96), conforme exposto
minunciosamente no item 6 e seus subitens da petição inicial do
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Supremo Tribunal Federal
RE 443.283 AGR / RS
349.920, Rel. Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 19.12.2002;
RE 346.983, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe
14.5.2010. Do voto condutor deste último julgado, extrai-se a
seguinte assertiva:
‘Com feito, o art. 73 do Dispositivo Transitório veda,
expressamente, regulamentação do Fundo Social de
Emergência mediante medida provisória. Mas o que fez a
MP nº 517/94 foi apenas regular a contribuição social para
o PIS, o que não vedado por aquele dispositivo. Aliás, a
Lei nº 9.701/98, que resultou da conversão das reedições
da MP nº 517/94, traz, já na ementa, que esse diploma
dispõe sobre a base de cálculo da Contribuição para o PIS,
sem nenhuma alusão àquele fundo’ (grifei).
Nesse sentido, destaco ainda, as seguintes decisões
monocráticas: RE 546.087, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.3.2011;
RE 500.283, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 13.9.2010; RE
382.061, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 4.8.2010; RE 410.220, Rel.
Min. Celso de Mello, DJe 14.12.2009” (fl. 215/216)”.
No recurso interno, insiste-se no provimento do apelo extremo para
se reconhecer que a prorrogação, pela EC 17/97, dos gravames tributários
relativos à CSLL, encetados pela EC 10/96, vulnera a garantia preceituada
no artigo 195, § 6º, da Constituição Federal, alusiva à anterioridade
nonagesimal.
Nesse sentido, invoca-se precedente consubstanciado no julgamento
do RE 587.008, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 6.5.2011. Dessa
forma, em suma, aduz-se:
“(...) a Emenda Constitucional n.° 17/97, questionada nesta
demanda, apesar de publicada no DOU de 25.11.97, ou seja,
quase 5 (cinco) meses após o esgotamento da vigência da
Emenda Constitucional n.° 10/96 (30.06.97), declarou-se vigente
na data de sua publicação (art. 6°), porém com efeitos
retroativos a 1º. 07.97 (art. 4°), repetindo, pois, exatamente os
vícios de sua antecessora (EC 10/96), conforme exposto
minunciosamente no item 6 e seus subitens da petição inicial do
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Relatório
RE 443.283 AGR / RS
mandamus e nos itens 1, letra “a”, e 3.1.1 a 3.1.4.4 do recurso
extraordinário” (fl. 222).
Instada a se manifestar, a União (Fazenda Nacional) defende a
manutenção do decisum por seus próprios fundamentos, ao assinalar, em
síntese, o seguinte:
(...) É irretocável a análise levada a cabo pelo Em. Min.
Relator, que bem espelha a jurisprudência deste Tribunal (fl.
231).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 443.283 AGR / RS
mandamus e nos itens 1, letra “a”, e 3.1.1 a 3.1.4.4 do recurso
extraordinário” (fl. 222).
Instada a se manifestar, a União (Fazenda Nacional) defende a
manutenção do decisum por seus próprios fundamentos, ao assinalar, em
síntese, o seguinte:
(...) É irretocável a análise levada a cabo pelo Em. Min.
Relator, que bem espelha a jurisprudência deste Tribunal (fl.
231).
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
A decisão atacada aplicou a jurisprudência dominante desta Corte
no sentido de que a EC 17/97 tão somente prorrogou gravame tributário
enunciado pela EC 10/96. Desse modo, essa circunstância dispensa a
observância da regra da anterioridade nonagesimal preconizada pelo
artigo 195, § 6º, da Constituição Federal.
Nesse sentido, além dos julgamentos citados na decisão agravada,
confiram-se os seguintes precedentes: o RE-AgR 595.673, Rel. Min. Eros
Grau, DJe 7.8.2009; e o RE-AgR 537.688, Rel. Min. Ellen Gracie, este
último assim ementado:
“CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. PIS. EMENDA
CONSTITUCIONAL 10/96. ADI 1.420/DF. EFEITOS
RETROATIVOS.
PRORROGAÇÃO
DE
ALÍQUOTA.
ANTERIORIDADE NONAGESIMAL: INAPLICABILIDADE.
PRECEDENTES. 1. A decisão agravada aplicou a jurisprudência
desta Corte no sentido da constitucionalidade da Emenda
Constitucional 10/96 e das alterações por ela trazidas à
legislação do PIS. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal
possui entendimento segundo o qual a prorrogação da data
originariamente prevista para vigorar o tributo não equivale a
sua instituição ou majoração, razão pela qual a anterioridade
nonagesimal não incide nessa hipótese. 3. Ausência de
argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento”.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
A decisão atacada aplicou a jurisprudência dominante desta Corte
no sentido de que a EC 17/97 tão somente prorrogou gravame tributário
enunciado pela EC 10/96. Desse modo, essa circunstância dispensa a
observância da regra da anterioridade nonagesimal preconizada pelo
artigo 195, § 6º, da Constituição Federal.
Nesse sentido, além dos julgamentos citados na decisão agravada,
confiram-se os seguintes precedentes: o RE-AgR 595.673, Rel. Min. Eros
Grau, DJe 7.8.2009; e o RE-AgR 537.688, Rel. Min. Ellen Gracie, este
último assim ementado:
“CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. PIS. EMENDA
CONSTITUCIONAL 10/96. ADI 1.420/DF. EFEITOS
RETROATIVOS.
PRORROGAÇÃO
DE
ALÍQUOTA.
ANTERIORIDADE NONAGESIMAL: INAPLICABILIDADE.
PRECEDENTES. 1. A decisão agravada aplicou a jurisprudência
desta Corte no sentido da constitucionalidade da Emenda
Constitucional 10/96 e das alterações por ela trazidas à
legislação do PIS. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal
possui entendimento segundo o qual a prorrogação da data
originariamente prevista para vigorar o tributo não equivale a
sua instituição ou majoração, razão pela qual a anterioridade
nonagesimal não incide nessa hipótese. 3. Ausência de
argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento”.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
RE 443.283 AGR / RS
Ressalte-se, ainda, que o precedente indicado pela agravante, ou
seja, o RE-RG 587.008, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 6.5.2011,
cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte, não se aplica ao
presente caso, em razão de esse julgamento ter concluído pela aplicação
da anterioridade nonagesimal, ao fundamento de que a “EC 10/96,
especialmente quanto ao inciso III do artigo 72 do ADCT, é um novo texto que
veicula nova norma e não apenas prorrogação da emenda anterior”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 443.283 AGR / RS
Ressalte-se, ainda, que o precedente indicado pela agravante, ou
seja, o RE-RG 587.008, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 6.5.2011,
cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte, não se aplica ao
presente caso, em razão de esse julgamento ter concluído pela aplicação
da anterioridade nonagesimal, ao fundamento de que a “EC 10/96,
especialmente quanto ao inciso III do artigo 72 do ADCT, é um novo texto que
veicula nova norma e não apenas prorrogação da emenda anterior”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S) : ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S) : ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1791600
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-05T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. PIS. EC n. 17/97. Prorrogação de alíquota. Princípio da anterioridade nonagesimal. Inaplicabilidade. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205284
|
- Acórdãos citados: RE 595673 AgR, RE 537688 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 29/03/2012, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
443283
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00195 PAR-00006 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED EMC-000010 ANO-1996\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n\r\n",
"LEG-FED EMC-000017 ANO-1997\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 443283 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. PIS. EC
n. 17/97. Prorrogação de alíquota. Princípio da anterioridade
nonagesimal. Inaplicabilidade. Precedentes. 4. Agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 05/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): ): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso
extraordinário, aos seguintes fundamentos:
(...)
O recurso não merece prosseguir.
Isso porque veicula pretensão que, a partir dos
dispositivos constitucionais invocados, de resto já apreciada em
sucessivos julgamentos no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, contraria iterativa orientação jurisprudencial firmada
em torno das questões nele suscitadas.
No caso, à luz dessa dominante jurisprudência, não há se
falar em vulneração das regras da anterioridade por preceito
normativo tributário que tão somente prorroga exação já
existente, mormente quando respeitado o exercício financeiro a
ela relacionada.
Sobre esse aspecto, entre outros, menciono a ADI 2.666,
Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ 6.12.2002.
Outrossim, tem-se que a limitação imposta no artigo 73 do
ADCT não se refere propriamente à espécies tributárias
destinadas ao custeio do fundo instituído no artigo 71 do
mesmo ADCT.
A propósito, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário-
AgR 595.673, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 7.8.2009;
Recurso Extraordinário 546.087, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.3.2011; Recurso Extraordinário-ED
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S)
:ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): ): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso
extraordinário, aos seguintes fundamentos:
(...)
O recurso não merece prosseguir.
Isso porque veicula pretensão que, a partir dos
dispositivos constitucionais invocados, de resto já apreciada em
sucessivos julgamentos no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, contraria iterativa orientação jurisprudencial firmada
em torno das questões nele suscitadas.
No caso, à luz dessa dominante jurisprudência, não há se
falar em vulneração das regras da anterioridade por preceito
normativo tributário que tão somente prorroga exação já
existente, mormente quando respeitado o exercício financeiro a
ela relacionada.
Sobre esse aspecto, entre outros, menciono a ADI 2.666,
Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ 6.12.2002.
Outrossim, tem-se que a limitação imposta no artigo 73 do
ADCT não se refere propriamente à espécies tributárias
destinadas ao custeio do fundo instituído no artigo 71 do
mesmo ADCT.
A propósito, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário-
AgR 595.673, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 7.8.2009;
Recurso Extraordinário 546.087, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.3.2011; Recurso Extraordinário-ED
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
Recurso Extraordinário 443.283 AGR / RS
349.920, Rel. Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 19.12.2002;
Recurso Extraordinário 346.983, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe
14.5.2010. Do voto condutor deste último julgado, extrai-se a
seguinte assertiva:
‘Com feito, o art. 73 do Dispositivo Transitório veda,
expressamente, regulamentação do Fundo Social de
Emergência mediante medida provisória. Mas o que fez a
Medida Provisória n 517/94 foi apenas regular a contribuição social para
o PIS, o que não vedado por aquele dispositivo. Aliás, a
Lei n 9.701/98, que resultou da conversão das reedições
da Medida Provisória n 517/94, traz, já na ementa, que esse diploma
dispõe sobre a base de cálculo da Contribuição para o PIS,
sem nenhuma alusão àquele fundo’ (grifei).
Nesse sentido, destaco ainda, as seguintes decisões
monocráticas: Recurso Extraordinário 546.087, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.3.2011;
Recurso Extraordinário 500.283, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 13.9.2010; Recurso Extraordinário
382.061, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 4.8.2010; Recurso Extraordinário 410.220, Rel.
Min. Celso de Mello, DJe 14.12.2009” (fl. 215/216)”.
No recurso interno, insiste-se no provimento do apelo extremo para
se reconhecer que a prorrogação, pela EC 17/97, dos gravames tributários
relativos à CSLL, encetados pela EC 10/96, vulnera a garantia preceituada
no artigo 195, § 6..., da Constituição Federal, alusiva à anterioridade
nonagesimal.
Nesse sentido, invoca-se precedente consubstanciado no julgamento
do Recurso Extraordinário 587.008, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 6.5.2011. Dessa
forma, em suma, aduz-se:
“(...) a Emenda Constitucional n. 17/97, questionada nesta
demanda, apesar de publicada no DOU de 25.11.97, ou seja,
quase 5 (cinco) meses após o esgotamento da vigência da
Emenda Constitucional n. 10/96 (30.06.97), declarou-se vigente
na data de sua publicação (art. 6...), porém com efeitos
retroativos a 1.... 07.97 (art. 4...), repetindo, pois, exatamente os
vícios de sua antecessora (EC 10/96), conforme exposto
minunciosamente no item 6 e seus subitens da petição inicial do
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750171.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 443.283 AGR / RS
349.920, Rel. Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 19.12.2002;
Recurso Extraordinário 346.983, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe
14.5.2010. Do voto condutor deste último julgado, extrai-se a
seguinte assertiva:
‘Com feito, o art. 73 do Dispositivo Transitório veda,
expressamente, regulamentação do Fundo Social de
Emergência mediante medida provisória. Mas o que fez a
Medida Provisória n 517/94 foi apenas regular a contribuição social para
o PIS, o que não vedado por aquele dispositivo. Aliás, a
Lei n 9.701/98, que resultou da conversão das reedições
da Medida Provisória n 517/94, traz, já na ementa, que esse diploma
dispõe sobre a base de cálculo da Contribuição para o PIS,
sem nenhuma alusão àquele fundo’ (grifei).
Nesse sentido, destaco ainda, as seguintes decisões
monocráticas: Recurso Extraordinário 546.087, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.3.2011;
Recurso Extraordinário 500.283, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 13.9.2010; Recurso Extraordinário
382.061, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 4.8.2010; Recurso Extraordinário 410.220, Rel.
Min. Celso de Mello, DJe 14.12.2009” (fl. 215/216)”.
No recurso interno, insiste-se no provimento do apelo extremo para
se reconhecer que a prorrogação, pela EC 17/97, dos gravames tributários
relativos à CSLL, encetados pela EC 10/96, vulnera a garantia preceituada
no artigo 195, § 6..., da Constituição Federal, alusiva à anterioridade
nonagesimal.
Nesse sentido, invoca-se precedente consubstanciado no julgamento
do Recurso Extraordinário 587.008, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 6.5.2011. Dessa
forma, em suma, aduz-se:
“(...) a Emenda Constitucional n. 17/97, questionada nesta
demanda, apesar de publicada no DOU de 25.11.97, ou seja,
quase 5 (cinco) meses após o esgotamento da vigência da
Emenda Constitucional n. 10/96 (30.06.97), declarou-se vigente
na data de sua publicação (art. 6...), porém com efeitos
retroativos a 1.... 07.97 (art. 4...), repetindo, pois, exatamente os
vícios de sua antecessora (EC 10/96), conforme exposto
minunciosamente no item 6 e seus subitens da petição inicial do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 443.283 AGR / RS
mandamus e nos itens 1, letra “a”, e 3.1.1 a 3.1.4.4 do recurso
extraordinário” (fl. 222).
Instada a se manifestar, a União (Fazenda Nacional) defende a
manutenção do decisum por seus próprios fundamentos, ao assinalar, em
síntese, o seguinte:
(...) É irretocável a análise levada a cabo pelo Em. Min.
Relator, que bem espelha a jurisprudência deste Tribunal (fl.
231).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 443.283 AGR / RS
mandamus e nos itens 1, letra “a”, e 3.1.1 a 3.1.4.4 do recurso
extraordinário” (fl. 222).
Instada a se manifestar, a União (Fazenda Nacional) defende a
manutenção do decisum por seus próprios fundamentos, ao assinalar, em
síntese, o seguinte:
(...) É irretocável a análise levada a cabo pelo Em. Min.
Relator, que bem espelha a jurisprudência deste Tribunal (fl.
231).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
A decisão atacada aplicou a jurisprudência dominante desta Corte
no sentido de que a EC 17/97 tão somente prorrogou gravame tributário
enunciado pela EC 10/96. Desse modo, essa circunstância dispensa a
observância da regra da anterioridade nonagesimal preconizada pelo
artigo 195, § 6..., da Constituição Federal.
Nesse sentido, além dos julgamentos citados na decisão agravada,
confiram-se os seguintes precedentes: o Recurso Extraordinário-AgR 595.673, Rel. Min. Eros
Grau, DJe 7.8.2009; e o Recurso Extraordinário-AgR 537.688, Rel. Min. Ellen Gracie, este
último assim ementado:
“CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. PIS. EMENDA
CONSTITUCIONAL 10/96. ADI 1.420/DF. EFEITOS
RETROATIVOS.
PRORROGAÇÃO
DE
ALÍQUOTA.
ANTERIORIDADE NONAGESIMAL: INAPLICABILIDADE.
PRECEDENTES. 1. A decisão agravada aplicou a jurisprudência
desta Corte no sentido da constitucionalidade da Emenda
Constitucional 10/96 e das alterações por ela trazidas à
legislação do PIS. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal
possui entendimento segundo o qual a prorrogação da data
originariamente prevista para vigorar o tributo não equivale a
sua instituição ou majoração, razão pela qual a anterioridade
nonagesimal não incide nessa hipótese. 3. Ausência de
argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento”.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
A decisão atacada aplicou a jurisprudência dominante desta Corte
no sentido de que a EC 17/97 tão somente prorrogou gravame tributário
enunciado pela EC 10/96. Desse modo, essa circunstância dispensa a
observância da regra da anterioridade nonagesimal preconizada pelo
artigo 195, § 6..., da Constituição Federal.
Nesse sentido, além dos julgamentos citados na decisão agravada,
confiram-se os seguintes precedentes: o Recurso Extraordinário-AgR 595.673, Rel. Min. Eros
Grau, DJe 7.8.2009; e o Recurso Extraordinário-AgR 537.688, Rel. Min. Ellen Gracie, este
último assim ementado:
“CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. PIS. EMENDA
CONSTITUCIONAL 10/96. ADI 1.420/DF. EFEITOS
RETROATIVOS.
PRORROGAÇÃO
DE
ALÍQUOTA.
ANTERIORIDADE NONAGESIMAL: INAPLICABILIDADE.
PRECEDENTES. 1. A decisão agravada aplicou a jurisprudência
desta Corte no sentido da constitucionalidade da Emenda
Constitucional 10/96 e das alterações por ela trazidas à
legislação do PIS. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal
possui entendimento segundo o qual a prorrogação da data
originariamente prevista para vigorar o tributo não equivale a
sua instituição ou majoração, razão pela qual a anterioridade
nonagesimal não incide nessa hipótese. 3. Ausência de
argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
Recurso Extraordinário 443.283 AGR / RS
Ressalte-se, ainda, que o precedente indicado pela agravante, ou
seja, o Recurso Extraordinário-RG 587.008, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 6.5.2011,
cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte, não se aplica ao
presente caso, em razão de esse julgamento ter concluído pela aplicação
da anterioridade nonagesimal, ao fundamento de que a “EC 10/96,
especialmente quanto ao inciso III do artigo 72 do ADCT, é um novo texto que
veicula nova norma e não apenas prorrogação da emenda anterior”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 443.283 AGR / RS
Ressalte-se, ainda, que o precedente indicado pela agravante, ou
seja, o Recurso Extraordinário-RG 587.008, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 6.5.2011,
cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte, não se aplica ao
presente caso, em razão de esse julgamento ter concluído pela aplicação
da anterioridade nonagesimal, ao fundamento de que a “EC 10/96,
especialmente quanto ao inciso III do artigo 72 do ADCT, é um novo texto que
veicula nova norma e não apenas prorrogação da emenda anterior”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S) : ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443.283
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S/A
ADV.(A/S) : ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443 . 283",
"ADI 2 . 666",
"Recurso Extraordinário - AgR 595 . 673",
"Recurso Extraordinário 546 . 087",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443 . 283",
"ADI 2 . 666",
"Recurso Extraordinário - AgR 595 . 673",
"Recurso Extraordinário 443 . 283 AGR",
"/",
"RS 349 . 920",
"Recurso Extraordinário 346 . 983",
"Recurso Extraordinário 546 . 087",
"Recurso Extraordinário 500 . 283",
"Recurso Extraordinário 382 . 061",
"Recurso Extraordinário 410 . 220",
"Recurso Extraordinário 587 . 008",
"Recurso Extraordinário 443 . 283 AGR",
"/",
"RS 349 . 920",
"Recurso Extraordinário 346 . 983",
"Recurso Extraordinário 546 . 087",
"Recurso Extraordinário 500 . 283",
"Recurso Extraordinário 382 . 061",
"Recurso Extraordinário 410 . 220",
"Recurso Extraordinário 587 . 008",
"Recurso Extraordinário 443 . 283 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 443 . 283 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443 . 283",
"Recurso Extraordinário - AgR 595 . 673",
"Recurso Extraordinário - AgR 537 . 688",
"ADI 1 . 420 / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443 . 283",
"Recurso Extraordinário - AgR 595 . 673",
"Recurso Extraordinário - AgR 537 . 688",
"ADI 1 . 420 / DF",
"Recurso Extraordinário 443 . 283 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário - RG 587 . 008",
"Recurso Extraordinário 443 . 283 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário - RG 587 . 008",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443 . 283",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 443 . 283"
],
"LEGISLACAO": [
"PIS",
".",
"EC n . 17 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 517 / 94",
"Lei n 9 . 701 / 98",
"Medida Provisória n 517 / 94",
"EC",
"EC 10 / 96",
"artigo 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n . 17 / 97",
"Emenda Constitucional n . 10 / 96",
"EC 10 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 517 / 94",
"Lei n 9 . 701 / 98",
"Medida Provisória n 517 / 94",
"EC 17 / 97",
"EC 10 / 96",
"artigo 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n . 17 / 97",
"Emenda Constitucional n . 10 / 96",
"EC 10 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 17 / 97",
"EC 10 / 96",
"artigo 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"EMENDA CONSTITUCIONAL 10 / 96",
"Emenda",
"Constitucional 10 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 17 / 97",
"EC 10 / 96",
"artigo 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"EMENDA CONSTITUCIONAL 10 / 96",
"Emenda Constitucional 10 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 10 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 10 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S / A",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S / A",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUL AMÉRICA",
"SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S / A",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"PIS",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Fazenda Nacional",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Fazenda Nacional",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUL",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUL AMÉRICA SANTA CRUZ PARTICIPAÇÕES S / A",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"GILMAR MENDES",
"ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"GILMAR MENDES",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"GILMAR MENDES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"AMÉRICA",
"ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"ANDRÉ DE LAMARE BIOLCHINI",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"6",
".",
"12",
".",
"2002",
"7",
".",
"8",
".",
"2009",
"17",
".",
"3",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"6",
".",
"12",
".",
"2002",
"7",
".",
"8",
".",
"2009",
"17",
".",
"3",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2002",
"14",
".",
"5",
".",
"2010",
"17",
".",
"3",
".",
"2011",
"13",
".",
"9",
".",
"2010",
"4",
".",
"8",
".",
"2010",
"14",
".",
"12",
".",
"2009",
"6",
".",
"5",
".",
"2011",
"25",
".",
"11",
".",
"97",
"30",
".",
"06",
".",
"97",
"1",
".",
".",
".",
".",
"07",
".",
"97",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2002",
"14",
".",
"5",
".",
"2010",
"17",
".",
"3",
".",
"2011",
"13",
".",
"9",
".",
"2010",
"4",
".",
"8",
".",
"2010",
"14",
".",
"12",
".",
"2009",
"6",
".",
"5",
".",
"2011",
"25",
".",
"11",
".",
"97",
"30",
".",
"06",
".",
"97",
"1",
".",
".",
".",
".",
"07",
".",
"97",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7",
".",
"8",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7",
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"8",
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"2009",
"24",
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"08",
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"2001",
"6",
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"5",
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"2011",
"24",
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"08",
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"2001",
"6",
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"5",
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"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER
JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO
NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S)
:JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE
CONTAS DA UNIÃO. ANULAÇÃO DE ASCENSÕES FUNCIONAIS
CONCEDIDAS AOS SERVIDORES DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE ANULAÇÃO
INICIADO MAIS DE 5 ANOS APÓS A VIGÊNCIA DA LEI 9.784/1999.
DECADÊNCIA DO DIREITO DE ANULAR OS ATOS DE ASCENSÃO.
SEGURANÇA CONCEDIDA.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em conceder a segurança e julgar
prejudicado o agravo regimental interposto, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1810017.
Supremo Tribunal Federal
DJe 28/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER
JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO
NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S)
:JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Mandado de segurança coletivo, com pedido de medida liminar,
impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e
Ministério Público da União no Distrito Federal - SINDJUS/DF, em
22.7.2010, contra as decisões proferidas pelo Tribunal de Contas da União
no processo TC n. 005.305/2004-9 (Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e
1.618/2010).
2. Em 15.12.2003, o Tribunal de Contas da União recebeu denúncia
narrando vícios na transformação de cargos do quadro de pessoal do
Tribunal Superior do Trabalho, efetivada a partir do Processo TST n.
167.758/96.2 (fl. 6, apenso 1).
Em 29.4.2004, foi instaurado o Processo TC 005.305/2004-9, cujo
objeto era a apuração de irregularidades na transformação de cargos
públicos realizada por meio do Ato GP n. 1.499/1992, que estruturou os
cargos das categorias funcionais de Agente de Vigilância, Telefonista,
Auxiliar Operacional de Serviços Diversos/Área de Atendimento, classes
D e especial, e Auxiliar Operacional de Serviços Diversos/Área de Copa e
Cozinha, classe C, do quadro de pessoal do Tribunal Superior do
Trabalho, enquadrando-os em nível intermediário (fl. 4).
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER
JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO
NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S)
:JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Mandado de segurança coletivo, com pedido de medida liminar,
impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e
Ministério Público da União no Distrito Federal - SINDJUS/DF, em
22.7.2010, contra as decisões proferidas pelo Tribunal de Contas da União
no processo TC n. 005.305/2004-9 (Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e
1.618/2010).
2. Em 15.12.2003, o Tribunal de Contas da União recebeu denúncia
narrando vícios na transformação de cargos do quadro de pessoal do
Tribunal Superior do Trabalho, efetivada a partir do Processo TST n.
167.758/96.2 (fl. 6, apenso 1).
Em 29.4.2004, foi instaurado o Processo TC 005.305/2004-9, cujo
objeto era a apuração de irregularidades na transformação de cargos
públicos realizada por meio do Ato GP n. 1.499/1992, que estruturou os
cargos das categorias funcionais de Agente de Vigilância, Telefonista,
Auxiliar Operacional de Serviços Diversos/Área de Atendimento, classes
D e especial, e Auxiliar Operacional de Serviços Diversos/Área de Copa e
Cozinha, classe C, do quadro de pessoal do Tribunal Superior do
Trabalho, enquadrando-os em nível intermediário (fl. 4).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26
Relatório
MS 28.953 / DF
O Impetrante aponta que aquele ato não contemplou a categoria
funcional de Auxiliar Operacional de Serviços Diversos, Área de Limpeza
e Conservação, porque a estrutura dessas categorias não continha as
classes C e D. Todavia, a Resolução Administrativa n. 172/1995 teria
autorizado a reestruturação das atribuições da categoria funcional de
auxiliar operacional de serviços diversos, equivalendo as atribuições dos
servidores da área de limpeza com os da área de copa e cozinha, sem que
isso importasse em novo enquadramento na estrutura dos níveis
funcionais.
Noticia que, em 8.5.1997, o Tribunal Superior do Trabalho teria
equiparado a estrutura da área de apoio (limpeza e conservação) à de
copa e cozinha, conferindo a essa decisão efeito retroativo a 15.4.1996, e
que, em 28.5.1998, os servidores foram reenquadrados, independente do
grau de escolaridade, passando ao nível intermediário.
O Impetrante destaca que, embora a denúncia tenha sido recebida
em 2003 e o procedimento apuratório sido instaurado em 29.4.2004, a
decisão de anular referidos atos foi proferida apenas em 9.3.2005
(Acórdão TCU n. 232), confirmada em 18.4.2007 (Acórdão TCU n. 629).
Essas decisões foram tornadas sem efeito pelo Plenário do Tribunal de
Contas da União, nos termos do Acórdão TCU n. 659/2008, em virtude da
edição da Súmula Vinculante n. 3 por este Supremo Tribunal.
Ressalta que o procedimento de averiguação foi reiniciado e que os
servidores, representados pelo ora Impetrante, foram notificados para
apresentarem defesa, na qual sustentaram a decadência do direito de
anulação dos atos de ascensão pela Administração, nos termos do art. 54
da Lei n. 9.784/1999, pois a última ascensão funcional teria sido efetivada
há mais de 5 anos (28.5.1998).
Em 2.6.2010, o Tribunal de Contas da União rejeitou as razões de
2
Supremo Tribunal Federal
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MS 28.953 / DF
O Impetrante aponta que aquele ato não contemplou a categoria
funcional de Auxiliar Operacional de Serviços Diversos, Área de Limpeza
e Conservação, porque a estrutura dessas categorias não continha as
classes C e D. Todavia, a Resolução Administrativa n. 172/1995 teria
autorizado a reestruturação das atribuições da categoria funcional de
auxiliar operacional de serviços diversos, equivalendo as atribuições dos
servidores da área de limpeza com os da área de copa e cozinha, sem que
isso importasse em novo enquadramento na estrutura dos níveis
funcionais.
Noticia que, em 8.5.1997, o Tribunal Superior do Trabalho teria
equiparado a estrutura da área de apoio (limpeza e conservação) à de
copa e cozinha, conferindo a essa decisão efeito retroativo a 15.4.1996, e
que, em 28.5.1998, os servidores foram reenquadrados, independente do
grau de escolaridade, passando ao nível intermediário.
O Impetrante destaca que, embora a denúncia tenha sido recebida
em 2003 e o procedimento apuratório sido instaurado em 29.4.2004, a
decisão de anular referidos atos foi proferida apenas em 9.3.2005
(Acórdão TCU n. 232), confirmada em 18.4.2007 (Acórdão TCU n. 629).
Essas decisões foram tornadas sem efeito pelo Plenário do Tribunal de
Contas da União, nos termos do Acórdão TCU n. 659/2008, em virtude da
edição da Súmula Vinculante n. 3 por este Supremo Tribunal.
Ressalta que o procedimento de averiguação foi reiniciado e que os
servidores, representados pelo ora Impetrante, foram notificados para
apresentarem defesa, na qual sustentaram a decadência do direito de
anulação dos atos de ascensão pela Administração, nos termos do art. 54
da Lei n. 9.784/1999, pois a última ascensão funcional teria sido efetivada
há mais de 5 anos (28.5.1998).
Em 2.6.2010, o Tribunal de Contas da União rejeitou as razões de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26
Relatório
MS 28.953 / DF
defesa e julgou procedente a denúncia para determinar a anulação da
reestruturação da categoria de auxiliar operacional de serviços
diversos/área de apoio, de nível auxiliar para intermediário, por não
haver lei autorizativa para tal mudança (Acórdão TCU n. 1.300, fls. 172-
194, apenso 1), decisão mantida no julgamento dos embargos de
declaração opostos (Acórdão TCU n. 1.618/2010, fls. 61-74, apenso 1).
É contra os Acórdãos TCU n. 1.300 e 1.618/2010 que se impetra o
presente mandado de segurança.
3. O Impetrante sustenta que os atos impugnados teriam atingido
“interesses e direitos de diversos servidores do TST, promovendo a anulação de
ato administrativo que os beneficia, bem como determinando que a administração
faça-os retornar à situação anterior, ou seja, devolvendo-os a situação funcional
de antes de 1998” (fl. 8).
Afirma que, desde o início do Processo TC 005.305/2004-9, tem
sustentado a incidência do artigo 54 da Lei n. 9.784/1999, que estabelece o
prazo quinquenal para a Administração rever seus atos.
Pondera que a Lei 9.784/1999 atendeu ao disposto no art. 5º, caput, da
Constituição da República e que:
“É certo que a infringência à legalidade por um ato
administrativo, sob o ponto de vista abstrato, sempre será prejudicial
ao interesse público, por outro lado, quando analisada em face das
circunstâncias do caso concreto, nem sempre a anulação do ato será a
melhor solução. Em face da dinâmica das relações jurídicas e sociais,
haverá casos em que o próprio interesse da coletividade será melhor
atendido com a manutenção do ato nascido de forma irregular, ainda
que de forma nula.
Portanto, é o caso de dar-se prevalência à segurança jurídica,
declarando a decadência do direito de anulação dos atos da
administração do TST que beneficiaram os substituídos, ainda que se
3
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MS 28.953 / DF
defesa e julgou procedente a denúncia para determinar a anulação da
reestruturação da categoria de auxiliar operacional de serviços
diversos/área de apoio, de nível auxiliar para intermediário, por não
haver lei autorizativa para tal mudança (Acórdão TCU n. 1.300, fls. 172-
194, apenso 1), decisão mantida no julgamento dos embargos de
declaração opostos (Acórdão TCU n. 1.618/2010, fls. 61-74, apenso 1).
É contra os Acórdãos TCU n. 1.300 e 1.618/2010 que se impetra o
presente mandado de segurança.
3. O Impetrante sustenta que os atos impugnados teriam atingido
“interesses e direitos de diversos servidores do TST, promovendo a anulação de
ato administrativo que os beneficia, bem como determinando que a administração
faça-os retornar à situação anterior, ou seja, devolvendo-os a situação funcional
de antes de 1998” (fl. 8).
Afirma que, desde o início do Processo TC 005.305/2004-9, tem
sustentado a incidência do artigo 54 da Lei n. 9.784/1999, que estabelece o
prazo quinquenal para a Administração rever seus atos.
Pondera que a Lei 9.784/1999 atendeu ao disposto no art. 5º, caput, da
Constituição da República e que:
“É certo que a infringência à legalidade por um ato
administrativo, sob o ponto de vista abstrato, sempre será prejudicial
ao interesse público, por outro lado, quando analisada em face das
circunstâncias do caso concreto, nem sempre a anulação do ato será a
melhor solução. Em face da dinâmica das relações jurídicas e sociais,
haverá casos em que o próprio interesse da coletividade será melhor
atendido com a manutenção do ato nascido de forma irregular, ainda
que de forma nula.
Portanto, é o caso de dar-se prevalência à segurança jurídica,
declarando a decadência do direito de anulação dos atos da
administração do TST que beneficiaram os substituídos, ainda que se
3
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Relatório
MS 28.953 / DF
possa sobre eles imaginar ilegalidade, porquanto antes da autuação do
processo TC 005.305/2004-09, em 29 de abril de 2004, nenhuma
medida de impugnação foi tomada contra os atos de reestruturação de
cargos do Tribunal Superior do Trabalho, os quais aconteceram em 8
de maio de 1997 e 28 de maio de 1998, desde então beneficiando os
servidores, que acreditavam na legalidade da posição funcional que
passaram a ocupar, devendo ter preservadas as situações que
consolidaram” (fl. 11, grifos no original).
O Impetrante menciona precedentes deste Supremo Tribunal em que
se reconheceu a aplicação do prazo decadencial ao Tribunal de Contas da
União e ressalta a necessária sujeição da autoridade apontada como
coatora ao entendimento jurisprudencial firmado sobre a matéria.
Assevera que o fundamento utilizado pelo Tribunal de Contas da
União para afastar a tese da decadência (art. 69 da Lei n. 9.784/1999) não
procederia, pois o dispositivo legal aplicado somente se referiria aos
processos administrativos específicos regidos por legislação própria.
Destaca que o reconhecimento da “decadência (…) consubstancia um
direito subjetivo, que visa trazer segurança às relações jurídicas. Como é o caso
das regras de direito material, a contida no artigo 54 também traz, de um lado, o
sujeito ativo (titular do direito subjetivo) e, de outro, o sujeito passivo (titular do
dever jurídico)” (fl. 14, grifos no original).
Pondera que, se “a decadência exclui o direito da administração pública de
anular o ato impugnado; de outro lado, cria direito subjetivo ao administrado, de
que não deve sofrer com a anulação, podendo ter certeza que o ato de que é
beneficiário não mais será desfeito” e, desta forma, “a decadência estabelece a
segurança jurídica, que é inegável direito constitucional subjetivo, (...) nos
termos do caput do artigo 5º da Constituição da República” (fl. 14).
Assevera que, mesmo que as decisões impugnadas tenham sido
proferidas no exercício do controle externo, determinou-se a anulação de
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
possa sobre eles imaginar ilegalidade, porquanto antes da autuação do
processo TC 005.305/2004-09, em 29 de abril de 2004, nenhuma
medida de impugnação foi tomada contra os atos de reestruturação de
cargos do Tribunal Superior do Trabalho, os quais aconteceram em 8
de maio de 1997 e 28 de maio de 1998, desde então beneficiando os
servidores, que acreditavam na legalidade da posição funcional que
passaram a ocupar, devendo ter preservadas as situações que
consolidaram” (fl. 11, grifos no original).
O Impetrante menciona precedentes deste Supremo Tribunal em que
se reconheceu a aplicação do prazo decadencial ao Tribunal de Contas da
União e ressalta a necessária sujeição da autoridade apontada como
coatora ao entendimento jurisprudencial firmado sobre a matéria.
Assevera que o fundamento utilizado pelo Tribunal de Contas da
União para afastar a tese da decadência (art. 69 da Lei n. 9.784/1999) não
procederia, pois o dispositivo legal aplicado somente se referiria aos
processos administrativos específicos regidos por legislação própria.
Destaca que o reconhecimento da “decadência (…) consubstancia um
direito subjetivo, que visa trazer segurança às relações jurídicas. Como é o caso
das regras de direito material, a contida no artigo 54 também traz, de um lado, o
sujeito ativo (titular do direito subjetivo) e, de outro, o sujeito passivo (titular do
dever jurídico)” (fl. 14, grifos no original).
Pondera que, se “a decadência exclui o direito da administração pública de
anular o ato impugnado; de outro lado, cria direito subjetivo ao administrado, de
que não deve sofrer com a anulação, podendo ter certeza que o ato de que é
beneficiário não mais será desfeito” e, desta forma, “a decadência estabelece a
segurança jurídica, que é inegável direito constitucional subjetivo, (...) nos
termos do caput do artigo 5º da Constituição da República” (fl. 14).
Assevera que, mesmo que as decisões impugnadas tenham sido
proferidas no exercício do controle externo, determinou-se a anulação de
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26
Relatório
MS 28.953 / DF
ato do qual haviam emanado direitos. Por essa razão, busca-se tutelar o
direito subjetivo dos substituídos de não terem seu ato de transposição
anulado após o decurso do prazo decadencial.
Pede sejam os Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e 1618/2010 anulados,
determinando-se ao Tribunal de Contas da União que se abstenha de
exigir do Tribunal Superior do Trabalho o cumprimento do entendimento
neles fixado. Pede, ainda, seja determinado o desfazimento dos atos que
tenham sido praticados em cumprimento das decisões impugnadas, bem
como a restituição dos valores eventualmente diminuídos (fls. 26).
4. Em 20.8.2010, deferi a medida liminar para suspender os efeitos
das decisões proferidas pelo Tribunal de Contas da União no processo TC
– 005.305/2004-9, Acórdãos TCU n. 1.300 e 1.618/2010 (DJe 30.8.2010).
5. Em suas informações, prestadas em 8.9.2010, o Tribunal de Contas
da União ponderou que estaria agindo em conformidade com o
entendimento deste Supremo Tribunal, que teria assentado a
inconstitucionalidade das formas de provimento derivado de cargos
públicos.
Afirma que, em razão da supremacia do interesse público sobre o
privado, os princípios da legalidade e do concurso público deveriam
preponderar sobre o princípio da segurança jurídica.
Acrescenta que as ascensões funcionais teriam desrespeitado a
medida cautelar deferida na ADI 837, pois ocorreram entre 1997 e 1998, e
que o art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplicaria à espécie.
6. Em 27.9.2010, a União interpôs agravo regimental contra a decisão
de deferimento de liminar, ao fundamento de que inexistiria
contrariedade ao princípio da segurança jurídica, pois seriam inúmeros
os precedentes deste Supremo Tribunal ressaltando a exigência do
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
ato do qual haviam emanado direitos. Por essa razão, busca-se tutelar o
direito subjetivo dos substituídos de não terem seu ato de transposição
anulado após o decurso do prazo decadencial.
Pede sejam os Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e 1618/2010 anulados,
determinando-se ao Tribunal de Contas da União que se abstenha de
exigir do Tribunal Superior do Trabalho o cumprimento do entendimento
neles fixado. Pede, ainda, seja determinado o desfazimento dos atos que
tenham sido praticados em cumprimento das decisões impugnadas, bem
como a restituição dos valores eventualmente diminuídos (fls. 26).
4. Em 20.8.2010, deferi a medida liminar para suspender os efeitos
das decisões proferidas pelo Tribunal de Contas da União no processo TC
– 005.305/2004-9, Acórdãos TCU n. 1.300 e 1.618/2010 (DJe 30.8.2010).
5. Em suas informações, prestadas em 8.9.2010, o Tribunal de Contas
da União ponderou que estaria agindo em conformidade com o
entendimento deste Supremo Tribunal, que teria assentado a
inconstitucionalidade das formas de provimento derivado de cargos
públicos.
Afirma que, em razão da supremacia do interesse público sobre o
privado, os princípios da legalidade e do concurso público deveriam
preponderar sobre o princípio da segurança jurídica.
Acrescenta que as ascensões funcionais teriam desrespeitado a
medida cautelar deferida na ADI 837, pois ocorreram entre 1997 e 1998, e
que o art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplicaria à espécie.
6. Em 27.9.2010, a União interpôs agravo regimental contra a decisão
de deferimento de liminar, ao fundamento de que inexistiria
contrariedade ao princípio da segurança jurídica, pois seriam inúmeros
os precedentes deste Supremo Tribunal ressaltando a exigência do
5
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26
Relatório
MS 28.953 / DF
concurso público.
Pondera que, no julgamento das Ações Diretas de
Inconstitucionalidade n. 368/ES e 785/DF, este Supremo Tribunal teria
rechaçado normas que permitiriam a ascensão funcional sem, contudo,
ressalvar a aplicação do princípio da segurança jurídica àqueles que delas
se beneficiaram.
Acrescenta que o cômputo do prazo decadencial estabelecido no art.
54 da Lei n. 9.784 se iniciaria em 1º.2.1999, data de publicação da lei, e que
“o referido prazo interrompe[r-se-ia] por qualquer medida da autoridade
administrativa que impugna[sse] a validade do ato” (fl. 125).
7. Em 19.9.2011, a Procuradoria-Geral da República opinou pela
concessão da segurança.
É o Relatório.
6
Supremo Tribunal Federal
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MS 28.953 / DF
concurso público.
Pondera que, no julgamento das Ações Diretas de
Inconstitucionalidade n. 368/ES e 785/DF, este Supremo Tribunal teria
rechaçado normas que permitiriam a ascensão funcional sem, contudo,
ressalvar a aplicação do princípio da segurança jurídica àqueles que delas
se beneficiaram.
Acrescenta que o cômputo do prazo decadencial estabelecido no art.
54 da Lei n. 9.784 se iniciaria em 1º.2.1999, data de publicação da lei, e que
“o referido prazo interrompe[r-se-ia] por qualquer medida da autoridade
administrativa que impugna[sse] a validade do ato” (fl. 125).
7. Em 19.9.2011, a Procuradoria-Geral da República opinou pela
concessão da segurança.
É o Relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. O objeto do presente mandado de segurança são as decisões
proferidas pelo Tribunal de Contas da União no processo TC n.
005.305/2004-9, que determinaram ao Tribunal Superior do Trabalho que
“anula[sse] a reestruturação da categoria de auxiliar operacional de serviços
diversos – área apoio, de nível auxiliar para nível intermediário, fazendo retornar
os servidores beneficiados por essa transformação à situação anterior, uma vez
que ela [teria] criado quatro novas classes de nível intermediário no referido
cargo, com alteração do nível de escolaridade, sem lei que o autorizasse”
(Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e 1.618/2010).
O Impetrante sustenta, em essência, que o Tribunal de Contas da
União teria decaído do direito de anular os atos de ascensão funcional
que beneficiaram os servidores ora substituídos, pois já transcorrido o
prazo de 5 (cinco) anos previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999. Pondera
que a segurança jurídica e a confiança na validade dos atos praticados
pela Administração deveriam prevalecer no caso vertente.
A autoridade apontada como coatora, por sua vez, salienta que os
atos impugnados estariam em consonância com as decisões deste
Supremo Tribunal que assentaram a inconstitucionalidade do provimento
derivado de cargos públicos. Afirma que os princípios da legalidade e do
concurso público deveriam preponderar na espécie, em razão da
supremacia do interesse público sobre o particular, e que o art. 54 da Lei
n. 9.784/1999 não se aplicaria aos processos nos quais exerce o controle
externo.
A União acrescenta que o computo do prazo decadencial somente se
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PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. O objeto do presente mandado de segurança são as decisões
proferidas pelo Tribunal de Contas da União no processo TC n.
005.305/2004-9, que determinaram ao Tribunal Superior do Trabalho que
“anula[sse] a reestruturação da categoria de auxiliar operacional de serviços
diversos – área apoio, de nível auxiliar para nível intermediário, fazendo retornar
os servidores beneficiados por essa transformação à situação anterior, uma vez
que ela [teria] criado quatro novas classes de nível intermediário no referido
cargo, com alteração do nível de escolaridade, sem lei que o autorizasse”
(Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e 1.618/2010).
O Impetrante sustenta, em essência, que o Tribunal de Contas da
União teria decaído do direito de anular os atos de ascensão funcional
que beneficiaram os servidores ora substituídos, pois já transcorrido o
prazo de 5 (cinco) anos previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999. Pondera
que a segurança jurídica e a confiança na validade dos atos praticados
pela Administração deveriam prevalecer no caso vertente.
A autoridade apontada como coatora, por sua vez, salienta que os
atos impugnados estariam em consonância com as decisões deste
Supremo Tribunal que assentaram a inconstitucionalidade do provimento
derivado de cargos públicos. Afirma que os princípios da legalidade e do
concurso público deveriam preponderar na espécie, em razão da
supremacia do interesse público sobre o particular, e que o art. 54 da Lei
n. 9.784/1999 não se aplicaria aos processos nos quais exerce o controle
externo.
A União acrescenta que o computo do prazo decadencial somente se
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
iniciou com a entrada em vigor da Lei n. 9.784/1999 e foi interrompido
quando o Tribunal de Contas das União passou a contestar a validade
daqueles atos, conforme preceitua o § 2º do art. 54 daquele diploma legal.
2. Conforme relatado, em 15.12.2003, o Tribunal de Contas da União
recebeu denúncia narrando irregularidades na reestruturação de cargos
promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho, o que ensejou o despacho
de 27.1.2004, pelo qual se determinou a “confirmação relativa a ocorrência do
fato relatado” (fl. 3, apenso 1). O resultado desse levantamento preliminar
levou à instauração do Processo TC n. 005.385, em 29.4.2004.
Em 9.3.2005, o Tribunal de Contas da União julgou procedente a
denúncia e determinou a anulação da reestruturação realizada (Acórdão
TCU n. 232), decisão confirmada no Acórdão TCU n. 629/2007.
Em 16.4.2008, essas decisões foram tornadas sem efeito pelo Plenário
do Tribunal de Contas da União para que os servidores beneficiados
pelos atos questionados exercessem o direito ao contraditório (Acórdão
TCU n. 659).
Em 2.6.2010, após a manifestação dos servidores, a autoridade
apontada como coatora julgou procedente a denúncia, nos termos
seguintes:
“SUMÁRIO: DENÚNCIA. IRREGULARIDADE NA
TRANSPOSIÇÃO DE CARGO DE NÍVEL AUXILIAR PARA
INTERMEDIÁRIO, COM MUDANÇA DO NÍVEL DE
ESCOLARIDADE EXIGIDO, SEM LEI AUTORIZATIVA.
CONHECIMENTO. OITIVA PRÉVIA DOS SERVIDORES
BENEFICIADOS PELA TRANSPOSIÇÃO IRREGULAR DE
CARGOS.
INSUFICIÊNCIA
DOS
ARGUMENTOS
APRESENTADOS PELOS INTERESSADOS PARA JUSTIFICAR
A IRREGULARIDADE IDENTIFICADA. SITUAÇÃO JÁ
IDENTIFICADA E CONSIDERADA IRREGULAR EM
2
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iniciou com a entrada em vigor da Lei n. 9.784/1999 e foi interrompido
quando o Tribunal de Contas das União passou a contestar a validade
daqueles atos, conforme preceitua o § 2º do art. 54 daquele diploma legal.
2. Conforme relatado, em 15.12.2003, o Tribunal de Contas da União
recebeu denúncia narrando irregularidades na reestruturação de cargos
promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho, o que ensejou o despacho
de 27.1.2004, pelo qual se determinou a “confirmação relativa a ocorrência do
fato relatado” (fl. 3, apenso 1). O resultado desse levantamento preliminar
levou à instauração do Processo TC n. 005.385, em 29.4.2004.
Em 9.3.2005, o Tribunal de Contas da União julgou procedente a
denúncia e determinou a anulação da reestruturação realizada (Acórdão
TCU n. 232), decisão confirmada no Acórdão TCU n. 629/2007.
Em 16.4.2008, essas decisões foram tornadas sem efeito pelo Plenário
do Tribunal de Contas da União para que os servidores beneficiados
pelos atos questionados exercessem o direito ao contraditório (Acórdão
TCU n. 659).
Em 2.6.2010, após a manifestação dos servidores, a autoridade
apontada como coatora julgou procedente a denúncia, nos termos
seguintes:
“SUMÁRIO: DENÚNCIA. IRREGULARIDADE NA
TRANSPOSIÇÃO DE CARGO DE NÍVEL AUXILIAR PARA
INTERMEDIÁRIO, COM MUDANÇA DO NÍVEL DE
ESCOLARIDADE EXIGIDO, SEM LEI AUTORIZATIVA.
CONHECIMENTO. OITIVA PRÉVIA DOS SERVIDORES
BENEFICIADOS PELA TRANSPOSIÇÃO IRREGULAR DE
CARGOS.
INSUFICIÊNCIA
DOS
ARGUMENTOS
APRESENTADOS PELOS INTERESSADOS PARA JUSTIFICAR
A IRREGULARIDADE IDENTIFICADA. SITUAÇÃO JÁ
IDENTIFICADA E CONSIDERADA IRREGULAR EM
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
AUDITORIA
REALIZADA
NO
TRT-20ª
REGIÃO.
PRECEDENTES JUDICIAIS. PROCEDÊNCIA. FIXAÇÃO DE
PRAZO PARA A ANULAÇÃO DA REESTRUTURAÇÃO
REALIZADA. DETERMINAÇÃO PARA QUE O TST
DEMONSTRE O CUMPRIMENTO DA MEDIDA ACIMA.
DETERMINAÇÃO PARA QUE SE REALIZEM DILIGÊNCIAS
AOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO PARA
VERIFICAR SE A MESMA TRANSFORMAÇÃO FOI FEITA EM
OUTROS ÓRGÃOS. (...)” (Acórdão TCU n. 1.300, fls. 172-194,
apenso 1).
Em seu voto, o Ministro Walton Alencar Rodrigues rejeitou as
preliminares de decadência e de contrariedade ao princípio da segurança
jurídica, ao fundamento de que o Tribunal de Contas da União “não
esta[ria] jungid[o] à vedação estampada no art. 54 da Lei nº 9.784/1999, típica
dos deveres de auto-tutela da Administração Pública, [e que] a ilegalidade e
inconstitucionalidade dos provimentos derivados de cargos públicos, sobretudo
por atos internos do TST, já eram reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal e
pelo próprio TCU” (fl. 191, apenso 1).
No mérito, destacou:
“O anexo X da Lei nº 7.995/1990 estabeleceu as categorias
funcionais de nível intermediário que exigiam 2º grau completo. O
anexo XI do mencionado diploma legal previa as categorias de nível
auxiliar, que não exigiam a referida escolaridade, dentre as quais se
situava a categoria ‘auxiliar operacional de serviços diversos’. Com a
vigência da Lei nº 8.460/92, as classes ‘C’ e ‘D’ da categoria de
auxiliar de serviços diversos passaram a integrar o anexo X da Lei nº
8.460/92, ou seja, foi incluída na categoria de nível intermediário.
Nessas classes ‘C’ e ‘D’, inseriam-se os auxiliares de serviços
diversos das áreas ‘atendimento’, ‘copa e cozinha’. Entretanto, aqueles
servidores integrantes da área ‘limpeza e conservação’ (que
posteriormente passou a ter o nome de ‘área de apoio’) não foram
contemplados por essa lei, uma vez que essa carreira estava
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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MS 28.953 / DF
AUDITORIA
REALIZADA
NO
TRT-20ª
REGIÃO.
PRECEDENTES JUDICIAIS. PROCEDÊNCIA. FIXAÇÃO DE
PRAZO PARA A ANULAÇÃO DA REESTRUTURAÇÃO
REALIZADA. DETERMINAÇÃO PARA QUE O TST
DEMONSTRE O CUMPRIMENTO DA MEDIDA ACIMA.
DETERMINAÇÃO PARA QUE SE REALIZEM DILIGÊNCIAS
AOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO PARA
VERIFICAR SE A MESMA TRANSFORMAÇÃO FOI FEITA EM
OUTROS ÓRGÃOS. (...)” (Acórdão TCU n. 1.300, fls. 172-194,
apenso 1).
Em seu voto, o Ministro Walton Alencar Rodrigues rejeitou as
preliminares de decadência e de contrariedade ao princípio da segurança
jurídica, ao fundamento de que o Tribunal de Contas da União “não
esta[ria] jungid[o] à vedação estampada no art. 54 da Lei nº 9.784/1999, típica
dos deveres de auto-tutela da Administração Pública, [e que] a ilegalidade e
inconstitucionalidade dos provimentos derivados de cargos públicos, sobretudo
por atos internos do TST, já eram reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal e
pelo próprio TCU” (fl. 191, apenso 1).
No mérito, destacou:
“O anexo X da Lei nº 7.995/1990 estabeleceu as categorias
funcionais de nível intermediário que exigiam 2º grau completo. O
anexo XI do mencionado diploma legal previa as categorias de nível
auxiliar, que não exigiam a referida escolaridade, dentre as quais se
situava a categoria ‘auxiliar operacional de serviços diversos’. Com a
vigência da Lei nº 8.460/92, as classes ‘C’ e ‘D’ da categoria de
auxiliar de serviços diversos passaram a integrar o anexo X da Lei nº
8.460/92, ou seja, foi incluída na categoria de nível intermediário.
Nessas classes ‘C’ e ‘D’, inseriam-se os auxiliares de serviços
diversos das áreas ‘atendimento’, ‘copa e cozinha’. Entretanto, aqueles
servidores integrantes da área ‘limpeza e conservação’ (que
posteriormente passou a ter o nome de ‘área de apoio’) não foram
contemplados por essa lei, uma vez que essa carreira estava
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
estruturada, apenas, em classes ‘A’ e ‘B’.
Não bastasse a ausência de autorização legal, o então Presidente
do TST atendeu ao pleito formulado pelos servidores da ‘área de apoio’
(limpeza e conservação), tendo em conta decisão do Órgão Especial do
Tribunal, em 8/5/1997, e autorizou a transposição para o nível
intermediário dos servidores que tivessem a escolaridade exigida (fl.
36).
Em 1/6/1998, o Conselho de Administração do TST estendeu a
mesma transposição para os servidores da referida área de apoio, ainda
que não detivessem o 2º grau de escolaridade (fl. 49).
A denúncia versa, precisamente, sobre os atos que autorizaram
essas transposições. Não restam dúvidas de que os atos foram ilegais e
inconstitucionais.
A Lei nº 8.460/92 só autorizou a transposição de cargos com
relação às áreas que expressamente mencionou, não incluindo
servidores da área ‘limpeza e conservação’.
O reenquadramento, feito por meio de atos internos do TST,
redundou na criação de quatro novas classes para o cargo, além de
estabelecer outro nível de escolaridade para elas. Tais atos são típicos
de reserva legal, apenas podendo ser efetivados por meio de lei.
Situação idêntica, ocorrida no TRT-20ª Região, já foi objeto de
análise e provimento por parte deste Tribunal, pela irregularidade
(Decisão nº 88/99 - Segunda Câmara, mantida em grau de recurso
pela Decisão nº 70/01 - Segunda Câmara). (…)
A medida questionada, tomada com efeitos retroativos, permitiu
que os servidores fossem enquadrados indevidamente no nível
intermediário, fazendo com que eles, com a edição da Lei nº 9.421/96,
passassem a ser enquadrados como técnicos judiciários, cargo de nível
médio, quando eles pertenciam anteriormente a cargo de nível básico.
O procedimento adotado foi equivalente, portanto, à ascensão
funcional, forma de investidura vedada pela Constituição Federal (…)
Portanto, inconstitucional a reestruturação sob análise, é procedente a
denúncia” (fls. 191-192, decisão mantida no Acórdão TCU n.
1.618/2010).
3. Sem desconhecer a jurisprudência deste Supremo Tribunal que, a
4
Supremo Tribunal Federal
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estruturada, apenas, em classes ‘A’ e ‘B’.
Não bastasse a ausência de autorização legal, o então Presidente
do TST atendeu ao pleito formulado pelos servidores da ‘área de apoio’
(limpeza e conservação), tendo em conta decisão do Órgão Especial do
Tribunal, em 8/5/1997, e autorizou a transposição para o nível
intermediário dos servidores que tivessem a escolaridade exigida (fl.
36).
Em 1/6/1998, o Conselho de Administração do TST estendeu a
mesma transposição para os servidores da referida área de apoio, ainda
que não detivessem o 2º grau de escolaridade (fl. 49).
A denúncia versa, precisamente, sobre os atos que autorizaram
essas transposições. Não restam dúvidas de que os atos foram ilegais e
inconstitucionais.
A Lei nº 8.460/92 só autorizou a transposição de cargos com
relação às áreas que expressamente mencionou, não incluindo
servidores da área ‘limpeza e conservação’.
O reenquadramento, feito por meio de atos internos do TST,
redundou na criação de quatro novas classes para o cargo, além de
estabelecer outro nível de escolaridade para elas. Tais atos são típicos
de reserva legal, apenas podendo ser efetivados por meio de lei.
Situação idêntica, ocorrida no TRT-20ª Região, já foi objeto de
análise e provimento por parte deste Tribunal, pela irregularidade
(Decisão nº 88/99 - Segunda Câmara, mantida em grau de recurso
pela Decisão nº 70/01 - Segunda Câmara). (…)
A medida questionada, tomada com efeitos retroativos, permitiu
que os servidores fossem enquadrados indevidamente no nível
intermediário, fazendo com que eles, com a edição da Lei nº 9.421/96,
passassem a ser enquadrados como técnicos judiciários, cargo de nível
médio, quando eles pertenciam anteriormente a cargo de nível básico.
O procedimento adotado foi equivalente, portanto, à ascensão
funcional, forma de investidura vedada pela Constituição Federal (…)
Portanto, inconstitucional a reestruturação sob análise, é procedente a
denúncia” (fls. 191-192, decisão mantida no Acórdão TCU n.
1.618/2010).
3. Sem desconhecer a jurisprudência deste Supremo Tribunal que, a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
exemplo dos julgados nas ADI n. 112, 231, 245, 368, 785, 837 e 1345, se
firmou no sentido da inconstitucionalidade das formas derivadas de
investidura em cargos públicos, por sua contrariedade aos princípios do
concurso público e da legalidade e sem se opor censura à iniciativa do
Tribunal de Contas da União de pretender assegurar a máxima
efetividade da Constituição da República e a plena eficácia das decisões
proferidas em controle abstrato de constitucionalidade por este Supremo
Tribunal, tem-se que os efeitos vinculantes e a eficácia erga omnes que
notabilizam essas decisões não podem ser indistintamente estendidos a
todos os casos que versem matéria relativa a servidores públicos. O
cumprimento das decisões proferidas em ações diretas de
inconstitucionalidade, de suas partes dispositivas, se impõe a todos em
razão daquelas características, mas há de se considerar as peculiaridades
de cada caso para os julgamentos.
Precedentes jurisprudenciais que tratem da questão do provimento
derivado de cargos públicos não impõem nem justificam a invalidação
automática de atos administrativos praticados, pois outras circunstâncias
podem evidenciar a necessidade de sua manutenção.
Nesse sentido, Sérgio Ferraz e Adilson de Abreu Dallari destacam;
“O dever processual de anular os atos ilegais de regra preclui
quando haja de incidir sobre etapas já percorridas. (…)
Estando, contudo, o processo findo, o dever (…) de anular passa
a ser metrificado à luz do princípio da segurança jurídica (...) Aqui, o
interesse público e a paz social determinam que, transcorrido certo
tempo, ditado em obediência ao princípio da razoabilidade, se tenha
por imutável o ato. (...) É dizer, o fluxo do tempo (…) tem efeito
saneador, só por si, do ato originariamente ilegal, sem necessidade de
declaração expressa nesse sentido” (Processo Administrativo. 2ª ed.
São Paulo: Malheiros, p. 249-250).
Na mesma linha, José dos Santos Carvalho Filho pondera:
5
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MS 28.953 / DF
exemplo dos julgados nas ADI n. 112, 231, 245, 368, 785, 837 e 1345, se
firmou no sentido da inconstitucionalidade das formas derivadas de
investidura em cargos públicos, por sua contrariedade aos princípios do
concurso público e da legalidade e sem se opor censura à iniciativa do
Tribunal de Contas da União de pretender assegurar a máxima
efetividade da Constituição da República e a plena eficácia das decisões
proferidas em controle abstrato de constitucionalidade por este Supremo
Tribunal, tem-se que os efeitos vinculantes e a eficácia erga omnes que
notabilizam essas decisões não podem ser indistintamente estendidos a
todos os casos que versem matéria relativa a servidores públicos. O
cumprimento das decisões proferidas em ações diretas de
inconstitucionalidade, de suas partes dispositivas, se impõe a todos em
razão daquelas características, mas há de se considerar as peculiaridades
de cada caso para os julgamentos.
Precedentes jurisprudenciais que tratem da questão do provimento
derivado de cargos públicos não impõem nem justificam a invalidação
automática de atos administrativos praticados, pois outras circunstâncias
podem evidenciar a necessidade de sua manutenção.
Nesse sentido, Sérgio Ferraz e Adilson de Abreu Dallari destacam;
“O dever processual de anular os atos ilegais de regra preclui
quando haja de incidir sobre etapas já percorridas. (…)
Estando, contudo, o processo findo, o dever (…) de anular passa
a ser metrificado à luz do princípio da segurança jurídica (...) Aqui, o
interesse público e a paz social determinam que, transcorrido certo
tempo, ditado em obediência ao princípio da razoabilidade, se tenha
por imutável o ato. (...) É dizer, o fluxo do tempo (…) tem efeito
saneador, só por si, do ato originariamente ilegal, sem necessidade de
declaração expressa nesse sentido” (Processo Administrativo. 2ª ed.
São Paulo: Malheiros, p. 249-250).
Na mesma linha, José dos Santos Carvalho Filho pondera:
5
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
“A correção do ato administrativo através da anulação não fica
sempre a critério da Administração. Há certas situações fáticas que
produzem obstáculos ou barreiras à anulação. Uma delas consiste na
consolidação de determinada situação decorrente do ato viciado: se os
efeitos desse ato já acarretaram muitas alterações no mundo jurídico,
consolidando certa situação de fato, a subsistência do ato, mesmo
inquinado de irregularidade, atende mais ao interesse público do que
seu desfazimento pela anulação. Trata-se, todavia, de hipóteses de
exceção, mas que, na verdade, podem ocorrer e já ocorreram na
prática. A outra barreira é o decurso do tempo. Ultrapassados
determinados períodos de tempo fixados em lei, fica extinta a
pretensão ou o direito potestativo, tanto de terceiros em relação à
Administração, quanto da Administração em relação a si própria (…)
De fato, no caso de ter havido efeitos em favor do administrado,
o decurso do tempo acaba por criar situação jurídica de tutela que o
beneficia, e assim não pode a Administração, após o período de cinco
anos, corrigir o ato através da anulação. A consequência é a de que o
ato administrativo, conquanto inquinado de vício de legalidade,
subsiste no mundo jurídico o prossegue irradiando seus regulares
efeitos em favor do titular” (Processo Administrativo Federal. Rio de
Janeiro: Lumen Juris, 2007, p. 271-273, grifos nossos).
4. O limite temporal para a anulação dos atos administrativos
praticados em desconformidade com o direito foi fixado na Lei n.
9.784/1999, que estabelece:
“Art. 54. O direito da Administração de anular os atos
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-fé. (...)
§ 2º Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida
de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do
ato” (grifos nossos).
Registre-se que, a despeito da existência de norma específica
6
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Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
“A correção do ato administrativo através da anulação não fica
sempre a critério da Administração. Há certas situações fáticas que
produzem obstáculos ou barreiras à anulação. Uma delas consiste na
consolidação de determinada situação decorrente do ato viciado: se os
efeitos desse ato já acarretaram muitas alterações no mundo jurídico,
consolidando certa situação de fato, a subsistência do ato, mesmo
inquinado de irregularidade, atende mais ao interesse público do que
seu desfazimento pela anulação. Trata-se, todavia, de hipóteses de
exceção, mas que, na verdade, podem ocorrer e já ocorreram na
prática. A outra barreira é o decurso do tempo. Ultrapassados
determinados períodos de tempo fixados em lei, fica extinta a
pretensão ou o direito potestativo, tanto de terceiros em relação à
Administração, quanto da Administração em relação a si própria (…)
De fato, no caso de ter havido efeitos em favor do administrado,
o decurso do tempo acaba por criar situação jurídica de tutela que o
beneficia, e assim não pode a Administração, após o período de cinco
anos, corrigir o ato através da anulação. A consequência é a de que o
ato administrativo, conquanto inquinado de vício de legalidade,
subsiste no mundo jurídico o prossegue irradiando seus regulares
efeitos em favor do titular” (Processo Administrativo Federal. Rio de
Janeiro: Lumen Juris, 2007, p. 271-273, grifos nossos).
4. O limite temporal para a anulação dos atos administrativos
praticados em desconformidade com o direito foi fixado na Lei n.
9.784/1999, que estabelece:
“Art. 54. O direito da Administração de anular os atos
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-fé. (...)
§ 2º Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida
de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do
ato” (grifos nossos).
Registre-se que, a despeito da existência de norma específica
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
tratando do processo no Tribunal de Contas da União (Lei n. 8.443/1992),
“nada exclui os procedimentos do Tribunal de Contas da aplicação subsidiária da
lei geral de processo administrativo federal” (MS 23.550/DF, Relator para o
Acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 31.10.2001).
O art. 69 da Lei n. 9.784/1999 estabelece que “os processos
administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-
lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei” (grifos nossos).
Sobre a aplicação da lei do processo administrativo, Irene Patrícia
Nohara destaca:
“Os preceitos da [lei do processo administrativo] têm,
conforme disposição expressa, aplicação subsidiária aos procedimentos
específicos quando eles se omitirem em questões tratadas na lei geral
federal. (…) A LPA e as leis específicas coexistem, sendo, no entanto,
perfeitamente utilizáveis os direitos expressos na lei geral que tenham
sido omitidos pela lei específica. (…) Constata-se (…) que qualquer
garantia prevista em princípio ou regra constante da LPA poderá ter
aplicação subsidiária aos procedimentos federais específicos que não
tenham dispositivo legal que trate do assunto de outra forma”
(Processo Administrativo. São Paulo: Atlas, 2009, p. 454-457, grifos
nossos).
A Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União (Lei n. 8.443/1992)
não estabelece prazo para o exercício do direito de anular atos
administrativos submetidos ao seu exame, daí a aplicação subsidiária da
Lei n. 9.784/1999 nesse ponto.
5. A jurisprudência deste Supremo Tribunal tem afastado a aplicação
do art. 54 desse diploma legal quando o Tribunal de Contas da União
exerce o controle externo da legalidade dos atos de concessão inicial de
aposentadorias e pensões, nos termos do art. 71, inc. III, da Constituição
da República, sendo exemplo disso o Mandado de Segurança n. 25.612,
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tratando do processo no Tribunal de Contas da União (Lei n. 8.443/1992),
“nada exclui os procedimentos do Tribunal de Contas da aplicação subsidiária da
lei geral de processo administrativo federal” (MS 23.550/DF, Relator para o
Acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 31.10.2001).
O art. 69 da Lei n. 9.784/1999 estabelece que “os processos
administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-
lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei” (grifos nossos).
Sobre a aplicação da lei do processo administrativo, Irene Patrícia
Nohara destaca:
“Os preceitos da [lei do processo administrativo] têm,
conforme disposição expressa, aplicação subsidiária aos procedimentos
específicos quando eles se omitirem em questões tratadas na lei geral
federal. (…) A LPA e as leis específicas coexistem, sendo, no entanto,
perfeitamente utilizáveis os direitos expressos na lei geral que tenham
sido omitidos pela lei específica. (…) Constata-se (…) que qualquer
garantia prevista em princípio ou regra constante da LPA poderá ter
aplicação subsidiária aos procedimentos federais específicos que não
tenham dispositivo legal que trate do assunto de outra forma”
(Processo Administrativo. São Paulo: Atlas, 2009, p. 454-457, grifos
nossos).
A Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União (Lei n. 8.443/1992)
não estabelece prazo para o exercício do direito de anular atos
administrativos submetidos ao seu exame, daí a aplicação subsidiária da
Lei n. 9.784/1999 nesse ponto.
5. A jurisprudência deste Supremo Tribunal tem afastado a aplicação
do art. 54 desse diploma legal quando o Tribunal de Contas da União
exerce o controle externo da legalidade dos atos de concessão inicial de
aposentadorias e pensões, nos termos do art. 71, inc. III, da Constituição
da República, sendo exemplo disso o Mandado de Segurança n. 25.612,
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJe 1º.6.2011. Esse fato deve-
se à natureza complexa do ato administrativo em exame, que somente se
aperfeiçoa após seu registro. Portanto, apenas a partir daí a contagem do
prazo decadencial iniciaria seu curso.
O mesmo não ocorre no caso vertente, pois os atos administrativos
em foco não têm natureza complexa, inexistindo razão para se protrair a
contagem desse prazo para data posterior àquela em que foram
praticados, ou seja, 8.5.1997 e 28.5.1998. A primeira, referente à
equiparação da área de apoio (limpeza e conservação) à de copa e
cozinha, com efeito retroativo a 15.4.1996, e, a segunda, referente ao seu
reenquadramento para o nível intermediário, independentemente do
grau de escolaridade.
6. Na assentada de 10.5.2011, no julgamento do Recurso Ordinário
em Mandado de Segurança n. 27.022-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, a Primeira Turma deste Supremo Tribunal reiterou o
seguinte entendimento sobre o início da contagem do prazo decadencial
estabelecido na Lei n. 9.784/1999:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ART. 54 DA
LEI 9.784/1999. APLICABILIDADE A ATOS PRETÉRITOS.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I
– o prazo de decadência deve ser computado a partir da vigência da lei
que o instituiu e não tendo em conta atos pretéritos. II – Agravo
regimental a que se nega provimento” (DJe 30.5.2011).
Na mesma linha, são precedentes: MS 25.552/DF, de minha relatoria,
Plenário, DJe 29.5.2008; MS 27.185/DF, de minha relatoria, Plenário, DJe
12.3.2010; RMS 27.197-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira
Turma, DJe 11.4.2011; e RMS 25.856/DF, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 13.5.2010.
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MS 28.953 / DF
Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJe 1º.6.2011. Esse fato deve-
se à natureza complexa do ato administrativo em exame, que somente se
aperfeiçoa após seu registro. Portanto, apenas a partir daí a contagem do
prazo decadencial iniciaria seu curso.
O mesmo não ocorre no caso vertente, pois os atos administrativos
em foco não têm natureza complexa, inexistindo razão para se protrair a
contagem desse prazo para data posterior àquela em que foram
praticados, ou seja, 8.5.1997 e 28.5.1998. A primeira, referente à
equiparação da área de apoio (limpeza e conservação) à de copa e
cozinha, com efeito retroativo a 15.4.1996, e, a segunda, referente ao seu
reenquadramento para o nível intermediário, independentemente do
grau de escolaridade.
6. Na assentada de 10.5.2011, no julgamento do Recurso Ordinário
em Mandado de Segurança n. 27.022-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, a Primeira Turma deste Supremo Tribunal reiterou o
seguinte entendimento sobre o início da contagem do prazo decadencial
estabelecido na Lei n. 9.784/1999:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ART. 54 DA
LEI 9.784/1999. APLICABILIDADE A ATOS PRETÉRITOS.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I
– o prazo de decadência deve ser computado a partir da vigência da lei
que o instituiu e não tendo em conta atos pretéritos. II – Agravo
regimental a que se nega provimento” (DJe 30.5.2011).
Na mesma linha, são precedentes: MS 25.552/DF, de minha relatoria,
Plenário, DJe 29.5.2008; MS 27.185/DF, de minha relatoria, Plenário, DJe
12.3.2010; RMS 27.197-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira
Turma, DJe 11.4.2011; e RMS 25.856/DF, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 13.5.2010.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
Assim, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial não é,
no caso vertente, a data em que praticados os atos que configurariam a
refutada ascensão funcional (8.5.1997 e 28.5.1998), mas o dia 1º.2.1999,
data em que a Lei n. 9.784 entrou em vigor.
7. A União ressalta que o cômputo do prazo decadencial iniciado em
1º.2.1999 teria sido interrompido, pois, em 15.12.2003, foi “encaminha[do]
o expediente contendo a denúncia ao relator [, que, em 27.1.2004,] “remeteu a
documentação à unidade técnica especializada Sefip” (fl. 126).
No entanto, esses despachos mostram apenas o encaminhamento
interno da denúncia, sem que se tenha por eles a interrupção do prazo
decadencial. Mesmo porque, nos termos do § 2º do art. 54 da Lei n. 9.784,
“considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade
administrativa que importe impugnação à validade do ato” (grifos nossos).
8. O ato administrativo capaz de ensejar a interrupção do prazo
decadencial, que, em regra, não se suspende ou interrompe (art. 207 do
Código Civil), é aquele que “importe impugnação à validade do ato”. Ou seja,
é aquele que represente verdadeira contestação, oposição ou
questionamento sobre a validade do ato em exame.
Em 27.1.2004, ao receber a denúncia, o Ministro Ubiratan Aguiar
despachou: “remeta-se a documentação à SEFIP para exame quanto à
confirmação relativa do fato relatado (…) que poderá ser realizada por diligência,
e proposta de encaminhamento” (fl. 3, apenso 1, grifos nossos).
Em 28.4.2004, a Secretaria de Fiscalização de Pessoal do Tribunal de
Contas da União esclareceu que “obteve a confirmação dos fatos ocorridos,
mas não de forma suficiente para confirmar ou afastar a suspeita de
irregularidade, [pelo que] prop[ôs] que a peça seja recepcionada como denúncia,
para apuração minudente” (fl. 2, apenso 1, grifos nossos). A partir daí foi
instaurado o Processo TCU n. 005.385/2004 com o objetivo de aferir a
9
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Assim, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial não é,
no caso vertente, a data em que praticados os atos que configurariam a
refutada ascensão funcional (8.5.1997 e 28.5.1998), mas o dia 1º.2.1999,
data em que a Lei n. 9.784 entrou em vigor.
7. A União ressalta que o cômputo do prazo decadencial iniciado em
1º.2.1999 teria sido interrompido, pois, em 15.12.2003, foi “encaminha[do]
o expediente contendo a denúncia ao relator [, que, em 27.1.2004,] “remeteu a
documentação à unidade técnica especializada Sefip” (fl. 126).
No entanto, esses despachos mostram apenas o encaminhamento
interno da denúncia, sem que se tenha por eles a interrupção do prazo
decadencial. Mesmo porque, nos termos do § 2º do art. 54 da Lei n. 9.784,
“considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade
administrativa que importe impugnação à validade do ato” (grifos nossos).
8. O ato administrativo capaz de ensejar a interrupção do prazo
decadencial, que, em regra, não se suspende ou interrompe (art. 207 do
Código Civil), é aquele que “importe impugnação à validade do ato”. Ou seja,
é aquele que represente verdadeira contestação, oposição ou
questionamento sobre a validade do ato em exame.
Em 27.1.2004, ao receber a denúncia, o Ministro Ubiratan Aguiar
despachou: “remeta-se a documentação à SEFIP para exame quanto à
confirmação relativa do fato relatado (…) que poderá ser realizada por diligência,
e proposta de encaminhamento” (fl. 3, apenso 1, grifos nossos).
Em 28.4.2004, a Secretaria de Fiscalização de Pessoal do Tribunal de
Contas da União esclareceu que “obteve a confirmação dos fatos ocorridos,
mas não de forma suficiente para confirmar ou afastar a suspeita de
irregularidade, [pelo que] prop[ôs] que a peça seja recepcionada como denúncia,
para apuração minudente” (fl. 2, apenso 1, grifos nossos). A partir daí foi
instaurado o Processo TCU n. 005.385/2004 com o objetivo de aferir a
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
legalidade das ascensões funcionais realizadas pelo Tribunal Superior do
Trabalho.
Os atos que precederam a instauração do processo limitaram-se a
apurar a existência dos fatos narrados na denúncia, cuja legalidade seria
objeto de análise e julgamento naquele processo. Assim, apenas a
instauração do processo pelo Tribunal de Contas da União teve o condão
de interromper o curso do prazo decadencial.
Ao comentar o § 2º do art. 54 da Lei n. 9.784, José Santos Carvalho
Filho assinala:
“Há que se levar em conta, porém, que, segundo o art. 54, § 2º,
(…) é de se considerar que o direito de anular o ato estará sendo
exercido quando a Administração adotar qualquer medida de
autoridade administrativa que estampe impugnação à validade do ato.
A instauração de processo administrativo com o objetivo de anulação,
necessária para assegurar ao titular o direito à ampla defesa e
contraditório, por exemplo, configura-se como conduta administrativa
que caracteriza exercício do direito pela Administração. Aqui,
portanto, não se lhe pode imputar qualquer acusação de inércia quanto
à autotutela” (Processo Administrativo Federal. Rio de Janeiro:
Lumen Juris, 2007, p. 271-273, grifos nossos).
9. Entre a data da promulgação da Lei n. 9.784 (1º.2.1999) e a data da
instauração do processo que efetivamente questionava a validade
daqueles atos administrativos (27.4.2004) passaram-se 5 anos 2 meses e 27
dias. Assim, é forçoso concluir pela decadência do direito de anular os
atos de ascensão que beneficiaram os servidores do Tribunal Superior do
Trabalho.
Em casos análogos ao presente, nos quais o Tribunal de Contas da
União determinou a anulação de atos de ascensão funcional após o prazo
decadencial estabelecido no art. 54 da Lei n. 9.784/1999, este Supremo
Tribunal tem reconhecido a contrariedade aos princípios da segurança
10
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legalidade das ascensões funcionais realizadas pelo Tribunal Superior do
Trabalho.
Os atos que precederam a instauração do processo limitaram-se a
apurar a existência dos fatos narrados na denúncia, cuja legalidade seria
objeto de análise e julgamento naquele processo. Assim, apenas a
instauração do processo pelo Tribunal de Contas da União teve o condão
de interromper o curso do prazo decadencial.
Ao comentar o § 2º do art. 54 da Lei n. 9.784, José Santos Carvalho
Filho assinala:
“Há que se levar em conta, porém, que, segundo o art. 54, § 2º,
(…) é de se considerar que o direito de anular o ato estará sendo
exercido quando a Administração adotar qualquer medida de
autoridade administrativa que estampe impugnação à validade do ato.
A instauração de processo administrativo com o objetivo de anulação,
necessária para assegurar ao titular o direito à ampla defesa e
contraditório, por exemplo, configura-se como conduta administrativa
que caracteriza exercício do direito pela Administração. Aqui,
portanto, não se lhe pode imputar qualquer acusação de inércia quanto
à autotutela” (Processo Administrativo Federal. Rio de Janeiro:
Lumen Juris, 2007, p. 271-273, grifos nossos).
9. Entre a data da promulgação da Lei n. 9.784 (1º.2.1999) e a data da
instauração do processo que efetivamente questionava a validade
daqueles atos administrativos (27.4.2004) passaram-se 5 anos 2 meses e 27
dias. Assim, é forçoso concluir pela decadência do direito de anular os
atos de ascensão que beneficiaram os servidores do Tribunal Superior do
Trabalho.
Em casos análogos ao presente, nos quais o Tribunal de Contas da
União determinou a anulação de atos de ascensão funcional após o prazo
decadencial estabelecido no art. 54 da Lei n. 9.784/1999, este Supremo
Tribunal tem reconhecido a contrariedade aos princípios da segurança
10
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jurídica e da confiança. Confiram-se, a propósito, os seguintes
precedentes:
“EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL
DE CONTAS DA UNIÃO. ANULAÇÃO DE ASCENSÕES
FUNCIONAIS CONCEDIDAS AOS EMPREGADOS DA ECT.
DECADÊNCIA DO DIREITO DE REVER A LEGALIDADE DAS
ASCENSÕES. NECESSIDADE DE AS PARTES ATINGIDAS
PELO ATO COATOR INTEGRAREM A LIDE. 1. Decadência do
direito de a Administração Pública rever a legalidade dos atos de
ascensão funcional dos empregados da Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos - ECT, praticados entre 1993 e 1995 (Art. 54 da Lei n.
9.784/1999). 2. Direito ao contraditório e à ampla defesa a ser
garantido aos beneficiários de atos administrativos inerentes à sua
condição funcional para a validade de decisões do Tribunal de Contas
da União que importem em sua anulação ou revogação. Súmula
Vinculante n. 3.Precedentes. 3. Mandado de segurança concedido”
(MS 26.393, de minha relatoria, Plenário, DJe 19.2.2010, grifos
nossos).
“EMENTA:
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS
DA UNIÃO. ART. 71, III, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
FISCALIZAÇÃO DE EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES
DE ECONOMIA MISTA. POSSIBILIDADE. IRRELEVÂNCIA DO
FATO DE TEREM OU NÃO SIDO CRIADAS POR LEI. ART. 37,
XIX, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
ASCENSÃO
FUNCIONAL ANULADA PELO TCU APÓS DEZ ANOS. ATO
COMPLEXO.
INEXISTÊNCIA.
DECADÊNCIA
ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI N. 9.784/99. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA-FÉ.
SEGURANÇA CONCEDIDA. 1. As empresas públicas e as
sociedades de economia mista, entidades integrantes da administração
indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, não
obstante a aplicação do regime jurídico celetista aos seus funcionários.
Precedente [MS n. 25.092, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO,
11
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jurídica e da confiança. Confiram-se, a propósito, os seguintes
precedentes:
“EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL
DE CONTAS DA UNIÃO. ANULAÇÃO DE ASCENSÕES
FUNCIONAIS CONCEDIDAS AOS EMPREGADOS DA ECT.
DECADÊNCIA DO DIREITO DE REVER A LEGALIDADE DAS
ASCENSÕES. NECESSIDADE DE AS PARTES ATINGIDAS
PELO ATO COATOR INTEGRAREM A LIDE. 1. Decadência do
direito de a Administração Pública rever a legalidade dos atos de
ascensão funcional dos empregados da Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos - ECT, praticados entre 1993 e 1995 (Art. 54 da Lei n.
9.784/1999). 2. Direito ao contraditório e à ampla defesa a ser
garantido aos beneficiários de atos administrativos inerentes à sua
condição funcional para a validade de decisões do Tribunal de Contas
da União que importem em sua anulação ou revogação. Súmula
Vinculante n. 3.Precedentes. 3. Mandado de segurança concedido”
(MS 26.393, de minha relatoria, Plenário, DJe 19.2.2010, grifos
nossos).
“EMENTA:
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS
DA UNIÃO. ART. 71, III, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
FISCALIZAÇÃO DE EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES
DE ECONOMIA MISTA. POSSIBILIDADE. IRRELEVÂNCIA DO
FATO DE TEREM OU NÃO SIDO CRIADAS POR LEI. ART. 37,
XIX, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
ASCENSÃO
FUNCIONAL ANULADA PELO TCU APÓS DEZ ANOS. ATO
COMPLEXO.
INEXISTÊNCIA.
DECADÊNCIA
ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI N. 9.784/99. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA-FÉ.
SEGURANÇA CONCEDIDA. 1. As empresas públicas e as
sociedades de economia mista, entidades integrantes da administração
indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, não
obstante a aplicação do regime jurídico celetista aos seus funcionários.
Precedente [MS n. 25.092, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO,
11
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DJ de 17.3.06]. 2. A circunstância de a sociedade de economia mista
não ter sido criada por lei não afasta a competência do Tribunal de
Contas. São sociedades de economia mista, inclusive para os efeitos do
art. 37, XIX, da CB/88, aquelas --- anônimas ou não --- sob o controle
da União, dos Estados-membros, do Distrito Federal ou dos
Municípios, independentemente da circunstância de terem sido
criadas por lei. Precedente [MS n. 24.249, de que fui Relator, DJ de
3.6.05]. 3. Não consubstancia ato administrativo complexo a
anulação, pelo TCU, de atos relativos à administração de pessoal após
dez anos da aprovação das contas da sociedade de economia mista pela
mesma Corte de Contas. 4. A Administração decai do direito de anular
atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos
destinatários após cinco anos, contados da data em que foram
praticados [art. 54 da Lei n. 9.784/99]. Precedente [MS n. 26.353,
Relator o Ministro MARCO AURÉLIO, DJ de 6.3.08] 5. A anulação
tardia de ato administrativo, após a consolidação de situação de fato e
de direito, ofende o princípio da segurança jurídica. Precedentes [RE
n. 85.179, Relator o Ministro BILAC PINTO, RTJ 83/921 (1978) e
MS n. 22.357, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 5.11.04].
Ordem concedida” (Mandado de Segurança 26.117, Rel. Min. Eros
Grau, Plenário, DJE 6.11.2009, grifos nossos).
“CONTROLE EXTERNO - TRIBUNAL DE CONTAS DA
UNIÃO - MOVIMENTAÇÃO FUNCIONAL - FATOR TEMPO -
CONTRADITÓRIO. O ato de glosa do Tribunal de Contas da União
na atividade de controle externo, alcançando situação constituída -
ocupação de cargo por movimentação vertical (ascensão) -, fica sujeito
ao prazo decadencial de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei nº
9.784/99 e ao princípio constitucional do contraditório, presentes a
segurança jurídica e o devido processo legal” (Mandado de
Segurança 26.353, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJe
7.3.2008).
“ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA.
SERVIDOR PÚBLICO. ECT - EMPRESA BRASLEIRA DE
CORREIOS E TELÉGRAFOS. ASCENSÃO FUNCIONAL SEM
12
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1810019.
Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
DJ de 17.3.06]. 2. A circunstância de a sociedade de economia mista
não ter sido criada por lei não afasta a competência do Tribunal de
Contas. São sociedades de economia mista, inclusive para os efeitos do
art. 37, XIX, da CB/88, aquelas --- anônimas ou não --- sob o controle
da União, dos Estados-membros, do Distrito Federal ou dos
Municípios, independentemente da circunstância de terem sido
criadas por lei. Precedente [MS n. 24.249, de que fui Relator, DJ de
3.6.05]. 3. Não consubstancia ato administrativo complexo a
anulação, pelo TCU, de atos relativos à administração de pessoal após
dez anos da aprovação das contas da sociedade de economia mista pela
mesma Corte de Contas. 4. A Administração decai do direito de anular
atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos
destinatários após cinco anos, contados da data em que foram
praticados [art. 54 da Lei n. 9.784/99]. Precedente [MS n. 26.353,
Relator o Ministro MARCO AURÉLIO, DJ de 6.3.08] 5. A anulação
tardia de ato administrativo, após a consolidação de situação de fato e
de direito, ofende o princípio da segurança jurídica. Precedentes [RE
n. 85.179, Relator o Ministro BILAC PINTO, RTJ 83/921 (1978) e
MS n. 22.357, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 5.11.04].
Ordem concedida” (Mandado de Segurança 26.117, Rel. Min. Eros
Grau, Plenário, DJE 6.11.2009, grifos nossos).
“CONTROLE EXTERNO - TRIBUNAL DE CONTAS DA
UNIÃO - MOVIMENTAÇÃO FUNCIONAL - FATOR TEMPO -
CONTRADITÓRIO. O ato de glosa do Tribunal de Contas da União
na atividade de controle externo, alcançando situação constituída -
ocupação de cargo por movimentação vertical (ascensão) -, fica sujeito
ao prazo decadencial de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei nº
9.784/99 e ao princípio constitucional do contraditório, presentes a
segurança jurídica e o devido processo legal” (Mandado de
Segurança 26.353, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJe
7.3.2008).
“ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA.
SERVIDOR PÚBLICO. ECT - EMPRESA BRASLEIRA DE
CORREIOS E TELÉGRAFOS. ASCENSÃO FUNCIONAL SEM
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
CONCURSO PÚBLICO. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO.
ANULAÇÃO. DECURSO DE TEMPO. IMPOSSIBILIDADE. Na
linha dos precedentes firmados pela Corte, em particular no MS
26.560, rel. min. Cezar Peluso, DJE de 22.02.2008, "não pode o
Tribunal de Contas da União, sob fundamento ou pretexto algum,
anular ascensão funcional de servidor operada e aprovada há mais de 5
(cinco) anos, sobretudo em procedimento que lhe não assegura o
contraditório e a ampla defesa". Ordem concedida” (Mandado de
Segurança 26.406, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe
19.12.2008).
No mesmo sentido, são precedentes: MS 26.404/DF, de minha
relatoria, Plenário, DJe 19.2.2010; MS 26.628/DF, Rel. Min. Cezar Peluso,
Plenário, DJe 22.8.2008; MS 26.405/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário,
DJe 22.8.2008; MS 26.790/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, DJe
30.5.2008.
Importa ressaltar, por fim, que os substituídos do Impetrante vêm
recebendo as vantagens decorrentes das ascensões funcionais
questionadas desde 1998, ou seja, há mais de 13 anos, não havendo razão
que justifique seu retorno aos cargos anteriormente ocupados após o
decurso de período tão abrangente.
10. Pelo exposto, voto no sentido de conceder a segurança, ficando
prejudicado o agravo regimental interposto.
13
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
CONCURSO PÚBLICO. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO.
ANULAÇÃO. DECURSO DE TEMPO. IMPOSSIBILIDADE. Na
linha dos precedentes firmados pela Corte, em particular no MS
26.560, rel. min. Cezar Peluso, DJE de 22.02.2008, "não pode o
Tribunal de Contas da União, sob fundamento ou pretexto algum,
anular ascensão funcional de servidor operada e aprovada há mais de 5
(cinco) anos, sobretudo em procedimento que lhe não assegura o
contraditório e a ampla defesa". Ordem concedida” (Mandado de
Segurança 26.406, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe
19.12.2008).
No mesmo sentido, são precedentes: MS 26.404/DF, de minha
relatoria, Plenário, DJe 19.2.2010; MS 26.628/DF, Rel. Min. Cezar Peluso,
Plenário, DJe 22.8.2008; MS 26.405/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário,
DJe 22.8.2008; MS 26.790/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, DJe
30.5.2008.
Importa ressaltar, por fim, que os substituídos do Impetrante vêm
recebendo as vantagens decorrentes das ascensões funcionais
questionadas desde 1998, ou seja, há mais de 13 anos, não havendo razão
que justifique seu retorno aos cargos anteriormente ocupados após o
decurso de período tão abrangente.
10. Pelo exposto, voto no sentido de conceder a segurança, ficando
prejudicado o agravo regimental interposto.
13
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Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia
Turma, ilustre Representante do Ministério Público, senhores advogados
presentes.
A Ministra-Relatora fez um destaque importante de que, nesse caso,
não se trata de aposentadoria; trata-se de uma anulação de um ato
administrativo pelo Tribunal de Contas, que não conta com aquela nossa
jurisprudência no sentido de que está no interregno entre a apreciação
pelo Tribunal de Contas e a prática do ato não corre o prazo da lei que
prevê a decadência administrativa da Lei nº 9.784, de 1999.
E eu colho diversos arestos aqui, mas, dentre outros, da lavra do
Ministro Marco Aurélio, de 2008, bastante recente, que é muito claro, no
sentido de que o ato de glosa do Tribunal de Contas da União, na
atividade de controle externo, alcançando-se situação constituída,
ocupação de cargo com movimentação vertical, a ascensão fica sujeita ao
prazo decadencial de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei nº 9.784, de
1999, e ao princípio constitucional do contraditório, mas entre a
segurança jurídica e o devido processo legal.
No próprio Superior Tribunal de Justiça, onde ocupei durante dez
anos a Turma de Direito Público, a minha leitura era exatamente essa,
igual à da Ministra Cármen Lúcia; quer dizer, a Administração tem cinco
anos para concluir e anular o ato administrativo, e não para iniciar o
procedimento administrativo. Em cinco anos tem que estar anulado o ato
administrativo, sob pena de incorrer em decadência.
Eu registro também que é da doutrina do Supremo Tribunal Federal
o postulado da segurança jurídica e da proteção da confiança, que são
expressões do Estado Democrático de Direito, revelando-se impregnados
de elevado conteúdo ético, social e jurídico, projetando sobre as relações
jurídicas, inclusive, as de Direito Público. De sorte que é absolutamente
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia
Turma, ilustre Representante do Ministério Público, senhores advogados
presentes.
A Ministra-Relatora fez um destaque importante de que, nesse caso,
não se trata de aposentadoria; trata-se de uma anulação de um ato
administrativo pelo Tribunal de Contas, que não conta com aquela nossa
jurisprudência no sentido de que está no interregno entre a apreciação
pelo Tribunal de Contas e a prática do ato não corre o prazo da lei que
prevê a decadência administrativa da Lei nº 9.784, de 1999.
E eu colho diversos arestos aqui, mas, dentre outros, da lavra do
Ministro Marco Aurélio, de 2008, bastante recente, que é muito claro, no
sentido de que o ato de glosa do Tribunal de Contas da União, na
atividade de controle externo, alcançando-se situação constituída,
ocupação de cargo com movimentação vertical, a ascensão fica sujeita ao
prazo decadencial de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei nº 9.784, de
1999, e ao princípio constitucional do contraditório, mas entre a
segurança jurídica e o devido processo legal.
No próprio Superior Tribunal de Justiça, onde ocupei durante dez
anos a Turma de Direito Público, a minha leitura era exatamente essa,
igual à da Ministra Cármen Lúcia; quer dizer, a Administração tem cinco
anos para concluir e anular o ato administrativo, e não para iniciar o
procedimento administrativo. Em cinco anos tem que estar anulado o ato
administrativo, sob pena de incorrer em decadência.
Eu registro também que é da doutrina do Supremo Tribunal Federal
o postulado da segurança jurídica e da proteção da confiança, que são
expressões do Estado Democrático de Direito, revelando-se impregnados
de elevado conteúdo ético, social e jurídico, projetando sobre as relações
jurídicas, inclusive, as de Direito Público. De sorte que é absolutamente
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Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 28.953 / DF
insustentável o fato de que o Poder Público não se submete também a
essa consolidação das situações eventualmente anti jurídicas, pelo
decurso do tempo.
Com esses fundamentos, Senhor Presidente, e com base nesse aresto
do Ministro Marco Aurélio, acompanho a eminente Relatora.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
insustentável o fato de que o Poder Público não se submete também a
essa consolidação das situações eventualmente anti jurídicas, pelo
decurso do tempo.
Com esses fundamentos, Senhor Presidente, e com base nesse aresto
do Ministro Marco Aurélio, acompanho a eminente Relatora.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
segurança jurídica, para mim, é um direito fundamental. Existem
diversos instrumentos voltados a preservá-la, como a irretroatividade da
lei, a questão da prescrição e da decadência. Segurança jurídica é
pacificação social, é virada de página. No caso concreto, receei, pelas
pinceladas iniciais da relatora, que ela fosse indeferir a ordem, mas fez
um contraponto mostrando duas facetas, e o fez bem. Na espécie, Sua
Excelência esgotou a matéria.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Belíssimo voto.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tivemos situação
jurídica formalizada em 1998, e, apenas em 2010, veio a ser revista pela
Administração, porque o Tribunal de Contas da União atua no campo
administrativo, como órgão administrativo, e o fez, a meu ver, a
destempo.
Acompanho Sua Excelência, louvando o voto proferido, que bem
demonstra a grande professora de Direito Administrativo, fora de Direito
Constitucional, que ela é.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É que
essa lei, eu participei da feitura dela, então ela foi feita a partir de uma
comissão constituída pelo professor Caio Tasso, e, aí, realmente, esse 54
foi uma polêmica.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E não se confunde
com a aposentadoria. Porque, na aposentadoria, o ato inicial do órgão de
origem não é definitivo. É provisório no que fica, para surtir efeitos de
forma definitiva, sujeito à homologação pelo Tribunal de Contas. É algo
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
segurança jurídica, para mim, é um direito fundamental. Existem
diversos instrumentos voltados a preservá-la, como a irretroatividade da
lei, a questão da prescrição e da decadência. Segurança jurídica é
pacificação social, é virada de página. No caso concreto, receei, pelas
pinceladas iniciais da relatora, que ela fosse indeferir a ordem, mas fez
um contraponto mostrando duas facetas, e o fez bem. Na espécie, Sua
Excelência esgotou a matéria.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Belíssimo voto.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tivemos situação
jurídica formalizada em 1998, e, apenas em 2010, veio a ser revista pela
Administração, porque o Tribunal de Contas da União atua no campo
administrativo, como órgão administrativo, e o fez, a meu ver, a
destempo.
Acompanho Sua Excelência, louvando o voto proferido, que bem
demonstra a grande professora de Direito Administrativo, fora de Direito
Constitucional, que ela é.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É que
essa lei, eu participei da feitura dela, então ela foi feita a partir de uma
comissão constituída pelo professor Caio Tasso, e, aí, realmente, esse 54
foi uma polêmica.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E não se confunde
com a aposentadoria. Porque, na aposentadoria, o ato inicial do órgão de
origem não é definitivo. É provisório no que fica, para surtir efeitos de
forma definitiva, sujeito à homologação pelo Tribunal de Contas. É algo
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
MS 28.953 / DF
diverso.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) -
Completamente. Aqui, como eu fiz questão de ler por isso. Quando
começa e chega ao Ministro Ubiratan, ele apenas manda dizer se
aconteceu isso.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
diverso.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) -
Completamente. Aqui, como eu fiz questão de ler por isso. Quando
começa e chega ao Ministro Ubiratan, ele apenas manda dizer se
aconteceu isso.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Também louvo o brilhante voto trazido pela eminente Relatora e
acompanho Sua Excelência.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Também louvo o brilhante voto trazido pela eminente Relatora e
acompanho Sua Excelência.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIÁRIO E
MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma concedeu a segurança e julgou prejudicado o
agravo regimental interposto, nos termos do voto da Relatora.
Unânime. Falou o Dr. Jean Paulo Ruzzarin, pelo Impetrante.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810774
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIÁRIO E
MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma concedeu a segurança e julgou prejudicado o
agravo regimental interposto, nos termos do voto da Relatora.
Unânime. Falou o Dr. Jean Paulo Ruzzarin, pelo Impetrante.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810774
Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1854153
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-28T00:00:00
|
A Turma concedeu a segurança e julgou prejudicado o agravo regimental interposto, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Falou o Dr. Jean Paulo Ruzzarin, pelo Impetrante. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
MANDADO DE SEGURANÇA
|
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. ANULAÇÃO DE ASCENSÕES FUNCIONAIS CONCEDIDAS AOS SERVIDORES DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE ANULAÇÃO INICIADO MAIS DE 5 ANOS APÓS A VIGÊNCIA DA LEI 9.784/1999. DECADÊNCIA DO DIREITO DE ANULAR OS ATOS DE ASCENSÃO. SEGURANÇA CONCEDIDA.
|
sjur206637
|
- Acórdãos citados: ADI 112, ADI 231, ADI 245, ADI 368, ADI 785,
ADI 837, ADI 1345, MS 23550 - Tribunal Pleno, MS 25552 - Tribunal
Pleno, MS 25612 - Tribunal Pleno, RMS 25856, MS 26117 - Tribunal
Pleno, MS 26353 - Tribunal Pleno, MS 26393 - Tribunal Pleno, MS
26404 - Tribunal Pleno, MS 26405 - Tribunal Pleno, MS 26406 -
Tribunal Pleno, MS 26628 - Tribunal Pleno, MS 26790 - Tribunal
Pleno, RMS 27022 AgR, MS 27185 - Tribunal Pleno, RMS 27197 AgR;
TCU: Acórdão 232, Acórdão 629, Acórdão 659,
- Veja processo TC 005.305/2004-9, Acordãos 1300/2010 e 1618/2010 do TCU.
Número de páginas: 26.
Análise: 18/04/2012, IMC.
Revisão: 20/04/2012, KBP.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
28953
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00071 INC-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\r\n ART-00207 \r\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\r\n",
"LEG-FED LEI-008443 ANO-1992\r\n LEI ORDINÁRIA \r\n",
"LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\r\n ART-00054 PAR-00002 ART-00069 \r\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO"
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MS
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acordaos
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MS 28953
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IMPTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER
JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO
NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S)
:JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE
CONTAS DA UNIÃO. ANULAÇÃO DE ASCENSÕES FUNCIONAIS
CONCEDIDAS AOS SERVIDORES DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE ANULAÇÃO
INICIADO MAIS DE 5 ANOS APÓS A VIGÊNCIA DA LEI 9.784/1999.
DECADÊNCIA DO DIREITO DE ANULAR OS ATOS DE ASCENSÃO.
SEGURANÇA CONCEDIDA.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em conceder a segurança e julgar
prejudicado o agravo regimental interposto, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 28/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER
JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO
NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S)
:JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Mandado de segurança coletivo, com pedido de medida liminar,
impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e
Ministério Público da União no Distrito Federal - SINDJUS/DF, em
22.7.2010, contra as decisões proferidas pelo Tribunal de Contas da União
no processo TC n. 005.305/2004-9 (Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e
1.618/2010).
2. Em 15.12.2003, o Tribunal de Contas da União recebeu denúncia
narrando vícios na transformação de cargos do quadro de pessoal do
Tribunal Superior do Trabalho, efetivada a partir do Processo Tribunal Superior do Trabalho n.
167.758/96.2 (fl. 6, apenso 1).
Em 29.4.2004, foi instaurado o Processo TC 005.305/2004-9, cujo
objeto era a apuração de irregularidades na transformação de cargos
públicos realizada por meio do Ato GP n. 1.499/1992, que estruturou os
cargos das categorias funcionais de Agente de Vigilância, Telefonista,
Auxiliar Operacional de Serviços Diversos/Área de Atendimento, classes
D e especial, e Auxiliar Operacional de Serviços Diversos/Área de Copa e
Cozinha, classe C, do quadro de pessoal do Tribunal Superior do
Trabalho, enquadrando-os em nível intermediário (fl. 4).
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER
JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO
NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S)
:JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Mandado de segurança coletivo, com pedido de medida liminar,
impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e
Ministério Público da União no Distrito Federal - SINDJUS/DF, em
22.7.2010, contra as decisões proferidas pelo Tribunal de Contas da União
no processo TC n. 005.305/2004-9 (Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e
1.618/2010).
2. Em 15.12.2003, o Tribunal de Contas da União recebeu denúncia
narrando vícios na transformação de cargos do quadro de pessoal do
Tribunal Superior do Trabalho, efetivada a partir do Processo Tribunal Superior do Trabalho n.
167.758/96.2 (fl. 6, apenso 1).
Em 29.4.2004, foi instaurado o Processo TC 005.305/2004-9, cujo
objeto era a apuração de irregularidades na transformação de cargos
públicos realizada por meio do Ato GP n. 1.499/1992, que estruturou os
cargos das categorias funcionais de Agente de Vigilância, Telefonista,
Auxiliar Operacional de Serviços Diversos/Área de Atendimento, classes
D e especial, e Auxiliar Operacional de Serviços Diversos/Área de Copa e
Cozinha, classe C, do quadro de pessoal do Tribunal Superior do
Trabalho, enquadrando-os em nível intermediário (fl. 4).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26
Relatório
MS 28.953 / DF
O Impetrante aponta que aquele ato não contemplou a categoria
funcional de Auxiliar Operacional de Serviços Diversos, Área de Limpeza
e Conservação, porque a estrutura dessas categorias não continha as
classes C e D. Todavia, a Resolução Administrativa n. 172/1995 teria
autorizado a reestruturação das atribuições da categoria funcional de
auxiliar operacional de serviços diversos, equivalendo as atribuições dos
servidores da área de limpeza com os da área de copa e cozinha, sem que
isso importasse em novo enquadramento na estrutura dos níveis
funcionais.
Noticia que, em 8.5.1997, o Tribunal Superior do Trabalho teria
equiparado a estrutura da área de apoio (limpeza e conservação) à de
copa e cozinha, conferindo a essa decisão efeito retroativo a 15.4.1996, e
que, em 28.5.1998, os servidores foram reenquadrados, independente do
grau de escolaridade, passando ao nível intermediário.
O Impetrante destaca que, embora a denúncia tenha sido recebida
em 2003 e o procedimento apuratório sido instaurado em 29.4.2004, a
decisão de anular referidos atos foi proferida apenas em 9.3.2005
(Acórdão TCU n. 232), confirmada em 18.4.2007 (Acórdão TCU n. 629).
Essas decisões foram tornadas sem efeito pelo Plenário do Tribunal de
Contas da União, nos termos do Acórdão TCU n. 659/2008, em virtude da
edição da Súmula Vinculante n. 3 por este Supremo Tribunal.
Ressalta que o procedimento de averiguação foi reiniciado e que os
servidores, representados pelo ora Impetrante, foram notificados para
apresentarem defesa, na qual sustentaram a decadência do direito de
anulação dos atos de ascensão pela Administração, nos termos do art. 54
da Lei n. 9.784/1999, pois a última ascensão funcional teria sido efetivada
há mais de 5 anos (28.5.1998).
Em 2.6.2010, o Tribunal de Contas da União rejeitou as razões de
2
Supremo Tribunal Federal
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MS 28.953 / DF
O Impetrante aponta que aquele ato não contemplou a categoria
funcional de Auxiliar Operacional de Serviços Diversos, Área de Limpeza
e Conservação, porque a estrutura dessas categorias não continha as
classes C e D. Todavia, a Resolução Administrativa n. 172/1995 teria
autorizado a reestruturação das atribuições da categoria funcional de
auxiliar operacional de serviços diversos, equivalendo as atribuições dos
servidores da área de limpeza com os da área de copa e cozinha, sem que
isso importasse em novo enquadramento na estrutura dos níveis
funcionais.
Noticia que, em 8.5.1997, o Tribunal Superior do Trabalho teria
equiparado a estrutura da área de apoio (limpeza e conservação) à de
copa e cozinha, conferindo a essa decisão efeito retroativo a 15.4.1996, e
que, em 28.5.1998, os servidores foram reenquadrados, independente do
grau de escolaridade, passando ao nível intermediário.
O Impetrante destaca que, embora a denúncia tenha sido recebida
em 2003 e o procedimento apuratório sido instaurado em 29.4.2004, a
decisão de anular referidos atos foi proferida apenas em 9.3.2005
(Acórdão TCU n. 232), confirmada em 18.4.2007 (Acórdão TCU n. 629).
Essas decisões foram tornadas sem efeito pelo Plenário do Tribunal de
Contas da União, nos termos do Acórdão TCU n. 659/2008, em virtude da
edição da Súmula Vinculante n. 3 por este Supremo Tribunal.
Ressalta que o procedimento de averiguação foi reiniciado e que os
servidores, representados pelo ora Impetrante, foram notificados para
apresentarem defesa, na qual sustentaram a decadência do direito de
anulação dos atos de ascensão pela Administração, nos termos do art. 54
da Lei n. 9.784/1999, pois a última ascensão funcional teria sido efetivada
há mais de 5 anos (28.5.1998).
Em 2.6.2010, o Tribunal de Contas da União rejeitou as razões de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26
Relatório
MS 28.953 / DF
defesa e julgou procedente a denúncia para determinar a anulação da
reestruturação da categoria de auxiliar operacional de serviços
diversos/área de apoio, de nível auxiliar para intermediário, por não
haver lei autorizativa para tal mudança (Acórdão TCU n. 1.300, fls. 172-
194, apenso 1), decisão mantida no julgamento dos embargos de
declaração opostos (Acórdão TCU n. 1.618/2010, fls. 61-74, apenso 1).
É contra os Acórdãos TCU n. 1.300 e 1.618/2010 que se impetra o
presente mandado de segurança.
3. O Impetrante sustenta que os atos impugnados teriam atingido
“interesses e direitos de diversos servidores do Tribunal Superior do Trabalho, promovendo a anulação de
ato administrativo que os beneficia, bem como determinando que a administração
faça-os retornar à situação anterior, ou seja, devolvendo-os a situação funcional
de antes de 1998” (fl. 8).
Afirma que, desde o início do Processo TC 005.305/2004-9, tem
sustentado a incidência do artigo 54 da Lei n. 9.784/1999, que estabelece o
prazo quinquenal para a Administração rever seus atos.
Pondera que a Lei 9.784/1999 atendeu ao disposto no art. 5..., caput, da
Constituição da República e que:
“É certo que a infringência à legalidade por um ato
administrativo, sob o ponto de vista abstrato, sempre será prejudicial
ao interesse público, por outro lado, quando analisada em face das
circunstâncias do caso concreto, nem sempre a anulação do ato será a
melhor solução. Em face da dinâmica das relações jurídicas e sociais,
haverá casos em que o próprio interesse da coletividade será melhor
atendido com a manutenção do ato nascido de forma irregular, ainda
que de forma nula.
Portanto, é o caso de dar-se prevalência à segurança jurídica,
declarando a decadência do direito de anulação dos atos da
administração do Tribunal Superior do Trabalho que beneficiaram os substituídos, ainda que se
3
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MS 28.953 / DF
defesa e julgou procedente a denúncia para determinar a anulação da
reestruturação da categoria de auxiliar operacional de serviços
diversos/área de apoio, de nível auxiliar para intermediário, por não
haver lei autorizativa para tal mudança (Acórdão TCU n. 1.300, fls. 172-
194, apenso 1), decisão mantida no julgamento dos embargos de
declaração opostos (Acórdão TCU n. 1.618/2010, fls. 61-74, apenso 1).
É contra os Acórdãos TCU n. 1.300 e 1.618/2010 que se impetra o
presente mandado de segurança.
3. O Impetrante sustenta que os atos impugnados teriam atingido
“interesses e direitos de diversos servidores do Tribunal Superior do Trabalho, promovendo a anulação de
ato administrativo que os beneficia, bem como determinando que a administração
faça-os retornar à situação anterior, ou seja, devolvendo-os a situação funcional
de antes de 1998” (fl. 8).
Afirma que, desde o início do Processo TC 005.305/2004-9, tem
sustentado a incidência do artigo 54 da Lei n. 9.784/1999, que estabelece o
prazo quinquenal para a Administração rever seus atos.
Pondera que a Lei 9.784/1999 atendeu ao disposto no art. 5..., caput, da
Constituição da República e que:
“É certo que a infringência à legalidade por um ato
administrativo, sob o ponto de vista abstrato, sempre será prejudicial
ao interesse público, por outro lado, quando analisada em face das
circunstâncias do caso concreto, nem sempre a anulação do ato será a
melhor solução. Em face da dinâmica das relações jurídicas e sociais,
haverá casos em que o próprio interesse da coletividade será melhor
atendido com a manutenção do ato nascido de forma irregular, ainda
que de forma nula.
Portanto, é o caso de dar-se prevalência à segurança jurídica,
declarando a decadência do direito de anulação dos atos da
administração do Tribunal Superior do Trabalho que beneficiaram os substituídos, ainda que se
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Relatório
MS 28.953 / DF
possa sobre eles imaginar ilegalidade, porquanto antes da autuação do
processo TC 005.305/2004-09, em 29 de abril de 2004, nenhuma
medida de impugnação foi tomada contra os atos de reestruturação de
cargos do Tribunal Superior do Trabalho, os quais aconteceram em 8
de maio de 1997 e 28 de maio de 1998, desde então beneficiando os
servidores, que acreditavam na legalidade da posição funcional que
passaram a ocupar, devendo ter preservadas as situações que
consolidaram” (fl. 11, grifos no original).
O Impetrante menciona precedentes deste Supremo Tribunal em que
se reconheceu a aplicação do prazo decadencial ao Tribunal de Contas da
União e ressalta a necessária sujeição da autoridade apontada como
coatora ao entendimento jurisprudencial firmado sobre a matéria.
Assevera que o fundamento utilizado pelo Tribunal de Contas da
União para afastar a tese da decadência (art. 69 da Lei n. 9.784/1999) não
procederia, pois o dispositivo legal aplicado somente se referiria aos
processos administrativos específicos regidos por legislação própria.
Destaca que o reconhecimento da “decadência (…) consubstancia um
direito subjetivo, que visa trazer segurança às relações jurídicas. Como é o caso
das regras de direito material, a contida no artigo 54 também traz, de um lado, o
sujeito ativo (titular do direito subjetivo) e, de outro, o sujeito passivo (titular do
dever jurídico)” (fl. 14, grifos no original).
Pondera que, se “a decadência exclui o direito da administração pública de
anular o ato impugnado; de outro lado, cria direito subjetivo ao administrado, de
que não deve sofrer com a anulação, podendo ter certeza que o ato de que é
beneficiário não mais será desfeito” e, desta forma, “a decadência estabelece a
segurança jurídica, que é inegável direito constitucional subjetivo, (...) nos
termos do caput do artigo 5... da Constituição da República” (fl. 14).
Assevera que, mesmo que as decisões impugnadas tenham sido
proferidas no exercício do controle externo, determinou-se a anulação de
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possa sobre eles imaginar ilegalidade, porquanto antes da autuação do
processo TC 005.305/2004-09, em 29 de abril de 2004, nenhuma
medida de impugnação foi tomada contra os atos de reestruturação de
cargos do Tribunal Superior do Trabalho, os quais aconteceram em 8
de maio de 1997 e 28 de maio de 1998, desde então beneficiando os
servidores, que acreditavam na legalidade da posição funcional que
passaram a ocupar, devendo ter preservadas as situações que
consolidaram” (fl. 11, grifos no original).
O Impetrante menciona precedentes deste Supremo Tribunal em que
se reconheceu a aplicação do prazo decadencial ao Tribunal de Contas da
União e ressalta a necessária sujeição da autoridade apontada como
coatora ao entendimento jurisprudencial firmado sobre a matéria.
Assevera que o fundamento utilizado pelo Tribunal de Contas da
União para afastar a tese da decadência (art. 69 da Lei n. 9.784/1999) não
procederia, pois o dispositivo legal aplicado somente se referiria aos
processos administrativos específicos regidos por legislação própria.
Destaca que o reconhecimento da “decadência (…) consubstancia um
direito subjetivo, que visa trazer segurança às relações jurídicas. Como é o caso
das regras de direito material, a contida no artigo 54 também traz, de um lado, o
sujeito ativo (titular do direito subjetivo) e, de outro, o sujeito passivo (titular do
dever jurídico)” (fl. 14, grifos no original).
Pondera que, se “a decadência exclui o direito da administração pública de
anular o ato impugnado; de outro lado, cria direito subjetivo ao administrado, de
que não deve sofrer com a anulação, podendo ter certeza que o ato de que é
beneficiário não mais será desfeito” e, desta forma, “a decadência estabelece a
segurança jurídica, que é inegável direito constitucional subjetivo, (...) nos
termos do caput do artigo 5... da Constituição da República” (fl. 14).
Assevera que, mesmo que as decisões impugnadas tenham sido
proferidas no exercício do controle externo, determinou-se a anulação de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26
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MS 28.953 / DF
ato do qual haviam emanado direitos. Por essa razão, busca-se tutelar o
direito subjetivo dos substituídos de não terem seu ato de transposição
anulado após o decurso do prazo decadencial.
Pede sejam os Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e 1618/2010 anulados,
determinando-se ao Tribunal de Contas da União que se abstenha de
exigir do Tribunal Superior do Trabalho o cumprimento do entendimento
neles fixado. Pede, ainda, seja determinado o desfazimento dos atos que
tenham sido praticados em cumprimento das decisões impugnadas, bem
como a restituição dos valores eventualmente diminuídos (fls. 26).
4. Em 20.8.2010, deferi a medida liminar para suspender os efeitos
das decisões proferidas pelo Tribunal de Contas da União no processo TC
– 005.305/2004-9, Acórdãos TCU n. 1.300 e 1.618/2010 (DJe 30.8.2010).
5. Em suas informações, prestadas em 8.9.2010, o Tribunal de Contas
da União ponderou que estaria agindo em conformidade com o
entendimento deste Supremo Tribunal, que teria assentado a
inconstitucionalidade das formas de provimento derivado de cargos
públicos.
Afirma que, em razão da supremacia do interesse público sobre o
privado, os princípios da legalidade e do concurso público deveriam
preponderar sobre o princípio da segurança jurídica.
Acrescenta que as ascensões funcionais teriam desrespeitado a
medida cautelar deferida na ADI 837, pois ocorreram entre 1997 e 1998, e
que o art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplicaria à espécie.
6. Em 27.9.2010, a União interpôs agravo regimental contra a decisão
de deferimento de liminar, ao fundamento de que inexistiria
contrariedade ao princípio da segurança jurídica, pois seriam inúmeros
os precedentes deste Supremo Tribunal ressaltando a exigência do
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ato do qual haviam emanado direitos. Por essa razão, busca-se tutelar o
direito subjetivo dos substituídos de não terem seu ato de transposição
anulado após o decurso do prazo decadencial.
Pede sejam os Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e 1618/2010 anulados,
determinando-se ao Tribunal de Contas da União que se abstenha de
exigir do Tribunal Superior do Trabalho o cumprimento do entendimento
neles fixado. Pede, ainda, seja determinado o desfazimento dos atos que
tenham sido praticados em cumprimento das decisões impugnadas, bem
como a restituição dos valores eventualmente diminuídos (fls. 26).
4. Em 20.8.2010, deferi a medida liminar para suspender os efeitos
das decisões proferidas pelo Tribunal de Contas da União no processo TC
– 005.305/2004-9, Acórdãos TCU n. 1.300 e 1.618/2010 (DJe 30.8.2010).
5. Em suas informações, prestadas em 8.9.2010, o Tribunal de Contas
da União ponderou que estaria agindo em conformidade com o
entendimento deste Supremo Tribunal, que teria assentado a
inconstitucionalidade das formas de provimento derivado de cargos
públicos.
Afirma que, em razão da supremacia do interesse público sobre o
privado, os princípios da legalidade e do concurso público deveriam
preponderar sobre o princípio da segurança jurídica.
Acrescenta que as ascensões funcionais teriam desrespeitado a
medida cautelar deferida na ADI 837, pois ocorreram entre 1997 e 1998, e
que o art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplicaria à espécie.
6. Em 27.9.2010, a União interpôs agravo regimental contra a decisão
de deferimento de liminar, ao fundamento de que inexistiria
contrariedade ao princípio da segurança jurídica, pois seriam inúmeros
os precedentes deste Supremo Tribunal ressaltando a exigência do
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Relatório
MS 28.953 / DF
concurso público.
Pondera que, no julgamento das Ações Diretas de
Inconstitucionalidade n. 368/ES e 785/DF, este Supremo Tribunal teria
rechaçado normas que permitiriam a ascensão funcional sem, contudo,
ressalvar a aplicação do princípio da segurança jurídica àqueles que delas
se beneficiaram.
Acrescenta que o cômputo do prazo decadencial estabelecido no art.
54 da Lei n. 9.784 se iniciaria em 1....2.1999, data de publicação da lei, e que
“o referido prazo interrompe[r-se-ia] por qualquer medida da autoridade
administrativa que impugna[sse] a validade do ato” (fl. 125).
7. Em 19.9.2011, a Procuradoria-Geral da República opinou pela
concessão da segurança.
É o Relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
concurso público.
Pondera que, no julgamento das Ações Diretas de
Inconstitucionalidade n. 368/ES e 785/DF, este Supremo Tribunal teria
rechaçado normas que permitiriam a ascensão funcional sem, contudo,
ressalvar a aplicação do princípio da segurança jurídica àqueles que delas
se beneficiaram.
Acrescenta que o cômputo do prazo decadencial estabelecido no art.
54 da Lei n. 9.784 se iniciaria em 1....2.1999, data de publicação da lei, e que
“o referido prazo interrompe[r-se-ia] por qualquer medida da autoridade
administrativa que impugna[sse] a validade do ato” (fl. 125).
7. Em 19.9.2011, a Procuradoria-Geral da República opinou pela
concessão da segurança.
É o Relatório.
6
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. O objeto do presente mandado de segurança são as decisões
proferidas pelo Tribunal de Contas da União no processo TC n.
005.305/2004-9, que determinaram ao Tribunal Superior do Trabalho que
“anula[sse] a reestruturação da categoria de auxiliar operacional de serviços
diversos – área apoio, de nível auxiliar para nível intermediário, fazendo retornar
os servidores beneficiados por essa transformação à situação anterior, uma vez
que ela [teria] criado quatro novas classes de nível intermediário no referido
cargo, com alteração do nível de escolaridade, sem lei que o autorizasse”
(Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e 1.618/2010).
O Impetrante sustenta, em essência, que o Tribunal de Contas da
União teria decaído do direito de anular os atos de ascensão funcional
que beneficiaram os servidores ora substituídos, pois já transcorrido o
prazo de 5 (cinco) anos previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999. Pondera
que a segurança jurídica e a confiança na validade dos atos praticados
pela Administração deveriam prevalecer no caso vertente.
A autoridade apontada como coatora, por sua vez, salienta que os
atos impugnados estariam em consonância com as decisões deste
Supremo Tribunal que assentaram a inconstitucionalidade do provimento
derivado de cargos públicos. Afirma que os princípios da legalidade e do
concurso público deveriam preponderar na espécie, em razão da
supremacia do interesse público sobre o particular, e que o art. 54 da Lei
n. 9.784/1999 não se aplicaria aos processos nos quais exerce o controle
externo.
A União acrescenta que o computo do prazo decadencial somente se
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. O objeto do presente mandado de segurança são as decisões
proferidas pelo Tribunal de Contas da União no processo TC n.
005.305/2004-9, que determinaram ao Tribunal Superior do Trabalho que
“anula[sse] a reestruturação da categoria de auxiliar operacional de serviços
diversos – área apoio, de nível auxiliar para nível intermediário, fazendo retornar
os servidores beneficiados por essa transformação à situação anterior, uma vez
que ela [teria] criado quatro novas classes de nível intermediário no referido
cargo, com alteração do nível de escolaridade, sem lei que o autorizasse”
(Acórdãos TCU n. 1.300/2010 e 1.618/2010).
O Impetrante sustenta, em essência, que o Tribunal de Contas da
União teria decaído do direito de anular os atos de ascensão funcional
que beneficiaram os servidores ora substituídos, pois já transcorrido o
prazo de 5 (cinco) anos previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999. Pondera
que a segurança jurídica e a confiança na validade dos atos praticados
pela Administração deveriam prevalecer no caso vertente.
A autoridade apontada como coatora, por sua vez, salienta que os
atos impugnados estariam em consonância com as decisões deste
Supremo Tribunal que assentaram a inconstitucionalidade do provimento
derivado de cargos públicos. Afirma que os princípios da legalidade e do
concurso público deveriam preponderar na espécie, em razão da
supremacia do interesse público sobre o particular, e que o art. 54 da Lei
n. 9.784/1999 não se aplicaria aos processos nos quais exerce o controle
externo.
A União acrescenta que o computo do prazo decadencial somente se
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
iniciou com a entrada em vigor da Lei n. 9.784/1999 e foi interrompido
quando o Tribunal de Contas das União passou a contestar a validade
daqueles atos, conforme preceitua o § 2... do art. 54 daquele diploma legal.
2. Conforme relatado, em 15.12.2003, o Tribunal de Contas da União
recebeu denúncia narrando irregularidades na reestruturação de cargos
promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho, o que ensejou o despacho
de 27.1.2004, pelo qual se determinou a “confirmação relativa a ocorrência do
fato relatado” (fl. 3, apenso 1). O resultado desse levantamento preliminar
levou à instauração do Processo TC n. 005.385, em 29.4.2004.
Em 9.3.2005, o Tribunal de Contas da União julgou procedente a
denúncia e determinou a anulação da reestruturação realizada (Acórdão
TCU n. 232), decisão confirmada no Acórdão TCU n. 629/2007.
Em 16.4.2008, essas decisões foram tornadas sem efeito pelo Plenário
do Tribunal de Contas da União para que os servidores beneficiados
pelos atos questionados exercessem o direito ao contraditório (Acórdão
TCU n. 659).
Em 2.6.2010, após a manifestação dos servidores, a autoridade
apontada como coatora julgou procedente a denúncia, nos termos
seguintes:
“SUMÁRIO: DENÚNCIA. IRREGULARIDADE NA
TRANSPOSIÇÃO DE CARGO DE NÍVEL AUXILIAR PARA
INTERMEDIÁRIO, COM MUDANÇA DO NÍVEL DE
ESCOLARIDADE EXIGIDO, SEM LEI AUTORIZATIVA.
CONHECIMENTO. OITIVA PRÉVIA DOS SERVIDORES
BENEFICIADOS PELA TRANSPOSIÇÃO IRREGULAR DE
CARGOS.
INSUFICIÊNCIA
DOS
ARGUMENTOS
APRESENTADOS PELOS INTERESSADOS PARA JUSTIFICAR
A IRREGULARIDADE IDENTIFICADA. SITUAÇÃO JÁ
IDENTIFICADA E CONSIDERADA IRREGULAR EM
2
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iniciou com a entrada em vigor da Lei n. 9.784/1999 e foi interrompido
quando o Tribunal de Contas das União passou a contestar a validade
daqueles atos, conforme preceitua o § 2... do art. 54 daquele diploma legal.
2. Conforme relatado, em 15.12.2003, o Tribunal de Contas da União
recebeu denúncia narrando irregularidades na reestruturação de cargos
promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho, o que ensejou o despacho
de 27.1.2004, pelo qual se determinou a “confirmação relativa a ocorrência do
fato relatado” (fl. 3, apenso 1). O resultado desse levantamento preliminar
levou à instauração do Processo TC n. 005.385, em 29.4.2004.
Em 9.3.2005, o Tribunal de Contas da União julgou procedente a
denúncia e determinou a anulação da reestruturação realizada (Acórdão
TCU n. 232), decisão confirmada no Acórdão TCU n. 629/2007.
Em 16.4.2008, essas decisões foram tornadas sem efeito pelo Plenário
do Tribunal de Contas da União para que os servidores beneficiados
pelos atos questionados exercessem o direito ao contraditório (Acórdão
TCU n. 659).
Em 2.6.2010, após a manifestação dos servidores, a autoridade
apontada como coatora julgou procedente a denúncia, nos termos
seguintes:
“SUMÁRIO: DENÚNCIA. IRREGULARIDADE NA
TRANSPOSIÇÃO DE CARGO DE NÍVEL AUXILIAR PARA
INTERMEDIÁRIO, COM MUDANÇA DO NÍVEL DE
ESCOLARIDADE EXIGIDO, SEM LEI AUTORIZATIVA.
CONHECIMENTO. OITIVA PRÉVIA DOS SERVIDORES
BENEFICIADOS PELA TRANSPOSIÇÃO IRREGULAR DE
CARGOS.
INSUFICIÊNCIA
DOS
ARGUMENTOS
APRESENTADOS PELOS INTERESSADOS PARA JUSTIFICAR
A IRREGULARIDADE IDENTIFICADA. SITUAÇÃO JÁ
IDENTIFICADA E CONSIDERADA IRREGULAR EM
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
AUDITORIA
REALIZADA
NO
TRT-20...
REGIÃO.
PRECEDENTES JUDICIAIS. PROCEDÊNCIA. FIXAÇÃO DE
PRAZO PARA A ANULAÇÃO DA REESTRUTURAÇÃO
REALIZADA. DETERMINAÇÃO PARA QUE O Tribunal Superior do Trabalho
DEMONSTRE O CUMPRIMENTO DA MEDIDA ACIMA.
DETERMINAÇÃO PARA QUE SE REALIZEM DILIGÊNCIAS
AOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO PARA
VERIFICAR SE A MESMA TRANSFORMAÇÃO FOI FEITA EM
OUTROS ÓRGÃOS. (...)” (Acórdão TCU n. 1.300, fls. 172-194,
apenso 1).
Em seu voto, o Ministro Walton Alencar Rodrigues rejeitou as
preliminares de decadência e de contrariedade ao princípio da segurança
jurídica, ao fundamento de que o Tribunal de Contas da União “não
esta[ria] jungid[o] à vedação estampada no art. 54 da Lei n 9.784/1999, típica
dos deveres de auto-tutela da Administração Pública, [e que] a ilegalidade e
inconstitucionalidade dos provimentos derivados de cargos públicos, sobretudo
por atos internos do Tribunal Superior do Trabalho, já eram reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal e
pelo próprio TCU” (fl. 191, apenso 1).
No mérito, destacou:
“O anexo X da Lei n 7.995/1990 estabeleceu as categorias
funcionais de nível intermediário que exigiam 2... grau completo. O
anexo XI do mencionado diploma legal previa as categorias de nível
auxiliar, que não exigiam a referida escolaridade, dentre as quais se
situava a categoria ‘auxiliar operacional de serviços diversos’. Com a
vigência da Lei n 8.460/92, as classes ‘C’ e ‘D’ da categoria de
auxiliar de serviços diversos passaram a integrar o anexo X da Lei n
8.460/92, ou seja, foi incluída na categoria de nível intermediário.
Nessas classes ‘C’ e ‘D’, inseriam-se os auxiliares de serviços
diversos das áreas ‘atendimento’, ‘copa e cozinha’. Entretanto, aqueles
servidores integrantes da área ‘limpeza e conservação’ (que
posteriormente passou a ter o nome de ‘área de apoio’) não foram
contemplados por essa lei, uma vez que essa carreira estava
3
Supremo Tribunal Federal
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MS 28.953 / DF
AUDITORIA
REALIZADA
NO
TRT-20...
REGIÃO.
PRECEDENTES JUDICIAIS. PROCEDÊNCIA. FIXAÇÃO DE
PRAZO PARA A ANULAÇÃO DA REESTRUTURAÇÃO
REALIZADA. DETERMINAÇÃO PARA QUE O Tribunal Superior do Trabalho
DEMONSTRE O CUMPRIMENTO DA MEDIDA ACIMA.
DETERMINAÇÃO PARA QUE SE REALIZEM DILIGÊNCIAS
AOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO PARA
VERIFICAR SE A MESMA TRANSFORMAÇÃO FOI FEITA EM
OUTROS ÓRGÃOS. (...)” (Acórdão TCU n. 1.300, fls. 172-194,
apenso 1).
Em seu voto, o Ministro Walton Alencar Rodrigues rejeitou as
preliminares de decadência e de contrariedade ao princípio da segurança
jurídica, ao fundamento de que o Tribunal de Contas da União “não
esta[ria] jungid[o] à vedação estampada no art. 54 da Lei n 9.784/1999, típica
dos deveres de auto-tutela da Administração Pública, [e que] a ilegalidade e
inconstitucionalidade dos provimentos derivados de cargos públicos, sobretudo
por atos internos do Tribunal Superior do Trabalho, já eram reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal e
pelo próprio TCU” (fl. 191, apenso 1).
No mérito, destacou:
“O anexo X da Lei n 7.995/1990 estabeleceu as categorias
funcionais de nível intermediário que exigiam 2... grau completo. O
anexo XI do mencionado diploma legal previa as categorias de nível
auxiliar, que não exigiam a referida escolaridade, dentre as quais se
situava a categoria ‘auxiliar operacional de serviços diversos’. Com a
vigência da Lei n 8.460/92, as classes ‘C’ e ‘D’ da categoria de
auxiliar de serviços diversos passaram a integrar o anexo X da Lei n
8.460/92, ou seja, foi incluída na categoria de nível intermediário.
Nessas classes ‘C’ e ‘D’, inseriam-se os auxiliares de serviços
diversos das áreas ‘atendimento’, ‘copa e cozinha’. Entretanto, aqueles
servidores integrantes da área ‘limpeza e conservação’ (que
posteriormente passou a ter o nome de ‘área de apoio’) não foram
contemplados por essa lei, uma vez que essa carreira estava
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
estruturada, apenas, em classes ‘A’ e ‘B’.
Não bastasse a ausência de autorização legal, o então Presidente
do Tribunal Superior do Trabalho atendeu ao pleito formulado pelos servidores da ‘área de apoio’
(limpeza e conservação), tendo em conta decisão do Órgão Especial do
Tribunal, em 8/5/1997, e autorizou a transposição para o nível
intermediário dos servidores que tivessem a escolaridade exigida (fl.
36).
Em 1/6/1998, o Conselho de Administração do Tribunal Superior do Trabalho estendeu a
mesma transposição para os servidores da referida área de apoio, ainda
que não detivessem o 2... grau de escolaridade (fl. 49).
A denúncia versa, precisamente, sobre os atos que autorizaram
essas transposições. Não restam dúvidas de que os atos foram ilegais e
inconstitucionais.
A Lei n 8.460/92 só autorizou a transposição de cargos com
relação às áreas que expressamente mencionou, não incluindo
servidores da área ‘limpeza e conservação’.
O reenquadramento, feito por meio de atos internos do Tribunal Superior do Trabalho,
redundou na criação de quatro novas classes para o cargo, além de
estabelecer outro nível de escolaridade para elas. Tais atos são típicos
de reserva legal, apenas podendo ser efetivados por meio de lei.
Situação idêntica, ocorrida no TRT-20... Região, já foi objeto de
análise e provimento por parte deste Tribunal, pela irregularidade
(Decisão n 88/99 - Segunda Câmara, mantida em grau de recurso
pela Decisão n 70/01 - Segunda Câmara). (…)
A medida questionada, tomada com efeitos retroativos, permitiu
que os servidores fossem enquadrados indevidamente no nível
intermediário, fazendo com que eles, com a edição da Lei n 9.421/96,
passassem a ser enquadrados como técnicos judiciários, cargo de nível
médio, quando eles pertenciam anteriormente a cargo de nível básico.
O procedimento adotado foi equivalente, portanto, à ascensão
funcional, forma de investidura vedada pela Constituição Federal (…)
Portanto, inconstitucional a reestruturação sob análise, é procedente a
denúncia” (fls. 191-192, decisão mantida no Acórdão TCU n.
1.618/2010).
3. Sem desconhecer a jurisprudência deste Supremo Tribunal que, a
4
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MS 28.953 / DF
estruturada, apenas, em classes ‘A’ e ‘B’.
Não bastasse a ausência de autorização legal, o então Presidente
do Tribunal Superior do Trabalho atendeu ao pleito formulado pelos servidores da ‘área de apoio’
(limpeza e conservação), tendo em conta decisão do Órgão Especial do
Tribunal, em 8/5/1997, e autorizou a transposição para o nível
intermediário dos servidores que tivessem a escolaridade exigida (fl.
36).
Em 1/6/1998, o Conselho de Administração do Tribunal Superior do Trabalho estendeu a
mesma transposição para os servidores da referida área de apoio, ainda
que não detivessem o 2... grau de escolaridade (fl. 49).
A denúncia versa, precisamente, sobre os atos que autorizaram
essas transposições. Não restam dúvidas de que os atos foram ilegais e
inconstitucionais.
A Lei n 8.460/92 só autorizou a transposição de cargos com
relação às áreas que expressamente mencionou, não incluindo
servidores da área ‘limpeza e conservação’.
O reenquadramento, feito por meio de atos internos do Tribunal Superior do Trabalho,
redundou na criação de quatro novas classes para o cargo, além de
estabelecer outro nível de escolaridade para elas. Tais atos são típicos
de reserva legal, apenas podendo ser efetivados por meio de lei.
Situação idêntica, ocorrida no TRT-20... Região, já foi objeto de
análise e provimento por parte deste Tribunal, pela irregularidade
(Decisão n 88/99 - Segunda Câmara, mantida em grau de recurso
pela Decisão n 70/01 - Segunda Câmara). (…)
A medida questionada, tomada com efeitos retroativos, permitiu
que os servidores fossem enquadrados indevidamente no nível
intermediário, fazendo com que eles, com a edição da Lei n 9.421/96,
passassem a ser enquadrados como técnicos judiciários, cargo de nível
médio, quando eles pertenciam anteriormente a cargo de nível básico.
O procedimento adotado foi equivalente, portanto, à ascensão
funcional, forma de investidura vedada pela Constituição Federal (…)
Portanto, inconstitucional a reestruturação sob análise, é procedente a
denúncia” (fls. 191-192, decisão mantida no Acórdão TCU n.
1.618/2010).
3. Sem desconhecer a jurisprudência deste Supremo Tribunal que, a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
exemplo dos julgados nas ADI n. 112, 231, 245, 368, 785, 837 e 1345, se
firmou no sentido da inconstitucionalidade das formas derivadas de
investidura em cargos públicos, por sua contrariedade aos princípios do
concurso público e da legalidade e sem se opor censura à iniciativa do
Tribunal de Contas da União de pretender assegurar a máxima
efetividade da Constituição da República e a plena eficácia das decisões
proferidas em controle abstrato de constitucionalidade por este Supremo
Tribunal, tem-se que os efeitos vinculantes e a eficácia erga omnes que
notabilizam essas decisões não podem ser indistintamente estendidos a
todos os casos que versem matéria relativa a servidores públicos. O
cumprimento das decisões proferidas em ações diretas de
inconstitucionalidade, de suas partes dispositivas, se impõe a todos em
razão daquelas características, mas há de se considerar as peculiaridades
de cada caso para os julgamentos.
Precedentes jurisprudenciais que tratem da questão do provimento
derivado de cargos públicos não impõem nem justificam a invalidação
automática de atos administrativos praticados, pois outras circunstâncias
podem evidenciar a necessidade de sua manutenção.
Nesse sentido, Sérgio Ferraz e Adilson de Abreu Dallari destacam;
“O dever processual de anular os atos ilegais de regra preclui
quando haja de incidir sobre etapas já percorridas. (…)
Estando, contudo, o processo findo, o dever (…) de anular passa
a ser metrificado à luz do princípio da segurança jurídica (...) Aqui, o
interesse público e a paz social determinam que, transcorrido certo
tempo, ditado em obediência ao princípio da razoabilidade, se tenha
por imutável o ato. (...) É dizer, o fluxo do tempo (…) tem efeito
saneador, só por si, do ato originariamente ilegal, sem necessidade de
declaração expressa nesse sentido” (Processo Administrativo. 2... ed.
São Paulo: Malheiros, p. 249-250).
Na mesma linha, José dos Santos Carvalho Filho pondera:
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exemplo dos julgados nas ADI n. 112, 231, 245, 368, 785, 837 e 1345, se
firmou no sentido da inconstitucionalidade das formas derivadas de
investidura em cargos públicos, por sua contrariedade aos princípios do
concurso público e da legalidade e sem se opor censura à iniciativa do
Tribunal de Contas da União de pretender assegurar a máxima
efetividade da Constituição da República e a plena eficácia das decisões
proferidas em controle abstrato de constitucionalidade por este Supremo
Tribunal, tem-se que os efeitos vinculantes e a eficácia erga omnes que
notabilizam essas decisões não podem ser indistintamente estendidos a
todos os casos que versem matéria relativa a servidores públicos. O
cumprimento das decisões proferidas em ações diretas de
inconstitucionalidade, de suas partes dispositivas, se impõe a todos em
razão daquelas características, mas há de se considerar as peculiaridades
de cada caso para os julgamentos.
Precedentes jurisprudenciais que tratem da questão do provimento
derivado de cargos públicos não impõem nem justificam a invalidação
automática de atos administrativos praticados, pois outras circunstâncias
podem evidenciar a necessidade de sua manutenção.
Nesse sentido, Sérgio Ferraz e Adilson de Abreu Dallari destacam;
“O dever processual de anular os atos ilegais de regra preclui
quando haja de incidir sobre etapas já percorridas. (…)
Estando, contudo, o processo findo, o dever (…) de anular passa
a ser metrificado à luz do princípio da segurança jurídica (...) Aqui, o
interesse público e a paz social determinam que, transcorrido certo
tempo, ditado em obediência ao princípio da razoabilidade, se tenha
por imutável o ato. (...) É dizer, o fluxo do tempo (…) tem efeito
saneador, só por si, do ato originariamente ilegal, sem necessidade de
declaração expressa nesse sentido” (Processo Administrativo. 2... ed.
São Paulo: Malheiros, p. 249-250).
Na mesma linha, José dos Santos Carvalho Filho pondera:
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
“A correção do ato administrativo através da anulação não fica
sempre a critério da Administração. Há certas situações fáticas que
produzem obstáculos ou barreiras à anulação. Uma delas consiste na
consolidação de determinada situação decorrente do ato viciado: se os
efeitos desse ato já acarretaram muitas alterações no mundo jurídico,
consolidando certa situação de fato, a subsistência do ato, mesmo
inquinado de irregularidade, atende mais ao interesse público do que
seu desfazimento pela anulação. Trata-se, todavia, de hipóteses de
exceção, mas que, na verdade, podem ocorrer e já ocorreram na
prática. A outra barreira é o decurso do tempo. Ultrapassados
determinados períodos de tempo fixados em lei, fica extinta a
pretensão ou o direito potestativo, tanto de terceiros em relação à
Administração, quanto da Administração em relação a si própria (…)
De fato, no caso de ter havido efeitos em favor do administrado,
o decurso do tempo acaba por criar situação jurídica de tutela que o
beneficia, e assim não pode a Administração, após o período de cinco
anos, corrigir o ato através da anulação. A consequência é a de que o
ato administrativo, conquanto inquinado de vício de legalidade,
subsiste no mundo jurídico o prossegue irradiando seus regulares
efeitos em favor do titular” (Processo Administrativo Federal. Rio de
Janeiro: Lumen Juris, 2007, p. 271-273, grifos nossos).
4. O limite temporal para a anulação dos atos administrativos
praticados em desconformidade com o direito foi fixado na Lei n.
9.784/1999, que estabelece:
“Art. 54. O direito da Administração de anular os atos
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-fé. (...)
§ 2... Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida
de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do
ato” (grifos nossos).
Registre-se que, a despeito da existência de norma específica
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“A correção do ato administrativo através da anulação não fica
sempre a critério da Administração. Há certas situações fáticas que
produzem obstáculos ou barreiras à anulação. Uma delas consiste na
consolidação de determinada situação decorrente do ato viciado: se os
efeitos desse ato já acarretaram muitas alterações no mundo jurídico,
consolidando certa situação de fato, a subsistência do ato, mesmo
inquinado de irregularidade, atende mais ao interesse público do que
seu desfazimento pela anulação. Trata-se, todavia, de hipóteses de
exceção, mas que, na verdade, podem ocorrer e já ocorreram na
prática. A outra barreira é o decurso do tempo. Ultrapassados
determinados períodos de tempo fixados em lei, fica extinta a
pretensão ou o direito potestativo, tanto de terceiros em relação à
Administração, quanto da Administração em relação a si própria (…)
De fato, no caso de ter havido efeitos em favor do administrado,
o decurso do tempo acaba por criar situação jurídica de tutela que o
beneficia, e assim não pode a Administração, após o período de cinco
anos, corrigir o ato através da anulação. A consequência é a de que o
ato administrativo, conquanto inquinado de vício de legalidade,
subsiste no mundo jurídico o prossegue irradiando seus regulares
efeitos em favor do titular” (Processo Administrativo Federal. Rio de
Janeiro: Lumen Juris, 2007, p. 271-273, grifos nossos).
4. O limite temporal para a anulação dos atos administrativos
praticados em desconformidade com o direito foi fixado na Lei n.
9.784/1999, que estabelece:
“Art. 54. O direito da Administração de anular os atos
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-fé. (...)
§ 2... Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida
de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do
ato” (grifos nossos).
Registre-se que, a despeito da existência de norma específica
6
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
tratando do processo no Tribunal de Contas da União (Lei n. 8.443/1992),
“nada exclui os procedimentos do Tribunal de Contas da aplicação subsidiária da
lei geral de processo administrativo federal” (MS 23.550/DF, Relator para o
Acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 31.10.2001).
O art. 69 da Lei n. 9.784/1999 estabelece que “os processos
administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-
lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei” (grifos nossos).
Sobre a aplicação da lei do processo administrativo, Irene Patrícia
Nohara destaca:
“Os preceitos da [lei do processo administrativo] têm,
conforme disposição expressa, aplicação subsidiária aos procedimentos
específicos quando eles se omitirem em questões tratadas na lei geral
federal. (…) A LPA e as leis específicas coexistem, sendo, no entanto,
perfeitamente utilizáveis os direitos expressos na lei geral que tenham
sido omitidos pela lei específica. (…) Constata-se (…) que qualquer
garantia prevista em princípio ou regra constante da LPA poderá ter
aplicação subsidiária aos procedimentos federais específicos que não
tenham dispositivo legal que trate do assunto de outra forma”
(Processo Administrativo. São Paulo: Atlas, 2009, p. 454-457, grifos
nossos).
A Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União (Lei n. 8.443/1992)
não estabelece prazo para o exercício do direito de anular atos
administrativos submetidos ao seu exame, daí a aplicação subsidiária da
Lei n. 9.784/1999 nesse ponto.
5. A jurisprudência deste Supremo Tribunal tem afastado a aplicação
do art. 54 desse diploma legal quando o Tribunal de Contas da União
exerce o controle externo da legalidade dos atos de concessão inicial de
aposentadorias e pensões, nos termos do art. 71, inc. III, da Constituição
da República, sendo exemplo disso o Mandado de Segurança n. 25.612,
7
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tratando do processo no Tribunal de Contas da União (Lei n. 8.443/1992),
“nada exclui os procedimentos do Tribunal de Contas da aplicação subsidiária da
lei geral de processo administrativo federal” (MS 23.550/DF, Relator para o
Acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 31.10.2001).
O art. 69 da Lei n. 9.784/1999 estabelece que “os processos
administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-
lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei” (grifos nossos).
Sobre a aplicação da lei do processo administrativo, Irene Patrícia
Nohara destaca:
“Os preceitos da [lei do processo administrativo] têm,
conforme disposição expressa, aplicação subsidiária aos procedimentos
específicos quando eles se omitirem em questões tratadas na lei geral
federal. (…) A LPA e as leis específicas coexistem, sendo, no entanto,
perfeitamente utilizáveis os direitos expressos na lei geral que tenham
sido omitidos pela lei específica. (…) Constata-se (…) que qualquer
garantia prevista em princípio ou regra constante da LPA poderá ter
aplicação subsidiária aos procedimentos federais específicos que não
tenham dispositivo legal que trate do assunto de outra forma”
(Processo Administrativo. São Paulo: Atlas, 2009, p. 454-457, grifos
nossos).
A Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União (Lei n. 8.443/1992)
não estabelece prazo para o exercício do direito de anular atos
administrativos submetidos ao seu exame, daí a aplicação subsidiária da
Lei n. 9.784/1999 nesse ponto.
5. A jurisprudência deste Supremo Tribunal tem afastado a aplicação
do art. 54 desse diploma legal quando o Tribunal de Contas da União
exerce o controle externo da legalidade dos atos de concessão inicial de
aposentadorias e pensões, nos termos do art. 71, inc. III, da Constituição
da República, sendo exemplo disso o Mandado de Segurança n. 25.612,
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJe 1....6.2011. Esse fato deve-
se à natureza complexa do ato administrativo em exame, que somente se
aperfeiçoa após seu registro. Portanto, apenas a partir daí a contagem do
prazo decadencial iniciaria seu curso.
O mesmo não ocorre no caso vertente, pois os atos administrativos
em foco não têm natureza complexa, inexistindo razão para se protrair a
contagem desse prazo para data posterior àquela em que foram
praticados, ou seja, 8.5.1997 e 28.5.1998. A primeira, referente à
equiparação da área de apoio (limpeza e conservação) à de copa e
cozinha, com efeito retroativo a 15.4.1996, e, a segunda, referente ao seu
reenquadramento para o nível intermediário, independentemente do
grau de escolaridade.
6. Na assentada de 10.5.2011, no julgamento do Recurso Ordinário
em Mandado de Segurança n. 27.022-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, a Primeira Turma deste Supremo Tribunal reiterou o
seguinte entendimento sobre o início da contagem do prazo decadencial
estabelecido na Lei n. 9.784/1999:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ART. 54 DA
LEI 9.784/1999. APLICABILIDADE A ATOS PRETÉRITOS.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I
– o prazo de decadência deve ser computado a partir da vigência da lei
que o instituiu e não tendo em conta atos pretéritos. II – Agravo
regimental a que se nega provimento” (DJe 30.5.2011).
Na mesma linha, são precedentes: MS 25.552/DF, de minha relatoria,
Plenário, DJe 29.5.2008; MS 27.185/DF, de minha relatoria, Plenário, DJe
12.3.2010; RMS 27.197-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira
Turma, DJe 11.4.2011; e RMS 25.856/DF, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 13.5.2010.
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MS 28.953 / DF
Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJe 1....6.2011. Esse fato deve-
se à natureza complexa do ato administrativo em exame, que somente se
aperfeiçoa após seu registro. Portanto, apenas a partir daí a contagem do
prazo decadencial iniciaria seu curso.
O mesmo não ocorre no caso vertente, pois os atos administrativos
em foco não têm natureza complexa, inexistindo razão para se protrair a
contagem desse prazo para data posterior àquela em que foram
praticados, ou seja, 8.5.1997 e 28.5.1998. A primeira, referente à
equiparação da área de apoio (limpeza e conservação) à de copa e
cozinha, com efeito retroativo a 15.4.1996, e, a segunda, referente ao seu
reenquadramento para o nível intermediário, independentemente do
grau de escolaridade.
6. Na assentada de 10.5.2011, no julgamento do Recurso Ordinário
em Mandado de Segurança n. 27.022-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, a Primeira Turma deste Supremo Tribunal reiterou o
seguinte entendimento sobre o início da contagem do prazo decadencial
estabelecido na Lei n. 9.784/1999:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ART. 54 DA
LEI 9.784/1999. APLICABILIDADE A ATOS PRETÉRITOS.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I
– o prazo de decadência deve ser computado a partir da vigência da lei
que o instituiu e não tendo em conta atos pretéritos. II – Agravo
regimental a que se nega provimento” (DJe 30.5.2011).
Na mesma linha, são precedentes: MS 25.552/DF, de minha relatoria,
Plenário, DJe 29.5.2008; MS 27.185/DF, de minha relatoria, Plenário, DJe
12.3.2010; RMS 27.197-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira
Turma, DJe 11.4.2011; e RMS 25.856/DF, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 13.5.2010.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
Assim, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial não é,
no caso vertente, a data em que praticados os atos que configurariam a
refutada ascensão funcional (8.5.1997 e 28.5.1998), mas o dia 1....2.1999,
data em que a Lei n. 9.784 entrou em vigor.
7. A União ressalta que o cômputo do prazo decadencial iniciado em
1....2.1999 teria sido interrompido, pois, em 15.12.2003, foi “encaminha[do]
o expediente contendo a denúncia ao relator [, que, em 27.1.2004,] “remeteu a
documentação à unidade técnica especializada Sefip” (fl. 126).
No entanto, esses despachos mostram apenas o encaminhamento
interno da denúncia, sem que se tenha por eles a interrupção do prazo
decadencial. Mesmo porque, nos termos do § 2... do art. 54 da Lei n. 9.784,
“considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade
administrativa que importe impugnação à validade do ato” (grifos nossos).
8. O ato administrativo capaz de ensejar a interrupção do prazo
decadencial, que, em regra, não se suspende ou interrompe (art. 207 do
Código Civil), é aquele que “importe impugnação à validade do ato”. Ou seja,
é aquele que represente verdadeira contestação, oposição ou
questionamento sobre a validade do ato em exame.
Em 27.1.2004, ao receber a denúncia, o Ministro Ubiratan Aguiar
despachou: “remeta-se a documentação à SEFIP para exame quanto à
confirmação relativa do fato relatado (…) que poderá ser realizada por diligência,
e proposta de encaminhamento” (fl. 3, apenso 1, grifos nossos).
Em 28.4.2004, a Secretaria de Fiscalização de Pessoal do Tribunal de
Contas da União esclareceu que “obteve a confirmação dos fatos ocorridos,
mas não de forma suficiente para confirmar ou afastar a suspeita de
irregularidade, [pelo que] prop[ôs] que a peça seja recepcionada como denúncia,
para apuração minudente” (fl. 2, apenso 1, grifos nossos). A partir daí foi
instaurado o Processo TCU n. 005.385/2004 com o objetivo de aferir a
9
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Assim, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial não é,
no caso vertente, a data em que praticados os atos que configurariam a
refutada ascensão funcional (8.5.1997 e 28.5.1998), mas o dia 1....2.1999,
data em que a Lei n. 9.784 entrou em vigor.
7. A União ressalta que o cômputo do prazo decadencial iniciado em
1....2.1999 teria sido interrompido, pois, em 15.12.2003, foi “encaminha[do]
o expediente contendo a denúncia ao relator [, que, em 27.1.2004,] “remeteu a
documentação à unidade técnica especializada Sefip” (fl. 126).
No entanto, esses despachos mostram apenas o encaminhamento
interno da denúncia, sem que se tenha por eles a interrupção do prazo
decadencial. Mesmo porque, nos termos do § 2... do art. 54 da Lei n. 9.784,
“considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade
administrativa que importe impugnação à validade do ato” (grifos nossos).
8. O ato administrativo capaz de ensejar a interrupção do prazo
decadencial, que, em regra, não se suspende ou interrompe (art. 207 do
Código Civil), é aquele que “importe impugnação à validade do ato”. Ou seja,
é aquele que represente verdadeira contestação, oposição ou
questionamento sobre a validade do ato em exame.
Em 27.1.2004, ao receber a denúncia, o Ministro Ubiratan Aguiar
despachou: “remeta-se a documentação à SEFIP para exame quanto à
confirmação relativa do fato relatado (…) que poderá ser realizada por diligência,
e proposta de encaminhamento” (fl. 3, apenso 1, grifos nossos).
Em 28.4.2004, a Secretaria de Fiscalização de Pessoal do Tribunal de
Contas da União esclareceu que “obteve a confirmação dos fatos ocorridos,
mas não de forma suficiente para confirmar ou afastar a suspeita de
irregularidade, [pelo que] prop[ôs] que a peça seja recepcionada como denúncia,
para apuração minudente” (fl. 2, apenso 1, grifos nossos). A partir daí foi
instaurado o Processo TCU n. 005.385/2004 com o objetivo de aferir a
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
legalidade das ascensões funcionais realizadas pelo Tribunal Superior do
Trabalho.
Os atos que precederam a instauração do processo limitaram-se a
apurar a existência dos fatos narrados na denúncia, cuja legalidade seria
objeto de análise e julgamento naquele processo. Assim, apenas a
instauração do processo pelo Tribunal de Contas da União teve o condão
de interromper o curso do prazo decadencial.
Ao comentar o § 2... do art. 54 da Lei n. 9.784, José Santos Carvalho
Filho assinala:
“Há que se levar em conta, porém, que, segundo o art. 54, § 2...,
(…) é de se considerar que o direito de anular o ato estará sendo
exercido quando a Administração adotar qualquer medida de
autoridade administrativa que estampe impugnação à validade do ato.
A instauração de processo administrativo com o objetivo de anulação,
necessária para assegurar ao titular o direito à ampla defesa e
contraditório, por exemplo, configura-se como conduta administrativa
que caracteriza exercício do direito pela Administração. Aqui,
portanto, não se lhe pode imputar qualquer acusação de inércia quanto
à autotutela” (Processo Administrativo Federal. Rio de Janeiro:
Lumen Juris, 2007, p. 271-273, grifos nossos).
9. Entre a data da promulgação da Lei n. 9.784 (1....2.1999) e a data da
instauração do processo que efetivamente questionava a validade
daqueles atos administrativos (27.4.2004) passaram-se 5 anos 2 meses e 27
dias. Assim, é forçoso concluir pela decadência do direito de anular os
atos de ascensão que beneficiaram os servidores do Tribunal Superior do
Trabalho.
Em casos análogos ao presente, nos quais o Tribunal de Contas da
União determinou a anulação de atos de ascensão funcional após o prazo
decadencial estabelecido no art. 54 da Lei n. 9.784/1999, este Supremo
Tribunal tem reconhecido a contrariedade aos princípios da segurança
10
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legalidade das ascensões funcionais realizadas pelo Tribunal Superior do
Trabalho.
Os atos que precederam a instauração do processo limitaram-se a
apurar a existência dos fatos narrados na denúncia, cuja legalidade seria
objeto de análise e julgamento naquele processo. Assim, apenas a
instauração do processo pelo Tribunal de Contas da União teve o condão
de interromper o curso do prazo decadencial.
Ao comentar o § 2... do art. 54 da Lei n. 9.784, José Santos Carvalho
Filho assinala:
“Há que se levar em conta, porém, que, segundo o art. 54, § 2...,
(…) é de se considerar que o direito de anular o ato estará sendo
exercido quando a Administração adotar qualquer medida de
autoridade administrativa que estampe impugnação à validade do ato.
A instauração de processo administrativo com o objetivo de anulação,
necessária para assegurar ao titular o direito à ampla defesa e
contraditório, por exemplo, configura-se como conduta administrativa
que caracteriza exercício do direito pela Administração. Aqui,
portanto, não se lhe pode imputar qualquer acusação de inércia quanto
à autotutela” (Processo Administrativo Federal. Rio de Janeiro:
Lumen Juris, 2007, p. 271-273, grifos nossos).
9. Entre a data da promulgação da Lei n. 9.784 (1....2.1999) e a data da
instauração do processo que efetivamente questionava a validade
daqueles atos administrativos (27.4.2004) passaram-se 5 anos 2 meses e 27
dias. Assim, é forçoso concluir pela decadência do direito de anular os
atos de ascensão que beneficiaram os servidores do Tribunal Superior do
Trabalho.
Em casos análogos ao presente, nos quais o Tribunal de Contas da
União determinou a anulação de atos de ascensão funcional após o prazo
decadencial estabelecido no art. 54 da Lei n. 9.784/1999, este Supremo
Tribunal tem reconhecido a contrariedade aos princípios da segurança
10
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jurídica e da confiança. Confiram-se, a propósito, os seguintes
precedentes:
“EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL
DE CONTAS DA UNIÃO. ANULAÇÃO DE ASCENSÕES
FUNCIONAIS CONCEDIDAS AOS EMPREGADOS DA ECT.
DECADÊNCIA DO DIREITO DE REVER A LEGALIDADE DAS
ASCENSÕES. NECESSIDADE DE AS PARTES ATINGIDAS
PELO ATO COATOR INTEGRAREM A LIDE. 1. Decadência do
direito de a Administração Pública rever a legalidade dos atos de
ascensão funcional dos empregados da Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos - ECT, praticados entre 1993 e 1995 (Art. 54 da Lei n.
9.784/1999). 2. Direito ao contraditório e à ampla defesa a ser
garantido aos beneficiários de atos administrativos inerentes à sua
condição funcional para a validade de decisões do Tribunal de Contas
da União que importem em sua anulação ou revogação. Súmula
Vinculante n. 3.Precedentes. 3. Mandado de segurança concedido”
(MS 26.393, de minha relatoria, Plenário, DJe 19.2.2010, grifos
nossos).
“EMENTA:
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS
DA UNIÃO. ART. 71, III, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
FISCALIZAÇÃO DE EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES
DE ECONOMIA MISTA. POSSIBILIDADE. IRRELEVÂNCIA DO
FATO DE TEREM OU NÃO SIDO CRIADAS POR LEI. ART. 37,
XIX, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
ASCENSÃO
FUNCIONAL ANULADA PELO TCU APÓS DEZ ANOS. ATO
COMPLEXO.
INEXISTÊNCIA.
DECADÊNCIA
ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI N. 9.784/99. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA-FÉ.
SEGURANÇA CONCEDIDA. 1. As empresas públicas e as
sociedades de economia mista, entidades integrantes da administração
indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, não
obstante a aplicação do regime jurídico celetista aos seus funcionários.
Precedente [MS n. 25.092, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO,
11
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jurídica e da confiança. Confiram-se, a propósito, os seguintes
precedentes:
“EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL
DE CONTAS DA UNIÃO. ANULAÇÃO DE ASCENSÕES
FUNCIONAIS CONCEDIDAS AOS EMPREGADOS DA ECT.
DECADÊNCIA DO DIREITO DE REVER A LEGALIDADE DAS
ASCENSÕES. NECESSIDADE DE AS PARTES ATINGIDAS
PELO ATO COATOR INTEGRAREM A LIDE. 1. Decadência do
direito de a Administração Pública rever a legalidade dos atos de
ascensão funcional dos empregados da Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos - ECT, praticados entre 1993 e 1995 (Art. 54 da Lei n.
9.784/1999). 2. Direito ao contraditório e à ampla defesa a ser
garantido aos beneficiários de atos administrativos inerentes à sua
condição funcional para a validade de decisões do Tribunal de Contas
da União que importem em sua anulação ou revogação. Súmula
Vinculante n. 3.Precedentes. 3. Mandado de segurança concedido”
(MS 26.393, de minha relatoria, Plenário, DJe 19.2.2010, grifos
nossos).
“EMENTA:
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS
DA UNIÃO. ART. 71, III, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
FISCALIZAÇÃO DE EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES
DE ECONOMIA MISTA. POSSIBILIDADE. IRRELEVÂNCIA DO
FATO DE TEREM OU NÃO SIDO CRIADAS POR LEI. ART. 37,
XIX, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
ASCENSÃO
FUNCIONAL ANULADA PELO TCU APÓS DEZ ANOS. ATO
COMPLEXO.
INEXISTÊNCIA.
DECADÊNCIA
ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI N. 9.784/99. OFENSA AO
PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA-FÉ.
SEGURANÇA CONCEDIDA. 1. As empresas públicas e as
sociedades de economia mista, entidades integrantes da administração
indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, não
obstante a aplicação do regime jurídico celetista aos seus funcionários.
Precedente [MS n. 25.092, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO,
11
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
DJ de 17.3.06]. 2. A circunstância de a sociedade de economia mista
não ter sido criada por lei não afasta a competência do Tribunal de
Contas. São sociedades de economia mista, inclusive para os efeitos do
art. 37, XIX, da CB/88, aquelas --- anônimas ou não --- sob o controle
da União, dos Estados-membros, do Distrito Federal ou dos
Municípios, independentemente da circunstância de terem sido
criadas por lei. Precedente [MS n. 24.249, de que fui Relator, DJ de
3.6.05]. 3. Não consubstancia ato administrativo complexo a
anulação, pelo TCU, de atos relativos à administração de pessoal após
dez anos da aprovação das contas da sociedade de economia mista pela
mesma Corte de Contas. 4. A Administração decai do direito de anular
atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos
destinatários após cinco anos, contados da data em que foram
praticados [art. 54 da Lei n. 9.784/99]. Precedente [MS n. 26.353,
Relator o Ministro MARCO AURÉLIO, DJ de 6.3.08] 5. A anulação
tardia de ato administrativo, após a consolidação de situação de fato e
de direito, ofende o princípio da segurança jurídica. Precedentes [Recurso Extraordinário
n. 85.179, Relator o Ministro BILAC PINTO, RTJ 83/921 (1978) e
MS n. 22.357, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 5.11.04].
Ordem concedida” (Mandado de Segurança 26.117, Rel. Min. Eros
Grau, Plenário, DJE 6.11.2009, grifos nossos).
“CONTROLE EXTERNO - TRIBUNAL DE CONTAS DA
UNIÃO - MOVIMENTAÇÃO FUNCIONAL - FATOR TEMPO -
CONTRADITÓRIO. O ato de glosa do Tribunal de Contas da União
na atividade de controle externo, alcançando situação constituída -
ocupação de cargo por movimentação vertical (ascensão) -, fica sujeito
ao prazo decadencial de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei n
9.784/99 e ao princípio constitucional do contraditório, presentes a
segurança jurídica e o devido processo legal” (Mandado de
Segurança 26.353, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJe
7.3.2008).
“ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA.
SERVIDOR PÚBLICO. ECT - EMPRESA BRASLEIRA DE
CORREIOS E TELÉGRAFOS. ASCENSÃO FUNCIONAL SEM
12
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1810019.
Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
DJ de 17.3.06]. 2. A circunstância de a sociedade de economia mista
não ter sido criada por lei não afasta a competência do Tribunal de
Contas. São sociedades de economia mista, inclusive para os efeitos do
art. 37, XIX, da CB/88, aquelas --- anônimas ou não --- sob o controle
da União, dos Estados-membros, do Distrito Federal ou dos
Municípios, independentemente da circunstância de terem sido
criadas por lei. Precedente [MS n. 24.249, de que fui Relator, DJ de
3.6.05]. 3. Não consubstancia ato administrativo complexo a
anulação, pelo TCU, de atos relativos à administração de pessoal após
dez anos da aprovação das contas da sociedade de economia mista pela
mesma Corte de Contas. 4. A Administração decai do direito de anular
atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos
destinatários após cinco anos, contados da data em que foram
praticados [art. 54 da Lei n. 9.784/99]. Precedente [MS n. 26.353,
Relator o Ministro MARCO AURÉLIO, DJ de 6.3.08] 5. A anulação
tardia de ato administrativo, após a consolidação de situação de fato e
de direito, ofende o princípio da segurança jurídica. Precedentes [Recurso Extraordinário
n. 85.179, Relator o Ministro BILAC PINTO, RTJ 83/921 (1978) e
MS n. 22.357, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 5.11.04].
Ordem concedida” (Mandado de Segurança 26.117, Rel. Min. Eros
Grau, Plenário, DJE 6.11.2009, grifos nossos).
“CONTROLE EXTERNO - TRIBUNAL DE CONTAS DA
UNIÃO - MOVIMENTAÇÃO FUNCIONAL - FATOR TEMPO -
CONTRADITÓRIO. O ato de glosa do Tribunal de Contas da União
na atividade de controle externo, alcançando situação constituída -
ocupação de cargo por movimentação vertical (ascensão) -, fica sujeito
ao prazo decadencial de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei n
9.784/99 e ao princípio constitucional do contraditório, presentes a
segurança jurídica e o devido processo legal” (Mandado de
Segurança 26.353, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJe
7.3.2008).
“ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA.
SERVIDOR PÚBLICO. ECT - EMPRESA BRASLEIRA DE
CORREIOS E TELÉGRAFOS. ASCENSÃO FUNCIONAL SEM
12
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
MS 28.953 / DF
CONCURSO PÚBLICO. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO.
ANULAÇÃO. DECURSO DE TEMPO. IMPOSSIBILIDADE. Na
linha dos precedentes firmados pela Corte, em particular no MS
26.560, rel. min. Cezar Peluso, DJE de 22.02.2008, "não pode o
Tribunal de Contas da União, sob fundamento ou pretexto algum,
anular ascensão funcional de servidor operada e aprovada há mais de 5
(cinco) anos, sobretudo em procedimento que lhe não assegura o
contraditório e a ampla defesa". Ordem concedida” (Mandado de
Segurança 26.406, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe
19.12.2008).
No mesmo sentido, são precedentes: MS 26.404/DF, de minha
relatoria, Plenário, DJe 19.2.2010; MS 26.628/DF, Rel. Min. Cezar Peluso,
Plenário, DJe 22.8.2008; MS 26.405/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário,
DJe 22.8.2008; MS 26.790/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, DJe
30.5.2008.
Importa ressaltar, por fim, que os substituídos do Impetrante vêm
recebendo as vantagens decorrentes das ascensões funcionais
questionadas desde 1998, ou seja, há mais de 13 anos, não havendo razão
que justifique seu retorno aos cargos anteriormente ocupados após o
decurso de período tão abrangente.
10. Pelo exposto, voto no sentido de conceder a segurança, ficando
prejudicado o agravo regimental interposto.
13
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
CONCURSO PÚBLICO. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO.
ANULAÇÃO. DECURSO DE TEMPO. IMPOSSIBILIDADE. Na
linha dos precedentes firmados pela Corte, em particular no MS
26.560, rel. min. Cezar Peluso, DJE de 22.02.2008, "não pode o
Tribunal de Contas da União, sob fundamento ou pretexto algum,
anular ascensão funcional de servidor operada e aprovada há mais de 5
(cinco) anos, sobretudo em procedimento que lhe não assegura o
contraditório e a ampla defesa". Ordem concedida” (Mandado de
Segurança 26.406, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe
19.12.2008).
No mesmo sentido, são precedentes: MS 26.404/DF, de minha
relatoria, Plenário, DJe 19.2.2010; MS 26.628/DF, Rel. Min. Cezar Peluso,
Plenário, DJe 22.8.2008; MS 26.405/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário,
DJe 22.8.2008; MS 26.790/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, DJe
30.5.2008.
Importa ressaltar, por fim, que os substituídos do Impetrante vêm
recebendo as vantagens decorrentes das ascensões funcionais
questionadas desde 1998, ou seja, há mais de 13 anos, não havendo razão
que justifique seu retorno aos cargos anteriormente ocupados após o
decurso de período tão abrangente.
10. Pelo exposto, voto no sentido de conceder a segurança, ficando
prejudicado o agravo regimental interposto.
13
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Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia
Turma, ilustre Representante do Ministério Público, senhores advogados
presentes.
A Ministra-Relatora fez um destaque importante de que, nesse caso,
não se trata de aposentadoria; trata-se de uma anulação de um ato
administrativo pelo Tribunal de Contas, que não conta com aquela nossa
jurisprudência no sentido de que está no interregno entre a apreciação
pelo Tribunal de Contas e a prática do ato não corre o prazo da lei que
prevê a decadência administrativa da Lei n 9.784, de 1999.
E eu colho diversos arestos aqui, mas, dentre outros, da lavra do
Ministro Marco Aurélio, de 2008, bastante recente, que é muito claro, no
sentido de que o ato de glosa do Tribunal de Contas da União, na
atividade de controle externo, alcançando-se situação constituída,
ocupação de cargo com movimentação vertical, a ascensão fica sujeita ao
prazo decadencial de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei n 9.784, de
1999, e ao princípio constitucional do contraditório, mas entre a
segurança jurídica e o devido processo legal.
No próprio Superior Tribunal de Justiça, onde ocupei durante dez
anos a Turma de Direito Público, a minha leitura era exatamente essa,
igual à da Ministra Cármen Lúcia; quer dizer, a Administração tem cinco
anos para concluir e anular o ato administrativo, e não para iniciar o
procedimento administrativo. Em cinco anos tem que estar anulado o ato
administrativo, sob pena de incorrer em decadência.
Eu registro também que é da doutrina do Supremo Tribunal Federal
o postulado da segurança jurídica e da proteção da confiança, que são
expressões do Estado Democrático de Direito, revelando-se impregnados
de elevado conteúdo ético, social e jurídico, projetando sobre as relações
jurídicas, inclusive, as de Direito Público. De sorte que é absolutamente
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia
Turma, ilustre Representante do Ministério Público, senhores advogados
presentes.
A Ministra-Relatora fez um destaque importante de que, nesse caso,
não se trata de aposentadoria; trata-se de uma anulação de um ato
administrativo pelo Tribunal de Contas, que não conta com aquela nossa
jurisprudência no sentido de que está no interregno entre a apreciação
pelo Tribunal de Contas e a prática do ato não corre o prazo da lei que
prevê a decadência administrativa da Lei n 9.784, de 1999.
E eu colho diversos arestos aqui, mas, dentre outros, da lavra do
Ministro Marco Aurélio, de 2008, bastante recente, que é muito claro, no
sentido de que o ato de glosa do Tribunal de Contas da União, na
atividade de controle externo, alcançando-se situação constituída,
ocupação de cargo com movimentação vertical, a ascensão fica sujeita ao
prazo decadencial de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei n 9.784, de
1999, e ao princípio constitucional do contraditório, mas entre a
segurança jurídica e o devido processo legal.
No próprio Superior Tribunal de Justiça, onde ocupei durante dez
anos a Turma de Direito Público, a minha leitura era exatamente essa,
igual à da Ministra Cármen Lúcia; quer dizer, a Administração tem cinco
anos para concluir e anular o ato administrativo, e não para iniciar o
procedimento administrativo. Em cinco anos tem que estar anulado o ato
administrativo, sob pena de incorrer em decadência.
Eu registro também que é da doutrina do Supremo Tribunal Federal
o postulado da segurança jurídica e da proteção da confiança, que são
expressões do Estado Democrático de Direito, revelando-se impregnados
de elevado conteúdo ético, social e jurídico, projetando sobre as relações
jurídicas, inclusive, as de Direito Público. De sorte que é absolutamente
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Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 28.953 / DF
insustentável o fato de que o Poder Público não se submete também a
essa consolidação das situações eventualmente anti jurídicas, pelo
decurso do tempo.
Com esses fundamentos, Senhor Presidente, e com base nesse aresto
do Ministro Marco Aurélio, acompanho a eminente Relatora.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
insustentável o fato de que o Poder Público não se submete também a
essa consolidação das situações eventualmente anti jurídicas, pelo
decurso do tempo.
Com esses fundamentos, Senhor Presidente, e com base nesse aresto
do Ministro Marco Aurélio, acompanho a eminente Relatora.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
segurança jurídica, para mim, é um direito fundamental. Existem
diversos instrumentos voltados a preservá-la, como a irretroatividade da
lei, a questão da prescrição e da decadência. Segurança jurídica é
pacificação social, é virada de página. No caso concreto, receei, pelas
pinceladas iniciais da relatora, que ela fosse indeferir a ordem, mas fez
um contraponto mostrando duas facetas, e o fez bem. Na espécie, Sua
Excelência esgotou a matéria.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Belíssimo voto.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tivemos situação
jurídica formalizada em 1998, e, apenas em 2010, veio a ser revista pela
Administração, porque o Tribunal de Contas da União atua no campo
administrativo, como órgão administrativo, e o fez, a meu ver, a
destempo.
Acompanho Sua Excelência, louvando o voto proferido, que bem
demonstra a grande professora de Direito Administrativo, fora de Direito
Constitucional, que ela é.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É que
essa lei, eu participei da feitura dela, então ela foi feita a partir de uma
comissão constituída pelo professor Caio Tasso, e, aí, realmente, esse 54
foi uma polêmica.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E não se confunde
com a aposentadoria. Porque, na aposentadoria, o ato inicial do órgão de
origem não é definitivo. É provisório no que fica, para surtir efeitos de
forma definitiva, sujeito à homologação pelo Tribunal de Contas. É algo
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
segurança jurídica, para mim, é um direito fundamental. Existem
diversos instrumentos voltados a preservá-la, como a irretroatividade da
lei, a questão da prescrição e da decadência. Segurança jurídica é
pacificação social, é virada de página. No caso concreto, receei, pelas
pinceladas iniciais da relatora, que ela fosse indeferir a ordem, mas fez
um contraponto mostrando duas facetas, e o fez bem. Na espécie, Sua
Excelência esgotou a matéria.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Belíssimo voto.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tivemos situação
jurídica formalizada em 1998, e, apenas em 2010, veio a ser revista pela
Administração, porque o Tribunal de Contas da União atua no campo
administrativo, como órgão administrativo, e o fez, a meu ver, a
destempo.
Acompanho Sua Excelência, louvando o voto proferido, que bem
demonstra a grande professora de Direito Administrativo, fora de Direito
Constitucional, que ela é.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É que
essa lei, eu participei da feitura dela, então ela foi feita a partir de uma
comissão constituída pelo professor Caio Tasso, e, aí, realmente, esse 54
foi uma polêmica.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E não se confunde
com a aposentadoria. Porque, na aposentadoria, o ato inicial do órgão de
origem não é definitivo. É provisório no que fica, para surtir efeitos de
forma definitiva, sujeito à homologação pelo Tribunal de Contas. É algo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
MS 28.953 / DF
diverso.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) -
Completamente. Aqui, como eu fiz questão de ler por isso. Quando
começa e chega ao Ministro Ubiratan, ele apenas manda dizer se
aconteceu isso.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1836379.
Supremo Tribunal Federal
MS 28.953 / DF
diverso.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) -
Completamente. Aqui, como eu fiz questão de ler por isso. Quando
começa e chega ao Ministro Ubiratan, ele apenas manda dizer se
aconteceu isso.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Também louvo o brilhante voto trazido pela eminente Relatora e
acompanho Sua Excelência.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805882.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Também louvo o brilhante voto trazido pela eminente Relatora e
acompanho Sua Excelência.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805882.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIÁRIO E
MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma concedeu a segurança e julgou prejudicado o
agravo regimental interposto, nos termos do voto da Relatora.
Unânime. Falou o Dr. Jean Paulo Ruzzarin, pelo Impetrante.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810774
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 28.953
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
IMPTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIÁRIO E
MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO NO DISTRITO FEDERAL - SINDJUS/DF
ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S)
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma concedeu a segurança e julgou prejudicado o
agravo regimental interposto, nos termos do voto da Relatora.
Unânime. Falou o Dr. Jean Paulo Ruzzarin, pelo Impetrante.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810774
Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MANDADO",
"TC n . 005 . 305 / 2004 - 9",
"Acórdãos TCU n . 1 . 300 / 2010",
".",
"Tribunal Superior do Trabalho n . 167 . 758 / 96 . 2",
"Acórdãos",
"1",
".",
"618",
"/",
"2010",
"Tribunal Superior do Trabalho n . 167 . 758 / 96 . 2",
"TC 005 . 305 / 2004 -",
"MS 28 . 953 / DF",
"Acórdão TCU n . 232",
"Acórdão TCU n . 629",
"Acórdão TCU n . 659 / 2008",
"MS 28 . 953 / DF",
"Acórdão TCU n . 232",
"Acórdão TCU n .",
"Acórdão TCU n . 659 / 2008",
"MS 28 . 953 / DF",
"Acórdão TCU n . 1 . 300",
"Acórdão TCU n . 1 . 618 / 2010",
"TC 005 . 305 / 2004 - 9",
"MS 28 . 953 / DF",
"Acórdão TCU n . 1 . 300",
"Acórdão TCU n",
"Acórdãos TCU n . 1 . 300",
"1",
".",
"618",
"/",
"2010",
"TC 005",
"MS 28 . 953 / DF",
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"MS 28 . 953",
"TC 005 . 305 / 2004 - 09",
"MS 28 . 953 / DF",
"Acórdãos",
"1618 /",
"2010",
"TC – 005 . 305 / 2004 - 9",
"Acórdãos TCU n . 1 . 300",
"ADI 837",
"MS 28 . 953 / DF",
"Acórdãos TCU n . 1 . 300 / 2010",
"1618",
"/",
"2010",
"TC",
"–",
"005 .",
"305 /",
"2004 - 9",
"Acórdãos",
"ADI 837",
"MS 28 . 953 / DF",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade n . 368 / ES",
"785",
"/",
"DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade n . 368 / ES",
"785",
"/",
"TC n . 005 . 305 / 2004 - 9",
"Acórdãos TCU n . 1 . 300 / 2010",
"1",
".",
"618",
"/",
"2010",
"TC n . 005 . 305 / 2004 - 9",
"Acórdãos TCU n . 1 . 300 / 2010",
"1",
".",
"618",
"/",
"2010",
"MS 28 . 953 / DF",
"TC n . 005 . 385",
"Acórdão TCU n . 232",
"Acórdão TCU n . 629 / 2007",
"Acórdão TCU n . 659",
"MS 28 . 953 / DF",
"TC n . 005 . 385",
"Acórdão TCU n . 232",
"Acórdão TCU n . 629 / 2007",
"Acórdão TCU n . 659",
"MS 28 . 953 / DF",
"Acórdão TCU n . 1 . 300",
"MS 28 . 953 / DF",
"Acórdão TCU n . 1 . 300",
"MS 28 . 953 / DF",
"Decisão n 88 / 99 -",
"Decisão n 70 / 01",
"Acórdão TCU n . 1 . 618 / 2010",
"MS 28 . 953 / DF",
"Decisão n 88 / 99",
"Decisão n 70 / 01",
"Acórdão TCU n . 1 . 618 / 2010",
"MS 28 . 953 / DF",
"ADI n . 112",
"MS 28 . 953 / DF",
"ADI n . 112",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 23 . 550 / DF",
"Mandado de Segurança n . 25 . 612 ,",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 23 . 550 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"Recurso Ordinário em Mandado de Segurança n . 27 . 022 - AgR",
"MS 25 . 552 / DF",
"MS 27 . 185 / DF",
"RMS 27 . 197 - AgR",
"RMS 25 . 856 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"Recurso Ordinário em Mandado de Segurança n . 27 . 022 - AgR",
"MS 25 . 552 / DF",
"MS 27 . 185 / DF",
"RMS 27 . 197 - AgR",
"RMS 25 . 856 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"TCU n . 005 . 385 / 2004",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"Súmula Vinculante n . 3",
"MS 26 . 393",
"MS n . 25 . 092",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 26 . 393",
"MS n . 25 . 092",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS n . 24 . 249",
"MS n . 26 . 353",
"Recurso Extraordinário n . 85 . 179",
"RTJ 83 / 921",
"MS n . 22 . 357",
"Mandado de Segurança 26 . 117",
"Mandado de Segurança 26 . 353",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS n . 24 . 249",
"MS n . 26 . 353",
"Recurso Extraordinário n . 85 . 179",
"MS n . 22 . 357",
"Mandado de Segurança 26 . 117",
"Mandado",
"de Segurança 26 . 353",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 26 . 560",
"Mandado",
"de",
"MS 26 . 404 / DF",
"MS 26 . 628 / DF",
"MS",
"MS 26 . 790 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 26 . 560",
"Mandado de Segurança 26 . 406",
"MS 26 . 404 / DF",
"MS 26 . 628 / DF",
"MS 26 . 405 / DF",
"MS 26 . 790 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 28 . 953 / DF",
"MANDADO",
"MANDADO DE SEGURANÇA 28 . 953",
"MS 28 . 953 / DF",
"MS 28 . 953 / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Ato GP n . 1 . 499 / 1992",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Ato GP n . 1 . 499 / 1992",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução Administrativa n . 172 / 1995",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução Administrativa n . 172 / 1995",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
".",
"618",
"artigo 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Lei 9 . 784 / 1999",
"art . 5 . . . , caput , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Lei 9 . 784 / 1999",
"art . 5 . . . , caput , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 69 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"artigo 5 . . . da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 69 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"artigo 5 . . . da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"anexo X",
"Lei n 8 . 460 / 92",
"anexo X da",
"Lei n 8 . 460 / 92",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"anexo X da Lei n 7 . 995 / 1990",
"Lei n 8 . 460 / 92",
"anexo X da Lei n 8 . 460 / 92",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 460 / 92",
"Lei n 9 . 421 / 96",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 460 / 92",
"Lei n 9 . 421 / 96",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 443 / 1992",
"art . 69 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União",
"Lei n . 8 . 443 / 1992",
"Lei n . 9 . 784 / 1999",
"art . 71 , inc . III , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 443 / 1992",
"art . 69 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União",
"Lei n . 8 . 443 / 1992",
"Lei n . 9 . 784 / 1999",
"art . 71 , inc . III , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 784 / 1999",
"ART . 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 784 / 1999",
"ART . 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 784",
"§",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784",
"art . 207 do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 784",
"§ 2 . . . do art . 54 da Lei n . 9 . 784",
"art . 207 do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784",
"Lei n . 9 . 784",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784",
"Lei n . 9 . 784",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"ART . 71 , III , DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL",
"ART . 37 , XIX , DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL",
"ART . 54 DA LEI N . 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999",
"ART . 71 , III , DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL",
"ART . 37 , XIX , DA",
"ART . 54 DA LEI N . 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XIX , da CB / 88",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99",
"artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XIX , da CB / 88",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99",
"artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 784",
"artigo 54 da Lei n 9 . 784",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 784",
"artigo 54 da Lei n 9 . 784",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Distrito Federal",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"TRT",
"São Paulo",
"São Paulo",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"São Paulo",
"São Paulo",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO",
"SINDJUS",
"/",
"DF",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO",
"SINDJUS",
"/",
"DF",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário",
"Ministério Público da União",
"SINDJUS",
"/",
"DF",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO",
"SINDJUS",
"/",
"DF",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário",
"Ministério Público da União no",
"Distrito Federal",
"SINDJUS",
"/",
"DF",
"Tribunal de Contas da União",
"TCU",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Plenário do Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Plenário do Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TCU",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"DF",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TCU",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"TCU",
"Tribunal de Contas da União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Contas das União",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"Plenário do Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas das União",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"Plenário do Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"TCU",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"TCU",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Órgão Especial do Tribunal",
"Conselho de Administração do Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"TRT",
"-",
"20 . . .",
"Segunda",
"Segunda Câmara",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Órgão Especial do Tribunal",
"Conselho de Administração do Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"TRT",
"-",
"20 .",
"Segunda Câmara",
"Segunda Câmara",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal",
"Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas da União",
"Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Lumen Juris",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Lumen Juris",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas",
"Plenário",
"Atlas",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas",
"Plenário",
"Atlas",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Plenário",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Plenário",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"MS",
"União",
"Sefip",
"SEFIP",
"Secretaria de Fiscalização de Pessoal do Tribunal de Contas da União",
"TCU",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"SEFIP",
"Secretaria de Fiscalização de Pessoal do Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"LÚCIA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"Lumen",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"ECT",
"Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos",
"ECT",
"Tribunal de Contas da União",
"Plenário",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA",
"TCU",
"Tribunal de Contas",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"ECT",
"Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos",
"ECT",
"Tribunal de Contas da União",
"Plenário",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"CONSTITUIÇÃO DO BRASIL",
"TCU",
"Tribunal de Contas",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Contas",
"União",
"Distrito Federal",
"TCU",
"Plenário",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"Tribunal de Contas da União",
"Plenário",
"ECT",
"EMPRESA BRASLEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas",
"União",
"Distrito Federal",
"TCU",
"Plenário",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"Tribunal de Contas da União",
"Plenário",
"ECT",
"EMPRESA BRASLEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"Tribunal de Contas da União",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"Tribunal de Contas da União",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público",
"Tribunal de Contas",
"Tribunal de Contas",
"Tribunal de Contas da União",
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".",
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".",
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"2008",
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}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S)
:FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO HC 219.927 NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Prisão preventiva. Ausência dos requisitos
autorizadores da segregação cautelar. 3. Superação da Súmula 691. 4.
Ordem concedida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conceder a ordem,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805827.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S)
:FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO HC 219.927 NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Fábio
Paques de Oliveira Graça, em favor de Luan Diogo dos Santos Almeida,
contra decisão proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido de liminar no HC
219.927/SP.
Na espécie, o paciente foi condenado pelo Juízo de Direito da 1ª Vara
Criminal da Comarca de Itapetininga/SP à pena de 5 anos e 4 meses de
reclusão, em regime inicial semiaberto, e a 13 dias-multa, pela prática do
delito descrito no art. 157, § 2º, II, do CP, tendo-lhe sido negado o apelo
em liberdade.
Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, alegando ausência de fundamentação na
negativa de recorrer em liberdade.
A 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, por
unanimidade, conheceu, em parte, a impetração e, na conhecida, denegou
a ordem.
Inconformada, impetrou habeas corpus, com pedido de liminar, no
Superior Tribunal de Justiça.
A Ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do HC
219.927/SP, do STJ, indeferiu o pleito liminar.
Agora, o impetrante sustenta que o magistrado de primeiro grau
fundamentou a manutenção da prisão apenas na gravidade abstrata do delito e na
pena imposta. Nem sequer analisou os requisitos do art. 312 do CPP.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805828.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S)
:FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO HC 219.927 NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Fábio
Paques de Oliveira Graça, em favor de Luan Diogo dos Santos Almeida,
contra decisão proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido de liminar no HC
219.927/SP.
Na espécie, o paciente foi condenado pelo Juízo de Direito da 1ª Vara
Criminal da Comarca de Itapetininga/SP à pena de 5 anos e 4 meses de
reclusão, em regime inicial semiaberto, e a 13 dias-multa, pela prática do
delito descrito no art. 157, § 2º, II, do CP, tendo-lhe sido negado o apelo
em liberdade.
Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, alegando ausência de fundamentação na
negativa de recorrer em liberdade.
A 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, por
unanimidade, conheceu, em parte, a impetração e, na conhecida, denegou
a ordem.
Inconformada, impetrou habeas corpus, com pedido de liminar, no
Superior Tribunal de Justiça.
A Ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do HC
219.927/SP, do STJ, indeferiu o pleito liminar.
Agora, o impetrante sustenta que o magistrado de primeiro grau
fundamentou a manutenção da prisão apenas na gravidade abstrata do delito e na
pena imposta. Nem sequer analisou os requisitos do art. 312 do CPP.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
HC 110.654 / SP
Requer, inclusive liminarmente, a concessão da liberdade provisória
em favor do paciente.
Em 21 de outubro de 2011, deferi o pedido de medida liminar para
suspender, até o julgamento do mérito deste HC, os efeitos da ordem de
prisão preventiva decretada em desfavor do paciente (Luan Diogo dos
Santos Almeida) pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Itapetininga/SP nos autos do Processo n. 188/2011.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805828.
Supremo Tribunal Federal
HC 110.654 / SP
Requer, inclusive liminarmente, a concessão da liberdade provisória
em favor do paciente.
Em 21 de outubro de 2011, deferi o pedido de medida liminar para
suspender, até o julgamento do mérito deste HC, os efeitos da ordem de
prisão preventiva decretada em desfavor do paciente (Luan Diogo dos
Santos Almeida) pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Itapetininga/SP nos autos do Processo n. 188/2011.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nestes autos, a
defesa impugna decisão proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis
Moura, relatora do HC 219.927/SP, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu a medida liminar.
Em princípio, a jurisprudência desta Corte é no sentido da
inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua
competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de
idêntica natureza articulada em tribunal superior, antes do julgamento
definitivo do writ (cf. HC-QO n. 76.347/MS, Min. Moreira Alves, 1ª Turma,
unânime, DJ 8.5.1998; HC n. 79.238/RS, Min. Moreira Alves, 1ª Turma,
unânime, DJ 6.8.1999; HC n. 79.776/RS, Min. Moreira Alves, 1ª Turma,
unânime, DJ 3.3.2000; HC n. 79.775/AP, Min. Maurício Corrêa, 2ª Turma,
maioria, DJ 17.3.2000; HC n. 79.748/RJ, Min. Celso de Mello, 2ª Turma,
maioria, DJ 23.6.2000; HC n. 101.275/SP, Min. Ricardo Lewandowski, 1ª
Turma, maioria, DJe 5.3.2010; e HC n. 103.195, Min. Cezar Peluso, 2ª
Turma, unânime, DJe 23.4.2010).
Esse entendimento está representado na Súmula 691. Eis o teor:
Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de
habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar.
É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido
abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, em que:
a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para
evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão
concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na
caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente
contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC n.
84.014/MG, Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJ 25.6.2004; HC n.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nestes autos, a
defesa impugna decisão proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis
Moura, relatora do HC 219.927/SP, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu a medida liminar.
Em princípio, a jurisprudência desta Corte é no sentido da
inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua
competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de
idêntica natureza articulada em tribunal superior, antes do julgamento
definitivo do writ (cf. HC-QO n. 76.347/MS, Min. Moreira Alves, 1ª Turma,
unânime, DJ 8.5.1998; HC n. 79.238/RS, Min. Moreira Alves, 1ª Turma,
unânime, DJ 6.8.1999; HC n. 79.776/RS, Min. Moreira Alves, 1ª Turma,
unânime, DJ 3.3.2000; HC n. 79.775/AP, Min. Maurício Corrêa, 2ª Turma,
maioria, DJ 17.3.2000; HC n. 79.748/RJ, Min. Celso de Mello, 2ª Turma,
maioria, DJ 23.6.2000; HC n. 101.275/SP, Min. Ricardo Lewandowski, 1ª
Turma, maioria, DJe 5.3.2010; e HC n. 103.195, Min. Cezar Peluso, 2ª
Turma, unânime, DJe 23.4.2010).
Esse entendimento está representado na Súmula 691. Eis o teor:
Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de
habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar.
É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido
abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, em que:
a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para
evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão
concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na
caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente
contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC n.
84.014/MG, Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJ 25.6.2004; HC n.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.654 / SP
85.185/SP, Min. Cezar Peluso, Pleno, por maioria, DJ 1º.9.2006; e HC n.
90.387, da minha relatoria, 2ª Turma, unânime, DJ 28.9.2007).
Na hipótese dos autos, entendo caracterizada situação ensejadora do
afastamento da incidência da Súmula n. 691.
Na espécie, o paciente foi condenado pelo Juízo de Direito da 1ª Vara
Criminal da Comarca de Itapetininga/SP à pena de 5 anos e 4 meses de
reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 13 dias-multa,
pela prática do delito descrito no art. 157, § 2º, II, do CP, tendo-lhe sido
negado o apelo em liberdade, nos seguintes termos:
O réu permanece custodiado por causa da pena imposta
em quantidade significativa e pela gravidade da infração.
Recomende-se-o na prisão.
Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, alegando ausência de fundamentação
idônea na negativa de recorrer em liberdade.
A 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, por
unanimidade, conheceu, em parte, da impetração e, na conhecida,
denegou a ordem, com os seguintes fundamentos:
(...) Há que ser ressaltado que, ao que se infere da r.
sentença, o paciente respondeu preso ao processo, não havendo
notícia de cessação dos motivos autorizadores que pudessem
vir a justificar eventual revogação da custódia cautelar e sua
consequente libertação.
Assim, 'se o réu, apesar de primário e de bons
antecedentes, respondeu a ação penal, quando havia apenas o
fumus boni iuris, preso, após a prolação da sentença, surge a
certeza que exclui a possibilidade do recurso em liberdade'.
(RJDTACRIM 13/181 - Relator: Sidnei Beneti).
O d. magistrado de primeiro grau assim justificou a
manutenção da segregação cautelar do paciente (fls. 16):
'O réu permanece custodiado por causa da pena
imposta em quantidade significativa e pela gravidade da
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.654 / SP
85.185/SP, Min. Cezar Peluso, Pleno, por maioria, DJ 1º.9.2006; e HC n.
90.387, da minha relatoria, 2ª Turma, unânime, DJ 28.9.2007).
Na hipótese dos autos, entendo caracterizada situação ensejadora do
afastamento da incidência da Súmula n. 691.
Na espécie, o paciente foi condenado pelo Juízo de Direito da 1ª Vara
Criminal da Comarca de Itapetininga/SP à pena de 5 anos e 4 meses de
reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 13 dias-multa,
pela prática do delito descrito no art. 157, § 2º, II, do CP, tendo-lhe sido
negado o apelo em liberdade, nos seguintes termos:
O réu permanece custodiado por causa da pena imposta
em quantidade significativa e pela gravidade da infração.
Recomende-se-o na prisão.
Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, alegando ausência de fundamentação
idônea na negativa de recorrer em liberdade.
A 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, por
unanimidade, conheceu, em parte, da impetração e, na conhecida,
denegou a ordem, com os seguintes fundamentos:
(...) Há que ser ressaltado que, ao que se infere da r.
sentença, o paciente respondeu preso ao processo, não havendo
notícia de cessação dos motivos autorizadores que pudessem
vir a justificar eventual revogação da custódia cautelar e sua
consequente libertação.
Assim, 'se o réu, apesar de primário e de bons
antecedentes, respondeu a ação penal, quando havia apenas o
fumus boni iuris, preso, após a prolação da sentença, surge a
certeza que exclui a possibilidade do recurso em liberdade'.
(RJDTACRIM 13/181 - Relator: Sidnei Beneti).
O d. magistrado de primeiro grau assim justificou a
manutenção da segregação cautelar do paciente (fls. 16):
'O réu permanece custodiado por causa da pena
imposta em quantidade significativa e pela gravidade da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.654 / SP
infração. Recomende-o na prisão.'
Tal fundamentação, apesar de concisa, deve prevalecer.
Não há, nos autos, nada que indique a existência de ilegalidade
na manutenção da prisão do paciente, motivo pelo qual a
ordem deve ser denegada.
Impetrado HC no STJ, a liminar foi indeferida pela relatora do HC
219.927/SP.
Postas essas premissas fáticas, ressalto que, de modo geral, a prisão
preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos
para decretação da prisão cautelar, nos termos do art. 312 do CPP: i)
garantia da ordem pública; ii) garantia da aplicação da lei penal; e iii)
conveniência da instrução criminal.
Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera
explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a
alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais
condições realizam-se na espécie.
Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de
excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a
alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos,
devidamente explicitados.
Noto que os argumentos esboçados pelo Juízo de primeiro grau não
atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, nem à
interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale
dizer, do ato decisório transcrito é impossível inferir-se razões concretas
para segregação do paciente.
É que nesta Corte há precedentes consubstanciados no sentido de
que a mera alusão à gravidade do delito ou à quantidade de pena
aplicada, por si sós, não constituem elementos motivadores para
decretação da constrição cautelar. Nesse sentido, entre outros, destaco os
seguintes julgados: HC 107294, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma,
DJe 3.10.2011; HC 104128, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe
19.9.2011; HC 95460, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje
22.10.2010; HC 101705, rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, Dje
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.654 / SP
infração. Recomende-o na prisão.'
Tal fundamentação, apesar de concisa, deve prevalecer.
Não há, nos autos, nada que indique a existência de ilegalidade
na manutenção da prisão do paciente, motivo pelo qual a
ordem deve ser denegada.
Impetrado HC no STJ, a liminar foi indeferida pela relatora do HC
219.927/SP.
Postas essas premissas fáticas, ressalto que, de modo geral, a prisão
preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos
para decretação da prisão cautelar, nos termos do art. 312 do CPP: i)
garantia da ordem pública; ii) garantia da aplicação da lei penal; e iii)
conveniência da instrução criminal.
Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera
explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a
alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais
condições realizam-se na espécie.
Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de
excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a
alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos,
devidamente explicitados.
Noto que os argumentos esboçados pelo Juízo de primeiro grau não
atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, nem à
interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale
dizer, do ato decisório transcrito é impossível inferir-se razões concretas
para segregação do paciente.
É que nesta Corte há precedentes consubstanciados no sentido de
que a mera alusão à gravidade do delito ou à quantidade de pena
aplicada, por si sós, não constituem elementos motivadores para
decretação da constrição cautelar. Nesse sentido, entre outros, destaco os
seguintes julgados: HC 107294, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma,
DJe 3.10.2011; HC 104128, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe
19.9.2011; HC 95460, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje
22.10.2010; HC 101705, rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, Dje
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.654 / SP
3.9.2010; HC 96618, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 25.6.2010;
HC 95304, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, Dje 7.11.2008.
Ademais, como bem consignado no parecer ministerial, fixado o
regime semiaberto para início de cumprimento da pena, a negativa do
direito de recorrer em liberdade, sem fundamentação idônea, configura
constrangimento ilegal, porquanto estaria impondo ao paciente situação
mais gravosa do que a cominada na sentença condenatória, apenas em
razão de sua opção pela interposição de recurso.
Feitas essas considerações, concluo que a prisão preventiva
decretada em desfavor do paciente não atendeu aos requisitos do art. 312
do CPP, especialmente no que diz respeito à indicação de elementos
concretos que, ao momento da decretação, fossem imediatamente
incidentes a ponto de ensejar o decreto cautelar.
Ante o exposto, por vislumbrar patente situação de constrangimento
ilegal, supero a vedação prevista na Súmula 691 e concedo a ordem de
habeas corpus para afastar o decreto de prisão cautelar formalizado em
desfavor do paciente (Luan Diogo dos Santos Almeida).
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.654 / SP
3.9.2010; HC 96618, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 25.6.2010;
HC 95304, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, Dje 7.11.2008.
Ademais, como bem consignado no parecer ministerial, fixado o
regime semiaberto para início de cumprimento da pena, a negativa do
direito de recorrer em liberdade, sem fundamentação idônea, configura
constrangimento ilegal, porquanto estaria impondo ao paciente situação
mais gravosa do que a cominada na sentença condenatória, apenas em
razão de sua opção pela interposição de recurso.
Feitas essas considerações, concluo que a prisão preventiva
decretada em desfavor do paciente não atendeu aos requisitos do art. 312
do CPP, especialmente no que diz respeito à indicação de elementos
concretos que, ao momento da decretação, fossem imediatamente
incidentes a ponto de ensejar o decreto cautelar.
Ante o exposto, por vislumbrar patente situação de constrangimento
ilegal, supero a vedação prevista na Súmula 691 e concedo a ordem de
habeas corpus para afastar o decreto de prisão cautelar formalizado em
desfavor do paciente (Luan Diogo dos Santos Almeida).
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu estou concedendo também, superando a Súmula 691,
excepcionalmente, porque aí trata-se de um constrangimento ilegal
evidente. Quer dizer, é um réu que foi condenado a uma pena de cinco
anos e quatro meses por um roubo duplamente qualificado quando era
adolescente, mas foi-lhe fixado o regime prisional semiaberto. E, com o
decurso de prazo, ele já teria até a possibilidade de progressão. Portanto,
o constrangimento evidente, parece-me que apto a superar a Súmula 691.
Acompanho o Relator para também deferir a ordem, permitindo que
aguarde em liberdade o trânsito em julgado da condenação.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu estou concedendo também, superando a Súmula 691,
excepcionalmente, porque aí trata-se de um constrangimento ilegal
evidente. Quer dizer, é um réu que foi condenado a uma pena de cinco
anos e quatro meses por um roubo duplamente qualificado quando era
adolescente, mas foi-lhe fixado o regime prisional semiaberto. E, com o
decurso de prazo, ele já teria até a possibilidade de progressão. Portanto,
o constrangimento evidente, parece-me que apto a superar a Súmula 691.
Acompanho o Relator para também deferir a ordem, permitindo que
aguarde em liberdade o trânsito em julgado da condenação.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.654
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S) : FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 219.927 NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: concedida a ordem, superada a Súmula 691, para
afastar o decreto de prisão cautelar formalizado em desfavor do
paciente (Luan Diogo dos Santos Almeida), nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.654
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S) : FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 219.927 NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: concedida a ordem, superada a Súmula 691, para
afastar o decreto de prisão cautelar formalizado em desfavor do
paciente (Luan Diogo dos Santos Almeida), nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1815457
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-14T00:00:00
|
Concedida a ordem, superada a Súmula 691, para afastar o decreto de prisão cautelar formalizado em desfavor do paciente (Luan Diogo dos Santos Almeida), nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
HABEAS CORPUS
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Habeas corpus. 2. Prisão preventiva. Ausência dos requisitos autorizadores da segregação cautelar. 3. Superação da Súmula 691. 4. Ordem concedida.
|
sjur205873
|
- Acórdãos citados: HC 76347 QO, HC 79238, HC 79748, HC
79775, HC 79776, HC 84014 AgR, HC 85185 - Tribunal Pleno,
HC 90387, HC 95304, HC 95460, HC 96618, HC 101275 AgR, HC
101705, HC 103195, HC 104128, HC 107294.
- Veja HC 219927 do STJ.
Número de páginas: 9.
Análise: 19/03/2012, MMR.
Revisão: 20/03/2012, KBP.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
110654
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00157 PAR-00002 INC-00002 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00312 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
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HC 110654
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[
""
] |
PACTE.(S) : LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S) : FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 219.927 NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S)
:FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO HC 219.927 NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Prisão preventiva. Ausência dos requisitos
autorizadores da segregação cautelar. 3. Superação da Súmula 691. 4.
Ordem concedida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conceder a ordem,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805827.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S)
:FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO HC 219.927 NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Fábio
Paques de Oliveira Graça, em favor de Luan Diogo dos Santos Almeida,
contra decisão proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido de liminar no HC
219.927/SP.
Na espécie, o paciente foi condenado pelo Juízo de Direito da 1... Vara
Criminal da Comarca de Itapetininga/SP à pena de 5 anos e 4 meses de
reclusão, em regime inicial semiaberto, e a 13 dias-multa, pela prática do
delito descrito no art. 157, § 2..., II, do Código Penal Brasileiro, tendo-lhe sido negado o apelo
em liberdade.
Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, alegando ausência de fundamentação na
negativa de recorrer em liberdade.
A 12... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, por
unanimidade, conheceu, em parte, a impetração e, na conhecida, denegou
a ordem.
Inconformada, impetrou habeas corpus, com pedido de liminar, no
Superior Tribunal de Justiça.
A Ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do HC
219.927/SP, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pleito liminar.
Agora, o impetrante sustenta que o magistrado de primeiro grau
fundamentou a manutenção da prisão apenas na gravidade abstrata do delito e na
pena imposta. Nem sequer analisou os requisitos do art. 312 do CPP.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805828.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S)
:FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO HC 219.927 NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Fábio
Paques de Oliveira Graça, em favor de Luan Diogo dos Santos Almeida,
contra decisão proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido de liminar no HC
219.927/SP.
Na espécie, o paciente foi condenado pelo Juízo de Direito da 1... Vara
Criminal da Comarca de Itapetininga/SP à pena de 5 anos e 4 meses de
reclusão, em regime inicial semiaberto, e a 13 dias-multa, pela prática do
delito descrito no art. 157, § 2..., II, do Código Penal Brasileiro, tendo-lhe sido negado o apelo
em liberdade.
Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, alegando ausência de fundamentação na
negativa de recorrer em liberdade.
A 12... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, por
unanimidade, conheceu, em parte, a impetração e, na conhecida, denegou
a ordem.
Inconformada, impetrou habeas corpus, com pedido de liminar, no
Superior Tribunal de Justiça.
A Ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do HC
219.927/SP, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pleito liminar.
Agora, o impetrante sustenta que o magistrado de primeiro grau
fundamentou a manutenção da prisão apenas na gravidade abstrata do delito e na
pena imposta. Nem sequer analisou os requisitos do art. 312 do CPP.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805828.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
HC 110.654 / SP
Requer, inclusive liminarmente, a concessão da liberdade provisória
em favor do paciente.
Em 21 de outubro de 2011, deferi o pedido de medida liminar para
suspender, até o julgamento do mérito deste HC, os efeitos da ordem de
prisão preventiva decretada em desfavor do paciente (Luan Diogo dos
Santos Almeida) pelo Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de
Itapetininga/SP nos autos do Processo n. 188/2011.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.654 / SP
Requer, inclusive liminarmente, a concessão da liberdade provisória
em favor do paciente.
Em 21 de outubro de 2011, deferi o pedido de medida liminar para
suspender, até o julgamento do mérito deste HC, os efeitos da ordem de
prisão preventiva decretada em desfavor do paciente (Luan Diogo dos
Santos Almeida) pelo Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de
Itapetininga/SP nos autos do Processo n. 188/2011.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nestes autos, a
defesa impugna decisão proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis
Moura, relatora do HC 219.927/SP, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu a medida liminar.
Em princípio, a jurisprudência desta Corte é no sentido da
inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua
competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de
idêntica natureza articulada em tribunal superior, antes do julgamento
definitivo do writ (cf. HC-QO n. 76.347/MS, Min. Moreira Alves, 1... Turma,
unânime, DJ 8.5.1998; HC n. 79.238/RS, Min. Moreira Alves, 1... Turma,
unânime, DJ 6.8.1999; HC n. 79.776/RS, Min. Moreira Alves, 1... Turma,
unânime, DJ 3.3.2000; HC n. 79.775/AP, Min. Maurício Corrêa, 2... Turma,
maioria, DJ 17.3.2000; HC n. 79.748/RJ, Min. Celso de Mello, 2... Turma,
maioria, DJ 23.6.2000; HC n. 101.275/SP, Min. Ricardo Lewandowski, 1...
Turma, maioria, DJe 5.3.2010; e HC n. 103.195, Min. Cezar Peluso, 2...
Turma, unânime, DJe 23.4.2010).
Esse entendimento está representado na Súmula 691. Eis o teor:
Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de
habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar.
É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido
abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, em que:
a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para
evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão
concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na
caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente
contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC n.
84.014/MG, Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJ 25.6.2004; HC n.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nestes autos, a
defesa impugna decisão proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis
Moura, relatora do HC 219.927/SP, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu a medida liminar.
Em princípio, a jurisprudência desta Corte é no sentido da
inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua
competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de
idêntica natureza articulada em tribunal superior, antes do julgamento
definitivo do writ (cf. HC-QO n. 76.347/MS, Min. Moreira Alves, 1... Turma,
unânime, DJ 8.5.1998; HC n. 79.238/RS, Min. Moreira Alves, 1... Turma,
unânime, DJ 6.8.1999; HC n. 79.776/RS, Min. Moreira Alves, 1... Turma,
unânime, DJ 3.3.2000; HC n. 79.775/AP, Min. Maurício Corrêa, 2... Turma,
maioria, DJ 17.3.2000; HC n. 79.748/RJ, Min. Celso de Mello, 2... Turma,
maioria, DJ 23.6.2000; HC n. 101.275/SP, Min. Ricardo Lewandowski, 1...
Turma, maioria, DJe 5.3.2010; e HC n. 103.195, Min. Cezar Peluso, 2...
Turma, unânime, DJe 23.4.2010).
Esse entendimento está representado na Súmula 691. Eis o teor:
Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de
habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar.
É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido
abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, em que:
a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para
evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão
concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na
caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente
contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC n.
84.014/MG, Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJ 25.6.2004; HC n.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.654 / SP
85.185/SP, Min. Cezar Peluso, Pleno, por maioria, DJ 1....9.2006; e HC n.
90.387, da minha relatoria, 2... Turma, unânime, DJ 28.9.2007).
Na hipótese dos autos, entendo caracterizada situação ensejadora do
afastamento da incidência da Súmula n. 691.
Na espécie, o paciente foi condenado pelo Juízo de Direito da 1... Vara
Criminal da Comarca de Itapetininga/SP à pena de 5 anos e 4 meses de
reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 13 dias-multa,
pela prática do delito descrito no art. 157, § 2..., II, do Código Penal Brasileiro, tendo-lhe sido
negado o apelo em liberdade, nos seguintes termos:
O réu permanece custodiado por causa da pena imposta
em quantidade significativa e pela gravidade da infração.
Recomende-se-o na prisão.
Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, alegando ausência de fundamentação
idônea na negativa de recorrer em liberdade.
A 12... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, por
unanimidade, conheceu, em parte, da impetração e, na conhecida,
denegou a ordem, com os seguintes fundamentos:
(...) Há que ser ressaltado que, ao que se infere da r.
sentença, o paciente respondeu preso ao processo, não havendo
notícia de cessação dos motivos autorizadores que pudessem
vir a justificar eventual revogação da custódia cautelar e sua
consequente libertação.
Assim, 'se o réu, apesar de primário e de bons
antecedentes, respondeu a ação penal, quando havia apenas o
fumus boni iuris, preso, após a prolação da sentença, surge a
certeza que exclui a possibilidade do recurso em liberdade'.
(RJDTACRIM 13/181 - Relator: Sidnei Beneti).
O d. magistrado de primeiro grau assim justificou a
manutenção da segregação cautelar do paciente (fls. 16):
'O réu permanece custodiado por causa da pena
imposta em quantidade significativa e pela gravidade da
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.654 / SP
85.185/SP, Min. Cezar Peluso, Pleno, por maioria, DJ 1....9.2006; e HC n.
90.387, da minha relatoria, 2... Turma, unânime, DJ 28.9.2007).
Na hipótese dos autos, entendo caracterizada situação ensejadora do
afastamento da incidência da Súmula n. 691.
Na espécie, o paciente foi condenado pelo Juízo de Direito da 1... Vara
Criminal da Comarca de Itapetininga/SP à pena de 5 anos e 4 meses de
reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 13 dias-multa,
pela prática do delito descrito no art. 157, § 2..., II, do Código Penal Brasileiro, tendo-lhe sido
negado o apelo em liberdade, nos seguintes termos:
O réu permanece custodiado por causa da pena imposta
em quantidade significativa e pela gravidade da infração.
Recomende-se-o na prisão.
Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, alegando ausência de fundamentação
idônea na negativa de recorrer em liberdade.
A 12... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, por
unanimidade, conheceu, em parte, da impetração e, na conhecida,
denegou a ordem, com os seguintes fundamentos:
(...) Há que ser ressaltado que, ao que se infere da r.
sentença, o paciente respondeu preso ao processo, não havendo
notícia de cessação dos motivos autorizadores que pudessem
vir a justificar eventual revogação da custódia cautelar e sua
consequente libertação.
Assim, 'se o réu, apesar de primário e de bons
antecedentes, respondeu a ação penal, quando havia apenas o
fumus boni iuris, preso, após a prolação da sentença, surge a
certeza que exclui a possibilidade do recurso em liberdade'.
(RJDTACRIM 13/181 - Relator: Sidnei Beneti).
O d. magistrado de primeiro grau assim justificou a
manutenção da segregação cautelar do paciente (fls. 16):
'O réu permanece custodiado por causa da pena
imposta em quantidade significativa e pela gravidade da
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.654 / SP
infração. Recomende-o na prisão.'
Tal fundamentação, apesar de concisa, deve prevalecer.
Não há, nos autos, nada que indique a existência de ilegalidade
na manutenção da prisão do paciente, motivo pelo qual a
ordem deve ser denegada.
Impetrado HC no Superior Tribunal de Justiça, a liminar foi indeferida pela relatora do HC
219.927/SP.
Postas essas premissas fáticas, ressalto que, de modo geral, a prisão
preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos
para decretação da prisão cautelar, nos termos do art. 312 do CPP: i)
garantia da ordem pública; ii) garantia da aplicação da lei penal; e iii)
conveniência da instrução criminal.
Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera
explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a
alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais
condições realizam-se na espécie.
Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de
excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a
alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos,
devidamente explicitados.
Noto que os argumentos esboçados pelo Juízo de primeiro grau não
atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, nem à
interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale
dizer, do ato decisório transcrito é impossível inferir-se razões concretas
para segregação do paciente.
É que nesta Corte há precedentes consubstanciados no sentido de
que a mera alusão à gravidade do delito ou à quantidade de pena
aplicada, por si sós, não constituem elementos motivadores para
decretação da constrição cautelar. Nesse sentido, entre outros, destaco os
seguintes julgados: HC 107294, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma,
DJe 3.10.2011; HC 104128, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe
19.9.2011; HC 95460, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje
22.10.2010; HC 101705, rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, Dje
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.654 / SP
infração. Recomende-o na prisão.'
Tal fundamentação, apesar de concisa, deve prevalecer.
Não há, nos autos, nada que indique a existência de ilegalidade
na manutenção da prisão do paciente, motivo pelo qual a
ordem deve ser denegada.
Impetrado HC no Superior Tribunal de Justiça, a liminar foi indeferida pela relatora do HC
219.927/SP.
Postas essas premissas fáticas, ressalto que, de modo geral, a prisão
preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos
para decretação da prisão cautelar, nos termos do art. 312 do CPP: i)
garantia da ordem pública; ii) garantia da aplicação da lei penal; e iii)
conveniência da instrução criminal.
Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera
explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a
alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais
condições realizam-se na espécie.
Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de
excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a
alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos,
devidamente explicitados.
Noto que os argumentos esboçados pelo Juízo de primeiro grau não
atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, nem à
interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale
dizer, do ato decisório transcrito é impossível inferir-se razões concretas
para segregação do paciente.
É que nesta Corte há precedentes consubstanciados no sentido de
que a mera alusão à gravidade do delito ou à quantidade de pena
aplicada, por si sós, não constituem elementos motivadores para
decretação da constrição cautelar. Nesse sentido, entre outros, destaco os
seguintes julgados: HC 107294, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma,
DJe 3.10.2011; HC 104128, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe
19.9.2011; HC 95460, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje
22.10.2010; HC 101705, rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, Dje
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.654 / SP
3.9.2010; HC 96618, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 25.6.2010;
HC 95304, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, Dje 7.11.2008.
Ademais, como bem consignado no parecer ministerial, fixado o
regime semiaberto para início de cumprimento da pena, a negativa do
direito de recorrer em liberdade, sem fundamentação idônea, configura
constrangimento ilegal, porquanto estaria impondo ao paciente situação
mais gravosa do que a cominada na sentença condenatória, apenas em
razão de sua opção pela interposição de recurso.
Feitas essas considerações, concluo que a prisão preventiva
decretada em desfavor do paciente não atendeu aos requisitos do art. 312
do CPP, especialmente no que diz respeito à indicação de elementos
concretos que, ao momento da decretação, fossem imediatamente
incidentes a ponto de ensejar o decreto cautelar.
Ante o exposto, por vislumbrar patente situação de constrangimento
ilegal, supero a vedação prevista na Súmula 691 e concedo a ordem de
habeas corpus para afastar o decreto de prisão cautelar formalizado em
desfavor do paciente (Luan Diogo dos Santos Almeida).
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.654 / SP
3.9.2010; HC 96618, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 25.6.2010;
HC 95304, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, Dje 7.11.2008.
Ademais, como bem consignado no parecer ministerial, fixado o
regime semiaberto para início de cumprimento da pena, a negativa do
direito de recorrer em liberdade, sem fundamentação idônea, configura
constrangimento ilegal, porquanto estaria impondo ao paciente situação
mais gravosa do que a cominada na sentença condenatória, apenas em
razão de sua opção pela interposição de recurso.
Feitas essas considerações, concluo que a prisão preventiva
decretada em desfavor do paciente não atendeu aos requisitos do art. 312
do CPP, especialmente no que diz respeito à indicação de elementos
concretos que, ao momento da decretação, fossem imediatamente
incidentes a ponto de ensejar o decreto cautelar.
Ante o exposto, por vislumbrar patente situação de constrangimento
ilegal, supero a vedação prevista na Súmula 691 e concedo a ordem de
habeas corpus para afastar o decreto de prisão cautelar formalizado em
desfavor do paciente (Luan Diogo dos Santos Almeida).
É como voto.
4
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1805829.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu estou concedendo também, superando a Súmula 691,
excepcionalmente, porque aí trata-se de um constrangimento ilegal
evidente. Quer dizer, é um réu que foi condenado a uma pena de cinco
anos e quatro meses por um roubo duplamente qualificado quando era
adolescente, mas foi-lhe fixado o regime prisional semiaberto. E, com o
decurso de prazo, ele já teria até a possibilidade de progressão. Portanto,
o constrangimento evidente, parece-me que apto a superar a Súmula 691.
Acompanho o Relator para também deferir a ordem, permitindo que
aguarde em liberdade o trânsito em julgado da condenação.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1802177.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.654 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu estou concedendo também, superando a Súmula 691,
excepcionalmente, porque aí trata-se de um constrangimento ilegal
evidente. Quer dizer, é um réu que foi condenado a uma pena de cinco
anos e quatro meses por um roubo duplamente qualificado quando era
adolescente, mas foi-lhe fixado o regime prisional semiaberto. E, com o
decurso de prazo, ele já teria até a possibilidade de progressão. Portanto,
o constrangimento evidente, parece-me que apto a superar a Súmula 691.
Acompanho o Relator para também deferir a ordem, permitindo que
aguarde em liberdade o trânsito em julgado da condenação.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1802177.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.654
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S) : FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 219.927 NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: concedida a ordem, superada a Súmula 691, para
afastar o decreto de prisão cautelar formalizado em desfavor do
paciente (Luan Diogo dos Santos Almeida), nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.654
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA
IMPTE.(S) : FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 219.927 NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: concedida a ordem, superada a Súmula 691, para
afastar o decreto de prisão cautelar formalizado em desfavor do
paciente (Luan Diogo dos Santos Almeida), nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 110 . 654",
"HC 219 . 927",
"HABEAS CORPUS 110 . 654",
"HC 219 . 927",
"HC 219 . 927 / SP",
"HC 219 . 927 / SP",
"HABEAS CORPUS 110 . 654",
"HC 219 . 927",
"HC 219 . 927 / SP",
"HC 219 . 927 / SP",
"HC 110 . 654 / SP",
"Processo n . 188 / 2011",
"HC 110 . 654 / SP",
"Processo n . 188 / 2011",
"HABEAS CORPUS 110 . 654",
"HC 219 . 927 / SP",
"HC",
"-",
"QO n . 76 . 347 / MS",
"HC n . 79 . 238 / RS",
"HC n . 79 . 776 / RS",
"HC n . 79 . 775 / AP",
"HC n . 79 . 748 / RJ",
"HC n . 101 . 275 / SP",
"HC n . 103 . 195",
"HC n . 84 . 014 / MG",
"HABEAS CORPUS 110 . 654",
"HC 219 . 927 / SP",
"HC",
"-",
"QO n . 76 . 347 / MS",
"HC n . 79 . 238 / RS",
"HC n . 79 . 776 / RS",
"HC n . 79 . 775 / AP",
"HC n . 79 . 748 / RJ",
"HC n . 101 . 275 / SP",
"HC n . 103 . 195",
"HC n . 84 . 014 / MG",
"HC n",
"HC 110 . 654 / SP 85 . 185 / SP",
"HC n . 90 . 387",
"RJDTACRIM 13 / 181",
"HC 110 . 654 / SP 85 . 185 / SP",
"HC n . 90 . 387",
"RJDTACRIM 13 / 181",
"HC 110 . 654 / SP",
"HC 219 . 927 / SP",
"HC 107294",
"HC 104128",
"HC 95460",
"HC 101705",
"HC 110 . 654 / SP",
"HC 219 . 927 / SP",
"HC 107294",
"HC 104128",
"HC 95460",
"HC 101705",
"HC 110 . 654 / SP",
"HC 96618",
"HC 95304",
"HC 110 . 654 / SP",
"HC 96618",
"HC 95304",
"HABEAS CORPUS 110 . 654",
"HABEAS CORPUS 110 . 654",
"HABEAS CORPUS 110 . 654",
"HC 219 . 927",
"HABEAS CORPUS 110 . 654",
"HC 219 . 927"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal Brasileiro",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal Brasileiro",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"artigo 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"artigo 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"1",
".",
"Vara Criminal da Comarca de Itapetininga / SP",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"12",
".",
".",
".",
"Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Vara Criminal da",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"12",
".",
".",
". Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
". Vara Criminal da Comarca de Itapetininga / SP",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Vara Criminal da Comarca de Itapetininga / SP",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
"2",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"1",
"Vara Criminal da Comarca de Itapetininga / SP",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"12",
".",
".",
". Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
"Vara Criminal da Comarca de Itapetininga / SP",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"12",
".",
".",
".",
"Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA",
"FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA",
"FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA",
"GILMAR MENDES",
"Fábio Paques de Oliveira Graça",
"Luan Diogo dos Santos Almeida",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"GILMAR MENDES",
"LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA",
"FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA",
"GILMAR MENDES",
"Fábio Paques de Oliveira Graça",
"Luan Diogo dos Santos Almeida",
"Maria",
"Thereza de Assis Moura",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Luan Diogo dos Santos Almeida",
"Luan Diogo dos Santos Almeida",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Maurício Corrêa",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"Marco Aurélio",
"GILMAR MENDES",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Maurício",
"Corrêa",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"Marco Aurélio",
"GILMAR MENDES",
"Cezar Peluso",
"Sidnei Beneti",
"Cezar Peluso",
"Sidnei Beneti",
"GILMAR MENDES",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Luan Diogo dos Santos Almeida",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Luan Diogo dos Santos Almeida",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA",
"FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA",
"Luan Diogo dos Santos Almeida",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"LUAN DIOGO DOS SANTOS ALMEIDA",
"FABIO PAQUES DE OLIVEIRA GRACA",
"Luan Diogo dos Santos Almeida",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
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"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
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"02",
"/",
"2012",
"8",
".",
"5",
".",
"1998",
"6",
".",
"8",
".",
"1999",
"3",
".",
"3",
".",
"2000",
"17",
".",
"3",
".",
"2000",
"23",
".",
"6",
".",
"2000",
"5",
".",
"3",
".",
"2010",
"23",
".",
"4",
".",
"2010",
"25",
".",
"6",
".",
"2004",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"28",
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"/",
"2012",
"8",
".",
"5",
".",
"1998",
"6",
".",
"8",
".",
"1999",
"3",
".",
"3",
".",
"2000",
"17",
".",
"3",
".",
"2000",
"23",
".",
"6",
".",
"2000",
"5",
".",
"3",
".",
"2010",
"23",
".",
"4",
".",
"2010",
"25",
".",
"6",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"9",
".",
"2006",
"28",
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"9",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"9",
".",
"2006",
"28",
".",
"9",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
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".",
"2011",
"19",
".",
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".",
"2011",
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".",
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".",
"2010",
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"2001",
"3",
".",
"10",
".",
"2011",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"22",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"3",
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"9",
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"2010",
"25",
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"6",
".",
"2010",
"7",
".",
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".",
"2008",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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".",
"6",
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"2010",
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"2008",
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"02",
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".",
"02",
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"2012",
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"/",
"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224 PARÁ
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S)
:THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL.
HABEAS CORPUS.
AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU FLAGRANTE ABUSO DE PODER.
NEGATIVA DE TRÂNSITO À AÇÃO CONSTITUCIONAL. ÓBICE DA
SÚMULA 691/STF. ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA PUBLICAÇÃO DO
ACÓRDÃO DA APELAÇÃO. EXCEPCIONALIDADE NÃO
CONFIGURADA. ÓBICE DA SÚMULA 691/STF. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A jurisprudência desta Casa de Justiça é pacífica no sentido do
não-conhecimento de HC sucessivamente impetrado antes do julgamento
de mérito nas instâncias anteriores (cf. HC 79.776, da relatoria do ministro
Moreira Alves; HC 76.347-QO, da relatoria do ministro Moreira Alves;
HC 79.238, da relatoria do ministro Moreira Alves; HC 79.748, da relatoria
do ministro Celso de Mello; e HC 79.775, da relatoria do ministro
Maurício Corrêa). Jurisprudência que deu origem à Súmula 691/STF: “não
compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior,
indefere a liminar”.
2. Esse entendimento jurisprudencial sumular comporta
abrandamento, mas apenas quando de logo avulta que o cerceio à
liberdade de locomoção do paciente decorre de ilegalidade ou de abuso
de poder (inciso LXVIII do art. 5º da CF/88). O que não é o caso dos autos.
Caso em que o ato impugnado não configura decisão desarrazoada, ou
por qualquer modo infundamentada; sendo certo que o exame das peças
que instruem o processo não evidencia a ilegalidade referida na petição
inicial do habeas corpus. Impossibilidade de superação da Súmula 691/STF.
3. Agravo a que se nega provimento.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 08/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
HC 111.224 AGR / PA
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.224 AGR / PA
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224 PARÁ
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S)
:THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Cuida-se de agravo regimental, interposto contra decisão singular
que negou seguimento ao habeas corpus. Decisão singular que, em síntese,
não enxergou situação processual capaz de autorizar a superação do
óbice da Súmula 691/STF, in verbis:
“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de
habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
2. Pois bem, os impetrantes postulam a reconsideração da decisão
agravada. Ao fazê-lo, reproduzem todos os fundamentos já
desenvolvidos na impetração, acrescentando que
“[...] o paciente está sendo privado de intepor os recursos
contra o acórdão de apelação por não ter sido respeitado o
princípio da ampla defesa e da publicidade no presente caso,
decisão manifestamente ilegal e abusiva da referida autoridade
coatora, podendo, assim, ser submetido a uma pena de prisão
sem que tenha havido o devido transito em julgado para isso
[…]”
3. Presente esta moldura, o que se pede é o provimento deste agravo
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SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224 PARÁ
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S)
:THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Cuida-se de agravo regimental, interposto contra decisão singular
que negou seguimento ao habeas corpus. Decisão singular que, em síntese,
não enxergou situação processual capaz de autorizar a superação do
óbice da Súmula 691/STF, in verbis:
“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de
habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
2. Pois bem, os impetrantes postulam a reconsideração da decisão
agravada. Ao fazê-lo, reproduzem todos os fundamentos já
desenvolvidos na impetração, acrescentando que
“[...] o paciente está sendo privado de intepor os recursos
contra o acórdão de apelação por não ter sido respeitado o
princípio da ampla defesa e da publicidade no presente caso,
decisão manifestamente ilegal e abusiva da referida autoridade
coatora, podendo, assim, ser submetido a uma pena de prisão
sem que tenha havido o devido transito em julgado para isso
[…]”
3. Presente esta moldura, o que se pede é o provimento deste agravo
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Relatório
HC 111.224 AGR / PA
regimental para que se conceda ordem de habeas corpus em favor do
acionante.
4. Na seqüência, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da
República. Órgão que opinou pelo desprovimento do regimental.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 111.224 AGR / PA
regimental para que se conceda ordem de habeas corpus em favor do
acionante.
4. Na seqüência, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da
República. Órgão que opinou pelo desprovimento do regimental.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Ultimado o relatório, passo ao voto. Fazendo-o, antecipo que o
agravo regimental não merece acolhida. Tal como constou da decisão
agravada, é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido do não-conhecimento de habeas corpus sucessivamente impetrado
antes do julgamento de mérito nas instâncias anteriores (cf. HC 79.776, da
relatoria do ministro Moreira Alves; HC 76.347-QO, da relatoria do
ministro Moreira Alves; HC 79.238, da relatoria do ministro Moreira
Alves; HC 79.748, da relatoria do ministro Celso de Mello; e HC 79.775,
da relatoria do ministro Maurício Corrêa). Jurisprudência, essa, que deu
origem à Súmula 691, segundo a qual “não compete ao Supremo Tribunal
Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
7. É certo que esse entendimento jurisprudencial comporta
abrandamento, mas apenas quando de logo avulta que o cerceio à
liberdade de locomoção do paciente decorre de ilegalidade ou de abuso
de poder (inciso LXVIII do art. 5º da CF/88). O que não parece ser o caso
dos autos. A começar pela consideração de que a decisão proferida pela
autoridade impetrada não se me afigura desarrazoada, ou por qualquer
modo infundamentada. A dificultar o imediato acolhimento das teses
defensivas. Confira-se:
“[...]
Em um primeiro lanço, apura-se que a questão suscitada
neste writ envolve uma análise pormenorizada dos autos, a
qual não pode ser efetivada neste átrio processual, dados os
seus estreitos limites, devendo ser submetida à análise e
julgamento pelo Órgão Colegiado, juiz natural da causa. Nesse
sentido:
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Ultimado o relatório, passo ao voto. Fazendo-o, antecipo que o
agravo regimental não merece acolhida. Tal como constou da decisão
agravada, é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido do não-conhecimento de habeas corpus sucessivamente impetrado
antes do julgamento de mérito nas instâncias anteriores (cf. HC 79.776, da
relatoria do ministro Moreira Alves; HC 76.347-QO, da relatoria do
ministro Moreira Alves; HC 79.238, da relatoria do ministro Moreira
Alves; HC 79.748, da relatoria do ministro Celso de Mello; e HC 79.775,
da relatoria do ministro Maurício Corrêa). Jurisprudência, essa, que deu
origem à Súmula 691, segundo a qual “não compete ao Supremo Tribunal
Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
7. É certo que esse entendimento jurisprudencial comporta
abrandamento, mas apenas quando de logo avulta que o cerceio à
liberdade de locomoção do paciente decorre de ilegalidade ou de abuso
de poder (inciso LXVIII do art. 5º da CF/88). O que não parece ser o caso
dos autos. A começar pela consideração de que a decisão proferida pela
autoridade impetrada não se me afigura desarrazoada, ou por qualquer
modo infundamentada. A dificultar o imediato acolhimento das teses
defensivas. Confira-se:
“[...]
Em um primeiro lanço, apura-se que a questão suscitada
neste writ envolve uma análise pormenorizada dos autos, a
qual não pode ser efetivada neste átrio processual, dados os
seus estreitos limites, devendo ser submetida à análise e
julgamento pelo Órgão Colegiado, juiz natural da causa. Nesse
sentido:
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 111.224 AGR / PA
‘[...] a provisão cautelar não se presta à apreciação da
questão de mérito do writ, por implicar em exame
prematuro da matéria de fundo da ação de habeas corpus ,
de competência da turma julgadora, que não pode ser
apreciada nos limites da cognição sumária do Relator. Por
outras palavras, no writ, não cabe medida satisfativa
antecipada.’ (HC 17.579/RS, Rel. Min. Hamilton
Carvalhido, DJ 09.08.2001).
Ademais, a alegada nulidade não ressai evidente dos
autos, na medida em que o substabelecimento mencionado na
impetração, primo oculi, não contém pedido expresso de que
as publicações sejam efetivadas em nome dos dois advogados.
[...]”
(Sem destaques no original.)
8. Não é tudo! A página oficial do Superior Tribunal de Justiça na
internet dá conta de que, após a propositura desta ação constitucional, a
defesa manejou pedido de reconsideração perante a autoridade
impetrada. Autoridade que não enxergou a flagrante ilegalidade
suscitada na impetração, nos termos seguintes:
“[...]
Requerem os peticionários a reconsideração da decisão
que indeferiu o pleito liminar.
Destacam que o paciente é primário, possui residência fixa
no distrito da culpa e ocupação lícita.
Informam que o paciente está foragido em razão da
expedição do mandado de prisão.
Pleiteiam a concessão da medida liminar para determinar
a expedição de contramandado de prisão em favor do paciente
até o julgamento definitivo deste writ.
É o relatório.
Não como acolher o inconformismo.
Afigura-se inviável a dispensa das informações a serem
prestadas pelo tribunal de origem, uma vez que a nulidade
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 111.224 AGR / PA
‘[...] a provisão cautelar não se presta à apreciação da
questão de mérito do writ, por implicar em exame
prematuro da matéria de fundo da ação de habeas corpus ,
de competência da turma julgadora, que não pode ser
apreciada nos limites da cognição sumária do Relator. Por
outras palavras, no writ, não cabe medida satisfativa
antecipada.’ (HC 17.579/RS, Rel. Min. Hamilton
Carvalhido, DJ 09.08.2001).
Ademais, a alegada nulidade não ressai evidente dos
autos, na medida em que o substabelecimento mencionado na
impetração, primo oculi, não contém pedido expresso de que
as publicações sejam efetivadas em nome dos dois advogados.
[...]”
(Sem destaques no original.)
8. Não é tudo! A página oficial do Superior Tribunal de Justiça na
internet dá conta de que, após a propositura desta ação constitucional, a
defesa manejou pedido de reconsideração perante a autoridade
impetrada. Autoridade que não enxergou a flagrante ilegalidade
suscitada na impetração, nos termos seguintes:
“[...]
Requerem os peticionários a reconsideração da decisão
que indeferiu o pleito liminar.
Destacam que o paciente é primário, possui residência fixa
no distrito da culpa e ocupação lícita.
Informam que o paciente está foragido em razão da
expedição do mandado de prisão.
Pleiteiam a concessão da medida liminar para determinar
a expedição de contramandado de prisão em favor do paciente
até o julgamento definitivo deste writ.
É o relatório.
Não como acolher o inconformismo.
Afigura-se inviável a dispensa das informações a serem
prestadas pelo tribunal de origem, uma vez que a nulidade
2
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 111.224 AGR / PA
apontada teria decorrido de um ato daquela Corte.
Ademais, o deferimento do pleito liminar ora requerido
não se mostra possível, uma vez não constatada, de plano, a
plausibilidade jurídica do pedido.
Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração.
[...]”
9. Nessa contextura, não tenho alternativa senão recusar o pleito de
supressão de instância requerido na inicial deste HC. E o faço porque a
Constituição Federal de 1988, ao cuidar dele, habeas corpus, pelo inciso
LXVIII do art. 5º, autoriza o respectivo manejo “sempre que alguém sofrer
ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de
locomoção”. Mas a Constituição não pára por aí e arremata o seu discurso
normativo, “por ilegalidade ou abuso de poder”.
10. Ora, ilegalidade e abuso de poder não se presumem; pelo
contrário, a presunção é exatamente inversa. Pelo que, ou os autos dão
conta de uma violência indevida (de um cerceio absolutamente
antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade), ou de habeas corpus
não se pode socorrer o paciente, devido a que a ação constitucional perde
sua prestimosidade. Não se revela remédio processual prestante. Em
suma: o indeferimento do habeas corpus não é uma exceção; exceção é o
trancamento da ação penal, à luz desses elementos interpretativos
hauridos diretamente da Constituição.
11. Por tudo quanto posto, nego provimento ao agravo regimental.
12. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.224 AGR / PA
apontada teria decorrido de um ato daquela Corte.
Ademais, o deferimento do pleito liminar ora requerido
não se mostra possível, uma vez não constatada, de plano, a
plausibilidade jurídica do pedido.
Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração.
[...]”
9. Nessa contextura, não tenho alternativa senão recusar o pleito de
supressão de instância requerido na inicial deste HC. E o faço porque a
Constituição Federal de 1988, ao cuidar dele, habeas corpus, pelo inciso
LXVIII do art. 5º, autoriza o respectivo manejo “sempre que alguém sofrer
ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de
locomoção”. Mas a Constituição não pára por aí e arremata o seu discurso
normativo, “por ilegalidade ou abuso de poder”.
10. Ora, ilegalidade e abuso de poder não se presumem; pelo
contrário, a presunção é exatamente inversa. Pelo que, ou os autos dão
conta de uma violência indevida (de um cerceio absolutamente
antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade), ou de habeas corpus
não se pode socorrer o paciente, devido a que a ação constitucional perde
sua prestimosidade. Não se revela remédio processual prestante. Em
suma: o indeferimento do habeas corpus não é uma exceção; exceção é o
trancamento da ação penal, à luz desses elementos interpretativos
hauridos diretamente da Constituição.
11. Por tudo quanto posto, nego provimento ao agravo regimental.
12. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S) : THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787719
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S) : THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787719
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2156772
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-06-08T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU FLAGRANTE ABUSO DE PODER. NEGATIVA DE TRÂNSITO À AÇÃO CONSTITUCIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 691/STF. ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO DA APELAÇÃO. EXCEPCIONALIDADE NÃO CONFIGURADA. ÓBICE DA SÚMULA 691/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A jurisprudência desta Casa de Justiça é pacífica no sentido do não-conhecimento de HC sucessivamente impetrado antes do julgamento de mérito nas instâncias anteriores (cf. HC 79.776, da relatoria do ministro Moreira Alves; HC 76.347-QO, da relatoria do ministro Moreira Alves; HC 79.238, da relatoria do ministro Moreira Alves; HC 79.748, da relatoria do ministro Celso de Mello; e HC 79.775, da relatoria do ministro Maurício Corrêa). Jurisprudência que deu origem à Súmula 691/STF: “não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
2. Esse entendimento jurisprudencial sumular comporta abrandamento, mas apenas quando de logo avulta que o cerceio à liberdade de locomoção do paciente decorre de ilegalidade ou de abuso de poder (inciso LXVIII do art. 5º da CF/88). O que não é o caso dos autos. Caso em que o ato impugnado não configura decisão desarrazoada, ou por qualquer modo infundamentada; sendo certo que o exame das peças que instruem o processo não evidencia a ilegalidade referida na petição inicial do habeas corpus. Impossibilidade de superação da Súmula 691/STF.
3. Agravo a que se nega provimento.
|
sjur210286
|
- Acórdãos citados: HC 79776, HC 76347 QO, HC 79238, HC 79775.
Número de páginas: 8.
Análise: 22/06/2012, MJC.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
111224
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00058 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 111224 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S) : THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224 PARÁ
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S)
:THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL.
HABEAS CORPUS.
AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU FLAGRANTE ABUSO DE PODER.
NEGATIVA DE TRÂNSITO À AÇÃO CONSTITUCIONAL. ÓBICE DA
SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA PUBLICAÇÃO DO
ACÓRDÃO DA APELAÇÃO. EXCEPCIONALIDADE NÃO
CONFIGURADA. ÓBICE DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A jurisprudência desta Casa de Justiça é pacífica no sentido do
não-conhecimento de HC sucessivamente impetrado antes do julgamento
de mérito nas instâncias anteriores (cf. HC 79.776, da relatoria do ministro
Moreira Alves; HC 76.347-QO, da relatoria do ministro Moreira Alves;
HC 79.238, da relatoria do ministro Moreira Alves; HC 79.748, da relatoria
do ministro Celso de Mello; e HC 79.775, da relatoria do ministro
Maurício Corrêa). Jurisprudência que deu origem à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal: “não
compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado
contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior,
indefere a liminar”.
2. Esse entendimento jurisprudencial sumular comporta
abrandamento, mas apenas quando de logo avulta que o cerceio à
liberdade de locomoção do paciente decorre de ilegalidade ou de abuso
de poder (inciso LXVIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88). O que não é o caso dos autos.
Caso em que o ato impugnado não configura decisão desarrazoada, ou
por qualquer modo infundamentada; sendo certo que o exame das peças
que instruem o processo não evidencia a ilegalidade referida na petição
inicial do habeas corpus. Impossibilidade de superação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo a que se nega provimento.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 08/06/2012
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Ementa e Acórdão
HC 111.224 AGR / PA
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.224 AGR / PA
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224 PARÁ
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S)
:THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Cuida-se de agravo regimental, interposto contra decisão singular
que negou seguimento ao habeas corpus. Decisão singular que, em síntese,
não enxergou situação processual capaz de autorizar a superação do
óbice da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, in verbis:
“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de
habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
2. Pois bem, os impetrantes postulam a reconsideração da decisão
agravada. Ao fazê-lo, reproduzem todos os fundamentos já
desenvolvidos na impetração, acrescentando que
“[...] o paciente está sendo privado de intepor os recursos
contra o acórdão de apelação por não ter sido respeitado o
princípio da ampla defesa e da publicidade no presente caso,
decisão manifestamente ilegal e abusiva da referida autoridade
coatora, podendo, assim, ser submetido a uma pena de prisão
sem que tenha havido o devido transito em julgado para isso
[…]”
3. Presente esta moldura, o que se pede é o provimento deste agravo
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2148651.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224 PARÁ
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S)
:THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Cuida-se de agravo regimental, interposto contra decisão singular
que negou seguimento ao habeas corpus. Decisão singular que, em síntese,
não enxergou situação processual capaz de autorizar a superação do
óbice da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, in verbis:
“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de
habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
2. Pois bem, os impetrantes postulam a reconsideração da decisão
agravada. Ao fazê-lo, reproduzem todos os fundamentos já
desenvolvidos na impetração, acrescentando que
“[...] o paciente está sendo privado de intepor os recursos
contra o acórdão de apelação por não ter sido respeitado o
princípio da ampla defesa e da publicidade no presente caso,
decisão manifestamente ilegal e abusiva da referida autoridade
coatora, podendo, assim, ser submetido a uma pena de prisão
sem que tenha havido o devido transito em julgado para isso
[…]”
3. Presente esta moldura, o que se pede é o provimento deste agravo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
HC 111.224 AGR / PA
regimental para que se conceda ordem de habeas corpus em favor do
acionante.
4. Na seqüência, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da
República. Órgão que opinou pelo desprovimento do regimental.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.224 AGR / PA
regimental para que se conceda ordem de habeas corpus em favor do
acionante.
4. Na seqüência, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da
República. Órgão que opinou pelo desprovimento do regimental.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Ultimado o relatório, passo ao voto. Fazendo-o, antecipo que o
agravo regimental não merece acolhida. Tal como constou da decisão
agravada, é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido do não-conhecimento de habeas corpus sucessivamente impetrado
antes do julgamento de mérito nas instâncias anteriores (cf. HC 79.776, da
relatoria do ministro Moreira Alves; HC 76.347-QO, da relatoria do
ministro Moreira Alves; HC 79.238, da relatoria do ministro Moreira
Alves; HC 79.748, da relatoria do ministro Celso de Mello; e HC 79.775,
da relatoria do ministro Maurício Corrêa). Jurisprudência, essa, que deu
origem à Súmula 691, segundo a qual “não compete ao Supremo Tribunal
Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
7. É certo que esse entendimento jurisprudencial comporta
abrandamento, mas apenas quando de logo avulta que o cerceio à
liberdade de locomoção do paciente decorre de ilegalidade ou de abuso
de poder (inciso LXVIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88). O que não parece ser o caso
dos autos. A começar pela consideração de que a decisão proferida pela
autoridade impetrada não se me afigura desarrazoada, ou por qualquer
modo infundamentada. A dificultar o imediato acolhimento das teses
defensivas. Confira-se:
“[...]
Em um primeiro lanço, apura-se que a questão suscitada
neste writ envolve uma análise pormenorizada dos autos, a
qual não pode ser efetivada neste átrio processual, dados os
seus estreitos limites, devendo ser submetida à análise e
julgamento pelo Órgão Colegiado, juiz natural da causa. Nesse
sentido:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
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V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Ultimado o relatório, passo ao voto. Fazendo-o, antecipo que o
agravo regimental não merece acolhida. Tal como constou da decisão
agravada, é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido do não-conhecimento de habeas corpus sucessivamente impetrado
antes do julgamento de mérito nas instâncias anteriores (cf. HC 79.776, da
relatoria do ministro Moreira Alves; HC 76.347-QO, da relatoria do
ministro Moreira Alves; HC 79.238, da relatoria do ministro Moreira
Alves; HC 79.748, da relatoria do ministro Celso de Mello; e HC 79.775,
da relatoria do ministro Maurício Corrêa). Jurisprudência, essa, que deu
origem à Súmula 691, segundo a qual “não compete ao Supremo Tribunal
Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em
habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
7. É certo que esse entendimento jurisprudencial comporta
abrandamento, mas apenas quando de logo avulta que o cerceio à
liberdade de locomoção do paciente decorre de ilegalidade ou de abuso
de poder (inciso LXVIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88). O que não parece ser o caso
dos autos. A começar pela consideração de que a decisão proferida pela
autoridade impetrada não se me afigura desarrazoada, ou por qualquer
modo infundamentada. A dificultar o imediato acolhimento das teses
defensivas. Confira-se:
“[...]
Em um primeiro lanço, apura-se que a questão suscitada
neste writ envolve uma análise pormenorizada dos autos, a
qual não pode ser efetivada neste átrio processual, dados os
seus estreitos limites, devendo ser submetida à análise e
julgamento pelo Órgão Colegiado, juiz natural da causa. Nesse
sentido:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 111.224 AGR / PA
‘[...] a provisão cautelar não se presta à apreciação da
questão de mérito do writ, por implicar em exame
prematuro da matéria de fundo da ação de habeas corpus ,
de competência da turma julgadora, que não pode ser
apreciada nos limites da cognição sumária do Relator. Por
outras palavras, no writ, não cabe medida satisfativa
antecipada.’ (HC 17.579/RS, Rel. Min. Hamilton
Carvalhido, DJ 09.08.2001).
Ademais, a alegada nulidade não ressai evidente dos
autos, na medida em que o substabelecimento mencionado na
impetração, primo oculi, não contém pedido expresso de que
as publicações sejam efetivadas em nome dos dois advogados.
[...]”
(Sem destaques no original.)
8. Não é tudo! A página oficial do Superior Tribunal de Justiça na
internet dá conta de que, após a propositura desta ação constitucional, a
defesa manejou pedido de reconsideração perante a autoridade
impetrada. Autoridade que não enxergou a flagrante ilegalidade
suscitada na impetração, nos termos seguintes:
“[...]
Requerem os peticionários a reconsideração da decisão
que indeferiu o pleito liminar.
Destacam que o paciente é primário, possui residência fixa
no distrito da culpa e ocupação lícita.
Informam que o paciente está foragido em razão da
expedição do mandado de prisão.
Pleiteiam a concessão da medida liminar para determinar
a expedição de contramandado de prisão em favor do paciente
até o julgamento definitivo deste writ.
É o relatório.
Não como acolher o inconformismo.
Afigura-se inviável a dispensa das informações a serem
prestadas pelo tribunal de origem, uma vez que a nulidade
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.224 AGR / PA
‘[...] a provisão cautelar não se presta à apreciação da
questão de mérito do writ, por implicar em exame
prematuro da matéria de fundo da ação de habeas corpus ,
de competência da turma julgadora, que não pode ser
apreciada nos limites da cognição sumária do Relator. Por
outras palavras, no writ, não cabe medida satisfativa
antecipada.’ (HC 17.579/RS, Rel. Min. Hamilton
Carvalhido, DJ 09.08.2001).
Ademais, a alegada nulidade não ressai evidente dos
autos, na medida em que o substabelecimento mencionado na
impetração, primo oculi, não contém pedido expresso de que
as publicações sejam efetivadas em nome dos dois advogados.
[...]”
(Sem destaques no original.)
8. Não é tudo! A página oficial do Superior Tribunal de Justiça na
internet dá conta de que, após a propositura desta ação constitucional, a
defesa manejou pedido de reconsideração perante a autoridade
impetrada. Autoridade que não enxergou a flagrante ilegalidade
suscitada na impetração, nos termos seguintes:
“[...]
Requerem os peticionários a reconsideração da decisão
que indeferiu o pleito liminar.
Destacam que o paciente é primário, possui residência fixa
no distrito da culpa e ocupação lícita.
Informam que o paciente está foragido em razão da
expedição do mandado de prisão.
Pleiteiam a concessão da medida liminar para determinar
a expedição de contramandado de prisão em favor do paciente
até o julgamento definitivo deste writ.
É o relatório.
Não como acolher o inconformismo.
Afigura-se inviável a dispensa das informações a serem
prestadas pelo tribunal de origem, uma vez que a nulidade
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 111.224 AGR / PA
apontada teria decorrido de um ato daquela Corte.
Ademais, o deferimento do pleito liminar ora requerido
não se mostra possível, uma vez não constatada, de plano, a
plausibilidade jurídica do pedido.
Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração.
[...]”
9. Nessa contextura, não tenho alternativa senão recusar o pleito de
supressão de instância requerido na inicial deste HC. E o faço porque a
Constituição Federal de 1988, ao cuidar dele, habeas corpus, pelo inciso
LXVIII do art. 5..., autoriza o respectivo manejo “sempre que alguém sofrer
ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de
locomoção”. Mas a Constituição não pára por aí e arremata o seu discurso
normativo, “por ilegalidade ou abuso de poder”.
10. Ora, ilegalidade e abuso de poder não se presumem; pelo
contrário, a presunção é exatamente inversa. Pelo que, ou os autos dão
conta de uma violência indevida (de um cerceio absolutamente
antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade), ou de habeas corpus
não se pode socorrer o paciente, devido a que a ação constitucional perde
sua prestimosidade. Não se revela remédio processual prestante. Em
suma: o indeferimento do habeas corpus não é uma exceção; exceção é o
trancamento da ação penal, à luz desses elementos interpretativos
hauridos diretamente da Constituição.
11. Por tudo quanto posto, nego provimento ao agravo regimental.
12. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.224 AGR / PA
apontada teria decorrido de um ato daquela Corte.
Ademais, o deferimento do pleito liminar ora requerido
não se mostra possível, uma vez não constatada, de plano, a
plausibilidade jurídica do pedido.
Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração.
[...]”
9. Nessa contextura, não tenho alternativa senão recusar o pleito de
supressão de instância requerido na inicial deste HC. E o faço porque a
Constituição Federal de 1988, ao cuidar dele, habeas corpus, pelo inciso
LXVIII do art. 5..., autoriza o respectivo manejo “sempre que alguém sofrer
ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de
locomoção”. Mas a Constituição não pára por aí e arremata o seu discurso
normativo, “por ilegalidade ou abuso de poder”.
10. Ora, ilegalidade e abuso de poder não se presumem; pelo
contrário, a presunção é exatamente inversa. Pelo que, ou os autos dão
conta de uma violência indevida (de um cerceio absolutamente
antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade), ou de habeas corpus
não se pode socorrer o paciente, devido a que a ação constitucional perde
sua prestimosidade. Não se revela remédio processual prestante. Em
suma: o indeferimento do habeas corpus não é uma exceção; exceção é o
trancamento da ação penal, à luz desses elementos interpretativos
hauridos diretamente da Constituição.
11. Por tudo quanto posto, nego provimento ao agravo regimental.
12. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S) : THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787719
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.224
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : JOSELI MENEZES DE LIMA
ADV.(A/S) : THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787719
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 111 . 224",
"SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 79 . 776",
"HC 76 . 347 - QO",
"HC 79 . 238",
"HC 79 . 748",
"HC 79 . 775",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 111 . 224 AGR / PA",
"HC 111 . 224 AGR / PA",
"HABEAS CORPUS 111 . 224 PARÁ",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 111 . 224 PARÁ",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 111 . 224 AGR / PA",
"HC 111 . 224 AGR / PA",
"HABEAS CORPUS 111 . 224",
"HC 79 . 776",
"HC 76 . 347 - QO",
"HC 79 . 238",
"HC 79 . 748",
"HC 79 . 775",
"HABEAS CORPUS 111 . 224",
"HC 79 . 776",
"HC 76 . 347 - QO",
"HC 79 . 238",
"HC 79 . 748",
"HC 79 . 775",
"HC 111 . 224 AGR / PA",
"HC 17 . 579 / RS",
"HC 111 . 224 AGR / PA",
"HC 17 . 579 / RS",
"HC 111 . 224 AGR / PA",
"HC 111 . 224",
"HABEAS CORPUS 111 . 224",
"HABEAS CORPUS 111 . 224"
],
"LEGISLACAO": [
"inciso LXVIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso LXVIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso LXVIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARÁ",
"PARÁ",
"PARÁ",
"PARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"JOSELI MENEZES DE LIMA",
"THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Celso de Mello",
"Maurício Corrêa",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"JOSELI MENEZES DE LIMA",
"THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"JOSELI MENEZES DE LIMA",
"THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Celso de Mello",
"Maurício Corrêa",
"AYRES BRITTO",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Celso de Mello",
"Maurício Corrêa",
"AYRES BRITTO",
"Hamilton Carvalhido",
"Hamilton Carvalhido",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"JOSELI MENEZES DE LIMA",
"THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"JOSELI MENEZES DE LIMA",
"THIAGO SENNA LEONIDAS GOMES",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"08",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"08",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPORTAÇÃO.
SUJEITO
ATIVO.
REPERCUSSÃO
GERAL
RECONHECIDA. EMBARGOS ACOLHIDOS.
I – Verifica-se que este caso é análogo ao versado no ARE 665.134-
RG/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, no qual, em 11/2/2012, se reconheceu
a repercussão geral do tema.
II – Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos
infringentes, tornar sem efeito o acórdão, bem como a decisão agravada, e
assim, dar provimento ao agravo para admitir o recurso extraordinário e,
com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determinar a
devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o
disposto no art. 543-B do CPC.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, acolher os embargos para
tornar sem efeito o acórdão, bem como a decisão agravada, e assim, dar
provimento ao agravo para admitir o recurso extraordinário e determinar
a devolução dos autos ao tribunal de origem para que seja observado o
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 834.233 AGR-ED / MG
disposto no art. 543-b do CPC, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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AI 834.233 AGR-ED / MG
disposto no art. 543-b do CPC, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
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Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento a
agravo regimental. Eis o teor da ementa do acórdão embargado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. IMPORTAÇÃO.
SUJEITO ATIVO. ESTADO ONDE ESTIVER SITUADO O
DOMICÍLIO OU O ESTABELECIMENTO DO DESTINATÁRIO
JURÍDICO DA MERCADORIA IMPORTADA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Este Tribunal entende que, nos termos do art. 155, § 2º, IX,
a, da Constituição Federal, o sujeito ativo da relação jurídico-
tributária do ICMS é o Estado onde estiver situado o domicílio ou o
estabelecimento do destinatário jurídico da mercadoria importada.
Precedentes.
II - Para dissentir do acórdão recorrido quanto ao destinatário
final dos produtos importados, seria necessário o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário,
nos termos da Súmula 279 do STF. Precedentes.
III – Agravo regimental improvido.” (fl. 707).
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28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento a
agravo regimental. Eis o teor da ementa do acórdão embargado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. IMPORTAÇÃO.
SUJEITO ATIVO. ESTADO ONDE ESTIVER SITUADO O
DOMICÍLIO OU O ESTABELECIMENTO DO DESTINATÁRIO
JURÍDICO DA MERCADORIA IMPORTADA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Este Tribunal entende que, nos termos do art. 155, § 2º, IX,
a, da Constituição Federal, o sujeito ativo da relação jurídico-
tributária do ICMS é o Estado onde estiver situado o domicílio ou o
estabelecimento do destinatário jurídico da mercadoria importada.
Precedentes.
II - Para dissentir do acórdão recorrido quanto ao destinatário
final dos produtos importados, seria necessário o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário,
nos termos da Súmula 279 do STF. Precedentes.
III – Agravo regimental improvido.” (fl. 707).
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Relatório
AI 834.233 AGR-ED / MG
Insurge-se a embargante contra o acórdão embargado, sustentando,
em suma, que
“A importação do equipamento em questão foi realizada pelo
estabelecimento sede da Embargante, localizado no Estado do
Rio de Janeiro. No caso em apreço não há a figura do
intermediário, pois toda a operação deu-se com a participação
de apenas uma pessoa jurídica, isto é, a própria Embargante.
(…)
O que se pretende, insista-se, é afastar a equivocada
qualificação jurídica que caracterizou como intermediária uma
operação direta” (fl. 514 – grifos no original).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 834.233 AGR-ED / MG
Insurge-se a embargante contra o acórdão embargado, sustentando,
em suma, que
“A importação do equipamento em questão foi realizada pelo
estabelecimento sede da Embargante, localizado no Estado do
Rio de Janeiro. No caso em apreço não há a figura do
intermediário, pois toda a operação deu-se com a participação
de apenas uma pessoa jurídica, isto é, a própria Embargante.
(…)
O que se pretende, insista-se, é afastar a equivocada
qualificação jurídica que caracterizou como intermediária uma
operação direta” (fl. 514 – grifos no original).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos, bem
como necessário se faz conceder-lhes efeitos infringentes.
Isso porque, após minuciosa análise, verifico que este caso é análogo
ao versado no ARE 665.134-RG/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, no qual,
em 11/2/2012, se reconheceu a repercussão geral do tema, qual seja:
Sujeito ativo do ICMS a incidir sobre circulação de mercadorias
importadas por um estado da federação, industrializadas em outro estado
da federação e que retorna ao primeiro para comercialização.
Nesse contexto, esta Turma, ao julgar o RE 598.182-AgR-ED-ED-
ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, no qual se percebia situação análoga a
estes autos decidiu, tendo em vista o superveniente reconhecimento da
repercussão geral, pela anulação do acórdão embargado, bem como da
decisão agravada para, assim, admitir o recurso extraordinário e
determinar a observância, quanto a este, do disposto no art. 543-B do
CPC. Por oportuno, trago à colação ementa do indigitado julgado:
“CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ESTORNO
PROPORCIONAL. REDUÇÃO DE BASE DE CÁLCULO.
REPERCUSSÃO GERAL: RECONHECIMENTO. EFEITOS
INFRINGENTES. EMBARGOS ACOLHIDOS. 1. É possível a
aplicação de efeitos infringentes aos embargos de declaração, desde que
presente situação que assim o justifique. 2. Possibilidade de
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos, bem
como necessário se faz conceder-lhes efeitos infringentes.
Isso porque, após minuciosa análise, verifico que este caso é análogo
ao versado no ARE 665.134-RG/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, no qual,
em 11/2/2012, se reconheceu a repercussão geral do tema, qual seja:
Sujeito ativo do ICMS a incidir sobre circulação de mercadorias
importadas por um estado da federação, industrializadas em outro estado
da federação e que retorna ao primeiro para comercialização.
Nesse contexto, esta Turma, ao julgar o RE 598.182-AgR-ED-ED-
ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, no qual se percebia situação análoga a
estes autos decidiu, tendo em vista o superveniente reconhecimento da
repercussão geral, pela anulação do acórdão embargado, bem como da
decisão agravada para, assim, admitir o recurso extraordinário e
determinar a observância, quanto a este, do disposto no art. 543-B do
CPC. Por oportuno, trago à colação ementa do indigitado julgado:
“CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ESTORNO
PROPORCIONAL. REDUÇÃO DE BASE DE CÁLCULO.
REPERCUSSÃO GERAL: RECONHECIMENTO. EFEITOS
INFRINGENTES. EMBARGOS ACOLHIDOS. 1. É possível a
aplicação de efeitos infringentes aos embargos de declaração, desde que
presente situação que assim o justifique. 2. Possibilidade de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 834.233 AGR-ED / MG
aproveitamento integral dos créditos relativos ao ICMS pago na
operação antecedente, nas hipóteses em que a operação subsequente é
beneficiada pela redução da base de cálculo. Reconhecimento da
repercussão geral da matéria pelo Supremo Tribunal Federal no AI
768.491-RG/RS, de rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 23.11.2010. 3.
Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes excepcionais
efeitos modificativos, anular os acórdãos que julgaram os dois
primeiros embargos de declaração e o agravo regimental, tornar sem
efeito a decisão agravada e determinar a devolução dos presentes autos
ao Tribunal de origem, bem como a observância das disposições do art.
543-B do Código de Processo Civil ao recurso extraordinário”.
Isso posto, em juízo de retratação, acolho os embargos de declaração
para tornar sem efeito o acórdão de fls. 501-509, bem como a decisão de
fls. 485-487, e assim, dou provimento ao agravo para admitir o recurso
extraordinário e, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF,
determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja
observado o disposto no art. 543-B do CPC, visto que no recurso
extraordinário se discute questão que será apreciada no ARE 665.134-
RG/MG.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 834.233 AGR-ED / MG
aproveitamento integral dos créditos relativos ao ICMS pago na
operação antecedente, nas hipóteses em que a operação subsequente é
beneficiada pela redução da base de cálculo. Reconhecimento da
repercussão geral da matéria pelo Supremo Tribunal Federal no AI
768.491-RG/RS, de rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 23.11.2010. 3.
Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes excepcionais
efeitos modificativos, anular os acórdãos que julgaram os dois
primeiros embargos de declaração e o agravo regimental, tornar sem
efeito a decisão agravada e determinar a devolução dos presentes autos
ao Tribunal de origem, bem como a observância das disposições do art.
543-B do Código de Processo Civil ao recurso extraordinário”.
Isso posto, em juízo de retratação, acolho os embargos de declaração
para tornar sem efeito o acórdão de fls. 501-509, bem como a decisão de
fls. 485-487, e assim, dou provimento ao agravo para admitir o recurso
extraordinário e, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF,
determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja
observado o disposto no art. 543-B do CPC, visto que no recurso
extraordinário se discute questão que será apreciada no ARE 665.134-
RG/MG.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S) : HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: embargos acolhidos para tornar sem efeito o acórdão,
bem como a decisão agravada, e assim, dar provimento ao agravo
para admitir o recurso extraordinário e determinar a devolução dos
autos ao tribunal de origem para que seja observado o disposto no
art. 543-b do CPC, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª
Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805378
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S) : HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: embargos acolhidos para tornar sem efeito o acórdão,
bem como a decisão agravada, e assim, dar provimento ao agravo
para admitir o recurso extraordinário e determinar a devolução dos
autos ao tribunal de origem para que seja observado o disposto no
art. 543-b do CPC, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª
Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805378
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1813197
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-13T00:00:00
|
embargos acolhidos para tornar sem efeito o acórdão, bem como a decisão agravada, e assim, dar provimento ao agravo para admitir o recurso extraordinário e determinar a devolução dos autos ao tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543-b do CPC, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. IMPORTAÇÃO. SUJEITO ATIVO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. EMBARGOS ACOLHIDOS.
I – Verifica-se que este caso é análogo ao versado no ARE 665.134-RG/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, no qual, em 11/2/2012, se reconheceu a repercussão geral do tema.
II – Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos infringentes, tornar sem efeito o acórdão, bem como a decisão agravada, e assim, dar provimento ao agravo para admitir o recurso extraordinário e, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determinar a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543-B do CPC.
|
sjur205823
|
- Acórdãos citados: ARE 665134 RG, RE 598182 AgR-ED-ED-ED
Número de páginas: 7.
Análise: 16/03/2012, BMB.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
834233
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543B \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00328 PAR-ÚNICO \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
AI-AgR-ED
|
acordaos
|
AI 834233 AgR-ED
|
[
""
] |
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMBTE.(S) : HANOVER BRASIL LTDA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPORTAÇÃO.
SUJEITO
ATIVO.
REPERCUSSÃO
GERAL
RECONHECIDA. EMBARGOS ACOLHIDOS.
I – Verifica-se que este caso é análogo ao versado no ARE 665.134-
RG/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, no qual, em 11/2/2012, se reconheceu
a repercussão geral do tema.
II – Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos
infringentes, tornar sem efeito o acórdão, bem como a decisão agravada, e
assim, dar provimento ao agravo para admitir o recurso extraordinário e,
com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determinar a
devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, acolher os embargos para
tornar sem efeito o acórdão, bem como a decisão agravada, e assim, dar
provimento ao agravo para admitir o recurso extraordinário e determinar
a devolução dos autos ao tribunal de origem para que seja observado o
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DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 834.233 AGR-ED / MG
disposto no art. 543-b do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 834.233 AGR-ED / MG
disposto no art. 543-b do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento a
agravo regimental. Eis o teor da ementa do acórdão embargado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. IMPORTAÇÃO.
SUJEITO ATIVO. ESTADO ONDE ESTIVER SITUADO O
DOMICÍLIO OU O ESTABELECIMENTO DO DESTINATÁRIO
JURÍDICO DA MERCADORIA IMPORTADA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Este Tribunal entende que, nos termos do art. 155, § 2..., IX,
a, da Constituição Federal, o sujeito ativo da relação jurídico-
tributária do ICMS é o Estado onde estiver situado o domicílio ou o
estabelecimento do destinatário jurídico da mercadoria importada.
Precedentes.
II - Para dissentir do acórdão recorrido quanto ao destinatário
final dos produtos importados, seria necessário o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário,
nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
III – Agravo regimental improvido.” (fl. 707).
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28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento a
agravo regimental. Eis o teor da ementa do acórdão embargado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. IMPORTAÇÃO.
SUJEITO ATIVO. ESTADO ONDE ESTIVER SITUADO O
DOMICÍLIO OU O ESTABELECIMENTO DO DESTINATÁRIO
JURÍDICO DA MERCADORIA IMPORTADA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Este Tribunal entende que, nos termos do art. 155, § 2..., IX,
a, da Constituição Federal, o sujeito ativo da relação jurídico-
tributária do ICMS é o Estado onde estiver situado o domicílio ou o
estabelecimento do destinatário jurídico da mercadoria importada.
Precedentes.
II - Para dissentir do acórdão recorrido quanto ao destinatário
final dos produtos importados, seria necessário o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário,
nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
III – Agravo regimental improvido.” (fl. 707).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 834.233 AGR-ED / MG
Insurge-se a embargante contra o acórdão embargado, sustentando,
em suma, que
“A importação do equipamento em questão foi realizada pelo
estabelecimento sede da Embargante, localizado no Estado do
Rio de Janeiro. No caso em apreço não há a figura do
intermediário, pois toda a operação deu-se com a participação
de apenas uma pessoa jurídica, isto é, a própria Embargante.
(…)
O que se pretende, insista-se, é afastar a equivocada
qualificação jurídica que caracterizou como intermediária uma
operação direta” (fl. 514 – grifos no original).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 834.233 AGR-ED / MG
Insurge-se a embargante contra o acórdão embargado, sustentando,
em suma, que
“A importação do equipamento em questão foi realizada pelo
estabelecimento sede da Embargante, localizado no Estado do
Rio de Janeiro. No caso em apreço não há a figura do
intermediário, pois toda a operação deu-se com a participação
de apenas uma pessoa jurídica, isto é, a própria Embargante.
(…)
O que se pretende, insista-se, é afastar a equivocada
qualificação jurídica que caracterizou como intermediária uma
operação direta” (fl. 514 – grifos no original).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos, bem
como necessário se faz conceder-lhes efeitos infringentes.
Isso porque, após minuciosa análise, verifico que este caso é análogo
ao versado no ARE 665.134-RG/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, no qual,
em 11/2/2012, se reconheceu a repercussão geral do tema, qual seja:
Sujeito ativo do ICMS a incidir sobre circulação de mercadorias
importadas por um estado da federação, industrializadas em outro estado
da federação e que retorna ao primeiro para comercialização.
Nesse contexto, esta Turma, ao julgar o Recurso Extraordinário 598.182-AgR-ED-ED-
ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, no qual se percebia situação análoga a
estes autos decidiu, tendo em vista o superveniente reconhecimento da
repercussão geral, pela anulação do acórdão embargado, bem como da
decisão agravada para, assim, admitir o recurso extraordinário e
determinar a observância, quanto a este, do disposto no art. 543-B do
Código de Processo Civil. Por oportuno, trago à colação ementa do indigitado julgado:
“CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ESTORNO
PROPORCIONAL. REDUÇÃO DE BASE DE CÁLCULO.
REPERCUSSÃO GERAL: RECONHECIMENTO. EFEITOS
INFRINGENTES. EMBARGOS ACOLHIDOS. 1. É possível a
aplicação de efeitos infringentes aos embargos de declaração, desde que
presente situação que assim o justifique. 2. Possibilidade de
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28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos, bem
como necessário se faz conceder-lhes efeitos infringentes.
Isso porque, após minuciosa análise, verifico que este caso é análogo
ao versado no ARE 665.134-RG/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, no qual,
em 11/2/2012, se reconheceu a repercussão geral do tema, qual seja:
Sujeito ativo do ICMS a incidir sobre circulação de mercadorias
importadas por um estado da federação, industrializadas em outro estado
da federação e que retorna ao primeiro para comercialização.
Nesse contexto, esta Turma, ao julgar o Recurso Extraordinário 598.182-AgR-ED-ED-
ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, no qual se percebia situação análoga a
estes autos decidiu, tendo em vista o superveniente reconhecimento da
repercussão geral, pela anulação do acórdão embargado, bem como da
decisão agravada para, assim, admitir o recurso extraordinário e
determinar a observância, quanto a este, do disposto no art. 543-B do
Código de Processo Civil. Por oportuno, trago à colação ementa do indigitado julgado:
“CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ESTORNO
PROPORCIONAL. REDUÇÃO DE BASE DE CÁLCULO.
REPERCUSSÃO GERAL: RECONHECIMENTO. EFEITOS
INFRINGENTES. EMBARGOS ACOLHIDOS. 1. É possível a
aplicação de efeitos infringentes aos embargos de declaração, desde que
presente situação que assim o justifique. 2. Possibilidade de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 834.233 AGR-ED / MG
aproveitamento integral dos créditos relativos ao ICMS pago na
operação antecedente, nas hipóteses em que a operação subsequente é
beneficiada pela redução da base de cálculo. Reconhecimento da
repercussão geral da matéria pelo Supremo Tribunal Federal no AI
768.491-RG/RS, de rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 23.11.2010. 3.
Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes excepcionais
efeitos modificativos, anular os acórdãos que julgaram os dois
primeiros embargos de declaração e o agravo regimental, tornar sem
efeito a decisão agravada e determinar a devolução dos presentes autos
ao Tribunal de origem, bem como a observância das disposições do art.
543-B do Código de Processo Civil ao recurso extraordinário”.
Isso posto, em juízo de retratação, acolho os embargos de declaração
para tornar sem efeito o acórdão de fls. 501-509, bem como a decisão de
fls. 485-487, e assim, dou provimento ao agravo para admitir o recurso
extraordinário e, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF,
determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja
observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil, visto que no recurso
extraordinário se discute questão que será apreciada no ARE 665.134-
RG/MG.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 834.233 AGR-ED / MG
aproveitamento integral dos créditos relativos ao ICMS pago na
operação antecedente, nas hipóteses em que a operação subsequente é
beneficiada pela redução da base de cálculo. Reconhecimento da
repercussão geral da matéria pelo Supremo Tribunal Federal no AI
768.491-RG/RS, de rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 23.11.2010. 3.
Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes excepcionais
efeitos modificativos, anular os acórdãos que julgaram os dois
primeiros embargos de declaração e o agravo regimental, tornar sem
efeito a decisão agravada e determinar a devolução dos presentes autos
ao Tribunal de origem, bem como a observância das disposições do art.
543-B do Código de Processo Civil ao recurso extraordinário”.
Isso posto, em juízo de retratação, acolho os embargos de declaração
para tornar sem efeito o acórdão de fls. 501-509, bem como a decisão de
fls. 485-487, e assim, dou provimento ao agravo para admitir o recurso
extraordinário e, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF,
determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja
observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil, visto que no recurso
extraordinário se discute questão que será apreciada no ARE 665.134-
RG/MG.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S) : HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: embargos acolhidos para tornar sem efeito o acórdão,
bem como a decisão agravada, e assim, dar provimento ao agravo
para admitir o recurso extraordinário e determinar a devolução dos
autos ao tribunal de origem para que seja observado o disposto no
art. 543-b do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2...
Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.233
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S) : HANOVER BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: embargos acolhidos para tornar sem efeito o acórdão,
bem como a decisão agravada, e assim, dar provimento ao agravo
para admitir o recurso extraordinário e determinar a devolução dos
autos ao tribunal de origem para que seja observado o disposto no
art. 543-b do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2...
Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 233",
"ARE 665 . 134 - RG / MG",
"AI 834 . 233 AGR - ED / MG",
"AI 834 . 233 AGR - ED /",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 233",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 834 . 233 AGR - ED / MG",
"AI 834 . 233 AGR - ED / MG",
"ARE 665 . 134 - RG / MG",
"Recurso Extraordinário 598 . 182 - AgR - ED - ED - ED / MG",
"AGRAVO",
"ARE 665 . 134 - RG / MG",
"Recurso Extraordinário 598 . 182 - AgR - ED - ED - ED / MG",
"AI 834 . 233 AGR",
"AI 768 . 491 - RG / RS",
"ARE 665 . 134 - RG / MG",
"AI 834 . 233",
"AI 768 . 491 - RG / RS",
"ARE 665 . 134 - RG / MG .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 233"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 328 , parágrafo único , do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - b do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - b do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 2 . . . , IX , a , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 328 , parágrafo único , do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 328 , parágrafo único , do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - b do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - b do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"HANOVER BRASIL LTDA",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"HANOVER BRASIL LTDA",
"MERCADORIA IMPORTADA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"HANOVER BRASIL LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"-",
"ED",
"/",
"MG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"-",
"ED",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"HANOVER",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"HANOVER BRASIL LTDA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"11",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S)
:KLEBER TABOSA BRASILEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO
CAUSA MORTIS (ICD). INCIDÊNCIA SOBRE VERBAS DE NATUREZA
TRABALHISTA (RESÍDUOS SALARIAIS). CONTROVÉRSIA DECIDIDA
COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia centralmente à luz
de normas infraconstitucionais (Código de Processo Civil e Lei Federal
6.858/1980). Desse modo, eventual ofensa ao Magno Texto, se existente,
ocorreria de forma indireta ou reflexa, o que não autoriza a abertura da
via recursal extraordinária.
2. Incidência da Súmula 283/STF, ante o trânsito em julgado da
matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a
solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão
recorrida.
3. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1813812.
Supremo Tribunal Federal
DJe 19/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
RE 603.760 AGR / PE
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1813812.
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RE 603.760 AGR / PE
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S)
:KLEBER TABOSA BRASILEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Cuida-se de agravo regimental contra decisão singular em que
neguei seguimento a recurso extraordinário porque, para se chegar a
conclusão diversa da adotada pela instância judicante de origem, se faz
necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente,
providência vedada neste momento processual.
2. Pois bem, a parte agravante reitera as alegações expendidas no
apelo extremo. Afirma que, no caso, ocorreu violação direta ao inciso III
do art. 151 e ao inciso I do art. 155, todos da Constituição Federal de 1988,
pelo que seria desnecessária a análise de legislação infraconstitucional.
3. Mantida a decisão agravada, submeto a matéria à apreciação desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
oma
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803258.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S)
:KLEBER TABOSA BRASILEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Cuida-se de agravo regimental contra decisão singular em que
neguei seguimento a recurso extraordinário porque, para se chegar a
conclusão diversa da adotada pela instância judicante de origem, se faz
necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente,
providência vedada neste momento processual.
2. Pois bem, a parte agravante reitera as alegações expendidas no
apelo extremo. Afirma que, no caso, ocorreu violação direta ao inciso III
do art. 151 e ao inciso I do art. 155, todos da Constituição Federal de 1988,
pelo que seria desnecessária a análise de legislação infraconstitucional.
3. Mantida a decisão agravada, submeto a matéria à apreciação desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
oma
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a insurgência não merece acolhida. No caso, o Tribunal de
Justiça do Estado de Pernambuco decidiu a controvérsia em acórdão
assim ementado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 17/18):
“RECURSO DE AGRAVO. ART. 557, CAPUT, DO CPC.
JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA EGRÉGIA CORTE
ACERCA DA NÃO INCIDÊNCIA DO ICD SOBRE VERBAS DE
NATUREZA TRABALHISTA (RESÍDUOS SALARIAIS).
[...]
II - Os julgados referidos na decisão agravada fixam a
jurisprudência dominante deste Tribunal de Justiça no sentido
de não incidir o ICD sobre verbas de natureza trabalhista
(resíduos salariais).
III - O artigo 1.037 do Codex de Ritos dispensa a abertura
de inventário ou arrolamento nas hipóteses regidas pela Lei nº
6.858/80.
IV - o ato sentencial atacado pelo Estado recorrente não
trata de isenção tributária, mas sim de não incidência do
imposto em de transmissão causa mortis sobre resíduo salarial,
verba essa já submetida ao desconto na fonte do Imposto de
Renda. Bitributação vedada pelo Magna Carta.
V - Recurso de agravo improvido. Decisão Unânime.”
6. Muito bem. Sucede que não se poderia dar solução diferente à
demanda. É que a instância judicante de origem decidiu a controvérsia
centralmente à luz de normas infraconstitucionais (Código de Processo
Civil, Lei Federal 6.858/1980). Desse modo, eventual ofensa ao Magno
Texto, se existente, ocorreria de forma indireta ou reflexa, o que não
autoriza a abertura da via recursal extraordinária.
7. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AI
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803259.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a insurgência não merece acolhida. No caso, o Tribunal de
Justiça do Estado de Pernambuco decidiu a controvérsia em acórdão
assim ementado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 17/18):
“RECURSO DE AGRAVO. ART. 557, CAPUT, DO CPC.
JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA EGRÉGIA CORTE
ACERCA DA NÃO INCIDÊNCIA DO ICD SOBRE VERBAS DE
NATUREZA TRABALHISTA (RESÍDUOS SALARIAIS).
[...]
II - Os julgados referidos na decisão agravada fixam a
jurisprudência dominante deste Tribunal de Justiça no sentido
de não incidir o ICD sobre verbas de natureza trabalhista
(resíduos salariais).
III - O artigo 1.037 do Codex de Ritos dispensa a abertura
de inventário ou arrolamento nas hipóteses regidas pela Lei nº
6.858/80.
IV - o ato sentencial atacado pelo Estado recorrente não
trata de isenção tributária, mas sim de não incidência do
imposto em de transmissão causa mortis sobre resíduo salarial,
verba essa já submetida ao desconto na fonte do Imposto de
Renda. Bitributação vedada pelo Magna Carta.
V - Recurso de agravo improvido. Decisão Unânime.”
6. Muito bem. Sucede que não se poderia dar solução diferente à
demanda. É que a instância judicante de origem decidiu a controvérsia
centralmente à luz de normas infraconstitucionais (Código de Processo
Civil, Lei Federal 6.858/1980). Desse modo, eventual ofensa ao Magno
Texto, se existente, ocorreria de forma indireta ou reflexa, o que não
autoriza a abertura da via recursal extraordinária.
7. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AI
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803259.
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
RE 603.760 AGR / PE
614.657-AgR, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; bem como
REs 605.782, da relatoria do ministro Dias Toffoli; e 612.173-AgR, da
relatoria da ministra Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE
TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS. NATUREZA JURÍDICA
DAS VERBAS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
8. À derradeira, pontuo que, no caso, ante o desprovimento do
recurso especial manejado simultaneamente com o extraordinário para o
Superior Tribunal de Justiça, permanecem incólumes os fundamentos
infraconstitucionais do acórdão proferido pela instância judicante de
origem. Pelo que incide a Súmula 283/STF.
9. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 603.760 AGR / PE
614.657-AgR, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; bem como
REs 605.782, da relatoria do ministro Dias Toffoli; e 612.173-AgR, da
relatoria da ministra Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE
TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS. NATUREZA JURÍDICA
DAS VERBAS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
8. À derradeira, pontuo que, no caso, ante o desprovimento do
recurso especial manejado simultaneamente com o extraordinário para o
Superior Tribunal de Justiça, permanecem incólumes os fundamentos
infraconstitucionais do acórdão proferido pela instância judicante de
origem. Pelo que incide a Súmula 283/STF.
9. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S) : KLEBER TABOSA BRASILEIRO
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787751
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S) : KLEBER TABOSA BRASILEIRO
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787751
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1827728
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-19T00:00:00
|
Agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS (ICD). INCIDÊNCIA SOBRE VERBAS DE NATUREZA TRABALHISTA (RESÍDUOS SALARIAIS). CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia centralmente à luz de normas infraconstitucionais (Código de Processo Civil e Lei Federal 6.858/1980). Desse modo, eventual ofensa ao Magno Texto, se existente, ocorreria de forma indireta ou reflexa, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária.
2. Incidência da Súmula 283/STF, ante o trânsito em julgado da matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão recorrida.
3. Agravo regimental desprovido.
|
sjur206159
|
- Acórdãos citados: AI 614657 AgR, RE 612173 AgR.
- Decisão monocrática citada: RE 605782.
Número de páginas: 6.
Análise: 30/03/2012, LLD.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
603760
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-006858 ANO-1980\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 603760 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S) : KLEBER TABOSA BRASILEIRO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S)
:KLEBER TABOSA BRASILEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO
CAUSA MORTIS (ICD). INCIDÊNCIA SOBRE VERBAS DE NATUREZA
TRABALHISTA (RESÍDUOS SALARIAIS). CONTROVÉRSIA DECIDIDA
COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia centralmente à luz
de normas infraconstitucionais (Código de Processo Civil e Lei Federal
6.858/1980). Desse modo, eventual ofensa ao Magno Texto, se existente,
ocorreria de forma indireta ou reflexa, o que não autoriza a abertura da
via recursal extraordinária.
2. Incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, ante o trânsito em julgado da
matéria infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a
solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção da decisão
recorrida.
3. Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1813812.
Supremo Tribunal Federal
DJe 19/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 603.760 AGR / PE
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1813812.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 603.760 AGR / PE
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1813812.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S)
:KLEBER TABOSA BRASILEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Cuida-se de agravo regimental contra decisão singular em que
neguei seguimento a recurso extraordinário porque, para se chegar a
conclusão diversa da adotada pela instância judicante de origem, se faz
necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente,
providência vedada neste momento processual.
2. Pois bem, a parte agravante reitera as alegações expendidas no
apelo extremo. Afirma que, no caso, ocorreu violação direta ao inciso III
do art. 151 e ao inciso I do art. 155, todos da Constituição Federal de 1988,
pelo que seria desnecessária a análise de legislação infraconstitucional.
3. Mantida a decisão agravada, submeto a matéria à apreciação desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
oma
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803258.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S)
:KLEBER TABOSA BRASILEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Cuida-se de agravo regimental contra decisão singular em que
neguei seguimento a recurso extraordinário porque, para se chegar a
conclusão diversa da adotada pela instância judicante de origem, se faz
necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente,
providência vedada neste momento processual.
2. Pois bem, a parte agravante reitera as alegações expendidas no
apelo extremo. Afirma que, no caso, ocorreu violação direta ao inciso III
do art. 151 e ao inciso I do art. 155, todos da Constituição Federal de 1988,
pelo que seria desnecessária a análise de legislação infraconstitucional.
3. Mantida a decisão agravada, submeto a matéria à apreciação desta
nossa Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
oma
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. AYRES BRITTO
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a insurgência não merece acolhida. No caso, o Tribunal de
Justiça do Estado de Pernambuco decidiu a controvérsia em acórdão
assim ementado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 17/18):
“RECURSO DE AGRAVO. ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil.
JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA EGRÉGIA CORTE
ACERCA DA NÃO INCIDÊNCIA DO ICD SOBRE VERBAS DE
NATUREZA TRABALHISTA (RESÍDUOS SALARIAIS).
[...]
II - Os julgados referidos na decisão agravada fixam a
jurisprudência dominante deste Tribunal de Justiça no sentido
de não incidir o ICD sobre verbas de natureza trabalhista
(resíduos salariais).
III - O artigo 1.037 do Codex de Ritos dispensa a abertura
de inventário ou arrolamento nas hipóteses regidas pela Lei n
6.858/80.
IV - o ato sentencial atacado pelo Estado recorrente não
trata de isenção tributária, mas sim de não incidência do
imposto em de transmissão causa mortis sobre resíduo salarial,
verba essa já submetida ao desconto na fonte do Imposto de
Renda. Bitributação vedada pelo Magna Carta.
V - Recurso de agravo improvido. Decisão Unânime.”
6. Muito bem. Sucede que não se poderia dar solução diferente à
demanda. É que a instância judicante de origem decidiu a controvérsia
centralmente à luz de normas infraconstitucionais (Código de Processo
Civil, Lei Federal 6.858/1980). Desse modo, eventual ofensa ao Magno
Texto, se existente, ocorreria de forma indireta ou reflexa, o que não
autoriza a abertura da via recursal extraordinária.
7. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AI
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a insurgência não merece acolhida. No caso, o Tribunal de
Justiça do Estado de Pernambuco decidiu a controvérsia em acórdão
assim ementado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 17/18):
“RECURSO DE AGRAVO. ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil.
JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA EGRÉGIA CORTE
ACERCA DA NÃO INCIDÊNCIA DO ICD SOBRE VERBAS DE
NATUREZA TRABALHISTA (RESÍDUOS SALARIAIS).
[...]
II - Os julgados referidos na decisão agravada fixam a
jurisprudência dominante deste Tribunal de Justiça no sentido
de não incidir o ICD sobre verbas de natureza trabalhista
(resíduos salariais).
III - O artigo 1.037 do Codex de Ritos dispensa a abertura
de inventário ou arrolamento nas hipóteses regidas pela Lei n
6.858/80.
IV - o ato sentencial atacado pelo Estado recorrente não
trata de isenção tributária, mas sim de não incidência do
imposto em de transmissão causa mortis sobre resíduo salarial,
verba essa já submetida ao desconto na fonte do Imposto de
Renda. Bitributação vedada pelo Magna Carta.
V - Recurso de agravo improvido. Decisão Unânime.”
6. Muito bem. Sucede que não se poderia dar solução diferente à
demanda. É que a instância judicante de origem decidiu a controvérsia
centralmente à luz de normas infraconstitucionais (Código de Processo
Civil, Lei Federal 6.858/1980). Desse modo, eventual ofensa ao Magno
Texto, se existente, ocorreria de forma indireta ou reflexa, o que não
autoriza a abertura da via recursal extraordinária.
7. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AI
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. AYRES BRITTO
Recurso Extraordinário 603.760 AGR / PE
614.657-AgR, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; bem como
REs 605.782, da relatoria do ministro Dias Toffoli; e 612.173-AgR, da
relatoria da ministra Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE
TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS. NATUREZA JURÍDICA
DAS VERBAS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
8. À derradeira, pontuo que, no caso, ante o desprovimento do
recurso especial manejado simultaneamente com o extraordinário para o
Superior Tribunal de Justiça, permanecem incólumes os fundamentos
infraconstitucionais do acórdão proferido pela instância judicante de
origem. Pelo que incide a Súmula 283/Supremo Tribunal Federal.
9. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 603.760 AGR / PE
614.657-AgR, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; bem como
REs 605.782, da relatoria do ministro Dias Toffoli; e 612.173-AgR, da
relatoria da ministra Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE
TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS. NATUREZA JURÍDICA
DAS VERBAS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
8. À derradeira, pontuo que, no caso, ante o desprovimento do
recurso especial manejado simultaneamente com o extraordinário para o
Superior Tribunal de Justiça, permanecem incólumes os fundamentos
infraconstitucionais do acórdão proferido pela instância judicante de
origem. Pelo que incide a Súmula 283/Supremo Tribunal Federal.
9. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S) : KLEBER TABOSA BRASILEIRO
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.760
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ANA PAULA PEREIRA LEITE
ADV.(A/S) : KLEBER TABOSA BRASILEIRO
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 760",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 603 . 760 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 603 . 760 AGR / PE",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 760",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 760",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 760",
"Recurso Extraordinário 603 . 760 AGR / PE 614 . 657 -",
"AgR",
"REs 605 . 782",
"612",
".",
"173",
"-",
"AgR",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 603 . 760 AGR / PE 614 . 657 - AgR",
"REs 605",
"612",
".",
"173",
"-",
"AgR",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 760",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 760"
],
"LEGISLACAO": [
"Código de Processo Civil",
"Lei Federal 6 . 858 / 1980",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do art . 151 e ao inciso I do art . 155 , todos da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do art . 151 e",
"inciso I do art . 155 , todos da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil",
"artigo 1 . 037 do Codex de Ritos",
"Lei n 6 . 858 / 80",
"Magna",
"Carta",
"Código de Processo Civil",
"Lei Federal 6 . 858 / 1980",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil",
"artigo 1 . 037 do Codex de Ritos",
"Lei n 6 . 858 / 80",
"Magna",
"Carta",
"Código de Processo Civil",
"Lei Federal 6 . 858 / 1980",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"ANA PAULA PEREIRA LEITE",
"KLEBER TABOSA BRASILEIRO",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"ANA PAULA PEREIRA LEITE",
"KLEBER TABOSA BRASILEIRO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"ANA PAULA PEREIRA LEITE",
"KLEBER TABOSA BRASILEIRO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Sepúlveda Pertence",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"AYRES BRITTO",
"ANA PAULA PEREIRA LEITE",
"KLEBER TABOSA BRASILEIRO",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"ANA PAULA PEREIRA LEITE",
"KLEBER TABOSA BRASILEIRO",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE
DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO
ART. 33 DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO EM SEU GRAU MÁXIMO
(2/3). POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. AVALIAÇÃO PELO
JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU. ORDEM CONCEDIDA.
I – Não agiu bem o magistrado sentenciante, uma vez que se utilizou
dos mesmos fundamentos para fixar a pena-base acima do mínimo legal
e, em seguida, conceder a redução prevista no dispositivo mencionado na
fração de 1/4, em flagrante bis in idem.
II – É que justificou a não aplicação do percentual máximo (2/3) pelo
fato de a pena-base não ter sido fixada no mínimo legal e porque a
quantidade de droga apreendida com a ré foi considerável (mais de 3 kg
de cocaína).
III – Ante a declaração incidental de inconstitucionalidade da
expressão “vedada a conversão em penas restritivas de direitos”, constante do
§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, e da expressão “vedada a conversão de
suas penas em restritivas de direitos”, contida no referido art. 44 do mesmo
diploma legal, deve ser reconhecida, mediante avaliação do caso concreto,
a possibilidade da concessão do benefício da substituição da pena,
segundo os requisitos do art. 44 do Código Penal.
IV – Ordem concedida para que seja aplicada a causa especial de
diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-base da paciente, com a
determinação ao juízo de primeiro grau que proceda ao novo cálculo da
reprimenda, devendo, se não for o caso de extinção da punibilidade pelo
cumprimento integral da sanção, avaliar se a paciente reúne os requisitos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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DJe 06/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
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Ementa e Acórdão
HC 110.413 / MS
previstos no art. 44 do Código Penal para substituição da pena privativa
de liberdade por restritiva de direitos.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, conceder a ordem de habeas
corpus para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena, no
patamar de 2/3, à pena-base da paciente. Determinado, assim, ao juízo
das execuções que proceda ao novo cálculo da reprimenda e, se for o
caso, extinga a punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, tendo
em vista que a paciente foi presa em 6/8/2009. Não sendo o caso de
extinção da punibilidade, deverá o juízo de primeiro grau avaliar se a
paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal para
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, ou,
ainda, se tem direito a algum dos benefícios próprios da execução penal,
nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.413 / MS
previstos no art. 44 do Código Penal para substituição da pena privativa
de liberdade por restritiva de direitos.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, conceder a ordem de habeas
corpus para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena, no
patamar de 2/3, à pena-base da paciente. Determinado, assim, ao juízo
das execuções que proceda ao novo cálculo da reprimenda e, se for o
caso, extinga a punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, tendo
em vista que a paciente foi presa em 6/8/2009. Não sendo o caso de
extinção da punibilidade, deverá o juízo de primeiro grau avaliar se a
paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal para
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, ou,
ainda, se tem direito a algum dos benefícios próprios da execução penal,
nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de KATIANA LÚCIA FERNANDES
PIMENTEL, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que denegou a ordem pleiteada no HC 204.642/MS, Rel. Min.
Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE).
A impetrante narra, de início, que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009 e condenada à pena de quatro anos, oito meses e oito dias de
reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do delito de tráfico de
drogas (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006), por ter sido flagrada com 3 kg de
cocaína.
Inconformadas com a sentença condenatória, a defesa e a acusação
apelaram para o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul,
que negou provimento ao recurso defensivo e deu parcial provimento ao
apelo do MP, apenas para fixar o regime inicial fechado, negando a
substituição da reprimenda corporal por restritiva de direitos.
Contra essa decisão foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal
de Justiça, que denegou a ordem.
É contra esse decisum que se insurge a impetrante.
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de KATIANA LÚCIA FERNANDES
PIMENTEL, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que denegou a ordem pleiteada no HC 204.642/MS, Rel. Min.
Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE).
A impetrante narra, de início, que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009 e condenada à pena de quatro anos, oito meses e oito dias de
reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do delito de tráfico de
drogas (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006), por ter sido flagrada com 3 kg de
cocaína.
Inconformadas com a sentença condenatória, a defesa e a acusação
apelaram para o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul,
que negou provimento ao recurso defensivo e deu parcial provimento ao
apelo do MP, apenas para fixar o regime inicial fechado, negando a
substituição da reprimenda corporal por restritiva de direitos.
Contra essa decisão foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal
de Justiça, que denegou a ordem.
É contra esse decisum que se insurge a impetrante.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14
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Relatório
HC 110.413 / MS
Inicialmente, quanto à aplicação da causa especial de diminuição
prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, aduz que, preenchidos os
requisitos legais, a minorante deve ser aplicada em seu grau máximo,
“vez que (sic) esta é norma de direito material, e deve ser aplicada, de forma a
assegurar o disposto no art. 5, inciso XL, da Lei Maior, bem como no art. 2° do
Código Penal”. Diz, mais, que a quantidade de droga apreendida, por si só,
não afasta a aplicação do referido benefício.
Alega, ainda, que a quantidade de droga e o uso de transporte
coletivo foram considerados em duas etapas da dosimetria da
reprimenda, uma na fixação da pena-base e outra na escolha do
percentual redutor, o que configuraria bis in idem.
Destaca, outrossim, que a quantidade de entorpecente apreendido
não serve para majorar a pena-base, muito menos para impedir a
incidência da minorante prevista na Lei de Tóxicos ou a sua fixação no
grau máximo.
Afirma, também, que a aplicação da causa de diminuição no
percentual máximo (2/3) torna possível a conversão da pena privativa de
liberdade em restitiva de direitos, ante a inconstitucionalidade do art. 44 e
parte do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, conforme decidiu esta Corte no
julgamento do HC 97.256/RS, de relatoria do Ministro Ayres Britto.
Sustenta, em seguida, a possibilidade de fixação de um regime
inicial mais brando do que o fechado, apontando que, para o
estabelecimento do regime prisional, o julgador deve considerar, além da
quantidade da pena aplicada (art. 33, § 2º, do CP), “as condições pessoais do
agente (arts. 33, § 3º c/c 59, III, ambos do CP) e as circunstâncias concretas do
fato, sendo vedado avaliar apenas a gravidade abstrata do crime para imposição
do regime mais severo”.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.413 / MS
Inicialmente, quanto à aplicação da causa especial de diminuição
prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, aduz que, preenchidos os
requisitos legais, a minorante deve ser aplicada em seu grau máximo,
“vez que (sic) esta é norma de direito material, e deve ser aplicada, de forma a
assegurar o disposto no art. 5, inciso XL, da Lei Maior, bem como no art. 2° do
Código Penal”. Diz, mais, que a quantidade de droga apreendida, por si só,
não afasta a aplicação do referido benefício.
Alega, ainda, que a quantidade de droga e o uso de transporte
coletivo foram considerados em duas etapas da dosimetria da
reprimenda, uma na fixação da pena-base e outra na escolha do
percentual redutor, o que configuraria bis in idem.
Destaca, outrossim, que a quantidade de entorpecente apreendido
não serve para majorar a pena-base, muito menos para impedir a
incidência da minorante prevista na Lei de Tóxicos ou a sua fixação no
grau máximo.
Afirma, também, que a aplicação da causa de diminuição no
percentual máximo (2/3) torna possível a conversão da pena privativa de
liberdade em restitiva de direitos, ante a inconstitucionalidade do art. 44 e
parte do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, conforme decidiu esta Corte no
julgamento do HC 97.256/RS, de relatoria do Ministro Ayres Britto.
Sustenta, em seguida, a possibilidade de fixação de um regime
inicial mais brando do que o fechado, apontando que, para o
estabelecimento do regime prisional, o julgador deve considerar, além da
quantidade da pena aplicada (art. 33, § 2º, do CP), “as condições pessoais do
agente (arts. 33, § 3º c/c 59, III, ambos do CP) e as circunstâncias concretas do
fato, sendo vedado avaliar apenas a gravidade abstrata do crime para imposição
do regime mais severo”.
2
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Relatório
HC 110.413 / MS
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos do acórdão
do STJ, para colocar a paciente no regime semiaberto, até o julgamento
final deste writ. No mérito, pede a aplicação da causa de diminuição de
pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar de 2/3, com
a consequente substituição da pena corporal em restritiva de direitos ou a
concessão do sursis, bem como a fixação do regime inicial semiaberto.
Em 23/9/2011, indeferi a medida liminar, solicitei informações ao
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul e determinei, na
sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
As informações foram prestadas por meio do Ofício 10/2011-Gab-Ar,
de 6/10/2011, recebido nesta Corte em 7/10/2011.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.413 / MS
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos do acórdão
do STJ, para colocar a paciente no regime semiaberto, até o julgamento
final deste writ. No mérito, pede a aplicação da causa de diminuição de
pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar de 2/3, com
a consequente substituição da pena corporal em restritiva de direitos ou a
concessão do sursis, bem como a fixação do regime inicial semiaberto.
Em 23/9/2011, indeferi a medida liminar, solicitei informações ao
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul e determinei, na
sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
As informações foram prestadas por meio do Ofício 10/2011-Gab-Ar,
de 6/10/2011, recebido nesta Corte em 7/10/2011.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de concessão da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PENA-
BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO
CONCRETA PARA A EXASPERAÇÃO. CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI
Nº 11.343/06. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS.
CONSIDERÁVEL
QUANTIDADE DE DROGA. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA.
REGIME INICIAL FECHADO. INVIABILIDADE DA
SUBSTITUIÇÃO DE PENA EM RAZÃO DA QUANTIDADE DE
DROGA. ORDEM DENEGADA.
1. A redução da pena-base foi fixada acima do mínimo legal em
razão de terem sido consideradas desfavoráveis as circunstâncias do
crime - por ter a paciente se valido de transporte coletivo para tentar
chegar ao destino, diante da fronteira, bem como a natureza e a
elevada quantidade de droga apreendida – mais de 3 Kg de cocaína,
não havendo que se falar, portanto, em constrangimento ilegal a ser
sanado.
2. Mostra-se irretocável o acórdão atacado, que, analisando as
circunstâncias do caso concreto, entendeu por bem reduzir a pena em
1⁄4, não havendo, ainda, que se falar em bis in idem na consideração
da quantidade de droga para agravar a pena-base e para negar a
redução a maior na terceira etapa da dosimetria, inexistindo, portanto,
o alegado constrangimento ilegal.
3. Apesar de ser possível a fixação do regime semiaberto ou o
aberto para o cumprimento da sanção corporal em relação aos crimes
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de concessão da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PENA-
BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO
CONCRETA PARA A EXASPERAÇÃO. CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI
Nº 11.343/06. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS.
CONSIDERÁVEL
QUANTIDADE DE DROGA. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA.
REGIME INICIAL FECHADO. INVIABILIDADE DA
SUBSTITUIÇÃO DE PENA EM RAZÃO DA QUANTIDADE DE
DROGA. ORDEM DENEGADA.
1. A redução da pena-base foi fixada acima do mínimo legal em
razão de terem sido consideradas desfavoráveis as circunstâncias do
crime - por ter a paciente se valido de transporte coletivo para tentar
chegar ao destino, diante da fronteira, bem como a natureza e a
elevada quantidade de droga apreendida – mais de 3 Kg de cocaína,
não havendo que se falar, portanto, em constrangimento ilegal a ser
sanado.
2. Mostra-se irretocável o acórdão atacado, que, analisando as
circunstâncias do caso concreto, entendeu por bem reduzir a pena em
1⁄4, não havendo, ainda, que se falar em bis in idem na consideração
da quantidade de droga para agravar a pena-base e para negar a
redução a maior na terceira etapa da dosimetria, inexistindo, portanto,
o alegado constrangimento ilegal.
3. Apesar de ser possível a fixação do regime semiaberto ou o
aberto para o cumprimento da sanção corporal em relação aos crimes
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
cometidos sob a égide da Lei nº 11.343/2006, dependendo do quantum
de pena aplicado, consoante orientação da Sexta Turma desta Corte, o
certo é que, no caso, o regime fechado se mostra adequado, de acordo
com o que preceituam os artigos 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, e 42
da Lei de Tóxicos, mesmo se tratando de pena inferior a 8 anos (diga-
se, 4 anos, 8 meses e 8 dias de reclusão), levando em conta a natureza
e a elevada quantidade de droga apreendida, circunstância essa
inclusive utilizada - como já visto - para impedir a redução máxima
quando da aplicação da causa de diminuição prevista no § 3º do artigo
33 da Lei nº 11.343/2006.
4. Mantida a pena definitiva da paciente em 4 anos, 8 meses e 8
dias de reclusão, resta superado o pedido de substituição da pena
privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos, ante o não
preenchimento do requisito mínimo à sua concessão, qual seja, sanção
não superior a 4 anos.
5. Ordem denegada”.
Conforme relatado, esta impetração tem como objetivo a aplicação
da causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei
11.343/2006 no patamar de 2/3, com a consequente substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos ou a concessão do sursis,
bem como a fixação do regime inicial semiaberto.
Tenho que, no caso sob exame, não agiu bem magistrado de
primeiro grau, uma vez que se utilizou dos mesmos fundamentos para
fixar a pena-base acima do mínimo legal e, em seguida, conceder a
redução prevista no dispositivo mencionado na fração de 1/4, em
flagrante bis in idem. Ao proferir o decreto condenatório, justificou a não
aplicação do percentual máximo (2/3) pelo fato de a pena-base não ter
sido fixada no mínimo legal e porque a quantidade de droga apreendida
com a ré foi considerável (mais de 3 kg de cocaína), conforme se observa
dos seguintes excertos:
“(...)
1) DA PENA-BASE
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.413 / MS
cometidos sob a égide da Lei nº 11.343/2006, dependendo do quantum
de pena aplicado, consoante orientação da Sexta Turma desta Corte, o
certo é que, no caso, o regime fechado se mostra adequado, de acordo
com o que preceituam os artigos 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, e 42
da Lei de Tóxicos, mesmo se tratando de pena inferior a 8 anos (diga-
se, 4 anos, 8 meses e 8 dias de reclusão), levando em conta a natureza
e a elevada quantidade de droga apreendida, circunstância essa
inclusive utilizada - como já visto - para impedir a redução máxima
quando da aplicação da causa de diminuição prevista no § 3º do artigo
33 da Lei nº 11.343/2006.
4. Mantida a pena definitiva da paciente em 4 anos, 8 meses e 8
dias de reclusão, resta superado o pedido de substituição da pena
privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos, ante o não
preenchimento do requisito mínimo à sua concessão, qual seja, sanção
não superior a 4 anos.
5. Ordem denegada”.
Conforme relatado, esta impetração tem como objetivo a aplicação
da causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei
11.343/2006 no patamar de 2/3, com a consequente substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos ou a concessão do sursis,
bem como a fixação do regime inicial semiaberto.
Tenho que, no caso sob exame, não agiu bem magistrado de
primeiro grau, uma vez que se utilizou dos mesmos fundamentos para
fixar a pena-base acima do mínimo legal e, em seguida, conceder a
redução prevista no dispositivo mencionado na fração de 1/4, em
flagrante bis in idem. Ao proferir o decreto condenatório, justificou a não
aplicação do percentual máximo (2/3) pelo fato de a pena-base não ter
sido fixada no mínimo legal e porque a quantidade de droga apreendida
com a ré foi considerável (mais de 3 kg de cocaína), conforme se observa
dos seguintes excertos:
“(...)
1) DA PENA-BASE
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
Considerando que a culpabilidade é de intensidade comum ao
tipo; que não registra antecedentes criminais; que não há, nos autos,
indicação segura acerca de sua conduta social ou de sua personalidade;
que o motivo do crime foi a busca por lucro fácil à custa do sacrifício
da saúde e da vida alheias o que, todavia, é comum ao tipo; que as
circunstâncias do crime foram, em parte, desfavoráveis à ré, eis que se
valeu de ônibus de transporte coletivo para tentar chegar ao destino de
entrega do entorpecente, diante desta fronteira, bem como por se tratar
de transporte de droga (cocaína) de grande poder maléfico à saúde
humana; que as consequências do crime foram de gravidade comum ao
tipo; que o comportamento da vítima, no caso toda a sociedade, em
nada contribuiu para a prática do delito. Considerando, sobretudo,
que a droga apreendida foi constatada como sendo 'cocaína'
(de inegável poder maléfico) e de grande quantidade do
entorpecente (mais de 3 kg!), e atento, ainda, ao que dispõem os
artigos 42 da Lei 11.343/6 e 59 do Código Penal (análise
conjunta e não bis in idem), estabeleço a pena-base um pouco
acima do mínimo legal, ou seja, 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de
reclusão e 650 (seiscentos e cinquenta) dias-multa, esta no
valor unitário de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos
fatos.
(…)
3) DAS CAUSAS DE DIMINUIÇÃO E DE AUMENTO DE
PENA/PENA DEFINITIVA
Não vislumbro a presença de causa de aumento de pena.
Se faz presente, por outro turno, a causa de diminuição de
pena prevista no parágrafo 4º do artigo 33, da Lei 11.343/6,
razão pela qual reduzo a pena de 1/4, restando, assim,
definitivamente estabelecidas em 4 (quatro) anos, 8 (oito) meses e 8
(oito) dias de reclusão e 469 (quatrocentos e sessenta e nove) dias-
multa, no valor unitário de 1/30 do salário mínimo vigente à época
dos fatos.
Justifico a redução em 1/4 no que tange à causa do art. 33,
§ 4º, da Lei 11.343/6, em razão da pena-base não ter sido fixada
no mínimo legal e porque a quantidade de droga apreendida
com a ré é considerável (mais de 3 kg de cocaína), conforme já
3
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HC 110.413 / MS
Considerando que a culpabilidade é de intensidade comum ao
tipo; que não registra antecedentes criminais; que não há, nos autos,
indicação segura acerca de sua conduta social ou de sua personalidade;
que o motivo do crime foi a busca por lucro fácil à custa do sacrifício
da saúde e da vida alheias o que, todavia, é comum ao tipo; que as
circunstâncias do crime foram, em parte, desfavoráveis à ré, eis que se
valeu de ônibus de transporte coletivo para tentar chegar ao destino de
entrega do entorpecente, diante desta fronteira, bem como por se tratar
de transporte de droga (cocaína) de grande poder maléfico à saúde
humana; que as consequências do crime foram de gravidade comum ao
tipo; que o comportamento da vítima, no caso toda a sociedade, em
nada contribuiu para a prática do delito. Considerando, sobretudo,
que a droga apreendida foi constatada como sendo 'cocaína'
(de inegável poder maléfico) e de grande quantidade do
entorpecente (mais de 3 kg!), e atento, ainda, ao que dispõem os
artigos 42 da Lei 11.343/6 e 59 do Código Penal (análise
conjunta e não bis in idem), estabeleço a pena-base um pouco
acima do mínimo legal, ou seja, 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de
reclusão e 650 (seiscentos e cinquenta) dias-multa, esta no
valor unitário de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos
fatos.
(…)
3) DAS CAUSAS DE DIMINUIÇÃO E DE AUMENTO DE
PENA/PENA DEFINITIVA
Não vislumbro a presença de causa de aumento de pena.
Se faz presente, por outro turno, a causa de diminuição de
pena prevista no parágrafo 4º do artigo 33, da Lei 11.343/6,
razão pela qual reduzo a pena de 1/4, restando, assim,
definitivamente estabelecidas em 4 (quatro) anos, 8 (oito) meses e 8
(oito) dias de reclusão e 469 (quatrocentos e sessenta e nove) dias-
multa, no valor unitário de 1/30 do salário mínimo vigente à época
dos fatos.
Justifico a redução em 1/4 no que tange à causa do art. 33,
§ 4º, da Lei 11.343/6, em razão da pena-base não ter sido fixada
no mínimo legal e porque a quantidade de droga apreendida
com a ré é considerável (mais de 3 kg de cocaína), conforme já
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
exposto anteriormente” (grifos meus e no original).
Também entendo que o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da
redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse
benefício, tendo plena discricionariedade para aplicar a redução no
patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção
do crime. Contudo, no caso concreto, tenho que a redução em percentual
menor do que o máximo previsto em lei não foi justificada
adequadamente, conforme este Tribunal tem decido em diversos
julgados.
Nesse sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes desta
Segunda Turma:
“Habeas Corpus. 2. Tráfico de entorpecentes. 3. Dosimetria da
pena. Fundamentação idônea. 4. Pedido de aplicação da causa especial
de diminuição de pena (Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4º) em seu
patamar máximo.
Quantidade de droga apreendida é
circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei
11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha
do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de bis
in idem. 5. Ordem parcialmente deferida para determinar que se
proceda a nova individualização da pena e, esta fixada, delibere-se
sobre o regime inicial de cumprimento de pena, bem como a
possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva
de direito, segundo os requisitos previstos no art. 44 do CP” (HC
108.264/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes – grifos meus).
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES.
LEI 11.343/2006. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DA PENA. § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006.
DUPLA CONSIDERAÇÃO DA QUANTIDADE DE DROGA.
ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. A necessidade de
fundamentação dos pronunciamentos judiciais (inciso IX do art. 93 da
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.413 / MS
exposto anteriormente” (grifos meus e no original).
Também entendo que o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da
redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse
benefício, tendo plena discricionariedade para aplicar a redução no
patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção
do crime. Contudo, no caso concreto, tenho que a redução em percentual
menor do que o máximo previsto em lei não foi justificada
adequadamente, conforme este Tribunal tem decido em diversos
julgados.
Nesse sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes desta
Segunda Turma:
“Habeas Corpus. 2. Tráfico de entorpecentes. 3. Dosimetria da
pena. Fundamentação idônea. 4. Pedido de aplicação da causa especial
de diminuição de pena (Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4º) em seu
patamar máximo.
Quantidade de droga apreendida é
circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei
11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha
do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de bis
in idem. 5. Ordem parcialmente deferida para determinar que se
proceda a nova individualização da pena e, esta fixada, delibere-se
sobre o regime inicial de cumprimento de pena, bem como a
possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva
de direito, segundo os requisitos previstos no art. 44 do CP” (HC
108.264/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes – grifos meus).
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES.
LEI 11.343/2006. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DA PENA. § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006.
DUPLA CONSIDERAÇÃO DA QUANTIDADE DE DROGA.
ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. A necessidade de
fundamentação dos pronunciamentos judiciais (inciso IX do art. 93 da
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
Constituição Federal) tem na fixação da pena um dos seus momentos
culminantes. Garantia constitucional que submete o magistrado a
coordenadas objetivas de imparcialidade e propicia às partes conhecer
os motivos que levaram o julgador a decidir neste ou naquele sentido.
2. O dever de motivação no trajeto da dosimetria da pena não passou
despercebido à reforma penal de 1984. Tanto que a ele o legislador fez
expressa referência na Exposição de Motivos da Nova Parte Geral do
Código Penal, ao cuidar do sistema trifásico de aplicação da pena
privativa de liberdade. 3. O Supremo Tribunal Federal circunscreve a
legalidade da pena ao motivado exame judicial das circunstâncias do
delito. Exame revelador de um exercício racional de fundamentação e
ponderação dos efeitos éticos e sociais da sanção, embasado nas
peculiaridades do caso concreto e no senso de realidade do órgão
sentenciante. O artigo 59 do Código Penal confere ao Juízo
sentenciante o poder-dever de estabelecer uma reprimenda apta à
prevenção e simultaneamente à reprovação do delito, sempre atento o
magistrado à concretude da causa. 4. As instâncias de origem
consideraram a quantidade de droga encontrada em poder do
paciente tanto para fixar a pena-base em patamar acima do
mínimo legal quanto para recusar a aplicação do grau máximo
de que trata o § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Dupla
consideração indevida ('bis in idem'). Precedente: HC 106.313,
da relatoria do ministro Gilmar Mendes. 5. Ordem parcialmente
concedida” (HC 106.965/AC, Rel. Min. Ayres Britto – grifos
meus).
Assim, em que pese a reprimenda fixada definitivamente em quatro
anos, oito meses e oito dias de reclusão não ter desbordado os lindes da
proporcionalidade e da razoabilidade, considero que a negativa de
aplicação do redutor em seu patamar máximo não foi adequadamente
justificada, o que acarreta flagrante constrangimento ilegal a ser sanado
por meio deste habeas corpus.
Por outro lado, considerando que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009, e não há notícia nos autos de que tenha sido solta desde
então, é possível que, com a nova dosimetria a ser realizada pelo juízo de
5
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HC 110.413 / MS
Constituição Federal) tem na fixação da pena um dos seus momentos
culminantes. Garantia constitucional que submete o magistrado a
coordenadas objetivas de imparcialidade e propicia às partes conhecer
os motivos que levaram o julgador a decidir neste ou naquele sentido.
2. O dever de motivação no trajeto da dosimetria da pena não passou
despercebido à reforma penal de 1984. Tanto que a ele o legislador fez
expressa referência na Exposição de Motivos da Nova Parte Geral do
Código Penal, ao cuidar do sistema trifásico de aplicação da pena
privativa de liberdade. 3. O Supremo Tribunal Federal circunscreve a
legalidade da pena ao motivado exame judicial das circunstâncias do
delito. Exame revelador de um exercício racional de fundamentação e
ponderação dos efeitos éticos e sociais da sanção, embasado nas
peculiaridades do caso concreto e no senso de realidade do órgão
sentenciante. O artigo 59 do Código Penal confere ao Juízo
sentenciante o poder-dever de estabelecer uma reprimenda apta à
prevenção e simultaneamente à reprovação do delito, sempre atento o
magistrado à concretude da causa. 4. As instâncias de origem
consideraram a quantidade de droga encontrada em poder do
paciente tanto para fixar a pena-base em patamar acima do
mínimo legal quanto para recusar a aplicação do grau máximo
de que trata o § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Dupla
consideração indevida ('bis in idem'). Precedente: HC 106.313,
da relatoria do ministro Gilmar Mendes. 5. Ordem parcialmente
concedida” (HC 106.965/AC, Rel. Min. Ayres Britto – grifos
meus).
Assim, em que pese a reprimenda fixada definitivamente em quatro
anos, oito meses e oito dias de reclusão não ter desbordado os lindes da
proporcionalidade e da razoabilidade, considero que a negativa de
aplicação do redutor em seu patamar máximo não foi adequadamente
justificada, o que acarreta flagrante constrangimento ilegal a ser sanado
por meio deste habeas corpus.
Por outro lado, considerando que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009, e não há notícia nos autos de que tenha sido solta desde
então, é possível que, com a nova dosimetria a ser realizada pelo juízo de
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
primeiro grau, ela já tenha cumprido integralmente a reprimenda
imposta.
Relativamente à possibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos também tem razão a impetrante.
Com efeito, o Plenário deste Tribunal já teve a oportunidade de
assentar a inconstitucionalidade dessa vedação contida no § 4º do art. 33 e
na parte final do art. 44 da referida lei. Essa decisão foi tomada no HC
97.256/RS, Rel. Min. Ayres Britto, cuja ementa é a seguinte:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 44 DA
LEI 11.343/2006: IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM PENA RESTRITIVA DE
DIREITOS.
DECLARAÇÃO
INCIDENTAL
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À GARANTIA
CONSTITUCIONAL DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
(INCISO XLVI DO ART. 5º DA CF/88). ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização
da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta
punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados
e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. Logo, a lei
comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever
de impor ao delinquente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se
como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica
ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações
subjetivas do fato-tipo. Implicando essa ponderação em concreto a
opção jurídico-positiva pela prevalência do razoável sobre o racional;
ditada pelo permanente esforço do julgador para conciliar segurança
jurídica e justiça material. 2. No momento sentencial da dosimetria da
pena, o juiz sentenciante se movimenta com ineliminável
discricionariedade entre aplicar a pena de privação ou de restrição da
liberdade do condenado e uma outra que já não tenha por objeto esse
bem jurídico maior da liberdade física do sentenciado. Pelo que é
vedado subtrair da instância julgadora a possibilidade de se
movimentar com certa discricionariedade nos quadrantes da
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HC 110.413 / MS
primeiro grau, ela já tenha cumprido integralmente a reprimenda
imposta.
Relativamente à possibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos também tem razão a impetrante.
Com efeito, o Plenário deste Tribunal já teve a oportunidade de
assentar a inconstitucionalidade dessa vedação contida no § 4º do art. 33 e
na parte final do art. 44 da referida lei. Essa decisão foi tomada no HC
97.256/RS, Rel. Min. Ayres Britto, cuja ementa é a seguinte:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 44 DA
LEI 11.343/2006: IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM PENA RESTRITIVA DE
DIREITOS.
DECLARAÇÃO
INCIDENTAL
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À GARANTIA
CONSTITUCIONAL DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
(INCISO XLVI DO ART. 5º DA CF/88). ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização
da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta
punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados
e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. Logo, a lei
comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever
de impor ao delinquente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se
como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica
ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações
subjetivas do fato-tipo. Implicando essa ponderação em concreto a
opção jurídico-positiva pela prevalência do razoável sobre o racional;
ditada pelo permanente esforço do julgador para conciliar segurança
jurídica e justiça material. 2. No momento sentencial da dosimetria da
pena, o juiz sentenciante se movimenta com ineliminável
discricionariedade entre aplicar a pena de privação ou de restrição da
liberdade do condenado e uma outra que já não tenha por objeto esse
bem jurídico maior da liberdade física do sentenciado. Pelo que é
vedado subtrair da instância julgadora a possibilidade de se
movimentar com certa discricionariedade nos quadrantes da
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HC 110.413 / MS
alternatividade sancionatória. 3. As penas restritivas de direitos são,
em essência, uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos,
estigmatizantes e onerosos do cárcere. Não é à toa que todas elas são
comumente chamadas de penas alternativas, pois essa é mesmo a sua
natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e suas
sequelas. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a
única a cumprir a função retributivo-ressocializadora ou restritivo-
preventiva da sanção penal. As demais penas também são
vocacionadas para esse geminado papel da retribuição-prevenção-
ressocialização, e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para
saber, no caso concreto, qual o tipo alternativo de reprimenda é
suficiente para castigar e, ao mesmo tempo, recuperar socialmente o
apenado, prevenindo comportamentos do gênero. 4. No plano dos
tratados e convenções internacionais, aprovados e promulgados pelo
Estado brasileiro, é conferido tratamento diferenciado ao tráfico ilícito
de entorpecentes que se caracterize pelo seu menor potencial ofensivo.
Tratamento diferenciado, esse, para possibilitar alternativas ao
encarceramento. É o caso da Convenção Contra o Tráfico Ilícito de
Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, incorporada ao direito
interno pelo Decreto 154, de 26 de junho de 1991. Norma supralegal
de hierarquia intermediária, portanto, que autoriza cada Estado
soberano a adotar norma comum interna que viabilize a aplicação da
pena substitutiva (a restritiva de direitos) no aludido crime de tráfico
ilícito de entorpecentes. 5. Ordem parcialmente concedida tão-somente
para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006,
assim como da expressão análoga vedada a conversão em penas
restritivas de direitos, constante do § 4º do art. 33 do mesmo diploma
legal. Declaração incidental de inconstitucionalidade, com efeito ex
nunc, da proibição de substituição da pena privativa de liberdade pela
pena restritiva de direitos; determinando-se ao Juízo da execução penal
que faça a avaliação das condições objetivas e subjetivas da convolação
em causa, na concreta situação do paciente”.
Nesses termos, ante a declaração incidental de inconstitucionalidade
da expressão “vedada a conversão em penas restritivas de direitos”, constante
do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, e da expressão “vedada a conversão de
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HC 110.413 / MS
alternatividade sancionatória. 3. As penas restritivas de direitos são,
em essência, uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos,
estigmatizantes e onerosos do cárcere. Não é à toa que todas elas são
comumente chamadas de penas alternativas, pois essa é mesmo a sua
natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e suas
sequelas. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a
única a cumprir a função retributivo-ressocializadora ou restritivo-
preventiva da sanção penal. As demais penas também são
vocacionadas para esse geminado papel da retribuição-prevenção-
ressocialização, e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para
saber, no caso concreto, qual o tipo alternativo de reprimenda é
suficiente para castigar e, ao mesmo tempo, recuperar socialmente o
apenado, prevenindo comportamentos do gênero. 4. No plano dos
tratados e convenções internacionais, aprovados e promulgados pelo
Estado brasileiro, é conferido tratamento diferenciado ao tráfico ilícito
de entorpecentes que se caracterize pelo seu menor potencial ofensivo.
Tratamento diferenciado, esse, para possibilitar alternativas ao
encarceramento. É o caso da Convenção Contra o Tráfico Ilícito de
Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, incorporada ao direito
interno pelo Decreto 154, de 26 de junho de 1991. Norma supralegal
de hierarquia intermediária, portanto, que autoriza cada Estado
soberano a adotar norma comum interna que viabilize a aplicação da
pena substitutiva (a restritiva de direitos) no aludido crime de tráfico
ilícito de entorpecentes. 5. Ordem parcialmente concedida tão-somente
para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006,
assim como da expressão análoga vedada a conversão em penas
restritivas de direitos, constante do § 4º do art. 33 do mesmo diploma
legal. Declaração incidental de inconstitucionalidade, com efeito ex
nunc, da proibição de substituição da pena privativa de liberdade pela
pena restritiva de direitos; determinando-se ao Juízo da execução penal
que faça a avaliação das condições objetivas e subjetivas da convolação
em causa, na concreta situação do paciente”.
Nesses termos, ante a declaração incidental de inconstitucionalidade
da expressão “vedada a conversão em penas restritivas de direitos”, constante
do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, e da expressão “vedada a conversão de
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
suas penas em restritivas de direitos”, contida no referido art. 44 do mesmo
diploma legal, deve ser reconhecida, mediante avaliação do caso concreto,
a possibilidade da concessão do benefício da substituição da pena,
segundo os requisitos do art. 44 do Código Penal.
Por outro lado, considerando que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009, e não há notícia nos autos de que tenha sido solta desde
então, é possível que, com a nova dosimetria a ser realizada pelo juízo de
primeiro grau, ela já tenha cumprido integralmente a reprimenda
imposta.
Com essas considerações, concedo a ordem para que seja aplicada a
causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-base da
paciente. Assim, determino ao juízo das execuções que proceda ao novo
cálculo da reprimenda e, se for o caso, extinga a punibilidade pelo
cumprimento integral da sanção, tendo em vista que a paciente foi presa
em 6/8/2009.
Se não for o caso de extinção da punibilidade, deverá o juízo de
primeiro grau avaliar se a paciente reúne os requisitos previstos no art. 44
do Código Penal para substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos, ou, ainda, se tem direito a algum dos benefícios
próprios da execução penal.
8
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HC 110.413 / MS
suas penas em restritivas de direitos”, contida no referido art. 44 do mesmo
diploma legal, deve ser reconhecida, mediante avaliação do caso concreto,
a possibilidade da concessão do benefício da substituição da pena,
segundo os requisitos do art. 44 do Código Penal.
Por outro lado, considerando que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009, e não há notícia nos autos de que tenha sido solta desde
então, é possível que, com a nova dosimetria a ser realizada pelo juízo de
primeiro grau, ela já tenha cumprido integralmente a reprimenda
imposta.
Com essas considerações, concedo a ordem para que seja aplicada a
causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-base da
paciente. Assim, determino ao juízo das execuções que proceda ao novo
cálculo da reprimenda e, se for o caso, extinga a punibilidade pelo
cumprimento integral da sanção, tendo em vista que a paciente foi presa
em 6/8/2009.
Se não for o caso de extinção da punibilidade, deverá o juízo de
primeiro grau avaliar se a paciente reúne os requisitos previstos no art. 44
do Código Penal para substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos, ou, ainda, se tem direito a algum dos benefícios
próprios da execução penal.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.413
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido para que seja aplicada a
causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-
base da paciente. Determinado, assim, ao juízo das execuções que
proceda ao novo cálculo da reprimenda e, se for o caso, extinga a
punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, tendo em vista
que a paciente foi presa em 6/8/2009. Não sendo o caso de extinção
da punibilidade, deverá o juízo de primeiro grau avaliar se a
paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal
para substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, ou, ainda, se tem direito a algum dos benefícios
próprios da execução penal, nos termos do voto do Relator. Decisão
unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.413
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido para que seja aplicada a
causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-
base da paciente. Determinado, assim, ao juízo das execuções que
proceda ao novo cálculo da reprimenda e, se for o caso, extinga a
punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, tendo em vista
que a paciente foi presa em 6/8/2009. Não sendo o caso de extinção
da punibilidade, deverá o juízo de primeiro grau avaliar se a
paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal
para substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, ou, ainda, se tem direito a algum dos benefícios
próprios da execução penal, nos termos do voto do Relator. Decisão
unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-06T00:00:00
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Habeas corpus concedido para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-base da paciente. Determinado, assim, ao juízo das execuções que proceda ao novo cálculo da reprimenda e, se for o caso, extinga a punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, tendo em vista que a paciente foi presa em 6/8/2009. Não sendo o caso de extinção da punibilidade, deverá o juízo de primeiro grau avaliar se a paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal para substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, ou, ainda, se tem direito a algum dos benefícios próprios da execução penal, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
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HABEAS CORPUS
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Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. AVALIAÇÃO PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU. ORDEM CONCEDIDA.
I – Não agiu bem o magistrado sentenciante, uma vez que se utilizou dos mesmos fundamentos para fixar a pena-base acima do mínimo legal e, em seguida, conceder a redução prevista no dispositivo mencionado na fração de 1/4, em flagrante bis in idem.
II – É que justificou a não aplicação do percentual máximo (2/3) pelo fato de a pena-base não ter sido fixada no mínimo legal e porque a quantidade de droga apreendida com a ré foi considerável (mais de 3 kg de cocaína).
III – Ante a declaração incidental de inconstitucionalidade da expressão “vedada a conversão em penas restritivas de direitos”, constante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, e da expressão “vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos”, contida no referido art. 44 do mesmo diploma legal, deve ser reconhecida, mediante avaliação do caso concreto, a possibilidade da concessão do benefício da substituição da pena, segundo os requisitos do art. 44 do Código Penal.
IV – Ordem concedida para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-base da paciente, com a determinação ao juízo de primeiro grau que proceda ao novo cálculo da reprimenda, devendo, se não for o caso de extinção da punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, avaliar se a paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal para substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
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sjur205371
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- Acórdãos citados: HC 97256 - Tribunal Pleno, HC 106965, HC 108264.
- Veja HC 204642 do STJ.
Número de páginas: 14.
Análise: 14/03/2012, ACG.
Revisão: 16/03/2012, IMC.
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RICARDO LEWANDOWSKI
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Segunda Turma
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110413
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"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00044 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 ART-00044 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS"
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HC
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acordaos
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HC 110413
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PACTE.(S) : KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE
DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO
ART. 33 DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO EM SEU GRAU MÁXIMO
(2/3). POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. AVALIAÇÃO PELO
JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU. ORDEM CONCEDIDA.
I – Não agiu bem o magistrado sentenciante, uma vez que se utilizou
dos mesmos fundamentos para fixar a pena-base acima do mínimo legal
e, em seguida, conceder a redução prevista no dispositivo mencionado na
fração de 1/4, em flagrante bis in idem.
II – É que justificou a não aplicação do percentual máximo (2/3) pelo
fato de a pena-base não ter sido fixada no mínimo legal e porque a
quantidade de droga apreendida com a ré foi considerável (mais de 3 kg
de cocaína).
III – Ante a declaração incidental de inconstitucionalidade da
expressão “vedada a conversão em penas restritivas de direitos”, constante do
§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, e da expressão “vedada a conversão de
suas penas em restritivas de direitos”, contida no referido art. 44 do mesmo
diploma legal, deve ser reconhecida, mediante avaliação do caso concreto,
a possibilidade da concessão do benefício da substituição da pena,
segundo os requisitos do art. 44 do Código Penal.
IV – Ordem concedida para que seja aplicada a causa especial de
diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-base da paciente, com a
determinação ao juízo de primeiro grau que proceda ao novo cálculo da
reprimenda, devendo, se não for o caso de extinção da punibilidade pelo
cumprimento integral da sanção, avaliar se a paciente reúne os requisitos
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 06/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
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Ementa e Acórdão
HC 110.413 / MS
previstos no art. 44 do Código Penal para substituição da pena privativa
de liberdade por restritiva de direitos.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, conceder a ordem de habeas
corpus para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena, no
patamar de 2/3, à pena-base da paciente. Determinado, assim, ao juízo
das execuções que proceda ao novo cálculo da reprimenda e, se for o
caso, extinga a punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, tendo
em vista que a paciente foi presa em 6/8/2009. Não sendo o caso de
extinção da punibilidade, deverá o juízo de primeiro grau avaliar se a
paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal para
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, ou,
ainda, se tem direito a algum dos benefícios próprios da execução penal,
nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.413 / MS
previstos no art. 44 do Código Penal para substituição da pena privativa
de liberdade por restritiva de direitos.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, conceder a ordem de habeas
corpus para que seja aplicada a causa especial de diminuição de pena, no
patamar de 2/3, à pena-base da paciente. Determinado, assim, ao juízo
das execuções que proceda ao novo cálculo da reprimenda e, se for o
caso, extinga a punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, tendo
em vista que a paciente foi presa em 6/8/2009. Não sendo o caso de
extinção da punibilidade, deverá o juízo de primeiro grau avaliar se a
paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal para
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, ou,
ainda, se tem direito a algum dos benefícios próprios da execução penal,
nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de KATIANA LÚCIA FERNANDES
PIMENTEL, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que denegou a ordem pleiteada no HC 204.642/MS, Rel. Min.
Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE).
A impetrante narra, de início, que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009 e condenada à pena de quatro anos, oito meses e oito dias de
reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do delito de tráfico de
drogas (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006), por ter sido flagrada com 3 kg de
cocaína.
Inconformadas com a sentença condenatória, a defesa e a acusação
apelaram para o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul,
que negou provimento ao recurso defensivo e deu parcial provimento ao
apelo do Medida Provisória, apenas para fixar o regime inicial fechado, negando a
substituição da reprimenda corporal por restritiva de direitos.
Contra essa decisão foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal
de Justiça, que denegou a ordem.
É contra esse decisum que se insurge a impetrante.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de KATIANA LÚCIA FERNANDES
PIMENTEL, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que denegou a ordem pleiteada no HC 204.642/MS, Rel. Min.
Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE).
A impetrante narra, de início, que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009 e condenada à pena de quatro anos, oito meses e oito dias de
reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do delito de tráfico de
drogas (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006), por ter sido flagrada com 3 kg de
cocaína.
Inconformadas com a sentença condenatória, a defesa e a acusação
apelaram para o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul,
que negou provimento ao recurso defensivo e deu parcial provimento ao
apelo do Medida Provisória, apenas para fixar o regime inicial fechado, negando a
substituição da reprimenda corporal por restritiva de direitos.
Contra essa decisão foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal
de Justiça, que denegou a ordem.
É contra esse decisum que se insurge a impetrante.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14
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Relatório
HC 110.413 / MS
Inicialmente, quanto à aplicação da causa especial de diminuição
prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, aduz que, preenchidos os
requisitos legais, a minorante deve ser aplicada em seu grau máximo,
“vez que (sic) esta é norma de direito material, e deve ser aplicada, de forma a
assegurar o disposto no art. 5, inciso XL, da Lei Maior, bem como no art. 2... do
Código Penal”. Diz, mais, que a quantidade de droga apreendida, por si só,
não afasta a aplicação do referido benefício.
Alega, ainda, que a quantidade de droga e o uso de transporte
coletivo foram considerados em duas etapas da dosimetria da
reprimenda, uma na fixação da pena-base e outra na escolha do
percentual redutor, o que configuraria bis in idem.
Destaca, outrossim, que a quantidade de entorpecente apreendido
não serve para majorar a pena-base, muito menos para impedir a
incidência da minorante prevista na Lei de Tóxicos ou a sua fixação no
grau máximo.
Afirma, também, que a aplicação da causa de diminuição no
percentual máximo (2/3) torna possível a conversão da pena privativa de
liberdade em restitiva de direitos, ante a inconstitucionalidade do art. 44 e
parte do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, conforme decidiu esta Corte no
julgamento do HC 97.256/RS, de relatoria do Ministro Ayres Britto.
Sustenta, em seguida, a possibilidade de fixação de um regime
inicial mais brando do que o fechado, apontando que, para o
estabelecimento do regime prisional, o julgador deve considerar, além da
quantidade da pena aplicada (art. 33, § 2..., do Código Penal Brasileiro), “as condições pessoais do
agente (arts. 33, § 3... c/c 59, III, ambos do Código Penal Brasileiro) e as circunstâncias concretas do
fato, sendo vedado avaliar apenas a gravidade abstrata do crime para imposição
do regime mais severo”.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.413 / MS
Inicialmente, quanto à aplicação da causa especial de diminuição
prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, aduz que, preenchidos os
requisitos legais, a minorante deve ser aplicada em seu grau máximo,
“vez que (sic) esta é norma de direito material, e deve ser aplicada, de forma a
assegurar o disposto no art. 5, inciso XL, da Lei Maior, bem como no art. 2... do
Código Penal”. Diz, mais, que a quantidade de droga apreendida, por si só,
não afasta a aplicação do referido benefício.
Alega, ainda, que a quantidade de droga e o uso de transporte
coletivo foram considerados em duas etapas da dosimetria da
reprimenda, uma na fixação da pena-base e outra na escolha do
percentual redutor, o que configuraria bis in idem.
Destaca, outrossim, que a quantidade de entorpecente apreendido
não serve para majorar a pena-base, muito menos para impedir a
incidência da minorante prevista na Lei de Tóxicos ou a sua fixação no
grau máximo.
Afirma, também, que a aplicação da causa de diminuição no
percentual máximo (2/3) torna possível a conversão da pena privativa de
liberdade em restitiva de direitos, ante a inconstitucionalidade do art. 44 e
parte do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, conforme decidiu esta Corte no
julgamento do HC 97.256/RS, de relatoria do Ministro Ayres Britto.
Sustenta, em seguida, a possibilidade de fixação de um regime
inicial mais brando do que o fechado, apontando que, para o
estabelecimento do regime prisional, o julgador deve considerar, além da
quantidade da pena aplicada (art. 33, § 2..., do Código Penal Brasileiro), “as condições pessoais do
agente (arts. 33, § 3... c/c 59, III, ambos do Código Penal Brasileiro) e as circunstâncias concretas do
fato, sendo vedado avaliar apenas a gravidade abstrata do crime para imposição
do regime mais severo”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14
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Relatório
HC 110.413 / MS
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos do acórdão
do Superior Tribunal de Justiça, para colocar a paciente no regime semiaberto, até o julgamento
final deste writ. No mérito, pede a aplicação da causa de diminuição de
pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar de 2/3, com
a consequente substituição da pena corporal em restritiva de direitos ou a
concessão do sursis, bem como a fixação do regime inicial semiaberto.
Em 23/9/2011, indeferi a medida liminar, solicitei informações ao
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul e determinei, na
sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
As informações foram prestadas por meio do Ofício 10/2011-Gab-Ar,
de 6/10/2011, recebido nesta Corte em 7/10/2011.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.413 / MS
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos do acórdão
do Superior Tribunal de Justiça, para colocar a paciente no regime semiaberto, até o julgamento
final deste writ. No mérito, pede a aplicação da causa de diminuição de
pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar de 2/3, com
a consequente substituição da pena corporal em restritiva de direitos ou a
concessão do sursis, bem como a fixação do regime inicial semiaberto.
Em 23/9/2011, indeferi a medida liminar, solicitei informações ao
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul e determinei, na
sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
As informações foram prestadas por meio do Ofício 10/2011-Gab-Ar,
de 6/10/2011, recebido nesta Corte em 7/10/2011.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de concessão da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PENA-
BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO
CONCRETA PARA A EXASPERAÇÃO. CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI
n 11.343/06. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS.
CONSIDERÁVEL
QUANTIDADE DE DROGA. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA.
REGIME INICIAL FECHADO. INVIABILIDADE DA
SUBSTITUIÇÃO DE PENA EM RAZÃO DA QUANTIDADE DE
DROGA. ORDEM DENEGADA.
1. A redução da pena-base foi fixada acima do mínimo legal em
razão de terem sido consideradas desfavoráveis as circunstâncias do
crime - por ter a paciente se valido de transporte coletivo para tentar
chegar ao destino, diante da fronteira, bem como a natureza e a
elevada quantidade de droga apreendida – mais de 3 Kg de cocaína,
não havendo que se falar, portanto, em constrangimento ilegal a ser
sanado.
2. Mostra-se irretocável o acórdão atacado, que, analisando as
circunstâncias do caso concreto, entendeu por bem reduzir a pena em
1⁄4, não havendo, ainda, que se falar em bis in idem na consideração
da quantidade de droga para agravar a pena-base e para negar a
redução a maior na terceira etapa da dosimetria, inexistindo, portanto,
o alegado constrangimento ilegal.
3. Apesar de ser possível a fixação do regime semiaberto ou o
aberto para o cumprimento da sanção corporal em relação aos crimes
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.413 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de concessão da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PENA-
BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO
CONCRETA PARA A EXASPERAÇÃO. CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI
n 11.343/06. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS
JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS.
CONSIDERÁVEL
QUANTIDADE DE DROGA. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA.
REGIME INICIAL FECHADO. INVIABILIDADE DA
SUBSTITUIÇÃO DE PENA EM RAZÃO DA QUANTIDADE DE
DROGA. ORDEM DENEGADA.
1. A redução da pena-base foi fixada acima do mínimo legal em
razão de terem sido consideradas desfavoráveis as circunstâncias do
crime - por ter a paciente se valido de transporte coletivo para tentar
chegar ao destino, diante da fronteira, bem como a natureza e a
elevada quantidade de droga apreendida – mais de 3 Kg de cocaína,
não havendo que se falar, portanto, em constrangimento ilegal a ser
sanado.
2. Mostra-se irretocável o acórdão atacado, que, analisando as
circunstâncias do caso concreto, entendeu por bem reduzir a pena em
1⁄4, não havendo, ainda, que se falar em bis in idem na consideração
da quantidade de droga para agravar a pena-base e para negar a
redução a maior na terceira etapa da dosimetria, inexistindo, portanto,
o alegado constrangimento ilegal.
3. Apesar de ser possível a fixação do regime semiaberto ou o
aberto para o cumprimento da sanção corporal em relação aos crimes
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
cometidos sob a égide da Lei n 11.343/2006, dependendo do quantum
de pena aplicado, consoante orientação da Sexta Turma desta Corte, o
certo é que, no caso, o regime fechado se mostra adequado, de acordo
com o que preceituam os artigos 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, e 42
da Lei de Tóxicos, mesmo se tratando de pena inferior a 8 anos (diga-
se, 4 anos, 8 meses e 8 dias de reclusão), levando em conta a natureza
e a elevada quantidade de droga apreendida, circunstância essa
inclusive utilizada - como já visto - para impedir a redução máxima
quando da aplicação da causa de diminuição prevista no § 3... do artigo
33 da Lei n 11.343/2006.
4. Mantida a pena definitiva da paciente em 4 anos, 8 meses e 8
dias de reclusão, resta superado o pedido de substituição da pena
privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos, ante o não
preenchimento do requisito mínimo à sua concessão, qual seja, sanção
não superior a 4 anos.
5. Ordem denegada”.
Conforme relatado, esta impetração tem como objetivo a aplicação
da causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei
11.343/2006 no patamar de 2/3, com a consequente substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos ou a concessão do sursis,
bem como a fixação do regime inicial semiaberto.
Tenho que, no caso sob exame, não agiu bem magistrado de
primeiro grau, uma vez que se utilizou dos mesmos fundamentos para
fixar a pena-base acima do mínimo legal e, em seguida, conceder a
redução prevista no dispositivo mencionado na fração de 1/4, em
flagrante bis in idem. Ao proferir o decreto condenatório, justificou a não
aplicação do percentual máximo (2/3) pelo fato de a pena-base não ter
sido fixada no mínimo legal e porque a quantidade de droga apreendida
com a ré foi considerável (mais de 3 kg de cocaína), conforme se observa
dos seguintes excertos:
“(...)
1) DA PENA-BASE
2
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HC 110.413 / MS
cometidos sob a égide da Lei n 11.343/2006, dependendo do quantum
de pena aplicado, consoante orientação da Sexta Turma desta Corte, o
certo é que, no caso, o regime fechado se mostra adequado, de acordo
com o que preceituam os artigos 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, e 42
da Lei de Tóxicos, mesmo se tratando de pena inferior a 8 anos (diga-
se, 4 anos, 8 meses e 8 dias de reclusão), levando em conta a natureza
e a elevada quantidade de droga apreendida, circunstância essa
inclusive utilizada - como já visto - para impedir a redução máxima
quando da aplicação da causa de diminuição prevista no § 3... do artigo
33 da Lei n 11.343/2006.
4. Mantida a pena definitiva da paciente em 4 anos, 8 meses e 8
dias de reclusão, resta superado o pedido de substituição da pena
privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos, ante o não
preenchimento do requisito mínimo à sua concessão, qual seja, sanção
não superior a 4 anos.
5. Ordem denegada”.
Conforme relatado, esta impetração tem como objetivo a aplicação
da causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei
11.343/2006 no patamar de 2/3, com a consequente substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos ou a concessão do sursis,
bem como a fixação do regime inicial semiaberto.
Tenho que, no caso sob exame, não agiu bem magistrado de
primeiro grau, uma vez que se utilizou dos mesmos fundamentos para
fixar a pena-base acima do mínimo legal e, em seguida, conceder a
redução prevista no dispositivo mencionado na fração de 1/4, em
flagrante bis in idem. Ao proferir o decreto condenatório, justificou a não
aplicação do percentual máximo (2/3) pelo fato de a pena-base não ter
sido fixada no mínimo legal e porque a quantidade de droga apreendida
com a ré foi considerável (mais de 3 kg de cocaína), conforme se observa
dos seguintes excertos:
“(...)
1) DA PENA-BASE
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
Considerando que a culpabilidade é de intensidade comum ao
tipo; que não registra antecedentes criminais; que não há, nos autos,
indicação segura acerca de sua conduta social ou de sua personalidade;
que o motivo do crime foi a busca por lucro fácil à custa do sacrifício
da saúde e da vida alheias o que, todavia, é comum ao tipo; que as
circunstâncias do crime foram, em parte, desfavoráveis à ré, eis que se
valeu de ônibus de transporte coletivo para tentar chegar ao destino de
entrega do entorpecente, diante desta fronteira, bem como por se tratar
de transporte de droga (cocaína) de grande poder maléfico à saúde
humana; que as consequências do crime foram de gravidade comum ao
tipo; que o comportamento da vítima, no caso toda a sociedade, em
nada contribuiu para a prática do delito. Considerando, sobretudo,
que a droga apreendida foi constatada como sendo 'cocaína'
(de inegável poder maléfico) e de grande quantidade do
entorpecente (mais de 3 kg!), e atento, ainda, ao que dispõem os
artigos 42 da Lei 11.343/6 e 59 do Código Penal (análise
conjunta e não bis in idem), estabeleço a pena-base um pouco
acima do mínimo legal, ou seja, 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de
reclusão e 650 (seiscentos e cinquenta) dias-multa, esta no
valor unitário de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos
fatos.
(…)
3) DAS CAUSAS DE DIMINUIÇÃO E DE AUMENTO DE
PENA/PENA DEFINITIVA
Não vislumbro a presença de causa de aumento de pena.
Se faz presente, por outro turno, a causa de diminuição de
pena prevista no parágrafo 4... do artigo 33, da Lei 11.343/6,
razão pela qual reduzo a pena de 1/4, restando, assim,
definitivamente estabelecidas em 4 (quatro) anos, 8 (oito) meses e 8
(oito) dias de reclusão e 469 (quatrocentos e sessenta e nove) dias-
multa, no valor unitário de 1/30 do salário mínimo vigente à época
dos fatos.
Justifico a redução em 1/4 no que tange à causa do art. 33,
§ 4..., da Lei 11.343/6, em razão da pena-base não ter sido fixada
no mínimo legal e porque a quantidade de droga apreendida
com a ré é considerável (mais de 3 kg de cocaína), conforme já
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HC 110.413 / MS
Considerando que a culpabilidade é de intensidade comum ao
tipo; que não registra antecedentes criminais; que não há, nos autos,
indicação segura acerca de sua conduta social ou de sua personalidade;
que o motivo do crime foi a busca por lucro fácil à custa do sacrifício
da saúde e da vida alheias o que, todavia, é comum ao tipo; que as
circunstâncias do crime foram, em parte, desfavoráveis à ré, eis que se
valeu de ônibus de transporte coletivo para tentar chegar ao destino de
entrega do entorpecente, diante desta fronteira, bem como por se tratar
de transporte de droga (cocaína) de grande poder maléfico à saúde
humana; que as consequências do crime foram de gravidade comum ao
tipo; que o comportamento da vítima, no caso toda a sociedade, em
nada contribuiu para a prática do delito. Considerando, sobretudo,
que a droga apreendida foi constatada como sendo 'cocaína'
(de inegável poder maléfico) e de grande quantidade do
entorpecente (mais de 3 kg!), e atento, ainda, ao que dispõem os
artigos 42 da Lei 11.343/6 e 59 do Código Penal (análise
conjunta e não bis in idem), estabeleço a pena-base um pouco
acima do mínimo legal, ou seja, 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de
reclusão e 650 (seiscentos e cinquenta) dias-multa, esta no
valor unitário de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos
fatos.
(…)
3) DAS CAUSAS DE DIMINUIÇÃO E DE AUMENTO DE
PENA/PENA DEFINITIVA
Não vislumbro a presença de causa de aumento de pena.
Se faz presente, por outro turno, a causa de diminuição de
pena prevista no parágrafo 4... do artigo 33, da Lei 11.343/6,
razão pela qual reduzo a pena de 1/4, restando, assim,
definitivamente estabelecidas em 4 (quatro) anos, 8 (oito) meses e 8
(oito) dias de reclusão e 469 (quatrocentos e sessenta e nove) dias-
multa, no valor unitário de 1/30 do salário mínimo vigente à época
dos fatos.
Justifico a redução em 1/4 no que tange à causa do art. 33,
§ 4..., da Lei 11.343/6, em razão da pena-base não ter sido fixada
no mínimo legal e porque a quantidade de droga apreendida
com a ré é considerável (mais de 3 kg de cocaína), conforme já
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HC 110.413 / MS
exposto anteriormente” (grifos meus e no original).
Também entendo que o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da
redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse
benefício, tendo plena discricionariedade para aplicar a redução no
patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção
do crime. Contudo, no caso concreto, tenho que a redução em percentual
menor do que o máximo previsto em lei não foi justificada
adequadamente, conforme este Tribunal tem decido em diversos
julgados.
Nesse sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes desta
Segunda Turma:
“Habeas Corpus. 2. Tráfico de entorpecentes. 3. Dosimetria da
pena. Fundamentação idônea. 4. Pedido de aplicação da causa especial
de diminuição de pena (Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4...) em seu
patamar máximo.
Quantidade de droga apreendida é
circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei
11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha
do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de bis
in idem. 5. Ordem parcialmente deferida para determinar que se
proceda a nova individualização da pena e, esta fixada, delibere-se
sobre o regime inicial de cumprimento de pena, bem como a
possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva
de direito, segundo os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal Brasileiro” (HC
108.264/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes – grifos meus).
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES.
LEI 11.343/2006. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DA PENA. § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006.
DUPLA CONSIDERAÇÃO DA QUANTIDADE DE DROGA.
ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. A necessidade de
fundamentação dos pronunciamentos judiciais (inciso IX do art. 93 da
4
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HC 110.413 / MS
exposto anteriormente” (grifos meus e no original).
Também entendo que o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da
redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse
benefício, tendo plena discricionariedade para aplicar a redução no
patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção
do crime. Contudo, no caso concreto, tenho que a redução em percentual
menor do que o máximo previsto em lei não foi justificada
adequadamente, conforme este Tribunal tem decido em diversos
julgados.
Nesse sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes desta
Segunda Turma:
“Habeas Corpus. 2. Tráfico de entorpecentes. 3. Dosimetria da
pena. Fundamentação idônea. 4. Pedido de aplicação da causa especial
de diminuição de pena (Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4...) em seu
patamar máximo.
Quantidade de droga apreendida é
circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de
individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei
11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha
do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de bis
in idem. 5. Ordem parcialmente deferida para determinar que se
proceda a nova individualização da pena e, esta fixada, delibere-se
sobre o regime inicial de cumprimento de pena, bem como a
possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva
de direito, segundo os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal Brasileiro” (HC
108.264/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes – grifos meus).
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES.
LEI 11.343/2006. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DA PENA. § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006.
DUPLA CONSIDERAÇÃO DA QUANTIDADE DE DROGA.
ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. A necessidade de
fundamentação dos pronunciamentos judiciais (inciso IX do art. 93 da
4
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
Constituição Federal) tem na fixação da pena um dos seus momentos
culminantes. Garantia constitucional que submete o magistrado a
coordenadas objetivas de imparcialidade e propicia às partes conhecer
os motivos que levaram o julgador a decidir neste ou naquele sentido.
2. O dever de motivação no trajeto da dosimetria da pena não passou
despercebido à reforma penal de 1984. Tanto que a ele o legislador fez
expressa referência na Exposição de Motivos da Nova Parte Geral do
Código Penal, ao cuidar do sistema trifásico de aplicação da pena
privativa de liberdade. 3. O Supremo Tribunal Federal circunscreve a
legalidade da pena ao motivado exame judicial das circunstâncias do
delito. Exame revelador de um exercício racional de fundamentação e
ponderação dos efeitos éticos e sociais da sanção, embasado nas
peculiaridades do caso concreto e no senso de realidade do órgão
sentenciante. O artigo 59 do Código Penal confere ao Juízo
sentenciante o poder-dever de estabelecer uma reprimenda apta à
prevenção e simultaneamente à reprovação do delito, sempre atento o
magistrado à concretude da causa. 4. As instâncias de origem
consideraram a quantidade de droga encontrada em poder do
paciente tanto para fixar a pena-base em patamar acima do
mínimo legal quanto para recusar a aplicação do grau máximo
de que trata o § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Dupla
consideração indevida ('bis in idem'). Precedente: HC 106.313,
da relatoria do ministro Gilmar Mendes. 5. Ordem parcialmente
concedida” (HC 106.965/AC, Rel. Min. Ayres Britto – grifos
meus).
Assim, em que pese a reprimenda fixada definitivamente em quatro
anos, oito meses e oito dias de reclusão não ter desbordado os lindes da
proporcionalidade e da razoabilidade, considero que a negativa de
aplicação do redutor em seu patamar máximo não foi adequadamente
justificada, o que acarreta flagrante constrangimento ilegal a ser sanado
por meio deste habeas corpus.
Por outro lado, considerando que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009, e não há notícia nos autos de que tenha sido solta desde
então, é possível que, com a nova dosimetria a ser realizada pelo juízo de
5
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Constituição Federal) tem na fixação da pena um dos seus momentos
culminantes. Garantia constitucional que submete o magistrado a
coordenadas objetivas de imparcialidade e propicia às partes conhecer
os motivos que levaram o julgador a decidir neste ou naquele sentido.
2. O dever de motivação no trajeto da dosimetria da pena não passou
despercebido à reforma penal de 1984. Tanto que a ele o legislador fez
expressa referência na Exposição de Motivos da Nova Parte Geral do
Código Penal, ao cuidar do sistema trifásico de aplicação da pena
privativa de liberdade. 3. O Supremo Tribunal Federal circunscreve a
legalidade da pena ao motivado exame judicial das circunstâncias do
delito. Exame revelador de um exercício racional de fundamentação e
ponderação dos efeitos éticos e sociais da sanção, embasado nas
peculiaridades do caso concreto e no senso de realidade do órgão
sentenciante. O artigo 59 do Código Penal confere ao Juízo
sentenciante o poder-dever de estabelecer uma reprimenda apta à
prevenção e simultaneamente à reprovação do delito, sempre atento o
magistrado à concretude da causa. 4. As instâncias de origem
consideraram a quantidade de droga encontrada em poder do
paciente tanto para fixar a pena-base em patamar acima do
mínimo legal quanto para recusar a aplicação do grau máximo
de que trata o § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Dupla
consideração indevida ('bis in idem'). Precedente: HC 106.313,
da relatoria do ministro Gilmar Mendes. 5. Ordem parcialmente
concedida” (HC 106.965/AC, Rel. Min. Ayres Britto – grifos
meus).
Assim, em que pese a reprimenda fixada definitivamente em quatro
anos, oito meses e oito dias de reclusão não ter desbordado os lindes da
proporcionalidade e da razoabilidade, considero que a negativa de
aplicação do redutor em seu patamar máximo não foi adequadamente
justificada, o que acarreta flagrante constrangimento ilegal a ser sanado
por meio deste habeas corpus.
Por outro lado, considerando que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009, e não há notícia nos autos de que tenha sido solta desde
então, é possível que, com a nova dosimetria a ser realizada pelo juízo de
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HC 110.413 / MS
primeiro grau, ela já tenha cumprido integralmente a reprimenda
imposta.
Relativamente à possibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos também tem razão a impetrante.
Com efeito, o Plenário deste Tribunal já teve a oportunidade de
assentar a inconstitucionalidade dessa vedação contida no § 4... do art. 33 e
na parte final do art. 44 da referida lei. Essa decisão foi tomada no HC
97.256/RS, Rel. Min. Ayres Britto, cuja ementa é a seguinte:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 44 DA
LEI 11.343/2006: IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM PENA RESTRITIVA DE
DIREITOS.
DECLARAÇÃO
INCIDENTAL
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À GARANTIA
CONSTITUCIONAL DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
(INCISO XLVI DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88). ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização
da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta
punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados
e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. Logo, a lei
comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever
de impor ao delinquente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se
como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica
ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações
subjetivas do fato-tipo. Implicando essa ponderação em concreto a
opção jurídico-positiva pela prevalência do razoável sobre o racional;
ditada pelo permanente esforço do julgador para conciliar segurança
jurídica e justiça material. 2. No momento sentencial da dosimetria da
pena, o juiz sentenciante se movimenta com ineliminável
discricionariedade entre aplicar a pena de privação ou de restrição da
liberdade do condenado e uma outra que já não tenha por objeto esse
bem jurídico maior da liberdade física do sentenciado. Pelo que é
vedado subtrair da instância julgadora a possibilidade de se
movimentar com certa discricionariedade nos quadrantes da
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primeiro grau, ela já tenha cumprido integralmente a reprimenda
imposta.
Relativamente à possibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos também tem razão a impetrante.
Com efeito, o Plenário deste Tribunal já teve a oportunidade de
assentar a inconstitucionalidade dessa vedação contida no § 4... do art. 33 e
na parte final do art. 44 da referida lei. Essa decisão foi tomada no HC
97.256/RS, Rel. Min. Ayres Britto, cuja ementa é a seguinte:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 44 DA
LEI 11.343/2006: IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM PENA RESTRITIVA DE
DIREITOS.
DECLARAÇÃO
INCIDENTAL
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À GARANTIA
CONSTITUCIONAL DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
(INCISO XLVI DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88). ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização
da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta
punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados
e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. Logo, a lei
comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever
de impor ao delinquente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se
como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica
ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações
subjetivas do fato-tipo. Implicando essa ponderação em concreto a
opção jurídico-positiva pela prevalência do razoável sobre o racional;
ditada pelo permanente esforço do julgador para conciliar segurança
jurídica e justiça material. 2. No momento sentencial da dosimetria da
pena, o juiz sentenciante se movimenta com ineliminável
discricionariedade entre aplicar a pena de privação ou de restrição da
liberdade do condenado e uma outra que já não tenha por objeto esse
bem jurídico maior da liberdade física do sentenciado. Pelo que é
vedado subtrair da instância julgadora a possibilidade de se
movimentar com certa discricionariedade nos quadrantes da
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
alternatividade sancionatória. 3. As penas restritivas de direitos são,
em essência, uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos,
estigmatizantes e onerosos do cárcere. Não é à toa que todas elas são
comumente chamadas de penas alternativas, pois essa é mesmo a sua
natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e suas
sequelas. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a
única a cumprir a função retributivo-ressocializadora ou restritivo-
preventiva da sanção penal. As demais penas também são
vocacionadas para esse geminado papel da retribuição-prevenção-
ressocialização, e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para
saber, no caso concreto, qual o tipo alternativo de reprimenda é
suficiente para castigar e, ao mesmo tempo, recuperar socialmente o
apenado, prevenindo comportamentos do gênero. 4. No plano dos
tratados e convenções internacionais, aprovados e promulgados pelo
Estado brasileiro, é conferido tratamento diferenciado ao tráfico ilícito
de entorpecentes que se caracterize pelo seu menor potencial ofensivo.
Tratamento diferenciado, esse, para possibilitar alternativas ao
encarceramento. É o caso da Convenção Contra o Tráfico Ilícito de
Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, incorporada ao direito
interno pelo Decreto 154, de 26 de junho de 1991. Norma supralegal
de hierarquia intermediária, portanto, que autoriza cada Estado
soberano a adotar norma comum interna que viabilize a aplicação da
pena substitutiva (a restritiva de direitos) no aludido crime de tráfico
ilícito de entorpecentes. 5. Ordem parcialmente concedida tão-somente
para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006,
assim como da expressão análoga vedada a conversão em penas
restritivas de direitos, constante do § 4... do art. 33 do mesmo diploma
legal. Declaração incidental de inconstitucionalidade, com efeito ex
nunc, da proibição de substituição da pena privativa de liberdade pela
pena restritiva de direitos; determinando-se ao Juízo da execução penal
que faça a avaliação das condições objetivas e subjetivas da convolação
em causa, na concreta situação do paciente”.
Nesses termos, ante a declaração incidental de inconstitucionalidade
da expressão “vedada a conversão em penas restritivas de direitos”, constante
do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, e da expressão “vedada a conversão de
7
Supremo Tribunal Federal
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HC 110.413 / MS
alternatividade sancionatória. 3. As penas restritivas de direitos são,
em essência, uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos,
estigmatizantes e onerosos do cárcere. Não é à toa que todas elas são
comumente chamadas de penas alternativas, pois essa é mesmo a sua
natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e suas
sequelas. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a
única a cumprir a função retributivo-ressocializadora ou restritivo-
preventiva da sanção penal. As demais penas também são
vocacionadas para esse geminado papel da retribuição-prevenção-
ressocialização, e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para
saber, no caso concreto, qual o tipo alternativo de reprimenda é
suficiente para castigar e, ao mesmo tempo, recuperar socialmente o
apenado, prevenindo comportamentos do gênero. 4. No plano dos
tratados e convenções internacionais, aprovados e promulgados pelo
Estado brasileiro, é conferido tratamento diferenciado ao tráfico ilícito
de entorpecentes que se caracterize pelo seu menor potencial ofensivo.
Tratamento diferenciado, esse, para possibilitar alternativas ao
encarceramento. É o caso da Convenção Contra o Tráfico Ilícito de
Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, incorporada ao direito
interno pelo Decreto 154, de 26 de junho de 1991. Norma supralegal
de hierarquia intermediária, portanto, que autoriza cada Estado
soberano a adotar norma comum interna que viabilize a aplicação da
pena substitutiva (a restritiva de direitos) no aludido crime de tráfico
ilícito de entorpecentes. 5. Ordem parcialmente concedida tão-somente
para remover o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006,
assim como da expressão análoga vedada a conversão em penas
restritivas de direitos, constante do § 4... do art. 33 do mesmo diploma
legal. Declaração incidental de inconstitucionalidade, com efeito ex
nunc, da proibição de substituição da pena privativa de liberdade pela
pena restritiva de direitos; determinando-se ao Juízo da execução penal
que faça a avaliação das condições objetivas e subjetivas da convolação
em causa, na concreta situação do paciente”.
Nesses termos, ante a declaração incidental de inconstitucionalidade
da expressão “vedada a conversão em penas restritivas de direitos”, constante
do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, e da expressão “vedada a conversão de
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 110.413 / MS
suas penas em restritivas de direitos”, contida no referido art. 44 do mesmo
diploma legal, deve ser reconhecida, mediante avaliação do caso concreto,
a possibilidade da concessão do benefício da substituição da pena,
segundo os requisitos do art. 44 do Código Penal.
Por outro lado, considerando que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009, e não há notícia nos autos de que tenha sido solta desde
então, é possível que, com a nova dosimetria a ser realizada pelo juízo de
primeiro grau, ela já tenha cumprido integralmente a reprimenda
imposta.
Com essas considerações, concedo a ordem para que seja aplicada a
causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-base da
paciente. Assim, determino ao juízo das execuções que proceda ao novo
cálculo da reprimenda e, se for o caso, extinga a punibilidade pelo
cumprimento integral da sanção, tendo em vista que a paciente foi presa
em 6/8/2009.
Se não for o caso de extinção da punibilidade, deverá o juízo de
primeiro grau avaliar se a paciente reúne os requisitos previstos no art. 44
do Código Penal para substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos, ou, ainda, se tem direito a algum dos benefícios
próprios da execução penal.
8
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suas penas em restritivas de direitos”, contida no referido art. 44 do mesmo
diploma legal, deve ser reconhecida, mediante avaliação do caso concreto,
a possibilidade da concessão do benefício da substituição da pena,
segundo os requisitos do art. 44 do Código Penal.
Por outro lado, considerando que a paciente foi presa em flagrante
em 6/8/2009, e não há notícia nos autos de que tenha sido solta desde
então, é possível que, com a nova dosimetria a ser realizada pelo juízo de
primeiro grau, ela já tenha cumprido integralmente a reprimenda
imposta.
Com essas considerações, concedo a ordem para que seja aplicada a
causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-base da
paciente. Assim, determino ao juízo das execuções que proceda ao novo
cálculo da reprimenda e, se for o caso, extinga a punibilidade pelo
cumprimento integral da sanção, tendo em vista que a paciente foi presa
em 6/8/2009.
Se não for o caso de extinção da punibilidade, deverá o juízo de
primeiro grau avaliar se a paciente reúne os requisitos previstos no art. 44
do Código Penal para substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos, ou, ainda, se tem direito a algum dos benefícios
próprios da execução penal.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.413
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido para que seja aplicada a
causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-
base da paciente. Determinado, assim, ao juízo das execuções que
proceda ao novo cálculo da reprimenda e, se for o caso, extinga a
punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, tendo em vista
que a paciente foi presa em 6/8/2009. Não sendo o caso de extinção
da punibilidade, deverá o juízo de primeiro grau avaliar se a
paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal
para substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, ou, ainda, se tem direito a algum dos benefícios
próprios da execução penal, nos termos do voto do Relator. Decisão
unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.413
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : KATIANA LÚCIA FERNANDES PIMENTEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido para que seja aplicada a
causa especial de diminuição de pena, no patamar de 2/3, à pena-
base da paciente. Determinado, assim, ao juízo das execuções que
proceda ao novo cálculo da reprimenda e, se for o caso, extinga a
punibilidade pelo cumprimento integral da sanção, tendo em vista
que a paciente foi presa em 6/8/2009. Não sendo o caso de extinção
da punibilidade, deverá o juízo de primeiro grau avaliar se a
paciente reúne os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal
para substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, ou, ainda, se tem direito a algum dos benefícios
próprios da execução penal, nos termos do voto do Relator. Decisão
unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 110 . 413",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HABEAS CORPUS 110 . 413",
"HC 204 . 642 / MS",
"HABEAS CORPUS 110 . 413",
"HC 204 . 642 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 97 . 256 / RS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 97 . 256 / RS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HABEAS CORPUS 110 . 413",
"HABEAS CORPUS 110 . 413",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 108 . 264 / ES",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 108 . 264 / ES",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 106 . 313",
"HC 106 . 965 / AC",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 106 . 313",
"HC 106 . 965 / AC",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 97 . 256 / RS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 97 . 256 / RS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HC 110 . 413 / MS",
"HABEAS CORPUS 110 . 413",
"HABEAS CORPUS 110 . 413"
],
"LEGISLACAO": [
"§ 4 . . . DO ART . 33 DA LEI 11 . 343 / 2006",
"§",
".",
"343",
"/",
"2006",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 5 , inciso XL , da Lei Maior",
"art . 2 . . . do Código Penal ”",
"Lei de Tóxicos",
"art . 44 e parte do § 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"arts . 33 , § 3 . . . c / c 59 , III , ambos do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"art . 5 , inciso XL , da Lei Maior",
"art . 2 . . . do Código Penal ”",
"Lei de Tóxicos",
"art",
"art . 33 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"arts . 33 , § 3 . . . c / c 59 , III , ambos do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 11 . 343 / 2006",
"artigos 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal",
"42 da Lei de Tóxicos",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 11 . 343 / 2006",
"artigos 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal",
"42 da Lei de Tóxicos",
"§ 3 . . . do artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 42 da Lei 11 . 343 / 6",
"59 do Código Penal",
"parágrafo 4 . . . do artigo 33 , da Lei 11 . 343 / 6",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 6",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 42 da Lei 11 . 343 / 6",
"59 do Código Penal",
"parágrafo 4 . . . do artigo 33 , da Lei 11 . 343 / 6",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 6",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 11 . 343 / 2006 , art",
"art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"LEI 11 . 343 / 2006",
"ART . 33 DA LEI 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 44 do Código Penal Brasileiro",
"LEI 11 . 343 / 2006",
"ART . 33 DA LEI 11 . 343 / 2006",
"inciso IX do art . 93 da 4 Supremo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 59 do Código Penal",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 59 do Código Penal",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 44 DA LEI 11 . 343 / 2006",
"INCISO XLVI DO ART . 5 . . . DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 44 DA LEI 11 . 343 / 2006",
"INCISO XLVI DO ART . 5 . . . DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Convenção",
"Decreto 154",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Convenção Contra o Tráfico Ilícito de",
"Decreto 154",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"CE",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Ministério Público Federal",
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"Brasil",
"Infra",
"-",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Sexta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Sexta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"-",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"Brasil",
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".",
".",
". Turma",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"Mario José Gisi",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"Gilmar Mendes",
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"Gilmar Mendes",
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"/",
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"26 de junho de 1991",
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"/",
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"/",
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"6",
"/",
"8",
"/",
"2009",
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"/",
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"/",
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"/",
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".",
"02",
".",
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"24",
"/",
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"/",
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"/",
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"24",
"/",
"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S)
:RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Alegada falta de fundamentação hábil a justificar a
segregação cautelar do paciente. Não ocorrência. Necessidade de
resguardar a ordem pública. 3. Ordem indeferida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750147.
Supremo Tribunal Federal
DJe 06/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1795104
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S)
:RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Ronaldo
Camilo e outra, em favor de Reinaldo José Bois, contra acórdão proferido
pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC
205.754/PR, relator Ministro Gilson Dipp, que denegou a ordem.
Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela
prática do delito previsto no art. 157, 2º, I, II e V, do CP.
Formulado pedido de liberdade provisória, este restou indeferido
pelo Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Alto Piquiri/PR.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná (TJ/PR), que denegou a ordem.
No STJ, reiterou a alegação de ausência de fundamentação da
custódia cautelar. A Quinta Turma da Corte de Justiça também denegou a
ordem.
Agora, os impetrantes sustentam, em síntese, que a decisão
proferida pelo magistrado de 1º grau, indeferindo a liberdade provisória,
e os acórdãos do STJ e do TJ/PR carecem de fundamentação concreta.
Pedem que o auto de prisão em flagrante seja declarado nulo, em
razão da não configuração das hipóteses previstas no art. 302 do CPP.
Ainda asseveram: O paciente não estava na posse de qualquer objeto que
pudesse indicar sua participação no delito de roubo.
Consideram, também: A medida excepcional de decretação da prisão
preventiva não pode ser adotada se ausente o fundamento legal. Deve, ela apoiar-
se em fatos concretos que a embasem e não apenas em hipóteses ou conjecturas
sem apoio nos autos.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750148.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S)
:RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Ronaldo
Camilo e outra, em favor de Reinaldo José Bois, contra acórdão proferido
pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC
205.754/PR, relator Ministro Gilson Dipp, que denegou a ordem.
Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela
prática do delito previsto no art. 157, 2º, I, II e V, do CP.
Formulado pedido de liberdade provisória, este restou indeferido
pelo Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Alto Piquiri/PR.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná (TJ/PR), que denegou a ordem.
No STJ, reiterou a alegação de ausência de fundamentação da
custódia cautelar. A Quinta Turma da Corte de Justiça também denegou a
ordem.
Agora, os impetrantes sustentam, em síntese, que a decisão
proferida pelo magistrado de 1º grau, indeferindo a liberdade provisória,
e os acórdãos do STJ e do TJ/PR carecem de fundamentação concreta.
Pedem que o auto de prisão em flagrante seja declarado nulo, em
razão da não configuração das hipóteses previstas no art. 302 do CPP.
Ainda asseveram: O paciente não estava na posse de qualquer objeto que
pudesse indicar sua participação no delito de roubo.
Consideram, também: A medida excepcional de decretação da prisão
preventiva não pode ser adotada se ausente o fundamento legal. Deve, ela apoiar-
se em fatos concretos que a embasem e não apenas em hipóteses ou conjecturas
sem apoio nos autos.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750148.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1795104
Relatório
HC 110.023 / PR
Por fim, sustentam que o paciente possui residência fixa e ocupação
lícita, condições pessoais favoráveis à concessão da liberdade provisória.
Ante a deficiente formação dos autos, indeferi o pedido de medida
liminar (Dje 26.8.2011).
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750148.
Supremo Tribunal Federal
HC 110.023 / PR
Por fim, sustentam que o paciente possui residência fixa e ocupação
lícita, condições pessoais favoráveis à concessão da liberdade provisória.
Ante a deficiente formação dos autos, indeferi o pedido de medida
liminar (Dje 26.8.2011).
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750148.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Neste
habeas, a defesa requer, em síntese, a revogação da prisão preventiva do
paciente, ao argumento de que não estão presentes os requisitos
autorizadores da segregação cautelar.
Inicialmente, assevero que, de modo geral, a prisão preventiva deve
indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para decretação,
nos termos do art. 312 do CPP: i) garantia da ordem pública; ii) garantia
da ordem econômica; iii) garantia da aplicação da lei penal; e iv)
conveniência da instrução criminal.
Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera
explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a
alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais
condições realizam-se na espécie.
Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para a análise de
uma excepcional situação jurídica de constrição da liberdade dos
cidadãos exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em
elementos concretos, devidamente explicitados.
Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela
prática do delito previsto no art. 157, § 2º, I, II e V, do CP.
Formulado pedido de concessão de liberdade provisória, este restou
indeferido pelo Juízo de origem para garantir a ordem pública diante do
risco de reiteração de condutas.
Da simples leitura do decreto prisional, observo que o magistrado
apontou a existência de duas outras ações penais com trânsito em julgado
em desfavor do paciente pela prática de delitos contra o patrimônio.
Assim, verifico que a manutenção da custódia preventiva tomou
como motivação a necessidade de resguardar a ordem pública, dada a
concreta, e não meramente hipotética, probabilidade de reiteração
delitiva.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750149.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Neste
habeas, a defesa requer, em síntese, a revogação da prisão preventiva do
paciente, ao argumento de que não estão presentes os requisitos
autorizadores da segregação cautelar.
Inicialmente, assevero que, de modo geral, a prisão preventiva deve
indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para decretação,
nos termos do art. 312 do CPP: i) garantia da ordem pública; ii) garantia
da ordem econômica; iii) garantia da aplicação da lei penal; e iv)
conveniência da instrução criminal.
Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera
explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a
alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais
condições realizam-se na espécie.
Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para a análise de
uma excepcional situação jurídica de constrição da liberdade dos
cidadãos exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em
elementos concretos, devidamente explicitados.
Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela
prática do delito previsto no art. 157, § 2º, I, II e V, do CP.
Formulado pedido de concessão de liberdade provisória, este restou
indeferido pelo Juízo de origem para garantir a ordem pública diante do
risco de reiteração de condutas.
Da simples leitura do decreto prisional, observo que o magistrado
apontou a existência de duas outras ações penais com trânsito em julgado
em desfavor do paciente pela prática de delitos contra o patrimônio.
Assim, verifico que a manutenção da custódia preventiva tomou
como motivação a necessidade de resguardar a ordem pública, dada a
concreta, e não meramente hipotética, probabilidade de reiteração
delitiva.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750149.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1795104
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.023 / PR
Por oportuno, cumpre enfatizar que a jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal tem-se fixado no sentido de reputar legal, a título de
preservação da ordem pública, o decreto de prisão preventiva fundado na
concreta probabilidade de reiteração criminosa por parte do agente. A
propósito, menciono os seguintes precedentes:
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO
PENAL. PRISÃO PREVENTIVA PELA SUPOSTA PRÁTICA
DOS CRIMES DE FURTO QUALIFICADO E FORMAÇÃO DE
QUADRILHA. 1. (...) 2. ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE
FUNDAMENTO PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO
PREVENTIVA DO PACIENTE. POSSIBILIDADE DE
REITERAÇÃO
DELITIVA:
MOTIVAÇÃO
IDÔNEA.
PRECEDENTES. (...) 2. Decreto de prisão preventiva
devidamente fundamentado na garantia da ordem pública,
considerada a participação do Paciente em quadrilha
responsável pela prática de 98 furtos de caminhões, entre outros
delitos, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que
não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 3.
Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, ordem
denegada. - (HC 104.077/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma,
Dje 24.11.2010).
HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE
ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA, CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO
CRIMINAL E APLICAÇÃO DA LEI PENAL. PRISÃO
PREVENTIVA EMBASADA NA CONTEXTURA FACTUAL
DOS AUTOS. RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO NA
PRÁTICA DELITUOSA. ACAUTELAMENTO DO MEIO
SOCIAL. ORDEM DENEGADA. 1. Na concreta situação dos
autos, o fundamento da garantia da ordem pública basta para
validamente sustentar a prisão processual do paciente. Prisão
que se lastreia no concreto risco de reiteração criminosa. Pelo
que não há como refugar a aplicabilidade do conceito de ordem
pública se o caso em análise evidencia a necessidade de
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750149.
Supremo Tribunal Federal
HC 110.023 / PR
Por oportuno, cumpre enfatizar que a jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal tem-se fixado no sentido de reputar legal, a título de
preservação da ordem pública, o decreto de prisão preventiva fundado na
concreta probabilidade de reiteração criminosa por parte do agente. A
propósito, menciono os seguintes precedentes:
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO
PENAL. PRISÃO PREVENTIVA PELA SUPOSTA PRÁTICA
DOS CRIMES DE FURTO QUALIFICADO E FORMAÇÃO DE
QUADRILHA. 1. (...) 2. ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE
FUNDAMENTO PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO
PREVENTIVA DO PACIENTE. POSSIBILIDADE DE
REITERAÇÃO
DELITIVA:
MOTIVAÇÃO
IDÔNEA.
PRECEDENTES. (...) 2. Decreto de prisão preventiva
devidamente fundamentado na garantia da ordem pública,
considerada a participação do Paciente em quadrilha
responsável pela prática de 98 furtos de caminhões, entre outros
delitos, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que
não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 3.
Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, ordem
denegada. - (HC 104.077/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma,
Dje 24.11.2010).
HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE
ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA, CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO
CRIMINAL E APLICAÇÃO DA LEI PENAL. PRISÃO
PREVENTIVA EMBASADA NA CONTEXTURA FACTUAL
DOS AUTOS. RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO NA
PRÁTICA DELITUOSA. ACAUTELAMENTO DO MEIO
SOCIAL. ORDEM DENEGADA. 1. Na concreta situação dos
autos, o fundamento da garantia da ordem pública basta para
validamente sustentar a prisão processual do paciente. Prisão
que se lastreia no concreto risco de reiteração criminosa. Pelo
que não há como refugar a aplicabilidade do conceito de ordem
pública se o caso em análise evidencia a necessidade de
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.023 / PR
acautelamento do meio social quanto àquele risco da reiteração
delitiva. Situação que atende à finalidade do artigo 312 do CPP.
2. Não há que se falar em inidoneidade do decreto de prisão, se
este embasa a custódia cautelar a partir do contexto empírico da
causa. Contexto, esse, revelador da conduta supostamente
protagonizada pelo paciente no bojo de organização criminosa
especializada no tráfico internacional de substâncias
entorpecentes e do sério perigo de reiteração na prática delitiva.
Precedentes (...) 3. Ordem denegada - (HC 99.676/SP, Rel. Min.
Ayres Britto, 1ª Turma, Dje 14.5.2010).
Como se pode constatar, o decreto de prisão preventiva baseou-se,
fundamentalmente, na necessidade de garantir a ordem pública.
Noto que os argumentos esboçados pelo Juízo de primeiro grau
atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, e à
interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale
dizer, do ato decisório transcrito é possível inferir-se razões concretas
para a segregação do paciente.
Nesses termos, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas
corpus.
É como voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.023 / PR
acautelamento do meio social quanto àquele risco da reiteração
delitiva. Situação que atende à finalidade do artigo 312 do CPP.
2. Não há que se falar em inidoneidade do decreto de prisão, se
este embasa a custódia cautelar a partir do contexto empírico da
causa. Contexto, esse, revelador da conduta supostamente
protagonizada pelo paciente no bojo de organização criminosa
especializada no tráfico internacional de substâncias
entorpecentes e do sério perigo de reiteração na prática delitiva.
Precedentes (...) 3. Ordem denegada - (HC 99.676/SP, Rel. Min.
Ayres Britto, 1ª Turma, Dje 14.5.2010).
Como se pode constatar, o decreto de prisão preventiva baseou-se,
fundamentalmente, na necessidade de garantir a ordem pública.
Noto que os argumentos esboçados pelo Juízo de primeiro grau
atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, e à
interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale
dizer, do ato decisório transcrito é possível inferir-se razões concretas
para a segregação do paciente.
Nesses termos, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas
corpus.
É como voto.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.023
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem denegada, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.023
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem denegada, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1795104
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-06T00:00:00
|
Ordem denegada, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Habeas corpus. 2. Alegada falta de fundamentação hábil a justificar a segregação cautelar do paciente. Não ocorrência. Necessidade de resguardar a ordem pública. 3. Ordem indeferida.
|
sjur205368
|
- Acórdãos citados: HC 99676, HC 104077.
- Veja HC 205754 do STJ.
Número de páginas: 7.
Análise: 13/03/2012, IMC.
Revisão: 14/03/2012, SOF.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
110023
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002\r\n INC-00005 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00312 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 110023
|
[
""
] |
PACTE.(S) : REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S)
:RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Alegada falta de fundamentação hábil a justificar a
segregação cautelar do paciente. Não ocorrência. Necessidade de
resguardar a ordem pública. 3. Ordem indeferida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 06/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
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Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S)
:RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Ronaldo
Camilo e outra, em favor de Reinaldo José Bois, contra acórdão proferido
pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC
205.754/PR, relator Ministro Gilson Dipp, que denegou a ordem.
Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela
prática do delito previsto no art. 157, 2..., I, II e V, do Código Penal Brasileiro.
Formulado pedido de liberdade provisória, este restou indeferido
pelo Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Alto Piquiri/PR.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná (TJ/PR), que denegou a ordem.
No Superior Tribunal de Justiça, reiterou a alegação de ausência de fundamentação da
custódia cautelar. A Quinta Turma da Corte de Justiça também denegou a
ordem.
Agora, os impetrantes sustentam, em síntese, que a decisão
proferida pelo magistrado de 1... grau, indeferindo a liberdade provisória,
e os acórdãos do Superior Tribunal de Justiça e do TJ/PR carecem de fundamentação concreta.
Pedem que o auto de prisão em flagrante seja declarado nulo, em
razão da não configuração das hipóteses previstas no art. 302 do CPP.
Ainda asseveram: O paciente não estava na posse de qualquer objeto que
pudesse indicar sua participação no delito de roubo.
Consideram, também: A medida excepcional de decretação da prisão
preventiva não pode ser adotada se ausente o fundamento legal. Deve, ela apoiar-
se em fatos concretos que a embasem e não apenas em hipóteses ou conjecturas
sem apoio nos autos.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S)
:RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Ronaldo
Camilo e outra, em favor de Reinaldo José Bois, contra acórdão proferido
pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC
205.754/PR, relator Ministro Gilson Dipp, que denegou a ordem.
Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela
prática do delito previsto no art. 157, 2..., I, II e V, do Código Penal Brasileiro.
Formulado pedido de liberdade provisória, este restou indeferido
pelo Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Alto Piquiri/PR.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná (TJ/PR), que denegou a ordem.
No Superior Tribunal de Justiça, reiterou a alegação de ausência de fundamentação da
custódia cautelar. A Quinta Turma da Corte de Justiça também denegou a
ordem.
Agora, os impetrantes sustentam, em síntese, que a decisão
proferida pelo magistrado de 1... grau, indeferindo a liberdade provisória,
e os acórdãos do Superior Tribunal de Justiça e do TJ/PR carecem de fundamentação concreta.
Pedem que o auto de prisão em flagrante seja declarado nulo, em
razão da não configuração das hipóteses previstas no art. 302 do CPP.
Ainda asseveram: O paciente não estava na posse de qualquer objeto que
pudesse indicar sua participação no delito de roubo.
Consideram, também: A medida excepcional de decretação da prisão
preventiva não pode ser adotada se ausente o fundamento legal. Deve, ela apoiar-
se em fatos concretos que a embasem e não apenas em hipóteses ou conjecturas
sem apoio nos autos.
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Relatório
HC 110.023 / PR
Por fim, sustentam que o paciente possui residência fixa e ocupação
lícita, condições pessoais favoráveis à concessão da liberdade provisória.
Ante a deficiente formação dos autos, indeferi o pedido de medida
liminar (Dje 26.8.2011).
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.023 / PR
Por fim, sustentam que o paciente possui residência fixa e ocupação
lícita, condições pessoais favoráveis à concessão da liberdade provisória.
Ante a deficiente formação dos autos, indeferi o pedido de medida
liminar (Dje 26.8.2011).
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Neste
habeas, a defesa requer, em síntese, a revogação da prisão preventiva do
paciente, ao argumento de que não estão presentes os requisitos
autorizadores da segregação cautelar.
Inicialmente, assevero que, de modo geral, a prisão preventiva deve
indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para decretação,
nos termos do art. 312 do CPP: i) garantia da ordem pública; ii) garantia
da ordem econômica; iii) garantia da aplicação da lei penal; e iv)
conveniência da instrução criminal.
Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera
explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a
alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais
condições realizam-se na espécie.
Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para a análise de
uma excepcional situação jurídica de constrição da liberdade dos
cidadãos exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em
elementos concretos, devidamente explicitados.
Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela
prática do delito previsto no art. 157, § 2..., I, II e V, do Código Penal Brasileiro.
Formulado pedido de concessão de liberdade provisória, este restou
indeferido pelo Juízo de origem para garantir a ordem pública diante do
risco de reiteração de condutas.
Da simples leitura do decreto prisional, observo que o magistrado
apontou a existência de duas outras ações penais com trânsito em julgado
em desfavor do paciente pela prática de delitos contra o patrimônio.
Assim, verifico que a manutenção da custódia preventiva tomou
como motivação a necessidade de resguardar a ordem pública, dada a
concreta, e não meramente hipotética, probabilidade de reiteração
delitiva.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 110.023 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Neste
habeas, a defesa requer, em síntese, a revogação da prisão preventiva do
paciente, ao argumento de que não estão presentes os requisitos
autorizadores da segregação cautelar.
Inicialmente, assevero que, de modo geral, a prisão preventiva deve
indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para decretação,
nos termos do art. 312 do CPP: i) garantia da ordem pública; ii) garantia
da ordem econômica; iii) garantia da aplicação da lei penal; e iv)
conveniência da instrução criminal.
Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera
explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a
alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais
condições realizam-se na espécie.
Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para a análise de
uma excepcional situação jurídica de constrição da liberdade dos
cidadãos exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em
elementos concretos, devidamente explicitados.
Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela
prática do delito previsto no art. 157, § 2..., I, II e V, do Código Penal Brasileiro.
Formulado pedido de concessão de liberdade provisória, este restou
indeferido pelo Juízo de origem para garantir a ordem pública diante do
risco de reiteração de condutas.
Da simples leitura do decreto prisional, observo que o magistrado
apontou a existência de duas outras ações penais com trânsito em julgado
em desfavor do paciente pela prática de delitos contra o patrimônio.
Assim, verifico que a manutenção da custódia preventiva tomou
como motivação a necessidade de resguardar a ordem pública, dada a
concreta, e não meramente hipotética, probabilidade de reiteração
delitiva.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750149.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.023 / PR
Por oportuno, cumpre enfatizar que a jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal tem-se fixado no sentido de reputar legal, a título de
preservação da ordem pública, o decreto de prisão preventiva fundado na
concreta probabilidade de reiteração criminosa por parte do agente. A
propósito, menciono os seguintes precedentes:
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO
PENAL. PRISÃO PREVENTIVA PELA SUPOSTA PRÁTICA
DOS CRIMES DE FURTO QUALIFICADO E FORMAÇÃO DE
QUADRILHA. 1. (...) 2. ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE
FUNDAMENTO PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO
PREVENTIVA DO PACIENTE. POSSIBILIDADE DE
REITERAÇÃO
DELITIVA:
MOTIVAÇÃO
IDÔNEA.
PRECEDENTES. (...) 2. Decreto de prisão preventiva
devidamente fundamentado na garantia da ordem pública,
considerada a participação do Paciente em quadrilha
responsável pela prática de 98 furtos de caminhões, entre outros
delitos, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que
não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 3.
Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, ordem
denegada. - (HC 104.077/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma,
Dje 24.11.2010).
HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE
ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA, CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO
CRIMINAL E APLICAÇÃO DA LEI PENAL. PRISÃO
PREVENTIVA EMBASADA NA CONTEXTURA FACTUAL
DOS AUTOS. RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO NA
PRÁTICA DELITUOSA. ACAUTELAMENTO DO MEIO
SOCIAL. ORDEM DENEGADA. 1. Na concreta situação dos
autos, o fundamento da garantia da ordem pública basta para
validamente sustentar a prisão processual do paciente. Prisão
que se lastreia no concreto risco de reiteração criminosa. Pelo
que não há como refugar a aplicabilidade do conceito de ordem
pública se o caso em análise evidencia a necessidade de
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750149.
Supremo Tribunal Federal
HC 110.023 / PR
Por oportuno, cumpre enfatizar que a jurisprudência deste Supremo
Tribunal Federal tem-se fixado no sentido de reputar legal, a título de
preservação da ordem pública, o decreto de prisão preventiva fundado na
concreta probabilidade de reiteração criminosa por parte do agente. A
propósito, menciono os seguintes precedentes:
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO
PENAL. PRISÃO PREVENTIVA PELA SUPOSTA PRÁTICA
DOS CRIMES DE FURTO QUALIFICADO E FORMAÇÃO DE
QUADRILHA. 1. (...) 2. ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE
FUNDAMENTO PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO
PREVENTIVA DO PACIENTE. POSSIBILIDADE DE
REITERAÇÃO
DELITIVA:
MOTIVAÇÃO
IDÔNEA.
PRECEDENTES. (...) 2. Decreto de prisão preventiva
devidamente fundamentado na garantia da ordem pública,
considerada a participação do Paciente em quadrilha
responsável pela prática de 98 furtos de caminhões, entre outros
delitos, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que
não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 3.
Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, ordem
denegada. - (HC 104.077/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma,
Dje 24.11.2010).
HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE
ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA, CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO
CRIMINAL E APLICAÇÃO DA LEI PENAL. PRISÃO
PREVENTIVA EMBASADA NA CONTEXTURA FACTUAL
DOS AUTOS. RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO NA
PRÁTICA DELITUOSA. ACAUTELAMENTO DO MEIO
SOCIAL. ORDEM DENEGADA. 1. Na concreta situação dos
autos, o fundamento da garantia da ordem pública basta para
validamente sustentar a prisão processual do paciente. Prisão
que se lastreia no concreto risco de reiteração criminosa. Pelo
que não há como refugar a aplicabilidade do conceito de ordem
pública se o caso em análise evidencia a necessidade de
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 110.023 / PR
acautelamento do meio social quanto àquele risco da reiteração
delitiva. Situação que atende à finalidade do artigo 312 do CPP.
2. Não há que se falar em inidoneidade do decreto de prisão, se
este embasa a custódia cautelar a partir do contexto empírico da
causa. Contexto, esse, revelador da conduta supostamente
protagonizada pelo paciente no bojo de organização criminosa
especializada no tráfico internacional de substâncias
entorpecentes e do sério perigo de reiteração na prática delitiva.
Precedentes (...) 3. Ordem denegada - (HC 99.676/SP, Rel. Min.
Ayres Britto, 1... Turma, Dje 14.5.2010).
Como se pode constatar, o decreto de prisão preventiva baseou-se,
fundamentalmente, na necessidade de garantir a ordem pública.
Noto que os argumentos esboçados pelo Juízo de primeiro grau
atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, e à
interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale
dizer, do ato decisório transcrito é possível inferir-se razões concretas
para a segregação do paciente.
Nesses termos, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas
corpus.
É como voto.
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1750149.
Supremo Tribunal Federal
HC 110.023 / PR
acautelamento do meio social quanto àquele risco da reiteração
delitiva. Situação que atende à finalidade do artigo 312 do CPP.
2. Não há que se falar em inidoneidade do decreto de prisão, se
este embasa a custódia cautelar a partir do contexto empírico da
causa. Contexto, esse, revelador da conduta supostamente
protagonizada pelo paciente no bojo de organização criminosa
especializada no tráfico internacional de substâncias
entorpecentes e do sério perigo de reiteração na prática delitiva.
Precedentes (...) 3. Ordem denegada - (HC 99.676/SP, Rel. Min.
Ayres Britto, 1... Turma, Dje 14.5.2010).
Como se pode constatar, o decreto de prisão preventiva baseou-se,
fundamentalmente, na necessidade de garantir a ordem pública.
Noto que os argumentos esboçados pelo Juízo de primeiro grau
atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, e à
interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale
dizer, do ato decisório transcrito é possível inferir-se razões concretas
para a segregação do paciente.
Nesses termos, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas
corpus.
É como voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.023
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem denegada, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.023
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : REINALDO JOSÉ BOIS
IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: ordem denegada, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 110 . 023",
"HABEAS CORPUS 110 . 023",
"HC 205 . 754 / PR",
"HABEAS CORPUS 110 . 023",
"HC 205 . 754 / PR",
"HC 110 . 023 / PR",
"HC 110 . 023 / PR",
"HABEAS CORPUS 110 . 023",
"HABEAS CORPUS 110 . 023",
"HC 110 . 023 / PR",
"HC 104 . 077 / RS",
"HC 110 . 023 / PR",
"HC 104 . 077 / RS",
"HC 110 . 023 / PR",
"HC 99 . 676 / SP",
"HC 110 . 023 / PR",
"HC 99 . 676 / SP",
"HABEAS CORPUS 110 . 023",
"HABEAS CORPUS 110 . 023"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , 2 . . . , I , II e V , do Código Penal Brasileiro",
"art . 302 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , 2 . . . , I , II e V , do Código Penal Brasileiro",
"art . 302 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"art . 157 , § 2 . . . , I , II e V , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"art . 157 , § 2 . . . , I , II e V , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do CPP",
"artigo 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do CPP",
"artigo 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"Vara Única da Comarca de Alto Piquiri / PR",
"PARANÁ",
"Vara Única da Comarca de Alto Piquiri / PR",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"TJ",
"/",
"PR",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma da Corte de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"PR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"TJ",
"/",
"PR",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma da Corte de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"REINALDO JOSÉ BOIS",
"RONALDO CAMILO",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"REINALDO JOSÉ BOIS",
"RONALDO CAMILO",
"GILMAR MENDES",
"Ronaldo Camilo",
"Reinaldo José Bois",
"Gilson Dipp",
"GILMAR MENDES",
"REINALDO JOSÉ BOIS",
"RONALDO CAMILO",
"GILMAR MENDES",
"Ronaldo Camilo",
"Reinaldo José Bois",
"Gilson Dipp",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"REINALDO JOSÉ BOIS",
"RONALDO CAMILO",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"REINALDO JOSÉ BOIS",
"RONALDO CAMILO",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. FURTO
QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO DISTRITO DA
CULPA. QUEBRA DE COMPROMISSOS FIXADOS PARA GARANTIA
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. INDICAÇÃO DE ENDEREÇO FALSO
NO TERMO DE COMPROMISSO. DECISÃO FUNDAMENTADA.
ORDEM DENEGADA.
1.
A quebra dos compromissos assumidos quando da
concessão da liberdade provisória, a fuga do distrito da culpa e a
indicação de endereço falso no termo de compromisso são fundamentos
mais do que suficientes para a decretação da prisão preventiva, máxime
quando o paciente permanece foragido, já que evidenciam o risco à
aplicação da lei penal.
2.
Habeas corpus denegado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de
Júlio Mattos de Oliveira contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que negou provimento ao RHC 28.164/MG,
anteriormente ajuizado perante aquela Corte.
Na espécie, o paciente, após ser preso em flagrante, foi
denunciado pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais pela
prática do delito tipificado no art. 155, § 4º, inciso I, do Código Penal, por
ter subtraído, para si, mediante rompimento de obstáculo, dois telefones
celulares e um aparelho de DVD. Segundo a denúncia, o furto ocorreu
após o ingresso, mediante arrombamento da porta, na residência das
vítimas.
O magistrado da 2ª Vara Criminal da Comarca de
Governador Valadares/MG deferiu o pedido de liberdade provisória
mediante os compromissos previstos nos arts. 327 e 328 do Código de
Processo Penal.
No entanto, o paciente, após a soltura, não foi localizado
quando determinada sua citação para ciência do recebimento da
denúncia.
Em razão disso, o juiz suspendeu o curso do processo e do
prazo prescricional, nos termos do art. 366 do Código de Processo Penal.
Em seguida, decretou a prisão preventiva do acusado.
Contra tal decisão, o paciente manejou habeas corpus ao
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem.
Irresignado, o impetrante interpôs recurso ordinário em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de
Júlio Mattos de Oliveira contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que negou provimento ao RHC 28.164/MG,
anteriormente ajuizado perante aquela Corte.
Na espécie, o paciente, após ser preso em flagrante, foi
denunciado pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais pela
prática do delito tipificado no art. 155, § 4º, inciso I, do Código Penal, por
ter subtraído, para si, mediante rompimento de obstáculo, dois telefones
celulares e um aparelho de DVD. Segundo a denúncia, o furto ocorreu
após o ingresso, mediante arrombamento da porta, na residência das
vítimas.
O magistrado da 2ª Vara Criminal da Comarca de
Governador Valadares/MG deferiu o pedido de liberdade provisória
mediante os compromissos previstos nos arts. 327 e 328 do Código de
Processo Penal.
No entanto, o paciente, após a soltura, não foi localizado
quando determinada sua citação para ciência do recebimento da
denúncia.
Em razão disso, o juiz suspendeu o curso do processo e do
prazo prescricional, nos termos do art. 366 do Código de Processo Penal.
Em seguida, decretou a prisão preventiva do acusado.
Contra tal decisão, o paciente manejou habeas corpus ao
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem.
Irresignado, o impetrante interpôs recurso ordinário em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
HC 106.000 / MG
habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, cuja Quinta Turma
decidiu negar provimento ao recurso.
O impetrante alega, em síntese, que a prisão cautelar,
amparada na garantia de aplicação da lei penal, foi decretada sem a
exposição dos motivos concretos da necessidade da medida.
Destaca que o paciente, pessoa de poucos recursos
educacionais, ao assinar o termo de liberdade provisória, “não se deu conta
que deveria manter o Juízo informado, se é que realmente entendeu o teor do
compromisso do Termo de Liberdade Provisória”.
Assim, requer a concessão do presente habeas corpus, a fim
de que se determine a revogação da ordem de prisão expedida contra o
paciente, com a expedição do competente salvo conduto.
A eminente Ministra Ellen Gracie, em 03.11.2010, indeferiu
o pedido de liminar.
O Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de
Almeida exarou parecer pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.000 / MG
habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, cuja Quinta Turma
decidiu negar provimento ao recurso.
O impetrante alega, em síntese, que a prisão cautelar,
amparada na garantia de aplicação da lei penal, foi decretada sem a
exposição dos motivos concretos da necessidade da medida.
Destaca que o paciente, pessoa de poucos recursos
educacionais, ao assinar o termo de liberdade provisória, “não se deu conta
que deveria manter o Juízo informado, se é que realmente entendeu o teor do
compromisso do Termo de Liberdade Provisória”.
Assim, requer a concessão do presente habeas corpus, a fim
de que se determine a revogação da ordem de prisão expedida contra o
paciente, com a expedição do competente salvo conduto.
A eminente Ministra Ellen Gracie, em 03.11.2010, indeferiu
o pedido de liminar.
O Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de
Almeida exarou parecer pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão de
direito tratada neste
habeas corpus
diz respeito ao possível
constrangimento ilegal sofrido pelo paciente devido à ausência dos
requisitos autorizadores da manutenção da prisão cautelar.
Ao revogar o benefício da liberdade provisória concedida
ao investigado e decretar-lhe a prisão preventiva, com vista a assegurar a
aplicação da lei penal, o magistrado de primeiro grau destacou:
“No caso, foi concedido o benefício da liberdade provisória ao
acusado Júlio Mattos de Oliveira, consoante decisão acostada por
cópia às fls. 31, tendo o mesmo assumido os compromissos previstos
nos arts. 327 e 328 do CPP, consoante termo juntado às fls. 33.
Entretanto, certificou-se às fls. 48 que o acusado encontra-se
em local incerto e não sabido, noticiando a Sra. Oficiala de Justiça que,
diligenciando por toda a extensão da rua, pode observar que existem os
seguintes nºs 515, 524, 525 e, averiguado junto aos moradores da rua
se ali mora ou já morou algum Júlio, obteve resposta que tal pessoa é
desconhecida por aquela região.
Destarte, o acusado estava plenamente ciente da revogação da
medida, no caso de inadimplemento das condições à manutenção do
benefício, e, ainda assim, se ausentou do distrito da culpa, sem prévia
comunicação ao Juízo”.
Esse entendimento foi corroborado pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais ao denegar o writ aforado contra a
decisão que decretou a segregação cautelar, conforme a ementa que ora
transcrevo:
“HABEAS CORPUS” - FURTO QUALIFICADO –
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA –
INADMISSIBILIDADE – APLICAÇÃO DA LEI PENAL.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811479.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão de
direito tratada neste
habeas corpus
diz respeito ao possível
constrangimento ilegal sofrido pelo paciente devido à ausência dos
requisitos autorizadores da manutenção da prisão cautelar.
Ao revogar o benefício da liberdade provisória concedida
ao investigado e decretar-lhe a prisão preventiva, com vista a assegurar a
aplicação da lei penal, o magistrado de primeiro grau destacou:
“No caso, foi concedido o benefício da liberdade provisória ao
acusado Júlio Mattos de Oliveira, consoante decisão acostada por
cópia às fls. 31, tendo o mesmo assumido os compromissos previstos
nos arts. 327 e 328 do CPP, consoante termo juntado às fls. 33.
Entretanto, certificou-se às fls. 48 que o acusado encontra-se
em local incerto e não sabido, noticiando a Sra. Oficiala de Justiça que,
diligenciando por toda a extensão da rua, pode observar que existem os
seguintes nºs 515, 524, 525 e, averiguado junto aos moradores da rua
se ali mora ou já morou algum Júlio, obteve resposta que tal pessoa é
desconhecida por aquela região.
Destarte, o acusado estava plenamente ciente da revogação da
medida, no caso de inadimplemento das condições à manutenção do
benefício, e, ainda assim, se ausentou do distrito da culpa, sem prévia
comunicação ao Juízo”.
Esse entendimento foi corroborado pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais ao denegar o writ aforado contra a
decisão que decretou a segregação cautelar, conforme a ementa que ora
transcrevo:
“HABEAS CORPUS” - FURTO QUALIFICADO –
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA –
INADMISSIBILIDADE – APLICAÇÃO DA LEI PENAL.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 106.000 / MG
1. Havendo prova da materialidade e indícios suficientes de
autoria do crime de furto qualificado, justifica-se a manutenção do
decreto preventivo para aplicação da lei penal, ainda mais quando o
mandado de prisão sequer chegou a ser cumprido por se encontrar o
paciente foragido.
2. Ordem denegada”.
Já a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao RHC 28.164/MG nos termos da seguinte ementa:
“PROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. PRISÃO
PREVENTIVA.
APONTADA
AUSÊNCIA
DE
FUNDAMENTAÇÃO.
SEGREGAÇÃO
CAUTELAR
FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI
PENAL. PECULIARIDADES DO CASO. RÉU QUE, APÓS SER
BENEFICIADO COM A LIBERDADE PROVISÓRIA
AUSENTOU-SE DO DISTRITO DA CULPA, SEM INFORMAR
AO JUÍZO PROCESSANTE SEU NOVO ENDEREÇO.
I. A prisão preventiva se justifica desde que demonstrada a sua
real necessidade (HC 90.862/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eros
Grau, DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se
refere o art. 312 do Código de Processo Penal, não bastando, frise-se, a
mera explicitação textual de tais requisitos (HC 92.069/RJ, Segunda
Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 09/11/2007). Não se exige,
contudo fundamentação exaustiva, sendo suficiente que o decreto
constritivo, ainda que de forma sucinta, concisa, analise a presença,
no caso, dos requisitos legais ensejadores da prisão preventiva (RHC
89.972/GO, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJU de
29/06/2007)
II. Na hipótese, a segregação cautelar encontra-se devidamente
fundamentada em dados concretos extraídos dos autos que denotam
que o recorrente, beneficiado com a liberdade provisória, ausentou-se
do distrito da culpa sem comunicar ao Juízo processante o seu novo
endereço.
III. Condições pessoais favoráveis não têm o condão de, por si só,
2
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HC 106.000 / MG
1. Havendo prova da materialidade e indícios suficientes de
autoria do crime de furto qualificado, justifica-se a manutenção do
decreto preventivo para aplicação da lei penal, ainda mais quando o
mandado de prisão sequer chegou a ser cumprido por se encontrar o
paciente foragido.
2. Ordem denegada”.
Já a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao RHC 28.164/MG nos termos da seguinte ementa:
“PROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. PRISÃO
PREVENTIVA.
APONTADA
AUSÊNCIA
DE
FUNDAMENTAÇÃO.
SEGREGAÇÃO
CAUTELAR
FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI
PENAL. PECULIARIDADES DO CASO. RÉU QUE, APÓS SER
BENEFICIADO COM A LIBERDADE PROVISÓRIA
AUSENTOU-SE DO DISTRITO DA CULPA, SEM INFORMAR
AO JUÍZO PROCESSANTE SEU NOVO ENDEREÇO.
I. A prisão preventiva se justifica desde que demonstrada a sua
real necessidade (HC 90.862/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eros
Grau, DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se
refere o art. 312 do Código de Processo Penal, não bastando, frise-se, a
mera explicitação textual de tais requisitos (HC 92.069/RJ, Segunda
Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 09/11/2007). Não se exige,
contudo fundamentação exaustiva, sendo suficiente que o decreto
constritivo, ainda que de forma sucinta, concisa, analise a presença,
no caso, dos requisitos legais ensejadores da prisão preventiva (RHC
89.972/GO, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJU de
29/06/2007)
II. Na hipótese, a segregação cautelar encontra-se devidamente
fundamentada em dados concretos extraídos dos autos que denotam
que o recorrente, beneficiado com a liberdade provisória, ausentou-se
do distrito da culpa sem comunicar ao Juízo processante o seu novo
endereço.
III. Condições pessoais favoráveis não têm o condão de, por si só,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 106.000 / MG
garantirem a revogação da prisão preventiva, se há nos autos,
elementos hábeis a recomendarem a manutenção da custódia cautelar
(Precedentes).
Recurso desprovido”.
Da leitura das decisões, constata-se que estão devidamente
fundamentadas, apontando os fatos concretos que autorizaram a prisão
preventiva.
Nada colhe, o impetrante, quando justifica a evasão do
paciente do distrito da culpa em razão de sua suposta baixa escolaridade
e impossibilidade de entender o teor do termo de compromisso.
É que tais obrigações legais foram assumidas pelo
investigado em Juízo. Conforme documentos presentes nos autos, foi
requisitada a apresentação do ora paciente em Juízo e, em audiência
perante o juiz, foi tomado o termo de compromisso do paciente em
relação ao previsto nos arts. 327 e 328 do Código de Processo Penal.
Consta no termo que o referidos artigos do Código de Processo Penal
teriam sido lidos para o paciente. O termo, juntado aos autos por cópia,
está assinado pelo juiz e pelo paciente.
Verifico ainda no termo que o paciente indicou de próprio
punho o endereço no qual poderia ser encontrado, Rua do Espigão, n.º
521, Altinópolis.
Consta, porém, nos autos certidão do oficial de justiça no
sentido de que o referido endereço não existia e de que os moradores do
local desconheciam o paciente.
Então não assiste razão à Defensoria ao alegar que a prisão
foi decretada meramente porque o paciente não foi encontrado.
Houve descumprimento dos compromissos assumidos
quando da concessão da liberdade provisória, dentre eles o de
comparecimento a todos os atos do processo e ainda o de não mudar o
endereço sem autorização do Juízo. Tal fato, por si só, autoriza a
revogação da liberdade provisória e a decretação da prisão preventiva
(art. 282, §4º, do Código de Processo Penal).
Além disso, tudo indica que o paciente, de próprio punho
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HC 106.000 / MG
garantirem a revogação da prisão preventiva, se há nos autos,
elementos hábeis a recomendarem a manutenção da custódia cautelar
(Precedentes).
Recurso desprovido”.
Da leitura das decisões, constata-se que estão devidamente
fundamentadas, apontando os fatos concretos que autorizaram a prisão
preventiva.
Nada colhe, o impetrante, quando justifica a evasão do
paciente do distrito da culpa em razão de sua suposta baixa escolaridade
e impossibilidade de entender o teor do termo de compromisso.
É que tais obrigações legais foram assumidas pelo
investigado em Juízo. Conforme documentos presentes nos autos, foi
requisitada a apresentação do ora paciente em Juízo e, em audiência
perante o juiz, foi tomado o termo de compromisso do paciente em
relação ao previsto nos arts. 327 e 328 do Código de Processo Penal.
Consta no termo que o referidos artigos do Código de Processo Penal
teriam sido lidos para o paciente. O termo, juntado aos autos por cópia,
está assinado pelo juiz e pelo paciente.
Verifico ainda no termo que o paciente indicou de próprio
punho o endereço no qual poderia ser encontrado, Rua do Espigão, n.º
521, Altinópolis.
Consta, porém, nos autos certidão do oficial de justiça no
sentido de que o referido endereço não existia e de que os moradores do
local desconheciam o paciente.
Então não assiste razão à Defensoria ao alegar que a prisão
foi decretada meramente porque o paciente não foi encontrado.
Houve descumprimento dos compromissos assumidos
quando da concessão da liberdade provisória, dentre eles o de
comparecimento a todos os atos do processo e ainda o de não mudar o
endereço sem autorização do Juízo. Tal fato, por si só, autoriza a
revogação da liberdade provisória e a decretação da prisão preventiva
(art. 282, §4º, do Código de Processo Penal).
Além disso, tudo indica que o paciente, de próprio punho
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 106.000 / MG
e na presença do juiz, declarou endereço de residência falso no termo de
compromisso.
Cumpre acrescentar que os habeas corpus sucessivos foram
impetrados pela Defensoria Pública na defesa do paciente, mas que até
agora este permanece foragido e em local incerto e não-sabido.
A quebra dos compromissos assumidos quando da
concessão da liberdade provisória, a fuga do distrito da culpa e a
indicação de endereço falso no termo de compromisso são fundamentos
mais do que suficientes para a decretação da prisão preventiva, máxime
quando o paciente permanece foragido, já que evidenciam o risco à
aplicação da lei penal.
É como voto.
4
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HC 106.000 / MG
e na presença do juiz, declarou endereço de residência falso no termo de
compromisso.
Cumpre acrescentar que os habeas corpus sucessivos foram
impetrados pela Defensoria Pública na defesa do paciente, mas que até
agora este permanece foragido e em local incerto e não-sabido.
A quebra dos compromissos assumidos quando da
concessão da liberdade provisória, a fuga do distrito da culpa e a
indicação de endereço falso no termo de compromisso são fundamentos
mais do que suficientes para a decretação da prisão preventiva, máxime
quando o paciente permanece foragido, já que evidenciam o risco à
aplicação da lei penal.
É como voto.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Senhor Presidente, pelo que a
eminente Relatora narrou, realmente criou-se obstáculos à instrução
criminal que, por si só, justifica. Eu estou também acompanhando a
eminente Relatora e o parecer do eminente representante do Ministério
Público que encontra fundamentação nos dados concretos extraídos dos
autos, denotando que o recorrente ausentou-se reiteradamente do distrito
de culpa, sem a devida comunicação, sem prejuízo de ter oferecido o
endereço equivocado para frustrar a aplicação da lei penal.
Presentes esses dois requisitos, acompanho a Relatora.
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Senhor Presidente, pelo que a
eminente Relatora narrou, realmente criou-se obstáculos à instrução
criminal que, por si só, justifica. Eu estou também acompanhando a
eminente Relatora e o parecer do eminente representante do Ministério
Público que encontra fundamentação nos dados concretos extraídos dos
autos, denotando que o recorrente ausentou-se reiteradamente do distrito
de culpa, sem a devida comunicação, sem prejuízo de ter oferecido o
endereço equivocado para frustrar a aplicação da lei penal.
Presentes esses dois requisitos, acompanho a Relatora.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, vou pedir
vênia aos colegas para divergir.
O que houve na espécie? Um flagrante. Então, implementou-se a
liberdade provisória. Proposta a ação penal, o acusado não foi
encontrado, sendo citado por edital. Não compareceu a Juízo, não
credenciou o profissional da advocacia para a defesa e, com isso, houve a
incidência do artigo 366 do Código de Processo Penal. Ficaram suspensos
processo e prescrição.
Indago: poderia ser evocado o que teria servido de base para afastar
o flagrante, isto é, um compromisso de atender aos chamamentos
judiciais para implementar-se a preventiva? A meu ver, não! Porque o
próprio artigo 366, quando contempla a citação por edital e a ausência de
constituição de advogado, refere-se à preventiva, se for o caso. Não ocorre
a prisão automática do acusado para, posteriormente, haver a aplicação
da lei penal com a concretude que lhe é própria, ou seja, aquela premissa
do Juízo quando afastou o flagrante numa fase que antecedeu a
propositura da ação penal não é suficiente a respaldar, a se acrescentar ao
que previsto no artigo 366 do Código de Processo Penal – suspensão do
processo e da prescrição – a própria prisão como se ela fosse automática.
Por isso, peço vênia para conceder a ordem.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1819293.
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, vou pedir
vênia aos colegas para divergir.
O que houve na espécie? Um flagrante. Então, implementou-se a
liberdade provisória. Proposta a ação penal, o acusado não foi
encontrado, sendo citado por edital. Não compareceu a Juízo, não
credenciou o profissional da advocacia para a defesa e, com isso, houve a
incidência do artigo 366 do Código de Processo Penal. Ficaram suspensos
processo e prescrição.
Indago: poderia ser evocado o que teria servido de base para afastar
o flagrante, isto é, um compromisso de atender aos chamamentos
judiciais para implementar-se a preventiva? A meu ver, não! Porque o
próprio artigo 366, quando contempla a citação por edital e a ausência de
constituição de advogado, refere-se à preventiva, se for o caso. Não ocorre
a prisão automática do acusado para, posteriormente, haver a aplicação
da lei penal com a concretude que lhe é própria, ou seja, aquela premissa
do Juízo quando afastou o flagrante numa fase que antecedeu a
propositura da ação penal não é suficiente a respaldar, a se acrescentar ao
que previsto no artigo 366 do Código de Processo Penal – suspensão do
processo e da prescrição – a própria prisão como se ela fosse automática.
Por isso, peço vênia para conceder a ordem.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 106.000
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810799
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 106.000
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810799
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1845864
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-26T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. FURTO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. QUEBRA DE COMPROMISSOS FIXADOS PARA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. INDICAÇÃO DE ENDEREÇO FALSO NO TERMO DE COMPROMISSO. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM DENEGADA.
1. A quebra dos compromissos assumidos quando da concessão da liberdade provisória, a fuga do distrito da culpa e a indicação de endereço falso no termo de compromisso são fundamentos mais do que suficientes para a decretação da prisão preventiva, máxime quando o paciente permanece foragido, já que evidenciam o risco à aplicação da lei penal.
2. Habeas corpus denegado.
|
sjur206541
|
- Veja HC 28164 do STJ.
Número de páginas: 10.
Análise: 10/04/2012, MMR.
Revisão: 19/04/2012, SEV.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
106000
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00282 PAR-00004 ART-00327 ART-00328\r\n ART-00366 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 106000
|
[
""
] |
PACTE.(S) : JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. FURTO
QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO DISTRITO DA
CULPA. QUEBRA DE COMPROMISSOS FIXADOS PARA GARANTIA
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. INDICAÇÃO DE ENDEREÇO FALSO
NO TERMO DE COMPROMISSO. DECISÃO FUNDAMENTADA.
ORDEM DENEGADA.
1.
A quebra dos compromissos assumidos quando da
concessão da liberdade provisória, a fuga do distrito da culpa e a
indicação de endereço falso no termo de compromisso são fundamentos
mais do que suficientes para a decretação da prisão preventiva, máxime
quando o paciente permanece foragido, já que evidenciam o risco à
aplicação da lei penal.
2.
Habeas corpus denegado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811477.
Supremo Tribunal Federal
DJe 26/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de
Júlio Mattos de Oliveira contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que negou provimento ao RHC 28.164/MG,
anteriormente ajuizado perante aquela Corte.
Na espécie, o paciente, após ser preso em flagrante, foi
denunciado pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais pela
prática do delito tipificado no art. 155, § 4..., inciso I, do Código Penal, por
ter subtraído, para si, mediante rompimento de obstáculo, dois telefones
celulares e um aparelho de DVD. Segundo a denúncia, o furto ocorreu
após o ingresso, mediante arrombamento da porta, na residência das
vítimas.
O magistrado da 2... Vara Criminal da Comarca de
Governador Valadares/MG deferiu o pedido de liberdade provisória
mediante os compromissos previstos nos arts. 327 e 328 do Código de
Processo Penal.
No entanto, o paciente, após a soltura, não foi localizado
quando determinada sua citação para ciência do recebimento da
denúncia.
Em razão disso, o juiz suspendeu o curso do processo e do
prazo prescricional, nos termos do art. 366 do Código de Processo Penal.
Em seguida, decretou a prisão preventiva do acusado.
Contra tal decisão, o paciente manejou habeas corpus ao
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem.
Irresignado, o impetrante interpôs recurso ordinário em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de
Júlio Mattos de Oliveira contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que negou provimento ao RHC 28.164/MG,
anteriormente ajuizado perante aquela Corte.
Na espécie, o paciente, após ser preso em flagrante, foi
denunciado pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais pela
prática do delito tipificado no art. 155, § 4..., inciso I, do Código Penal, por
ter subtraído, para si, mediante rompimento de obstáculo, dois telefones
celulares e um aparelho de DVD. Segundo a denúncia, o furto ocorreu
após o ingresso, mediante arrombamento da porta, na residência das
vítimas.
O magistrado da 2... Vara Criminal da Comarca de
Governador Valadares/MG deferiu o pedido de liberdade provisória
mediante os compromissos previstos nos arts. 327 e 328 do Código de
Processo Penal.
No entanto, o paciente, após a soltura, não foi localizado
quando determinada sua citação para ciência do recebimento da
denúncia.
Em razão disso, o juiz suspendeu o curso do processo e do
prazo prescricional, nos termos do art. 366 do Código de Processo Penal.
Em seguida, decretou a prisão preventiva do acusado.
Contra tal decisão, o paciente manejou habeas corpus ao
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem.
Irresignado, o impetrante interpôs recurso ordinário em
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
HC 106.000 / MG
habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, cuja Quinta Turma
decidiu negar provimento ao recurso.
O impetrante alega, em síntese, que a prisão cautelar,
amparada na garantia de aplicação da lei penal, foi decretada sem a
exposição dos motivos concretos da necessidade da medida.
Destaca que o paciente, pessoa de poucos recursos
educacionais, ao assinar o termo de liberdade provisória, “não se deu conta
que deveria manter o Juízo informado, se é que realmente entendeu o teor do
compromisso do Termo de Liberdade Provisória”.
Assim, requer a concessão do presente habeas corpus, a fim
de que se determine a revogação da ordem de prisão expedida contra o
paciente, com a expedição do competente salvo conduto.
A eminente Ministra Ellen Gracie, em 03.11.2010, indeferiu
o pedido de liminar.
O Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de
Almeida exarou parecer pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 106.000 / MG
habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, cuja Quinta Turma
decidiu negar provimento ao recurso.
O impetrante alega, em síntese, que a prisão cautelar,
amparada na garantia de aplicação da lei penal, foi decretada sem a
exposição dos motivos concretos da necessidade da medida.
Destaca que o paciente, pessoa de poucos recursos
educacionais, ao assinar o termo de liberdade provisória, “não se deu conta
que deveria manter o Juízo informado, se é que realmente entendeu o teor do
compromisso do Termo de Liberdade Provisória”.
Assim, requer a concessão do presente habeas corpus, a fim
de que se determine a revogação da ordem de prisão expedida contra o
paciente, com a expedição do competente salvo conduto.
A eminente Ministra Ellen Gracie, em 03.11.2010, indeferiu
o pedido de liminar.
O Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de
Almeida exarou parecer pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão de
direito tratada neste
habeas corpus
diz respeito ao possível
constrangimento ilegal sofrido pelo paciente devido à ausência dos
requisitos autorizadores da manutenção da prisão cautelar.
Ao revogar o benefício da liberdade provisória concedida
ao investigado e decretar-lhe a prisão preventiva, com vista a assegurar a
aplicação da lei penal, o magistrado de primeiro grau destacou:
“No caso, foi concedido o benefício da liberdade provisória ao
acusado Júlio Mattos de Oliveira, consoante decisão acostada por
cópia às fls. 31, tendo o mesmo assumido os compromissos previstos
nos arts. 327 e 328 do CPP, consoante termo juntado às fls. 33.
Entretanto, certificou-se às fls. 48 que o acusado encontra-se
em local incerto e não sabido, noticiando a Sra. Oficiala de Justiça que,
diligenciando por toda a extensão da rua, pode observar que existem os
seguintes ns 515, 524, 525 e, averiguado junto aos moradores da rua
se ali mora ou já morou algum Júlio, obteve resposta que tal pessoa é
desconhecida por aquela região.
Destarte, o acusado estava plenamente ciente da revogação da
medida, no caso de inadimplemento das condições à manutenção do
benefício, e, ainda assim, se ausentou do distrito da culpa, sem prévia
comunicação ao Juízo”.
Esse entendimento foi corroborado pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais ao denegar o writ aforado contra a
decisão que decretou a segregação cautelar, conforme a ementa que ora
transcrevo:
“HABEAS CORPUS” - FURTO QUALIFICADO –
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA –
INADMISSIBILIDADE – APLICAÇÃO DA LEI PENAL.
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão de
direito tratada neste
habeas corpus
diz respeito ao possível
constrangimento ilegal sofrido pelo paciente devido à ausência dos
requisitos autorizadores da manutenção da prisão cautelar.
Ao revogar o benefício da liberdade provisória concedida
ao investigado e decretar-lhe a prisão preventiva, com vista a assegurar a
aplicação da lei penal, o magistrado de primeiro grau destacou:
“No caso, foi concedido o benefício da liberdade provisória ao
acusado Júlio Mattos de Oliveira, consoante decisão acostada por
cópia às fls. 31, tendo o mesmo assumido os compromissos previstos
nos arts. 327 e 328 do CPP, consoante termo juntado às fls. 33.
Entretanto, certificou-se às fls. 48 que o acusado encontra-se
em local incerto e não sabido, noticiando a Sra. Oficiala de Justiça que,
diligenciando por toda a extensão da rua, pode observar que existem os
seguintes ns 515, 524, 525 e, averiguado junto aos moradores da rua
se ali mora ou já morou algum Júlio, obteve resposta que tal pessoa é
desconhecida por aquela região.
Destarte, o acusado estava plenamente ciente da revogação da
medida, no caso de inadimplemento das condições à manutenção do
benefício, e, ainda assim, se ausentou do distrito da culpa, sem prévia
comunicação ao Juízo”.
Esse entendimento foi corroborado pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais ao denegar o writ aforado contra a
decisão que decretou a segregação cautelar, conforme a ementa que ora
transcrevo:
“HABEAS CORPUS” - FURTO QUALIFICADO –
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA –
INADMISSIBILIDADE – APLICAÇÃO DA LEI PENAL.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 106.000 / MG
1. Havendo prova da materialidade e indícios suficientes de
autoria do crime de furto qualificado, justifica-se a manutenção do
decreto preventivo para aplicação da lei penal, ainda mais quando o
mandado de prisão sequer chegou a ser cumprido por se encontrar o
paciente foragido.
2. Ordem denegada”.
Já a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao RHC 28.164/MG nos termos da seguinte ementa:
“PROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. PRISÃO
PREVENTIVA.
APONTADA
AUSÊNCIA
DE
FUNDAMENTAÇÃO.
SEGREGAÇÃO
CAUTELAR
FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI
PENAL. PECULIARIDADES DO CASO. RÉU QUE, APÓS SER
BENEFICIADO COM A LIBERDADE PROVISÓRIA
AUSENTOU-SE DO DISTRITO DA CULPA, SEM INFORMAR
AO JUÍZO PROCESSANTE SEU NOVO ENDEREÇO.
I. A prisão preventiva se justifica desde que demonstrada a sua
real necessidade (HC 90.862/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eros
Grau, DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se
refere o art. 312 do Código de Processo Penal, não bastando, frise-se, a
mera explicitação textual de tais requisitos (HC 92.069/RJ, Segunda
Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 09/11/2007). Não se exige,
contudo fundamentação exaustiva, sendo suficiente que o decreto
constritivo, ainda que de forma sucinta, concisa, analise a presença,
no caso, dos requisitos legais ensejadores da prisão preventiva (RHC
89.972/GO, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJU de
29/06/2007)
II. Na hipótese, a segregação cautelar encontra-se devidamente
fundamentada em dados concretos extraídos dos autos que denotam
que o recorrente, beneficiado com a liberdade provisória, ausentou-se
do distrito da culpa sem comunicar ao Juízo processante o seu novo
endereço.
III. Condições pessoais favoráveis não têm o condão de, por si só,
2
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HC 106.000 / MG
1. Havendo prova da materialidade e indícios suficientes de
autoria do crime de furto qualificado, justifica-se a manutenção do
decreto preventivo para aplicação da lei penal, ainda mais quando o
mandado de prisão sequer chegou a ser cumprido por se encontrar o
paciente foragido.
2. Ordem denegada”.
Já a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao RHC 28.164/MG nos termos da seguinte ementa:
“PROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. PRISÃO
PREVENTIVA.
APONTADA
AUSÊNCIA
DE
FUNDAMENTAÇÃO.
SEGREGAÇÃO
CAUTELAR
FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI
PENAL. PECULIARIDADES DO CASO. RÉU QUE, APÓS SER
BENEFICIADO COM A LIBERDADE PROVISÓRIA
AUSENTOU-SE DO DISTRITO DA CULPA, SEM INFORMAR
AO JUÍZO PROCESSANTE SEU NOVO ENDEREÇO.
I. A prisão preventiva se justifica desde que demonstrada a sua
real necessidade (HC 90.862/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eros
Grau, DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se
refere o art. 312 do Código de Processo Penal, não bastando, frise-se, a
mera explicitação textual de tais requisitos (HC 92.069/RJ, Segunda
Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 09/11/2007). Não se exige,
contudo fundamentação exaustiva, sendo suficiente que o decreto
constritivo, ainda que de forma sucinta, concisa, analise a presença,
no caso, dos requisitos legais ensejadores da prisão preventiva (RHC
89.972/GO, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJU de
29/06/2007)
II. Na hipótese, a segregação cautelar encontra-se devidamente
fundamentada em dados concretos extraídos dos autos que denotam
que o recorrente, beneficiado com a liberdade provisória, ausentou-se
do distrito da culpa sem comunicar ao Juízo processante o seu novo
endereço.
III. Condições pessoais favoráveis não têm o condão de, por si só,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 106.000 / MG
garantirem a revogação da prisão preventiva, se há nos autos,
elementos hábeis a recomendarem a manutenção da custódia cautelar
(Precedentes).
Recurso desprovido”.
Da leitura das decisões, constata-se que estão devidamente
fundamentadas, apontando os fatos concretos que autorizaram a prisão
preventiva.
Nada colhe, o impetrante, quando justifica a evasão do
paciente do distrito da culpa em razão de sua suposta baixa escolaridade
e impossibilidade de entender o teor do termo de compromisso.
É que tais obrigações legais foram assumidas pelo
investigado em Juízo. Conforme documentos presentes nos autos, foi
requisitada a apresentação do ora paciente em Juízo e, em audiência
perante o juiz, foi tomado o termo de compromisso do paciente em
relação ao previsto nos arts. 327 e 328 do Código de Processo Penal.
Consta no termo que o referidos artigos do Código de Processo Penal
teriam sido lidos para o paciente. O termo, juntado aos autos por cópia,
está assinado pelo juiz e pelo paciente.
Verifico ainda no termo que o paciente indicou de próprio
punho o endereço no qual poderia ser encontrado, Rua do Espigão, n.
521, Altinópolis.
Consta, porém, nos autos certidão do oficial de justiça no
sentido de que o referido endereço não existia e de que os moradores do
local desconheciam o paciente.
Então não assiste razão à Defensoria ao alegar que a prisão
foi decretada meramente porque o paciente não foi encontrado.
Houve descumprimento dos compromissos assumidos
quando da concessão da liberdade provisória, dentre eles o de
comparecimento a todos os atos do processo e ainda o de não mudar o
endereço sem autorização do Juízo. Tal fato, por si só, autoriza a
revogação da liberdade provisória e a decretação da prisão preventiva
(art. 282, §4..., do Código de Processo Penal).
Além disso, tudo indica que o paciente, de próprio punho
3
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HC 106.000 / MG
garantirem a revogação da prisão preventiva, se há nos autos,
elementos hábeis a recomendarem a manutenção da custódia cautelar
(Precedentes).
Recurso desprovido”.
Da leitura das decisões, constata-se que estão devidamente
fundamentadas, apontando os fatos concretos que autorizaram a prisão
preventiva.
Nada colhe, o impetrante, quando justifica a evasão do
paciente do distrito da culpa em razão de sua suposta baixa escolaridade
e impossibilidade de entender o teor do termo de compromisso.
É que tais obrigações legais foram assumidas pelo
investigado em Juízo. Conforme documentos presentes nos autos, foi
requisitada a apresentação do ora paciente em Juízo e, em audiência
perante o juiz, foi tomado o termo de compromisso do paciente em
relação ao previsto nos arts. 327 e 328 do Código de Processo Penal.
Consta no termo que o referidos artigos do Código de Processo Penal
teriam sido lidos para o paciente. O termo, juntado aos autos por cópia,
está assinado pelo juiz e pelo paciente.
Verifico ainda no termo que o paciente indicou de próprio
punho o endereço no qual poderia ser encontrado, Rua do Espigão, n.
521, Altinópolis.
Consta, porém, nos autos certidão do oficial de justiça no
sentido de que o referido endereço não existia e de que os moradores do
local desconheciam o paciente.
Então não assiste razão à Defensoria ao alegar que a prisão
foi decretada meramente porque o paciente não foi encontrado.
Houve descumprimento dos compromissos assumidos
quando da concessão da liberdade provisória, dentre eles o de
comparecimento a todos os atos do processo e ainda o de não mudar o
endereço sem autorização do Juízo. Tal fato, por si só, autoriza a
revogação da liberdade provisória e a decretação da prisão preventiva
(art. 282, §4..., do Código de Processo Penal).
Além disso, tudo indica que o paciente, de próprio punho
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 106.000 / MG
e na presença do juiz, declarou endereço de residência falso no termo de
compromisso.
Cumpre acrescentar que os habeas corpus sucessivos foram
impetrados pela Defensoria Pública na defesa do paciente, mas que até
agora este permanece foragido e em local incerto e não-sabido.
A quebra dos compromissos assumidos quando da
concessão da liberdade provisória, a fuga do distrito da culpa e a
indicação de endereço falso no termo de compromisso são fundamentos
mais do que suficientes para a decretação da prisão preventiva, máxime
quando o paciente permanece foragido, já que evidenciam o risco à
aplicação da lei penal.
É como voto.
4
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HC 106.000 / MG
e na presença do juiz, declarou endereço de residência falso no termo de
compromisso.
Cumpre acrescentar que os habeas corpus sucessivos foram
impetrados pela Defensoria Pública na defesa do paciente, mas que até
agora este permanece foragido e em local incerto e não-sabido.
A quebra dos compromissos assumidos quando da
concessão da liberdade provisória, a fuga do distrito da culpa e a
indicação de endereço falso no termo de compromisso são fundamentos
mais do que suficientes para a decretação da prisão preventiva, máxime
quando o paciente permanece foragido, já que evidenciam o risco à
aplicação da lei penal.
É como voto.
4
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Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Senhor Presidente, pelo que a
eminente Relatora narrou, realmente criou-se obstáculos à instrução
criminal que, por si só, justifica. Eu estou também acompanhando a
eminente Relatora e o parecer do eminente representante do Ministério
Público que encontra fundamentação nos dados concretos extraídos dos
autos, denotando que o recorrente ausentou-se reiteradamente do distrito
de culpa, sem a devida comunicação, sem prejuízo de ter oferecido o
endereço equivocado para frustrar a aplicação da lei penal.
Presentes esses dois requisitos, acompanho a Relatora.
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Senhor Presidente, pelo que a
eminente Relatora narrou, realmente criou-se obstáculos à instrução
criminal que, por si só, justifica. Eu estou também acompanhando a
eminente Relatora e o parecer do eminente representante do Ministério
Público que encontra fundamentação nos dados concretos extraídos dos
autos, denotando que o recorrente ausentou-se reiteradamente do distrito
de culpa, sem a devida comunicação, sem prejuízo de ter oferecido o
endereço equivocado para frustrar a aplicação da lei penal.
Presentes esses dois requisitos, acompanho a Relatora.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, vou pedir
vênia aos colegas para divergir.
O que houve na espécie? Um flagrante. Então, implementou-se a
liberdade provisória. Proposta a ação penal, o acusado não foi
encontrado, sendo citado por edital. Não compareceu a Juízo, não
credenciou o profissional da advocacia para a defesa e, com isso, houve a
incidência do artigo 366 do Código de Processo Penal. Ficaram suspensos
processo e prescrição.
Indago: poderia ser evocado o que teria servido de base para afastar
o flagrante, isto é, um compromisso de atender aos chamamentos
judiciais para implementar-se a preventiva? A meu ver, não! Porque o
próprio artigo 366, quando contempla a citação por edital e a ausência de
constituição de advogado, refere-se à preventiva, se for o caso. Não ocorre
a prisão automática do acusado para, posteriormente, haver a aplicação
da lei penal com a concretude que lhe é própria, ou seja, aquela premissa
do Juízo quando afastou o flagrante numa fase que antecedeu a
propositura da ação penal não é suficiente a respaldar, a se acrescentar ao
que previsto no artigo 366 do Código de Processo Penal – suspensão do
processo e da prescrição – a própria prisão como se ela fosse automática.
Por isso, peço vênia para conceder a ordem.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.000 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, vou pedir
vênia aos colegas para divergir.
O que houve na espécie? Um flagrante. Então, implementou-se a
liberdade provisória. Proposta a ação penal, o acusado não foi
encontrado, sendo citado por edital. Não compareceu a Juízo, não
credenciou o profissional da advocacia para a defesa e, com isso, houve a
incidência do artigo 366 do Código de Processo Penal. Ficaram suspensos
processo e prescrição.
Indago: poderia ser evocado o que teria servido de base para afastar
o flagrante, isto é, um compromisso de atender aos chamamentos
judiciais para implementar-se a preventiva? A meu ver, não! Porque o
próprio artigo 366, quando contempla a citação por edital e a ausência de
constituição de advogado, refere-se à preventiva, se for o caso. Não ocorre
a prisão automática do acusado para, posteriormente, haver a aplicação
da lei penal com a concretude que lhe é própria, ou seja, aquela premissa
do Juízo quando afastou o flagrante numa fase que antecedeu a
propositura da ação penal não é suficiente a respaldar, a se acrescentar ao
que previsto no artigo 366 do Código de Processo Penal – suspensão do
processo e da prescrição – a própria prisão como se ela fosse automática.
Por isso, peço vênia para conceder a ordem.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 106.000
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810799
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 106.000
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JULIO MATTOS DE OLIVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810799
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 106 . 000",
"HABEAS CORPUS 106 . 000 MINAS",
"RHC 28 . 164 / MG",
"HABEAS CORPUS 106 . 000 MINAS",
"RHC 28 . 164 / MG",
"HC 106 . 000 / MG",
"HC 106 . 000 / MG",
"HABEAS CORPUS 106 . 000",
"HABEAS CORPUS 106 . 000 MINAS",
"HC 106 . 000 / MG",
"RHC 28 . 164 / MG",
"HC 90 . 862 / SP",
"HC 92 . 069 / RJ",
"RHC 89 . 972 / GO",
"HC 106 . 000 / MG",
"RHC 28 . 164 / MG",
"HC 90 . 862 / SP",
"HC 92 . 069 / RJ",
"RHC 89 . 972 / GO",
"HC 106 . 000 / MG",
"HC 106 . 000 / MG",
"HC 106 . 000 / MG",
"HC 106 . 000 / MG",
"HABEAS CORPUS 106 . 000 MINAS",
"HABEAS CORPUS 106 . 000 MINAS",
"HABEAS CORPUS 106 . 000",
"HABEAS CORPUS 106 . 000",
"HABEAS CORPUS 106 . 000",
"HABEAS CORPUS 106 . 000"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 4 . . . , inciso I , do Código Penal",
"arts . 327 e 328 do Código de Processo Penal",
"art . 366 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 4 . . . , inciso I , do Código Penal",
"arts . 327 e 328 do Código de Processo Penal",
"art . 366 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 327 e 328 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 327 e 328 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI PENAL",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 327 e 328 do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"art . 282 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 327 e 328 do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"art . 282 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 366 do Código de Processo Penal",
"artigo 366 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 366 do Código de Processo Penal",
"artigo 366 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"DISTRITO DA CULPA",
"Rua do Espigão",
"Altinópolis",
"Rua do Espigão",
"Altinópolis",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público do Estado de Minas Gerais",
"2",
".",
"Vara Criminal da Comarca de Governador Valadares / MG",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público do Estado de Minas Gerais",
"2",
".",
".",
"Vara Criminal da Comarca de Governador Valadares / MG",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Defensoria Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Defensoria Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"JULIO MATTOS DE OLIVEIRA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"JULIO MATTOS DE OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"Júlio Mattos de Oliveira",
"ROSA WEBER",
"JULIO MATTOS DE OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"Júlio Mattos de Oliveira",
"Ellen Gracie",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ellen Gracie",
"Edson Oliveira de Almeida",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Júlio Mattos de Oliveira",
"Rosa Weber",
"Júlio Mattos de Oliveira",
"ROSA WEBER",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"JULIO MATTOS DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"JULIO MATTOS DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"04",
"/",
"2007",
"09",
"/",
"11",
"/",
"2007",
"29",
"/",
"06",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"04",
"/",
"2007",
"09",
"/",
"11",
"/",
"2007",
"29",
"/",
"06",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S)
:ANTONIO
FERNANDO
PINHEIRO
PEDRO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Processo administrativo
disciplinar. Advogado. Ausência. Súmula Vinculante nº 5. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não
ofende a Constituição Federal a ausência de defesa técnica em processo
administrativo disciplinar. Incidência da Súmula Vinculante nº 5.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822197.
Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18
Ementa e Acórdão
RE 451.840 AGR / SP
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822197.
Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822197.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S)
:ANTONIO
FERNANDO
PINHEIRO
PEDRO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Carlos Alberto de Araújo Carvalho interpõe tempestivo agravo
regimental (fls. 228/229 – fax – e 232/233 – original) contra decisão em que
se negou seguimento ao recurso extraordinário (fls. 219 a 225), com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO interpõe
recurso extraordinário (folhas 162 a 73) contra acórdão
proferido pela Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado:
'SERVIDOR PÚBLICO. Pretensão de anular ato
administrativo impositivo de penalidade disciplinar –
Verificação de que resguardou-se devidamente o direito
de defesa com adequação entre a acusação, a defesa e a
conclusão – Sentença de procedência da ação – Apelos
providos para julgá-la improcedente' (fl. 145).
Interpostos embargos de declaração (folhas 150 a 153),
foram rejeitados (folhas 158 a 159).
Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea 'a' do
permissivo constitucional, contra alegada contrariedade ao
artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, em razão de ter
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822194.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S)
:ANTONIO
FERNANDO
PINHEIRO
PEDRO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Carlos Alberto de Araújo Carvalho interpõe tempestivo agravo
regimental (fls. 228/229 – fax – e 232/233 – original) contra decisão em que
se negou seguimento ao recurso extraordinário (fls. 219 a 225), com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO interpõe
recurso extraordinário (folhas 162 a 73) contra acórdão
proferido pela Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado:
'SERVIDOR PÚBLICO. Pretensão de anular ato
administrativo impositivo de penalidade disciplinar –
Verificação de que resguardou-se devidamente o direito
de defesa com adequação entre a acusação, a defesa e a
conclusão – Sentença de procedência da ação – Apelos
providos para julgá-la improcedente' (fl. 145).
Interpostos embargos de declaração (folhas 150 a 153),
foram rejeitados (folhas 158 a 159).
Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea 'a' do
permissivo constitucional, contra alegada contrariedade ao
artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, em razão de ter
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822194.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18
Relatório
RE 451.840 AGR / SP
não sido reconhecida a vulneração a seu direito de defesa, no
âmbito de procedimento administrativo disciplinar, de que lhe
resultou punição.
O recurso foi contra-arrazoado (folhas 177 a 182) e,
inadmitido, na origem (folhas 184 a 186), ensejou a interposição
de agravo de instrumento (apensado a estes), ao qual o
eminente Ministro Sepúlveda Pertence deu provimento,
determinado a subida do recurso extraordinário.
Por fim, o parecer da douta Procuradoria-Geral da
República é pelo não conhecimento do recurso (folhas 212 a
216).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 7/4/99, conforme expresso na
certidão de folha 160, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822194.
Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
não sido reconhecida a vulneração a seu direito de defesa, no
âmbito de procedimento administrativo disciplinar, de que lhe
resultou punição.
O recurso foi contra-arrazoado (folhas 177 a 182) e,
inadmitido, na origem (folhas 184 a 186), ensejou a interposição
de agravo de instrumento (apensado a estes), ao qual o
eminente Ministro Sepúlveda Pertence deu provimento,
determinado a subida do recurso extraordinário.
Por fim, o parecer da douta Procuradoria-Geral da
República é pelo não conhecimento do recurso (folhas 212 a
216).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 7/4/99, conforme expresso na
certidão de folha 160, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
2
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Relatório
RE 451.840 AGR / SP
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República' (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
'AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes' (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, colhe-se da fundamentação do acórdão
recorrido:
'Realmente, o autor foi punido por ter intermediado
o recebimento de prêmio pago por seguradora, em razão
da localização de veículo roubado e não por ter mentido a
esse respeito.
É o que consta do termo acusatório de fls. 38, a
respeito do qual foi citado e intimado a participar da
audiência do dia 20/2/95.
Registre-se, também, que foi dessa acusação que se
defendeu, conforme razões de fls. 39/40, até requerendo a
reconsideração de punição a fls. 49/51.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República' (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
'AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes' (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, colhe-se da fundamentação do acórdão
recorrido:
'Realmente, o autor foi punido por ter intermediado
o recebimento de prêmio pago por seguradora, em razão
da localização de veículo roubado e não por ter mentido a
esse respeito.
É o que consta do termo acusatório de fls. 38, a
respeito do qual foi citado e intimado a participar da
audiência do dia 20/2/95.
Registre-se, também, que foi dessa acusação que se
defendeu, conforme razões de fls. 39/40, até requerendo a
reconsideração de punição a fls. 49/51.
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Relatório
RE 451.840 AGR / SP
Acresça-se que a penalidade imposta tem amparo
legal na Lei nº 8.429/92, que coíbe os atos de improbidade
administrativa, que, no caso, se evidencia do fato do autor
ter intermediado negociação para receber prêmio de
seguradora por ter recuperado, com a sua equipe, carro
roubado, quando é certo que, por tal serviço, já recebe do
Estado os seus vencimentos.
Essa intermediação, por seu turno, ficou provada nos
autos e recebeu a análise que a Administração julgou ser
de sua conveniência, com aplicação de penalidade
prevista em lei.
Enfim, nenhuma ilegalidade se vislumbra no ato
administrativo que se quer anular' (fls. 146/147).
Com efeito, de acordo com a jurisprudência pacífica desta
Corte, a discussão em torno do respeito ao princípio da ampla
defesa, no âmbito de processos administrativos, possui
natureza eminentemente processual, o que enseja a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não
configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal.
A propósito, confiram-se os seguintes julgados:
'Policiais militares excluídos da corporação pelo
Conselho de Disciplina. Alegação de ofensa aos artigos 5º,
LV e 125, § 4º da Constituição Federal. A competência
conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4º da CF refere-
se à perda de graduação como pena acessória criminal e
não à sanção disciplinar administrativa. Precedentes:
AGRAG 210.220/DF, rel. Min. Octavio Gallotti e o
AGRAG 286.636, rel. Min. Maurício Corrêa. Necessário o
reexame de matéria fático-probatória para se concluir pela
presença, ou não, da ampla defesa no processo
administrativo que concluiu pela aplicação da referida
reprimenda. Incidência da Súmula 279/STF. Agravo
regimental desprovido' (RE nº 258.438/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 21/6/02).
4
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Acresça-se que a penalidade imposta tem amparo
legal na Lei nº 8.429/92, que coíbe os atos de improbidade
administrativa, que, no caso, se evidencia do fato do autor
ter intermediado negociação para receber prêmio de
seguradora por ter recuperado, com a sua equipe, carro
roubado, quando é certo que, por tal serviço, já recebe do
Estado os seus vencimentos.
Essa intermediação, por seu turno, ficou provada nos
autos e recebeu a análise que a Administração julgou ser
de sua conveniência, com aplicação de penalidade
prevista em lei.
Enfim, nenhuma ilegalidade se vislumbra no ato
administrativo que se quer anular' (fls. 146/147).
Com efeito, de acordo com a jurisprudência pacífica desta
Corte, a discussão em torno do respeito ao princípio da ampla
defesa, no âmbito de processos administrativos, possui
natureza eminentemente processual, o que enseja a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não
configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal.
A propósito, confiram-se os seguintes julgados:
'Policiais militares excluídos da corporação pelo
Conselho de Disciplina. Alegação de ofensa aos artigos 5º,
LV e 125, § 4º da Constituição Federal. A competência
conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4º da CF refere-
se à perda de graduação como pena acessória criminal e
não à sanção disciplinar administrativa. Precedentes:
AGRAG 210.220/DF, rel. Min. Octavio Gallotti e o
AGRAG 286.636, rel. Min. Maurício Corrêa. Necessário o
reexame de matéria fático-probatória para se concluir pela
presença, ou não, da ampla defesa no processo
administrativo que concluiu pela aplicação da referida
reprimenda. Incidência da Súmula 279/STF. Agravo
regimental desprovido' (RE nº 258.438/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 21/6/02).
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Relatório
RE 451.840 AGR / SP
'AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXCLUSÃO. 1.
REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL: DESNECESSIDADE DE EXAME.
ART. 323, PRIMEIRA PARTE, DO REGIMENTO
INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO
E
DA AMPLA
DEFESA.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E
PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO.
Relatório
1. Agravo de instrumento contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário, interposto com base no
art. 102, inc. III, alínea a, da Constituição da República.
2. O recurso inadmitido tem como objeto o seguinte
julgado do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais:
‘Não deve ser reintegrado à Corporação, e
consequentemente reformado, militar excluído da
PMMG sob fundamento de que sofre de problemas
mentais, quando a Administração Militar tiver
fundamentado a exclusão em laudo da Junta Central
de Saúde, que considerou o ex-militar imputável,
com plenas condições de se autodeterminar e
entender o caráter ilícito das transgressões,
mormente quando, após minuciosa análise do
conjunto probatório, consubstanciado nos laudos,
particular e do Estado - JCS, o Juiz de 1º Grau julgar
improcedentes os pedidos iniciais.
O Juízo não está adstrito à prova pericial, seja
5
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Supremo Tribunal Federal
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'AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXCLUSÃO. 1.
REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL: DESNECESSIDADE DE EXAME.
ART. 323, PRIMEIRA PARTE, DO REGIMENTO
INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO
E
DA AMPLA
DEFESA.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E
PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO.
Relatório
1. Agravo de instrumento contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário, interposto com base no
art. 102, inc. III, alínea a, da Constituição da República.
2. O recurso inadmitido tem como objeto o seguinte
julgado do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais:
‘Não deve ser reintegrado à Corporação, e
consequentemente reformado, militar excluído da
PMMG sob fundamento de que sofre de problemas
mentais, quando a Administração Militar tiver
fundamentado a exclusão em laudo da Junta Central
de Saúde, que considerou o ex-militar imputável,
com plenas condições de se autodeterminar e
entender o caráter ilícito das transgressões,
mormente quando, após minuciosa análise do
conjunto probatório, consubstanciado nos laudos,
particular e do Estado - JCS, o Juiz de 1º Grau julgar
improcedentes os pedidos iniciais.
O Juízo não está adstrito à prova pericial, seja
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Relatório
RE 451.840 AGR / SP
ela particular ou realizada pelo Estado (JCS), pois o
julgamento ocorre em conformidade com o conjunto
probatório dos autos. A perícia auxilia o Juiz na
formação do convencimento técnico e não jurídico.
Ato de exclusão praticado por autoridade
competente, embasado em normas legais, obedecidos
os preceitos constitucionais - ampla defesa e
contraditório -, deve ser mantida, por via de
consequência, a sentença recorrida’ (fls. 61-62).
3. A decisão agravada teve como fundamento para a
inadmissibilidade do recurso extraordinário a incidência
da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e as
circunstâncias de que seria possível a exclusão
administrativa de militares e de que não teria havido
afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República.
4. O Agravante alega que teriam sido contrariados os
arts. 5º, inc. XXXV e LV, 42, § 1º, 93, inc. IX, 125, § 4°, 142, §
3º, inc. VI, da Constituição da República.
Argumenta que sua exclusão:
‘se trata de uma ilegalidade cometida pelo
Comandante, o que causou várias lesões ao direito
daquele. Em primeiro lugar, porque não ficou
caracterizado em momento algum que tenha
cometido transgressão disciplinar. Em segundo
lugar, porque não teve direito à defesa. A atitude do
Comandante
transgrediu
os
princípios
constitucionais da ampla defesa e do contraditório.
Em terceiro lugar, faltou motivação do ato de
exclusão. Em quarto lugar, porque as Constituições,
Federal e Estadual, determinam que a lei
estabelecerá a forma de perda de graduação, e, como
foi visto, foi excluído com base numa Resolução do
Comandante-Geral, além da incompetência do
Comandante para proceder à exclusão, nos termos
6
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Supremo Tribunal Federal
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ela particular ou realizada pelo Estado (JCS), pois o
julgamento ocorre em conformidade com o conjunto
probatório dos autos. A perícia auxilia o Juiz na
formação do convencimento técnico e não jurídico.
Ato de exclusão praticado por autoridade
competente, embasado em normas legais, obedecidos
os preceitos constitucionais - ampla defesa e
contraditório -, deve ser mantida, por via de
consequência, a sentença recorrida’ (fls. 61-62).
3. A decisão agravada teve como fundamento para a
inadmissibilidade do recurso extraordinário a incidência
da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e as
circunstâncias de que seria possível a exclusão
administrativa de militares e de que não teria havido
afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República.
4. O Agravante alega que teriam sido contrariados os
arts. 5º, inc. XXXV e LV, 42, § 1º, 93, inc. IX, 125, § 4°, 142, §
3º, inc. VI, da Constituição da República.
Argumenta que sua exclusão:
‘se trata de uma ilegalidade cometida pelo
Comandante, o que causou várias lesões ao direito
daquele. Em primeiro lugar, porque não ficou
caracterizado em momento algum que tenha
cometido transgressão disciplinar. Em segundo
lugar, porque não teve direito à defesa. A atitude do
Comandante
transgrediu
os
princípios
constitucionais da ampla defesa e do contraditório.
Em terceiro lugar, faltou motivação do ato de
exclusão. Em quarto lugar, porque as Constituições,
Federal e Estadual, determinam que a lei
estabelecerá a forma de perda de graduação, e, como
foi visto, foi excluído com base numa Resolução do
Comandante-Geral, além da incompetência do
Comandante para proceder à exclusão, nos termos
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Relatório
RE 451.840 AGR / SP
do artigo 42, § 1º, e artigo 142, § 3º, inciso VI, c/c o
artigo 125, § 4º, da CF’ (fl. 91).
Analisada a matéria posta à apreciação, DECIDO.
5. Em preliminar, é de se ressaltar que, apesar de ter
sido o Agravante intimado depois de 3.5.2007 e constar do
recurso extraordinário capítulo destacado para a defesa da
repercussão geral da questão constitucional, não é o caso
de se iniciar o procedimento para a aferição da sua
existência, pois, nos termos do art. 323, primeira parte, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal - com a
redação determinada pela Emenda Regimental n. 21/2007
-, esse procedimento somente terá lugar ‘quando não for o
caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’.
Essa é a situação do caso em exame, em que a análise
da existência, ou não, da repercussão geral da questão
constitucional torna-se dispensável, pois há outro
fundamento suficiente para a inadmissibilidade do
recurso.
6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. Não prospera a alegação de nulidade do acórdão
por afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da
República. O Tribunal a quo apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do
julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos
termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses do Agravante.
8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
firmou-se no sentido de que ‘O art. 125, § 4º, da
Constituição não impede a perda da graduação de militar
mediante procedimento administrativo’ (Súmula 673 do
Supremo Tribunal).
No mesmo sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
7
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do artigo 42, § 1º, e artigo 142, § 3º, inciso VI, c/c o
artigo 125, § 4º, da CF’ (fl. 91).
Analisada a matéria posta à apreciação, DECIDO.
5. Em preliminar, é de se ressaltar que, apesar de ter
sido o Agravante intimado depois de 3.5.2007 e constar do
recurso extraordinário capítulo destacado para a defesa da
repercussão geral da questão constitucional, não é o caso
de se iniciar o procedimento para a aferição da sua
existência, pois, nos termos do art. 323, primeira parte, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal - com a
redação determinada pela Emenda Regimental n. 21/2007
-, esse procedimento somente terá lugar ‘quando não for o
caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’.
Essa é a situação do caso em exame, em que a análise
da existência, ou não, da repercussão geral da questão
constitucional torna-se dispensável, pois há outro
fundamento suficiente para a inadmissibilidade do
recurso.
6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. Não prospera a alegação de nulidade do acórdão
por afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da
República. O Tribunal a quo apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do
julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos
termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses do Agravante.
8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
firmou-se no sentido de que ‘O art. 125, § 4º, da
Constituição não impede a perda da graduação de militar
mediante procedimento administrativo’ (Súmula 673 do
Supremo Tribunal).
No mesmo sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18
Relatório
RE 451.840 AGR / SP
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. PERDA DA GRADUAÇÃO.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
1. A perda da graduação pode decorrer de
processo administrativo disciplinar, desde que
observados os princípios do contraditório e da ampla
defesa.
2. Tribunal de origem decidiu que houve
contraditório e ampla defesa: impossibilidade do
reexame das provas. Incidência da Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal’ (RE 470.546-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJ 1º.7.2009).
‘CONSTITUCIONAL. MILITAR. PRAÇA DA
POLÍCIA MILITAR. EXPULSÃO. C.F., art. 125, § 4º. I.
- A prática de ato incompatível com a função policial
militar pode implicar a perda da graduação como
sanção administrativa, assegurando-se à praça o
direito de defesa e o contraditório. Neste caso,
entretanto, não há invocar julgamento pela Justiça
Militar estadual. A esta compete decidir sobre a
perda da graduação das praças, como pena acessória
do crime que a ela, Justiça Militar estadual, coube
decidir, não subsistindo, em conseqüência,
relativamente aos graduados, o art. 102 do Cód.
Penal Militar, que a impunha como pena acessória da
condenação criminal a prisão superior a dois anos. II.
- R.E. não conhecido’ (RE 199.800, Rel. Min. Carlos
Velloso, Tribunal Pleno, DJ 4.5.2001).
9. O Tribunal a quo decidiu que, na espécie vertente,
foram observados os princípios do contraditório e da
ampla defesa no procedimento administrativo adotado
para a exclusão do Agravante dos quadros da Polícia
Militar. Para se concluir de forma diversa, seria necessário
8
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Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. PERDA DA GRADUAÇÃO.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
1. A perda da graduação pode decorrer de
processo administrativo disciplinar, desde que
observados os princípios do contraditório e da ampla
defesa.
2. Tribunal de origem decidiu que houve
contraditório e ampla defesa: impossibilidade do
reexame das provas. Incidência da Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal’ (RE 470.546-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJ 1º.7.2009).
‘CONSTITUCIONAL. MILITAR. PRAÇA DA
POLÍCIA MILITAR. EXPULSÃO. C.F., art. 125, § 4º. I.
- A prática de ato incompatível com a função policial
militar pode implicar a perda da graduação como
sanção administrativa, assegurando-se à praça o
direito de defesa e o contraditório. Neste caso,
entretanto, não há invocar julgamento pela Justiça
Militar estadual. A esta compete decidir sobre a
perda da graduação das praças, como pena acessória
do crime que a ela, Justiça Militar estadual, coube
decidir, não subsistindo, em conseqüência,
relativamente aos graduados, o art. 102 do Cód.
Penal Militar, que a impunha como pena acessória da
condenação criminal a prisão superior a dois anos. II.
- R.E. não conhecido’ (RE 199.800, Rel. Min. Carlos
Velloso, Tribunal Pleno, DJ 4.5.2001).
9. O Tribunal a quo decidiu que, na espécie vertente,
foram observados os princípios do contraditório e da
ampla defesa no procedimento administrativo adotado
para a exclusão do Agravante dos quadros da Polícia
Militar. Para se concluir de forma diversa, seria necessário
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18
Relatório
RE 451.840 AGR / SP
o reexame das provas contidas nos autos, o que não
viabiliza o processamento válido do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - EXPULSÃO
DE MILITAR DAS FILEIRAS DAS FORÇAS
ARMADAS - NATUREZA JURÍDICA DO ATO -
NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E
PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/STF -
RECURSO IMPROVIDO. - Não cabe recurso
extraordinário, quando interposto com o objetivo de
discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes’ (RE 382.482-AgR,
Rel. Min. Celso de Mello, DJ 19.11.2004).
Não há, pois, o que prover quanto às alegações do
Agravante.
10. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art.
557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).
Publique-se' (AI nº 774.891/MG, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 10/2/10).
Nego provimento ao recurso.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foi violado o art. 5º, inciso LV, da
Constituição Federal e que referida ofensa foi direta, uma vez que o
recorrente “teve que, em apenas 3 (três) dias, apresentar suas razões de
defesa, de próprio punho, sem a assistência de defensor, advogado ou
bacharel em Direito”, bem como “não foi indicado ao agravante
defensor dativo” (fls. 232/233).
Aduz, ainda, in verbis, que:
9
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Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
o reexame das provas contidas nos autos, o que não
viabiliza o processamento válido do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - EXPULSÃO
DE MILITAR DAS FILEIRAS DAS FORÇAS
ARMADAS - NATUREZA JURÍDICA DO ATO -
NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E
PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/STF -
RECURSO IMPROVIDO. - Não cabe recurso
extraordinário, quando interposto com o objetivo de
discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes’ (RE 382.482-AgR,
Rel. Min. Celso de Mello, DJ 19.11.2004).
Não há, pois, o que prover quanto às alegações do
Agravante.
10. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art.
557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).
Publique-se' (AI nº 774.891/MG, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 10/2/10).
Nego provimento ao recurso.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foi violado o art. 5º, inciso LV, da
Constituição Federal e que referida ofensa foi direta, uma vez que o
recorrente “teve que, em apenas 3 (três) dias, apresentar suas razões de
defesa, de próprio punho, sem a assistência de defensor, advogado ou
bacharel em Direito”, bem como “não foi indicado ao agravante
defensor dativo” (fls. 232/233).
Aduz, ainda, in verbis, que:
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18
Relatório
RE 451.840 AGR / SP
“Frise-se que os direitos básicos do recorrente foram-lhe
negados: o direito de contraditar as provas da acusação, o de
reinquirir as testemunhas, o de apresentar defesa ante a prova
colhida e o de obter vistas dos autos após encerrada a
instrução do procedimento administrativo” (fl. 233).
É o relatório.
10
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Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
“Frise-se que os direitos básicos do recorrente foram-lhe
negados: o direito de contraditar as provas da acusação, o de
reinquirir as testemunhas, o de apresentar defesa ante a prova
colhida e o de obter vistas dos autos após encerrada a
instrução do procedimento administrativo” (fl. 233).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1.
O acórdão que mantém o indeferimento de diligência
probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de
desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1.
O acórdão que mantém o indeferimento de diligência
probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de
desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 451.840 AGR / SP
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Visa, o recurso, a reforma total do julgado, sustentando
que a sentença partiu de premissa errada, eis que o autor foi
punido por ter 'intermediado' negociação referente ao
recebimento de prêmio pago por seguradora e, não, por ter
mentido a respeito de quem teria recebido esse prêmio, pelo
que, sob esta ótica, ter-se-ia garantido o direito de defesa.
(...)
Realmente, o autor foi punido por ter intermediado o
recebimento de prêmio pago por seguradora, em razão da
localização de veículo roubado e não por ter mentido a esse
respeito.
É o que consta do termo acusatório de fls. 38, a respeito do
qual foi citado e intimado a participar da audiência do dia
20/2/95.
Registre-se, também, que foi dessa acusação que se
defendeu, conforme razões de fls. 39/40, até requerendo a
reconsideração de punição a fls. 49/51.
Acresça-se que a penalidade imposta tem amparo legal na
Lei nº 8.429/92, que coíbe os atos de improbidade
administrativa, que, no caso, se evidencia do fato do autor ter
intermediado negociação para receber prêmio de seguradora
por ter recuperado, com a sua equipe, carro roubado, quando é
certo, que por tal serviço, já recebe do Estado os seus
vencimentos.
Essa intermediação, por seu turno, ficou provada nos
autos e recebeu a análise que a Administração julgou ser de sua
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Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Visa, o recurso, a reforma total do julgado, sustentando
que a sentença partiu de premissa errada, eis que o autor foi
punido por ter 'intermediado' negociação referente ao
recebimento de prêmio pago por seguradora e, não, por ter
mentido a respeito de quem teria recebido esse prêmio, pelo
que, sob esta ótica, ter-se-ia garantido o direito de defesa.
(...)
Realmente, o autor foi punido por ter intermediado o
recebimento de prêmio pago por seguradora, em razão da
localização de veículo roubado e não por ter mentido a esse
respeito.
É o que consta do termo acusatório de fls. 38, a respeito do
qual foi citado e intimado a participar da audiência do dia
20/2/95.
Registre-se, também, que foi dessa acusação que se
defendeu, conforme razões de fls. 39/40, até requerendo a
reconsideração de punição a fls. 49/51.
Acresça-se que a penalidade imposta tem amparo legal na
Lei nº 8.429/92, que coíbe os atos de improbidade
administrativa, que, no caso, se evidencia do fato do autor ter
intermediado negociação para receber prêmio de seguradora
por ter recuperado, com a sua equipe, carro roubado, quando é
certo, que por tal serviço, já recebe do Estado os seus
vencimentos.
Essa intermediação, por seu turno, ficou provada nos
autos e recebeu a análise que a Administração julgou ser de sua
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 451.840 AGR / SP
conveniência, com aplicação de penalidade prevista em lei.
Enfim, nenhuma ilegalidade se vislumbra no ato
administrativo que se quer anular” (fls. 145 a 147).
Desse modo, é certo que o Tribunal de origem, com base na
legislação pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu pela
regularidade do procedimento administrativo disciplinar do qual
resultou aplicação de sanção ao agravante, uma vez que ele teve acesso
aos termos da acusação e oportunidade de produzir defesa.
Assim, para chegar a entendimento diverso, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente e reexaminar o
conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido,
anote-se:
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR.
PRAÇA. EXCLUSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. AMPLA DEFESA. COMPETÊNCIA. REEXAME
DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. E ALEGADO
CERCEAMENTO DE DEFESA. OFENSA INDIRETA. FATOS E
PROVAS. SÚMULA STF 279. ART. 125, § 4º, E ECs 18 E 20 DE
1998. INAPLICÁVEIS À ESPÉCIE. 1. O recurso extraordinário é
inviável para debater matéria processual relativa ao reexame de
julgamento de embargos de declaração no Tribunal de origem.
Precedentes. 2. Necessidade do revolvimento de matéria fático-
probatória (Súmula STF 279) e de legislação infraconstitucional
(CPC) para se concluir pela observância do princípio da ampla
defesa em processo administrativo disciplinar, in casu, que
resultou na exclusão de policial militar da corporação. 3. A
competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4º, da CF
refere-se à perda de graduação como pena acessória criminal, e
não à sanção disciplinar administrativa, como acontece no caso
em exame. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido” (AI
nº 596.982/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
conveniência, com aplicação de penalidade prevista em lei.
Enfim, nenhuma ilegalidade se vislumbra no ato
administrativo que se quer anular” (fls. 145 a 147).
Desse modo, é certo que o Tribunal de origem, com base na
legislação pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu pela
regularidade do procedimento administrativo disciplinar do qual
resultou aplicação de sanção ao agravante, uma vez que ele teve acesso
aos termos da acusação e oportunidade de produzir defesa.
Assim, para chegar a entendimento diverso, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente e reexaminar o
conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido,
anote-se:
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR.
PRAÇA. EXCLUSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. AMPLA DEFESA. COMPETÊNCIA. REEXAME
DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. E ALEGADO
CERCEAMENTO DE DEFESA. OFENSA INDIRETA. FATOS E
PROVAS. SÚMULA STF 279. ART. 125, § 4º, E ECs 18 E 20 DE
1998. INAPLICÁVEIS À ESPÉCIE. 1. O recurso extraordinário é
inviável para debater matéria processual relativa ao reexame de
julgamento de embargos de declaração no Tribunal de origem.
Precedentes. 2. Necessidade do revolvimento de matéria fático-
probatória (Súmula STF 279) e de legislação infraconstitucional
(CPC) para se concluir pela observância do princípio da ampla
defesa em processo administrativo disciplinar, in casu, que
resultou na exclusão de policial militar da corporação. 3. A
competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4º, da CF
refere-se à perda de graduação como pena acessória criminal, e
não à sanção disciplinar administrativa, como acontece no caso
em exame. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido” (AI
nº 596.982/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 451.840 AGR / SP
Gracie, DJe de 25/6/10)
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
EXCLUSÃO. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA E
DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA
AMPLA
DEFESA.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE
DO
REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A perda da graduação pode
decorrer de processo administrativo disciplinar, desde que
observados os princípios do contraditório e da ampla defesa”
(AI nº 774.891/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10).
No tocante à ausência de acompanhamento por advogado habilitado
ou defensor dativo durante o curso do PAD, é pacífica a jurisprudência
desta Corte no sentido de que não ofende a Constituição Federal a
ausência de defesa técnica em processo administrativo disciplinar.
Nesse sentido, foi aprovado, na sessão plenária de 7/5/08, o verbete
da Súmula Vinculante nº 5, que assim está redigida:
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição.”
Corroborando o entendimento sumulado, anotem-se, ainda, os
seguintes julgados:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO DISCIPLINAR.
DIREITO DE DEFESA TÉCNICA. 1. O exercício da ampla
defesa e do contraditório em Processo Administrativo
Disciplinar prescinde da presença de advogado. Precedentes. 2.
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
Gracie, DJe de 25/6/10)
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
EXCLUSÃO. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA E
DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA
AMPLA
DEFESA.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE
DO
REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A perda da graduação pode
decorrer de processo administrativo disciplinar, desde que
observados os princípios do contraditório e da ampla defesa”
(AI nº 774.891/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10).
No tocante à ausência de acompanhamento por advogado habilitado
ou defensor dativo durante o curso do PAD, é pacífica a jurisprudência
desta Corte no sentido de que não ofende a Constituição Federal a
ausência de defesa técnica em processo administrativo disciplinar.
Nesse sentido, foi aprovado, na sessão plenária de 7/5/08, o verbete
da Súmula Vinculante nº 5, que assim está redigida:
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição.”
Corroborando o entendimento sumulado, anotem-se, ainda, os
seguintes julgados:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO DISCIPLINAR.
DIREITO DE DEFESA TÉCNICA. 1. O exercício da ampla
defesa e do contraditório em Processo Administrativo
Disciplinar prescinde da presença de advogado. Precedentes. 2.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 451.840 AGR / SP
A falta de defesa técnica por advogado habilitado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição Federal.
RE 434.059/DF. Súmula Vinculante STF 5. 3. Agravo regimental
improvido” (AI nº 473.883/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL
MILITAR. EXPULSÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Processo administrativo disciplinar:
impossibilidade do reexame das provas contidas nos autos na
via extraordinária. Incidência da Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. 2. A falta de defesa técnica por advogado no
processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição:
Súmula Vinculante n. 5. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II
e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (RE nº
518.452/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 17/4/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
RE 451.840 AGR / SP
A falta de defesa técnica por advogado habilitado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição Federal.
RE 434.059/DF. Súmula Vinculante STF 5. 3. Agravo regimental
improvido” (AI nº 473.883/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL
MILITAR. EXPULSÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Processo administrativo disciplinar:
impossibilidade do reexame das provas contidas nos autos na
via extraordinária. Incidência da Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. 2. A falta de defesa técnica por advogado no
processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição:
Súmula Vinculante n. 5. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II
e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (RE nº
518.452/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 17/4/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
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| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-22T00:00:00
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Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
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EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Processo administrativo disciplinar. Advogado. Ausência. Súmula Vinculante nº 5. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não ofende a Constituição Federal a ausência de defesa técnica em processo administrativo disciplinar. Incidência da Súmula Vinculante nº 5.
4. Agravo regimental não provido.
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sjur206462
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- Acórdãos citados: AI 531906 AgR, AI 643654 AgR, AI 596982 AgR,AI 774891 AgR, AI 473883 AgR, RE 518452 AgR.
Número de páginas: 18.
Análise: 12/04/2012, MJC.
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DIAS TOFFOLI
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Primeira Turma
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451840
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[
"LEG-FED SUV-000005 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF.\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
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acordaos
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RE 451840 AgR
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""
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AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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[
""
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Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S)
:ANTONIO
FERNANDO
PINHEIRO
PEDRO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Processo administrativo
disciplinar. Advogado. Ausência. Súmula Vinculante n 5. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise
de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não
ofende a Constituição Federal a ausência de defesa técnica em processo
administrativo disciplinar. Incidência da Súmula Vinculante n 5.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S)
:ANTONIO
FERNANDO
PINHEIRO
PEDRO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Carlos Alberto de Araújo Carvalho interpõe tempestivo agravo
regimental (fls. 228/229 – fax – e 232/233 – original) contra decisão em que
se negou seguimento ao recurso extraordinário (fls. 219 a 225), com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO interpõe
recurso extraordinário (folhas 162 a 73) contra acórdão
proferido pela Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado:
'SERVIDOR PÚBLICO. Pretensão de anular ato
administrativo impositivo de penalidade disciplinar –
Verificação de que resguardou-se devidamente o direito
de defesa com adequação entre a acusação, a defesa e a
conclusão – Sentença de procedência da ação – Apelos
providos para julgá-la improcedente' (fl. 145).
Interpostos embargos de declaração (folhas 150 a 153),
foram rejeitados (folhas 158 a 159).
Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea 'a' do
permissivo constitucional, contra alegada contrariedade ao
artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal, em razão de ter
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S)
:ANTONIO
FERNANDO
PINHEIRO
PEDRO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Carlos Alberto de Araújo Carvalho interpõe tempestivo agravo
regimental (fls. 228/229 – fax – e 232/233 – original) contra decisão em que
se negou seguimento ao recurso extraordinário (fls. 219 a 225), com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO interpõe
recurso extraordinário (folhas 162 a 73) contra acórdão
proferido pela Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado:
'SERVIDOR PÚBLICO. Pretensão de anular ato
administrativo impositivo de penalidade disciplinar –
Verificação de que resguardou-se devidamente o direito
de defesa com adequação entre a acusação, a defesa e a
conclusão – Sentença de procedência da ação – Apelos
providos para julgá-la improcedente' (fl. 145).
Interpostos embargos de declaração (folhas 150 a 153),
foram rejeitados (folhas 158 a 159).
Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea 'a' do
permissivo constitucional, contra alegada contrariedade ao
artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal, em razão de ter
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18
Relatório
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
não sido reconhecida a vulneração a seu direito de defesa, no
âmbito de procedimento administrativo disciplinar, de que lhe
resultou punição.
O recurso foi contra-arrazoado (folhas 177 a 182) e,
inadmitido, na origem (folhas 184 a 186), ensejou a interposição
de agravo de instrumento (apensado a estes), ao qual o
eminente Ministro Sepúlveda Pertence deu provimento,
determinado a subida do recurso extraordinário.
Por fim, o parecer da douta Procuradoria-Geral da
República é pelo não conhecimento do recurso (folhas 212 a
216).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 7/4/99, conforme expresso na
certidão de folha 160, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
não sido reconhecida a vulneração a seu direito de defesa, no
âmbito de procedimento administrativo disciplinar, de que lhe
resultou punição.
O recurso foi contra-arrazoado (folhas 177 a 182) e,
inadmitido, na origem (folhas 184 a 186), ensejou a interposição
de agravo de instrumento (apensado a estes), ao qual o
eminente Ministro Sepúlveda Pertence deu provimento,
determinado a subida do recurso extraordinário.
Por fim, o parecer da douta Procuradoria-Geral da
República é pelo não conhecimento do recurso (folhas 212 a
216).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 7/4/99, conforme expresso na
certidão de folha 160, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de
reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta
ou reflexa. Nesse sentido, anote-se:
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
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Relatório
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República' (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
'AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes' (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, colhe-se da fundamentação do acórdão
recorrido:
'Realmente, o autor foi punido por ter intermediado
o recebimento de prêmio pago por seguradora, em razão
da localização de veículo roubado e não por ter mentido a
esse respeito.
É o que consta do termo acusatório de fls. 38, a
respeito do qual foi citado e intimado a participar da
audiência do dia 20/2/95.
Registre-se, também, que foi dessa acusação que se
defendeu, conforme razões de fls. 39/40, até requerendo a
reconsideração de punição a fls. 49/51.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República' (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
'AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes' (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, colhe-se da fundamentação do acórdão
recorrido:
'Realmente, o autor foi punido por ter intermediado
o recebimento de prêmio pago por seguradora, em razão
da localização de veículo roubado e não por ter mentido a
esse respeito.
É o que consta do termo acusatório de fls. 38, a
respeito do qual foi citado e intimado a participar da
audiência do dia 20/2/95.
Registre-se, também, que foi dessa acusação que se
defendeu, conforme razões de fls. 39/40, até requerendo a
reconsideração de punição a fls. 49/51.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18
Relatório
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
Acresça-se que a penalidade imposta tem amparo
legal na Lei n 8.429/92, que coíbe os atos de improbidade
administrativa, que, no caso, se evidencia do fato do autor
ter intermediado negociação para receber prêmio de
seguradora por ter recuperado, com a sua equipe, carro
roubado, quando é certo que, por tal serviço, já recebe do
Estado os seus vencimentos.
Essa intermediação, por seu turno, ficou provada nos
autos e recebeu a análise que a Administração julgou ser
de sua conveniência, com aplicação de penalidade
prevista em lei.
Enfim, nenhuma ilegalidade se vislumbra no ato
administrativo que se quer anular' (fls. 146/147).
Com efeito, de acordo com a jurisprudência pacífica desta
Corte, a discussão em torno do respeito ao princípio da ampla
defesa, no âmbito de processos administrativos, possui
natureza eminentemente processual, o que enseja a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não
configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal.
A propósito, confiram-se os seguintes julgados:
'Policiais militares excluídos da corporação pelo
Conselho de Disciplina. Alegação de ofensa aos artigos 5...,
LV e 125, § 4... da Constituição Federal. A competência
conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4... da Constituição Federal de 1988 refere-
se à perda de graduação como pena acessória criminal e
não à sanção disciplinar administrativa. Precedentes:
AGRAG 210.220/DF, rel. Min. Octavio Gallotti e o
AGRAG 286.636, rel. Min. Maurício Corrêa. Necessário o
reexame de matéria fático-probatória para se concluir pela
presença, ou não, da ampla defesa no processo
administrativo que concluiu pela aplicação da referida
reprimenda. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental desprovido' (Recurso Extraordinário n 258.438/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 21/6/02).
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
Acresça-se que a penalidade imposta tem amparo
legal na Lei n 8.429/92, que coíbe os atos de improbidade
administrativa, que, no caso, se evidencia do fato do autor
ter intermediado negociação para receber prêmio de
seguradora por ter recuperado, com a sua equipe, carro
roubado, quando é certo que, por tal serviço, já recebe do
Estado os seus vencimentos.
Essa intermediação, por seu turno, ficou provada nos
autos e recebeu a análise que a Administração julgou ser
de sua conveniência, com aplicação de penalidade
prevista em lei.
Enfim, nenhuma ilegalidade se vislumbra no ato
administrativo que se quer anular' (fls. 146/147).
Com efeito, de acordo com a jurisprudência pacífica desta
Corte, a discussão em torno do respeito ao princípio da ampla
defesa, no âmbito de processos administrativos, possui
natureza eminentemente processual, o que enseja a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não
configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal.
A propósito, confiram-se os seguintes julgados:
'Policiais militares excluídos da corporação pelo
Conselho de Disciplina. Alegação de ofensa aos artigos 5...,
LV e 125, § 4... da Constituição Federal. A competência
conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4... da Constituição Federal de 1988 refere-
se à perda de graduação como pena acessória criminal e
não à sanção disciplinar administrativa. Precedentes:
AGRAG 210.220/DF, rel. Min. Octavio Gallotti e o
AGRAG 286.636, rel. Min. Maurício Corrêa. Necessário o
reexame de matéria fático-probatória para se concluir pela
presença, ou não, da ampla defesa no processo
administrativo que concluiu pela aplicação da referida
reprimenda. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental desprovido' (Recurso Extraordinário n 258.438/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 21/6/02).
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Relatório
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
'AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXCLUSÃO. 1.
REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL: DESNECESSIDADE DE EXAME.
ART. 323, PRIMEIRA PARTE, DO REGIMENTO
INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO
E
DA AMPLA
DEFESA.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E
PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO.
Relatório
1. Agravo de instrumento contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário, interposto com base no
art. 102, inc. III, alínea a, da Constituição da República.
2. O recurso inadmitido tem como objeto o seguinte
julgado do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais:
‘Não deve ser reintegrado à Corporação, e
consequentemente reformado, militar excluído da
PMMG sob fundamento de que sofre de problemas
mentais, quando a Administração Militar tiver
fundamentado a exclusão em laudo da Junta Central
de Saúde, que considerou o ex-militar imputável,
com plenas condições de se autodeterminar e
entender o caráter ilícito das transgressões,
mormente quando, após minuciosa análise do
conjunto probatório, consubstanciado nos laudos,
particular e do Estado - JCS, o Juiz de 1... Grau julgar
improcedentes os pedidos iniciais.
O Juízo não está adstrito à prova pericial, seja
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
'AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXCLUSÃO. 1.
REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL: DESNECESSIDADE DE EXAME.
ART. 323, PRIMEIRA PARTE, DO REGIMENTO
INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO
E
DA AMPLA
DEFESA.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E
PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
SEGUIMENTO.
Relatório
1. Agravo de instrumento contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário, interposto com base no
art. 102, inc. III, alínea a, da Constituição da República.
2. O recurso inadmitido tem como objeto o seguinte
julgado do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais:
‘Não deve ser reintegrado à Corporação, e
consequentemente reformado, militar excluído da
PMMG sob fundamento de que sofre de problemas
mentais, quando a Administração Militar tiver
fundamentado a exclusão em laudo da Junta Central
de Saúde, que considerou o ex-militar imputável,
com plenas condições de se autodeterminar e
entender o caráter ilícito das transgressões,
mormente quando, após minuciosa análise do
conjunto probatório, consubstanciado nos laudos,
particular e do Estado - JCS, o Juiz de 1... Grau julgar
improcedentes os pedidos iniciais.
O Juízo não está adstrito à prova pericial, seja
5
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Relatório
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
ela particular ou realizada pelo Estado (JCS), pois o
julgamento ocorre em conformidade com o conjunto
probatório dos autos. A perícia auxilia o Juiz na
formação do convencimento técnico e não jurídico.
Ato de exclusão praticado por autoridade
competente, embasado em normas legais, obedecidos
os preceitos constitucionais - ampla defesa e
contraditório -, deve ser mantida, por via de
consequência, a sentença recorrida’ (fls. 61-62).
3. A decisão agravada teve como fundamento para a
inadmissibilidade do recurso extraordinário a incidência
da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e as
circunstâncias de que seria possível a exclusão
administrativa de militares e de que não teria havido
afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República.
4. O Agravante alega que teriam sido contrariados os
arts. 5..., inc. XXXV e LV, 42, § 1..., 93, inc. IX, 125, § 4..., 142, §
3..., inc. VI, da Constituição da República.
Argumenta que sua exclusão:
‘se trata de uma ilegalidade cometida pelo
Comandante, o que causou várias lesões ao direito
daquele. Em primeiro lugar, porque não ficou
caracterizado em momento algum que tenha
cometido transgressão disciplinar. Em segundo
lugar, porque não teve direito à defesa. A atitude do
Comandante
transgrediu
os
princípios
constitucionais da ampla defesa e do contraditório.
Em terceiro lugar, faltou motivação do ato de
exclusão. Em quarto lugar, porque as Constituições,
Federal e Estadual, determinam que a lei
estabelecerá a forma de perda de graduação, e, como
foi visto, foi excluído com base numa Resolução do
Comandante-Geral, além da incompetência do
Comandante para proceder à exclusão, nos termos
6
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Supremo Tribunal Federal
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ela particular ou realizada pelo Estado (JCS), pois o
julgamento ocorre em conformidade com o conjunto
probatório dos autos. A perícia auxilia o Juiz na
formação do convencimento técnico e não jurídico.
Ato de exclusão praticado por autoridade
competente, embasado em normas legais, obedecidos
os preceitos constitucionais - ampla defesa e
contraditório -, deve ser mantida, por via de
consequência, a sentença recorrida’ (fls. 61-62).
3. A decisão agravada teve como fundamento para a
inadmissibilidade do recurso extraordinário a incidência
da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e as
circunstâncias de que seria possível a exclusão
administrativa de militares e de que não teria havido
afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República.
4. O Agravante alega que teriam sido contrariados os
arts. 5..., inc. XXXV e LV, 42, § 1..., 93, inc. IX, 125, § 4..., 142, §
3..., inc. VI, da Constituição da República.
Argumenta que sua exclusão:
‘se trata de uma ilegalidade cometida pelo
Comandante, o que causou várias lesões ao direito
daquele. Em primeiro lugar, porque não ficou
caracterizado em momento algum que tenha
cometido transgressão disciplinar. Em segundo
lugar, porque não teve direito à defesa. A atitude do
Comandante
transgrediu
os
princípios
constitucionais da ampla defesa e do contraditório.
Em terceiro lugar, faltou motivação do ato de
exclusão. Em quarto lugar, porque as Constituições,
Federal e Estadual, determinam que a lei
estabelecerá a forma de perda de graduação, e, como
foi visto, foi excluído com base numa Resolução do
Comandante-Geral, além da incompetência do
Comandante para proceder à exclusão, nos termos
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Relatório
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
do artigo 42, § 1..., e artigo 142, § 3..., inciso VI, c/c o
artigo 125, § 4..., da Constituição Federal de 1988’ (fl. 91).
Analisada a matéria posta à apreciação, DECIDO.
5. Em preliminar, é de se ressaltar que, apesar de ter
sido o Agravante intimado depois de 3.5.2007 e constar do
recurso extraordinário capítulo destacado para a defesa da
repercussão geral da questão constitucional, não é o caso
de se iniciar o procedimento para a aferição da sua
existência, pois, nos termos do art. 323, primeira parte, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal - com a
redação determinada pela Emenda Regimental n. 21/2007
-, esse procedimento somente terá lugar ‘quando não for o
caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’.
Essa é a situação do caso em exame, em que a análise
da existência, ou não, da repercussão geral da questão
constitucional torna-se dispensável, pois há outro
fundamento suficiente para a inadmissibilidade do
recurso.
6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. Não prospera a alegação de nulidade do acórdão
por afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da
República. O Tribunal a quo apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do
julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos
termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses do Agravante.
8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
firmou-se no sentido de que ‘O art. 125, § 4..., da
Constituição não impede a perda da graduação de militar
mediante procedimento administrativo’ (Súmula 673 do
Supremo Tribunal).
No mesmo sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
7
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do artigo 42, § 1..., e artigo 142, § 3..., inciso VI, c/c o
artigo 125, § 4..., da Constituição Federal de 1988’ (fl. 91).
Analisada a matéria posta à apreciação, DECIDO.
5. Em preliminar, é de se ressaltar que, apesar de ter
sido o Agravante intimado depois de 3.5.2007 e constar do
recurso extraordinário capítulo destacado para a defesa da
repercussão geral da questão constitucional, não é o caso
de se iniciar o procedimento para a aferição da sua
existência, pois, nos termos do art. 323, primeira parte, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal - com a
redação determinada pela Emenda Regimental n. 21/2007
-, esse procedimento somente terá lugar ‘quando não for o
caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’.
Essa é a situação do caso em exame, em que a análise
da existência, ou não, da repercussão geral da questão
constitucional torna-se dispensável, pois há outro
fundamento suficiente para a inadmissibilidade do
recurso.
6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. Não prospera a alegação de nulidade do acórdão
por afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da
República. O Tribunal a quo apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do
julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos
termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses do Agravante.
8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
firmou-se no sentido de que ‘O art. 125, § 4..., da
Constituição não impede a perda da graduação de militar
mediante procedimento administrativo’ (Súmula 673 do
Supremo Tribunal).
No mesmo sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
7
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Relatório
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. PERDA DA GRADUAÇÃO.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
1. A perda da graduação pode decorrer de
processo administrativo disciplinar, desde que
observados os princípios do contraditório e da ampla
defesa.
2. Tribunal de origem decidiu que houve
contraditório e ampla defesa: impossibilidade do
reexame das provas. Incidência da Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal’ (Recurso Extraordinário 470.546-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJ 1....7.2009).
‘CONSTITUCIONAL. MILITAR. PRAÇA DA
POLÍCIA MILITAR. EXPULSÃO. C.F., art. 125, § 4.... I.
- A prática de ato incompatível com a função policial
militar pode implicar a perda da graduação como
sanção administrativa, assegurando-se à praça o
direito de defesa e o contraditório. Neste caso,
entretanto, não há invocar julgamento pela Justiça
Militar estadual. A esta compete decidir sobre a
perda da graduação das praças, como pena acessória
do crime que a ela, Justiça Militar estadual, coube
decidir, não subsistindo, em conseqüência,
relativamente aos graduados, o art. 102 do Cód.
Penal Militar, que a impunha como pena acessória da
condenação criminal a prisão superior a dois anos. II.
- R.E. não conhecido’ (Recurso Extraordinário 199.800, Rel. Min. Carlos
Velloso, Tribunal Pleno, DJ 4.5.2001).
9. O Tribunal a quo decidiu que, na espécie vertente,
foram observados os princípios do contraditório e da
ampla defesa no procedimento administrativo adotado
para a exclusão do Agravante dos quadros da Polícia
Militar. Para se concluir de forma diversa, seria necessário
8
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. PERDA DA GRADUAÇÃO.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
1. A perda da graduação pode decorrer de
processo administrativo disciplinar, desde que
observados os princípios do contraditório e da ampla
defesa.
2. Tribunal de origem decidiu que houve
contraditório e ampla defesa: impossibilidade do
reexame das provas. Incidência da Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal’ (Recurso Extraordinário 470.546-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJ 1....7.2009).
‘CONSTITUCIONAL. MILITAR. PRAÇA DA
POLÍCIA MILITAR. EXPULSÃO. C.F., art. 125, § 4.... I.
- A prática de ato incompatível com a função policial
militar pode implicar a perda da graduação como
sanção administrativa, assegurando-se à praça o
direito de defesa e o contraditório. Neste caso,
entretanto, não há invocar julgamento pela Justiça
Militar estadual. A esta compete decidir sobre a
perda da graduação das praças, como pena acessória
do crime que a ela, Justiça Militar estadual, coube
decidir, não subsistindo, em conseqüência,
relativamente aos graduados, o art. 102 do Cód.
Penal Militar, que a impunha como pena acessória da
condenação criminal a prisão superior a dois anos. II.
- R.E. não conhecido’ (Recurso Extraordinário 199.800, Rel. Min. Carlos
Velloso, Tribunal Pleno, DJ 4.5.2001).
9. O Tribunal a quo decidiu que, na espécie vertente,
foram observados os princípios do contraditório e da
ampla defesa no procedimento administrativo adotado
para a exclusão do Agravante dos quadros da Polícia
Militar. Para se concluir de forma diversa, seria necessário
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18
Relatório
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
o reexame das provas contidas nos autos, o que não
viabiliza o processamento válido do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - EXPULSÃO
DE MILITAR DAS FILEIRAS DAS FORÇAS
ARMADAS - NATUREZA JURÍDICA DO ATO -
NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E
PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal -
RECURSO IMPROVIDO. - Não cabe recurso
extraordinário, quando interposto com o objetivo de
discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes’ (Recurso Extraordinário 382.482-AgR,
Rel. Min. Celso de Mello, DJ 19.11.2004).
Não há, pois, o que prover quanto às alegações do
Agravante.
10. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art.
557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).
Publique-se' (AI n 774.891/MG, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 10/2/10).
Nego provimento ao recurso.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foi violado o art. 5..., inciso LV, da
Constituição Federal e que referida ofensa foi direta, uma vez que o
recorrente “teve que, em apenas 3 (três) dias, apresentar suas razões de
defesa, de próprio punho, sem a assistência de defensor, advogado ou
bacharel em Direito”, bem como “não foi indicado ao agravante
defensor dativo” (fls. 232/233).
Aduz, ainda, in verbis, que:
9
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
o reexame das provas contidas nos autos, o que não
viabiliza o processamento válido do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - EXPULSÃO
DE MILITAR DAS FILEIRAS DAS FORÇAS
ARMADAS - NATUREZA JURÍDICA DO ATO -
NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E
PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal -
RECURSO IMPROVIDO. - Não cabe recurso
extraordinário, quando interposto com o objetivo de
discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes’ (Recurso Extraordinário 382.482-AgR,
Rel. Min. Celso de Mello, DJ 19.11.2004).
Não há, pois, o que prover quanto às alegações do
Agravante.
10. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art.
557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).
Publique-se' (AI n 774.891/MG, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 10/2/10).
Nego provimento ao recurso.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foi violado o art. 5..., inciso LV, da
Constituição Federal e que referida ofensa foi direta, uma vez que o
recorrente “teve que, em apenas 3 (três) dias, apresentar suas razões de
defesa, de próprio punho, sem a assistência de defensor, advogado ou
bacharel em Direito”, bem como “não foi indicado ao agravante
defensor dativo” (fls. 232/233).
Aduz, ainda, in verbis, que:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18
Relatório
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
“Frise-se que os direitos básicos do recorrente foram-lhe
negados: o direito de contraditar as provas da acusação, o de
reinquirir as testemunhas, o de apresentar defesa ante a prova
colhida e o de obter vistas dos autos após encerrada a
instrução do procedimento administrativo” (fl. 233).
É o relatório.
10
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
“Frise-se que os direitos básicos do recorrente foram-lhe
negados: o direito de contraditar as provas da acusação, o de
reinquirir as testemunhas, o de apresentar defesa ante a prova
colhida e o de obter vistas dos autos após encerrada a
instrução do procedimento administrativo” (fl. 233).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1.
O acórdão que mantém o indeferimento de diligência
probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de
desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1.
O acórdão que mantém o indeferimento de diligência
probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de
desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo
legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07).
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Visa, o recurso, a reforma total do julgado, sustentando
que a sentença partiu de premissa errada, eis que o autor foi
punido por ter 'intermediado' negociação referente ao
recebimento de prêmio pago por seguradora e, não, por ter
mentido a respeito de quem teria recebido esse prêmio, pelo
que, sob esta ótica, ter-se-ia garantido o direito de defesa.
(...)
Realmente, o autor foi punido por ter intermediado o
recebimento de prêmio pago por seguradora, em razão da
localização de veículo roubado e não por ter mentido a esse
respeito.
É o que consta do termo acusatório de fls. 38, a respeito do
qual foi citado e intimado a participar da audiência do dia
20/2/95.
Registre-se, também, que foi dessa acusação que se
defendeu, conforme razões de fls. 39/40, até requerendo a
reconsideração de punição a fls. 49/51.
Acresça-se que a penalidade imposta tem amparo legal na
Lei n 8.429/92, que coíbe os atos de improbidade
administrativa, que, no caso, se evidencia do fato do autor ter
intermediado negociação para receber prêmio de seguradora
por ter recuperado, com a sua equipe, carro roubado, quando é
certo, que por tal serviço, já recebe do Estado os seus
vencimentos.
Essa intermediação, por seu turno, ficou provada nos
autos e recebeu a análise que a Administração julgou ser de sua
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram
ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2.
Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
22/6/07).
Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Visa, o recurso, a reforma total do julgado, sustentando
que a sentença partiu de premissa errada, eis que o autor foi
punido por ter 'intermediado' negociação referente ao
recebimento de prêmio pago por seguradora e, não, por ter
mentido a respeito de quem teria recebido esse prêmio, pelo
que, sob esta ótica, ter-se-ia garantido o direito de defesa.
(...)
Realmente, o autor foi punido por ter intermediado o
recebimento de prêmio pago por seguradora, em razão da
localização de veículo roubado e não por ter mentido a esse
respeito.
É o que consta do termo acusatório de fls. 38, a respeito do
qual foi citado e intimado a participar da audiência do dia
20/2/95.
Registre-se, também, que foi dessa acusação que se
defendeu, conforme razões de fls. 39/40, até requerendo a
reconsideração de punição a fls. 49/51.
Acresça-se que a penalidade imposta tem amparo legal na
Lei n 8.429/92, que coíbe os atos de improbidade
administrativa, que, no caso, se evidencia do fato do autor ter
intermediado negociação para receber prêmio de seguradora
por ter recuperado, com a sua equipe, carro roubado, quando é
certo, que por tal serviço, já recebe do Estado os seus
vencimentos.
Essa intermediação, por seu turno, ficou provada nos
autos e recebeu a análise que a Administração julgou ser de sua
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
conveniência, com aplicação de penalidade prevista em lei.
Enfim, nenhuma ilegalidade se vislumbra no ato
administrativo que se quer anular” (fls. 145 a 147).
Desse modo, é certo que o Tribunal de origem, com base na
legislação pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu pela
regularidade do procedimento administrativo disciplinar do qual
resultou aplicação de sanção ao agravante, uma vez que ele teve acesso
aos termos da acusação e oportunidade de produzir defesa.
Assim, para chegar a entendimento diverso, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente e reexaminar o
conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
anote-se:
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR.
PRAÇA. EXCLUSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. AMPLA DEFESA. COMPETÊNCIA. REEXAME
DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. E ALEGADO
CERCEAMENTO DE DEFESA. OFENSA INDIRETA. FATOS E
PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ART. 125, § 4..., E ECs 18 E 20 DE
1998. INAPLICÁVEIS À ESPÉCIE. 1. O recurso extraordinário é
inviável para debater matéria processual relativa ao reexame de
julgamento de embargos de declaração no Tribunal de origem.
Precedentes. 2. Necessidade do revolvimento de matéria fático-
probatória (Súmula Supremo Tribunal Federal 279) e de legislação infraconstitucional
(Código de Processo Civil) para se concluir pela observância do princípio da ampla
defesa em processo administrativo disciplinar, in casu, que
resultou na exclusão de policial militar da corporação. 3. A
competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4..., da Constituição Federal de 1988
refere-se à perda de graduação como pena acessória criminal, e
não à sanção disciplinar administrativa, como acontece no caso
em exame. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido” (AI
n 596.982/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
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Supremo Tribunal Federal
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conveniência, com aplicação de penalidade prevista em lei.
Enfim, nenhuma ilegalidade se vislumbra no ato
administrativo que se quer anular” (fls. 145 a 147).
Desse modo, é certo que o Tribunal de origem, com base na
legislação pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu pela
regularidade do procedimento administrativo disciplinar do qual
resultou aplicação de sanção ao agravante, uma vez que ele teve acesso
aos termos da acusação e oportunidade de produzir defesa.
Assim, para chegar a entendimento diverso, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente e reexaminar o
conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
anote-se:
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR.
PRAÇA. EXCLUSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. AMPLA DEFESA. COMPETÊNCIA. REEXAME
DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. E ALEGADO
CERCEAMENTO DE DEFESA. OFENSA INDIRETA. FATOS E
PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ART. 125, § 4..., E ECs 18 E 20 DE
1998. INAPLICÁVEIS À ESPÉCIE. 1. O recurso extraordinário é
inviável para debater matéria processual relativa ao reexame de
julgamento de embargos de declaração no Tribunal de origem.
Precedentes. 2. Necessidade do revolvimento de matéria fático-
probatória (Súmula Supremo Tribunal Federal 279) e de legislação infraconstitucional
(Código de Processo Civil) para se concluir pela observância do princípio da ampla
defesa em processo administrativo disciplinar, in casu, que
resultou na exclusão de policial militar da corporação. 3. A
competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4..., da Constituição Federal de 1988
refere-se à perda de graduação como pena acessória criminal, e
não à sanção disciplinar administrativa, como acontece no caso
em exame. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido” (AI
n 596.982/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
Gracie, DJe de 25/6/10)
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
EXCLUSÃO. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA E
DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA
AMPLA
DEFESA.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE
DO
REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A perda da graduação pode
decorrer de processo administrativo disciplinar, desde que
observados os princípios do contraditório e da ampla defesa”
(AI n 774.891/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10).
No tocante à ausência de acompanhamento por advogado habilitado
ou defensor dativo durante o curso do PAD, é pacífica a jurisprudência
desta Corte no sentido de que não ofende a Constituição Federal a
ausência de defesa técnica em processo administrativo disciplinar.
Nesse sentido, foi aprovado, na sessão plenária de 7/5/08, o verbete
da Súmula Vinculante n 5, que assim está redigida:
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição.”
Corroborando o entendimento sumulado, anotem-se, ainda, os
seguintes julgados:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO DISCIPLINAR.
DIREITO DE DEFESA TÉCNICA. 1. O exercício da ampla
defesa e do contraditório em Processo Administrativo
Disciplinar prescinde da presença de advogado. Precedentes. 2.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
Gracie, DJe de 25/6/10)
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
EXCLUSÃO. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA E
DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA
AMPLA
DEFESA.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE
DO
REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A perda da graduação pode
decorrer de processo administrativo disciplinar, desde que
observados os princípios do contraditório e da ampla defesa”
(AI n 774.891/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10).
No tocante à ausência de acompanhamento por advogado habilitado
ou defensor dativo durante o curso do PAD, é pacífica a jurisprudência
desta Corte no sentido de que não ofende a Constituição Federal a
ausência de defesa técnica em processo administrativo disciplinar.
Nesse sentido, foi aprovado, na sessão plenária de 7/5/08, o verbete
da Súmula Vinculante n 5, que assim está redigida:
“A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição.”
Corroborando o entendimento sumulado, anotem-se, ainda, os
seguintes julgados:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO DISCIPLINAR.
DIREITO DE DEFESA TÉCNICA. 1. O exercício da ampla
defesa e do contraditório em Processo Administrativo
Disciplinar prescinde da presença de advogado. Precedentes. 2.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
A falta de defesa técnica por advogado habilitado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição Federal.
Recurso Extraordinário 434.059/DF. Súmula Vinculante Supremo Tribunal Federal 5. 3. Agravo regimental
improvido” (AI n 473.883/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL
MILITAR. EXPULSÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Processo administrativo disciplinar:
impossibilidade do reexame das provas contidas nos autos na
via extraordinária. Incidência da Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. 2. A falta de defesa técnica por advogado no
processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição:
Súmula Vinculante n. 5. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II
e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n
518.452/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 17/4/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 451.840 AGR / SP
A falta de defesa técnica por advogado habilitado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição Federal.
Recurso Extraordinário 434.059/DF. Súmula Vinculante Supremo Tribunal Federal 5. 3. Agravo regimental
improvido” (AI n 473.883/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL
MILITAR. EXPULSÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Processo administrativo disciplinar:
impossibilidade do reexame das provas contidas nos autos na
via extraordinária. Incidência da Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. 2. A falta de defesa técnica por advogado no
processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição:
Súmula Vinculante n. 5. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II
e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n
518.452/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 17/4/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451.840
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO
ADV.(A/S) : ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451 . 840",
"Súmulas ns 636",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451 .",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR",
"AI n 594 . 887 / SP –",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"AGRAG 210 . 220 / DF",
"AGRAG 286 . 636",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 258 . 438 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"AGRAG 210 . 220 / DF",
"AGRAG 286 . 636",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 258 . 438 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 451 . 840",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR",
"Súmula 673 do Supremo Tribunal",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP do",
"Súmula 673 do Supremo Tribunal",
"Recurso Extraordinário 451 . 840",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 470 . 546 - AgR",
"Recurso Extraordinário 199 . 800",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 470 . 546 - AgR",
"Recurso Extraordinário 199 . 800",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 382 . 482 - AgR",
"AI n 774 . 891 / MG",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 382 . 482 - AgR",
"AI n 774 . 891 / MG",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"AI n 531 . 906 / RJ - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451 . 840",
"AI n 531 . 906 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"AI n 643 . 654 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"AI n 643 . 654 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"Súmulas ns 636",
"Súmula",
"AI n 596 . 982 / MG - AgR",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279",
"AI n 596 . 982 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 774 . 891 / MG - AgR",
"verbete da Súmula Vinculante n 5",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO",
"AI n 774 . 891 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR",
"Recurso Extraordinário 434 . 059 / DF",
"AI n 473 . 883 / RS - AgR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 518 . 452 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 451 . 840 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 434 . 059 / DF",
"AI n 473 . 883 / RS - AgR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 518 . 452 / SP - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 451 . 840"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição da República",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 429 / 92",
"Constituição Federal",
"artigos 5 . . . , LV e 125 , § 4 . . . da Constituição Federal",
"art . 125 , § 4 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 429 / 92",
"Constituição Federal",
"artigos 5 . . . , LV e 125 , § 4 . . . da Constituição Federal",
"art . 125 , § 4 . . . da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inc . III , alínea a , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inc . III , alínea a , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"arts . 5 . . . , inc . XXXV e LV , 42 , § 1 . . . , 93 , inc . IX , 125 , § 4 . . . , 142 , § 3 . . . , inc . VI , da Constituição da República",
"Constituições",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"arts . 5 . . . , inc . XXXV e LV , 42 , § 1 . . . , 93 , inc . IX , 125 , § 4 . . . , 142 , § 3 . . . , inc . VI , da Constituição da República",
"Constituições",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 42 , § 1 . . . , e",
"artigo 142 , § 3 . . . , inciso VI , c / c o artigo 125 , § 4 . . . , da",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 323 , primeira parte , do",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n . 21 / 2007",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"art . 125 , § 4 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 142 , § 3 . . . , inciso VI , c / c o artigo 125 , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 323 , primeira parte , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n . 21 / 2007",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"art . 125 , § 4 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 do Cód . Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 do Cód . Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Lei n 8 . 429 / 92",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Lei n 8 . 429 / 92",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ECs 18",
"Código de Processo Civil",
"art . 125 , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 125 , § 4 . . .",
"ECs 18 E 20",
"Código de Processo Civil",
"125 , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"arts .",
"14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais",
"PMMG",
"Junta Central de Saúde",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais",
"PMMG",
"Junta Central de Saúde",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Segunda Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
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"/",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO",
"ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO",
"ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Alberto de Araújo Carvalho",
"CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO",
"ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Alberto de Araújo Carvalho",
"CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Octavio Gallotti",
"Maurício Corrêa",
"Ellen Gracie",
"Octavio Gallotti",
"Maurício Corrêa",
"Ellen Gracie",
"Carlos Velloso",
"Carlos Velloso",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"PAULO",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO",
"ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO CARVALHO",
"ANTONIO FERNANDO PINHEIRO PEDRO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"4",
"/",
"99",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"4",
"/",
"99",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"20",
"/",
"2",
"/",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"20",
"/",
"2",
"/",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"6",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"6",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"5",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"7",
".",
"2009",
"4",
".",
"5",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"7",
".",
"2009",
"4",
".",
"5",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"11",
".",
"2004",
"10",
"/",
"2",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"11",
".",
"2004",
"10",
"/",
"2",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"6",
"/",
"07",
"20",
"/",
"2",
"/",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"6",
"/",
"07",
"20",
"/",
"2",
"/",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 DE 1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"6",
"/",
"10",
"30",
"/",
"4",
"/",
"10",
"7",
"/",
"5",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"6",
"/",
"10",
"30",
"/",
"4",
"/",
"10",
"7",
"/",
"5",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"5",
"/",
"10",
"17",
"/",
"4",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"5",
"/",
"10",
"17",
"/",
"4",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S)
:LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S)
:REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
PENAL.
1.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO EXTEMPORÂNEO. AUSÊNCIA DE POSTERIOR
RATIFICAÇÃO. 2. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS
3.5.2007. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803592.
Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S)
:LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S)
:REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 16 de dezembro de 2011, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto por Anselmo Batschauer contra decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra julgado do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o qual manteve sentença que
condenara o ora Agravante a dois anos e onze meses de reclusão como
incurso nos arts. 168-A, § 1º, inc. I, e 71 do Código Penal. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. O recurso extraordinário é extemporâneo, pois foi interposto
em 19.2.2010 (fl. 413), antes do julgamento dos embargos
declaratórios opostos contra o julgado recorrido (10.3.2010 – fl. 177),
sem posterior ratificação.
(…) 7. Ademais, o julgado recorrido foi publicado em 19.3.2010
(fl. 178). No entanto, não há, na petição de recurso extraordinário (fls.
413-507), preliminar de repercussão geral da questão constitucional.
Assim, os Agravantes não atenderam ao disposto na Lei n.
11.418/2006 e no art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal.
(…) 8. Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803593.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S)
:LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S)
:REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 16 de dezembro de 2011, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto por Anselmo Batschauer contra decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra julgado do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o qual manteve sentença que
condenara o ora Agravante a dois anos e onze meses de reclusão como
incurso nos arts. 168-A, § 1º, inc. I, e 71 do Código Penal. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. O recurso extraordinário é extemporâneo, pois foi interposto
em 19.2.2010 (fl. 413), antes do julgamento dos embargos
declaratórios opostos contra o julgado recorrido (10.3.2010 – fl. 177),
sem posterior ratificação.
(…) 7. Ademais, o julgado recorrido foi publicado em 19.3.2010
(fl. 178). No entanto, não há, na petição de recurso extraordinário (fls.
413-507), preliminar de repercussão geral da questão constitucional.
Assim, os Agravantes não atenderam ao disposto na Lei n.
11.418/2006 e no art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal.
(…) 8. Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 853.702 AGR / SC
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei
8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal)” (fls. 552-557).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2012 (fl. 558), interpõe
Anselmo Batschauer, em 13.2.2012, tempestivamente, agravo regimental
(fls. 559-582).
3. Alega o Agravante que “protocolou o RE absolutamente dentro do
prazo legal de 15 dias. O acórdão de julgamento da apelação criminal foi
publicado no dia 4/2/2010, e não dia 01/02/2010, como se vê na movimentação
processual dos autos da apelação” (fl. 565).
Argumenta que, “atendendo aos preceitos legais instituídos pela Lei n°
11.418, de 19 de dezembro de 2006, a defesa entende que os temas inseridos nos
autos possuem repercussão geral implícita, apta a ensejar a admissibilidade do
recurso do recurso extraordinário” (fl. 578).
Assevera que “em breve subirá a esta Corte Suprema um RHC com
origem no STJ, guerreando este mesmo tema de existência de erro material no
despacho de admissibilidade do RESP” (fl. 581).
Requer a suspensão do processo até o julgamento do recurso
ordinário em habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal ou o
provimento do presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 853.702 AGR / SC
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei
8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal)” (fls. 552-557).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2012 (fl. 558), interpõe
Anselmo Batschauer, em 13.2.2012, tempestivamente, agravo regimental
(fls. 559-582).
3. Alega o Agravante que “protocolou o RE absolutamente dentro do
prazo legal de 15 dias. O acórdão de julgamento da apelação criminal foi
publicado no dia 4/2/2010, e não dia 01/02/2010, como se vê na movimentação
processual dos autos da apelação” (fl. 565).
Argumenta que, “atendendo aos preceitos legais instituídos pela Lei n°
11.418, de 19 de dezembro de 2006, a defesa entende que os temas inseridos nos
autos possuem repercussão geral implícita, apta a ensejar a admissibilidade do
recurso do recurso extraordinário” (fl. 578).
Assevera que “em breve subirá a esta Corte Suprema um RHC com
origem no STJ, guerreando este mesmo tema de existência de erro material no
despacho de admissibilidade do RESP” (fl. 581).
Requer a suspensão do processo até o julgamento do recurso
ordinário em habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal ou o
provimento do presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803593.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como assentado na decisão agravada, o recurso extraordinário é
extemporâneo, pois foi interposto em 19.2.2010 (fl. 413), antes do
julgamento dos embargos declaratórios opostos contra o acórdão
recorrido (10.3.2010 – fl. 177) e sem posterior ratificação. Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso
extraordinário extemporâneo. Precedentes. 1. A jurisprudência desta
Corte é pacífica no sentido de ser extemporâneo o recurso
extraordinário interposto antes do julgamento de todos os recursos
interpostos na instância de origem, mesmo que os referidos recursos
tenham sido manejados pela parte contrária. 2. Agravo regimental
desprovido” (AI 737.538-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma, Dje 1º.7.2010).
3. Ademais, apesar da alegação de que teria demonstrado a
existência de repercussão geral, não há, na petição de recurso
extraordinário, preliminar de repercussão geral da questão constitucional.
O Agravante foi intimado do acórdão recorrido quando já exigível a
demonstração formal da existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada no recurso extraordinário, nos termos do que
decidido por este Supremo Tribunal no Agravo de Instrumento n.
664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence.
4. O § 1º do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que,
“para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como assentado na decisão agravada, o recurso extraordinário é
extemporâneo, pois foi interposto em 19.2.2010 (fl. 413), antes do
julgamento dos embargos declaratórios opostos contra o acórdão
recorrido (10.3.2010 – fl. 177) e sem posterior ratificação. Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso
extraordinário extemporâneo. Precedentes. 1. A jurisprudência desta
Corte é pacífica no sentido de ser extemporâneo o recurso
extraordinário interposto antes do julgamento de todos os recursos
interpostos na instância de origem, mesmo que os referidos recursos
tenham sido manejados pela parte contrária. 2. Agravo regimental
desprovido” (AI 737.538-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma, Dje 1º.7.2010).
3. Ademais, apesar da alegação de que teria demonstrado a
existência de repercussão geral, não há, na petição de recurso
extraordinário, preliminar de repercussão geral da questão constitucional.
O Agravante foi intimado do acórdão recorrido quando já exigível a
demonstração formal da existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada no recurso extraordinário, nos termos do que
decidido por este Supremo Tribunal no Agravo de Instrumento n.
664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence.
4. O § 1º do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que,
“para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 853.702 AGR / SC
questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que
ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, dizer que
o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente
demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância
econômica, política, social ou jurídica.
A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente
articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso
extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria
constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PENAL.
AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO
RECURSO. LEI N. 11.418/2006: NORMAS GERAIS APLICÁVEIS
A
TODOS
OS
RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS.
PRECEDENTE.
ALEGAÇÃO
DE
NULIDADE:
INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (RE 601.692-ED, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 23.10.2009).
“EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre
repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A,
§ 2º, do CPC. 3. Preliminar formal. Hipótese de presunção de
existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF.
Necessidade. Precedente. 4. Ausência de preliminar formal. Negativa
liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de
instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, 'caput' e § 1º, do
RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 711.620-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 22.8.2008).
2
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AI 853.702 AGR / SC
questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que
ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, dizer que
o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente
demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância
econômica, política, social ou jurídica.
A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente
articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso
extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria
constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PENAL.
AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO
RECURSO. LEI N. 11.418/2006: NORMAS GERAIS APLICÁVEIS
A
TODOS
OS
RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS.
PRECEDENTE.
ALEGAÇÃO
DE
NULIDADE:
INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (RE 601.692-ED, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 23.10.2009).
“EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre
repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A,
§ 2º, do CPC. 3. Preliminar formal. Hipótese de presunção de
existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF.
Necessidade. Precedente. 4. Ausência de preliminar formal. Negativa
liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de
instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, 'caput' e § 1º, do
RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 711.620-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 22.8.2008).
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 853.702 AGR / SC
5. Ressalte-se, ao final, que o Supremo Tribunal Federal não admite a
repercussão geral implícita. Nesse sentido:
“AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE
REPERCUSSÃO GERAL NA PETIÇÃO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO ELEITORAL. OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. EXTINÇÃO
DE REPRESENTAÇÃO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR.
PRAZO DECADENCIAL 1. Inobservância ao que disposto no artigo
543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, que exige a apresentação de
preliminar formal e fundamentada sobre a repercussão geral,
significando a demonstração da existência de questões constitucionais
relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico,
que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, em tópico
destacado na petição de recurso extraordinário. 2. É imprescindível a
observância desse requisito formal mesmo nas hipóteses de presunção
de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF.
O Plenário desta Corte afastou a alegação de repercussão geral
implícita. Precedente. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte ao
não admitir, em sede extraordinária, alegação de ofensa indireta à
Constituição Federal. 4. Agravo regimental desprovido” (AI 716.597-
AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.11.2008 –
grifos nossos).
6. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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5. Ressalte-se, ao final, que o Supremo Tribunal Federal não admite a
repercussão geral implícita. Nesse sentido:
“AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE
REPERCUSSÃO GERAL NA PETIÇÃO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO ELEITORAL. OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. EXTINÇÃO
DE REPRESENTAÇÃO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR.
PRAZO DECADENCIAL 1. Inobservância ao que disposto no artigo
543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, que exige a apresentação de
preliminar formal e fundamentada sobre a repercussão geral,
significando a demonstração da existência de questões constitucionais
relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico,
que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, em tópico
destacado na petição de recurso extraordinário. 2. É imprescindível a
observância desse requisito formal mesmo nas hipóteses de presunção
de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF.
O Plenário desta Corte afastou a alegação de repercussão geral
implícita. Precedente. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte ao
não admitir, em sede extraordinária, alegação de ofensa indireta à
Constituição Federal. 4. Agravo regimental desprovido” (AI 716.597-
AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.11.2008 –
grifos nossos).
6. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S) : LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S) : REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S) : LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S) : REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1812848
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-13T00:00:00
|
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. 1. RECURSO EXTRAORDINÁRIO EXTEMPORÂNEO. AUSÊNCIA DE POSTERIOR RATIFICAÇÃO. 2. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS 3.5.2007. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur205837
|
- Acórdãos citados: AI 737538-AgR, AI 664567 QO, RE 601692 ED, AI 711620 AgR, AI 716597 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 30/03/2012, MJC.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
853702
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00001 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 853702 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S) : LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S) : REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S)
:LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S)
:REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
PENAL.
1.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO EXTEMPORÂNEO. AUSÊNCIA DE POSTERIOR
RATIFICAÇÃO. 2. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS
3.5.2007. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S)
:LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S)
:REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 16 de dezembro de 2011, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto por Anselmo Batschauer contra decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra julgado do
Tribunal Regional Federal da 4... Região, o qual manteve sentença que
condenara o ora Agravante a dois anos e onze meses de reclusão como
incurso nos arts. 168-A, § 1..., inc. I, e 71 do Código Penal. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. O recurso extraordinário é extemporâneo, pois foi interposto
em 19.2.2010 (fl. 413), antes do julgamento dos embargos
declaratórios opostos contra o julgado recorrido (10.3.2010 – fl. 177),
sem posterior ratificação.
(…) 7. Ademais, o julgado recorrido foi publicado em 19.3.2010
(fl. 178). No entanto, não há, na petição de recurso extraordinário (fls.
413-507), preliminar de repercussão geral da questão constitucional.
Assim, os Agravantes não atenderam ao disposto na Lei n.
11.418/2006 e no art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal.
(…) 8. Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S)
:LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S)
:REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 16 de dezembro de 2011, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto por Anselmo Batschauer contra decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra julgado do
Tribunal Regional Federal da 4... Região, o qual manteve sentença que
condenara o ora Agravante a dois anos e onze meses de reclusão como
incurso nos arts. 168-A, § 1..., inc. I, e 71 do Código Penal. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. O recurso extraordinário é extemporâneo, pois foi interposto
em 19.2.2010 (fl. 413), antes do julgamento dos embargos
declaratórios opostos contra o julgado recorrido (10.3.2010 – fl. 177),
sem posterior ratificação.
(…) 7. Ademais, o julgado recorrido foi publicado em 19.3.2010
(fl. 178). No entanto, não há, na petição de recurso extraordinário (fls.
413-507), preliminar de repercussão geral da questão constitucional.
Assim, os Agravantes não atenderam ao disposto na Lei n.
11.418/2006 e no art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal.
(…) 8. Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 853.702 AGR / SC
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei
8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal)” (fls. 552-557).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2012 (fl. 558), interpõe
Anselmo Batschauer, em 13.2.2012, tempestivamente, agravo regimental
(fls. 559-582).
3. Alega o Agravante que “protocolou o Recurso Extraordinário absolutamente dentro do
prazo legal de 15 dias. O acórdão de julgamento da apelação criminal foi
publicado no dia 4/2/2010, e não dia 01/02/2010, como se vê na movimentação
processual dos autos da apelação” (fl. 565).
Argumenta que, “atendendo aos preceitos legais instituídos pela Lei n
11.418, de 19 de dezembro de 2006, a defesa entende que os temas inseridos nos
autos possuem repercussão geral implícita, apta a ensejar a admissibilidade do
recurso do recurso extraordinário” (fl. 578).
Assevera que “em breve subirá a esta Corte Suprema um RHC com
origem no Superior Tribunal de Justiça, guerreando este mesmo tema de existência de erro material no
despacho de admissibilidade do RESP” (fl. 581).
Requer a suspensão do processo até o julgamento do recurso
ordinário em habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal ou o
provimento do presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 853.702 AGR / SC
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei
8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal)” (fls. 552-557).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2012 (fl. 558), interpõe
Anselmo Batschauer, em 13.2.2012, tempestivamente, agravo regimental
(fls. 559-582).
3. Alega o Agravante que “protocolou o Recurso Extraordinário absolutamente dentro do
prazo legal de 15 dias. O acórdão de julgamento da apelação criminal foi
publicado no dia 4/2/2010, e não dia 01/02/2010, como se vê na movimentação
processual dos autos da apelação” (fl. 565).
Argumenta que, “atendendo aos preceitos legais instituídos pela Lei n
11.418, de 19 de dezembro de 2006, a defesa entende que os temas inseridos nos
autos possuem repercussão geral implícita, apta a ensejar a admissibilidade do
recurso do recurso extraordinário” (fl. 578).
Assevera que “em breve subirá a esta Corte Suprema um RHC com
origem no Superior Tribunal de Justiça, guerreando este mesmo tema de existência de erro material no
despacho de admissibilidade do RESP” (fl. 581).
Requer a suspensão do processo até o julgamento do recurso
ordinário em habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal ou o
provimento do presente recurso.
É o relatório.
2
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como assentado na decisão agravada, o recurso extraordinário é
extemporâneo, pois foi interposto em 19.2.2010 (fl. 413), antes do
julgamento dos embargos declaratórios opostos contra o acórdão
recorrido (10.3.2010 – fl. 177) e sem posterior ratificação. Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso
extraordinário extemporâneo. Precedentes. 1. A jurisprudência desta
Corte é pacífica no sentido de ser extemporâneo o recurso
extraordinário interposto antes do julgamento de todos os recursos
interpostos na instância de origem, mesmo que os referidos recursos
tenham sido manejados pela parte contrária. 2. Agravo regimental
desprovido” (AI 737.538-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma, Dje 1....7.2010).
3. Ademais, apesar da alegação de que teria demonstrado a
existência de repercussão geral, não há, na petição de recurso
extraordinário, preliminar de repercussão geral da questão constitucional.
O Agravante foi intimado do acórdão recorrido quando já exigível a
demonstração formal da existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada no recurso extraordinário, nos termos do que
decidido por este Supremo Tribunal no Agravo de Instrumento n.
664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence.
4. O § 1... do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que,
“para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702 SANTA CATARINA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como assentado na decisão agravada, o recurso extraordinário é
extemporâneo, pois foi interposto em 19.2.2010 (fl. 413), antes do
julgamento dos embargos declaratórios opostos contra o acórdão
recorrido (10.3.2010 – fl. 177) e sem posterior ratificação. Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso
extraordinário extemporâneo. Precedentes. 1. A jurisprudência desta
Corte é pacífica no sentido de ser extemporâneo o recurso
extraordinário interposto antes do julgamento de todos os recursos
interpostos na instância de origem, mesmo que os referidos recursos
tenham sido manejados pela parte contrária. 2. Agravo regimental
desprovido” (AI 737.538-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma, Dje 1....7.2010).
3. Ademais, apesar da alegação de que teria demonstrado a
existência de repercussão geral, não há, na petição de recurso
extraordinário, preliminar de repercussão geral da questão constitucional.
O Agravante foi intimado do acórdão recorrido quando já exigível a
demonstração formal da existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada no recurso extraordinário, nos termos do que
decidido por este Supremo Tribunal no Agravo de Instrumento n.
664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence.
4. O § 1... do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que,
“para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 853.702 AGR / SC
questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que
ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, dizer que
o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente
demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância
econômica, política, social ou jurídica.
A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente
articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso
extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria
constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PENAL.
AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO
RECURSO. LEI N. 11.418/2006: NORMAS GERAIS APLICÁVEIS
A
TODOS
OS
RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS.
PRECEDENTE.
ALEGAÇÃO
DE
NULIDADE:
INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 601.692-ED, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 23.10.2009).
“EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre
repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A,
§ 2..., do Código de Processo Civil. 3. Preliminar formal. Hipótese de presunção de
existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF.
Necessidade. Precedente. 4. Ausência de preliminar formal. Negativa
liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de
instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, 'caput' e § 1..., do
RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 711.620-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 22.8.2008).
2
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AI 853.702 AGR / SC
questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que
ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, dizer que
o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente
demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância
econômica, política, social ou jurídica.
A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente
articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso
extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria
constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PENAL.
AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO
RECURSO. LEI N. 11.418/2006: NORMAS GERAIS APLICÁVEIS
A
TODOS
OS
RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS.
PRECEDENTE.
ALEGAÇÃO
DE
NULIDADE:
INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 601.692-ED, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 23.10.2009).
“EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre
repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A,
§ 2..., do Código de Processo Civil. 3. Preliminar formal. Hipótese de presunção de
existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF.
Necessidade. Precedente. 4. Ausência de preliminar formal. Negativa
liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de
instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, 'caput' e § 1..., do
RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 711.620-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 22.8.2008).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 853.702 AGR / SC
5. Ressalte-se, ao final, que o Supremo Tribunal Federal não admite a
repercussão geral implícita. Nesse sentido:
“AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE
REPERCUSSÃO GERAL NA PETIÇÃO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO ELEITORAL. OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. EXTINÇÃO
DE REPRESENTAÇÃO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR.
PRAZO DECADENCIAL 1. Inobservância ao que disposto no artigo
543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, que exige a apresentação de
preliminar formal e fundamentada sobre a repercussão geral,
significando a demonstração da existência de questões constitucionais
relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico,
que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, em tópico
destacado na petição de recurso extraordinário. 2. É imprescindível a
observância desse requisito formal mesmo nas hipóteses de presunção
de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF.
O Plenário desta Corte afastou a alegação de repercussão geral
implícita. Precedente. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte ao
não admitir, em sede extraordinária, alegação de ofensa indireta à
Constituição Federal. 4. Agravo regimental desprovido” (AI 716.597-
AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.11.2008 –
grifos nossos).
6. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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AI 853.702 AGR / SC
5. Ressalte-se, ao final, que o Supremo Tribunal Federal não admite a
repercussão geral implícita. Nesse sentido:
“AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE
REPERCUSSÃO GERAL NA PETIÇÃO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO ELEITORAL. OFENSA INDIRETA À
CONSTITUIÇÃO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. EXTINÇÃO
DE REPRESENTAÇÃO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR.
PRAZO DECADENCIAL 1. Inobservância ao que disposto no artigo
543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, que exige a apresentação de
preliminar formal e fundamentada sobre a repercussão geral,
significando a demonstração da existência de questões constitucionais
relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico,
que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, em tópico
destacado na petição de recurso extraordinário. 2. É imprescindível a
observância desse requisito formal mesmo nas hipóteses de presunção
de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF.
O Plenário desta Corte afastou a alegação de repercussão geral
implícita. Precedente. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte ao
não admitir, em sede extraordinária, alegação de ofensa indireta à
Constituição Federal. 4. Agravo regimental desprovido” (AI 716.597-
AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.11.2008 –
grifos nossos).
6. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S) : LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S) : REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.702
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANSELMO BATSCHAUER
AGTE.(S) : LUIS BATSCHAUER
ADV.(A/S) : REGIANE DA SILVA SOUZA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 702",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 702",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 702",
"AI 853 . 702 AGR",
"AI 853 . 702",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 702",
"AI 737 . 538 - AgR",
"Agravo de Instrumento n . 664 . 567 - QO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 702",
"AI 737 . 538 - AgR",
"Agravo de Instrumento n . 664 . 567 - QO",
"AI 853 . 702",
"Recurso Extraordinário 601 . 692 - ED",
"AI 711 . 620 - AgR",
"AI 853 . 702 AGR",
"Recurso Extraordinário 601 . 692 - ED",
"AI 711 . 620 - AgR",
"AI 853 . 702 AGR / SC",
"AI 716 . 597 - AgR",
"AI 853 . 702 AGR",
"AI 716 . 597 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 702",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 702"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 168 - A , § 1 . . . , inc . I , e 71 do Código Penal",
"Lei n . 11 . 418 / 2006",
"art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 168 - A , § 1 . . . , inc . I , e 71 do Código Penal",
"Lei n . 11 . 418 / 2006",
"art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei 8 . 038 / 90",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Lei n 11 . 418",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei 8 . 038 / 90",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Lei n 11 . 418",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do",
"art . 543 - A do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do",
"art . 543 - A do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 11 . 418 / 2006",
"Art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 323 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 11 . 418 / 2006",
"Art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 323 , § 1 . . . , do RISTF",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 323 , § 1 . . . , do RISTF",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SC",
"Primeira Turma",
"Presidência",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANSELMO BATSCHAUER",
"LUIS BATSCHAUER",
"REGIANE DA SILVA SOUZA",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANSELMO BATSCHAUER",
"LUIS BATSCHAUER",
"REGIANE DA SILVA SOUZA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Anselmo Batschauer",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANSELMO BATSCHAUER",
"LUIS BATSCHAUER",
"REGIANE DA SILVA SOUZA",
"Anselmo Batschauer",
"Anselmo Batschauer",
"Anselmo Batschauer",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Sepúlveda Pertence",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Sepúlveda Pertence",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"LÚCIA",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ANSELMO BATSCHAUER",
"LUIS BATSCHAUER",
"REGIANE DA SILVA SOUZA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANSELMO BATSCHAUER",
"LUIS BATSCHAUER",
"REGIANE DA SILVA SOUZA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"3",
".",
"5",
".",
"2007",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"16 de dezembro de 2011",
"19",
".",
"2",
".",
"2010",
"10",
".",
"3",
".",
"2010",
"19",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"16 de dezembro de 2011",
"19",
".",
"2",
".",
"2010",
"10",
".",
"3",
".",
"2010",
"19",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"2",
".",
"2012",
"13",
".",
"2",
".",
"2012",
"4",
"/",
"2",
"/",
"2010",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"19 de dezembro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"2",
".",
"2012",
"13",
".",
"2",
".",
"2012",
"4",
"/",
"2",
"/",
"2010",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"19 de dezembro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"19",
".",
"2",
".",
"2010",
"10",
".",
"3",
".",
"2010",
".",
".",
"7",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"19",
".",
"2",
".",
"2010",
"10",
".",
"3",
".",
"2010",
".",
".",
"7",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"10",
".",
"2009",
"22",
".",
"8",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"10",
".",
"2009",
"22",
".",
"8",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"11",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"11",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
: MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
: CRISTIANO COLOMBO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TRIBUTÁRIO – ZONA
FRANCA DE MANAUS - ÁREA LIVRE DE COMÉRCIO, DE EXPORTAÇÕES E
IMPORTAÇÕES,
E
DE
INCENTIVOS
FISCAIS
–
ISENÇÃO
QUANTO
ÀS
CONTRIBUIÇÕES PERTINENTES AO PIS/COFINS - ALEGADA VIOLAÇÃO A
PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO – NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL, NOTADAMENTE DO DL Nº 288/67 – PRAZO PARA
REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO – IMPOSSIBILIDADE
DE APLICAÇÃO RETROATIVA DAS NORMAS INSCRITAS NOS ARTS. 3º E 4º DA
LC Nº 118/2005, NOTADAMENTE DAQUELA QUE SE REVESTIRIA DO CARÁTER DE
INTERPRETAÇÃO
AUTÊNTICA
(LC
Nº
118/2005,
ART.
3º)
–
DESCARACTERIZAÇÃO DA NATUREZA INTERPRETATIVA DE REFERIDO PRECEITO
LEGAL, QUE INTRODUZIU, NO TEMA, EVIDENTE INOVAÇÃO MATERIAL DE ÍNDOLE
NORMATIVA – PERFIL DAS LEIS INTERPRETATIVAS NO SISTEMA DE DIREITO
POSITIVO BRASILEIRO – INTEIRA SUBMISSÃO DE SEUS ASPECTOS FORMAIS E
DE
SEU
CONTEÚDO
MATERIAL
AO
PERMANENTE
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE DO PODER JUDICIÁRIO (ADI 605-MC/DF, REL. MIN.
CELSO DE MELLO) – INCOLUMIDADE DE SITUAÇÕES JURÍDICAS DEFINITIVAMENTE
CONSOLIDADAS, TAIS COMO PREVISTAS NO INCISO XXXVI DO ART. 5º DA LEI
FUNDAMENTAL, COMO EXPRESSÃO CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL
DA SEGURANÇA JURÍDICA – PRECEDENTE EMANADO DO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL, FIRMADO EM JULGAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
(RE 566.621/RS), EM CUJO ÂMBITO TAMBÉM SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL - AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
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Supremo Tribunal Federal
DJe 23/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21
Ementa e Acórdão
RE 596.673 AgR / RS
2
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
2
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
: MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
: CRISTIANO COLOMBO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): A União
Federal interpôs recurso extraordinário contra decisão, que, emanada
do E. TRF/4ª Região, acha-se consubstanciada em acórdão assim
ementado (fls. 121):
“TRIBUTÁRIO.
PIS.
COFINS.
PRESCRIÇÃO.
VERBAS
PROVENIENTES DE VENDAS À ZONA FRANCA DE MANAUS.
EQUIPARAÇÃO ÀS RECEITAS DECORRENTES DE EXPORTAÇÕES.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
- Desde a vigência da LC 118/05, a extinção do
crédito é considerada como ocorrida no momento mesmo do
pagamento indevido, de modo que o prazo do art. 168, I,
do CTN é de cinco anos do pagamento. Tal dispositivo
não tem cunho interpretativo, configurando verdadeira
inovação, de modo que não pode ter aplicação retroativa
para alcançar ações já em curso.
- Para todos os efeitos fiscais, a exportação de
mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus, será
equivalente a uma exportação de produto brasileiro para
o estrangeiro. Sobretudo tendo em vista a manutenção,
por expressa previsão constitucional, da Zona Franca de
Manaus como zona de livre comércio.
- Verba honorária majorada para 10% sobre o valor
da causa atualizado, em conformidade com art. 20, § 4º,
do CPC.” (grifei)
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
: MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
: CRISTIANO COLOMBO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): A União
Federal interpôs recurso extraordinário contra decisão, que, emanada
do E. TRF/4ª Região, acha-se consubstanciada em acórdão assim
ementado (fls. 121):
“TRIBUTÁRIO.
PIS.
COFINS.
PRESCRIÇÃO.
VERBAS
PROVENIENTES DE VENDAS À ZONA FRANCA DE MANAUS.
EQUIPARAÇÃO ÀS RECEITAS DECORRENTES DE EXPORTAÇÕES.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
- Desde a vigência da LC 118/05, a extinção do
crédito é considerada como ocorrida no momento mesmo do
pagamento indevido, de modo que o prazo do art. 168, I,
do CTN é de cinco anos do pagamento. Tal dispositivo
não tem cunho interpretativo, configurando verdadeira
inovação, de modo que não pode ter aplicação retroativa
para alcançar ações já em curso.
- Para todos os efeitos fiscais, a exportação de
mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus, será
equivalente a uma exportação de produto brasileiro para
o estrangeiro. Sobretudo tendo em vista a manutenção,
por expressa previsão constitucional, da Zona Franca de
Manaus como zona de livre comércio.
- Verba honorária majorada para 10% sobre o valor
da causa atualizado, em conformidade com art. 20, § 4º,
do CPC.” (grifei)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21
Relatório
RE 596.673 AgR / RS
2
Opostos embargos de declaração, foram eles parcialmente
acolhidos, para fins de prequestionamento de matéria constitucional
(além daquela de índole meramente legal) concernente ao art. 150,
§ 6º, da Constituição da República (fls. 123/127).
A empresa ora recorrida deduziu contra-razões ao apelo
extremo em questão, sustentando, caso superada a questão prévia
referente à incognoscibilidade do presente recurso extraordinário,
fosse este improvido, eis que o acórdão impugnado – segundo se alega -
ajusta-se à jurisprudência que esta Corte estabeleceu na matéria em
exame.
Ao julgar este recurso extraordinário, proferi decisão
que tem o seguinte conteúdo (fls. 212):
“A parte ora recorrente, ao deduzir o presente
recurso
extraordinário,
sustentou
que
o
Tribunal
‘a quo’
teria
transgredido
preceito
inscrito
na
Constituição da República.
Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto
constitucional, acaso existente, apresentar-se-ia por
via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria -
para que se configurasse - a formulação de juízo prévio
de legalidade, fundado na vulneração e infringência de
dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando
de
conflito
direto
e
frontal
com
o
texto
da
Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte
(RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - RTJ 132/455,
Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o acesso à
via recursal extraordinária.
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
2
Opostos embargos de declaração, foram eles parcialmente
acolhidos, para fins de prequestionamento de matéria constitucional
(além daquela de índole meramente legal) concernente ao art. 150,
§ 6º, da Constituição da República (fls. 123/127).
A empresa ora recorrida deduziu contra-razões ao apelo
extremo em questão, sustentando, caso superada a questão prévia
referente à incognoscibilidade do presente recurso extraordinário,
fosse este improvido, eis que o acórdão impugnado – segundo se alega -
ajusta-se à jurisprudência que esta Corte estabeleceu na matéria em
exame.
Ao julgar este recurso extraordinário, proferi decisão
que tem o seguinte conteúdo (fls. 212):
“A parte ora recorrente, ao deduzir o presente
recurso
extraordinário,
sustentou
que
o
Tribunal
‘a quo’
teria
transgredido
preceito
inscrito
na
Constituição da República.
Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto
constitucional, acaso existente, apresentar-se-ia por
via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria -
para que se configurasse - a formulação de juízo prévio
de legalidade, fundado na vulneração e infringência de
dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando
de
conflito
direto
e
frontal
com
o
texto
da
Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte
(RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - RTJ 132/455,
Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o acesso à
via recursal extraordinária.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21
Relatório
RE 596.673 AgR / RS
3
Sendo assim, e pelas razões expostas, não conheço
do presente recurso extraordinário.
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o conhecimento e o
provimento do recurso extraordinário que deduziu (fls. 215/223).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
3
Sendo assim, e pelas razões expostas, não conheço
do presente recurso extraordinário.
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o conhecimento e o
provimento do recurso extraordinário que deduziu (fls. 215/223).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
4
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com
efeito,
esta
Suprema
Corte,
em
precedentes
específicos sobre a matéria, tem corroborado julgamentos como o de
que ora se trata, salientando que o tema em análise (referente à
questão da isenção tributária em face da Zona Franca de Manaus)
possui natureza eminentemente infraconstitucional, o que torna
inadmissível o próprio conhecimento do recurso extraordinário, eis
que, se inconstitucionalidade houvesse, sê-lo-ia por via reflexa:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
2.
Controvérsia
decidida
à
luz
de
normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do
Brasil.
3. Nos termos da Súmula n. 636 do STF, não cabe
recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
legalidade,
se
houver
necessidade
de
rever
a
interpretação dada a normas infraconstitucionais.
Agravo regimental a que se nega provimento.”
(AI 669.592-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei)
“1.
RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Jurisprudência
assentada.
Ausência
de
razões
consistentes.
Decisão
mantida.
Agravo
regimental
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
4
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com
efeito,
esta
Suprema
Corte,
em
precedentes
específicos sobre a matéria, tem corroborado julgamentos como o de
que ora se trata, salientando que o tema em análise (referente à
questão da isenção tributária em face da Zona Franca de Manaus)
possui natureza eminentemente infraconstitucional, o que torna
inadmissível o próprio conhecimento do recurso extraordinário, eis
que, se inconstitucionalidade houvesse, sê-lo-ia por via reflexa:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
2.
Controvérsia
decidida
à
luz
de
normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do
Brasil.
3. Nos termos da Súmula n. 636 do STF, não cabe
recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
legalidade,
se
houver
necessidade
de
rever
a
interpretação dada a normas infraconstitucionais.
Agravo regimental a que se nega provimento.”
(AI 669.592-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei)
“1.
RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Jurisprudência
assentada.
Ausência
de
razões
consistentes.
Decisão
mantida.
Agravo
regimental
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
5
improvido. Nega-se provimento a agravo regimental
tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão
fundada em jurisprudência assente na Corte.”
(RE 529.304-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei)
Essa orientação nada mais traduz senão a reafirmação de
diretriz jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal,
no sentido de que a situação de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, se e quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária.
Daí as decisões que, versando a mesma controvérsia ora
suscitada nesta sede recursal (RE 605.477/PR, Rel. Min. DIAS
TOFFOLI - RE 625.530/AM, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 626.296/SC,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), puseram em destaque esse particular
aspecto que venho de ressaltar:
“Discute-se
neste
recurso
extraordinário
a
constitucionalidade da exclusão da base de cálculo do
PIS e da COFINS das receitas oriundas das vendas de
mercadorias para a Zona Franca de Manaus, nos termos do
disposto no artigo 4º do decreto-lei n. 288/67 e no
artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
2. A recorrente alega que o provimento judicial
emanado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
violou o disposto nos artigos 149, § 2º, inciso I, e
150, § 6º, da Constituição do Brasil e no artigo 40 do
ADCT.
...................................................
4. O recurso não merece provimento. O Supremo
Tribunal Federal, ao analisar questão similar a destes
autos, entendeu que, para dissentir-se do acórdão
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
5
improvido. Nega-se provimento a agravo regimental
tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão
fundada em jurisprudência assente na Corte.”
(RE 529.304-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei)
Essa orientação nada mais traduz senão a reafirmação de
diretriz jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal,
no sentido de que a situação de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, se e quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária.
Daí as decisões que, versando a mesma controvérsia ora
suscitada nesta sede recursal (RE 605.477/PR, Rel. Min. DIAS
TOFFOLI - RE 625.530/AM, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 626.296/SC,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), puseram em destaque esse particular
aspecto que venho de ressaltar:
“Discute-se
neste
recurso
extraordinário
a
constitucionalidade da exclusão da base de cálculo do
PIS e da COFINS das receitas oriundas das vendas de
mercadorias para a Zona Franca de Manaus, nos termos do
disposto no artigo 4º do decreto-lei n. 288/67 e no
artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
2. A recorrente alega que o provimento judicial
emanado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
violou o disposto nos artigos 149, § 2º, inciso I, e
150, § 6º, da Constituição do Brasil e no artigo 40 do
ADCT.
...................................................
4. O recurso não merece provimento. O Supremo
Tribunal Federal, ao analisar questão similar a destes
autos, entendeu que, para dissentir-se do acórdão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
6
recorrido, seria imprescindível a análise da legislação
infraconstitucional que disciplina a espécie, hipótese
inadmissível em sede extraordinária. Nesse sentido: o
RE n. 501.885, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 19.5.09, e o RE n. 473.481, Relator o Ministro César
Peluso, DJe de 14.4.09.
Nego seguimento ao recurso com fundamento no
disposto no artigo 21, § 1º, do RISTF.”
(RE 612.537/RS, Rel. Min. EROS GRAU – grifei)
“TRIBUTÁRIO – ISENÇÃO – ZONA FRANCA DE MANAUS –
PIS – COFINS.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
LEGAIS – INVIABILIDADE.”
(RE 546.066/SC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei)
Nem se diga, ainda, que o acórdão em questão, ao julgar
a controvérsia, teria incidido em ofensa ao princípio da legalidade.
Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a
orientação
firmada
pelo
Supremo
Tribunal
Federal,
cuja
jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o
procedimento hermenêutico do Tribunal inferior - quando examina o
quadro
normativo
positivado
pelo
Estado
e
dele
extrai
a
interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em
razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os
elementos necessários à exata composição da lide - não transgride,
diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min.
CELSO DE MELLO - AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO –
AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO).
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1744618
Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
6
recorrido, seria imprescindível a análise da legislação
infraconstitucional que disciplina a espécie, hipótese
inadmissível em sede extraordinária. Nesse sentido: o
RE n. 501.885, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 19.5.09, e o RE n. 473.481, Relator o Ministro César
Peluso, DJe de 14.4.09.
Nego seguimento ao recurso com fundamento no
disposto no artigo 21, § 1º, do RISTF.”
(RE 612.537/RS, Rel. Min. EROS GRAU – grifei)
“TRIBUTÁRIO – ISENÇÃO – ZONA FRANCA DE MANAUS –
PIS – COFINS.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
LEGAIS – INVIABILIDADE.”
(RE 546.066/SC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei)
Nem se diga, ainda, que o acórdão em questão, ao julgar
a controvérsia, teria incidido em ofensa ao princípio da legalidade.
Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a
orientação
firmada
pelo
Supremo
Tribunal
Federal,
cuja
jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o
procedimento hermenêutico do Tribunal inferior - quando examina o
quadro
normativo
positivado
pelo
Estado
e
dele
extrai
a
interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em
razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os
elementos necessários à exata composição da lide - não transgride,
diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min.
CELSO DE MELLO - AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO –
AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
7
É por essa razão - ausência de conflito imediato com o
texto da Constituição - que a jurisprudência desta Corte vem
enfatizando
que
“A
boa
ou
má
interpretação
de
norma
infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color
de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962,
Rel. Min. CARLOS VELLOSO - grifei):
“E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido
de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à
Constituição Federal, por má interpretação de normas
infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais
(...).”
(AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
“A alegação de ofensa ao princípio da legalidade,
inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República,
não autoriza, só por si, o acesso à via recursal
extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar
indispensável, para efeito de sua constatação, o exame
prévio
do
ordenamento
positivo
de
caráter
infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à
possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera
transgressão indireta ao texto da Carta Política.
Precedentes.”
(RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Não foi por outro motivo que o eminente Ministro
MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado
da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário,
assim se pronunciou:
“A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da
Constituição, por implicar o exame prévio da legislação
infraconstitucional,
é
alegação
de
infringência
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
7
É por essa razão - ausência de conflito imediato com o
texto da Constituição - que a jurisprudência desta Corte vem
enfatizando
que
“A
boa
ou
má
interpretação
de
norma
infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color
de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962,
Rel. Min. CARLOS VELLOSO - grifei):
“E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido
de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à
Constituição Federal, por má interpretação de normas
infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais
(...).”
(AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
“A alegação de ofensa ao princípio da legalidade,
inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República,
não autoriza, só por si, o acesso à via recursal
extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar
indispensável, para efeito de sua constatação, o exame
prévio
do
ordenamento
positivo
de
caráter
infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à
possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera
transgressão indireta ao texto da Carta Política.
Precedentes.”
(RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Não foi por outro motivo que o eminente Ministro
MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado
da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário,
assim se pronunciou:
“A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da
Constituição, por implicar o exame prévio da legislação
infraconstitucional,
é
alegação
de
infringência
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
8
indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem,
assim, ao cabimento do recurso extraordinário.”
(AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)
Cumpre acentuar, neste ponto, que essa orientação acha-se
presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636
do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte
conteúdo:
“Não cabe recurso extraordinário por contrariedade
ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
(grifei)
Impende destacar, por oportuno, que o exame da presente
causa evidencia que o recurso extraordinário – no ponto em que discute
a aplicabilidade retroativa dos arts. 3º e 4º da LC nº 118/2005 –
também não se mostra viável.
Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, após
reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema,
julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de
veiculação nesta causa), proferindo, então, decisão consubstanciada
em acórdão assim ementado:
“DIREITO
TRIBUTÁRIO
–
LEI
INTERPRETATIVA
–
APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 –
DESCABIMENTO
–
VIOLAÇÃO
À
SEGURANÇA
JURÍDICA
–
NECESSIDADE
DE
OBSERVÂNCIA
DA
‘VACATIO
LEGIS’
–
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
8
indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem,
assim, ao cabimento do recurso extraordinário.”
(AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)
Cumpre acentuar, neste ponto, que essa orientação acha-se
presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636
do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte
conteúdo:
“Não cabe recurso extraordinário por contrariedade
ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
(grifei)
Impende destacar, por oportuno, que o exame da presente
causa evidencia que o recurso extraordinário – no ponto em que discute
a aplicabilidade retroativa dos arts. 3º e 4º da LC nº 118/2005 –
também não se mostra viável.
Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, após
reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema,
julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de
veiculação nesta causa), proferindo, então, decisão consubstanciada
em acórdão assim ementado:
“DIREITO
TRIBUTÁRIO
–
LEI
INTERPRETATIVA
–
APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 –
DESCABIMENTO
–
VIOLAÇÃO
À
SEGURANÇA
JURÍDICA
–
NECESSIDADE
DE
OBSERVÂNCIA
DA
‘VACATIO
LEGIS’
–
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
9
APLICAÇÃO
DO
PRAZO
REDUZIDO
PARA
REPETIÇÃO
OU
COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A
PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005.
Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada
a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de
que, para os tributos sujeitos a lançamento por
homologação, o prazo para repetição ou compensação de
indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador,
tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150,
§ 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN.
A LC 118/05, embora tenha se auto-proclamado
interpretativa, implicou inovação normativa, tendo
reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador
para 5 anos contados do pagamento indevido.
Lei supostamente interpretativa que, em verdade,
inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei
nova.
Inocorrência
de
violação
à
autonomia
e
independência
dos
Poderes,
porquanto
a
lei
expressamente interpretativa também se submete, como
qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua
natureza, validade e aplicação.
A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo
para a repetição ou compensação de indébito tributário
estipulado por lei nova, fulminando, de imediato,
pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo
então aplicável, bem como a aplicação imediata às
pretensões
pendentes
de
ajuizamento
quando
da
publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de
transição, implicam ofensa ao princípio da segurança
jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e
de garantia do acesso à Justiça.
Afastando-se
as
aplicações
inconstitucionais
e
resguardando-se, no mais, a eficácia da norma, permite-se
a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações
ajuizadas após a ‘vacatio legis’, conforme entendimento
consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula
do Tribunal.
O prazo de ‘vacatio legis’ de 120 dias permitiu aos
contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo
prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à
tutela dos seus direitos.
Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil,
pois, não havendo lacuna na LC 118/05, que pretendeu a
aplicação do novo prazo na maior extensão possível,
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
9
APLICAÇÃO
DO
PRAZO
REDUZIDO
PARA
REPETIÇÃO
OU
COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A
PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005.
Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada
a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de
que, para os tributos sujeitos a lançamento por
homologação, o prazo para repetição ou compensação de
indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador,
tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150,
§ 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN.
A LC 118/05, embora tenha se auto-proclamado
interpretativa, implicou inovação normativa, tendo
reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador
para 5 anos contados do pagamento indevido.
Lei supostamente interpretativa que, em verdade,
inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei
nova.
Inocorrência
de
violação
à
autonomia
e
independência
dos
Poderes,
porquanto
a
lei
expressamente interpretativa também se submete, como
qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua
natureza, validade e aplicação.
A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo
para a repetição ou compensação de indébito tributário
estipulado por lei nova, fulminando, de imediato,
pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo
então aplicável, bem como a aplicação imediata às
pretensões
pendentes
de
ajuizamento
quando
da
publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de
transição, implicam ofensa ao princípio da segurança
jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e
de garantia do acesso à Justiça.
Afastando-se
as
aplicações
inconstitucionais
e
resguardando-se, no mais, a eficácia da norma, permite-se
a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações
ajuizadas após a ‘vacatio legis’, conforme entendimento
consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula
do Tribunal.
O prazo de ‘vacatio legis’ de 120 dias permitiu aos
contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo
prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à
tutela dos seus direitos.
Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil,
pois, não havendo lacuna na LC 118/05, que pretendeu a
aplicação do novo prazo na maior extensão possível,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
10
descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não
se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa
legislativa em contrário.
Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º,
segunda parte, da LC 118/05, considerando-se válida a
aplicação do novo prazo de 5 anos tão-somente às ações
ajuizadas após o decurso da ‘vacatio legis’ de 120
dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005.
Aplicação do art. 543-B, § 3º, do CPC aos recursos
sobrestados.
Recurso extraordinário desprovido.”
(RE 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE - grifei)
Não se ignora que as denominadas leis interpretativas,
uma vez reconhecida a sua existência em nosso sistema de direito
positivo, acham-se plenamente sujeitas ao permanente controle
jurisdicional de constitucionalidade, expondo-se, por isso mesmo,
sem qualquer pré-exclusão, ao exame e à interpretação dos juízes e
Tribunais, notadamente no que se refere à aferição de
sua
compatibilidade, tanto formal quanto material, com o texto da
Constituição da República.
Esse entendimento, vale rememorar, já fora manifestado,
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento, em
1991, da ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, ocasião em que se
assentaram as seguintes diretrizes:
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - MEDIDA
PROVISÓRIA
DE
CARÁTER
INTERPRETATIVO
-
LEIS
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
10
descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não
se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa
legislativa em contrário.
Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º,
segunda parte, da LC 118/05, considerando-se válida a
aplicação do novo prazo de 5 anos tão-somente às ações
ajuizadas após o decurso da ‘vacatio legis’ de 120
dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005.
Aplicação do art. 543-B, § 3º, do CPC aos recursos
sobrestados.
Recurso extraordinário desprovido.”
(RE 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE - grifei)
Não se ignora que as denominadas leis interpretativas,
uma vez reconhecida a sua existência em nosso sistema de direito
positivo, acham-se plenamente sujeitas ao permanente controle
jurisdicional de constitucionalidade, expondo-se, por isso mesmo,
sem qualquer pré-exclusão, ao exame e à interpretação dos juízes e
Tribunais, notadamente no que se refere à aferição de
sua
compatibilidade, tanto formal quanto material, com o texto da
Constituição da República.
Esse entendimento, vale rememorar, já fora manifestado,
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento, em
1991, da ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, ocasião em que se
assentaram as seguintes diretrizes:
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - MEDIDA
PROVISÓRIA
DE
CARÁTER
INTERPRETATIVO
-
LEIS
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
11
INTERPRETATIVAS - A QUESTÃO DA INTERPRETAÇÃO DE LEIS DE
CONVERSÃO
POR
MEDIDA
PROVISÓRIA
-
PRINCÍPIO
DA
IRRETROATIVIDADE
-
CARÁTER
RELATIVO
-
LEIS
INTERPRETATIVAS E APLICAÇÃO RETROATIVA - REITERAÇÃO DE
MEDIDA PROVISÓRIA SOBRE MATÉRIA APRECIADA E REJEITADA
PELO CONGRESSO NACIONAL - PLAUSIBILIDADE JURÍDICA -
AUSÊNCIA DO ‘PERICULUM IN MORA’ - INDEFERIMENTO DA
CAUTELAR.
-
É
plausível,
em
face
do
ordenamento
constitucional
brasileiro,
o
reconhecimento
da
admissibilidade
das
leis
interpretativas,
que
configuram
instrumento
juridicamente
idôneo
de
veiculação da denominada interpretação autêntica.
- As leis interpretativas - desde que reconhecida a
sua existência em nosso sistema de direito positivo -
não traduzem usurpação das atribuições institucionais
do Judiciário e, em conseqüência, não ofendem o
postulado fundamental da divisão funcional do poder.
- Mesmo as leis interpretativas expõem-se ao exame
e à interpretação dos juízes e tribunais. Não se
revelam, assim, espécies normativas imunes ao controle
jurisdicional.
- A questão da interpretação de leis de conversão por
medida provisória editada pelo Presidente da República.
-
O
princípio
da
irretroatividade
somente
condiciona a atividade jurídica do Estado nas hipóteses
expressamente previstas pela Constituição, em ordem a
inibir
a
ação
do
Poder
Público
eventualmente
configuradora de restrição gravosa (a) ao ‘status
libertatis’ da pessoa (CF, art. 5º, XL), (b) ao ‘status
subjectionis’ do contribuinte em matéria tributária
(CF, art. 150, III, ‘a’) e (c) à segurança jurídica no
domínio das relações sociais (CF, art. 5º, XXXVI).
- Na medida em que a retroprojeção normativa da lei
não gere nem produza os gravames referidos, nada impede
que o Estado edite e prescreva atos normativos com
efeito retroativo.
- As leis, em face do caráter prospectivo de que se
revestem, devem, ordinariamente, dispor para o futuro.
O sistema jurídico-constitucional brasileiro, contudo,
não assentou, como postulado absoluto, incondicional e
inderrogável, o princípio da irretroatividade.
-
A
questão
da
retroatividade
das
leis
interpretativas.”
(ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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INTERPRETATIVAS - A QUESTÃO DA INTERPRETAÇÃO DE LEIS DE
CONVERSÃO
POR
MEDIDA
PROVISÓRIA
-
PRINCÍPIO
DA
IRRETROATIVIDADE
-
CARÁTER
RELATIVO
-
LEIS
INTERPRETATIVAS E APLICAÇÃO RETROATIVA - REITERAÇÃO DE
MEDIDA PROVISÓRIA SOBRE MATÉRIA APRECIADA E REJEITADA
PELO CONGRESSO NACIONAL - PLAUSIBILIDADE JURÍDICA -
AUSÊNCIA DO ‘PERICULUM IN MORA’ - INDEFERIMENTO DA
CAUTELAR.
-
É
plausível,
em
face
do
ordenamento
constitucional
brasileiro,
o
reconhecimento
da
admissibilidade
das
leis
interpretativas,
que
configuram
instrumento
juridicamente
idôneo
de
veiculação da denominada interpretação autêntica.
- As leis interpretativas - desde que reconhecida a
sua existência em nosso sistema de direito positivo -
não traduzem usurpação das atribuições institucionais
do Judiciário e, em conseqüência, não ofendem o
postulado fundamental da divisão funcional do poder.
- Mesmo as leis interpretativas expõem-se ao exame
e à interpretação dos juízes e tribunais. Não se
revelam, assim, espécies normativas imunes ao controle
jurisdicional.
- A questão da interpretação de leis de conversão por
medida provisória editada pelo Presidente da República.
-
O
princípio
da
irretroatividade
somente
condiciona a atividade jurídica do Estado nas hipóteses
expressamente previstas pela Constituição, em ordem a
inibir
a
ação
do
Poder
Público
eventualmente
configuradora de restrição gravosa (a) ao ‘status
libertatis’ da pessoa (CF, art. 5º, XL), (b) ao ‘status
subjectionis’ do contribuinte em matéria tributária
(CF, art. 150, III, ‘a’) e (c) à segurança jurídica no
domínio das relações sociais (CF, art. 5º, XXXVI).
- Na medida em que a retroprojeção normativa da lei
não gere nem produza os gravames referidos, nada impede
que o Estado edite e prescreva atos normativos com
efeito retroativo.
- As leis, em face do caráter prospectivo de que se
revestem, devem, ordinariamente, dispor para o futuro.
O sistema jurídico-constitucional brasileiro, contudo,
não assentou, como postulado absoluto, incondicional e
inderrogável, o princípio da irretroatividade.
-
A
questão
da
retroatividade
das
leis
interpretativas.”
(ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
12
O que se mostrou relevante, então, em mencionado
julgamento plenário, foi a reafirmação, por esta Suprema Corte, da
impossibilidade de desconstituição ou de ofensa, por parte de
diplomas legislativos veiculadores de “interpretação autêntica”, ao
ato jurídico perfeito, à coisa julgada e ao direito adquirido, tal
como enfatizei em passagem do meu voto proferido na ADI 605-MC/DF,
de que fui Relator:
“Saliente-se, por necessário, que a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal sobre o tema em questão tem
admitido
a
denominada
retroatividade
das
leis
interpretativas, ressalvando, no entanto, a necessária
intangibilidade das situações juridicamente consolidadas.
Nesse sentido, é de destacar o voto do saudoso
Min. OROSIMBO NONATO, Relator do RE 10.039/SP, no qual
ressaltava, já em 1950, o efeito constitucionalmente
limitador do ato jurídico perfeito, da coisa julgada e
dos direitos adquiridos sobre a aplicação retrooperante
das leis interpretativas:
‘O
problema
da
retroatividade
da
lei
interpretativa, que é uma anomalia, como observa
Capitant,
e
traduz
–
‘una
mala
política
legislativa’, na observação de Salvat é considerado
diversamente pelos D.D.
Nos
regimes
em
que
o
preceito
da
irretroatividade é apenas uma determinação ao juiz
e não ao legislador, ela representa uma ociosidade,
pois que pode a lei, mediante cláusula expressa,
ter projeção retrooperante.
E nos regimes em que, como o nosso, aquele
princípio troneja como preceito da lei maior, há que
usar, ao propósito, da maior circunspecção e cautela
para que se não burle a prescrição constitucional.
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O que se mostrou relevante, então, em mencionado
julgamento plenário, foi a reafirmação, por esta Suprema Corte, da
impossibilidade de desconstituição ou de ofensa, por parte de
diplomas legislativos veiculadores de “interpretação autêntica”, ao
ato jurídico perfeito, à coisa julgada e ao direito adquirido, tal
como enfatizei em passagem do meu voto proferido na ADI 605-MC/DF,
de que fui Relator:
“Saliente-se, por necessário, que a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal sobre o tema em questão tem
admitido
a
denominada
retroatividade
das
leis
interpretativas, ressalvando, no entanto, a necessária
intangibilidade das situações juridicamente consolidadas.
Nesse sentido, é de destacar o voto do saudoso
Min. OROSIMBO NONATO, Relator do RE 10.039/SP, no qual
ressaltava, já em 1950, o efeito constitucionalmente
limitador do ato jurídico perfeito, da coisa julgada e
dos direitos adquiridos sobre a aplicação retrooperante
das leis interpretativas:
‘O
problema
da
retroatividade
da
lei
interpretativa, que é uma anomalia, como observa
Capitant,
e
traduz
–
‘una
mala
política
legislativa’, na observação de Salvat é considerado
diversamente pelos D.D.
Nos
regimes
em
que
o
preceito
da
irretroatividade é apenas uma determinação ao juiz
e não ao legislador, ela representa uma ociosidade,
pois que pode a lei, mediante cláusula expressa,
ter projeção retrooperante.
E nos regimes em que, como o nosso, aquele
princípio troneja como preceito da lei maior, há que
usar, ao propósito, da maior circunspecção e cautela
para que se não burle a prescrição constitucional.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
13
Bento de Faria, depois de trazer à colação o
magistério
de
opinados
D.D.,
remata
clara
e
peremptoriamente, aludindo às leis interpretativas:
‘O sistema vigente da nossa lei civil não
alude
a
decretações
dessa
natureza
para,
particularmente,
emprestar-lhes
a
natureza
retroativa,
mas
subordina
a
extensão
ou
compreensão de toda a lei ao respeito pelas
limitações das regras impedientes daquele efeito.
Conseguintemente, ainda quando a lei seja
editada com o efeito de interpretar, não pode
ser
aplicada
retroativamente
se
ofender
direitos
irrevogáveis’
(Aplicação
e
Retroatividade da lei, nº 21, pág. 56).
A chamada retroatividade da lei puramente
interpretativa seria de simples aparência.
Como argumenta lucidamente Gaston Jèze se a lei
nada encerra de novo é pura superfluidade. E o que
rege o passado é a lei antiga repetida ociosamente.
Se contém algo de novo, é lei nova. E, então, quando
é constitucional a vedação da retroatividade, não
poderá ela ter projeção retrooperante.
Esta, aliás, é a lição de Carlos Maximiliano,
em seu Direito Intertemporal, depois de lembrar não
só a observação de Gaston Jèze, como o ensino de
Rui Barbosa, Clovis Bevilaqua, Duarte de Azevedo,
Dias Ferreira, Visconde de Seabra. O douto jurista
escreve que, nos países em que a irretroatividade
das leis é postulado constitucional, generaliza-se
a regra de não se estender ao passado o alcance de
normas interpretativas (Dir. Intertemporal, nº 39).
(...).
Demais disso, ainda nos regimes em que a
vedação da lei retroativa é prescrição ao juiz, e
não imposição ao legislador mesmo, nem toda lei que
esclarece preceito anterior retroage (...).’
Vê-se, do exposto, que, mesmo que se considere co-
-natural
às
leis
interpretativas
o
efeito
de
retroprojeção normativa, a sua incidência sofre a
necessária
limitação
imposta
pelo
ordenamento
constitucional, que hostiliza, de forma absoluta, os
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
13
Bento de Faria, depois de trazer à colação o
magistério
de
opinados
D.D.,
remata
clara
e
peremptoriamente, aludindo às leis interpretativas:
‘O sistema vigente da nossa lei civil não
alude
a
decretações
dessa
natureza
para,
particularmente,
emprestar-lhes
a
natureza
retroativa,
mas
subordina
a
extensão
ou
compreensão de toda a lei ao respeito pelas
limitações das regras impedientes daquele efeito.
Conseguintemente, ainda quando a lei seja
editada com o efeito de interpretar, não pode
ser
aplicada
retroativamente
se
ofender
direitos
irrevogáveis’
(Aplicação
e
Retroatividade da lei, nº 21, pág. 56).
A chamada retroatividade da lei puramente
interpretativa seria de simples aparência.
Como argumenta lucidamente Gaston Jèze se a lei
nada encerra de novo é pura superfluidade. E o que
rege o passado é a lei antiga repetida ociosamente.
Se contém algo de novo, é lei nova. E, então, quando
é constitucional a vedação da retroatividade, não
poderá ela ter projeção retrooperante.
Esta, aliás, é a lição de Carlos Maximiliano,
em seu Direito Intertemporal, depois de lembrar não
só a observação de Gaston Jèze, como o ensino de
Rui Barbosa, Clovis Bevilaqua, Duarte de Azevedo,
Dias Ferreira, Visconde de Seabra. O douto jurista
escreve que, nos países em que a irretroatividade
das leis é postulado constitucional, generaliza-se
a regra de não se estender ao passado o alcance de
normas interpretativas (Dir. Intertemporal, nº 39).
(...).
Demais disso, ainda nos regimes em que a
vedação da lei retroativa é prescrição ao juiz, e
não imposição ao legislador mesmo, nem toda lei que
esclarece preceito anterior retroage (...).’
Vê-se, do exposto, que, mesmo que se considere co-
-natural
às
leis
interpretativas
o
efeito
de
retroprojeção normativa, a sua incidência sofre a
necessária
limitação
imposta
pelo
ordenamento
constitucional, que hostiliza, de forma absoluta, os
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
14
atos estatais que vulneram a incolumidade das situações
jurídicas definitivamente consolidadas.
Falece,
pois,
plausibilidade
jurídica
à
tese
defendida pelo Autor que, fundando-se na afirmação
dogmática
de
existência
de
efeitos
retroativos
necessários, que seriam inerentes ao ato interpretativo,
sustenta, sem admitir as distinções previstas pela
própria doutrina e jurisprudência desta Corte (v.g.,
RE nº 78.141-SP, Pleno, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, DJU de
29/5/74),
a
sua
inconciliabilidade
com
o
sistema
constitucional vigente, notadamente com o princípio da
irretroatividade das leis.”
(ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Daí a corretíssima conclusão a que chegou a eminente
Ministra ELLEN GRACIE, Relatora do “leading case” mencionado
(RE 566.621/RS), pois examinou a controvérsia (ora renovada nestes
autos) sob a perspectiva do princípio da segurança jurídica, que
decorre, dentre outras cláusulas constitucionais, daquela que
consagra a incolumidade de situações jurídicas definitivamente
consolidadas.
A essencialidade do postulado da segurança jurídica e a
necessidade de se respeitarem situações consolidadas no tempo,
especialmente quando amparadas pela boa-fé do cidadão (seja ele
contribuinte ou não), representam fatores a que o Judiciário não
pode ficar alheio, como resulta da jurisprudência que se formou, a
esse respeito, no Supremo Tribunal Federal:
“Ato administrativo. Seu tardio desfazimento, já
criada situação de fato e de direito, que o tempo
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
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atos estatais que vulneram a incolumidade das situações
jurídicas definitivamente consolidadas.
Falece,
pois,
plausibilidade
jurídica
à
tese
defendida pelo Autor que, fundando-se na afirmação
dogmática
de
existência
de
efeitos
retroativos
necessários, que seriam inerentes ao ato interpretativo,
sustenta, sem admitir as distinções previstas pela
própria doutrina e jurisprudência desta Corte (v.g.,
RE nº 78.141-SP, Pleno, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, DJU de
29/5/74),
a
sua
inconciliabilidade
com
o
sistema
constitucional vigente, notadamente com o princípio da
irretroatividade das leis.”
(ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Daí a corretíssima conclusão a que chegou a eminente
Ministra ELLEN GRACIE, Relatora do “leading case” mencionado
(RE 566.621/RS), pois examinou a controvérsia (ora renovada nestes
autos) sob a perspectiva do princípio da segurança jurídica, que
decorre, dentre outras cláusulas constitucionais, daquela que
consagra a incolumidade de situações jurídicas definitivamente
consolidadas.
A essencialidade do postulado da segurança jurídica e a
necessidade de se respeitarem situações consolidadas no tempo,
especialmente quando amparadas pela boa-fé do cidadão (seja ele
contribuinte ou não), representam fatores a que o Judiciário não
pode ficar alheio, como resulta da jurisprudência que se formou, a
esse respeito, no Supremo Tribunal Federal:
“Ato administrativo. Seu tardio desfazimento, já
criada situação de fato e de direito, que o tempo
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
15
consolidou. Circunstância excepcional a aconselhar a
inalterabilidade da situação decorrente do deferimento
da liminar, daí a participação no concurso público, com
aprovação, posse e exercício.”
(RTJ 83/921, Rel. Min. BILAC PINTO - grifei)
Essa orientação jurisprudencial (RTJ 119/1170), por sua
vez, tem sido reafirmada, por esta Suprema Corte, em sucessivos
julgamentos:
“Mandado de Segurança. 2. Acórdão do Tribunal de
Contas
da
União.
(...).
5.
Obrigatoriedade
da
observância do princípio da segurança jurídica enquanto
subprincípio do Estado de Direito. Necessidade de
estabilidade das situações criadas administrativamente.
6. Princípio da confiança como elemento do princípio da
segurança jurídica. Presença de um componente de ética
jurídica e sua aplicação nas relações jurídicas de
direito
público.
(...).
9.
Mandado
de
Segurança
deferido.”
(RTJ 192/620-621, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei)
Na realidade, os postulados da segurança jurídica, da
boa-fé objetiva e da proteção da confiança, enquanto expressões do
Estado Democrático de Direito, mostram-se impregnados de elevado
conteúdo ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações
jurídicas, mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Rel. p/ o
acórdão Min. GILMAR MENDES), em ordem a viabilizar a incidência
desses mesmos princípios sobre comportamentos de qualquer dos
Poderes ou órgãos do Estado, para que se preservem, desse modo,
situações já consolidadas no passado.
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
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consolidou. Circunstância excepcional a aconselhar a
inalterabilidade da situação decorrente do deferimento
da liminar, daí a participação no concurso público, com
aprovação, posse e exercício.”
(RTJ 83/921, Rel. Min. BILAC PINTO - grifei)
Essa orientação jurisprudencial (RTJ 119/1170), por sua
vez, tem sido reafirmada, por esta Suprema Corte, em sucessivos
julgamentos:
“Mandado de Segurança. 2. Acórdão do Tribunal de
Contas
da
União.
(...).
5.
Obrigatoriedade
da
observância do princípio da segurança jurídica enquanto
subprincípio do Estado de Direito. Necessidade de
estabilidade das situações criadas administrativamente.
6. Princípio da confiança como elemento do princípio da
segurança jurídica. Presença de um componente de ética
jurídica e sua aplicação nas relações jurídicas de
direito
público.
(...).
9.
Mandado
de
Segurança
deferido.”
(RTJ 192/620-621, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei)
Na realidade, os postulados da segurança jurídica, da
boa-fé objetiva e da proteção da confiança, enquanto expressões do
Estado Democrático de Direito, mostram-se impregnados de elevado
conteúdo ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações
jurídicas, mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Rel. p/ o
acórdão Min. GILMAR MENDES), em ordem a viabilizar a incidência
desses mesmos princípios sobre comportamentos de qualquer dos
Poderes ou órgãos do Estado, para que se preservem, desse modo,
situações já consolidadas no passado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
16
É importante referir, neste ponto, em face de sua
extrema pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO
(“Direito Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998,
Almedina):
“Estes dois princípios - segurança jurídica e
protecção da confiança - andam estreitamente associados
a ponto de alguns autores considerarem o princípio da
protecção de confiança como um subprincípio ou como uma
dimensão específica da segurança jurídica. Em geral,
considera-se que a segurança jurídica está conexionada
com elementos objectivos da ordem jurídica - garantia
de estabilidade jurídica, segurança de orientação e
realização do direito - enquanto a protecção da
confiança se prende mais com as componentes subjectivas
da
segurança,
designadamente
a
calculabilidade
e
previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos
jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e
a
protecção
da
confiança
exigem,
no
fundo:
(1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência
dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles
o
cidadão
veja
garantida
a
segurança
nas
suas
disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus
próprios actos. Deduz-se já que os postulados da
segurança jurídica e da protecção da confiança são
exigíveis perante 'qualquer acto' de 'qualquer poder' -
legislativo, executivo e judicial.” (grifei)
Esse entendimento, por sua vez, encontra apoio no
magistério da doutrina (ALMIRO DO COUTO E SILVA, “Princípios da
Legalidade e da Administração Pública e da Segurança Jurídica no
Estado de Direito Contemporâneo”, “in” RDP 84/46-63; WEIDA ZANCANER,
“Da Convalidação e da Invalidação dos Atos Administrativos”,
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
16
É importante referir, neste ponto, em face de sua
extrema pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO
(“Direito Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998,
Almedina):
“Estes dois princípios - segurança jurídica e
protecção da confiança - andam estreitamente associados
a ponto de alguns autores considerarem o princípio da
protecção de confiança como um subprincípio ou como uma
dimensão específica da segurança jurídica. Em geral,
considera-se que a segurança jurídica está conexionada
com elementos objectivos da ordem jurídica - garantia
de estabilidade jurídica, segurança de orientação e
realização do direito - enquanto a protecção da
confiança se prende mais com as componentes subjectivas
da
segurança,
designadamente
a
calculabilidade
e
previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos
jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e
a
protecção
da
confiança
exigem,
no
fundo:
(1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência
dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles
o
cidadão
veja
garantida
a
segurança
nas
suas
disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus
próprios actos. Deduz-se já que os postulados da
segurança jurídica e da protecção da confiança são
exigíveis perante 'qualquer acto' de 'qualquer poder' -
legislativo, executivo e judicial.” (grifei)
Esse entendimento, por sua vez, encontra apoio no
magistério da doutrina (ALMIRO DO COUTO E SILVA, “Princípios da
Legalidade e da Administração Pública e da Segurança Jurídica no
Estado de Direito Contemporâneo”, “in” RDP 84/46-63; WEIDA ZANCANER,
“Da Convalidação e da Invalidação dos Atos Administrativos”,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 596.673 AgR / RS
17
p. 73/76, item n. 3.5.2, 3ª ed., 2008, Malheiros; HELY LOPES
MEIRELLES,
“Direito
Administrativo
Brasileiro”,
p.
99/101,
item n. 2.3.7, 34ª ed., atualizada por Eurico de Andrade Azevedo,
Délcio
Balestero
Aleixo
e
José
Emmanuel
Burle
Filho,
2008,
Malheiros; CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO, “Curso de Direito
Administrativo”, p. 87, item n. 77, e p. 123/125, item n. 27,
26ª ed., 2009, Malheiros; MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, “Direito
Administrativo”, p. 87/88, item n. 3.3.15.4, 22ª ed., 2009, Atlas;
MARÇAL
JUSTEN
FILHO,
“Curso
de
Direito
Administrativo”,
p. 1.097/1.100, itens ns. XVII.1 a XVII.3.1, 4ª ed., 2009, Saraiva;
GUSTAVO
BINENBOJM,
“Temas
de
Direito
Administrativo
e
Constitucional”, p. 735/740, itens ns. II.2.2 a II. 2.2.2, 2008,
Renovar;
RAQUEL
MELO
URBANO
DE
CARVALHO,
“Curso
de
Direito
Administrativo”, p. 78/94, itens ns. 8 a 8.4, 2008, Podium; LÚCIA
VALLE FIGUEIREDO, “Curso de Direito Administrativo”, p. 257/260,
itens ns. 3.2 a 4, 9ª ed., 2008, Malheiros; MATEUS EDUARDO SIQUEIRA
NUNES BERTONCINI, “Princípios de Direito Administrativo Brasileiro”,
p. 178/180, item n. 4.5.7, 2002, Malheiros; SÉRGIO FERRAZ, “O
princípio
da
segurança
jurídica
em
face
das
reformas
constitucionais”, “in” Revista Forense, vol. 334/191-210; RICARDO LOBO
TORRES, “A Segurança Jurídica e as Limitações Constitucionais ao Poder
de Tributar”, p. 429/445, “in” “Princípios e Limites da Tributação”,
coordenação de Roberto Ferraz, 2005, Quartier Latin, v.g.).
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17
p. 73/76, item n. 3.5.2, 3ª ed., 2008, Malheiros; HELY LOPES
MEIRELLES,
“Direito
Administrativo
Brasileiro”,
p.
99/101,
item n. 2.3.7, 34ª ed., atualizada por Eurico de Andrade Azevedo,
Délcio
Balestero
Aleixo
e
José
Emmanuel
Burle
Filho,
2008,
Malheiros; CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO, “Curso de Direito
Administrativo”, p. 87, item n. 77, e p. 123/125, item n. 27,
26ª ed., 2009, Malheiros; MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, “Direito
Administrativo”, p. 87/88, item n. 3.3.15.4, 22ª ed., 2009, Atlas;
MARÇAL
JUSTEN
FILHO,
“Curso
de
Direito
Administrativo”,
p. 1.097/1.100, itens ns. XVII.1 a XVII.3.1, 4ª ed., 2009, Saraiva;
GUSTAVO
BINENBOJM,
“Temas
de
Direito
Administrativo
e
Constitucional”, p. 735/740, itens ns. II.2.2 a II. 2.2.2, 2008,
Renovar;
RAQUEL
MELO
URBANO
DE
CARVALHO,
“Curso
de
Direito
Administrativo”, p. 78/94, itens ns. 8 a 8.4, 2008, Podium; LÚCIA
VALLE FIGUEIREDO, “Curso de Direito Administrativo”, p. 257/260,
itens ns. 3.2 a 4, 9ª ed., 2008, Malheiros; MATEUS EDUARDO SIQUEIRA
NUNES BERTONCINI, “Princípios de Direito Administrativo Brasileiro”,
p. 178/180, item n. 4.5.7, 2002, Malheiros; SÉRGIO FERRAZ, “O
princípio
da
segurança
jurídica
em
face
das
reformas
constitucionais”, “in” Revista Forense, vol. 334/191-210; RICARDO LOBO
TORRES, “A Segurança Jurídica e as Limitações Constitucionais ao Poder
de Tributar”, p. 429/445, “in” “Princípios e Limites da Tributação”,
coordenação de Roberto Ferraz, 2005, Quartier Latin, v.g.).
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RE 596.673 AgR / RS
18
As lições da doutrina e o magistério da jurisprudência
constitucional desta Suprema Corte (MS 26.363/DF, Rel. Min. MARCO
AURÉLIO – MS 26.405/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – MS 26.718-MC/DF,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - MS 27.962-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, v.g.) conferem substância e revelam a plena correção do
acórdão objeto do presente recurso extraordinário.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
RE 596.673 AgR / RS
18
As lições da doutrina e o magistério da jurisprudência
constitucional desta Suprema Corte (MS 26.363/DF, Rel. Min. MARCO
AURÉLIO – MS 26.405/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – MS 26.718-MC/DF,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - MS 27.962-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, v.g.) conferem substância e revelam a plena correção do
acórdão objeto do presente recurso extraordinário.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CRISTIANO COLOMBO
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745537
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CRISTIANO COLOMBO
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1749085
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-02-23T00:00:00
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Negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - TRIBUTÁRIO - ZONA FRANCA DE MANAUS - ÁREA LIVRE DE COMÉRCIO, DE EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES, E DE INCENTIVOS FISCAIS - ISENÇÃO QUANTO ÀS CONTRIBUIÇÕES PERTINENTES AO PIS/COFINS - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, NOTADAMENTE DO DL Nº 288/67 - PRAZO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO - IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO RETROATIVA DAS NORMAS INSCRITAS NOS ARTS. 3º E 4º DA LC Nº 118/2005, NOTADAMENTE DAQUELA QUE SE REVESTIRIA DO CARÁTER DE INTERPRETAÇÃO AUTÊNTICA (LC Nº 118/2005, ART. 3º) - DESCARACTERIZAÇÃO DA NATUREZA INTERPRETATIVA DE REFERIDO PRECEITO LEGAL, QUE INTRODUZIU, NO TEMA, EVIDENTE INOVAÇÃO MATERIAL DE ÍNDOLE NORMATIVA - PERFIL DAS LEIS INTERPRETATIVAS NO SISTEMA DE DIREITO POSITIVO BRASILEIRO - INTEIRA SUBMISSÃO DE SEUS ASPECTOS FORMAIS E DE SEU CONTEÚDO MATERIAL AO PERMANENTE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DO PODER JUDICIÁRIO (ADI 605-MC/DF, REL. MIN. CELSO DE MELLO) - INCOLUMIDADE DE SITUAÇÕES JURÍDICAS DEFINITIVAMENTE CONSOLIDADAS, TAIS COMO PREVISTAS NO INCISO XXXVI DO ART. 5º DA LEI FUNDAMENTAL, COMO EXPRESSÃO CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SEGURANÇA JURÍDICA - PRECEDENTE EMANADO DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, FIRMADO EM JULGAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (RE 566.621/RS), EM CUJO ÂMBITO TAMBÉM SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL - AGRAVO IMPROVIDO.
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sjur204855
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- Acórdãos citados: ADI 605 MC, MS 26363, MS 26405, AI 153310 AgR, AI 161396 AgR, AI 192995 AgR, RE 529304 AgR, RE 566621, AI 669592 AgR; RTJ 83/921, RTJ 119/1170, RTJ 144/962, RTJ 189/336, RTJ 191/922, RTJ 192/620.
- Decisões monocráticas citadas: MS 26718 MC, MS 27962 MC, AI 307711, AI 339607, RE 546066, RE 605477, RE 612537, RE 625530, RE 626296.
Número de páginas: 21.
Análise: 05/03/2012, SEV.
Revisão: 06/03/2012, ACG.
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CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
596673
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00036 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED LCP-000118 ANO-2005\r\n ART-00003 ART-00004 \r\n LEI COMPLEMENTAR\r\n",
"LEG-FED DEL-000288 ANO-1967\r\n DECRETO-LEI\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 596673 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CRISTIANO COLOMBO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
: MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
: CRISTIANO COLOMBO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TRIBUTÁRIO – ZONA
FRANCA DE MANAUS - ÁREA LIVRE DE COMÉRCIO, DE EXPORTAÇÕES E
IMPORTAÇÕES,
E
DE
INCENTIVOS
FISCAIS
–
ISENÇÃO
QUANTO
ÀS
CONTRIBUIÇÕES PERTINENTES AO PIS/COFINS - ALEGADA VIOLAÇÃO A
PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO – NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL, NOTADAMENTE DO DL n 288/67 – PRAZO PARA
REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO – IMPOSSIBILIDADE
DE APLICAÇÃO RETROATIVA DAS NORMAS INSCRITAS NOS ARTS. 3... E 4... DA
Lei Complementar n 118/2005, NOTADAMENTE DAQUELA QUE SE REVESTIRIA DO CARÁTER DE
INTERPRETAÇÃO
AUTÊNTICA
(Lei Complementar
n
118/2005,
ART.
3...)
–
DESCARACTERIZAÇÃO DA NATUREZA INTERPRETATIVA DE REFERIDO PRECEITO
LEGAL, QUE INTRODUZIU, NO TEMA, EVIDENTE INOVAÇÃO MATERIAL DE ÍNDOLE
NORMATIVA – PERFIL DAS LEIS INTERPRETATIVAS NO SISTEMA DE DIREITO
POSITIVO BRASILEIRO – INTEIRA SUBMISSÃO DE SEUS ASPECTOS FORMAIS E
DE
SEU
CONTEÚDO
MATERIAL
AO
PERMANENTE
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE DO PODER JUDICIÁRIO (ADI 605-MC/DF, REL. MIN.
CELSO DE MELLO) – INCOLUMIDADE DE SITUAÇÕES JURÍDICAS DEFINITIVAMENTE
CONSOLIDADAS, TAIS COMO PREVISTAS NO INCISO XXXVI DO ART. 5... DA LEI
FUNDAMENTAL, COMO EXPRESSÃO CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL
DA SEGURANÇA JURÍDICA – PRECEDENTE EMANADO DO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL, FIRMADO EM JULGAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
(Recurso Extraordinário 566.621/RS), EM CUJO ÂMBITO TAMBÉM SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL - AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
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Supremo Tribunal Federal
DJe 23/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
2
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
2
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
: MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
: CRISTIANO COLOMBO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): A União
Federal interpôs recurso extraordinário contra decisão, que, emanada
do E. TRF/4... Região, acha-se consubstanciada em acórdão assim
ementado (fls. 121):
“TRIBUTÁRIO.
PIS.
COFINS.
PRESCRIÇÃO.
VERBAS
PROVENIENTES DE VENDAS À ZONA FRANCA DE MANAUS.
EQUIPARAÇÃO ÀS RECEITAS DECORRENTES DE EXPORTAÇÕES.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
- Desde a vigência da Lei Complementar 118/05, a extinção do
crédito é considerada como ocorrida no momento mesmo do
pagamento indevido, de modo que o prazo do art. 168, I,
do CTN é de cinco anos do pagamento. Tal dispositivo
não tem cunho interpretativo, configurando verdadeira
inovação, de modo que não pode ter aplicação retroativa
para alcançar ações já em curso.
- Para todos os efeitos fiscais, a exportação de
mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus, será
equivalente a uma exportação de produto brasileiro para
o estrangeiro. Sobretudo tendo em vista a manutenção,
por expressa previsão constitucional, da Zona Franca de
Manaus como zona de livre comércio.
- Verba honorária majorada para 10% sobre o valor
da causa atualizado, em conformidade com art. 20, § 4...,
do Código de Processo Civil.” (grifei)
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
: MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
: CRISTIANO COLOMBO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): A União
Federal interpôs recurso extraordinário contra decisão, que, emanada
do E. TRF/4... Região, acha-se consubstanciada em acórdão assim
ementado (fls. 121):
“TRIBUTÁRIO.
PIS.
COFINS.
PRESCRIÇÃO.
VERBAS
PROVENIENTES DE VENDAS À ZONA FRANCA DE MANAUS.
EQUIPARAÇÃO ÀS RECEITAS DECORRENTES DE EXPORTAÇÕES.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
- Desde a vigência da Lei Complementar 118/05, a extinção do
crédito é considerada como ocorrida no momento mesmo do
pagamento indevido, de modo que o prazo do art. 168, I,
do CTN é de cinco anos do pagamento. Tal dispositivo
não tem cunho interpretativo, configurando verdadeira
inovação, de modo que não pode ter aplicação retroativa
para alcançar ações já em curso.
- Para todos os efeitos fiscais, a exportação de
mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus, será
equivalente a uma exportação de produto brasileiro para
o estrangeiro. Sobretudo tendo em vista a manutenção,
por expressa previsão constitucional, da Zona Franca de
Manaus como zona de livre comércio.
- Verba honorária majorada para 10% sobre o valor
da causa atualizado, em conformidade com art. 20, § 4...,
do Código de Processo Civil.” (grifei)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21
Relatório
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
2
Opostos embargos de declaração, foram eles parcialmente
acolhidos, para fins de prequestionamento de matéria constitucional
(além daquela de índole meramente legal) concernente ao art. 150,
§ 6..., da Constituição da República (fls. 123/127).
A empresa ora recorrida deduziu contra-razões ao apelo
extremo em questão, sustentando, caso superada a questão prévia
referente à incognoscibilidade do presente recurso extraordinário,
fosse este improvido, eis que o acórdão impugnado – segundo se alega -
ajusta-se à jurisprudência que esta Corte estabeleceu na matéria em
exame.
Ao julgar este recurso extraordinário, proferi decisão
que tem o seguinte conteúdo (fls. 212):
“A parte ora recorrente, ao deduzir o presente
recurso
extraordinário,
sustentou
que
o
Tribunal
‘a quo’
teria
transgredido
preceito
inscrito
na
Constituição da República.
Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto
constitucional, acaso existente, apresentar-se-ia por
via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria -
para que se configurasse - a formulação de juízo prévio
de legalidade, fundado na vulneração e infringência de
dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando
de
conflito
direto
e
frontal
com
o
texto
da
Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte
(RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - RTJ 132/455,
Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o acesso à
via recursal extraordinária.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
2
Opostos embargos de declaração, foram eles parcialmente
acolhidos, para fins de prequestionamento de matéria constitucional
(além daquela de índole meramente legal) concernente ao art. 150,
§ 6..., da Constituição da República (fls. 123/127).
A empresa ora recorrida deduziu contra-razões ao apelo
extremo em questão, sustentando, caso superada a questão prévia
referente à incognoscibilidade do presente recurso extraordinário,
fosse este improvido, eis que o acórdão impugnado – segundo se alega -
ajusta-se à jurisprudência que esta Corte estabeleceu na matéria em
exame.
Ao julgar este recurso extraordinário, proferi decisão
que tem o seguinte conteúdo (fls. 212):
“A parte ora recorrente, ao deduzir o presente
recurso
extraordinário,
sustentou
que
o
Tribunal
‘a quo’
teria
transgredido
preceito
inscrito
na
Constituição da República.
Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto
constitucional, acaso existente, apresentar-se-ia por
via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria -
para que se configurasse - a formulação de juízo prévio
de legalidade, fundado na vulneração e infringência de
dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando
de
conflito
direto
e
frontal
com
o
texto
da
Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte
(RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - RTJ 132/455,
Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o acesso à
via recursal extraordinária.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21
Relatório
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
3
Sendo assim, e pelas razões expostas, não conheço
do presente recurso extraordinário.
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o conhecimento e o
provimento do recurso extraordinário que deduziu (fls. 215/223).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
3
Sendo assim, e pelas razões expostas, não conheço
do presente recurso extraordinário.
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o conhecimento e o
provimento do recurso extraordinário que deduziu (fls. 215/223).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
4
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com
efeito,
esta
Suprema
Corte,
em
precedentes
específicos sobre a matéria, tem corroborado julgamentos como o de
que ora se trata, salientando que o tema em análise (referente à
questão da isenção tributária em face da Zona Franca de Manaus)
possui natureza eminentemente infraconstitucional, o que torna
inadmissível o próprio conhecimento do recurso extraordinário, eis
que, se inconstitucionalidade houvesse, sê-lo-ia por via reflexa:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
2.
Controvérsia
decidida
à
luz
de
normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do
Brasil.
3. Nos termos da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, não cabe
recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
legalidade,
se
houver
necessidade
de
rever
a
interpretação dada a normas infraconstitucionais.
Agravo regimental a que se nega provimento.”
(AI 669.592-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei)
“1.
RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Jurisprudência
assentada.
Ausência
de
razões
consistentes.
Decisão
mantida.
Agravo
regimental
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
4
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com
efeito,
esta
Suprema
Corte,
em
precedentes
específicos sobre a matéria, tem corroborado julgamentos como o de
que ora se trata, salientando que o tema em análise (referente à
questão da isenção tributária em face da Zona Franca de Manaus)
possui natureza eminentemente infraconstitucional, o que torna
inadmissível o próprio conhecimento do recurso extraordinário, eis
que, se inconstitucionalidade houvesse, sê-lo-ia por via reflexa:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. OFENSA
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
2.
Controvérsia
decidida
à
luz
de
normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do
Brasil.
3. Nos termos da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, não cabe
recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
legalidade,
se
houver
necessidade
de
rever
a
interpretação dada a normas infraconstitucionais.
Agravo regimental a que se nega provimento.”
(AI 669.592-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei)
“1.
RECURSO.
Extraordinário.
Inadmissibilidade.
Jurisprudência
assentada.
Ausência
de
razões
consistentes.
Decisão
mantida.
Agravo
regimental
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
5
improvido. Nega-se provimento a agravo regimental
tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão
fundada em jurisprudência assente na Corte.”
(Recurso Extraordinário 529.304-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei)
Essa orientação nada mais traduz senão a reafirmação de
diretriz jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal,
no sentido de que a situação de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, se e quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária.
Daí as decisões que, versando a mesma controvérsia ora
suscitada nesta sede recursal (Recurso Extraordinário 605.477/PR, Rel. Min. DIAS
TOFFOLI - Recurso Extraordinário 625.530/AM, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 626.296/SC,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), puseram em destaque esse particular
aspecto que venho de ressaltar:
“Discute-se
neste
recurso
extraordinário
a
constitucionalidade da exclusão da base de cálculo do
PIS e da COFINS das receitas oriundas das vendas de
mercadorias para a Zona Franca de Manaus, nos termos do
disposto no artigo 4... do decreto-lei n. 288/67 e no
artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
2. A recorrente alega que o provimento judicial
emanado do Tribunal Regional Federal da 4... Região
violou o disposto nos artigos 149, § 2..., inciso I, e
150, § 6..., da Constituição do Brasil e no artigo 40 do
ADCT.
...................................................
4. O recurso não merece provimento. O Supremo
Tribunal Federal, ao analisar questão similar a destes
autos, entendeu que, para dissentir-se do acórdão
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
5
improvido. Nega-se provimento a agravo regimental
tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão
fundada em jurisprudência assente na Corte.”
(Recurso Extraordinário 529.304-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei)
Essa orientação nada mais traduz senão a reafirmação de
diretriz jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal,
no sentido de que a situação de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, se e quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária.
Daí as decisões que, versando a mesma controvérsia ora
suscitada nesta sede recursal (Recurso Extraordinário 605.477/PR, Rel. Min. DIAS
TOFFOLI - Recurso Extraordinário 625.530/AM, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 626.296/SC,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), puseram em destaque esse particular
aspecto que venho de ressaltar:
“Discute-se
neste
recurso
extraordinário
a
constitucionalidade da exclusão da base de cálculo do
PIS e da COFINS das receitas oriundas das vendas de
mercadorias para a Zona Franca de Manaus, nos termos do
disposto no artigo 4... do decreto-lei n. 288/67 e no
artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
2. A recorrente alega que o provimento judicial
emanado do Tribunal Regional Federal da 4... Região
violou o disposto nos artigos 149, § 2..., inciso I, e
150, § 6..., da Constituição do Brasil e no artigo 40 do
ADCT.
...................................................
4. O recurso não merece provimento. O Supremo
Tribunal Federal, ao analisar questão similar a destes
autos, entendeu que, para dissentir-se do acórdão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
6
recorrido, seria imprescindível a análise da legislação
infraconstitucional que disciplina a espécie, hipótese
inadmissível em sede extraordinária. Nesse sentido: o
Recurso Extraordinário n. 501.885, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 19.5.09, e o Recurso Extraordinário n. 473.481, Relator o Ministro César
Peluso, DJe de 14.4.09.
Nego seguimento ao recurso com fundamento no
disposto no artigo 21, § 1..., do RISTF.”
(Recurso Extraordinário 612.537/RS, Rel. Min. EROS GRAU – grifei)
“TRIBUTÁRIO – ISENÇÃO – ZONA FRANCA DE MANAUS –
PIS – COFINS.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
LEGAIS – INVIABILIDADE.”
(Recurso Extraordinário 546.066/SC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei)
Nem se diga, ainda, que o acórdão em questão, ao julgar
a controvérsia, teria incidido em ofensa ao princípio da legalidade.
Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a
orientação
firmada
pelo
Supremo
Tribunal
Federal,
cuja
jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o
procedimento hermenêutico do Tribunal inferior - quando examina o
quadro
normativo
positivado
pelo
Estado
e
dele
extrai
a
interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em
razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os
elementos necessários à exata composição da lide - não transgride,
diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min.
CELSO DE MELLO - AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO –
AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO).
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
6
recorrido, seria imprescindível a análise da legislação
infraconstitucional que disciplina a espécie, hipótese
inadmissível em sede extraordinária. Nesse sentido: o
Recurso Extraordinário n. 501.885, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 19.5.09, e o Recurso Extraordinário n. 473.481, Relator o Ministro César
Peluso, DJe de 14.4.09.
Nego seguimento ao recurso com fundamento no
disposto no artigo 21, § 1..., do RISTF.”
(Recurso Extraordinário 612.537/RS, Rel. Min. EROS GRAU – grifei)
“TRIBUTÁRIO – ISENÇÃO – ZONA FRANCA DE MANAUS –
PIS – COFINS.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
LEGAIS – INVIABILIDADE.”
(Recurso Extraordinário 546.066/SC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei)
Nem se diga, ainda, que o acórdão em questão, ao julgar
a controvérsia, teria incidido em ofensa ao princípio da legalidade.
Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a
orientação
firmada
pelo
Supremo
Tribunal
Federal,
cuja
jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o
procedimento hermenêutico do Tribunal inferior - quando examina o
quadro
normativo
positivado
pelo
Estado
e
dele
extrai
a
interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em
razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os
elementos necessários à exata composição da lide - não transgride,
diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min.
CELSO DE MELLO - AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO –
AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
7
É por essa razão - ausência de conflito imediato com o
texto da Constituição - que a jurisprudência desta Corte vem
enfatizando
que
“A
boa
ou
má
interpretação
de
norma
infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color
de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962,
Rel. Min. CARLOS VELLOSO - grifei):
“E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido
de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à
Constituição Federal, por má interpretação de normas
infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais
(...).”
(AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
“A alegação de ofensa ao princípio da legalidade,
inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República,
não autoriza, só por si, o acesso à via recursal
extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar
indispensável, para efeito de sua constatação, o exame
prévio
do
ordenamento
positivo
de
caráter
infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à
possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera
transgressão indireta ao texto da Carta Política.
Precedentes.”
(RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Não foi por outro motivo que o eminente Ministro
MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado
da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário,
assim se pronunciou:
“A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da
Constituição, por implicar o exame prévio da legislação
infraconstitucional,
é
alegação
de
infringência
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Supremo Tribunal Federal
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7
É por essa razão - ausência de conflito imediato com o
texto da Constituição - que a jurisprudência desta Corte vem
enfatizando
que
“A
boa
ou
má
interpretação
de
norma
infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color
de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962,
Rel. Min. CARLOS VELLOSO - grifei):
“E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido
de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à
Constituição Federal, por má interpretação de normas
infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais
(...).”
(AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
“A alegação de ofensa ao princípio da legalidade,
inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República,
não autoriza, só por si, o acesso à via recursal
extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar
indispensável, para efeito de sua constatação, o exame
prévio
do
ordenamento
positivo
de
caráter
infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à
possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera
transgressão indireta ao texto da Carta Política.
Precedentes.”
(RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Não foi por outro motivo que o eminente Ministro
MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado
da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário,
assim se pronunciou:
“A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da
Constituição, por implicar o exame prévio da legislação
infraconstitucional,
é
alegação
de
infringência
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indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem,
assim, ao cabimento do recurso extraordinário.”
(AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)
Cumpre acentuar, neste ponto, que essa orientação acha-se
presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636
do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte
conteúdo:
“Não cabe recurso extraordinário por contrariedade
ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
(grifei)
Impende destacar, por oportuno, que o exame da presente
causa evidencia que o recurso extraordinário – no ponto em que discute
a aplicabilidade retroativa dos arts. 3... e 4... da Lei Complementar n 118/2005 –
também não se mostra viável.
Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, após
reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema,
julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de
veiculação nesta causa), proferindo, então, decisão consubstanciada
em acórdão assim ementado:
“DIREITO
TRIBUTÁRIO
–
LEI
INTERPRETATIVA
–
APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR n 118/2005 –
DESCABIMENTO
–
VIOLAÇÃO
À
SEGURANÇA
JURÍDICA
–
NECESSIDADE
DE
OBSERVÂNCIA
DA
‘VACATIO
LEGIS’
–
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indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem,
assim, ao cabimento do recurso extraordinário.”
(AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)
Cumpre acentuar, neste ponto, que essa orientação acha-se
presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636
do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte
conteúdo:
“Não cabe recurso extraordinário por contrariedade
ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.”
(grifei)
Impende destacar, por oportuno, que o exame da presente
causa evidencia que o recurso extraordinário – no ponto em que discute
a aplicabilidade retroativa dos arts. 3... e 4... da Lei Complementar n 118/2005 –
também não se mostra viável.
Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, após
reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema,
julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de
veiculação nesta causa), proferindo, então, decisão consubstanciada
em acórdão assim ementado:
“DIREITO
TRIBUTÁRIO
–
LEI
INTERPRETATIVA
–
APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR n 118/2005 –
DESCABIMENTO
–
VIOLAÇÃO
À
SEGURANÇA
JURÍDICA
–
NECESSIDADE
DE
OBSERVÂNCIA
DA
‘VACATIO
LEGIS’
–
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
9
APLICAÇÃO
DO
PRAZO
REDUZIDO
PARA
REPETIÇÃO
OU
COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A
PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005.
Quando do advento da Lei Complementar 118/05, estava consolidada
a orientação da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no sentido de
que, para os tributos sujeitos a lançamento por
homologação, o prazo para repetição ou compensação de
indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador,
tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150,
§ 4..., 156, VII, e 168, I, do CTN.
A Lei Complementar 118/05, embora tenha se auto-proclamado
interpretativa, implicou inovação normativa, tendo
reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador
para 5 anos contados do pagamento indevido.
Lei supostamente interpretativa que, em verdade,
inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei
nova.
Inocorrência
de
violação
à
autonomia
e
independência
dos
Poderes,
porquanto
a
lei
expressamente interpretativa também se submete, como
qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua
natureza, validade e aplicação.
A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo
para a repetição ou compensação de indébito tributário
estipulado por lei nova, fulminando, de imediato,
pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo
então aplicável, bem como a aplicação imediata às
pretensões
pendentes
de
ajuizamento
quando
da
publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de
transição, implicam ofensa ao princípio da segurança
jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e
de garantia do acesso à Justiça.
Afastando-se
as
aplicações
inconstitucionais
e
resguardando-se, no mais, a eficácia da norma, permite-se
a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações
ajuizadas após a ‘vacatio legis’, conforme entendimento
consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula
do Tribunal.
O prazo de ‘vacatio legis’ de 120 dias permitiu aos
contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo
prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à
tutela dos seus direitos.
Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil,
pois, não havendo lacuna na Lei Complementar 118/05, que pretendeu a
aplicação do novo prazo na maior extensão possível,
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Supremo Tribunal Federal
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9
APLICAÇÃO
DO
PRAZO
REDUZIDO
PARA
REPETIÇÃO
OU
COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A
PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005.
Quando do advento da Lei Complementar 118/05, estava consolidada
a orientação da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no sentido de
que, para os tributos sujeitos a lançamento por
homologação, o prazo para repetição ou compensação de
indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador,
tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150,
§ 4..., 156, VII, e 168, I, do CTN.
A Lei Complementar 118/05, embora tenha se auto-proclamado
interpretativa, implicou inovação normativa, tendo
reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador
para 5 anos contados do pagamento indevido.
Lei supostamente interpretativa que, em verdade,
inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei
nova.
Inocorrência
de
violação
à
autonomia
e
independência
dos
Poderes,
porquanto
a
lei
expressamente interpretativa também se submete, como
qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua
natureza, validade e aplicação.
A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo
para a repetição ou compensação de indébito tributário
estipulado por lei nova, fulminando, de imediato,
pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo
então aplicável, bem como a aplicação imediata às
pretensões
pendentes
de
ajuizamento
quando
da
publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de
transição, implicam ofensa ao princípio da segurança
jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e
de garantia do acesso à Justiça.
Afastando-se
as
aplicações
inconstitucionais
e
resguardando-se, no mais, a eficácia da norma, permite-se
a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações
ajuizadas após a ‘vacatio legis’, conforme entendimento
consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula
do Tribunal.
O prazo de ‘vacatio legis’ de 120 dias permitiu aos
contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo
prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à
tutela dos seus direitos.
Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil,
pois, não havendo lacuna na Lei Complementar 118/05, que pretendeu a
aplicação do novo prazo na maior extensão possível,
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
10
descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não
se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa
legislativa em contrário.
Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4...,
segunda parte, da Lei Complementar 118/05, considerando-se válida a
aplicação do novo prazo de 5 anos tão-somente às ações
ajuizadas após o decurso da ‘vacatio legis’ de 120
dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005.
Aplicação do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil aos recursos
sobrestados.
Recurso extraordinário desprovido.”
(Recurso Extraordinário 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE - grifei)
Não se ignora que as denominadas leis interpretativas,
uma vez reconhecida a sua existência em nosso sistema de direito
positivo, acham-se plenamente sujeitas ao permanente controle
jurisdicional de constitucionalidade, expondo-se, por isso mesmo,
sem qualquer pré-exclusão, ao exame e à interpretação dos juízes e
Tribunais, notadamente no que se refere à aferição de
sua
compatibilidade, tanto formal quanto material, com o texto da
Constituição da República.
Esse entendimento, vale rememorar, já fora manifestado,
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento, em
1991, da ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, ocasião em que se
assentaram as seguintes diretrizes:
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - MEDIDA
PROVISÓRIA
DE
CARÁTER
INTERPRETATIVO
-
LEIS
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
10
descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não
se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa
legislativa em contrário.
Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4...,
segunda parte, da Lei Complementar 118/05, considerando-se válida a
aplicação do novo prazo de 5 anos tão-somente às ações
ajuizadas após o decurso da ‘vacatio legis’ de 120
dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005.
Aplicação do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil aos recursos
sobrestados.
Recurso extraordinário desprovido.”
(Recurso Extraordinário 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE - grifei)
Não se ignora que as denominadas leis interpretativas,
uma vez reconhecida a sua existência em nosso sistema de direito
positivo, acham-se plenamente sujeitas ao permanente controle
jurisdicional de constitucionalidade, expondo-se, por isso mesmo,
sem qualquer pré-exclusão, ao exame e à interpretação dos juízes e
Tribunais, notadamente no que se refere à aferição de
sua
compatibilidade, tanto formal quanto material, com o texto da
Constituição da República.
Esse entendimento, vale rememorar, já fora manifestado,
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento, em
1991, da ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, ocasião em que se
assentaram as seguintes diretrizes:
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - MEDIDA
PROVISÓRIA
DE
CARÁTER
INTERPRETATIVO
-
LEIS
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
11
INTERPRETATIVAS - A QUESTÃO DA INTERPRETAÇÃO DE LEIS DE
CONVERSÃO
POR
MEDIDA
PROVISÓRIA
-
PRINCÍPIO
DA
IRRETROATIVIDADE
-
CARÁTER
RELATIVO
-
LEIS
INTERPRETATIVAS E APLICAÇÃO RETROATIVA - REITERAÇÃO DE
MEDIDA PROVISÓRIA SOBRE MATÉRIA APRECIADA E REJEITADA
PELO CONGRESSO NACIONAL - PLAUSIBILIDADE JURÍDICA -
AUSÊNCIA DO ‘PERICULUM IN MORA’ - INDEFERIMENTO DA
CAUTELAR.
-
É
plausível,
em
face
do
ordenamento
constitucional
brasileiro,
o
reconhecimento
da
admissibilidade
das
leis
interpretativas,
que
configuram
instrumento
juridicamente
idôneo
de
veiculação da denominada interpretação autêntica.
- As leis interpretativas - desde que reconhecida a
sua existência em nosso sistema de direito positivo -
não traduzem usurpação das atribuições institucionais
do Judiciário e, em conseqüência, não ofendem o
postulado fundamental da divisão funcional do poder.
- Mesmo as leis interpretativas expõem-se ao exame
e à interpretação dos juízes e tribunais. Não se
revelam, assim, espécies normativas imunes ao controle
jurisdicional.
- A questão da interpretação de leis de conversão por
medida provisória editada pelo Presidente da República.
-
O
princípio
da
irretroatividade
somente
condiciona a atividade jurídica do Estado nas hipóteses
expressamente previstas pela Constituição, em ordem a
inibir
a
ação
do
Poder
Público
eventualmente
configuradora de restrição gravosa (a) ao ‘status
libertatis’ da pessoa (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XL), (b) ao ‘status
subjectionis’ do contribuinte em matéria tributária
(Constituição Federal de 1988, art. 150, III, ‘a’) e (c) à segurança jurídica no
domínio das relações sociais (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI).
- Na medida em que a retroprojeção normativa da lei
não gere nem produza os gravames referidos, nada impede
que o Estado edite e prescreva atos normativos com
efeito retroativo.
- As leis, em face do caráter prospectivo de que se
revestem, devem, ordinariamente, dispor para o futuro.
O sistema jurídico-constitucional brasileiro, contudo,
não assentou, como postulado absoluto, incondicional e
inderrogável, o princípio da irretroatividade.
-
A
questão
da
retroatividade
das
leis
interpretativas.”
(ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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INTERPRETATIVAS - A QUESTÃO DA INTERPRETAÇÃO DE LEIS DE
CONVERSÃO
POR
MEDIDA
PROVISÓRIA
-
PRINCÍPIO
DA
IRRETROATIVIDADE
-
CARÁTER
RELATIVO
-
LEIS
INTERPRETATIVAS E APLICAÇÃO RETROATIVA - REITERAÇÃO DE
MEDIDA PROVISÓRIA SOBRE MATÉRIA APRECIADA E REJEITADA
PELO CONGRESSO NACIONAL - PLAUSIBILIDADE JURÍDICA -
AUSÊNCIA DO ‘PERICULUM IN MORA’ - INDEFERIMENTO DA
CAUTELAR.
-
É
plausível,
em
face
do
ordenamento
constitucional
brasileiro,
o
reconhecimento
da
admissibilidade
das
leis
interpretativas,
que
configuram
instrumento
juridicamente
idôneo
de
veiculação da denominada interpretação autêntica.
- As leis interpretativas - desde que reconhecida a
sua existência em nosso sistema de direito positivo -
não traduzem usurpação das atribuições institucionais
do Judiciário e, em conseqüência, não ofendem o
postulado fundamental da divisão funcional do poder.
- Mesmo as leis interpretativas expõem-se ao exame
e à interpretação dos juízes e tribunais. Não se
revelam, assim, espécies normativas imunes ao controle
jurisdicional.
- A questão da interpretação de leis de conversão por
medida provisória editada pelo Presidente da República.
-
O
princípio
da
irretroatividade
somente
condiciona a atividade jurídica do Estado nas hipóteses
expressamente previstas pela Constituição, em ordem a
inibir
a
ação
do
Poder
Público
eventualmente
configuradora de restrição gravosa (a) ao ‘status
libertatis’ da pessoa (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XL), (b) ao ‘status
subjectionis’ do contribuinte em matéria tributária
(Constituição Federal de 1988, art. 150, III, ‘a’) e (c) à segurança jurídica no
domínio das relações sociais (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI).
- Na medida em que a retroprojeção normativa da lei
não gere nem produza os gravames referidos, nada impede
que o Estado edite e prescreva atos normativos com
efeito retroativo.
- As leis, em face do caráter prospectivo de que se
revestem, devem, ordinariamente, dispor para o futuro.
O sistema jurídico-constitucional brasileiro, contudo,
não assentou, como postulado absoluto, incondicional e
inderrogável, o princípio da irretroatividade.
-
A
questão
da
retroatividade
das
leis
interpretativas.”
(ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
12
O que se mostrou relevante, então, em mencionado
julgamento plenário, foi a reafirmação, por esta Suprema Corte, da
impossibilidade de desconstituição ou de ofensa, por parte de
diplomas legislativos veiculadores de “interpretação autêntica”, ao
ato jurídico perfeito, à coisa julgada e ao direito adquirido, tal
como enfatizei em passagem do meu voto proferido na ADI 605-MC/DF,
de que fui Relator:
“Saliente-se, por necessário, que a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal sobre o tema em questão tem
admitido
a
denominada
retroatividade
das
leis
interpretativas, ressalvando, no entanto, a necessária
intangibilidade das situações juridicamente consolidadas.
Nesse sentido, é de destacar o voto do saudoso
Min. OROSIMBO NONATO, Relator do Recurso Extraordinário 10.039/SP, no qual
ressaltava, já em 1950, o efeito constitucionalmente
limitador do ato jurídico perfeito, da coisa julgada e
dos direitos adquiridos sobre a aplicação retrooperante
das leis interpretativas:
‘O
problema
da
retroatividade
da
lei
interpretativa, que é uma anomalia, como observa
Capitant,
e
traduz
–
‘una
mala
política
legislativa’, na observação de Salvat é considerado
diversamente pelos D.D.
Nos
regimes
em
que
o
preceito
da
irretroatividade é apenas uma determinação ao juiz
e não ao legislador, ela representa uma ociosidade,
pois que pode a lei, mediante cláusula expressa,
ter projeção retrooperante.
E nos regimes em que, como o nosso, aquele
princípio troneja como preceito da lei maior, há que
usar, ao propósito, da maior circunspecção e cautela
para que se não burle a prescrição constitucional.
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Supremo Tribunal Federal
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O que se mostrou relevante, então, em mencionado
julgamento plenário, foi a reafirmação, por esta Suprema Corte, da
impossibilidade de desconstituição ou de ofensa, por parte de
diplomas legislativos veiculadores de “interpretação autêntica”, ao
ato jurídico perfeito, à coisa julgada e ao direito adquirido, tal
como enfatizei em passagem do meu voto proferido na ADI 605-MC/DF,
de que fui Relator:
“Saliente-se, por necessário, que a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal sobre o tema em questão tem
admitido
a
denominada
retroatividade
das
leis
interpretativas, ressalvando, no entanto, a necessária
intangibilidade das situações juridicamente consolidadas.
Nesse sentido, é de destacar o voto do saudoso
Min. OROSIMBO NONATO, Relator do Recurso Extraordinário 10.039/SP, no qual
ressaltava, já em 1950, o efeito constitucionalmente
limitador do ato jurídico perfeito, da coisa julgada e
dos direitos adquiridos sobre a aplicação retrooperante
das leis interpretativas:
‘O
problema
da
retroatividade
da
lei
interpretativa, que é uma anomalia, como observa
Capitant,
e
traduz
–
‘una
mala
política
legislativa’, na observação de Salvat é considerado
diversamente pelos D.D.
Nos
regimes
em
que
o
preceito
da
irretroatividade é apenas uma determinação ao juiz
e não ao legislador, ela representa uma ociosidade,
pois que pode a lei, mediante cláusula expressa,
ter projeção retrooperante.
E nos regimes em que, como o nosso, aquele
princípio troneja como preceito da lei maior, há que
usar, ao propósito, da maior circunspecção e cautela
para que se não burle a prescrição constitucional.
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Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
13
Bento de Faria, depois de trazer à colação o
magistério
de
opinados
D.D.,
remata
clara
e
peremptoriamente, aludindo às leis interpretativas:
‘O sistema vigente da nossa lei civil não
alude
a
decretações
dessa
natureza
para,
particularmente,
emprestar-lhes
a
natureza
retroativa,
mas
subordina
a
extensão
ou
compreensão de toda a lei ao respeito pelas
limitações das regras impedientes daquele efeito.
Conseguintemente, ainda quando a lei seja
editada com o efeito de interpretar, não pode
ser
aplicada
retroativamente
se
ofender
direitos
irrevogáveis’
(Aplicação
e
Retroatividade da lei, n 21, pág. 56).
A chamada retroatividade da lei puramente
interpretativa seria de simples aparência.
Como argumenta lucidamente Gaston Jèze se a lei
nada encerra de novo é pura superfluidade. E o que
rege o passado é a lei antiga repetida ociosamente.
Se contém algo de novo, é lei nova. E, então, quando
é constitucional a vedação da retroatividade, não
poderá ela ter projeção retrooperante.
Esta, aliás, é a lição de Carlos Maximiliano,
em seu Direito Intertemporal, depois de lembrar não
só a observação de Gaston Jèze, como o ensino de
Rui Barbosa, Clovis Bevilaqua, Duarte de Azevedo,
Dias Ferreira, Visconde de Seabra. O douto jurista
escreve que, nos países em que a irretroatividade
das leis é postulado constitucional, generaliza-se
a regra de não se estender ao passado o alcance de
normas interpretativas (Dir. Intertemporal, n 39).
(...).
Demais disso, ainda nos regimes em que a
vedação da lei retroativa é prescrição ao juiz, e
não imposição ao legislador mesmo, nem toda lei que
esclarece preceito anterior retroage (...).’
Vê-se, do exposto, que, mesmo que se considere co-
-natural
às
leis
interpretativas
o
efeito
de
retroprojeção normativa, a sua incidência sofre a
necessária
limitação
imposta
pelo
ordenamento
constitucional, que hostiliza, de forma absoluta, os
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Bento de Faria, depois de trazer à colação o
magistério
de
opinados
D.D.,
remata
clara
e
peremptoriamente, aludindo às leis interpretativas:
‘O sistema vigente da nossa lei civil não
alude
a
decretações
dessa
natureza
para,
particularmente,
emprestar-lhes
a
natureza
retroativa,
mas
subordina
a
extensão
ou
compreensão de toda a lei ao respeito pelas
limitações das regras impedientes daquele efeito.
Conseguintemente, ainda quando a lei seja
editada com o efeito de interpretar, não pode
ser
aplicada
retroativamente
se
ofender
direitos
irrevogáveis’
(Aplicação
e
Retroatividade da lei, n 21, pág. 56).
A chamada retroatividade da lei puramente
interpretativa seria de simples aparência.
Como argumenta lucidamente Gaston Jèze se a lei
nada encerra de novo é pura superfluidade. E o que
rege o passado é a lei antiga repetida ociosamente.
Se contém algo de novo, é lei nova. E, então, quando
é constitucional a vedação da retroatividade, não
poderá ela ter projeção retrooperante.
Esta, aliás, é a lição de Carlos Maximiliano,
em seu Direito Intertemporal, depois de lembrar não
só a observação de Gaston Jèze, como o ensino de
Rui Barbosa, Clovis Bevilaqua, Duarte de Azevedo,
Dias Ferreira, Visconde de Seabra. O douto jurista
escreve que, nos países em que a irretroatividade
das leis é postulado constitucional, generaliza-se
a regra de não se estender ao passado o alcance de
normas interpretativas (Dir. Intertemporal, n 39).
(...).
Demais disso, ainda nos regimes em que a
vedação da lei retroativa é prescrição ao juiz, e
não imposição ao legislador mesmo, nem toda lei que
esclarece preceito anterior retroage (...).’
Vê-se, do exposto, que, mesmo que se considere co-
-natural
às
leis
interpretativas
o
efeito
de
retroprojeção normativa, a sua incidência sofre a
necessária
limitação
imposta
pelo
ordenamento
constitucional, que hostiliza, de forma absoluta, os
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atos estatais que vulneram a incolumidade das situações
jurídicas definitivamente consolidadas.
Falece,
pois,
plausibilidade
jurídica
à
tese
defendida pelo Autor que, fundando-se na afirmação
dogmática
de
existência
de
efeitos
retroativos
necessários, que seriam inerentes ao ato interpretativo,
sustenta, sem admitir as distinções previstas pela
própria doutrina e jurisprudência desta Corte (v.g.,
Recurso Extraordinário n 78.141-SP, Pleno, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, DJU de
29/5/74),
a
sua
inconciliabilidade
com
o
sistema
constitucional vigente, notadamente com o princípio da
irretroatividade das leis.”
(ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Daí a corretíssima conclusão a que chegou a eminente
Ministra ELLEN GRACIE, Relatora do “leading case” mencionado
(Recurso Extraordinário 566.621/RS), pois examinou a controvérsia (ora renovada nestes
autos) sob a perspectiva do princípio da segurança jurídica, que
decorre, dentre outras cláusulas constitucionais, daquela que
consagra a incolumidade de situações jurídicas definitivamente
consolidadas.
A essencialidade do postulado da segurança jurídica e a
necessidade de se respeitarem situações consolidadas no tempo,
especialmente quando amparadas pela boa-fé do cidadão (seja ele
contribuinte ou não), representam fatores a que o Judiciário não
pode ficar alheio, como resulta da jurisprudência que se formou, a
esse respeito, no Supremo Tribunal Federal:
“Ato administrativo. Seu tardio desfazimento, já
criada situação de fato e de direito, que o tempo
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Supremo Tribunal Federal
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atos estatais que vulneram a incolumidade das situações
jurídicas definitivamente consolidadas.
Falece,
pois,
plausibilidade
jurídica
à
tese
defendida pelo Autor que, fundando-se na afirmação
dogmática
de
existência
de
efeitos
retroativos
necessários, que seriam inerentes ao ato interpretativo,
sustenta, sem admitir as distinções previstas pela
própria doutrina e jurisprudência desta Corte (v.g.,
Recurso Extraordinário n 78.141-SP, Pleno, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, DJU de
29/5/74),
a
sua
inconciliabilidade
com
o
sistema
constitucional vigente, notadamente com o princípio da
irretroatividade das leis.”
(ADI 605-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Daí a corretíssima conclusão a que chegou a eminente
Ministra ELLEN GRACIE, Relatora do “leading case” mencionado
(Recurso Extraordinário 566.621/RS), pois examinou a controvérsia (ora renovada nestes
autos) sob a perspectiva do princípio da segurança jurídica, que
decorre, dentre outras cláusulas constitucionais, daquela que
consagra a incolumidade de situações jurídicas definitivamente
consolidadas.
A essencialidade do postulado da segurança jurídica e a
necessidade de se respeitarem situações consolidadas no tempo,
especialmente quando amparadas pela boa-fé do cidadão (seja ele
contribuinte ou não), representam fatores a que o Judiciário não
pode ficar alheio, como resulta da jurisprudência que se formou, a
esse respeito, no Supremo Tribunal Federal:
“Ato administrativo. Seu tardio desfazimento, já
criada situação de fato e de direito, que o tempo
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consolidou. Circunstância excepcional a aconselhar a
inalterabilidade da situação decorrente do deferimento
da liminar, daí a participação no concurso público, com
aprovação, posse e exercício.”
(RTJ 83/921, Rel. Min. BILAC PINTO - grifei)
Essa orientação jurisprudencial (RTJ 119/1170), por sua
vez, tem sido reafirmada, por esta Suprema Corte, em sucessivos
julgamentos:
“Mandado de Segurança. 2. Acórdão do Tribunal de
Contas
da
União.
(...).
5.
Obrigatoriedade
da
observância do princípio da segurança jurídica enquanto
subprincípio do Estado de Direito. Necessidade de
estabilidade das situações criadas administrativamente.
6. Princípio da confiança como elemento do princípio da
segurança jurídica. Presença de um componente de ética
jurídica e sua aplicação nas relações jurídicas de
direito
público.
(...).
9.
Mandado
de
Segurança
deferido.”
(RTJ 192/620-621, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei)
Na realidade, os postulados da segurança jurídica, da
boa-fé objetiva e da proteção da confiança, enquanto expressões do
Estado Democrático de Direito, mostram-se impregnados de elevado
conteúdo ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações
jurídicas, mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Rel. p/ o
acórdão Min. GILMAR MENDES), em ordem a viabilizar a incidência
desses mesmos princípios sobre comportamentos de qualquer dos
Poderes ou órgãos do Estado, para que se preservem, desse modo,
situações já consolidadas no passado.
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consolidou. Circunstância excepcional a aconselhar a
inalterabilidade da situação decorrente do deferimento
da liminar, daí a participação no concurso público, com
aprovação, posse e exercício.”
(RTJ 83/921, Rel. Min. BILAC PINTO - grifei)
Essa orientação jurisprudencial (RTJ 119/1170), por sua
vez, tem sido reafirmada, por esta Suprema Corte, em sucessivos
julgamentos:
“Mandado de Segurança. 2. Acórdão do Tribunal de
Contas
da
União.
(...).
5.
Obrigatoriedade
da
observância do princípio da segurança jurídica enquanto
subprincípio do Estado de Direito. Necessidade de
estabilidade das situações criadas administrativamente.
6. Princípio da confiança como elemento do princípio da
segurança jurídica. Presença de um componente de ética
jurídica e sua aplicação nas relações jurídicas de
direito
público.
(...).
9.
Mandado
de
Segurança
deferido.”
(RTJ 192/620-621, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei)
Na realidade, os postulados da segurança jurídica, da
boa-fé objetiva e da proteção da confiança, enquanto expressões do
Estado Democrático de Direito, mostram-se impregnados de elevado
conteúdo ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações
jurídicas, mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Rel. p/ o
acórdão Min. GILMAR MENDES), em ordem a viabilizar a incidência
desses mesmos princípios sobre comportamentos de qualquer dos
Poderes ou órgãos do Estado, para que se preservem, desse modo,
situações já consolidadas no passado.
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16
É importante referir, neste ponto, em face de sua
extrema pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO
(“Direito Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998,
Almedina):
“Estes dois princípios - segurança jurídica e
protecção da confiança - andam estreitamente associados
a ponto de alguns autores considerarem o princípio da
protecção de confiança como um subprincípio ou como uma
dimensão específica da segurança jurídica. Em geral,
considera-se que a segurança jurídica está conexionada
com elementos objectivos da ordem jurídica - garantia
de estabilidade jurídica, segurança de orientação e
realização do direito - enquanto a protecção da
confiança se prende mais com as componentes subjectivas
da
segurança,
designadamente
a
calculabilidade
e
previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos
jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e
a
protecção
da
confiança
exigem,
no
fundo:
(1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência
dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles
o
cidadão
veja
garantida
a
segurança
nas
suas
disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus
próprios actos. Deduz-se já que os postulados da
segurança jurídica e da protecção da confiança são
exigíveis perante 'qualquer acto' de 'qualquer poder' -
legislativo, executivo e judicial.” (grifei)
Esse entendimento, por sua vez, encontra apoio no
magistério da doutrina (ALMIRO DO COUTO E SILVA, “Princípios da
Legalidade e da Administração Pública e da Segurança Jurídica no
Estado de Direito Contemporâneo”, “in” RDP 84/46-63; WEIDA ZANCANER,
“Da Convalidação e da Invalidação dos Atos Administrativos”,
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É importante referir, neste ponto, em face de sua
extrema pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO
(“Direito Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998,
Almedina):
“Estes dois princípios - segurança jurídica e
protecção da confiança - andam estreitamente associados
a ponto de alguns autores considerarem o princípio da
protecção de confiança como um subprincípio ou como uma
dimensão específica da segurança jurídica. Em geral,
considera-se que a segurança jurídica está conexionada
com elementos objectivos da ordem jurídica - garantia
de estabilidade jurídica, segurança de orientação e
realização do direito - enquanto a protecção da
confiança se prende mais com as componentes subjectivas
da
segurança,
designadamente
a
calculabilidade
e
previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos
jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e
a
protecção
da
confiança
exigem,
no
fundo:
(1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência
dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles
o
cidadão
veja
garantida
a
segurança
nas
suas
disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus
próprios actos. Deduz-se já que os postulados da
segurança jurídica e da protecção da confiança são
exigíveis perante 'qualquer acto' de 'qualquer poder' -
legislativo, executivo e judicial.” (grifei)
Esse entendimento, por sua vez, encontra apoio no
magistério da doutrina (ALMIRO DO COUTO E SILVA, “Princípios da
Legalidade e da Administração Pública e da Segurança Jurídica no
Estado de Direito Contemporâneo”, “in” RDP 84/46-63; WEIDA ZANCANER,
“Da Convalidação e da Invalidação dos Atos Administrativos”,
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Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
17
p. 73/76, item n. 3.5.2, 3... ed., 2008, Malheiros; HELY LOPES
MEIRELLES,
“Direito
Administrativo
Brasileiro”,
p.
99/101,
item n. 2.3.7, 34... ed., atualizada por Eurico de Andrade Azevedo,
Délcio
Balestero
Aleixo
e
José
Emmanuel
Burle
Filho,
2008,
Malheiros; CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO, “Curso de Direito
Administrativo”, p. 87, item n. 77, e p. 123/125, item n. 27,
26... ed., 2009, Malheiros; MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, “Direito
Administrativo”, p. 87/88, item n. 3.3.15.4, 22... ed., 2009, Atlas;
MARÇAL
JUSTEN
FILHO,
“Curso
de
Direito
Administrativo”,
p. 1.097/1.100, itens ns. XVII.1 a XVII.3.1, 4... ed., 2009, Saraiva;
GUSTAVO
BINENBOJM,
“Temas
de
Direito
Administrativo
e
Constitucional”, p. 735/740, itens ns. II.2.2 a II. 2.2.2, 2008,
Renovar;
RAQUEL
MELO
URBANO
DE
CARVALHO,
“Curso
de
Direito
Administrativo”, p. 78/94, itens ns. 8 a 8.4, 2008, Podium; LÚCIA
VALLE FIGUEIREDO, “Curso de Direito Administrativo”, p. 257/260,
itens ns. 3.2 a 4, 9... ed., 2008, Malheiros; MATEUS EDUARDO SIQUEIRA
NUNES BERTONCINI, “Princípios de Direito Administrativo Brasileiro”,
p. 178/180, item n. 4.5.7, 2002, Malheiros; SÉRGIO FERRAZ, “O
princípio
da
segurança
jurídica
em
face
das
reformas
constitucionais”, “in” Revista Forense, vol. 334/191-210; RICARDO LOBO
TORRES, “A Segurança Jurídica e as Limitações Constitucionais ao Poder
de Tributar”, p. 429/445, “in” “Princípios e Limites da Tributação”,
coordenação de Roberto Ferraz, 2005, Quartier Latin, v.g.).
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17
p. 73/76, item n. 3.5.2, 3... ed., 2008, Malheiros; HELY LOPES
MEIRELLES,
“Direito
Administrativo
Brasileiro”,
p.
99/101,
item n. 2.3.7, 34... ed., atualizada por Eurico de Andrade Azevedo,
Délcio
Balestero
Aleixo
e
José
Emmanuel
Burle
Filho,
2008,
Malheiros; CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO, “Curso de Direito
Administrativo”, p. 87, item n. 77, e p. 123/125, item n. 27,
26... ed., 2009, Malheiros; MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, “Direito
Administrativo”, p. 87/88, item n. 3.3.15.4, 22... ed., 2009, Atlas;
MARÇAL
JUSTEN
FILHO,
“Curso
de
Direito
Administrativo”,
p. 1.097/1.100, itens ns. XVII.1 a XVII.3.1, 4... ed., 2009, Saraiva;
GUSTAVO
BINENBOJM,
“Temas
de
Direito
Administrativo
e
Constitucional”, p. 735/740, itens ns. II.2.2 a II. 2.2.2, 2008,
Renovar;
RAQUEL
MELO
URBANO
DE
CARVALHO,
“Curso
de
Direito
Administrativo”, p. 78/94, itens ns. 8 a 8.4, 2008, Podium; LÚCIA
VALLE FIGUEIREDO, “Curso de Direito Administrativo”, p. 257/260,
itens ns. 3.2 a 4, 9... ed., 2008, Malheiros; MATEUS EDUARDO SIQUEIRA
NUNES BERTONCINI, “Princípios de Direito Administrativo Brasileiro”,
p. 178/180, item n. 4.5.7, 2002, Malheiros; SÉRGIO FERRAZ, “O
princípio
da
segurança
jurídica
em
face
das
reformas
constitucionais”, “in” Revista Forense, vol. 334/191-210; RICARDO LOBO
TORRES, “A Segurança Jurídica e as Limitações Constitucionais ao Poder
de Tributar”, p. 429/445, “in” “Princípios e Limites da Tributação”,
coordenação de Roberto Ferraz, 2005, Quartier Latin, v.g.).
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
18
As lições da doutrina e o magistério da jurisprudência
constitucional desta Suprema Corte (MS 26.363/DF, Rel. Min. MARCO
AURÉLIO – MS 26.405/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – MS 26.718-MC/DF,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - MS 27.962-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, v.g.) conferem substância e revelam a plena correção do
acórdão objeto do presente recurso extraordinário.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 596.673 AgR / RS
18
As lições da doutrina e o magistério da jurisprudência
constitucional desta Suprema Corte (MS 26.363/DF, Rel. Min. MARCO
AURÉLIO – MS 26.405/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – MS 26.718-MC/DF,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - MS 27.962-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, v.g.) conferem substância e revelam a plena correção do
acórdão objeto do presente recurso extraordinário.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CRISTIANO COLOMBO
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.673
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : MADECENTER MÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CRISTIANO COLOMBO
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 673",
"ADI 605 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 673",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"RTJ 120 / 912",
"RTJ 132 / 455",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"RTJ 120 / 912",
"RTJ 132 / 455",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 669 . 592 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 669 . 592 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 529 . 304 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 605 . 477 / PR",
"Recurso Extraordinário 625 . 530 / AM",
"Recurso Extraordinário 626 . 296 / SC",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 529 . 304 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 605 . 477 / PR",
"Recurso Extraordinário 625 . 530 / AM",
"Recurso Extraordinário 626 . 296 / SC",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário n . 501 . 885",
"Recurso Extraordinário n . 473 . 481",
"Recurso Extraordinário 612 . 537 / RS",
"Recurso Extraordinário 546 . 066 / SC",
"AI 161 . 396 - AgR / SP",
"AI 192 . 995 - AgR / PE",
"AI 307 . 711 / PA",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário n . 501 . 885",
"Recurso Extraordinário n . 473 . 481",
"Recurso Extraordinário 612 . 537 / RS",
"Recurso Extraordinário 546 . 066 / SC",
"AI 161 . 396 - AgR / SP",
"AI 192 . 995 - AgR / PE",
"AI 307 . 711 / PA",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"RTJ 144 / 962",
"AI 153 . 310 - AgR / RS",
"RTJ 189 / 336 - 337",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"RTJ 144 / 962",
"AI 153 . 310 - AgR / RS",
"RTJ 189 / 336 - 337",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"AI 339 . 607 / MG",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"AI 339 . 607 / MG",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"enunciado 445 da Súmula do Tribunal",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"enunciado 445 da Súmula do Tribunal",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 566 . 621 / RS",
"ADI 605 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 566 . 621 / RS",
"ADI 605 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"ADI 605 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"ADI 605 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"ADI 605 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 10 . 039 / SP",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"ADI 605 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 10 . 039 / SP",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário n 78 . 141 - SP",
"ADI 605 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário n 78 . 141 - SP",
"ADI 605 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"RTJ 83 / 921",
"RTJ 119 / 1170",
"RTJ 192 / 620 - 621",
"RTJ 191 / 922",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"RTJ 83 / 921",
"RTJ 119 / 1170",
"RTJ 192 / 620 - 621",
"RTJ 191 / 922",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"RDP 84 / 46 - 63",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"RDP 84 / 46 - 63",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"MS 26 . 363 / DF",
"MS 26 . 405 / DF",
"MS 26 . 718 - MC / DF",
"MS 27 . 962 - MC / DF",
"Recurso Extraordinário 596 . 673 AgR / RS",
"MS 26 . 363 / DF",
"MS 26 . 405 / DF",
"MS 26 . 718 - MC / DF",
"MS 27 . 962 - MC / DF",
"RECURSO",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"DL n 288 / 67",
"Lei Complementar n 118 / 2005",
"Lei Complementar n 118 / 2005 , ART . 3 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 118 / 05",
"art . 168 , I , do CTN",
"art . 20 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 118 / 05",
"art . 168 , I , do CTN",
"art . 20 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 150 , § 6 . . . , da Constituição da República",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 150 , § 6 . . . , da Constituição da República",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 4 . . . do decreto - lei n . 288 / 67",
"artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"artigos 149 , § 2 . . . , inciso I , e 150 , § 6 . . . , da Constituição do Brasil",
"artigo 40 do ADCT",
"Medida Provisória n 2 .",
"artigo 4 . . . do decreto - lei n . 288 / 67",
"artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"artigos 149 , § 2 . . . , inciso I , e 150 , § 6 . . . , da Constituição do Brasil",
"artigo 40 do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , II",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . , II , da Constituição da República",
"Carta Política",
"artigo 5 . . . , II , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , II",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . , II , da Constituição da República",
"artigo 5 . . . , II , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Magna",
"arts . 3 . . . e 4 . . . da Lei Complementar n 118 / 2005",
"LEI COMPLEMENTAR n 118 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Magna",
"arts . 3 . . . e 4 . . . da Lei Complementar n 118 / 2005",
"LEI COMPLEMENTAR n 118 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 118 / 05",
"arts . 150 , § 4 . . . , 156 , VII , e 168 , I , do CTN",
"Lei Complementar 118 / 05",
"art . 2 . 028 do Código Civil",
"Lei Complementar 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 118 / 05",
"arts . 150 , § 4 . . . , 156 , VII , e 168 , I , do CTN",
"Lei Complementar 118 / 05",
"art . 2 . 028 do Código Civil",
"Lei Complementar 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 4 . . . , segunda parte , da Lei Complementar 118 / 05",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 4 . . . , segunda parte ,",
"Lei Complementar 118 / 05",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XL",
"Constituição Federal de 1988 , art . 150 , III , ‘ a ’",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XXXVI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XL",
"Constituição Federal de 1988 , art . 150 , III , ‘ a ’",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XXXVI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ZONA FRANCA DE MANAUS",
"Brasília",
"Brasília",
"GRANDE DO SUL",
"ZONA FRANCA DE MANAUS",
"Zona Franca de Manaus",
"Zona Franca de Manaus",
"Brasil",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ZONA FRANCA DE MANAUS",
"Zona Franca de Manaus",
"Zona Franca de Manaus",
"Zona Franca de Manaus",
"Zona Franca de Manaus",
"Zona Franca de Manaus",
"Zona Franca de Manaus",
"ZONA FRANCA DE MANAUS",
"ZONA FRANCA DE MANAUS",
"Almedina",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"MADECENTER MÓVEIS LTDA",
"PLENÁRIO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"MADECENTER MÓVEIS LTDA",
"União",
"TRF",
"/",
"4 . . . Região",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"FAZENDA",
"MADECENTER MÓVEIS LTDA",
"União",
"TRF",
"/",
"4",
". . . Região",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CONGRESSO NACIONAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CONGRESSO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Contas da União",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas da União",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Malheiros",
"Malheiros",
"Malheiros",
"Atlas",
"Saraiva",
"Renovar",
"Podium",
"Malheiros",
"Malheiros",
"Revista Forense",
"Quartier Latin",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Malheiros",
"Malheiros",
"Malheiros",
"Atlas",
"Saraiva",
"Renovar",
"Podium",
"Malheiros",
"Malheiros",
"Revista Forense",
"Quartier Latin",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"MADECENTER MÓVEIS LTDA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"FAZENDA",
"MADECENTER MÓVEIS LTDA",
"Infra",
"-",
"estrutura",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"CRISTIANO COLOMBO",
"CELSO DE MELLO",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CRISTIANO COLOMBO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CRISTIANO COLOMBO",
"CELSO DE MELLO",
"SYDNEY SANCHES",
"CELSO DE MELLO",
"SYDNEY SANCHES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"EROS GRAU",
"CELSO DE MELLO",
"EROS GRAU",
"CELSO DE MELLO",
"CEZAR PELUSO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CEZAR PELUSO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CELSO DE MELLO",
"Cármen Lúcia",
"César Peluso",
"EROS GRAU",
"MARCO AURÉLIO",
"CELSO DE MELLO",
"CARLOS VELLOSO",
"CELSO DE MELLO",
"Cármen Lúcia",
"César Peluso",
"EROS GRAU",
"MARCO",
"AURÉLIO",
"CELSO DE MELLO",
"CARLOS VELLOSO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CARLOS VELLOSO",
"SYDNEY SANCHES",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"CARLOS VELLOSO",
"SYDNEY SANCHES",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"MOREIRA ALVES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"OROSIMBO NONATO",
"Capitant",
"Salvat",
"OROSIMBO NONATO",
"Capitant",
"Salvat",
"CELSO DE MELLO",
"Bento de Faria",
"Gaston Jèze",
"Carlos Maximiliano",
"Gaston Jèze",
"Rui Barbosa",
"Clovis Bevilaqua",
"Duarte de Azevedo",
"Dias Ferreira",
"Visconde de Seabra",
"Bento de Faria",
"Gaston Jèze",
"Carlos Maximiliano",
"Gaston Jèze",
"Rui Barbosa",
"Clovis Bevilaqua",
"Duarte de Azevedo",
"Dias Ferreira",
"Visconde de Seabra",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ GALLOTTI",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"LUIZ GALLOTTI",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
"BILAC PINTO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"BILAC PINTO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"J",
".",
"J . GOMES CANOTILHO",
"ALMIRO DO COUTO E SILVA",
"WEIDA ZANCANER",
"J",
".",
"J . GOMES CANOTILHO",
"ALMIRO DO COUTO E SILVA",
"WEIDA ZANCANER",
"CELSO DE MELLO",
"HELY LOPES MEIRELLES",
"Eurico de Andrade Azevedo",
"Délcio Balestero Aleixo",
"José Emmanuel Burle Filho",
"CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO",
"MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO",
"MARÇAL JUSTEN FILHO",
"GUSTAVO BINENBOJM",
"RAQUEL MELO URBANO DE CARVALHO",
"LÚCIA VALLE FIGUEIREDO",
"MATEUS EDUARDO SIQUEIRA NUNES BERTONCINI",
"SÉRGIO FERRAZ",
"RICARDO LOBO TORRES",
"Roberto Ferraz",
"HELY LOPES MEIRELLES",
"Eurico de Andrade Azevedo",
"Délcio Balestero Aleixo",
"José Emmanuel Burle Filho",
"CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO",
"MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO",
"MARÇAL JUSTEN FILHO",
"GUSTAVO BINENBOJM",
"RAQUEL MELO URBANO DE CARVALHO",
"LÚCIA VALLE FIGUEIREDO",
"MATEUS EDUARDO SIQUEIRA NUNES BERTONCINI",
"SÉRGIO FERRAZ",
"RICARDO LOBO TORRES",
"Roberto Ferraz",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO AURÉLIO",
"CEZAR PELUSO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO AURÉLIO",
"CEZAR PELUSO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CRISTIANO COLOMBO",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"CELSO DE MELLO",
"CRISTIANO COLOMBO",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"09",
"14",
".",
"4",
".",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"09",
"14",
".",
"4",
".",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 DE JUNHO DE 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 DE JUNHO DE 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 de junho de 2005",
"1991",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 de junho de 2005",
"1991",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1950",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1950",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"5",
"/",
"74",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"5",
"/",
"74",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2008",
"2008",
"2009",
"2009",
"2009",
"2008",
"2008",
"2008",
"2002",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2008",
"2008",
"2009",
"2009",
"2009",
"2008",
"2008",
"2008",
"2002",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S)
:EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. CRIME DE
APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
IMPOSSIBILIDADE
DA
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803644.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S)
:EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 13 de dezembro de 2011, neguei seguimento ao agravo nos
autos do recurso extraordinário interposto por Adnei Fernandes contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que, para a
caracterização do delito de apropriação indébita previdenciária, bastaria
o dolo genérico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao art. 5º, inc. XXXIV, alínea a, e LV, da Constituição
da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (na espécie vertente, da Lei n. 8.038/1990), não
viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional
seria indireta.
(…) 7. Ademais, os dispositivos suscitados no recurso
extraordinário não foram objeto de debate e decisão prévios no
Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração
com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual
próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
(…) 8. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S)
:EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 13 de dezembro de 2011, neguei seguimento ao agravo nos
autos do recurso extraordinário interposto por Adnei Fernandes contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que, para a
caracterização do delito de apropriação indébita previdenciária, bastaria
o dolo genérico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao art. 5º, inc. XXXIV, alínea a, e LV, da Constituição
da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (na espécie vertente, da Lei n. 8.038/1990), não
viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional
seria indireta.
(…) 7. Ademais, os dispositivos suscitados no recurso
extraordinário não foram objeto de debate e decisão prévios no
Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração
com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual
próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
(…) 8. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 665.483 AGR / DF
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei n.
8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2012, interpõe Adnei
Fernandes, em 13.2.2012, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega o Agravante que “da sentença condenatória de primeiro grau
(20/04/2007) até a presente data, temos um lapso temporal superior a quatro
anos, caracterizando assim a prescrição retroativa da pretensão punitiva”.
Sustenta que a matéria constitucional estaria prequestionada e que
“o acórdão recorrido ofendeu direta e frontalmente dispositivo constitucional do
princípio constitucional da ampla defesa, representando um verdadeiro
impedimento de acesso ao poder judiciário, afrontando assim o artigo 5°, incisos
XXXIV, a, e LV, da Constituição Federal”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 665.483 AGR / DF
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei n.
8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2012, interpõe Adnei
Fernandes, em 13.2.2012, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega o Agravante que “da sentença condenatória de primeiro grau
(20/04/2007) até a presente data, temos um lapso temporal superior a quatro
anos, caracterizando assim a prescrição retroativa da pretensão punitiva”.
Sustenta que a matéria constitucional estaria prequestionada e que
“o acórdão recorrido ofendeu direta e frontalmente dispositivo constitucional do
princípio constitucional da ampla defesa, representando um verdadeiro
impedimento de acesso ao poder judiciário, afrontando assim o artigo 5°, incisos
XXXIV, a, e LV, da Constituição Federal”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803645.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Inicialmente, cumpre ressaltar que o pedido de extinção da
punibilidade não pode ser deferido. Diante das peças que compõem o
traslado e da complexidade da matéria, não há como afirmar a ocorrência
da prescrição, podendo o Agravante, se for o caso, submeter a presente
discussão ao juízo de origem, que terá condições de se manifestar com
maior precisão sobre a matéria em questão (AI 804.466-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.2.2012).
3. Como afirmado na decisão agravada, a matéria constitucional tida
como contrariada não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal
de origem. Tampouco foram opostos embargos de declaração de modo a
se ter por provocado o necessário prequestionamento. Incidem na espécie
as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS STF 282
E
356.
IMPOSSIBILIDADE,
NO
CASO,
DE
PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. 1. Não tendo sido
apreciada pelo Tribunal a quo a questão constitucional em que se apóia
o extraordinário, não se encontra configurado o prequestionamento.
Súmulas STF 282 e 356. 2. A jurisprudência sedimentada desta Corte
não admite, em princípio, o chamado prequestionamento implícito.
Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
565.808-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Inicialmente, cumpre ressaltar que o pedido de extinção da
punibilidade não pode ser deferido. Diante das peças que compõem o
traslado e da complexidade da matéria, não há como afirmar a ocorrência
da prescrição, podendo o Agravante, se for o caso, submeter a presente
discussão ao juízo de origem, que terá condições de se manifestar com
maior precisão sobre a matéria em questão (AI 804.466-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.2.2012).
3. Como afirmado na decisão agravada, a matéria constitucional tida
como contrariada não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal
de origem. Tampouco foram opostos embargos de declaração de modo a
se ter por provocado o necessário prequestionamento. Incidem na espécie
as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS STF 282
E
356.
IMPOSSIBILIDADE,
NO
CASO,
DE
PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. 1. Não tendo sido
apreciada pelo Tribunal a quo a questão constitucional em que se apóia
o extraordinário, não se encontra configurado o prequestionamento.
Súmulas STF 282 e 356. 2. A jurisprudência sedimentada desta Corte
não admite, em princípio, o chamado prequestionamento implícito.
Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
565.808-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 665.483 AGR / DF
13.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ATUALIZAÇÃO DA
TAXA DE OCUPAÇÃO DE TERRENOS DE MARINHA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 839.438-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 26.5.2011).
4. Ademais, o Superior Tribunal de Justiça decidiu:
“Este Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de
que para a caracterização do delito de apropriação indébita
previdenciária, basta o dolo genérico, devendo ser classificado como
crime omissivo próprio, não se exigindo o dolo específico do agente de
se beneficiar dos valores arrecadados e não repassados à Seguridade
Social.
Neste sentido, os seguintes precedentes:
AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. APROPRIAÇÃO
INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. CRIME OMISSIVO PRÓPRIO.
DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DOLO
ESPECÍFICO.
1. Esta Corte pacificou entendimento de que o crime de
apropriação caracteriza-se com a simples conduta de deixar de recolher
as contribuições descontadas dos empregados, sendo desnecessário o
animus rem sibi habendi para a sua configuração.
2. Trata-se, pois, de crime omissivo próprio ou puro, que se
aperfeiçoa independentemente do fato de o agente (empregador) vir a
se beneficiar com os valores arrecadados de seus empregados e não
repassados à Previdência Social.
3. A exigência do dolo específico tornaria praticamente
impossível atingir o objetivo do legislador ao editar a norma contida
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 665.483 AGR / DF
13.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ATUALIZAÇÃO DA
TAXA DE OCUPAÇÃO DE TERRENOS DE MARINHA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 839.438-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 26.5.2011).
4. Ademais, o Superior Tribunal de Justiça decidiu:
“Este Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de
que para a caracterização do delito de apropriação indébita
previdenciária, basta o dolo genérico, devendo ser classificado como
crime omissivo próprio, não se exigindo o dolo específico do agente de
se beneficiar dos valores arrecadados e não repassados à Seguridade
Social.
Neste sentido, os seguintes precedentes:
AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. APROPRIAÇÃO
INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. CRIME OMISSIVO PRÓPRIO.
DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DOLO
ESPECÍFICO.
1. Esta Corte pacificou entendimento de que o crime de
apropriação caracteriza-se com a simples conduta de deixar de recolher
as contribuições descontadas dos empregados, sendo desnecessário o
animus rem sibi habendi para a sua configuração.
2. Trata-se, pois, de crime omissivo próprio ou puro, que se
aperfeiçoa independentemente do fato de o agente (empregador) vir a
se beneficiar com os valores arrecadados de seus empregados e não
repassados à Previdência Social.
3. A exigência do dolo específico tornaria praticamente
impossível atingir o objetivo do legislador ao editar a norma contida
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 665.483 AGR / DF
no artigo 168-A do Código Penal, que é o de proteger o patrimônio
público e os segurados da Previdência Social.
4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp 750.979/RJ,
Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, SEXTA TURMA, julgado em
29/6/2009, DJe 3/8/2009 - grifo nosso)”.
5. Concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a
análise do Código Penal e da Lei n. 8.038/1990, o que não viabiliza o
processamento do recurso extraordinário.
6.
Este Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório,
da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional,
se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
configurariam ofensa constitucional indireta. Nesse sentido, confiram-se
os seguintes julgados:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
PENAL.
APROPRIAÇÃO
INDÉBITA
PREVIDENCIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE
PROVAS (SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
REDUÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. COMPETÊNCIA
DO JUÍZO DE ORIGEM. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
828.958-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.3.2011).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CRIMINAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA
PREVIDENCIÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
3
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no artigo 168-A do Código Penal, que é o de proteger o patrimônio
público e os segurados da Previdência Social.
4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp 750.979/RJ,
Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, SEXTA TURMA, julgado em
29/6/2009, DJe 3/8/2009 - grifo nosso)”.
5. Concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a
análise do Código Penal e da Lei n. 8.038/1990, o que não viabiliza o
processamento do recurso extraordinário.
6.
Este Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório,
da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional,
se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
configurariam ofensa constitucional indireta. Nesse sentido, confiram-se
os seguintes julgados:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
PENAL.
APROPRIAÇÃO
INDÉBITA
PREVIDENCIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE
PROVAS (SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
REDUÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. COMPETÊNCIA
DO JUÍZO DE ORIGEM. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
828.958-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.3.2011).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CRIMINAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA
PREVIDENCIÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 665.483 AGR / DF
recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
2. Controvérsia decidida à luz de norma infraconstitucional. Ofensa
indireta à Constituição do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas
inferiores, podem configurar, quando muito, situações de violação
meramente reflexa do texto da Constituição. Agravo regimental a que
se nega provimento” (AI 779.418-AgR, Rel. Min. Eros Grau,
Segunda Turma, DJe 11.6.2010).
7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
2. Controvérsia decidida à luz de norma infraconstitucional. Ofensa
indireta à Constituição do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas
inferiores, podem configurar, quando muito, situações de violação
meramente reflexa do texto da Constituição. Agravo regimental a que
se nega provimento” (AI 779.418-AgR, Rel. Min. Eros Grau,
Segunda Turma, DJe 11.6.2010).
7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S) : EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S) : EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1819056
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur206014
|
- Acórdãos citados: RE 565808 AgR, AI 828958 ED, AI 779418 AgR, AI 804466 AgR, AI 839438 AgR.
Número de páginas: 8.
Análise: 30/03/2012, LLD.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
665483
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 665483 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S) : EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S)
:EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. CRIME DE
APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
IMPOSSIBILIDADE
DA
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S)
:EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 13 de dezembro de 2011, neguei seguimento ao agravo nos
autos do recurso extraordinário interposto por Adnei Fernandes contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que, para a
caracterização do delito de apropriação indébita previdenciária, bastaria
o dolo genérico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao art. 5..., inc. XXXIV, alínea a, e LV, da Constituição
da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (na espécie vertente, da Lei n. 8.038/1990), não
viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional
seria indireta.
(…) 7. Ademais, os dispositivos suscitados no recurso
extraordinário não foram objeto de debate e decisão prévios no
Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração
com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual
próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
(…) 8. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S)
:EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 13 de dezembro de 2011, neguei seguimento ao agravo nos
autos do recurso extraordinário interposto por Adnei Fernandes contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que, para a
caracterização do delito de apropriação indébita previdenciária, bastaria
o dolo genérico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao art. 5..., inc. XXXIV, alínea a, e LV, da Constituição
da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (na espécie vertente, da Lei n. 8.038/1990), não
viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional
seria indireta.
(…) 7. Ademais, os dispositivos suscitados no recurso
extraordinário não foram objeto de debate e decisão prévios no
Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração
com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual
próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
(…) 8. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
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Relatório
ARE 665.483 AGR / DF
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei n.
8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2012, interpõe Adnei
Fernandes, em 13.2.2012, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega o Agravante que “da sentença condenatória de primeiro grau
(20/04/2007) até a presente data, temos um lapso temporal superior a quatro
anos, caracterizando assim a prescrição retroativa da pretensão punitiva”.
Sustenta que a matéria constitucional estaria prequestionada e que
“o acórdão recorrido ofendeu direta e frontalmente dispositivo constitucional do
princípio constitucional da ampla defesa, representando um verdadeiro
impedimento de acesso ao poder judiciário, afrontando assim o artigo 5..., incisos
XXXIV, a, e LV, da Constituição Federal”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 665.483 AGR / DF
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei n.
8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2012, interpõe Adnei
Fernandes, em 13.2.2012, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega o Agravante que “da sentença condenatória de primeiro grau
(20/04/2007) até a presente data, temos um lapso temporal superior a quatro
anos, caracterizando assim a prescrição retroativa da pretensão punitiva”.
Sustenta que a matéria constitucional estaria prequestionada e que
“o acórdão recorrido ofendeu direta e frontalmente dispositivo constitucional do
princípio constitucional da ampla defesa, representando um verdadeiro
impedimento de acesso ao poder judiciário, afrontando assim o artigo 5..., incisos
XXXIV, a, e LV, da Constituição Federal”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Inicialmente, cumpre ressaltar que o pedido de extinção da
punibilidade não pode ser deferido. Diante das peças que compõem o
traslado e da complexidade da matéria, não há como afirmar a ocorrência
da prescrição, podendo o Agravante, se for o caso, submeter a presente
discussão ao juízo de origem, que terá condições de se manifestar com
maior precisão sobre a matéria em questão (AI 804.466-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.2.2012).
3. Como afirmado na decisão agravada, a matéria constitucional tida
como contrariada não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal
de origem. Tampouco foram opostos embargos de declaração de modo a
se ter por provocado o necessário prequestionamento. Incidem na espécie
as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282
E
356.
IMPOSSIBILIDADE,
NO
CASO,
DE
PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. 1. Não tendo sido
apreciada pelo Tribunal a quo a questão constitucional em que se apóia
o extraordinário, não se encontra configurado o prequestionamento.
Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. A jurisprudência sedimentada desta Corte
não admite, em princípio, o chamado prequestionamento implícito.
Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
565.808-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Inicialmente, cumpre ressaltar que o pedido de extinção da
punibilidade não pode ser deferido. Diante das peças que compõem o
traslado e da complexidade da matéria, não há como afirmar a ocorrência
da prescrição, podendo o Agravante, se for o caso, submeter a presente
discussão ao juízo de origem, que terá condições de se manifestar com
maior precisão sobre a matéria em questão (AI 804.466-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.2.2012).
3. Como afirmado na decisão agravada, a matéria constitucional tida
como contrariada não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal
de origem. Tampouco foram opostos embargos de declaração de modo a
se ter por provocado o necessário prequestionamento. Incidem na espécie
as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282
E
356.
IMPOSSIBILIDADE,
NO
CASO,
DE
PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. 1. Não tendo sido
apreciada pelo Tribunal a quo a questão constitucional em que se apóia
o extraordinário, não se encontra configurado o prequestionamento.
Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. A jurisprudência sedimentada desta Corte
não admite, em princípio, o chamado prequestionamento implícito.
Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
565.808-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 665.483 AGR / DF
13.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ATUALIZAÇÃO DA
TAXA DE OCUPAÇÃO DE TERRENOS DE MARINHA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 839.438-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 26.5.2011).
4. Ademais, o Superior Tribunal de Justiça decidiu:
“Este Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de
que para a caracterização do delito de apropriação indébita
previdenciária, basta o dolo genérico, devendo ser classificado como
crime omissivo próprio, não se exigindo o dolo específico do agente de
se beneficiar dos valores arrecadados e não repassados à Seguridade
Social.
Neste sentido, os seguintes precedentes:
AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. APROPRIAÇÃO
INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. CRIME OMISSIVO PRÓPRIO.
DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DOLO
ESPECÍFICO.
1. Esta Corte pacificou entendimento de que o crime de
apropriação caracteriza-se com a simples conduta de deixar de recolher
as contribuições descontadas dos empregados, sendo desnecessário o
animus rem sibi habendi para a sua configuração.
2. Trata-se, pois, de crime omissivo próprio ou puro, que se
aperfeiçoa independentemente do fato de o agente (empregador) vir a
se beneficiar com os valores arrecadados de seus empregados e não
repassados à Previdência Social.
3. A exigência do dolo específico tornaria praticamente
impossível atingir o objetivo do legislador ao editar a norma contida
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 665.483 AGR / DF
13.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ATUALIZAÇÃO DA
TAXA DE OCUPAÇÃO DE TERRENOS DE MARINHA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 839.438-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 26.5.2011).
4. Ademais, o Superior Tribunal de Justiça decidiu:
“Este Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de
que para a caracterização do delito de apropriação indébita
previdenciária, basta o dolo genérico, devendo ser classificado como
crime omissivo próprio, não se exigindo o dolo específico do agente de
se beneficiar dos valores arrecadados e não repassados à Seguridade
Social.
Neste sentido, os seguintes precedentes:
AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. APROPRIAÇÃO
INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. CRIME OMISSIVO PRÓPRIO.
DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DOLO
ESPECÍFICO.
1. Esta Corte pacificou entendimento de que o crime de
apropriação caracteriza-se com a simples conduta de deixar de recolher
as contribuições descontadas dos empregados, sendo desnecessário o
animus rem sibi habendi para a sua configuração.
2. Trata-se, pois, de crime omissivo próprio ou puro, que se
aperfeiçoa independentemente do fato de o agente (empregador) vir a
se beneficiar com os valores arrecadados de seus empregados e não
repassados à Previdência Social.
3. A exigência do dolo específico tornaria praticamente
impossível atingir o objetivo do legislador ao editar a norma contida
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 665.483 AGR / DF
no artigo 168-A do Código Penal, que é o de proteger o patrimônio
público e os segurados da Previdência Social.
4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp 750.979/RJ,
Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, SEXTA TURMA, julgado em
29/6/2009, DJe 3/8/2009 - grifo nosso)”.
5. Concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a
análise do Código Penal e da Lei n. 8.038/1990, o que não viabiliza o
processamento do recurso extraordinário.
6.
Este Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório,
da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional,
se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
configurariam ofensa constitucional indireta. Nesse sentido, confiram-se
os seguintes julgados:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
PENAL.
APROPRIAÇÃO
INDÉBITA
PREVIDENCIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE
PROVAS (SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
REDUÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. COMPETÊNCIA
DO JUÍZO DE ORIGEM. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
828.958-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.3.2011).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CRIMINAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA
PREVIDENCIÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
3
Supremo Tribunal Federal
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no artigo 168-A do Código Penal, que é o de proteger o patrimônio
público e os segurados da Previdência Social.
4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp 750.979/RJ,
Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, SEXTA TURMA, julgado em
29/6/2009, DJe 3/8/2009 - grifo nosso)”.
5. Concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a
análise do Código Penal e da Lei n. 8.038/1990, o que não viabiliza o
processamento do recurso extraordinário.
6.
Este Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório,
da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional,
se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
configurariam ofensa constitucional indireta. Nesse sentido, confiram-se
os seguintes julgados:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
PENAL.
APROPRIAÇÃO
INDÉBITA
PREVIDENCIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE
PROVAS (SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
REDUÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. COMPETÊNCIA
DO JUÍZO DE ORIGEM. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
828.958-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.3.2011).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CRIMINAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA
PREVIDENCIÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 665.483 AGR / DF
recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
2. Controvérsia decidida à luz de norma infraconstitucional. Ofensa
indireta à Constituição do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas
inferiores, podem configurar, quando muito, situações de violação
meramente reflexa do texto da Constituição. Agravo regimental a que
se nega provimento” (AI 779.418-AgR, Rel. Min. Eros Grau,
Segunda Turma, DJe 11.6.2010).
7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 665.483 AGR / DF
recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
2. Controvérsia decidida à luz de norma infraconstitucional. Ofensa
indireta à Constituição do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas
inferiores, podem configurar, quando muito, situações de violação
meramente reflexa do texto da Constituição. Agravo regimental a que
se nega provimento” (AI 779.418-AgR, Rel. Min. Eros Grau,
Segunda Turma, DJe 11.6.2010).
7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S) : EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665.483
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ADNEI FERNANDES
ADV.(A/S) : EMERSON TADAO ASATO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665 . 483",
"SÚMULAS N . 282",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 665 . 483",
"Súmulas 282",
"Súmulas 282",
"ARE 665 . 483 AGR /",
"AI 804 . 466 - AgR",
"Súmulas n . 282",
"Súmulas",
"Recurso Extraordinário 565 . 808 - AgR",
"AI 804 . 466 - AgR",
"Súmulas n . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas",
"Recurso Extraordinário 565 . 808 - AgR",
"ARE 665 . 483 AGR / DF",
"SÚMULAS N . 282",
"AI 839 . 438 - AgR",
"ARE 665 . 483",
"SÚMULAS N . 282",
"AI 839 . 438 - AgR",
"ARE 665 . 483 AGR",
"AgRg no REsp 750 . 979 / RJ",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 828 . 958 - ED",
"ARE 665 . 483 AGR",
"AgRg no REsp 750 . 979 / RJ",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 828 . 958 - ED",
"ARE 665 . 483 AGR / DF",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 779 . 418 - AgR",
"ARE 665 . 483 AGR / DF",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 779 . 418 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inc . XXXIV , alínea a , e LV , da Constituição da República",
"Lei n . 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inc . XXXIV , alínea a , e LV , da Constituição da República",
"Lei n . 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 90",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigo 5 . . . , incisos XXXIV , a , e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 90",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigo 5 . . . , incisos XXXIV , a , e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 168 - A do Código Penal",
"Código Penal",
"Lei n . 8 . 038 / 1990",
"CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 168 - A do Código Penal",
"Código Penal",
"Lei n . 8 . 038 / 1990",
"CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEXTA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEXTA TURMA",
"Supremo",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"ADNEI FERNANDES",
"EMERSON TADAO",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ADNEI FERNANDES",
"EMERSON TADAO ASATO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Adnei Fernandes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ADNEI FERNANDES",
"EMERSON TADAO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Adnei Fernandes",
"Adnei Fernandes",
"Adnei Fernandes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"PAULO GALLOTTI",
"PAULO GALLOTTI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ADNEI FERNANDES",
"EMERSON TADAO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ADNEI FERNANDES",
"EMERSON TADAO ASATO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
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"2012",
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"02",
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"2012",
"13 de dezembro de 2011",
"24",
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"08",
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"2001",
"28",
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"2012",
"13 de dezembro de 2011",
"24",
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"08",
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"2001",
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".",
"2",
".",
"2012",
"13",
".",
"2",
".",
"2012",
"20",
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"04",
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"2007",
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"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"2",
".",
"2012",
"13",
".",
"2",
".",
"2012",
"20",
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"04",
"/",
"2007",
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".",
"2012",
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"08",
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"2001",
"28",
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"02",
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"2012",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"13",
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"6",
".",
"2011",
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".",
"5",
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"2011",
"24",
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"08",
"/",
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".",
"2011",
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"5",
".",
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"/",
"2009",
"24",
".",
"3",
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"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
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"/",
"2009",
"3",
"/",
"8",
"/",
"2009",
"24",
".",
"3",
".",
"2011",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"6",
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"2",
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"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.602
SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA
PRIVADA
ADV.(A/S)
: TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S)
: PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – CARÁTER
INFRINGENTE – EXCEPCIONALIDADE – INTIMAÇÃO DA PARTE CONTRÁRIA PARA
IMPUGNÁ-LOS – ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA – EXTENSÃO DA
IMUNIDADE TRIBUTÁRIA PREVISTA NO ART. 150, INCISO VI, “c”, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO
POR PARTE DOS BENEFICIÁRIOS RECONHECIDA, SOBERANAMENTE, PELO TRIBUNAL
DE JURISDIÇÃO INFERIOR – APLICABILIDADE, AO CASO, DA SÚMULA Nº 730/STF -
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 20/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.602
SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA
PRIVADA
ADV.(A/S)
: TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S)
: PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração opostos ao acórdão de fls. 848/853,
que rejeitara os primeiros embargos de declaração também deduzidos
pela parte ora recorrente.
O acórdão, contra o qual se insurge a recorrente, está
assim ementado (fls. 853):
“EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
-
INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO,
OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO
-
PRETENDIDO
REEXAME
DA
CAUSA
-
CARÁTER
INFRINGENTE
-
INADMISSIBILIDADE - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
-
Não
se
revelam
cabíveis
os
embargos
de
declaração, quando a parte recorrente - a pretexto de
esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição - vem a utilizá-los com o
objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar
um indevido reexame da causa. Precedentes.”
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.602
SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA
PRIVADA
ADV.(A/S)
: TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S)
: PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração opostos ao acórdão de fls. 848/853,
que rejeitara os primeiros embargos de declaração também deduzidos
pela parte ora recorrente.
O acórdão, contra o qual se insurge a recorrente, está
assim ementado (fls. 853):
“EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
-
INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO,
OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO
-
PRETENDIDO
REEXAME
DA
CAUSA
-
CARÁTER
INFRINGENTE
-
INADMISSIBILIDADE - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
-
Não
se
revelam
cabíveis
os
embargos
de
declaração, quando a parte recorrente - a pretexto de
esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição - vem a utilizá-los com o
objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar
um indevido reexame da causa. Precedentes.”
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Relatório
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
2
Sustenta, a embargante, na presente sede recursal, em
síntese, o que se segue (fls. 858/859):
“(...) a Corte Regional, mesmo reconhecendo que os
benefícios concedidos pela Embargante o são em caráter
gratuito e consignando tal circunstância fática na sua
decisão, entendeu que a imunidade não lhe deveria ser
reconhecida por entender que ‘a imunidade concedida às
entidades de assistência social (art. 150, VI, ‘c’, CF)
não atinge as de previdência privada, eis que tratadas
de
forma
diferenciada
pela
Constituição
Federal’
(conforme aresto regional que julgou o apelo da
Embargante – fls. 368 dos autos principais).
Ao assim proceder, a Corte Regional, muito embora
tenha evidenciado por tais assertivas que ao presente
caso seria de rigor a aplicação da Súmula 730 dessa
C. Corte
Suprema,
por
força
da
gratuidade
dos
benefícios concedidos pela Embargante, julgou o caso em
sentido
diametralmente
oposto
à
orientação
jurisprudencial já consolidada por essa Egrégia Corte.”
Tendo em vista o caráter infringente dos presentes
embargos de declaração, ensejei, à parte ora embargada (fls. 863), a
possibilidade de contrariá-los, o que efetivamente veio a ocorrer
(fls. 866/868).
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração,
ao exame desta colenda Turma.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
2
Sustenta, a embargante, na presente sede recursal, em
síntese, o que se segue (fls. 858/859):
“(...) a Corte Regional, mesmo reconhecendo que os
benefícios concedidos pela Embargante o são em caráter
gratuito e consignando tal circunstância fática na sua
decisão, entendeu que a imunidade não lhe deveria ser
reconhecida por entender que ‘a imunidade concedida às
entidades de assistência social (art. 150, VI, ‘c’, CF)
não atinge as de previdência privada, eis que tratadas
de
forma
diferenciada
pela
Constituição
Federal’
(conforme aresto regional que julgou o apelo da
Embargante – fls. 368 dos autos principais).
Ao assim proceder, a Corte Regional, muito embora
tenha evidenciado por tais assertivas que ao presente
caso seria de rigor a aplicação da Súmula 730 dessa
C. Corte
Suprema,
por
força
da
gratuidade
dos
benefícios concedidos pela Embargante, julgou o caso em
sentido
diametralmente
oposto
à
orientação
jurisprudencial já consolidada por essa Egrégia Corte.”
Tendo em vista o caráter infringente dos presentes
embargos de declaração, ensejei, à parte ora embargada (fls. 863), a
possibilidade de contrariá-los, o que efetivamente veio a ocorrer
(fls. 866/868).
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração,
ao exame desta colenda Turma.
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de
novos embargos de declaração que se revestem de caráter infringente,
pois, neles, a parte ora recorrente objetiva o reexame de pretensão
anteriormente apreciada por esta colenda Turma, quando do julgamento
do AI 741.602-AgR-ED/SP.
É certo que o Supremo Tribunal Federal tem advertido,
em tema de embargos de declaração, que estes não se revelam
admissíveis, quando opostos com o objetivo de infringir o julgado.
Como se sabe, os embargos de declaração destinam-se,
precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a
suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido
pelo Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do
acórdão embargado, quando utilizada com o específico objetivo
de viabilizar
um
pronunciamento
jurisdicional
de
caráter
integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de
obscuridade, omissão ou contradição, e a complementar e esclarecer o
conteúdo da decisão proferida.
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V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de
novos embargos de declaração que se revestem de caráter infringente,
pois, neles, a parte ora recorrente objetiva o reexame de pretensão
anteriormente apreciada por esta colenda Turma, quando do julgamento
do AI 741.602-AgR-ED/SP.
É certo que o Supremo Tribunal Federal tem advertido,
em tema de embargos de declaração, que estes não se revelam
admissíveis, quando opostos com o objetivo de infringir o julgado.
Como se sabe, os embargos de declaração destinam-se,
precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a
suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido
pelo Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do
acórdão embargado, quando utilizada com o específico objetivo
de viabilizar
um
pronunciamento
jurisdicional
de
caráter
integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de
obscuridade, omissão ou contradição, e a complementar e esclarecer o
conteúdo da decisão proferida.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
4
Cumpre enfatizar, desse modo, que não se revelam
cabíveis embargos de declaração, quando a parte recorrente - a
pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o objetivo de
infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da
causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
É por tal razão que a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal, ao versar os aspectos ora mencionados, assim se
tem pronunciado:
“Embargos declaratórios. Inexistência de omissão,
contradição,
obscuridade
ou
dúvida,
no
acórdão
embargado (art. 337 do RISTF).
Embargos rejeitados.
O que pretenderam os embargantes foi sustentar o
desacerto do julgado e obter sua desconstituição. A
isso não se prestam, porém, os embargos declaratórios.”
(RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
“- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem
ressaltado que os embargos de declaração não se revelam
cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de
sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na
realidade, a própria desconstituição do ato decisório
proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 -
RTJ 116/1106 - RTJ 118/714 - RTJ 134/1296.”
(AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
“- O recurso de embargos de declaração não tem
cabimento,
quando,
a
pretexto
de
esclarecer
uma
inocorrente situação de obscuridade, contradição ou
omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo
de infringir o julgado.”
(RE 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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Cumpre enfatizar, desse modo, que não se revelam
cabíveis embargos de declaração, quando a parte recorrente - a
pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o objetivo de
infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da
causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
É por tal razão que a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal, ao versar os aspectos ora mencionados, assim se
tem pronunciado:
“Embargos declaratórios. Inexistência de omissão,
contradição,
obscuridade
ou
dúvida,
no
acórdão
embargado (art. 337 do RISTF).
Embargos rejeitados.
O que pretenderam os embargantes foi sustentar o
desacerto do julgado e obter sua desconstituição. A
isso não se prestam, porém, os embargos declaratórios.”
(RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
“- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem
ressaltado que os embargos de declaração não se revelam
cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de
sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na
realidade, a própria desconstituição do ato decisório
proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 -
RTJ 116/1106 - RTJ 118/714 - RTJ 134/1296.”
(AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
“- O recurso de embargos de declaração não tem
cabimento,
quando,
a
pretexto
de
esclarecer
uma
inocorrente situação de obscuridade, contradição ou
omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo
de infringir o julgado.”
(RE 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
5
“Embargos
declaratórios
só
se
destinam
a
possibilitar
a
eliminação
de
obscuridade
(...),
contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337
do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento.
E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se
reclama, com a conseqüente reforma do acórdão, ficam
eles rejeitados.”
(RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
Ocorre, no entanto, que a postulação recursal em exame
mostra-se acolhível, tendo em vista o pronunciamento jurisdicional
emanado do Tribunal “a quo” – que se reveste de caráter soberano –
no sentido de que “Não obstante o acórdão ora embargado tenha feito
referência à contribuição dos beneficiários que, em realidade, não
contribuem para a entidade, conforme farta documentação juntada aos
autos” (fls. 670 - grifei).
A pretensão recursal ora deduzida nesta sede processual –
reconhecimento da imunidade tributária (CF, art. 150, VI, “c”) em
favor da entidade fechada de previdência privada – ajusta-se, bem
por isso, ao magistério jurisprudencial que esta Suprema Corte fixou
no exame do tema em causa.
Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, a propósito da controvérsia suscitada nos presentes autos,
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“Embargos
declaratórios
só
se
destinam
a
possibilitar
a
eliminação
de
obscuridade
(...),
contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337
do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento.
E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se
reclama, com a conseqüente reforma do acórdão, ficam
eles rejeitados.”
(RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
Ocorre, no entanto, que a postulação recursal em exame
mostra-se acolhível, tendo em vista o pronunciamento jurisdicional
emanado do Tribunal “a quo” – que se reveste de caráter soberano –
no sentido de que “Não obstante o acórdão ora embargado tenha feito
referência à contribuição dos beneficiários que, em realidade, não
contribuem para a entidade, conforme farta documentação juntada aos
autos” (fls. 670 - grifei).
A pretensão recursal ora deduzida nesta sede processual –
reconhecimento da imunidade tributária (CF, art. 150, VI, “c”) em
favor da entidade fechada de previdência privada – ajusta-se, bem
por isso, ao magistério jurisprudencial que esta Suprema Corte fixou
no exame do tema em causa.
Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, a propósito da controvérsia suscitada nos presentes autos,
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AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
6
firmou orientação que restou consubstanciada na Súmula 730 desta
Corte, que possui o seguinte enunciado:
“A IMUNIDADE TRIBUTÁRIA CONFERIDA A INSTITUIÇÕES DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS PELO ART. 150,
VI, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO, SOMENTE ALCANÇA AS ENTIDADES
FECHADAS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL PRIVADA SE NÃO HOUVER
CONTRIBUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS.” (grifei)
Impende registrar, por relevante, que esta Suprema
Corte, em sucessivas decisões proferidas por eminentes Juízes que a
compõem, reafirmou esse entendimento (AI 342.388-AgR-ED/SP, Rel.
Min. CEZAR PELUSO – RE 227.001-ED/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES –
RE 541.512-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU, v.g.):
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO. ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE
PREVISTA NO ART. 150, INC. VI, ALÍNEA C, DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. DESNECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
(AI 669.384-AgR-ED/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA - grifei)
“TRIBUTÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
IMUNIDADE
TRIBUTÁRIA.
INSTITUTO
DE
PREVIDÊNCIA PRIVADA SEM CONTRIBUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 730 DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO
IMPROVIDO.
I - O acórdão recorrido divergiu do entendimento
firmado pelo Plenário desta Corte, que reconheceu a
aplicação
da
Súmula
730
do
STF
a
instituto
de
previdência privada quando não houver contribuição dos
beneficiários. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.”
(AI 762.415-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - grifei)
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firmou orientação que restou consubstanciada na Súmula 730 desta
Corte, que possui o seguinte enunciado:
“A IMUNIDADE TRIBUTÁRIA CONFERIDA A INSTITUIÇÕES DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS PELO ART. 150,
VI, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO, SOMENTE ALCANÇA AS ENTIDADES
FECHADAS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL PRIVADA SE NÃO HOUVER
CONTRIBUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS.” (grifei)
Impende registrar, por relevante, que esta Suprema
Corte, em sucessivas decisões proferidas por eminentes Juízes que a
compõem, reafirmou esse entendimento (AI 342.388-AgR-ED/SP, Rel.
Min. CEZAR PELUSO – RE 227.001-ED/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES –
RE 541.512-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU, v.g.):
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO. ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE
PREVISTA NO ART. 150, INC. VI, ALÍNEA C, DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. DESNECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
(AI 669.384-AgR-ED/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA - grifei)
“TRIBUTÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
IMUNIDADE
TRIBUTÁRIA.
INSTITUTO
DE
PREVIDÊNCIA PRIVADA SEM CONTRIBUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 730 DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO
IMPROVIDO.
I - O acórdão recorrido divergiu do entendimento
firmado pelo Plenário desta Corte, que reconheceu a
aplicação
da
Súmula
730
do
STF
a
instituto
de
previdência privada quando não houver contribuição dos
beneficiários. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.”
(AI 762.415-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - grifei)
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
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O exame da presente causa evidencia que o acórdão
questionado em sede recursal extraordinária diverge da orientação
jurisprudencial prevalecente nesta Corte.
Sendo assim, e pelas razões expostas, recebo os
presentes embargos de declaração, com efeito modificativo, para
conhecer do agravo de instrumento deduzido pela parte embargante, em
ordem a dar provimento, desde logo, ao recurso extraordinário
por ela interposto (CPC, art. 544, § 4º, na redação anterior à
Lei nº 12.322/2010), em ordem a conceder o mandado de segurança
impetrado pela entidade recorrente. No que concerne à verba
honorária, revela-se aplicável a Súmula 512/STF, reafirmada, agora,
pelo art. 25 da Lei nº 12.016/2009.
É o meu voto.
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AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
7
O exame da presente causa evidencia que o acórdão
questionado em sede recursal extraordinária diverge da orientação
jurisprudencial prevalecente nesta Corte.
Sendo assim, e pelas razões expostas, recebo os
presentes embargos de declaração, com efeito modificativo, para
conhecer do agravo de instrumento deduzido pela parte embargante, em
ordem a dar provimento, desde logo, ao recurso extraordinário
por ela interposto (CPC, art. 544, § 4º, na redação anterior à
Lei nº 12.322/2010), em ordem a conceder o mandado de segurança
impetrado pela entidade recorrente. No que concerne à verba
honorária, revela-se aplicável a Súmula 512/STF, reafirmada, agora,
pelo art. 25 da Lei nº 12.016/2009.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
741.602
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA
ADV.(A/S) : TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S) : PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: embargos de declaração acolhidos, nos termos do voto
do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
741.602
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA
ADV.(A/S) : TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S) : PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: embargos de declaração acolhidos, nos termos do voto
do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1830734
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-20T00:00:00
|
Embargos de declaração acolhidos, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
|
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - CARÁTER INFRINGENTE - EXCEPCIONALIDADE - INTIMAÇÃO DA PARTE CONTRÁRIA PARA IMPUGNÁ-LOS - ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA - EXTENSÃO DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA PREVISTA NO ART. 150, INCISO VI, “c”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - POSSIBILIDADE - AUSÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO POR PARTE DOS BENEFICIÁRIOS RECONHECIDA, SOBERANAMENTE, PELO TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR - APLICABILIDADE, AO CASO, DA SÚMULA Nº 730/STF - PRECEDENTES - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS.
|
sjur206275
|
- Acórdãos citados: AI 741602 AgR-ED, AI 153147 AgR-ED, RE
177599 ED, AI 342388 AgR-ED, RE 227001 ED, RE 541512 AgR,
AI 669384 AgR-ED, AI 762415 AgR; RTJ 134/186, RTJ 134/1296, RTJ 191/694.
Número de páginas: 9.
Análise: 27/03/2012, AMS.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
741602
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00150 INC-00006 LET-C \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00544 PAR-00004 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\r\n ART-00025 \r\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000512 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000730 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR-ED-ED
|
acordaos
|
AI 741602 AgR-ED-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA
ADV.(A/S) : TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S) : PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
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Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.602
SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA
PRIVADA
ADV.(A/S)
: TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S)
: PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – CARÁTER
INFRINGENTE – EXCEPCIONALIDADE – INTIMAÇÃO DA PARTE CONTRÁRIA PARA
IMPUGNÁ-LOS – ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA – EXTENSÃO DA
IMUNIDADE TRIBUTÁRIA PREVISTA NO ART. 150, INCISO VI, “c”, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO
POR PARTE DOS BENEFICIÁRIOS RECONHECIDA, SOBERANAMENTE, PELO TRIBUNAL
DE JURISDIÇÃO INFERIOR – APLICABILIDADE, AO CASO, DA SÚMULA n 730/Supremo Tribunal Federal -
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 20/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.602
SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA
PRIVADA
ADV.(A/S)
: TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S)
: PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração opostos ao acórdão de fls. 848/853,
que rejeitara os primeiros embargos de declaração também deduzidos
pela parte ora recorrente.
O acórdão, contra o qual se insurge a recorrente, está
assim ementado (fls. 853):
“EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
-
INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO,
OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO
-
PRETENDIDO
REEXAME
DA
CAUSA
-
CARÁTER
INFRINGENTE
-
INADMISSIBILIDADE - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
-
Não
se
revelam
cabíveis
os
embargos
de
declaração, quando a parte recorrente - a pretexto de
esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição - vem a utilizá-los com o
objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar
um indevido reexame da causa. Precedentes.”
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.602
SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA
PRIVADA
ADV.(A/S)
: TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S)
: PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração opostos ao acórdão de fls. 848/853,
que rejeitara os primeiros embargos de declaração também deduzidos
pela parte ora recorrente.
O acórdão, contra o qual se insurge a recorrente, está
assim ementado (fls. 853):
“EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
-
INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO,
OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO
-
PRETENDIDO
REEXAME
DA
CAUSA
-
CARÁTER
INFRINGENTE
-
INADMISSIBILIDADE - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
-
Não
se
revelam
cabíveis
os
embargos
de
declaração, quando a parte recorrente - a pretexto de
esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição - vem a utilizá-los com o
objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar
um indevido reexame da causa. Precedentes.”
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
2
Sustenta, a embargante, na presente sede recursal, em
síntese, o que se segue (fls. 858/859):
“(...) a Corte Regional, mesmo reconhecendo que os
benefícios concedidos pela Embargante o são em caráter
gratuito e consignando tal circunstância fática na sua
decisão, entendeu que a imunidade não lhe deveria ser
reconhecida por entender que ‘a imunidade concedida às
entidades de assistência social (art. 150, VI, ‘c’, Constituição Federal de 1988)
não atinge as de previdência privada, eis que tratadas
de
forma
diferenciada
pela
Constituição
Federal’
(conforme aresto regional que julgou o apelo da
Embargante – fls. 368 dos autos principais).
Ao assim proceder, a Corte Regional, muito embora
tenha evidenciado por tais assertivas que ao presente
caso seria de rigor a aplicação da Súmula 730 dessa
C. Corte
Suprema,
por
força
da
gratuidade
dos
benefícios concedidos pela Embargante, julgou o caso em
sentido
diametralmente
oposto
à
orientação
jurisprudencial já consolidada por essa Egrégia Corte.”
Tendo em vista o caráter infringente dos presentes
embargos de declaração, ensejei, à parte ora embargada (fls. 863), a
possibilidade de contrariá-los, o que efetivamente veio a ocorrer
(fls. 866/868).
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração,
ao exame desta colenda Turma.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
2
Sustenta, a embargante, na presente sede recursal, em
síntese, o que se segue (fls. 858/859):
“(...) a Corte Regional, mesmo reconhecendo que os
benefícios concedidos pela Embargante o são em caráter
gratuito e consignando tal circunstância fática na sua
decisão, entendeu que a imunidade não lhe deveria ser
reconhecida por entender que ‘a imunidade concedida às
entidades de assistência social (art. 150, VI, ‘c’, Constituição Federal de 1988)
não atinge as de previdência privada, eis que tratadas
de
forma
diferenciada
pela
Constituição
Federal’
(conforme aresto regional que julgou o apelo da
Embargante – fls. 368 dos autos principais).
Ao assim proceder, a Corte Regional, muito embora
tenha evidenciado por tais assertivas que ao presente
caso seria de rigor a aplicação da Súmula 730 dessa
C. Corte
Suprema,
por
força
da
gratuidade
dos
benefícios concedidos pela Embargante, julgou o caso em
sentido
diametralmente
oposto
à
orientação
jurisprudencial já consolidada por essa Egrégia Corte.”
Tendo em vista o caráter infringente dos presentes
embargos de declaração, ensejei, à parte ora embargada (fls. 863), a
possibilidade de contrariá-los, o que efetivamente veio a ocorrer
(fls. 866/868).
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração,
ao exame desta colenda Turma.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de
novos embargos de declaração que se revestem de caráter infringente,
pois, neles, a parte ora recorrente objetiva o reexame de pretensão
anteriormente apreciada por esta colenda Turma, quando do julgamento
do AI 741.602-AgR-ED/SP.
É certo que o Supremo Tribunal Federal tem advertido,
em tema de embargos de declaração, que estes não se revelam
admissíveis, quando opostos com o objetivo de infringir o julgado.
Como se sabe, os embargos de declaração destinam-se,
precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a
suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido
pelo Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do
acórdão embargado, quando utilizada com o específico objetivo
de viabilizar
um
pronunciamento
jurisdicional
de
caráter
integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de
obscuridade, omissão ou contradição, e a complementar e esclarecer o
conteúdo da decisão proferida.
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Supremo Tribunal Federal
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de
novos embargos de declaração que se revestem de caráter infringente,
pois, neles, a parte ora recorrente objetiva o reexame de pretensão
anteriormente apreciada por esta colenda Turma, quando do julgamento
do AI 741.602-AgR-ED/SP.
É certo que o Supremo Tribunal Federal tem advertido,
em tema de embargos de declaração, que estes não se revelam
admissíveis, quando opostos com o objetivo de infringir o julgado.
Como se sabe, os embargos de declaração destinam-se,
precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a
suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido
pelo Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do
acórdão embargado, quando utilizada com o específico objetivo
de viabilizar
um
pronunciamento
jurisdicional
de
caráter
integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de
obscuridade, omissão ou contradição, e a complementar e esclarecer o
conteúdo da decisão proferida.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
4
Cumpre enfatizar, desse modo, que não se revelam
cabíveis embargos de declaração, quando a parte recorrente - a
pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o objetivo de
infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da
causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
É por tal razão que a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal, ao versar os aspectos ora mencionados, assim se
tem pronunciado:
“Embargos declaratórios. Inexistência de omissão,
contradição,
obscuridade
ou
dúvida,
no
acórdão
embargado (art. 337 do RISTF).
Embargos rejeitados.
O que pretenderam os embargantes foi sustentar o
desacerto do julgado e obter sua desconstituição. A
isso não se prestam, porém, os embargos declaratórios.”
(RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
“- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem
ressaltado que os embargos de declaração não se revelam
cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de
sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na
realidade, a própria desconstituição do ato decisório
proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 -
RTJ 116/1106 - RTJ 118/714 - RTJ 134/1296.”
(AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
“- O recurso de embargos de declaração não tem
cabimento,
quando,
a
pretexto
de
esclarecer
uma
inocorrente situação de obscuridade, contradição ou
omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo
de infringir o julgado.”
(Recurso Extraordinário 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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Supremo Tribunal Federal
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4
Cumpre enfatizar, desse modo, que não se revelam
cabíveis embargos de declaração, quando a parte recorrente - a
pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o objetivo de
infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da
causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
É por tal razão que a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal, ao versar os aspectos ora mencionados, assim se
tem pronunciado:
“Embargos declaratórios. Inexistência de omissão,
contradição,
obscuridade
ou
dúvida,
no
acórdão
embargado (art. 337 do RISTF).
Embargos rejeitados.
O que pretenderam os embargantes foi sustentar o
desacerto do julgado e obter sua desconstituição. A
isso não se prestam, porém, os embargos declaratórios.”
(RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
“- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem
ressaltado que os embargos de declaração não se revelam
cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de
sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na
realidade, a própria desconstituição do ato decisório
proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 -
RTJ 116/1106 - RTJ 118/714 - RTJ 134/1296.”
(AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
“- O recurso de embargos de declaração não tem
cabimento,
quando,
a
pretexto
de
esclarecer
uma
inocorrente situação de obscuridade, contradição ou
omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo
de infringir o julgado.”
(Recurso Extraordinário 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
5
“Embargos
declaratórios
só
se
destinam
a
possibilitar
a
eliminação
de
obscuridade
(...),
contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337
do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento.
E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se
reclama, com a conseqüente reforma do acórdão, ficam
eles rejeitados.”
(RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
Ocorre, no entanto, que a postulação recursal em exame
mostra-se acolhível, tendo em vista o pronunciamento jurisdicional
emanado do Tribunal “a quo” – que se reveste de caráter soberano –
no sentido de que “Não obstante o acórdão ora embargado tenha feito
referência à contribuição dos beneficiários que, em realidade, não
contribuem para a entidade, conforme farta documentação juntada aos
autos” (fls. 670 - grifei).
A pretensão recursal ora deduzida nesta sede processual –
reconhecimento da imunidade tributária (Constituição Federal de 1988, art. 150, VI, “c”) em
favor da entidade fechada de previdência privada – ajusta-se, bem
por isso, ao magistério jurisprudencial que esta Suprema Corte fixou
no exame do tema em causa.
Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, a propósito da controvérsia suscitada nos presentes autos,
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Supremo Tribunal Federal
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5
“Embargos
declaratórios
só
se
destinam
a
possibilitar
a
eliminação
de
obscuridade
(...),
contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337
do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento.
E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se
reclama, com a conseqüente reforma do acórdão, ficam
eles rejeitados.”
(RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES - grifei)
Ocorre, no entanto, que a postulação recursal em exame
mostra-se acolhível, tendo em vista o pronunciamento jurisdicional
emanado do Tribunal “a quo” – que se reveste de caráter soberano –
no sentido de que “Não obstante o acórdão ora embargado tenha feito
referência à contribuição dos beneficiários que, em realidade, não
contribuem para a entidade, conforme farta documentação juntada aos
autos” (fls. 670 - grifei).
A pretensão recursal ora deduzida nesta sede processual –
reconhecimento da imunidade tributária (Constituição Federal de 1988, art. 150, VI, “c”) em
favor da entidade fechada de previdência privada – ajusta-se, bem
por isso, ao magistério jurisprudencial que esta Suprema Corte fixou
no exame do tema em causa.
Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, a propósito da controvérsia suscitada nos presentes autos,
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
6
firmou orientação que restou consubstanciada na Súmula 730 desta
Corte, que possui o seguinte enunciado:
“A IMUNIDADE TRIBUTÁRIA CONFERIDA A INSTITUIÇÕES DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS PELO ART. 150,
VI, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO, SOMENTE ALCANÇA AS ENTIDADES
FECHADAS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL PRIVADA SE NÃO HOUVER
CONTRIBUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS.” (grifei)
Impende registrar, por relevante, que esta Suprema
Corte, em sucessivas decisões proferidas por eminentes Juízes que a
compõem, reafirmou esse entendimento (AI 342.388-AgR-ED/SP, Rel.
Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 227.001-ED/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES –
Recurso Extraordinário 541.512-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU, v.g.):
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO. ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE
PREVISTA NO ART. 150, INC. VI, ALÍNEA C, DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. DESNECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
(AI 669.384-AgR-ED/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA - grifei)
“TRIBUTÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
IMUNIDADE
TRIBUTÁRIA.
INSTITUTO
DE
PREVIDÊNCIA PRIVADA SEM CONTRIBUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 730 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO
IMPROVIDO.
I - O acórdão recorrido divergiu do entendimento
firmado pelo Plenário desta Corte, que reconheceu a
aplicação
da
Súmula
730
do
Supremo Tribunal Federal
a
instituto
de
previdência privada quando não houver contribuição dos
beneficiários. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.”
(AI 762.415-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - grifei)
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Supremo Tribunal Federal
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
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firmou orientação que restou consubstanciada na Súmula 730 desta
Corte, que possui o seguinte enunciado:
“A IMUNIDADE TRIBUTÁRIA CONFERIDA A INSTITUIÇÕES DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS PELO ART. 150,
VI, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO, SOMENTE ALCANÇA AS ENTIDADES
FECHADAS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL PRIVADA SE NÃO HOUVER
CONTRIBUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS.” (grifei)
Impende registrar, por relevante, que esta Suprema
Corte, em sucessivas decisões proferidas por eminentes Juízes que a
compõem, reafirmou esse entendimento (AI 342.388-AgR-ED/SP, Rel.
Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 227.001-ED/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES –
Recurso Extraordinário 541.512-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU, v.g.):
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO. ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE
PREVISTA NO ART. 150, INC. VI, ALÍNEA C, DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. DESNECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
(AI 669.384-AgR-ED/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA - grifei)
“TRIBUTÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
IMUNIDADE
TRIBUTÁRIA.
INSTITUTO
DE
PREVIDÊNCIA PRIVADA SEM CONTRIBUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 730 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO
IMPROVIDO.
I - O acórdão recorrido divergiu do entendimento
firmado pelo Plenário desta Corte, que reconheceu a
aplicação
da
Súmula
730
do
Supremo Tribunal Federal
a
instituto
de
previdência privada quando não houver contribuição dos
beneficiários. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.”
(AI 762.415-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - grifei)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
7
O exame da presente causa evidencia que o acórdão
questionado em sede recursal extraordinária diverge da orientação
jurisprudencial prevalecente nesta Corte.
Sendo assim, e pelas razões expostas, recebo os
presentes embargos de declaração, com efeito modificativo, para
conhecer do agravo de instrumento deduzido pela parte embargante, em
ordem a dar provimento, desde logo, ao recurso extraordinário
por ela interposto (Código de Processo Civil, art. 544, § 4..., na redação anterior à
Lei n 12.322/2010), em ordem a conceder o mandado de segurança
impetrado pela entidade recorrente. No que concerne à verba
honorária, revela-se aplicável a Súmula 512/Supremo Tribunal Federal, reafirmada, agora,
pelo art. 25 da Lei n 12.016/2009.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
AI 741.602 AgR-ED-ED / SP
7
O exame da presente causa evidencia que o acórdão
questionado em sede recursal extraordinária diverge da orientação
jurisprudencial prevalecente nesta Corte.
Sendo assim, e pelas razões expostas, recebo os
presentes embargos de declaração, com efeito modificativo, para
conhecer do agravo de instrumento deduzido pela parte embargante, em
ordem a dar provimento, desde logo, ao recurso extraordinário
por ela interposto (Código de Processo Civil, art. 544, § 4..., na redação anterior à
Lei n 12.322/2010), em ordem a conceder o mandado de segurança
impetrado pela entidade recorrente. No que concerne à verba
honorária, revela-se aplicável a Súmula 512/Supremo Tribunal Federal, reafirmada, agora,
pelo art. 25 da Lei n 12.016/2009.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
741.602
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA
ADV.(A/S) : TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S) : PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: embargos de declaração acolhidos, nos termos do voto
do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
741.602
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA
ADV.(A/S) : TULIO FREITAS DO EGITO COELHO
ADV.(A/S) : PAULO ROGÉRIO SEHM
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: embargos de declaração acolhidos, nos termos do voto
do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 602",
"SÚMULA n 730 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 602",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 602",
"AI 741 . 602",
"Súmula 730 dessa C . Corte",
"AI 741 . 602 AgR - ED - ED / SP",
"Súmula 730 dessa C .",
"AI 741 . 602 AgR",
"AI 741 . 602 - AgR - ED / SP",
"AI 741 . 602 AgR -",
"AI 741 . 602 - AgR - ED / SP",
"AI 741 . 602 AgR - ED - ED / SP",
"RTJ 191 / 694 - 695",
"RTJ 134 / 1296",
"RTJ 114 / 885 - RTJ 116 / 1106",
"RTJ 118 / 714 - RTJ 134 / 1296 .",
"AI 153 . 147 - AgR - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 177 . 599 - ED / DF",
"AI 741 . 602 AgR - ED - ED / SP",
"RTJ 191 / 694 - 695",
"RTJ 134 / 1296",
"RTJ 114 / 885 - RTJ 116 / 1106",
"RTJ 118 / 714",
"RTJ 134 / 1296",
"AI 153 . 147 - AgR - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 177 . 599 - ED / DF",
"AI 741 . 602 AgR - ED - ED / SP",
"RTJ 134 / 836",
"AI 741 . 602 AgR - ED - ED / SP",
"RTJ 134 / 836",
"AI 741 . 602 AgR -",
"Súmula 730 desta Corte",
"AI 342 . 388 - AgR - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 227 . 001 - ED / DF",
"Recurso Extraordinário 541 . 512 - AgR / SP",
"AI 669 . 384 - AgR - ED / SP",
"SÚMULA 730 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 730 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 762 . 415 - AgR / DF",
"AI 741 . 602 AgR -",
"AI 342 . 388 - AgR - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 227 . 001 - ED / DF",
"Recurso Extraordinário 541 . 512 - AgR / SP",
"AI 669 . 384 - AgR - ED / SP",
"SÚMULA 730 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 730 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 762 . 415 - AgR / DF",
"AI 741 . 602 AgR",
"Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 741 . 602 AgR",
"Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 602"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 150 , INCISO VI , “ c ” , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 150 , VI , ‘ c ’ , Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 150 , VI , ‘ c ’ , Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 337 do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 337 do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 337 do RISTF",
"Constituição Federal de 1988 , art . 150 , VI , “ c ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 337 do RISTF",
"Constituição Federal de 1988 , art . 150 , VI , “ c ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 150 , VI , ‘ C ’ , DA CONSTITUIÇÃO",
"ART . 150 , INC . VI , ALÍNEA C , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 150 , VI , ‘ C ’ , DA CONSTITUIÇÃO",
"ART . 150 , INC . VI , ALÍNEA C , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § 4 . . .",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"art . 25 da Lei n 12 . 016 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art .",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"PREVIBOSCH",
"SOCIEDADE",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA",
"UNIÃO",
"FAZENDA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
".",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA",
"UNIÃO",
"FAZENDA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"TULIO FREITAS DO EGITO COELHO",
"PAULO ROGÉRIO SEHM",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"TULIO FREITAS DO EGITO COELHO",
"PAULO ROGÉRIO SEHM",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"TULIO FREITAS DO EGITO COELHO",
"PAULO ROGÉRIO SEHM",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"SYDNEY SANCHES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"SYDNEY SANCHES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"SYDNEY SANCHES",
"SYDNEY SANCHES",
"CELSO DE MELLO",
"CEZAR PELUSO",
"GILMAR MENDES",
"EROS GRAU",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CEZAR PELUSO",
"GILMAR MENDES",
"EROS GRAU",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"TULIO FREITAS DO EGITO COELHO",
"PAULO ROGÉRIO SEHM",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"CELSO DE MELLO",
"TULIO FREITAS DO EGITO COELHO",
"PAULO ROGÉRIO SEHM",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS
EM EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS
MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E FRET,
CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E
TRABALHADORES EM EMPRESAS SEM REPR DE
SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S)
:RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S)
:O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S)
:FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2377686.
Supremo Tribunal Federal
DJe 07/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 658.303 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2377686.
Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS
EM EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS
MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E FRET,
CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E
TRABALHADORES EM EMPRESAS SEM REPR DE
SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S)
:RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S)
:O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S)
:FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 527 e 528, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2377687.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS
EM EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS
MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E FRET,
CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E
TRABALHADORES EM EMPRESAS SEM REPR DE
SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S)
:RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S)
:O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S)
:FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 527 e 528, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 658.303 AGR / SP
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 532 a 538, insiste na demonstração
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 532 a 538, insiste na demonstração
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
ARE 658.303 AGR / SP
de ofensa aos artigos 5º, incisos XXXV, LIV, LV, 8º, cabeça e incisos I e II, e
93, inciso IX, da Constituição Federal. Afirma ter a Corte de origem se
omitido da análise de matérias relevantes ao deslinde da controvérsia,
como o artigo 3º do Estatuto Social do Sindicato.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 543).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
de ofensa aos artigos 5º, incisos XXXV, LIV, LV, 8º, cabeça e incisos I e II, e
93, inciso IX, da Constituição Federal. Afirma ter a Corte de origem se
omitido da análise de matérias relevantes ao deslinde da controvérsia,
como o artigo 3º do Estatuto Social do Sindicato.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 543).
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente
credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Superior do
Trabalho consignou, em síntese (folha 430):
RECURSO ORDINÁRIO. DISSÍDIO COLETIVO.
MOTORISTAS
EM
TRANSPORTE
INTERNO.
INTEGRANTES
DA
CATEGORIA
CAPATAZIA.
CATEGORIA PROFISSIONAL DIFERENCIADA NÃO
CONFIGURADA. ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM".
O art. 57, § 3º, I, da Lei nº 8.630/93 enumera o transporte
interno como atividade inerente à capatazia. Assim, a
movimentação de mercadorias na área do porto organizado,
que não se assemelha ao transporte rodoviário de cargas, não
enseja o agrupamento dos motoristas portuários em categoria
profissional diferenciada, nos termos do art. 511 da CLT,
configurando-se a ilegitimidade ativa "ad causam" do Sindicato
dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas de Transportes de
Passageiros Municipais e Intermunicipais, Turismo e
Fretamento, Cargas Secas e Líquidas em Geral, Comércio e
Trabalhadores em Empresas sem Representação de Santos,
Baixada Santista e Litoral em relação ao suscitado Sindicato dos
Operadores Portuários do Estado de São Paulo - SOPESP, e
impondo-se a extinção do processo, sem resolução de mérito,
conforme precedente específico desta Seção Especializada
(RODC-20080/2003-000-02-00.0, Rel. Min. Fernando Ono).
Recurso ordinário conhecido e provido
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente
credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Superior do
Trabalho consignou, em síntese (folha 430):
RECURSO ORDINÁRIO. DISSÍDIO COLETIVO.
MOTORISTAS
EM
TRANSPORTE
INTERNO.
INTEGRANTES
DA
CATEGORIA
CAPATAZIA.
CATEGORIA PROFISSIONAL DIFERENCIADA NÃO
CONFIGURADA. ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM".
O art. 57, § 3º, I, da Lei nº 8.630/93 enumera o transporte
interno como atividade inerente à capatazia. Assim, a
movimentação de mercadorias na área do porto organizado,
que não se assemelha ao transporte rodoviário de cargas, não
enseja o agrupamento dos motoristas portuários em categoria
profissional diferenciada, nos termos do art. 511 da CLT,
configurando-se a ilegitimidade ativa "ad causam" do Sindicato
dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas de Transportes de
Passageiros Municipais e Intermunicipais, Turismo e
Fretamento, Cargas Secas e Líquidas em Geral, Comércio e
Trabalhadores em Empresas sem Representação de Santos,
Baixada Santista e Litoral em relação ao suscitado Sindicato dos
Operadores Portuários do Estado de São Paulo - SOPESP, e
impondo-se a extinção do processo, sem resolução de mérito,
conforme precedente específico desta Seção Especializada
(RODC-20080/2003-000-02-00.0, Rel. Min. Fernando Ono).
Recurso ordinário conhecido e provido
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 658.303 AGR / SP
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado pelo TST fez-se alicerçada em
interpretação conferida à legislação de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado pelo TST fez-se alicerçada em
interpretação conferida à legislação de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 658.303 AGR / SP
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS EM EMPRESAS DE
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E
FRET, CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E TRABALHADORES EM
EMPRESAS SEM REPR DE SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S) : RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S) : O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE
SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S) : FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747009
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS EM EMPRESAS DE
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E
FRET, CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E TRABALHADORES EM
EMPRESAS SEM REPR DE SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S) : RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S) : O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE
SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S) : FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747009
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2495699
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-08-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur212264
|
Número de páginas: 9.
Análise: 08/08/2012, MLM.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
658303
|
[
"LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\r\n ART-00511 \r\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-008630 ANO-1993\r\n ART-00057 PAR-00003 INC-00001 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 658303 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS EM EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E FRET, CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E TRABALHADORES EM EMPRESAS SEM REPR DE SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S) : RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S) : O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S) : FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS
EM EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS
MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E FRET,
CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E
TRABALHADORES EM EMPRESAS SEM REPR DE
SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S)
:RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S)
:O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S)
:FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2377686.
Supremo Tribunal Federal
DJe 07/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 658.303 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2377686.
Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS
EM EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS
MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E FRET,
CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E
TRABALHADORES EM EMPRESAS SEM REPR DE
SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S)
:RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S)
:O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S)
:FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 527 e 528, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS
EM EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS
MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E FRET,
CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E
TRABALHADORES EM EMPRESAS SEM REPR DE
SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S)
:RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S)
:O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S)
:FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 527 e 528, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
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Relatório
ARE 658.303 AGR / SP
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 532 a 538, insiste na demonstração
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 532 a 538, insiste na demonstração
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
ARE 658.303 AGR / SP
de ofensa aos artigos 5..., incisos XXXV, LIV, LV, 8..., cabeça e incisos I e II, e
93, inciso IX, da Constituição Federal. Afirma ter a Corte de origem se
omitido da análise de matérias relevantes ao deslinde da controvérsia,
como o artigo 3... do Estatuto Social do Sindicato.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 543).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
de ofensa aos artigos 5..., incisos XXXV, LIV, LV, 8..., cabeça e incisos I e II, e
93, inciso IX, da Constituição Federal. Afirma ter a Corte de origem se
omitido da análise de matérias relevantes ao deslinde da controvérsia,
como o artigo 3... do Estatuto Social do Sindicato.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 543).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente
credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Superior do
Trabalho consignou, em síntese (folha 430):
RECURSO ORDINÁRIO. DISSÍDIO COLETIVO.
MOTORISTAS
EM
TRANSPORTE
INTERNO.
INTEGRANTES
DA
CATEGORIA
CAPATAZIA.
CATEGORIA PROFISSIONAL DIFERENCIADA NÃO
CONFIGURADA. ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM".
O art. 57, § 3..., I, da Lei n 8.630/93 enumera o transporte
interno como atividade inerente à capatazia. Assim, a
movimentação de mercadorias na área do porto organizado,
que não se assemelha ao transporte rodoviário de cargas, não
enseja o agrupamento dos motoristas portuários em categoria
profissional diferenciada, nos termos do art. 511 da Consolidação das Leis do Trabalho,
configurando-se a ilegitimidade ativa "ad causam" do Sindicato
dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas de Transportes de
Passageiros Municipais e Intermunicipais, Turismo e
Fretamento, Cargas Secas e Líquidas em Geral, Comércio e
Trabalhadores em Empresas sem Representação de Santos,
Baixada Santista e Litoral em relação ao suscitado Sindicato dos
Operadores Portuários do Estado de São Paulo - SOPESP, e
impondo-se a extinção do processo, sem resolução de mérito,
conforme precedente específico desta Seção Especializada
(RODC-20080/2003-000-02-00.0, Rel. Min. Fernando Ono).
Recurso ordinário conhecido e provido
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente
credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Superior do
Trabalho consignou, em síntese (folha 430):
RECURSO ORDINÁRIO. DISSÍDIO COLETIVO.
MOTORISTAS
EM
TRANSPORTE
INTERNO.
INTEGRANTES
DA
CATEGORIA
CAPATAZIA.
CATEGORIA PROFISSIONAL DIFERENCIADA NÃO
CONFIGURADA. ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM".
O art. 57, § 3..., I, da Lei n 8.630/93 enumera o transporte
interno como atividade inerente à capatazia. Assim, a
movimentação de mercadorias na área do porto organizado,
que não se assemelha ao transporte rodoviário de cargas, não
enseja o agrupamento dos motoristas portuários em categoria
profissional diferenciada, nos termos do art. 511 da Consolidação das Leis do Trabalho,
configurando-se a ilegitimidade ativa "ad causam" do Sindicato
dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas de Transportes de
Passageiros Municipais e Intermunicipais, Turismo e
Fretamento, Cargas Secas e Líquidas em Geral, Comércio e
Trabalhadores em Empresas sem Representação de Santos,
Baixada Santista e Litoral em relação ao suscitado Sindicato dos
Operadores Portuários do Estado de São Paulo - SOPESP, e
impondo-se a extinção do processo, sem resolução de mérito,
conforme precedente específico desta Seção Especializada
(RODC-20080/2003-000-02-00.0, Rel. Min. Fernando Ono).
Recurso ordinário conhecido e provido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 658.303 AGR / SP
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado pelo Tribunal Superior do Trabalho fez-se alicerçada em
interpretação conferida à legislação de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado pelo Tribunal Superior do Trabalho fez-se alicerçada em
interpretação conferida à legislação de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 658.303 AGR / SP
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 658.303 AGR / SP
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS EM EMPRESAS DE
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E
FRET, CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E TRABALHADORES EM
EMPRESAS SEM REPR DE SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S) : RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S) : O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE
SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S) : FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.303
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS EM EMPRESAS DE
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS MUNICIPAIS E INTERMUNICIPAIS, TUR E
FRET, CARGAS SECAS E LÍQUIDAS EM GERAL, COM E TRABALHADORES EM
EMPRESAS SEM REPR DE SANTOS, BAIXADA SANTISTA E LITORAL
ADV.(A/S) : RAQUEL CRISTINA RIEGER
AGDO.(A/S) : O SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE
SÃO PAULO - SOPESP
ADV.(A/S) : FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747009
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658 . 303",
"ARE 658 . 303 AGR / SP",
"ARE 658 . 303 AGR",
"RECURSO",
"AGRAVO 658 . 303",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"ARE 658 . 303 AGR / SP",
"ARE 658 . 303 AGR / SP",
"ARE 658 . 303 AGR / SP",
"ARE 658 . 303 AGR / SP",
"AGRAVO 658 . 303",
"RODC",
"-",
"20080",
"/",
"2003",
"-",
"000",
"-",
"02",
"-",
"00",
".",
"0",
"RODC",
"-",
"20080 /",
"2003",
"-",
"000",
"-",
"02",
"-",
"00",
".",
"0",
"ARE 658 . 303 AGR / SP",
"ARE 658 . 303 AGR / SP",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"ARE 658 . 303 AGR / SP",
"ARE 658 . 303 AGR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXXV , LIV , LV , 8 . . . , cabeça e incisos I e II , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"artigo 3 . . . do Estatuto Social do Sindicato",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 3 . . . do Estatuto Social do Sindicato",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 57 , § 3 . . . , I , da Lei n 8 . 630 / 93",
"art . 511 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 57 , § 3 . . . , I , da Lei n 8 . 630 / 93",
"art . 511 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"SANTOS",
"BAIXADA SANTISTA",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"BAIXADA SANTISTA",
"SÃO PAULO",
"SANTOS",
"SÃO PAULO",
"Santos",
"Baixada Santista",
"SÃO PAULO",
"Santos",
"Baixada Santista",
"Litoral",
"SÃO PAULO",
"SANTOS",
"BAIXADA SANTISTA",
"SÃO PAULO",
"SANTOS",
"BAIXADA SANTISTA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES",
"TUR",
"FRET",
"SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SOPESP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS",
"SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SOPESP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS EM",
"SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SOPESP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas",
"Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo",
"SOPESP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas",
"Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo",
"SOPESP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS EM EMPRESAS",
"SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SOPESP",
".",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS EM EMPRESAS",
"SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SOPESP",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"RAQUEL CRISTINA RIEGER",
"FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"RAQUEL CRISTINA RIEGER",
"FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"RAQUEL CRISTINA RIEGER",
"FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Fernando Ono",
"MARCO AURÉLIO",
"Fernando Ono",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"RAQUEL CRISTINA RIEGER",
"FREDERICO VAZ PACHECO DE CASTRO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"RAQUEL CRISTINA RIEGER",
"VAZ PACHECO DE CASTRO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
EMENTA
Agravo regimental em agravo de instrumento. Ação de cobrança de
diferenças salariais decorrentes da edição do Plano Collor. Competência
da Justiça comum para seu processamento, por se tratar de servidor
estatutário.
1. A decisão regional sobre a competência para o conhecimento desta
ação tomou por fundamento a ocorrência de prescrição relativamente a
algumas das parcelas reclamadas, o que fez com que o pedido passasse a
englobar apenas o período em que o agravado já era servidor estatutário.
2. Por essa razão, entendeu-se que a competência para o processo era
da Justiça comum, conforme pacífica jurisprudência desta Corte sobre o
tema.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1757953.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
AI 589.740 AGR / DF
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 589.740 AGR / DF
2
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Ementa
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
EMENTA
Agravo regimental em agravo de instrumento. Ação de cobrança de
diferenças salariais decorrentes da edição do Plano Collor. Competência
da Justiça comum para seu processamento, por se tratar de servidor
estatutário.
1. A decisão regional sobre a competência para o conhecimento desta
ação tomou por fundamento a ocorrência de prescrição relativamente a
algumas das parcelas reclamadas, o que fez com que o pedido passasse a
englobar apenas o período em que o agravado já era servidor estatutário.
2. Por essa razão, entendeu-se que a competência para o processo era
da Justiça comum, conforme pacífica jurisprudência desta Corte sobre o
tema.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
EMENTA
Agravo regimental em agravo de instrumento. Ação de cobrança de
diferenças salariais decorrentes da edição do Plano Collor. Competência
da Justiça comum para seu processamento, por se tratar de servidor
estatutário.
1. A decisão regional sobre a competência para o conhecimento desta
ação tomou por fundamento a ocorrência de prescrição relativamente a
algumas das parcelas reclamadas, o que fez com que o pedido passasse a
englobar apenas o período em que o agravado já era servidor estatutário.
2. Por essa razão, entendeu-se que a competência para o processo era
da Justiça comum, conforme pacífica jurisprudência desta Corte sobre o
tema.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
DISTRITO FEDERAL interpõe tempestivo agravo regimental contra
a decisão de fls. 154 a 157, por meio da qual neguei provimento ao agravo
de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
O DISTRITO FEDERAL interpõe recurso extraordinário
(folhas 121 a 125) contra acórdão proferido pela Quinta Turma
Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, assim
ementado:
‘AGRAVO
DE
INSTRUMENTO
PLANOS
ECONÔMICOS SERVIDORES DA EXTINTA FHDF
DIFERENÇAS SALARIAIS DECISÃO QUE DECLINA DA
COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA DO TRABALHO
PRESCRIÇÃO DAS PARCELAS ANTERIORES A 17/05/91.
01. Reconhecida a prescrição das parcelas anteriores
a 17-05-1991, temos que o pagamento pleiteado na ação é
relativo ao período em que os Recorrentes já se
encontravam submetidos ao regime estatutário, nos
termos da Lei Distrital 119/90.
02. Recurso provido. Unânime’ (folha 97).
Interpostos embargos de declaração (folhas 104 a 108),
foram rejeitados (folhas 110 a 119).
Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’, do
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
DISTRITO FEDERAL interpõe tempestivo agravo regimental contra
a decisão de fls. 154 a 157, por meio da qual neguei provimento ao agravo
de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
O DISTRITO FEDERAL interpõe recurso extraordinário
(folhas 121 a 125) contra acórdão proferido pela Quinta Turma
Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, assim
ementado:
‘AGRAVO
DE
INSTRUMENTO
PLANOS
ECONÔMICOS SERVIDORES DA EXTINTA FHDF
DIFERENÇAS SALARIAIS DECISÃO QUE DECLINA DA
COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA DO TRABALHO
PRESCRIÇÃO DAS PARCELAS ANTERIORES A 17/05/91.
01. Reconhecida a prescrição das parcelas anteriores
a 17-05-1991, temos que o pagamento pleiteado na ação é
relativo ao período em que os Recorrentes já se
encontravam submetidos ao regime estatutário, nos
termos da Lei Distrital 119/90.
02. Recurso provido. Unânime’ (folha 97).
Interpostos embargos de declaração (folhas 104 a 108),
foram rejeitados (folhas 110 a 119).
Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’, do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
AI 589.740 AGR / DF
permissivo constitucional, contra alegada contrariedade ao
artigo 114 da Constituição Federal, em razão de ter sido
reconhecida a competência da Justiça comum para o
processamento do feito, em que se pretende a cobrança de
diferenças salariais decorrentes de relação de emprego.
Depois de apresentadas contrarrazões (folhas 133 a 135), o
recurso não foi admitido na origem (folhas 137/138), daí a
interposição do presente agravo.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 9/6/05, conforme expresso na
certidão de folha 119, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
A irresignação, contudo, não merece prosperar.
E isso porque a decisão atacada deu a adequada
interpretação ao princípio constitucional objeto do presente
recurso, que dispõe que apenas relações diretamente
decorrentes de relação de trabalho se inserem na competência
material da Justiça do Trabalho.
Nesse sentido:
‘INCONSTITUCIONALIDADE.
Ação
direta.
Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência
reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus
servidores estatutários. Ações que não se reputam
oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta
relação. Feitos da competência da Justiça Comum.
Interpretação do art. 114, inc. I, da CF, introduzido pela
EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir
outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da
Constituição da República, não abrange as causas
instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja
vinculado por relação jurídico-estatutária’ (ADI nº 3.395-
MC/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno,
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 589.740 AGR / DF
permissivo constitucional, contra alegada contrariedade ao
artigo 114 da Constituição Federal, em razão de ter sido
reconhecida a competência da Justiça comum para o
processamento do feito, em que se pretende a cobrança de
diferenças salariais decorrentes de relação de emprego.
Depois de apresentadas contrarrazões (folhas 133 a 135), o
recurso não foi admitido na origem (folhas 137/138), daí a
interposição do presente agravo.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 9/6/05, conforme expresso na
certidão de folha 119, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
A irresignação, contudo, não merece prosperar.
E isso porque a decisão atacada deu a adequada
interpretação ao princípio constitucional objeto do presente
recurso, que dispõe que apenas relações diretamente
decorrentes de relação de trabalho se inserem na competência
material da Justiça do Trabalho.
Nesse sentido:
‘INCONSTITUCIONALIDADE.
Ação
direta.
Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência
reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus
servidores estatutários. Ações que não se reputam
oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta
relação. Feitos da competência da Justiça Comum.
Interpretação do art. 114, inc. I, da CF, introduzido pela
EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir
outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da
Constituição da República, não abrange as causas
instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja
vinculado por relação jurídico-estatutária’ (ADI nº 3.395-
MC/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno,
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
AI 589.740 AGR / DF
DJ de 10/11/06).
Ademais, o agravante pretenda seja deslocada a
competência para processamento do feito para a Justiça do
Trabalho, com fundamento no fato de que seria disciplinado
pelo regime celetista a relação de trabalho mantido com o
agravado, no período referente à pretensão aqui deduzida.
Ora, para aferir-se a realidade de tal assertiva, mister seria
o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante
dos autos, bem como de normas infraconstitucionais utilizadas
na fundamentação da decisão recorrida, o que se mostra de
inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor
do que dispõe a Súmula 279 do STF.
De fato, assim restou fundamentada a decisão recorrida
quanto ao acolhimento da pretensão deduzida pelo agravado:
‘A meu ver, a insurgência dos Agravantes merece
acolhida, pois, de fato, reconhecida a prescrição das
parcelas anteriores a 17-05-1991, temos que o pagamento
pleiteado na ação é relativo ao período em que os
Recorrentes já se encontrava, submetidos ao regime
estatutário,. Nos termos da Lei Distrital 119/90’ ( folha
100).
No sentido dessa conclusão, citem-se os seguintes
precedentes:
‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que
chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar
os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de
dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada
nas razões de apelação ou mesmo em embargos
declaratórios. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI nº 491.543/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa , DJe de 29/6/07).
‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na
legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso
extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal,
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 589.740 AGR / DF
DJ de 10/11/06).
Ademais, o agravante pretenda seja deslocada a
competência para processamento do feito para a Justiça do
Trabalho, com fundamento no fato de que seria disciplinado
pelo regime celetista a relação de trabalho mantido com o
agravado, no período referente à pretensão aqui deduzida.
Ora, para aferir-se a realidade de tal assertiva, mister seria
o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante
dos autos, bem como de normas infraconstitucionais utilizadas
na fundamentação da decisão recorrida, o que se mostra de
inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor
do que dispõe a Súmula 279 do STF.
De fato, assim restou fundamentada a decisão recorrida
quanto ao acolhimento da pretensão deduzida pelo agravado:
‘A meu ver, a insurgência dos Agravantes merece
acolhida, pois, de fato, reconhecida a prescrição das
parcelas anteriores a 17-05-1991, temos que o pagamento
pleiteado na ação é relativo ao período em que os
Recorrentes já se encontrava, submetidos ao regime
estatutário,. Nos termos da Lei Distrital 119/90’ ( folha
100).
No sentido dessa conclusão, citem-se os seguintes
precedentes:
‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que
chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar
os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de
dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada
nas razões de apelação ou mesmo em embargos
declaratórios. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI nº 491.543/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa , DJe de 29/6/07).
‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na
legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso
extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal,
3
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Relatório
AI 589.740 AGR / DF
se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de
maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo
demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a
incidência da Súmula STF 279. 3. Agravo regimental
improvido’ (RE nº 544.373/ES-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJe de 7/8/09).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 3 de fevereiro de 2011.”
Asseverou o agravante que não há dúvidas de que o agravado era
celetista quando da edição do Plano Collor e, como postula o recebimento
de reajustes decorrentes desse fato, a controvérsia deve ser dirimida pela
Justiça do Trabalho, não importando que, posteriormente, tenha o seu
regime de trabalho sido alterado para o estatutário. Acrescentou que
somente a Justiça do Trabalho pode decidir se servidores celetistas
adquiriram ou não o direito ao pretendido reajuste salarial em abril de
1990, situação essa em que se enquadra a hipótese em discussão nestes
autos, a acarretar o reconhecimento da competência da Justiça do
Trabalho para o processamento da ação.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 589.740 AGR / DF
se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de
maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo
demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a
incidência da Súmula STF 279. 3. Agravo regimental
improvido’ (RE nº 544.373/ES-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJe de 7/8/09).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 3 de fevereiro de 2011.”
Asseverou o agravante que não há dúvidas de que o agravado era
celetista quando da edição do Plano Collor e, como postula o recebimento
de reajustes decorrentes desse fato, a controvérsia deve ser dirimida pela
Justiça do Trabalho, não importando que, posteriormente, tenha o seu
regime de trabalho sido alterado para o estatutário. Acrescentou que
somente a Justiça do Trabalho pode decidir se servidores celetistas
adquiriram ou não o direito ao pretendido reajuste salarial em abril de
1990, situação essa em que se enquadra a hipótese em discussão nestes
autos, a acarretar o reconhecimento da competência da Justiça do
Trabalho para o processamento da ação.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
Federal já assentou o entendimento de que apenas controvérsias
diretamente decorrentes de relação de emprego atraem a competência da
Justiça do Trabalho para o processamento do processo.
Também é certo que servidores submetidos ao regime celetista,
quando buscam o recebimento de valores pertinentes à época anterior à
mudança para o regime estatutário, devem dirigir-se à Justiça do
Trabalho para tanto.
No caso dos autos, o que se tem é a pretensão do recebimento de
valores referentes à época em que foi editado o Plano Collor, quando o
agravado ainda estaria submetido ao regime celetista.
Porém, logo depois desse marco, passou sua relação de emprego a
ser regida pelo regime estatutário, tendo o acórdão regional deixado
expresso o fato de que as prestações ainda não atingidas pela prescrição e
que podiam ser abrangidas por eventual decisão favorável ao agravante
já se referiam, todas elas, ao tempo em que vigia tal regime estatutário.
Correta, pois, aquela decisão, ao reconhecer, por causa disso, a
competência da Justiça Comum para o processamento do feito, porque
em consonância com a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte a
respeito do tema.
Para ilustrar, cito os seguintes precedentes:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. REGIME CELETISTA. CONVERSÃO PARA
ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA. 1. As duas Turmas desta
Corte firmaram entendimento no sentido de que a competência
da Justiça do Trabalho para julgar demanda que envolva
pretensões decorrentes de vínculo celetista cessou com a
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
Federal já assentou o entendimento de que apenas controvérsias
diretamente decorrentes de relação de emprego atraem a competência da
Justiça do Trabalho para o processamento do processo.
Também é certo que servidores submetidos ao regime celetista,
quando buscam o recebimento de valores pertinentes à época anterior à
mudança para o regime estatutário, devem dirigir-se à Justiça do
Trabalho para tanto.
No caso dos autos, o que se tem é a pretensão do recebimento de
valores referentes à época em que foi editado o Plano Collor, quando o
agravado ainda estaria submetido ao regime celetista.
Porém, logo depois desse marco, passou sua relação de emprego a
ser regida pelo regime estatutário, tendo o acórdão regional deixado
expresso o fato de que as prestações ainda não atingidas pela prescrição e
que podiam ser abrangidas por eventual decisão favorável ao agravante
já se referiam, todas elas, ao tempo em que vigia tal regime estatutário.
Correta, pois, aquela decisão, ao reconhecer, por causa disso, a
competência da Justiça Comum para o processamento do feito, porque
em consonância com a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte a
respeito do tema.
Para ilustrar, cito os seguintes precedentes:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. REGIME CELETISTA. CONVERSÃO PARA
ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA. 1. As duas Turmas desta
Corte firmaram entendimento no sentido de que a competência
da Justiça do Trabalho para julgar demanda que envolva
pretensões decorrentes de vínculo celetista cessou com a
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 589.740 AGR / DF
implantação do Regime Jurídico Único por meio da Lei
8.112/90. 2. Agravo regimental improvido” (RE nº 434.946-
AgR/RS, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
de 3/2/06).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Servidor
Público Celetista. Vantagem Trabalhista. Período anterior à
instituição do Regime Jurídico Único. Competência da Justiça
Trabalhista. Precedentes. 3. Efeitos da sentença trabalhista após
a edição da Lei no 8.112, de 1990. Incompetência da Justiça do
Trabalho. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI
nº 402.529-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
Segunda Turma, DJ de 17/6/05).
Ante o exposto, correta a decisão agravada, razão pela qual voto
para que seja negado provimento ao agravo regimental.
2
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AI 589.740 AGR / DF
implantação do Regime Jurídico Único por meio da Lei
8.112/90. 2. Agravo regimental improvido” (RE nº 434.946-
AgR/RS, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
de 3/2/06).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Servidor
Público Celetista. Vantagem Trabalhista. Período anterior à
instituição do Regime Jurídico Único. Competência da Justiça
Trabalhista. Precedentes. 3. Efeitos da sentença trabalhista após
a edição da Lei no 8.112, de 1990. Incompetência da Justiça do
Trabalho. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI
nº 402.529-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
Segunda Turma, DJ de 17/6/05).
Ante o exposto, correta a decisão agravada, razão pela qual voto
para que seja negado provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1804677
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-09T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental em agravo de instrumento. Ação de cobrança de diferenças salariais decorrentes da edição do Plano Collor. Competência da Justiça comum para seu processamento, por se tratar de servidor estatutário.
1. A decisão regional sobre a competência para o conhecimento desta ação tomou por fundamento a ocorrência de prescrição relativamente a algumas das parcelas reclamadas, o que fez com que o pedido passasse a englobar apenas o período em que o agravado já era servidor estatutário.
2. Por essa razão, entendeu-se que a competência para o processo era da Justiça comum, conforme pacífica jurisprudência desta Corte sobre o tema.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205602
|
- Acórdãos citados: RE 434946 AgR, AI 402529 AgR.
Número de páginas: 10.
Análise: 30/03/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
589740
| null |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 589740 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
EMENTA
Agravo regimental em agravo de instrumento. Ação de cobrança de
diferenças salariais decorrentes da edição do Plano Collor. Competência
da Justiça comum para seu processamento, por se tratar de servidor
estatutário.
1. A decisão regional sobre a competência para o conhecimento desta
ação tomou por fundamento a ocorrência de prescrição relativamente a
algumas das parcelas reclamadas, o que fez com que o pedido passasse a
englobar apenas o período em que o agravado já era servidor estatutário.
2. Por essa razão, entendeu-se que a competência para o processo era
da Justiça comum, conforme pacífica jurisprudência desta Corte sobre o
tema.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 09/03/2012
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
AI 589.740 AGR / DF
2
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AI 589.740 AGR / DF
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Ementa
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
EMENTA
Agravo regimental em agravo de instrumento. Ação de cobrança de
diferenças salariais decorrentes da edição do Plano Collor. Competência
da Justiça comum para seu processamento, por se tratar de servidor
estatutário.
1. A decisão regional sobre a competência para o conhecimento desta
ação tomou por fundamento a ocorrência de prescrição relativamente a
algumas das parcelas reclamadas, o que fez com que o pedido passasse a
englobar apenas o período em que o agravado já era servidor estatutário.
2. Por essa razão, entendeu-se que a competência para o processo era
da Justiça comum, conforme pacífica jurisprudência desta Corte sobre o
tema.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
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07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
EMENTA
Agravo regimental em agravo de instrumento. Ação de cobrança de
diferenças salariais decorrentes da edição do Plano Collor. Competência
da Justiça comum para seu processamento, por se tratar de servidor
estatutário.
1. A decisão regional sobre a competência para o conhecimento desta
ação tomou por fundamento a ocorrência de prescrição relativamente a
algumas das parcelas reclamadas, o que fez com que o pedido passasse a
englobar apenas o período em que o agravado já era servidor estatutário.
2. Por essa razão, entendeu-se que a competência para o processo era
da Justiça comum, conforme pacífica jurisprudência desta Corte sobre o
tema.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
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Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
DISTRITO FEDERAL interpõe tempestivo agravo regimental contra
a decisão de fls. 154 a 157, por meio da qual neguei provimento ao agravo
de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
O DISTRITO FEDERAL interpõe recurso extraordinário
(folhas 121 a 125) contra acórdão proferido pela Quinta Turma
Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, assim
ementado:
‘AGRAVO
DE
INSTRUMENTO
PLANOS
ECONÔMICOS SERVIDORES DA EXTINTA FHDF
DIFERENÇAS SALARIAIS DECISÃO QUE DECLINA DA
COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA DO TRABALHO
PRESCRIÇÃO DAS PARCELAS ANTERIORES A 17/05/91.
01. Reconhecida a prescrição das parcelas anteriores
a 17-05-1991, temos que o pagamento pleiteado na ação é
relativo ao período em que os Recorrentes já se
encontravam submetidos ao regime estatutário, nos
termos da Lei Distrital 119/90.
02. Recurso provido. Unânime’ (folha 97).
Interpostos embargos de declaração (folhas 104 a 108),
foram rejeitados (folhas 110 a 119).
Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’, do
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
DISTRITO FEDERAL interpõe tempestivo agravo regimental contra
a decisão de fls. 154 a 157, por meio da qual neguei provimento ao agravo
de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO
Vistos.
O DISTRITO FEDERAL interpõe recurso extraordinário
(folhas 121 a 125) contra acórdão proferido pela Quinta Turma
Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, assim
ementado:
‘AGRAVO
DE
INSTRUMENTO
PLANOS
ECONÔMICOS SERVIDORES DA EXTINTA FHDF
DIFERENÇAS SALARIAIS DECISÃO QUE DECLINA DA
COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA DO TRABALHO
PRESCRIÇÃO DAS PARCELAS ANTERIORES A 17/05/91.
01. Reconhecida a prescrição das parcelas anteriores
a 17-05-1991, temos que o pagamento pleiteado na ação é
relativo ao período em que os Recorrentes já se
encontravam submetidos ao regime estatutário, nos
termos da Lei Distrital 119/90.
02. Recurso provido. Unânime’ (folha 97).
Interpostos embargos de declaração (folhas 104 a 108),
foram rejeitados (folhas 110 a 119).
Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’, do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
AI 589.740 AGR / DF
permissivo constitucional, contra alegada contrariedade ao
artigo 114 da Constituição Federal, em razão de ter sido
reconhecida a competência da Justiça comum para o
processamento do feito, em que se pretende a cobrança de
diferenças salariais decorrentes de relação de emprego.
Depois de apresentadas contrarrazões (folhas 133 a 135), o
recurso não foi admitido na origem (folhas 137/138), daí a
interposição do presente agravo.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 9/6/05, conforme expresso na
certidão de folha 119, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
A irresignação, contudo, não merece prosperar.
E isso porque a decisão atacada deu a adequada
interpretação ao princípio constitucional objeto do presente
recurso, que dispõe que apenas relações diretamente
decorrentes de relação de trabalho se inserem na competência
material da Justiça do Trabalho.
Nesse sentido:
‘INCONSTITUCIONALIDADE.
Ação
direta.
Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência
reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus
servidores estatutários. Ações que não se reputam
oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta
relação. Feitos da competência da Justiça Comum.
Interpretação do art. 114, inc. I, da Constituição Federal de 1988, introduzido pela
EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir
outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da
Constituição da República, não abrange as causas
instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja
vinculado por relação jurídico-estatutária’ (ADI n 3.395-
MC/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno,
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 589.740 AGR / DF
permissivo constitucional, contra alegada contrariedade ao
artigo 114 da Constituição Federal, em razão de ter sido
reconhecida a competência da Justiça comum para o
processamento do feito, em que se pretende a cobrança de
diferenças salariais decorrentes de relação de emprego.
Depois de apresentadas contrarrazões (folhas 133 a 135), o
recurso não foi admitido na origem (folhas 137/138), daí a
interposição do presente agravo.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 9/6/05, conforme expresso na
certidão de folha 119, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
A irresignação, contudo, não merece prosperar.
E isso porque a decisão atacada deu a adequada
interpretação ao princípio constitucional objeto do presente
recurso, que dispõe que apenas relações diretamente
decorrentes de relação de trabalho se inserem na competência
material da Justiça do Trabalho.
Nesse sentido:
‘INCONSTITUCIONALIDADE.
Ação
direta.
Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência
reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus
servidores estatutários. Ações que não se reputam
oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta
relação. Feitos da competência da Justiça Comum.
Interpretação do art. 114, inc. I, da Constituição Federal de 1988, introduzido pela
EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir
outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da
Constituição da República, não abrange as causas
instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja
vinculado por relação jurídico-estatutária’ (ADI n 3.395-
MC/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno,
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
AI 589.740 AGR / DF
DJ de 10/11/06).
Ademais, o agravante pretenda seja deslocada a
competência para processamento do feito para a Justiça do
Trabalho, com fundamento no fato de que seria disciplinado
pelo regime celetista a relação de trabalho mantido com o
agravado, no período referente à pretensão aqui deduzida.
Ora, para aferir-se a realidade de tal assertiva, mister seria
o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante
dos autos, bem como de normas infraconstitucionais utilizadas
na fundamentação da decisão recorrida, o que se mostra de
inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor
do que dispõe a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
De fato, assim restou fundamentada a decisão recorrida
quanto ao acolhimento da pretensão deduzida pelo agravado:
‘A meu ver, a insurgência dos Agravantes merece
acolhida, pois, de fato, reconhecida a prescrição das
parcelas anteriores a 17-05-1991, temos que o pagamento
pleiteado na ação é relativo ao período em que os
Recorrentes já se encontrava, submetidos ao regime
estatutário,. Nos termos da Lei Distrital 119/90’ ( folha
100).
No sentido dessa conclusão, citem-se os seguintes
precedentes:
‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que
chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar
os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de
dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada
nas razões de apelação ou mesmo em embargos
declaratórios. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI n 491.543/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa , DJe de 29/6/07).
‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na
legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso
extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal,
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 589.740 AGR / DF
DJ de 10/11/06).
Ademais, o agravante pretenda seja deslocada a
competência para processamento do feito para a Justiça do
Trabalho, com fundamento no fato de que seria disciplinado
pelo regime celetista a relação de trabalho mantido com o
agravado, no período referente à pretensão aqui deduzida.
Ora, para aferir-se a realidade de tal assertiva, mister seria
o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante
dos autos, bem como de normas infraconstitucionais utilizadas
na fundamentação da decisão recorrida, o que se mostra de
inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor
do que dispõe a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
De fato, assim restou fundamentada a decisão recorrida
quanto ao acolhimento da pretensão deduzida pelo agravado:
‘A meu ver, a insurgência dos Agravantes merece
acolhida, pois, de fato, reconhecida a prescrição das
parcelas anteriores a 17-05-1991, temos que o pagamento
pleiteado na ação é relativo ao período em que os
Recorrentes já se encontrava, submetidos ao regime
estatutário,. Nos termos da Lei Distrital 119/90’ ( folha
100).
No sentido dessa conclusão, citem-se os seguintes
precedentes:
‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que
chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar
os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso
extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de
dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada
nas razões de apelação ou mesmo em embargos
declaratórios. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI n 491.543/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa , DJe de 29/6/07).
‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na
legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso
extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Relatório
AI 589.740 AGR / DF
se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de
maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo
demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a
incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Agravo regimental
improvido’ (Recurso Extraordinário n 544.373/ES-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJe de 7/8/09).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 3 de fevereiro de 2011.”
Asseverou o agravante que não há dúvidas de que o agravado era
celetista quando da edição do Plano Collor e, como postula o recebimento
de reajustes decorrentes desse fato, a controvérsia deve ser dirimida pela
Justiça do Trabalho, não importando que, posteriormente, tenha o seu
regime de trabalho sido alterado para o estatutário. Acrescentou que
somente a Justiça do Trabalho pode decidir se servidores celetistas
adquiriram ou não o direito ao pretendido reajuste salarial em abril de
1990, situação essa em que se enquadra a hipótese em discussão nestes
autos, a acarretar o reconhecimento da competência da Justiça do
Trabalho para o processamento da ação.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 589.740 AGR / DF
se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de
maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo
demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a
incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Agravo regimental
improvido’ (Recurso Extraordinário n 544.373/ES-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJe de 7/8/09).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.
Publique-se.
Brasília, 3 de fevereiro de 2011.”
Asseverou o agravante que não há dúvidas de que o agravado era
celetista quando da edição do Plano Collor e, como postula o recebimento
de reajustes decorrentes desse fato, a controvérsia deve ser dirimida pela
Justiça do Trabalho, não importando que, posteriormente, tenha o seu
regime de trabalho sido alterado para o estatutário. Acrescentou que
somente a Justiça do Trabalho pode decidir se servidores celetistas
adquiriram ou não o direito ao pretendido reajuste salarial em abril de
1990, situação essa em que se enquadra a hipótese em discussão nestes
autos, a acarretar o reconhecimento da competência da Justiça do
Trabalho para o processamento da ação.
É o relatório.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
Federal já assentou o entendimento de que apenas controvérsias
diretamente decorrentes de relação de emprego atraem a competência da
Justiça do Trabalho para o processamento do processo.
Também é certo que servidores submetidos ao regime celetista,
quando buscam o recebimento de valores pertinentes à época anterior à
mudança para o regime estatutário, devem dirigir-se à Justiça do
Trabalho para tanto.
No caso dos autos, o que se tem é a pretensão do recebimento de
valores referentes à época em que foi editado o Plano Collor, quando o
agravado ainda estaria submetido ao regime celetista.
Porém, logo depois desse marco, passou sua relação de emprego a
ser regida pelo regime estatutário, tendo o acórdão regional deixado
expresso o fato de que as prestações ainda não atingidas pela prescrição e
que podiam ser abrangidas por eventual decisão favorável ao agravante
já se referiam, todas elas, ao tempo em que vigia tal regime estatutário.
Correta, pois, aquela decisão, ao reconhecer, por causa disso, a
competência da Justiça Comum para o processamento do feito, porque
em consonância com a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte a
respeito do tema.
Para ilustrar, cito os seguintes precedentes:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. REGIME CELETISTA. CONVERSÃO PARA
ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA. 1. As duas Turmas desta
Corte firmaram entendimento no sentido de que a competência
da Justiça do Trabalho para julgar demanda que envolva
pretensões decorrentes de vínculo celetista cessou com a
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
Federal já assentou o entendimento de que apenas controvérsias
diretamente decorrentes de relação de emprego atraem a competência da
Justiça do Trabalho para o processamento do processo.
Também é certo que servidores submetidos ao regime celetista,
quando buscam o recebimento de valores pertinentes à época anterior à
mudança para o regime estatutário, devem dirigir-se à Justiça do
Trabalho para tanto.
No caso dos autos, o que se tem é a pretensão do recebimento de
valores referentes à época em que foi editado o Plano Collor, quando o
agravado ainda estaria submetido ao regime celetista.
Porém, logo depois desse marco, passou sua relação de emprego a
ser regida pelo regime estatutário, tendo o acórdão regional deixado
expresso o fato de que as prestações ainda não atingidas pela prescrição e
que podiam ser abrangidas por eventual decisão favorável ao agravante
já se referiam, todas elas, ao tempo em que vigia tal regime estatutário.
Correta, pois, aquela decisão, ao reconhecer, por causa disso, a
competência da Justiça Comum para o processamento do feito, porque
em consonância com a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte a
respeito do tema.
Para ilustrar, cito os seguintes precedentes:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AGRAVO
REGIMENTAL. REGIME CELETISTA. CONVERSÃO PARA
ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA. 1. As duas Turmas desta
Corte firmaram entendimento no sentido de que a competência
da Justiça do Trabalho para julgar demanda que envolva
pretensões decorrentes de vínculo celetista cessou com a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 589.740 AGR / DF
implantação do Regime Jurídico Único por meio da Lei
8.112/90. 2. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 434.946-
AgR/RS, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
de 3/2/06).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Servidor
Público Celetista. Vantagem Trabalhista. Período anterior à
instituição do Regime Jurídico Único. Competência da Justiça
Trabalhista. Precedentes. 3. Efeitos da sentença trabalhista após
a edição da Lei no 8.112, de 1990. Incompetência da Justiça do
Trabalho. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI
n 402.529-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
Segunda Turma, DJ de 17/6/05).
Ante o exposto, correta a decisão agravada, razão pela qual voto
para que seja negado provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 589.740 AGR / DF
implantação do Regime Jurídico Único por meio da Lei
8.112/90. 2. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 434.946-
AgR/RS, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
de 3/2/06).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Servidor
Público Celetista. Vantagem Trabalhista. Período anterior à
instituição do Regime Jurídico Único. Competência da Justiça
Trabalhista. Precedentes. 3. Efeitos da sentença trabalhista após
a edição da Lei no 8.112, de 1990. Incompetência da Justiça do
Trabalho. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI
n 402.529-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
Segunda Turma, DJ de 17/6/05).
Ante o exposto, correta a decisão agravada, razão pela qual voto
para que seja negado provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 589.740
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : DAMIÃO VIEIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1746930
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 589 . 740",
"AI 589 . 740 AGR / DF",
"AI 589 . 740 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 589 . 740",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 589 . 740",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 589 . 740",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 589 . 740",
"AI 589 . 740 AGR",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ADI n 3 . 395 - MC / DF",
"AI 589 . 740 AGR /",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ADI n 3 . 395 - MC / DF",
"AI 589 . 740 AGR / DF",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 491 . 543 / SP - AgR",
"AI 589 . 740 AGR /",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 491 . 543 / SP - AgR",
"AI 589 . 740 AGR",
"Súmula",
"Recurso Extraordinário n 544 . 373 / ES - AgR",
"AI 589 . 740 AGR / DF",
"Súmula",
"Recurso Extraordinário n 544 . 373 / ES - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 589 . 740",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 589 . 740",
"AI 589 . 740",
"Recurso Extraordinário n 434 . 946 - AgR / RS",
"AI n 402 . 529 - AgR / RS",
"AI 589",
"Recurso Extraordinário n 434 . 946 - AgR / RS",
"AI n 402 . 529 - AgR / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 589 . 740"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Distrital 119 / 90 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Distrital 119 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 114 da Constituição Federal",
"art . 114 , inc . I , da Constituição Federal de 1988",
"EC 45 / 2004",
"art . 114 , I , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 114 da Constituição Federal",
"art . 114 , inc . I , da Constituição Federal de 1988",
"EC 45 / 2004",
"art . 114 , I , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Distrital 119 / 90",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Distrital 119 / 90",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Plano Collor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Plano Collor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 90",
"Lei no 8 . 112",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 90",
"Lei no 8 . 112",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasil"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DISTRITO FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal",
"FHDF",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal",
"FHDF",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"PRIMEIRA TURMA",
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"AGR",
"/",
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"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
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"AGR",
"/",
"DF",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"DAMIÃO VIEIRA DA SILVA",
"MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DAMIÃO VIEIRA DA SILVA",
"MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE",
"DIAS TOFFOLI",
"DAMIÃO VIEIRA DA SILVA",
"MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE",
"DIAS TOFFOLI",
"DAMIÃO VIEIRA DA SILVA",
"MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DAMIÃO VIEIRA DA SILVA",
"MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"DAMIÃO VIEIRA DA SILVA",
"MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"DAMIÃO VIEIRA DA SILVA",
"MARCOS LUIS BORGES DE RESENDE",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
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"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
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"02",
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"2012",
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"/",
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"/",
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"17",
"-",
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"-",
"1991",
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"08",
"/",
"2001",
"07",
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"2012",
"/",
"05",
"/",
"91",
"17",
"-",
"05",
"-",
"1991",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"6",
"/",
"05",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"6",
"/",
"05",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
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"/",
"2001",
"10",
"/",
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"/",
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"17",
"-",
"05",
"-",
"1991",
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"/",
"6",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"11",
"/",
"06",
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"-",
"05",
"-",
"1991",
"29",
"/",
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"07",
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"08",
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"2001",
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"8",
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"3 de fevereiro de 2011",
"abril de 1990",
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"/",
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"06",
"1990",
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"6",
"/",
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"/",
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".",
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".",
"2012",
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"/",
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"/",
"2001",
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".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.626 PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
: EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S)
: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
E M E N T A: AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO DE NATUREZA
CRIMINAL – INCIDÊNCIA DA LEI Nº 8.038/90 (ARTS. 26 A 28) - PRAZO DE
INTERPOSIÇÃO: CINCO (05) DIAS – INAPLICABILIDADE DO ART. 544,
“CAPUT”, DO CPC, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 12.322/2010 –
SUBSISTÊNCIA DA SÚMULA 699/STF - PRODUÇÃO TARDIA DO DOCUMENTO
COMPROBATÓRIO DA ALEGADA TEMPESTIVIDADE RECURSAL - IMPOSSIBILIDADE
DE JUNTADA POSTERIOR, NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DE TAL PEÇA
DOCUMENTAL, DESDE QUE JÁ EXISTENTE À ÉPOCA DA INTERPOSIÇÃO DO
AGRAVO – RECURSO IMPROVIDO.
- Continua a ser de cinco (e não de dez) dias o prazo para
interposição de agravo contra decisão denegatória de processamento
de recurso extraordinário deduzido em sede processual penal, não se
lhe aplicando a norma inscrita no art. 544, “caput”, do CPC,
na redação
dada
pela
Lei
nº
12.322/2010,
subsistindo,
em
conseqüência, o enunciado constante da Súmula 699/STF. Precedente:
ARE 639.846-QO/SP, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Pleno.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 23/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.626 PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
: EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S)
: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
não conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010)
deduzido pela parte ora recorrente, por ausência de comprovação da
respectiva tempestividade.
A decisão ora agravada reconheceu, com fundamento no
magistério da doutrina e na jurisprudência desta Corte, que o prazo
de interposição do agravo, contra decisão denegatória de recurso
extraordinário deduzido em processo penal, é de cinco (05) dias.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, objetivando o reconhecimento
da tempestividade do agravo por ela deduzido e asseverando, para
esse efeito, que não houve expediente forense no Tribunal de Justiça
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.626 PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
: EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S)
: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
não conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010)
deduzido pela parte ora recorrente, por ausência de comprovação da
respectiva tempestividade.
A decisão ora agravada reconheceu, com fundamento no
magistério da doutrina e na jurisprudência desta Corte, que o prazo
de interposição do agravo, contra decisão denegatória de recurso
extraordinário deduzido em processo penal, é de cinco (05) dias.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, objetivando o reconhecimento
da tempestividade do agravo por ela deduzido e asseverando, para
esse efeito, que não houve expediente forense no Tribunal de Justiça
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Relatório
ARE 661.626 AgR / PR
2
do Estado do Paraná nos dias 07, 08 e 09 de setembro de 2011, por
força do Decreto Judiciário nº 607/2011 (fls. 740).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.626 AgR / PR
2
do Estado do Paraná nos dias 07, 08 e 09 de setembro de 2011, por
força do Decreto Judiciário nº 607/2011 (fls. 740).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 661.626 AgR / PR
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que o agravo (previsto e
disciplinado na Lei nº 12.322/2010) – de que não se conheceu, por
intempestivo - só veio a ser interposto em 12/09/2011 (fls. 700),
segunda-feira, data em que já se consumara o trânsito em julgado da
decisão emanada do Presidente do Tribunal de origem.
O ora agravante foi intimado em 02/09/2011, sexta-feira
(fls. 696). Desse modo, o termo final do prazo, para a oportuna
interposição do recurso agravo, recaiu no dia 09/09/2011, sexta-feira.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao resolver
questão de ordem suscitada no ARE 639.846/SP, Rel. p/ o acórdão Min.
LUIZ FUX, reafirmou o enunciado constante da Súmula 699/STF,
fazendo-o em votação majoritária (na qual fiquei vencido na honrosa
companhia dos eminentes Ministros DIAS TOFFOLI e GILMAR MENDES),
ocasião em que esta Corte enfatizou ser de cinco (5) dias o
prazo para interposição de agravo, em processo penal, nos termos da
Lei nº 8.038/90, não se lhe aplicando, em conseqüência, a
norma inscrita no art. 544, “caput”, do CPC, na redação dada pela
Lei nº 12.322/2010.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.626 AgR / PR
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que o agravo (previsto e
disciplinado na Lei nº 12.322/2010) – de que não se conheceu, por
intempestivo - só veio a ser interposto em 12/09/2011 (fls. 700),
segunda-feira, data em que já se consumara o trânsito em julgado da
decisão emanada do Presidente do Tribunal de origem.
O ora agravante foi intimado em 02/09/2011, sexta-feira
(fls. 696). Desse modo, o termo final do prazo, para a oportuna
interposição do recurso agravo, recaiu no dia 09/09/2011, sexta-feira.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao resolver
questão de ordem suscitada no ARE 639.846/SP, Rel. p/ o acórdão Min.
LUIZ FUX, reafirmou o enunciado constante da Súmula 699/STF,
fazendo-o em votação majoritária (na qual fiquei vencido na honrosa
companhia dos eminentes Ministros DIAS TOFFOLI e GILMAR MENDES),
ocasião em que esta Corte enfatizou ser de cinco (5) dias o
prazo para interposição de agravo, em processo penal, nos termos da
Lei nº 8.038/90, não se lhe aplicando, em conseqüência, a
norma inscrita no art. 544, “caput”, do CPC, na redação dada pela
Lei nº 12.322/2010.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 661.626 AgR / PR
4
Em razão de mencionado julgamento plenário, esta
Suprema Corte fez prevalecer os precedentes que firmara no exame de
idêntica questão (RTJ 167/1030 – RTJ 191/354-355 - RTJ 199/422,
v.g.), de tal modo que ainda subsiste o art. 28 da Lei nº 8.038/90,
a significar, por isso mesmo, que, em matéria penal, continua a ser
de cinco (e não de dez) dias o prazo para interposição de agravo
contra
decisão
denegatória
de
processamento
de
recurso
extraordinário deduzido em sede penal.
Cabe observar, ainda, que as alegações deduzidas pela
parte agravante não infirmam as razões que fundamentam a decisão ora
agravada.
É que a parte recorrente, somente agora, depois da
prolação do ato decisório ora questionado, veio a produzir, com a
petição veiculadora
do
recurso
de
agravo,
cópia
do
Decreto
Judiciário nº 607/2011, de 19 de julho de 2011, destinada a comprovar
a suspensão dos prazos processuais, ocorrida nos dias 07, 08 e 09 de
setembro de 2011, no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Paraná.
A ausência desse elemento informativo, que deveria
instruir a petição de interposição do agravo - considerada a
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.626 AgR / PR
4
Em razão de mencionado julgamento plenário, esta
Suprema Corte fez prevalecer os precedentes que firmara no exame de
idêntica questão (RTJ 167/1030 – RTJ 191/354-355 - RTJ 199/422,
v.g.), de tal modo que ainda subsiste o art. 28 da Lei nº 8.038/90,
a significar, por isso mesmo, que, em matéria penal, continua a ser
de cinco (e não de dez) dias o prazo para interposição de agravo
contra
decisão
denegatória
de
processamento
de
recurso
extraordinário deduzido em sede penal.
Cabe observar, ainda, que as alegações deduzidas pela
parte agravante não infirmam as razões que fundamentam a decisão ora
agravada.
É que a parte recorrente, somente agora, depois da
prolação do ato decisório ora questionado, veio a produzir, com a
petição veiculadora
do
recurso
de
agravo,
cópia
do
Decreto
Judiciário nº 607/2011, de 19 de julho de 2011, destinada a comprovar
a suspensão dos prazos processuais, ocorrida nos dias 07, 08 e 09 de
setembro de 2011, no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Paraná.
A ausência desse elemento informativo, que deveria
instruir a petição de interposição do agravo - considerada a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 661.626 AgR / PR
5
inquestionável relevância desse dado para a aferição da própria
tempestividade do recurso em causa - levou-me, diante de sua
extemporaneidade, a dele não conhecer.
Vê-se, presente o contexto em exame, que incumbia, à
parte ora agravante, quando da interposição do próprio recurso de
agravo perante o E. Tribunal de Justiça local, fazer constar, da
petição que o veiculou, documento comprobatório (já então existente
e disponível) concernente à suspensão do expediente forense, em
ordem a demonstrar, com essa peça documental, a plena tempestividade
de seu recurso, eis que não se presume a ocorrência do fato
excepcional
pertinente
à
suspensão
temporária
das
atividades
jurisdicionais.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.626 AgR / PR
5
inquestionável relevância desse dado para a aferição da própria
tempestividade do recurso em causa - levou-me, diante de sua
extemporaneidade, a dele não conhecer.
Vê-se, presente o contexto em exame, que incumbia, à
parte ora agravante, quando da interposição do próprio recurso de
agravo perante o E. Tribunal de Justiça local, fazer constar, da
petição que o veiculou, documento comprobatório (já então existente
e disponível) concernente à suspensão do expediente forense, em
ordem a demonstrar, com essa peça documental, a plena tempestividade
de seu recurso, eis que não se presume a ocorrência do fato
excepcional
pertinente
à
suspensão
temporária
das
atividades
jurisdicionais.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.626
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745582
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.626
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1745582
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1749126
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-02-23T00:00:00
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Negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 07.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
E M E N T A: AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO DE NATUREZA CRIMINAL - INCIDÊNCIA DA LEI Nº 8.038/90 (ARTS. 26 A 28) - PRAZO DE INTERPOSIÇÃO: CINCO (05) DIAS - INAPLICABILIDADE DO ART. 544, “CAPUT”, DO CPC, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 12.322/2010 - SUBSISTÊNCIA DA SÚMULA 699/STF - PRODUÇÃO TARDIA DO DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DA ALEGADA TEMPESTIVIDADE RECURSAL - IMPOSSIBILIDADE DE JUNTADA POSTERIOR, NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DE TAL PEÇA DOCUMENTAL, DESDE QUE JÁ EXISTENTE À ÉPOCA DA INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO - RECURSO IMPROVIDO.
- Continua a ser de cinco (e não de dez) dias o prazo para interposição de agravo contra decisão denegatória de processamento de recurso extraordinário deduzido em sede processual penal, não se lhe aplicando a norma inscrita no art. 544, “caput”, do CPC, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010, subsistindo, em conseqüência, o enunciado constante da Súmula 699/STF. Precedente: ARE 639.846-QO/SP, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Pleno.
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sjur204866
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- Acórdãos citados: ARE 639846 QO - Tribunal Pleno; RTJ 167/1030,
RTJ 191/354, RTJ 199/422.
Número de páginas: 7.
Análise: 29/02/2012, KBP.
Revisão: 02/03/2012, SEV.
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CELSO DE MELLO
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Segunda Turma
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661626
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[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00544 \"CAPUT\" REDAÇÃO DADA PELA LEI-12322/2010 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n",
"LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\r\n ART-00026 ART-00027 ART-00028 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n",
"LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000699 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n",
"LEG-EST DEC-000607 ANO-2011\r\n DECRETO JUDICIÁRIO, PR"
] |
ARE-AgR
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acordaos
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ARE 661626 AgR
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""
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AGTE.(S) : NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
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[
""
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Ementa e Acórdão
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.626 PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
: EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S)
: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
E M E N T A: AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO DE NATUREZA
CRIMINAL – INCIDÊNCIA DA LEI n 8.038/90 (ARTS. 26 A 28) - PRAZO DE
INTERPOSIÇÃO: CINCO (05) DIAS – INAPLICABILIDADE DO ART. 544,
“CAPUT”, DO Código de Processo Civil, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 12.322/2010 –
SUBSISTÊNCIA DA SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal - PRODUÇÃO TARDIA DO DOCUMENTO
COMPROBATÓRIO DA ALEGADA TEMPESTIVIDADE RECURSAL - IMPOSSIBILIDADE
DE JUNTADA POSTERIOR, NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DE TAL PEÇA
DOCUMENTAL, DESDE QUE JÁ EXISTENTE À ÉPOCA DA INTERPOSIÇÃO DO
AGRAVO – RECURSO IMPROVIDO.
- Continua a ser de cinco (e não de dez) dias o prazo para
interposição de agravo contra decisão denegatória de processamento
de recurso extraordinário deduzido em sede processual penal, não se
lhe aplicando a norma inscrita no art. 544, “caput”, do Código de Processo Civil,
na redação
dada
pela
Lei
n
12.322/2010,
subsistindo,
em
conseqüência, o enunciado constante da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal. Precedente:
ARE 639.846-QO/SP, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Pleno.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 07 de fevereiro de 2012.
CELSO DE MELLO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 23/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
07/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.626 PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
: EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S)
: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
não conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010)
deduzido pela parte ora recorrente, por ausência de comprovação da
respectiva tempestividade.
A decisão ora agravada reconheceu, com fundamento no
magistério da doutrina e na jurisprudência desta Corte, que o prazo
de interposição do agravo, contra decisão denegatória de recurso
extraordinário deduzido em processo penal, é de cinco (05) dias.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, objetivando o reconhecimento
da tempestividade do agravo por ela deduzido e asseverando, para
esse efeito, que não houve expediente forense no Tribunal de Justiça
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07/02/2012
SEGUNDA TURMA
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RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
: EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S)
: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
não conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010)
deduzido pela parte ora recorrente, por ausência de comprovação da
respectiva tempestividade.
A decisão ora agravada reconheceu, com fundamento no
magistério da doutrina e na jurisprudência desta Corte, que o prazo
de interposição do agravo, contra decisão denegatória de recurso
extraordinário deduzido em processo penal, é de cinco (05) dias.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, objetivando o reconhecimento
da tempestividade do agravo por ela deduzido e asseverando, para
esse efeito, que não houve expediente forense no Tribunal de Justiça
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Relatório
ARE 661.626 AgR / PR
2
do Estado do Paraná nos dias 07, 08 e 09 de setembro de 2011, por
força do Decreto Judiciário n 607/2011 (fls. 740).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.626 AgR / PR
2
do Estado do Paraná nos dias 07, 08 e 09 de setembro de 2011, por
força do Decreto Judiciário n 607/2011 (fls. 740).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 661.626 AgR / PR
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que o agravo (previsto e
disciplinado na Lei n 12.322/2010) – de que não se conheceu, por
intempestivo - só veio a ser interposto em 12/09/2011 (fls. 700),
segunda-feira, data em que já se consumara o trânsito em julgado da
decisão emanada do Presidente do Tribunal de origem.
O ora agravante foi intimado em 02/09/2011, sexta-feira
(fls. 696). Desse modo, o termo final do prazo, para a oportuna
interposição do recurso agravo, recaiu no dia 09/09/2011, sexta-feira.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao resolver
questão de ordem suscitada no ARE 639.846/SP, Rel. p/ o acórdão Min.
LUIZ FUX, reafirmou o enunciado constante da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal,
fazendo-o em votação majoritária (na qual fiquei vencido na honrosa
companhia dos eminentes Ministros DIAS TOFFOLI e GILMAR MENDES),
ocasião em que esta Corte enfatizou ser de cinco (5) dias o
prazo para interposição de agravo, em processo penal, nos termos da
Lei n 8.038/90, não se lhe aplicando, em conseqüência, a
norma inscrita no art. 544, “caput”, do Código de Processo Civil, na redação dada pela
Lei n 12.322/2010.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.626 AgR / PR
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que o agravo (previsto e
disciplinado na Lei n 12.322/2010) – de que não se conheceu, por
intempestivo - só veio a ser interposto em 12/09/2011 (fls. 700),
segunda-feira, data em que já se consumara o trânsito em julgado da
decisão emanada do Presidente do Tribunal de origem.
O ora agravante foi intimado em 02/09/2011, sexta-feira
(fls. 696). Desse modo, o termo final do prazo, para a oportuna
interposição do recurso agravo, recaiu no dia 09/09/2011, sexta-feira.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao resolver
questão de ordem suscitada no ARE 639.846/SP, Rel. p/ o acórdão Min.
LUIZ FUX, reafirmou o enunciado constante da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal,
fazendo-o em votação majoritária (na qual fiquei vencido na honrosa
companhia dos eminentes Ministros DIAS TOFFOLI e GILMAR MENDES),
ocasião em que esta Corte enfatizou ser de cinco (5) dias o
prazo para interposição de agravo, em processo penal, nos termos da
Lei n 8.038/90, não se lhe aplicando, em conseqüência, a
norma inscrita no art. 544, “caput”, do Código de Processo Civil, na redação dada pela
Lei n 12.322/2010.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 661.626 AgR / PR
4
Em razão de mencionado julgamento plenário, esta
Suprema Corte fez prevalecer os precedentes que firmara no exame de
idêntica questão (RTJ 167/1030 – RTJ 191/354-355 - RTJ 199/422,
v.g.), de tal modo que ainda subsiste o art. 28 da Lei n 8.038/90,
a significar, por isso mesmo, que, em matéria penal, continua a ser
de cinco (e não de dez) dias o prazo para interposição de agravo
contra
decisão
denegatória
de
processamento
de
recurso
extraordinário deduzido em sede penal.
Cabe observar, ainda, que as alegações deduzidas pela
parte agravante não infirmam as razões que fundamentam a decisão ora
agravada.
É que a parte recorrente, somente agora, depois da
prolação do ato decisório ora questionado, veio a produzir, com a
petição veiculadora
do
recurso
de
agravo,
cópia
do
Decreto
Judiciário n 607/2011, de 19 de julho de 2011, destinada a comprovar
a suspensão dos prazos processuais, ocorrida nos dias 07, 08 e 09 de
setembro de 2011, no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Paraná.
A ausência desse elemento informativo, que deveria
instruir a petição de interposição do agravo - considerada a
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.626 AgR / PR
4
Em razão de mencionado julgamento plenário, esta
Suprema Corte fez prevalecer os precedentes que firmara no exame de
idêntica questão (RTJ 167/1030 – RTJ 191/354-355 - RTJ 199/422,
v.g.), de tal modo que ainda subsiste o art. 28 da Lei n 8.038/90,
a significar, por isso mesmo, que, em matéria penal, continua a ser
de cinco (e não de dez) dias o prazo para interposição de agravo
contra
decisão
denegatória
de
processamento
de
recurso
extraordinário deduzido em sede penal.
Cabe observar, ainda, que as alegações deduzidas pela
parte agravante não infirmam as razões que fundamentam a decisão ora
agravada.
É que a parte recorrente, somente agora, depois da
prolação do ato decisório ora questionado, veio a produzir, com a
petição veiculadora
do
recurso
de
agravo,
cópia
do
Decreto
Judiciário n 607/2011, de 19 de julho de 2011, destinada a comprovar
a suspensão dos prazos processuais, ocorrida nos dias 07, 08 e 09 de
setembro de 2011, no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Paraná.
A ausência desse elemento informativo, que deveria
instruir a petição de interposição do agravo - considerada a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 661.626 AgR / PR
5
inquestionável relevância desse dado para a aferição da própria
tempestividade do recurso em causa - levou-me, diante de sua
extemporaneidade, a dele não conhecer.
Vê-se, presente o contexto em exame, que incumbia, à
parte ora agravante, quando da interposição do próprio recurso de
agravo perante o E. Tribunal de Justiça local, fazer constar, da
petição que o veiculou, documento comprobatório (já então existente
e disponível) concernente à suspensão do expediente forense, em
ordem a demonstrar, com essa peça documental, a plena tempestividade
de seu recurso, eis que não se presume a ocorrência do fato
excepcional
pertinente
à
suspensão
temporária
das
atividades
jurisdicionais.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 661.626 AgR / PR
5
inquestionável relevância desse dado para a aferição da própria
tempestividade do recurso em causa - levou-me, diante de sua
extemporaneidade, a dele não conhecer.
Vê-se, presente o contexto em exame, que incumbia, à
parte ora agravante, quando da interposição do próprio recurso de
agravo perante o E. Tribunal de Justiça local, fazer constar, da
petição que o veiculou, documento comprobatório (já então existente
e disponível) concernente à suspensão do expediente forense, em
ordem a demonstrar, com essa peça documental, a plena tempestividade
de seu recurso, eis que não se presume a ocorrência do fato
excepcional
pertinente
à
suspensão
temporária
das
atividades
jurisdicionais.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo,
em conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.626
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.626
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : NEUTON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
07.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 699 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 639 . 846 - QO / SP",
"ARE 661 . 626 AgR / PR",
"ARE 661 . 626 AgR / PR",
"ARE 661 . 626 AgR / PR",
"ARE 639 . 846 / SP",
"Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 661 . 626 AgR / PR",
"ARE 639 . 846 / SP",
"Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 661 . 626 AgR / PR",
"RTJ 167 / 1030",
"RTJ 191 / 354",
"ARE 661 . 626 AgR / PR",
"RTJ 167 / 1030",
"ARE 661 . 626 AgR / PR",
"ARE 661 . 626 AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI n 8 . 038 / 90",
"ART . 544 , “ CAPUT ” , DO Código de Processo Civil",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"art . 544 , “ caput ” , do Código de Processo Civil",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto Judiciário n 607 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto Judiciário n 607 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 544 , “ caput ” , do Código de Processo Civil",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 544 , “ caput ” , do Código de Processo Civil",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 28 da Lei n 8 . 038 / 90",
"Decreto Judiciário n 607 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 28 da Lei n 8 . 038 / 90",
"Decreto Judiciário n 607 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"Estado do Paraná",
"Estado do Paraná",
"Estado do Paraná",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"Poder",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"NEUTON DE OLIVEIRA",
"EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA",
"LUIZ FUX",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"NEUTON DE OLIVEIRA",
"EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"NEUTON DE OLIVEIRA",
"EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"NEUTON DE OLIVEIRA",
"EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"CELSO DE MELLO",
"NEUTON DE OLIVEIRA",
"EVERTON JONIR FAGUNDES MENENGOLA",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"07 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"08",
"09 de setembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"08",
"09 de setembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"02",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"09",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"02",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"09",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"sexta",
"-",
"feira",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de julho de 2011",
"07 , 08 e 09 de setembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de julho de 2011",
"07 , 08 e 09 de setembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S)
:DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO
REGIMENTAL.
PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. REEXAME DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO
I – Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se
necessário analisar normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor das Súmulas 280 do STF.
II – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, receber os embargos de
declaração como agravo regimental, a que se nega provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792399.
Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S)
:DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão que negou seguimento a
agravo de instrumento. Eis o teor do julgado impugnado:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão que
entendeu ser devida a percepção de quotas de produtividade por
servidor aposentado, uma vez que tais parcelas integraram os seus
proventos da inatividade.
No RE, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição,
alegou-se violação ao art. 195, § 5º, da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida.
O acórdão recorrido decidiu a questão com base na interpretação
da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Nesse sentido,
menciono as seguintes decisões, entre outras:
'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AUDITORES FISCAIS DO ESTADO DO
PARANÁ. PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. VERBA DE
CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CASO
EM QUE ENTENDIMENTO DIVERSO DO ADOTADO
PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM EXIGIRIA O
REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
PERTINENTE. 1. A ofensa à Carta da República, se existente,
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28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S)
:DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão que negou seguimento a
agravo de instrumento. Eis o teor do julgado impugnado:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão que
entendeu ser devida a percepção de quotas de produtividade por
servidor aposentado, uma vez que tais parcelas integraram os seus
proventos da inatividade.
No RE, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição,
alegou-se violação ao art. 195, § 5º, da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida.
O acórdão recorrido decidiu a questão com base na interpretação
da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Nesse sentido,
menciono as seguintes decisões, entre outras:
'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AUDITORES FISCAIS DO ESTADO DO
PARANÁ. PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. VERBA DE
CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CASO
EM QUE ENTENDIMENTO DIVERSO DO ADOTADO
PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM EXIGIRIA O
REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
PERTINENTE. 1. A ofensa à Carta da República, se existente,
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Relatório
AI 845.715 ED / PR
ocorreria de forma reflexa ou indireta, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. 2. Agravo Regimental
desprovido' (AI 774.309-AgR/PR, Rel. Min. Ayres Britto).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Controvérsia relativa à gratificação de produtividade apreciada à
luz de legislação de direito local, circunstância impeditiva à
apreciação do extraordinário. Súmula 280-STF. Agravo
regimental a que se nega provimento' (AI 784.922-AgR/PR,
Rel. Min. Eros Grau).
Por fim, quanto ao art. 195, § 5º, da Constituição, a Primeira
Turma desta Corte, no julgamento do AI 530.944-AgR/RS, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, entendeu que esse dispositivo é aplicável somente
à seguridade social financiada por toda a sociedade, sendo
impertinente sua invocação por parte de entidade de previdência
privada, conforme se vê da ementa a seguir transcrita:
'Previdência Privada: complementação de aposentadoria:
recurso extraordinário: descabimento: controvérsia decidida à
luz de legislação infraconstitucional (Decreto 81.240/78 e Lei
6.435/77): alegada ofensa a dispositivos constitucionais que, se
ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis
mutandis, da Súmula 636.
2. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: alegação de
contrariedade ao artigo 5º, XXXVI, da CF, para cuja verificação
seria necessária a interpretação de cláusulas do regulamento da
entidade de previdência privada: incidência das Súmulas 279 e
454.
3. Recurso extraordinário: invocação impertinente do art.
195, § 5º, da CF, que diz respeito apenas à seguridade social
financiada por toda a sociedade.
Agravo regimental: necessidade de impugnação dos
fundamentos da decisão agravada: precedentes'.
Isso posto, nego seguimento ao recurso”
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 845.715 ED / PR
ocorreria de forma reflexa ou indireta, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. 2. Agravo Regimental
desprovido' (AI 774.309-AgR/PR, Rel. Min. Ayres Britto).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Controvérsia relativa à gratificação de produtividade apreciada à
luz de legislação de direito local, circunstância impeditiva à
apreciação do extraordinário. Súmula 280-STF. Agravo
regimental a que se nega provimento' (AI 784.922-AgR/PR,
Rel. Min. Eros Grau).
Por fim, quanto ao art. 195, § 5º, da Constituição, a Primeira
Turma desta Corte, no julgamento do AI 530.944-AgR/RS, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, entendeu que esse dispositivo é aplicável somente
à seguridade social financiada por toda a sociedade, sendo
impertinente sua invocação por parte de entidade de previdência
privada, conforme se vê da ementa a seguir transcrita:
'Previdência Privada: complementação de aposentadoria:
recurso extraordinário: descabimento: controvérsia decidida à
luz de legislação infraconstitucional (Decreto 81.240/78 e Lei
6.435/77): alegada ofensa a dispositivos constitucionais que, se
ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis
mutandis, da Súmula 636.
2. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: alegação de
contrariedade ao artigo 5º, XXXVI, da CF, para cuja verificação
seria necessária a interpretação de cláusulas do regulamento da
entidade de previdência privada: incidência das Súmulas 279 e
454.
3. Recurso extraordinário: invocação impertinente do art.
195, § 5º, da CF, que diz respeito apenas à seguridade social
financiada por toda a sociedade.
Agravo regimental: necessidade de impugnação dos
fundamentos da decisão agravada: precedentes'.
Isso posto, nego seguimento ao recurso”
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 845.715 ED / PR
A embargante sustenta, em suma, que
“(...) a Paranaprevidência é o órgão gestor do Regime de
Previdência Funcional, não se constituindo em Entidade de
Previdência Privada” (fl. 171).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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AI 845.715 ED / PR
A embargante sustenta, em suma, que
“(...) a Paranaprevidência é o órgão gestor do Regime de
Previdência Funcional, não se constituindo em Entidade de
Previdência Privada” (fl. 171).
É o relatório.
3
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Recebo os
embargos de declaração como agravo regimental.
Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada
não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes
de afastar as razões nela expendidas.
Isso porque, como afirmado na decisão atacada, eventual violação ao
texto constitucional, se ocorrente, se daria de forma meramente reflexa,
além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte, circunstância que
torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos
precedentes já mencionados na decisão agravada, cito ainda:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. EXTENÇÃO AOS
INATIVOS DA MAJORAÇÃO DOS VALORES DAS QUOTAS
DE
PREMIO
PRODUTIVIDADE.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. LC PR 92/02. RESOLUÇÃO 36/05
SEFA. DIREITO LOCAL. SÚMULA 280. ANÁLISE DOS FATOSE
PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. A violação indireta ou reflexa das
regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes:
AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ
25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma
DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª
Turma, DJ 18.03.11. 2. In casu, o acórdão recorrido decidiu a lide com
aplicação de normas infraconstitucionais, por isso que eventual
violação à Constituição o foi de forma indireta ou reflexa, o que
inviabiliza a admissibilidade do recurso extraordinário. 3. A ofensa ao
direito local não viabiliza o apelo extremo. 4. O recurso extraordinário
não é servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Recebo os
embargos de declaração como agravo regimental.
Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada
não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes
de afastar as razões nela expendidas.
Isso porque, como afirmado na decisão atacada, eventual violação ao
texto constitucional, se ocorrente, se daria de forma meramente reflexa,
além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte, circunstância que
torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos
precedentes já mencionados na decisão agravada, cito ainda:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. EXTENÇÃO AOS
INATIVOS DA MAJORAÇÃO DOS VALORES DAS QUOTAS
DE
PREMIO
PRODUTIVIDADE.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. LC PR 92/02. RESOLUÇÃO 36/05
SEFA. DIREITO LOCAL. SÚMULA 280. ANÁLISE DOS FATOSE
PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. A violação indireta ou reflexa das
regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes:
AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ
25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma
DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª
Turma, DJ 18.03.11. 2. In casu, o acórdão recorrido decidiu a lide com
aplicação de normas infraconstitucionais, por isso que eventual
violação à Constituição o foi de forma indireta ou reflexa, o que
inviabiliza a admissibilidade do recurso extraordinário. 3. A ofensa ao
direito local não viabiliza o apelo extremo. 4. O recurso extraordinário
não é servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 845.715 ED / PR
contexto fático-probatório encartado nos autos, em face do óbice
erigido pela súmula 279 do STF, de seguinte teor: Para reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. 5. Agravo regimental
desprovido” (AI 842.553-AgR/PR, Rel. Min. Luiz Fux).
Outrossim, não há se falar que a ora agravante não se trata de
entidade de previdência privada, posto que a remansosa jurisprudência
desta Corte já decidiu de maneira diversa, como se vê do seguinte
julgado:
“RECURSO. Agravo de instrumento convertido em
Extraordinário. Rito de execução. Quantia em dinheiro. Paraestatais.
Repercussão geral reconhecida. Precedentes. Reafirmação da
jurisprudência. Recurso improvido.
É incompatível com a
Constituição o reconhecimento às entidades paraestatais dos
privilégios processuais concedidos à Fazenda Pública em execução de
pagamento de quantia em dinheiro” (AI 841.548-RG/PR, Rel. Min.
Cezar Peluso).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 845.715 ED / PR
contexto fático-probatório encartado nos autos, em face do óbice
erigido pela súmula 279 do STF, de seguinte teor: Para reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. 5. Agravo regimental
desprovido” (AI 842.553-AgR/PR, Rel. Min. Luiz Fux).
Outrossim, não há se falar que a ora agravante não se trata de
entidade de previdência privada, posto que a remansosa jurisprudência
desta Corte já decidiu de maneira diversa, como se vê do seguinte
julgado:
“RECURSO. Agravo de instrumento convertido em
Extraordinário. Rito de execução. Quantia em dinheiro. Paraestatais.
Repercussão geral reconhecida. Precedentes. Reafirmação da
jurisprudência. Recurso improvido.
É incompatível com a
Constituição o reconhecimento às entidades paraestatais dos
privilégios processuais concedidos à Fazenda Pública em execução de
pagamento de quantia em dinheiro” (AI 841.548-RG/PR, Rel. Min.
Cezar Peluso).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S) : DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
Decisão:
embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, a que se nega provimento, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805381
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S) : DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
Decisão:
embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, a que se nega provimento, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1813107
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-13T00:00:00
|
embargos de declaração recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO
I – Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 280 do STF.
II – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205825
|
- Acórdãos citados: AI 842553 AgR, AI 841548 RG.
Número de páginas: 7.
Análise: 16/03/2012, BMB.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
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845715
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-ED
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acordaos
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AI 845715 ED
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[
""
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EMBTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BENEDITO APARECIDO TUPONI
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S)
:DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO
REGIMENTAL.
PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. REEXAME DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO
I – Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se
necessário analisar normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor das Súmulas 280 do Supremo Tribunal Federal.
II – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, receber os embargos de
declaração como agravo regimental, a que se nega provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S)
:DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão que negou seguimento a
agravo de instrumento. Eis o teor do julgado impugnado:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão que
entendeu ser devida a percepção de quotas de produtividade por
servidor aposentado, uma vez que tais parcelas integraram os seus
proventos da inatividade.
No Recurso Extraordinário, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição,
alegou-se violação ao art. 195, § 5..., da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida.
O acórdão recorrido decidiu a questão com base na interpretação
da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
menciono as seguintes decisões, entre outras:
'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AUDITORES FISCAIS DO ESTADO DO
PARANÁ. PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. VERBA DE
CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CASO
EM QUE ENTENDIMENTO DIVERSO DO ADOTADO
PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM EXIGIRIA O
REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
PERTINENTE. 1. A ofensa à Carta da República, se existente,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S)
:PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S)
:ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S)
:DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão que negou seguimento a
agravo de instrumento. Eis o teor do julgado impugnado:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão que
entendeu ser devida a percepção de quotas de produtividade por
servidor aposentado, uma vez que tais parcelas integraram os seus
proventos da inatividade.
No Recurso Extraordinário, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição,
alegou-se violação ao art. 195, § 5..., da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida.
O acórdão recorrido decidiu a questão com base na interpretação
da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
menciono as seguintes decisões, entre outras:
'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AUDITORES FISCAIS DO ESTADO DO
PARANÁ. PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. VERBA DE
CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CASO
EM QUE ENTENDIMENTO DIVERSO DO ADOTADO
PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM EXIGIRIA O
REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
PERTINENTE. 1. A ofensa à Carta da República, se existente,
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 845.715 ED / PR
ocorreria de forma reflexa ou indireta, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. 2. Agravo Regimental
desprovido' (AI 774.309-AgR/PR, Rel. Min. Ayres Britto).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Controvérsia relativa à gratificação de produtividade apreciada à
luz de legislação de direito local, circunstância impeditiva à
apreciação do extraordinário. Súmula 280-Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento' (AI 784.922-AgR/PR,
Rel. Min. Eros Grau).
Por fim, quanto ao art. 195, § 5..., da Constituição, a Primeira
Turma desta Corte, no julgamento do AI 530.944-AgR/RS, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, entendeu que esse dispositivo é aplicável somente
à seguridade social financiada por toda a sociedade, sendo
impertinente sua invocação por parte de entidade de previdência
privada, conforme se vê da ementa a seguir transcrita:
'Previdência Privada: complementação de aposentadoria:
recurso extraordinário: descabimento: controvérsia decidida à
luz de legislação infraconstitucional (Decreto 81.240/78 e Lei
6.435/77): alegada ofensa a dispositivos constitucionais que, se
ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis
mutandis, da Súmula 636.
2. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: alegação de
contrariedade ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988, para cuja verificação
seria necessária a interpretação de cláusulas do regulamento da
entidade de previdência privada: incidência das Súmulas 279 e
454.
3. Recurso extraordinário: invocação impertinente do art.
195, § 5..., da Constituição Federal de 1988, que diz respeito apenas à seguridade social
financiada por toda a sociedade.
Agravo regimental: necessidade de impugnação dos
fundamentos da decisão agravada: precedentes'.
Isso posto, nego seguimento ao recurso”
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 845.715 ED / PR
ocorreria de forma reflexa ou indireta, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. 2. Agravo Regimental
desprovido' (AI 774.309-AgR/PR, Rel. Min. Ayres Britto).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Controvérsia relativa à gratificação de produtividade apreciada à
luz de legislação de direito local, circunstância impeditiva à
apreciação do extraordinário. Súmula 280-Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento' (AI 784.922-AgR/PR,
Rel. Min. Eros Grau).
Por fim, quanto ao art. 195, § 5..., da Constituição, a Primeira
Turma desta Corte, no julgamento do AI 530.944-AgR/RS, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, entendeu que esse dispositivo é aplicável somente
à seguridade social financiada por toda a sociedade, sendo
impertinente sua invocação por parte de entidade de previdência
privada, conforme se vê da ementa a seguir transcrita:
'Previdência Privada: complementação de aposentadoria:
recurso extraordinário: descabimento: controvérsia decidida à
luz de legislação infraconstitucional (Decreto 81.240/78 e Lei
6.435/77): alegada ofensa a dispositivos constitucionais que, se
ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis
mutandis, da Súmula 636.
2. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: alegação de
contrariedade ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988, para cuja verificação
seria necessária a interpretação de cláusulas do regulamento da
entidade de previdência privada: incidência das Súmulas 279 e
454.
3. Recurso extraordinário: invocação impertinente do art.
195, § 5..., da Constituição Federal de 1988, que diz respeito apenas à seguridade social
financiada por toda a sociedade.
Agravo regimental: necessidade de impugnação dos
fundamentos da decisão agravada: precedentes'.
Isso posto, nego seguimento ao recurso”
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 845.715 ED / PR
A embargante sustenta, em suma, que
“(...) a Paranaprevidência é o órgão gestor do Regime de
Previdência Funcional, não se constituindo em Entidade de
Previdência Privada” (fl. 171).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 845.715 ED / PR
A embargante sustenta, em suma, que
“(...) a Paranaprevidência é o órgão gestor do Regime de
Previdência Funcional, não se constituindo em Entidade de
Previdência Privada” (fl. 171).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Recebo os
embargos de declaração como agravo regimental.
Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada
não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes
de afastar as razões nela expendidas.
Isso porque, como afirmado na decisão atacada, eventual violação ao
texto constitucional, se ocorrente, se daria de forma meramente reflexa,
além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte, circunstância que
torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos
precedentes já mencionados na decisão agravada, cito ainda:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. EXTENÇÃO AOS
INATIVOS DA MAJORAÇÃO DOS VALORES DAS QUOTAS
DE
PREMIO
PRODUTIVIDADE.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. Lei Complementar PR 92/02. RESOLUÇÃO 36/05
SEFA. DIREITO LOCAL. SÚMULA 280. ANÁLISE DOS FATOSE
PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A violação indireta ou reflexa das
regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes:
AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ
25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma
DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1...
Turma, DJ 18.03.11. 2. In casu, o acórdão recorrido decidiu a lide com
aplicação de normas infraconstitucionais, por isso que eventual
violação à Constituição o foi de forma indireta ou reflexa, o que
inviabiliza a admissibilidade do recurso extraordinário. 3. A ofensa ao
direito local não viabiliza o apelo extremo. 4. O recurso extraordinário
não é servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Recebo os
embargos de declaração como agravo regimental.
Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada
não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes
de afastar as razões nela expendidas.
Isso porque, como afirmado na decisão atacada, eventual violação ao
texto constitucional, se ocorrente, se daria de forma meramente reflexa,
além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte, circunstância que
torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos
precedentes já mencionados na decisão agravada, cito ainda:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. EXTENÇÃO AOS
INATIVOS DA MAJORAÇÃO DOS VALORES DAS QUOTAS
DE
PREMIO
PRODUTIVIDADE.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. Lei Complementar PR 92/02. RESOLUÇÃO 36/05
SEFA. DIREITO LOCAL. SÚMULA 280. ANÁLISE DOS FATOSE
PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A violação indireta ou reflexa das
regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes:
AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ
25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma
DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1...
Turma, DJ 18.03.11. 2. In casu, o acórdão recorrido decidiu a lide com
aplicação de normas infraconstitucionais, por isso que eventual
violação à Constituição o foi de forma indireta ou reflexa, o que
inviabiliza a admissibilidade do recurso extraordinário. 3. A ofensa ao
direito local não viabiliza o apelo extremo. 4. O recurso extraordinário
não é servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 845.715 ED / PR
contexto fático-probatório encartado nos autos, em face do óbice
erigido pela súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: Para reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. 5. Agravo regimental
desprovido” (AI 842.553-AgR/PR, Rel. Min. Luiz Fux).
Outrossim, não há se falar que a ora agravante não se trata de
entidade de previdência privada, posto que a remansosa jurisprudência
desta Corte já decidiu de maneira diversa, como se vê do seguinte
julgado:
“RECURSO. Agravo de instrumento convertido em
Extraordinário. Rito de execução. Quantia em dinheiro. Paraestatais.
Repercussão geral reconhecida. Precedentes. Reafirmação da
jurisprudência. Recurso improvido.
É incompatível com a
Constituição o reconhecimento às entidades paraestatais dos
privilégios processuais concedidos à Fazenda Pública em execução de
pagamento de quantia em dinheiro” (AI 841.548-RG/PR, Rel. Min.
Cezar Peluso).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 845.715 ED / PR
contexto fático-probatório encartado nos autos, em face do óbice
erigido pela súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: Para reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. 5. Agravo regimental
desprovido” (AI 842.553-AgR/PR, Rel. Min. Luiz Fux).
Outrossim, não há se falar que a ora agravante não se trata de
entidade de previdência privada, posto que a remansosa jurisprudência
desta Corte já decidiu de maneira diversa, como se vê do seguinte
julgado:
“RECURSO. Agravo de instrumento convertido em
Extraordinário. Rito de execução. Quantia em dinheiro. Paraestatais.
Repercussão geral reconhecida. Precedentes. Reafirmação da
jurisprudência. Recurso improvido.
É incompatível com a
Constituição o reconhecimento às entidades paraestatais dos
privilégios processuais concedidos à Fazenda Pública em execução de
pagamento de quantia em dinheiro” (AI 841.548-RG/PR, Rel. Min.
Cezar Peluso).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S) : DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
Decisão:
embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, a que se nega provimento, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 845.715
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S) : PARANAPREVIDÊNCIA
ADV.(A/S) : ROGER OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BENEDITO APARECIDO TUPONI
ADV.(A/S) : DANIEL BARRETO GELBECKE E OUTRO(A/S)
Decisão:
embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, a que se nega provimento, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805381
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmulas 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 845 . 715",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 845 . 715 ED / PR",
"AI 774 . 309 - AgR / PR",
"SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 280 - Supremo Tribunal Federal",
"AI 784 . 922 - AgR / PR",
"AI 530 . 944 - AgR / RS",
"AI 845 . 715 ED / PR",
"AI 774 . 309 - AgR / PR",
"SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 280 - Supremo Tribunal Federal",
"AI 784 . 922 - AgR / PR",
"AI 530 . 944 - AgR / RS",
"AI 845 . 715 ED / PR",
"AI 845 . 715 ED",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 845 . 715",
"Súmula 280 desta Corte",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 738 . 145 - AgR",
"AI n . 482 . 317 - AgR",
"AI n . 646 . 103 - AgR",
"Súmula 280 desta Corte",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 738 . 145 - AgR",
"AI n . 482 . 317 - AgR",
"AI n . 646 . 103 - AgR",
"AI 845 . 715 ED / PR",
"súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 842 . 553 - AgR / PR",
"AI 841 . 548 - RG / PR",
"AI 845 . 715 ED / PR",
"súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 842 . 553 - AgR / PR",
"AI 841 . 548 - RG / PR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 845 . 715",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 845 . 715"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Constituição",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Constituição",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 195 , § 5 . . . , da Constituição",
"Decreto 81 . 240 / 78",
"Lei 6 . 435 / 77",
"artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988",
"art . 195 , § 5 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 195 , § 5 . . . , da Constituição",
"Decreto 81 . 240 / 78",
"Lei 6 . 435 / 77",
"artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988",
"art . 195 , § 5 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar PR 92 / 02",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Lei Complementar PR 92 / 02",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANAPREVIDÊNCIA",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANAPREVIDÊNCIA",
"PARANÁ",
"PARANAPREVIDÊNCIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"PARANAPREVIDÊNCIA",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Paranaprevidência",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Paranaprevidência",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Fazenda",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ROGER OLIVEIRA LOPES",
"BENEDITO APARECIDO TUPONI",
"DANIEL BARRETO GELBECKE",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ROGER OLIVEIRA LOPES",
"BENEDITO APARECIDO TUPONI",
"DANIEL BARRETO GELBECKE",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ROGER OLIVEIRA LOPES",
"BENEDITO APARECIDO TUPONI",
"DANIEL BARRETO GELBECKE",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Luiz Fux",
"Cezar Peluso",
"Luiz Fux",
"Cezar Peluso",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ROGER OLIVEIRA LOPES",
"BENEDITO APARECIDO TUPONI",
"DANIEL BARRETO GELBECKE",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ROGER OLIVEIRA LOPES",
"BENEDITO APARECIDO TUPONI",
"DANIEL BARRETO GELBECKE",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"36",
"/",
"05",
"25",
".",
"02",
".",
"11",
"15",
".",
"03",
".",
"11",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"2",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"25",
".",
"02",
".",
"11",
"15",
".",
"03",
".",
"11",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Constitucional.
Prefeito, Vice-Prefeito e vereadores. Fixação da remuneração.
Obrigatoriedade de ser feita na legislatura anterior para vigorar na
subsequente. Princípio da anterioridade. Precedentes. 3. Ausência de
argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão de fls. 149-
152, que negou seguimento ao recurso com fundamento na
jurisprudência desta Corte segundo a qual a remuneração de prefeito,
vice-prefeito e de vereadores será fixada pela Câmara Municipal, para
legislatura subsequente, de acordo com o disposto no art. 29, VI, da
Constituição Federal.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que, com advento da
Emenda Constitucional 19/1998, não existe mais a previsão do princípio
da anterioridade para fixação dos referidos subsídios, sendo obrigatória
somente a fixação por meio de lei de iniciativa da Câmara Municipal.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão de fls. 149-
152, que negou seguimento ao recurso com fundamento na
jurisprudência desta Corte segundo a qual a remuneração de prefeito,
vice-prefeito e de vereadores será fixada pela Câmara Municipal, para
legislatura subsequente, de acordo com o disposto no art. 29, VI, da
Constituição Federal.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que, com advento da
Emenda Constitucional 19/1998, não existe mais a previsão do princípio
da anterioridade para fixação dos referidos subsídios, sendo obrigatória
somente a fixação por meio de lei de iniciativa da Câmara Municipal.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798703.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida com a
jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido de que os
subsídios de prefeito, vice-prefeito e vereadores serão fixados até o final
da legislatura para vigorar na subsequente.
Nesse sentido, destacam-se os seguintes precedentes de ambas as
turmas desta Corte:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PREFEITO,
VICE-PREFEITO
E
VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO.
LEGISLATURA SUBSEQUENTE. ART. 29, V, DA
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I –
O Tribunal de origem, ao constatar que os Atos 3 e 4/97 da Mesa
da Câmara Municipal de Arapongas traduziram majoração de
remuneração, agiram em conformidade com o entendimento
pacífico desta Suprema Corte no sentido de que a remuneração
de Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela
Câmara Municipal, para a legislatura subsequente, de acordo
com o disposto no art. 29, V, da Constituição Federal.
Precedentes. III – Agravo regimental (AI-AgR 776.230/PR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 26.11.2010).
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
VEREADORES.
REMUNERAÇÃO.
FIXAÇÃO.
LEGISLATURA
SUBSEQÜENTE. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. CF/88,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798704.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida com a
jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido de que os
subsídios de prefeito, vice-prefeito e vereadores serão fixados até o final
da legislatura para vigorar na subsequente.
Nesse sentido, destacam-se os seguintes precedentes de ambas as
turmas desta Corte:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PREFEITO,
VICE-PREFEITO
E
VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO.
LEGISLATURA SUBSEQUENTE. ART. 29, V, DA
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I –
O Tribunal de origem, ao constatar que os Atos 3 e 4/97 da Mesa
da Câmara Municipal de Arapongas traduziram majoração de
remuneração, agiram em conformidade com o entendimento
pacífico desta Suprema Corte no sentido de que a remuneração
de Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela
Câmara Municipal, para a legislatura subsequente, de acordo
com o disposto no art. 29, V, da Constituição Federal.
Precedentes. III – Agravo regimental (AI-AgR 776.230/PR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 26.11.2010).
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
VEREADORES.
REMUNERAÇÃO.
FIXAÇÃO.
LEGISLATURA
SUBSEQÜENTE. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. CF/88,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 843.758 AGR / RS
ART. 29, V. 1. Princípio da anterioridade - A remuneração de
Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara
Municipal, para a legislatura subseqüente (CF, art. 29, V).
Precedentes. 2. As razões do regimental não atacam os
fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo regimental
improvido. ( RE-AgR 229.122/RS, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe 19.12.2008
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 843.758 AGR / RS
ART. 29, V. 1. Princípio da anterioridade - A remuneração de
Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara
Municipal, para a legislatura subseqüente (CF, art. 29, V).
Precedentes. 2. As razões do regimental não atacam os
fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo regimental
improvido. ( RE-AgR 229.122/RS, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe 19.12.2008
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S) : CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805380
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S) : CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1813146
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-13T00:00:00
|
negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Constitucional. Prefeito, Vice-Prefeito e vereadores. Fixação da remuneração. Obrigatoriedade de ser feita na legislatura anterior para vigorar na subsequente. Princípio da anterioridade. Precedentes. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205824
|
- Acórdãos citados: AI 776230 AgR, RE 229122 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 12/03/2012, MLM.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
843758
| null |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 843758 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S) : CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Constitucional.
Prefeito, Vice-Prefeito e vereadores. Fixação da remuneração.
Obrigatoriedade de ser feita na legislatura anterior para vigorar na
subsequente. Princípio da anterioridade. Precedentes. 3. Ausência de
argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão de fls. 149-
152, que negou seguimento ao recurso com fundamento na
jurisprudência desta Corte segundo a qual a remuneração de prefeito,
vice-prefeito e de vereadores será fixada pela Câmara Municipal, para
legislatura subsequente, de acordo com o disposto no art. 29, VI, da
Constituição Federal.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que, com advento da
Emenda Constitucional 19/1998, não existe mais a previsão do princípio
da anterioridade para fixação dos referidos subsídios, sendo obrigatória
somente a fixação por meio de lei de iniciativa da Câmara Municipal.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S)
:ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão de fls. 149-
152, que negou seguimento ao recurso com fundamento na
jurisprudência desta Corte segundo a qual a remuneração de prefeito,
vice-prefeito e de vereadores será fixada pela Câmara Municipal, para
legislatura subsequente, de acordo com o disposto no art. 29, VI, da
Constituição Federal.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que, com advento da
Emenda Constitucional 19/1998, não existe mais a previsão do princípio
da anterioridade para fixação dos referidos subsídios, sendo obrigatória
somente a fixação por meio de lei de iniciativa da Câmara Municipal.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida com a
jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido de que os
subsídios de prefeito, vice-prefeito e vereadores serão fixados até o final
da legislatura para vigorar na subsequente.
Nesse sentido, destacam-se os seguintes precedentes de ambas as
turmas desta Corte:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PREFEITO,
VICE-PREFEITO
E
VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO.
LEGISLATURA SUBSEQUENTE. ART. 29, V, DA
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I –
O Tribunal de origem, ao constatar que os Atos 3 e 4/97 da Mesa
da Câmara Municipal de Arapongas traduziram majoração de
remuneração, agiram em conformidade com o entendimento
pacífico desta Suprema Corte no sentido de que a remuneração
de Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela
Câmara Municipal, para a legislatura subsequente, de acordo
com o disposto no art. 29, V, da Constituição Federal.
Precedentes. III – Agravo regimental (AI-AgR 776.230/PR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 26.11.2010).
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
VEREADORES.
REMUNERAÇÃO.
FIXAÇÃO.
LEGISLATURA
SUBSEQÜENTE. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. Constituição Federal de 1988/88,
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida com a
jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido de que os
subsídios de prefeito, vice-prefeito e vereadores serão fixados até o final
da legislatura para vigorar na subsequente.
Nesse sentido, destacam-se os seguintes precedentes de ambas as
turmas desta Corte:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PREFEITO,
VICE-PREFEITO
E
VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO.
LEGISLATURA SUBSEQUENTE. ART. 29, V, DA
CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I –
O Tribunal de origem, ao constatar que os Atos 3 e 4/97 da Mesa
da Câmara Municipal de Arapongas traduziram majoração de
remuneração, agiram em conformidade com o entendimento
pacífico desta Suprema Corte no sentido de que a remuneração
de Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela
Câmara Municipal, para a legislatura subsequente, de acordo
com o disposto no art. 29, V, da Constituição Federal.
Precedentes. III – Agravo regimental (AI-AgR 776.230/PR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 26.11.2010).
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
VEREADORES.
REMUNERAÇÃO.
FIXAÇÃO.
LEGISLATURA
SUBSEQÜENTE. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. Constituição Federal de 1988/88,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 843.758 AGR / RS
ART. 29, V. 1. Princípio da anterioridade - A remuneração de
Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara
Municipal, para a legislatura subseqüente (Constituição Federal de 1988, art. 29, V).
Precedentes. 2. As razões do regimental não atacam os
fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo regimental
improvido. ( Recurso Extraordinário-AgR 229.122/RS, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe 19.12.2008
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 843.758 AGR / RS
ART. 29, V. 1. Princípio da anterioridade - A remuneração de
Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara
Municipal, para a legislatura subseqüente (Constituição Federal de 1988, art. 29, V).
Precedentes. 2. As razões do regimental não atacam os
fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo regimental
improvido. ( Recurso Extraordinário-AgR 229.122/RS, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe 19.12.2008
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S) : CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.758
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : PREFEITO MUNICIPAL DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ARQUIMEDES COSER
INTDO.(A/S) : CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU
ADV.(A/S) : ANADIR LUCHEZE RUFFATTO
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 843 . 758",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 843 . 758",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 843 . 758",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 843 . 758",
"AI",
"-",
"AgR 776 . 230 / PR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 843 . 758",
"AI",
"-",
"AgR 776 . 230 / PR",
"AI 843 . 758 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário - AgR 229 . 122 / RS",
"AI 843 . 758 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário - AgR 229 . 122 / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 843 . 758"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 29 , VI , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional 19 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 29 , VI , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional 19 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 29 , V , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 29 , V , da Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Atos",
"art . 29 , V , da Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 29 , V",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 29 , V",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"GUABIJU",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"GUABIJU",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"GUABIJU",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"GUABIJU",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"GUABIJU"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU",
"Câmara Municipal",
"Câmara Municipal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU",
"Câmara Municipal",
"Câmara Municipal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Mesa da",
"Câmara Municipal de Arapongas",
"Câmara Municipal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Mesa da",
"Câmara Municipal de Arapongas",
"Câmara Municipal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Câmara Municipal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara Municipal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CÂMARA DE VEREADORES DE GUABIJU",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"ARQUIMEDES COSER",
"ANADIR LUCHEZE",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ARQUIMEDES COSER",
"ANADIR LUCHEZE",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ARQUIMEDES COSER",
"ANADIR LUCHEZE",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"GILMAR MENDES",
"ARQUIMEDES COSER",
"ANADIR LUCHEZE RUFFATTO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"ARQUIMEDES COSER",
"ANADIR LUCHEZE RUFFATTO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"26",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"26",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
AMAZONAS
AGDO.(A/S)
:MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO DE
VENCIMENTOS. DECRETO N. 16.282/1996. NECESSIDADE DA
ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE LEGISLAÇÃO
LOCAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1781517.
Supremo Tribunal Federal
DJe 02/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
AMAZONAS
AGDO.(A/S)
:MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 25 de outubro de 2011, neguei seguimento ao recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Amazonas contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou ter a ora Agravada
direito à gratificação de atividade industrial. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“4. O Tribunal de origem fundamentou-se na interpretação e
aplicação do Decreto Estadual n. 16.282/1994, o que atrai a incidência
da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal, e não viabiliza o
recurso extraordinário.
(…) 5. Ademais, concluir de forma diversa do que decidido pelas
instâncias originárias demandaria a análise do conjunto probatório
constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado
validamente no recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal.
(…) 6. Nada há, pois, a prover quanto às alegações do
Recorrente.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art.
557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
AMAZONAS
AGDO.(A/S)
:MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 25 de outubro de 2011, neguei seguimento ao recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Amazonas contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou ter a ora Agravada
direito à gratificação de atividade industrial. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“4. O Tribunal de origem fundamentou-se na interpretação e
aplicação do Decreto Estadual n. 16.282/1994, o que atrai a incidência
da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal, e não viabiliza o
recurso extraordinário.
(…) 5. Ademais, concluir de forma diversa do que decidido pelas
instâncias originárias demandaria a análise do conjunto probatório
constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado
validamente no recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal.
(…) 6. Nada há, pois, a prover quanto às alegações do
Recorrente.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art.
557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 660.717 AGR / AM
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 437-441).
2. Publicada essa decisão no DJe de 4.11.2011 (fl. 442), interpõe o
Estado do Amazonas, em 11.11.2011, tempestivamente, agravo regimental
(fls. 444-453).
3. Afirma o Agravante que “há violação direta do texto constitucional,
sendo desnecessária análise de direito local e matéria de fatos e provas, pois o
TJAM concedeu a segurança para reconhecer a vinculação entre a remuneração
dos ocupantes do cargo de técnico de incentivos fiscais, da secretaria de Estado de
Planejamento e Auditores Fiscais de Tributos Estaduais, da Secretaria de Estado
de Fazenda” (fl. 448).
Argumenta que “essa vinculação retira do Governador de Estado sua
competência privativa para iniciativa de leis que disponham sobre aumento de
remuneração ou sobre regime jurídico dos servidores estaduais, restando também
violados estes dispositivos pela decisão do TJAM” (fl. 451).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 660.717 AGR / AM
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 437-441).
2. Publicada essa decisão no DJe de 4.11.2011 (fl. 442), interpõe o
Estado do Amazonas, em 11.11.2011, tempestivamente, agravo regimental
(fls. 444-453).
3. Afirma o Agravante que “há violação direta do texto constitucional,
sendo desnecessária análise de direito local e matéria de fatos e provas, pois o
TJAM concedeu a segurança para reconhecer a vinculação entre a remuneração
dos ocupantes do cargo de técnico de incentivos fiscais, da secretaria de Estado de
Planejamento e Auditores Fiscais de Tributos Estaduais, da Secretaria de Estado
de Fazenda” (fl. 448).
Argumenta que “essa vinculação retira do Governador de Estado sua
competência privativa para iniciativa de leis que disponham sobre aumento de
remuneração ou sobre regime jurídico dos servidores estaduais, restando também
violados estes dispositivos pela decisão do TJAM” (fl. 451).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal de origem decidiu:
“Diante dos documentos apresentados e corroborados com as
suas fundamentações, vejo que os impetrantes possuem direito líquido
e certo demonstrado.
Os impetrantes são servidores públicos estaduais da Secretaria
de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico – Seplan,
exercendo atividades semelhantes aos servidores da Secretaria de
Fazenda – SEFAZ, fazendo jus ao reajuste dos valores pagos como
remuneração (GAI) no percentual de 80% do percebido por aqueles
funcionários da SEFAZ.
Desta feita, o pleito dos impetrantes encontram-se
consubstanciado no Decreto n° 16.282, de 19/10/1994, declarado
constitucional por esta Egrégia Corte, inclusive, sob a égide do art. 5°
da CF/88, o qual se refere ao princípio da isonomia, necessitando ser
efetivado para não ficar no mero campo da retórica” (fls. 250-251).
3. Como assentado na decisão agravada, concluir de forma diversa
demandaria a análise da legislação estadual. Assim, a pretensa
contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria
indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal.
Para o deslinde da matéria posta à apreciação judicial, as instâncias
originárias examinaram os elementos probatórios dos autos, que não
podem ser reexaminados na via extraordinária, conforme a Súmula n. 279
do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1781519.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal de origem decidiu:
“Diante dos documentos apresentados e corroborados com as
suas fundamentações, vejo que os impetrantes possuem direito líquido
e certo demonstrado.
Os impetrantes são servidores públicos estaduais da Secretaria
de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico – Seplan,
exercendo atividades semelhantes aos servidores da Secretaria de
Fazenda – SEFAZ, fazendo jus ao reajuste dos valores pagos como
remuneração (GAI) no percentual de 80% do percebido por aqueles
funcionários da SEFAZ.
Desta feita, o pleito dos impetrantes encontram-se
consubstanciado no Decreto n° 16.282, de 19/10/1994, declarado
constitucional por esta Egrégia Corte, inclusive, sob a égide do art. 5°
da CF/88, o qual se refere ao princípio da isonomia, necessitando ser
efetivado para não ficar no mero campo da retórica” (fls. 250-251).
3. Como assentado na decisão agravada, concluir de forma diversa
demandaria a análise da legislação estadual. Assim, a pretensa
contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria
indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal.
Para o deslinde da matéria posta à apreciação judicial, as instâncias
originárias examinaram os elementos probatórios dos autos, que não
podem ser reexaminados na via extraordinária, conforme a Súmula n. 279
do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 660.717 AGR / AM
“EMENTA: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
PARIDADE DE VENCIMENTOS POR MEIO DE DECRETO.
GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA POR LEI ESTADUAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF.
EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE
DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I -
O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Inadmissibilidade do RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. II -
Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido,
necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos
autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Esta Corte
possui entendimento no sentido de que a regra da paridade de
vencimentos (art. 40, § 8º, da CF/88, redação anterior à EC 41/2003)
dispensa a exigência de edição de lei para estender ao inativo, em cada
caso, o benefício ou vantagem outorgada ao servidor em atividade. IV -
Agravo regimental improvido”(RE 601.225-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.9.2010).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS E DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA
CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. 1. O Tribunal a quo
não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos
por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal. 2. Reexame de fatos e provas e de legislação local.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 280 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Inviável o recurso extraordinário pela
alínea "a", por ofensa ao artigo 97 da CB/88, quando impugna decisão
que não declarou a inconstitucionalidade dos textos normativos
questionados. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 586.207-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 24.10.2008).
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 660.717 AGR / AM
“EMENTA: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
PARIDADE DE VENCIMENTOS POR MEIO DE DECRETO.
GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA POR LEI ESTADUAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF.
EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE
DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I -
O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Inadmissibilidade do RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. II -
Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido,
necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos
autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Esta Corte
possui entendimento no sentido de que a regra da paridade de
vencimentos (art. 40, § 8º, da CF/88, redação anterior à EC 41/2003)
dispensa a exigência de edição de lei para estender ao inativo, em cada
caso, o benefício ou vantagem outorgada ao servidor em atividade. IV -
Agravo regimental improvido”(RE 601.225-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.9.2010).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS E DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA
CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. 1. O Tribunal a quo
não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos
por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal. 2. Reexame de fatos e provas e de legislação local.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 280 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Inviável o recurso extraordinário pela
alínea "a", por ofensa ao artigo 97 da CB/88, quando impugna decisão
que não declarou a inconstitucionalidade dos textos normativos
questionados. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 586.207-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 24.10.2008).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 660.717 AGR / AM
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 660.717 AGR / AM
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717
PROCED. : AMAZONAS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS
AGDO.(A/S) : MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S) : ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1747012
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717
PROCED. : AMAZONAS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS
AGDO.(A/S) : MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S) : ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1787072
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-02T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTOS. DECRETO N. 16.282/1996. NECESSIDADE DA ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur205255
|
- Acórdãos citados: RE 601225 AgR, RE 586207 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 19/03/2012, BMB.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
660717
|
[
"LEG-FED DEC-016282 ANO-1996\r\n DECRETO\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 660717 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS
AGDO.(A/S) : MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S) : ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
AMAZONAS
AGDO.(A/S)
:MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO DE
VENCIMENTOS. DECRETO N. 16.282/1996. NECESSIDADE DA
ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE LEGISLAÇÃO
LOCAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1781517.
Supremo Tribunal Federal
DJe 02/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
AMAZONAS
AGDO.(A/S)
:MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 25 de outubro de 2011, neguei seguimento ao recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Amazonas contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou ter a ora Agravada
direito à gratificação de atividade industrial. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“4. O Tribunal de origem fundamentou-se na interpretação e
aplicação do Decreto Estadual n. 16.282/1994, o que atrai a incidência
da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal, e não viabiliza o
recurso extraordinário.
(…) 5. Ademais, concluir de forma diversa do que decidido pelas
instâncias originárias demandaria a análise do conjunto probatório
constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado
validamente no recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal.
(…) 6. Nada há, pois, a prover quanto às alegações do
Recorrente.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art.
557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1781518.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
AMAZONAS
AGDO.(A/S)
:MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S)
:ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 25 de outubro de 2011, neguei seguimento ao recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Amazonas contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou ter a ora Agravada
direito à gratificação de atividade industrial. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“4. O Tribunal de origem fundamentou-se na interpretação e
aplicação do Decreto Estadual n. 16.282/1994, o que atrai a incidência
da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal, e não viabiliza o
recurso extraordinário.
(…) 5. Ademais, concluir de forma diversa do que decidido pelas
instâncias originárias demandaria a análise do conjunto probatório
constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado
validamente no recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal.
(…) 6. Nada há, pois, a prover quanto às alegações do
Recorrente.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art.
557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 660.717 AGR / AM
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 437-441).
2. Publicada essa decisão no DJe de 4.11.2011 (fl. 442), interpõe o
Estado do Amazonas, em 11.11.2011, tempestivamente, agravo regimental
(fls. 444-453).
3. Afirma o Agravante que “há violação direta do texto constitucional,
sendo desnecessária análise de direito local e matéria de fatos e provas, pois o
TJAM concedeu a segurança para reconhecer a vinculação entre a remuneração
dos ocupantes do cargo de técnico de incentivos fiscais, da secretaria de Estado de
Planejamento e Auditores Fiscais de Tributos Estaduais, da Secretaria de Estado
de Fazenda” (fl. 448).
Argumenta que “essa vinculação retira do Governador de Estado sua
competência privativa para iniciativa de leis que disponham sobre aumento de
remuneração ou sobre regime jurídico dos servidores estaduais, restando também
violados estes dispositivos pela decisão do TJAM” (fl. 451).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 660.717 AGR / AM
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 437-441).
2. Publicada essa decisão no DJe de 4.11.2011 (fl. 442), interpõe o
Estado do Amazonas, em 11.11.2011, tempestivamente, agravo regimental
(fls. 444-453).
3. Afirma o Agravante que “há violação direta do texto constitucional,
sendo desnecessária análise de direito local e matéria de fatos e provas, pois o
TJAM concedeu a segurança para reconhecer a vinculação entre a remuneração
dos ocupantes do cargo de técnico de incentivos fiscais, da secretaria de Estado de
Planejamento e Auditores Fiscais de Tributos Estaduais, da Secretaria de Estado
de Fazenda” (fl. 448).
Argumenta que “essa vinculação retira do Governador de Estado sua
competência privativa para iniciativa de leis que disponham sobre aumento de
remuneração ou sobre regime jurídico dos servidores estaduais, restando também
violados estes dispositivos pela decisão do TJAM” (fl. 451).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal de origem decidiu:
“Diante dos documentos apresentados e corroborados com as
suas fundamentações, vejo que os impetrantes possuem direito líquido
e certo demonstrado.
Os impetrantes são servidores públicos estaduais da Secretaria
de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico – Seplan,
exercendo atividades semelhantes aos servidores da Secretaria de
Fazenda – SEFAZ, fazendo jus ao reajuste dos valores pagos como
remuneração (GAI) no percentual de 80% do percebido por aqueles
funcionários da SEFAZ.
Desta feita, o pleito dos impetrantes encontram-se
consubstanciado no Decreto n 16.282, de 19/10/1994, declarado
constitucional por esta Egrégia Corte, inclusive, sob a égide do art. 5...
da Constituição Federal de 1988/88, o qual se refere ao princípio da isonomia, necessitando ser
efetivado para não ficar no mero campo da retórica” (fls. 250-251).
3. Como assentado na decisão agravada, concluir de forma diversa
demandaria a análise da legislação estadual. Assim, a pretensa
contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria
indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal.
Para o deslinde da matéria posta à apreciação judicial, as instâncias
originárias examinaram os elementos probatórios dos autos, que não
podem ser reexaminados na via extraordinária, conforme a Súmula n. 279
do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
Supremo Tribunal Federal
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07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717 AMAZONAS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Tribunal de origem decidiu:
“Diante dos documentos apresentados e corroborados com as
suas fundamentações, vejo que os impetrantes possuem direito líquido
e certo demonstrado.
Os impetrantes são servidores públicos estaduais da Secretaria
de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico – Seplan,
exercendo atividades semelhantes aos servidores da Secretaria de
Fazenda – SEFAZ, fazendo jus ao reajuste dos valores pagos como
remuneração (GAI) no percentual de 80% do percebido por aqueles
funcionários da SEFAZ.
Desta feita, o pleito dos impetrantes encontram-se
consubstanciado no Decreto n 16.282, de 19/10/1994, declarado
constitucional por esta Egrégia Corte, inclusive, sob a égide do art. 5...
da Constituição Federal de 1988/88, o qual se refere ao princípio da isonomia, necessitando ser
efetivado para não ficar no mero campo da retórica” (fls. 250-251).
3. Como assentado na decisão agravada, concluir de forma diversa
demandaria a análise da legislação estadual. Assim, a pretensa
contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria
indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal.
Para o deslinde da matéria posta à apreciação judicial, as instâncias
originárias examinaram os elementos probatórios dos autos, que não
podem ser reexaminados na via extraordinária, conforme a Súmula n. 279
do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 660.717 AGR / AM
“EMENTA: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
PARIDADE DE VENCIMENTOS POR MEIO DE DECRETO.
GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA POR LEI ESTADUAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE
DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I -
O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. II -
Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido,
necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos
autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Esta Corte
possui entendimento no sentido de que a regra da paridade de
vencimentos (art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88, redação anterior à EC 41/2003)
dispensa a exigência de edição de lei para estender ao inativo, em cada
caso, o benefício ou vantagem outorgada ao servidor em atividade. IV -
Agravo regimental improvido”(Recurso Extraordinário 601.225-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.9.2010).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS E DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA
CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. 1. O Tribunal a quo
não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos
por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal. 2. Reexame de fatos e provas e de legislação local.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 280 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Inviável o recurso extraordinário pela
alínea "a", por ofensa ao artigo 97 da CB/88, quando impugna decisão
que não declarou a inconstitucionalidade dos textos normativos
questionados. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 586.207-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 24.10.2008).
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 660.717 AGR / AM
“EMENTA: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
PARIDADE DE VENCIMENTOS POR MEIO DE DECRETO.
GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA POR LEI ESTADUAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE
DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I -
O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. II -
Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido,
necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos
autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Esta Corte
possui entendimento no sentido de que a regra da paridade de
vencimentos (art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88, redação anterior à EC 41/2003)
dispensa a exigência de edição de lei para estender ao inativo, em cada
caso, o benefício ou vantagem outorgada ao servidor em atividade. IV -
Agravo regimental improvido”(Recurso Extraordinário 601.225-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.9.2010).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS E DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA
CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. 1. O Tribunal a quo
não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos
por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal. 2. Reexame de fatos e provas e de legislação local.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 280 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Inviável o recurso extraordinário pela
alínea "a", por ofensa ao artigo 97 da CB/88, quando impugna decisão
que não declarou a inconstitucionalidade dos textos normativos
questionados. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 586.207-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJe 24.10.2008).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 660.717 AGR / AM
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 660.717 AGR / AM
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717
PROCED. : AMAZONAS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS
AGDO.(A/S) : MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S) : ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.717
PROCED. : AMAZONAS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS
AGDO.(A/S) : MARIA SUELY CARNEIRO
ADV.(A/S) : ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660 .",
"SÚMULAS N . 279",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660 . 717",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660 . 717",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 660 . 717 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário 660 . 717 AGR / AM",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 660 . 717 AGR / AM",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 601 . 225 - AgR",
"Súmulas ns . 282",
"Súmulas ns . 279",
"Recurso Extraordinário 586 . 207 - AgR",
"Recurso Extraordinário 660 . 717 AGR / AM",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 601 . 225 - AgR",
"Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns . 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 586 . 207 - AgR",
"Recurso Extraordinário 660 . 717 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário 660 . 717 AGR / AM",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660 . 717"
],
"LEGISLACAO": [
"DECRETO N . 16 . 282 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto Estadual n . 16 . 282 / 1994",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto Estadual n . 16 . 282 / 1994",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 16 . 282",
"art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 16 . 282",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"EC 41 / 2003",
"artigo 97 da CB / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"EC 41 / 2003",
"artigo 97 da CB / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DO AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"Brasília",
"AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"Estado do Amazonas",
"AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"Estado do Amazonas",
"Estado do Amazonas",
"Estado do Amazonas",
"AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJAM",
"secretaria",
"Secretaria de Estado de Fazenda ”",
"TJAM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJAM",
"secretaria de Estado de Planejamento e Auditores Fiscais de Tributos Estaduais",
"Secretaria de Estado de Fazenda",
"TJAM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"AMAZONAS",
"Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico",
"Seplan",
"Secretaria de Fazenda",
"SEFAZ",
"SEFAZ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"AMAZONAS",
"Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico",
"Seplan",
"Secretaria de Fazenda",
"SEFAZ",
"SEFAZ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA SUELY CARNEIRO",
"ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA SUELY CARNEIRO",
"ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA SUELY CARNEIRO",
"ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA SUELY CARNEIRO",
"ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA SUELY CARNEIRO",
"ALESSANDRA DOS SANTOS VIEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"25 de outubro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"25 de outubro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"11",
".",
"2011",
"11",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"11",
".",
"2011",
"11",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"10",
"/",
"1994",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"10",
"/",
"1994",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2010",
"24",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2010",
"24",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"7",
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"2",
".",
"2012",
"24",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
LICENÇA-PRÊMIO CONVERTIDA EM PECÚNIA. NATUREZA
ALIMENTAR. PAGAMENTO POR MEIO DE PRECATÓRIO.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração no
agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 06/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 18 de agosto de 2011, dei provimento ao recurso
extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, que determinara o imediato
pagamento de valores correspondentes à licença prêmio não gozada e
convertida em pecúnia. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Razão jurídica assiste ao Recorrente.
5. O Supremo Tribunal Federal assentou que os créditos de
natureza alimentar submetem-se ao regime constitucional dos
precatórios. Nesse sentido:
“PROCESSO CIVIL. PRECATÓRIO. CRÉDITOS DE
NATUREZA ALIMENTÍCIA. ART. 100 DA CF. OFENSA
DIRETA. 1. Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública são feitos
por precatório, conforme dispõe o art. 100 da Constituição Federal,
inclusive as verbas de caráter alimentar. 2. Agravo regimental
improvido” (AI 768.479-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda
Turma, DJe 7.5.2010).
“AÇÃO CAUTELAR. LIMINAR DEFERIDA AD
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 18 de agosto de 2011, dei provimento ao recurso
extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, que determinara o imediato
pagamento de valores correspondentes à licença prêmio não gozada e
convertida em pecúnia. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Razão jurídica assiste ao Recorrente.
5. O Supremo Tribunal Federal assentou que os créditos de
natureza alimentar submetem-se ao regime constitucional dos
precatórios. Nesse sentido:
“PROCESSO CIVIL. PRECATÓRIO. CRÉDITOS DE
NATUREZA ALIMENTÍCIA. ART. 100 DA CF. OFENSA
DIRETA. 1. Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública são feitos
por precatório, conforme dispõe o art. 100 da Constituição Federal,
inclusive as verbas de caráter alimentar. 2. Agravo regimental
improvido” (AI 768.479-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda
Turma, DJe 7.5.2010).
“AÇÃO CAUTELAR. LIMINAR DEFERIDA AD
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
RE 597.157 AGR / SP
REFERENDUM. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL. CONDENAÇÃO EM
MANDADO DE SEGURANÇA AO PAGAMENTO IMEDIATO
DE INDENIZAÇÃO: FÉRIAS E LICENÇA-PRÊMIO NÃO
GOZADAS. OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. 1. Ao interpretar o art. 100 da Constituição da
República, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se
no sentido de que 'mesmo as prestações de caráter alimentar
[submetem-se] ao regime constitucional dos precatórios, ainda que
reconhecendo a possibilidade jurídica de se estabelecerem duas ordens
distintas de precatórios, com preferência absoluta dos créditos de
natureza alimentícia (ordem especial) sobre aqueles de caráter
meramente comum (ordem geral)'(STA 90-AgR/PI, Rel. Min. Ellen
Gracie, Tribunal Pleno, DJ 26.10.2007). 2. Incidência da Súmula 655
do Supremo Tribunal Federal. 3. Liminar referendada” (AC 219 REF-
MC/SP, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.4.2010).
Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido.
6. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.
557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal).
Considerando-se a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal,
deixo de condenar ao pagamento de honorários advocatícios de
sucumbência” (fls. 677-690).
2. Publicada essa decisão no DJe de 30.8.2011 (fl. 681), interpõem
João Aparecido de Carvalho e outros, ora Agravantes, em 5.9.2011,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 683-688).
3. Alegam os Agravantes que o recurso extraordinário é
intempestivo porque, “tendo o acórdão que rejeitou os embargos sido publicado
em 12/12/2006, o prazo para interposição dos referidos recursos esgotou-se em
11/01/2007” e que, “ainda que fosse tempestivo, o recurso extraordinário estaria
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 597.157 AGR / SP
REFERENDUM. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL. CONDENAÇÃO EM
MANDADO DE SEGURANÇA AO PAGAMENTO IMEDIATO
DE INDENIZAÇÃO: FÉRIAS E LICENÇA-PRÊMIO NÃO
GOZADAS. OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. 1. Ao interpretar o art. 100 da Constituição da
República, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se
no sentido de que 'mesmo as prestações de caráter alimentar
[submetem-se] ao regime constitucional dos precatórios, ainda que
reconhecendo a possibilidade jurídica de se estabelecerem duas ordens
distintas de precatórios, com preferência absoluta dos créditos de
natureza alimentícia (ordem especial) sobre aqueles de caráter
meramente comum (ordem geral)'(STA 90-AgR/PI, Rel. Min. Ellen
Gracie, Tribunal Pleno, DJ 26.10.2007). 2. Incidência da Súmula 655
do Supremo Tribunal Federal. 3. Liminar referendada” (AC 219 REF-
MC/SP, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.4.2010).
Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido.
6. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.
557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal).
Considerando-se a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal,
deixo de condenar ao pagamento de honorários advocatícios de
sucumbência” (fls. 677-690).
2. Publicada essa decisão no DJe de 30.8.2011 (fl. 681), interpõem
João Aparecido de Carvalho e outros, ora Agravantes, em 5.9.2011,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 683-688).
3. Alegam os Agravantes que o recurso extraordinário é
intempestivo porque, “tendo o acórdão que rejeitou os embargos sido publicado
em 12/12/2006, o prazo para interposição dos referidos recursos esgotou-se em
11/01/2007” e que, “ainda que fosse tempestivo, o recurso extraordinário estaria
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
RE 597.157 AGR / SP
prejudicado, uma vez que ao agravo do despacho denegatório do seguimento do
recurso especial (Agravo de Instrumento nº 1.136.296-SP) foi negado
provimento, afastando a aplicação do rito do artigo 730 do Código de Processo
Civil” (fls. 684 e 685).
Asseveram, ainda, que existem decisões deste Supremo Tribunal
Federal, em casos semelhantes, afirmando que a ofensa constitucional
seria indireta (AI 540.571, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 407.387, Rel. Min.
Cezar Peluso; e AI 594.001, Rel. Min. Eros Grau).
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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RE 597.157 AGR / SP
prejudicado, uma vez que ao agravo do despacho denegatório do seguimento do
recurso especial (Agravo de Instrumento nº 1.136.296-SP) foi negado
provimento, afastando a aplicação do rito do artigo 730 do Código de Processo
Civil” (fls. 684 e 685).
Asseveram, ainda, que existem decisões deste Supremo Tribunal
Federal, em casos semelhantes, afirmando que a ofensa constitucional
seria indireta (AI 540.571, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 407.387, Rel. Min.
Cezar Peluso; e AI 594.001, Rel. Min. Eros Grau).
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. Ressalte-se, inicialmente, que o recurso extraordinário não foi
interposto fora do prazo. O acórdão recorrido foi publicado no Diário da
Justiça eletrônico em 3.12.2007 (fl. 365) e o recurso foi interposto em
7.12.2007 (fl. 367), antes, portanto, de expirar o prazo de que goza a
Fazenda Pública estadual para recorrer (art. 188 do Código de Processo
Civil).
3. Também não há que se falar em prejuízo do recurso
extraordinário. Se a Fazenda não logrou seu intento de desconstituir a
decisão que determinou o pagamento imediato do débito,
independentemente de precatório, com o recurso dirigido ao Superior
Tribunal de Justiça (AI 1.136.296), claro está que persiste o seu interesse
em um desfecho que lhe seja favorável. Nesse sentido:
RECURSO - INTERESSE DE AGIR. Indica-o a possibilidade
de vir à balha pronunciamento mais favorável ao recorrente.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
-
CAPÍTULO
-
PREQUESTIONAMENTO. Matéria veiculada nas razões do
extraordinário há de ter sido objeto de debate e decisão prévios, sem os
quais fica inviabilizado o cotejo necessário ao exame do
enquadramento do recurso no permissivo constitucional. IPI -
CREDITAMENTO - ISENÇÃO - OPERAÇÃO ANTERIOR À LEI
Nº 9.779/99. A ficção jurídica prevista no artigo 11 da Lei nº 9.779/99
não alcança situação reveladora de isenção do Imposto sobre Produtos
Industrializados - IPI que a antecedeu” (RE 460.785-AgR, Rel. Min.
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. Ressalte-se, inicialmente, que o recurso extraordinário não foi
interposto fora do prazo. O acórdão recorrido foi publicado no Diário da
Justiça eletrônico em 3.12.2007 (fl. 365) e o recurso foi interposto em
7.12.2007 (fl. 367), antes, portanto, de expirar o prazo de que goza a
Fazenda Pública estadual para recorrer (art. 188 do Código de Processo
Civil).
3. Também não há que se falar em prejuízo do recurso
extraordinário. Se a Fazenda não logrou seu intento de desconstituir a
decisão que determinou o pagamento imediato do débito,
independentemente de precatório, com o recurso dirigido ao Superior
Tribunal de Justiça (AI 1.136.296), claro está que persiste o seu interesse
em um desfecho que lhe seja favorável. Nesse sentido:
RECURSO - INTERESSE DE AGIR. Indica-o a possibilidade
de vir à balha pronunciamento mais favorável ao recorrente.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
-
CAPÍTULO
-
PREQUESTIONAMENTO. Matéria veiculada nas razões do
extraordinário há de ter sido objeto de debate e decisão prévios, sem os
quais fica inviabilizado o cotejo necessário ao exame do
enquadramento do recurso no permissivo constitucional. IPI -
CREDITAMENTO - ISENÇÃO - OPERAÇÃO ANTERIOR À LEI
Nº 9.779/99. A ficção jurídica prevista no artigo 11 da Lei nº 9.779/99
não alcança situação reveladora de isenção do Imposto sobre Produtos
Industrializados - IPI que a antecedeu” (RE 460.785-AgR, Rel. Min.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 597.157 AGR / SP
Marco Aurélio, Plenário, DJe 11.9.2009 – grifos nossos).
4. Por outro lado, os julgados indicados pelos Agravantes não
guardam qualquer semelhança com o caso vertente, pois em nenhum
deles se discute a contrariedade ao art. 100 da Constituição da República.
5. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
Federal assentou que os débitos da Fazenda Pública são pagos por meio
de precatório e que até mesmo os créditos alimentares se submetem a
essa sistemática. Confiram-se os seguintes julgados:
“PROCESSO CIVIL. PRECATÓRIO. CRÉDITOS DE
NATUREZA ALIMENTÍCIA. ART. 100 DA CF. OFENSA
DIRETA. 1. Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública são feitos
por precatório, conforme dispõe o art. 100 da Constituição Federal,
inclusive as verbas de caráter alimentar. 2. Agravo regimental
improvido” (AI 768.479-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda
Turma, DJe 7.5.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE TUTELA
ANTECIPADA.
DETERMINAÇÃO
DE
PAGAMENTO
IMEDIATO DE VALORES RECONHECIDOS JUDICIALMENTE.
OCORRÊNCIA DE GRAVE LESÃO À ORDEM PÚBLICA.
VIOLAÇÃO AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
E AO ART. 2º-B DA LEI 9.494/97. NECESSIDADE DE
SUBMISSÃO AO REGIME CONSTITUCIONAL DOS
PRECATÓRIOS. 1. Art. 1º da Lei 9.494/97, c/c art. 4º da Lei
8.437/92: configuração de grave lesão à ordem pública. Pedido de
suspensão de tutela antecipada deferido. 2. A tutela jurisdicional
pretendida pelo agravante, consubstanciada no pagamento antecipado
dos valores reconhecidos judicialmente só pode ser efetivada após o
trânsito em julgado da ação sob o procedimento ordinário ajuizada na
origem. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao
interpretar o disposto no caput do art. 100 da Constituição da
República, firmou-se no sentido de submeter, mesmo as prestações de
2
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RE 597.157 AGR / SP
Marco Aurélio, Plenário, DJe 11.9.2009 – grifos nossos).
4. Por outro lado, os julgados indicados pelos Agravantes não
guardam qualquer semelhança com o caso vertente, pois em nenhum
deles se discute a contrariedade ao art. 100 da Constituição da República.
5. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
Federal assentou que os débitos da Fazenda Pública são pagos por meio
de precatório e que até mesmo os créditos alimentares se submetem a
essa sistemática. Confiram-se os seguintes julgados:
“PROCESSO CIVIL. PRECATÓRIO. CRÉDITOS DE
NATUREZA ALIMENTÍCIA. ART. 100 DA CF. OFENSA
DIRETA. 1. Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública são feitos
por precatório, conforme dispõe o art. 100 da Constituição Federal,
inclusive as verbas de caráter alimentar. 2. Agravo regimental
improvido” (AI 768.479-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda
Turma, DJe 7.5.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE TUTELA
ANTECIPADA.
DETERMINAÇÃO
DE
PAGAMENTO
IMEDIATO DE VALORES RECONHECIDOS JUDICIALMENTE.
OCORRÊNCIA DE GRAVE LESÃO À ORDEM PÚBLICA.
VIOLAÇÃO AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
E AO ART. 2º-B DA LEI 9.494/97. NECESSIDADE DE
SUBMISSÃO AO REGIME CONSTITUCIONAL DOS
PRECATÓRIOS. 1. Art. 1º da Lei 9.494/97, c/c art. 4º da Lei
8.437/92: configuração de grave lesão à ordem pública. Pedido de
suspensão de tutela antecipada deferido. 2. A tutela jurisdicional
pretendida pelo agravante, consubstanciada no pagamento antecipado
dos valores reconhecidos judicialmente só pode ser efetivada após o
trânsito em julgado da ação sob o procedimento ordinário ajuizada na
origem. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao
interpretar o disposto no caput do art. 100 da Constituição da
República, firmou-se no sentido de submeter, mesmo as prestações de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 597.157 AGR / SP
caráter alimentar, ao regime constitucional dos precatórios, ainda que
reconhecendo a possibilidade jurídica de se estabelecerem duas ordens
distintas de precatórios, com preferência absoluta dos créditos de
natureza alimentícia (ordem especial) sobre aqueles de caráter
meramente comum (ordem geral). Precedentes. 4. Agravo regimental
improvido” (STA 90-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, DJe
26.10.2007).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO. ART. 100 E
PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. I – A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui o entendimento
no sentido de que é necessária a expedição de precatório para fins de
pagamento de débitos da Fazenda Pública decorrente de decisões
judiciais. Precedentes. II – Esta Corte também firmou a orientação de
que até no caso de crédito alimentício há a obrigatoriedade da
observância do regime de precatórios para o pagamento do débito
fazendário. Precedentes. III - Agravo regimental” (RE 597.835-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe
25.11.2010).
6. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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RE 597.157 AGR / SP
caráter alimentar, ao regime constitucional dos precatórios, ainda que
reconhecendo a possibilidade jurídica de se estabelecerem duas ordens
distintas de precatórios, com preferência absoluta dos créditos de
natureza alimentícia (ordem especial) sobre aqueles de caráter
meramente comum (ordem geral). Precedentes. 4. Agravo regimental
improvido” (STA 90-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, DJe
26.10.2007).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO. ART. 100 E
PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. I – A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui o entendimento
no sentido de que é necessária a expedição de precatório para fins de
pagamento de débitos da Fazenda Pública decorrente de decisões
judiciais. Precedentes. II – Esta Corte também firmou a orientação de
que até no caso de crédito alimentício há a obrigatoriedade da
observância do regime de precatórios para o pagamento do débito
fazendário. Precedentes. III - Agravo regimental” (RE 597.835-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe
25.11.2010).
6. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791278
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1795174
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LICENÇA-PRÊMIO CONVERTIDA EM PECÚNIA. NATUREZA ALIMENTAR. PAGAMENTO POR MEIO DE PRECATÓRIO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur205378
|
- Acórdãos citados: STA 90 AgR - Tribunal Pleno, RE 460785 AgR, AI 768479 AgR, RE 597835 AgR.
Número de páginas: 8.
Análise: 22/03/2012, MLM.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
597157
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00100 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00188 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 597157 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
LICENÇA-PRÊMIO CONVERTIDA EM PECÚNIA. NATUREZA
ALIMENTAR. PAGAMENTO POR MEIO DE PRECATÓRIO.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração no
agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 06/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 18 de agosto de 2011, dei provimento ao recurso
extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, que determinara o imediato
pagamento de valores correspondentes à licença prêmio não gozada e
convertida em pecúnia. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Razão jurídica assiste ao Recorrente.
5. O Supremo Tribunal Federal assentou que os créditos de
natureza alimentar submetem-se ao regime constitucional dos
precatórios. Nesse sentido:
“PROCESSO CIVIL. PRECATÓRIO. CRÉDITOS DE
NATUREZA ALIMENTÍCIA. ART. 100 DA Constituição Federal de 1988. OFENSA
DIRETA. 1. Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública são feitos
por precatório, conforme dispõe o art. 100 da Constituição Federal,
inclusive as verbas de caráter alimentar. 2. Agravo regimental
improvido” (AI 768.479-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda
Turma, DJe 7.5.2010).
“AÇÃO CAUTELAR. LIMINAR DEFERIDA AD
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 18 de agosto de 2011, dei provimento ao recurso
extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, que determinara o imediato
pagamento de valores correspondentes à licença prêmio não gozada e
convertida em pecúnia. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Razão jurídica assiste ao Recorrente.
5. O Supremo Tribunal Federal assentou que os créditos de
natureza alimentar submetem-se ao regime constitucional dos
precatórios. Nesse sentido:
“PROCESSO CIVIL. PRECATÓRIO. CRÉDITOS DE
NATUREZA ALIMENTÍCIA. ART. 100 DA Constituição Federal de 1988. OFENSA
DIRETA. 1. Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública são feitos
por precatório, conforme dispõe o art. 100 da Constituição Federal,
inclusive as verbas de caráter alimentar. 2. Agravo regimental
improvido” (AI 768.479-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda
Turma, DJe 7.5.2010).
“AÇÃO CAUTELAR. LIMINAR DEFERIDA AD
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 597.157 AGR / SP
REFERENDUM. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL. CONDENAÇÃO EM
MANDADO DE SEGURANÇA AO PAGAMENTO IMEDIATO
DE INDENIZAÇÃO: FÉRIAS E LICENÇA-PRÊMIO NÃO
GOZADAS. OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. 1. Ao interpretar o art. 100 da Constituição da
República, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se
no sentido de que 'mesmo as prestações de caráter alimentar
[submetem-se] ao regime constitucional dos precatórios, ainda que
reconhecendo a possibilidade jurídica de se estabelecerem duas ordens
distintas de precatórios, com preferência absoluta dos créditos de
natureza alimentícia (ordem especial) sobre aqueles de caráter
meramente comum (ordem geral)'(STA 90-AgR/PI, Rel. Min. Ellen
Gracie, Tribunal Pleno, DJ 26.10.2007). 2. Incidência da Súmula 655
do Supremo Tribunal Federal. 3. Liminar referendada” (AC 219 REF-
MC/SP, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.4.2010).
Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido.
6. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.
557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal).
Considerando-se a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal,
deixo de condenar ao pagamento de honorários advocatícios de
sucumbência” (fls. 677-690).
2. Publicada essa decisão no DJe de 30.8.2011 (fl. 681), interpõem
João Aparecido de Carvalho e outros, ora Agravantes, em 5.9.2011,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 683-688).
3. Alegam os Agravantes que o recurso extraordinário é
intempestivo porque, “tendo o acórdão que rejeitou os embargos sido publicado
em 12/12/2006, o prazo para interposição dos referidos recursos esgotou-se em
11/01/2007” e que, “ainda que fosse tempestivo, o recurso extraordinário estaria
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 597.157 AGR / SP
REFERENDUM. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL. CONDENAÇÃO EM
MANDADO DE SEGURANÇA AO PAGAMENTO IMEDIATO
DE INDENIZAÇÃO: FÉRIAS E LICENÇA-PRÊMIO NÃO
GOZADAS. OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. 1. Ao interpretar o art. 100 da Constituição da
República, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se
no sentido de que 'mesmo as prestações de caráter alimentar
[submetem-se] ao regime constitucional dos precatórios, ainda que
reconhecendo a possibilidade jurídica de se estabelecerem duas ordens
distintas de precatórios, com preferência absoluta dos créditos de
natureza alimentícia (ordem especial) sobre aqueles de caráter
meramente comum (ordem geral)'(STA 90-AgR/PI, Rel. Min. Ellen
Gracie, Tribunal Pleno, DJ 26.10.2007). 2. Incidência da Súmula 655
do Supremo Tribunal Federal. 3. Liminar referendada” (AC 219 REF-
MC/SP, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.4.2010).
Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido.
6. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.
557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal).
Considerando-se a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal,
deixo de condenar ao pagamento de honorários advocatícios de
sucumbência” (fls. 677-690).
2. Publicada essa decisão no DJe de 30.8.2011 (fl. 681), interpõem
João Aparecido de Carvalho e outros, ora Agravantes, em 5.9.2011,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 683-688).
3. Alegam os Agravantes que o recurso extraordinário é
intempestivo porque, “tendo o acórdão que rejeitou os embargos sido publicado
em 12/12/2006, o prazo para interposição dos referidos recursos esgotou-se em
11/01/2007” e que, “ainda que fosse tempestivo, o recurso extraordinário estaria
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 597.157 AGR / SP
prejudicado, uma vez que ao agravo do despacho denegatório do seguimento do
recurso especial (Agravo de Instrumento n 1.136.296-SP) foi negado
provimento, afastando a aplicação do rito do artigo 730 do Código de Processo
Civil” (fls. 684 e 685).
Asseveram, ainda, que existem decisões deste Supremo Tribunal
Federal, em casos semelhantes, afirmando que a ofensa constitucional
seria indireta (AI 540.571, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 407.387, Rel. Min.
Cezar Peluso; e AI 594.001, Rel. Min. Eros Grau).
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 597.157 AGR / SP
prejudicado, uma vez que ao agravo do despacho denegatório do seguimento do
recurso especial (Agravo de Instrumento n 1.136.296-SP) foi negado
provimento, afastando a aplicação do rito do artigo 730 do Código de Processo
Civil” (fls. 684 e 685).
Asseveram, ainda, que existem decisões deste Supremo Tribunal
Federal, em casos semelhantes, afirmando que a ofensa constitucional
seria indireta (AI 540.571, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 407.387, Rel. Min.
Cezar Peluso; e AI 594.001, Rel. Min. Eros Grau).
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. Ressalte-se, inicialmente, que o recurso extraordinário não foi
interposto fora do prazo. O acórdão recorrido foi publicado no Diário da
Justiça eletrônico em 3.12.2007 (fl. 365) e o recurso foi interposto em
7.12.2007 (fl. 367), antes, portanto, de expirar o prazo de que goza a
Fazenda Pública estadual para recorrer (art. 188 do Código de Processo
Civil).
3. Também não há que se falar em prejuízo do recurso
extraordinário. Se a Fazenda não logrou seu intento de desconstituir a
decisão que determinou o pagamento imediato do débito,
independentemente de precatório, com o recurso dirigido ao Superior
Tribunal de Justiça (AI 1.136.296), claro está que persiste o seu interesse
em um desfecho que lhe seja favorável. Nesse sentido:
RECURSO - INTERESSE DE AGIR. Indica-o a possibilidade
de vir à balha pronunciamento mais favorável ao recorrente.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
-
CAPÍTULO
-
PREQUESTIONAMENTO. Matéria veiculada nas razões do
extraordinário há de ter sido objeto de debate e decisão prévios, sem os
quais fica inviabilizado o cotejo necessário ao exame do
enquadramento do recurso no permissivo constitucional. IPI -
CREDITAMENTO - ISENÇÃO - OPERAÇÃO ANTERIOR À LEI
n 9.779/99. A ficção jurídica prevista no artigo 11 da Lei n 9.779/99
não alcança situação reveladora de isenção do Imposto sobre Produtos
Industrializados - IPI que a antecedeu” (Recurso Extraordinário 460.785-AgR, Rel. Min.
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. Ressalte-se, inicialmente, que o recurso extraordinário não foi
interposto fora do prazo. O acórdão recorrido foi publicado no Diário da
Justiça eletrônico em 3.12.2007 (fl. 365) e o recurso foi interposto em
7.12.2007 (fl. 367), antes, portanto, de expirar o prazo de que goza a
Fazenda Pública estadual para recorrer (art. 188 do Código de Processo
Civil).
3. Também não há que se falar em prejuízo do recurso
extraordinário. Se a Fazenda não logrou seu intento de desconstituir a
decisão que determinou o pagamento imediato do débito,
independentemente de precatório, com o recurso dirigido ao Superior
Tribunal de Justiça (AI 1.136.296), claro está que persiste o seu interesse
em um desfecho que lhe seja favorável. Nesse sentido:
RECURSO - INTERESSE DE AGIR. Indica-o a possibilidade
de vir à balha pronunciamento mais favorável ao recorrente.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
-
CAPÍTULO
-
PREQUESTIONAMENTO. Matéria veiculada nas razões do
extraordinário há de ter sido objeto de debate e decisão prévios, sem os
quais fica inviabilizado o cotejo necessário ao exame do
enquadramento do recurso no permissivo constitucional. IPI -
CREDITAMENTO - ISENÇÃO - OPERAÇÃO ANTERIOR À LEI
n 9.779/99. A ficção jurídica prevista no artigo 11 da Lei n 9.779/99
não alcança situação reveladora de isenção do Imposto sobre Produtos
Industrializados - IPI que a antecedeu” (Recurso Extraordinário 460.785-AgR, Rel. Min.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 597.157 AGR / SP
Marco Aurélio, Plenário, DJe 11.9.2009 – grifos nossos).
4. Por outro lado, os julgados indicados pelos Agravantes não
guardam qualquer semelhança com o caso vertente, pois em nenhum
deles se discute a contrariedade ao art. 100 da Constituição da República.
5. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
Federal assentou que os débitos da Fazenda Pública são pagos por meio
de precatório e que até mesmo os créditos alimentares se submetem a
essa sistemática. Confiram-se os seguintes julgados:
“PROCESSO CIVIL. PRECATÓRIO. CRÉDITOS DE
NATUREZA ALIMENTÍCIA. ART. 100 DA Constituição Federal de 1988. OFENSA
DIRETA. 1. Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública são feitos
por precatório, conforme dispõe o art. 100 da Constituição Federal,
inclusive as verbas de caráter alimentar. 2. Agravo regimental
improvido” (AI 768.479-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda
Turma, DJe 7.5.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE TUTELA
ANTECIPADA.
DETERMINAÇÃO
DE
PAGAMENTO
IMEDIATO DE VALORES RECONHECIDOS JUDICIALMENTE.
OCORRÊNCIA DE GRAVE LESÃO À ORDEM PÚBLICA.
VIOLAÇÃO AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
E AO ART. 2...-B DA LEI 9.494/97. NECESSIDADE DE
SUBMISSÃO AO REGIME CONSTITUCIONAL DOS
PRECATÓRIOS. 1. Art. 1... da Lei 9.494/97, c/c art. 4... da Lei
8.437/92: configuração de grave lesão à ordem pública. Pedido de
suspensão de tutela antecipada deferido. 2. A tutela jurisdicional
pretendida pelo agravante, consubstanciada no pagamento antecipado
dos valores reconhecidos judicialmente só pode ser efetivada após o
trânsito em julgado da ação sob o procedimento ordinário ajuizada na
origem. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao
interpretar o disposto no caput do art. 100 da Constituição da
República, firmou-se no sentido de submeter, mesmo as prestações de
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 597.157 AGR / SP
Marco Aurélio, Plenário, DJe 11.9.2009 – grifos nossos).
4. Por outro lado, os julgados indicados pelos Agravantes não
guardam qualquer semelhança com o caso vertente, pois em nenhum
deles se discute a contrariedade ao art. 100 da Constituição da República.
5. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
Federal assentou que os débitos da Fazenda Pública são pagos por meio
de precatório e que até mesmo os créditos alimentares se submetem a
essa sistemática. Confiram-se os seguintes julgados:
“PROCESSO CIVIL. PRECATÓRIO. CRÉDITOS DE
NATUREZA ALIMENTÍCIA. ART. 100 DA Constituição Federal de 1988. OFENSA
DIRETA. 1. Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública são feitos
por precatório, conforme dispõe o art. 100 da Constituição Federal,
inclusive as verbas de caráter alimentar. 2. Agravo regimental
improvido” (AI 768.479-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda
Turma, DJe 7.5.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE TUTELA
ANTECIPADA.
DETERMINAÇÃO
DE
PAGAMENTO
IMEDIATO DE VALORES RECONHECIDOS JUDICIALMENTE.
OCORRÊNCIA DE GRAVE LESÃO À ORDEM PÚBLICA.
VIOLAÇÃO AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
E AO ART. 2...-B DA LEI 9.494/97. NECESSIDADE DE
SUBMISSÃO AO REGIME CONSTITUCIONAL DOS
PRECATÓRIOS. 1. Art. 1... da Lei 9.494/97, c/c art. 4... da Lei
8.437/92: configuração de grave lesão à ordem pública. Pedido de
suspensão de tutela antecipada deferido. 2. A tutela jurisdicional
pretendida pelo agravante, consubstanciada no pagamento antecipado
dos valores reconhecidos judicialmente só pode ser efetivada após o
trânsito em julgado da ação sob o procedimento ordinário ajuizada na
origem. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao
interpretar o disposto no caput do art. 100 da Constituição da
República, firmou-se no sentido de submeter, mesmo as prestações de
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1781467.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 597.157 AGR / SP
caráter alimentar, ao regime constitucional dos precatórios, ainda que
reconhecendo a possibilidade jurídica de se estabelecerem duas ordens
distintas de precatórios, com preferência absoluta dos créditos de
natureza alimentícia (ordem especial) sobre aqueles de caráter
meramente comum (ordem geral). Precedentes. 4. Agravo regimental
improvido” (STA 90-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, DJe
26.10.2007).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO. ART. 100 E
PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. I – A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui o entendimento
no sentido de que é necessária a expedição de precatório para fins de
pagamento de débitos da Fazenda Pública decorrente de decisões
judiciais. Precedentes. II – Esta Corte também firmou a orientação de
que até no caso de crédito alimentício há a obrigatoriedade da
observância do regime de precatórios para o pagamento do débito
fazendário. Precedentes. III - Agravo regimental” (Recurso Extraordinário 597.835-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe
25.11.2010).
6. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1781467.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 597.157 AGR / SP
caráter alimentar, ao regime constitucional dos precatórios, ainda que
reconhecendo a possibilidade jurídica de se estabelecerem duas ordens
distintas de precatórios, com preferência absoluta dos créditos de
natureza alimentícia (ordem especial) sobre aqueles de caráter
meramente comum (ordem geral). Precedentes. 4. Agravo regimental
improvido” (STA 90-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, DJe
26.10.2007).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRECATÓRIO. ART. 100 E
PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. I – A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui o entendimento
no sentido de que é necessária a expedição de precatório para fins de
pagamento de débitos da Fazenda Pública decorrente de decisões
judiciais. Precedentes. II – Esta Corte também firmou a orientação de
que até no caso de crédito alimentício há a obrigatoriedade da
observância do regime de precatórios para o pagamento do débito
fazendário. Precedentes. III - Agravo regimental” (Recurso Extraordinário 597.835-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe
25.11.2010).
6. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791278
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.157
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : JOÃO APARECIDO DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 157 SÃO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 157 SÃO",
"AI 768 . 479 - AgR / RJ",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 157 SÃO",
"AI 768 . 479 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 597 . 157 AGR / SP",
"STA 90 - AgR / PI",
"Súmula 655 do Supremo Tribunal Federal",
"AC 219 REF - MC / SP",
"Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 597 . 157 AGR / SP",
"STA 90 - AgR / PI",
"Súmula 655 do Supremo Tribunal Federal",
"AC 219 REF - MC / SP",
"Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 597 . 157 AGR / SP",
"Agravo de Instrumento n 1 . 136 . 296 - SP",
"AI 540 . 571",
"AI 407 . 387",
"AI 594 . 001",
"Recurso Extraordinário 597 . 157 AGR / SP",
"Agravo de Instrumento n 1 . 136 . 296 - SP",
"AI 540 . 571",
"AI 407 . 387",
"AI 594 . 001",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 157 SÃO",
"AI 1 . 136 . 296",
"Recurso Extraordinário 460 . 785 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 157",
"AI 1 . 136 . 296",
"Recurso Extraordinário 460 . 785 - AgR",
"Recurso Extraordinário 597 . 157 AGR / SP",
"AI 768 . 479 - AgR",
"Recurso Extraordinário 597 . 157 AGR / SP",
"AI 768 . 479 - AgR",
"Recurso Extraordinário 597 . 157 AGR / SP",
"STA 90 - AgR",
"Recurso Extraordinário 597 . 835 - AgR",
"Recurso",
"STA 90 - AgR",
"Recurso Extraordinário 597 . 835 - AgR",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 100 DA Constituição Federal de 1988",
"art . 100 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n",
"ART . 100 DA Constituição Federal de 1988",
"art . 100 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 100 da Constituição da República",
". .",
"-",
"A , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 100 da Constituição da República",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 730 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"artigo 730 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 188 do Código de Processo Civil",
"LEI n 9 . 779 / 99",
"artigo 11 da Lei n 9 . 779 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 188 do Código de Processo Civil",
"LEI n 9 . 779 / 99",
"artigo 11 da Lei n 9 . 779 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 100 da Constituição da República",
"ART . 100 DA Constituição Federal de 1988",
"art . 100 da Constituição Federal",
"ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ART . 2 . . . - B DA LEI 9 . 494 / 97",
"Lei 9 . 494 / 97",
"Lei 8 . 437 / 92",
"caput",
"art . 100 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 100 da Constituição da República",
"ART . 100 DA Constituição Federal de 1988",
"art . 100 da Constituição Federal",
"ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ART . 2 . . . - B DA LEI 9 . 494 / 97",
"Lei 9 . 494 / 97",
"art . 4 . . . da Lei 8 . 437 / 92",
"art . 100 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 100 E PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 100 E PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Fazenda Pública",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Marco Aurélio",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO APARECIDO DE CARVALHO",
"ROBERTO DUARTE BERTOTTI",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO APARECIDO DE CARVALHO",
"ROBERTO DUARTE BERTOTTI",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO APARECIDO DE CARVALHO",
"ROBERTO DUARTE BERTOTTI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"João Aparecido de Carvalho",
"Ellen Gracie",
"João Aparecido de Carvalho",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"Eros Grau",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"Eros Grau",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ellen Gracie",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO APARECIDO DE CARVALHO",
"ROBERTO DUARTE BERTOTTI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO APARECIDO DE CARVALHO",
"ROBERTO DUARTE BERTOTTI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"18 de agosto de 2011",
"7",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"18 de agosto de 2011",
"7",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"10",
".",
"2007",
"23",
".",
"4",
".",
"2010",
"30",
".",
"8",
".",
"2011",
"5",
".",
"9",
".",
"2011",
"12",
"/",
"12",
"/",
"2006",
"11",
"/",
"01",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"10",
".",
"2007",
"23",
".",
"4",
".",
"2010",
"30",
".",
"8",
".",
"2011",
"5",
".",
"9",
".",
"2011",
"12",
"/",
"12",
"/",
"2006",
"11",
"/",
"01",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"3",
".",
"12",
".",
"2007",
"7",
".",
"12",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"3",
".",
"12",
".",
"2007",
"7",
".",
"12",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"9",
".",
"2009",
"7",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"9",
".",
"2009",
"7",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"10",
".",
"2007",
"25",
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"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
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"10",
".",
"2007",
"25",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
EMENTA:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS. IMPOSSIBILIDADE DE CORREÇÃO MONETÁRIA
DOS CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do
voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 09/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 4 de agosto de 2011, dei provimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Estado do Paraná contra decisão do Tribunal de Justiça
daquele Estado, o qual assentou que não incidiria correção monetária
sobre créditos escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços - ICMS. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido da impossibilidade de correção monetária dos créditos
escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA DE CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES
DAS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. A incidência de
correção monetária sobre o crédito foi objeto de apreciação anterior
deste Supremo Tribunal, concluindo-se no sentido de que, em se
tratando de irregular lançamento de crédito em decorrência do
recolhimento do ICMS, não há incidência de correção no momento da
compensação com o tributo devido. 2. Essas operações de creditamento
têm natureza meramente contábil: são os chamados créditos
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 4 de agosto de 2011, dei provimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Estado do Paraná contra decisão do Tribunal de Justiça
daquele Estado, o qual assentou que não incidiria correção monetária
sobre créditos escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços - ICMS. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido da impossibilidade de correção monetária dos créditos
escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA DE CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES
DAS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. A incidência de
correção monetária sobre o crédito foi objeto de apreciação anterior
deste Supremo Tribunal, concluindo-se no sentido de que, em se
tratando de irregular lançamento de crédito em decorrência do
recolhimento do ICMS, não há incidência de correção no momento da
compensação com o tributo devido. 2. Essas operações de creditamento
têm natureza meramente contábil: são os chamados créditos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1878295.
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Relatório
RE 634.468 ED / PR
escriturais. Aplica-se a eles técnica de contabilização para viabilizar a
equação entre débitos e créditos, para fazer valer o princípio da não-
cumulatividade’ (RE 386.475, Redatora Ministra Cármen Lúcia,
Tribunal Pleno, DJ 22.6.2007).
(…) Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão
recorrido.
5. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.
557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal), isentando a parte recorrida dos
ônus da sucumbência, incluídos os honorários advocatícios” (fls. 225-
228).
2. Publicada essa decisão no DJe de 9.8.2011 (fl. 229), opõe Serrarias
Campos de Palmas S/A, ora Embargante, em 12.8.2011, tempestivamente,
embargos de declaração (fls. 196-205).
Argumenta a Embargante que a decisão embargada estaria omissa
porque não se pronunciou sobre a “intempestividade do recurso
extraordinário interposto pelo embargado” (fl. 240).
Requer o acolhimento dos presentes embargos de declaração.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 634.468 ED / PR
escriturais. Aplica-se a eles técnica de contabilização para viabilizar a
equação entre débitos e créditos, para fazer valer o princípio da não-
cumulatividade’ (RE 386.475, Redatora Ministra Cármen Lúcia,
Tribunal Pleno, DJ 22.6.2007).
(…) Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão
recorrido.
5. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.
557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal), isentando a parte recorrida dos
ônus da sucumbência, incluídos os honorários advocatícios” (fls. 225-
228).
2. Publicada essa decisão no DJe de 9.8.2011 (fl. 229), opõe Serrarias
Campos de Palmas S/A, ora Embargante, em 12.8.2011, tempestivamente,
embargos de declaração (fls. 196-205).
Argumenta a Embargante que a decisão embargada estaria omissa
porque não se pronunciou sobre a “intempestividade do recurso
extraordinário interposto pelo embargado” (fl. 240).
Requer o acolhimento dos presentes embargos de declaração.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo
regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e RE
195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996).
2. Razão jurídica não assiste à Agravante.
3. Inicialmente, cumpre ressaltar que o recurso extraordinário foi
interposto tempestivamente. O Diário da Justiça circulou em 29.5.2008
(certidão de fl. 268) e o recurso extraordinário foi interposto em 11.6.2008,
portanto, dentro do prazo legal.
Ademais, “a certidão expedida pelo serventuário de Justiça reveste-se de fé
pública, gozando da presunção juris tantum de veracidade, passível, no entanto,
de contestação mediante prova idônea e inequívoca em sentido contrário” (AI
496.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 3.9.2004), o
que não ocorreu na espécie vertente.
4. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou a impossibilidade de correção monetária dos créditos
escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços –
ICMS. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA DE CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES
DAS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. A incidência de
correção monetária sobre o crédito foi objeto de apreciação anterior
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo
regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e RE
195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996).
2. Razão jurídica não assiste à Agravante.
3. Inicialmente, cumpre ressaltar que o recurso extraordinário foi
interposto tempestivamente. O Diário da Justiça circulou em 29.5.2008
(certidão de fl. 268) e o recurso extraordinário foi interposto em 11.6.2008,
portanto, dentro do prazo legal.
Ademais, “a certidão expedida pelo serventuário de Justiça reveste-se de fé
pública, gozando da presunção juris tantum de veracidade, passível, no entanto,
de contestação mediante prova idônea e inequívoca em sentido contrário” (AI
496.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 3.9.2004), o
que não ocorreu na espécie vertente.
4. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou a impossibilidade de correção monetária dos créditos
escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços –
ICMS. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA DE CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES
DAS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. A incidência de
correção monetária sobre o crédito foi objeto de apreciação anterior
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 634.468 ED / PR
deste Supremo Tribunal, concluindo-se no sentido de que, em se
tratando de irregular lançamento de crédito em decorrência do
recolhimento do ICMS, não há incidência de correção no momento da
compensação com o tributo devido. 2. Essas operações de creditamento
têm natureza meramente contábil: são os chamados créditos
escriturais. Aplica-se a eles técnica de contabilização para viabilizar a
equação entre débitos e créditos, para fazer valer o princípio da não-
cumulatividade” (RE 386.475, do qual fui relatora para acórdão,
Plenário, DJ 22.6.2007).
“Embargos de declaração e agravo regimental em recurso
extraordinário. 2. Interposição simultânea de dois recursos contra a
mesma decisão. Impossibilidade. Princípio da Unirrecorribilidade.
Precedente. 3. Correção monetária de crédito escritural de ICMS. 4.
Inexistência de previsão legal. Hipótese anterior à edição das Leis nos
10.079 e 10.183, ambas de 1994, do Estado do Rio Grande do Sul.
Precedentes. 5. Matéria constitucional argüida. Prequestionamento.
Ocorrência. 6. Embargos de declaração não conhecidos e agravo
regimental a que se nega provimento” (RE 387.839-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 6.10.2006).
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
CORREÇÃO
MONETÁRIA
DE
CRÉDITOS
EXTEMPORÂNEOS. INADMISSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA
NÃO-CUMULATIVIDADE. IMPOSTO CALCULADO SOBRE O
VALOR FINAL DA OPERAÇÃO. “CÁLCULO POR DENTRO”.
CONSTITUCIONALIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal não admite a correção monetária dos créditos
escriturais de ICMS, quando não existir previsão legal para essa
correção. 2. É constitucional a inclusão do valor da operação ou da
prestação de serviço somado ao próprio tributo, para aferição da base
de cálculo do ICMS. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 464.841-
AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 19.12.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
2
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RE 634.468 ED / PR
deste Supremo Tribunal, concluindo-se no sentido de que, em se
tratando de irregular lançamento de crédito em decorrência do
recolhimento do ICMS, não há incidência de correção no momento da
compensação com o tributo devido. 2. Essas operações de creditamento
têm natureza meramente contábil: são os chamados créditos
escriturais. Aplica-se a eles técnica de contabilização para viabilizar a
equação entre débitos e créditos, para fazer valer o princípio da não-
cumulatividade” (RE 386.475, do qual fui relatora para acórdão,
Plenário, DJ 22.6.2007).
“Embargos de declaração e agravo regimental em recurso
extraordinário. 2. Interposição simultânea de dois recursos contra a
mesma decisão. Impossibilidade. Princípio da Unirrecorribilidade.
Precedente. 3. Correção monetária de crédito escritural de ICMS. 4.
Inexistência de previsão legal. Hipótese anterior à edição das Leis nos
10.079 e 10.183, ambas de 1994, do Estado do Rio Grande do Sul.
Precedentes. 5. Matéria constitucional argüida. Prequestionamento.
Ocorrência. 6. Embargos de declaração não conhecidos e agravo
regimental a que se nega provimento” (RE 387.839-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 6.10.2006).
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
CORREÇÃO
MONETÁRIA
DE
CRÉDITOS
EXTEMPORÂNEOS. INADMISSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA
NÃO-CUMULATIVIDADE. IMPOSTO CALCULADO SOBRE O
VALOR FINAL DA OPERAÇÃO. “CÁLCULO POR DENTRO”.
CONSTITUCIONALIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal não admite a correção monetária dos créditos
escriturais de ICMS, quando não existir previsão legal para essa
correção. 2. É constitucional a inclusão do valor da operação ou da
prestação de serviço somado ao próprio tributo, para aferição da base
de cálculo do ICMS. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 464.841-
AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 19.12.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 634.468 ED / PR
EXTRAORDINÁRIO. ICMS. CORREÇÃO MONETÁRIA DO
DÉBITO FISCAL E INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL
PARA ATUALIZAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA E AO
DA NÃO-CUMULATIVIDADE. 1. Creditamento do ICMS.
Natureza meramente contábil. Operação escritural, razão por que não
se pode pretender a aplicação do instituto da correção monetária. 2. A
atualização monetária do crédito do ICMS, por não estar prevista na
legislação local, não pode ser deferida pelo Judiciário sob pena de
substituir-se ao legislador estadual em matéria de sua estrita
competência. 3. A correção monetária incide sobre o débito tributário
devidamente constituído, ou quando recolhido em atraso. Diferencia-
se do crédito escritural - técnica de contabilização para a equação entre
débitos e créditos, a fim de fazer valer o princípio da não-
cumulatividade. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
295.761-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Primeira Turma, DJ
29.3.2005).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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RE 634.468 ED / PR
EXTRAORDINÁRIO. ICMS. CORREÇÃO MONETÁRIA DO
DÉBITO FISCAL E INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL
PARA ATUALIZAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA E AO
DA NÃO-CUMULATIVIDADE. 1. Creditamento do ICMS.
Natureza meramente contábil. Operação escritural, razão por que não
se pode pretender a aplicação do instituto da correção monetária. 2. A
atualização monetária do crédito do ICMS, por não estar prevista na
legislação local, não pode ser deferida pelo Judiciário sob pena de
substituir-se ao legislador estadual em matéria de sua estrita
competência. 3. A correção monetária incide sobre o débito tributário
devidamente constituído, ou quando recolhido em atraso. Diferencia-
se do crédito escritural - técnica de contabilização para a equação entre
débitos e créditos, a fim de fazer valer o princípio da não-
cumulatividade. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
295.761-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Primeira Turma, DJ
29.3.2005).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, divirjo no
número 2 da lista, porque entendo que, se há crédito, incide a correção
monetária, visando a compensação.
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, divirjo no
número 2 da lista, porque entendo que, se há crédito, incide a correção
monetária, visando a compensação.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos
termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos
termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1885683
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-04-09T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS. IMPOSSIBILIDADE DE CORREÇÃO MONETÁRIA DOS CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur207024
|
- Acórdãos citados: Pet 1245 ED-AgR, RE 195578 ED, AI 496136 AgR, RE 386475, RE 387839 AgR, AI 464841 AgR, RE 295761 AgR.
Número de páginas: 8.
Análise: 23/04/2012, LLD.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
634468
| null |
RE-ED
|
acordaos
|
RE 634468 ED
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] |
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
EMBTE.(S) : SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO RECH
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
EMENTA:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS. IMPOSSIBILIDADE DE CORREÇÃO MONETÁRIA
DOS CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do
voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 09/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 4 de agosto de 2011, dei provimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Estado do Paraná contra decisão do Tribunal de Justiça
daquele Estado, o qual assentou que não incidiria correção monetária
sobre créditos escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços - ICMS. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido da impossibilidade de correção monetária dos créditos
escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA DE CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES
DAS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. A incidência de
correção monetária sobre o crédito foi objeto de apreciação anterior
deste Supremo Tribunal, concluindo-se no sentido de que, em se
tratando de irregular lançamento de crédito em decorrência do
recolhimento do ICMS, não há incidência de correção no momento da
compensação com o tributo devido. 2. Essas operações de creditamento
têm natureza meramente contábil: são os chamados créditos
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 4 de agosto de 2011, dei provimento ao recurso extraordinário
interposto pelo Estado do Paraná contra decisão do Tribunal de Justiça
daquele Estado, o qual assentou que não incidiria correção monetária
sobre créditos escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços - ICMS. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido da impossibilidade de correção monetária dos créditos
escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
Nesse sentido:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA DE CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES
DAS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. A incidência de
correção monetária sobre o crédito foi objeto de apreciação anterior
deste Supremo Tribunal, concluindo-se no sentido de que, em se
tratando de irregular lançamento de crédito em decorrência do
recolhimento do ICMS, não há incidência de correção no momento da
compensação com o tributo devido. 2. Essas operações de creditamento
têm natureza meramente contábil: são os chamados créditos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1878295.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 634.468 ED / PR
escriturais. Aplica-se a eles técnica de contabilização para viabilizar a
equação entre débitos e créditos, para fazer valer o princípio da não-
cumulatividade’ (Recurso Extraordinário 386.475, Redatora Ministra Cármen Lúcia,
Tribunal Pleno, DJ 22.6.2007).
(…) Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão
recorrido.
5. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.
557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal), isentando a parte recorrida dos
ônus da sucumbência, incluídos os honorários advocatícios” (fls. 225-
228).
2. Publicada essa decisão no DJe de 9.8.2011 (fl. 229), opõe Serrarias
Campos de Palmas S/A, ora Embargante, em 12.8.2011, tempestivamente,
embargos de declaração (fls. 196-205).
Argumenta a Embargante que a decisão embargada estaria omissa
porque não se pronunciou sobre a “intempestividade do recurso
extraordinário interposto pelo embargado” (fl. 240).
Requer o acolhimento dos presentes embargos de declaração.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 634.468 ED / PR
escriturais. Aplica-se a eles técnica de contabilização para viabilizar a
equação entre débitos e créditos, para fazer valer o princípio da não-
cumulatividade’ (Recurso Extraordinário 386.475, Redatora Ministra Cármen Lúcia,
Tribunal Pleno, DJ 22.6.2007).
(…) Dessa orientação jurisprudencial divergiu o acórdão
recorrido.
5. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.
557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal), isentando a parte recorrida dos
ônus da sucumbência, incluídos os honorários advocatícios” (fls. 225-
228).
2. Publicada essa decisão no DJe de 9.8.2011 (fl. 229), opõe Serrarias
Campos de Palmas S/A, ora Embargante, em 12.8.2011, tempestivamente,
embargos de declaração (fls. 196-205).
Argumenta a Embargante que a decisão embargada estaria omissa
porque não se pronunciou sobre a “intempestividade do recurso
extraordinário interposto pelo embargado” (fl. 240).
Requer o acolhimento dos presentes embargos de declaração.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo
regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e Recurso Extraordinário
195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996).
2. Razão jurídica não assiste à Agravante.
3. Inicialmente, cumpre ressaltar que o recurso extraordinário foi
interposto tempestivamente. O Diário da Justiça circulou em 29.5.2008
(certidão de fl. 268) e o recurso extraordinário foi interposto em 11.6.2008,
portanto, dentro do prazo legal.
Ademais, “a certidão expedida pelo serventuário de Justiça reveste-se de fé
pública, gozando da presunção juris tantum de veracidade, passível, no entanto,
de contestação mediante prova idônea e inequívoca em sentido contrário” (AI
496.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 3.9.2004), o
que não ocorreu na espécie vertente.
4. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou a impossibilidade de correção monetária dos créditos
escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços –
ICMS. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA DE CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES
DAS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. A incidência de
correção monetária sobre o crédito foi objeto de apreciação anterior
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo
regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e Recurso Extraordinário
195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996).
2. Razão jurídica não assiste à Agravante.
3. Inicialmente, cumpre ressaltar que o recurso extraordinário foi
interposto tempestivamente. O Diário da Justiça circulou em 29.5.2008
(certidão de fl. 268) e o recurso extraordinário foi interposto em 11.6.2008,
portanto, dentro do prazo legal.
Ademais, “a certidão expedida pelo serventuário de Justiça reveste-se de fé
pública, gozando da presunção juris tantum de veracidade, passível, no entanto,
de contestação mediante prova idônea e inequívoca em sentido contrário” (AI
496.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 3.9.2004), o
que não ocorreu na espécie vertente.
4. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal
assentou a impossibilidade de correção monetária dos créditos
escriturais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços –
ICMS. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA DE CRÉDITOS ESCRITURAIS. PRECEDENTES
DAS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. A incidência de
correção monetária sobre o crédito foi objeto de apreciação anterior
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 634.468 ED / PR
deste Supremo Tribunal, concluindo-se no sentido de que, em se
tratando de irregular lançamento de crédito em decorrência do
recolhimento do ICMS, não há incidência de correção no momento da
compensação com o tributo devido. 2. Essas operações de creditamento
têm natureza meramente contábil: são os chamados créditos
escriturais. Aplica-se a eles técnica de contabilização para viabilizar a
equação entre débitos e créditos, para fazer valer o princípio da não-
cumulatividade” (Recurso Extraordinário 386.475, do qual fui relatora para acórdão,
Plenário, DJ 22.6.2007).
“Embargos de declaração e agravo regimental em recurso
extraordinário. 2. Interposição simultânea de dois recursos contra a
mesma decisão. Impossibilidade. Princípio da Unirrecorribilidade.
Precedente. 3. Correção monetária de crédito escritural de ICMS. 4.
Inexistência de previsão legal. Hipótese anterior à edição das Leis nos
10.079 e 10.183, ambas de 1994, do Estado do Rio Grande do Sul.
Precedentes. 5. Matéria constitucional argüida. Prequestionamento.
Ocorrência. 6. Embargos de declaração não conhecidos e agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 387.839-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 6.10.2006).
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
CORREÇÃO
MONETÁRIA
DE
CRÉDITOS
EXTEMPORÂNEOS. INADMISSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA
NÃO-CUMULATIVIDADE. IMPOSTO CALCULADO SOBRE O
VALOR FINAL DA OPERAÇÃO. “CÁLCULO POR DENTRO”.
CONSTITUCIONALIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal não admite a correção monetária dos créditos
escriturais de ICMS, quando não existir previsão legal para essa
correção. 2. É constitucional a inclusão do valor da operação ou da
prestação de serviço somado ao próprio tributo, para aferição da base
de cálculo do ICMS. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 464.841-
AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 19.12.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 634.468 ED / PR
deste Supremo Tribunal, concluindo-se no sentido de que, em se
tratando de irregular lançamento de crédito em decorrência do
recolhimento do ICMS, não há incidência de correção no momento da
compensação com o tributo devido. 2. Essas operações de creditamento
têm natureza meramente contábil: são os chamados créditos
escriturais. Aplica-se a eles técnica de contabilização para viabilizar a
equação entre débitos e créditos, para fazer valer o princípio da não-
cumulatividade” (Recurso Extraordinário 386.475, do qual fui relatora para acórdão,
Plenário, DJ 22.6.2007).
“Embargos de declaração e agravo regimental em recurso
extraordinário. 2. Interposição simultânea de dois recursos contra a
mesma decisão. Impossibilidade. Princípio da Unirrecorribilidade.
Precedente. 3. Correção monetária de crédito escritural de ICMS. 4.
Inexistência de previsão legal. Hipótese anterior à edição das Leis nos
10.079 e 10.183, ambas de 1994, do Estado do Rio Grande do Sul.
Precedentes. 5. Matéria constitucional argüida. Prequestionamento.
Ocorrência. 6. Embargos de declaração não conhecidos e agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 387.839-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 6.10.2006).
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS.
CORREÇÃO
MONETÁRIA
DE
CRÉDITOS
EXTEMPORÂNEOS. INADMISSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA
NÃO-CUMULATIVIDADE. IMPOSTO CALCULADO SOBRE O
VALOR FINAL DA OPERAÇÃO. “CÁLCULO POR DENTRO”.
CONSTITUCIONALIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal não admite a correção monetária dos créditos
escriturais de ICMS, quando não existir previsão legal para essa
correção. 2. É constitucional a inclusão do valor da operação ou da
prestação de serviço somado ao próprio tributo, para aferição da base
de cálculo do ICMS. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 464.841-
AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 19.12.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 634.468 ED / PR
EXTRAORDINÁRIO. ICMS. CORREÇÃO MONETÁRIA DO
DÉBITO FISCAL E INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL
PARA ATUALIZAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA E AO
DA NÃO-CUMULATIVIDADE. 1. Creditamento do ICMS.
Natureza meramente contábil. Operação escritural, razão por que não
se pode pretender a aplicação do instituto da correção monetária. 2. A
atualização monetária do crédito do ICMS, por não estar prevista na
legislação local, não pode ser deferida pelo Judiciário sob pena de
substituir-se ao legislador estadual em matéria de sua estrita
competência. 3. A correção monetária incide sobre o débito tributário
devidamente constituído, ou quando recolhido em atraso. Diferencia-
se do crédito escritural - técnica de contabilização para a equação entre
débitos e créditos, a fim de fazer valer o princípio da não-
cumulatividade. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
295.761-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Primeira Turma, DJ
29.3.2005).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 634.468 ED / PR
EXTRAORDINÁRIO. ICMS. CORREÇÃO MONETÁRIA DO
DÉBITO FISCAL E INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL
PARA ATUALIZAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA E AO
DA NÃO-CUMULATIVIDADE. 1. Creditamento do ICMS.
Natureza meramente contábil. Operação escritural, razão por que não
se pode pretender a aplicação do instituto da correção monetária. 2. A
atualização monetária do crédito do ICMS, por não estar prevista na
legislação local, não pode ser deferida pelo Judiciário sob pena de
substituir-se ao legislador estadual em matéria de sua estrita
competência. 3. A correção monetária incide sobre o débito tributário
devidamente constituído, ou quando recolhido em atraso. Diferencia-
se do crédito escritural - técnica de contabilização para a equação entre
débitos e créditos, a fim de fazer valer o princípio da não-
cumulatividade. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
295.761-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Primeira Turma, DJ
29.3.2005).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, divirjo no
número 2 da lista, porque entendo que, se há crédito, incide a correção
monetária, visando a compensação.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, divirjo no
número 2 da lista, porque entendo que, se há crédito, incide a correção
monetária, visando a compensação.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos
termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.468
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S/A
ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO RECH
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos
termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791286
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 468",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 468",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 468",
"Recurso Extraordinário 634 . 468 ED / PR",
"Recurso Extraordinário 386 . 475",
"Recurso Extraordinário 634 . 468 ED / PR",
"Recurso Extraordinário 386 . 475",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 468",
"Pet 1 . 245 - ED - AgR",
"Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED",
"AI 496 . 136 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 468",
"Pet 1 . 245 - ED - AgR",
"Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED",
"AI 496 . 136 - AgR",
"Recurso Extraordinário 634 . 468 ED / PR",
"Recurso Extraordinário 386 . 475",
"Recurso Extraordinário 387 . 839 - AgR",
"AI 464 . 841 - AgR",
"Recurso Extraordinário 634 . 468 ED",
"Recurso Extraordinário 386 . 475",
"Recurso Extraordinário 387 . 839 - AgR",
"AI 464 . 841 - AgR",
"Recurso Extraordinário 634 . 468 ED / PR",
"Recurso Extraordinário 295 . 761 - AgR",
"Recurso Extraordinário 634 . 468 ED / PR",
"Recurso Extraordinário 295 . 761 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 468",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 468",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 468"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis nos 10 . 079",
"10",
".",
"183",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis nos 10 . 079",
"10",
".",
"183",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Serrarias Campos de Palmas S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Serrarias Campos de Palmas S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Turma",
"Supremo",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Turma",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SERRARIAS CAMPOS DE PALMAS S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SERRARIAS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ ROBERTO RECH",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ ROBERTO RECH",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ ROBERTO RECH",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Moreira Alves",
"Ilmar Galvão",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Moreira Alves",
"Ilmar Galvão",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ ROBERTO RECH",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ ROBERTO RECH",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"4 de agosto de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"4 de agosto de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"9",
".",
"8",
".",
"2011",
"12",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"9",
".",
"8",
".",
"2011",
"12",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"22",
".",
"5",
".",
"1998",
"23",
".",
"8",
".",
"1996",
"29",
".",
"5",
".",
"2008",
"11",
".",
"6",
".",
"2008",
"3",
".",
"9",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"22",
".",
"5",
".",
"1998",
"23",
".",
"8",
".",
"1996",
"29",
".",
"5",
".",
"2008",
"11",
".",
"6",
".",
"2008",
"3",
".",
"9",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"1994",
"6",
".",
"10",
".",
"2006",
"19",
".",
"12",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"1994",
"6",
".",
"10",
".",
"2006",
"19",
".",
"12",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"3",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"3",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S)
:ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S)
:MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário.
Aposentado que retorna à atividade. Contribuição previdenciária.
Exigibilidade. Precedentes.
1. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido da
exigibilidade da contribuição previdenciária do aposentado que retorna à
atividade.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822076.
Supremo Tribunal Federal
DJe 23/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S)
:ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S)
:MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Manoel Rodrigues Machado e outros interpõem tempestivo agravo
regimental contra decisão em que o Ministro Menezes Direito (fls. 123 a
125) negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Manoel Rodrigues Machado e outros interpõem recurso
extraordinário, com fundamento na alínea 'a' do permissivo
constitucional, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da
4ª Região, assim ementado:
'TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO. ART. 12, § 4º, DA
LEI Nº 8.212/91 E ART. 18, § 2º, DA LEI Nº 8.213/91. ART.
195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ASSISTÊNCIA
JUDICIÁRIA GRATUITA.
1. O art. 12, § 4º, da Lei nº 8.212/91, acrescentado pela
Lei nº 9.032/97, dispõe que 'o aposentado pelo RGPS que
estiver exercendo ou que voltar a exercer a atividade
abrangida por este Regime é segurado obrigatório em
relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições
de que trata esta Lei, para fins de custeio da seguridade
social.', em contrapartida, o art. 18, § 2º, da Lei nº 8.213/91,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822073.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S)
:ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S)
:MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Manoel Rodrigues Machado e outros interpõem tempestivo agravo
regimental contra decisão em que o Ministro Menezes Direito (fls. 123 a
125) negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Manoel Rodrigues Machado e outros interpõem recurso
extraordinário, com fundamento na alínea 'a' do permissivo
constitucional, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da
4ª Região, assim ementado:
'TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO. ART. 12, § 4º, DA
LEI Nº 8.212/91 E ART. 18, § 2º, DA LEI Nº 8.213/91. ART.
195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ASSISTÊNCIA
JUDICIÁRIA GRATUITA.
1. O art. 12, § 4º, da Lei nº 8.212/91, acrescentado pela
Lei nº 9.032/97, dispõe que 'o aposentado pelo RGPS que
estiver exercendo ou que voltar a exercer a atividade
abrangida por este Regime é segurado obrigatório em
relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições
de que trata esta Lei, para fins de custeio da seguridade
social.', em contrapartida, o art. 18, § 2º, da Lei nº 8.213/91,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
RE 396.020 AGR / RS
na redação que lhe foi conferida pela Lei nº 9.528/97, reza
que 'o aposentado pelo RGPS que permanecer em
atividade sujeita a este Regime, ou a ele retornar, não fará
jus a prestação alguma da previdência social, exceto
salário família e à reabilitação profissional, quando
empregado'. 2. O art. 195 da Constituição Federal prevê
que 'a seguridade social será financiada por toda a
sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios',
arrolando, em seguida, as contribuições sociais que lhe
custeiam. Ora, embora o aposentado pelo Regime Geral
que volte ao mercado de trabalho somente faça jus ao
salário-família e à reabilitação profissional, o ordenamento
constitucional, com base no princípio da solidariedade
social, comporta a exigibilidade de contribuições
previdenciárias sobre a remuneração percebida. 3. A
concessão do benefício da assistência judiciária gratuita
depende de mera afirmação da parte de sua condição de
necessitada, podendo a parte contrária requerer a
revogação de tal benefício, desde que prove a inexistência
ou o desaparecimento dos requisitos essenciais à sua
concessão, consoante dispõe o art. 7º da Lei 1.060/50' (fl.
90).
Alegam os recorrentes afronta ao artigo 201, § 11, da
Constituição Federal. Sustentam que:
'Da inobservância da imposição constitucional (CF,
art. 201, § 11) de repercussão das contribuições em
prestações do Regime Geral de Previdência Social
(motivada pelo disposto no artigo 18, § 2º, da Lei nº
8.213/91) resulta a INCONSTITUCIONALIDADE da
contribuição imposta pela redação que a Lei nº 9.032/95
deu ao § 4º do artigo 12 da Lei nº 8.212/91, do que resulta a
necessidade de repetição dos valores arrecadados a tal
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 396.020 AGR / RS
na redação que lhe foi conferida pela Lei nº 9.528/97, reza
que 'o aposentado pelo RGPS que permanecer em
atividade sujeita a este Regime, ou a ele retornar, não fará
jus a prestação alguma da previdência social, exceto
salário família e à reabilitação profissional, quando
empregado'. 2. O art. 195 da Constituição Federal prevê
que 'a seguridade social será financiada por toda a
sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios',
arrolando, em seguida, as contribuições sociais que lhe
custeiam. Ora, embora o aposentado pelo Regime Geral
que volte ao mercado de trabalho somente faça jus ao
salário-família e à reabilitação profissional, o ordenamento
constitucional, com base no princípio da solidariedade
social, comporta a exigibilidade de contribuições
previdenciárias sobre a remuneração percebida. 3. A
concessão do benefício da assistência judiciária gratuita
depende de mera afirmação da parte de sua condição de
necessitada, podendo a parte contrária requerer a
revogação de tal benefício, desde que prove a inexistência
ou o desaparecimento dos requisitos essenciais à sua
concessão, consoante dispõe o art. 7º da Lei 1.060/50' (fl.
90).
Alegam os recorrentes afronta ao artigo 201, § 11, da
Constituição Federal. Sustentam que:
'Da inobservância da imposição constitucional (CF,
art. 201, § 11) de repercussão das contribuições em
prestações do Regime Geral de Previdência Social
(motivada pelo disposto no artigo 18, § 2º, da Lei nº
8.213/91) resulta a INCONSTITUCIONALIDADE da
contribuição imposta pela redação que a Lei nº 9.032/95
deu ao § 4º do artigo 12 da Lei nº 8.212/91, do que resulta a
necessidade de repetição dos valores arrecadados a tal
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
RE 396.020 AGR / RS
título' (fl.103).
Sem contra-razões (fl. 113), o recurso extraordinário (fls.
95 a 110) foi admitido (fl. 114).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 28/11/02, conforme expresso na certidão de folha
94, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o
acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta
Corte, firmada no julgamento do RE nº 437.640/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
publicado no DJ de 2/3/07, assim ementado:
‘Contribuição previdenciária: aposentado que
retorna à atividade: CF, art. 201, § 4º; L. 8.212/91, art. 12:
aplicação à espécie, mutatis mutandis, da decisão plenária
da ADIn 3.105, red. p/acórdão Peluso, DJ 18.2.05.
A contribuição previdenciária do aposentado que
retorna à atividade está amparada no princípio da
universalidade do custeio da Previdência Social (CF, art.
195); o art. 201, § 4º, da Constituição Federal 'remete à lei
os casos em que a contribuição repercute nos benefícios'.’
No mesmo sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADO.
RETORNO
À
ATIVIDADE.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1.
Não-interposição de recurso especial. Incide, no caso, a
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822073.
Supremo Tribunal Federal
RE 396.020 AGR / RS
título' (fl.103).
Sem contra-razões (fl. 113), o recurso extraordinário (fls.
95 a 110) foi admitido (fl. 114).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 28/11/02, conforme expresso na certidão de folha
94, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o
acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta
Corte, firmada no julgamento do RE nº 437.640/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
publicado no DJ de 2/3/07, assim ementado:
‘Contribuição previdenciária: aposentado que
retorna à atividade: CF, art. 201, § 4º; L. 8.212/91, art. 12:
aplicação à espécie, mutatis mutandis, da decisão plenária
da ADIn 3.105, red. p/acórdão Peluso, DJ 18.2.05.
A contribuição previdenciária do aposentado que
retorna à atividade está amparada no princípio da
universalidade do custeio da Previdência Social (CF, art.
195); o art. 201, § 4º, da Constituição Federal 'remete à lei
os casos em que a contribuição repercute nos benefícios'.’
No mesmo sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADO.
RETORNO
À
ATIVIDADE.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1.
Não-interposição de recurso especial. Incide, no caso, a
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
RE 396.020 AGR / RS
Súmula 283 deste Supremo Tribunal Federal. 2.
Exigibilidade da contribuição previdenciária do
aposentado que retorna à atividade. Precedente’ (RE nº
393.672/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJ de 14/9/2007).
'1. RECURSO. Extraordinário. Acórdão com dupla
fundamentação suficiente. Impugnação de um só dos
fundamentos.
Subsistência
do
fundamento
infraconstitucional.
Preclusão
consumada.
Não
conhecimento. Aplicação da súmula 283. É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta
em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles.
2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Contribuição previdenciária. Aposentado que retorna ou
permanece em atividade. Incidência. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se
provimento a agravo regimental tendente a impugnar,
sem razões consistentes, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte' (AI nº 397.337/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
14/9/2007).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Intime-se.”
Aduzem os agravantes, in verbis, que:
“(...)
Em questão análoga eminente Ministro Marco Aurélio
(Recurso Extraordinário nº 381.367-6/RS) proferiu a decisão
abaixo transcrita (DJU de 17/4/2008) no sentido de que a
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 396.020 AGR / RS
Súmula 283 deste Supremo Tribunal Federal. 2.
Exigibilidade da contribuição previdenciária do
aposentado que retorna à atividade. Precedente’ (RE nº
393.672/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJ de 14/9/2007).
'1. RECURSO. Extraordinário. Acórdão com dupla
fundamentação suficiente. Impugnação de um só dos
fundamentos.
Subsistência
do
fundamento
infraconstitucional.
Preclusão
consumada.
Não
conhecimento. Aplicação da súmula 283. É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta
em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles.
2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Contribuição previdenciária. Aposentado que retorna ou
permanece em atividade. Incidência. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se
provimento a agravo regimental tendente a impugnar,
sem razões consistentes, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte' (AI nº 397.337/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
14/9/2007).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Intime-se.”
Aduzem os agravantes, in verbis, que:
“(...)
Em questão análoga eminente Ministro Marco Aurélio
(Recurso Extraordinário nº 381.367-6/RS) proferiu a decisão
abaixo transcrita (DJU de 17/4/2008) no sentido de que a
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
RE 396.020 AGR / RS
matéria discutida nestes autos -direito dos beneficiários da
Previdência Social ao recálculo das prestações que percebem
face à legitimidade da aplicação das disposições da Lei nº
9.032/95 que alteraram a Lei nº 8.213/91- deverá ser submetida à
apreciação do Pleno do Supremo Tribunal Federal.
(...)
Neste diapasão, requer seja aplicado ao presente caso o
mesmo entendimento, determinando-se o seu sobrestamento
por isonomia processual” (fl. 132).
Alegam que “a aplicação da decisão plenária da ADI 3.105,
publicada no DJ de 18.2.2005, não pode ser aplicada ao presente caso, haja
vista tratar de matéria e condições diversas às aplicáveis ao caso em
apreço” (fl. 133).
Afirmam, ainda, que “é inadmissível considerar legal e
constitucional a contribuição previdenciária sobre salário percebido por
aposentado que retorna à atividade ou nela permanece, sem que haja
repercussão sobre o benefício que percebe ou sem sua devolução de
forma capitalizada” (fl. 134).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 396.020 AGR / RS
matéria discutida nestes autos -direito dos beneficiários da
Previdência Social ao recálculo das prestações que percebem
face à legitimidade da aplicação das disposições da Lei nº
9.032/95 que alteraram a Lei nº 8.213/91- deverá ser submetida à
apreciação do Pleno do Supremo Tribunal Federal.
(...)
Neste diapasão, requer seja aplicado ao presente caso o
mesmo entendimento, determinando-se o seu sobrestamento
por isonomia processual” (fl. 132).
Alegam que “a aplicação da decisão plenária da ADI 3.105,
publicada no DJ de 18.2.2005, não pode ser aplicada ao presente caso, haja
vista tratar de matéria e condições diversas às aplicáveis ao caso em
apreço” (fl. 133).
Afirmam, ainda, que “é inadmissível considerar legal e
constitucional a contribuição previdenciária sobre salário percebido por
aposentado que retorna à atividade ou nela permanece, sem que haja
repercussão sobre o benefício que percebe ou sem sua devolução de
forma capitalizada” (fl. 134).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
Até a edição da Lei nº 8.870, de 15/04/1994, o segurado
aposentado que pretendesse continuar trabalhando deveria
contribuir para a Previdência e, ao cessar as atividades, lhe
eram devolvidas em forma de pecúlio as contribuições que
haviam sido vertidas ao Instituto.
A mencionada lei, no entanto, ao revogar o inciso II do art.
81 da Lei 8212/91, extinguiu a possibilidade de devolução das
referidas contribuições pela via do pecúlio e, por meio de seu
art. 24, isentou da contribuição previdenciária os aposentados
que continuassem em atividade na qualidade de segurados
empregados ou trabalhadores avulsos. Os demais segurados
aposentados em atividade (empresários, autônomos, etc.), por
sua vez, deveriam seguir com a obrigação de contribuir.
Com o advento da Lei 9.032/95, de 28/04/95, a obrigação
da contribuição foi ampliada a todo o segurado aposentado que
permanecesse ou retornasse à atividade (art. 12, §4º da Lei
8.212/91 e art. 11 § 3º da Lei 8.213/91, na redação da Lei 9.032/95.
(...)
Portanto, apenas os segurados aposentados que
exerceram sua atividade no período de 15/04/94 a 28/04/95 na
qualidade de empregados e trabalhadores avulsos é que
estiveram desobrigados de verter as contribuições para a
Previdência, o que não é o caso dos autos, já que estão em
discussão as contribuições relativas a período posterior à Lei
9.032/95.
(...)
Assim, o art. 195 da Constituição Federal prevê que 'a
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
Até a edição da Lei nº 8.870, de 15/04/1994, o segurado
aposentado que pretendesse continuar trabalhando deveria
contribuir para a Previdência e, ao cessar as atividades, lhe
eram devolvidas em forma de pecúlio as contribuições que
haviam sido vertidas ao Instituto.
A mencionada lei, no entanto, ao revogar o inciso II do art.
81 da Lei 8212/91, extinguiu a possibilidade de devolução das
referidas contribuições pela via do pecúlio e, por meio de seu
art. 24, isentou da contribuição previdenciária os aposentados
que continuassem em atividade na qualidade de segurados
empregados ou trabalhadores avulsos. Os demais segurados
aposentados em atividade (empresários, autônomos, etc.), por
sua vez, deveriam seguir com a obrigação de contribuir.
Com o advento da Lei 9.032/95, de 28/04/95, a obrigação
da contribuição foi ampliada a todo o segurado aposentado que
permanecesse ou retornasse à atividade (art. 12, §4º da Lei
8.212/91 e art. 11 § 3º da Lei 8.213/91, na redação da Lei 9.032/95.
(...)
Portanto, apenas os segurados aposentados que
exerceram sua atividade no período de 15/04/94 a 28/04/95 na
qualidade de empregados e trabalhadores avulsos é que
estiveram desobrigados de verter as contribuições para a
Previdência, o que não é o caso dos autos, já que estão em
discussão as contribuições relativas a período posterior à Lei
9.032/95.
(...)
Assim, o art. 195 da Constituição Federal prevê que 'a
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 396.020 AGR / RS
seguridade social será financiada por toda a sociedade, de
forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios', arrolando, em seguida, as
contribuições sociais que lhe custeiam. Ora, embora o
aposentado pelo Regime Geral que volte ao mercado de
trabalho somente faça jus ao salário-família e à reabilitação
profissional, o ordenamento constitucional, com base no
princípio da solidariedade social, comporta a exigibilidade de
contribuições previdenciárias sobre a remuneração percebida”
(fls. 84/85).
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, é certo que o
Tribunal de origem decidiu em consonância com a jurisprudência desta
Corte, que está consolidada no sentido da exigibilidade da contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade. Sobre o tema,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RETORNO DE
APOSENTADO À ATIVIDADE. EXIGIBILIDADE DE
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº
357.892/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 24/3/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
APOSENTADO.
RETORNO
À
ATIVIDADE. A decisão agravada está em perfeita harmonia
com o entendimento firmado por ambas as Turmas deste
Tribunal, no sentido de que é exigível a contribuição
previdenciária do aposentado que permanece em atividade ou
a ela retorna após a inativação. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 367.416/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09).
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 396.020 AGR / RS
seguridade social será financiada por toda a sociedade, de
forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios', arrolando, em seguida, as
contribuições sociais que lhe custeiam. Ora, embora o
aposentado pelo Regime Geral que volte ao mercado de
trabalho somente faça jus ao salário-família e à reabilitação
profissional, o ordenamento constitucional, com base no
princípio da solidariedade social, comporta a exigibilidade de
contribuições previdenciárias sobre a remuneração percebida”
(fls. 84/85).
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, é certo que o
Tribunal de origem decidiu em consonância com a jurisprudência desta
Corte, que está consolidada no sentido da exigibilidade da contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade. Sobre o tema,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RETORNO DE
APOSENTADO À ATIVIDADE. EXIGIBILIDADE DE
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº
357.892/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 24/3/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
APOSENTADO.
RETORNO
À
ATIVIDADE. A decisão agravada está em perfeita harmonia
com o entendimento firmado por ambas as Turmas deste
Tribunal, no sentido de que é exigível a contribuição
previdenciária do aposentado que permanece em atividade ou
a ela retorna após a inativação. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 367.416/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 396.020 AGR / RS
“PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO QUE RETORNA À
ATIVIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, uma vez que a questão
debatida no caso foi decidida com base na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.213/91). Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. II - A contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade está
amparada no princípio da universalidade do custeio da
Previdência Social. Precedentes. III - Agravo regimental
improvido” (RE nº 364.224/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/4/10).
“DIREITO TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
APOSENTADO.
RETORNO À ATIVIDADE. 1. É exigível a contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade. 2.
Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão
agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios
fundamentos. 3. Agravo regimental improvido” (RE nº
364.083/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 22/5/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 396.020 AGR / RS
“PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO QUE RETORNA À
ATIVIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, uma vez que a questão
debatida no caso foi decidida com base na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.213/91). Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. II - A contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade está
amparada no princípio da universalidade do custeio da
Previdência Social. Precedentes. III - Agravo regimental
improvido” (RE nº 364.224/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/4/10).
“DIREITO TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
APOSENTADO.
RETORNO À ATIVIDADE. 1. É exigível a contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade. 2.
Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão
agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios
fundamentos. 3. Agravo regimental improvido” (RE nº
364.083/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 22/5/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1840558
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-23T00:00:00
|
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Aposentado que retorna à atividade. Contribuição previdenciária. Exigibilidade. Precedentes.
1. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido da exigibilidade da contribuição previdenciária do aposentado que retorna à atividade.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur206310
|
- Acórdãos citados: RE 357892 AgR, RE 367416 AgR,RE 364224 AgR, RE 364083 AgR.
Número de páginas: 10.
Análise: 12/04/2012, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
396020
| null |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 396020 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S)
:ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S)
:MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário.
Aposentado que retorna à atividade. Contribuição previdenciária.
Exigibilidade. Precedentes.
1. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido da
exigibilidade da contribuição previdenciária do aposentado que retorna à
atividade.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822076.
Supremo Tribunal Federal
DJe 23/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S)
:ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S)
:MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Manoel Rodrigues Machado e outros interpõem tempestivo agravo
regimental contra decisão em que o Ministro Menezes Direito (fls. 123 a
125) negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Manoel Rodrigues Machado e outros interpõem recurso
extraordinário, com fundamento na alínea 'a' do permissivo
constitucional, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da
4... Região, assim ementado:
'TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO. ART. 12, § 4..., DA
LEI n 8.212/91 E ART. 18, § 2..., DA LEI n 8.213/91. ART.
195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ASSISTÊNCIA
JUDICIÁRIA GRATUITA.
1. O art. 12, § 4..., da Lei n 8.212/91, acrescentado pela
Lei n 9.032/97, dispõe que 'o aposentado pelo RGPS que
estiver exercendo ou que voltar a exercer a atividade
abrangida por este Regime é segurado obrigatório em
relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições
de que trata esta Lei, para fins de custeio da seguridade
social.', em contrapartida, o art. 18, § 2..., da Lei n 8.213/91,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S)
:ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S)
:MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Manoel Rodrigues Machado e outros interpõem tempestivo agravo
regimental contra decisão em que o Ministro Menezes Direito (fls. 123 a
125) negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Manoel Rodrigues Machado e outros interpõem recurso
extraordinário, com fundamento na alínea 'a' do permissivo
constitucional, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da
4... Região, assim ementado:
'TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO. ART. 12, § 4..., DA
LEI n 8.212/91 E ART. 18, § 2..., DA LEI n 8.213/91. ART.
195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ASSISTÊNCIA
JUDICIÁRIA GRATUITA.
1. O art. 12, § 4..., da Lei n 8.212/91, acrescentado pela
Lei n 9.032/97, dispõe que 'o aposentado pelo RGPS que
estiver exercendo ou que voltar a exercer a atividade
abrangida por este Regime é segurado obrigatório em
relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições
de que trata esta Lei, para fins de custeio da seguridade
social.', em contrapartida, o art. 18, § 2..., da Lei n 8.213/91,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
na redação que lhe foi conferida pela Lei n 9.528/97, reza
que 'o aposentado pelo RGPS que permanecer em
atividade sujeita a este Regime, ou a ele retornar, não fará
jus a prestação alguma da previdência social, exceto
salário família e à reabilitação profissional, quando
empregado'. 2. O art. 195 da Constituição Federal prevê
que 'a seguridade social será financiada por toda a
sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios',
arrolando, em seguida, as contribuições sociais que lhe
custeiam. Ora, embora o aposentado pelo Regime Geral
que volte ao mercado de trabalho somente faça jus ao
salário-família e à reabilitação profissional, o ordenamento
constitucional, com base no princípio da solidariedade
social, comporta a exigibilidade de contribuições
previdenciárias sobre a remuneração percebida. 3. A
concessão do benefício da assistência judiciária gratuita
depende de mera afirmação da parte de sua condição de
necessitada, podendo a parte contrária requerer a
revogação de tal benefício, desde que prove a inexistência
ou o desaparecimento dos requisitos essenciais à sua
concessão, consoante dispõe o art. 7... da Lei 1.060/50' (fl.
90).
Alegam os recorrentes afronta ao artigo 201, § 11, da
Constituição Federal. Sustentam que:
'Da inobservância da imposição constitucional (Constituição Federal de 1988,
art. 201, § 11) de repercussão das contribuições em
prestações do Regime Geral de Previdência Social
(motivada pelo disposto no artigo 18, § 2..., da Lei n
8.213/91) resulta a INCONSTITUCIONALIDADE da
contribuição imposta pela redação que a Lei n 9.032/95
deu ao § 4... do artigo 12 da Lei n 8.212/91, do que resulta a
necessidade de repetição dos valores arrecadados a tal
2
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na redação que lhe foi conferida pela Lei n 9.528/97, reza
que 'o aposentado pelo RGPS que permanecer em
atividade sujeita a este Regime, ou a ele retornar, não fará
jus a prestação alguma da previdência social, exceto
salário família e à reabilitação profissional, quando
empregado'. 2. O art. 195 da Constituição Federal prevê
que 'a seguridade social será financiada por toda a
sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios',
arrolando, em seguida, as contribuições sociais que lhe
custeiam. Ora, embora o aposentado pelo Regime Geral
que volte ao mercado de trabalho somente faça jus ao
salário-família e à reabilitação profissional, o ordenamento
constitucional, com base no princípio da solidariedade
social, comporta a exigibilidade de contribuições
previdenciárias sobre a remuneração percebida. 3. A
concessão do benefício da assistência judiciária gratuita
depende de mera afirmação da parte de sua condição de
necessitada, podendo a parte contrária requerer a
revogação de tal benefício, desde que prove a inexistência
ou o desaparecimento dos requisitos essenciais à sua
concessão, consoante dispõe o art. 7... da Lei 1.060/50' (fl.
90).
Alegam os recorrentes afronta ao artigo 201, § 11, da
Constituição Federal. Sustentam que:
'Da inobservância da imposição constitucional (Constituição Federal de 1988,
art. 201, § 11) de repercussão das contribuições em
prestações do Regime Geral de Previdência Social
(motivada pelo disposto no artigo 18, § 2..., da Lei n
8.213/91) resulta a INCONSTITUCIONALIDADE da
contribuição imposta pela redação que a Lei n 9.032/95
deu ao § 4... do artigo 12 da Lei n 8.212/91, do que resulta a
necessidade de repetição dos valores arrecadados a tal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
título' (fl.103).
Sem contra-razões (fl. 113), o recurso extraordinário (fls.
95 a 110) foi admitido (fl. 114).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 28/11/02, conforme expresso na certidão de folha
94, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o
acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta
Corte, firmada no julgamento do Recurso Extraordinário n 437.640/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
publicado no DJ de 2/3/07, assim ementado:
‘Contribuição previdenciária: aposentado que
retorna à atividade: Constituição Federal de 1988, art. 201, § 4...; L. 8.212/91, art. 12:
aplicação à espécie, mutatis mutandis, da decisão plenária
da ADIn 3.105, red. p/acórdão Peluso, DJ 18.2.05.
A contribuição previdenciária do aposentado que
retorna à atividade está amparada no princípio da
universalidade do custeio da Previdência Social (Constituição Federal de 1988, art.
195); o art. 201, § 4..., da Constituição Federal 'remete à lei
os casos em que a contribuição repercute nos benefícios'.’
No mesmo sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADO.
RETORNO
À
ATIVIDADE.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1.
Não-interposição de recurso especial. Incide, no caso, a
3
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título' (fl.103).
Sem contra-razões (fl. 113), o recurso extraordinário (fls.
95 a 110) foi admitido (fl. 114).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 28/11/02, conforme expresso na certidão de folha
94, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o
acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta
Corte, firmada no julgamento do Recurso Extraordinário n 437.640/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
publicado no DJ de 2/3/07, assim ementado:
‘Contribuição previdenciária: aposentado que
retorna à atividade: Constituição Federal de 1988, art. 201, § 4...; L. 8.212/91, art. 12:
aplicação à espécie, mutatis mutandis, da decisão plenária
da ADIn 3.105, red. p/acórdão Peluso, DJ 18.2.05.
A contribuição previdenciária do aposentado que
retorna à atividade está amparada no princípio da
universalidade do custeio da Previdência Social (Constituição Federal de 1988, art.
195); o art. 201, § 4..., da Constituição Federal 'remete à lei
os casos em que a contribuição repercute nos benefícios'.’
No mesmo sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADO.
RETORNO
À
ATIVIDADE.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1.
Não-interposição de recurso especial. Incide, no caso, a
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Relatório
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
Súmula 283 deste Supremo Tribunal Federal. 2.
Exigibilidade da contribuição previdenciária do
aposentado que retorna à atividade. Precedente’ (Recurso Extraordinário n
393.672/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJ de 14/9/2007).
'1. RECURSO. Extraordinário. Acórdão com dupla
fundamentação suficiente. Impugnação de um só dos
fundamentos.
Subsistência
do
fundamento
infraconstitucional.
Preclusão
consumada.
Não
conhecimento. Aplicação da súmula 283. É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta
em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles.
2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Contribuição previdenciária. Aposentado que retorna ou
permanece em atividade. Incidência. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se
provimento a agravo regimental tendente a impugnar,
sem razões consistentes, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte' (AI n 397.337/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
14/9/2007).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Intime-se.”
Aduzem os agravantes, in verbis, que:
“(...)
Em questão análoga eminente Ministro Marco Aurélio
(Recurso Extraordinário n 381.367-6/RS) proferiu a decisão
abaixo transcrita (DJU de 17/4/2008) no sentido de que a
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
Súmula 283 deste Supremo Tribunal Federal. 2.
Exigibilidade da contribuição previdenciária do
aposentado que retorna à atividade. Precedente’ (Recurso Extraordinário n
393.672/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJ de 14/9/2007).
'1. RECURSO. Extraordinário. Acórdão com dupla
fundamentação suficiente. Impugnação de um só dos
fundamentos.
Subsistência
do
fundamento
infraconstitucional.
Preclusão
consumada.
Não
conhecimento. Aplicação da súmula 283. É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta
em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles.
2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Contribuição previdenciária. Aposentado que retorna ou
permanece em atividade. Incidência. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se
provimento a agravo regimental tendente a impugnar,
sem razões consistentes, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte' (AI n 397.337/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
14/9/2007).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Intime-se.”
Aduzem os agravantes, in verbis, que:
“(...)
Em questão análoga eminente Ministro Marco Aurélio
(Recurso Extraordinário n 381.367-6/RS) proferiu a decisão
abaixo transcrita (DJU de 17/4/2008) no sentido de que a
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Relatório
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
matéria discutida nestes autos -direito dos beneficiários da
Previdência Social ao recálculo das prestações que percebem
face à legitimidade da aplicação das disposições da Lei n
9.032/95 que alteraram a Lei n 8.213/91- deverá ser submetida à
apreciação do Pleno do Supremo Tribunal Federal.
(...)
Neste diapasão, requer seja aplicado ao presente caso o
mesmo entendimento, determinando-se o seu sobrestamento
por isonomia processual” (fl. 132).
Alegam que “a aplicação da decisão plenária da ADI 3.105,
publicada no DJ de 18.2.2005, não pode ser aplicada ao presente caso, haja
vista tratar de matéria e condições diversas às aplicáveis ao caso em
apreço” (fl. 133).
Afirmam, ainda, que “é inadmissível considerar legal e
constitucional a contribuição previdenciária sobre salário percebido por
aposentado que retorna à atividade ou nela permanece, sem que haja
repercussão sobre o benefício que percebe ou sem sua devolução de
forma capitalizada” (fl. 134).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
matéria discutida nestes autos -direito dos beneficiários da
Previdência Social ao recálculo das prestações que percebem
face à legitimidade da aplicação das disposições da Lei n
9.032/95 que alteraram a Lei n 8.213/91- deverá ser submetida à
apreciação do Pleno do Supremo Tribunal Federal.
(...)
Neste diapasão, requer seja aplicado ao presente caso o
mesmo entendimento, determinando-se o seu sobrestamento
por isonomia processual” (fl. 132).
Alegam que “a aplicação da decisão plenária da ADI 3.105,
publicada no DJ de 18.2.2005, não pode ser aplicada ao presente caso, haja
vista tratar de matéria e condições diversas às aplicáveis ao caso em
apreço” (fl. 133).
Afirmam, ainda, que “é inadmissível considerar legal e
constitucional a contribuição previdenciária sobre salário percebido por
aposentado que retorna à atividade ou nela permanece, sem que haja
repercussão sobre o benefício que percebe ou sem sua devolução de
forma capitalizada” (fl. 134).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
Até a edição da Lei n 8.870, de 15/04/1994, o segurado
aposentado que pretendesse continuar trabalhando deveria
contribuir para a Previdência e, ao cessar as atividades, lhe
eram devolvidas em forma de pecúlio as contribuições que
haviam sido vertidas ao Instituto.
A mencionada lei, no entanto, ao revogar o inciso II do art.
81 da Lei 8212/91, extinguiu a possibilidade de devolução das
referidas contribuições pela via do pecúlio e, por meio de seu
art. 24, isentou da contribuição previdenciária os aposentados
que continuassem em atividade na qualidade de segurados
empregados ou trabalhadores avulsos. Os demais segurados
aposentados em atividade (empresários, autônomos, etc.), por
sua vez, deveriam seguir com a obrigação de contribuir.
Com o advento da Lei 9.032/95, de 28/04/95, a obrigação
da contribuição foi ampliada a todo o segurado aposentado que
permanecesse ou retornasse à atividade (art. 12, §4... da Lei
8.212/91 e art. 11 § 3... da Lei 8.213/91, na redação da Lei 9.032/95.
(...)
Portanto, apenas os segurados aposentados que
exerceram sua atividade no período de 15/04/94 a 28/04/95 na
qualidade de empregados e trabalhadores avulsos é que
estiveram desobrigados de verter as contribuições para a
Previdência, o que não é o caso dos autos, já que estão em
discussão as contribuições relativas a período posterior à Lei
9.032/95.
(...)
Assim, o art. 195 da Constituição Federal prevê que 'a
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
Até a edição da Lei n 8.870, de 15/04/1994, o segurado
aposentado que pretendesse continuar trabalhando deveria
contribuir para a Previdência e, ao cessar as atividades, lhe
eram devolvidas em forma de pecúlio as contribuições que
haviam sido vertidas ao Instituto.
A mencionada lei, no entanto, ao revogar o inciso II do art.
81 da Lei 8212/91, extinguiu a possibilidade de devolução das
referidas contribuições pela via do pecúlio e, por meio de seu
art. 24, isentou da contribuição previdenciária os aposentados
que continuassem em atividade na qualidade de segurados
empregados ou trabalhadores avulsos. Os demais segurados
aposentados em atividade (empresários, autônomos, etc.), por
sua vez, deveriam seguir com a obrigação de contribuir.
Com o advento da Lei 9.032/95, de 28/04/95, a obrigação
da contribuição foi ampliada a todo o segurado aposentado que
permanecesse ou retornasse à atividade (art. 12, §4... da Lei
8.212/91 e art. 11 § 3... da Lei 8.213/91, na redação da Lei 9.032/95.
(...)
Portanto, apenas os segurados aposentados que
exerceram sua atividade no período de 15/04/94 a 28/04/95 na
qualidade de empregados e trabalhadores avulsos é que
estiveram desobrigados de verter as contribuições para a
Previdência, o que não é o caso dos autos, já que estão em
discussão as contribuições relativas a período posterior à Lei
9.032/95.
(...)
Assim, o art. 195 da Constituição Federal prevê que 'a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
seguridade social será financiada por toda a sociedade, de
forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios', arrolando, em seguida, as
contribuições sociais que lhe custeiam. Ora, embora o
aposentado pelo Regime Geral que volte ao mercado de
trabalho somente faça jus ao salário-família e à reabilitação
profissional, o ordenamento constitucional, com base no
princípio da solidariedade social, comporta a exigibilidade de
contribuições previdenciárias sobre a remuneração percebida”
(fls. 84/85).
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, é certo que o
Tribunal de origem decidiu em consonância com a jurisprudência desta
Corte, que está consolidada no sentido da exigibilidade da contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade. Sobre o tema,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RETORNO DE
APOSENTADO À ATIVIDADE. EXIGIBILIDADE DE
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n
357.892/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 24/3/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
APOSENTADO.
RETORNO
À
ATIVIDADE. A decisão agravada está em perfeita harmonia
com o entendimento firmado por ambas as Turmas deste
Tribunal, no sentido de que é exigível a contribuição
previdenciária do aposentado que permanece em atividade ou
a ela retorna após a inativação. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 367.416/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09).
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
seguridade social será financiada por toda a sociedade, de
forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios', arrolando, em seguida, as
contribuições sociais que lhe custeiam. Ora, embora o
aposentado pelo Regime Geral que volte ao mercado de
trabalho somente faça jus ao salário-família e à reabilitação
profissional, o ordenamento constitucional, com base no
princípio da solidariedade social, comporta a exigibilidade de
contribuições previdenciárias sobre a remuneração percebida”
(fls. 84/85).
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, é certo que o
Tribunal de origem decidiu em consonância com a jurisprudência desta
Corte, que está consolidada no sentido da exigibilidade da contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade. Sobre o tema,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RETORNO DE
APOSENTADO À ATIVIDADE. EXIGIBILIDADE DE
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n
357.892/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 24/3/11).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
APOSENTADO.
RETORNO
À
ATIVIDADE. A decisão agravada está em perfeita harmonia
com o entendimento firmado por ambas as Turmas deste
Tribunal, no sentido de que é exigível a contribuição
previdenciária do aposentado que permanece em atividade ou
a ela retorna após a inativação. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 367.416/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09).
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
“PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO QUE RETORNA À
ATIVIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, uma vez que a questão
debatida no caso foi decidida com base na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.213/91). Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. II - A contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade está
amparada no princípio da universalidade do custeio da
Previdência Social. Precedentes. III - Agravo regimental
improvido” (Recurso Extraordinário n 364.224/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/4/10).
“DIREITO TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
APOSENTADO.
RETORNO À ATIVIDADE. 1. É exigível a contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade. 2.
Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão
agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios
fundamentos. 3. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n
364.083/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 22/5/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 396.020 AGR / RS
“PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO QUE RETORNA À
ATIVIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, uma vez que a questão
debatida no caso foi decidida com base na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.213/91). Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. II - A contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade está
amparada no princípio da universalidade do custeio da
Previdência Social. Precedentes. III - Agravo regimental
improvido” (Recurso Extraordinário n 364.224/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/4/10).
“DIREITO TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA.
APOSENTADO.
RETORNO À ATIVIDADE. 1. É exigível a contribuição
previdenciária do aposentado que retorna à atividade. 2.
Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão
agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios
fundamentos. 3. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n
364.083/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 22/5/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396.020
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MANOEL RODRIGUES MACHADO
ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI
ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396 . 020",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396 . 020",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396 . 020",
"Recurso Extraordinário 396 . 020 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 396 . 020 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 396 . 020 AGR / RS",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário n 437 . 640",
"/",
"AgR",
"ADIn 3 . 105",
"Recurso Extraordinário 396 . 020",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário n 437 . 640 / RS - AgR",
"ADIn 3 . 105",
"Recurso Extraordinário 396 . 020 AGR / RS",
"Súmula 283 deste Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 393 . 672 / RS - AgR",
"AI n 397 . 337 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 381 . 367 - 6 / RS",
"Súmula 283 deste Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 393 . 672 / RS - AgR",
"AI n 397 . 337 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 381 . 367 - 6 / RS",
"Recurso Extraordinário 396 . 020 AGR / RS",
"ADI 3 . 105",
"Recurso Extraordinário 396 . 020 AGR",
"ADI 3 . 105",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396 . 020",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário 396 . 020 AGR",
"Recurso Extraordinário n 357 . 892 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 367 . 416 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário 396 . 020 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 357 . 892 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 367 . 416 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário 396 . 020 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 364 . 224 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 364 . 083 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 364 . 224 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 364 . 083 / RS - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396 . 020",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 396 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 12 , § 4 . . . , DA LEI n 8 . 212 / 91",
"ART . 18 , § 2 . . . , DA LEI n 8 . 213 / 91",
"ART . 195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 12 , § 4 . . . , da",
"Lei n 8 . 212 / 91",
"Lei n 9 . 032 / 97",
"art . 18 , § 2 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 12 , § 4 . . . , DA",
"LEI n 8 . 212 / 91",
"ART . 18 , § 2 . . . , DA",
"LEI n 8 . 213 / 91",
".",
"195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 12 , § 4 . . . , da Lei n 8 . 212 / 91",
"Lei n 9 . 032 / 97",
"art . 18 , § 2 . . . , da Lei n 8",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 528 / 97",
"art . 195 da Constituição Federal",
"art . 7 . . . da Lei 1 . 060 / 50",
"artigo 201 , § 11 , da Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 , art . 201 , § 11",
"artigo 18 , § 2 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91",
"Lei n 9 . 032 / 95",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 528 / 97",
"art . 195 da Constituição Federal",
"art . 7 . . . da Lei 1 . 060 / 50",
"artigo 201 , § 11 , da Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 , art . 201 , § 11",
"artigo 18 , § 2 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91",
"Lei n 9 . 032 / 95",
"§ 4 . . . do artigo 12 da Lei n 8 . 212 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 201 , § 4 . . .",
"L",
". 8 . 212 / 91",
"Constituição Federal de 1988 , art . 195",
"art . 201 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 201 , § 4 . . .",
"L",
". 8 . 212 / 91 , art . 12",
"Constituição Federal de 1988 , art . 195",
"art . 201 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 032 / 95",
"Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 032 / 95",
"Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 870",
"inciso II do art . 81 da Lei 8212 / 91",
"Lei 9 . 032 / 95",
"art . 12 , § 4 . . . da Lei 8 . 212 / 91",
"art . 11 § 3 . . . da Lei 8 . 213 / 91",
"Lei 9 . 032 / 95",
"Lei 9 . 032 / 95",
"art . 195 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 870",
"inciso II do art . 81 da Lei 8212 / 91",
"Lei 9 . 032 / 95",
"art . 12 , § 4 . . . da Lei 8 . 212 / 91",
"art . 11 § 3 .",
"Lei 8 . 213 / 91",
"Lei 9 . 032 / 95",
"Lei 9 . 032 / 95",
"art . 195 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Distrito Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Distrito Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RS",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RS",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Distrito Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Distrito Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"MANOEL RODRIGUES MACHADO",
"ERYKA FARIAS DE NEGRI",
"MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MANOEL RODRIGUES MACHADO",
"ERYKA FARIAS DE NEGRI",
"MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO",
"DIAS TOFFOLI",
"Manoel Rodrigues Machado",
"Menezes Direito",
"Manoel Rodrigues Machado",
"DIAS TOFFOLI",
"MANOEL RODRIGUES MACHADO",
"ERYKA FARIAS DE NEGRI",
"MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO",
"DIAS TOFFOLI",
"Manoel Rodrigues Machado",
"Menezes Direito",
"Manoel Rodrigues Machado",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Cezar Peluso",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Cezar Peluso",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
".",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"MANOEL RODRIGUES MACHADO",
"ERYKA FARIAS DE NEGRI",
"MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"MANOEL RODRIGUES MACHADO",
"ERYKA FARIAS DE NEGRI",
"MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"11",
"/",
"02",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"2",
"/",
"3",
"/",
"07",
"18",
".",
"2",
".",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"11",
"/",
"02",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"2",
"/",
"3",
"/",
"07",
"18",
".",
"2",
".",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2007",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2007",
"17",
"/",
"4",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2007",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2007",
"17",
"/",
"4",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"2",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"2",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
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"02",
"/",
"2012",
"15",
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"/",
"1994",
"28",
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"95",
"15",
"/",
"04",
"/",
"94",
"28",
"/",
"04",
"/",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"15",
"/",
"04",
"/",
"1994",
"28",
"/",
"04",
"/",
"95",
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"/",
"04",
"/",
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"/",
"04",
"/",
"95",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"3",
"/",
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"18",
"/",
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"/",
"09",
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"08",
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"2001",
"24",
"/",
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"/",
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"12",
"/",
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"08",
"/",
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"/",
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"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
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"4",
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"10",
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"/",
"5",
"/",
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".",
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".",
"2012",
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"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S)
:PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S)
:MARLENE KAMMER
ADV.(A/S)
:ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S)
:MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
civil. Responsabilidade civil. Indenização por danos morais e estéticos. 3.
Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada
apesar de contrária aos interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4.
Necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos.
Óbice do enunciado de Súmula 279. Precedentes. 5. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S)
:PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S)
:MARLENE KAMMER
ADV.(A/S)
:ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S)
:MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou seguimento ao recurso, ao fundamento de que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da parte. Ainda, entendeu que
para se concluir de forma diversa, seria necessário o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos, óbice preconizado pelo Enunciado
279 da Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, negativa de prestação
jurisdicional e existência de matéria constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1904773.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S)
:PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S)
:MARLENE KAMMER
ADV.(A/S)
:ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S)
:MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou seguimento ao recurso, ao fundamento de que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da parte. Ainda, entendeu que
para se concluir de forma diversa, seria necessário o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos, óbice preconizado pelo Enunciado
279 da Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, negativa de prestação
jurisdicional e existência de matéria constitucional em debate.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou
as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A
prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da recorrente.
Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de
fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Ratifico ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da
questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
No mérito, observo que a agravante não trouxe argumentos
suficientes para infirmar a decisão. Conforme já consignado na decisão
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou
as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A
prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da recorrente.
Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de
fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Ratifico ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da
questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
No mérito, observo que a agravante não trouxe argumentos
suficientes para infirmar a decisão. Conforme já consignado na decisão
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 664.145 AGR / DF
impugnada, para rever o posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e
concluir, como quer, cumpriria reexaminar o conjunto fático-probatório
constante dos autos, hipótese inviável em sede extraordinária, nos termos
do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA.
ATROPELAMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
E ESTÉTICOS. NEXO DE CAUSALIDADE. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI-AgR
836.286, Primeira Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
26.4.2011).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e
material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade.
Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos
suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo
regimental a que se nega provimento (AI-AgR 785.790, Segunda
Turma, de minha relatoria, DJe 29.6.2011).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 664.145 AGR / DF
impugnada, para rever o posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e
concluir, como quer, cumpriria reexaminar o conjunto fático-probatório
constante dos autos, hipótese inviável em sede extraordinária, nos termos
do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA.
ATROPELAMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
E ESTÉTICOS. NEXO DE CAUSALIDADE. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI-AgR
836.286, Primeira Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
26.4.2011).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e
material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade.
Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos
suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo
regimental a que se nega provimento (AI-AgR 785.790, Segunda
Turma, de minha relatoria, DJe 29.6.2011).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S) : PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S) : MARLENE KAMMER
ADV.(A/S) : ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S) : COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S) : MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S) : PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S) : MARLENE KAMMER
ADV.(A/S) : ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S) : COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S) : MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1906941
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-04-13T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito civil. Responsabilidade civil. Indenização por danos morais e estéticos. 3. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada apesar de contrária aos interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4. Necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Óbice do enunciado de Súmula 279. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur207324
|
- Acórdãos citados: AI 785790 AgR, AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 5.
Análise: 27/04/2012, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
664145
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 664145 AgR
|
[
""
] |
INTDO.(A/S) : COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S) : MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
ADV.(A/S) : PATRICIA SCHERER GIONGO
ADV.(A/S) : ADALBERTO FERREIRA GOMES
AGTE.(S) : JUAREZ GIONGO
AGDO.(A/S) : MARLENE KAMMER
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S)
:PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S)
:MARLENE KAMMER
ADV.(A/S)
:ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S)
:MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
civil. Responsabilidade civil. Indenização por danos morais e estéticos. 3.
Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada
apesar de contrária aos interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4.
Necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos.
Óbice do enunciado de Súmula 279. Precedentes. 5. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S)
:PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S)
:MARLENE KAMMER
ADV.(A/S)
:ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S)
:MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou seguimento ao recurso, ao fundamento de que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da parte. Ainda, entendeu que
para se concluir de forma diversa, seria necessário o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos, óbice preconizado pelo Enunciado
279 da Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, negativa de prestação
jurisdicional e existência de matéria constitucional em debate.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S)
:PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S)
:MARLENE KAMMER
ADV.(A/S)
:ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S)
:MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou seguimento ao recurso, ao fundamento de que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da parte. Ainda, entendeu que
para se concluir de forma diversa, seria necessário o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos, óbice preconizado pelo Enunciado
279 da Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, negativa de prestação
jurisdicional e existência de matéria constitucional em debate.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou
as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A
prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da recorrente.
Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de
fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Ratifico ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da
questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
No mérito, observo que a agravante não trouxe argumentos
suficientes para infirmar a decisão. Conforme já consignado na decisão
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou
as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A
prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da recorrente.
Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de
fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Ratifico ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da
questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
No mérito, observo que a agravante não trouxe argumentos
suficientes para infirmar a decisão. Conforme já consignado na decisão
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 664.145 AGR / DF
impugnada, para rever o posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e
concluir, como quer, cumpriria reexaminar o conjunto fático-probatório
constante dos autos, hipótese inviável em sede extraordinária, nos termos
do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA.
ATROPELAMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
E ESTÉTICOS. NEXO DE CAUSALIDADE. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI-AgR
836.286, Primeira Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
26.4.2011).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e
material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade.
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos
suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo
regimental a que se nega provimento (AI-AgR 785.790, Segunda
Turma, de minha relatoria, DJe 29.6.2011).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1904774.
Supremo Tribunal Federal
ARE 664.145 AGR / DF
impugnada, para rever o posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e
concluir, como quer, cumpriria reexaminar o conjunto fático-probatório
constante dos autos, hipótese inviável em sede extraordinária, nos termos
do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA.
ATROPELAMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
E ESTÉTICOS. NEXO DE CAUSALIDADE. IMPOSSIBILIDADE
DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI-AgR
836.286, Primeira Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
26.4.2011).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e
material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade.
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos
suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo
regimental a que se nega provimento (AI-AgR 785.790, Segunda
Turma, de minha relatoria, DJe 29.6.2011).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1904774.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S) : PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S) : MARLENE KAMMER
ADV.(A/S) : ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S) : COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S) : MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787772
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.145
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JUAREZ GIONGO
ADV.(A/S) : PATRICIA SCHERER GIONGO
AGDO.(A/S) : MARLENE KAMMER
ADV.(A/S) : ADALBERTO FERREIRA GOMES
INTDO.(A/S) : COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL
ADV.(A/S) : MARCO AURELIO MELLO MOREIRA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1787772
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664 . 145",
"AGRAVO 664 . 145",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE 664 . 145 AGR / DF",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI",
"-",
"AgR 836 . 286",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 785 . 790",
"ARE 664 . 145 AGR / DF",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI",
"-",
"AgR 836 . 286",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 785 . 790"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 544 , §",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS GRALHA AZUL",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JUAREZ GIONGO",
"PATRICIA SCHERER GIONGO",
"MARLENE KAMMER",
"ADALBERTO FERREIRA GOMES",
"MARCO AURELIO MELLO MOREIRA",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JUAREZ GIONGO",
"PATRICIA SCHERER GIONGO",
"MARLENE KAMMER",
"ADALBERTO FERREIRA GOMES",
"MARCO AURELIO MELLO MOREIRA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JUAREZ GIONGO",
"PATRICIA SCHERER GIONGO",
"MARLENE KAMMER",
"ADALBERTO FERREIRA GOMES",
"MARCO AURELIO MELLO MOREIRA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"JUAREZ GIONGO",
"PATRICIA SCHERER GIONGO",
"MARLENE KAMMER",
"ADALBERTO FERREIRA GOMES",
"MARCO AURELIO MELLO MOREIRA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"JUAREZ GIONGO",
"PATRICIA SCHERER GIONGO",
"MARLENE KAMMER",
"ADALBERTO FERREIRA GOMES",
"MARCO AURELIO MELLO MOREIRA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"4",
".",
"2011",
"29",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"4",
".",
"2011",
"29",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S)
:CÍCERO GUEDES DA SILVA
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito
administrativo. Servidor público militar. 3. Promoção por ato de bravura.
4. O Tribunal de origem, interpretando a legislação infraconstitucional
(Decreto estadual n. 4449/80), entendeu que a conduta do militar
preenche os requisitos legais, motivo pelo qual tem direito à referida
promoção. 5. Inviável a análise da legislação infraconstitucional e
reexame do conjunto fático-probatório no âmbito do recurso
extraordinário. 6.
A apreciação pelo Poder Judiciário do ato
administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o
Princípio da Separação dos Poderes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803184.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S)
:CÍCERO GUEDES DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão de fls. 419-
420, que negou seguimento ao recurso, em razão da ausência da cópia do
inteiro teor do acórdão recorrido.
No agravo regimental, sustenta-se que, após a edição da Lei
12.322/10, deixou de existir no mundo processual o Agravo de Instrumento
contra decisão denegatória de Recurso Extraordinário, bem como a necessidade
do traslado das peças processuais, devendo o eventual recurso (...) ser dirigido em
petição simples (…) (fl. 426).
Argumenta-se o seguinte:
A paginação específica de uma determinada decisão (...)
não pode ser utilizada com argumento juridicamente válido a
considerar com faltante uma página, porque não é paginação
oficial (fl. 427).
Alega-se, ainda, excesso de rigor formal não conhecer do instrumento na
hipótese que as demais cópias transladadas (sic) nos autos sejam suficientes para
a total compreensão da controvérsia (fl. 427).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803185.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S)
:CÍCERO GUEDES DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão de fls. 419-
420, que negou seguimento ao recurso, em razão da ausência da cópia do
inteiro teor do acórdão recorrido.
No agravo regimental, sustenta-se que, após a edição da Lei
12.322/10, deixou de existir no mundo processual o Agravo de Instrumento
contra decisão denegatória de Recurso Extraordinário, bem como a necessidade
do traslado das peças processuais, devendo o eventual recurso (...) ser dirigido em
petição simples (…) (fl. 426).
Argumenta-se o seguinte:
A paginação específica de uma determinada decisão (...)
não pode ser utilizada com argumento juridicamente válido a
considerar com faltante uma página, porque não é paginação
oficial (fl. 427).
Alega-se, ainda, excesso de rigor formal não conhecer do instrumento na
hipótese que as demais cópias transladadas (sic) nos autos sejam suficientes para
a total compreensão da controvérsia (fl. 427).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803185.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Inicialmente, destaco que são impertinentes as alegações quanto aos
requisitos formais do agravo de instrumento, tendo em vista seu
provimento à fl. 414.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação ao princípio da
separação dos poderes, ao argumento de que é vedado ao Poder
Judiciário, no controle jurisdicional, apreciar o mérito dos atos
administrativos.
Colho do acórdão recorrido que o agravado – servidor militar – teria
evitado o suicídio de uma pessoa que pretendia se jogar de uma ponte,
tendo inclusive se lançado sobre ela, colocando a própria vida em risco.
Contudo, apesar de requerer administrativamente a promoção por ato de
bravura, nos termos do Decreto estadual n. 4.449/1980, e de o Conselho
Especial ter acolhido seu pleito, o Comandante-Geral da PM-AL
discordou da decisão e não encaminhou o pedido de promoção à
apreciação do Governador do Estado.
O Tribunal de origem, interpretando a legislação estadual aplicável
ao caso (Decreto estadual n. 4.449/1980) entendeu que a conduta do
servidor militar preenchia os requisitos legalmente previstos, uma vez
que ele teria ultrapassado os “limites normais do cumprimento do
dever”, fazendo jus à promoção por ato de bravura.
Nesses termos, para concluir de forma diversa, imprescindível a
análise da legislação infraconstitucional e revisão dos fatos e provas que
permeiam a lide, providências vedadas no âmbito do recurso
extraordinário, conforme disposto nas súmulas 280 e 279.
Ademais, não verifico, no caso, violação ao princípio da separação
dos poderes, pois, tendo vislumbrado a ocorrência de ilegalidade, é
perfeitamente legítimo ao Poder Judiciário realizar o controle
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Inicialmente, destaco que são impertinentes as alegações quanto aos
requisitos formais do agravo de instrumento, tendo em vista seu
provimento à fl. 414.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação ao princípio da
separação dos poderes, ao argumento de que é vedado ao Poder
Judiciário, no controle jurisdicional, apreciar o mérito dos atos
administrativos.
Colho do acórdão recorrido que o agravado – servidor militar – teria
evitado o suicídio de uma pessoa que pretendia se jogar de uma ponte,
tendo inclusive se lançado sobre ela, colocando a própria vida em risco.
Contudo, apesar de requerer administrativamente a promoção por ato de
bravura, nos termos do Decreto estadual n. 4.449/1980, e de o Conselho
Especial ter acolhido seu pleito, o Comandante-Geral da PM-AL
discordou da decisão e não encaminhou o pedido de promoção à
apreciação do Governador do Estado.
O Tribunal de origem, interpretando a legislação estadual aplicável
ao caso (Decreto estadual n. 4.449/1980) entendeu que a conduta do
servidor militar preenchia os requisitos legalmente previstos, uma vez
que ele teria ultrapassado os “limites normais do cumprimento do
dever”, fazendo jus à promoção por ato de bravura.
Nesses termos, para concluir de forma diversa, imprescindível a
análise da legislação infraconstitucional e revisão dos fatos e provas que
permeiam a lide, providências vedadas no âmbito do recurso
extraordinário, conforme disposto nas súmulas 280 e 279.
Ademais, não verifico, no caso, violação ao princípio da separação
dos poderes, pois, tendo vislumbrado a ocorrência de ilegalidade, é
perfeitamente legítimo ao Poder Judiciário realizar o controle
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803186.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RE 582.409 AGR / AL
jurisdicional dos atos administrativos, ainda que discricionários. Nesse
sentido, confira-se:
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC.
APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF.
ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE.
CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada
nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente,
nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da
jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A
apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo
discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio
da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o
Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame
do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à
Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 4. Agravo
regimental improvido (grifei) (AI-AgR 777.502, rel. Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, DJe 25.10.2010).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 582.409 AGR / AL
jurisdicional dos atos administrativos, ainda que discricionários. Nesse
sentido, confira-se:
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC.
APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF.
ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE.
CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada
nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente,
nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da
jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A
apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo
discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio
da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o
Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame
do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à
Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 4. Agravo
regimental improvido (grifei) (AI-AgR 777.502, rel. Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, DJe 25.10.2010).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803186.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409
PROCED. : ALAGOAS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S) : DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S) : CÍCERO GUEDES DA SILVA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805277
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409
PROCED. : ALAGOAS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S) : DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S) : CÍCERO GUEDES DA SILVA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805277
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1815350
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-14T00:00:00
|
negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito administrativo. Servidor público militar. 3. Promoção por ato de bravura. 4. O Tribunal de origem, interpretando a legislação infraconstitucional (Decreto estadual n. 4449/80), entendeu que a conduta do militar preenche os requisitos legais, motivo pelo qual tem direito à referida promoção. 5. Inviável a análise da legislação infraconstitucional e reexame do conjunto fático-probatório no âmbito do recurso extraordinário. 6. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205883
|
- Acórdão citado: AI 777502 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 16/03/2012, MLM.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
582409
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-EST DEC-004449 ANO-1980\r\n DECRETO, AL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 582409 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S) : DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S) : CÍCERO GUEDES DA SILVA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S)
:CÍCERO GUEDES DA SILVA
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito
administrativo. Servidor público militar. 3. Promoção por ato de bravura.
4. O Tribunal de origem, interpretando a legislação infraconstitucional
(Decreto estadual n. 4449/80), entendeu que a conduta do militar
preenche os requisitos legais, motivo pelo qual tem direito à referida
promoção. 5. Inviável a análise da legislação infraconstitucional e
reexame do conjunto fático-probatório no âmbito do recurso
extraordinário. 6.
A apreciação pelo Poder Judiciário do ato
administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o
Princípio da Separação dos Poderes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803184.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/03/2012
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S)
:CÍCERO GUEDES DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão de fls. 419-
420, que negou seguimento ao recurso, em razão da ausência da cópia do
inteiro teor do acórdão recorrido.
No agravo regimental, sustenta-se que, após a edição da Lei
12.322/10, deixou de existir no mundo processual o Agravo de Instrumento
contra decisão denegatória de Recurso Extraordinário, bem como a necessidade
do traslado das peças processuais, devendo o eventual recurso (...) ser dirigido em
petição simples (…) (fl. 426).
Argumenta-se o seguinte:
A paginação específica de uma determinada decisão (...)
não pode ser utilizada com argumento juridicamente válido a
considerar com faltante uma página, porque não é paginação
oficial (fl. 427).
Alega-se, ainda, excesso de rigor formal não conhecer do instrumento na
hipótese que as demais cópias transladadas (sic) nos autos sejam suficientes para
a total compreensão da controvérsia (fl. 427).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803185.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S)
:DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S)
:CÍCERO GUEDES DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão de fls. 419-
420, que negou seguimento ao recurso, em razão da ausência da cópia do
inteiro teor do acórdão recorrido.
No agravo regimental, sustenta-se que, após a edição da Lei
12.322/10, deixou de existir no mundo processual o Agravo de Instrumento
contra decisão denegatória de Recurso Extraordinário, bem como a necessidade
do traslado das peças processuais, devendo o eventual recurso (...) ser dirigido em
petição simples (…) (fl. 426).
Argumenta-se o seguinte:
A paginação específica de uma determinada decisão (...)
não pode ser utilizada com argumento juridicamente válido a
considerar com faltante uma página, porque não é paginação
oficial (fl. 427).
Alega-se, ainda, excesso de rigor formal não conhecer do instrumento na
hipótese que as demais cópias transladadas (sic) nos autos sejam suficientes para
a total compreensão da controvérsia (fl. 427).
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Inicialmente, destaco que são impertinentes as alegações quanto aos
requisitos formais do agravo de instrumento, tendo em vista seu
provimento à fl. 414.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação ao princípio da
separação dos poderes, ao argumento de que é vedado ao Poder
Judiciário, no controle jurisdicional, apreciar o mérito dos atos
administrativos.
Colho do acórdão recorrido que o agravado – servidor militar – teria
evitado o suicídio de uma pessoa que pretendia se jogar de uma ponte,
tendo inclusive se lançado sobre ela, colocando a própria vida em risco.
Contudo, apesar de requerer administrativamente a promoção por ato de
bravura, nos termos do Decreto estadual n. 4.449/1980, e de o Conselho
Especial ter acolhido seu pleito, o Comandante-Geral da PM-AL
discordou da decisão e não encaminhou o pedido de promoção à
apreciação do Governador do Estado.
O Tribunal de origem, interpretando a legislação estadual aplicável
ao caso (Decreto estadual n. 4.449/1980) entendeu que a conduta do
servidor militar preenchia os requisitos legalmente previstos, uma vez
que ele teria ultrapassado os “limites normais do cumprimento do
dever”, fazendo jus à promoção por ato de bravura.
Nesses termos, para concluir de forma diversa, imprescindível a
análise da legislação infraconstitucional e revisão dos fatos e provas que
permeiam a lide, providências vedadas no âmbito do recurso
extraordinário, conforme disposto nas súmulas 280 e 279.
Ademais, não verifico, no caso, violação ao princípio da separação
dos poderes, pois, tendo vislumbrado a ocorrência de ilegalidade, é
perfeitamente legítimo ao Poder Judiciário realizar o controle
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409 ALAGOAS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Inicialmente, destaco que são impertinentes as alegações quanto aos
requisitos formais do agravo de instrumento, tendo em vista seu
provimento à fl. 414.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação ao princípio da
separação dos poderes, ao argumento de que é vedado ao Poder
Judiciário, no controle jurisdicional, apreciar o mérito dos atos
administrativos.
Colho do acórdão recorrido que o agravado – servidor militar – teria
evitado o suicídio de uma pessoa que pretendia se jogar de uma ponte,
tendo inclusive se lançado sobre ela, colocando a própria vida em risco.
Contudo, apesar de requerer administrativamente a promoção por ato de
bravura, nos termos do Decreto estadual n. 4.449/1980, e de o Conselho
Especial ter acolhido seu pleito, o Comandante-Geral da PM-AL
discordou da decisão e não encaminhou o pedido de promoção à
apreciação do Governador do Estado.
O Tribunal de origem, interpretando a legislação estadual aplicável
ao caso (Decreto estadual n. 4.449/1980) entendeu que a conduta do
servidor militar preenchia os requisitos legalmente previstos, uma vez
que ele teria ultrapassado os “limites normais do cumprimento do
dever”, fazendo jus à promoção por ato de bravura.
Nesses termos, para concluir de forma diversa, imprescindível a
análise da legislação infraconstitucional e revisão dos fatos e provas que
permeiam a lide, providências vedadas no âmbito do recurso
extraordinário, conforme disposto nas súmulas 280 e 279.
Ademais, não verifico, no caso, violação ao princípio da separação
dos poderes, pois, tendo vislumbrado a ocorrência de ilegalidade, é
perfeitamente legítimo ao Poder Judiciário realizar o controle
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
Recurso Extraordinário 582.409 AGR / AL
jurisdicional dos atos administrativos, ainda que discricionários. Nesse
sentido, confira-se:
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil.
APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988.
ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE.
CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada
nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente,
nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da
jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A
apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo
discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio
da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o
Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame
do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à
Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 4. Agravo
regimental improvido (grifei) (AI-AgR 777.502, rel. Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, DJe 25.10.2010).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 582.409 AGR / AL
jurisdicional dos atos administrativos, ainda que discricionários. Nesse
sentido, confira-se:
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil.
APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988.
ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE.
CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada
nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente,
nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da
jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A
apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo
discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio
da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o
Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame
do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à
Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 4. Agravo
regimental improvido (grifei) (AI-AgR 777.502, rel. Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, DJe 25.10.2010).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803186.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409
PROCED. : ALAGOAS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S) : DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S) : CÍCERO GUEDES DA SILVA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805277
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.409
PROCED. : ALAGOAS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
AGDO.(A/S) : DAMIÃO DE LIMA SILVA
ADV.(A/S) : CÍCERO GUEDES DA SILVA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805277
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 409",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 409",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 409",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 409",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 409",
"Recurso Extraordinário 582 . 409",
"AI",
"-",
"AgR 777 . 502",
"Recurso Extraordinário 582 . 409 AGR",
"AI",
"-",
"AgR 777 . 502",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 409",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 409"
],
"LEGISLACAO": [
"Decreto estadual n . 4449 / 80",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 322 / 10",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 322 / 10",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto estadual n . 4 . 449 / 1980",
"Decreto estadual n . 4 . 449 / 1980",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto estadual n . 4 . 449 / 1980",
"Decreto estadual n . 4 . 449 / 1980",
"Medida Provisória n 2 .",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"ART . 2 . . . DA Constituição Federal de 1988",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"ART . 2 . . . DA Constituição Federal de 1988",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS",
"Brasília",
"ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS",
"ESTADO DE ALAGOAS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Conselho Especial",
"PM",
"-",
"AL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Conselho Especial",
"PM",
"-",
"AL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"AL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"DAMIÃO DE LIMA SILVA",
"CÍCERO GUEDES DA SILVA",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"DAMIÃO DE LIMA SILVA",
"CÍCERO GUEDES DA SILVA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"DAMIÃO DE LIMA SILVA",
"CÍCERO GUEDES DA SILVA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"GILMAR MENDES",
"DAMIÃO DE LIMA SILVA",
"CÍCERO GUEDES DA SILVA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"DAMIÃO DE LIMA SILVA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S)
:IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público.
Atividade insalubre. Contagem especial de tempo. Período anterior à
edição da Lei nº 8.112/90. Possibilidade. Precedentes.
1. A decisão ora atacada reflete a pacífica jurisprudência desta Corte
a respeito do tema, a qual reconhece a possibilidade da contagem especial
do tempo de serviço em atividade insalubre prestado antes da edição da
Lei nº 8.112/90.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1846864.
Supremo Tribunal Federal
DJe 28/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S)
:IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Universidade da Paraíba e Instituto Nacional do Seguro Social
interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que o
Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de
instrumento (fls. 226/227), com a seguinte fundamentação:
“RREE, a, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da
5ª Região, assim ementado (f. 111):
‘ADMINISTRATIVO. SERVIÇO EM CONDIÇÕES
ESPECIAIS. CERTIDÃO DE TEMPO DE SERVIÇO
CELETISTA. MUDANÇA DE REGIME. AVERBAÇÃO.
DIREITO ADQUIRIDO.
I. A mudança do regime celetista para o estatutário
não faz desaparecer o tempo de serviço prestado sob
condições insalubres, quando a própria legislação vigente
atribui peso diverso a serviço de natureza diferenciada ou
exercício sob condições especiais.
II. Sentença mantida. Apelos improvidos.’
Sustenta o RE da Universidade Federal da Paraíba a
violação dos artigos 5º, XXXVI; 40, § 5º e § 10; e 201, § 1º e § 9º,
da Constituição Federal, e das Leis 6.226/75 e 8.213/91, ‘que
estabelecem as normas que regem a contagem recíproca de tempo de
serviço prestado sob a égide da CLT no serviço público.’
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1846862.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S)
:IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Universidade da Paraíba e Instituto Nacional do Seguro Social
interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que o
Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de
instrumento (fls. 226/227), com a seguinte fundamentação:
“RREE, a, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da
5ª Região, assim ementado (f. 111):
‘ADMINISTRATIVO. SERVIÇO EM CONDIÇÕES
ESPECIAIS. CERTIDÃO DE TEMPO DE SERVIÇO
CELETISTA. MUDANÇA DE REGIME. AVERBAÇÃO.
DIREITO ADQUIRIDO.
I. A mudança do regime celetista para o estatutário
não faz desaparecer o tempo de serviço prestado sob
condições insalubres, quando a própria legislação vigente
atribui peso diverso a serviço de natureza diferenciada ou
exercício sob condições especiais.
II. Sentença mantida. Apelos improvidos.’
Sustenta o RE da Universidade Federal da Paraíba a
violação dos artigos 5º, XXXVI; 40, § 5º e § 10; e 201, § 1º e § 9º,
da Constituição Federal, e das Leis 6.226/75 e 8.213/91, ‘que
estabelecem as normas que regem a contagem recíproca de tempo de
serviço prestado sob a égide da CLT no serviço público.’
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
RE 457.106 AGR / PB
Já o RE do INSS alega a ofensa dos arts. 5º, XXXVI, 40, § 1º
(red. original) e 202, § 2º (red. original), da CF: aduz a
impossibilidade da emissão da certidão por tempo de serviço
prestado em condições especiais (insalubridade ou penosidade)
sob a égide da CLT, à vista da modificação do regime jurídico
do recorrido de celetista para estatutário.
Decido.
Não têm razão os recorrentes.
Correta a decisão que aplicou ao caso a garantia
constitucional do direito adquirido, pois o cômputo do tempo
de serviço e os seus efeitos jurídicos – já incluída a conversão
questionada – regem-se pela lei vigente quando da sua
prestação: incide mutatis mutandis a Súmula 359.
Ademais, o acórdão recorrido ajusta-se ao decidido no
julgamento do RE 433.305, 14.02.2006, 1ª T, Pertence, com a
seguinte ementa:
‘1. O servidor público tem direito à emissão pelo
INSS de certidão de tempo de serviço prestado como
celetista sob condições de insalubridade, periculosidade e
penosidade, com os acréscimos previstos na legislação
previdenciária.
2. A autarquia não tem legitimidade para opor
resistência à emissão da certidão com fundamento na
alegada impossibilidade de sua utilização para a
aposentadoria estatutária; requerida esta, apenas a
entidade à qual incumba deferi-la é que poderia se opor à
sua concessão.’
Nego seguimento aos recursos extraordinários (art. 557,
caput, do C.Pr.Civil).”
Sustentam os agravantes, em síntese, a “impossibilidade de ocorrer
direito adquirido, como pleiteado pelo Agravado, uma vez que a contagem de
tempo fictício com o escopo de se obter aposentadoria especial de professor seria
feita de modo ilegal, inábil para a aquisição de qualquer prerrogativa, merecendo,
por isso, ser revertida a resp. decisão agravada” (fl. 239).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 457.106 AGR / PB
Já o RE do INSS alega a ofensa dos arts. 5º, XXXVI, 40, § 1º
(red. original) e 202, § 2º (red. original), da CF: aduz a
impossibilidade da emissão da certidão por tempo de serviço
prestado em condições especiais (insalubridade ou penosidade)
sob a égide da CLT, à vista da modificação do regime jurídico
do recorrido de celetista para estatutário.
Decido.
Não têm razão os recorrentes.
Correta a decisão que aplicou ao caso a garantia
constitucional do direito adquirido, pois o cômputo do tempo
de serviço e os seus efeitos jurídicos – já incluída a conversão
questionada – regem-se pela lei vigente quando da sua
prestação: incide mutatis mutandis a Súmula 359.
Ademais, o acórdão recorrido ajusta-se ao decidido no
julgamento do RE 433.305, 14.02.2006, 1ª T, Pertence, com a
seguinte ementa:
‘1. O servidor público tem direito à emissão pelo
INSS de certidão de tempo de serviço prestado como
celetista sob condições de insalubridade, periculosidade e
penosidade, com os acréscimos previstos na legislação
previdenciária.
2. A autarquia não tem legitimidade para opor
resistência à emissão da certidão com fundamento na
alegada impossibilidade de sua utilização para a
aposentadoria estatutária; requerida esta, apenas a
entidade à qual incumba deferi-la é que poderia se opor à
sua concessão.’
Nego seguimento aos recursos extraordinários (art. 557,
caput, do C.Pr.Civil).”
Sustentam os agravantes, em síntese, a “impossibilidade de ocorrer
direito adquirido, como pleiteado pelo Agravado, uma vez que a contagem de
tempo fictício com o escopo de se obter aposentadoria especial de professor seria
feita de modo ilegal, inábil para a aquisição de qualquer prerrogativa, merecendo,
por isso, ser revertida a resp. decisão agravada” (fl. 239).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
No caso em tela, o impetrante prestou serviços como
professor na vigência dos Decretos nºs 53.831/64 e 83.080/79,
tendo adquirido o direito à contagem do tempo de serviço com
a utilização do multiplicador (para cada ano de serviço especial
computa-se um ano mais quarenta por cento de ano de serviço
normal).
Inobstante a mudança de regime celetista para estatutário,
entendo que o seu direito é legalmente reconhecido e já
incorporado ao seu patrimônio não podendo ser suprimido.
É sabido que a Lei 8112/90 é omissa quanto às condições
de averbação do tempo de serviço insalubre, apesar de garantir
a contagem para fins de aposentadoria, remetendo à lei
específica a regulamentação da aposentadoria dos servidores
públicos nessa condição especial.
Entretanto, no que diz respeito à averbação, entendo que,
se à época da prestação do serviço especial a legislação
previdenciária (Decretos nºs 53.831/64 e 83.080/79 c/c Lei
8213/91) reconhecia a contagem de tempo de serviço nessa
qualidade de forma diferenciada, é de ser reconhecida a
presença dos requisitos de certeza e liquidez do direito já
adquirido, que não desaparece apenas pela mudança de
regime” (fls. 107/108).
Como visto, é certo que o acórdão recorrido está em consonância
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
No caso em tela, o impetrante prestou serviços como
professor na vigência dos Decretos nºs 53.831/64 e 83.080/79,
tendo adquirido o direito à contagem do tempo de serviço com
a utilização do multiplicador (para cada ano de serviço especial
computa-se um ano mais quarenta por cento de ano de serviço
normal).
Inobstante a mudança de regime celetista para estatutário,
entendo que o seu direito é legalmente reconhecido e já
incorporado ao seu patrimônio não podendo ser suprimido.
É sabido que a Lei 8112/90 é omissa quanto às condições
de averbação do tempo de serviço insalubre, apesar de garantir
a contagem para fins de aposentadoria, remetendo à lei
específica a regulamentação da aposentadoria dos servidores
públicos nessa condição especial.
Entretanto, no que diz respeito à averbação, entendo que,
se à época da prestação do serviço especial a legislação
previdenciária (Decretos nºs 53.831/64 e 83.080/79 c/c Lei
8213/91) reconhecia a contagem de tempo de serviço nessa
qualidade de forma diferenciada, é de ser reconhecida a
presença dos requisitos de certeza e liquidez do direito já
adquirido, que não desaparece apenas pela mudança de
regime” (fls. 107/108).
Como visto, é certo que o acórdão recorrido está em consonância
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 457.106 AGR / PB
com a jurisprudência desta Corte, firmada no sentido de que o servidor
tem direito à contagem especial do tempo de serviço prestado sob
condições insalubres, perigosas ou penosas à época em que celetista.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
APOSENTADORIA. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO
PÚBLICO PRESTADO POR SERVIDOR CELETISTA ANTES
DA PASSAGEM PARA O REGIME ESTATUTÁRIO.
PRECEDENTES. 1. Consoante a firme jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal, se comprovado o exercício de
atividade considerada insalubre, perigosa ou penosa, possui o
servidor direito à contagem especial do respectivo período. 2.
Agravo Regimental desprovido” (RE nº 363.064/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
26/11/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTAGEM. TEMPO DE SERVIÇO.
CONDIÇÕES INSALUBRES. 1. A jurisprudência do Supremo é
firme no sentido de que ‘contagem do tempo de serviço
prestado por servidor público ex-celetista, inclusive o professor,
desde que comprovadas as condições insalubres, periculosas ou
penosas, em período anterior à Lei 8.112/1990, constitui direito
adquirido para todos os efeitos’. Precedentes. 2. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 380.413/PB-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/6/07).
“I. Servidor público federal: contagem especial de tempo
de serviço prestado enquanto celetista, antes, portanto, de sua
transformação em estatutário: direito adquirido, para todos os
efeitos, desde que comprovado o efetivo exercício de atividade
considerada insalubre, perigosa ou penosa. Precedentes. II.
Agravo regimental: inviabilidade de, em agravo regimental,
inovar a causa com questões não debatidas no acórdão
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 457.106 AGR / PB
com a jurisprudência desta Corte, firmada no sentido de que o servidor
tem direito à contagem especial do tempo de serviço prestado sob
condições insalubres, perigosas ou penosas à época em que celetista.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
APOSENTADORIA. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO
PÚBLICO PRESTADO POR SERVIDOR CELETISTA ANTES
DA PASSAGEM PARA O REGIME ESTATUTÁRIO.
PRECEDENTES. 1. Consoante a firme jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal, se comprovado o exercício de
atividade considerada insalubre, perigosa ou penosa, possui o
servidor direito à contagem especial do respectivo período. 2.
Agravo Regimental desprovido” (RE nº 363.064/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
26/11/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTAGEM. TEMPO DE SERVIÇO.
CONDIÇÕES INSALUBRES. 1. A jurisprudência do Supremo é
firme no sentido de que ‘contagem do tempo de serviço
prestado por servidor público ex-celetista, inclusive o professor,
desde que comprovadas as condições insalubres, periculosas ou
penosas, em período anterior à Lei 8.112/1990, constitui direito
adquirido para todos os efeitos’. Precedentes. 2. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 380.413/PB-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/6/07).
“I. Servidor público federal: contagem especial de tempo
de serviço prestado enquanto celetista, antes, portanto, de sua
transformação em estatutário: direito adquirido, para todos os
efeitos, desde que comprovado o efetivo exercício de atividade
considerada insalubre, perigosa ou penosa. Precedentes. II.
Agravo regimental: inviabilidade de, em agravo regimental,
inovar a causa com questões não debatidas no acórdão
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 457.106 AGR / PB
recorrido, nem objeto das razões do recurso extraordinário” (RE
nº 473.895/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 7/12/06).
“SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR. TEMPO DE
SERVIÇO PRESTADO SOB CONDIÇÕES INSALUBRES,
PERIGOSAS OU PENOSAS. CONTAGEM ESPECIAL.
PERÍODO ANTERIOR À LEI 8.112/1990. POSSIBILIDADE. Esta
Corte, por meio de suas Turmas, pacificou o entendimento no
sentido de que a contagem do tempo de serviço prestado por
servidor público ex-celetista, inclusive o professor, desde que
comprovadas as condições insalubres, periculosas ou penosas,
em período anterior à Lei 8.112/1990, constitui direito adquirido
para todos os efeitos. O art. 557 do Código de Processo Civil
autoriza o relator a negar seguimento a recurso quando a
matéria em debate se refira a tema já pacificado nesta Corte.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
450.035/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 22/9/06).
No mesmo sentido, especificamente, a seguinte decisão monocrática:
RE nº 539.103/PB, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 31/10/08.
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluída em 13/8/10, no exame do RE nº 612.358/ES, Relatora
a Ministra Ellen Gracie, reconheceu a existência de repercussão geral e
ratificou a jurisprudência firmada por esta Corte no sentido de que o
servidor possui direito adquirido à contagem especial do tempo de
serviço prestado sob condições insalubres referente ao período celetista.
Tal julgado restou assim ementado:
“ADMINISTRATIVO. CONTAGEM ESPECIAL DO
TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES
INSALUBRES. PERÍODO ANTERIOR À INSTITUIÇÃO DO
REGIME JURÍDICO ÚNICO. DIREITO ADQUIRIDO.
RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA
SUPREMA CORTE. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 457.106 AGR / PB
recorrido, nem objeto das razões do recurso extraordinário” (RE
nº 473.895/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 7/12/06).
“SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR. TEMPO DE
SERVIÇO PRESTADO SOB CONDIÇÕES INSALUBRES,
PERIGOSAS OU PENOSAS. CONTAGEM ESPECIAL.
PERÍODO ANTERIOR À LEI 8.112/1990. POSSIBILIDADE. Esta
Corte, por meio de suas Turmas, pacificou o entendimento no
sentido de que a contagem do tempo de serviço prestado por
servidor público ex-celetista, inclusive o professor, desde que
comprovadas as condições insalubres, periculosas ou penosas,
em período anterior à Lei 8.112/1990, constitui direito adquirido
para todos os efeitos. O art. 557 do Código de Processo Civil
autoriza o relator a negar seguimento a recurso quando a
matéria em debate se refira a tema já pacificado nesta Corte.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
450.035/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 22/9/06).
No mesmo sentido, especificamente, a seguinte decisão monocrática:
RE nº 539.103/PB, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 31/10/08.
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluída em 13/8/10, no exame do RE nº 612.358/ES, Relatora
a Ministra Ellen Gracie, reconheceu a existência de repercussão geral e
ratificou a jurisprudência firmada por esta Corte no sentido de que o
servidor possui direito adquirido à contagem especial do tempo de
serviço prestado sob condições insalubres referente ao período celetista.
Tal julgado restou assim ementado:
“ADMINISTRATIVO. CONTAGEM ESPECIAL DO
TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES
INSALUBRES. PERÍODO ANTERIOR À INSTITUIÇÃO DO
REGIME JURÍDICO ÚNICO. DIREITO ADQUIRIDO.
RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA
SUPREMA CORTE. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 457.106 AGR / PB
(RE nº 612.358/ES-RG, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
27/8/10).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 457.106 AGR / PB
(RE nº 612.358/ES-RG, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
27/8/10).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S) : IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1854456
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S) : IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1854456
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1854524
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-28T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Atividade insalubre. Contagem especial de tempo. Período anterior à edição da Lei nº 8.112/90. Possibilidade. Precedentes.
1. A decisão ora atacada reflete a pacífica jurisprudência desta Corte a respeito do tema, a qual reconhece a possibilidade da contagem especial do tempo de serviço em atividade insalubre prestado antes da edição da Lei nº 8.112/90.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur206644
|
- Acórdãos citados: RE 363064 AgR, RE 380413 AgR, RE 473895 AgR, RE 450035 AgR, RE 612358 RG.
- Decisão monocrática citada: RE 539103.
Número de páginas: 8.
Análise: 19/04/2012, MLM.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
457106
|
[
"LEG-FED DEC-053831 ANO-1964\r\n DECRETO\r\n\r\n",
"LEG-FED DEC-083080 ANO-1979\r\n RBPS-1979 REGULAMENTO DOS BENEFÍCIOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\r\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 457106 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S) : IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S) : VANESSA VIDAL DE ARAUJO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S)
:IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público.
Atividade insalubre. Contagem especial de tempo. Período anterior à
edição da Lei n 8.112/90. Possibilidade. Precedentes.
1. A decisão ora atacada reflete a pacífica jurisprudência desta Corte
a respeito do tema, a qual reconhece a possibilidade da contagem especial
do tempo de serviço em atividade insalubre prestado antes da edição da
Lei n 8.112/90.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1846864.
Supremo Tribunal Federal
DJe 28/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S)
:IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Universidade da Paraíba e Instituto Nacional do Seguro Social
interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que o
Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de
instrumento (fls. 226/227), com a seguinte fundamentação:
“RREE, a, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da
5... Região, assim ementado (f. 111):
‘ADMINISTRATIVO. SERVIÇO EM CONDIÇÕES
ESPECIAIS. CERTIDÃO DE TEMPO DE SERVIÇO
CELETISTA. MUDANÇA DE REGIME. AVERBAÇÃO.
DIREITO ADQUIRIDO.
I. A mudança do regime celetista para o estatutário
não faz desaparecer o tempo de serviço prestado sob
condições insalubres, quando a própria legislação vigente
atribui peso diverso a serviço de natureza diferenciada ou
exercício sob condições especiais.
II. Sentença mantida. Apelos improvidos.’
Sustenta o Recurso Extraordinário da Universidade Federal da Paraíba a
violação dos artigos 5..., XXXVI; 40, § 5... e § 10; e 201, § 1... e § 9...,
da Constituição Federal, e das Leis 6.226/75 e 8.213/91, ‘que
estabelecem as normas que regem a contagem recíproca de tempo de
serviço prestado sob a égide da Consolidação das Leis do Trabalho no serviço público.’
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S)
:IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Universidade da Paraíba e Instituto Nacional do Seguro Social
interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que o
Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de
instrumento (fls. 226/227), com a seguinte fundamentação:
“RREE, a, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da
5... Região, assim ementado (f. 111):
‘ADMINISTRATIVO. SERVIÇO EM CONDIÇÕES
ESPECIAIS. CERTIDÃO DE TEMPO DE SERVIÇO
CELETISTA. MUDANÇA DE REGIME. AVERBAÇÃO.
DIREITO ADQUIRIDO.
I. A mudança do regime celetista para o estatutário
não faz desaparecer o tempo de serviço prestado sob
condições insalubres, quando a própria legislação vigente
atribui peso diverso a serviço de natureza diferenciada ou
exercício sob condições especiais.
II. Sentença mantida. Apelos improvidos.’
Sustenta o Recurso Extraordinário da Universidade Federal da Paraíba a
violação dos artigos 5..., XXXVI; 40, § 5... e § 10; e 201, § 1... e § 9...,
da Constituição Federal, e das Leis 6.226/75 e 8.213/91, ‘que
estabelecem as normas que regem a contagem recíproca de tempo de
serviço prestado sob a égide da Consolidação das Leis do Trabalho no serviço público.’
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 457.106 AGR / PB
Já o Recurso Extraordinário do INSS alega a ofensa dos arts. 5..., XXXVI, 40, § 1...
(red. original) e 202, § 2... (red. original), da Constituição Federal de 1988: aduz a
impossibilidade da emissão da certidão por tempo de serviço
prestado em condições especiais (insalubridade ou penosidade)
sob a égide da Consolidação das Leis do Trabalho, à vista da modificação do regime jurídico
do recorrido de celetista para estatutário.
Decido.
Não têm razão os recorrentes.
Correta a decisão que aplicou ao caso a garantia
constitucional do direito adquirido, pois o cômputo do tempo
de serviço e os seus efeitos jurídicos – já incluída a conversão
questionada – regem-se pela lei vigente quando da sua
prestação: incide mutatis mutandis a Súmula 359.
Ademais, o acórdão recorrido ajusta-se ao decidido no
julgamento do Recurso Extraordinário 433.305, 14.02.2006, 1... T, Pertence, com a
seguinte ementa:
‘1. O servidor público tem direito à emissão pelo
INSS de certidão de tempo de serviço prestado como
celetista sob condições de insalubridade, periculosidade e
penosidade, com os acréscimos previstos na legislação
previdenciária.
2. A autarquia não tem legitimidade para opor
resistência à emissão da certidão com fundamento na
alegada impossibilidade de sua utilização para a
aposentadoria estatutária; requerida esta, apenas a
entidade à qual incumba deferi-la é que poderia se opor à
sua concessão.’
Nego seguimento aos recursos extraordinários (art. 557,
caput, do C.Pr.Civil).”
Sustentam os agravantes, em síntese, a “impossibilidade de ocorrer
direito adquirido, como pleiteado pelo Agravado, uma vez que a contagem de
tempo fictício com o escopo de se obter aposentadoria especial de professor seria
feita de modo ilegal, inábil para a aquisição de qualquer prerrogativa, merecendo,
por isso, ser revertida a resp. decisão agravada” (fl. 239).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 457.106 AGR / PB
Já o Recurso Extraordinário do INSS alega a ofensa dos arts. 5..., XXXVI, 40, § 1...
(red. original) e 202, § 2... (red. original), da Constituição Federal de 1988: aduz a
impossibilidade da emissão da certidão por tempo de serviço
prestado em condições especiais (insalubridade ou penosidade)
sob a égide da Consolidação das Leis do Trabalho, à vista da modificação do regime jurídico
do recorrido de celetista para estatutário.
Decido.
Não têm razão os recorrentes.
Correta a decisão que aplicou ao caso a garantia
constitucional do direito adquirido, pois o cômputo do tempo
de serviço e os seus efeitos jurídicos – já incluída a conversão
questionada – regem-se pela lei vigente quando da sua
prestação: incide mutatis mutandis a Súmula 359.
Ademais, o acórdão recorrido ajusta-se ao decidido no
julgamento do Recurso Extraordinário 433.305, 14.02.2006, 1... T, Pertence, com a
seguinte ementa:
‘1. O servidor público tem direito à emissão pelo
INSS de certidão de tempo de serviço prestado como
celetista sob condições de insalubridade, periculosidade e
penosidade, com os acréscimos previstos na legislação
previdenciária.
2. A autarquia não tem legitimidade para opor
resistência à emissão da certidão com fundamento na
alegada impossibilidade de sua utilização para a
aposentadoria estatutária; requerida esta, apenas a
entidade à qual incumba deferi-la é que poderia se opor à
sua concessão.’
Nego seguimento aos recursos extraordinários (art. 557,
caput, do C.Pr.Civil).”
Sustentam os agravantes, em síntese, a “impossibilidade de ocorrer
direito adquirido, como pleiteado pelo Agravado, uma vez que a contagem de
tempo fictício com o escopo de se obter aposentadoria especial de professor seria
feita de modo ilegal, inábil para a aquisição de qualquer prerrogativa, merecendo,
por isso, ser revertida a resp. decisão agravada” (fl. 239).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
No caso em tela, o impetrante prestou serviços como
professor na vigência dos Decretos ns 53.831/64 e 83.080/79,
tendo adquirido o direito à contagem do tempo de serviço com
a utilização do multiplicador (para cada ano de serviço especial
computa-se um ano mais quarenta por cento de ano de serviço
normal).
Inobstante a mudança de regime celetista para estatutário,
entendo que o seu direito é legalmente reconhecido e já
incorporado ao seu patrimônio não podendo ser suprimido.
É sabido que a Lei 8112/90 é omissa quanto às condições
de averbação do tempo de serviço insalubre, apesar de garantir
a contagem para fins de aposentadoria, remetendo à lei
específica a regulamentação da aposentadoria dos servidores
públicos nessa condição especial.
Entretanto, no que diz respeito à averbação, entendo que,
se à época da prestação do serviço especial a legislação
previdenciária (Decretos ns 53.831/64 e 83.080/79 c/c Lei
8213/91) reconhecia a contagem de tempo de serviço nessa
qualidade de forma diferenciada, é de ser reconhecida a
presença dos requisitos de certeza e liquidez do direito já
adquirido, que não desaparece apenas pela mudança de
regime” (fls. 107/108).
Como visto, é certo que o acórdão recorrido está em consonância
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106 PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
No caso em tela, o impetrante prestou serviços como
professor na vigência dos Decretos ns 53.831/64 e 83.080/79,
tendo adquirido o direito à contagem do tempo de serviço com
a utilização do multiplicador (para cada ano de serviço especial
computa-se um ano mais quarenta por cento de ano de serviço
normal).
Inobstante a mudança de regime celetista para estatutário,
entendo que o seu direito é legalmente reconhecido e já
incorporado ao seu patrimônio não podendo ser suprimido.
É sabido que a Lei 8112/90 é omissa quanto às condições
de averbação do tempo de serviço insalubre, apesar de garantir
a contagem para fins de aposentadoria, remetendo à lei
específica a regulamentação da aposentadoria dos servidores
públicos nessa condição especial.
Entretanto, no que diz respeito à averbação, entendo que,
se à época da prestação do serviço especial a legislação
previdenciária (Decretos ns 53.831/64 e 83.080/79 c/c Lei
8213/91) reconhecia a contagem de tempo de serviço nessa
qualidade de forma diferenciada, é de ser reconhecida a
presença dos requisitos de certeza e liquidez do direito já
adquirido, que não desaparece apenas pela mudança de
regime” (fls. 107/108).
Como visto, é certo que o acórdão recorrido está em consonância
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 457.106 AGR / PB
com a jurisprudência desta Corte, firmada no sentido de que o servidor
tem direito à contagem especial do tempo de serviço prestado sob
condições insalubres, perigosas ou penosas à época em que celetista.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
APOSENTADORIA. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO
PÚBLICO PRESTADO POR SERVIDOR CELETISTA ANTES
DA PASSAGEM PARA O REGIME ESTATUTÁRIO.
PRECEDENTES. 1. Consoante a firme jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal, se comprovado o exercício de
atividade considerada insalubre, perigosa ou penosa, possui o
servidor direito à contagem especial do respectivo período. 2.
Agravo Regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 363.064/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
26/11/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTAGEM. TEMPO DE SERVIÇO.
CONDIÇÕES INSALUBRES. 1. A jurisprudência do Supremo é
firme no sentido de que ‘contagem do tempo de serviço
prestado por servidor público ex-celetista, inclusive o professor,
desde que comprovadas as condições insalubres, periculosas ou
penosas, em período anterior à Lei 8.112/1990, constitui direito
adquirido para todos os efeitos’. Precedentes. 2. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 380.413/PB-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/6/07).
“I. Servidor público federal: contagem especial de tempo
de serviço prestado enquanto celetista, antes, portanto, de sua
transformação em estatutário: direito adquirido, para todos os
efeitos, desde que comprovado o efetivo exercício de atividade
considerada insalubre, perigosa ou penosa. Precedentes. II.
Agravo regimental: inviabilidade de, em agravo regimental,
inovar a causa com questões não debatidas no acórdão
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 457.106 AGR / PB
com a jurisprudência desta Corte, firmada no sentido de que o servidor
tem direito à contagem especial do tempo de serviço prestado sob
condições insalubres, perigosas ou penosas à época em que celetista.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
APOSENTADORIA. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO
PÚBLICO PRESTADO POR SERVIDOR CELETISTA ANTES
DA PASSAGEM PARA O REGIME ESTATUTÁRIO.
PRECEDENTES. 1. Consoante a firme jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal, se comprovado o exercício de
atividade considerada insalubre, perigosa ou penosa, possui o
servidor direito à contagem especial do respectivo período. 2.
Agravo Regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 363.064/RS-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
26/11/10).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTAGEM. TEMPO DE SERVIÇO.
CONDIÇÕES INSALUBRES. 1. A jurisprudência do Supremo é
firme no sentido de que ‘contagem do tempo de serviço
prestado por servidor público ex-celetista, inclusive o professor,
desde que comprovadas as condições insalubres, periculosas ou
penosas, em período anterior à Lei 8.112/1990, constitui direito
adquirido para todos os efeitos’. Precedentes. 2. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 380.413/PB-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/6/07).
“I. Servidor público federal: contagem especial de tempo
de serviço prestado enquanto celetista, antes, portanto, de sua
transformação em estatutário: direito adquirido, para todos os
efeitos, desde que comprovado o efetivo exercício de atividade
considerada insalubre, perigosa ou penosa. Precedentes. II.
Agravo regimental: inviabilidade de, em agravo regimental,
inovar a causa com questões não debatidas no acórdão
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 457.106 AGR / PB
recorrido, nem objeto das razões do recurso extraordinário” (Recurso Extraordinário
n 473.895/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 7/12/06).
“SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR. TEMPO DE
SERVIÇO PRESTADO SOB CONDIÇÕES INSALUBRES,
PERIGOSAS OU PENOSAS. CONTAGEM ESPECIAL.
PERÍODO ANTERIOR À LEI 8.112/1990. POSSIBILIDADE. Esta
Corte, por meio de suas Turmas, pacificou o entendimento no
sentido de que a contagem do tempo de serviço prestado por
servidor público ex-celetista, inclusive o professor, desde que
comprovadas as condições insalubres, periculosas ou penosas,
em período anterior à Lei 8.112/1990, constitui direito adquirido
para todos os efeitos. O art. 557 do Código de Processo Civil
autoriza o relator a negar seguimento a recurso quando a
matéria em debate se refira a tema já pacificado nesta Corte.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
450.035/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 22/9/06).
No mesmo sentido, especificamente, a seguinte decisão monocrática:
Recurso Extraordinário n 539.103/PB, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 31/10/08.
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluída em 13/8/10, no exame do Recurso Extraordinário n 612.358/ES, Relatora
a Ministra Ellen Gracie, reconheceu a existência de repercussão geral e
ratificou a jurisprudência firmada por esta Corte no sentido de que o
servidor possui direito adquirido à contagem especial do tempo de
serviço prestado sob condições insalubres referente ao período celetista.
Tal julgado restou assim ementado:
“ADMINISTRATIVO. CONTAGEM ESPECIAL DO
TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES
INSALUBRES. PERÍODO ANTERIOR À INSTITUIÇÃO DO
REGIME JURÍDICO ÚNICO. DIREITO ADQUIRIDO.
RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA
SUPREMA CORTE. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 457.106 AGR / PB
recorrido, nem objeto das razões do recurso extraordinário” (Recurso Extraordinário
n 473.895/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 7/12/06).
“SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR. TEMPO DE
SERVIÇO PRESTADO SOB CONDIÇÕES INSALUBRES,
PERIGOSAS OU PENOSAS. CONTAGEM ESPECIAL.
PERÍODO ANTERIOR À LEI 8.112/1990. POSSIBILIDADE. Esta
Corte, por meio de suas Turmas, pacificou o entendimento no
sentido de que a contagem do tempo de serviço prestado por
servidor público ex-celetista, inclusive o professor, desde que
comprovadas as condições insalubres, periculosas ou penosas,
em período anterior à Lei 8.112/1990, constitui direito adquirido
para todos os efeitos. O art. 557 do Código de Processo Civil
autoriza o relator a negar seguimento a recurso quando a
matéria em debate se refira a tema já pacificado nesta Corte.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
450.035/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 22/9/06).
No mesmo sentido, especificamente, a seguinte decisão monocrática:
Recurso Extraordinário n 539.103/PB, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 31/10/08.
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio
eletrônico, concluída em 13/8/10, no exame do Recurso Extraordinário n 612.358/ES, Relatora
a Ministra Ellen Gracie, reconheceu a existência de repercussão geral e
ratificou a jurisprudência firmada por esta Corte no sentido de que o
servidor possui direito adquirido à contagem especial do tempo de
serviço prestado sob condições insalubres referente ao período celetista.
Tal julgado restou assim ementado:
“ADMINISTRATIVO. CONTAGEM ESPECIAL DO
TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES
INSALUBRES. PERÍODO ANTERIOR À INSTITUIÇÃO DO
REGIME JURÍDICO ÚNICO. DIREITO ADQUIRIDO.
RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA
SUPREMA CORTE. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818983.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 457.106 AGR / PB
(Recurso Extraordinário n 612.358/ES-RG, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
27/8/10).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1818983.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 457.106 AGR / PB
(Recurso Extraordinário n 612.358/ES-RG, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
27/8/10).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S) : IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457.106
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SALATHIEL CASTOR FILHO
ADV.(A/S) : IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA
INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457 . 106",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457 . 106",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457 .",
"Recurso Extraordinário 457 . 106 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário 433 . 305",
"Recurso Extraordinário 457 . 106 AGR",
"Recurso Extraordinário 433 . 305",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457 . 106",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457 . 106",
"Recurso Extraordinário 457 . 106 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário n 363 . 064 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário 457 . 106 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário n 363 . 064 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 380 . 413 / PB - AgR",
"Recurso Extraordinário 457 . 106 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário n 473 . 895 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 450 . 035 / PB - AgR",
"Recurso Extraordinário n 539 . 103 / PB",
"Recurso Extraordinário n 612 . 358 / ES",
"Recurso Extraordinário 457 . 106 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário n 473 . 895 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 450 . 035 / PB - AgR",
"Recurso Extraordinário n 539 . 103 / PB",
"Recurso Extraordinário n 612 . 358 / ES",
"Recurso Extraordinário 457 . 106 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário n 612 . 358 / ES - RG",
"Recurso Extraordinário 457 . 106 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário n 612 . 358 / ES - RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457 . 106",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 457 . 106"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , XXXVI ; 40 , § 5 . . . e § 10 ; e 201 , § 1 . . . e § 9 . . . , da",
"Constituição Federal",
"Leis 6 . 226 / 75",
"8",
".",
"213",
"/",
"91",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , XXXVI ; 40 , § 5 . . . e § 10 ; e 201 , § 1 . . . e § 9 . . . , da",
"Constituição Federal",
"Leis 6 . 226 / 75",
"8",
".",
"213",
"/",
"91",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . ,",
"Constituição Federal de 1988",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"202",
"Constituição Federal de 1988",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"art . 557 , caput , do C . Pr . Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decretos ns 53 . 831 / 64",
"83",
".",
"080",
"/",
"79",
"Lei 8112 / 90",
"Decretos ns 53 . 831 / 64",
"83",
".",
"080",
"/",
"79",
"Lei",
"8213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decretos ns 53 . 831 / 64",
"83",
".",
"080",
"/",
"79",
"Lei 8112 / 90",
"Decretos ns 53 . 831 / 64",
"83",
".",
"080",
"/",
"79",
"Lei",
"8213",
"/",
"91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 8 . 112",
"Lei 8 . 112 / 1990",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 8 . 112 / 1990",
"Lei 8 . 112 / 1990",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARAÍBA",
"Brasília",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"RREE",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA",
"UFPB",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA",
"UFPB",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Universidade da Paraíba",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"Universidade Federal da Paraíba",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA",
"UFPB",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Universidade da Paraíba",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"Universidade Federal da Paraíba",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"INSS",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"PB",
"INSS",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário desta",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA",
"UFPB",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA",
"UFPB",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"SALATHIEL CASTOR FILHO",
"IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"SALATHIEL CASTOR FILHO",
"IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"SALATHIEL CASTOR FILHO",
"IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"SALATHIEL CASTOR FILHO",
"IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"SALATHIEL CASTOR FILHO",
"IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"10",
"29",
"/",
"6",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"10",
"29",
"/",
"6",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"12",
"/",
"06",
"/",
"1990",
"22",
"/",
"9",
"/",
"06",
"31",
"/",
"10",
"/",
"08",
"13",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"12",
"/",
"06",
"22",
"/",
"9",
"/",
"06",
"31",
"/",
"10",
"/",
"08",
"13",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:DENACY SOARES
ADV.(A/S)
:ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Administrativo.
Natureza dos cargos acumulados. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822209.
Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:DENACY SOARES
ADV.(A/S)
:ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence (fl. 165) negou
provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu RE, a,
contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, assim ementado (f. 120):
'AÇÃO ORDINÁRIA. Pretensão a desconstituição de
ato administrativo que gerou a renúncia a proventos.
Acumulação de cargos das esferas Estadual e Federal,
sendo um de Professor e outro de auxiliar de
Enfermagem. Dissenso ante a natureza da profissão de
enfermeira, se técnica e científica ou não. Prova não
efetivada pelo Estado, indispensável à validade do ato que
determinou a opção da parte, sendo certo que hoje as
Faculdades e Universidades mantêm dito curso. Sentença
de improcedência. Abalizado parecer da Procuradoria
Geral de Justiça pela procedência do pedido. Recurso
provido e efeitos ex tunc.'
Alega o RE, violação do art. 37, XVI, alínea b, da
Constituição. Aduz que o cargo de auxiliar de enfermagem é de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822206.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:DENACY SOARES
ADV.(A/S)
:ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence (fl. 165) negou
provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu RE, a,
contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, assim ementado (f. 120):
'AÇÃO ORDINÁRIA. Pretensão a desconstituição de
ato administrativo que gerou a renúncia a proventos.
Acumulação de cargos das esferas Estadual e Federal,
sendo um de Professor e outro de auxiliar de
Enfermagem. Dissenso ante a natureza da profissão de
enfermeira, se técnica e científica ou não. Prova não
efetivada pelo Estado, indispensável à validade do ato que
determinou a opção da parte, sendo certo que hoje as
Faculdades e Universidades mantêm dito curso. Sentença
de improcedência. Abalizado parecer da Procuradoria
Geral de Justiça pela procedência do pedido. Recurso
provido e efeitos ex tunc.'
Alega o RE, violação do art. 37, XVI, alínea b, da
Constituição. Aduz que o cargo de auxiliar de enfermagem é de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 581.294 AGR / RJ
nível médio e por isso não pode ser considerado ‘cargo técnico’
como previsto na Constituição.
Inviável o RE. Para divergir do Tribunal a quo seria
necessário o reexame das provas e fatos em que se
fundamentou o acórdão recorrido. Pacífica a jurisprudência
deste tribunal de que o RE não se presta a tal finalidade:
Súmula 279.
Nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante que foi violado o art. 37, inciso XVI, alínea b, da
Constituição Federal.
Aduz que “a questão, portanto, se restringe à natureza do cargo de
auxiliar de enfermagem, vale dizer, se técnica ou não. Caso a resposta seja
afirmativa, consoante dispões o mencionado art. 37, XVI, ‘b’, da CR/88,
lícita seria a acumulação. De outra feita, carecedora de tal natureza, a
cumulação pretendida tornar-se-ia lícita, estando o acórdão estadual a
merecer reforma” (fl. 169).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 581.294 AGR / RJ
nível médio e por isso não pode ser considerado ‘cargo técnico’
como previsto na Constituição.
Inviável o RE. Para divergir do Tribunal a quo seria
necessário o reexame das provas e fatos em que se
fundamentou o acórdão recorrido. Pacífica a jurisprudência
deste tribunal de que o RE não se presta a tal finalidade:
Súmula 279.
Nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante que foi violado o art. 37, inciso XVI, alínea b, da
Constituição Federal.
Aduz que “a questão, portanto, se restringe à natureza do cargo de
auxiliar de enfermagem, vale dizer, se técnica ou não. Caso a resposta seja
afirmativa, consoante dispões o mencionado art. 37, XVI, ‘b’, da CR/88,
lícita seria a acumulação. De outra feita, carecedora de tal natureza, a
cumulação pretendida tornar-se-ia lícita, estando o acórdão estadual a
merecer reforma” (fl. 169).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
O Tribunal de origem, adotando como razão de decidir o parecer
ministerial, asseverou:
“(...)
Releva notar que: ‘O conceito de cargo técnico ou
científico, por falta de precisão, tem provocado algumas
dúvidas na Administração. O ideal é que o estatuto fixe o
contorno mais exato possível para sua definição, de modo que
se possa verificar, com maior facilidade, se é possível, ou não, a
acumulação’. Direito Administrativo, José dos Santos Carvalho
Filho, 9ª Ed; p. 515-, parecendo à procuradoria de Justiça que
pode assim ser considerado técnico o cargo de Assistente de
Enfermagem, encaixando-se a hipóteses no art. 37, XVI, b, da
Constituição Republicana, tendo razão a Autora em se insurgir
contra a decisão da Administração Estadual, que a forçou a
renunciar aos proventos de aposentadoria do cargo de
Professor’ (fls. 110/111)” (fls. 121/122).
Colhe-se, ainda, do acórdão recorrido:
“Em suas razões, o Estado alega que a carga de 40 horas
semanais impediria, na prática, o desempenho dos cargos, o
que contudo, não restou comprovado.”
Desse modo, o Tribunal de origem, a partir da análise das
incumbências do cargo de auxiliar de enfermagem e dos fatos e das
provas dos autos, concluiu ser esse de natureza técnica, razão pela qual
decidiu ser possível a sua acumulação pela agravada com o cargo de
professora. Assim, para chegar a entendimento diverso, seria necessário
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
O Tribunal de origem, adotando como razão de decidir o parecer
ministerial, asseverou:
“(...)
Releva notar que: ‘O conceito de cargo técnico ou
científico, por falta de precisão, tem provocado algumas
dúvidas na Administração. O ideal é que o estatuto fixe o
contorno mais exato possível para sua definição, de modo que
se possa verificar, com maior facilidade, se é possível, ou não, a
acumulação’. Direito Administrativo, José dos Santos Carvalho
Filho, 9ª Ed; p. 515-, parecendo à procuradoria de Justiça que
pode assim ser considerado técnico o cargo de Assistente de
Enfermagem, encaixando-se a hipóteses no art. 37, XVI, b, da
Constituição Republicana, tendo razão a Autora em se insurgir
contra a decisão da Administração Estadual, que a forçou a
renunciar aos proventos de aposentadoria do cargo de
Professor’ (fls. 110/111)” (fls. 121/122).
Colhe-se, ainda, do acórdão recorrido:
“Em suas razões, o Estado alega que a carga de 40 horas
semanais impediria, na prática, o desempenho dos cargos, o
que contudo, não restou comprovado.”
Desse modo, o Tribunal de origem, a partir da análise das
incumbências do cargo de auxiliar de enfermagem e dos fatos e das
provas dos autos, concluiu ser esse de natureza técnica, razão pela qual
decidiu ser possível a sua acumulação pela agravada com o cargo de
professora. Assim, para chegar a entendimento diverso, seria necessário
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 581.294 AGR / RJ
reexaminar o conjunto fático-probatório, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE
CARGOS PÚBLICOS. REEXAME DA NATUREZA DOS
CARGOS ACUMULADOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279.
I - Inviável o recurso extraordinário, fundado em alegada
violação ao art. 37, XVI, da Constituição, quando sua análise
demanda o reexame da natureza dos cargos acumulados
conforme assentada pelo Tribunal de origem. Incide, no caso, a
Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental desprovido” (RE nº
581.871/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 24/9/10).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CARGO PÚBLICO.
NATUREZA TÉCNICA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O
REEXAME DAS PROVAS QUE FUNDAMENTARAM A
DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa.
Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII,
do Código de Processo Civil” (AI nº 579.155/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09).
“CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO: ACUMULAÇÃO DE CARGOS. I. - Dizer se o cargo
é técnico ou científico é questão de fato que exige, para o seu
deslinde, o exame de fatos e prova, o que é inviável em sede de
recurso extraordinário. Súmula 279-STF. II. - Precedentes do
STF. III. - Agravo não provido” (AI nº 442.737/PI-AgR, Segunda
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 581.294 AGR / RJ
reexaminar o conjunto fático-probatório, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE
CARGOS PÚBLICOS. REEXAME DA NATUREZA DOS
CARGOS ACUMULADOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279.
I - Inviável o recurso extraordinário, fundado em alegada
violação ao art. 37, XVI, da Constituição, quando sua análise
demanda o reexame da natureza dos cargos acumulados
conforme assentada pelo Tribunal de origem. Incide, no caso, a
Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental desprovido” (RE nº
581.871/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 24/9/10).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CARGO PÚBLICO.
NATUREZA TÉCNICA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O
REEXAME DAS PROVAS QUE FUNDAMENTARAM A
DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa.
Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII,
do Código de Processo Civil” (AI nº 579.155/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09).
“CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO: ACUMULAÇÃO DE CARGOS. I. - Dizer se o cargo
é técnico ou científico é questão de fato que exige, para o seu
deslinde, o exame de fatos e prova, o que é inviável em sede de
recurso extraordinário. Súmula 279-STF. II. - Precedentes do
STF. III. - Agravo não provido” (AI nº 442.737/PI-AgR, Segunda
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 581.294 AGR / RJ
Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 3/2/06).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO.
ACUMULAÇÃO
REMUNERADA
DE
CARGOS.
VERIFICAÇÃO DA NATUREZA TÉCNICA. 1. Saber se o cargo
de taquígrafo, que se pretende acumular com o de professor,
possui caráter técnico exige o reexame dos fatos e provas da
causa e a apreciação das normas locais em que se baseou o
aresto impugnado. Logo, o recurso extraordinário encontra
óbice nas Súmulas STF nºs 279 e 280. 2. Precedentes. 3. Agravo
regimental improvido” (RE nº 246.859/PI-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/12/03).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 581.294 AGR / RJ
Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 3/2/06).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO.
ACUMULAÇÃO
REMUNERADA
DE
CARGOS.
VERIFICAÇÃO DA NATUREZA TÉCNICA. 1. Saber se o cargo
de taquígrafo, que se pretende acumular com o de professor,
possui caráter técnico exige o reexame dos fatos e provas da
causa e a apreciação das normas locais em que se baseou o
aresto impugnado. Logo, o recurso extraordinário encontra
óbice nas Súmulas STF nºs 279 e 280. 2. Precedentes. 3. Agravo
regimental improvido” (RE nº 246.859/PI-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/12/03).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : DENACY SOARES
ADV.(A/S) : ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : DENACY SOARES
ADV.(A/S) : ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1833995
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-21T00:00:00
|
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Administrativo. Natureza dos cargos acumulados. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur206371
|
- Acórdãos citados: RE 581871 AgR, AI 579155 AgR, AI 442737 AgR, RE 246859 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 12/04/2012, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
581294
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 581294 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : DENACY SOARES
ADV.(A/S) : ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:DENACY SOARES
ADV.(A/S)
:ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Administrativo.
Natureza dos cargos acumulados. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:DENACY SOARES
ADV.(A/S)
:ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence (fl. 165) negou
provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário, a,
contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, assim ementado (f. 120):
'AÇÃO ORDINÁRIA. Pretensão a desconstituição de
ato administrativo que gerou a renúncia a proventos.
Acumulação de cargos das esferas Estadual e Federal,
sendo um de Professor e outro de auxiliar de
Enfermagem. Dissenso ante a natureza da profissão de
enfermeira, se técnica e científica ou não. Prova não
efetivada pelo Estado, indispensável à validade do ato que
determinou a opção da parte, sendo certo que hoje as
Faculdades e Universidades mantêm dito curso. Sentença
de improcedência. Abalizado parecer da Procuradoria
Geral de Justiça pela procedência do pedido. Recurso
provido e efeitos ex tunc.'
Alega o Recurso Extraordinário, violação do art. 37, XVI, alínea b, da
Constituição. Aduz que o cargo de auxiliar de enfermagem é de
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:DENACY SOARES
ADV.(A/S)
:ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence (fl. 165) negou
provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação:
“Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário, a,
contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, assim ementado (f. 120):
'AÇÃO ORDINÁRIA. Pretensão a desconstituição de
ato administrativo que gerou a renúncia a proventos.
Acumulação de cargos das esferas Estadual e Federal,
sendo um de Professor e outro de auxiliar de
Enfermagem. Dissenso ante a natureza da profissão de
enfermeira, se técnica e científica ou não. Prova não
efetivada pelo Estado, indispensável à validade do ato que
determinou a opção da parte, sendo certo que hoje as
Faculdades e Universidades mantêm dito curso. Sentença
de improcedência. Abalizado parecer da Procuradoria
Geral de Justiça pela procedência do pedido. Recurso
provido e efeitos ex tunc.'
Alega o Recurso Extraordinário, violação do art. 37, XVI, alínea b, da
Constituição. Aduz que o cargo de auxiliar de enfermagem é de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 581.294 AGR / RJ
nível médio e por isso não pode ser considerado ‘cargo técnico’
como previsto na Constituição.
Inviável o Recurso Extraordinário. Para divergir do Tribunal a quo seria
necessário o reexame das provas e fatos em que se
fundamentou o acórdão recorrido. Pacífica a jurisprudência
deste tribunal de que o Recurso Extraordinário não se presta a tal finalidade:
Súmula 279.
Nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante que foi violado o art. 37, inciso XVI, alínea b, da
Constituição Federal.
Aduz que “a questão, portanto, se restringe à natureza do cargo de
auxiliar de enfermagem, vale dizer, se técnica ou não. Caso a resposta seja
afirmativa, consoante dispões o mencionado art. 37, XVI, ‘b’, da CR/88,
lícita seria a acumulação. De outra feita, carecedora de tal natureza, a
cumulação pretendida tornar-se-ia lícita, estando o acórdão estadual a
merecer reforma” (fl. 169).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 581.294 AGR / RJ
nível médio e por isso não pode ser considerado ‘cargo técnico’
como previsto na Constituição.
Inviável o Recurso Extraordinário. Para divergir do Tribunal a quo seria
necessário o reexame das provas e fatos em que se
fundamentou o acórdão recorrido. Pacífica a jurisprudência
deste tribunal de que o Recurso Extraordinário não se presta a tal finalidade:
Súmula 279.
Nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante que foi violado o art. 37, inciso XVI, alínea b, da
Constituição Federal.
Aduz que “a questão, portanto, se restringe à natureza do cargo de
auxiliar de enfermagem, vale dizer, se técnica ou não. Caso a resposta seja
afirmativa, consoante dispões o mencionado art. 37, XVI, ‘b’, da CR/88,
lícita seria a acumulação. De outra feita, carecedora de tal natureza, a
cumulação pretendida tornar-se-ia lícita, estando o acórdão estadual a
merecer reforma” (fl. 169).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
O Tribunal de origem, adotando como razão de decidir o parecer
ministerial, asseverou:
“(...)
Releva notar que: ‘O conceito de cargo técnico ou
científico, por falta de precisão, tem provocado algumas
dúvidas na Administração. O ideal é que o estatuto fixe o
contorno mais exato possível para sua definição, de modo que
se possa verificar, com maior facilidade, se é possível, ou não, a
acumulação’. Direito Administrativo, José dos Santos Carvalho
Filho, 9... Ed; p. 515-, parecendo à procuradoria de Justiça que
pode assim ser considerado técnico o cargo de Assistente de
Enfermagem, encaixando-se a hipóteses no art. 37, XVI, b, da
Constituição Republicana, tendo razão a Autora em se insurgir
contra a decisão da Administração Estadual, que a forçou a
renunciar aos proventos de aposentadoria do cargo de
Professor’ (fls. 110/111)” (fls. 121/122).
Colhe-se, ainda, do acórdão recorrido:
“Em suas razões, o Estado alega que a carga de 40 horas
semanais impediria, na prática, o desempenho dos cargos, o
que contudo, não restou comprovado.”
Desse modo, o Tribunal de origem, a partir da análise das
incumbências do cargo de auxiliar de enfermagem e dos fatos e das
provas dos autos, concluiu ser esse de natureza técnica, razão pela qual
decidiu ser possível a sua acumulação pela agravada com o cargo de
professora. Assim, para chegar a entendimento diverso, seria necessário
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822207.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
O Tribunal de origem, adotando como razão de decidir o parecer
ministerial, asseverou:
“(...)
Releva notar que: ‘O conceito de cargo técnico ou
científico, por falta de precisão, tem provocado algumas
dúvidas na Administração. O ideal é que o estatuto fixe o
contorno mais exato possível para sua definição, de modo que
se possa verificar, com maior facilidade, se é possível, ou não, a
acumulação’. Direito Administrativo, José dos Santos Carvalho
Filho, 9... Ed; p. 515-, parecendo à procuradoria de Justiça que
pode assim ser considerado técnico o cargo de Assistente de
Enfermagem, encaixando-se a hipóteses no art. 37, XVI, b, da
Constituição Republicana, tendo razão a Autora em se insurgir
contra a decisão da Administração Estadual, que a forçou a
renunciar aos proventos de aposentadoria do cargo de
Professor’ (fls. 110/111)” (fls. 121/122).
Colhe-se, ainda, do acórdão recorrido:
“Em suas razões, o Estado alega que a carga de 40 horas
semanais impediria, na prática, o desempenho dos cargos, o
que contudo, não restou comprovado.”
Desse modo, o Tribunal de origem, a partir da análise das
incumbências do cargo de auxiliar de enfermagem e dos fatos e das
provas dos autos, concluiu ser esse de natureza técnica, razão pela qual
decidiu ser possível a sua acumulação pela agravada com o cargo de
professora. Assim, para chegar a entendimento diverso, seria necessário
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822207.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 581.294 AGR / RJ
reexaminar o conjunto fático-probatório, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE
CARGOS PÚBLICOS. REEXAME DA NATUREZA DOS
CARGOS ACUMULADOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279.
I - Inviável o recurso extraordinário, fundado em alegada
violação ao art. 37, XVI, da Constituição, quando sua análise
demanda o reexame da natureza dos cargos acumulados
conforme assentada pelo Tribunal de origem. Incide, no caso, a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n
581.871/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 24/9/10).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CARGO PÚBLICO.
NATUREZA TÉCNICA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O
REEXAME DAS PROVAS QUE FUNDAMENTARAM A
DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa.
Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII,
do Código de Processo Civil” (AI n 579.155/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09).
“CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO: ACUMULAÇÃO DE CARGOS. I. - Dizer se o cargo
é técnico ou científico é questão de fato que exige, para o seu
deslinde, o exame de fatos e prova, o que é inviável em sede de
recurso extraordinário. Súmula 279-Supremo Tribunal Federal. II. - Precedentes do
Supremo Tribunal Federal. III. - Agravo não provido” (AI n 442.737/PI-AgR, Segunda
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822207.
Supremo Tribunal Federal
AI 581.294 AGR / RJ
reexaminar o conjunto fático-probatório, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE
CARGOS PÚBLICOS. REEXAME DA NATUREZA DOS
CARGOS ACUMULADOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279.
I - Inviável o recurso extraordinário, fundado em alegada
violação ao art. 37, XVI, da Constituição, quando sua análise
demanda o reexame da natureza dos cargos acumulados
conforme assentada pelo Tribunal de origem. Incide, no caso, a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n
581.871/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 24/9/10).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CARGO PÚBLICO.
NATUREZA TÉCNICA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O
REEXAME DAS PROVAS QUE FUNDAMENTARAM A
DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa.
Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII,
do Código de Processo Civil” (AI n 579.155/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09).
“CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO: ACUMULAÇÃO DE CARGOS. I. - Dizer se o cargo
é técnico ou científico é questão de fato que exige, para o seu
deslinde, o exame de fatos e prova, o que é inviável em sede de
recurso extraordinário. Súmula 279-Supremo Tribunal Federal. II. - Precedentes do
Supremo Tribunal Federal. III. - Agravo não provido” (AI n 442.737/PI-AgR, Segunda
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 581.294 AGR / RJ
Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 3/2/06).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO.
ACUMULAÇÃO
REMUNERADA
DE
CARGOS.
VERIFICAÇÃO DA NATUREZA TÉCNICA. 1. Saber se o cargo
de taquígrafo, que se pretende acumular com o de professor,
possui caráter técnico exige o reexame dos fatos e provas da
causa e a apreciação das normas locais em que se baseou o
aresto impugnado. Logo, o recurso extraordinário encontra
óbice nas Súmulas Supremo Tribunal Federal ns 279 e 280. 2. Precedentes. 3. Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 246.859/PI-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/12/03).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822207.
Supremo Tribunal Federal
AI 581.294 AGR / RJ
Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 3/2/06).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO.
ACUMULAÇÃO
REMUNERADA
DE
CARGOS.
VERIFICAÇÃO DA NATUREZA TÉCNICA. 1. Saber se o cargo
de taquígrafo, que se pretende acumular com o de professor,
possui caráter técnico exige o reexame dos fatos e provas da
causa e a apreciação das normas locais em que se baseou o
aresto impugnado. Logo, o recurso extraordinário encontra
óbice nas Súmulas Supremo Tribunal Federal ns 279 e 280. 2. Precedentes. 3. Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 246.859/PI-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/12/03).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : DENACY SOARES
ADV.(A/S) : ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791269
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 581.294
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : DENACY SOARES
ADV.(A/S) : ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 581 . 294",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 581 . 294",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 581 . 294",
"AI 581 . 294 AGR / RJ",
"AI 581 . 294 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 581 . 294",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 581 . 294",
"AI 581 . 294 AGR / RJ",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 581 . 871 / ES - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL",
"AI n 579 . 155 / DF - AgR",
"Súmula 279 - Supremo Tribunal Federal",
"AI n 442 . 737 / PI - AgR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 581 . 871 / ES - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL",
"AI n 579 . 155 / DF - AgR",
"Súmula 279 - Supremo Tribunal Federal",
"AI n 442 . 737 / PI - AgR",
"AI 581 . 294 AGR /",
"Súmulas",
"Recurso Extraordinário n 246 . 859 / PI - AgR",
"AI 581 . 294 AGR /",
"Súmulas",
"Recurso Extraordinário n 246 . 859 / PI - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 581 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XVI , alínea b , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XVI , alínea b , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 37 , inciso XVI , alínea b , da Constituição Federal",
"art . 37 , XVI , ‘ b ’ , da CR / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 37 , inciso XVI , alínea b , da",
"Constituição Federal",
"art . 37 , XVI , ‘ b ’ , da CR / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XVI , b , da Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XVI , b , da Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XVI , da Constituição",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XVI , da Constituição",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Procuradoria Geral de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Procuradoria Geral de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"TRIBUNAL",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"DENACY SOARES",
"ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DENACY SOARES",
"ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"DENACY SOARES",
"ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"José dos Santos Carvalho Filho",
"DIAS TOFFOLI",
"José dos Santos Carvalho Filho",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"Ellen Gracie",
"Carlos Velloso",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DENACY SOARES",
"ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"DENACY SOARES",
"ORLANDO VERÍSSIMO BARBOSA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"9",
"/",
"10",
"17",
"/",
"4",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"9",
"/",
"10",
"17",
"/",
"4",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"12",
"/",
"12",
"/",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"12",
"/",
"12",
"/",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIR LOPES
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Reconhecimento de falta grave praticada pelo
paciente, que implicou a perda integral dos dias a serem remidos da sua
pena. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser remido limitado ao
patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei nº 12.433/11. Novatio legis in
mellius. Possibilidade de retroagir para beneficiar o paciente. Princípio
da retroatividade da lei penal menos gravosa. Precedentes.
1. O reconhecimento da falta grave praticada pelo paciente implicou
a perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do
novo ordenamento jurídico, não mais é permitido.
2. A nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art. 127 da Lei
de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a
revogação do tempo a ser remido.
3. Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada impede que
ela retroaja para beneficiar o paciente no caso concreto. Princípio da
retroatividade da lei penal menos gravosa.
4. Ordem concedida.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 111.143 / RS
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.143 / RS
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIR LOPES
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Jair Lopes, buscando seja limitada ao
patamar estabelecido pela Lei nº 12.433/11 a revogação do tempo a ser
remido pelo paciente.
Aponta como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que não conheceu do agravo regimental no REsp nº
1.187.152/RS interposto àquela Corte, Relator o Ministro Adilson Vieira
Macabu.
A impetrante sustenta o constrangimento ilegal imposto ao paciente,
pois “o Poder Legislativo promulgou a Lei 12.433/2011, que altera o aludido art.
127, para o fim de entender que a falta grave implica, no máximo, a perda de 1/3
dos dias remidos. Desse modo, inaplicável, na espécie, a Súmula nº 9, porquanto
houve nova legislação de natureza penal que altera a premissa sumular” (fls. 3/4
da inicial).
Aduz que:
“(...)
A 5ª Turma do STJ, mesmo após interposição de agravo
regimental pela Defesa Pública Federal, manteve a decisão que
reconheceu que a falta grave enseja a perda de todos os dias
remidos.
Contudo, o aludido Tribunal Superior não levou em conta
o advento da Lei 12.433/2011 que alterou a redação do art. 127
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822122.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIR LOPES
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Jair Lopes, buscando seja limitada ao
patamar estabelecido pela Lei nº 12.433/11 a revogação do tempo a ser
remido pelo paciente.
Aponta como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que não conheceu do agravo regimental no REsp nº
1.187.152/RS interposto àquela Corte, Relator o Ministro Adilson Vieira
Macabu.
A impetrante sustenta o constrangimento ilegal imposto ao paciente,
pois “o Poder Legislativo promulgou a Lei 12.433/2011, que altera o aludido art.
127, para o fim de entender que a falta grave implica, no máximo, a perda de 1/3
dos dias remidos. Desse modo, inaplicável, na espécie, a Súmula nº 9, porquanto
houve nova legislação de natureza penal que altera a premissa sumular” (fls. 3/4
da inicial).
Aduz que:
“(...)
A 5ª Turma do STJ, mesmo após interposição de agravo
regimental pela Defesa Pública Federal, manteve a decisão que
reconheceu que a falta grave enseja a perda de todos os dias
remidos.
Contudo, o aludido Tribunal Superior não levou em conta
o advento da Lei 12.433/2011 que alterou a redação do art. 127
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 111.143 / RS
da LEP que passou a considerar que a prática de falta grave no
curso da execução implica em perda de no máximo 1/3 dos dias
remidos.
Quer dizer, portanto, que com o advento da legislação que
tem aplicabilidade a condutas anteriores ao início da vigência, a
prática de falta grave no curso da execução implica em, no
máximo, perda de até 1/3 dos dias remidos, devendo o Juízo da
execução aplicar a fração cabível, de acordo com as
circunstâncias do caso concreto, isto é, levando em conta a
natureza, os motivos, as consequências da falta, bem como a
pessoa do faltoso e seu tempo de prisão” (fl. 4 da inicial).
Entende, ainda, que “a nova redação do art. 127 da LEP tem
aplicabilidade imediata, alcançando fatos pretéritos, ex vi da CF, art. 5, XL da
CF” (fl. 5 da inicial).
Requer, liminarmente, a concessão da ordem, a fim de que “a prática
de falta grave acarrete, no máximo, a perda de 1/3 dos dias remidos,
determinando-se ao Juízo de execução penal aplicar a fração cabível, dentro do
limite de 1/3, levando em conta as circunstâncias do caso concreto” (fl. 8 da
inicial).
Por entender preenchidos os seus pressupostos, deferi a liminar em
menor extensão, apenas para suspender os efeitos da decisão proferida no
REsp nº 1.187.152/RS interposto no Superior Tribunal de Justiça, até o
julgamento de mérito desta impetração.
Dispensei as informações da autoridade coatora e abri vista dos
autos ao Ministério Público Federal, que, pelo parecer do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
concessão da ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.143 / RS
da LEP que passou a considerar que a prática de falta grave no
curso da execução implica em perda de no máximo 1/3 dos dias
remidos.
Quer dizer, portanto, que com o advento da legislação que
tem aplicabilidade a condutas anteriores ao início da vigência, a
prática de falta grave no curso da execução implica em, no
máximo, perda de até 1/3 dos dias remidos, devendo o Juízo da
execução aplicar a fração cabível, de acordo com as
circunstâncias do caso concreto, isto é, levando em conta a
natureza, os motivos, as consequências da falta, bem como a
pessoa do faltoso e seu tempo de prisão” (fl. 4 da inicial).
Entende, ainda, que “a nova redação do art. 127 da LEP tem
aplicabilidade imediata, alcançando fatos pretéritos, ex vi da CF, art. 5, XL da
CF” (fl. 5 da inicial).
Requer, liminarmente, a concessão da ordem, a fim de que “a prática
de falta grave acarrete, no máximo, a perda de 1/3 dos dias remidos,
determinando-se ao Juízo de execução penal aplicar a fração cabível, dentro do
limite de 1/3, levando em conta as circunstâncias do caso concreto” (fl. 8 da
inicial).
Por entender preenchidos os seus pressupostos, deferi a liminar em
menor extensão, apenas para suspender os efeitos da decisão proferida no
REsp nº 1.187.152/RS interposto no Superior Tribunal de Justiça, até o
julgamento de mérito desta impetração.
Dispensei as informações da autoridade coatora e abri vista dos
autos ao Ministério Público Federal, que, pelo parecer do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
concessão da ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do agravo
regimental no REsp nº 1.187.152/RS interposto àquela Corte, Relator o
Ministro Adilson Vieira Macabu.
Extrai-se dos documentos que instruem a impetração que, durante a
execução da pena, o paciente “tentou jogar uma bola de futebol para dentro do
pátio interno do presídio, contendo em seu interior dois telefones celulares, três
briocas [sic], um trinco de porta, dois carregadores de celulares e quatro serras de
serrar metal” (fl. 6 do anexo 3).
Foi instaurado Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para
apurar prática de falta grave pelo paciente e, após a sua oitiva em
audiência de justificação, o Juízo de Direito da Vara de Execuções
Criminais da Comarca de Soledade/RS homologou o PAD, determinando
a regressão de regime para o fechado e a perda dos dias remidos no ano
de 2008. Na mesma oportunidade, “determinou a magistrada a retificação da
carta guia, constando a data-base do benefício o dia da captura do apenado em 27
de dezembro de 2008” (fl. 7 do anexo 3).
Contra essa decisão foi interposto agravo em execução perante o
Tribunal de Justiça estadual, que proveu parcialmente o recurso, em
decisão assim sintetizada:
“AGRAVO EM EXECUÇÃO. FALTA GRAVA. PAD.
HOMOLOGADO.
ALTERAÇÃO
DA
DATA-BASE.
AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL, REGRESSÃO DE
REGIME. PERDA DOS DIAS REMIDOS. SÚMULA 09 DO
STF.
1. A atitude ilícita do apenado de tentar jogar uma bola de
futebol, contendo artefatos não permitidos pela Casa Prisional,
para dentro do presídio, constituí falta grave, nos termos do
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do agravo
regimental no REsp nº 1.187.152/RS interposto àquela Corte, Relator o
Ministro Adilson Vieira Macabu.
Extrai-se dos documentos que instruem a impetração que, durante a
execução da pena, o paciente “tentou jogar uma bola de futebol para dentro do
pátio interno do presídio, contendo em seu interior dois telefones celulares, três
briocas [sic], um trinco de porta, dois carregadores de celulares e quatro serras de
serrar metal” (fl. 6 do anexo 3).
Foi instaurado Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para
apurar prática de falta grave pelo paciente e, após a sua oitiva em
audiência de justificação, o Juízo de Direito da Vara de Execuções
Criminais da Comarca de Soledade/RS homologou o PAD, determinando
a regressão de regime para o fechado e a perda dos dias remidos no ano
de 2008. Na mesma oportunidade, “determinou a magistrada a retificação da
carta guia, constando a data-base do benefício o dia da captura do apenado em 27
de dezembro de 2008” (fl. 7 do anexo 3).
Contra essa decisão foi interposto agravo em execução perante o
Tribunal de Justiça estadual, que proveu parcialmente o recurso, em
decisão assim sintetizada:
“AGRAVO EM EXECUÇÃO. FALTA GRAVA. PAD.
HOMOLOGADO.
ALTERAÇÃO
DA
DATA-BASE.
AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL, REGRESSÃO DE
REGIME. PERDA DOS DIAS REMIDOS. SÚMULA 09 DO
STF.
1. A atitude ilícita do apenado de tentar jogar uma bola de
futebol, contendo artefatos não permitidos pela Casa Prisional,
para dentro do presídio, constituí falta grave, nos termos do
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
artigo 52 da LEP. A regressão de regime encontra respaldo na
falta grave, conforme preceitua o artigo 118, I da LEP.
2. O reconhecimento de falta grave não altera a data-base
ante a ausência de previsão legal. Conforme disposto no artigo
111, parágrafo único, da LEP c/c artigo 75, § 2º, do CP, apenas
condenações por crimes praticados após o início do
cumprimento da pena têm o condão de alterar a data-base para
a concessão de futuros benefícios.
3. Decretação da perda dos dias remidos em razão do
cometimento de falta grave. Aplica-se a prescrição prevista no
artigo 109, do CP às sanções disciplinares, conforme a súmula
vinculante nº 9 do STF.
Deram parcial provimento ao agravo em execução para
restabelecer a data-base, decretando a perda dos dias remidos
e a regressão de regime para o fechado” (fl . 76 do anexo 2).
Irresignado, o Ministério Público estadual interpôs o REsp nº
1.187.152/RS ao Superior Tribunal de Justiça, tendo o seu eminente relator
provido parcialmente o recurso. Em síntese, foram esses os fundamentos
daquela decisão:
“RECURSO
ESPECIAL.
EXECUÇÃO
PENAL.
HOMOLOGAÇÃO DE FALTA GRAVE. EFEITOS. DETRAÇÃO
DOS DIAS REMIDOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
VINCULANTE Nº 9. ALTERAÇÃO DA DATA-BASE PARA
CONCESSÃO
DE
COMUTAÇÃO
DA
PENA.
IMPOSSIBILIDADE.
LIVRAMENTO
CONDICIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 441/STJ. PRECEDENTES.
PRECEDENTES. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Cristalizou-se na jurisprudência da Quinta Turma desta
Corte que o cometimento de falta grave pelo apenado importa a
alteração da data-base para o reinício da contagem dos prazos
necessários para a obtenção dos requisitos objetivos, a fim de
ser favorecido com os benefícios executórios, no que tange ao
restante do cumprimento da reprimenda.
2. O cometimento da falta grave ocasiona a perda do
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.143 / RS
artigo 52 da LEP. A regressão de regime encontra respaldo na
falta grave, conforme preceitua o artigo 118, I da LEP.
2. O reconhecimento de falta grave não altera a data-base
ante a ausência de previsão legal. Conforme disposto no artigo
111, parágrafo único, da LEP c/c artigo 75, § 2º, do CP, apenas
condenações por crimes praticados após o início do
cumprimento da pena têm o condão de alterar a data-base para
a concessão de futuros benefícios.
3. Decretação da perda dos dias remidos em razão do
cometimento de falta grave. Aplica-se a prescrição prevista no
artigo 109, do CP às sanções disciplinares, conforme a súmula
vinculante nº 9 do STF.
Deram parcial provimento ao agravo em execução para
restabelecer a data-base, decretando a perda dos dias remidos
e a regressão de regime para o fechado” (fl . 76 do anexo 2).
Irresignado, o Ministério Público estadual interpôs o REsp nº
1.187.152/RS ao Superior Tribunal de Justiça, tendo o seu eminente relator
provido parcialmente o recurso. Em síntese, foram esses os fundamentos
daquela decisão:
“RECURSO
ESPECIAL.
EXECUÇÃO
PENAL.
HOMOLOGAÇÃO DE FALTA GRAVE. EFEITOS. DETRAÇÃO
DOS DIAS REMIDOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
VINCULANTE Nº 9. ALTERAÇÃO DA DATA-BASE PARA
CONCESSÃO
DE
COMUTAÇÃO
DA
PENA.
IMPOSSIBILIDADE.
LIVRAMENTO
CONDICIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 441/STJ. PRECEDENTES.
PRECEDENTES. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Cristalizou-se na jurisprudência da Quinta Turma desta
Corte que o cometimento de falta grave pelo apenado importa a
alteração da data-base para o reinício da contagem dos prazos
necessários para a obtenção dos requisitos objetivos, a fim de
ser favorecido com os benefícios executórios, no que tange ao
restante do cumprimento da reprimenda.
2. O cometimento da falta grave ocasiona a perda do
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
direito ao tempo remido, iniciando novo período a partir da
data da infração disciplinar (Súmula Vinculante nº 9).
3. Sobrelevar que tais interrupções não se operam quanto
ao benefício da comutação, não cabendo a menção genérica, sob
pena de afronta ao princípio constitucional da legalidade.
4. Os requisitos objetivos do benefício do livramento
condicional são regidos pelo art. 83 do Código Penal, não
subsumindo sua data-base ao cometimento de falta grave
preconizada na Lei de Execuções Penais (Súmula nº 441/STJ).
5. Recurso especial parcialmente provido.”
A defesa do paciente interpôs, então, agravo regimental, do qual não
se conheceu, em julgado assim ementado:
“PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/STJ. AUSÊNCIA
DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
PRECEDENTES.
1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no
agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar,
especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada.
2. Agravo regimental não conhecido.”
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
O caso é de concessão da ordem, uma vez que o Juízo de Direito da
Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade/RS, quando
reconheceu a prática de falta grave pelo paciente, determinou, entre
outras medias de praxe, a perda integral dos dias a serem remidos da
sua pena, o que foi confirmado pelo Tribunal de Justiça estadual e pelo
Superior Tribunal de Justiça.
A Lei nº 12.433, de 29 de junho de 2011, conferiu aos arts. 127 e 128
da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/84) a seguinte redação, in verbis:
“Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até
3
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HC 111.143 / RS
direito ao tempo remido, iniciando novo período a partir da
data da infração disciplinar (Súmula Vinculante nº 9).
3. Sobrelevar que tais interrupções não se operam quanto
ao benefício da comutação, não cabendo a menção genérica, sob
pena de afronta ao princípio constitucional da legalidade.
4. Os requisitos objetivos do benefício do livramento
condicional são regidos pelo art. 83 do Código Penal, não
subsumindo sua data-base ao cometimento de falta grave
preconizada na Lei de Execuções Penais (Súmula nº 441/STJ).
5. Recurso especial parcialmente provido.”
A defesa do paciente interpôs, então, agravo regimental, do qual não
se conheceu, em julgado assim ementado:
“PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/STJ. AUSÊNCIA
DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
PRECEDENTES.
1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no
agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar,
especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada.
2. Agravo regimental não conhecido.”
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
O caso é de concessão da ordem, uma vez que o Juízo de Direito da
Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade/RS, quando
reconheceu a prática de falta grave pelo paciente, determinou, entre
outras medias de praxe, a perda integral dos dias a serem remidos da
sua pena, o que foi confirmado pelo Tribunal de Justiça estadual e pelo
Superior Tribunal de Justiça.
A Lei nº 12.433, de 29 de junho de 2011, conferiu aos arts. 127 e 128
da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/84) a seguinte redação, in verbis:
“Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art.
57, recomeçando a contagem a partir da data da infração
disciplinar.
Art. 128. O tempo remido será computado como pena
cumprida, para todos os efeitos.”
Como visto, segundo a nova legislação, a prática de falta disciplinar
de natureza grave não mais implica a perda integral dos dias a serem
remidos da pena do condenado. A partir da sua vigência, a revogação do
tempo remido esbarra no patamar máximo permitido, de 1/3 (um terço).
Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada impede que, no
caso concreto, ela retroaja para beneficiar o paciente. Princípio da
retroatividade da lei penal menos gravosa.
Aliás, nesse sentido, ressalto o RHC nº 109.847/DF, de minha
relatoria, cuja ementa transcrevo:
“Recurso ordinário em habeas corpus. Falta grave. Fuga.
Pretendida nulidade do ato que reconheceu a prática da falta de
natureza grave por ausência de procedimento administrativo
disciplinar (PAD). Não ocorrência. Nulidade suprida na
audiência de justificação. Oitiva do paciente em juízo,
devidamente assistido por um defensor e na presença do
Ministério Público. Observância dos preceitos constitucionais
do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, incisos LIV e LV).
Finalidade
essencial
pretendida
no
procedimento
administrativo disciplinar alcançada de forma satisfatória.
Princípio da instrumentalidade das formas (art. 154 e 244 do
CPC). Aplicabilidade. Recurso ao qual se nega provimento.
Reconhecimento da falta grave que implicou na perda integral
dos dias remidos. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser
remido limitado ao patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei nº
12.433/11. Novatio legis in mellius. Possibilidade de retroagir
para beneficiar o paciente. Princípio da retroatividade da lei
penal menos gravosa. Ordem de habeas corpus concedida de
ofício.
4
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1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art.
57, recomeçando a contagem a partir da data da infração
disciplinar.
Art. 128. O tempo remido será computado como pena
cumprida, para todos os efeitos.”
Como visto, segundo a nova legislação, a prática de falta disciplinar
de natureza grave não mais implica a perda integral dos dias a serem
remidos da pena do condenado. A partir da sua vigência, a revogação do
tempo remido esbarra no patamar máximo permitido, de 1/3 (um terço).
Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada impede que, no
caso concreto, ela retroaja para beneficiar o paciente. Princípio da
retroatividade da lei penal menos gravosa.
Aliás, nesse sentido, ressalto o RHC nº 109.847/DF, de minha
relatoria, cuja ementa transcrevo:
“Recurso ordinário em habeas corpus. Falta grave. Fuga.
Pretendida nulidade do ato que reconheceu a prática da falta de
natureza grave por ausência de procedimento administrativo
disciplinar (PAD). Não ocorrência. Nulidade suprida na
audiência de justificação. Oitiva do paciente em juízo,
devidamente assistido por um defensor e na presença do
Ministério Público. Observância dos preceitos constitucionais
do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, incisos LIV e LV).
Finalidade
essencial
pretendida
no
procedimento
administrativo disciplinar alcançada de forma satisfatória.
Princípio da instrumentalidade das formas (art. 154 e 244 do
CPC). Aplicabilidade. Recurso ao qual se nega provimento.
Reconhecimento da falta grave que implicou na perda integral
dos dias remidos. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser
remido limitado ao patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei nº
12.433/11. Novatio legis in mellius. Possibilidade de retroagir
para beneficiar o paciente. Princípio da retroatividade da lei
penal menos gravosa. Ordem de habeas corpus concedida de
ofício.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
1. Ao contrário do que afirma a recorrente, foi instaurado
procedimento administrativo disciplinar (PAD nº 017/2009), o
qual não foi homologado pelo Juízo de Direito da Vara de
Execução Criminal de Novo Hamburgo/RS, que entendeu que a
defesa do apenado deveria ser feita por advogado habilitado.
2. No entanto, essa irregularidade foi suprida pela
repetição do procedimento em juízo, quando foi feita a oitiva do
paciente, devidamente acompanhado de seu defensor e na
presença do Ministério Público estadual. Portanto, não há que
se falar em inobservância dos preceitos constitucionais do
contraditório e da ampla defesa no ato que reconheceu a prática
de falta grave pelo paciente.
3. Aquele juízo na audiência de justificação, ao não
potencializar a forma pela forma, que resultaria na pretendida
nulidade do PAD pela defesa, andou na melhor trilha
processual, pois entendeu que aquele ato solene teria
alcançando, de forma satisfatória, a finalidade essencial
pretendida no procedimento administrativo em questão. Cuida-
se, na espécie, do princípio da instrumentalidade das formas,
segundo o qual se consideram válidos os atos que, realizados
de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial (art. 154
do CPC) e, ainda que a lei prescreva determinada forma, sem
cominação de nulidade, o juiz poderá, mesmo que realizado de
outro modo, considerá-lo hígido quando tenha alcançado sua
finalidade essencial (art. 244 do CPC).
4. Recurso ao qual se nega provimento.
5. Caso de concessão de habeas corpus de ofício, pois o
reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou
na perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que,
à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido.
6. A nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art.
127 da Lei de Execução Penal, limita ao patamar máximo de 1/3
(um terço) a revogação do tempo a ser remido.
7. Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada
impede que ela retroaja para beneficiar o paciente no caso
concreto. Princípio da retroatividade da lei penal menos
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.143 / RS
1. Ao contrário do que afirma a recorrente, foi instaurado
procedimento administrativo disciplinar (PAD nº 017/2009), o
qual não foi homologado pelo Juízo de Direito da Vara de
Execução Criminal de Novo Hamburgo/RS, que entendeu que a
defesa do apenado deveria ser feita por advogado habilitado.
2. No entanto, essa irregularidade foi suprida pela
repetição do procedimento em juízo, quando foi feita a oitiva do
paciente, devidamente acompanhado de seu defensor e na
presença do Ministério Público estadual. Portanto, não há que
se falar em inobservância dos preceitos constitucionais do
contraditório e da ampla defesa no ato que reconheceu a prática
de falta grave pelo paciente.
3. Aquele juízo na audiência de justificação, ao não
potencializar a forma pela forma, que resultaria na pretendida
nulidade do PAD pela defesa, andou na melhor trilha
processual, pois entendeu que aquele ato solene teria
alcançando, de forma satisfatória, a finalidade essencial
pretendida no procedimento administrativo em questão. Cuida-
se, na espécie, do princípio da instrumentalidade das formas,
segundo o qual se consideram válidos os atos que, realizados
de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial (art. 154
do CPC) e, ainda que a lei prescreva determinada forma, sem
cominação de nulidade, o juiz poderá, mesmo que realizado de
outro modo, considerá-lo hígido quando tenha alcançado sua
finalidade essencial (art. 244 do CPC).
4. Recurso ao qual se nega provimento.
5. Caso de concessão de habeas corpus de ofício, pois o
reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou
na perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que,
à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido.
6. A nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art.
127 da Lei de Execução Penal, limita ao patamar máximo de 1/3
(um terço) a revogação do tempo a ser remido.
7. Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada
impede que ela retroaja para beneficiar o paciente no caso
concreto. Princípio da retroatividade da lei penal menos
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
gravosa.
8. Ordem de habeas corpus concedida de ofício” (Primeira
Turma, DJe de 6/12/11).
Ante o exposto, concedo a ordem, para determinar ao Juízo de
Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade/RS que
observe a nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art. 127 da Lei
de Execução Penal e, levando em conta as circunstâncias do caso concreto,
aplique ao paciente a fração cabível para a perda dos dias remidos dentro
do patamar máximo permitido, de 1/3 (um terço).
É como voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.143 / RS
gravosa.
8. Ordem de habeas corpus concedida de ofício” (Primeira
Turma, DJe de 6/12/11).
Ante o exposto, concedo a ordem, para determinar ao Juízo de
Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade/RS que
observe a nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art. 127 da Lei
de Execução Penal e, levando em conta as circunstâncias do caso concreto,
aplique ao paciente a fração cabível para a perda dos dias remidos dentro
do patamar máximo permitido, de 1/3 (um terço).
É como voto.
6
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Aditamento ao Voto
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
ADITAMENTO AO VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
O habeas corpus busca seja limitado o patamar estabelecido pela Lei
nº 12.433, a revogação do tempo a ser remido pelo paciente. A tese da
impetração é o constrangimento ilegal imposto ao paciente, pois o Poder
Legislativo promulgou a Lei nº 12.433, que altera o aludido art. 127, para
o fim de entender que a falta grave implica, no máximo, a perda de um
terço dos dias remidos. Desse modo, inaplicável, na espécie, a Súmula nº
9, porquanto houve nova legislação de natureza penal, que altera a
premissa singular.
Eu estou concedendo a ordem para determinar ao juízo de direito da
Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade, Rio Grande do
Sul, que observe a nova redação conferida pela Lei nº 12.433 ao art. 127 da
Lei de Execução Penal, e, levando em conta as circunstâncias do caso
concreto, aplique ao paciente a fração cabível para a perda dos dias
remidos dentro do patamar máximo permitido pela lei nova, que é de um
terço. Sendo a lei nova mais benéfica, aplica-se a situações fáticas
anteriores.
Essa é a síntese. Então, estou concedendo a ordem nesses termos.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
ADITAMENTO AO VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
O habeas corpus busca seja limitado o patamar estabelecido pela Lei
nº 12.433, a revogação do tempo a ser remido pelo paciente. A tese da
impetração é o constrangimento ilegal imposto ao paciente, pois o Poder
Legislativo promulgou a Lei nº 12.433, que altera o aludido art. 127, para
o fim de entender que a falta grave implica, no máximo, a perda de um
terço dos dias remidos. Desse modo, inaplicável, na espécie, a Súmula nº
9, porquanto houve nova legislação de natureza penal, que altera a
premissa singular.
Eu estou concedendo a ordem para determinar ao juízo de direito da
Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade, Rio Grande do
Sul, que observe a nova redação conferida pela Lei nº 12.433 ao art. 127 da
Lei de Execução Penal, e, levando em conta as circunstâncias do caso
concreto, aplique ao paciente a fração cabível para a perda dos dias
remidos dentro do patamar máximo permitido pela lei nova, que é de um
terço. Sendo a lei nova mais benéfica, aplica-se a situações fáticas
anteriores.
Essa é a síntese. Então, estou concedendo a ordem nesses termos.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.143
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JAIR LOPES
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.143
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JAIR LOPES
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1833919
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-21T00:00:00
|
A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Habeas corpus. Reconhecimento de falta grave praticada pelo paciente, que implicou a perda integral dos dias a serem remidos da sua pena. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser remido limitado ao patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei nº 12.433/11. Novatio legis in mellius. Possibilidade de retroagir para beneficiar o paciente. Princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa. Precedentes.
1. O reconhecimento da falta grave praticada pelo paciente implicou a perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido.
2. A nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art. 127 da Lei de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido.
3. Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada impede que ela retroaja para beneficiar o paciente no caso concreto. Princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa.
4. Ordem concedida.
|
sjur206353
|
- Acórdão citado: RHC 109847.
- Veja REsp 1187152 AgR do STJ.
Número de páginas: 12.
Análise: 29/03/2012, ACG.
Revisão: 30/03/2012, MMR.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
111143
|
[
"LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\r\n ART-00127 ART-00128 REDAÇÃO DADA PELA LEI-12433/2011 \r\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-012433 ANO-2011\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n",
"LEG-FED SUV-000009 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 111143
|
[
""
] |
PACTE.(S) : JAIR LOPES
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIR LOPES
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Reconhecimento de falta grave praticada pelo
paciente, que implicou a perda integral dos dias a serem remidos da sua
pena. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser remido limitado ao
patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei n 12.433/11. Novatio legis in
mellius. Possibilidade de retroagir para beneficiar o paciente. Princípio
da retroatividade da lei penal menos gravosa. Precedentes.
1. O reconhecimento da falta grave praticada pelo paciente implicou
a perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do
novo ordenamento jurídico, não mais é permitido.
2. A nova redação conferida pela Lei n 12.433/11 ao art. 127 da Lei
de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a
revogação do tempo a ser remido.
3. Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada impede que
ela retroaja para beneficiar o paciente no caso concreto. Princípio da
retroatividade da lei penal menos gravosa.
4. Ordem concedida.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 111.143 / RS
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.143 / RS
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIR LOPES
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Jair Lopes, buscando seja limitada ao
patamar estabelecido pela Lei n 12.433/11 a revogação do tempo a ser
remido pelo paciente.
Aponta como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que não conheceu do agravo regimental no REsp n
1.187.152/RS interposto àquela Corte, Relator o Ministro Adilson Vieira
Macabu.
A impetrante sustenta o constrangimento ilegal imposto ao paciente,
pois “o Poder Legislativo promulgou a Lei 12.433/2011, que altera o aludido art.
127, para o fim de entender que a falta grave implica, no máximo, a perda de 1/3
dos dias remidos. Desse modo, inaplicável, na espécie, a Súmula n 9, porquanto
houve nova legislação de natureza penal que altera a premissa sumular” (fls. 3/4
da inicial).
Aduz que:
“(...)
A 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça, mesmo após interposição de agravo
regimental pela Defesa Pública Federal, manteve a decisão que
reconheceu que a falta grave enseja a perda de todos os dias
remidos.
Contudo, o aludido Tribunal Superior não levou em conta
o advento da Lei 12.433/2011 que alterou a redação do art. 127
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIR LOPES
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Jair Lopes, buscando seja limitada ao
patamar estabelecido pela Lei n 12.433/11 a revogação do tempo a ser
remido pelo paciente.
Aponta como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que não conheceu do agravo regimental no REsp n
1.187.152/RS interposto àquela Corte, Relator o Ministro Adilson Vieira
Macabu.
A impetrante sustenta o constrangimento ilegal imposto ao paciente,
pois “o Poder Legislativo promulgou a Lei 12.433/2011, que altera o aludido art.
127, para o fim de entender que a falta grave implica, no máximo, a perda de 1/3
dos dias remidos. Desse modo, inaplicável, na espécie, a Súmula n 9, porquanto
houve nova legislação de natureza penal que altera a premissa sumular” (fls. 3/4
da inicial).
Aduz que:
“(...)
A 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça, mesmo após interposição de agravo
regimental pela Defesa Pública Federal, manteve a decisão que
reconheceu que a falta grave enseja a perda de todos os dias
remidos.
Contudo, o aludido Tribunal Superior não levou em conta
o advento da Lei 12.433/2011 que alterou a redação do art. 127
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 111.143 / RS
da LEP que passou a considerar que a prática de falta grave no
curso da execução implica em perda de no máximo 1/3 dos dias
remidos.
Quer dizer, portanto, que com o advento da legislação que
tem aplicabilidade a condutas anteriores ao início da vigência, a
prática de falta grave no curso da execução implica em, no
máximo, perda de até 1/3 dos dias remidos, devendo o Juízo da
execução aplicar a fração cabível, de acordo com as
circunstâncias do caso concreto, isto é, levando em conta a
natureza, os motivos, as consequências da falta, bem como a
pessoa do faltoso e seu tempo de prisão” (fl. 4 da inicial).
Entende, ainda, que “a nova redação do art. 127 da LEP tem
aplicabilidade imediata, alcançando fatos pretéritos, ex vi da Constituição Federal de 1988, art. 5, XL da
Constituição Federal de 1988” (fl. 5 da inicial).
Requer, liminarmente, a concessão da ordem, a fim de que “a prática
de falta grave acarrete, no máximo, a perda de 1/3 dos dias remidos,
determinando-se ao Juízo de execução penal aplicar a fração cabível, dentro do
limite de 1/3, levando em conta as circunstâncias do caso concreto” (fl. 8 da
inicial).
Por entender preenchidos os seus pressupostos, deferi a liminar em
menor extensão, apenas para suspender os efeitos da decisão proferida no
REsp n 1.187.152/RS interposto no Superior Tribunal de Justiça, até o
julgamento de mérito desta impetração.
Dispensei as informações da autoridade coatora e abri vista dos
autos ao Ministério Público Federal, que, pelo parecer do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
concessão da ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.143 / RS
da LEP que passou a considerar que a prática de falta grave no
curso da execução implica em perda de no máximo 1/3 dos dias
remidos.
Quer dizer, portanto, que com o advento da legislação que
tem aplicabilidade a condutas anteriores ao início da vigência, a
prática de falta grave no curso da execução implica em, no
máximo, perda de até 1/3 dos dias remidos, devendo o Juízo da
execução aplicar a fração cabível, de acordo com as
circunstâncias do caso concreto, isto é, levando em conta a
natureza, os motivos, as consequências da falta, bem como a
pessoa do faltoso e seu tempo de prisão” (fl. 4 da inicial).
Entende, ainda, que “a nova redação do art. 127 da LEP tem
aplicabilidade imediata, alcançando fatos pretéritos, ex vi da Constituição Federal de 1988, art. 5, XL da
Constituição Federal de 1988” (fl. 5 da inicial).
Requer, liminarmente, a concessão da ordem, a fim de que “a prática
de falta grave acarrete, no máximo, a perda de 1/3 dos dias remidos,
determinando-se ao Juízo de execução penal aplicar a fração cabível, dentro do
limite de 1/3, levando em conta as circunstâncias do caso concreto” (fl. 8 da
inicial).
Por entender preenchidos os seus pressupostos, deferi a liminar em
menor extensão, apenas para suspender os efeitos da decisão proferida no
REsp n 1.187.152/RS interposto no Superior Tribunal de Justiça, até o
julgamento de mérito desta impetração.
Dispensei as informações da autoridade coatora e abri vista dos
autos ao Ministério Público Federal, que, pelo parecer do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
concessão da ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do agravo
regimental no REsp n 1.187.152/RS interposto àquela Corte, Relator o
Ministro Adilson Vieira Macabu.
Extrai-se dos documentos que instruem a impetração que, durante a
execução da pena, o paciente “tentou jogar uma bola de futebol para dentro do
pátio interno do presídio, contendo em seu interior dois telefones celulares, três
briocas [sic], um trinco de porta, dois carregadores de celulares e quatro serras de
serrar metal” (fl. 6 do anexo 3).
Foi instaurado Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para
apurar prática de falta grave pelo paciente e, após a sua oitiva em
audiência de justificação, o Juízo de Direito da Vara de Execuções
Criminais da Comarca de Soledade/RS homologou o PAD, determinando
a regressão de regime para o fechado e a perda dos dias remidos no ano
de 2008. Na mesma oportunidade, “determinou a magistrada a retificação da
carta guia, constando a data-base do benefício o dia da captura do apenado em 27
de dezembro de 2008” (fl. 7 do anexo 3).
Contra essa decisão foi interposto agravo em execução perante o
Tribunal de Justiça estadual, que proveu parcialmente o recurso, em
decisão assim sintetizada:
“AGRAVO EM EXECUÇÃO. FALTA GRAVA. PAD.
HOMOLOGADO.
ALTERAÇÃO
DA
DATA-BASE.
AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL, REGRESSÃO DE
REGIME. PERDA DOS DIAS REMIDOS. SÚMULA 09 DO
Supremo Tribunal Federal.
1. A atitude ilícita do apenado de tentar jogar uma bola de
futebol, contendo artefatos não permitidos pela Casa Prisional,
para dentro do presídio, constituí falta grave, nos termos do
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do agravo
regimental no REsp n 1.187.152/RS interposto àquela Corte, Relator o
Ministro Adilson Vieira Macabu.
Extrai-se dos documentos que instruem a impetração que, durante a
execução da pena, o paciente “tentou jogar uma bola de futebol para dentro do
pátio interno do presídio, contendo em seu interior dois telefones celulares, três
briocas [sic], um trinco de porta, dois carregadores de celulares e quatro serras de
serrar metal” (fl. 6 do anexo 3).
Foi instaurado Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para
apurar prática de falta grave pelo paciente e, após a sua oitiva em
audiência de justificação, o Juízo de Direito da Vara de Execuções
Criminais da Comarca de Soledade/RS homologou o PAD, determinando
a regressão de regime para o fechado e a perda dos dias remidos no ano
de 2008. Na mesma oportunidade, “determinou a magistrada a retificação da
carta guia, constando a data-base do benefício o dia da captura do apenado em 27
de dezembro de 2008” (fl. 7 do anexo 3).
Contra essa decisão foi interposto agravo em execução perante o
Tribunal de Justiça estadual, que proveu parcialmente o recurso, em
decisão assim sintetizada:
“AGRAVO EM EXECUÇÃO. FALTA GRAVA. PAD.
HOMOLOGADO.
ALTERAÇÃO
DA
DATA-BASE.
AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL, REGRESSÃO DE
REGIME. PERDA DOS DIAS REMIDOS. SÚMULA 09 DO
Supremo Tribunal Federal.
1. A atitude ilícita do apenado de tentar jogar uma bola de
futebol, contendo artefatos não permitidos pela Casa Prisional,
para dentro do presídio, constituí falta grave, nos termos do
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822123.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
artigo 52 da LEP. A regressão de regime encontra respaldo na
falta grave, conforme preceitua o artigo 118, I da LEP.
2. O reconhecimento de falta grave não altera a data-base
ante a ausência de previsão legal. Conforme disposto no artigo
111, parágrafo único, da LEP c/c artigo 75, § 2..., do Código Penal Brasileiro, apenas
condenações por crimes praticados após o início do
cumprimento da pena têm o condão de alterar a data-base para
a concessão de futuros benefícios.
3. Decretação da perda dos dias remidos em razão do
cometimento de falta grave. Aplica-se a prescrição prevista no
artigo 109, do Código Penal Brasileiro às sanções disciplinares, conforme a súmula
vinculante n 9 do Supremo Tribunal Federal.
Deram parcial provimento ao agravo em execução para
restabelecer a data-base, decretando a perda dos dias remidos
e a regressão de regime para o fechado” (fl . 76 do anexo 2).
Irresignado, o Ministério Público estadual interpôs o REsp n
1.187.152/RS ao Superior Tribunal de Justiça, tendo o seu eminente relator
provido parcialmente o recurso. Em síntese, foram esses os fundamentos
daquela decisão:
“RECURSO
ESPECIAL.
EXECUÇÃO
PENAL.
HOMOLOGAÇÃO DE FALTA GRAVE. EFEITOS. DETRAÇÃO
DOS DIAS REMIDOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
VINCULANTE n 9. ALTERAÇÃO DA DATA-BASE PARA
CONCESSÃO
DE
COMUTAÇÃO
DA
PENA.
IMPOSSIBILIDADE.
LIVRAMENTO
CONDICIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 441/Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES.
PRECEDENTES. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Cristalizou-se na jurisprudência da Quinta Turma desta
Corte que o cometimento de falta grave pelo apenado importa a
alteração da data-base para o reinício da contagem dos prazos
necessários para a obtenção dos requisitos objetivos, a fim de
ser favorecido com os benefícios executórios, no que tange ao
restante do cumprimento da reprimenda.
2. O cometimento da falta grave ocasiona a perda do
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.143 / RS
artigo 52 da LEP. A regressão de regime encontra respaldo na
falta grave, conforme preceitua o artigo 118, I da LEP.
2. O reconhecimento de falta grave não altera a data-base
ante a ausência de previsão legal. Conforme disposto no artigo
111, parágrafo único, da LEP c/c artigo 75, § 2..., do Código Penal Brasileiro, apenas
condenações por crimes praticados após o início do
cumprimento da pena têm o condão de alterar a data-base para
a concessão de futuros benefícios.
3. Decretação da perda dos dias remidos em razão do
cometimento de falta grave. Aplica-se a prescrição prevista no
artigo 109, do Código Penal Brasileiro às sanções disciplinares, conforme a súmula
vinculante n 9 do Supremo Tribunal Federal.
Deram parcial provimento ao agravo em execução para
restabelecer a data-base, decretando a perda dos dias remidos
e a regressão de regime para o fechado” (fl . 76 do anexo 2).
Irresignado, o Ministério Público estadual interpôs o REsp n
1.187.152/RS ao Superior Tribunal de Justiça, tendo o seu eminente relator
provido parcialmente o recurso. Em síntese, foram esses os fundamentos
daquela decisão:
“RECURSO
ESPECIAL.
EXECUÇÃO
PENAL.
HOMOLOGAÇÃO DE FALTA GRAVE. EFEITOS. DETRAÇÃO
DOS DIAS REMIDOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
VINCULANTE n 9. ALTERAÇÃO DA DATA-BASE PARA
CONCESSÃO
DE
COMUTAÇÃO
DA
PENA.
IMPOSSIBILIDADE.
LIVRAMENTO
CONDICIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 441/Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES.
PRECEDENTES. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Cristalizou-se na jurisprudência da Quinta Turma desta
Corte que o cometimento de falta grave pelo apenado importa a
alteração da data-base para o reinício da contagem dos prazos
necessários para a obtenção dos requisitos objetivos, a fim de
ser favorecido com os benefícios executórios, no que tange ao
restante do cumprimento da reprimenda.
2. O cometimento da falta grave ocasiona a perda do
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
direito ao tempo remido, iniciando novo período a partir da
data da infração disciplinar (Súmula Vinculante n 9).
3. Sobrelevar que tais interrupções não se operam quanto
ao benefício da comutação, não cabendo a menção genérica, sob
pena de afronta ao princípio constitucional da legalidade.
4. Os requisitos objetivos do benefício do livramento
condicional são regidos pelo art. 83 do Código Penal, não
subsumindo sua data-base ao cometimento de falta grave
preconizada na Lei de Execuções Penais (Súmula n 441/Superior Tribunal de Justiça).
5. Recurso especial parcialmente provido.”
A defesa do paciente interpôs, então, agravo regimental, do qual não
se conheceu, em julgado assim ementado:
“PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA
DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
PRECEDENTES.
1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no
agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar,
especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada.
2. Agravo regimental não conhecido.”
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
O caso é de concessão da ordem, uma vez que o Juízo de Direito da
Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade/RS, quando
reconheceu a prática de falta grave pelo paciente, determinou, entre
outras medias de praxe, a perda integral dos dias a serem remidos da
sua pena, o que foi confirmado pelo Tribunal de Justiça estadual e pelo
Superior Tribunal de Justiça.
A Lei n 12.433, de 29 de junho de 2011, conferiu aos arts. 127 e 128
da Lei de Execução Penal (Lei n 7.210/84) a seguinte redação, in verbis:
“Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até
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direito ao tempo remido, iniciando novo período a partir da
data da infração disciplinar (Súmula Vinculante n 9).
3. Sobrelevar que tais interrupções não se operam quanto
ao benefício da comutação, não cabendo a menção genérica, sob
pena de afronta ao princípio constitucional da legalidade.
4. Os requisitos objetivos do benefício do livramento
condicional são regidos pelo art. 83 do Código Penal, não
subsumindo sua data-base ao cometimento de falta grave
preconizada na Lei de Execuções Penais (Súmula n 441/Superior Tribunal de Justiça).
5. Recurso especial parcialmente provido.”
A defesa do paciente interpôs, então, agravo regimental, do qual não
se conheceu, em julgado assim ementado:
“PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA
DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
PRECEDENTES.
1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no
agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar,
especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada.
2. Agravo regimental não conhecido.”
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
O caso é de concessão da ordem, uma vez que o Juízo de Direito da
Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade/RS, quando
reconheceu a prática de falta grave pelo paciente, determinou, entre
outras medias de praxe, a perda integral dos dias a serem remidos da
sua pena, o que foi confirmado pelo Tribunal de Justiça estadual e pelo
Superior Tribunal de Justiça.
A Lei n 12.433, de 29 de junho de 2011, conferiu aos arts. 127 e 128
da Lei de Execução Penal (Lei n 7.210/84) a seguinte redação, in verbis:
“Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art.
57, recomeçando a contagem a partir da data da infração
disciplinar.
Art. 128. O tempo remido será computado como pena
cumprida, para todos os efeitos.”
Como visto, segundo a nova legislação, a prática de falta disciplinar
de natureza grave não mais implica a perda integral dos dias a serem
remidos da pena do condenado. A partir da sua vigência, a revogação do
tempo remido esbarra no patamar máximo permitido, de 1/3 (um terço).
Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada impede que, no
caso concreto, ela retroaja para beneficiar o paciente. Princípio da
retroatividade da lei penal menos gravosa.
Aliás, nesse sentido, ressalto o RHC n 109.847/DF, de minha
relatoria, cuja ementa transcrevo:
“Recurso ordinário em habeas corpus. Falta grave. Fuga.
Pretendida nulidade do ato que reconheceu a prática da falta de
natureza grave por ausência de procedimento administrativo
disciplinar (PAD). Não ocorrência. Nulidade suprida na
audiência de justificação. Oitiva do paciente em juízo,
devidamente assistido por um defensor e na presença do
Ministério Público. Observância dos preceitos constitucionais
do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., incisos LIV e LV).
Finalidade
essencial
pretendida
no
procedimento
administrativo disciplinar alcançada de forma satisfatória.
Princípio da instrumentalidade das formas (art. 154 e 244 do
Código de Processo Civil). Aplicabilidade. Recurso ao qual se nega provimento.
Reconhecimento da falta grave que implicou na perda integral
dos dias remidos. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser
remido limitado ao patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei n
12.433/11. Novatio legis in mellius. Possibilidade de retroagir
para beneficiar o paciente. Princípio da retroatividade da lei
penal menos gravosa. Ordem de habeas corpus concedida de
ofício.
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1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art.
57, recomeçando a contagem a partir da data da infração
disciplinar.
Art. 128. O tempo remido será computado como pena
cumprida, para todos os efeitos.”
Como visto, segundo a nova legislação, a prática de falta disciplinar
de natureza grave não mais implica a perda integral dos dias a serem
remidos da pena do condenado. A partir da sua vigência, a revogação do
tempo remido esbarra no patamar máximo permitido, de 1/3 (um terço).
Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada impede que, no
caso concreto, ela retroaja para beneficiar o paciente. Princípio da
retroatividade da lei penal menos gravosa.
Aliás, nesse sentido, ressalto o RHC n 109.847/DF, de minha
relatoria, cuja ementa transcrevo:
“Recurso ordinário em habeas corpus. Falta grave. Fuga.
Pretendida nulidade do ato que reconheceu a prática da falta de
natureza grave por ausência de procedimento administrativo
disciplinar (PAD). Não ocorrência. Nulidade suprida na
audiência de justificação. Oitiva do paciente em juízo,
devidamente assistido por um defensor e na presença do
Ministério Público. Observância dos preceitos constitucionais
do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., incisos LIV e LV).
Finalidade
essencial
pretendida
no
procedimento
administrativo disciplinar alcançada de forma satisfatória.
Princípio da instrumentalidade das formas (art. 154 e 244 do
Código de Processo Civil). Aplicabilidade. Recurso ao qual se nega provimento.
Reconhecimento da falta grave que implicou na perda integral
dos dias remidos. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser
remido limitado ao patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei n
12.433/11. Novatio legis in mellius. Possibilidade de retroagir
para beneficiar o paciente. Princípio da retroatividade da lei
penal menos gravosa. Ordem de habeas corpus concedida de
ofício.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
1. Ao contrário do que afirma a recorrente, foi instaurado
procedimento administrativo disciplinar (PAD n 017/2009), o
qual não foi homologado pelo Juízo de Direito da Vara de
Execução Criminal de Novo Hamburgo/RS, que entendeu que a
defesa do apenado deveria ser feita por advogado habilitado.
2. No entanto, essa irregularidade foi suprida pela
repetição do procedimento em juízo, quando foi feita a oitiva do
paciente, devidamente acompanhado de seu defensor e na
presença do Ministério Público estadual. Portanto, não há que
se falar em inobservância dos preceitos constitucionais do
contraditório e da ampla defesa no ato que reconheceu a prática
de falta grave pelo paciente.
3. Aquele juízo na audiência de justificação, ao não
potencializar a forma pela forma, que resultaria na pretendida
nulidade do PAD pela defesa, andou na melhor trilha
processual, pois entendeu que aquele ato solene teria
alcançando, de forma satisfatória, a finalidade essencial
pretendida no procedimento administrativo em questão. Cuida-
se, na espécie, do princípio da instrumentalidade das formas,
segundo o qual se consideram válidos os atos que, realizados
de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial (art. 154
do Código de Processo Civil) e, ainda que a lei prescreva determinada forma, sem
cominação de nulidade, o juiz poderá, mesmo que realizado de
outro modo, considerá-lo hígido quando tenha alcançado sua
finalidade essencial (art. 244 do Código de Processo Civil).
4. Recurso ao qual se nega provimento.
5. Caso de concessão de habeas corpus de ofício, pois o
reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou
na perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que,
à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido.
6. A nova redação conferida pela Lei n 12.433/11 ao art.
127 da Lei de Execução Penal, limita ao patamar máximo de 1/3
(um terço) a revogação do tempo a ser remido.
7. Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada
impede que ela retroaja para beneficiar o paciente no caso
concreto. Princípio da retroatividade da lei penal menos
5
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Supremo Tribunal Federal
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1. Ao contrário do que afirma a recorrente, foi instaurado
procedimento administrativo disciplinar (PAD n 017/2009), o
qual não foi homologado pelo Juízo de Direito da Vara de
Execução Criminal de Novo Hamburgo/RS, que entendeu que a
defesa do apenado deveria ser feita por advogado habilitado.
2. No entanto, essa irregularidade foi suprida pela
repetição do procedimento em juízo, quando foi feita a oitiva do
paciente, devidamente acompanhado de seu defensor e na
presença do Ministério Público estadual. Portanto, não há que
se falar em inobservância dos preceitos constitucionais do
contraditório e da ampla defesa no ato que reconheceu a prática
de falta grave pelo paciente.
3. Aquele juízo na audiência de justificação, ao não
potencializar a forma pela forma, que resultaria na pretendida
nulidade do PAD pela defesa, andou na melhor trilha
processual, pois entendeu que aquele ato solene teria
alcançando, de forma satisfatória, a finalidade essencial
pretendida no procedimento administrativo em questão. Cuida-
se, na espécie, do princípio da instrumentalidade das formas,
segundo o qual se consideram válidos os atos que, realizados
de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial (art. 154
do Código de Processo Civil) e, ainda que a lei prescreva determinada forma, sem
cominação de nulidade, o juiz poderá, mesmo que realizado de
outro modo, considerá-lo hígido quando tenha alcançado sua
finalidade essencial (art. 244 do Código de Processo Civil).
4. Recurso ao qual se nega provimento.
5. Caso de concessão de habeas corpus de ofício, pois o
reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou
na perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que,
à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido.
6. A nova redação conferida pela Lei n 12.433/11 ao art.
127 da Lei de Execução Penal, limita ao patamar máximo de 1/3
(um terço) a revogação do tempo a ser remido.
7. Por se tratar de uma novatio legis in mellius, nada
impede que ela retroaja para beneficiar o paciente no caso
concreto. Princípio da retroatividade da lei penal menos
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.143 / RS
gravosa.
8. Ordem de habeas corpus concedida de ofício” (Primeira
Turma, DJe de 6/12/11).
Ante o exposto, concedo a ordem, para determinar ao Juízo de
Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade/RS que
observe a nova redação conferida pela Lei n 12.433/11 ao art. 127 da Lei
de Execução Penal e, levando em conta as circunstâncias do caso concreto,
aplique ao paciente a fração cabível para a perda dos dias remidos dentro
do patamar máximo permitido, de 1/3 (um terço).
É como voto.
6
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HC 111.143 / RS
gravosa.
8. Ordem de habeas corpus concedida de ofício” (Primeira
Turma, DJe de 6/12/11).
Ante o exposto, concedo a ordem, para determinar ao Juízo de
Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade/RS que
observe a nova redação conferida pela Lei n 12.433/11 ao art. 127 da Lei
de Execução Penal e, levando em conta as circunstâncias do caso concreto,
aplique ao paciente a fração cabível para a perda dos dias remidos dentro
do patamar máximo permitido, de 1/3 (um terço).
É como voto.
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Aditamento ao Voto
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
ADITAMENTO AO VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
O habeas corpus busca seja limitado o patamar estabelecido pela Lei
n 12.433, a revogação do tempo a ser remido pelo paciente. A tese da
impetração é o constrangimento ilegal imposto ao paciente, pois o Poder
Legislativo promulgou a Lei n 12.433, que altera o aludido art. 127, para
o fim de entender que a falta grave implica, no máximo, a perda de um
terço dos dias remidos. Desse modo, inaplicável, na espécie, a Súmula n
9, porquanto houve nova legislação de natureza penal, que altera a
premissa singular.
Eu estou concedendo a ordem para determinar ao juízo de direito da
Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade, Rio Grande do
Sul, que observe a nova redação conferida pela Lei n 12.433 ao art. 127 da
Lei de Execução Penal, e, levando em conta as circunstâncias do caso
concreto, aplique ao paciente a fração cabível para a perda dos dias
remidos dentro do patamar máximo permitido pela lei nova, que é de um
terço. Sendo a lei nova mais benéfica, aplica-se a situações fáticas
anteriores.
Essa é a síntese. Então, estou concedendo a ordem nesses termos.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.143 RIO GRANDE DO SUL
ADITAMENTO AO VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
O habeas corpus busca seja limitado o patamar estabelecido pela Lei
n 12.433, a revogação do tempo a ser remido pelo paciente. A tese da
impetração é o constrangimento ilegal imposto ao paciente, pois o Poder
Legislativo promulgou a Lei n 12.433, que altera o aludido art. 127, para
o fim de entender que a falta grave implica, no máximo, a perda de um
terço dos dias remidos. Desse modo, inaplicável, na espécie, a Súmula n
9, porquanto houve nova legislação de natureza penal, que altera a
premissa singular.
Eu estou concedendo a ordem para determinar ao juízo de direito da
Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade, Rio Grande do
Sul, que observe a nova redação conferida pela Lei n 12.433 ao art. 127 da
Lei de Execução Penal, e, levando em conta as circunstâncias do caso
concreto, aplique ao paciente a fração cabível para a perda dos dias
remidos dentro do patamar máximo permitido pela lei nova, que é de um
terço. Sendo a lei nova mais benéfica, aplica-se a situações fáticas
anteriores.
Essa é a síntese. Então, estou concedendo a ordem nesses termos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.143
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JAIR LOPES
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810812
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.143
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JAIR LOPES
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810812
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 111 . 143",
"HC 111 . 143 / RS",
"HC 111 . 143 / RS",
"HABEAS CORPUS 111 . 143",
"REsp n 1 . 187 . 152 / RS",
"HABEAS CORPUS 111 . 143",
"REsp n 1 . 187 . 152 / RS",
"HC 111 . 143 / RS",
"REsp n 1 . 187 . 152 / RS",
"HC 111 . 143 / RS",
"REsp n 1 . 187 . 152 / RS",
"HABEAS CORPUS 111 . 143",
"REsp n 1 . 187 . 152 / RS",
"SÚMULA 09 DO Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 111 . 143",
"REsp n 1 . 187 . 152 / RS",
"SÚMULA 09 DO Supremo Tribunal Federal",
"HC 111 . 143 / RS",
"súmula vinculante n 9 do Supremo Tribunal Federal",
"REsp n 1 . 187 . 152 / RS",
"SÚMULA VINCULANTE n 9",
"SÚMULA n 441 / Superior Tribunal de Justiça",
"HC 111 . 143 / RS",
"súmula vinculante n 9 do Supremo Tribunal Federal",
"REsp n 1 . 187 . 152 / RS",
"SÚMULA n 441 / Superior Tribunal de Justiça",
"HC 111 . 143 / RS",
"Súmula Vinculante n 9",
"Súmula n 441 / Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça",
"HC 111 . 143 / RS",
"Súmula Vinculante n 9",
"Súmula n 441 / Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça",
"HC 111 . 143 / RS",
"RHC n 109 . 847 / DF",
"HC 111 . 143 / RS",
"RHC n 109 . 847 / DF",
"HC 111 . 143 / RS",
"PAD n 017 / 2009",
"HC 111 . 143 / RS",
"PAD n 017 / 2009",
"HC 111 . 143 / RS",
"HC 111 . 143 / RS",
"HABEAS CORPUS 111 . 143",
"HABEAS CORPUS 111 . 143",
"Súmula n 9",
"HABEAS CORPUS 111 . 143",
"HABEAS CORPUS 111 . 143"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei n 12 . 433 / 11",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"Lei 12 . 433 / 2011",
"Lei 12 . 433 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"Lei 12 . 433 / 2011",
"Lei 12 . 433 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 127 da LEP",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 5 , XL da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 127 da LEP",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 5 , XL da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 52 da LEP",
"artigo 118 , I da LEP .",
"artigo 111 , parágrafo único , da LEP",
"artigo",
"75 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"artigo 109 , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo",
"artigo 118 , I da LEP",
"artigo 111 , parágrafo único , da LEP",
"artigo 75 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro",
"artigo 109 , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 83 do Código Penal",
"Lei de Execuções Penais",
"Lei n 12 . 433",
"arts . 127 e 128 da Lei de Execução Penal",
"Lei n 7 . 210 / 84",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 83 do Código Penal",
"Lei de Execuções Penais",
"Lei n 12 . 433",
"arts . 127 e 128 da Lei de Execução Penal",
"Lei n 7 . 210 / 84",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 154 e 244 do Código de Processo Civil",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"244 do Código de Processo Civil",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 154 do Código de Processo Civil",
"art . 244 do Código de Processo Civil",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 154 do Código de Processo Civil",
"art . 244 do Código de Processo Civil",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 433",
"Lei n 12 . 433",
"Lei n 12 . 433",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 433",
"Lei n 12 . 433",
"Lei n 12 . 433",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade / RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade / RS",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade / RS",
"Vara de Execução Criminal de Novo Hamburgo / RS",
"Vara de Execução Criminal de Novo Hamburgo / RS",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade / RS",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade / RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE",
"Defensoria Pública da União",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"5",
". Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"5",
".",
".",
". Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"LEP",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça estadual",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público estadual",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público estadual",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público estadual",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Soledade",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"JAIR LOPES",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JAIR LOPES",
"DIAS TOFFOLI",
"Jair Lopes",
"Adilson Vieira Macabu",
"DIAS TOFFOLI",
"JAIR LOPES",
"DIAS TOFFOLI",
"Jair Lopes",
"Adilson Vieira Macabu",
"Mario José Gisi",
"Mario José Gisi",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Adilson Vieira Macabu",
"DIAS TOFFOLI",
"Adilson Vieira Macabu",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JAIR LOPES",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"JAIR LOPES",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"2008",
"27 de dezembro de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"2008",
"27 de dezembro de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de junho de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de junho de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:ANÍBAL ALVES DA SILVA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS
282 E 356 DO STF. DIREITO CIVIL. REVISÃO DE CONTRATO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é
inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional
suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os
embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir
essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF.
II – A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de
violação do ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes.
III – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792366.
Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 738.622 AGR / SP
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792366.
Supremo Tribunal Federal
AI 738.622 AGR / SP
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792366.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:ANÍBAL ALVES DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo instrumento. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita:
‘AÇÃO DECLARATÓRIA – contrato de abertura de
crédito para operações de exportação – Revisão pretendida –
Alegação de abusividade e irregularidade na cobrança de taxas e
encargos – Preclusão da prova pericial para apurar matéria
fática – julgamento no estado – inexistência de nulidade ou
cerceamento de direito – Matéria de direito remanescente –
Confissão quanto à cobrança de taxa não prevista no contrato –
Irregularidade reconhecida – Ação parcialmente procedente para
determinar a restituição ou compensação desses valores –
Recurso provido para esse fim’ (fl. 527).
No RE, fundado com base no art. 102, III, a, da Constituição,
alegou-se ofensa aos arts. 5º, XXXVI, e 170 da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida.
Ressalta-se, preliminarmente, que o art. 170 da Constituição
não foi prequestionado. Assim, como tem consignado o Tribunal, por
meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a
questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:ANÍBAL ALVES DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo instrumento. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita:
‘AÇÃO DECLARATÓRIA – contrato de abertura de
crédito para operações de exportação – Revisão pretendida –
Alegação de abusividade e irregularidade na cobrança de taxas e
encargos – Preclusão da prova pericial para apurar matéria
fática – julgamento no estado – inexistência de nulidade ou
cerceamento de direito – Matéria de direito remanescente –
Confissão quanto à cobrança de taxa não prevista no contrato –
Irregularidade reconhecida – Ação parcialmente procedente para
determinar a restituição ou compensação desses valores –
Recurso provido para esse fim’ (fl. 527).
No RE, fundado com base no art. 102, III, a, da Constituição,
alegou-se ofensa aos arts. 5º, XXXVI, e 170 da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida.
Ressalta-se, preliminarmente, que o art. 170 da Constituição
não foi prequestionado. Assim, como tem consignado o Tribunal, por
meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a
questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 738.622 AGR / SP
recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a
omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. Nesse
sentido, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. REGIME DE
TRABALHO.
ALTERAÇÃO.
ART.
207
DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356. 1.
Ausência de prequestionamento dos dispositivos constitucionais
dados como contrariados. Caso em que o aresto impugnado não
abordou a questão constitucional disposta nos dispositivos tidos
por violados (arts. 5º, LV; 93, IX e 207 da CF), tampouco foram
opostos embargos de declaração, imprescindíveis a suprir
eventual omissão. Incidência das Súmulas STF 282 e 356. 2.
Agravo regimental improvido’ (RE 363.743–AgR/DF, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma).
Além disso, a verificação, em cada caso concreto, da ocorrência,
ou não, de violação ao ato jurídico perfeito situa-se no campo
infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO ATO
JURÍDICO PERFEITO E DA COISA JULGADA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que a alegação de afronta ao princípio da legalidade e
a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa
ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, se
dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional,
configurariam apenas ofensa constitucional indireta’ (AI
684.188-AgR/AL, Rel. Min. Cármen Lúcia)
Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 725-726).
O agravante sustenta, em suma, que
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792367.
Supremo Tribunal Federal
AI 738.622 AGR / SP
recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a
omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. Nesse
sentido, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. REGIME DE
TRABALHO.
ALTERAÇÃO.
ART.
207
DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356. 1.
Ausência de prequestionamento dos dispositivos constitucionais
dados como contrariados. Caso em que o aresto impugnado não
abordou a questão constitucional disposta nos dispositivos tidos
por violados (arts. 5º, LV; 93, IX e 207 da CF), tampouco foram
opostos embargos de declaração, imprescindíveis a suprir
eventual omissão. Incidência das Súmulas STF 282 e 356. 2.
Agravo regimental improvido’ (RE 363.743–AgR/DF, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma).
Além disso, a verificação, em cada caso concreto, da ocorrência,
ou não, de violação ao ato jurídico perfeito situa-se no campo
infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO ATO
JURÍDICO PERFEITO E DA COISA JULGADA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que a alegação de afronta ao princípio da legalidade e
a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa
ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, se
dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional,
configurariam apenas ofensa constitucional indireta’ (AI
684.188-AgR/AL, Rel. Min. Cármen Lúcia)
Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 725-726).
O agravante sustenta, em suma, que
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
AI 738.622 AGR / SP
“(...) dada a circunstância que a matéria foi no mínimo
implicitamente prequestionada, deve-se queda o óbice dos enunciados º
282 e 356 da Súmula do STF” (fl. 742).
Aduz, ainda, que
“Ao contrário das conclusões adotadas na decisão agravada,
houve ofensa direta à disposição constitucional apontada como
violada, razão pela qual o exame do mérito recursal e tão viável quanto
indispensável” (fl. 746).
É o relatório.
3
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“(...) dada a circunstância que a matéria foi no mínimo
implicitamente prequestionada, deve-se queda o óbice dos enunciados º
282 e 356 da Súmula do STF” (fl. 742).
Aduz, ainda, que
“Ao contrário das conclusões adotadas na decisão agravada,
houve ofensa direta à disposição constitucional apontada como
violada, razão pela qual o exame do mérito recursal e tão viável quanto
indispensável” (fl. 746).
É o relatório.
3
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios
fundamentos.
Ressalte-se, inicialmente, que, ao contrário do que alegado pelo
recorrente, a questão atinente à suposta violação ao art. 170 da
Constituição não foi suscitada nas razões dos embargos de declaração.
Cumpre destacar, por oportuno, que os embargos de declaração
servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite
na apreciação da questão constitucional suscitada. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL
SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. INTERPOSIÇÃO DO
APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA 'C' DO INCISO III
DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-
CONFIGURAÇÃO. SÚMULA 284 DO STF. 1. O acórdão recorrido
não tratou dos dispositivos constitucionais tidos por violados, nem
foram opostos embargos de declaração para suprir eventual omissão.
Caso em que o recurso não tem condições de apreciação. 2. O Tribunal
de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados
ante a Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário
no tocante à alínea 'c' do inciso III do art. 102 da Carta Magna.
Agravo desprovido” (AI 228.270-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma).
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios
fundamentos.
Ressalte-se, inicialmente, que, ao contrário do que alegado pelo
recorrente, a questão atinente à suposta violação ao art. 170 da
Constituição não foi suscitada nas razões dos embargos de declaração.
Cumpre destacar, por oportuno, que os embargos de declaração
servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite
na apreciação da questão constitucional suscitada. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL
SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. INTERPOSIÇÃO DO
APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA 'C' DO INCISO III
DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-
CONFIGURAÇÃO. SÚMULA 284 DO STF. 1. O acórdão recorrido
não tratou dos dispositivos constitucionais tidos por violados, nem
foram opostos embargos de declaração para suprir eventual omissão.
Caso em que o recurso não tem condições de apreciação. 2. O Tribunal
de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados
ante a Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário
no tocante à alínea 'c' do inciso III do art. 102 da Carta Magna.
Agravo desprovido” (AI 228.270-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma).
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 738.622 AGR / SP
“PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS STF 282 E 356.
1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões
constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a
oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento.
Súmulas STF 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o
'prequestionamento implícito' da questão constitucional. AI 413.963-
AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1º.04.2005. 3. Não há negativa
de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não
atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a
preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo
regimental improvido” (RE 353.514-AgR/MG, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma).
Ademais, como já asseverado na decisão agravada, é inadmissível a
interposição de RE por violação ao ato jurídico perfeito, quando a
verificação da ofensa envolva a análise de norma infraconstitucional.
Nesse sentido, cito ementas de ambas as Turmas desta Corte:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Danos morais.
Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do direito
adquirido e do ato jurídico perfeito. Ofensa reflexa. Precedentes. 1.
Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2.
Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação
infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas
nºs 279 e 636/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 829.605-
AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma).
“PROCESSO
CIVIL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO
DOS FATOS E DAS PROVAS DA CAUSA. PRINCÍPIO DA
2
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AI 738.622 AGR / SP
“PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS STF 282 E 356.
1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões
constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a
oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento.
Súmulas STF 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o
'prequestionamento implícito' da questão constitucional. AI 413.963-
AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1º.04.2005. 3. Não há negativa
de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não
atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a
preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo
regimental improvido” (RE 353.514-AgR/MG, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma).
Ademais, como já asseverado na decisão agravada, é inadmissível a
interposição de RE por violação ao ato jurídico perfeito, quando a
verificação da ofensa envolva a análise de norma infraconstitucional.
Nesse sentido, cito ementas de ambas as Turmas desta Corte:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Danos morais.
Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do direito
adquirido e do ato jurídico perfeito. Ofensa reflexa. Precedentes. 1.
Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2.
Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação
infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas
nºs 279 e 636/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 829.605-
AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma).
“PROCESSO
CIVIL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO
DOS FATOS E DAS PROVAS DA CAUSA. PRINCÍPIO DA
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 738.622 AGR / SP
INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO E DO ATO JURÍDICO
PERFEITO: OFENSA REFLEXA. 1. São inviáveis os embargos de
declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema
constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso
interposto perante o Tribunal de origem. 2. Inviável o recurso
extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-
probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal.
Incidência da Súmula STF 279. 3. Alegação de ofensa aos princípios
do ato jurídico perfeito e da inafastabilidade de jurisdição configura,
quando muito, ofensa meramente reflexa às normas constitucionais. 4.
Ainda que a matéria esteja prequestionada, tal argumento, no caso, é
incapaz de infirmar de maneira suficiente a decisão agravada, que
deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 5. Agravo
regimental” (RE 397.237-AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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AI 738.622 AGR / SP
INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO E DO ATO JURÍDICO
PERFEITO: OFENSA REFLEXA. 1. São inviáveis os embargos de
declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema
constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso
interposto perante o Tribunal de origem. 2. Inviável o recurso
extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-
probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal.
Incidência da Súmula STF 279. 3. Alegação de ofensa aos princípios
do ato jurídico perfeito e da inafastabilidade de jurisdição configura,
quando muito, ofensa meramente reflexa às normas constitucionais. 4.
Ainda que a matéria esteja prequestionada, tal argumento, no caso, é
incapaz de infirmar de maneira suficiente a decisão agravada, que
deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 5. Agravo
regimental” (RE 397.237-AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : ANÍBAL ALVES DA SILVA
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : ANÍBAL ALVES DA SILVA
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1812791
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-13T00:00:00
|
recurso improvido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. DIREITO CIVIL. REVISÃO DE CONTRATO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF.
II – A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes.
III – Agravo regimental improvido.
|
sjur205808
|
- Acórdãos citados: AI 228270 AgR, RE 353514 AgR, AI 829605
AgR, RE 397237 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 16/03/2012, BMB.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
738622
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00036 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 738622 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : ANÍBAL ALVES DA SILVA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:ANÍBAL ALVES DA SILVA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS
282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. DIREITO CIVIL. REVISÃO DE CONTRATO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é
inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional
suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os
embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir
essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal.
II – A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de
violação do ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes.
III – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 738.622 AGR / SP
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 738.622 AGR / SP
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:ANÍBAL ALVES DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo instrumento. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita:
‘AÇÃO DECLARATÓRIA – contrato de abertura de
crédito para operações de exportação – Revisão pretendida –
Alegação de abusividade e irregularidade na cobrança de taxas e
encargos – Preclusão da prova pericial para apurar matéria
fática – julgamento no estado – inexistência de nulidade ou
cerceamento de direito – Matéria de direito remanescente –
Confissão quanto à cobrança de taxa não prevista no contrato –
Irregularidade reconhecida – Ação parcialmente procedente para
determinar a restituição ou compensação desses valores –
Recurso provido para esse fim’ (fl. 527).
No Recurso Extraordinário, fundado com base no art. 102, III, a, da Constituição,
alegou-se ofensa aos arts. 5..., XXXVI, e 170 da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida.
Ressalta-se, preliminarmente, que o art. 170 da Constituição
não foi prequestionado. Assim, como tem consignado o Tribunal, por
meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a
questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:ANÍBAL ALVES DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo instrumento. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja
ementa segue transcrita:
‘AÇÃO DECLARATÓRIA – contrato de abertura de
crédito para operações de exportação – Revisão pretendida –
Alegação de abusividade e irregularidade na cobrança de taxas e
encargos – Preclusão da prova pericial para apurar matéria
fática – julgamento no estado – inexistência de nulidade ou
cerceamento de direito – Matéria de direito remanescente –
Confissão quanto à cobrança de taxa não prevista no contrato –
Irregularidade reconhecida – Ação parcialmente procedente para
determinar a restituição ou compensação desses valores –
Recurso provido para esse fim’ (fl. 527).
No Recurso Extraordinário, fundado com base no art. 102, III, a, da Constituição,
alegou-se ofensa aos arts. 5..., XXXVI, e 170 da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida.
Ressalta-se, preliminarmente, que o art. 170 da Constituição
não foi prequestionado. Assim, como tem consignado o Tribunal, por
meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a
questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 738.622 AGR / SP
recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a
omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse
sentido, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. REGIME DE
TRABALHO.
ALTERAÇÃO.
ART.
207
DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356. 1.
Ausência de prequestionamento dos dispositivos constitucionais
dados como contrariados. Caso em que o aresto impugnado não
abordou a questão constitucional disposta nos dispositivos tidos
por violados (arts. 5..., LV; 93, IX e 207 da Constituição Federal de 1988), tampouco foram
opostos embargos de declaração, imprescindíveis a suprir
eventual omissão. Incidência das Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2.
Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário 363.743–AgR/DF, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma).
Além disso, a verificação, em cada caso concreto, da ocorrência,
ou não, de violação ao ato jurídico perfeito situa-se no campo
infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO ATO
JURÍDICO PERFEITO E DA COISA JULGADA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que a alegação de afronta ao princípio da legalidade e
a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa
ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, se
dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional,
configurariam apenas ofensa constitucional indireta’ (AI
684.188-AgR/AL, Rel. Min. Cármen Lúcia)
Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 725-726).
O agravante sustenta, em suma, que
2
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recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a
omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse
sentido, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. REGIME DE
TRABALHO.
ALTERAÇÃO.
ART.
207
DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356. 1.
Ausência de prequestionamento dos dispositivos constitucionais
dados como contrariados. Caso em que o aresto impugnado não
abordou a questão constitucional disposta nos dispositivos tidos
por violados (arts. 5..., LV; 93, IX e 207 da Constituição Federal de 1988), tampouco foram
opostos embargos de declaração, imprescindíveis a suprir
eventual omissão. Incidência das Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2.
Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário 363.743–AgR/DF, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma).
Além disso, a verificação, em cada caso concreto, da ocorrência,
ou não, de violação ao ato jurídico perfeito situa-se no campo
infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO ATO
JURÍDICO PERFEITO E DA COISA JULGADA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que a alegação de afronta ao princípio da legalidade e
a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa
ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, se
dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional,
configurariam apenas ofensa constitucional indireta’ (AI
684.188-AgR/AL, Rel. Min. Cármen Lúcia)
Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 725-726).
O agravante sustenta, em suma, que
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Relatório
AI 738.622 AGR / SP
“(...) dada a circunstância que a matéria foi no mínimo
implicitamente prequestionada, deve-se queda o óbice dos enunciados
282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal” (fl. 742).
Aduz, ainda, que
“Ao contrário das conclusões adotadas na decisão agravada,
houve ofensa direta à disposição constitucional apontada como
violada, razão pela qual o exame do mérito recursal e tão viável quanto
indispensável” (fl. 746).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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“(...) dada a circunstância que a matéria foi no mínimo
implicitamente prequestionada, deve-se queda o óbice dos enunciados
282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal” (fl. 742).
Aduz, ainda, que
“Ao contrário das conclusões adotadas na decisão agravada,
houve ofensa direta à disposição constitucional apontada como
violada, razão pela qual o exame do mérito recursal e tão viável quanto
indispensável” (fl. 746).
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios
fundamentos.
Ressalte-se, inicialmente, que, ao contrário do que alegado pelo
recorrente, a questão atinente à suposta violação ao art. 170 da
Constituição não foi suscitada nas razões dos embargos de declaração.
Cumpre destacar, por oportuno, que os embargos de declaração
servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite
na apreciação da questão constitucional suscitada. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL
SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. INTERPOSIÇÃO DO
APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA 'C' DO INCISO III
DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-
CONFIGURAÇÃO. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão recorrido
não tratou dos dispositivos constitucionais tidos por violados, nem
foram opostos embargos de declaração para suprir eventual omissão.
Caso em que o recurso não tem condições de apreciação. 2. O Tribunal
de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados
ante a Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário
no tocante à alínea 'c' do inciso III do art. 102 da Carta Magna.
Agravo desprovido” (AI 228.270-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma).
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28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios
fundamentos.
Ressalte-se, inicialmente, que, ao contrário do que alegado pelo
recorrente, a questão atinente à suposta violação ao art. 170 da
Constituição não foi suscitada nas razões dos embargos de declaração.
Cumpre destacar, por oportuno, que os embargos de declaração
servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite
na apreciação da questão constitucional suscitada. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL
SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. INTERPOSIÇÃO DO
APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA 'C' DO INCISO III
DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-
CONFIGURAÇÃO. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão recorrido
não tratou dos dispositivos constitucionais tidos por violados, nem
foram opostos embargos de declaração para suprir eventual omissão.
Caso em que o recurso não tem condições de apreciação. 2. O Tribunal
de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados
ante a Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário
no tocante à alínea 'c' do inciso III do art. 102 da Carta Magna.
Agravo desprovido” (AI 228.270-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma).
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 738.622 AGR / SP
“PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356.
1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões
constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a
oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento.
Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o
'prequestionamento implícito' da questão constitucional. AI 413.963-
AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1....04.2005. 3. Não há negativa
de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não
atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a
preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário 353.514-AgR/MG, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma).
Ademais, como já asseverado na decisão agravada, é inadmissível a
interposição de Recurso Extraordinário por violação ao ato jurídico perfeito, quando a
verificação da ofensa envolva a análise de norma infraconstitucional.
Nesse sentido, cito ementas de ambas as Turmas desta Corte:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Danos morais.
Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do direito
adquirido e do ato jurídico perfeito. Ofensa reflexa. Precedentes. 1.
Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2.
Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação
infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas
ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 829.605-
AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma).
“PROCESSO
CIVIL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO
DOS FATOS E DAS PROVAS DA CAUSA. PRINCÍPIO DA
2
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AI 738.622 AGR / SP
“PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356.
1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões
constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a
oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento.
Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o
'prequestionamento implícito' da questão constitucional. AI 413.963-
AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1....04.2005. 3. Não há negativa
de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não
atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a
preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário 353.514-AgR/MG, Rel. Min. Ellen
Gracie, Segunda Turma).
Ademais, como já asseverado na decisão agravada, é inadmissível a
interposição de Recurso Extraordinário por violação ao ato jurídico perfeito, quando a
verificação da ofensa envolva a análise de norma infraconstitucional.
Nesse sentido, cito ementas de ambas as Turmas desta Corte:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Danos morais.
Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do direito
adquirido e do ato jurídico perfeito. Ofensa reflexa. Precedentes. 1.
Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2.
Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação
infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas
ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 829.605-
AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma).
“PROCESSO
CIVIL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO
DOS FATOS E DAS PROVAS DA CAUSA. PRINCÍPIO DA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AI 738.622 AGR / SP
INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO E DO ATO JURÍDICO
PERFEITO: OFENSA REFLEXA. 1. São inviáveis os embargos de
declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema
constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso
interposto perante o Tribunal de origem. 2. Inviável o recurso
extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-
probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal.
Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Alegação de ofensa aos princípios
do ato jurídico perfeito e da inafastabilidade de jurisdição configura,
quando muito, ofensa meramente reflexa às normas constitucionais. 4.
Ainda que a matéria esteja prequestionada, tal argumento, no caso, é
incapaz de infirmar de maneira suficiente a decisão agravada, que
deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 5. Agravo
regimental” (Recurso Extraordinário 397.237-AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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AI 738.622 AGR / SP
INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO E DO ATO JURÍDICO
PERFEITO: OFENSA REFLEXA. 1. São inviáveis os embargos de
declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema
constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso
interposto perante o Tribunal de origem. 2. Inviável o recurso
extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-
probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal.
Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Alegação de ofensa aos princípios
do ato jurídico perfeito e da inafastabilidade de jurisdição configura,
quando muito, ofensa meramente reflexa às normas constitucionais. 4.
Ainda que a matéria esteja prequestionada, tal argumento, no caso, é
incapaz de infirmar de maneira suficiente a decisão agravada, que
deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 5. Agravo
regimental” (Recurso Extraordinário 397.237-AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie,
Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : ANÍBAL ALVES DA SILVA
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 738.622
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : ANÍBAL ALVES DA SILVA
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 738 . 622",
"SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 738 . 622",
"AI 738 . 622 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 738 . 622",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 738 . 622 SÃO",
"AI 738 . 622",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 363 . 743 – AgR / DF",
"AI 684 . 188 - AgR / AL",
"AI 738 . 622 AGR / SP",
"Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 363 . 743 – AgR / DF",
"AI 684 . 188 - AgR / AL",
"AI 738 . 622 AGR / SP",
"enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI 738 . 622 AGR / SP",
"enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 738 . 622",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 228 . 270 - AgR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 738 . 622",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 228 . 270 - AgR / SP",
"AI 738 . 622 AGR / SP",
"AI 413 . 963 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário 353 . 514 - AgR / MG",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 829 . 605 - AgR / SP",
"AI 738 . 622 AGR",
"AI 413 . 963 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário 353 . 514 - AgR / MG",
"Súmulas ns 282",
"Súmulas ns 279",
"AI 829 . 605 - AgR / SP",
"AI 738 . 622 AGR",
"Recurso Extraordinário 397 . 237 - AgR / MA",
"AI 738 . 622 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 397 . 237 - AgR / MA",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 738 . 622",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 738 . 622"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"arts",
"art . 170 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art . 170 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 207 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"arts . 5 . . . , LV ; 93 , IX e 207 da Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 207 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"arts . 5 . . . , LV ;",
"93 , IX e 207 da Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 170 da Constituição",
"ALÍNEA ' C ' DO INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"102 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 170 da Constituição",
"Constituição Federal",
"alínea ' c ' do inciso III do art . 102 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"INTELEATHER AGROINDUSTRIAL LTDA",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ISABELA BRAGA POMPILO",
"ANÍBAL ALVES DA SILVA",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ISABELA BRAGA POMPILO",
"ANÍBAL ALVES DA SILVA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ISABELA BRAGA POMPILO",
"ANÍBAL ALVES DA SILVA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ANÍBAL ALVES DA SILVA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ISABELA BRAGA POMPILO",
"ANÍBAL ALVES DA SILVA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
".",
"04",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"04",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. EXAME CRIMINOLÓGICO. VALIDADE DA
EXIGÊNCIA FUNDAMENTADA. SÚMULA VINCULANTE 26.
1. O Supremo Tribunal Federal, por jurisprudência pacífica, admite
que pode ser exigido fundamentadamente o exame criminológico pelo
juiz para avaliar pedido de progressão de pena. Trata-se de entendimento
que refletiu na Súmula vinculante 26: “Para efeito de progressão de regime no
cumprimento de pena por crime hediondo ou equiparado, o juízo da execução
observará a inconstitucionalidade do art. 2.º da Lei n.º 8.072, de 25 de julho de
1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos
objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo
fundamentado, a realização do exame criminológico”.
2. Decisão atacada de acordo com a jurisprudência desta Corte.
3. Habeas corpus denegado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto da redatora para o acórdão.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1829319.
Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 104.011 / SP
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Redatora para o acórdão
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.011 / SP
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Redatora para o acórdão
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de
relatório, as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folha 49 a 51):
PENA – EXECUÇÃO – REGIME –
PASSAGEM AO MAIS BRANDO –
EXAME CRIMINOLÓGICO – ÓPTICA
INDIVIDUAL
VERSUS
COLETIVA –
RESSALVA
DE
ENTENDIMENTO
PESSOAL – JULGAMENTO DE FUNDO
DO PEDIDO FORMULADO EM HABEAS
– LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim revelou as balizas desta
impetração:
O paciente requereu perante o Juízo da Vara de
Execuções Criminais da Comarca de Presidente
Prudente/SP a progressão de regime para o
semiaberto, em face de haver cumprido 1/6 da pena e
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de
relatório, as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folha 49 a 51):
PENA – EXECUÇÃO – REGIME –
PASSAGEM AO MAIS BRANDO –
EXAME CRIMINOLÓGICO – ÓPTICA
INDIVIDUAL
VERSUS
COLETIVA –
RESSALVA
DE
ENTENDIMENTO
PESSOAL – JULGAMENTO DE FUNDO
DO PEDIDO FORMULADO EM HABEAS
– LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim revelou as balizas desta
impetração:
O paciente requereu perante o Juízo da Vara de
Execuções Criminais da Comarca de Presidente
Prudente/SP a progressão de regime para o
semiaberto, em face de haver cumprido 1/6 da pena e
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 104.011 / SP
possuir boa conduta carcerária. O pedido foi
acolhido.
O Ministério Público estadual interpôs agravo
em execução, sustentando a necessidade do exame
criminológico para aferir o mérito do reeducando. A
4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo deu provimento ao recurso,
para cassar a decisão do Juiz, determinando, em
consequência, a regressão do paciente.
Contra o julgado foi impetrado habeas no
Superior Tribunal de Justiça – de nº 138.905/SP,
distribuído ao Ministro Napoleão Nunes Maia Filho,
que indeferiu a medida liminar. Concluída a
instrução, o processo foi submetido a julgamento
pela Quinta Turma, que não concedeu a ordem,
porque: i) a nova redação dada pela Lei nº
10.792/2003 ao artigo 112 da Lei de Execuções Penais
eliminou a obrigatoriedade do exame criminológico
no procedimento de livramento condicional ou de
progressão de regime, mas não impediu que o Juízo
da Execução ou o Tribunal de Justiça, diante de caso
concreto, em decisão fundamentada, determinasse a
realização da prova técnica, com a finalidade de
formar a convicção acerca do mérito subjetivo do
sentenciado; ii) o atestado de boa conduta carcerária,
expedido pelo Diretor do Presídio, não vincularia o
Magistrado; iii) a determinação de realização do
exame criminológico não configura constrangimento
ilegal e não pode ser enquadrada no rol das decisões
judiciais que necessitam ser extensamente
fundamentadas, cuidando-se de mero despacho
ordenatório de diligência técnica para instruir futuro
ato relacionado à concessão do benefício (folha 33 a
109).
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792233.
Supremo Tribunal Federal
HC 104.011 / SP
possuir boa conduta carcerária. O pedido foi
acolhido.
O Ministério Público estadual interpôs agravo
em execução, sustentando a necessidade do exame
criminológico para aferir o mérito do reeducando. A
4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo deu provimento ao recurso,
para cassar a decisão do Juiz, determinando, em
consequência, a regressão do paciente.
Contra o julgado foi impetrado habeas no
Superior Tribunal de Justiça – de nº 138.905/SP,
distribuído ao Ministro Napoleão Nunes Maia Filho,
que indeferiu a medida liminar. Concluída a
instrução, o processo foi submetido a julgamento
pela Quinta Turma, que não concedeu a ordem,
porque: i) a nova redação dada pela Lei nº
10.792/2003 ao artigo 112 da Lei de Execuções Penais
eliminou a obrigatoriedade do exame criminológico
no procedimento de livramento condicional ou de
progressão de regime, mas não impediu que o Juízo
da Execução ou o Tribunal de Justiça, diante de caso
concreto, em decisão fundamentada, determinasse a
realização da prova técnica, com a finalidade de
formar a convicção acerca do mérito subjetivo do
sentenciado; ii) o atestado de boa conduta carcerária,
expedido pelo Diretor do Presídio, não vincularia o
Magistrado; iii) a determinação de realização do
exame criminológico não configura constrangimento
ilegal e não pode ser enquadrada no rol das decisões
judiciais que necessitam ser extensamente
fundamentadas, cuidando-se de mero despacho
ordenatório de diligência técnica para instruir futuro
ato relacionado à concessão do benefício (folha 33 a
109).
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792233.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
HC 104.011 / SP
Neste habeas, a Defensoria Pública da União
reitera a tese relacionada ao direito do paciente à
progressão de regime, independentemente do exame
criminológico. Requer o deferimento da ordem,
visando a determinar a progressão para o
semiaberto. No mérito, pleiteia a confirmação da
medida acauteladora que vier a ser deferida.
[...]
Brasília – residência –, 22 de maio de 2010, às 11h50.
A Procuradoria Geral da República, no parecer de folha 54
a 62, afirma que, segundo entendimentos jurisprudenciais, a
mudança efetuada no artigo 112 da Lei de Execuções Penais não
impede o magistrado ou o órgão colegiado de determinar a
realização de exame criminológico em hipóteses nas quais
reputem necessário para a formação do convencimento, em
observância ao princípio da individualização da pena e sem
causar ofensa ao princípio da legalidade. Aduz haver o
Superior Tribunal de Justiça assentado a possibilidade de o
tribunal determinar exame criminológico mesmo quando não
requerido em primeira instância. Sustenta ter sido a decisão
mediante a qual deferida a realização do exame baseada em
elementos concretos, tais como a insuficiência do atestado de
bom comportamento carcerário e a periculosidade do paciente,
sendo ele resultado do exercício do poder geral de cautela por
parte do órgão julgador. Opina pelo indeferimento da ordem.
Lancei visto no processo em 4 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792233.
Supremo Tribunal Federal
HC 104.011 / SP
Neste habeas, a Defensoria Pública da União
reitera a tese relacionada ao direito do paciente à
progressão de regime, independentemente do exame
criminológico. Requer o deferimento da ordem,
visando a determinar a progressão para o
semiaberto. No mérito, pleiteia a confirmação da
medida acauteladora que vier a ser deferida.
[...]
Brasília – residência –, 22 de maio de 2010, às 11h50.
A Procuradoria Geral da República, no parecer de folha 54
a 62, afirma que, segundo entendimentos jurisprudenciais, a
mudança efetuada no artigo 112 da Lei de Execuções Penais não
impede o magistrado ou o órgão colegiado de determinar a
realização de exame criminológico em hipóteses nas quais
reputem necessário para a formação do convencimento, em
observância ao princípio da individualização da pena e sem
causar ofensa ao princípio da legalidade. Aduz haver o
Superior Tribunal de Justiça assentado a possibilidade de o
tribunal determinar exame criminológico mesmo quando não
requerido em primeira instância. Sustenta ter sido a decisão
mediante a qual deferida a realização do exame baseada em
elementos concretos, tais como a insuficiência do atestado de
bom comportamento carcerário e a periculosidade do paciente,
sendo ele resultado do exercício do poder geral de cautela por
parte do órgão julgador. Opina pelo indeferimento da ordem.
Lancei visto no processo em 4 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792233.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir a medida acauteladora, fiz ver:
[...]
2. O relator atua como porta-voz do Colegiado e o faz de
forma precária e efêmera, ou seja, mediante decisão
interlocutória. Assim, cabe considerar os reiterados
pronunciamentos da sempre ilustrada maioria, ainda que esteja
convencido de a ela não assistir maior razão. É sabença geral a
prevalência do princípio da legalidade estrita no campo dos
atos constritivos penais. O rigor não decorre do órgão investido
do ofício judicante, mas da lei, a ser interpretada sob o ângulo
técnico e humanístico. Pois bem, o artigo 112 da Lei de
Execuções Penais impunha, como requisito para ter-se a
progressão no regime de cumprimento da pena, o exame
criminológico. Veio a ser derrogado pela Lei nº 10.792/03,
expungindo o legislador a exigência. Como, então, partir-se
para a exposição do citado exame? O sistema pátrio revela
direito posto, direito subordinante, valendo notar que já
tramitam no Congresso Nacional os Projetos de Lei nº
6.598/2009 e nº 6.285/2009, objetivando restabelecer a
necessidade, para progredir-se no regime de cumprimento da
pena, do exame criminológico.
Mas, como ressaltado anteriormente, esta visão não é a
das Turmas do Supremo, não é a do Plenário. Confiram com os
seguintes precedentes – Habeas Corpus nº 101.292, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, com acórdão publicado no
Diário da Justiça eletrônico de 21 de maio de 2010, Habeas
Corpus nº 101.270, Relator Ministro Dias Toffoli, com acórdão
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792234.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir a medida acauteladora, fiz ver:
[...]
2. O relator atua como porta-voz do Colegiado e o faz de
forma precária e efêmera, ou seja, mediante decisão
interlocutória. Assim, cabe considerar os reiterados
pronunciamentos da sempre ilustrada maioria, ainda que esteja
convencido de a ela não assistir maior razão. É sabença geral a
prevalência do princípio da legalidade estrita no campo dos
atos constritivos penais. O rigor não decorre do órgão investido
do ofício judicante, mas da lei, a ser interpretada sob o ângulo
técnico e humanístico. Pois bem, o artigo 112 da Lei de
Execuções Penais impunha, como requisito para ter-se a
progressão no regime de cumprimento da pena, o exame
criminológico. Veio a ser derrogado pela Lei nº 10.792/03,
expungindo o legislador a exigência. Como, então, partir-se
para a exposição do citado exame? O sistema pátrio revela
direito posto, direito subordinante, valendo notar que já
tramitam no Congresso Nacional os Projetos de Lei nº
6.598/2009 e nº 6.285/2009, objetivando restabelecer a
necessidade, para progredir-se no regime de cumprimento da
pena, do exame criminológico.
Mas, como ressaltado anteriormente, esta visão não é a
das Turmas do Supremo, não é a do Plenário. Confiram com os
seguintes precedentes – Habeas Corpus nº 101.292, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, com acórdão publicado no
Diário da Justiça eletrônico de 21 de maio de 2010, Habeas
Corpus nº 101.270, Relator Ministro Dias Toffoli, com acórdão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 104.011 / SP
veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 14 de maio de 2010,
Habeas Corpus nº 94.503, Relatora Ministra Cármen Lúcia, com
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 12 de
dezembro de 2008, e Verbete Vinculante nº 26. Atuando nesta
fase, não tenho como sobrepor o robusto convencimento sobre a
matéria ao enfoque até aqui prevalecente. Ressalvando o
entendimento pessoal, indefiro a medida acauteladora. Voltarei
a sustentar a óptica no Colegiado.
[...]
A esta altura, no Colegiado, externo a convicção pessoal e voto pela
concessão da ordem.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.011 / SP
veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 14 de maio de 2010,
Habeas Corpus nº 94.503, Relatora Ministra Cármen Lúcia, com
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 12 de
dezembro de 2008, e Verbete Vinculante nº 26. Atuando nesta
fase, não tenho como sobrepor o robusto convencimento sobre a
matéria ao enfoque até aqui prevalecente. Ressalvando o
entendimento pessoal, indefiro a medida acauteladora. Voltarei
a sustentar a óptica no Colegiado.
[...]
A esta altura, no Colegiado, externo a convicção pessoal e voto pela
concessão da ordem.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço
vênia ao eminente Relator para votar pela denegação da ordem, seguindo
a jurisprudência desta Turma com relação à necessidade do exame
criminológico.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço
vênia ao eminente Relator para votar pela denegação da ordem, seguindo
a jurisprudência desta Turma com relação à necessidade do exame
criminológico.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, a
jurisprudência da Turma justifica-se, principalmente no caso concreto, em
que o réu foi condenado a cumprir uma pena de vinte e seis anos e nove
meses de reclusão. É necessário verificar se, depois de tanto tempo, ele
está ajustado. A nossa jurisprudência, até do Pleno, estabelece que o juiz
“poderá”, e esse “poderá” é “dispõe de poder”. Ele analisa caso a caso,
quer dizer, não há nenhuma ilegalidade, teratologia.
Com a vênia devida, estou acompanhando a divergência.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, a
jurisprudência da Turma justifica-se, principalmente no caso concreto, em
que o réu foi condenado a cumprir uma pena de vinte e seis anos e nove
meses de reclusão. É necessário verificar se, depois de tanto tempo, ele
está ajustado. A nossa jurisprudência, até do Pleno, estabelece que o juiz
“poderá”, e esse “poderá” é “dispõe de poder”. Ele analisa caso a caso,
quer dizer, não há nenhuma ilegalidade, teratologia.
Com a vênia devida, estou acompanhando a divergência.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente,
também peço vênia ao eminente Relator, mas acompanho a divergência
na forma exatamente da jurisprudência.
*****
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente,
também peço vênia ao eminente Relator, mas acompanho a divergência
na forma exatamente da jurisprudência.
*****
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.011
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber,
Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791129
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.011
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber,
Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1836171
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-22T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
HABEAS CORPUS. EXAME CRIMINOLÓGICO. VALIDADE DA EXIGÊNCIA FUNDAMENTADA. SÚMULA VINCULANTE 26.
1. O Supremo Tribunal Federal, por jurisprudência pacífica, admite que pode ser exigido fundamentadamente o exame criminológico pelo juiz para avaliar pedido de progressão de pena. Trata-se de entendimento que refletiu na Súmula vinculante 26: “Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2.º da Lei n.º 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização do exame criminológico”.
2. Decisão atacada de acordo com a jurisprudência desta Corte.
3. Habeas corpus denegado.
|
sjur206445
|
Número de páginas: 11.
Análise: 28/03/2012, KBP.
Revisão: 30/03/2012, ACG.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
104011
|
[
"LEG-FED SUV-000026 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
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acordaos
|
HC 104011
|
[
""
] |
PACTE.(S) : EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. EXAME CRIMINOLÓGICO. VALIDADE DA
EXIGÊNCIA FUNDAMENTADA. SÚMULA VINCULANTE 26.
1. O Supremo Tribunal Federal, por jurisprudência pacífica, admite
que pode ser exigido fundamentadamente o exame criminológico pelo
juiz para avaliar pedido de progressão de pena. Trata-se de entendimento
que refletiu na Súmula vinculante 26: “Para efeito de progressão de regime no
cumprimento de pena por crime hediondo ou equiparado, o juízo da execução
observará a inconstitucionalidade do art. 2. da Lei n. 8.072, de 25 de julho de
1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos
objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo
fundamentado, a realização do exame criminológico”.
2. Decisão atacada de acordo com a jurisprudência desta Corte.
3. Habeas corpus denegado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto da redatora para o acórdão.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 104.011 / SP
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Redatora para o acórdão
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.011 / SP
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Ministra Rosa Weber
Redatora para o acórdão
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de
relatório, as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folha 49 a 51):
PENA – EXECUÇÃO – REGIME –
PASSAGEM AO MAIS BRANDO –
EXAME CRIMINOLÓGICO – ÓPTICA
INDIVIDUAL
VERSUS
COLETIVA –
RESSALVA
DE
ENTENDIMENTO
PESSOAL – JULGAMENTO DE FUNDO
DO PEDIDO FORMULADO EM HABEAS
– LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim revelou as balizas desta
impetração:
O paciente requereu perante o Juízo da Vara de
Execuções Criminais da Comarca de Presidente
Prudente/SP a progressão de regime para o
semiaberto, em face de haver cumprido 1/6 da pena e
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de
relatório, as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folha 49 a 51):
PENA – EXECUÇÃO – REGIME –
PASSAGEM AO MAIS BRANDO –
EXAME CRIMINOLÓGICO – ÓPTICA
INDIVIDUAL
VERSUS
COLETIVA –
RESSALVA
DE
ENTENDIMENTO
PESSOAL – JULGAMENTO DE FUNDO
DO PEDIDO FORMULADO EM HABEAS
– LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim revelou as balizas desta
impetração:
O paciente requereu perante o Juízo da Vara de
Execuções Criminais da Comarca de Presidente
Prudente/SP a progressão de regime para o
semiaberto, em face de haver cumprido 1/6 da pena e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 104.011 / SP
possuir boa conduta carcerária. O pedido foi
acolhido.
O Ministério Público estadual interpôs agravo
em execução, sustentando a necessidade do exame
criminológico para aferir o mérito do reeducando. A
4... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo deu provimento ao recurso,
para cassar a decisão do Juiz, determinando, em
consequência, a regressão do paciente.
Contra o julgado foi impetrado habeas no
Superior Tribunal de Justiça – de n 138.905/SP,
distribuído ao Ministro Napoleão Nunes Maia Filho,
que indeferiu a medida liminar. Concluída a
instrução, o processo foi submetido a julgamento
pela Quinta Turma, que não concedeu a ordem,
porque: i) a nova redação dada pela Lei n
10.792/2003 ao artigo 112 da Lei de Execuções Penais
eliminou a obrigatoriedade do exame criminológico
no procedimento de livramento condicional ou de
progressão de regime, mas não impediu que o Juízo
da Execução ou o Tribunal de Justiça, diante de caso
concreto, em decisão fundamentada, determinasse a
realização da prova técnica, com a finalidade de
formar a convicção acerca do mérito subjetivo do
sentenciado; ii) o atestado de boa conduta carcerária,
expedido pelo Diretor do Presídio, não vincularia o
Magistrado; iii) a determinação de realização do
exame criminológico não configura constrangimento
ilegal e não pode ser enquadrada no rol das decisões
judiciais que necessitam ser extensamente
fundamentadas, cuidando-se de mero despacho
ordenatório de diligência técnica para instruir futuro
ato relacionado à concessão do benefício (folha 33 a
109).
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.011 / SP
possuir boa conduta carcerária. O pedido foi
acolhido.
O Ministério Público estadual interpôs agravo
em execução, sustentando a necessidade do exame
criminológico para aferir o mérito do reeducando. A
4... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo deu provimento ao recurso,
para cassar a decisão do Juiz, determinando, em
consequência, a regressão do paciente.
Contra o julgado foi impetrado habeas no
Superior Tribunal de Justiça – de n 138.905/SP,
distribuído ao Ministro Napoleão Nunes Maia Filho,
que indeferiu a medida liminar. Concluída a
instrução, o processo foi submetido a julgamento
pela Quinta Turma, que não concedeu a ordem,
porque: i) a nova redação dada pela Lei n
10.792/2003 ao artigo 112 da Lei de Execuções Penais
eliminou a obrigatoriedade do exame criminológico
no procedimento de livramento condicional ou de
progressão de regime, mas não impediu que o Juízo
da Execução ou o Tribunal de Justiça, diante de caso
concreto, em decisão fundamentada, determinasse a
realização da prova técnica, com a finalidade de
formar a convicção acerca do mérito subjetivo do
sentenciado; ii) o atestado de boa conduta carcerária,
expedido pelo Diretor do Presídio, não vincularia o
Magistrado; iii) a determinação de realização do
exame criminológico não configura constrangimento
ilegal e não pode ser enquadrada no rol das decisões
judiciais que necessitam ser extensamente
fundamentadas, cuidando-se de mero despacho
ordenatório de diligência técnica para instruir futuro
ato relacionado à concessão do benefício (folha 33 a
109).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
HC 104.011 / SP
Neste habeas, a Defensoria Pública da União
reitera a tese relacionada ao direito do paciente à
progressão de regime, independentemente do exame
criminológico. Requer o deferimento da ordem,
visando a determinar a progressão para o
semiaberto. No mérito, pleiteia a confirmação da
medida acauteladora que vier a ser deferida.
[...]
Brasília – residência –, 22 de maio de 2010, às 11h50.
A Procuradoria Geral da República, no parecer de folha 54
a 62, afirma que, segundo entendimentos jurisprudenciais, a
mudança efetuada no artigo 112 da Lei de Execuções Penais não
impede o magistrado ou o órgão colegiado de determinar a
realização de exame criminológico em hipóteses nas quais
reputem necessário para a formação do convencimento, em
observância ao princípio da individualização da pena e sem
causar ofensa ao princípio da legalidade. Aduz haver o
Superior Tribunal de Justiça assentado a possibilidade de o
tribunal determinar exame criminológico mesmo quando não
requerido em primeira instância. Sustenta ter sido a decisão
mediante a qual deferida a realização do exame baseada em
elementos concretos, tais como a insuficiência do atestado de
bom comportamento carcerário e a periculosidade do paciente,
sendo ele resultado do exercício do poder geral de cautela por
parte do órgão julgador. Opina pelo indeferimento da ordem.
Lancei visto no processo em 4 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.011 / SP
Neste habeas, a Defensoria Pública da União
reitera a tese relacionada ao direito do paciente à
progressão de regime, independentemente do exame
criminológico. Requer o deferimento da ordem,
visando a determinar a progressão para o
semiaberto. No mérito, pleiteia a confirmação da
medida acauteladora que vier a ser deferida.
[...]
Brasília – residência –, 22 de maio de 2010, às 11h50.
A Procuradoria Geral da República, no parecer de folha 54
a 62, afirma que, segundo entendimentos jurisprudenciais, a
mudança efetuada no artigo 112 da Lei de Execuções Penais não
impede o magistrado ou o órgão colegiado de determinar a
realização de exame criminológico em hipóteses nas quais
reputem necessário para a formação do convencimento, em
observância ao princípio da individualização da pena e sem
causar ofensa ao princípio da legalidade. Aduz haver o
Superior Tribunal de Justiça assentado a possibilidade de o
tribunal determinar exame criminológico mesmo quando não
requerido em primeira instância. Sustenta ter sido a decisão
mediante a qual deferida a realização do exame baseada em
elementos concretos, tais como a insuficiência do atestado de
bom comportamento carcerário e a periculosidade do paciente,
sendo ele resultado do exercício do poder geral de cautela por
parte do órgão julgador. Opina pelo indeferimento da ordem.
Lancei visto no processo em 4 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792233.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir a medida acauteladora, fiz ver:
[...]
2. O relator atua como porta-voz do Colegiado e o faz de
forma precária e efêmera, ou seja, mediante decisão
interlocutória. Assim, cabe considerar os reiterados
pronunciamentos da sempre ilustrada maioria, ainda que esteja
convencido de a ela não assistir maior razão. É sabença geral a
prevalência do princípio da legalidade estrita no campo dos
atos constritivos penais. O rigor não decorre do órgão investido
do ofício judicante, mas da lei, a ser interpretada sob o ângulo
técnico e humanístico. Pois bem, o artigo 112 da Lei de
Execuções Penais impunha, como requisito para ter-se a
progressão no regime de cumprimento da pena, o exame
criminológico. Veio a ser derrogado pela Lei n 10.792/03,
expungindo o legislador a exigência. Como, então, partir-se
para a exposição do citado exame? O sistema pátrio revela
direito posto, direito subordinante, valendo notar que já
tramitam no Congresso Nacional os Projetos de Lei n
6.598/2009 e n 6.285/2009, objetivando restabelecer a
necessidade, para progredir-se no regime de cumprimento da
pena, do exame criminológico.
Mas, como ressaltado anteriormente, esta visão não é a
das Turmas do Supremo, não é a do Plenário. Confiram com os
seguintes precedentes – Habeas Corpus n 101.292, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, com acórdão publicado no
Diário da Justiça eletrônico de 21 de maio de 2010, Habeas
Corpus n 101.270, Relator Ministro Dias Toffoli, com acórdão
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792234.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir a medida acauteladora, fiz ver:
[...]
2. O relator atua como porta-voz do Colegiado e o faz de
forma precária e efêmera, ou seja, mediante decisão
interlocutória. Assim, cabe considerar os reiterados
pronunciamentos da sempre ilustrada maioria, ainda que esteja
convencido de a ela não assistir maior razão. É sabença geral a
prevalência do princípio da legalidade estrita no campo dos
atos constritivos penais. O rigor não decorre do órgão investido
do ofício judicante, mas da lei, a ser interpretada sob o ângulo
técnico e humanístico. Pois bem, o artigo 112 da Lei de
Execuções Penais impunha, como requisito para ter-se a
progressão no regime de cumprimento da pena, o exame
criminológico. Veio a ser derrogado pela Lei n 10.792/03,
expungindo o legislador a exigência. Como, então, partir-se
para a exposição do citado exame? O sistema pátrio revela
direito posto, direito subordinante, valendo notar que já
tramitam no Congresso Nacional os Projetos de Lei n
6.598/2009 e n 6.285/2009, objetivando restabelecer a
necessidade, para progredir-se no regime de cumprimento da
pena, do exame criminológico.
Mas, como ressaltado anteriormente, esta visão não é a
das Turmas do Supremo, não é a do Plenário. Confiram com os
seguintes precedentes – Habeas Corpus n 101.292, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, com acórdão publicado no
Diário da Justiça eletrônico de 21 de maio de 2010, Habeas
Corpus n 101.270, Relator Ministro Dias Toffoli, com acórdão
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 104.011 / SP
veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 14 de maio de 2010,
Habeas Corpus n 94.503, Relatora Ministra Cármen Lúcia, com
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 12 de
dezembro de 2008, e Verbete Vinculante n 26. Atuando nesta
fase, não tenho como sobrepor o robusto convencimento sobre a
matéria ao enfoque até aqui prevalecente. Ressalvando o
entendimento pessoal, indefiro a medida acauteladora. Voltarei
a sustentar a óptica no Colegiado.
[...]
A esta altura, no Colegiado, externo a convicção pessoal e voto pela
concessão da ordem.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1792234.
Supremo Tribunal Federal
HC 104.011 / SP
veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 14 de maio de 2010,
Habeas Corpus n 94.503, Relatora Ministra Cármen Lúcia, com
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 12 de
dezembro de 2008, e Verbete Vinculante n 26. Atuando nesta
fase, não tenho como sobrepor o robusto convencimento sobre a
matéria ao enfoque até aqui prevalecente. Ressalvando o
entendimento pessoal, indefiro a medida acauteladora. Voltarei
a sustentar a óptica no Colegiado.
[...]
A esta altura, no Colegiado, externo a convicção pessoal e voto pela
concessão da ordem.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço
vênia ao eminente Relator para votar pela denegação da ordem, seguindo
a jurisprudência desta Turma com relação à necessidade do exame
criminológico.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1811471.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço
vênia ao eminente Relator para votar pela denegação da ordem, seguindo
a jurisprudência desta Turma com relação à necessidade do exame
criminológico.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, a
jurisprudência da Turma justifica-se, principalmente no caso concreto, em
que o réu foi condenado a cumprir uma pena de vinte e seis anos e nove
meses de reclusão. É necessário verificar se, depois de tanto tempo, ele
está ajustado. A nossa jurisprudência, até do Pleno, estabelece que o juiz
“poderá”, e esse “poderá” é “dispõe de poder”. Ele analisa caso a caso,
quer dizer, não há nenhuma ilegalidade, teratologia.
Com a vênia devida, estou acompanhando a divergência.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1795952.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, a
jurisprudência da Turma justifica-se, principalmente no caso concreto, em
que o réu foi condenado a cumprir uma pena de vinte e seis anos e nove
meses de reclusão. É necessário verificar se, depois de tanto tempo, ele
está ajustado. A nossa jurisprudência, até do Pleno, estabelece que o juiz
“poderá”, e esse “poderá” é “dispõe de poder”. Ele analisa caso a caso,
quer dizer, não há nenhuma ilegalidade, teratologia.
Com a vênia devida, estou acompanhando a divergência.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente,
também peço vênia ao eminente Relator, mas acompanho a divergência
na forma exatamente da jurisprudência.
*****
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760463.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.011 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente,
também peço vênia ao eminente Relator, mas acompanho a divergência
na forma exatamente da jurisprudência.
*****
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.011
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber,
Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791129
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.011
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : EDEMILSON ANTONIO DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber,
Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791129
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"HC 104 . 011 / SP",
"HC 104 . 011 / SP",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"HABEAS CORPUS 104 . 011 SÃO",
"HC 104 . 011 / SP",
"HC 104 . 011 / SP",
"HC 104 . 011 / SP",
"HC 104 . 011 / SP",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"Habeas Corpus n 101 . 292",
"Habeas Corpus n 101 . 270",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"Habeas Corpus n 101 . 292",
"Habeas Corpus n 101 . 270",
"HC 104 . 011 / SP",
"Habeas Corpus n 94 . 503",
"HC 104 . 011 / SP",
"Habeas Corpus n 94 . 503",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"HABEAS CORPUS 104 . 011",
"HABEAS CORPUS 104 . 011"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 2 . da Lei n . 8 . 072",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 10 . 792 / 2003",
"artigo 112 da Lei de Execuções Penais",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 10 . 792 / 2003",
"artigo 112 da Lei de Execuções",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 112 da Lei de Execuções Penais",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 112 da Lei de Execuções Penais",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 112 da Lei de Execuções Penais",
"Lei n 10 . 792 / 03",
"Projetos de",
"Lei n 6 . 598 / 2009",
"n 6 . 285 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 112 da Lei de Execuções Penais",
"Lei n 10 . 792 / 03",
"Projetos de",
"Lei n 6 . 598 / 2009",
"n 6 . 285 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente / SP",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Vara",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público estadual",
"4",
".",
"Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público estadual",
"4",
".",
".",
".",
"Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Defensoria Pública da União",
"Procuradoria Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Defensoria Pública da União",
"Procuradoria Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Congresso Nacional",
"Supremo",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Congresso Nacional",
"Supremo",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"EDEMILSON ANTONIO DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"EDEMILSON ANTONIO DA SILVA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"EDEMILSON ANTONIO DA SILVA",
"MARCO AURÉLIO",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARCO AURÉLIO",
"EDEMILSON ANTONIO DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"EDEMILSON ANTONIO DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"25 de julho de 1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22 de maio de 2010",
"4 de novembro de 2011",
"22",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22 de maio de 2010",
"4 de novembro de 2011",
"22",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"21 de maio de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"21 de maio de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de maio de 2010",
"12 de dezembro de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de maio de 2010",
"12 de dezembro de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S)
:OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão
monocrática. Não exaurimento de instâncias. Enunciado 281 da Súmula
do STF. 3. Constitucional e Tributário. Artigos 1º e 2º da Lei
Complementar n. 110/2001. Correção monetária do FGTS. Ausência de
repercussão geral. Precedente. RE-RG 571.184. 4. Agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1793534.
Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S)
:OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo do instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, com fundamento no Enunciado 281 da Súmula
desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que os embargos de
declaração da Agravante foram julgados como se agravo regimental fossem,
tendo sido a decisão monocrática submetida ao controle daquele órgão colegiado,
com a apreciação do mérito da causa pela Terceira Turma Especializada do TRF
da 2ª Região que não se restringiu à análise da existência de obscuridade,
omissão ou contradição na decisão recorrida. (fl. 472).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798672.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S)
:OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo do instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, com fundamento no Enunciado 281 da Súmula
desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que os embargos de
declaração da Agravante foram julgados como se agravo regimental fossem,
tendo sido a decisão monocrática submetida ao controle daquele órgão colegiado,
com a apreciação do mérito da causa pela Terceira Turma Especializada do TRF
da 2ª Região que não se restringiu à análise da existência de obscuridade,
omissão ou contradição na decisão recorrida. (fl. 472).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798672.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Conforme já consignado na decisão impugnada, verifica-se que, no
presente caso, a agravante não esgotou, quanto à decisão que pretende
impugnar, as vias ordinárias cabíveis, visto que interpôs o recurso
extraordinário diante de decisão monocrática do relator às fls. 297-302.
Dessa forma, o recurso deve ser obstado porque incide o enunciado
281 da Súmula desta Corte.
No mesmo sentido: AI 403.263, rel. Min. Celso de Mello, DJe
27.9.2002; AI 407.035, rel. Min. Celso de Mello, DJe 7.2.2003; AI-AgR
518.421, rel. Min. Eros Grau, DJe 5.8.2005; AI-AgR 523.055, rel. Min. Eros
Grau, DJe 4.11.2005; AI-ED 636.344, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe
20.11.2009. Cito a ementa do último julgado, na parte que interessa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. NÃO-ESGOTAMENTO DE
INSTÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 281 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. O recurso extraordinário só é cabível
quando seus requisitos constitucionais de admissibilidade são
preenchidos, e um deles é o de que a decisão recorrida decorra
de causa julgada em única ou última instância (art. 102, III, da
Constituição Federal). O acórdão proferido no agravo de
instrumento não esgotou as vias recursais ordinárias,
porquanto ainda era cabível o recurso de revista previsto no art.
896 da CLT. Inexistência de ofensa direta à Constituição
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.
Ainda que assim não fosse, no mérito, verifico que esta Corte já
apreciou a matéria relativa às contribuições sociais criadas para o
pagamento dos expurgos inflacionários das contas vinculadas ao FGTS,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798673.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Conforme já consignado na decisão impugnada, verifica-se que, no
presente caso, a agravante não esgotou, quanto à decisão que pretende
impugnar, as vias ordinárias cabíveis, visto que interpôs o recurso
extraordinário diante de decisão monocrática do relator às fls. 297-302.
Dessa forma, o recurso deve ser obstado porque incide o enunciado
281 da Súmula desta Corte.
No mesmo sentido: AI 403.263, rel. Min. Celso de Mello, DJe
27.9.2002; AI 407.035, rel. Min. Celso de Mello, DJe 7.2.2003; AI-AgR
518.421, rel. Min. Eros Grau, DJe 5.8.2005; AI-AgR 523.055, rel. Min. Eros
Grau, DJe 4.11.2005; AI-ED 636.344, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe
20.11.2009. Cito a ementa do último julgado, na parte que interessa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. NÃO-ESGOTAMENTO DE
INSTÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 281 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. O recurso extraordinário só é cabível
quando seus requisitos constitucionais de admissibilidade são
preenchidos, e um deles é o de que a decisão recorrida decorra
de causa julgada em única ou última instância (art. 102, III, da
Constituição Federal). O acórdão proferido no agravo de
instrumento não esgotou as vias recursais ordinárias,
porquanto ainda era cabível o recurso de revista previsto no art.
896 da CLT. Inexistência de ofensa direta à Constituição
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.
Ainda que assim não fosse, no mérito, verifico que esta Corte já
apreciou a matéria relativa às contribuições sociais criadas para o
pagamento dos expurgos inflacionários das contas vinculadas ao FGTS,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 727.143 AGR / RJ
por meio do regime da repercussão geral, no julgamento RE-RG 571.184,
rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 31.10.2008, oportunidade em que rejeitou a
repercussão geral da questão posta, nos seguintes termos:
CONSTITUCIONAL. ARTIGOS 1º E 2º DA LEI
COMPLEMENTAR N. 110/2001. ART. 37, § 6º, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CORREÇÃO MONETÁRIA
DO FGTS: ÍNDICES ABAIXO DA INFLAÇÃO REAL.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA
DO
ESTADO.
IMPOSSIBILIDADE DE SE INSTITUIR TRIBUTO PARA
CUSTEAR O ÔNUS FINANCEIRO DECORRENTE DA
RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MANIFESTAÇÃO PELA
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A tese suscitada no
recurso extraordinário, segundo a qual a correção monetária de
determinados períodos de correção do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço por índices abaixo da inflação real
caracterizaria responsabilidade objetiva do Estado, razão pela
qual o ônus financeiro decorrente daquele ato não pode ser
custeado pela instituição de novos tributos, não tem
repercussão geral dada a existência de várias decisões no
Supremo Tribunal Federal pela constitucionalidade dos arts. 1º
e 2º da Lei Complementar n. 110/2001.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 727.143 AGR / RJ
por meio do regime da repercussão geral, no julgamento RE-RG 571.184,
rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 31.10.2008, oportunidade em que rejeitou a
repercussão geral da questão posta, nos seguintes termos:
CONSTITUCIONAL. ARTIGOS 1º E 2º DA LEI
COMPLEMENTAR N. 110/2001. ART. 37, § 6º, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CORREÇÃO MONETÁRIA
DO FGTS: ÍNDICES ABAIXO DA INFLAÇÃO REAL.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA
DO
ESTADO.
IMPOSSIBILIDADE DE SE INSTITUIR TRIBUTO PARA
CUSTEAR O ÔNUS FINANCEIRO DECORRENTE DA
RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MANIFESTAÇÃO PELA
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A tese suscitada no
recurso extraordinário, segundo a qual a correção monetária de
determinados períodos de correção do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço por índices abaixo da inflação real
caracterizaria responsabilidade objetiva do Estado, razão pela
qual o ônus financeiro decorrente daquele ato não pode ser
custeado pela instituição de novos tributos, não tem
repercussão geral dada a existência de várias decisões no
Supremo Tribunal Federal pela constitucionalidade dos arts. 1º
e 2º da Lei Complementar n. 110/2001.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S) : OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S) : OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1812558
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-13T00:00:00
|
negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Não exaurimento de instâncias. Enunciado 281 da Súmula do STF. 3. Constitucional e Tributário. Artigos 1º e 2º da Lei Complementar n. 110/2001. Correção monetária do FGTS. Ausência de repercussão geral. Precedente. RE-RG 571.184. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur205806
|
- Acórdãos citados: AI 518421 AgR, AI 523055 AgR, AI 636344
ED, RE 571184 RG.
- Decisão monocrática citada: AI 403263.
Número de páginas: 5.
Análise: 16/03/2012, MLM.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
727143
|
[
"LEG-FED LCP-000110 ANO-2001\r\n ART-00001 ART-00002 \r\n LEI COMPLEMENTAR\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000281 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 727143 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGTE.(S) : TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S) : OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S)
:OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Decisão
monocrática. Não exaurimento de instâncias. Enunciado 281 da Súmula
do Supremo Tribunal Federal. 3. Constitucional e Tributário. Artigos 1... e 2... da Lei
Complementar n. 110/2001. Correção monetária do FGTS. Ausência de
repercussão geral. Precedente. Recurso Extraordinário-RG 571.184. 4. Agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S)
:OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo do instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, com fundamento no Enunciado 281 da Súmula
desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que os embargos de
declaração da Agravante foram julgados como se agravo regimental fossem,
tendo sido a decisão monocrática submetida ao controle daquele órgão colegiado,
com a apreciação do mérito da causa pela Terceira Turma Especializada do TRF
da 2... Região que não se restringiu à análise da existência de obscuridade,
omissão ou contradição na decisão recorrida. (fl. 472).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798672.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S)
:OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo do instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, com fundamento no Enunciado 281 da Súmula
desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que os embargos de
declaração da Agravante foram julgados como se agravo regimental fossem,
tendo sido a decisão monocrática submetida ao controle daquele órgão colegiado,
com a apreciação do mérito da causa pela Terceira Turma Especializada do TRF
da 2... Região que não se restringiu à análise da existência de obscuridade,
omissão ou contradição na decisão recorrida. (fl. 472).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798672.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Conforme já consignado na decisão impugnada, verifica-se que, no
presente caso, a agravante não esgotou, quanto à decisão que pretende
impugnar, as vias ordinárias cabíveis, visto que interpôs o recurso
extraordinário diante de decisão monocrática do relator às fls. 297-302.
Dessa forma, o recurso deve ser obstado porque incide o enunciado
281 da Súmula desta Corte.
No mesmo sentido: AI 403.263, rel. Min. Celso de Mello, DJe
27.9.2002; AI 407.035, rel. Min. Celso de Mello, DJe 7.2.2003; AI-AgR
518.421, rel. Min. Eros Grau, DJe 5.8.2005; AI-AgR 523.055, rel. Min. Eros
Grau, DJe 4.11.2005; AI-ED 636.344, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe
20.11.2009. Cito a ementa do último julgado, na parte que interessa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. NÃO-ESGOTAMENTO DE
INSTÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 281 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. O recurso extraordinário só é cabível
quando seus requisitos constitucionais de admissibilidade são
preenchidos, e um deles é o de que a decisão recorrida decorra
de causa julgada em única ou última instância (art. 102, III, da
Constituição Federal). O acórdão proferido no agravo de
instrumento não esgotou as vias recursais ordinárias,
porquanto ainda era cabível o recurso de revista previsto no art.
896 da Consolidação das Leis do Trabalho. Inexistência de ofensa direta à Constituição
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.
Ainda que assim não fosse, no mérito, verifico que esta Corte já
apreciou a matéria relativa às contribuições sociais criadas para o
pagamento dos expurgos inflacionários das contas vinculadas ao FGTS,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1798673.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Conforme já consignado na decisão impugnada, verifica-se que, no
presente caso, a agravante não esgotou, quanto à decisão que pretende
impugnar, as vias ordinárias cabíveis, visto que interpôs o recurso
extraordinário diante de decisão monocrática do relator às fls. 297-302.
Dessa forma, o recurso deve ser obstado porque incide o enunciado
281 da Súmula desta Corte.
No mesmo sentido: AI 403.263, rel. Min. Celso de Mello, DJe
27.9.2002; AI 407.035, rel. Min. Celso de Mello, DJe 7.2.2003; AI-AgR
518.421, rel. Min. Eros Grau, DJe 5.8.2005; AI-AgR 523.055, rel. Min. Eros
Grau, DJe 4.11.2005; AI-ED 636.344, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe
20.11.2009. Cito a ementa do último julgado, na parte que interessa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. NÃO-ESGOTAMENTO DE
INSTÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 281 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. O recurso extraordinário só é cabível
quando seus requisitos constitucionais de admissibilidade são
preenchidos, e um deles é o de que a decisão recorrida decorra
de causa julgada em única ou última instância (art. 102, III, da
Constituição Federal). O acórdão proferido no agravo de
instrumento não esgotou as vias recursais ordinárias,
porquanto ainda era cabível o recurso de revista previsto no art.
896 da Consolidação das Leis do Trabalho. Inexistência de ofensa direta à Constituição
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.
Ainda que assim não fosse, no mérito, verifico que esta Corte já
apreciou a matéria relativa às contribuições sociais criadas para o
pagamento dos expurgos inflacionários das contas vinculadas ao FGTS,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 727.143 AGR / RJ
por meio do regime da repercussão geral, no julgamento Recurso Extraordinário-RG 571.184,
rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 31.10.2008, oportunidade em que rejeitou a
repercussão geral da questão posta, nos seguintes termos:
CONSTITUCIONAL. ARTIGOS 1... E 2... DA LEI
COMPLEMENTAR N. 110/2001. ART. 37, § 6..., DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CORREÇÃO MONETÁRIA
DO FGTS: ÍNDICES ABAIXO DA INFLAÇÃO REAL.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA
DO
ESTADO.
IMPOSSIBILIDADE DE SE INSTITUIR TRIBUTO PARA
CUSTEAR O ÔNUS FINANCEIRO DECORRENTE DA
RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MANIFESTAÇÃO PELA
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A tese suscitada no
recurso extraordinário, segundo a qual a correção monetária de
determinados períodos de correção do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço por índices abaixo da inflação real
caracterizaria responsabilidade objetiva do Estado, razão pela
qual o ônus financeiro decorrente daquele ato não pode ser
custeado pela instituição de novos tributos, não tem
repercussão geral dada a existência de várias decisões no
Supremo Tribunal Federal pela constitucionalidade dos arts. 1...
e 2... da Lei Complementar n. 110/2001.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 727.143 AGR / RJ
por meio do regime da repercussão geral, no julgamento Recurso Extraordinário-RG 571.184,
rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 31.10.2008, oportunidade em que rejeitou a
repercussão geral da questão posta, nos seguintes termos:
CONSTITUCIONAL. ARTIGOS 1... E 2... DA LEI
COMPLEMENTAR N. 110/2001. ART. 37, § 6..., DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CORREÇÃO MONETÁRIA
DO FGTS: ÍNDICES ABAIXO DA INFLAÇÃO REAL.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA
DO
ESTADO.
IMPOSSIBILIDADE DE SE INSTITUIR TRIBUTO PARA
CUSTEAR O ÔNUS FINANCEIRO DECORRENTE DA
RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MANIFESTAÇÃO PELA
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A tese suscitada no
recurso extraordinário, segundo a qual a correção monetária de
determinados períodos de correção do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço por índices abaixo da inflação real
caracterizaria responsabilidade objetiva do Estado, razão pela
qual o ônus financeiro decorrente daquele ato não pode ser
custeado pela instituição de novos tributos, não tem
repercussão geral dada a existência de várias decisões no
Supremo Tribunal Federal pela constitucionalidade dos arts. 1...
e 2... da Lei Complementar n. 110/2001.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S) : OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 727.143
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA
ADV.(A/S) : OTTO EDUARDO FONSECA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 28.02.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 727 . 143",
"Enunciado 281 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 727 . 143",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 727 . 143",
"Enunciado 281 da Súmula desta Corte",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 727 .",
"enunciado 281 da Súmula desta Corte",
"AI 403 . 263",
"AI 407 . 035",
"AI",
"-",
"AgR 518 . 421",
"AI",
"-",
"AgR 523 . 055",
"AI",
"-",
"ED 636 . 344",
"SÚMULA 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 727 . 143",
"AI 403 . 263",
"AI 407 . 035",
"AI",
"-",
"AgR 518 . 421",
"AI",
"-",
"AgR 523 . 055",
"AI",
"-",
"ED 636 . 344",
"SÚMULA 281 DO SUPREMO",
"AI 727 . 143 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário - RG 571 . 184",
"AI 727 . 143 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário - RG 571 . 184",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 727 . 143",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 727 . 143"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei Complementar n . 110 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"art . 896 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"art . 896 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS",
"LEI COMPLEMENTAR N . 110 / 2001 . ART . 37 , § 6 . . . ,",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"arts",
"Lei Complementar n . 110 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS",
"LEI COMPLEMENTAR N . 110 / 2001",
"ART . 37 , § 6 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"arts",
"Lei Complementar n . 110 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA",
"UNIÃO",
"Terceira Turma Especializada do TRF da 2 .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA",
"UNIÃO",
"Terceira Turma Especializada do TRF da 2 . .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TRICO SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA",
"UNIÃO",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"OTTO EDUARDO FONSECA LOBO",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"OTTO EDUARDO FONSECA LOBO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"OTTO EDUARDO FONSECA LOBO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"OTTO EDUARDO FONSECA LOBO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"27",
".",
"9",
".",
"2002",
"7",
".",
"2",
".",
"2003",
"5",
".",
"8",
".",
"2005",
"4",
".",
"11",
".",
"2005",
"20",
".",
"11",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"27",
".",
"9",
".",
"2002",
"7",
".",
"2",
".",
"2003",
"5",
".",
"8",
".",
"2005",
"4",
".",
"11",
".",
"2005",
"20",
".",
"11",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S)
:FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE
DA CONDUTA POR AUSÊNCIA DE DOLO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE NA VIA ESTREITA DO WRIT. PRECEDENTES. ORDEM
DENEGADA.
1. A inépcia da inicial e sua apreciação na via estreita do habeas
corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso
de poder, prima facie evidente na denúncia oferecida, de tal sorte que não
reclame a apreciação do acervo probatório. Precedentes: HC 107839,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado
em 07/06/2011; HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, julgado em 08/02/2011; HC 104271, Relator(a): Min. AYRES
BRITTO, Segunda Turma, julgado em 28/09/2010.
2. A atipicidade da conduta e a ausência do elemento subjetivo do
tipo também se exige demonstráveis de plano para acolhimento do habeas
corpus, exceto em casos excepcionais e teratológicos, onde o revolvimento
das provas dos autos de origem seja despiciendo. Precedentes: HC
104385, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 28/06/2011;
RHC 103354, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em
21/06/2011; HC 90017, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 07/08/2007.
3. In casu: (i) o impetrante postula o trancamento da ação penal sob a
alegação de que o único fato a embasar a denúncia seria participar o
paciente, como sócio, de duas sociedades empresárias, tendo uma delas
recebido repasse da Petrobras S/A (Canecão Promoção de Eventos Ltda.),
enquanto a outra teria débitos com a seguridade social (Canecão
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19
Ementa e Acórdão
HC 109.308 / RJ
Promoções e Espetáculos Teatrais S/A); (ii) o art. 299 do Código Penal
incrimina expressamente a conduta de “Omitir, em documento público ou
particular, declaração que dele devia constar”, sendo inviável subtrair às
instâncias ordinárias a apreciação dos elementos fáticos configuradores
do delito.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 109.308 / RJ
Promoções e Espetáculos Teatrais S/A); (ii) o art. 299 do Código Penal
incrimina expressamente a conduta de “Omitir, em documento público ou
particular, declaração que dele devia constar”, sendo inviável subtrair às
instâncias ordinárias a apreciação dos elementos fáticos configuradores
do delito.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S)
:FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão do Superior
Tribunal de Justiça que negou provimento a Recurso Ordinário interposto
perante aquele órgão jurisdicional.
Alega-se na inicial que a denúncia oferecida contra o paciente no
juízo de primeiro grau, imputando-lhe os crimes de estelionato e
falsidade ideológica, é inepta. Sustenta a defesa que o paciente, buscando
recursos para manter a casa de shows Canecão, da qual é sócio, em
funcionamento, obteve patrocínio cultural da Petrobras, sob a égide da
Lei Rouanet. O Ministério Público Federal teria identificado
irregularidades no contrato de patrocínio, dando origem à persecutio
criminis. Segundo o impetrante, a irregularidade consistiria no fato de que
a Petrobras firmou contrato com a “Canecão Promoção de Eventos Ltda.”,
sendo que a “Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S/A”, que
também é controlada pelo paciente, se encontrava inadimplente com o
INSS. Deste modo, estaria configurada a fraude ao INSS.
Para a defesa, não houve irregularidade alguma, na medida em que
a “Canecão Promoção de Eventos Ltda.” existe há mais de dez anos.
Na denúncia, cuja cópia acompanha a inicial do presente writ, afirma
o parquet que é “ilícito o recebimento, por interposta pessoa, de patrocínio
vedado”. Ainda de acordo com a acusação, a “Canecão Promoções e
Espetáculos Teatrais S/A”, à época da celebração do contrato, devia ao
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S)
:FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão do Superior
Tribunal de Justiça que negou provimento a Recurso Ordinário interposto
perante aquele órgão jurisdicional.
Alega-se na inicial que a denúncia oferecida contra o paciente no
juízo de primeiro grau, imputando-lhe os crimes de estelionato e
falsidade ideológica, é inepta. Sustenta a defesa que o paciente, buscando
recursos para manter a casa de shows Canecão, da qual é sócio, em
funcionamento, obteve patrocínio cultural da Petrobras, sob a égide da
Lei Rouanet. O Ministério Público Federal teria identificado
irregularidades no contrato de patrocínio, dando origem à persecutio
criminis. Segundo o impetrante, a irregularidade consistiria no fato de que
a Petrobras firmou contrato com a “Canecão Promoção de Eventos Ltda.”,
sendo que a “Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S/A”, que
também é controlada pelo paciente, se encontrava inadimplente com o
INSS. Deste modo, estaria configurada a fraude ao INSS.
Para a defesa, não houve irregularidade alguma, na medida em que
a “Canecão Promoção de Eventos Ltda.” existe há mais de dez anos.
Na denúncia, cuja cópia acompanha a inicial do presente writ, afirma
o parquet que é “ilícito o recebimento, por interposta pessoa, de patrocínio
vedado”. Ainda de acordo com a acusação, a “Canecão Promoções e
Espetáculos Teatrais S/A”, à época da celebração do contrato, devia ao
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19
Relatório
HC 109.308 / RJ
INSS R$ 2.932.306,02 (dois milhões novecentos e trinta e dois mil
trezentos e seis reais e dois centavos). Como as placas publicitárias estão
afixadas na fachada da casa de espetáculos Canecão, conclui a acusação
que o patrocínio destinava-se à empresa em débito com o INSS, e não à
que terminou por celebrar o negócio. Nesta senda, por ter utilizado uma
pessoa jurídica em lugar da outra, o ora paciente teria ocultado a situação
de inadimplência da casa de espetáculos, fazendo inserir declaração
diversa da que deveria constar do documento e, por consequência,
lesando os cofres do INSS e da Receita Federal, esta última prejudicada
pelo fato de a Petrobras obter dedução de seu Imposto sobre a Renda em
razão do patrocínio concedido.
Para a defesa, não foi inserida qualquer informação falsa, visto que a
empresa contratante existe, o que tornaria o fato atípico. Por
consequência, não haveria estelionato, cujo tipo exige o emprego de
fraude e a indução da vítima a erro.
Argumenta o impetrante que não há qualquer problema em a marca
“Canecão” ser explorada por várias empresas, visto que a própria marca
“Petrobras” é utilizada por diversas pessoas jurídicas distintas.
Por fim, afirma que não houve qualquer dolo do paciente em causar
lesão aos cofres da Receita Federal, excluindo, assim, a tipicidade do
estelionato.
O Superior Tribunal de Justiça desproveu o Recurso Ordinário em
acórdão assim ementado:
RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 26.972 - RJ
(2009/0192086-0)
RELATOR : MINISTRO VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS)
RECORRENTE : MARIO HAMILTON PRIOLLI
ADVOGADO : PAULO FREITAS RIBEIRO
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838052.
Supremo Tribunal Federal
HC 109.308 / RJ
INSS R$ 2.932.306,02 (dois milhões novecentos e trinta e dois mil
trezentos e seis reais e dois centavos). Como as placas publicitárias estão
afixadas na fachada da casa de espetáculos Canecão, conclui a acusação
que o patrocínio destinava-se à empresa em débito com o INSS, e não à
que terminou por celebrar o negócio. Nesta senda, por ter utilizado uma
pessoa jurídica em lugar da outra, o ora paciente teria ocultado a situação
de inadimplência da casa de espetáculos, fazendo inserir declaração
diversa da que deveria constar do documento e, por consequência,
lesando os cofres do INSS e da Receita Federal, esta última prejudicada
pelo fato de a Petrobras obter dedução de seu Imposto sobre a Renda em
razão do patrocínio concedido.
Para a defesa, não foi inserida qualquer informação falsa, visto que a
empresa contratante existe, o que tornaria o fato atípico. Por
consequência, não haveria estelionato, cujo tipo exige o emprego de
fraude e a indução da vítima a erro.
Argumenta o impetrante que não há qualquer problema em a marca
“Canecão” ser explorada por várias empresas, visto que a própria marca
“Petrobras” é utilizada por diversas pessoas jurídicas distintas.
Por fim, afirma que não houve qualquer dolo do paciente em causar
lesão aos cofres da Receita Federal, excluindo, assim, a tipicidade do
estelionato.
O Superior Tribunal de Justiça desproveu o Recurso Ordinário em
acórdão assim ementado:
RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 26.972 - RJ
(2009/0192086-0)
RELATOR : MINISTRO VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS)
RECORRENTE : MARIO HAMILTON PRIOLLI
ADVOGADO : PAULO FREITAS RIBEIRO
2
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Relatório
HC 109.308 / RJ
RECORRIDO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
EMENTA
RECURSO EM HABEAS CORPUS. FALSIDADE
IDEOLÓGICA E ESTELIONATO. TRANCAMENTO DA AÇÃO
PENAL. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA DENÚNCIA.
ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA. REEXAME
DO
CONJUNTO
FÁTICO-COMPROBATÓRIO.
INVIABILIDADE EM SEDE DE WRIT. RECURSO
DESPROVIDO.
1. O trancamento da ação penal, na via estreita do habeas
corpus, constitui medida extrema, cabível apenas nas hipóteses
em que cristalina a atipicidade da conduta, a ocorrência de
causa de extinção da punibilidade ou a ausência de indícios de
autoria ou de prova da materialidade do delito, o que não se
verifica no caso concreto.
2. O acolhimento das alegações veiculadas no presente
writ não prescinde de uma reflexão mais profunda da prova,
própria da fase instrutória da ação penal, já que tal situação
fática não se encontra evidenciada de forma inequívoca nos
autos.
3. Recurso ordinário desprovido.
A liminar foi negada.
O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da
ordem, na medida em que “o habeas corpus não é a via processual
adequada para análise aprofundada do acervo probatório, faculdade
reservada, com exclusividade, às instâncias ordinárias”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 109.308 / RJ
RECORRIDO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
EMENTA
RECURSO EM HABEAS CORPUS. FALSIDADE
IDEOLÓGICA E ESTELIONATO. TRANCAMENTO DA AÇÃO
PENAL. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA DENÚNCIA.
ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA. REEXAME
DO
CONJUNTO
FÁTICO-COMPROBATÓRIO.
INVIABILIDADE EM SEDE DE WRIT. RECURSO
DESPROVIDO.
1. O trancamento da ação penal, na via estreita do habeas
corpus, constitui medida extrema, cabível apenas nas hipóteses
em que cristalina a atipicidade da conduta, a ocorrência de
causa de extinção da punibilidade ou a ausência de indícios de
autoria ou de prova da materialidade do delito, o que não se
verifica no caso concreto.
2. O acolhimento das alegações veiculadas no presente
writ não prescinde de uma reflexão mais profunda da prova,
própria da fase instrutória da ação penal, já que tal situação
fática não se encontra evidenciada de forma inequívoca nos
autos.
3. Recurso ordinário desprovido.
A liminar foi negada.
O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da
ordem, na medida em que “o habeas corpus não é a via processual
adequada para análise aprofundada do acervo probatório, faculdade
reservada, com exclusividade, às instâncias ordinárias”.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ilustres pares, cuida-se,
na origem, de persecução penal deflagrada pelo Ministério Público
Federal para investigar suposta irregularidade no repasse de verbas de
empresa pública federal.
Sustenta o impetrante que o único indício que sustenta a
investigação é o fato de que o paciente é sócio de duas sociedades
empresárias, tendo uma delas recebido repasse da Petrobras S/A
(Canecão Promoção de Eventos Ltda.), enquanto a outra teria débitos com
a seguridade social (Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S/A).
Após vindicar a licitude do repasse de verbas e ressaltar a ausência de
dolo, pleiteia o trancamento da ação penal, em virtude da atipicidade da
conduta.
A tese do impetrante não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o
acolhimento da alegação de inépcia da inicial na via estreita do habeas
corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso
de poder, sem necessidade de apreciação do acervo probatório, conforme
se extrai dos seguintes julgados:
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE
CONDENADO, DEFITIVAMENTE, PELOS CRIMES DE
ESTRUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR
PRATICADO CONTRA MENOR DE QUATORZE ANOS (NA
REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 12.015/2009). NULIDADE DA
AÇÃO PENAL.
INÉPCIA DA DENÚNCIA NÃO
VERIFICADA.
NECESSIDADE
DE
DILAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ilustres pares, cuida-se,
na origem, de persecução penal deflagrada pelo Ministério Público
Federal para investigar suposta irregularidade no repasse de verbas de
empresa pública federal.
Sustenta o impetrante que o único indício que sustenta a
investigação é o fato de que o paciente é sócio de duas sociedades
empresárias, tendo uma delas recebido repasse da Petrobras S/A
(Canecão Promoção de Eventos Ltda.), enquanto a outra teria débitos com
a seguridade social (Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S/A).
Após vindicar a licitude do repasse de verbas e ressaltar a ausência de
dolo, pleiteia o trancamento da ação penal, em virtude da atipicidade da
conduta.
A tese do impetrante não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o
acolhimento da alegação de inépcia da inicial na via estreita do habeas
corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso
de poder, sem necessidade de apreciação do acervo probatório, conforme
se extrai dos seguintes julgados:
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE
CONDENADO, DEFITIVAMENTE, PELOS CRIMES DE
ESTRUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR
PRATICADO CONTRA MENOR DE QUATORZE ANOS (NA
REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 12.015/2009). NULIDADE DA
AÇÃO PENAL.
INÉPCIA DA DENÚNCIA NÃO
VERIFICADA.
NECESSIDADE
DE
DILAÇÃO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA DO WRIT.
ORDEM DENEGADA. I – De acordo com o art. 41 do Código
de Processo Penal, a prefacial acusatória deve conter “a
exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias”.
Essa redação objetiva não apenas possibilitar o enquadramento
legal da conduta tida como criminosa, como também ensejar a
defesa do acusado, uma vez que este se defende dos fatos que
lhe são imputados. II – Da leitura da denúncia, extrai-se que
estão presentes todos os requisitos previstos no dispositivo
citado, de modo que é plenamente possível conhecer das
imputações feitas ao paciente. A forma pela qual foram
narrados os fatos permite o amplo exercício de sua defesa, o
que torna improcedente a alegação de inépcia da inicial
acusatória. III – As alegações do impetrante mostram o nítido
propósito de rediscutir os fatos da causa e o rejulgamento da
ação penal, o que, como se sabe, não é possível nesta estreita
via do habeas corpus, cabendo ao juízo natural o exame
aprofundado do conjunto fático-probatório, como ocorreu na
espécie. IV - O habeas corpus, em que pese configurar remédio
constitucional de largo espectro, sobretudo cuidando-se de
sentença condenatória transitada em julgado, não pode ser
utilizado como sucedâneo da revisão criminal, salvo em
situações nas quais se verifique flagrante ilegalidade ou
nulidade, o que não é o caso dos autos. V – Ordem denegada.
(HC
107839,
Relator(a):
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/06/2011,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-125 DIVULG 30-06-2011
PUBLIC 01-07-2011)
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL.
PROCESSO PENAL. EXTORSÃO. 1. ALEGAÇÃO DE
INOBSERVÂNCIA DO ART. 514 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL.
ARGUMENTO
DISTINTO
DAQUELES
APRESENTADOS NA INSTÂNCIA ANTECEDENTE:
IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. PRECEDENTES. 2. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 109.308 / RJ
PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA DO WRIT.
ORDEM DENEGADA. I – De acordo com o art. 41 do Código
de Processo Penal, a prefacial acusatória deve conter “a
exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias”.
Essa redação objetiva não apenas possibilitar o enquadramento
legal da conduta tida como criminosa, como também ensejar a
defesa do acusado, uma vez que este se defende dos fatos que
lhe são imputados. II – Da leitura da denúncia, extrai-se que
estão presentes todos os requisitos previstos no dispositivo
citado, de modo que é plenamente possível conhecer das
imputações feitas ao paciente. A forma pela qual foram
narrados os fatos permite o amplo exercício de sua defesa, o
que torna improcedente a alegação de inépcia da inicial
acusatória. III – As alegações do impetrante mostram o nítido
propósito de rediscutir os fatos da causa e o rejulgamento da
ação penal, o que, como se sabe, não é possível nesta estreita
via do habeas corpus, cabendo ao juízo natural o exame
aprofundado do conjunto fático-probatório, como ocorreu na
espécie. IV - O habeas corpus, em que pese configurar remédio
constitucional de largo espectro, sobretudo cuidando-se de
sentença condenatória transitada em julgado, não pode ser
utilizado como sucedâneo da revisão criminal, salvo em
situações nas quais se verifique flagrante ilegalidade ou
nulidade, o que não é o caso dos autos. V – Ordem denegada.
(HC
107839,
Relator(a):
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/06/2011,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-125 DIVULG 30-06-2011
PUBLIC 01-07-2011)
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL.
PROCESSO PENAL. EXTORSÃO. 1. ALEGAÇÃO DE
INOBSERVÂNCIA DO ART. 514 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL.
ARGUMENTO
DISTINTO
DAQUELES
APRESENTADOS NA INSTÂNCIA ANTECEDENTE:
IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. PRECEDENTES. 2. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
DA INICIAL ACUSATÓRIA E DE FALTA DE JUSTA
CAUSA: IMPROCEDÊNCIA. 3. ERRO NA CLASSIFICAÇÃO
JURÍDICA DO CRIME: INEXISTÊNCIA. HABEAS CORPUS
PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA PARTE,
DENEGADO. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a
alegação de inobservância do art. 514 do Código de Processo
Penal, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer
originariamente, sob pena de supressão de instância.
Precedentes. 2. Descrito na denúncia oferecida contra o
Impetrante/Paciente comportamento típico, ou seja, factíveis e
obviados os indícios de autoria e materialidade delitivas, não
há falar em inépcia. 3. Pela jurisprudência deste Supremo
Tribunal, a superveniência da sentença condenatória prejudica a
alegação de falta de justa causa para o oferecimento da
denúncia. Precedentes. 4. O trancamento da ação penal em
habeas corpus apresenta-se como medida excepcional, a ser
aplicada apenas quando evidente a ausência de justa causa, o
que não é o caso. 5. A grave ameaça imposta à vítima está
claramente descrita na denúncia; é elemento objetivo do tipo
que faz parte do crime de extorsão, não do delito de concussão.
6. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte,
denegado.
(HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, julgado em 08/02/2011, DJe-071 DIVULG 13-04-2011
PUBLIC 14-04-2011 EMENT VOL-02503-02 PP-00169)
EMENTA: HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DE
AÇÃO PENAL. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER.
REGRAMENTO CONSTITUCIONAL DO HABEAS
CORPUS.
DENÚNCIA
QUE
DESCREVE
SUFICIENTEMENTE OS FATOS ILÍCITOS. ALEGAÇÃO DE
NULIDADE NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO
DEFENSIVA. NÃO-OCORRÊNCIA. TESE DEFENSIVA
EXPLICITAMENTE ENFRENTADA PELO TRIBUNAL
RECORRIDO. ORDEM DENEGADA. 1. A Constituição Federal
3
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HC 109.308 / RJ
DA INICIAL ACUSATÓRIA E DE FALTA DE JUSTA
CAUSA: IMPROCEDÊNCIA. 3. ERRO NA CLASSIFICAÇÃO
JURÍDICA DO CRIME: INEXISTÊNCIA. HABEAS CORPUS
PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA PARTE,
DENEGADO. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a
alegação de inobservância do art. 514 do Código de Processo
Penal, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer
originariamente, sob pena de supressão de instância.
Precedentes. 2. Descrito na denúncia oferecida contra o
Impetrante/Paciente comportamento típico, ou seja, factíveis e
obviados os indícios de autoria e materialidade delitivas, não
há falar em inépcia. 3. Pela jurisprudência deste Supremo
Tribunal, a superveniência da sentença condenatória prejudica a
alegação de falta de justa causa para o oferecimento da
denúncia. Precedentes. 4. O trancamento da ação penal em
habeas corpus apresenta-se como medida excepcional, a ser
aplicada apenas quando evidente a ausência de justa causa, o
que não é o caso. 5. A grave ameaça imposta à vítima está
claramente descrita na denúncia; é elemento objetivo do tipo
que faz parte do crime de extorsão, não do delito de concussão.
6. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte,
denegado.
(HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, julgado em 08/02/2011, DJe-071 DIVULG 13-04-2011
PUBLIC 14-04-2011 EMENT VOL-02503-02 PP-00169)
EMENTA: HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DE
AÇÃO PENAL. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER.
REGRAMENTO CONSTITUCIONAL DO HABEAS
CORPUS.
DENÚNCIA
QUE
DESCREVE
SUFICIENTEMENTE OS FATOS ILÍCITOS. ALEGAÇÃO DE
NULIDADE NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO
DEFENSIVA. NÃO-OCORRÊNCIA. TESE DEFENSIVA
EXPLICITAMENTE ENFRENTADA PELO TRIBUNAL
RECORRIDO. ORDEM DENEGADA. 1. A Constituição Federal
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
de 1988, ao cuidar do habeas corpus, no inciso LXVIII do art. 5º,
autoriza o respectivo manejo "sempre que alguém sofrer ou se
achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade
de locomoção". Mas a Constituição não pára por aí e arremata o
seu discurso normativo: "por ilegalidade ou abuso de poder".
De outro modo, aliás, não podia ser, pois ilegalidade e abuso de
poder não se presumem; ao contrário, a presunção é
exatamente inversa. Em suma, o indeferimento do habeas
corpus não é uma exceção; exceção é o trancamento da ação
penal à luz desses elementos interpretativos diretamente
hauridos da Carta Magna de 1988. 2. Quando se trata de
apreciar a alegação de inépcia da denúncia ou de sua
esqualidez por qualquer outro motivo, dois são os parâmetros
objetivos que orientam tal exame: os arts. 41 e 395 do Código de
Processo Penal - CPP. No art. 41, o CPP indica um necessário
conteúdo positivo para a denúncia, pois ela, denúncia, deve
conter a exposição do fato criminoso, ou em tese criminoso,
com todas as suas circunstâncias, de par com a qualificação do
acusado, ou, de todo modo, conter esclarecimentos que possam
viabilizar a defesa do acusado. Isso para que o contraditório se
estabeleça nos devidos termos. Já no art. 395, o CPP impõe à
peça de acusação um conteúdo negativo. Se, no primeiro, há
uma obrigação de fazer por parte do Ministério Público, no
segundo, há uma obrigação de não fazer; ou seja, a denúncia
não pode incorrer nas impropriedades indicadas no art. 395 do
CPP. 3. No caso, ausente qualquer pressuposto para o
encerramento prematuro da ação penal que resultou na
condenação do paciente pelo delito de roubo. É que a inicial
acusatória descreve, suficientemente, os fatos supostamente
ilícitos. Mais: a denúncia foi oferecida de modo a permitir o
exercício da ampla defesa. Pelo que não é fruto de um
descuidado ou de um arbitrário exercício do poder-dever de
promover a ação penal pública. 4. Acresce que o atento exame
das peças que instruem o presente habeas corpus também não
evidencia nenhuma nulidade perpetrada pelo Tribunal de
Justiça do Estado da Bahia. Isso porque a tese de "negativa de
4
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HC 109.308 / RJ
de 1988, ao cuidar do habeas corpus, no inciso LXVIII do art. 5º,
autoriza o respectivo manejo "sempre que alguém sofrer ou se
achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade
de locomoção". Mas a Constituição não pára por aí e arremata o
seu discurso normativo: "por ilegalidade ou abuso de poder".
De outro modo, aliás, não podia ser, pois ilegalidade e abuso de
poder não se presumem; ao contrário, a presunção é
exatamente inversa. Em suma, o indeferimento do habeas
corpus não é uma exceção; exceção é o trancamento da ação
penal à luz desses elementos interpretativos diretamente
hauridos da Carta Magna de 1988. 2. Quando se trata de
apreciar a alegação de inépcia da denúncia ou de sua
esqualidez por qualquer outro motivo, dois são os parâmetros
objetivos que orientam tal exame: os arts. 41 e 395 do Código de
Processo Penal - CPP. No art. 41, o CPP indica um necessário
conteúdo positivo para a denúncia, pois ela, denúncia, deve
conter a exposição do fato criminoso, ou em tese criminoso,
com todas as suas circunstâncias, de par com a qualificação do
acusado, ou, de todo modo, conter esclarecimentos que possam
viabilizar a defesa do acusado. Isso para que o contraditório se
estabeleça nos devidos termos. Já no art. 395, o CPP impõe à
peça de acusação um conteúdo negativo. Se, no primeiro, há
uma obrigação de fazer por parte do Ministério Público, no
segundo, há uma obrigação de não fazer; ou seja, a denúncia
não pode incorrer nas impropriedades indicadas no art. 395 do
CPP. 3. No caso, ausente qualquer pressuposto para o
encerramento prematuro da ação penal que resultou na
condenação do paciente pelo delito de roubo. É que a inicial
acusatória descreve, suficientemente, os fatos supostamente
ilícitos. Mais: a denúncia foi oferecida de modo a permitir o
exercício da ampla defesa. Pelo que não é fruto de um
descuidado ou de um arbitrário exercício do poder-dever de
promover a ação penal pública. 4. Acresce que o atento exame
das peças que instruem o presente habeas corpus também não
evidencia nenhuma nulidade perpetrada pelo Tribunal de
Justiça do Estado da Bahia. Isso porque a tese de "negativa de
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
autoria", para além de figurar expressamente da própria
ementa do acórdão da apelação, também foi devidamente
enfrentada pela Corte baiana, no julgamento dos segundos
embargos declaratórios. Pelo que não se pode enxergar
ilegalidade ou abuso de poder que autorize a concessão do
habeas corpus. 5. Ordem denegada.
(HC 104271, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda
Turma, julgado em 28/09/2010, DJe-200 DIVULG 21-10-2010
PUBLIC 22-10-2010 EMENT VOL-02420-04 PP-00666)
Na espécie, nenhuma teratologia se apresenta primo ictu oculi, o que
impede que este Supremo Tribunal se valha da excepcional medida do
trancamento da ação penal.
Com efeito, não se pode dizer, prima facie, que o fato é atípico em
virtude da existência da “Canecão Promoção de Eventos Ltda.”, já que o art.
299 do Código Penal incrimina expressamente a conduta de “Omitir, em
documento público ou particular, declaração que dele devia constar”, e não
apenas a de “nele inserir ou fazer inserir declaração falsa”. As consequências
jurídico-penais da utilização de uma pessoa jurídica no lugar da outra
serão apuradas ao longo da ação penal, mediante a análise e valoração
das provas, o que não é possível na via eleita.
Também não convence o argumento, utilizado pelo impetrante, de
que não houve dolo do paciente em causar prejuízo à Receita Federal. Se,
por um lado, essa alegação não é capaz de afastar, só por si, a viabilidade
da denúncia, por outro, a análise do elemento subjetivo do tipo também
depende de valoração do acervo probatório, o que não é cabível no
procedimento do habeas corpus.
Sobre a impossibilidade de análise prematura da atipicidade da
conduta e da ausência do elemento subjetivo do tipo em sede de habeas
corpus, exceto em casos excepcionais e teratológicos, onde o revolvimento
das provas dos autos de origem seja despiciendo, colho os seguintes
5
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HC 109.308 / RJ
autoria", para além de figurar expressamente da própria
ementa do acórdão da apelação, também foi devidamente
enfrentada pela Corte baiana, no julgamento dos segundos
embargos declaratórios. Pelo que não se pode enxergar
ilegalidade ou abuso de poder que autorize a concessão do
habeas corpus. 5. Ordem denegada.
(HC 104271, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda
Turma, julgado em 28/09/2010, DJe-200 DIVULG 21-10-2010
PUBLIC 22-10-2010 EMENT VOL-02420-04 PP-00666)
Na espécie, nenhuma teratologia se apresenta primo ictu oculi, o que
impede que este Supremo Tribunal se valha da excepcional medida do
trancamento da ação penal.
Com efeito, não se pode dizer, prima facie, que o fato é atípico em
virtude da existência da “Canecão Promoção de Eventos Ltda.”, já que o art.
299 do Código Penal incrimina expressamente a conduta de “Omitir, em
documento público ou particular, declaração que dele devia constar”, e não
apenas a de “nele inserir ou fazer inserir declaração falsa”. As consequências
jurídico-penais da utilização de uma pessoa jurídica no lugar da outra
serão apuradas ao longo da ação penal, mediante a análise e valoração
das provas, o que não é possível na via eleita.
Também não convence o argumento, utilizado pelo impetrante, de
que não houve dolo do paciente em causar prejuízo à Receita Federal. Se,
por um lado, essa alegação não é capaz de afastar, só por si, a viabilidade
da denúncia, por outro, a análise do elemento subjetivo do tipo também
depende de valoração do acervo probatório, o que não é cabível no
procedimento do habeas corpus.
Sobre a impossibilidade de análise prematura da atipicidade da
conduta e da ausência do elemento subjetivo do tipo em sede de habeas
corpus, exceto em casos excepcionais e teratológicos, onde o revolvimento
das provas dos autos de origem seja despiciendo, colho os seguintes
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
precedentes:
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME CONTRA
HONRA DE MAGISTRADA. DIFAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE
ATIPICIDADE DA CONDUTA E DE INEXISTÊNCIA DE
DOLO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE.
EXCLUDENTE
DE
CRIME.
INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. I – As alegações
de atipicidade da conduta e de inexistência de intenção de
ofender a vítima não podem ser apreciadas nesta via, em
razão da necessidade de reexame dos fatos e provas da causa,
o que não se admite em habeas corpus. II – Extrai-se da
sentença e do acórdão que a confirmou que a paciente,
advogada, de forma voluntária e consciente, teria irrogado
ofensas à honra objetiva da vítima, diante de funcionários do
cartório e demais pessoas que lá se encontravam, o que se
amolda perfeitamente à conduta descrita no art. 139 do Código
Penal. III – No caso concreto, não há como acolher a pretensão
de reconhecimento da imunidade conferida aos advogados,
uma vez que a ofensa não foi irrogada em juízo, na discussão
da causa e, ainda, porque a referida excludente de crime não
abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na
relação processual, para os fins da norma. IV – Ordem
denegada.
(HC 104385, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO,
Relator(a) p/ Acórdão: Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 28/06/2011, DJe-163 DIVULG 24-
08-2011 PUBLIC 25-08-2011 EMENT VOL-02573-02 PP-00233)
Ementa: PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO
QUALIFICADO E CORRUPÇÃO DE MENORES (CP, ART. 155,
§ 4º, I E IV, DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1º LEI N. 2.252/54,
ART. 1º). DOLO. REEXAME DE FATOS. CRIME FORMAL,
NÃO SE EXIGINDO, PARA SUA CONFIGURAÇÃO, A
ANTERIOR CONDIÇÃO DE CORROMPIDO DO MENOR.
6
Supremo Tribunal Federal
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HC 109.308 / RJ
precedentes:
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME CONTRA
HONRA DE MAGISTRADA. DIFAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE
ATIPICIDADE DA CONDUTA E DE INEXISTÊNCIA DE
DOLO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE.
EXCLUDENTE
DE
CRIME.
INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. I – As alegações
de atipicidade da conduta e de inexistência de intenção de
ofender a vítima não podem ser apreciadas nesta via, em
razão da necessidade de reexame dos fatos e provas da causa,
o que não se admite em habeas corpus. II – Extrai-se da
sentença e do acórdão que a confirmou que a paciente,
advogada, de forma voluntária e consciente, teria irrogado
ofensas à honra objetiva da vítima, diante de funcionários do
cartório e demais pessoas que lá se encontravam, o que se
amolda perfeitamente à conduta descrita no art. 139 do Código
Penal. III – No caso concreto, não há como acolher a pretensão
de reconhecimento da imunidade conferida aos advogados,
uma vez que a ofensa não foi irrogada em juízo, na discussão
da causa e, ainda, porque a referida excludente de crime não
abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na
relação processual, para os fins da norma. IV – Ordem
denegada.
(HC 104385, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO,
Relator(a) p/ Acórdão: Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 28/06/2011, DJe-163 DIVULG 24-
08-2011 PUBLIC 25-08-2011 EMENT VOL-02573-02 PP-00233)
Ementa: PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO
QUALIFICADO E CORRUPÇÃO DE MENORES (CP, ART. 155,
§ 4º, I E IV, DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1º LEI N. 2.252/54,
ART. 1º). DOLO. REEXAME DE FATOS. CRIME FORMAL,
NÃO SE EXIGINDO, PARA SUA CONFIGURAÇÃO, A
ANTERIOR CONDIÇÃO DE CORROMPIDO DO MENOR.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
PRECEDENTES. 1. O elemento subjetivo do tipo, in casu, é o
dolo e sua eventual ausência não pode ser examinada na via
estreita do writ. Consectariamente, não há como concluir-se
sobre se os menores foram, ou não, induzidos à prática do
crime de furto pelo paciente sem o aprofundado reexame de
fatos e provas, no afã de aferir-se a tipificação do fato ao crime
de corrupção de menores. 2. In casu, o paciente foi denunciado
pela prática do crime de furto qualificado pela destruição ou
rompimento de obstáculo à subtração da coisa pelo concurso de
agentes (CP, art. 155, § 4º, I e IV), bem como pelo crime de
corrupção de menores (Lei n. 2.252/54), por te-los induzido à
prática do crime de furto. 3. A mens legis da norma insculpida
no art. 1º da Lei n. 2.252/54 é a integridade moral do menor de
dezoito anos e a preservação dos padrões éticos da sociedade. O
argumento simplista de que o crime não se consuma caso o
menor já se encontre corrompido, por ter praticado algum
crime, não pode prosperar, sob pena de desvirtuamento dos
escopos consubstanciadores do direito penal na recuperação e
na reinserção do infrator na sociedade do menor de dezoito
anos, cuja integridade moral é bem jurídico tutelado pelo artigo
1º da Lei n. 2.252/54. 4. A configuração do crime de corrupção
de menores prescinde de prévia condição de corrompido do
menor, uma vez que o anseio social é a sua recuperação. 5. O
crime de corrupção de menores é formal, bastando, para sua
configuração, que o maior pratique com o menor a infração
penal ou o induza a praticá-la. Precedentes: HC 92.014/SP, Rel.
originário Min. Ricardo Lewandowski, Rel. p/ o acórdão Min.
Menezes de Direito, Primeira Turma, DJe de 21/11/2008 e HC
97.197/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de
04/12/2009.
(RHC 103354, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira
Turma, julgado em 21/06/2011, DJe-152 DIVULG 08-08-2011
PUBLIC 09-08-2011 EMENT VOL-02562-01 PP-00118)
EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS
7
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HC 109.308 / RJ
PRECEDENTES. 1. O elemento subjetivo do tipo, in casu, é o
dolo e sua eventual ausência não pode ser examinada na via
estreita do writ. Consectariamente, não há como concluir-se
sobre se os menores foram, ou não, induzidos à prática do
crime de furto pelo paciente sem o aprofundado reexame de
fatos e provas, no afã de aferir-se a tipificação do fato ao crime
de corrupção de menores. 2. In casu, o paciente foi denunciado
pela prática do crime de furto qualificado pela destruição ou
rompimento de obstáculo à subtração da coisa pelo concurso de
agentes (CP, art. 155, § 4º, I e IV), bem como pelo crime de
corrupção de menores (Lei n. 2.252/54), por te-los induzido à
prática do crime de furto. 3. A mens legis da norma insculpida
no art. 1º da Lei n. 2.252/54 é a integridade moral do menor de
dezoito anos e a preservação dos padrões éticos da sociedade. O
argumento simplista de que o crime não se consuma caso o
menor já se encontre corrompido, por ter praticado algum
crime, não pode prosperar, sob pena de desvirtuamento dos
escopos consubstanciadores do direito penal na recuperação e
na reinserção do infrator na sociedade do menor de dezoito
anos, cuja integridade moral é bem jurídico tutelado pelo artigo
1º da Lei n. 2.252/54. 4. A configuração do crime de corrupção
de menores prescinde de prévia condição de corrompido do
menor, uma vez que o anseio social é a sua recuperação. 5. O
crime de corrupção de menores é formal, bastando, para sua
configuração, que o maior pratique com o menor a infração
penal ou o induza a praticá-la. Precedentes: HC 92.014/SP, Rel.
originário Min. Ricardo Lewandowski, Rel. p/ o acórdão Min.
Menezes de Direito, Primeira Turma, DJe de 21/11/2008 e HC
97.197/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de
04/12/2009.
(RHC 103354, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira
Turma, julgado em 21/06/2011, DJe-152 DIVULG 08-08-2011
PUBLIC 09-08-2011 EMENT VOL-02562-01 PP-00118)
EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
CORPUS. CONCURSO FORMAL DE CRIMES: ROUBO
DUPLAMENTE
QUALIFICADO
E
LATROCÍNIO.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE DOLO OU DE
PARTICIPAÇÃO
EM
CRIME
MENOS
GRAVE.
INOCORRÊNCIA. SUSTENTAÇÃO DE QUE O PACIENTE
NÃO PORTAVA ARMA. INDÍCIOS EM CONTRÁRIO.
DOSIMETRIA ADEQUADA. DENEGAÇÃO. I - O habeas
corpus, sendo instrumento de cognição sumária e célere, não
se presta à análise aprofundada do conjunto fático-probatório,
sobretudo quando se objetiva a reclassificação ou
desclassificação da conduta por ausência de dolo. II -
Verificam-se, no caso, indícios contundentes de que o paciente
tinha conhecimento da empreitada criminosa. III - A
plausibilidade da ocorrência de crime de latrocínio torna
incabível revisão da dosimetria da pena. IV - O mesmo se diga
no que se refere ao crime de roubo qualificado por emprego de
arma de fogo. V - Princípio da individualização da pena
observado pelas instâncias ordinárias. VI - Ordem denegada.
(HC 90017, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 07/08/2007, DJe-101 DIVULG 13-
09-2007 PUBLIC 14-09-2007 DJ 14-09-2007 PP-00044 EMENT
VOL-02289-03 PP-00434 REPUBLICAÇÃO: DJe-106 DIVULG
20-09-2007 PUBLIC 21-09-2007 DJ 21-09-2007 PP-0025 EMENT
VOL-02289-03 PP-00478)
Ex positis, voto pelo indeferimento da ordem.
8
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 109.308 / RJ
CORPUS. CONCURSO FORMAL DE CRIMES: ROUBO
DUPLAMENTE
QUALIFICADO
E
LATROCÍNIO.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE DOLO OU DE
PARTICIPAÇÃO
EM
CRIME
MENOS
GRAVE.
INOCORRÊNCIA. SUSTENTAÇÃO DE QUE O PACIENTE
NÃO PORTAVA ARMA. INDÍCIOS EM CONTRÁRIO.
DOSIMETRIA ADEQUADA. DENEGAÇÃO. I - O habeas
corpus, sendo instrumento de cognição sumária e célere, não
se presta à análise aprofundada do conjunto fático-probatório,
sobretudo quando se objetiva a reclassificação ou
desclassificação da conduta por ausência de dolo. II -
Verificam-se, no caso, indícios contundentes de que o paciente
tinha conhecimento da empreitada criminosa. III - A
plausibilidade da ocorrência de crime de latrocínio torna
incabível revisão da dosimetria da pena. IV - O mesmo se diga
no que se refere ao crime de roubo qualificado por emprego de
arma de fogo. V - Princípio da individualização da pena
observado pelas instâncias ordinárias. VI - Ordem denegada.
(HC 90017, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 07/08/2007, DJe-101 DIVULG 13-
09-2007 PUBLIC 14-09-2007 DJ 14-09-2007 PP-00044 EMENT
VOL-02289-03 PP-00434 REPUBLICAÇÃO: DJe-106 DIVULG
20-09-2007 PUBLIC 21-09-2007 DJ 21-09-2007 PP-0025 EMENT
VOL-02289-03 PP-00478)
Ex positis, voto pelo indeferimento da ordem.
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19
Aditamento ao Voto
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
ADITAMENTO AO VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente,
egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, ilustre
Advogado, que fez uma brilhante sustentação da tribuna.
Esses casos só chegam ao Supremo Tribunal Federal exatamente por
essa utilização promíscua e imoderada do habeas corpus. Se aqui fosse
uma vara criminal, tenho a impressão que Vossa Excelência teria mais
chances de êxito do que nesta Corte Suprema, porque isso realmente não
é matéria que deva se submeter à cognição do Supremo Tribunal Federal.
Como bem destacado agora na sustentação do ilustre Representante do
Ministério Público, qual é a preocupação do Ministério Público nesse caso
concreto? Não é a preocupação de que fez inserir algum dado falso, é a
preocupação de que se omitiu um fato relevante que deveria constar de
um documento público antes de obtenção do empréstimo. Dir-se-á, então,
que o departamento jurídico da Petrobras foi negligente, porque a
empresa existe há dez anos, mas a realidade é que quem tomou a
iniciativa de pedir o empréstimo foi a empresa Canecão, que tinha o
dever jurídico de não omitir que uma das suas empresas, consoante os
requisitos da Lei Rouanet, tinham débito expressivo junto ao INSS.
Então, poder-se-ia cogitar. A empresa não foi criada para obter esse
financiamento. Ela já existia, só que apresentou-se perante a autoridade
pública financiadora, que o faz com o dinheiro do povo, uma pessoa
jurídica que tinha uma situação completamente diferente daquela que
efetivamente iria auferir os benefícios com o empréstimo obtido.
Agora, se efetivamente isso foi uma omissão dolosa, se houve uma
negligência eloquente da empresa financiadora, ou se houve uma
tentativa de fraude da empresa que obteve financiamento com violação
da lei, isso é algo que não cabe ao Supremo Tribunal Federal analisar per
saltum. Aqui, estamos trabalhando em torno de uma inépcia de uma
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
ADITAMENTO AO VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente,
egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, ilustre
Advogado, que fez uma brilhante sustentação da tribuna.
Esses casos só chegam ao Supremo Tribunal Federal exatamente por
essa utilização promíscua e imoderada do habeas corpus. Se aqui fosse
uma vara criminal, tenho a impressão que Vossa Excelência teria mais
chances de êxito do que nesta Corte Suprema, porque isso realmente não
é matéria que deva se submeter à cognição do Supremo Tribunal Federal.
Como bem destacado agora na sustentação do ilustre Representante do
Ministério Público, qual é a preocupação do Ministério Público nesse caso
concreto? Não é a preocupação de que fez inserir algum dado falso, é a
preocupação de que se omitiu um fato relevante que deveria constar de
um documento público antes de obtenção do empréstimo. Dir-se-á, então,
que o departamento jurídico da Petrobras foi negligente, porque a
empresa existe há dez anos, mas a realidade é que quem tomou a
iniciativa de pedir o empréstimo foi a empresa Canecão, que tinha o
dever jurídico de não omitir que uma das suas empresas, consoante os
requisitos da Lei Rouanet, tinham débito expressivo junto ao INSS.
Então, poder-se-ia cogitar. A empresa não foi criada para obter esse
financiamento. Ela já existia, só que apresentou-se perante a autoridade
pública financiadora, que o faz com o dinheiro do povo, uma pessoa
jurídica que tinha uma situação completamente diferente daquela que
efetivamente iria auferir os benefícios com o empréstimo obtido.
Agora, se efetivamente isso foi uma omissão dolosa, se houve uma
negligência eloquente da empresa financiadora, ou se houve uma
tentativa de fraude da empresa que obteve financiamento com violação
da lei, isso é algo que não cabe ao Supremo Tribunal Federal analisar per
saltum. Aqui, estamos trabalhando em torno de uma inépcia de uma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19
Aditamento ao Voto
HC 109.308 / RJ
denúncia para conduzir ao trancamento de uma ação penal, sem que as
instâncias adequadas tenham se manifestado objetivamente sobre esse
fato, o que é mais relevante; uma outra instância que não a nossa, com
ampla cognição fático-probatória negou provimento ao recurso
extraordinário, com muito mais amplitude de cognição que nós.
Então, realmente, esse uso promíscuo do habeas corpus no Supremo
Tribunal Federal leva a situações temerárias como essa de hoje, onde nós
estamos adstritos, no limite de nossa cognição, e nós não podemos
entender que essa denúncia seja inepta. Ela pode até não proceder. Pode
até a ação penal não ter sucesso, mas a denúncia não é inepta. Ela pode
não se compatibilizar com a realidade dos fatos que, certamente,
conduzirá o juiz de primeiro grau a uma verificação da verossimilhança
do que o eminente advogado sustentou da tribuna, mas isso não se pode
fazer no Supremo Tribunal Federal, pelo menos na minha ótica.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 109.308 / RJ
denúncia para conduzir ao trancamento de uma ação penal, sem que as
instâncias adequadas tenham se manifestado objetivamente sobre esse
fato, o que é mais relevante; uma outra instância que não a nossa, com
ampla cognição fático-probatória negou provimento ao recurso
extraordinário, com muito mais amplitude de cognição que nós.
Então, realmente, esse uso promíscuo do habeas corpus no Supremo
Tribunal Federal leva a situações temerárias como essa de hoje, onde nós
estamos adstritos, no limite de nossa cognição, e nós não podemos
entender que essa denúncia seja inepta. Ela pode até não proceder. Pode
até a ação penal não ter sucesso, mas a denúncia não é inepta. Ela pode
não se compatibilizar com a realidade dos fatos que, certamente,
conduzirá o juiz de primeiro grau a uma verificação da verossimilhança
do que o eminente advogado sustentou da tribuna, mas isso não se pode
fazer no Supremo Tribunal Federal, pelo menos na minha ótica.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, em
primeiro lugar, eu quero agradecer as palavras generosas do eminente
Procurador.
Num segundo momento, como todos nós sabemos, processo é o
reino natural da dúvida, é uma lição doutrinária repetida em todos os
ramos do Direito. Agora, evitar, inibir o processo onde a verdade está
sendo buscada, e um processo onde se observam as normas legais, o
devido processo legal, e, sobretudo, a ampla defesa, só em situações
absolutamente excepcionais.
Por outro lado, compartilho da preocupação do eminente Ministro
Luiz Fux, no sentido da banalização do habeas corpus. Com todo respeito,
impressiona-me muito o uso substitutivo do habeas corpus nesta Corte,
onde não podemos revolver fatos e provas onde ficamos com uma
limitação que, com todo respeito, nos inibe de, pelo menos, chegar a um
resultado de possível verdade, relativa verdade, ou de verdade
processual para bem decidir.
Eu parabenizo a sustentação oral, mas compartilho integralmente da
compreensão do eminente Relator e, por isso, eu o acompanho.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, em
primeiro lugar, eu quero agradecer as palavras generosas do eminente
Procurador.
Num segundo momento, como todos nós sabemos, processo é o
reino natural da dúvida, é uma lição doutrinária repetida em todos os
ramos do Direito. Agora, evitar, inibir o processo onde a verdade está
sendo buscada, e um processo onde se observam as normas legais, o
devido processo legal, e, sobretudo, a ampla defesa, só em situações
absolutamente excepcionais.
Por outro lado, compartilho da preocupação do eminente Ministro
Luiz Fux, no sentido da banalização do habeas corpus. Com todo respeito,
impressiona-me muito o uso substitutivo do habeas corpus nesta Corte,
onde não podemos revolver fatos e provas onde ficamos com uma
limitação que, com todo respeito, nos inibe de, pelo menos, chegar a um
resultado de possível verdade, relativa verdade, ou de verdade
processual para bem decidir.
Eu parabenizo a sustentação oral, mas compartilho integralmente da
compreensão do eminente Relator e, por isso, eu o acompanho.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Também, Presidente,
acompanho o Relator. Tenho como inocorrendo a inépcia alegada, e,
portanto, acho que realmente seria inoportuno, do ponto de vista jurídico
processual, qualquer obstáculo ao prosseguimento da ação do Ministério
Público nesse momento.
Eu também denego a ordem.
* * *
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Também, Presidente,
acompanho o Relator. Tenho como inocorrendo a inépcia alegada, e,
portanto, acho que realmente seria inoportuno, do ponto de vista jurídico
processual, qualquer obstáculo ao prosseguimento da ação do Ministério
Público nesse momento.
Eu também denego a ordem.
* * *
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou pedir vênia ao eminente Relator e à maioria formada para
conceder a ordem.
Eu penso que esse tipo de situação se resolve no campo do Direito
Cível ou do Administrativo, como alegado pelo eminente defensor que
veio à tribuna. Não vejo presente, se ele tinha uma empresa que era
adimplente, não vejo presente aí a situação de fraude ou de estelionato
contra a estatal patrocinadora.
Também gostaria de dizer que é evidente que também compartilho
do sentimento quanto ao excesso de habeas corpus que nós recebemos,
mas isso é do nosso sistema e é nossa obrigação enfrentá-los, na medida
em que, atualmente, mais de vinte por cento dos habeas corpus são
concedidos. Realmente, é um direito do cidadão, a nossa Suprema Corte
tem essa característica de estar sempre aberta à impetração desse remédio
heroico e histórico que existe no nosso Direito desde a época do Império.
Por isso, pedindo vênia à eminente maioria formada, eu concedo a
ordem para trancar a ação penal.
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou pedir vênia ao eminente Relator e à maioria formada para
conceder a ordem.
Eu penso que esse tipo de situação se resolve no campo do Direito
Cível ou do Administrativo, como alegado pelo eminente defensor que
veio à tribuna. Não vejo presente, se ele tinha uma empresa que era
adimplente, não vejo presente aí a situação de fraude ou de estelionato
contra a estatal patrocinadora.
Também gostaria de dizer que é evidente que também compartilho
do sentimento quanto ao excesso de habeas corpus que nós recebemos,
mas isso é do nosso sistema e é nossa obrigação enfrentá-los, na medida
em que, atualmente, mais de vinte por cento dos habeas corpus são
concedidos. Realmente, é um direito do cidadão, a nossa Suprema Corte
tem essa característica de estar sempre aberta à impetração desse remédio
heroico e histórico que existe no nosso Direito desde a época do Império.
Por isso, pedindo vênia à eminente maioria formada, eu concedo a
ordem para trancar a ação penal.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.308
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S) : FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Preliminarmente, o Relator deferiu o pedido de
juntada aos autos de procuração. Na sequência, a Turma, por
maioria de votos, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do
voto do Relator, vencido o Senhor Ministro
Dias Toffoli,
Presidente. Falaram: o Dr. Paulo Freitas Ribeiro, pelo Paciente, e
o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador-Geral da República, pelo
Ministério Público Federal. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.308
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S) : FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Preliminarmente, o Relator deferiu o pedido de
juntada aos autos de procuração. Na sequência, a Turma, por
maioria de votos, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do
voto do Relator, vencido o Senhor Ministro
Dias Toffoli,
Presidente. Falaram: o Dr. Paulo Freitas Ribeiro, pelo Paciente, e
o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador-Geral da República, pelo
Ministério Público Federal. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1845869
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-26T00:00:00
|
Preliminarmente, o Relator deferiu o pedido de juntada aos autos de procuração. Na sequência, a Turma, por maioria de votos, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. Falaram: o Dr. Paulo Freitas Ribeiro, pelo Paciente, e o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA POR AUSÊNCIA DE DOLO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE NA VIA ESTREITA DO WRIT. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA.
1. A inépcia da inicial e sua apreciação na via estreita do habeas corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, prima facie evidente na denúncia oferecida, de tal sorte que não reclame a apreciação do acervo probatório. Precedentes: HC 107839, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/06/2011; HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 08/02/2011; HC 104271, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, julgado em 28/09/2010.
2. A atipicidade da conduta e a ausência do elemento subjetivo do tipo também se exige demonstráveis de plano para acolhimento do habeas corpus, exceto em casos excepcionais e teratológicos, onde o revolvimento das provas dos autos de origem seja despiciendo. Precedentes: HC 104385, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 28/06/2011; RHC 103354, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 21/06/2011; HC 90017, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/08/2007.
3. In casu: (i) o impetrante postula o trancamento da ação penal sob a alegação de que o único fato a embasar a denúncia seria participar o paciente, como sócio, de duas sociedades empresárias, tendo uma delas recebido repasse da Petrobras S/A (Canecão Promoção de Eventos Ltda.), enquanto a outra teria débitos com a seguridade social (Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S/A); (ii) o art. 299 do Código Penal incrimina expressamente a conduta de “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar”, sendo inviável subtrair às instâncias ordinárias a apreciação dos elementos fáticos configuradores do delito.
4. Ordem denegada.
|
sjur206544
|
- Acórdãos citados: HC 90017, HC 102730, RHC 103354, HC 104271, HC 104385, HC 107839.
Número de páginas: 19.
Análise: 13/04/2012, SEV.
Revisão: 19/04/2012, IMC.
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LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
109308
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00299 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
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acordaos
|
HC 109308
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""
] |
PACTE.(S) : MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S) : FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S)
:FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE
DA CONDUTA POR AUSÊNCIA DE DOLO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE NA VIA ESTREITA DO WRIT. PRECEDENTES. ORDEM
DENEGADA.
1. A inépcia da inicial e sua apreciação na via estreita do habeas
corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso
de poder, prima facie evidente na denúncia oferecida, de tal sorte que não
reclame a apreciação do acervo probatório. Precedentes: HC 107839,
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado
em 07/06/2011; HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, julgado em 08/02/2011; HC 104271, Relator(a): Min. AYRES
BRITTO, Segunda Turma, julgado em 28/09/2010.
2. A atipicidade da conduta e a ausência do elemento subjetivo do
tipo também se exige demonstráveis de plano para acolhimento do habeas
corpus, exceto em casos excepcionais e teratológicos, onde o revolvimento
das provas dos autos de origem seja despiciendo. Precedentes: HC
104385, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 28/06/2011;
RHC 103354, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em
21/06/2011; HC 90017, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 07/08/2007.
3. In casu: (i) o impetrante postula o trancamento da ação penal sob a
alegação de que o único fato a embasar a denúncia seria participar o
paciente, como sócio, de duas sociedades empresárias, tendo uma delas
recebido repasse da Petrobras S/A (Canecão Promoção de Eventos Ltda.),
enquanto a outra teria débitos com a seguridade social (Canecão
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DJe 26/03/2012
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19
Ementa e Acórdão
HC 109.308 / RJ
Promoções e Espetáculos Teatrais S/A); (ii) o art. 299 do Código Penal
incrimina expressamente a conduta de “Omitir, em documento público ou
particular, declaração que dele devia constar”, sendo inviável subtrair às
instâncias ordinárias a apreciação dos elementos fáticos configuradores
do delito.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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HC 109.308 / RJ
Promoções e Espetáculos Teatrais S/A); (ii) o art. 299 do Código Penal
incrimina expressamente a conduta de “Omitir, em documento público ou
particular, declaração que dele devia constar”, sendo inviável subtrair às
instâncias ordinárias a apreciação dos elementos fáticos configuradores
do delito.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S)
:FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão do Superior
Tribunal de Justiça que negou provimento a Recurso Ordinário interposto
perante aquele órgão jurisdicional.
Alega-se na inicial que a denúncia oferecida contra o paciente no
juízo de primeiro grau, imputando-lhe os crimes de estelionato e
falsidade ideológica, é inepta. Sustenta a defesa que o paciente, buscando
recursos para manter a casa de shows Canecão, da qual é sócio, em
funcionamento, obteve patrocínio cultural da Petrobras, sob a égide da
Lei Rouanet. O Ministério Público Federal teria identificado
irregularidades no contrato de patrocínio, dando origem à persecutio
criminis. Segundo o impetrante, a irregularidade consistiria no fato de que
a Petrobras firmou contrato com a “Canecão Promoção de Eventos Ltda.”,
sendo que a “Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S/A”, que
também é controlada pelo paciente, se encontrava inadimplente com o
INSS. Deste modo, estaria configurada a fraude ao INSS.
Para a defesa, não houve irregularidade alguma, na medida em que
a “Canecão Promoção de Eventos Ltda.” existe há mais de dez anos.
Na denúncia, cuja cópia acompanha a inicial do presente writ, afirma
o parquet que é “ilícito o recebimento, por interposta pessoa, de patrocínio
vedado”. Ainda de acordo com a acusação, a “Canecão Promoções e
Espetáculos Teatrais S/A”, à época da celebração do contrato, devia ao
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S)
:FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão do Superior
Tribunal de Justiça que negou provimento a Recurso Ordinário interposto
perante aquele órgão jurisdicional.
Alega-se na inicial que a denúncia oferecida contra o paciente no
juízo de primeiro grau, imputando-lhe os crimes de estelionato e
falsidade ideológica, é inepta. Sustenta a defesa que o paciente, buscando
recursos para manter a casa de shows Canecão, da qual é sócio, em
funcionamento, obteve patrocínio cultural da Petrobras, sob a égide da
Lei Rouanet. O Ministério Público Federal teria identificado
irregularidades no contrato de patrocínio, dando origem à persecutio
criminis. Segundo o impetrante, a irregularidade consistiria no fato de que
a Petrobras firmou contrato com a “Canecão Promoção de Eventos Ltda.”,
sendo que a “Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S/A”, que
também é controlada pelo paciente, se encontrava inadimplente com o
INSS. Deste modo, estaria configurada a fraude ao INSS.
Para a defesa, não houve irregularidade alguma, na medida em que
a “Canecão Promoção de Eventos Ltda.” existe há mais de dez anos.
Na denúncia, cuja cópia acompanha a inicial do presente writ, afirma
o parquet que é “ilícito o recebimento, por interposta pessoa, de patrocínio
vedado”. Ainda de acordo com a acusação, a “Canecão Promoções e
Espetáculos Teatrais S/A”, à época da celebração do contrato, devia ao
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19
Relatório
HC 109.308 / RJ
INSS R$ 2.932.306,02 (dois milhões novecentos e trinta e dois mil
trezentos e seis reais e dois centavos). Como as placas publicitárias estão
afixadas na fachada da casa de espetáculos Canecão, conclui a acusação
que o patrocínio destinava-se à empresa em débito com o INSS, e não à
que terminou por celebrar o negócio. Nesta senda, por ter utilizado uma
pessoa jurídica em lugar da outra, o ora paciente teria ocultado a situação
de inadimplência da casa de espetáculos, fazendo inserir declaração
diversa da que deveria constar do documento e, por consequência,
lesando os cofres do INSS e da Receita Federal, esta última prejudicada
pelo fato de a Petrobras obter dedução de seu Imposto sobre a Renda em
razão do patrocínio concedido.
Para a defesa, não foi inserida qualquer informação falsa, visto que a
empresa contratante existe, o que tornaria o fato atípico. Por
consequência, não haveria estelionato, cujo tipo exige o emprego de
fraude e a indução da vítima a erro.
Argumenta o impetrante que não há qualquer problema em a marca
“Canecão” ser explorada por várias empresas, visto que a própria marca
“Petrobras” é utilizada por diversas pessoas jurídicas distintas.
Por fim, afirma que não houve qualquer dolo do paciente em causar
lesão aos cofres da Receita Federal, excluindo, assim, a tipicidade do
estelionato.
O Superior Tribunal de Justiça desproveu o Recurso Ordinário em
acórdão assim ementado:
RECURSO EM HABEAS CORPUS n 26.972 - RJ
(2009/0192086-0)
RELATOR : MINISTRO VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS)
RECORRENTE : MARIO HAMILTON PRIOLLI
ADVOGADO : PAULO FREITAS RIBEIRO
2
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HC 109.308 / RJ
INSS R$ 2.932.306,02 (dois milhões novecentos e trinta e dois mil
trezentos e seis reais e dois centavos). Como as placas publicitárias estão
afixadas na fachada da casa de espetáculos Canecão, conclui a acusação
que o patrocínio destinava-se à empresa em débito com o INSS, e não à
que terminou por celebrar o negócio. Nesta senda, por ter utilizado uma
pessoa jurídica em lugar da outra, o ora paciente teria ocultado a situação
de inadimplência da casa de espetáculos, fazendo inserir declaração
diversa da que deveria constar do documento e, por consequência,
lesando os cofres do INSS e da Receita Federal, esta última prejudicada
pelo fato de a Petrobras obter dedução de seu Imposto sobre a Renda em
razão do patrocínio concedido.
Para a defesa, não foi inserida qualquer informação falsa, visto que a
empresa contratante existe, o que tornaria o fato atípico. Por
consequência, não haveria estelionato, cujo tipo exige o emprego de
fraude e a indução da vítima a erro.
Argumenta o impetrante que não há qualquer problema em a marca
“Canecão” ser explorada por várias empresas, visto que a própria marca
“Petrobras” é utilizada por diversas pessoas jurídicas distintas.
Por fim, afirma que não houve qualquer dolo do paciente em causar
lesão aos cofres da Receita Federal, excluindo, assim, a tipicidade do
estelionato.
O Superior Tribunal de Justiça desproveu o Recurso Ordinário em
acórdão assim ementado:
RECURSO EM HABEAS CORPUS n 26.972 - RJ
(2009/0192086-0)
RELATOR : MINISTRO VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS)
RECORRENTE : MARIO HAMILTON PRIOLLI
ADVOGADO : PAULO FREITAS RIBEIRO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19
Relatório
HC 109.308 / RJ
RECORRIDO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
EMENTA
RECURSO EM HABEAS CORPUS. FALSIDADE
IDEOLÓGICA E ESTELIONATO. TRANCAMENTO DA AÇÃO
PENAL. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA DENÚNCIA.
ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA. REEXAME
DO
CONJUNTO
FÁTICO-COMPROBATÓRIO.
INVIABILIDADE EM SEDE DE WRIT. RECURSO
DESPROVIDO.
1. O trancamento da ação penal, na via estreita do habeas
corpus, constitui medida extrema, cabível apenas nas hipóteses
em que cristalina a atipicidade da conduta, a ocorrência de
causa de extinção da punibilidade ou a ausência de indícios de
autoria ou de prova da materialidade do delito, o que não se
verifica no caso concreto.
2. O acolhimento das alegações veiculadas no presente
writ não prescinde de uma reflexão mais profunda da prova,
própria da fase instrutória da ação penal, já que tal situação
fática não se encontra evidenciada de forma inequívoca nos
autos.
3. Recurso ordinário desprovido.
A liminar foi negada.
O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da
ordem, na medida em que “o habeas corpus não é a via processual
adequada para análise aprofundada do acervo probatório, faculdade
reservada, com exclusividade, às instâncias ordinárias”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 109.308 / RJ
RECORRIDO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
EMENTA
RECURSO EM HABEAS CORPUS. FALSIDADE
IDEOLÓGICA E ESTELIONATO. TRANCAMENTO DA AÇÃO
PENAL. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA DENÚNCIA.
ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA. REEXAME
DO
CONJUNTO
FÁTICO-COMPROBATÓRIO.
INVIABILIDADE EM SEDE DE WRIT. RECURSO
DESPROVIDO.
1. O trancamento da ação penal, na via estreita do habeas
corpus, constitui medida extrema, cabível apenas nas hipóteses
em que cristalina a atipicidade da conduta, a ocorrência de
causa de extinção da punibilidade ou a ausência de indícios de
autoria ou de prova da materialidade do delito, o que não se
verifica no caso concreto.
2. O acolhimento das alegações veiculadas no presente
writ não prescinde de uma reflexão mais profunda da prova,
própria da fase instrutória da ação penal, já que tal situação
fática não se encontra evidenciada de forma inequívoca nos
autos.
3. Recurso ordinário desprovido.
A liminar foi negada.
O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da
ordem, na medida em que “o habeas corpus não é a via processual
adequada para análise aprofundada do acervo probatório, faculdade
reservada, com exclusividade, às instâncias ordinárias”.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ilustres pares, cuida-se,
na origem, de persecução penal deflagrada pelo Ministério Público
Federal para investigar suposta irregularidade no repasse de verbas de
empresa pública federal.
Sustenta o impetrante que o único indício que sustenta a
investigação é o fato de que o paciente é sócio de duas sociedades
empresárias, tendo uma delas recebido repasse da Petrobras S/A
(Canecão Promoção de Eventos Ltda.), enquanto a outra teria débitos com
a seguridade social (Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S/A).
Após vindicar a licitude do repasse de verbas e ressaltar a ausência de
dolo, pleiteia o trancamento da ação penal, em virtude da atipicidade da
conduta.
A tese do impetrante não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o
acolhimento da alegação de inépcia da inicial na via estreita do habeas
corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso
de poder, sem necessidade de apreciação do acervo probatório, conforme
se extrai dos seguintes julgados:
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE
CONDENADO, DEFITIVAMENTE, PELOS CRIMES DE
ESTRUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR
PRATICADO CONTRA MENOR DE QUATORZE ANOS (NA
REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 12.015/2009). NULIDADE DA
AÇÃO PENAL.
INÉPCIA DA DENÚNCIA NÃO
VERIFICADA.
NECESSIDADE
DE
DILAÇÃO
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ilustres pares, cuida-se,
na origem, de persecução penal deflagrada pelo Ministério Público
Federal para investigar suposta irregularidade no repasse de verbas de
empresa pública federal.
Sustenta o impetrante que o único indício que sustenta a
investigação é o fato de que o paciente é sócio de duas sociedades
empresárias, tendo uma delas recebido repasse da Petrobras S/A
(Canecão Promoção de Eventos Ltda.), enquanto a outra teria débitos com
a seguridade social (Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S/A).
Após vindicar a licitude do repasse de verbas e ressaltar a ausência de
dolo, pleiteia o trancamento da ação penal, em virtude da atipicidade da
conduta.
A tese do impetrante não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o
acolhimento da alegação de inépcia da inicial na via estreita do habeas
corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso
de poder, sem necessidade de apreciação do acervo probatório, conforme
se extrai dos seguintes julgados:
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE
CONDENADO, DEFITIVAMENTE, PELOS CRIMES DE
ESTRUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR
PRATICADO CONTRA MENOR DE QUATORZE ANOS (NA
REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 12.015/2009). NULIDADE DA
AÇÃO PENAL.
INÉPCIA DA DENÚNCIA NÃO
VERIFICADA.
NECESSIDADE
DE
DILAÇÃO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA DO WRIT.
ORDEM DENEGADA. I – De acordo com o art. 41 do Código
de Processo Penal, a prefacial acusatória deve conter “a
exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias”.
Essa redação objetiva não apenas possibilitar o enquadramento
legal da conduta tida como criminosa, como também ensejar a
defesa do acusado, uma vez que este se defende dos fatos que
lhe são imputados. II – Da leitura da denúncia, extrai-se que
estão presentes todos os requisitos previstos no dispositivo
citado, de modo que é plenamente possível conhecer das
imputações feitas ao paciente. A forma pela qual foram
narrados os fatos permite o amplo exercício de sua defesa, o
que torna improcedente a alegação de inépcia da inicial
acusatória. III – As alegações do impetrante mostram o nítido
propósito de rediscutir os fatos da causa e o rejulgamento da
ação penal, o que, como se sabe, não é possível nesta estreita
via do habeas corpus, cabendo ao juízo natural o exame
aprofundado do conjunto fático-probatório, como ocorreu na
espécie. IV - O habeas corpus, em que pese configurar remédio
constitucional de largo espectro, sobretudo cuidando-se de
sentença condenatória transitada em julgado, não pode ser
utilizado como sucedâneo da revisão criminal, salvo em
situações nas quais se verifique flagrante ilegalidade ou
nulidade, o que não é o caso dos autos. V – Ordem denegada.
(HC
107839,
Relator(a):
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/06/2011,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-125 DIVULG 30-06-2011
PUBLIC 01-07-2011)
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL.
PROCESSO PENAL. EXTORSÃO. 1. ALEGAÇÃO DE
INOBSERVÂNCIA DO ART. 514 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL.
ARGUMENTO
DISTINTO
DAQUELES
APRESENTADOS NA INSTÂNCIA ANTECEDENTE:
IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. PRECEDENTES. 2. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA
2
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HC 109.308 / RJ
PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA DO WRIT.
ORDEM DENEGADA. I – De acordo com o art. 41 do Código
de Processo Penal, a prefacial acusatória deve conter “a
exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias”.
Essa redação objetiva não apenas possibilitar o enquadramento
legal da conduta tida como criminosa, como também ensejar a
defesa do acusado, uma vez que este se defende dos fatos que
lhe são imputados. II – Da leitura da denúncia, extrai-se que
estão presentes todos os requisitos previstos no dispositivo
citado, de modo que é plenamente possível conhecer das
imputações feitas ao paciente. A forma pela qual foram
narrados os fatos permite o amplo exercício de sua defesa, o
que torna improcedente a alegação de inépcia da inicial
acusatória. III – As alegações do impetrante mostram o nítido
propósito de rediscutir os fatos da causa e o rejulgamento da
ação penal, o que, como se sabe, não é possível nesta estreita
via do habeas corpus, cabendo ao juízo natural o exame
aprofundado do conjunto fático-probatório, como ocorreu na
espécie. IV - O habeas corpus, em que pese configurar remédio
constitucional de largo espectro, sobretudo cuidando-se de
sentença condenatória transitada em julgado, não pode ser
utilizado como sucedâneo da revisão criminal, salvo em
situações nas quais se verifique flagrante ilegalidade ou
nulidade, o que não é o caso dos autos. V – Ordem denegada.
(HC
107839,
Relator(a):
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/06/2011,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-125 DIVULG 30-06-2011
PUBLIC 01-07-2011)
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL.
PROCESSO PENAL. EXTORSÃO. 1. ALEGAÇÃO DE
INOBSERVÂNCIA DO ART. 514 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL.
ARGUMENTO
DISTINTO
DAQUELES
APRESENTADOS NA INSTÂNCIA ANTECEDENTE:
IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. PRECEDENTES. 2. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
DA INICIAL ACUSATÓRIA E DE FALTA DE JUSTA
CAUSA: IMPROCEDÊNCIA. 3. ERRO NA CLASSIFICAÇÃO
JURÍDICA DO CRIME: INEXISTÊNCIA. HABEAS CORPUS
PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA PARTE,
DENEGADO. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a
alegação de inobservância do art. 514 do Código de Processo
Penal, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer
originariamente, sob pena de supressão de instância.
Precedentes. 2. Descrito na denúncia oferecida contra o
Impetrante/Paciente comportamento típico, ou seja, factíveis e
obviados os indícios de autoria e materialidade delitivas, não
há falar em inépcia. 3. Pela jurisprudência deste Supremo
Tribunal, a superveniência da sentença condenatória prejudica a
alegação de falta de justa causa para o oferecimento da
denúncia. Precedentes. 4. O trancamento da ação penal em
habeas corpus apresenta-se como medida excepcional, a ser
aplicada apenas quando evidente a ausência de justa causa, o
que não é o caso. 5. A grave ameaça imposta à vítima está
claramente descrita na denúncia; é elemento objetivo do tipo
que faz parte do crime de extorsão, não do delito de concussão.
6. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte,
denegado.
(HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, julgado em 08/02/2011, DJe-071 DIVULG 13-04-2011
PUBLIC 14-04-2011 EMENT VOL-02503-02 PP-00169)
EMENTA: HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DE
AÇÃO PENAL. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER.
REGRAMENTO CONSTITUCIONAL DO HABEAS
CORPUS.
DENÚNCIA
QUE
DESCREVE
SUFICIENTEMENTE OS FATOS ILÍCITOS. ALEGAÇÃO DE
NULIDADE NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO
DEFENSIVA. NÃO-OCORRÊNCIA. TESE DEFENSIVA
EXPLICITAMENTE ENFRENTADA PELO TRIBUNAL
RECORRIDO. ORDEM DENEGADA. 1. A Constituição Federal
3
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HC 109.308 / RJ
DA INICIAL ACUSATÓRIA E DE FALTA DE JUSTA
CAUSA: IMPROCEDÊNCIA. 3. ERRO NA CLASSIFICAÇÃO
JURÍDICA DO CRIME: INEXISTÊNCIA. HABEAS CORPUS
PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA PARTE,
DENEGADO. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a
alegação de inobservância do art. 514 do Código de Processo
Penal, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer
originariamente, sob pena de supressão de instância.
Precedentes. 2. Descrito na denúncia oferecida contra o
Impetrante/Paciente comportamento típico, ou seja, factíveis e
obviados os indícios de autoria e materialidade delitivas, não
há falar em inépcia. 3. Pela jurisprudência deste Supremo
Tribunal, a superveniência da sentença condenatória prejudica a
alegação de falta de justa causa para o oferecimento da
denúncia. Precedentes. 4. O trancamento da ação penal em
habeas corpus apresenta-se como medida excepcional, a ser
aplicada apenas quando evidente a ausência de justa causa, o
que não é o caso. 5. A grave ameaça imposta à vítima está
claramente descrita na denúncia; é elemento objetivo do tipo
que faz parte do crime de extorsão, não do delito de concussão.
6. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte,
denegado.
(HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, julgado em 08/02/2011, DJe-071 DIVULG 13-04-2011
PUBLIC 14-04-2011 EMENT VOL-02503-02 PP-00169)
EMENTA: HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DE
AÇÃO PENAL. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER.
REGRAMENTO CONSTITUCIONAL DO HABEAS
CORPUS.
DENÚNCIA
QUE
DESCREVE
SUFICIENTEMENTE OS FATOS ILÍCITOS. ALEGAÇÃO DE
NULIDADE NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO
DEFENSIVA. NÃO-OCORRÊNCIA. TESE DEFENSIVA
EXPLICITAMENTE ENFRENTADA PELO TRIBUNAL
RECORRIDO. ORDEM DENEGADA. 1. A Constituição Federal
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
de 1988, ao cuidar do habeas corpus, no inciso LXVIII do art. 5...,
autoriza o respectivo manejo "sempre que alguém sofrer ou se
achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade
de locomoção". Mas a Constituição não pára por aí e arremata o
seu discurso normativo: "por ilegalidade ou abuso de poder".
De outro modo, aliás, não podia ser, pois ilegalidade e abuso de
poder não se presumem; ao contrário, a presunção é
exatamente inversa. Em suma, o indeferimento do habeas
corpus não é uma exceção; exceção é o trancamento da ação
penal à luz desses elementos interpretativos diretamente
hauridos da Carta Magna de 1988. 2. Quando se trata de
apreciar a alegação de inépcia da denúncia ou de sua
esqualidez por qualquer outro motivo, dois são os parâmetros
objetivos que orientam tal exame: os arts. 41 e 395 do Código de
Processo Penal - CPP. No art. 41, o CPP indica um necessário
conteúdo positivo para a denúncia, pois ela, denúncia, deve
conter a exposição do fato criminoso, ou em tese criminoso,
com todas as suas circunstâncias, de par com a qualificação do
acusado, ou, de todo modo, conter esclarecimentos que possam
viabilizar a defesa do acusado. Isso para que o contraditório se
estabeleça nos devidos termos. Já no art. 395, o CPP impõe à
peça de acusação um conteúdo negativo. Se, no primeiro, há
uma obrigação de fazer por parte do Ministério Público, no
segundo, há uma obrigação de não fazer; ou seja, a denúncia
não pode incorrer nas impropriedades indicadas no art. 395 do
CPP. 3. No caso, ausente qualquer pressuposto para o
encerramento prematuro da ação penal que resultou na
condenação do paciente pelo delito de roubo. É que a inicial
acusatória descreve, suficientemente, os fatos supostamente
ilícitos. Mais: a denúncia foi oferecida de modo a permitir o
exercício da ampla defesa. Pelo que não é fruto de um
descuidado ou de um arbitrário exercício do poder-dever de
promover a ação penal pública. 4. Acresce que o atento exame
das peças que instruem o presente habeas corpus também não
evidencia nenhuma nulidade perpetrada pelo Tribunal de
Justiça do Estado da Bahia. Isso porque a tese de "negativa de
4
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de 1988, ao cuidar do habeas corpus, no inciso LXVIII do art. 5...,
autoriza o respectivo manejo "sempre que alguém sofrer ou se
achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade
de locomoção". Mas a Constituição não pára por aí e arremata o
seu discurso normativo: "por ilegalidade ou abuso de poder".
De outro modo, aliás, não podia ser, pois ilegalidade e abuso de
poder não se presumem; ao contrário, a presunção é
exatamente inversa. Em suma, o indeferimento do habeas
corpus não é uma exceção; exceção é o trancamento da ação
penal à luz desses elementos interpretativos diretamente
hauridos da Carta Magna de 1988. 2. Quando se trata de
apreciar a alegação de inépcia da denúncia ou de sua
esqualidez por qualquer outro motivo, dois são os parâmetros
objetivos que orientam tal exame: os arts. 41 e 395 do Código de
Processo Penal - CPP. No art. 41, o CPP indica um necessário
conteúdo positivo para a denúncia, pois ela, denúncia, deve
conter a exposição do fato criminoso, ou em tese criminoso,
com todas as suas circunstâncias, de par com a qualificação do
acusado, ou, de todo modo, conter esclarecimentos que possam
viabilizar a defesa do acusado. Isso para que o contraditório se
estabeleça nos devidos termos. Já no art. 395, o CPP impõe à
peça de acusação um conteúdo negativo. Se, no primeiro, há
uma obrigação de fazer por parte do Ministério Público, no
segundo, há uma obrigação de não fazer; ou seja, a denúncia
não pode incorrer nas impropriedades indicadas no art. 395 do
CPP. 3. No caso, ausente qualquer pressuposto para o
encerramento prematuro da ação penal que resultou na
condenação do paciente pelo delito de roubo. É que a inicial
acusatória descreve, suficientemente, os fatos supostamente
ilícitos. Mais: a denúncia foi oferecida de modo a permitir o
exercício da ampla defesa. Pelo que não é fruto de um
descuidado ou de um arbitrário exercício do poder-dever de
promover a ação penal pública. 4. Acresce que o atento exame
das peças que instruem o presente habeas corpus também não
evidencia nenhuma nulidade perpetrada pelo Tribunal de
Justiça do Estado da Bahia. Isso porque a tese de "negativa de
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
autoria", para além de figurar expressamente da própria
ementa do acórdão da apelação, também foi devidamente
enfrentada pela Corte baiana, no julgamento dos segundos
embargos declaratórios. Pelo que não se pode enxergar
ilegalidade ou abuso de poder que autorize a concessão do
habeas corpus. 5. Ordem denegada.
(HC 104271, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda
Turma, julgado em 28/09/2010, DJe-200 DIVULG 21-10-2010
PUBLIC 22-10-2010 EMENT VOL-02420-04 PP-00666)
Na espécie, nenhuma teratologia se apresenta primo ictu oculi, o que
impede que este Supremo Tribunal se valha da excepcional medida do
trancamento da ação penal.
Com efeito, não se pode dizer, prima facie, que o fato é atípico em
virtude da existência da “Canecão Promoção de Eventos Ltda.”, já que o art.
299 do Código Penal incrimina expressamente a conduta de “Omitir, em
documento público ou particular, declaração que dele devia constar”, e não
apenas a de “nele inserir ou fazer inserir declaração falsa”. As consequências
jurídico-penais da utilização de uma pessoa jurídica no lugar da outra
serão apuradas ao longo da ação penal, mediante a análise e valoração
das provas, o que não é possível na via eleita.
Também não convence o argumento, utilizado pelo impetrante, de
que não houve dolo do paciente em causar prejuízo à Receita Federal. Se,
por um lado, essa alegação não é capaz de afastar, só por si, a viabilidade
da denúncia, por outro, a análise do elemento subjetivo do tipo também
depende de valoração do acervo probatório, o que não é cabível no
procedimento do habeas corpus.
Sobre a impossibilidade de análise prematura da atipicidade da
conduta e da ausência do elemento subjetivo do tipo em sede de habeas
corpus, exceto em casos excepcionais e teratológicos, onde o revolvimento
das provas dos autos de origem seja despiciendo, colho os seguintes
5
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HC 109.308 / RJ
autoria", para além de figurar expressamente da própria
ementa do acórdão da apelação, também foi devidamente
enfrentada pela Corte baiana, no julgamento dos segundos
embargos declaratórios. Pelo que não se pode enxergar
ilegalidade ou abuso de poder que autorize a concessão do
habeas corpus. 5. Ordem denegada.
(HC 104271, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda
Turma, julgado em 28/09/2010, DJe-200 DIVULG 21-10-2010
PUBLIC 22-10-2010 EMENT VOL-02420-04 PP-00666)
Na espécie, nenhuma teratologia se apresenta primo ictu oculi, o que
impede que este Supremo Tribunal se valha da excepcional medida do
trancamento da ação penal.
Com efeito, não se pode dizer, prima facie, que o fato é atípico em
virtude da existência da “Canecão Promoção de Eventos Ltda.”, já que o art.
299 do Código Penal incrimina expressamente a conduta de “Omitir, em
documento público ou particular, declaração que dele devia constar”, e não
apenas a de “nele inserir ou fazer inserir declaração falsa”. As consequências
jurídico-penais da utilização de uma pessoa jurídica no lugar da outra
serão apuradas ao longo da ação penal, mediante a análise e valoração
das provas, o que não é possível na via eleita.
Também não convence o argumento, utilizado pelo impetrante, de
que não houve dolo do paciente em causar prejuízo à Receita Federal. Se,
por um lado, essa alegação não é capaz de afastar, só por si, a viabilidade
da denúncia, por outro, a análise do elemento subjetivo do tipo também
depende de valoração do acervo probatório, o que não é cabível no
procedimento do habeas corpus.
Sobre a impossibilidade de análise prematura da atipicidade da
conduta e da ausência do elemento subjetivo do tipo em sede de habeas
corpus, exceto em casos excepcionais e teratológicos, onde o revolvimento
das provas dos autos de origem seja despiciendo, colho os seguintes
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
precedentes:
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME CONTRA
HONRA DE MAGISTRADA. DIFAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE
ATIPICIDADE DA CONDUTA E DE INEXISTÊNCIA DE
DOLO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE.
EXCLUDENTE
DE
CRIME.
INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. I – As alegações
de atipicidade da conduta e de inexistência de intenção de
ofender a vítima não podem ser apreciadas nesta via, em
razão da necessidade de reexame dos fatos e provas da causa,
o que não se admite em habeas corpus. II – Extrai-se da
sentença e do acórdão que a confirmou que a paciente,
advogada, de forma voluntária e consciente, teria irrogado
ofensas à honra objetiva da vítima, diante de funcionários do
cartório e demais pessoas que lá se encontravam, o que se
amolda perfeitamente à conduta descrita no art. 139 do Código
Penal. III – No caso concreto, não há como acolher a pretensão
de reconhecimento da imunidade conferida aos advogados,
uma vez que a ofensa não foi irrogada em juízo, na discussão
da causa e, ainda, porque a referida excludente de crime não
abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na
relação processual, para os fins da norma. IV – Ordem
denegada.
(HC 104385, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO,
Relator(a) p/ Acórdão: Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 28/06/2011, DJe-163 DIVULG 24-
08-2011 PUBLIC 25-08-2011 EMENT VOL-02573-02 PP-00233)
Ementa: PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO
QUALIFICADO E CORRUPÇÃO DE MENORES (Código Penal Brasileiro, ART. 155,
§ 4..., I E IV, DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1... LEI N. 2.252/54,
ART. 1...). DOLO. REEXAME DE FATOS. CRIME FORMAL,
NÃO SE EXIGINDO, PARA SUA CONFIGURAÇÃO, A
ANTERIOR CONDIÇÃO DE CORROMPIDO DO MENOR.
6
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 109.308 / RJ
precedentes:
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME CONTRA
HONRA DE MAGISTRADA. DIFAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE
ATIPICIDADE DA CONDUTA E DE INEXISTÊNCIA DE
DOLO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE.
EXCLUDENTE
DE
CRIME.
INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. I – As alegações
de atipicidade da conduta e de inexistência de intenção de
ofender a vítima não podem ser apreciadas nesta via, em
razão da necessidade de reexame dos fatos e provas da causa,
o que não se admite em habeas corpus. II – Extrai-se da
sentença e do acórdão que a confirmou que a paciente,
advogada, de forma voluntária e consciente, teria irrogado
ofensas à honra objetiva da vítima, diante de funcionários do
cartório e demais pessoas que lá se encontravam, o que se
amolda perfeitamente à conduta descrita no art. 139 do Código
Penal. III – No caso concreto, não há como acolher a pretensão
de reconhecimento da imunidade conferida aos advogados,
uma vez que a ofensa não foi irrogada em juízo, na discussão
da causa e, ainda, porque a referida excludente de crime não
abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na
relação processual, para os fins da norma. IV – Ordem
denegada.
(HC 104385, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO,
Relator(a) p/ Acórdão: Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 28/06/2011, DJe-163 DIVULG 24-
08-2011 PUBLIC 25-08-2011 EMENT VOL-02573-02 PP-00233)
Ementa: PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO
QUALIFICADO E CORRUPÇÃO DE MENORES (Código Penal Brasileiro, ART. 155,
§ 4..., I E IV, DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1... LEI N. 2.252/54,
ART. 1...). DOLO. REEXAME DE FATOS. CRIME FORMAL,
NÃO SE EXIGINDO, PARA SUA CONFIGURAÇÃO, A
ANTERIOR CONDIÇÃO DE CORROMPIDO DO MENOR.
6
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
PRECEDENTES. 1. O elemento subjetivo do tipo, in casu, é o
dolo e sua eventual ausência não pode ser examinada na via
estreita do writ. Consectariamente, não há como concluir-se
sobre se os menores foram, ou não, induzidos à prática do
crime de furto pelo paciente sem o aprofundado reexame de
fatos e provas, no afã de aferir-se a tipificação do fato ao crime
de corrupção de menores. 2. In casu, o paciente foi denunciado
pela prática do crime de furto qualificado pela destruição ou
rompimento de obstáculo à subtração da coisa pelo concurso de
agentes (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 4..., I e IV), bem como pelo crime de
corrupção de menores (Lei n. 2.252/54), por te-los induzido à
prática do crime de furto. 3. A mens legis da norma insculpida
no art. 1... da Lei n. 2.252/54 é a integridade moral do menor de
dezoito anos e a preservação dos padrões éticos da sociedade. O
argumento simplista de que o crime não se consuma caso o
menor já se encontre corrompido, por ter praticado algum
crime, não pode prosperar, sob pena de desvirtuamento dos
escopos consubstanciadores do direito penal na recuperação e
na reinserção do infrator na sociedade do menor de dezoito
anos, cuja integridade moral é bem jurídico tutelado pelo artigo
1... da Lei n. 2.252/54. 4. A configuração do crime de corrupção
de menores prescinde de prévia condição de corrompido do
menor, uma vez que o anseio social é a sua recuperação. 5. O
crime de corrupção de menores é formal, bastando, para sua
configuração, que o maior pratique com o menor a infração
penal ou o induza a praticá-la. Precedentes: HC 92.014/SP, Rel.
originário Min. Ricardo Lewandowski, Rel. p/ o acórdão Min.
Menezes de Direito, Primeira Turma, DJe de 21/11/2008 e HC
97.197/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de
04/12/2009.
(RHC 103354, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira
Turma, julgado em 21/06/2011, DJe-152 DIVULG 08-08-2011
PUBLIC 09-08-2011 EMENT VOL-02562-01 PP-00118)
EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS
7
Supremo Tribunal Federal
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HC 109.308 / RJ
PRECEDENTES. 1. O elemento subjetivo do tipo, in casu, é o
dolo e sua eventual ausência não pode ser examinada na via
estreita do writ. Consectariamente, não há como concluir-se
sobre se os menores foram, ou não, induzidos à prática do
crime de furto pelo paciente sem o aprofundado reexame de
fatos e provas, no afã de aferir-se a tipificação do fato ao crime
de corrupção de menores. 2. In casu, o paciente foi denunciado
pela prática do crime de furto qualificado pela destruição ou
rompimento de obstáculo à subtração da coisa pelo concurso de
agentes (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 4..., I e IV), bem como pelo crime de
corrupção de menores (Lei n. 2.252/54), por te-los induzido à
prática do crime de furto. 3. A mens legis da norma insculpida
no art. 1... da Lei n. 2.252/54 é a integridade moral do menor de
dezoito anos e a preservação dos padrões éticos da sociedade. O
argumento simplista de que o crime não se consuma caso o
menor já se encontre corrompido, por ter praticado algum
crime, não pode prosperar, sob pena de desvirtuamento dos
escopos consubstanciadores do direito penal na recuperação e
na reinserção do infrator na sociedade do menor de dezoito
anos, cuja integridade moral é bem jurídico tutelado pelo artigo
1... da Lei n. 2.252/54. 4. A configuração do crime de corrupção
de menores prescinde de prévia condição de corrompido do
menor, uma vez que o anseio social é a sua recuperação. 5. O
crime de corrupção de menores é formal, bastando, para sua
configuração, que o maior pratique com o menor a infração
penal ou o induza a praticá-la. Precedentes: HC 92.014/SP, Rel.
originário Min. Ricardo Lewandowski, Rel. p/ o acórdão Min.
Menezes de Direito, Primeira Turma, DJe de 21/11/2008 e HC
97.197/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de
04/12/2009.
(RHC 103354, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira
Turma, julgado em 21/06/2011, DJe-152 DIVULG 08-08-2011
PUBLIC 09-08-2011 EMENT VOL-02562-01 PP-00118)
EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 109.308 / RJ
CORPUS. CONCURSO FORMAL DE CRIMES: ROUBO
DUPLAMENTE
QUALIFICADO
E
LATROCÍNIO.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE DOLO OU DE
PARTICIPAÇÃO
EM
CRIME
MENOS
GRAVE.
INOCORRÊNCIA. SUSTENTAÇÃO DE QUE O PACIENTE
NÃO PORTAVA ARMA. INDÍCIOS EM CONTRÁRIO.
DOSIMETRIA ADEQUADA. DENEGAÇÃO. I - O habeas
corpus, sendo instrumento de cognição sumária e célere, não
se presta à análise aprofundada do conjunto fático-probatório,
sobretudo quando se objetiva a reclassificação ou
desclassificação da conduta por ausência de dolo. II -
Verificam-se, no caso, indícios contundentes de que o paciente
tinha conhecimento da empreitada criminosa. III - A
plausibilidade da ocorrência de crime de latrocínio torna
incabível revisão da dosimetria da pena. IV - O mesmo se diga
no que se refere ao crime de roubo qualificado por emprego de
arma de fogo. V - Princípio da individualização da pena
observado pelas instâncias ordinárias. VI - Ordem denegada.
(HC 90017, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 07/08/2007, DJe-101 DIVULG 13-
09-2007 PUBLIC 14-09-2007 DJ 14-09-2007 PP-00044 EMENT
VOL-02289-03 PP-00434 REPUBLICAÇÃO: DJe-106 DIVULG
20-09-2007 PUBLIC 21-09-2007 DJ 21-09-2007 PP-0025 EMENT
VOL-02289-03 PP-00478)
Ex positis, voto pelo indeferimento da ordem.
8
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HC 109.308 / RJ
CORPUS. CONCURSO FORMAL DE CRIMES: ROUBO
DUPLAMENTE
QUALIFICADO
E
LATROCÍNIO.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE DOLO OU DE
PARTICIPAÇÃO
EM
CRIME
MENOS
GRAVE.
INOCORRÊNCIA. SUSTENTAÇÃO DE QUE O PACIENTE
NÃO PORTAVA ARMA. INDÍCIOS EM CONTRÁRIO.
DOSIMETRIA ADEQUADA. DENEGAÇÃO. I - O habeas
corpus, sendo instrumento de cognição sumária e célere, não
se presta à análise aprofundada do conjunto fático-probatório,
sobretudo quando se objetiva a reclassificação ou
desclassificação da conduta por ausência de dolo. II -
Verificam-se, no caso, indícios contundentes de que o paciente
tinha conhecimento da empreitada criminosa. III - A
plausibilidade da ocorrência de crime de latrocínio torna
incabível revisão da dosimetria da pena. IV - O mesmo se diga
no que se refere ao crime de roubo qualificado por emprego de
arma de fogo. V - Princípio da individualização da pena
observado pelas instâncias ordinárias. VI - Ordem denegada.
(HC 90017, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
Primeira Turma, julgado em 07/08/2007, DJe-101 DIVULG 13-
09-2007 PUBLIC 14-09-2007 DJ 14-09-2007 PP-00044 EMENT
VOL-02289-03 PP-00434 REPUBLICAÇÃO: DJe-106 DIVULG
20-09-2007 PUBLIC 21-09-2007 DJ 21-09-2007 PP-0025 EMENT
VOL-02289-03 PP-00478)
Ex positis, voto pelo indeferimento da ordem.
8
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19
Aditamento ao Voto
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
ADITAMENTO AO VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente,
egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, ilustre
Advogado, que fez uma brilhante sustentação da tribuna.
Esses casos só chegam ao Supremo Tribunal Federal exatamente por
essa utilização promíscua e imoderada do habeas corpus. Se aqui fosse
uma vara criminal, tenho a impressão que Vossa Excelência teria mais
chances de êxito do que nesta Corte Suprema, porque isso realmente não
é matéria que deva se submeter à cognição do Supremo Tribunal Federal.
Como bem destacado agora na sustentação do ilustre Representante do
Ministério Público, qual é a preocupação do Ministério Público nesse caso
concreto? Não é a preocupação de que fez inserir algum dado falso, é a
preocupação de que se omitiu um fato relevante que deveria constar de
um documento público antes de obtenção do empréstimo. Dir-se-á, então,
que o departamento jurídico da Petrobras foi negligente, porque a
empresa existe há dez anos, mas a realidade é que quem tomou a
iniciativa de pedir o empréstimo foi a empresa Canecão, que tinha o
dever jurídico de não omitir que uma das suas empresas, consoante os
requisitos da Lei Rouanet, tinham débito expressivo junto ao INSS.
Então, poder-se-ia cogitar. A empresa não foi criada para obter esse
financiamento. Ela já existia, só que apresentou-se perante a autoridade
pública financiadora, que o faz com o dinheiro do povo, uma pessoa
jurídica que tinha uma situação completamente diferente daquela que
efetivamente iria auferir os benefícios com o empréstimo obtido.
Agora, se efetivamente isso foi uma omissão dolosa, se houve uma
negligência eloquente da empresa financiadora, ou se houve uma
tentativa de fraude da empresa que obteve financiamento com violação
da lei, isso é algo que não cabe ao Supremo Tribunal Federal analisar per
saltum. Aqui, estamos trabalhando em torno de uma inépcia de uma
Supremo Tribunal Federal
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
ADITAMENTO AO VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente,
egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, ilustre
Advogado, que fez uma brilhante sustentação da tribuna.
Esses casos só chegam ao Supremo Tribunal Federal exatamente por
essa utilização promíscua e imoderada do habeas corpus. Se aqui fosse
uma vara criminal, tenho a impressão que Vossa Excelência teria mais
chances de êxito do que nesta Corte Suprema, porque isso realmente não
é matéria que deva se submeter à cognição do Supremo Tribunal Federal.
Como bem destacado agora na sustentação do ilustre Representante do
Ministério Público, qual é a preocupação do Ministério Público nesse caso
concreto? Não é a preocupação de que fez inserir algum dado falso, é a
preocupação de que se omitiu um fato relevante que deveria constar de
um documento público antes de obtenção do empréstimo. Dir-se-á, então,
que o departamento jurídico da Petrobras foi negligente, porque a
empresa existe há dez anos, mas a realidade é que quem tomou a
iniciativa de pedir o empréstimo foi a empresa Canecão, que tinha o
dever jurídico de não omitir que uma das suas empresas, consoante os
requisitos da Lei Rouanet, tinham débito expressivo junto ao INSS.
Então, poder-se-ia cogitar. A empresa não foi criada para obter esse
financiamento. Ela já existia, só que apresentou-se perante a autoridade
pública financiadora, que o faz com o dinheiro do povo, uma pessoa
jurídica que tinha uma situação completamente diferente daquela que
efetivamente iria auferir os benefícios com o empréstimo obtido.
Agora, se efetivamente isso foi uma omissão dolosa, se houve uma
negligência eloquente da empresa financiadora, ou se houve uma
tentativa de fraude da empresa que obteve financiamento com violação
da lei, isso é algo que não cabe ao Supremo Tribunal Federal analisar per
saltum. Aqui, estamos trabalhando em torno de uma inépcia de uma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19
Aditamento ao Voto
HC 109.308 / RJ
denúncia para conduzir ao trancamento de uma ação penal, sem que as
instâncias adequadas tenham se manifestado objetivamente sobre esse
fato, o que é mais relevante; uma outra instância que não a nossa, com
ampla cognição fático-probatória negou provimento ao recurso
extraordinário, com muito mais amplitude de cognição que nós.
Então, realmente, esse uso promíscuo do habeas corpus no Supremo
Tribunal Federal leva a situações temerárias como essa de hoje, onde nós
estamos adstritos, no limite de nossa cognição, e nós não podemos
entender que essa denúncia seja inepta. Ela pode até não proceder. Pode
até a ação penal não ter sucesso, mas a denúncia não é inepta. Ela pode
não se compatibilizar com a realidade dos fatos que, certamente,
conduzirá o juiz de primeiro grau a uma verificação da verossimilhança
do que o eminente advogado sustentou da tribuna, mas isso não se pode
fazer no Supremo Tribunal Federal, pelo menos na minha ótica.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838054.
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HC 109.308 / RJ
denúncia para conduzir ao trancamento de uma ação penal, sem que as
instâncias adequadas tenham se manifestado objetivamente sobre esse
fato, o que é mais relevante; uma outra instância que não a nossa, com
ampla cognição fático-probatória negou provimento ao recurso
extraordinário, com muito mais amplitude de cognição que nós.
Então, realmente, esse uso promíscuo do habeas corpus no Supremo
Tribunal Federal leva a situações temerárias como essa de hoje, onde nós
estamos adstritos, no limite de nossa cognição, e nós não podemos
entender que essa denúncia seja inepta. Ela pode até não proceder. Pode
até a ação penal não ter sucesso, mas a denúncia não é inepta. Ela pode
não se compatibilizar com a realidade dos fatos que, certamente,
conduzirá o juiz de primeiro grau a uma verificação da verossimilhança
do que o eminente advogado sustentou da tribuna, mas isso não se pode
fazer no Supremo Tribunal Federal, pelo menos na minha ótica.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, em
primeiro lugar, eu quero agradecer as palavras generosas do eminente
Procurador.
Num segundo momento, como todos nós sabemos, processo é o
reino natural da dúvida, é uma lição doutrinária repetida em todos os
ramos do Direito. Agora, evitar, inibir o processo onde a verdade está
sendo buscada, e um processo onde se observam as normas legais, o
devido processo legal, e, sobretudo, a ampla defesa, só em situações
absolutamente excepcionais.
Por outro lado, compartilho da preocupação do eminente Ministro
Luiz Fux, no sentido da banalização do habeas corpus. Com todo respeito,
impressiona-me muito o uso substitutivo do habeas corpus nesta Corte,
onde não podemos revolver fatos e provas onde ficamos com uma
limitação que, com todo respeito, nos inibe de, pelo menos, chegar a um
resultado de possível verdade, relativa verdade, ou de verdade
processual para bem decidir.
Eu parabenizo a sustentação oral, mas compartilho integralmente da
compreensão do eminente Relator e, por isso, eu o acompanho.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, em
primeiro lugar, eu quero agradecer as palavras generosas do eminente
Procurador.
Num segundo momento, como todos nós sabemos, processo é o
reino natural da dúvida, é uma lição doutrinária repetida em todos os
ramos do Direito. Agora, evitar, inibir o processo onde a verdade está
sendo buscada, e um processo onde se observam as normas legais, o
devido processo legal, e, sobretudo, a ampla defesa, só em situações
absolutamente excepcionais.
Por outro lado, compartilho da preocupação do eminente Ministro
Luiz Fux, no sentido da banalização do habeas corpus. Com todo respeito,
impressiona-me muito o uso substitutivo do habeas corpus nesta Corte,
onde não podemos revolver fatos e provas onde ficamos com uma
limitação que, com todo respeito, nos inibe de, pelo menos, chegar a um
resultado de possível verdade, relativa verdade, ou de verdade
processual para bem decidir.
Eu parabenizo a sustentação oral, mas compartilho integralmente da
compreensão do eminente Relator e, por isso, eu o acompanho.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Também, Presidente,
acompanho o Relator. Tenho como inocorrendo a inépcia alegada, e,
portanto, acho que realmente seria inoportuno, do ponto de vista jurídico
processual, qualquer obstáculo ao prosseguimento da ação do Ministério
Público nesse momento.
Eu também denego a ordem.
* * *
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803680.
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28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Também, Presidente,
acompanho o Relator. Tenho como inocorrendo a inépcia alegada, e,
portanto, acho que realmente seria inoportuno, do ponto de vista jurídico
processual, qualquer obstáculo ao prosseguimento da ação do Ministério
Público nesse momento.
Eu também denego a ordem.
* * *
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou pedir vênia ao eminente Relator e à maioria formada para
conceder a ordem.
Eu penso que esse tipo de situação se resolve no campo do Direito
Cível ou do Administrativo, como alegado pelo eminente defensor que
veio à tribuna. Não vejo presente, se ele tinha uma empresa que era
adimplente, não vejo presente aí a situação de fraude ou de estelionato
contra a estatal patrocinadora.
Também gostaria de dizer que é evidente que também compartilho
do sentimento quanto ao excesso de habeas corpus que nós recebemos,
mas isso é do nosso sistema e é nossa obrigação enfrentá-los, na medida
em que, atualmente, mais de vinte por cento dos habeas corpus são
concedidos. Realmente, é um direito do cidadão, a nossa Suprema Corte
tem essa característica de estar sempre aberta à impetração desse remédio
heroico e histórico que existe no nosso Direito desde a época do Império.
Por isso, pedindo vênia à eminente maioria formada, eu concedo a
ordem para trancar a ação penal.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.308 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou pedir vênia ao eminente Relator e à maioria formada para
conceder a ordem.
Eu penso que esse tipo de situação se resolve no campo do Direito
Cível ou do Administrativo, como alegado pelo eminente defensor que
veio à tribuna. Não vejo presente, se ele tinha uma empresa que era
adimplente, não vejo presente aí a situação de fraude ou de estelionato
contra a estatal patrocinadora.
Também gostaria de dizer que é evidente que também compartilho
do sentimento quanto ao excesso de habeas corpus que nós recebemos,
mas isso é do nosso sistema e é nossa obrigação enfrentá-los, na medida
em que, atualmente, mais de vinte por cento dos habeas corpus são
concedidos. Realmente, é um direito do cidadão, a nossa Suprema Corte
tem essa característica de estar sempre aberta à impetração desse remédio
heroico e histórico que existe no nosso Direito desde a época do Império.
Por isso, pedindo vênia à eminente maioria formada, eu concedo a
ordem para trancar a ação penal.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822066.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.308
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S) : FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Preliminarmente, o Relator deferiu o pedido de
juntada aos autos de procuração. Na sequência, a Turma, por
maioria de votos, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do
voto do Relator, vencido o Senhor Ministro
Dias Toffoli,
Presidente. Falaram: o Dr. Paulo Freitas Ribeiro, pelo Paciente, e
o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador-Geral da República, pelo
Ministério Público Federal. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810805
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.308
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : MARIO HAMILTON PRIOLLI
IMPTE.(S) : FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Preliminarmente, o Relator deferiu o pedido de
juntada aos autos de procuração. Na sequência, a Turma, por
maioria de votos, denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do
voto do Relator, vencido o Senhor Ministro
Dias Toffoli,
Presidente. Falaram: o Dr. Paulo Freitas Ribeiro, pelo Paciente, e
o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador-Geral da República, pelo
Ministério Público Federal. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma,
28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 109 . 308",
"HC 107839",
"HC 102730",
"HC 104271",
"HC 104385",
"RHC 103354",
"HC 90017",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HABEAS CORPUS 109 . 308",
"HABEAS CORPUS 109 . 308",
"HC 109 . 308 / RJ",
"RECURSO EM HABEAS CORPUS n 26 . 972 - RJ",
"2009",
"/",
"0192086",
"-",
"HC 109 . 308 / RJ",
"RECURSO EM HABEAS CORPUS n 26 . 972 - RJ",
"2009",
"/",
"0192086",
"-",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HABEAS CORPUS 109 . 308",
"HABEAS CORPUS 109 . 308",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 107839",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 107839",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 102730",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 102730",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 104271",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 104271",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 104385",
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"HC 104385",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 92 . 014 / SP",
"HC 97 . 197 / PR",
"RHC 103354",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 92 . 014 / SP",
"HC 97 . 197 / PR",
"RHC 103354",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 90017",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 90017",
"HABEAS CORPUS 109 . 308",
"HABEAS CORPUS 109 . 308",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HC 109 . 308 / RJ",
"HABEAS CORPUS 109 . 308",
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"HABEAS CORPUS 109 . 308",
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"HABEAS CORPUS 109 . 308",
"HABEAS CORPUS 109 . 308",
"HABEAS CORPUS 109 . 308"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 299 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 299 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Rouanet",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Rouanet",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 12 . 015 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 12 . 015 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"ART . 514 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"ART . 514 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"art . 514 do Código de Processo Penal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 514 do Código de Processo Penal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Constituição",
"Carta Magna de 1988",
"arts . 41 e 395 do Código de Processo Penal",
"CPP",
"CPP",
"CPP",
"art . 395 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Carta Magna de 1988",
"arts . 41 e 395 do Código de Processo Penal",
"CPP",
"CPP",
"art . 395 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 299 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 299 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 139 do Código Penal",
"Código Penal Brasileiro , ART . 155 , § 4 . . . , I E IV , DO CÓDIGO PENAL",
"ART . 1 . . .",
"LEI N . 2 . 252 / 54 , ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 139 do Código Penal",
"Código Penal Brasileiro , ART . 155 , § 4 . . . , I E IV , DO CÓDIGO PENAL ,",
"ART . 1 . .",
"LEI N . 2 . 252 / 54 , ART . 1 . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 155 , § 4 . . . , I e IV",
"Lei n . 2 . 252 / 54",
"art . 1 . . . da Lei n . 2 . 252 / 54",
"artigo 1 . . . da Lei n . 2 . 252 / 54",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Lei Rouanet",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Rouanet",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
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"RIO DE JANEIRO",
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"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
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"Primeira Turma",
"Petrobras S / A",
"Canecão Promoção de Eventos Ltda .",
"Canecão",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Superior Tribunal de Justiça",
"casa",
"Canecão",
"Petrobras",
"Ministério Público Federal",
"Petrobras",
"“ Canecão Promoção de Eventos Ltda .",
"Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S / A ”",
"INSS",
"Canecão Promoção de Eventos Ltda .",
"Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
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"Petrobras",
"“ Canecão Promoção de Eventos Ltda . ”",
"“ Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S / A ”",
"“",
"Canecão Promoção de Eventos Ltda .",
"“ Canecão Promoções e Espetáculos Teatrais S / A ”",
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"INSS",
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"Petrobras",
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"/",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"INSS",
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"Petrobras",
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"/",
"RS",
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"-",
"Brasil",
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"Brasil",
"Primeira Turma",
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"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Ministério Público",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
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"Ministério Público",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Suprema Corte",
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"-",
"Brasil",
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".",
"Infra",
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"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"MARIO HAMILTON PRIOLLI",
"FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
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"FABRIZIO ANTONIO DE ARAUJO FELICIANO",
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"VASCO DELLA GIUSTINA",
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"PAULO FREITAS RIBEIRO",
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"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"CÁRMEN LÚCIA",
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"LUIZ FUX",
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"AYRES BRITTO",
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"MARCO AURÉLIO",
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"Joaquim Barbosa",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Menezes de Direito",
"Joaquim Barbosa",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
"LUIZ FUX",
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"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
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"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
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"Dias Toffoli",
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],
"TEMPO": [
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"-",
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"08",
"/",
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"/",
"06",
"/",
"2011",
"30",
"-",
"06",
"-",
"2011",
"01",
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"07",
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"24",
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"2001",
"08",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"13",
"-",
"04",
"-",
"2011",
"14",
"-",
"04",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"13",
"-",
"04",
"-",
"2011",
"14",
"-",
"04",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"21",
"-",
"10",
"-",
"2010",
"22",
"-",
"10",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"21",
"-",
"10",
"-",
"2010",
"22",
"-",
"10",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"24",
"-",
"08",
"-",
"2011",
"25",
"-",
"08",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"24",
"-",
"08",
"-",
"2011",
"25",
"-",
"08",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"11",
"/",
"2008",
"04",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"21",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"08",
"-",
"08",
"-",
"2011",
"09",
"-",
"08",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"11",
"/",
"2008",
"04",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"21",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"08",
"-",
"08",
"-",
"2011",
"09",
"-",
"08",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"08",
"/",
"2007",
"13",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"14",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"14",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"20",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"21",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"21",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"08",
"/",
"2007",
"13",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"14",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"14",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"20",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"21",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"21",
"-",
"09",
"-",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO
DE BANCO SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S)
:MARIA
ZULEIKA
DE
OLIVEIRA
ROCHA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1804090.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 639.871 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1804090.
Supremo Tribunal Federal
AI 639.871 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO
DE BANCO SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S)
:MARIA
ZULEIKA
DE
OLIVEIRA
ROCHA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 439 e 440,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1804091.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO
DE BANCO SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S)
:MARIA
ZULEIKA
DE
OLIVEIRA
ROCHA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 439 e 440,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 639.871 AGR / SP
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 443 a 450, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta ter a matéria natureza constitucional e estar
devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de provas.
Aduz estar configurada a ofensa aos artigos 5º, incisos II e XXXVI, e 202
do Diploma Maior. Conforme alega, submeter o aumento da contribuição
para custeio de plano de previdência privada à anuência dos beneficiários
deixa em risco o equilíbrio econômico-financeiro do sistema.
O agravado apresentou a contraminuta de folha 456 a 459,
apontando acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1804091.
Supremo Tribunal Federal
AI 639.871 AGR / SP
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 443 a 450, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta ter a matéria natureza constitucional e estar
devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de provas.
Aduz estar configurada a ofensa aos artigos 5º, incisos II e XXXVI, e 202
do Diploma Maior. Conforme alega, submeter o aumento da contribuição
para custeio de plano de previdência privada à anuência dos beneficiários
deixa em risco o equilíbrio econômico-financeiro do sistema.
O agravado apresentou a contraminuta de folha 456 a 459,
apontando acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídos (folhas 33 a 35 e 417), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo consignou (folhas 203 e 204):
Com efeito, exsurge do Estatuto Social do Banesprev,
artigos 12 e 16, combinados com o artigo 29 da Regulamentação
Básica aplicável tanto à Cabesp quanto ao Banesprev, que
deverão as decisões submetidas a análise conjunta dos órgãos
incumbidos de aprovar o plano de custeio, ser uniformes.
Dessa forma, é de se ver que, havendo discordância entre
quaisquer dos órgãos incumbidos de deliberar sobre o plano de
custeio, quais sejam, o Conselho Administrativo, a Diretoria
Executiva, o Conselho Fiscal e a Assembléia Geral de
Participantes, não prevalecerá qualquer alteração proposta no
sentido de redução ou, como no caso vertente, majoração dos
valores de contribuição descontados dos participantes.
Ademais, cumpre salientar que a Assembléia Geral de
Participantes tem maior amplitude na tomada de decisões, com
prevalência sobre outros órgãos, embora técnicos ou de direção,
pois que convocada e instalada, deliberará sobre matérias de
interesse dos participantes que integram o próprio Fundo
Banespa de Seguridade. Pode, ainda, a Assembléia Geral de
Participante, na forma do art. 15, eleger e destituir os membros
que componham os outros órgãos incumbidos de deliberar e
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídos (folhas 33 a 35 e 417), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo consignou (folhas 203 e 204):
Com efeito, exsurge do Estatuto Social do Banesprev,
artigos 12 e 16, combinados com o artigo 29 da Regulamentação
Básica aplicável tanto à Cabesp quanto ao Banesprev, que
deverão as decisões submetidas a análise conjunta dos órgãos
incumbidos de aprovar o plano de custeio, ser uniformes.
Dessa forma, é de se ver que, havendo discordância entre
quaisquer dos órgãos incumbidos de deliberar sobre o plano de
custeio, quais sejam, o Conselho Administrativo, a Diretoria
Executiva, o Conselho Fiscal e a Assembléia Geral de
Participantes, não prevalecerá qualquer alteração proposta no
sentido de redução ou, como no caso vertente, majoração dos
valores de contribuição descontados dos participantes.
Ademais, cumpre salientar que a Assembléia Geral de
Participantes tem maior amplitude na tomada de decisões, com
prevalência sobre outros órgãos, embora técnicos ou de direção,
pois que convocada e instalada, deliberará sobre matérias de
interesse dos participantes que integram o próprio Fundo
Banespa de Seguridade. Pode, ainda, a Assembléia Geral de
Participante, na forma do art. 15, eleger e destituir os membros
que componham os outros órgãos incumbidos de deliberar e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 639.871 AGR / SP
aprovar o plano de custeio.
Portanto, as decisões tomadas pelo Conselho de
Administração e pela Diretoria Executiva atinente à majoração
dos valores a serem descontados dos participantes do Fundo
colidem frontalmente a deliberação da Assembléia Geral de
Participantes e, não havendo homogeneidade de decisões, é de
prevalecer a manutenção do patamar daquela contribuição até
que outro seja implantado de forma unânime, por todos os
órgãos responsáveis pela administração e fiscalização do
Banesprev.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
regência do tema.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 639.871 AGR / SP
aprovar o plano de custeio.
Portanto, as decisões tomadas pelo Conselho de
Administração e pela Diretoria Executiva atinente à majoração
dos valores a serem descontados dos participantes do Fundo
colidem frontalmente a deliberação da Assembléia Geral de
Participantes e, não havendo homogeneidade de decisões, é de
prevalecer a manutenção do patamar daquela contribuição até
que outro seja implantado de forma unânime, por todos os
órgãos responsáveis pela administração e fiscalização do
Banesprev.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
regência do tema.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 639.871 AGR / SP
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 639.871 AGR / SP
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 639.871 AGR / SP
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
4
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AI 639.871 AGR / SP
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO DE BANCO
SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S) : MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS
BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO DE BANCO
SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S) : MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS
BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1819709
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur206000
|
- Acórdão citado: AI 541696 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 30/03/2012, MJC.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
639871
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 639871 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO DE BANCO SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S) : MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO
DE BANCO SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S)
:MARIA
ZULEIKA
DE
OLIVEIRA
ROCHA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 639.871 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 639.871 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao
agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO
DE BANCO SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S)
:MARIA
ZULEIKA
DE
OLIVEIRA
ROCHA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 439 e 440,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO
DE BANCO SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S)
:MARIA
ZULEIKA
DE
OLIVEIRA
ROCHA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 439 e 440,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 639.871 AGR / SP
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 443 a 450, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta ter a matéria natureza constitucional e estar
devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de provas.
Aduz estar configurada a ofensa aos artigos 5..., incisos II e XXXVI, e 202
do Diploma Maior. Conforme alega, submeter o aumento da contribuição
para custeio de plano de previdência privada à anuência dos beneficiários
deixa em risco o equilíbrio econômico-financeiro do sistema.
O agravado apresentou a contraminuta de folha 456 a 459,
apontando acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 639.871 AGR / SP
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal.
Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do
extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,
padece o recurso da ausência de prequestionamento,
esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 443 a 450, insiste no processamento
do extraordinário. Salienta ter a matéria natureza constitucional e estar
devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de provas.
Aduz estar configurada a ofensa aos artigos 5..., incisos II e XXXVI, e 202
do Diploma Maior. Conforme alega, submeter o aumento da contribuição
para custeio de plano de previdência privada à anuência dos beneficiários
deixa em risco o equilíbrio econômico-financeiro do sistema.
O agravado apresentou a contraminuta de folha 456 a 459,
apontando acerto do ato impugnado.
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídos (folhas 33 a 35 e 417), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo consignou (folhas 203 e 204):
Com efeito, exsurge do Estatuto Social do Banesprev,
artigos 12 e 16, combinados com o artigo 29 da Regulamentação
Básica aplicável tanto à Cabesp quanto ao Banesprev, que
deverão as decisões submetidas a análise conjunta dos órgãos
incumbidos de aprovar o plano de custeio, ser uniformes.
Dessa forma, é de se ver que, havendo discordância entre
quaisquer dos órgãos incumbidos de deliberar sobre o plano de
custeio, quais sejam, o Conselho Administrativo, a Diretoria
Executiva, o Conselho Fiscal e a Assembléia Geral de
Participantes, não prevalecerá qualquer alteração proposta no
sentido de redução ou, como no caso vertente, majoração dos
valores de contribuição descontados dos participantes.
Ademais, cumpre salientar que a Assembléia Geral de
Participantes tem maior amplitude na tomada de decisões, com
prevalência sobre outros órgãos, embora técnicos ou de direção,
pois que convocada e instalada, deliberará sobre matérias de
interesse dos participantes que integram o próprio Fundo
Banespa de Seguridade. Pode, ainda, a Assembléia Geral de
Participante, na forma do art. 15, eleger e destituir os membros
que componham os outros órgãos incumbidos de deliberar e
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídos (folhas 33 a 35 e 417), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo consignou (folhas 203 e 204):
Com efeito, exsurge do Estatuto Social do Banesprev,
artigos 12 e 16, combinados com o artigo 29 da Regulamentação
Básica aplicável tanto à Cabesp quanto ao Banesprev, que
deverão as decisões submetidas a análise conjunta dos órgãos
incumbidos de aprovar o plano de custeio, ser uniformes.
Dessa forma, é de se ver que, havendo discordância entre
quaisquer dos órgãos incumbidos de deliberar sobre o plano de
custeio, quais sejam, o Conselho Administrativo, a Diretoria
Executiva, o Conselho Fiscal e a Assembléia Geral de
Participantes, não prevalecerá qualquer alteração proposta no
sentido de redução ou, como no caso vertente, majoração dos
valores de contribuição descontados dos participantes.
Ademais, cumpre salientar que a Assembléia Geral de
Participantes tem maior amplitude na tomada de decisões, com
prevalência sobre outros órgãos, embora técnicos ou de direção,
pois que convocada e instalada, deliberará sobre matérias de
interesse dos participantes que integram o próprio Fundo
Banespa de Seguridade. Pode, ainda, a Assembléia Geral de
Participante, na forma do art. 15, eleger e destituir os membros
que componham os outros órgãos incumbidos de deliberar e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 639.871 AGR / SP
aprovar o plano de custeio.
Portanto, as decisões tomadas pelo Conselho de
Administração e pela Diretoria Executiva atinente à majoração
dos valores a serem descontados dos participantes do Fundo
colidem frontalmente a deliberação da Assembléia Geral de
Participantes e, não havendo homogeneidade de decisões, é de
prevalecer a manutenção do patamar daquela contribuição até
que outro seja implantado de forma unânime, por todos os
órgãos responsáveis pela administração e fiscalização do
Banesprev.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
regência do tema.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
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Supremo Tribunal Federal
AI 639.871 AGR / SP
aprovar o plano de custeio.
Portanto, as decisões tomadas pelo Conselho de
Administração e pela Diretoria Executiva atinente à majoração
dos valores a serem descontados dos participantes do Fundo
colidem frontalmente a deliberação da Assembléia Geral de
Participantes e, não havendo homogeneidade de decisões, é de
prevalecer a manutenção do patamar daquela contribuição até
que outro seja implantado de forma unânime, por todos os
órgãos responsáveis pela administração e fiscalização do
Banesprev.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
regência do tema.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 639.871 AGR / SP
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
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Supremo Tribunal Federal
AI 639.871 AGR / SP
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 639.871 AGR / SP
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Supremo Tribunal Federal
AI 639.871 AGR / SP
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO DE BANCO
SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S) : MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS
BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 639.871
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO DE BANCO
SANTANDER BANESPA S/A)
ADV.(A/S) : MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS
BANCÁRIOS DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : ALEXANDRE CESTARI RUOZZI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 639 . 871",
"AI 639 . 871",
"AI 639 . 871 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 639 . 871",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 639 . 871 SÃO",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"AI 639 . 871",
"Verbetes n 282",
"AI 639 . 871 AGR",
"Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 639 . 871",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 639 . 871",
"AI 639 . 871 AGR / SP",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"AI 639 . 871 AGR",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"AI 639 . 871 AGR / SP",
"Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"AI 639 . 871 AGR / SP",
"Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"AI 639 . 871 AGR / SP",
"AI 639 . 871 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 639 . 871",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 639 . 871"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , e 202 do Diploma Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , e 202 do Diploma Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Estatuto Social do",
"artigo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Estatuto Social do",
"artigo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"ATUAL DENOMINAÇÃO DE BANCO",
"SANTANDER BANESPA S / A",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"DENOMINAÇÃO",
"BANCO SANTANDER BANESPA S / A",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"BANCO SANTANDER BANESPA S / A",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Banesprev",
"Cabesp",
"Banesprev",
"Assembléia",
"Fundo Banespa de Seguridade",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Banesprev",
"Cabesp",
"Banesprev",
"Fundo Banespa de",
"Assembléia",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Banesprev",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"BANCO SANTANDER",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"BANCO SANTANDER BANESPA S / A",
"SINDICATO DOS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA",
"ALEXANDRE CESTARI RUOZZI",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA",
"ALEXANDRE CESTARI RUOZZI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA",
"ALEXANDRE CESTARI RUOZZI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA",
"ALEXANDRE CESTARI RUOZZI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"MARIA ZULEIKA DE OLIVEIRA ROCHA",
"ALEXANDRE CESTARI RUOZZI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal.
Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX,
da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se
nega provimento.
1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante
decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à
pretensão da parte recorrente.
2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido
de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão
judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados,
mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação
de seu convencimento.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 812.439 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 812.439 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Eric Silvestre Gomes interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento,
com a seguinte fundamentação, na parte que interessa:
“(...)
A irresignação não merece prosperar, pois não houve
negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de
motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi
devidamente prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente fundamentada, não obstante contrária à
pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado
suas razões de decidir.
Anote-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição
Federal não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre
todos os argumentos de defesa apresentados, mas que
fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de
seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº
181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJ de 18/5/01).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante na suposta transgressão ao art. 93, inciso IX, da
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Eric Silvestre Gomes interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento,
com a seguinte fundamentação, na parte que interessa:
“(...)
A irresignação não merece prosperar, pois não houve
negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de
motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi
devidamente prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente fundamentada, não obstante contrária à
pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado
suas razões de decidir.
Anote-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição
Federal não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre
todos os argumentos de defesa apresentados, mas que
fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de
seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº
181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJ de 18/5/01).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante na suposta transgressão ao art. 93, inciso IX, da
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Relatório
AI 812.439 AGR / SP
Constituição Republicana, alegando, para tanto, que, “embora o v. acórdão
recorrido tenha asseverado que a palavra da vítima foi harmônica e
incontroversa, esqueceu-se de analisar (...) os fatos exaustivamente elencados” (fl.
4 do regimental).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 812.439 AGR / SP
Constituição Republicana, alegando, para tanto, que, “embora o v. acórdão
recorrido tenha asseverado que a palavra da vítima foi harmônica e
incontroversa, esqueceu-se de analisar (...) os fatos exaustivamente elencados” (fl.
4 do regimental).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece colher êxito.
Isso porque, conforme expressamente discorrido na decisão ora
agravada, não há falar em afronta do art. 93, inciso IX, da Constituição
Federal, pois a jurisdição foi prestada, no caso sub examine, mediante
julgado suficientemente fundamentado, não obstante contrário à
pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem, como se extrai
do acórdão proferido, explicitado suas razões de decidir.
Como se sabe, o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o
órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa
apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento.
Na esteira desse entendimento, avigorando os precedentes citados
na decisão monocrática, destaco:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSO PENAL. MATÉRIA CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Se a questão constitucional
invocada no recurso extraordinário não foi objeto de debate no
acórdão recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do
prequestionamento, imprescindível para o conhecimento do
apelo extremo. 2. Decisão fundamentada, embora contrária aos
interesses da parte, não configura negativa de prestação
jurisdicional. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI nº 821.645/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora
a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11);
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REQUISITOS DE
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece colher êxito.
Isso porque, conforme expressamente discorrido na decisão ora
agravada, não há falar em afronta do art. 93, inciso IX, da Constituição
Federal, pois a jurisdição foi prestada, no caso sub examine, mediante
julgado suficientemente fundamentado, não obstante contrário à
pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem, como se extrai
do acórdão proferido, explicitado suas razões de decidir.
Como se sabe, o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o
órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa
apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento.
Na esteira desse entendimento, avigorando os precedentes citados
na decisão monocrática, destaco:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSO PENAL. MATÉRIA CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Se a questão constitucional
invocada no recurso extraordinário não foi objeto de debate no
acórdão recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do
prequestionamento, imprescindível para o conhecimento do
apelo extremo. 2. Decisão fundamentada, embora contrária aos
interesses da parte, não configura negativa de prestação
jurisdicional. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI nº 821.645/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora
a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11);
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REQUISITOS DE
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 812.439 AGR / SP
ADMISSIBILIDADE
DO
RECURSO
ESPECIAL.
REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. ART. 93, IX, DA CF.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA.
INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS. AGRAVO
IMPROVIDO. I - É pacífico o entendimento nesta Corte de que
não cabe rever, em recurso extraordinário, decisão do Superior
Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso especial. II – Os
ministros dessa Corte, no RE 598.365/MG, recusaram o recurso
extraordinário ante a ausência de repercussão geral sobre os
pressupostos de admissibilidade de recursos de Cortes
diversas, por não se tratar de matéria constitucional. III - A
exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a
decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o
julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu
convencimento. IV - Inexistência de novos argumentos capazes
de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que
deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido” (AI nº
797.581/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 1º/2/11 – grifei).
Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do
agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego
provimento ao regimental.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 812.439 AGR / SP
ADMISSIBILIDADE
DO
RECURSO
ESPECIAL.
REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. ART. 93, IX, DA CF.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA.
INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS. AGRAVO
IMPROVIDO. I - É pacífico o entendimento nesta Corte de que
não cabe rever, em recurso extraordinário, decisão do Superior
Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso especial. II – Os
ministros dessa Corte, no RE 598.365/MG, recusaram o recurso
extraordinário ante a ausência de repercussão geral sobre os
pressupostos de admissibilidade de recursos de Cortes
diversas, por não se tratar de matéria constitucional. III - A
exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a
decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o
julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu
convencimento. IV - Inexistência de novos argumentos capazes
de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que
deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido” (AI nº
797.581/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 1º/2/11 – grifei).
Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do
agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego
provimento ao regimental.
É como voto.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1834393
| 2012-02-07T00:00:00
| 2012-03-21T00:00:00
|
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 7.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se nega provimento.
1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente.
2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur206411
|
- Acórdãos citados: AI 821645 AgR, AI 797581 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 12/04/2012, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
812439
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 812439 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal.
Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX,
da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se
nega provimento.
1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante
decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à
pretensão da parte recorrente.
2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido
de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão
judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados,
mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação
de seu convencimento.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de fevereiro de 2012.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 21/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 812.439 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 812.439 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Eric Silvestre Gomes interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento,
com a seguinte fundamentação, na parte que interessa:
“(...)
A irresignação não merece prosperar, pois não houve
negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de
motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi
devidamente prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente fundamentada, não obstante contrária à
pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado
suas razões de decidir.
Anote-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição
Federal não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre
todos os argumentos de defesa apresentados, mas que
fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de
seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n
181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJ de 18/5/01).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante na suposta transgressão ao art. 93, inciso IX, da
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07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Eric Silvestre Gomes interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento,
com a seguinte fundamentação, na parte que interessa:
“(...)
A irresignação não merece prosperar, pois não houve
negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de
motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi
devidamente prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente fundamentada, não obstante contrária à
pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado
suas razões de decidir.
Anote-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição
Federal não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre
todos os argumentos de defesa apresentados, mas que
fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de
seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n
181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJ de 18/5/01).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Insiste o agravante na suposta transgressão ao art. 93, inciso IX, da
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 812.439 AGR / SP
Constituição Republicana, alegando, para tanto, que, “embora o v. acórdão
recorrido tenha asseverado que a palavra da vítima foi harmônica e
incontroversa, esqueceu-se de analisar (...) os fatos exaustivamente elencados” (fl.
4 do regimental).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 812.439 AGR / SP
Constituição Republicana, alegando, para tanto, que, “embora o v. acórdão
recorrido tenha asseverado que a palavra da vítima foi harmônica e
incontroversa, esqueceu-se de analisar (...) os fatos exaustivamente elencados” (fl.
4 do regimental).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece colher êxito.
Isso porque, conforme expressamente discorrido na decisão ora
agravada, não há falar em afronta do art. 93, inciso IX, da Constituição
Federal, pois a jurisdição foi prestada, no caso sub examine, mediante
julgado suficientemente fundamentado, não obstante contrário à
pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem, como se extrai
do acórdão proferido, explicitado suas razões de decidir.
Como se sabe, o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o
órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa
apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento.
Na esteira desse entendimento, avigorando os precedentes citados
na decisão monocrática, destaco:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSO PENAL. MATÉRIA CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Se a questão constitucional
invocada no recurso extraordinário não foi objeto de debate no
acórdão recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do
prequestionamento, imprescindível para o conhecimento do
apelo extremo. 2. Decisão fundamentada, embora contrária aos
interesses da parte, não configura negativa de prestação
jurisdicional. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI n 821.645/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora
a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11);
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REQUISITOS DE
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1822139.
Supremo Tribunal Federal
07/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece colher êxito.
Isso porque, conforme expressamente discorrido na decisão ora
agravada, não há falar em afronta do art. 93, inciso IX, da Constituição
Federal, pois a jurisdição foi prestada, no caso sub examine, mediante
julgado suficientemente fundamentado, não obstante contrário à
pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem, como se extrai
do acórdão proferido, explicitado suas razões de decidir.
Como se sabe, o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o
órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa
apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento.
Na esteira desse entendimento, avigorando os precedentes citados
na decisão monocrática, destaco:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSO PENAL. MATÉRIA CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Se a questão constitucional
invocada no recurso extraordinário não foi objeto de debate no
acórdão recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do
prequestionamento, imprescindível para o conhecimento do
apelo extremo. 2. Decisão fundamentada, embora contrária aos
interesses da parte, não configura negativa de prestação
jurisdicional. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI n 821.645/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora
a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11);
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
REQUISITOS DE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 812.439 AGR / SP
ADMISSIBILIDADE
DO
RECURSO
ESPECIAL.
REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA.
INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS. AGRAVO
IMPROVIDO. I - É pacífico o entendimento nesta Corte de que
não cabe rever, em recurso extraordinário, decisão do Superior
Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso especial. II – Os
ministros dessa Corte, no Recurso Extraordinário 598.365/MG, recusaram o recurso
extraordinário ante a ausência de repercussão geral sobre os
pressupostos de admissibilidade de recursos de Cortes
diversas, por não se tratar de matéria constitucional. III - A
exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a
decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o
julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu
convencimento. IV - Inexistência de novos argumentos capazes
de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que
deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido” (AI n
797.581/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 1.../2/11 – grifei).
Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do
agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego
provimento ao regimental.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 812.439 AGR / SP
ADMISSIBILIDADE
DO
RECURSO
ESPECIAL.
REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988.
DECISÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADA.
INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS. AGRAVO
IMPROVIDO. I - É pacífico o entendimento nesta Corte de que
não cabe rever, em recurso extraordinário, decisão do Superior
Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso especial. II – Os
ministros dessa Corte, no Recurso Extraordinário 598.365/MG, recusaram o recurso
extraordinário ante a ausência de repercussão geral sobre os
pressupostos de admissibilidade de recursos de Cortes
diversas, por não se tratar de matéria constitucional. III - A
exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a
decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o
julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu
convencimento. IV - Inexistência de novos argumentos capazes
de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que
deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido” (AI n
797.581/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 1.../2/11 – grifei).
Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do
agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego
provimento ao regimental.
É como voto.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.439
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ERIC SILVESTRE GOMES
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 7.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 439",
"AI 812 . 439 AGR",
"AI 812 . 439 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 439",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 439",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AI 812 . 439 AGR",
"AI 812 . 439 AGR /",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 439",
"AI n 821 . 645 / SP - AgR",
"AI n 821 . 645 / SP - AgR",
"AI 812",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG",
"AI n 797 . 581 / PB - AgR",
"AI 812 . 439 AGR",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG",
"AI n 797 . 581 / PB - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 439",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 439"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 93 , inciso IX , da Constituição da República",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ERIC SILVESTRE GOMES",
"EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ERIC SILVESTRE GOMES",
"DIAS TOFFOLI",
"Eric Silvestre Gomes",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"ERIC SILVESTRE GOMES",
"EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI",
"DIAS TOFFOLI",
"Eric Silvestre Gomes",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"ERIC SILVESTRE GOMES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ERIC SILVESTRE GOMES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"7 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"18",
"/",
"5",
"/",
"01",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"18",
"/",
"5",
"/",
"01",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1988",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S)
:CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Protocolo ilegível.
Tempestividade. Precedentes.
1. A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é
requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal
Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a referida
tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não
haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. Incidência
das Súmulas nºs 288 e 639/STF.
2. Cabe ao agravante a responsabilidade pela correta formação do
instrumento, com o completo traslado das peças. A oportunidade para
instruir o recurso é a de sua interposição.
3. Decisão proferida pelo Presidente desta Corte, despachando o
processo antes de sua distribuição, não vincula o relator sorteado, até
porque inexiste preclusão “pro judicato”.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1836017.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S)
:CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Editora Abril S.A. interpõe agravo regimental contra a decisão pela
qual neguei provimento ao agravo de instrumento (fl. 995), com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
Editora Abril S.A. interpõe agravo de instrumento contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 864 a
877), o carimbo do protocolo está ilegível. Assim, não é possível
verificar a tempestividade do recurso, requisito essencial a sua
admissibilidade. Incidência das Súmulas nºs 288 e 639 desta
Corte. Nesse sentido, anote-se: AI nº 624.062/MG–AgR, Tribunal
Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/07; AI nº
599.971/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos
Britto, DJ de 20/6/06; AI nº 590.476/MG–AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 23/2/07.
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, na sessão de
8/10/08, ao julgar o RE nº 536.881/MG-AgR, Relator o Ministro
Eros Grau, ratificou a orientação de ser incabível neste
Supremo Tribunal Federal o suprimento de eventuais falhas ou
realização de diligências com o objetivo de viabilizar o
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S)
:CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Editora Abril S.A. interpõe agravo regimental contra a decisão pela
qual neguei provimento ao agravo de instrumento (fl. 995), com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
Editora Abril S.A. interpõe agravo de instrumento contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 864 a
877), o carimbo do protocolo está ilegível. Assim, não é possível
verificar a tempestividade do recurso, requisito essencial a sua
admissibilidade. Incidência das Súmulas nºs 288 e 639 desta
Corte. Nesse sentido, anote-se: AI nº 624.062/MG–AgR, Tribunal
Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/07; AI nº
599.971/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos
Britto, DJ de 20/6/06; AI nº 590.476/MG–AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 23/2/07.
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, na sessão de
8/10/08, ao julgar o RE nº 536.881/MG-AgR, Relator o Ministro
Eros Grau, ratificou a orientação de ser incabível neste
Supremo Tribunal Federal o suprimento de eventuais falhas ou
realização de diligências com o objetivo de viabilizar o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
conhecimento de recurso interposto nas demais instâncias.
Nego provimento ao agravo.”
Sustenta a agravante, em suma, a possibilidade de verificação da
tempestividade do recurso extraordinário, a admitir seu processamento.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
conhecimento de recurso interposto nas demais instâncias.
Nego provimento ao agravo.”
Sustenta a agravante, em suma, a possibilidade de verificação da
tempestividade do recurso extraordinário, a admitir seu processamento.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O inconformismo não merece prosperar.
A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é
requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal
Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a referida
tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não
haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem.
Ressalte-se que o carimbo a que se refere a decisão agravada é aquele
referente à data em que protocolado o recurso extraordinário no Tribunal
de origem, aposto por meio mecânico ou manualmente, e que, no caso
dos autos, está ilegível, o que impossibilita a verificação da sua
tempestividade. Incidência das Súmulas nºs 288 e 639 desta Corte.
Sobre o tema, de há muito já se encontra pacificada a jurisprudência
desta Suprema Corte, citando-se, apenas para ilustrar, os seguintes
precedentes, todos proferidos em casos idênticos ao presente:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
1 DEFICIÊNCIA NO TRASLADO: CARIMBO DO
PROTOCOLO ILEGÍVEL. IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO
DA TEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
DEVER DE VIGILÂNCIA DO AGRAVANTE. 2. POLICIAL
MILITAR. FIXAÇÃO DE SOLDO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO
LOCAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº
834.940/PE-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira
Turma, DJe de 9/2/12).
“RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1836015.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O inconformismo não merece prosperar.
A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é
requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal
Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a referida
tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não
haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem.
Ressalte-se que o carimbo a que se refere a decisão agravada é aquele
referente à data em que protocolado o recurso extraordinário no Tribunal
de origem, aposto por meio mecânico ou manualmente, e que, no caso
dos autos, está ilegível, o que impossibilita a verificação da sua
tempestividade. Incidência das Súmulas nºs 288 e 639 desta Corte.
Sobre o tema, de há muito já se encontra pacificada a jurisprudência
desta Suprema Corte, citando-se, apenas para ilustrar, os seguintes
precedentes, todos proferidos em casos idênticos ao presente:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
1 DEFICIÊNCIA NO TRASLADO: CARIMBO DO
PROTOCOLO ILEGÍVEL. IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO
DA TEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
DEVER DE VIGILÂNCIA DO AGRAVANTE. 2. POLICIAL
MILITAR. FIXAÇÃO DE SOLDO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO
LOCAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº
834.940/PE-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira
Turma, DJe de 9/2/12).
“RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
Embargos recebidos como agravo. Extraordinário. Carimbo do
protocolo ilegível. Prova da tempestividade. Inexistência.
Agravo regimental não provido. O carimbo de protocolo na
petição de recurso extraordinário deve estar legível, para efeito
de verificação de sua tempestividade” (AI nº 844.755/SC-ED,
Relator
o
Ministro
Cezar
Peluso
(Presidente),
Tribunal Pleno, DJe de 1º/2/12).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
extraordinário. Protocolo ilegível. Súmula 288/STF. Precedentes.
3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem.
4. Agravo regimental que se nega provimento” (AI nº
637.341/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 29/2/08).
Observe-se, também, que a formação completa do instrumento deve
ser efetuada na instância ordinária, não comportando o suprimento de
eventuais falhas ou a realização de diligências neste Tribunal. Anote-se:
AI nº 519.466/SP-QO, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ
de 22/10/04; e AI nº 534.627/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJ de 8/9/06.
Diga-se, em arremate, que anteriores decisões proferidas nos autos
pelo então Ministro Presidente desta Corte, antes da distribuição do feito,
nos termos do disposto no art. 13, inciso V, alínea c, do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, não têm o condão de vincular o relator
sorteado do feito, a quem incumbe, precipuamente, a análise do recurso,
bem como do preenchimento de todos os seus requisitos de
admissibilidade, até porque, como se sabe, inexiste preclusão “pro
judicato”.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
Embargos recebidos como agravo. Extraordinário. Carimbo do
protocolo ilegível. Prova da tempestividade. Inexistência.
Agravo regimental não provido. O carimbo de protocolo na
petição de recurso extraordinário deve estar legível, para efeito
de verificação de sua tempestividade” (AI nº 844.755/SC-ED,
Relator
o
Ministro
Cezar
Peluso
(Presidente),
Tribunal Pleno, DJe de 1º/2/12).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
extraordinário. Protocolo ilegível. Súmula 288/STF. Precedentes.
3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem.
4. Agravo regimental que se nega provimento” (AI nº
637.341/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 29/2/08).
Observe-se, também, que a formação completa do instrumento deve
ser efetuada na instância ordinária, não comportando o suprimento de
eventuais falhas ou a realização de diligências neste Tribunal. Anote-se:
AI nº 519.466/SP-QO, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ
de 22/10/04; e AI nº 534.627/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJ de 8/9/06.
Diga-se, em arremate, que anteriores decisões proferidas nos autos
pelo então Ministro Presidente desta Corte, antes da distribuição do feito,
nos termos do disposto no art. 13, inciso V, alínea c, do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, não têm o condão de vincular o relator
sorteado do feito, a quem incumbe, precipuamente, a análise do recurso,
bem como do preenchimento de todos os seus requisitos de
admissibilidade, até porque, como se sabe, inexiste preclusão “pro
judicato”.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O recurso de nº 35 da
lista: agravo de instrumento; protocolo do recurso extraordinário ilegível;
comprovação da tempestividade; impossibilidade no precedentes.
Tenho posição mais flexível, porque se apresentou para julgamento
no Supremo não o recurso extraordinário em relação ao qual o carimbo
do protocolo estaria ilegível, mas o agravo de instrumento. E quanto à
oportunidade deste, não há qualquer dúvida. Evidentemente, provido o
agravo, pode haver a determinação de subida do processo em que
interposto o extraordinário, sendo suplantada, portanto, a deficiência da
cópia tirada da peça original.
Por isso, peço vênia a Vossa Excelência para divergir neste caso.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1836310.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O recurso de nº 35 da
lista: agravo de instrumento; protocolo do recurso extraordinário ilegível;
comprovação da tempestividade; impossibilidade no precedentes.
Tenho posição mais flexível, porque se apresentou para julgamento
no Supremo não o recurso extraordinário em relação ao qual o carimbo
do protocolo estaria ilegível, mas o agravo de instrumento. E quanto à
oportunidade deste, não há qualquer dúvida. Evidentemente, provido o
agravo, pode haver a determinação de subida do processo em que
interposto o extraordinário, sendo suplantada, portanto, a deficiência da
cópia tirada da peça original.
Por isso, peço vênia a Vossa Excelência para divergir neste caso.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tenho
acompanhado o Ministro Marco Aurélio nessa inadmissão.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1837952.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tenho
acompanhado o Ministro Marco Aurélio nessa inadmissão.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S) : CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos
os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810911
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S) : CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos
os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810911
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1863719
| 2012-02-28T00:00:00
| 2012-03-29T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 28.2.2012.
|
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Protocolo ilegível. Tempestividade. Precedentes.
1. A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a referida tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 288 e 639/STF.
2. Cabe ao agravante a responsabilidade pela correta formação do instrumento, com o completo traslado das peças. A oportunidade para instruir o recurso é a de sua interposição.
3. Decisão proferida pelo Presidente desta Corte, despachando o processo antes de sua distribuição, não vincula o relator sorteado, até porque inexiste preclusão “pro judicato”.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur206767
|
- Acórdãos citados: AI 834940 AgR, AI 844755 ED - Tribunal Pleno, AI 519466 QO, AI 534627 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 19/04/2012, MLM.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
770191
|
[
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00013 INC-00005 LET-C \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000288 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000639 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR-segundo
|
acordaos
|
AI 770191 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S) : CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S)
:CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Protocolo ilegível.
Tempestividade. Precedentes.
1. A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é
requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal
Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a referida
tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não
haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. Incidência
das Súmulas ns 288 e 639/Supremo Tribunal Federal.
2. Cabe ao agravante a responsabilidade pela correta formação do
instrumento, com o completo traslado das peças. A oportunidade para
instruir o recurso é a de sua interposição.
3. Decisão proferida pelo Presidente desta Corte, despachando o
processo antes de sua distribuição, não vincula o relator sorteado, até
porque inexiste preclusão “pro judicato”.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de fevereiro de 2012.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 29/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1836017.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S)
:CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Editora Abril S.A. interpõe agravo regimental contra a decisão pela
qual neguei provimento ao agravo de instrumento (fl. 995), com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
Editora Abril S.A. interpõe agravo de instrumento contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 864 a
877), o carimbo do protocolo está ilegível. Assim, não é possível
verificar a tempestividade do recurso, requisito essencial a sua
admissibilidade. Incidência das Súmulas ns 288 e 639 desta
Corte. Nesse sentido, anote-se: AI n 624.062/MG–AgR, Tribunal
Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/07; AI n
599.971/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos
Britto, DJ de 20/6/06; AI n 590.476/MG–AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 23/2/07.
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, na sessão de
8/10/08, ao julgar o Recurso Extraordinário n 536.881/MG-AgR, Relator o Ministro
Eros Grau, ratificou a orientação de ser incabível neste
Supremo Tribunal Federal o suprimento de eventuais falhas ou
realização de diligências com o objetivo de viabilizar o
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1836014.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S)
:CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Editora Abril S.A. interpõe agravo regimental contra a decisão pela
qual neguei provimento ao agravo de instrumento (fl. 995), com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
Editora Abril S.A. interpõe agravo de instrumento contra a
decisão que não admitiu recurso extraordinário com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Na cópia da petição do recurso extraordinário (fls. 864 a
877), o carimbo do protocolo está ilegível. Assim, não é possível
verificar a tempestividade do recurso, requisito essencial a sua
admissibilidade. Incidência das Súmulas ns 288 e 639 desta
Corte. Nesse sentido, anote-se: AI n 624.062/MG–AgR, Tribunal
Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/07; AI n
599.971/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos
Britto, DJ de 20/6/06; AI n 590.476/MG–AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 23/2/07.
Ressalte-se que o Plenário desta Corte, na sessão de
8/10/08, ao julgar o Recurso Extraordinário n 536.881/MG-AgR, Relator o Ministro
Eros Grau, ratificou a orientação de ser incabível neste
Supremo Tribunal Federal o suprimento de eventuais falhas ou
realização de diligências com o objetivo de viabilizar o
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
conhecimento de recurso interposto nas demais instâncias.
Nego provimento ao agravo.”
Sustenta a agravante, em suma, a possibilidade de verificação da
tempestividade do recurso extraordinário, a admitir seu processamento.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
conhecimento de recurso interposto nas demais instâncias.
Nego provimento ao agravo.”
Sustenta a agravante, em suma, a possibilidade de verificação da
tempestividade do recurso extraordinário, a admitir seu processamento.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O inconformismo não merece prosperar.
A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é
requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal
Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a referida
tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não
haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem.
Ressalte-se que o carimbo a que se refere a decisão agravada é aquele
referente à data em que protocolado o recurso extraordinário no Tribunal
de origem, aposto por meio mecânico ou manualmente, e que, no caso
dos autos, está ilegível, o que impossibilita a verificação da sua
tempestividade. Incidência das Súmulas ns 288 e 639 desta Corte.
Sobre o tema, de há muito já se encontra pacificada a jurisprudência
desta Suprema Corte, citando-se, apenas para ilustrar, os seguintes
precedentes, todos proferidos em casos idênticos ao presente:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
1 DEFICIÊNCIA NO TRASLADO: CARIMBO DO
PROTOCOLO ILEGÍVEL. IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO
DA TEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
DEVER DE VIGILÂNCIA DO AGRAVANTE. 2. POLICIAL
MILITAR. FIXAÇÃO DE SOLDO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO
LOCAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n
834.940/PE-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira
Turma, DJe de 9/2/12).
“RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1836015.
Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:
O inconformismo não merece prosperar.
A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é
requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal
Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo a referida
tempestividade ser demonstrada no traslado do agravo, mesmo que não
haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem.
Ressalte-se que o carimbo a que se refere a decisão agravada é aquele
referente à data em que protocolado o recurso extraordinário no Tribunal
de origem, aposto por meio mecânico ou manualmente, e que, no caso
dos autos, está ilegível, o que impossibilita a verificação da sua
tempestividade. Incidência das Súmulas ns 288 e 639 desta Corte.
Sobre o tema, de há muito já se encontra pacificada a jurisprudência
desta Suprema Corte, citando-se, apenas para ilustrar, os seguintes
precedentes, todos proferidos em casos idênticos ao presente:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
1 DEFICIÊNCIA NO TRASLADO: CARIMBO DO
PROTOCOLO ILEGÍVEL. IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO
DA TEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
DEVER DE VIGILÂNCIA DO AGRAVANTE. 2. POLICIAL
MILITAR. FIXAÇÃO DE SOLDO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO
LOCAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n
834.940/PE-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira
Turma, DJe de 9/2/12).
“RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
Embargos recebidos como agravo. Extraordinário. Carimbo do
protocolo ilegível. Prova da tempestividade. Inexistência.
Agravo regimental não provido. O carimbo de protocolo na
petição de recurso extraordinário deve estar legível, para efeito
de verificação de sua tempestividade” (AI n 844.755/SC-ED,
Relator
o
Ministro
Cezar
Peluso
(Presidente),
Tribunal Pleno, DJe de 1.../2/12).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
extraordinário. Protocolo ilegível. Súmula 288/Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem.
4. Agravo regimental que se nega provimento” (AI n
637.341/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 29/2/08).
Observe-se, também, que a formação completa do instrumento deve
ser efetuada na instância ordinária, não comportando o suprimento de
eventuais falhas ou a realização de diligências neste Tribunal. Anote-se:
AI n 519.466/SP-QO, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ
de 22/10/04; e AI n 534.627/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJ de 8/9/06.
Diga-se, em arremate, que anteriores decisões proferidas nos autos
pelo então Ministro Presidente desta Corte, antes da distribuição do feito,
nos termos do disposto no art. 13, inciso V, alínea c, do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, não têm o condão de vincular o relator
sorteado do feito, a quem incumbe, precipuamente, a análise do recurso,
bem como do preenchimento de todos os seus requisitos de
admissibilidade, até porque, como se sabe, inexiste preclusão “pro
judicato”.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 770.191 AGR-SEGUNDO / SP
Embargos recebidos como agravo. Extraordinário. Carimbo do
protocolo ilegível. Prova da tempestividade. Inexistência.
Agravo regimental não provido. O carimbo de protocolo na
petição de recurso extraordinário deve estar legível, para efeito
de verificação de sua tempestividade” (AI n 844.755/SC-ED,
Relator
o
Ministro
Cezar
Peluso
(Presidente),
Tribunal Pleno, DJe de 1.../2/12).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
extraordinário. Protocolo ilegível. Súmula 288/Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
3. Tempestividade. Exame. Competência do Tribunal ad quem.
4. Agravo regimental que se nega provimento” (AI n
637.341/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 29/2/08).
Observe-se, também, que a formação completa do instrumento deve
ser efetuada na instância ordinária, não comportando o suprimento de
eventuais falhas ou a realização de diligências neste Tribunal. Anote-se:
AI n 519.466/SP-QO, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ
de 22/10/04; e AI n 534.627/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJ de 8/9/06.
Diga-se, em arremate, que anteriores decisões proferidas nos autos
pelo então Ministro Presidente desta Corte, antes da distribuição do feito,
nos termos do disposto no art. 13, inciso V, alínea c, do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, não têm o condão de vincular o relator
sorteado do feito, a quem incumbe, precipuamente, a análise do recurso,
bem como do preenchimento de todos os seus requisitos de
admissibilidade, até porque, como se sabe, inexiste preclusão “pro
judicato”.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O recurso de n 35 da
lista: agravo de instrumento; protocolo do recurso extraordinário ilegível;
comprovação da tempestividade; impossibilidade no precedentes.
Tenho posição mais flexível, porque se apresentou para julgamento
no Supremo não o recurso extraordinário em relação ao qual o carimbo
do protocolo estaria ilegível, mas o agravo de instrumento. E quanto à
oportunidade deste, não há qualquer dúvida. Evidentemente, provido o
agravo, pode haver a determinação de subida do processo em que
interposto o extraordinário, sendo suplantada, portanto, a deficiência da
cópia tirada da peça original.
Por isso, peço vênia a Vossa Excelência para divergir neste caso.
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O recurso de n 35 da
lista: agravo de instrumento; protocolo do recurso extraordinário ilegível;
comprovação da tempestividade; impossibilidade no precedentes.
Tenho posição mais flexível, porque se apresentou para julgamento
no Supremo não o recurso extraordinário em relação ao qual o carimbo
do protocolo estaria ilegível, mas o agravo de instrumento. E quanto à
oportunidade deste, não há qualquer dúvida. Evidentemente, provido o
agravo, pode haver a determinação de subida do processo em que
interposto o extraordinário, sendo suplantada, portanto, a deficiência da
cópia tirada da peça original.
Por isso, peço vênia a Vossa Excelência para divergir neste caso.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tenho
acompanhado o Ministro Marco Aurélio nessa inadmissão.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/02/2012
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tenho
acompanhado o Ministro Marco Aurélio nessa inadmissão.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S) : CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos
os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.191
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : EDITORA ABRIL S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
ADV.(A/S) : CESAR MARCOS KLOURI E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencidos
os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 28.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1810911
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191",
"Súmulas ns 288 e 639 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 770 . 191 AGR - SEGUNDO / SP",
"AI 770 . 191 AGR -",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191",
"AI n 624 . 062 / MG – AgR",
"AI n 599 . 971 / RS – AgR",
"AI n 590 . 476 / MG – AgR",
"Recurso Extraordinário n 536 . 881 / MG - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191",
"AI n 624 . 062 / MG – AgR",
"AI n 599 . 971 / RS – AgR",
"AI n 590 . 476 / MG – AgR",
"Recurso Extraordinário n 536 . 881 / MG - AgR",
"AI 770 . 191 AGR",
"AI 770 . 191 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 834 . 940 / PE - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 834 . 940 / PE - AgR",
"AI 770 . 191 AGR - SEGUNDO / SP",
"AI n 844 . 755 / SC - ED",
"Súmula 288 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 637 . 341 / SP - AgR",
"AI n 519 . 466 / SP - QO",
"AI n 534 . 627 / MG - AgR",
"AI 770 . 191 AGR - SEGUNDO / SP",
"AI n 844 . 755 / SC - ED",
"AI n 637 . 341 / SP - AgR",
"AI n 519 . 466 / SP - QO",
"AI n 534 . 627 / MG - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 191"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 13 , inciso V , alínea c , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 13 , inciso V , alínea c , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"EDITORA ABRIL S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDO",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"EDITORA ABRIL S / A",
"Editora Abril S . A .",
"Editora Abril S . A .",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário desta Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"EDITORA ABRIL S / A",
"Editora Abril S . A .",
"Editora Abril S . A .",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário desta",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"EDITORA ABRIL S / A",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"EDITORA ABRIL S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE FIDALGO",
"PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM",
"CESAR MARCOS KLOURI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE FIDALGO",
"PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM",
"CESAR MARCOS KLOURI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Carlos Britto",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE FIDALGO",
"PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM",
"CESAR MARCOS KLOURI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Carlos Britto",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Súmula",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE FIDALGO",
"PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM",
"CESAR",
"MARCOS KLOURI",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE FIDALGO",
"PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM",
"CESAR MARCOS KLOURI",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"28 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"4",
"/",
"07",
"20",
"/",
"6",
"/",
"06",
"23",
"/",
"2",
"/",
"07",
"8",
"/",
"10",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"4",
"/",
"07",
"20",
"/",
"6",
"/",
"06",
"23",
"/",
"2",
"/",
"07",
"8",
"/",
"10",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9",
"/",
"2",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9",
"/",
"2",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"12",
"29",
"/",
"2",
"/",
"08",
"22",
"/",
"10",
"/",
"04",
"8",
"/",
"9",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"12",
"29",
"/",
"2",
"/",
"08",
"22",
"/",
"10",
"/",
"04",
"8",
"/",
"9",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. CONVOCAÇÃO PARA JUÍZES ATUAREM EM
TRIBUNAIS. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ
NATURAL. WRIT DENEGADO.
1. Não viola o postulado constitucional do juiz natural o julgamento
de apelação por órgão composto majoritariamente por juízes convocados,
autorizado no âmbito da Justiça Federal pela Lei 9.788/1999. Precedentes.
2. Em processo, especificamente em matéria de nulidades, vigora o
princípio maior de que, sem prejuízo, não se reconhece nulidades (art.
566 do CPP). A falta de demonstração na impetração de que a
convocação, sujeita a regras de mera organização judiciária, teria afetado
substancialmente o julgado acarreta, por si só, a conservação do ato.
3. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto da redatora para o acórdão.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1829315.
Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
HC 101.263 / GO
Ministra Rosa Weber
Redatora para o acórdão
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 101.263 / GO
Ministra Rosa Weber
Redatora para o acórdão
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A título de relatório,
lanço as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folhas 31 e 32):
COLEGIADO – COMPOSIÇÃO – JUÍZES
AUXILIARES – ELUCIDAÇÃO.
HABEAS CORPUS – INSTRUÇÃO –
JULGAMENTO DEFINITIVO – LIMINAR
INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim retratou este habeas corpus:
O Superior Tribunal de Justiça, ao indeferir
pedido de concessão de habeas corpus, assentou a
inexistência de nulidade em julgamento realizado
por turma ou câmara composta majoritariamente por
juízes de primeiro grau na hipótese em que a
convocação se fez de acordo com a Resolução nº 3, de
9 de janeiro de 2001, que alterou a Resolução nº 9, de
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A título de relatório,
lanço as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folhas 31 e 32):
COLEGIADO – COMPOSIÇÃO – JUÍZES
AUXILIARES – ELUCIDAÇÃO.
HABEAS CORPUS – INSTRUÇÃO –
JULGAMENTO DEFINITIVO – LIMINAR
INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim retratou este habeas corpus:
O Superior Tribunal de Justiça, ao indeferir
pedido de concessão de habeas corpus, assentou a
inexistência de nulidade em julgamento realizado
por turma ou câmara composta majoritariamente por
juízes de primeiro grau na hipótese em que a
convocação se fez de acordo com a Resolução nº 3, de
9 de janeiro de 2001, que alterou a Resolução nº 9, de
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Relatório
HC 101.263 / GO
6 de junho de 2000, do Tribunal Regional Federal da
1ª Região. Mencionou o acórdão relativo ao Habeas
Corpus nº 84.414-6/SP, publicado no Diário da Justiça
de 26 de novembro de 2004, quando o Supremo
considerou constitucional o sistema de convocação
de magistrados (folha 7 a 12).
Na inicial, a Defensoria Pública da União
sustenta a nulidade do julgamento. Salienta não
concernir a questão à convocação de juízes de
primeiro grau para integrarem as Turmas, mas ao
fato de o órgão fracionário estar composto, na
maioria, por juízes convocados, com ofensa ao
disposto nos artigos 93, inciso III, e 98, inciso I, da
Carta Federal.
Pede a concessão de liminar, para suspender a
execução da pena imposta ao paciente. No mérito,
busca a declaração de nulidade do julgamento
realizado pela Terceira Turma do Tribunal Regional
Federal da 1ª Região, determinando-se que outro
venha à balha.
[...]
Brasília – residência –, 23 de novembro de 2009, às
14h30.
No parecer de folha 200 a 205, a Procuradoria Geral
da República opina pelo indeferimento da ordem, por ser
pacífico o entendimento no Supremo quanto à aceitação
da composição das câmaras julgadoras por juízes de
primeiro grau convocados. Cita precedente.
Sustenta não ocorrer ofensa ao princípio do juiz
natural, quando há definição prévia do órgão jurisdicional
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
6 de junho de 2000, do Tribunal Regional Federal da
1ª Região. Mencionou o acórdão relativo ao Habeas
Corpus nº 84.414-6/SP, publicado no Diário da Justiça
de 26 de novembro de 2004, quando o Supremo
considerou constitucional o sistema de convocação
de magistrados (folha 7 a 12).
Na inicial, a Defensoria Pública da União
sustenta a nulidade do julgamento. Salienta não
concernir a questão à convocação de juízes de
primeiro grau para integrarem as Turmas, mas ao
fato de o órgão fracionário estar composto, na
maioria, por juízes convocados, com ofensa ao
disposto nos artigos 93, inciso III, e 98, inciso I, da
Carta Federal.
Pede a concessão de liminar, para suspender a
execução da pena imposta ao paciente. No mérito,
busca a declaração de nulidade do julgamento
realizado pela Terceira Turma do Tribunal Regional
Federal da 1ª Região, determinando-se que outro
venha à balha.
[...]
Brasília – residência –, 23 de novembro de 2009, às
14h30.
No parecer de folha 200 a 205, a Procuradoria Geral
da República opina pelo indeferimento da ordem, por ser
pacífico o entendimento no Supremo quanto à aceitação
da composição das câmaras julgadoras por juízes de
primeiro grau convocados. Cita precedente.
Sustenta não ocorrer ofensa ao princípio do juiz
natural, quando há definição prévia do órgão jurisdicional
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16
Relatório
HC 101.263 / GO
competente para processar e julgar a causa, como se deu
no presente caso, em que prevista a competência e
determinada a composição do Tribunal Regional Federal
da 1ª Região.
Assevera não haver afronta ao princípio do devido
processo legal. Quanto ao do duplo grau de jurisdição,
admite exceções como na hipótese de julgamento
monocrático pelo relator e na de observância aos
princípios da celeridade e eficiência.
Lancei visto no processo em 6 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
competente para processar e julgar a causa, como se deu
no presente caso, em que prevista a competência e
determinada a composição do Tribunal Regional Federal
da 1ª Região.
Assevera não haver afronta ao princípio do devido
processo legal. Quanto ao do duplo grau de jurisdição,
admite exceções como na hipótese de julgamento
monocrático pelo relator e na de observância aos
princípios da celeridade e eficiência.
Lancei visto no processo em 6 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
apreciar o pedido de concessão de medida acauteladora, assim revelei o
quadro retratado neste processo (folhas 31 e 32):
[...]
2. Em primeiro lugar, não veio ao processo o título judicial
em relação ao qual se pede a suspensão da execução. Em
segundo lugar, quanto ao tema de fundo, em que pese à notícia
constante do voto do relator no Superior Tribunal de Justiça, no
sentido de haverem atuado no Colegiado juízes auxiliares e não
convocados em substituição, cumpre a confirmação do fato.
De início, há de distinguir-se a convocação de juiz federal
para recompor colegiado ― ante a ausência de titulares em
gozo de férias ou em licença ou, até mesmo, diante da
circunstância de encontrar-se sem preenchimento o cargo ―
daquela alusiva a verdadeira sobreposição, convocando-se
juízes para auxiliarem em gabinetes, que, a seguir, exercem
atividade no colegiado como se o integrassem. É tema que está
a merecer o crivo do Tribunal.
[...]
A sobreposição verificada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região
veio a ser glosada pelo Conselho Nacional de Justiça, ato contra o qual foi
impetrado o Mandado de Segurança nº 28.627/DF. Neste último, atuando
em substituição ao relator, Ministro Celso de Mello, indeferi a liminar. Na
oportunidade, fiz ver:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1746253.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
apreciar o pedido de concessão de medida acauteladora, assim revelei o
quadro retratado neste processo (folhas 31 e 32):
[...]
2. Em primeiro lugar, não veio ao processo o título judicial
em relação ao qual se pede a suspensão da execução. Em
segundo lugar, quanto ao tema de fundo, em que pese à notícia
constante do voto do relator no Superior Tribunal de Justiça, no
sentido de haverem atuado no Colegiado juízes auxiliares e não
convocados em substituição, cumpre a confirmação do fato.
De início, há de distinguir-se a convocação de juiz federal
para recompor colegiado ― ante a ausência de titulares em
gozo de férias ou em licença ou, até mesmo, diante da
circunstância de encontrar-se sem preenchimento o cargo ―
daquela alusiva a verdadeira sobreposição, convocando-se
juízes para auxiliarem em gabinetes, que, a seguir, exercem
atividade no colegiado como se o integrassem. É tema que está
a merecer o crivo do Tribunal.
[...]
A sobreposição verificada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região
veio a ser glosada pelo Conselho Nacional de Justiça, ato contra o qual foi
impetrado o Mandado de Segurança nº 28.627/DF. Neste último, atuando
em substituição ao relator, Ministro Celso de Mello, indeferi a liminar. Na
oportunidade, fiz ver:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
JUIZ
–
ATRIBUIÇÕES
CONSTITUCIONAIS
–
DESVIRTUAMENTO:
JUÍZES
AUXILIARES E JUÍZES ASSESSORES –
MANDADO DE SEGURANÇA –
RELEVÂNCIA NÃO DEMONSTRADA –
LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Com a inicial de folha 2 a 21, acompanhada dos
documentos de folha 22 a 153, a União busca anular ato do
Conselho Nacional de Justiça formalizado pelo
Corregedor Nacional de Justiça no âmbito do Processo
Administrativo nº 200920000005114. O órgão impetrado
determinou, por meio do Ofício nº 11347-
E/CNJ/COR/2009, de 11 de novembro de 2009, fossem
cessadas as convocações feitas aos Juízes de Primeiro Grau
para atuar no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com
o retorno desses à origem em 24 horas (folha 124). O
motivo seria o não atendimento a condições expressas na
Resolução nº 72/2009 do Conselho (folha 23 a 27), editada
para regulamentar o artigo 118 da Loman: necessidade
excepcional, justificada, não podendo ultrapassar 10% do
total de Juízes titulares de Vara na mesma Comarca, Seção
ou Subseção Judiciária, devendo ser referendada pelo
Conselho Nacional de Justiça quando exceder o total de
seis convocados.
Contra a determinação o Tribunal Regional Federal
da 1ª Região interpôs, em 13 de novembro de 2009,
recurso com pedido de efeito suspensivo (folha 28 a 83), o
qual teria sido desprovido pelo Conselho na Sessão
Ordinária do dia 9 de fevereiro de 2010 (folha 39). Afirma
ter-lhe sido comunicado o resultado em 11 seguinte, e
determinado o efetivo cumprimento do teor do Ofício nº
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
JUIZ
–
ATRIBUIÇÕES
CONSTITUCIONAIS
–
DESVIRTUAMENTO:
JUÍZES
AUXILIARES E JUÍZES ASSESSORES –
MANDADO DE SEGURANÇA –
RELEVÂNCIA NÃO DEMONSTRADA –
LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Com a inicial de folha 2 a 21, acompanhada dos
documentos de folha 22 a 153, a União busca anular ato do
Conselho Nacional de Justiça formalizado pelo
Corregedor Nacional de Justiça no âmbito do Processo
Administrativo nº 200920000005114. O órgão impetrado
determinou, por meio do Ofício nº 11347-
E/CNJ/COR/2009, de 11 de novembro de 2009, fossem
cessadas as convocações feitas aos Juízes de Primeiro Grau
para atuar no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com
o retorno desses à origem em 24 horas (folha 124). O
motivo seria o não atendimento a condições expressas na
Resolução nº 72/2009 do Conselho (folha 23 a 27), editada
para regulamentar o artigo 118 da Loman: necessidade
excepcional, justificada, não podendo ultrapassar 10% do
total de Juízes titulares de Vara na mesma Comarca, Seção
ou Subseção Judiciária, devendo ser referendada pelo
Conselho Nacional de Justiça quando exceder o total de
seis convocados.
Contra a determinação o Tribunal Regional Federal
da 1ª Região interpôs, em 13 de novembro de 2009,
recurso com pedido de efeito suspensivo (folha 28 a 83), o
qual teria sido desprovido pelo Conselho na Sessão
Ordinária do dia 9 de fevereiro de 2010 (folha 39). Afirma
ter-lhe sido comunicado o resultado em 11 seguinte, e
determinado o efetivo cumprimento do teor do Ofício nº
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
11347-E/CNJ/COR/2009 em 48 horas.
A impetrante sustenta a ilegalidade do ato, ante o
descompasso com o disposto no artigo 4º da Lei nº
12.011/2009 – norma que repetiria o teor da Lei nº
9.788/1999 – e com a Resolução nº 51 do Conselho da
Justiça Federal - regulamentadora da matéria –, mediante
os quais se autoriza a convocação de Juízes Federais de
Primeiro Grau em número equivalente à composição do
Tribunal. Aponta a ausência de razoabilidade, porquanto a
decisão reduz a faculdade de convocação para atuar na
Segunda Instância, de 27 Juízes para 8, número
incompatível com as reais necessidades da 1ª Região,
considerado o afastamento das funções judicantes do
Presidente, do Vice-Presidente, do Corregedor-Geral e do
membro designado para coordenar os Juizados Especiais
Federais, e, ainda, os três cargos vagos que aguardam
provimento. Sublinha a peculiaridade do Órgão, tendo em
conta deter a maior jurisdição do país em território -
compreendendo 388 Juízes Federais, titulares e
substitutos, que atuam em 194 Varas instaladas em 14
Estados – a denotar a inviabilização no atendimento às
demandas recursais.
Sob o ângulo do risco, sustenta que o cumprimento
da medida deixará sensivelmente descoberta, de forma
repentina, a prestação de serviços inerentes à instância
recursal, com prejuízos aos jurisdicionados. Postula o
deferimento de liminar para suspender os efeitos do ato
atacado, consubstanciado no Ofício nº 11347-
E/CNJ/COR/2009, de 11 de novembro de 2009, até o
julgamento final deste mandado de segurança. Alfim,
requer seja definitivamente cassada a determinação que
limita a convocação dos Juízes às balizas impostas pelo
Conselho.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
11347-E/CNJ/COR/2009 em 48 horas.
A impetrante sustenta a ilegalidade do ato, ante o
descompasso com o disposto no artigo 4º da Lei nº
12.011/2009 – norma que repetiria o teor da Lei nº
9.788/1999 – e com a Resolução nº 51 do Conselho da
Justiça Federal - regulamentadora da matéria –, mediante
os quais se autoriza a convocação de Juízes Federais de
Primeiro Grau em número equivalente à composição do
Tribunal. Aponta a ausência de razoabilidade, porquanto a
decisão reduz a faculdade de convocação para atuar na
Segunda Instância, de 27 Juízes para 8, número
incompatível com as reais necessidades da 1ª Região,
considerado o afastamento das funções judicantes do
Presidente, do Vice-Presidente, do Corregedor-Geral e do
membro designado para coordenar os Juizados Especiais
Federais, e, ainda, os três cargos vagos que aguardam
provimento. Sublinha a peculiaridade do Órgão, tendo em
conta deter a maior jurisdição do país em território -
compreendendo 388 Juízes Federais, titulares e
substitutos, que atuam em 194 Varas instaladas em 14
Estados – a denotar a inviabilização no atendimento às
demandas recursais.
Sob o ângulo do risco, sustenta que o cumprimento
da medida deixará sensivelmente descoberta, de forma
repentina, a prestação de serviços inerentes à instância
recursal, com prejuízos aos jurisdicionados. Postula o
deferimento de liminar para suspender os efeitos do ato
atacado, consubstanciado no Ofício nº 11347-
E/CNJ/COR/2009, de 11 de novembro de 2009, até o
julgamento final deste mandado de segurança. Alfim,
requer seja definitivamente cassada a determinação que
limita a convocação dos Juízes às balizas impostas pelo
Conselho.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
Na Petição/STF nº 7.571/2010 (não anexada ao
processo), a impetrante requer a juntada da certidão do
julgamento
do
Recurso
Administrativo
nº
200920000005114, ocorrido na Sessão Ordinária de 9 de
fevereiro de 2010, e o aditamento da inicial para apontar a
decisão nele proclamada como o ato impugnado nesta
impetração.
O processo encontra-se concluso a Vossa Excelência
para o exame do pedido de medida acauteladora, ante a
licença do Relator, Ministro Celso de Mello (folha 156).
Anoto estar a peça primeira do processo subscrita
pelo Advogado da União Doutor Alisson da Cunha
Almeida, considerada a delegação formal do Advogado-
Geral da União (folha 22).
2. Conforme dispõe o artigo 109 da Carta Federal, aos
Juízes Federais compete processar e julgar as ações
mencionadas nos respectivos incisos. Em harmonia com esse
texto, tem-se o artigo 118 da Lei Complementar nº 35/79 –
LOMAN:
Art. 118. Em caso de vaga ou afastamento, por prazo
superior a 30 (trinta) dias, de membro dos Tribunais
Superiores, dos Tribunais Regionais, dos Tribunais de
Justiça e dos Tribunais de Alçada, (Vetado) poderão ser
convocados Juízes, em Substituição (Vetado) escolhidos
(Vetado) por decisão da maioria absoluta do Tribunal
respectivo, ou, se houver, de seu Órgão Especial:
[...]
Surge, à primeira vista, conflitante com o texto
constitucional, revelando rotundo desvio de função, previsão
no sentido de convocar-se Juízes para atuarem como
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
Na Petição/STF nº 7.571/2010 (não anexada ao
processo), a impetrante requer a juntada da certidão do
julgamento
do
Recurso
Administrativo
nº
200920000005114, ocorrido na Sessão Ordinária de 9 de
fevereiro de 2010, e o aditamento da inicial para apontar a
decisão nele proclamada como o ato impugnado nesta
impetração.
O processo encontra-se concluso a Vossa Excelência
para o exame do pedido de medida acauteladora, ante a
licença do Relator, Ministro Celso de Mello (folha 156).
Anoto estar a peça primeira do processo subscrita
pelo Advogado da União Doutor Alisson da Cunha
Almeida, considerada a delegação formal do Advogado-
Geral da União (folha 22).
2. Conforme dispõe o artigo 109 da Carta Federal, aos
Juízes Federais compete processar e julgar as ações
mencionadas nos respectivos incisos. Em harmonia com esse
texto, tem-se o artigo 118 da Lei Complementar nº 35/79 –
LOMAN:
Art. 118. Em caso de vaga ou afastamento, por prazo
superior a 30 (trinta) dias, de membro dos Tribunais
Superiores, dos Tribunais Regionais, dos Tribunais de
Justiça e dos Tribunais de Alçada, (Vetado) poderão ser
convocados Juízes, em Substituição (Vetado) escolhidos
(Vetado) por decisão da maioria absoluta do Tribunal
respectivo, ou, se houver, de seu Órgão Especial:
[...]
Surge, à primeira vista, conflitante com o texto
constitucional, revelando rotundo desvio de função, previsão
no sentido de convocar-se Juízes para atuarem como
4
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
verdadeiros assessores, muito embora utilizado sutil jogo de
palavras, afirmando-se que serão auxiliares dos Juízes que
integram o Tribunal. A lei não pode fazer de um Juiz um
auxiliar, um assessor de quem quer que seja. E o pior,
“descobrindo um santo para cobrir outro”. Explico: passa-se a
ter um Juiz sem Vara, à margem da atuação que lhe é própria,
deslocado de suas funções, ausente, consideradas as atribuições
do cargo previstas na Carta Federal. O procedimento prejudica
a área que aponto como pedreira da magistratura - a primeira
instância – e, consequentemente, os jurisdicionados. Tudo isso
ocorre a pretexto de agilitarem-se os trabalhos nos Tribunais,
pouco importando o meio, pouco importando a gritante
inversão de valores. Passa-se a ter o Juiz-assessor, o Juiz-
auxiliar, figuras que talvez somente gerem uma vantagem - e
mesmo assim creio-a infrutífera, presente o apego maior a
princípios -, a convivência estreita com a cúpula do poder,
quiçá lubrificando as engrenagens de uma carreira profissional
célere.
Alfim, cumpre indagar: quantos cargos destinados a Juiz
há em cada Tribunal? Quantas cadeiras – e a previsão é
exaustiva, ante a coincidência com o número de cargos criados
por lei ou pela Constituição - existem neste ou naquele
Tribunal? A resposta salta aos olhos e a percepção, por isso
mesmo, está ao alcance de todos, especialmente dos que
exercem com fidelidade a missão sublime que é a de julgar.
Oxalá venha a prevalecer a verdade, no que voltada aos
interesses maiores da República. Juiz de primeira instância não
é assessor, não é auxiliar de integrante de tribunal, com este não
se confunde, sendo limitada a possibilidade de substituição. O
que se dirá do implemento de verdadeira sobreposição revelada
pelo fato de, sem o afastamento do titular considerada causa
prevista na LOMAN, o convocado fazer as vezes deste,
inclusive comparecendo a sessões, em desprezo total, nesse
caso, ao princípio do Juiz natural. Imaginem transportada a
prática, em verdadeira clonagem humana e jurisdicional, para
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verdadeiros assessores, muito embora utilizado sutil jogo de
palavras, afirmando-se que serão auxiliares dos Juízes que
integram o Tribunal. A lei não pode fazer de um Juiz um
auxiliar, um assessor de quem quer que seja. E o pior,
“descobrindo um santo para cobrir outro”. Explico: passa-se a
ter um Juiz sem Vara, à margem da atuação que lhe é própria,
deslocado de suas funções, ausente, consideradas as atribuições
do cargo previstas na Carta Federal. O procedimento prejudica
a área que aponto como pedreira da magistratura - a primeira
instância – e, consequentemente, os jurisdicionados. Tudo isso
ocorre a pretexto de agilitarem-se os trabalhos nos Tribunais,
pouco importando o meio, pouco importando a gritante
inversão de valores. Passa-se a ter o Juiz-assessor, o Juiz-
auxiliar, figuras que talvez somente gerem uma vantagem - e
mesmo assim creio-a infrutífera, presente o apego maior a
princípios -, a convivência estreita com a cúpula do poder,
quiçá lubrificando as engrenagens de uma carreira profissional
célere.
Alfim, cumpre indagar: quantos cargos destinados a Juiz
há em cada Tribunal? Quantas cadeiras – e a previsão é
exaustiva, ante a coincidência com o número de cargos criados
por lei ou pela Constituição - existem neste ou naquele
Tribunal? A resposta salta aos olhos e a percepção, por isso
mesmo, está ao alcance de todos, especialmente dos que
exercem com fidelidade a missão sublime que é a de julgar.
Oxalá venha a prevalecer a verdade, no que voltada aos
interesses maiores da República. Juiz de primeira instância não
é assessor, não é auxiliar de integrante de tribunal, com este não
se confunde, sendo limitada a possibilidade de substituição. O
que se dirá do implemento de verdadeira sobreposição revelada
pelo fato de, sem o afastamento do titular considerada causa
prevista na LOMAN, o convocado fazer as vezes deste,
inclusive comparecendo a sessões, em desprezo total, nesse
caso, ao princípio do Juiz natural. Imaginem transportada a
prática, em verdadeira clonagem humana e jurisdicional, para
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
os tribunais superiores, para, até mesmo, o Supremo! Será o
máximo em termos de desvirtuamento, afastando-se predicado
da administração jurisdicional – a organização rígida de seus
órgãos.
É tempo de perceber-se noção comezinha: em Direito,
especialmente o instrumental, o meio justifica o fim e não o
inverso, sob pena de ter-se o descalabro, a babel. A questão
alusiva à sobrecarga crônica de processos enfrentada nos
tribunais reclama outras soluções e não delegações espúrias do
ofício judicante. Paga-se um preço por viver em um Estado de
Direito – e é módico, estando ao alcance de todos -, o respeito
irrestrito à Constituição Federal e às normas abstratas com ela
compatíveis. Esse arcabouço a todos, indistintamente, submete.
Descabe potencializar, em detrimento dela, o pragmatismo,
mesmo porque não falta criatividade, não faltam “bem-
intencionados”. O mais consentâneo com a ordem jurídico-
constitucional teria sido o Conselho Nacional de Justiça
pronunciar-se contra qualquer convocação que implicasse
transmudar Juiz em auxiliar ou assessor. Mas isso não
aconteceu com a extensão desejável, havendo-se limitado, tão
somente, o número de deslocados de suas funções. Ocorre que
o mandado de segurança não é ação de mão dupla e somente
cabe, assim, indeferir a liminar, no que o pedido importa em
resultado extravagante, ou seja, a convocação, praticamente
irrestrita, de Juízes para assessorar ou auxiliar. Pobre
magistratura nacional, ante a ambivalência verificada! Pobre
magistratura nacional, ante o abandono da sua razão de ser!
3. Em face dessas premissas, indefiro a cautelar.
4. Solicitem informações ao Conselho Nacional de Justiça
e, uma vez prestadas, colham o parecer do Procurador-Geral da
República.
5. Publiquem.
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os tribunais superiores, para, até mesmo, o Supremo! Será o
máximo em termos de desvirtuamento, afastando-se predicado
da administração jurisdicional – a organização rígida de seus
órgãos.
É tempo de perceber-se noção comezinha: em Direito,
especialmente o instrumental, o meio justifica o fim e não o
inverso, sob pena de ter-se o descalabro, a babel. A questão
alusiva à sobrecarga crônica de processos enfrentada nos
tribunais reclama outras soluções e não delegações espúrias do
ofício judicante. Paga-se um preço por viver em um Estado de
Direito – e é módico, estando ao alcance de todos -, o respeito
irrestrito à Constituição Federal e às normas abstratas com ela
compatíveis. Esse arcabouço a todos, indistintamente, submete.
Descabe potencializar, em detrimento dela, o pragmatismo,
mesmo porque não falta criatividade, não faltam “bem-
intencionados”. O mais consentâneo com a ordem jurídico-
constitucional teria sido o Conselho Nacional de Justiça
pronunciar-se contra qualquer convocação que implicasse
transmudar Juiz em auxiliar ou assessor. Mas isso não
aconteceu com a extensão desejável, havendo-se limitado, tão
somente, o número de deslocados de suas funções. Ocorre que
o mandado de segurança não é ação de mão dupla e somente
cabe, assim, indeferir a liminar, no que o pedido importa em
resultado extravagante, ou seja, a convocação, praticamente
irrestrita, de Juízes para assessorar ou auxiliar. Pobre
magistratura nacional, ante a ambivalência verificada! Pobre
magistratura nacional, ante o abandono da sua razão de ser!
3. Em face dessas premissas, indefiro a cautelar.
4. Solicitem informações ao Conselho Nacional de Justiça
e, uma vez prestadas, colham o parecer do Procurador-Geral da
República.
5. Publiquem.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
Brasília – residência –, 20 de fevereiro de 2010, às 18h15.
Tem-se que o julgamento procedido pelo Tribunal Regional Federal
ocorreu mediante atuação de órgão composto ao arrepio da ordem
jurídica e, portanto, em contrariedade ao princípio do juiz natural.
Conforme ressaltado pelo Superior Tribunal de Justiça, o Colegiado foi
integrado por dois juízes de primeira instância que estavam convocados
no Tribunal para auxílio a titulares.
Concedo a ordem para assentar a nulidade do acórdão do Tribunal
Regional Federal da 1ª Região relativo ao Recurso Criminal nº
2007.35.00.000100-0/GO.
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
Brasília – residência –, 20 de fevereiro de 2010, às 18h15.
Tem-se que o julgamento procedido pelo Tribunal Regional Federal
ocorreu mediante atuação de órgão composto ao arrepio da ordem
jurídica e, portanto, em contrariedade ao princípio do juiz natural.
Conforme ressaltado pelo Superior Tribunal de Justiça, o Colegiado foi
integrado por dois juízes de primeira instância que estavam convocados
no Tribunal para auxílio a titulares.
Concedo a ordem para assentar a nulidade do acórdão do Tribunal
Regional Federal da 1ª Região relativo ao Recurso Criminal nº
2007.35.00.000100-0/GO.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço
vênia para conhecer do habeas corpus e denegá-lo, considerando os
conhecidos precedentes desta Suprema Corte (RE 597.133/RS – Rel. Min.
Ricardo Lewandowski – Pleno – DJe 05.4.2011; HC 97.886/SP, rel. Min.
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 19.8.2010; HC 99.240/AM, rel. Min. Ayres
Britto, 1ª Turma, DJe 20.5.2010).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço
vênia para conhecer do habeas corpus e denegá-lo, considerando os
conhecidos precedentes desta Suprema Corte (RE 597.133/RS – Rel. Min.
Ricardo Lewandowski – Pleno – DJe 05.4.2011; HC 97.886/SP, rel. Min.
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 19.8.2010; HC 99.240/AM, rel. Min. Ayres
Britto, 1ª Turma, DJe 20.5.2010).
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Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, fiquei
como Redator desse acórdão no Plenário, que entendeu que essa
possibilidade de convocação não ofende a nenhum cânone e obedece ao
princípio da legalidade. Peço vênia para acompanhar a Ministra.
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, fiquei
como Redator desse acórdão no Plenário, que entendeu que essa
possibilidade de convocação não ofende a nenhum cânone e obedece ao
princípio da legalidade. Peço vênia para acompanhar a Ministra.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, também
peço vênia para divergir e na forma do que já votei também no Plenário.
* * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, também
peço vênia para divergir e na forma do que já votei também no Plenário.
* * * * * * *
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 101.263
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber,
Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791127
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 101.263
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber,
Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1791127
Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1836201
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-22T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
HABEAS CORPUS. CONVOCAÇÃO PARA JUÍZES ATUAREM EM TRIBUNAIS. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. WRIT DENEGADO.
1. Não viola o postulado constitucional do juiz natural o julgamento de apelação por órgão composto majoritariamente por juízes convocados, autorizado no âmbito da Justiça Federal pela Lei 9.788/1999. Precedentes.
2. Em processo, especificamente em matéria de nulidades, vigora o princípio maior de que, sem prejuízo, não se reconhece nulidades (art. 566 do CPP). A falta de demonstração na impetração de que a convocação, sujeita a regras de mera organização judiciária, teria afetado substancialmente o julgado acarreta, por si só, a conservação do ato.
3. Ordem denegada.
|
sjur206443
|
- Acórdãos citados: HC 97886, HC 99240, RE 597133 -
Tribunal Pleno.
- Veja HC 84414 e MS 28627 do STF e Recurso Criminal 2007.35.00.000100-0 do Tribunal
Regional Federal da 1ª Região.
Número de páginas: 16.
Análise: 29/03/2012, ACG.
Revisão: 30/03/2012, MMR.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
101263
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00566 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-009788 ANO-1999\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 101263
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[
""
] |
PACTE.(S) : JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
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Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. CONVOCAÇÃO PARA JUÍZES ATUAREM EM
TRIBUNAIS. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ
NATURAL. WRIT DENEGADO.
1. Não viola o postulado constitucional do juiz natural o julgamento
de apelação por órgão composto majoritariamente por juízes convocados,
autorizado no âmbito da Justiça Federal pela Lei 9.788/1999. Precedentes.
2. Em processo, especificamente em matéria de nulidades, vigora o
princípio maior de que, sem prejuízo, não se reconhece nulidades (art.
566 do CPP). A falta de demonstração na impetração de que a
convocação, sujeita a regras de mera organização judiciária, teria afetado
substancialmente o julgado acarreta, por si só, a conservação do ato.
3. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto da redatora para o acórdão.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
HC 101.263 / GO
Ministra Rosa Weber
Redatora para o acórdão
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
Ministra Rosa Weber
Redatora para o acórdão
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A título de relatório,
lanço as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folhas 31 e 32):
COLEGIADO – COMPOSIÇÃO – JUÍZES
AUXILIARES – ELUCIDAÇÃO.
HABEAS CORPUS – INSTRUÇÃO –
JULGAMENTO DEFINITIVO – LIMINAR
INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim retratou este habeas corpus:
O Superior Tribunal de Justiça, ao indeferir
pedido de concessão de habeas corpus, assentou a
inexistência de nulidade em julgamento realizado
por turma ou câmara composta majoritariamente por
juízes de primeiro grau na hipótese em que a
convocação se fez de acordo com a Resolução n 3, de
9 de janeiro de 2001, que alterou a Resolução n 9, de
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A título de relatório,
lanço as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folhas 31 e 32):
COLEGIADO – COMPOSIÇÃO – JUÍZES
AUXILIARES – ELUCIDAÇÃO.
HABEAS CORPUS – INSTRUÇÃO –
JULGAMENTO DEFINITIVO – LIMINAR
INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim retratou este habeas corpus:
O Superior Tribunal de Justiça, ao indeferir
pedido de concessão de habeas corpus, assentou a
inexistência de nulidade em julgamento realizado
por turma ou câmara composta majoritariamente por
juízes de primeiro grau na hipótese em que a
convocação se fez de acordo com a Resolução n 3, de
9 de janeiro de 2001, que alterou a Resolução n 9, de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16
Relatório
HC 101.263 / GO
6 de junho de 2000, do Tribunal Regional Federal da
1... Região. Mencionou o acórdão relativo ao Habeas
Corpus n 84.414-6/SP, publicado no Diário da Justiça
de 26 de novembro de 2004, quando o Supremo
considerou constitucional o sistema de convocação
de magistrados (folha 7 a 12).
Na inicial, a Defensoria Pública da União
sustenta a nulidade do julgamento. Salienta não
concernir a questão à convocação de juízes de
primeiro grau para integrarem as Turmas, mas ao
fato de o órgão fracionário estar composto, na
maioria, por juízes convocados, com ofensa ao
disposto nos artigos 93, inciso III, e 98, inciso I, da
Carta Federal.
Pede a concessão de liminar, para suspender a
execução da pena imposta ao paciente. No mérito,
busca a declaração de nulidade do julgamento
realizado pela Terceira Turma do Tribunal Regional
Federal da 1... Região, determinando-se que outro
venha à balha.
[...]
Brasília – residência –, 23 de novembro de 2009, às
14h30.
No parecer de folha 200 a 205, a Procuradoria Geral
da República opina pelo indeferimento da ordem, por ser
pacífico o entendimento no Supremo quanto à aceitação
da composição das câmaras julgadoras por juízes de
primeiro grau convocados. Cita precedente.
Sustenta não ocorrer ofensa ao princípio do juiz
natural, quando há definição prévia do órgão jurisdicional
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
6 de junho de 2000, do Tribunal Regional Federal da
1... Região. Mencionou o acórdão relativo ao Habeas
Corpus n 84.414-6/SP, publicado no Diário da Justiça
de 26 de novembro de 2004, quando o Supremo
considerou constitucional o sistema de convocação
de magistrados (folha 7 a 12).
Na inicial, a Defensoria Pública da União
sustenta a nulidade do julgamento. Salienta não
concernir a questão à convocação de juízes de
primeiro grau para integrarem as Turmas, mas ao
fato de o órgão fracionário estar composto, na
maioria, por juízes convocados, com ofensa ao
disposto nos artigos 93, inciso III, e 98, inciso I, da
Carta Federal.
Pede a concessão de liminar, para suspender a
execução da pena imposta ao paciente. No mérito,
busca a declaração de nulidade do julgamento
realizado pela Terceira Turma do Tribunal Regional
Federal da 1... Região, determinando-se que outro
venha à balha.
[...]
Brasília – residência –, 23 de novembro de 2009, às
14h30.
No parecer de folha 200 a 205, a Procuradoria Geral
da República opina pelo indeferimento da ordem, por ser
pacífico o entendimento no Supremo quanto à aceitação
da composição das câmaras julgadoras por juízes de
primeiro grau convocados. Cita precedente.
Sustenta não ocorrer ofensa ao princípio do juiz
natural, quando há definição prévia do órgão jurisdicional
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16
Relatório
HC 101.263 / GO
competente para processar e julgar a causa, como se deu
no presente caso, em que prevista a competência e
determinada a composição do Tribunal Regional Federal
da 1... Região.
Assevera não haver afronta ao princípio do devido
processo legal. Quanto ao do duplo grau de jurisdição,
admite exceções como na hipótese de julgamento
monocrático pelo relator e na de observância aos
princípios da celeridade e eficiência.
Lancei visto no processo em 6 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
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HC 101.263 / GO
competente para processar e julgar a causa, como se deu
no presente caso, em que prevista a competência e
determinada a composição do Tribunal Regional Federal
da 1... Região.
Assevera não haver afronta ao princípio do devido
processo legal. Quanto ao do duplo grau de jurisdição,
admite exceções como na hipótese de julgamento
monocrático pelo relator e na de observância aos
princípios da celeridade e eficiência.
Lancei visto no processo em 6 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
apreciar o pedido de concessão de medida acauteladora, assim revelei o
quadro retratado neste processo (folhas 31 e 32):
[...]
2. Em primeiro lugar, não veio ao processo o título judicial
em relação ao qual se pede a suspensão da execução. Em
segundo lugar, quanto ao tema de fundo, em que pese à notícia
constante do voto do relator no Superior Tribunal de Justiça, no
sentido de haverem atuado no Colegiado juízes auxiliares e não
convocados em substituição, cumpre a confirmação do fato.
De início, há de distinguir-se a convocação de juiz federal
para recompor colegiado ― ante a ausência de titulares em
gozo de férias ou em licença ou, até mesmo, diante da
circunstância de encontrar-se sem preenchimento o cargo ―
daquela alusiva a verdadeira sobreposição, convocando-se
juízes para auxiliarem em gabinetes, que, a seguir, exercem
atividade no colegiado como se o integrassem. É tema que está
a merecer o crivo do Tribunal.
[...]
A sobreposição verificada no Tribunal Regional Federal da 1... Região
veio a ser glosada pelo Conselho Nacional de Justiça, ato contra o qual foi
impetrado o Mandado de Segurança n 28.627/DF. Neste último, atuando
em substituição ao relator, Ministro Celso de Mello, indeferi a liminar. Na
oportunidade, fiz ver:
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
apreciar o pedido de concessão de medida acauteladora, assim revelei o
quadro retratado neste processo (folhas 31 e 32):
[...]
2. Em primeiro lugar, não veio ao processo o título judicial
em relação ao qual se pede a suspensão da execução. Em
segundo lugar, quanto ao tema de fundo, em que pese à notícia
constante do voto do relator no Superior Tribunal de Justiça, no
sentido de haverem atuado no Colegiado juízes auxiliares e não
convocados em substituição, cumpre a confirmação do fato.
De início, há de distinguir-se a convocação de juiz federal
para recompor colegiado ― ante a ausência de titulares em
gozo de férias ou em licença ou, até mesmo, diante da
circunstância de encontrar-se sem preenchimento o cargo ―
daquela alusiva a verdadeira sobreposição, convocando-se
juízes para auxiliarem em gabinetes, que, a seguir, exercem
atividade no colegiado como se o integrassem. É tema que está
a merecer o crivo do Tribunal.
[...]
A sobreposição verificada no Tribunal Regional Federal da 1... Região
veio a ser glosada pelo Conselho Nacional de Justiça, ato contra o qual foi
impetrado o Mandado de Segurança n 28.627/DF. Neste último, atuando
em substituição ao relator, Ministro Celso de Mello, indeferi a liminar. Na
oportunidade, fiz ver:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
JUIZ
–
ATRIBUIÇÕES
CONSTITUCIONAIS
–
DESVIRTUAMENTO:
JUÍZES
AUXILIARES E JUÍZES ASSESSORES –
MANDADO DE SEGURANÇA –
RELEVÂNCIA NÃO DEMONSTRADA –
LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Com a inicial de folha 2 a 21, acompanhada dos
documentos de folha 22 a 153, a União busca anular ato do
Conselho Nacional de Justiça formalizado pelo
Corregedor Nacional de Justiça no âmbito do Processo
Administrativo n 200920000005114. O órgão impetrado
determinou, por meio do Ofício n 11347-
E/CNJ/COR/2009, de 11 de novembro de 2009, fossem
cessadas as convocações feitas aos Juízes de Primeiro Grau
para atuar no Tribunal Regional Federal da 1... Região, com
o retorno desses à origem em 24 horas (folha 124). O
motivo seria o não atendimento a condições expressas na
Resolução n 72/2009 do Conselho (folha 23 a 27), editada
para regulamentar o artigo 118 da Loman: necessidade
excepcional, justificada, não podendo ultrapassar 10% do
total de Juízes titulares de Vara na mesma Comarca, Seção
ou Subseção Judiciária, devendo ser referendada pelo
Conselho Nacional de Justiça quando exceder o total de
seis convocados.
Contra a determinação o Tribunal Regional Federal
da 1... Região interpôs, em 13 de novembro de 2009,
recurso com pedido de efeito suspensivo (folha 28 a 83), o
qual teria sido desprovido pelo Conselho na Sessão
Ordinária do dia 9 de fevereiro de 2010 (folha 39). Afirma
ter-lhe sido comunicado o resultado em 11 seguinte, e
determinado o efetivo cumprimento do teor do Ofício n
2
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HC 101.263 / GO
JUIZ
–
ATRIBUIÇÕES
CONSTITUCIONAIS
–
DESVIRTUAMENTO:
JUÍZES
AUXILIARES E JUÍZES ASSESSORES –
MANDADO DE SEGURANÇA –
RELEVÂNCIA NÃO DEMONSTRADA –
LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Com a inicial de folha 2 a 21, acompanhada dos
documentos de folha 22 a 153, a União busca anular ato do
Conselho Nacional de Justiça formalizado pelo
Corregedor Nacional de Justiça no âmbito do Processo
Administrativo n 200920000005114. O órgão impetrado
determinou, por meio do Ofício n 11347-
E/CNJ/COR/2009, de 11 de novembro de 2009, fossem
cessadas as convocações feitas aos Juízes de Primeiro Grau
para atuar no Tribunal Regional Federal da 1... Região, com
o retorno desses à origem em 24 horas (folha 124). O
motivo seria o não atendimento a condições expressas na
Resolução n 72/2009 do Conselho (folha 23 a 27), editada
para regulamentar o artigo 118 da Loman: necessidade
excepcional, justificada, não podendo ultrapassar 10% do
total de Juízes titulares de Vara na mesma Comarca, Seção
ou Subseção Judiciária, devendo ser referendada pelo
Conselho Nacional de Justiça quando exceder o total de
seis convocados.
Contra a determinação o Tribunal Regional Federal
da 1... Região interpôs, em 13 de novembro de 2009,
recurso com pedido de efeito suspensivo (folha 28 a 83), o
qual teria sido desprovido pelo Conselho na Sessão
Ordinária do dia 9 de fevereiro de 2010 (folha 39). Afirma
ter-lhe sido comunicado o resultado em 11 seguinte, e
determinado o efetivo cumprimento do teor do Ofício n
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
11347-E/CNJ/COR/2009 em 48 horas.
A impetrante sustenta a ilegalidade do ato, ante o
descompasso com o disposto no artigo 4... da Lei n
12.011/2009 – norma que repetiria o teor da Lei n
9.788/1999 – e com a Resolução n 51 do Conselho da
Justiça Federal - regulamentadora da matéria –, mediante
os quais se autoriza a convocação de Juízes Federais de
Primeiro Grau em número equivalente à composição do
Tribunal. Aponta a ausência de razoabilidade, porquanto a
decisão reduz a faculdade de convocação para atuar na
Segunda Instância, de 27 Juízes para 8, número
incompatível com as reais necessidades da 1... Região,
considerado o afastamento das funções judicantes do
Presidente, do Vice-Presidente, do Corregedor-Geral e do
membro designado para coordenar os Juizados Especiais
Federais, e, ainda, os três cargos vagos que aguardam
provimento. Sublinha a peculiaridade do Órgão, tendo em
conta deter a maior jurisdição do país em território -
compreendendo 388 Juízes Federais, titulares e
substitutos, que atuam em 194 Varas instaladas em 14
Estados – a denotar a inviabilização no atendimento às
demandas recursais.
Sob o ângulo do risco, sustenta que o cumprimento
da medida deixará sensivelmente descoberta, de forma
repentina, a prestação de serviços inerentes à instância
recursal, com prejuízos aos jurisdicionados. Postula o
deferimento de liminar para suspender os efeitos do ato
atacado, consubstanciado no Ofício n 11347-
E/CNJ/COR/2009, de 11 de novembro de 2009, até o
julgamento final deste mandado de segurança. Alfim,
requer seja definitivamente cassada a determinação que
limita a convocação dos Juízes às balizas impostas pelo
Conselho.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
11347-E/CNJ/COR/2009 em 48 horas.
A impetrante sustenta a ilegalidade do ato, ante o
descompasso com o disposto no artigo 4... da Lei n
12.011/2009 – norma que repetiria o teor da Lei n
9.788/1999 – e com a Resolução n 51 do Conselho da
Justiça Federal - regulamentadora da matéria –, mediante
os quais se autoriza a convocação de Juízes Federais de
Primeiro Grau em número equivalente à composição do
Tribunal. Aponta a ausência de razoabilidade, porquanto a
decisão reduz a faculdade de convocação para atuar na
Segunda Instância, de 27 Juízes para 8, número
incompatível com as reais necessidades da 1... Região,
considerado o afastamento das funções judicantes do
Presidente, do Vice-Presidente, do Corregedor-Geral e do
membro designado para coordenar os Juizados Especiais
Federais, e, ainda, os três cargos vagos que aguardam
provimento. Sublinha a peculiaridade do Órgão, tendo em
conta deter a maior jurisdição do país em território -
compreendendo 388 Juízes Federais, titulares e
substitutos, que atuam em 194 Varas instaladas em 14
Estados – a denotar a inviabilização no atendimento às
demandas recursais.
Sob o ângulo do risco, sustenta que o cumprimento
da medida deixará sensivelmente descoberta, de forma
repentina, a prestação de serviços inerentes à instância
recursal, com prejuízos aos jurisdicionados. Postula o
deferimento de liminar para suspender os efeitos do ato
atacado, consubstanciado no Ofício n 11347-
E/CNJ/COR/2009, de 11 de novembro de 2009, até o
julgamento final deste mandado de segurança. Alfim,
requer seja definitivamente cassada a determinação que
limita a convocação dos Juízes às balizas impostas pelo
Conselho.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
Na Petição/Supremo Tribunal Federal n 7.571/2010 (não anexada ao
processo), a impetrante requer a juntada da certidão do
julgamento
do
Recurso
Administrativo
n
200920000005114, ocorrido na Sessão Ordinária de 9 de
fevereiro de 2010, e o aditamento da inicial para apontar a
decisão nele proclamada como o ato impugnado nesta
impetração.
O processo encontra-se concluso a Vossa Excelência
para o exame do pedido de medida acauteladora, ante a
licença do Relator, Ministro Celso de Mello (folha 156).
Anoto estar a peça primeira do processo subscrita
pelo Advogado da União Doutor Alisson da Cunha
Almeida, considerada a delegação formal do Advogado-
Geral da União (folha 22).
2. Conforme dispõe o artigo 109 da Carta Federal, aos
Juízes Federais compete processar e julgar as ações
mencionadas nos respectivos incisos. Em harmonia com esse
texto, tem-se o artigo 118 da Lei Complementar n 35/79 –
LOMAN:
Art. 118. Em caso de vaga ou afastamento, por prazo
superior a 30 (trinta) dias, de membro dos Tribunais
Superiores, dos Tribunais Regionais, dos Tribunais de
Justiça e dos Tribunais de Alçada, (Vetado) poderão ser
convocados Juízes, em Substituição (Vetado) escolhidos
(Vetado) por decisão da maioria absoluta do Tribunal
respectivo, ou, se houver, de seu Órgão Especial:
[...]
Surge, à primeira vista, conflitante com o texto
constitucional, revelando rotundo desvio de função, previsão
no sentido de convocar-se Juízes para atuarem como
4
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HC 101.263 / GO
Na Petição/Supremo Tribunal Federal n 7.571/2010 (não anexada ao
processo), a impetrante requer a juntada da certidão do
julgamento
do
Recurso
Administrativo
n
200920000005114, ocorrido na Sessão Ordinária de 9 de
fevereiro de 2010, e o aditamento da inicial para apontar a
decisão nele proclamada como o ato impugnado nesta
impetração.
O processo encontra-se concluso a Vossa Excelência
para o exame do pedido de medida acauteladora, ante a
licença do Relator, Ministro Celso de Mello (folha 156).
Anoto estar a peça primeira do processo subscrita
pelo Advogado da União Doutor Alisson da Cunha
Almeida, considerada a delegação formal do Advogado-
Geral da União (folha 22).
2. Conforme dispõe o artigo 109 da Carta Federal, aos
Juízes Federais compete processar e julgar as ações
mencionadas nos respectivos incisos. Em harmonia com esse
texto, tem-se o artigo 118 da Lei Complementar n 35/79 –
LOMAN:
Art. 118. Em caso de vaga ou afastamento, por prazo
superior a 30 (trinta) dias, de membro dos Tribunais
Superiores, dos Tribunais Regionais, dos Tribunais de
Justiça e dos Tribunais de Alçada, (Vetado) poderão ser
convocados Juízes, em Substituição (Vetado) escolhidos
(Vetado) por decisão da maioria absoluta do Tribunal
respectivo, ou, se houver, de seu Órgão Especial:
[...]
Surge, à primeira vista, conflitante com o texto
constitucional, revelando rotundo desvio de função, previsão
no sentido de convocar-se Juízes para atuarem como
4
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HC 101.263 / GO
verdadeiros assessores, muito embora utilizado sutil jogo de
palavras, afirmando-se que serão auxiliares dos Juízes que
integram o Tribunal. A lei não pode fazer de um Juiz um
auxiliar, um assessor de quem quer que seja. E o pior,
“descobrindo um santo para cobrir outro”. Explico: passa-se a
ter um Juiz sem Vara, à margem da atuação que lhe é própria,
deslocado de suas funções, ausente, consideradas as atribuições
do cargo previstas na Carta Federal. O procedimento prejudica
a área que aponto como pedreira da magistratura - a primeira
instância – e, consequentemente, os jurisdicionados. Tudo isso
ocorre a pretexto de agilitarem-se os trabalhos nos Tribunais,
pouco importando o meio, pouco importando a gritante
inversão de valores. Passa-se a ter o Juiz-assessor, o Juiz-
auxiliar, figuras que talvez somente gerem uma vantagem - e
mesmo assim creio-a infrutífera, presente o apego maior a
princípios -, a convivência estreita com a cúpula do poder,
quiçá lubrificando as engrenagens de uma carreira profissional
célere.
Alfim, cumpre indagar: quantos cargos destinados a Juiz
há em cada Tribunal? Quantas cadeiras – e a previsão é
exaustiva, ante a coincidência com o número de cargos criados
por lei ou pela Constituição - existem neste ou naquele
Tribunal? A resposta salta aos olhos e a percepção, por isso
mesmo, está ao alcance de todos, especialmente dos que
exercem com fidelidade a missão sublime que é a de julgar.
Oxalá venha a prevalecer a verdade, no que voltada aos
interesses maiores da República. Juiz de primeira instância não
é assessor, não é auxiliar de integrante de tribunal, com este não
se confunde, sendo limitada a possibilidade de substituição. O
que se dirá do implemento de verdadeira sobreposição revelada
pelo fato de, sem o afastamento do titular considerada causa
prevista na LOMAN, o convocado fazer as vezes deste,
inclusive comparecendo a sessões, em desprezo total, nesse
caso, ao princípio do Juiz natural. Imaginem transportada a
prática, em verdadeira clonagem humana e jurisdicional, para
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
verdadeiros assessores, muito embora utilizado sutil jogo de
palavras, afirmando-se que serão auxiliares dos Juízes que
integram o Tribunal. A lei não pode fazer de um Juiz um
auxiliar, um assessor de quem quer que seja. E o pior,
“descobrindo um santo para cobrir outro”. Explico: passa-se a
ter um Juiz sem Vara, à margem da atuação que lhe é própria,
deslocado de suas funções, ausente, consideradas as atribuições
do cargo previstas na Carta Federal. O procedimento prejudica
a área que aponto como pedreira da magistratura - a primeira
instância – e, consequentemente, os jurisdicionados. Tudo isso
ocorre a pretexto de agilitarem-se os trabalhos nos Tribunais,
pouco importando o meio, pouco importando a gritante
inversão de valores. Passa-se a ter o Juiz-assessor, o Juiz-
auxiliar, figuras que talvez somente gerem uma vantagem - e
mesmo assim creio-a infrutífera, presente o apego maior a
princípios -, a convivência estreita com a cúpula do poder,
quiçá lubrificando as engrenagens de uma carreira profissional
célere.
Alfim, cumpre indagar: quantos cargos destinados a Juiz
há em cada Tribunal? Quantas cadeiras – e a previsão é
exaustiva, ante a coincidência com o número de cargos criados
por lei ou pela Constituição - existem neste ou naquele
Tribunal? A resposta salta aos olhos e a percepção, por isso
mesmo, está ao alcance de todos, especialmente dos que
exercem com fidelidade a missão sublime que é a de julgar.
Oxalá venha a prevalecer a verdade, no que voltada aos
interesses maiores da República. Juiz de primeira instância não
é assessor, não é auxiliar de integrante de tribunal, com este não
se confunde, sendo limitada a possibilidade de substituição. O
que se dirá do implemento de verdadeira sobreposição revelada
pelo fato de, sem o afastamento do titular considerada causa
prevista na LOMAN, o convocado fazer as vezes deste,
inclusive comparecendo a sessões, em desprezo total, nesse
caso, ao princípio do Juiz natural. Imaginem transportada a
prática, em verdadeira clonagem humana e jurisdicional, para
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
os tribunais superiores, para, até mesmo, o Supremo! Será o
máximo em termos de desvirtuamento, afastando-se predicado
da administração jurisdicional – a organização rígida de seus
órgãos.
É tempo de perceber-se noção comezinha: em Direito,
especialmente o instrumental, o meio justifica o fim e não o
inverso, sob pena de ter-se o descalabro, a babel. A questão
alusiva à sobrecarga crônica de processos enfrentada nos
tribunais reclama outras soluções e não delegações espúrias do
ofício judicante. Paga-se um preço por viver em um Estado de
Direito – e é módico, estando ao alcance de todos -, o respeito
irrestrito à Constituição Federal e às normas abstratas com ela
compatíveis. Esse arcabouço a todos, indistintamente, submete.
Descabe potencializar, em detrimento dela, o pragmatismo,
mesmo porque não falta criatividade, não faltam “bem-
intencionados”. O mais consentâneo com a ordem jurídico-
constitucional teria sido o Conselho Nacional de Justiça
pronunciar-se contra qualquer convocação que implicasse
transmudar Juiz em auxiliar ou assessor. Mas isso não
aconteceu com a extensão desejável, havendo-se limitado, tão
somente, o número de deslocados de suas funções. Ocorre que
o mandado de segurança não é ação de mão dupla e somente
cabe, assim, indeferir a liminar, no que o pedido importa em
resultado extravagante, ou seja, a convocação, praticamente
irrestrita, de Juízes para assessorar ou auxiliar. Pobre
magistratura nacional, ante a ambivalência verificada! Pobre
magistratura nacional, ante o abandono da sua razão de ser!
3. Em face dessas premissas, indefiro a cautelar.
4. Solicitem informações ao Conselho Nacional de Justiça
e, uma vez prestadas, colham o parecer do Procurador-Geral da
República.
5. Publiquem.
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
os tribunais superiores, para, até mesmo, o Supremo! Será o
máximo em termos de desvirtuamento, afastando-se predicado
da administração jurisdicional – a organização rígida de seus
órgãos.
É tempo de perceber-se noção comezinha: em Direito,
especialmente o instrumental, o meio justifica o fim e não o
inverso, sob pena de ter-se o descalabro, a babel. A questão
alusiva à sobrecarga crônica de processos enfrentada nos
tribunais reclama outras soluções e não delegações espúrias do
ofício judicante. Paga-se um preço por viver em um Estado de
Direito – e é módico, estando ao alcance de todos -, o respeito
irrestrito à Constituição Federal e às normas abstratas com ela
compatíveis. Esse arcabouço a todos, indistintamente, submete.
Descabe potencializar, em detrimento dela, o pragmatismo,
mesmo porque não falta criatividade, não faltam “bem-
intencionados”. O mais consentâneo com a ordem jurídico-
constitucional teria sido o Conselho Nacional de Justiça
pronunciar-se contra qualquer convocação que implicasse
transmudar Juiz em auxiliar ou assessor. Mas isso não
aconteceu com a extensão desejável, havendo-se limitado, tão
somente, o número de deslocados de suas funções. Ocorre que
o mandado de segurança não é ação de mão dupla e somente
cabe, assim, indeferir a liminar, no que o pedido importa em
resultado extravagante, ou seja, a convocação, praticamente
irrestrita, de Juízes para assessorar ou auxiliar. Pobre
magistratura nacional, ante a ambivalência verificada! Pobre
magistratura nacional, ante o abandono da sua razão de ser!
3. Em face dessas premissas, indefiro a cautelar.
4. Solicitem informações ao Conselho Nacional de Justiça
e, uma vez prestadas, colham o parecer do Procurador-Geral da
República.
5. Publiquem.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 101.263 / GO
Brasília – residência –, 20 de fevereiro de 2010, às 18h15.
Tem-se que o julgamento procedido pelo Tribunal Regional Federal
ocorreu mediante atuação de órgão composto ao arrepio da ordem
jurídica e, portanto, em contrariedade ao princípio do juiz natural.
Conforme ressaltado pelo Superior Tribunal de Justiça, o Colegiado foi
integrado por dois juízes de primeira instância que estavam convocados
no Tribunal para auxílio a titulares.
Concedo a ordem para assentar a nulidade do acórdão do Tribunal
Regional Federal da 1... Região relativo ao Recurso Criminal n
2007.35.00.000100-0/GO.
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 101.263 / GO
Brasília – residência –, 20 de fevereiro de 2010, às 18h15.
Tem-se que o julgamento procedido pelo Tribunal Regional Federal
ocorreu mediante atuação de órgão composto ao arrepio da ordem
jurídica e, portanto, em contrariedade ao princípio do juiz natural.
Conforme ressaltado pelo Superior Tribunal de Justiça, o Colegiado foi
integrado por dois juízes de primeira instância que estavam convocados
no Tribunal para auxílio a titulares.
Concedo a ordem para assentar a nulidade do acórdão do Tribunal
Regional Federal da 1... Região relativo ao Recurso Criminal n
2007.35.00.000100-0/GO.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16
Voto - MIN. ROSA WEBER
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço
vênia para conhecer do habeas corpus e denegá-lo, considerando os
conhecidos precedentes desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 597.133/RS – Rel. Min.
Ricardo Lewandowski – Pleno – DJe 05.4.2011; HC 97.886/SP, rel. Min.
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 19.8.2010; HC 99.240/AM, rel. Min. Ayres
Britto, 1... Turma, DJe 20.5.2010).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço
vênia para conhecer do habeas corpus e denegá-lo, considerando os
conhecidos precedentes desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 597.133/RS – Rel. Min.
Ricardo Lewandowski – Pleno – DJe 05.4.2011; HC 97.886/SP, rel. Min.
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 19.8.2010; HC 99.240/AM, rel. Min. Ayres
Britto, 1... Turma, DJe 20.5.2010).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16
Voto - MIN. LUIZ FUX
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, fiquei
como Redator desse acórdão no Plenário, que entendeu que essa
possibilidade de convocação não ofende a nenhum cânone e obedece ao
princípio da legalidade. Peço vênia para acompanhar a Ministra.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, fiquei
como Redator desse acórdão no Plenário, que entendeu que essa
possibilidade de convocação não ofende a nenhum cânone e obedece ao
princípio da legalidade. Peço vênia para acompanhar a Ministra.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, também
peço vênia para divergir e na forma do que já votei também no Plenário.
* * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 101.263 GOIÁS
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, também
peço vênia para divergir e na forma do que já votei também no Plenário.
* * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 101.263
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber,
Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 101.263
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : JOÃO DIAS DE AZEVEDO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber,
Redatora para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 101 . 263",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"HABEAS CORPUS 101 . 263 GOIÁS",
"HABEAS CORPUS 101 . 263 GOIÁS",
"HC 101 . 263 / GO",
"Habeas Corpus n 84 . 414 - 6 / SP",
"HC 101 . 263 / GO",
"Habeas Corpus n 84 . 414 - 6 / SP",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"HABEAS CORPUS 101 . 263",
"Mandado de Segurança n 28 . 627 / DF",
"HABEAS CORPUS 101 . 263",
"Mandado de Segurança n 28 . 627 / DF",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"Petição",
"Recurso Administrativo n 200920000005114",
"HC 101 . 263 / GO",
"Petição",
"Recurso Administrativo n 200920000005114",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"Recurso Criminal n 2007 . 35 . 00 . 000100 - 0 / GO",
"HC 101 . 263 / GO",
"Recurso Criminal n 2007 . 35 . 00 . 000100 - 0 / GO",
"HABEAS CORPUS 101 . 263",
"Recurso Extraordinário 597 . 133 / RS",
"HC 97 . 886 / SP",
"HC 99 . 240 / AM",
"HABEAS CORPUS 101 . 263 GOIÁS",
"Recurso Extraordinário 597 . 133 / RS",
"HC 97 . 886 / SP",
"HC 99 . 240 / AM",
"HABEAS CORPUS 101 . 263 GOIÁS",
"HABEAS CORPUS 101 . 263 GOIÁS",
"HABEAS CORPUS 101 . 263",
"HABEAS CORPUS 101 . 263 GOIÁS",
"HABEAS CORPUS 101 . 263",
"HABEAS CORPUS 101 . 263"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei 9 . 788 / 1999",
"art . 566 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 93 , inciso III , e 98 , inciso I , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 93 , inciso III , e 98 , inciso I , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 4 . . . da Lei n 12 . 011 / 2009",
"Lei n 9",
"Resolução n 51 do Conselho da Justiça Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 4 . . . da Lei n 12 . 011 / 2009",
"Lei n 9 . 788 / 1999",
"Resolução n 51 do Conselho da Justiça Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 109 da Carta Federal",
"artigo 118 da Lei Complementar n 35 / 79",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 109 da Carta Federal",
"artigo 118 da Lei Complementar n 35 / 79",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"Constituição",
"LOMAN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"GOIÁS",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"Brasília",
"Brasília",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Supremo",
"Defensoria Pública da União",
"Terceira Turma do Tribunal Regional Federal",
"1",
"Procuradoria Geral da República",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Supremo",
"Defensoria Pública da União",
"Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Procuradoria Geral da República",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal",
"Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal",
"Regional Federal da 1 . . . Região",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CNJ",
"/",
"COR",
"/",
"2009",
"Segunda Instância",
"Juizados Especiais Federais",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Instância",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"LOMAN",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"Supremo",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"Pleno",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"JOÃO DIAS DE AZEVEDO",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"JOÃO DIAS DE AZEVEDO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"JOÃO DIAS DE AZEVEDO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Celso de Mello",
"MARCO AURÉLIO",
"Celso de Mello",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Celso de Mello",
"Alisson da Cunha Almeida",
"Celso de Mello",
"Alisson da Cunha Almeida",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"JOÃO DIAS DE AZEVEDO",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"JOÃO DIAS DE AZEVEDO",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de",
"Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"22",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9 de janeiro de 2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"9 de janeiro de 2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6 de junho de 2000",
"26 de novembro de 2004",
"23 de novembro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6 de junho de 2000",
"26 de novembro de 2004",
"23 de novembro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6 de novembro de 2011",
"22",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6 de novembro de 2011",
"22",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11 de novembro de 2009",
"13 de novembro de 2009",
"9 de fevereiro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11 de novembro de 2009",
"13 de novembro de 2009",
"9 de fevereiro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11 de novembro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11 de novembro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 de fevereiro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 de fevereiro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de fevereiro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de fevereiro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"05",
".",
"4",
".",
"2011",
"19",
".",
"8",
".",
"2010",
"20",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"05",
".",
"4",
".",
"2011",
"19",
".",
"8",
".",
"2010",
"20",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A -
INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S)
:CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Falência. Crédito
previdenciário. Execução. Competência. Juízo falimentar.
1. Declarada a falência da empresa, as execuções em curso na Justiça
do Trabalho devem prosseguir no juízo falimentar.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1814790.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A -
INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S)
:CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro Menezes Direito negou provimento ao agravo de instrumento
(fls. 95 a 97), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe agravo
de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 114, § 3º,
e 195, incisos I, alínea ‘a’, e II, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Terceira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado:
'AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA. EXECUÇÃO. CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO.
SUJEIÇÃO AO JUÍZO FALIMENTAR. Não ofende a
literalidade do art. 114, § 3º, da Constituição Federal, a
determinação de habilitação de crédito previdenciário
junto ao juízo falimentar. É que o crédito trabalhista,
superprivilegiado, sujeita-se ao concurso universal de
credores, atraindo seus acessórios (contribuições sociais
resultantes das sentenças trabalhistas) à mesma sorte.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1814787.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A -
INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S)
:CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro Menezes Direito negou provimento ao agravo de instrumento
(fls. 95 a 97), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe agravo
de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 114, § 3º,
e 195, incisos I, alínea ‘a’, e II, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Terceira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado:
'AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA. EXECUÇÃO. CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO.
SUJEIÇÃO AO JUÍZO FALIMENTAR. Não ofende a
literalidade do art. 114, § 3º, da Constituição Federal, a
determinação de habilitação de crédito previdenciário
junto ao juízo falimentar. É que o crédito trabalhista,
superprivilegiado, sujeita-se ao concurso universal de
credores, atraindo seus acessórios (contribuições sociais
resultantes das sentenças trabalhistas) à mesma sorte.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
AI 625.709 AGR / AM
Agravo de Instrumento a que se nega provimento' (fl. 48).
Opina o Ministério Público Federal, com parecer do
ilustrado Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot
Monteiro de Barros, pelo desprovimento do agravo (fls. 89 a
92).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recorrente foi intimado do
acórdão recorrido em 24/5/05, como expresso na certidão de
folha 53, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
O artigo 195, incisos I, alínea ‘a’, e II, da Constituição
Federal, apontado como violado, carece do devido
prequestionamento, sendo certo que não foram opostos
embargos de declaração para sanar eventual omissão no
acórdão recorrido. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
Por outro lado, o acórdão recorrido está em sintonia com a
jurisprudência desta Corte, que firmou entendimento no
sentido de que, declarada a falência da empresa reclamada, as
execuções em curso na Justiça do Trabalho devem prosseguir
no juízo falimentar. Nesse sentido, anote-se:
'Conflito de Competência. Execução trabalhista e
superveniente declaração de falência da empresa
executada. Competência deste Supremo Tribunal para
julgar o conflito, à luz da interpretação firmada do
disposto no art. 102, I, o da CF. Com a manifestação
expressa do TST pela competência do Juízo suscitado,
restou caracterizada a existência de conflito entre uma
Corte Superior e um Juízo de primeira instância, àquela
não vinculado, sendo deste Supremo Tribunal a
competência para julgá-lo. Precedentes: CC's 7.025, Rel.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
Agravo de Instrumento a que se nega provimento' (fl. 48).
Opina o Ministério Público Federal, com parecer do
ilustrado Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot
Monteiro de Barros, pelo desprovimento do agravo (fls. 89 a
92).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recorrente foi intimado do
acórdão recorrido em 24/5/05, como expresso na certidão de
folha 53, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
O artigo 195, incisos I, alínea ‘a’, e II, da Constituição
Federal, apontado como violado, carece do devido
prequestionamento, sendo certo que não foram opostos
embargos de declaração para sanar eventual omissão no
acórdão recorrido. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
Por outro lado, o acórdão recorrido está em sintonia com a
jurisprudência desta Corte, que firmou entendimento no
sentido de que, declarada a falência da empresa reclamada, as
execuções em curso na Justiça do Trabalho devem prosseguir
no juízo falimentar. Nesse sentido, anote-se:
'Conflito de Competência. Execução trabalhista e
superveniente declaração de falência da empresa
executada. Competência deste Supremo Tribunal para
julgar o conflito, à luz da interpretação firmada do
disposto no art. 102, I, o da CF. Com a manifestação
expressa do TST pela competência do Juízo suscitado,
restou caracterizada a existência de conflito entre uma
Corte Superior e um Juízo de primeira instância, àquela
não vinculado, sendo deste Supremo Tribunal a
competência para julgá-lo. Precedentes: CC's 7.025, Rel.
2
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Relatório
AI 625.709 AGR / AM
Min. Celso de Mello, 7.027, Rel. Min. Celso de Mello e
7.087, Rel. Min. Marco Aurélio. Alegação de coisa julgada
material. Inexistência. Tendo o referido mandamus como
objeto a declaração do direito líquido e certo da massa
falida em habilitar nos autos da falência o crédito do
interessado, as teses suscitadas quanto à natureza
privilegiada do crédito trabalhista, quanto à anterioridade
da penhora em relação à declaração da falência e quanto à
competência da Justiça Trabalhista para dar seguimento à
execução, são todas razões de decidir, não alcançadas,
segundo o disposto no art. 469, I do CPC, pela coisa
julgada material. Ausência de identidade entre os
elementos da ação mandamental impetrada e do conflito
de competência. Quanto ao mérito, tenho por competente
o Juízo suscitante, uma vez que, a natureza privilegiada
do crédito trabalhista, conferida por força de lei, somente
pode ser concebida no próprio âmbito do concurso dos
credores habilitados na falência. O processo falimentar é
uma execução coletiva, abarcando, inclusive, credores de
mesma hierarquia, que não podem ser preteridos, uns
pelos outros, pelo exaurimento do patrimônio da massa
falida nas execuções individuais, impedindo-se, assim, o
justo rateio entre seus pares, na execução falimentar.
Conflito conhecido para declarar a competência do
suscitante, o Juízo de Direito da 3ª Vara Cível da Comarca
de Americana - SP' (CC nº 7.116/SP, Tribunal Pleno,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 23/8/02).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
EXECUÇÃO TRABALHISTA E SUPERVENIENTE
DECLARAÇÃO DE FALÊNCIA DA EMPRESA
EXECUTADA. COMPETÊNCIA. JUÍZO FALIMENTAR. 1.
As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade,
do devido processo legal, da motivação dos atos
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
Min. Celso de Mello, 7.027, Rel. Min. Celso de Mello e
7.087, Rel. Min. Marco Aurélio. Alegação de coisa julgada
material. Inexistência. Tendo o referido mandamus como
objeto a declaração do direito líquido e certo da massa
falida em habilitar nos autos da falência o crédito do
interessado, as teses suscitadas quanto à natureza
privilegiada do crédito trabalhista, quanto à anterioridade
da penhora em relação à declaração da falência e quanto à
competência da Justiça Trabalhista para dar seguimento à
execução, são todas razões de decidir, não alcançadas,
segundo o disposto no art. 469, I do CPC, pela coisa
julgada material. Ausência de identidade entre os
elementos da ação mandamental impetrada e do conflito
de competência. Quanto ao mérito, tenho por competente
o Juízo suscitante, uma vez que, a natureza privilegiada
do crédito trabalhista, conferida por força de lei, somente
pode ser concebida no próprio âmbito do concurso dos
credores habilitados na falência. O processo falimentar é
uma execução coletiva, abarcando, inclusive, credores de
mesma hierarquia, que não podem ser preteridos, uns
pelos outros, pelo exaurimento do patrimônio da massa
falida nas execuções individuais, impedindo-se, assim, o
justo rateio entre seus pares, na execução falimentar.
Conflito conhecido para declarar a competência do
suscitante, o Juízo de Direito da 3ª Vara Cível da Comarca
de Americana - SP' (CC nº 7.116/SP, Tribunal Pleno,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 23/8/02).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
EXECUÇÃO TRABALHISTA E SUPERVENIENTE
DECLARAÇÃO DE FALÊNCIA DA EMPRESA
EXECUTADA. COMPETÊNCIA. JUÍZO FALIMENTAR. 1.
As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade,
do devido processo legal, da motivação dos atos
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
AI 625.709 AGR / AM
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame
prévio de textos normativos inferiores, podem configurar,
quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao
texto da Constituição do Brasil. 2. O Supremo Tribunal
Federal firmou entendimento no sentido de que,
decretada a falência, a execução do crédito trabalhista
deve ser processada perante o Juízo falimentar, sendo
necessária a sua habilitação no juízo universal [CC 7.116,
Plenário, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de
23.8.2002]. Agravo regimental a que se nega provimento'
(AI nº 584.049/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJ de 1º/9/06).
'Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Recurso que não demonstra o desacerto da decisão
agravada. 3. Competência. Falência e execução trabalhista.
Juízo falimentar. Precedentes. 4. Agravo regimental a que
se nega provimento' (AI nº 585.407/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de
1º/12/06).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.”
Aduz o agravante, in verbis, que:
“(...)
Não foi apontado como violado o artigo 195 da CF/88,
apontou-se sim como violado o artigo 114, § 3º da CF/88 que
determina a execução ex officio das contribuições sociais
elencadas no mencionado artigo 195. Assim, não era necessário
o prequestionamento deste dispositivo constitucional, bastando
somente o prequestionamento do artigo constitucional que
define a competência da Justiça do Trabalho.
(...)
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame
prévio de textos normativos inferiores, podem configurar,
quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao
texto da Constituição do Brasil. 2. O Supremo Tribunal
Federal firmou entendimento no sentido de que,
decretada a falência, a execução do crédito trabalhista
deve ser processada perante o Juízo falimentar, sendo
necessária a sua habilitação no juízo universal [CC 7.116,
Plenário, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de
23.8.2002]. Agravo regimental a que se nega provimento'
(AI nº 584.049/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJ de 1º/9/06).
'Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Recurso que não demonstra o desacerto da decisão
agravada. 3. Competência. Falência e execução trabalhista.
Juízo falimentar. Precedentes. 4. Agravo regimental a que
se nega provimento' (AI nº 585.407/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de
1º/12/06).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.”
Aduz o agravante, in verbis, que:
“(...)
Não foi apontado como violado o artigo 195 da CF/88,
apontou-se sim como violado o artigo 114, § 3º da CF/88 que
determina a execução ex officio das contribuições sociais
elencadas no mencionado artigo 195. Assim, não era necessário
o prequestionamento deste dispositivo constitucional, bastando
somente o prequestionamento do artigo constitucional que
define a competência da Justiça do Trabalho.
(...)
4
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Relatório
AI 625.709 AGR / AM
Nestes autos se discute acerca da impossibilidade de
habilitação de créditos previdenciários em processo falimentar,
face a especialíssima competência atribuída à Justiça do
Trabalho para executar as contribuições previdenciárias
decorrentes das sentenças que proferir, conforme dispõe o
artigo 114 da CF/88.
As execuções destas contribuições previdenciárias apesar
de tramitarem perante a Justiça Trabalhista, não perdem sua
natureza de execução fiscal. São execuções de dívida ativa da
União, e por isso não estão sujeitas à habilitação no Juízo
Universal Falimentar, conforme preconizam os artigos 5º e 29
da LEF e 187 do CTN” (fls. 103/104).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
Nestes autos se discute acerca da impossibilidade de
habilitação de créditos previdenciários em processo falimentar,
face a especialíssima competência atribuída à Justiça do
Trabalho para executar as contribuições previdenciárias
decorrentes das sentenças que proferir, conforme dispõe o
artigo 114 da CF/88.
As execuções destas contribuições previdenciárias apesar
de tramitarem perante a Justiça Trabalhista, não perdem sua
natureza de execução fiscal. São execuções de dívida ativa da
União, e por isso não estão sujeitas à habilitação no Juízo
Universal Falimentar, conforme preconizam os artigos 5º e 29
da LEF e 187 do CTN” (fls. 103/104).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
Não se divisa afronta à literalidade do art. 114, § 3º, da
CLT, na hipótese, porque a Justiça do Trabalho não se furtou a
promover a execução de ofício do crédito previdenciário que
resultasse de sua sentença. Ocorre que o crédito trabalhista,
fato gerador do crédito previdenciário no caso, não foi aferido
de forma plena, ante a interrupção da execução por
superveniente falência da reclamada. O art. 114, § 3º, da
Constituição Federal, não dispõe, literalmente, da competência
para execução das contribuições sociais quando decretada a
falência” (fl. 51).
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, o Tribunal de
origem solucionou a lide em consonância com a jurisprudência desta
Corte, no sentido de que, declarada a falência da empresa reclamada, as
execuções em curso na Justiça do Trabalho devem prosseguir no juízo
falimentar.
Ressalte-se que, no exame do RE nº 583.955/RJ, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral da matéria
constitucional versada nestes autos, sobre qual seria o juízo competente
para processar e julgar a execução dos créditos trabalhistas no caso de
empresa em fase de recuperação judicial. O mérito da matéria objeto
deste feito foi examinado pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal,
que concluiu pela competência da Justiça estadual comum, em acórdão
assim ementado:
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14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
Não se divisa afronta à literalidade do art. 114, § 3º, da
CLT, na hipótese, porque a Justiça do Trabalho não se furtou a
promover a execução de ofício do crédito previdenciário que
resultasse de sua sentença. Ocorre que o crédito trabalhista,
fato gerador do crédito previdenciário no caso, não foi aferido
de forma plena, ante a interrupção da execução por
superveniente falência da reclamada. O art. 114, § 3º, da
Constituição Federal, não dispõe, literalmente, da competência
para execução das contribuições sociais quando decretada a
falência” (fl. 51).
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, o Tribunal de
origem solucionou a lide em consonância com a jurisprudência desta
Corte, no sentido de que, declarada a falência da empresa reclamada, as
execuções em curso na Justiça do Trabalho devem prosseguir no juízo
falimentar.
Ressalte-se que, no exame do RE nº 583.955/RJ, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral da matéria
constitucional versada nestes autos, sobre qual seria o juízo competente
para processar e julgar a execução dos créditos trabalhistas no caso de
empresa em fase de recuperação judicial. O mérito da matéria objeto
deste feito foi examinado pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal,
que concluiu pela competência da Justiça estadual comum, em acórdão
assim ementado:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 625.709 AGR / AM
“CONFLITO
NEGATIVO
DE
COMPETÊNCIA.
EXECUÇÃO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS
DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL COMUM, COM EXCLUSÃO DA JUSTIÇA DO
TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI
11.101/05, EM FACE DO ART. 114 DA CF. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A
questão central debatida no presente recurso consiste em saber
qual o juízo competente para processar e julgar a execução dos
créditos trabalhistas no caso de empresa em fase de recuperação
judicial. II - Na vigência do Decreto-lei 7.661/1945 consolidou-se
o entendimento de que a competência para executar os créditos
ora discutidos é da Justiça Estadual Comum, sendo essa
também a regra adotada pela Lei 11.101/05. III - O inc. IX do art.
114 da Constituição Federal apenas outorgou ao legislador
ordinário a faculdade de submeter à competência da Justiça
Laboral outras controvérsias, além daquelas taxativamente
estabelecidas nos incisos anteriores, desde que decorrentes da
relação de trabalho. IV - O texto constitucional não o obrigou a
fazê-lo, deixando ao seu alvedrio a avaliação das hipóteses em
que se afigure conveniente o julgamento pela Justiça do
Trabalho, à luz das peculiaridades das situações que pretende
regrar. V - A opção do legislador infraconstitucional foi manter
o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo
juízo universal da falência, sem prejuízo da competência da
Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de
conhecimento. VI - Recurso extraordinário conhecido e
improvido” (RE nº 583.955/RJ, Pleno, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 28/8/09).
Desse modo, é certo que o crédito previdenciário decorrente de
sentença trabalhista possui caráter acessório e, como tal, deve seguir a
sorte do principal, que é o crédito trabalhista, com a consequente
habilitação perante o juízo falimentar.
Sobre o tema, anote-se, ainda, as seguintes decisões monocráticas:
RE nº 599.608/GO, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11; e RE nº
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
“CONFLITO
NEGATIVO
DE
COMPETÊNCIA.
EXECUÇÃO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS
DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL COMUM, COM EXCLUSÃO DA JUSTIÇA DO
TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI
11.101/05, EM FACE DO ART. 114 DA CF. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A
questão central debatida no presente recurso consiste em saber
qual o juízo competente para processar e julgar a execução dos
créditos trabalhistas no caso de empresa em fase de recuperação
judicial. II - Na vigência do Decreto-lei 7.661/1945 consolidou-se
o entendimento de que a competência para executar os créditos
ora discutidos é da Justiça Estadual Comum, sendo essa
também a regra adotada pela Lei 11.101/05. III - O inc. IX do art.
114 da Constituição Federal apenas outorgou ao legislador
ordinário a faculdade de submeter à competência da Justiça
Laboral outras controvérsias, além daquelas taxativamente
estabelecidas nos incisos anteriores, desde que decorrentes da
relação de trabalho. IV - O texto constitucional não o obrigou a
fazê-lo, deixando ao seu alvedrio a avaliação das hipóteses em
que se afigure conveniente o julgamento pela Justiça do
Trabalho, à luz das peculiaridades das situações que pretende
regrar. V - A opção do legislador infraconstitucional foi manter
o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo
juízo universal da falência, sem prejuízo da competência da
Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de
conhecimento. VI - Recurso extraordinário conhecido e
improvido” (RE nº 583.955/RJ, Pleno, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 28/8/09).
Desse modo, é certo que o crédito previdenciário decorrente de
sentença trabalhista possui caráter acessório e, como tal, deve seguir a
sorte do principal, que é o crédito trabalhista, com a consequente
habilitação perante o juízo falimentar.
Sobre o tema, anote-se, ainda, as seguintes decisões monocráticas:
RE nº 599.608/GO, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11; e RE nº
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 625.709 AGR / AM
560.044/SC, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 11/2/10.
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
560.044/SC, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 11/2/10.
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A - INDÚSTRIA DE
EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S) : CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A - INDÚSTRIA DE
EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S) : CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1819714
| 2012-02-14T00:00:00
| 2012-03-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.2.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Falência. Crédito previdenciário. Execução. Competência. Juízo falimentar.
1. Declarada a falência da empresa, as execuções em curso na Justiça do Trabalho devem prosseguir no juízo falimentar.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur205991
|
- Acórdão citado: RE 583955.
- Decisão monocrática citada: RE 599608, RE 560044.
Número de páginas: 10.
Análise: 26/03/2012, BMB.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
625709
|
[
"LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\r\n ART-00114 PAR-00003 \r\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 625709 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A - INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S) : CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A -
INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S)
:CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Falência. Crédito
previdenciário. Execução. Competência. Juízo falimentar.
1. Declarada a falência da empresa, as execuções em curso na Justiça
do Trabalho devem prosseguir no juízo falimentar.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de fevereiro de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1814790.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A -
INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S)
:CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro Menezes Direito negou provimento ao agravo de instrumento
(fls. 95 a 97), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe agravo
de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 114, § 3...,
e 195, incisos I, alínea ‘a’, e II, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Terceira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado:
'AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA. EXECUÇÃO. CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO.
SUJEIÇÃO AO JUÍZO FALIMENTAR. Não ofende a
literalidade do art. 114, § 3..., da Constituição Federal, a
determinação de habilitação de crédito previdenciário
junto ao juízo falimentar. É que o crédito trabalhista,
superprivilegiado, sujeita-se ao concurso universal de
credores, atraindo seus acessórios (contribuições sociais
resultantes das sentenças trabalhistas) à mesma sorte.
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Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S)
:PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A -
INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S)
:CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro Menezes Direito negou provimento ao agravo de instrumento
(fls. 95 a 97), com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe agravo
de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 114, § 3...,
e 195, incisos I, alínea ‘a’, e II, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Terceira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado:
'AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA. EXECUÇÃO. CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO.
SUJEIÇÃO AO JUÍZO FALIMENTAR. Não ofende a
literalidade do art. 114, § 3..., da Constituição Federal, a
determinação de habilitação de crédito previdenciário
junto ao juízo falimentar. É que o crédito trabalhista,
superprivilegiado, sujeita-se ao concurso universal de
credores, atraindo seus acessórios (contribuições sociais
resultantes das sentenças trabalhistas) à mesma sorte.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
AI 625.709 AGR / AM
Agravo de Instrumento a que se nega provimento' (fl. 48).
Opina o Ministério Público Federal, com parecer do
ilustrado Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot
Monteiro de Barros, pelo desprovimento do agravo (fls. 89 a
92).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recorrente foi intimado do
acórdão recorrido em 24/5/05, como expresso na certidão de
folha 53, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
O artigo 195, incisos I, alínea ‘a’, e II, da Constituição
Federal, apontado como violado, carece do devido
prequestionamento, sendo certo que não foram opostos
embargos de declaração para sanar eventual omissão no
acórdão recorrido. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Por outro lado, o acórdão recorrido está em sintonia com a
jurisprudência desta Corte, que firmou entendimento no
sentido de que, declarada a falência da empresa reclamada, as
execuções em curso na Justiça do Trabalho devem prosseguir
no juízo falimentar. Nesse sentido, anote-se:
'Conflito de Competência. Execução trabalhista e
superveniente declaração de falência da empresa
executada. Competência deste Supremo Tribunal para
julgar o conflito, à luz da interpretação firmada do
disposto no art. 102, I, o da Constituição Federal de 1988. Com a manifestação
expressa do Tribunal Superior do Trabalho pela competência do Juízo suscitado,
restou caracterizada a existência de conflito entre uma
Corte Superior e um Juízo de primeira instância, àquela
não vinculado, sendo deste Supremo Tribunal a
competência para julgá-lo. Precedentes: Código Civil Brasileiro's 7.025, Rel.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
Agravo de Instrumento a que se nega provimento' (fl. 48).
Opina o Ministério Público Federal, com parecer do
ilustrado Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot
Monteiro de Barros, pelo desprovimento do agravo (fls. 89 a
92).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recorrente foi intimado do
acórdão recorrido em 24/5/05, como expresso na certidão de
folha 53, não sendo exigível a demonstração da existência de
repercussão geral das questões constitucionais trazidas no
recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de
Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Não merece prosperar a irresignação.
O artigo 195, incisos I, alínea ‘a’, e II, da Constituição
Federal, apontado como violado, carece do devido
prequestionamento, sendo certo que não foram opostos
embargos de declaração para sanar eventual omissão no
acórdão recorrido. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Por outro lado, o acórdão recorrido está em sintonia com a
jurisprudência desta Corte, que firmou entendimento no
sentido de que, declarada a falência da empresa reclamada, as
execuções em curso na Justiça do Trabalho devem prosseguir
no juízo falimentar. Nesse sentido, anote-se:
'Conflito de Competência. Execução trabalhista e
superveniente declaração de falência da empresa
executada. Competência deste Supremo Tribunal para
julgar o conflito, à luz da interpretação firmada do
disposto no art. 102, I, o da Constituição Federal de 1988. Com a manifestação
expressa do Tribunal Superior do Trabalho pela competência do Juízo suscitado,
restou caracterizada a existência de conflito entre uma
Corte Superior e um Juízo de primeira instância, àquela
não vinculado, sendo deste Supremo Tribunal a
competência para julgá-lo. Precedentes: Código Civil Brasileiro's 7.025, Rel.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
AI 625.709 AGR / AM
Min. Celso de Mello, 7.027, Rel. Min. Celso de Mello e
7.087, Rel. Min. Marco Aurélio. Alegação de coisa julgada
material. Inexistência. Tendo o referido mandamus como
objeto a declaração do direito líquido e certo da massa
falida em habilitar nos autos da falência o crédito do
interessado, as teses suscitadas quanto à natureza
privilegiada do crédito trabalhista, quanto à anterioridade
da penhora em relação à declaração da falência e quanto à
competência da Justiça Trabalhista para dar seguimento à
execução, são todas razões de decidir, não alcançadas,
segundo o disposto no art. 469, I do Código de Processo Civil, pela coisa
julgada material. Ausência de identidade entre os
elementos da ação mandamental impetrada e do conflito
de competência. Quanto ao mérito, tenho por competente
o Juízo suscitante, uma vez que, a natureza privilegiada
do crédito trabalhista, conferida por força de lei, somente
pode ser concebida no próprio âmbito do concurso dos
credores habilitados na falência. O processo falimentar é
uma execução coletiva, abarcando, inclusive, credores de
mesma hierarquia, que não podem ser preteridos, uns
pelos outros, pelo exaurimento do patrimônio da massa
falida nas execuções individuais, impedindo-se, assim, o
justo rateio entre seus pares, na execução falimentar.
Conflito conhecido para declarar a competência do
suscitante, o Juízo de Direito da 3... Vara Cível da Comarca
de Americana - SP' (Código Civil Brasileiro n 7.116/SP, Tribunal Pleno,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 23/8/02).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
EXECUÇÃO TRABALHISTA E SUPERVENIENTE
DECLARAÇÃO DE FALÊNCIA DA EMPRESA
EXECUTADA. COMPETÊNCIA. JUÍZO FALIMENTAR. 1.
As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade,
do devido processo legal, da motivação dos atos
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
Min. Celso de Mello, 7.027, Rel. Min. Celso de Mello e
7.087, Rel. Min. Marco Aurélio. Alegação de coisa julgada
material. Inexistência. Tendo o referido mandamus como
objeto a declaração do direito líquido e certo da massa
falida em habilitar nos autos da falência o crédito do
interessado, as teses suscitadas quanto à natureza
privilegiada do crédito trabalhista, quanto à anterioridade
da penhora em relação à declaração da falência e quanto à
competência da Justiça Trabalhista para dar seguimento à
execução, são todas razões de decidir, não alcançadas,
segundo o disposto no art. 469, I do Código de Processo Civil, pela coisa
julgada material. Ausência de identidade entre os
elementos da ação mandamental impetrada e do conflito
de competência. Quanto ao mérito, tenho por competente
o Juízo suscitante, uma vez que, a natureza privilegiada
do crédito trabalhista, conferida por força de lei, somente
pode ser concebida no próprio âmbito do concurso dos
credores habilitados na falência. O processo falimentar é
uma execução coletiva, abarcando, inclusive, credores de
mesma hierarquia, que não podem ser preteridos, uns
pelos outros, pelo exaurimento do patrimônio da massa
falida nas execuções individuais, impedindo-se, assim, o
justo rateio entre seus pares, na execução falimentar.
Conflito conhecido para declarar a competência do
suscitante, o Juízo de Direito da 3... Vara Cível da Comarca
de Americana - SP' (Código Civil Brasileiro n 7.116/SP, Tribunal Pleno,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 23/8/02).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
EXECUÇÃO TRABALHISTA E SUPERVENIENTE
DECLARAÇÃO DE FALÊNCIA DA EMPRESA
EXECUTADA. COMPETÊNCIA. JUÍZO FALIMENTAR. 1.
As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade,
do devido processo legal, da motivação dos atos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
AI 625.709 AGR / AM
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame
prévio de textos normativos inferiores, podem configurar,
quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao
texto da Constituição do Brasil. 2. O Supremo Tribunal
Federal firmou entendimento no sentido de que,
decretada a falência, a execução do crédito trabalhista
deve ser processada perante o Juízo falimentar, sendo
necessária a sua habilitação no juízo universal [Código Civil Brasileiro 7.116,
Plenário, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de
23.8.2002]. Agravo regimental a que se nega provimento'
(AI n 584.049/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJ de 1.../9/06).
'Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Recurso que não demonstra o desacerto da decisão
agravada. 3. Competência. Falência e execução trabalhista.
Juízo falimentar. Precedentes. 4. Agravo regimental a que
se nega provimento' (AI n 585.407/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de
1.../12/06).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.”
Aduz o agravante, in verbis, que:
“(...)
Não foi apontado como violado o artigo 195 da Constituição Federal de 1988/88,
apontou-se sim como violado o artigo 114, § 3... da Constituição Federal de 1988/88 que
determina a execução ex officio das contribuições sociais
elencadas no mencionado artigo 195. Assim, não era necessário
o prequestionamento deste dispositivo constitucional, bastando
somente o prequestionamento do artigo constitucional que
define a competência da Justiça do Trabalho.
(...)
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame
prévio de textos normativos inferiores, podem configurar,
quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao
texto da Constituição do Brasil. 2. O Supremo Tribunal
Federal firmou entendimento no sentido de que,
decretada a falência, a execução do crédito trabalhista
deve ser processada perante o Juízo falimentar, sendo
necessária a sua habilitação no juízo universal [Código Civil Brasileiro 7.116,
Plenário, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de
23.8.2002]. Agravo regimental a que se nega provimento'
(AI n 584.049/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau, DJ de 1.../9/06).
'Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Recurso que não demonstra o desacerto da decisão
agravada. 3. Competência. Falência e execução trabalhista.
Juízo falimentar. Precedentes. 4. Agravo regimental a que
se nega provimento' (AI n 585.407/RJ-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de
1.../12/06).
Nego provimento ao agravo.
Publique-se.”
Aduz o agravante, in verbis, que:
“(...)
Não foi apontado como violado o artigo 195 da Constituição Federal de 1988/88,
apontou-se sim como violado o artigo 114, § 3... da Constituição Federal de 1988/88 que
determina a execução ex officio das contribuições sociais
elencadas no mencionado artigo 195. Assim, não era necessário
o prequestionamento deste dispositivo constitucional, bastando
somente o prequestionamento do artigo constitucional que
define a competência da Justiça do Trabalho.
(...)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
AI 625.709 AGR / AM
Nestes autos se discute acerca da impossibilidade de
habilitação de créditos previdenciários em processo falimentar,
face a especialíssima competência atribuída à Justiça do
Trabalho para executar as contribuições previdenciárias
decorrentes das sentenças que proferir, conforme dispõe o
artigo 114 da Constituição Federal de 1988/88.
As execuções destas contribuições previdenciárias apesar
de tramitarem perante a Justiça Trabalhista, não perdem sua
natureza de execução fiscal. São execuções de dívida ativa da
União, e por isso não estão sujeitas à habilitação no Juízo
Universal Falimentar, conforme preconizam os artigos 5... e 29
da LEF e 187 do CTN” (fls. 103/104).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
Nestes autos se discute acerca da impossibilidade de
habilitação de créditos previdenciários em processo falimentar,
face a especialíssima competência atribuída à Justiça do
Trabalho para executar as contribuições previdenciárias
decorrentes das sentenças que proferir, conforme dispõe o
artigo 114 da Constituição Federal de 1988/88.
As execuções destas contribuições previdenciárias apesar
de tramitarem perante a Justiça Trabalhista, não perdem sua
natureza de execução fiscal. São execuções de dívida ativa da
União, e por isso não estão sujeitas à habilitação no Juízo
Universal Falimentar, conforme preconizam os artigos 5... e 29
da LEF e 187 do CTN” (fls. 103/104).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
Não se divisa afronta à literalidade do art. 114, § 3..., da
Consolidação das Leis do Trabalho, na hipótese, porque a Justiça do Trabalho não se furtou a
promover a execução de ofício do crédito previdenciário que
resultasse de sua sentença. Ocorre que o crédito trabalhista,
fato gerador do crédito previdenciário no caso, não foi aferido
de forma plena, ante a interrupção da execução por
superveniente falência da reclamada. O art. 114, § 3..., da
Constituição Federal, não dispõe, literalmente, da competência
para execução das contribuições sociais quando decretada a
falência” (fl. 51).
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, o Tribunal de
origem solucionou a lide em consonância com a jurisprudência desta
Corte, no sentido de que, declarada a falência da empresa reclamada, as
execuções em curso na Justiça do Trabalho devem prosseguir no juízo
falimentar.
Ressalte-se que, no exame do Recurso Extraordinário n 583.955/RJ, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral da matéria
constitucional versada nestes autos, sobre qual seria o juízo competente
para processar e julgar a execução dos créditos trabalhistas no caso de
empresa em fase de recuperação judicial. O mérito da matéria objeto
deste feito foi examinado pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal,
que concluiu pela competência da Justiça estadual comum, em acórdão
assim ementado:
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1814788.
Supremo Tribunal Federal
14/02/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709 AMAZONAS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)
Não se divisa afronta à literalidade do art. 114, § 3..., da
Consolidação das Leis do Trabalho, na hipótese, porque a Justiça do Trabalho não se furtou a
promover a execução de ofício do crédito previdenciário que
resultasse de sua sentença. Ocorre que o crédito trabalhista,
fato gerador do crédito previdenciário no caso, não foi aferido
de forma plena, ante a interrupção da execução por
superveniente falência da reclamada. O art. 114, § 3..., da
Constituição Federal, não dispõe, literalmente, da competência
para execução das contribuições sociais quando decretada a
falência” (fl. 51).
Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, o Tribunal de
origem solucionou a lide em consonância com a jurisprudência desta
Corte, no sentido de que, declarada a falência da empresa reclamada, as
execuções em curso na Justiça do Trabalho devem prosseguir no juízo
falimentar.
Ressalte-se que, no exame do Recurso Extraordinário n 583.955/RJ, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral da matéria
constitucional versada nestes autos, sobre qual seria o juízo competente
para processar e julgar a execução dos créditos trabalhistas no caso de
empresa em fase de recuperação judicial. O mérito da matéria objeto
deste feito foi examinado pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal,
que concluiu pela competência da Justiça estadual comum, em acórdão
assim ementado:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 625.709 AGR / AM
“CONFLITO
NEGATIVO
DE
COMPETÊNCIA.
EXECUÇÃO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS
DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL COMUM, COM EXCLUSÃO DA JUSTIÇA DO
TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI
11.101/05, EM FACE DO ART. 114 DA Constituição Federal de 1988. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A
questão central debatida no presente recurso consiste em saber
qual o juízo competente para processar e julgar a execução dos
créditos trabalhistas no caso de empresa em fase de recuperação
judicial. II - Na vigência do Decreto-lei 7.661/1945 consolidou-se
o entendimento de que a competência para executar os créditos
ora discutidos é da Justiça Estadual Comum, sendo essa
também a regra adotada pela Lei 11.101/05. III - O inc. IX do art.
114 da Constituição Federal apenas outorgou ao legislador
ordinário a faculdade de submeter à competência da Justiça
Laboral outras controvérsias, além daquelas taxativamente
estabelecidas nos incisos anteriores, desde que decorrentes da
relação de trabalho. IV - O texto constitucional não o obrigou a
fazê-lo, deixando ao seu alvedrio a avaliação das hipóteses em
que se afigure conveniente o julgamento pela Justiça do
Trabalho, à luz das peculiaridades das situações que pretende
regrar. V - A opção do legislador infraconstitucional foi manter
o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo
juízo universal da falência, sem prejuízo da competência da
Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de
conhecimento. VI - Recurso extraordinário conhecido e
improvido” (Recurso Extraordinário n 583.955/RJ, Pleno, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 28/8/09).
Desse modo, é certo que o crédito previdenciário decorrente de
sentença trabalhista possui caráter acessório e, como tal, deve seguir a
sorte do principal, que é o crédito trabalhista, com a consequente
habilitação perante o juízo falimentar.
Sobre o tema, anote-se, ainda, as seguintes decisões monocráticas:
Recurso Extraordinário n 599.608/GO, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11; e Recurso Extraordinário n
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
“CONFLITO
NEGATIVO
DE
COMPETÊNCIA.
EXECUÇÃO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS
DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL COMUM, COM EXCLUSÃO DA JUSTIÇA DO
TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI
11.101/05, EM FACE DO ART. 114 DA Constituição Federal de 1988. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A
questão central debatida no presente recurso consiste em saber
qual o juízo competente para processar e julgar a execução dos
créditos trabalhistas no caso de empresa em fase de recuperação
judicial. II - Na vigência do Decreto-lei 7.661/1945 consolidou-se
o entendimento de que a competência para executar os créditos
ora discutidos é da Justiça Estadual Comum, sendo essa
também a regra adotada pela Lei 11.101/05. III - O inc. IX do art.
114 da Constituição Federal apenas outorgou ao legislador
ordinário a faculdade de submeter à competência da Justiça
Laboral outras controvérsias, além daquelas taxativamente
estabelecidas nos incisos anteriores, desde que decorrentes da
relação de trabalho. IV - O texto constitucional não o obrigou a
fazê-lo, deixando ao seu alvedrio a avaliação das hipóteses em
que se afigure conveniente o julgamento pela Justiça do
Trabalho, à luz das peculiaridades das situações que pretende
regrar. V - A opção do legislador infraconstitucional foi manter
o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo
juízo universal da falência, sem prejuízo da competência da
Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de
conhecimento. VI - Recurso extraordinário conhecido e
improvido” (Recurso Extraordinário n 583.955/RJ, Pleno, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 28/8/09).
Desse modo, é certo que o crédito previdenciário decorrente de
sentença trabalhista possui caráter acessório e, como tal, deve seguir a
sorte do principal, que é o crédito trabalhista, com a consequente
habilitação perante o juízo falimentar.
Sobre o tema, anote-se, ainda, as seguintes decisões monocráticas:
Recurso Extraordinário n 599.608/GO, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11; e Recurso Extraordinário n
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 625.709 AGR / AM
560.044/SC, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 11/2/10.
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 625.709 AGR / AM
560.044/SC, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 11/2/10.
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A - INDÚSTRIA DE
EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S) : CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 625.709
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UBINATAM GALVÃO REZENDE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOÃO MACHADO MITOSO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S/A - INDÚSTRIA DE
EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
ADV.(A/S) : CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 14.2.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 625 . 709",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 625 . 709 AMAZONAS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 625 .",
"AI 625 . 709 AGR",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 625 . 709",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 625 . 709",
"AI 625 . 709 AGR / AM",
".",
"AI 625 . 709 AGR / AM",
"AI n 584 . 049 / RJ - AgR",
"AI n 585 . 407 / RJ - AgR",
"AI 625 . 709 AGR / AM",
"AI n 584 . 049 / RJ - AgR",
"AI n 585 . 407 / RJ - AgR",
"AI 625 . 709 AGR / AM",
"AI 625 . 709 AGR",
"Recurso Extraordinário n 583 . 955 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 583 . 955 / RJ",
"AI 625 . 709 AGR",
"Recurso Extraordinário n 583 . 955 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 599 . 608 / GO",
"AI 625 . 709",
"Recurso Extraordinário n 583 . 955 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 599 . 608 / GO",
"AI 625 . 709 AGR",
"AM 560 . 044 / SC",
"AI 625 . 709 AGR",
"AM 560 . 044 / SC",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 625 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 114 , § 3 . . . , e 195 , incisos I , alínea ‘ a ’ , e II , da Constituição Federal",
"art . 114 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 114 , § 3 . . . , e 195 , incisos I , alínea ‘ a ’ , e II , da Constituição Federal",
"art . 114 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 195 , incisos I , alínea ‘ a ’ , e II , da Constituição Federal",
"art . 102 , I , o da Constituição Federal de 1988",
"Código Civil Brasileiro ' s 7 . 025",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 195 , incisos I , alínea ‘ a ’ , e II , da Constituição Federal",
"art . 102 , I , o da Constituição Federal de 1988",
"Código Civil Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 469 , I do Código de Processo Civil",
"Código Civil Brasileiro n 7 . 116 / SP",
"CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 469 , I do Código de Processo Civil",
"Código Civil Brasileiro n 7 . 116 / SP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Código Civil Brasileiro 7 . 116",
"artigo 195 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigo 114 , § 3 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Código Civil Brasileiro 7 . 116",
"artigo 195 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigo 114 , § 3 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 114 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigos 5 . . . e 29 da LEF",
"187 do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 114 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigos 5 . . . e 29 da LEF",
"187 do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 114 , § 3 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"art . 114 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 114 , § 3 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"art . 114 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 11 . 101 / 05",
"ART . 114 DA Constituição Federal de 1988",
"Decreto",
"-",
"lei 7 . 661 / 1945",
"Lei 11 . 101 / 05",
"inc . IX do art . 114 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 11 . 101 / 05",
"ART . 114 DA Constituição Federal de 1988",
"Decreto",
"-",
"lei 7 . 661 / 1945",
"Lei 11 . 101 / 05",
"inc . IX do art . 114 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"AMAZONAS",
"Brasília",
"AMAZONAS",
"AMAZONAS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL S / A - INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"PROCURADORIA",
"MASSA",
"INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS",
"União",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL FEDERAL",
"INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS",
"União",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"AM",
"Ministério Público Federal",
"Pleno",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"AM",
"Ministério Público Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Vara Cível da",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"3",
"Vara Cível da Comarca de Americana -",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"AM",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"MASSA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"UBINATAM GALVÃO REZENDE",
"JOÃO MACHADO MITOSO",
"CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"UBINATAM GALVÃO REZENDE",
"JOÃO MACHADO MITOSO",
"CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"Menezes Direito",
"DIAS TOFFOLI",
"UBINATAM GALVÃO REZENDE",
"JOÃO MACHADO MITOSO",
"MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL",
"CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"Rodrigo Janot Monteiro de Barros",
"Sepúlveda Pertence",
"Rodrigo Janot Monteiro de Barros",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"UBINATAM GALVÃO REZENDE",
"JOÃO MACHADO MITOSO",
"MASSA FALIDA DE SHARP DO BRASIL",
"CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"UBINATAM GALVÃO REZENDE",
"JOÃO MACHADO MITOSO",
"CID DA VEIGA SOARES JÚNIOR",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"14 de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"5",
"/",
"05",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"5",
"/",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"8",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"8",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"8",
".",
"2002",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"9",
"/",
"06",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"12",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"8",
".",
"2002",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"9",
"/",
"06",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"12",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"8",
"/",
"09",
"9",
"/",
"9",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"8",
"/",
"09",
"9",
"/",
"9",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"2",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"2",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
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